comerciominho_13051879_934.xml
- conteúdo
-
ÍCKK.SÍiEOSA,
A.
1E WOTICIOSA..
KEDÃCTOHES
—D.
Miguel Sotlo-Mayor e Dr
Custodio Velioso.—DIRECTOR—Anlonio
Joaquim de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.° A.NNO
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada linha
.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6 »
............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes, moeda
forte.
. 3&600
Folha
avulso................... 10
!^=3SSSEMEHSatí
N.» 934
3E8
S=8L
CS-
A. |
TERÇA-FEIRA 13 DE MAIO DE 1879
D. JOÃO
CHKYSOSTOHO HE
Ainorim
Pernsoa, por mercê de
Deus.
ete.
Ao
clero
e
(leis
d
’
esle
Nosso
Ar
cebispado
de
Braga,
Primaz
das
Hespanhas.
saude,
paz
e
bênção
em
Jesus
C/iristo
nosso
Salvador.
(Conclusão)
E
quaes
são.
Meus
Filhos
em
Jesus
Christo,
as
consequências
ou
corollarios
d
’este
dogma
da
Communicação
ou
Com-
munhão
dos
Santos;
d
’
este
dogma
tam
proprio
dos
sentimentos
do
homem
ver-
dadeiramente christão,
e
tam
consolador
para aquelle,
que,
infelizmente,
tem
per
dido
pelo
peccado
a
graça
e
a
amizade
de
Deus?
Qual
é
a
idéa
exacta,
que
de
vemos
formar,
quando
no
Creio em Deus
Padre, n’esta profissão
da
nossa
fé
reli
giosa,
declaramos,
que
crêmos
na Com
municação
dos Santos?
Não
revela
esta
doutrina
da
Egreja
Catholica,
não
indica
eila
manifestamente
a
mais santa, a
mais
intima,
a
mais ver
dadeira
fraternidade
entre
lodos
aquelles,
que
do
Oriente
e
do
Occidente,
do
sul
e
do
setemptrião, do
meio-dia
e
de
toda
a
parte
do
mundo
lêem
vindo
acholher-
se
á
sombra
da
frondosa
arvore
da
Cruz
de
Christo?
Não
é este
dogma,
deixae-nos
assim
expressar;
não é
a
Communicação
dos
San
tos
um
communismo
o
mais
perfeito,
o
unico
possível,
que
possa
conceber-se e
dar-se
entre
os
membros
da
Egreja
Ca-
tholica,
existindo
desde
a
sua
fundação
e
estendendo-se,
não
só
durante
a
vida,
mas
ainda mesmo
álém
da
morte, a
todos
aquelles,
que
pelo
Sacramento
do
baptis-
mo
se
constituíram
membros
d
’
esta
gran
de
sociedade,
e
que
por
algum
motivo
não
se
acham
infelizmente
separados de
ella?
Quando,
pois,
nós
dizemos, creio
na
Communicação
dos Santos,
aífirmamos, que
todos
os
membros
da
Egreja
Catholica.
ou
estejam
no
céo,
gosando
a visão
bea
tífica
na
presença
de
Deus, ou
se
demo
rem
no
Purgatório
para
expiar
a
pena
temporal
devida
aos
seus
peccados, ou
vivam
ainda
sobre
a
terra,
trabalhando
no
importantíssimo
negocio
da sua
salvação
eterna,
todos
estão
unidos
entre
si
e
con-
juntamente
com
as
Tres
Pessoas
da
San
tíssima
Trindade.
Quando
dizemos:
creio
na
Communi
cação
dos
Santos,
aífirmamos,
que
esta
união
consiste
não só
e unicamente
na
união
da
fé,
da esperança
e
da
caridade,
mas
também
na
participação
dos
mesmos
Sacramentos,
por
meio
dos
quaes
Jesus
Christo
reparte
e
espalha
sobre
todos
os
membros
da
Egreja
os
infinitos
mereci
mentos
da
Sua
vida,
da Sua
paixão e
da
Sua
morte
de
cruz.
No
dogma
da
Communicação
dos
San
tos
nós
aífirmamos,
que
em
virtude
d
’
ella
todos
os
bens
espirituaes
da Egreja, em
uma
certa medida
e
debaixo
de
um
certo
ponto
de vista,
são
communs
entre
os
fieis,
que
compõem o
grande
corpo
da
sociedade
chrislã,
pelo
mesmo
modo e
fórma que
os
bens
temporaes
de
uma
familia
são communs
entre
as
pessoas,
que
a
compõem:
e
que
todas
as graças
interiores
e
todos
os
dons
exteriores,
as
sim como
todas
as
boas
obras,
que
elles
praticam,
são
communs
entre
os
membros
da
Egreja
Catholica.
Ah!
como
é bella, como é
encantadora
esta
doutrina
da
Communicação
dos
San
tos!
O
christão
sincero
e
verdadeiro,
a
toda a
hora
e
em qualquer
parte
onde
se
ache,
elle
está
sempre
em união
com
os
seus
irmãos;
e
por
esta
união
elle
parti
cipa
de todas
as boas
obras,
que
se fa
zem,
de
todos
os
Sacrifícios
da
Missa, que
se
offerecem
incessantemente sobre
os
al
tares
levantados
ao
Verdadeiro
Deus,
na
Europa
e na
America,
na
Asia,
na
África,
na
Oceania,
em
todo
o
mundo!
O
sacerdote,
que
celebra
a
Santa
Mis
sa
sobre
o
sepulchro
de Christo
em
Je
rusalém,
assim
como
aquelle
que
a
diz
no altar da
Confissão
de
S.
Pedro
em
Roma;
o
que celebra
a
Santa
Missa
no
interior
dos sertões
d
’
Africa
á
sombra
de
uma
arvore,
ou
nos plainos
da
Asia
de
baixo de uma
tenda,
todos
estão
em
união com
os fieis,
espalhados
por
lodo
o
mundo,
e
que
participam
dos
mereci
mentos
de
cada
um;
porque
todos
per
tencem
a
um
só
familia
e
são
membros
de
um
só corpo,
cuja
cabeça
invisível
é
Christo
no céo,
e
o
Pontífice
Romano,
Seu legitimo
Vigário,
Chefe
visível
na
terra.
As
communhões
feitas
com as
devi
das disposições,
as
esmolas
que
se
dão,
as orações
que
se
fazem,
os
jejuns
e ou
tras
boas
obras
que
são
praticadas
pe
los
fieis espalhados
por
todo
o mundo
aproveitam
a
todos
os
chrislãos
em
qual
quer
parte
que
se
achem,
em
quaesqoer
condições
sociaes
em
que estejam
collo-
cados,
uma
vez
que
não
estejam
sepa
rados da
Egreja,
e
por
algum
motivo
excluídos
d’
esla
participação.
N
’
este
dogma
da Communicação
dos
Santos
é
que
tem
o
seu
fundamento
a
intercessão
dos Bemaventurados,
os
suf-
fragios
pelas
almas
do
Purgatório,
os
votos
ou
promessas
dos
fieies,
feitas
áquel-
les,
ou
em
honra
e
louvor
d’
aquelles,
que
a Egreja
Catholica
tem
solemnemen-
te
declarado
acharem-se
na posse
da
Bemavenlurança
eterna.
Sem
este
dogma
os merecimentos de
Maria
Santíssima,
Mãe
de
Deus,
seriam inúteis
para
nós,
e
o
culto
que
prestamos aos varões
illus-
tres
por
sua
-
santidade,
e
cujas
imagens
se
acham
expostas
á
nossa veneração,
se
ria
um
erro
contra
a
fé
como
diziam
os
herejes
Iconoclastas
do
século
VII,
e af-
firmam
hoje
os
protestantes,
que
são os
Iconoclastas do
século
XIX.
Sem a
existência d’este
dogma
da
Communicação
dos Santos,
não
seria
ne
cessário
nem o Santo
Sacrifício
da
Missa,
que
Christo na
sua
instituição
mandou
renovar
muitas
vezes
em
memória da
sua
paixão
dolorosa.
(1)
Sem a
existência
d
’
es-
te
dogma,
os
suffragios,
que
vós
Meus
Filhos
em Jesus
Christo,
mandaes
fazer
pelas
almas
dos
vossos
paes,
esposos,
ir
mãos,
amigos
e
bemfeitores,
seriam.
inú
teis e perdidos.
Sem
a
existência
d’esle
dogma
da
Communicação
dos Santos,
o
fructo
das
vossas
boas
obras,
das
vossas
com
munhões
eucharislicas,
das
vossas
confissões
sacramentaes,
das
vossas penitencias,
morti
ficações
e
jejuns,
das
vossas esmolas
e
ora
ções,
não
poderá
aproveitar senão
a
vós
unica
mente
e
só
a
vós
ser
applicado.
