comerciominho_08041879_920.xml
- conteúdo
-
REDÃCTORES—D. Miguel
Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.
—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
----------------------
—
—-------
-
•
—
•—
—
■■■■
’
-
j/xa~-^
7.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATUBA
Braga,
12
mezes
...............................
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição....................................
1&600
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATUBA
Províncias,
12
mezes......................... 2&000
»
6
......
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
...............................
lõ
N.° 920
‘^'<ttí«wSw47»KMBBC«WMê
2=EK1§.
A<3-A.-
TERÇA-FEIRA 8 D
ABRIL
DE 1879
D.
JOÃO
CHHIXSSTOIÍO Í>E £M<J>-
rim
Pessoa, por
mercê de Deus
e
da Santa Sé Apostólica Ar
cebispo
e Senhor de Beatja,
Pri
maz
das
Hespanhag etc.
Ao
clero
e
fieis
d
’esla
Nossa
Archidioce-
se
de
Braga
Primaz das
Hespaníiás
saúde, paz
e
bênção
em
Jesus-
C/irislo
nosso
Salvador.
Sendo
a
commemoração
da gloriosa
Ressurreição
de
Jesus-Christo
unia
das
maiores
solemnidades
do
culto
religioso
da
Egreja
Catholica,
teem
os
Surtimos
Pontífices
Romanos
concedido
benignamen-
te
aos
Prelados das
differentes
dioceses,
que
compõem
o
orbe catholico,
a facul
dade
de
dar
n
’
esse
dia a
Bênção
Apos
tólica
com
indulgência
plenaria
para
lo
dos
os
fieis,
que,
para
a
lucrar,
se pre
pararem
do
modo,
que
lhes
for
possível.
E
Nós,
Meus
Filhos
em
Jesus
Chris-
to, tendo
deliberado
celebrar
de
Pontifi
cal
em a Nossa Calhedral
no
proximo
dia
de
Paschoa da
Ressurreição,
fazendo uso
d
’esta faculdade,
daremos
com a
costu
mada
solemnidade
a
Bênção
Apostólica
a
todos os
fieis
d
’
este
Arcebispado,
que
vierem
recebel-a, ou que,
achando-se
le-
gitimamente
impedidos
por
enfermidade,
clausura
ou
encarceração,
tiverem
inten
ção
de
a
receber,
quando
pelos
sinos
das
torres
da Calhedral
forem
dados
os
si-
gnaes do estylo, já determinados
e
sa
bidos.
Aproveitae-vos,
pois, d’
este
tão
gran
de
beneficio,
que
a
Santa Egreja, sempre
Mãe
carinhosa,
vos
offerece,
para
que
me
lhor
possaes
conseguir
a vossa
salvação
eterna;
e
muito
encarecidamente
vos
pe
dimos,
qtie
não
desprezeis este
meio
tão
facil
de
irsegurar
a
posse futura
da
fe
licidade.
que
os
justos
gosam
no
céu,
guardando
para
outro
anno
ou
para
o dia
de amanhã,
como
é
costume dos
peccadores
endurecidos,
o
perdão
da
pe
na
temporal
devida
aos
vossos
peccados.
Sabeis
acaso
se
Deus
Nosso
Senhor
vos
dará
o
tempo
necessário
e
occasião
opportuna
para
o
vosso
arrependimento
e
para
cuidar
sei
iamente
do
importantíssimo
negocio
da
vossa
salvação
eterna9
Tendo
despresado
os
meios,
que
a
Santa
Egre
ja
vos offerece,
e
os
auxílios,
que
a
gra
ça
divina
agora
vos
dá,
podeis por ven
tura
ter fundamento
sohdo
para
esperar
confiadamenle
na
misericórdia
de Deus,
que
em
verdade
é
grande,
mas sempre
egual
á
Sua
justiça?
Vinde,
Meus
Filhos
em
Jesus
Christo,
vinde
no
santo
e
tão
memorável
dia
da
Paschoa
da
Ressurreição
ao
Templo
do
Senhor,
confessados,
contrictos
e
arrepen
didos das
vossas
passadas
culpas;
vinde
como verdadeiros
christãos
e
devidamente
dispostos
para receber
a
Bênção
Apostó
lica; vinde
com
o
vosso
sentimento
ca
tholico
e
piedoso
protestar
contra
a
falta
de
fé
e
de devoção
de
algumas
pessoas
inconsideradas,
que
muitas
vezes
escolhem
a
Casa de Deus,.e
onde
Elle
habita
real
e
verdadeiramente
no
Augusto
Sacramento
da
Sagrada
Eucharistia,
exposto
ás
nos
sas
adorações,
para
fazer
d’
ella mais
que
uma
partida
de
divertimento,
um
logar
de
escandalo
e
de
sacrílega
profanação.
Vinde
affirmar
com
a
vossa presença
sempre
respeitosa,
que
Braga,
a muito
antiga
e
muito nobre cidade
de
Braga,
pela piedade,
pela
devoção
e
pela
religio
sidade
de
seus
habitantes,
é
ainda
hoje a
Roma Porlugueza,
e
que
é
digna
do
nome,
da
fama
e da
celebridade,
que
ella
tem
entre
todas
as
nações
christãs.
Dada
e
passada
sob
o
Nosso signa!
e
sello
das
Nossas
Armas
no
Paço
Archie-
piscopal de
Braga
em
6
de
abril
de
1879.
João,
Arcebispo
Primaz.
Logar
do
Sello.
Corregpondeneta
pnrtíeuBAi* «io
cCooimereia «1» iHinluo»
■
Madrid 30
de
março.
Meu
caro
redactor:-
poucas
noticias
posso
dar-lhe
na
presente
carta.
O
mo
vimento
eleitoral
absorve,
por
assim
di
zer,
actualmente
a
poiitica hespanhola,
obscurecendo
e
eclipsando
os
demais.
To
dos os
partidos se
dispõem
a
combater
nas
próximas
eleições,
á
excepção
d
’uma
parte
Qo republicano,
que
se
retrae
por
aborrecer
a
monarchia,
e
por
não
pres
tar
um
juramento
que
lhe
repugna.
Muito
poderia
dizer
sobre
as
eleições,
qualificadas
graphicamente
pelo
insigne
Aparisi
de
febre
pútrida
do
paiz;
se
não
julgasse
.
importuno
e desnecessário
fazel-o
sobre
o
que
de
continuo se
está
passando
ine
vitavelmente.
Já
principia
a
Hespanha
liberal
a
oíferecer um
quadro
deplorável,
que
traz
á memória e
dá
grande
consistência
ás
conhecidas
palavras
de
Donoso
Cortes:
Isso
está
de
todo
perdido:
ahi
não
ha
mais
do que
uma
lucia de
vergonhosas
personalidades,
e
uma
caça
perpetua
na
qual
uns
poucos
d
’
homens
pelejam
sobre;
qual
caçará mais.
O
liberalismo
e
o
par
lamentarismo
produzem
em
todas as
par
tes
os
mesmos
effeilos:
esse
systema veio
ao
mundo
para
castigar
o
mundo:
elle
acabará
cora
tudo,
com
o
patriotismo,
com a
intelligencia,
com
a
moralidade,
com a
honra;
é
o
mal, o ma!
puro,
o
mal
essencial
e
substancial.
De
duas
uma:
ou
ha
quem
faça
esbarrondar
esse
sys
tema,
ou esse
systema
fará
baquear
a
nação
hespanhola,
como
a
Europa
in
teira.
*
Tenho
que
accrescentar
algumas
pa
lavras
sobre
nossos
amigos
os
carlistas.
Na questão
das
eleições
dividiram-se,
querendo
uns
que
deviam
provar
fortu
na,
e optando
outros
pelo retrahimento
absoluto.
Em
tal
estado
de
coisas,
al
guns
consultaram
o nosso
Bei,
dando
claramente
a
entender
que
acatariam
a
sua resolução,
como
era
justo,
inórmente
tratando-se
d
’
uma
das
muitíssimas
ques
tões
entregues
por
Deus
ás
disputas
dos
homens.
O
augusto
Duque
de Madrid
partiu
ha
dias
para
Gratz
coin o
fim
de visitar
sua
santa
Mãe
a
illustre
Archiduqueza
Beatriz,
que
continua
em
um
convento
d’
aquella
cidade;
porém,
ames
de
sair
da
Babylonia
moderna,
deixou
uma
carta
com
inslrucções
referentes
ao
assumpto, diri
gida,
segundo
minhas
informações, ao
snr.
I).
Vicente
de Ia
Hoz, director
do
periódico
«La
Fe».
Em
substancia
diz-
lhe
que
a
communhão
monarchica,
como
partido,
deve
relrair-se
da lucta;
porém
que
poderão
combater
sem
o
menor in
conveniente,
e
com applauso,
os
particu
lares
que
se
reputem
com
elementos
para
vencer
e
lograr
a
investidura
de
deputa
dos. Encarregou
igualmente
ao
dicto
se
nhor
que
se
pózesse
de
accordo
com
os
directores
do
«EI
Siglo
Futuro»
e
do
«EI
Fenix»,
auctorisando-os
para
decidir
so
bre
qualquer
duvida
que se
podesse
apre-
uvw
Hívpni
ToLiiíilm
0
CAPITÃO
AMELO
POR
J.
B.
da
Silva
Ramos.
OFFEREC1DO
E
DEDICADO A
’
EXC.
ma
SNR.
a
D.
Antonio
Augusta T.
de
Vasconcellos,
o*
CASA DE
MAKBON, EM CBfpBICO DE BASTO.
