comerciominho_27051879_940.xml
- conteúdo
-
KS
KílEuWíi
PO^BTBCA
KC
FKOTICIOMM.
REDACTORES
—D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIREUTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
7.° ANNO
PPiEÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga, 12
mezes..................
1&600
»
6
».............. 850
Correspondências
partic.
cada
linha
íO
Ahnuncios
cada linha.
....
20
Repetição........................
10
PUBLICÁ-SE
AS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
.
, .
.
2S000
» (i »......................... 1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3§6í)0
Folha
avulso
................................
10
N.°
940
13 ZO.
A.
Cã-
A.
TERÇA-FEIRA
27
DE
MAIO DE 1879
O
veneno em
tudo
III
E
’
-nos
grato
pensar,
que
o articulista
do
«Agricultor»
não
sustentará
na
pra
tica
o
rigorismo
dos
princípios
que nutre
em
theoria.
Se
assim
não fôra,
teríamos
qne
sup-
pol-o
capaz
de
negar
uma
esmola
ao des
graçado
que
lh’
a pedisse,
unicamente
para
não
comprometler
por tal fôrma o
direi
to
de
propriedade,
que
julga excluir
to
dos
os
sentimentos
caridosos.
Assim
pois
se
o
nosso
juizo não
fôr
verdadeiro,
será
benigno
ao
menos;
e
tanto
basta
para
que
possa
servir-nos
ainda
de critério
na apreciação
dos
mo
tivos
porque
pensa
encontrar
nas
insti
tuições monásticas
os
vestígios
dos
pri
meiros fados
com
que
se
prova
que o
Chrishanismo
foi
communista.
Não
pertence
ao
articulista
a
gloria
de
ter
descoberto
n
’eslas
instituições a
origem
pratica
do
moderno
communismo.
Já
Thiers chamara
a
essa
pretendida
imitação das
comtnunidades
religiosas,
com
que
o
socialismo
intenta
acredilar-se—
um
desproposilo.
(1)
Deixando
todavia
de parte
este
inci
dente,
vejamos
se
podemos
peneirar
um
pouco
na
essencia
d'essas
instituições,
para
melhor
conhecermos
o
seu caraeter
e
natureza.
Thiers
descreveu
a
vida
monaslica,
chamando-lhe
o
suicidio
chrislão
substi
tuindo
o
suicidio
pagão de
Bruto
e
Ca-
cio.
(2)
De
feito
essas comtnunidades
que
se
(1)
De
la
proprielé.
(2)
Idem.
baseavam
na
completa
renuncia
do
mun
do,
e
em
cujas
aras
o
perseguido pelo
infortúnio sacrificava
com
todas
as
effei-
ções
mundanas
de sua
alma, todos
os
prazeres
ephemeros do
coração,
eram
co
mo
outros
tantos
tumulos,
onde
se su
miam
para
sempre
as
mais
vehementes
paixões
que
assaltam
o
homem.
N
’essas
grandes
famílias artiíiciaes
pois
a
subjeição
á regra determinava
a per
feita
uniformidade
que as
destingida.
Possuiam
em
commum,
mas
possuíam
Não
era
proprietário
o
indivíduo,
mas
era
o
a associação.
Nenhum
de
seus
membros
podia
dis
por
dos
bens
que
constituíam
o
patrimó
nio da communidade;
mas
lambem
esta
não
gozava
em absoluto
de
similhante
di
reito.
Formando
em
seu conjunclo
uma ver
dadeira entidade
moral,
viviam
no
Estado,
como
qualquer
membro
da
sociedade ci
vil.
Tinham
por
ventura
alguns
privilégios?
havia
n
’
ellas
certas isenções?
Era
o Estado
que
lh
’
as
outhorgava,
não se constituindo
senão
como
outras
tantas
dependencias
suas,
e
cobrindo-se
com
as
leis
que
d
’
elle
dimanavam.
Se no
interior
era
uma
vida em com-
nium
para
todos
os
seus
membros,
é
por
que
assim
lh
’o
determinava
a
razão
de
sua
existência,
especialíssima
por
certo
n
’aquellas instituições,
para
que
podesse
transportar-se
em
absoluto
para
o
seio
da sociedade.
Deve
além
d
’isso
notar-se.
que
a
ba
se
constitutiva
d
’essas communidades
era
a pobresa
voluntária
e
individual;
o
que
basta
por
certo
a
dar-lhes
uma
feição
própria.
Bem
póde
dizer-se
pois,
que ao
con
trario
de
serem
um vestígio
do
commu
nismo
antigo,
lhe
eram
uma
perfeita
an-
thitese,
emquanto
significavam
um
pro
testo
contra
as
paixões,
fonte
principal
d
’
onde
este
se
deriva.
A
Egreja,
apoiando
taes
instituições!
com sua organisação
especial, e acomnio-l
dada
ao
lim
que
se
propunham,
creou
outros
tantos
baluartes
de
segurança
no
seio
da
sociedade,
mas
não
consta,
que
pretendesse
erigir
nunca
em
principio
sos
ciai a
fôrma
d
’
esse
organismo.
Poderá
o
articulista
citar-nos
uma
da
ta,
uma
epocha
a
este
respeito?
Não
lhe
será
facil,
por
mais
fundo
que
leve
as
suas
investigações
históricas.
Um conhecimento
perfeito
do
espirito
que
dominava
as
ordens
religiosas,
do
pensamento
que
prezidia
á
sua
formação,
e
do
fim
principal
que
lhes
determinava
o
modo
de
ser,
bastaria
a
convencel-o
de
que
não
existe
a
mais
pequena
razão
de
similhança
entre
a
vida
em
commum
de
taes
corporações,
que tende
a desprender
o
homem do
mundo,
para
mais facilmente
o
unir
a
Deus,
e
o
communismo
d
’
aquel-
les
que se
esforçam
em
desligal
o
de Deus
para
melhor
o
escravisarem
á
terra.
O
tumulo
em
que
aquellas
abafavam
as
paixões,
é
por este
destinado
ao
in
divíduo,
e
á
sociedade
com elle
Não
teremos
por
tanto
duvida
em
af-
íirmar, que
as
ordens
religiosas
foram
sempre
um
apoio
seguro
para
o
direito
de
propriedade.
E
d’
isto
são
prova
dois
factos
que a
historia
registra;
o
primeiro
é
a
barreira
que
ellas
oppozeram
sempre
ao
espirito
de
pilhagem
e
rapina,
que
caracterisava,
de uma
maneira
singular,
a
vida
errante
dos
barbaros;
o
segundo
está
na
coinci
dência
da
proscripção
systematica
d
’estas
instituições
com
o
communismo
erigido
em
systema.
Por
certo
que,
se
não
póde
negar-se
o
eífeito que
estas
instituições
haviam
de
produzir
no
animo
de povos,
verdadei
ramente
nomadas,
já
incutindo-lhes
razões
de
moral
e
dhnleresse
privado,
já
incul
cando-lhes
o
amor
da
vida agricula
e
o
habito
da
propriedade;
lambem
não
é
de
estranhar
que
a
sua
completa
proscri-
pção,
occasionando um
grande
abalo
no
modo
de
ser
da sociedade,
contribuísse
em
muito
para o
incremento
que
logo
assumiram
as
falsas
theorias
socialistas.
M.
MARINHO.
Lisboa,
84 de maio de 1S99.
(Do
nosso correspondenlel
Torna
a
correr
o
boato,
com
certo
grau
de certeza,
que o
Eminentíssimo
Prelado
d
’esta
diocese,
deixará,
em
breves
dias,
a
direcção do
rebanho,
que
ainda
apascenta,
sendo
substituído
por
s.
etn.
a
o
cardeal-bispo
do
Porto.
O
governo
francez
declarou
á
delega
ção
da
extrema
esquerda
da assembleia
legislativa,
que
não
amnistiaria
Rocheforl,
Blanqui,
e
alguns
outros
membros
da
communa,
segundo
disse
a Havas.
mas
prometteu-lhe
que
indultaria
os
referidos
revolucionários
sem
comtudo
rehaverem
os
seus
antigos direitos
civis,
e políticos,
e
ficando
sob
as
vistas da
policia.
Cantigas
republicanas...
Esteve
gravemente
enfermo
o
nobre
conde
da
Redinha;
acha-se,
porém,
quasi
restabelecido,
graças a
Deus.
Como os
jornaes
nada
disséram
sobre
o
estado
do
illustre, e
honradíssimo.legilimista.
a
quem
acabo
de
alludir,
e eu
esteja
a
grande
distancia
da morada
de
s.
exc.
a
só
muito
tarde
soube
de
sua
doença.
Já
tomou
posse,
do
logar
de
drector
geral
das
contribuições directas,
Pedro
de
Carvalho.
Foi
uma boa escolha
do
go
verno,
pois é um rapaz
de
superior
in-
telligencia,
e
honestíssimo.
Foi ouvidor
no
Credilo
Predial,
depois
contador
geral
da
junta
do
credilo,
e
era
ambos
estes
car
gos
mostrou cabalmente
a
maior
aptidão.
Tem
apenas
um senão
—
é
liberal;
mas,
diga-se
a
verdade,
tolerantissimo.
Foi
ordenado em França
que
se
toque
0
CAPITÃO
ASSEIO
ROMANCE
ORIGINAI.
