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- conteúdo
-
REDACTORES
—
D. Miguel SolU-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
7.° ANNQ
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3$6í)0
10
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
.....................
ÍÍSSSS»
N.°
916
«bHtaiàd
mwím
«3a
.1&
«jfàtai
€Aa
5iiT
SABBADO 29 DE
MARÇO DE 1879
Uma
das
provas
mais
decisivas
era
fa
vor
do
Catholicismo
é
a
guerra
accintosa
que
elle
tem soffrido em
lodos os
tem
pos.
Enquanto
todas as
demais
religiões
passam como
que
indifferenles
á
critica
mais
apurada,
a
religião calholica
é
a
unica
que
não
cessa
de altrair
sobre
si
as
mais
ardilosas objecções
que
o
espirito
humano
póde
descubrir.
No
meio
porém
d’
este alarido
de
vo
zes
que
de
toda
a
parte
surge
a
com
batei
a,
occorre
súbita
uma
ideia
a
lodo
o
espirito
reflexivo
e
pensador.
Qual a
razão
porque
só
o
Cathoii-
cismo inspira
duvidas,
suggere
difficulda-
des
e accusações?
O
homem
é
naturalmente
religioso.
A
necessidade
de
uma
lei
divina
que,
impondo
aos
homens
deveres
sagrados,
os
vicule
a
um
Ser
Supremo,
é
bem pa
tente
a
todas
as
intelligencias.
O
coração
humano
quer
pois
uma
re
ligião;
mas
assaltado
a cada
momento
pe
las
paixões,
deseja.de
preferencia
aquella
que
mais com
ellas
se
coadune.
Não tem
outra
razão
de
ser
o
pro
testantismo,
por
exemplo,
que,
dando
lar
gas
a
todos
o
extravios
da
razão,
tem
um
altar
para
todos
os
vicios.
Se o
Catholicismo
é
pois
a
unica re
ligião
que
não
transige
com
o
erro,
co
mo
póde
ser
que
elle
não
soffra
a
lucta
das
más
inclinações
do
espirito
humano?
Embora
pois
a
doçura
de
suas
prati
cas,
e
suavidade
nas
expiações,
a
gran
deza
de suas
promessas
e
recompensas,
a
religião
calholica
lerá
sempre
contra
si
a
guerra
do
coração
que repelle
con-
slantemenle
de
si
quem o
contradiga
em
seus
desvarios.
Bem
ao
contrario
do
que
acontece
com
as
demais
religiões,
cuja
tolerância
para
com o vicio
chega
a
ser
revelada
em
algumas
pela
pratica
dos
mais
barbaros
sacrifícios,
só
o
Catholicismo
não
tran
sige.
E
esta
rigidez
de
doutrina,
ainda
que
compensada
pela
brandura
com
que
sane-
ciona
os
seus
preceitos,
é
e
será
sem
pre
um
motivo
de guerra
para
as
erra
das tendências
do
coração
humano.
Não
inspira
semelhantes
odios o
Brah-
mismo,
que
exige
a
vida
da
esposa,
como
que
em troca
da
lubricidade
de
costumes
concedida
aos
seus
sectários,
nem
o
Mahoinetismo
que
auclorisa
o
ser
ralho
das
houris,
para
receber
como
retribuição
as
absurdas
e
intoleráveis
prá
ticos
do
Alcorão.
E
se
d
’
aqui
subirmos
até
ás
differen-
tes
e
encontradas
seitas
protestantes,
quem
póde
estranhar,
que
apenas
soffram
a
gu
rra
que
lhes
faz o
Catholicismo, el
las,'
cujo
servilismo
para
com
as
paixões
as
tem
feito
proclamar
as
mais absurdas
lheorias?
Não
admira
pois
que
a
religião
ca-
tholica
seja
a
unica
a supportar
o
com
bale
de tantas
e
tão
frequentes
objec-
ções.
E
’
a prova
mais clara
de
que está
a
’ella
a
verdade
que
o
homem,
não
pou
cas
vezes,
repelle.
E
a
sua
resistência
heroica
aos re
petidos
assaltos
dirigidos
por grandes
gé
nios,
não
demonstra
só,
como
diz
um
profundo
philosopho
chrislão,
a
inutilidade
dos
ataques
e
a
firmeza
do
edifício
ca
lholico,
mas
a
presença
do
proprio
Deus
n
’este
edifício.
De
feito
a
sua
duração
atravez
de-
zenove
séculos
e
vencendo
sempre
as
maiores
diffícuIdades,
é
uma
prova
indes-
truclivel
da
divindade
que
lhe
assiste.
Diz-se por
ahi,
que
a
religião
catho-
lica
fez
o
seu
tempo;
—loucura.
Por
ventura
já
succumbiu
ella
na lu-
cla
?
Não a
veem
luctando
e
vencendo?
-
Serão
acaso signaes
de
morte
esses
triumphos
assignalados
que
ella registra
lodos
os dias
nas paginas
da
sua
his
toria?
O
Catholicismo
tem
por
condição
a
lucta.
Luctando
regenera o
mundo,
embora
o
sangue
de seus martyres; e
luctando
vencel-o-ha
uma
vez
mais não
obstante
quantos
sacrifícios
lhe
possa
custar
a
vi-
cloria.
M.
MARINHO.
Sjisiboa, de março de
It»1®®.
(Do
nosso correspondente).
Como
um
dos,
já
poucos,
veteranos
da
legitimidade,
começo
esta
minha po
bre
carta
por
agradecer ao jornal
o
«Co-
nimbricense»
o
modo,
altamente
justo,
e
não
menos
gentil,
cotno
sahiu,
ha
pouco,
ao
encontro
do
Fontes,
para
o
fustigar
com o
chicote,
de
que
usa quando
al
gum
mastim
lhe
ladra,
apenas
leu
o que
o
presidente
do conselho
disséra
no par
lamento
sobre
as
suas
tolerâncias
a
favor
do
jornal
a
«Nação».
E
’
de
crer
que
lêsseis
já o
artigo
d'a-
quella
folha
de
Coimbra,
a
que
alludo,
e
que
nutraes
o
mesmo
sentimento
de
gra
tidão.
Um
jornal
legitimista,
meu amigo,
não
o
fazia
melhor.
Oh!
quando vejo
pennas,
como
a
do
«Conimbricense»,
ao
serviço
de
uma
tão
triste
causa,
como
a
da
liberdade
dos
li
beraes,
contrista-se-me
o
animo,
e
ad
miro
como
possam
servir
uma
dynastia,
e
defender
um systema
como
os
libe
raes!
O
Fontes
disse
que
não
perseguia
o
jornal
a
«Nação», não porque
a
temes
se,
senão
porque
a
desprezava; isto
é,
porque
desprezava
o
partido,
que
ella
representa no
campo
da imprensa;
o
par
tido
legitimista,
porém,
acha
se
tanto
aci
ma
do
ministro da
guerra
liberal,
tão
alto,
tão alto,
que
nem
se
quer
enxer
gue
a
figura
do
valido do
snr.
I).
Luiz!
Adiante,
meu
amigo,
que
não
vale
a
pena
gastar
cera
com
ruins
defunclos.
Fez-se
a
procissão
dos
Passos
em
Belem,
com
muita
pompa.
Bastante con
corrência
de pessoas
das differenles
clas
ses.
O
dia
esteve
explendido,
o
que
mui
to contribuiu para
o
luzimenlo
do refe
rido
acto
religioso.
Acompanhavam
a
pro
cissão
tres
bandas
marciaes,
uma
guarda
de
infanteria
1,
e um piquete
de lancei-
ros
2.
A
família
real,
embora
fosse
ver
passar,
da
quinta
de
Belem,
a
força da
guarnição
de
Lisboa,
quanslo
os
marroqui
nos
cá
estiveram,
não
viu
a referida
pro
cissão;
mas
foi
ao
theatro
n
’
essa
noite.
Encontrei-a
no
caminho...
E
o
paiz
a soffrel-os!
Vou
dando
á
taraméla
com
toda a
sera-ceremonia,
porque
estou
certo
de
que
nada ha
a receiar
depois
da
fidalga
de
claração
do
Fontes,
que
nos deixa
dar
á
lingua
muito
á vontade,
porque
«a
pa
lavras
loucas,
orelhas
moucas».
Parece que
em breves
dias
será
mon
tada
a
artilheria
Krupp
na
bateria
do
Bom
Successo,
recentemente
contruida.
Agora
o
Tejo
está-se
rindo
de qual
quer
imprudente
que
se
lembre
de
inva-
dii-o.
A
dynastia,
pois,
e
o
systema estão
seguros.
Com
a
alludida
bateria,
a
tor
re
do
Monsanto,
o
Fontes, e
os
veteranos
da
liberdade,
que
ha
a
temer?
Ouvi
que
a
camara
d
’ésta
cidade
ar-
rematára
o
theatro,
e
praça do Salitre,
e
outros
prédios
contiguos,
tudo
por
cerca
de
22
contos
de
reis, para
serem
de
molidos,
e
dar
começo
á
tão
fallada
ave
nida,
que
se
projecta.
Sou
dos
partidários dos embellezamen-
tos
da
capital,
mas
que se
realisem
só
depois
de a
dotarem
com
o
muito,
de
0
CAPITÃO
ANGELO
POR
J. B. da Silva
Ramos.
OFFEÍIECIDO
E
DEDICADO
A*
EXC.
ma
SNR.
3
D.
Anlonia Augusta T. de
Vasconcellos,
DA
CASA DR MARBON, EM CBLORICO DE BASTO.
II
Um
dia
chamou
Angelo
ao seu
quarto, e
fal-
lou-lhe
assim:
—
Angelo,
estás
em
edade
de
to
mares um
modo
de
vida;
já
deves
ter
pensa
do
n
’
isto,
e
provavelmente
terás
escolhido
uma
profissão.