III
Pouco
depois
da
entrada
d
’
Angelo
para a
vida
commercial, tinha sido
admittido
na mes
ma
casa
um
rapaz,
da
edade
d
’
este,
pouco
mais
ou
menos,
natural
de
Barcellos,
chama
do
Paulo
Figueiras
;
apesar
de
não
ser
feio,
divisava-se
na
expressão
de seu
rosto, não
sei
que
de
repellente
e sinistro:
A
sua educação
era
imperfeitissima,
mas
na
casa
de
João
de
Oliveira
tudo
se
aperfeiçoava,
porisso
Paulo
tor-
nou-se
um caixeiro,
senão
tão
zeloso
e
ama-
vel
como
Angelo,
ao
menos
muito
regular.
Passados
quatro annos,
tanto
Angelo
como
Paulo
tiveram
ordem
de
pôr
lenço
ao
pescoço;
o
que
equivalia
a
serem
declarados
caixeiros
oom
ordenado.
Foi-lhes
concedida
licença de
passarem
algumas
horas, de
tarde,
aos
domin
gos e
dias
sanctificados.
Angelo
aproveitava
esta
liberdade
para
passar
algum
tempo
em oração
nos
templos
e
o
resto
para
visitar
sua
mãe
•loanna,
o
conego
e
D.
Leonor;
quanto a
Pau
lo,
não
se
lhe
conhecia
destino
certo.
Quasi
sempre se via
em
companhia
d
’
outros
caixei-
f?s,
percorrendo
as
ruas
e
os
lupanares
da
cidade.
Dois
annos
se
passaram,
sem
cousa
notá
vel,
na
vida
das
pessoas
de
que
temos
fal
lado.
João
d
’
Oliveira quasi
não
sahia da
loja, e
mais
qtie
uma
vez
desconfiou
que
o
dinheiro,
que
achava
na
gaveta,
não
correspondia,
se
gundo
o
seu
habitual
calculo,
aos
objectos
ven
didos;
pelo
que se
tornou
mais
vigilante.
Joanna
tinha
adoecido gravemente
com uma
maligna,
e
Angelo
que
a
amava
como a
mãe,
pediu
licença
ao
patrão
para
ir tratar
d
’ella,
o
que
lhe
foi
concedida.
infelizmente
tinha-se,
n
’
esse
dia,
trocado
da
gaveta
uma
peça
d
’
ouro,
do
valor
de
7&200.
A
’
noute,
ao
côntar-se o
dinheiro
das
gavetas,
não
se
encontrou
ouro
algum,
e o
roubo
tor-
nou-se
evidente.
João
d’
Oliveira
empallideceu:
no
contrahido
das
suas
feições,
na
expressão de
espanto
e
amargura de
seu
rosto,
se
lhe
conhecia
a
af-
flicção
d
’
alma.
Todos
os
caixeiros
estavam
jun
to
d
’
elle,
e esta circumstancia
e
a
de
Angelo
ter
saido,
poucas
horas
antes,
o
faziam
suspei
tar
que este
era criminoso: por
outro
lado
o
caracter
probo
e
profundamente
religioso d
’elle
lhe
fazia repellir
similhante-
idea.
Ora
João
de
Oliveira
era muito prudente,
porisso
não
se
queixou
diante
dos
caixeiros.
No
seguinte
dia
indo
um
negociante
visinho
conversar
com
elle,
João
d
Oliveira, suppondo
n
’
elle
um
homem
prudente,
justo
e probo,
con
tou-lhe
o facto,
com
todas
as
circumstancias;
eo
visinho,
que
na
verdade
era
de
moralidade
duvidosa,
pelo
menos
mordia-se d
’inveja dos
bons
créditos
e
profundos
respeitos,
que
João
d
’
Oliveira
grangeara,
assim
como
das
boas
qua
lidades
de
Angelo,
’
disse-lhe
o
seguinte:
—
Ahi
tem,
snr.
João
d
’
01iveira...
fie-se
lá
nos
santarrões,
que
se
confessam
todos os
me
zes,
que
se
fingem
escrupulosos
em certas
cou
sas,
e
todos
se
zangam quando
ouvem
fallar
no
diabo.
Nada,
meu
amigo,
homem
beato,
para
mim,
é
por
força
tratante.
Eu
já
ha
mnito
tempo
que
desconfiava
do
tal
santinho,
porque
sabia
que
elle
tinha
e
tem
certa
amisade
com
quem
gasta
bastante. Era
porisso
que
Angelo
não
queria acompanhar
com
os
outros
caixeiros,
pa
ra se
lhe
não
saber
dos podres
e
poder
en
ganar
mais facilmente
a
vossa
merce.
Oliveira
linha,
por
differentes
vezes,
muda
do
de
còr,
pois
que,
de
alguma
fórma,
o
que
o
visinho
expunha
do
caixeiro,
directamente
lhe
dizia
respeito;
porisso
entendeu não
deixar
pas
sar
sem
correcção
as
asserções
do
visinho,
di
zendo-lhe:
—
Visinho,
esses
de
que falia
são
os
hypo-
critas, raça
que
aborreço
mais
do que
os
fran
camente
maus.
Não
é d
’esses que
eu
admitto
em
minha
casa,
nem
é
por
esse
molde
que
que
ro
talhados
os meus subordinados.
O
homem
sincera e
profundamente religioso
ha
de,
por
força,
ser homem
honrado;
e
os
taes
beatos,
de
que
falia, não são
mais
que
malvados
em
brulhados
na
capa
de
homens
de
bem;
e
eu
desafio
o
visinho
a
que
me
aponte
uma
falta
nos
meus contractos.
—Ora essa
é
boa!..
—
disse
o
visinho
mastigan
do
em
secco.—
Eu
conheço,
isso,
e
toda
a pra
ça
.conhece
a
honradez do
snr.
Oliveira:
ora
essa
é
boa!... O
que
eu
quero
dizer
é
que o
tratante
de
Angelo
o
andava
enganando,
com
as
suas refinadas hypocrisias para
o
roubar.
Olhe
que
eu
sei
com
certeza
onde
elle
gastava
muito
e muito.
Ora,
João
d
’
Oliveira
não
se
podia convencer
de
que
Angelo
fosse
capaz de commetter
simi
lhante
crime;
mas
este e
outros
visinhos
que
costumavam
conversar
cora
Oliveira,
ao
descer
da
tarde, pelo
seu
genio maledicente, e
pelo
odio
occulto
que
nutriam contra
Angelo,
por
suas
virtudes,
e
por
outras
virtudes
que
não
declaramos,
levaram-lhe
ao
coração
a
convic
ção
de
que tinha
sido este
o
auctor
do
roubo.
João
d
’Oliveira
notára
que,
desde
que
An
gelo
tinha
saido
de
sua
casa,
nenhum
dinheiro
ihe
faltou
mais;
convenceu-se
porisso
de
que
era
elle
reaimente
o
criminoso;
e
como
íhe
ti
nha
muita
affeição, assentou
em
despedil-o,
mas
não desacreditado.
Era
demasiadamente
tarde...
a
sua
irreflexão
tinha-o
perdido.
Contando
o
facto
aos
visinhos,
mais
com
o fim
de
se
aconselhar do
que
de
obrar,
estes
tinham
espalhado
o
facto
por
toda
a cidade.
Angelo,
porém,
todo
entregue aos
cuidados
que
exigia
a
grave enfermidade
de sua
mãe
Joanna,
nem
ao
menos
pensava
na
possibili
dade
de
similhante
desgraça.
Uma
tarde,
quando
Oliveira
estava
alraz
d
‘
u-
ma
secretária
escrevendo,
chegou
uma
mulher
suspeita
e
entregou
um
guarda-sol a
Paulo,
mur
murando-lhe
ao
ouvido
algumas
palavras,
e re
tirou-se.
João
d
‘
Oliveira
chamou
o
caixeiro,
e pergun
tou-lhe
de
quem
era
aquelle guarda-sol, e
quem
o
enviava.
—E
’
do
snr.
Angelo,
disse
Paulo.
Esta
mulher
trouxe-o
ahi...
não
sei
d
‘
onde,
que
o
tinha
lá
deixado
ficar.
João
d‘
Oliveira
ficou
como
que
fulminado,
e
perguntou
a
si
mesmo:
Ainda
terei
mais
algu
ma
duvida?...
Malvado
que me
enganou!...
Desde este
momento,
ficou
Angelo
comple
tamente
perdido
no
animo
do
patrão.
O
despei
to
d
‘
este
estava
na
rasão
directa
do
seu
amor
para
com
Angelo.
Tornou-se
pensativo
e
triste;
e,
pelas
suas
expressões
nas
queixas
que
fa
zia
d
‘
AngelO,
dava
a
demonstrar que
o
não
fe
ria
tanto
a
perda
do
dinheiro,
como
a
do
cai
xeiro;
e
que
simillhanle
facto
lhe
aniquilara
certo
plano.
Angelo,
logo
que
a
mãe
Joanna
entrou
em
convalescença,
despediu-se d
‘
ella
e
entrou
na
loja
do seu
patrão.
Já
dissemos
que
Oliveira
era
justo
e
severo;
d
‘esta
vez
foi
só
severo,
porque
a
justiça
ha
via
sido
esmagada
pelas
apparencias do
crime.
Chamou
Angelo
ao
escriptorio,
e
lhe
disse
com
aspecto
carregado:
—Pegue
em
tudo
que
lhe
pertence e
lim-
pe-me
os pés
de
casa.
(
Continuai.
sentar.
Desgraçadamente
não
lograram
concertar-se,
comquanto
se
reunissem,
e
o
«EI
Siglo
Futuro»
tçm
desauctorisado
os
que
intentam
assumir
no
parlamento
proximo
a
representação
do
partido car-
lista.
