comerciominho_19061879_949.xml
- conteúdo
-
ÍÍIÍLauIttSA,
POMTICA
B3 NOTICIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Sotto-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pinientel.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.°
ANNO
Braga, 12
mezes.....................................1^600
»
6
»
............................... 850
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios
cada linha
.........................
20
Repetição
........................................... 10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QLLNTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12 mezes.............................. 2^000
»
6
».............................. 1^050
»
sendo
duas assignaturas 3&600
Brazil, 12
mezes, moeda
forte. . 3^600
Folha
avulso...................................... 10
N.° 949
B
K
A.
CS- A.
OUATA-FEIRA 19
DE JUMIO DE 1879
A
’
reduefão do tComiuercio do
mtinlio».
Londres,
11
de
Junho,
1879,
[á
noite].
Na
cópia
que
remetti
esta
tarde
ao
Commercio
do
Minho, da
minha
ultima
Carta
para
o
Apostolo (que
me
esqueceu
assignar,
e
peço que
se
acrescente
minha
assignatíira),
se
verá
o
importante
facto,
do
ascendente
que
o
Partido
Calholico obte
ve
na Camara
Prussiana, e
de
como
Bis-
marck
o
afaga.
Em minha
opinião,
faz
honra
ao
gran
de
Chanceller esta
sua
retrogradação
de
um
systema
e
conducta,
não
só
injustos
mas extremamente
i
m
poli
ticos,
de
offen-
sa
a
mais de um
terço
da
população
do
Império—
e
esse
terço
ao
mesmo
tempo
o
mais
moral,
o
mais
docil,
o
mais
com
pacto.
A
importância
d
’
essa
muito
sensata
conducta
de
Bismark
manifesta
se
prin
cipalmente
pelo
azedume
que
logo
mo
tivou
no
Times
—
o
grande
representante
dos
princípios
maçonicos
e
anti-catholicos
em
política.
Tenho
pouca
duvida,
que
antes
de
mui
to
veremos
um
accordo
entre
a
Santa Sé
e
o
Governo
de
Berlim.
A.
R.
SARAIVA.
SUM.VIARIO.
I.
—
Muito
importante
noticia
no
Times,
mostrando
o
ascendente
que
tem
adqui
rido
a
opinião
Catholica
e
conservadora
no
Parlamento
Allemão;
concordia da
mesma
com
o Grande
Chanceller
ultimamenle.
Despeito
dos
«Liberaes»
por
isso.
II.
—
Artigo
directivo
do
Times
grande
mente
enfadado
contra
Bismark,
pela
harmo
nia d
’
este
com
o
Chefe
do
partido
Calholico
no
Reichstag;
aborrecido
porque
o mesmo
Parlamento
elegeu
para
Vice-Presidente
Herr
von
Frankenstein
iultramontano>
ou
Calholico
(que
sam
synonimos
hoje
na
geringonça
Liberanga).
III.
—
O Cardeal Newman,
sua
despe
dida
do
Pontífice,
comêço
da
sua
jorna
da
regressando
a
Inglaterra.
IV.
—Conclusão
da
guerra
no
Afghanis-
tan.
Continuação
da
Africana
com os
Zu-
ius.
I.
—
(Junho
7]
—No
meu entender,
uma
das
circumstancias
e
symptomas
mais
im
portantes
que
ultimamente
se
ham
mani
festado
no
interesse
da
Religião
e
da
Igre
ja,
é
a
que
vou
expor.
No
dia
26
de
-Maio
appareceu
nas
noticias
de
Berlim
de
2o
no
Times,
um
paragrapho,
que
logo
me
deu
muito
no
gólo,
como
symptoma
de mudança de
sentimentos
e
resoluções
do
governo
Al
lemão,
isto
é,
de Bismark,
pelo que
per
tence
á Igreja
Catholica
no
Império.
Se
algum
dos
leitores
do Apostolo
acaso
se
recordar
do
que
n
’
esta
correspondên
cia
ponderei e
reflexionei
quando Bismark
e
o
seu
Falk
estouvadamente
fizeram e publi
caram
as
suas
leis
anti-catholicas,
conhecidas
pelo nome
do
ultimo
dos dois,
que as
formu
lizou;
poderá
lembrar-se
de
como lhes
predisse
os
inconvenientes
que haviam
de
vir
a
resultar
ao
novo
Impcrio,
de
offen-
der
d
’
aquella
sorte
os
sentimentos
e
in
teresses
moraes
de
um
terço,
pelo
menos,
da
população
do
novo
Império.
O
inconveniente
claríssimo,
logo
o
de
monstrarei,
era
o
immediato
descontenta
mento
de uma
tão
grande
porção
da
gen
te
do
Império,
e aquella
mais
moralisada
e
séria,
e que
tanto havia
concorrido
para
a formação
do
novo
Império,
que
a
fa
tuidade
do
Napoleonico
fez nascer.
Levou tempo antes
que
o
homem de
ferro
começasse
a sentir
os
grandes in
convenientes
de
seu
proceder anti-catho-
lico; isto
porque
repugnava
naturalmente
ao
seu amor
proprio,
deixar
vêr
como
li
nha
tomado
uma resolução
imprudente
e
precipitada
em
matéria
ião
grave,
que
implicava
o descontentamento
e
a
oppo-
sição
de
uma
tão
grande
porção do
povo
Allemão.
Como
porém
os
Calholicos
e
a
Egre
ja,
segundo
seus
princípios,
não
sam
prom-
ptos
a
desobedecer
e
a resistir
á
aucto-
ridade,
por maneira
violenta
e
revolucio
naria;
soffreram, por
lodos
esles
annos,
vêr
fechar
as
suas
escolas
e collegios;
ex
pulsar
seus
Bispos;
incarcerar
seus
sacer
dotes,
etc.
etc
,
sem
se
resolverem
aos actos
de
resistência
material
e
rebelde,
a
que,
sem
a
influencia de
seus
princípios moraes
e
doulrinaes,
elles
poderiam
ter
recorrido.
No
parlamento,
e
nas
suas
folhas Calholicas
foram,
todavia,
protestando sempre
con
tra
as
Leis
de
Falk
e
os
procedimentos
anti
calholicos
do governo.
Como
as
sociedades
secretas
e
re
volucionarias,
apesar
de
suas
denegações
hypocritas
em
contrario,
tem
por
objecto
principal
hostilizar
o
Catholicismo;
com
os
procedimentos
anti-catholicos do
governo
re
ceberam
novo
estimulo
e
animação;
e
as
sim
começou
o
Socialismo
a
desinvolver-
se mais;
até
vir a
inspirar
as
tentativas
regicidas
de
Hoedel
e
de
Nobiling.
Foi
desde
então
que
Bismark
princi
piou
a
vêr,
que
em
sua
hostilidade
á
Igreja
de
um
terço,
pelo
menos,
da
po
pulação
do
Império,
e
de
uma
grande
proporção
da
do
Globo,
não
fazia
mais
que
fomentar
os princípios
e
interesses
anarchicos,
desorganisadores,
contrários
a
toda
paz
e
ordem
social.
Depois
d’estas
considerações,
creio
se
apreeciará
melhor
a
significancia
do
pa
ragrapho
nu
Times
que
acima
disse
me
fizera
logo
impressão
como
de muita im
portância;
impressão
que,
como
se
verá,
foi
no
dia
seguinte
plenamente
confirma
da
por
um
directivo
do
Times,
em
mi
nha
opinião
altamente significativo. Eis
aqui
a
communicação de
Berlim,
do
mesmo
Times
de 26 do passado, com data
da
vespera:
—
«Berlim
2a
dé
maio.
—
Hontem
o
Rei-
chslag
procedeu
primeiro
a
eleger
um
Succès>or
a
Herr
von Stauffenberij,
Primei
ro
Vice
Presidente,
que
resignou;
reca-
hindo
a
escolha
no
Barão
von
Franken
stein,
Clerical.
Os
Liberaes
abstiveram-se
de
votar.
E
’
esta a
primeira
occasião
em
que
um Ultramontauo
tem
occupado
tão alto posto,
e
o
acontecimento
é
ca-
raclerisado
pela Imprensa
Catholica
como
uma
grande
vicloria
para
o
seu
partido.
