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pokjhub
.
m
r^oTr»ç:«<>!hi^k.
REDACTORES—D. Miguel
Sotto-Mayor
e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
l.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
15600
»
6
»..........................
860
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.
....
20
Repetição
........
10
PUBLIGA.-SE
AS
TERÇAS. QUITAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.........................
25000
»
6
......
1&0S0
»
sendo
duas
assignaturas
35600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
35600
Folha
avulso................................
10
N.°
945
jè
OS .afSu. Car jTSk.
TERÇA-FEIRA
40
DE JCVIIO DE 1879
Visita Pastoral do Ex.m° e Rev.™
Snr. Arcebispo Prionaz.
[Continuação]
O
Campo
da
Feira, extensa
praça,
onde
se
fazem
quatro
mercados
mensaes,
achava-se,
como
já dissemos,
completamente
cheia
de povo;
e era este
um
quadro
formoso, cuja
descripção
desafiava
a pen-
na
de melhor
narrador
para
deixar
con
signadas
n
’esta
pobre
memória
as
mais
bellas
impressões,
que
então
sentimos.
Era
seguida ao
eloquente
discurso
do
eximio
Prelado formou-se
a
procissão
com
as
irmandades
e
confrarias
e
dirigiu
se
á
Matriz,
indo
Sua
Exc.
a
Revm.a
debaixo
do
pallio,
a
cujas
varas
pegavam
os mem
bros
do
synhedrio
municipal, e,
apozo
pallio,
uma
banda
de
musica.
Por
todas
as
ruas do
transito
da
pro
cissão achavam-se
as
janellas
e
sacadas
cobertas
de
riquíssimos
cobertores
de
seda
e
damasco.
Na
Matriz
o
Excm.
0
Snr.
Arce
bispo
Primaz
foi incensado
á
porta
prin
cipal,
indo
em
seguida
á
capella
do
Sa
cramento,
onde
fez
breve
oração,
e
diri
giu-se
á
capella-raór,
tomando
assento
na
cadeira,
que havia
sido
alli posta
de
baixo
de
um
docel
no lado do
Evange
lho.
Deu
a
bênção
na
fórma do Pontifical
Romano
e
depois
o
annel
a
beijar
ao
clero,
auctoridades
e
confrarias.
No
fim
d
’esta
ceremonia
tomou
logar
no
seu
carro
em
direcção
ao
Convento.
A’
noite
a
Villa
apresentava
um
lin
do
aspecto,
porque
se achavam
illumina-
dos
os
edifícios
públicos
e
particulares.
No
dia 19
pelas
9
horas
da manhã
voltou
o
Prelado
á
Egreja
Matriz
para
conferir
o
Sacramento
da Confirmação.
Este
magnifico
e
amplo
templo,
con
struido
talvez
antes
do
tempo
d’EI-Rei
D.
Manoel, como
o
parecem
altestar a
sua
manifesta
vetuslez
e
a
sua
architetu-
ra,
estava
cheio,
completamente
occupado
pelos
fieis,
que
vinham
receber
aquelle
Sacramento,
que,
recebido
com
as
devi
das
disposições,
lhes
dá
a
força
necessá
ria
e
a
coragem
precisa para
resistir
ás
satanicas
tentações,
que
hoje em
dia
são
armadas
á boa
fé
e
ás
piedosas
crenças
do
povo
chrislão.
Antes
de
começar
a
administrar
o
Santo
Chrisma,
Sua Exc.a
Revm.®
fez
uma
elo
quente
homilia,
em
que
mostrou a
ne
cessidade,
que
havia
hoje,
mais
que
nun
ca,
de
se
receber
esie
santo
sacramento;
porque
na
actual
epocha
de
luctas
e
por
fiadas pugnas,
com
que
as
chrislandades
são
pertinazmente
assaltadas
para
lhes
roubarem
a
sua fé christã, é absoiutamente
necessário
que as
suas
pias
crenças
e
as
regeneradoras
graças,
que
foram
recebidas
no baptismo,
se
devam avigorar
e
con-
firmar
com
a
recepção
do
Sacramento
da
Confirmação,
sendo
por esta fórma
este
sacramento
o
complemento
do
baptismo,
pois
que
o
continuado
reitéra
com a sua
recepção
as
promessas
que
em
seu
nome
foram feitas
pelo
padrinho
no
mesmo sa
cramento
do
baptismo;
indicou
mais
o
eminente Prelado
quaes
os
effeitos
do
Sacramento
da
Confirmação,
e
terminou
dando
a
sua
bênção pastoral
a
todos
os
fieis,
quealtenciosa
e
respeitosamente o
escu
tavam.
Em
seguida
começou
a
chrismar
pri
meiramente
as pessoas do
sexo
masculino
e
depois
as
mulheres:
terminando
só
mente
a
administração
d
’aquelle
sacra
mento ás 2
horas
e
meia
da
tarde.
Foram
chrismadas
mais
de tres
mil
pessoas.
Concluída
a
administração
do
chrisma,
regressou
Sua
Exc.
a
Revm.a
aos seus
aposentos
no
Convento.
Pelas
5
horas
da tarde
d’
esse
mesmo
dia
sahiu
o
Excm.
0
Prelado com
a
sua
comitiva,
acompanhado
por
6
carruagens,
em
que
iam
as
auctoridades do
concelho
de
Villa
do
Conde e alguns
ecclesiaslicos
com
destino
á
villa
da
Povoa
de
Varzim,
que
apenas
dista
d
’aquella
villa 3 kilo-
metros.
Se
a
recepção
do
Prelado
Bracarense
em
Villa
do
Conde
foi
feita
com
esmero
e
apparato
devidos
á
alia
dignidade,
de
que
se
acha
revestido,
e
ao
seu
subido
talento
e bons
serviços,
que
tem
prestado
á
Egreja
de
Deus
e
á
sociedade
no longo
periodo
de
vinte
annos,
como
l^elado
Catholico,
a
sua recepção na villa
da
Po
voa
de
Varzim
por
sem
duvida
alguma foi
uma das mais
brilhantes,
mais
pomposas
e
mais
concorridas, que
os
povos,
seus
filhos
em
Jesus
Chrislo,
lêem
preparado
a
tam
bom
Pae
espiritual.
O
riquíssimo
pavilhão,
que
construí
ram
no
largo
do
Almada
para a
recepção
do
seu
muito
venerando
Prelado,
a
força
armada,
que
havia
sido
requisitada
do
Porto
para
prestar
as
honras
devidas ao
Primaz
das
Hespanhas
e manter
na
or
dem
a numerosíssima
concorrência
de
po
vo,
que
alli
se
reuniu,
a
Camara Munici
pal
com
os seus
fardamentos,
o
Juiz
e o
Delegado
com
as
suas
togas,
todos
os
empregados
judiciaes
e
administrativos, a
alegria
e
a
satisfação,
que
transpiravam
sinceras
nos
semblantes
dos
povos,
tudo
comprova
o
alio
conceito
em
que é
lido
por
todos
o
Excm.0
Snr.
D.
João
Chry-
soslomo
de Amorim
Pessoa.
Feita
no
pavilhão
a
ceremonia
do
os
culo na
cruz,
que foi
apresentada
a
Sua
Exc.
”
Revm.a
pelo digno
arcipreste,
que
estava
de
sobrepeliz
e capa
d
’
asperges,
da
mesma
fórrna
qne
em
Villa
do
Con
de,
o
Presidente
da
Camara
d
’aquella
im
portante
villa da
Povoa
de
Varzim, o
Excrn.®
Snr.
Leopoldino
Rodrigues
da
Costa
Sil
veira,
leu
ao
Excm.
0
Snr.
Arcebispo
Pri
maz
a
seguinte
felicitação:
«Excm.
0
e
Revm.® Snr.
Permilta
V.
Exc.®
Revm.
a
,
que
eu.
no
exercício
do
cargo oílicial
que
desem
penho.
me
congratule
com
os
povos
de
este
concelho
pela
subida honra, que to
dos recebemos
com
a
visita
de
V.
Exc.a
Revm.a
a
esta
nossa
terra.
Os
povoenses,
Excm.
0
e
Revm.0
Snr.
oíferecem
um
prolesto
solemne
de
sin
cera
dedicação,
preito
e
homenagem
ao
digníssimo
successor
de
D.
Fr.
Barlholo-
meu
dos
Marlyres
e
D.
Fr.
Caetano
Bran
dão,
e
assevero
a
V.
Exc.
a
Revm.a
,
que
jámais esqueceremos
esla
honra
de
sua
visila
á
Povoa
de
Varzim, facultando-nos
por
este
modo
fácil
ensejo
de
recebermos
o
Sagrado
Sacramento
da
Confirmação.
Consinta,
pois,
V.
Exc.
“
Revm.®,
que
eu
também
felicite
os
povos
d
’
esle Muni
cípio
pela
honra,
que
V.
Exc.
a
Revm.®
lhes confere
e
que,
beijando-lhe
respei
tosamente
a
mão,
lhe
testemunhe
cheio
de
effusão,
que n
’
esta vdla
só
e
encon
trará
muito
respeito,
muita veneração
e
muito
affecto
por
V.
