comerciominho_20051879_937.xml
- conteúdo
-
,
pootica
.
tk
tvoticíojía
REDACTOilES—
D. Miguel Sotto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Piiuenlel.
»**■*
PREÇO
DA ASSIGNATURA
7.°
ANNO
Braga,
12
mezes.................
1&600
»
(i
»
.............
850
Correspondências
partic.
c«da
linha
40
Annuncios
cada linha.
.
*
.
.
.
20
Repetição........................
10
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
—
í
—-SSgSHgg-£?!***£•n<»T,r^v-
•
^
'■■OTiÇfta »—
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.....................2Ô000
»
6
»......................... 1&050
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
. 3&600
Foih»
avulso............................... lõ
ai<n?:vvwi-aaaK',ff.3
N.°
937
X3
IE=&
CS-
TERÇA-FEIRA
20 DE
MAIO DE 1870
4J>
veneno «sa»
tudo.
II
Será
verdade,
que
a doutrina
catho-
lica
leva
ao
socialismo,
como pretende
o
articulista
do
«Agricultor»?
E’ o
que
nos
convém
examinar;
mas
antes
d
’isso permiliam-se-nos
algumas re
flexões que
vem
ao
caso.
Se
é
certo,
que no
paganismo
a
so
ciedade
absorvia
complelamente
o
indiví
duo,
a
primeira
pergunta
que
occorre,
é,
quem
o
restituiu
á
sua
esphera
d
’
acção?
Quem
lhe reconquistou
essa
independen
cia
que
lhe
é
própria,
essa
consideração
e
respeito,
que o
vemos
gozando
no
seio
da
sociedade
moderna?
Cremos,
que
o articulista
não
dispu
tará
ao
Christianismo
este immenso
be
neficio,
que
a
historia
attribue
unica
e
exclosivamente
á religião christã,
como
uma
de
suas
mais
bellas glorias.
Sim,
foi
a
sua
doutrina,
foi
a
sua
mo
ral,
e
só
ella,
que
conseguiu
gravar
no
coração
do
homem,
com
o
sentimento
dos
proprios deveres, o
sentimento,
não
menos
justo, dos
direitos que
lhe
per
tencem.
Foi
o
Christianismo,
e
só
elle.
que
obteve resgatal-o
desse
pesado despotismo
que
por todas as
partes
o
apertava,
para
eleval-o
a
toda
a
altura
da
sua
liber
dade.
A
influencia
d
’
este
desenvolvimento,
dado
á
vida
individual,
por
força
que
havia
de
manifestar-se
em
lodos
os
ramos
da
actividade
hnmanq.
E
a
propriedade,
que
longe
de
ser,
como
pretendia
Montesquieu,
um
dom
das
leis
civis,
não
é
mais
que
o
producto
do
trabalho,
já
garantida
pelo
decálogo,
recebeu
d’
esla
fórma
uma base
mais so
lida.
Convém
não
perder
de
vista,
que a
acção das
leis
com
relação
á
proprieda
de,
limita-sc
a
pouco,
pois
não
o
cousa
gram,
mas
unicamente
a
defendem,
visto
que
ella
precedeu
a
formação
de
todos
os
codigos,
e é
anterior
a
todo
o
direi
o
positivo.
O
mesmo
Christianismo
não fez
mais
a
tal
respeito
do
que
aflirmar
um
direito
já
preexistente,
resgatando-o
do
poder
immenso
que
o
opprimia;
e,
cobrindo-o
com
a
égide
de
seus
dogmas,
colocal-o a
salvo
de
novas
e
futuras
absorpções.
Bem
longe
pois do
socialismo,
não
parece,
que
o indivíduo
mereceu
á
Egreja
um
cuidado
especial?
Não
se
julgue
porém,
que
por
isso
ella
se
precipitasse
no
extremo
opposto,
não.
O
sentimento
de
independencia
pessoal
que
innoculára
no
coração do
homem,
se
devia harmonisar-se com
a
perfeição
do
indivíduo,
não
podia
de
fórma
alguma
hostilisar
os
princípios
consliluidos
de toda
a
sociedade.
E
tal é a razão porque
os
verdadei
ros
christãos
foram
sempre
os
melhores
e
mais
proveitosos
subditos
do
Estado.
Como
pois
affirmar-se, que
a
doutrina
christã
conduz
ao
socialismo?
porque
pre
coniza
o
desapego
dos
bens
mundanos?
mas
quem
ignora,
que
tal
desapego
não
im
porta
um
abandono
systemalico
e
abso
luto?
Nunca
a
Egreja prohibiu
aos fieis
o
uso
que
devem fazer
de
suas
riquezas;
antes
pelo contrario lh
’o
prescreve,
como
um
meio
conducente
ao
seu
fim
ultimo.
Existe
porém no
coração
humano,
oceano
revolto
de
todas
as
paixões,
uma
tendencia,
que,
impellindo
o
fortemente
para
a
terra,
o
desvia,
com
frequência,
de
seus
mais
altos destinos.
Chamem-lhe
ambição,
egoismo.
ou
deem-lhe
outro nome,
que
pouco diz
ao
caso;
a9
verdade
é
que ella existe,
e
que
importa
refreal-a,
para que
a
sociedade
não
chegue
ao extremo das
mais
violentas
commoções.
Tal
é
o
fira que
a Egreja
se
propõe
conseguir
no tempo
com a
sua doutri
na
sobre
o
desapego
dos bens
terrenos.
Condemnando todas
as
paixões
que
pódem
tornar
o
homem
escravo
da
maté
ria,
não
procura senão
contei
o n
’
esse
temperado
individualismo,
que
lhe
garan
te
a
autonomia
sem
damno para
a
com-
munidade.
Será
isto
socialismo
ou
coisa
que
o
pareça?
Não,
que
um
direito
não
carece
do
abuso
para
legitimar-se.
Nem
a
Egreja
podia
tolerar
esse
abu
so,
ella
que
vinha
combater
o
materia
lismo
caracteristico
da
religião
pagã,
con-
tra-pondo-lhe
o
espiritualismo peculiar da
crença
que inculcava
Jesus
fundamentou
no
amor
o
seu
reinado
social, que
depois
confiou
aos
apostolos,
com a missão
de
o
continua
rem
pela
caridade!
Pensa
o
articulista,
que a
ambição
e
o
egoismo
seriam
talvez
um
melhor
pre
servativo
contra o
communismo?
Se
tal
imagina,
é
porque
não
sabe
que
os
extremos
se
tocam.
Foi
de
certo
para
evitar no individua
lismo
um
excitante ao socialismo,
que
a
Egreja
lhes
lançou
de permeio a
carida
de
christã.
E
aqui
tropeçamos
nós
com
o
que
constitue
a
segunda
difliculdade
para
o
articulista.
«Aconselhar
os
que
aspiravam
á
per
feição
o
despojarem-se
da sua
fortuna
em
proveito
dos
pobres,
não
nos parece
que
seja
respeitar
muito
a propriedade
individual».
Não,
e
porque?
porque
ignora
que
um
conselho
não
é um
preceito?
Se
a
lei
garante
a
propriedade,
póde
acaso
um
mero
conselho
destruil-a?
O articulista
não
reparou,
qne
o
pre
ceito da
caridade,
é
de
natureza
tal,
que
de
sua
omissão
apenas
conhece
um
tri
bunal,
onde
se
não
ventilam
direitos.
Se
assim
é
pois com
relação
á
lei,
que
diremos
do
conselho,
que,
visando á
maior
perfeição,
deixa
ao
indivíduo
toda
a
sua
liberdade?
Não
seria
diflicil
mostrar,
que
a
pobre-
sa
voluntária,
longe
de
ser
um
ataque
á
propriedade,
lhe
serve
de
defesa
contra
a
desesperação
dos
que
precisam;
porque
em
fim
os
que
não
possuem, permanecem
tranquillos
todas
as
vezes
que teem a
cer
teza, de
que a
liberalidade
dos
ricos prove
rá
ás
suas
necessidades.
Como
porém
talvez
que
ainda
tenha
mos
a
voltar
ao assumpto,
terminaremos
por
hoje
com
um
pensamento
de
Guiz»t,
quando
aílirmava,
que
a
vicloria
do
socia
lismo
significaria
a
morte
da
fé
christã.
Tal é o
abysmo
que
os separa.
M.
MARINHO.
A
’
redacçã» do «Commereio do
ninho».
Londres,
23
d
’
Abril,
1879.
Desde
hontem
batem
os
Inglezes
aqui
as
palmas
em
razão
de
ter
chegado
a
noticia
de
vicloria
considerável
na
África
Orientai
contra
os
Zulus;
lendo
o
Com-
0
CAPITÃO
Ã.ÍSEL0
POR
J.
B.
da Silva fíamos.
OFFEREC1DO
E D.IOICADO a
’
EXC.'0’ SNR.’
D. Ãntonia Umla T. de
Vasconcelios,
o
O
A
casa
l>K MAHBON, EM CELOKÍCU l)E BASTO.
VII
Angelo
deu
um
grito, recuou
um
passo, e
Francisco
entrou
a
chamar
por seu amo na
maior
consternação.