Isto, diz
ella,
é
signal
muito
certo
de
que’
o Príncipe
Bismark,
o
Diocleciano
do
século
XIX,
será
brevemente obrigado,
ou
se
resolverá
a
relaxar
o
seu
rigor
de
perseguição.
Quando
(como
creio
haver
noticiado
antes)
o
habil e
decidido
Chefe
da Op-
posição
e
Partido
Calholico
no
Parlamen
to
Prussiano,
ou
Allemão,
Mr.
Windhonsl,
que
resistiu
e
combateu
com
tanto
vigor
e
talento
os
procedimentos e
medidas
an-
U-calholicas,
se
viu,
recentemente,
nas
re
cepções
do
Grande Chanceller,
e
tratado
por
este
com
grande familiaridade
e
dis-
lincção,
indicada
eslava
a
grande
mudan
ça
no
Chanceller.
(Junho,
8)
—Logo
na
seguinte
rece
pção
á
noite
do
Príncipe
Bismark,
se
viu
a
liberangada
anti-catholica
(qual
é
ge-
ralmenle)
ressentir
a
mudança
nos
senti
mentos do
Grande
Chanceller;
pois,
logo
mais
abaixo
diz
o
mesmo Corresponden
te
:
—
«A
soirée, ou
recepção
parlamentar
do
Príncipe Bismark
hontem á
noute,
foi
me
nos
numerosamente
frequentada
que d
’
an-
tes,
sendo
os
Liberaes
conspícuos
por
sua
consciência;
nem as
reflexões
políticas
do
Príncipe
foram
tão
ricas
e
variadas
como
de
ordinário.
A
vicloria conservadora
e
a
tarifa
de
pautas
foram
os
principaes
obje-
ctos
de
conversação».
A.
R.
SARAIVA.
(Continua)
SECÇÃO
COMMERCIAL
Exposição
portugueza
no
Rio
de
Janeiro
—
Reforma
Pautai
—
Syndicancia
á
al
fandega
de
Lisboa.
Sulcando
as aguas do
Atlaatico,
car
regado
com
nossos
productos
agrícolas
e
induslriaes,
lá vae
em
demanda
da
bar
ra
do
Rio
de
Janeiro
o vapor Maria
Pia,
esse
formoso
barco
companheiro
de
mui
tos
annos
do
Luzitania, na
carreira
en
tre
Lisboa
e
ilha
da
Madeira.
Esses
productos
portuguezes
vão
ap-
parecer
em
exposição na
terra
de
nos
sas glorias, na
terra
que
descobrimos,
que
foi
nossa
colonia,
e
que
hoje
é
um
império
nascente.
A
companhia
fomentadora
das
indus
trias
e
agricultura
de Portugal vae rea-
lisar
um
grande
commetimento
—
uma
ex
posição
portugueza
no
Rio
de
Janeiro—
uma festa
de
trabalho,
de
fraternisação
e
de paz.
Aindaque
a
nossa
industria não
está
paralella
em
alguns
ramos
com
a
de
ou
tros
paizes,
ainda
assim, o Brazil
saberá
que
vamos
caminhando na
estrada
da
per
feição
artística
e
não
deixará
de
admirar
a magnifica
collecção
de
louças
do
snr.
Wesceslau
Gifka,
as
sedas
da
accreditada
fabrica
dos
snrs.
Cordeiro
&
Irmão,
as
joias
dos
distinctos
artistas
portuenses
Lo-
bão
&
Ferreira,
os
quadros
do
abaiisado
pintor
Francisco
José
Resende,
e
outras
muitas
obras de arte
que
alli
tem
de
mostrar
o
adiantamento
do
nosso
paiz.
Se
aos
nossos
irmãos
residentes
nas
terras
de Santa Cruz,
nós
devemos
o
maior
desenvolvimento
industrial,
pois
com
os
seus
capitaes
se
leem
levantado
im-
mensas
empresas
em
Portugal,
é
justo
que
na
patria irmã
da
sua,
onde
sua
ram
para
ganhar
um
punhado
de
oiro
com
que vieram
animar
a
industria
da
terra
que
lhes
foi
berço,
é
justo,
repelimos,
que
lá
vamos
mostrar-lhes
os
fructos
de
seus
sa
crifícios
e
de
nosso
trabalho.
O
governo
brazileiro
concedeu
á com
panhia,
para
fazer
a
exposição,
o
ediíi-
cio
da
typographia nacional,
edifício vas
tíssimo e
uma
das
mais
bellas
proprieda
des do império.
A
prorogação
do
tratadò
de
commer
cio
com
a
França
expira
no
fim
de
este
anno.
Que
medidas
adoptará
o
governo
no
fim
d
’
este
praso?
Passaremos
de
salto
para
uma
reforma
pautai, reforma
que
reclama
séria
aitenção
e
maduro
exame
em
vista
das
criticas
circumstancias
da
industria?
Talvez.
Ha
cerca
de
um
anno
foi
nomeada
uma
commissão
encarregada
de
proceder
ao
estudo
para a
reforma
de
nossas
pau
tas,
mas
ainda não
appareceram
os
seus
trabalhos, ou
peio menos
não
appare
ceu
ainda
a
publicação
de
elles.
Ha
tempos
falíamos
do
cahos
adua
neiro
que
existe
em
Portugal,
isto
pelo
que
vamos
notando
das queixas
que
a
cada
passo
apresentam
diversos
jornaes;
agora
porém
vemos
que
tudo
isto
era
na
da
em
comparação
do que
o
snr.
Here-
dia
diz
da
Alfandega
de
Lisboa,
requeren
do
elle,
o primeiro
chefe,
uma
syndican
cia
accusando
os
seus
subordinados
de
auctores
de
exiravios
de
fazendas
e
sub-
tracções
aos direitos.
Abstemo-nos
de
fallar
d
’
aquelle
sudá
rio
de
torpezas que o
snr.
Heredia
des
enrolou
aos
quatro ventos
e
que
para
nos
sa
vergonha fica íluctuando á
margem
do
Tejo.
A
primeira
parte
do
relatorio
da syn
dicancia
á alfandega
de
Lisboa
tinha
de
ser
apresentada
ao snr.
ministro
da
fa
zenda no
dia
12.
Paliaremos
d
’elle
quando
o
virmos
pu
blicado.
Os
nossos
fundos
soffreram
algnma
baixa
com
a
mudança
do
ministério,
por
inesperada,
restabelecendo
logo a
confian
ça,
sendo
já
em
11
do
corrente
vendi
das na
bolsa
de
Lisboa:
Obrigações
prediaes
a
93$300.
Inscripções
a
49,90.
As colações
do
cambio
do
Brazil
não
permittem
fazer
remessas
de
dinheiro
pa
ra
a
Europa
e
as
operações
realisadas
so
bre
Londres
teem
sido
insignificantes.
Os
descontos
em
os diversos estabele
cimentos
bancarios
teem
regulado
6
*/2
°/0,
ao
mesmo
tempo
que
o
Banco
dê
Inglaterra
e
de
França manteem
o
des
conto
a
2.
O
nosso
commercio
de
exportação
ha
sido
menus
que
regular.
Tem
sido
avultada
a
importação
de
mi
lho
e trigo
n
’esta
quizena,
sendo
o
primei
ro
destinado
para
destilação de
aguar
dente. ’
A
Inglaterra
queixa-se
da
pequena ex-
tracção
que
leem
tido
n
’estes
últimos
tempos
as
suas manufacturas.
Ella,
a
exploradora
de
toda
a
Europa,
e
lambem
da
America
do Norte,
vê
com
pezar
os
outros
paizes
produzirem
em
grande
escala
as manufacturas
que
lhes
mandava
e competirem
com
ella
em
per
feição
e
com
mais
barateza.
As
medidas
proteccionislas
de
Bismark
foram
mal
recebidas
pela
Áustria,
Hollan-
da
e
Rússia
que
em
represália
vão
im
pedir
qne
d
’Allemanha
receba d
’
ellas
a
matéria
prima.
As ideias
pró
e
contra
o
proteccio-
nismo
é
hoje
a maior
questão
europea.
As conferencias dos
partidários
do
li
vre
cambio
e
dos
proteccionislas succe-
dem-se
umas
após outras
principalmente
na
França,
onde
os
operários
pretendem
dictar
as
leis.
Nas convenções commerciaes com
a
França,
a
Allemanha
reservou
para
si
os
tres
quinhões
do
leão
do
fabula.