Sem
a
cren
ça
n
’
este
dogma, o
homem cahido
uma
vez
no
lago
profu.ndo
do
peccado,
preso,
manietado
pelo
inimigo
das nossas
almas,
trabalharia
só
e
desamparado
na
sua re
generação
espiritual,
na
grande
obra
da
sua
salvação
eterna!
E
qual seria
n
’
esle
caso
a
sua
triste sorte?
Meu
Deus!
Eu
creio,
Senhor, e
os
fieis
deste
Arcebispado
crêem
também
comigo na
Communicação
dos Santos!
Nós
crêmos,
que
todos
nós,
pela
vossa
divina
graça,
fazemos
parle
do
corpo
mys-
tico
da
Egreja
Catholica,
da
qual
vós
sois
a
Cabeça
invisível,
que
applicaes a
todos
e a
cada
um
de
nós
não só
os
merecimen
tos
da
Vossa
sagrada
morte
e
paixão,
mas
lambem
os
merecimentos
de
Maria
Santíssima,
Vossa
Mãe.
dos
santos,
que
reinam
comvosco
no
ceo,
e
de
todas as
almas
jusias
e
virtuosas,
que
ainda
vivem
e
militam
sobre
a
terra
debaixo
da
vossa
Cruz,
nossa
bandeira,
e
no
campo
da
Egreja
Catholica,
nossa
Mãe
e
nossa Mes
tra indefeelivel
nas verdades
da
fé.
e
nos
so
guia seguro
nos caminhos
da
vida
eterna!
E
muito
infelizmente
é
a
este
desolante
e
(1)
S.
Luc.
XXII-
19—
Hoc
facite
in
mtam
commemoralionem.
0
CAPITÃO À3IGEL0
ROMANCE
ORIGINAI.
POR
J.
B.
da Silva Ramos.
OFFERECIDO
E
DEDICADO A’ EXC.”’ SNR.’
D.
Antonia Augusta T. de
Vasconcellos,
DA CASA
DE MARBON, EM CELORICO
DE BASTO.
VII
Angelo,
com
os olhos
arrasados
de
lagrimas,
chamou
a
dona
da
casa,
e
perguntou
lhe
se
havia algum
padre na visinhança.
A
mulher
disse-lhe
que
muito
perto
existia
um
frade,
dos
que
haviam
sido
expulsos
do
convento
de
S.
Francisco.
Angelo
correu
a
procural-o,
e
em
breve
entrou
com frei
Domingos
da
Pai
xão.
_
—Aqui
me
tem,
snr. official;
sempre
que
são
precisos
os
remedios
da
Religião,
acham-
me
prompto
para
os
administrar
—
disse
frei
Domingos.
—
Bem
vindo
seja,
snr.
padre.
Eu
desejo
ar
dentemente
preparar-me para a
viagem
da
Eter
nidade,
com
os
Sacramentos.
Não
percamos
tempo,
porque
sinto
que brevemente
estarei
diante
ue
Deus.
—
Retirem-se
—
disse
frei
Domingos
para
An
gelo
e
para o
camarada
do
official.
Depois
seguiu-se
um
prolongado
silencio.
Passado
cousa de
meia
hora,
disse
frei
Do
mingos
que
podiam
entrar;
era
já
uma
hora
da
madrugada
do
dia
30
de
setembro.
O
official
chamou
para
junto
de
si
Angelo,
e
com
voz
fraca
e
commovida
lhe
disse:
—
Snr. sargento,
ha
poucas
horas,
luctamos
no
campo
da
batalha
com
armas
mortíferas
e
procuramos
vencer,
sem
nos
importar
que
fosse
á
custa da
vida
própria
ou
da
alheia:
como
porém,
por
nossa felicidade,
somos
animados
de
iguaes
sentimentos religiosos,
terminada
a
lucta,
encontramo-nos
irmãos
e
amigos;
Deus
seja
louvado!...
A
sorte
de
vencido
tocou-me
a
mim;
e, proximo,
como
estou
de
morrer,
quero
apparecer
ante
o
juiz
severo
e
miseri
cordioso,
lavado
de
todas
as
minhas culpas.
Parto
sem
odio ou
desafieição
a
pessoa
algu
ma:
mas,
podendo
acontecer
que
tenha
offen-
dido
alguém,
protesto aqui
sotemnemente que
desejaria
de
todò
o
meu
coração
pedir
perdão
a
todos,
e
particularmente
lhe
peço,
snr.
sar
gento,
que
me perdoe
pelo
amor
de
Deus!
°
Angelo respondeu-lhe
»com
copiosas
lagrimas,
abraçando-o
ternamente.
.
.
—
Francisco
—
continuou
o
ferido,
dingindo-
se
ao camarada
—também
tu me perdoas?
O camarada
lançou-se
de
joelhos
junto
do
moribundo,
soluçando
tão
affliclivamenle,
que
o
official
não
poude
conter
as
suas
lagrimas,
diri^indo-se
por
esta
fórma
ao
camarada.
—
Recebe
este
abraço,
que
darás
a
meu
hon
rado
e
nobre pae; outro
tanto
farás
a
minha
boa
e terna
mãe.
Quanto
a
minha
querida
es-
nosa...
oh!
meu
Deus!... é
um
grande
sacri-
ficio esta
separação!
acceitae-o
em
remissão
de
meus
peccados.
Depois,
ficou
como
que
concentrado
em
si
mesmo;
e
por mais de
meia
hora não
se
ou
via
senão
o soluçar do
fiel
Francisco.
—
Snr.
padre
mestre—
disse o
official
saindo
da
especie
de
lelhargo
em
que
tinha
estado
—
se
se
demora muito,
morro
sem
me
fortificar
com
o
Pão
dos
Anjos.
—
Snr.
official,
por
grandes
que sejam
os
meus
e
os
seus
desejos,
não
vejo
meios
de
os
satisfazer;
em primeiro
logar
não
ha
aqui
ca-
pella
ou
egreja
perto; em segundo
logar
no
estado
em
que
está toda
a
cidade,
não é
pos
sível
trazer-lhe
o
Sagrado Viatico. Mas
o
Se
nhor
que conhece
os seus
ardentes
desejos
lhe
infundirá
as
mesmas
graças
no
coração
como
se
Elle
mesmo
tivesse
entrado
n
’elle;
receba-o,
pois,
espiritualmente,
porque
os
anjos
não
o
desampararão
até
o collocar
na
Jerusalem ce
leste.
O
official
voltou
ao
estado
lethargico
em
que
tinha
antes
estado; passado algum
tempo,
abriu
os
olhos,
e
disse
a
Angelo:
—Queria
pedir-lhe
um
favor,
e
penso
não
o
recusará a
um
moribundo.
—
Falle,
senhor,
e
creia que as suas ordens
serão
fielmente
cumpridas.
—
Tenho
uma
esposa,
a
quem
amo
terna
mente;
queria
escrever-lhe, enviando-lhe
o
an-
nel
nupcial,
que
ella
me
deu.
Custa-me
mui
to
mover-me,
porém
tentarei este
ultimo
es
forço,
para
escrever
quatro
palavras
de
des
pedida
áquella
que
fazia
n
’
esle mundo
a
minha
ventura.
Angelo
trouxe-lhe
immediatamente
papel
e
tinta,
e
o
official
escreveu,
com
grande
traba
lho,
as
seguintes
linhas:
«Minha
querida
esposa.
No
ataque
d
’
hontem,
cahi
gravemente
ferido
e
prisioneiro
!
Sinto
aproximar-se
de
mim a
morte,
que
me
não
assusta,
porque
a nossa
divina
religião
lhe
tira
todos
os
horrores!
Mor
ro honrado,
digno
de
ti
e
de
meus
nobres
as
cendentes.
Restituo-te
o
annel
nupcial
que
me
déste,
e
com
a
liberdade
inteira
de
dispores
de
ti.
O
portador de
tudo
isto
é
um
meu
adversário
po
lítico,
em
quem
encontrei
um
amigo
dedicado,
ou
melhor um
verdadeiro
irmão. Adeus!... abra
ça
meu
pae
e
minha
mãe...
consola-os
se
po-
déres,
e não
te esqueças
de
orar
pelo
teu
Porto
30
de
setembro
de
1832.
esposo
fiel
Bernando
de
Mascarenhas
e
Athayde.»
Depois
fechou
a carta,
e
fez
gravar
no
fe
cho
d
’
ella,
o
brasão
da
sua
casa,
que tinha
em
um
annel,
aberto a
buril, e
disse
a
Angelo:
—Senhor,
logo
que
eu expire, tome conta
d
’
este
annel
singelo, que
entregará,
logo
que
possa,
pessoalmente
a
minha
esposa,
com a
carta
que
acabo
de
escrever: o
sobrescripto
o
guiará.
Este
outro
annel
(era
o
que
tinha
o
brasão),
quero desde
já
fazer-lhe
d'elle
pre
sente,
como
signal
de
gratidão.
