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- conteúdo
-
REXIttlOSA, POTATICA.
ja 3UOTIC MOSA.
REDACTORES
—
D. Miguel SoUo-Mayo? e Dr. Custodio Velloso.—
DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGN
ATURA
Braga,
12 mezes
...............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.
.
.
.
.
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS
PREÇO
DA
ASS1GNATUBA
Províncias, 12
mezes......................... 2&000
»
6
»
.........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso
........
10
N.°
924
G
SABBADO i9
D ABRÍL DE 4879
Ainda
dua» palavras á
«Palavra».
.
Quem
lêsse
com
alguma
attenção
o
que
escrevemos em
o
n.°
914
d’
este
jornal,
dirigindo-nos
ao
nosso
estimado
collega
portuense
a
«Palavra»,
comprehen-
deria
de
certo que
em
nome
do
partido
legitimista
portuguez
fallavamos,
e
a elle
principalmente
se
referiam
as
breves
con
siderações,
que
íizemos
em
nosso
artigo.
Desde
que
se
affirmara
que
em
lo
dos
os
campos
—
mesmo
n
’aqttelle
em
que
se
defendem
os
princípios da
legitimida
de—
existem
calholicos
liberaes,
era
dever
nosso
remover
esse
labeu
para
longe dos
nossos correligionários
portuguezes,
cujo
credo
religioso
e político
está
bem
pa
tente,
nos
jornaes
e
escriptos
de diffe-
rentes
épocas,
produsidos por
pennas
le-
gitimistas,
a
protestar
contra a
mais
le
ve
suspeita
de que
haja
entre
nós
al
guém
eivado
d’
essa
perniciosa
peste,
que
se
denomina
calholicismo
liberal.
E
’
mesmo
bem
sabido, que,
no
pe
ríodo
do
governo
legitimo
em
Portugal
decorrido
desde
1828
a
1834,
começou
a
pôr
se
em
pratica
uma
salutar
reácção
contra
os
princípios
d
’
esse
falso
catholi-
cismo,
mandando-se
expungir
dos
com
pêndios
destinados ao
ensino
official
os
numerosos
erros
das
escolas
jansenislica
e
gallicana,
que
o
cesarismo
havia
ado-
ptado,
e
que
o liberalismo
ainda
hoje
sustenta.
E o
príncipe,
que então
empu
nhava o
sceptro
lusitano,
declarava
no
decreto,
em
que
mandava
substituir
o
calhecistno chamado
de Montpellier
peio
do
patriarchado
de
Lisboa—
que
acima
de
lodos
os
seus
títulos
prezava
mais
que
tudo
o
de
rei
fidelíssimo.
Mal
se
pensaria
então
que homens,
que se
dizem
calholicos
puros,
preferi
riam a
esse
rei
uma
dynastia,
cujo che
fe
se
declarou
publicamente
pedreiro-livre,
e
de
cuja
dominação
em
Portugal,
podem
contar-se
os
annos por
outros
tantos
ul-
trages,
expoliações
e
invasões contra
a
Egreja
Catholica e
seus
sacratíssimos
di
reitos!......
Mas
o
nosso
collega,
em
a
nota
que
deu
lugar
ás
nossas
reflexões,
referia-se
aos
defensores
da
legitimidade
em
geral,
e
sem
especificar nacionalidades.
E
no
artigo
do
seu
numero
1:994 diz
—-«Isto
«mais
ou
menos
por
toda
a
parte;
mas
«sobretudo
na Italia
e
na França».
As
sim cumpre
que
digamos
nós
também
alguma
cousa,
cora
referencia
ao
partido
legitimista
tomado
igualmente
na
sua
ge
neralidade.
«Legitimista»
consoante
a
significação
mais
restricta
do
vocábulo,
diz-se
a pes
soa,
que
reconhece e defende
os direi
tos
de qualquer
príncipe
legitimo;
e
n
’
este
sentido
lambem
Manuel
Fernandez
Tho-
maz,
e
Ferreira
Borges,
e
Manuel Bor
ges
Carneiro
—
os patriarchas
do liberalis
mo
entre
nós
—
podiam
dizer-se
legitimis-
tas,
pois
reconheciam
os
direitos
de
el-
rei
D. João
VI
ao
throno
portuguez,
e
em defesa
d
’
esses
mesmos
direitos,
co
briram
d
’
improperios
o
príncipe rebelde
D.
Pedro—depois transformado
em
hcroe
pelos
liberaes
—
quando
este se
revoltava
contra
o
seu
legitimo
soberano,
levantan
do-se
com
o
Brasil.
Mas
hoje
dá-se
á palavra
—legitimista
—
uma
significação
mais
lata,
e
chama-se
partido
legitimista
aquelle,
que
não
só
sustenta
a
causa
das
dynaslias
legitimas,
despojadas
dos respectivos Estados
pela
revolução,
mas
também
se
acha
em
hos
tilidade
aberta
com
as theorias políticas
e
religiosas propagadas
pela
mesma
revo
lução,
ou
com
o
liberalismo,
que
é
a
sua
synthese
N
’
este
sentido
o
legitimis-
ibo
é
a
perfeita
antithese
do
liberalismo;
e
foi
porisso
mesmo
que
nós
dissemos
—que
legitimista
e
liberal
são
qualifica
ções,
que
mutoamenle
se
repellem.
Quando ha
poucos
annos
se
propunha
ao
senhor
conde
de
Chambord
o
subir
ao
throno
de
seus
maiores
com
a
condição
de
adoptar
a
bandeira revolucionaria,
elle
regeitou
nobremente
similhante
proposta,
protestando
permanecer
fiel
á
sua
bandei
ra
branca,
ainda
sob pena
de
não
chegar
a
cingir jamais
a
corôa,
que
por
direito
lhe
pertence.
Eis
aqui
o
que
é
o
verdadeiro
par
lido
legitimista,
exemplificado
em
um
dos
seus mais illustres
chefes.
N’
este
campo
fluctua
urna bandeira,
que
não
tem,
que
não póde
ter
nada
de
commum
com
o
estandarte
revolucionário,
a
cuja
sombra
se
acolhem
os liberaes
de
lodos
os
mati
zes, formando
tnn
outro
campo,
que o
primeiro
é
chamado
a
combater
sem
tré
guas.
Porisso
nós
affirmaremos
sem
hesi
tar,
que
no
campo
legitimista
não
póde
haver
calholicos
liberaes, ou só
aqui
po
dem
existir
como
os
judeus
e
os
mah
>-
metanos
entre
os
povos
calholicos,
isto
é,
sem
se
unificarem,
sem
se
confundi
rem
comnosco.
O
partido
legitimista
é
um
partido
catholico
antes
de tudo
e
primeiro
que
tudo,
fiel
aos
ensinamentos
do
Vigário
de
Jesus
Christo
e
votado
de
alma e
co
ração
á defesa
dos direitos da
Egreja.
Quem não
adopta
sem restricções
este
artigo
do
nosso
symbolo
poderá
ser
tudo,
menos
um
genuino
legitimista.
Um
legi-
Hmisla-calholicoUberal
seria
ura verdadei
ro
monstro
horaciano,
que
nem sequer
póde
conceber-se.
Para
que
exista
real
mente
é
mister
amputar-lhe
o
primeiro
d
’
aquelles
trez
qualificativos;
e
então
só
na
apparencia
poderá
ficar
entre
nós,
porque
a
sua
posição
real
e
verdadeira
é
lá, no campo
liberai.
Aqui
ninguém
o
reconheceria
por ir
mão,
não
o
quereríamos
por
companhei
ro, nem
lhe
acceitariamos
os
serviços,
porque
elle
só
viria
comprometter-nos
e
atraiçoar-nos.
Assim
mais
desenvolvidaraente expli
cado o
nosso
pensamento,
cremos
ficar
no
mais
perfeito
acordo
com
o
nosso
pre-
sadissimo
collega
da
«Palavra», que
lam
bera
confessa
termos
razão
quando
affir-
mamos
a
incompatibilidade,
que se
dá
entre
as
duas condições
de—
liberal
e
le
gitimista, na
accepção
(repelimos)
polilico-
religiosa
do
termo.
E
será
muito
para
desejar
que
assim
terminem
sempre
as
nossas
divergências,
pois
que
temos diante
de
nós
ura
ini
migo commum,
vigoroso
e
compacto,
que
atlrahe
de
preferencia
os
nossos
tiros,
e
que
folgaria
com
sobejo
motivo
vendo-nos
divididos
e
discordantes.
D.
M. S.
As fwneçôeB
dUs Sematia Saneta.
Subiram
de
esplendor n’
este
anno as
solemnidàdes
da
Semana
Sancta,
as
mais
graves
e
commoventes
do
culto
catho
lico.
Reduziam-se
nos
annos
anteriores
es
tas
funcções ao
que
strida
e
singelamen
te
se
fazia
na cathedral
por mera
obri
gação
do
Estatuto
coral,
e
nem a
pobreza
da
fabrica
da
egreja,
nem a fome
canina
dos
governos
liberaes
permitte
que
este
culto
official
ultrapasse
o
strictainente
in
dispensável
para
que
as
portas
das ca-
thedraes
não
se
fechem n
’
esses
dias.
