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FOE.SIAL RX2IL.IGIOSJL,
1‘
OÍ.I'I ÍÍLV EZ TVOTICIOSA.
REDACTORES—D. Miguel
Solto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
7.° ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes.................................. 1&600
»
6
»............................. 8o0
Correspondências
parlic. cada
linha
40
Annuncios
cada linha....................... 20
Repetição........................................ 10
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes............................
2&000
»
6
».........................
1&050
»
sendo duas assignaturas 3^600
Brazil, 12 mezes, moeda
forte. . 3&600
Folha
avulso...................................
10
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS.
QUINTAS E SABBADOS.
N.° 929
ÚB
A.
&
QUINTA-FEIRA I DE
MAIO DE 1879
Tendo
Nós
recebido
do
SS.
Padre
Leão
XIII,
ora
feliztneme
reinante
na
Egreja
de Deus,
uma
carta
em
fórma de
Breve,
dirigida ao
clero
e
povo
d
’este
Nosso
Arcebispado;
e
sendo do
Nosso de
ver
dar
publico
conhecimento
d
’ella
para
que
todos
saibam
os
sentimentos
de
be
nevolência,
de
que se
acha possuído
o
Pae
Commum
dos
fieis
para
com
os
ha
bitantes
d
’
esta
Archidiocese
de
Braga,
que
por
tantos
títulos
merece
as honras
e
tem
sempre
sustentado
os
encargos da
Primazia;
Havemos
por
bem
Ordenar,
que
os
Revd.
05
Parochos,
logo
que
tenham
recebido
um
exemplar
da
mencionada
carta
em
fórma
de
Breve,
avisem
os
seus
freguezes
para
que
em ura
Domingo
certo
e
determinado
concorram
á
Missa
Con
ventual
das
suas
respectivas
Egrejas
aíim
de
ouvirem
lêr, e
devidatnenle agradece
rem
a
Deus
Nosso
Senhor
e
a Sua
San
tidade
não
só
a
Bênção
Apostólica,
que
lhes é
dada,
mas
também
as
palavras do
entranhado
amor,
de
que o
SS.
Padre
Leão
XIII
se
mostra
possuído
para
com
o
clero
e
povo
d
’
esla
Archidiocese
de
Braga,
que
por
mais
de
um
modo
tanto
se
têem
tornado
dignos
d
’
este
muito
es
pecial
e
solemne
testemunho dado
pelo
Vigário
de
Christo
na
terra
e
Cabeça
vi
sível
da Egreja
Calholica
espalhada
por
todo
o
mundo.
Paço
de
Braga,
22
de
abril
de
1879.
João, Arcebispo Primaz.
IiEÃO
í».
1*. XIII.
Aos
Nossos
Amados
Filhos
o
Clero
e
Povo
da
Diocese
de
Braga
em
Portugal.
Amados
Filhos
Saude
e
Bênção
Apos
tólica.
D’
esse
Reino,
que
por
tantos
erros
se
acha
surprehendido, Nós
temos recebido,
como
de
nenhum
ontro,
as
mais
conso
ladoras
demonstrações
de filial
piedade,
respeito
e
dedicação
para
com
esta
Santa
Sé,
e
Vós,
Amados
Filhos,
muito clara
mente
haveis
manifestado estes
tão
apre
ciáveis
sentimentos, não só pelos
vossos
protestos
de
obediência e
amor,
mas
tam
bém
pelo
ardente
desejo,
que
tendes
mos
trado,
de vir
pessoalmenle
receber
a
Nossa
Bênção.
Como,
porém, isto
não
vos
seja
pos
sível,
e
com
muita
razão
acrediteis, que
nem
a
distancia
dos
logares,
nem outro
qualquer
obstáculo
póde
oppôr-se
ás bên
çãos
do
céo,
e
que,
vivendo
tão
distan
tes,
ainda assim
mesmo pedis
coníiada-
mente
e
com todo
o
affecto do
vosso
coração
a
Nossa
Bênção,
Nós,
que
muito
Nos
alegramos com
esta
demonstração
dos
vossos
sentimentos
religiosos, pedindo
para vós
todos
os
auxílios,
e
todos
os
dons
da graça
divina,
como
esperança
d
’
elles
e
penhor
da
Nossa
paternal
bene
volência,
a
todos
vós
do
mais
intimo
da
Nossa alma
damos
a
Nossa Bênção Apos
tólica.
Dada
em
Roma,
em
S.
Pedro,
no
dia
13
de
Março
de
1879.
Segundo
Anno
do
Nosso
Pontificado.
LEÃO P.
P.
XIII.
CIJROMCA
ESTRANGEIRA
O
imponente
movimento
de
resistên
cia
á
lei
de
Julio
Ferry
ácerca do
en
sino,
chama
ainda
a
attenção
de
todos
os catholicos.
De
toda a parte
e
de
to
das
as
classes
se
levantam
protestos
os
mais
energicos.
A
convite
de
Mr.
Chesnelong,
reuni
ram-se
em
Paris
grande
numero
de
ca
tholicos
de todos
os pontos
da
França.
Inauguraram
as
suas
sessões
enviando
para
Roma
a
seguinte
mensagem:
«Santíssimo
Padre:—
Os
catholicos,
n
’
es-
te
mornento
reunidos
em Paris
para de
fenderem
os
interesses
de
sua
fé,
pedem,
ao
darem
principio
aos seus
trabalhos,
a
bênção
de
V.
Santidade,
e
depositam
aos
vossos
pés
a
humilde
expressão
da
sua
dedicação
maternal
e
filial
submissão».
Da sessão
do
dia
15 já
os leitores teem
conhecimento
pela
carta do
nosso
corres
pondente
em
Paris, publicada em o
n.°
penúltimo.
A
do
dia 16
foi
presidida
pelo illustre
bispo
de
Versalhes,
que pro
nunciou
sobre
o
do
ensino
uma
oração
notabilíssima.
Fallaram
também sobre
o
mesmo
assumpto
M.
M.
Victor
Maig-
nam, Dubreuil, Paul
Bessim, e
o R.
pa
dre Hilarion.
A
do
dia
17
foi
presidida
pelo abbade
d
’
Hulst,
vigário
geral.
Ches
nelong
leu
um
telegramma
de
Roma
em
que 8 Santidade
agradece
a
mensagem
acima
transcripta,
e
concede
a
bênção
alli
pedida.
Registraremos
o
seguinte
trecho
de
um
distincto
advogado
de Rouen,
ácêrca
d
’
aquella
iniqua
lei:
«O
projecto
de
lei
que
destroe
a
li
berdade do
ensino,
apresentado
pelo
mi
nistro
da
instrucção
publica,
Julio
Fer
ry,
é
contrario
ao
direito
natural, porque
põe
embaraços
ao
exercício
do pátrio
po
der;
ao
direito
das
gentes, porque
viola
os
princípios
da
Concordata;
ao nosso
direito
civil,
porque
se
oppõe
aos
artigos
372
e
373
do Codigo
civil,
em
virtude
dos
quaes
o
filho
permanece
debaixo
do
poder
de
seus
paes
até
á
maioridade
ou
á
emancipação:
é
contrario ao
nosso
di
reito
criminal, porque
sancciona
penas,
ou
cria
incapacidades
nunca
conhecidas,
ferindo
pessoas innocentes,
ao
passo
que
deixa
impune
a
canalha;
aos
princípios
do
direito moderno,
porque
tira,
sem
prévio juizo,
a numerosos
cidadãos,
o
li
vre
exercício
de
suas
faculdades intelle-
ctuaes;
á justiça,
porque
tornaria
inúteis
e
dissiparia
tantos
milhões
gastos
por
ini
ciativa
particular,
que
quiz
aproveitar-se
d’
uma
lei
recentissima; ao
desenvolvimento
da
instrucção,
porque
impede
a
uns
que
a
propaguem
e
supprime
ou
diminue
para
outros
a
concorrência,
mercê
á
qual
mui
tos
se sacrificavam
e procuravam
pôr
bem
a
descuberto
o seu
zelo;
ás
instituições
republicanas, por ultimo,
porque
demon
stra
a
instabilidade
das
nossas
leis,
o
im
pério
das
paixões
predominantes,
as
va
riações
da
nossa política,
a
incerteza
e
os
perigos
do
porvir,
não
podendo
de
nenhum
modo
justificar-se
o
capricho
de
mudar
em
1879
o
que
se
fez
em
1875,
que
só
serve
para
provocar
no
paiz
no
vas
dissenções
e
novos
edictos
de
pros-
cripção,
os
quaes
contrastou
d
’
um modo
singular
com
as
petições
e
com
as
leis
da
amnistia.
—
H. Vernon».
E’
tal
o
odioso
da
lei-Ferry
que al
guns
jornaes
dos mais
avançados
não
he
sitam
em
a condemnar.