Peço-lhe
mais
não
se
esqueça
de
mim
nas
suas
orações.
Ah!...
não
posso
mais!...
E caiu
sem sentidos.
(
Continua).
triste
desamparo,
que
o
systema
protes
tante,
lutherano,
calvinista,
presbyteriano
ou
evangélico,
como
Hie
queiram
chamar,
reduz
o
homem
christão,
tirando
lhe
toda
a
força,
toda
a
coragem
necessária
para
debellar
os inimigos
da
sua
alma
e
para,
vencer
as
adversidades
d’
esta
vida,
rou
bando-lhe a
crença tam
saudavel
e
con
soladora,
queelle
encontraria
na doutrina
da
Communicação
dos
Santos,
que
a
Egre
ja
Catholica
nos
ensina.
N'este systema
protestante,
que
tantas
vezes
e
por
tantos
modos
lera
sido
con-
demnado
pela
Egreja
Catholica
Apostólica
Romana,
não
ha
nem
Sacrifício
da
Missa,
nem
Sacramento
da
Euçbqristia
—
oh
dôr!—;
não
ha
nem invocação dos
Santos,
nem
devoção
a
Maria
Santíssjma,
terna
e
carinhosa
Mãe;
não hjj
communicação
d(i
Orações,
nem
suffragios pelas
almas,
que
penam
ainda
no
fogo
do
Purgatório:
não
ha
pratica
alguma
religiosa,
não
ha
cou
sa
alguma,
que
chame
o
homem
eflicaz-
mente
á
pratica
da
virtude!
Com
a
morte
acabaram,
entre
os
pro
testantes,
todas
as relações
do
homem
com seus
irmãos
ainda
vivos.
Além do tu
mulo
não
ha
para elles senão
o sombrio
abysmo da
eternidade,
onde
a
luz
da
ra
zão do
homem não
póde
penetrar,
mas
que
o
facho
sagrado
da
fé
illumma. Con
sentem
que haja
ceo
para
as
almas
jus
tas;
mas negam
a
eternidade
das penas
do
inferno
para
os peccadores
renitentes
e
que
morreram
endurecidos
no
pec
cado.
Mas
isto não
é
tudo.
Sem o
dogma
da
Communicação
dos
Santos
não
poderia
bem explicar-se e
ser
comprehendida
a
formação
do
Thesouro
da
Egreja, d
’onde
ella
reparte
as
indulgências, que
costu
ma
conceder
aos fieis
em certas
occasiões
e
por determinados
motivos.
Se este
artigo
do
nosso
Credo
não
é
verdadeiro,
toda a
Egreja
Catholica
tem
estado
em erro. Erraram
os
Suminos
Pontífices
Romanos,
erraram
os
Concílios
# Geraes, erraram
os
Santos
Padres
e
Dou
tores
da
Egreja,
erraram
todos
os
gran
des
theologos
do
catholicismo,
errou
lam
bem
o
SS.
Padre
Leão
XIII,
ora
reinan
te
na
Egreja
de Deus,
concedendo
no
Jubileu,
que
agora
publicamos,
muitas
graças
e uma
indulgência
plenaria,
que
póde
ser
applicada
per
modum
suffragii
pelas
almas
do
Purgatório.
Se
o
dogma
da
Communicação
dos
Santos não
é
ver
dadeiro,
todos
teem
errado,
e
só
acerta
do
com
a
verdade alguns
homens,
que,
ou
arrastados
pelas
paixões,
ou
impelli-
dos
pelos
interesses
niateriaes,
ou
feridos
no
seu
orgulho,
se
teem
voltado
contra
a
Santa
Egreja
Catholica,
negando
a sua
doutrina
das
Indulgências.
Vós,
porém,
Meus Filhos em
Jesus
Christo,
vêdes
que
isto
é
um
grande
e
monstruoso
absurdo,
e
que,
na
propaga
ção
dos
erros
oppostos á doutrina da
Egre
ja,
os propagadores
teem
regularmente
mais
em
vista os
seus
interesses
pessoaes
e
terrenos,
do
que
a
salvação
das
almas
de seus Irmãos.
Lamentemos,
pois,
do
fundo
do
nosso
coração
estas
pobres
e
tristes
ovelhas
des
garradas
do
seu
verdadeiro
aprisco,
e
em
vossas
orações particulares
não
deixeis
de
orar
pela
sua
conversão.
Jesus
Christo
sobre
a cruz
e
proximo
á
morte
nos
en
sinou
a
orar
por nossos inimigos,
a
Egre
ja
ainda
ha
pouco
nos tem
dado
o
exem
plo,
orando
publicamente
pelos
herejes
e
scismaticos,
(2)
e
o
santo
amor
do pro
ximo
assim
o
manda
Oremos,
Meus
Fi
lhos
em
Jesus
Christo,
roguemos
a
Deus
por
elles,
para
que
se
convertam
e
nos
deixem
em
paz
e
socego
na
pratica
das
virtudes
cbristãs
e
das
nossas
devoções,
como
teem
vivido
os nossos antepassados
e
em
cuja
fé
todos
vós
certamente
dese
jais
também
viver
e morrer.
Uma
das
occasiões
porém, em que
os
Pontífices
Romanos costumam
abrir
o
the
souro,
formado
em
virtude
da
Communica
ção
dos
Santos,
e
repartir
pelos fieis
largamente
muitas
graças
e
indulgências,
é
sem
duvida
na
sua exaltação
ao
Solio
Pontifício;
e
o
SS.
Pa
lre
Leão
XIII tem
seguido
o
exemplo
dos
seus
Antecessores,
publicando
a
Bulia
do
presente
jubileu,
que começa
Pontífices
Maximi,
e
que para
conhecimento dos
fieis
d’
esle
Nosso
Arce
bispado,
e
muito
principalmente
dos
Rev,
os
Sacerdotes
habilitados
para
confessores,
será
lambem publicada
com
esta
Nossa
Carta
Pastoral,
e
acompanhada
das
ne
cessárias
inslrucções,
para
que
bem
e
fru-
ctnosamente
possa
ser
lucrado
este
gran
de
e
extraordinario jubileu.
(2) Oralio pro
haereticis,
feria sexta
in
Parasceve.
A* redaefão
do aCoimtierein do
Minho».
Londres,
20
d
’
Abril,
1879.
SUMMAR10.
II.
—
Prospeclo
favoravel
para
o
Catho^
licismo
na
Bélgica.
—
Revelação
authentica,
pelo
actual
Ministro da
Instrucção
Pu-,
blica
(e
Maçon),
de
que
o
grande
obje-
cto
da
Maçonaria
é
destruir
a
Igreja
Ca-
tholica
e
o
Catholicismo.—
(Não
se
enga
nava
em
Portugal
o
nosso
Povo,
já des
de
1820,
que
sempre
isto
aíTirmou.
—
Vox
Populi,
vox
Dei.)
II.—
(Abril
18—
Uma
noticia
que,
ima
gino,
os
leitores
do
Apostolo
estimarám
tanto
saber
como
a
mim
me
deu
satis
fação
mui
grande,
é
a
seguinte,
com-
municada ao Weekly
Register
por
um
cor
respondente
de
importância
e que deve
dar
muito
prazer
a
todos
os
Catholicos;
nem
deixará
de
ter
sua influencia
na
grande
questão
a
que
etn França está
dando
logar
a
proposta
maçónica
tão
ana-
loga,
como
irmã
que
é,
á
do
Belga
Van-
h
u
mbeek.
Veja-se,
pelo
que
segue,
como
a
Ma
çonaria
(que pertende
ao
facto
—
assim
como
ao
titulo
—
de «nossa
senhora»)
se
entende
e
vae
de
accordo
em
seus
pror
jectos
e
medidas
anti
catholicas
por
toda
a
parte,
onde
os
Governos
e
povos
—sob
os
auspícios
da doutrina
política
Angli
cana
—sé
acham
entregues-
nas
mãos do
systema
charlatão,
inspirado
e
promovido
pela
Inglaterra.
Mas
advirta-se
que
o
tal
systema.
tão
inculcado pelos
Inglezes—
ás
nações
Catholicas,
que
sam
aqoellas
que
elles,
em
sua
philanlhropia «desinteressa
da»,
principalmente
se
empenham
em
«re
generar»
á
sua
moda
d’
elles,—
éo inver
so
do que
se
dizia (creio
que
erronea
mente)
dos
pècegos, como
li,
já
me
não
lembra
onde,
que
no
paiz
de
que,
segun
do
seu
mesmo
nome
(malum
Perricum)
sam
oriundos,
eram
elles
venenosos,
e
que,
transplantados á
Europa
se
lorná-
ram um
fructo
saudavel
e delicioso
entre
nós
bem conhecido.