O
com
mercio
francez
lem tudo a
perder
e
na
da
a ganhar
com
a Allemanha.
O
famo
so
chanceller
soube proteger
a
industria
da
sua
nação
não
só no
interior
como
no
exterior
negando
á França
vantagens
reciprocas.
E’
indubitável
que
a
Europa
se
agita
em face
de
uma
crise industrial
a
que
o
nosso
paiz não
deve ser
indifferente.
Grande
serviço
farão
á
sua patria
os
eco
nomistas
que
estudarem
as
necessidades
da industria
e
que
em
tempo
oppurtuno
apresentem
os
seus
trabalhos
a
fim
de
não
ficarmos
logrados
quando
outras
na
ções
nos
quizerem
impor convenções
inac-
ceitaveis se
appareçam
com
ellas.
-------- --
--------
fiuITTEIlA-T
Jlareelial Saldanha.
(Conclusão)
Em
1846,
Saldanha,
á
frente
das
tro
pas
cartistas, derrota
as
tropas
setembris-
tas
da
divisão
commandada
pelo
conde
de
Bomfim,
a
23
de
dezembro,
em Torres
Vedras,
ficando
prisioneiras
quasi
todas
as
tropas.
Apezar de
lodos
os
elogios
que
a
Saldanha
teem
feito
os
liberaes,
e
das
centenas
de
contos
com
que
o gra
tificaram;
apezar
mesmo
da
sua
incontestável
bravura,
é
certíssimo
que,
em
toda a
sua
vida,
só
alcançou
duas
victorias
decisivas—a
de
Per-
nes,
contra
os
realistas,
a
30
de
janeiro de 1834
(vide
Pernes']
e esta de
Torres
Vedras,
contra
os setembris-
tas.
Dão
lhe o
cognome
de
he-
roe
d
’
Almosler,
mas
o
que
é
verdade,
é
que
a
18
de
fe
vereiro
de
1834,
na
batalha
das
pontes
de
Santa
Maria,
do
Celteiro
e
da
Assêca
(cha
mada batalha
de
Almoster)
Saldanha
nada
mais fez do
que
conservar
as
suas
posi
ções,
e
repellir
os
realistas,
mas
sem
ganhar
sequer
u
m
palmo
de terreno.
Os
realistas
soffrerarr.
gran
des
perdas,
é
verdade
(1) e
dois
brigadeiros (Santa
Clara
e
Brassagel)
ficaram
mortos
no
campo;
mas
as
dos
libe
raes
não
foram
menores,
tendo
grande
numero
de of-
ficiaes mortos,
e
entre
el
les, o
intrépido
coronel
Mi
randa.
A
famosa vicloria
de
Lei
ria,
não foi
mais
do
que
uma
ignóbil carnificina,
em
que
os
liberaes
já
mais
de
viam
fallar,
porque
foi
um
acto
mais proprio
de
cani-
baes,
do
que
de militares
portuguezes,
quasi
sempre
tão
bravos
no
combate,
co
mo
bizarros
e
generosos
na
vicloria.
(2)
Também
os
liberaes,
não
dizem
que
Saldanha
foi
um
grande
realista,
e
que,
em
27
de
maio
de
1823,
se
foi
apresentar
(na
companhia
de
D.
Thomaz
d
’
Assis
Masca-
renhas)
ao
Snr.
D.
Miguel
I,
(então
infante)
no
campo
do
Quadro
(Santarém)
e
que
estes
dous
fidalgos
ajudaram
a
deitar
abaixo
a
constitui
ção
de
1820;
lornando-se,
d
’
ahi a
trez
annos, inimi
gos
encarniçados
dos
rea
listas.
Saldanha,
depois de
ter
tão
podero
samente cooperado
para
que
os
irmãos
Cabraes,
tornassem
ao
poder, teve
o
de
vido
prémio,
pois
em
fevereiro
de
1830,
foi
demitlido
de
mordomo-mór
da
casa
real.
Escandaíisado
por
tão
grande
ingrati
dão
da côrte,
a
favor
da
qual
tanto
ti
nha lidado,
e
varias
vezes
arriscado a
vi-
(1)
Só
o
meu regimento
(caçadores
da
Beira
Baixa,
ou
n.°
8)
perdeu,
entre
mortos,
feridos
e pri-ioneiros (d’
esles
muito
poucos)
mais
de
200 homens,
incluindo
o
nosso
commandante,
o
bravíssimo
tenente
coronel
Feirão.
Só
de
oíliciaes
inferiores,
tivemos
16
fóra
do
combate.
(2)
O
coronel
Pitta
Osorio
(realista)
tinha
em
Leiria
apenas
uns
1
800
homens,
quasi
todos
milicianos
e
voluntários
rea
listas,
e
um esquadrão
de
cavallaria n.°
1
—
Saldanha,
trazia
4:500 infantes,
tres
regimentos
de
cavallaria e seis peças de
artilheria.
Os realistas,
em
vista
da sua
inferioridade
numérica,
abandonaram
a
ci
dade,
retirando
pela
estrada
dos
Macha
dos.
A
cavallaria
liberal,
corre
sobre
el
les,
e
não
dá quartel.
O
philanlropico
Saldanha,
na
parte
que
deu
ao
ministro
da
guerra
diz:
—
Eu
e
todo
o
meu
estado-
maior,
temos
as
espadas,
até aos copos,
tingidas
no
sangue
dos
rebeldes
(
!J—De
via
dizer
—
no
sangue
de
portuguezes, que
sem
resistência,
procuravam
na fuga a
sua
salvação.
da,
pede
a
demissão de todos
os
seus
cargos
de commissão,
e
se
declara
inimigo
do
conde
de
Thomar.
D
’ahi a
pouco
mais
de
um
anno,
re-
volta-se
contra
o
governo
dos Cabraes,
saindo
de
Lisboa
a
7 d
’abril de
1851,
foi
a Mafra,
na
intenção
de
revoltar o
regimento
de
infanteria
n.°
7;
mas
ape
nas
alguns
soldados
tomaram o
seu par
tido
Também
se
lhe uniram, os
bata
lhões,
de
caçadores
n.°
1,
que
eslava
em
Setúbal,
e
n.°
5,
que
estava
em
Leiria.
Perseguido
pelas
tropas do
governo,
foge
para
a
Beira,
e
vendo
a
sua
causa
perdida, abandona
os
dois batalhões que
n
’
elle
tinham
confiado,
e
foge
para
Ló-
bios (Galliza)
deixando
a
sua
gente
ex
posta
ás
iras
dos
Cabraes.
Felizmente para
o
Saldanha,
José
da
Silva
Passos,
José
Victorino
Damasio
e
outros,
conseguem,
no
Porto,
revoltar
o
batalhão
de
caçadores
n.°
9.
e
o regi
mento
de infanteria n.°
2. (3)
O
conde
do
Casal,
(4) general
e
go
vernador
militar
do
Porto,
foge
da
cida
de,
com
a
tropa que
o
quiz
acompanhar,
em
24
de
abril.
O
general,
barão
de
Mesquita
(5)
que
estava
em
Coimbra,
com
o
snr.
D.
Fer
nando
Coburgo (commandante
em
chefe
do exercito)
abandona-o,
desertando
para
o
Porto
com
a
sua
brigada,
composta
dos regimentos
de
lanceiros
da
rainha,
granadeiros da
rainha,
infanteria
n.*
1,
e
urna
companhia
de
infanteria
16.
(O
snr. D. Fernando
teve
de
retirar
para
Lisboa).
Os
dois batalhões
de
caçadores,
1 e
5,
marcham
para
o
Porto,
a
unir
se
aos
revoltosos.
Saldanha,
tendo
noticia
do
triumpho
da
revolução
no
Porto,
sae
da
Galliza,
e
vem
se
reunir
aos revoltosos,
até
então
seus
inimigos.
O
conde
de Thomar.
ha
via
tornado
para
ministro,
em 1849,
por influencia
do
Saldanha,
o
qual
tinha
de
clarado
em
cortes,
que,
an
tes
queria
todos
os
Cabraes
na
camara
dos
deputados,
do
que um
só
da
junta do
Porto
(Têmpora
mutantus,
et
nos
mutamur
in
illil...)