O
official
poude então
di
zer,
abrindo
os
olhos:
—
Não te
afllijas...
Pede
antes
por
mim
ao
Senhor...
porque estou
proximo
a
ser jul
gado.
Então
frei
Domingos,
aproximando-se
do
mo
ribundo,
entrou a
ministrar-lhe
as
consolações
que
offerece
a
nossa
santa
religião,
aos
que
morrem
em
graça
e
amisade
com
Deus.
Em
seguida,
fallou-lhe
do
sacrifício
do
Cal
vário, do amor
de
Jesus
Christo
para
com
os
homens,
e, por
fim,
da
gloria
eterna no
seio
de
Deus.
A’
maneira que
frei
Domingos
fallava,
o
rosto
de
Fernando
ia
tomando
a
expressão
d
’uma
paz
ineffavel;
mas
quando
lhe
Faltou
da
bemaven-
turança,
os
seus
olhos brilharam
como
os
d
’
um
cherubim;
no
seu
rosto
divisou-se
uma
alegria
celeste,
e
expirou
no
Senhor,
cora
o
sorriso
dos
Anjos.
tava
até
alli;
pois
esperava
que Angelo
lhe
indicasse
a
maneira
de evadir-se da
cidade
para
fóra,
e
até
o
ajudasse
n
’
esta
perigosa
empre-
’
za.
Mas,
vendo-se
desamparado
do
sargento, e
I
entregue
á
sua
sorte,
chamou
a
dona da
ca-
>
sa,
e.
com
sentidas
lagrimas,
lhe
pediu
oqui-i
zesse
favorecer
e
ajudar
na
sua fuga.
A
mulher,
que
era
dotada de
bom
coração,
I
promelteu-lhe
fazer
quanto
estivesse
ao
seu
al-|
cance.
No
seguinte
dia, recommcndou-lhe vestisse]
roupas de
mulher, e
ella
mesmo o
ajudou
aj
disfarçar-se.
Depois,
apparecerarn
duas
mulhe-j
res, que
de
fóra
tinham
trazido
para
dentro
j
das
linhas,
carne
de
porco,
gallinhas,
e
outros;
generos
alimentícios,
e
que
levavam
para
fóra
rapé
e cigarros;
estas
deram
certas inslruc-
ções
ao
rapaz
que
ainda
era
imberbe,
e, car
regando-o
de cigarros, o
levaram
comsigo—
com
optimo
exito,
como
mais adiante
veremos.
Sigamos
agora
o
nosso
Angelo.
Pela
sua
bravura, era
este
escolhido
para
as
emprezas
mais
arriscadas; afinal foi
instado
a
passar
á
primeira
linha,
aonde,
pelas
raras
qualidades
militares
e
intelligencia
que
possuía,
foi
despachado
alferes.
No
ataque
de
S.
Thia-
gò
foi elevado
a
tenente
e
condecorado
com
a
cruz
da
Torre
e
Espada.
João
d
’Oliveira zangou-se
muito
com
a
pas
sagem
do
seu
caixeiro
para
a
primeira
linha:
intendia,
e
com
razão,
que
assim
se
lhe
es
capara á
vida
comraercial,
e Oliveira,
segun
do
penso,
não
estava
resolvido
a
deixar-se
re
presentar
por
outra
qualquer
profissão.
Um
dia
passando Angelo
pela,
então
Praça
Nova,
hoje
de
I).
Pedro,
viu
entre
os
con-
demnados á
calceta,
bastantes
homens
vestidos
de
vermelho,
e
entre
estes
Francisco,
o
ca
marada
do defuncto
Fernando.
A
’
noite
foi
ter
com elle
á
prisão,
e
lhe
disse:
—Como
vieste
pela
segunda
vez
parar
aqui?
—
Fui
prisioneiro
segunda
vez
no
ataque
de
S.
Thiago,
e
estou
aqui
fazendo
penitencia
dos
meus peccados;
se
é
que
não
é
crime
pensar
d
’
outra
fórma, que
estes
senhores
aqui
me
tem
algemado
como
um
ladrão;
se,
.é
que
não
é
crime
ser fiel ás bandeiras
que
jurei.
Dizera
estes
meus
amigos
que
nos
trazem
a
liberdade
e
lançam-me
cadeias, em....
Angelo
deu
um
profundo
suspiro,
e
conti
nuou:
—
Entregaste
a
carta
ao
pae
do
nosso
in
feliz
Fernando?
—Sim,
senhor...
Que
pena
vêr
o
fidalgo
e
fidalga
chorarem
como
creanças!...
E
a
snr.’
D.
Nat:
lia,
esposa
do
snr.
Fernando,
que
Deus
haja...
oh!
meu
senhor!
essa
parecia
que
en
louquecera...
ficou
inconsolável,
e
os
paes e
mais
parentes
que
se
esforçavam
por
a
con
solar, não
conseguiam
mais
que
aggravar
o
seu
estado.
Eu parti
logo para
o exercito,
porque
não
me
concederam
mais
que
quatro
dias
de
licença,
que
consegui
por
me
haver
apresen
tado
no
exercito, depois
de
haver
sido prisio
neiro.
O
que
lhe
posso
affiançar
é
que
lodos
ficaram
penhorados
pelos
serviços
que
prestou
a
meu
defuncto
ámo,
e
desejosos
de
pessoal
mente
lhe
agradecerem
tania
generosidade.
—
Não é d’essa
boa
familia
que
espero
agra
decimentos
e
recompensas,
mas d
’
Aquelle
que
está
no
ceo;
Pae
misericordioso
dos
pobres
e
dos
ricos,
dos
grandes
e
dos
pequenos.
—
Snr.
tenente,
se v.
s.
’
me
arrancasse
d
’
este
marlyrio!.
.
Eu
não
posso
viver
aqui,
porque,
tanto
soííro
do
corpo,
como do
espirito
:
ar
rasto
estas
cadeias,
e
obrigam-me a
trabalhos
ímprobos
aqui
e
nas trincheiras,
e o
que
é
ainda
peior,
não
ouço
senão
blasphemar
de
Deus
e
dos
santos,
obrigando-me
a
comer
ba
calhau
desde
o
domingo
até
á
sexta-feira,
mas
n
’
este
dia,
e
no
sabbado,
dão-me
carne!
Di
ga-me se
isto
é
tolerável?!...
(
Continua).
Angelo
apertou-o
ternamente em
seus
bra
ços,
vertendo
copioso
e
sentido
pranto.
Depois,
ajoelhou
e orou largo
tempo.
Frei
Domingos
exclamou:
—
Vae,
alma
feliz,
vae
gosar
o
prémio dos
justos
*
1,
porque o
eras!...
Depois ajoelhou, e
orou
lambem.
Só
Francisco
não
achava
outro
alivio,
senão
nas
lagrimas.
Eram
quatro
horas
e
meia da
manhã.
Passados
os
primeiros
momentos de dór
mais
intensa,
Angelo
declarou
que
era
preciso
dis
por
as
cousas
para
o
enterro;
observando,
que,
em
atlenção
á qualidade
do
defuncto,
seria
pru
dente
metter o cadaver
era
caixão
de
chum-
I
bo,
porque
era
muito provável
que a
familia
quizesse,
de
futuro,
fazer
a
trasladação
de
suas
cinzas.
Frei
Domingos
annuiu,
e
Francisco appro-
vou,
declarando
que
seu
aino
trazia
dinheiro
comsigo—e
apresentou
um cinto
de
couro,
que,
examinado,
continha
50
peças
em
ouro,
ou
375^000
reis,
que
entregou
a
Angelo.
Este
deu
as
providencias
precisas,
e no
dia
seguinte,
foi
o
cadaver
de
Fernando
levado,
logo
de
madrugada,
para
a
egreja
de
Santo
Ildefonso,
por
Angelo
e
uns
poucos
de
seus
amigos,
onde
teve
apenas
uma
missa
e
res
ponso
de
sepulturj.
Francisco
ficára
escondido
na
casa,
entregue
á
sua
duplicada
dôr.
por
haver
perdido
seu
bom
amo,
e
por
se
yêr
encerrado
e
quasi
pri
sioneiro,
entre
os
inimigos
do
seu
rei.
Angelo
procurou-o
á
noute,
e,
achando-o
en
tregue
a
uma
profundíssima
dôr,
o
consolou
como
poude, aconselhando-o
a
que,
visto não
estar
reconhecido
prisioneiro,
tratasse
de
eva
dir-se
da
cidade.
—
-E
como?
—
lhe
perguntou
Francisco.
—Como
poderes
e
souberes.
A
minha
hon
ra
não
me
obriga
a
denunciar-te,
nem
a
mi
nha
lealdade
permitte
dar-te
escápula.
Adeus.
E
relirou-se.
.
Francisco
ficou
mais
afflicto ainda do que
es
gar-lhes
a
cathechisação
e
civilisação
das
immensas
e
valiosissimas
Possessães
Por-
tuguezas
na
África
Oriental
e Occidental.