A
«Revue des
Deux
Mondes»
diz:
«Advirta-se
bem
que não
é
esta
uma
questão
do
privilegio
para
a
Egreja, oude
nrerogaíiva
ecclesiastica;
nem
é,
apesar
do
que se pretende
assegurar, uma
ques
tão
de «clericalismo»,
senão
de
direito
commum:
é a
liberdade
offendida
em
uma
classe
determinada, isto
é
nos
re
ligiosos,
porque são
religiosos.
Eis
aqui
a verdade
e
o
perigo
de
tal
guerra
de
clarada
inconsideradamente».
Oiçamos
a
Liberté:
«Quaudo
a
liberdade
se
viola
n
’
um,
viola-se
em
todos, ao
mesmo
tempo.
Não
respeitar
nos
catho
licos,
sem
excluir
os fanaticos sequazes
do
Syllabus,
os
direitos
imprescriptiveis
da
consciência,
é
ameaçar
todos
os
ou
tros
cultos
e
confissões».
A
Gazetle
des
Tribunaux
escreveu
lam
bem
o
seguinte:
«Não; os
poderes
hu
manos
que
teem
jurisdicção
sobre
os
cor
pos,
nenhuma
teem
sobre
os espíritos,
nem
sobre
as
consciências.
Acaba a
sua
competência
onde
principia
o pensamen
to».
Como
os
leitores
já
sabem,
Renan,
o
auclor
da
impiíssima Vida de Jesus,
foi
admiltido
na
Academia franceza.
Apropo-
sito
o
Figaro
publicou
algumas
cartas
intimas
do
novo académico, que
deshon-
ra
aquella
corporação
scientifica, as quaes
manifestam
as
torturas
da
sua alma.
Sente
a
necessidade
de
crer,
chegando
a
es
crever:
«Quisera
poder
suffocar
em
mim
a
faculdade
que
reclama
o
exame;
é
o
que
constilue
a
minha
desgraça».
Em
outra escreveu:
«Ainda
creio,
oro,
digo
o
Padre
Nosso
com
alegria,
e
muito
me
apraz
entrar
nas egrejas;
a
piedade
pura,
simples
e ingénua me
enternece.
Nos
meus
momentos
lúcidos,
quando
percebo
o
olor
de
Deus,
tenho
lambem
o
meu
accesso
de
devoção».
N
’
outra
exclama,
perdida
a
fé:
«O
minha
mãe!
ó
meu
quarto!
ó
livros!
Adeus
para
sempre!
Adeus
ale
grias
puras
e
doces
nas
quaes
me
cria
proximo
de Deus.
Já
não
tenho
aquella
fé
que
me
alimentou
tão
docemente,
nem
disfruclo
já
pura
felicidade».
Opinam
alguns
que
Renan
voltará
a
crer,
e
que
vae
caminhando
já
pela
es
trada
que
conduz
á
fé.
—
A
situação
da
Italia
una
é
de
todo
ponto lastimosa.
Dia a dia
crescem
as
desordens
republicanas.
Na
sessão
do
dia
2
o
deputado
Codronchi
indicou,
como
dis
semos,
que
em
vários pontos
d’
aquelle
paiz
se
tinham
dado
vivas
ao regicida
perdoado
recentemente
por
Humberto.
Na
de
3
Depretis
confirmou-o
dizendo
que
«em Rimini,
no
anniversario
de
14
de
março,
ao
tocar-se
a
marcha
real,
se
gritára:
Viva
Passavanti».
Também
teem
occorrido
sérias
desor
dens
em Génova,
em
Milão,
em
Augbia-
ri,
etc.
N
’uma outra
povoação
organisou-
se
uma sociedade para perseguir
de
morte
os
sacerdotes.
Os
roubos
estão
na
or
dem
do
dia.
Os
assassinatos
continuam.
Os protestantes
permiitem-se
escândalos
cada
vez
maiores,
e
ousam
já deprimir
ou
injuriar
a
Beraavenlurada
Virgem
Ma
ria.
O
jurisconsulto
liberal
Pietro
Ellero,
publicou
um
livro,
em
que pinta
com
tétricas
cores
a
situação
do
seu
paiz.
Ao
examinal-o,
Aurélio
Sofil
disse
que
elle
se
póde
comparar
«aos
livros
em
que
Salviani vaticinou
a
queda
da
Roma
imperial».
—
O
nihilismo
continua
a
tomar
as
mais
aterradoras
proporções
na
Rússia.
Não
obstante
as terríveis
medidas toma
das
pelo governo, a
horrorosa
seita
não
recua,
não
trepida
nos
seus
abomináveis
planos.
O czar,
respondendo
á
felicitação
que
lhe
enviou
a
nobreza
russa
por
ler
escapado
do
ultimo
attentado contra
a
sua
vida,
disse
que
a
ousadia
dos
recentes
allentados
o
obrigava
a tomar
medidas
extraordinárias,
não
por
elle, senão
para
todos
e
para
a
sociedade
russa.
A
pri
meira
deveria
ser a
reconciliação
doj
seu
governo
com
a
Santa
Sé,
e
a
paz
con
cedida
em
todo
o
império
á
Egreja
Ca-
tholiça,
unica
que
póde
oppôr
um
re
médio
ás
doutrinas
horrendas
do
nihilismo,
e
impedir
as
suas
malvadas
emprezas.
O
comité
revolucionário
acaba
de
amea
çar
novamenle
varias
aucloridades,
acon
selhando-lhes
menos
severidade
nas
medi
das
de rigor
adoptadas
pelo
governo.
«Do
contrario,
diz
elle,
muitas
cabeças
serão
separadas
dos
seus
troncos».
Um
dos
últimos
despachos
refere
que
lendo
rebentado
graves
desordens
em Ros-
tofí,
os
cossacos
do
Don recusaram-se
a
entrar
em
fogo, por serem
paizanos
os
revoltosos.
Estão
continuamente
a
chegar
noticias
de
novos
assassinatos Um
estudante do
Instituto
de
Odessa
foi
assassinado
por
seus
companheiros por
não
ter
querido
filiar-se
na
sociedade
secreta
dos
nihilis-
tas.
Em
Kaan,
capital
do
governo
do
mes
mo
nome, só
no
dia'de
Paschoa
houve tres
assassinatos
de
que
foram
victimas
tres
funccionarios.
O
chefe
da
policia
de
Wla-
dikawkas
foi
apunhalado
no dia
13.
Em
S.
Petersburgo tentaram
fazer saltar pe
los
ares
a
habitação
d
’nm
general.
Com
o
ultimo
attentado
de
que
aca
ba
d’
escapar
o
imperador
da Rússia,
som-
mam tres
os
altentados
a
que
a
sua
vida
tem
sido
exposta.
Em
abril
de
1866,
Dimitri
Korakosow
disparou-lhe
uma
pistola,
e tel-o-ia
morto,
se
não
desvia
o
braço do
malfeitor
um
camponez,
que
recebeu o
titulo
de
nobre
za
por
este serviço.
O regicida
foi
enfor
cado em
Smolensk
em
setembro do mes
mo anno.
O
segundo
attentado
deu
se em
Paris,
em
1866,
estando
alli
o
impera
dor
a visitar a
exposição
universal.
Vol
tava d
’
uma parada de
Longchamps,
com
os
gran-duques
seus
filhos
e
Nãpoleão
III,
quando
um
polaco
desfechou
contra
elle.
Então salvóu-lhe
a
vida um
soldado
da
guarda
imperial
franceza.
O assassino
teve
cadeia
perpetua.
—
Da
guerra
dos
zulus ha
noticias
fa
voráveis
ás
iropas
inglezas.
Segundo
par
ticipações
do Cabo
da
Boa
Esperança lord
Chelmsford
conseguiu
o levantamento
do
sitio
de
Ekove
em
que
estava
encerrado
o coronel Pearson.
Os
zulus
tiveram 2:500
homens
fóra
do
combate,
e
os
inglezes
200.
Participam
que
aquella
aldeia appa-
recera
incendiada
depois
da saida dos
inglezes.
Anleriormenle
linha
havida
ou
tra
acção
em
que
as
tropas
de
Cetywaio
perderam 1:200
homens.
Corre
que
Ce
tywaio
fugira pira
as
margens do
rio
Oumvolori.
SECÇÃO
COMMERCIAL
O
Banco
do
Minho e
o
«
Jornal da
Ma
nhã».
Já
o
dissemos,
e
hoje
tornamos
a
re
pelir:
respeitamos
as
cazas
bancarias,
is
to
é
os
bancos
propriamente ditos, como
qualquer
negociante
particular
a
quem
ninguém tem
o
direito
de
examinar
a
sua
escripluração,
nem
devassar
os
seus
interesses
ou
prejuisos.
