comerciominho_31051879_942.xml
- conteúdo
-
l^OB^MBDSL KEI.WÍOSA,
POLÍTICA.
BC IVOTTMCTOSB^
l
REDACTORES
—D.
Miguel Sotto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR
—Antonio
Joaquim de Mesquita Pimentel.
jjgXSSSE^
KBr^.asgcasa*j««aB*
PREÇO DA ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.°
ANNO
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
(i
».......................... 850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Anauncios
cada
linha
.....................
20
Repetição.................................... 10
PUBLIGA-SE
AS TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes............2&000
»
6
»
...........
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3£'600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso..................
1Q
N.°
942
B
n
A
CS-
A
SABBADO
51
DE
MAIO DE 1879
gente,
uma
tão
iníqua como
absurda apre
ciação
das ordens religiosas.
Pois
póde
acaso
ignorar
o
snr.
An
drade
Corvo
o
que
se
está
passando
com
as
nações
estrangeiras,
que
leem
colonias
no
ultramar?
Lembrou-se
já alguma
d’
ellas
de ex
pulsar
d’alli
os
frades
como
impedimento
á civilisação?
Pelo cont<ario,
não
evan-
gelisam
os
membros d
’ordens
religiosas
nas
vastíssimas
possessões
inglezas?
Não
existem
elles
em
Madrasta,
em Calcuttá.
em
Maduré,
em
Ceylão,
no
Cabo
da
Boa
Esperança,
no
Canadá,
etc?
Não
tem
sido
reconhecido,
até
pelos
espíritos
menos
favoráveis
ao
clero
regular,
que
este
é
muito
mais
conveniente, do que
o
secular,
para
o
espinhoso
ministério
das
missões?
Não
o confessou
já
o
proprio
governo
liberal
portuguez.
quando,
no
Relalorio
apresentado
ás camaras
em
ses
são
extraordinária
de 1840. o ministro
dos
negocios
da
marinha
e
ultramar
se
exprimia
d
’
este
modo:
«Por todas
estas
«razões
convém
que
quanto
antes
se
res-
«tabeleça
uma
corporação,
que
tenha
a
«seu
cargo as
missões,
para
evitar a
«perda
do
Padroado
portuguez
no Indos-
«tão,
Malabar,
Bengala,
Malaca,
China
e
«resto
da
Asia-?
E
vem
ainda
consignado
no
mesmo
relatorio
um
facto,
que não
é
para
pas
sar
desapercebido:
«Cumpre
lambem ad-
«vertir
(diz elle)
que
os
francezes. ten-
«do
extinguido
todas
as
corporações
reli-
«giosas,
só
deixaram
o
seminário
das
mis-
«sôes
extrangeiras
e
os
Lazaristas,
ou
«Congregação
das missões,
tanto
no
Le-
«vante,
como
na China,
continuando
cada
«um
nos
seus
vicariatos»
Se o relatorio
fosse
escripto
alguns
annos mais tarde,
poderia dizer
muito
mais
com referencia
ao
incremento, que
na
França
teem
tido
os
institutos
religio
sos
destinados
á
propagação
do
Evange
lho
nos
paizes
remotos.
A
maioria
d
’
a-
quella
nação,
onde
nós
vamos buscar
mo
delos
para
tanta
cousa, parece
que
não
está
convencida
de
que as
missões
dos
frades
sejam
um
obstáculo
á
civilisação.
E’
pois
realmente
para
lastimar
que
um
cego
preconceito
colloque
um
homem
tão
lido,
como o
snr.
Andrade
Corvo,
[em
opposição com
os
testimnnhos,
que
I
nos
offerece
a
historia
de
uns
poucos
de
[séculos,
a
favor
da
inquestionável
supe-
[rioridade
das
ordens
religiosas
no impor
tantíssimo mister
de
evangelisar
entre
os
infiéis.
As missões ultramarinas.
Por
mais
de
uma
vez
se
tem
alludido
este
anno,
em
ambas
as
casas
do
parla-’
mento,
ao
péssimo
estado
religioso
das
nossas
províncias
ultramarinas.
Fallou
ullimamente
sobre
este
mo
mentoso assumpto,
na
camara
dos
depu
tados,
o
snr.
Pires
de
Lima,
vigário
ge
ral
de
Aveiro;
o
qual, depois de lamen
tar
o
despreso,
com
que
são
tratadas
em
Portugal
as
cousas
ecclesiasticas,
mostrou
que
esse
despreso
se
accenluava
ainda
mais
com
referencia
ás nossas
possessões
do
ultramar, onde
não
só
não
ha
padres,
mas
também
não
existem
seminários,
dei
xando se
ficar
os
templos ao abandono
e
cahindo em
ruinas!
Sustentou
o
snr.
Pires
de Lima
—
e
ninguém
ousou
cootestar-lh
’o—que
o
sen
timento
religioso
é
condição
de
que
não
póde
prescindir
se
n
’
uma
boa
colonisação,
e
que
sem
elle
não
póde
realisar-se
a
civilisação
africana,
como se
não realisára
a
civilisação
da
Europa.
Chamou
pois
para
este
objecto
a
attenção
do
governo,
instando
o
a
que
manda padres
para
alem-
mar,
fazendo-os educar
em
seminários
convenientemenle
montados
para
este
fim,
creando
lambem
seminários
nas nossas
possessões, especiaimenle
na
África,
onde
se
preparem
missionários
indigenas,
levan
tando
os
templos,
que por
lá
jazem
se-
mi-derruidos,
e
construindo-os
novos
onde
nem
em ruinas existem.
Respondeu
ao
snr.
vigário geral
de
Aveiro,
por
parle
do
governo,
o
minis
tro
Andrade
Corvo.
A
sua
resposta
re
sume-a um atilado
correspondente
de
uma
folha do
Porto
nos
seguintes termos:
«Pou
co
mais
fez
o snr.
Corvo
do
que
con
cordar
com
o
que o snr.
Pires
de Li
ma
havia
diclo
—
verdades
e
necessidades,
que
são
reconhecidas.
Partindo porém
da
hypolhese de
que
o
snr.
Pires
de
Lima
havia
pedido
ordens
religiosas pira o
ul
tramar,
protestou que
tal
não
queria,
porque os
frades
eram
impedimento á
ci
vilisação
(!!!)
e
porque
na
índia
ainda
estavam
na
memória
de todos os
horro
res
da
inquisição
de
Gôa
(!!!!,*.
Odio
velho
não
cança!,.. E
só
um odio
inveterado
e
cego
podia
trazer
aos lábios
de
um
homem,
aliás
instruído
e
intelli-
Sua exc.
a
descobriu
porém
uma
nova<
especie
de
missionários,
que
julga
a
mais
competente
para
civilisar
a
África.
São
os
missionários
liberaes!!
E
pelos
excellentes
fructos,
que em
matéria
de
religião tem produzido
em
Portugal
a
missão
liberal,
é
licito
con-
jecturar
o que
ella
fará
lambem nas
ter
ras
de
ultramar!
A
ditficuldade
toda está
porém
em
converter
n
’
um
verdadeiro
missionário
do
Evangelho
de
Jesus
Christo
o
padre
edu
cado
segundo
as
maximas
do
evangelho
revolucionário
ou
liberal.
Com
este
tro
peço
é
que
talvez
não
contasse
o snr.
ministro
ao acenar-nos
com
o
seu
exqui-
silo
programma
para
as missões
ultra
marinas.
Não
conclua
sua
exc.
a
do
facto
de
encontrar nas secretarias
de
estado
um
numeroso
cortejo
de padres
liberaes
re
querendo
canonicatos
e
abbadias,
e
alie-
gando
para
este fim
longos
e
penosos
ser
viços
na trabalhosa
missão
de
arrebanhar
eleitores,
que
essa gente
está
igualmente
disposta
a servir
a
religião
e
o
estado
indo
levar
a
luz
da
Fé
ás
remotas
e
inhospitas
regiões
da
África
e
da
Asia.
O
caso
muda
muito
de
tigura.
Se
se
trata
de Te-Deums
e
de
exequias
com si
gnificação
mais política
do
que
religiosa,
de
orações
fúnebres
ou gralulatorias, em
que interessam
mais
os
partidos do
que
a
verdadeira
piedade,
não
faltam
de cer
to padres liberaes,
que ponham
a sua
garganta
e
os
seus
pulmões
ao serviço
de
quem
póde
distribuir
com
mão larga
as
honras
e
o proveito.
Mas
além,
na
África
e
na
China,
ha
a
seita
e
o
pau
tostado
do
preto,
ha
a
espada do
mandarim,
ha
a
fome, a sêde,
o mato,
as
féras,
os
trabalhos,
a
prizão
e
o
martyrio.
E
com esta
terrível
pers-
pectiva só
póde
arrostar
o
verdadeiro
apostolo
de
Jesus
Christo;
aquelle
que,
completamente
desprendido
de todo
o
sentimento
egoista,
sacrifica
tudo
á
su
blime loucura da
Cruz,
á
paixão
ardente
de
salvar
a
humanidade.
Isto
não
diremos
que
o
faz
só
o
frade;
mas
é
sem
duvida
o
frade
o
mais
apto
para
fazei
o.
Quanto
ao missionário liberal
...........
quer-nos
parecer
que
será
mais
uma
uto
pia
d
’
enlre
tantas
com
que
nos
teem
il-
ludido
os
senhores
ministros
lambem li
bei
aes
1
E
as
missõ s
do
ultramar
hão-de
con
linuar
no
mesmo estado de
prosperidade,
em
que
se
acham
actualmente.