Foi
a
proposta
d
’isso
feita e
suggeri-
da
primeiro,
pelo
dono
da
mão
que
es
tá
escrevendo
isto
mesmo;
e
por sua
in
tervenção
e
agencia
principalmente,
se
manejou
a
chamada
vinda
para
Portu
gal.
em
meado
de
1829,
da
colonia
dos
Jesuítas
que
veio
de
França;
e
que,
nos
4
annos
sómenle,
que
no
Reino
residiram,
tinham
já
feito
muitíssimo
bem,
quando
a
revolução
triumphanle
os
expulsou
bru
talmente.
E se a
Providencia
Divina não
tivesse
disposto,
que
por
acaso
se
achas
se
em Lisboa,
de
passagem,
vindo
d
’Hes-
panha,
um
Cavalheiro
Irlandez,
meu
ami
go
(o
mesmo
por
quem
eu
tinha
primei
ro sido,
em
Paris,
apresentado
ao
Pro
vincial dos
Jesuítas),
os
que
se
acha
vam
em
Lisboa
tinham
sido
todos
assas
sinados.
Farei
por
enviar
ao Apostolo,
com
vagar,
a
historia
exacia destes
inte
ressantes
particulares,
hoje
quasi
de
todo
esquecida;
e
que
ficou
como
ignorada,
até
que
em
França
se
publicaram
as
correspondência^ do
Padre
José
Delvaux,
o
Superior
da
Colonia
que
esteve
em
Por
tugal.
Tanto mais convirá
fazer
conhecer
es
tes
factos, quanto
é
raríssimo
o
volume
da
tal
Correspondência,
de que só
se
im
primiram
cento
e
quarenta
exemplares, ha
13
annos.
Por
agora,
e
a
proposito
de
África,
direi,
que
a
chamada
para
Portugal
dos
Jesuítas
pelo
Senhor D.
Miguel,
tinha
por
objecto
principal
a
cathechisação
e
civilisação
da
mesma
África
—isto
é,
a
sua
christianisação.
Para
isso
se
tinham
já
disposto
varias
cousas,
e
se
iam
dispondo
outras;
e
se
não
se
tinha
adiantado
mais,
foi
em
ra
zão
da
pérfida
e
infame
invasão
maçónica
do
Mindello;
fomentada
e
ajudada
princi
palmente
pelo Protestantismo
Inglez
e
pela Maçonaria.
Imagine-se
o
que,
em
quarenta
annos
de
acção
e
diligencias,
com
a
protecção
e
auxdio
do
Governo,
os
missionários
Jesuítas
houveram
feito
e adiantado
em
Afnca,
sem
a
lucta,
a
desordem,
a
des-
moralisação,
as
calamidades,
que
o
Pro
testantismo
Inglez,
de
mãos
dadas com
a
Maçonaria, nos
introduziu
pelo
Min
dello
!
Durante
os 40
annos
que
a
Inglaterra
esteve cá
dentro
occupadissima
com
as
questões
da
Reforma
Parlamentar;
das
Municipalidades;
dos
Cereaes;
do
Commer-
cio
livre;
das
Constituições
Coloniaes;
da
occupação
da
Austrália, e
da Nova Ze
lândia,
etc.,
houvera
Portugal
formado
em
África
um
Império,
moral,
político,
e commercial,
que só
o
de
Inglaterra
lhe
seria
hoje
superior
na Europa.
Em
vez
de Livingstone,
Baker,
Ca-
meron,
Stanley,
etc.,
seria
Portugal
que
leria feito as
descobertas
que
elles fize
ram,
e
muito mais;
mas
sobre
tudo,
hou
veram formado
muitos
milhões
de
chris-
lãos,
abolido
ou
diminuído
a escravatura;
provavelmente evitado
ou
impedido
esses
terríveis
massacres
de
seres
humanos,
que
a ambição
Ingleza
sacrifica
em
miriadas
á
sua insaciável
avidez
de
riqueza
e
do
mínio.
Sobretudo
porém
houvera-se
preveni
do
e impedido,
na
maxima
parte,
pelo
menos,
essa
inundação
de
Protestantismo,
que
actualmente
d’
aqui
se
vasa
sobre
a
pobre
África,
com
a
mais
devorante
so
freguidão.
III.—
O
facto
que maior
sensação pro
duz
aqui,
e geralmente
na
Europa,
n
’este
momento,
é a tentativa, e
quasi
mila
grosa
escapa
do
Imperador
da
Rússia,
de
ser
assassinado.
O
telegrapho
hade ter
logo
feito sa
ber
o facto
ao
Brazil,
e
por
toda
a
par
te...
E
’
mais
uma
prova
de como
a
irreli
gião
e
a
Maçonaria
tem
corrompido
o
mundo, e perturbado
a segurança,
boa
ordem,
e
paz
das
nações.
Vejo
nos papéis
uma
ordem
do
Ge
neral Gourco,
nomeado
Governador
mili
tar
de
Pelersburgo,
que
é a
mais
vigo
rosa
e
severa
que
se
pode
imaginar.
Não
tenho
tempo
de
copial-a;
parece-me
ex
cessiva,
e
que
fará
mais
mal
do
que
bem.
Em
todo
caso,
a Rússia parece
achar-se
em
terrível
crise.
Uma carta
immensa
no
Times
de
hontem,
copiada
da
Gazela
da
Colonia,
a
quem fôra
es
crita
dá
a
mais
extraordinária,
e
quasi
incrível,
descripção
dos
procedimentos
do
partido
Socialista—
ou Nihilisla,
como
lá
o
denominam.
Parece,
na
verdade,
cousa
de feitiça
ria, o
modo porque
uma
folha
Socialista
mandante
Inglez,
Lord
Chelmesford,
logo
que
recebeu
reforços,
avançado,
e
ganha
do
uma
«grande
vicloria,
com immensa
mortandade
dos
Negros,
etc».
Ninguém,
já
se
sabe, podia
duvidar,
que á chegada
de
reforços
consideráveis
d
’
aqui
enviados,
munidos
de
todos
os
aperfeiçoamentos
modernos
em
armamen
tos,
organisação,
munições,
artilharia,
dis
ciplina,
e
sciencia,
os
negros,
ainda
que
corajosos
e
despresadores
de
vidas,
e
muito
mais
numerosos que
seus
inimi
gos,
haviam
de
ter
que
succumbir
a
fi
nal.
Assim,
em
matéria
de
facto,
nada
sorprendem
as
noticias
d'estas
viclorias,
com
que se contava
como
com
ter
ama
nhã
de nascer
o
sol;
e
tem
um
tanto
de
ridículo
as
basofias
e congratulações
exageradas que
se
lêem
e
se
ouvem
aqui,
pela
victoria
sobre os
selvagens
negros;
nem
que
fossem
contra
o
exercito
de
Bonaparte, ou
do
Imperador
de
todas
as
Russias!
Os
detalhes da
vicloria
e
vasta
mor
tandade.
inílingida
aos
negros,
que
de
fendiam o
seu
paiz
contra
os invasores
que
lh
’
o
vam
tomar,
nada
interessam
aos
leitores
do Apostolo, nem
a
mim;
quem
tenha
appetite
de
vel
os,
achará
sem
du
vida
folha
Ingleza
onde
os
possa
ler,
pois
que
todas
as
principaes
os
referem.
O
que
porem
a
nós
importa
penosamente,
é
ver,
como em tudo
isto
se
descobre
principalmente
misturada
a agencia
Pro
testante
das
tribus
de
«missionários»,
com
suas
«missionarias»
e
«missionarinhos»,
que
sam,
de
ordinário
os
precursores,
instigadores
e
guias
d
’
eslas
invasões,
e
mortandades, e
conquistas—
ou
usurpações.
Creio
que já mencionei
n
’
estas
cor
respondências,
como o
proprio
chefe
dos
Zulus,
Cetiwayn,
o
denominam,
percebe
elle
proprio perfeilamenle
esta
tactica
In-
gleza;
dizendo,
a
tal
respeito:
—«Os
In-
glezes
mandam primeiro
o
missionário;
a
traz d
’
el!e vem
o Cônsul, (ou
agente po
lítico);
e
pouco
depois
vem
o
soldado».
E
’
bem
obvia
a differença
entre
0
mis
sionário
cathofico
e
verdadeiro,
que
vai
trabalhar,
expor-se a
fadigas,
privações,
perigos,
sacrifícios,
sem
outro
interesse
mais
que
de
conquistar
almas
do
barbaro
e
selvagem
para
o
Christianismo
e
para
a
civilisação;
e
o
«missionário
Protestan
te»,
que
vai
com
sua mulher,
seus
filhos
e
familia,
procurar
um
modo
de vida,
estabelecer-se,
ajudado
por
associações,
no
fundo muito
mais
políticas
do
que
re
ligiosas.
Nas
relações,
noticias,
correspondên
cias,
documentos, que pullulam
nas
fo
lhas
Inglezas
a
respeito
d
’
esta
guerra
e
questão
Africana,
vem
continuamente,
aqui
e
acolá,
as
provas
d
’
esta intervenção,
ou
intromellencia missionaria
Protestante,
nos
negocios
e
projeclos
e aspirações
Ingle-
zas.
Mas
não
tenho
encontrado
um
exem
plo
de
intervenção
d’estes
christianisado-
res-a
seu modo, para
tratarem
de
impedir
a
mortandade
immensa
que
vem
a
resul
tar
das
intervenções,
guerras,
e
occupa-
ções
forçadas
do
território
de que
sam
desapossados
os
Africanos.