POR
J.
B. da
Silva Bamos.
OFFERECIDO
E
DEDICADO A’
EXC.m’ SNR.*
D.
Antonia Augusta T. de Vasconcellos,
DA
CA8A
í
)B
MAKBON, EM CELORICO DE BASTO.
VIII
Angelo
ficou
surprehendido
com
tal
demon
stração,
o
que
percebido
por
esta
senhora
lhe
continuou
dizendo:
—
Pois
não
conhece
a
sua
companheira de
brinquedos
infantis
—a
Mariquinhas
Christina?!...
Então
Angelo
correspondeu
com
jubilo á de
monstração
de
antiga
amisade.
Perguntou
pelo
reverendo
conego,
e
foi-lhe
dito
que
no
se
guinte
dia
o
veria
n’
aquella
casa.
Depois
entreteve-se
cora
D.
Maria
Christi
na
mais de
uma
hora a
recordar-se
do
tempo
passado
no
Porto,
em
companhia
do
capitão.
D.
Antonia,
assim
contrariada,
pediu
ao ca
pitão
contasse
a
sua
vida
desde
que
saira
da
casa
do
conego,
o
que
elle fez.
Quando
porém
chegou
a
referir
os aconte
cimentos
do
dia
29
de
setembro
de
1832,
o
fez
com
tanta
fidelidade,
que todos verteram
copiosas
lagrimas.
Julgando
o momento
opportuno
para
cum
prir
a
sua
lugubre
missão,
disse:
—
Já que
fiz gotejar
sangue
d
’
uma
ferida
recente,
e
para
que
me
não
veja
forçado a
fazel-o
segunda
vez,
darei também
agora
cum
primento
as
disposições
do meu
nobre
amigo.
E tirando
do
bolso
uma
carta
a
apresentou
a
D.
Antonia,
com
o
annel
nupcial.
Nova
torrente
de
lagrimas
correu
com
a
lei
tura
da
carta.
—
Se
ella
a
houvera recebido—
disse
Chris
tovão
—
talvez
fossem
ainda
dilatados
os seus
dias!...
Ja ha
muito
se
encontraram no
ceol...
Seja
feita
a
vontade
de
Deus.
—
Tenho—
continuou
Angelo —
a
entregar
a
v.
ex.’
mais
estas
íO
peças,
quantia que
re
cebi
do
camarada
do meu
amigo, e
hoje
meu
camarada,
que
guardei,
por
se
arreciar
o
ca
marada
Francisco
lhe fossem
roubadas
emquanto
esteve
no
Porto
prisioneiro
pela
primeira
vez.
Falta
aqui
a
quantia
de
750000
reis
que
gas
tei
no
enterro,
como
provo
com
estes
reci
bos.
E
apresentou
ao
mesmo
tempo
todos
o
do
cumentos
que
legalisavam a
dita
despeza.
—
Perdoe, snr.
capitão, a
minha
ousadia
:
esta
somma olTereço-lh’a, como
um
signa!
de
gratidão,
pelos
serviços
prestados
a
meu
infe
liz
filho.
.
—Não,
senhor;
não
posso
acceital-a,
porque,
o que fiz
a
seu nobre,
filho
era
uma
obriga
ção
imposta
a
todo
o homem
de
bem,
a
todo
ó
chrislão.
—
Pois bem,
eu
oífereço-lh
a
para
comprar
uma
espada, que
v.
s.‘
tanto
honra.
—
Nem
assim,
meu
senhor;
tomaremos
an
tes
um
alvitre
que
harmonise
a
sua
insistên
cia
com
a minha
recusa.
Será
esta
quantia
applicada
a
vestir
pobres
d
’esta
freguezia
como
sulfragio
pela
alma
d’aquelle
cuja perda
la
mentamos.
—
Muito
bem
—
disseram
todos.
Christovão accrescenlou:
—
E’
impossível
que essa
generosidade, esse
caraeter nobre e
elevado
não
seja
também
he
rança
de sangue...
—
Não
sei.
O
que
entendo
é
que
todos
os
homens,
seja qual
fôr
o
seu
nascimento,
teem
obri
ação
de
proceder
assim.
Trat"ou-se
logo
de
dar
a
applicação conven
cionada
ao
dinheiro;
e,
sendo
annunciada
a
cea,
se
dirigiram
para
a
meza.
No
seguinte
dia
chegou
o
conego,
que mos
trou
extraordinária
alegria,
por
encontrar
o
seu
pupillo,
sem
quebra
nos seus
sentimentos
re
ligiosas.
Angelo
declarou
que
no
fim
de
tres
dias
se
retirava; mas
esta
familia
não
o
consentiu,
se
não
depois
da demora
de
oito
dias.
E
’
preciso fazer
observar
que
ambas
as
fa
mílias
o
desejavam
junto
de
si,
porque
tinham
solfrido,
e
ainda
solfriam,
perseguições
e insul
tos
de
pessoas
que
aproveitam
sempre
as
gran
des
commoções
políticas,
para exercerem
vin
ganças
ou
latrocínios; e
a
estada
do
capitão
n
’aq’
uella
casa
deveria
pôr
em
respeito
os
ini
migos
d
’
ella,
como
com
effeito
poz.
Estas
obser
vações
foram
apresentadas
a
Angelo,
o
que
o
moveu a
acceder.
Francisco
aproveitou esta
demora
para
ir vi
sitar
a
sua
familia,
a distancia
de
duas
léguas
sómente.
Um
dia,
sairam
ambas
as
famihas a
pas
sear,
e
Angelo
acompanhou-as.
Domingos,
o
velho
creado
da
casa,
ficou
de
bocca
aberta
para
o
capitão,
examinando
não
só
a
sua
bella
figura,
como
lambem
suas
palavras
e
movi
mentos;
depois
voltando-se
para
D.
Antonia,
lhe
disse:
—
Minha
senhora,
já
viu
homem mais pare
cido
com
o
snr.
Christovão,
quando
era
novo
e
militar,
do
que este
capitão?...
D.
Antonia
que
tinha
notado
já
a
mesma
paridade
entre Angelo
c
seu
marido,
sentiu
um
grande abalo
no
coração,
como
se
nclle
se
aninhasse
um
presentimenlo
de
grande
felici
dade;
e
assim
era.
Chegou-se
D.
Antonia
para
seu
marido,
e,
ao
tomar-lhe
o
braço,
lhe
contou o que
Do
mingos
lhe
acabava
de
dizer, e o
que
seu
co
ração
sentiu n
’
aquelle
momento.
Christovão abanou a
cabeça,
em
ar de
in
credulidade, dizendo-lhe:
—
Pois não
foi
elle
mesmo o
que
viu
cair
a ama
ao
Douro,
com
o nosso
Alvarosinho?...
Nem
penses
n
’
isso.
D.
Antonia
recaiu
na
sua melancolia
habi
tual.
Nada
de
notável
se
passou,
durante
a
de
mora
d
’Angelo
n
’
esta
casa.
As
noutes
passa
vam-se
recordando
o
conego
os brinquedos
de
Angelo e
Mariquinhas,
as
suas
lições
a
esta
e
o
zanga
do
padre-mestre
por
Angelo
se
não
ordenar.
Finalmente,
chegou
o
dia
da
partida; e
nem
o
capitão
podia
desprendcr-sc
de
tão
amaveis
pessoas,
nem
estas
de
tão
excellente
mancebo.
Mas
era forçoso recolher
Angelo
ao
Porto,
por
que lhe
faltavam
apenas
quatro
dias
de
licen
ça:
para poder
sair,
foi
preciso
prometter,
sob
sua
palavra
d’
honra,
uma
visita
para
d
’
ahi
a
alguns
mezes. Angelo
retirou-se,
e
ao apertar
a mão
na
despedida,
viu
lagrimas
em
todos
os
rostos;
pelas
faces
do
capitão
corriam
igual
mente.
Montou,
pois,
e
em
breve
desappare-
ceu
com
o
camarada.
( Continua).
a
Marseillaise,
sempre
que
as
bandas
re-
gimentaes
se
apresentem
com
caracter
official.
Le
monde
marche.
Que
avance,
e quanto
mais,
melhor.
E
’
bom
que
chegue
cada
qual, o
mais
prestesmente
possível,
ao
seu
destino.
Não
achaes,
caro
director?
A
discussão
do
orçamento
do
minis
tério
do
estrangeiro deu
logar
a
algumas
arguições
da
opposição contra
o
governo,
com
era
de
esperar.
Uma
d
’
ellas
foi
com
respeito
ao
modo, como
fora
resolvida
a
quesião
relativa
aos
pescadores
portugue
zes,
e
hespanhoes,
pagando
a
nação
as
custas
da
subserviência
do
governo.
Este
indemnisou
os
hespanhoes,
mas
sem
dis-
pender
da
sua algibeira, senão
dado
po
vo,
que,
afinal,
é a
victima
expiatória
das
bizarrias
da
liberdade.
Que peccado
commetteu
o
paiz para
pagar
aos
hespanhoes
o
que
elle
lhes
não
devia?
A
contenda
foi
entre
alguns
pes
cadores
nacionaes,
e
castelhanos.
Estes
ulgaram-se
lezados;
logo
pague
a
naçãó
jo
que
meia
duzia
de
portuguezes
fizeram.