Esse
direito só
o
tem
o
proprio
ne
gociante,
ou
aquelles que
com
elle
estão
em
sociedade,
e
a
lei
quando
elle
se
entrega
ao
tribunal
do
commercio em'
certos
e
determinados
cazos.
A
imprensa
que
se
occupa
em
de
vassar
a vida
alheia,
e
muito
mais
era
devirtuar
um
estabelecimento
de
credito,
o
jornal
que
presta suas
columnas
ao
cabimento
de
artigos
redigidos
muitas
c
ezes
por pessoas
desaffectas
a
qualquer
aza
de
credito,
movidas
talvez
por in
teresses
mesquinhos
ou
por
um
ridículo
amor
proprio
e
refinado egoismo,
'é
uma
imprensa
soalheira.
Assim
o
«Jornal
da
Manhã»
não
se
cansa,
mas
sim
cansa
os
leitores
ha
me
ses
com
estirados
artigos
todos
tenden
tes
a
desvirtuar
o
Banco
do
Minho,
que
tão
relevantes
serviços tem
prestado
a
esta
cidade.
A
mão
que
maneja aquella
penna,
cremos firmemente
que,
como
nós,
não
tem
contas
com
o
referido
banco,
nem
acções
do
mesmo,
e
que
lá
na
sua re
partição
ou
gabinêie
como
nós
no nosso,
elle
pensa
que
os
seus delgados artigos,
delegados
da
malidicencia,
hão-de
fazer
cair
aquelle
estabelecimento
como
mn castello
de
cartas,
emquanto nós
temos a
con
vicção
de
que o
Banco
do
Minho,
co
mo
muitos
outros,
hão-de
prosperar
logo
que
mçlhorem
as
nossas
condicções
com-
merciaes.
Para
o
«Jornal
da
Manhã»
todo
o ca
pital
do
Banco
do
Minho
está perdido,
porque
para
o
illustre
articulista
nada va
lem
letras
descontadas,
nem hypotheCas,
nem
papeis
de
credito,
nem coisa
nenhu
ma;
até
parece
que
ao
tal
/Iscalisador
não
tem
valor
no
Banco do
Minho
qualquer
moeda
de
prata ou
de
oiro
que
na
caixa
exista.
Para
o
articulista tudo
lá
está
perdido,
e
alé
parece
que elle mesmo
perdeu
a
cabeça.
Se
o Banco
do Minho soffresse
alguns
prejuízos
no
activo
que
possue;
qual
é
o
Banco
que
os
não
tenhá
solTrido?
Todo
o capital
empregado
é
arriscado.
Vejamos:
Um
sugeilo
tem
em
caixa alguns
con
tos
de
reis,
e
diz:
Vou
dar
este'
capital
a
juro
sobre
um
prédio;
mas
considera
depois
que
o
fogo
póde
reduzir
esse
prédio
a
cinza, que
embora
esteja
no
seguro
a
companhia
póde
quebrar
ao mesmo
tempo,
não
pagar
o
prejuízo,
e
portanto
o
dinheiro
fica
per
dido.
Depois
d isto o
nosso
homem
lem
bra-se
de
comprar
acções
de
bancos,
mas
não
realisa
este
prejecto,
com
medo
dos
que
teem
quebrado
Fundos
públicos,
ainda
pensa
o
homem,
*mas
o
receio
de
banca-rola
ainda
se
lhe
apresenta
mais
terrível’
na
sua
imaginação,
e
desiste
de
empregar
o
seu capital.
Assim
vae
cogitando
por
alguns
dias
em
que
mãos
hàde
cóllocar
a
sua
fortu
na,
é
eis
se
não
quando
entra-lhe
de
noi
te
um
ladrão
pelas aguas furtadas,
ar
romba
ás escondidas
o
cofre
do
nosso
homem,
e
assim
o
livra
d’aquelles
cui
dados.
O
«Jornal
da
Manhã»,
porque
é
do
Porlo
vem
entrometer-se
com
os
Bancos
de
Braga,
quando
sabe
Deus
o
que
por
lá
vae;
podia
remédear-se
com
a
prata
de
casa.
Já
não é
de hoje
nem
de hon-
tetn
qíie
o
«Jornal
da
Manhã»
tem
dado
cabimento
a
muita
maledicência,
já
em
artigos
cosinhados
segundo
nos
parece
n
’esta
cidade,
já
nas
correspondências
em
que
se tem atacado
a
honra
de pessoas
honestas.
Estamos
convencidos
de
que
o
articulista
quê
tem
assim
atacado
ó
Banco
do Mi
nho,
sem
que
porisso
tenha
abalado
o
seu
credito, se
não
é
d’
esta
c,idade,
pelo
menos
tem
n
’
ella um
ninho,
e
sendo as
sim
não
sabemds
porque
foi
pedir
quar
tel ao «Jornal
da
Manhã».
Lá
o
lê,
lá
o
entende.
Mas
stippondo
que
o
Banco
do
Minho
esteja
em
más
condições,
como
ousa as
severar o articulista;
suppondo
que
ao
Banco
do
Minho
falta
de
hoje
em
diante
a
confiança
que
tem
justamenle
merecido,
em
virtude
das
analyWs
e
considerandos
do /iscalisador
dos
fiscaes
que
tanto
tem
escripto
contra elle;
se
o
banco
por
tal
motivo
suspendesse
suas
transacções,
que
se
lucraria
com
a
sua
queda?
O
«Jornal
da
Manhã»
<le
certo
que
nada, nem
cremos
que
elle
queira
pescar
nas
aguas
turvas.
a
•
k
'
’
se
as.
«
j
a
s
.
Carta Epigraphica
AO
auctor
indefesso
DO
Portugal Antigo
e
Moderno,
O
EXM.°
Augusto
Soares
d
’Azev.
Barb.
de
Pinho Leal
XXX VI.
=
Nas
Medalhas
Iconographadas
de
Sabalier,
menciona-se
o
dar-se
nalgu
mas
a
Decencio—
«representado
sempre
com
a
cabeça
nua»—
o epiteto
especial
FORT
(issimvs).
Escrevem-se
em
minusculo
—
«como é
d
’uso
lapidar
e
numismático»—
as
lettras
omissas
na
designação.
XXXVII.
—
Não
são
escassas
entre
nós
—
«nas
ruinas
romanas»—
as
medalhas
de
Magnencio,
como
imperador nas
Gallias
e
nas
Hispanias.
Das
apparecidas
nas
ruinas de
Conim-
brica
em
«Condeixa»
—
com
o
nome
local
realochos—dá
noticia
curiosa
o
Dr.
Augus
to
Mendes
Simões
do
Castro,
no
Guia
His
tórica
do
Viajante
em
Coimbra
e
Arredores.
Fal-o
n’
uma
«nota»
da
pag.
266,
ex
pondo
«decifrações»
do
Dr.
João
Corrêa
Agres
de Campos,
escriplor
illustre,
e
cul
tor
dedicado
dos
estudos
archeoíogicos.
—
Não
foi
elle
no
entauto
«decifrador
exa-
cto»,
nem
no
realocho
de
Magnencio,
nem
ainda
nos
ã
’
Augusto e.
Constante,
ambos
na
mesma
«nota» alludidos.
No
d
’
Augusto
sobretudo,
é
saliente
de
mais
a «inexacção»,
apesar
dos
provados
conhecimentos
do
nosso
«decifrador».
XXXVIII.
—
Leu o
«Dr.
Ayresde
Campos»
—no
alludido
realocho
—
como
significando
«
Lucio
Cornelio Terracina»,
«
Marco
Junio
Hispali ou
Hispano»,
os nomes
dos
«duumviros»
L.
COR.
TERR.
M.
IVN.
HISP.
Devia
lèr
no
entanto
—
«dentro
dos
li
mites
numismáticos,
e
sem
levar-se
dou
tras
correlações»
—
estes
dois
nomes
so
mente
:
«
Lucio Cornelio
Terreno»,
«
Marco
Junio
Hispano».
Allude
a
estes
«duumviros»—
e
a
elles
sós
—
esta
«medalha»
de
Celsa,
cidade
da
«Híspania
Tarraconense»
:—
e
comprova-o
assim
a
«comparação
numismática»,
em
face
dos
mesmos
nomes
em
extenso,
n
’
outra
«medalha»
da mesma
«colonia».
Tral-a
Fr.
Henrique
Florez
nas suas
Medalhas
—
no
T.
1.
p.
352.
XXXIX.—
O
realocho
de
«Magnencio»
—
em
cobre
—
é
assim
descripto
na
alludida
«nota» :
No «anverso»
:
D.
N. MAGNENTIVS.
P.
F.
AVG.
Dominus
Magnenlius,
Perfectus
Augustus.
No
«reverso»
:
VICT.
DD.
NN.
AVG. ET
CAES.
Vicloriae Dominorum
Nostrorum Augusto-
rum
et
Caesarum.