Exc.
a
Revm.
a
».
Ao
que
o
venerando
Antistite,
depois
de lhe
dar
o
annel
a
beijar,
respondeu
do
modo
seguinte:
«Senhor
Presidente
da
Camara
Muni
cipal
da
importante
villa
da
Povoa de
Varzim.
Os
ceus,
diz o
Propheta
Rei,
os
ceus
apregoam
a
gloria
de
Deus,
e
o espaço,
o
firmamento
mostra
claramente,
pela
sua
grandesa
e
maravilhas,
que
encerra,
que
é
obra
das
suas
mãos.
Coeli
ennarrant
gloriam
Dei et
opera
manuum
ejus
an-
nuntial
firmamentum.
E
com eífeito, Senhor
Presidente da
Camara
Municipal
da
importante
villa
da
Povoa
de
Varzim,
Deus
tem semeado
o
ceu
d
’
estrellas
para
durante
a noite
di
rigir
em
suas
viagens
os
que
audaciosos
sulcam
os
immensos
plainos
dos
differen-
•les
mares,
que
cercam a
terra
firme; na
terra
firme
levantou
os
montes
para
ser
virem
de guia ao homem, que
transita
pelos
caminhos
tortuosos
da
vida;
e
n
’esta
vida,
de
tempos
a
tempos,
de
séculos
a
séculos,
faz
apparecer
homens
grandes,
va
rões
extraordinários para
serem
ou
os
executores
da
justiça
divina,
apparecendo
no
mundo
como flagellos
da
humanidade
criminosa;
ou como
guias certos
e
segu
ros,
que,
á
similhança de Moyses no
deser
to,
conduzam
os
homens
á
terra
promet-
tida
pelos
caminhos
da
verdade,
da
jus
tiça
e
da
virtude.
Os
meus
illustres
antecessores
na
Egreja
Bracarense,
a
mais
antiga,
a
mais
famosa
de
Portugal, na
Egreja
Primaz
das
Hes
panhas,
os
Senhores
D.
Fr.
Bariholomeu
dos
Marlyres
e
D.
Fr.
Caetano Brandão,
que V. Exc.a acaba
de
nomear
e
de mui
acertadamenle
me
propor
para
modelo,
são
em verdade
dons
homens
mandados
por
Deus
ao
mundo
para
ensinarem
aos
povos
os
caminhos
da
verdade,
da
justi
ça,
da
virtude
e
da
bemaventurança
eter
na;
são dous
Prelados
da
Santa
Egreja
Bracarense,
mas
não
são os
únicos, que
a
historia
elogia,
que a
fama
exalta
e
que
podem
servir
de
modelo
e
exemplo
aos
Pre’
ados da
Egreja
Catholica;
são
dous
Prelados dignos
de
serem
imitados
e de
quem
eu,
na
profundeza
da
minha
hu-
23
FOLIÍETIli
0
CAPITÃO
ANGELO
ROMANCE
ORIGXNAE
POR
J. B. da Silva Ramos.
OFPEREGIDO E
DEDICADO A’ EXC.m“ SNR.’
D. Antonia
Augusta T. de
Vasconcellos,
DA CASA DB
MARBON, EM CELORICO DE BASTO.
X
Passaram-se
dois
annos na
mais
doce
paz
e felicidade.
Álvaro, cuja
virtude
não
consen
tia
as
amorosas
manifestações
de
seu
coração,
para
com
aquella
que
amava
desde
a
infan
cia,
dava
agora
livre curso
aos
seus
transpor
tes,
não
com
a
impetuosidade
d
‘
essa
paixão,
zelosa
e
ciumenta, mas
com
esse
sentimento
nobre
e
santo,
que
nasce
d
‘
essa
aíleição
e
es
tima,
que
professam
os
esposos
um
ao
outro,
e
do
sentimento profundo
de
seus
deveres
mu-
tuos.
«O
amor conjugal,
diz
De
la
Croix,
é
com
justo titulo
olhado
como
a
base
da
felici
dade
domestica; é
elle
que
entretem,
no
seio
da
familia,
a
ordem,
a
boa
harmonia
e
a
ale
gria.»
Por esta
fórma
tinha
fugido d
‘
aquella
casa
o raêdo, e
a
tristeza, que
parecia
lerem
alli
feito o
seu
ninho
eterno.
Os
perseguidores
ambiciosos
d
‘aquella
nobre
familia,
que
já
quasi
saboreavam
o
rico
des
pojo
de
tão
opulenta
casa,
que
projectavam
empolgar
a
titulo
ou pretexto
d‘imaginarias
in-
demnisações,
viram-se forçados
a
desistir
da
iniqua
empreza;
e
os
velhos
fidalgos
d
‘uma e
outra
familia,
eram
respeitados
até
pelos
seus
proprios
inimigos:
com
Álvaro
entrou
n
‘aquel-
las
casas
a
paz,
a
confiança,
o
socego
e
a
ale-
prI
Em
1844,
foi
Álvaro
a Braga,
conhecido
até
o
seu reconhecimento
por
o
Capitão
Angelo-,
foi-lhe
assim
preciso
para
tratar
n
‘aquella
ci
dade
de
certos
negocios.
Uma
manhã,
em
que,
com
uns
seus
antigos
camaradas
e
outras
pessoas,
conversava,
com
os
pés
ao
sol,
debaixo
dos
alpendies
de
Nos
sa
Senhora
da
Lapa, passava
também
alli
com
certo
frenesi,
correndo
com
as
mãos
ambas
as
lapellas
do
casaco, um
pobre
egresso,
conhe
cido
na
cidade por
frei
Gaspar.
Um
dos
que
conversava
com
o
nosso
Álva
ro,
entrou a chamar
o pobre
frade,
para
os
entreter
com
seus
disparates;
poisque
este
in
feliz
doido,
que
apenas
era
minorista,
tinha
em
algumas
occasiões,
ditos
agudíssimos,
e
uma
tal
verbosidade
em
desconchavos,
que
se
tor
nava
curioso e
até divertido
o
escutal-o.
Frei
Gaspar
então
não
estava
em
hora para
os
atu
rar,
e
não
respondeu.
—Frei
Gaspar,
olha...
Nada.
—Frei
Gaspar!...
Frei
Gaspar!...
Até
que
se
chegou
a
elle,
e,
agarrando-o
pela vestia,
o
quiz
obrigar
a entrar
na
roda,
para lhes
servir
de
bôbo.
Então
o
pobre
frade,
tirando-lhe
com
vio
lência
a
véstia
das
mãos,
lhe
diz em
altos
bra
dos:
—
Deixa-me...
roubaste-me
o
habito
e ainda
te
faz
conta
a
véstia?!...
Álvaro
córou
até
as
orelhas,
apesar
de
não
ser
elle
o
da
violência;
e
todos
os
circumstan-
les
debandaram,
como
se
tivesse
rebentado
en
tre
elles
uma
bomba.
N
‘
esta occasião
saía
da
capella
de
Nossa
Se
nhora
da
Lapa
um
sacerdote
venerando
pelos
annos
e
pela
figura;
a
batina,
já
remendada,
indicava
grande
pobreza,
e
a
sua
phisionomia
magra
e
macilenta,
ou
fome,
ou
penitencia:
seria
talvez
tudo
isto.
Ao
ouvir
os
gritos
do
pobre
louco,
disse
em
voz
baixa:
—
E
o
juiso
também.
Álvaro
encontrou-se
com
o
sacerdote,
e
pa
recendo-lhe
vêr
n
‘
elie
um
seu
antigo
conheci
do,
parou
um
pouco,
e
dirigiu
ao
sacerdote
vistas
curiosas.
O
sacerdote,
reparando
n
‘
islo,
persuadiu-se
que
elle
tinha ouvido
as palavras
que
tinha
ajuntado ás
do
doido;
e
desconfiando
de
algum
insulto
apressou
o
passo
um
pouco
assustado.
Álvaro
seguiu-o
sempre,
o
que,
percebido
pelo
padre,
o
fez
tremer
e
dobrar
o
passo.
Depois, vendo
que
não
podia
conhecer
bem
as
suas
feições,
tomou-lhe
a
dianteira,
para
que,
voltando
atraz,
podesse
vêl-o
de
frente.
Isto
fez com que
o assustado
sacerdote
entrasse
na
egreja
dos
Congregados, indo
prostrar-se
ante
o
Santíssimo
pedindo-lhe
talvez
soccorro
e
au
xilio.
Álvaro
entrou também,
e
orou
com
toda
a
reverencia;
afinal, desenganado,
saiu
para
fóra,
esperando
encontrar-se
com
o
padre;
este
saiu
meia
hora
depois,
acompanhado
d
‘outro
sacer
dote,
a
quem
havia
pedido
o
acompanhasse
a
casa,
depois
de
lhe
haver
contado
o
que
se
linha
passado sob
a
arcada
da
Lapa.
Estes, ao
verem
Álvaro,
que
os
esperava
e
se
lhe
dirigia,
ficaram
pallidos.
Álvaro
dirigiu-
se ao
primeiro
n
‘estes
termos:
—
V.
revm."