Mas
estes
eram
pobres,
não
podiam.
Eu
respondo
com
o
provérbio:
«Onde
não
ha.
el-rei
o
perde».
O
governo
porém
teve
medo
do
leão;
foi
ao
thesouro
publico
buscar
dinheiro,
para
contentar
os
es
trangeiros, mas
porque
eram
filhos
de
uma
nação,
que teme, embora
já
lhe
tí
nhamos
dado
tundas
monnmentaes,
em
triumpho
sobre
os
inimigos
jurados
da
Egreja
e
da
Sociedade.
Depois
d
’essa imponente
e
inaudita
manifestação da
imprensa catholica
ha
pouco
realisada
na
capital
do
Calho-
licismo
aos
pés
do
Vigário
de
Jesus
Chris
to.
importa que entre
ella
se
estreitem
mais e
mais
os
laços
da
união
e
caridade
em todo
o
sentido,
e
que
desappareçam
os
attriclos
de nacionalidades, distancias,
desegualdades
e
outros
mais
que
a
teem
impedido
de
approximar-se
tanto
quanto
era
possível
e
necessário
nas
actuaeS
cir-
cumstancias.
O
excellente
jornal catholico
«Le
Mon
de»,
um dos
mais abalisados
campeões
da
causa
catholica
em
França,
assim
o
com-
prehendeu
e,
apezar
d
’alguns
sacrifícios,
laceis
de
presumir,
acqniesceu ao
nosso
humilde
pedido.
Aqui
lhe
consignamos
o
mais sincero
e
cordeal
agradecimento.
8. exe.’ revil."” o
snr. arre-
bispo.
—
A’
hora
em
que
o
nosso
jornal
vae
entrar
na
machina,
ainda
não
regres
sou
a
esta
cidade
o
sabio
e
venerando
Prelado
d'esta
archídiocese.
Segundo
informações
que
pudemos
có-
Ihêr,
s.
exé.
a
revd.
mi
está ainda
em
Bar
cellos,
onde
talvez
se
demora
o
dia
dè
hoje.
D
’
esta visita
pastoral
do
zelosissimo
Antistire
da
Egreja
Bracarense
daremos
opportunamente
noticia
circumstanciadá.
Srinann Religiosa Braearenae
mente
vestidos,
por
lodos
os
devotos
e
por
uma banda
de
musica.
A
veneranda eflfigie
era
conduzida
pelo
revd.
0
cura
da
Sé.
Exames
do
professorado pri
mário.
—
Começam no
dia
29
e continuam
nos dias
30 do
corrente,
3
de
junho
e
seguintes,
os
exames
dos
Candidatos
ao
magistério
primário.
Vid.
o
annuncio
que
vae
na
secção
própria.
Aposentando.
—
Pediu
a
sua
aposen-
tdção
o
decirío
dbs
empregamos
d-
’esta
cidade,
o
snr. José
Maria dos
Sautos
Araújo
Esmeriz.
Bom Jesus do VI o n te
—
A
relação
das
esjnolas
que
o
sanctuarijo
d?
Bom
Je
sus
do'
Monte
tem
lido
dqsde
julho
de
1878
a
abril
findo é a
seguinte:
Em
Julho.
783$180
«
Agosto
221
$280
«
Setembro
358$010
«
Outubro
504$280
«
Novembro
161$920
«
Dezembro
33$670
«
Janéiro de
1879
-
37$O90
<
Ffevereiro
■
‘
J
iiu.
32$760
<
Márço
16$180
■'i
Abril
i
,
,
o
29$710
Caixas
do templo
136$355
Rendimento
dos
barcos
desde
junho
de
1878
207$335
Reis
2:521$770
tempos,
que
não
eram
de
liberdade
libe
ral,
mas
de
liberdade,
e
de verdadeiro
amor
palrio.
A
cornocopiá liberal
continúa
a
encher
as
algibeiras
de
todos
os
filhos
d
’esta
fe
licíssima
nação.
E
’
pois
inexplicável
a
sensível
falta
de
casas,
em
Lisboa,
com
relação
ao
numero
de
criadas,
que men
digam
agora,
de
balde,
commodo.
Só
n
’iim
dos
escriplorios havia,
n’
uin
dos
dias
de
esta
semana,
vinte
criadas
inscriptas,
e
nenhuma
d’el!as
linha
ainda
achado
casa!
E
tudo o
mais, assim,
meu
rico.
Ainda
para
roburar
a
crença
geral
do
paiz
sobre
o
zelo, conique
o actuál
go
verno
administra
a fazenda
publica,
dir-
vos-hei
que
ha
no
orçamento
do
minis
tério
dos
negocios
estrangeiros
um au-
gmento
de
despeza
de
50
contos
de
reis.
E’
assim
que
o
governo
presidido
pelo
Fontes se ostenta
prodigiosamente
econo-
mico.
Em
vista
d
’
esta,
-e
de
muitas
outras
larguezas,
não
admira que
em
pouco
mais
de
doze
annos
tenha
havido na
divida
publica
um augmento
de
90
mil
contos
de
reis.
Isto
assim,
meu
bom
amigo,
é
im
possível,
a
não
acabar
pela banca rota
precursora
da
perda da
authonomia
na-1
cional.
Peza
sobre
o
liberalismo
a principal
responsabilidade,
mas
o povo, deixando
correr
á revelia a
sua causa,
não é menos
culpado.
Creio,
porém,
que
o
instinclo
da
pro-
prio
conservação
lhe
hade
inspirar
os
antigos
brios
portuguezes,
para
collo-
car
sobre
as
ruinas
da
maldicta
obra
de
34
um governo,
que
salve
a
nação.
Publicou-se
o 8.°
do
«Ecclesiasterium».
Continua
a
ser
um
dos
melhores
jornaes
catholicos
do
paiz.
Oxalá
qué
ò
publico
religioso
auxilie
a
empreza,
para
que
ella
possa,
sem prejuizo,
proseguir
no
-honroso
camuiho
que encetou.
Termino
dizendo
vos
que
se
torna
a
fallar
de
modificação
ministerial.
Não sei
se
é
certa
a
nova,
ou
apenas
bons
de
sejos
dos
que
ancêara
pescar nas
aguas
turvas.
Venha
quem vier, porém, o
paiz
não
lucrará,
decerto, emquanto
estiver
á
mercê
da
dynaslia,
e
do
systema
liberal.
Assim
o
crê
o
Vosso
pobre correspondente
A.
Ao
jornal eatholieo Mon
de».
—
Agradecemos
a
este
nosso
coilega
francez
a
especial
fineza
da
troca
com
o
nosso
modesto
periodico.
N
’esla epochà
de
rija
lucta,
quasi
toda
travada
no
vas
tíssimo
campo
da
imprensa,
lorna-se
ur
gente
e
necessária,
mais
que
nunca,
a
união
entre os
jornaes
catholicos.
E
’
uma
necessidade
impretenvel
e
um
dever
sa
gra
lo
que
todos se
auxiliem
reciprocamen-
te,
quanto
possível,
em
perfeita
paz
e
concordia.
Só
d
’
aqui
poderá
resultar
ne
cessariamente
o
mais
perfeito
e
esplendido
—
Entrou
no
5."
anno
da
sua
publicação
a
excellente
folha
«Semana Religiosa Brà-
carense», que
contém
as
leis,
decretos
e
portarias
do Ministério
dos negocios
ecclesiaslicos;
as
portarias,
exliorlações.
editaes e
outras
medidas
geraes
expedidas
pela
secretaria
de
s.
exc.
a
revd.
ma
o
snr.
arcebispo
Primaz; os
editaes
de
concurso,
os
provimentos das
egrejas;
as
provisões
d
’Encommendação
e
outros
actos
da
Ga
mara
Ecclesiastica
do arcebispado;
os
fa
ctos
mais
notáveis
da
Egreja
Cath
liCà
com
relação a
Portugal,
artigos
de
dou
trina
religiosa,
de
liturgia,
etc.,
etc.
Fórma
no
fim
de cada anno
um
grosso
volume
de
700
e
tantas
paginas.
Preço
da
assignatura:
Por
anno,
1$200
reis,
—
seis
mezes
600:
Com
estampilha,
—pór anno
1$40l) reis,
—
seis mezes,
700.
Feutivi
dadr do Espirito
Santo
no
Bom Jesna do Monte.—
Eis 0
programma
d’
esta
grande
festividade:
No
primeiro
dia
da
festa,
que
lerá
logar
no
sabbado,
31
do
corrente,
have
rá
missa
cantada
e
Exposição
do SS.
Sa
cramento
até
ás
4
horas
da
tarde.
No
domingo
cantar-se-ha Terlia,
antes
da
missa,
e
de
tarde
executar-se-hão
mati
nas
solemnes.
A
’
noite
haverá
brilhante
illuminaçào
a
luz
eleclrica pa frente
do
templo,
e
queimar-se-ha
uma
grande
por
ção
de
vistoso
fogo
preso
e
do
ar.
Duas
bandas
de musica
tocarão
alternadamente
no
largo
fronteiro
ao
magestoso
sanclua-
rio.
Na
segunda-feira,
logo
em
seguida á
exposição
do
SS.
Sacramento,
cantar-se-
ha
também
Terlia,
como
no
domingo,
e
depois
missa
solemne
acompanhada a
grande
instrumental.
