comerciominho_22041879_925.xml
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-
GWSA,
POI^ITICA
>2 IWOTICIOSâL.
REDACTORES
—D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—D1RECT0R—Antonio Joaquim de Mesquita
Pimenlel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.°
ANNO
Braga,
12
mezes
...............................
1^600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetirão
....................................
10
PLBLIGA-SE
ÁS TERÇAS,
QUINTAS E SARRADOS.
PREÇO DA ASSIGNATURA
N.°
925
Províncias, 12
mezes......................... 2&000
»
6
......
Í&050
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
................................
10
TERÇA-FEIRA
22 B ARRIL DE 1879
excepção
unicamente
para
o
clero, quando
é
certo
que
a
maior
parle
dos proprietá
rios
se
encontram
em
idênticas circum
stancias
?
Porventura só
a
propriedade
constitu
tiva
dos
patrimónios
ecclesiasticos se
con
serva,
sem
se
alienar,
por
aquelle
espaço
de
tempo?
Não
duvidamos
que
seja
tal
o
pensa
mento do
snr.
ministro
da
fazenda;
até
porque
de
outra
fórma
não
coraprehende-
riamos
o
trabalho
de
redigir
um
projicto,
cujo
resultado
o
não compensa
decerto.
Temos
notado,
que
em
todos
os
ata
ques ao direito
de
propriedade,
e que
são
o
escudo
mais
forte
do
moderno
socia
lismo, é
na
Egreja
que
os
governos
pro
curam
o
terreno
para
o
ensaio
de suas
medidas.
O
povo, que,
no
estado
de
indiíleren-
ça
religiosa
a
que
conseguiram
arrastal-o,
não
pensa,
nem
cuida
(Festas
injustiças,
unicamente
dá
por
ellas,
quando
se
vê
ferido
direclamente,
mas então já impo
tente para
destruir um principio
que se
abona
com
a
sancção
do
tempo.
Estamos
certos
de
que
o
projecto
pas
sará,
pois
nelle
vae
empenhar-se
o
go
verno
com
aquella
maioria
para
a
qual
o
clero
não
pouco
concorreu.
Sim,
o
projecto
passará,
embora
todo
o
seu odioso,
porque
assim
o
quer
o
snr.
ministro
da
fazenda,
não
decerto
pelo
que
elle
póde
dar ao
presente,
mas pelo
seu
alcance
para
o futuro.
Os
acontecimentos,
porém,
pricipitam-
se
por
tal
fórma,
que
bem
receiamos
não
seja
esse
futuro
um
castigo
severo
das
injustiças
que,
ha
certo
tempo,
se
vem
praticando.
Entretanto
o
que
nos
parecia
conve
niente
era
libertar
desde
já
os
aspirantes
ao
sacerdócio,
d
’
essa
difíiculdade,
ás
ve
zes
insuperável
para
muitos,
e
que
lhes
é
produzida
pela
necessidade
que
tem
de
constituírem
património.
E’
uma
opinião
que nutrimos,
filha
da
convicção
em
que
estamos
de
que
a
lei,
que
ião
sabiamente
providenciára
em
tempos
remotos,
a
este
respeito, não
con
segue
hoje
os
fins
a
que
se
dirigia.
Em
tal
caso
pois a
abolição
da
lei
seria
uma
vantagem
para
a
Egreja.—
E
o
snr.
ministro
leria
que
rasgar
um
proje
cto,
tão
odioso
em
si,
quanto
que
esta
belece
uma
excepção,
em
prejuízo
de
uma
classe,
tão
veneranda
pelos
serviços
que
presta
á sociedade,
como
pela
vida
de
abnegação
e
sacrilicio
que
a
caracterisa.
M.
MARINHO.
Entre
as
medidas
de
fazenda,
apresen
tadas
pelo
governo
ao
parlamento,
figu
ram
duas,
que
despertam
justos
reparos
na
opinião
publica,
pelo
caracter
que re
velam.
Occupar-nos-hemos
tãosómente
por
ho
je
da que tende
a
aggravar
as
já
precá
rias
circumstancias do
nosso
clero,
por
uma contribuição
tão
injusta,
quanto
exces
siva
e
desproporcional.
Todos
sabem
quanto
é
penoso,
entre
nós,
o
estado
ecclesiastico,
depois
que
o
fisco
arrebatou
á
Egreja
os
bens
destina
dos
á
sustentação
dos
seus
ministros.
Abandonado
completamente
dos
pode
res
públicos,
entregue
á
penúria
e
á
in
digência,
coberto
de
injurias,
perseguido
de
todos os
modos,
só
por
um
espirito
de
sacrilicio
heroico,
é
que
podem
expli
car-se
essas
raras vocações
que
ainda
ap-
parecem
para
o
ministério
sublime
do
sacerdócio.
Queixam-se
os
prelados
da
falta
de
coadjutores
para
o
pastoreamento
das
al
mas; lamenlarn-se
os
lieis
de
que
o
clero
não
chega
para
acudir
a
todas
as suas
necessidades
espirituaes;
e
quando se
es
perava,
que
um
governo,
soi disanl con
servador,
providenciasse
de
qualquer
fôr
ma,
para que
a
messe
dos
ministros
do
santuário
fosse
mais
abundante,
sae-se
o
snr.
ministro
da
fazenda
com
um
proje-
cto, cujo
fim
unico é
avexar
ainda
mais
a
tão
benemerila,
quanto
desprotegida
classe
ecclesiastiea.
Por
esse
projecto
iniquo
o
padre,
só
porque
o
é,
terá
que
pagar
o
duplo
da
contribuição
predial,
que proporcionalmen
te
lhe
pertenceria,
pelo
misero
patrimó
nio
que
desfructa!
E
emquanto
o
clero
é assim
mol
dado, porque
a
pequena
propriedade
con
stitutiva do
seu
património
não
conhece
em
cada anno
um senhor
differenle,
são
alliviados
os
ricassos
do
imposto
que
pa
gavam
pelos
seus
faustuosos
esbanjamen
tos !
Que equidade! que justiça!
que ca
beça
a
dp tal
snr.
ministro
!
Já
houve,
e
nós
o
conhecemos,
um
administrador
de concelho,
que
na
distri
buição
da
côngrua
parochial,
fez
derramar
sobre
os
simples
presbyteros,
uma
cres
cida
verba,
correspondente,
dizia
elle,
á
decima
que
deveriam
pagar pela
industria
das
missas.
Foi
talvez
nas theorias
d
’
este
admi
nistrador,
que
o
actual
snr.
ministro
da
fazenda
encontrou
o
argumento
em
que
pretende
apoiar
o seu
projecto
de
contri
buição
especial
para
os
patrimónios
ec-
clesiaslicos.
Esse
argumento
reduz-se
a
pouco.
A
propriedade
predial
que
constitue
o
património
dos
ecclesiasticos,
é
intransmis-
sivel
na
vida
dos
mesmos,
privando
con
seguintemente
o thesouro
dos
direitos
inhe-
renles
á
transmissão
de
propriedade:
por
tanto
é justo que o
thesouro
se
refaça
da
falta
que soffre,
com
uin
augmento
de
imposto
annual
sobre
a
mesma
propriedade.
Assim
será;
mas
porque
se
não
hade
levar
então
o
argumento
ás
suas
ultimas
consequências ?
Calculando-se,
que
a
propriedade es
teja
assim
vinculada
pelo
espaço,
termo
médio,
de
quarenta
annos,
qual
a
razão
porque se
não
hade
obrigar
ao
mesmo
augmento
de
imposto
toda
a
propriedade,
que
em
igual
período se
tenha
conserva
do
sem
a
cubiçada
transmissão?
Porque
motivo
se
hade estabelecer
essal
Corvesponilencit* particular do
(Cosnmereio do
llinlio»
Madrid
15 de
abril.
Pouco
posso
dizer-lhe
hoje
relativa
mente
á
política
hespanhola.
Atravessamos
ura
breve
periodo
de
calma
precursora,
secundo
todas
as
probabilidades,
de tem
pestade
desfeita.
Os periódicos
faliam
quasi
exclusivamenle
das
próximas elei
ções
e
esperam
com
ancia
o
resultado
das mesmas.
No
meu
sentir,
o
governo,
como
de
costume
vencerá
por
uma
grande
maio
ria,
e
marchará
nos primeiros
tempos
de
vento
em
popa.
Mais
tarde,
sobrevindo-
ihe
tempos
diíficeis,
ou
surgindo
difiicul-
dades
quasi
insolúveis,
acharão
muitos
dos
deputados
facil
pretexto
para
o
deixarem
nas
hastas
do
toiro, segondo
se
diz vul
garmente,
e
voltearem
em
torno
do
novo
sol
que
assome
pelo
horisonte,
sobretu-
)do
se
for Canovas
del Castillo.
Como
era
de
suppor,
principiaram
os
desgostos
entre
os
ministros
actuaes
e
os
anteriores.
Publica-se
já
um
periodico
in
titulado
«EI Acta»,
debaixo
da
inspiração,
segundo asseguram,
do
ex-presidente
do
con
selho
de
ministros,
que de
quando
em
quando
escreve
sueltos
e
artigos
mais
ou
menos
hostis ao
gabinete
presidido
por
Martinez
Campos.
Ha
dias
verificou-
se
no
theatro
Espanol
uraa
magna
reunião
eleitoral,
sobre
a presidência
de
Romero
1
Robledo,
ultimo
ministro
da
Governação,
a
que
assistiram
muitos
dos
seus
enthu-
siastas
favoritos. Chamam
a
gerai atlen-
ção
a circumstancia
de
que
se
não
disse
alli
a
menor
coisa
em
favor
do
ministé
rio
actual,
e
o
empenho
que
mais
mani
festaram
os
amigos de
Canovas
de orga-
nisar-s,
como
se
presentissem a
precisão
em
que
se
achariam
de
sustentar
bata
lhas
com
os
que
actualmente mandam e
vivem
do
presupposto.