é
egresso?
—
Sim,
senhor.
—
Não
era
da
ordem
de
S.
Francisco,
da
ci
dade
do
Porto?
(Continúa).
mildade,
desejo
seguir
os passos
e
imitar
os
exemplos,
que
me
deixaram;
e,
se
pela
mudança
das
ideias,
dos
tempos
e
das
condições do
nosso
paiz não
posso
ir
acabar
os
dias,
que
me
restam
de
vida,
desenganado
do
pouco
valor,
que
teem
as
cousas
d
’este
mundo,
como
fi-
sera
o
Senhor D.
Fr. Bartholomeu
dos
Marlyres
no Convento
de
Vianna
do
Cas-
tello,
que
mandára
edificar,
eu
devo
per
doar,
e
na
presença
de Deus
já
tenho
perdoado
aos meus
inimigos
gratuitos,
como
para
servir de exemplo
a
todos fisera
no
leito
da
morte
o
Senhor D. Fr.
Caetano
Bran
dão
•
Mas, Senhor
Presidente
da
Camara
Municipal
da
importante villa da
Povoa
de
Varzim,
são
pouco
próprias
d
’esta oc
casião e
bem
tristes
estas
reflexões,
e
que
muitas
vezes
nas
horas
da
amargura
têem
occupado
o
meu
pensamento.
Não
as
alon
guemos
mais n
’
este
dia,
em que
o
meu
coração
profundamente
agradecido
tem
go-
sado
as
mais doces
impressões
na
presen
ça
de um
povo
sinceramenle
christão
e
verdadeiramenle piedoso,
que deseja
dar
ao
Prelado
os
mais
públicos
testemunhos
do
seu
respeito,
da
sua
dedicação
e
do
seu
amor
de
filhos
espirituaes.
Acceile,
pois,
V.
Exc.a não
só
a con
fissão
expressa
e publica
do
meu
reco
nhecimento
para com
a
Excm.
a
Camara
Municipal,
Auctoridades e
habitantes
d
’esta
villa,
mas
também
as
minhas
mais
calo
rosas
felicitações
pelo
augmenlo
tão
con
siderável,
que
tem
tido
e,
querendo
Deus,
continuará
a
ter
esta
já
hoje
tam
impor
tante
povoação.
Seja
ella
um exemplo
e
uma
prova do
muito,
que podem o
traba
lho
e
a
industria
humana
favorecida
pe
las
condições
da
natureza,
sempre disposta
a
secundar
os
esforços
do
homem
labo
rioso.
Seja
ella
sempre
um
modelo
não
só
no
seu
amor
ao
trabalho,
que
tanto
a tem
engrandecido,
mas
também
no
seu
amor
á
Religião,
fundada
por
Deus
sobre
a
terra
para
recompensar os
trabalhos
d
’
esta
vida
com
o prémio
da
bemavenlu-
rança eterna,
que
a
lodos
desejo em
Nome
do
Padre,
do
Filho
e
do
Espirito Santo».
Logo
que
o
venerando
Prelado ter
minou
este
seu
discurso,
dispoz-se
e
for
mou-se a procissão
com
as irmandades e
confrarias,
com
mais
de
sessenta
clérigos,
indo
o
Prelado
sob
o pallio,
que
era
condusido
pelos
camaristas
e
seguido pe
las auctoridades
judiciaes,
Administrador
do
Concelho,
por
uma
philarmonica,
pelo
destacamento,
alli
estacionado,
e
por
im-
mensão
multidão
de
povo.
Na
Egreja
tiveram
logar
as
mesmas
ceremonias
da
bênção
e
de
beijar
o au
nei
que
na
Matriz
de
Villa
do
Conde.
No
fim
d
’ellas
regressou
o
Excm.
0
Prelado
ao
Convento
de
Villa
do
Conde,
acompanhado
pelas
auctoridades,
ecclesias-
ticos,
e
l)r.
Amancio
Pinheiro,
Adminis
trador
do
concelho
da
Povoa.
(Continua)
O veneno em
tudo.
V
Não
foi
por
certo
mais
feliz
o «arti
culista»
quando
pretendeu
assentar
nas
passadas
riquesas
da
Egreja
a
causa
pró
xima
do
moderno
socialismo.
Deixando
de
parte
as
iniquidades
sem
limites
que
graciosamente
e
em
asserção
vaga
attribue
á
Egreja, será conveniente
notar
uma
distincção,
essencialissima
em
questões
d
’
esta natureza.
De
feito
a
Egreja
é uma
collectividade
muito
grande,
para
que
os
actos
indivi-
duaes
de
alguns
de
seus
membros,
pos
sam só
por
si
imprimir-lhe
um
caracter,
ou
designar-lhe uma
feição.
Quando
procuramos
conhecer
o
indole
de
uma
instituição, precisamos
estudal-a
nos
princípios
em
que
se
fundamenta,
combinados
com os
factos
que
d
’
elles
na-
turalmente
se
derivam
na generalidade.
As
excepções,
por
mais
numerosas
que
sejam,
não
passam
de
excepções,
que
por
isso
mesmo
não
constituem
re
gra-
Em
qualquer
estado,
ou
profissão,
ao
abrigo
de
tal
ou
qualquer
systema,
a so-
cielade
será
sempre,
como
o
tem
sido
em
todos
os
tempos,
este
conjunclo
de
indivíduos
em
maior
ou
menor
grau
de
aperfeiçoamento
moral,
mas
sem
ultrapas
sarem
nunca
esta
esphera,
traçada
á hu
manidade.
Corações
prevertidos
houve-os
em
to
das
as
edades,
sem
que
comtudo
já-
mais
podessem dar
á
sociedade
uma
fei
ção
caracteristica,
que marcasse na
histo
ria
o seu
unico
distinclivo.
A
Egreja
pois,
emquanto
vive
na
terra,
póde
conter
em
seu
grémio esta
varie
dade de
inclinações
e
tendências,
que
são
próprias
da
natureza
humana
corrompida,
sem
deixar
comtudo
de
ser
sancta
em
si,
nos
meios
que
emprega,
e
nos fins
a
que
se
dirige.
Houve
por
ventura
ecclesiaslicos
me
nos
dignos,
que
se
esqueceram
da
sua
missão,
para
amontoarem
riquesas?
eram
homens,
e
tanto
basta.
A
Egreja
não
soffre
mais se
lhe
im
putem
essas
faltas,
do
que
qualquer na
cionalidade
soffreria
se
lhe
atlribuissem
os crimes
de
alguns
filhos
seus.
Póde
acaso
julgar-se
a
França
pelo
crime
de
um
Tropman,
ou
a
Hespanha
pelo de
um
Oliva
Moncasi?
Não,
com
certeza;
pois
a
Egreja
não
é
por
certo
menos
privilegiada,
nem
é
maior
a
sua
responsabilidade
pelos
abu
sos
que
alguns
de seus
ministros
prati
caram.
Sanccionou
ella
por ventura
esses
abu
sos?
E levou-os acaso
á
cathegoria
de
doutrina?
Nem
uma,
nem
outra
coisa.
E
se
o
articulista
quizesse dar-se
ao
trabalho
de
procurar na historia,
veria
que
já
anteriormente
a
S.
Jeronymo
hóuve
auctoridades
ecclesiasticas
a
condemnarem
os
abusos
que
elle
reprehende.
Isto demonstra, que
ainda
n
’
esses
tem
pos
de
maior
dissolução moral
a
Egreja
permaneceu
immaculada,
salvando
sempre
a
puresa
de
sua
doutrina.
Discriminados
assim
os
factos,
veja
mos
a
sua
importância
na
questão
su
jeita.
E’
certo
que
a
Egreja
foi proprietá
ria
em
grande escala,
e
isto
sem
a
mais
leve
alteração
ou mudança
em
seus
prin
cípios
que são
hoje,
depois
de
quasi
19
séculos,
os mesmos
que
foram
sempre
desfie
a
epoca
da sua
fundação.
E
isto
prova-nos,
que
ella
não
zelára
menos
esse
direito
quando
realisado
nos
outros,
do
que
quando
se
elfectuava
n’
ella.
Donde
procede
pois
essa
influencia
que
se
lhe
attribue
na
producção
do
socialis
mo?
do modo
como
houve
essas
riquesas,
ou
do
motivo porque
as
pos-ma?
Se
examinarmos
a
proveniência
dos
bens
ecclesiaslicos,
havemos de
concluir,
que
ninguém
possuia
com titulo
mais
justo.
Além
de
outros
meios
de
acquisição,
que ninguém
accusará
de illegitimos,
um
principaímente
nos aponta
a
historia,
como
o
mais
justo,
e,
que
empregado
pela
Egreja,
ninguém
contestará
ser
de
maiores
resul
tados
para
a civilisação dos
povos
e
ri-
quesa
publica.
No
meio d
’
essa atonia
social
produ
zida
por
uma
seria
successiva
de
acon
tecimentos
espantosos,
a
Egreja
empre-
hende,
pelo
seu trabalho
honesto,
reno
var
completamente
a
face
da
Europa;
e
nós
a
vemos
no
decorrer
dos
séculos,
desbravando
terrenos,
canalisando
rios
e
produzindo
em
toda
a
parte
a riquesa
e
a
abundancia.
