comerciominho_03051879_930.xml
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-
FOLHA
ItàtIGIOSA,
S-OCA.
C NOTICIOSA.
REDACTORES—
D. Miguel Sotto-layor e
Dr Custodio Velloso.-DIRECTOR-Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
BMSWSÍ.vS
PREÇO
DA ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.° ANNO
Braga,
12
mezes. .
.
.
.
•
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição
.
...........................
10
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes............ 2&000
»
6
».............
lâObo
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...................
10
N.°
930
B
B.
G
SABBADO 3 DE MAIO
DE 1879 .
Considerações a propoaito.
«Nobresa
obriga».
E
’ sentença velha,
que
os
interessa
dos
não
deveriam
esquecer
nunca.
Sim;
a
nobresa obriga.
E
não
foi
um
capricho
social que
lhe
impoz
essa
obrigação,
consequência
pre
cisa
do
elevado
de sua origem.
Com
a
gloria
dos grandes feitos,
que
o
cinzel
insculpira no
mármore,
para
il-
lustrar
uma
geração, vê-se
ainda
como
que
entrelaçada
a
força
moral
que
os
produziu,
e
que
era
a clausula
com
que
essa
gloria se transmittiu.
Quem
ha
que
ignore
a
historia
da
nos
sa aristocracia,
para
que
lhe
desconheça
a
natureza?
Procuremol-a
no berço, que
lá
a
encontraremos
bafejada pelas
auras
bené
ficas
do
Chrislianismo.
Sigamol-a
depois
em
seu
desenvolvi
mento, e
vel-a-hemos florescendo
mais
e
mais
á
sombra
da
cruz,
que
lhe inspira
va
todos
os
grandes
motivos
de
sua alta
distincção.
Foi
por
taes
meios
que
ella
chegou a
ser
uma
instituição
prestimosa
no
seio da
sociedade.
Acercando-se
dos
thronos,
o
reflexo
de
sua
grandesa
caia
simultaneamente
so
bre
a
corôa
dos reis e
na
consciência
dos
povos.
Para
aquelles
era
um
appoio,
para
es
tes
uma garantia.
Era
o
predomínio
da
virtude,
exerci
do
legilimamente
na consciência
publica
por uma
classe
que
tinha
por
dever
o
ser
virtuosa.
Infelizmente,
porém, esses
tempos
já
vão
longe.
O
vento
estiolador
da
descrença
acom-
melteu
a
frondosa
arvore,
que
tão
bené
ficos
fructos produzira,
para
a
deixar
de
finhando-se ao
sopro
da
corrupção.
Não
é
de
censura
este
nosso
artigo;
é
de dòr ao
ver
o
decaimento
a
que
che
gou
uma
das
mais
bellas
instituições,
co
mo
castigo
imposto
ás
suas
infidelidades.
Na
ordem
da
Providencia,
os
aconte
cimentos tem
sua
rasão
de
ser
que
os
explica.
.
.•
wmw
VI
Os
motivos
naturaes,
com
que
nos
parecem
ligados
esses
acontecimentos,
nem
sempre
dão
o
porque
suíficiente
da
sua
existência;
motivo
por
que
precisamos,
quasi
sempre,
recorrer
a
cousas
mais ele
vadas,
para
os
podermos
comprehender
bem.
A
aristocracia
soflre
no
abatimento,
a
que
no
presente
se vê
reduzida,
o
justo
castigo
de
seus
extravios moraes.
O
mesmo
braço
que
a
elevou,
como
incentivo
para
a
missão
sublime
que
lhe
destinára,
foi
o
mesmo
que
a
abateu,
depois
que
pela
sua
quasi
apostasia
se
tornara
incapaz
do
fim
que
lhe
era
pres-
cripto.
E
quem póde estranhar
que
assim
acontecesse?
O
homem,
seja
qual
fôr
a
esphera
em
que
se
encontre
collocado,
occupa
sem
pre, como
classe,
um
logar
especial
nas
vistas
da
Providencia.
Desde
que
por
si
se
torna
inhabil,
para
a
realisação
do
plano
divino,
é
na
tural
a
sua
substituição.
Foi o
que
aconteceu
á
classe
aristo
crática.
Fez-se
inútil
a
sua
posição
na
sociedade
e
Deus
abandonou-a.
Quando
ao
passar
junto
de um
desses
já
vetustos
palacios,
mudas
testemunhas
de pristinas
glorias,
o
vemos
caindo
em
ruinas
por
todos
os
lados,
enlucla-se-nos
o
coração,
não
tanto
pelo
que
aqnillo
foi,
como
pelo
que
symbolisara.
Hoje cada
pedra,
que
se
deprende
lá
do
alto
d
’
aquellas
meio
derrocadas
pa
redes,
significa
um
sentimento
que se de
finha
no
coração
de
seus
hodiernos
pos
suidores.
E
’
o
esphacelamenlo
do
corpo
após
a
ruina
do
espirito.
Onde
está
hoje
a
fidalgaria
de
senti
mentos
que
tanto
nobilitara
o
caracter
de
nossos
velhos
aristocratas?
reduzida
a
um
limitado
numero,
que
quasi
precisa
es-
conder-se
para
evitar o
escarneo dos que
degeneraram.
Não
é
da
aclualidade
o
mal,
ainda
que
de
dia
para
dia
mais fundo
vae
la
vrando.
As gerações
succedem-se
com
um
es-
tiolamento
de
crenças
que
espanta.
E
alguns
factoà
dos
occorridos n
esta
cidade
na
passada
quaresma, dão-nos a
medida
do
que
affirmamos
E
’
por
certo um
mau symplhoma
is
to,
que
accusa
um
augmenlo
progressivo
de
decadência
n’
uma
classe,
que,
pelos
seus
méritos,
tanto
conseguira
elevar-se.
E
se,
como
individualidade,
póde
o
cas
tigo
de nossos crimes
ser
reservado
para
a
eternidade, como
classe,
é
n
’
esta
vida
que
temos
a
soffrer
a
justa
punição
de
nossas
faltas.
A
mão de
Deus
pesa hoje
sobre
a
aristocracia,
como
sobre
outras
classes,
que
se
tornavam
infiéis
á
sua
missão
na
sociedade.
Póde
reabilitar-se
até
reassumir
o
lo
gar
de honra
que
lhe
compele,
mas
é
necessário
para isso
que
o
seu
velho
aphorismo
renasça
com toda
a
sua
força
—nobresa
obriga.
M. MARINHO.
Lisboa,
30 <le abril
de
1»99.
fDo
nosso correspondente).
Sabbado
foram
os
tres
corpos
aquar-
tellados
em
Belem,
ouvir
missa,
á
egre-
a
dos
Jeronymos,
em
acção
de
graças
jelas
melhoras da snr.a D.
Maria
Pia.
Que prurido
de
visitar
egrejas
se
não
tem manifestado
agora
no
partido
liberais
Reahnente
edificam
estes
formigueiro/
de
devotos
de
habito
bicolor, que
são
caminho
dos
templos
a
toda
hora,
para
agradecerem a
Deus
o
facto
de
ter
res
tituído
á
esposa do
Chefe
do
Estado
a
saude,
depois
de
a
termos
visto
em
im-
minenle
perigo
de
vida!
A
conversão
é
completa!
A
piedade
prodigiosa!
O
espirito de
gratidão
ao
Senhor
dos
exercitos,
profundo!
Elles,
que
mandavam
a
soldadesca
á
missa,
e
ficavam
em
casa, elles que,
em
regra,
entravam
no
templo
apenas
em
dias
de
eleições,
ou
de
algum
Te-Deum pir
raça;
elles que baniram
dos
quartéis
o
Terço,
essa
costumeira fóssil
do
obscuran
tismo,
volam-se
agora
para
Deus, osten
tam-se
devotos
como
qualquer beato, a
quem
expunham
á
irrisão
publica
outr
’ora,
como
um
objecto
digno
d’
ella!
Vêde,
meus
amigos,
o que
tem
produzido
a
doença
da
snr.
a
da D.
Maria
Pia.
Feliz
enfermi
dade,
que
produziu
uma
tal
conversão!
Todavia,
ainda
ha
quem diga
ao
libe
ralismo
de contas na
mão:
Sic
valeas
ut
farina es.
Nào eu,
caros
redactores.
que
sou
dos
que
teem
invejado
sempre a
austeridade
religiosa
do calumniado
campo
liberal
Antonio
de
Serpa,
respondendo ao de
putado
republicano
Rodrigues
de
Freitas,
quando
advogava
a
éxcellericias
do
sysle-
ma
de
Danton
e
Robspierre,
disse
que
era
inútil
discutir
com elle visto que
partiam
de
princípios
oppostos!
Já
linheis
ouvido
um
absurdo
tão
mo
numental
desprendido
dos
lábios
de
um
ministro
d
’
estado?