No
«escudo»
das
«
Victorias»
:
VOTIS.
V.
MVLT.
X.
No
«campo»»:
S.
P.
No
«exergo»
:
h
.
p
.
s
.
c
.
XL.
—
No
«anverso»
d’
esle
realocho,
é
esta
a
«legenda»
expressa, e
não outra
:
«Dominus
Noster
Magnenlius,
Pius,
Felix,
Augustus».
«No
«reverso»,
é esta
a
«legenda»,
e
não outra
:
«Victoriae
Dominorum Nostrorum
Augus-
torum
et
Caesaris».
Allude-se
a
Magnencio e
Decencio
como
«Augustos», e
a
Desiderio como
«Cesar»
—
irmão
mais
novo d’ambos,
e
«declarado
as
sim»
por
Magnencio
em
351, conjuncta-
mente
com
Decencio'.
—
e comprovam isto
outras
medalhas de
Magnencio,
nas
Meda
lhas
Iconographadas
de
Sabalier,
onde
es
tão
duplicados
os
—
GG
—
em A
VGG,
sem
haver
duplicação correlativa
em
CAES.
Nas
«siglas»
S.
P.,
ha a
«legenda»
omis
sa
do
nosso
«decifrador»
Securitas
Publica,
consimilhante á
do conhecido
«medalhão
de
prata»
do
mesmo
Magnencio,
onde
se
lê
no
«reverso»
Securitas
Reipublicae.
XLI.
—
Imitando
ao
imperador
«Ma
gnencio»,
na
começada
rebellião
em
Autun;
continuou-a
o
general Flavio
Vetranion,
em
Sirmio
na
Pannonia
—
«alfectando
no
entanto
subordinar-se
a Constando,
e
que
rer
só
vingar
a
morte
de
Constante».
E
’
conhecida
dos
epigraphistas
uma
«la
pide
romana»
de
Mont-Juich,
em
Barcelo
na
em Hispanha,
em
que
se
lhe
confere
o
titulo
DOMINO
NOSTRO,
como
n
’
uma
«medalha
dè
cobre»
em
Sa
balier,
nas
Medalhas
Iconographadas :
—
a unica
de
mim
conhecida
de
Vetranion,
«em
que ha
o
busto
laureado
d
’
imperador».
XLIL
—
Eis-aqui
a
«inscripção»
alludi
da,
memorada
na
Silloge
de
Fineslres,
(Class.
11. n.°
39) :
D.
N.
FL.
VETERENIONI
PIO
T.
N. O. C.
N
’estas
ultimas
lettras
—
significando
«Tributum
Narbonensium
Omnium
Civitatum»
—
vê-se
terem
uma
«condemnação
tribu
taria»
os narbonenses,
«como
primeiros
culpados
na insurreição
dé
Magnencio»
—
:
e
vê-se ao
mesmo passo
—
não
obstante a
mudez
da
historia—
o
recebel-a
Vetranion
nas
«Gallias», posteriormente
aos
aconteci
mentos
d'Autun.
XLIII.—
Faltam
me
«documentos
histó
ricos»,
para
a
fixação
inconcussa
da
epo-
cha
indicada
—
apesar
de
os
procurar
com
assiduidade,
nos
do
"paiz
e
de fóra
d
’elle.
Infelizmente,
calam-se-me n
’esta parte
as
lapides
e
os
numismas — documentos
prestimosissimos,
«e únicos
ás
vezes»,
nas
illucidações
da
historia
antiga.
Bastará
lembrar
as
«moedas
godas»
de
Narbona,
cunhadas
por Leovigildo,
Chinlila,
Cindasvinlho.
Ervigio,e
Egica —
como
«documentos»
da
longa
sujeição
da
Gallia Narbonense
aos
nossos antigos
«reis
godos»,
apesar de
situada
fora
da
península.
XL1V.
—
No
que ha
certeza,
é ler-se
as
sociado
Magnencio
com
Vetranion,
depois
de
passados
alguns tempos das suas insurrei
ções
:
—
e
as
«prefeituras»
da
Italia
e
das
Gallias,
com
os
«paizes
guerreiros»
da
II-
lyria,
desde
o
Danúbio
alé
os
confins
da
Grécia,
só
obedeciam
então
aos
dois chefes
revoltados-
—
«tornados
dhmmigos
em
ami
gos».
Na
«prefeitura»
das
Gallias
—
como
é
sabido—comprehendia-se
o
«vicarialo» das
Hispanias.
XLV.
—
O
imperador
Constancio,
des
pertado
no
Oriente
com
estas
oscillações
no Occidente ; deixou
por
si
contra os
persas
os
seus
logares-tenentes,
e
cami
nhou
á
pressa
para
a
Europa.
Chegado
a
Heraclea
na Thracja,
rece
beu
os
embaixadores
de
Magnencio
e
Ve-
tranion,
com
as
propostas
enviadas
de
Roma
pelo
orimeiro,
e
de
novo
reforçadas
agora
pelo
segundo.
Ouvidas
porem
estas
propostas,
regei-
lou-as
Constando
absoltitamenle,
no
que
dizia
respeito a
Magnencio
:
— e
só
pro
curou
associar
Vetranion a
si,
«reconhecen
do-o
como egual
e
collega».
Feio
astuciosamente,
com
a
condição
d
’elle
desfazer
a
alliança
com
Magnencio, e
d
’
escolher
um
logar
nas
fronteiras
das pro
víncias
respectivas,
onde
com
juramento
coramum
tractassem
ambos
de
si.
[
Continua).
pereiiia
-
caldas
.
UZiTHIA
Chronicií religiosa.
—Hoje:
Expo
sição
do
Sanlissimo
na
egreja
do
Carmo.
Amanhã:
—
Exposição do
Sanlissimo
na
egreja
das
Therezas.
Mez
«Se
Maria
—
Começam
hoje
os
tocantes
exercícios
de
Mez
de
Maria
nos
seguinies
templos:
Populo,
Remedios,
S.
Vicente,
Senhora
Branca, Convertidas,
S.
Miguel-o-Anjo, e
capella
dos
Órfãos
de
S.
Caetano.
3*ortugal
«tnitigo
e
nioMern».—
Temos
presente
o
fascículo
n.°
136
do
Portugal
antigo
e
moderno,
do
nosso,
bom
amigo
e
colloborador,
o incançavel
e
eru
dito
escriplor
Pinho
Leal.
Contém
curiosas
e
largas
dèscripções
de
terras
comprehendidas
nas lettras
SAC
e
SAL.
como
Sacavem,
Sadão,
Sagres,
Salacia,
Salãmondê, etc. No artigo
Sal-
danha
traz
uma extensa biographia
po
lítica
do
marechal
d
’
esle
titulo,
que
é
cu-
rios
issima.
Cltrisma.—
S. exc.a
revd.
ma
o snr.
arcebispo
Primaz
administrará
o
Santo
Sacramento
da
Confirmação
no
domingo,
4
do
corrente,
na
Sé Cathedra',
ás
10
horas
da
manhã,
a
todos
os
fieis
que
desejarem
recebel-o.
A
wsiiesaciass
geraes.—
No
dia
26
do
passado
foram
julgados
os
réos
se
guintes:
Paulo
José
Lopes
da
Costa
e
Manoel
Joaquim
da
Silva
Barbosa,
accu-
sados
de
terem vendido
caulellas
de
Hes
panha
falsificadas:
absolvidos.—José
Anto
nio
Ferreira
e
seu
filho
João
Baptisia
Fer
reira,
da
freguezia
de
Trandeicas,
accu-
sados
do crime
de
roubo:
cònderanado
José
Anlonio
Ferreira
em
dois
annos
de
prisão
correccional e o
réo
João
Baptista
Ferreira
etn
um
mez
de
cadeia,
e
atn-
bos
nas
custas
e
sellos
do
processo.
Maravilhas «la ereaçfto
—
Rece
bemos
o
fascisculo
n.°
3
das
Maravilhas
da
Creação,
cuja publicação
continua
re
gularíssima.
0
escriptorio
da
empreza
é
na
Livra
ria
Franco-Luzilana,
n.Os
246
e218
—1.°
—
Lisboa.
Jury.
—
Compõe-se dos
seguintes
pro
fessores
o
jury
para
os
exames dos
can
didatos
ao
magistério
primário,
no
lyceu
d
’esta
cidade:
Presidente—
0
reitor
dr.
Moreira
Gui
marães.
Vice-presidente
—
PadreLamegoda
Maia.
Examinadores
—
Dr.
Pinheiro
Ferro,
dr.
Manoel
d
’
Albuquerque,
Silva
Barros, dr.
Luiz Dias,
Manoel
José
Pereira, D. Maria
José
Soares
Pinto,
D.
Anna
Maria
de
Sousa,
e
D.
