comerciominho_17041879_923.xml
- conteúdo
-
IÍÍK
í
LIGÍOSA»
jff
3,
áBS_>1’iíC:zW.'.Sa
?K<>TJS<X<>W.lk.
REDACTORES
—D. Miguel Sotlo-Mayor
e Dn. Custodio Yclloso.—D1RECT0R—Antonio Joaquim do Mesquita Einreutel.
7." ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.
.
.
.
.
.
l$600
»
6
» .
.
.
’
.
.
.
860
Correspondências
partic. cada
linha
40
Anmincios
cada
liiíha.
.
.-
.
.
20
Repetição
...
.
.
.
.
.
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS. QUINTAS E SABBAD0S. ‘
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
meies. .
.
. .
2&000
»
6
-'
».,...
.
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&W0
Rrazil,
12 mezes;
moeda forte.
.
..
3£(
h
10
•
Tolha avulso
.
...
.
.
.
.
10
N.° 923
B
isES.
A
Gt
A.-
Q
HAT
A-FEIRA
17 BARRIL BE 1879
I
jí
»
ehose monte.
Acabamos
de
lêr
n
’
um
jornal,
.que
os
operários em
Lisboa
se
reuniram
para
celebrar
o
anniversario da
communa,
sau
dando
com
enthusiasmo
alguns
dos
seus
principaes
fautores
em
França.
E
’
um
bom
s.yinplhòma;
não
ha
du
vida.
Os
ricassos
que
s.e locupletaram
com
os
bens
da
Egreja,
devem
estar
satisfei
tíssimos
com
esta
noticia.
Imaginavam
por ventura, que
lhes
não
chegaria a sua
yez?
A
lei
tem
o
principio
do
desengano.
Embaralhadas
e
quasi
completamente
perdidas todas
as
ideias
do justo
e
do
honesto,
confundidos lodos
os princípios
de
direito,
e
destruída
a
lei
divina, que
é
o
esteio
.mais
forte
da
ordem
social,
a
garantia
mais
firme
da
propriedade, a
communa
está
na
ordem
lógica
das
con
sequências.
Em
Portugal
tem-se
feito
tudo
isto
e
muito mais.
Os
governos,
usurpando
á Egreja os
seus
bens, que constituíam
ao
mesmo
tempo
o
melhor
património
dos pobres,
feriram
o
direito
de
propriedade
no
que
elle
tem
de
mais
legitimo.
A
Egreja
manietada
pelo
poder
leigo,
principiou
a
sentir-se
falta
de liberdade
para
tornar
eíficaz
a
sua
acção.
E
os
povos
acostumados
a
obedecer
á voz
da
consciência,
,
formada
pelo
Evan
gelho,
começaram
a
deixar-se
arrastar
por
esse
espirito
de plena
independencia,
que
todos
os
dias
lhes
é
incutido
por
uma
imprensa desenfreada.
Assim
foi
dado
ao
c-omraunismo
livre
ingresso
n’este
paiz
das imitações.
E
para
que
elle
não
seja
esteril
em
resultados,
encarregam-se
os
governos
de
o
estimular
a
cada
momento.
Estamos
atravessando
uma’
crise terri-.
vel.
Na
agricultura, no
commercio
e na
industria
tudo
está
paralisado,
por
que
os
lucros
não
excedem
os
encargos.
A
miséria
publica é grande.
O
povo
quèixa-se;
e
o
governo
corresponde
a es
tes
queixumes,
segmentando
,ps
impos
tos,
ja
de
si
excessivos.
O
indivíduo não
dá
um
passo
na
vi
da
publica ou
privada, que
não
depare
com o
fisco,
insaciável
sorvedouro
de
todas
as
suas
economias.
Com
o
pauperismo
cresce
de
anno
para
anno
o
numero
de
zangões,
sugando
o
thèsouro.
E qua.ndo os
gemidos
do
povo
se
tornam
mais
frequentes,
o
augusto Chefe
do
estado
apráz-se
em abafal-oS
com
as
melodias
do
seu violino.
O
presente
é
isto.
O
futuro
como
seiá?
O
que
acontecerá,
quando
a voz
do
povo,
suffocada
pela
desesperação,
se
converter
n
’um
grilo
de
odio
e
vjngança
contra
os que o
opprimem?
Por
emquanto
pesa
sobre
nós
o
com-
munismo. manso,
ornada
de
fitas
e
con
decorações,
e
as
coisas
estão
no
estado
em
que as' vemos.
O
que
suecederá
porém
quando ves
tido
de
blusa
se
congregar
nas
praças,
para dictar
a
lei?
Deus
o sabe,
e.
mau
será
que
nós
ou
os
nossos
filhos
tenham
que experimen
tal-o!
O
baixo
império
começa
a
reproduzir-
se
entre
nós.
.
.
Teremos
que ver
.renovadas todas as
suas scenas?
Deus
se
compadeça
d*içs(e
pobre
paiz,
tão
digno
por certo
de melhor sorte.
M.
MARINHO.
Uaboa,
1* de
abril
de 1999.
fDo
aosso correspondente).
A política
tem
estado
hm
ferias
nes
tes
tres
ultirftos dias.
Á:
solémrtidade
de
elles
tem
imposto
silencio
aos
differenteS
campos, embora nem
em
todos
haja
aquelle
èspirito
de
religiosidade',
que
de
veras
desejo
que
tpdos
nutram.
Quarta-feira
executou-se,
na
egreja
patriàrcbal
o ofticio
.
de
Casimiro,
talvez
o
melhor de todos,
que
o
referido com
;
positor,
e
nosso
Correligionário
es&revçssé.
E, realmenté,
uma
bellezà.
.Parece
que
o conde
de Valbom
não
volta
a
exercer
o
logar
de
representante
do
paiz
em
Madrid.
E
’
,
pelo menos, a
opinião
de
uma
das
folhas.
que
.
se
julgam
melhor
informadas.
E
ella
conta
que
o
referido
-
diplomata,
em
virtude
do"
fuzilamento
do
portuguez
victima
d-a
sêde
de
sangue,
que
caracte-
risa
os
governos
liberaes
hespanhoes,
-en
viara
ao
dé*Castella
uma
dota,
tão
api
merilada,
que ia
sendo
cansa
de
receber
os
seus
passaportes
o
ministro
portuguez.
’
Já
vêies,
pois,
que
a
ser
assim,
será
mni
diíficil
que
Lobo d
’
Avila continue
no
posto,
que
tem
occupado
na
capital
do
reino
visinho.
São
as consequenciis da
esplendida
situação,
a
qúe o
liberalismo
tem elevado
os
netos
dos
valentes do
Ameixial,
e
Montes Claros!
O
governo
propoz
’
ao
parlamento
uma
lei,
que
declarou
izentos
de
qualqueb
imposto
os
títulos da
juncia
de
credito
publico,
e
que*já
foi
votada.
E’
de
certo
digno
de
applauso
o
mi
nistério,
e
o
parlamento,
no
ponto
su-
bjeito,
embora
a
ideia
ministerial
ten
desse
á
conservação
do
preço
dos refe
ridos
títulos,
que desce/ia,
de
certo
mui
to, se uma
medida
legislativa
não
viera
obstar
a
que
os
differentes
municípios,
seguindo
o
dg
Coimbra,
se
lembrassem
de
tributar
as
inscripções,
cem
assaz
damno
para
os
possuidores
d
’ellas,
e
não
menos
prejuízo
para
a causa
do
llie-
souro.
Fallou-se
aqui
ha
pouco
do
casamento
do
‘rei
Affohso com
uma
archi-duqueza
de
Áustria. •
Não
creío;
è
o
motivo
é
obvio.
E’
incrível
que
haja
na familia imperial
austríaca
qtiera se
resolva
a
acceilar
a
mão
de uno
intruso rei
liberal,
U
o
Af-
fonso
é intruso,
e
é
rei
liberal.
'Diz-se
que
ó
carlismo
ftão
pensa
todo
do mesmo
modo,
em
relação
ás próximas
eleições.
A
grande
maioria,
porém,
dos
defensores
dos direitos
de
Carlos
VH
não
está
resolvida
a
fr
á
urna,
porque
tem
0
bom
sensó
de
ticcredilar
que
a
estrada,
qúe
ha-dè levar
a
patria
de
S.
Fernando
a
uma
regeneração,
hão
é,
de
certo,
a
eleitoral,
povoada
sempre
de
attrictos,
que
fazem
tropeçar,
muitas
vezes,
e
cair
desastrdsamente
os que aliás seguiriam
ávante
áo
ponto,
que
lhes indicasse
a
honra, e
a
consciência
do
dçver.
Eu,
meu
amigo,
tenho
aprendido
na
escola da
experiehcia.
e
porisso
não
me
afasto do caminho da
abstenção;
mormente
porque
os
liberaes
mais
espertos-,
comquem
cohverso
ás
vezes, md dizem
que
o
par
tido
legitimista
não
deve
fugir
da
urna.
E
’-
também,
porque
elles
o
dizem,
que
eu
fujo
d
’ella, e desejo
que
o partido
realista
não
faça
a
vontade.
Timeo da-
naos
.;.