Creiam-
no.
A
experiencia
de
muitos
annos habi
lita-nos
a
podermos
asseverar
que
não
se
rão
os
governos
libetaes
que promoverão
efficazmente
a
propagação da Fé
nos
nos
sos
domínios ultramarinos, elles,
que
em
pregam
lodos
os
meios para
acabar
com
ella
no
proprio
continente
do
reino.
D.
M.
S.
CIIROMCA
ESTRANGEIRA
Sobre
a
visita
do
Heroe
dos
dois
milhões
a
Roma encontramos
n
’
um
diário
liberal os seguintes
edificantes paragra-
phos:
«Muitas
foram
as versões
que
corre
ram
sobre
o verdadeiro
motivo que
levou
Garibaldi
a
Roma,
i allou-se em negocios
de
familia, na regularisação
dos
assenta
mentos
de nascimento de
seus
filhos,
e
até
n
’
uma
missão
importante
que
lhe'ti
nha
sido
confiada
no
dominio
da
política
interna
e
externa.
Mas
nada
d
’
isto
é
exa-
cto,
segundo allirma a «Discussione»
de
Nápoles,
cujas
declarações
ninguém
ousou
desmentir
até
agora.
No
entender
d’
esta
folha
a
ida
de
Garibaldi
a
Roma
teve
por
tim
o paga
mento
de
letras que elle
linha
no
valor
de
duzentos
e quinze
contos
de reis!
Os
credores
eram
banqueiros inglezes,
que
o
ameaçavam
com
protestar-lhe
as
letras.
As
casas
bancarias
italianas
não lhe
fiavam
um
ceitil.
tVestas
condições,
o
heroe
dos
Dois
Mundos
(sic)
entendeu
que
o
governo é
que
lhe
devia
pagar
as
dividas
Para
esse
fim
entrou
ein
negociações
com
elle;
mas
como
o
snr.
Depretis
não
se commovia,
appellou
para os
grandes
meios.
Provo
cou a
formação'
da
famosa
liga
democrá
tica,
começou
a agitar
a
nação
a
favor
das
províncias
sob
o
dominio da
Áustria,
espalhou
manifestos
em
grande profusão,
etc.,
etc.
Mas,
apezar
d
’
islo
o
snr.
De
pretis
manteve
se
inabalavel, até
que
as
notas
diplomáticas
austríacas
começaram
a
tornar-se
inquietadoras.
Foi
então
que
o
presidente
do conselho
julgou
mais
pru
dente
ceder,
e pagou
os duzentos
e
quinze
contos
de
reis.
Garibaldi
que
em
quanto
duraram
as
negociações
ílucluava
entre
o republicanis
mo
e
a
realeza,
assim
que se viu
ser
vido,
não
occultou
a
sua
affeição a
casa
0
CAPITÃO
A5Í&2L0
ROMANCE
OÃIGiníAI.
POR
J.
B. da Silva Bamos.
OFFERECIDO
E DEDICADO
a
’
EXC.ma SNlt.a
D. Aníonia Auffiisla T. de
Vascoucellos,
o
DA
CA8A l)B MàRBODi, EM CELORfCO DE BASTO.
VIII
Christovão banhado
em
lagrimas,
e
com
a
mandíbula
inferior
em
convulsão,
augmentava
o
espanto
e a
commoção
de
Angelo,
dizendo:
—
Bemdito
sejaes,
meu
Deus!
E
apertando a
cabeça
d
’Angelo
com
o
bra-
jo
direito
contra
o
seu
peito,
continuou:
--Que
felicidade!
Sim,
tu
és
o
nosso
que
rido
Álvaro
que
havíamos
chorado,
e
crido
afo
gado
no
Douro
em
1809!...
Depois,
deixando
a
cabeça
de
Angelo,
e
le
vantando
a
mão
ao
ceo,
exclamou
como
o
ve
lho
Simeão,
mas
com
os
olhos
afogados
em
pranto:
.
—
Agora,
ó
meu
Deus,
podeis
chamar-me
a
vós,
porque
meus
olhos
viram
o
filho
que
tanto
amava.
Maria
Chrislina,
aperlava-o
no
maior
tran
sporte
d
’alegria, e não se
saciava
de
lhe
cha
mar
—
meu
querido
primo!
Finalmente,
teve
Angelo
de
passar
pelos
bra
ços
do
conego,
e
dos
paes
de
D.
Maria
Chris-
íina,
mas
em
tal
estado
de
commoção
que
quasi
não
tinha
consciência
do
que
se
passava;
e os
parentes
se
congratulavam
uns
com os
outros,
com
transportes
de
enthusiasmo,
por
tão
feliz
como
inesperado
acontecimento.
Os
creados
correram
á
sala,
altrahidos
pe
las
exclamações
ruidosas d
’
estas
famílias
feli
zes;
e
o
proprio
Francisco,
desconfiando talvez
d'aíguma
traição
contra
seu
amo,
entrou
na
sala
d
’
espada
em
punho e
ar
marcial
dizendo:
—Que
é
isto?...
que
é
isto?...
Domingos,
chorando
djalegria,
abraçou
tam
bém
o
capitão,
e
lhe
disse:
—Meu
fidalgo,
nunca
me
enganou
a
sua
phy-
sionomia...
Tpnto
faz
olhar
para
v.
s.a
como
pa
ra
o
snr.
Christovão quando
era
coronel.
Aqui
me
tem
ás suas
ordens;
achará
em
mim
um
creado
fiel,
como
o
tenho
sido
ha
mais
de
trinta
annos
de
seus
illustres
paes.
Depois,
voltando-se
para
1).
Antonia,
lhe
disse:
—Então, minha senhora,
que
lhe
disse
eu?...
adivinhei
ou
não?...
—
Mas
não
fallaste
verdade,
quando
me
dis
seste
que
tinhas visto
cair
o
menino
e
mais
a
ama
ao
Douro.
—
Nem
eu
então
sabia
o
que dizia, porque
vinha
horrorisado
do
que
tinha
visto,
e,
de
mais
a
mais,
com
uma
cutilada em
um
braço.
Angelo,
como
que
acordado
de
um
sonho,
cae
de
joelhos,
e
com
o
rosto
radiante
de
ale
gria
e
os
olhos
lavados
em
lagrimas,
excla
mou:
—
Primeiro
a
Vós,
Deus
Omnipotente
e bom,
Pae
de
misericórdia
e
amor,
rendo
com
pro
funda
humildade,
as
maiores
acções
de
graças,
por
me
restituirdes um
pae
e
uma
mãe
que
rida;
por
me
trazerdes
com
Vossa
mão
Omni
potente
ao
seio
da
minha
própria
familia! Bem
dito
sejaes,
Senhor.
Depois,
levantando-se,
se
entregou
aos
maio
res
transportes
d
’
alegria,
de
que
é
capaz
um
homem
virtuoso,
quando
encontra
o
auctor
de
seus
dias,
que
nunca
conhecera.
Passado
o
enthusiasmo do
momento,
escre-
creveu
ao
commandante
para que
a
licença
lhe
fosse
ampliada com
mais
quinze
dias;
mo
tivando
o
seu
pedido, no
successo
feliz,
que
acabava
de
ter
logar.
Escreveu
ainda
uma
outra
carta
a
sua
mãe
Joanna,
a
quem
pedia
para
que
immediaía-
menle
se
apresentasse
alli
com
todos
os
olije-
clos,
que llre
linha
encontrado,
quando
o
sal
vou
da
morte
no
dia
da
entrada
dos
france
zes
no
Porto.
Francisco apresentou-se
immediatamente
para
levar
as
cartas,
e
acompanhar
a
snr.*
Joanna.
Este
fado
jubiloso
espalhou-se
com
tal
ra
pidez
que
em
poucas horas
se
soube
em
uma
area
de
mais
de
Ires
léguas.
Os
perseguidores
d’
esta
familia,
que.
con
tavam
em
empolgar-lhe
os
bens,
desapparece-
ram
todos,
ou,
pelo
menos,
deixaram
de
pen--
sar
em imaginarias
indemnisações.
(
Conlinúa).
de
Saboya,
respondendo
ao general
Turr
que
nós,
«s
republicanos,
somos
os
me
lhores
amigos
de
Humberto.
A
paz
está,
pois,
firmada
entre
o
go
verno
e
o solitário
de
Caprera,
que
é
de
esperar
que
não
torne
a
romper
as
hos
tilidades
em
quanto
não
consumir
a
ulti
ma
indemnização
de
guerra».
—
Segundo
a
Posl,
de
Berlim,
no
pro
ximo
verão
veriíicar-se-ha
em Londres
um
•
grande
congresso
de
socialistas.
Teem si
do
convidados
os
principaes
nihilistas
da
Rússia,
como
também
muitos
demagogos
da
França,
da
Allemanha
e
da
America,
que
se
comprometieram
a
proporcionar
os
fundos
necessários
para
satisfazer
os
gastos
da
abominável reunião.
—Na
Rússia
a
situação
continua
a
mesma.
Em
Kieíf
começou
no dia
12
a
funccionar
um
conselho
de guerra,
peran
te o
qual
compareceu
grande
numero
d
’individuos,
entre
os
quaes
varias
senho
ras
d
’alta
nobresa,
indiciados
como
fazen
do
parte do movimento nihilista.
