comerciominho_10051879_933.xml
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-
OTMTOBKS-D.
Kpel
Solls-Major e Dr Custodio Velloso.-niBECTOR-inloni»
Joaqoin de Mesquita Pimenlel.
7.®
AJTíNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
fe-aga,
12
mezes
...............................
1&600
»
€
».......................... 850
Correspondências
parlic.
cada lieha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição.........................
10
PUBLIGA.-SE
AS TERÇÃS. QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes............ 2&600
»
6
»
............
Í&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&606
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...................
10
N.°
933
SABBADO 10
DE
MAIO BE 1879
JOÃO CHDYSDSTOIIO
mercê
D.
Amorim
Pessoa, por
Deus.
etc.
DE
de
Nosso
Primaz
Ar
das
Ao
clero
e
fieis d
’
este
cebispado
de
Braga,
JJespanhas.
saude,
paz
e
bênção
em
Jesus
Ckrislo nosso
Salvador.
N
’
estes
tempos
perigosos
e difnceis,
como
lhes chama o Apostolo
S.
Paulo,
(1)
'
não
se
procura
estudar
e
saber
a
doutrina
'
da
Egreja
Catholica.
Meus
Filhos
em
Je
sus
Chrislo,
nem
conhecer
e
bem
avaliar
a
grande
importância
social,
que ella
em
si
contém.
Muitos
despresam
comple-
tameute
este
estudo
tam
necessário
ao
ho
mem
chrislão,
que
se
acha
no
goso
per
feito
das
suas
faculdades
intellectuaes;
al
guns
contentam-se
em
saber
as
formulas
propostas
nos
cathecismos,
de
que
a Egreja
se
serve
para
uso
da infancia; e
são
muito
poucos
os
que
se
propõem
indagar
com
interesse
o
systema
religioso
do
Chrislia-
nismo,
que,
por
ser
o
unico
verdadeiro
e
ensinado
por
Deus
aos
homens, não
leme
o
seu
exame
feito
sem
preoccupações,
an
tes
recommenda
o
estudo
refleclido
e
apro
fundado
dos
motivos
de
credibilidade
dos
seus dogmas
e
dos
princípios
da
sua mo
ral,
tam
pura
e
tam
conforme
aos
prin
cípios
da
rasão,
da
liberdade
e
da
digni
dade
da
natureza
humana,
e
que
devem
servir
de
base
solida
ao
edifício
da
socie
dade
civil,
para que
elle
possa
ser
está
vel
e
duradouro.
(2)
E
’
por esta
causa,
que
muitos
ho
mens.
ainda
mesmo
os que
são
chama
dos
christãos
e
que se
julgam instruídos
e
sabedores
de
tudo,
quanto
póde
ser
objecto
da
sciencia
humana,
ou
negam,
sem
dar
provas
da
sua
negação,
as
ver
dades, que
formam
o
corpo
da
doutrina
da
Egreja
Catholica,
ou desprezam,
sem
dizer
porque,
os
seus
ritos,
as
suas
ce-
remonias,
os
seus
preceitos,
as
suas
ins
tituições,
os
seus
ministros,
os
seus
Sa
cramentos
e
todas
as
bellezas
tam
admi
ráveis,
que
esta
Religião
encerra,
como
outros tantos
thesouros,
que
só
podem
ser descobertos
e
bem
apreciada
a
sua
riqueza,
por quem procura encontral-os
1
2
pelo
estudo
necessário
e desprevenido,
e
'
pela
pratica
constante
das virtudes,
que
a
'
mesma
Religião
manda
ou
aconselha.
(1)
II
ad
Tim.
III—
1.
Hoc
aulem
sci-
lo,
quod
in
novissimis
diebus inslabunt
têmpora
periculosa.
(2)
1
ad Thess.
V-21
—
Omnia
aulem
probate,
quod
bonum
esl
tenele.
Mas
entre
as
verdades
da
Religião
Ca
tholica
tam
consoladoras
para
o
homem
peccador
e
aíílicto,
tam
beílas
e
tam
ani
madoras
para
todos
os que
seguem os
caminhos
da
justiça
e
da
virtude,
certamente
com
especial
fulgôr
o
dogma
da
Communicação
dos
Santos
com
todas
as
suas
necessárias
consequências.
Todas
as
vezes que vós, Meus Filhos
em
Jesus
Chrislo,
repetis
o
Creio
em
Deus
Padre,
vós
confessaes
esta
verdade,
que
tem
sido
sempre
ensinada
pela
Egre
ja
desde
a
sua
fundação.
O
symbolo
apos-
tolico
tem
sido
em
lodos
os
tempos
e
em
toda
a
parle
do
mundo,
onde
foi
plan
tada
a
frondosa
arvore
da Cruz de
Chris-
to,
a profissão
de
fé
religiosa,
pela
qual
eram
conhecidos
os
christãos,
e
em
de-
feza
da
qual
tantos
derramaram
o
seu
sangue,
e
deram
a
vida
no
meio dos
mais
cruéis
e
inauditos
tormentos.
i,
brilha
dador.
E
esta
verdade
tam
antiga
Religião
Catholica,
tam importante
como
a
nossa
salvação eterna,
e
que
fórtna
um
dos
primeiros
elos
da
cadeia preciosa
da
nossa
crença,
n'estes
últimos
tempos
tem
infelizmenle
sido
combalida
pelos
nossos
irmãos,
que
vivem
separados
da nossa
Mãe,
a
Santa
Egreja
Catholica
Apostólica
Romana,
e
seguem
o
systema
religioso,
chamado
protestantismo,
no
qual
são hoje
tantas
as
seitas
entre
si
dissidentes,
como
quasi
as
pessoas
que
as
seguem:
no qual
cada
indivíduo
se
julga
auclorisado
para
levantar
diílerente
Egreja,
e
formar
nova
i
sociedade
protestante,
que
já
são tantas,
que
para
um
volumoso
cathalogo
ou
dic-
1
cionario,
lêem
dado
matéria.
(3)
E assim
devia
acontecer,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chrislo; porque
a
verdade, co
mo
Deus,
é uma
só;
o
erro,
poréoa,
multiplica-se
indennidamente,
porque,
si-
milhante
á
serpente
maldita
do
paraizo,
de
quem procede, muda
de
côr
á luz
do
sol de
cada
século;
como
a
historia
nos
mostra
ter
acontecido
em
todas
as
heresias,
em
todas
as
seitas,
em
todos
os
scismas
religiosos,
que
o
interesse
material,
o orgulho
despeitado,
e
as
paixões
mais
violen
tas
e
odiosas lêem feito
apparecer
no
seio
da
Egreja
Catholica,
cujos
dogmas
e myste-
rios
leem sido
sempre
os
mesmos,
sem
mudança
ou alteração alguma
desde
a
sua
fundação
até
ao
dia
de
hoje,
como
serão
sempre
os
mesmos
até
ao
fim
dos
tempos.
.
.
Se
a
disciplina
da
Egreja
tem
soílri-
do
alguma
alteração,
para melhor se
con
formar
com as
condições
dos
tempos,
dos
logares
e dos
costumes
dos
povos
chris-
tãos;
os
seus
dogmas
e
os
princípios
da
sua
moral
têein
sido sempre
constantes,
sempre
inalteráveis,
sempre infalliveis,
do
minando
tudo
sem
concessão possível
e
sem
fraqueza
de
qualidade
alguma.
’
O
que
uma
vez
a
Egreja
Catholica
de
finiu
em
seus
concílios
geraes,
jámais
foi
revogado, ou
por
qualquer
modo
altera-
,
do.
E
’
esta
a sua
força,
a
sua
salvaguar-
i
da,
a
sua
cidadella
invencível,
o
seu ca-
racler
essencial
e
a
prova
mais evidente
e
terminante da sua origem
divina. Deus
não
muda.
Columna
sagrada
levantada
da
terra
ao
céo,
onde
o
Eterno
a
sustenta
com
a
sua mão
poderosa,
nem os
sophismas
dos
philosophos,
nem
a
má
fé
dos
his
toriadores, nem
as
perseguições
dos
ty-
rannos,
nem
os
erros das
heresias,
nem
os
interesses
da
terra,
nem
as
paixões
humanas,
nem
os
esforços
da
impiedade
durante desenove
séculos
a lêem
feito
desviar do
seu
ptumo, ou
deslocar
da
sua
base, apezar
de
ser
sempre
e
sem
inter
mitência
combatida. Deus
é
o
seu
fun-
Que
vos
ensina,
porém,
a
Egreja
Ca
tholica
no
seu
dogma
da'
Communicação
dos Santos?
que
vos
teem
dito
os vos
sos
parochos sobre
esta
verdade
e
suas
necessárias
consequências?
_
Elles
cerlamente
vos
terão
explicado,
uue
este
artigo
do
Creio
em
Deus
Padre,
a
Communicação
dos
Santos, quer
dizer:
aue
na
Egreja
de Deus
ha
santos,
almas
histas e
virtuosas,
e
que
das
boas
obras
£
fazem
uns,
participam
os outros
Sim elles
vos teem dito
isto;
e
mais nada.