Continuam
os
deputados
no
doce en
canto
de
esbanjarem
o
tempo,
que
de
vera
de
ser
consumido
a
bem
do
paiz.
O
orçamento
não
se
discutiu
até
a
ora.
Fica
para
sempre
o atar
das
feridas,
que
é
o
melhor
modo
de
se
pescar
nas
aguas
turvas.
MaS, -eá
estão
os
servos
da
gleba
para
rechearem
a
bolsa
da
liberdade,
e
porem
a
meza,
lautamente
aos
nobres
senhores
deste vasto casteflo
feudal,
que
se
denomina
Portugal.
Este 1.®
periodo
legislativo
dçixará,
de
certo,
gratíssimas
recordações
ao
po
vo
E o que
vier será
como
o
actual,
e
semqjre, porque
da
mentira não
sae
a
verdade,
nem
do
sophisma
e
da
pressão
tyranna
sobre
as
consciências,
o
util
á
nação.
A
lucta,
em
França,
entre
os
livres
0 CAPITÃO ANGELO
aOMANCE ORíGRiAl
POR
J.
B. da
Silva Ramos.
OFFERECIDO
E
DEDICADO A
’
EXC.
ma
SNR."
D. Antonia Augusta
T. de
Vascoucellos,
DA
CASA DB MARBON, SM CBÇORICll DE BASTO.
IV
Corria
o
anno
de
1830,
ea 11
d
’
abril,
que
cahira
ao
domingo,
chovia
copiosamente,
e fa
zia
um
frio
tal
como
em
janeiro. A
’
porta
d
’
u-
nia
pequena
estalagem,
na
Praça
Nova,
cha
mada
da
Cascata,
apeara-se
um
homem,
em
brulhado
em
um
capote
de
saragoça,
tão
en
sopado,
que,
sem
exageração,
se podia
dizer
que
era
uma esponja
embebida
em
agua
;
o
homem
mal
podia
com
a
roupa;
mas,
subindo
como
poude. alojou-se
em.
um
quarto
contíguo
á
sala
da frente;
e despindo-se
a
toda
a
pres
s
a,
metteu-se
na
cama:
eram
4
horas
da
tarde.
—
Meu
Deus!—dizia
elle—
como
poderei
ar
ranjar
os
meus
negocios
em
tão
pouco
tempo,
impossibilitado,
como
estou
hoje,
de
sair de
ca
sal...
Nada,
elle
mora
perto d
’
aqui,
e
ainda
"qíte
$e
molhe
póde
mudar
de
roupa,
porque
está
em
sua
casa...
E
’
melhor
mandal-o
eha-
mar.
N
‘
este
"momento
entrou no
quarto
um
galle-
go,
servente
da
estalagem, que
lhe
apresen
tou
uma
grande
tigella
d
‘
agua
de caldo,
quasi
a
ferver,
e
que
em
portuguez
raiano
lhe
dis
se:
Coma
usted,
e
dirá
o
que lhe
faz
gana
para
a
ceia.
—
Mais
tarde
fallaremos.
O
que
eu
deseja
va
era
quem
me
levasse
um
escripto
aqui
á
rua
do
Almada,
ao-snr.
João d
‘
01iveira.
—
Pois
se
usted
dá
alguma
coisita,
io
mis-
mo
lho levo.
Pediu
penna
e papel,
e
escreveu,
entregan
do
em
seguida
a
carta
ao
gallego.
Na sala
próxima
se
ouviu
entrar
gente, fa
zendo
grande
barulho
e
gritando:
—
Tripas,
cidadão
de
Tuy e
Compostella,
tri
pas
para
tres;
e
não
esqueçam
os
competentes
amanhos:'
entendes, bruto?
—Seja o
seu
nome,
meu
senhor; eu
vou
já,
eu
vou já.
E
dentro
da
sala
se
•principiou
a
ouvir
trau
tear
uma valsa,
e
os
passos
cadentes
de
quem
dansava.
O
soalho
gemia
a
compasso,
e
o
nos
so
hospede,
talvez
com
mèdo que a
casa
aba
tesse,
entrou
a
suar,
o
que
foi
de
grande uti
lidade
para
elle,
pois
que
por
esta
fórma
ob
stou
ás
consequências
d
‘
uraa
grande
constipa
ção
que
havia
agarrado
na
jornada.
Depois
ou
viu-se
um
grande
barulho
e
o
baque
de
alguém
que
caiu,
sendo
tudo
isto
acompanhado
d
‘estre-
pitosas
gargalhadas.
O
hospede,
ouvindo
tama
nho
barulho,
e
o
estremecimento
da
casa,
le
vantou-se
d
‘
um
pulo,
agarrou-se
ao
catre
e
gri
tou —
misericórdia!
—
socegando,
e
mettendo-se
debaixo
da
roupa,
só
depois
que
conheceu
que
o
barulho
era
devido
á
queda
d
‘
um
dos
dan-
sanles,
embaraçado
por
uma
cadeira, que
ou
tro
Ibe
tinha
atravessado
diante
d
‘
ejle.
O
nosso
homem,
todo
zangado,
gritou
pelo
gallego;
n
‘esse
instante
abre-se
a porta do
quar
to;
e
quando,
julgando
ser
o
gallego,
ia
a
pe
dir
providencias
contra
similbante
desaforo,
re
conheceu
João
d
‘Oliveira, que
lhe
disse;
—
Então
por
aqui
snr..
Machado?
—
era
o
no
me
do
hospede.
—
Ai!
ainda
não estou
em mim
d
‘
um
susto
que
apanhei!...
Estão
ahi
uns
estouvados,
que
vem comer
tripas, e
poserain-se
a
'dansar,
e
a
casa
rangia
como
um cesto
velho;
e
eti
a
vêr
quando
apparecia
na
loja...
Santo
Deus!...
Sempre
ha
gente
por
esse
mundo!,..
N
‘
este
momento ouviram-se
tinir
os
talheres
nos
pratos,
entre
as
acclamações
dos
commen-
saes.
João
d
‘01iveira
fez
si.gnal
ao
hospede
para
que
guardasse
silencio;
tinha
ouvido
uma
voz,
que
lhe
era muito
conhecida.
Os
dous
ficaram
como
estatuas,
e distinguiram
perfeitamente
a
seguinte
conversação:
Uma
voz
desconhecida:
O’ gallego,
não
tens
frio?
—
Assi,
assi...
—
Pois
tenho
eu, entendes? Traz
pimentos
e
duas
do
fino.
Outro:
Anda ligeiro
ladrão,
senão
corro-te a
pontapés.
A voz
conhecida:
Bem
vês
que
tenho
logo
d
‘
engulir
um
milhão
de
padre-nossos,
e
é
pre
ciso
reforçar
o peito.
Primeira
voz:
E
’
verdade:
o
teu
patrão
ain
da
te
maça
com as
suas
beatices?
A
voz
conhecida: Ora...
elle
desiste
lá
d
‘
isso!
A
primeira
voz:
Então
não
sei
por que o
ataras:
eu
mandava-o
tratar
das'bombas.
A
voz
conhecida:
Não
sabes
o
que
dizes.
Eu
aturo-o
de
bóa
vontade,
porque
a
final...
tem
uma
filha,
que
é
bem boa
louça,
com uma
fortuna
ainda
melhor,
é...
Terceira
voz: E...
sôco
na
gaveta.
A
voz
conhecida:
Assim
como
nós.
Vocês
enterram
mais
as
mãos;
eu
apenas
lhe
levo
um
tostão
por
cada
mysterio
que
me
faz
rezar, e seis
vinténs
pela
ladainha;
e
note-se
que
não
lhe
lévo
nada por
mais
de
ciftcoenta padre-nossos,
que rtie
faz
rezar
pelas
almas.
Esta
confissão
arrancou
uma
estrondosa
gar
galhada aos
outros commensaes.
Uma
voz:
Entendo:
a
gaveta
do
teu
patrão
alivia
o
pezo
de
suas
camandolas,
Bebe
á
saú
de
dó.sanlarrão
do
teu
’
patrão.
■
A
voz
conhecida:
Viva-
S.
João
d
‘
Oliveira!
Uma
voz:
Pois
já
estará
cânonisado?
A
voz
conhecida:
Não:
bem vês que
ainda
lhe
estou
aqui
instaurando
o processo.da ca-
nonisação.
Uma
voz desconhecida:
A
’
custa
d‘elle?
A
voz
conhecida:
Enlende-se.
João
-d
‘
Oliveira
levou
as
mãos á
cabeça,
e
levantQu-se.
O hospede ia
a
fallar, mas elle
de
novo lhe fez signal
de silencio. ■
Outra das
vozes:
O
que
me
faz
scismar,
é
como
tiveste
a
habilidade
de
te
desfazeres
de
Angelo.
A
voz
conhecida
é
de
Paulo
Figueira,
cai
xeiro
de
João
d
‘Oliveira.
As
outras
eram d
‘
ou-
tros
caixeiros de
diíTerehtes
pontos
da
cidade.
(
Continua
1
.
", A
Italia
continha
sob
a
mais
alta
pres
são
demagógica.
São as riaturaes
conse
quências.dos
princípios ■
disseminados
pe
los liberaes
de
toda a'parte.