E
são
assim
as
illuslrações,
que
o
li
beralismo
encontra
para a
governação
pu
blica!
Na
camara
electiva perguntou
um
dos
seus
membros
ao
governo
se
sabia
algu
ma
noticia
de
Moçambique,
pois
constára
a
um dos
jornaes
de
Lisboa
que
o
Bon-
ga
se
preparava
para
uma
sublevação
na
Zambezia
O
ministro da
marinha
socegou
0
CAPITÃO
ANGELO
KOM&NCE ORIGINAL
POR
J.
B.
da Silva Ramos.
OFFERECIDO
E
DEDICADO A
’
EXG.ma
SNR.’
D. Anlonia Augusta T. de Vasconcellos,
DA
CASA DE
MARBON, EM CELORICO DE BASTO.
V
Esta
scena
passava-se
no
quarto
de Angelo,
o
qual
soffreu
um
choque
tão
forte que,
per
dendo
toda
a
força
para
se
ter
em
pé,
caiu,
mas
de
joelhos;
os olhos
arrasaram-se-lhe
de
lagrimas,
e
juntando as
mãos
e
fixando
os
olhos
n
‘
um
quadro
da
Virgem das
Dôres, que
tinha
pendente
á
cabeceira
de
sua
cama
exclamou:
—
O
’
Mãe
de
Deus
e
dos
homens!
O
con
soladora
dos
aíHictos!
eu
vos
rendo humildes
acções
de
graças,
poisque Vos
dignastes
ou
vir
os
meus
rogos
e
librar-me
do
opprobno
que
sobre
mim
pesava!
Depois
levantou-se
e
disse:
—
Não
ponho
duvida
em
seguir-te, mas
nao
o
farei
sem
consultar
primeiro
o
meu
bemiei-
tor.
E
foi
procurar o
conego, que já estava a pe.
O
conego
não
se
contentou
com
a
noticia
que
ÂngeTo
lhe
levara;
quiz
conhecer
todos
os
promenores,
para
o que
mandou
que
Priscos
osse
á sua
presença.
Este contou
tudo
o
que
o
leitor
já
sabe,
e
manifestou
a
vontade
de
João
d
‘
OIiveira
a
respeito de
Angelo.
O conego
sentiu
vivíssima
alegria, e
D.
Leo-
nor
manifestou
igual
satisfação.
Angelo,
porém,
objectou
que,
em
consequên
cia
das
medidas
tomadas,
iria
a
casa
do
snr.
João
d
‘
Oliveira,
mas
não
entraria
no
seu
ser
viço,
visto
estar resolvido
a seguir
a
vida
mi-
llta
í
Vae
tratar das
bombas,
meu
tolinho—
dis
se
o
conego
com certo ar
de
reprehensão.-
O
que
fizemos
era
na
impossibilidade de
en
trares
de
novo
na
vida
commercial.
No
que
fizemos
não
ha
compromisso,
nem
se
perde
cou
sa
alguma;
e tu
deves
fazer
a
vontade
a
tua
mãe.
,
,
_
j? a
v.
s/
em
quem reconheço
um
segundo
pa!lpois
então
vae
já
com
esse
senhor; e
diz
ao
snr.
João
d
‘
01iveira,
que,
acabado
o
coro,
Angelo
"e
Priscos
ccminharam
logo
para
a
en
tão
rua
das
Hortas,
e
hoje do Almada.
João
d
‘
01iveira,
ao vêr
entrar
Angelo
na
sua
loia
mostrou
no
rosto
uma
viva
alegria,
um
contentamento
indisivel.
Cumprimentou
com
cor-
dealidade
o
caixeiro
e
lhe
disse.
—Angelo,
entrego-lhe
o
cuidado
de
vigiar
o
meu negocio, e
ficam-lhe
subordinados todos
“
s
“
Sinio
ha.or.me
pnvad»
do.
seus
serviços
por
tanto
tempo,
e
com
õ°
arrenendimento
recordo
os
motivos,
que
me
obrfgaram
a
expulsal-o
d
‘esla
casa;
brevemen
te
ficará
desaggravado
de
todo
o
damno
que
he
Ca
Depois voltando-se para os caixeiros lhes disse:
—
Mas
então—perguntou o
negociante
visinho
—
descobriu
talvez
o verdadeiro
auctor?...
—
E
’
verdade...
Paulo tornou-se
vermelho
como
uma
cereja,
e
depois
pallido
como
a morte.
’
Oliveira
continuou:
—
Um
acaso
feliz
me
fez
hontem
conhecer
que tinha em
minha
casa
um
caixeiro
infiel,
desmoralisado,
e,
de
mais a
mais,
hypocrita!
Todos olharam para
Paulo,
que
abaixou
os
olhos
na
maior
confusão.
Oliveira continuou:
—
Esse
homem
indigno
é...
—
Senhor! senhor!
por
quem
é!
poupe
o
infe
liz
á
vergonha, não
pronuncie
nome
algum!
—disse
Angelo
na
maior
afflicção.
—
Não
—disse
Oliveira
—
porque
elle
não
se
importou
com
os
teus
sofTrimentos, com
a
tua
vergonha.
Não, que
elle
não recuou
ante
o
crime
de
me
roubar,
de
te
deixar
condemnar
innocente,
e
de
me
insultar
entre
os seus
com-
panhéiros de
deboche,
hontem
á
tarde.
Esse
desgraçado,
vergonha
de todos os
caixeiros,
é
Paulo.
Angelo
levou
o
lenço
aos
olhos,
porque
as
lagrimas
lhe
corriam pelas
faces.
Paulo,
bem
se
conhecia
que estava em
torturas,
mas
con
servou-se
firme,
e
teve
mesmo
a
coragem
de
dizer:
—Isso é
falso...
—Falso?!
—
continuou
Oliveira—Pois
não
fui
hontem
testimunha,
em
casa
da
Cascata,
d
‘
essa
scena
immoral,
que tu
e
mais dois socios lá
desempenharam?...
Pois
não
ouvi,
estremecen
do,
as
tuas
criminosas
confissões?...
Diz-me
agora
se
é
falso...
(
Continua).
—
Respeitem
o
snr. Angelo
como
a
mim
pro-
prio,
e
cumpram
as
suas
ordens
como
se
fos
sem
minhas.
Suba,
snr.
Angelo;
vamos almo
çar.
Paulo
fez-se pallido
como ura
cadaver,
e
os
outros
caixeiros
ficaram
como
confusos e
ad
mirados.
VI
Angelo
acompanhou
o
patrão,
e
no
seu
co
ração0
abençoava
aquelle
dia,
reputando-se
ple
namente indemnisado
de
todos os dissabores,
por
que
tinha
passado.
Mas
João d
‘Oliveira,
se
era
severo
para
com
os
outros,
também
o
era
para comsigo; e
tinha
assentado
em
dar
uma
satisfação
plena
ao
seu
caixeiro.
Oliveira
fez
assentar
Angelo
á
sua meza,
en
tre
a
própria
familia;
distincção,
de
que
An
gelo
se
não
julgava
digno.
Acabado
o
almoço,
entrou
frei
Domingos,
e
Oliveira
mandou
chamar o
negociante visi-
nho,
que
tanto
o
tinha
indisposto contra
An-
^Tinha
o
visinho
transposto
apenas
o
limiar
da
porta,
quando
appareceu
também
o
conego
Mascarenhas.
Oliveira
introduziu
a
todos
na sala;
e
de
pois,
chamando
Angelo
e
Paulo
á
sua
presen
ça,
fallou
assim:
—
Ora,
meus senhores,
foi
a
Providencia
que
os trouxe hoje
aqui.
Deu-se, ha
quatorze
mezes,
em
minha
casa,
um
facto
de
grande
injustiça,
praticado
por
mim,
para
com
este
honrado
rapaz (apontan
do
para
Angelo).
Deu
origem
a
isto
a
subtrac-
ção
de
diversas
quantias
das
gavetas
da loja;
e
certas
circumstancias
fizeram-me
acreditar
que
Angelo
tinha
sido
o
auctor
d
‘estes
roubos;
le
vei-me
das
apparencias
e
condemnei-o
injusta-
menrel...
os
ânimos,
dizendo
que não
havia
razão
para
tetuer,
porque
o
referido.
Bonga
está
pobrissimo,
e
tomára
que
o
deixas
sem.
Tudo
póde
ser.
Correu
sabbado
aqui
que
no Brazil
havia
crize
monetaria.
Não me virá
co
lher
de
supito
a
realisação
do
boato,
porque
conheço
um
proprietário,
que
deixou
no
Rio
de Janeiro
alguns
cabe-
daes,
e
carecendo
de
dinheiro,
mandou
vir
dous
contos
de
rs.,
e
o
que
pôde
re
ceber
foram
novecentos
mil
rs.
pouco
mais
ou
menos,
em
virtude
do
alto
pre
ço
do cambio.
