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EEDI DO MIN.>
REtlíilOSA,
E*í>s.irn
CAL S2 NOTICIOSA.
REDACTORES
—D. Miguel
Solto-Mayor e Dr. Custodio Yelloso.—D1RECT0R—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
ggSEW
7.°
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................15600
»
6
.......
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
AS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.........................
25000
8
6
».........................
15030
»
sendo
duas
assignaturas 35600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
35600
Folha
avulso................................
10
N.°
946
33
:o.
a
o-
a
QUINTA-FEIRA
12 DE
JUNHO DE 1879
13
»E JUNHO.
I
E
’
grande
uma
nação
peia
grandeza
e
pelos
feitos
de
seus
filhos.
A
gloria
dos
homens
illustres
d
’
um
reino
toda
se
converte
era gloria
e
fama,
mórmente
quando
os
loiros
de
suas
fron
tes
venerandas
nos
não
apparecem
man
chados
pela
sanguinolenta
nodoa
das
lu-
clas
civis dos povos,
e
quando
aquellas
vidas
honradas
foram
gastas
em
aceres-
centar
o nome
e
esplendor
da
patria
que
lhes
deu
o
berço,
em a
engradecerem
com
as excelsas
virtudes
que
lhes
or
naram
o
caracter.
O
século
XII
foi
fecundo
em
homens
d’
esta
têmpera. Compulsae
a
historia
de
esses
tempos,
mais
felizes que
os
moder
nos,
e
alli
encontraremos
os
nomes
res
peitáveis
de
Raymundo
Viegas
Portocarre-
ro. Fernando Rodrigues,
Pacheco,
Marlim
de
Freitas,
e
muitos
outros
que
por brevi
dade
não
mencionamos.
Folheando
mais
5
esses
preciosos per
gaminhos,
ahi
depararemos
com os no
mes
veneráveis
de
Francisco
d’
Assis,
de
Domingos
de
Gusmão,
de
Pedro Nolasco,
de
Raymundo
de
Penafort,
d
’
Alberto
Ma
gno,
de
Roaventura,
de
Thomaz
d
’
Aquino,
e
outros.
Foi
n
’
este
feliz
século
que
viu
a luz
do
dia
o
nosso Thaumaturgo
Santo
An
tonio.
II
Quem
ha
600
annos,
entrasse
na
Sé
Palriarchal,
por
força
attentaria n
’
uma
creança
que
alli
se
entregava
ao serviço
dos
altares,
e
que
era
o
enlevo
de
todos,
pela
formozura
do
rosto,
pela
rara
penetração
do
espirito,
pela
doçura do genio
e
pela
piedade, já
viva
e
ardente.
Eram
seus paes Martins
Bulhão
e
D.
Maria
Taveira,
ambos
nobres,
mas
ainda
mais
nobres
pelas
virtudes
que possuíam.
Não podendo
elles
vigiar
como
queriam
a
educação do caro
thesouro
que
o
ceu
lhes
contiara,
entregaram-no ao zèlo
do
ca-
bido
da
patriarchal.
por
ficar vizinha
á
casa
em
que
moravam.
Ninguém
se
approximava
de Fernan
do,
(tal
foi
o
primeiro
nome
d
’
Antouio),
que não
ficasse
admirado
da
precocidade
(Paquelle
talento,
e
edificado
diante
d'a-
queila
innoceucia
de
serafim, d
’
aquella
santidade
que o
assimilhava
a
Jesus-me-
nino.
Aquella innocencia,
aquella
modéstia,
sentia-se
offendida
quando
o cercavam
de
lisonjas,
do
lustre
de
seu
nascimento
e
dos
merecimentos
proprios.
Resolveu
por
isso
abandonar
o
mundo.
Mas,
abandonar o mundo,
quando a
vida,
se
lhe
antolhava
envolvida
em
mil
felicidades,
quando
tudo
lhe
sorria
e
per-
mittia
um
risonho
futuro!
que
lucta
não
deve
haver
no
coração
humano!
O
que
não
soffreria
Antonio!
Eil-o,
apenas
de
quinze
annos,
dei
xando
saudoso
e
entre
lagrimas o
lar
pa
terno,
os
braços
de paes adorados
e os
virtuosos
sacerdotes que
lhe
foram
mes
tres.
Alegre
e
contente
foi procurar
o
ideal
de
seus
projectos
entre
os
religiosos
de
S.
Vicente
de
Fóra. Que
arrebatamentos
e
que
eccos
de
patriotismo não
desperta
riam n
’aqueila
alma grande
e
generosa
as
abobadas
magnificas
d
’
aquelle
templo,
que
recordava
a
tomada
de
Lisboa
e
a
piedade
do
heroe
d
’
Ourique,
o
inciilo
Af
fonso
Henriques!
Mas
donhecendo
Fernando,
que
alli
ainda
não
estava
socegado
o
seu espirito,
pela
continua visita
de
seus
parentes
e
amigos,
resolve
abandonar
S.
Vicente
de
1
Fóra,
e
lá
vae caminho
de
Santa
Cruz
de
Coimbra.
Chegado
alli,
encontra
novos
obstáculos:
o
mundo
parecia
querer
tyran-
nizal-o,
mas
aquelle ente privilegiado,
co
nhecendo
que
era
preciso
procurar
uma
regra
mais
austera
ainda,
para mais e
mais
fugir ao primeiro
inimigo
da
alma,
foi
procurar asylo
no
convento
Francis-
cano
dos
Olivaes,
extra-muros
de Coim
bra.
Foi então
que
trocou
o nome
de Fer
nando
pelo
de
Autonio.
Eram
apenas
passados
alguns
dias
de
pois
da
sua
entrada
n
’
aquelle
convento,
quando
uma
manhã, accordando,
ficou
es
pantado
do
que
ouvia.
De
todas
as
torres
da
velha
Coimbra,
os
bronzes
enviavam
ao
longe
os
sons
mais
alegres e
festivos,
e
multidões
im-
tnensas
de povo
de todas
as
camadas
so-
ciaes,
enchendo,
pressurosas, as
ruas
e
as
praças,
levantam
hosannas
do
maior
jubilo.
Acabam
de
chegar
áquella
cidade,
as
relíquias
dos
cinco
Álartyres
de
Marrocos.
Estes
cinco
santos
companheiros
tinham
dado
ao
seu
Deus
e
á
sua fé
a
tnaxima
prova
«lo seu
amor,
morrendo
por
Elle.
Antonio,
que
não
tem
menos
amor,
lambem quer
ser
martyr,
e
por
isso
desde
logo
quer
partir
para Marrocos.
Eil-o
a
caminho
d'Africa.
Mas
Deus
não
o deixou
aportar
alli,
porque
o
des
tinava
para
uma grande
missão—
a
de
evan-
gelisar
os
povos.
Eil-o
em
Ilalia,
primeiro,
despresado
e
depois
exaltado;
regendo
com notável
sabedoria
as
cadeiras
de
theologia
e
phi
losophia
em
Tolosa,
Monlpellier,
Bolonha
e
Padua.
O
que
ia
nos
corações
dos
moços
es
tudantes
quando
ouviam
aquella voz
an
gélica
de
Antonio,
explicando
as
verdades
da
religião
catholica
apostólica
romana?
De
cada
discípulo,
Antonio
fazia
um
imitador.
Aquella
grande
voz
não
podia
caber
nos recintos
das
mais
espaçosas
acade
mias,
vae,
levada
nas
auras celestes,
es
palhar-se
eloquentíssima,
pelos
campos,
cidades,
villas e
aldeias.
Tudo
corre
a
ouvir
o
novo
missionário,
tremendo
para
castigar
o
vicio,
brando
para
chamar
ao
arrependimento o peccador.
Aquelle
mancebo,
de
compleição
fran
zina,
tem
força
para
derrubar
gigantes;
—
ouza encontrar
o fero Excelino, corn-
mandante
das
forças imperiaes, o
qual
faz
retrogradar,
para
não
deixar
em
rui
nas
a
sua
querida
Padua.
Mas,
ah!
os
assíduos
trabalhos,
a
sua
vida
mortificada e
a
sua continua
prega
ção,
lhe foram minando
a
existência,
oti
antes,
os aojos
seus
irmãos
não
podiam
mais
passar
sem
elle.
Assim,
no
dia
13
de junho de
1237,
deixou
de existir
a
maior
gloria
de
Por
tugal,
n
’uma
palavra,
voou
para
o
ceu
a
alma
do
nosso
querido
patrício
Santo
An
tonio.
..
Mas guardem-se
para
outro
dia
os
cantos
tristes
e
as recordações
lamento
sas.
III
Quem
ha
que
não
tenha
bem
viva
na
imaginação,
entre recordações da
meni
nice,
uma
lembrança
saudosa
da
noute e
dia
de Santo
Antonio?
Noute
de
suave
alegria,
festejada
no campo
e
na
cidade,
no
palacio
e
na
choupana,
por
velhos
e
mancebos;
noute
de folias,
em que
a
don-
zella
sustendo
a
custo
a
agua
presa
pe
los
lábios,
aguarda
silenciosa ouvir
o no
me
do
que
lnpJe
ser
seu
esposo,
ou
queimando
a espinhosa
alcachofra
anbela
que
alvoreça
a manhã,
para conhecer
pe
lo florir
ou seccar d’
uma
flor
se
a
Deus
apraz,
ou
não, conceder-lhe
por
marido
o
eleito
do
seu
coração.