Em
Chioggia
houve
ha
dias graves
desordens,
em
que.
se
proferiram
gritos
contra
o
município
e
contra
o
seu
se
cretario,
que
teve
de
fugir.
Qttizeram
queimar-lhe'
a
casa,
destroçaram'
ás pe
dradas
o
palacio
que
occúpa
uma
das
aijçtoTidades*
.
e
fizeram
retirar
a
força.
Em
Bérgamo
alguns
presidiários
construí
ram
em
suas
prisões
uma
especie
de
bar
ricadas,
chamando em
seu
auxilio
o povo,
afim
de se
evadirem.
No
anniversario
da Cummuna,
alguns
internacionalistas
entraram
por
dois
lados
na
cidade
de
lesi
gritando:
Viva
a
republica
franceza!
Viva
a
anarchial
Viva
a Revolução!
No
dia
de 8.
José
dispararam
um
tiro
contra
um
Jesuíta
no
momento
em
que
elle
prégava
na
egreja
de Fabriano.
-Felizmeule não
o
feriram.
Foi apresentado
um
infame
projecto
de
lei,
probibrndo
o matrimonio religio
so,
anles
do chamado
matrimonio
civil.
—
A
França
está
sobre
uni volcão.l
Humanamenle
faltando,
cremos
que
será
inevitável
a
tremenda guerra
civil
que
alli está por momen-tos
a
estalar.
Todas
as
nações
civilisadas
olham
compassiva-
mente
para
aquelle
nobre
paiz,
tão
sin-
gnlannenle
provado
por
innumeras
infe
licidades,
que
são
o
cortejo da
maldita
revolução.
Mas
a
altitude
dos
catholicos
france-
zes
em
face
da
sua
figadal
inimiga, é
admiravel,
e
faz
crer-que
Deus
se
apie
dará
da pobre
França.
O
projecto
de
Julio
Ferry
contra
as
Universidades
catholicas
tem
provocado os
mais
imponentes
protestos
de
toda
a
par
te,
especialmente
do
clero
e
das
mães
de familia.
E’
impossível
descrever
esse
imponen
e
movimento
catholico.
Limita
mos-nos
a transcrever
as
seguintes
pala
vras
das
senhoras
que
reclamaram
con
tra
aquelle
infame
projecio:
«Nós,
mães
catholicas,
protestamos
com
toda
a
ener
gia
e
com
toda
a
indignação
de
nossa
con
sciência
contra um
projecto
de lei
iní
quo,
que nos
priva
do
sagrado
e
invio
lável
direito
de fazer
dar
a
nossos
fi
lhos
uma
educação
christã
Queremos
que
o
nosso
protesto contra tal
altéotado
á
liberdade
mais
sagrada da
sociedade
e
da.
familia
se publique e
manifeste
alta
mente
deante
da França inteira».
Das
ultimas
eslalisticas
publicadas
em
Paris
resulta
que os
catholicos são
em
França
35
milhões,
e
que
os
protestan
tes
não
passam
de
500,000.
Ha
por
con
seguinte 70
fieis por
cada
defensor
da
malfadada
Reiorma.
—
Emquanto
na
França
e
na
lialia
so
perseguem
as
Congregações
religiosas,
em
dmá
conferencia
da
Universidade
Cam-
bridge
(Inglaterra)
approvou-se
ha
dias,
por
88
votos contra
60
a
seguinte pro
posta:
«A
suppressão
dos
mosteiros,
or
denada
por
Henrique
VIII,
foi
uma
cruel
desventura
para
o
paiz,
e as
actuaes
cir-
cumslancias
exigem
imperiosamente
que
se
restabeleçam
instituições
analogas
en
tre
nós».
N
’
um jantar
que os
commnnistas
fran-
cezes
íiveram
em Londres,
no dia
18
do
passado,
Vallés
que
o
presidia
disse:
«Tive
a
honra
de presidir
em
Paris
á ultima
sessão
da
Communa.
E
’ uma fortuna
pa
ra
mim
presidir
hoje
ao
primeiro
ban
quete
onde
se
póde
fallar
d’
ella
com
es
perança
e
confiança».
Brindou
pela
reor-
ganisação
do
partido
.
socialista,
dizendo
que este
marcha
só
ao
assalto
da
socie
dade
aclual sem
concessões,
sem
com
promissos
e
sem
allianças.
Então
vários
demagogos
asseveraram
que
a
communa
voltará
em
breve.
Na
Allemanha
também
vae
sendo con
solador
o
movimento
catholico.
Numero
síssimas
petições
leem
sido
dirigidas
ao
landtag
prussiano,
sollicilando
a
abroga-
ção
das
leis de
maio.
No-entanto as
per
seguições
religiosas continúim.
Um sa
cerdote
foi
condemnado
porque
adminis
trou
os
últimos
Sacramentos
a
uma
mo
ribunda,
não se
podendo
para
isso
ad-
miltir
a
urgência,
porque
a
doente
ainda
viveu
tres
horas
depois
que
recebeu
o
Vialico!
Vários
sacerdotes
teem
sido ex
pulsos
em
antes
de
condemnados,
só
por
se
haver iniciado
uma
causa
contra
el
les.
O syndico
Mazkowiak
foi
condem
nado a
um
anno
de
prisão
porque
se
ne
gou,
por
motivos
de
consciência,
a pro
ceder
ao arresto do
vigário
Kinowski.
O
telegrapho
noticiou
ultimamente
uma
conferencia
celebrada
enlre
Bismark
e
o
chefe
do
partido
catholico
allemão.
pausa
lores,
e
.os
catholicos,
motivada
pela
lei do ensino
secular,
é
cada
vez
mais
accesa, e
já
tem
produzido
bastantes,
e
sacrílegas
-prophanações.'
E para .
amostra
diz
uma
folha
francezá
qué
em
Tulle
um
prégador,
porque
alludira desfavoravel
mente
á
lei
do
referido
ensino,
fora
in
sultado,
no
proprio
templo
de
Deus,
su
bindo
o
excesso
dos
inimigos
do
ensino
religioso
ao
ponto
de
càntarem
a
Marse-
lhesa
e
de
soltarem
vivas
á
Gnmmuna,
grilando
por
armas,
e
metralhadoras
para
destruírem
o
templo.
E
a auclori-
dade
da
localidade
limitou-se
a pedir
ao
pregador
que
se
abstivesse
de'
subir
ao
púlpito,
ficando
os
onergumentos
im
punes.
■
Não
admira,
porque
são
todos
da
mesma
farinha,
todos
tibéraes,
primos
com
irmãos
da
boa
gente,
que
nos
go
verna desde
1834.
E
íallo
assim,
porque
as
provas
de
que
me
não engano,
pullulam;
e
ainda
sexta
feira
um
dos jornaes do
governo
me
dá
razão,
dizendo,,
inonicamente,-
que
a
poslergação
do.
preceito da
abstinência
da
carne,
em certos
dias,
não
merece
perdão. Isto
allundindo
ao «Univers»,
que
stygmalisára
alguns
livres
pensadores
por
que
tinham
dado
a
Cassagnac,
um
jan
tar,
em
que
se
comeu
carne
e
peixe
sem
a
minima
ceremonia.
E’ uma das maximas dos
taes
liberan-
ggs
que todos
os
meios
são
bons,
logo
que
lendàtn a
conseguir õ
fim;
é
edifi
cante,
deveras,
o
zelo,
com que
a
conba-
tem
em
facto
sempre
que
lhes
convém.
E’
preciso
infamar
o
caracter
illibado
de
qualquer
personagem,
que
não
pactua
com
a
devassidão-
inseparável
do
campo
libe
ral,
moderado,
ou
exaltado, francamente
impio,
ou
hypocrita»
realista,
ou
republi
cano.
estacionirio,
ou
progressista?
'
Não
se
hesita. Quando
.
um Principe
senão
identifica
com a
política
revolucio-,
naria,
quando, symbolisa
as
ideias
d
’
or-
dem
e
de
moralidade,
embora
seja
irre-
prehensivel,
não
se duvida
acoimal-o
de
corrupto,
como
ainda
receatemente,
di
zendo
um
dos
jornaes
defensores da
dy-
nastia
intrusa,
e
do
Fontes
que
Carlos
VII
fôra
para
a África
com
uma
senori-
ta,
como
passatempo
innocenle,
etc.
Calumniam
o
Principe
exemplo
-de
bons
maridos,
mas
porque
é
legitimo,
e
anti-revolucionario, e,
todavia,
-fazera a
apOlhéose
dos
reis
revolucionários,
embora
passem
a
vida
na
orgia,,
cu
os dias
acom
panhádos
de
seiíoritas,
para
depois, se
se
arrependem,
e
entram
no
caminho
da
honestidade,
as
verberarem,
e
infamarem,
e
sempre
bene.
Quem
os,
não
conhecer
que os
com
pre,
meu
amigo.
Eu
sei-lhes
das
manhas
ha
muito tem
po,
e
porisso
me
não
illudem.
Todo
vosso
. A.
CUROMCÃ
ESTRÃNGE1RÃ
Está
em
Roma;
onde
chegou
no dia
o,
o estropeado
de Caprera.,
A
sua
viagem,
cujo
fim.
