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- conteúdo
-
FOB.IIAL
Bf-7
noticiosa
REDACTORES—D. Miguel Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
7.°
ANNO
KkX
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.....................1&600
»
(i
»............... 850
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios
cada
linha.
....
20
Repetição
............................
10
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS E SABBÀDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes.............................. 2&000
»
6
d
............
1^050
»
sendo
duas assignaturas 3&600
Brazil,
12 mezes, moeda forte. . 3^600
Folha
avulso...................................... 10
ÍTÍ
Í
ÍÍ
h
lIl
lIgl
BWW
—
MM
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I
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M
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ãBWBrtWKM
gMWraWMWOtfa
W^aBgcààSiii
N.o 948
u;
B
Et
A.
G
A
TERÇA-FEIRA
H BE
JL^ilIO DE 1879
Rosna
e frança.
Tem
sempre
havido
uma
coincidência
mvsteriosa
entre
Roma
e
a
França;
a
soa
felicidade
é
inseparável,
e
a
Provi
dencia
tem
unido
tão
estreitamente
os
seus
destinos
recíprocos, que
os
serviços
pres
tados
á
Santa
Sé,
teem
sido
sempre
para
a
França
o
manancial
d
uma
desvelada
protecção,
ao
contrario
que
o
seu
esque
cimento
de
Roma
tem
sido
annunciado
por
grandes
catastrophes.
Tal o
resultado
da
sua
fidelidade
ou de
suas
ingratidões
para
com o Papado.
Basta analysar
os
factos
d
’
estes
últi
mos
annos,
para
se
conhecer
a verdade
do que
fica
exposto.
Apenas
a
Frauça
abandona
Roma
aos
seus
inimigos, eis
que
uma
serie
não
in
terrompida
de
derrotas começa
para
aquella
nação.
A’ proporção
que
a
Itaiia
se
assenho-
rea
de
Roma, a
Prussia
marcha sobre
Paris,
deixando
na
sua
passagem vestí
gios
das
maiores
atrocidades
e
desvasta-
ções;
finalmente
quando Victor
Manoel
entra
em
Roma,
Napoieão
III
perde
a
coroa
nos
campos de SèJan.
Para
melhor
analysarmos
a verdade
dos
factos,
vamos
apresentar
as
datas
mais
frisanles
da
ultima guerra
íranco-prussia-
na,
em
que
se
revela
o
Dedo
visivel
de
Deus!
4
d
’agosto de
1870
—
-Aviso
oílicial
da
evacução
de
Roma.
—
Primeira derrota
dos
francezes
em
Wissembourg.
5
d
’agoslo
—
O
corpo
d
’occupação
aban
dona
Viterbo.—
O
exercito
allemão
occu-
pa
a fronteira franceza d'oesle.
6
d
’
agosto
—
O
general
Dumont,
ás
duas
horas
da
tarde
embarca
para a
França.
—
A
’
mesma
hora
o marechal
Mac-Mahon
baile
em
retirada
ante
o
exercito
inimi
go.
A
’s
cinco
horas
do
mesmo dia, a
bandeira
franceza
era
arreada
das forta
lezas
de
Civila-Vicchia.
A
’
mesma
hora,
duas
bandeiras
francezas
caem
em poder
dos
Prussianos.
Cousa
notável!
no
dia
6
d’
agosto,
10:000
homens
francezes
abandonam
os
estados
ponliíicios;
n
’
esse
mesmo
dia
a
França
perde igual numero
de homens
na batalha
de
Wissembourg.
7
d
’Agosto
—
Embarque
dos
últimos
4:000
francezes,
que
defendiam
a
Santa
Sé.
—N’
este
mesmo
dia
4:000
francezes
caem
prisioneinos
em
poder
dos
prussianos.
11
de
setembro —
O
jornal
oílicial
de
Florença,
anuuncia que
o
rei
dTtalia
dera
oídem ao
general Cadorna
de
entrar
nas
províncias
romanas.
—
No
mesmo
dia,
as
guardas
avançadas
prussianas
chegam a
algumas
léguas
de
Paris.
16
de setembro
—
Cicita-Vecchia
cae
em
poder
dos
italianos.
—
No
mesmo dia
os
prussianos
occupam
Versailles.
19
de
setembro
—
Investida
comple
ta
de
Roma
e
de
Paris,
e, cousa
mais
notável
ainda,
no
mesmo
dia
em
que o
quartel
general
das
tropas
pontifícias
é
obrigado
a
relirar-se
para
o
Vaticano—
as
tropas
prussianas
estabelecem
o
seu quar
tel
general
em
Ferrières,
no
palacio
de
Rothschild, o rei
dos
banqueiros
e
dos
judeus.
20
de
setembro
—
.A colonia
italiana
reduz
a
cinzas
a
villa
Bonuparte.
—
No
mesmo
dia,
os
canhões
prussianos
redu
zem
a
cinzas
o palacio
imperial
de Saint
Cloud.
24
de setembro
—O
exercito
pontifício
sae
de
Roma
com
honras
de
guerra—
Toul
capitula—
Paris
está
em
vespera
de
se
ren
der.
11
d'outubro
—O
rei do Piemonte
ac-
ceila
solémnemente
o plebiscito
que
lhe
entrega
Roma,
e
proclama
—
como
rei
e
como
catholico,
(??)
a
unidade
italiana
e
a
liberdade
da Egreja
—Orleans
é
to
rnada
d
’
assalto,
e a guerra,
diziam
os
li-
beraes
philanthropos,
toma
um
caracter
de
selvageria
incompatível
com
os
costu
mes
da
epocha.
14
d'outubro
—
-
M.
Thiers
chega
a
Fran
ça
—
Um
decreto,
publicado
em
Roma,
es
tabelece
a
igualdade
dos cidadãos
—
Os prus
sianos
invadem
todo
o
Loiret,
bombardeiam
Soissons,
avançam
sobre
Rouen,
e
acam
pam
nos
Voges.
No
dia
seguinte
Sois
sons
capitula.
19
d’
outubro—O
ministro
italiano
das
finanças
parte
para
Roma
—
Os
prussianos
marcham
sobre
Tours,
tomam
e incen
deiam
Chateaudun.
22
d’
outubro
—
O
ministro
italiano
Vis-
conti-Venosta,
respondendo
á
carta
do
em
baixador
Senard,
entre outras
cousas,
di
zia-lhe
que
o
gabinete
italiano
acceitava
a
aspiração
nacional
e
se
dedicava
á cau
sa
da
civilisação
e
do
progresso.
—
Ver-
non
é
bombardeada.
0
exercico
francez
é
derrotado
nos
Vosges. Os prussianos
marcham
sobre Amiens.
27
d
’
outubro —
A
corôa
de
Hespanha
cae
da cabeça do
duque d
’
Aoste,
filho
de
Victor
Manoel—
Capitulação
de
Metz.
173:000
prisioneiros.
No
dia
30
occupa-
ção
de Dijon;
os
prussianos
perdem
250
homens.
iNo
dia
31.
sedição
em
Paris,
tentativa
para
o
estabecimento
do
«Comi
té
de
salut
public»
e
da
Coinmuna.
8
de
novembro — O
cardeal
Antonelli
protesta inutilmente
contra
a obra
da
uni
dade
italiana
que
tinha
por
fim
destruir
o
cliristianismo
—
M.
Jules
Favre
procura
impedir
por
meio
de uma
circular,
que
os
prussianos continuem
a guerta
—
balda
do
empenho
—n
’
esse
mesmo
dia,
capitula
Verdun
—4:000
prisioneiros,
136
canhões,
23:000 espingardas.
Ode
novembro-Um
manifesto
italiano
pede
a
transferencia
immediata da
capital
para
Roma
—
Capitulação
de
Neuf-Bisach
depois
de
oito
dias
de bombardeamento
—
3:000
prisioneiros
e
100
canhões;
os
prus
sianos
approxitnam-se
de
Monthchard.
9
de
novembro
—
A
camara
italiana
dis
cute
e
approva
a
lei
que
ordenava
a
tran
sferencia
da
capital
para
Roma
—
Phalsboug
capitula; 1:900
homens
e
65
canhões
caem
em poder
do
inimigo.
14
de
dezembro
—
O
parlamento
italia
no
discute
sobre
as garantias
que
devem
ser
dadas
ao
Papa
—Capitulação
de
Mon-
médy
—
3:000
prisioneiros
e 65 canhões.
30
de
dezembro
—O
rei
de
Itaiia
parte
para
Roma
acompanhado
pelos
seus
mi
nistros
—
Os
francezes
abandonam
Arvon,
com
todas
as
munições
e
artilheria.
23
dejaneiro
de 1871
—O
principe
Hum
berto
entra
em
Roma,
installa-se
na
Qui-
rinal,
e
apparece
ao
povo
na
varanda,
d
’
onde
os
Papas eram
acclamados.
—
No
dia
seguinte
M.
Jules
Favre
volta
a
Ver
sailles,
para
receber
as condições
da
ca
pitulação
de
Paris.
27
de
janeiro—
O
padre
Jacmtho
pu
blica
nos
jornaes de
Roma
uma
carta
em
que
declarava
que
não
acceitava
o
Syllabus,
nem
as
ultimas
encyclas,
nem
o
celibato
ecclesiastico,
nem
a
política
supersticiosa,
etc.,
todos
applaudiram
este
desgraçado
—
Em
Versailles
M.