Segundo
um
telegramma
que
já
publi
camos, sabe-se
que
foram
julgados
14,
dos
quaes
dois condemnados
á morte,
dois
absolvidos,
e
os
restantes
condem
nados
a
trabalhos
forçados.
—
Na
camara belga
continua
a
dis
cussão
sobre
a
liberdade
do ensino reli
gioso.
N
’
esle
negocio
os
calholicos
bel
gas
não
cedem
o
passo
aos
francezes.
E’
provável
que
os
seus
adversários os
vençam
pelo
numero,
mas
não na
opi
nião,
tanto
o
seu
odio
contra
a
Egreja
ressumbra
das
suas
palavras
como
dos
seus
projectos. A
vicloria
do
liberalismo
na
Bélgica
será
ao
mesmo
tempo
a sua
queda,
porque
elle
não
mais
poderá
oc-
cultar que
só
se
estriba
na
franc-maço-
naria
e
só
viza á
destruição
do
calholicis-
mo.
que
é
a
religião
da
immensa
maio
ria
do
paiz.
Falleceu
no
dia
19
o
.snr.
Auspach,
burgo-mestre
de
Bruxellas,
e
um dos
co-
ripbeus do
partido
liberal belga.
—O
movimento
catholico
na Suissa
também
não
é
de molde a entristecer-
nos,
comquanto não
sejam
lotalmente
sa-
tisfactorias
as noticias
que
d’alli
nos veem.
Temos
sob
os
olhos
uma
correspon
dência
de
Friburgo
para
um
excellente
periodico
estrangeiro,
na
qual
se
registram
novas
viclorias
eleiloraes
alcançadas
pe
los
calholicos
em
vários
cantões,
e
se
referem
oulras
noticias
altamente
conso
ladoras.
O
mesmo
correspondente
porém
assi-
gnala
com magoa
um
facto
de
todo
pon
to
lamentável.
Alludimos
a
um
começo
de
scisão
no
campo dos
calholicos
em
al
guns
cantões.
«O
perigo,
diz
o
corres
pondente,
vem
dos conservadores,
soi-di-
sanl
moderados,
que
não
duvidaram
con-
summar
uma
alliança
lybrida
com
os ra-
dicaes».
Eis
o
que
são os
taes
calholicos
accomodaticios.
Lá,
como
cá,
como
em
toda
a
parte,
são
mais
para
recear
do
que
os
que
francamente
se
mostram
ad
versários
da
Egreja
de
Jesus
Christo. E
’
o
que
sempre
lemos
dicto,
com
pleníssi
ma
e
ininterrupta
confirmação
dos
factos.
E
ainda haverá
ingénuos
que
os
não
co
nheçam?
Depois
de
narrar
alguns
factos,
o
correspondente
conclue
dizendo
que
a
responsabilidade
d
’
elles
cáe
em
cheio
so
bre
os
conservadores
moderados
que
«traí
ram
a
sua
causa,
e
passaram
ao
inimi
go no
momento do
combate»,
—
Confirmam-se
as
novas pacificas
do
Afghanistan:
Yakoub-Khan
acceitou
ascon-
dicções
inglezas,
que
publicamos
em
a
nossa
ultima
revista.
—
Dizem
de
Constantinopla
que
um
iradé
imperial
acaba
de
sanccionar
o
es
tatuto
organisado
da
Roumelia
oriental
e
de
promulgar
a
nomeação
d
’
Aléko
Pachá
como
governador
geral
d
’
esta
província.
Dizem
de
Berlim
ao
Monde:
— 0
acon
tecimento
do
dia
é
a
demissão
de
M. de
Forckenbeck
de
presidente
do
reichslag.
A
commumcação
d
’esta
nova causou me
díocre
impressão
nos
deputados,
porque
era
esperada,
em
attenção
á
ruplura
que
emre
elle
e
Bismark
se
havia produzido.
0
novo
presidente,
M.
de
Leydewitz,
per
tence
ao
partido
conservador
puro,
é
um
homem
a
quem
os
calholicos
pódem
dar
seus
votos
Nunca
mexeu
no
kullwrkampf.
E
’
uma
grande
qualidade,
mesmo
para
um
conservador.
—
São
d
’
um
periodico
allemão
as
se
guintes
linhas:
«Para
destruir
a
influen
cia
que
a
Rússia
scismatica
exerce
sobre
as
povoações
gregas,
pertencentes
á
Egreja
oriental,
o
em."
10
Manning,
durante
a
sua
permanência
em
Roma,
propoz.
segundo
asseguram,
em
nome
do
governo
inglez,
estabelecer
na
Grécia
uma
missão,
afim
Lisboa, 88 de maio de
1810.
(Do
nosso
correspondente)
Pullulam todos os
dias
mais as pro
vas de prevaricação
n
’esta
terra
portugue-
za
governada
liberalmente.
Agora
estão
as
vistas
do
publico
so
bre
o que
sairá
da
syndicancia
á
alfande
ga
de Lisboa,
que
foi
oflicialmenle
de
cretada,
em virtude
de
muitas,
e
tremen
das
accusações
de
inqualificáveis
abusos
alli
commellidos.
Não
sei
se
vistes o negro
sudário
de
espertezas
genuinamente
liberaes,
que
o
He
redia
desenrolou
ha
pouco.
Só
elle
basta
para
definir
esta
epocha
de
podrissima
corrupção
moral.
Outr
’
ora
o
pinhal
da
Azambuja era
o
theatro,
por
excellencia,
dos
feitos
da
la-
droagem;
hoje,
rouba-se,
nas
casas
fis-
caes,
o
publico,
que
paga
ao
funcciona-
lismo,
para
que
sirva
a
nação,
em vez
de
lhe
metter
surrateiramente
a mão na algi
beira
sempre
impunemente.
Estou
que
haverá
muita
agua
benta.
A
liberdade
não
se
deleita
com
os sacri
fícios
do
proximo,
mas
do
proximo
lá
d
’
ella.
Entende-se
perfeitamenle
com os
amigos
do
alheio,
se
os
emplumou.
Tudo
vae bem,
meu
rico
amigo;
e
tão
bem
que não
ha
muitos
mezes
que
a
regeneração
demittiu
uma
das
auctorida-
des
de
confiança,
por
proposta
de
um
dos
governadores
civis,
e
elle
passou
um
at-
testado,
ao
pobre
demittido,
o
mais hon
roso
possivel.
0 rapaz
tinha
servido
opti-
mamente,
era
digno
de
exercer
o
cargo
etc.
etc ,
dizia
o
attestado,
por
estes,
ou
outros
termos,
mas
o
snr.
governador
exigiu
que
lançassem
ao
almargem
o seu
pro
tegido.
Sic
ilur...
0
mancebo,
de que
vos
fallei
n
’
uma
das
minhas
correspondências,
como
sup-
posto
auctor
de
um
homicídio
em
Belem,
foi
julgado
no
dia
23
do
corrente,
e
con-
demnado
a
oito mezes
de prizão.
0 reu
foi
effectivamente homicida?
Parece
que
sim,
pois o
jury
respon
deu
aífirmalivamente;
todavia
foi
condem*
nado
na
leve
pena
de
oito
mezes
de
cadeia.
0
juiz,
e
os jurados
lá
tiveram
os
seus
mo
tivos. Respeitemol-os.
Temos
mais
outra
prorogação
de
15
ou
20
dias.
Ha,
comludo,
quem
espere
que
se
encerrem as
camaras no
dia
2
de
janeiro
de
1880
á
uma
hora
da
tarde
para
o snr.
D.
Luiz
bolar
discurso
á
hora
e
um
quarto do mesmo dia, aos
paes
da
patria,
acabando
por
abrir
a
sessão
do
alludido
anno.
Voto
pela
ideia,
ainda
para
não
incommodar
os
nobres
deputados
pro
vincianos,
em
geral,
gente
illustradissima,
e
dar
ao
povo
o
alegrão
de
náais
algu
mas
centenas
de contos
de
reis
para
fóra
da algibeira, que, realmente, é
urgente
que
seja
alijada,
porque o
paiz não
póde
já
com
a
opulência,
com
que
o
tem
do
tado
o
liberalismo.
De
Madrid
dizem
que
o
projecto
do
casamento do
intruso,
com
uma
archidu-
queza
d
’
Austria,
gorou.
No
dia
25
foi
a
primeira
communhão
de
parte
dos
orphãos da
Casa
Pia.
Pré-
gou
o
prior
Garcia,
padre
liberal.
Não
vos
digo
como orou,
porque fui fumar
emquanlo
esteve
no
púlpito.
A escolha
foi
própria
dos
festeiros.
São todos
ejusdem
furfuris.
No
claus
tro,
no
sumptuoso
claustro
do
convento,
locou
a
banda
de
infanteria
1,
emquan
lo
os
rapazes
jantaram,
e
ainda
depois,
e
á
tarde.
0
referido
estabelecimento
foi
visitado
por
extraordinário
numero
de
cu
riosos.
Verificou-se
a
eleição
de
dous
mem
de
obter
a
união
de
Roma. Permittir-se-
ha
aos
calholicos
gregos
que
adherirem
á
união o
conservarem
o
rito
oriental.
A
Inglaterra
estabeleceria
dois
grandes
seminários
á
sua custa:
um
em
Constan
tinopla,
outro
em
Athenas».
Um
outro
periodico
assegura
que
S.