é
porora
desconhecido,
parece
ter
preoccupado
o
governo
italiano,
pois
diz-se
que
este
mandára pelo
telegrapho
muitos avisos a
Garibaldi,
dissuadindo-o
de
voltar
ao
con
tinente.
A
sua
chegada
a
Roma
é
assim
des-
cripta por
um
jornal:
Garibaldi
vinha
numa carruagem
des
coberta,
deitado
n’um
leito
de
campanha,
fatigado,
doente
e
muito
padlido.
Trazia
a
cabeça
envolvida n’um
lenço
vermelho
e
o
corpo coberto
por
um
chaile
verme
lho
e
preto.
Um moço
o
abrigava
do
sol,
com
um
guarda
chuva
aberto
e
em
pé
atraz
do
trem. Alguns
indivíduos
seguiam
silenciosamente
este
cortejo
que
se
diri
giu
para
a
casa
de
Menotli Garibaldi.
Ei?
uma
entrada
perfeitamente
trium-
phal.
Dizia-se
a principio que,
esta
viagem
era
motivada
por
negocios
de
familia,
etc., os
últimos
telegrammas,
porém,
re
ferem
que
teem
havido
em
casa
de
Ga
ribaldi
reuniões
dos chefes
democratas,
onde
se
tractam
assumptos
que
nada teem
de
domésticos.
Cavour
declarou
em
1860
que
«a
au-
ctoridade
e
o império
de
Nápoles
e
de
Palermo
estavam
nas
mãos
gloriosas
de
Garibaldi».
Enganam-se
acaso,
pergunta
a «Unitá
Catholica»,
os
que
se
afiguram
que
n
’éstas
mãos
gloriosas
está
hoje
tam
bém
a
auctoridade e o
império
de
Ro
ma
?
Não
temos ainda
detalhes sobre
o
ob-
jeçto
d’esta
conferencia.
—
As
associações
secretas
na
Rússia
tocam
os
últimos
limites.
Ainda se
não
descobriu
quem
foram
e
onde se reúnem
os.
membros
do
Comité russo
revolucio
nário
e
socialista. N
’um'
manifesto recente
declarou
este
comUé
que
tinha citado
para
o
seu
tribuhal
o
■
governador
de-
Charkon,
Krapotkine,
condemnando-o á
morle,
bem como
aos
generaes
Trepow
e
Mefzeneff.
Eram
igualmente
ameaçados
o.
ministro
Vakoff,
o
general
Tcbatkoff,
e
o
barão
. Drenteu,
e
o
general
Dreste-
leu.
Confirma-se
o
assassinato
de
Knoop,
coronel
dos
gendarmes
de
Odessa.
En-
contraram-no
estrangulado em
sua
casa.
Junto
do
cadaver
eslava
um bilhete
com
estas palavras
escriptas
com
tinta
ver
melha: «Por
ordem
do
Comité revolucio
nário
social».
Numerosas
publicações
socialistas,
mys-
leriosamenle
ditfundidas,
contribuem
para
manter
viva
entre
'ós
filiados
á
terrível
agitação que dia
a
dia
mais
se está pro
pagando.
As
suas
dòuclrftias
reduzem-se
a
que
os
bens da
Coroa
e
os
dos
par
ticulares
são
propriedade
nacional,
po
dendo
usufruil-os
todos
os
que
trabalham.
Piem
liberdade
aos
dois
sexos para
es
colher
o
marido
ou
a
mulher
que
mais
convenha.
Pelo
que
respeita
a
Religião,
é
abolida
e
qualificada
de
costume
su
persticioso.
O
quartel
general
do
socialismo está
na
Suissa
e
na
Inglaterra,
d
’
onde
partem
•aS
ordens,
os programmas incendiarios.
as
sentenças
dé
morle
etc.
Descubriram-se
algumas
imprensas
clan
destinas,
e
foram
presas'
muitas
pessoas,
entre
as quaes se
acham
nove
officiaes
de
artilherra.
Não
obstante
este
deplorável
estado
de
coisas,
as
perseguições ao
culto
catholico
continuam
ainda.
Felizmente
podemos
ali
mentar alguma esperança,
pois
que
o te
legrapho
nos
diz
que se
renovam
as
re
lações
entre
a
Santa Sé
e
a
Rússia.
—
A
guerra
no
Afghanistan
continua.
Jacub
Khan,
successor
do
dèfuncto
emir
Shere-Ali,
em cuja
morte
os
inglezes
que
riam
ver
o
termo
d
’esta
guerra,
resolveu
proseguil
a
com
mais
vigor ainda,
em
ra
zão
de
lhe
ter
sido
negada
pelos
inva
sores
a
garantia
sollicitada
da
posse do
throno.
Para
isso
fará
pôr
em
campo
todas
as
tribus
visinhas
e
amigas
do
emir.
A
questão
do
Egypto
de
cada
vez
se
complica
mais.
O
khediva,
afim
de
re-
pellir
a
influencia
da
França e
da
Ingla
terra,
'organisa
um
ministério
de
indíge
nas,
saindo
os
dois ministros europeus,
um
inglez,
oufro
francez.
A Grã-Brela-
nha
ordenou
ao
respectivo
ministro
que
não
acceile
a
exoneração.
E
’
crivei
que
a França
-siga
aquelle
exemplo,
e ambas
estas
potências
obriguem
o
vice-rei
a
continuar
com
aquelles
dois
ministros.
—
Na
Turquia não
está
resolvida
ainda
a
questão
das
fronteiras
helenicas,
a
qual
só
pela
força
ou
pela
pressão
das
potên
cias
será
resolvida.
SECÇÃO COMMERCIAL
Os
vinhos
hespanhoes
—
Mercado
de
sedas
—
Exportação
de
gado.
Disse
na
camara
um
dos
snrs.
minis
tros
que
a
ordem
que
mandava
pôr
marca
de
fogo
nas
vasilhas
de
vinho
hespanhol,
fôra
revogada
antes
da
fallada
reclamação,
e
que
esta
fôra
feita
posteriormente
p
r
nm
negociante
hespanhol,
que
se
queixou
dé
que
as
suas
mercadorias
eram
dete
rioradas
pela marca de
fogo;
mas
que
já
então
se
tinha determinado que
em
vez
d’
essa marca
se
pozesse uma
de
tinta.
Ainda
bem. Segundo
as
palavras
do
nobre
ministro,
parece
que
não
nos
cur
vamos a
exigências
de
governos
estranhos,
o
que tantas
vezes temos feiloi
O
snr.
ministro,
citando
o
art.
17.°
do
tractado
de commercio
com
a
Hespa-
nha,
o art. 2.°
do convénio
de
transito
e
o
regulamento
d
’
esla
convenção
fez
sentir
que:
O
tractado
de
commercio estabelece
o
livre
transito
das mercadorias;
que
o
con
vénio de
transito
auctorisa
o
deposito
d’
ellas;
que
o
deposito
não
faz
perder
o
caracter
de
mercadorias
hespanholâs; que
o mesmo
acontece
ás
mercadorias
portu-
guezas
em
transito
por
Hespanha,
e
alli
depositadas;
que
finalmente
a
nenhum
dos
governos
é
licito
praticar
acto
que
im
porte
a
alteração
de
fazenda
alheia.
Foi
isto
o
que
pouco
mais
ou
menos
disse
o
snr.
ministro.'
Entendemos
que
estas
explicações
da-
das
pelo snr.
ministro,
não
abundam
em
razões
para
deixar de
accentuar
a
pro.
cedencia
dos
vinhos
hespanhoes
nos
mer
cados
estrangeiròs.
Que tem
a
marca
de
fogo
na
cascaria
com
os
tractados
de
commercio?
Como
convénio
de
transito?
A marqa
embaraça o transito
para
qualquer'exacção aduaneira?
A
marca
al
terará
o
liquido?
Ficará
o
casco inulili-
sado
?
'Cremos
que
nada
d
’isto,
e
com
a
mar
ca
de
fogo
só o
vasilhame
soffreria
uma
pequena
alteração,
cujo
prejuízo
seria in.
significan
te
.
Ficaunos
entendendo que os
hespa-
nhoes querem
continuar
a
fazer
negocio
á-
sombra
do
credito
de
nossos
vinhos,
ou
a
improbidade
de algum
negociante
portuguez
a
continuar
na
adulteração
de
um
genero
que
é
a
principal
riqueza
de
Portugal.
A taes
abusos, á
fraude
e
improbidade
dos
negociantes
-de vinhos, principal mente
dos
exportadores
deve o
governo
obstar
por
todos
os
meios
possíveis;
justos
e
legaes.
Nos
mercados
estrangeiros
continua
a
apalhia
nos
mercados
de
lãs,
algodões
e
sedas,
apresentando
comtudo
alguma
ani
mação
o
commercio
d’
este
ultimo
artigo,
registrando-se
em
Lyão
na
semana
finda,
22
de
março,
76:924
kilogrammas
de
seda.
A
estatística do
movimento
das
sedas
em
fevereiro,
apresenla-se
mais
favoravel
ás
da
Europa
em
150:000
kilogrammas,
sendo
as
de Italia
as
mais
favorecidas.
Tem
estado
pouco
animado
o mercado
de
gaho
para
embarque.