Será
uma
verdadeira
ca
lamidade
para
o
commercio,
e industria
do
paiz,
se
a
triste
nova
é
certa.
Houve
um
deputado
que
se
lembrou
de
propôr a
reducção
da
lista
civil,
e
a
proposta
não foi
admitíida
pela
quasi
to
talidade da
camara.
Quasi
toda opposi-
ção
votou
para
que
se
não
tocasse
na
arca
saneia
dos interesses da
dynastia.
E
’
como
elles
são,
os
liberaes.
Pois haverá
ainda
no
paiz
quem
os
não
conheça?
Duvido.
Mas
a
nação
sof-
freu-os,
e
porque os
soffre,
elles
vão car
regando,
e
ella gemendo. Que
gema,
porque
quem
corre
por
seu
gosto
não
cança
.
Na
administração
de
um
dos bairros
d’
esta
capital
haverá
em
breve
um
casa
mento
civil,
isto é,
uma
mancebia
legal.
Já
temos
lido
de
todos:
baptismos
civis,
casamentos
civis,
enterros
civis.
Aonde
nos tem
levado
a
liberdade,
meus
bons
amigos!
E
ainda
ha
catholicos liberaes!
Ainda
ha
gente,
que se
diz
defensora
do catho-
licismo, querendo
ao
mesmo tempo
á
dy-
naslia
symbolo
de
tudo
que
ahi
está
ha
quarenta’ annos
a
hostilisar
a
religião,
e a
corromper
o
povo!
O
paiz
tem
de
pagar
mais
umas
fe-
riasilas aos
obreiros
da
fabrica
legislati
va.
Fizeram
muita
cera
durante
o
perío
do
legal,
e
agora
o
paiz que a compre,
embora
não
precise
delia
por
ver
o
in
calculável
acervo
de
abusos,
que
se
com-
mettein
á
sombra
da
dynastia,
e
do
sys
tema,
que
nos
iinpoz,
á
guiza
do
turco,
a
quadrupla alliança,
essa
obra
nefasta
da
diplomacia
corrupta,
a
quem
a
Euro
pa
deve,
e
á
incúria,
e
cegueira
dos
so
beranos
legítimos
das
nações
mais
pode
rosas,
o
andar
agora
acorrentada
ao
carro
da
revolução
triumpbante.
E
’
a
justiça
de
Qeus, que
não
dorme.
Quando
virá
a
misericórdia?
Não
o
sabe,
não
o
póde
saber
de
certo
o
Vosso
pobre
correspondente
A.
baros
então
olhados,
como
da raça
mais
formidável
contra Roma».
Chegados
ambos
os
«inimigos»
frente
a
frente
; «e
esgotados
á larga
os
lances
estratégicos
de
proQcuidade
mutua»
;
foi
adversa
a
sorte
a Magnencio,
ficando
Con
stancio
o
vencedor.
Em
Sulpicio
Severo,
(Livr.
II),
vê-se
o
«bosquejo
essencial» dos
preliminares
da
lucta,
para cujo
exilo
propicio
implorára
o
triumphador
o ceo—orando
largamente
n’
uma
égreja,
«com
o
bispo
ariano
Valen
te»,
a
pequena
distancia das
suas legiões.
XLVIII.—Debalde
procurára
Magnen
cio,
«depois
da
sorte
fatal»,
recuperar
com
as
armas
a
fortuna
perdida—«apro
veitando-se
até
da
indolência
de
Conslan-
cio,
na
continuação
morosa
da
lucta».
Foram
tão
colossaes
os-
desastres
da
sorte
contra
si,
que
se
vira
forçado
em
fim
a
pedir
a paz
ao vencedor—
«supplicando-
lha
no
entanto
em
vão».
XL1X.
—
Reduzido
Magnencio
a
estes
extremos,
suicidou-se
com
a sua
própria
espada
—
assassinando
primeiro
a
sua
mãe,
e
a
seu
irmão
Desiderio
—
«se
devemos
dar
fé
ao
historiador
Zonara» .-Matou-se
em
Lyon
na
França,
a
11
d’
Agosto
de
353.
conforme
Sabalier
nas
Medalhas
Iconogra-
phadas.
Em
Viclor
o
Joven,
acha-se
assim
es
boçado
este
desespero
fatal
:
«
Transfosso
latere,
ut erat
vasli
corpo-
«
ris,
vulnere
naribusque
et
ore
cruorem
«
effundens,
expiravit».
L.
—
Imitou Decencio o
exemplo
de
Magnencio,
para
evitar
assim
lambem
as
«vindictas» de
Constancio : —
«vindictas»
proclamadas pelo
vencedor,
depois
do
trium-
pho
supremo
de
Mursa—«a Essek fami
gerada do
Drave,
considerada sempre co
mo uma
posição
importante
nas
guerras
da
Hungria».
Suicidou-se
em Sens—
na
França tam
bém—
apenas
sabedor
da
morte
de
Ma
gnencio.
Ambos
se
haviam
acolhido
ás
Gallias,
«como
ultimo
e unico
refugio»
—
depois
de
perdidas
as
Hispanias, e
com
ellas
a lialia,
conjuncta
mente
com a
África.
Ll.—
Das
«lapides
romanas» de
Ma
gnencio
e Decencio,
allusivas
á
«via militar»
da
Geira
;
vê-se
a
sollicitude d’
estes
dois
imperadores,
em relação
aos
melhoramen
tos
da
«viação
publica»,
n
’
esta
parte
Occi
dental
da
nossa
península.
—
São
por
isso
teslimunhos
públicos
da
gratidão
e reconhe
cimento
dos
povos,
e
do
cuidado
da
sua
perpetuação
na
posteridade.
Foi
por
isso lambem,
que
eu
deixei
cor
rer
a
penna um
pouco
á
larga,
na
historia
geral
d
’
estes
dois
victimados
—
de que
Viclor
o
Joven bosqueja
assim
o
caracter
de
Ma
gnencio
:
«Sermonis acer,
animi
tumidi,
et
im-
«
modice
timidus
; artifex
tamen
ad
occul-
«
tandam
audaciae
specie
formidinem».
LII.
—
N
’
estas
«inscripções
valiosas»
da
Geira,
são
Magnencio
e
Decencio
os
«últi
mos
imperadores
memorados»:—
e é
o «pri
meiro
d
’
elles»
Tilo
Flavio
Sabino
Vespasiano,
elevado
ao
solio n
>
anno
69 da
era
vulgar,
e
fàllecido
no
anno
79.
Vê-se
d
’aqui por
isso,
como
se
enga
nava em
suas
«utopias» o
Padre
José
de
Matlos
Ferreira,
suppondo
ser
de
Julio
Cé
sar
esta estrada famigerada
:
—estrada
da
maior magestade,
entre
as
quatro
de
Bracara
Augusta
para
Asturica
—
«Braga»
e
«As-
torga»
na
actualidade.
LII1.
—No
llinerario
d’Antonino
—«co
mo
sabe
muito
bem
o
meu
amigo»
—
de
screve-se
em
primeiro
logar,
a
via
qoe
seguia
por
Chaves
;
em
segundo
logar,
a
que
seguia
por
Fáo,
e
era
marítima
em
parte
;
em
terceiro
logar,
esta
do
Gerez
;
e
em
quarto
logar,
a que
seguia
por Pon
te
do
Lima.
No
«artigo»
Geira do Portugal
Antigo
te
Moderno
—
pag.
264—
apparece
confundida
esta
4.
a
com
a
5.
a
,
«por
lapso
palpavel
de
redacção»
:
—
e
por isso
figura
alli
a
Geira,
como
obra
inicial
do
imperador
Oclaviano Augusto,
contra
o
que
o
meu
amigo
sabe
muito
bem.
E
’
também
«por lapso
egual», que no
mesmo
«artigo» se
dá
a
Geira
passando
em
Palmeira,
no
sitio
da
ponte
do
Bico
—
em
confusão
com
o
do
Bico
do Gerez
:
(Pag.
263).
L1V.
—
Tem
o
meu
confrade
no
Con
tador
d
’Argole,
nas
Antiguidades
e
nas
Memórias,
os
«documentos
essenciaes»
dos
meus
assertos,
no
que
lhe
lenho
atéqui
exposto.
Devo
no
entanto
—
antes
d
’encerrar es
tas
linhas—
lembrar-lhe ainda
uma
«in-
scijpão»
mais
de
Magnencio, «snpposta
sem
rasão
como
do
imperador
Pupieno».
Exige-o
assim
o
meu
«escopo especial»,
consagrado
á
illucidação
do
«império»
de
LtlTTCIBAT (JKA
Carta
Epigraphica
AO
auctor
indefesso
DO
1’orlml Antigo
e Moderno,
o o
O
EXM.°
Au^ttste
Soares
d
’Azev.
Barb.
de Pinho
Leal
«
......
darei
a
melhor
noticia,
que
«
n
’
esla
matéria
me
fòr
possível.