Que
esta
asserção
a
respeilo
dos
pê-
cegos
vegetaes
seja
ou,
não
verdadeira.,
quanto
ao
ipêcego
constitucional»,
que
Não
despreseis,
Meus Filhos em
Jesus
Christo,
occasião
tam
opportuna,
ou de
augmentar
com
o
merecimento
das
vossas
boas
obras
o
thesouro
espiritual
da
Egre
ja,
ou
de
vos
habilitar
a
ser
d’
elle
par
ticipantes,
se
infelizmenle
pelo
peccado,
ou
por
alguma
pena
ecclesiastica
estaes
privados
da
sua
participação
O
negocio
da
salvação
eterna
da
sua
alma
é
o
negocio
mais
importante,
que
o
homem
póde
ter,
e
ao
qual S.
Paulo
chama
propriamente
seu.
(3)
Não
guardeis,
pois, paja ámanhã, ou
para outro
anno,
ou
para
outro
jubileu o
que
agora
podeis,
e>deveis
fazer;
porque
não
sabeis
o
tempp,
que tendes
de
vida..
Ajudado
pelas orações
dos
vossos
Ir
mãos,,
auxiliado
pela intercessão
da
Ma
ria
Santíssima,
nossa
Mãe
carinhosa,e
nqssa
Advogada.poderosíssima,
e,
sobretudo,
con
fiado
na
Misericórdia
de
Deus
e
nos
in
finitas
merecimentos
de
Jesus
Christo,
nosso
Salvador,
homem
christão,
se
tu
não
tens
felizmente
perdido
a
graça
e
a
amizade
de
Deus por
tuas
culpas,
vem
ganhar
este
jubileu
para
perfeição
do
teu
estado
e
augmento
da graça; se
tu,
po
rém,
infelizmente
vives
no
estado
do pec
cado
e
tens
perdido
a
graça e
a
amiza
de
de
Deus,
vem
conlricto
e
arrependido
confessar
teus
crimes
e receber
o
corpo
de
Jesus
Sacramentado
para d
’
este
modo
e
mais facilmente
assegurar
a
salvação
eterna
da
lua
alma,
que
a
todos
deseja
mos
e a
todos damos
a Nossa
bênção
pastoral.
Benedictio
Dei
Omnipotenlis
Palris
et
Fitii
et
Spiritus
Sancli
descendat
super
vos
et
maneat
semper.
Amen.
Os
Revd.
os
Parochos
lerão
á
Missa
Conventual
esia
Nossa Carta Pastoral,
e
depois
a
registarão
na
fórma
dp estylo.
Dada
e
passada
sob
o
Nosso
signal
e
sello
das
Nossas
Armas
era o
Paço Ar-
chiepiscopal de
Braga
no
l.°
dia
do
mez
de
maio
de 1879.
João,
Arcebispo
Primaz.
Logar
do
gg
Sello.
d
’aquí tem
sido transplantado,
primeiro
para
França
e
depois para
Portugal,
His-
panha,
Italia,
isto
é,
para.paizes
Catho
licos
Europeos
(também
podia
citar
vários
d
’
America)
só
quem
fór
ou pacovio
ou
de má
fé
póde
affirmar,
que o tal fru
cto
político
hão
tem
veneno verdadeiro
maçonico
—
como
o
que
tentou no
Eden
a nossos
Primeiros
Paes.
Com
o
que
tenho
escriplo
sobre
o
projecto
maçonico
Ferry,
compare-se
o
que
vou
fielmente
resumir
da
communica
ção
feita ao
Weekly
Register;
e
vêr-se-
ha,
se
as
maçonarias
Franceza
e
Belga
não
marcham
de
braçojdqdo
como
boas
irmãzinbas
—benza-as
Deis,
(qt/ews
d
’ellas,
que
tem
por
nome
Pedro
Botelho).
«AsCamaras
Belgas,
d:z
!
o
jornal
catholica,
«fpçháram
se
paça
ai
férias,
da
Paschoa,
e
crê-se
que
o
projecto
de
lei
das.
Escolas
virá
á
discussão
nas
mesmas
Gamaras
logo
que
se
jam
de
novo
abertas
no
dia
22
do
corrente.
«No
entanto,
estam
todos
os
partidos
preparando-se
para
a
lucta
que
vae
co
meçar,
a
mais
momentosa
porque
este
paiz
ha
tido
que
passar
durante
os
últimos
annos.
«Nada
póde
exceder
o
enlhusiasmo
e
actividade
dos Chefes
Conservadores
(os
Catholicos).
Maio,
Woesté, Jacobs,
The-
uissen,
Kervin,
de
Lettenhove,
e outros,
tem
feito
congregancias
em
varias
cida
des
e
villas,
e
pronunciado
discursos
d’ex-
traordinario
talento
e
habilidade.
«Não
póde
haver
duvida
de
que,
em
força
e
eloquência
e influencia,
o
partido
Ca-
tholico
deixa
muitíssimo
a
traz
de
si
os
seus
adversários
—
facto
que se
deve
allribuir
ao
estabelecimento
e
continuada prospe
ridade da Universidade
de
Lovaina.
En
contra-se
d
’
islo
uma
prova evidente
nos
discursos
do habil redactor
do
Bem
Pu-
blico
de
Gand,
por
occasião
da
ulti
ma
demonstração
na cidade
universitá
ria».
A.
R.
SARAIVA.
(Continua)
I.iMboa,
IO de
maio de lt»99.
(3)
I
ad
Thess. IV-
11—
ut
vestrum
ne-
golium
agalis.
(Do
nosso correspondente).
O
Te-Deum está agora em
moda no
campo liberal.
Quinta-feira
foi
a
camara
municipal d’
esta
cidade,
que fez
a
festa
em
S. Domingos.
Ora,
a
referida
cama
ra,
é
a mesma,
que
vae
ver
passar
a
procissão
votiva
da Saude,
das
janellas,
desdenhando
o
exemplo do antigo
senado,
que
não
deixava nunca
de
fazer
parle
do
préstito
do
alludido
acto
religioso.
Mas,
tractava-se
de
se
fazer
mais
uma
servil
corlezia
á
Esposa
do
Chefe
do
Estado,
e
isto
está
muito
acima
de
qualquer
acto
de
agradecimento,
e
homenagem
ao
nos
so
bom
Deus.
Meus
caros
amigos,
crêde que o espi
rito
de
tributar
a
Nosso
Senhor
os
cul
tos
que o
catholicismo
lhe
rende,
não
actua
no
animo
da maior parte
dos
que
teem ido
aos
templos
com
o
fim
osten
sivo
de
agradecer
a
Deus
o
restabeleci
mento
da Filha do
verdugo
de
Pio IX.
São
manifestações,
que
cheiram
a
pa
ganismo, pois
o
verdadeiro
idolo
objecto
de
tantos
e
tão
ruidosos cnltos
sabemos
lodos
quem
é
Todavia
não
conseguem persuadir
os
povos
de
que realmente
a
dynastia
é
ge
ralmente
querida
da
nação,
porque
ha
Te-Deum
aqui
e alli,
e
porque
algumas
centenas
de atilicos, muitos
d
’
elles
de
mui
duvidosa
sinceridade em
suas
de-
monslracções
de
amor dynastico,
foram
á
Ajuda
saber
da
snr.a
D.
Maria
Pia.
Podeis
estar
certos
de
que
haveis
de
ouvir
o
omnes amici
mei
derelinquerunt
me,
desprendido
dos
lábios
da
dynastia,
no
momento,
em
que
ella
nos
disser
adeus
a despeito
de tamanha, tão
apregoada,
e
tão
mentida
popularidade.
Não
serei
eu,
meus
bons
amigos,
que
entrarei
no
rol
dos
ingratos.
Sabeis
o
quanto
tenho
querido
desde
os
meus
ver
des
annos
á
dynastia
liberal
para
que
pos-
saes
duvidar
da
sinceridade
do
meu
as
serto.
Tem
continuado
a
discussão do orça
mento,
na
qual
se
tem
revelado
myste-
rios,
que
definem
a
situação,
e
levariam
qualquer
povo,
que
não
fosse
o povo
portuguez,
a
enxotar
para
muito longe do
poder
os
homens,
que
dirigem
a
cousa
publica, e
a obstar
a
que
se
sentassem
nas
cadeiras
ministeriaes
hora ns
como
os
que
teem
governado,
o
paiz
n’estes
últi
mos
quarenta
e
cinco
annos.
Ha
annos
que
se
tem
pleiteado
uma
causa
importante
entre
a
Ordem
Terceira
do
Carmo,
e
o
parocho
da
freguezia
do
Sacramento.
Este
tem
sustentado
o
seu
direito
a
officiar
na
egreja
da
referida
Ordem;
ella
que
a
sua egreja
foi
sempre
izenta,
e
está,
por
isso,
fóra
da
juris
dição
do
parocho.