As
sim
anda abastecido o culto
religioso
que
o
governo
nacional
se
obrigou
a
man
ter
quando
espoliou
a
egreja
dos
rendi
mentos
proprios, extinguindo os diziraos,
e
desaraorlisando (frase
liberal)
a
proprie
dade.
Se
não
lôra
a
solicitude
particular
dos
prelados
e a
sua
presença
n’
estas
solemnida-
des,
eslariam
desertas
as
calhedraes nas
principaes
solemnidades
do
gyro
do
anno.
Bem
se
imagina
o que
seriam
estas
solemnidades
com
um
cabbido
reduzido
a
quatro conegos,
alguns
doentes;
a
um
côro
com
seis
capellães,
e
a
uma capel-
la
com
quatro
cantores.
Evidentemente
que
com
este numeroso
pessoal
que
a
fa
brica
ou
o
lhesouro
estipendia,
as
fuuc-
ções
do
culto
catholico
nas calhedraes
haviam
de
tocar
as
raias
do
esplendido e
do
magnifico.
Vem
porém a
piedade particular;
como
sempre,
a
ella
se
recorre
em
auxilio
do
culto
religioso,
e
aquellas
solemnidades
receberam
o
esplendor que
demandam.
Além das
matinas
cantadas
nos
tres
dias,
e
dos actos
ponlificaes
da bênção
dos oleos,
e
do
lava-pedes
que
fez o
exm.°
prelado,
houve
n
’
este
anno
os
officios
da
sexta-feira
na
real
capella
de
Saneia
Cruz,
com
a
magestosa
procissão
do
Enterro,
que ha
muitos
annos
se
não
fazia.
De manhã
teve
logar
a
adoração
da
Cruz,
e
missa
na
fórma
prescripta
no
ce-
remoniario romano.
O templo
estava
todo
forra
lo
de
ne
gro
crepe;
na
capella-mór erguia-se
a
montanha
que
figurava
o
Calvario, e
na
escuridão
do
lemplo
saneio
alvejava
o al
tar
do
sacriticio,
desmantellado
e
nu,
com
os
cirios
lugubres
e
e
Cruz
coberta
de
um
veu
roxo.
Desnudada
a
cruz
com
as
ceremonias
prescriptas,
e
posta
sobre
um
veu
bran
co de
seda
d
’ouro,
começou
a
commo-
vente
ceremonia
da
adoração,
indo
pri
meiro
o
celebrante só
e
descalço,
e
de
pois os
aeolythos,
clero
assistente
e
a
Meza
da Irmandade
da
mesma
fórma
que
o
celebrante,
adorar
o
Sagrado
Lenho
da
redempção.
Um
côro de
vozes
respondia
ao
canto-
chão
grave
dos
ministros
sagrados.
As
lagrimas
borbulhavam
nos
olhos
e
o
coração
aperlava-se
transido
de
dôr
quando
estas palavras
—
meu
povo,
que mal
te
fiz
Eu,
ou
em
que
te
desgostei
-po-
pule
meus,
quid feci
tibi, aut
in
quo
con-
tristavi
te
—despertando
o
remorso
do
cri
me retiniram
nos
ouvidos.
Esta voz
de
mansíssimo
Cordeiro
sain
do
do leito
da
sua
cruz,
onde
expirou
com
o
perdão
nos
lábios,
fendia
o
roche
do dos
corações
obstinados
e
d’
elles
fa
zia brotar
as
lagrimas do
arrependimento.
E
’
impossível
disfarçar-se
a
commoção
que
tão
pathelica
ceremonia
produz
n’
al-
ma
crente
e
piedosa.
De
tarde,
pelas
cinco horas,
sahiu
a
magestosa procissão. A
gravidade,
o
silen
cio
e o
respeito
com
que
todos
caminhavam;
os
cânticos
fúnebres
com
que
os
sacerdotes
quebravam
o
respeitoso
silencio,
e
a
voz
triste
e
maviosa
d
’
uma
exemplar
joven
que
figurava a Verónica
e
soltava
este
pranto
—
O’
vos
omnes
qui
transilis
per
viam
at
tendite
et
videte si
est
dolor
sicul
dolor
meus
—
fazia
mais
profunda
a
tristeza,
e
em
muitos,
cerlameiile, mais
vivo o
arrepen
dimento
das
culpas
de
que
a
consciên
cia
se
sentia
manchada.
Adornava
a
procissão
algum
figurado
que
o
Estatuto
ordena,
como
a
Magda-
lena
e
o
Evangelista
e
outras
mulheres
piedosas,
José
d
’Arimathea
e
Nicodemus,
e
o
Cenlurião.
Todas
estas
figuras,
bem
caracterisa-
das e d’uma
estatura
proporcionada,
lon
ge
de
excitarem
o
riso como
n
’
outras
oc-
casiões
em que
temos
visto
patriarchas,
prophetas,
reis
e
outros
personagens
no
táveis
da
Biblia
representados
em
meni
nos
de
seis
annos,
sem
verosimilhança
al
guma,
concorreram
para
abrilhantar
a
pom
pa
de tão
lugubre acto,
recordando
os
varões
e
matronas
que
prestaram
no
en
terro
de
Jesus
as ultimas
honras
ao seu
Sacrosanto
Corpo.
Tão
necessário
julga
ram
nossos
maiores
este
adorno
do
refe
rido
figurado
n
’
esta
procissão, para
avi
var a
memória
de tão excellentes
per
sonagens,
e
lembrar
os
actos da
sua
ar
dente
piedade
e
compaixão,
que
no
Esta
tuto
da
Irmandade
de Santa
Cruz,
tnn
dos
mais
previdentes
e
mais
bem
elabo
rados
que
temos
lido,
consignou
a
obriga
ção
de
apresentar
na
procissão
do
Enterro
do
Senhor
as
figuras
mencionadas,
e
ain
da
outras,
para
que não
havia
vestuário
apropriado, e que
porisso
não
poderam
entrar
no
programma.
As
aucloridades
civis
e
os
chefes
das
administrações districtaes
acompanharam
a
procissão,
bem como
todo
o
regimento
de
guarnição
com
o
seu
brioso
e
valen
te
commandante.
O
povo
afiluiu
tão
numeroso,
que
pa
ra
a procissão
poder
entrar
no
templo
foi
necessário
guarnecer
de
policia
as
por
tas,
d’
oulra
sorte
seriam
invadidas
pela
multidão,
que
se apinhou
depois
d
’
entro
do
templo.
Ao
recolher,
depois
de
encerrada
no
sepulcro
a
sagrada Imagem,
subiu
ao púl
pito
o snr.
padre
Domingos
Albuquerque,
e
pregou
o
sermão da
Soledade
da
Vir
gem-
Também na
egreja
dos
Remedios
se
fez
este
anno
a
ceremonia
da
adoração
da
Cruz.
No
sabbado d
’Alleluia,
depois
do sus
pirado
loque dos sinos da
cathedral,
quei
maram-se
em differentes
pontos
da
cida
de
uns
bonecos
de
papel,
chamados
Judas.
A
policia andou-os
espreitando,
a
vèr
se
descobria
allusão
a
algum
personagem
que
o
povo
quizesse emparelhar
cora
Ju
das;
mas
não
lobrigou
cousa
alguma.
No
entanto
os
judas
crescem de
numero
a
julgar
pelos
que
de
anno
para
anno
ap
parecem
n
’este
dia
d’allelutas.
No
domingo
celebrou
o
venerando
prela
do
missa
de
pontifical
e
deu
bênção
papal
na
fórma costumada.
Por
ultimo
consignaremos
um
facto
digno
de
menção especial, qual
é
o
de
ter
subido
ao
púlpito
na
quinta-feira-mór,
depois
da
palhetica
ceremonia do lava-
pedes,
o digníssimo prelado, o
snr.
D.
João
Chrysostomo.
Não
occultaremos
a
satisfação
que
nos causou
vêr
um
prela
do
portuguez,
o
Primaz
das Hespanhas,
alçar
a
voz
d
aquella
eminencia
sagrada
para
persuadir
ás
suas
ovelhas
a
pratica
da
humildade e
o
exercício
da
caridade.
A
linguagem
do
pastor
bracarense,
sem
redundâncias
nem
atavios,
mas
eloquen
te
e
persuasiva, prendia
a
attenção
e
ca
lava
profundamente
nos
corações.
Graças
a
Deus já
o
púlpito
da
Sé
Primacial
tem
um
prelado
que não
teme
subil-o
Até aqui
o
lado
religioso
d
’
estas
au
gustas
solemnidades
da
Religião
Christã.
ínfelizmente,
porém,
mais
uma
vez
offereceram
ellas
aos
olhos das
pessoas
catholicas que
frequentaram
os templos
n
’
esses
dias,
o
seu
lado
immoral
e
sacrí
lego
que
lhes
tem
introduzido
uma
horda
desgraçadametile
bem numerosa
de
liber
tinos
refinados
que
os
convertem em
thea-
tro
de abomináveis
escândalos.
Nada
di
remos
porém
sobre
essa
matéria,
que
irá
sendo
tratada
até
o
fim
em
secção
á
parte,
n
’este
jornal.
ermi
istMinw
O
protestantismo
em
Braga.