Bento
Morganti —
NumiSmalo-
gta,
Prefacção.
i Conclusão]
XLVI.
—
Chegados
á
falia
Constancio
e
Velranion,
<
uniram-se»
as
legiões
urnas
com
outras,
em
favor
do
neto
da impe
ratriz «Helena»
:
—
e
Velranion,
«estupe
facto
com
a defecção
dos
seus»,
viu-se
for
çado a
despojar-se
ahi mesmo
do
diadema,
sujeitando-se
a
ir
viver
«favorecido»
no
retiro.
D
’aili partiu
então
para
Prusa
o
«des-
tbronisado
ancião»
;
e
ahi
findára
os
dias
em
«opulência»,
nos
annos
de 356
—
lendo
tido apenas
40
mezes
de
reinado
Acha-se
em
Eutropio,
(X.
10), um
bosquejo
caracteristico
de
Velranion, de
lineado
com
mais
vero-similhança
que
n
’tim
e
n
’
outro
Viclor.
Tinha nascido
nos
sertões
da
Mesia,
uriundo
de
familia
obscura:
—
e
tam
a-
bandonada
lhe
fôra
a
«educação»,
que
só
depois
do
engrandecimento aprendêra a
lèr.
XLVIL
—
O
impera
ior
Magnencio
—
ape
nas
segregado
de
Velranion
com
as
astú
cias
de
Constancio
—
caminhou
contra
este
a
marchas
forçadas,
á
frente
d
’
om
exercito
numerosíssimo, em
que
sobre-sahiam
os
kispanhoes
e
os
gaulezes
—«entre os
bár
Magnencio
nas
Hispanias—
o
em
boa
hora
despertado
pelo
meu
illustre
amigo.
LV.—Eis-aqui
de
Donali,
no
Sup-
plemento
a
Muratori
—
Tom.
II.
Class.
6
—
a
«inscripção
alludida»,
fragmentada
como
é
:
1VSSV. DOMINI
ET.
PRINC1PIS.
NOSTRI
MAGNI.
maximi
.
victor
SEMPER.
AVGVSTI
ANTON1VS.
MAXLM1NVS
NOVA.
PROVINCIAE.
MA
PRIMVS.
CONSVLAR1S.
ET
PRAESES.
VIAM.
AB
RVPIBVS.
FAMOSAM
CÒN.
í
.
.
Á.
NAVÍSÓ
.
..
.
OPAC.
PERDOMITO.
AVERSO
1NVNDAT1ONES.
O.....
LVI.
—
Não póde fallar-se
aqui
de
Marco
Cláudio
Pupieno
Marirno,
«acclama-
do imperador
pelo
senado», conjunctamen-
te
com
Decimo
Clodio
Balbino:
—
e
ambos
acclamados
ao
mesmo
passo,
que
as
legiões
acclamavam
a
Marco
Antonio
Gordiano
Júnior.
Não conheço
«documentos
alguns» —
nem
lapidares,
nem
epigraphicos
—
de
re
conhecerem
as
«Hispanias»
a
«Pupieno»
e
«Balbino»,.
—
Procuram-se.
de
balde.
Não
é
no
entanto
mister
isto
mesmo,
atlento
o formulário
sacramental
d
’
esta
«inscripção»
:
—
e
é
de
sobra
este
«argu
mento».
LV1I.
—
Deve-se
a
Flavio
Constanlino
Magno,
nascido no anno
274,
a
«creação»
do
titulo
CONSOL
A
RIS,
com que nos
apparece
aqui
Antonio
Maxi-
mino,
«governador
provincial».—
Ninguém
o
ignora.
Não
póde
por
isso
fallar-se
«aqui»
de
Pupieno,
imperador
em 238
—
e
conseguin
temente,
muito
antes
do
reinado
do
filho
da imperatriz
«Helena».
LVIII.—
Lembrando-nos
d
’
uma
«in
scripção
de
Cordova»
na
Hispanha,
memo
rada
nas Inscript.
de
Gruter,
Tom.
I
Part.
I ; e
d’
outra
d
’
«Alatri
»
do
Lacio, mal
apreciada
em Cenni nas
Antiq.
Eccl.
His-
pan..
Diss.
II
Cap.
1;
podêmos
refazer
a
«4.a
linha» d
’
esta
«inscripção» de
«Ci-
resa»
na
Hispanha,
lendo
n
’
ella
PERPETVI
;
e
lendo
,na
ultima
palavra
da «linha 3.
a
»
VICTOR
(is)
São
do Grande
Constanlino.
ambas
as
«inscripções»
alludidas,
e
modelos ambas
de
«formulário
epigraphico»
ulterior.
LIX.—Comparando
ainda
esta
«inscri
pção»
com
as
conhecidas
de
Magnencio
;
e
com
a
circumstancia
expendida
do titulo
consular
;
somos
levados
a
lêr na
«3.a
li
nha»
MAGN(entii)
MAXIMI
—
o
sempre augusto
máximo
das
«lapides
romanas»
do
Minho,
e
de
que na
Historia
do
finado
Dr.
Doria
—
«compendio
escho-
lar»—
apenas
se
memora
o nome
como
lyranno,
e
como
assassino
de
«Constante»
—
com
inexacção
do
ensino
publico.
Quanto
ao Antonio
Maximino,
póde
ser
muito
bem o Cônsul
Antonio,
memorado
nos
Fastos
Capilolinos
em
382.
LX.—Expondo
até
aqui,-
o
que
é
da
alçada
da
«historia»
—
com
as
illucidações
das
lapides
e
dos
numismas
—
aventarei
agora
uma
«conjeclura
complementar»,
não
destituída
de
plausibilidade.
i
Seria
o
tributo
dos
narbonenses—
«ac-
cusado
na
inscripção
barceloneza
de Mont-
Juich»—imposto
então
pelo
imperador Con
stancio,
em
beneficio
de
Velranion
?
£
Seria
com
elle,
que
o
neto
da
im
peratriz
Helena
lhe
pagaria
o
Voluptarium
otiwn,
em
que
o
mantinha na Bithynia
—
conforme
a
phrase
memorável
de
Victor
o
Joven
?
Talvez
que
sim.—
Galardoava
por
um
lado
o
«traidor»
a Magnencio,
«alem
de
submisso
a
si
nas
planícies
de Sar-
dica»
;
—
e
opprimia
pelo
outro
aos
«an
tigos
adversários»,
como
alma
inaccessivel
á
compaixão,
no
dizer
jusliíicado
d
’Ammiano
(xiv.
5
;
xxi. 16)
LXL
—
Tenho
de
certo fatigado
o
meu
amigo, forçando-o
a soífrer-rne
estes
«des-
alogos
archeologicos»
—
em
abuso
talvez
da
nossa
provada
amisade,
apesar
da
con
trariedade
de
crenças
políticas.
Desculpe-me
no.
entanto,
com
a
muita
estima
e
consideração
.
—
e deixe-me
só
dizer-lhe
em remate
«duas palavras mais»,
e
findar
com
ellas.
LXII.—Durante o
reinado
de
Constan
cio
—
findado
com
10
annos
de menos,
«em
351»,
no
Manual
de
Numismática
do fami
gerado
Hennin
—
soffreram
as
Hispanias
vexações
inauditas.
Nâo
as
governaram
senão
funccionarios
espesinhadores
—
escolhidos
assim
pelo
im
perador
irado,
em vindicta
da
adhesão
ca
lor,
sa
dos
povos
a
Magnencio
e
Decencio.
LX1II.
—Cahiu então este
infeliz
«vica-
riato»
nas mãos de
Rufmo,
Honorato,
Flo-
rencio,
e
Nebridio
—
magistrados
viciosos
como
Constancio,
podendo
applicar-se
a
cada
um
estas
palavras
de
Victor
o
Sénior
—
por
elle
a
Roma
em
crise
egual ap-
pliçadas
:
«
Cujus
stolidum
ingenium
adeo
pu-
«
blicae
rei
patribusque
exilio
fuit,
uti
pas-
«
sim
domus,
fora, viae, lemplaque,
cruore,
«
cadaveribusque
opplerenlur
bustorum
«
modo».
LX1V.
—A
qu»m
parecer
«minuciosa
de
mais»
esta
minha exposição,
«sendo
o
as
sumpto
de
si
limitado»
;
responder-lhe-ha
por
mim
D. João
Francisco
de
Masdeu,
«his
toriador
severíssimo
da
nossa
visinha
His
panha».
Fal-o-ha
o
douto
barcelonez,
com estas
palavras
da
sua
Historia
Critica
—
Tom.
IV.
Prol.
§.
VII,
na
edição
de
Madrid :
«
En
muchas ocasiones
es
digno
de
«
mayor
elogio
quien
habla
menos.