Eu
não
quero que
na
escolha,
que
fizeste
ou
fizeres,
te
movas
por
considerações
de
interesse
material,
ou
por
outras,
em
des-
harmonia
com
o
grande
—
o
unico
fim,
do
ho
mem
—a
salvação.
Eu
só
desejo
que
n
’
essa
es
colha
tenhas
só
em
vista
o
desempenho
cabal
das
obrigações,
que
ella
te
impõe,
com
hon
ra
e
dignidade. Vae;
se
não
estás
preparado
para
responder-me
já,
pódes
retirar-te. lieco-
jhe-te ao
quarto;
pede
a
Nosso
Senhor que
te
illumine,
a
Virgem
Santíssima
que
te
inspire,
e
depois,
passados
tres
dias,
me
darás
a re
sposta.
—
Olhe,
snr.
conego,
eu
já
tenho
pensado,
muita
vez
n
’
isso.
—
E
que tens
concluído?
—Tenho cá
uma
cousa...
Mas
eu
heide
só
fazer
a
vontade
de
Deus
e
a
de
v. s."
—
Mas
então
diz-me
essa
cousa.
—
Nada
me
agrada
como
a
vida
militar.
—
E
’
pena não
estar aqui o
teu
mestre
—
disse
o
conego
como
que
resmungando
—pen
sava
caminhares
para
o
norte
e
tu
foges
para
o sul.
—
Que
diz,
snr.
conego?
—
E
’
cá
uma
cousa.
Com
que
então
queres
ser
militar...
Não
vês
que não
é
profissão
que
oflereça
vantagens
senão
a
certos
previlegia-
dos
da
fortuna?
Não
conheces
que
só
em
lu
cta
com
a
morte
é
que
se
póde
alcançar
uma
posição
honrosa?...
Tu,
sem recommendações
e
nascimento,
quando virias
a
cingir uma es
pada?
Nada;
isso
é
phantasia
de
rapaz.
Pre
para-te pela
oração
a
fazeres
melhor
escolha:
demais,
nem
n
’estes
seis
annos mais
proximos
poderias
entrar
nas
fileiras,
como
simples
sol
dado...
Nada,
não
penses
n'isso.
—
Pois
olhe, snr., são
os
meus
sonhos
dou
rados.
„
_
—
Juiso
de rapaz...
E
padre?... nao
te que
res
ordenar.
—V.
s.
a
disse-me
ha
pouco, que
no
esta
do
que
eu
escolhesse,
devia
desempenhar
as
obrigações
que
elle
me
imposesse
com
honra
e
dignidade
no
fim unico
da minha
salvação.
Ora
°
além
de
não
ler
vocação
para
esse
es-
tado
aliás
nobre
e sublime,
tenho
receios
de
que
não
possa
desempenhar
os
encargos
que
elle
me
impõe,
e
que, em
logar de
edificar,
venha
a
ser
motivo
de
escandalo, e
perdição
eterna.
—
Pois
bem...
Mas
não
penses
sequer na
vida
militar.
O
conego,
encontrando
o
mestre
d
Angelo,
deu-lhe
parte
da
conferencia
que
com
este
ti-
vera,
e do
modo
de
pensar
do
seu
estudante.
0
padre-mestre
apertava
as
mãos
na
cabeça,
e protestava
ainda
que,
com
o
tempo,
se
con
tinuasse
com os
estudos,
elle
abraçaria
o
sa
cerdócio,
por
que não
podia
ter
nascido
para
outra
cousa.
Angelo,
passados
tres
dias, disse
ao conego
que,
visto
não
ler
edade
para
entrar
na
vida
militar,
queria
seguir o
commercio.
O
reverendo
conego
Mascarenhas
applaudiu
tal
resolução,
e
prometleu-lhe
bom
commodo
Passados
poucos
dias,
deu-lhe
ura
bilhete,
e
com
elle o
mandou
á
rua das Hortas,
a
casa
do
snr.
João
d
’01iveira,
negociante de
ferra
gens,
rico
e
muito
acreditado.
Angelo
executou
as
suas
ordens, e
o
nego
ciante,
depois
de
lèr
o
escripto,
mandou-o
en
trar,
e
lheexpoz,
em
poucas
palavras,
as
suas
obrigações.
III
Convém
dizer
de
passagem
algumas
palavras
sobre
o
caracter
do
novo
personagem,
que
en
tra
em
scena.
Era João
d
’
Oliveira,
homem
d
’
um
caracter
firme,
energico e
severo,
assim
como
d
’
uma
honra
e
probidade
exemplar.
Era
casado e ti
nha
uma
unica
filha
de
cinco
a
seis
annos
de
edade.
Depois
de
contar
e
recolher todo
o
dinhei
ro
das
gavetas,
linha
por
costume
resar
a co
roa
com
os
caixeiros
e
rapazes, depois
do
que
subia
para
conversar
e
cumprir
outras obri
gações
com
sua
pequena familia.
Exigia,
de
tres
em
tres
mezes,
aos
caixei
ros,
rapazes e
creados da casa,
escripto
de
confissão,
de
padre
conhecido,
sem o
que
não
os
consentia
ao seu
serviço.
Tinha
os
seus
cincoenta
e
tantos
annos
e
usava
ainda
de
calção
e
rabicho;
pelo
que,
e
mais
seguramente
pela sua religiosidade,
era
alcunhado
pelos
negociantes
e
caixeiros
visinhos
de
—
Beato
—.
No
entanto,
do
fundo
do
coração
dariam
estes
visinhos
metade
do
que
possuíam,
se
podessem
obter
para si
o
respeito e
crédi
tos
comraerciaes
de
João
d
’
Oliveira.
Este
homem
era tão
zeloso
dos
bons
costu
mes
dos
seus
subordinados
que,
de
dias
a
dias,
depois
que
os
caixeiros
se recolhiam
para
dei
tar-se, ia observar
á
porta
do seu
dorraitorio
o
que diziam
ou
faziam,
para
d
’
esta
fórraa
ter
conhecimento
exacto de
sua
moralidade. D’
es-
te
modo
podia
dizer-se
que a sua
casa
era
uma
escola
d'honra,
probidade
e
bons costumes.
Angelo
confessava-se
regularmente
todos
os
mezes
a
frei
Domingos da
Paixão, da
ordem
dos
Franciscanos, varão
apostolico,
reputado
na
cidade
como
um
complexo
de
virtudes:
era
elle
confessor
de
toda
a
familia
e
intimo
amigo
de
João
d’
Oliveira.
A
principio
custou
muito
ao nosso
Angelo
a
sugeitar-se
ao
trabalho
de
balcão,
mas
com
o
tempo tornou-se
um
caixeiro
modelo.
João
d
’
Oliveira, sempre
que fallava
com
o
conego,
não
se
cansava de o
elogiar.
Joanna
visitava-o
muitas
vezes, e
nunca
se
despedia
d’
Angelo
sem
lhe
pregar um
bom
pe
daço
de
tempo,
sobre
seus
deveres,
como
cai
xeiro
e
christão.
Depois recommendava-o
mui
to
particularmenle
á
vigilância de
João
d’Oli-
veira,
pedindo-lhe,
pelo
amor
de
Deus,
o
não
deixasse
acompanhar
com
outros
caixeiros,
para
se
não
preverter.
Ora,
João
d
’01iveira
amava-o muito
particu
larmente, chegando a dizer
ao
conego
Masca
renhas,
que
elle se encarregava
de
o
fazer
homem:
desconfiamos
que
entrasse
n
’isto
algu
ma
intenção
reservada—
vistas futuras.
(
Continua)
que
ella
carece
de
necessário
á
hygienne,
e
ás
exigências
da população,
em
perma
nente
lucta
com uma
excessiva
carestia
da
renda
das
casas.
Pois
não
se prestaria
muito maior ser
viço
ao
município
promovendo
a
edifica
ção
do
maior
numero possível
de
habi
tações,
cuja
renda estivesse
em
harmonia
com
as
posses
das
classes
proletárias?
Depois
Lisboa
está
sendo
uma
cidade
in
salubre,
ha
hoje aqui
doenças,
que
não
havia
outr’ora
nunca,
vgr.
as
sezões,
ago-,
ra frequentíssimas,
etc.
Não
seria"
mil
ve
zes
preferivel
estudar
a
causa,
e
comba-
tel-a
a
todo
transe, a
desdenhal-a,
para
se
attender
a
um
objecto,
relativamenle,
muito
secundário
9 Tractem,
embora,
do
agradavel,
mas
não
o
prefiram
ao
util,
ao que
é de
primeira
necessidade
pu
blica
.
Já
vo!-o
tenho
diclo,
em
mais
de
uma
das
minhas
pobres
correspondências
—
a
paz
será
de
uma
vida
ephemera—
Todos
os
políticos
o
acreditam;
nenhum
governo
deixa
de
ver
aproximar-se
a
tem
pestade,
embora
os
tractados
de
paz,
e
os
cordeaes
apertos
de
mão,
com
que
a
ma
treira
diplomacia
pretende
chegar
a
braza
á
sua
sardinha.
E
para
roburar
o
meu
asserto valho-
me
das
palavras
do,
marquez
de
Salisbu-
ry na camara
dos
lords,
ha
mui
pouco.
Disse
elle
alludindo
aos
trabalhos
de
de-
fensa
na
ilha
de
Chypre,
que
findos os
referidos
trabalhos,
o
porto
de Farnagous-
ta
poderá
comportar
uma
esquadra
de
14
navios
d
’alto
bordo.
Que
nutria
esperan
ças
de
ver
pacificado
o
Oriente
pelo tra-
ctado
de
Berlim;
taes esperanças,
porém,
como
o
demonstraram
os
factos,
depois
do
tractado
de
Paris,
não
se
realisam
sempre.