Occupamo-nos
ha
pouco do
vendedor
de
biblias
falsas
que
appareceu
nas
pro
ximidades
d
’esta
cidade. Recebemos
a
es
te
respeito
mais
um
escripto,,
sem
que
lhe tenhamos
podido
dar
publicidade,
por
nol-o
impedirem
absolulamente
os estrei
tos
limites
da
nossa
folha.
Promeltemos
então
fallar
de
mais
outro
facto,
que
veio
corroborar-oos
na
convic
ção
de
que
tem
perpassado
por
esla
ci
dade
uma
aragem protestante,
que
deve
preoccupar
muito
seriameote
as
auctori
dades
competentes,
as
quaes,
para
bem
desempenharem
a
sua
missão,
jamais'
de
vem
olvidar
esta
sapientíssima
maxiraa:
Principiis
obsta:
sero
medicina
paralur,
cum
mala
per
longas
invaluere
moras.
O
facto
de
que
vamos
fallar
é,
nem
mais,
nem
menos, que aquelle
que,
ain-
não
ha
muito,
slygmatisamos
n
’
uma
lo
cal
que linha
por epigraphe—
Uma
horda
de
sacrílegos.
São
decorridos muitos
dias
depois
que
elle
se
deu
e
porisso
crêmos
que
se
o
leitor
não
tem
julgado
que
nos
esque
cemos
da
nossa
palavra, por
certo
os
auctores
da
referida
gentileza
devem
ter
esfregado
as mãos
de
contentes,
observan
do
o
nosso
silencio.
Enganaram-se
redondamente,
porque
vamos
rasgar-lhes
o
véu
da
illusão,
d'es-
se
engano
d
’
alma
ledo e
doce,
que
a
ven
tura
não
deixa
durar
muito.
A
despeito
das
pressões
que
teem
pretendido
exercer sobre nós,
appelando
para
pedidos, influencias
e
outros
meios,
não
lograram,
nem
lograriam,
de
fórma
alguma,
tolher-nos
a penna, que
consa
gramos desde
sempre
á
sustentação
da
Verdade
e
da
Justiça
e
á
profligação
do
erro
e
do
mal.
Até
hoje,
mercê
de
Deus,
não
a
pol-
luimos,
nem
a vendemos
ao
adversário;
e,
se
um
dia,
por desgraça,
houvermos
de
escutar
a
voz
da
mal entendida
pru
dência,
deixando
de
a brandir
todas
as
vezes
que
de
nós
o
exija
a
verdade
e
o
bem,
então
pedimos
a
Deus nos
inutilise
a
mão
que a
maneja.
Entremos
no
assumpto.
Na
semana
anterior
á
da
semana
San
ta
fizeram-se
n
’
esta
cidade
muitas
via-
sacras,
pelas
ruas,
segundo
é
costume,
muito
piedoso
e
antigo.
Ao
declinar
da tarde
d
’
um dos
dias
d
’
essa
semana, lembrou-se um
magote
de
selvagens
encasacados de
parodiar
uma
d’
essas
via-sacras,
percorrendo
as
ruas
em
que estão situados
os
Passos e
arremedando
sacrilegamente
as
rezas
e
as
visitas aos
differentes
Passos,
em
que
se
fazem
as
meditações
da
Paixão,
e
concluin
do
a
sua via-sacnlega
por
entrarem
no
templo
de
Santa Cruz, onde
fizeram
en
tre
o
jocoso e
o
sério
o
mais
que
é
costume
resar-se
depois
que
a
via-sacra
recolhe
ao
templo.
Terminado
o
acto,
estes
patifes
deban
daram
incólumes
e
talvez
anceosos
por
segundarem nova
gentileza,
que,
a
reali-
sarem-n
’
a,
lhes
ia
ficar
muito
cara.
E
’
assombroso
que
um
tal
facto
se
ti
vesse
consummado na
cidade
que
se ufa
na
do
nobre
e
glorioso
titulo
de
Roma
Portugueza!
Elle
dá a
justa
medida
para
poder
avaliar-se
com
segurança
do estado
de
de
cadência
religiosa
e
moral
a
que tem
descido,
ha
alguns
annos
a
esta
parte, a
cidade
de
Braga.
Um
fermento
de
impiedade,
qne
pro-
metle
um
futuro
muito
triste
se
tem
desenvolvido
e
medrado,
ha
muito,
sem
que
se tenha
procurado
—triste é
dizel-o
—
atalhar
os
progressos
do
mal,
nem
lan
çando
mão
dos
meios
mais
obvios
e
mais
fáceis.
Não
levantaremos
mão d’
este
assum
pto.
Sabemos
que
estas
verdades
com
suas
appreciações,
sobre
serem
amargas,
para
os
que
dormitam,
em
vez de velarem,
n’
estes
tempos
calamitosos
de
descrença
e
immoralidade,
vão
lambem
desaccredi-
tar-nos
aos olhos
dos
estranhos,
gregos
e
troianos,
que
reputam
a
capital
do
Mi
nho
baluarte
inexpugnável
das
nossas
san-
ctas
crenças.
Sentimol-o
profnndamente,
mas
en
tendemos
cumprir
um
dever,
comquanto
realmente pungente
e
doloroso.
Nossa
não
é,
por certo,
a
culpa, mas
de
quem
nos
obriga
ao
dissabor de
dizer
verdades
e
de
stygmatisar
attentados, que
podiam
ter-se
prevenido,
ou
ao
menos,
remediado, embora mais
valha
prevenir
que
remediar.
Não nos
demoraremos
agora
em com-
mentar
a
enormidade
do
delicio
que
dei
xamos
exposto.
E
’
elle,
de
per
si,
bas
tante
para
magoar profundamente
as
al
mas
christãs
e
despertar
a attenção
das
auctoridades
que estão constituídas na
obrigação
de velar pela
inviolabilidade
das
nossas
crenças,
pelo
respeito
nos
templos
e
pela
pureza
das
nossas
mais
justas de
voções.
O
leitor
verá
também
na
secção
com
petente
um
communicado
que,
ha
dias
recebemos
d
’
um
illuslrado
cavalheiro
de
esta
cidade
e
que,
por
carência
d
’
espa-
ço,
só
hoje
pudemos inserir. Esse escri
pto o
elucidará
mais
sobre
o
facto
de
que
nos temos
occupado.
No
entanto,
conhecedores, como
es
tamos
hoje,
dos indivíduos
que
fizeram
parle
d
’
essa
horda
de sacrílegos
que
no
domingo
da
Paixão
parodiou
o
piedoso
e edificante
costume
das
via-sacras,
não
podemos
terminar
sem
que soltemos
um
grilo
de dôr ao
vermos
envolvidos
n’ella
filhos
de
famílias
illustres,
que
foram
sempre
notáveis e
benemeritas
pela
pu
reza
dos
seus
costumes,
pela
austerida
de
da
sua
educação
e
pela
firmeza
das
suas
crenças!
D
’
envolta
cora as
pedras
que,
mo
mento
a
momento, não
desabando
dos
velhos
palacios
da
antiga
nobreza, parece
irem
caindo
egualmente em
ruinas
os
sen
timentos
nobres
e
elevados
e
as
saneias
crenças
que
sobredoiravam
os
brazões
de
nobreza
de
seus
moradores!
Como
as
famílias
tem
degenerado!
Que
é
feito da
austeridade
das
anti
gas educações que
davam
á
familia
che
fes, como
deveram
vel-o,
á
patria
cida
dãos
probos
e
honestos
e
á
Egreja
filhos
submissos
e
ministros
escravos
dos
seus
altíssimos
deveres?
Tudo
se
ha
estiolado
ás
rajadas pes-
lilentes
do
liberalismo
que
nos
atrophia!
Abordamos
a
uma
situação
lastimosa
e
incomprehensivel!
Nem
sabemos
o
fu
turo
que
nos espera,
nem
as
consequên
cias
a
que
seremos
arrasiados.
Tristíssimos
dias ameaçam
a sociedade!
A.
M.
CHRÔMCA
ESTRANGEIRA
Mais uma
tentativa
de
regicídio.
D
’
esta
vez
os
tenebrosos
planos
do
socialismo
ou
do
nihilismo,
sua
ultima
expressão,
dirigiam-se
ao
imperador
de
todas
as
Rus-
sias.
Felizmente
o
czar poude
escapar;
mas,
como
muito
bem
diz
um
insuspeito
chro-
nista, é
muito
para
recear
que
não
esca
pe
de
outra.
E’
deveras
pavoroso o
in
cremento
que
na
Rússia
tem
tomado essa
horrorosa
seita
inspirada
pelo inferno—
o
nihilismo.
Mas
não
nos
surprehende
que
assim
seja.
As
doutrinas
do
maldito liberalismo
não
podiam
ter
outras consequências.
Elle
que
tulo
tem
reduzido
ao
cahos
mais
horripilante,
ha
de
acabar
a
sua
obra.
N
’
um
brevissiino
lapso
de
tempo
temos
já
a
registrar
cinco
tentativas
de
regicídio:
o
imperádor da
Allemanha
foi
objectó
de
duas,
o
rei
da
Italia
de
uma, e
o rei da
Hespanha
de outra.
A
quinta
é
a
de que
vimos
fallando.
E
ainda
não
se
desengana
rão
aquelles
que
se
sentam
nos
thronos
pelo brutal
direito da fôrça,
ou
que
leem
por
conviva a
Revolução?
