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- conteúdo
-
^OILIfA
RELIGIOSA,
K lUOTMCTOSSAL.
REDACTORES
—D.
Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio
Joaquim de
Mesquita Pimentel
7.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes. . ..
.
1Ó600
»
(i
» .
850
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios
cada
linha.
20
Repetição.............................
10
-■xíriaa.
PUBLIGA.-SE
AS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso...............................
2Ô000
í$0;iU
3&600
3&600
10
N.
“
939
V
30
.IÍT
v
L
Cãs*
SABBADO
24 DE
MAIO DE
1870
Sem
religião
não
póletn
existir
ideias
de
moral,
de
justiça,
nem de
honestida
de
em
povo
algum.
Os
princípios
da
mo
ral,
que
para
o
sabio
são
outras
tantas
verdades
eternas,
não
passam,
em
mui
tos
casos,
nas
cabeças
dos ignorantes, de
outros
tantos
prejuisos.
A
maior
parte
dos
homens, incapaz
de
íormar
uma
opinião
segura,
agarra-se
cegamenie
ás
opiniões
alheias,
e
em assumptos,
e
matérias
reli
giosas
tem-se
visto, e
está-se
vendo
que
0
povo
não
tem critério
para distinguir
as verdadeiras
das
falsas
doctrinas,
nem
os
verdadeiros,
dos falsos
mestres.
E’
certo,
que
o
vulgo
não
tem,
nem
deve receber
outra,
nem
melhor
educa
ção,
do
que a
religiosa,
porque
só
a
Re
ligião
sabe,
por assim
dizer, legitimar
aquel
les
prejuisos
salutares,
de
que se
alimen
tam
as
nossas
crenças
sociaes,
.
porque
só
ella
gosa
dos
foros
dà
razão
na
cabeça
dos
ignorantes.
Disse
Mvnlagne:
que
é
necessário
dei
xar
ao
juiso
de
cada
um
o conhecimento
do
seu
dever,
prescrevendo-lhe
porém,
e
não
lhe
deixando
livres os
princípios
dos
seus
discursos,
porque
do
contrario,
se
guindo
cada
qual
a
imbecibdade,
e
a
va
riedade
da
sua
razão,
e
das
suas
opi
niões,
viria
por
lim
de tempos
a
crear
o
dever
de
se
comerem
uns
aos
outros!
E
qual
é
a
religião, que
mais convém
ao
homem,
e
ás
nações?
Será
porventura
o
deísmo,
ou
esse
pequeno
e
limitado
nu
mero
de
dogmas
communs
a
todas
as
re
ligiões,
e
que,
na
erradíssima opinião
dos
nacionalistas
d’
este
tempo
bastam
á
mo
ral,
sem
necessidade
dos dogmas
particu
lares
do Christianismo?!
Muito
se engana
quem
pensa
que
o
vulgo,
abjurando
o,
acieditará
aquelles
dogmas
fiindamentaes
I
lo
deismo:
e
ainda mais
se enganará
se
se
persuadir
que
essa
religião
racional
seja
capaz
de
exercer
sobre
os povos
a
influencia
necessária
para
sustentar
a
boa
ordem
social.
Não
permitia
Deus
que
nós
façamos
questão
da verdade
dos
dogmas
que for
mam
o
symbolo
da
nossa
fé.
Independen
te
da
tradicção,
que
prende
com
o
prin
cipio
do
mundo,
a
philosophia
christã
mi
nistra-nos
as
provas
irrefragaveis
da
exis
tência de
um
primeiro
ser.
da sua
pro
videncia,
da immortalidade
da
nossa
alma,
e
da
verdade
da
vida futura,
onde
a
virtude será
premiada,
e
o
vicio
casti
gado.
As
apparições
de Lourdes, de
la
Salele,
de
Marpingen,
e
os
estigmas
de
Luisa
La-
leati são
outras
provas
das
verdades
fun-
damentaes
da
nossa Religião,
provas
de
que
o
Deus
d
’Israel
se
está
servindo
pa
ra
o
bem do
mundo.
A historia
de todos
os
povos
faz
nos
vêr
(e
hoje
mais
do
que
nunca) que
as
grandes
verdades
religiosas andam
altera
das
por
não
serem vistas
á
luz‘
do
Evan
gelho,
poisque só elle é
capaz
de pôr
fim
ás
escandalosas
disputas do
philoso-
phismo,
e
de
lixar
a
crença
invariável
no animo
dos
povps.
Foi a
revelação
que
deu
conhecimento
ao
homem,
do
verda
deiro
Deus,
e
que
extinguiu
todos
os
erros
da
superstição,
e
da
impiedade:
destruí
esta
auctoridade,
e
depressa
vereis
renas
cer
(como
estamos
vendo)
a
incerteza,
os
syslemas,
e
a
monstruosidade de todos os
erros
os
mais
grosseiros.
Dir-nos
heis
o
que
já
tendes
dito:
que
não
quereis destruir
a
revelação,
e
sim
apurai
a
descercando-a
dos
dogmas,
que
confundem
e escurecem a
razão,
e
li
vrando-a
das
instituições
positivas,
que
sobrecarregam
a
moral
de
deveres inú
teis
para
a
felicidade
humana.
No
vosso
racionalismo
basta
que se
seja
justo,
porque fóra
d
’
isto,
só
ha
ar
bítrio;
o
que
equivale
a
dizer-nos:
que
não
haja
mysterios porque
bastam
os pre
ceitos
naturaes do
Evangelho!
Arrazoando
porém
comvosco
em
theo-
logia,
perguntamos
primeiro
que
tudo
^com
que
direito
quereis
fazer
escolha entre
as
verdades
reveladas
sendo todas
ellas
ne
cessárias?!
E porque
motivo,
e
desconsi
derando
o
objecto
primário
da
Religião
(que
é
prepararmo-nos
para
a
vida
fu
tura),
a quereis
reduzir
a
não
ser
mais,
nem
outra
coisa
do
que
um
instrumento
da
política?!
Acompanhar-vos
hemos
por
um
pouco,
n
’
este
erro, para
mostrar-vos,
que
sepa
rando
a
theologia,
e
a
moral
natural,
dos
dogmas,
e
preceitos
particulares
do
Gbris-
tianismo,
lirar-se-ha
á
Religião
toda
a
influencia,
que
ella
tem
sobre
os costu
me, e
sobre
a
ordem,
e
a prosperidade
publica.
No
momento,
em
que
se
ensinar
ao
povo
a
descrer
o
que
lhe
ensina
a
reli
gião,
será
necessário
lançar
mão
das
ar
mas
do
raciocínio
para
o
convencer,
mas
só
se
conseguirá lançal-o'
no abysmo
dos
êrros:
e
o
povo,
para
quem
os
dogmas
são
mysterios,
e
os
preceitos
religiosos,
uma
cadeia
importuna
e
insupportavei,
não
respeitará
nem
os
naturaes,
nem
os
revelados
(como
estamos
vendo) e
todos
os
discursos,
e
arrazoamentos,
ora
com
batidos
pelo
atheu, ora
pelo
materialista,
serão para
o povo
o
desprezo
de uma
methaphisica,
que
elle
não entende.
Os
dogmas
revelados
dão
ao
homem
uma
ideia
mais sensível
da
divindade,
do
que
o dogma
natural:
o
Deus
do
Chris-
lianismo
está
mais
presente
ao
seu
espi
rito,
e
ao seu
coração,
do
que
o
deus
da
philosophia:
os
preceitos
positivos
for
mam
os
seus
costumes,
e
os
seus hab>-
tos,
preparam-u
’
o
para
a
pratica
dos
de
veres
naturaes;
lembram-lhe
a
toda
a
hora
a
religião,
que
as
paixões,
e
os
negocios
mundanos
lhe
fazem
esquecer:
a
observância
d
’
esses
preceitos
positivo
8
formam
a
piedade,
e
esta
alimenta
e
con
serva
a
religião;
emquanto
a
philoso
phia
nem
prende
o
espirito,
nem
"o
coração;
e
cada
qual,
ligando-se
a ella,
incute-lbe
o
seu
proprio
caracier,
os seus
gostos,
e
as
suas
ideias,
e
faz
com que
ella
degenere,
para
uns,
em
impiedade;
e
para
outros, ern
superstição;
e
quando
por lim
de
contas a
religião
philosophica
podesse
ser
ulil ao
sabio,
não
seria
bas
tante
para
a
humanidade
em
geral.