Santidade
e
a
Congregação
da
Propagan
da
acceitaram
com
prazer
a
proposta,
esperando
da
energia do
cardeal
Mannirxg
que
a
tornará
em
breve
e
facilmente
rea
lidade.
—
A
embaixada
ottomana
em
Paris
communicou o seguinte despacho
de
Pe
ra, em
22
—
Um
telegramma
do
commandan-
te
militar
de
Larina
dá noticia de que
n’
uma
floresta
do
districlo
de
Trikola,
um
des
tacamento
turco
caiu n
’uma
emboscada
de
bandido,
gregos,
sendo
mortos
14
sol
dados
e despedaçados
os seus
cadaveres
cujos
fragmentos
foram
suspensos
nos
ra
mos
das
arvores.
bros
da Junta do
Credito.
Foi
muito
dis
putada.
0
numero
de eleitores foi incal
culável.
A
posta
não
é
de
desprezar;
e
o
tempo
vae
para
quem
mais
pilha.
Em
breves
dias,
diz-se,
teremos
aqui
o
herdeiro
presumplivo
da
Áustria,
o ar-
chiduque
Rodolpho.
E
’
possivel
que
le-
nhaes
lambem
a
visita
de
s.
a.
imperial,
pois assevera-se que
irá
á
bella
provincia
do
Minho.
A
snr.
a
D.
Maria
Pia percorreu,
em
carro
descoberto,
algumas
das principaes
ruas
de
Lisboa,
mas não
despertou
os
júbilos
públicos,
a
despeito
da tão
apre
goada
popularidade
da
dynastia.
Se
fôra
uma
realidade,
como
se
absteriam
os
transeun
tes.
e
os
moradores
dos sitios,
por
onde
passou
a
esposa
do
chefe
do
Estado,
de
manifestar
ruidosamente
o
prazer
de
ve
rem,
pela
primeira
vez,
depois
da
sua
doença,
a nobre
princeza
de Saboya?
Quando
o
Snr.
D Miguel
I
apparecia
em
qualquer
bairro
d
’esta
cidade,
o
povo
acercava-se
logo
do
Soberano,
manifestan
do,
por
mil
modos,
as
alegrias, que
lhe
iam
n
’alma,
vendo
aquelle
augusto
Prín
cipe
portuguez.
Hoje
a
população da
capi
tal
sauda
a
dynastia
com
as
demonstra
ções
da
mais
fria
indiíferença,
sendo
in-
numeros até
os
que
nem
o chapéu
tiram,
quando
ella
passa,
o
que
não
louvo, de
certo.
Mas
que póde
ella
temer
em
vista
da
solemne
declaração
do
nosso
Antonio Ma
ria,
em
pleno
parlamento?
Nada
mais,
e
nada
menos
de 50
mil
homens,
e duzen
tas
boccas
de
fogo,
do
melhor
systeina
porá
s.
ex.
a
em campo
emquanlo
o
demo
esfrega
um
olho!
O
que
elle,
p> rém,
não
disse
é
que
seriam
50
mil soldados,
que
se
não improvisam
certamente,
com
a
presteza
com
que
s.
ex.
a
cria
pavoro
sas.
Muito
Palafox
come
o
pão
nosso
de
cada
dia!
Quando
este
povo
dorminhoco
desper
tar,
quantos
dos
50
mil,
que
o
snr. Fon
tes
lem
agora
de
teserva,
lhe
irão
ao
bota
fóra,
se
s.
ex.
a
voluntariamente
sahir
do
paiz?
Quem
viver,
verá.
Deus
permitta
que
seja um dos curio
sos
o
Vosso correspondente
A.
SECÇÃO
COMMERCIAL
As
gréves
em França—
Tarifas
aduaneiras
alteradas
em
favor
da
industria
—
Os
nossos
vinhos
depreciados
pôr
um
jornal
inglez
—
Lei
do
sello
—
Exportação
de
gado.
As
gréves nos
centros
manufacturei-
ros
vão
auginentando
de
dia
para
dia,
preoccupando
os
ânimos
e
inquietando
os
governos
em
toda
a Europa.
Em
Saint-Quintin
estavam
em
gréve
no
meado
do
corrente
mez
mais
de
4:900
operários,
e
em
Lyon
augmenlava
o
nu
mero
d’
esles.
As
consequências
desastrosas
das
gré
ves,
estas
manifestações
assopradas
pela
Internacional
para
levar
a desordem
ao
seio
das
nações,
mais compromette os
interesses
industriaes
e
affecta
vivamenie
o
commercio.
E
’
geral
o
desanimo.
Na
America
de
clarada
a
guerra,
e
já
começada,
do
Chili
com
a
Bolívia
e
Perú;
na
Emopa
um
vulcão
que
ameaça
incendial-a;
umas
na
ções
com
a
guerra
civil, outras
com
suas
antagonistas.
O
capital
retrahe-se por
toda
a
parte,
causando
sérios
embaraços
á
industria
e
ao commercio;
trata-se
de
tocar
nas
pau
tas
aduaneiras
a
contento
da
industria,
e
desconlenio
do
commercio;
mas
a
França
principalmente
atravessa
uma
crise
me
donha.
O
operário,
a
quem
vão
diminuindo
o
salario,
debale-se
com
a
fome; a
gréve
augnienta-lh’
a;
a
Internacional
não
tardará
a
conduzil-o
ao crime
com suas
deprava
das
doutrinas,
e
leremos
talvez
em
breve
de
lamentar
scenas iguaes
ás
de
1871.
Assim
como
a
França,
a
Allemanha
vae
alterando as tarifas
aduaneiras
afim
de proteger a industria
nacional,
e
o
prín
cipe
de
Bismark
trabalha
activamente
para
que o
parlamento
adople
as
medidas
que
chama
salvadoras
da
industria nacional.
A
Hespanha
que
tem
por habito
limi
tar-se
á sua
industria,
e embaraçar
a
en
trada
de
manufacturas
estrangeiras,
essa
mesma
nação
que
nada
sympaihisa
com
a liberdade
de commercio
”
,
essa
mesma
suscita
hoje
mais
que
nunca
as
ideias
proteccionistas
de
que
a
Inglaterra
sem
pre
se lem
queixado.
O jornal
inglez
«Wine
Trade
Revieux»
publicou
em
abril
passado
alguns
artigos
bastante
olfensivos
ao
credito
de
nossos
vinhos,
accusando
o
correspondente
do
«Times»
que
ha tempos
esteve
em
Lisboa
e no
Porto, e
que
exaltou
a
superioridade
dos
nossos
vinhos sobre
os
francezes.
Os vinhos francezes
e
hespanhoes,
pela
sua
barateza
estão
sendo
procurados
pela
Inglaterra.
Os
nossos
vinhos
não
podem
attingir
aquella
barateza,
salvo
quando sejam
adul
terados
com
certos ingredientes,
como
fazem
os
hespanhoes para
os
seus
vinhos
resistirem
á
viagem
de
exportação.
Os
francezes
servem-se dos
nossos
vi-
nhos
para
preparar
os
seus,
e
um
jornal
do
Porto
aconselha que
nos
sirvamos
dos
d
’elles
para
preparar
os
nossos.
Não
somos
da
mesma
opinião,
pois
julgamos
que o
credito
dos
nossos
vinhos
depende
da
sua
força
alcoolica
natural,
e
não
de
alterações,
que
os podem
de
preciar.
A
respeito
da
lei do
sello
e
da
má
interpretação
da
mesma,
diremos
que
já
foi
apprOVada
pela
camara
dos
deputados
a
proposta
apresentada
pelo snr.
Alves
Passos.
O
paiz muito deve
ao
illustre
deputa
do.,
pois
foi
elle
quem
muito
se
empenhou,
até
com a própria
opposição,
para
que
este
projecto
passasse
sem
discussão,
co
mo
effectivamente
passou.
A
proposta
apresentada
pelo
illustre
deputado
veio
evitar
gravíssimos
prejuízos,
pois
eram exorbitantes
as
multas
exigidas
aos
que
deixaram
de
sellar
os
livros,
lendo
agora
só que pagar mais
50
p. c.
sobre
o
importe
correspondente
ao sello
dos
livros. Finalmenle, o snr.
Alves
Pas
sos,
auxiliado
pelo
snr.
Jeronymo
Pimen-
lel,
conquistaram
o que
o
paiz
muito
apetecia,
pois
eram
gravíssimos
os
pre
juízos
a soffrer
pela
falta
de cumprimento
da lei.
Tem
sido
diminuta
a
exportação
de
gado
no
mez
de
maio.
Isto
aggrava
nm
tanto
os
interesses
da
agricultura.
Comludo
esta
vè
a
perspe-
ctiva
de
um
anno
prospero,
principalmente
na
provincia
do
Minho,
que
promette um
bom
anno de
vinho
e
de
pão.
O gado
vaccum
soffreu
alguma
baixa.
ÒZITILMi
KOTICI
A
—
SE
GUNDO
UM
TELEGRAMMA
QUE
VAE
NAS
ULTIMAS
NOTICIAS,
O
MINISTÉRIO
PRESIDIDO
PELO
SNR.
FONTES
PEDIU
A
DEMISSzÃO.
Chroniea re!ã{ji®aa.—
Hoje:
—Con
clusão
do
Mez
de
Maria.
Começa
no
Bom
Jesus
do Monte o
Tnduo,
com
Exposição
do
SS.,
da
festa do
Espirito
Santo.
