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- conteúdo
-
FO0.EÍA 1S.321T.KC.S
POI.ITICA
13
]^frr3CIO?5.< _
REDÀCTOitES—D. Miguel Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR
—Antonio
Joaquim de Mesquita Pimenlel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.°
ANNO
PUBLIGA-SE
AS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
Braga,
13
mezes
...............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
....................................
10
Províncias,
12
mezes......................... 3&000
»
6
»
.........................
1$050
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
10
SABBADO
7 DE
JUNHO DE 1879
Visitn
Pastoral
do
Ex.“° e Kev.mo
Snr.
Arcebispo
Primai.
[Cunlinuação]
A
pequena
distancia
já
era
aguardada
a
chegada
do
Excrn.
m°
Snr.
Arcebispo
pelas auctoridades
de
Villa
do
Conde,
pe
lo
parocho
e outros
ecclesiasticos
para
o
acompanharem
até
ao
Convento,
onde
S.
Exc.
a
ia hospedar-se.
Em
Rio-Mau era
esperado
o
Snr.
Arcebispo
por
outra
pbilarmonica
e gran
de
concorrência
de
povo,
que
expandiu
as
mais
sinceras
manifestações do seu
grande regosijo
e
da sua
intima
alegria.
Quanto
é bello
e
consolador
para
nós,
os catholicos,
ver
que
ainda
não gelaram
nos
corações
verdadeiramente
christãos
as
suas
profundas
crenças,
o
seu
radicado
amor
ao
catholicismo,
o
seu
vivo
enthu-
siasmo
respeitoso na
presença
da
vene
randa
pessoa
do
seu
Prelado!
Como
é admiravel
esta
união
intima
dos
povos
christãos
com
os
seus
Pastores,
que
se
esmeram,
se dedicam
e
se
sacri
ficam
mesmo
pela
salvação eterna das
almas,
cujo
regimen
lhes
foi
confiado pe
la
Previdência!
Quando
chegaram
á
antiga
e
formosa
Villa
do
Conde
era alli
numerosíssima
a
concorrência do
povo;
e
no
alto
da
pe
quena
eminencia,
sobranceira
á
villa,
em
que
está
construído
o
Convento
de
Santa
Clara,
era quasi
impossível
passar,
atra-
vez
de
tão
grande conjunclo
dos
fieis, pa
ra
a
Egreja
e
para
os aposentos,
que
ha
viam
sido
destinados
ao
Excm.
m0
Prelado
e
sua
comitiva.
Quando
ao
Excm.
0 Snr.
Arcebispo
se
apeou
á porta
do
Convento
repicaram os
sinos
do
mesmo
Convento;
e
em
acto
continuo
dirigiu-se
S. Exc.
a e
todo
o
seu
cortejo
á
Egreja,
que
estava
lindamente
decorada
e
completarnente
cheia
de
po
vo,
a
quem
o
Nobre
Prelado deu a
bên
ção
na fórma
do
estylo,
e
o
annel a
beijar
ao
clero
e
ás
auctoridades, que
o
acompanharam.
No
fim
d’
este acto solem-
ne
o
Excm.0
Prelado
veio
ao
fundo
da
Egreja,
á
grade
que
a
separa
do coro
baixo
do
Convento,
para
dar
egualmente
o
annel a
beijar
ás
religiosas
e
sua
com-
munidade.
D'aqui
subiu
S.
Exc.
a
para
os
seus
aposentos,
ricamente adornados. A
’
noite
todos
os
habitantes
da
villa
iliumi-
naram
as
suas
casas
em signal
de
rego-
sigo;
o
que
sempre
fizeram
durante
o
tempo
da
visita do
seu Prelado.
No
domingo,
18,
pelas
8
horas
da
manhã
o
Excm.0
e Rcvm.
0
Snr.
Arcebis
po
foi
celebrar
Missa
na
maguilica
Egre
ja
do
Convento,
e
no
fim
d’
ella
voltou
aos
seus
aposentos para
almoçar;
e
ás
10
horas
tornou
a
entrar
na
Egreja,
on
de assistiu
á
Missa
do
Espirito
Santo,
que
foi
cantada
pelo
rev.°
Capellão
do
Convento.
A
Egreja
esteve
sempre
completamen
te
cheia de
fieis, que
sahiram
no
fim
da
Misssa
do
Espirito
Santo
para
se
proce
der
á eleição
da
Abbadessa.
Assistiram
apenas
a esta
eleição
o
Excm.0
Prelado, o
seu
Secretario
e
os
rev.°
s
Arcipreste,
Confessor
e
Procurador.
Antes
de
se
proceder
á
eleição
S.
Exc.
d
Revm.*
fez
uma
brilhante e
commovente
allocução
ás
Religiosas,
por tal íórma,
que
todas
as pessoas,
que
alli
estavam,
derramaram
sentidas
lagrimas.
Em
seguida
foi
eleita Abbadessa
por
acclamação
a Snr.
a
D.
Josefa Candida
do
Amor
Divino;
e
as
meninas
do
côro,
lo
go
que
tiveram conhecimento
d
’esta ac
clamação,
levantaram
«vivas
ao
Senhor
Arcebispo
Primaz, á
Senhora
Abbadessa
e
a
todas
as
pessoas,
que
assistiram
á
eleição».
Concluido
este
acto,
de
que se
la
vrou o
competente
termo,
o
Excm.® Pre
lado
dirigiu-se
á
capella-mór,
onde
se
re
vestiu
para ciliciar
no Te
Deum,
que
se
cantou
em
acção
de
graças,
tendo
sido
previamente
abertas as
portas
do
templo
para
entrarem
os tieis,
que
haviam
sahi-
do
para dar
logar
á
eleição.
No
fim do
Te-Deum
encaminhou-se
S.
Exc.a
Revm a
,
no
meio
de
grande
con
corrência
de povo,
á
portaria
do
Conven
to
para
entrar
n
’elle
e
proceder
á
sua
vi
sita,
acompanhado
sómenle
de ecclesias
ticos.
E
’ realmente
este
Convento uma
bella
manifestação
da
piedade d’
outras
eras, em
que
tanto
floresceram
as
ordens
religiosas;
e
se
já
não
se
vê
alli
g-ande
numero
de
Religiosas,
—oh
dor!—como
em
outros
tempos; se
já se
não
sente
a
alegria e
o
contentamento,
que
oulr
’
ora
se
gosava
ao
ver
os
claustros
e
as
cellas
cheias
de
pessoas
religiosas,
que
se
furtavam
aos
prazeres da terra
para
se
entregarem ás
piedosas
devoções
e
ás
praticas
cliristãs,
que
nos
abrem as
portas do
céo;
ao
me
nos
agora
sente-se
no
meio
do
sepulchral
silencio,
que alli
reina,
uma
viva e
pro
funda
saudade,
uma
triste
e
penosa re
cordação
dos
piedosos
tempos
que
passa
ram!
E’
bello
e
magnifico
o
Convénio,
principalmente
na
sua
parte
nova,
que
tem
bons
dormitorios,
cellas
confortáveis
com
um
largo
horisonte
sobre
a
villa,
sobre
o
rio
e
mais
distante
sobre o
mar;
tem
amplos
e
extensos
corredores,
e
pos-
sue
uma extensa
e
excellente
casa
de
re
feitório.
Na parte
antiga
é
digno
de
no
tar-se
o
côro,
que
é
riquíssimo,
onde
es
tão
algumas
pinturas
muito
boas,
e
o
Senhor
morto
que
é
uma magnifica
escul-
piara;
sobresaindo,
porém,
n
’
esta
parte
do
Convento,
a preciosa
e
antiquíssima
casa chamada do
capitulo.
Durou
esta
visita
uma
hora
e
meia
aproximadamente,
e
no
fim
d’
ella regres
sou
S.
Exc.
a
Revm.
a
aos
seus
aposen
tos.
Pelas
6
horas
da
tarde
d
’aquelle
mes
mo
dia
dirigiu-se o
venerando
Prelado
no
seu
carro
ao
Campo
da
Feira,
que
está
na
margem
direita
do
no
Ave,
onde
se
achava
erguido
um
lindo pavilhão
cerca
do
de
numerosíssima
multidão
de
povo.
Chegado
alli, apeou-se e
subiu
os
degraus
do
pavilhão
até
ao
pavimento,
onde
ajoe
lhou sobre
uma
almofada,
osculando
a
cruz,
que
lhe
apresentou
o
rev.°
parocho
d
’
aquella
villa.
Levantou
se,
e
o
vice-pre-
sidenle
da
Camara
Municipal,
José
Ma
noel
da
Costa
Faria
e
Silva,
leu
uma fe
licitação,
dirigida
por
elle em
nome
dos
povos
do
seu
município
a S.
Exc.a
Rcvm.
a
.
Tivemos
desejos
e
interessamo
’
-nos
mui
to
em
obter
todas
as aUocuções
e
feli
citações, que
n
’esta
visita
pastoral
foram
lidas
ao
Excm.
0
Prelado
e
com
algum
trabalho
as
obtivemos;
sendo certo, po
rém,
ijue
maior
diíficuldade
houve
na
ac-
quisição
e
retenção
das
respostas
do
Excm.0
Arcebispo
Primaz
dadas
áquellas
ailocu-
ções.
„
,,
,
n
.
A
felicitação
lida
a
S.
Exc.
a
Revm.a
pelo
vice-presidente
da
Camara
Municipal
de
Villa
do
Conde era
concebida
n
’
estes
termos:
«Excm.®
Prirnaz.