Talvez
que
infelizmenle
assim
tenha
acontecido!
_
.
.
Se
esta
exphcaçao,
porém,
era bas
tante
em
outrojtempo,
em
que
os
po
vos
deste
Nosso
Arcebispado
viviam
pa
cíficos
e
tranquillos
na
sua
crença;
se
O
Barão
Gaslão
de Flole
mandou
imprimir
um
diccionario
em
Parts
no
anno
Jde Í856.
como
a
lesta
explicação
era
bastante,
quando
cer-
|
los
homens,
que
pretendem
dirigir
a
opi-
|
nião
publica,
não
mettiam
a
ridículo
as
praticas
piedosas
dos nossos
antepassados,
ou
procuravam
tirar
o
prestigio
necessá
rio
á
auctoridade da Egreja
e
dos
seus
ministros;
ou
quando
uma
das muitas
sei-
!
tas
do
protestantismo,
chamada
evangélica,
não
existia
entre
elles,
ou proximo
d
el
les;
agora
que
este
reino
fidelíssimo
de
Portugal se
acha
assaltado,
surprehendidp,
como
Nos
tem
dito o
SS.
Padre
Leão
XIII,
(4) por
tantos
erros
contrários
á
nossa
fé
e
á
doutrina
da
Egreja
Catho
lica,
agora
certamente
não
é
bastante
esta
succinta
explicação;
verdadeira,
sim,
mas
insufliciente.
Que
se
deverá
então
entender
pela
Communicação
dos
Santos?
Deve enten
der-se
a
união,
que
existe
entre
lodos
os
membros
da
Egreja
genericamente
con
siderada,
ou
ella
seja triumphanle
já
no
ceo,
ou
paciente
no Purgatório, ou
mi
litante
ainda
sobre
a
terra.
(5)
E
esta
união,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chrislo,
é
uma consequência
necessária
da
constituição,
que Jesus
Chrislo,
nosso
Salvador,
tem
dado
á
sua_
Egreja,
como
affirma
o
Apostolo
S.
João
(õ) dizendo-
nos:
O
que
nós vimos
e
ouvimos,
é
o
que
vos
annunciamos,
para
que
vós
tam
bém
lenhaes communhão
comnosco e
a
nos
sa
communhão
seja
lambem
com o
Padre
e
seu
Filho
Jesus
Christo:
como
diz
S.
Paulo
(7):
Demos
graças
a
Deus Padre,
que
nos
fez
dignos
de
participar
da sor
te
dos
santos;
e
o
mesmo
Apostolo
diz
em
outro
logar
mais
explicita
e
claramen
te
(8): Do
mesmo
modo
que
são
muitos
os
membros
de um
corpo,
mas
nem
todos
elles
exercem
as
mesmas
funcções,
assim
também
ainda que nós
sejamos muitos
em
numero,
formamos
comtudo
um
só
corpo
com
Chrislo,
e
cada
um
de
nós
somos
membros
uns
dos
outros.
E
em
outros
muitos
logares
das
San
tas
Escripturas se acha
consignada
esta
verdade
tão
importante,
e
que
a
Egreja
Catholica
tem
sempre
ensinado.
(Co
ittnúa)
(4)
Carla
do
SS.
Padre
Leão
Xlll
ao
Clero
e
Povo
do
Arcebispado
de Bra
ga
com
a
data
de
13
de março de
1879.
(5)
Calhechisme
de Perseverance, par
1’
abbé
Gaume,
6.e
edil.
Pariz,
1849,
tom.
d.
e
pag.
417
(6)
I
8.
João
1-3
—
Quod
vidimus
et
audivimus,
annunliamus
vobis,
ut
et
vos
socielalem
habealis
nobiscum,
et
socielas
noslra
sil
cum
Palre,
et
cum
Filio ejus
JesU
Chrislo
(7) Ad
Cotios.
\2—
Gralias
agentes Deo
'
Palri,
qui
dignos
nos
fecil
in partem sor
tis
sanctorum.
(8)
Ad
Rom.
XII
—4
e
5:
Sicul
enim
in
uno
corpore multa
membra
habemus,
omnia
aulem
membra
non
eumdem
aclum
habent;
ila
multi
unum
corpum
sumus
in
Chrislo,
singuli
anlern
aller allerius
mem-
•
bra.
A
’ redaeçfto do
aCoiiiiuereio do
Minho».
Londres,
20
d
’
Abril, 4879.
Tive,
ha
mezes,
de
suspender
a
re
messa
que
fazia ao
Commercio do Minho,
do
traslado
das
minhas
cartas
para
o
Apostolo;
pela
razão
de
que, o
Joven
Ami
go meu
que
se
encarregava
de
as
trasla
dar,
leve
que
deixar Londres.
Não
me
era'a
mim
possível
fazer
eu as
cópias,
que
elle
trasladava
da
maquinal
que
eu
guardo
de quanto
escrevo;
não
me
che
gando
nem
tempo
para
tal
tarefa.
Tentei
agora
sacar
mecanicamente
uma
segunda
cópia
da
minha
ultima
corres
pondência
para
o
jornal Brasileiro.
O
en
saio,
por
ser
o
primeiro, sahiu imperfei
to;
de
sorte
que
tive
de
o
retocar
á
jenna.
Ahi
o
envio,
pois
contém
maté
ria
importante,
e
que
convém
dar
quan
ta
publicidade
se
possa.
Talvez,
com a experiencia, eu
possa
vir
a
recopiar mecanicamente
melhor;
e
n
’
esse
caso,
continuarei
a
transraittir
os
traslados
ao
Commercio do
Minho.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—
Sympathia natural
Anglicana com
a
proposta
maçónica
de
Julio
Ferry,
em
França;
como
golpe
directo
ao
Catholicis-
mo,
cuja
supplantação
pelo
Anglicanismo,
é,
no
fundo,
o
alvo constante
da
políti
ca
Ingleza.
II. —Prospecto favoravel para
o
Catho-
licismo
na
Bélgica.
—
Revelação
authentica,
pelo
actual
Ministro
da
Inslrucção Pu
blica (e
Maçon), de
que
o
grande
obje-
clo
da
Maçonaria
é
destruir
a
Igreja
Ca
tholica
e
o
Calholicismo.
—
(Não
se
enga
nava
em
Portugal
o
nosso
Povo,
já des
de
1820,
que
sempre
isto aílirtnou.
—Vò®
Populi,
vox
Dei.)
I.
—(Abril
9.)—
Quando,
ás
3
1/2
ho
ras
da madrugada fechei,
e
fui
deitar
na
caixa
do
correio
a
minha
ultima
e longa
carta
para
o
Apostolo,
já
se
sabe,
não
ti
nha
podido vêr as noticias que
hoje
pu
blicam
as
folhas.
Vêr-se-ha,
porém,
pela
principal matéria d’essa
minha
correspon
dência,
comparando-a
com
o
que
hoje
se
publica
de
noticias,
de
França,
se
eu
cal
culei
bem,
tomando
por
objecto
princi
pal,
e
do
mais momentoso
interesse actual,
o
assumpto
do
estouvado
projecto
maçó
nico
de
Julio
Ferry,
e
de
seu
comparsa
Paulo
Bert.
Na
própria
correspondência
especial
de
Paris
no
Times,
se
vê
hoje
claro,
como
o
proprio
correspondente
calculou
o
mal
antes,
e
em
parte ainda
não
calculou
bem
hoje, quanto
ao
resultado
da
patada ma
çónica
dada pelo tal
Ferry
—
que
tão
fraca
diagnosis
soube
fazer
do
verdadeiro
estado
moral
da França,
e
do interesse
que
a
grande
maioria
da
sua
população
ainda
toma
realmente
pelo
Calholicismo,
como
nação
Christianissima.
Como
desejo
fundar
sempre
na
ver
dade
dos
factos
as minhas
conclusões
e
,
raciocínios, exlraclarei da
dita
corres
pondência
mesmo
os factos
e
circumstan-
cias
por
que
me
guio
no
juizo
que
fórmo.
Como,
se
bem
me
lembro,
vae
indi
cado
na
minha
carta
de
hontem
—
isto
é,
’
hontem
concluída
e por
ultimo
datada,
—
,
o
correspondente do
Times,
quando
pri
meiro annunciou
o
tal
projecto
ou
Bill
de
Ferry,
não
tinha
ideia
de que elle dei
xasse
de
passar
de
ser
approvado
pelas
Camaras,
de
tornar
se
lei.
Mas,
na
carta
de
hontem,
hoje
publicada,
já
começa
a
vacillar,
e
não
deixa
de
ler
suas
des
confianças
de
que,
afinal
de
contas,
o
tal
recipe
de
Ferry
seja
deitado
á
rua:
--Os
leitores
poderám
julgar
da probabi
lidade
e
rectidão
de
minhas
conclusões,
pelos
extractos
mesmo
que
vou
copiar
da
correspondência
em
questão
;
diz
elle:
—
«<,Qual
será
íinalmenle
a
sorte
do
Bill
(ou
projecto
de lei)
d
’Educação
Publica
de
M.
