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-
RELIGIOSA, POLÍTICA.
>33
HIOTaCIOSA.
REDACTORES
—
D. Miguel Sollo-Maycfr e
D
í
.
Custodio
Velloso.—
DIP^CTOR—Anloiiio Joaquim de Mesquita Pimentel.
7.°
ANNO
PREÇO
DÁ
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................
1&000
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS, QIOTÃS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATUBA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias, 12
mezes.....................
»
6
»
....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha avulso
...............................
N.° 918
QLÍXTA-FEIRÃ
5
D ABRIL
DE 1879
REAL ANNIYERSARIO
Completa
hoje
48
annos
a
Sereníssima
Senhora D.
Adelaide
Sophia
Amélia
Luiza
Joanna
Leopoldioa
de
Loewenstein Wer-
theim
Rochefort
Rozenberg,
augusta
Mãe
do
Snr.
D.
Miguel
de
Bragança.
Se
este
fausto
anniversario
não
é
an-
nunciado
com
as
frívolas
demonstrações
oíEciaes,
commemora-o
jubilosamente
o
partido
legitimista,
o
unico
verdadeira
mente
nacional,
aquelle
que
guarda
in-
tactas as
tradicções
gloriosas
d’
este
aben
çoado
paiz.
E
com essa
commemoração
gratíssima
sobem
hoje
ao
ceo
ferventes
preces
pela
conservação
d
’
essa
illustre
Senhora,
que
tão
digna é
do
amor
encendrado
que
lhe
votamos
lodos
quantos
ainda
sentimos
no
peito
bater
um
coração
portuguez.
A
’
real
Familia
proscripta
enviamos
d
’
aqui
as mais
sinceras
e
cordeaes
feli
citações.
------- ------------------------------------------
OS
REALISTAS E O
SNR. FONTES.
«O
tôlo,
collocado
sobre
uma
eminencia,
se
olha
para
bai
xo,
todos
lhe
parecem pe
quenos;
assim
como
elle pa
rece
pequeno
a
todos.»
O
snr.
Antonio
Maria
de
Fontes
Pe
reira
de
Mello,
disse,
em
plenas
côrles,
que
não
linha
perseguido
o
jornal
a
na
ção
,
porque o
desprezava,
e
não
porque
o
temesse.
(!!!)
Isto,
traduzido
em
bom portuguez,
quer
dizer
—não
temo o
parlido legitimista—
desprezo-o.
A
esta
hespanholada.
ou
gasconada,
do
ministro
do
snr.
D.
Luiz
Coburgo,
havia
muito
que
dizer;
mas,
limitar-me-hei
ape
nas
em
responder-lhe
o
seguinte
—
Custa
a
crer,
como
um
presidente
do
conselho
de
ministros,
tenha
o
inacredi
tável
descôco
de dizer
alto
e
em
bom
som,
ou,
como dizem
os
latinos,
super leda,
que
não
tem perseguido
A
nação
,
depois
de,
elle
e os
da
sua
estofa,
terem
cha
mado
aos
tribunaes, dezenas
de
vezes,
este
orgam
principal
do
nobilíssimo
par
tido
legitimista,
e
de
o
ter
sobrecarregado
de
multas
injustíssimas
e
arbitrarias,
com
o
damnado
fim
de
o
obrigar
ao
silencio
I
E
’
verdade
que
os
liberaes teem
ou
vido,
em
plena
e
sempre
concorridissima
audiência,
nos
frequentes julgamentos
da
Nação, verdades
amargas,
que confundi
riam
outro qualquer
parlido
que
prezasse
a
sua
dignidade;
mas
ao
snr.
Fontes
não
lhe
imporia
isso
para
nada
—
o
que
quer,
é
vingar-se
no
jornal
realista (que,
quan
do o
argúe
das
suas
muitas
c
grandes
faltas,
o
faz
sempre
em
termos decentes
e
comedidos)
das
afrontas
que
todos
os
dias
lhe
cospem
no
rôsto,
os
jornaes
do
seu
nefasto
partido,
que
militam
na
op-
posição.
Se
não
teme
a
Nação-,
porque
a
não
deixa
fallar?
Se
tem
vergonha, para
que
se
expõe
a
ouvir,
d
’elle
e
dos
seus,
o
que
os
distinctissimos
advogados
d>
defeza
do
jornal
accusado,
sempre dizem,
nas
repetidas
audiências
de julgamento?
Sabe
que
mais,
snr.
Fontes?
—D.
Fran
cisco
Manoel
de
Mello,
é
que
lhe
vae
responder.
Vejo
também os
mosquitos,
tamaninos,
um
por
um,
muito
vãos
dos
seus
esp
’
ritos:
não
valem nada os
malditos,
e
andam
sempre
zum,
zum,
zum.
O
snr.
Fontes,
despreza
o
parlido
rea
lista!
Pois
olhe
que
o
partido
realista,
pa
ga-lhe (e
com
usura!)
na
mesma
moeda.
Permitla-me
que
lhe
diga
—
se
V.
Ex.
a
tivesse
mais
um boccadinho
de
pundunor,
já ha
muitos
annos
se
tinha
deixado
de
figurar
como
homem publico;
mas
o
snr.
Fontes
é
invulnerável
ás mais cruéis
afrontas,
aos
mais pungentes
ridículos
que
os seus
proprios lhe
teem
arremessa
do
ás
faces,
já
em
artigos
furibundos
de
jornaes
progressilas;
já
em
caricatu
ras
grutescas
de
periódicos
burlescos;
já
em
vários
lheatros,
onde
S.
Ex.3
appa-
rece,
com
o inseparável
cavaquinho, ora
cantando modinhas,
ora
proferindo
roda-
montadas,
que
fazem
estalar
de riso
as
plateias.
Eu,
que
lhe
estou
fallando,
vi,
no
sabbado
de
al.leluia
de
1868,
na
rua do
Bomjarditn,
da cidade
do
Porto, espetado
n
’
um póste
em
vez
de
Judas,
um
Fontes
de palha,
com
o cavaquinho
debaixo
do
braço,
e
que
ao
apparecimento da
alle-
luia,
ardeu,
no
meio
de
uma
risota
geral.
Disseram-me
que
em
outras
ruas,
ap-
pareceram
outros
judas,
de
cavaquinho
e
chapéu
armado;
mas
não
os
vi
arder,
em
razão
da
simultaneidade
do
auto
de
fé.
E
é
um
homem assim ludibriado
e
ridicularisado,
que
se
atreve
a
dizer
que
despreza os
realistas!
—
«Unde
venit,
tibi
papalve,
fiducia
tanta?»
Lembre-se
dos
meios.......
tristíssimos
porque
V. Ex.
a
è
os
do
seu
corrilho
teem
conseguido
sahir
deputados.
Recorde-se
das gravíssimas
e
degra
dantes
accusações
que
os
seus
mesmo
lhe
teem
feito,
e
a
que
V.
Ex.
a
nunca
se
dignou
responder,
para
se
justificar.
Também
será
por
desprezo para
com
os
seus
correligionários
dissidentes?
Snr.
Fontes—
teem-se
visto
maiores
fortalezas,
e
com
muito
mais sólidos
ali
cerces,
cahirem
repenlinamente,
a
um
simples
e
pequeno sôpro, como
qualquer
castello
de
cartas.
O
marquez
do
Pombal
(e
mais
era
o
grande
Sebastião
José
de
Carvalho
e Mel
lo!)
foi
o
verdadeiro rei de facto
em
Por
tugal, por
quasi
27
annos,
e
cahiu re-
dondamenle,
valendo-lhe,
para
não
termi
nar
a sua
vida
em
uma
forca,
a
compai
xão
de
D.
Maria
I.
V.
Exc.
a
—
fallemos
claro
—
não
despre
za,
não
póde desprezar...
senão
no
seu
palavreado—os
realistas:
V.
Exc.
a
leme-os
—
ainda
que
diga o
contrario; porque
os
realistas
são
homens
de
bem,
portugue-
zes
verdadeiros,
que
não
transigem^
com
nenhuma
immoralidade
ou
patifaria.
E
’
por
isto—
e
por
mais nada—que
elles
são ob
stinadamente
excluídos
da
vida
publica
actual,
com
que
se
não
póde conformar
a
sua
meticulosa
honradez,
e
inabalavel
patriotismo.
Ora
eis
ahi
poíque
os
realistas
não
servem
aos
governos
liberaes.