—
Emtim
o
go
vernador
de
Barcelona,
snr.
Perez
Cossio,
um dos
defensores
mais
acérrimos
de Ca
novas,
apresentou
a
sua
demissão,
que
foi
acceite.
Parece
que
se
desgostou,
porque
lhe
recommendavam ou impunham
candi
datos
para
a
deputação
ás
côrtes,
aos
quaes
não podia
favorecer
sem
faltar
aos
seus
compromissos
anteriores.
Tudo
isto
se
póde
considerar
sym-
ptomas
da
lucta
que
surgirá
dentro
em
pouco,
segundo opinam
os
políticos
mais
expertos.
Em
consequência
do
manifestado
na
minha
anterior correspondência,
empenhou
se
ha
dias
uma polemica
entre
os
tres
diários
carlistas
que
veem
a
luz
publica
n
’
esta
capital,
porém
principalmente
entre
<La Fe»
e «EI
Siglo
Futuro».
«EI
Fenix»,
que
vacillava
ao
principio,
collocou-se
re
solutamente
depois
ao
lado
d’
aquelle
pe
riodico.
O
debate
não
se
prolongou,
por
haver
chegado a
Semana
Santa,
e
por
ter
re
cebido
ultimamente
o
snr.
de
la
Hoz
uma
carta
do
augusto
Duque
de
Madrid, en
caminhada,
como
é
de
suppor,
a
impedir
a
disputa.
Entre
parenlhesis,
devo
accrescentar
que
os
liberaes
teem
n
’
estes
dias
calum-
niado
indignamente
o
Rei
legitimo da
Hespanha,
suppondo
que
viajava
com
uma
senhorita
pelo continente
africano.
Bem
depressa
se
fez
publico o
embuste
vilíssi
mo,
resultando
evidente
que
elle
se
acha
va
em Gratz,
com
o
fim
de
ver
a
sua
excelsa
Mãe.
Voltou
logo
para
Paris,
e
seguiu
para
Roma,
onde
seus
filhos
re
ceberam
de
Sua
Beatitude o
fortificante
sacramento
da
Confirmação.
Voltando ás
eleições
e
á
divergência
surgida
entre
os catholicos-monarchicos,
pode
se
assegurar que,
por agora
quando
menos,
prevalece
a
opinião
do
«EI
Siglo
Futuro»
favoravel
ao retrahimento.
£
’
quasi
seguro
que nenhum
carlista
formará
parte
do
proximo
congresso,
á
excepção
d
’
alguns
que
se
teem
compromettido
em
favor
do
actual
gabinete,
os
quaes,
ainda
quando
triumphein,
não
poderão
susten
tar
a
santa bandeira
de nossos
princí
pios
Inútil
é accrescentar que
a
divergên
cia
mencionada
seguirá
produzindo
tristes
resultados.
Dentro
de pouco, os
carlis
tas
mais
dislinctos
de
Madrid
serão
cha
mados
a
uma
reunião
para
discutir
a
con-
ducta
que
convém
observar nas
actuaes
circumstancias,
e
temo
que
se
renove
al
li a
lucta deplorável,
sobre
a
qual não
adduso
considerações
por
motivos
pode
rosos,
fáceis
de coinprehender. De qual
quer
maneira, dir-lhe-hei
o
que for
oc-
correndo,
por
se
iractar
d
’
uma
questão
gravíssima
em
extremo.
De
resto,
é
impossiítl
detalhar
o
que
indico
no
paragrapho
anterior,
limitan
do-me
a
dizer
que
a
Juventude
calholica
se ha
distinguido
não
pouco,
dando mui
to
realce
ás
funcções
dos dias preceden
tes
na
egreja de
Santa
Izidro.
Em
Sevilha
commetteuse um
atten-
tado
vilíssimo
na
quinta
ou
sexta-feira
da
semana
ultima.
Dispararam
dois
enormes
petardos,
um
fóra
e
ouiro
dentro
da
egreja
de
Santo
Antonio
Abad,
que
pro
duziram
considerável
damno n
’aquella
casa
de Deus. Ficou
ferida uma senhora e
um menino,
e
desmaiaram
algumas
mu
lheres.
Parece
seguro que
os criminosos
se pro
punham
commetier
um
roubo
sacrílego.
Uma das
particularidades que
oflerece a
Semana
Sancta
de
Sevilha,
é
a
seguinte.
Sahem
nas
procissões
algumas
imagens
de
Jesus
e
da
Virgem
que
se
distinguem,
não
só
pelo
seu
mérito
artístico,
senão
também
por
seus
trajos
soberbos
e
cus-
tosissimos.
As
senhoras
mais illustres e
distinctas
desprendem-se
durante aquelles
dias
dos
seus
adereços
mais brilhantes
e
das
suas
joias
de
mais
valor,
com o
tim
de adornar
o
peito
das imagens da
Mãe
de Deus
e
dos
homens.
Havia n’
aquelle
templo
uma
das
princípaes, que
resplen
dia com
milhões
de
pedras preciosas
com
que
a
haviam
embellecidô
as
nobres
sevi
lhanas.
Crê-se
com
fundamento
que
os
sacrílegos
pensavam
em
apoderarem-se
d
’
a-
quelle
lhesoiro,
o
que
por
fortuna
não
conseguiram.
N
’aquella cidade,
em
Ma
drid,
e
em
toda
a
Hespanha,
o
odioso
crime
tem produzido
uma impressão
dolo-
rosissima.
O
interesse
politico
e
religioso
está
concentrado
actualmente
d
’uma
maneira
especialíssima,
no
estrangeiro.
As
noticias
que
chegam
da França
preoccupam
gran
demente
os
pensadores.
A’
s
violências com-
mettidas
anteriormente
contra
os
catholi-
cos,
agrega-se
o
projecto
de
lei
apresen
tado
por
Ferry
contra
as Universidades
recentemente
fundadas
pelos
leaes
filhos
da
Egreja.
O
governo começou consentindo
os
protestos
que
se
formulam
contra
o
iniquo
proposito
os
fieis
da
nação
visinha;
po
rém
concluiu por
oppor-se
a
elles
d
’
nm
modo
terrível,
e, como
os
bons não
que
rem
transigir,
é diíficil
prediser
qual
se
rá
o
termo
da
lucta,
Accaso
uma
guer
ra
civrl religiosa,
que
me
vae
parecendo
inevitável.
Na
mesma
Inglaterra o
diclo
projecto
tem
causado
muita
indignação,
e
até
sce-
plicos
liberaes
inculpam
a
Republica,
por
que
não
cumpre
as
suas
promessas
so-
lemnes.
Um
dos periódicos
d’
aquella
na
ção
escreveu
ha
dias:
«A
Republica
que
se
chama
conservadora,
deixou esperar
que
respeitaria
a
religião,
a
familia,
a
propriedade;
e
o
projecto
Ferry
viola
pre-
cisamenle
as tres coisas.
Esta
"lei
desven
turada
contribuirá,
mas
que
todos
os
ra
ciocínios
dos realistas,
a
que
os
inglezes
abram
os olhos
sobre
a
Republica da
França».
Ainda
é
mais
grave
o
estado
da
Ita-
lia.
Garibaldi
está
em
Roma
com
o
pro
posito ao
que
pareee,
não
sómente
de
abater
o ministério
presidido
por
Depre-
lis,
senão
lambem
de substituir
a
Hum
berto.
Este tem
sido tão
debil
que
o
foi
visitar, apesar
de elle
não
lhe ter fei
to
saber
a
sua
chegada
á
Cidade
Eterna.
Tão
villãmente
Garribaldi
corresponde
ás
immerecidas
attenções
do
monarcha
piemon-
lez, que
deixou
publicar
ha
poucos
dias
uma
carta que
no
mez
anterior
dirigira
de
Caprera
ao
seu amigo Imbriani.
N
’ella,
depois
de
inculpar
o
parlamento
por ter
derribado
a
Cairoli
ha
pouco,
e
de
offen-
der
geraknente
a
quem o
sustentou,
co-
bre d
’improperios
a
monarchia, dizendo
que
ella
tem
a culpa
dos
males
que
afíli-
gem
a
Italia,
do
seu
descrédito
entre
as
nações
estrangeiras,
e
da desesperação
que
reina
no
interior.
Suppõe
que
Humberto
e
Margarida
se
rodeiam
de
aduladores,
e
indica
que
devem
vender
as
suas posses
sões,
despedir
o
exercito,
e
renunciar
aos
milhões
que
percebem
do
Estado
Para
dizer
isto,
é
precisa
uma
ousadia
e
uni
desfaçamento
superiores
a
toda pondera
ção,
porque
é
sabido
que aquelle
sugei-
linho
acceitou as
quinhentas
liras,
que
o
regalaram,
por
iniciativa
de Victor
Ma
noel.
Desde
então
muitos
dos
que
dicularisavam
chamando-lhe
o
heroe
Dois-Mundos,
o
denominam
o
heroe
dois
milhões.
Para
cúmulo,
publicou
no
dia
8
actual,
firmados
com o seu nome,
corno
se
fossem
seus,
versos
de
Cavallotti
que
constituem
uma
especie
de
libello incen-
diario.
Para
isto demonstrar,
basta
dizer
que
intenta envolver
em
um mar
de
san
gue
thronos
e
templos.