—A
imprensa
estrangeira
commenta
muito
e
variadamente
a
viagem
do
«heroe
dos
dois
milhões» a
Roma.
Não deixam
de
ser
curiosos
os
boatos
que
teem
circulado
a
este
respeito.
Diz
uin
correspondente da cidade eterna
que
é muito verosímil
que
o
objecto
de
Ga-
ribaldi
é' unicamente
de
apresentar
pes
soalmente as suas
homenagens
á
soberana
d
’
lnglaterra,
a qual está
aclualmente
na
Italia,
e
que,
segundo
o
alludido
correspon
dente,
quando
Garibaidi
foi
pela
primeira
vez áquelle
paiz, tal
influencia
exerceu
sobre
elle
que
«tornou
monarchico
o
que
então
era
exaltado
republicano
na sua
ilha».
Será
assim,
será.
Mas
então
que
si
gnifica
essa
agitação
qne
traz
o governo
em
polvorosa,
desde
que
elle
não
conse
guiu
impedir
a
fuga
de
Caprera?
Que
si
gnificam as reuniões dos
chefes
democra
tas
em
casa
do
bulhento
revolucionário?
Que
significam
as
demoradas conferencias,
sem
teslimunhas.
que
com
elle tem tido
Humberto
de
Saboia?
O
que
for, soará.
—
O
infame
projeeto
de
lei
sobre
o
ensi
no,
de
Jnlio
Ferry, continua
a
excitar
a
maior
indignação,
tanto
dos
calholicos
fran-
cezes
como
dos
do
mundo
inteiro.
O
venerando
episcopado
da
França
tem
proseguido
a
lucta
contra
esse
nefando
pro-
jecto, envindo
ás
camaras
ou
ao
presiden
te
da republica petições
e protestos os
mais
vigorosos.
Até
hoje
ha
os
seguintes:
Petição
dos arcebispos
e
bispos fun
dadores
da
Universidade d
’
Angers:—
arce
bispo
de
Tours;
bispos
d
’
Angers,
do
Mans,
d’
Angoulême,
de
Nantes,
de
Lu-
çon.
Adresse
da
província
ecclesiastica
de
Rouen:
—
cardeal
de
Bonnechose;
bispos
de
Séez,
Bayeux,
Evreux,
Coutances.
Carta
de
Monsenhor
de
Lavala a
Monse
nhor o arcebispo
de
Tours.
Carla
dos
bispos
da
província
ecclesiastica
de
Paris
ás
camaras:—
cardeal
Guibert;
arcebispo
de
Larisse;
bispos
de
Meaux, Chartres,
Blois,
Versailles, Orléans.
Adresse
dos
bispos
da
província
de
Cambrai
ás
ca
maras:
—
cardeal
Regnier; bispo d’Arras.
Protesto
dos
bispos
da
província
de
Be-
sançon: —arcebispo
de
Besançon;
bispos
de
Nancy, Verdun,
Belley,
Saint-Dié.
Pe
tição
dos
bispos
da
província
de
Lyon:
—
cardeal
Caverot;
bispos
d’
Aulun,
Langres,
Dijon,
Saint-Claude,
Grenoble.
Carla
do
cardeal
Donnet
ao
presidente
da repu
blica.
Carla dos
bispos
da
província
de
Reims
ao presidente
da
republica:
—ir-
cebispo
de
Reims;
bispos
de
Châlons,
Amiens,
Soissons,
Beauvais.
Adresse
dos
bispos
da
província
de
Toulouse
ás
cama
ras:—arcebispo
de
Toulouse;
bispos
de
Pamiers, Montauban, Carcassone.
Adresse
dos
bispos
da
província
de Seus
ás
ca
maras;
—bispos de
Moulins,
Troyes,
Ne-’
vers.
Petição
dos
bispos
da
província
de
Alger
ás
camaras:
—
arcebispo
de Alger;
bispos
de
Constanline.
Oram.
Petição
dos
bispos
da
província
d’
Avignon
ás
cama
ras:
—
arcebispo de
Avignon;
bispos
de
Montpellier,
Valence,
Nimes,
Viviers.
Pe
tição
dos
bispos
da
província
de
Bourges:
—
arcebispo
de
Bourges;
bispo
du
Puy,
Limoges,
Sainl-Fiour,
Evarie (coadjutor
de
Clermont)
Tulle.
—
Protesto
dos
bispos
da
província
de
Aix:—
arcebispo
de
Ais;
bispos
de
Digne,
Gap,
Fréjus,
Ajaccio,
Nice,
Marseille.
Os
alumnos
das
Universidades
calho-
licas
estão
dando
também
grande
impul
so
a
este
movimento, que se
propaga
por
toda
a
parle.
—
Da
guerra do
Afghanistan
ha
pou
cas
noticias. Uma
correspondência
diri
gem
ingleza
refere que
um
corpo
de 5:000
khugianis
que
atacara
as
tropas
do
gene
ral Gough.
foi
repellido
com
uma
perda
de
cerca
de
400
homens.
Das
forças ingle-
zas
foram
mortos seis
officiaes
e
trinta
sol
dados.
—Dizem
de
Constantinopla
que ácêrca
da
questão
sobre
a
delimitação
das
fron-
tçiras
gregas,
é
provável
um
accordo,
concedendo
Preveza
á
Grécia,
mas
não
Janina.
—
Os
negocios
do
Egypto
continuam
a
chamar
a
attenção
das
potências
euro
peias.
O
golpe
d
’eslado
effectuado
pelo
vice
rei
foi
um
desafio
á
Inglaterra
e á
França.
A
imprensa
d’estas
duas
nações
commenta
largamente
essa
questão. £
’
duvidoso
que
uma
e
outra
recebam
de
bom
grado
a
maneira
cavaiheirosa
de
que
o khediva usou
a respeito
dos
dois
mi
nistros
europeus,
a
Inglaterra
principal
mente
que precisa
de
sustentar
uma
certa
preponderância
no
Egypto.
E’
uma
nova
questão
do
Oriente
que
se
levanta,
no momento em
que
a
outra
está
bem
longe
de ser
resolvida.
E
’
de
crer
que
surjam
graves
acontecimentos
por
este
lado, se
o
vice-rei
não
fôr
assaz
rasoa
vel para
dar
as
sátisfaeções
que
lhe se
jam
pedidas,
ao
que,
segundo
participa
ções
anteriores, não
parece
estar
nada
disposto,
preferindo
recorrer
ás
armas.
Communicam
de Londres
que
o
Sultão
fisera
saber
ao
governo
inglez
que
des-
approvava
o
procedimento
do
khediva,
estando
resolvido
a
destituil-o,
e
a
re
vogar
o firman
de
1866.
As folhas
in-
glezas
e
francezas
são
de
opinião
que
deve
ser
a
Grã-Bretanha
que
tome
a
iniciativa n’este
assumpto,
accentuando
a
sua
altitude.
IHsboa, IO de abril de 18?9.
I Do
aosso
correspondente).
Isto
continúa
a
andar
como
começou
em
1834.
O
liberalismo, isto
é,
a
gente, que
defende
a
dynastia,
que
veio
das
terras
de
Santa
Cruz,
desfraldou
no
paiz
o
labaro
da
impiedade,
e
da
immoralidade,
e
é
in
capaz
de
o
enrolar.
Porisso,
ainda
no
sabbado
santo
a
po
licia
permiltiu,
se
não
applaudiu,
mais
ou
tra
parodia indecente
de
um
dos
actos
mais
graves
do
campo
catholico
—
a
pre
dica;
pois percorreu
as
ruas
de
maior
tran
sito d
’esta
cidade
uma carroça
indecente,
com
algumas
figuras
abjectas dentro,
e
no
mais alto
d
’
ella
um
púlpito,
d’
onde
um
dos
farçanles
orava
ás
multidões
de
maltrapilhos, que
se
acercavam
da
referi
da
sentina
de
ideias tão
deleterias,
como
slultas,
despejando
golfadas
de
irreverên
cias,
e
de ultrajes
á
moral
publica.
Não
se
acreditaria,
se
o
não
viramos,
que
se
tolerem
na
capital
da
monarchia
fidelíssima
scenas
tão
repugnantes,
e
tão
altentatorias dos
princípios
religiosos
d’es-
ta
pobre
nação
portugueza.
Quando
permitlirá
Deus
que
o
povo
se liberte de
tamanha
oppressão,
e
de
tamanho
opprobrio?
Tem
estado
perigosamenle
enferma a
esposa
do
Snr.
D.
Luiz.
Parece-me
ler-vos
dito
n
’
uma
das
mi
nhas
ultimas
correspondências
que
achava
inverosímil
o
casamento
de
D.
Atfonso,
de Hespanha,
com
uma
princeza
austría
ca;
e
uma
das folhas
estrangeiras
veio
logo
depois
dizer-nos
que
não
havia
motivo
plausível
para
se
acreditar
que se
viesse
a
effectuar
aquelle
enlace.
E’
mister não
confundir
a
familia
im
perial
austríaca
cora os
revolucionários
de
lá.
E
’
immensa
a
distancia
que
os
separa,
posso
asseveral-o
sem
receio.