A
lei
garantia-lhe
pela sua
parte
o
dominio
da
propriedade,
que o
seu
tra
balho
havia assim
preparado; e
a
Egreja
entrava
por
esta fórma
de
posse
do
que
era
devido
ás
suas
fadigas.
(1)
Póde
dizer-se, que o
socialismo
se
embebesse
n
’
estes
meios
d
’
acquisição?
os
factos
respondem
sobejamente
a
esta
per
gunta.
Qual
o
motivo
pois d’
essa
reacção
contra
a
propriedade
ecclesiastica?
a
sua
razão
de ser?
Ninguém de
boa
fé
o
po
derá
alfirmar.
A
Egreja,
por isso que é
composta
de
homens
e
vive
no
mundo,
também
tem
suas
necessidades materiaes a
satis
fazer.
Preiender
despil
a
de
tudo,
só
porque
o seu
fim
visa
á
eternidade,
é
desconhe
cer
a Sua
missão
no
tempo,
para cuja
realisação
necessita
de
recursos
proprios.
E
se
ella,
como
sociedade
perfeita
é
capaz
de
possuir,
ninguém
lhe
estranharia
por
certo,
que
n
’
um
tempo
em
que
não
eram
ainda
conhecidos
os
papeis
.de
cre
dito,
nem
havia
valores
industriaes,
quanlo
a
propriedade
territorial
constituía
toda
a
riquesa
pnblica,
procurasse
tirar
do
sólo
com
que
occorresse
ás
suas
preci
sões.
E
se,
alargando
por
ventura
mais
as
nossas
vistas,
procurarmos
conhecer a ap-
riicação
que
tinham
em
grande
parte
os
iroductos
d
’
essa opulência,
que
o
articu-
ista,
com
menos
conhecimento
de causa,
(I)
A
constituição feudal
não consen
tia
que
houvesse
terreno
sem
senhorio.
Mr.
Claye
—
l'Eglise
et
la
revolution.
julga
esteril,
nós
a
encontraremos
ainda
hoje
nas
ruinas
de
tantos estabelecimen
tos
que
nos
denunciam
esse vasto
sys
tema
de
beneficiencia
publica,
que
a
Egreja
tão
sabiamente concebeu,
para
dar
um
abrigo
seguro
a
todas
as
misérias huma
nas.
Não
foi
por
tanto
a
Egreja
que
des
pertou
o
socialismo,
por
ser
proprietária,
não;
aliás
seria
logico perguntar, se só
ella
possuia,
ou se
era unicamente
entre
os
seus ministros
que
havia quem
abu
sasse
das
riquesas.'
A
origem d
’esla
doença
que
tão
for-
lemente acommette
a
sopiedade
moderna,
está
n*outra
parte,
e
nós
a
veremos
tal
vez*
M.
MAKINHO.
IjiMbora, 7
de
junho de 1&79.
(Do
nosso
correspondente)
Verifica-se o
que
vos
disse
ha
tempo,
quando
Os
jornaes
da
Granja
insultavam
inqualificavelmente
o
augusto Principe, que
hoje
se
senta
no
throno
de
D.
João
IV
Então
achavam
pouco
todo
lodo
de
inju
rias,
e doestos
malcreados
para
atirarem
á
face
do
seu
rei;
hoje,
porém,
que se
acham
no
poder,
levantam
vivas
á
dynas-
tia
da carta, como
qualquer
puro
adora
dor
da
realeza,
embora
intrusa!
São
admiráveis
estes
Prolheus
da
liber
dade,
cartistas,
ou
progressitas,
realistas,
ou
democratas.
Tem
causado
certo
espanto
no
animo
de
muita
gente
a
recusa
dos
Príncipes
Rodolpho,
e
Leopoldo
ao
convite
de
fica
rem
n’
um dos
palacios
da
coroa,
em
quanto
se
demorassem
em Lisboa. E’
ver
dade que
elles
foram
á
Ajuda
mais
de
uma vez; mas que
haviam
elles
de fazer,
se
o snr. D.
Luiz
os
foi
visitar
a
bordo
logo
que
chegaram?
Com
tmfo não me
parece
que
o
facto
de
não
quererem
apro
veitar-se
do
convite
do
chefe
do
Estado
mostrasse
muitos
desejos
de
lhe
agrada
rem. Depois,
o
herdeiro
presumptivo
da
coroa
d
’
Austria,
e
o
seu augusto
parente,
o
Principe
Leopoldo
sabiam
que
estavam
num
paiz, onde o
liberalismo
sustenta
uma
dynastia estreitamente
ligada
com
a
de
Saboya,
figadalmenle
inimiga
do
Pontifice-
Rei.
Espera-se
a
entrada
da
esquadra
ingle-
za,
do Canal,
ainda
este
mez
no
Tejo.
Parabéns
ás
tabernas,
e
á lia
Vicencia.
Diz-se
que
Lobo
d
’
Avila
não
quer
vol
tar
a
Madrid,
em
virtude
da queda
do
mi
nistério.
Não
faltará
quem
acceite
a
posta,
qne
não
é
nada
má.
Hoje
não
ha
condes
de
Figueira para
permanecerem
na
capital
de
Castella,
occupando
o cargo de
embaixa
dor, sem
receberem um
ceitil
do
governo
portuguez.
Outros tempos,
outros
costumes.
Ainda
é duvidoso
o
procedimento
do
governo
com
relação
á
camara
elecliva.
Emquanto
uns
esperam
que
seja
em
mui
breves
dias
dissolvida, não
falta
quem
asse
vere
que
só
para
janeiro
lhe
será
applica•
da
a
pena
de
morte.
Vae-se
a
aclual,
e virá
outra
que tal.
Ninguém
acredita
que
os granjolas
são
melhores
do
que
os
regeneradores.
São
todos
liberaes, embora
alguns
d’
elles
de
fresca
data.
Já
foi
ratificado
o
tractado
de
paz
en
tre
a
Inglaterra
e
o
Afghanislan.
E
’
inútil
dizer
que todas as
vantagens
são
a
favor
dos
nossos
fieis
alliados.
A
eleição
do
communista
Blanqui
foi
annulada
por
cerca
de
400
votos.
Não
gosto.
A
direita
nãcr
votou.
Lá teve os
seus
porquês.
Sabe-se
que
a
regeneração
gastou
mais
de
12
mil
contos
de
reis
além
do
que
podia
dispender
legalmente.
Mas,
a
liberdade
é
virtualmente
gene
rosa,
e
de
todo ponto
caritativa;
e por
isso
o
parlamente
absolveu
as
economias,
e
disse
mais
uma
vez,
ao
paiz,
pela
voz
do
seu
voto
de
indemnidade:
as
leis,
na
mão
do
governo
liberal,
são
um
escarneo,
uma
affronta
ao
bom
senso,
e
á
morali
dade
publica.
E
realmente, meu rico
director,
vi
vemos
ha muito
sob
o
império
do
despo
tismo
mais
atroz que
eu
conheço,
o
que
se
arreia
com
as
gallas
da
liberdade.
E’
por
isso
que
eu
anceio que
os
jor
naes
legitimistas
procurassem
tofios
os
dias
abrir
os
olhos
aos
illudidos;
que se
não
limitassem
a
defender
a
causa
reli
giosa,
embora
a
primeira,
decerto,
de
todas
as
causas;
que
se
lembrassem que
a
regeneração
social
não
se
hade
operar
senão
pela
restauração
do Direito.
Deixem
ao
catholicismo
liberal
a
falsa
crença
de
que
é
compatível
com
a
liberdade
dos
revolucionários
a
plena
liberdade
da
Egre
ja, e
a
moralisação
dos
povos.
Desce
o
preço
das
inscripções.
Não
é
bom
symptoma
para
a
Granja,
cujos
dias,
a
despeito
de
recemnascida,
estão
já
contados.
Se
mal
estávamos,
muito
peior
estamos.
Faz
nojo
ouvil-os,
e
vel-os.
Hontem
cobriam
de
impropérios
o
snr.
D.
Luiz,
boje
victoriam-no.
Hontem
um
ministro
d’
agora
mandava
que
se
pozes-
sem
escriptos
no
palacio da
Ajuda; hoje
agarra-se
á
mão do
chefe
do
Estado,
beija-lh
’a,
torna
a
beijal-a,
e
parece
que
não
ha
forças
que
o
levem
a
abandonal-a,
essa
mesma
mão
que
ha
poucos
mezes
pretendia morder
1
O
governo
já
declarou
que
dissolveria
a
camara.
Teremos,
pois,
eleições.
Que
fará o
partido
legitimista?
O
que
fará,
não
sei;
o
que
deve
fazer,
sinto-o,
mas
não
o
digo.
Só
digo
que
andará
mal
quem
transitar
pela
estrada
da
immoralidade,
e
da
corrupção.
A
camara
municipal
de
Lisboa
não
mandará tapetar de arêa as
ruas
do
tran
sito
da
procissão
do
Corpo
de
Deus.