O
referido
lord,
como
vistes, disse
bastante
para
que
se
conheça
a
fé,
que
ha
na
Inglaterra
a
favor
do
ultimo
feito
de
uma
parte
da
diplomacia
europea
Se
a
situação
das
nações
era
muito
melindrosa
antes
de
sanccionado
o
aecor-
do
de
Berlim,
hoje
o
não é
menos
de
certo.
Foi
uma simples
trégua,
e
nada
mais.
Não
sou
vidente,
mas
não
temo
en
ganar-me.
Domingo
e
terça-feira
houve
missa
em
S.
Carlos.
O
templo
regorgitava
de
deootos.
Era
de
esperar.
Mas,
caro
amigo,
aquelle
Dies
irael...
Oh!
como
o
publico
o
applaudiu!
dizem-me.
Todavia, a
auctoridade
embirrou
agora
com
a
«Revista»
do
theatro
do
Príncipe,
e
probibiu-a,
depois
de
ler
edificado,
em
mais
de
60 recitas,
o
publico...
das
«Re
vistas».
Mais
vale
tarde do
que
nunca.
O
«Diário
de
Noticias»
não
póde
aca
bar
comsigo
diante
de
tal,
e
tão atroz
ullrage
á liberdade
do pensamento,
como
elle
diz;
a
parte
sã
da
população
de
Lis
boa
applaude,
porém,
aquella
medida
da
policia,
tanto
quanto
o
jornal dos
calafa
tes,
e
quejandos,
endeusa
a
comedia
de-
leteria, que
a
empreza
do
alludido
thea
tro
oífereceu
á
curiosidade
publica,
sob
o
titulo
de
Revista
do
anno
de
1869.
Por
hoje
basta.
O
vosso
correspondente
A.
1U
a
T'r
KS HB. AT URA
-
Carta Epigraphica
AO
auctor
indefesso
DO
Portugal Antigo
e Moderno,
o o
’
O
EXM.°
Augusto
Soares
d'Azev.
Barb.
de
Pinho
Leal
«
......
darei
a
melhor
noticia,
que
«
n
’esta
matéria
me
fòr
possível.
Bento
Morganti
—
Numismalo-
gia, Prefacção.
1.
—
Ignorando
a
paragem,
onde
o
meu
amigo
reside
agora;
e
tendo-lhe
visto
al
guns
«folhetins»
no
Commercio
do
Minho;
aproveilo-me
da
benevolencia
da
redacção
d esta
«folha»,
para
um
ligeiro
«convívio
epigraphico».
—
Não
deixarão
de
lucrar
com
elle,
«embora
esboçado
apenas»,
os
pouco
lidos
na
epocha
romana
entre
nós.
Faço-o
por
estima
e
consideração
ao
meu
amigo
—
aproveitando-me
do
remanso,
a
que
me
forçam ainda
os
meus
soffrimen-
tos
passados
—
e
utdisando-me
do
collec-
cionamento
que
estou
fazendo,
agrupando
por
assumptos
umas
«duas
mil
inscripções
romanas».
—
Dizem
todas
respeito
á
nossa
península:
—
e
são
em
parte
copiadas
por
mim,
«nos
proprios
logares»,
as
d
’este
dis-
(ricto
de
Braga.
II.
—
Endereço-lhe
as
primeiras
palavras
d
’
este
«convívio»,
felicitando-o cordialmen-
te,
pela aproximação
do
termo
do
Portu
gal
Antigo
e
Moderno.
—
E
’
credora
d’
esta
felicitação,
sincera
e
franca,
uma
obra
co
mo esta.
'Endereço-lhe"
as
segundas,
lembrando-
lhe
a
vantagem
d
’
ir deprecando
o auxilio
dos
amadores,
para
o
coadjuvarem
nas
ad-
dições
e
correcções,
a
que
de
necessidade
o
fórça
a
mesma
obra.
—Pela vastidão dos
assumptos;
e
pela
multiplicidade
das
suas
correlações
;
não
podia ella
sair
depurada
a
ninguém,
na primeira
redacção dos
con
textos.—
E
’
da
natureza
das
cousas
isto.
HL
—
-Para
o
ir
auxiliando
n
’esta
ulti
ma parte,
vou
indicar-lhe
desde
já
uma
«correcção
importante», por
ser
d’
assumpto
que
tenho
entre
mãos—
deixando-lhe
ou
tras
mais
para ao
depois.
Diz
ella respeito
ao
fascículo
134,
ulti
mo aqui
recebido
em
Braga:
—
e
retiro-
me
ao
artigo
Sá,
começado
na
pag. 265,
e
findado
na
pag. 266.
IV.
—
Transcreve
alli
«quatro
inscripções
romanas»
o
meu amigo,
copiadas
de
D. Je-
ronymo
Contador
d'Argole
—
auctor
das
Me
mórias
para
a
Historia
Ecclesiaslica
do
Ar
cebispado
de
Braga,
com
as
Antiguidades
correlativas.
Infelizmente
para a
epigraphia
do
nos
so
paiz,
não
é «Contador
d
’Argole»
um
escriplor
de
confiança :
—
e
a
não
ser
como
«indices
de
monumentos
da epocha
romana»,
de
pouco mais podem
servir
es
tas
obras do
reverendo
lheatino.
Abra
o
meu
amigo
as
Noticias
Archeo-
logicas
de Portugal,
escriptas
em
allemão
pelo Dr.
Emilio
Hubner,
e
vertidas
em
por-
tuguez
pelo
nosso
linado
confrade
Augusto
Soromenho,
por ordem
da
academia
real
das
sciencias
de
Lisboa.—
Achará
na
pag.
4
a
confirmação
do
meu «asserto»,
n
’
estas
palavras
do sabio
archeologo
de Berlin :
..
«
Argole------
preoccupado
com
a
«
idea
d’
encher
os
seus
in-folios,
reproduziu
«
quasi na
integra
as memórias que
lhe
«
vieram
ás
mãos,
sem lhes
addicionar
cou-
«
sa
algum,a
essencial
;
mas
também,
sem
«
lhes
fugir
aos
erros no texto das
inscripções,
«
e
na
designação
dos
logares».
V.
—
Os
«erros
epigraphicos»
das
«duas
inscripções
primeiras»
do
meu
amigo
—
állu-
sivas
ambas
ao
Imperador
Cesar
Caio
Mes-
sio Quinto Trajano
Decio—emenda-os
facil
mente
o
menos
iniciado
nos
«estudos
la
pidares»,
—
Deíxal-os-hei
por
isso em
silen
cio,
como
deixo
ain
ia o
fragmento
da
«in-
scripção
3.
a»
:
—
sentindo
realmente,
que
o meu amigo,
«agora
como
n
’
outras
ve
zes»,
tenha
confiado
de
mais
no
«volumoso
archeologista».
O
que
não
posso,
nem
devo
deixar
no
olvido,
é proleslar-Ihe
não saber
eu,
o
que
deva
admirar
mais
em
Contador
d
’
Argole
:
—
«se
o
desleixo
de critica
epigraphica
ás
vezes
;
se
ás vezes
a
paciência
de
tran-
scripções
absurdas.
Copiar
DACO
por
DECIO,
e
NUTO
por
INVICTO
;
como
no
caso
agora
ventilado;
não
lem
effectivamente desculpa
alguma.
VI.
—
Para
o
que
lambem aproveito
a
op-
portunidade,
é
para
lembrar
aos
menos
lidos,
que
n’
um «numisma»
de
prata—
indicado
nas Medalhas
Icohographadas
de
Sabalier
—
há
no
«anverso»
esta
orla:
1MP.
CAES.
C.
MESS.
Q.
DECIVS.
TRAI.
AVG.
Donde
é
facil
inferir
—
«em
compara
ção
com
as
alludidas
inscripções»
—
que
nos
monumentos
publicos-se
dava
a
este
im
perador,
umas
vezes
o
nome
de
«Caio
Mes-
sio
Quinto
Trajano
Decio»,
e
ouiras o
de
«Caio
Messio
Trajano
Decio», com
o
de
«Caio
Messio
Quinto
Decio
Trajano».
Vlí.
—
Cora
os
dois
nomes
de
«Trajano
Decio»,
e
com
o
epitelo
de
sanclissimo
;
é
conhecida
dos
epigraphislas
uma
«in-
scripção
romana»
de
Tortosa
na
Ilispanha
—
consagrada
a
seu
filho
«Quinto
Herennio
Etrusco
Messio
Decio».
Fez
esta
dedicação,
com
as
lellras
sa-
cramenlaes
ORD.
D.
C.
D.
—
■ a
Ordem dos Decuriões
da
Colonia
Der-
tosa:
—
e
fel-a em testimunho
d’
affeição
a
este
filho
da imperatriz
«Herennia Cupres-
senia
Etruscilla»,
de
que
só
nos
dão
no
ticia
as
suas
medalhas,
conjunclamente
cora
uma
inscripção de Muratori
e
Maffei.
Com
o
nome
de «Trajano»
somente, é
conhecida dos
mesmos
epigraphistas
outra
«inscripção»
de
Tarragona
em
Hispanha
—
allribuida
ao imperador
«Trajano Ulpio»
na
Silloge
de Fineslres,
(Class.
II.
n.°
11),
tem
desatlenção
manifesta
do
seu
formu
lário
caracteristico».
Erigiu-a
Septimio
Acindino,
«agente
de
Decio
nas
Hispanias,
e
seu
juiz vigário
da
província
tarraconense
[p.
t.]
nas
causas ci
vis
[urbanas
causas],
como
n’
estas
palavras
a
mesma «inscripção»
exprime
:
AGENS. PER. HISPANIAS
V.C.P.T.
VICE.
SACRA.
COGNOSCENS
VIII.