Os imperadores
d
’Auslria,
e
os
archi-
duques,
embora
o
liberalismo tenha
levan
tado
o
collo
n’
aquelles
estados,
não
são
liberaes,
isto é,
não
estão
identificados
com
os princípios
incompatíveis
com
a
aucto
ridade,
e
o
prestigio,
que
deve
de
ser
in
separável
dos
thronos.
Eu
sei
a consideração,
que
mereceu
sempre
áquella
augusta
familia
o
Snr.
D.
Miguel I,
e
a
consideração
que a
côrte
de
Áustria
nutre
pelo
augusto
representante
da
monarchia
legitima
portugueza.
O
tempo
não tera
estado
bom.
Do
mingo
de
Paschoa
esteve
um
verdadeiro
dia
de inverno.
No
referido
dia
publicou
o
«Diário
de
Noticias»
um
artigo
sobre a
doença
da
snr.
a
D.
Maria
Pia, que,
á
parte
as
li
sonjas
cortezãs,
e
as
suppostas
populari
dades
da
dynastia,
mais
parece
obra
de
algum
filho
da boa escola,
do
que
saido
da
redacção
d
’
aquelle
jornal. Elle
attribue,
com
razão,
á
immoralidade
actual
os
ma
les
da
sociedade, e
faz
sentir
o
quanto
lhe
é
nocivo o mau
exemplo,
que vem
das
altas
regiões.
Sem querer,
fugiu-lhe
a
bocca
para
a
verdade,
e
deu
uma
boa
correcção
aos
que, aliás,
ahi
defende,
e
endeusa.
Será
tudo
fructo
da
ultima
confissão
quaresraãl?
Quem
sabe se
ternos
ainda
de
vêr
o
bom jornal dos Calafates
ir
habitar
a
serra
d
’
Ossa,
ou
da
Arrabida,
lornan-
do-se
exemplo
de
vida
ascética,
e peniten
cia?
O
celebre,
bem
iristemenle
celebre,
guerrilheiro
Garibaidi,
já
com
os
pés
para
a
cova,
ostenta-se
ainda
cada
vez
mais
im
penitente. Agora
está
em Roma agitando
as
turbas impias,
e
demagógicas,
ante
as
quaes
arvorou
a
bandeira
do
suffragio uni
versal,
como
um
dos
meios,
de
certo,
de
levar
agua ao
seu
moinho.
O
homem
não
póde
estar
por
muito
tempo
quieto.
Re
corda-me
um dos
caudilhos
liberaes,
'de
maior
vulto,
cá
da
nação,
para
o
qual,
alé
os
seus
últimos
dias,
quasi,
a
revolta
contra
a
auctoridade
constituída,
legitima,
ou
illegitima, era o
mais
deleitavel
dos
prazeres
possíveis.
E
todavia,
á
parle
a
sua
vea
revolucionaria,
era
um
caracter
dos mais
amaveis,
que tenho
conhecido,
e
o
unico estadista
liberal,
a
quem
os
of-
ficiaes realistas
devem
algumas
finezas.
Diz
se que
sahem
do
ministério
o
Sam
paio,
e
o
Carvalho,
logo
que
se
fechem
as
côrles,
e
que
entrarao
Lobo d
’A
vila,
e
Jolio
de Vilhena. Este
para
as
obras
pu
blicas,
e
aquelle
para
a fazenda.
O
Serpa
ficará
com
outra
pasta.
Publicou-se
o
n.°
4
do
«Jornal
do
Po
vo», rechéiado
de
boa
doutrina,
e
exem
plos
de caridade
chriálã.
Applaudo
mor-
mente,
o
modo,
como
a nobre
redacção
da
alludida
folha
se
dirige
á
«Familia»
em
deíensa
própria.
A
dignidade
do
escriptor
polido,
e realmenie
catholico
brilha alli
em
todo
seu
esplendor.
O
liberalismo
continúa
as
suas
proezas
na
Rússia Em Lisboa
recebeu-se
hontem
um lelegramma
dizendo
que se
attentára
contra
a
vida
do
imperador
Alcxande,
so
bre
quem dispararam
alguns
tiros
de
re-
wolver.
Sáo em
toda
parte
o
mesmo:
na Rússia,
na
Prussia,
na
Áustria,
na
França,
na
Ba
lia,
na
Hespanha,
em
Portugal,
etc.
Assassinos, sacrílegos,
incendiarios,
poliadores,
devassos,
oppressores,
e
desor
deiros
por
indole,
e
systema.
Mas
os
reis
legítimos
teem
culpa.
El
les,
e
os
seus
conselheiros.
Teem querido
contemporisar
com os
seus apostados
ini
migos,
e
estão
colhendo as consequên
cias.
E
oxalá
que
não
seja
muito
tarde
já
quando
abrirem
os
olhos!
São
os
votos do
Vosso
dedicado correspondente
A.
E
"fki"
e ®> a
e
e
Prevenimos
os nossos esti
máveis assignantes de todo o
arcyprestado
de
Barcellos que,
pódem satisfazer suas assigna-
turas ao rev.mo snr.
padre
Ma
noel
Sebastião d’Almeida Pei
xoto,
muito digno secretario do
snr.
Arcipreste, que tem já em
seu poder, todos os recibos,
não
só os do «Commercio
do
Minho»,
como também
os da
«SemanaReligiosa». Porisso lhes
rogamos a fineza de se
digna
rem satisfazer
os seus débitos,
com a
possível brevidade, áquel-
le
rev.ino
snr.
GAZETILHA
Clironica
religiosa
—
Amanhã:
—
Na
Sé
procissão
do
Santíssimo.
—Exposi
ção
do
Santíssimo
no
Salvador.
Bnmnria.
—
Tem
amanhã
logar
a
ro
maria
de
S.
Gregorio,
no
alto
do
monte
assim
denominado,
nos
suburbios
d
’esta
cidade.
Doença.
—
Acha
se
gravemente
enfer
ma
na
sua
casa
de
S.
Jeronymo
dé
Real
a
snr?
D.
Anna
Maria
de
Magalhães,
tia
do
snr.
José
Peixoto
de Magalhães,
estimado cavalheiro
d
’aquella
localidade.
Brinde
á juventude eatholicn
no
«lin do primeira toininunhio,
—Assim se
intitula
um
formoso
e
elegan
te
livrinho
devido
á
penna
do
snr.
pa
dre
Patrício, e
edilorado
pela
casa
Char
dron.
Contém
excedentes trechos proprios
para
edificar
os
corações
na
virtude
e
nas
praticas
religiosas,
escriptos
com
encanta
dora
singeleza.
E
’
um
livrinho
de 122
paginas,
im
presso
em optimo
papel e
adornado
de
primorosas
vinhetas.
Custa apenas 120
reis.
Confereneia de
S. Vicente de
Paulo.-
Parte ámanhã
para
o Porto
a
benemerita
Mesa
da
Conferência
de
S.
Vi
cente
de Paulo,
que
em
companhia
dó
snr.
padre
Senna Freitas
vae assistir á
inauguração
d’
utna igual instituição
na
cidade
da
Virgem.
Nunca
será
assaz
encarecida
a
Confe
rencia
de
S.
Vicente
de
Paulo,
fonte
pe-
reune
de
benefícios para
os
desprotegidos
da
sorte.
Micsia
«ova.
—
Canta
ámanhã
pela
primeira
vez
missa,
na
egreja
parochial
de
Pefre,
concelho
de
Vianna
do
Castello,
e
sua
naturalidade, o
joven
levita
e
nosso
presado
amigo,
o
revd.0
snr.
padre
An
tónio
de
Barcos
de
Carvalho.
O
snr.
padre
Carvalho
foi sempre
um
estudante
distinctissimo
pela
sua
inlelli-
gencia e
applicação,
e
crédor
das
mais
altas
sympalhias
pela
excellencia
das
qua
lidades
de
que.
é
adornado.
Enviando
o
mais
cordeal
parabém
ao
nosso
esclarecido
amigo,
felicitámos
igual-
mente
a
sua illuslre familia.
O!>rt*
intereuante.—
Tal
nos pare
ce a
que
se
intitula
Maravilhas da crea-
ção,
ou
Hisloria
e
descripçáo
illustrada
dos
animaes, comprehendenda
mamíferos,
aves, reptis, e
peixes
—
sua
classificação
scientilica,
caracteres,
hábitos,
usos
e ins-
tinclos—
Enriquecida
na
parle
respecliva
ao
homem
com
as
noções
mais
essenciaes
de
anatomia
e
physiòlogia.
Compilação das
obras
dos
mais
notáveis
naturalistas
es
trangeiros,
pdr
PEDKO M.
POSSER.
Recebemos
a
primeira
folha
d
esta
obra,
que
está
sen
lo
impressa
com a
prover
bial
nitidez
da
lypographia
de
Lallemanl
Fréres,
Lisboa.
33etís«vio
—
Joãfi de Dew».—Osnr.
Joaquim
José
Alves
d
’Araujo,
director
do
Collegio Académico,
fará
nos
dias
21,
27
e
31
do
corrente,
no
edifício
do
lyceu,
prelecções
publicas
era
que
explicará
o
methodo
João
de
Deus.
Historia
Popular dos Papas.
—
Publicou-se
o
fascículo
n.°
13
da
Histo
ria
Popular
dos Papas,
editorada
pela
Livraria
Internacional
de Teixeira
de
Freitas.