Os
snrs.
C.
Coverlay
&
C.
a
despacha
ram
no dia
9
de açbril
66
bois
vivos,
26
para
Londres
e
40
para
Liverpool.
.KS
!!’
S»
0
s£ T
Prevenimos
os
nossos esti
máveis
assignantes de
todo o
ãrcyprestado
de
Barcellos que,
pódem satisfazer suas
assigna
turas
ao-rev.
mo
snr. padre
Ma
noel
Sebastião
d’Almeida Pei
xoto, muito
digno secretario do
snr.
Arcipreste, que tem
já em
seu poder, todos
os recibos,
nao só
os
do «Commercio do
Minho»,
como também os da
«SemanaReligiosa». Porisso lhes
rogamos
a
fineza de se
digna
rem
satisfazer os seus débitos,
com
a possiv.el brevidade,
áquel-
le. rev.“,u snr.
III M
l
—
uwia
li
WIIHtlBl.tMM.IB
,
:
■
IIW
—
■
'tÀlSflllÀ
Chrorajea religiosa
—
Hoje:
—
Expo
sição
do
Santíssimo
na
egreja
do Carmo.
Amanhã,
18:—
No
Hospital
começa
a
Novena de
S.
João
Marcos.
S»reees.—
S.
exc.
a
revd.
ma o snr.
arcebispo Primaz,
logo
que
teve
conheci
mento
da
enfermid
ade
da
Senhora
D.
Ma
ria
Pia,
que ha
dias
se
acha
gravemente
doente,
ordenou
por
este
motivo
tres dias
de
preces
publicas
em
todas
as
egrejas
do
arcebispado.
STtsrt» Haerõlego —
Informam-nos
que
fôra
apanhado,
ha dias,
em
flagrante
delicio
na
egreja
do
Populo,
um
estudan
te, que
ha
muito
se
dedicava ao
sacrí
lego
mister
de
apanhar
veias
dos
altares
nas
egrejas
de
S.
João
do Souto,
Carmo
e
Populo, sem
que
até
hoje
tivesse
podido
ser
descoberto.
Ultimamente,
na
egreja
do
Populo
deu-se
por
falta
considerável
de
cera,
e
dinheiro
da
caixa
do
Senhor da
Agonia.
O
auctor d
’estes
furtos
.tinha
por
cos
tume
íingir-se
muito
devoto,
chegando
a
orar
por largo espaço
de
tempo
com
os
braços
abertos;
e
logo
que
julgava
occa-
siào
opportuna,
dava-se pressa
a
commet-
ter
habilmente o
attentado,
approximan-
do-se
dos
altares
e abrindo a
caixa
com
chave
falsa.
O
servo,
sobre
quem
innocentemente
talvez fossem
recaindo
graves
suspeitas,
occultou-se
dentro
d'urn
confessinario,
d
’
onde,
depois
de
ter presenceado
todas
estas scenas,
saiu
em
seguida
lançando-
lhe
a
mão.
Acha-se
já
nas
cadeias
d’
esla
cidale
e
alli
esperará
agora a
occasião
de
ensinarem
qual
a
gravidade
do
seu
deli'
cto,
a
cuja
practica,
de
mais
a
mais,
se
entregava,
segundo
nos
consta,
para
sa*
tisfazer
aos
seus
vícios,
sendo
o
principal
d*elles
o
jogo.
Encontraram-lhe
no
bolso
uma
minu-,
ciosa
relação
de
tndo
quanto
linha
furtado,
redigida
de
fôrma
que
dá
a
entender
cla-
ramente
a
intenção
de
querer
restituir
um
dia
todos
os seus
furtos.
Critica á Critiea.—
Damo-nos
pres
sa
em
annnnciar
aos
leitores que
já
se
acha
á
venda
o
magnifico
opusculo
Cri
tica
á
Critica,
em
que
o
grande
escriptor
calholico
padre
senna
fkeitas
zurze
se
vera
e
merecidamenle
a
petulância
e a
estultícia
d
’
um
tal
padre
Guilherme Dias,
que
n
’
um
inqualificável
e
ascoroso
pam-
phleto
pretendeu
responder
á
Pastoral
do
venerando Prelado
do
Porto
sobre
o
pro
testantismo.
’
.
Diremos
mais
d
’
espaço-
sobre
este
li-
vrinho
•
■
Sic
itiir «il aHtri».—O
snr.
dr.
Moreira
Freire,,
abbade
da
freguezia
de
Santo
Ildefonso,
da cidade
do
Porto,
e
deputado
ás
côrtes
pelo
circulo
de
Pena
fiel,
no
sermão
da
Ressurreição,
convidou
o
povo, em nome
da Meza do
Carmo,
a
ir
ao
templo
orar
pela
conservação
de
tão
caritativa
rainha,
como
era
a snr.
a
D.
Maria
Pia,
e
que
dissessem
as
almas
piedosas
a
Deus
que
na
terra
também
eram
precisos os
anjos.
Nós
devemos
orar, mesmo
pelos
ini
migos.
Emquanto ao
mais....
sic
valeas~..
Sorte
grande.—
Chamamos
a
atlen-
ção
dos interessados
para o
annuncio
que,
sob
este
titulo,
vae
na
secção
com
petente.
E'
um
documento
allamente si
gnificativo
da
felicidade
que
acompanha
o
accreditado
estabelecimento
de
lotefia
do
snr.
João
Marques
d’
Almeida
Castro.
Vale»
internaeionaen.
—
Começou
a vigorar
no
dia
5
do
corrente
nas
ad
ministrações dos correios
de
Lisboa
e
Por
to
o
regulamento
para
a
emissão
de
va
les
internacionaes.
Eis
o
aviso
que
a
es
te
respeito
foi
publicado
pela
direcção
ge
ral
dos
correios:
«Do
dia
5
do
corrente
mez
em
dian
te
começará,
nas administrações
dos
cor
reios
de
Lisboa
e
Porto,
a
emissão
de
vales
internacionaes
com
os
seguintes
pai-
zés
:
Aliemanha,
Belgicâ,
Dinamarca, Egy-
plo,
França,
ílalia,
Noruega,
Hollanda,
Roumania,
Suécia
e
Sdissa.
Para
a
ilha
de
Héligoland
e
Constan
tinopla
poder-se-hão
também
remelter
va
les
internacionaes
por
via
da
Allemánha,
e
nas
mesmas
condições
d’
este
impé
rio.
A
percentagem
cobrada
no
acto
da
emissão
de
similhantes vales será
de
100
reis
até
lO^OOO
reis,
augmentando
50
rs.
por
cada 5$000
reis
ou
fracção
de
reis
5$000,
até
a
’
quantia
maxima
de
91^000
reis.
A
conversão
da moeda porlugueza
em
moeda
estrangeira
regu!ar-se-lia
da
seguin
te
fórma:
Aliemanha,
cada
marco,
225
reis.
Bélgica, França,
e
Suissa,
cada fran
co
182
rs.
Dinamarca,
Noruega
e
Suécia,
cada
kro-
ne
250
reis.
Egypto,
cada
piaslra,
50
reis.
Ílalia,
cada
lira,
182
reis.
Hollanda,-cada
florim,
380
reis.
Roumania,
cada
ley,
128
reis.
Não
é
permiitida
a
emissão
dos
vales
internacionaes
a
favor
de
destinatários desi
gnados por
inictaes.
Os
vales
internacionaes
são
válidos por
tres
mezes,
contados
da
emissão
para
os
paizes da
Europa,
e
por
seis
mezes
para
o
Egypto.
Os
vales
internacionaes
com destino
a
Portugal
serão
entregues
nos
domicílios
e
pagos
nas
administrações
de
Lisboa
e
Porto
aos
seus
destinatários,
que
deverão
passar
récibo, quer
reconhecido
por
ta-
bellião,
quer
abonado
por
cônsul
ou
fir
ma commercial.
E
’
permiltido
o
endosso
nos
vales
in
ternacionaes,
devendo
o
endossador
lega-
íisar a
sua assignatura
pelos
meios
indi
cados
no
paragrapho
antecedente.
Os vaies
que não
forem
pagos
aos
seus
destinatários,
por
descaminho ou
por qual
quer
outro
motivo,
poderão
ser
reembol
sados
aos
remettentes,
precedendo
as
ne
cessárias
formalidades.»
Portuguezei fwlleeislo».
—
Em
17
e
18
de
março
falleceram
no
Rio
de
Ja
neiro,
os
seguintes
súbditos
portugue
zes:
Domingos
Maria
Grillo, 30
annos;
Ma
noel Lourenço,
20; Alfredo
da
Cunha
Ma
chado,
18;
José
(1
’
Almeida,
23; Maria do
Amparo
Veríssimo, 19;
João
Moreira
da
Rocha Brito,
25;
João
Vaz
Nicolau,
50;
Jeronymo
Ferreira
Povoas,
42;
Bernardi
no
Loureiro,
24;
Joaquim
Alves
Pinto,
21;
Manoel Alves
Casas,
31;
Francisco
Henriqtfe,
17.
Noticia»
âiverso».—
Em
Bayona
foi
prezo
um
tal-
RusseL
que
roubava os
ca-
bellos
das
creanças.