Mas
servem-lhe
os
desertores,
os
transfugas,
os
traidores,
os saltimbancos
políticos;
porque
esses
—
são
páu
para
toda
a
culher.
Pois graudem-os,
que
esses
não
nos
fazem
falta nenhuma.
O
hç^bico e Venerando
partido
legiti
mista,
^ne
ha
45
annos
tem
sabido
con
servar
immaculado,
o
lêma
da
sua
ban
deira,
que
é
a
de
Ourique,
d
’Àljubarro-
ta,
d
’
Elvas,
de
Montes-Claros,
e
de
’
tan
tas
outras
jornadas
gloriosíssimas
—
póde
ser
perseguido;
póde
viver como
dester
rado
na
sua
própria
terra;
mas,
a
sua
constância
será
inabalavel,
e
a
sua
fé
e
as
suas
crenças
serão
entre
elles
conser
vadas,
como
um
deposito
sagrado
que
herdaram
de
seus
maiores.
Se
o
Omnipotente tem
ainda
céser-
vado a
Portugal,
dias
de
maior
amargu
ra,
saberemos
morrer
com honra,à
sa-
crosanta
bandeira
das
Quinas—sem
man
cha—será
até
ao
nosso
ultimo
dià,
o
unico
emblema
do
partido
portuguez,
lam
bem
sem
mancha.
V.
Exc.
a
despreza,
e
não
teme
a
Na
ção,
jornal?—Parece-me.
que
lambem des
preza e
não
teme
a nação,
paiz;
pelo
me
nos, tem dado
d
’
isso
as provas
mais evi
dentes.
durante
a
sua
carreira
ministerial.
Pois,
snr.
Fontes,
não
é
muito prudente
desprezar
e
não
temer
o
leão popular,
que
póde
um
dia acordar,
e
ai
dos
que
o
escarneceram
por
tantos
e
tão
nefastos
annos.
A
paciência
humana,
também tem
li
mites:
e,
quanto
mais—«Quem
semeia
ventos,
cólhe
tempestades.»
AUGUSTO
DE PINHO LEAL.
E«tt»do
da saciedade
actual
Correm avessos
os
tempos para
a
Re
ligião
da
Cruz.
A
indifferença
religiosa,
favorecida
pelas
instituições
civis,
invadindo
cada vez
mais
a
sociedade;
a fé,
esse
precioso
sacrario
das
nossas
crenças,
balida
em brecha
por
um
jornalismo
impio
e
impudente,
per
dendo
em
largos
passos
o seu
beneficio
influxo;.a
civilisação
material,
prevalecen
do
por
toda
a
parte
sobre
a civilisação
chrislã,
e
desenvolvendo
em
toda
a
Eu
ropa,
o materialismo
e
o luxo; o
respei
to
pelas
aucloridades
quasi
inteiramente
banido
dos
corações;
o
espirito
da inde
pendência
desenvolvido,
na
familia
e
no
Estado;
a educação
e
o
ensino
da moci
dade,
reservados
para
os
homens
sem
re
ligião, sem costumes,
que
não
teem
nem
a
missãç,
nem
a
vontade
de
fazer
conhe
cer
aos
mancebos as verdades
catholicas
e muito menos
de
as
praticarem;
insti
tuições
catholicas
as
mais
sagradas,
im
pedidas
e
mesmo
supprimidas
pelas
auctori-
dades
absolulamente
incompetentes;
tudo
o
que
vem
de
Roma
regeitado,
tudo
o
que
resiste
a
Roma,
animado
e
recompen
sado;
a
opinião
publica, pervertida
pelas
falsas liberdades;
a Egreja
despojada
do
direito
de
propriedade
e
entregue
á
von
tade
do
Estado:
emfim,
todos os
princí
pios
falseados
os
poderes
aviltados,
a
fé
cada
vez
mais enfraquecida, o protestan
tismo
resuscitado,
povoações
inteiras
vi
vendo
sem
sem
Deus,
e
sem
religião.
Tudo
em
nome
do
progresso,
em
no
me dos princípios
modernos.
A
infidelidade conjugal
está quasi re
duzida
a
systerna;
alguns
homens
e
al
gumas
mulheres
parecem
timbrar
em
dar
a
conhecer
bem
a
immoralidade
de
seus
costumes.
O
homem
casado,
abandonando
a
mu
lher
a
si
mesmo,
até
prevertendo-a
com
maus
exemplos
e gastando
pela
taberna
e
pelo
lupanar o
parco
salario
com
que
devia
sustentar
a
cara
companheira
de
sua
vida.
Para
um homem
-assim,
tudo
em
ro
da
d
elle
são
gelos;
familia,
amor,
cari
cias,
desvelos,
mulher
e
filhos,
tudo isso
é
nada;
quando
lhe
chega
o
inverno
da
vida,
é como
o
velho
cantor
da
Escócia,
não
pode
estender
os
braços
sem
topar
com
tumulos.
A
velhice já
não
encontra
como
em
Esparla
o
lugar da
honra,
nos
espectacu-
los
públicos,
porque
ella
é
a
primeira
a
arrancar
da
fronte
a
aureola
dos
annos.
O
irmão
arrasta
pela rua
da
amargu
ra
a
reputação do irmão.
A
amisade,
em grande
parte
dos
ho
mens,
convertida
em
palavra
vã,
servin
do
para
muitos
de instrumento para
n
’
um
momento
grangearem
o
património
alheio,
colhido
por
entre
lagrimas e
pri
vações.
Eis
os resultados
e
os
fructos
da
re
volução.
J.
M.
R.
Valente.
Escantlalos
deploráveis.
II
Ha
em
todas
as
classes
da
sociedade
indivíduos
que
praclicam
o
escandaio
al
tamente
criminoso
de
profanar as
solem-
nidades
religiosas
com
suas maneiras li
vres
e
licenciosas.
Não
são
decorridos
ainda
muitos
dias
que
o nosso
veneran
o
Prelado puniu
severissimamente
dous alumnos
que
se
tornaram
salientes
por
seus
modos
de
es
tar
no
templo,
menos
dignos
e
recata
dos
,
Comtudo
podemos
asseverar,
firmados
na
mais
attenta
observação
e
no
mais
maduro
exame,
que
os
libertinos,
que
procuram
os
templos'e
as suas
proximi
dades,
para
entreterem
a
febre
impura
da
sua
luxuria,
pertencem,
por
via
de
regra,
á .classe
dos
estudantes,
dos
mili
tares,
com
especialidade
cabos
e
sargen
tos,
á
dos
empregados públicos,
dos
(ilhós
ociosos
e
vadios
de
muitas
famílias
abas
tadas
mais
ou
menos distinctas
por
sua
posição
e
nobreza,
e
fecha
o
préstito
infame
d
’
estes
insolentes,
(principalmente
aos
domingos
e
dias
sanclos), uma
turba
audaz
e mal
educada
de caixeiros dos
diversos
estabelecimentos.
Eis
em
duas
palavras
feita
a
classi
ficação dos libertinos
auctores d’
esses
desacatos
revoltantes,
e
até
algumas
vezes
inqualificáveis,
que
ha
muito se
estão
commeltendo nas
egrejas d
’esta
cidade,
e
que
se
tem
renovado
d
’
uma
maneira
pasmosa
no
corrente
anno
durante
os
sagrados
Lausperennes,
e
que
continuarão
a
repelir-se,
desde
o
momento
em
que
as
aucloridades não
tomem
as mais
energicas,
severas
e
promptas
medidas
para
lhes
pôr
côbro.
E
’
bem
de
vêr
que
não
é
nossa in
tenção
offender
qualquer das
menciona
das
classes,
o
que
seria
em
nós,
senão
um
crime,
uma
rematada
loucura.
Não
lemos
o
mau
sestro
dos
impios
e
dos
espíritos
levianos
e
frívolos
da
épo
ca.
que
com
toda
a
sem-cerimonia,
por
habito
e
costume, cobrem
de
apódos
affrontosos os
ministros da
Egreja,
pelo
facto
de entre
elles
apparecer
um
ou
ou
tro
membro,
a quem a
violência
das
pai
xões
e
o
contagio
do
século
fizeram
es-
quer
seus
deveres,
não
obstante
serem
elles,
a
quem a sociedade
sempre
deveu,
deve
e
deverá
sempre
tudo
quanto
tem
de
bom
até
a
própria
subsistência.