Jules
Favre
acceita
os
detalhes
militares
da
capitula
ção,
e
concede
á guarda
nacional
de Pa
ris
a
honra de
se
conservar
armada.
1
de
fevereiro—
A
camara
italiana
ap
prova
por 232 votos
contra
39,
o
pro-
jeclo
da
transferencia
da capital,
e
con
tinua
a discussão
da
lei
fraudulenta
das
garantias
—
A
perda
dos
Estados
Pontifí
cios
é
um
facto
consummado.
—
Dijon
é
reoccupada
pelos
allemães.
A
derrota
da
França
é
um
facto
consummado!
Não
se
divisará
em todas
estas
nota
veis
coincidências
o
Dedo
visivel
de
Deus?
A
França
é
a
filha
mais
velha
do
Ghristianismo,
portanto
deve
ser
um
rei
no
chrislianissimo;
mas
lel-o-ha
sido
sem
pre? Oh
não! ella
tem-se
esquecido
de
Deus,
e nos
seus
desvairamentos
tem
chegado
até
mesmo a
biasphemar
do
seu
santo
Nome!
A
impiedade
campeia
alli
desenfreada
mente,
as
instituições
religiosas
são cy-
nicamente
combatidas
por
quem mais
as
devêra
proteger,
o
domingo
é
escandalo
samente
profanado,
os
theatros
estão
con
vertidos
em
escola
de
vicios,
os
lupana
res
pululam por
todos
os
lados,
e
tudo
isto
em
nome
da
Republica!
Mas,
a
par
de
tanta
descrença,
ainda
ha
muita
religiosidade.
Que o digam
Lourdes
e
La
Sallete!
Numerosas
peregrinações
alli
correm
pressuc
-as
a
implorar
da
Virgem
a
salvação da
França;
a
devoção
do
San
tíssimo
Coração de
Jesus,
vae
progredin
do cada
vez
mais;
emfim
tudo
isto
pre-
sagia
que
breve
raiarão
dias
mais felizes
para
a
França,
e
em
que
os
francezes
comprehenderão
que
só
dois elementos
os
pódem
tornar
felizes—
A
Religião,
e
a
Le
gitimidade.
J.
M.
R.
Valente.
JLigboa,
14 de
juuhn de lt»99.
(Do
nosso correspondente)
«A
ordem
é
rica,
e
os frades
são pou
cos».
«Do
pão
do
nosso
compadre,
grande
fatia
ao afilhado».
«O
povo póde,
e
deve
pagar
mais».
Um
dos
deputados disse
na
camara
que
Sá
Carneiro
recebera
tres
contos
de
reis
para
ir
passeiar até
Paris, além de
mais
uma
gorgeta,
que
recebia
para a
renda
da
casa.
A
isto
respondeu
aquelle
general
que apenas
recebera
o
subsidio
legal,
e
que
o governo
lhe
pagava
a
ca
sa,
porque
no
coflegio da Luz
não
havia
habitação
para elle,
e
para a
familia.
A
lógica
pede,
meu
caro
amigo,
em
vista do favor, que
se
faz
a Sá
Carnei
ro,
pagando-se-lhe
a casa
á
custa
do
thesouro,
que
se
faça
o
mesmo
a
todos
os
oíliciaes
casados,
que
não
tenham
no
respectivo
quartel
conveniente
alojamento
para
a
familia.
Todavia,
paga-se
a
casa
ao
director
do
collegio
militar, que
tem
muito
bom
soldo,
ao
passo
que a
uma
innumerabilidade
de
oíliciaes, capitães,
e
su
balternos, lhes
sahe
da
algibeira
a
renda
da
casa.
Justiça
de mouro,
ou
liberal, que
é
a
mesma.
Onde está
a
lei,
que
dê
ao
director
do
collegio
da
Luz
casa,
paga
pela
na
ção,
para
elle
e
para
a
familia?
Não
existe
de
certo,
mas a vontade
do
governo
é
a
suprema lei n’esles
tempos
de
rasgada
liberdade,
e
de
moralidade
política.
Fartar, villanagem.
O
povo
ha-de ler
lambem
o
seu S.
Martinho.
o
seu
dia
de
monte.
Realisou-se
a
procissão
do
Corpo
de
Deus.
Pobreza
em
tudo:
na
córle,
na
clere-
sia,
nas irmandades,
na força
numérica
da
tropa,
etc.,
etc.
A
decadência pro-
nuncia-se
cada
vez
mais
nos actos
públi
cos,
que
oulfora
deslumbravam
Lisboa,
por
sua
sumptuosidade, e
esplendor.
Irreverências,
não
faltáram,
tendo
a
prin
cipal
culpa
a
auctoridade
superior.
Não
me
lembrou dizer-vos,
na
minha
ultima
correspondência,
que
a
dynastia
teve
no
dia
das corridas
de
cavallos,
em
Belem,
uma
boa
prova
da
immensa
po
pularidade,
de
que
aqui
ella
gosa;
pois,
quando
o
snr.
D. Luiz,
com sua
augusta
Esposa,
appareceu
na tribuna,
quatko
mancebos,
de certo enlhusiastas
admira
dores
dos Príncipes,
que
moram
no
pa
lacio
da
Ajuda,
levantáram
um
viva a snr.
a
D.
Maria Pia
de
Saboya.
Clamáram
no
deserto,
embora
alli
es
tivessem
mais de
duas
mil
pessoas,
tal
vez.
Ninguém lhes
respondeu! Ninguém!
Confrontae
isto
com
o que
seria
se
algum
membro
da
Familia
Real
exilada,
depois de
uma
grave
doença,
apparecesse
n
’
uma
reunião
publica
de
alguns
milhares
de
porluguezes.
Para
haver
um
Te-Deum
em
cada
íre-
guezia
de
Lisboa,
basta
que haja,
em
cada
uma
d
’
ellas,
meia
duzia
de
carolas dynas-
ticos,
mas
atraz
dos
bymnos
sagrados,
de
encommenda,
e
bem saturados
de
pitadas
de
paganismo,
vem
as
multidões
popula
res,
com
a
sinceridade
das
suas
manifes
tações
espontâneas,
provar
a
mentira
de
essas
popularidades
phantasticas,
que o
espirito
da
adulação apregôa
debalde.
Se a
dynastia
fóra
effeclivamenle que
rida
d
’
este
povo,
não
teria
sido
acaso
correspondido
por
toda,
ou
a maior
parle
da
multidão,
que
povoava
o
hippodromo,
o
viva
dos
quatro rapazes,
cujo
desapon
tamento
foi
palpavel, vendo-se
sós
em
campo?
Não
é
decerto,
meu
bom
amigo,
a po
pularidade,
que
sustenta
no
throno
a
rea
leza
da
carta;
se
ella
tivera
por
unico
esteio o
amor
do
povo,
ha
muito
que
estaria
esmigalhado.
Tirem-lhe
os
espigões
estrangeiros,
e
o
povo
portuguez
dirá
aos
crédulos,
e
aos
embusteiros,
mas
de um
modo
de
todo
ponto persuasivo,
o
que
deseja
anciosamente.
Não
resisto á tentação
de
vos
enviar
os nomes
dos
actuaes ministros,
que
o
«Diário
de
Noticias»
publicou,
taes
quaes
appareceram
n
’
uma
das
folhas
parisienses.
Eil
os: «Joseph
Barramcamp,
Saraiva
de
Cascalho Risoslomo d’Abraao
e
Cousa,
Maiques
de
Saragoça,
Burros
Comes,
Adria-
ne
Racchado,
e
Lucian
Mastro».
E
’ um
bom
specirnen
do
muito
que
lá
por fóra
se
sabe
do
que
vae
cá
por
dentro.
Não
admira,
pois,
que
lá
se
diga
que
domina
aqui o
syslema
liberal,
dominando
o
peior
despotismo, o
revolucionário.
Já
foi
enforcado
o
infeliz,
que
tenlára
contra
a
vida
do
imperador
da
Rússia.
Estou
convencido
de
que
o
alludido
assassino,
e
outros,
não
pagaria
com
a
perda
da vida,
no
patíbulo,
o seu
hor
roroso crime,
se os
imperadores,
e
reis
legítimos
nao
tivessem
deixado, á
mercê
dos
revelucionanos,
os liberaes,
a
causa
da
ordem, abandonando
os
governos
de
Carlos
X,
de Fernando
Vil,
e
do
Senhor
Dom
Miguel
I,
protegendo
as
seitas
que
os
estão
agora
inquietando,
e conspirando
contra
os
seus
thronos.
Oxalá
que
apren
dam, pare que
se
lhes não
diga
o
que
a
revolução
triumphante,
em
Paris,
disse
á
dynastia
legitima:
E’
tabde
!
Sahiu
o
lejo, quinta-feira,
o
principe
de
Monaco.
Vae
a
Inglaterra.
Espera-se a
nomeação
de
mais
nove
governadores
civis.
Cahe
o
Carmo
e
a
Trindade.
A
eira
fica
desta
feita
comple-
lamente
limpa
de
joio
regeneralorio.
Não
sei,
todavia,
se
os
distiiclos ficarão
mais
bem
servidos.
O
vosso
decerto
que
não.
A
Amann
continúa
a
deleitar
o
publi
co
com
os
seus
magníficos
concertos,
no
passeio
do
Rocio.