Noute
de
doce
enthusiasmo
em
que
os
moços galhofei
ros,
ao
som
de
cantares
alegres
saltam
a
fogueira,
que debalde
alteia
as chara-
mas,
para
os
contrariar
ou tornando
a
praça
publica
em
saião
de «soirées fa
zem
resoar
musica
singela,
danças
popu
lares,
e
engraçadas
loas.
Tudo
á
porfia
festeja Antonio
de
Lis
boa.
Salve!
meu
santo
predilecto!
E porque te
amo
eu
tanto?
E
’ porque
fui
educado
na
mesma
ter
ra,
em
que
viste
a
luz
do dia, é que
respirei
o
mesmo
ar
que
tu
respiraste,
be
bi
da mesma agua
que
tu
bebeste,
por
que
as
tuas
festas
foram
os
meus
primei
ros
brinquedos
d
’
infancia,
e
porque
des
de
a
infancia
aprendi
a
balbuciar o
teu
encantador
e
santo
nome.
J.
M.
R.
Valente.
Portugal
antigo e
moderno.
Recebemos
o fascículo
n.° 137
do
Portugal
antigo
e
moderno,
—
vastíssimo
e
valiosissimo
repositorio
de
quanto
ha
que
offereça interesse
e
curiosidade
em
todas
as cidades,
villas,
freguezias
e
grande
numero
de
aldeias
de
Portugal,
e
de
eru
ditas
noticias
de
muitas
cidades
e
outras
povoações
da
Lusitânia,
de
que
apenas
restam
vestígios ou
sóinente
a
tradição.
Conlinúa
as lettras
SAL,
e
compre-
hende
as
folhas
22
e
23
do
volume
VIII
FOLHETIM
0
CAPITÃO
ANGELO
ROMANCE
ORIGINAL
POR
J.
B.
da
Silva liamos.
OFFERECIDO
E DEDICADO
á
’
EXC.
ma SNR.a
D.
Antonia
Augusta
T. dc
Vasconceilos,
o
DA
CASA DE 1UARBVN, EM
CELOKlCO
DE BASTO.
X
A
esta
segunda
pergunta
já
o bom
do
pa
dre
tinha
reconhecido
Álvaro;
e
lançando-se-
lhe
nos
braços exclamou:
—
Oh!
meu filho!
como
é
que
ainda
nos
tor
namos
a
vêr?...
Era
este
padre
frei
Domingos
da
Paixão,
seu
antigo confessor.
Depois
de
dar
expansão
ás
saudades,
quiz
Álvaro
acompanhar
o
frade
a
casa,
e
entrou
com
elle no
quarto em
que
vivia.
remos
passados
alguns
annos
mais. Tempo
virá
em
que,
arremessando
a
mascara,
proscreve
rão
da
terra
a
Deus,
e
matarão
os
reis.
—
Se
segui a
causa
liberal
não
foi
por
con
vicções
políticas,
mas
sim
por
certas circum-
stancias
que se
deram, e principalmente
por
vocação
—disse
Álvaro
profundamente
magoado.
E
a
sua
consternação
era
tanto
maior,
quanto
mais
considerava
a
miséria
e
pobreza
do
quarto
do
seu
antigo
confessor.
Era
este
de
tabique,
bastante
defumado,
pouco
espaçoso,
e
com uma
pequena
janella, sem
vidraça,
que dava
sobre
o
quintal.
Por
moveis
tinha
uma
má
enxer
ga, coberta
com
uma
manta,
repousando
so
bre
bancos
de
pinho.
Ao
lado,
uma
meza
ne
gra
e
carunchosa
da
mesma
madeira
;
sobre
ella
os breviários,
e
no
meio,
pendurado
na
parede,
resiuardado
por
um
docel de papel
ura
Santo
Christo
de
latão;
ao
lado
uma
banca
de
tres
pernas, e pendurado
d
’
um
prego,
junto
da
cama,
uni
pequeno
sacco
de
chila
des
botada.
Álvaro
e
o
frade
permaneceram por
muito
tempo
mudos
e
quedos,
como
que
opprimidos
por
dolorosas
e
tristes
ideias.
Afinal,
como
se
apparecesse
uma
luz
do ceo,
uma
aurora
de
felicidade
na
mente
de
Álvaro,
exclamou este
com
jubilo:
—
E
’
verdade,
meu
bom
amigo;
mas
eu
pos
so
arrancal-o
d
’
esta
miséria.
Venha
para
mi
nha
casa,
será
o capellão da
minha
familia
e
gosará
dias
de
paz
e
de
ventura.
Era
n
‘um
segundo
andar
d‘uraa
casa
estrei
ta
e
escura,
voltado
para o
lado da
Falperra,
no
largo de
Nossa
Senhora
Branca.
—
Desculpe,
meu-
Angelo
—
disse
o
frade
—a
pobreza
do
aposento,
em
que
tenho
o gosto
de
o
receber. Na
ininha
cella
não
haveria
mais
riqueza,
mas
havia
mais aceio
e
commodida-
de.
Lá
—e
deu
um
grande
suspiro
—podia
eu
offerecer-lhe
alguma
cousa,
ao
menos
uma
ca
deira,
em
que se
assentasse,
hoje
tenho
ape
nas
aquelle incommodo
banco,
para
oíferecer-
Ihe!...
Então
matavamos
nós
a
fome
e
soccor-
riamos
os
miseráveis; hoje,
por
nossos
peccados,
estamos
expostos
a
morrer
de
fome
e
de
mi
séria!
Sic
placuit Domino...
E
duas
grossas
lagrimas correram
até
a barba,
pelas
faces rugosas
do
venerando
ancião.
Álvaro
conservava-se
triste
e
silencioso,
e bem
se
via
que sua
alma
era
combatida de
pensa
mentos
dolorosos,
e
talvez
de
remorsos.
—
Pois,
meu
Angelo
—continuou
o
ancião
—
eis
aqui
a
miséria,
a
que
eu,
e
muitos
de
meus
companheiros,
estamos
reduzidos.
E; diga-se
a
verdade,
não foi
só
a
criminosa
cubiça
que
levou
esta
gente
a
expulsar-nos
de
nossos
mos
teiros;
foi,
talvez
mais,
a impiedade,
o
odio
a
Deusdeixe-me
assim
dizer
—
que
a
inci
tou
a
tão
barbara e impolilica
medida.
Não
creio
também
que a guerra
fratricida
que
ter
minou
em
Evora-Monle,
tivesse
por
causa
di
reitos
dynasticos;
estes
foram
apenas
um
meio,
os
fins vamol-os
vendo,
e
melhor
ainda
os
ve-
—
Capellão
de
sua
familia!
Pois
não
me
dis
se
que ignorava
quem
eram
seus
paes?!
—
Um
favor
da
Divina
Providencia me
des-
cubriu
os
auctores
de
meus
dias;
eu
lhe
conto.
E
contou
tudo
o que
o
leitor
já sabe.
—
Bemdilo
seja
o Deus de
toda
a bondade
e
misericórdia!
—exclamou
o
frade
com
as
mãos
erguidas
e
os
olhos
no ceo.
—
Acceito sim,
ac-
ceito
o
oíTerecimento
que
me
faz.
—Eu marcho
ámanhã
para
minha
casa,
snr.
frei
Domingos;
poder-me-ha
acompanhar?
—
Porque
não?...
—
E
os
moveis?...
—
Bem
os
vê: possuo
apenas
aquella
manta,
os
breviários,
aquelle
Christo,
e
duas
camisas
sujas n
’
aquella
sacca.
Devo
porém
dois cruza
dos
novos
á
minha
senhoria, se
ra’
os
adian
tasse...
—
Aqui
os
tem.
Desde
já é
meu
commensal;
vamos.
—
A
manta
vou
dal-a
a
um
pobre... Bem-
dito
seja
Deus
que
já
posso
dar
uma
esmola.
E
frei
Domingos
viveu ainda
muitos
annos
no
centro
d
’
esta boa
e
nobre
familia
da
casa
da
Torre,
onde morreu
de
mais
de
90
annos
em
cheiro
de
santidade.
FIM.
Do artigo
Salvalerra de Magoi copia
mos
o trecho
seguinte, intitulado
M
orte
do
1.®
marquez
de
L
oulé
Na noite
de
28
para
29
de
fevereiro
de
1824,
deu-se
em
Salvalerra
um
facto
naturalíssimo,
qne
os
liberaes
aproveita
ram
afanosos,
para
desacreditar
o
snr.
D.
Miguel
I—então infante
—e,
como
lhes
foi
impossível
convencer
o
publico,
con
seguiram, pelos
meios
mais torpes,
tor
nar
o
caso
obscuro,
para
que a calum-
nia
não
fosse
complelamente
destruída.
Na
referida
noite,
houve
um
ensaio,
no
thealro
do paço
real, ao
qual
assisti
ram
muitas
pessoas
da
côrte, e
entre
el-
las,
o
marquez
de
Loulé,
que se
retirou
antes
de
terminar
o
ensaio.
O
edifício do
palacio, já então
princi
piava
a
arruinar-se.
O
marquez,
tomou
por
um
corredor
que
não estava
illumi-
nado,
e
foi
a
uma
antiga
porta
que
foi
construída
para
dar
entrada
a
uma
sala
que
já
não
existia,
e
estava
transformada
em
saguão,
e,
por
conseguinte,
a porta
estava
servindo
de
janella,
rasgada.