Sabido
que
a
lei
natural
não bastava
para manter a ordem
na
sociedade,
sur
giu
a
necessidade
das
leis
positivas
sem
as
quaes
nem
as da
natureza
seriam
co
nhecidas,
nem respeitadas:
acontece
isto
mesmo
a respeito
da
religião;
a
necessi
dade
de
que
os dogmas
e
preceitos
da
religião
natural
sejam
lixados,
promulgados,
e consagrados por
uma
religião
positiva
é
a
mesma,
porque
a
assim
não
ser
os
povos
desconheceriam
as
leis civis,
as
naturaes,
e
as
religiosas.
0
racionalismo
quer
que
o
povo
ac-
ceile
as
suas
opiniões pela
auctoridade
da sua
palavra!
Mas quem
são elles,
e
o
que
valem
para
que
se
creia
no
que
elles
dizem
?
0 povo
crê o que lhe
diz
o
clero,
porque
o
clero
não
lhe
falia
em
seu
proprio
nome,
e
sim em nome
de
Deus;
e
a
sua
missão é
não
só
apoiada
nos
chamados princípios
da
educação,
mas,
e
mais
que
tudo,
na
auctoridade
da Egre
ja;
quer
dizer
—no
testimunho
de
uma
sociedade, espalhada
por
todo
o
mundo,
que
atlesia
factos
authenticos,
e
aquelles
dogmas
divinos,
que
o
seu
Fundador
lhe
transmitliu
por
uma
snccessão
nunca
in
terrompida.
Esta
auctoridade,
a
primeira,
e
mais
imponente de todas,
tem
todos
os
caracteres
da
infallibilidade,
por
ser
fundada
nas
palavras, e
nas
promessas
d
’
Aquelle,
a
quem
foi
dado
poder
sobre
os
céos,
e sobre
a
lerra.
Onde
tendes
vós
os
titulos
para
di-
18
I?
0LÍ1L
i
i .h
0
CAPITAS AÍ1SL0
ROMANCE
PO
11
J.
B. da Silva Ramos.
OFFEIIECIDO
E D.IDICADO A’ EXC.
1"’ SNH.’
D.
Antonia Augusta T. de Vasconcellos,
CASA
l)K MAftBuK, BM CELOK1CO DB BASTO.
VIII
O
’
ahi
a
pouco
tempo,
saiam
dois
rapazões,
creados
da
casa,
para
tomarem
conta
dos
ca-
vallos:
ao
mesmo
tempo,
abriu-se
uma
porta,
flue,
na
frente
da
casa
estava,
ao
cimo
d
’umas
hellas
escadas
de granito.
Mal
a
porta
se abriu,
a
ppareceu
a
ligura
magestosa
e respeitável
d
’um
velho
de
setenta
annos,
já
calvo, de
longas
barbas
brancas,
e
sem
o
braço
esquerdo.
Angelo
subiu,
e
depois
de
’
se
cumprimen
tarem
entraram
para
um
grande
salão
decen
temente
mobilado.
.
1
roçadas
algumas
palavras
com
respeito
á
jornada, entrou
uma senhora
de
perlo de
ses
senta
annos,
em
cujas
feições
não
tinham
estes
podido
apagar
os vestígios d’
uma
grande
for
mosura.
—
Em
dever
triste
e
penoso
—
disse
Angelo
—
me
obriga
a
procurar
a
morada
de
vv.
ex.
’s
o
dever
que
me
impoz
a
sympathia e
arai-
sade
d
’
um
nobre
e
infeliz
mancebo!
Os
olhos de
Christovão
arrasaram-se
de
la
grimas,
I
—
Bem
sei
—
disse
este
—
são
as
ultimas
no-
j
ticias
do
nosso
querido
Fernando!
—
E
’
verdade,
meus
senhores...
Mas
a
pes
soa, a
quem tenho
de
dirigir-me
não
está
aqui.
—
E’
á esposa
d
’
elle?
—perguntou D.
Anto
nia.
— Sim,
minha
senhora.
—
Essa
já está
unida
a
elle
no
ceo!...
pouco
tempo
lhe
sobreviveu!...
Angelo
calou-se,
porque
nem
Christovão
nem
D.
Antonia
o
podiam
attender:
ta!
era
a
vio
lência
dos soluços
e
das
lagrimas
em
que
am
bos
os
esposos
estavam.
Por
lim,
D. Antonia,
socegando
um pouco,
exclamou:
—
0
Senhor,
que
semeou
rosas
na
nossa
ju
ventude,
deixou-nos
espinhos
para
a
velhice!...
Bemdita
seja
a
sua santa
vontade...
...
Estamos
sós,
meu
snr.,
passando
dias
tris
tes e amargurados!...
sós... e
sem
ter
quem
console
nossa
velhice!...
0
que
me consola é
a
ideia de
que
breve
entrarei
no
tumulo,
e
só
então
poderei
abraçar
os
entes
queridos
que
perdi
no
mundo!
—
Sinto
no
fundo
d
’
alma
—
disse
Angelo
—
a
justa
dôr que
lhes
dilacera
o
coração...
—Ah! senhor!
não .az
ideia
das
amarguras
que
temos
curtido!
não
faz
ideia
das
lagrimas
que
temos
derramado
e
da
tristeza
que
enlu
ta
a
nossa
velhice! V.
s.a não
póde
calcular
os
soffrimetitos
do
coração
de
pae
na perda
dos
entes
queridos
do
seu
coração
... Não é
pae,
porisso
não
póde
saber
o
que
é
o
amor
pa
ternal;
esta
affeição
profunda
e
generosa,
esta
es-
pecie
de
instincto sublime
que
fórma
o
laço
que
prende
o
pae aos filhos;
esta
melancolia
negra
e
profunda,
esta
dôr
de
todos
os mo
mentos,
que
nos
acompanha como
a
própria
sombra,
porque
um
pae
nao
separa a
ideia
do
filho,
da
sua própria
ideia.
N
’
este momento,
sentiu-se
o
relincho e
ba
rulho
de
cavallos
que
chegavam;
e
D.
Anto
nia,
correndo
á janella
annunciou
a
chegada
de
i
sua
irmã, marido e
filha.
D.
Antonia
pediu
licença
e
Angelo
para
ir
recebel-as,
e
Christovão
convidou-o
a
descan-
çar, e a
tomar
alguma
refeição,
e
acompa-
uhou-o
até
o
quarto, que
lhe
destinaram,
n
’
u-
ma
extremidade
da
casa.
D.
Antonia
recebeu
os
parentes
com
todos
os
signaés
de
sincera
e
franca
amisade.
De
pois,
levando-os
aos
aposentos
que
por
costu
me
habitavam,
contou-lhes
a
chegada
do
ofli-
cial,
e a missão de
que vinha
encarregado.
Angelo
pediu
a
Christovão que
o
deixasse
só
por
algum
tempo.
Francisco
veio
tomar
as
ordens
de
seu
pmo,
e
este
o
reteve
para
orarem por
algum
tempo,
era
comraum,
como
tinham
por
costume, no
que
gastavam
tres
quartos
d
’
hora.