Ferry,
não
se
sabe
ainda.
As
opi
niões
sam
divididas
sobre
a
questão;
e
se,
de
um
lado, parece
certo
que
a
Ca;
màra
dos
Deputados
passará
o
dito
Bill-
extvgcsnr.wREAa
Domingo
houve Te-Deum
na
egreja
dos
Jerònymos
em
Belem, á custa
da
Casa
Pia.
Não
me
parecia
que
a
febre
de
obse
quiar
a
dynastia
se
desenvolveria
a
ponto de
se ir
buscar
ao cofre
dos
pobres
orphãos o
preço
d
’aquelle
acto
religioso,
se
se
foi...
Confesso,
não
posso
crer
o
que vejo.
E
’
assombroso
o
espirito
de
devoção,
que se
tem
manifestado
agora
em
grande
parte
do
liberalismo. Fez,
de
certo,
confis
são
geral.
Não
brinco,
meus
bons
ami
gos;
edifica-me,
deveras,
vel-o
de
thuri-
bulo
na mão
diante
do
Deus,
que adora,
cantando-lhe incessantes hymnos,
e
bos-
sanas
de
uma
melodia
celeste, de
uma
unc-
ção angélica, e
tal
qual
só
póde
ser
em
espíritos
liberaes.
E’
magnifico!
Tenho
á
vista
o
5.°
n.°
da
Folha
Avulsa.
E
’
provável
que
o recebaes.
Re-
commendo-vos
o
artigo
allusivoao
desmoro
namento
da
Casa
Pia.
Realmente,
deploro
todos
os
dias
que
o
tufão
revolucionário,
de
mãos
dadas
com
a
imprevidência,
em
parte,
dos
nos
sos,
arrojasse
alguns
caracteres
mui
no
bres,
e
mui
illuslrados
para
longe
de
nós.
Oxalá
que
venha
breve
o
dia, em
que
todos
os
homens crentes,
e de
boa
von
tade,
immolando
no altar
da
patria,
tris
tes
pundonores,
se
acerquem
do
labaro
symbolo
de
passadas
grandesas.
no
intuito
de
furtarmos
o
paiz
ao
temerosissimo
ca-
taclysmo,
que
o
ameaça.
A
republica
franceza
está
cada
vez
mais
tonta.
Os
ministros
estão
divergentes.
Em-
quanlo
nns
secundam
as
ideias
mais
avan
çadas,
outros
pretendem afastar
a
tem
pestade,
que
paira
sobre
a
pobre
França,
já
inevitável,
para
depois
se
restabelecer
um
governo dordem,
e
que
seja
a
ge
nuína
expressão
do
direito.
A
questão
da
eleição
de
Blanqui
é
o
pomo
da
discór
dia
entre
os
ministros. Até
se
fallava,
á
ultima
hora, de
dissolução
da
camara.
se
ella
acceilasse o
referido
revolucionário.
Mas
a
dissolução
do
parlamento
seria,
na
opiniqo
de
muitos,
o
grilo d’
alarma,
e
o
começo
de uma lucta
gigante
entre
os
republicanos,
a
que
porá
termo
o
paiz
pronunciando
a
sua ultima
palavra.
O
que
levo
dicto,
queridos
redactores,
não
é fructo
dos
meus
desejos
de
ver
desfraldada,
e
mais
uma
vez
victoriosa
a
pura
bandeira
da
legitimidade, senão da
altenção,
que
estou dando,
á
marcha
da
revolução
em
França,
e
que
me
leva
a
crer,
e
a
asseverar,
em vista
dos factos,
que
alli
se succedem
com
incrível pres
teza,
que
o
republicanismo
está
no
co
meço
do
seu
fim.
Mas
se
na
França
a
republica
comba-
lea,
e já diflicilmente
reage
contra
o
ven
daval,
que
a
ha-de
arrancar,
pela raiz,
do solo
da
patria
de
S. Luiz,
na
Ilalia,
o
throno
de
Urnberto.
engendrado
com
as
relíquias
dos
thronos
usurpados
por
Victor
Manuel,
não
poderá
resistir aos
golpes
do
ariete
demagógico.
Garibaldi
tem
estado
em
Roma,
e não
faz
myste-
rio
do fim
da
sua
viagem
á
cidade
eter
na.
E
’
verdade
que
o
governo
parece
hos-
tilisar
as
vistas
d’
aquelle
guerrilheiro,
caudilho
da
demagogia
italiana,
mas,
quem
«semea
ventos,
colhe
tempestades»;
e
o
governo
de
Umberlo,
como
o
de
seu
pae,
não
tem
semeado
poucos.
Não
será, pois,
exigua
a
colheita,
para
bem
dos
povos.
No dia 4
foi
o
baplisado
do
primei
ro filho
do
visconde
do
Zambujal.
Assis
tiram
ao
acto
differentes
membros da
primeira
aristocracia,
inclusive, dizem-me,
D.
Sancho
de
Vilhena,
um
dos
caracte
res
mais
probos,
e
mais
illustrados
do paiz,
como
sabeis.
A
Havas
disse-nos ha
pouco que
se
projecta
a
ida,
ao
Vaticano,
de
Henrique
V,
com
o
fim
ostensivo
de assistir
ao
chrisma
de
um dos
filhos
de
Carlos
VIL
A
Havas,
que
é
omnisciente, accrescenta
que
o
Papa
não
secunda
a
aliudida
ideia,
porque
a
realisação
d
’
ella
poderia
moti
var
commentarios.
Não
díz,
porém,
que
commentarios
seriam.
Todavia,
continua
a agencia,
«em
pregam
se
esforços para
persuadir
o
Papa».
Parece-me
que
a
simples
circurnstan-
cia da
opposiçao
da
referida
agencia
á
mencionada
viagem
do
conde
de
Cham-
bord
a
Roma
mostra
a alta
importância
d
’
ella.
Meus
amigos, deixae
caçar
a
forôa...
Domingo,
logo
apoz
o
Te-Deum, hou
ve
nos
Olivaes
um
motim
gravíssimo
en
tre
o povo,
e
uma
força
da
çavallaria
municipal.
Ficaram alguns
militares,
e
paizanos
feridos.
Quasi
ao
pé
do
lheatro
da
lucta
ha
via
um
destacamento
de'
trinta
homens
de
infanteria
de
linha,
cujo
commandan-
não
existe
a mesma unanimidade
quanto
á
sorte
que
o
espera
no
Senado.
«Eu
penso,
comtudo,
serem
as
proba
bilidades,
que o Senado
não
empatará
a
obra
dos
Deputados;
pela
simples
razão,
de
que
elle
não
desejaria
associar-se
an
te
a
nação,
com
uma
causà
muito
im
popular,
e
identificar-se
com os
Jesuítas,
defendendo-os
de
seus
inimigos,
ou
adver
sários.»
(Abril,
16.)
—
Notese,
no que,
aqui
pre
cede,
a
boa
opinião
que o
tal Correspon
dente
deve
ter
do Senado;
e
o
que
se
deveria
pensar
de
semelhante
Senado,
que
não
consideraria
(suppondo que procedes
se
como
o
Correspondente
insinua)
o
que
á
moral,
á
justiça,
á razão
e
á
França
convinha;
mas
consultaria sómente a con
veniência
de uma injusta
e
calumniosa
preoccupação
popular, fomentada
de
pro
posito
pela
maçonaria
e
pela
increduli
dade!
Esta
questão
do
ataque direclo
ao
Ca-
tholicismo
em
França,
que
a
Maçonaria
julgou
chegada
a
occasião
de
fazer
por
intervenção
de
Julio
herry,
é
do
mais
capital
interesse
para
toda
a
Communida-
de
Catholica no mundo;
porisso
insisto
e
insistirei
tanto
n
’este
assunto.
Convém,
ao
mesmo
tempo,
reflectir,
que
é
questão
em
que,
mais ou
menos
disfarçadas,
as
sympathias
Protestantes
In-
glezas
estám
com
o
projecto
Ferry;
por
isso
mesmo
que
elle
é
um golpe
prepa
rado
e meditado contra o
Catholicismo
principalmente,
bem
que
contra o
Chris-
tianismo
em
geral
também.
Mas
esta
pe
quena
exageração
será
facilmente
releva
da,
etn
consideração
do
grande
serviço
que
o
Anglicanismo
contempla
na
perspe-
ctiva
de
vêr
destruído
tal
baluarte
Ca-
tholico,
qual
a
França
tem
sido,
e
ainda
é,
não
obstante
a
corrupção
n'ella
intro
duzida
pela
influencia e
resultados
da
cha
mada
Reformação — mãe
da
philotophia
(com
z).
ou anti-cath<dica,
que natural
mente
encontra
favor
no
Anglicanismo.