Como
se
isto não
fosse
bastante,
pre
para se-lhe
uma
ovação
em Roma,
e
otfe-
recem-lhe
um
palacio
onde
possa viver,
por
offerecer não
poncos
inconvenientes
a
casa
de
seu
tilho
mente
occupa.
Ha
elle
deseja
occupar
Quirinal.
Não
é
maravilha
ciasse
ao
proposito
Victoria.
Teme
com
não
o
ri
dos
dos
do
Menotti,
que
aclual-
quem
pretende
que
os
aílos
do
proprio
Bainha
em
seu
paiz
«as seitas
estão
renovam
que
augmenta
que
Humberto
renun-
de
visitar
a
rasão
que,
se
saisse,
o
deixassem
entrar
depois.
Ainda
assim
póde occorrer
d’um momento
para
outro
graves
desordens,
e
seguramente
sobrevirão,
apesar
das precauções
que
se
tomam
para
as impedir.
Quando ellas
re
bentarem,
duzentos
milhões
de calholicos
exclamarão:
Passagem á justiça
de
Deus,
convertendo-se
em
ecco
da ideia que
qua
si
todas
as
pessoas
do
mundo
concebe
rão,
ainda
que
muitos
não
se
atrevam
a
manifestal-o.
Em
varias
cidades
da
Italia
teem-se
verificado
manifestações
republicanas,
so
bre
as
quaes
o
governo
foi
inlerpella-
do
pelo
deputado
Codronchi,
na
sessão
do
dia
2.
Em
Rimini chegou-se
ao
ex
tremo
de
victoriar
a
Passavanti.
Passan
do
uma
vista
d’
olhos
geral,
Codronchi
viu
que
cada
dia
mais
furiosas,
que
se
os
crimes
sangrentos,
que
augmenta
o
temor
dos
bons
e
a
ousadia
dos
crimino
sos,
até
ao
extremo
de
espalharem
em
toda
a
Italia
manifestos
que
pregam
aber-
tamente o
regicídio».
Emfitn,
em Bres-
cia a
policia
encontrou
em
uma
casa
dois
pacotes
de
manifestos
"subversivos, nos
quaes
se
lê:
*0
que
Passavanti
não
fei
fal-o
hemos
nós».
Victor
Manoel
não
foi
propheta
quando disse em
seu manifesto
de
outubro
de
1860:
«A
minha
pJilica
não
será
porventura
inútil
na Europa
pa
ra
reconciliar
o
progresso
dos
povos
com
a
estabilidade
das
monarchias; na Italia
sei
eu
que
cerro
a
era
das revoluções».
Felizmente brilha
cada
vez
mais
ra
diante
a
estreila
co
Pontificado.
As
recen
tes
entrevistas
de
Bismark
com
o chefe
da
minoria
catholica
do
parlamento
alle-
ruão
permiltem
a esperança de
que
ter
mine
breve
a
perseguição
que
a
Egreja
soffre
no
flammante
império.
Teem-se
re
novado
as
negociações
de
Roma
com a
Rússia, e
é
quasi seguro
que
alhanará
as
dificuldades
o
odioso attentado
commet-
tido
hontem
contra
o
imperador,
que
se
persuadirá
finalmentç
de
que
só
o ca
lholicismo
póde
oppor
um
dique
á
dema
gogia.
Os
inconlrastaveis
progressos
que
a
Religião
do
Cruxilicado
está
fazendo
na
Inglaterra,
permiltem
esperar que
aquella
nação
torne
a
ser
para
o
futuro a
Ilha
dos
Santos,
e que
se
os
garibaldinos
com-
mettem
algum
crime
contra
Sua
Bealitu-
de,
elles
acharão
no
gabinete
britannico
uma
formidável
resistência.
Emflm,
o ca
lholicismo
avança
na
America
d’
uma
ma
neira
incrível.
Em
algumas
egrejas
tem
siJo
preciso
coliocar
arcas
para
recolher
os
donativos
dos
fieis,
e
nomear
um
sa
cerdote
com
o
especial
encargo
de os
receber.
Os
ilalianissimos
ver-se-hão
desampa
rados
bem
depressa
mais
do
que
imagi
nam,
ou
fingem imaginar.
Mui opportuna-
mente
publicou
Mr.
Ollivier um
livro que
se
intitula A
Egreja
e
o
Estado
no
Con
cilio
do Vaticano,
no
qual
recorda a
ori
gem
abominável
do
erradamento
chamado
reino
dTlalia.
Faltando
da
invasão,
escre
ve: «Fique
entendido
que
a
França
não
vos
dá
nenhum
consentimento,
e
que
rea-
lisaes
a
empreza
debaixo
da vossa
pró
pria
e unica
responsabilidade».
«A
Italia,
pois,
(accrescenta)
foi
a
Roma
sem
o
póde
oppor
um
dique
á
detna-
consentimento
da França,
apezar
dos
seus
conselhos,
sem
o
seu
concurso
nem o
de
nenhuma
potência.
Pois
bem:
é
maxima
incontestável
de
direito
publico
que
ne
nhuma
questão
dhnleresse
europeu póde
ser
decidida por
uma só
potência....
Te
ria a
Italia
o
direito
de
estabelecer
só
o
governo
legal
d'uma
instituição
ecumenica
como o
Papado,
e
d’
uma
cidade cosmopo
lita
como
Roma»?
A
minha
opinião
é
que
temos
immi-
nentes
successos
horrorosos.
Dentro
de
breve
tempo
correrão
rios
de
lagrimas
e
de
sangue.
Os
defensores
da
Revolução
mansa
receberão
o
castigo
dos
partidários
da
Revolução
feroz,
transformados
em
açoite
da eterna
Justiça.
Póde-se
aguardar
que
a
Divina
misericórdia livrará
de
todo
mal
aos que
procuramos
com
afinco
de
fender
a
Religião
e a
sociedade,
como
também
que os calholicos
que
pereçam
durante
a
lucla
estarão
em
via
do
ceo,
sendo
por
Deus
escolhidos
para
o
exer
cito
glorioso
dos
martyres.
A
Egreja
con
seguirá
um
dos
triumphos
mais
ruidosos
que
tenha
logrado
nos
séculos.
A
Religião
e
a
Patria,
livre
dos
seus passados infortúnios,
cumprirão
de
commum
accordo
a
sua
missão,
e
realisarão os
seus
destinos
im-
mortaes.
Fiat,
fiai!
L.
ABIDENSE.
ATTENÇÃO.
Cesar
Cantu
e o snr.
Ennes.
Os
nossos
leitores
devem
brados
de
termos
transcripto,
nosso
collega
do
Porto,
a
<
severa,
mas
justíssima
correcção
que
elle
deu.
ao
snr.
Antonio Ennes,
pela
petulante
ousadia
de
lenlar
adulterar
com
suas
to
lices, calumnias
e mentiras a
obra
im-
mortal
do grande
historiador
Cesar
Cantu.
Pois
bem:
dignem-se
pôr
os
que
em
seguida
transcrevemos
folha
portuense:
affirmação contra
isto. 3.°
finalmente
—
que o
seu
projecto
é
uma
acção
injusta,
pouco
honesta
e
reprovada
á
face
de
to
das as
leis: isto mesmo
lhe
diz
em
ter
mos
embora
delicados
e
indirectos,
o
pro-
prio
a quem
o
snr.
Ennes
quer
forçar
a
servir-lhe
de
capa
para o
seu contra
bando
historico.
Pedimos
ao
illustrado
historiador
que
não
julgue
do
nosso
paiz
por
esta
amos
tra,
ainda
que esta
seja
inais
vistosa
do
que
a
peça;
e
que,
quando
faça
nova
edicção
do
seu
livro
monumental,
no
ca
pitulo
em
que
tratar
de
Portugal,
não
ponha
a
seguinte
nota:
«E
’
o
unico
paiz
do
mundo
onde
hou
ve,
no
século
das
luzes,
um
pygmeu
as
saz
ousado
que
pretendeu
reformar,
am
pliar
e
emendar,
á minha
própria
vista,
a
minha
Historia
Universal!»...
Seria
redundância o
mínimo
commen-
tario
que addicionassemos ao
que
ahi
fica
exposto.
BIBLIOGRAPHIA.
O direito ao aleanee de todos
ou
o
advogado de
si mesmo.
aprofundado
da
jurispruden-
como o
de
outra
quaiquer
vida d
’
um
homem,
e
por
pódem
ser
jurisconsultos,
modesto,
porém,
que
seja o
i
estar
lem-
ha
dias,
do
«Palavra»,
a
olhos
no
da
mesma
reprovada
snr.
Cesar
Cantu,
prospecto
em
que
proposito
do snr.
nosso
pequeno
in-
Dêmos
ha
dias noticia
da
reprovada
tentativa
do
snr.
Ennes
de
querer,
com
uma
audacia
que toca
as
raias
da demen
cia
e
do
cynismo,
reformar
e
modificar
a
seu gosto
(Isto é:
extropiar
e
estragar)
a
grande
obra
do
venerando
historiador
italiano.
E
posemos
ao
correr
da
penna
o
con
ceito
que
merecia
um
tal
attentado
e
enviamos
o
jornal
ao
conjnnlamente com
o
se
denuncia
o
mau
Ennes.
Em
retribuição
do
commodo
acaba
o
illustrado
escriptor
de
honrar-nos
com
a seguinte carta
que
da
mos
em
traducção:
«Ao
jornal a
«Palavra».
«Agradeço
a
esse
jornal
o
ter-me
dado
noticia
da
nova iraducção da
minha
His
toria
Universal.