Quanlo
a
sociedade
se
acba
depravada
e
corrompida,
é
das
fileiras das
classes
apontadas
que saem
principalmente
nu
merosas
phalanges
de
indivíduos
dados
á
.evassidão
e
á libertinagem; mas isto,
donge
de
importar
a
condemnação
d
’
essas
'classes,
claro
é que
reclama
urgentementé
a
reforma
e
a
emenda
de
costumes,
e a
correcção
dos
culpados.
A
sociedade
é
toda
composta
dè
clas
ses,
e
nenhuma
classe
existe
que
não
tenha
membros
corrompidos,
umas
mais,
outras
menos,
consoante
as
muitas
e
variadas
circumstancias
que
para
isso
influem,
sem
que
porisso
se
possa
con-
demnar
ou oflender
esta
ou
aquella,
nem
avançar
o
absurdo
de
que
alguma
de
ellas
deixa
de
ser
util e
até
necessária.
As
censuras
vão
pois
aos
indivíduos,
e
d’entre
estes
aos
que
as
merecem.
Porisso não
dissemos
que
eram
as
classes
dos
estudantes,
dos
militares,
dos
caixeiros
e
dos
que morrem
pelo
dulce
far
niente,
que
commettiam
abusos
es
candalosos
nas
egrejas
e
suas
proximi
dades,
mas
sim
indivíduos
principalmente
pertencentes
a
essas
classes.
Denunciada
á
auctoridade
e
ao
publico
a
proveniência
dos
actos
attentatorios
do
decoro,
da
moralidade
e
do respeito
devido
ao
culto
e
á
‘
casa de
Deus, dire
mos,
em
seguida,
das
occasiões
que
essa
troupe
de
insolentes e perversos
escolhe
para
theatro
de
suas
nefandas
gentilezas.
bra,
onde
muitas
vezes
fazem
um
papel
brilhante.
Um
bello
dia
apparecem
em
casa tra-
sendo
carta
de bacharéis, com grande
gos
to
da
familia;
mas
qual
é
o
resultado?
O
doutor
desdenha
entrar para
dentro
do
balcão,
onde
seu
pae ganhou
honrada
mente
o
dinheiro que
gastou
com o fi
lho;
o
doutor
envergonha
se
de
dobrar
pano,
de dirigir um estabelecimento de
commercio,
de
despachar
fazendas
na
al-
fandega,
de
administrar
uma
fabrica,
de
vigiar
e
regular
os
trabalhos
de uma
oflicina.
Mas
se
isto
fizesse,
ajuntaria
ao
honroso
diploma
que
obteve
na
univer
sidade,
o
brazão
da honra,
o
brazão
do
trabalho.
Se
isto fizesse,
harmonisando
os
co
nhecimentos
theoricos
que
das aulas
traz
com
a
pratica
do
commercio
ou
da
in
dustria;
quanto não
lucraria
o
estabeleci
mento
em
que
elle
entrasse?
Mas
o doutor,
ao sair das aulas,
quer
ser
administrador,
quer ser
delegado,
quer
ser
juiz,
quer ser
governador
civil,
quer
ser
deputado,
quer ser
ministro,
quer
emfim
ser...
talvez
presidente
da repu
blica.
Se o
commercio
e
a
industria
abri
gasse
em
seu
seio
mais homens
illustra-
dos, não
veríamos,
como
infelizmente
es
tamos
vendo todos
os dias,
introduzir-se
nas
associações
commerciaes
indivíduos
que
não
teem
direito
a
isso, e
que
alli
vão
muitas
vezes
para
fazer
política
e
semear
a
discórdia,
doutores das dusias
e
lilteratos
de
botequim
que
em
tudo
que
rem
metter
bico.
Fazendo
estas
considerações,
temos
em
vista
incitar
os
paes
de familia
afim
de
procurarem
e
empregarem
todos
seus
exforços
em
obter
a
maxiraa
instrucção
para
os
filhos que
hão-de
destinar
ao
commercio
ou á
industria,
á
agricultura
e
ás artes;
que
o saber
e o trabalho
são
os polos
sobre
que
um
dia
se
deve
re
volver
uma sociedade moralisada
e
ho
nesta.
Outro desejo
ainda
nos
povoa
a
men
te
ao
escrevermos
estas
linhas.
Era
in
fundir
no
animo
de
todo
o
commerciante
e
artista
a
ideia
de
ser
era
todos
os
seus
contractos
honrado
e
probo,
com
toda
a
franqueza
e
lealdade
que
devem
dis
tinguir
um
homem
de
bem.
Era
facil,
se
no
pequeno
commercio,
no
commercio
de
retalho, houvesse
uma
verdadeira
unidade,
estabelecer
preços
fixos
ás
fazendas.
Bem
sabemos
que
o
nosso
povo
gosta
de
justar,
diremos
até
de
—regatear;
se
porém
um
lavrador
che
gasse
a
um
estabelecimento
a
comprar
pano
e
o
negociante
lhe
pedisse
o
ultimo
preço;
se
o
lavrador
depois de
ter
per
corrido
ioda a
rua
do
Souto,
encontras
se
egual
systema
de
venda,
havia
de
comprar
em
uma
qualquer
parte
o
que
precisasse.
Ha
algumas
casas
n
’
esta
ci
dade
que
adoptam
o preço
fixo, e
nem
porisso
deixam de fazer
bom
negocio.
Bom
seria
que
este
exemplo
se
fosse
seguindo,
deixando-se
o
commercio de
vender
a
uns
por
preços
elevados
e
a
outros
baratíssimo.
Além d
’isto, se hou
vesse
uma
boa
tactica
no
commercio
e
este
não
tractasse
de
derrotar
os
colle-
gas,
querendo
cada um
competir
com
a
barateza
do
preço, não
veríamos
as
frequentes
fallencias
que
por
ahi
se
dão.
Haverá
30
annos
que
o
commercio
em
Braga não contava
talvez
a
terça
parte
dos estabelecimentos
que
hoje
con
ta, e
o
mesmo
succedia
em
as
demais
terras
d
’esta
província
do
Minho;
com
tudo essas
casas
eram
solidas
na
maior
parte.
Havia
caixeiros
que
se
conservavam
annos
e
annos
com
seus
patrões;
alguns
ficavam
caixeiros
de
paes para
filhos,
e
eram
estes que
muitas
vezes
lhe
fecha
vam
os
olhos.
Amavam-os
como
paes,
assim
como os
velhos
os
amavam
como
filhos.
Hoje,
infelizmente,
parece
que
só
o
interesse
liga
o
patrão
ao
caixeiro
e
este
ao
patrão,
a
quem
logo
que
póde
deixa
para
ir
montar
barraca,
muitas
ve
zes
sem
meios,
sem
juizo
e
sem
credito,
acontecendo,
quando menos
o
pensa,
ver
se
apertado
e
cair
desastradamente.
Não
queremos
com
isto
oflender
os
que se
estabelecem
novos,
que
a
estes
aconselhamos
que
tenham
juizo
de
velhos;
mas
fazer
sentir
aos caixeiros
actuaes
que
melhor
é
conservarem-se
em
casa
de
seus
patrões,
servindo-os
com
fidelidade
e
ze
lando
os
interesses
da
casa, que
estabe
lecerem
se
sem
capital
seu em
um
tempo
em
que
as
circumstancias
commerciaes,
não
são
muito
favoráveis.
O
caixeiro
tem
ordinariamente
bom
tratamento,
o
ordenado
chega a
quasi
todos
para
vestir decentemente,
e
se
a
SECÇÃO COMMERCIAL
A
instrucção,
o
commercio
e
as
artes—
Preço
fixo
—
Caixeiros
—
Fallencias
e
suas
causas
—
Associações
commerciaes
e
servi
ços
que
podem
prestar.
A
instrucção
e
o
saber são
necessários
e
utéis
não
só
aos
lilteratos,
aos
douto
res
em todas
as
faculdades,
mas tam
bém
ao
commerciante
e
aos
industriaes.
E’
notável
o
descuido
dos paes
de
família,
que na maior
parte
mandam
para
o
commercio
seus
filhos, muitas vezes mal
sabendo
lêr
e
até
não
sabendo
sequer a
apphcação
das
quatro
operações
arithme-
ticas.