Interprete
e
Revm.®
Snr.
Arcebispo
dos
sentimentos
unanimes
|
de
satisfação e
regosijo,
que
teem
os
po
vos
d
’
esle concelho
ao ver
no
meio
d
’
el-
les
a
primeira
Auctoridade
Eccledastica
d
’
esta
Diocese
e considerando
este acon
tecimento
como
mais
uma
demonstração
da
paternal
solicitude
e
amor
de
V.
Exc.
a
Revm.
a
para com
os
povos, a
quem
a
Providencia
confiou
á
sua
direcção espi
ritual,
e como
mais
um
vinculo
de
res
peita
e
veneração
d’
estes
para
com
V.
Exc.
a
Revm.
a
,
receba
V.
Exc.a
Revm?
as
felicitações
e
homenagens
sinceras,
que
em
nome d’esses
povos
respeitosa
mente
lhe
endereça
a
Camara
Municipal
d
’
este
concelho».
Terminada
a
leitura
d’
esta
allocução,
o
Excm.0 Prelado
respondeu nos
termos
seguintes:
«Senhor
Presidente
da
Camara
Muni
cipal da
nobre
e
muito
antiga
Villa
do
Conde.
Quando o
homem
cumpre
o
seu
dever,
sua
consciência
tica
tranqnilla
e
socega-
da;
e
aconteça
o
que
acontecer,
elle
não
soffre
as
penosas
consequências do
arre
pendimento.
Mas
quando o homem
publico conhe
ce,
que o
cumprimento
do
seu
dever
é
agradavel
aos
povos;
quando
o
Pastor
ob
serva
o
contentamento
verdadeiro
e
sin
cero
d’
aquelles,
que
a
Providencia
de
Deus
lhe
entregára
para
os
dirigir
nos
cammhos da
vida
eterna;
quando
o
Pre
lado
e
Pae
espiritual
vê
seus
filhos
sa-
hirem
ao
seu
encontro
para lhe
dar
tes
temunho claro
e
manifesto
do
seu
rego
sijo pela
visita
pastoral,
que
lhes
vem
fazer;
—o
homem
publico,
o Prelado,
o
Pastor,
o
Pae
espiritual
não
póde
deixar
de
congratular-se
com
elles,
e,
na
alegria
do
seu
coração,
louvar
a
Deus
e
agrade
cer
a
todos,
os
testemunhos
de
dedica
ção
e
amor,
que
tem
recebido.
Considero-me
hoje
felizmenle n’estas
circumstancias;
e,
se
a
minha
consciência
está
tranquilla
e
socegada,
por
haver
cum
prido
o
meu
dever
de
Prelado,
visitan
do
esta
villa
tão
nobre,
como
antiga,
o
meu coração
tem
gosado
as
mais
doces
impressões,
pelos
sentimentos
de
respei
to,
de
amor
e
dedicação
que
vós tendes
manifestado
para
com
o
Prelado
da
Santa
Egreja
Bracarense,
que
na
sua
antigui
dade apostólica, na sua fé
e
na
sua im
portância
religiosa não cede
o logar
a
outra
alguma, senão
á
Egreja
Romana,
que
é
a
Mãe
e
Mestra
de
todas
as
Egre-
jas,
espalhadas
por
lodo
o
orbj
catho-
lico.
E
se
esta
minha
visita pastoral
como
V.
Exc.
a
,
Senhor
Presidente
da
Camara
Municipal
da
nobre
e muito
antiga
Villa
do
Conde,
lem
com
toda
a
verdade
af-
firmado, estreitou
o
vinetno
sagrado
d
’
este
povo
sempre
cátholico
e
religioso
com
o
Prelado
da
Egreja
Bracarense;
o
affecto
paternal
com
que o Prelado
já
o
amava,
augmentou
certainenle
de
intensidade
e
fará com
que
elle,
no
cumprimento
do
seu
dever,
nunca
se
esqueça
dos
obséquios
recebidos.
Acceite, pois,
V.
Exc.
a,
como
repre
sentante
dos
povos d
’
esle
Município,
a
confissão
sincera
dos
sentimentos,
que
animam
o
meu
coração,
como
um
penhor
de
gratidão
para
com
os
seus
munícipes,
e
a
expressão
sincera
dos meus
votos
para
com
a
Excm.®
Camara
Municipal,
Auctoridades
e
todos
os
habitantes d’esta
villa, á
qual
desejo
todas
as
venturas
e
prosperidades,
de
que
ella
é merecedo
ra».
(Continua)
EDITAL
Manoel
da
Conceição
da
Costa
e
Silva,
Vigário Geral
do
Arcebispado
de
Braga,
etc.
Faço
saber,
que
na tarde
do dia 12
do correnie mez
de
Junho
ha
de
sair
da
Sé
Cathedral
de
Braga
a
procissão
do
Corpo
de Deus
Sacramentado,
e
que
em
virtude
dos
Sagrados
Cânones,
concilio
Tridentino,
constituições
Synodaes
d
’
este
Arcebispado
e
leis
civis,
são obrigados
to
dos
os
ecclesiasticos
d’
esta
cidade
e
seus
arrabaldes
a
tomarem
parte
na
mesma
procissão,
para
o que S. Exc.
a
Rev.ma
o
Snr.
Arcebispo
Primaz determina
:
1.
°
Que os
muito
revd.
0
’
desembar
gadores
da
Relação
Metropolita
se
encor-
porem
na
procissão
pela
fórma
e
maneira
determinada
da
Const.
2.
a,
tit.
2.°
§ 2.®
2.
°
Que
a
obrigação
de
tomar parte
na procissão
em
quanto
aos revd.°s pa-
rochos
de fóra da cidade
tique
limitada
ás
egrejas
do
arcyprestado
de
Braga,
e
são
as
seguintes
:
S.
Thiago
de
Fraião,
Santa Maria
de
Lamaçães,
Dadiin
e
Nogueiró,
Santa
Eu-
lalia
de
Tenões,
S. Martinho
d
’
Espinho,
Santa
Maria
de
Sobreposta, S.
Mamede
d’
Este,
S.
Pedro
d
’
Este,
S.
Miguel
de
Gualtar,
S. Paio
de
Parada,
Santa
Eu-
lalia
de Crespos,
S.
Lourenço
de
Navar-
ra,
S. Thiago
de
Santa
Locrecia,
Santa
Maria
d’
Adaufe, Santa Maria
de
Palmei
ra,
S. Martinho
de
Dume,
S.
Jeronymo
de
Real,
S.
Miguel
de
Frossos,
S.
João
Baptista
de
Semelhe,
S.
Paio
de Me-
relitn,
S.
Pedro
de
Merelim,
Santa
Ma
ria
de
Pauoias
Tibães
e
Mire.
Padirn
da
Graça,
S.
Miguel
de
Cabreiros,
S.
Julião
de
Pas-os,
Santa Maria
de
Sequeira,
Santa
Maria
d
’Avelleda,
Santa
Cecilia de
Villa-
*
ça,
Santa
Maria
de
Ferreiros,
S.
Pedro
de
Lomar,
S.
João
Baptista
de
Noguei
ra,
S.
Thiago
d
’Esporões,
Salvador
de
Trandeiras,
S.
Miguel de
Villa
Cova da
Morreira,
Santo
Estevão
de Penso,
S.
Pedro
d
’Escodeiros,
S.
Vicente
de Penso,
S.
Miguel
de
Guizande,
Santa
Maria
de
Lamas,
Salvador de Figueiredo, S.
Lou
renço
de
Celeirós,
Santa
Anua
de
Vi
mieiro,
S.
Pedro
d'Oliveira,
Salvador de
Tebosa.
S.
Thiago
de
Priscos,
S.
Bartho-
lomeu
de
Tadim,
S.
Paio
de Ruilhe,
Sal
vador
d
’
Arenlim
e
S.
Miguel
de
Cunha.
3.
®
Que
os revd.
03
parochos
e
a
sua
clerezia
deverão
ir na
procissão
com
as
cruzes
das
suas
respectivas egrejas,
como
se
acha
determinado na
citada
Constitui
ção,
§
3.®
4.
°
Que
os
revd.
os
parochos
que
não
tiverem
cruz
alçada
na
procissão
não
po
derão
usar
n’
ella
de
estola, porque
n’este
caso
só
representam
a
sua
pessoa
como
ecclesiastico
e
não
como
parocho
d’uma
freguezia.
5. °
Que
todss
as
confrarias
e
irman
dades
assistam
também
á
procissão
com
soas
cruzes,
na
fórma
que
ordenam
as
Constituições
Synodaes
d’
esta Archidiocese
Primacial.
6. °
Que
nas
cidades
e villas
d
’
este
Arcebispado,
onde
houver
camaras
rnuni-
cipaes,
os
muito
revd.
0
’
vigários
geraes
e
arcyprestes
ordenem
a dita
procissão
na
fórma
das
Constituições
Synodaes.
7.
°
Que se algum
ecclesiastico,
por
doença
ou
outra
causa
grave
não
poder
tomar
parte
na
procissão,
requeira para
ser
dispensado,
provando
o
impedimento
que
lem
para
o
cumprimento
exaclo d’
esta
obrigação
rigorosa.
8.
’
Que
os
revd.
0
’
parochos,
irmanda
des e
confrarias
terão
na
procissão
o
logar
que
lhes
compete,
lendo
a
precedencia
en
tre
as
irmandades e confrarias
do SS.
Sacramento,
exceptuando
a irmandade
cha
mada
de
S.