—Mas
<
quando
se
emprende una
historia,
como
«
no
se
desvie
la
pluma
á
otros
asuntos
«
que
no
tienen
relacion
con
ella,
juzgo
«
que
es digno
de menor
censura
el autor
«
que
escribe
mucho, que
aquel
que
—
afe-
«
ciando suma brevedad —
omite
á
veces
lo
«
que
se
podia
decirn.
—
Braga,
10
de
Março
de 1879 —
O
PUOFESSOR
DO
LYCEU
PEREIRA-CALDAS.
lAZlTUiíi
Ctironici* religiosa.—
Hoje:
Indul
gência
das sete
egrejas
em
Braga.
Amanhã:
—Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador.
No
Collegio,
festa
de
N.
Senho
ra
da
Torre.
Procissão
do
Rosário
na
Sé,
e
das
Dores
nos Congregados.
Festividaile. —
Tem
hoje
logar
no
templo
de
Santa
Cruz
a
festividade
do
Senhor
dos
Passos,
havendo
Exposição
do
Santíssimo
lodo
o
dia,
sermão
e
procissão
de tarde.
E2p»»ifão de creanças.—
Conti
nuam
a
repetir-se
com
frequência
incrí
vel
as
exposições
de
recem-nascidos.
Foram
ultimamente
abandonadas quatro,
um
á porta
da
casa
onde habita
o
snr.
visconde
de
Piudella, outro
no corre
dor da
do snr. dr. Antonio
Maria Pinhei
ro
Torres,
outra
n
’
uma
casa
das
Carva
lheiras,
e
outia
na
loja
da
casa
onde
ha
bita
o
snr. Gonçalves
Santos,
na
rua
Nova.
da
OraçAo
em Por-
t«iga?.
—
Recebemos o relatorio
d
’esta pie
dosíssima
devoção
que
tantos
e tão salu
tares
fructos
tem
produzido
nos
paizes
onde
está
diífundida.
E
’
concernente
no
anno
de
1877 a
1878.,
N
’
este anuo
houve
no
movimento
ge
ral do Apostola
lo
a seguinte
differença
para
mais:
Direclores diocesanos,
5; cír
culos
nas
differentes
províncias,
7; loca
lidades
onde
está
o
Apostolado,
81; zela
dores
e
zeladoras,
1:756;
associados,
69;312; quinzenas
do
Rosário
vivo,
1:761;
socios
do
Rosário
vivo,
26:360;
secções
da
communhâo
reparadora,
1:067;
com-
muuhões
de
todo o
anno
afora
as
da des
obriga,
198:004; numero
das missas
da
l.a
sexta-feira, 888;
festas
ao
Divino Co
ração,
62;
festas
dos
Mezes
de
Jesus,
1;
festas
dos
mezes
de
Maria,
32;
assigni'
turas
de
jornaes
catholicos.
13;
varias
obras
pias
e
de caridade, 138:716;
—
total
das
esmolas
gastas
nas
próprias
localidades,
609^972.
Fecham
os
respectivos
documentos
a
lettra
e
musica d’
um belíssimo
Ilymíio
ã
N.
Senhora
das
Missões,
e
d
’
alguns
Cân
ticos ao Coração
de
Jesus.
Na
lista
dos
jornaes
catholicos
recoui-
mendados
n’
este
relatorio
aos
associados
do
Apostolado,
por
manisfesto
equivoco
se
indica
o
«Commercio
do
Minho»,
como
folha
tri-mensal,
devendo
dizer-se
lri-si-
manai.
Jornal
dag
Damas. —
Distribuiu-se
o
n.°
i
48 d
’este
periodico,
o
mais
antigo
que
existe
em
Portugal
dedicado
ás
da
mas.
Acompanha-o
uma
folha
de
moldes
e
os
respectivos
figurinos
illuminados.
Romagem.—
Tem
logar
ám»nhã
a
romagem
de
S.
Gregorio, a
qual
.ficou
transferida
do
domingo
de
Paschoela,
em
rasão
do
mau
tempo.
lia
Waturaleza.
—
Recebemos
o
n.°
73
de
La
Naluraleza,
revista
de
scien-
cias
naturaes.
Eis
o
summario
d
’
este
n.°
—Os
zulus
—
Os
antílopes
-Relogio pneumático
—
Ex
pedição
ingleza ao
polo
Norte
de
1875—
1876—
As
orchideas—A
ponte
sobre
o
mar
em Nova-York—
Os avisos
marítimos
do
Signal-Service
dos Estados-Unidos
—
Miscellanea.
Contém
este n.°
10
excedentes
gravu
ras.
E
’
uma
publicação
muito
curiosa e
interessante,
e
ao
mesmo
tempo
d’
um
preço
modicissimo.
A
correspondência
deve
ser
dirigida
a
Perojo
Hermanos,
rua
Pizzarro,
15,
—
Madrid.
Senhor nng entrevados,
—
Sae
ámanhã
da
egreja
parochial de
S.
Victor
o
Sagrado
Viatico
aos
entrevados
d’aquella
freguezia.
Este
acto
costuma
ser
feito
com todo
o
luzimento.
Será
acompanhado
o
préstito
por
duas
bandas
de musica,
sendo
uma
a
do
re
gimento
8,
e
uma
guarda d
’honra.
Exume*.
—
Começaram
ante-hontem
e
continuam
até
segunda-feira
as
provas
escriptas
dos exames
d
’instrucção
prima-
jia
no
lyceu
d
’
esta cidade.
As
provas
oraes
começam
no
dia
9,
sendo
examinados 36
candidatos
por
dia.
O liberalismo
denmnsearado.—
Recebemos
o
volume
11
do Liberalismo
desmacarado
(continuação
da
«Maçonaria
desmascarada»)
por
Um
jesuita,
o rev.°
padre
bamiere
,
por
vários
andores
e pe
los proprios
liberaes.
—
Obra
traduzida,
com
pilada
e
annotada por
Um
vimaranense.
—
Editor Teixeira
de Freitas
—
Livraria
In
ternacional,
rua
de
S.
Damaso,
34,
Gui
marães.
E
’
da
maxima importância
e da mais
palpitante
actualidade
esta
obra. O
seu
titulo
o
está
indicando.
Apressamos-nos
a
noticiar
a
sua
pu
blicação,
e
a
recommendal
a
com a
maior
instancia
a lodos,
especialmente
aos li
beraes
de
boa-fé,
não
nos
dispensando
de
voltarmos
a
filiar
d
’
ella mais
d’
espaço.
O«
dignos
delegados d»
digno
e
muito
digno escrivão de
fazen
da,
—
Pessoa
de
toda a
respeitabilidade
en
viou-nos o
seguinte:
«No
dia
25
de
março
ultimo, dia
da
romaria da Senhora
da
Graça,
na
fregue
zia
do
mesmo
nome,
foram
alli
os
em
pregados
da
fazenda
—
Mello
e
Lapa,
afim
de
fiscalisarem o
vinho
que
se
estava
a
vender. Mas nem
sequer
se
importaram
com
isso;
o
que
fizeram
foi
emborracha
rem-se,
e depois
vieram
para
a
freguezia
de
Frossos,
com
ramos de
tojo
nos
cha
péus,
fazendo
uma algazarra
infernal,
e
dando
com os
ramos
de
tojo
que
traziam
igualmente
na
mão,
pelas
caras
das
ra-í
parigas.
Isto
na
occasião
etn que
se
estava
juntando
gente
para
o sermão.
Esta
pa
tifaria
causou
grande
escândalo,
a
ponto
de
no dia
seguinte
serem pelo
regedor
reprehendidos
n
’
esta
cidade.
Estes
empregados
e
seus
collegas,
que
são os
dignos
delegados
do
snr.
escrivão
de
fazenda
para
as
penhoras
e avisos,
são
uzeiros
e
vezeiros
d'estas
façanhas
e
de
outras
mais,
como
consta
d’
um abaixo-
assignado
de
vários
indivíduos,
que
fo
ram
caloteados,
a
pedir
ao
escrivão
de
fazenda
para
que
lhes
declarasse
quem
era
o empregado
que
por
parte
da
fazenda
tinha
a
obrigação
da
fiscalisação
ou
va
rejo
dos
vinhos.
Sendo
esse
abaixo-assi-
gnado,
pedido
por
varias
vezes,
ainda
até
hoje o
snr.
escrivão
não se
dignou
entre-
gal-o
com
a
certidão
respectiva».
Boníssimo.
Diceionarin
«le
geographia uni
versal,—
Recebemos
os
tasciculos
n.Ob
73 e
7
l
d
’
esta
obra,
a mais
completa
das
que
temos
conhecimento
no seu
ge-,
neró.
E
’
e
litorada
pela
acreditadissima
em
■
preza
das
Hfás RomantÍMS.
XomMfgo.—
Para
chefe da
estação
telegraphica d’
esta
cidade,
foi
nomeado
o
snr.