Segundo
a
sua
declaração,
que
publicou
no
dia
26,
nenhum
eleitor
ca-
tholico
deve
votar,
ném póde
nenhum
deputado,
se
sair
eleito,
ir
ao
congresso
em
nome
de
communhão
religioso-monar-
chica.
Como
se
tracta
d'um
facto
políti
co
não
se
deve
occultar,
e
importa
re
ferir
o
succedido,
para
resolver
com todo
o
conhecimento
de
causa.
No
meu sentir,
o
«EI
Siglo
Futuro*
obstinou-se
d
’
uma
maneira
lastimosa,
e
fez
uma coisa
deplorável,
que
póde
tra
zer
tristíssimas
consequências.
Conheço
toda
a
força
das
razões que militam
em
favor
do
relrahimento;
mas,
a
meu
ver,
a
decisão
de Carlos
VIII
foi
sábia,
e
está
conforme
com
as
tradicçôes
mais
sãs
do
partido
calholico,
que
tem procu
rado
com
frequência
levar
ás
camaras
al
guns
oradores
eloquentes,
para
que
er
guessem
a voz
nas grandes
questões
de
vida
ou
morte
para
os Estados que
vão
surguindo,
para que
fizessem realçar
as
misérias do
regimem
liberal,
e
para
que
demonstrassem que
a
salvação
da
patria
só
se póde
conseguir
voltando
á
ordem
de
coisas
a
cuja
sombra
benelica
passa
ram
os nossos
maiores
os
dias
mais
prasenleiros
da
sua
vida.
Sobretudo,
um
bom
realista
deve
conformar-se
com a
vontade
do
monarcha,
se
não
o
impede
a
sua
consciência,
e
fazer
o
sacrifício
de
suas
opiniões
particulares
nas aras
da
união,
que
constitue
a
força.
Não
será
extranho
que
se
tome
uma
resolução
grave
contra
o
dicto
periodico,
da
qual
tirarão
o
maior
partido
os
libe
raes.
O snr.
Duque
de
Madrid
soffrerá
com
isso
um
grande
desgosto.
Humanamente
(aliando,
os
.
aspirantes
calholicos
serão
vencidos.
Os
eleitores
que
pensam
bem,
sentem
uma repugnância
quasi
invencível
em ir á urna.
Muitos
preferem
combater
no
campo
de
batalha,
a
votar
nos
comicios.
D
’
onde
resulta que,
ainda
quando todos
os
seus
naturaes
di-
■ rectores
os
aconselhem
a
que
uzem
do
seu
direito eleitoral,
propendem
a
renun
ciar
a
elle d’
um
modo
pouco menos
que
irresislivel.
E
’
provável
e
quasi
seguro,
por
consequência,
que a
maior parte per
manecerão
em
suas
casas,
em
virtude
da
referida
divergência,
ou
discrepância
verdadeirameute
lamentável.
Apesar
d
’
isso,
não
desanimam
alguns
candidatos.
O snr.
D.
Santiago
de
Liniers
apresentou
a
sua
candidatura
por meio de
La Fe,
a
qual
já
’excitou
os
calholicos
de
Burgos
para
que
o
não
desamparem.
E’
quasi
seguro que
lambem experimentará
fortuna
em
Azpeitia
D.
Ramon
Altarri-
ba,
marquez
de
Villalegre,
que
comman-
dou
alguns
batalhões
carlistas
no
Norte,
durante
a
ultima
guerra
civil.
E’ prová
vel que
lucte
tainbem
em
Granada o jo
ven
brigadeiro
carlista
D.
Carlos
Calde-
ron,
que lambem
se
acreditou
como
va
loroso
n
’aquella
campanha.
E
’
possível
que
á
ultima
hora
se
apresentem outros
candidatos.
E
’
difiicil
predizer
o
resultado
das
elei
ções.
Muitos
creem
que será
fatal
para
o
gabinete
presidido
por
Martinez Campos,
e
começam
a conjecturar
sobre
o
que
succederá
então.
A
maior
parte
crê
que
será
chamado
novamente
Canovas
del Cas
tilho;
porém alguns
opinam
que
D.
Af-
fonso
auctorisará,
se
o
caso
se
der, uma
especie
de
dictadura
para
não
desagradar
ao
famoso
general, a quem deve
sem
du
vida
o
throno.
Em
tal
caso,
teria
de apoiar-
se
nos
moderados
que
se
chamam
histó
ricos,
e
procurar
atrair
por
lodos
os
meios possíveis os
«tradicionalistas
ou
ul-
tramontanos».
Com
fundamento
suppõem
no
inclinado
aos
calholicos
puros,
poden
do
assegurar-se
que
fallando
outro
dia
com
o em.
mo
Moreno
se
mostrou
mui
enthusiasta
pelos jesuítas.
A
questão
está
em
saber
se
D.
Af-
fonso
permittirá
que
se
desprenda
re
pentinamente,
ou
pouco
a
pouco
dos
liberaes.
Consta-me
que
lhe
inspiram
mais
sympathias
os
revolucionários
que
os
inimigos
da Revolução.
Ha
poucos
dias
um
personagem
cujo
nome
devo
natural
mente
ommitiir
por
considerações
fáceis
de
comprehender
foi
entregar-lhe
uma
carta.
D.
Aífonso
confessou-lhe que
ama
muito
a
liberdade;
que
na
ultima
crise
quiz
decidir-se por
Sagasta;
que lhe
ha
via
promettido
que
não
tocaria
na
ques
tão
religosa,
proseguindo
a Egreja;
que
o
deteve
o
temor
de desgostar
aos
snrs.
bispos,
etc.
etc.
Em
honra
da
verdade,
o que
principalmente
o
fez
desistir
foi
a
grave actitude
de
sua
irmã,
viuva
de
Girgente,
a qual disse
quasi
litteralmen-
te,
segundo
as
noticias
que
tenho:
«se
chamas
Sagasta,
pedirei
incontinente
os
passaportes,
retirando-me
para
o
estran
geiro».
A
meu
ver, D.
Aífonso está
inclina
do
ao
antigo
chefe
progressita,
não por
que seja muito amigo da
liberdade,
mas
por
temer
muito
os
revolucionários.
Parece-se
com
seu
avô
Fernando, o
qual
costumava
dizer:
Só
devo
procurar
ter
propícios
os liberaes:
Pelo
que
toca
aos
realistas
tenho-os
seguros
e
não
con
spiram
nunca contra
mim;
são
perros
fieis
que
lambem
a
mão
do
mesmo
que
os
fere.
Julgo
inúteis
commentarios.-
Creio, portanto,
que o
successor
de
Martinez
Campos
será
Sagasta.
Este
po
lítico
astuto
sabe
tirar
partido
do desai
re,
apresenta-se
como
uma
viclima, dá
claramente
a
entender
que
a
sua
magna
nimidade
a
seguir
é
grande,
sendo
fiel a
D.
Aífonso
e
deixa tirar
a
consequência
que parece
naturalíssima,
de
que
lhe
to
ca
o
poder
por
justiça
rigorosa.
Vere
mos
se
os
meus
vaticínios
se
confirmam
ou
não.
Claro
é
que
Sagasta,
se
consegue
ser
ministro
se desligará
paulalinamente
das
promessas
que
faça
em
favor
da
Religião,
desenvolvendo
uma
política muito revo
lucionaria. Veremos
então
por
experien-
cia quão
terrível
coisa
é,
como
diz
a
Escriplura,
càir
nas
mãos
d
’
um
rei
me
nino.
Inspira
sérios
cuidados
o estado
de
saude
da
infanta
Chrislina, quasi
desen
ganada
pelos
médicos.
Se
a irmã
da
de
funta
rainha Mercedes,
passar também
a
melhor
vida,
resultará
d’
ahi
que
a rainha
Izabel
que
se
oppoz
com razão,
tenaz
mente,
ha
algumas
semanas,
ao
casamen
to
de
sua
sobrinha
com
seu
filho, ar
dentemente
desejado
pelo
duque
de Mont-
pensier
e
até pelo
rei
D.
Francisco
d
’As-
sis,
que
veio
expressamente
de
Paris
pa
ra
negocial-o
e
promovel-o,
anceará
pro
vavelmente
que
seu
filho
case
com
a
prin-
ceza
D
Branca,
filha
maior
dos
duques
de
Madrid.
Demais, o
filho
de
Luiz
Philippe per
petrou grandes
culpas,
mas
tem
de
sof
frer
espantosas
tribulações
e
castigos
hor
ríveis.
Ignoro
se
é
certa
a
noticia
de
que
Carlos
VII
e
a
Rainha
Margarida
irão
em
breve
a Roma
para
que
S.
Santida
de
administre
a
seus formosos
filhos
o
fortificante
sacramento da
Confirmação.
Muito estimarei
qne Leão
XIII
e
o
rei
legitimo
de
Hespanha
se
conheçam,
e
que
os
príncipes
representantes
do
direi
to
humilhado
e
da
justiça
expesinhada se
persuadam
de
que
a
sua
força
principal
está
no calholicismo,
devendo,
por
esse
facto,
honrar
muito
a
Egreja
começan
do
pelo Papa
e
concluindo
pelo
ultimo
dos
fieis
fervorosos.
Triumpharão sem
duvida,
mas
será
sobretudo
pela
conducta
de
nossa
Mãe di
vina.
Pouco
posso
avançar relativamente
ao
movimento catholico. As
egrejas
que
ti
nham
sido
muito
concorridas
alguns
dias
antes
da festividade
de
S.
José,
continuam
repletas
de
fieis,
para
se
acercarem
da
Virgem das
Dores,
e
naturalmente
assim
continuarão até depois da Paschoa.