Ao evangelho lerá
logar
o
sermão,
do
qual
se
acha
encarregado o distinclo
ora
dor
o
snr.
conego
Alves
Mendes,
e
ter
minará tão
grande solemnidade com
uma
procissão
em
volta
do templo.
Diecionarjo «le
geogrnpbia uni-
vei-saL
—Recebemos
os
fascículos
n.os
75
e
76
do
Diccionario
de
geographia
universal,
editorado pela empreza
das
Horas
llomanlicas,
e
que,
como
já
lemos
diclo,
é
a
obra
que
conhecemos
mais
completa
no
seu
genero.
KefutaçAo <!«« princijiaea oh-
jeeções
«|
alguns protestantes con
tra
a liiHtrneçfto Pastoral do snr.
Bispo
«lo Porto
sobre
o protes
tantismo.—
Recebemos
um
exemplar
de
esta
obra,
de
que
é
auctor
o
revd.
1,10
snr.
dr.
Manoel
Felippe
Coelho,
conego
arci
preste
da
Sé
do Porto,
e
professor
de
Thêologia
no
Seminário
episcopal
da
mesma
cidade
Ainda
não lemos
este
volume;
mas
conhecendo
a summa compelencia
e
pro
fundo
saber do snr.
dr.
M
Felippe
Coe
lho,,
ornamento
.
e
gloria,
do
clero
portur
guez, não
hesitamos
em recomtnendal-o
muito
e
muito
encarecidamente.
Vende-se
—
um
volume
de
143
paginas
impresso
em
papel
superior
-
por
200
reis
na
Livraria
Chardron.
Proeissftn, —
Ia.
muito
linda
a
pro
cissão
que
corôou
a
festividade
do
SS.
Rosto
do
Senhor,
que
ante-hontem
teve
logar
na
Misericórdia,
promovida
por
al
guns
devotos. O
préstito
era
formado
por
duas
irmandades,
muitos
angihhos rica-
T
Desordem.
—
Na
tarde
de
domingo,
andando
alguns
indivíduos
a
divertir-se
ao
jogo
da
bola,
junto
da
ruaQle
S.
Vi-
ctor-o-Velho,
tres
d
’
elles
travaram-se
de
razões,
dó
qué
resultou
ser
barbara
e
gravemente
mallraclado
Manoel
Fernan
des.
de
17
annos.
OS
aggressores
foram
José
Infante*
e
Domingos
Infante,
ambos
irmãos e
que
nem pofisso gosam
da
fama de
muito
ordeiros.
Quabdo
a
policia chegou
ao
logar
da
desordem,
já
estes
se
tinham
evadido.
Jubileu.
—
A
irmandade do
inclyto
Martyr
S.
Vicente
tem
de
sahir
amanhã,
pelas
5
horas
da
larle,
em
procissão, afim
de
alcàriçar
o
jubileu concedido
por
Sua
Santidade.
No
mesnío
dia
e
hora,
sairá
igual
mente
em
viéita,
a
irmandade
dãsf
Almas
da
mesma
egreja, havendo1
confeSsótes
pa
ra
os
irmãos
de
S.
Vicente
nó
dia
28
e
para ó?
das
Almas no
dia
29.
Convidam-se
os
irmãos
de
nma e
ou
tra
para
comparecerem
a
este
acto.
Entre
dois indivíduos.—
Um
de
ellés:
E'
para admirar
o
silencio,
que
o
vosso
ministro
G. Dias,
tem
guardado
a res-
peito
do opusculo—
Critica
á
Critica,
do
snr.
padre
Senna
Freitas.
Elle
que
não
duvidou
cruzar
espadas
com
o
bispo
do
Porto,
deixar
metiei-lhe
a
rolha na b
>c-
ca
a
um
simples
roupeta...
E
que
dizes
a
isto?
O
outro.
— Eu
julgo
que
elle
não
se
ha
de
fi
car;
G.
Dias
sabe
o
que
diz.
—
Pois
eu,
replica
o
primeiro;
julgo
que
elle
não
sabe
o
que diz,
aliás
não
escre
veria
tantos
absurdos;
ou
então
diz
ò
contrario
d
’
aqnillo
que sabe:
no
primeird
caso
é
tolo,
no
segundo
é malvado.
Pois
quem é,
que
em
pleno
seculo^XIX
vem dizer
ao
publico
(se
fosse
ás
suas
dóceis
ove-.
Ihinlias).,.:
«o
bispo
do
PortO
ensina
uma
doutrina
errónea,
e,
para
o
provar,
vou
fazer algumas
considerações
ou
reparos»
e
depois
lança
mão d
’
alguns
sóphismas-,
dez
mil
vezes
refutados, d
’
alguns
textos
da
Escriptura
traduzidos
á
laia
de
quem
ignora
a
lingua
de
Virgílio,
e
ainda
peormente
interpretados;
e
d
’a!gumas pas
sagens que
diz
dos
Santos
Padres,
mas
que
ninguém
lá
encontra, talvez
por
erro
de
citação,
—
e
eis
a
maneira
como
elle
quer
mostrar
a
falsidade
da
religião
de
19
séculos, de
quasi
todo
o
globo
e
de
200
milhões
de
crentes.
Esqtiecen-sé,
por
certo, o
snr.
Dias
que
escrevia
para
o
publico,
e
que
no
publico
ha
muito
quem
saiba
lêr
a
Escriptura
e os Santos
Pa
dres
e.
outros
auctores,
que
por
ventura
quizess.e
citar.
Este
esquecimento
foi-lhe
faial;
todos
hoje, estão
de
níá
fé
para
com
sua
s.
a
:
que
olhe
ao
menos
se
lhe
valerá
lo
seu
espirito-santo
d
’orelha!..,..
—
Pois
•
eu,
torna
o
segundo,
não-
vi
o
tal
opusculo
do
snr.
padré
Senna
Frèi-
tas,
mas
deve
ser
uma
obra
da
paixão,
e,
éth
tal
caso,,
ha-de
ler
o
seu
troco.
—Estás
enganado,
diz
o
primeiro
por
seu
turno,
a obrasinha
de
Sentia
Freitas,
nada
tem
de
apaixonada;
o
que
elle
diz,
diria-o até
um
Guilherme
'
Dias,
se
não
|
qttizesse
faltar
á
verdade;
só
com
a
dif-
Iferença
de
que
não
o
diria
tão
bem.
Em
quanto
á
resposta
ao
dito
opusculo,
o que
me
parece
é
o
seguinte:
o
snr. Dias
está,
como
costuma
preparando
a
ceia;
depois
manduca
a
com os seus, em
seguida
é
hygienico
dar
um passeio,
depois
vae
des-
cançar
das
fadigas
do
seu
pastorear;
e
assim
se
vae escoando
o
tempo,
cuidan
do
da
ceia..;,
e,...
e
do
almoço e
do
jan
tar,
e do
passeio,
e do
thealro
etc.,
etc.
E
como
o
tempo
não
sobra,
só
se
responder
a
sonhar!....
Atravez ■!» provineia.—
Dizem
de
Ponte
do
Lima:—Informações
officiaes
di
zem,
qne
estão
florescentes
os
olivedos
por
toda
a
parte,
offerecendo
as
olivei
ras
um
aspecto
prometledor.
Se o tempo
continuar
assim,
deve
haver
abundancia
de
azeite.
—
O
preço
dos
generos
no
mercado
de
Ponte
do
Lima,
na
ultima
semana
finda
no dia
17,
foi
o
seguinte:
Trigo
850—
Milho
amarello
500—Milho
branco 520 —
Centeio
500—
Feijão
branco
900—
Dito
vermelho 700
—Dito
rajado
700
—
Dito fradinho
640—
Batata
550
—
0
azei
te,
por
almude,
_nn.. 23.400, esteve
a
5$600
reis—-e o
vinho
verde
regulou
por
2$490-
a
-3$000
reis.
Despachos
ecelewiasticos. —
Por
decreto
de
7 e
15
do corrente
effectua-
ram-se
os
seguintes despachos:
O
presbytero
Joaquim
Dias
Marques
de
Mattos
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Santa
Marta
de
Sá,
no
concelho
de
Ponte
do
Lima, diocese
de
Braga.
O
presbytero
Alexandre
Adelino Pires
de
Carvalho—
apresentado,
precedendo
con
curso
por provas
publicas,
na egreja
pa-
rocliial
de
Santa
,Maria
de
Villa
Nova
de
Mtihia,
no
concelho
de
Ponte
da Barca,
diocese
de Braga.
O
presbytero
José
Maria
da
Silva
Amo-
rim,
parodio
collado
na
egreja de
S João
de
Brito,
diocese
de
Braga
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Eulalia
e
sua
annexa
Salvador
de
Arnoso,
no
concelho
de
Villa
Nova
de Famalicão, da mesma
diocese.
O
presbytero
José
Maria
Vieira—apre?
sentado
na egreja parochial
de
S.
Paio
de
Eira
Vedra,
no
concelho
de Vieira,
dioce
se
de
Braga.
O
presbytero
João
Gomes
de Oliveira
Guimarães—
apresentado,
precedendo
con
curso
por provas publicas,
na
egreja
pa
rochial
de
Santo
André
de
Friande,
no
con
celho
da
Povoa
de
Lanhoso,
diocese
de
Braga.