Saldanha
foi
para
Lisboa
como
trium-
phador, fazendo
a sua entrada
solemne
na
capital
(desembarcando
na
Praça
do
Com-
mercio)
a
13
de maio,
e
foi
com
as
suas
tropas,
passar
em
continência,
em
frente
do
palacio
real,
mais
como
affronta
á
rainha,
do
que
como
acto
de
submissão.
N
’essa mesma noite,
a
snr.a D
Maria
II e o snr. D.
Fernando,
sofTreram
in
sultos
no
thealro
de
S. Carlos.
O
conde
de
Thomar,
foge,
pela
se
gunda
vez, para
o
estrangeiro,
e
Salda
nha,
tomando
conta
do
governo,
como
diclador,
promulga
grande
numero
de
leis.
(6)
Já
do
Porto
elle princi
piou
a
dar
leis
para
Lisboa,
e
foi
por
sua
ordem,
que
alguns
navios de
guerra,
e
transportes,
o foram
buscar
ao
Porto
e
ás
suas
tropas.
Finalmente,
depois de
vários
aconte
cimentos
que
seria
enfadonho
mencionar,
termina
a
primeira
dicladura
de
Saldanha,
e
assim
vae
passando
o
tempo, até
á
sua
SEGUNDA DICTADUHA
Na
madrugada
de
19
de maio
de 1870,
o velho
marechal
Saldanha,
á
frente
do
batalhão
de caçadores n.°
5,
e
do regi-
(3)
O
coronel
Cardoso,
commandante
d
’este
regimento, não
queria
deixar
levar
as
bandeiras,
e,
agarrado
a
ellas,
foi
as
sassinado
pelos
soldados.
Morreu
cumprindo
o
seu
dever, como
militar
brioso
que
era.
(4)
José
de
Barros
e Abreu,
foi
feito
barão
do
Casal, no
l.°
de
dezembro
de
1836
—
e
conde
do
mesmo titulo, em
20
de
janeiro
de
1847.
(5) Miguel
Correia
de
Mesquita
Pi-
mentel,
foi
feito
barão
de
Mesquita
(do
seu
appellido)
em
17 de janeiro
de
1848.
(6)
Uma
d
’estas
leis
(a de
23
de ou
tubro
de
1851)
determina
que
aos
oíliciaes
convencionados
em
Evora
Monte, se
désse
o
soldo
correspondente
aos
postos
que
tinham
ao tempo
da
morte
de
D.
João
VI.
Foi meia
justiça,
porque
os
oíliciaes
que
tinham
os seus
postos
dados
pelo
snr.
D.
Miguel
I,
e
que
lhes
tinham
sido
garantidos na
convenção,
ficaram
injustis-
simamente
excluídos do
beneficio
d
’
esta
lei.
mento
de infanteria n.°
7,
proclama
a
queda
do
ministério
Loulé.
Só
a
guarda
municipal,
alguma
artilheria
e
um
esqua
drão
de
lanceiros,
deixou
de
unir-se
logo
aos
revoltosos.
Saldanha,
dirige-se com
a
força
que
angariára,
ao
palacio
da
Ajuda,
onde
uma
bateria
do
3 de
artilheria,
lhe
faz
fogo,
que
é
correspondido
pelos
caçadores
re
voltados;
mas
a
resistência
durou
poucos
minutos,
e
os
artilheiros
rendem-se,
fi
cando
apenas mortos
uns
5,
e
igual
nu
mero
de
feridos.
Varias
balas
dos
caçadores,
esmiga
lharam
as
vidraças
do
paço
e lhe
furaram
os
estuques,
passando uma
baila (segundo
se
disse)
a
poucas
pollegadas
da
cabeça
do
snr.
D.
Luiz,
que,
tendo
recolhido
depois da
meia
noite,
do
thealro,
se
!e-
vantára
assustadissimo,
poucos
momentos
depois
(2
da
manhã)
porque
acordára
ao
estrondo
dos
tiros.
O
ministério
quer conservar-se
a
todo
o
transe,
não
lhe
importando
que
para
isso
corra
a
jorros o
sangue
de
porlugue-
zes
—e
todos
liberaes!
O
ministro
da
guerra
(Lobo
d
’
Avila)
dá
ordens
e
contra
ordens,
de
minuto
a
minuto.
O
rei
estava
aterrado.
Não
quer
guer
ra,
não
quer
sangue,
e
está
por
tudo
o
que
quizer Saldanha.
Manda
chamar
o
duque
de
Loulé,
para
se
lavrar
o
de
creto
da
demissão
dos
ministros, mas o
duque
se
recusa
terminantemente
a
re
ferendar
tal
decreto, dizendo
ao
snr.
D.
Luiz,
que
o
governo tem
força
sufliciente
para
debelar
os revoltosos,
que
vão
ser
immedialamente
aniquilados;
mas.
vendo
que
o
rei
se
obstina em
não
querer
guer
ra,
diz-lhe
que
se avenha
como
poder,
e
vae
reunir-se aos
seus
collegas,
para
en
vidarem
todos
os
meios
de suffocar
a re
volta.
(7)
O
visconde
de
S.
Thiago,
general
da
1.
a
divisão,
que
se
tinha
conservado
no
seu
posto,
marcha
com
a
força
que
es
tava
fiel
ao
governo,
em
direcção da
Ajuda,
mas,
chegando
á Tapada,
encontra
uma
ordenança,
com
ordem
do snr.
D.
Luiz,
para
retrogradar.
Finalmente,
o
rei
assigna
o decreto
da
demissão
do
ministério,
e
o
Saldanha
fica
senhor
da
situação,
e
dictador.
Elle,
a
quem
a
edade
provecta
deveria
ter
feito
mais
cauto,
prudente
e
reflectido,
prin
cipia
a
sua
dictadura,
não
só
promul
gando uma
aluvião
de
decretos,
na
fórma
do
seu
louvável costume;
(8)
exercendo
vingança;
e
dando
prémios,
segundo
a
sua
vontade,
soberana.
As exonerações,
demissões,
substituições,
nomeações
e
reintegrações
eram
ás
dezenas
em cada
dia!
Também
choveram
titulos
e
commen-
das,
a quem
lhe
pareceu.
(9)
Saldanha,
convida
o
illuslrado
e
pa
triota
bispo de
Vizeu
(o
snr.
Antonio
Alves
Martins)
para
fazer parte
do mi
nistério.
O
digno
prelado
responde,
que
<•
acceita
se
lhe
der
para
collegas,
homens
que
estejam
á
altura
da
sua
missão,
em
circumstancias
tão
criticas;
mas,
como
o
marechal quer
sómenle
impôr os
seus
amigos,
o
esclarecido
prelado
recusa.
A
25
de
maio,
constilue-se
o
novo
ministério,
do
qual
Saldanha
se
faz
pre
sidente,
e
ministro
da
guerra
e
estran
geiros—
fazendo, José
Dias
Ferreira
—
veá
no;
Antonio
Rodrigues
Sampaio (que
era
seu
inimigo
encarniçado,
ha
mais
de
30
annos!...)
—
obras
publicas;
o
novo
mar-
(7) Ainda
na
vespera
da
revolta,
os
ministros
tinham
feito
a
mesma
declara
ção e
as
mesmas
ameaças,
nas
duas
ca
sas
do
parlamento.
(8) Decretos
de
que
pouco
depois
nin
guém
fez
caso,
apezar
de
estarem
sanc-
cionados
pelo
rei.
Nem
sequer
houve
por
elles
a
consideração de
os annullar por
um
decreto
posterior.
Um
d
’
estes
decretos,
(o
de
13
de
agos
to) determinava
que
aos
oíliciaes
do exer
cito
realista, não
contemplados
no decreto
de
1851, fosse
pago
o
soldo
que
lhes
havia
garantido
por
um
tratado
solemne,
celebrado
entre
as
quatro
nações
da
al-
liança;
mas, apezar
de
então
só
existirem
114
oíliciaes
(dos
4:000
e
tantos
que
convencionaram!)
a
quem
este
decreto
po-
desse
aproveitar,
teve
elle
a
mesma
sorte
dos
outros.
(9)
Logo
a 24
de maio,
o
snr. D.
Cae
tano
de
Almeida
e
Noronha
Portugal
Ca
mões
de
Albuquerque
Moniz
e
Sousa,
que
era
conde
de
Peniche,
foi
(eito
marquez
de
Angeja, em
duas
vidas:
e
no
dia
se
guinte
foi
feito
visconde Castilho,
o
gran
de
poeta,
Antonio
Feliciano
de
Castilho.
quez
d
’
Angeja
(
!0)
—
marinha,
D.