O de
quinta-íeira
foi
muito
concorrido,
e
um
dos
melhores.
Só
o
modo
como
aquella
distinctissima,
e
elegante
artista
dirige
a
grande
orchestra,
merece
o tostão
da
entrada.
Parece
que
se
tracta
de
reformar
a
infaoleria.
Não
vos
assusteis;
tracta-se
de
mudar
novamente
a
taclica,
e
alterar
a
organisação dos
corpos.
Ainda não
vi
quem
fosse mais
amigo
de
reformas
do
que
o
liberalismo;
e
comludo
quanto
mais
reforma,
menos acerta!
Isto
nasceu
tudo
torto,
e
torto
hade
dar
á
casca. Elles
mestnos
os
liberaes
estão
engendrando
a
mortalha
com
que
descerá á
cova
a maldita
obra
de
34.
E
não
espantará
que
morra;
admira
que
ainda
ahi
esteja
a
praticar
as
diabru
ras,
que
o
paiz
lhe soifre.
Terá,
porisso,
elle
culpas
no cartorio.
Ha
quem
o
assevere,
e
talvez
seja
do
numero
O
vosso
correspondente
A.
GHROMCA
ESTRANGEIRA
São
de
pouco interesse
as
noticias
do
exterior.
Na
França
continua
o
governo
a
guer
ra
a
tudo
quanto
é justo
e
honesto.
Pela
sua
parte
os
catholicos não
afrouxam
um
instante
sequer na
defensa
das suas
cren
ças
e dos
seus
mais
legítimos
interesses.
O
pelicionamente
em
favor
da
liber
dade
do
ensino,
á
frente
do qual
está
postado,
como
temos
dito,
o
heroico
epis
copado d
’
aquella
grande
nação,
é geral.
A
França ca
holica,
a
verdadeira
Fran
ça.
hade
mostrar
sempre
que
é
digna
do
titulo
glorioso
de
filha
primogénita
da
Egre
ja.
Grandes
leem
sido
os erros
d
’
esse
no
bre
paiz;
a
sua
expiação
tem
sido
e
é
dolorosa;
mas
o
seu
resurgimento
não
se
fará
esperar.
—
Como
a
França,
a
Bélgica
governa
da
por
um
ministério
franc-maçào,
tem
a
sustentar,
e
sustenta,
com
coragem
e
energia,
as
mesmas
luctas.
O
projecto de lei
que
tende
a
dar á
infancia
um
ensino
sem
Deus,
começou
a
discutir-se
a
22
d
’
abril.
tendo
a
sua
discussão
geral
occupado
nada
menos
de
25 sessões.
Actual-
mente
a
cahiara
discute
os
artigos,
e
os
representantes
catholicos
estão
decididos
a
disputar
palmo
a
palmo
o terreno,
ao
mes
mo
tempo
que
todos
os
crentes,
tendo
á
fren
te os
bispos
e
o
clero,
se
preparam
pa
ra.
no
caso
de
ser
votada
aquella
lei,
fundarem
escolas
livres,
que
serão
com
certeza
frequentadissimas.
—
Atribue-se
ao
czar
a
intenção
de
dar á
Rússia
uma
Constituição.
Affirma-
se,
nos
circulo
políticos,
que
o
conde
Schouwalofl
está
encarregado
d
’
elaborar
este
documento.
Noticias
de Berlim
asseguram
que
os
delegados
da
Roumelia
oriental
que
ti
nham
ido
a
Berlim
para
apresentar
os
votos
do
povo, não
foram
mais
felizes
do
que
os membros
da
população
albaneza
e
nem ao.
menos
foram
recebidos
ofhcial-
mente.
—
As
ultimas
noticias
de
Constantino
pla
dizem
que
as entrevistas
entre
os
em
baixadores
europeus,
por causa
da
recti-
íicação
das
fronteiras
turco-gregas
come
çariam
a
12
do corrente.
—O
incidente
d
’
Aleko-Pacha é ainda
a
grande
preocupação
da
Porta.
Esta
potência,
em
a
nota
que
acaba
de
enviar
ás potências
europeas
explica
que
a
conducta
d
’Aleko-Pacha está
em
contradicção
com
os
compromissos que
elle
tomou
para
com
ella.
A
Porta
nada
fará
por
emquanto, es
perará
a
evacuação
completa
da
Roume
lia
pelos
russos
e
então
convidará
Ale-
ko-Pachá
a
tomar
o
fez e a
arvorar
a
bandeira
oltomana.
No
caso
de
recusa
exigirá
a
sua
demissão
de
governador
da
Roumelia
e
occupará
os
Balkans.
—
Uma
correspondência
de
Captowndiz
que
Cettiwayo
mandou
em
16
de
maio
um
mensageiro
ao
general Brealak para
o
convidar a
designar
um
europeu
en
carregado
de
ir
ao
seu
kraal
para
discu
tir
as
condições
da
paz
Já
voltou
o
enviado,
que
foi
John
Dunn,
que
em
outro
tempo
estivera
em
relações
intimas
com
os
zulus.
Atlirma-se
que
as
negociações
por
elle
encetadas
se
mallograram,
por
causa
da
resolução
das
auctoridades
inglezas
de
recusarem
todas
as
condicções
de
paz
á
excepção
da
rendição
absoluta
de
todas
as
tropas
de
Cettiwayo.
Por
outro
lado
ha
quem
duvide
da
sinceridade
das
propostas
d
’
este
ultimo.
Crê-se
que
o
rei dos
zulus
dirigirá
proximamente
todas
as
suas
forças
contra
a
columna
ingleza
que
está actualmente
no
Tugela.
—
Uma
correspondência
de
Berlim
de
clara
que
a
Inglaterra
e
a
França
estão
d’
accordo
sobre
a
questão
egypcia;
mas
que
ellas
não
tomaram
ainda
nenhuma
resolução
definitiva
a
respeito
da
condu
cta
para
com
o khediva.
O
texto da
nota
do
protesto
remettida
em
18 de
abril
ao
khediva
pelo
cônsul
geral
da
Allemanha
em
nome
do
governo
imperial
allemão,
é
concebida
nos
termos
seguintes:
«O
governo
imperial
vendo
no
decre
to
de
22
d
’
abril,
pelo
qual a questão
da
divida
é
completamente
regulada
pelo
go
verno
egypcio
e
os
direitos
existentes
e
reconhecidos
suprimidos,
uma
violação aber
ta
e
ílagrante
das
obrigações
inlernacio-
naes
contractadas
na
reforma
judiciaria,
é obrigado
a
negara
este
decreto
todo
o
va
lor
jurídico
sobre o
ponto
de
vista
da
competência
dos
tribunaes
mixtos
e
dos
direitos
pertencentes
á
alçada do império
e torna
o
vice-rei
responsável
por
todas
as consequências da sua conducta
contra
ria
ao
direito.
MTT
E KCL A.TT
< J HE. A
iflAreelial
Sntdanha.
Do
excellente
Portugal
antigo
e
mo
derno,
transcrevemos
com
a devida
venia
o
seguinte:
João
Carlos
Saldanha Oliveira e
Daun,
par
do
reino
em
1835,
ministro
e
secre
tario
de
estado
honorário,
gran-cruz
das
ordens
de
Christo,
Torre
e
Espada,
e
da
de S.
Fernando
em
Hespanha
Commen-
dador
da
ordem
de Nossa
Senhora da
Conceição
de Villa
Viçosa,
cavalleiro
da
de
S.
João
de
Jerusalem; condecorado
com
varias
cruzes e
medalhas
da cam
panha
da
guerra
peninsular,
tanto
por
I).
João
VI,
como pelos
reis
de
Hespa
nha
e Inglaterra;
condecorado
com
a Es-
trella d
’ouro, pela
republica
argentina.
Foi
deputado
ás
cortes,
em
1831,
con
selheiro
de
estado, ministro e
secretario
de
estado
dos
negocios
da
guerra
e
pre
sidente do
conselho
de
ministros,
em
1835,
em
1851
e
em
1870.
(Vide
adiante).
Sentou
praça
de cadete, no
regimento
de
infanteria
n.°
1,
em
1805,
e
logo
n
’
esse
mesmo anno
foi
alferes,
tenente
e
capitão.
Fez
com distincção
as
campanhas
da
Península.
Passando
ao
Brasil,
foi
com-
raandante
de
um
regimento
da divisão
de
voluntários
reaes
d’
el-rei,
na campanha
do
Rio
da
Prata,
em
1817.
Pouco
depois,
foi
feito
capitão-general
do
Rio Grande
do
Sul,
onde
se
conservou
fiel
á
patria,
quando o
Brasil se
tornou
independente.
Tornando
a
Portugal,
em
182'2,
foi
um
grande
amigo
do
senhor
infante
D.
Mi
guel
(depois
rei)
como
adiante
se
verá;
mas.
era
1826,
mudando
de opinião
po
lítica,
fez-se
liberal.
Sendo
general das
armas do Porto,
fez
com
que
fosse proclamada
a
Carta
Constitucional,
e
o
snr.
D.
Pedro,
em
11
de julho
de 1826.