Daarte
L
ite,
cavalheiro
competen-
tissima
que ji
en tempo
exercera
o
mesmo
cargo.
©
Inglez s»an meatre. —
Distribuiu-i
se
o
n.’
9
da
publicação
linguística «O
Mestre
Popular»
{0
Inglez
sem
mestre),
1
redigida
pelo
snr. Joaquim Gonçalves
Pe
reira.
Ineendio.
—
Na
tarde
de
quarta-feira
pegou
fogo
n
’uma
casa
do
logar
de
Sou
to-chão, proximo á
estação
do
caminho
de
ferro.
Foi
extincto
de
prompto.
Audieneiaa
geraes.—
Na
audiência
de
30
do
passado
foram
julgados
os
réos
Antonio
José
Pereira
(o
Poxo
negro],
João
dos
Santos
(o gallinha]
e
João
An
tunes
(o
fogueteiro),
accusados
do
crime
de
roubo.
Os
primeiros
réos
foram
con-
demnados
em
4
annos
de prisão
celular,
ou
na
alternativa
de 8
annos
de
degredo
para
a
África; o ultimo
foi
absolvido.
Atravez da província.—
Hoje
fes-
leja-se
em
Barcellos
a
augusta
Imagem
do
Senhor da
Cruz
(festa
das
Cruzes)
com
toda
e
a
maior
pompa,
sendo
orador o
rev.°
abbade
de
Requião.
Hontem
á
nou-
le
houve
arraial,
brilhante illuminação
na
fronteira
do
templo.
Calçada
e
Campo
da
Feira;
fogo
do
ar
e
prezo,
com
duas
bandas
de
musica.—A
feira,
continuando
o
tempo
como
agora
se
apresenta,
deve
ser
concorridissima.
Barracas,
em anno
algum
estiveram
levantadas
tantas.
—
'Estão
bastante
adiantados
os
traba
lhos
da
avenida,
que
da
estação
do
ca
minho
de
ferro
de S. Pedro
da Torre
vae entroncar
na
estrada
de
Caminha
a
Valença
e que
depois
deve
seguir
para
Paredes
de
Coura.
—
Corre
que o snr. Faria
Rego,
pedi
ra
ou
vai
pedir
a
exoneração
do
cargo
de
administrador
do
concelho
de
Barcellos.
—
Os
preços
dos cereaes
no
ultimo
mer
cado
semanal
da
cidade
de Guimarães,
são
os
seguintes:
Duplo
decalilro—
Trigo 900
—
Centeio
680
—Milho
alvo
680
—
Milhão
branco
650
—
Milhão
amarello
630
—Painço550
—Feijão
vermelho
1:100
—
Feijão
braco
940
—
Fei
jão
amarello
640
—
Feijão
fradinho
600
—
Feijão
rajado
600
—
Balatas
540—
Azeite
(litro)
260—
Vinho
(litro) 880.
—
Acha-se
aberto
concurso
por
espaço
de
30
dias,
a
contar
de
I
do
corrente,
para provimento
do
partido
medico
do
concelho
dos
Arcos
de
Val-de-Vez.
O
ordenado
annual
é
de
300000»
reis.
—
N
’um
dos
ullnnos
dias do
passado,
na
freguezia
de
Lanhezes,
comarca
de
Vianna,
um
vagabundo
que alli apparecera
mendigando,
levou
enganosamente,
para
uma
deveza
próxima,
tres
criancinhas
que
brincavam
na
estrada,
e
tentou
desflorar
a
mais
velha,
que
ainda
não
tem
8
an
nos!!!
Os
paes
dos
innocentes,
sabendo
do
facto,
foram
em
seguimento
do
mon
stro,
que
capturaram
já
na
freguezia de
Villa
Mou,
em
caminho
para
Vianna.
Pa
rece
que
o
miserável
confessara
o
crime,
e
diz
ser
de
Monsão.
Foi recolhido
na
cadeia
da
capital
d
’
aqnelle
distrieto, onde
esperará a
justa
punição
do
horrendo
cri
me
que
pralicára.
César C»ntu.—A
Aca
lemia
real
da
Historia,
de
Hespanha,
elegeu
por
unani
midade
seu socio
honorário
o
grande
his
toriador
e
litterato
Cesar
Canlu.
Crève.
—
Accentua-se
a
greve
no
Bo-
rinage
(Bélgica).
O numero
dos
operários
que
recusam descer
aos
fossos
é
de
7:500.
Os grèvistas
andam
socegados ;
todavia,
reina
uma
certa
effervescencia
em
Jem-
mapes.
De
Mons partiu para
alli
um ba
talhão.
Rússia.
—
Foram
demittidos
dezeseis
professores
de varias
universidades
rus
sas.
No
espaço
de
dois
dias
realisaram-se
2:000
prisões.
Assim
diz
um
telegramma
de
S.
Pe-
tersburgo.
A’
«aridade
publieu.—
Recommen-
damos muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo da
Silva
Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso.
Pedimos
que
pelo
amor
de
Deus,
se
lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
i
iTinis
aroriCíAs
Lisboa
30
—
A
alfamlega
rendeu
em
to
do
o
mez
reis
478:2670226,
menos 28
contos
do
que
em
igual
mez
do
anno
lindo.
Falleceu
a
snr.
a coadessa d Avtlez, D.
Joaquma.
Corre
que
fallecera o
snr.
Santos
Na-
zareth
em
viagem de
Macau
para
Lisboa.
Idem
1
—
Na
bolsa venderam se:
90
obrigações prediaes
a
920706,
22
ditas a
928600-
20
ditas
do
caminho
de
ferro
do
Minho,'coupons,
880500;
ditas, coupons,
4.a serie, a
880700;
20:0'00
escu
los
de
fundos
hespanhoes
a
14,56;
20:000
ditos
de
coupons
contado
a 14,05.
Não
effectuado
— 2
acções
do
banco
de
Portugal,
offerta
5370000, pedido
5400000;
12 ditas do
banco
Lusitano,
of.
68,0000,
p.
690000;
25
ditas
do
Banco
Ultrama
rino,
oí.
500000,
p.
530000;
10
ditas
da
Companhia
do
Gaz
de
Lisboa,
of.
70,0000,
p. 800000:
2
contos
em
inscripções,
of.
50,56,
p.
50,90; 10
ditas
para 31
do
cor
rente,
of.
50,90,
p. 51,40.
Os fundos portuguezes
em
Londres
re
gularam
a
52 3
/
À
e
53;
os
hespanhoes
a
15
e
15
’/.;
e
os
consolidados
linglezes
a
98,12
*/,.
A
alfandega rendeu
hoje
a quantia
de
10:8130027.
Paris
29
—
O
«Journal
des
Débats»
pu
blica
um
telegramma
de
Vienna.
dizendo
que
o conde Schouwaloff
sahiu
d
’
aquella
cidade
sem
obter
consentimento
da
Áus
tria
.para
a
prolongação
da
occupação
da
Rússia
até
3
d’
agosto.
Tirnova
29—A
multidão
applaudiu
com
enlhusiasmo
a
eleição
do
príncipe Batten-
berg.
As
negociações inglezas
com
Yakou-
Kam
apresentam
aspecto favoravel.
S.
Pelersburgo
29—
A
Rússia
pediu
a
prolongação*da
administração
provisória
da
Bulgaria, até o
dia
8
de
agosto
e
con
servar
a
divisão
russa
na
Roumelia
até
3
de
novembro.
O
snr.
Andrassy
oppõe
se.
Tirnova
29
—0
príncipe
Battembery
foi
eleito
por
unanimidade
e
acclamação
sob
o
nome
de
Alexandre
I.
Londres
31
—
0
marquez
de
Salisbury
assistiu
ao
banquete dos
conservadores.
Midessex
manifestou
a convicção de
que
todas
as
potências
estão
resolvidas
a
exe
cutar
o
traclado
de Berlim.
Accrescenlou
que
esperava
que
a
Romelia
acceitará
a
situação
nova
e
que
a
Turquia
se
resta
belecerá
se
introduzir
reformas,
pois
que
a
sua
queda
causaria
graves transtornos
á
Europa.
Tirnova
31
—
Doudokoff,
governador
russo
na
Bulgaria,
substituirá
por
func-
cionarios
búlgaros
todas
as
aucloridades
russas.
Londres
30
—
O
«Times»
publica
um
despacho
de
Vienna
com a
noticia
de
que
alli
se
julga
que
algumas
potências
estão
dispostas
a
consentir
que
a
Rússia
con
serve
parte
das
suas
tropas
na Romelia
até
3
de
maio.
SECÇÃO D£ COMMUNICADOS
Snr.
redaclor.
Caiu-me
o
coração
aos pés
quando
li
no
nosso
jornal,
que
na
terra
de
Bra
ga,
outr’ora
enobrecida
e
educada
pelo
exemplar
e
santo
D.
Fr.