Sam,
pois,
mui
dignas
de
séria
re
flexão
as seguintes considerações
d
’
este
Cor
espondente,
imbuido
como
naturalmen-
te
é
das
ideias
e sentimentos
Anglicanis-
simos
do
Times
(que
é
o
mesmo qué
dizer,
da
grande
massa
de
povo
Inglez):
provando
mais
e
mais o
facto,
de
como
o
grande empenho
da
Inglaterra
é
de
«re/ormar»
(á
sua
moda
Protestante)
as
nações
Catholicas—
e pelo
instrumento
da
Maçonaria,
evidentemente
instituição
In-
gleza
—
inventada
ou
aproveitada
para
aju
dar
o
Anglicanismo
a
se
substituirão
Ca
tholicismo
Romano.
Tenham-se
em
vista estas
proposições,
e
com
ellas
se
achará
conforme
todo
o
espirito
da
política
íngleza. sobretudo
nos
últimos
100
annos
—
e mais
especialmente
desde
1810
para
cá.
A.
n.
SARAIVA.
(Continua)
lãsbtta, 9 de maio de 1&99.
fDo
nosso correspondente).
Mais
uma
prorogação! Esta
é
até
2
de
junho.
Depois
virá,
talvez, outra.
As
camaras
ainda
se
espreguiçam
mal
sahidas
dos
profundos
somnos,
que
teem
dormi
do
durante
estes quatro
mezes
de
Ím
proba
faina
parlamentar;
e o
paiz
a
ver,
de
bocca
aberta,
sahir-lhe
da
algibeira
a
enorme
verba
de
numerário,
que
o
fisco
lhe
apanha,
com toda cortezia
liberal,
para
os
alfinetes das
charas
metades
dos
eleitos
do
povo.
O
escandalo,
estimáveis
redactores, é
tal,
que até o
nosso «Diário
de
Noticias»
resmunga
de
quando
em
quando
Isto,
meus
amigos,
não
tem
cura
pos
sível.
A
liberdade
nasceu
tórla,
e
não
se
endireitará
nunca.
Ella,
porém,
não
tem
só
a
culpa.
O
cão
póde
morder,
quando
o
dono
o
não
açaima; e
se
o
não
desarma,
é
porque
não
quer.
A
liberdade
esmaga
nos
com
o
pezo
das
suas
violências,
legaes,
e
illegaes,
mas
porque,
em
vez
de
gente
da tempera
e
brios
do
Mestre
d
’
Aviz,
de
Nu
no
Alvares
Pereira,
de
D. Sancho Manuel,
de
D.
João
da
Costa,
de
Antonio
Tello, de D.
Antão
d
’
Almada,
de
Thomé
de Sousa,
e
muitos
outros
fieis,
e
gentis
á
maravilha,
lia
n
’
esla
epocha
de
degeneração
tantos
bananos.
e
indifferentes
aos
clamores
de
um
povo,
em
suprema
angustia,^quantos
foram
oulr
’
ora
os
valentes,
que.
yarreraip,
com
muita gloriado
nome
portuguez, do'
solo
portuguez
o
domínio
estrangeiro,
e'
opprcssor,
ou
algemárain
a
revolução
para
restituir
ao
paiz
um
governo
d’ordem,
e
legitimo.
te
se
negou
a
ir
com
a
força,
que
di
rigia,
soccorrer
os
seus
camaradas
en
volvidos
na
desordem, a despeito das di
ligencias
dos soldados,
que
pretendiam
a
lodo
transe ir
bater
o
povo.
Afinal
foram
de
Lisboa
algumas
companhias
mu-
nicipaes
impor
respeito
á
multidão des
vairada
e
re
’
stabeleceu-se
a
ordem,
vin
do
presas
umas
treze
o'u
quatorze
pessoas.
A falta de
respeito
á
força
publica,
e
a
má
vontade
do povo
contra
os
agen
tes
da policia
dão
a
medida
da suavida
de
do
governo liberal,
a
quem
deveras
e
perdidamente quer,
como
sabeis,
o
Vosso
correspondente
A.
CHROMCA
ESTRANGEIRA
São
pouco
importantes
as
noticias
do
estrangeiro.
Na
França
continua
o
movimento ca
tholico
contra
o
projecto
de
lei de
Julio
Ferry.
São
innumeros
os
protestos
que de
toda
a parle
se
dirigem
ás
camaras
e
ao
gabinete.
A
França
catholica
não
arreda
um
passo
do
seu posto
glorioso, embora
o
zelo republicano
dos vários
delegados
da
demagogia que.
está
esphacellando
aquella
nobre
e
infeliz nação.
Contra
essa
tyrannica lei
33
Conselhos
Geraes
votaram
já
—
Avexron,
Charente,
Charente-Inferieor. Cher, Côtes-du-Nord,
Calvados,
Dordogne, Eure,
Finislerre,
Gers,
Haute
Garonne,
Indres,
Landes,
Loire-
luferieur,
Loire,
Lot,
Lozère,
Maine-el-
Loire,
Manche,
Meuse, Morhiban,
Nièvre,
Nerd,
Orne,
Pas-de-Calais,
Hautes-Pyrén
•
nées,
Basses-Pyrénnées, Sarthe,
Sein-ln-
ferieur,
Tarn,
Tarn-a
Garonne,
Vaucluse,
Véndée.
Sómente 11
Conselhos
admiltiram
aquella
lei,
e
10
não
se decidiram
nem
pró
nem
contra
por
se
terem
dividido
os
votos.
—O
estado
da
Rússia
é
cada
vez
mais
horroroso.
A
audacia
da
terrível
seita
nihihsta
não tem
limites.
O
terrorismo
adoptado
pelo
governo
só
tem
feito
re
crescer
d’
um
modo
espantoso
a
hydra
re
volucionaria.
A
todo o
momento
se
repe
lem
os
assassinatos
e
os
attentados
mais
horripilantes.
E inacreditável
o que
se
está
passando
n
’aquelle paiz.
Uma
cor
respondência
de
S. Petersbnrgo refere que
algumas
pessoas
que
seguiam
em
carrua
gem
por
diante
do
palacio
do governo,
atiraram
para
a
porta
algumas bombas,
que,
não
obstante
se
terem
queimado
as
mechas,
não
chegaram
a
rebentar.
A
mesma
correspondência
diz
que
todos os
dias
são
lançados petardos
nas
ruas
d
’a-
quella
cidade.
Um
jornal
de
Berlim
conta
que
por
um processo
que
ultimamente
alli teve
logar
contra
Ires estudantes
russos
nihi-
listas,
se
provou
que o
Comité
revolucio
nário
russo
está
em
estreitas
relações
cora
os
chefes
do
movimento
socialista
allemão.
A
questão
do nihilismo
vae,
como
se
vê,
assumindo
de
dia
para dia
maiores
proporções.
No
exterior,
vão-a
encarando
por um
prisma
nada
lisongeiro
para o
governo
russo.
No
interior,
os
revolucio
nários
respondem
ao
terror
com o
terror,
e
a
situação
tornou-se
por tal
modo gra
ve,
que
a
viagem
do czar,
de S.
Peter
sburgo
para Livadia,
leve
de
eflectuar
se
em
condições
nunca
vistas
até agora,
em
consequência
das medidas
de
precaução
que
se
adoplaram.
O imperador
saiu
do
palacio
da
sua
residência
em
S. Petersburgo
para
a
es
tação
do
caminho
de ferro
n’
uraa
car-i
ruagem
de ferro,
escoltada
por
400 ho
mens.
O
comboio
imperial
era
precedido
de outro
de
exploração,
cheio
de
tropa.
A
linha
fexrea
estava
era
toda
a
sua
extensão
coberta
de
soldados,
e
nas
diffe-
rentes
estações
o serviço
de
policia
era
feito
com
o
maior
rigor.
E
por
ultimo,
no
trajecto
a
percorrer
de
noite
havia
uma
especie
de
farolins,
de
duzentos em
duzentos
metros,-,
para
que ninguém po-
desse
aproximar-se
da linha sem
ser
visto
pelas
tropas
que
formavam
o
cordão.
O
czar
ordenou
fosse
lida
em
todas
as
egrejas
a
Encyelica
de
S.
Santidade
Leão
XIII
contra o
socialismo.
Oxala
que
elle
se
compenetre
da
ver
dade
de
que
só
no
calho
icismo stá
o
remedio
çóntra
os
grandes
males
que
íiflligem
o'
seu
império.
—O
principado
da
Bulgaria
está
deíi-
nilivámente
constitui
lo,
com
a
eleição
do
príncipe
de Batlenberg,
que
tomou
o
no-
tne de
Alexandre
I.
Eram
quatro
os
can
didatos:
o
príncipe
Jorge
Bibesko,
apoiado
pelo
partido
nacional;
Aleko-Pachá,
no
meado pela
Porta governador da Roume-
lia
oriental;
o
príncipe
Dondoukoff, go
vernador da
Bulgaria durante
a
occupa-
ção
russa,
e
(inalménte
o
príncipe
de
Baltenberg,
eleito.