ATnanhà:
Na Sé,
Pontifical.
No
Po-
pulo
Bênção
Papal.
Procissão
do
Rosário
na
Sé.
Começam
os
exercícios
do
mez
’
consagrado
ao
Santíssimo
Coração
de
Je
sus.
Exposição
do Santíssimo
no
Salva
dor.
Conlinúa
o
Triduo
no Bom
Jesus
do
Monte.
Trezena
—
Começa
amanhã
na sua
capella
na
Praça
Municipal, a
trezena
de
Santo
Antonio.
Audienctaa geraes. —
Foram
julga
dos
no
tribunal
judicial
d
’esta
cidade,
os
reu.s
José
Ribeiro
e Domingos
Pereira
No
bre,
da
freguezia
de S.
Pedro
de
Mere-
lirn,
accusados do
crime
de
ferimentos:
absolvidos.
Longevidade. —
Em Cabeceiras
de
Basto
tinou-se
José
Antonio
de
Carvalho
Basto,
contando
112
annos
de
edade.
No
tempo da
guerra
peninsular
já
era
casado
e
tinha
2
filhos.
Sarsetuario
da SSom Jesus do
XSonte.
—
A
Meza
administradora
de
san-
ctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
resolveu
mandar
limpar
toda
a
obra
de pedra
de
aquelle
monumento
notabilíssimo.
—
Ha
dias
foram
inaugurados
na
sa-
christia do
templo
os
retratos dos
seguintes
bemfeitores
do
mesmo
sanctuario:
snrs.
Ma
noel
Lupes
Martins
e
João
Fernandes
Braga, e
os
de
João
Ferro
de Lima,
e
Fortunato
Ribeiro
xMachado
Guimarães, já
fallecidos.
Víul»«s
f.oJ
hí
ílca«!«H.
—
Por
inicia
tiva
d’um
digno
procurador
á
Junta
ge
ral
do
districlo,
esta
Junta
enviou
ao
go
verno
uma
representação
pedindo
prom-
las
providencias
contra
a
escandalosa e
criminosissiraa
falsificação
dos
vinhos.
E
uma
resolução
muito louvável.
Ao
exe.m'1
eoinmisgarJo «le po
licia.—
Vamos
relatar
um
facto, sobre
o
qual chamamos a
attenção
do
digníssimo
commissario
de
policia,
por
se
ter
dado,
segunJo
nos
asseveram,
em
occasião
em
q
lie
s.
exc.
a
se
achava
ausente d’
esta
cidade.
Ha
dias
veio
hospedar-se
no
Hotel
da
Porta
Nova
uma
pobre
rapariga,
que
di-
sia
seguir
para
Salamonde, terra da
sua
naturalidade.
No
dia seguinte
apresentou-
se
no
mesmo
hotel
um
indivíduo,
que
perguntou
pela
alludida
rapariga,
a
quem
pretendia
fallar.
Como elle
desse
preci-
samente
todos
os
signaes,
o
proprietário
do
hotel
conduziu-o
ao
aposento
onde
ella
se.
achava,
e deixou-os
sós
quando
comprehendeu
que
os
dois
adventícios
se
conheciam
de
perto.
Pouco
depois
ouviu
aquelle
grande
altercação
e
grilos,
e
en
trando
precipitadamente viu
o recem-che-
galo
segurando fortemente
o
braço
da
rapariga e
apontando-lhe
um
rewolver
ao
peito.
O
proprietário
do
hotel
correu
para
e
||e,
arrancou-lhe
o
rewolver,
e
despe
diu-o
com
a amabilidade
que
em
tal
con-
junctura
é
indispensável.
Deslindou-se
então
o negocio.
O
tal
sugeito,
natural
de
Barcellos,
conseguiu
arrebatar
para
o
Brazil,
quan
do
ella
era
ainda
creança,
a
pobre
ra
pariga,
e
di
lá
vieram
ha
tempos com
o
appendiculo
d
’alguns
filhos.
Como, po
rém,
fosse
sempre
barbaramenle
maltra
tada,
segundo confessou
e
provou,
a
po
bre rapariga
resolveu abandonar
o
Ro-
meu
—
um
sugeitorio
de
60
annos!
—
, e
n
’
este intuito
ia
dando
ás
de Villa Diogo.
Prosigamos.
Não
obstante o ter sido
despedido
pouco
amavelmente, mas
dignissimamen-
te,
o
sugeito não
se
afastou de
junto
do
hotel,
dizendo
que
trasia
na
malla
uns
400^000
reis,
que haviam
de
ser
gastos
em
rehaver
a
sua
Dulcinea.
Começaram
então
da
parle cTelle
as
instancias,
os discursos
estirados,
as
amea
ças,
etc., etc. Da
parle
d
’
ella
recusa
for
mal:
recusa
aos
pedidos,
contestação
bem
contra-pezada
aos
discursos,
sorrisos
ge-
ladores
ás
ameaças.
Um
pratinho
para õs
moradores
do
largo
da
Porta
Nova.
Como
esta scena não podia
continuar
assim,
o
hi
nrado
dono
do
hotel
tratou
de
lhe
pôr
còbro,
do
melhor
modo
que
poude.
N’
este
entrementes
anoitece.
Ella.
ven
do
que
elle
postado
firme
a
uma
porta
do
hotel,
se
achava
um
tanto
distraído,
dá
aos
calcanhares
e
vae
metler-se
n’
uma
vicloria
que d’
ante-mão
havia mandado
para o campo das
Carvalheiras. N
’este
momento
snrge
o
Romeu,
que
se
agarra
desesperadamenle
ao
estribo
da
vicloria,
e
começa
n
’
uma
lai
gritaria d
’
ensurdecer.
Não
obslanle
o
grandíssimo
chinfrim, que
se
prolongou
até
ao largo
da
Sé,
ella
poude
escapar-se-lhe.
Mais
tarde,
madean-
te
umas
corôasitas
sempre
foi
gazufilada,
e
eis
que
os
dois
lá
marcham
para
o
commissariado,
onde
pernoitaram,
e
onde
ella
permaneceu todo
o
seguinte
dia
até
á
manhã
do
outro
dia,
em
que á
força
a
despacharam
para
Lisboa.
Chegamos
ao
ponto.
Calando
outras
peripécias
de que
es
tamos
sufficientemente
informados,
per
guntaremos:
Em
que
lei
se estribou
o
empregado
de
policia
que
figurou
princi-
palmenle
n
’
esle
negocio,
para
forçar a
rapariga
a
acompanhar
esse
homem
a
que
lemos
alludido?
Porque
motivo
foi
ella
reli
la
no
commissariado,
e
bem
vigiada,
e acompanhada
pelo
mesmo
empregado
policial
até
ao
comboio,
e,
segundo
nos
informam,
acompanhada
no
mesmo
comboio
pelo
tal
empregado?
Que
estranho
santo
operou todos
estes
milagres?
Esperamos que
o
exc.
mo
commissario
se
informe
sobre
o
caso,
que
é
do
do
mínio
da
cidade
inteira.
Exercício.—
O
regimento
d
’
infanteria
8
teve
ante-hontem
de tarde
exercício
,e
revista
em
ordem
de marcha,
manobrando
muito
bem á
ordem
do
seu
digno
com-
mandanle.
ftiluatre
viajante. —
Diz
um
collega
<]tie
o príncipe
Rodolpho,
que por
estes
dias
se espera
em
Lisboa,
tenciona
vir
visitar
esta
cidade
e
outras
povoações
da
nossa
encantadora província
do
Minho.
Movimenta
do Hompital
de S.
Marcos
—
Doentes
existentes
em
18 de
maio:
96
homens e 128
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
fia
la:
31
homens
e
21 mulheres.
Sabiram:
23
homens
e
16
mulheres.
Falleceram:
2
homens
e
1 inulher.
Ficaram
em
tratamento
em
24
de
maio
102
homens e
132
mulheres.
aba
Franee
Nouvelle».
—
D
’
este
excellente
diário
de
Paris
transcrevemos
a
seguinte
carta
do
illustre
arcebispo
de
Aix,
ao
ministro
dos
cultos, o snr. Le
père:
«Senhor
ministro.
—
Tenho
a
honra
de
accusar
a recepção d
’
uma
carta
sem
data,
que v. exc.
a
se
serviu
escrever-me,
diri
gindo-me
uma
ampliação
d
’
um
decreto
com
data
de
16 de
maio,
que
me diz
respeito.
Este
documento
só
me
chegou
ás
mãos
48
horas
mais tarde depois
de
apparecer
publicado
no
«Official»,
e
quando
já
se
achava
affixado
com profusão
por
toda
a
cidade
d
’
Aix,
e
provavelmente
por
outras
partes. Não
posso
deixar
de
vos
confessar,
senhor
ministro,
que
é
um
facto
que
me
causou
grande
espanto.
Alé
hoje
julgava
eu,
que,
no
caso
de
condemnação,
o
con-
demnado
era
sempre
o
primeiro
que
re
cebia
a
notificação
da
sentença;
mas
agora
reconheço
que
estava
em
erro.
Devido
isso
sem
duvida
a
que
os
úni
cos
homens
com
quem
pude ter
sempre
taes
relações
eram
mandarins
chinezes
ou
japonezes.
Aceitae meus
agradecimentos
etc.
Agostinho,
Arcebispo
d
’
Aix».
Converxfte.