O
presbytero
José
Augusto
Ferreira,
pa-
rocho
collado
na
egreja
de
S.
Mamede
de
Parada
do
Monte, diocese
de
Braga
—
apre
sentado
na egreja parochial
de
S.
Paio
de
Melgaço,
concelho de
Melgaço,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Antonio
José Gonçalves
Ralha—
apresentado na egreja
parochial
de
S.
Mamede de
Sandiães,
no
concelho
de
Ponte
do
Lima,
diocese
de
Braga.
O
presbytero
João
Manoel
Martins,
parodio
collado
na egreja
de
S.
Paio
de
Jolda,
diocese
de
Braga
—
apresentado na
egreja
parochial
de
Santa Maria
do
Te
lhado,
no
concelho de
Villa
Nova
de
Fa
malicão,
da
mesma diocese.
O
presbytero
José
Antonio
Pereira,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
João
do
Seixo
de
Gatões,
diocese
de
Coimbra
—
apresentado
na
egreja parochial
de
S.
João
Baptista
de
S. João
do Monte,
no
conce
lho
de
Tondella,
diocese
de
Vizeu.
O presbytero
José Maria
dos
Reis,
parodio
collado
na
egreja
de
Nossa
Se
nhora
da
Conceição
de
Silves,
bispado do
Algarve
—
apresentado
na egreja parochial
de
S.
Pedro
de
Faro,
no
concelho
de
Faro,
da
mesma
diocese.
Sobre o
liberalismo deemasca-
«So.—
De uma
carta
dirigida
pelo
sur.
S.
da
Costa
Vieira
Leite
â
«Religião
e
Pa-
tria»,
de
Guimarães,
transcrevemos
o
se
guinte
trecho:
«Meu
caro
redactor.
Acabèi
de
ler
soffregamente
o 2.°
vo
lume
do
Liberalismo
Desmascarado e lem
brando-me
que
tinha feito
umas
breves
reflexões
acerca
do
l.°,
publicado
ha
tempos,
pareceu-me
que
linha
uma
certa
obrigação
de
fallar
depois
do
apparecimen-
lo
do
2.°,
cujas
excellencias,
de
mais
a
miais,
excedem
as
grandes
esperanças
que
o
1°
me
linha
feito
conceber,
Não
qiièro
dizer
Com
isto
que
deva
occupar-niê
em
fallar
d’
elle
exclusivatnen-
tç
e
qne
preleçda
fazer
de
duas aprecia-
'çoes
parciaes.
um
juizo
total
e
umg aprer
ciação
completa.
Eu
não
faço apreciações
lillerarias»
nem
dou
sentenças
em
matéria
de cri-
tj
c
a;
a
minha
alçada é
modesta:
limita-
se
ào
direito commum
de
julgar
o
que
póde
ser
julgado
por todo o
mundo,
sem
diploma
e
sem
despacho.
Dada
esta
explicação
que
v.
e
o
pu
blico
me
levará
em
conta,
deixe-me
di
zer-lhe
que
os
dous
preciosos
volumes
que
fazem
o
assumpto
desta correspon
dência,
fructos
sazonados
de
um
plano
vasto
e arrojada
como
a
requeria
a
gra
vidade
e a natureza
do mal
que
tinham
de
combater,
constituem a obra
mais
con
scienciosa
e
acabada
que
por
ventura se
tenha
emprehendido
ácerca
do
Liberalis
mo.
EHa
abrange
com
forças
atMeticas
este
desmesurado
Proteo
dos nossos
dijjy,
revolve-o
e'm todas
as
direcções,
compri
me-o
vigorosamente até o
reduzir'át
pro
porções
de
alguma
cousa
que
possa
deii-
nir-se
e
examinar-se
no
seu
conjuncto,
expõe
no
de
todos
os
lados aos
formi
dáveis
clarões
de uma
investigação
tenaz
e
implacável,
obrigando-o
a
manisfestar
na
insidiosa
variedade,
de seus
aspectos,
a
terrível
unidade
de
sua
essencia:
o
Mal!
e
só
o
deixa
repousar
depois
de a
ter
arremessado
aos
pés
da
Verdade
vencedo
ra,
desfeito
em
ruinas.
Esta
obra,
além do
generoso ardi-
mento
da concepção
e
dos
primores
e
graças
do
dizer,
cujo
subido
valor-
será
devidamente
apreciado
pelos
entendidos,
tem
uma
feição
prbfundamente
caracteris-
tica
sobre
todas,
que
desde
a
primeira
até
á
ultima
pagina
se
desenha
em
Imhàé'
severas
e
gfaniiosas
submettendo
tudo
o
mais
á
sua
legitima
soberania:
é
a
fei
ção
moral
no
tnaximo
esplendor
de
sua
ex*
pressão.
Este
livro
é
antes
de
tudo
e
acima
de
tudo,
uma
obra
de
fé,
de caridade
e
de
combáté
a
todo
o
.transe,
feita,
pará
a verdade
e
para
o
bem;
suas
paginas
subslanciaes
e altiloquenles
revelam
o
que
é
hoje
mui
raro
no
ineio
do
enfraqueci
mento
geral
das
convicções
e
dos
cara
cteres,
uma individualidade-poderosa,
in
transigente
e
tanto
mais
nobremente
de
nodada
e
altiva,
quanto
mais
firme
se
mantém
de
pé
contra
a
torrente
do
erro
que
passa
abatendo
tudo
e
apezar
da
in
cessante
fluctuação das
ideias
e
dos
prin
cípios,
senão
peibr,
de
uma
sociedade
indifferente,
mórbida
de
scepticismp^
que
não
quer
vêr
nem
ouvir,
e
que se
es
preguiça
meio
acoçdada
pelo
fragor
de
seus
desastres,
para
logo
recahir
enq
sua
lelhargia
habitual
como
um
ser que
per
deu
a
actividàde
e
o
proprio
sentimento
da
vida.
Dominado,
.como fui,
pela
belleza
d
’
es-
ta
revelação,
era
impossível,
snr.
redactor,
que
aos primeiros
estos
do
meu enthusias-
mo
não
snccedesse
um
desejo
mui,
vivo
de
lhe
dar
parte
d
’
ella,
quando,
para
es
crever
lhe,
me
não
sobejasse
o
motivo
que
vae
no
principio d
’
esta
carta»...
O
doiiiiugo.
—
Nos,
arredores
de
Pê-
ronne,
um
rico
proprietário
deu
o
escân
dalo
do
trabalho
ao
domingo,
e recusava
aosoperarios, que
empregava, um
momento
de
descanso.
Na
vespera
da
festa
da
Assumpção
os
trabalhadores
pediram
para
fazer
uma
fes
ta
a
Ndssà
Senhora
e
para
cessar
o seu
trabalho.
O
proprietário
impio
énfureceu-
se quando
ouviu
este
pedido,
que
elie
não
esperava,
tratou
os seus obreiros
de
man
driões
e
lhes
disse com
cólera
’
:
—Eu
não
conheço
a
Santíssima
Vir
gem.
Heceando
perder
o
seu
pão,
os
infe
lizes
viram-se
obrigados a
trabalhar
como
nos
dias
ordinários.
O
tempo
estava
ma
gnifico,
o
céo azul;
não
havia
a mais
pe
quena
nuvem de
manhã.
Mas
de
tarde
veio
uma
tempestade
es
pantosa,
as.
arvores
do
jardim
do profa-
nador
foram
quebradas
e
arrancadas,
as
pareles
alagadas,
as
altas
chaminés
da
casa
cahiram,
não
tinha
onde
procurar
um
abrigo,
na
sua
casa,
para
se
abrigar.
No
anno
seguinte,
na vespera
da
As
sumpção,
os
obreiros
perguntaram
se tra-
oalhavam
no
dia
seguinte.
—
Oh!
não,
diz
o
proprietário,
agora
já
conheço
a
Santíssima
Virgem,
e
não
quero
tornar
a
vêr
um dia
como
o
do
anno
pas
sado.
Prevenir
a
tempo.—
Com.esta
epit
gr
aphe
escreve
o nosso
collega
do «Gom-
®erc.io
de
Lisboa»
o
seguinte:
Cartas
particulares
fidedignas, que re
cebemos
de Moçambique,
de
Lourenço
Marques e
do
Transwal,
communicam-
nos
uma
grave preoccupação
que traz
a
lvorjçados
os
ânimos
entre
os
pçrtugue-
?
es
da
África
Oriental,
e
que
parece
re-
■otçar
se com quaesquer
indiscrições
in-
gletas
do
lado do Natal
e
do Cabo.
Dizia-se
e
receiava-se
que
os
inglezes,
CORREIO
Chaves.—
Snr.
João Pinto
de
Moraes
Sarmento.
Recebemos.
Vamos
averigurr.
Mezà»
Frio.—
-Snr.
José
Pereira
Go
mes
d
’
Aguiar.
Recebido.
abstendo-se
intencionalmente de tentar
um
ataque
de
flanco
ou
sobre
a
rectaguarda
dos zulus,
procurassem
levar diante
de
si
as
hordas
dos
seus
terríveis
inimigos,
obri
gando-os
a
invadir
os
territórios
portugue-
zes
e
a
cahir sobre Lourenço
Marques.