Já
por
vezes
temos
escripto sobre o
grande merecimento
d
’
esta
publicação,
com
que
o
seu
editor
presta
um
excel-
lente
serviço
á causa
da
religião.
Balancetes.
—
Temos
recebido
vários
balancetes
d’
alguns bancos d’
esta
cidade.
Devemos
declarar
que
não
estamos
dis
postos
a
dar-lhes publicidade,
sem
que
para
isso
nos
satisfaçam
o
respectivo
im
posto,
eomo
outros
o
estão fazendo.
La
Naturaleza.
—
Recebemos
o
n.°
70
da 'Naturaleza,
publicação
illustrada
cujo
(im é
pôr
ao
alcance
de
todos
os
progressos scientificos
modernos.
Eis
o
seu
suminario:
—
Funcções
mo
trizes
do
cerebro—
A
rã
azul
—
O
archipe-
lago
canario
e
seus
habitantes
primitivos
—
A collecção
de
Froberville no
Museu
de
Paris
—
A
inundação
de
Szegedin
na
Hungria
—
Miscellanea
—
A
peste
na Rús
sia.
Contém 11
formosas
gravuras.
Assigna-se
em
Madrid,
na
rua
Pizzarro,
n
’
.°
15.
*
Atravez <ln província
—
Falleceu
nos primeiros
dias
d’
esle
mez,
na
villa
da
Ponte
da
Barca,
victima
d
’
uma
febre
que
em
poucos
dias
a
arrebatou
aos
cari
nhos
dos
seus,
a
exc.ma snr.a D.
Maria
da
Paz
de
Lucena
Azevedo
Faro
e
Tovar
Menezes,
filha
da
exc.
ina
snr.
a
D.
Maria
Escolástica
de
Azevedo
e
irmã
da
exc.
ma
snr.
a
D.
Antonia
Alexandrina
de
Lucena
e
do
exc.
mo
snr. D.
Francisco de
Faro
e
Noronha.
—
A
junta
de
parochia
da
freguezia
de
S.
Pedro
da Torre
do
concelho
de
Valença,
pediu
ao
governo
para
que
se
construa
uma
passagem
de
nivel
a
pé
sobre
a
linha
ferrea
do
Minho,
no
sitio
denominado
do
«Forte».
—
Na
semana
passada
falleceram
em
Vianna
4
pessoas.
—
A camara
municipal
do
concelho
de
Ponte
do
Lima
vae
estabelecer uma
loja
de
repeso
na
rua
28
d
’
Agosto,
d
’
aquella
villa,
em
casa
do
snr.
Caetano
Maria
Dantas
Soares,
onde as
pessoas que
com
prarem
carne
no açougue
irão
verificar
se
ó
pezo
é
legal.
—
Ajcamara
municipal
de
Ponte
do
Lima
votou o
subsidio
de
3003000 reis
para
qualquer collegio
que
se estabeleça
n
’
aquel-
la
villa,
onde
se
ensinem as disciplinas
do
l.°
e
2.°
grau
de
instrucção
publica.
—
Falleceu
em
Caminha
aonde
residia
ha
annos, o
snr.
Miguel
Carlos
de
Bar
bosa,
tenente
reformado.
—
Falleceu
em
Ponte do
Lima a
snr.a
D.
Custodia Justina Perestrello,
mãe
do
snr.
Joaquim
Perestrello Marinho
Pereira.
—
Os preços
dos
cereaes
no
ultimo
mercado
semanal da
cidade
de
Guimarães,
foram
os seguintes:
fDuplo-
decalitroj:
Trigo,
900
—
Centeio,
680—
Milho
alvo,
680
—
Milhão
branco.
630
—
Milhão
araarello,
630
—
Painço,
550
—
Feijão
vermelho,
13100
—
Feijão
branco,
940
—
Feijão
amarello,
610—
Feijão fradi
nho,
600
—
‘
Feijão
"tajado,
600—
Batatas,
540—
Azeite
(litroj,
'260
—
Vinho (litro),
80.
A
’
caridade
pnbliea.—
Recommen-
damos
muito
e
muito
ás pessoas
carita
tivas Leonardo
da
Silva
Guimarães. O
seu
estado
de
penúria
é
extremamente
dolo
roso.
Pedimos
que
pelo
amor de
Deus,
se
lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
CORREIO
Castro Daire.
Snr.
Joaquim Dias Coe
lho.
Recebemos
a
importância
e
agrade
cemos.
SiCÇÂÕ
M C0MU8ICÂB0S
Snr.
redaclor.
E
’
muito
verdade
o
qne
v.
disse,
ha
pouco,
na secção
noticiosa
do
seu
excel-
lente
jornal
com
relação
aos
garotos
en
gravatados
que
tiveram a
ousadia
de
per
correr
os
Passos,
que
representam
a
Pai
xão
de
N.
S.
Jesus
Christo,
como
uma
parodia
ás
Via-sacras.
Mas;
snr.
redaclor,
o
qne
me pareceria
inacreditável,
se o não
visse,
é
que em
pleno
dia
e
na
nossa
augusta
Braga,
taes
patifes
não
tivessem
recebido
ó
prémio
das suas
gentilezas,
pois
eram o
horas
da tarde
do Domingo
da
Paixão,
quando
se
commetteu
este
monstruoso attentado
contra
a
nossa santa
religião.
E
a
policia
dormia?
Silencio
......
E
quem
eram
os
sacrílegos
farçantes,.
que
tiveram
o
desmedido
arrojo
de
insul
tarem
assim
devoções
tão
piedosas
e
ve
nerandas?!
Conhecemos a
maior
parte
d
’
elles,
taes
como
tres
estudantes
por
nomes (1).......
de
parceria
com
o
irmão
d
’
um
titular
d
’
esta
cidade,
bem conhecido
pela nobre
za, pela
virtude,
e
pelas
crenças
que
sempre
nobilitaram
a
sua
casa
e
os
seus
antepassados.
Era
o snr
.......
Isto
foi
o
que
mais
nos
confrangeu
o coração.
Tristíssimo,
mas
infallivel
sym-
ptoma
de
decadência
a
que
tem
chegado
a
sociedade!
.
Observamos
também
que
a auctoridade
competente
se
retirou
da
porta
da
sua
casa, omiltindo
infelizmente
o cumprimen
to
dos
seus
deveres em
caso
que
tão
ur
gentemente
pedia
a
sua
intervenção.
Em
homenagem á
verdade,
devo
ainda
accrescentar,
snr.
redaclor,
que
essa
hor
da
de
sacrílegos,
como
tão
acertadamen-
te
v.
os
denominou,
não
teria
consumado
o
sacrílego attentado
n’
esta
cidade
sem
um
acto
terrível da justiça popular,
se
se
houvessem
tornado
mais
conhecidos
e
sa
lientes,
e
não tivessem
illudido
muitos
dos
que
presencearam
o
que
faziam,
com
uma
seriedade
apparente
e
um
certo
recolhi
mento,
que o
temor
e
o
remorso
os
obri
gou,
por
vezes,
a
fingir.
Uma
teslimunha
ocular.
Snr.
redaclor.
•
Vou
levar
ao conhecimento
de
v.
e
do
publico
um
facto
que
acaba de
dar-
se
n
’esla minha
egreja
parochial
de
S.
Thiago da
Cruz.
Sinto
fazel-o,
sobretudo
pelo
auctor
d
’elle
ser um
sacerdote,
meu parochiano, mas entendo
dever
as
sim
proceder para
stygmatisar
um
acto
altamente
condemnavel.
Ha
dias
o
revd.mo
padre
Joaquim
Fer
reira
da Costa,
consentiu
que
se
apresen
tasse
á
sagrada meza
da
communhão
um
seu
creado
que ignorava
o
que
um
chris-
lão
deve
saber
necessilale
medii ad
saiu-
lem
e
o
qual,
porisso
mesmo,
preveni
de que não
fosse
á Sagrada
Meza, sem
se
preparar
convenientemente.
Elle,
po
rém,
desobedeceu,
d
’onde
resultou
o
eu
ter de lhe
recusar
a
administração do
Sacramento,
em
cumprimento
dos
deve
res
dó
meu
ministério.
Comtudo
este
facto
foi
excitar
as iras
do
revd.™
0
padre Joaquim
Ferreira da
Costa,
que
leve
o
arrojo
de vingar
se,
mandando
um
irmão
á
egreja para
me
insultar
e
este
assim
o
fez
dentro do
templo,
faltando
ao
respeito
devido
ao
seu
pirocho e
por
elle
ter
cumprido
es
crupulosamente com
o
seu
dever.
Não
commento
o
facto. Os
leitores
que
o
appreciem.
Mas
ao
snr.
padre
Joaquim
Ferreira
da
Costa,
sempre
lembrarei
que,
por
lodos
os
lilulos,
estava
obrigado
a
proceder
melhor
e
a
educar
os
seus
fa
miliares,
ao menos
na doutrina
christã,
porque
devia
saber
que
o
bem
da
socie
dade
depende
da
educação
christã que
os
paes
dão
a
seus
filhos
e
os
amos
a
seus
domeslicos. Como
padre, não devia tam
bem
esquecer-se
que
não
podia
querer
que
a
Sagrada
Communhão
fosse admi
nistrada
a
quem
não
levava as
disposi
ções
necessárias
e
prescriptas
por ignorar
o
Credo,
as
Pessoas
da Santíssima
Trin
dade
e toda
a
doutrina,
n
’
uma
palavra.