«Emquanto
ao
proposito do
traduclor
de
modificar
os meus
juizos
sobre
as
pessoas
e
sobre
os
factos respeitantes
á
religião
e á política,
esse
jornal
já
lhe
fez justiça
(castigando-o
como
merece).
E
na
verdade
os
sentimentos
e
as
ideias
são
a
propriedade
mais
preciosa
de um
auctor.
Mas, quando
o
snr.
A.
Ennes
accusa
a
minha
obra de
estar
antiquada
e
de ler
precisão
de
reforma
e
amplia
ção,
porisso
que, desde
1838
em
que
ella
começou
a
imprimir-se,
a
historia
fez
tantos
progressos,
mostra
elle
desconhe
cer,
além
de
muitas edicções,
feitas
em
diversas
linguas
e
de
mim
não
examina
das,
que
algumas
se
fizeram em
1869
com
o
meu
consentimento
e
intervenção
e
nas quaes
hei
em
seguido
o
movimen
to
social
e
litterario
e
me auxiliei
de
todos
os
trabalhos
que
a
elle
se
devem
e
de
muitos
outros.
De
reslo,
emquanto
um auctor
vive,
parece-me
que
é
só
a
elle
que
pertence
o direito,
como
o
de
ver,
de
emendar
e
completar
as
suas
obras;
e
que é,
senão
lei
de justiça,
ao
menos
dever
de delicadeza,
o
fazer-lhe
conhecer
a
mercadoria
zer
passar
debaixo
da
Ião,
4
de
Vm
aldeão
curioso.
que
se
quer
fa-
sua
bandeira.
Mi-
OZITUO
abril.
Cesar Cantu».
resulta
—
1
.°
questão
que
tocámos
jus-
quando
censurámos
o
Eunes
D’aqtii
tamente a
projecto
do
snr.
Eunes com relação
á
tentativa
de
que
se
tracta,
visto
termos
merecido
a
mais
completa approvação da
pessoa
mais
competente
para
a
dar.
2.°
que
o
snr.
Eunes
ignora
que
a
ultima
edicção
da
Historia
Universal
está
em
dia
com
o
progresso historico,
scientifico
e
litterario,
ou
fc
que
é
mentirosa
a
sua
Havemos
examinado
esta
obra ha
pou
co
publicada
pela
casa
Chardron,
e
escri-
pia
pelo
snr.
dr.
Francisco Antonio
Veiga.
Tem
este trabalho
por
íim
facilitar
a
todos
os
que não
fazem
profissão
do
es
tudo
e
applicação
das
leis,
o
conhecimen
to
do
que
mais
importa
saber
na
legisla
ção
em
vigor,
e
parece-nos
que
preenche
cabalmente
o seu scopo.
O
estudo
cia
absorve,
sciencia,
a
isso
poucos
Por
mais
logar que
na
sociedade
signalou
a
Pro
videncia
a
cada
um de nós, ninguém
fi
ca
isempto
de,
uma
vez
ou outra,
de
sempenhar
deveres
que
a
lei
lhe
impõe,
ou defender
direitos
que
a
mesma lei
lhe
garante;
e
o
primeiro
passo
que dá
o
interessado para
saber
como
hade pro
ceder
é
procurar
conhecer
de
fonte
lim
pa,
e
de
modo que lhe
não
restem
duvi
das,
a
legislação que
regula para
o
ca
so
occorrente.
Até
agora
os que
de
per
si
não
po
diam
ou
não
sabiam
consultar
e
inter
pretar
essa
legislação
iam
ouvir
um
ad
vogado, e,
quando a
opinião
d
’nm só
os
não
satisfazia,
ouviam
dous
ou
mais.
Ago
ra
quem
tiver
á
mão
este
livro
e
não
carecer
completamenle
dos
pouquíssimos
conhecimentos
jurídicos
que
demanda
a
intelligencia
d
’elle,
poupará
muitos
pas
sos'
e
dinheiro,
porque
elle
elucidará
suf-
iicientemenle
os
que
necessitarem
de
es
clarecer-se
sobre
qualquer
d
’esses
casos
da
vida
practica.
E’
um
claro
e
bem
ordenado resumo
de
tudo
o
que
está
contido
em
nume
rosos
livros.
E
’
um conselheiro fiel
para
os
negocios
do
fôro,
e
um
guia
seguro
no
labirintho
da
nossa
legislação.
Tal
publicação
era
uma
necessidade;
e
seu aoctor
e
editor
são
dignos
de
mui
to
louvor.
Aos
revd.os
parochos.
que
na maior
parte
das
aldeias
são,
ainda
mesmo
n
’
estas
matérias,
as
pessoas
que
com
razão
mais
confiança
inspiram a
seus freguezes,
jul
gamos
nós
este
livro
muito
util,
pois
com
elle
na
mão
melhor
que
ninguém
os
po
dem
aconselhar
e
dirigir.
Lembramos
por
ultimo
ao
editor
que,
ao menos
de
dous em
dous
annos,
deve
publicar
em
supplemento, ou
appendice
as
modificações
que
forem
occorrendo
na
legislação.
um
facto,
que
a
expe-
os
dias
nos
está mos
dissidias, que
separam
malquerenças,
que
os
Sermão
do Mandato.
—
Com
inti
ma
satisfação
transcrevemos
da
«Semana
Religiosa Bracarense»
os
seguintes
trechos
que
este
jornal
dedica
ao
sermão prega
do
na
quinta-feira
Santa
na
Sé
Cathedral,
pelo
venerando Prelado
d’esta
Archidio-
cese:
Acabada
esta
ceremonia
grandiosa
e
sublime
de
caridade
(o
lavapedes)
subiu
ao
púlpito o
Exc.
,n9
e
Revd.
in
'?
Snr.
Ar
cebispo
Primaz,
que
tomou
para
thema
do
seu
sermão
as
palavras
do
Evangelho
do
dia:
Exemphm
enim dedi
vobis,
ul
quemádmodum
ego
feci
vobis,
ita
et
vos
faciatis.
Minguam-nos
as
forças,
desfallece-nos
o
espirito
e
fogem-nos
as expressões
para
consignar
aqui
bem
vivas
e
immorredou-
ras
as
impressões
agradaveis,
que nos
deixou,
e
a
todo
o audilorio,
o
eloquen
tíssimo
discurso do
Exc.
,n
°
Snr.
Arcebispo,
que
durou
cincoenta
minutos.
Foi
certamente
uma
famosa
oração,
em
que
S.
Exc.a se
propoz
com
toda
a
va
lentia
da
sua dialética,
com toda
a
pu
jança do seu ardentíssimo
zelo
pela
sal
vação
de seus
súbditos
e
com
toda
a fa
cúndia
da
sua
aprimorada
linguagem
com
bater o
orgulho, esse
mal
endemico
de
todos
os tempos
e
principalmente da
epoca
aclual, que
corroe,
gangrena
e
fere
de
morte
a
sociedade.
Analysou o
Exc.
mo
Prelado
o
coração
do
homem,
relalhando-o
com o
escalpello
da
sua
fina
critica,
e
demonstrou
á
luz
da
evidencia,
que
todos
os
homens, quer
habitem
em pobres
choupanas
ou
em
ricos
palacios,
possuem
a
aspiração
con
stante
e
insaciável
de
primazia,
de
su
perioridade
sobre
os
outros
homens:
o
orgulho,
n
’
uma
palavra, que
é
a
fonte
perenne
de
todas as
desordens,
de
todos
os
vicios e
de
lodos
os
crimes
da huma
nidade.
Mas
não
bastava
apontar
o
mal;
era
necessário
procurar-lhe
o remedio e
pre
parar
um
salutar
antídoto
capaz
de
com
bater
este
veneno,
que
atrophia e
mala
lentamente
a sociedade.
Foi
a humanidade,
que
o
Exc.
m0
Pre
lado
indicou
como
meio
eíficaz
para
cor
tar
pela
raiz
aquelle cancro;
foi
a
hu
manidade
christã,
o
manancial
de
todas
as
virtudes
e
a
base
de
toda
a
felicidade,
que
Elle
recommendou
para
oppor
ao
vicio
execrando
do
orgulho.
E
no
desenvolvimento
natural
e
logico
d
’este
poncto
do
seu
discurso,
foi
admi
rável
e
sublimemenle
eloquente,
chegando-
nos
a
arrebatar
quasi
até
ás lagrimas!
«O
orgulho,
disse
S.
Exc.
a
,
induz
a
subir
sem
méritos
proprios,
a
humildade
convida-nos
a
descer
sem
ofiensa
da nossa
dignidade».
E não
é
este
riencia
de
todos
trando
?
Procurae
nas
os
homens,
nas
perturbam,
nos
odios,
que
os
cegam
;
e
no
tim
de
tudo
encontrareis
lá
bem
no
fundo
do
seu
coração
a
vasa
impura e
fétida
do
orgulho!
Mas
se
a
humildade
retemperar
esta
paixão
;
se
a
humildade
christã,
cujo so-
lemne
exemplo
nos
deu
no
dia
de
hoje
Jesus
Christo,
que
no
dizer
do
Exc.
mo
Prelado, «habitando
no
polo do
infinito
e
tendo
por
escabéllo as myriadas de
es
treitas
e
de
mundos,
que
giram
com
re
gularidade
assombrosa
dentro
do
limites
das
suas
orbitas,
desceu
até lavar
os
pés
dos
seus
discípulos»,
vier apagar
as
cal-
cinanles
lavas
do
orgulho,
os
homens,
por
diversas
que
sejam
as
suas
condições,
amar-se-hão
uns
aos
outros
com
aquel
le
mesmo
amor,
que
Christo
amou
os
seus
discípulos.