Thomaz;
porque,
sendo
com
posta
de
ecclesiasticos,
tomará
logar
logo
adiante
do
clero
parochial,
e
a
Ordem
Terceira
da
Penitencia
que
seguirá
logo
adiante
da
corporação
do
Seminário Dio
cesano—
a qual
por
ser
considerada
em
Direito
Canonico
a familia dos
prelados
—
quer
Sua
Exc.
a Revd.
ma
que ella
pre
ceda
todas
as
confrarias
e
irmandades
se
culares.
E
’
intenção
do mesmo
Ex
ra0
e
Rev.
mo
Snr.
Arcebispo
Primaz,
que
os
ecclesias-
ticos d
’ordens
sacras,
que
no
dia
da pro
cissão
do
Corpo
de
Deus
Sacramentado
estiverem
n
’
esta
cidade
e
nas freguezias
já
mencionadas
e
não
tomarem
parte
na
procissão,
incorram na
penna
d
’
excommu-
nhão
ipso
fact».
Braga,
4
de
Junho
de 1879.
Manoel
da
Conceição
da
Cosia e
Silva.
4» veneno
em tudo.
IV
Do
que
dissemos
precedentemente
com
relação
ás instituições
moftasticas,
facil
será
—inferir-se
a injustiça
com
que
o
articulista
do
«Agricultora
accusa
de
com-
munistas
os
primeiros
christãos.
Com
effeito,
as
ordens
religiosas repre
sentam-nos
ainda
hoje essa
fé
viva,
essa
caridade
heroica,
com que
os
primitivos
fieis
procuravam
aproximar se
da sancti-
dade
perfeita,
que
se
lhes
apresentava
como
termo
de
suas
aspirações
nos ex
emplos
do
Divino
Mestre.
Por
isso é.
que
sem comprehender
bem
o
pensamento
que
inspirava
taes
instituições,
difficil
será
penetrar
o
es
pirito
que
presidiu
á
sociedade
christã no
periodo
da
sua
fundação.
Além
do
que
não
devemos
esquecer
as
c
rcumstancias
do tempo,
bem pouco
favoráveis
por
certo
n
’
aquella
epoca
a
um desenvolvimento
completo do
remado
social
que
a
Egreja,
mais
tarde,
conseguiu
estabelecer.
As
perseguições
que
se
succediam
com
uma
furia
igual
á
constância
dos
mar-
tyres,
a
falia
de
segurança
para
os
chris
tãos,
as
leis
barbaras
que
os avexavam,
quer
nas
suas
pessoas,
quer
nos
bens
que
possuíam,
são
para
nós
outros tantos
mo
tivos
de
consideração
que
não
podemos
desprezar
na
apreciação
de
seus
actos.
A
familia
christã
era
então,
e
relativa
mente
pouco numerosa.
O
odio que
por
toda
parte
a
perse
guia,
se por
um
lado
a
obrigava
a
ir
procurar
nos
subterrâneos
e
no
deserto
um asylo
para
a
sua
innocencia
e
liber
dade,
por
outro
a
forçava
a
despojar-se
de
quanto
lhe
pertencia,
ameaçada,
como
era
a
cada
momento,
pelo'
fisco.
Os
christãos
desciam
pois
ás
catacum
bas com
o
producto
de
suas
proprieda
des
vendidas.
Prescriptos
da
sociedade,
iam
procurar
nas
trevas
as
bases
de uma
outra
alliança
mas
perfeita,
em
que
a
caridade
a
todos
constituía
irmãos.
Os seus haveres alli eram communs,
como
communs
eram
os
seus
sentimen
tos,
as
suas
dôres
e
as
suas esperanças.
Não
consta
porém,
que tal
fosse
a
condição
imposta
aos
que
lá
quisessem
refugiar-se,
ou
que
alguém
chegasse
a
ser
de
lá
expulso
por
querer
eximir-se
a
uma
tal
commnnidade
de
bens.
A
offerta alli
era
volunlaria
e abso
lutamente
livre,
ao
passo que
cá
fora,
na
sociedade,
a expropriação
—
era
for
çada.
De
que
lado estaria
pois
em
tal
caso
o
communismo?
dos
que
aceitavam,
como
um
favor
de
caridade,
o que
volunta
riamente
se
lhes
desse,
ou
dos
que,
em
nome
do
poder
social,
confiscavam
a
pro
priedade
que lhes
não pertencia?
Seriam
communbtas
os
christãos,
por
que
reconhecidos
beijavam
a
mão
que
os
favorecia,
ou
deverão
antes
ser
tidos
como
taes
os
que
por
força
de
um
edicto
os
roubavam
primeiro,
para
os
assassinarem
por
ultimo?
Onde parece
ao
articulista,
que
terão
cabida
mais
própria
os que
actualmente
não
cessam
de
gritar—
que
a proprieda
de
é
um
roubo?
Não
deve
confundir-se
o principio
de
commnnidade
que
póde
vigorar
n’
urna
as
sociação,
n
’
uma
familia
e
que
até
certo
ponto
é
applicavel
ás
nações,
sem
quebra
da
autonomia
individual, com
o
commu-
nismo,
que,
erigido
em
systema,
tudo
ab
sorve
em
nome
da
sociedade,
sacrifican
do
lhe
toda
a actividade humana.
claramente
a
entender
que
prescindira
do
snr.
Barzanallana
para
a
presidência
do
senado,
teve
de
aconselhar
a
D. Affonso
que
o
nomeasse, ao ver
que
satelites de
Romero
Robledo
se
propunham
escanda-
lisar e
repetir
a farça
vilíssima
do
siné
drio contra Jesus,
que
terminou
n
’
aquella
exclamação hypocrita
acima
de
todo
en
carecimento:
«Blasphemado
ha: que
ne
cessidade
temos
já
de
testimunhas»?
O
governo
ou
o
desgoverno
actnal
quer
apparecer
como
um
continuador
da
po
lítica
do
que o
precedeu.
Durante
algum
tempo,
pois,
os
mirones ou
os
magnos
varões
d
’
uma
e
d’
outra
situação
se
dirão
muitas
amabilidades,
sem prejuízo
de
se
mimosearem
com
algumas
picadas
d
’
alti-
nete,
á
hora
menos
esperada,
porque,
como
diz
o
Evangelho,
da
ahnndancia
do
coração
falia
a
bocca. Àtribue-se a
Ro
mero
Robledo
a
phrase
de
que
fará
uma
opposição fina,
sendo
para
mim
certo
que
Silvela
acreditará
que
por
cortesia
lhe
deve
pagar
com
a
mesma
moeda.
Cançados
de
comedia
os
mesmos
actores,
e
compelli-
dos
pelo genio
implacável
da
discórdia,
concluirão
por
atirarem
mutuamente
com
os
trastes
á
cabeça,
como
disemos
os
hes
panhoes,
para
converterem
o
parlamento
n
’
um
campo
de
Agramante.
e
para
dar
um
golpe
de
morte
ao partido
conserva-
dor-liberal
ou
liberal-conservador, que
con-
stilue quasi
a
unica
íorça do filho
de
D.
Isabel, podendo-se
comparar
com
os
cas-
tellos
de cartas
que
trabalhosamente le
vanta
a
mão
do
homem
e que
sem
som
bra
de
difficuldade
abate o
sopro
do
me
nino.
Grande
mestre
de
verdade
é o
tem
po,
segundo
advertia
Cicero.
Martinez
Campos
e
os
amigos
do
seu
ministério
parecem
olvidar
ou
de-conhe-
cer
que
os
defensores do
anterior
se
oc-
cupam
pouco
de
soa
política,
nem
de
nenhuma
outra,
e
muito
dos
destinos que
anceiam
recobrar.
Um
dos
ilalianissimos
mais caracterislicos
definiu
d’
uma
manei
ra
graphica o
regimem
parlamentar,
di
zendo
litteralmente:
Mangiare,
arrivare
al
banchelto,
ecco
il
sislema.
Também
teem
esquecido
que
a
quem
quer
renhir
nunca
lhe
falta
pretexto,
e
que
os liberaes,
que
com os
valentes
são
a
cobardia
em
pessoas,
são valentes
com
os
cobardes,
pelo
que
choverão
as
pro
vocações,
os
ataques
solapados,
cobértos
com a
mascara
dos
elogios,
etc.,
etc.......
Ao chegar
a
este
ponto,
os
periódi
cos da
manhã
inteiram-me
da reunião
que
á
noite
celebrou
a
maioria
no palacio
da
presidência.
Não
me
equivocára
ao
suppor
que
os
amigos
do
ministério
actual
e
os
do
anterior
começavam
por
enaltecer-se.
Martinez
Campos
fez
um
estupendo
elo
gio
de
Canovas,
manifesta-se
decidido a
seguir
a
sua
política,
e
propoz
um
voto
de
louvor
ao seu
antecessor,
o
qual
voto
foi
dado
por
acclamação.
Pela
sua vez
Canovas
del
Caslillo
poz
acima
das
nuvens
a
Martinz
Campos, e
chegou
a dizer
que
«emquanto
occupar
o
poder
que
justamente
deve
á
confiança
de
s.
m.,
terá
em
mim
o
mais ministerial,
mais
decidido,
constante,
subordinado
e
disciplinado dos
deputados
eleitos».
Tomou parte
activa
também
na
comedia D.