Na
guerra
civil
de
1826
e
1829,
en
tre
os
liberaes
e
os
realistas,
pouco
se
distinguiu
Saldanha:
apenas
marchou
para
o Algarve,
para
sullocar
a
revolta
migue-
lista
(1)
mas,
o
regimento
de
infanteria
14,
(que
estava
em
Tavira)
o
batalhão
de
caçadores
n
0
4
(que
estava
em Cas-
tro-Marim)
e
algumas
praças de
infante
ria
n.° 2,
artilheria
n.°
2,
e
cavallaria
n.°
2,
(que
estavam
no
Algarve)
e
que
tinham
tomado
parte
na
revolta,
sabendo
que
Saldanha
vinha
contra
elles,
com
uma
divisão
de 8:000
homens,
atravessaram
o
Guadiana,
no
dia 20 de
outubro
de
1826,
e
passaram-se
para
a fronteira
cidade
de
Ayamonte,
na
Andaluzia.
Saldanha,
nada
mais
leve
de
fazer,
senão
reintegrar
as
auctoridades
liberaes.
A
senhora
infama,
D.
Isabel
Maria,
regente
do
reino,
tinha-o
feito
seu
mi
nistro
da
guerra;
mas
como
elle queria
mandar mais
do
que
a
infama, esta
o
demiltiu,
a
20
de
julho
de
1827.
Os seus
amigos,
pedem
tumultuosamente
a
sua
reintegração,
e
ha
grandes
desor
dens
em
Lisboa,
mas
o general
conde
de
Villa
Fiôr,
em
quatro
dias
(24
a
27
de
(1)
Tinhain
os realistas feito
a
revo
lução,
a
favor
do
senhor
D. Miguel,
em
8
de
outubro
do
mesmo anno
de
1826.
julho)
á
força
d’
armas,
faz
restabelecer
a
ordem.
A
’
chegada do
senhor
D.
Miguel
a
Lisboa
(22
de
fevereiro
de
1828)
Salda
nha
teve
de emigrar
para
o
estrangeiro,
em março
do
mesmo
anno.
Em
16
de
maio,
teve logar
a
revo
lução
liberal
do
Porto. Saldanha,
que
es
tava na
Inglaterra,
vem
logo para
o
Por
to,
com os
generaes,
conde
de
Villa-Flôr,
Slubbs,
e
com o
marquez
de
Palmella,
e
outros,
a
bordo
do
vapor
inglez
Belfast.
O
general
realista,
Álvaro
Xavier
da
Fonseca
Cominho
e
Póvoas,
derrota
os
liberaes,
levando-os
de
vencida,
desde
a
Cruz
dos
Merouços
até
ao
Porto.
Então,
Saldanha,
Villa-Flôr,
Palmella
e todos os
chefes
principaes
da revolução,
os
membros
da
junta,
e
as
pessoas
que
tinham tomado
parte
mais
activa
na
re
volta,
fogem,
na
noite
de 2
para
3 de
julho,
para
bordo
do
mesmo
navio
Bel
fast,
e
vão
para a
Inglaterra,
abandonando
as
tropas
que
n’
elles tinham
confiado,
e
que
tanto se
tinham
compromeltido.
Em
1829,
indo
para
a
Ilha
Terceira,
com
um
reforço
para os
liberaes,
fui-lhe
prohibido
o
desembarque
pelo
cruzeiro
in
glez,
e
retirou
para
França.
O
senhor
D.
Pedro,
nunca
perdoára
a
Saldanha,
a
sua
fidelidade
á
patria,
em
1822,
e
o
não
querer
annuir
á
revolta
para a
independencia do Brasil;
por
isso,
não
consentiu
que
elle
o acompanhasse
a
Portugal,
em
julho
de
1832;
mas,
vendo-
se
em
grandes apuros,
no
cêrco
do
Por
to,
o
mandou
chamar,
e
o
general
entrou
n
’esta
cidade,
no
dia
25
de
janeiro
de
1833,
e
o
snr.
D.
Pedro
o
fez,
pouco
depois, major
general,
e
seu-
chefe
de
es-
tado-inaior.
Sustentou
com
bravura
o
ataque
dos
realistas ao
castello
da
Foz do
Douro,
em
4
de
março
de
1833;
e
no
dia
25
de ju
lho
do
me*mo
anno,
o
ataque que o
conde
de
Bourmont deu
á
cidade.
Tendo
o
snr.
D.
Pedro
embarcado
para
Lisboa,
em
um
vapor
inglez,
a
26
de
ju
lho,
chega
á capital
no
dia
28.
Saldanha
fica
governando o
Porto,
e,
a
18
d
’
agosto,
faz
levantar
o
sitio,
pelo
lado do norte.
O
conde
de
Almer,
general
francez,
realista,
abandona
lambem
o
sitio
do
sul,
em
20
de
agosto.
Saldanha,
vendo
a
cidade
descercada,
embarca
para Lisboa,
onde
se
une aos
liberaes,
e
coinmandou por
bastante tempo
o
exercito
de
observações.
No
dia
11
de
novembro (1833)
com
uma
força
de
4:000
homens,
vem
sobre
Pernes,
que
eslava pouco
defendida;
põe
em
fuga
os
realistas,
destroe
os
moinhos,
e
inutilisa
todas
as
farinhas
destinadas
ao
exercito
realista.
Da
carnificina
de
Leiria,
e
das
batalhas
de
Almoster
e
Pernes, fallo
adiante.
S
aldanha
,
foi
feito
conde
de Saldanha
(2)
em
14
de
janeiro
de
1833
—
marquez
do
mesmo
titulo,
em 27
de
maio
de 1834
—
duque,
de
juro
e
herdade,
em
8
de
maio
de
1855;
e
leve
as
honras
de
duque
parente,
em outubro de
1862.
Em 9
e
10
de
setembro
de
1836,
a
guarda
nacional
de
Lisboa,
revolta-se,
e
annulla
a carta
constitucional,
subsliluin-
do-a
pela
constituição
de 1822, que
a
snr.
a
D.
Maria
II
é
obrigada
a jurar,
na
casa
da
camara.
A
4
de
novembro
tentam
os
do
partido
da
côrte,
restabelecer
a
carta.
A
rainha
tinha-se retirado
para
o pa
lacio
de
Belem, e
indo
conferenciar
com
ella,
o
seu
ministro, Agostinho
José Frei
re,
foi assassinado
á
Pampulha,
no
mesmo
dia
4.
Os
inglezes,
chegaram
a desembarcar
tropas,
em
Belem, para
auxiliar
os car-
tistas;
mas,
á
vista
do
grande
numero
de
revoltosos,
tornaram
a
embarcar.
Muitos
soldados
da
marinha
e
de
ou
tros
corpos,
que
em
Belem
se
tinham
conservado
fieis
á
snr.a
D.
Maria,
foram
mortos,
e
no
dia
seguinte
(5) a
revolu
ção
triumphava
em
toda
a
parle,
e obri
gava a
rainha
a
ratificar,
na
casa da ca
mara,
o
juramento
que
havia
feito
em
se
tembro.
Em julho
de
1837,
os
marechaes,
Saldanha
e
Villa-Flôr,
á
frente
de
alguns
corpos
do
exercito,
proclamam
a
carta;
mas
o
general,
José
Lucio Travassos
Val-
dez
(já
feito barão
do
Bomfim,
desde
17
de
setembro
de
1835,
e que
foi
feito
conde
do
mesmo
titulo,
em 4
de
abril
(2)
Mas
do
seu
appellido,
e não de
qualquer
das
duas
freguezias
do
seu
ti
tulo,
onde nunca
teve
cousa
alguma.
de
1838) bate
os
dois
marechaes,
no
Chãt>
da
Feira,
proximo
á
villa
da
Batalha,
na
Extremadura,
em
27
de
agosto
do
mesmo
anno,
obrigando-os
a
fugir
para
as
pro
víncias
do
norte.
O
barão
de
Leiria,
(3) consegue
re
voltar
o
batalhão
de
caçadores
n.°
4
(que
estava
na
villa da Ponte
da Barca)
a
fa-
vor
da
carta,
e
se lhe juntam
alguns
vo-
luntarios
da
rainha,
que
estavam
em
Bra
ga,
e
uns
poucos
de
soldados
de infan
teria
n.°
9.
O
general
Marianno
José
Barroso
(que
tinha
sido
feito
barão
d
’
Almargem,
em
23
de
setembro
de
1835)
persegue
o
ba
rão
de
Leiria,
e
o
obriga
a
encurralar-
se
na
praça
de
Valença.
As
forças
carlistas,
conseguem
reunir-
se. mas o general,
visconde
das
Antas
(4)
os
derrota
em
Ruivães
(Traz-os-Mon-
tes)
em
18
de
setembro
de
1837,
o
que
obriga
os
cartisias
a
capitularem,
logo
a
19
(convenção
de
Chaves
/.
Saldanha,
Vil-
la-Flôr
e outros,
fogem
para
o
estran
geiro.
(Co
iLnua)
(3)
José
de
Vasconcellos Bandeira
de
Lemos,
foi
feito
barão
de
Leiria,
no
1.®
de
outubro
de
1835.
e
visconde
do
mes
mo
titulo,
em 20
de outubro
de
1862.
(4)
Francisco
Xavier
da
Silva Perei
ra.
foi
feito
barão das
Antas (logar
dos
arrabaldes
do
Porto)
em
17
de
setembro
de
1835—
visconde
do
mesmo
titulo,
em
10
de outubro de
1836
—e
conde,
a
4
d
’
abril,
de
1838.