Até
passa
sem
nenhum reparo en
tre nós
o
rifão:
quero-te
fortuna, que sa
ber
pouco te
basta,
O caso
é,
que
entra
uma
creança
para
dentro
do
balcão
de
qualquer
commerciante,
outro marçano
mais
velho
ensina-lhe
a
varrer
a
loja,
a
criada
leva-o
á
praça,
faz-lhe
conhecer a
padeira
e
o
marchante,
entrega-lhe
o
cabaz
das
compras
e
manda-o
depressa
para
caza,
emquanto
ella
vae
ao
tendeiro
comprar
a pimenta
para
os
guizados,
e
a
conversar
um
pouco com
o
tamb^r
mór
ou
com
o
cabo
de
esquadra.
A
creança
vae
crescendo á
beira
do
balcão
onde
só
passa algumas
horas
por
dia, que o
mais
do
tempo
ou
é
moço
de
recados
ou
bicho
de
cosinha.
Pelo
que
no
fim
de
4
ou
5
annos
está
mil
vezes
mais
apto
para
creado
de
servir,
que
para caixeiro
de
qualquer estabele
cimento.
Mas a
creança
sabe
comprar
e
ven
der,
sabe
regatear,
sabe
encobrir
os de
feitos
da fazenda
que
vende,
sabe
dobral-a
bem
e
espanal-a;—
está
porisso
um
cai
xeiro
feito. Se
porém
não
tem
estes
predicados,
o
patrão
que
conseguiu
ter
um
criado
sem
lhe
pagar
soldada
po.r
quatro
ou
cinco annos,
lá
manda
o
po
bre
marçano
para
casa
da
familia.
Esta
muitas
vezes
sem
meios,
vendo
o
filho
quasi
homem,
sem officio
nem
beneficio,
entrega-lhe
a
chave
de
uma
caixa
de
pi
nho,
manda-o
viajar
até ao
Rio de
Ja
neiro, onde
a
maior
parte
morre
amar
rada á
tripeça
com saudades
do
lar
do
mestico
e
do
sol
da
patria.
Não
queremos
comtudo
asseverar
que
uão
temos no
commercio
homens
illus
tiados;
temos,
sim,
e
muitos,
mas tam
bém
os
lemos
qne
mal
sabem
assignar
o
seu
nome;
temos
homens de
pouco
sa
ber
e de muita
probidade,
homens
de
talento
que
também
n
’ella
abundam,
e
de uns
e
outros
a
quem
muito
falta
para
ser
homem
de
bera;
mas
isto
se
dá
e
dará
em
todas as
classes
cujos indiví
duos
não
abrigarem
sentimentos
religio
sos e
verdadeiramente
christãos.
O
que
é certo
é
que
no
commercio
em
geral
haverá
talvez
98
por
cento
dos,
cujos
conhecimentos
se
limitam
a
saber
ler
e
escrever
phantasiosamente a
sua
lingua.
Acontece
não
raro
que
o
commer-
cianle
e
o
industrial
a
quem
a fortuna
favoreceu,
manda
seus
filhos para
Coim
Será
accrescentada
com
as
disposições
da
nossa
legislação
principalmente
em
ma
téria
de
contractos.
A
obra constará
de
5
volumes,
em
bom
papel
e
nítida
impressão,
sendo fei
ta
a
destribuição por
cadernetas.
São seus
editores
os
snrs.
José
Maria
d
’Almeida
e
Manoel
da Silva
Vieira,
de
Vizeu.
Gaseta
da
Noite.—
Assim
se
intitu
la
ura
novo
jornal
cujo proximo
appare-
cimento
se
annuncia
na
cidade
do
Porto.
Como
elles engordam
I
!!
—O
snr.
Leon
Say,
actual
ministro
das
finanças
em
França,
foi,
segundo
diz
o
correspon
dente
de
Paris
para
o
«Commercio Por-
tuguez»,
caixeiro
de
uma
das
mais ricas
casas
bancarias
do mundo
e
actual-
raente
ainda
o
tal
ministro
tem
posta
gorda
da
referida
casa, entendemos nós
que
pelos
beneticios
que
lhe
faz.
Ora
imaginem
os
leitores um
bello
dia
de
primavera
em
Paris.
Por
toda
a
parte
animação
no
trabalho
dentro
das
oflicinas
e
nos
estabelecimentos
de
commercio;
nas
ruas
uma
Babylonia
de
povo
que
não
é
gente,
e
gente
que
não
é
povo,
e além
d
’
isto
uma
dança
e
contradança
de
agio
tas
que entravam
e
saiam
de
casa
do
ministro.
Que
seria
aquillo
que
na
occasião
não
deu
no
olho
de
ninguém?
Provavelmente
iriam
os
cujos
oífe-
recer
os cobres
ao
ministro
financei
ro...
—Pois
a coisa
foi
outra.
Se
os
nossos
leitores
adivinhassem, da-
vamos-lhes
um
doce,
mais
doce
que
a
semsaborica
bolachinha
ingleza
que
nos
causa
nauzeas
em vez
de
enxugar
o
es
tômago.
—
Que
seria então?
Ora
ahi
vae,
ahi
vae,
que
se algum
caixeirinho
da nossa
rua
do
Souto
quizer
ter
a
feliz
lembrança
de
ser
ministro,
é
preciso
saber
como elles
engordam.
No
dia
immediato
ao
da
dança
e
con
tradança
apparece
nos
jornaes
e
logo
corre
na
praça
a
noticia
de
que
o
go
verno
vae
converter
os
5°[
0
francezes
em
3
amorlisaveis.
Pânico
geral!
Os
assustadiços tratam
de
vender,
e
os
agiotas
prevenidos
de
comprar
quanto
apparece,
e,
nas
diversas
transacções
sof-
frem
os
vendedores
o
avultado prejuízo
de
350
milhões!
Afinal de contas
o
ministro
declara
que
sempre
guardou
reserva
a
tal
respei
to,
não
ter
opinião
nem
sobre
o
fundo,
nem
sobre
a
fórma
de
conversão,
mas
isto
só
depois
da
baixa do
papel
e
de
os egoístas
se
lerem
enchido.
A
exibição
não
é
nova;
e
quem
ler
o
Conde
de
Monte
Christo,
achará
que
este
celebre
personagem
assim
fez
cair
em
pobreza
os
seus
antigos inimigos:
o
snr.
Leon
Say não
pode
ter
o privilegio
da
invenção.
Emfim
o
que
lá
vae,
lá
vae,
e o
po
vo
francez
de certo
perdoará
ao
seu
no
bre
ministro,
esta
peça
que
é
um
bonito
pano
d
’
amostra
logo no principio
da
sua
administração.
O'
têmpora!
O'
mores!
Falieesmentos.—
Falleceu
na noite
de
segunda-feira
o
snr.
Antonio
Carlos
d’
Araujo
Motta, escrivão
de
direito
d
’
esta
cidade.
Paz
á
sua
alma.
—
Falleceu
lambem
o
rev.°
Luiz
Pei
xoto
de
Magalhães, abbade de
Padiin
da
Graça.
—
Sepulta-se
hoje
no
cemilerio
publico,
a
exc.
ma
snr.
a
D. Maria
José
de
Portugal,
esposa
do
snr. dr.
José
Justino Fernandes
Dias.
A Civilisação Catholica.
—
Rece-
lemos
o
n.°
6
d
esta
publicação
mensal,
redigida
pelo
snr. dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos,
lente
cathedralico
da
fa
culdade
de
theologia na*
Universidade
de
Coimbra.
Eis o
seu
summario:
—
O
principio
vi
tal
—
Problemas
sociaes
— Ethn
graphia.
Seis
legendas
americanas
identificadas
com
a historia
de
Moysés
e
do povo
hebreu
—A
historia
de Galileu
—
Noticias
scientifi-
cas
—
Bibliographia
—Vária.
«fs
Dois
Mundos.—
Recebemos o
n.°
11
d
’
esta primorosa
revista,
cuja
pu-
ilicação
tem
estado
interrompida,
com
,
tislo
sentimento
dos
seus
assignantes.
Traz,
como sempre, magnificas
gravu
ras,
entre
as
quaes
se
destacam
uma
intitulada
O
esculápio
canino
e
outra
Uma
vista de olhos na
carteira
do
cor
reio.
E
’
seu
gerente
em
Portugal
o
arroja
do
editor
o
snr.
David Corazzi, proprie
tário
da
empreza
Horas
Românticas.
muitos
não
cegasse
a
vaidade
e
o
luxo
poderiam
até
fazer
fortuna.
(Continúa)
lalTTERALTUlUL
O arrependimento.