Mas
a
causa
decidiu-se
a
favor
do
prior,
que
é
padre .liberal; e
foi o
Vigário geral
do
patriarchado
o
juiz..,.
Dizem-me
que
a
Ordem
recorre
a
Roma,
que
não
deixará
de
se
pronunciar
pelo
direito, que
assiste
aos
Terceiros,
os
quaes
nunca
estiveram
sob
a auctoridade dos
parochos
do
Sacramento.
Falleceu
a snr.a
viscondessa
d
’
Asseca.
Dizem-me
que
era
uma
senhora
eminen
temente
virtuosa.
Também
morreu
o
irlandez
Griffiths,
um dos
muitos
aventureiros
mercenários,
que
a
Inglaterra
mandou
ao
Porto
em
auxilio
da
cansa
da
filha
do
l.°
imperador
brazileiro.
Elevaram-no
a
general
de
divisão.
Quando
veio
á
cidade
eterna
era
sargen
to
ajudante,
e
filho
de
um corlidor
de
pelles.
Foi enterrado
no
cemiterio
dos
inglezes,
porque
era
protestante.
A
egrejola
evangélica
hespanhola
tras
ladou
o
cadaver
do
seu bispo
para
um
jazigo,
que
lhe
levantou, no
cemiterio
Occidental. O
governo
deixou
cuspir
mais
o
referido
ultraje
na
face
d’
este
povo,
cuja
religião
oflicial
é
ainda
a
catholica,
aposlolica
romana.
Lá
ficam
pois
os
ossos
de
um hereje
depositados
no
cemiterio
só
destinado
aos
que
se
finam no
grémio
da
verdadeira
religião.
E
ainda
ha
gente,
que
secunda a
causa
da
dynastia, e
do
systema
liberaes,
de
nominando-se
catholica!....
Falla-se
em
que
se
tracta
de
um novo
empreslimo
de
alguns
milhares
de
contos
de
reis
para
diminuir
a divida
íluctuante.
São
optimos!
Empréstimos
para matar
a
alludida
divida
e
ella,
em
logar
de acabar por
uma vez,
a
renascer,
coroo
a
Phenix
<las
suas
cinzas!
O
povo
é
sobrecarregado
com
os
juros
de
mais uma
.divida,
sob
color
de
extinguir
outra
esta,
em
breves
momentos,
cresce,
e
o
thesouro
fica
ainda
em
peiores
circumslancias.
Mas,
os
commissarios
folgam,
e
aca
bam
por
dizer:
quem
vier atraz que
feche
a
porta.
Realmente,
deixam
nos
na
melhor das
situações
possíveis!
A
companhia
dos
carris
de ferro
lis-
bonense
espera
de
Hispanha
gado
muar,
que
lhe
custará
dez
contos
de
reis,
para
o
serviço
das
novas
linhas,
que
vae
bre
vemente
construir, e
a
que se
obrigou,
e
a
que
não
tem
dado
cumprimento
já
em
virtude
da
falta
de
material,
que,
todavia,
espera
receber
do
esirangeiro
dentro
de
poucos dias. Parece
lambera
que
a
di-
recção
da
alludida
companhia
não
desis*
tiu
de estabelecer
carreiras,
a
vapor,
nas
estradas,
e
ruas onde
possa
havel-as
sem
risco
de
sinistros.
Consta-me
que
haverá
reducção
de
preço
a
favor
dos
passageiros
que
tomarem
um certo
numero
de bi
lhetes.
Approvo
a
ideia,
como acha
muito a
proposito
pôr
já
ponto
final
nesta
o
Vosso
dedicado
amigo
A.
Visita Pastora?.
—Sua exc.
a
rev.
ma
0
snr.
arcebispo Primaz,
resolveu
sair,
no
dia
17
do
corrente,
no
comboio
das duas
horas,
em
visita pastoral
a
Villa
do
Con
de,
onde
no domingo pela
manhã,
em
seguida
á
missa
do
Espirito
Santo
assis
tirá á
eleição da
revd.
ma
Madre
Abba-
dessa
do
convento
de
Santa
Clara.
De
tarde
fará a
sua
entrada
solemne
na
egre
ja
matriz
da
mesmi
villa.
Na
segunda
e
terça-feira
administrará
o
sagrado
Chris-
ma,
na
egreja
da
Povoa de
Varzim,
e
na
quarta-feira fará
sua
entrada
solemne
em
Barcellos,
onde
quinta-feira
fará
o
Pontifical,
na
egreja
da
Collegiada. D
’alli
regressará
a
esta
cidade.
Visita
p»ra
luerar o
Jubileu.
—
Como
já
noticiámos,
depois
d
’
ámanhã,
quinta-feira, o
inclyto
Prelado d
’esta ar-
chidiocese
fará as
visitas
para alcançar
o
Jubileu, ás
seguintes
egrejas:
Sé, Collegio
e
Populo.
Acompanharão
a
s.
ex.
a
rev.
121
o
Cabido,
collegiaes
do
Seminário
de
S.
Pedro
e orphãos
de
S. Caetano.
Repetimos
o
que já dissemos:
Todas
as
pessoas
que
quizerem
ganhar
o
Jubileu,
fazendo
a visita
(irocissionàlmeh-
te,
poderão
também
associar-se,
utilisán-
<Jo
assim
a
graça
da
reducção,
devendo
advertir-se
que
não
é
mister
que
as con
dições
se
cumpram por
sua
ordem, com-
lanto
que
se
faça
em
graça
a
última
obra
prescripta,
para
se
alcançar
este
Ju
bileu.
Publicações.—
Recebemos e muito
agradecemos
as
seguintes:
—
O
conselheiro
e
o amigo
dos
cria
dos
e
criadas
de
servir.
Preço
100
reis
—
Editor
João
E.
da
Cruz
Coutinho—Porto.
—
Os
noivos,
por
Teixeira
de Queiroz
—Editor
David
Corazzi
—Lisboa.
—
Manuel
do
jogo
do
voltarete,
ou
re
sumo
das
leis
do
dito
jogo.
Nova
edição
augmentada
com
o
«grande
voltarete»—
Edi
tor
J.
J- Bordallo
—
Lisboa.
—
La
Naluraleza
—
Revista
de ciências
y
de
su
aplicacion a
las
artes
y
industria,
n.°
74:
Contém:
—
A
catastrophe
de
Szegedin
—
Discussão
da
hypolhese
segundo a
qual
os
corpos
elementares da
chtmica
são
na
realidade
corpos
compostos
—
Effeitos
das
explotações
salinas
subterrâneas
em
Ches-
hire
(Inglaterra)—
Os
balracios—
A
ponte
sobre
0
mar
em
Nova-York
—Miscellanea
—O
globo
paradogico.
Traz
10
bellas
gra
vuras.
Fnliecimento.
—
Está
de
luto
O
revd.
raí)
snr.
conego
José
Gomes
Martins,
pelo
fallecimento
de
seu
tio
0
revd.
”
pa
dre
José
Rodrigues
Martins,
sacerdote
respeitabilíssimo
pelas
suas
elevadas
vir
tudes.
Imagem
primoroia. —
Fomos ver
urna
imagem !a
Virgem
do
Pilar,
que
se
destina
á
Ermida de
S.
Braz
em
Angra
do
Heroísmo,
esculpturada
pelo
snr.
João
Baptista
Braga,
d’esta
cidade.
E
‘
uma
obra
que
muita
gloria
dá
a
este
distiucto
artista,
porque
está primo-
rosissima.
A
imagem
e
0
plintho
medem
1.
m
50.
Acçõu louvAvel.
—
O
snr.
Manoel
Si
mões
Braga,
mandou
distribuir
a
quantia
de
6000000
reis, que
lhe
pertencia
como
membro
da
{commissão
liquidataria
do
Banco Commercial d
’esta
cidade,
por al
guns estabelecimentos
de
caridade,
sendo
os
contemplados,
0
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do Monte, hospital
de
S.
Mar
cos,
asylo de
S. José,
Monte-pio dos
Artistas
e
asylo
de infância
desvalida
de
D.
Pedro V.
mortalidade.—
Durante
0
mez
fin
do
foram
sepultados
no
cemiterio
publico
67
cadaveres,
sendo
23
homens,
23
crean-
ças,
e
21
mulheres.
O
snr. da
fazenda.—
Lemos
na
correspondência
d’
esta
cidade
para
0
«Com-
mercio
Portuguez»:
O
snr.
escrivão
de
fazenda
d’
este
con
celho
pediu
certidão
dos
indivíduos
recen
seados,
que
votaram
nas
ultimas
eleições,
a
fim
de os...
carregar
com
algumas
con
tribuições.
Vamos
de
certo
ver,
indivíduos
que
não
teem
aonde
cair
mortos,
a
serem es
folados
por s. s.
’
«Só
faltava
isto,
que
de
resto,
parece-
•nos
que
está
tudo
explorado».
Esfolados,
é
0
termo.