Uma
vez
no
poder
dos
zulus,
estes
territórios
viriam
a
ser
tftitn
futuro
pro-
ximo,
conquistados
pelos
inglezes
que
as
sim
se
apossariam
correclamente
da
for
mosa
bahia
de
ha
tanto
namorada
por
elles.
Pódem
ser
até
certo
ponto
exagerados
estes
receios.
Nãõ desejámos
acredítal-los
na
pqrte
em
que se
referem
a
um plano
traçado
pela política
ingleza
na
África
Oriental.
Mas
como
é
natural
que
as
hordas
combatentes
dos
zulus,
impedidas
para
o
norte
pelas
forças
da
Inglaterra,
se
achem
um
dH|
sobre
a
mossa
fronteira,
e
que
Lourenço
Marques
se
sinta
ameaçada
fa
talmente
por
elles,
conviria
concentrar
Alli
todas
as
forças disponíveis da
provín
cia,
e
reforçal-as
mesmo
com
outras,
de
mar
e
de
terra.
Testamento
eurioao. —
Etn
Berlim
morreu,
um,
sujeito,
que
deixou
o seguinte
testamentos
«Ha
seis
annos era
eu
um
pobre
dia
bo,.
detestado
por
todos
os
meus
paren
tes,
que
viviam
na
a
Dy
rui
a
n
cia.,
apesar
de
nunca
ter
recorrido
a elites;
para
lhes
pedir
soccorro,
”
setfãtT
úma
vez,
quando
me
achava
reduzido á
maior
miséria.
Receberam-me
com
desdem
e
nada
me
deram.
Os
estranhos
vicam
em
meu
auxilio;
mujlos
d’
el1es
eram
absolutamente
desin
teressados;
e
não
contavam'por
certo com
o
reembolso
do
seu
dinheiro.
Ji
l
O
acaso
fez-me
ganhar
uma
fortuna
qti0
monta
a
88,00(1
escudos.
Deixo-a
em,
herança
ás
pessoas
que
me
valeram
quando
eu
era
pobre
e
desgraçado.
Aos
meus
parentes
lego
as
numero
sas cartas
que
me
endereçaram, apenas
souberam
que
estava
rico.
Aprenderão
assim
que
um
mais pequeno
do
que
elles
póde,
ás
vezes,
tornar-se
util».
A’ earidade puhliea.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
Maria
Candida,
que
padece do
peito
hã
mais
de seis
mezes,
e
se
acha
impossibilitada
para
ga
nhar
a
vida.
Vive em
extrema
pobreza.
Habita
no so.tão
da
casa
n.°
4,
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo.
ILTITIAS
NOTICIAS
Lisboa 24—Na
Bolsa
venderam-se:
3
acções
do
banco
de
Portugal
a
536$00Ó;
8
do
Ultramarino
a
53^000;
14
obrigações
do
empréstimo para
a
compra
de
navios
a
86$600;
12
do
caminho
de
ferro
do
Minho
a
88580.);
8
contos
em
inscripções
a
50,?0;
4
de
coupons
a
50,60.
Os
fundos
portuguezes
em
Londres
re
gularam
a
52%
e
53%;
os
hespanhoes
a
Í5%
6;
os
consolidados
inglezes
a
98%
e
98%
8. Petersburgo
21
—Foi preso
em
Kieff
o
supposto
auctor do
attenlado
contra
o
general
Drenleln, chefe
da
policia.
Paris
23-rO
Egyplo
conlinúi
em
ar
mamentos.
Londres
23
—
0
«Daily
Telegraph.
an-
nuncia que
Khereddine-Pachá
pediu
a
de
missão.
As potências
exercem
actualmente
in
fluencia com
a
Porta
afim
de
ceder
ás
reclamações da
Grécia.
Madrid
23
—
Os
círculos
políticos
occupam-se
dos
artigos
publicados
por çertos
orgãos
da
imprensa
estrangeira que
dão
como certo
o
casamento
de
Affonso
XII
com a
archiduqueza
d
’Auslria
e
do prín
cipe
Rodolpho
d'Austria
com
a
irmã
mais
nova
do
rei
de Hespanha.
Resulta
porém
de
informações
de boa
fonte
que
não ha
nada
mais
problemático
que
estes
dois
ca
samentos,
e
que
por
emquanto
muitas
pessoas
de
ordinário
bem
informadas
no
palacio
real,
consideram este projecto
co
mo
abandonado.
Berlim-
23
—
A
«Gazeta
de
Vienna»
diz
que. foi
dissolvida
a
camara
dos
deputados,
itevendo
haver
brevemente
eleições-,
geraes.
.0
barão
Schenk,
vice-presidenie
do
Rei-
chstág
allemão,
demittiu
sé allegando
mo
tivos
de
saude.
Melgaço.
—Snr. José
Pereira
de
Sá
Sot-
to-Mayor.
Recebemos.
Barcellos.—
Snr.
João
José
Fernandes
Coelho.
Recebemos.
ESCRIPTOS
DIVERSOS
Aos
meus bons
amigos os
pobres
A
esmola
livra
da
morte,
e
ella
é
a,que
.apaga os
peccados,
e
faz
achar a
mi
sericórdia
e
a
vida eterna.
LV.
DE
TOB.
CP. X'I.
9.
Nada
ha
inais
frisante
para
o
homem
altivo,-
que,
cercado
de
lisonjas,
atraves
sa
em
sumptuosos
carros
as
longas
calça
das
d
’
uma cidade
opulenta,
do
que
o
infeliz,
mendigo
esmolando-lhe
o
obulo
da
caridade.
E
todavia,
o rico
passa
indifferente,
e,
desviando
os
olhos
do andrajoso
pe
dinte
atroa-lhe
os
clamores
da
miséria
com
o rodar
estrondoso
do
seu.coéhe.
E
lá
vae
saborear,
vaidoso,
á
mesa
redon
da
do
primeiro
hotel,
os
supérfluos man
jares
do
mais
revoltante egoismo,
em quan
to o
pobre
se
contorce
nas dolWosas
angustias da
fome,
sem
forças talvefc,
pa
ra ir mais
ávante
implorar
os
restos
d
’
uma
refeição medíocre,
que
lh
’a mino
re.
Mas
que imporia
ao soberbo
hospede
dos
banquetes
opíparos
a
necessidade ex
trema
do abandonado
indigente,
se elie
mergulhado
em
gosos
e
sobrecarregado
d
’
honras,
quiçá menos
valiosas
do que
os
vapores
d
’
agua fervente,
se
deslumbra
na
contemplação
do
seu uniforme,
cheio
de commendas. que,
a
troco
d
’
oiro,
lhe
conferiu
um governo
corrupto?!
A purpura
mancha
sé
roçando
pelas
vestes
esfarrapadas
de Lazaro!
O homem,
levantado
ao
capitolio
das
grandezas
hu
manas,
sobre
castellos oscillantes
de me
tal
reluzente,
avilla-se
estendendo
de
lá
o
braço compassivo
de
irmão
victimado
pelos
caprichos d
’utna sorte
adversa.
Vergonha
da
sociedade!
epigramma
inscripto
no
fausto
dos poderosos! é
es
sa
numerosa
pleiade
de indivíduos que,
girando
no mesmo
solo,
gosando
re-
lativamente
dos mesmos
direitos,
sendo
esscncialmente
eguaes,
vão
devorar
mi
galhas
abandonadas
á
porta d’
aquelles a
quem
o
calculo de
momento,
o acaso e
muitas
vezes
o
dólo,
parece
ser
levantado
a
uma
esphera
d
’
inattingivel
superiori
dade.
Quando
o
homem
rico
trabalha no
augmento
de thezouros,
ou
os
desperdiça
em
prodigalidades
fúteis,
tem
na
mente
a
ideia
da
grandeza,
no
coração
o
sen
timento do
bem
e
n
’
alma o
amor do
agra*
davel.
Logo
porque
desce
elie
lodos
os
degraos
da sua
dignidade
d’homem,
de
cidadão,
de
funccionario, para,
com
a ala
vanca
da vileza,
ir
esquadrinhar
nos
tre-
medaes da
deshonra,
meios indecorosos,
que
vem
englobar á
face
d’
uma
socieda
de
digna,
prompla
a
abrir-lhe
.no
centro
da
sua
obra,
depois
dé
Ihé
ter
esculpido
na
fronte
o
stigma
do
erro,
cárcere
onde
o
enlace ao
banco
odioso
dos
réprobos,
com
as
algemas
da
censura
mais
justa,
para
lhe
confirmar
a
sentença
de
morte
moral,
que,
a
pezar
seu.
a razão, arbi
trada
em
juiz
supremo
das
suas
acções,
tem
já
proferido no
tribunal
mekoravel
da
sua
consciência
accusadora?!