Adelardo
Lopez
de
Ayala,
que
se
mostrou
muito
satisfeito,
e ponderou
as
excellencias
da
união,
ainda
que te
mendo
que se
descomponha
porque
«os
hespanhoes
heroicos,
guerreiros,
conquis
tadores;
capazes
de
supportar
juntas
to
das
as
inclemências
do ceo
e da
terra,
são
incapazes de
se
soffrerem
a
si
mes
mos».
O
prologo
do
drama
ou
da tragédia
foi
alegríssimo,
segundo
o
costume. A
unica
sombra
do
risonho
quadro
foi
D.
Francisco
Romero
Robledo.
Foi
dos
últi
mos
que
chegou,
e
dos primeiros
que
saiu,
dando
claramente
a
entender
que
aquelle
sainete
lhe
agradava
pouco, o
que
muito
o
honra.
Que
fará
o general
logo
que
se
des
componha
a
maioria,
o
que
me
parece
inevitável,
mais
ou
menos
cedo,
se o rei
d
’elle
o
não
compelle
a
relirar-se,
dissol
ver
as
cortes,
ou
buscar alianças
em
po
líticos
não
liberaes,
a
pesar
d’
elle?
Os que
julgávamos
provável
que
em
tal
caso
se
inclinaria
para
os
catholicos
verdadeiros,
estavamos
em
erro.
Martinez
Campos
não
pensa
n
’
elles,
e
inclina-se
mais aos centra
listas,
que
constituem
uma
fracção
buli
çosa dirigida
por
D.
Manuel
Alonso
Mar
tinez,
bom
jurisconsulto
e
detestável
polí
tico.
E
’
possível
que
varie
um
pouco
de
plano
se
logra decidir em
seu
favor
a
D.
José
Posada
Herrera,
homem
velho,
amestrado
na
política
e
astutíssimo,
para
quem
parece
escripto
aquelle
terceto da
Divina Comedia
de
Dante
Alighieri:
O primeiro
é
um
direito,
e
muitas
vezes
uma
necessidade
até;
ao passo
que
o
segundo
representa
a absorpção
de
to
dos
os
direitos,
o
despotismo
emfim.
Os primitivos
christãos
adoptaram
a
communidade.
mas
nem
foram commu-
nistas,
nem
póde
dizer
se
que
deram
ori
gem
ao
communismo.
Se
circumstancias
excepcionaes,
além
do
vivo
sentimento
de perfeição
que
os
dominava,
os
levavam
até
ao
abandono
completo
dos
bens que
possuíam;
passa
dos
que
foram
essas
circumstancias,
uma
nova
fórma
de
vida
principiou
a
vigorar
na
generalidade
das famílias,
pelos quaes
havia
de
continuar
se
a
sociedade.
E
ninguém
dirá,
que
para
isso
hou
vesse
uma
alteração
na
lei,
ou
qualquer
modificação
nos princípios
O
heroismo
da
pobresa
foi
sempre
vo
luntário.
A
Egreja fazia d
’
elle então, como hoje,
um
titulo
de
gloria; mas nem
por
isso
affrouxava
a
rigidez
com
que, pela
obser
vância
dos
preceitos,
mantinha
em
suas
bases
o
direito
de
propriedade.
Não
havia,
como
julga
o articulista,
antinomia
entre
as
riquezas
individuaes
e
a
fé
christã.
A
communidade
era
puramente
facul
tativa,
como
de sobejo
o mostra o
suc-
cedido
entre
Ananias
e
S.
Pedro. (1)
E por
isso
é
que
já
nos
primeiros
sé
culos
a
Egreja
contava
em
seu
seio
ri
cos
abastados, sem
que
por isso
fossem
proscriptos
da
sociedade
religiosa.
Encontramos
esta
verdade
bastantemente
confirmada
pelos
escriptores
d
’
aquelles
tempos.
E
a aucloridade
que se segue
prova
bem
claramente
a
verdade
e
exacti
dão
da
nossa
parte.
«Emquanto ás
riquezas,
escrevia
S.
Gregorio
Nazianzeno, se
effectivamente
as
não
despresatn
os
nossos
irmãos,
a
todos
se
ordena possuil-as,
como
se
as
não
ti
vessem,
ou
que
não
tenham
o
coração
aferrrado
a
ehas.
Quanto
estamos
longe
de roubar
a
outrem
o
que
é seu,
nó»,
que
devemos
entregar
a túnica
a
quem
nos
lira
a
capa»!
(2)
Parece-nos
ficar
abi sufficientemente
consignados,
não
só
a
doutrina,
mas
lam
bem os lactos
com
relação
á
proprieda
de,
nos
primitivos
tempos
do
Chrislia-
nismo.
Compare
o
articulista
com
o
systema
ennunciado
n
’
essas
poucas
palavras,
as
mil
utopias
de
Proudhon
(3),
as
suas
in
justiças
e
absurdos
contidos
na
sua
cele
bre
maxima,
e diga-nos depois
quaes
os
ponclos
de
contacto
entre aquelle e es
tes.
M.
MARINHO.
(1) Acl. v.
3
Irad.
hisp.
(2)
Hist,
gener.
de
la
Igl.
por
M.
llen-
rion.
(3)
Qu
’
esl-ce
que
la
propriélé?
Correspondência
particular do
aCominercio
do
Minho»
Madrid
31
de
maio.
Differi
um
dia a
minha
carta
pelo
meu
estado
de
saude,
pouco
satisfaclorio
ha
dois ou
tres,
e
pela
anciedade
de
lhe
dar
noticias
exaclas da
resolução
do
au
gusto
Senhor
Duque
de Madrid ácerca
da
Mensagem
que
ha semanas
lhe
dirigi
ram
alguns
carlislas
mui
grados.
Porém
ainda
hoje
não
posso
satisfazer
os
meus
desejos.
Não
podia
presumir
na
minha
anterior
que
n
’este
momento ainda
não
estivesse
na
villa
coronada
o
barão de
Sangarren,
portador
do
documento,
abrin
do-se,
como
se
abrem,
ámanhã
as
côr-
tes,
A
não
ser
que
chegue
antes
da
sai-
da
do
correio,
terei
de
deixar para
a
correspondência
próxima
os
promenores
que
promettia dar-lhe
na
presente.
Sentia-me inclinado também
a
esperar
um
pouco
mais
para
lhe
dizer
alguma
coisa
do
discurso
da
coroa;
porém
nem
a
isso
me
determino, nem
é
indispensá
vel. Um
dos
defeitos
do
parlamentanismo
é
reveiar
tudo,
com
ou sem exactidão,
seja
ou
não seja convenientemente.
Pois
bem. Pelo
que
indicam
os
periódicos,
que
se
dizem
bem
informados,
será
um
dis
curso
incolor,
sem
sustancia,
cobarde,
liberal
e
conseguintemente indigno
da
na
ção
hespanhola,
que
em
melhores
dias
ca-
rninhára
á
frente
de
todas
as
civilisadas.
Já
se
leetn
desvanescido
as esperan
ças
dos
que
suppunham
a
Martinez
Cam
pos
capaz de
representar
uma
scena
po
lítica
própria.
O
general
tem
medo
aos
amigos
de
Canovas,
e
pelo
visto
está
re
solvido
a
contental-os.
Depois de
ter
dado
En
tanto
(de
mi
mente
no
se
borra)
Durou
mi juventud, las obras
mias
No
fueron
de
leon,
sino
de
zorra.
Emquanto
continuar
no ministério
da
Governação
o
snr.
Silvela,
joven
de
mui
tas
pretensões
e
de
pouca
syndéresis
para
governar,
Martinez
Campos
deve
crer-se
pedido,
e
Canovas
caminhar
com
toda
a
iranquillidade.
Se
lhe
substituem
aquelle
polilico
sagaz, as
coisas
variariam
facil
mente
de
rumo,
e
os
defensores do
ga
binete
anterior
passariam,
segundo
todas
as
probabilidades,
malíssimos
tratos.
Ainda
que tenha
algo
de
pessoal
o
que
me
proponho
accrescenlar
agora,
os
leitores
do «Commercio
do
Minho»
não
devem ignoralo. Posso-o
contar, por
ou
tra
parte,
sem inconveniente,
visto
que
não
sabem
qual
é
o
meu
nome.
Não o
le
nho
querido
dizer
ainda
aos
periódicos
do
meu paiz;
porém
não
acho
inconve
niente
nenhum
em
que o
publique
pri-
I
meiro
o
que
v.
tão
dignamente
dirige.
Uma
das
coisas
que
mais
nos teem
indignado
contra
o ministério
actual
e
contra
o
anterior,
é
que
não
se
audori-
se
o
exc.mo
e
ill.m
°
snr.
Dom
José
Cai-
xal,
Bispo
d
’
Urgel,
Príncipe
de
Andorra,
para
que
volte á
sua
diocese.
Vendo
que
transcorrem
mezes
e
annos
sem
que
se
tome
a justa
medida
de reparação, ven
do
a
natural
repugnância
que aos
realis
tas
nos impede
de
fallar
com
os
liberaes,
seja qual
fôr
o
seu
matiz,
decidi-me
a
ir
no
sabbado
ultimo ao
palacio
da
pre-
sidencia
afim
de
solicitar
de Martinez
Campos
que deixasse regressar o
illustre
proscripto.
Realmente
propunha-me
tam
bém
formar
juizo
proprio sobre
as
con
dições
e
ideai
do
actual
presidente do
conselho
de
ministros.
Sai
da
conferencia
infimamente
per
suadido de
que
Martinez
Campos
é um
catholico
liberal.