O
marquez,
ou
por
conhecer pouco
esta
parte
do
edifício,
ou
(o
mais
prová
vel)
por
esquecimento,
foi
andando,
e,
como
a
janella
não
tinha
grades,
cahiu
sobre
uma
pilha
de
entulho,
que
eslava
no
saguão, e
morreu
da
quéda.
Quando
na
manhã
de
29
(1)
appare-
ceu
o
cadaver
do
marquez,
ninguém
se
lembrou
de
que
fosse
assassinado
por
or
dem
do
snr. D.
Miguel; mas é
certo
que,
como
Loulé se
tinha
posto
ao
serviço
de
Buonaparte,
contra
Portugal,
desde
1807
até
1815
(2)
e
ainda
tinha
por isso
al
guns inimigos,
e
bastantes pessoas
de
boa
fé,
attribuiram
a
morte
a
vingança
de
algum
patriota
exaltado;
chegando
mesmo
a
dizer-se
que
o
marquez
foi
aba
fado
com
uma
mania
de
campino,
para
não
gritar, e ferido
com
uma
choupa, que
entrando
pelo
ceu
da
bocca, lhe
sahíu
pela
nuca!
(3)
O
inlegerrimo
magistrado,
doutor
Tor
res.
corregedor
da
comarca,
procedeu
lo
go
a auto
de
exame
e
corpo
de
delicto,
no
cadaver,
e
os
dous
cirurgiões,
e
as
testemunhas
do
auto,
declararam n
’elle,
que
o
marquez
não
tinha
o
mais
leve
si-
gnal
de
ferimento
ou
contusão.
Mas
o
ministro
da
justiça,
Lacerda,
inimigo
implacável
do
snr.
D.
Miguel,
queria
por
força attribuir
a
um
crime,
a
morte
do
marquez,
e
imputal-a
ao
prinr
cipe.
Chamou
o
corregedor
e
exigiu
que
elle
substituísse
o auto
de
corpo
de deli
cio,
por
outro
dictado
por
elle,
e com
as
testemunhas indicadas
por
Lacerda;
mas
o
honrado
corregedor,
recusou-se
obstina
damente
a
tão
grande
infamia.
Lacerda,
para
que
o
facto
ficasse
pelo
menos
duvidoso,
sumiu
o
auto,
que nunca
mais
appareceu.
Os
inimigos do snr.
D.
Miguel
I,
não
se
contentando
em
exagerar-lhe
os
de
feitos,
lhe
leem
assacado todas
as espe-
cies
de
calumnias,
mas
ainda
nenhum
se
lembrou
—
que
me
conste—
de
o
chamar
hypocrita
ou
desleal;
portanto, se
o
snr.
D.
Miguel tivesse
parte,
directa
ou
indi-
recla,
na morte
do
marquez,
não
conti
nuaria
conservando
na
sua
intimidade
os
filhos
d
’
elle:
nem
os
filhos, que
eram
uns
perfeitos homens
de
bem, continuariam a
ser
amigos
do
assassino
de seu
pae.
Ainda
mais, o
snr.
D.
Miguel,
foi
sem
pre
verdadeiro
amigo
do
marquez,
qne
nunca
lhe
deu
o
mais
leve motivo de
desagrado;
continuou
a
ser
o
inseparável
companheiro
de
seus
filhos,
e
esta
affei-
ção
durou
até
aos últimos
momentos
do
snr.
D
Miguel.
Foi
ainda
este
príncipe,
que, no dia
seguinte
ao
da
morte
do
marquez,
apre
sentou
ao
rei
seu
pae,
o
filho
primogé
nito
d'aquelle
(4),
(D.
Nuno
José Severo
de
Mendonça
Rólim de
Moura
Barreto,
desde
então
2.®
marquez
de
Loulé,
9
°
conde
de
Valle
de Reis
etc.,
etc.)
e
D.
José
Maria
de
Mendonça,
filho
natural
do
i.°
marquez
de
Loulé,
e
de
madame
Bruni.
Levou-os
para
a
sua
companhia,
e
toda
a
gente
de
Lisboa
viu os
tres,
pas-
seiarem
de
trem
ou
a
cavallo,
como
Ín
timos
amigos.
Quando
as
intrigas
palacianas
obriga
ram
D.
João
VI
a
mandar
viajar
o snr.
D. Miguel,
com
a
obrigação
de
fixar
a
sua
residência
em
Vienna
d
’
Austria,
para
onde
embarcou
a
9
de maio do
mesmo
anno
de
1824,
um
dos
camaristas que o
príncipe
escolheu,
foi
o
referido
D.
José
Maria
de
Mendonça.
Nem
o
1.®
duque
de
Loulé,
nem
um
só de
seus
filhos
se
lembraram
jámais
de
attribuir
ao snr.
D.
Miguel a
morte
do
marquez,
e
foram
sempre
dos
que
mais
concorreram
com
avultados
subsídios,
para
a
sustentação
do
snr.
D.
Miguel, depois
que
a
quadrupla
alliança
o
obrigou
a deixar
o
throno
e
a
patria.
Vemos
boje
o
nobilíssimo
conde
de
Azambuja
e
sua
virtuosa
esposa,
assistirem
ás
festas
de familia, de
seu
primo
ger
mano,
o
snr.
D.
Miguel
I,
e
serem
de
dicados
amigos
d
’este
príncipe,
o
que
muito os
honra,
tratando-os
com
a
fami
liaridade
e
franqueza,
própria
de
pessoas
da
sua
familia.
Sendo,
como
incontestavelmente
são,
todos
os
filhos
do
1.°
duque
de
Loulé,
cavalheiros
da
mais
rigorosa
delicadeza,
em
pontos
de honra,
a
sua
atnisade sincera
e
leal
ao
príncipe
proscripto,
é, quanto
a
mim,
uma prova
irrefragavel
de
que
o
1.®
marquez
de
Loulé
morreu
de
um de
sastre,
e
não
de
morte
violenta.
Argumentam
os
liberaes
com
o
decreto
de
24
de
junho
de 182o,
assignado
por
D.
João VI,
no
qual,
entre
outras
culpas
imaginarias, assacadas
ao snr.
D.
Miguel,
vem
lambem
a
historia
do
assassinato
do
marquez
de
Loulé; mas
todos
sabem
que
o
rei, cercado
de
inimigos de
seu
filho
segundo,
sem
o
ter
a
seu
lado,
para
o
proteger,
e,
de
mais
a mais,
de
animo
extremamente indeciso
e
pusilânime,
o
que
queria era que
os
seus ministros
o
dei
xassem
em
paz,
e
assignava
quanto
elles
quizessem
(e
isto,
suppondo
que
a
assi-
gnalura
do
monarcha
fosse
verdadeira).
Também
elle
tinha
assignado
o
decreto
de
30 de maio
de
1823,
que
accusava
o
snr.
D.
Miguel de
rebelde
e
inimigo
do
rei,
e
logo em
junho,
por
outro
decreto,
faz
os
maiores
elogios
á
sua
dedicação
e
fidelidade,
e
o
nomeia
commandanle
em
chefe
do
exercito.
Note-se
que
o snr. D.
Miguel
II, lem
tratado
os filhos
do
1.®
duque
de
Loulé,
com todas
as
attenções
e preferencias,
como
seus
proximos
parentes,
e que,
nem1 2
o
snr.
D.
Pedro,
quando
regente,
nem
sua
filha,
nem
seus
netos,
quizeram
reco
nhecer
o
casamento
d
’
aquelle
fidalgo,
com
a
infanla
D.
Anna
de
Jesus Maria,
apezar
das
instancias
feitas
pelo
duque,
e
dos
serviços
que
sempre prestou
á
causa
li
beral.
(1)
Sempre
será
bom
notar
aos
meus
leitores,
que
o
anno
de
1824
foi
bis
sexto.
(2) D.
Agostinho Domingos
José
de
Mendonça, marquez
de
Loulé,
e
pae
do
L°
duque
do
mesmo
titulo,
foi
condem-
nado
á
morte,
e
exautorado
de
todos
os
seus
litulos,
honras
e
privilégios,
por trai
dor
á
patria,
por sentença
de
11
de
no
vembro de
1811,
sendo o
seu
maior
cri
me,
vir
em
1810
contra
Portugal,
no
exer
cito
de
Massena.
O
marquez,
linha
muitos parentes
e
amigos,
na
corte
de
D.
João
VI.
Este
mo-
narcha
estava
muito
indignado
contra
o
marquez,
porém
os
amigos
d
’
este,
conhe
cendo
o
caracter
bondoso
do
soberano,
o
induziram
a
um
passeio,
pelos
arredores
do
Rio
de
Janeiro,
e,
lendo
preparado
uma
emboscada,
d
’
ella
sahiu
Loulé, que,
ajoelhando
aos
pés de
D.
João
VI,
com
as
lagrimas
nos olhos,
lhe pediu
perdão.
O rei,
não
só
lhe
perdoou
e
lhe
restituiu
todas as honras
e
títulos,
mas
até
o
fez
seu
camarista
e
valido.
(3,
Então
se
não
queriam
que
elle
grilasse,
e
o
tinham
abafado
com uma
mania,
como lhe
atinaram
com
a bocca,
para
lhe
dar
a
choupada,
e
como
é
que
elle
se
pôz
a
geilo,
com
a bocca
aberta
(e sem
gri
tar!...)
para
o
ferirem
alli?