—
Foi
«Trajano
Decio»,
por
indole
natural,
decaracter
alfavele
tolerante, con
forme
os
testimunhos
dos
seus
biographos.
—
Seguindo
no
entanto
a política
d
’alguns
antecessores,
suscitou
contra
os
christãos
uma
perseguição
vigorosa
—a
ponto
de
mui
tos
d
’
elles
sacrificarem
aos
deuses do
im
pério,
assignando
outros
um
testimunho
publico
d'abjuração.
Entre
os
«renegados»
d’
es(a
2.a
classe
—
cognominados
libellistas,
em
contraposi
ção
aos
sacrificadores
da
l.a
—
avultam os
dois
bispos
hispanhoes
Marcial
e
Basilio
:
—
arrependendo-se
por
fim
este
ultimo,
«e
pedindo
como
graça
penitenciai,
o ser
aco
lhido
na
communhão
dos
leigos».
IX.
—
Pereceu
este
imperador no
anno
251
da era
vulgar,
conjunctamente
com
seu
filho
«Herennio»,
immortalisando-se
ambos
em
bravura
aguerrida:—
e
deram ambos
o
corpo
á
terra
n
’
um
panlano
da
Thracia,
a
pequena
distancia
d
’
Abricio.
Achavam-se
combatendo
contra
uma
in
vasão
de
godos,
sahidos
já
da
sua
patria
na
epocha
de
«Marco
Aurélio»,
mas
acampa
dos
até
então
pelas
margens
do
Víslula.
Foi
n
’esli
occasião,
que estas
«hordas»
se
agitaram
com transbordamento
arroja
do,
fazendo
oscillar
nos
alicerces
o
império.
Foi então egualmente, qne a historia
começára
a
celebrisar
pela
primeira
vez o
nome
d
’
estes
«povos» ;
ao
mesmo
passo
que
também
a
tradicção
—
com
visos de
ver
dade
—
começára
a
accusar
de
«traidor
con
tra
os
dois
mortos»
a
Treboniano Galla,
um
dos
logares-tenentes
de
«Decio
e
He
rennio».
X.
—
AHude
a
ambos
estes cesares o
«reverso»
do
«nutnisma»
de
mim
indica
do,
onde se
acha
esta
orla
PIETAS
AVGG.
,
com
a
piedade
em
pé
«no
centro»,
voltada
á
esquerda,
com symbolos
correlativos
nas
mãos.
No
«anverso»,
ha
a
cabeça
de
«De
cio» laureada, voltada
á
direita,
com o
«pa-
ludamento» esboçado.
[Continua).
pereira
-
caldas
.
OÀZimiÀ
Chroniea religiosa,
—
A
’manhã,
30:
—Expõe-se
o
Sagrado
Lausperenne
na
egreja
do
Hospital.
—Exposição
do
Santís
simo
no
Salvador,
e
no
Bom
Jesus
do
Monte—
Procissão
de
Passos.
Ordens.
—
S. exc.
a
revd.
ma
o snr.
arcebispo
Primaz
confere
hoje
ordens
maiores
na
capella
do Paço
archiepisco-
pal.
ineendi».
—
Na
madrugada
d
’
ante-
hontem
pegou
fogo
nas
trazeiras d’
uma
casa
da
rua
do
Sardoal.
Ao
toque das
torres
acudiram
alli os
bombeiros
voluntários e
municipaes,
assim
como
muito
povo.
O
incêndio
poude ser
dominado
em
breve,
sendo
pouco consi
deráveis
os
prejuízos.
PriosSo.—
Para
averiguações
foi
prezo
Antonio
do
Patrocínio
Dias,
que andava
a
vender
bíblias falsas
na
freguezia
de
S.
Miguel
de
Frossos.
Pobre
Braga!—
Refere
ura
colle-
ga
que
vários
deputados
apresentaram
á
Camara
um projécto
de
lei
para
se
con
ceder
á companhia
do
caminho
de
ferro
do
Porto
á
Povoa o prolongamento
d
’
esse
caminho
por
Guimarães
para
Traz-os-Mon-
tes,
com
dois
ramaes
para
o
Douro
por
Amarante
e
Villa-Real.
Com
razão
acrescenta
o
alludido
col-
lega
que isto
significa
o
isolamento
com
pleto
d
’
esta
cidade,
e
um golpe
fatal
des
carregado
na
fortuna
de seus
habitantes.
A
Associação
Commercial ja
reuniu
pa
ra tractar d’
este assumpto.
E’
occasião de
lhe lembrarmos
que,
se
tiverem
de
nomear
alguma
commissão
d
’
importaneia,
será
bom
não
prescindirem dos
méritos
d
’
aquel-
les
prestantes
cidadãos
que formara
a tri-
peça
gloriosa
do
escrivorio
da fazenda.
E
a
proposito,
diremos
aos
illustres a
quem
alludiraos,
e
ao outro,
que
o me-
retissimo
juiz
de
direito
deu
ultimamente
sentença
condemnatoria
n
’
um
dos
taes
ca
sos
que
ss.
s.a*
averiguaram,
e
com
os
quaes
averiguados
casos
pretenderam
es-
carranchal-o,
ao
tal
da
fazenda,
nas
pontas
da
lua.
Esta
divagação
está
perfeitamente
su
bordinada
á
epigraphe:
Pobre Braga!
FatneoHuento.
—
Depois
de
prolon
gados sofirimentos
falleceu
anle-honlem
a
exm.
a
snr.a D.
Maria
Ventura
Torres
c
Almeida,
extremosa
filha
do
exm.°
snr.
dr.
Francisco
Xavier
de
Sousa
Torres
e Al
meida.
Comprimeniando
a illuslre
familia que
este
triste
acontecimento
enluta, pedimos
as orações
do
leitor
pela
alma da
fi
nada.
JTKovi»ae»ito
do SSosgjitísI d« S.
■VSarcws.
—
Doentes
existentes
em
16
de
março:
85
homens e 106 mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
20
lomehs
e
25
mulheres.
Sahiram:
15
horaens
e 16 mulheres.
Falleceram:
3
homens
e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
22
de
março
87
homens
e
113
mulheres.
«íuizes substitutos.—
Foram
no
meados
juizes
substitutos d
’
esta
comarca
os
snrs. drs:
Antonio Brandão
Pereira,
M.
J.
Correia
Velloso, João
Carlos Pereira
Lobato
e
Antonio
Roberto d
’
Araujo
Quei
roz.
do
íieçâv».—
Presenciou-se
no
tribunal
judicial
d’esta
cidade,
na
quar
ta-feira,
um
espectaculo,
que
servirá
de
licção
ao
padre
liberal,—
mas
isto
no
sen
tido
genuino
da
palavra—
,
corno
os
clas
sificou
o
defoncto
duque
de
Palmella.
Vamos
ao caso.
N
’
aquelle
dia
respondeu
em
audiência
de policia correccional
o
rev.°
Francisco
José Lopes,
da
freguezia
de
Panoias,
pelo
cri
me
de
uso de
porte
d
’
armas
e
resistên
cia
—
o
que tivera
logar
no
dia
4
d
’agosto
do anno
findo,
por
occasião
da eleição
camararia,
era que
este rev.°
sacerdote
tomou parte
adiva
corno
governamental.
Preparado
o
processo
convenientemen
te,
assignou-se
dia
de
discussão,
e
lan
çando-se
mão
da
chicana
juridica,
poude
o
reo
furtar-se
por
varias
vezes
á
acção
da
justiça,
até
que ultimamente,
depois
de
exgotados
todos
os
subterfúgios,
apre
sentou-se
no
tribunal
no dia
acima
indi
cado.
Nada
temos
com
o
faclo
em
si,
por
que,
como
homens,
todos
estamos
sujei
tos
á
acção
da
justiça,
quando
transgri
damos
os preceitos
estatuídos
na
lei
ci
vil,
ou criminal.
Mas,
o que nos
fez
córar
as
faces,
foi
vêr
sentado
no
banco
dos
reos
um
sacerdote,
um ministro
da
nossa
religião
santa,
exposto
a
ouvir
lodos
os
sarcasmos
que
lhe
eram dirigidos,
e
á
irrisão
d
’
um
auditorio
tão
numeroso,
porque
o
tribu
nal
regorgitava
de
espectadores.
Além
d
’
isso
a
viclima
não
tinha de
fensor,
sendo-lhe
nomeado,
para se
dar
satisfação
á lei,
um
ex-olficio.
Que
scenas
vergonhosas
alli
se
não
passaram!
que affrontas, que
baixezas
pa
ra
o
nosso
clero!
A
accusação
por
par
te
do M. P.
só
versou
em
demonstrar
que
o
processo
tinha
corrido
regularmente,
e
que
não
se
haviam
alroppelado as
solem-
nidades
legaes.
Depois
tratou
a
questão
pelo
lado
da
moralidade! Santo
Deus! Go
mo
isto
corre!
Um
leigo
a
moralisar
um
sacerdote,
que
anda
erradio
da
senda
do
seu
ministério
sagrado!
Entre
outras
cou
sas disse-se,
por
parle
d
’
accusação, e
com
toda
a
emphase:
«graças
á
Carta
Consti
tucional,
hoje,
perante a
lei,
todos
os ho
mens
são
iguaes»...
citando
só
um
texto
latino,
pelo
qual
outfora,
isto
é,
antes
da
praga dos
gafanhotos,
a
classe sa
cerdotal
era
isenta
de
responder
nos
tri-
bunaes
civis,
porque
respondia
em
outro
tribunal,
onde
era castigada
mais
severa
mente
sem ser
exposta
á
irrisão
publica,
e por
consequência
á desmoralisação
do
nosso
clero;
pois,
o
que
alli
se
preseuceou,
só serviu
para
o
desacreditar.