Esperarei
que
se
reconsidere
e
concorde
com
o
que
lhe
digo.
Por
hoje
fico
por
aqui.
Pela insersão d’
estas
linhas
lhe fica
summamente grato,
snr.
redaclor,
e
que
é
De
v.
etc.
Março
de
1879.
Abbade
de S.
Thiago
da
Cruz.
(I)
Pedimos
desculpa
ao
esclarecido
auctor
do
presente
communicado,
por om-
mitlirmos
os
nomes
dos
criminosos. Fa-
zemol
o
simplesmente
por
espirito
de
ca
ridade, comquanto
talvez
não
podessemos
ser
apodados
de
pouco caritativos,
se
re
velássemos
os
seus
nomes,
uma
vez
que
fôra
publico
e
notorio
o
attentado
que
ousaram
perpetrar,
com
flagrante
violação
de
todas
as
leis.
COMPANHIA
FEMIX.
Snrs.
redadores
do
«Commercio
do
Minho».
Rogo
a
vv. o
favor
da
publicação no
seu
acreditado jornal
da
carta
que
aqui
incluo,
pelo
que
lhe
ficará
summamente
agradecido
o
De
w.
etc.
S.
C.
18-4-79.
O
agente da
companhia
Joaquim
Ilydio
Oliveira
de
Carvalho.
Ill.
rao
Snr.
Cumpro
um
agradavel
dever dirigindo-
me por
este meio
a
V.
S.
a
,
para lhe
agradecer
e
á
companhia
Fénix,
de que
é
digno
representante, o
modo
honroso
como
se
houveram
para
comigo
na in-
demnisação que
a
companhia
promptamen-
te
me
satisfez
pelos
prejuisos
causados
no
meu
prédio
do
Sardoal,
segurado
na
mesma
companhia,
pelo
incêndio
que
n
’
ella
se
manifestou
na manhã de
27
de
março
ultimo
findo.
A solução
que
a
companhia
rasgada
mente
deu
á
divergência
de
peritos
na
louvação
dos
prejuisos
causados, acceitan-
do
de
preferencia
os orçamentos
a que
conscienciosamente procedi, não
obstante
a differença
para menos
dos louvados
da
Companhia;
assegura
mais
uma
vez
a
con
fiança
e
o credito
de
que
a
Companhia
é
realmente
credora.
A
ponclualidade,
o
interesse
em
bem
satisfazer
ao
segurado,
e,
finalmente,
o
modo
attencioso
e
delicado
com
que
V.
S.
a
se
houve
n
’este
negocio
para
commigo,
não
só
corresponde
á
alta
cathegoria
da
Companhia
Fenix,
como
obriga ao
meu
reconhecimento
e
gratidão.
Auctorisando
a
V.
S.
a
a
poder
fazer
o
uso
que
entender
d
’
este
meu
testimu
nho
de
agradecimento
Sou
de
V.
S.
a
mt.°
att.°
v.
r
cr?
Braga,
s.
c.
17
—
4—
79.
III.
mo
Snr.
Joaquim
Illydio
Vieira
de
Carvalho,
di
gníssimo
agente
da
Com
panhia
Fenix.
(2367)
José
Vicente
Alves
da
Moita.
Resumo
do aclivo e passivo do
Banco Commercial da Madei
ra,
em
28
de
fevereiro de
1879.
Activo:
Acções
por
emiltir.
.
Leiras
descontadas
e
a
re
ceber
...................
Diversos
devedores
.
.
Agencias
no
paiz
.
.
.
Gastos
de
instalação
.
Sei
lo em 6:100
acções.
Moveis
e
utensílios
.
Edifício
do Banco
. .
Hypothecas
de
raiz.
.
Juros
a
liquidar
.
.
.
Empréstimos
sobre
penho
res
........................
Contas
correntes
garanti
das.........................
Papeis
de
credito
.
.
Letlras
em execução .
Caixa
existência ecu
cofre
em
metal...................
600:000,5000
180:4283078
59:1583918
9:2363605
2:8343341
6103000
1:4233623
5:1353499
93:1953490
8913925
18:3133305
202:5123168
32:4103000
4:2603000
41:3323393
Passivot
Capital
..................................
1
200:6003000
Obrigações
a
pagar. . .
15
8693'193
Depositos
á
ordem.
.
.
1:0933930
Fundo
de
reserva
.
.
.
5:1703282
Diversos credores
.
,
.
2:283338!
Dividendo
a
pagar
.
.
.
3473945'
Lucros
e perdas.
.
.
.
29:1983894
1.253:9633345
Pelo
Banco
Commercial
da
Madeira
Os
Directores
J.
de
Sailes
Caldeira.
(2363)
José
Paulo
dos
Santos.
À&RADEMENTOS
Os
abaixo
assignados extremamente
penhorados
para
com
todos
os
ill.
”10
*
e
exc.
mos
snrs.
e
snr.
as
que
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
falleci-
menlo
de sua sempre
chorada
e idolatra
da
esposa
e
mãe,
Maria
Valentina
de
Sousa
Cruz
Vianna,
agradecem
por
este
meio,
emquanto ó
não
fazem pessoal
mente.
protestando
a
todos
indelevel
e
profunda
gratidão.
Manuel
José
da
Silva
Araújo
Cruz.
Elvira
Adelaide
de
Sousa
Cruz
Vieira.
Filomena
Benedicla
de
Sousa Cruz
Vieira.
João
Maria de
Sousa
Cruz
Vieira
(auzente).
Manuel
.Maria
de
Sousa
Cruz
Vieira.
Francisco
Casimiro
de
Sousa
Cruz
Vieira.
(2365)
Os abaixo
assignados
agradecem,
mui
to
penhorados,
a
todas
as
pessoas,
que
se dignaram
cumprimental-os
por
occa
sião
do
fãllecimento
de
seu
mano
e
cu
nhado,
João
Manoel
Pinheiro
Torres
e
Almeida.
Maria
Amélia
Pinheiro
Torres
Francisca
Casimira
Teixeira
Pinheiro
Torres
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres.
Os
abaixo
assignados,
servem-se
d’
este
meio
para
agradecerem
a
todas
as pes
soas
de
sua
amisade
e
relações que
os
cumprimentaram
por
occasião do
íaHeci-
mento
de
sua
sempre chorada irmã
e
lia
D. Francisca Benedicla
d
’
Aguiar,
e
assistiram
aos
ollicios
fúnebres
que
por
sua
alma
tiveram
logar
na egreja de
S.
Francisco
d
’
esta
cidade
no
dia
2
do
cor
rente
mez.
A
todas
se
confessam
penhorados,
e
lhes
protestam
sua
indelevel
gratidão.
Braga
18
de
abril
de
1879.
Marianna
de Jesus
Aguiar.
Margarida
Angélica
Aguiar.
Joaquina
d’Assumpção
Aguiar.
Padre
Manoel Martins d
’
Aguiar.
(2368)
Penhoradissimos
para com
todas
as
pessoas
que
tanto
nos
obsequiaram
por
occasião
do
fãllecimento
e enterro do
nosso
presado
irmão
e
tio, o
revd.
ino
padre
Luiz
Peixoto
de
Magalhães,
abbade
de
Padim
da
Graça,
especialmenle
para
com
os
revd.
os
ecclesiasticos
pelos
dis-
linctos
serviços
que
lhes
prestaram;
por
este
meio
veem consignar-lhes
um
pro
fundo
testimunho
de
gratidão e
reconhe
cimento
indeleveis.
Pedem
desculpa
de o
não
fazerem
pessoalmente.
Anna
Maria
de
Magalhães
Calharina
Candida
Vieira
Magalhães
José
Peixoto
de
Magalhães.
(2364)
José
Justino
Fernandes
Dias, Dom
Cae
tano
de
Portugal,
ausente,
I). Maria
Bita
da
Silva Dias, Dom
José
de
Portugal,
ausente, D.
Pedro
de
Portugal,
ausente,
Antonio
Cândido
da
Silva
Amorim
e
Ma
noel
José
da
Silva,
agradecem
penhora
dos
a
todos
os
cavalheiros
que
se
di
gnaram
assistir
ao
responso
de
sepultura
que
houve logar na
capella
do
Cemité
rio
por
alma de
D.
Maria
José de
Por
tugal,
sua
esposa,
filha,
nora,
irmã,
cu
nhada
e
sobrinha,
e
bem
assim
a
todos
aquelles
snrs.
que
os
comprimenlaram
pelo
fãllecimento
da
mesma
senhora.
(2357)
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga (au
zente).
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria Simões,
José
Simões
Braga
(auzente),
Ma
noel
Simões
Braga.
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João Trindade
de
Freitas,
nora,
filhose genros
da
fallecida
Anlonia Ma
ria
Simões, não
o
podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem
por
este
meio
a todas
as
pessoas
da
eua
amisade
o
caridoso
obséquio
que lhes
fizeram,
acompanhan
do, da
sua
casa
á
egreja,
e
cemilerio,
o
corpo de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos
os que
lhes de
ram
seus
sentidos
pezames,
confessam o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de março de
1879.