Antonio
da
Costa
(sobrinho
do
Saldanha).
Deve
confessar-se
que
este
ministério,
hybrido e
heterogenio,
desagradou quasi
geralmente;
e
não
poucas
pessoas
o
al
cunharam
de
ibérico,
o
que
não
passava
de
calumnia.
As
cortes
são adiadas, até
20
dc
ju
nho;
mas,
no
principio
d’
este
mez?
é
prorogado
o
adiamento,
até
31
de outu
bro.
José
Dias
Ferreira,
que
veiu
a
ter
nada
menos
de
tres
pastas,
cede
uma
a
An
tonio
Vieira
de Magalhães Júnior (filho
do
visconde
da
AIpendurada)
que
era
barão
de
Magalhães desde
13 de
maio
de
1854,
e
tinha
sido feito
conde
do
mesmo
titulo,
pelo
Saldanha,
também
a
24
de
maio
d
’
este
anno
de
1870.
Não
convindo
a
Saldanha,
nem
á
maior
parte
dos
seus
collegas,
a
camaradagem
com
o
marquez
d
’
Angeja,
para
se
descar
tarem
delle, o
fazem
nosso
embaixador
em Bruxellas.
Saldanha,
lem
uma
parentelia
nume
rosíssima,
e,
ainda
por
cima,
de
cada
canto
lhe surgem parentes
improvisados,
que
o
marechal
emprega,
invadindo
com
elles,
todas
as
repartições
publicas.
O
descredilo
do
governo,
pelos seus
actos
i
r
reflectidos
.
se
vae
propagando
por
todo
o
reino,
e,
quanto
ao
credito
finan
ceiro,
nem o tem
em
Portugal,
nem
lá
fóra.
As
inscripções,
que
achou
cotádas
ao
par,
chegaram
a
27!
Todos
temiam
uma
imminenle
e
desastrosa
banca-rota.
O
marquez
de
Sá
da
Bandeira,
e
ou
tros
cavalheiros
prudentes,
tanto
instaram
com
o
rei,
expondo
lhe
o
risco
em
que
estava
a
patria,
que
elle resolve-se
a
de-
mitlir
semelhante
ministério,
a
29 de
agosto,
e
se
ficou
denominando
o
periodo
antecedente
o
governo
dos
100
dias,
que
tantos
esteve
d
’
esta
vez
o
Saldanha
no
poder.
Ha
toda a
probabilidade
para
acreditar,
que
o
novo
ministério
já
eslava
combina
do
antecipadamente,
porque,
apenas
no
meado,
entraram
logo
os
ministros nos
seus logares.
Ficou
assim
constituído—
presidente,
guerra,
e
interinamente
da
marinha.
Sá
da
Bandeira
(octogenário,
surdo,
trôpego
e
manêta!)
—
reino
e
instrucção publica,
bispo de
Vizeu
—
fazenda,
estrangeiros
e
justiça, marquez
d
’
Avila
(hoje
duque
do
mesmo
titulo)
—
obras
publicas,
Carlos
Bento
da
Silva.
Bastou
a
nomeação
d
’este ministério,
para
as
inscripções
subirem
logo a
32.
O
governo,
para
se
descartar
de
Sal
danha,
o
conspirador
sempiterno,
o
faz
nosso
embaixador
em
Londres,
onde
fal-
lece,
com
mais
de
80
annos de
edade,
pois
havia
nascido
a
17 de novembro
de
1790.
(II).
(10) Este
cavalheiro,
um dos
mais
no
bres
fidalgos
do
reino,
havia
tomado
parle
na
revolta,
e
metteu-se
no
Caslello
de
S.
Jorge,
com
uma
força
de
populares
(a
que
o
povo
principiou
a
dar
o
nome
de
penicheiros]
e
alli
esperou
o resultado
da
marcha
do
Saldanha,
ao palacio
da Ajuda.
(11)
Era
tão
temido
dos nossos
go
vernos,
que
quando
lhes
pedia
dinheiro
—
além
de tudo
quanto
recebia
pelos
seus
numerosos empregos
—
e
elles lh
’
o não
da
vam, ameaçava-os
de
vir
para
Portugal.
Não
era
preciso
tnais
nada,
para
que
logo
lhe
mandassem
quanto
elle
queria.
Saldanha,
que
sabia
o meio
de
obter di
nheiro
de prompto,
não
se
descuidava em
o empregar.
Sua Jlxe.a Kev«l.raa
o Snr. Ar-
eetbigpo Primaz.—
Com
a
mais
intima
satisfação
podemos
hoje
annunciar
a
to
dos
os
nossos leitores que
Sua
Exc.
a
Revd.
ma
já
tem
encontrado
sensíveis
me
lhoras
na
grave
enfermidade
que, ha pou
co,
ia pondo
em perigo
a sua
precio
síssima
existência.
Segundo
as
informações
que
lemos,
as
melhoras
que
Sua
Exc.
a
Revd.
ma
tem
sentido
ultimamente
dão
as
mais
bem
fundadas
esperanças
de
o
vermos,
dentro
em
breve,
promptamente
restabelecido
pa
ra
proseguir
nos
espinhosos
trabalhos do
governo
da
sua
archidiocese.
Deus
escu
tou
as
orações
de
todos
os
seus
archidio-
cesanos.
Aoa
nossos estimáveis assigna»’
te».
—
Era
consequência
de ser
sanclifi*
cado
o
dia de
amanhã,
não
podemos
dar
folha no sabbado, do
que
pedimos
desculpa
aos
nossos
assignantes.
Clironic»
religiosa.—
Hoje:—
Na Sé
procissão
da Oitava de Corpus
Christi.
V
Exposição
do
Santíssimo
na
egreja
do
Carmo.
Amanhã,
20:
Festa
do
Santíssimo
Co
ração
de
Jesus no Collegio.
Começa a
novena
de S.
Pedro.
Domingo
22:
De manhã
procissão
da
Correia
no
Populo.
De
tarde
exercícios
do
Puríssimo Coração
de
Maria nos Re
médios.
Na
Sé
festa
de
N.
Senhora da Ago
nia.
'
Exposição
do
Santíssimo no
Salvador.
Cominisraario
de
polieia.—
Foi
ef-
fectivamente nomeado
commissario
do
cor
po
de
policia
d
’
esta
cidade,
o
snr.
dr.
Ma
noel
de
Brito Furtado
de
Mendonça.
Despachos.—
Foram
lambem
nomea
dos
administradores do
concelho d
’
es-
te
districto
os
seguintes
cavalheiros:
Barcellos,
o
snr.
Rodrigo
Augusto
Cerqueira
Velloso;
Braga,
o snr.
José
Jor
ge
Soares
Russel;
Ceíorico
de
Basto, o
snr. João
Alves Ferreira;
Espozende,
o
snr.
Filippe
de Faria Azevedo
Araújo;
Villa
Nova
de
Famalicão.
o
snr.
Guilher
me
Northon;
Terras
de
Bouro,
o
snr.
Manoel Joaquim
Leite
Ribeiro;
Guimarães,
o
snr.
Rodrigo
de
Freitas
d
’
Araujo
Portu
gal;
Villa
Verde,
o
snr.
João
Feio
Soa
res
d
’
Azevedo;
Cabeceiras
de
Basto,
o
snr.
Custodio
Leite
Pereira
d
’Abreu e
Sousa.
Administradores
substitutos: Guimarães,
o
snr.
Manoel
Joaquim
Barros
Leitão; Es-
posende,
o
snr.
João
José
Fernandes
de
Azevedo;
Cabeceiras
de
Basto,
o
snr.
Jo
sé
Falcão
de
Magalhães;
Amares,
o
snr.
Antonio Cândido
da
Sdva
Amorim.
Slr. Untlinn
—Nos proximos
sab-
bado
e
domingo
teremos
dois
espectacu-
los
dados por
Mr.
Unthan
que,
sendo
privado
das
mãos,
toca
prodigiosamente
violino,
com
os
pés.
Toda
a imprensa
de
Lisboa
e
do
Por
to,
onde
aquelle
artista
funccionou
ulti-
mamente,
tem-lhe
feito
grandes elogios.