O advogado
da
accusação
pediu
todo
o rigor
da
lei,
contra
um
crime
tão
ag-
gravante.
Entre
outras
cousas
fallou
lam
bem
em
religião,
e
deu
algumas
licções
de
moral!
Que
calões!
como
são
hypocri-
tas! Nos
logares
publicos,
faliam
era
Deus
e
na
sã
moral,
para
armar
ao
elleilo,
e
nos
pamphelelos
e
nos
clubs
coudemnam
tudo
quanto
é
bom.
santo
e
justo!
Pois não
foi
a
vossa
escola,
não
fo
ram
as
vossas
doutrinas
que
levaram
esse
sacerdote
ao
banco
dos
reos?
Podeis
ne-
gal-o?
Não
vedes
o nosso clero inconla-
minado,
aquelle
que
vive
apartado
de
vós,
como
trilha
a
senda da
honra,
do
de
ver,
e
do seu
alto
ministério?
Não
esta
mos
presenceando
lodos
os
dias
esfas
sce-
nas
vergonhosas
n
’aquelles, felizmente pou
quíssimos,
membros
do
sacerdócio,
que
se
enfileiraram no
vosso
campo, e
a quem
depois
de os desmoralisardes com
as
dou
trinas
que
lhes
ensinaes,
impellis
para
o
pelourinho publico
da
deshonra,
—
queren
do
alli
medir
pela
mesma
bitola
aquella
parle
que
nobilissimamente
segue
o
ca
minho
reclo,
e
de
quem
vós
mpfaes
lo
dos
os
dias,
tentando até
babar-lhes
a
ba
tina, cobrindo-os
dos
epithetos mais
feios?!
Sois
sempre
os
mesmos.
Preço
dos ceroaea.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’
esla
cidade,
o
preço dos
cereaes
foi:
Tngo.
.
.
Centeio
.
Cevada. .
Painço. .
Milho
branco .
»
amarello.
Milho alvo.
Feijão
branco
.
»
»
800
500
560
506
520
500
600
700
800
540
480
480
560
5á600
vermelho.
amarello.
»
rajado
.
»
fradinho.
Batata.
Azeite.
Atravez
da província.—
Fóram
re-
mellidos
para
a
praça
de
Valença
31
cu-
nhetes
com
polvora
e
outras
matérias in
flamáveis.
destinados
ao
paiol
geral
da
mesma.
—
Procedem
com
toda
a
actividade
o^
trabalhos
das
vinhas
no
concelho
de
Mon-
são.
—
Falleceu repentinamente
na
sua
casa
da
Urgeira,
extra-muros
da
praça
de
Va
lença,
o snr.
Antonio
José
da
Silva,
con
vencionado
d’
Evora-Monie
e
ultimamente
guarda
de
primeira
classe
do
districto
da
alfandega
de
Valença.
—
Vários
dos
accionistas
da
fallida
com
panha Minho
District
Raillway.
organisa-
ram
uma
nova
companhia
nacional
para
levar
a
effeito
a
continuação
da
conslruc-
ção do
caminho
de
ferro
de
via
larga,
de
entroncamento na
via ferrea de
Santo
Thyrso,
até
onde
se
acham
construídos
cerca
de
6
kilometros,
seguindo por
Vj-
sella
a
terminar
na
cidade
de
Guimarães.
—Um
soldado
d
’artilheria 2,
por no
me
Joaquim
Ribeiro,
destacado
em
Va
lença,
tentou
assassinar
uma
rapariga
a
quem
requestava,
e
que
se
mostrára
in-
differente
aos seus
galanteios.
O desven
turado
soldado
foi
sempre
do
mais exem
plar
comportamento.
Para
que
serve o Dinheiro de
S.
Pedro.—
Lemos
nos
Annales Calho-
liques
que
S.
Santidade enviou
5,000
fran
cos
para
soccorrer
as
victimas
da inun
dação,
que
acaba
de
destruir
quasi
total
mente
a
cidade
de Szegedim,
na
Hungria.
Pouco antes linha
Leão
XIII
enviado
5í'O
liras para
soccorrer
as
victimas do
furacão
nos
municípios
de
Poggiulo
e
Montanto,
da
província
do
Sena.
Chito.
—
Falleceu
em
Santarém o
snr.
dr.
Joaquim
Maria
de Sousa,
lente
de
theologia
no
seminário d
’
aquella
cidade,
e
conego
da
Sé
de
Lisboa.
A
sua morte
foi
geralraente
sentida
por ter sido pes
soa
de
excellentes
qualidades.
Ao
seu
funeral,
concorreu
a
maior
parte
dos
ha
bitantes
da
cidade,
sendo
um
funeral
dos
mais
concorridos que se
têem feito
alli,
não
faltando
commissões de
todas
as
as
sociações
e
as
auctoridades
civis
e
eccle-
siasticas
Despachos.—
-O
«Diário»
publica
os
seguintes:
O
presbytero
Marianno
da Silva
Cor-
reia
—apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Piedade
de
Ode-
seixe,
no
concelho
de
Lagos,
diocese
do
Algarve.
O
presbytero
José
Dias da
Silva,
ba
charel
em
theologia
e
bacharel
formado
em
direito
—
apresentado,
precedendo con
curso
por
provas
publicas,
na
egreja
pa
rochial
de
S.
Thiago
dos
Velhos,
no
concelho
da
Arruda,
diocese
de Lisboa.
Declarado
sem
efleito
o
decreto
de
7
de
dezembro
de
1876,
pelo
qual
o
pres
bytero José
de
Sousa
Aflonso,
parocho
collado
na
egreja
de
S.
Martinho
de
Alvoredo,
diocese
primaz
de
Braga,
foi
apresentado
na
egreja
parochial
’
de
S.
Lourenço
do
Prado,
da
mesma
diocese.
A
respeito do fslleeido
eardeal
AntoHesii—
Apoz a
morte
do
veneran
do
ministro
de
Pio
IX,
de
saudosissima
toemoria,
o cardeal
Antonelli,
as
mil
boc-
Cas
da imprensa
revolucionaria
principia-
rana
de
vomitar
immunda
baba sobre
o
home
do
eminente
prelado,
apresentan
do-lhe
uma
herdeira,
que
se
dizia
sua
fi-
illa
-
As
revistas
illuslralas
juntaram
á
des-
cripção
do facto
o
retrato
da
condessa
de
Lambertini,
que
não teve
pejo de
se
dizer
filha
adultera
d
’
um cardeal,
com a
mira
não sei se na
herança,
se na
glo
ria
que
podia advir-lhe em
se fazer
ins
trumento de
revolução
que,
mais
que
o
dinheiro,
queria
o
escandalo, o
escanda-
lo
para
a
memória do homem
que
mais
havia
peazdo
sobre
ella!
Como os interesses
arrastam
uma
mu
lher
até
ao
ponto
de ir
dizer
perante
um tribunal
que
sua mãe
manchára
o
thalamo
nupcial,
fazendo-se
a
Alais
de
um
cardeal!
Triste
cegueira
a
que
leva uma
mulher
a
cuspir
o maior dos insultos
na
memória
do
ente
que
lhe
déra
o
ser!
Uma
filha
fazer
da
própria
mãe,
que
fora
talvez modetlo
de
esposas,
uma
criminosa,
uma
adultera!..
Nada,
porém,
lhe
valeu,
e
o
escanda
lo
recahiu
sobre
ella,
sobre
a
revolução.
Os
magistrados
romanos
regeitaram
as
allegações da
condessa
de Lambertini.
condemnando-a
nas custas.
Eis
os
motivos
apresentados
pelo
tri
bunal
para ditar
a
sentença
condemnato-
ria:
«Considerando
que
o estado
civil da
condessa
Lambertini,
como
filha
legitima
dos esposos
Marconi-Ballerini,
está
suffi-
cientemente
estabelecido:
1.
°
Pela acla
do
matrimonio,
celebra
do
em
23
de
julho de
1826
entre An
gelo
Marconi
e Antonieta
Ballerini;
2.
®
Pelo
certificado
do
cura
de
Santa
Maria
in
via
de
Roma,
que
no registro
parochial
de 1855
indica
a
familia Mar
coni composta
de
Angelo,
de
Antonieta,
sua
mulher, e
de
Marco seu
filho;
3.
”
Pelo livro
do
baplismo
da dita
parochia,
d
’
onde
consta
que
em
25 de
outubro
de
1855 fora
baplisada
a
filha
Loreto,
nascida
a
21
do
’
mesmo
mez, dos
pais
Angelo
Marconi
e
Antonieta
Balle
rini;
4. ® Pelos
registros
da
estatística
pon
tifical,
pelos
quaes
consta
que
a
fami
lia
Marconi
comprehendia o
pae Ange
lo,
a
mãe
Antonieta
e
os
filhos
Mario
e
Loreto;
5
°
Pelo censo
da
população
de Ro
ma,
feito
em
seguida
á
lei
de
20 de
junho
de
1871,
pelo
qual
resulta
que a
familia Marconi
linha
dois
filhos,
Mario
e
Loreto;
6.
°
Por
um
decreto
de
23
de
março
de
1872
dado
pelo
commissario
do
se
gundo
districto
de
Roma,
constituindo
um
conselho
de
familia
á
menor
Loreto
Mar
coni,
nascida
do matrimonio
dos
defun
tos
Marconi
e
Ballerini;
conselho
de
que
fazia
parte
Mario,
como
irmão
de
Loreto
Marconi;
7.
®
Por
uma escriptura
do
notário Bi-
ni, feita
em
25
de março
de
1872,
pela
qual
se
fez
o inventario
dos
bens
da
fal-
lecida
Antonieta
Ballerini, a
requerimento
do
tutor
de
Loreto Marconi,
filha
de Anto
nieta Ballerini;.
8.