(2316;
_
ahuncios
__
BEGLÃMÇiO
Maria
das
Dores
Gomes,
viuva
de
Ma
noel
Gomes,
ex-fertor
da casa
das
Hor
tas,
d’
esta
cidade,
e
moradora
na
rua
da
Boa-Vista,
n.°
135,
declara
que
não
tem
dividas
algumas.
Se porém
houver
alguém
que
se
julgue
no direito
de
credor
com
relação
á
mesma,
a
annunciante
pede para
que
assim
se
lh
’o
faça saber,
afim
de
evitar
complicações
na eventualidade
do
seu fãllecimento.
(2366)
DECLARAÇÃO.
Domingos
José
Vieira
Machado
decla
ra,
que
desde
o
dia
17
do
corrente
des
pediu do seu
estabelecimento
de
drogas
0
seu
ex-caixeiro
Manoel
José
Martins.
(2369)
Vende-se
um
piano
fórte,
do
auctor
Pleyel,
de
sete
oitavas
e
3 cordas;
não
tem
um an
no
de
uzo
e
dá-se
por
52
libras
sendo
de
custo
de
64. Para
informações,
rua
do
Carvalhal,
n.°
48.
(2359)
Está
aberto
o
cofre
Municipal
para a
cobrança
voluntária
da
derrama
directa
de
1878-1879,
desde
o
dia
21
do
cor
rente
até
20
de
maio proximo
futuro,
e
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
e
meia
da
tarde,
todos
os
dias
menos
os
sanclificados. E previne-se .o
publico, de
que
os remissos
ficam
sujeitos
ás
mesmas
penas
estabelecidas
para as
contribuições
da
fazenda publica,
álém
das
custas
da
execução
quando
sejàm
relaxados.
Braga
17
de abril
de 1879.
O
escrivão
da camara
(2360)
Antonio
Manoel
Alves
Costa.
SORTE
GRANDE
Kfcis 9o:o(io$ooo
EXTRACÇÃO
DE
5
D’ABRIL
DE
1879
ESTABELECIMENTO
DE
LOTERIAS
321, RUA DE
SANTA
CATHARINA,
331
PORTO
João
Marques
d
’Almeida Castro,
aífian-
çado
no
governo
civil do
Porto,
com
es
tabelecimento
de
loterias na
rua
de
Santa
Calharina
n.°
s 327
a 331,
tem
a honra
de
participar aos
seus
amigos,
freguezes
e
correspondentes
da
província,
que da
loteria
que
homem se extrahiu,
vendeu
no
seu
feliz
estabelecimente
(aberto
em
cautelas
de
diversos
preços)
parte do
bi
lhete n.°
6215
premiado
com
500:000
pesetas ou
reis
90
contos.
O
mesmo
faz
publico
para
que
os
interessados
apre
sentem
as fracções
que live>em
do
dito
numero
para
assim
receber
o
prémio
que
lhes
pertencer.
N.
B.
—
Como
se
vê por
outro
annun-
cio
publicado
n
’este jornal
continua
a
ler
á
venda bilhetes
e
fracções
para
as seguin
tes
loterias.
Porto
6
d
’
abril
de
1879.
(2358)
As
preiecções
publicas
d
’
ensino
pri
mário
pelo
melhodo
do dr.
João
de
Deus,
annunciadas
para
os
dias
17
20
e
24
do
corrente,
no
Lyceu
d’
esta
cidade,
pelas
dez
horas
da
manhã,
ficam
addiadas
pa
ra
24
27
e
31
do
mesmo,
nos
ditos
lo
cal
e
hora.
Braga,
14
de
abril
de
1879.
O
Escrivão
da
Camara
(2356)
A.
M.
Alves
Costa.
Fabrica
de papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
diflerentes
marcas
e preços.
DEPOSITO
EM BRAGA
Tabacaria
Hraearense
—
27,
Rua
do Souto
27—
(2340)
pbophietario
: Joaquim
Bernardo
da
Silva
RI
A
I>©
CANÍFO
(ANTIGA
PORTA
DE
S.
FIIANCSCO)
E
’
com
o
citado
novo
titulo
que
d’
ora
em
diante se
denominará
a
antiga
hos
pedaria
da
Porta
de
S.
Francisco.
A
ge
rência
da mesma
continua
a
cargo do
seu
proprietário,
o
qual
continua
a
en
carregar-se
de
encommendas
concernentes
á
sua
arte
de
cosinha,
e
das
acreditadas
frigideiras.
(2361)
COHFEITARIÃ CENTRAL
15—
RUA DE
S. MARCOS—15
Acabam
de chegar
a
este
estabelecimen
to
boas
qualidades
de
amêndoas
e
carto
nagem, caixinhas
e
queques.
Enfeita
pão
de
ló,
e
mais objeclos
proprios
para
fo
lares—que
tudo
vende
por
preços
muito
rasoaveis.
(2348)
BOETES
DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
APPABICK© JOALHEIRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e 440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27
IHÍHDS
IM
IfflSSI
Com capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
99, Praça do
Bardo de S. Marti-
nho,
9
9
ÂIT
á
IIIUO
à
M
â
LHEIRO
braga
PADRE
SENNA
FREITAS
Preço
120
reis.
A
’
venda
no
Porto,
Livraria Portuen
se,
editora,
121—Rua
do Almada
—
123,
e
nas
principaes
livrarias
de
Coimbra,
Lisboa
e
Braga.
Empreza editora de Francisco Arllmr da
Silva—Lisboa.
BRiaruE
A
TODOS
OS
ASSIGNANTES
DA
HISTORIA
UNIVERSAL
POR
Cesar Cantil
Desde
a creação
do
mundo
até
1862
—con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMESIO
FERNANDEZ
CUESTA;
Com a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
E
BRAZIL
Traduzida
da
edição
franceza
de 1867
e
acompanhada
da
versão
das
citações
gregas e
latinas,
e
annotada
por
Nlitnoel Bernardes
Branco
Da
Academia Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
daslinguas
grega e
latina, etc.
2.a
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
43 volumes
in-JL.° grande.
O
editor
proprietário d’
esta
publicação,
grato
aos
favores
do
publico, e
compre-
hemlendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.°
volume
para
que
esta
2.a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais com
pleta,
resolveu
olferecer
aos snrs.
assignan
tes
que
o
auxiliaram
n
’esta
empreza e áquel-
les
que
de
hoje em
diante
o
continuarem
a
coadjuvar,
como
BHINÍDE
o decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e cin
co
capitulos,
seis
gravuras
e
dois
índices,
sendo o
primeiro
chronologico
e
remissi-
vo
de
toda
a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos
factos
que
n
’
ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabelico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens
no-
taveis
que
figuram
na
historia,
e
os
litu-
los
geraes
de
todas
as
matérias,
serviu-
do
de
auxilio
ao
primeiro
Compreliendendo
a
narração
desenvol-
vida
dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
até
1879,
escriptos
em
hespanhol
por
D. Nemesio
Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados na
parte
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a segunda edi
ção
da HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
20$G00
reis
fortes
Encadernada
.
.
.
270000
»
»
Para
facilitar
a.acquisição
d’
esta tão
importante
obra
ás pessoas menos
abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a
assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada folha
de
16
paginas
a duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
Condições
da
assignatura
:—A
assigna
tura
póde
fazer-se por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier—
por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.
—
Cada entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura, 290
rs.
CADA
VOLUME:
I.°
vol. br. orn. de
9
grav.
10870
9
o
>
>
»
6 »
10665
3.
”
>
>
>
»
7
»
1$60£>
4.°
>
•
>
j
>
5
»
10525
5.°
D
»
D
» 6
»
10615
6.°
>
D
» 6
»
10690
7.°
»
>
D
»
6
»
10640
8°
»
»
» 6
»
10615
9.°
k
»
D
>6
»
10565
10.°
D
>
»
6
>
10615
11.°
>
>
D
j
6
»
10640
12.°
>
»
>
>
6
>
10815
13 .«
K
ULTIMO,
ornado
de
6
gravu-
ras,
brinde
a
lodos
os assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de
que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
1
a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois
de
completo
e
brochado a
todos
os
assignantes
que
tenham
pago o
decimo
segundo
volume.
Os
assignantes
teem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos ou
por
volumes.
DINHEIRO
A
Jl ll )
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
4000000
para
mutuar.
(2305)
DINHEIRO A JVUlt
A
irmandade
de Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
3300000
rs. para dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
CASA
Arrenda-se
uma
na rua
de
S.
jjtaL
Geraldo
n.°
18.
Trata
-se
no
cam-
p
0
(]e SanCAnna,
n.°
68
(2298)
fifi.
A.TO
«■»
DO
PADRE ANTONIO VIEIRA
Vendem-se
por
200
reis
em
Braga, na
rua
da
Sé,
n.®
3.
Caixa penhorista Bracarense na
Travessa de O. Gualdim d’esta
eidade.
Continua
a emprestar
dinheiro
sobre
penhores
lodos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
até
ás 9
da
noute
na
mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a
todos os mutuários
que
ti*
verem
objeclos
empenhados
na mesma
caixa
com
alrazo
de
juros
de
tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
RESPONSÁVEL—Luiz
Baplisla da Siiw
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1 879
Parte de Comércio do Minho (O)