Quem
desconhece
os
deveres
de
chefe
de
fa
mília,
poderá
rir-se do
procedimento
do
capi
tão,
e
o
orgulho
poderá
classificar
este
dever
imperioso
dos
amos
para com os creados
de
carolice
baixa, attentatoria da dignidade do
ho
mem. Angelo
é que não
se
importava
com
es
tes
prejuisos,
e
em
seu
puro
coração,
não
ti
nha
império
algum
o
respeito
humano.
Christovão
duas
vezes
chegou
á
porta
do
quarto,
para
o
convidar
até
á
sala,
e
apre-
sental-o
a
seus
parentes;
mas,
percebendo
que
estava
a
rezar,
não
(juiz
eslorval-o,
e
retirou-
se incantado
do
seu
procedimento,
descobrin
do
nas suas
bellas
qualidades
o
porque
do
seu
nobre
procedimento
para
com
seu filho;
por
quanto
sabia
que
a
piedade
se allia natural
mente
á
virtude, e
que se não
póde,
sem
erro,
suppor
uma
virtude
solida sem
piedade.
Contou,
pois
a
sua
mulher
o
que tinha
visto
e
ouvido, e
formaram
ambos do
capitão
o
con
ceito
que
elle
merecia. Porisso, tanto
estes,
como
os
hospedes,
estavam
anciosos
por
con
versarem
com
Angelo,
e
conhecel-o.
Afinal
foi
Christovão
procurai-o
e
apresental-o
aos seus
patentes
Foi
por
todos
recebido
com
muito
respeito
e
estima.
Pouco
depois
serviu-se
o chá.
Conversou-se
vagamente
sobre
motivos
sem
interesse;
havia
um
que
todos
desejavam
co
nhecer,
mas
que
todos
evitavam
tocar,
por
que
era
extremamente
doloroso.
D. Antonia
que,
mais
que
todos,
desejava
saber
as
particularidades
da
morte
ne
seu
fi
lho,
mas
que não
se
achava
com
forças
para
as
ouvir
de
chofre, quiz
de
longe
dirigir
a
conversação
para
’
hi,
perguntando
a
Angelo
d
’
on-
de
era a
sua
naturalidade.
—
Nem
eu
sei,
minha
senhora
—
respondeu
Angelo.
—
Diz
a
boa
mulher
que
me
creou,
que
fóra
ella
quem
me
arrancou
dos
braços
d
’
uma
outra
que
morreu
esmagada,
ao
cami
nhar
para
a
ponte,
fugindo
aos
francezes.
—E
então
como
chegou
á
posição
em que
hoje
se
acha?
—
perguntou
a
sobrinha
de
D.
An
tonia,
mostrando esperar
com
interesse
a
res
posta.
—
Essa
boa
mulher
—
continuou
Angelo
—creou-
me
até
a
edade
de
seis
annos,
pouco
mais
ou
menos;
depois,
ura
exceílente
sacerdote
—
o
snr.
conego
Mascarenhas...
—
Conego Mascarenhas!...
—
disseram
todos
a
uma
voz.
—
Será
o
snr.
o
Angelo?
—perguntou
a
so
brinha
de
D. Antonia.
—
Sou,
minha
senhora.
Então
ella
não
poude
conter-se,
e
lançou-se-
ihe
nos
braços.
(
Continua).
ciar leis
ao
pensamento?
Appellaes
para
a
razão,
e
para
a
verdade?
Olhae—
é
esse
o mesmo
tribunal
a
que
recorrem
os
so-
phistas, e
os
impostores
de
todos
os
sé
culos
com
o
tim de deiticarem
todas
as
torpezas
da
idolatria.
Nao
abandonaremos
este
campo.
José
de Freitas
Amorim
Barboza.
«MCA
ESTRANGEIRA
Alguns
jornaes
francezes
trazem-nos
uma
revelação, que,
comquanto
nos
não
surprehenda,
deve
todavia
registrar-se.
Referimos-nos
á
protissão
d
’
impiedade
que
o
snr.
Grévy
acaba
de
fazer,
nas
seguintes
circumstancias:
O
presidente
da
republica
recebendo
uma
deputação
da
infame seita
protestante,
a
qual
se lhe queixava
ácerca
do
facto
de
terem
sido
nomeados
por
Ferry
dois
professores
de Faculdade
da mesma
sei
ta,
sem
haver
consultado
os
presidentes
do respectivo
conselho,
aos
quaes
os
dois
nomeados parece
não
serem
muito
agra-
daveis,
pronunciou
as
seguintes
palavras:
«Agradeço-vos,
senhores,
a
vossa vi
sita.
Injustamenle
vos
temeis
das
inten
ções
do
governo.
Que
hostilidade
poderia
elie
ter
contra
o
protestantismo?
Eu
con
sidero
a
Egreja
protestante
como
a
mãe
da
democracia
nos
tempos
modernos.
Se
o
governo
tencionasse
ferir
a independên
cia
e
a
dignidade
de qualquer
Egreja,
—
o
que elie não
quer fazer—
a
Egreja
refor
mada
seria
a
ultima
cuja
liberdade
pen
saria
em coarclar. tX'ão
tenhaes
pois
re
ceio»......
Para
o
chefe
do
governo
d
’
uma
nação
calboiica,
commenla
um illuslre
jornalista,
estas
palavras são significativas. A
Egre
protestante
nada tem
a
temer,
ella
será
a
ultima
perseguida!
Por
outro
lado,
o
Conselho
municipal
de Paris acaba
de acolher mui
benevo
lamente,
e
por
certo
não
deixará
de
vo
tar,
a
seguinte
proposta
do
cidadão
Hove-
lacque:
«O
Conselho,
considerando
que
a
ci
dade
de
Paris
é
esseucialmenle interessa-
da»
a
fossem
atacar
n'aquelle
porto,
o
que
não
parece
muito verosímil.
Noticiavam
de
Tupiza
(Bolivia)
a
22
que
o
general
Doza
atravessára o
Perú
á
frente
de
7:000 homens,
e
que
alli
(Tu
piza)
estavam
3:000
promplos
para
se
guir
onde
fosse
necessário.
O
governo
do
Perú
decrelára a
ex
pulsão
dos
chilenos
domiciliados
n
’
aquel-
la
republica,
dando-lhes
48
horas
para
deixarem
o
terrilorio
peruano.
Fora no
meado
um
plenipotenciário
peruano
junto
do governo
do
Equador,
no
inluito,
se
gundo
constava,
de
conseguir
a
alliança
d
’
esta
republica
contra
o
Chili.
Alislavam-se
numerosos
voluntários
para
combater
contra
o Chili.
Atlribtiia-
se
a
morosidade
da
sahida
da
esquadra
peruana
de Calláo a receios
do
governo
do
Perú
de
uma
sublevação
promovida
por
Pierola.
Os
donativos
voluntários
para
as
des
pezas
da
guerra
excediam
já
de
dous
mi-
hões
e
meio
de
pesos.
liisbot»,
81 de
maio de 1&39.
(Do
nosso
correspondente)
,
Recebo
resignado, charos
redactores,
a
noticia
da amputação,
que soffreu
a
minha
pobre
correspondência
de
14
do
corrente.
Parabéns
ao
illuslre
operador,
-
e açs
que
o
coaljuváram.
Ninguém
a
fa
ria
com
mais
felicidade.
Lamento,
porém,
que
fosse
necessário
tamanho
sacrifício,
sem
que todavia
deixe
acatar
os
motivos.
Eu, meus
amigos,
nasci
assim,
e
mor
rerei
assim:
pão,
pão; queijo,
queijo......
A
’
vante!
A verdade
tem
muita
força,
e
porque
a
tem,
acaba
de
obter
um
novo
trium-
pho
na
camara
dos
pares.
O
Casal
Ri
beiro,
allulindo
á
applicação
do extincto
convento
de
Chellas
para
um
collegio
de
missões
ultramarinas,
disse:
«Tracta-se
de
uma
obra
boa,
e pa
triótica.