Morreu
em
20
de
maio
de
1852.
Sua Exe?
Revá."1’ o Snr. Ar
cebispo Primaas,
—
Conlinúa,
infeliz
mente,
enfermo
o
venerando
Prelado.
Sabemos
que
em
todo
o
arcebispado
tem
subido ao
céo
ardentes
preces
pela
preciosa
saude
de
Sua
Exc.'
Revd.
11
'*
Era
muitas
parles,
os
revd.®
s
parochos
e
ar
ciprestes
lucra
convidado o
povo
a
reunir-
se
no
templo
para
rogarem
a
Deus
pelo
restabelecimento
do Excelso
Pastor.
Procissão.—
Em razão do
mau tem-
po
que
fez na
tarde
d’
ante-hontem,
não
saiu
a
procissão
que
devia
coroar
a gran
de
festividade
do
Santíssimo,
nã
Sé.
Sairá
na
próxima
sexta-feira,
dia
do
SS.
Coração
de
Jesus.
Colieyiodo Espirito Snnto.—
Re
cebemos
um convite para assistir
ante-
hontem,
15
do
corrente,
a
uma
represen
tação dramatica, que
os
alumnos
do
col
legio
do
Espirito
Santo
exhibiram em
honra
do
seu
Patrono.
Agradecendo
ao
digníssimo director
d
’aqnelle
inexcedivel
estabelecimento
de
educação
e
ensino
o
obsequioso
convite
que
nos
dirigiu,
cumpre-nos
dizer
duas
palavras
sobre
a
infantil
diversão,
a
que
tivemos
o
prazer
d
’
assistir durante algumas
horas.
O
enredo
do
drama
em
cinco
actos
versava
sobre
os
feitos heroicos
dos
por-
luguezes
na
índia,
nos
tempos
em
que
Portugal
se
tornou
grande,
potente
e
te
mido
sob
o
labaro
sacrcsanto
da
Cruz,
que
foi
hastear
nas
mais
remotas
plagas
do
mundo.
A
escolha d
’esle assumpto,
tratado
de
mais a
mais,
com
toda a
mestria,
repre
sentado
pelos
talentosos
alumnos
com
per
feita
consciência
e,
por vezes,
com
uma
naturalidade
admiravel,
era
realmente
pró
pria
a
despertar
foriemenle
os
sentimen
tos
patrióticos
e
religiosos,
banidos
ha
muito,
por
desgraça
nossa,
do
theatro
mo
derno.
A
natureza
do
drama,
que
nos
pare
ce ser
obra
d’
um
dos
padres
da
casa,
põe em
relevo
o profundo
critério,
a
ad
mirável
perspicácia,
tino
e
sabedoria
dos
padres
d
aquelle collegio,
e
responde
elo
quentemente
aos gratuitos
detractores
do
clero
e
das ordens
religiosas.
Aquillo
é
que
é
saber
alliar
o recreio
que
distrahe
e
alegra
o
espirito
das
crean
ças,
com
o
ensino
e
educação,
de
fórma
que,
no nosso
entender,
um
drama
d
’
a-
quella
natuieza
produz
melhores
resulta
dos
e
é
mais
util,
pelas
bellas
e
dura
douras
impressões
que
deixa
gravadas
no
tenro
espirito
dos
educandos,
do
que
mui
tas
licções, ao
mesmo
tempo
que
satisfaz
perfeitamenle á
necessidade
de
os
diver
tir,
alegrar,
e
desenvolver.
Todos
os
alumnos
desempenharam
mui
to
bem
os
respeclivos
papeis
e
foram
ca-
lorosamente
applaudidos,
havendo
muitas
chamadas.
Era grande
a concorrência
de
famílias,
€
ntre
ellas
bastantes
do
Porto e d
’outras
localidades de
fóra
da
cidade.
Todos
se
retiraram
satisfeitíssimos,
como
semPre
«
'
Nunca
ninguém
entra
n
’
aquella
casa,
nem
d
’
ella
sae,
sem sentir
as
mais
edifi
cantes
impressões.
Se
o
espaço
nos
não
escaceara
e
o
tempo
também, não
concluiríamos
sem
dar
mais
largas
aos
sentimentos
que
abri
gamos
a
respeito
de tão
bello
estabeleci
mento
de
educação,
embora
isso
pezasse,
como
sabemos
que
peza,
aos
respeitabilís
simos
sacerdotes
que
o
dirigem.
■
Só
Deus
lhes
recompensará
tantos
be
nefícios.
Bom
Jesu» do
Monte.
—
Proce-
cedeu-se
no dia
12
á
eleição
da
nova
Meza
do
Sanctuario
do
Bom Jesus
do
Monte.
Eis
o
resultado:
Juiz=Dr.
José
Maria
Rodrigues
de
Car
valho.
Presidente=~Dr.
João
de Paiva
Faria
Leite
Brandão.
Carlorario=Dr.
Manoel
José
de Olivei
ra
Guimarães.
Secretario
=
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Ministro
do
cullo=Dr.
João
Manoel
Correia.
Vedor
da
fazenda=—
Dr.
João
Carlos Pe
reira
Lobato.
Vedor
das
obras=Dr.
Antonio
Bran
dão
Pereira.
Thesoureiro
da
casa=José
Joaquim
Dias
Pereira.
Thesoureiro
dos
legados=João
Pedro
Soares.
Thesoureiro
das
esmolas=Manoel
José
Rodrigues
de
Macedo.
Thesoureiro das
estampas-=-Manoel Go
mes
da
Rocha
Graça.
Procurador=Antonio
Alves
dos
Santos
Costa.
Mordomo
da
egreja=José
Pinto
Bar
bosa.
Mordomo
das
capellas=-José
Maria
Viei
ra
de
Carvalho.
Falleeiment».—
Na
sexta-feira
pas
sada
deu-se
á
sepultura,
no
cemiterio
pu
blico
d
’
esta
cidade,
o
cadaver
da
snr.a
D.
Candida
Vieira
Gomes,
da
freguezia
de
S.
Jeronymo
de
Real.
Inspecção.—
A junta
de
revisão
in-
speccionou
no
sabbado
16
mancebos,
fi
cando
8
apurados,
2
esperados
e
6
isen
tos.
Hospedes.—
Achase
nesta
cidade o
snr.
marquez
de
Monfalim
e
sua
ex.
ma
familia.
Morte
repentina.—
Na
noite
de
sexta-feira
falleceu
repentinamente
nesta
cidade
o
snr.
Manoel
Teixeira
Pinto,
que
residiu
durante
muito
tempo
no
império
do
Brazil
Atravez
da
província.—
Finou-se
em
Barcellinhos
o
snr.
Serafim d
’Azeve-
do,
socio
que
foi
da
firma
Azevedo
e
Sobrinho, estabelecida
em
tempo
na
rua
Direita
de
Barcellos.
—Os
preços
dos
cereaes
no
ultimo
mer
cado
semanal
da
cidade
de
Guimarães,
são
os
seguintes:
Duplo
decalitro
—
Trigo
850
—Centeio
660—
Milho
alvo
680—
Milhão
branco
650
—Milhão
amarello
630
—
Painço
600—
Feijão
vermelho
910
—
Feijão
branco
850
—
Fei
jão
amarello
600
—
Feijão
fradinho
600
—
Feijão
rajado 580
—
Batatas 540
—Azeite
(litro)
280
—
Vinho
(litro)
90.
—
Passa
por
certo
que serão
nomeados
administradores
do concelho
d
’esle distri-
cto:
Barcellos, dr.
Rodrigo
Velloso;
Fa-
malicão,
Guilherme
Norlhon;
Guimarães,
*"•
Rodrigo
de
Freitas
d
’
Araujo
Portugal;
Cabeceiras
de Basto,
dr.
Custodio Leite;
Celorico de
Basto,
dr.
João
Alves
Fer
reira;
e
Espozende,
dr.
Filippe
de
Faria
Azevedo.
—Falleceu
na
Povoa de
Lanhoso
o
snr.
.J,
UIZ
Antonio de
Magalhães,
administrador
d aquelle
concelho,
e
que
ha
dias
ainda ti-
nia
sido
suspenso
do
seu
cargo.
.
—
Consta que
foram
nomeados
ad-
®
l[
>islradores
dos
concelhos
—
de
Caminha
®
snr.
Manoel Xavier
Torres
e
Silva,
de
Monsão,
o
snr.
José
Joaquim
Pereira d
’
Eça,
1
dos
Arcos,
o
snr.
Pedro
Pereira
de
«rito.
. —Desde
o
dia
da
abertura do
cemite-
J.
10 municipal
de
Guimarães, que
foi a
12
c
maio,
até
ao fim
do
referido
mez,
se-
Pmtaram-se
alli
18
cadaveres.
—
A
camara
municipal
de
Guimarães
Vae
manlar
proceder
á demolição das
bar-
racas
da
praça
do
mercado
que
estão
pa-
a
0
lado
norte,
e
á
sua
transferencia
Píra
o
lado
do poente, com
o accrescimo
andar.
~~A
Santa
Casa
da Misericórdia
de Gui
marães,
em
satisfação
do
legado instituído
por
Antonio
Ribeiro
de
Faria,
vestiu
6
homens
e
6
mulheres pobres da
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Barrosas.