II
—
Parece-me
vir
aqui
menos
mal a
proposito,
alguma
noticia
de
um
assum
pto
que,
não
sei
porque
razao
se
lem
sumido n’
um
esquecimento
que
tenho
por
premeditado
em
grande
parte; e
que
me
rece, todavia
de
ser
lembrado,
em
justi
ça,
pelo
menos,
ás
inslrucções
do
Snr.
D.
Miguel
I
e
do
seu
Governo.
Havendo
tanto
cousa
que
censurar,
não
nas
intenções
e
sentimentos
do
mesmo
Senhor,
mas
em seus
actos
diri
gidos,
nos
dois
últimos terços
de
seu
íeinado
especialmente,
por
influencias
e
conselhos
os mais
incapazes
e
ignorantes;
convém
não deixar
no
esquecimento
ou
tros
actos
que
lhe
fazem
bonra—e
ma
nifestam
a
verdade,
de
que o seu
cora
ção
e
vontade
eram
sempre
rectos,
hon
rados
e
patrióticos.
O
seu
juizo
porém,
sua
escolha
e
apreciação
dos
homens
de
quem
se
deixou
rodear,
e por
quem
se
deixou
conduzir,
para
o
fim
do
seu
breve reinado,
muito deixaram a
desejar.
Por
isto
haverá
lido
que
responder an
te
o
Tribunal
Divino
e Infallivel,
El-Rei
o
Snr.
D.
João
VI,
que descuidou
intei
ramente
a
educação
de
seus
Filhos
(e
também
de
suas
Ires
ultimas
Filhas).
Uma
das
principaes provas
de
como
quan
do,
deixado
a si
mesmo e
não
intervindo
cer
tos baixos
e
perniciosos
conselheiros
—
que
eu
podia
nomear —
elle,adoptava,
da
melhor
von
tade
as
boas
suggeslões
e
conselhos,
está
na
promptidão
com
que,
em
1828,
consentiu
im-
mediatamente
em
chamar
para
Portugal
os
Jesuítas
—
e
isto
principalmente para
entre
clandestina apparece,
ameaçando,
decla
rando
as
pessoas
que
ham
de
ser
assas
sinadas—
e
algumas
o
foram já,—e
que
não
tenha
sido
possível,
apesar
das dili
gencias
as
mais aclivas
e
rigorosas,
des
cobrir
quem
a escreve, onde
se
imprime,
quem
a espalha e
faz
apparecer
em
toda
a
parte,
mesmo
nas
Secretarias
do
Mi
nistério!
Parece
incrível, na
verdade,
a maior
parte
do
que
na dita
carta
de
relata;
mas
o
facto
só
de
escrever
o
Times,
hontem
mesmo,
o
seu
primeiro
directivo
sobre
a
carta,
e
adoplado
como
reaes
aquellas
tão
extraordinárias relações,
mos
tra
que
a
cousa
não
é
phantastica.
Não
ha
duvida,
que
por
toda
a
parte a
Europa
se acha
n
’
uma extraordinária crise
o pe
rigo;
e
as
tendências
e
analogias
da des
ordem
por
toda
a
parte;
a
linguagem
da
imprensa
«liberal
*
(no
sentido
verdadeiro
de
libertina),
indica
vir
tudo
de uma
causa,
de uma
fonte,
de
um
plano:
mostra
que
a
maçonaria
está
no
fundo
de
tudo
isto,
sem
questão.
(•)
Na
minha
caria
penúltima
ao
Apo
stolo,
tinha
eu
dado
conta,
de
como se
descobrira
um discurso
maçonico
do
tal
Ministro, onde
diz
que o
Calholicismo
é
já cadaver,
e
que
é
preciso
enterral-o!
(Isto
em
summa).
----------------------------------
Linboa,
1? de snaio de 1S?9.
(Do
nosso correspondente')
Já
vistes
decerto, o
modo como o
jornal
a «Nação»
fustigou
o
Fontes, logo
após
o
novo
insulto, que
dirigiu,
cobar-
demente
na
camara
dos
deputados,
ao
nobre
partido
legitimisla,
denominando
usurpador
o
finado
Rei,
o snr.
D.
Mi
guel I,
de
saudosa
memória.
Applaudis-
tes,
sem
duvida, o
alludido
jornal,
cujos
brios,
e
inconcusso
amor
da
verdade
lhe
não
permiltiam
guardar
silencio
diante
de
tamanha,
e
tão
insólita
incivilidade.
O
tal
Bismark
das
dúzias,
todavia,
não
merece
senão
os
desprezos
de
toda
gente
honesta.
Diz-nos a
Havas que
o
governo
de
Castella
não
respondera
ainda
á
nota
da
Rússia,
e
Allemanha propondo
um
accor-
do
contra
o
socialismo.
Parece,
em vista
da
noticia,
se é
certa,
que os
soberanos,
que leem
força
necessária
para
restituir
á
Europa
a
ordem
sobre
um
baze
solida,
e
perdurável,
ainda
não
comprehenderam
que
todo
o
mal
nasce
do liberalismo,
mo-
narchico,
ou republicano. Não
é
só
con
tra
o
socialismo,
é
contra
os governos
bastardos,
que
se enfeitam com
a
libré
do
liberdade,
que
os
soberanos
legítimos
e
ainda
poderosos,
devem
envidar
as
for
ças,
de
que
dispõem,
porque,
da
intru
são revolucionaria
veem
quasi
todos
os
males,
que
a
Enropa
está soffrendo.
O
socialismo
é
filho
do
liberalismo,
está porém,
ainda
nas
mantilhas;
mas
crescerá,
e
assoberbará,
mais,
ou
menos
brevemente,
as
nações,
sem
um esforço
salutar,
e
prévio
dos
governos
legítimos,
e
dos
partidos
oppostos
á
bandeira
pseu
do-liberal.
E
’
uma
triste
verdade; é,
porém,
uma
verdade,
meus
caros
amigos:
emquanto
as
potências
regidas
pelos
soberanos
legíti
mos,
se
lembrarem
de
pactuar
com os
illegitimos, com
os
reis
da
escolha
do
li
beralismo,
em
cujo
caso
está
o
filho
de
D.
Izabel,
a
revolução
continuará
a
avan
çar
desassombradamente,
acabando
por
desmanchar
os
thronos
d
’
esses
mesmos,
que
se
leem
deixado
illudir
pelo
canto
seduclor
da
serea revolucionaria.
A
historia
é
mestra,
e
ella
exhibe-lhes
exemplos
que
não
deveriam
desdenhar.
Parece
que
está
resolvido
o
regresso
das
camaras
francezes
a
Paris.
Os
repu
blicanos,
mórmente
a
demagogia,
applau-
dem-no.
Lá
sabem
o
motivo.
O
tempo
revelará
o
segredo.
O
governo
de
Marlinez
Campos
segun
do
noticias
de Madrid,
está
luctandcfcom
gravíssimas
diíliculdades,
creados
pelo
ex-
ministros
Canovas, a
despeito
da
osten
siva
e
reciproca
amisade
dos
dous
referi
dos
estadistas.
Comtudo
acreditava
se
que
IV.
—
Na
Bélgica,
felizmente,
parece
que
o
movimento
Catholico
mostra
cada
vez
mais
vigor;
a
descoberta
Providencial
das
opiniões
anti-catholicas do
Ministro
da Instrucção
Publica
(
*
)
(posto
de
pro-
posilo
á
testa
da
repartição,
para
corrom-
pel-a),
parece
um golpe
de
que
a
Ma
çonaria
Belga
hade
soffrer
consequências
demasiado
por
ella
merecidas-Deos
lou
vado!
A. R.
SARAIVA.
o
actual
presidente
do
conselho
poderá
conjurar
a tempestade,
que
muitos
vêem
imminente.
Mas
em vista do
modo
co
mo
Martinez
de
Campos
tem
ido
collo-
cando
nos
mais
elevados
logares
uma
gran
de
parte
dos
militares
da
sua
inteira
con
fiança,
lisongeando,
ao
mesmo
tempo,
o
partido
monarchico
liberal mais
ordeiro,
porque
nos viria
colher
de
supito
a
no
ticia
de
um
novo golpe
d
’
estado
do
res
taurador
do
throno
da
dynastia
intrusa
do
reino
visinho?
Falleceu
o boticário
Barrol.
Legou
boa
fortuna.
Descance
em
paz.
Hoje
houve
corridas
no
hypodromo
de
Belem.
A
concorrência
não
foi
tal
que
mostrasse
que
o
povo
lisbonense
morra
de
amores
pelo
referido
genero
de
passa
tempo.
E
’
possível
que ámanhã
haja
maior
numero
de
espectadores,
embora
haja
touradas,
que,
no
fim
de tudo,
é
o de-
vertimenio
mais
querido
do
nosso
povo.
O ministro
da
marinha
tem
estado
outra
vez
enfermo.
A moléstia
veiu em
muito
má
occasião,
pois
vae
descutir-se
o
orçamento
da
marinha,
o
qual
a
opposi-
ção resolvera,
dizem-me,
combater
deno-
dadamente,
e
a
ponto
de
deixar
muito
mal
feridos
os
defensores
delle.