®
Pelo
decreto
da
audiência
de
Ro
ma,
que
em
7
de
fevereiro
de
1873
dá
consentimento
para
o
matrimonio
entre
a
menor
Loreto
Marconi
e
o
conde
de
Lam
bertini;
9.
®
Fmalmenle,
pela acta
solemne
do
matrimonio
em
3
de
março
de 1873,
na
qual
a
esposa
se
intitula Loreto
Marco
ni,
filha
dos fallecidos
Angelo
Marconi
e
An-
toniela
Ballerini;
Considerando
que
antes
do
seu
ma
trimonio
a
condessa
Lambertini
uzou
sem
pre
o
appelido
de
seu
pae
Angelo
Marco
ni,
e
ha
sido
constantemente reconhecida
como
tal
em
todos
os
actos
públicos
da
so
ciedade
civil;
Considerando
que, entre
todos
os
do
cumentos
que
tem
apresentado para
pro
var
por
testemunho
a
supposição
e
simu
lação
do
seu
nascimento,
assim
como
a
sua
qualidade
‘de
filha
do
cardeal
Anto
nelli,
não
ha um
unico
que
possa
cons
tituir
um
principio
de prova por
escri-
pto,
quer
seja
emanado
dos
registros
ou
das
cartas
do
pae
ou
da
mãe,
quer
das
acias
ou
escripturas publicas
de uma
das
parles
interessadas
no
debate
ou
que,
se
vivesse,
n
’elle podesse ter
inte
resse;
Considerando
que
estes
princípios
se
acham
corroborados
e confirmados
pela
lei
II,
Cód.
de
lestes
Si
tibi
controvér
sia
ingenuitalis
fiai,
defende
causam
tuam
indrumenlis
el
argumenlis
quibos
potes;
soli
etnim
tesles
ail
irígenuilatis
probalio-
nem non
sufficiunt;
e
pela
lei
V,
Cod.
de
probat, onde
se
diz-
Ad
probalionem
sola
(escripturas
privadas)
non
suffleiunl;
Considerando
que, mesmo
admitlindo
que
a
condessa
Lambertini
podesse
che
gar
a provar
a
sua qualidade
de
filha
do
cardeal
Antonelli,
esta prova seria
absolu
tamente
inútil
sem
a
designação
da
mãe,
cujo conhecimento
é
indispensável
aos
juizes
para
saberem
se
se
trata
de
uma
filha
natural,
isto
é
de
uma
filha
nasci
da de
um
homem
e
de
uma
mulher
não
casados,
ou
se
se
trata
de
uma
filha
in
cestuosa
ou
adulterina á
qual
o codigo
civil
não
attribue
nenhuma successão;
Considerando
que,
na
hypothese
da
prova
da
sua
real
filiação
do
cardeal
An
tonelli,
a
condessa
Lambertini
seria,
qual
quer
que
fosse
sua
mãe,
filha
sacrílega,
estando
o
cardeal
Antonelli
revestido
pe
las
sagradas
ordens,
e
que
o
Codigo
Ci
vil
prohibe
a
retroacção
n’
esla
matéria,
não
lhe
reconhecia direito
algum
á
sua
successão».
«O
tribunal,
accrescenta
o
diário hes-
panhol
d
’
onde
transcrevemos
esta impor
tante
noticia,
reconheceu
as
decisões
do
tribunal
civil
de
Roma,
fechado
em
19
de
fevereiro
de 1878;
repeliu
as
pretenções
da condessa
Lambertini
e
condemnou-a
nas
custas»
Repetimos
o
pedido que
faz
o
nosso
collega
de
Madrid:
Supplicamos
a
todos
os
jornaes
catho
licos
que
reproduzam esta
noticia,
já
que
aquelles
que
tanto
a
espalharam
se
con
servam mudos.—
j
P.
Catholicos.
Historia Universal.
—
Em
o
n.°
antecedente
chamamos
a
attenção
do
lei
tor
para
uma
edição
da Historia
Uni
versal
de
Cantu,
e obrámos assim
por
nos
merecer
optirno
conceito
o
seu
tra-
duclor,
o
snr.
Manoel Bernardes
Bran
co,
não
obstante
não
termos
conhecimento
do
trabalho
d
’
este
cavalheiro.
Apressamos-
nos
agora
a
advertir
ao
leitor
que
não
deve
confundir
aquella edição,
do
snr.
Francisco
Arlhur
da
Silva,
com
outra
que
por
ahi
se
annuncia, e
da
qual
o
nosso
collega
da
«Palavra» escreve
os
seguintes
paragraphos
a
que
subscrevemos
inleiramente:
Anda-se
por ahi
espalhando
um
pros-
pecto
para
a
publicação
de
uma
traduc-
ção
da
grande
obra
de
Cesar
Cantu
—
Historia
Universal,
que se
inculca,
refor
mada,
accrescenlada
e
ampliada.
Pozesse
simplesmente
extropiada
e
es
tava
tudo
dito.
E
senão
vejamos.
•
O
pretendido
Iraductor
(ou
antes
tra-
dilor},
o
snr.
Antonio
Ennes,
o
celebre
Ennes
dos
Lazarislas
etc.
começa
por
declarar
que
«a
Historia
Universal,
es-
cripta por Cesar
Cantu,
ainda
não
foi
substituída ou
preterida
por
outra
de
su
perior
merecimento,
e nenhuma
se
ern-
prehendeu
em nenhum
paiz
mais desen
volvida
e verídica,
nem
em
melhores
con
dições
para
contentar
eruditos
e
ser
com-
prehendida,
ao
mesmo
tempo, pelas
vul
gares
intelligencias».
Vê-se
porém
d
’
estas
confissões,
que
a
força
da
verdade arranca ao
snr.
Ennes,
que
s.
s.
a
nem
é
erudito,
visto
não se
contentar
com
a
verídica
Historia
Uni
versal,
nem
sequer
dispõe
de
vulgar
in-
telligencia,
visto que
a
não comprehen-
deu.
Acha-a
velha;
foi
escripla
em 1838,
e
d
’ahi
para
cá
caminharam
muito
as
sciencias
históricas,
graças
aos
Emmes
e
Ennes,
e é
portanto
neceisario
refundil-a
nos
moldes de
1879.
Bagatella!
Cesar Cantu, apesar
de
verídico, ape
sar
de
não
ler
sido
até
hoje
substituído
ou
preterido, como
confessa
o
snr.
En
nes,
pelos
Lepsius,
Grote
e.
Monmsen,
tinha
(coitado!)
as
suas
fraquesitas.
«O
sincero
desejo
de
ser
imparcial
e
des
apaixonado
na
exposição e
apreciação
dos
factos,
não
poude
de
todo
desaffrontar
a
sua critica
da
influencia
das próprias
opi
niões
políticas
e
religiosas
«.
Ora
aqui
começa
o
homem
a
mostrar
a
unha!
Depois de
mencionar
as
luctas
de
Guelfos
e
Gibelinos
do
império
e
do
Pa
pado
segue
assim:
«E’ sensível,
por
exemplo,
a
extrema
severidade'
com
que
condemnou
a
phi-
losophia
do
século
XVIII,
que
apesar
dos
seus
excessos
(que
pombinha!)
preparou
e
iniciou
o
miraculoso
lavor
scientifico
do
século
aclual (que
se
tem desentranhado
em
tortulhos,
taes
como
os
Ennes e
Ba
ratas
etc.),
e
o
azedume
com que,
a
im
pulsos
do
.seu
amor
peia
antiguidade,
e
pelo
calholicismo
(outra
unhada),
maltra
tou Vollaire
(oh!
profanação!)
e
a
En
cyclopedia,
a França
e
a
sua
revolução
de
1789».
Mas
agora
vae
Cesar
Cantu
pagal-as
todas
juntas!
Ha
de
passar
sob
as for
cas caudinas: elle
e
a
sua,
embora
ve
rídica,
historia,
hão
de
ser
forçados
a
passar
pela
fieira
de
89,
e
se
não
cou
berem inteiros,
peor
para
elles,
que
se
lhes
ha
de
cortar
aqui
e
acolá,
até
ca
berem,
embora
berrem
e
gritem,
elles,
a verdade,
a
justiça e
ainda
o
simples
senso
commum!
Todo
o
mundo
eslava
persuadido
que
a historia
era
a
simples
e
singela
nar
ração
dos
factos,
examinado
simplesmente
á
luz
das ideias
predominantes
na
epoca
em que
elles
se
deratn;
agora
porém
fi
camos
desenganados
de
que
esiavamos
em
erro;
a
historia
começa em 89;
de
ahi
para
traz
é
tudo
trevas,
cahos;
é
preciso
atirar-lhe
ao
meio
com
uma bar
rica
de
petroleo
inflamado
para se
ver
claro
n
’esse
abysmo.
E
’
o
que
se
propõe
fazer
o
snr.
Ennes,
porque outra
coisa
não
significa
o
seu
«expurgar
essa
gran
de obra, quanto
possível,
da
doutrina
menos
sã
que
contém,
antes
de a en
tregar,
por
meio
de
uma nova edicção,
e
de
uma
traducção
(não
hade
ser
mási-
nha!),
nas
mãos
da
mocidade».
O que
resta ver
é se
o
seu
auctor
(que
nos parece
viver ainda)
consente
n’
uma
tal
profanação do
d.®
monumento
historico
d
’
este
século, sem
ao
menos
protestar
contra
o
procedimento
pouco
honesto
que
se vae
ter com
elle.
Que
annotasse,
que
commentasse
a
seu
modo
e tirasse
todo o partido
para
as
suas
ideias
do
livro
em
questão,
ex
plica-se;
mas
mutilal-o,
corlal-o,
trun-
cal-o,-
fazendo
dizer
ao auctor coisas
que
elle
não
escreveu,
e
depois
dizer
ao
publico:
E’
esta
a
Historia
Universal de
Cesar
Ganiu,
reformada,
accrescenlada
e amplia
da,
passa
as
raias
de
audacia
e
cheira
a
communismo
á
legua.