Este
conta
apenas
22
annos,
é
irmão do gran-duque
de Hesse
e sobrinho
da imperatriz
da
Rússia,
e
fez
toda
a
campanha do
Oriente,
na qualidade
de
ofiicial
russo.
SECÇÃO
COMMERCIAL
O
porto
de
Leixões
—
Matérias primas—Má
applicação
dos dinheiros
públicos.
Um
assumpto
de grande
importância
commercial
para
a
cidade
do Porto
se
tem
levantado
n
’
estes
últimos
dias,
e
de
que
muito
se
tem
occupado
a imprensa.
E*
o
porto
de Leixões.
Eis
uma
obra importante,
em
que
o
governo
tem
de
dispender
muitas
cente
nas
de
contos.
Este
porto,
porém,
se
não
fôr
ligado
por um
canal
com o
rio
Douro
que per
mitia
a passagem de
grandes
navios,
de
pouca
vantagem
será
para
a cidade
do
Porto.
A
ideia
da
ligação
do
porto
de
Lei
xões
com
dois ramaes
de
caminho
de
fer
ro,
um
para
Ermezinde,
outro
para
a
Al
fândega,
é
a
nosso
ver
de
nenhuma
uti-
lidade
para
o
embarque
de
vinhos
do
Douro,
que
n
’
este
caso
lenam
de soffrer
baldeação
no
Porto.
Além
d
’isso,
não
sendo o
porto
de
Leixões
ligado com
o
Douro,
deixaria
de
ser
o
porto d
’aquel!a
cidade,
mas
sim
o
de Mathosinhos,
e,
com tal
izolamenlo,
muito
prejudicado
ficaria
o cominercio
por
tuense.
A
conslrucção
do referi
io
porto
pare
ce
estar
resolvida
pelo
governo, tendo
de
se
cobrar
para
tal
fim
dois por
cento
ad
valorem,
sobre
as
mercadorias
impor
tadas
do
estrangeiro
em
todas
as
alfande-
gas
do
reino
Nas acluaes
circumstancias,
em
que
a
industria
soflre
como
em
muitos
outros
paizes,
esta
elevação
na
pauta das
alían-
degas
entendemos
que
é
de
grande
van
tagem
para
os
nossos
induslriaes;
deviam
porém
ser
exceptuadas
d’este
imposto, e
até
mais
favorecidas,
as
matérias
primas.
O
espaço
do
nosso
jornal
não
nos
permilte alargarmo-nos
em
considerações,
mas insistiremos
sempre
em
pedir
protec-
ção para
as
nossas
industrias,
e
princi
palmente
a
protecção
aduaneira.
Portugal
ainda
não
é
um
paiz
in
dustrial
e
não
póde
por
isso
entrar
em
parallelo
com
a
França,
Inglaterra
e
ou
tras
nações
que
mais
ou
menos
francas
abrem
seus
portos
a
productos
estrangei
ros.
Se isto
fazem,
é
por
saberem
que
os
de
outros
paizes
não
pódem
em
bara-
teza competir
com
os
seus.
A
nossa
industria
reclama
e
bem
me
rece
a
altenção
dos
governos.
Para
tudo
se
criam
commissões,
mui
tas
vezes
desnecessárias,
e,
quando
se
precisava
de
uma
que
estudasse
as
neces
sidades
induslriaes
para
lhe
applicar
o
remedio,
se
alguma
medida
apparece
em
beneficio
das industrias, é
só
depois
de
muito
sollicitada.
O
serviço
aduaneiro
nas
alfandegas
é
quasi
um
cahos
e
iica
por
centenares
de
contos,
podendo
simplificar-se
com gran
díssima
economia
de
dinheiro
e
tempo.
1
nfelizmente,
em
Portugal,
antes
que
seja
creado qualquer
fonte
de
receita,
já
os
sedentos
do
dinheiro do
povo
andam
de
bocca aberta
atraz
dos ministros
pe
dindo
que lhes
matem
a
forne
do
eslo-
rnago
e
a
sede
da
algibeira.
No
imposto
ultimamente
lançado
sobre
os
tabacos
temos
o exemplo.
Tracta-se
de-
crear
mais
um
corpo
de
300
guardas
d
’
aifandega!
D
’aqui
a pouco
será até
preciso
recru
tar
gente
para
o
exercito
pardo.
O
imposto de 20
por
cento
sobre
os
tabacos,
que
poderia
matar
o
bicho
cha
mado
déficit,
com
mais
alguma
ajuda
de
custo,
lá vae
ser
onerado
com 56
con
tos
para
os
300
guardas, mais
72
contos
para
augtnento
dos
mesmos
e
dos
col-
legas,
e mais
28
contos
para
augmeuto
dos
empregados
da
fiscalisação
externa!
E
tudo
assim
caminha!
Precisa-se
de
emprega
tos
qne
susten*
tem
os
governos
e
portanto cada
um
que
se
appresenta
a
dirigir
o 'eme
do
esta
do,
vaé
reforçando
o
batalhão,
e
se o
di*
nhsiro
do
povo,
pc-r
contribuição
predial-
industrial,
renda
de
casas,
direito
de
transmissão
até
de
paes
para
filhos
e fi-
l|10s
para
paes;
se
direitos
das
alfandegas,
o
imposto
do
sêllo,
os
direitos
sobre
os
generos
de consumo; se tudo isto
não
chega,
venham
mais
impostos,
que
uma
industria
desprotegida
e
atravessando
uma
crise
medonha,
um
commercio
decadente,
uma
agricultura
atacada
de
phyloxera,
es
tão
promptos
para
pagar
to
los
os
desvarios
governaraentaes
só
pelo
simples
gosto
de
ouvir
os
doestos
que mutuamente
os
nos
sos
deputados
lá
dirigem
uns aos
outros
no
parlamento,
importando-se
pouco
ou
nada
com
as
necessidades
publicas.
UZETILHA
Festividade
da Senhora da
Tor
re.—
Domingo
passado,
dia
em
que
a
Egreja
resa da Maternidade
de
Nossa
Se
nhora,
leve
logar
com
pompa
e
explen-
dor
no
magestoso
templo
de
S
Paulo,
vulgo
do
Collegio,
a
festividade
da
Se
nhora
da
Torre, Padroeira
de Braga.
Houve
de manhã
Tercia,
cantada
pelos
collegiaes do Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro, missa
solemne,
em que
foi
cele
brante o
revd.
tno
snr.
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes,
e
Exposição
do
SS.
todo
o
dia.
De
tarde
subiu
ao
púlpito
o
bem
conhecido
orador
sagrado
d
’
esta
ci
dade,
o
revd.mo
snr.
padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
No
fim
da
soiemnidade
seguiu-se
uma
magestosa
procissão
em volta
do
campo
de
S.
Thiago,
em
frente
ao
convento.
Levava
o
Santíssimo
Sacramento
debaixo
do
pallio o revd.
m
“
vice-reitor do
Semi
nário,
e
acompanhava-a
também o
vene
rando Prelado
d
’
esla
archidiocese,
que
com
a
sua
presença
realçou o
explendor
desta
augusta
soiemnidade,
ao
mesmo
tempo
que
infundia
em
toda
a
nume
rosa
concorrência
de
fieis
um
jubilo
indefinível.
A
nobreza
estava
também
alli
repre
sentada
em
muitas
pessoas
dislinctas,
en
tre
ellas
o
snr.
marquez
de
Monfalim
e
sua
esposa,
que assistiram
a
toda
a
fes
lividade.
Cabe não
pouca
honra
em
tudo
isto
á
briosa
meza
da
confraria da
Senhora
da
Torre, que,
por
seu
zelo
e aclividade,
procurou
e
conseguiu reavivar
um culto
tào
caro
dos
bracarenses,
e
que, não
sa
bemos
por
que
circumstancias, parecia
ter-se
sensivelmente
esfriado
no
decorrer
dos
annos.
Visita
o
Jubiieu
—
Na
próxima
quinta-feira,
15,
sua
exc.
a
rev.
llla
tenciona
fazer
as
visitas
conjun-
ctamenle
com
o
Cabido,
para
alcançar
o
Jubileu,
aos
seguintes
templos:
Sá,
Colie-
gio
e
Populo.
Acompanharão
s. exc.
a
revd.'
ni
os
collegiaes
do
Seminário
de
S.
Pedjo
e
os
orfãos
de
S.
Caetano.
Ficam
prevenidas
todas
as
pessoas
que
quizerèm
ganhar
o Jubileu,
fazen
do
a
visita proeissionalmenie,
que
po
derão
lambem
associar-se,
nlilisando assim
a
graça
da
reducção, devendo advertir-se
que
não
é
mister
que as
condições
se
cumpram por
sua
ordem,
comtanto que
se
faça
era
graça
a
ultima
obra
prescri-
pta,
para
se
alcançar
este
Jubileu.
Cltroniea
reííjfíosa.
—
Amanhã,
11:
—
na
Sé
festa
de
N.