Quemádmodum
ego
feci
vobis,
ita
et
vos
faciatis.
Bem
haja o Exc.
mo
Prelado
!
E
’
as
sim
que
Elle
promove
a
instrucção,
a
moralidade
e
a
salvação
das
suas
ove
lhas!
Que
admiravel
fé
e
que
inabalavel
coragem
a
sua,
que,
para em
tudo
ser
o
Primaz, o
levam
ao
púlpito,
onde
infeliz
mente
nem
sempre
se
ouve
a voz
auctori-
sada,
a
convicção
profunda
e
o
famoso
exemplo,
que,
vindo
de
tão
alto,
a
todos
fortalece,
a
todos
alegra
e
a
todos feli
cita
!
■
Acabado
o
sermão,
ao
qual
assisti
ram
perlo
de
seis
mil
pessoas,
S. Exc.
a
dirigio-se
á
capella-mór, começando
o
ofli-
cio, sendo
a
canto-chão,
e
os
responsorios
e
Miserere a
grande
instrumental,
que
terminou
ás 9
horas
da noite.
3SoSe«
1 en do
Gaverno eceleaiasti-
co
dos
Açorca.—
Temos
presente o
ul
timo
numero
d’
este
excellente
periodico
ciliciai
do
bispado d’
Angra e ilhas
dos
Açores,
correspondente
ao
mez
de
março.
Traz
uma
excellente
pastoral
do
eruditis-
simo
e
zeloso
prelado
da
diocese, sobre
o
Dinheiro
de
S.
Pedro,
respeito
á
qual
nada
diremos,
porque
julgamos
meihor
transcrevei-a,
o que
brevemente
faremos.
Em
seguida
a
varias
disposições
ofli-
ciaes,
dá sob
a
epigraphe
de
Festa
aca
démica
uma
suceinta, mas
circumstan-
ciada
noticia
d
’
uma
esperançosa
e
sympa-
thica
resolução
dos
alumnos
do
curso
theologico
do seminário.
Não
nos podemos
furtar
ao
desejo
de a
publicarmos.
E’
do
lheor
seguinte:
.
,
«Os
alumnos
do
curso
tbeologico
do
Seminário
diocesano,
com
o
louvável
íim
de
se desenvolverem
e
costumarem
a
fal
lar
em
publico,
combinaram
entre
si
es
pontaneamente,
com
approvação
de
seus
directores,
fazerem
e
recitarem
alguns
dis
cursos
scientificos;
e
escolheram
discreta
mente
o dia 3
de
março,
anniversario
da
exaltação
de
Sua
Santidade
Leão
XIII,
pa
ra
encetarem
o
seu
louvável
emprehen-
dimento,
solemnisando d’
aquelle
modo
um
dia
de
tanto
jubilo
para
o
orbe
catho
lico.
Tendo
decorado
brilhantemente
um
dos
maiores salões
do
edifício,
sem
convites
por
ser
o
primeiro
ensaio,
pelas
cinco
horas
da
tarde,
achando-se
presente
o
exm.°
e
revm.
0
snr.
D.
João
Maria, bispo
da
diocese,
e
o illustre corpo docente,
alguns
mi.°
revd.
0
’ ecclesiasticos
exlranhos
ao
seminário
e
o
illm.0
snr.
dr.
Mãrtiniano
Dias
da
Silveira,
meritissimo
delegado
do
procurador
regio
d
’
esla
comarca,
que se
dignou
honrar
aquelle
acto,
como
excel-
lente
litterato
e
parente
d’
um
dos
alum
nos
que
n’
elle
tomaram
parte;
começou
a
festividade
por
uma
excellente
peça
de
musica
instrumental
desempenhada unica
mente
por
alumnos do
seminário,
o
que
lhe
deu
maior realce.
Em seguida
discorreu
o snr.
Eugênio
Augusto
de
Oliveira,
estudante
do
2.°
an
no,
sobre
o
modo providencial porque
ti
nha
sido
exaltado
ao
solio
pontifício
Sua
Santidade
Leão
XIII,
sobre
o
que
linha
a
esperar
a
Egreja
Catholica
d’
este
feliz
acontecimento,
e
os motivos que
porisso
tínhamos
de
consolação e
alegria.
E
soube
ligar
este
assumpto
com
o
da
caridade,
que
fez
a
parte
principal
do
seu
dis
curso.
O
snr.
José
Estacio
da
Silveira,
estu
dante
do
l.°
anno,
discorreu
lambem de
pois sobre
as
esperanças
que
dá
ao mun
do
catholico a
exaltação
de
Sua
Santida
de
Leão
XIII,
e
sobre
os
motivos
que
temos
de
a
solemnisar.
Depois
orou
o
snr.
Evaristo
Prudencio
de
Amaral,
estudante
do
1.°
anno.
sobre
o
sentimento
religioso,
natural
aos
ho
mens
em
todos
os
tempos e
logares,
e
sobre
as
vantagens
que
d
’
elle
resultam
á
humanidade.
O
snr.
Agostinho
de
Almeida
Rego,
alumno
do 2.°
anno,
fallou
sobre
as
grandes
vantagens
da instrucção, e
riqueza
de
diversas
especies
que
d
’
ella
resultam,
tanto
temporaes
como
espirituaes.
E
tinalmenle
o
snr.
Manoel Alfredo
Leal
Goulart, tomou
por
assumpto
do
seu
discurso, o
bom
uso
que
se
deve
fazer
das
riquezas, para
que
aproveitem
áquel-
les
que
as possuem.
Recitaram
todos
de
cór
os
discursos,
e
com
desembaraço
e
propriedade de
ad
mirar
em quem pela primeira
vez
se
apresentava
a
figurar
em
publico,
e
pe
rante
auditorio
respeitável,
como
aquelle
era.
Os
discursos,
sendo
em
regra
bem
ordenados,
tinham
o
grande
merecimento
de
se
vêr
maniíeslamente
que
eram
feitos
pelos
proprios
que
os
recitavam.
Depois
dos
discursos tomou
a
palavra
o
exm.°
prelado,
e
disse
que
differentes
motivos
davam a
este
acto
maior
apre
ço
—a
sua
espontaniedade, o
modo porque
tinha
sido desempenhado,
as
recordações
que
lhe suscitavam
do seu
antigo
colle-
gio
das
missões,
e
propriedade
do
dia;
sendo
também
para
si
de
grande
mere
cimento
o
ter
encontrado
uma
orchestra
toda
do
seminário.
Esta
continuou
a tocar
uma
peça
es
colhida
entre
cada
discurso, e
fechou
a
festa
com
outra, acabando
o
acto
cerca
das
sete
horas
da
noute,
e
deixando
a
todos
satisfeitos.»
O
presente
numero
termina
publican
do
uma relação
nominal
de
todos
os es
tudantes
que
frequentam
as aulas
do
se
minário diocesano,
acompanhada
da
respe
ctiva
classificação
que
cada
um
d
’
elles
obteve nos
exames trimensaes
feitos
no
mez
de
janeiro
ultimo.
Feira de §. JKareaa.—
Teem
con
tinuado
os
trabalhos
para
o abarraca-
mento
da
feira
de
S.
Marcos,
que
pro-
tnette
ainda
assim
estar desanimadíssima,
se
o
tempo
continúa
chuvoso.
Rumaria,
—
Ficou
transferida
para
o
proximo
domingo,
a
Romaria
de
S.
Gre-
gorio,
que
ante-honiem
náo
poude
ter
logar em
razão
do
invernoso
do
dia.
líá saas
«juiz pareear
qu» ii*
tardam!»..,
—
Mas
nós
tínhamos
absoluta
certeza
de que
havia
de
ser
assim.
Isto,
pelo
menos,
pois
nós
esp.erava-
mos
um
titulo
de
marquez
ou duque.
Nós
sabíamos que
os
merecimentos
e
mais
circumstancis
que concorrem na
pes
soa
A’elle,
estavam
a
clamar
a
berros
por
variadíssimas distincções...
O
ESCRIVÃO
DE
FAZENDA
do
con
celho
de
Braga,
Antonio
da Costa
Moraes,
foi agraciado
com
o
grau
de
cavalleiro
da
Ordem
de
Christo
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tableau.
Hospedes,
—
Está
nesta
cidade
a
ex.
ma
snr.
a
condessa
de
S. Mamede,
sogra do
snr.
Fernando
Castiço.
Estiveram
ultimamenie
entre
nós
os
snr.
Jnsliniano
d
’
Abreu
Araújo
Azevedo,
da
casa
do
Souto
de
S.
Clemente
de Bas
to, e
o snr. Joaquim
Albano
de Freitas
Corte-Real,
delegado
do
thesouro do
districlo de
Vianna.
Doença.
—
Tem
estado
doente
o
snr.
Alves
Costa,
estimável cavalheiro
e
escri
vão
da
camara
d
’
esla
cidade.
Tempo.
—
Continúa
um
tempo
ver
dadeiramente
horroroso.
Não
nos
recorda
mos d
’
uma
primavera
tão
tempestuosa.
E
’
grande
o
desanimo
e
o
susto
que
se
vae
apossando
de todos; e tudo
nos
faz
prever
um anno
de
fome,
se
Deus
se
não
compadece
de
nós.
Movimento do
Hospital de S.
Tlareos
—Doentes
existentes
em
6
de
abril:
81
homens
e
132
mulheres.
Entraram durante
a
semana
finda:
16
homens
e
11
mulheres.
Sahiram:
17 homens
e
23
mulheres.
Falleceram:
3
homens
e
1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
22
de
abril
80
homens
e
119
mulheres.