—
Os
periódicos
inglezes
dão
noticia
da
conversão
do
visconde
Bu-
ry,
filho e
herdeiro
do
conde
Albermale,
representante
d
’
uma
nobre
casa
dos
Pai-
zes
Baixos,
que foi para
Inglaterra
em
1688
com
Guilherme
de
Orange.
Lord
Bury
casou-se
com a
filba
de sir
Ailan
Mac
Nad,
antigo
governador
do
Canadá
e
fervente
catholico.
Grande
calamidade.—
De
Vallezim.
concelho
<le
Ceia, communicam ao
«Co-
nimbricense»,
em
data
de
21,
o
seguinte:
«Ha
72
horas
que passou
o
perigo;
e
agora mesmo,
com
as
lagrimas
que
cahem
ainda abundantes,
mal
lhe
poderei
descre
I
ver
o
terrível
aspecto
d
’esta povoação.
'
No
dia
21,
pelas
3
horas
da
tarde,
des
abou
sobre
nós
uma
medonha
trovoada,
que
por
espaço
de
Ires
quartos
de
hora
despediu
tanta
quantidade
de
pedra
do ta
manho
de
ovos
de
gallinha,
que
tomou
a
altura
de mais
d
’um
metro. Imagine
v.
os
estragos
causados
por
tempestade
tão
espantosa.
O
arvoredo
apresenta-se
despido,
como
no
inverno.
As
cearas
pisadas.
As
hortaliças
e
novidades
destruídas.
Os
ter
renos
escalavrados.
Tudo
está
aniquilado
e
completamento
perdido.—
Todos
choram
e
com
razão,
porque
temem
as
consequên
cias
de
tão
monumental
calamidade.
A
fome e a
miséria
não
se
fará
esperar:
por
isso
peço
a
v.
em
nome
d’
esta
povoação
e
da
sua
visinha
Lapa
dos Dinheiros,
(a
distancia
de
2
kilometros, que
lambem
fi
cou
arrasada),
faça
ouvir
a
sua
voz
au-
ctorisada
no
seu
interessante
periodico,
e
interceda
por
nós, junto
dos
poderes
pú
blicos,
a
fim
de
que
se
amerceicm
d
’
esta
desgraçada
povoação».
Afinador
«le pianos.—
Já
chegou
a
esta
cidade,
onde
se
demora
alé
á
pró
xima segunda-feira, o
dislincto afinador de
pianos,
do
Porto,
o
snr.
José
Julio
de
Barros.
Quem
precisar dos seus
serviços,
que
durante
a
sua
estada
offerece,
dirija-se
com
tempo
a
esta
redacção.
A’ caridade publiea.—
Recommen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso.
Pedimos
que
pelo
amor
de Deus,
se
lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
A* earidade
publiea.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece
do
peito
ha
mais de
seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada
para
ga
nhar
a
vida.
Vive
em extrema
pobreza.
Habita
no
sotão da
casa
n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo.
ULTIMAS
S®T1CI
AS
Lisboa 28—
Concedida
licença «le
60
dias
ao
snr.
Mello,
escrivão
de
Baião.
Proposta
appro;ando o
contracto
da
illuminação
a gaz
de Vianna.
Foram
transferides
os
snrs. juízes, de
Merlola,
para
Nisa; da
Fronteira
para
Re-
guengo;
«le Foscôa,
para
Ponte
da
Barca,
da
iH>a
da
Graciosa,
para
Miranda
do
Douro; de Poma
do
Sol,
para
Castello
Rodrigo;
da
Villa
da
Praia,
para
Foscôa;
da
ilha
de
Santa
Maria, para
Almeida;
da
Ilha
das
Flores,
para
a
Fronteira;
de S.
Jorge, para Melgaço; da
Povoação
para
Mertola,
de
Santa
Cruz,
para
a
Pesquei
ra;
de
Almeida,
para
Redondo;
de
Cas
tello Rodrigo,
para Baião.
Foram
nomeados
juizes,
os snrs.
dele
gados:
da Pesqueira,
para
Graciosa;
de
Guimarães,
para Santa
Maria;
de
Estre-
moz, para
S.
Jorge; de
Louzã,
para San
ta Cruz;
da
Guarda,
para
a ilha
das
Flores;
de
Ovar,
para
Penella;
de
Alco-
baça,
para
Ponta
do
Sal;
do Fundão,
pa
ra
a
Praia
da
Vicloria.
Transferidos,
os
snrs.
delegados:
de
Portalegre,
para
Estremoz;
de
Certã,
para
Portalegre;
de
Coura,
para
Louzã
Idem
30
—
Hontem
á
noite
houve
con
selho
de ministros.
O
snr.
Serpa
disse
que
não
podia
con
tinuar.
O
snr.
Fontes
respondeu
que
toma
ria
conta
da pasta
da
fazenda,
mas
os
snrs.
Corvo
e Lourenço
de
Carvalho
de
clararam
também
não
poder
continuar.
Então
loi decidido
o
governo
pedir a
demissão.
Pediu
hoje
e
foi
acceite.
Foram
chamados
os
presidentes
das
ca-
maras.
Paris
28—
A
camara
dos
deputados
propõe-se
conceder
provisoriamente
a li
berdade
ao
snr.
Blanqui
para
vir
á
bar
ra
defender
a
legalidade
da
sua
eleição.
Londres
28
—
O
snr.
Bourke
declarou
que
não
exite
divergência
entre
a
França
e
Inglaterra
relativamente
á
questão
egy
peia.
A
Italia
tem
este
anuo
um
«déficit
se-
ricicola».
Na
Italia
as
chuvas
e
as
inundações
teem
causado
prejuízos;
os rios
Tanaro
e
Bormida
sahiram
fóra
dos
seus
leitos.
Os
navios de
guerra chilenos
conti
nuam
a
destruir
os
portos
meridionaes
e
ameaçam
Iquique.
Panama
17
—
0
corpo
diplomático
em
Lima
protestou
junto
do
almápnte
chileno
contra
a
destruição
das
propriedades
neu
tras.
O
cônsul
francez
em Arequipa
tam
bém
protestou
contra
a
destruição
das
mercadorias
francezas.
As
tropas
peruanas
em Pisagua
ao
abrigo
do
edifício
do
consulado
inglez,
ati
raram
sobre
a
esquadra
chilena.
Os
chilenos
protestaram. O
consulado
está
destruído.
N’esta
lucta
houve muitos
feridos.
a
iiwt
i
'Wflr
a
p
iii
FHrririwr
BaawMBta
Bn
B
M
aeno&fCTWBMWMBMMMMaMMBM
—
i
ESCRIPTOS
DIVERSOS
do
paiz
a
mendicidade
que
o
humilha, |e
dá
aos
estrangeiros
visitantes,
a
ideia
de
vergonhosa
miséria ou do
mais
brutal
egoismo.
Seria,
sem
duvida,
gratíssimo
aos sof-
fredores
d
’
insoffriveis
impostos
o
accresci-
mo
d
’elles,
quando
o
soubessem
destina
do
á
instituição
grandiosa
de
casas
bas
tantes
para
recolhimento
dos
desgraçados
mendigos
nacionaes,
não
obstante
verem,
com
a
nobre
indignação
de
amor
pátrio,
desperdiçar,
em
proveito
d
’
um
particular,
terrenos
cuja producção
podia
coadjuvar
essas
despezas.
De
nada
serve
a ostentação
que
apre
sentamos
exteriormente,
se
ao
entrarem-
nos
em casa fica
desmentida
pelo
cará
cter
mesquinho
da
pobreza.
Por
diminutos
que
sejam
os nossos
haveres,
quando
sentimos
os
membros
bastantes
fortes
para
o
trabalho,
e
as fa
culdades
intellectuaes
dispostas
para
a
boa
administração
d
’elles,
achamos
a
facilidade
de realisar
o
quasi
milagre
d
uma
posição
vantajosa,
que
nos
garante
a
nobre
in
dependência
da
nossa
dignidade.
Fazendo do
indivíduo
ponto de
parti
da
para a
familia,
e
da
familia
para
a
nação;
creio
muito
que
nenhuma
bem
governada
póde
conter
dispersa
pelas
suas ruas
e
praças
a
mendicidade
desva-
ida.
Zulmira
E.
A.
de
Sá.
SECÇÃO
D£
COMUNICADOS
HEB.LAS
ARTES
As
Artes
não
teem
patria;
são
de
todo
o
mundo.
Em
Portugal,
desgraçadamente
os
go
vernos
olham
com
desdem
as
Bellas
ar
tes.
Sem
embargo,
entre
antigos
e
com-
temporaneos,
contamos
mais
de
200
pin
tores!
(1)
D
este grande
numero
de
artistas,
pou
cos
se
dedicaram
exclusivamente
ao
orna
to.
Hoje,
comtudo,
em
Lisboa
existem
tres ou
quatro
muito
avantajados
n
’
este
ramo.
Quando
se
dicidiu,
que
fosse
pintada
a
egreja
do Bom
Jesus do
Monte,
foram
consultados
para esta
execução
os
mais
competentes
no
assumpto.
Nem
podiam
proceder d
’
outro
modo
cavalheiros
ama
dores.
Sem
duvida,
ou
por
a
distancia,
ou
por
trabalhos que
tivessem,
escusaram-se
a
encarregar-se d
’esta
obra.
Achava-se
felizmenle
no
Porto,
ter
minando
certos
trabalhos, um
distintíssimo
pintor
d
’
ornalo,
Mr.