—
Que dispa
rate!
Ninguém
póde
alcunhar
de
suspeito,
o
doutor
A. da
Silva
Gaio,
pois
que
é
inimigo
implacável
do snr.
I).
Miguel I;
e,
apezar
d
’
is$o,
no
seu
Mário
(tomo
2.®
pag.
166
e
seguintes,
da
2.*
edição)
de
pois
de
pesar
todos
os
argumentos
pró
e
contra,
termina
assim
a
narração
da
morte
do
marquez
de
Loulé.
Posso dizer, com
socêgo
de
consciência,
que
estou
convencido
de
que o
infante
(p
snr.
D.
Miguel
I)
o
não
mandou
perpetrar.
i
’
O
assassinato
do
marquez).
(4)
Que
depois
foi
l.°
duque
de Lou
lé,
e
casou no
1.®
de
dezembro
de
1827,
com
a
infanta
D.
Anna
de
Jesus
Maria,
ilha
de
D.
João
VI,
e da
rainha D. Gar
ota
Joaquina,
assistindo
esta
senhora ao
GAZETILHA
Illustre
enfermo.
—
Tem
continua
do
muito
incomodado
e
abatido o
Exc.
rno
e
Rev.
m
®
Snr.
Arcebispo
Primaz.
S.
Exc.
a
Revm.
a
foi
pela medicina
aconselhado
a
mudar
do
seu palacio.
Sentimos
profundamente
a
pertinaz
doença
de
S.
Exc.
a
Rev.
m
»
e
fazemos
sinceros
e
ardentes
votos
pelo
restabele
cimento
do
venerando
Prelado.
A
todos
os
fieis pedimos que
orem
também
a
Deus
para
que
Elle
restitua
a
saude
ao
preclaro
e
virtuosíssimo
Antis-
tite
da
Egreja
bracarense.
Chroniea religiosa.—
Hoje:
—
Ex
posição
do
Santíssimo
na Misericórdia,
e
no
Bom
Jesus
do
Monte.
Visita
Pastoral de S. Exe.a
Revm.
o Senhor Arcebispo Pri
maz.—
Interrompemos
por
alguns
nume
ros
a
noticia
que sobre
esta
visita
anda-
vamos
publicando,
mas
dentro
em
pou
co
a
concluiremos.
Santo
Antonio. —
Ha
ámanhã
na
sua
capella da
Praça
Municipal
a
festa
do
nosso
popular
Santo
Antonio.
A
noite
d
’
hoje é a das
fogueirinhas.
Não ha
em Portugal ninguém
que
es
tranhe
esta
designação.
Foguetorio.
—
O
povinho
tem-se
dis-
trahido
das suas
magoas
exacerbadas
pe
la
tyrannia do escrivão da
fazenda,
dando
vivas
e fogueies
em
regosijo
da
queda
do
ministério.
Pobre
povo!
que
esperas
tu d’
um novo
ministério
liberal?
que
te
não
opprima
de
tributos,
e
impostos
como
os
outros?
Olha
que o
peior
de
todos
é sempre
o
que ha
de
vir.
No
entanto, se
te
livra
rem
d
’
algumas
pragas
que
le
esfollavam
como a
fera,
e
se
um codigo
monstruo
so
que
nos
deixou
o
esbanjador
minis
tério
cabido
fôr
annullado,
então
dá
al
guns
vivas
á
clemencia
dos
que te
ali
viaram
d
’
um
pesadíssimo
tributo.
Mas
es
pera
um
pouco,
porque
as
traças
do
libe
ralismo
a respeito
de
tributos
são
sempre
temíveis.
Se o
coligo
cahir, o
tributo
de
certo
apparecerá
n
’outra parte.
Se o
tira
rem
do
codigo
Administrativo
passal-o-hão
para
o
«Diário».
Cautela; não
te
esfalfes
debalde.
O Prog»-e«is<»
Catliolico.—
Recebe
mos o
n.
“
15
d
’
esta
magnifica
revista,
dirigida
pelo snr. padre
Senna
Freitas.
Eis
o
seu
summario:
O
«Jornal
do
Commercio»
de
Lisboa,
o seu
satellite
portuense
a
«Lucta»,
e
a
Critica
à
Critica,
pelo
padre
Senna
Frei
tas
—Secção
religiosa:
Vinte
e cinco
por
cento!
Aos
cem disparates
dos
prolestan
tes
vinte e
cinco
respostas
sem
replica
por
um
que
leu
a
Biblia,
pelo
padre
Ra-
demacker—
O
mez
de
Maria,
pelo
padre
Francisco
dos
Santos
e
Cunha
—
Secção
lilteraria:
Atravez
dos
jornaes,
por
um
vimaranense
—
A escola
ciassica,
a
pintu
ra
e
a
litteratura
em
Hespanha,
pelo padre
F. Sanches—
Secção
polemica:
Carla
á
re-
dacção,
por
Francisco
Martins
—
Os
nossos
bispos
na
camara
dos
pares:
Discurso
de
s.
exc.*
revm.a
o
snr.
bispo de Bragança
e
Miranda,
na
sessão
de
9
de maio
—
Edições de
propaganda
calholica: Carta
ácerca
do
Liberalismo
desmascarado
di
rigida á
«Religião
e
Patria»,
por
S.
da
Costa
Vieira
Leite
—
Retrospeclo
da
quin
zena,
por
J.
de
Freitas.
Falieeini«nto.
—
Falleceu
ante
hon
tem
o
revd.®
Aurélio
Cândido Ferreira
Macedo
d
’
Aguiar.
Era
diácono
e
preparava-se
para
re
ceber
a
sagrada
Ordem de
Presbytero
nas
próximas
têmporas
de
setembro.
Era
um
joven
de
comportamento exem
plaríssimo
e
muito
estimado
de
todos
os
seus
condiscípulos,
que
lhe
consagravam
a
mais sincera estima.
Pertencia
a
uma
nobilíssima
familia,
de Gondiílellos,
concelho
de
Famalicão,
e
que
hoje
pranteia consternada
a
morte
do
mallogrado
joven.
A ella
os
nossos
sen
tidos pezames.
—
Com
este
são
já
tres
os ordinados
que a morte
tem
roubado
este
anno
aos
carinhos da
familia
e
ás
esperanças da
Egreja,
n
’
esta
archidiocese.
Resta
ao menos
uma
grande
consola
ção,
e
é
que todos,
depois
de
provados
por
lenta e
demorada
enfermidade,
tiveram
a
mortq
dos justos.
Outro,
—
Também
falleceu
na
tarde
de segunda-feira o
snr.
Germano
Joaquim
Barreio,
o mais
antigo
dos
livreiros
(fes
ta
cidade.
Outro.—
Também
falleceu
n
’esla
ci
dade
o
snr.
Manoel José
d
’Araujo,
que
foi
capitão
no
exercito
do
Senhor
D.
Miguel.
Era
um
cavalheiro
honradíssimo
e mui.
lo
bemquisto.
E
’
boa!—
O
revd.
mo
snr.
prior
da
Ribeira
Grande,
da
Ilha
de S.
Miguel,
(Ponta
Delgada),
recebe
durante
largo
es
paço
de tempo
esta
folha,
collecciona
os
numeros recebidos,
e
em
dous
massos
devolve-os a
esta
redacção..
Valha-o
Deus,
revd."
10
prior!
Esperá
vamos,
porque
tinhamos direito
a
isso,
que
sua
revd.
m
"
cumprisse
melhor o
seu
dever,
e,
sobretudo,
fosse
mais
delicado.
Não
lhe
parece
justa
esta
nossa ob
servação?
Muravllhas
«Ia
crenção.—
Rece
bemos
e
agradecemos
os
fascículos 8
e
9
das
Maravilhas da
creação, obra
im
portante
de
qne
é
auctor
o snr.
P
edro
M. P
osser
.
Trausfereaeías.
—
Consta
que o
se
cretario
geral
d
’
este
districto,
o
snr.
Mar
ques Murta,
vae
ser
transferido
para
An
gra
do
Heroísmo.
Diz
também
um
collega
que
o
snr.
director
do
correio
vae
ser transferido
para
a
Guarda,
o
da
Guarda
para Valen
ça,
e
o
de
Valença
para
esta
cidade.
Exames ftna^g.—
Um
grande
nume
ro d’esludantes
dirigiram-se
ha
dias
ao
snr.
governador
civil
d
’
este
districto,
pe
dindo
para
que
s.
exc.*
se
empenhe
pe
rante
o
governo
afim
de
que
sejam
fei
tos
no
lyceu
d
’
esta
cidade
os exames
de
admissão
aos
cursos
superiores.
Festraa
<lo s.
Joáo.
—
Dizem-nos
que
serão
esplendidas,
mais
qne
em
anno
nenhum,
as
próximas
festas
do
S.
João
n
’esta
cidade.
O peior
é se o tempo
não
muda de
carranca.
lIoMpedes.—
Estão
n
’esta
cidade
os
snrs.
dr.
Custodio
de
Sousa,
Guilherme
Northon,
dr.
Diogo
Annes
de
Magalhães
Villas-Boas, e
Manoel
José
dos
Santos.
Ili8t»rts» de
Portugal.—
Recebe
mos
o
fascículo
n.°
24
da
Historia
de
Portuqal,
edilorada
pela
Erapreza Litte-
raria
de
Lisboa.