Por
que
se
priva
de
todo
o
socego,
que
póde
diesfructar
no
pleno
goso d
’
éssá
paz
inal
terável,
—
escudo do
coração
humano, nas
vecissitudes
inherentes
á
stiá
peregrinação
terrena,
quando busca prehencher o as
pirar
illirnitado de
felicidade
na
solução
do
problema
eterno, que envolve todas
as
sciencias,
todas
as
grandezas,
por
que
é
a
base
unica
de tudo,
e que
se
resume
nas palavras:
=
Amar
a
Deus
por
amor
d’
Elle
e
amar
o
proximo
por
amor
de
Deus
—
;
para
augmentar
a oscillação
do
seu
espirito, inquieto
e
avido,
na
inscien-
cia premeditada dos
deveres
traçados
pa
ra
elie
no
arbusto
santo,
cuja haste,
le
vantada
nos
píncaros do
Calvario,
esten
de
seus
braços
immensos,
perfumados
pe
lo
hálito
divino
do
Filho
da
Virgem,
des-.
de
os polos
gelados
do
norte
até ás
pa
ragens
ardentíssimas
dos
tropicos?!
Por
que
deixa
morrer
ou
assassina
no
nasci-
cimento,
as
ideias
grandiosas
innatas
á
natureza
racional,
ideias
que
o levantam
do
pego onde
as
leis
da gravitação o
col-
lam,
para remontai
o
ás
regiões
sublimes,
que
desconhecem
os
olhos da
matéria,
mas
onde
realmente
se
vive,
se
ama,
se
gosa
e se crè^.
pirai
correr
no oceano
revoltoso
de
sentimentos
confusos,
á
mer
cê
de
paixões
que
o
subjugam,
até
ir
es-
pedaçar-se,
turvo
;
e
impotente
como
a
vaga
da
tempestade,
d
’
encontro
ao
ene
grecido
rochedo
do
cynismo?J
E
’
incrí
vel esta
verdade;
mas
provam-Hoi-Ui
os
(a-
ctd»
de
todos,
os
dias.
j
i,
i.
E poderá
dizer-se
que
o
homem
pra
tica
mahpeta
convicção
de
que
segue o
befti,
eu
pela
força
poderosa
d
’
uma von
tade
que se
revolte
contra
todos os
di>-
ctdmes
da
razãó?
Não;
não
póde
dizer-sè.
Repugna
ao
menor
senso
commum
a
ideia
de
que
tendendo
o homem natural
e
con-
Stantemente
para
a
feliêidade
e
tendo
na
liberdade
do
sen
espirito
o
principio
d
’ella
i
>
sinta ao mesmo
tempo, uma
opposição
in
trínseca
a
vedar-lhe
a
realisação
do
seu
íink.**
;
;
D^qui
conClue-se,
que
as
tendências
d
’alma
não
são,
não
podiam ser,
fataes
cotno
as
necessidades
phrsícas,
individua
lidade
da
matéria,
previameote
destinada
ao
aniquillamento.
O mesmo
principio
cohfinna,
que as
ideias
do
bem e
do
mal
se
tornam, pela
abstracção, tão
distinctas
á
|ntelligencia
humana
como
a
luz
e
as
trevas
e
sào
aos
orgãos
visuaes
pela
ob
servação
e
pela
sensibilidade.
E’
por
isso
que
o homem
Sente
dor
na enfermidade, afllicção na
desgraça,
desgosto
na
contradicção,
saudade
n‘
ati-
sencia,
mas
só
arrependimento no crime.
A
lei
natural, tendo
a
sua
causa
em
Deos
e
a
sua
origem
no
amor,
grava no
coração
do
homem
todos
os
preceitos
de
caridade,
que
a
moral
e
a
religião
de
Christo
lhe ensina.
D’ahi
vem a fraternidade edificante
de
que
os
povos
selvagens
nos
dão
singula
ríssimos
exemplos.
Partindo
d’
esse
principio
infallivel,
de
duz-se
que
o
homem,
ainda
o menos
educado,
sente
o
impulso
do
bem
movei-o
independentemente
da
sua
vontade,
e
que
só
por
meio
de
previa
preparação
póde
deixar
de
realisal-a.
•Zulmira
E.
A. de Sá.
(Ca
d
'núa)
DESPEDIDA
Antonio
José
da
Silva
Braga,
sua es
posa e
filha,
retirando-se
para
Lisboa,
onde
temporariamente
fixam a
sua
residência,
não podendo
despedir-se
das
pessoas
que
aqui
os
cumprimentaram,
a
todas
agra
decem
esta
fineza
e
lhes
offerecem
o
seu
préstimo
n
’aquella
cidade.
(2428)
ANNUNCIOS
VENDE-SE
a
casa da
ru»
do
An-
>:::S
jo
n.°
11
e
II
A.
Quem
a
pre-
tenter
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2423)
Exames dos candidatos ao magistério
primário
Os
exames
dos candidatos
ao
magisté
rio
primário
terão
logar nos
dias
29, 30
de maio,
3
e
seguintes
dias
de junho.
No
dia
29
serão
as
provas
por
escriplo
dos
candidatos
do
sexo
masculino;
no
dia
30
os
dos
candidatos
do sexo
feminino.
Braga 23
de
maio
de
1879.
O
secretario
do
jury
(2425) Manoel
d
’
Albuquerque.
PERDEU-SE
no dia
d’
Ascensão
do
Se
nhor,
em Braga,
desde
o
Bom
Jesus
do
Monte
até
á
1.
a
estação
dos
caminhos
de
ferro
uma
caixa
de
metaes da Rússia,
pa
ra
rapé.
Pede-se
á
pessoa
que
a
achasse
o
favor
de
a
fazer entregar
no campo
de
D.
'Luiz
1, a
Pinheiros
&
Irmão, que
se
gratificará.
(2429)
No
dia
28
do
corrente,
chega
a
esta
cidade
o
distincto
afinador
de
pianos,
do
Porto,
José
Julio
de
Barros,
com
demo
ra
de quatro
dias.
Quem
precisar
dos
seus
serviços,
que
durante
a
sja estada
offerece»
dtrija-se
com
tempo
a
esta
re-
dacção.
(2430)
BANCO
COMMERCIAL DE BRAGA
EM
LIQUIDAÇÃO
Na
incerteza
de
que
a
circular
que
abaixo
segue chegue
ao
poder
de
todos
os
sn-s.
credores
a
quem
acaba
de
ser
enviada,
mandamos
publical-a
n’
este
jor
nal,
para
por
este
meio
se
tornar
:
conhe
cida
de
todas as
pessoas
a
quem>t
inte
ressar.
Illm.’
snr.
Tendo
um
dos
credores
d’este
Banco,
o
illm.0
snr.
Lourenço
da
Silva
Pereira
Magalhães, obtido
despacho
judicial
para
este
estabelecimento
ser
intimado
para
no
praso
de
10
dias pagar
ao
mesmo snr. Ma-
galhões os
seus
créditos
por
promissórias,
ou
nomear bens
á
penhora,
e
tendo si
do
sempre
a
norma
do
nosso
procedi
mento,
como
liquidatários,
considerar
igual
mente a
todos
os
credores,
norrna nunca
até
hoje
desmentida
por
qualquer
exce-
pção
que
se
tivesse
feito
no
modo
de
pagar
as
promissórias
d
’
esle
Banco,
an-
nunciando-se
previamente
as
alterações
fei
tas
nos preços
das
acções;
convidamos
to
dos
os
snrs.
credores
a virem
receber
os
seus
créditos,
sendo
80
0/0
em
acções
confórme
o
rateio
que
demonstramos
na
nota
inclusa,
das
de
que
este Bancp
pó
de
dispor,
e
20
0/0
em
metal
sonante.
Cremos
cumprir
o nosso
dever
pro
pondo
aos snrs.
credores
o
pagamento
das
suas
promissoiias
com
os
recursos
de
que
dispõe
este
estabelecimento;
mas
se
v.
s.
a
não
liquidar
os
seus
créditos,
nós
não
podemos
deixar
de
entregar
a
final
a
liquidação
d
’
este
Banco
ao Tribu
nal.
.
Para
evitar
as
desastrosas
consequên
cias
que
d
’
esle
passo
terão
de
resultai,
para
isenção
da
nossa
responsabilidade,
não
podemos
proceder
d
’outra
maneira,
pois
o
que
nunca
faremos
é
proceder
de
modo
a
que
credor
algum
possa
ser
pri
vilegiado,
quando
todos os
snrs,
credo
res
leem
iguaes
direitos.
Esperando
que
v.
s.a
dará
ao
conteú
do
d’
esta circular
a
altenção
que
lhe
de
ve
merecer,
subscrevemo-nos-com
toda
a
estima
De
v.
s.*
ml.°
alt.
08
vn.
rs
A
Commissão
liqnidataria
do Banco
Commercial
de Braga
João
Luiz Pipa
.
Domingos
José
d
’
Araújo
Manoel Duarte
Goja
Antonio
José
Antunes
Deis
Manoel
Antonio
da
Silva
Pereira
Guimarães
Albano
da
Silva.
SOTA
do rateio
das aeçSea que ò
Bnneo Commercial
de Braga em
liquidação oíTereee
aoa
aeua cre
dores,
com ÍO 0/0 em moeda cor
rente.
B ATEIO
na
proporção de 1:000^000
Do
Banco
União
Portugal
e
Bra-
zil,
1:778
acções, ao preço
de
600000
1060680
Do
Banco
Commercial da Ma
deira.
7:285
ditas,
a
550000
400,0675
Do
Banco
da Regoa,
1:011
di
tas,
a
300000
30:330
Do
Banco
da
Covilhã,
2:580
ditas,
a
660000
1700280
Do
Banco
de Bragança,
4:596
ditas,
a
20,0000
910920
Rs.