Se
queremos
conservar
as
colonias
devemos
ler
em
linha
principal
o
elemento
religioso.
Foi com
a
cruz que
as
adquiri
mos,
é
com
a
cruz
que
devemos
con-
serval-as»
.
Mas,
não
foi
só
o
referido
par
quem
ificou,
no
ponto
subjeito,
a
monar-
chia
legitima;
Thomaz
Ribeiro
lambem
disse:
«Se nós desconhecessemos a con-
da
na
desapparição
dos privilégios
do
clero,
especialuienle
pelo
motivo
de
que,
em
virtude dos
decretos orgânicos
de
1809
e
art.° 24
da
lei de
1837,
ella tem,
como
todas
as
communas,
de
perfazer
as
insufliciencias
dos
orçamentos
de
fa
bricas;
Considerando
que
é
contrario
a
toda
equidade
que
as
pessoas
que
não
prati
cam
nenhum
culto
tenham
de
contribuir
para
as
despezas
que
occasiona
o
orça
mento
dos
cultos;
Emilte
o
voto:
Que
os
privilégios
ecclesiaslicos
sejam
abolidos
e
que
os
ministros
dos
diíferen-
tes
cultos
sejam
submetlidos
ao
direito
commum;
Que
a
transaeção
concordataria,
vio
lada
quotidianamente
pelo clero
calholi-
co,
seja
declarada
definitivamente
abroga-
da,
e
que
o
Parlamento, separando a
Egreja
do
Estado
não
inscreva
no
orça^
mento
de
1880
nenhum
credito
para
os
cultos».
Por
estes singelos
factos
pódem
os
leitores
suspeitar
a
que
profundo
abysmo
estão arrastando
aquella
pobre
nação!
—
Crê-se provável
a terminação
da
guerra
do
Afghanistan.
Parece
que
Yakou
Khan
acceila
as seguintes
condições
impostas
pela
Inglaterra:
Ao
sul,
do lado
do
Bélouchistan,
as
montanhas
de
Kojak-Amram formariam a
nova
fronteira,
deixando
assim
aos
in
glezes
os
desfiladeiros
do
Kojak,
que
são,
d
’
esle
lado,
a
chave
do
Afghanistan,
e
o
valle
de Pishin,
com as
elevadas
planícies
que
bordam este
valle.
Por
consequência
Candahar
será en
tregue
aos
afglians,
e
as
tropas
inglezas
sob
o
cominando
do
general
Biddulph
que
teem
operado
n
’
esta
região,
deverão
abandonar
mais de ametade
do terreno
conquistado
por
ellas.
A
ésle,
o
valle
de
Khrouroum
até
ao
desfiladeiro
de
Shoutargardan,
seria cedido
aos
inglezes,
que
assim
conservariam, de
este
lado,
lodo o
terrilorio
conquistado
pelo
general
Roberts,
compreliendido
o
desfiladeiro
de
Peiwar.
Finalmenie, do
lado
do
norte,
onde
operava o
general
Bronne,
o
famoso
des
filadeiro
do
Khyber
pertenceria
aos
in
glezes.
Além
d
’isso
a
Inglaterra
teria
obtido
o
direito
de
ter
um
agente
político em
Candahar
e
um ministro
residente
em
Ca
boul.
gularíssima
a
publicação
d
’
esla
obra,
qu
e
nos
parece
muito
importante.
Romaria «í» AgcensSo.
—
Esteve
extraordinariamente
concorrida
a
romaria
da
Ascenção,
que
ante-honlem
se
fez
no
bellissimo
local
do
Bom
Jesus do
Monte.
E
’
verdadeiramenle
maravilhosa
a
ac-
tividade
que a illuslre
commissão
encarre
gada
da
administração
d
’
aquelle
sanctua-
rio
tem
desenvolvido
nas
obras
de
afor-
moseamen
o
do
mesmo.
Tudo
alli
se
está
tornando
peregrina-
mente
encantador, e
de
dia
a
dia
mais
bellezas ha
para
admirar.
Na
realidade
são
poucos todos
os
lou
vores
que
se
deem
á
benemerita
commis-
são.
A
romaria
correu
na
melhor
ordem;
só
temos
a
referir
um
facto
que
podia
ter
serias consequências.
Nas
festividades
d
’
aquelle
sancluario
ha
o
péssimo
costume
de
lançarem
os
foguetes
do muro
que
fica
em
frente
á
porta
principal
da
egreja.
Pois o
ultimo
foguetão
que
queimaram
ante-hontem
ao
findar
a
Hora
solemne,
tomou
a
direcção
da
fachada,
introduziu-se
por
uma
das
janellas,
cujos
vidros
partiu
em
estilha
ços,
e
foi
estoirar
no
interior
do
côro,
produzindo
na
innumera
concorrência
de
pessoas
que enchia
o
templo
um
pânico
e
uma
confusão
indescriptiveis.
Como
dis
semos,
este
caso
não teve
consequências
de maior,
mas
podia
tel-as;
porisso
deve
d
’oravante
queimar-se
o
fogo
n
’outro
lo-
gar
que menos
perigos offereça.
O
j»reçs» «Is*
carne.—
Tem
descido
e
continúa
a descer
o preço do
gado
vaccum,
em
virtude
do
que
tem
dimi
nuído
o
preço
da
carne,
em
varias
ter
ras.
Em
Braga,
porém,
ainda se
vende
pelo
mesmo preço,
tsperamos
que
a
ex.
ma
camara
tome
este
negocio na
devida
con
sideração.
Bíbliotiieea publiéw
—
Em
sessão
de
20
do
corrente, na
camara
dos
depu
tados
foram
approvados
sem
discussão
vários
projectos,
entre
’ os
quaes o
n.°
108,
que considera
a
bibliotheca
publica
d’esta
cidade
estabelecimento
municipal
para
lodos os
efleilos.
Cumpiiiiiiia Carris <*« ferr«» de
Braga.—A
companhia
Carris
de
ferro
d
’esta
cidade
vae
continuar
a linha
ferrea
para
carros
americanos,
desde
o
arco
do
Bom
Jesus
até
proximo
á
egreja
do
san-
cluario.
Voto
de
louvor. —
Em
sessão
da
Junta
Geral d
’
este
dislricto foi
lançado na
acta
um
voto
de louvor
ao
exc.1110
snr. dr.
José
Borges Pacheco
de
Faria,
digníssimo
commissario da policia,
pelo
zelo
e
dis-
lineção
com
que s.
exc.
11
tem
desempe
nhado
este
cargo.
Foi
uma
resolução
dhnteira
justiça,
que
muito
folgamos
de
registrar.
ffhestívidaide.
—
Festeja-se
amanhã,
na
capella
de
Nossa
Senhora
de
Guadalupe,
a
Padroeira da
mesma,
com missa canta
da
a
instrumental,
Exposição
do
SS.
Sa
cramento
todo
dia,
e
no
fim
do
sermão
ladainha
de
Nossa
Senhora,
com
a
bênção
do
Santíssimo.
E’
orndor
o
rev.
9
padre
Luiz
Gomes
da Silva.
.
Atravez da prbvineia.—
Dizem
de
Barcellos:
—
O
aspecto
dos
campos
é
ex-
cellenle
no
que
que
respeita
a
cereaes
e
vinhedos,
e
tudo
promette,
por
emquanto,
nm
anno
farto
d’aquelles
e
de
vinho.
0
mesmo
não
se
póJe
dizer das
hortas
e
balataes
que
no
geral
estão
fracos,
e
so
bretudo
d’
estes
que
os
temperãos
em
gran
de
parte
foram
destruídos
pelas
muilas
chuvas,
e
agora
o
estão
sendo
os
serodios
pela
moléstia
que
começa
a
acommetlel-os.