Resta-nos
a
esperança
de que
não
arranjará
numero
sufliciente
de assigna-
luras
para
sair
á
luz
semelhante pastel,
visto
que
o
proprio
prospeclo
contém
a
sua
mais expressiva
conlemnação.
Nutieiag
diversas.—
Cansou
grande
sensação
em
Londres
a
noticia
de
20:000
russos
marcharem
para
a
fronteira
de
Afghanistan.
—
Augmenloti
um
pouco
no
Brazil a
febre
amarella.
Os
fallecimentos
regulam
de
seis
a
nove
por
dia.
—
Em
Vizeu
teem
sido
presos
alguns
criminosos
que
andavam
a
monte
ha
6 e
8
annos.
—
Foram creadas
quatro commissões
de
vigilância,
para
evitar a
invasão
do
philoxera
era
Eivas,
Portalegre,
Niza
e
Fronteira.
—Falleceu
em
Pernambuco
o
coronel
Francisco
Xavier
de Lima, contando
85
annos
de
idade.
Deixou
uma
descendên
cia
de
338
pessoas,
sendo
21
filhos,
155
netos,
160 bisnetos e
2
tataranetos.
Safa
!
Carta.—
Felicitamos
o snr.
Antonio
Cazimiro
da
Costa,
o
esclarecido
auctor
da
Analyse
ao
parecer
dos
ourives de
Braga,
e
honradíssimo
membro
da
classe
dos
ourives
d
’
esla cidade, pela seguinte
carta
que
acaba
de receber
da
Associação
dos
ourives
e
artes
annexas,
de Lisboa.
O
referido
opusculo.
de
que
ha
dias
dêmos
noticia,
é
um
trabalho
leito
com
verdade
e
consciência,
destinado
a contribuir
po
derosamente
para
a
instante
reforma
das
ourivesarias
e
digno
dos
encomios
que
a
seguinte
carta
lhe
confere.
Ex.
m°
snr.
O
ill.mo snr. presidente
da
Associação
dos
ourives
e
arles
annexas,
incumbe-me
de
participar
a
v.
exc.
a
a
recepção
de
7
exemplares
da Analyse
ao
parecer
dos
ourives
de
Braga,
—
As
contrastarias
—por
v.
exc.
a
formulados;
e
agradecer
a
delica
deza
de tão
apreciável
offerta.
Logo
que
n
’esta
direcção
constou
a
publicação-do
livro
de
que
se
trata,
re-
metteu-se
immediatamenle
a
v.
exc.
“
o
relatorio da
gerencia
da associação
no
anno
findo que
contém
todos
os docu
mentos
que
se
expediram
para a
organi-
sação
da
lei
que
estabeleça
a
uniformidade
e
garantia
do
toque
nas obras
de
ouro
e
prata.
E’
bastante honroso
para
v.
exc.*
os
interessantes
trabalhos
que
fez
publicar,
ao
qual
fazendo-se
justa
apreciação
se
re
conhece
a
imparcialidade
e profundos
co
nhecimentos
scientificos
e
artísticos
que
assistiram
á
sua
confecção,
e
passo,
com
prazer,
annunciar
a
v. exc.a
que
a
sua
exibição
leve
aqui
o
melhor
acolhimento
possível.
Congratulamo-nos
de
coincidirem
os
nossos
pensamentos,
e
de
tal
fórma se
nos
afigura
esse
encontro
que
parece
que
v.
oxc.
a
veio
com a
luz de
suas
ideias
esclarecer
as
deliberações
do
parecer
nas
nossas
sessões.
A
resolução
d
’
este
importante
assum
pto,
póde, a
nosso
ver,
levantar
a
indus
tria
da
ourivesaria,
da
apalhia
em
que
jaz,
conforme
v.
exc.
a a
pondera:
por
esta
razão
a Associação
empregará
todos
os
meios
para
se
chegar
ao
fim
desejado,
para
o
que
invocamos
o
prestigio
da
in-
telligencia
de
v.
exc.
a
e
sua
influencia
que
estamos
certos não deixará
de
collaborar
na
maieria
que brilhantemenle
encetou.
Queira
v.
exc.a
receber
os
votes
de
agradecimento
e
gratidão
pela
sua
notável
offerta
e
crer na
admiração
e
respeito
que
lhe
votamos.
Deus
guarde a
v.
exc.
a
Direcção
da
Associação
dos
ourives
e
artes
annexas,
26
de março de
1879.
Ex.
mo
snr.
Antonio
Cazimiro da
Costa,
digníssimo
ensaiador
visual
e
real
em
Braga.
O
secretario
Antonio
Joaquim
Simões
d’
Almeida.
Esta
carta
foi
lançada
na
respectiva
acta.
tkibuto
»i: sn niBi:.
Como
a
vida é uma
illusão,
um
re
lâmpago!...
Quanto
é
tenue
e
delicado
o
fio
da
existência
humana!...
Quão
rapida
é
a
peregrinação n
’este
mundo!
O
que
é
a
vida!...
A
cruel
mão
da
morte
ceifou
mais
uma
existência,
que
nos era
cara!
Sim,
o
muito
chorado
e saudoso
abba-
de
de
Santa
Marinha
de
Chorense,
de
Terras
de
Bouro,
jaz
escondido
sob
a
la-
pidejtumular!
Oh!
mas a
fragrancia
de
suas
heroicas virtudes,
que
não
se
póde
extin
guir,
levanta-se
suavíssima,
qual
perfume
da
flôr de
primavera,
evolado
por
fa
gueira
brisa.
Era
o
revd.0
snr.
Manoel
Joaquim
Vessada
um
homem
da
tempera
dos ve
lhos
portuguézes,
tão
raros em
nossos
dias;
e
porisso
a
sua
perda
é
mais
sen
tida,
por
todos
os
que
o
conheciam. Se
ja-me permiltido,
saudoso
amigo,
aspergir
copiosas
lagrimas sobre
a tua fria
cam
pa,
que
espontâneas
brotam
do
meu
co
ração.
A
’
pungenlissim, saudade que
me
cau
sa
o
teu
passamento,
só
é pequeno
leni
tivo
a
esperança
de que um
dia
nos
ve
remos,
como
a fé
nos ensina.
Que a tua
candida
alma
descance
em
paz.
Pharmacia
dos
Orphãos,
29
de março
de
1879.
Manoel
Antonio
Dias
Barroso.
(2337)
VARIEDADES
Cáustico.
Folgava
alegre
o
mundo
e divertido
Quando
vis esculápios cá mandaram,
Em
tempos
que
lá
vão,
que
se
esgueiraram,
O
cáustico
mortal
e
dolorido:
Desde
então
esta
bola
é
um
gemido;
De lagrimas
os
vailes
se
innundaram;
Até
no
olympo
os
deuses
prantearam
O cáustico
dos homens
mal
soíTrido.
Os
proprios
ceos
se
viram causticados
Com
innumeras
'strellas
refulgentes,
O
mundo
com
milhentos
deputados:
Nós
temos
cem
biliões
de pretendentes
Que
vão
pedindo
os
ossos
debulhados
Do
pobre
Portugal...
que nem
tem
dentes.
João
Fernandes.
ACtROECIMENTO
Tendo
pedido
a
sua demissão
de
che
fe
da
estação
de Braga,
o
snr.
Janua
rio
Constancio Gonçalves,
cavalheiro
dis
tincto,
que
pela
nobreza
do seu
caracter
sabe
grangear
a
estima
e
a
consideração
de
todos
os
que
o
conhecem,
veem
os
abaixo assignados
agradecer
a
s.
s.a
as
delicadissmas
e
não
vulgares
altenções
com
que
sempre
se
dignou
honrai
os,
e
signi
ficar-lhe
por
este
meio
quão
profunda
sau
dade
os punge
no
momento
em que
se
despedem
do que
lhes
fôra
chefe
brioso
e
justo,
e
amigo dedicado e
sincero.
Faltariam
os
abaixo
assignados
a
um
dever
sacratíssimo
se
deixassem,
por es
ta
oçcasião,
de
prestar
igual
respeito
e
amisade
ao
seu
novo
chefe,
o
snr.
J.
Camara,
certos
de
quç
s. lhes
des
pertará
um
dia
as
mesmas
saudades,
que
hoje,
ámanhã
e
sempre
sentirão
pelo
seu
ex-chefe,o
snr. Januario
Constancio
Gon
çalves.
Braga,
e
estação
do
Caminho
de
Fer
ro
do Minho,
24
de
março
de
1879.
=■
Julio Augusto
Valerio
de
Sousa
Brandão,
Alexandre
-Magno
Rodrigues
Pinto,
Alber
to
Pereira
Dias,
José
Monteiro
Júnior,
Joa
quim
Augusto
Cesar
da
Luz. José
Gon
çalves
Gouveia,
Guilherme
Dias,
Dionysio
Augusto
Amado,
Antonio
Pereira Barros
d
’
Araujo,
João
Ernesto
de
Paula
Delgado,
Manoel
Pedro
Dias.
(23-39)
O
padre
João
Thomaz
Pereira
Conde,
sacristão-mór da
Sé Primaz,
de
Braga,
agradece
em extremo
penhorado as
pro
vas
de subida
consideração
que
recebeu
d’
um
numero
infinito
de
pessoas,
durante
o
doloroso
incommodo
porque
ultiuaamen-
te
passou.
A
todos
os
illm.