Maria
Emilia
Costa
Maia.
Atravez «TAfriei».
—
Distribui-se
o
fascículo
n.°
10
do
livro
Alravez
d
’
Afri-
ca,
em publicação
pela
empreza
editora
dos
snrs.
Mattos
Moreira
l?.
a—
Lisboa,
Praça
de
D.
Pedro,
67.
Comniuníoailo.
—
Chamamos
a atten-
ção
dos
leitores
para
o
primeiro
dos
com-
municados
que
vae
na
secção
respectiva.
Ha
pouco,
toda a
imprensa
libertina do
Porto
fez
uma
algazarra
medonha
coma
pretendida
descoberta d
’um
hospital
na
rua
de
Traz,
onde os doentes
eram
cu
rados
com
agua
de
Lourdes.
Esse
communicado
dá
mais
uma
vez
a
medida
da
sinceridade
dos
jornalistas
liberaes.
Não
costumam
os podengos fa
zer
com
os
ossos
qne
pilham,
igual
baru
lho
ao
que
fizeram
elles
que
galeiam
de
civilisados
e
amantes da
verdade.
Esta
haveis
lambem
de
roel-a
vós
que
tãosómente
viveis
do
escandalo.
M<»isji»e<ies. —
Ultimamente
estiveram
nesta
cidade
os
snrs.
conde
de
Villa
Pou
ca,
e
conselheiro
José
Barbosa
da Costa
Lemos,
de
Guimarães,
e
o
snr.
abbade
de
Rio
Caldo.
—
Também esteve entre
nós,
e
partiu
homem
para a Barca,
o
nosso
presado
amigo,
o
exc.
ra0 snr. dr.
Affonso
da Sil
veira
Pereira
Bravo
Vasconcellos
Cochofel,
arimo
do
snr. governador
civil
d
’este
dis
tricto
e
sobrinho
do
digníssimo
juiz
de
direito
d’aqueda
comarca.
Ho>n*as
Mossia nticns. —
D
’
esta
Em-
areza
editora recebemos
um exemplar
o
’
um
livro
intitulado
A
musa
em
ferias.
São
versorios
do
snr.
Guerra
Junqueiro.
Varejo.
—
Tem
andado
a inspeccionar
os
cartorios
d
’
esla
cidade
o
visitador
es
pecial do
imposto do
sello
neste
districto.
togar
vago.—
Por
nomeação
do
1.°
bibliothecario
'da
bibliotheca
publica
d
’
es-
ta
cidade,
para
escrivão
de
direito,
está
exercendo
interinamente
aquelle
logar
o
2.°
bibliothecario, o
snr.
Alberto
Leite
Pereira;
Movimeraão
«lo
Hospital «le S.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em
20
de
abril:
96
homens
e
121
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda: 26
homens
e
i9
mulheres.
Sahiram:
26
homens
e
27
mulheres.
Falleceram:
3
homens
e
3
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
26 de
abril
93
homens
e
120
mulheres.
Preço
<1««
eereae».—
Na terça-feira
ultima,
n
’
esla
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo
..............................................
800
Centeio
........................................
510
Cevada.
........................................
560
Painço.
......
500
Milho
branco................................ 560
»
amarello...............................
530
Milho alvo
.......................................
600
Feijão
branco................................
700
»
vermelho
..............................
760
»
amarello
................................
550
»
r
aja do
................................
500
»
fradinho................................
560
Balata
........................................
500
Azeite
.......................................................
5j$800
Atravez
cln
pruvincia. —
Na ffC-
guezia
da
Ventosa,
concelho
de
Vieira,
desabou
uma
grande
barreira
no
momen
to
em
que
passava
proximo
uma
pobre
mulber
com
seu
filho,
ficando
ambos
se
pultados
debaixo
do
terreno
aluido.
—
Falleceu
repentinamenle
na
sua
casa
em
Fafe
o
snr.
Joaquim
José
da
Costa
Novaes.
—
Teve
a
sancção
regia
o decreto
que
faz
eílecliva
á
nova
companhia
encorpe-
rada,
a
concessão
anteriormente
dada
é
«Minho
dislrict
raillvvay
company»,
para
a
construcção
do
caminho
de
ferro d°
entroncamento
em
S.
Marlinho
do
Bou-
gado
a
Guimarães.
—
Os
snrs.
Antonio
José
Pereira
Mar*
fms
e
Albino
José
da
Silva
Guimarães
fo
ram
nomeados
pela
camara
de
Guimarães
cobradores
das
taxas
dos
banhos
das
caí
das,
o
primeiro
das
Taipas,
e
o segundo
de
Viselía.
__
já
se acha
provido
o logar
de
es
crivão do
juizo
de direito
da
comarca
de
Ponte
do
Lima,
que
se
achava
vago
pelo
fallecimento
do
snr.
Jeronymo
Xavier
Va-
rella,
sendo
transferido
para
elle
o
snr.
Virgílio
Martins
da
Costa,
tabellião
de
no
tas
na comarca
de
Vianna
do Castello, e
para
o
d
’
este o
snr.
Antonio
José
Alves.
—A
camara
de
Guimarães
resolveu
que,
no
dia
11
do
corrente,
se
faça
com
a
devida solemnidade
a
bênção
do cemi
terio
municipal
da
Athouguia.
ULTIMÁS
NOTICIAS
Lisboa
28
—
Concedidos
os
tilulos,
de
condessa
de
Castello
Melhor,
á
snr.
a
D.
Helena,
irmã
do
fallecido
conde
do
mes
mo
titulo;
de
visconde
de Granjão,
ao
ba
rão do
mesmo
titulo;
de
visconde
de
Ma
rinho,
ao
barão
do
mesmo
titulo, brazilei-
ro;
de visconde
de Graraosa,
ao
snr.
Cos
ta
Rebello,
juiz
de
direito
aposentado
de
Braga.
Commenda
da
Conceição,
ao
snr.
Jeronymo
José
Ferreira
Braga,
negocian
te
do
Rio
de
Janeiro.
Auctorisada
a
Misericórdia
de
Caminha
a
vender
7;400$00f)
em
inscripções
para
a
construcção
d
’
um
hospital.
Foram
creadas
cadeiras
de ensino pri
mário
do
sexo
masculino
em
Villar
do
Chão,
Penella,
Torre,
e
nos
concelhos
da
Aifandega
da
Fé,
Bragança e
Tranco
so, e
do
sexo
feminino em
Goster
q Ave-
lans
da
Ribeira,
e
nos
concelhos
de Bra
gança
e
Guarda.
Foi
permittido que
os
parochos
de
Colde
e
Bodeosa,
permutem
os
seus
be
nefícios.
Foram
nomeados
delegados:
para
Mo
çambique
o
snr.
Alberto
Supico;
para
S.
Thotné
o snr.
Campos
Barreio,
e
para
Loanda
o
snr.
Pesiana
da
Silva.
Idem,
29.—
Na
bolsa
venderam-se:
16
obrigações
da
Companhia
das
Aguas
a
83$500;
20
ditas
prediaes
a 92$700;
20
ditas
a
92$600;
18
ditas
a 88$800;
6
ditas
de coupons
a
88$900.
Não
effectuado:
'2
acções
do Banco
de
Portugal,
offerta
536^000,
pedido
540$000;
13
ditas
do
Banco
Ultramarino,
of.
510^000,
p.
50$000;
20
obrigações
da
Companhia
das
Aguas, of.
83$6()0,
p.
83^700;
50
ditas
para
o
empréstimo
dos
navios
de
guerra,
of.
86$000.
p.
86$5l)0;
2
contos
em
inscripções,
of.
50,80.
p.
54;
10
ditos
para
31
de
maio,
of 51,10,
p. 51,40;
50:000
escudos
de
fundos
hespanhoes,
of.
13,91,
p.
14.
A
aifandega
rendeu
hoje
a quantia de
21:267^346 reis.
Paris
26—
A
França
e
a
Inglaterra
enviaram
ao
khediva notas
idênticas,
,
re-
clamanlo
as nomeações dos
ministros
fran-
cez
e
inglez.
O
presidente
da
republica
assignou a
amnistia de
307
condemnados
políticos
da
revolução
de 1871.
Roma
26
—
Assegura-se
que
o
Papa
publicará em
breve um
documento,
con
vidando
todos
os
governos a
porem-se
daccordo
para
sanar
os
males da
aclua-
lidade
e
combater
o
socialismo.
Paris
27
—
O
«Journal
des
Debats»
con
firma
o
accordo
completo
estabelecido en
tre
a
França
e a
Inglaterra
com
respei
to
ao
Egypto.
Os-dous
gabinetes dirigiram
a
Constantinopla
um
despacho
levantan
do
a
acta
do
offerecimento
da
Porta
de
depôr o Kediva e
noticiando
ao
Kediva
a
sua
intenção
de
se
reservar a
liberdade
de
acção seguida
da
violação
dos
tratados
que
celebrou
com
a
França
e
Inglaterra.