Desastre
no
mar.—
O
«Lloyd»,
de
Londres,
recebeu
do
seu
correspondente
de
Calcuttá um
despacho
datado
de
26
do
mez findo,
no
qual
annuncia
uma
la
mentada
occorrencia.
Deu-se
um
choque
terrível
entre
os
vapores
«Ava», da
companhia
indo-brita-
nica,
e
o
cBronkildo»,
que
navegava
de
Lagos
para
Calcuttá.
D
’
este
sinistro
resultou
a
morte
de
setenta
pessoas.
Deus nSo
dorme.—
-Lê-se
no <Ob-
servatore
romano»
de
8
de
junho:
O
general
Nunziante,
duque
de
Migna-
mo,
um
dos
generaes
napolitanos
que
abandonaram
a causa
de
seu
rei
para
abraçar
a
Revolução, acaba
de
se
ataca
do
de
alienação
mental.
O governo (?)
franeez e as pre-
eissôes.—
Diversos
jornaes
vermelhos pu
blicam
a
informação
seguinte:
•
O
snr. ministro
do
interior
acaba
d
’
enviar
aos
prefeitos
uma circular relati
va
á
participação
dos
funccionarios
públi
cos
nas
procissões.
Era costume
em
muitos departamen
tos
convocar
os
agentes
da
adtnnislráção
a
tomar
parle,
em
grande
uniforme,
nas
ceremonias
exteriores
do
culto.
O
snr.
Lepère
acaba
de
recommen-
dar
aos
prefeitos
que
nunca
mais
para o
futuro
tornem
a convidar
os
funcciona
rios
seus
subalternos
a
assistir
ás
pro
cissões;
e
que
se
elles
quizerem
n
’
ellas
comparecer
como
fieis,
se
abstenham
de
levar
qualquer
uniforme ou insígnia
oíTicial.
Os
snrs. ministros
da
guerra
e
da
marinha
enviaram
aos
ofliciaes
superiores
as
mesmas
recommendações,
sem
nada es
tipularem
a
respeito
do
uniforme, mas
prohibindo
as
manifestações
dos
corpos».
Muito
bem!
Muito bem!—
accrescenta a
vFrance
Nouvelle».
Tendes
medo
que
Deus
não
proteja a
vossa
Republica?
Caça aos
nihilistas.—
Uma corres
pondência
de
S.
Petersburgo
datada
de
6
de
junho,
refere
que
o general
Gourko,
governador
militar
de
S.
Petersburgo,
expulsou
d
’
aquella
capital perto
de
vinte
mil
pessoas
cujos
papeis
não
estavam
em
regra.
Eis
o
que
se
póde
chamar
dar
caça
aos
nihilistas!
InstrueçAo primaria.—
Pelo
mi
nistério
do
reino
eflectuaram-se
os
seguin
tes despachos:
Diogo
Monteiro
Osorio,
provido,
por
tres
annos,
na
cadeira
do
ensino
prima-
rio
de
Queiriz,
concelho
de
Fornos
de
Al-
godres.
Francisco
Augusto
de
Lemos
Pimentel,
conservado,
pelo requerer,
na
regencia
da
cadeira
de
Donae,
concelho
de
Bragança;
ficando
sem
efleito
o
despacho
de
15
de
maio
ultimo, pelo
qual
lhe
fora
concedi
da transferencia
para
a
cadeira de
Lagoa,
concelho
de
Macedo
de
Cavalleiros.
João
Augusto
de Azevedo, promovido
á propriedade
da
cadeira
da
Ribeira
da
Areia,
freguezia
de
Nossa
Senhora
das
Neves
do
Norte
Grande,
concelho
de
Ve
las,
ilha
de
S.
Jorge.
Manoel
Antonio
Ennes da Rocha,
pro
fessor temporário
da
cadeira
de
Duas
Egrejas,
concelho de Penafiel,
mudado,
pelo
requerer,
para
a
cadeira
de
Frazão,
concelho
de
Passos
de Ferreira,
até
con
cluir o
seu
actual
provimento
triennal.
•
Manoel
de Jesus
Gonçalves
de
Cam
pos,
provido,
por tres
annos
na
cadeira
de
Caniçada,
concelho
de
Vieira.
Manoel
Pereira
Martins,
professor tem
porário da cadeira
de
S.
Martinho,
con
celho
de
Villa
Real, mudado,
pelo
re
querer,
para
a
cadeira
de Constantim,
no
mesmo
concelho,
até
concluir
o
seu
actual
provimento
triennal.
Zeferino
Pimenta
Guedes,
provido,
por
mais
tres
annos,
na cadeira
de
Villares,
concelho
de Murça.
Anna
Izabel
de Assumpção,
provida,
por
tres
annos,
na escola de
meninas
de
Avellans
da
Ribeira,
concelho
da
Guarda.
Delfinã de Oliveira
Lisboa,
promovida
á
propriedade
da escola
de
meninas
de
Parada de
Gonta,
concelho
de
Tondella.
Vicenlina
Candida
de
Macedo,
promo
vida
á
propriedade
da
escola
de
meninas
de
Cellas,
freguezia
de Santo Antonio
dos
Olivaes, concelho
de Coimbra.
Utilisação
dns
einzas «ln
hulha.
—
As
cinzas
da
hulha
(carvão
mineral)
são
de
grande
utilidade
no cultivo
dos
jardins
e
dos
campos;
e,
não
obstante
os
benefícios
que
produzem,
o
que
se vê
é
que
as
fabricas
que
consomem
grandes
quantidades
de
hulha,
desaproveitam
as
cinzas,
como
matéria
inútil, sendo
aliás
facil
a
qualquer
convencer-se
da
utilida
de d
’
ellas.
Não
só
dão
calor
ao
sólo
e
servem
para amaciar os
terrenos
argilosos,
mas
também
exercem
uma
acção chimica
mui
to
intensa
sobre
as matérias fertilisadoras
que
se
encontram
no
sólo,
desenvolven
do-se
e
lornando
as
mais
prompta
e
com-
plelamente
assimiláveis.
Estas
propriedades
são
communs
ás
cinzas
da
hulha
e
aos res
tos de terra
queimada
nos fornos.
Um lavrador
que
realisou
culturas
com
parativas
de
cereaes
em
pequena
escala,
verificou
que
as
terras
que
foram
forti
ficadas
com cinza
de hulha
deram
melhor
resultado
do que
as outras.
Estas
cinzas
são,
além
d
’
isso,
uteis;
pois afugentam
os
insectos
e
moluscos
no
civos
aos
campos
de
legumes.
Decisão da Santa Sé a respeito
das
eonfrariííB. — O
«Propagateur
de
la
devocion á Saint
Joseph
e
á
la
Sainte
Famille» traz
a
seguinte
noticia:
Um
decreto
da
Congregação
das
Indul
gências,
dado
por
ordem
de
Sua
Santidade
Leão XIII,
ordena
que
d*oravante,
para
se fazer
parte
d
’uma
confraria
qualquer
e
ter
direito
aos
privilégios,
indulgências
e
graças
espirituaes
concedidas
a seus
membros,
é
necessário
apresentar-se
pes-
soalmenle
no
logar
em
que
está
erecta
essa
confraria
e fazer-se
inscrever
pro
priamente
no
registro.
Sem
o
cumprimen
to
d
’
esta
formalidade, a
inscripção
é
nul-
la
e portanto
nullo o
eífeito.
Não
se
póde mandar inscrever
nem
por
qualquer
intermediário.
O
Soberano
Pontífice
quiz
que
esta
decisão não
tivesse
eífeito
retroactivo.
Sua
Santidade
declarou validas
e
com pleno
efleito
as
inscripções
obtidas
por
cartas
ou
por procuradores
anteriormente
á
pu
blicação
do
citado
decreto, que
tem
a
da
ta
de 13 d
’
abril
de 1878,
e põe
em
vi
gor
as
antigas
prescripções
pontifícias
con
tra
as
quaes
tinha
prevalecido
n
’
estes
úl
timos tempos um
costume
abusivo.
Desta
iórma,
segundo
a
disciplina
actul-
mente
em
vigor,
não
é
permittido
ins
crever-se
nas
confrarias
senão
pessoas
vi
vas
ou
realmente
presentes
no
local em
que
estiver
estabelecida
a
confraria.
Portanto
não
se
póde
mandar
inscre
ver
por
correspondência,
porque
a
agre
gação
fica
nulla.
O Nosso
Santo
Padre
o
Papa
Leão
XIII quiz ter
a
bondade de
revalidar
as inscripções
feitas
até
ao
dia
em
que
foi dado
o
decreto
geral,
mas
de
clarou
que
d
’aqui
em
diante
a
inscripção
d
’
uma
pessoa
ausente
será declarada
nulla.
E’
da
maxima
iinportancia
que o
de
creto de
Sua Santidade
Leao
XIII
seja
pu
blicado
por
toda
a
parte
e
que
seja co
nhecido
não
só
dos
directores
das
archi-
confrarias,
mas
lambem
dos
proprios
fieis,
afim
de
que
não
sejam
induzidos
em er
ro,
julgando
de
boa
fé
que
pódem ganhar
as
indulgências
e
outras graças
espirituaes
quando,
na realidade,
tal
coisa
não
pó
dem
pretender,
visto
que
a
sua
agrega
ção está
condemnada
com
a
nullidade.