O meu
coração
tocado
De ter
contra
vós
peccado,
Pede,
Senhor,
vossa
graça!
Esqueça vossa
bondade
Minha
grande
iniquiilade.
Pois
cahi
d
’
offender-vos
na
desgraça!
Perdão,
nreu
Deus!
Perdão
ó
meu
Senhor!
Meu
Deus,
perdão!
Vós
sois
um
Deus
d
’amor.
Ah!
podia
ter
morrido
Sem
jámais haver
pedido
Vossa infinita
clemencia!
E
ia
assim, ó
Deus
eterno,
Cahir
no
abysmo
do inferno
Das paixões
arrastado
na
demencia!
Perdão,
meu
Deus!
Perdão,
ó meu
Senhor!
Meu
Deus,
perdão!
Vós
sois
um Deus
d’
amor.
A
’
santa
graça fugindo,
Eu
ia contínuo
ouvindo:
«A
mim,
ó filho
insensato!»
E
corria
á
corrupção,
Do
mundo
no
turbilhão!
E
soffreste um
rebelde
filho
ingrato?!...
Perdão,
meu
Deus!
Perdão,
ó
meu
Senhor!
Meu
Deus,
perdão!
Vós
sois um
Deus
d’amor.
Traducção
de
/.
R.
SAZETILIA
Chrnnien
religioaa.
-Expõe-se
ho
je
o
Sagrado Lausperenne
no
templo
dos
Congregados.—
Exposição
do Santíssimo
na
egreja
do
Carmo.
Amanhã,
4:
—
Na
Sé procissão
de
La
dainhas.
Festa
das »oreg.—
Tem
logar
ama
nhã, no
templo
dos
Congregados,
a pom-
posissima
festa
de
N.
Senhora
das Do
res.
Hoje
de
tarde
ha
alli
vesperas
solem-
nes
a
grande
instrumental,
e
amanhã
mis
sa
cantada
e
sermão
de
tarde,
prégado
pelo
notável
orador sagrado
o
revd.
0 co-
nego
Alves
Matheus.
O
protestantismo
em Braga.—
Appareceu
ha
dias
nos suburbios
d
’
esta
cidade
um
vendedor
ambulante
de
biblias
falsas.
Tendo-se
tornado
saliente
pela
sua
audacia
e
cynismo,
entrando
pelas
casas
dos
artistas
e
operários
a
apregoar as
dou
trinas
de Luthero,
a
seu modo,
e a di
rigir
insultos
ao
clero calholico,
foi
per
seguido
de
povoação
em
povoação, até
que
na freguezia
de
Frossos
o
prudente
e
virtuoso
parocho
o
entregou, mais por
espirito
de
caridade
que
por
justiça,
nas
mãos
do
digno
regedor,
quê
o
remetteu
para
o
snr.
commissario
da
policia.
Acha-
se ha dias
retido
nas
cadeias
d
’
esta
ci
dade,
e
já
temos
dados
para
crer
que as
auctoridades
d
’
esta
terra
breve lhe
farão
saber
que
não
é
ainda impunemente
que
se
violara
as
mais
sagradas
leis d
’
este
paiz.
Sobre
este
assumpto
e
outros
que
com
elle
tem
relação,
brevemente
seremos
mais
extensos.
Entretanto
remettemos
o
leitor
para
o
communicado
que
vae na
secção
com
petente.
Hordt* de sacrílegos.
—
Somos
in
formados
de
que
no
domingo
proximo
passado
percorrêra
as
ruas
d
’esta cidade
um
bando
de
garotos
engravatados,
paro
diando
sacrilegamente
as
vias-sacras,
que
a
devoção
popular
costuma
fazer
n
’
esse
dia,
e
em
todas
as
sextas-feiras
da qua
resma.
Teem-nos
informado
de
vários por
menores a
este
respeito, mas,
como
a
sua
publicidade
deve
excitar
as
iras
e
castigar
o
orgulho
dos
andores
d
’este
attentado
inqualificável,
esperamos
certifi
car-nos
inteiramente
da
verdade,
para
voltarmos
no
assumpto
com
toda
a
liber
dade
e
desassombro.
Não temos
em
conta
alguma
respeitos
humanos,
deferencias
mal
entendidas,
nem
dependencia
de
qualquer
especie,
toda a
vez
qne
devamos
stygma-
tisar
os
ullrages
feita
á
verdade
e
á
religião.
Podem
contar
comnosco
os auctores
d’
estas
sacrílegas
gentilezas.
Theologia TJoral,
de
Petlro
Seavíni.
—
Dois
cavalheiros
de
Viseu
in
cumbiram
ao
revd.
0
padre
José
d
’
Almeida
e
Silva a
traducção,
que
vão
dar
á
estam
pa, da Theologia
Moral,
de Pedro
Sca-
vini.
Tínhn
razfto.—
Ura estrangeiro
pre
parava-se
para
entrar
no
comboio
na
es
tação
de Madrid,
e o
pobre
homem
diri
gia-se
para
Portugal.
O creado
vae surprehendel-o ainda
na
gare.
—
Senhor,
o
correio.
—Dá
cá.
O
homem
recebe
algumas
cartas,
e
tira
a
cinta
de
um
jornal.
—Quer
alguma
coisa
mais?
—
Não.
O
criado retira-se,
o
homem
tem
de
esperar
5
minutos
para
a partida
do
comboio.
Abre
o
jornal.
E
’
o
«Commercio
Por-
tuguez»
de
23
de março do
anno
da
graça
de
1879.
Lê:
Tal,
tal,
tal
—
correspondência
de
Lis
boa.
Percorre
todos
os
períodos
com a
velocidade do
raio,
de
repente
pára
e...
—
Fica
amarelio.
—
Amarelio?
—
Sim,
amarelio
como
cera virgem.
E
’
notável,
diz
elle
lendo:
«O
sor.
Laranjo
fallou
áeerca da
in
conveniência
da nomeação
e
conservação
do
actual
commissario
de
policia
de Por
talegre,
que
disse
ser
chefe
de uma
qua
drilha
de ladrões.
«O
snr.
presidente
intimou
o
snr.
de
putado
para
retirar
a
phrase,
o
que
elle
fez».
O
estrangeiro
dobrou
o
jornal,
a cam
painha
deu
o signal
da
partida,
mas
o
subjeito
ao entrar
em
Portugal
trazia o
paletó
apertado
até
aos
joelhos.
Cautella
e
caldo
de
gallinha...
O
.VIestre
Popular (O Franeez
«em mestre).—
Recebemos
as
ultimas
folhas
d’
esta
magnifica
publicação
linguís
tica,
de que
é
redactor
o
snr.
Joa
quim
Gonçalves
Pereira,
da Figueira
da
Foz.
Já por
vezes
temos
fallado
da
impor
tância
d
’
esta
publicação,
a
melhor in
contestavelmente
que
no seu
genero
se
tem
feito em
portuguez.
O
methodo adoptado
pelo
seu
illustre
auctor,
é
excellente
e
de
resultados
se
guros.
O
snr.
Gonçalves
Pereira
traz
em
pu
blicação
o
curso
de
«Inglez
sem
mestre»,
de
que
acabamos
de
receber
as
cinco
pri
meiras
folhas,
o
que muito
e
muito
nos
penhorou.
Vinho falsificado.—
Lêmos
na
«Au
rora
do
Lima»,
de
Vianna
do
Castello:
Na
segunda-feira chegaram
á
estação
do
caminho
de
ferro
14
pipas
de
vinho,
cora
proveniência
de
Mesão-frio.
A
auctoridade,
acompanhada
de
peri
tos,
apprehendeu-as
immediatamente
e
mandou
proceder
etn
seguida
a
uma analyse
em
todas
as
pipas.
Parte
do «vinho»
estava
ainda
em
plena fermentação,
verificando-se
mais
que
todo
elle era
artificial,
sem
comtudo
ser
possível
precizar
na
occasião,
por
falta
de
meios,
quaes
os
ingredientes
que
o
compunham.
Encheram-se,
porém,
duas
garrafas,
que
foram
remettidas
para
um
laborato-
rio
do
Porto,
afim
de
se
proceder
á
com
petente
analyse
chimica.
0
dono do
vinho,
que
o acompanha
va
e
que
tencionava
aqui
vendel-o,
de
clarou
que
de facto
era
falsificado,
que
não
tinha
ingrediente algum nocivo
á
saú
de
e
que
nas
14
pipas
apenas
6
eram
de
vinho
puro!