Negou
se
redondamenle
á
volta
do
venerável
successor
dos
Apo-
stolos,
e
expressou
se
com
maior
ener
gia
do que
o
fizera
se
se
lhe
pedisse
que
sollicitasse
do
czar de todas
as
Russias
a
translação
á
Península
ibérica
de
todos
os
nihilistas
que
tenha proscripto
ou
ve
nha
a
proscrever
para as
geladas
regiões
da
Sibéria.
Ao
mesmo tempo
quiz
per-
suadir-me
de
que
não
sentia
má
vontade
contra
o
Prelado;
de
que não
negava
as
suas
virtudes;
de
que
linha
feito
muito
em
seu
favor e no
dos
carlistas
da
Ca
talunha;
de
que
é
catholico,
etc.,
etc.
Na
minha
opinião,
o
general, como es
tadista,
não
sairá
nunca
do
limbo,
se
não
se
deixa
dirigir
por um político es
perto,
que
se colloque
detraz
d
’
elle, á
sombra,
por assim
dizer,
da
sua
espada.
Todo
isto dá
logar
a
reflexões
tristes
e
a
pensamentos
sombrios.
Duvido for-
lemente
que
se
inaugure
aqui
uma
po
lítica
séria
contra
os
novos
barbaros
que
batem
á
porta
das nações
civilisadas.
Não
posso
esperar
no
governo
hespanhol,
pe'o
que
acabo
de referir.
Não
posso
tampouco
esperar
no
allemão,
não
obstante
parecer
que
Bismark
está
decidido
a
romper
com
as
pessoas
a
quem
até
hoje
tem acari
ciado,
por
ser
protestante.
Não
posso
esperar
no
russo,
sem embargo
de
pa
recer
que
Alexandre
tem
a
resolução
de
combater
a
demagogia
europeia
por
meio
d’
uma
especie
de
Santa
Alliança,
por
ser
scismatico
e
perseguidor
terrível
dos
ca
tholicos
do
império.
Pode-se
por
conse
quência
temer
que
se
abram,
deixem-me
dizel-o
assim,
as
cataractas
do
ceo e
que
cáia sobre
as
nações
afastadas
de
Deus
e
da
sua
Egreja
e
diluvio
da Revolução
mais
espantosa
e
sangrenta
que
os
sécu
los
tem
conhecido.
Na
minha
carta
precedente
fallei
al
guma
coisa
da
questão
das
subsistências.
O
«ayuntamientoí
de
Madrid
poucas
me
didas
tem
tomado
respectivamente,
mas
em
compensação
tem
feito
crescidos
des
embolsos
para
comprazer
com
as
feiras
que
começaram
no
dia
seguinte
ao
de
Santo
Izidro.
Como
os
cesares
dos
peiores
tem
pos de
Roma,
procura
a
municipalidade
de Madrid
dar
ao
povo
espectaculos;
po
rém
não
lhe
dá
pão
como
lhe
davam
aquelles
imperantes.
Esquece
que as
di
versões
não
saciam
nunca,
e que
os
afa
gados
acabarão
por
pedir
o
impossível
á
similhança
da
infanleria
romana
que
sollí-
citou
cavallos
uma vez
para
ir
á guerra.
Ganha
terreno
a
ideia
de
organisar
uma
peregrinação
a
Jerusalem,
e
de
ad
quirir
alli
um
logar
de
santas
recorda
ções,
que
hoje
está
em
poder
dos
mu-
sulmanos,
para
o
transformar
n’
uma
hos
pedaria
catholica.
O malogrado
duque
de
Medinaceli
tinha
dito
que
com
toda
a
sua
alma
procuraria
a
feliz
realisação do pia*
no;
é
preciso
agora
quem
o
substitua.
A
Juventude
Catholica
de
Madrid
inte
ressa-se
igualmente
no
assumpto
Nada
mais
por
hoje.
Com
ser
tão
li
geira
a
penna,
com
difliculdade
se
póde
suster
quando
a
cabeça
não
está
inteira
mente
firme.
Concluo
dizendo
envergo
nhado
que
ha
dois
ou
tres
dias
os
ladrões
roubaram
o trem-correio que
vem
para
Madrid,
procedente
de Zaragoza. Vinham
nelle
alguns
deputados
e
o
sub-secretario
do
ministério
da
guerra.
L.
ABIDENSE.
P. S.
Acabo de
saber
que
o
juiz
de
primeira
instancia
de
Azpeitia
dictou
auto
de
prisão
contra
o
deputado
eleito
por
aquelle
districto,
snr.
barão de
Sangar-
ren.
Trata-se,
pois,
de
commelter
uma
iniquidade para
impedir que
o
defensor
do
augusto
Carlos VII occupe o
seu
as
sento
na
camara.
Veremos
se
prevalecerá
a
infamia
que
se
intenta.
liiHbon,
4
de
junho de 4999.
(Do
nosso correspondente)
Realisou-se
no
domingo
a
imposição
do
barrete
cardinalício
ao
Prelado
por
tuense,
na
capella
do
palacio
da
Ajuda.
S.
em.
a
foi,
e voltou
em
coche,
a
oito,
da
casa real,
precedido de tres outros
coches,
a
seis,
e
uma
guarda
avançada
de
cavallaria
4.
Atraz
do coche
do Prela
do ia
um
esquadrão
do
alludido
regi
mento.
Chegou
o archiduque
Rodolpho, com
o
seu
regio
parente.
Foram
á
Ajuda, lo
go
que desembarcaram,
em
carroagens
de
gala,
e seguidos
da
brigada
de
cavallaria
(lanceiros
e
4).
A
Granja
não
cabe
em
si
de
contente.
Já
lestes,
de
certo,
os
nomes
dos
novos
ministros.
Lisboa
recebeu
a
nova
da
su
bida
ao
poder
dos
progressilas
com
a
maior
indifierença.
E’ porque
sabe
o
que ha a
esperar
d
’
elles, que
são
tão
bons
como
a
situação que
se
(inou.
Por
mais que
o
espirito
de
partido
o
negue,
é
incontra-
stavel
que
lavra completa
e
geral
descren
ça,
não
só
com
relação
a estes,
como
a
todos
os
ministérios
possíveis
da
liber
dade.
Todavia os
que
foram
descançar
não
arrojaram
nunca
á
face
do
Chefe
do
Esta
do
o
lodo
de
doestos
malcreados,
que
os
jornaes
da
actual
situação
cuspiram,
uma,
e
muitas vezes,
no
rosto
do
snr.
D.
Luiz.
Agora
o
soberano dos liberaes.
é,
cer-
tamente, o melhor
dos
príncipes.
Elles
lá
se
entendem
todos
uns
com
os
outros.
0
militarismo anda
um
tanto
de
ca-
bis-baixos
com a
demissão
do
Fontes,
bem
como
o
andam
lambem
todos os
soc-
corridos
pelos
ministros
regeneradores.
Soceguem
que
o
mal
não
é
de
dura.
A Ajuda
não
póde
viver
muitos
dias
ausente
do
seu caro...
Antonio
Maria,
o
indispensável
Antonio
Maria.
Ainda é mysteriosa
a causa
da
que
da
do
governo; é,
porém,
indubitável
que
o
motivo
não
foi
o
declarado
no
parla
mento
pelo
ex-presidente
do
conselho.
Não
nego
que houvesse
divergência
entre
os
ministros;
mas, não
teria
o
Fontes
ho
mens
na
facção, que dirige,
para
subs
tituírem
os
incompatíveis
com
s.
exc.a?
Não
creio.
Força
maior,
pois, obrigou
o
ministe
rio
a
demiltir-se,
mas
nunca
a
discórdia,
que
se
manifeslára no
seio
do
governo
finado.
Espera-se
a
todo
momento
uma
safra
de
demissões,
como
ha
muito se não
tem
visto,
no
pessoal
administrativo.
E
’
preciso
contentar
os
amigos,
que
aspiram
a
um
talher#na
meza
do orçamento,
e,
ainda por
conveniência
da
situação,
pr.e-
dispôr
as
cousas de
modo
que
a
futura
eleição
da
camara
baixa
seja a estrada
coimbrã
das
anteriores
eleições.
Urge,
pois, que os
governadores
ci-
Ms,
os
administradores
de
concelho,
e
regedores
sejam
homens,
que
saibam
cum-
P
rir
cabalmente
o
primeiro
dos
seus
de-
Wres.
o d
e
levarem á
urna
o
maior
nu-
rjrero
possivel
de eleitores,
para
que
os
deputados
sejam a
genuina
expressão
da
vontade
do poder, porjqne
só
assim
se
Presta
homenagem'
áo
feliz
systema
que
nos
rege.
|
A
maioria
da
camara
electiva
não quiz
hludir
o
novo
governo.
Na
sessão
de
se-
|
Sunda-feira
declarou
que
não
coníiava
no
'bmisterio, isto
é,
condemnou antes
de
comméltido
o
crime.
Não
acho
justo.
E'
“
.
crer
que
a
situação
seja
tão
ulil
ao
P^z
como
foi
a
anterior,
mas
parece-me
que
a
maioria
andaria
mais
prudentemente
se
não
fôra tão
apressada.
Elles
lá
se
entendem.
Um
dos
jornaes d’esta
cidade extra-
nha
que o periodico francez
«Le Con-
seiller
de
L
’
Epargne»
dissesse
que
Por
tugal
caminha a
passos
largos
para
a
ban-
ca-rota.
Mas,
o
que disse
o alludido
jornal
senão
a
verdade?