E
’ uma
camara
verdadeiramente
liberal
e
progressista.
Se
se
iractára
de
festejar
algum
feito
do
exercito
libertador,
ou as
melhoras
de
alguma
princeza,
filha
de
algum
car
rasco
da
Egreja,
oh!
então não
só
se
haviam
de
arear
as ruas,
senão
pôr
lu
minárias,
e
estrugir-nos
os
ouvidos
com
o estrondo
das
girandolas
mnnicipaes;
mas
a
questão
é
muito
outra;
a
festa
é
religiosa,
exclusivamente
religiosa,
e
por
isso
a
camara,
que
é liberal dos
quatro
costados,
não
póde
consentir
que
se
gaste
do
cofre
municipal
nem
a
mais insignifi
cante
quantia
no
que
possa contribuir
para
a
pompa
de
um acto,
que
outr
’
ora
foi
o
mais
sumptuoso,
que
o
povo
da
capital
presenceava.
Hontem
sahirain
a
barra
os
príncipes
d
’
Auslria,
e
da
Baviera.
Demoraram-se
pouco.
Nem
ao
menos
quizeram
ficar
até
ámanhã
para
assistirem
ás
corridas!....
Boa
viagem.
O
tempo
continua péssimo.
Hontem
esteve um
dia
de
inverno
dos
mais
bra
vos.
Vento,
e
chuva,
especialmente
de
tarde,
e
noite. Ninguém
diria
que
está
vamos
a
seis
de junho.
Vosso
correspondente
A.
GHROMCA ESTRANGEIRA
O
«comité»
geral
de
peticionamento
para
a
manutenção
da liberdade do ensi
no
em França,
dirigiu
aos
jornaes
a
carta
seguinte,
datada
de
Paris
a
24
de
maio,
e
assignada
pelo presidente,
Mr.
Chesnelong,
senador, e
pelo secretario,
Mr.
Láuras,
antigo
prefeito:
«Dois
mezes
são
passados
apenas
de
pois
da
apresentação
dos
projectos
de
lei
contra
a
liberdade
do
ensino. A
comino-
ção
dos
homens
de
fé,
a preoccupação
dos
paes
de
familia,
acharam ecco
em
todos
os
amigos
sinceros
da liberdade,
em
todos
os
que
se
mostram
desvelados
pelos
direitos
do
cidadão.
O
concu
so
da
imprensa
tem
secunda
do
poderosamente
este
movimento
da
opi
nião
publica.
Por
toda
a parte
petições
se
teem
redigido
e
assignado
com
um
denodo e
espontaneidade
que dão a esta
manifestação
o
caracter
e
as proporções
d’
uma
reivindicação
nacional.
O
«comilé» geral
de
peticionamento
ainda
não
poude
acabar
o
apuramento e
verificação
das
petições
que
lhe
teem
si
do
dirigidas.
—Póde,
porém,
affiançar
que
o
numero
das assignaturas
é
já
superior
a
um
milhão,
e
que,
pelas
remessas
an-
nunciadas
e
não
chegadas
ainda,
estas
ci
fras
serão consideravelmente
excedidas.
Este
resultado
é
importante
sem
du
vida.
Seriam
necessários
tres
annos á
Li
ga
do
ensino
para
colher, segundo
a
rela
ção
de
M.
João
Macé,
um
milhão
de
assignaturas
em
favor
do
ensino
gratuito,
obrigatorio
e
leigo:
dois
mezes
foram
bas
tantes
para reunir
um
bem
maior
nume
ro
em
favor
da liberdade do ensino.
Devemos
também
signalar
os
óbices
creádos
repetidas
vezes pela
administra
ção
ao
peticionamento,
e a
prohibição
feita
aos
funccionarios,
ainda
aos menos
políticos,
de assignar,
e
até
algumas
ve
zes
de
não
deixarem
assignar
os
mem
bros
da
sua
familia, sob
pena
d
’
exonera-
ção.
Não
obstante
isto,
em
muitos
distri-
ctos
o
numero
das
petições
ultrapassa
todas
as
esperanças;
os
primeiros
resul
tados
do
apuramento permittem-nos
con
statar,
que,
em
muitas circumscripções,
resta
ainda
a
colher
bom
numero
de
as-
signaturas.
E’
certo,
por
outro
lado,
que
em
todos
os
pontos
onde
o
pelicionamen-
to
está
ainda
retardado,
ha
muito
boas
vontades
que
só
esperam
pelo
appêlo
d
’
uma
iniciativa
generosa.
,
i;
Nós
vimos,
pois,
snr.
redactor
chefe,
aTadecer-vos
o
Concurso
tão
efficaz
que
tendes
prestado,
e
pedir-vos
a
sua
con
tinuação.
Rogamos-vos
que
façaes
conhe
cer
aos
vossos
leitores
que
é ainda
tem
po
de
recolher
adhesões,
e que
o
«co
mité»,
continuando
a
sua
obra,
se en
carregará
de
transmitlir
as
petições
ao
senado
até
ao
dia
em
que
n
’
esla
assem
bleia
foi
encerrada
a
discussão.
Apraz-nos
esperar que,
em
face
do
energico
protesto
do
sentimento
publico,
as
camaras francezas
saberão
fazer
res
peitar
esta
liberdade
do
pae
de familia,
que repousa
ao
mesmo
tempo
sobre
di
reitos
que
a
lei
não
póde
mutilar
sem
injustiça,
e
sobre deveres
que
se
não
pó-
dera
estorva
sem
Qppressão.
Recebei,
étc».
O
segundo
dos signatários
d
’
esta car
ta,
Mr.
Paulo
Lauras
dirigiu
em
31
de
maio a
seguinte
carta
lambem á imprensa:
Snr.
redactor
chefe.—
Annunciando
os
primeiros
resultados
do
pelicionamento
a
favor
da
liberdade
do
ensino,
convidas
tes
os
vossos
leitores
a
fazer
um
novo
esforço
alira
d
’
augmentar
o
numero
já
imponente
das
assignaluras
recolhidas
O
«comité» geral de
pelicionamento
ser-vos-ia
reconhecido
se
vos
dignásseis
também
fazer ver
que
os
seus
encargos,
—
aluguer,
impressões,
correspondência,
verificação,
etc.
etc.,
teem
augmenlado
em
proporção
dos
resultados
obtidos,
e
fazer
um
appêllo
á
generosidade
de
lodos
aquelles
que
se
interessam
em conservar
o
direito
de
educar
livremenle
seus
fi
lhos.
As
cffertas
são
recebidas
com
reconhe
cimento
no
escriptorio
do
«comité»,
rue
de
'
1
’
UnÍversité,
n.®
47,
Paris.
—
Terminou
a
guerra
do
Afgbanistan.
0
visconde Rambrook,
secretario do
mi
nistério
da Índia
assim
o
declarou
na
ca-
mara
dos
lords,
dizendo
que
um
lele-
gramma
do
major
Cavagnari
annunciava
que
este
assignára
n
’aquelle
mesmo dia
o
tratado
de
paz
com
o
emir.
Resta
sa
ber
se
os
afghans
acceitarão
a
paz
feita
com
Yakoub,
ou
se
a
Inglaterra não
le
rá
de
os
combater
ainda
para
firmar
no
throno
aquelle seu
novo
alliado.
—
Telegrammas chegados
ha
dias
di
zem
que
por noticias
vindas
do
Cabo
da
Boa
Esperança,
se
espalhara
o
boato
de
•que
Celiwâyo,
rei
dos
zulus,
iocendiára
o
seu
acampamento,
e
se dispunha
a
fa
zer
aos
ingiezes
a
guerra
de
guerrilhas.
Por
outro
lado,
noticias
de
Inglaterra
dizem
que
foi
nomeado
governador
do
Na
tal
e
do Transwaal,
sir
Gasnet
Wolseley,
e
que
esta
noticia
produzira
a
melhor
impressão,
tanto
na
camara
a
que fora
communicada,
como
em
toda
a Inglaterra.
0
caracter
da
missão
do
novo
governa
dor
não
é
proseguir
e continuar
uma guer
ra
que
tão
desastrosa
tem
sido
para
as
armas
inglezas;
pelo
contrario,
vae
encar
regado
de
consolidar
a segurança
do
ter
ritório
inglez,
e
tomar
em
consideração
quaesquer
preliminares
de
paz,
que
por
ventura
Cetiwayo
possa
querer
estabele
cer
e oífereçam
garantias
de
boa fé;
sen
do sir
Garnet
egualmente
informado
pelo
governo, de
que
elle não
deseja
augtnen-
lar
o
seu
dominio
na
África
do Sul.
Sir
Garnet
partiu
já,
nos
fins
do
mez
passado
para
o
Cabo;
e
tendo
a
recom-
mendal-o
uma brilhante reputação
mili
tar, e
passando
por
ser
um
fino
talento
político,
a
Inglaterra
confia
que
elle
sa
berá
remediar
os
erros
de
sir
Barlle
Fre-
re,
que
levaram
a colonia
do
Cabo
a
uma
guerra,
que
além
dós
sacrifícios
de
vidas
c
dinheiro
que
tem
custado,
tem
sido
uma
vergonha
para
as
armas
inglezas.