Noticia»
diveraa».
—
Dizem
de
Sou-
zel
o
seguinte:—
Adoeceu
de
repente
um
indivíduo,
perdendo
os
sentidos
e
cahindo
como
morto
Sangraram
n
’o
e
a
cisura não
deitou
gota
de sangue.
—
Não
respirava,
não
se
lhe
sentia
pulso,
estava
pallido,
hirto;
consideraram-n
’o morto. Chorava
m-
»
’o e
amortalharam-n
’
o.
Metteram-o
no
caixão,
houve
dobres
de
sinos
e orações,
e
levaram-n
’
o
para
a
egreja.
De noite
po
rém,
o
infeliz
despertou
do
seu
lethargo,
volveu
á
vida;
fez
esforços
para
erguer-
se,
mas
não
pôde, e
foi
.então
que,
sol-
hntando-se-lhe
o
sangue
da
angria, se
es
vaiu,
morrendo
dentro do
caixão.
—
Prestou
vassalagem
a Portugal,
pe
rante
o
governador
de
Timor,
o
coronel
do
reino
de
Hérmera,
D.
Malheus
de
Mesquisla
Hornay
da Costa
Baracho.
—
Continuam
os
preparativos militares
n
.a
província
d.r
Gallisa.
Diz
a
«Concór
dia»
que
o snr.
ministro
da
guerra
do
reino
visinho
ordenara
que
se
proceda
ao
estudo
da
fortificação
do
porto
de Vigo.
—
Exilem
actualraente
276 guardas a
eavallo
do
serviço das
alfandegas
e
2:593
—
Na
Inglaterra
ha
a
bagatella
de
1:873
jornaes.
Só
na
capital
publicam-se
460!
—
Diz
o
«Times»,
n
’
um telegramma de
Vienna,
que
em consequência
das
repre
sentações
feitas
pelos
embaixadores
russos
ás
potências,
o
governo
do czar
segui
rá
política
sumraamenle
conciliadora.
Ac-
crescenta
que
a
Rússia
vae
propôr
ás
potências a occupação
da
Roumelia por
um
exercito
mixto.
—
Segundo
noticias
de
Roma,
a
Áus
tria foi
a
primeira
que
respondeu
á cir
cular
do
cardeal
Nina pedindo
ás
potên
cias
o
restabelecimento
do
patriarchado
búlgaro,
acceitando a
ideia
e
offerecendo
todo
o seu
apoio.
A
’
caridade publiea.—
Recommen-
damos
muito
e
muito
ás
pessoas
carita
tivas
Leonardo
da Silva Guimarães.
O
seu
estado
de
penúria
é
exlremamente
dolo
roso.
Pedimos
que
pelo
amor
de Deus,
se
lembrem
de
o
soceorrer.
Mora
na
rua
dos
Sapateiros,
n.°
24.
SECÇÃO
DE COMMUKICÃDOS
Quem
sdo
ellest
Snr.
redactor.
Peço
me
conceda
uma
columna
do
seu
acreditadissimo
jornal
para
a pu
blicação
das
seguintes
linhas, pelo que
lhe
ficarei
summamente
obrigado.
Snr.
redactor,
lê-se
no
«Jornal da
Ma
nhã»,
n.° 1112,
um
communicado,
que
além
de
anli-calholico segue
o
principio
d
’
um impio
que
dizia:
«mentir
e
mentir
sempre».
Este
communicado
é
firmado
por
Um
bracarense,
e eu
antes
lhe
chamaria
mem
bro
da
chafarica
de
Belmonte
ou
da
rua
dos
Inglezes; mas
isto
para
os
discípu
los de
Luthero
ou
Calvino
pouco
im
porta.
Entremos
no
facto.
No
dia
21
do
corrente
mez
appareceu
na
freguezia
de
S.
Paio
de
Merelim
um
sujeito,
por
nome
Antonio
do
Patrocínio
Dias,
vendendo
parapheletos,
e entrando
em
algumas
officinas
ahi
prégava
doutri
nas
oppostas a
alguuns
dogmas
do
Ca-
tholicismo.
Por
mais
que
os proprietários
das
officinas
o
mandassem sair,
elle
con
tinuava
gritando
e
oppondo-se
á
ordem
dos
que
assim
o intimavam.
Diz
o
auctor
do communicado
que
o
snr.
Patrocínio
andava
n’um negocio
«lici
to
e
honrado».
Vejamos.
Se
elle
fosse
unicamente
com
o
fim
de
fazer
negocio,
vendia
todos
os
livros
a
qualquer
sujeito
que lh’
os
qui-
zesse
comprar;
mas
logo
que
alguém
ihe
dissesse
que
lh
’
os comprava
todos,
eram-
lhe
tirados da
mão,
e
insultado
pelo
tal
Patrocínio.
Ainda
mais:
se
era
para
ne
gocio, qual
a
razão porque
os
não
ven
dia
por
junto
e
os
dava
por
todo o
preço
até
5
reis, e
outros
obrigava
os
indiví
duos
a
ficar
com
elles
gratuitamente?
Ne
gocio
licito
e
honrado!!...
Dizei-me,
discípulos
de
Luthero
e
Cal
vino,
se
a
verdadeira
e
pura
doutrina
de
Christo
não
é
a
doutrina
da Egreja
de
Roma,
como
diz
o
auctor do communi
cado,
onde
está
ella?
Estará
acaso
na
ca
beça
estonteada
de
Cahino
ou
na
de
Lu
thero
e
sua
amavel companheira?!...
Des
graçados
que
no
meio de
tantas
luzes
nada
vêdes!
Tenho
mais
a dizer,
que
o
vosso
mer
cenário vendia além
de
Bíblias,
livros
ou
reportorios com
os
seguintes
titulos=Como
Jesus
ama
os
peccadores,
O
filho
Prodigo,
como
se
deve
interpretar a
Biblia
Tudo
aor
10
reis!
E
mais
um
Evangelho
mu
tilado
que
me
veio
ás
mãos.
E
’
falso
que
o
tal Patrocínio
fosse
apedrejado
por
iniciativa
do
muito
digno
aarocho
de
Frossos
ou
d
’
oulro
qualquer
sacerdote;
pelo contrario,
se
não
fossem
alguns
padres,
o
povo
faria
justiça
por
suas
próprias
mãos.
O
tal
Patrocínio
era
acompanhado
por
uma
alluvião
de
creanças
em
numero
su>
oerior
a
100,
as quaes,
como ouvissem
dizer
que
elle
vendia
livros falsos,
segui-
ram-n
’o
a
distancia
de
4
kilometros,
gri
tando:
é
falso! é
falso!
Continuando o
tal
Patrocínio
no
seu
commercio
licito
e
honrado
amotinou
o
po
vo,
e
apparecendo
o
muito
digno
padre
Joaquim,
parocho
encommendado
da
fre
guezia de Frossos,
disse ao
tal
Patrocínio
que
já
era
tempo
de
deixar
aquella
vida;
ao
que
elle
replicou insolentemente.
En<
tão
apparecendo
o
snr.
Azevedo,
regedor
de
Frossos,
o
prendeu
e
mandou
para o
commissariado.
Não
escrevo
estas
linhas
para
defender
o
muito
digno
parocho
de
Frossos,
pois
a sua
defeza
está
altamente
gravada
no
coração
de
todos os
que
o
conhecem.
Qualquer
catholico
se
daria
por
contente
quando
fosse
aggredido
por
um
commu
nicado
como
o
alludido,
que
em
si
mes
mo
traz
o cunho
da
defeza
mais
nobre,
de
qualquer
catholico;
faço isto
tão
só
mente
para
que a
verdade
seja
patente.
S.
Paio
de Merelim
31
de
março de
1879.
O
p.
&
Domingos
da
Cunha
Almeida
Peixoto.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
dramatica portu-
gueza
Domingo
6
de
abril.
RECITA
EXTRAORDINÁRIA
O
drama
em
3
actos
e
11
quadros
SANTA C1GIMA
CONVITE.
Manoel
José
Tinoco
d
’
Azevedo e
Luiz
Maria
Tinoco
d
’
Azevedo,
rogam
ás
pes
soas
de sua amisade
o
especial favor
de
assistirem
a
uma
missa que
por
alma
de
sua
chorada
filha
e
irmã, se
hade
rezar
na
egreja
de
Santa
Cruz,
amanhã
ás
8
e
meia
horas;
pelo que
se
confessam
ex
lremamente
agradecidos.