Pois
alguém
ignora,
meu
caro
amigo,
que
o
liberalismo
está
ca
vando
a
completa
ruina da
fazenda,
e
qne
a
banca-rota
nos visitará
necessaria
mente,
se a coisa
publica
continúa
mais
alguns
annos
dirigida
pelos
falsos
liberaes?
Os
jornaes
do
governo
noticiando
os
enlhusiasmos,
que
produziu
nas
províncias
a
nova
da
queda
da
regeneração,
attribuem
á popularidade
da
Granja,
as
ruidosas
manifestações
de
jubilo
que
ullimamente
tem havido Estou
que
se
illudem,
ou
pretendem
illudir
os
papalvos;
pois sabem
que
os
fogueies,
e
o
vivorio
não
provam
a
dedicação
nacional
a
favor
d
’este,
ou
d’aquelle
ministério.
E,
na
actualidade,
esses
regosijos,
n
’
um,
ou
outro
ponto,
mostram
antes
a
animadversão
publica
contra
o
partido
da
dynastia, do
que
o
amor do
povo
á
facção que
acaba
de
su
bir ao
poder.
Deixae
passar
alguns
mezes,
e
vereis
que
os
vitupérios,
e
as
queixas
do
paiz
contra
o
novo
governo,
serão eguaes
aos
que
a
maioria
nacional
soltava
contra
o
ominoso
governo
da
regeneração.
Ha quem
assevere
que
o
governo
não
dissolverá
já a
camara,
mas
só
depois
de
janeiro,
pois precisa lavrar, e
adubar
o
terreno
eleitoral
para
que
elle
produza
uma
boa
seara,
e sem tempo
nada
se
faz.
Oxalá, porém,
que
o
paiz
se
conven
cesse
de que era já
tempo
de
accor-
dar....
Todo
Vosso
A.
&AZSTILHA
Chroniea
religiosa.—
A
’
manhã,
8:
—
Absolvição para os
Irs.
da
Trindade.
Festa
da
Santíssima
Trindade
no
Po-
pulo
e
Caridade.
Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador.
Em
Nogueira
festa
e
romaria
do
Es
pirito
Santo.
Sovo governador civil.—
Foi
no
meado
governador
civil
deste
districto
o
exm.°
snr.
visconde
de
Pindella.
Empréstimo
districtnl. —
A
junta
geral
do districto
contratou
com o
Ban
co
do
Minho
o
empréstimo
de
100:000^000
em
diversas
series,
applicado
á
construc-
ção
de
estradas
dislrictaes,
para
o
que
se
achava
aucthorisada
pelo
decreto
de
8
de
agosto
do
anno
passado.
Falleeimento.
—
Falleceu
ha
dias
o
snr.
Joaquim
Antonio
Pereira
(o
Madu
ro], negociante
d’
esta
cidade.
Deixou
a
sua
esposa
8
contos
de
reis
e
o
restante
da sua
fortuna
a
um
filho,
que
vive
no Brazil.
Administrador do eoncelho.
—
Diz-se
que
será
nomeado
administrador
deste
concelho
o
snr.
dr.
José
Jorge
Soares
Russel,
advogado
nos auditórios
desta
cidade.
Demissio.
—
Pediu
a
sua
demissão
o
snr.
Araújo
Correia, administrador
deste
concelho.
O
snr.
Araújo
Correia
foi
sempre
um
funccionario
digníssimo,
e
porisso
geral
mente
bemquisto.
Promovo.—
O
snr.
Pereira
Barredo,
chefe
da
estação
central
desta
cidade,
foi
promovido
a
chefe
da
estação
das
caídas
de
Moledo,
na
linha
do
Douro.
La
France
tVowvelle.—
D’este
jor
nal extractainos
o
seguinte:
Um
periodico
de
Roma affirma
qne o
Santo
Padre
prepara
uma
Encyclica im
portante
contra
o
projecto tendente
a
tor
nar
obrigatorio
o casamento
civil
antes
do
casamento
religioso.
—
O
prefeito
do
Rheno
decidiu,
segun
do
o
voto
do
conselho
do
parlamento,
que
a
direcção da
escola
publica de
me
ninas,
de
Litra,
seja
para
o
futuro
con
fiada a
um
instituidor
secular
a
princi
piar
no
primeiro
de
junho.
O
conselho
municipal
de Denovi
pro-
poz
um
voto
para
que
as escolas
sejam
exclusivamente
confiadas
a mestres e a
mestras
seculares.
Como
se vê,
a
guerra
feita
á
liber
dade
de
consciência
é
encarniçada
e
atroz.
Movimento do
Hospital
«fle
S.
Hareos.—
Doentes
existentes
em
25
de
maio:
102
homens
e 132
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
23
homens
e
23
mulheres.
Sahiram:
18
homens e
17 mulheres.
Falleceram:
4
homens
e
4
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
31
de
maio
103
homens
e
134
mulheres.
nihiliataa.
—
Um
novo
acto de
atrevimento
dos
nihilistas:
Achava-se
parado
um
agente
de
po
licia, n’uma
rua
de
S.
Petersburgo,
quan
do
varias
pessoas se
acercaram
d'elle,
fa
zendo
lhe
diversas
perguntas,
todas
indif-
ferentes.
Um
instante
depois
observou
o
policia
qne
os
transeuntes
olhavam
para
elle,
sem
poder
conter
o
riso.
—
Mas
que tenho
eu,
para
que todos
olhem
para
mim
e
se
riam? perguntou
por
fim.
—
Tens
isto, respondeu
um
visinho,
ar
rancando-lhe
das
costas
um
papel,
que
dizia
em
letras
gordas:
«Visto
que
se
vigiam
as
esquinas
das
ruas, não
temos
outro
meio
de nos
en
tendermos
com
a
população, senão
fixan
do
as
nossas
proclamações
nas costas
dos
agentes
de
policia.
O
comité
revolu
cionários.
N’
uma
d
’
essas
proclamações,
o
comité
previne
o
publico
de
que não
se dê
cre
dito
senão
ás
que
levarem
por
contra-se
nha
estas palavras:
Ziemla
Wola!
(Ter
ra
e
Liberdade)!
Avisam
também
os
nihilistas
de
qne
ha
um que, intitulando-se
um
agente,
o
é
do
governo,
e
trata
de apoderar-se
dos
segredos
da
associação.
Sete
marnvillina retvliMndaa
nn
eleição cJe Leã» XS1Í.—
|.a—
Ser
a
primeira
eleição
que
desde
S.
Pedro se
fez
por
maior
numero
de
Cardeaes.
2.
’-—Terem
chegado
a
Roma
para
esta
eleição
lodos
os
eminentíssimos Cardeaes
que
compõem
o
sacro
collegio,
menos
um,
o Cardeal
Arcebispo
de Rennes, gra-
vemenle
enfermo,
e
qne
falleceu
a 27
de
fevereiro
de
1879.
3.
a
—Terem
chegado
a
Roma
todos
os
ausentes
ainda
aquelles
que
rezidiam
nos
pontos
mais distantes, sem
a
menor
no
vidade,
apezar
dos
padecimentos
d’
alguns,
da
avançada
idade
d’
outros,
e
do
rigor
da
estação.
4.
a—
Ter
feito
a viagem
a
Roma
des
de
Nova-York
unicamente
em
10 dias o
Cardeal
Arcebispo
d
’aquella
diocese,
pois
saiu
depois
de
receber
noticia
do
falleci-
menlo
de
Pio
IX,
e
chegou
poucas
horas
depois
da
eleição
de
Leão XIII.—
Os ma
rilimos
consideram
esta
viagem
como a
mais
rapida que
se
tem
feito
d
’America,
e
todos
convém que
foi
um
prodígio.
5.
a
—
Ser
um
dos
conclaves
em
que
se
fez com
mais brevidade
a
eleição,
apesar
das
diíliculdades
que
previamenle
e
desde
ha
muito
tempo suscitavam
os
poderes
da teria
inimigos
do
Pontificado.
6. a—
A santa liberdade
que
gosou
o
conclave,
e
a
harmonia
lambem
santa
do
Sacro
Collegio,
apesar
d’
estar
Roma oc-
cupada
pelos italianissimos,
observandp-se
na eleição
todas
as
formalidades das
Con
stituições
Pontifícias.
7.
a—A realisação
da
prophecia
attri-
buida
a
S.
Malaquias,
segundo
a
qual
o
successor
de
Pio
IX
—
Crux
de
Cruce
—
seria
um
Pontífice
a
quem
caberia
a
pro
fecia Lumen in
ceio.
Assim
é
com
ef
feito
porque
o
escudo
da
familia
de
Leão
XIII
tem
em
ceo
azul um
arco íris,
e
sobre
elle
uma
estrella
de
prata
irradiando
luzes.
JKihitistas
condeninadoii.
—
O
con
selho
de
guerra
de
Kiel
condemnou
a
se
rem
fuzilados
o
gentil-homem
Ossinsky
e
Madamoiselle Sophia
Hersfeld,
e
a
dez
annos
de
trabalhos
forçados
o estudante
Wolocbinko
A’ caridade publica.—
Recommen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães. O
seu
estado
de
penúria
é
extreraamente
dolo
roso.
Pedimos
que pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A’ caridade publica.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece do peito
ha
mais
de seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada para ga
nhar
a
vida
Vive
em
extrema
pobreza.
Habita
no
sotão da
casa
n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguel-o
Anjo.
(LTHIM
AOT1CÍAS
Lisboa 5.