Não creio
que o
medo
se
envolvesse
no
manto
de
uma
doença
ficticia.
Thomaz Ribeiro
não
receia,
de
certo,
ir
a
liça,
e
medir
a
ar
ma,
mui
bem
temperada,
da sua
eloquên
cia,
embora
a
favor
de uma causa sem
defensa
possível,
como
a
do
poder
actual.
Prepara-se
todo
que
é
possível
fazer
para
que
o
Te-Drum,
a
espensas
dos
cria
dos
do
snr.
D.
Luiz,
seja
o
mais
sum
ptuoso
de
todos que leem
havido
ultima-
mente.
Alé aqui,
nada lenho que dizer
porque
é
uma
demonstração
de
regosijo
pelo restabelecimento
da
Ama,
dada
pe
los
que
a servem,
e
ao
Marido.
Mas
não
acho
louvável
que os
amigos
dos
arraiaes
andem
de
porta
em
porta,
como
me
as
severam,
pedindo,
aos
habitantes de
Be-
lem,
que
contribuam
para
os
fogueies,
embandeiramento
das
ruas,
etc.,
etc. e
ponham
laminarias.
Conheceis,
ceriamen-
te,
que
tudo
islo
leva
agua no
bico;
mas,
não
logram
illudir
ninguém Em
geral,
o
povo
acata
os
Príncipes
que
habitam
o
palacio
da
Ajuda,
mas
são,
relativamenle
raros,
os
que
se absterão
de
pôr,
espon
taneamente,
luminárias
quando
a obra
de
34
tombar,
e
se
fizer
em
pedaços.
O
Petrus
in
cunctis
do
«Diário
de
Noticias»
participa
nos
que recebera
as
honras
de
capella real
a
egreja
de
Santa
Justa
(S.
Domingos),
e
a
irmandade
do
SS.
da referida
freguezia.
Que
vos
parece,
meus
charos
reda-
ctores?
Uma
irmandade
religiosa
com
as
honras
de
capella!...
E
que
tal? Decidi-
damenie
a
epocha
é
de
lodo
genero
de
descubrimentos....
«Rei
morto,
rei
posto». O
logarde
con
tador
da
junta
do
credito
publico,
que
deixa
Pedro
de
Carvalho,
será
occupado
por
Cosia
Gomes.
E
’
uma
boa
posta.
Desembarcáram
hontem
os
cadaveres
dos
tres
governadores
da
índia,
Sérgio,
Tavares
d
’Almeida,
e
Manuel José
Men
des.
EÍIectivamente,
foram
chrismados por
Leão
XIII
os
Fdhos
de
Carlos
VII,
no
d>a
14.
Foram
padrinhos o
Henrique
V,
e
a Imperatriz
viuva
d
’
Austria.
Não
é
nada
indifferente o
alludido
facto,
ainda
na
opinião da
agencia Havas,
que
nos
tinha dicto que
o
Papa
não
estava
resol
vido
a
confirmar
os
mencionados Prínci
pes.
Era
o
quod
volumus
a fazer
das
suas.
Estalou-lhes
a
castanha
na
boca.
Mas
o
que
é
sobre
modo importante
lambem, é
a
solemne
manifestação
da intima amiza
de
que ha entre
os differentes
soberanos
legítimos,
que
vivem no
exilio,
a
alta
consideração
que
por
elles
lem
o
Pontífice-
Rei.
O
futuro,
crêde,
é
do direito,
como
o
presente,
e
o
preterito
tem
sido
de
atroz
provação.
Constância,
pois,
e
Prudência!
Todo
Vosso
A.
UmiLEÁ
Mez
«Je
Tíuria.—
Este
exercício
que
se
faz
na egreja
do
Populo,
onde
está
a Imagem
da
Virgem,
destinada
á
capella
do
Sameiro,
lem
todos
os
dias
grande
concorrência
de
fieis.
Não
sabemos
que
atlractivo
tem
alli
a
oração
e os
cânticos
religiosos,
q>
ie
necessariamente
se
sahe
da egreja
agrada
velmente impressionado.
0 direcior d’estes
exercícios
tem
in
struído
os
fieis
sobre
os
diversos
modos
de
honrar
a
SS.
Virgem, e
tem
aconse
lhado
varias
devoções
ou
associações
ap-
provadas
pela
Egreja
e
enriquecidas
de
araças.
O
escapulário
azul
celeste
da
Im-
rnaculada
Conceição,
e o
Cingulo
da
Vir
gem
da
Consolação
ou
Correia
de
Santo
Agostinho,
foram
recominendadas
á
pie
dade
dos
lieis, bem
como
a
Obra
da
Pro
pagação
da
Fé que
é uma
das
institui
ções
mais louvadas e
mais
apreciadas
pela
Egreja,
pelos
fructos
copiosissimos
que
produz.
Esias
reccmmendações
produzem o
desejado
eíTeito,
que
é estimular
a
pie
dade.
Sossa
Senhora «loa lleanmpa-
rados.
—
Foi
verdadeiramente
imponen-
tissima
a festividade que
á
Virgem
N.
Senhora
dos
Desamparados
teve
ante-hon
tem
logar
no templo
da
V.
O.
Terceira
de
S.
Francisco.
Tudo
deslumbrante,
tudo
magnifico.
Especialisaremos,
porém, o sermão,
que
foi
pregado
pelo
revd.
0
padre
Patrício,
do
Porto.
Na
verdade
poucas
vezes
te
mos
tido
o
prazer
de
escutar
discursos
tão
brilhantes
na
fórma
e
na
essencia.
Ainda
não
tínhamos
ouvido
o
revd.
0
Patrício;
mas
não
hesitamos
em
infilei-
ral-o
agora
entre
os
nossos
mais
distin-
ctos
ornamentos
da
tribuna
sagrada. E
nesta
aflirmação
acompanham-nos
lodos
quantos
na
tarde
d
’ante-hontem se
acha
ram
no
templo
dos
Terceiros.
Não
sabemos
como
alliar
o
actual
pro
cedimento do
snr.
padre
Patrício,
com
com
o
seu
anterior
procedimento,
que
consta
das
columnas
da
«Palavra»
e
do
«Commercio
do
Minho»,
sem
uma
retra-
ctação
publica
indispensável.
Não
sabemos.
Collegio <la Kfgeiiernfíío.
—
Con
sta que
vae
ser
concedida
pelo
governo
uma
parle
do
Convento da
Conceição,
alim
de
se
estabelecer
alli
o
Collegio
da
Re
generação.
Ciinyndo.
—
Chegou
anle-honlem
a
esta
cidade
o
nosso illustrado
e
honrado
patrício,
o
snr.
Antonio
José da
Silva
Braga,
que durante largos
annos
residiu
na
ilha
do
Príncipe,
onde
exerceu
vários
cargos
importantes,
sendo
ainda
aclualmen-
le alli
o presidente
da
camara.
Os
nossos
cordeaes
emboras.
Theatro.
—
Já
houve
duas
represen
tações da
comedia
de costumes Um
mila
gre
cio
Bom
Jesus
do
Monte,
original
do
snr.
Alfredo
Campos.
Por
motivos
alheios
á
nossa
vontade
a
nenhuma
d
’
ellas
podémos
assistir.
In-
lormam-nos,
porém,
que
a
comedia
é
for
mosíssima,
as
vistas
excellentes
e
o
desem
penho
regular.
Diremos
a
nossa opinião
mais
desafo
gadamente,
quando assistamos
a
alguma
representação.
Apressamos-nos todavia
a
felicitar
o
nosso
Alfredo
Campos
pelo
bom
exilo
que
coroou
o
seu trabalho.
Beixas.—
O
snr.
Antonio
Pinto
Tei
xeira
ha
pouco
fallecido
n
’
esta
cidade,
deixou,
entre outras
verbas,
800$000
reis
para
a
propagação
da
Fé;
I00$000
reis
á
imagem
de
Nossa
Senhora
da
Luz,
e
egual
quantia
ao
convento
de Santa
The-
reza.
Atrnvez dAfrica. —
Recebemos 0
fascículo
11.8
da obra de
V.
L. Cameron
Atravez
d'África,
traduzida
excellentemen-
te
pelo
snr.
Francisco
de
Lencastre,
e
editorada
a
primor
pela
Livraria
dos snrs.
Mattos
Moreira
&
C.
a
A
noda iilustrndí*.
— Recebemos
e
agradecemos o
n.°
10
da
Moda
Illus-
Irada,
de
que
é
director-proprietario
o
arrojado
editor
Davi-d
Corazzi.
Awsares.—
Foi
nomeado
director
do
correio
de
Amares
o snr.
Joaquim
Perei
ra
da
Silva.
Caso
singular.—
Um
nosso
estima
do assignanle
de
Silves
escreve-nos
con
tando
o
seguinte
caso:
Estando
se
a
fazer
os
exercícios
do
Mez
de
Maria,
em Ferraguado, appareceu
uma
cobra
enroscada
ao
pescoço
da
Ima
gem
da
Padroeira
da
egreja,
N.
Senhora
da
Conceição,
tendo
a
cabeça
mettida
na co
roa
da
mesma
Imagem.