■
—
A propaganda
nihilista
ganha
pro-
selytos
mesmo
no
exercito.
Aííirma
se
que
o general
Slolipine,
che
fe
do
exercito
d
’
oceupação
russa
na
Bul
gária,
descobriu
uma
propaganda
nihilista
entre
as
tropas
do
seu
commando.
—
Annuncia-se
que
acaba
de
se
levantar
Uni
novo
conílicto
entre
o
imperador
Alexandre
e
o
herdeiro
presumptivo
da
coroa.
Este ultimo
recusára positivamente
acompanhar
o
czar
a
Berlim,
por occa-
Slao
das
próximas
«bolas
d’
oiro»
do
im
perador
e
da
imperatriz
da
Allemiuha.
■"«Uma
eorrespoudencia
de
Conslantino
•
P'
d>
enviada
ao
«Sandard»
atlirma
que
o
principe
Lobano
trouxe
de
Livadia
um
projecto
d
’alliança
entre
a
Turquia
e
a
Rússia»?
E porque
não?... A
Porta
que
de
resto
não
deve
nada
ás potências
oc-
cidentaes,
não
acaba
de
dar
taes
ou
quaes
arrhas
á
Rússia,
recusando
usar
do
seu
direito
de
mandar
alguma
guarnição
nos
Balkans?...
A mesma
correspondência
annuncia
que
«os
embaixadores
da
Inglaterra
e
da
Rússia
teem
recebido
instrucções
idênti
cas
sobre
o
motivo
da
questão
grega».
E
a
noticia
não
nos
parece
invero
símil.
Bem
que
antippdas,
o
urso
e
a
baleia
tem
igualmente
interesse
em que
a
Gré
cia
não
busque
ao
menos por
agora
sair
dos seus
limites
actuaes.
—
Uma
correspondência
de Constantino
pla
annuncia
por informações
--de -bott
fonte
que
sir
Austin obtivera
da
Porta
uma cessão
parcial
das
ilhas
de
Tenedos
e
d
’Imbros
á
Inglaterra,
que se
proporia
a
formar
alli
alguns depositos
de
carvão
e
a
crear
necessidade
de
estabelecimentos
militares.
\
Estas
duas
ilhas situadas
á
direita
e
á
esquerda
da
entrada
da
passagem
dos
Dardanellos
teem grande
importância
estra
tégica.
Sir
Austin
Layard
teria
formaimènte
empenhado
o
concurso
da
Inglaterra
para
a conclusão
do
novo èrtiprestimo
turco
em
troca d'esla
concessão
considerável.
—A
questão
grego
:
yjirca
c^nlinúa
pen
dente.
Quatro navios
de
guerra
turcos
aclual-
menle
nas
aguas
do
Mediterrâneo
recebe
ram
ordem
para
ir
Crtizar
nas
aguas
gre
gas-
—
As
ultimas
noticias da
guerra
das
republicas
amipfiçaj^s
faziam esperar
a
to
do
o
momento um
encontro
entre
as
tropas
chilenas que
se
achavam
no
litlo-
ral
de
Atacama
e
o
exercito
alliado
do
Perú
e
Bolivia. Tinha-se
espalhado
que
romperam
desavenças entre
o
Perú
e
a
Bolivia,
mas
foram
desmegtidas
por
um
telegramma
de Santiago
expedido
no
dia
8.
g».
Um
outro
despacho
de
Tupiza
e
da
mesma
data,
diz que
o
general
Daza
te-
legrafára
de
Tacna,
a
26
d
’abril,
commu-
nicando
que
o
general
Campero
estava
ao
norte
á
frente de
seis
mil bolivia
nos,
e
accrescentando
que
no
combate
naval
de
Loa
os
peruanos
alcançaram
com
pleto
triumpho
sobre
a
Magalhanes
que
só
encontrou
salvação
na
fuga.
Outro
despacho
da
mesma
procedên
cia
e
do
dia
seguinte
diz
que
se
recebia
armamento
e
se
se
mobilisava
a tropa,
accrescentando
que estavam
bem armados
15:000
homens,
e
que
eram
falsos os
boatos
de
revolução
no
Perú.
Do
Chile
dizem
na
data
de
10
que
se
activavam
as
fortificações
e
que
a
es
trada
de
ferro
conduzia
de dia e
de
noi
te
materiaes de
guerra,
accrescentando
que
se tractava de
formar
uma
segunda
esquadra,
para
o
qué
se esperavam
na
vios.
A
declaração
feita
oflicialinente
pela
imprensa
de que
estava
interrompida
a
li
nha
telegraphica
de
Antofagasla,
tinha
dado
causa
a temer-se
que
se
occultara
algum
desastre
ao povo.
Segundo
uma
communicação
dirigida
ao
The
Herald,
o
Perú
comprou
um
cou
raçado turco
e
o
governo
chileno
decre
tou
uma
emissão
de
seis
milhões
de
pa
pel-moeda.
A
respeito
do
ajuste definitivo
da
questão
chileno-argentina diz
a
Prensa
que
corria
o
boato
de
se
ter
chegado
a
um
arranjo
pelo
qual
fica
para
o
Chile
todo
o
Estreito
e
a
Terra
do
Fogo,
se
gundo
uma linha,
que,
partindo
dos
An
des,
vae
cahir
no
Cabo
Virgenes;
mas
La
Republica,
que
passa por
ser
orgão
do
presidente Avellaneda,
declara
que
não
se
chegou
ainda
a
um
accordo defi
nitivo.
Um
telegramma
particular do
Si-
glio
de
Montevideo,
diz,
porém,
na
data
de
10,
que
se
trabalhava
activamente
para
resolver
o
conílicto,
excluindo-se a
Palagonia
do
arbitramento.
6AZSTIIEA
revd.
0
desembargador
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos.
Neste
ultimo
dia
sairá
a
brilhante
pro
cissão
com
que
termina
este magestoso
triduo,
levando
grande numero d
’anjos e
uma
guarda
de cem
praças,
com
a
res
pecliva
banda
marcial
do
regimento.
A
briosa
Meza
administradora
da
con
fraria,
não
querendo
que
a
pompa,
com
que
em
todos
os
annos
se
tem
celebrado
esta
magnifica
soiemnidade,
decáia
de
seu
esplendor,
como
convém
á
cidade
do
Sa
cramento,
como se intitula
Braga,
tem
empregado,
todos
os
esforços do
seu
brio
e
zelo
para
que
seja feita
este
anno
com
toda
a
magnificência
possível.
São juízes
da
confraria
o revd.*
padre
José
Luciano
Gomes
da
Costa,
que
já
é
a
terceira vez
que
por
devoção acceita
tão
dispendioso
cargo,
e
o
illm.
0
snr.
Antonio
José
Pereira,
conhecido
capitalista
do
largo
do
Barão
de
S.
Marjinbo.
Festividade.—
Teve
logar,
ante-hon-
tem
no
templo
do Populo,
a
festividade
da
Santíssima Trindade.
Çei
feita
com
muita
pompa.
X
i I ^1 v
Houve
missa solemne,'em
que
foi ce
lebrante
o
virtuoso
abbade
de
S.
João
do
Souto,
Exposição do
Santissiinó
todo
o
dia, e
de tardé
sermão
e Tè-heum,
que
como
a
missa
foi
a
grande
mstrutnçntal.
O
sermão
foi
prégado
jioío
snr.
padte
João
Velloso,
que
mais
uma
vez
confir
mou
os
créditos
que
gosa
de.
orador
dis-
lincto.
Santa Rita. CoinmnMhSol—Nã
quinta-feira
terá
logar
na
egreja
do
Po
pulo a
festa
de
Santa
Rita,
com
a
com-
rnunhão
das
creanças que
frequentaram
a
catecliese
alli
estabelecida
pela
Associação
Câlholica
desta
cidade,
sendo
admittidas
sómente
aqueRas
que
os rvyd.
os
parochos
julgarem
habilitadas pa*rã a
fazerem.
A
distribuição
dos
prémios
ás
que
os
mereceram
pela assiduidade,
bom porte,
e
aproveitamento,
será
n’
oulro
dia,
que
previamente
se
annunciará.
Itelegado Tliesouro. —
Consta
a
um
collega
que
voltará
para
delegado
do
Thesouro o
snr.
Henrique
Francisco
-Bizarro,
cavalheiro
que
já
em
tempo
exer
ceu
dignamçnle
este
cargo.
.Jfalleeimento.—
Na
semana
passada
falleceu
n’
esta
cidade
o
snr.
’ D.
Beatriz
Angélica
Salgado
de Nápoles,
estremecida
fi ha
do
fallecido
snr.
D.
Pedro
de
Ná
poles
Noronha
e Veiga,
e
da
exm.a
snr.
’
D.
Maria
Angélica
Salgado
de
Nápoles.
Depois
de
pomposos
oflicios na
egreja
do
Carmo,
foi
o
seu
cadaver
conduzido
ao
cemilerio,
e
alli
encerrado
no
jazigo
de
sua
familia.