Agradecemos.
Tempo,—
Tem
continuado
muito
in
clemente.
Chuvada?
contínuas,
ventanias
e
também
bastante
frio
Ninguém
diria
que
estamos
quasi
no
meado
de junho.
Os
nossos
lavradores,
comquanto
não
desanimados,
não
andam
mui
contentes.
Preço dos eerrníg.—
Na terça-feira
ultima,
nesta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo
...........................................................
780
Centeio
.........................................................
510
Cevada
..........................................................
560
Milho
alvo...................................................
600
Milho
branco.........................................
530
Milho
amarello..........................................
500
Painço...........................................................
500
Feijão
vermelho.................................
800
»
branco
.......
780
»
amarello.
..... ..............................
560
»
rajado..............................................
480
»
fradinho
.........................................
420
Batatas
..........................................................
560
Azeite
(almude)
.....................................
6$000
Atravez «11»
provicieia. —
Falleceu
em
Ponte
do Lima
a
snr.
a
D.
Joaquina
Rosa
da
Purificação,
freira professa
da
ordem
franciscana,
com
74
annos
de
ida
de.
Era
pensionista
do
Estado e
muito
considerada
por
sua
vida
austera
e
dis-
tinctas
qualidades.
—
No
dia
2
do
corrente,
verificou-se,
como
estava
annunciada
a
inauguração
da
parte
do caminho de
ferro
do
Minho
cora-
prehendida
entre
S.
Pedro
e
Segadães,
2
kilometros
de
Valença.
—
O preço
dos
generos
no
mercado
de
Ponte
do
Lima, na
ultima
semana
finda
no dia
31,
foi
o
seguinte:
Trigo
830
—
Milho
amarello
500
—
Milho
branco
520
—
Centeio
530
—
Feijão
branco
930
—
Dito
vermelho
700
—
Dito
rajado 700
—
Dito fradinho
640—
Batata
550
—
0
azei
te,
por almude, ou
23.400,
esteve
a
5$800
reis—
e
o
vinho
verde
regulou
por
2$40O a
3s5000
reis.
—
Falleceu
na
sua
casa
de Christello,
concelho
de Valença,
a
sur.
a
D.
Maria
Carolina
d
’Abreu.
—
Vae
ser organisado
em
Amares, um
centro
eleitoral
progressista.
—Falleceu
o
revd.® Luiz
Caetano
Ri
beiro,
abbade
da
freguezia
de
Venade,
concelho
de
Caminha.
—
O snr.
José
Luiz
Novaes,
negocian
te estabelecido
na
cidade
do
Porto,
oífe-
receu
para melhoramentos
da
egreja
da
freguezia
de
Ganfey,
do concelho de Va
lença
d
’onde
é
natural,
a
quantia de
100$000
reis.
—Jâ
foram
para
o
Porto
os
productos
enviados de.
Vianna
do
Castello
para
a
exposição
do
Rio de
Janeiro.
Os
tnais
importantes d
’
alli remettidos
foram:
—
Moveis
de
madeira
fina,
primorosamente
trabalhados,
expostos
pelo
snr.
Albano da
Graça
Pires
Franco,
como
amostra
dos
productos
de
sua acreditada
oflicina
a
vapor,
de
mercearia;
Amostras
de
vinhos
dos
snrs.
João
Aflonso
de Espergueira,
Antonio
Fernando
de Moraes,
Manoel
Martins
Farinhoto,
Bento
Domingos
dos
Santos.
José
de
Sequeira
Pinto
de
Quei
roz.
e
J°sé
Ricardo
de
Moraes;
Cereaes,
forragens,
legumes
e
vários
vegetaes apre
sentados
por
G.
de
S. Pinto de
Quei
roz;
Calçado
fino
e
grosso
de
João
da
Costa
Leite,
e
Miguel Manoel
da
Silva:
Collecção
de 67
amostras
de
renda,
in
dustria
d
’
esta
cidade,
apresentadas
pela
snr.
a
D.
Thereza
de
Passos
Saccadura;
Collecção
de
53
amostras,
egualmenle
de
renda,
de
Manoel
José
Machado;
Desenhos
do
snr,
Manoel
J.
Machado e
lylographias
e
aguarellas
do
snr.
Antonio
Joaquim
Al
ves.
—
Na freguezia
de
Outeiro, concelho
de
Vianna,
houve
ha
dias
uma apprehen-
são
de
objectos
subtrahidos
aos
direitos
da
alfandega,
de
bastante
importância.
—
Appareceu
na
praia,
na
freguezia de
Areosa,
o cadaver
de
um
rapaz
alienado,
da
mesma
freguezia.
Suppõe-se que
o
in
feliz,
em
consequência do
desarranjo
das
suas faculdades mentaes,
se
precipitara
no mar, onde
morreu
offogado.
Nova insurreição em Ctiba.—
O
jornal
oílicial
de Cuba
diz que
alli
re-
bentára uma
nova
insurreição.
Um
par
tido
de
duzentos
cubanos
tomou
as
ar
mas
contra
o
governo
hespanhol
no
de
partamento oriental da ilha,
sob
o
com
inando
do
coronel
Carlos
Mellina,
um
dos
chefes
mais
energicos
da
ultima
insurrei
ção.
Tres
numerosas
plantações
de cannas
foram
incendiadas,
e
avalia-se em
cem
milhões
as
perdas occasionadas
por
este
chefe.
O
general
hespanhol Daban
perseguiu
immediatamente
os
insurgentes
em
marchas
forçadas.
Os
nihilistRg.—
As
ultimas
noticias
de
S.
Petersburgo
assignalam
novos
at-
lentados
da
parte
dos
nihilistas.
A
policia
russa
aprehendeu
em
Kiefl
muitas
caixas
contendo bombas
Orsini,
um
grande
numero
de
rewolvers e
uma
collecção
variada
de
venenos.
A
«Gazette
de
la
Croix»
conta
que
um
oílicial
que
precedia
ha
alguns
dias
o
ciarewitch
na
estrada
de
Peterkoff
a
Petersburgo
descubriu
de
repente uma
bar
ricada
levantada
á pressa,
e
correu
a
in
formar
a
policia.
Foram presos
dous
indivíduos.
A
lei di*
amniatia.—
Diz
a
«France
Nouvelle»
:
Hoje,
5
de
junho, á
meia
noite
ex
pira
a
acção
da
lei
da
amnistia.
O
grande
amnistiador
não
perdeu
o
seu
tempo.
De
5
d
’
abril
até
hoje
promulgou
onze
decretos
em
virtude
da
referida
lei,
os
quaes
concederam
2,851
perdões
com
am
nistia.
Diz-se
que
deve
apparecer
um
ul
mo decreto para
terminar
a applicação
da
lei.
Dos
2,85!
perdões,
cerca
de
2,000
são
era
favor
de
condemnados
por
contu
mácia;
o
resto
applica-se
a
condemnados
que
expiavam
penas.
E
dizer
que
os
radicaes
ainda
não
es-
lão
contentes!
Coneumos ecelcsiasticos. —
Foi
mandado
abrir
concurso
por
provas
publicas
para
provimento
das
seguintes
egrejas
to
das
do
bispado
de
Beja:
8.
Bernabé
e
Santa
Suzana,
concelho
de
Almodovar.
8
Bartholomeu
da Serra,
S.
Thiago
de
Cacem.
Nossa
Senhora
do
Rosário,
Almodo
var.
.
S.
João
Baptista
de Casevel, Castro
Verde.
Nossa
Senhora
da
Assumpção
de
Oriol-
!
as
>
Portei.
Santa Margarida
de
Sadão,
Ferreira.
Santo
André,
S.
Thiago
de
Cacem.
Santa
Luiza
de
Garrão,
e
Santa
Ca-
marina
do
Valle,
Odemira
e
S.
Jorge
de
dia
Verde
de
Ficalho, Serpa.
Bi*râo d® Castello de
Paiva.—
Consta a um collega
do
Porto
que
por
le
'egramma
recebido
da
Madeira,
falle-
F
eu
dia
4,
na
cidade do
Funchal,
o
snr.
ar
ão
de
Castello
de
Paiva,
nomeando
seus
testamenteiros
os
snrs.
duque d'Avi-
a
’
Henrique
de Birros Gomes,
e o
seu
correspondente
e
particular
amigo,
snr.
João
Plres
da
Silva.
O
barão
de
Castello
de Paiva, Anto -
10
da
Costa
Paiva, nascera
a
12
de
ou -
tubro
de 1806. Era
lente
da
Academia
Polytechnica
da
cidade do
Porto,
vogal
do
conselho
geral
do
commercio
e
agri
cultura,
socio
da
Academia
das
Sciencias
e
das Academias
de
Medicina e
Cirur
gia
de
Marselha,
Tolosa
e
Montpellier,
e
de
outras
corporações
litterarias e
scien
tificas,
doutor
em
medicina
e
bacharel
em
philosophia.
Tinha
varias
condecorações.
Era
homem
respeitado
pelo
seu
saber
e
pelas
suas qualidades.
Eminentemenle
ca
ritativo,
havia
muito
que
elle
mandara dis
tribuir,
impressa,
e de
que
em
tempo
de
ram
conta
os
jornaes,
uma
nota
da
sua
vida
e
do seu
testamento,
em
que
dividia
o melhor dos
seus
bens pelos
estabeleci
mentos
pios.