Todos
os
assis
tentes
(içaram
assustados;
quando
d
’entre
elles .uma mulher
se
adiantou,
subiu
ao
altar-mór
e
poude
desenrolar
o repelente
reptil,
que
depois
mataram
na
rua.
Muges»
15í«8ts-a«Si».
—
Recebemos
do
snr.
Joaquim
Januario
da
Silva,
corres
pondente
n
’esla
cidade
do Museu
llluslra-
do,
o
segundo
fascículo
d
’
este
periodico
litterario,
que
se
publica
no
Porto
sob
a
direcção do
snr.
David
de
Castro.
Agradecemos.
Atravez da
província.
—
Foi
mon
tada
na
bateria
do
Bom
Successo
em
Va-
lença a
primeira
peça
Krupp,
de
28
to
neladas.
—
Falleceu
em Vianna
o
snr.
João
Albino
Brandão,
aspirante
de
l.
a
classe
da
repartição
de
fazenda
d
’aquelle dis-
tricto.
—Ha
dias
que
tem
estado
fóra
da
barra
de
Caminha
um
vapor
inglez
a
re
parar
o
cabo
submarino,
que por
vezes
tem
ultimamente
estado
interrompido.
—
Dizem
de
Ponte
do Lima:—
O
tempo
corre
muito
regular
para
a
agricultura.
Estão
bons
os trigos
e
centeios,
excel
lentes
os vinhedos,
e
muito
regulares
os
milhos,
especialmente
os
que se
semearam
depois
das
chuvas.
Ha
bastante
fructa,
e muita
abundancia
de
hortaliças,
e
pas
tos;
tudo
emtim, nos
mostra
um
anno
de
abundancia,
se
não houver
algum
con
tratempo,
que venha prejudical-a
.
—
Tafti-
bem
estão
regulares
os
batalaes,
e
os
li
nhos.
—
Os lavradores
não tem razão
de
queixar-se.—Informam-nos
também
que
por
emquanto
não
ha
signal
de
oidium.
—
Ao
menos,
permitta
Deus, que
a
abun
dancia
d
’
este
anno
venha
reparar
as fal
tas
do
passado.
JEspnntoso tremor de terra. —
Uma
correspondência
de
Tauris
descreve
minuciosamente
um
espantoso
tremor
de
terra
que
teve
logar
na Pérsia.
No
dia
22
de
março,
pouco
depois do meio
dia,
sentiram-se
os
primeiros abalos
em
Tau
ris,
em
Zendjand
e
em
Mianeh.
Foi
nos
arredores
d
’
esla
ultima
cidade
que
o
phe-
nomeno
foi mais
violento.
Durou
com
mais
ou
menos
intensidade
até
2
d
’
abril.
Verificaram-se
já
oflicialmenle
as
per-
das
e
o
numero
de
mortos:
vinte
e
uma
aldeias
foram
completamente
destruídas;
cincoenta e
quatro soffreram
grandes
pre
juízos,
novecentas
e vinte
e
duas
pes
soas
morreram,
assim
como 2:660
car
neiros,
1:12o
bois,
124
cavallos
e 55
camellos.
0
centro
do
tremor
de terra
foi
a
montanha
de
Bousgouche.
I
LTIH1S NOTICIAS
Lisboa
16
—
Aberto
concurso
para
as
egrejas
de
Fontão,
Goães
e
S.
Paio
de
Guimarães,
diocese
de
Braga.
Paris
16
—
0
conselho
de
estado,
jul
gando
a
appellação
do
governo contra a
pastoral
do
bispo
d
’Aix, declarou
que
hou
ve abuso
do
prelado.
Londres
16
—
Estão
interrompidas
as
communicações
telegraphicas
do
Peru
com
a
Europa.
0
general chileno
cortou
o
ca
bo
submarino.
Terminou
a
insurreição
no
Paraná;
houve
350
mortos.
0
«Times»
diz
que
a
evacuação
dos
russos
terminará
no dia 25
de
julho.
Londres
15—Northecol
disse
na
cama
ra
dos
deputados
que
o
governo
tem
lem
brado
muitas
vezes
á
Porta
a
execução
do
artigo
23.°
do
tractado
de
Berlim,
con
cernente
ás
reformas
na Turquia
euro-
pea.
Roma
15-Camara
dos deputados:
Es
tá
em
discussão
o
projecto
que
torna
obrigatória
a
celebração
do
casamento
ci
vil
antes
do
religioso.
S. Petersburgo
15—
Um
ukase
impe
rial
torna extensivos
os
poderes
aos go
vernadores
provisorios.
CORREIO
Castro
d'Aire.
—
Revd.m0
snr.
padre
José
Esteves
Salgueiro.
Recebemos e
agra
decemos.
Santa
Martha
de
Penaguião.—
Sirc
.
João
de Magalhães Menezes.
Agradecemos
as
lisongeiras expressões
que
nos
dirige,
e
ficamos
sciente do
que
nos
coramunica.
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
pressivo
será,
para
que o
publico
avalie
na
singela
narração do
contracto
que fiz.
e
que
não
foi
como devêra
ser,
o
escla
recimento
da
verdade.
Eis
como
as
cousas
se
passaram.
Propuz
ao
snr.
Florencio,
e
sua
mu
lher,
um
contracto
com
condições.
«Pagarem
á
sua
custa, tres
dividas
«passivas,
minhas,
excedentes
no
valor
a
«500$000
rs.=»grangearem á sua
custa,
as
«minhas vinhas,
e
pagarem lodos
os
en-
«cargos
que
pezarem
sobre
os
meus
bens,
«e
que
os
foros
e
cereaes,
ficariam em
mi-
«nha
administração,
sem
prejuiso das
ter-
«ras.
Adiantarem
o dinheiro
necessário
«para
eu cobrar, pelos
meios judiciaes,
«as
dividas
activas,
que
me
devem.
En-
«tre
ellas
uma
no
valor
de
667$89()
reis;
«cuja
acção
está
já
pendente=-outra
pe-
«los
rendimentos
de
uma
azenha,
cujo
«orçamento
excede
a 200$000
rs.=outra
«pelos
deterioramenlos
feitos
em
umas
ca
ssas
nob'es,
cujos
damnos
excedem
a
reis
«5005000, devendo
eu
pagar-lhes
as im-
«portancias
adiantadas
para
este
fim,
sem
«juro
algum.
«Depois
do
meu
decesso,
darem
á egre-
«ja
da
freguezia,
onde
se
verificasse o meu
«fallecitnenlo,
o
que
fosse
de
direito,
uso
«e
costume;
entregue ao
parodio
o
de-
«terminado
por
ella,
para os
meus
suflra-
«gios
e
bem
da
alma;
e
quedariam
a
meu
«irmão,
Luiz
Borges,
a
pensão
vitalícia
«annual
de
50$
00
rs.
«E
mais
com a condição,
que
eu
re-
«zervasse
para
mim,
emquanto
vivo
fosse,
«o
usufructo
de
todos
os
meus
bens,
e
«que
só
por
minha morte,
os
acceitantes
«do
contracto,
é
que
me
substituiriam
em
«lodos
elles,
com
todo
o
direito e
acção,
«como
se
eu
fôra.»
Foram
estas
as
bases
do
meu
con
tracto,
que foram
apresentadas
em
pro
posta
ao
snr.
Florencio,
por
seu
irmão,
o
snr.
Antonio
Caetano,
que
ao voltar
á
Folgosa,
me assegurou,
que
seu
irmão
e
cunhada
aceitaram
a
proposta.
Em
vista
d
’isto
fui
para
Armamar
a
10 de fevereiro
de
1878,
para
casa
do
snr.
Florencio,
e
alli
repeli
a
proposta
ao
snr.
Florencio,
e
não
se deu
objecção
al
guma.
Accordadas
assim
as
coisas,
fiz
as pro
curações
para
proseguir
nas
acções
pro
postas
para
a
cobrança
do que
me de
viam,
dos
667$890
reis,
na
fé
do
con
tracto,
já
pelo
adiantamento da causa,
já
porque
a
falta
do
embolso d
’esta
divida
foi
a
causa
de
eu
ir ao
Banco
saccar
30í)$000
rs.
Este
mez,
era
tempo
de
sobra
para
conseguir
aquella
sentença;
porém,
sobre
vindo-me
uma
inflamação
d
’olhos, dentes,
e
tosse,
que
attribuí
aos
ares
ásperos
de
Armamar,
desamparei
lodos estes
negó
cios,
ficando
ao
cuidado
do snr.
Floren
cio, em quem
depositava
toda
a
boa
fé.
Enganei-me.
Em
março
disse-me
o
snr.
Florencio,
que
o contracto
era preterivel
celebral-o
como
venda. Respondi
que,
ficando
salvas
as
condições
d
’elle, o
fizesse, (isto de
pendia
da
delacção)
e
que
eu
eslava
de
boa
fé:
a
estas
vozes,
o
snr.
Florencio,
descompondo
se,
em
seguida
respondeu,
que
lambem
elle,
dando
mostras
que tu
do
corria
n
’essa conformidade.
Peorava
de
dia
para dia
a
minha
doença.