SSeBCGbevía
ii»[nirtiwste.—A
arfe
pholographica
produziu
ullimamenie uma
invenção
importante,
que
em
breve
se
es
palhará
pelo
mundo
inteiro.
Todos
sabem
que
foram
até
hoje
infructuosos todos
os
esforços
que
se
leem
feito
para diminuir
o
tempo
de
20
a
30
segundos,
indispen
sável
para
tirar
um
retrato.
Essa
demora
tem
cansado
considerá
vel
perda
de
material
e
de
tempo.
0 pho-
tographo
Kroh,
de
Viehna
d
’
Austria,
aca
ba
de
inventar
o
meio
de
tirar
um
re
trato
em
um
segundo,
com
a
perfeiç^
das
photographias
que
até
hoje
se
fizeram.
A
invenção
foi comprada
pela
firma
Ei-
seusechiml
e
Wachll,
em
Vienna
de
Áus
tria,
por
10:000
florins,
e
offerece-a
ag
9-
ra por
meio
de
subscripções
a
outros
photcgraphos. Consta
que
a
lista
de
sub-
scriptores
augmenla
de
dia
para
dia.
,
Contingente «fie
recrutas-'
E°'
fixado
em 2:000
recrutas o
resto
do
con
tingente
para
o
exercito
no
anno
de
18/B,
assim
distribuídos;
Se
a
paz. é
feita sobre
taes
bases,
a
Inglaterra obtém,
do
lado
do
Afghanis-
tan,
a
fronteira
identifica
que ella
am
bicionava,
expulsa
a
influencia
russa
do
reino
de
Caboul,
e
faz
do
emir
um
so
berano
meio
vassalo,
que
nenhum
mo
vimento
poderá
fazer
sem
sua
permissão.
—
A
guerra
dos zulus continua
no
mesmo
pé.
Os
inglezes
preparam-se
para
tomarem
.uma
vigorosa
offensiva.
—
Por
mais
de
20:000
votos
de
maio
ria
acaba
de
ser
restabelecida
a
pena de
morte
na
Suissa.
—
O
estado
político
da
Rússia
conti-
núa
gravíssimo.
Os
extremos
rigores
de
que
se
tem
soccorrido
o
governo
nada
poderam
conseguir
ainda
em
bem
da
or
dem.
Pelo
contrario.
A terrível
seita
ni-
hilista
continua
cada
vez
mais
persistente
no
seu
infernal
proposito
São prova
d
’isto
os
factos
que
diariamente
se
estão
dando
no
império
czarino,
e
que
por
numero
síssimos
não
podemos
referir.
Ultimamente
tem-nos
o
telegrapho
no
ticiado
vários
e
horrorosos
incêndios,
que
são
attribuidos
aos nihilistas. Pois
até
hoje
ainda
se
não
descubriu
um
unico
dos
auctores
d
’estes
monstruosos
crimes.
O
quadro
que
nos
offerece aquelle
império
é
de
todo
o
ponto
indescriptivel.
—
São
um
pouco
alrazadas
as
noticias
da
guerra
entre
as
Republicas do Paci
fico
(America
do
sul).
Os
governos
allia-
dos
do
Perú
e
da
Bolívia receberam
a
declaração
de
guerra
do
Chili
a 5 d’
abril.
Até
24
do
mesmo
mtz
sabe-se
que
a
esquadra
chilena
destruiu
os
elementos
d
’
embarque
e
desembarque
dos
peruanos
nos
portos
de Huaiullo
e
Pabellon
de
Pica.
As
corvetas
«Esmeralda»
e
«Magalla-
nes»
ficavam
ao
bloquear
Iquiqne
seguin
do
os
outros
barcos
para
o
Norte.
As
ba
terias
peruanas
de Pisagua
fizeram
fogo
contra
os
navios
chilenos
«Chacabuco»
e
«Blanco
Encalada»,
os
quaes
responderam
vigorosameute.
A
bordo
do
primeiro
fica
ram feridos
6
homens
e
morreu
1.
As
perdas
dos
peruanos
eram
ainda
ignora
das.
A esquadra
peruana
ainda
perma
necia em
Calláo. Dizia-se
que
o
governó
do
Chili
ordenara
que
os
encouraçados
«Almirante
Cochrane»
e
«Blanco
Ençala-
veniencia
das
missões,
tínhamos
ahi
a
historia
para
nos
informar.
E
depois: «Os
novos
missionários hão-de ser
bem
rece
bidos
nas
colonias,
onde
resta
ainda
de
seus
antepassados
um
glorioso
nome».
A
apolheose
das ordens
religiosas,
que
Thomaz
Ribeiro,
aliás,
não
quer, esta
feita
pelos
proprios
filhos
da
eschola
apos
tada
inimiga
dos
frades.
Comtudo
pronunciam-se
pelas
missões,
gritam
a
instante
necessidade d’
ellas,
mas
pensam
que
serão
profícuas
sem o con
curso
dos
missionários regulares.
E’ um
erro,
cuja
demonstração
o tem
po
tem
feito,
sem
opposíção
possível.
Os
frades
foram
extinclos
ha
quarenta
e
cinco
annos;
e,
a
despeito
das missões
do
clero
secular,
ou
seja
pela
exiguidade
numérica,
ou
por falta
de zelo,
o
estado
moral,
e
religioso
das colonias
é
de
todo
ponto
deplorável.
Desenganem-se:
só
os
frades poderão
desbravar,
outra
vez,
aquellas
impenetrá
veis
charnecas de
ignorância,
e
civilisar
aquelles
povos,
secundados
pela
illustra-
ção,
e
boa
vontade
da
auctoridade
civil
Falleceu
a
snr.a
D.
Maria
Rosa
Balse-
mão, na
flôr
da edade, e
uma
das mais
interessantes donzellas
da
velha
aristocra
cia,
por seus
dotes,
e prendas.
Poucas
tenho
conhecido
tão
amaveis.
Era
filha
de
Eduardo
Balsemão.
As
corridas
de
domingo estiveram
mais
concorridas,
mas
não
tanto que
se
possa
dizer
que
houvesse
abundancia
de
espe
ctadores.
Este anno a
direcção
do
jockei
club
eliminou, na
primeira
corrida,
as
musicas
marciaes,
por
espirito
de
economia.
A
re
ferida
falta
foi
mui
sensível.
Já
regressou
de
Roma
I).
Antonio
de
Almeida, filho do honrado
legilimisla
o
finado
conde
dXllivema
dos
Arcos.
Dizem-
me
que
é
um
los
redactores
da
«Palavra»,
catholica liberal....
Terminaram
os concertos clássicos
Bar-
bieri
foi
nomeado
official da
ordem
de
Sant’lago,
e
recebeu
diversos
brindes
de
valor.
Merece-os.
Elie
teceu
muitos
encó
mios
á
orchestra
portugueza;
lamenta,
porém, que
os músicos
não prestem
sem
pre
toda
a
atlenção
no
desempenho
dos
seus
deveres
artísticos.
Conlinua
aqui
a
falta
de
trabalho
com
grande
damno
para a
classe
operária.
To
davia
os
jornaes
não
baixam.
Os
logistas
também
se
queixam,
mas
a
liberdade
tri
pudio,
e
lambe-se
toda
porque vive
gorda
e
anafada.
Sancta
gente!
A
immoralidade
política
campêa
cada
vez
mais
nos
arraiaes
da
liberdade.
E
se
não
vêde:
Quando
se
discutia
o
orçamento da
marmha,
na
camara baixa,
appareceu
um
dos
escândalos
mais
monumentaes
da
epo-
cha;
tendo
se
votado,
na
sessão
pissada,
uma
proposta
para
a
reforma da
secreta
ria da
marinha
com
a
condição
de
se
não
gastar
nem
mais
um
real
do
que a
verba
anteriormente
approvada,
o
governo
augmentou
á
despeza
do
referido
ministé
rio
cerca
de
10
contos
de
reis,
aposentan
do
uns,
promovendo
outros,
para
em
se
guida
serem
também
reformados
no
intui
to
de
dar
logar
aos nepotes. Um
dos
de
putados
acoimou
o
referido
facto
de
bur
la,
o
Corvo
não
gostou
do epitheto,
mas
enguliu
a
pilula.