Para
isso
dâva-lhes
a
cheirar
uma
substancia
narcótica,
e, logo
que
adormaciam
cortava-lhes as
tranças,
—
Realisou-se
uma conferencia
em Bar
ça
4
’
Avjla,
entre
■ os
engenheiros
portu
guezes
e
hespanhoes,
encarregados
de
es
tudar
qual
o
ponto
mais
conveniente
pa
ra a ligação da linha
ferrea
dos
dois pa
zes.
—
Segundo
um
jornal
estrangeiro
o
con
selho
de
ministros
da ílalia
decidiu
dis
solver
todas
as
associações
republicanas da
Ílalia.
Segundo
annunciam
de Roma para
Vienna
o
uso
publico
d
’
insignias
republi
canas
será
prohibido.
A’
caridade ptibtiea.—
Recommen-
damos
muito
e
muito ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da
Silva
Guimarães.
()
seu
estado
de
penúria
é
extremarnenle
dolo
roso.
Pedimos
que
pelo
amor
de
Deus,
se lembrem
de
o
soccorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
AéRAVECfffljeifíO
O
prior
de
Fonte
Arcada
infimamen
te
agradecido
a todos
os ill.mW
e
ex.
iuos
snrs.
que durante sua
longa
doença
ti
veram a
delicadeza
de
visitai o: e
espe
cialmente
penhorado
para
com
o
seu
me
dico
assistente
o ex.
mo
dr.
Manoel
José
Ramalhode
Barros,
pelo
zelo
incançavel,
tino
medico,
e
interesse particular
que
manifestou
em
combater
sua doença:
e
egnalmente
agradecido
ao ex mo
correspon
dente
da
Povoa de
Lanhoso
para
o
«Com
mercio
do
Mínlió»
e
ex.
mo
redaclor
d
’
es-
te
excellente
jornal,
que
tão
aflectuosa
e
lisongeiramente
sq-
occuparam
de sua
hu
milde
individualidade;
vem d
’
esta
fórma,
emquanto
não
póde
tazel-o
pessoalmenle,
protestar
a
todos
■
o
seu
vivo
reconheci
mento
e
a
obrigação
em
que
o
constituí
ram por
tão
assignalados
obzequios.
Mosteiro
de
Fonte
Arcada
12
de
abril
de 1879.
0
prior
João
Albino Pereira
de
Sampaio.
SECÇÃO
D£
COMMU0ÍICÃDOS
Ainda
bem
que
no
meio
da socieda
de quasi corrompida
apparecem
almas
no
bres,
que
com
verdadeiro
zelo
apostolico
se
dedicam
de-alma e coração
ao
bem
da
sociedade.
Ainda
bem
que
no
meio
d
’
este
estado
morbido
social apparecem
sacerdotes
d
’uma vida exemplar
a
dize
rem
aos
povos
qtie
não
vão
bem,
e
qué
o
caminho
que segue,m
conduz
á
perdi
ção.
Ainda
fiem
que
os povos ouvem
com
avidez
a
sua santa
palavra
e
humi
lhados
chegam
ao
sagrado
tribunal
da
pe
nitencia
a
confessar
suas
culpas
e
de
testar
seus
peccados,
propondo
para
o
fu
turo
uova emenda
vida.
-Na
verdade, dé-
cahido o
homem
do
estado
da
graça
e
da innocencia,
precizo
se
torna
lavar
a
nodoa
do
peccado
e
reçoncilial-o
com
a
Divindade
offendida:
a
necessidade
d’
esta
reconciliação todos
nós
a
conhecemos.
Foi
paia
tal
.fim
que
no
dia
12
do
mez
de
-fevereiro
proximo
preterito o
muito
rev.°
padre
Manoel
Gonçalves
Couto,
de
nominado-
o
apostolo
do
norte,
o rev.
0
Agostinho
de
Sousa
Gonçalves
e
o
rev.0
Manoel Dias
todos
naturaes
d’
esta
pro
víncia
de
Traz-os-montes,
se
apprescnta-
ram
na
egreja
matriz
da
villa
de
Boti
cas,
e
ahi
estiveram
por
espaço de
15
dias
em continua
missão;
sendo
coadju
vados
em
tão
santa
empreza
pelo
rev."
Domingos
Ferreira
de
Mattos,
pelo
rev.®
Francisco
Gomes Pereira, 'pelo
rev.
0 en-
commendado
da
Granja
e
mais-
alguns
padres d'este
concelho
Grande
foram
os
bens
produzidos
por
uma
tal
missão!
Pra
za
a
Deos
qtie
todos
aquefles
que
tive
ram
a
felicidade
de-os
ouvirem
perseve
rem
em
seus
santos
propositos.
Agora
que
os
bons
obreiros da
palavra
de
Deus
deram
principio
a
uma
outra
missão
na
freguezia
de
S.
João
de
Capelíudos,
no
concelho
de
Villa
Pouca
d
’
Agoiar,
a
pe
dido membro
da iiluslre
lamilia
do
exc.
111
-
’
snr. dr.
Sousa
Canavarro,
é
de
esperar
que
façam entrar
no
verdadeiro
caminho
da
salvação as
ovelhas
desgarra
das.
Dizem
nos
que,
acabada
aquella
mis
são,
voltarão
a
este concelho
de
Boticas
a
fàzer
uma outra
em
S.
‘
Pedro
de
Sa-
piãos,
para
onde foram
convidados
pelo
muito
rev.°
Zeferino Pereira, parodio
coi
fado
na
dita
freguezia
Bem
haja
o
bom-
pastor
que
conhecendo
a necessidade
de
suas
ovelhas
chama
para
junto
de
si
taes.
coadjutores!
Praza
aos
çeos
que
os
.po
vos
d
’
aquella
freguezia
se
aproveitem
da
boa
ó.ccasião
de
reformarem
seuS costu
mes
recohciliaudo-se
com
Dens,
devendo
conhecer
que
uma
só
coisa
é
necessária,
unum est
necessarium,
como
-diz
•
S.
Do-
cas.
Oh!
que
mudança-se
faria
em
pou
co
tempo
sobre
a terra,
e
quam depres
sa
todos
seriamos
santos,-
se
pensássemos
seriamente
n
’
uma
eternidade
sem
fim,
e
n
’
um
juizo
rigoroso
em
que todos
sere
mos
julgados.
.Vive-se,. quasi
por
toda
a
parte,
como
se não
houvesse
já Detis,
nem
lei
de Deus,
nem Evangelho,
como
se
houvesse
o
homem
-sempre
de
viver,
e
nunca
de
morrer. Desgfaçadamente
vive
mos
no
tempo
de
certa
liberdade
mal
entendida,
e
cada
um
faz
o
que
quer .e
sobra-lhe
tempo
-para
mais,
pode-dar sa
tisfação
ao
preceito
annual
mandado
pe
ia
santa Egreja,
ou
deixar
de
dar, con
soante
muito
bem
Ibe
aprouver,
por
cer
to que
ninguém
o incommodará
por
lai
motivo:
o
nosso
bom'
Deus
se
amerceie
de
nós-e
permitia qtie o nosso
pobre
Portugal,
oulr
’
ora
-tão
religioso,
não
seja
castigado,
como
o
tem
sido
outros
reinos
como
nós
muito
bem
conhecemos.
Uma
scena
bem
triste
se
passou
no dia
7
do
corrente
mez
na
villa
de
Boticas.
Fal
leceu
quasi
repentinamente em
sua
pró
pria
casa
a exc.
ma snr.
a
D.
Libania
de
Andrade,
mulher do
nosso
amigo
o
snr.-
Francisco
José
Ferreira
d
’
Andrade,
a quem
acompanhamos
em sua
justa
dor,
dando-
ihe
nossos sinceros
pezames.
A
finada
era-
uma
alma
verdadeiramente
calholica;
e
é
de
crer
que o
Altíssimo
lhe
tenha
já
perdoado
as
imperfeições
-que
necessa
riamente
commelleu
como
mulher;
porém
como
os
altos
juizos
de Deus
são
impres-
crutaveis
oremos
-por
sua alma;
suppli-
cando
ao
Deus
de
misericórdia
lhe
dê
o
eterno
descanso
entré
os esplendores
da
luz
perpetua.
Pedimos
ao
leitor
uma
ora
ção
por
sua
alma.
A
morte
é
uma cre
dora
que a
pinguem
concede,
moratoria,
nem mesmo
perdoa
a
ninguém:
bem dizia
o
nosso
grande
padre
Antonio
Vieira,
—
«tudo acaba a
.morte,
tudo acaba
cona
a
morte
até a
mesma
morte!».
Também
passou
d
’
esta
a
melhor
vida
o rev.0
Ma
noel de
Sousa
Machado,
natural
do Vida-
go,
e
reitor d
’
aquella
fregueza;'
receba
seu
sobrinho
e
afilhado
o
rev.0
Thomé
Luiz
de Sousa
Machado,
e
mais
familia,
os nossos
comprimentos,
filhos
da
since
ra
amisade
que
lhes
dedicamos.
Ao
con
cluir
esta
correspondência
chegou-nos
a
infausta
noticia do
Tallecimento do rev.®
João
Evangelista
Chaves,
reitor
da
villa
de
Boticas.