Senhora
da Rosa,
havendo
Exposição
do
Santíssimo,
sermão
e
procissão
de
tarde.
No
Collegio
exercícios
de
N.
Senhora
da
Boa
Morte.
Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador.
Jubileu
universal.
—
O
venerando
Prelado
desta archidiocese
acaba
de
pu
blicar
uma
brilhantíssima
Pastoral
ácêrca
do
Jubileu
concedido
por
S.
Santidade
Leão
XIII.
Notamos com intima
satisfação
que o
zeloso
e
incansável
Pastor
foi
um
dos
primeiros
Prelados
porluguezes que
com-
niunicõu
com
mais
presteza
e
extensão
ás snas
ovelhas os
sentimentos
e
a
von
tade
da
Santa
Sé.
Começamos
hoje
a
publicar
esse
do
cumento
verdadeiramante
esplendido,
sen
tindo
que os
estreitos
limites
do
nosso
jornal
nos
impeçam
de
a
darmos
d
’
uma
só
vez.
Asníirneinis
geroes.
—
Foram
julga
dos
no tribunal
judicial
Antonio
Teixeira
c
Manoel
Rodrigues,
d
’esta
cidade,
áccti-
sados
de
adtailtirem
em
sua
casa
jogos
prohibidos,
sen
io
absolvidos,
e
a
ré
Luiza
Mar.a,
da
freguezía
de
Nogueira,
accusa-
da
do
crime
de
tentativa
de
roubo:
foi
condemnada
em
30
dias
de
prisão
e
nas
custas
do
processo.
Imposto do
«ello.—
Foi
apresen
tado um
projecto
de
lei
permittindo,
du
rante seis
mezes,
a
revalidação
dos
li
vros
e
documentos
não
seilados,
mediante
o
pagamento
do
sello
legal
e
mais
50
por
cento.
Fazenda publica.—
Foi
julgado
qui
te
para
com
a
fazenda
publica
o snr.
Antonio
Vieira d
’
Araujo,
recebedor
d
’
esta
comarca,
—
1877-1878.
Hravez da província.—
No
dia
4
pelas 11
horas
da noite,
houve
em
Vianna
um grande
incêndio
no
campo
do
Castello,
no quarteirão
de
casas
que
alli
possuem
os
acreditados
commerciantes
de
aquella
praça
Magalhães
&
Filho.
—
O
in
cêndio
teve
principio
em
um
dos
prédios
onde
estava
estabelecida
uma
fabrica
de
gesso,
mas
dentro
em
poucos
minutos
achavam-se
envolvidos
pelas
chamas
cinco
prédios
que
eram
habitados
por
infelizes
pescadores. —Uma
familia,
composta
de
cinco
pessoas,
salvou-se
quasi
milagrosa
mente,
mas
mia
ou quasi
mia;
todos
os
seus haveres
foram
pasto
das
chammas.
—
Além
dos
cinco
prédios
incendiados
to
talmente,
ha
mais
dois
destruídos
pelos
córtes que
fizeram
para
atalhar
a tão
ter
rível
inimigo.
—
Foi
auclorisada
a
meza
do
hospital
da
Misericórdia
de Caminha
a
vender reis
7:4003000
de
inscripções
para
a ajuda
da
conslrucção
do
hospital, que
n
’
aquella
villa
se
está
edificando.
—
Espera-se em
Guimarães
um
enge
nheiro
que
vae
levantar
a
planta
das
ruí
nas
da
Citania,
por
ordem
do
governo,
para
figurar no
congresso
archeologico.
que
no proximo
anno
se
hade
fazer
em
Lisboa.
—
Na
estrada
do Gerez, proximo
de
Vieira,
desabou
uma
barreira,
matando
quatro
pessoas.
—
Está
em
803000
reis a subscripção
promovida
pelo
snr.
prior de Monserra-
te,
de
Vianna,
em
favor
«las
íamilias
de
pescadores
que
soflreram
prejuízos
com
o
incêndio
que
acima
noticiamos.
—No
mez
«Fabril
ultimo
o
rendimen
to
da
alfan
lega de
Vianna
foi
de
12
224$893
reis.
—
Falleceu
em
Vianna
o
snr.
Fran
cisco
Alves,
tio
do
snr.
Joaquim
Alves
Felgueiras
Basto
Mercê.
—
Foi
agraciado
com o
grau
de
cavalleiro
da
ordem
de S.
Thiago,
o
dislincto
escriptor
o
snr.
Manuel
Bernar-
des
Branco.
Merecida
distincção
foi
esta,
accres-
centa
um
collega,
porque
o
snr.
Manuel
Bernardes Branco
reune
ao seu provado
talento,
grande
copia
de
conhecimentos,
e
emprega
estes
e
aquelle
em
trabalhos
litterarios
de
reconhecida
utilidade.
W
eminentíssimo
cnrdeal Mo-
richiní.
-Encontramos
nos
jornaes
de
Roma
a noticia
já
dada
pelo
telegrapho,
da
morte
de
sua
eminencia
o
cardeal
Mo-
richini,
fallecido
em
26 d’abril,
ás
7
ho
ras
da
tarde,
depois
de
ter
recebido
to
dos
os
soccorros
da
religião
e
a
bênção
do Santo
Padre.
O cardeal
Morichini
nascera
em
Roma
no
dia
21 de
janeiro
de
1805,
e
tinha
sido
creado
e
proclamado
cardeal
pelo
Papa
Pio
IX
no
consistorio de
15
de março
de 1852.
Era bispo d’Albano,
prefeito
da
assi-
gnatura
pontifícia
de
justiça
e
membro
das
congregações
seguintes:
da
visita
apos
tólica,
dos'
bispos
e
regulares,
da imrnu-
nidade
dos
ritos
e
da
disciplina
dos
re
gulares.
Além
d
’
isto
era
protector
de
diversas
archi-confrarias
e
institutos
piedosos.
O
cardeal
Morichini
antes
d’occupar a
Sé
suburbicaria
d
’Albano, tinha
sido
bispo
de Jesi
e
arcebispo
de
Bolonha.
Era,
segundo
diz
o
«Osservatore
ro
mano»,
um
latinista
eminente
e
um poe
ta
dislincto;
deixou diversas
composições
que
pódern
passar
por
monumentos
de Li
teratura
latina.
—
P.
Origem
d«»
titulo
Fxceilensia.
—
Qual
é a
origem
do
titulo
Excellencia,
e
a
que
epoca remonta esie titulo?
Segundo
uma
obra
que
recentemenle
publicou
o
conde
de
Oeynhansen,
o
titulo
teria
sido dado
aos
antigos
reis
francos
e
imperadores
da
Alleinanha,
mais
como
epilheto
do
que
como
titulo
definitivo.
Em
1593,
apparece
esta
denominação
reclamada
camq.um
direito
pelo duque
de
Nevers,
embaixador
de
França
em
Roma.
Eiu
1621
levantou
se
uma questão
a
este
respeito
entre o
embaixador
do
im
pério
e
da
republica
de
Veneza ein
.Ma
drid;
cada ura d’
elles
reclamava
o
titulo
e
contestavam-se
o
direito
de
ser
tracta-
do por
Excellencia. Esta questão foi re
solvida
por
um decreto
do
imperador
Fernando
III,
datado
de
29
de
março
de
1645,
concedendo
«em
nome
de
Deus»
a
prerogativa
de
Excellencia
aos
embai
xadores
imperiaes.
Desde então,
embai
xadores e
ministros
ficaram
com
direito
a
esta
denominação
e
tratamento.
Dinheiro
de S. Pedro
—
Da
«ín
dia
Catholica»,
de
Bombaim,
transcreve
mos o
seguinte:
A
archidiocese
Primaz das
Hespanhas
que
tantas
provas
tem
dado
sempre
do
seu
amor
iilial
ao
Pae commurn dos
Fieis,
acaba
de,
por
um
novo
testimu-
nho
de
dedicação,
mostrar
que
se
atêa
cada vez
mais
no coração
do povo
bra-
carense esse
já
antigo
e
bem
conhecido
affecto.
D’
um
n.°
da
«Semana
Religiosa
Bra-
carense»
que
nos
trouxe
a
ultima
mala,
consta
que
a
subscripção da
archidiocese
de
Braga
para
o
soberano
Pontífice
havia
chegado
até
ao
dia
20
de
fevereiro
p.
p.
a
5:1843555
ou
13
mil rupias aproxirnada-
mente,
e
ainda
n
’essa
data se
esperavam
mais
quantias offerecidas
para
o
mesmo
fim.
Deve
ser
por
certo
muito
feliz
o
exm.
0
'
e
revm.°
snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
que
a
um
simples
con
vite
vê
todos
os
seus
diocesanos
esme
rando-se
como
á
porfia
em lhe
satisfazer
os piedosos
desejos,
e
revelando
a
grande
fé
que
os
anima
na
decidida
vontade
de
alliviarem
as
amarguras
do
Santo Padre
Leão
XIII, como
sempre
o
fizeram
du
rante
o
captiveiro
do
Grande
e
Immortal
Pio
IX,
que
tão
chorado
é
quanta
foi
querido.