No
dia 30
de
março, fui
surprehendido
na
cama,
di
zendo se-me,
que
o tabelião
esiava
na
sala
a
fazer
a
escriplura;
levantei-me
e
fui
para
lá, para
vêr
o
que tinham feito.
Com
este
acidente, encontrei-me
sem
forças
físicas
e
moraes,
uma
especie
de
authomato,
im
possibilitado
para
tudo.
Assisti
á
leitura,
e
assignei,
sem
saber ou
intender
o que;
tudo
na
boa
fé,
e
nada
mais.
Passou
abril,
e
eu
no
mesmo
martyrio.
Desenganando-me
que,
se não
me
retirasse
d
’
aquella casa
e
terra,
ia
de
promplo
para
o
cemiterio,
sem
nada
dizer, só
á
saída,
no dia 9
de
maio
d
’aquelle
anno, sahi
para
Folgosa,
e
de
lá
para Escarqueíla, minha
terra
natal,
para
tomar
os ares.
Alli,
já
um
tanto
restaurado,
li
com
altenção
a
escriplura,
com
abysmo,
por
a
achar
inteiramente
sofismada, não
con
tendo
o
que
eu
tractei.
Fiz
logo
saber
por
escripto
ao
snr.
Florencio,
em
1
d
’agoslo,
o
meu
desgos
to,
por
se não escrever
as
condições
do
contracto,
(que
são as
que
ficam escri-
pias) que
eu
não
vendera,
e que
em
to
do
caso,
as condições
eram
a
minha ga
rantia.
proposta
e
accordo;
que
cuidasse
em
compor
isto,
e
que
respondesse
em
8
dias.
Não
respondeu.
Em
consequência
d
’
islo,
e
do
que
dei
xo relatado
ingenuamente,
é
que
nasceu
o
meu
protesto,
e
que
ainda
hoje
reno
vo
energicamente
para quaesquer
effeitos;
não
se
dando
em
mim a
possibilidade
de
outro
alcance.
Como
o snr.
Florencio
é
o
recebedor
da comarca,
tem
n
’
ella
bas
tante
predomínio,
e
porisso é
que a
mi
nha
posição se
aggravou:
tendo
publicado
que
os meus
bens
já
eram
seus,
quem
tinha
contas
comigo,
já
não
me
respon
de,
poro
temerem.
Prelen
lendo
eu ven
der
o
meu
vinho,
fez
saber o comprador
que
elle
tinha a
receber
metade.
Dizen-
do-me
isto
o
comprador,
disse
lhe
que
não.
Não
voltou;
lá
está
por
vender.
Sem em
bargo,
diz
no
seu
contra
protesto,
que
eu
estou senhor
de
quanto
recebia,
sem
que
elle
se
importe... Avisou-me
para
em
15
dias
pagar os
tributos;
mandei
pagar;
era
do
contracto
elle
pagal-os,
mas
intendi
que
á
sombra
da fazenda
me
queria
enro
dilhar.
Demais, tendo
negado
o
contracto
e
condições
d’ellç,
vem
a
confessal-o
no
penúltimo
período
do
contra-protesto
(sem
dar
por
isso),
dizendo
que o
contracto
que
fez
comigo...
e
mais
adiante dá mais
luz, fallando
no
banco
e
pagamento
de
dividas;
logo,
existiu
e
existem
condições,
que
tudo
supprimiu
no
titulo da
fraude,
por
este
não
dar
luz
alguma.
O
lançar
mão
d
’
este ou
d
’
aquel|e
erro
ou descuido da
typographia,
que são
aci
dentes
que
não mudam a
essencia
da
cousa,
de
nada valem para se
conseguir
o fim
de
protestar.
O
seu
contra-protes
to
foi
mais
uma
fraude
para
enganar
o
publico,
por ter
mais
de contraproducente,
do
que
justificação.
E.
bem
assim
o
cha
mamento
aos
tribunaes,
que
não
teme,
nem
respeita,
quem
trama
e
faz
dólos.
Na
presença
de
uma
malina,
não
se
dá
a
liberdade, nem
intelligencia
precisa
para
descobrir
os
ardis,
e
dolos,
e
má
fé
que
rodeiam
o
enfermo,
nem os
aclos
huma
nos
o
responsabilisam,
tal
foi
a
minha
as-
signatura
n’
aquella
escriplura,
de
que não
estou
responsável.
E
’
quem ba
mez
e
meio
antes,
tinha
des
amparado
os
meus
negocios
por
impossi
bilitado,
até
a cobrança
da
divida
dos
667$890,
que
eu
linha
no
maior
interes
se
e
cuidado. Tudo
traição,
e
má
fé
no snr.
Florencio,
o
não
se
cobrar. Pois
bem; tive
a
culpa;
esperará
pelo
dinhei
ro
que
desembolsou,
visto
que
faltou
a
fé,
e
que o
que
me
privou
de
o
disfructar,
nunca
lhe
podia
pertencer,
e
o
responsa-
biliso
por
tudo.
Folgosa
21
de
março
de
1879.
O
presbylero
José
Pinto
Borges.
(Segue-se
o
reconhecimento). (2408)
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
dramatica portu-
gueza
Quinta-feira 22
de
maio.
ULTIMA
RECITA—DESPEDIDA D
k COM
PANHIA
A
representação
da
espectaculosa
comedia
em
2
actos,
e
4
quadros
DO
BOM JESUSDO
MONTE
Principia
ás
8
3
/
4
horas.
Snr.
redaclor.
Rogo-lhe
o
favor
de fazer
publicar
o
seguinte:
0
snr.
Florencio, conlra-protestando
no
n
0
909
do
seu acreditado
jornal
o pro
testo
que
eu
fiz
no
n.°
899
do
mesmo
periodico,
emprasou
me
para
que
me re-
tractasse,
sob
pena
de
set
chamado aos
tribunaçs.
E
’
,
pois,
do
meu
dever, res
ponder;—não aceitando,
em
primeiro
o-
gar,
as
amabilidades
que
me
sao dirigidas
pelo
dito
snr.,
as
quaes
lhe
transmilto
intactas,
para
que
as
aproveite,
e
com
ellas se
honre.
0
meu
conto
é
simples.
Claro
e
ex
AGRADECIMENTO
A
Companhia
Dramatica
Portugueza,
sob
a protecção
de
S.
M.
el-rei
o snr.
D.
Fernando,
retirando-se
d’este cidade,
agradece
a
todo
o
publico
bracarense
e
m
geral
a
protecção
que sempre
lhe
dis
pensou.
Faltaria
lambem ao
mais
sagrado
dos
deveres
senão patenteasse
o
seu
profun
do
reconhecimento
para com
o
exm.°
snr.
Alfredo
Campos,
que
generosa
e
desinte-
ressadamenle
se
promptificou
a
escrever
a
comedia=í7m
milagre
do
Bom
Jesus
do
Monte=;
bem
assim,
ao
illm.
0
snr.
Luiz
Esmeriz,
que
igualmenle
compoz
e
en
saiou
a
musica,
e
também
a
lodos os
illm/
’6
snrs.
que
formam
a
orchestra,
pela.
cedencia
dos
seus
honorários
a
favor
da
companhia
em
a noite
de
18
do
corrente.
Ao dislincto
artista
o illm.°
snr.
Carva
lho,
pela
sua
muito
boa
vontade,
em
pin
tar
o
scenario,
e
ao
illm.
0 snr.
Fran
cisco
d’
Araujo
pela sua coadjuvação para
o
bom
andamento
da peça.
Finalmente,
a
todos,
em
geral,
a
nossa
mais sincera
gratidão.
Manoel
Maria
Soares,
(2118)
Director da Companhia.
AlBOICIMfflTOS
O
abaixo
assignado,
summameute
grato
a
todas
as pessoas, que o
visitaram
por
occasião
do fallecimento
de
sua
estreme
cida
mãe, a
ex.
ma
snr.
a
0.
Maria
Bene-
dicta
de
Mesquita
Montenegro,
a
todas
protesta,
em
seu
proprio
nome
e
no
de
sua
família, o
seu mais
profundo
reco
nhecimento.
Braga,
16
de
maio
de
1879.
Dr.
Bento Joaquim de
Mesquita
Pimenlel
de
Carvalho.
ANNUNCIOS
A
Meza
da
Keal
Irmandade
do
Boro
Jesus
dos
Passos,
Santa
Cruz
e
Sanl
’
An-
na,
annuncia
que
no
dia
24
do
corrente,
pelas
5
horas
da
tarde,
sairá
a
Irmandade
em
procissão á
visita
do
Jubileu
e
que
nos dias 23
e
24
terá
na
egreja
confes
sores
para
prepararem
os
confrades
que
quizerem
lucrar
as
graças
do
mesmo
Ju-
bileq.
Em
sessão
de
16
do
corrente
mez.
O
secretario
(2416)
Padre
João
Antonio
Velloso.