Peregrinação
n
I.our.les.—
Como
são
innumeras as
pessoas
de
todos os
se
xos
e
condições
que
diariamente
aflluem
a
Lourdes,
por
necessidade,
devoção
ou
caridade,
julgamos fazer
um serviço
aos
nossos
leitores,
dando
aqui
a
labella
da
despeza
que
se
faz na
viagem,
desde
o
Porto
á
dita
cidade.
c
cc
Èd
<
Q
uSj
ca
So
mm
a
O
«UM
t-q
—
M
o
ed
a
p
o
rl
u
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j
.
O 2Q 20
j
0
20
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20
20
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.
O 20 20
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'0-0
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71
M
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h
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.
.
—
20
J
*
20
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OÍ
2
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.
2
3
7
,5
0
1
6
.6
0
E
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a
çõ
es
P
o
rt
o
a
M
ad
rid
.
.
.
.
M
ad
ri
d
a
A
nd
ay
a.
.
.
\n
d
ay
a
a
L
o
u
rd
es
.
.
Preço
dos
cereaes.—
Na
terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo...........................................................
760
Centeio
.........................................................
410
Cevada
..........................................................
560
Milho
alvo...................................................600
Milho
branco..........................................520
Milho
amarello..........................................500
Painço
...........................................................
900
Feijão
vermelho........................................
700
9
branco.........................................
700
»
amarello..........................................500
9
rajado..............................................
400
9
fradinho........................................
400
Batatas
..........................................................
500
Azeite
(almude)
.....................................
6$000
Atravez
da
província.—
Está
con
cluído
o
assentamento
da
ponte metalica
do
ribeiro
de Faldejães,
no
lanço
de
es
trada
de
Ponte
do
Lima
ao
Carrega
louro.
—
Foi
denegado
provimento,
nos
recur
sos
interpostos
para
o supremo
tribunal
administrativo,
respeitantes ao
recrutamen
to
militar
de
1878,
aos
seguintes
recor
rentes
do
concelho
de
Ponte
do
Lima:
Freguezia
de
Annaea,
Antonio
José Fer
reira,
pelo
filho
João.
—
Freguezia
de
Ca
baços,
Rosa
da
Silva
Mimoso,
viuva,
pe
lo
filho
Mathias
—
Freguezia
de
Cepões,
Antonio
Alves
Pereira,
pelo
filho
João—
Freguezia
de
Correlhã, Agostinho
da
Ro
cha
e
mulher
Maria
Rosa,
por
seu
filho
Manoel
—Freguezia
de
Estorães,
José
Ma
noel
Vieira de Castro,
por
seu
filho
Jo
sé
Manoel
—
Freguezia
de
Gandra,
Antonio
Manoel
e
mulher
Rosa
Maria
por
seu fi
lho
Manoel
Antonio—
Francisco
José
de
Abreu,
pelo
filho
Antonio—
Freguezia
do
Salvador do
Souto,
Margarida Rosa, viuva,
por
seu filho
José
—Freguezia
de
Victori-
no
dos
Piães,
Josefa
Maria,
viuva,
pelo
filho
José
—Freguezia
d
’
esta
villa,
Clara
Rosa
de
Jesus,
pelo
filho
Delfim.
—
Dizem
de
Vianna:—
Em
razão
das
ultimas
chuvas,
desabou
ha
dias
sobre
as
abobadas
das
capellas
lateraes
da
egreja
parochial
de Monserrate (antigo
templo
dominico
da invocação
de
Santa
Cruz)
a
dupla-cimalha
de
parte do
pano
central
do
corpo
do
edifício,
da
banda
do
meio-dia.
Por
essa
occasião
verificou-se que
a
pri
meira
fiada
era
a
unica
que
eslava
em
bebida
no
macisso
da
parede,
pesando
so
bre
ella,
de um
modo
completamente
con
trario
á melhor
estabilidade
a
que,
em
ra
zão da infiltração
das
humidades,
veio
ago
ra
a
descozer
e
cahir.
E
’
um
incidente
duplamente
lastimável,
não só
por
ser aquel
le
templo
o
mais
vasto e
elegante
d
’
esla
cidade
e
districto,
como
por não possuir
a
freguezia
os necessários
recursos
para
accudir
e
emprehender
uma reparação
con
digna.
—
Dizem
de
Barcellos
que
é
esperan
çoso
o
estado
dos
campos;
os centeios
estão
vingados
e
bons,
os
batalaes
lindís
simos,
e
a
nascença
do
vinho
é
prodigio
sa,
estando já
em
parles
em
flor,
segun
do
informam.
Cadaver
queimado.—
Diz
o
«Com-
mercio
do
Porto»,
que falleceu
na
quin
ta-feira passada
na
rua
da
Fervença,
em
Villa
Nova
de Gaya,
onde
residia,
o snr.
Manoel
Martins
de
Araújo.
Como
é
de
uso,
a familia
do
finado
mandou-o
amor
talhar
e
metter
no
caixão,
que
foi col-
locado
em
uma
sala
aos
pés
de
um
altar
improvisado. A
’
noute
a
familia
reti
rou-se
para
os
seus
aposentos,
ficando
na sala
sómente
o
caixão
com
o cada
ver.
No
altar
algumas
luzes
allumiavam
a
imagem de Christo.
Alta
noite
uma
das
velas
caiu,
sem
ninguetn dar
fé,
sobre
o
caixão
e
com-
municando
fogo
ao
habito
do
morto
qua
si
que carbonisou este.
A
familia,
ao dar
por
tão
doloroso
successo
ficou, como
é
de
suppor,
pro
fundamente
magoada.
Cirande hasnr
para a conclu
são
da
nova capella de
S.
Victor.
—
A
Commissão
que
tem
a
seu
cargo
a
construcção
da
nova
capella
dedicada
a
S.
Victor, na rua Nova
de Santa
Cruz,
re
solveu promover
um
basar
de
prendas
para
com o
seu
producto
concluir
a
mesma.
O
basar
terá
logar
nos
dias
24 e
29
do
corrente
mez,
no
jardim
do
campo
de
SanCAnna.
Para
isto
a Commissão dirige-se
ás
Damas
bracarenses
sollicitando-lhes
uma
prenda
qualquer
que
abrdhante
e
torne
mais
rendoso
aquelle
basar.
As
prendas,
assim
como
qualquer
do
nativo
destinado
ao
fira
em
vista,
podem
ser
dirigidas
a
Antonio
Joaquim
Fernan
des
Braga,
na
referida rua Nova
de
San
ta
Cruz.
A’ caridade publiea.—
Recommen-
damos muito e
muito ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da Silva Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso.
Pedimos
que pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A
’
earidnde
pubHea.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece
do
peito ha
mais de
seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada
para
ga.
nhar
a
vida. Vive
em extrema
pobreza-
Habita
no
sotão
da
casa
n.°
4,
na
rua de
S.
Miguel-o-Anjo.
ILTITIAS XOT1CXAS
Lisboa
17
—
Na
Bolsa vendeu-se
1
ac
ção
do
banco
de
Portugal
por
5385000
reis;
8
ditas
do
banco
de
Commercial
a
845000;
5
ditas
da
companhia
de
Teci
dos
Lisbonense a 1405000;
84
obriga
ções
da
companhia
das aguas
a
845600;
69
ditas
prediaes
a
935500;
12
contos
em ínscripções
a
50;
1
dito
a 50,05;
20:000
escudos
de
fundos
hespanhoes
a
14,60.
A
alfandega
rendeu
hoje
10:9015685
reis.
Paris
14—
Apezar
da
votação
de hon-
tem na
commissão
senatorial,
é
provável
que
o
senado
approve
hoje
o projecto
re
lativo
ao
regresso
das
camaras
a
Paris.
Os rebeldes
da
Argélia
estão
cercados
por
tres
columnas
de
tropas.
Madrid
14
—
Eis
como
se explica
o
con-
flicto
da
costa
de
Bornéo:
O
Sultão
de
Soulou,
que reconhece
a
suzerania
da
sobre
vários
chefes
da
costa
Bornéo;
um
chefe,
querendo
subtrair-se á
sua
aucto-
ridade,
procurou
obter
o
protectorado
da
Inglaterra.
O
sultão
de Soulou
pedia
á
Hespanha
que
o
protegesse
contra
a
re-
bellião
do
seu
antigo
vassallo.