Inspecção.
—
Na
ultima
sessão
da
junta
de
revisão
foram
inspeccionados
12
mancebos,
ficando
7 apurados,
1
esperado,
e 4
regeilados.
Atravezda província.—
Teem
cres
cido muito
as
aguas
do
rio Minho, en
contrando-se
innundadas
parte
das
vei
gas.
—Estão paralysados
os
trabalhos
do
ultimo
lanço
do
caminho de
ferro do
Minho,
desde
a
estação
de
S.
Pedro
da
Torre
até
Valença.
—
Foi
provido
por
tres
annos
na
ca
deira
de ensino
primário da freguezia de
Paredes,
concelho
de
Coura,
o
snr.
Ca-
simiro
Rodrigues
Barbosa.
—
Dizem
de
Valença:
—
Continúa
a
chu
va, que
está
causando bastantes
prejui-
sos.
As
sementeiras
de pragana
estão
já
em parte completamente
perdidas, e,
se
o
tempo
não
melhorar
por
estes
dias,
tícam
inúteis
as
restantes.
Em
alguns
campos,
que
estavam
semeiados
de
trigo
lem-se
feito
sementeiras
de
milho,
visto
que d
’aquelle
íructo
nada
havia já
que
esperar.
Se
o
tempo
assim
continuar
te
remos
um
anno
de
fome,
segundo
asse
veram
as pessoas
competentes.
—
A
commissão
que no
concelho
de
Guimarães,
preside
á
cdlecção
de
produ-
ctos
para a exposição
no
Rio
de
Janeiro,
é
composta
dos
snrs.
barão
de
Pombei-
ro,
Augusto
Mendes
da
Cunha,
A.
Men
des
Ribeiro,
José
da
Costa
Nogueira
e
Sousa,
José
Ferreira
d
’Abreu
e
José
Ri
beiro
Martins
da
Costa.
—
Falleceu
na
freguezia de
AíTife,
con
celho
de
Vianna,
o snr.
Manoel
José
Meira,
capitão
reformado.
—
Apresentaram-se
á
junta
de
revisão,
em
Vianna,
para serem
inspeccionados,
18
guardas
pertencentes ao
districlo da
alfandega
d
’
aquella
cidade,
que
pretendem
reformar-se
por
terem
mais
de
20
annos
de serviço
effectivo,
e
se
acharem
impos
sibilitados
de
continuar a
preslal-o,
es
tando
portanto ao abrigo do
disposto
na
lei
de
31
de março,
ultimo.
—
Dizem
de
Vianna:
—
Principiou
já
a
surtir
os seus
eífeitos
n
’
esta
cidade
a
ul
tima
lei
do
imposto
do
tabaco.
—
Os
ven
dedores
das
differentes
fabricas
combina-
ram-se todos,
e
elevaram
o
preço do
tabaco
de fumo,
sendo
certo
que
todas
despacharam
tabacos
em
larga
escala,
pagando
ainda
o
antigo
irnposlo.
—
Vê-se
portanto
que
a lei
de
31
de
março
ulti
mo veio
aggravar
as
circumstancias
dos
contribuintes,
sem
que o
imposto
por
ella
creado
augmente,
ao
menos
por
em-
quanto,
a
receita
da
nação.—
A
grande
numero
de
fumislas
temos
onvido
decla
rar
que
vão reagir, não
contra
a
eleva
ção
do
preço
do
tabaco,
mas
contra
as
exigências
do
vicio,
reduzindo
tanto
quan
to
lhes
seja possível
o
habitual
con-
summo.
—
Foi
creada
uma cadeira
dbnstrucção
primaria
do século
masculino
no
logar
do
Assento,
freguezia
da
Carvalheira, con
celho
de
Terras
de
Bouro.
—
Foram
transferidos
mutuaraente
os
escrivães
de
direito
de
Vieira,
Pereira
Leite, e o
de
Cabeceiras
de
Basto, Mar
ques
de
Magalhães.
—
Foi
creada
uma
cadeira
do
sexo fe
minino
no
logar de Gaias, freguezia
de
Sande,
concelho
de
Guimarães.
—
Foi
nomeado
administrador
de
Mon-
são,
o
snr.
João
Baptista
Correia
da
Silva.
—
Foi
classificada de
2,a
ordem
a
es
trada
de Portella ao
Homem,
a
entron
car
na
estrada
districtal
n.°
5.
—
O
snr.
Abilio
Antonio
Gueiffas
Bello
foi
nomeado
escrivão
de
Monsão.
Explosfto.
—
Um
telegramma
de
Mons,
em
17, refere
que
houve
uma explosão
de
grison
nas
minas
de
carvão
de
pedra
de
Zancerias,
morrendo
240 operários.
Novos
cardeaes.—
Parece
ser
esta
a
lista dos
que
vão
ser
elevados
a
digni
dade
do
Cardinalato:
Mgr.
Desprez,
Arcebispo
de
Toulouse.
Mgr.
Pie,
Bispo
de
Poitiers;
Mgr.
Alimonda,
Bispo
d
’Albenga;
Mgr.
Furstenberg,
Principe-Bispo
e
01-
mutz;
Mgr.
Haynald,
Arcebispo
de
Colocza;
Mgr.
Pecci;
O
Reverendo Padre
Zlgliara, Domi
nicano;
O
Dr.
Newmann;
O
Dr.
Hergenrolher.
Noticias diversas. —
Na
Hungria
estão
sem
abrigo
e
sem
recursos
84:000
pessoas,
e
as
casas
arruinadas pelas
inun
dações
passam de
12:000.
—O
conselho
municipal
de
Paris
vo-
lou
a
execução
de
um
projecto
para
que
os
relogios
da
cidade
sejam
regulados
por
meio
de
um
apparelho
em
que
a
eleclricidade
actua, não
como
força
mo
triz,
mas
tão
sómenle
reguladora.
D’esta
arte
conseguir-se-ha
que
a
hora
marcada
em todos
os
relogios
d’
aquella
capital
seja
exacta
e
a
mesma.
Communicndo.
—
Acabamos
de
rece
ber
o
seguinte,
a
que
nos
apressamos
a
dar
publicidade.
Snr.
redactor.
Tendo
v.
publicado
no
seu
jornal
o
«Commercio
do
Minho»
n.°
924
um
ar
tigo
com a epigraphe=O
protestantismo
em
Braga—
,
e
no
qual
allude
a
um
fa
do
praticado
por
alguns
indivíduos,
no
domingo
da
Paixão,
com
umas
via-sacras
que fizeram;
como
alguém tenha
malevo
lamente
dito
que
fazíamos
parte
também
d’aquelles
indivíduos,
e
sendo certo
estar,
como
diz,
conhededor d
’
elles,
pedimos
e
esperamos
da bondade
de
v.,
que,
para
credito
nosso,
declare
no
seu
jornal,
se
nós
abaixo assignados,
filhos
do
director
do correio de
Braga, entramos
no
nume
ro
das pessoas
que
praticaram
os
factos
a que
refere
o seu artigo.
Braga 20 d’abril
de
1879.
Narciso
Antonio
Rebello
da Silva
José
Maria
Refàtlo
da
Silva.
Satisfazendo
aos
illustres
signatários,
que
veem
justamente
pugnar
pela sua
honra
malevolamente
offendida,
cumpre-
nos
declarar
que
nem
chegou
ao
nosso
conhecimento
que ss.
s.as
tivessem feito
parte
da
horda
de
sacrílegos,
cujo
pro
cedimento
temos slygmalisado,
nem
o
te
ríamos
crido
facilmente,
caso
alguém
nol-o
tivesse
aíTirmado,
porquê
os
reputamos
incapazes
de
comrnetler
similhantes
deli-
ctos.
Eis
o
que o-espirito
de
justiça
nos
ordena
declarar, lamentando
sinceramente
que
alguém
houvesse
confundido
ss.
s.as
com
certos
miseráveis, cujos
nomes,
ha
pouco,
omillimos
por
caridade.
SECÇÃO DE COMUNICÃDOS
COMPANHIA
FENIX.
Snrs.
redactores
do
«Commercio
do
Minho».
Rogo a
vv.
0
favor
da
publicação
no
seu
acreditado
jornal
da
carta
que
aqui
incluo,
pelo
que
lhe
ficará
summamenle
agradecido
0
De
w.
etc.
S.
C.
18
—
4-79.
O
agente
da
companhia
Joaquim
Ilydio
Oliveira
de
Carvalho.
Ill.mo
Snr.
Cumpro
um
agradavel
dever
dirigindo-
me por
este
meio a
V.
S.
a
, para
lhe
agradecer
e
á
companhia
Fenix,
de
que
é
digno
representante,
0
modo
honroso
como
se
houveram
para comigo na
in-
demnisação
que
a
companhia
promptamen-
te
me
satisfez
pelos
prejuisos
causados
no
meu
prédio
do
Sardoal,
segurado
na
mesma companhia,
pelo
incêndio que
n
’
ella
se
manifestou
na
manhã
de
27
de março
ultimo
findo.
A
solução
que
a
companhia
rasgada
mente
deu á
divergência
de peritos na
louvação
dos
prejuisos causados,
acceiian-
do
de
preferencia
os
orçamentos
a
que
conscienciosamente
procedi,
não
obstante
a
diíferença
para
menos
dos
louvados
da
Companhia;
assegura
mais
uma
vez
a
con
fiança
e
o credito de
que
a
Companhia
é
realmente
credora.
A
ponctualidade, o
interesse
em bem
satisfazer
ao
segurado, e, finalmente, o
modo attencioso
e
delicado
com
que
V.