Frades
typographos. —
Do
«Co-
nimbricense»
transcrevemos
o
seguinte:
Ha
uma
coincidência
notável
entre a
inlroducção
da
arte
typographica
n
’
esta
cidade
de
Coimbra,
e a
inlroducção
da
mesma
arte
em
Bruxellas,
na
Bélgica.
Em
ambas
as cidades
foi
a
iniciativa
devida aos
frades;
sendo
em
Coimbra
os
conegos
regrantes
de
Santo
Agostinho,
e
e
em
Bruxellas
os
frades
chamados
da
vida
commum.
que
seguiam
também
a
re
gra
d
’
aquelle
santo.
A
primeira
imprensa
em
Coimbra
foi
estabelecida
no mosteiro
de Santa
Cruz
em
1530,
vin
lo
de
Lisboa
para
esse
fim,
convidado
pelos
conegos
regrantes,
o
im
pressor
German
Galnarde.
E
não
se
limitaram
a
isto
os
religio
sos
d
’
aquelle
mosteiro;
mas
depois
de
le
rem
aprendido
com
o
referido
impressor
elles
mesmos
imprimiam
os
livros,
de
que
é
documento,
entre
outros,
o
Livro
das
constituições
e
costumes
que
se guardam
em
o
mosteiro
de
Santa
Cruz
dos
Conegos
regrantes
da
Ordem
do
Nosso
Padre
Santo
Agostinho,
onde
se
declara
que
foi
im
presso
em
1532
pelos conegos
do
dito
mosteiro
Estevão
e
Manoel.
Se
isto
acontecia em
Coimbra,
jã
fa
cto
idêntico
se
tinha
dado
em Bruxellas,
meio
século
antes.
Em
1476
imprimiram os
frades
da vi
da commum o primeiro
livro
publicado
pela
typographia
em
Bruxellas,
o qual
ti
nha
por
titulo
—
Arnoldi
Geilhoven,
seu
de
Roterodamis, Gnotosolilos,
sive
speculum
conscientiarum.
Esta
obra
de
moral
tinha
sido
com
posta
por
Arnoldo de
Rotterdão,
doutor
em
decretaes,
e
professo
no
mosteiro
de
Valle
Verde,
ou
Groenendael,
ordem
dos
conegos
regrantes
de Santo
Agostinho,
na
íloresta
de Soigne.
Nos
annos
seguintes
continuaram
os
frades
da
vida
commum
a
imprimir
em
Bruxellas
outros
livros.
Estes
frades,
antes
de
terem
introdu
duzido
a
typographia
n’
aquella
cidade,
oc-
cupavam
se
em
cumprimento
de
um dos
pontos
principaes
do
seu
instituto,
na
calligraphia.
Depois
das
horas
destinadas
á
oração
e
aos
outros
exercícios
da
sua
congrega
ção
religiosa,
era-lhes
prescripto
pela
sua
regra
o
copiar a escriplura sagrada,
as
obras
dos
santos
padres,
dos
moralistas
e
dos
ascéticos,
e
de
as
conferir
pelos
an
tigos
originaes.
Vendiam
em
seguida
os
livros
que copiavam,
e
depositavam
o
pro-
duclo
na
bolsa
commum
para
seu
sus
tento.
Além
da
cópia
dos
manuscriptos
era
outra
obrigação
do
seu
instituto
a
educa
ção
publica;
pelo
que
se
vê
a
utilidade
que
lhes
provinha
da
nova
arte
typographica,
para
multiplicar
os
seus
conhecimentos,
e
para
poupar
um
tempo
precioso,
que
lhes
roubava
a
enfadonha
calligraphia.
Nos
Celestinos
de
Paris
havia um
exemplar
dos
cânones
de Graciano.
manus-
cripto,
no
qual
o
indivíduo que
o co
piou
poz a
nota
de
que
lhe
levou
esse
trabalho
21
mezes
Segundo
esta confis
são
seriam
precisos
1:750
annos
a
3 ho
mens
para
fornecer
3:000
exemplares;
em
logar
de
que,
pelo
meio
da
imprensa,
mes
mo
antes
dos processos
modernos
e
da
applicação
do
vapor ao
movimento
dos
prelos,
podiam
ser
acabados
pelo
mesmo
numero
de
homens
era menos
de
um
anno.
.
E
advirta-se
que nao
foi
só
em
Bru
xellas
que
usaram
da
arte typographica
os
frades
da
vida commum;
porque
os
da
mesma
ordem
religiosa
do
convento
de
Valle e
de Santa
Maria,
no
Ringkau.
diocese
de
Moguncia,
imprimiram
em
1474
o
psalterio
e
o
breviário,
segundo
o
uso
d
aquella
diocese;
os
de
Rostock,
cidade
da
baixa
Saxonia,
no
ducado
de Mecklem-
burgo,
imprimiram na
sua
casa do
Jar
dim
Verde
de
S.
Miguel,
em-
1476,
as
obras de
Lactancio,
em
folio;
e os
mes
mos
imprimiram
em
1481, também
em
folio,
uma
edição de
B.
Bernardi
sermo-
nes
super
cantica canticorum.
E’
provável
que
os
frades
da
vida
com
mum
de
Bruxellas
tivessem
aprendido
a
arte
typographica na universidade
de
Lou-
vaina,
onde
João
de
Westphalia
havia
es
tabelecido
a
imprensa
em
1474;
ou
em
Colonia,
onde
elles
tinham
uma
casa
da
sua
ordem.
Registamos,
portanto,
com
o
merecido
louvor,
o
facto
de
serem
os
conegos
re-
granles de
Santa Cruz
de
Coimbra,
que
introduziram
n
’
esta
cidade a
typographia;
assim
como
de
serem
os
frades
da vida
commum
que
a
introduziram
em
Bru
xellas;
além
de
outras
localidades
em
que
usaram
da
mesma
arte.
Oriente. —
E
’
do
Monde
o seguinte
artigo:
O
que
é
que
se
passa
na
Roumelia
Oriental?
As
noticias
são contradictorias,
segun
do
véem de
Philippopoli
ou
de Constantino
pla.
Pelas
primeiras,
as
únicas boas,
diz
o Nord,
tudo
está do
melhor
modo
n’
es-
ta
provincia,
que
offerece o
agradavel
es
pectaculo
d
’
tim
completo
apasiguamenlo;
pelas
segundas,
os
confliclos
succedem
aos
confliclos
e
receiam-se
muito
graves
complicações.
Ora
tudo
o
que
nos
é
permittido
aflir-
mar
com
conhecimento
de causa, é
que
ao
sul
dos
Balkans
a
auctoridade
do
sul
tão
Abdul-Hamid
é
absolutamente
illuso-
ria.
Recordermos
alguns
factos
cuja
eviden
cia
se
impõe,
por
assim
dizer,
aos
espíritos
mais
prevenidos.
Combinara-se
em
Stamboul
que
Aleko-
Pachá
levaria
o
fez,
e
logo
á
sua
ins-
tallação
elle
se
jarreteou
com
o
kalpak
búlgaro.
O
estandarte
ottomauo
devia
ser
iça
do
durante
a
ceretnonia,
e
aífirma-se que
estas
cores
brilharam
alli
pela ausên
cia.
A
leitura da
proclamação
do
Padischah
devia
ser
saudada
por
fogos
da
milicia
bnlgara,
e, chegado
o
momento,
este
si-
gnal
de respeito
foi
ommittido.
Emfim,
parecia natural que o
gover
nador
geral
composesse o
seu
conselho
com
pessoas
das
diversas
nacionalidades
da
provincia,
e
elle
teve
o
cuidado
d
’ex-
cluir os
turcos
e
os
gregos
e
de
não
ad-
mittir
n
’
elle
senão
alguns
búlgaros.
Admittindo
mesmo
que
o tratado
de
Berlim
não
tivesse outro
objecto
do
que o
de manter uma
apparencia
de
soberania
otlomania alli, onde
a Porta
cessava de
ter
uma
acção
direcla,
somos
obrigados
a
reconhecer
que
mesmo
nem
attingiu
tal
fim.
Ainda
não passou
um
anno
desde
o
dia
13
de
julho
de
1878,
o
dia
em
que
os
representantes
das
grandes
potências
assignaram
a
edição
correcta
do
tratado
de
S.
Slefano,
e
já
Philippopoli
parece
tão
independente
de
Constantinopla
como
Bucharesl
em
seguida
á guerra
da Cri
meia.
Mas porque é
que
os accontecimentos
marcharam
cora
lai
celeridade?
Em
primeiro
logar
é
preciso
render-
lhe
certa
justiça,
o
tratado
de
Berlim
dá
os
resultados
que
fatalmente
devia
dar;
depois,
quem é
leslimuuha
da pa
ciência, da
resignação
do
gabinete
de
S.
James,
vem
a
persuadir-se
que,
por
ter
quasi
carta
branca
no
Afghanistan,
a
Inglaterra deixou os
russos
senhores
de
regnlap
á
sua
vontade
os
destinos
da
península
de
Thracia.
Não
se
saiu
pois
da
política
dos
com
promissos,
da
hypocrisia,
da
laxidão
e
por
tanto da política que
traz
comsigo a
ruina
dos grandes
Estados.
Contra lombrigas.
—
Recommenda-
inos
attenção
ao reclamo
sobre
os
biscou-
tos
verrailugos
que vae
na
secção
compe
tente.
Vendem-se
na
pharmacia
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia, Porto,
em
cai
xas
de
120
rs.