ÉDITOS
DE 30
I3IÂS
Pelo
juizo
de
direito da
comarca
de
Braga,
e cartorio
do
escrivão
Freitas,
a
requerimento
de
Maria
d
’
Apresenção,
sol
teira,
de
maior
idade,
d
’
esta
mesma,
cor
rem
éditos
de
30
dias
citando
e
chaman
do
todas
as
pessoas
incertas,
que se
con
siderem
com
algum
direito
e
acção,
ao
espolio
ou
herança
do
finado
Francisco
José
de
Sousa,
morador
que
foi
n
’
esla
ci
dade,
para
na
segunda
audiência
d’
este
juizo,
posterior
ao
praso
dos
éditos
que
commeçará
a
correr depois
do
2.°
annun
cio
na folha
official,
verem accusar
as
citações,
e
na
dita
segunda
audiência
terão
de
ser
assignadas
3,
para
a
impu
gnação
de
qualquer
pessoa.
Declarando
que
as
referidas
audiências
se
fazem
ás
segundas
e
quintas-feiras,
excepto
nos
dias
sancldicados
ou
friados
em
que
se
tran
sferem
para as
seguintes quando
o
não
sejam
lambem.
Braga
13
de
maio
de
1879.
0
escrivão
José
Firmino
da
Cosia
Freitas.
Verifiquei
(2415)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
AO
BUBL1C0
Todos
os
alquiladores d
’
esta
cidade,
constituiram-se
em
sociedade
para
na
quinta-feira
d
’Ascensão
22
do corrente,
principiarem
uma corrida
de Braga ao
terreiro
do
Bom
Jesus
do
Monte,
con
tinuando esta
todos
os
domingos
e
dias
sanclificados.
A
toda
a
hora
estarão
car
ros
no
largo
da
Lapa,
para
este
serviço.
A
mesma
sociedade
terá carros
na
es
tação
do
caminho
de
ferro
para
conduzir
direclamente
os
passageiros
d
’
esta
estação,
ao
Bom Jesus.
Preços
da
estação
ao
Bom
Jesus
200
reis.
Preços
do
largo da
Lapa
160
reis.
Preços
do
Bom
Jesus
a
Braga
120
reis.
Preços
do
Bom
Jesus
á
estação
160
reis.
Braga
15
de
maio
de
1879.
Pela
sociedade
(2404)
Manoel
Gonçalves
Vieira
Prim.
EDITGS
DE
50 DIAS
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
correm
éditos de trinta
dias
a
contar
da
publicação
do
segundo
atinuncio,
citando
os
credores
e legatários
incei
los
e
resi
dentes
fóra d
’
esta
comarca,
para assisti
rem,
querendo,
aos
lermos do
inventario
orphanologico
a
que
se
anda
procedendo
por
fallecimento
de
Maria
Joaquina,
viu
va
que
íicou
de
Francisco
José Pereira
Carromano,
moradora que
foi
na
rua
das
Palhotas
da
dita
cidade
de
Braga.
Braga
12
de maio
de
1879.
0 escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
a exactidão.
(2414)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
São
de
novo
convidados
os
snrs.
cre
dores da massa
fallida
de
João
d
’
Assum-
pção,
negociante
que
foi d’
esta
cidade,
a
reunirem
no
Tribunal
do
Commercio,
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esta
mes
ma,
pelas 10
horas
da
manhã,
do
dia
24
do
corrente,
para
se
concluir
a
veri
ficação
de
créditos
e
em
seguida
se
pro
ceder á concordata.
Previnem-se
os snrs. credores
que,
para
todos
os
efleitos. se devem
apresen
tar
ou
fazer
representar
por
seu procura
dor
bastante,
para
que
não
possam
alegar
ignorância.
Braga
14
de
maio
de
1879.
Os
curadores
fiscáes,
(2411)
Pinheiros
8c
Irmão.
Tabacaria
Braearenm.
Meio
grosso
cada
250
grs.
250
rs.
Vinagrinho
J>
Rosa
D
D
»
D
Secco
»
D
f)
Pacotes
de
25
25
rs.
(2402)
MANOEL
DA
COSTA
ALVES
ALFAIATE
RUA DE SANTO ANDRÉ N.° 18.
Acaba
de
receber um
bonito
e
varia
díssimo
sortido
de
cachemiras
para
a es
tação,
que
vende
por
preços
limitados,
taes
como:
factos
completos
a
vestir
por
80500,
100000,
120000
e
130000
reis,
e
mais
preços.
Paletots
de
ntvelton
a
vestir
de
60500
e
mais preços.
Guarda-pós
de
esguião
de
linho
a
reis
20000.
Calças
de
cachemira
a
vestir
de
30000
reis e
mais
preços.
(2393)
BILHETES
DE
WTA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
peio correi",
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
APPAKICI0
OLHEIRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
210
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça do
Barão
de S.
Martinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola, massa
e
veludo.
87, Praça do fôarão
de S. Iffiarti-
nlvo, S9
ÁFPA1UCI0
& ilÁlIIBRO
li
;
I
A
‘í
h
zíi.
M
LíiiííOi.lS
DE
Joao Marques d’Almeida
Castro
327,
rua
de
Santa
Calharina,
331
PORTO
Este estabelecimento,
que
por grande
numero
de
pessoas tem
sido
preferido
a
outros,
não só por
os
prémios que
no
mesmo
constantemente
estão
saindo,
mas
por a
promptidào com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a
lor
á
venda
para
todas
as lo-
terias, bilhetes inteire
s,
meios
ditos,
quin
tos,
quartos, décimos,
oitavos
e fracçôes
de
600,
500,
300,
250, 200,
130.
100
e
40g
reis.
Satisfaz
para
as províncias
todas
as
encommendas
(de bilhetes
ou
fracçôes
em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
as
mesmas
acompanhadas
da
sua
importân
cia,
em
ordens,
vales
-do
correio
ou
es
tampilhas
do
mesmo.
—
Envia
gratuitamen
te,
os
prospectos,
a
todas
as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos prémios
de
que
se
compõem
as lolerias
e
dos
dias
em
que
as
mesmas
se
teem
de
exlrahir;
assim
como remette
no
fim
das extrac-
ções,
as respeclivas
listas
geraes
dos
pre
mios.
AOS
PRETENDENTES
Apesar
do
grande
numero
de corres
pondentes
que
este
estabelecimento tem
nas
províncias
para
a
venda
de
bilhetes
e
fracçôes
de
todas
as
lolerias, o
mesmo
recebe
ainda
propostas
das
pessoas
que
pretenderem
vender
este
genero á
com-
missão
Os
pretendentes
que
quizerem
en
carregar-se
da
venda
d
’
esla
fazenda,
po
dem
com
ella
negociar
sem
risco,
porque
se
acceita
de
novo
até
ás
vesperas
das
extracções,
toda
a
fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem
vendido.
Além
d’
isso
teem
a
vantagem
de
poderem
negociar
sem
em
pregar
capital
porque
a
importância
de
qualquer
remessa
que
lhes
seja
feita,
po
de
ser
enviada
depois
da
fazenda
vendi
da,
bastando
para
isso
que o pretendente
dê
como conhecimento
um
negociante da
cidade do
Porto.
A
coramissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos
dão-se
a
quem
os
pedir.
(2330,
CASA
Arrenda-se
uma
na rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam
po
de
Sanl
’
Anna,
n.°
68
(2298)
ÍBÀfiWtó
ESTR
â
MEIÍOS
Grande
sortimento
das melhos
mar
cas,
conservando
os
preços
antigos.
Por
caixa
tem
grande
abatimento.
Chegaram
á
TABACARIA
BRACARENSE.
(2403)
Caixa
penlioriM*<* Bmcarcnas na
Travessa <Se 08. Guitldim d’e8ta
eidade.
Continua a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
loupas
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão se
rão
vendidos.
AOS PROPRIETÁRIOS DOS HOTÉIS
E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se participações
das
que
as
hospedarias
tem
obrigação
de
entregar lo
dos
os
dias na
repartição
policial, e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
A
APPARIÇÃO
DE
N. SENHORA
DA
SALETTE
(Traducção)
Vende-se
no
escriptorio
d’
este
jornal.
Preço.
...
30
reis.
DITVHFÍKO
A
JURO
A
confiaria
de
N.
Senhora
da
Apre-
sentação,
de
S.
João
do
Souto, tem
reis
4000009
para
mutuar.
(2305)
Fabrica
de papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
TabneariH ilraearense
—
27,
Bua
do
Souto
27
—
(2340)
«ã-
S rJT®
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia
fabril
SINGER
1
7—
rua de 8. Vicente—17
BRAGA
As
melhores
machinas
para costura
que
todo o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
888:818
machinas
de
costura!!!
mais
80:196
que
em
1876.
A Companhia Fabril
Js
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
SOO
reig
«emanaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros
e
sapateiros
A COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas machinas
não
só
no seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o
publico que te
nha
todo o cuidado
para
nãa
ser enganado com as
machinas
imitações,
como algumas pes
soas,
por
infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17,
RUA DE S. VIGENTE,
17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
cathalogos illustrados
com
lista
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
RESPONSÁVEL—
Luiz
Baptista da Silva»
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1879
ATTEXÇé
Precisa-se
d
’
um indivíduo que
queira
encarregar-se
de
fazer
varias
cobranças
dentro
e
fóra
da
cidade;
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
6
dão-se
os
esclarecimen
tos
necessários.
(2413)
Parte de Comércio do Minho (O)