Bartholomeu
dos
Martyres,
appareçam
discípulos
da
escola
lutherana,
e
insultadores
da
nossa augusta
Religião
Christã,
a
commetterem
impune
mente
os
desacatos
narrados
por
v.!
Que
chrislãos
são
os
d
’
essa terra, que
não
seguem
o
exemplo
de
Jesus
Christo,
e
se
não
armam
de azorrague
para
ex
pulsarem
do
Templo
esses
vendilhões
de
nova
especie?!
Pois
nem sequer
abrem
o
Codigo
Pe
nal
para
metterem
em
respeito
esses
des
ordeiros
desbragados?!
Não
ha
n
’
essa
terra,
classica
do
Chris
tianismo,
um
christão
zeloso,
que
com
a
lei
na
mão
recorra
á
justiça
criminal
para
dar
uma ensinadella
a esses garotos, e
insultadores
da
Religião do
Estado, e
da
honestidade
publica?!
Teem
medo?!
Prende-os
o
espirito
de
caridade?
Que
papão
os
assusta?!
Que
ca
ridade é
essa,
que está
em
contradicção
com
a
justiça,
e
com
a
misericórdia
que
mandara castigar
os
que
erram
voluntá
ria,
e
accinlemente?!
Qual
seria
a
auctoridade,
que
ouvin
do
um
grito
de
revolta,
ou
de
morra o
rei,
deixaria
impune
o gritador?! E
vai
porventura
um
rei
da
terra
mais
do
que
o dos
ceos?!
E não somos
nós
filhos
do
Pae
celeste,
e
como
taes
obrigados
pela
lei
natural,
religiosa,
e
civil a
defender
o nosso Pae,
e
a
fazer
castigar
os
que
o
injuriarem?!
O
que
é
que
nos
prende
as
mãos,
e
nos
impede
de soccar,
e
de
correr
a
pon
tapés essa
meia
duzia
de
gaiatos,
quan
do
os
que deviam
por-lhes
côbro,
o
não
põem?!
Pois
não
basta
que
sofframos
com
a
paciência
christã
os
males
temporaes,
com
que
Deus
nos
castiga
ha
45
annos;
e
te-
!
remos
a desventura
de
presencear
indif-
ferentes
os
desacatos,
os
escândalos,
e
as
injurias
feitas
a
Deus?!,.
Qual
será
o
christão, que, orando
te
1
'
.
;
adorando
a
Deus,
consinta
que
lhe
po
nham na
frente
um
idolo
de
barro,
se
não
levante
para
o
fazer
em pedaços,
e
que
não
bala com
os
cacos
na
cara
do
profanador?!
Em
outro
tempo,
os
sacristãos
punham
fóra
das
egrejas
os
que
faltavam
á
reve
rencia
devida.
Cumpria
o
seu
oflicio,
e
o seu dever.
-'Nos
templos
lutheranos nin
guém tuge,
nem
muge,
sob
pena
de
ser
logo,
e
a
um
simples
signal
do
guarda-
portão,
posto
fóra:
e
durante
a
leitura
do
Evangelho cerra-se
a porta,
e
veda-se
a
entrada
a quem
quer
que
seja!...
Porque
se
não
praticará
assim entre
nós?
Pois
um
padre
lutherano
tem
força
para
fazer
guardar
esta
disciplina;
e
cá
entre
nós carece
d’
ella
o
bispo,
o
abba
de,
o
prior,
o
cura, o
padre
e
o chris
tão?.».
Esquecem-se de que
a entrada
da
abo
minação
da
ruina
na
easa
de
Deus,
é
o
signal
certo
de
que
se
aproxima
o
fim
do
mundo;
e
ninguém
vê nos
aconteci
mentos
extraordinários
da
época
presente
outros
tantos
prenúncios
de
uma
destrui
ção
geral?!
Amigo
redactor: guerra
sem
tréguas
á
impiedade,
aos ímpios,
e
aos
sacrilegosí
Somos
filhos
da
Egreja Catholica Roma
na;
vinguemos
as
oflensas feitas
á
honra
da
nossa
Mãe!
Em ultimo
caso
a
força,
porque
o
vim
vi
repelere
é
um axioma
sanccionado
em
todos
os
codigos:
se
suc-
cumbir-nos
na
lucta,
seremos
martyres!
Quem
não
quererá
morrer
por
Aquel
le,
que
morreu
por
nós
todos?!...
Oxalá
que
eu
tenha
essa
felicidade.
Santarém.
José
de
Freitas
Amorim
Barboza.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia dramatica portu-
gueza
Domingo
4
de maio.
O
drama
em
5
actos
A
MORDA Dl WH.% DE VAL-FLOB
Principia
ás 8
Ifé
horas.
KECLAMOS
SALVAE
AS
CREANÇAS
p
eia
doce
Revalescière du
Barry
de
Londres.
—
Por
toda
a
parte
se
deplora
que
a creança
—
a
alegria
da
familia
e
a
e«perança
da
na
ção—
é
muito
mal
tratada.
Sómente
devi
do
á
ignorância
das
mães
e
das
amas,
mor
rem
ellas
no
primeiro
anno,
60:000
em
França
e
40:000
em
Inglaterra I Esta
mi
séria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
do
leite
muito
frequente,
ou
antes
ao
uso
de
leite
de
vacca
ou
de
cabra,
ou
á
açorda
—alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
uma irritação
da
mucosa,
e, como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia ou
a
dtarréa,
os
vomitos contí
nuos,
a
alrophia,
as
caimbras,
os
espas
mos,
a
morte.
Reconheceu
se
que
a
di
gestão
de
uma
creança,
uma
vez
com-
promettida,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
não
teem
poder
de reparar
o
mal!
E
’
um
flagello
para a
familia
e
para
o
paiz
esta
cruel
destruição! Ha comludo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que
tem
sido provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar as
creanças
de
peno
e
as
creanças
doentes
e
fracas
de
qualquer
edade
com
a
Revalescière Du
Barry,
tçes
vezes
ao
dia,
simplesmente
cosida
com
agua
e sal.
E’,
íinalmente,
o sustento par
excellencia
que,
eile aó
eanaegue
evitar toiios ou aecidentee
d» in-
faneia.
Citemos
algumas
das provas
abundan
tes
da sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais
desesperados.
Cura
n.°
80:416.
-O
snr.
doutor
F.
W.
Beneke, professor de
medicina
na
Uni
versidade
de Marbouig,
refere-se
da
se
guinte
maneira
á
clinica de
Berlin, em 8
de
abril
de
1872;
«Nunca
esquecerei qae devo
a
vida
de
tim
de
meus
filhos
á
Revalescière
Du
Barry.
«A
creança,
na
edade
de
quatro
an
nos,
solíria
sem
causa
apparente,
uma
atrophia
completa,
com contínuos
vomitos
que
resistiam
á mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
lodos
os
tratamentos
da
sciencia
medica.
A
RevaleBeiére
fez
parar immediatamente os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a
saude
em
seis
semanas.
De
todas
as
miohas
expe
riências
feitas
posteriormente
com a
Be-
-valecciére
obtive
os
mesmos
resultados.
E
’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne».
Cura
m
.°
70:410.
—
Fabrica
de Gran-
villars
(Alto
Rheuo)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.—Considero-me
feliz
por poder
di-
ter-lhe
que
o
meu
primeiro filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
duiante
um
an
uo
pela sua
Bevalcseiére,
e que
a
sua
saude
e
o
seu desenvolvimento
são uma
maravilha
para
todo
o
mundo. Não ha na
aldeia
creança
tão
forte
como o meu
fi
lho
em
relação
á
sua
edade.
—
M
ercier
.
Cura
n.°
87:421.
—
Broxellas,
23 de
junho
de
1874.—O
meu
filho
mais
novo,
abandonado
oa
edade
de
quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não
queria
to
mar
nem
digeria
alimento
algum,
e
acha
va-se,
por
consequência, n
’um
estado
de
fraqueza
que
punha
em
perigo
a
sua
exi
stência;
foi
então que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Revalesciére
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e de que
continuou
a ali
mentar-se
exclusivamenle
durante
alguns
mezes.
Hoje,
que
tem
donze
annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa sane.
—
D
eswert
.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a pe
nínsula :
Em
caixas
de folha de
lata,
de
1
/*
kilo,
500
; de
*/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
10400
reis;
de
2
*/,
kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los,
60400;
e
de
12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer a.
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
0
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Bevalescière
chocolatada;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400;
de
420
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cad»
chavena.
BIJ
BAKltlf O.*
HWITED.-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C."
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisbna,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—Pipa &
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna do Ca«-
tello,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Guimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio
d
’
Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penaflcl,
Miranda, pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão, Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.
—
Ponte
do
Xii-
ma.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoo do Varzím,
P#Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torns,
pharm.