UÍZTIMAS
XOTICIAS
Lisboa
9—
Chegou
o
snr.
Serpa
Pinto.
Foram
a
bordo
os ministros
da
fazenda
e
da
marinha,
presidente
e
secretários
da
Sociedade
de Geographia, secretario
da
commissão
permanente
da
mesma
so
ciedade,
presidentes
das
associações
com-
merciaes
de
Lisboa e Angola,
comman-
dante
geral da
armada, etc.
O
snr.
Serpa
Pinto
foi hospedado
no
hotel
Central.
Idem
10
—Na
Bolsa venderam-se:
7
obrigações
prediaes
a 91^000
reis;
10
ditas
do
caminho
de
ferro
do
Minho
de
coupons
a
873500; 27
contos em
inscripções
a
49,80.
A
alfandega
rendeu
hoje
7:8953904 rs.
Paris
8—Um
telegramma
de
Constan
tinopla,
publicado
pelo
«Temps»
noticia
a
revolta
de uma
tribu perto
de
Balua,
on
de
chegaram
tropas,
mas
soffrendo
muito
na
marcha.
Um
despacho
particular
diz
que
falia
em
Berlim
da
próxima
abdicação
do
im
perador
Guilherme.
Londres
8
—
Dizem
do Cabo
da
Boa
Esperança
em
20
de
maio de Ceslywayo
quer
porpor
negociações,
mas
os
ingle-
zes
recusam
exigindo
submissão
incondi
cional.
Paris
7
—O
czar
partiu
hontem
de
Li-
vadia,
regressando
a
S.
Petersburgo.
So-
lowieíf,
o
auclor
do
altentado
contra
o
imperador,
foi
condemnado
a
morte
na
forca.
Londres
7—
Dizem ao
«Standard»
que
augmenta
a
agitação
em
Novi-bazar.
N
’
um
confliclo
que
houve
entre
turcos
e
arnau-
las, perto
de
Ipek,
foram
mortos
60
ar-
nautas.
Noticiam
de
S. Thiago
do
Chili,
em
6
de
junho,
que
os
corsários
bolivianos
foram auctorisados a
apressar,
mesmo
de-'
baixo
de
bandeira
neutra,
as
mercadorias
do
inimigo,
ainda
as
que
não
sejam
con
sideradas
contra-bando
de,
guerra.
Londres
9—Dizem
de
Constantinopla
ao
«Standard»
que
foram
presos
varios
altos
personagens.
Está
imminente
uma
insurreição
em
Silvano,
se
não
fôr exonerado
o
governa
dor
Pusten-pachá.
Catanea
9
—
A
população
está
incen
diada;
as
auctoridades
municipaes
de Ca-
lanea,
4
soldados e
varios
cidadãos
foram
mortos.
Acudiram
tropas;
é
desolador
o
estado
dos campos.
Paris
10
—
E
’
inexaclo
que
a
Allema
nha
tencione
propor
a
intervenção
das
potências
no
conflicto
da
America do
sul.
A
Allemanha
pedirá
ao
Perií
explicações
ácerca
do
apresamento
d
’
um
navio
alle-
mão
no
porto
de
Callao
Noticias
de
S.
Petersburgo
dizem
que
se
procura
cuidadosamente
descobrir o
mysterio
d
’
uma
supposta
tentativa
de
as
sassínio
contra
o
czarwitch.
S.
Petersburgo
9
—
Solowieff toi
execu
tado
esta
manhã.
Constantinopla
9
—
O
cônsul
russo
em
Seravejo
recusou
pedir
exaquatur.
O
côn
sul
austríaco
allegando que
a
Bosnia
faz
parte
do
império
allemão
insiste
em
que
a
Porta
envie
tropas
á
Macedonia e a
Roumelia.
CORREIO
Arcos.
—
Snr.
J.
B.
da
Costa
Lobo
Ban
deira.
Foi
recebido
e
agradecemos.
Amarante.—Revm.
0
snr.
padre
Rodri
go
Augusto
de.
Pinho.
Muitos
agradeci
mentos
por
tanto
zelo
e
aclividade.
Povoa
de Lanhoso.—Revm.
9
snr.
pa
dre
João
Mitheus
de Faria.
Agradecemos
a
fineza;
enviamos
os
recibos.
Mirandella.
—
Revm.®
snr.
fr.
Fernan
do
do
Amor
Divino
Correia da
Silva.
Re
cebemos.
Bectifiearemcs.
como
pretende.
Celorico
de
Basto.—
Snr.
Manoel
Oso
rio
d’
Aragão.
Daremos
a devida
direc-
ção.
Moncorvo.
— Revm.0
snr.
padre
Anto
nio
Manoel
da
Silva.
Agradecendo
tao
distinclo obséquio, enviamos
os
recibos.
Evora.
—
Revm.®
snr.
padre
Jacintho
José
Marques
de
Resende.
Na
terça-fei
ra
da semana
finda
não
houve
jornal
em
virtude
da
romaria
do
Espirito
Santo.
Eafe.
—
Revm.
’
snr.
padre Francisco
Gonçalves
Rodrigues.
Ficamos
scienle.
BANCO
BO
MINHO
Resumo
do
Activo
e Passivo
em 31 de
Maio
de
1879.
Activo
Caixa:
existência em
metal.
77:2683940
Agencias
no
paiz
.... 115:6413990
Acções
de
c.
própria
.
.
64:800^000
Papeis de
credito
Fundos
públicos,
nacionaes
e
estrangeiros
.....................
110:270^509
Acções
de
Bancos.
.
.
.
47:921^940
Hypolhecas
de
raiz
.
.
.
140:8333431
Empréstimo
sobre
penhores
.
8:1623800
Empréstimos
a
Camaras
Mu-
nicipaes eá
Junta
Geral
.
143:4003870
Letras
descontadas
.
.
.
181:2613027
Leiras
a
receber
....
29:633-3228
Letras
em
liquidação.
.
.
56:5653427
Agencias
no
estrangeiro.
.
53:323^99^2
Contas correntes
garantidas
.
532:405$583
Diversos
devedores.
. .
.
123:630$740
Contas
em
liquidação.
.
.
38:694$163
Saques
e
remessas
de
n.
c.
4:640$
10o
Caução
da
gerencia.
.
.
.
12:000$000
Efleitos
depositados.
.
.
.
88:625$560
Mobília.............................................
1:853$625
Edificio
do
Banco. .
.
.
35000:$000
1.865:335$933
Passivo
Capital...................................
600:000$000
Fundo
de reserva.
.
.
.
160
000$000
Reserva para
decima.
.
.
4:500$000
Notas
em
circulação.
...
325$000
Depositantes
á
ordem. .
.
193
9W$541
Depositos a
praso.
.
.
662:058$614
Diversos credores .... 110.283$961
Saques
e
remessas
das
agencias:
..............................
7;404$987
Dividendos
a
pagar
.
. .
1.163$444
Gerencia
do Banco.
. .
. 12:000$000
Credores
d’
eífeitos
depositad.
88:625$560
Letras
a
pagar
..............................
1;513$050
Ganhos
e
perdas ....
2l:550$770
1.865:335$933
Braga,
6
de
Junho
de
1879.
Pelo
Banco
do
Minho
Os
GERENTES.
Antonio
José
Gonçalves
Braga.
João Marques
da
Silva.
Domingos
José
Soares.
(2451)
Resumo
do
aclivo
e
passivo
do
Banco
Commercial,
Agricola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
31
de
maio
de
1879.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
8:330$196
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
.......................................
642:047$588
Letras
caucionadas
com
hy-
potheca
sobre
bens
de
raiz
66:004$000
Leiras em
liquidação.
.
.
6:608$472
Letras
protestadas .
.
.
5:321$500
Letras
em
execução.
.
.
8:844$310
Titulos
e
obrigações
a
receber 6:41
4$423
Empréstimos
sobre penhores:
De
acções
deste
Banco.
.
3:705$000
De
diversos
objectos
d
’ouro
e prata............................... 100$000
De
vinhos
.............................
500$000
Operações
a
longo prazo
com
hypolheca
sobre bens
de
raiz
..............
13:1O1$949
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
.
.
15:570$000
Contas
correntes
com
garantia
De
acções
deste
Banco.
.
3:450$000
De
letras
e
cartas
de
credilo
6:364$695
De vinhos
.............................
700$000
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e leiras
a
cobrar.
.
.
72:565$865
Agentes
no
estrangeiro
.
7:196$857
Diversos
devedores
.
.
.
9:5I3$5O5
Moveis
e
utensílios
.
.
.
610$400
Despezas
de
installação
.
l:350$000
878:298$76O
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:000$O00
Deposito
á
ordem.
. .
.
10:720$
178
Deposito
a
prazo.
. .
.
13:397$235
Dividendos
a
pegar.
.
.
l:690$200
Fundo
de
reserva.
.
.
.
U:820$000
Quantia
destinada
para
o
im
posto
industrial.
. .
.
5:200$000
Reserva
para prejuízos
even-
tuaes
....................................
8:000$000
Ganhos
e
perdas. . .
27:471$147
878:298$760
Villa
Real,
3
de junho
de
1879.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d’
Oliveira
Guimarães.
Francisco
Ferreira
da
Costa Agarez.