Depois
de
prolongados
soffri-
inentos
succumbiu
deixando
na
maior
dor
uma
carinhosa
irmã,
é
sobrinhos
que
tanto
o
amavam,
pois,
lendo todos
elles
fica
do orphãos na
mais
tenra
edade,
elle,
como
bom
irmão
e
bom
tio
a
todos
am
parou,
e
creou
uma
boa
posição.
Ainda
as-hn
foi
uma
perda
irreparável, não
só
para
à
familia
que
0
idolatrava,
mas
também
para
a
Egreja
de
que
era
digno
ministro.
Nos
últimos
dias
do
seu pas
samento
chamou para
junto
de
si o
mui*
.to
rev.0
reitor de
S.
Pedro
de
Sapiãos,
que
o reconciliou
com
Detrs é
lhe
ad
ministrou todos
os sacramentos
da santa
Egrcjà.
Permilta
nos
o
nosso
amigo
e
an
tigo condiscípulo, o dr.
João
Baptista-de
Macedo
e
Cíiaves,
sobrinho
e
afilhado
do
finado,
e
mais familia,
verter,
com
as
suas,
no
mesmo
tumulo,
nina
lagrima
de
saudade.
íiequiein
eternam
dona
ei,
Domine: el
lux
perpetua
luceat
ei.
Assim
seja.
Concelho
de
Boticas,
24 de
marco
de
1879.
C.
L.
P.
C.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia dramatica portu-
gueza
Quinta-feira
Í7
de abril.
RECITA
EXTRAORD1NARIA,
EM
BENE
FICIO
DO
CAMAROTEIRO
O
drama
cm
3
actos
A
CONDESSA UE fllKSAT
A
comedia
em
1
acto
NÃ.O
TKH TITUEO ! ’
Principia
ás
S
horas.
AttADECIMSITOS
José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa,
assáz pe
nhorado
e extremarnenle
reconhecido
pa
ra
com
todos
os
exc.
,nas
senhoras
e
ca
valheiros
de
suas
raJações
e
em geral
pa-
fa
com todas
as
pessoas
d
’
esta
cidade
que
se
dignaram
cumprimenlal-o
e
saber
de
sua
saude,
durante a
infermidade
que
acaba
de
soffrer,
a
todos
agradece,
pro-
fundamenle
reconhecido
e
aqui lhes
pa-
tentea
sçus
protestos
d
’
eterna
gratidão.
Igualmeotè
aos
mui hábeis
e
distinctos
facultativos (festa
cidade,
os
exc.
wos
Ma-
Iheiró
e
Valle
agradece
a
promptidão,
zelo
é
èarinho
com
-que
o tractaram
durante
a
mesma
infermidade;
e
a
todos
o
faz
por este
meio
na
impossibilidade
de
o
fa-
ier
pessoalmente
. como
desejava
e
lhe
cumpria,
visto
que
por
conselho
medico
se
retira
parà tomar
ares
pátrios,
afim
de
obter
mais
prompto
restabelecimento.
(2351)
•
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga (au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões, Joaquina
Simões,
Ma-
riaSiraões,
José
Simões
Braga
(auzenle),
Ma-
npel
Simões
Braga,
José
Fernandes, Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de
Freitas,
nora,.filhose
genros
da
fallecida
Anlonia Ma
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal-
mentç,
agradecem por
este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
o
caridoso
odisequio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do, da
sua
casa
á
egreja,
e
cemitério,
o
corpo dê
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim a
todos
os
que
lhes
de
ram
seus sentidos pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
•
Braga
16
de
março
de 1879.
(2316;
José
Justino
Fernandes
Dias,
Dom
Cae
tano
de
Portugal, ausente,
D.
Maria
Rita
da
Silva
Dias, Dom
José
de
Portugal,
ausente,
D.
Pedro
de
Portugal,
ausente,
Antonio
Cândido
da
Silva
Amorim
e
Ma
noel
José
da Silva,
agradecem penhora
dos
ti
todos
os
cavallieiros
qtie
se
di
gnaram
assistir
ao
responso
de
sepultura
que
houve
logar
na
capella
do
Cemité
rio
por
alma de
D.
Maria
José
de Por
tugal,
sua
esposa,
(ilha, nora,
irmã,
cu
nhada e
sobrinha,
ê
bem
assim a
todos
aquelles
snrs.
que
os
comprimentaram
pelo fãllecimento
da
mesma senhora.
(2357)
Peqhoradissinios
para
com
todas
as
pessoas
qu,e
tanto nos obsequiaram
por
occasião
do
-
fãllecimento
e.
enterro
do
nosso
presado
irmão
e
lio,
o
revd.
‘
“
®
padre Luiz
Peixoto
de
Magalhães,
abbade
de
Padim da
Graça,
especialmente
para
com
os revd.
os
ecclesiasticos
pelos
dis-
linclos
serviços
que
lhes
prestaram;
por
este
meio
veem
consignar-lhes
um
pro
fundo
leslimunho
de
gratidão e
reconhe
cimento
indeleveis.
Pedem
desculpa
de
o
não
fazerem
pessoalmente,
Anna
Maria
de
Magalhães
Ccttharina
Candida
Vieira'
Magalhães
José
Peixoto
de
Magalhães.
(2364)
ANNUNCIOS
Preço
120
reis.
A
’
venda
no
Porto,
Livraria
Portuen
se,
editora,
121
—
Rua
do
Almada
—
123,
e
nas principaes
livrarias
de
Coimbra,
Lisboa
e
Braga.
Vende
se
um
piano
fórte.
do
auctor
Pleyel,
de
sete
oitavas
e
3
cordas;
não
letn
um
an-
e
dá
se
por
52
libras
sendo
de
custo
de
64.
Para
informações, roa
do
Carvalhal,
n.°
48.
(2359)
Está aberto o
cofre
Municipal
para a
cobrança
voluntária
da
■
derrama
direcla
de
1878-1879,
desde
e
dia
21 do
cor
rente
alé
20
de
maio
proximb futuro,
e
desde
as
9
horas
da
manhã
alé
ás
2
e
meia
da
tarde,
todos
os
dias
menos
os
sanclificados.
E
pfevine
:se o publiçç», de
que
os
remissos
ficam
sujeitos'ás
mesmas
penas
estabelecidas
para
as
contribuições
da
fazenda
publica,
álém
das
custas da
execução
quando
sejam
relaxados.
Braga
17
de
abril
de
1879.
O
escriyãft
da
camara
•:
<
PRQPRifiTARio:
Joaquim
Bernardo da-
Silva
.
RUA I>0 CAlííSi .
•(
antiga
POftTÁ
DE
S.
FRANC
SCO)
£’
com
o
citado
nòyo
titulo
que
d
’
oca
em
diante
se
denominará
a
antiga
hos
pedaria
da
Porta
de
8.
Francisco.
A ge
rência da
mesma
continua
a
cargo
do
seu proprietário, o
qual
continua
a
en
Carregar-se
de
encommendas
concernentes
á
sua
-arte
de
cosinba.
.
e
das
acreditadas
frigideiras. ]
(2361).
’ÚÀG
iSIS .
DES DEMOiSELLES
Publica-se a
10
e-25
de
cada
mel, por fascículos in-8.°
grande
Cravuras
de
incdas e snódele» «le tapeçaria colorido»; a agua;
gravndus
a preto;'novi<t«<ieH
pura
piano e emite; álbuns
de latores,
f«Sbas de carifecçaea; craehet e rendas; riBCoa, etc.
0
TIagftsin
dea
Hentoiseltec,
graças- ás
importantes
reformas
qde
mUoduziu
na
'sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reúne
o
duplo’atlractivo
de um periódico litlerario
interessante
e
um
periódico
dè hiodas coo.pleto, inteiramenle
independentes
um
do
outro.
Preço
para Vortuyal
(as
assignaturas fazem-se
por
um anno
principiando no
í.°
de
janeiro) 4$000
‘
rs.
•
.
..
.
.
..
Tainliem
se
acceitam'
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
eaiçao
do
dia
10,—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,-1^700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
esle
periodico.
(2360)
Anlonio
Manoel
Alves
Cosia.
As
preleeções
publicas
d
’
ensino
pri
mário pelo,
methodo
do
dr.
João
(le.Deus,
annunciadas
para
os
dias
.17
20
e
24
dq
corrente,
no
Lyceu
d’
esta
cidade,
pelas
dez
horas
da
manhã,
ficam
addiad.as
pa
ra
24
27
e
3.1
do
mesmo,
hos
ditos
lo
cal
e
hora.
Braga, 14 de
abril
dé
1879.
O
Escrivão
da
Camara
(2356)
A.
M.
Alves
Cosia.
SORTE
GRANDE
klis
9o:o(>o$«oo
EXTRACÇAO
DE
5
D
’ABRIL
DE
1879
ESTABELECIMENTO DE LOTERIAS
327,
BUA
DE
SANTA
CATHARINA,
331
.PORTO
João
Marques.
d
’Almeida
.