A
despeito
dos
grandes
re
cursos
da
sua provada
intelligencia
não
pô
de
defender
o governo.
O
povo,
porém,
fica
pagando
mais
10
contos
de
reis pa
ra
os
afilhados
da
regeneração.
E
assim
vae
tudo,
meus
amigos,
até
que
a
Providencia
nos
valha
inspirando
ao
povo
a
resolução
de
enxotar
do
poder
os
que
lhe estão
sugando
ha
tanto
a
sub
stancia,
e
os
enxote.
Por
hoje
basta.
Todo
vosso
4.
a—Mti
wwrr
i
Kwwrim
ao
t
'
wr
.
oauai
is
naifxt
UZÍtlili
Chroniea religiosa.
—
Amanhã,
2o:
Procissão
da
Correia
no Populo.
Exercicio
do
Santíssimo
Coração
de
Maria nos
Remedios.
Indulgência
plenaria
na
capella
de
Gua-
dalupe.
Exposição
do
Santíssimo no
Salva
dor.
Festividades
do
SS.
Rosto do
Senhor
na Misericórdia,
e
de N.
Senhora da
Ba
talha
na
capella
de
S.
Gregorio.
Maravillias
da
Creaçã».—
Recebe
mos
o
n.°
6
das
Maravilhas
da
Creação,
pelo
snr.
pedro
m
.
posser
.
Continua
re
Angra
do
Heroismo,
34;
Aveiro,
117;
Beja,
63; Braga,
149;
Bragança, 77; Cas
tello
Branco,
75;
Coimbra,
131;
Évora,
47; Faro,
83; Funchal.
51;
Guarda,
100;
HoJta.
31;
Leiria, 84;
Lisboa,
205;
Ponta
Delgada,
51;
Portalegre,
46;
Porto,
195;
Santardm,
93;
Vianna
do Castello,
95;
Villa
Real, 102;
Vizeu,
171
Do
mesmo
modo
serão
exigidos
e
dis
tribuídos
mais 12:800
recrutas,
em
que
é
lixado
o
contingente
do
anno de
1879,
sendo
12:000
para
o
serviço
do
exercito
e
800
para
o
da
armada,
assim
distri
buídos;
Angra
do
Heroismo,
216;
Aveiro,
752;
Beja,
403;
Braga,
951;
Bragança,
482;
Castello
Branco,
487;
Coimbra,
836;
Évo
ra,
301;
Faro,
529; Funchal,
330;
Guar
da.
645;
Horta, 196;
Leiria,
537; Lisboa,
1:316;
Ponta
Delgada, 332;
Portalegre,
292;
Porto, 1:249;
Santarém,
593;
Vian
na
do
Castello,
608;
Villa Real,
652;
Vi
zeu,
1:093.
A
’
caridade
publica.—
Recommen-
dainos
muito
e muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
O
sen
estado
de
penúria
é
exlremamente
dolo
roso.
Pedimos
que
pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
noticias
Lisboa
21—
Correm
com
muita
insis
tência
boatos
de
crise ministerial.
Dizem
que
o
snr.
Serpa
insistiu
em
sahir
do
gabinete
no
conselho
de
minis
tros
d’
esla
noite.
Corre
que
o
snr.
Thomaz
Ribeiro
não
quer
voltar
ao
ministério.
Dizem
também
que
a
questão
da
al-
fandega
tem
perturbado
as
relações
do
snr.
Serpa
com
os collegas.
Na
bolsa
venderam-se:
2
acções
do
ban
co
de
Portugal
a
5368000;
37 obrigações
da
companhia
das
aguas
a
848000;
33
ditas
de
coupons
a 848000;
34
ditas
pre
diaes
a
828900;
50
duas
do
empréstimo
para
a
compra
de
navios
a
868600;
9
contos
em inscripções
a
50,75;
2
ditos
a 50,65;
10:100
escudos
de
fundos
hes
panhoes
a
14,72.
Os
fundos
oorluguezes
em
Londres
re
gularam
a 52
e
53
1
/
8
;
os hespanhoes
a
15
5
/
g
e
15
8
/t
;
e
os
consolidados
inglezes
a
983
/
P
A
alfandega
rendeu
hoje
a
quantia
de
12:897$'
162
reis.
Londres
20—
Dizem de
Mandalay
ao
«Daily
News»
que
se aggravou
a
situa
ção
da
Birmania.
O
rei ordenou uma
le
va
de
tropas.
8.
Petersburgo
19
—
Rebentou
um
in
cêndio
em
Petropavlorack
na
Sibéria. Es
tão ardendo vários
quarteirões da
cidade.
Londres
19
—
Dizem
da
Rússia
que
foi
preso
um indivíduo
suspeito
de
ser
o
incendiario
de Irbith.
Constantinopla
19
—
A
Porta
elabora
um
projecto
de
reformas
que tenciona
fazer
nas
províncias
turcas
da
Europa.
Mondres
19
—
O
snr.
Bourcke disse
na
carnara
dos
deputados,
que
a
Inglaterra
oíferece
os
seus
bons oílicios
ao
Chili
e
ao
Perií.
Paris
21
—
Noticiaram
de Londres
que
foram
enviados
dois navios de guerra
in
glezes
para
as aguas
do Chili.
Berlim
20-
Ó
snr. Maxvon
Forcken-
benk,
presidente
do
-
parlamento
allemão,
teve
a
sua
demissão
em
consequência
de
não
estar
(1
’accordo com
a
maioria
nas
questões
económicas.
O
snr. Forckenbonk
censurou
a
política
do gabinete,
e
julga
chegar o
momento
de
formar
o
grande
partido
liberal com
a
burguézia
allemã.
Paris
21
—
A
porta
acceitou
o projecto
relativo
á
administração
autonômica
da
Al-
bania.
Uns
indivíduos
que
lançavam
bombas
nas
ruas
de
Florença
foram
condemnados
a
prisão.
KUXAMOS
SAEBE
i TÚDOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
OU
BAHRY
de
Londres.
a»is,sa®s
s8’»sxv»s'iavcl
bm
®®®M«
5
Combatendo
as indigestões
(dispe
psia)
gaslrica,
gastralgia,
flegma,
arrotos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nanseas,
vomitos,
irritações
iutestinaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthnia,
fal
ta de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
debilidade,
to
das
as desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
fí
gado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
muco
sa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
cuias
entre
as
quaes
coutam-se
a
do
duque
de
Pluskovv,
da
exm.
a
snr.
a
marqueza de
Bre-
hao,
de
Lord
Stuart
de
Decies, par d’
In-
glalerra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
Cura
n.
a
65:476.—
Mr. Comparet,
cu
ra, de
dezoito
anoos
de
gastralgia,
de sof-
frimeutos
d
’
estomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74:422.
—Prostração.
—BRd-
win,
da
inats
completa
decadência
de
saú
de,
de
patalysia
dos
membros
por
efleito
e excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.
—
Verdum,
16
de
ja
neiro
de 1872.
—
Havia
cinco
annos
que
soflria graves iucommodos
no lado
direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
tões
etc.
Não
hesito
em
certificar
que a
sua
Kevalescière
me
salvou a
vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico do 63
de
linha.
Cura n.o 62:986.
—
M.
,e
Martin,
do
amenorrbea.
Suppressão
de
menstruação
e
dança de São
Guido,
declarada
incurá
vel,
perfeilamente
curada
pela
líevales-
cière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoertla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
tniudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de lata,
de.