799,0885
20 0/0
em
moeda
corrente
2000115
(2427)
Rs.
1:0000000
BHMI
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e 10,
d’
esta
cidade,
duas
moradas
de
casas
construí
das
de novo;
tracta-se
com
Antonio
Sil-
verio
de Paiva,
na
rua
de S.
Marcos.
(2431)_______________________________
RETRATOS DO P-e ANTONIO
VIEIRA
Vendem-se
na
rua
da
Sé
n.°
4,
e
na
administração
d’
este
jornal.
Preço
200
rs.
ATTEVÇÃO
Precisa-se
d’
um
indivíduo
que
queira
encarregar-se
de
fazer
varias cobranças
dentro
e
fóra da cidade;
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
6
dão-se
os
esclarecimen
tos
necessários.
(2413)
Previne-se
o
publico
de
que
desde
hoje
em
diante
o
ÚNI
CO
DEPOSITO
DA
CERVEJA
BAVIERA
é
em
casa
de
ANTONIO
JOSÉ
GONÇALVES VIEIRA,
10 - RUA NOVA DE SOUSA -10
Preços
os
mais
rasoaveis.
LA MODE NOUVELLE
ANNO
12
Jornal
de modas illustrado 12 ANNO
Publica
se no dia l.° de cada mez
NÃO SE AÇCEITAM ASSIGiNATURAS POR MENOS DE UM ANNO
A
utilidade
e
esmerado
estylo
da
sua
redacção;
os
bellos
gravados
da
moda
e pan-
nos,
os moldes
cortados,
a
comprimento
natural, que
permittem
arranjar
todos
os
toilfttes
publicados;
os modellos
de
estofados
a côr.
as
folhas
de
bordados
com
as
iniciaes
das
subscriptoras,
numerosos
labores
de corchete,
coifas,
guipure,
ponto
de
meia e penteados, chapéus,
pannos,
musica,
aguadas,
rendas,
rebus
illustrados,
folhas
de
franxias
para
vestidos
e
retrozeria,
fazem
d’
esta
publicação
a
mais
completa
que
póde
desejar
uma
senhora
ou uma
menina.
La
Mode
Nouvelle é
o
unico
jornal,
podendo
dar,
por
a
extensão
do
texto,
a explicação
detalhada
dos
desenhos
e moldes,
com
tal
claridade,
que pódem
todos
execular-se com
a
maior
facilidade.
Preço
para todo o Portugal, por um anno, 20X00 reis.
Subscreve-se
na
administração
do
«Comrnercio
do
Minho»,
e
na
livraria
Moré^
Praça
de
D.
Pedro
no
Porto,
e
rua
do
Souto
em
Braga.
0«
Linimento
BOYER-MICHEL
para
caval-
tos,
fazendo
as
vezes
de
fogo
e
não
deixando
vestígios do
seu
emprego
M
ichbl
,
pharma-
ceutico em
Alx
(na
Provença)
França.
—
Preço
1,000 rei».—Em
Lisboa,
o
snr Barreio,
Loreto, n.°
28—30. (25j
CARREIRAS
DIARIAS
O
Santa
Marinha,
Antonio
de
Couto
&
C.
’
,
todos
da
cidade
de
Guimarães,
fa
zem
publico, que abrem
as
carreiras
(lia
rias
para
Visella, a
principiar
no
dia
1
de
junho,
a
sair
de
Visella
para
Braga
ás
3
e
10
horas
da
manhã e
uma
e
meia
da tarde, e
de
Vizella
ás 4
e
5
horas
da
manhã
e
2
da
tarde. Todo
este
ser
viço
é
feito
em
direitura
a
Visella,
sem
muda de carros
e
bagagens.
Também principia
uma
outra nova
car
reira
por Basto
a
Chaves,
no
mesmo
dia
acima
indicado.
PREÇOS:
De
Visella
em
direitura
a
Braga
440
reis,
vice-versa
o
mesmo
preço;
de
Braga
ao
Arco
10040
reis;
de
Braga
á
Trofa
10640
reis;
de
Braga
a Villa
Pouca
20240;
de
Braga
a
Chaves
20840 rs.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Visella
nas
casas
dos
snrs.
Francisco
da Costa
e Sil
va
Guimarães,
Luiz
Paulino, e
no correio;
em
Guimarães na
casa
do
snr.
Ferreira
Guimarães,
e
em
Braga
na
tabacaria
do
bem conhecido
Ribeiro
Braga.
(2426)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de S.
Geraldo
n.° 18. Trata
se
no
cam
po
de
SanCAnna,
n.°
68.
(2298)
(2424)
BANDO
A
Camara
Municipal cUesta ci
dade e concelho de Braga
Faz
saber,
que
finda hoje o
praso
marcado para
o
pagamento
voluntário da
contribuição directa
de
1878
a
1879;
e
que
não
tendo
pago
suas
colectas
dois
terços aproximadamente
dos
contribuintes,
devem
estes
ir
satisfazer
até
ao
dia 4
de
junho
proximo
futuro;
porque
desde
esse
dia
em
diante,
terão
de
pagar
além
da
importância
do
aviso,
mais
a
de
seis
por
cento
do
juro
da
móra
—
contado
desde
21 de maio
corrente.
O
que assim
se
pu
blica
para
que
ninguém
possa
allegar
igno
rância.
Braga
20
de
maio
de
1879.—
Eu An
tonio
Manoel
Alves
Costa,
escrivão
da
ca
mara,
o
subscrevi.
O
presidente
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
(2420)
•
AOS
PROPRIETÁRIOS DOS HOTÉIS E
HOSPEDARIAS
Na Typographia Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias
tem obrigação
de entregar
to
dos
os dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
Caixa
penhorista Braearense
na
Travessa de
B. («ualdiin d’esta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até ás 9 da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem objectos
empenhados
na mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
ires
mezes
os
venham
pagar ou
resgastar,
senão se
rão
vendidos.
Tabacaria Bracarcnac.
(2102)
<
'
Meio
grqsSQ
cada
250 grs.
250
rs.
Vioagrinho *
>.
ll!»q*eb
Rõsauc
o
j
.?»
9
>
o
Secco
»
>
i
>
i
ii
Pacotes
de
25
25
rs.
,
.l.ii
l
.
■.........................................................
csáirrns
estrangeiros
Grande sortimento
das
melhos
mar-,
cas,
conservando
os
preços
antigos.
Por
caixa
tem
grande
abatimento.
Chegaram
á
TABACARIA
BRACARENSE.
(2403)
DE
Joao
Marques d'Almeida Castro
327,
rua
de Santa Calharina,
331
PORTO
Este
estabelecimento,
que
por grande
numero
de
pessoas
tem
sido preferido
a
outros,
não
só
por
os
prémios
que
no
mesmo
coostantemente
estão
saindo,
mas
por
a
promplidão
com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são dirigidas,
con
tinua
a
ler
á
venda
para
todas
as
lo-
terias,
bilhetes
inteiros,
meios
dilos,
quin
tos,
quartos,
décimos,
oitavos
e
fraeções
de
600,
500,
300,
250,
200,
130,
100
e
40
reis.
Satisfaz
para
as
províncias
todas
as
encommendas
(de
bilhetes
ou fraeções
em
pequena
ou grande
quantidade)
vindo
as
mesmas acompanhadas
da
sua
importân
cia.
em
ordens,
vales
do
correio ou
es
tampilhas
do
mesmo.—Envia
gratuitamen
te, os
prospeclos,
a todas
as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos
prémios
de
que
se
compõem
as loterias
e
dos
dias
em
que
as
mesmas se
teem
de
extrahir;
assim
como
remelte
no
fim
das
extrac-
ções,
as
respeclivas
listas
geraes
dos
pré
mios.
AOS PRETENDENTES
Apesar
do
grande
numero
de
corres
pondentes que
este
estabelecimento
tem
nas
províncias
para
a
venda
de
bilhetes
e
fraeções
de
todas
as loterias,
o
mesmo
recebe
ainda
propostas
das
pessoas
que
pretenderem
vender
este
genero
á
com
missão
Os
pretendentes
que
quizerem
en
carregar-se
da
venda
d
’esta fazenda,
po
dem
com
ella
negociar
sem
risco,
porque
se
acceita
de
novo
até
ás
vesperas
das
extraeções,
toda
a
fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem
vendido.
Além
d’
isso teem
a
vantagem
de
poderem
negociar
sem
em
pregar
capital
porque
a
importância
de
qualquer
remessa
que
lhes
seja
feita, po
de
ser
enviada
depois da
fazenda
vendi
da,
bastando
para
isso
que
o
pretendente
dê
como conhecimento
um
negociante
da
cidade
do Porto.
A
commissão
é
vantajosa
e
os mais
esclarecimentos
dão-se
a
quem
os
pedir.
(2330
BILHETES
DE VISITA
COM NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos de
por*
te
sem
augmento
de
preço.
APPAB1CIO «fc MASIIEIHO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
2L
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
210 reis.
Tarjados
de
prelo:
Cento,
400, 420 e 440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre*
pérola,
massa
e
veludo.
• 1, Praça do
Barão
de 9. Maríi
nho,
99
APPARICIO
&
MALHEIRÔ
braga
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplista da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
18$
Parte de Comércio do Minho (O)