Castro,
aíTian-
çado
no
governo
civil*do
Porto, com
e>s-,
tabelecimento
de
loterias
na
rug
de
Santa
Catharina
n.
os
327 á
331,
tem
a
honr?
de
participar
aos
seus
amigos,
freguezes
e
correspondentes
da
província,
que
da
loleria
.que
hontem.se
éxlrahiu,
vendeu,
no
seu
feliz
estabelecimente
.(aberto
em
cautelas
de
diversos
preços) parte
do
bi
lhete
n.°
6215
premiado
com.
500:000
pesetas
ou
reis
90
contos.
O
mesmo
faz
publico
para
que
•
os
interessados
apre
sentem
as
fraeções que
tiverem
do.
dito
numero
para assim
receber
o
prémio
que
lhes
pertencer.
N.
B.
—
Como
se
vê
pôr
outro
annuu-
cio
publicado n’
esle
jornal
continua
a
ter
á
venda
bilhetes
e
fraeções
para
as
seguin
tes
loterias.
,
•
Porto
6
d’abril
de
1879.
(2358)
NOVO
HORÁRIO.
Narciso
José
Marques,
Francisco
Mesquita
e
Francisco
José
de
Barros
'
Annunciam
ao
publico,
que
as
suas
car
reiras,
que
teem
para
a
Senhora
do
Por
to,
a
sair
ás
6
horas
da
manhã, 1
e
2
da tarde
ficam
saindo
desde
o
dia
19-do
corrente
inclusive
ás
5
horas
da manhã,
2 e
3
da
tarde,
e
chegam
á
Senhora
d«
Porto
ás
8
1
12
da
manhã
5
112
e
61
12
da
tarde, e saem da
Sen-hora
dojPorto
para
Braga
ás
5
e
6
horas
da
manhã
e 2
da
tarde,
e
chegam
a
Braga
ás
8
1|2
e
91|2
da
manbã
e 51
[2
da
tarde.
PCeçoo
De
Braga
ao
Pinheiro
e
vice-versa
den
tro
180
fóra
160 rs.
De
Braga
á
Povoa
e
vice-versa
den
tro
220
fóra
200
rs.
De
Braga
a Semaes e
vice-versa
den
tro
260
fóra
240
rs.
De
Braga
á
Senhora
do
Porto
e vice-
versa
dentro 320
fóra
300
rs.
Pelos annunciantcs:
Domingos
Alves
Pereira.
(2362)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
N. Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
400^000
para
mutuar.
(2305)
KBÍTOS
OK 40 pias
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio do
escrivão
Freitas,
a
requerimento
de
Helena
Rosa,
viuva,
da
freguetia
de
Santa
Maria
de
Ferreiros,
d
’
ésta
1
comarca,
correm
edilos
de
quaren
ta
dias,-
citando
e
chamando
todas
as
pes
soas incertas,
que
se
considerem
com
algum
direito
e
arção,
á
herança
e es
polio
de
seu
faiJecido filho
Francisco
Fer
reira
Marques,
residente
que
foi
na
ci
dade
do
Maranhão,
Império do
Brazil,-
pa
ra
na
segunda audiência
d
’este juizo,'
pos
terior
ao praso
-de
quarenta'
dias,
que co-'
meçarão
a
correr depois,
da
publicação
do
seguòdo
annurtcio
na
folha, officéa),
vêr
atcuiar-lhes
a
citação
e
assfgnarem
o
ter
mo
de tres
audiências
para
opporem
o
que
tiverem
á
.dita habilitação.
sob
pena
-
de
revelia- e
lançamento.
Declarando
que
as
audiências
n
’
esie
juizo
se
costumam,
fa
zer
todas
as
segundas
e
quintas
feiras
de
■.cada
semana.pelas
horas
que
a
lei
marca,
não
sendo
dia
feriado
ou
sanctiíicado,
por
que,
se.ndo-o, se fazem
nos
dias
seguin
tes,
-.
no
tribonal
judicial,
coliocado no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esla
mesma.
Braga
5
de
abril de.
1879.
O
escrivão
do
primeiro
cilicio
,
;
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Verifiquei.
(2355)
•
'
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
■
-r
imo
DE
Joao Marques
d’Almeida Castro
'■327, rua
de
Santa
Catharina,
331
PORTO
Este estabelecimento,
que
por grande
numero
de
pessoas
tem
sido preferido,
a
outros,
não
Só por os prémios
que
no
mesmo
conslantemente estão
saindo,
mas
por
a
promptidão
.
com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a
ter
á
venda
para
tõdàs
as
lo
terias,
bilhetes
inteiros,
.meios
ditos,
quin
tos,
quartos,
décimos,
oitavos.e
fraeções
dg 600,
500,
300, 250,
.200,
130,
100
e
40
reis.
Satisfaz
para
as províncias todas as
encommendas
(de
bilhetes
ou
fraeções
em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
as
mesmas
acompanhadas
da
sua
importân
cia,
em
ordens,
vales
do
correio
ou
es
tampilhas do
mesmo.
—
Envia gratuitamen
te.
os
prospectos,
a
todas
as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos
prémios
de
que
se
compõem
as loterias
e
dos dias
em
que
as
mesmas
se
teem'
de.
extrahir;
assim
como
remette
no fim
das
exlrac-
ções,
as
respeclivas
listas
geraes
dos
pré
mios.
AOS PRETENDENTES
Apèsar
do
grande
numero
de
corres
pondentes
que
este
estabelecimento
tem
nas
províncias
para
a
venda
de
bilhetes
e
fraeções
de
todas as
loterias,
o
mesmo
recebe
ainda
propostas
das
pessoas
que
pretenderem
vender
este
genero
á
com
missão
Os
pretendentes
que
quizerem
en-
carregar-se
da
venda
d
’esta fazenda,
po
dem
com
ella
negociar sem
risco,
porque
se
acceita
de
novo
até
ás
vesperas
das
exlracções,
toda
a fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem vendido.
Além d’isso
teem a
vantagem
de
poderem
negociar
sem
em
pregar
capital
porque
a
importância
de
qualquer
remessa
que
lhes
seja
feita,
po
de
ser
enviada
depois
da
fazenda
vendi
da,
bastando
para
isso que
o
pretendente
dê
como
conhecimento
um negociante
da.
cidade do
Porto.
A
commissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos
dão-se
a quem os
pedir.
(2330)
CONFEITARIA CENTRAL
15-RUA DE
S. MARCOS—15
Acabam
de
chegar
a este
estabelecimen
to
boas
qualidades
de
amêndoas
e carto
nagem,
caixinhas
e
queques.
Enfeita
pão
de
ló,
e
meis objectos
.proprios
para
fo
lares
—
que
tudo
vende,
por
preços
muito
rasoaveis.
(2348).
inaiíflffio.
Na
casa
penhorista
das
Palhotas,
n.°
8
ha
sempre'
dinheiro
que.
se
dá
sobre
qualquer
objeçlo
de
valor
etc.
etc.
Juro
rasoavel.
'
(2341)
Fabrica
de
papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
-
de
embrulhos
de
difíèrentes
marcas
e
preços.'
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
ÍJnicarense
—
27,
Rua
do Souto
27
—
(2340)
■
BILHETES DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento.de
preço.
A PPARICIO
«f! 'SI
AMIEIRO
27,
Praça
do
Bardo
dè
S.
Marlinho,
27.
Bilhetes
de
visita-
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240 reis.
Tarjados.de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S. Marlinho,
27
'
HTOÍH
fflM
Com
capas
de
nrarfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa e
veludo.
,
Praça
do Bardo de S. Harti-
nho,
«1
Amrucio &
MALI1EIR0
BK
UINHEIRO A
JLKO
A irmandade de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
Caixa
jíeiiboriHta Bracarenae na
Travessa
de
D. Gualdim <l’eata
cidade.
Continua
a emprestar
dinheiro sobre
penhores
todos
os
dias
desde
as
8
horas
da
manhã
alé
ás
9
da
noute
na mesma
caixa.
Vende-se
roupas.
Pede-se
a lodos os
mutuários
que
ti
verem
objectos empenhados
na
mesma
caixa
còm alrazo
de
juros de tres
mezes
os
venham
pagar
ou
resgastar,
senão se
rão
vendidos.
jaa.
DO
PADRE
ANTONIO
VIEIBA
Vendem-se por
200
reis
em
Braga, na
rua
da
Sé,
n.°
3.
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia fabril SINGER
IA—rua de 5. Vicente—
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que-
todo
o
mundo conhece
e
que nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
8S8:S1S
machinas
de
costura!!! mais
80:496
que
em
1876.
A
Conjpanhia
Fabril
Vende
as
soas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a.
prestações
de
500
reis
«emanaes
sem
presíação
de
entrada
ou
10
por
cento
a menos
a
promplo
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates,
costureiras^
chapelleiros
e sapateiros
4
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
beilo trabalho,
'
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos
o publico
que te
nha todo o cuidado para não
ser
enganado com as machinas
imitações, como
algumas pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem sido.
As
machinas
legitimas
SlNCtER
só
se
encontram
á
venda
na Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE S.
VICENTE,
17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
dislrictos
de Portugal
e His
panha.
Ensino
esmerado
e
gralis
em
casa
de
comprador.
Peçam
cathalogos illustrados
com
lista
(2297)
Parte de Comércio do Minho (O)