VARIEDADES
A COVMECORIÇiO.
I
Desta
feita,
meu
leitor,
o
senhor
mestre
Anlonio
lá
do
Fisco
sae
do
cisco.
Mestre
Antonio
fazendeiro
cavaileiro
1...
Visto
isso
vamos
lá
já
pra
já
cortejar
esse
senhor,
successor
■do
moleiro
de
Fiscal.
E
que
tal
?
Diz
se
que
esse
meu
amigo
papa ligo,
ou
essa
medonha
praga
veio
a
Braga
só
para
arranjar
dinheiro.
Que
bregeiro
!
Só
dinheiro...
amigos
não.
Que
ratão
!
Só
dinheiro,
a
magna
isca...
Oh
que
bisca!
Mas
com
os banquetes
lautos,
pelos
autos,
e
mais
artes
do
demonio,
mestre
Antonio
já
tem
muito e
muito amigo.
Mas
que
digo?
Tem
até
muito
fetiche
muito
amigo
de
Peniche.
E
porisso
o
tal
sugeilo
tem
ao
peito
um
fresco
penduricalho.
—
Só a malho
!
A
que
tempos
nós
chegámos
!
Já
lá
vamos:
tem-se
visto
muito assim,
porque
emfim
já
me
diziam
na
escola,
que
este
mundo
é
uma
bola...
Oh
que
grande
reinadia
não
iria
lá
pela
repartição...
Tudo
bom...
Quanto
valem
as
chazadas,
as
torradas,
e
as
varias
coisas d
’
um
rico
bailarico,
e
as
custosas
encommendas,
e
as
prendas,
e
outras
coisas
que
taes,
sôr
Moraes
!...
Pois
não
é
assim,
leitor?
Sim,
senhor.
Pouco
importa emíim
que tu
e
mais
o
zé-povinho
seja
quem,
e
eu
também
pague
sempre
as
differenças.
E
se
pensas
que
isto
seja uma inlrugice,
já
te
disse:
vae
ouvir
o
relatório
cebolorio
da famosa
commissão...
Ora
então
o
pachá
das
quatro
caudas
quer
dez
iaudas
que
lhe
sirvam
d’
alçaprema.
—
Um
poema
bem
vistoso
e
bem
bonito...
Pois
stá
dito.
Um
poema,
sim,
que
o
guinda
á
berlinda:
com
versilos
bons
ou
maus
ha
de ir
aos
agudos
chifres
da
lua.
Continúa.
S£CÇÃS D£ COMMUlflCiDOS
A
verdade
líeerea da cninllia cesa
<Ia
rua <ie
Traz
n.ú 1«S, 8.°
andar.
Tenho
esperado
todo
este
tempo
para
ver
em
que
paravam
as
inquirições
sobre
a
minha
casa,
onde
tenho
tractado
al
guns
doentes
desde
setembro
do
anno
passado
até
poucos dias
antes
da Sema
na Santa
d
’
este
anno.
Agora
repetirei
mais
explicadamente
o
que
eu
já
disse
no
comissariado
da po
licia,
onde
meus
accusadores
me
fizeram
comparecer, para
que
a
verdade
chegue
ao conhecimento
de
todos,
a
quem
con
vier,
pura
e
sem
sombra
de
falsidade.
Tenho-me
dedicado,
ha
já
alguns
an
nos,
a tratar
de
doentes
por
suas
casas,
principalmente
com
o
tim
de
que
não
lhes
faltassem os
soccorros
espirituaes
na
ho
ra
da
morte.
Em
setembro
do anno
passado,
uma
mulher
minha
conhecida,
da
freguezia
d’
Oliveira,
para
lá
da
Serra
do
Pilar,
me
pediu
que
lhe
procurasse
um
padre
d
’
aqui
da
cidade
que
a
fosse
confessar,
pois
se
achava
gravemente
doen
te.
Não pude
logo
satisfazer
ao
seu
pe
dido,
e
ella
me
appareceu
um dia
em
casa, pedindo-me
que a
não
desampa
rasse,
porque
queria
morrer
em minha
companhia.
Que
quereriam
os
meus accu
sadores que
eu
fizesse?
E
algum
crime
fazer
bem
ao
proximo?
Por
dezembro,
pouco
mais
ou
menos,
fizeram-me
saber
que ahi
para
o
Carva-
Ihido
existia
uma
velha
gravemente
doen
te,
de
edade
muito avançada,
pois
não
tinha
menos
de oitenta
annos,
e
era
cha
ga
viva, o que lhe
íazia
dar
ais
e
ge
midos.
Procurei
um
sacerdote
que
a
con
fessasse
e
consolasse
no mísero
estado
em
que
estava.
Este
sacerdote
é
bem conhecido, quan
do
o
querem
calumniar
ou
insultar,
mas
quando
vae,
como
succede
frequentemen
te,
todas
as vezes que
o
chamam, con
fessar
e
assistir aos
doentes, entrando
pelas
mais
immundas
moradas
dos
pobres,
por
chuvas
e
lamas,
ou
pelos
ardores
do
sol,
então
nada
sabem
d
’
isso.
Esperei
que
estiassem
um
pouco
as
grandes
chuvas
do
inverno
para
lhe
pedir
que
voltassè
ao
Carvalhido
a
confessar
a
velha
de oi
tenta
annos que
o
pedia.
Foi
e
d
’essa
vez
a
encontrou,
assim
come
eu
e
ou
tra
pessoa
a
encontramos
deitada
no
quintal,
ainda
húmido
das grandes
chu
vas,
que
tinham
cahido,
em
quanto
lim
pavam
dos
bichos
o
enxergão
podre
em
que
jazia.
Offereci-lhe
que
viesse
para
minha casa,
onde
seria
melhor
traclada
e
assistida,
ao
que
ella
promplamente
an-
nuiu.
Traclava-a
com
carne
e
não
com
ba-
calháu,
como
por
equivoco
disse
a
ra
pariga
que
esteve
em
minha casa,
e
morreu
depois
de
haver
recebido
o
Sa
grado
Viatico
da
freguezia
da
Victoria.
—
Depois
(Testa
recebi
lambem
uma
de
no
venta
annos,
a qual
sahiu
de
minha
ca
sa
para
os
parentes
muito
antes
de
toda
a
bulha
que se
fez. Veiu
para
minha
ca
sa muito
magra
e sahiu gorda.
Foi esta
a
que
não
quiz
comer
carne
uma
sexta-
leira
de
Quaresma,
e
me
pediu
bacaiháu
e
leijão,
porque
dizia
que
gostava
mais
Tam
bém
recolhi
e
tractei
uma
rapariga
de
24
an
nos
lisica
e
abandonada
do
medico,
por
as
sim
m
’o
pedir
uma
senhora
da
rua
dos
Bragas.
Esta era
traclada
com
mão
de
vitela,
ovos
com
canella
e
vinho
bom.
Já
declarei
no
coramissariado
da
policia
qual
era o talho
aonde
eu
mandava
bus
car
a
carne
para
os
doentes;
posso no
mear
mais
outros
dous;
e
também
linha
já~
em
casa algumas
gallinhas
para
caldos.
São
quatro
as doentes
que
tenho
tra
ctado
em
minha
casa
desde
setembro até
ao
fim de
março
d
’
este
anno.
Isto
não se
póde
dizer
que
é
hospi
tal;
nem
eu nunca
lhe
chamei
senão
ca
sa:
ainda
tenho
em meu
poder
uma pe
tição
por
escripto,
na
qual
nunca
lhe
dou
outro
nome
senão
de
casa,
e esta
petição
foi
apresentanta a muitas pessoas
de
respeito.
Não
intendo qual
seja
a
causa
de tantas
iras contra
mim,
e
con
tra
os
catholicos,
nem
sei
porque
(alia
ram
lambem
contra
elles.
E
’
verdade
que
sou calholica
aposlolica
romana,
e
que
foi
esta
religião
quem
me
ensinou
a
pra
ticar
a caridade
com proximo;
mas
nin
guém
entrou para minha
casa
senão
por
sua
muito livre
vonlade,
e
quem
quiz
saiu
logo
que
o
quiz. .
Não
sou
eu
a
unica que
tracto
doen
tes
em
casa,
nem
pensei
nunca
que
ter
alguns
ao
mesmo
tempo
fosse
crime.
Que
riam
que
os
doentes
estivessem
em me
lhor
condição?
Admira
que
não
tivessem
esse
zelo
emquanto
as
suas circutnslan-
cias eram
peiores;
admira
também que
só
comigo
tivessem esse
zelo.
Quando
mudei
os doentes para
outra
casa
foi
com
o
fim
de melhorar
a
sua
sorte.