Juntií geral.—
Já
começou
a
func-
cionar
a
Junta
geral
d
’
esle
districto.
Foi
eleito
presidente
0
snr.
barão de
Pombei-
ro,
e
vice-presidente
0
snr.
Alves
Passos
Obáto.—
Falleceu
ante-hointem
0
snr.
Antonio
Pinto
Teixeira,
morador
na
rua
de
S. Vicente
d’esta
cidade.
infanterin
m
.
—
Chegou
a esta ci
dade,
0
snr. Joaquim
Theodorico
Perdi
gão, cirurgião
de
divisão,
que
vem
ins-
peccionar
0
regimento de
infanteria
8.
O
niliiliisrnio em Slespanh».—
Diz
mn
periodico
de
Granada
que
0
go
vernador
civil
d
’
aquella
cidade
recebeu
uma
carta
anonyma
em
que
0
avisam
de
que
elle. 0
alcaide, D. Carlos
Marfori,
D.
Molcher
Almagro,
D.
Carreno
e outros
se
acham
condemnados
á
morte.
Obsto.—
Falleceu
0
snr.
Custodio
José
'ièira,
deputado
e
dislinctó jurisconsulto
do
Porto.
Sinistros
mnritimos
—
Foi
na
quin
ta-feira dia
de
luto,
diz
um nosso
col
ega,
para
a
povoação da
Povoa
de
Var-
2itn; pela
triste
nova que alli
se
espalhou
logo
de
manhã
de
que não
podiam alcari-
Çar
as
praias
os
barcos
dè
pesca
que ti
nham
saido
para
0 mar, onde
não
logra
ram
sustento
em
consequência
da
gràndé
marezia
que
resultava
do
vento
norte,
0
qual
soprava fortíssimo.
Com
a
maior
anciedade esperava
aquel-
la
população
que
lhe
chegassem
noticias
dos
que se
achavam
a braços com
as
ondas,
quando
uma
lancha
appareceu
em
demanda
da
praia,
d’
onde
conseguiu
avi-
sinhar-sè,
com
1
eaortnes
sacrifldios
para
a
tripulação.
Quando,
porém,
vinha
próxi
ma
de terra, uma vaga
voltou-a.
preci
pitando
na agua aquelle
grupo
de
infeli
zes, já
meio
extenuados
pelo arduo tra
balho
dps
remos.
A
scena
que
então
se
seguiu
foi
do
lorosa,
pois
emquanlo aquelles
homens
procuravam
a
terra
que
viam
fugir-lhes,
na
praia
ia
uma
confusão
indescriptivel
.
As
mulheres
clamavam em altos
gritos,
entanto
que
os
homens
tenjavam
pôr
a
nado
todas
as embarcações para
soccor-
rer
os
seus companheiros,
0
que
fizeram
com
muitos
sacrifícios.
Dos
tripulantes,
um
pereceu
no
local
do
sinistro, outro
paralisaram-se-lhe os
movimentos
e
a
respiração,
e,
sendo
ti
rado
da
agua ainda
vivo,
falleceu
pouco
depois;
os
outros
foram
salvos,
mas
em
deplorável
estado.
Dos
outros
barcos
que
estavam
no
mar,
sabe-se
que
arribaram
a
differentes
praias,
tendo-se
perdido
quatro,
um
nas
Cachinas,
outro
em
Leixões,
outro
no
Cabedello,
e
oútro
adiante
do
Senhor
da
Pedra,
pro-
ximo
á
praia
de
Espinho.
Até
á
hora
em
que
escrevemos con-
sta-nos que
as
respectivas
tripulações
ha
viam conseguido
salvar-se,
á
excepção
de
dous
homens
que
faziam
parte
do
barco
naufragado
na praia
do
Senhor
da Pe
dra,
os
quaes
morreram
afogados.
l
liTiniS
NOTICIAS
Lisboa
10
—
Foram
apresentados os
presbyteros
Antonio
José Rodrigues,
em
Barcellinhos,
diocese
de Braga;
Antonio
Antunes Duarte,
em
Santa
Cruz do
Cabo,
diocese
da
Guarda;
Henrique
Soares
Ri
beiro
da
Silva,
em Arcozello
da
Maia,
Manoel
Duarte
da
Silva, em Castro
Cam-
pia, diocese
de
Viseu.
Foi
concedido
0
terço
do ordenado
ao
juiz
de
direilo
de
Vieira.
Foram
nomeados:
escrivão
de
Taboa
0
snr. Frederico
Bandeira,
no
impedimento
do
snr.
Neves
de
Souza;
contador
de
Fafe,
0
snr.
João
Antonio Fernandes
Ri
beiro;
escrivão
ordinário
de
Alverca,
em
Pinhel,
0
snr.
Agostinho
Dias
Ferreira;
idem,
idem,
de
Cassuraes,
em
Mangual-
de,
0 snr.
Manoel
Garcia
Gomes,
sendo-o
já
em
Penafiel;
0
snr.
Antonio
Nasci
mento Moutinho, de
Fafe;
0
snr.
José
Joaquim Chaves,
de Paranhos,
em
Ceia;
0
snr.
José
Gonçalves
de Almeida,
de
S.
João
do Areias;
0
snr.
José
Correia,
de
S.
Thiago;
e escrivão
de
paz
de
Por-
tuzende,
0
snr.
Augusto
de
Mattos
Brito.
Na
Bolsa
venderam-se: 5 acções do
banco
Lisboa e Açores a
860000;
50
obrigações
do
empréstimo
para
a compra
de navios
a
860800;
22
ditas
do
cami
nho de
ferro do
Minho
a 890000; 7
contos
em
inscripções
a
50,74;
5
ditos
com ju
ros
atrazados
a 50,60.
A
alfandega
de
Lisboa
rendeu
a quantia
de
12:8000149
reis.
Londres
9-
—O
«Morning
Posl»
publi
ca
um
telegramma
de
Berlim,
com
data
de
8
de
maio,
dizendo
que
uma impren
sa
dos
nihilislas foi
descoberta
pelo
mi
nistério
das
communicações
e
oito
em
pregados
foram presos.
Paris
8
—
Houve hontem
reunião
das
mezas
do
senado
e
as
esquerdas
pronun
ciaram-se
unanimente
pela
volta
dos
cor
pos
legislativos
a
Paris,
acceitando
o
reu
nirem-se
n’
uma
sala
das
Tulherias.
O
«Times»
annuncia
que
Yakoub
che
gou
ao
campo
inglez
de Gandamak
com
muitos
membros
da
sua
familia.
S.
Petersburgo
7—
Desmente-se
a
pri
são
de
famílias
inteiras.
Também
não é
verdadeira a
abdicação
do
czar
em favor
de Czarevitch.
Constantinopla
6--A
chrontcheff
lançou
uma
proclamação
em
Philippoli
asseguran
do
a
lirme
resolução
do
czar
em
executar
0
traclado
de
Berlim. A
situação
de
Ba-
theodori
está
diflicil.
Besumo
do
aclivo e passivo do
Banco
Commercial,
Agrícola e
Industrial
de Villa Heal,
em
30
de
abril
de
1879.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente •
21:6710620
Letras
descontadas
e
a
rece
ber.......................................
653:3930756
Letras
caucionadas
com
hy-
polheca
sobre
bens
de
raiz 59:0040000
Letras
em
liquidação.
.
•
6:6080472
Leiras
protestadas
.
.
•
3:1760810
Titulos
e
obrigações a
receber
5:611'0633
Empréstimos
sobre
penhores:
De
acções
deste
Banco.
.
3:7050000
De diversos objectos
d’ouro
e
prata
..............................
1000000
De
vinhos.............................
5000000
Operações
a
longo
prazo
com
hypolheca
sobre
bens
de
raiz.
......
13:1760949
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
325.
.
.
.
15:5700000
Contas
correntes com
garantia
De
acções
deste
Banco.
.
3:4500000
De
letras
e
cartas
de
credito
6:1790695
De
vinhos.............................
7000000
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
68:1520962
Agentes
no
estrangeiro
.
7:1960857
Diversos
devedores
.
.
.
10:5430795
Moveis
e
utensílios
.
.
.
6100400
Despezas
de
installação
.
1:3500000
880:7010949
Passivo
Capital
do
Banco.
. .
.
800:0000000
Deposito á ordem.
.
.
.
10:7720858
Deposito
a
prazo.
. .
.
20:8350985
Dividendos
a
pagar.
.
.
1:9190700
Fundo
de
reserva.
.
.
.
11:8200000
Quantia
destinada
para
o
im
posto industrial.
.
.
.
5:2000000
Reserva
para
prejuízos
even-
tuaes...................................
8:0000000
Ganhos e
perdas.
.
.
22:1530406
880:7010949
Villa
Real,
3
de
maio
de
1879.
Os
gerentes,
Joaquim José
d'Oliveira
Guimarães.