Os
socios
das
Conferencias
de
S.
Vi
cente
de Paulo,
tiveram
nove
dias
de
exercícios
espirituaes
n
’uma
capella
im-
mediata
á
parochia
de
S. Martinho.
Con-
cluiram-nos
hontem
com
felicidade,
e
mui
tos
se
approximaram
da
Sagrada
Meza
para
receberem
o
Pão
dos
fortes.
As missões
dadas
por
dons
Padres
Jesuítas
na
Egreja
de
Santo
Isidro
por
disposição
do
Snr.
Cardeal Arcebispo
de
Toledo,
tem
produzido
grandes resulta
dos.
Chegou a
Madrid,
procedente
de
Je
rusalém,
um
sacerdote
do nosso
paiz,
que
vivia
na
Nuncialura,
quando era
re
presentante
de
Sua
Santidade,
monsenhor
Barilli
que depois
recebeu
a
Purpura.
Vém
com
o
desejo
de
que
se
organise
uma romaria
ou
peregrinação
aos
Logares
Santos.
Não
lhe
faltará
a cooperação
dos
calholicos
ferventes,
e
medeante
o
au
xilio
Divino,
o
seu
pensamento
se
rea-
lisará
bem depressa,
ainda
que
não
tanto
como
quizera.
Esta
tarde
fez
seu
ingresso
na
Real
Academia Hespanhola
o
Snr. Conde
de
Casa
Valência,
o
qual
leu
um
notável
discurso
sobre
as
escriptoras
hespanholas,
encarecendo
a
capacidade
das
mulheres,
para
a
cultura
das leltras.
Foi
contestado
pelo
Snr.
D.
João
Valera.
Um
e
outro,]
apezar
de
serem
liberaes,
elogiaram
sobre
tudo
extraordinariamente
Santa
Thereza
de
Jesus
e
se
pozeram
em
contradicção
cora
as
ideias
que
teem
defendido
em
ou
tras
partes.
O
segundo, principalmente,
publicou
uma
novella
quasi
indecente,
po
dendo,
por consequência,
eu
concluir
a
minha
carta
d’
hoje
como
principiei
sema
nas
antes
um artigo
de
critica.
Outra
vez
se
repeliu
um
espectaculo
singular
que
me
pers'**^
mais
e
mais
a
excellencia
dos
me>*s
princípios,
.assim
como
a
ruindade
dós
princípios
contra-
rios.
Mais
um
académico
impugnou
di-
rectamente
o
que
aílirma
como
político.
Ainda
que ás
vezes
brama
a
Revolu
ção
até
nas
academias,
não
póde
negar-
se
que,
para
muitos
dos
nossos
estadis
tas,
que
tem
conlinuamente
aberta
a bo
ceta
de
Pandora, as corporações
scientifi-
cas
são
uma
especie
de
templos,
nos
quaes
dizem
a
verdade,
entoam
o Con-
(iteor e
até
costumam fazer
confissão
de
suas
culpas
e
peccados.
E’
lamenlavel
que,
á semelhança
do
que
fazem
os
acto-
res
ao
sair
dos
lheatros,
voltem
logo
a
representar
os
respectivos
papeis
da
co
media política
que
não
póde
celebrar-se,
porque
ordinariamente
se
transforma
em
drama
ou
em
tragédia,
sendo
causa
de
que se
vertam
torrentes
de
lagrimas
e
de
sangue.
L.
Abidense.
Conversas
sobre o
Protestantismo
hodierno.
Poucas
vezes
acontece
talvez
que
o
traductor
venha
recommendar
o
livro
por
elle
proprio
vertido.
Venho
agora
fazel-o.
Escusado
é
dizer
que
não
tenho
a
mínima
ideia
de
atlrair
leitores ao
que
constitue
propriamente
o
meu
trabalho, destituído
de
mérito, fran
camente o digo.
Mas tomo
a
penna
para
encarecer
a
extrema
utilidade
da
leitura
do
Opusculo
de
Segur,
intitulado
—
Con
versas
sobre
o
Protestantismo
hodierno
—
que
resolvi
traduzir
em
vulgar
e
que
acaba
de
pôr-se
á
venda
no
livreiro Char
dron.
N
’
uma
epoca
como
a
actual
em
que
a
propaganda
protestante
alça o
collo
atrevido
e
busca
a
todo
o
trance fazer
proselytismo entre
nós,
o
livro
de
Segur
é
d
’
um
aproposito
palpavel
e
evidente.
Em
menos
paginas
ainda não vi
uma
analyse
mais
completa,
mais
clara,
mais
concludente
dos
erros
do
systema
de
Lu-
thero
e
das
modificações
que
tem
soffri-
do.
E
’
além
d
’
isso
popular;
não
aspira
a
ostentações
scienlificas,
é
para
o
povo,
para
todos;
triumpha
dos
sophismas
da
heresia
com
a
simples
arma
do
senso
commúm. Fórma
um
livro de
verdadeira
propaganda
anti-protestante.
Para
desmas
carar
a
heresia
não
conheço
nada
tão
asado.
Desnecessário
é
dizer
mais
a
ca-
tholicos
onde se
abrigue alguma
faisca
de
zelo.
Comprem
esse
Ijvrinho,
lêam-n
’
o,
emprestem-n
’
o,
espsíhem-n
’o,
recommen
dem-n
’
o. Farão
um
grande
serviço
á
causa
catholica.
Padre
Senna
Freitas.
l<iaboa,
5 de abril de 1&99.
(Do
nosso correspondente:.
«Habemus
reum
confitentems.
Casal
Ribeiro,
o
antigo
legitimista
Ca
sal
Ribeiro,
cujas
honrosas tradicçôes de
familia
o
deviam
trazer
sempre
longe,
longe,
muito
longe
do charco immundo,
onde
se
refocilla o liberalismo;
disse
está
verdade
inconcussa,
na
camara
dos
pró
ceres:
«O
governo
não
é
de
regeneração,
mas
de degeneração».
Deixo
ao
bom
senso
dos
leitores
do
vosso
excellente
jornal,
o
jornal
virtualmente
realista,
e
catholico,
e que
comprehende
bem a
sua alta
mis
são,
que
tirem o
corollario.
São
elles,
meus
amigos,
são
elles
os
proprios juizes,
e
algozes
d’
isso,
que
o
povo
ahi
loléra,
para
mal,
e
irrisão
do
paiz.
Presto
homenagem
ás
acções
nobres,
saiam
elles
d
’
onde
sahirem;
e por isso
não
posso
prescindir
de louvar o
intruso
rei
de
Italia,
poupando
a
vida
ao homem,
que
pretendera
assassinal-o
Que contraste
entre
o
imperador
Gui
lherme,
e
o
filho de
Izabel,
e
o Prínci
pe,
que
acaba
de
arrancar
ás
mãos
do
carrasco
o
infeliz,
que
atlentára
contra
os
dias
do
filbo
do
usurpador
dos
Esta
dos
Pontifícios,
e
de
outros da bella
Italia!
Ha
poucos
dias
pediu-se
na
camara
electiva
a
legalisação
da
despeza il-
legal
de
mais
de
cento
e
oitenta
e
qua
tro
contos
de
reis,
que
o
ministério
da
guerra
dispendera.
Vêdes,
como
o
governo
liberal
esbanja
a
fortuna
publica.
Não basta
que
o
fisco
exija á
algi
beira
nacional
cêrca
de
quatro
mil contos
de
reis
para
a manutenção
de
um
exer
cito
mycroscopico,
com
todo seu
cortejo
de
reformados,
e
annichados;
é
preciso
que
o
povo
pague
mais cento e
oitenta
e
quairo
contos
de
reis,
que
o
ministé
rio
da
guerra
houve
por
bem
gastar
ille-
galmente!
Pois
o povo
não vê isto?!
Pois
o
povo
soílre-o?!
Pois
o
povo
subjeita-se
a
que
se
commettam
tão
impunemente
taes
di
lapidações
da
sua
magra
fortuna?!
Sepultou-se
uma
filha
do conde
das
Galveias,
casada
com
D.
Nuno
da
Ga
mara,
filbo
'os
condes
de Belmonte.
Fez-
me
immensa
pena
o
referido
aconteci
mento,
pois
sou
amigo do
viuvo,
man
cebo
muito estimável,
e
que
estremecia
doidamenle
a
esposa.
Também
falleceu
um dos
mais
hábeis
toureiros
da
praça
do
Campo
de
Sant
’Anna—o
Peixinho,
bem
como
o
habil pintor Thomaz da
Annun-
ciação.
A
França
está
colhendo
as
naturaes
consequências
da
sua
subjeição
ao
gover
no
republicano;
pois
dizem de
Paris
que
as
grandes
potências
estão
todas
de
ac-
cordo
com
respeito
á
occupação
mixta
da
Roumelia,
com
exclusão
da
França.
Ella
que
o
agradeça
aos
governos
bastardos,
que
tem tolerado
desde
1830.
Se
Hen
rique
V
governara
não
passaria,
de
cer
to,
a
christianissima patria
de
S.
Luiz
por
mais esta ultima
humilhação.
E
’
efieclivamente,
prodigiosa a
ceguei
ra
da
quasi
totalidade
das
nações
da
Eu
ropa!
Pois
não
parece
incrível que
estejam
dobrando
vergonhosamenle
a
cerviz
aos
déspotas,
que,
era
nome
de
uma liber
dade
sempre
mentida,
as
estão opprimin-
do,
e vilipendiando?