(2345)
AGBADECIWTOS
Extremamenle
penhorados pelos
obsé
quios e
provas
d
’
amizade
que recebemos
por
occasião
do
fallecimento
e
funeral
de
nosso
prezado
pae
e sogro,
que
foi
Deus
servido
chamar
ao
seu santo
Reino,
no
dia
15
do
corrente,
agradecemos
a
lodos
os
exc.
mos
snrs.
que
nos
obsequia
ram
em nossa
caza,
e
o
acompanharam
da
egreja
até
á
sua ultima
morada,
e
fa-
zemol
o
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
ser
pessoalmente.
Braga
27
de
março
de
1879.
Manoel
José
Moreira.
Jeronymo
José
Moreira.
(2335)
Francisca
Paredes
Moreira.
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga
(au-
zenle), Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões, Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(auzenle),
Ma
noel Simões Braga,
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida
Antonia
Ma
ria
Simões, não
o podendo fazer
pessoal
mente,
agradecem por
este
meio
a
todas
as
pe?soas
da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da sua
casa
á
egreja,
e
cemilerio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezatnes,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de março
de
1879.
(2316)
ANNUNCIOS
A Camara
Municipal
d
’
esta cidade
e
concelho
convida todos
os
seus
munícipes
para
que
venham
ao
Paço
do
concelho
assignar
a
representação,
que
dirige
aos
deputados
da nação,
afim
de
que não
seja
approvada
a
proposta,
que
auctorisa
o
go
verno
a contractar
com a
Companhia
do
Caminho
de
Ferro
do
Porto
á
Povoa
e
Famalicão,
as
linhas
para
Traz Os-Montes,
pelos pontos
n
’
ella
indicados;
devendo
a
referida
assignatura
ficar
encerrada
no
dia
7
do
corrente;
e
prevenindo que
póde
ser
feita
todos
os
dias
desde
as
9
horas
da
maòbã
até
ás 6
da
tarde.
Braga
2
d
’abril de 1879.
O
Presidente
(234'6)
Joaquim
José
Malheiro da
Silva.
A
FORMOSA
LUSITÂNIA
POR
Catharina Carlota I<a<ly Jaekgon
Versão do
inglez,
prefaciada e annotada
por
Camillo Cadello Branco.
A
’
venda
na
Livraria
de
Manoel
Ma
lheiro
—
Editor
—
Pórto, rua
do
Almada,
n.°
121
a
123.
H0
01
W
Fazem-se
roscas
de
pão
de ló
de to
dos
os
tamanhos,
e
da
mais
superior
qua
lidade,
e
também
enfeitadas,
á
vontade
do
íreguez.
Recebem-se encommendas
na
rua
das
Agoas
n.°
70.
(2342)
AB8EMATAÇÃ0
D.
Adrianna
Rosa
de
Mello, residente
na
rua d
’
Oliveira,
da
freguezia
de
S.
Vi-
clor
da
cidade
de Braga,
faz
saber
que
tendo
requerido
inventario
de
maiores,
ao
fallecimento
de
seu
filho
Manoel
An-
lonio
de Carvalho
e
Silva,
no juiso
de
direito
da
Povoa
de
Lanhoso,
e
no
mes
mo
inventario
tem de
ser
arrematados
em
praça,
no
dia 6
do
fuluro
mez
de
abril
de
1879,
no
tribunal
judiciário
da
Povoa
de
Lanhoso,
todos
os
bens
de raiz,
moveis,
direitos
e
acções
que
do
mesmo
ficaram;
sendo
os
bens
de
raiz, as
quin
tas
denominadas de
Sele
Fontes,
e
Arre-
baldej,
ambas
juntas
e circuitadas
sobre
si,
apenas
divididas
por
um
caminho,
e
muito
próximas
á
estrada
nova
da Ponte
do
Porto,
que se
compõem
de
grandes
casas
para
senhoria,
e
para
caseiros,
dous
moinhos,
eira
de
pedra, cinco
lagares,
aguas
de
lima
e
rega,
dous
laranjaes,
oli-
vaes,
e
pomar
de
espinho
e
caroço,
es
tando
situadas
no
mais
aprasivel
local
da
freguezia
de
Santa
Maria
de
Moure
da
dita
comarca.
Quem
pretender
póde
com
parecer
no
indicado
dia,
na
dita
villa,
pelas 10 horas
da
manhã,
podendo
infor
mar-se
das
propriedades, è
vel-as
pessoal
mente,
cuja
venda
é
para
pagamento
de
credores.
Braga
7
de
março
de
1879.
(2290)
D.
Adrianna
Rosa de
Mello.
ARKEH4TAÇ1O VOLIXTARI*
No
dia
14
d’
abril,
por
10
horas
da
manhã,
principiará
na
residência
de
San
ta Eulalia de
Tenões
a
arrematação
de
diversos
objeclos
pertencentes
ao
expolio
do
fallecido
reitor
da
mesma
freguezia.
A
arrematação
consta
de
duas
moradas
de
casas,
uma
na
dita
freguezia
e outra
na
rua
do
Poço
n.°
8,
d
’esta
cidade,
uma
lagareta
de
pau e
algum
vinho,
e
mui
tos outros
objeclos.
Esta arrematação será
espaçada
por
cinco
dias
a
contar
do
indi
cado.
O
dia
designado
para
a arrematação
das
casas é
o
18.
(2334)
DINHEIfiO.
Na
casa
penhorista
das Palhotas,
n.°
8
ha
sempre
dinheiro que
se
dá
sobre
qualquer
objecto
de valor
etc.
etc.
Juro
rasoavel.
(2341)
Quem
quizer
comprar
as
cazas
JiííM
da
rua
das
Chagas,
n.°
5
e
5
4,
e
a
da
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas,
n.°
14,
falle
na
mesma,
n.°
14,
com
Manoel
José Moreira.
(2336)
D1NHEBHO
A
JIBO
A
irmandade
de
Nossa Senhora da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
grande
heimii
m: nw
- -
i
•
«
,
a
|
•
>
.
3
> ■ BAPTISTA
■»^W—
II
II i
&•
■
—
■
——
■
■
II
—
.
•
— ■>
—
— —— ■
—
•
'
-
*
,
'RUA
DOS
CAVELLISTAS
N.®
9-CAMPO
DE D. LUIZ N.°
17
Participa
que
tendo
concluído
o seu balanço, reduziu
a
menos da quarta
parte
o
preço
das
fazendas
abaixo
mencioqadas,
e
que
para
isso
pede
a
particular
atten-
ção
dos
seus excm.08
freguezes
e freguezas.
Chitas largas,
de
120
a 50
e
60 rs.
■>itas
de 140
e
160,
a
70
e
80
rs.
Ditas
pretas
de
120
a
40,
60
e
90
rs.
Iiihlios para vestidos, eom
riscas,
de
240
e
200
a 120
rs.
Fazendas
de
lã,
de
450,
a 100
e
90
rs.
Ditas
de
500
a
120
rs.
Ditas
de
600
a
140
rs.
Ditas
de
750
a
160
rs.
Ditas
de
800
a
240
rs.
Cassas para vestidos,
de 240
a
90
rs.
Chalés de cambraia
de seda,
grandes,
de
3$600
a
660
rs.
Marquesinhas
de seda para
snr.3,
de
1^500
a
600
rs.
Ditas
d’alpaca, bordadas, para
praia,
de
3$000
e
2$500
a
ifjíOOO
e 1$200.
tSuarda lamas
de
3$000
a
800
rs.
Ditos
de
3$500
a
l$500 rs.
Ditos
brancos
com barra de eôr,
a
900 rs.
Capas
de casimira para snr.a,
a
1$600
rs
Colias
bordadas,
desde
10
a
400
rs.
Caços de
seda para
snr.
a,
240
rs.
Dabeiros
de
fustão
para creança,
de
400
a
120
rs.
Collarinhos
para homem,
a
30
e
50
rs.
Pano
branco para saias,
a
240
rs.
Iieques
modernos,
de
40,
100,
200
e
300
rs.
Lenços
brancos para bolso,
a
10,
40,
50,
60,
70
e 100
rs.
Botões
de porcelana,
a
30
rs.
a
grosa.
Lenhos
de sedta,
a
240
rs.
Ditos de precal, grandes,
a 160
rs.
Mantas largas para homem,
a
100
rs.
Ditas
para snr a,
desde
140
a
500
rs.