—
Na
Bolsa
venderam-se: 1
acção
do
Banco
de
Portugal
por 537$;
5
obrigações
prediaes
a 93$300;
10
con
tos
em inscripções
a 49,70; 4
ditos
a
49,53;
50:000
escudos
de fundos
hespa-
nhoes
de
coupon
corrente
a
14,12;
20:000
ditos
a
14,13;
25:000
ditos
com
coupon
a
15.05.
A
Alfandega
rendeu
hoje 15:172^278
reis.
Dizem
que
será
nomeado
administra
dor
de Vianna
o
snr.
Gavinho,
de
Gui
marães
o
snr.
Felgueiras
e
de Villa
Nova
de
Famalicão
o
snr.
Guilherme
Norton.
S.
Petersburgo
4.—
A
policia
recebeu
ordem
de
usar
rewolver.
Constantinopla
4.
—
O
sultão
recusou
sanccionar
a
nomeação
dos
directores
da
administração
da
Romelia
por
serem
to
dos búlgaros. O
sultão
considera
como
um
acto
de
rebelião
o
caso
de
Aleko-Pachá
substituir o
«fez»
turco
pelo
barrete
búl
garo
antes
de
ser
arvorada
a
bandeira
turca.
ESCRIPTOS DIVERSOS
Aos meus bons amigos
os
pobres
(Conclusão)
Acodem-me
agora aqui, grandes
como
o
pensamento d’
um
heroe,
as palavras
do
nosso
intrépido
e
magnanimo Serpa
Pin
to,
quando,
nas
ancias
de
devassar
o
ser
tão,
dizia
aos seus
amigos: Se
não
tives
se
uma
filha
teria
feito
a
expedição
á
minha
custa.
A
alma
fogosa de
Serpa
levava-o
a
um
arrojo
sem
exemplo; e, comludo,
a
sua ideia
inspira-me
mais
interesse
do
que
espanto.
Eu,
creatura
infitna,
um nada
do que
constitue
o
caracter
dos
génios
elevados,
sem
mais espirito
do
que
o
indispen
sável
para
o
movimento,
se
possuísse
uma
fortuna
colossal,
encontral-a-ia
di
minuta
ao
appiical
a
toda na
creação
de
asylos
de mendicidade;
e
dir-me-ia
o
mais
feliz
dos
seres,
constituindo-me
direcclora
geral
d
’esses
asylos;
deixando-me só
o
ven
cimento
d
’
um
ordenado
que
não
excedesse
as
minhas
diminutas
necessidades.
Infelizmente
nada
posso
fazer em
favor
dos
entes
que
mais
prezo,
dos
espíritos
que
mais
admiro,
dos
vultos
que
mais
respeito,
dos
desgraçados
que
mais
ve
nero.
Mas
é
pelo
muito
que
sinto
por
elles,
que
não
posso
vêr
os
desperdícios
da
sociedade
vaidosa,
germinar
a
total
ruina
dos
bons costumes,
das
crenças
mais
puras
e
verdadeiras,
em
prejuiso
da
or
dem
estabelecida
pelo
Legislador
de
todas
as
coisas;
sem
desprender um
brado
in-
stinctivo d’acrysolado
resenlimento,
quan
do
diviso
na
mão
enegrecida
do
pobre
a
mínima
moeda circular
que
póde
atirar-
lhe
a
vil
miséria
do
rico.
Aqoella esmola
dá
o
retrato
vivo do
amor
proprio
degenerado,
pela
nenhuma
concordância
entre
a
vontade e
as
ten
dências
do indivíduo;
revela
o
sentimento
do
bem
convertido
em
egoísmo
pela
ma-
xima
opposição
dos instinclos
ás
faculda
des
constituintes
d
’alma.
E
no
entanto
os
instinclos do
homem
não
são maos.
Elle
corre
a
precipitar-se
aos confli-
ctos
extraordinários,
em
soccorro
do
seu
similhante;
e
muitas
vezes
expõe
a
vida
própria
para
salvar
a
d
’oulrem.
Avalian
do
esses
actos
bellos
e
commovenles, diz-
se
que
o
homem
deve
á
constante
repe
tição
de
maos
successos
a
indiíferença
de
que
é
accusado
em
face
d’
elles;
não
deixando
todavia
de
surprehender
a
divi
são
que n
’
utn
sentimento
d
’origem
produz
a
desharmonia
d
’
um
sentimento
d
’
eífeilo.
Mas
quando
o
vemos desgostoso
com
as
prosperidades
alheias,
e
sensível
ás
con-
tradicções
próprias,
embora aquelles e
es
tas
se
repitam
todos
os
dias,
fica desmen
tido
p nosso
primeiro
juiso,
e
notamos
então
desparidade
monstruosa
operada
nas
qualidades
genuínas do coração
pelo
em
bate
de pensamentos
heterogeneos, que
o
indivíduo
não
busca
conciliar.
E’ porisso
que,
por
desgraça
nossa,
vencem,
como
anlilhese
inconcebível,
as
parles
concernentes
da
matéria,
fraca
e
impotente,
e
verga
sob uma
influencia
bruta,
a
força
superior
do
espirito,
des
tinada
a
dominar
na bella
amplitude
das
obras
humanas.
Em
suinma,
tudo
vae
mal
e
seguirá
peior,
não
havendo
meios
a
oppor
á tor
rente
dos
desvios,
se
dos
thronos
não
surgir
impavida
a
virtude
dos
monarchas;
se
na
egreja
não
vigorar
potente
o
exem
plo
do
clero;
se
no
lar
não
persistir
forte
a piedade
das
mães;
se
na
escola
não
se
diílundir
pura
a
doutrina dos
mestres.
Zulmira
E.
A.
de
Sá.
CONVITE.
D.
Angélica
Marcellina
Salgado
Car
neiro
e
D.
Maria
Angelina
Salgado
de
Nápoles,
pedem
ás
pessoas
de
suas
re
lações
o
obséquio
de
assistirem
aos
res
ponsos
fúnebres
que
por
alma
de
sua
neta
e
filha
D.
Beatriz
Angélica
Salgado
de
Nápoles
se
hão
de
celebrar
na
egreja
do
Carmo
no
dia
7,
sabbado,
pelas
10
horas
da
manhã.
(2445)
AfiUDÍCIMElTOS
Os
abaixo
assignados,
presidente
e
ve
readores
da
camara
municipal
do
conce
lho
de Cabeceiras de Basto, em
extremo
penhorados
pela
delicadeza
com
que acce-
deram
ao
seu
convite
o
muito
reverendo
orador
sagrado
padre
Bento
José Barroso,
e
o muito
reverendo
arcypresle
padre Ma
noel
José
Teixeira
Machado,
e
de
mais
respeitável
clero
d
’
aquelle
concelho,
que
assistiram
ao solemne
«Te
Deum»
cele
brado
na
egreja
do
convento
de
Refojos
em
acção
de
graças
pelo
restabelecimen
to
de
Sua
Magestade
a Rainha,
prestan
do
gratuitamenle seus
bons
oflicios,
veem
por
este
meio
agradecer
a
todos
tão
es
tremada
fineza,
e
prestar-lhes seu
inde-
level
reconhecimento,
bem
como
aos
illm.’
5
snrs.
Canellas
que
graciosamenle
presta
ram
a
musica,
que tão
dignamente
re
gem.
Bernardino José
Fernand
s
Bastos
José
Augusto
Machado
Pedro
Augusto
Martins
Vieira
João
Pereira
Carneiro
José
Xavier
Leite
de
Barros
Agostinho
Pereira
Villela.
(2444)
Anna Joaquina
da
Silva
Carneiro
e
Pe
reira,
sua
irmã
e
filhos, agradecem
do
fundo
d
’alma
a todos
os illin.
Os
e
exm.Os
snrs.
e
senhoras,
e
mais
pessoas
das
suas
intimas
relações,
os
favores
que
se
digna
ram
prestar-lhes
por
occasião
do
falleci
mento
e
enterro
de
seu
muito
presado
e
saudoso
marido,
cunhado
e
pae Antonio
José
Pereira
Monteiro.
A
todas
estas
pes
soas
protestam
o
mais
sagrado
reconhe
cimento, e
pedem desculpa
por
não
cum
prirem
pessoalmente
com
os
seus
deveres
como
do
coração
desejavam. (2447)
José
Antonio
Ferreira
Gomes,
e
sua
mulher,
Maria
dos
Prazeres,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e relações
que
os
cumprimenta
ram
e lhes
prestaram
serviços
por
occa
sião
do
fallecimento
de
sua presada mãe
e
sogra
Victoria
Ferreira,
acompanha
ram
o
cadavcr
ao
cemiterio
publico no
dia
29,
e
assistiram
aos oflicios
que
por
alma
da mesma
tiveram
logar
na
capella
do
dito
cemiterio
no dia 30 do
passado
mez
de
maio.
A
todos
agradecem
e
pro
testam
sua
indelevel gratidão.
(2437)
ANWCIOS
Quem
achasse
uma
carteira
com
letras
e
dinheiro
em
ouro
e
prata, perdida
no
dia
5
do
corrente
desde a
roa
de
S.
João
até
á
egreja
de
Maximinos,
e
a
queira
restituir
a seu
dono,
póde
fazel-o
na
rua
Nova
n.°
52.
(2446)
M.me
MARGUERITE
tem
a
honra
de
participar
ao digno
publico
d
’
esta
cida
de
que
no
dia 9
do
corrente
chegará
de
Lisboa
com
um
lindo
e
variadíssimo
sor
timento
de
chapéus
d
’alta
novidade,
rece
bidos
ullimamenle
de
Paris,
e
já
adopta-
dos pelas
senhoras
elegantes
de
Lisboa.