Agostinho
José
da
Costa.
BAKCO
IX tOVII-Ã.
Sociedade
anonyma—
Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.000:000^000 reis
4.
®
emissão
—
reis
750:000^000
dividido
em
7:500
acções
de
‘100,^000
reis
cada
uma.
Balanço
em
30
de
abril
de
1879.
Leltras
descontadas
e
a
Aetivo
receber .
'
.......................
290:6540806
Empréstimos
s.
penhores.
53:1000850
Conlas
corrent.
com
caução
268:8830944
Efleilos
depositados
.
.
.
8:OuO0O69
Papeis
de
credito.
.
.
.
37:4870800
Agencias
no
paiz.
.
.
.
20:32,50537
Ditas
no
estrangeiro.
.
•
4:1260926
Diversos devedores
.
.
.
6:2240602
Mobdia
e
utensílios.
.
.
1:7480289
Despezas
dhnstaliação
.
.
2:3990580
Caixa...................................
15:0930812
Valores
em
liquidação.
.
.
17:5200502
Acções
recolhidas.
.
.
.
137:0000000
862:5710648
Passivo
Capital...................................
750:0000000
Fundo de
reserva.
.
.
9:5410790
Fundo
para
o edifício
do
Banco
.................................
2:0000000
Depositos
á ordem
. . .
14:8170718
Ditos
a
praso.......................
42:9520710
Devidendos
a
pagar.
.
2:3270500
Credores
d
’
efléitos
deposi-
tados....................................
8:0000000
Diversos credores
.
.
.
4:2030634
Agentes
no
paiz.
.
.
.
5920485
Leiras
a
pagar.....................
14:6000000
Contas
interinas
.
.
.
.
490606
Ganhos
e
perdas
.
.
.
.
14:0760205
862:5710648
c=
=x
■-
—
--
—
----
Covilhã
30
de
abril
de
1879
Os
Directores
A.
Baptista
A.
Leitão.
J.
d
’A.
Vaz
de
Carvalho.
D. Apolonia
Joaquina
Ribeiro
da
Sil
va,
o revd.
0
Joaquim
Luiz
Ribeiro
da
Silva,
arcipreste
dos
Arcos,
Manoel
Joa
quim da
Cunha
Vieira
de Carvalho
e
D.
Maria
da
Gloria
de
Sonza
Carvalho,
muito
e
muito
gratos
ás pessoas que
tanto
os
penhoraram
acompanhando-os
na
acerba
dôr
que
lhes
causou
o
passamento
de
seu estremecido
esposo,
cunhado
e
thio,
o
snr.
Manoel
José
de
Souza
Guimarães,
a
todos
deixam
aqui
consignado
um pro
testo
de
reconhecimento
inextinguível.
(2401)
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga
(au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za de
Jesus
Simões,
Joaqnina
Simões, Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga (auzenle),
Ma
noel
Simões
Braga,
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de
Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida
Antonia Ma
ria
Simões,
não
o podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do, da
sua
casa
á
egreja,
e
cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos
os que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames, confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316;
ANNUNCIOS
ÉDITOS
DE 30 DIAS
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
carlorio
do
escrivão
Gonçalves,
passaram-se
éditos
de
trinta
dias
a
con
tar
da
publicação
do
segundo
annuncio,
citando
os
credores
e
legatários
incertos
e
residentes
fóra
da
dita
comarca,
para
assistirem,
qnerendo, aos
termos do
in
ventario
orphanologico do
finado
Francis
co
Ribeiro
Vianna, marido
que
foi
de
Ma
ria Martins, do
logar
do
Marco, freguezia
de
Priscos,
da
mesma
comarca.
Braga
9
de
maio
de
1879.
O
escrivão
Antônio
José Gonçalves.
Verifiquei a
exactidão.
(2405)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
ÉDITOS
DE 39
DIAS
Pelo
juiso de
direito
da
comarca
de
Braga
e carlorio
do
escrivão
Gonçalves,
passaram-se
éditos
pelo praso
de
trinta
dias a
contar
da
publicação
do
segundo
annuncio,
a
citar
os
credores
e
legatá
rios
incertos
e residentes
fóra
da dita
co
marca,
para
assistirem,
querendo,
aos
ter
mos
do
inventario
o:
p
lanoiogico do
finado
Francisco
Luiz
Cachada, moiador que
foi
no
logar
da
Bouça,
freguezia
de
S.
Paio
de Merelim,
da
mesma
comarca.
Braga
9
de
maio
de
1879.
O
escrivão
Antonio José Gonçalves.
Verifiquei a
exatidão.
(2406)
A.
Carneiro de
Sampaio.
ÉDITOS DE
10 DIAS
Pelo
juiso
de
direito da
comarca
de
Braga, e cartorio
de
Freitas,
na
execu
ção
que
D.
Anna
Joaquina
Pereira da
Conceição,
solteira,
de
maior
edade,
d
’
es-
la
cidade, move
contra
Antonio
Manoel
Dias,
viuvo,
da
freguezia
de
Telhado,
co
marca
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
cor
rem
éditos de
10
dias
a contar
de
nove
do
corrente
mez,
e
por
elles
são
citadas
e chamadas todas
as
pessoas
incertas
que
tenham
algtnn
direilo,
ou
acção
á
quan
tia
de
630220
reis,
depositada
no
cofre
publico
da
comarca
de
Villa
Nova
de
Fa-
malição,
producto
de
bens
mobiliários,
que
foram
arrestados
ao dito executado
Antonio
Manoel
Dias,
na
dita
comarca,
para
que o venha
deduzir
e
allegar
em
suas
preferencias,
dentro
do
dito
praso,
sob
pena
de
se
passar
mandado
de
le
vantamento
a
favor
da
exequente.
Braga
9
de
maio
de
1879.
O
escrivão
José
Firmino da
Custa
Freitas.
Verifiquei.
(2407)
Adriano
Carneiro de
Sampaio.
DECLARAÇÃO
E
PROTESTO
O
abaixo
assignado, da
freguezia
de
Gossourado,
concelho
de
Barcellos,
vindo
ao conhecimento de
que
sua mãe Rosa
Maria
Baptista,
viuva,
da
predita
fregue
zia, tenciona
fazer
venda
simulada
de
seus
bens
em
prejuiso
do
annunciante
e
seus
irmãos,
Domingos
e
Luiza,
e
em
beneficio
exclusivo
de
sua
filha d’ella
Maria
Josefa,
casada na
freguezia
de
Tibâes,
comarca
de
Braga,
protesta
desde
já
contra
simi
lhante
contracto,
reservando-se
o
usar
em
todo
o
tempo
do seu
direito
para o fa
zer
annullar,
bem
como
qualquer
outro
contracto
em
prejuiso
do annunciante.
0
que
faz publico
por
este
meio
para
que
ninguém
contracte
com
a
referida
sua
mãe.
Barcellos
11
de
maio
de
1879.
(2409)
José
Bernardino
Alves
Chaves.
Ceremonial
segundo
o
rito Romano
que
deve
observar-se
na
Ter cia
e
missa
conventual
cantada
na
capella
do
Seminário
Conciliar
Bracarense.
Escripto
pelo
Presbylero
JOÃO
REBELLO
CARDOSO
DE MENEZES.
Vice-Reitor
do
mesmo
Seminário.
Vende-se no
mesmo Seminário,
e
no
escriptorio
d
’este jornal.
Preço
.............................
120 rs.
A APPARIÇÃO
DE
N.
SENHORA DA SALETTE
(Traducção)
t
Vende-se
no
escriptorio d’
este
jornal.
Preço.
...
30
reis.
ÉDITOS
DE
40 DIAS
Pelo
juiso
de
direito
da comarca
de
Braga
e
cartorio do
escrivão
Gonçalves,
correm
éditos
de
quarenta
dias,
a
con
tar
da
publicação do
segundo
annuncio,
citando
os
co-herdeiros
Antonio
da
Cunha
Rocha,
e
José
Joaquim
da
Cunha
Rocha,
ausentes
no império
do
Brasil,
bem
co
mo
os
credores
e
legatários
incertos
e
residentes
fóra
da dita comarca,
para,
querendo,
assistirem
aos
termos
do
in
ventario
orphanologico
a
que
se
está
pro
cedendo
por
obilo de
Calharina
Maria
da
Silva e
Cunha,
viuva
que havia
ficado de
Domingos
da
Cunha,
moradora
que
foi
no
logar
da
Bica, freguezia
de Cabreiros,
da
mesma
comarca.
Braga
9
de
maio
de
1879.
O
escrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
a
exactidão.
(2410)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
m
S
ãmro
Meio
grosso
cada
250
grs.
250
rs.
Vinagrinho
>
>
D
Rosa
B
>
B
e
Secco
»
>
>
0
Pacotes
de
25
>
25
rs.