S.a
se
houve n
’este
negocio
para commigo,
não
só
corresponde
á
alta
cathegoria
da
Companhia
Fenix,
como
obriga ao
meu
reconhecimento
e
gratidão.
Auctorisando
a
V.
S.
a
a
poder
fazer
o
uso
que
entender
d
’
esle
meu
teslimu-
nho
de
agradecimento
Sou
de
V. S.a
mt.°
att.°
v.
r
cr.°
Braga,
s.
c.
17
—4—
79.
III.
,no
Snr.
Joaquim
Ilfydio
Vieira de
Carvalho,
di
gníssimo
agente
da
Com
panhia
Fenix.
(2367)
José
Vicente
Alves
da
Moita.
CORREIO
Monção.
—
Ex.
ma snr.
a
D. Zulmira
E.
A.
de
Sá.
Recebemos
e
agradecemos.
Lamego.—
Revd.
0
padre
Anlonio
Joa
quim
da
Silva
Chanesco.
Procuraremos
sa
tisfazer
a
sua prelenção.
Rezende.
—Snr.
Antonio Alves.
A
folha
lem-lhe
sido
enviada
com
toda
a regulari
dade.
Pelo
correio
escrevemos.
Resumo do aclivo e
passivo do
Banco
Bommercial da Madei
ra,
em
28
de
fevereiro de
1879.
Activo:
Acções
por
emittir.
.
Letras
descontadas
e
a
re
ceber
.
.
.
.
.
Diversos
devedores
. .
Agencias
no
paiz.
Gastos
de
instalação
.
Sello
em
6:100
acções.
Moveis
e
utensílios
.
Edifício
do Banco .
.
Hypolhecas
de
raiz.
.
Juros
a
liquidar
.
.
.
Empréstimos
sobre
penho
res
.........................
Contas
correntes
garanti
das.........................
Papeis
de
credito
.
.
Leilras
em
execução
.
Caixa
existência
em cofre
em
metal...................
Passivo:
Capital..................................
Obrigações
a pagar.
Deposilos
á
ordem.
.
.
Fundo
de
reserva
.
.
.
Diversos
credores
.
.
.
Dividendo a pagar
•
.
.
Lucros e
perdas.
.
.
.
600:000^000
180:428^078
59:1585918
9:2365605
2:8345341
61O5'K)O
1:4235623
5:1355499
95:1955490
8915925
18:3135505
202:5125168
32:4105000
4:2605000
41:5525593
1 200:1)005000
15:8695'193
1:0935950
5:1705282
2:2835381
3475945
29:1985894
1.253:9635545
Pelo Banco
Commercial
da
Madeira
Os
Directores
J.
de Salles
Caldeira.
(2363)
José
Paulo
dos
Santos.
RECLAMOS
Copiamos
do periodico
de
Paris
«La
Patrie»,
as
seguintes
linhas:
«Com
muita
freqnencia
me
consultam
os
nossos
leitores sobre 0
valor
verdadeiro
de tal
ou
qual
preparado,
de
tal ou
qual
tratamento,
ou
d
’um
medicamento
qual
quer;
respondo
sempre
por
carta
a
essas
perguntas,
porque
não
costumo
fazer
re
clamos
e não
poderia
expor
com
inteira,
liberdade
n
’
estes artigos
o
meu
parecer
so
bre
muitas
coisas,
boas
ou
más.
«Ha.
no-entanto,
alguns
casos
nos
quaes
a
pergunta
respeita
a
um
procedimento
completamente
geral,
a
uma
sustancia
tão
vulgarisada,
que
sem
escrupulo
algum
se
póde
tratar
publicamente
a
questão.
As
sim
é
que
continuamente
me
perguntam
o
que
é
o
Ferro
Bravais,
se
elle
é
ver-
dadeiramente
tão
util
como
se
diz,
etc.
«Tenho,
para
responder
a
essas
diffe-
rentes
perguntas
tanta
mais liberdade,
que
são
poucas
as
casas
nas
quaes
se
não
encontre
hoje
este
produclo,
poucas
as
famílias
nas
quaes
não
seja empregado,
já
para
um joven
atacado
por
esse
mal
proprio
das
grandes
cidades,
que
se
cha
ma
anemia
—
Pódem
os
meus
correspon
dentes
informar-se;
em
toda
a
parte
acha
rão testimunhas
desinteressadas
que
lhes
relatam
as
maravilhosas
curas
obtidas
com
esta
excellente
preparação.
«Muitas
vezes
na
minha
vida
lenho
prescripto o
ferro;
com
certeza
aposta
ria
que
tendo
feito
tomar
uma
quanlida-!
de
bastante
grande
para
ferrar
um
esqua
drão
inteiro;
tendo
o administrado debai
xo
de
todas
as
fôrmas:
pilulas,
pós,
lí
quidos, percloruro,
etc.
—Pois
bem,
con
sidero
como
um
progresso
verdadeiro
o
ferro
tal
qual
nol
o
apresenta
hoje
o
snr.
Bravais.
Sob
lodos
os
pontos
de
vista da
commodidade
na
administração, da
faci
lidade
e
segurança
de
assimilação,
não
creio
que possa
encontrar-se
coisa
me
lhor.
Não
ha,
portanto,
que
estranhar
se
nós,
os
médicos,
o
indicamos
quasi
sem
pre.
Preferem-no
os
enfermos
e
é
ver-
dadeiraroente
melhor:
duplo
motivo.
Que
mais
se
póde
dizer?»
Doutor
P.
Duvernay.
jmDOumros
Os
ahaixo
assignados,
tributam eterna
gratidão
a
todas
as
pessoas,
que
os
cum
primentaram, e
lhes
prestaram
serviços,
por occasião
do
fallecimento
e
enterro de
seu
chorado
irmão,
pai
e
sogro, Antonio
José
Dias
Palhão,
que
teve
logar
no
dia
46
do corrente,
na
freguezia
de
Chamoim.
Pergoim,
22
d
’
abril
de
1879.
Padre
Manoel
José
Dias
Palhão
Belarmina
Dias
Palhão
Barroso
Domingos
Antunes
Barroso.
(2373)
Os
abaixo
assignados
éxtrernamente
penhorados
para
com
todos
os
ill.
,no
*
e
exc.
mos
snrs. e
snr.as
que
se
dignaram
cumprimenlal-os
por
occasião
do
falleci
mento
de sua sempre
chorada
e
idolatra
da
esposa
e mãe,
Maria
Valentina
de
Sousa
Cruz Vianna, agradecem
por este
meio,
emquanto
o
não
fazem
pessoal
mente,
protestando
a
todos
indelevel
e
profunda
gratidão.
Manuel
José
da
Silva
Araújo
Cruz.
Elvira
Adelaide
de Sousa
Cruz
Vieira.
Filomena
Benedicla
de
Sousa
Cruz
Vieira.
João
Maria
de Sousa
Cruz
Vieira (auzente).
Manuel
Maria
de Sousa Cruz
Vieira.
Francisco
Casimiro
de
Sousa
Cruz
Vieira.
(2365)
Os
ahaixo assignados agradecem, mui
to
penhorados,
a
todas
as
pessoas,
que
se
dignaram cumprimenlal-os
por
occa
sião
do
fallecimento
de
seu
mano
e
cu
nhado,
João
Manoel
Pinheiro
Torres
e
Almeida.
Maria Amélia
Pinheiro
Torres
Francisca
Casimira Teixeira
Pinheiro
Torres
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres.
Os
abaixo assignados,
servem-se
d
’
esle
meio
para agradecerem
a todas
as
pes
soas
de
sua
amisade
e
relações
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
falleci
mento
de
sua
sempre
chorada
irmã
e
tia
D.
Francisca
Benedicla
d
’
Aguiar,
e
assistiram
aos
oflicios
fúnebres que
por
sua
alma
tiveram
logar na
egreja
de
S.
Francisco d’
esta
cidade
no
dia
2 do
cor
rente
mez.
A
todas se confessam
penhorados,
e
lhes
protestam
sua
indelevel
gratidão.
Braga
18
de
abril
de
1879.
Marianna
de
Jesus
Aguiar.
Margarida
Angélica
Aguiar.
Joaquina d
’Assumpção
Aguiar.
Padre
Manoel
Martins
d
’Aguiar.
(2368)
Penhoradissimos
para
com todas as
pessoas
que
tanto
nos
obsequiaram
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
do
nosso
presado irmão
e
tio,
o
revd.‘
n
”
padre Luiz
Peixoto
de
Magalhães,
abbade
de
Padim da
Graça,
especialmente
para
com
os
revd.
08
ecclesiasticos
pelos
dis-
tinctos
serviços
que
lhes
prestaram;
por
este
meio
veem
consignar-lhes
um
pro
fundo
testimunho
de
gratidão
e
reconhe
cimento
indeleveis.
Pedem
desculpa
de
o
não
fazerem
pessoalmente.
Anna
Maria
de
Magalhães
Calharina
Candida
Vieira
Magalhães
José Peixoto
de
Magalhães.
(2364)
José
Justino
Fernandes
Dias,
Dom
Cae
tano
de Portugal, ausente,
1).
Maria
Bita
da
Silva
Dias,
Dom
José
de
Portugal,
ausente,
D.
Pedro
de
Portugal,
ausente,
Antonio
Cândido
da
Silva
Amorim
e
Ma
noel José
da
Silva,
agradecem
penhora
dos
a
todos
os
cavalheiros
que
se
di
gnaram
assistir
ao
responso
de
sepultura
que
houve
logar
na
capella
do
Cemité
rio
por
alma
de
D.