Pois
o
bom
senso
dos
povos
civilisa-
dos
não
lhes
dirá
que
a
revolução
lhes
está
sendo
de
todo ponto infesta,
que
ella
os
vae
arrastando
pela
estrada, que
tem
conduzido
muitas
nações
ao
pro
fundo
abysrao,
em que
se
tem
sumido
a
sua
independencia,
não
lhes
restando
senão o
nome
na
historia
dos
povos,
que foram7
Oh!
Deus,
que
cegueira!
Oh!
Deus,
que
apathia,
que
demencia!
Mas,
a
culpa
não é
só
dos
revolu
cionários;
é
também,
e
principalmente,
dos que
vivem
nas
mais altas
regiões,
e
contemporisam,
dos
que
se
não
colligam,
e
envidam todos
os
esforços
para
enxo
tarem
do
poder,
era toda
parte,
os apos
tados
inimigos
das
nações,
os
que,
em
nome da
liberdade,
as vexam
e
corrom
pem.
Meus
amigos,
será
a
justiça de
Deus
punindo
os
enormes
erros do
passado
e
ainda
maiores
da
actualidade?
Todavia
a
situação
du
Europa
é
in-
supportavel,
é
impossível.
O
poder
ominoso
do
liberalismo
não
póde
ser
por
muitos
mais
annos,
sem
que
os povos,
de
infortúnio
em
infortúnio,
toquem
o termo
da
sua
existenci.a polí
tica.
Ou
hão
de
reagir,
e
vencer
a ty-
'rannia
liberal,
ou perder-se.
Não
creio,
porém, que a
devassidão,
e
o vexame systematico
possam
prevale
cer
contra as nações
acorrentadas
ao
car
ro
da
revolução
impia,
e
deleteria
de
to
dos
os
princípios,
sem
os
quaes
não
ha,
não
póde. haver paz
diuturna,
e
verda
deira
prosperida^
publica.
Deus
não
creou,
decerto,
o mundo
para
ser
dirigido
indefinidamente pelos
discípu
los
da
escliola
liberal.
Elle
serve-se
d
’
elles
para
castigo,
e
provação
dos povos, talvez;
um
dia
po
rém,
as
misericórdias
divinas
mostrarão
qne
o
orgulho
revolucionário
não
tinha
razão
de
ser,
que
o
dominio
da
liberdade
do
mal
tinha
de-
passar
necessariamente,
para
dar
logar
á
restauração
dos
gover
nos
legítimos,
mantenedores
das
verda
deiras
liberdades
publicas,
zelosos
defen
sores
do
labaro
da
moralidade,
seca a
qual
não
ha
verdadeira
civilisação,
nem
verda
deiro
progresso.
Assim
o
entende,
e
sem
receio
de
enganar-se,
o
vosso
pobre
correspondente.
Efieclivamente
lemos
no
Tejo
um
dos
filhos
da
rainha
Vicloria,
ha
pouco
casa
do.
S.
alteza
já
foi
a
Cintra,
e jantou
com
o
snr.
D.
Luiz
Hontem
houve jan
tar
de
convite
a
bordo
do bello
navio,
o
«Osborne»,
que
conduziu
aquelle
príncipe,
■que se
demora
pouco.
Vae
a
Hespanha.
Agora
vos diz
adeus,
até
9
o
Vosso
amigo
Carta
Epigraphica
AO
auctor
indefesso
DO
Portugal
Antigo e
Moderno,
O
EX.M.
0
Augusto
Soares
d'Azev.
Barb.
de Pinho
Leal
«
......
darei
a
melhor
noticia,
que
<
n
’
esta
matéria
me
fôr
possível.
Bento
Morganli —
Numismalo-
gia,
Prefacção.
XXI.
—A
província
dedicadora
da «in
scripção»
do meu
amigo, foi
evidentemente
a
província tarraconense
,
de
que
a
CAL-
tEClA
era
um
governo
especial
com
as
Aslurias,
desde
o
império
ao
menos de
Flavio
Conslanlino
Magno, fallecido
no
an-
ao
337
da era
vulgar.
E
’
de
crêr
no
entanto,
que
as
regiões
montanhosas
da
Gallisa
e
das
Asturias —
•cheas
de
povos
aguerridos
—
formassem
des
de
cedo
um
govêrno sobre
si,
separado
do
■resto
da «província
tarraconense»
—
com
praesides
especiaes
—
embora
com
subor
dinação
governamental.
Ao
menos,
na «cangosta dos
Falcões»
a-
qui
em
Braga
—na
parede
da
«enfermaria
nova»
do
hospital de
S.
Marcos
—
ha
uma
«lapide
romana» d’um
legado jurídico, sup-
posto
pouco
posterior
ao
imperador
Mar
co Aurélio Anlonino
Caracalla,
assassinado
no anno
217
da
era
vulgar:
—
e
é
uma
addição
valiosa
em
lodo
o..caso,
aos
únicos
dois
d’
estas
mesmas
regiões,
conhecidos
de
Borghesi nas Iscrizioni
de
Sepino,
(p.
24 ff).
XXII.
—
Nas
dedicações
geraes
da
«pro
víncia tarraconense».
eram
usualíssimas
as
lettras
H.
P.
e
P. H.
—
significando
His-
pania
Provinda e Provinda Hispania,
co
mo
até
de
Serlorio
Ursalo
se
póde
vêr
—
De
Nolis Bomanorum, lettras
II
e P.
Começou
a
dar-se
esta
designação
de
província
hispania—
«á
província
tarraco
nense»
—no
reinado
de
Flavio
Conslanlino
Magno;
comprehendendo-se
então
o
resto
das
«Hispanias»,
debaixo
da
designação
generica
de
Cinco Provindas.
N
’algumas
dedicações
da
mesma
«pro
víncia
tarraconense»,
usavam-se
lambem
as
suas
palavras
designativas
;
assim
como
só TARBACONENSES
ás
vezes,
conforme
exemplifica
de
sobra
uma lapide
tarragoneza
de
Lucio
Numisio
Montano,
de
nenhum
epigraphista
desconhecida.
Nas
«medalhas
romanas»,
são
sacra-
mentaes
as
«dedicatórias
conhecidas»
C.
V.
T.
T.
—
«Colonia
Victrix
Togala
Tarraco».
XXIII.—No
«campo
das
Carvalheiras»
aqui
em
Braga, ha
uma
«inscripção»
—
en
tre
outras
«lapides
romanas»
—
consagrada
ao
imperador
Flavio Magno
Magnencio,
co
mo
a
«4.a
inscripção»
do
meu
amigo.
Faz
menção d
’ella
o
Contador
d
’Argo
le
nas
Memórias,
(Tom. III.. Suppl..
n.°
1337)
:
—
transcreve-a
no
entanlo incom
pletamente,
por
lhe
omittir
as
«duas
pri
meiras
linhas»
D.
N.
ÍMPERATORI
—
com
excepção
das
«tres
lettras
ultimas»
da
2.a
Acha-se esta
«inscripção»,
no
laboleiro
do
chafariz,
á
esquerda
de
quem sobe
para
a
capella
de
S.
Sebastião:
—
eé
uma
das
«lapides
romanas»
de
Braga,
que
mais
tem
soflrido
da
acção
do
tempo,
a
ponto
d
’
exigir
na
«leitura»
o
uso
do
tacto.
XXIV.
—
Eis-aqui
o contexto
d
’
esta
«in
scripção»,
comas
lettras
em minusculo nas
mais
sumidas
—
«como é
do
uso
lapidar
e
numismático»
:
(d.
n.)
I
(m p
e
r
a
t) 0R1
(t)
R
1 VM
PH
AT
(ori)
(s)
EMPER.
(a
v)
(gv)STO. MAXIM
(o)
(m)
AGNEN
(ti)
0
(ter)
RA.
MAR(i)
(qv)
E
VI
(ctoci)
XVI
Pelas
proximidades
da
estrada da
Geira,
oulras
existem
ainda
do
mesmo
imperador,
assim
como
de
seu
irmão
Magno
Decencia,
declarado
cesar
por
elle
em
Milão,
no
anno
331
da
era
vulgar.
XXV.—
Com
estas
«lapides
valiosas»
;
e com outras
analogas
a ellas,
esparsas
ain
da
aos lados
da
estrada
da
Geira;
illuci-
da-se
a
historia
hispanica
dos
«tres
filhos»
de Flavio
Conslanlino
Magno
—
successores
seus
no
império,
conforme
as
suas esta-
tuições,
conjunctamente
com
os
seus
«dois
primos»
Dalmacio
e
Hannibaliano.
A
«Dalmacio».
coube
a
Macedonia
e
a
Achaia
;
e
a «Hannibaliano»,
o
Ponto,
a
Cappadocia,
e
a
Arménia,
com
o
Ululo
de
rei
—como
nas
suas
medalhas se
acha
ex
presso
:
— embora
se
diga
odioso
este
«ti
tulo»
entre
os
romanos,
depois
da
extincção
da
monarchia.
Ao
filho
Conslanlino.
«o
mais velho
dos
tres»,
couberam
as
Gallias e
as
Hispanias,
com
a Britannia.
—Ao filho
Constante,
«o
mais
novo
dos irmãos»,
coube
a
Italia,
com
a
Illyria
e
a África.—
Ao
filho
Conslancio,
«o médio
dos tres», coube
a
Asia-Menor,
a
Thracia, a
Syria,
e
o
Egypto
—
com
a
capital
Constantinopla.
[
Conliuna).
pereira
-
caldas
.
6AZITU.BA
Chronlea religiosa.
—
A
’manhã,
9:
—
Começa na
Sé
o
ofíicio
de
Trevas.
Expõe-se
o
Sagrado
o
Lausperenne,
na
Conceição.