Lefèvre.
Consultado
este
artista
se
queria encarregar-se
da
obra,
accedeu
gostoso
ao
convite.
Andou
a
commissão
nomeada
para
este
e(feito,
como
composta
de cavalheiros
sensatos,
com acerta
lo
procedimento
to
mando
as necessárias
informações;
viu
obras
feitas,
e
certificados
do
mérito
do
artista,
elaborou
e effecluou
o
seu
con
tracto.
Este
acontecimento
causou
alegria
aos
homens
intelligenles
e
honestos.
Por
outra
parte,-
alguns
invejosos e murmu-
radores.
dando
largas
á
critica
virulenta,
promoveram
com
isso
intrigas
e suspei
tas
em relação á
capacidade
do
illustre
artista.
Mr.
Lefèvre,
como
cavalheiro
que é,
deu-nos
então
provas
de prudente
e
con-
scio
de
si.
Não
quiz
dar
principio
á
sua
obra,
sem
que
os
seus
desenhos
fossem
approvados
competentemente,
pela
Acade
mia
de
Lisboa,
no
intuito
de
se não
cui
dar
que
elle se
impunha
aos commissio-
nados.
Mais
uma
vez
se
viu
que a
ver
dade
sempre
triunfa
afinal de
tudo.
Mr.
Lefèvre,
além
d
’
isto
foi
apresen
tado
e
abonado
por
um dos
nossos
mais
distinctos
pintores,
o
snr. Resende,
di
gno
lente
da
Academia
de
Bellas
Artes
do
Porto.
Também
eu
mesmo,
cultor
da
arte,
fui ao
Porto,
para
ver
-e
poder
julgar
da
capacidade
do
referido
artista.
Na
rua
da
Restauração,
casa
do
exc.ra°
visconde
de Silva
Monteiro,
onde exilem
tres
salas
pintadas
por
Mr.
Lelèvre.
ad
mirei
a sua
intelhgencia,
sobre tudo
na
sa
la
escocesa,
que
é uma
verdadeira
joia
da
pintura!
Não
é
sóraenle
no
Porto,
Lis
boa,
mas
também
na
França
e
na
Allemanha
que
existem
muitas
obras
do
dislincto
ar
tista.
Os
incrédulos
que
ainda
duvidem dis
ponham
de
4
horas
de
viagem,
e
logo
se
Aos
meus bons amigos os
pobres
[
Contin nação]
Para
essa
massa pódem só
ter
effica-
cia
as
medidas
d
’
ura
governo
sabiamente
exemplificado e
dirigido
pelo
seu
chefe.
Se
o
Chefe d’Estado
não
prescinde
d
’
n-
ma parcella
minima,
n
’
acquisição
dos
ren
dimentos
que
o
paiz
lhe
estabelece,
em
favor
das
necessidades
do
mesmo
paiz,
que
hão
de
providenciar
os
seus
ministros,
sempre
ávidos
e
cubiçosos
das glorias
ga
rantidas pela
execução
dos
grandes,
ou
antes
ruidosos,
emprehendimentos,
cujos
despendios
exigem
o
máximo
augmento
de
fundos,
e
que
não só exgotam
no
the-
souro
publico o
fructo
de
muitos
trabalhos,
de
muitos
suores
e
de
muitas
lagrimas,
mas
que
ainda
a
sua
continuidade
fica
pendente
dos
auxilios pedidos
ás
nações
estrangeiras?
O fausto
excessivo
e
deslum
brante
sob
que
os
monarchas
sepultam
a
magestade
do
throno,
leva
os
membros
do
seu
gabinete a
colleccionar
nas
estan
tes,
replectas
de
volumes
ricos,
outros,
cuja
estupenda encadernação
não
deixa
lugar
ou cabimento
a
um
só
rico
volume.
Enchem-nas
com nada,
sobrecarregam-nas
sem
pezo. Inscrevem
alli
mil
theoremas,
pondo-se
sempre de
parte
os axiomas.
Tudo são
problemas
a
resolver
e
ne
nhum
para
demonstrar.
Não
se
percebe
a
necessidade
do
luxo,
nem
se
pódem deduzir
vantagens
da
sua
existência;
mas como
no
cataclysrao
das
ideias,
a
ostentação
substitue
a
grandeza,
carecera
d
’augmento
os
ordenados
avulta
dos.
embora
seja
mister,
para
isso,
em
pregar
o
monopolio
de
lodos
os direitos.
Os
homens
que
lembram
emprezas
de
muito
barulho,
ou
mesmo
sem
lembra
rem
coisa
alguma,
querem
donativos,
não
para
recompensa
do
seu mérito,
mas
para
satisfazer
a
sua
desmentida
ambição.
Hi
condecorações
a
distribuir, favore
cidos
a
chamar,
melhoramentos
inúteis a
fazer,
propostas
a
discutir,
caprichos
a
sustentar,
e
no
meio
d
’
um
aparatoso
in
fluxo
de
coisas, esquece-se
a
necessidade
extrema
d
’
asylos,
que retirem
das
ruas
(1)
Diccionario
Artístico
histórico
di
Portugal,
pelo
conde
A.
Raczynoki.
convencerão. A
calurania
eslribava-se
enU
não
ser portuguez
o
dislinèlo
artista.
Fica
já
dito
que
as Bellas
Artes não
teem
patria.
E, demais,
Mr.
Lefèvre
tem
tres fi
lhos
nascidos
em
Portugal,
e
que
rece
bem
educação
n
’oste
nosso
paiz,
de
mes
tres
que
são
porleguezes.
Nas exposições
universaes,
quando
se
trata
de
piemiar
o
mérito,
não
se
per
gunta
ao
premiado
se
elle
é
judeu,
ou
turco.
Eu,
filho
de
Braga, estudei muitos
an
nos
em
França,
na
terra
classica
das
ar
tes
e
sciencias:
duas
medalhas
de
honar
me
foram
adjudicadas
pelos meus
trabalhos
de
gravura
e
pintura.
Deixe,
pois, a
critica
injusta
em
paz,
até
para
honra de
Portugal
a
Mr.
Lefè
vre;
elle
nos
«fará
mais
do
que
parece,
estou
seguro
d
’isso.
Vi
na
capella-mór
do
Bom
Jesus
os
seus
primeiros
traços. Direi
por
tanto
co
mo
o
snr.
Resende:
Abonamos os
traba
lhos
de
Mr.
Lefèvre.
Braga
27
de
maio
de
1879.
O
cavalheiro de
Salles.
ANNUNCIOS
NOVO
HORÁRIO.
Alexandre
José
Pereira
Calheiros,
da
Villa
do
Pico
de
Regallados,
faz
publico
que
o seu
carro que
de Braga
sae
ás
2
horas
da
tarde
para
a
referida
Villa, con-
tinúa
saindo desde
o
dia
2
de
junho
ás
3
horas
da tarde,
a
chegar
ao
Pico ás
5,
e
sae
do
Pico
ás 5
da
manhã
e
che
ga
a
Braga
ás
7;
exceptuando
nas
terças-
feiras,
que
fica
como
é
de
costume
a
sair
ás
2
da
tarde
para
a
Villa
do
Pico
de
Regallados,
e
a
sair
do
Pico
ás
4
da manhã,
e
chegar
a
Braga
ás
6.
Preços
os
do costume.
Pico
de
Regallados,
28
de
maio
de
4879.
Alexandre
José
Pereira
Calheiros.
(2434)
ARMAZÉM
PARTICULAR
DE
VINHOS DO
ALTO
DOURO
Campo
de D. Luiz
1 n.° t>
Reabriu-se
este
armazém
de
vinhos
maduros,
de
superior
qualidade,
vindos
directamente
da
casa
do
Douro do
Bacha
rel
A.
J.
da
Silva
Cerqueira,
-e
sem
re
ceio
de
fraude.
Vinho
da
novidade
do
anno
proximo
passado,
quartilho....................................... 80
Dito
da
novidade
de
187o
para
engarrafar, quartilho................................
120
Por
garrafa
...........................................
200
(2435)
Pelas
10
horas
da manhã
do dia
1
do
proximo
futuro
mez
de
junho,
á
por
ta
do tribunal
judicial
d
’
esta
cidade
e
comarca
de
Braga
que
é
silo
no
largo
de Santo Agostinho,
se
tem
de proceder
á
arrematação
e hasleação,
pela
segunda
vez,
e
por
amelade
da
louvação,
dos bens
penhorados
a Antonio José
Martins,
e
mulher,
Rosa
Maria
Rodri
ues,
do
logar
de
Viacova,
freguezia
de
S.
Miguel
de
Paredes
Seccas.
comarca d
’Amares,
e
seus
fiadores,
para pagamento
da
execução
que
por
este
juiso
e
cartorio do
escrivão
abai
xo
assignado.
lhes move
D.
Manoel
Mar
tins
Alves
Novaes,
Deão
da
Sé Primaz,
na
qualidade
de
reitor e
administrador
do
Seminário
de S. Pedro,
d
’
esta
cidade;
cujos
bens
são
os
seguintes:
Leira
do
eido
de
baixo, com
laranjal,
circuitada
sobre
si,
sita
no
logar
de
Viacova, freguezia
de
Paredes
Seccas,
comarca d’Amares,
de
na
tureza
allodial:
foi
avaliada
na
quantia
de
4480000
reis,
e entra
em
praça
por
reis
224&000.