Maria
José
de Por
tugal,
sua esposa, íilha,
nora,
irmã,
cu
nhada
e
sobrinha,
e
bem
assim a
todos
aquelles
snrs.
que
os
comprimentararn
pelo
fallecimento
da
mesma
senhora.
(2357)
Andreza
da Costa
Bezerra
Braga
(au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(auzente),
Ma
noel
Simões
Braga, José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e João
Trindade
de
Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida
Antonia Ma
ria
Simões,
não
o podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da sua
casa
á
egreja,
e
cemiterio,
o
corpo
de
sua sempre
presada mãe
e so
gra,
bem
assim
a
todos
os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames, confessam o
seu profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de 1879.
(2316;
ANNUNCIOS
MI5BIE1HO
A JUBO
Ha
na-
Irmandade
de Nossa Senhora
das
Dores
dos Congregados
a
quantia
de
200$000
reis
para
mutuar
a
juro sobre
hypotheca.
Quem
o
pretender póde
diri
gir
seu
requerimento
á
Meza
da
mesma
Irmandade.
(2370)
ÉDITOS DE 50 DIAS
Pelo
Juizo
de
Direito
d’
esta
cidade
e
co
marca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Gaspar
Augusto
d
’01iveira
Faria
Basto,
correm
éditos
de 30
dias
citando, chaman
do
e
requerendo
todas
as
pessoas
incertas
e
quaesquer
credores
ou
legalarios
des
conhecidos
ou
rezidentes
fóra
da
comarca,
que
se julguem
com algum
direito
ao
ca
sal
do
finado
João
Baptista
da
Cruz, mo
rador
que
foi
no
logar
da
Egreja
Nova,
freguezia
de
Nogueiró,
d
’esta
comarca,
para
que
fiquem scientes
de
que
se
anda
procedendo
a
inventario
de
menores
por
fallecimento
do
mesmo
e
venham
ahi,
n’
a-
quelle
praso,
querendo,
deduzir
e
allegar
seus
direitos,
sob
pena
de
revelia
e
ser
por
sentença julgado
o
alludido
inventario.
Braga
5
dabril
de
1879
e
nove.
O
Escrivão
do
4.°
oílicio
Gaspar Augusto
d
’
Oliveira
Faria
Basto.
Verifiquei a exatidão;
(2371)
Adriano
C.
Sampaio.
■
ATTE1SÇÃO
Quem
tiver
uma casa de
pouco
dinheiro,
que
queira
vender ou emprasar,
dirija
car
ta
pelo
correio
com
as
iniciaes
A.
J.
T.
M.
(2372)
DECLAKAÇÀÕ
”
"
A
Caixa
Penhorista
da
rua
das
Palho
tas,
n.°
8,
liquidou
com a Companhia,
por
assim
convir
ao gerente
da
mesma
Caixa.
Braga
20
d
’
abril
de 1879.
(2376)
J. P.
Magalhães.
ARREMATAÇÃO PERANTE 0 GOVERNADOR CIVIL DO DISTR1CT0 ABAIXO
DECLARADO
Ao
dia 95 de
Abril de 189»
LISTA
N.° 345
—B
DHTK1CTO DE BRAGA
CONCELHO
DE
VILLA
NOVA
DE
FAMALICÃO
Numeros
Avaliarei
2
Duas
faxas
de
terreno
medindo
cada
uma
35
metros
quadrados,
que
sobraram da
expropriação
para
a
construcção
da
estrada
real
n.°
32
no
lanço
da Curvaceira a
Guimarães
entre
os
kilo-
metros
36
e
37
21$000
Segunda
Repartição
da
Direcção
dos
Proprios
Nacionaes,
22
de
Março
de
1879*
=-Marcelino
Augusto
Leite.
(2374)
Ao
dia 95 de Abril de 189»
LISTA
N.°
3690
DISTSiíCTO
DE BRAGA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Bens
pertencentes
ã
junta
de parochia
da
freguezia
de
S
Martinho
de
Gonclomar
13
Uma
sorte
de
mato
denominada
do
Outeiro,
situada
na
Veiga
do
Redondo;
confronta
do
norte
com
terras
de
mato do
casal
de
S.
Roque,
e
fazendo
uma
chave,
vae
confrontar
com
a
bouça
do
Sabugueiro
e
com
as
dos
casaes
da
Silva
e
do
Pino,
sul
com
o
caminho
publico,
e
fazendo
uma
chave
com
terras
de
mato
do
ca
sal
de
S.
Roque,
nascente
com
terras
de
mato do
casal
de S.
Roque,
e
poente
com
terras
de
cultura
do
casal
do
Carvalho,
de
José
Custodio
Antunes,
e fazendo
uma
chave
com terras
de
mato,
que
foram
do
Casal
do Assento,
de
José
Antunes
Lobo
e
do casai
de
Requião
e
caminho
dos
Consortes
240-3000
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
dos Proprios
Nacionaes, 22
de março
de 1879.
=Marcellino
Augusto
Leite.
(2375)
DECLARAÇÃO
Maria
das
Dôres
Gomes,
viuva de
Ma
noel Gomes,
ex-feitor
da
casa
das
Hor
tas,
d
’esta
cidade,
e
moradora na rua da
Boa-Visla,
n.°
135,
declara
que
não
tem
dividas
algumas
por escriptura,
letra,
ou
outro qualquer
titulo,
e
nem
mesmo
de
primor.
Se
porém
houver
alguém
que
se
julgue
no
direito
de
credor
com
re
lação
á
mesma,
a
annunciante
pede
para
que
assim
se
lh
’o faça
saber, afim de
evitar
complicações
na eventualidade
do
seu fallecimento.
(2366)
Vende-se uma
casa
na
rua de
S.
Domingos,
n.° 26,
com
poço
naieiro
e
quintal. Quem
a
perten-
der
falle
com
Domingos
José
Pereira,
na
casa
contígua
áquella.
(2377)
JE5ECEARAÇÃO.
Domingos
José
Vieira Machado
decla
ra,
que
desde
o
dia 17
do
corrente
des
pediu
do
seu
estabelecimento
de
drogas
o
seu
ex-caixeiro
Manoel
José Martins.
(2369)
Está
aberto
o
cofre
Municipal
para a
cobrança voluntária
da
derrama
directa
de
1878-1879,
desde
o dia
21
do
cor
rente
até
20 de
maio
proximo
futuro,
e
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
e
meia da
tarde,
lodos
os dias
menos
os
sanctificados. E
previne-se
o
publico,
de
que
os
remissos
ficam
sujeitos
ás
mesmas
penas
estabelecidas
para
as
contribuições
da
fazenda
publica,
álém das
custas da
execução quando
sejam
relaxados.
Braga
17
de abril de
1879.
O
escrivão
da
camara
(2360)
Antonio
Manoel
Alves
Costa.
lÊâi*
proprietário
: Joaquim
Bernardo
da
Silva
I51A
D»
CAHi’1»
(
antiga
porta
de
s
.
francisco
)
E
’
com
o
citado
novo titulo que
d
’ora
em diante
se
denominará a
antiga
hos
pedaria
da
Porta
de
S.
Francisco.
A
ge
rência
da
mesma
continua
a
cargo
do
seu
proprietário,
o
qual
continua
a
en-
carregar-se
de encommendas concernentes
á
sua
arte
de
cosinha,
e
das
acreditadas
frigideiras.
(2361)
As
prelecções
publicas d
’
ensino
pri
mário
pelo
methodo
do
dr.
João
de
Deus,
annunciadas
para
os
dias 17
20
e
24
da
corrente,
no
Lyceu d’esta cidade,
pelas
dez
horas
da
manhã,
ficam
addiadas
pa
ra
24
27
e
30
do
mesmo,
nos
ditos
lo
cal
e
hora.
Braga, 14
de
abril
de
1879.
O
Escrivão
da
Camara
(2356)
A. M.
Alves
Costa.
SORTE GRANDE
IÍE8S 90:000$000
EXTRACÇÃO
DE
5
D
’
ABRIL
DE
1879
ESTABELECIMENTO
DE LOTERIAS
327,
BUA
DE
SANTA CATIIAR1NA,
331
PORTO
João
Marques
d
’Almeida Castro,
aíTian-
çado
no
governo
civil
do Porto,
com
es
tabelecimento
de
loterias
na
rua
de
Santa
Calharina
n.
os
327
a
331,
tem
a
honra
de participar
aos
seus
amigos,
freguezes
e
correspondentes
da
província, que
da
loteria
que
hontem
se
extrahiu,
vendeu
no
seu
feliz
estabelecimento
(aberto
em
cautelas
oe
diversos
preços)
parte
do
bi
lhete
n.°
6215
premiado
com
500:000
pesetas
ou
reis
90
contos.
O
mesmo
faz
publico
para
que
os
interessados
apre
sentem
as
fraeções
que
tiverem
do
dito
numero
para
assim
receber
o
prémio
que
lhes
pertencer.
N.
B.
—
Como se
vê
por
outro
annun-
cio
publicado
n
’
este
jornal
continua a
ter
á venda
bilhetes
e
fraeções
para
as
seguin
tes
loterias.
Porto
6
d’
abril
de
1879.
(2358)
CONFEITARIA CENTRAL
15—RUA DE S. MARCOS—15
Acabam
de
chegar
a
este
estabelecimen
to
boas
qualidades
de
amêndoas
e
carto
nagem,
caixinhas
e
queques.
Enfeita pão
de
ló,
e
mais
objectos
proprios
para
fo
lares—
que
tudo
vende
por
preços muito
rasoaveis.
(2348)
RESPONSÁVEL—Luiz Baptista da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