Continuam
amigavelmente
as
negocia
ções
com
a
Inglaterra
sobre
este
assum
pto.
Paris
15
—
Deve
apparecer
brevemente
no «Journal
oílicial» o
decreto
nomeando
o
conde
Kergorlay,
actual
segundo
secre
tario
da
embaixada
de
Londres,
para
o
cargo
de ministro
plenipotenciário
da
Fran
ça
em
Lisboa.
Paris 16
—
Dizem
de
Constantinopla
que
Fuad-Pacha
abandonou
as
funcções
de
mi
nistro
da
guerra
por
o
desaccordo
com
Osman-Pachá.
Falla-se
em Mahamoud-Pachá
para
mi
nistro
do
interior.
Paris
16
—
Principiou
na
camara
dos
deputados
a
discussão
dos
projectos
da
lei
do
snr.
Ferry,
relativos
ao
ensino
su
perior.
O
deputado
Cassagnac
accusou
o
mi
nistro
d
’instrucção
publica
de empregar
calumnias
systematicas
e
ler
falsificado os
documentos.
O
presidente
da
camara convidou
o
orador
a
moderar
a
sua
linguagem.
O
snr.
Cassagnac insistiu
na
accusa-
ção
das falsificações.
A
esquerda
protestou
e
pediu
censura
contra o
orador.
O
snr.
Gambetta
propoz
uma
censura
com exclusão
temporária.
A
esquerda
ap-
plaudiu.
Lévatitou-se
agitação
e
tumulto;
o
snr.
Gambetta
poz
o
chapéu
na
cabeça,
encerrando
de
facto
a
sessão.
Crê-se
que
a
camara
e
o
senado
se
reunirão
quinta-feira
em congresso,
afim
de rever
a
constituição.
Cairo
15
—Foi
expedida
uma
nota-cir-
cular
annunciando
a
revogação
do
decreto
de
22
de
abril,
contra
o
qual
as
potên
cias
protestaram.
Constantinopla
16
—
Corre
o
boato
que
Midhat
Pachá foi auclorisado
a
regressar
a Constantinopla.
Breve
será celebrado
entre
a
Inglaterra
e
a
Turquia
um
tratado
para
a
suppressão
do trafico
de
escravos
no
mar
Vermelho.
Paris 17—
A
Italia
adheriu
igualmenle
ao
protesto das
potências
contra
o
proce
dimento
de
khediva.
RECLAMOS
SÃOE
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
0
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
ILWa&BSClÈBE
DL
BARRY
de
Londres.
30 anuo» dfinvariavel
sueveaso
1
Combatendo
as iodegesiões
(dispepsias)
gaslrica,
gastralgia,
ílegma,
arroios,
ainargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo,
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea-
disenteria,
collicas,
tosse,
astlima,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
des
ordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
dos
bronchiles,
da
bexiga,
do
fígado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000
curas
entre,
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
das
ex.
mas
snr.as
marqueza
de
Bréhan,
duqueza
de
Casllestuart,
dos
exm.cs
snrs.
Lord
Stuart
de
Decies,
par
dlngliterra
0
doutor
e
professor
VVurzer,
etc.
etc.
N.«
49.842:
M.
ine
Mane
Jurie
Joly,
de
cincoenta
annos
de
constipação, indiges
tão,
nervoso,
insomnias,
asihma,
tosse,
flatos,
espasmos
e
nauseas.
—
N.°
46:270:
M.
Roberls,
d
’
utna
constipação
pulmonar,
com tosse,
vomitos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
—
N.°
46:210:
O
doutor
em
medicina
Martin,
d
’
uma
gastralgia
e
irrita
ção de
estomago,
que
faziam
vomitar
15
a
48
vezes
por
dia,
durante
oito
annos.
—
N.° 46:218:
o
coronel
Watson,
de
got-
ta, nevralgia
e
constipação
obstinada. —
N.»
18:744: o
doutor
em
medicina
Shorland,
d
’uma
hydropisia
e constipação.
—
N.B
49:522:
M.
Baldwin,
completa protação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu preço
em
remedios.—
Preço®
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
t
kilo,
500
; de
*/t
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
15400
reis; de
2
*/,
kilos,
35200
reis;
de
6
kt-
los,
65400;
e
de
12
kilos,
125000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é
a
Revalesciére
ehoeolatada;
ella
res-
titue
0
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carues
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e em paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24 chave
nas,
800
reis
;
de
48
chavenas,
15400 ;
d®
120
chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cad#
chavena.
BC
BARRY «fc
«V
UIHITRB,-
Piace
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos,
droguistas, mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32; Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira <à
Irtnão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.. Largo da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.—
Vianna do
Òaa-
tello,.
Affonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—Guimarãeg,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.—Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog.,
Rua da
Rainha,
29
e
33.
—
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
<5c
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm., Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua de
Gedofeita,
160;
Fontes
& C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Ántonio,
225 a
227.—
Fonte do
Li
ma,
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
Poro» Ao Varzirn,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vaiença do Minho,
Francisco
José de Sousa,
pharm.
—
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torr
s. pharm.
ANNUNCIOS
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Antonio
da
Pra
ça
Municipal tem
6505000
reis
para mu
tuar,
a
5
p. c.
(2461)
Aluga-se
0
que
se
acha
situado no
largo
da Lapa,
proximo
ao thealro;
quem 0
pretender
falle
no
deposito
de machinas
da
Companhia
Singer,
na
rua
de
S.
Vi
cente
n.°
17.
(2462)
Fabrica
de
papel de Ruães
Papel de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerentes
marcas e preços.
DEPOSITO EM
BRAGA
Tabacaria
líriíearenae
—
27,
Rua
do
Souto
27—
(2340)
A
APPARIÇÃO
DE
N.
SENHORA DA
SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço. ...
30
reis.
ATTJElKgâô
Constando
ao abaixo assignado,
que
alguém
mal
intencionado
tem
propalado
ter
eu
abonado
certa
pessoa;
declaro
pa
ra
os
devidos
effeitos, que
é
falso
todo
e
qualquer
documento
que
n
’
esta
praça
ou
em qualquer do
paiz,
ou
mesmo
es
trangeira,
appareça acceite,
endossado,
ou
abonado
pelo
annunciante.
Outrosim
o
annunciante
julga
nada dever
a
pessoa
alguma;
mas
se
alguém
se
julgar
seu
credor,
queira
apresentar
a
sua
conta,
que
sendo
verdadeira,
será
immediata-
mente
paga.
Braga,
e
rua
de
S.
Victor
n.°
31,
12
de
junho
de
1879.
(2457)
Antonio
Baptisla
Gonçalves.
MALA-POSTA ENTRE BRAGA E
GUIMARÃES
Manoel
Gonçalves.
Vieira
Prim,
alqui-
Jador
d
’esta cidade,
participa
ao
respeitá
vel
publico,
que,
lendo
principiado
com
a
nova
carreira
de
mala-posla
do
cor
reio
entre
Braga
e
Guimarães,
se
prom-
ptifica
a
servir
o
publico
com toda a
se
riedade,
esperando
do
mesmo
a
coadju-
vação
para
tal empreza#
Hornriot
Sae
de Braga
ao
meio
dia,
chega a
Guimarães
impreterivelmente
ás
3
horas.
Sae
de
Guimarães ás 3 da manhã, e
che
ga
a
Braga
ás
5,45,
podendo
os
passa
geiros
seguir ainda
no
comboyo
para
o
Porto.
Preços:
De
Braga
a
Guimarães e
vice-versa
240
rs.
(2458)
BILHETES
DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
APPARICIO A ntLHEIItíJ
27.
Praça
do
Bardo
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
210 reis.
Tarjados
de preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27, Praça do
Barão
de S.
Martinho,
27
DDE HIIISSÂ
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
*9, Praça do Barão de S. JHarti-
nlio, e?
APPARICIO
&
SIALIiEIRO
Caixa penhorista Bracarense na
Travessa de 1>.
Ctualdini d’esta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noute
na mesma
caixa.
Vende-se roupas.
Pede-se
a lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos empenhados
na
mesma
caixa
com atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão venlidos.
AOS PROPRIETÁRIOS DOS HOTÉIS E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusitana,
rua Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias
tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo o modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
VENDE-SE
a casa
da rua
do
An-
j°
n.° 11
e 11
A.