Leira
de
cima
da
estrada,
sita
no mesmo
lugar
o
freguezia.
de
nature-I
za
allodial:
loi
avalia
ia
em
600000
reis
e entra
em
praça
por 300000
rs.
Pelo
presente
annuncio
lambem
são
citadas
todas
as pessoas incertas
e
cre
dores
desconhecidos
para
usarem
dos
seus
:
direitos
e
assistirem
aos
lermos
da
exe
cução
na
fórma
prescripta
na
lei.
Braga
24
de
maio
de 1879 e nove.
O
escrivão
Gaspar
Augusto
d'Oliveira
Faria
Bastos.
Verifiquei.
(2433)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
ÉDITOS DE 50 DIAS
Pelo
juiso
de
direito da comarca
de
Braga
e
cartorio do
escrivão Gonçalves,
correm
éditos
pelo
praso
de
trinta
dias
a contar
da
publicação do
segundo
an
nuncio,
citando
os
credores
e
legatários
incertos
e
residentes
fóra
da
mesma
co
marca,
para,
querendo,
assistirem aos
ter
mos
do
inventario
orphanologico
por fal
lecimento
de
Antonio
Francisco,
morador
que
foi
no logar
do
Padrão,
fraguezia
de
Cabreiros,
da
dita
comarca,
do
qual
é
invenlarianle
Maria
Pereira,
viuva do dito
fallecido.
Braga 23
de
maio
de
1879
O
escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
a
exaclidão.
(2432)
Adriano
Carneiro de
Sampaio.
*
CARREIRAS
DIÁRIAS
O
Santa
Marinha,
Antonio
de
Couto
&
C.
a
,
lodos
da
cidade
de
Guimarães,
fa
zem
publico,
que
abrem
as
carreiras
dia-
rias
para
Visella,
a
principiar
no
dia
1
de
junho,
a
sair
de
Visella
para Braga
ás
3
e
10
horas
da
manhã
e
uma
e
meia
da
tarde,
e
de
Braga
para
Vizella
ás
4e
5
horas
da
manhã
e 2
da
tarde.
Todo este
ser
viço
é
feito
em
direitura a
Visella,
sem
muda
de
carros
e
bagagens.
Também
principia
uma
outra
nova
car
reira
por Basto
a Chaves,
no
mesmo
dia
acima
indicado.
PREÇOS:
De
Visella
em
direitura
a
Braga 440
reis, vice-versa
o
mesmo
preço;
de
Braga
ao
Arco
10040
reis;
de
Braga
á
Trolã
10640
reis;
de
Braga
a
Villa
Pouca
20240;
de Braga a
Chaves 20840
rs.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Visella
nas
casas
dos
snrs.
Francisco da
Costa
e
Sil
va
Guimarães,
Luiz
Paulino,
e
no
correio;
em
Guimarães
na
casa
do
snr.
Ferreira
Guimarães,
e
em
Braga
na
tabacaria
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
(2426)
RANÇO COMMERCIAL DE
BRAGA
EM
LIQUIDAÇÃO
Na
incerteza
de
que
a
circular
que
abaixo
segue
chegue
ao
poder
de
todos
os
snrs.
credores
a quem acaba
de
ser
enviada,
mandamos
publical-a
n
’este
jor
nal,
para
por
este
meio se tornar conhe
cida
de todas
as
pessoas
a
quem
inte
ressar.
Illtn.
0
snr.
Tendo
um
dos
credores d’
este
Banco,
o illm.°
snr.
Lourenço
da Silva
Pereira
Magalhães,
obtido
despacho
judicial
para
este
estabelecimento
ser
intimado
para
no
praso
de
10
dias
pagar
ao
mesmo
snr.
Ma-
galhões
os
seus
créditos
por
promissórias,
ou
nomear
bens á
penhora,
e
tendo
si
do
sempre
a
norma
do
nosso
procedi
mento,
como liquidatários,
considerar igual
mente
a
todos
os
credores,
norma
nunca
até
hoje
desmentida
por
qualquer
exce-
pção que
se
tivesse
feito no
modo
de
pagar
as
promissórias
d
’esle
Banco, an-
nunciando-se
previamente
as
alterações
fei
tas
nos
preços
das
acções;
convidamos
to
dos
os
snrs.
credores
a
virem
receber
os
seus
créditos,
sendo
80
0/0
em
acções
confórme
o
rateio
que
demonstramos
na
nota
inclusa,
das
de
que
este
Banco
pó
de
dispor,
e
20
0/0 em
metal sonante.
Cremos
cumprir
o
nosso
dever
pro-
pondo nos
snrs. credores
o
pagamento
das
suas
prnmissotias
com
os
recursos
de
que
dispõe
este
estabelecimento;
mas
se
v.
s.
a
não
liquidar
os
seus
créditos,
nós não
podemos
deixar
de
entregar
a
final
a liquidação
d
’este
Banco
ao.
Tribu
nal.
Para
evitar
as
desastrosas
consequên
cias
que
d
’
este
passo terão
de
resultar,
para
isenção
da
nossa
responsabilidade,
não
podemos
proceder d
’outra
maneira,
pois
o
que t uuca
faremos
é
proceder
de
modo
a
que
credor
algum
possa
ser
pri
vilegiado, quando
todis
os
snrs.
credo
res
teem
iguaes
direitos.
Esperando
que v.
s.
a
dará
ao
conten
do
d
’
esta
circular
a
altenção
que
lhe de
ve
merecer,
subscrevemo-nos
com
toda
a
estima
De
v.
s.
‘
ml.°
att.
os
vn.rs
A
Comtnissão
liqnidalaria
do
Banco
Commercial
de
Braga
João Luiz
Pipa
Francisco
José
d
’
Araújo
Manoel
Duarte
Goja
Antonio
José
Antunes
Beis
Manoel
Antonio
da Silva
Pereira Guimarães
Albano
da
Silva.
SOTA
<Io
rateio dag
aeções qne o
Baneo
Cominereial de Braga em
liquidação
oíTerece
aos sem» cre
dores,
eom 0/0
em
moeda eor-
rente.
BATEIO
na
proporção
de
l:000$000
Do
Banco União Portugal
e
Bra-
zil
1,778
acções,
ao preço
de
600000
1060680
Do
Banco
Commercial da Ma
deira
7.285
ditas, a
550000
4000675
Do
Banco
da
Regoa
1,011
di
tas,
a
300000
30:330
Do
Banco
da
Covilhã
2,580
ditas,
a
660000
1700280
Do
Banco
de
Bragança
4,596
ditas,
a
200000
910920
Rs.
7990885
20
0/0
em
moeda
corrente
2000115
Rs.
1:0000000
ATM®
No dia
28
do
corrente,
chega
a
esta
cidade
o
distinclo
afinador
de
pianos,
do
Porto,
José
Julio
de
Barros,
com
demo
ra
de
quatro
dias.
Quem
precisar
dos
seus
serviços,
que durante
a
sua
estada
ofierece,
dirija-se
com
tempo
a
esta
re-
dacção.
(2430)
VENDE-SE
a
casa
da
rua do
An-
jo
n.° 11 e
11
A.
Quem
a
pre-
tenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V n.°
1.
(2423)
ALUGA-SE
a
casa
n.os
115
e
116,
sita
na
rua
da
Boa-Vista,
«^4»
com
commodos
para
numerosa fa
milia,
agua
potável,
e para
lavar.
Trata-
se
na
casa
n.°
113
da
mesma
rua.
(2427)
Fabrica de
papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de embrulhos
de diflerenles
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria Bracarense
»
—
27,
Bua do Souto
27
—
(2340)
ATTE.VÇÃO
Precisa-se
d
’
um indivíduo
que
queira
encarregar-se
de
fazer
varias
cobranças
dentro
e
fóra
da
cidade;
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
6
dão-se
os
esclarecimen
tos
necessários.
{2413)
Caixa penhorista Bracarense na
Travessa de
D.
Gualdim d’esta
eidade.
Continua
a
emprestar dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até ás 9 da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objeclos
empenhados
na
mesma
cqixa
com atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia
fabril
S1NGER
17—
rua de S. Vicente—It
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no anno
de
1877,
te8«:8iç
machinas
de
costura!!!
mais
«Otãoe
que
era 1876.
A
Companhia
Fabril
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
soo
reig
■emanaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias,
alfaiates, costureiras,
cliapelleiros e sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o publico que
te
nha todo o
cuidado
para
não
ser enganado com as machinas
imitações, como algumas pes
soas.
por infelicidade d’
ellas, o
tem
sido.
As
machinas legitimas
SINGER
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal da
COMPANHIA FABRIL S1NGEK
17, RUA DE S.
VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas em
todas
a
ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e
His-.
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa de
comprador
Peçam cathalogos
illustrados
cora
lista
de preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2297)
QUINZE
MINUTOS
Devoção
muito
agradavel
e
util para
ser
recitada
•
em
presença
do SS.
Sacra
mento,
e
cora
especialidade no mez
de
junho,
dedicado
ao
Santíssimo
Coração
de
Jesus.
Vende-se
no
escriptorio
da
Typogra*
phia
Lusitana, era
Braga,
na
rua
Nova
n.°
4.
Preço.
...
10
reis.
RESPONSÁVEL
—
Luiz Baptisla
(la Siha.
BRAGA,"
TYPOGRAPHIA LUSITANA
—
4879
Parte de Comércio do Minho (O)