Esenndalos
deploráveis.—
Não é
a
continuação
dos
artigos
que
temos
pu
blicado
ha
tempos
sob
esla
epigraphe.
Interrompemol-os,
além
d
’outras
razões,
porque
carecemos
de
fazer
uma
divaga
ção,
de
abrir
um
parenthesis,
de
cortar
o
curso
das
nossas
ideias,
para bradar
mos
por
um momento
contra
outros
fa
ctos
que
acabam
de
dar-se,
para
denun
ciar
ao
publico novas
chagas
cancerosas,
que corroem
esta
sociedade
corrompida
e
extraviada, e para
chamarmos
a atlen-
‘ção
da
respeitável
auctoridade
para
um
ponclo
que
a
reclama
energica
e
impe
riosamente.
Assistimos
na
sexta-feira
da
semana
passada
á
festividade de
N.
S. das
Dores,
na
egreja
dos
Congregados,
d
’
esta
cidade.
Ouvimos
com
os nossos ouvidos,
e
vimos
com os
nossos
proprios
olhos,
du
rante
todo
o
dia,
dizerem-se
e
praticarem-
se
no
sagrado
recinto
do
templo,
as
cou
sas
mais
abomináveis,
e
os
factos
mais
escandalosos
que
temos
ouvido
e
visto.
0 mais
immoral
dos
theatros
não
offe-
receria
scenas
mais
repellentes,
mais
cri
minosas,
mais grosseiras, mas
lascivas.
0
centro
do
templo
era
repleto
de
mulheres,
em grande
parte,
sentadas
d’ura
modo
desordenado e
indecente,
e
algumas
n
’uma
altitude,
bonstantemente
provoca
dora.
Aos
lados
uma
multidão
compacta
de
homens
debruçados
theatralmente
sobre
as grades
laleraes,
com os
olhos
fitos
nas
mulheres,
e
sustentando continuamen-
te
um
tiroteio
de
ditos obscenos,
de
ar-
rieirices,
de sorrisos
entremeados
de
gar
galhadas,
de
olhares
impuros e
d
’outras
cousas
que
nos
não
atrevemos
a
dizer,
por
decencia.
Se
a
musica
no
côro
prin
cipiava,
alguns
d
’
estes
indivíduos,
de
cos
tas
voltadas
para
o
Santíssimo,
volviam,
por
desfastio,
os
olhares
para
o
côro,
emquanto
outros
se
não
esqueciam
de
suspender
por
um
instante
a practica
de
seus
actos
sacrílegos
e
abomináveis.
Por baixo
do
coro
estava
agglomerada
uma enorme
multidão
de
povo,
que
por
vezes tentou
romper
pelo
centro
aci
ma,
produzindo
com
isso
grandes
grita
rias,
algazarras
e
uma
hilaridade constan
te.
Por
fira
irromperam
do
modo
mais
tumultuario
que
é
possível
imaginar-se,
não
chegando
a
dar
tempo
ás
mulheres
de
se
porem
de
pé.
Tudo
ticou
então
en
volvido
e
misturado
na
mais
cabal
desor
dem,
para
lhe
não
darmos outro
nome.
Se
não
fossem
os
altares, as
imagens
e
a
Exposição
do
Santíssimo,
dir-se-ia
que
alli
se
dava
um
espectaculo
do
car
naval.
Mas isto
é
um
esboço
apenas
que
estamos
escrevendo
corrente
calamo
sobre
o
joelho.
Em
occasião
mais
opportuna
completaremos
o quadro
até
onde
nol-o
permittam
os
limites
do decoro,
a
que
somos
obrigados,
e
provaremos
que
não
exaggeramos.
Também
nos
informam
que
alli
se
venderam
logares a
dinheiro, como
no
theatro.
Hemos de
obter
esclarecimentos
a
este
respeito.
Pondo
por
agora
tudo
isso
de
parte,
nós
vimos hoje lembrar humilde
e
res
peitosamente
ao Exc.
m
°
e
Revd.
rao
prelado
que
durante
esta
Semana
Sancta
se
com-
mettem
na
Sé
Cathedral
d’
esta
cidade,
escândalos
e
sacrilégios
em
maior
numero
e com
circumstancias
mais
aggravantes
que
em
nenhum
outro
templo,
por
oc
casião
das mais
augustas
e
venerandas
solemnidades
que
a Egreja
Catholica
com-
memora.
Nós
que temos
sempre
por
missão
a
defeza
das
causas
justas e
verdadeiras,
que temos
soffrido
desgostos
e
persegui
ções
por
dizermos
a verdade
e
guerrearmos
o erro
e
o
crime,
se
alguma
considera
ção podemos merecer,
ao fallar
d
’
um
as
sumpto,
em
que
lucramos
tão
sómenle
malquerenças,
odios
e
desgostos,
suppli-
camos
a
S.
Exc.
a
Revd.
ma em
nome
da
parle
sã
e
catholica
d
’esta
cidade
as
pro
videncias
necessárias para
se
não
repe
tirem, este
anno,
scenas
tão
intoleráveis
e
repugnantes; ao
menos
para
se
evita
rem
algumas
oflensas
satanicas
á
Divin
dade,
alguns
ataques
flagrantes
á
mora
lidade
e
algumas lagrimas
de
dor
e
afflic-
ção
ás
pessoas
piedosas.
OpiniAo
insuspeita e
auetori-
■ada
sobre o drama
(?)
«O« I^a-
ataristaa»
de Antonio
Ennea.—
Em
o n.
u
4 da
Bibliographia
Portugueza
e
Estrangeira,
o
grande
romancista
o
snr.
Camillo
Castello
Branco,
replicando
ao
snr.
Cunha
Seixas
escreve
as
seguintes
linhas:
«A
’
cerca
dos
Lazaristas
do
snr.
En-
«nes'
tenho
pouco que lhe
dizer.
Citou
«o
snr.
Cunha
Seixas
como
modelo
no
igenero,
o
drama
do
snr.
Ennes,
no
seu
«artigo
Eslhetica
’
.
Eu por
mim não
posso
«qualificar
de
bom
genero
—
mas
deixo-lhe
«a
calhegoria
de
modelo—
uma calumnia
«dialogada,
bem
escripta, mal
pensada,
«com
grande
farragem
de
adjectivos
for
«les,
e
acepilhados
torneios
de
phrase.
«Tal
drama
é
uma
armadilha
funesta
á
«ignorância
das
massas, e
deve
captar
«medianamente
a
admiração
dos intelli-
«gentes».
Muito
bem!
Faiieeimento.
—
Falleceu
a
snr.“ D.
Antonia
d
’Amorim Soares d’Azevedo, pri
ma
do
snr.
conselheiro Francisco
de
Cam
pos
Soares
d
’
Azevedo.
Outro.—
Falleceu
na
sexta-feira
o
snr.
João
Maria
Pinheiro
Torres
e
Al
meida,
irmão
do
exm.°
snr.
dr.
Anto
nio
Maria
Pinheiro
Torres,
digníssimo
fa
cultativo
d
’
esta
cidade,
e
cavalheiro
em
tudo
respeitável
Comprimentamos
a illustre
familia
ano
jada.
«esastre
—
Deu
entrada
no
Hospital
de
S Marcos
Antonio
Marcos
Rodrigues,
jornaleiro,
de S. Miguel de
Prado,
em
consequência
de
ler
fracturado
uma
per
na
sobre
a qual desabára
uma
porção
de
pedra.
Atrnvez «Ia província.—
Escrevem
de
Villa
Nova
de
Famalicão:
Uma
pequena
de
43
para
14
annos,
filha
de
uma
mulher
conhecida
pela
al
cunha
da
Bezina,
moradora
á
viella
dos
Encidos, d
’
esta
villa,
era
de
nasci
mento
aleijada
de
ambos
os
pés,
tendo-os
revirados
para
dentro e
em
fórma
de
cô-
ta,
o
que
lhe
tornava
o andar
tropego.
A
pequena,
porém,
vivia
desgostosa
ao
ver
que
as
da
sua
idade
andavam ledas
e
desembaraçadas,
desgosto
que
era
com
partilhado
pela
mãe.
—Um
dia,
porém,
em
que
uma
e
outra repararam
mais
atten-
tamente
no
seu
estado,
dirigiram
preces
tão
fervorosas
ao Santíssimo
Sacramento,
que
logo
na
noute
d
’esse
dia a aleijada
sentiu,
que
os
pés
se
lhe
destorciam,
causando-lhes
formigões,
segundo
o
ter
mo
por
ella empregado
nos queixumes com
que
revelava
a
sua mãe
a
nova
fórma
que
os
pés
’
lhe
iam
tomando.
—E,
com
effeito,
foram
os
pés
tomando
gradualmen-
te
um
desenvolvimento
tal,
que
o
alei
jão
desappareceu,
ficando-lhe elles
de
fórma
regular,
e
apenas
com
uma
callo-
sidade
no
ponto
em
que
se
firmava
até
ahi,
para
poder
andar.
—
Foi
este
succes-
so
assumpto
para admirações,
e
muita
gente
foi
observar
o
novo estado
da
pe
quena,
ficando
todos
maravilhados
por
a
verem
sã.
—Falleceu em
Ponte do
Lima a
snr.
a
D.
Carlota Joaquina
Feijó,
esposa
do
snr.
José
Antunes
da
Silva Faria,
proprietário
e
acreditado
negociante
d
’aquel!a
villa.
—Por proposta
do
snr.
presidente
de
liberou
a
camara
de Guimarães que
um
professor
de
instrucção
primaria
íosse
es
tudar
o
methodo
de
ensino
do
snr.