*/4
kilo.
300
; de^i
kilo
80o
rs
;
de
um
kilo,
1840f
reis;
de
2
kilos,
38200
reis;
de
6
ki
los,
68400;
e
de
12
kilos,
128000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescicre
que se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
18400
reis.
O
melhor chocolate para
a
saúde
é
a
Revalescière
ehocolatad»;
ella
res-
titue
o
appetlite,
digestão,
somno,
energia
e carnes duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes mai:
|tie
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em pó
e
em
paus,
em
caixas de
folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
18400
;
dt
120
chavenas, 38200
reis,
ou
25
reis cad:
chaveua.
»L JBARfiSY C.a
LIMITE».
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streei,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
& C.a
Largo
do
Corpt
Santo
16,
Lisfeam,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32, Barra!
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveir<»,
F. E.
da
Luz
e
Cosia,
pharm.—
JBarcello»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
ffiSs-ag»,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog..
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vi&aaaa
«4»
C»i»-
t®ia®j
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Cíuimarãea,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.—
FesnsvSeí,
Miranda,
pharm.
—
S’orto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J. R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha; B.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
ViiivÃ
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.—
tPozste
d®
Li-
jaw.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
_
Povo»
de
Varasim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença do
Mlinh®,
Foncisco
José
de Soosa,
pharm.
—
4l<n
Conde,
A.
L.
Maia
Torr-s.
pharm.
ANNUNCIOS
VENDE-SE
a
casa da
rua
do
An-
jo n.°
11
e
11
A.
Quem
a
pre-
temer
dirija-se
á
rua
de
D.
Pedor
V
n.°
1.
(2
^
attençã
»
Precisa-se
d
’
um
indivíduo
que
queira
encarregar-se
de
fazer
varias
cobranças
dentro
e
fóra
da
cidade; no
largo
de
S.
Francisco
n.°
6
dão-se
os
esclarecimen
tos
necessários.
(2413)
BVWO
A Camara
Municipal d’esta ci
dade
e concelho de Braga
Faz
saber,
que
finda
hoje o
praso
marcado
para o
pagamento
voluntário
da
contribuição
directa
de 1878
a
1879;
e
que
não
tendo
pago
suas
colectas
dois
terços
aproximadamente
dos
contribuintes,
devem
estes
ir
satisfazer
até
ao dia
4
de
junho
proximo
futuro;
porque desde esse
dia
em
diante, terão de
pagar
além
da
importância do
aviso,
mais a
de seis
por
cento
do
juro
da
móra
—
contado
desde
21
de
maio
corrente.
O
que
assim
se
pu
blica
para
que
ninguém
possa
allegar
igno
rância.
Braga
20
de
maio
de
1879.—
Eu
An
tonio
Manoel
Alves
Costa,
escrivão
da
ca
mara,
o
subscrevi.
O presidente
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
(2420)
«A.
»
»
Meio
grosso
cada
250
Vinagrinho
Rosa
Secco
Pacotes
de
TTahaesjria
Rraearense.
(2102)
grs.
»
250
»
rs.
25
rs.
»
25
MANOEL
DA
COSTA
ALVES
RUA
DE
SANTO ANDRÉ N.° 18.
Acaba
de
receber um
bonito
e
varia
díssimo
sortido
de
cachemiras
para
a
es
tação,
que vende
por
preços
limitados,
taes
como:
factos
completos
a
vestir
por
8$500,
I0$()00,
128000
e 138000
reis,
e
mais
preços.
Paletots
de
melton
a
vestir
de 68500
e
mais
preços.
Guarda-pós
de
esgnião
de
linho
a
reis
28000.
Calças
de
cachemira
a
vestir
de
38000
reis
e
mais preços.
(2393)
AOS
PROPRIETÁRIOS DOS IIOTEIS E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4, vende-se participações
das
que
as
hospedarias tem obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso 10
rs.
Caixa penhorista Hrnciiren.it- na
Travessa
«5e
E>. CSualdsun d’esta
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noute na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
todos
os
mutuaiios
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa com atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
CMUTOS
ESTRANGEIROS
Grande
sortimento
das
melhos mar
cas,
conservando
os
preços
antigos.
Por
caixa
tem
grande
abatimento.
Chegaram
á
TABACARIA
BRACARENSE.
(2403)
Fabrica de papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerenles
marcas e
preços.
DEPOSITO EM
BRAGA
Tabacaria Bracarense
—
27, Rua do
Souto
27—
(2310;
BILHETES
DE WS
í
TA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
400
por
minuto
a
500
rs.
Ehviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPARICIO
«h
MALHEIRO
27,
Praça
do
Barao
de
S. Marlinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
prelo:
Cento,
400,
420 e 440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de S.
Marlinho,
27
W
EHSSâ
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
Praça do Bardo de S. Iflarti-
nho, 9 9
APPARICIO
4
MAHIEIBO
15
Et
A
4s
A
Ceremontal
segundo o rito Romano
que
deve
observar-se
na
Tercia
e
missa
conventual
cantada
na
capella
do Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escriplo
pelo Presbylero
JOÃO
11EBELLO CARDOSO
DE
MENEZES.
Vice-Reitor
do
mesmo Seminário.
Vende-se
no
mesmo
Seminário, e no
escriptorio
d
’este
jornal.
Preço
....................................
120
rs.
Empreza
editora de Francisco Arlliur da
Silva
—Lisboa.
BRI1VBB
A
TODOS
OS ASS1GNANTES
DA
HISTORIA
UJHYEKSÁL
POR
Cesar («ntu
Desde
a creação do
mundo alé
1862
—con
tinuada
alé
1879
por
D.
NEMESIO
FERNANDÈZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
E
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de 1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e
annotada
por
Manoel
Bernardeg Branco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das
línguas
grega
e
latina,
etc.
2.a
edição,
illuslrada
com 81
gravuras
primorosamente
executadas.
13
volumes in-4.° grande.
O
editor
proprietário
d
’
esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
hemlendo
a
necessidade
de publicar
um
13.0
volume para
que
esta
2.
a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais
com
pleta, resolveu
offerecer
aos
snrs. assignan-
les
que
o
auxiliaram n
’esla
empreza
e
áquel-
ies
que
de
hoje em
diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
«Hixni: o decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e cin
co
capilulos,
seis
gravuras
e
dois
indices,
sendo
o primeiro
cbronologico
e
remissi
vo
de
toda
a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos
tactos
que
n’
ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabetico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de
todas
as
matérias, servin
do
de
auxilio
ao primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
dos
acontecimentos
hisloricos
occor-
ridos
desde 1851
alé
1879,
escriplos
em
hespanhol
por
D.
Nemesio Fernandes
Cues-
la,
e accrescenlados na
parte
que diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber-
nardes
Branco.
Fica portanto completa
a
segunda
edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL, em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
208600
reis
fortes
Encadernada.
.
.
278900
»
»
Para facilitar a
acquisição
d
’
esta
tão
importante obra
ás
pessoas
menos
abasia-
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a assignalnra
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a
duas
coluia*
nas, 50
rs.
—
Cada
gravura primorosamen
te
executada.
40
rs.
Condições
da
assignatura
:—A
assigna
tura
póde
fazer-se
por
entregas de duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier
—
por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.
—
Cada
entrega
de
32
paginas
e 1
gravura,
140
rs.—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura,
290
rs.
CADA
VOLUME:
1.° vol. br. orn. de
9
grav.
10870
2.°
»
>
»
6
»
10665
3.°
»
>
>
»
7
»
10605
4.°
»
M
>
» 5
»
10525
5.°
»
0
»
6
»
10615
6.°
»
»
»
6
»
10690
7.°
»
>
6 »
10640
8
o »
»
»
»
6
»
10615
9.°
>
»
D
»
6
»
10565
10.°
»
»
»
6
»
10615
11.°
»
>
»
6
»
10640
12.°
»
»
>
»
6
»
10815
13.»