Porque
não
me
deram
tempo
a
fazer
os
melhoramentos
requeridos?
Ape
nas
entrei
em
nova
casa
fui
logo
accu-
sada e
perturbada,
que
podia eu
fazer?
E’
o
que
tenho
por
ora
a
dizer
sobre
este
caso,
mas tenho
ainda
mais
que
di
zer,
se
fòr
preciso.
Porto
23
d’
abril
de
1879.
Candida Augusta.
Snr.
redactor.
Como
membro
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo,
não
podia
ficar
indiíle-
rente
a
uma grave
accusação
que
fazia
a
esta
Conferencia
o
penúltimo
numero
do
«Amigo
do
Povo»,
referindo
á
morte
de
Maria
da
Gloria
Alves
Pereira.
Quiz
verificar
o que
sobre
isto
havia
de
verda
de,
e
dirigi-me
á
familia da
finada
para
co
lher
as
informações.
Fiquei
summamente
admirado
da atidacia
com
que se inverte
a
verdade,
ludibriando
a
boa
fé
do pu
blico e
menoscabando
a
reputação
d
’
uma
respeitável
Associação.
Esperei
que
o
mesmo
jornal
reclificasse
no
seguinte
nu
mero
a
accusação
assacada
a
esta
Con
ferencia.
Appareceu,
com
effeilo, uma
emenda
no
ultimo
numero
do
mesmo
jor
nal,
mas de
modo
que
a
verdade
não
fi
cou
menos
gravemente
ultrajada.
O
jornalista
rectiíica
a
calumniosa
ac
cusação
á
Conferencia,
indicando
como
calumniudor
o
snr.
padre Albuquerque,
pois
diz
no
seu
ultimo
numeio:
«...De
onde
se
conclue que
as
excla
mações
do
snr.
padre
Albuquerque eram
se
não
infundadas,
injustas,
pelo
menos.
«...
O
confessor
da
infeliz
foi
o
snr.
padre
Albuquerque,
que
costuma prégar
semanalmente
na
egreja do
Hospital».
As
informações
que
colhi
da
familia
da
finada
são as
seguintes:
Não
havia
na
cama
da
moribunda
len
çol
«bipartido»; ella teve
sempre
dois
lençoes
e nunca
se
queixou
de
falta
de
roúpa ao
membro
da
Conferencia,
que
regularmente
a visitava.
A moribunda,
havendo-se
confessado
ao
cura d
’
uma
freguezia
d
’
esta
cidade,
sentiu-se
afflicla
e fez
algumas
exclama
ções
em que
manifestava o
receio
de
se
não
salvar.
A
familia
approveitou
a
occasião
em
que
o
snr.
padre Albuquerque
saía
da
egreja
do
Hospital,
convidando-o
a
ir ver
a
enferma. Chegado
lá, principiou
o snr.
padre
Albuquerque
por
perguntar
se
já
haviam
chamado
medico; responderam
que não,
allegando
a
falta
de
meios;
per
guntando
então
o snr.
padre
Albuquer
que de
que
viviam,
responderam
que
eram
soccorridas
pela
Conferencia de
S.
Vi
cente
de
Paulo; o
snr. padre
Albuquerque
observou
que
da
Conferencia
faziam
parte
médicos
que.
chamados,
não
se
escusa
riam
a ir
alli.
Nenhuma palavra
mais o
snr.
padre
Albuquerque
proferiu
sobre
a
Conferencia
Entretanto deparou-se o
snr.
Marques,
que
a
visitou.
O
snr.
padre
Albuquerque
perguntou
á
enferma
se
queria
confessar-se
ou
re
conciliar-se;
esta
respondeu
que
já
se
havia
confessado
e
não tinha
de
que se
reconciliar,
mas
manifestou-lhe
receio
de
se
não
salvar,
fundando este
receio
em
observações
que
lhe
fizera
o
confessor;
então
o
snr.
padre Albuquerque
confor
tou-a,
e
retirando-se deixou-a
tranquilla.
Ve-se
pois,
que
o
«Amigo
do
Povo»
não
diz
a
verdade,
affirmando
que
o
snr.
padre
Albuquerque
foi o
confessor
da
soccorrida
da
Conferencia;
que
calum-
nia
o
mesmo revd
mi*
snr.
imputando
lhe
infundadas
ou
injustas
exclamações
contra
a
Conferencia;
e
seria
discreto
no
insul
to
que
dirigiu
ao
cura
que
a
confessou?
A enferma
não
precisou
reconciliar-se;
logo,
o
confessor
desempenhou
bem
a
sua
missão.
Será
crivei
que
este
aterrasse
a
moribunda,
incutindo-lhe
a
duvida
da
salvação?
De
nenhum
modo.
Mas
é
pro
vável
que
a
moribunda,
tomando
desfi-
guradamente
as
obeservações
do
confes
sor,
estimulando-a
pela
attrição,
se
to
masse
do
terror;
e
em
confirmação
d
’is-
lo,
referirei
uma passagem
que
entre
ou
tras
me recordo ler
lido
n
’um
acreditado
auctor,'
não
d’
uma simples
moribunda,
mas
De
Santa
Joanna,
Princeza
de
Portu
gal.
Agonisando
esta
Santa,
chegou-se
a
ella
uma
Religiosa
sua
amiga,
e
lhe
disse:
E
’
possível,
Senhora,
que
perdeis
a con
fiança
em
Deus,
e
fatiais como
tentada
de
desesperação? Respondeu: Caríssima
Irmã,
não
desconfio
do
meu Deus
nem
de
sua
misericórdia, que
é
infinita:
po
rém
esta
partida
não
é
para
casa
d
’
el-
Rei
meu
Pai,
senão
estar
ante
o
Tribu
nal
de
Deus
meu
Juiz.
Concluirei
ainda com uma
observa
ção:
Diz
o
«Amigo
do
Povo»
no
seu
ulti
mo
numero
que
por
padre
Albuquerque
só
tinha
entendido
ser
o
dr. Albuquer
que,
porque
não
conhecia
aqui
outro
d
’
es-
le
appellido;
e
a
poucas
linhas
de
dis
tancia,
depois
de
declarar
que
havia
mais
Marias
na terra,
diz que
o
snr.
padre
Albuquerque
piéga semanalmente
na
egre
ja
do
Hospital
(no que disse
a
verdade).
Admilto
que
a catechese
popular
na
egre
ja
do
Hospital
peio
snr.
padre
Albuquer
que
fosse
ignorada
por certos
habitantes
immoveis
das
capellas
do
Bom
Jesus,
mas
por
um
jornalista
noticioso
d
’
esla
ci
dade...
Com
a
inserção
d
’
estas
linhas
no seu
acreditado
periodico,
snr.
redactor,
com
que
me
propuz
restabelecer
graves
verdades
tão
atrozmente
deturpadas, mui
to
obrigará
o
De v.
etc.
Braga 29
—
4
—
79.
Joaquim
Leal.
CORREIO
Chaves.—
João
Pinto
de
Moraes
Sar
mento.
—
Os
documentos
não estão
regu
lares:
faltam os
proclamas,
ou
altestados
que
fundamentem
a
sua
dispensa.
Ã&BADEC1EIT0S
Os abaixo
assignados,
mais
uma
vez
gratos
a todas
as
pessoas
que
os
cum
primentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
filha,
sobrinha,
e
irmã
Maria
Adelaide Tinoco
d
’
Azevedo,
veem
por
este
meio,
para
evitar
qualquer
falta,
significar
a
todos
o
mais
sincero
reconhe
cimento
e
indelevel
gratidão,
com
espe
cialidade
a todos
aquelles
snrs.
que
se
dignaram
assistir
aos responsos
de
sepul
tura,
que
por
alma da
mesma
se
rezaram
na
capella
do
cemiterio.
Manoel
José
Tinoco
d’
Azevedo
Maria
do
Carmo
Pinto
Tinoco
Rosa
Maria
Tinoco
Maria do
Carmo
Tinoco
d
’Azevedo
Luiz Maria Tinoco d’
Azevedo.
(2390)
________
Os
abaixo
assignados
extremamente
pe
nhorados,
agradecem
cordealmente
a
to
das
as
pessoas
que,
por
occasião
do
fal
lecimento
de
sua
presada
filha
e
irmã
Laura
Olinda
Leite Braga, se
dignaram
assistir
ao
officio
de
corpo
presente
na
egreja dos
Terceiros,
e
que
acompanharam
o
cadaver
ao
cemiterio.
Pedem
ao
mesmo
tempo
desculpa
de
alguma
falta
que
hajam
commettido
para
com
as
pessoas
que
os
visitaram
por
tão
doloroso
acontecimento.
Braga
20
de abril
de
1879.
Rita
Olinda
Leite
Braga.
José
Rodrigues
Braga.
(2382)
Antonio
Augusto
Leite
Braga.