Para
de
futuro,
pois,
a
admissão
dos
fieis
nas confrarias
deve
fazer-se
em
vir
tude
da
sua
intervenção
pessoal.
O Eíiu
e «nas
erupções.—
Re
ceia se
que
a
nova
erupção
do
Etna
seja
tão
forte
como
a ultima
que
leve,
logar
em
18155.
Uma
das
particularidades
do
grande
volcão
da
Sicilia
é
a
multidão
dos
cones
ou
volcões
secundários
espa
lhados
sobre
os
seus
flancos; contam-se
por
centenas.
As
novas
crateras
que
aca
bam
de
formar-se
jorram
do
lado
do
nord
este
immensas
columnas
de
lavas,
de
cinzas
e
d’
areias
negras.
E’
principalmente
na
direcção
das
al
deias
Biancavilla,
Randozo
e
Castaglione
qne a erupção se
manifesta
em
todo
o
horror.
Ninguém
ignora
que
o
Etna
é
uma
das
montanhas
mais
altas
da
Europa.
Sua
altitude
é
de
3,313
metros
acima
do
ni-
vel
do
mar.
A
grande
cratera,
celebre
pela
morte
d
’
Empedocles
que
ahi quiz
descer,
não
mede
menos
de
5
kilometros
de circurn-
ferencia.
E
’
ignivomo
dé
tempo
immemo-
rial.
O
Etna,
que
começa a
sahir
de
Ca-
tane,
divide-se
em
tres
zonas:
a região
fértil
que
é
muito
povoada,
a
região
co
berta
de
florestas
de carvalhos,
de
pinhei
ros
e
castanheiros
—
nota-se
entre estes
últimos
um
conhecido
sob
o
nome de
Cento
cavalli
qne
tem
37
melros
de
cir-
cumlerencia
e
que póde
abrigar
cem ca
valleiros
—
emíim
a
região deserta,
no
cu
me
da
qual
se
eleva o cone
que
corô
a
uma
cratera sempre
em
actividade.
As
primeiras
erupções
de se
faz
men
ção
na
historia,
datam
do
tempo
de
Py-
thagoras.
As
suas
lavas
enguliram
as antigas
cidades
de
Naxes,
d
’Hybla et
dTnessa.
Em
1183
uma
erupção do
vulcão
fez
perecer
em Catane
15,000
pessoas.
Da era
moderna
cita-se
entre
as
mais
terríveis
a erupção
de
1869
que
seccou
quasi
inteiramente o
porto
de
Catane;
a
de
1877
que
arrojou cinzas
até
á
ilha
de
Malta
e
a de 1852
que
durou
dois
mezes
e
sele
dias.
A
erupção
actual
é
contínua,
sem
in
terrupção.
As
novas
crateras, que
são
tres,
estão
á
distancia
de
uma milha
umas
das
ouiras
e
formam um
triângulo
no
valle»
a
seis
mdhas
acima
de
Passapercaro
que
se
acha
a oito
milhas
de
Linguagrossa.
Ouve-se
constantemente
grandes
deto
nações;
durante
uma
das
ultimas
noites
globos
de
fogo
muito
brilhantes
foram
arremessados
a
uma
grande
altura,
e
bri
lharam
como
foguetes
cahindo
depois
co
mo
chuva
de
faiscas.
(La
France
Nouvelle}.
Portugueses
falleeiãos. —
De
15
a
22
de
maio
falleceram no
Rio
de
Ja
neiro
os seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Antonio
de
Sousa
e
Silva,
Acacio
Adol-
pho Bettencourt
de
Azevedo,
Francisco
Alves
Gomes,
Manoel
Felix da Arruda,
Joaquim Alves
Estima,
Antonio Lourenço
Ferreira,
Manoel
Firmino
de
Freitas,
Ma
ria
Jo«é Constanlino,
Maria, filha
de
An
tonio
José
da Luz,
Antonio
de Almeida
Reis.
Joaquim
José
Gonçalves.
João
Athay-
de
Pinto,
Antonio José
do
Valle
Júnior,
João
Baptista
Antunes,
Francisco
Pereira
da Silva,
Manoel
Cavalheiro, Julina, filha
de
Maria
Magdalena
da
Rocha
Monteiro,
Antonio
Cardoso
Ignacio,
Francisco
Ca
bral de
Mello,
Francisco
Vieira,
Francisco
Dutra
dos
Santos,
Joaquim
Duarte,
Ben
to
Antonio
Loureiro,
Manoel
de
Sousa,
Joaquim
Antonio,
Manoel
José
Pereira.
Cirande basar para a
conclu
são
da
nova
capella de S. Victor.
—
A
Commissão
que
tem
a
seu
cargo
a
construcção
da
nova capella
dedicada
a S.
Victor,
na rua
Nova
de
Santa
Cruz,
re
solveu
promover
um
basar
de
prendas
para
com o
seu
producto
concluir
a
mesma.
O
basar
terá
logar
nos dias
24
e 29
do
corrente
mez,
no
jardim
do
campo
de
Sant
’
Anna.
Para
isto
a Commissão
dirige-se
ás
Damas
bracarenses
sollicitando-lhes
uma
prenda
qualquer
que
abr
Ihanle
e torne
mais rendoso aquelle
basar.
As
prendas,
assim
como
qualquer
do
nativo
destinado
ao
fim
em
vista,
podem
ser
dirigidas
a
Antonio
Joaquim
Fernan
des
Braga,
na
referida
rua
Nova
de
San
ta
Cruz.
A’
caridade publica.—
Recommen-
datnos
muito e
muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso. Pedimos
que
pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de o
soccorrer.
Mora na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A
’ earidade
publiea.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece
do
peito
ha
mais
de seis
mezes.
e
se
acha
impossibilitada
para
ga.
nhar
a
vida. Vive
em extrema pobreza-
Habita
no
sotão
da
casa n.° 4,
na
rua
de
S.
Miguel-o
Anjo.
BANCO DA COVILHÃ.
Sociedade
anonyma
—
Responsabilidade
li
mitada
Capita!
3.000:0030003 reis
í.
a emissão
—
reis
750:000^000 dividido
em
7:500
acções
de
100$000 reis
cada
uma.,
Balanço
em
31 de
maio de
1879.
Activo
Leltras
descontadas
e a
receber .........................
Empréstimos
s.
penhores.
Contas
corrent.
com
caução
Efleitos
depositados
.
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
.
Agencias
no
paiz.
.
. .
Ditas
no estrangeiro.
. .
Diversos
devedores
.
.
.
296:0550924
53:0200860
270:6790084
8:0000069
37:4870800
15:6160732
3:62.0959
7:267062&
Mobília
e
utensílios.
.
.
1:748$289
Despezas
d
’inslallação
. .
2:399$580
Caixa
................................
15:576$556
Valores
em liquidação.
.
.
17:452^962
Acções
recolhidas.
.
.
.
137:000^000
865:932^472
=3
SSS
=S
=S
=
==s
Passivo
Capital
...................................
750:000^000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
9:541^790
Fundo
para
o
edilicio do
Banco
................................
2:000^000
Depositos
á
ordem
.
.
.
16:182^318
Ditos
a praso
.....................
42:572^280
Devidendos
a
pagar. .
.
1:687^500
Credores
d
’effeitos
deposi
tados
..................................
8:000^000
Diversos
credores
.
.
.
4:115^116
Agentes
no
paiz. .
.
.
1:489^227
Letras
a
pagar
...................
14:<)00$000
Contas
interinas
....
144$106
Ganhos
e
perdas
....
16:200^135
865:932^472
C=3
=X
=□
=
=
C=
Covilhã
31 de
maio
de
1879
Os
Directores
J. T.
M.
Megre
Reslier
Alfredo
Viclor
Baplista
Alves.
AGBADECIM11ST0S
Profundamente
reconhecidos
aos
mem
bros da
illustre
classe
académica
d
’
esta
cidade,
e mais
pessoas
que
tanto
nos pe
nhoraram
por occasião
do
fallecimento
do
nosso
estremecido
filho
e
irmão,
Aurélio
Cândido
Ferreira
Macedo
d’
Aguiar,
por
este
meio lhes patenteamos
o signal
da
nossa gratidão,
na
impossibiliadade
de
o
fazermos
pessoalmente.
Maria
José
d
’Aguiar
Pimenta
Carneiro
Miquelina
Rosalina
Ferreira Macedo
Aguiar
Mecia
dos
Prazeres
Ferreira
Macedo
Aguiar
Carlota
Candida
Ferreira
Macedo
Aguiar
Anna
Carolina Ferreira Macedo Aguiar
Antonio
Emilio
Ferreira
Macedo
Aguiar
José
Ferreira Macedo
Aguiar
Joaquim
Bernardino
Ferreira
Macedo
Aguiar
Fernando
Leonel
Ferreira
Macedo
Aguiar.
(2453)
ANNUNCIOS
AGUA
DD
GEBEZ
Colhida
na
nascente
sob
a
direcção
de
Thomé
de Sousa
Pereira
Veiga,
pharma-
ceulico
do
Hospital
de
S.
Marcos.
Ven
de-se
a
retalho, e se
satisfaz
com
prom-
ptidão
qualquer
encommenda
por
junto.
Para
revender,
offerece-se
percentagem.
Depositos:
Braga
—
Pharmacia
do
Hospital
de S.