Pegaram ás
toalhas
do
caixão
os
snrs.
commendador
Beulo
.Miguel,
dr.
José Jor
ge
Soares
Rnssel, dr,
João
de
Paiva
Fa
ria
Leite
Brandão,
Antonio
Amorim,
An
tonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado
e
Al
berto
Leite.
No
impedimento
do snr.
dr. Antonio
Brandão
Pereira,
proximo
parente
e
ami
go
deiiicado
da
illustre
familia
annojada,
recebeu
a
chave
do
caixão
o
snr.
An
tonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado.
A
joven
menina
contava
apenas
II
an
nos
d
’
edade
e
era
dotada
d
’
uma
virtude
extraordinária
em
tão
tenra
edade.
A
’s
exm.
3
’
snr.
8s
D.
Antonia
Angéli
ca
Marcellina
Salgado
Carneiro
e
D.
Ma
ria
Angélica
Salgado
de
Nápoles,
avó
e
mãe
da
fallecida,
damos
os
nossop
pêsa
mes.
---- íÁX----- i—i---------------------------
Tríiltio.
—
Começa
na
quinta-feira
o
solemuissimo
Iriduo
do
Santíssimo Sacra
mento na
Sé
Primaz,
com
missa
solemne
de Exposição e a
grande
instrumental
cm
todos
os
dias,
e sermão
de
tarde.
Prega
rão
os
seguintes oradores:
na
quinta
o
revd.®
abbade de
Requião,
na
sexta
o
revd.
0
João Antonio
Velloso,
no
sabbado
o
revd.®
Luiz
Gomes,
e no
domingo
o
Bom Jesus <fl®
ftlonte.
—
No
pro
ximo
domingo
tem
logar
a
eleição
da
Meza
a quem
cumpre
administrar
o
sancluafio
dó
Bom
Jesus
do
Monte.
A
reeleição
da
actual,
é,
não
só
justís
sima,
mas
de
todo
ponto
devida.
Grande bagar para a
eonelu-
gio «It»
nova
capella de S, Victor.
—A Commissão que
tem
a seu
cargo a
construcção
da
nova
capella dedicada a
S.
Victor,
na
rua Nova
de
Santa
Cruz,
re
solveu
promover
um
basar
de
prendas
para
com
o
seu
producto
concluir a
mesma.
D
basar terá
logar
nos
dias
24
e
29
do
corrente
mez,
no
jardim
do
campo de
SanfAnna.
Para
isto
a
Commissão
dirige-se ás
e
pór
duas
bandas
de musica,
que
to
caram
á
porta
dó edifício
do
lyceu,
on
de
*dstá
installada
a
respecliva
repartição.
Rinhcirn
de S
Pedro.—
A
subscri-
pçãò
aberta
n'esta
cidade
para
o
Dinhei
ro
de S.
Pedro,
está
em
6:156^035
rs.
Tendo
sido
remettidos
4:767^713,
res
tam
em caixa
1:388$320 rs.
IVovo
éOittmlBedrio <le polido.—
Pa'i*a
este
logar,
vago
pela
demissão
pe
dida
pe!o
;
shr.
dr.
José
Borges
Pacheco
de Faria,
que
o
exerceu
com
notável
in-
lèlligençia
e
zêlo,
vae
ser
nomeado
o
snr.
dr.
Manoel
de
Brito
Furtado de
Mendonça.
.
.. J
,
‘
(í
Exonerado.
—
Pediu
a
sua
exonera
ção
do
cargo
de
govèVnador
civil
'substi-
tíito
4
’
esle
districto,
o
srtr.
Antonio
Gas
par
de
Magalhães
Carneiro.
Mortalidade.
—
No
mez
de
maio
fo
ram
sepultadas
no cemilerio
publico d
’
esta
qidade
69 pessoas,
sendo
25
homens,
19
mulheres
e 25 creanças.
À
era da imbecilidade.—
Escreve
a
«France
Nouvelle»:
Na
ultima
sessão do
conselho muni
cipal
de
Paris,
o
snr.
Hovelacque
denun-
qipu
çom
emoção
a
seus
collegas
uma
escola
communal
na
qual
se
acha...-
L-nin-
gnem
adivinharia
o
que
póde
excitar
as
sim
a
indignação
d
’
este
cidadão—
um qua
dro
representando
o
Sagrado
Coração
de
Jesus!.
.
o
: •!-. .
.
A
imbecil denuncia do
snr.
Hovelacque
foi
tomada
a
séria:
conselho
^avisará!
Em
verdade!
se nos fosse
preciso di
zer
se
tfeslas gentes
ha
mais de
bur
lesco
ou
de
odioso,
ficaríamos
um
pouco
embaraçados.
Os
vandnlos
em Peruam.
—
Com
este
titulo,
o
excellente
jornal
de
Peru-
ka
«II
Paese»,
de
31
de
maio,
publiea
um
artigo
indignado,
cujos
enérgicos
pro
testos
serão
‘comprehendidos
por
lodo o
coração
catholico,
escreve
o
«Monde».
A
municipalidade
de Perusa, que
ti
nha
cedido
em
locação a alguns protes
tantes.
ha
menos
de
seis
mezes,
para
ser
iransforpiada
em
egreja
ev^ngelica,
o
lo
cal
da
Acàdemia
das
Béllãs
Artes,
situa
do
no
centro
da
cidade,
acaba,
com
ef
feito,
de
se
assignalar
por
um novo
al
ternado,
digno do espirito da
impiedade
inepta
e
violenta
que
caracterisà os se
ctários.
Tem feito tirar
de diversos
tem
plos
da
cidade,
onde
eram
objecto
da
veneração
dos
fieis,
todos
os
quadros
re
ligiosos
e
os
reMctfçios
venerados que lhe
pareceram
possuir Valor artislico,
e
os
fez
transportar...
para
o
museu!
Viela duzla de uotieias.
—
São
extrai
las
da
«France
Nouvelle»
as
seguin
tes:
Communlcam-nos
de
Roma
uma
tris
te
notícia:
O
governo
italiano
acaba
de apoderar-
se
á
força
do
Observatório
Romano.
O
padre
Ferrari
que havia succedido
ao
padre
SeChi
como
diréctor
d
’este
Ob
servatório,
declarou
que
não
cederia
senão
á
força.
O delegado
e
os
guardas
enviados
pa
ra
tomar posse
do
Observatório
arrastaram
o
jesuíta
e expulsaram-no
violentamente.
—
A
insurreição
grega na
Thessalia,
to
ma
proporções
assustadoras.
Na
Mirzelia,
um
bando d
’insurgentes
massacrou
lodos
os
poslos
lurdos.
No
Epiro,
a
população
grega
organi-
sa
demonstrações
em
favor
da
annexação
á
Grécia.
—
Um
despacho
de
Bucharest
munda
nos
o
resumo
do
discurso
da
coroa
na
abertura
das
novas
camaras.
O
principe,
depois
de
aílirmar
que
a
nação
roumana
nunca
foi
animada
pelo
espirito
d
’inlolerancia
religiosa,
declara
to
davia
que
convém
fazer
desapparecer
das
disposições
legislativas que
regem
a
Rou-
mania
tudo o que
poderia
imprimir-lhe
um caraçler
d
’exclnsão
religiosa.
—
Noticias
de
S.
Pelérsburgo
dizem
que
no
dia
6
de
junho
o
tribunal
crimi
nal
superior
julgará Solovielf
auctor
do
aiienlado
contra
o
imperador.
—
Falleceu
repentinamente
em
Londres
o
barão
Lionel
de
Rosthschild.
Damas
bracarenses
sollicitando-lhes
uma
prenda
qualquer
que
abrilhante
e torne
mais
rendoso aquelle
basar.
As
prendas, assim
como
qualquér
do
nativo
destinado
ao
fim
em vista,
podem
ser
dirigidas
a
Antonio
Joaquim
Fernandes
Draga,
na
referida
rua
Nova
de
Sapla
Cruz.
i*osse.
—
0
novo
governador
civil
d’
es-
te
districto,
o
snr.
visconde
de
Pindella,
tomou
posse, na
tarde
de
sabbado.
Este
acto
foi
festejado
com
muito
fogo
«UBSCMIinOS
Os
abaixo
assignados,
presi
lente e ve
readores
da
camara
municipal
do
conce
lho
de
Cabeceiras
de
Basto,
em extremo
penhorados
pela delicadeza
com
que
acce-
deram
ao
teu
convite
o
muito reverendo
orador
sagrado
padre
Bento
José
Barroso,
e
o
muito
reverendo
arcypreste
padre Ma
noel
j
José Teixeira
Machado,
e
de
mais,,
respeitável
clèro
d
’
aquelle
concelho,
que
assistiram
ao
solemne
«Te
Deum»
cele
brado
na
egreja
do
convento
de
Refojos
em
acção
de
graças
pelo
restabelecitpen-
to de
Sua
Magestade a
Rainha,
prestan
do
gratuitamente
seus
bons
oITicios.
veem
por
este
meio
agradecer
a
todos
tão
çs-
tremada
fineza,
c
prestar-lhes seu inde-
level
reconhecimento,
bem
como
aos
illm.