ULTIMAS
NOTICIAS
Lisboa
7.
—
Transferidos
mutuamente
os escrivães
de
fazend.a
de
Sinfàes
e Tor
res
Vedras.
Idem 8.—Foi
concedida
licença
de
30
dias
ao
delegado
de
Chaves.
A
divida
lluctuante
em 30
d
’abril
era
de
9.8
>0:1503000 rs.
Falleceu
a
snr.
a
viscondessa
de
A
s
*
seca,
D.
Leonor.
Foi
creada
uma
escóla
primaria
em
S.
Martinho
de
GondOmar,
concelho
de
Guimarães.
Foi aposentada
a
professora
de
Ar
roios,
concelho
de Villa Real.
Foram
nomeados administradores,
de
Celorico de
Basto
o
snr.
Ferreira da
Moi
ta, e
de Penacova o
snr.
Ferreira
Ta-
borda.
Foi
auclorisada
a junta
de
Vianna
a
contrahir
um
empreslimo
de
dez contos
para
a
quinta
d
’
agncultura.
Na
Bolsa
venderam-se:
5
obrigações
da
companhia
das aguas
a
83-3500;
9
di
tas
prediaes
a
923500;
6
contos
em
in
scrições
a
50,70;
20:000
escudos
de
fun
dos
hespanhoes
a
14,65.
Não
efíectuado:
3
acções
do
banco
de
Portugal,
offerta
5333,
pedido
5373;
4
ditas do
banco
Lusitano,
of.
683, p.
693;
5
ditas
do
banco
Lisboa e
Açores,
of.
853,
p-
863;
”
obrigações
da
companhia
das aguas,
offerta
833700,
p.
833900; 10
ditas prediaes, of.
923300,
p.
933;
30
di
tas
do
caminho
de
ferro
do
Minho,
of.
883700,
p.
893200;
inscripções,
of.
50,30,
p.
50,90.
Os
fundos
portuguezes
em
Londres
re
gularam
a
52
7/8
e
53;
os
hespanhoes
a
15
5/16
e
15
7/16;
e
os consolidados
in-
glezes
a
98
1/2
e
98
7/8.
A alfandega
rendeu
hoje
a
quantia
de
10:2533993
rs.
Londres
6.
—
O
príncipe
Baltenberg
vae
hoje
á Livadia,
conforme
os
seus
dese
jos.
O
czar
só
receberá
a
deputação
búl
gara
quando
regressar.
Noticias
deCopetown
dizem
que Clielms-
ford
aguardará
a
brigada
de
reforço
an
tes de
marchar
contra
os
zulus.
Corre
o
boato
de
que
Cotlwayo
vae
pedir
armistício.
R->ma
6.
—
O
jornal
«Auvenire
dTlalia»,
desmente
que
os
emissários Italianos
bus
quem
excitar
um
levantamento
na
Albâ
nia;
mas crê
imminente
o
perigo
de
gra
ves
complicações
alli.
Cidade
do
Cabo
22.
—
Começam os
movimentos
preparatórios
para
avenças.
D
’
entro
de
15
dias
os
inJezes
penetra
rão
no
paiz
dos
zulus.
Roma
7.—
O
Papa
resolveu
augmentar
o
numero
de
cardeaes
estrangeiros
na
pro
porção
do
numero
de
indivíduos
catholi-
cos
eui
cada
estado
Paris
8.—
A
«Republica
française»
diz
que
a sessão
interior
do
conselho
dista
do
no
appello
do
governo
contra
o
ar
cebispo
d
’
Aix,
foi
de
parecer
que
não
existe
abuso
algum.
Londres
8.
— O
«Times»
aílirma
que
em
consequência
da
opposição
da
Ingla
terra
e
da
Áustria,
a Rússia
abandonou
o
projecto
da occupação
além
de
3
d
’
agosto.
CORREIO
Vianna
do
Castello.
—
Ventura
Malheiro
Reirnão
Telles
de
Menezes.
Consulte
os
úl
timos
n.8S
, e
na
sessão
dos
annuncios,
que
é
a
competente,
verá
que foi
satisfeita
a
sua
pretensão.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
dramatica portu-
gueza
Domingo
11
de
maio.
BENEFICIO
DO
ILLUMINAD0R
DO
THEATHO
A
comedia-drama
era
3
actos
PECCADOS
DA
MOCIDADE
A
representação
da scena-comica
O
31
«tu 4/
A
comedia
em 1
acto
SÃO
TEM
TITUEO!
Principia
ás
81\2 horas.
RECLAMOS
SAÚDE A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVALESíaÈaE
DU
BARRY
de
Londres.
30
annoH (Finvariavel aueseaso
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsia)
gastrica,
gastralgia,
llegma,
arroios,
amargor
nabocca, pituitas,
nauseas,
vomitos,
irrita
ções
inlestinaes,
bexigas,
dizeuteria,
cólicas,
tosse,
athsina,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade, todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000
curas
en
tre
as
quaes
coutam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da ex.
111,1
sur.
a inarqueza de
Brehau,
Lord
Stuart
de
Dicies,
par
d
’
lo-
glaterra,
o
doutor
e piofessor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.
—
Vervant,
28
de mar
ço,
1866.
—Senhor.
—
Bemdiio seja
Deus!
A
sua
Bevaleseière
salvou
me
a
vida.
O
meu
temperamento,
nalurahneote
Laco,
estava
arruinado
em
consequência
de
uma
horrível dispepsia
que
durava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
que declaravam
que
al
guns
mezes
de
vida me
lestariarn,
quan
do
a
eminente
virtude
da
sua
Bevales-
cière
me
restituiu
a
saude.
—
A.
B
rujne
-
LIÈRE,
cura.
Cura
n.°
78:364.
—
Mr.
e
m.
n,e
Leger,
de doença
do
ligado,
diarrhea,
tumor
e
vo-
mitos.
Cura
n.°
68:471.—
Mr.
Pierre Castel-
li,
abbade,
de piostração
completa
na
edade
de
85
annos
; a
re-
moçou-o.
«Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou
grandes
passeios
a
pé,
e
sinto
o
espirito
lúcido
e
a memória Lesca.»
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
ern
remedios.—
Preços
lixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
■
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
l
h kiic,
5Q0
; de1/,
kiio
890
rs
;
de
ura
kilo,
13400
reis;,
de 2
5
/
s
kilos,
33200
reis;
de
6
ki-
los,
63400;
e
de
12
kilos, 123000
rs.
Os
biscoitos
da
Hecalosctóre
que
se
po
dem
comer
a
quaiquet
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
13400
reis.
O rnelhor
chocofste
para
a
saúde
é
a
í&evaíeaeière
etBoeeS&Sacta
ç
eíla
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e carnes
duras'ás
pessoas,
e
ás
creanças
as mais
fracas,
e
sustenta
úez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e em
paus,
em
caixas
de
folha
d(
lata de
12
chavenas,
500
reis; de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas, l$400
;
de
120
chavenas,
3$2OO
reis, ou
25
reis
cada
chavena.
»U U4HH1
*(
.’ LI1IKITED.-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharma.ceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das províncias
devem
diri-
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
Eisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D. Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12
—
Por
to,
J.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia, 77.
DEPÓSITOS
ENTRE
DOURO
E MI-
NHO.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcdio»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Br«0«,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
.praça Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31—
Pipa
&
Irmãe,
rua
do
Souto.—
Vianna do Cu-
«ello,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota; J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—«wímar®®»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha, 29
e
33.
—
Pensflrl,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha; E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a,
drogs., Pra
ça
de
D. Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.—
Fonte do Ei-
na«,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povos d®
Varzlm, P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
.linho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Vil!»
d«r Conde,
A.
L.
Maia Torr
s.
pharm.
ASBABSCMBITOS
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
t
_
D.
Apolonia
Joaquina
Ribeiro da
Sil
va,
o
revd.0
Joaquim
Luiz
Ribeiro
da
Silva,
arcipreste
dos
Arcos,
Manoel
Joa
quim
da
Cunha
Vieira
de
Carvalho
e
D.
Maria da
Gloria de
Souza
Carvalho,
muito
e
muito gratos
ás
pessoas
que
tanto
os
penhoraram
acompanhando-os
na
acerba
dòr
que
lhes
causou
o
passamento
de
seu
estremecido
esposo,
cunhado
e
thio,
o
snr.
Manoel José
de
Souza
Guimarães,
a
todos
deixam
aqui
consignado
um
pro
testo de
reconhecimento
inextinguível.
(2401)
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga (au-
zente), Rosa das Neves
Simões, There-
za de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões, José
Simões
Braga
(auzente),
Ma
noel
Simões
Braga,
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de
Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida
Antonia
Ma
ria
Simões, não
o podendo
fazer pessoal
mente,
agradecem
por este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do, da
sua
casa
á
egreja, e
cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos
os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316;
ANNUNCIOS
Meio
grosso
cada
250
grs.