João
de
Deus,
sendo
para
esse
fim nomeado
o
snr. Anlonio
Luiz
Guimarães.
—
Foi
transferido
o
professor
prima-
rio
dos Arcos
de Val-de-Vez, para
Vian
na
do
Castello.
—
Dizem
de
Villa
Nova
de Cerveira
que
em
S.
Pedro da
Torre,
Segadães e
Gingleta
foram pescados
durante
o
mez
de
março,
3:314
sáveis,
e
68
salmões,
tudo
no
valor
de
856^760
rs.
—
Falleceu
em
Guimarães
o
snr. Gas
par
de Freitas
do
Amaral
Pinto,
e
a snr.
a
D.
Custodia
Maria
de
Freitas.
O
projeeto
de Júlio Ferry,
»o-
bre
e ensino. —
N
’
uma
extensa
carta
dirigida
a
Julio
Ferry,
e
publicada
pela
«Décentralisation»
de
Lyão,
M.
Paulo
Gue-
rin
demonstra ao
desastrado
ministro
que
o
seu
projeeto
é
uma
serie
de
alterna
dos:
atlentado
ao direito,
atlentado
á
li
berdade,
attentado
á
lógica,
attentado
i
sabedoria.
Eis
aqui
o final
d’
esta
carta:
«Tendes
pensado
bem no
grande
gri
to
de
dôr
e
de
indignação
que ides le
vantar em
toda
a França, entre
milhares
de
familias,
todos
os
dias testimunhas
das
virtudes
e
da
dedicação
d’
esses ho
mens
que
quereis
proscrever.
Deixo-vos
sobre
um ultimo
pensamento,
snr.
mini
stro,
elle não
é
meu,
é
de
José
de Mai-
stre,
mas
elle
não
lem
nada
de
conso
lador
nem
glorioso
para
vós:
vós
lereis
para
vos
approvar
algumas
pessoas
ho
nestas
enganadas, talvez,
mas com
certe
za
lereis comvosco
toda a
canalha,
todos
os
tratantes,
todos
os
homens
de
sacco
e
corda,
todos os
castigados
pela
justiça,
todos
os forçados
e
todos
os
deportados;
certissimamente
esta
canalha
vos
applau-
dirá,
porque
elles
nunca gostarão
das
or
dens
religiosas,
nem
do
seu
ensino
em
nenhum
grau.
Já
é
alguma
cousa
de
não
ter
por
si
senão
algumas
pessoas hones
tas,
é
bem
pouco
o
não ler
a
seu
fa
vor
senão
toda
a
canalha.
NotieiaM diversas.
—
Noticias
vindas
do
Brazil
dizem
continuar
a
secca
na Cea
rá,
com
todo
o
seu
cortejo
de
misérias.
Não
tem
cessado a distribuição
de
soc-
corros.
De
10
a
28
de
fevereiro o
pre
sidente da
província
abriu
créditos
na
im
portância
de 700:000^000
para
soccorro
dos
desgraçados habitantes
que
luctam
com
a
fome.
—
As
festividades da
semana
santa
se
rão
este
anno
feitas
na cathedral
de
Tuy
com
grande
pompa,
tomando
parle
n
’el-
las
o
venerando
e
respeitabilíssimo
bispo
d
’
aquella
diocese.
Se
o
tempo
o
permit-
tir
será grande
a
concorrência
de
foras
teiros que as
irão
gosar.
—
Em
Fornos
de
Algodres
leem
appa-
recido
muitos
cães
atacados
de
hydropho-
bia,
que
teem
mordido
algumas
pessoas.
—
São
^xcellenles
as
noticias
agríco
las
de Losmda,
vindas
pelo
vapor
«Ben
go».
Os
lavradores
estavam
satisfeitíssi
mos,
assim
como
os
negociantes,
por
ve
rem
que
a
crise
commercial
vae
desappa-
recendo.
CORREIO
Figueira
da Foz—
Exc.°
snr.
Joaquim
Gonçalves
Pereira.
Agradecemos
e vamos
cumprir.
S. Pedro
do Sul—Francisco
d
’
Almeida
Querido.
Breve
satisfaremos
o
que
pre
tende.
RECLAMOS
Vma
revolução em
medicina.
O
professor
Hardy
fazia
ha
alguns
me
zes
notar,
com
muitíssima
razão,
em
uma
de
suas
clinicas
do
hospital
da
Carida
de, de
Paris,
á qual
eu
assistia,
que
as
preparações
ferruginosas
liquidas
são
que
melhor
o
eslomago
supporla.
Reune
portanto
o Ferro
Bravais
(fer
ro
liquido
era
gotlas
concentradas)
tan
to
para o
medico
como
para
o
enfermo,
quantas
qualidades
se
podem
desejar
de
baixo
do
ponto
de
vista
da
administração,
posto
que
não
commonica
nem
cheiro,
nem
tão
pouco sabor
algum
ao
liquido
no
qual
se toma
(agoa,
vinho,
etc.) em
dozes
de
13 a
20
gottas
antes
de
cada
comida.
Emquanto
á
sua
eíTtcacia,
é
incontes
tável;
os
numerosos
lestimunhos
dos
mais
eminentes
médicos contidos
no folheto
sobre
a
anemia
e
seu
tratamento'
o
justificam
ir
recusavelmente.
(Este
folheto
envia-se grátis
a quem
o
pe.dir
ao
deposito
geral,
rua
Lafayetle,
13,
Paris;
.
Os
resultados
que
se
obleem
sobre
a
saude
geral,
ao
cabo
d
’
alguns
dias
de
tratamento, são
verdadeiramente
surpre-
hendentes
e
cada
qual
pode
fazer d
’
isso
a
agradavel
e
barata
experiencia.
«Quem
não
é alguma
cousa
anémico?...»
Doutor
PAULO
LABARTIIE.
(Copiado
do
Evènement,
de
Paris).
SAÍDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da delicio
sa
farinha
de
saúde,
HEVA&ESCIEBE
DE
BARRY
de
Londres.
SO
annos d’invariavel au*®ígflo
4
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gaslrica,
gastralgias,
flegmas, arro
tos,
ventos,
flatos,
amargor
na bocca,
pi-
tuitas,
nauseas, vomilos,
irritação
intesti
nal.
bexigas,
diarréa,
desenleria,
cólicas,
tosse,
asthma, falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da be
xiga, do
ligado,
dos
rins, dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
do du
que
de
Pluskow
e da
exm.
a
sur.
a
mar-
queza
de
Btehan, da
snr.*
duqueza
de
Cas-
de
Decies,
par
professor
Wur-
tlestoard,
do
Lord
Stuard
dToglaterra,
do
doutor
e
zer,
etc.,
etc.
Cura n.°
48:644.
—
A
de
Bnhan,
de sete
annos
figado,
(1
’
estomago,
emmagrecimento,
pal
pitações
nervosas
em
lodo
o
corpo,
agita
ção
nervosa e
tristeza mortal.
Cura
n.°
62:986.
—
M
ie
Martin, de sup-
pressão
da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável,
perfeitamente
curada
pela
Kevalescière.
Cura
n.°
65:412.
—
E.
Payard,
de
gas-
tralgia
e
vomilos.
Não
pedia
susier-se
de
pé,
nem dormir,
tendo seu.pre
a
cavida
de do
estomago
inlumecida.
Cura
n.°
62:845.
—
M.
Boillet,
cura,
de
36
annos
de
asthma
com
suflocações
du
rante
a
noite.
Cura
n.°
70:421.
—
M.
A.
Spadaro,
de
uma
constipação
obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e
distinclos médicos
tinham
declarado que não
havia
meio
de
cu-
ral-a.
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
^oda
a
pe
ninsula:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
; de
i
/t
kilo
800
rs
;
de
una
kilo,
l$40C
reis;
de
2
i/t
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los, 6$400;ode
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Bevaletteière
el*«»eoIa4a«Sa
;
ella
res-
titue
o
ãppettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e que
o
chocolate ordinário,
setn
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12 chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
l$49ci
;
de
120
chavenas,
30200 reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
DD
B.4RRY «fe C.s La tim:!),
Place
Vendôme,
26,
Paris. 77
Regem-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
provindas
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Krisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
P®r-
to,
J.
de Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E MI-
jNHO.=»
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Bareello»,
Antonio João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
do
Ca»-
telio,
Aflcnso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—Guimarães,
A.
J. Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva, drog.,
Rua
da
RainhX,
29
e
33.
—
1’enatlel,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou-
ja
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha-
snr.a
marqoeza
de doença
do
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha;
E. J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua de
Cedofeila,
160; Fontes
& C.
a
,
dregs., Pra
ça
de
D.
Pedro, 105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a 227.
—
Posai©
do
SA-
ma,
A. J.
'Rodrigues
Barbosa,
pbarrp*.
—P
ovm
«Só
Vórzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do Minha,
Francisco José
de
Sousa,
pharm.—
VèEís»
<íw Cende, A.
L.
Maia Torr
s.
pharm.
ÀSBASSQffibDÍÍOS
Os
abaixo assignados
servern-se d
’
este
meio
para
agradecerem
a
todas
as
pes
soas
de
sua
amisade
e
relações,
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
falleci-
menlo
de
sua
chorada
filha,
sobrinha
e
cunhada
D.
Maria
Ventura
de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
A todos
protestam
sua
in-
delevel
gratidão.