Os abaixo
assignados,
mais uma
vez
gratos a
todas as
pessoas
que
os
cum
primentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
filha, sobrinha,
e
irmã
Maria
Adelaide
Tinoco
d
’
Azevedo,
veem
jtor
este
meio,
para
evitar
qualquer
falta,
significar
a todos
o
mais
sincero
reconhe
cimento
e
indelevel
gratidão,
com
espe
cialidade
a
todos
aquelles
snrs.
que se
dignaram
assistir
aos
responsos;
de
sepirl
tura,
que
por
alma
da
mesma
se
rezaram
na
capella
do
cemiterio.
Manoel
José
Tinoco
d
’
Azevedo
Maria
do
Carmo
Pinto
Tinoco
Rosa
Maria
Tinoco
Maria
do
Carmo
Tinoco
d
’
Azevedo
Luiz
Maria
Tinoco
d
’
Azevedo.
(2390)
‘
.
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga
(au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(atizenle).
Ma
noel
Simões
Braga. José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de
Freitas,
nora,
filhose
genros
da
fallecida
Antonia Ma
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal-
mentç,
agradecem
por este meio
a
todas
as
pessoas
da
sua amisade o
caridoso
obséquio que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da sua
casa á egreja,
e cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos
os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames,
^confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316}
ANNUNCIOS
CONVITE.
A
Camara
Municipal
d
’
esta
cidade
e
concelho,
convida
todos
os
seus adminis
trados
para com
ella
assistirem
ao
Te-
Deum,
que
em acção
de
graças
ao
Todo
Poderoso
se
hade
celebrar
na
Sé
Primaz,
ás
5 horas da
tarde
do
dia
4
do
cor
rente, pelo
completo
restabelecimento
de
Sua
Magestade
a Rainha,
da
moléstia
de
que
esteve
atacada,
e
de
que
a
Divina
Providencia
a alliviou.
Braga,
2
de
de
Maio
de 1879.
(2396)
PROFESSOR
•
Precisa-se
d
’
um
competeniemente
ha
bilitado
para
leccionar primeiras lettras
na
escola
Briteirense,
sita
na
freguezia
de
S.
Salvador
de Briteiros,
do
concelho
de
Guimarães,
perto
das
Caídas
das
Taypas.
A
casa é
especialmente feita
para
au
la,
tendo
accommodações
para
morada do
professor, e
está
mobilada.
O
ordenado
é
de 1200000 reis
an-
nuaes.
Quem
pretender
dirija
se
ao fundador
da
escola,
João
Antunes
Guimarães,
cor
reio
das
Taypas,
Donim.
(2398)
HOSPEillíS
Na
casa,
n.°
54,
da
rua
de
Santa
Margarida,
recebem-se
hospedes.
Preços
modicos.
(2397)
MANOEL
DA
COSTA ALVES
ALFAIATE
RUA
DE
SANTO ANDRÉ
N.° 18.
Acaba
de
receber
um
bonito
e
varia
díssimo
sortido
de
cachemiras
para
a
es
tação,
que
vende
por
preços
limitados,
taes
como:
factos
completos
a
vestir
por
80500,
100000,
12-0000
e
130000
reis,
e
mais
preços.
Palelots
de
melton
a vestir de
60500
e
mais
preços.
Guarda-pós
de
esguião
de linho
a
reis
30000.
Calças
de
cachemira
a
vestir
de
30000
reis
e
mais
preços.
(2393)
AOS
PROPRIETÁRIOS DOS HOTÉIS E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusytana,
rua
Nova
n.°
4,
vende-se
participações
das
que
as
hospedarias
tem
obrigação
de
entregar
to
dos
os
dias
na
repartição
policial,
e
se
gundo o
modelo
do
regulamento
das hos
pedarias.
Cada 100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
BANCO
mercantil
de
BRAGA
Sociediide
anonyma de
responsabi
lidade
limitada
A
Direcção
d
’
este
Banco
convida
to
dos
os
snrs.
accionistas
do
mesmo
para
uma
assembleia
geral extraordínaria,
no
dia
31
do
corrente,
onde
tem
de
ser
apresentada
e
discutida
a
refórma
dos
Es
tatutos,
orgauisada
por
deliberação
da
ul
tima
assembleia
geral.
•
Os accionistas
que
ainda não
tenham
recebido
exemplares
da refórma
d’
Estatu-
tos,
pódem
p;ocural-os
no
edifício do
Banco
ou
na
agencia
do
Porto,
rua do
Almada
n.°
244.
Braga
e
Banco
Mercantil
2
de maio
de
1879.
Os
Directores
Joaquim
da
Costa
Palmeira
José
Joaquim
Lopes
Cardoso
(2394) José
Anlonio
d’Oliveira
Gonçalves.
NOVO
HORÁRIO.
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha e
An
tonio
do
Couto,
da
cidade
de
Guimarães,
fazem
publico,
que
as
suas diligencias
que
sahem
de
Braga
da
casa
do
snr.
Ribeiro
Braga,
para
Guimarães
e
Basto
ás 5
e 6
horas
da
manhã,
desde
o dia
6
era
dian
te
ficam
saindo
ás 4
e
5,
e
de tarde
con
tinuam
ás
mesmas 2
horas.
Braga
1
de maio
de
1879.
Polos
annuncianles
(2395)
Ribeiro
Braga.
A
Gamara
Municipal
do
Conce
lho
dos Arcos
de
Val-de-Vez
Faz
saber
que
se
acha
aberto
concur
so
por
espaço- de 30
dias
a
contar
do
1.®
de
maio
o
partido
medico. O
faculta
tivo perceberá
o ordenado
annual
dejreis
3000000,
recebendo
pelas
visitas as ta
xas
que
estão
fixas
eque
pódem
ser
exami
nadas
na
secretaria
d
’aquella
municipali
dade.
Declara-se
que
ao
partido
medico
anda junto
o
do hospital
da mesma
villa
com
o
ordenado
de
870500
rs.
Arcos
de
Val-de-Vez,
25
de
abril
de
1879.
O
Presidente
da Camara
José
Maria
d’Azevedo
Araújo
e
Gama.
(2388)
GANDftRELLU &
C.a
CAMPO
BE
RAMT’AlSMA.
Acabam
de
receber
um
variadíssimo
sortido
de fazendas
nacionaes
e
estran
geiras,
próprias
para
a estação,
que
ven
dem
por
preços
muito
baratos
como
se
jam,
fatos
completos
a
vestir,
90000,
100000,
120000,
130500,
150000,
e
mais
preços,
camisas
brancas
e
de
côr,
cerou
las,
grande
variedade
de
gravatas
de
côr
e
pretas,
que
tudo
vendem
por
preços
sem
competidor. Ver
para
crer.
(2383)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem reis
4000000
para
mutuar.
(2305)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo
n.° 18.
Trata-se
no
cam
po
de
Sant
’
Anna,
n.°
68.
(2298)
BILHETES
DE
VIStTA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a 500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPAHIC1O
«fc MAUHEIRO
27,
Praça
do
Bardo
de
S.
Marlinho, 27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça do
Barão
de
S.
Marlinho, 27
•anu
m
dihssa
;
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
87, Praça do Barão de S. Marti-
nho,
8?
APPAR1C10
4
MAUISHIO
ATTBNÇÃO
zQuem
quizer
comprar
uma
mo-
rada
de
casas,
na
rua
do Poço
designada
pelo n.°
8,
bem como
algumas vazilhas
para
vinho,
póde
dirigir-
se
ao
revd.
0
capellão-mór
do
Bom
Jesus-
(2391)
DECI
i
ÁM
á
OQ
Declaro
eu
Ventura
Malheiro
Reimão
Telles
de
Menezes,
que
ninguém conctrate
com
meu
filho
Ventura
Malheiro,
sobre
os
prasos
qne
lhe
nomeei,
que
vou
re
clamar
aquella
nomeação
em
virtude
de
me
ter
desobedecido.
Fabrica de papel de Ruães
Papel de impressão
e
de
embrulhos
de diflerentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Bracarense
—
27,
Rua
do
Souto
27
—
(2340)
ATTENÇAO
Quem
tiver
uma
casa
de
pouco dinheiro,
que
queira
vender
ou
emprasar,
dirija
car
ta
pelo
correio
com
as
iniciaes
A.
J.
T.
M.
(2372)
Caixa
penhorista
Bracarense na
Travessa
de D. Cuaidinn d’esta
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da manhã
até ás
9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a todos
os
mutuários
que
ti
verem
objectos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de juros
de
tres
mezes
os venham pagar ou resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
PADRE
SENNA
FREITAS
cniriti
m;i
Preço
120
reis.
A
’
venda
no
Porto,
Livraria
Portuen
se,
editora,
121
—
Rua
do
Almada
—
123,
e
nas
principaes
livrarias
de
Coimbra,
Lisboa
e
Braga.
i
.
i
.. ........................
ii
. . ..............
,
RESPONSÁVEL—
Luiz Baptisia da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