Marcos.
Porto
—
Rodrigo A.
M. Guimarães—
Bomjardim,
115.
Vianna
do
Caslello
—
Duarte
P.
D.
Ri
beiro—
Pharmacia
Aurea.
(2460)
ÍTTW&8
Constando ao
abaixo assignado,
que
alguém
mal intencionado
tem
propalado
ter
eu
abonado
certa
pessoa;
declaro
pa
ra
os devidos
effeitos,
que
é
falso todo
e
qualquer
documento
que n
’
esta
praça
ou
em qualquer do
paiz,
ou
mesmo
es
trangeira,
appareça
acceite, endossado,
ou
abonado
pelo annunciante. Outrosim
o
annunciante
julga
nada
dever
a
pessoa
alguma;
mas
se
alguém
se
julgar
seu
credor,
queira apresentar
a
sua
conta,
que
sendo
verdadeira,
será
immediata-
mente
paga.
Braga,
e rua
de
S.
Victor
n.°
31,
12
de
junho
de
1879.
(2457)
Antonio
Baplista
Gonçalves.
m
m
owtao
Compra-se
na
rua
de
D. Pedro
V,
ji.«
24.
(2459)
MALA-POSTA ENTRE BRAGA E
GUIMARÃES
Manoel
Gonçalves
Vieira
Prim,
alqui-
lador d’
esla
cidade,
participa ao
respeitá
vel
publico,
que,
tendo
principiado
com
a
nova
carreira
de
tnala-posla
do
cor
reio
entre
Braga
e
Guimarães,
se
prom-
ptifica
a
servir o
publico
com toda
a
se
riedade,
esperando
do mesmo a
coadju-
vação
para
tal empreza.
Horário:
Sae
de
Braga
ao
meio
dia,
chega
a
Guimarães
impreterivelmente
ás
3
horas.
Sae
de
Guimarães
ás
3
da
manhã,
e
che
ga
a
Braga
ás
5,45,
podendo os
passa
geiros
seguir
ainda
no
comboyo
para
o
Porto.
Preçom
De
Braga
a
Guimarães
e
vice-versa
240
rs.
(2458)
ARHE.TIATiÇÃO
Pelo
juizo
ordinário
do
julgado
de
S.
Victor,
d
’esta
cidade,
e
escrivão
Cor
rêa
Guimarães,
e
para
cumprimento
na
delegação
ordenada
no
mandado
recebido
do
merelissimo
dr.
juiz
de
direito,
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
na
execução
que
a
gerencia
do
Banco
do
Minho,
d
’esta
cidade,
move
contra
os herdeiros
de José
Pereira
da
Silva
Braga,
d'esta
mesma ci
dade,
pelo carlorio de
Gonçalves,
foi
de
signado para
a arrematação
dos
moveis
penhorados
aos
executados,
o
dia
22
do
corrente
mez, pelas 9
horas
da
manhã,
o que lerá
logar
na
propriedade
que
foi
do
executado,
denominada
da Boavista,
no
logar
da
Venda Nova,
freguezia
de
S.
Paio
de
Pouzada, d
’este
julgado,
cujos
moveis
são os
seguintes:
Um
tonel
arca
do
de
ferro,
no
valor
de
dois
mil
e
qui
nhentos
reis.
Um dito,
no
valor
de
dois
mil
e
seis
centos
reis.
Um
dito
peque
no
no valor
de
quinhentos
reis.
Um
di
to
pequeno,
no
valor de
oitocentos
reis.
Um
dito,
no
valor
de
oitocentos reis.
Uma
dorna
grande,
no
valor
de dois
mil
e
quinhentos
reis.
Uma dita
pequena,
no
valor
de
setecentos
reis.
Um lagar
de
pau
completo
com
trave,
fuso
e
peso
de
pedra,
no valor
de
quinze
mil
reis. Uma
meza
de
pinho
com
aba
d
’
abrir,
no
valor
de
seiscentos
reis.
Tres
quadros
com
cai
xilhos
no
valor
de
seiscentos
reis.
Uma
barra
de
cama
de
cerdeira,
no
valor
de
setecentos
reis.
Um
quadro
com
caixilho,
no
valor
de
sessenta
reis.
Um
caixão
de
pinho,
no
valor
de
duzentos
reis
Um
ar-
mario
de
castanho,
no valor
de
tres mil
reis.
Um
banco
de
pinho, no
valor de
cento
e
sessenta
reis.
Um
caixão
de
pi
nho, no
valor
de.
cem
reis.
Um
dito,
no
valor
de
oitenta
reis.
Um
dito
no
valor
de
sessenta reis. Um
bahú
de
couro,
no
valor
de
sessenta
reis.
Uma
cadeira
de
castanho,
no
valor
de
vinte
reis. As
pe
dras
amontoadas,
peso, trave, e
fuso
que
foram
de
um
lagar,
no valor
de
nove
mil reis.
Um
carrinho
de
terra,
no
va
lor
de
cento
e
sessenta
reis.
Quem
pretender
arrematar
póde
com
parecer
no
local
dia
e
hora
acima
men
cionada.
O
escrivão
João
Bento
Corrêa
Guimarães.
Verifiquei
a
exaclidão
O
juiz Bernardino José
da
Cruz.
(2455)
ÍO
POH
CENTO
Acceila-se
qualquer quantia, e
dá-se
este
juro.
Rua
das
Palhotas
n
8.
Compra-se
acções,
promissórias
e
di
vidas
bem
ou
mal
paradas
—
Palhotas—8.
Desconta-se
letras, ordenados
etc.
—
Palhotas
—
8.
(2456)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo n.°
18. Trata-se
no
cam
po
de
Sant
’
Anna,
n.°
68.
(2298)
A
Meza da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
d
’
esla
cidade
faz
publico,
que
até
o
dia 20
do
corrente,
recebe
propostas
em
carta
fechada
para
o fornecimento
de
pão
trigo
e
de
mistura
e
de
carne
de
boi
para
os
doentes
do
Hospital
de
S.
Marcos,
as
sim como de
cêra
para
as
festividades
e
serviço
quotidiano
das
capellas
d
’
esta
Ir
mandade
e
do
mesmo
Hospital.
As
condições
d
’
estes
fornecimentos
acham-se
patentes
na
secretaria
do
Hos
pital todos
os
dias
não
sanclificados,
desde
as
2
horas
até
ás
7
da
tarde.
Braga
e
Santa
Casa
da
Misericórdia
8
de
junho
de 1879.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa Gonçalves
Pereira Ber-
nardes.
(2452)
Fabrica
de
papel de Rudes
Papel
de
impressão e
de
embrulhos
de differentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO EM
BRAGA
Tabacaria Kraearense
—
27, Rua
do
Souto
27
—
(2340)
wroí-ii
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e
10,
d
’esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construí
das
de novo;
tracta-se
com
Antonio
Sil-
verio
de
Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2431)
b
.
lhetes
dê
visita
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pc-lo correio,
francos
de por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPARICIO
JIAIIIEIRO
27,
Praça
do
Barão
de
S. Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400, 420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de S.
Martinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e veludo.
91,
t*raça do
Earào de S. .Tlnrti-
nho,
91
ÁITARICIO
& 3IAL11EIR0
braga
Caixa
penhorista Ilriíearenae
na
Travessa
de
M.
Ciualdina d’esta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8 horas
da
manhã até ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
alrazo
de juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastai
’, senão
se
rão
vendidos.
QUINZE
MINUTOS
Devoção
muito
agradavel
e
util
para
ser recitada em
presença
do
SS. Sacra
mento,
e
com
especialidade
no
mez
de
junho,
dedicado
ao
Santíssimo
Coração
de
Jesus.
Vende-se no
escriptorio da
Typogra
phia
Lusitana,
em
Braga,
na
rua
Nova
n.° 4.
Preço.
...
10
reis.
AOS
PROPRIETÁRIOS DOS
HOTÉIS
E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo
o
modelo
do regulamento
das hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
UGG B raPH>H A.S
MACHINAS
para
coser
DA
Companhia
fabril
SINGER
11
—rua
de S. Vicente—11
BRAGA
IIWGEB.
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
S8S:®it
machinas
de
costura!!!
mais
So»4»®
que
em
1876.
A Companhia Fabril
Vende as
suas magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
s®o reig
aemanarH
sem
prestação de entrada ou
10
por
cento
a
menos
a prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
IWGEB
Para
famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros e
sapateiros
4
COMPANHIA
FABRIL
WIWGBB
Garante
todas
as
suas
machinas não
só
no
seu
bello
trabalho,
como na
sua
immensa duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o publico
que te
nha
todo
o cuidado para
não
ser enganado com as machinas
imitações, como
algumas
pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
8IAGER
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VIGENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
districlos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em casa
do
comprador
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2443)
VENDE-SE
a
casa da
rua
do
An-
jo
n.°
41
e
11
A.
Quem
a
p(
e‘
tenter
dirija-se
á
rua
de
D. Pedor
V n.°
1.
(2423)
A
APPARIÇÃO
DE
N.
SENHORA
DA SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no
escriptorio
d
’este jornal-
Preço.
...
30 reis.
!»■'
■
11 ■■........ 1 ’1 " '
’
i ■
RESPONSÁVEL-Luiz
Baptista
da Síl*
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1^®
Parte de Comércio do Minho (O)