08
e
exm.0
’
snrs.
tanto d
’esla
cidade como
de
diffe-
rentes
pontos
do
arcebispado,
ao
exm.°
coronel d’
infanteria
8.
aos
briosos
milita
res
e
mais
íamilias
que
por elle
se
inte
ressaram,
significa
por
este
meio,
por o
não
poder
fazer pessoalmente,
o
seu
tão
eterno
como
grato
reconhecimento.
Finezas
se
recebem
ás
vezes na
vida,
que esquecel-as
é
um
impossível.
E'
esta
a
obrigação
em
que
fica
collocado
o
an-
nunciante,
manifestando o
seu
reconhe
cimento
com
o
desejo
que tinha
de cor-
dealmente
abraçar
a
todas
as
pessoas
que
o
obsequiaram.
(2332)
Extremamente
penhorados
pelos
obsé
quios
e
provas
d
’
amizade
que
recebemos
por
occasião
do
fallecimento
e
funeral
de
nosso
prezado pae
e sogro,
que foi
Deus
servido chamar
ao
seu
santo
Reino,
no
dia
15
do
corrente,
agradecemos a
todos
os
exc.
m°
s
snrs.
que
nos
obsequia
ram
em nossa
caza,
e
o
acompanharam
da
egreja
até á
sua
ultima
morada,
e
fa-
zemoLo
por
este meio,
na
impossibilidade
de
ser
pessoalmente.
Braga 27
de
março
de
1879.
Manoel
José
Moreira.
Jeronymo
José
Moreira.
(2335) Francisca
Paredes
Moreira.
Audreza
da
Costa
Bezerra
Braga
(au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(auzenle),
Ma
noel Simões
Braga, José Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e João Trindade
dè Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida
Anlonia
Ma
ria Simões, não o
podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem
por este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
’
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da sua casa
á
egreja, e
cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos
os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames, confessam
o
seu profundo reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316)
ANNUNCIOS
muvheisi
©
a
juro
A
confraria
*tíe
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S. João
do
Souto,
tem
reis
400^000 para
mutuar.
(2305)
ALVIÇA114S
Quem
achasse
uma
cruz
de
oiro,
fará
o
favor
de
a
entregar
na
rua
de
S.
Vi
cente,
n.°
66, e
receberá
aiviçaras.
(2333)
COFRE DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender, falle
na
rua
Nova
n.°
4.
DINHEIRO A
JURO
A
irmandade
de
Nossa Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
ARRE1MTÂCÃ0 PERANTE 0 GOVERNADOR CIVIL DO D1STR1CT0 AB1IX0
DECLARADO
JSc
dia 9 de
Abril de 189»
’
LISTA
N.° 3661
ItlsTIlIOTO
»E
HHÀftA
CONCELHO
DE TERRAS DE
BOURO
Bens
pertencentes
ao passal
do
parodio
da
freguezia
de
Chorense
Numeros
Avaliações
1
O
campo
do
Parrella,
circuitado
sobre
si
por
socalcos
e
pare
des,
com
agua
de lima
dos
escorros
e
fontes
do Aguado
e
de
rega
da Poça
da
Igreja,
que
parte do
norte
com
terra
de
Custodio
José
Carneiro
de
Aguiar,
nascente
e
sul
com
terra
de
João Antonio Gonçalves
de Araújo, poente
com terra
de
Manuel
Antonio
Luiz
180$000
2
A
eira
que
parle do
norte
com
terra
do
passal,
nascente,
sul
e
poente
com
terra
de
Antonio
José Rodrigues
20$000
3 A
bouça
da
Costinha,
raza
de
todos os
lados,
que
parte
do
nascente
com
terra
de
Manuel
da
Silva
de
Paços,
sul
com
o
rego
da
Igreja
e
poente
com
a
bouça
de
Antonio José
Rodrigues
12$000
4
A
parle
do
moinho
do
Ribeiro
da
Igreja,
vem
a ser
dois
dias
de
uma
semana,
e
de
outra
semana
os mesmos
dias
4$00Q
CONCELHO
DE VILLA
NOVA
DE
FAMALICÃO
Bens
pertencentes
ao
passal
do parocho
da
freguezia
do
Telhado
5
O
campo
do
Negrinho
a
lavradio
com arvores
de
vinho,
tapado
por
comoros
e
vallos;
parte
do
nascente
com caminho
publico,
poente
com
o
campo
da
vinha
d
’este
passal,
do norte com
terra
de
Manuel
Marques de
Oliveira
e
de
Francisco
José
da
Costa,
e
do
sul com
terra
de
Antonio
Manuel
Dias
309^820
Segunda
Repartição
da
Direcção
dos
Proprios
Nacionaes,
4
de
Março
de 1879.
—
‘
Marcelino Augusto
Leite.
(2338)
AdopUdo
em
todos
os
Hospitaes. (FERRO
DIÃLYSADO
BRAVAIS)
Recommentóil
>
por
todos os
Médicos.(s
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reinno.
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS,
etc.
O
Ferro Bravais
(ferro
liquido em
gottas concentradas) é o
uni-o
$
exempto
de
qualquer
acido
;
não
tem
cheiro
nem sabor,
não
produz
prisão
do ventre, diarrhea,
irritação
nem
cança o
estomago;
alem
d’
isto
é
o
unico
que
nao faz
os
dentes
pretos.
'
E’
o mais eoonomico de
todos os ferruginosos, pois gue um frasco dura um mez.
Deposito
geral
em
Pariz,
13,
rue Lafayette
(Perto da
Opera),
e
em
todas
as
Pliarmacias
.
Desconíiur-se
das
imitações
perigosas
&
exijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
juncta.
grátis
a quem
o
pedir
por
carta
franqueada,
um
interessante
folheto sobre
a
Anemia
e
o
seu
tratamento.
&
Quem
quizèr
comprar
as cazas
da
rua
das
Chagas,
n.°
5
e
5
a
,
e
a
da
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas,
n.°
14,
falle
na
mesma,
n.°
14, com
Manoel
José
Moreira.
(2336)
Fabrica de
papel de Ruães
Papel de
impressão
e
de
embrulhos
de diflerentes
marcas
e
preços.
DEPOSITO
EM
BRAGA
Tabaearia
ilraearense
—
27,
Rua
do
Souto
27
—
(2340)
DE
Joao
Marques
cFAlmeida Castro
327,
rua
de
Santa
Catharina,
331
PORTO
Este
estabelecimento,
que
por
grande
numero
de
pessoas
tem
sido
preferido
a
outros,
não
só
por
os
prémios
que
no
mesmo constantemenle
estão
saindo,
mas
por
a
promptidão
com
que
executa as
encommendas
que
lhe
são
dirigidas,
con
tinua
a
ler
á venda
para
todas
as
lo-
terias, bilhetes
inteiros,
meios
ditos,
quin
tos,
quartos,
décimos,
oitavos
e fraeções
de
600, 500,
300,
250,
200,
130,
100
e
40
reis.
Satisfaz
para
as
províncias
todas
as
encommendas
(de
bilhetes
ou
fraeções era
pequena
ou
grande
quantidade)
vindo
as
mesmas
acompanhadas
da
sua importân
cia,
em
ordens,
vales
do correio
ou
es
tampilhas
do
mesmo.—
Envia
gratuitamen-
le,
os
prospectos,
a
todas
as
pessoas
que
desejarem
ser
informadas
dos
prémios
de
que
se
compõem
as
loterias
e
dos
dias
em
que
as
mesmas
se
teem
de extrahir;
assim
como
remette
no
fira
das
exlrac-
ções,
as
respeclivas
listas
geraes
dos
pre
mios.
AOS
PRETENDENTES
Apesar
do
grande
numero
de
corres
pondentes que
este
estabelecimento
tem
nas
províncias
para
a
venda
de
bilhetes
e
fraeções de
todas
as
loterias,
o
mesmo
recebe
ainda
propostas
das
pessoas
que
pretenderem
vender
este
genero
á
com-
missão
Os
pretendentes
que
quizerem
en
carregar-se
da
venda
d
’esta
fazenda,
po
dem com ella
negociar
sem
risco,
porque
se
acceila
de
novo
até
ás
vesperas
das
exlracções,
toda
a
fazenda
que
os
mesmos
não
tiverem
vendido.
Além d’
isso
teem
a
vantagem
de
poderem
negociar sem
em
pregar
capital
porque
a importância
de
qualquer
remessa
que
lhes
seja
feita,
po
de
ser
enviada
depois
da fazenda vendi
da,
bastando
para
isso que o
pretendente
dê
como
conhecimento
ura
negociante
da
cidade
do
Porto.
A
çommissão
é
vantajosa
e
os
mais
esclarecimentos
dão-se
a
quem
os
pedir.
(2330)
líiSlEHAflÇiíl
VOEUNTABIIA
Na
segunda-feira
14
do
proximo
futu
ro
mez
de
abril,
teem
de
ser
arremata
dos,
na
residência
de Santa
Eulalia
de
Tenões,
diversos
objectos
que
ficaram
por
fallecimento
do
revd.0 reitor
da
dita
fre
guezia.
A
arrematação consta
de
muitos mo
veis,
entre
os
quaes
uma
lagareta
de
pau,
—
o
que
tudo
será
entregue
a quem
maior
lanço
offerecer
cumbindo.
(2334)
FÍ
IEIV
DE
ASEMONTA EM PEVA-
FIEL
A
camara
municipal
da
cidade
e
con
celho
de Penafiel
manda
annunciar:
Que nos
dias
20
e
25
d
’
abril
proxi
mo
haverá n
’esta
cidade um
mercado es
pecial
de
cavallos
para
remonta
do
exer
cito,
de preferencia
para
os
regimentos
de
cavallaria
6
e
7,
em
maior
numero
para
ofliciaes.
Penafiel,
secretaria
da camara,
20
de
março
de
1879.
O
secretario
(2326)
Agostinho
da
Rocha
Beça.
Parte de Comércio do Minho (O)