BISCOUTOS VERMÍFUGOS
Quando
as
mães
extremosas
por seus
filhos
os
virem
soffrer
os
incotnmodos
ef
feitos
das
lombrigas, aconselhamos de
re
correrem
a
estes
biscoulos
á
venda
na
Pharmacia
do
snr.
Ferreira &
Irmão,
á
Banharia,
Porto.
Duas
creanças
de
5
annos,
filhas,
uma
de
José
Rodrigues
Pinto,
outra
de
Libano
José
d’
Almeida,
rua
da
Lapa
n.°
15,
expelli-
ram
com
os
ditos
biscoutos
uma
40
lom
brigas
de
grande
tamanho,
outra
uma quan
tidade
admiravel
d
’
ellas,
pequenas
e
gran
des.
Uma revolução
em medieiua.
O
professor
Hardy
fazia
ha
alguns
me
zes
notar,
com
muitíssima
razão,
em
uma
de
suas clinicas do
hospital
da
Carida
de,
de
Paris,
á
qual eu
assistia,
que
as
preparações
ferruginosas
liquidas são
que
melhor
o
eslomago
supporla.
Reune
portanto
o
Ferro
Bravais
(fer
ro
liquido
em
gotlas
concentradas)
tan
to
para
o
medico
como
para
o
enfermo,
quantas
qualidades
se
podem
desejar
de
baixo
do
ponto
de
vista
da
administração,
posto
que
não
communica
nem
cheiro,
nem tão
pouco
sabor
algum
ao
liquido
no
qual
se
toma
(agoa,
vinho,
etc.)
em
dozes
de
15
a
20 gottas
antes
de
cada
comida.
Emquanto
á
sua
efTicaeia.
é
incontes
tável;
os
numerosos
testimunhos dos
mais
eminentes
médicos
contidos
no
folheto
sobre
a
anemia
e
seu tratamento o justificam
ir
recusavelmente.
(Este
folheto
envia-se
grátis a quem
o pedir
ao deposito
geral,
rua
Lafayette,
13,
Paris).
Os
resultados
que se
obleem
sobre
a
saude
geral,
ao
cabo
d
’
alguns
dias
de
tratamento, são
verdadeiramente
surpre^
hendenles
e
cada
qual
pode
fazer d
’isso
a agradavel e
barata
experiencia.
«Quem
não
é
alguma
cousa
anémico?...»
Doutor PAULO
LABARTHE.
(Copiado
do
Evènement,
de
Paris).
ABOEMWTOS
Gratos
do
mais intimo
de
nossa
alma
para
com
todas
as
pessoas
que
tanto
e
tanto
nos obsequiaram,
comprimentando-
nos
e
offerecendo
os
seus
valiosos
ser
viços
por
occasião
do
fallecimento
e
en
terro
do
nosso
sempre
lembrado
e que
ridíssimo
esposo,
e
desvelado
socio,
o
illustrissimo
senhor Joaquim
Antonio
Pe
reira,
vimos
cumprir
por
este
meio o
dever
de
lhes
patentearmos um
teslimu-
nho
do profundo e
inolvidável
reconheci
mento
em
que
as
mesmas
por
tão
do
loroso
motivo nos
constituíram.
Pedimos
desculpa
de
não
o
fazei
mos
pessbalmente,
como
tanto
do
coração desejávamos.
Braga, 7
de
junho
de
1879.
Joanna
de
Macedo
Joaquim
Foi
tunato
Correia
Velloso.
(2449)
Anna
Joaquina
da Silva Carneiro
e
Pereira
e
seus
filhos
não
podendo
esque
cer
as
finezas
de
subidíssimo
apreço que
receberam
com
uma
generosidade
inex-
cedivel
do
exm.
0
snr.
dr.
medico
Anto
nio
Maria
Pinheiro
Torres,
e
do
illm.
0
e
revm.
”
snr.
padre
Luiz
Gomes,
durante
a
enfermidade
e
últimos
momentos
de
seu
muito
chorado
esposo
e
pae,
significam
por
este
meio
a
sua
eterna
gratidão
para
com
os
referidos
exm.
cs
snrs.,
almas bem
formadas
e
elevadas
que
honram
esta
terra.
(2448)
nosso
estremecido
filho
e
irmão,
Aurélio
Candidv
Ferreira
Macedo
d’
Aguiar,
por
este
meio
lhes
patenteamos
o
signal da
nossa gratidão, na
irnpossibiliadade
de o
fazermos
pessoalmente.
Maria
José
d
’
Aguiar
Pimenta
Carneiro
Miquelina
Rosalina
Ferreira
Macedo
Aguiar
Mecia
dos
Prazeres
Ferreira
Macedo
Aguiar
Cartola Candida
Ferreira Macedo
Aguiar
Anna
Carolina
Ferreira
Macedo
Aguiar
Antonio
Emilio
Ferreira Macedo
Aguiar
José
Ferreira
Maedo
Aguiar
Joaquim
Bernardino Ferreira
Macedo
Aguiar
Fernando
Leonel
Ferreira
Macedo
Aguiar.
(2453)
ANNUNC10S
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
d
’esta
cidade
faz
publico,
que
até
o
dia
20
do
corrente, recebe
propostas
em
carta
fechada
para
o
fornecimento
de
pão
trigo
e
de
mistura
e
de carne de
boi
para
os
doentes
do
Hospital
de
S.
Marcos, as
sim
como
de cêra para
as
festividades
e
serviço
quotidiano das
capellas
d
’
esta Ir
mandade e do
mesmo
Hospital.
As
condições
d
’
estes
fornecimentos
acham-se
patentes
na
secretaria do Hos
pital
todos
os dias
não
sanctificados, desde
as
2
horas
até
ás
7
da tarde.
Braga
e
Santa
Casa
da
Misericórdia
8
de
junho
de 1879
O
escrivão
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber-
n
ardes.
(2452)
VENDA
DE
CASA
Vende-se
a
casa
n 3.°
na
rua
de
Santo
André;
para
vêr
e
tratar
fallem
na
mesma,
desde
o
meio dia
até ás 6
horas
da
tarde.
(2454)
Linimanto
BOYER-MICHEL
para
caval-
los,
fazendo as
vezes de
fogo
e não
deixando
vestígios
do
seu
emprego
michbl
,
pharmt-
centico
em
Aix
(na
Provença)
França.
—
Preço
1,000
reis.
—
Em
Lisboa,
o snr Barreto, Lcreto,
n
0 28 — 30. (25)
Caixa
Penhorista
Bracarense
O
proprietário
da
Caixa
Penhorista
Bracarense,
das
Travessas,
faz
leilão
na
rua
Nova
de diversos
penhores
em
atra
so de
juros
que
não
leem
pago,
confór-
me
o regulamento
da
mesma
caixa.
No
dia
10
do
corrente,
terça-feira,
quarta,
quinta,
:-exta
e
sabbado pódem
os mu
tuários
vir
pagar
os
juros
ou
resgatar
até
o
dia
do
leilão.
ATTSSC&O
Arrenda-se
desde
já
na
rua
do
Anjo
n.°
20, a casa
que
foi
do
capitão
Car
valho;
tem
commodos
para
numerosa
fa
milia.
Trata-se
na
rua
de
S.
Lazaro,
n.°
4.
(2450)
Quem achasse
uma
carteira
com
letras
e
dinheiro
em
ouro
e
prata,
perdida
no
dia
5
do
corrente desde
a
rua
de
S.
João
até
á
egreja
de Maximinos, e
a
queira
restituir
a
seu
dono,
póde
fazel-o
na
rua
Nova n.°
52.
(2446)
Fabrica de
papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
differentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Bracarense
—27,
Rua
do
Souto
27
—
(2310)
VENDE-SE
a
casa da
rua
do
An-
jo,n.°
11
e
II
A.
Quem
a
pre-
tenter dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
f
rua
des
.
MARCOS.N.°
5
Vende
papeis
pinta-
&
dos para
guarnecer
sallas,
g
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar
em
80
reis
a peça. ®
Vende
olio,
tintas
e
jg
vernizes
para
pinturas
de
gj
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
lí
midos.
$
â
Venue cimento
roma-
*«•
.
«r
no
para
vedar
aguas,
ges-
B
so
para
estuques de
ca-
íj sas,
tudo
de
primeira
qua-
W
iidade.
B
Fabrica
a
vapor
de fundição
ferro
e
metaes
Travessa de S. João—
Braga.
N
’
esta
fabrica,
única
na
provincia
da
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
compelir em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do Porto e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o tem
conseguido,
pois
que no seu estabelecimento se fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos preços que
possam ser
encontrados
no
Porto.
N
’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
aitura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins, columnas
e con
solas
para lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
systema
para
la
gares,
ferros
para alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e ventiladores para
soalhos,
canos
e joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas as.
obras
d’esle
genero
principalmente bom
bas
de
poços.
Preços
os
do
Porto.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
BILHETES
DE
ViSITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
APPAKICIO «6 MAUHEIKO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
21..
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220 e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
21
Com
capas
de marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e veludo.
99,
Praça do Barão de S.
nlio, 99
APPARICIO 4
MUIIEIRO
líR
A
.................. .............•
ggggg
RESPONSÁVEL—Luiz
Baplista
da
Silva
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
18'“
Profundameole
reconhecidos
aos
mem
bros da
illustre
classe
académica
d’
esta
cidade,
e
mais
pessoas
que
tanto
nos
pe
nhoraram
por
occasião
do
fallecimento
do
Parte de Comércio do Minho (O)