0
’
snrs.
Canellas
que
graciosamente
presta
ram
a
musica,
que tão
dignamenle
re
gem.
.
.
■
»;p
,íhs
1
J
Bernardino
José
Fernandes
Bastos
José
Augusto
Machado
Pedro
Augusto
Martins
Vieira
João
Pereira
Carneiro
José
Xavier
Leite
de
Barros
Agostinho
Pereira
Villela.
(2444)
Gratos
do
mais
intimo
de
nossa
alma
para
com
todas
as
pessoas
que
tanto
e
tanto
nos
obsequiaram,
comprimentando-
nos
e
offerecendo
os
seus
valiosos
ser
viços
por
occasião
«do
fallecimento
e
en
terro
do
nosso
sempre
lembrado
e
que
ridíssimo
esposo,
e
desvelado
socio,
o
illustrissimo
senhor
Joaquim
Antonió
Pe-
reira,
vimos cumprir
por
este
meio
o
dever
de
lhes
patentearmos
um testimu-
nho
do
profundo
e
inolvidável
reconheci
mento
em que
as
mesmas
por
tão
do
loroso
motivo
nos
constituíram. Pedimos
desculpa
de
não
o
fazermos
pessoalmente,
como
tanto
do
coração
desejávamos.
Braga,
7
de
junho
de
1879.
Joanna
de
Macedo
Joaquim Forlunalo
Correia
Velloso.
(2449)
Anna
Joaquina
da
Silva
Carneiro
e
Pereira
e
seus
filhos
não
podendo
esque
cer
as
finezas de
subidíssimo
apreço
que
receberam
com
uma
generosidade
inex-
cedivel
do exm.° snr.
dr.
medico
Anto
nio
Maria
Pinheiro
Torres,
e
do
illm.
0
e revm.0
snr.
padre
Luiz
Gomes,
durante
a enfermidade
e
últimos
momentos
de
seu
muito
chorado
esposo
e
pae, significam
por
este meio
a
sua
eterna
gratidão
para
com
os
referidos
exm.
cs
snrs.,
almas
bem
formadas
e elevadas
que
honram
esta
terra.
(2448)
Anna
Joaquina
da
Silva
Carneiro
e Pe
reira,
sua
irmã
e
filhos,
agradecem
do
fundo
d
’
alrna
a todos
os
illm.
0
’
e
exm.
Os
snrs.
e
senhoras, e
mais
pessoas
das
suas
intimas
relações,
os
favores
que
se
digna
ram
prestar-lhes
por
occasião do
falleci
mento
e
enterro
de
seu
muito
presado
e
saudoso
marido,
cunhado
e
pae Antonio
José
Pereira
Monteiro.
A
todas
estas
pes
soas
protestam
o
mais
sagrado
reconhe
cimento,
e
pedem
desculpa
por
não
cum
prirem pessoalmenle
com
os
seus
deveres
como
do
coração
desejavam.
(2447)
José Antonio Ferreira
Gomes,
e
sua
mulher,
Maria dos
Prazeres,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações
que
os
cumprimenta
ram
e lhes
prestaram
serviços
por
occa
sião
do
fallecimento
de sua
presada
mãe
e
sogra
Victoria
Ferreira,
acompanha
ram
o
cadaver
ao
cemilerio
publico
no
dia
29,
e
assistiram
aos officios
que
por
alma
da
mesma
tiveram
logar
na
capella
do
dito
cemilerio
no
dia
30
do
passado
mez
de
maio. A
todos
agradecem
e pro
testam
sua indelevel
gratidão.
(2437)
ANNUNCIOS
Caixa
Penhorista
Bracarense
O
proprietário
da
Caixa Penhorista
Bracarense, das
Travessas,
faz
leilão
na
rua Nova
de
diversos
penhores
em
atra
so
de
juros
que
não
teem
pago,
confor
me
o
regulamento
da
mesma
caixa.
No
dia
10
do
corrente,
terça-feira,
quarta,
quinta,
sexta
e
sabbado
pódem os
mu
tuários
vir
pagar
os
juros ou
resgatar
até
o
dia
do
leilão.
1’IIOWT0
BARATÍSSIMO
TRATAMENTO
AlTI-BESnHÃTIOÕ
0 aíXIB
8SMMSH
cura
os
rbeumatismos
agudos;
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
os
rbeumatismos
chronicos;
©
mm
SO1UHH
cura
as
gottas;
O
ELIXIR
SARRAZIN
cura
o
lumbago;
6
SMia
SMMHH
cera as
dôres
sciaticas;
0
ELIXIR SAKEA8IN
cura
as
enxaquecas
ADOPTADO
POR
TODOS HOSPITAES FRANGEZES
PREMIADO
PELAS
ACADEMIAS
Deposito
no
Porto
—FERREIRA
&
IRMÃO
77—RUA
DA BANHARIA—79
3.
a
MORADA
ACIMA DA
ESQUINA
DA
PONTE
NOVA
PREÇO..................... .....
.
.
.
1$000
REIS.
OW
Arrenda-se
desde já
na
rua
do
Anjo
n.°
20,
a
casa
que
foi
do
capitão
Car
valho;
tem
commodos
para
numerosa
fa
mília.
Trata-se
na
rua
de
S.
Lazaro,
n.°
4.
(2450)
Quem
achasse uma carteira
com
letras
e
dinheiro
em
ouro
e prata, perdida
no
dia
5
do
corrente desde
a
rua
de
S. João
até
á
egreja
de
Maximinos, e
a
queira
restituir
a
seu
dono,
póde
fazel-o
na
rua
Nova
n.° 52.
(2446)
M.rae
MARGUERITE tem
a
honra
de
participar
ao
digno
publico d
’esta
cida
de
que
no
dia
9
do
corrente chegará de
Lisboa
com
um
lindo
e
variadíssimo
sor
timento
de
chapéus
d
’alta
novidade,
rece
bidos
utlimamente
de
Paris,
e
já
adopta-
dos
pelas
senhoras
elegantes
de
Lisboa.
Também
lem artigos
de
phantasia
da
ultima
moda.
Deverá
ser
procurada
no
HOTEL
TRANSMONTANO.
No largo
da
Ponte
n.°
9
e
10,
d
’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
conslrui-
das
de
novo; trada-se
com
Antonio
Sil-
verio
de Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2431)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam
po
de
SanfAnna,
n.°
68
(2298)
QUINZE
MINUTOS
Devoção
muito agradavel
e
ulil
para
ser
recitada
em
presença
do SS. Sacra
mento,
e
com especialidade
no
mez
de
junho,
dedicado
ao Santíssimo
Coração
de
Jesus.
Vende
se no escriptorio
da
Typogra
phia
Lusitana,
em Braga,
na
rua
Nova
n.°
4.
Preço.
...
10
reis.
bilhetes
de
vísita
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo correio, francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
A
«
fe
ITXAI
j
IIEKRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho, 27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
prelo:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça do
Barão
de
S.
Martinho,
27
»§ w
hussa
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa e
veludo.
«1,
fraça d«> liarão de
S. Nlarti-
nlio,
«7
APPAllICIO
i MALIIEIRO
UltAGA
penhorista
Bracarense na
Traveu»a
de
O.
Gualdim
d’esta
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até ás
9
da
noule
na mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que ti
verem
objeclos
empenhados
na mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar, senão
se
rão
vendidos.
Fabrica de papel de
Ruães
Papel
de impressão
e
de
embrulhos
de differentes
marcas
e preços.
DEPOSITO EM BRAGA
Tabacaria
Bracarense
—
27,
Rua do
Souto 27—
(2340)
MACHINAS
PARA
COSEU
DA
Companhia
fabril SINGER
17
—rua de
S. Vicente
—
17
BRAGA
SlNGEB
As
melhores
machinas
para costura
que
todo
o mundo
conhece
e
que
nunca
tive-
ram<)pyal,
k
oj,
9
|
ít
,bi9dil
kj
*-
m
Vendeu no
anno
de
1877,
machinas de
costura!!!
mais
»o«<»o
qu
ft
em
1876.
A Companhia Fabril
WlNGEB
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
5«o rçig
genianaeg
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a menos
a prompto
paga
mento.
MACHINAS LEGITIMAS
®IKGEB
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A
COMPANHIA FABRIL
OlNGEB
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no seu bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos
o
publico que
te
nha
todo o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações, como algumas
pes
soas. por
infelicidade
d’
ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
SINfGER só
se
encontram
á
venda na
Sub-succursal da
COMPANHIA
FABRIL SUNGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas em
todas a ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
Bis
pa
n ha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2443)
z
,
v
VENDE-SE
a casa
da
rua
do
Au-
/■•■È
jo
n.°
11
e
11
A.
Quem
a
pre*
ten
t
er
dirija-se
á
rua
de D. Pcd»
r
V
n.°
1.
(2423)
A APPARIÇÃO
DE
N.
SENHORA DA SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no
escriptorio
d’
este
jornal-
Preço.
...
30
reis.
* " ...........II
,
___
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptista da
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
Parte de Comércio do Minho (O)