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga
(au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
SimÕes
‘
Braga
(auzenle),
Ma
noel
Simões
Braga,
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e João
Trindade
de Freitas,
nora,
filhose
genros
da
fallecida
AntoniaMa
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem por
este
meio
a todas
as
pessoas
da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da
sua
casa
á
egreja,
e
cemiterio, o
corpo
de
sua sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem assim a todos
os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de 1879.
(2316)
ANNUN
CIOS
DESPEDIDA
Duarte
Pereira
Dias
Ribeiro,
pharma-
ceulico,
e
antigo
praticante
na
Pharma
cia
do
Hospital
de
S.
Marcos,
d’
esta
ci
dade,
lendo de
retirar-se
para
Vianna
do
Castello,
onde
vae
estabelecer
a
sua
ofli-
cina
pharmaceutica,
serve-se
d
’
este
meio
para
se
despedir
das
pessoas das
suas
re
lações
e
amisade,
pedindo
desculpa
de
o
não
fazer
pessoalmenle, e
offerece
o
seu
limitado
préstimo
n
’
aquella
cidade.
Braga
30
d’abril
de
1879.
ATTENÇÃO
Quem
quizer
comprar
uma
mo-
íjijjà
rada de casas, na rua
do
Poço
fc&sSL
designada
pelo n.°
8,
bem
como
algumas
vazilhas
para
vinho,
póde
dirigir-
se
ao revd.
0
capellão-mór
do
Bom
Jesus.
(2391)
DECLARAÇÃO
Declaro
eu Ventura
Malheiro
Reimão
Telles
de
Menezes, que
ninguém
conctrate
com
meu
filho
Ventura
Malheiro,
sobre
os prasos
que
lhe
nomeei,
que
vou
re
clamar
aquella
nomeação
em
virtude
de
me
ter
desobedecido.
BOM
I
TIPHEGO DE
CAPITAL
Vende-se
a quinta
do
fallecido
Manoel
Francisco
Betelho,
sita
na freguezia
de
S.
Tbiago
de
Priscos,
concelho
de
Braga
logar
do
Crasto, com
boa
casa,
eaccommo-
dações
para fructos,
abundancia
d
’aguas
para rega,
e
lima dos
campos
de
cultura,
mattos
e
lenba,
moinho
etc.
Quem
a
pre
tender
dirija-se
á
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
28,
loja,
onde
se
dará
in
formações.
(2392)
AOS PROPRIETÁRIOS DOS DOTEIS E
HOSPEDARIAS
Na
Typographia
Lusytana,
rua
Nova
n.°
4, vende-se
participações
das
que
as
hospedarias
tem
obrigação
de entregar to
dos os
dias
na
repartição
policial, e
se
gundo
o
modelo
do
regulamento
das
hos
pedarias.
Cada
100
exemplares
600
rs.
Avulso
10
rs.
A
Gamara Municipal
do Conce
lho dos
Arcos de Val-de-Vez
Faz
saber
que
se
acha
aberto concur
so
por espaço
de
30
dias
a
contar
do
1.®
de
maio
o
partido
medico.
O
faculta
tivo
perceberá
o
ordenado
annual
de
reis
300^000, recebendo pelas
visitas
as
ta
xas
que
estão fixas
eque
pódem
ser
exami
nadas
na secretaria d’aquella
municipali
dade.
Declara-se que ao partido medico
anda
junto
o
do
hospital
da
mesma
villa
com
o
ordenado
de
87$500
rs.
Arcos
de
Val-de-Vez,
25
de
abril
de
1879.
O
Presidente
da
Camara
José
Maria
d
’
Azevedo
Araújo
e
Gama.
(2388)
Em
conformidade
com a deliberação
do
snr.
juiz
commissario
da
massa
fallida
de
João
d
’
Assumpção,
negociante que
foi
d’
esta
cidade,
são
convidados
todos
os
credores
a comparecerem
no
tribunal
com-
mercial
d
’
esta
mesma
pelas
dez horas
da
manhã
do dia
7
de
maio
proximo
futuro
para
se
proceder
á
verificação
de
crédi
tos e ser
ouvida uma
proposta
do
fallido
Os
curadores
íiscaes
(2381)
Pinheiros
8c
Irmão.
GÃKDftRELLrt
& C.a
CAMPO
DE
SAST’AXXA.
Acabam
de
receber
um
variadíssimo
sortido
de
fazendas
nacionaes
e
estran
geiras,
próprias
para
a estação,
que
ven
dem por
preços
muito
baratos
como
se
jam,
fatos
completos
a
vestir,
9$000,
10$000,
12^000,
13á500,
15^060,
e
mais
preços,
camisas
brancas
e
de côr,
cerou
las,
grande
variedade
de gravatas
de
côr
e
pretas, que
tudo
vendem
por
preços
sem
competidor.
Ver
para
crer.
(2383)
MASSA
FALLIDA DE
AATOAI®
JOSÈ
FERAAXliES
BRAGA
Por
ordem
do
illm.®
snr.
Juiz
Com
missario,
são
convidados
os
snrs.
credo
res
a
comparecerem no
tribunal
do
com
mercio
d
’
esla
cidade
no
dia
9
do
proxi
mo
mez
de maio
pelas
10
horas da
manhã,
para
constiuir
o
contracto
d
’união,
e votar sobre
qualquer
concordata
que
porventura
se
apresente
visto
se
acharem
resolvidas
as
contestações
que
se
levan
taram por
occasião
da
verificação
de
cré
ditos
e mais
formalidades
prescriptas
no
Codigo Commercial.
Lembra-se
porém
aos
snrs.
credores
que
quando
se
façam
re
presentar
por
procurador
deve
vir
auclo-
sado
com
procuração
bastante,
a
qual
não
póde
ser
feita a
outro
credor.
Braga
25
d’
abril
de
1879.
O
curador
fiscal
provisorio
(2384) Domingos
Pereira d
’
Azevedo.
Dl.VHEIKO
A Jl liti
A
irmandade
de
Nossa
Senhora da
Torre,
tem
330^000
rs.
para
dar
a juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
PAPEIS
IMPRESSOS PARA
ARRENDAMENTOS
Vendem-se
na
rua
Nova n.°
2,
em
casa
de
Antonio
Joaquim
Loureiro.
(2385)
Fabrica
de
papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de díflerentes marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabaearit»
Eraearense
—27, Rua
do
Souto
27—
(2340)
®
J
SS
M r
ar ® W
.'W.S*
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia fabril
SINGER
17—rua de
S. Vicente—17
BRAGA
SlWGEB
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no anno de
1877,
9S9:S19
machinas
de
costura!!!
mais
9O:4»e
que
em
1876.
A
Companhia
Fabril
Vende
as suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
soo
rei»
semanaes
sem prestação
de entrada
ou
10
por
cento
a
menos a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A COMPANHIA
FABRIL
«WOBB
Garante
todas as suas machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos
o
publico que
te
nha todo o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações,
como
algumas
pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
SlVGEEl
só
se
encontram
á
venda
na Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE
S. VIGENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas em
todas
a
ca
pitães
dos
districtos
de Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão GRÁTIS.
ATTENÇÃO
(2297)
Quem
tiver
uma
casa
de
pouco
dinheiro,
que
queira
vender
ou
emprasâr,
dirija
car
ta
pelo
correio
com
as
iniciaes A.
J.
T.
M.
(2372)
DI.VHEIKO
A JlISO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
400$000
para
mutuar.
(2305)
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
no
cam-
p
0
(j
e
SanCAnna,
n.°
68.
(2298)
BILHETES
DE
VíSITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmento de
preço.
AFPAKICTO
«fe MAL1IEKHO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita em branco:
Cento,
200,
220 e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão de
S.
Martinho,
27
MWDS
M
fflSM
Com
capas
de
marfim, Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
97,
Pritfti do
Barão de S. Marti-
nlio,
9 7
APPABICIO
& MALHEIRO
braga
Í
rua
de
s
.
MARCOS, N.°
5.
0
»
Vende
papeis
pinta-
g dos
para guarnecer sallas,
'g
lindíssimos
gostos,
a prin-
5
cipiar
em
80
reis
a peça. §
a
Vende
olio,
tintas
e
vernizes para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito resu
midos.
3.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
Fabrica
a vapor de fundição
ferro
e metaes
Travessa de S. João—
Braga.
N
’
esla
fabrica,
uuica na província
da
Minho, fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra, tanto
de
ferro
como
de metal.
0
proprietário
da
mesma
não
se
tem pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria á altura
de
poder
compelir em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o tem
conseguido,
pois
que
no
seu estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’
esta fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000 kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
systerna
para
la
gares, ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de guinchos de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’
este
genero
principalmente
bom
bas
de
poços. Preços
os
do
Porto.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baptisla da
Silva-
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