Algodão
trama
crua,
a
180 rs.
Dito
torcido, n.°
ffi
a 18,
a 160
rs.
Grande
saldo de panos erus,
a
1$550,
l$700,
1$800,
2$000,
2$500
e
2$800
rs.
a
peça.
Cirande
saldo de morins,
a
2$400,
2$600,
3$000
e
3
?)500_rs. a peça.
duarda-chuvas
para
homem,
desde
o
modico
preço
de
1
$500
até
3^000.
Lenços de
malha,
a
400,
500,
600,
700
e
l$000
rs.
Camisollas
d’algodão
para homem,
a
220 e
240
rs
Além
d
’
estas
ha
muitas
outras
fazendas
que
soífreram
grandes
abatimentos.
ÁS
SE.XHOKAS MODISTAS
Paninhos
de
todas
as
côres
para
forros,
a
70
e
100
rs.
Crinolinas
de
todas
as
côres, a 120,
140
e
160
rs.
Ruges
brancos.
Carrinhos
d’
algodão brancos,
pretos
e
de
côres, e
de
todos
os
numeros,
a
30
rs.
Agulhas a
10
rs.
Estas
baratezas
só se
encontram
na
acreditada
loja de
João
Baptista
Gomes
Ferrcira
RUA
DOS
CAPELLISTAS
N.°
9
=
BRAGA.
(2344)
ARRF/iiincU PERANTE
0 GOVERNADOR CIVIL D0 DISTIUCTO
ABAIXO
DECLARADO
Xo
dia 1®
d® Abril de
1S7»
LISTA
N.°
2128
DISTBICTD DE BRAGA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Fóros,
censos
e
pensões pertencentes
á
confraria do
hospital
e
capella do
Anjo
da
Guarda,
Numeros
—
— -
.
Avaliaç3
es
1
Foro
annual
de
120
reis, imposto
nas
herdades
de
Ribeira
de
Pena,
com laudemio de
quarentena,
e
de que
é
actual
emphy-
leuta
Manoel Agostinho
de
Magalhães
Almeida
H$a52
2
Censo
annual
de
200
reis
em
dinheiro,
imposto
em
metade
do
casal
de
Riba
d
’Ave, sito na
freguezia
de
Santa
Maria de Sil
vares,
de que
é
actual
censuario
Antonio Ribeiro
Cardoso
4$000
3
Censo
annual
de
40
reis,
imposto
no
casal
do
Campo
de
Cima,
sito
na
freguezia
de S. João de
Góndar,
do
concelho
de
Gui
marães,
de
que
são
actuaes
censuarios
Francisco
Carvalho
Go
mes
e
mulher
800
4
Fôro
annual
de
260 reis,
imposto
na
Bouça
de
Santiaes,
na
freguezia
de
S.
Miguel
de
Gonça,
do
concelho
de
Guimarães,
com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphyteula,
Anlonio
José
de
Freitas
6$170
5
Censo
annual
de 30
reis,
imposto no
campo
que
possue
Fran
cisco
Martins,
sito
em
Cima
de
Selho,
de
qne
é
actual
cen
suario
Antonio do
Espirito
Santo
600
6
Censo
annnal
de
28
reis,
imposto
em uma
leira
mixta á
quinta
que possuiu
em
S.
Romão
de
Mesão
Frio
D.
Theodora Maria
Peixoto,
e
de
que
é censuario Rodrigo Lobo
de Sousa
Ma
chado
e
Coceros
560
7
Fôro
annual
de
30
reis
em
dinheiro
e
tres carros
de lenha,
imposto
na
fazenda da Boavisla,
por
cima
de
Entre
as
Vi
nhas,
sita
na
freguezia
de
S.
Pedro
de Azurem, do
concelho
de
Guimarães;
com
laudemio
de quarentena.
—Emphyteula,
Si-
mão
de
Sousa
82$997
8
Fôro
annual
de
480
reis
em
dinheiro
e
dez
colmeias de
palha,
imposto
no casal
do Outeiro,
sito
na
freguezia
de
S.
Thomé
de
Abbação,
do
concelho
de
Guimarães;
com laudemio de
qua
rentena.—
Emphyteula,
Antonio
Mendes
de
Faria
52$53iJ
9
Fôro annual
de
440
reis
em
dinheiro,
um
carro
de
‘
enha
e
oito cohneiros,
imposto no
casal
do
Outeiro,
sito
na fregue
zia de
S.
Thomé de Abbação;
com
laudemio
de quarentena.
—
Emphyteula, Jeronymo Vaz
Vieira
de
Nápoles
59$5IO
10
Fôro
annual
de
150
reis,
imposto
em
um terreno
na
rua
de
Couros,
da
freguezia
de
S.
Sebastião;
com laudemio de
quarentena.
—
Emphyteula,
Bernardina
Rosa
de
Freitas
12$525
11
Fôro
annual
de
600 reis,
imposto
em
um terreno
sito
na
rua
de Couros, da
freguezia
de
S.
Sebastião,
em
cujo
terreno
se
acham
edificados
seis lagares,
um pellame
e
duas
lagaretas,
que
outrora
foi
possuído
por
Joaquina
Clara
de
Vasconcellos;
com
laudemio
de
quarentena,
e
de
que
é
actual
emphyteula
Joaquina
Clara
de
Vasconcellos
“
23$450
Somma
reis
................
254^699
Segunda
Repartição
da Direcção
dos Proprios Nacionaes,
12
de
Março
de
1879.
—
Marcelino
Augusto
Leite.
(2343)
BILHETES DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPAKICIO «fc
MALHBIRO
27, Praça
do Bardo
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
prelo:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e veludo.
*7,
Praça
do Barão de S. Marti
nho,
9
7
APP
à
I
í
ICIO
A BLHEIRO
SJR
AGA
I
JOSE’DA SILVA FVNDÃO
Com loja de
fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S. Martinho
—
13
Participa
aos seus amigos
e
fre-
(I
w
TJ
g
,,ezes-
tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
lil
1
e
var'
a
d°
sortimento
de
falo fei-
to,
casimiras
para
fato
moito
baratas,
cortes
de
calça a
l$500, 2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimiia e
de alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca, assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prcmpli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do freguez.
(2249)
IMOTOAI
$RUA
de
s
.
MARCOS, N.° 5.S
Vende
papeis
pinta-
|£
@
dos
para
guarnecer
saltas,
Jg
lindissimos
gostos,
a prin-
=»
cipiar
em
80
reis
a
peça.
íÊ
2-
B
Vende
olio,
tintas
e
S
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA
DE VtlI A POCCA
DUVHEIKO
A JURO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do Souto,
tem
reis
400^000
para
mutuar.
(2305)
COFRE DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
jua Nova n.°
4.
Caixa
penhorista Bracarense na
Travessa de D. Gualdim d’esta
cidade.
Continua
a emprestar dinheiro sobre
penhores
todos
os dias
desde
as
8
horas
da manhã
até
ás
9
da noute na mesma
caixa.
Vende-se
roupas
Pede-se
a
todos
os
mutuários
que ti
verem
objeclos
empenhados
na
mesma
caixa
com
atrazo
de
juros
de
tres
mezes
os venham
pagar
ou
resgastar,
senão
se
rão
vendidos.
Vende
cimento
roma-
|
no
para
vedar
aguas, ges-
so
para
estuques
de
ca-
I
sas,
tudo
de
primeira
qua-
k
lidade.
Fabrica
de
papel de Ruães
Papel
de
impressão
e
de
embrulhos
de
differentes
marcas e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabacaria
Hraearenge
—27,
Rua
do
Souto
27
—
(2340)
--------rnrrre is
aiz
uu/zics
uw uvvvtc
RUA
DO SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
159
»
>
»
» . 190
>
Lagrima
........................................
200
»
Branco de
meza............................ 210
»
tinto
de
meza
fino.
...
240
»
de
prova
secca. ....
300
d
Malvasia
de
2.a
............................
36
q
»
»
velho
....................................
40
q
í
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
50
q
»
Roncão.........................................
700
>
Velho
de
1854 ....
600
»
a
retalho
para
meza
60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
Folhinha
Civil
on
de Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
e na
rua
do
Souto
na
vestimentaria Ro
cha
e
em todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis-
CASA
Arrenda-se
uma
na
rua
de
8.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
no
ca®
‘
po
de
Sant
’
Anna,
n.°
68.
(2298)
Parte de Comércio do Minho (O)