Também
tem
artigos
de
phantasia
da
ultima
moda.
Deverá
ser
procurada
no
HOTEL
TRANSMONTANO.
A APPARIÇÃO
DE
N.
SENHORA DA
SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no
escriptorio
d’
este
jornal.
Preço.
...
30
reis.
reoi
. . . . . . . . . . . . . . .
Aácptido
em todos
cs llfispit.es
.
(FLRR3
DIALYSADO
BRAVA1S) Recomntendado
por
tolos
os
Médico-,^
Contra
a
AKESIlã,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA.
PERDAS
BRANCAS,
etc.
4$
O
Ferro
Bravais
(ferro
liquido
em
gottas
concentradas)
é o uni-o
exemplo
<íe
qualquer
acido;
não
tem
cheiro
nem
sabor,
não
produz
prisão
do
ventre, diarrhea,
irritação
nem
cança
o
estomago;
alem
d isto
«
e
o
unico
que
nào
faz
os
aeutes
pretos.
S
E’
o
mais economico de
todos os íerruginosos, pois que um frasco dura um mez.
Deposito
geral
em
Pariz.
13,
ruo
Lafayette
(Perto
da
Opera},
e
em
todas
as
P
liar
macias.
B
Desco:
fiar-se
das imitações
perigosas
c- exijir a marca de fabrica que vae juncta.
X-
fiEnvia-se
grátis
a
quem
o
pedir
por
carta franqueada,
um
interessante
folheto
sobre
a
Anemia
e o
seu
tratamenlo.H
Deposito
no Porto,
Ferreira
&
Irmão,
e
nas
principaes
pharmacias do
reinno.
Empregadas
com
o
mais
grão
successo,
depois
mais
de
40
annos
por
a
maior
parte
dos
médicos
por
curar
a
chlorosis
(/luxo
branco)
doança
das
mancebas
filhas
e
to
das
as moléstias
chloróticas.
Eis
aqui
a
opinião
dos
mais
eminentes
médicos
que
as
tem
experimentado
:
I
«
Depois
35 annos
que exerço
a
medicina,
«
tenho
reconhocido
a este
medicamento
«
(Pilulas
de
Biaud)
vantagems
incontesta-
«
veis
sobre
todos
os
outros ferreos e
eu
«
o miro
como o
melhor
anti-chlorótico.
»
D>- DOUBLB,
ex-prisidente
da
Academia
de Medicina.
«
De
todas
as
preparações
ferreas
que
«
nos
hão
dado
bons
resultados
no
trata-
«
mento
das
affeições
chloróticas,
as
pilu-
«
las
de
Blaad
parece-nos devem
estar
na
«
primeira
fila. »
—
Diccionario
unir.
de
Medicina,
t.
n,
page
99.
Como
prova da
authenticldade, o.
nome do Inventor eaU gravado aonre
cada
pílula como aqui junto
Depositas: Paris,
t,
r.
Pavenne.
^Áua
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—3
(27
*)
DILIGENCIAS
DIARIAS
PARA
GUIMARÃES E VISELLA
Narciso
José
Marques,
annuncía
ao
publico
que
as
duas
carreiras
para
os
pon
tos
acima
ditos,
que
principiam
no
dia
4
de
junho,
ficam
estabeleci
las
da
fórma
se
guinte
:
Sae
de
Braga
para
Guimarães
e
Vi
sella
ás
4
e
4
e
meia
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
chega
a
Guimarães
ás
7
e
7
e
meia
da
manhã e
5
da
tarde,
e
a
Vi
sella
ás
9
e
meia
da manhã
e
6
e
meia
da
tarde.
Sae
de
Visella
ás
3
da
manhã
e
ao
meio
dia,
chega
a
esta
cidade
ás
8
da manhã
e
3
e
5
da
tarde.
Preço:
em
direitura
a
Visella, 400
reis,
para
Guimarães,
o
já
annunciado.
.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Visella
em
casa
do
snr.
Francisco da Costa
e
Silva
Guimarães,
em
Guimarães,
em
casa
do
snr.
João
Manoel
de
Mello,
e
n
’
esta
ci
dade
em
casa
de
José
Antonio
Marques
<fc C.
a
,
largo
do
Barão de
S.
Martinho,
n.°
5.
1879.
Braga 3
de
junho
de
(2442)
Narciso
José
Marques.
ÉDITOS
DE 50 DIAS
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
1
ofíicio,
correm
éditos
de
30
dias,
a
contar
de
29
do
corrente
mez
de
maio,
citando
os
credo
res
e legalarios
desconhecidos,
ou
mo
radores
fóra
da
comarca, para
virem
as
sistir,
querendo,
ao
inventario
por
falie
cimento
de
João
Peixoto,
morador
que
foi no
logar
da
Cruz, da freguezia
de
Celleirós,
d
’
esta
comarca,
em
que é
in-
ventariante
Rosa
Ferreira,
viuva
do
inven
tariado,
moradora
no
dito logar
e
fregue
zia,
e
deduzirem
os
seus
direitos
no
mes
mo
inventario,
sem prejuiso
do
andamen
to
d
’
elle.
Braga
29
de
maio
de
1879.
O
escrivão
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Verifiquei.
(2439)
Sampaio.
ÉDITOS
DE
30 tíi.iS
Pelo
juizo
de
direito da
comarca
de
Braga
e cartorio
do
l.°
ofíicio,
correm
éditos
de 30
dias
a contar de
30
de
maio
corrente,
citando
os
credores
e
le
galarios
desconhecidos,
ou
moradores
fóra
da
comarca,
para
virem
assistir,
queren
do, ao
inventario
por
fallecimento
de
Luiz
í
&
Peixoto
de
Magalhães,
parocho
que foi
na
freguezia
da
Graça,
d
’esta
comarca,
em
que
é
invenlariante
José
Peixoto
de
Ma
galhães,
da
freguezia
de
S.
Jeronymo
de
Real
d
’
esta
mesma
comarca,
e deduzirem
seus
direitos
no
mesmo
inventario,
sem
prejuiso
do
andamento
d
’elle.
Braga
30
de
maio
de
1879.
O
escrivão
José
Firmino da
Costa
Freitas.
Verifiquei.
ARMAZÉM
PARTICULAR
DE
VINHOS DO ALTO
DOURO
tampo
de D. Lqiiz 1 n.° 9
Reabriu-se
este
armazém
de vinhos
maduros,
de
superior
qualidade,
vindos
direclamente
da casa
do
Douro
do
Bacha
rel
A.
J.
da
Silva
Cerqueira,
e
sem
re
ceio
de
fraude.
Vinho
da
novidade
do
anno proximo
passado,
quartilho.......................................
80
Dito
da
novidade
de
1875
para
engarrafar,
quartilho
................................
120
Por
garrafa...........................................200
(2435)
BOETES DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
AFJPAUICI©
«fc
N3AJLHEIRO
27,
Praça
do
Barão de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de S.
Martinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola, massa e
veludo.
8»,
Fraçra «lo
Barão «Se S. Marti-
nlto,
89
AFP
a
HIOO
& lAlttitó
Caixa
penhorista Braearenae
na
Travessa de D. ©ualdim «Testa
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
'a
manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
lodos
os
mutuários
que
ti
verem
objeetos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão vendidos.
VENDE-SE
a casa
da
rua do
An-
J
jo
n.°
11
e 11
A.
Quem
a
pre-
t
en
ter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Fabrica de
papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de embrulhos
de
diflerentes
marcas
e preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Sraearenae
—
27,
Rua
do
Souto
27
—
(2340)
V
ende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin
cipiar
em 80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
s
---
f
Vende
cimento
roma-
no
para vedar
aguas,
ges-
&
H
so
para
estuques de
ca-
é
sas,
tudo de
primeira
qua-
3,
1
iÍdade
*
I
Fabrica
a
vapor
de
fundição
ferro
e
metaes
Travetta de S. João—Braga,
N
’
esta
fabrica, única
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da
mesma não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas,
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o tem
conseguido,
pois
que
no
seu estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os
tamanhos e
qualidades
pelos
preços que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N’
esta
fabrica
fundem-se peças de pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já muitas obras fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para me-
zas
de mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bomhas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades,
para sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas para
copia
dores,
fuzos
de novo
systema
para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
lodos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’este
genero
principalmente
bom-
bas
de poços.
Preços
os
do
Porto.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
QUINZE
Devoção muito
agradavel
e util
para
ser recitada
em
presença
do
SS.
Sacra
mento,
e
com
especialidade
no
mez
de
junho,
dedicado
ao
Santíssimo
Coração
de-
Jesus.
Vende-se
no
escriptorio
da
Typogra-
phia Lusitana,
em
Braga,
na rua
Nova
n.°
4.
Preço.
...
10
reis.
Ceremonial
segundo
o
rito
Romano
que
deve
observar-se
na
Teftia
e
missa
conventual
cantada
na
capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbylero
JOÃO
REBELLO CARDOSO DE
MENEZES,
Vice-Reitor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se
no mesmo
Seminário,
e
0(1
escriptorio
d
’esle
jornal.
Preço.............................
120
rs.
RETRATOS DO P.e"ÃNTÕNlO
VIEIRA
Vendem-se
na
rua
da
Sé
n.°
4, e
na
administração
d
’este
jornal.
Preço
200
rs.
RESPONSÁVEL—
Luiz Baplista
da SM
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
18'®
Parte de Comércio do Minho (O)