Francisco
Xavier
de
Sousa
Torres
e
Almeida
João
Evangelista
de Sousa
Torres
e
Almeida
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
(2349)
Andreza
da Costa
Bezerra
Braga
(ati-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(auzente),
Ma
noel
Simões
Braga, José
Fernandes, Bento
José
Salgueiro, e João Trindade
de
Freitas,,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida Anlonia
Ma
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal
mente, agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da
sua
casa
á
egreja,
e
cemiterio, o
corpo
de
sua sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim a
lodos
os
que
lhes de
ram
seus
sentidos pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316)
ANNUNC10S
FOGÃO DE FERRO
Vende-se
um,
em
muito
bom
estado;
é
grande
e
serve
para
cosinba
de
nume
rosa
familia.
Póde
vêr-se
a
toda a
hora.
No
escriptorio
da
Typographia
Lusitana
se
diz
quem o
vende.
COHFEITâRIÃ CENTRAL
15—
RUA DE S.
MARCOS—15
Acabam
de
chegar
a
este
estabelecimen
to boas
qualidades
de
amêndoas
e
carto
nagem, caixinhas
e
queques. Enfeita
pão
de
ló,
e
mais
objectos
proprios
para
fo
lares
—que
tudo
vende
por
preços
muito
rasoaveis.
(2348)
WMT0
BI
TâBâBS
5®,
rui« do Cnrvalhnl,
ft®
BRAGA
Reducção de preços
nos
rapés
de
Xabregas
qualidade.
Meio
grosso
em
vol.
s
de
250 grs.
330
Cruz
de Malta
D
350
Princeza
1>
380
Rezerva
’
D
400
Secco
530
Pacotinhos
de
25 grs
35
(2350)
Garante-se
a
boa
ABRIMITAÇÃO WIAATARIA
No dia
14
d
’
abril,
por
10
horas
da
manhã,
principiará
na
residência
de
San
ta
Eulalia
de
Tenões
a
arrematação
de
diversos
objectos
pertencentes
ao
expolio
do fallecido reitor da mesma
freguezia.
A
arrematação
consta
de
duas moradas de
casas,
uma
na
dita
freguezia
e
outra
na
rua
do Poço n.°
8,
d
’
esta
cidade,
uma
lagareta
de
pau
e
algum
vinho,
e
mui
tos
outros
objectos.
Esta
arrematação
será
espaçada
por
cinco
dias
a
contar
do
indi
cado.
O
dia
designado
para
a
arrematação
das casas
é
o
18.
(2334)
RIN11KIRO
A JIUKO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de S._João
do Souto,
tem
reis
400^000
para
mutuar.
(2305)
Adoptado
em
todos
os
Hospitaes.
(FERRO
DIALYSADO
BRAVAIS)
Rwommsndada
por
todos
os
Médicos.^
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS-
etc.
«
f
«ivwiwre.
* O
Ferro
Bravais
(ferro
liquido
em
gottas
concentradas)
é
o
unico
S
ííife^X^-^C^exeniplo
de
qualquer
acido; não
tem
cheiro
nem
sabor,
não
produz
3
»'
xàtíF
prisão
do ventre,
diarrhea,
irritação
nem
cança
o
estomago;
alem
d
’
isto
W
é
o
unico
que
não
faz
os
aentes
pretos.
E.
0 fflaiS
goojoHjjno |j8 (odos os ferruginosos, pois gne
nm frasco diira um mez.
Deposito
geral
em
Pariz.
13, rue
Lafayette
(Perto
da
Opera),
e
em
todas
as
P/iarmacias.
íA
fe»
■■
Desconfiar-se
das
imitações
perigosas í
exijir
a
marca
de
fabrica que
vae juncta.
*
já
t>Envía-8e grátis
a
quem
o
pedir
por
carta franqueada,
um interessante
folheto
sobre
a
Anemia
e
o
seu
tratamento.^
Deposito
no
Porto,
Ferreira &
Irmão,
e
nas principaes
pharmacias
do
reinno.
>
Gran
êxito
en Paris
4-Ax»x*x»x»x»x*x*.
VELOUTINE
GHies FAY
POLVO
DE ARROZ ESPECIAL PREPARADO CON
BISMUTO
INVISIBLE Y ADHERENTE,
di
a/
cútis frescura
/ trasparenoia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmacias,
Perfumeria», Beluquerias y tiendas
de quincatla.
gx^xi^s^b>
Desconfiar
fle
las falsíficacíones.
/XXOXXOKXOTOIO:
*
♦1
|
Empregadas
com
o
mais
grão succesSo,
H
depois
mais de
40
annos por
a
maior
parte
dos
médicos
por
curar
a
chlorosis
(fluxo
branco)
doança
das
mancebas
filhas
e to
das as moléstias chloróticas.
Eis
aqui
a
opinião
dos
mais
eminentes
médicos
que
as
tem
experimentado:
i
«
Depois
35
annos
que
exerço
a
medicina,
«
tenho
reconhecido
a
este
medicamento
«
(Pilulas
de
Biand)
vantagems
incontesta-
«
veis
sobre
todos os outros
ferreos
e
eu
«
o
miro
como
o
melhor
anti-chlorótico.
»
D<-
DOUBLE, ex-prisidente
da Academia
de
Medicina.
«
De
todas as
preparações ferreas
que
«
nos
hão
dado
bons
resultados
no trata-
«
mento
das
affeições
chloróticas,
as
pilu-
«
las
de
silaud
parece-nos
devem
estar
na
«
primeira
fila. »
—
Diccionario
univ. de
9
Medicina,
t.
n,
page
99.
h
Como prova
da authenticldade,
H
nome do inventor eaU gravado «obreK»W‘í
g
cada pilula como aqui junto
i
Depósitos
:
Parit, í,
r.Pavewu^^^
Em
Lisboa,
snr.
Barreio, Lorêto n.°
28—3
(27
*)
Joao
Marques cFAlmeida Castro
^327,
rua
de Santa
Catharina,
331
PORTO
PH
Fazem-se
roscas
de
pão
de
ló
de
Fazem-se
roscas
de
pao
de
lo
de
lo
dos os
tamanhos,
e
da
mais
superior
qua
lidade,
e
também
enfeitadas,
á
vontade
do
freguez.
Recebem-se
encommendas
na
rua
das
Agoas
n.°
70.
(2342)
BISIffilO
Na casa penhorista
das
Palhotas,
n.°
ha
sempre
dinheiro
-que
se
dá
sobre
8
ha
sempre
dinheiro
-que
se
dá
sobre
qualquer
objecto
de
valor
etc.
etc.
Juro
rasoavel.
(2341)
A
Torre,
(2203)
»ISUÍE«BO A JURO
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
tem
330^000 rs.
para dar
a
juro.
O
secretario
Padre
Luiz Gomes
da
Silva.
BXHETES DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por-
setn
augmento
de
preço.
APPARICW «fe .RALHEIBO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho, 27.
te
Bilhetes
de
Cento,
200,
Tarjados
de
Cento,
400,
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
visita
em
branco:
220
e
240
reis.
preto:
420
e
440
rs.
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
3?, Prafa «Iw lãtarão de S. 3Iarti-
iiho,
te?
APMICIO
A MALilEIRO
BRAGA
Este
estabelecimento,
que
por grande
numero
de
pessoas
tem
sido
preferido
a
outros,
não
só
por
os
prémios
que
no
mesmo
constantemente
estão
saindo,
mas
por
a promptidão
com
que
executa
as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a .
ter
á
venda
para
todas
as
lo
terias,
bilhetes
inteiros,
meios ditos,
quin
tos,
quartos,
décimos, oitavos
e
fracções
de
600, 500,
300,
250,
200,
130,
100
e
40
reis.
Satisfaz
para
as
províncias
todas
as
encommendas
(de
bilhetes
ou
fracções
em
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo as
mesmas
acompanhadas
da
sua
importân
cia,
em
ordens, vales
do
correio
ou
es
tampilhas
do
mesmo.
—
Envia
gratuitamen
te,
os
prospectos,
a
todas
as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos
prémios
de
que
se
compõem
as
loterias e
dos
dias
em
que as
mesmas
se
teem
de extrahir;
assim
ções,
mios.
como
remelte
no
fim
das extrac-
as
respeclivas
listas
geraes
dos
pre-
AOS
PRETENDENTES
Apesar
do
grande
numero
de
corres
pondentes
que
este
estabelecimento tem
nas
provincias
para
a venda
de
bilhetes
e fracções
de
todas
as
loterias,
o
mesmo
recebe
ainda
propostas
das
pessoas
que
pretenderem
vender
este
genero
á
com
missão.
Os
pretendentes
que
quizerem
en
carregar-se
da
venda
d
’
esta
fazenda,
po
dem
com
ella
negociar sem-
risco
porque
se
acceita
de
novo até
ás
vesperas
das
extracções,
toda
a
fazenda
que
os
niesraos
não
tiverem
vendido. Além
d
’
isso
teem
a
negociar
sem
em-
a
importância
de
lhes
seja
feita,
po
da fazenda
vendi-
que
o pretendente
um
negociante
da
vantagem
de
poderem
pregar capital
porque
qualquer
remessa
que
de
ser
enviada
depois
da,
bastando
para
isso
dê
como
conhecimento
cidade
do
Porto.
A
commissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos dão-se
a quem os
pedir.
(2330
de
Fabrica de papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de embrulhos
diflerentes
marcas e
preços.
DEPOSITO EM
BRAGA
Tabacaria
tiracarense
—
27,
Rua
do
Souto
27—
(2340)
A
FORMOSA
LUSITANIA
POR
Catharina Ctarlota I>a<íy
Jackaon
Versão
do
inglez,
prefaciada
e
annotada
por
Camillo
Castello
Branco.
A
’
venda
na
Livraria
de
Manoel
Ma-
lheiro—Editor—Porto,
rua
do
Almada,
n.°
121
a
123.
RESPONSÁVEL—Luiz Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSI TAKA—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