Quem
a
pre-
tenter dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
A
n.°
1.
(2423)
Desconflar
das
falsificações.
ÁGUA
de
MELISSA
dos Carmelitas
FAR1S,
Rue
de
1
’
Abbaye,
14
Contra
a
Apoplexia,
o
Cholera,
Flatos,
Desmayos,
Indigestões,
Febre
amarella,
etc.
Veja-se
o
prospecto
que
deve
envolver
cada
frasco.
Exija-se o
rotulo
branco
c
preto
que
devem
levar
pegado,
os
frascos
de todos os
tamanhos,
e a
assignatura inclusa
:_________
Unico suooessor
dos Carmelitas
PA.BIS
Adoptado
em
todos
os Hospitaes.
(FERRO DIALYSADO
BRAYA1S)
tauimendad
>
por
todos
os
Médicos.
Jj
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS, etc.
$
O
Ferro Bravais
(ferro
liquido
em
gottas
concentradas)
é o
uniso
exemplo
de
qualquer
acido; não
tem
cheiro
nem
sabor,
não
produz.®
prisão
do
ventre,
diarrhea,
irritação
nem
cança o
estomago;
alem
d
’
isto
jgj
e
o
unico
que
não
faz
os
aenles
pretos.
E’ o
mais economico da
todos os ferruginosos, pois que um frasco dura um mez.
1
Deposito
geral
em
Pariz,
13, rue Lafayette
(Perto
da
Opera),
e em
todas
as
Pharmacias.
Desconfiar-se das imitações perigosas oexijir a marca de fabrica que vae jtinela.
gj
Envia-se
grátis
a
quem
o
pedir
por
carta
franqueada,
um
interessante
foi
neto
sobro
a
Anemia
e
o seu
tratamento.W
Deposito
no
Porto,
Ferreira & Lmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77 e
79.
Empregadas
com
o
mais
grão
successo,
depois
mais
de
40
annos
por
a
maior
parte
dos
médicos
por
curar
a
chlorosis
(fluxo
branco)
doança
das mancebas filhas
e
to
das as
moléstias
chloróticas.
Eis
aqui
a
opinião
dos
mais
eminentes
médicos
que
as
tem
experimentado
:
«
Depois
35
annos que
exerço
a
medicina,
«
tenho
reconhocido
a
este
medicamento
«
(Pilulas
de
Blaud)
vantagems
incontesta-
«
veis
sobre todos
os
outros
ferreos
e
eu
«
o miro
como
o
melhor
anti-chlorótico.
»
Dr
DOUBLE,
ex-prtsidente
da
Academia
de
Medicina.
« De
todas
as
preparações
ferreas
que
«
nos
hão
dado
bons
resultados
no
trata-
«
mento
das affeições
chloróticas, as
pilu-
«
las
de
Blaud
parece-nos
devem
estar
na
«
primeira
fila.
»
—
Diccionario
univ.
de
Medicina,
t. n, page
99.
Como
prova
da
authenticidade, o
nome do inventor eaU gravado «obre
cada
pílula como aqui junto
Depositos
:
Parú, t,
r.Payenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.° 38—
3
(27 *)
Empreza
editora de Francisco Arlluir da
Silva
—Lisboa.
BRINIiE
A
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UmESRÍL
POR
Cmr
Cantu
Desde
a
creação
do
mundo
alé
1862—
con
tinuada
alé
1879
por
D.
NEMESIO
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
E
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de
18(57
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annolada
por
iHanoet
Ilertias-iJeM Branco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das
linguas
grega
e
latina,
etc.
2.
a
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
13 volumea
in-4.9 yi-nitde.
O
editor
proprietário
d
’
esta
publicação,
grato
aos
favores do
publico,
e
compre-
hendendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.
”
volume
para
que
esta
2.a
edição
da
HISTORIA UNIVERStL
íique
mais com
pleta,
resolveu
offerecer
aos
snrs.
assignan-
tes
que
o
auxiliaram
n
’esta empreza
e
áquel-
les
que de
hoje em
diante
o continuarem
a
coadjuvar,
como
BH1XBE
o
deeimo
terceiro volume,
contendo
trinta
e cin
co
capilulos,
seis
gravuras
e
dois
indices,
sendo o
primeiro
cbronologico
e
remissi
vo
de
toda a
Historia
Universal, servindo
para
a
procura
dos
tactos
que
n'ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabetico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879,
escriplos
em
hespanhol
por
D.
Nemesio
Fernandes
Cues-
ta, e
accrescentados
na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber-
nardes
Branco.
Fica portanto
completa
a
segunda edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.u
grande
e
custará:
Brochada
....
20$600
reis
fortes
Encadernada.
.
•
27$000
»
»
Para
facilitar
a acquisição
d’
esla
tão
importante
obra
ás pessoas
menos
abasta
das
que a
não
possam
comprar
defuma
só
vez,
o
editor
deliberou conservar
aber
ta
a
assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16 paginas
a
duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada, 40
rs.
Condições
da
assignatura
:
—
A
assigna
tura
póde
fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e as
gravuras
como
convier
—
por
fasciculos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura, 140
rs.
—
Cada
fascículo
de 80
paginas,e
1
gravura,
290 rs.
CADA
VOLUME:
1.°
vol.
br. orn. de
9 grav.
1^870
9 o
B
b
>
»
6
1
$665
3.°
B
»
»
7
B
1$605
4.°
B*
»
B
j
5
B
l$52ò
5.°
B
b
9
»
6
B
!$615
6.°
B
b
B
:
6
B
1$690
7.»
B
b
B
»
6
B
l$640
8
u
D
B
»
6
B
1$615
9.°
•
t
B
B
6
B
1$565
10.°
B
B
»
6
B
1$615
11.°
B
>
B
D
6
B
1$6íO
12.°
B
B
»
6
B
1$815
13.
0 K
ULTIMO,
ornado
de
6
gravu-
ras,
brinde
a
todos os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
I a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado
a
todos
os
assignantes que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume
Os assignantes
teem
as seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fasciculos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde
fazer-se
por
entregas,
fasciculos,
e
por
volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcados, pagando
ao distribuidor no
acto
da
entrega a
sua importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:—
A
assignatu
ra
póde
fazer-se por
fasciculos
è
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá o
primeiro
fascículo
ou
volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer
a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que não
re
ceberá
o
segundo
sem
que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
REA
LISA
VEIS
terão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor—
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA ;
me
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de Eu
gênio
Cbardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Francisco
Arthur dn Silva—editor
72, rua
dos
Douradores,
72—LISBOA.
Compra-se
na
rua
de
D.
Pedro
V
n.«
24.
(2159)
QUINZE
MIHUTOS"'
Devoção,
muito
agradavel
e
util
para
ser
recitada
em
presença
do
SS.
Sacra
mento,
e
com
especialidade
no mez
de
junho,
dedicado
ao
Santíssimo
Coração
de-
Jesus.
Vende-se
no
escriptorio
da
Typogra-
pbia
Lusitana,
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
4.
Preço.
...
10
reis.
Fabrica
a
vapor
de
fundição
ferro e
metaes
Travessa
de
S.
João—
Ilraya.
N
’
esta
fabrica,
unica
na
província
do,
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro como
de
metal.
Q
proprietário da
mesma
não
se
tem pou
pado
a sacrifícios
para
poder elevar este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N’esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de
rnadeira,
bancos
para jardins,
bonobas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades?
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para lampeões,
prendas
para copia
dores,
fuzos
de
novo
systema para la
gares, ferros
para
alfaiates e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de todos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’este
genero
principalmente
bom-
bas
de
poços.
Preços
os
do
Porto.
Antonio
Germano
Ferreirinha.
O
proprietário
Vende
papeis
pinta
dos para
guarnecer
saltas,
lindíssimos
gostos,
a prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
.tM
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
.il
g
3
PEDIDO
A
Meza
da Santa
Casa da
Misericór
dia,
de
Braga,
teado
em
consideração
a avultadissima despeza
que
está
custan
do o
fornecimento
de
pannos
e
fios
Pa
^a
o
curativo
de feridas no
Hospital de
Marcos,
empenha
n
’
esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
G.
Pereira
Bernardo
RESPONSÁVEL—Luiz Baptisla da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
18^
Parte de Comércio do Minho (O)