Tabacaria Braearense.
(2402)
CHARUTOS
ESTRANGEIROS
Grande
sortimento das
melhos
mar
cas,
conservando
os
preços
antigos.
Por
caixa
tem
grande
abatimento.
Chegaram
á
TABACARIA
BRACARENSE.
(2403)
PROFESSOR
Precisa-se
d
’
um
competentemente
ha
bilitado para
leccionar
primeiras lettras
na
escola
Brileirense,
sita
na
freguezia
de S.
Salvador
de
Briteiros,
do
concelho de
Guimarães,
perto
das Caídas
das
Taypas.
A
casa
é
especialmente
feita
para
au
la,
tendo
accommodações
para morada
do
professor,
e
está mobilada.
O
ordenado
é de
1200000
reis
an-
nuaes.
Quem
pretender
dirija-se
ao
fundador
da
escola,
João
Antunes
Guimarães,
cor
reio
das
Taypas,
Donim.
(2398)
Desconfiar
das falsificações.
Deposito no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
AGUA
de
MELISSA
dos
Carmelitas
Unico successor dos Carmelitas
Rue de
1’Abbaye,
14
Contra a Apoplexia, o Cholera, Flato»,
Desmayos, Indigestões,
Febre
amarella, etc.
Veja-se
o
pr
aspecto
que
deve
envolver
cada
frasco.
Exija-se
o rotulo
branco
e preto
que
devem levar
pegado, os
frascos
de todos os
tamanhos,
e a assignatura inclusa :
LA MODE \OVVELLE
ANNO
12 Jornal
de rnodas illustrado 12 ANNO
Public»» se
no
«lia fi.° de eada
mez
NÃO
SE ACCE1TAM ASSIGNATURAS POR
MENOS DE UM ANNO
A utilidade
e
esmerado
eslylo
da
sua redacção;
os
bellos
gravados da
moda
e
pan-
nos,
os moldes
cortados,
a
comprimento
natural,
que
permiltem
arranjar
todos
os
toiletles
publicados;
os
modellos
de
estofados
a
côr,
as
folhas
de
bordados
com
as
iniciaes
das
subscriptoras,
numerosos
labores
de
corchete,
coifas,
guipure,
ponto
de
meia
e penteados, chapéus,
pannos, musica,
aguadas,
rendas,
rebus
illustrados,
folhas
de
franxias
para
vestidos
e
retrozeria,
fazem d
’
esta
publicação a
mais
completa que
póde
desejar
uma
senhora ou
uma
menina.
La Mode
Nouvelle é
o
unico
jornal,
podendo
dar,
por
a
extensão
do
texto,
a explicação
detalhada
dos
desenhos
e
moldes,
com
tal
claridade,
que
podem
todos execular-se
com
a
maior
facilidade.
Preço
pitra lado
o Portugal, por um
anno,
«0400 reis.
Subscreve-se
na
administração
do
«Commercio
do
Minho»,
e
na
livraria
Moré:
Praça
de
D.
Pedro
no
Porto,
e
rua
do
Souto
em
Braga.
Linimento
BOYER-MICHEL
para
caval-
los,
fazendo
as
vezes de
fogo
e
não
deixando
vestígios
do
seu
emprego
M
ichbl
,
pharma-
ceutico
em
Aix
(na
Provença)
França. —
Preço 1,000
reis.—
Em
Lisboa,
o snr Barreio,
Loreto,
n.° 28—30. (25j
-
kt
.-
-
suieimeeiuwn
inwirn ■■■■!<
i
inwr»-~
mmiiin» isirsqniiefsini
niNHElKO
A JltiO
A
confraria de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de S.
João
do
Souto,
tem
reis
4000000
para
mutuar.
(2305)
AOS
PROPRIETÁRIOS
DOS
HOTÉIS
E
HOSPEDARIAS
Na Typographia Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que as
hospedarias
tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo
o modelo do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
Fabrica de
papel de Ruães
Papel de
impressão
e
de embrulhos
de
diflerenles
marcas
e
preços.
DEPOSITO EM
BRAGA
Tikbacariu
Eracarenae
—27,
Rua
do Souto
27
—
(2340)
MANOEL
DA
COSTA
ALVES
ALFAIA
I E
RUA
DE
SANTO
ANDRÉ
N.° 18.
Acaba
de
receber
um
bonito
e
varia
díssimo
sortido
de
cachemiras
para
a
es
tação,
que vende
por
preços
limitados,
taes
como:
factos
completos a
vestir
por
80500, 100000,
120000
e
130000
reis,
e
mais
preços.
Paletots
de
melton
a
vestir
de
60500
e
mais
preços.
Guarda-pós
de
esguião
de
linho
a
reis
20000.
Calças
de
cachemira
a
vestir
de
30000
reis
e
mais
preços.
(2393)
fflmildllliVIII
IH LOTERIAS
DE
Joao
Marques d’Almeida Castro
327,
rua
de Santa
Calharina,
331
PORTO
Este
estabelecimento,
que
por
grande
numero
de
pessoas
tem
sido
preferido
a
outros,
não
só
por
os
prémios
que
no
mesmo
constantemente
estão
saindo,
mas
por
a
promptidão
com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a
ter
á
venda
para
todas
as
lo-
terias,
bilhetes
inteiros,
meios ditos,
quin
tos,
quartos,
décimos,
oitavos
e fracções
de
600,
500, 300,
250,
200, 130,
100
e
40 reis.
Satisfaz
para as
províncias
todas
as
encommendas
(de
bilhetes
ou
fracções
em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
as
mesmas
acompanhadas
da
sua
importân
cia,
em
ordens,
vales
do
correio
ou
es
tampilhas
do mesmo.
—
Envia
gratuitamen
te,
os
prospectos,
a
todas
as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos
prémios
de
que se
compõem
as
loterias
e
dos
dias
em
que as
mesmas
se
teem
de extrahir;
assim
como remetle
no fira
das
extrac-
ções,
as
respeclivas listas
geraes
dos
pré
mios.
AOS PRETENDENTES
Apesar
do
grande
numero
de corres
pondentes
que
este
estabelecimento
tem
nas
províncias
para
a venda
de
bilhetes
e
fracções
de
todas
as loterias,
o
mesmo
recebe
ainda propostas
das
pessoas
que
pretenderem
vender
este
genero
á
com-
missão.
Os
pretendentes
que
quizerem en
carregar-se
da venda d
’
esta
fazenda,
po
dem
com
ella
negociar
sem
risco, porque
se
acceita
de novo
até
ás
vesperas
das
exlracções,
toda
a
fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem
vendido. Além d
’
isso
teem
a
vantagem
de
poderem
negociar
sem
em
pregar
capital
porque
a
importância
de
qualquer
remessa que
lhes
seja feita,
po
de
ser
enviada
depois
da
fazenda
vendi
da,
bastando
para
isso
que
o
pretendente
dê
como
conhecimento
um negociante
da
cidade
do
Porto.
A
commissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos dão-se
a quem
os
pedir.
(2330)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
no
cam-
p
0
(]
e
Sanl
’
Anna
t
n.° 68.
(2298)
VENDE-SE
No
largo
da
Ponte
n.°
9
e 10, d
’esta
cidade,
duas moradas
de
casas
construídas
de
novo; tracta-se
com
Antonio
Silverio
de
Paiva,
na
rua
de
S.
Marcos.
(2389)
PADRE
SENNA
FREÍTAS
m
àwicâ
Preço
120
reis.
A
’ venda
no
Porto,
Livraria
Portuen
se,
editora,
121
—
Rua
do
Almada
—
123
e
nas
principaes
livrarias
de Coimbra
Lisboa
e
Braga.
SINGER
B
<£ a rs^l .VH SS
MACHIAS
PARA COSER
DA
Companhia
fabril SINGER
tí
—rua de S.
Vicente
—
15
BRAGA
XHGEB
As
melhores
machinas
para costura
que
lodo
o
mundo
conhece
e
que nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
«8S:S1#
machinas
de
costura!!! mais
«0»40®
que
em
1876.
A Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de todas
as
fortunas,
a
prestações
de
soo reis
nemnnaeH
sem
prestação
de entrada
ou
10
por
cento
a
menos a prompto paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
IWGEB
Para
famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros
e
sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu bello trabalho,
como
na
sua
immensa duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o publico que
te
nha
todo o cuidado
para
não
ser enganado com as machinas
imitações, como
algumas pes
soas, por
infelicidade
d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
SlNCtER
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FARRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas estabelecidas
em todas a ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador
Peçam
calhalogos illustrados
com lista
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2297)
Caixa
penhorista
Bracarense n»
Travessa de
D. Giialdim d’e«*»
eidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti*
verem
objectos empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
tres mezes
os
venham pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
RESPONSÁVEL—Luiz Raptista
da
Silva*
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
-1879
Parte de Comércio do Minho (O)