250
rs.
Vinagrinho
»
»
»
»
Rosa
»
»
»
»
Secco
»
»
»
»
Pacotes
de
25
»
25
rs.
Wiacaria
Braearense.
(2402)
CIIAIUTIIS
ESTRANGEIROS
Grande
sortimento
das
melhos
mar
cas,
conservando
os
preços
anti
os.
Por
caixa
tem
grande
abatimento.
Chegaram
á
TABACARIA
BRACARENSE.
(2403)
PROFESSOR
Precisa-se
d
’
um
competentemenle
ha
bilitado
para
leccionar
primeiras
lettras
na
escola
Briteirense,
sita
na
freguezia de
S.
Salvador
de Brileiros.
do
concelho
de
Guimarães,
perto
das
Caídas
das
Taypas.
A
casa
é
especialmente feita
para au
la,
tendo
accommodações
para
morada
do
professor,
e
está
mobilada.
O
ordenado
é de
120^000
reis
an
nuaes.
Quem
pretender
dirija-se
ao
fundador
da escola,
João Antunes
Guimarães,
cor
reio
das
Taypas,
Donim.
(2398)
BINHEXRO A JURO
A
confraria
de
N.
Senhora da Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
lem reis
400$000
para
mutuar.
(2305)
Simultânea
no ministério da fazenda
e na repartição de fazenda do districto de
Braga, no dia H de
maio (ao meio dia), das propriedades abaixo descriplas,
pertencentes á Santa Casa da Misericórdia da cidade do Porto.
FREGLEZIA
DE GUIZANDE
A
quinta
denominada
do
Ribeiro,
que
se
compõe
das
seguintes
propriedades:
1
Umas casas
nobres
e
terreas,
cobertos,
quinteiros,
eira
de
pedra, tanque
com
agua
de
bica,
lojas
para
gado,
adega,
lagar
de
pedra
completo,
latadas,
ter
ra,
a
horta com
arvores
de
vinho
e
íructa,
tendo
juntos
os
campos
denominados
do
Casal,
Linhares. Rodolho,
Pereira,
Eira,
Cortelho,
'
Carral,
Cova.
Seara,
Cutu-
rellos,
Novo, Culurellos da
Lamella,
Vinha
Velha
de
Baixo,
Esmoutada,
Arco
de
Baixo,
Arco
de
Cima,
Seara Comprida, Seara
das
Vides,
Torre,
Cortelho,
casa
e
eido
de
Villa
Pouca;
quatro
prados
unidos
chamados
da Bicainha,
Prado
da
Vinha
Velha
e do
Rodolho.
Todas
estas
propriedades
são
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
algumas
arvores
de
fruta
e
oliveiras,
com
agua
de
rega
e
lima,
que
vem
das
poças
do
Cabo
da Ribeira,
Sernadello
e
Ribeiro
de Xides,
além
de
outras
dentro
das
mesmas
propriedades.
Um campo
denominado
de
Souto
Lizão,
terra
lavradia,
com
arvores
de
vi
nho,
agua
de
rega
e
lima,
tendo
ao sul
em
toda
a
sua extensão
uma
testada
de
matto
com
pinheiros,
carvalhos
e
sobreiros.
Uma
bouça
chamada
da
Cachada,
terra
de
matto
e
pinheiros, dentro
da
qual
e
do
lado
do
poente
existe
uma
leira
pertencente
ao
padre
Joaquim
José
Gomes
Ribeiro.
Um
montado solto
chamado
do
Outeiro
de
Meias,-
terra
de
matto,
carvalhos,
pinheiros
e
ameciras.
Uma leira de
terra
de
matto
e
carvalhos,
chamada
a Bouça
Nova
e Picoto
de
Cima.
Uma
bouça chamada
de
Meias,
terra
de
matto
solta,
no
monte de
S.
Mamede.
Uma
bouça
chamada da
Chã,
terra
de
matto
solta,
no
monte de S.
Mamede.
Uma
leira
de
terra de
matto
solta,
chamada
de
Portas do
Sol,
sita
no monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
chamada
do
Campello,
terra
de matto
e
carvalhos,
solta,
com
alguns
penedos,
sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
bouça
chamada
da Porta do
Sol,
terra
de matto
solta,
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
de terra
de
matto
solta
com pinheiros,
denominada
da
Cruz.
Uma
leira
de terra
de matto
e
carvalhos
solta,
chamada
Cova
de
Deveza.
Uma
deveza
chamada
do Matheus
ou
Fonte
do
Frade,
terra
de
matto
solta.
Uma
bouça chamada do
Trigo,
terra
de
matto
com
carvalhos
e
castanheiros,
toda
tapada
por parede.
’ Uma
bouça
de
terra
de
matto
e
carvalhos
solta,
chamada
dos
Folechos.
Uma
leira
de
terra
de
matto
e
carvalhos,
solta,
chamada
da
Cova
da
Deveza,
sita
no
monte
de
S. Mamede.
Uma
leira
de
terra
de
matto
solta,
chamada
Gardinheiras,
sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
bouça
de
terra
de
matto
solta,
chamada
de
Meias,
sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Uma
leira
de terra
de
matto
solta, contígua
á
da
Porta
do
Sol,
chamada
da
Bouça
Nova,
sita no
monte
de S.
Mamede.
Uma
leira
de
terra
de
matto
solta,
chamada
dos
Penedos Pintos,
sita
no
monte
de
S.
Mamede.
Tem
alguns
terrenos
esta
propriedade,
foreiros
á
camara
municipal
de
Braga
em
1$983
réis
annuaes,
a
José
Pereira
em
6,042
de
pão
terçado
e
ao padre Joa
quim
José
Gomes
Ribeiro
em
50
réis
annuaes;
com laudemio
de
quarentena.
Lou
vação
10:866^176
réis.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
23
de abril
de
1879.
O
official
maior,
(2399)
Manoel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
MAGASIN
DES DEMO1SELLES
Publica-se
a 10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras de modas e modelos de tapeçaria coloridos; a agua;
gravados
a
preto; novidades
para
piano
e canto; álbuns de
lavores,
folha» de eonfee^ões; crochet e rendas; risco», etc.
O
Itlagaain
des
SSenioiseiles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação, é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
retine
o
duplo
altractivo
de
um
periódico
litlerorio
interessante
e
um
periodico
de modas completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para Portugal
(as assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
1.°
de
janeiro)
4$000
rs.
Também
se
acceilam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,—2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—
í$700
rs.
Subscreve-se
na
administração do «Commercio
do
Minho»,
na
livraria
Moré,
Praça
de
D.
Pedro
—Porto,
e
na
rua
do
Souto
em
Braga.
AOS
PROPRIETÁRIOS
DOS HOTÉIS
E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se participações
das
que
as
hospedarias
tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada 100
exemplares 600 rs.
Avulso
10
rs.
Fabrica
de
papel de
Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Rracarense
—
27,
Rua
do
Souto
27
—
(2340)
MANOEL
DA
COSTA
ALVES
ALFAIATE
RUA DE SANTO
ANDRÉ
N.° 18
Acaba de receber
um
bonito
e
varia,
dissimo
sortido
de
cachemiras
para
a
es
tação,
que
vende
por
preços
limitados,
taes
como:
factos complelos a
vestir
por
8=5500,
100000, 120000
e 130000
reis,
e
mais
preços.
Paletots
de
melton
a
vestir
de
60500
e
mais
preços.
Guarda-pós
de
esguião
de
linho
a
reis
20000.
Calças
de
cachemira
a
vestir
de
30000
reis
e
mais
preços.
(2393)
BiLHETES DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmenlo
de
preço.
4PPAR1C1O
ÍÍALHS
IRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
prelo:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
9
9,
Praça do Barão
de S.
Harti-
nho, S9
APhRlCIO
4
HALIIEIRO
Fabrica
a
vapor
de
fundição
ferro
e
metaes
Travessa de S, Joia—Braga.
N
’
esta fabrica,
única na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda a
qualidade de
obra,
tanto
de
ferro como de
metal.
0
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de igual
genero
do
Porto
e
outras loca
lidades,
e
em
parte
o tem conseguido,
pois
<jue
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que possam
ser
encontrados
no
Porto.
N’esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras fundidas,
co
mo
são:
boxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas de mármore
ou
de madeira,
bancos
para jardins, borohas de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos
de novo systema
para
la
gares,
ferros para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para agua, de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas as
obras
d
’
este
genero
principalmente
bom-
bas de poços.
Preços
os
do
Porto.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
Caixa
penhorista Bracarenac
Travessa
de
B. Gualdim
d’eBt»
cidade.
Continua
a
emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás
9
da
noule
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que
ti*
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
ires
mezes
os
venham
pagar
ou
resgaslar,
senão
se
rão
vendidos.
y
wmm
.ni
uu
i..
■
.....
r
rwggy
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplista da Silv&
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