E
ULTIMO, ornado
de
6
gravu-
ras,
brinde a
lodos
os assignantes,
no
pre
lo, GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos vol.
1 a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado a
lodos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume
Os
assignantes
teem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
<lo
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como e
quando
qui-
zeretn,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde
fazer-se
por
entregas,
fascículos, e
por
volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços acima
marcados,
pagando
ao distribuidor
no
acto
da
entrega
a
sua
importância.
PROVÍNCIAS E
ILHAS:
—A
assignatu
ra
póde
fazer-se
por
fascículos
e
por
vo
lumes. O assignante
receberá
o
primeiro
fascículo
ou
volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará satisfazer a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou ordens,
na
certeza
que
não
re
ceberá
o segundo
sem que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de
Lisboa
como
das
províncias e
ilhas
que angariarem
DEZ
AS-
SIGNATURAS
REAl.lSAVEIS
lerão
UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
directamente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio do
editor
—
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA ; me
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Frnnciseo
Arlliur <la Silva—editor
72,
rua
dos Douradores,
72
—
LISBOA.
m
i» ti»
DO
ALTO
D0UB0
DA CASA DE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15—Braga.
N
’este
armazém se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem garrafa)
150
>
»
>
»
.
190
»
Lagrima
.........................................
200
»
Branco de meza............................. 210
»
tinto
de
meza
fino.
.
. . 249
»
de
prova
secca.
....
300
»
Malvasia
de
2.
a
.............................
360
»
s>
velho
.....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.......................................... 700
»
Velho
de 1854
....
600
»
a retalho
para
meza
60
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por meio
de
qualquer
processo
cbymico.
PADRE
SENN.A
FREITAS
Preço
120
reis.
A
’
venda
no
Porto,
Livraria
Portuen
se,
editora,
121
—Rua
do
Almada
—
123,
e
nas
principaes
livrarias
de
Coimbra,
JLisbva
e
Braga.
Deposito
no
Porto,
Ferreira & Irmão,
Banharia,
77
e
79.
MAGóSIN
DES DEMOiSELLES
Publica-se
a 10
e
25
de
cada
mez, por
fascículos
in-8.°
grande
CravHraa <te modas e modelos <Ie ta prçiaria coloridas; a agua;
gravados
a
preto; novidades para piano e canto; albuna de iavorea.
follian de
eosafecçõe»;
eroehet e
rendaa; riscos, etc.
O
itlagasin des DemoiceIles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de musica,
e
reúne
o
duplo
aliractivo
de
um
periódico litterorio interessante
e
um
periódico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do outro.
<
’reço pac-a Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
nm
anno
principiando
no
l.°
de
janeiro)
40900
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,—
20800
reis;
edição
do
dia
25,
—
70700
rs.
Subscreve-se
na
administração
do
«Commercio
do
Minho»,
na
livraria
Moré,
Praça
de
D.
Pedro
—
Porto, e
na
rua
do
Souto
em
Braga.
.ESIABELíiriíl-A;
íhj
LHEp.hS
DE
Joao
Marques d’
Alnaeida Castro
327,
rua
de
Sanla
Calharina,
331
PORTO
Este
estabelecimento,
que
por
grande
numero
de
pessoas
tem
sido
preferido
a
outros,
não
só
por
os
prémios
que
no
mesmo
constanlemente
estão
saindo,
mas
por
a
promptidào
com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a ter á venda
para
todas
as lo
terias,
bilhetes
inteiros,
meios
ditos,
quin
tos,
quartos,
décimos,
oitavos
e
fraeções
de
600,
500,
300,
250,
200,
130,
100
e
40 reis.
Satisfaz
para
as
províncias
todas
as
encommendas
(de
bilhetes
ou
fraeções
em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
as
mesmas
acompanhadas
da
sua
importân
cia,
em
ordens,
vales
do
correio
ou
es
tampilhas
do
mesmo.
—
Envia gratuitamen
te,
os
prospectos,
a
todas as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos
prémios
de
que
se
compõem
as
loterias
e
dos
dias
em
que
as mesmas
se
teem
de
extrahir;
assim como
remelte
no
fira
das
extrac-
ções, as respeclivas listas
geraes dos
pre
mios.
AOS PRETENDENTES
Apesar
do
grande
numero
de
corres
pondentes
que
este
estabelecimento
tem
nas províncias
para
a
venda
de
bilhetes
e
fraeções
de
todas
as
loterias,
o
mesmo
recebe
ainda
propostas
das pessoas que
pretenderem
vender
este
genero
á
com-
missão
Os
pretendentes
que
quizerem
en
carregar-se
da
venda
d
’
esla
lazenda,
po
dem com
ella
negociar
sem
risco,
porque
se
acceita
de novo
até
ás vesperas
das
exlracções,
toda
a
fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem
vendido.
Além
d
’
isso leem
a
vantagem
de
poderem
negociar
sem
em
pregar
capital
porque
a
importância
de
qualquer
remessa
que
lhes
s.-ja
feita,
po
de
ser
enviada
depois
da
fazenda vendi
da,
bastando
para isso
que
o
pretendente
dê
como
conhecimento
um
negociante
da
cidade
do
Porto.
A commissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos
dão-se a
quem os
pedir.
(2330
Fabrica
a
vap^r
de
[audição
ferro
e
nutaes
Travesíis» «le
S. JcSa—Braga.
N
’
esta fabrica,
única
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade de
obra,
tanto
de
ferro como
de metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
meílioramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades.
e
em
parte
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os tamanhos e qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto
NT-sta fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para moer
tintas,
pés
para
me
ias
de mármore
ou
de
madeira,
bancos
para jardins,
bombas
de qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
systema
para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos para agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas
as
obras
dTste
genero
principalmente bom
bas
de
poços.
Preços
os
do
Porto.
D
|>roprietos-ão
Antonio
Germano Ferreirinha.
KL.
SS
.VA
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia fabril
SINGER
?
7
—
em»
de S.
Vicente—St 7
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877, S8S:S12
machinas
de
costura!!! mais 2®s49«
que
em
1876.
A Companhia
Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
S®®
rei»
umanaeii
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias,
alfaiates,
costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas machinas
não
só
no seu bello
trabalho,
como
na
sua.
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico que
te
nha todo o cuidado para
não
ser enganado com as
machinas
imitações,
como algumas pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem sido.
As
machinas
legitimas
SIMiAJEK
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE
S.
VIGENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa do
comprador
Peçam
cathalogos illustrados
com
lista
de
preços,
que se
enviarão
GRÁTIS.
(2297)
J
Vende
papeis
pinta-
§
dos
para
guarnecer
sallas,
jg
lindíssimos
gostos,
a
prin-
$
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Sb
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de boa
quali-
'4|
dade.e
preços
muito
resu-
midos.
S
jg Vende
cimento róraa-
íf
no
para vedar
aguas,
ges-
&
fâ
so
para
estuques
de
ca-
g
2
sas,
tudo
de
primeira
qua- -h
JOSE
’
DA
SILVA
FIJKDÃO
Com
loja
de
fato
feito
13—
Largo do
Barão
de
S.
Alarlinlto—
13
t
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
goezes,
tanto
d
esta
cidade
coma
das
províncias
que
tem
um
bonito,
e
variado
sortimento
de
fato fei
to, casimiras
para
faio
muito
baratas,
cortes de
calça
a
10500.
20000
e
20500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
booets
de
gorgurão
de
seda
e.
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800; mantas de seda de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
lazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prempti-
íica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade do freguez.
(22
49)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em consideração
a
avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa G.
Pereira
Bernardo-
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptista da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPIIIA
LUSITANA
—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
