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REDACTORES—D. Miguel .Solto-Mayor
ç Dr. Custodio Vellose.—DIRECTO—Antonio
Joaquim de Mesquita Pimeplel.
7.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.
.
»
6
» . .
Correspondências
partic. cada
linha
Annuncios
cada
linha.
....
Repetição....................................
. .
1&600
830
40
20
10
PUBLICASSE
ÁS TERÇAS, QU1W|8 E 8ABBAD0S
I ‘
PREÇO
DA
ASSIGi^fliPA
Províncias,
12
mezes.'
.
;
'T
2^000.
„
»
6.
j»u
.
• H050
,
»
sendo
duas
assignaturas 3^*600
Br^ail,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
F
q
I
o
,?
avulso
-
.
,........................... s
jÍ0
N.°
915
'SrS
CSr
QUINTA-FEIRA
27
DE MARÇO
DE 1879
O Itsxo.
Eis
um
mal gravíssimo,
e
que
lendo
afíeclado
a
sociedade
moderna,
sinistros
resultados
vae
produzindo
no
seio
dos
povos
e
das
nações.
O
luxo
é
uma
paixão
delirante
do
nosso
século,
é
a
causa
do
maior
numero
de
desgraças
que
todos
os
dias
enlutara
as
famílias.
Nada
ha
tão
prejudicial
á
boa
ordem
domestica
e
á
prosperidade
publica, como
esta
loucura,
chamada
luxo,
que
em
to
das
as
classes
e
camadas
se
ha
desen
volvido
por
uma
maneira
espantosa.
Hoje todos
pretendem
satisfazer
ao
que
se
chama
exigências
da
moda.
O artista
que
passa
toda
a
semana
debruçado sobre
a
meza
da
oíficina,
o
creado
de
servir, o
jornaleiro,
n
’uina
pa
lavra,
todos
sem
distineção
de
classes
nem
de
sexos,
de
idades
ou
condições,
capri
cham,
como que á
porfia
em
saciar
a
fome
a
esse
monstro
insaciável
que
de
vora
as
grandes
como
as
pequenas
fortu
nas,
o capital
abastado
do
rico,
como
o
minguado
salarip
do
-pobre.
E
emquanto
este
sorvedouro
im-.
menso
vae
engolindo
a
propriedade
e
não
poucas
vezes
a honra
das famílias,
as
necessidades
multiplicam-se,
os
costumes
corrompem-se,
a
miséria
publica
augmenta,
e
o
socialismo
aparece.
Diz-se,
e
é
verdade,
que nunca
foi
tão
crescido
o
numero
dos
que
necessi
tam;
mas
não
se
toma
em
conta,
que
o
luxo
é o
que
mais
tem
concorrido
para
que
esse
numero
cresça.
Tem-se
creado
necessidades,
mas
não
se
tem
augmentado
os
meios
de
as
sa
tisfazer.
E
emquanto
para
a
maior
parte
a
despeza sobe,
para
muitos
a
receita,
se não diminuo,
também
não
augmenta.
Ha
por
tanto
um desequilíbrio
grande,
como
resultante,
para
vencer
o
qual
acon
tece fazer-se
o
sacrifício
até
do
que
se
torna
indispensável,
muitas
vezes,
á
pró
pria
conservação
e
existência.
Póde
dizer-se
sem
receio,
que
Portu
gal,
na
grande maioria
de
seus
habitan
tes,
não
recebe
o que
despende.
E
d
’
aqui
provém
uma infinidade
de
privações
que
acabam
quasi
sempre
ou
pela
morte
da
honra,
ou pela
perda
da
existência.
Quantas
vezes
um
chefe
de
familia,
depois
de
haver exhaurido
todos
os
re
cursos
para
satisfazer
os
caprichos
luxuo
sos
dos
que
lhe
são
subjeitos,
vae
pedir
ao crime
remedio
para
as
suas
priva
ções?
Pela
mesma
porta
por
onde
o
luxo
fez sair
os
restos
de uma
fortuna
intei
ra,
vê-se,
não
raras
vezes, entrar
a des-
honra,
o
lucto
e
as
lagrimas.
E
emquanto
o
mundo presenceia,
ás
gargalhadas,
uma ostentação
louca,
a
corrupção
e
a
libertinagem
espreitam
o
moinento
de, pela
miséria,
poderem
as
saltar
a
honra
de
uma
familia
inteira.
Acresce
porém
ainda
um
outro
gran
de
mal,
como
consequência
d
’esta
doen
ça,
que
tanto
tem
affectuado
ás
sociedades
modernas.
E’
certo
que
o
luxo,
ao
mesmo
tempo
que
mais
profunda
a
desigualdade
social,
vae
roubar
aos
necessitados
os
meios
de
subsistência
de
que
carecem,
e
que
pela
caridade
christã
tem
direito
a
esperar dos
ricos.
O
luxo é
sempre
um roubo feito
aos
despresados
de
fortuna;
é
uma
provoca
ção constante áquelles,
que,
açoitados
pelos
rigores
de
uma vida farta
de
pri
vações,
carecem
de
uma
mão amiga
que
lhes
enxugue
as
lagrimas
do
soffrimento.
Que
para
admirar
é
pois,
que
os
ex
cessos
das classes
abastadas,
como
sarcas
mo pungente
lançado
ás
faces
das
clas
ses pobres,
despertem
n
’eslas
a
exaspera
ção,
o odio
e
a
ameaça,
e
façam nascer
o
socialismo,
a
internacional
emfim?
Se
as
nações
hoje
se
sentem
agitadas
por
este
gigante
revolucionário,
que
amea
ça
situações, costumes,
interesses, tudo,
n’
utna
palavra,
é
no
luxo
que
devemos
procurar
uma
das
principaes
raizes
do
can
cro
que
as corroe.
E
o
luxo
é
a
vaidade,
é
o
egoismo,
produzido
por
este enfraquecimento
nos
sentimentos
religiosos,
tão
caracteristico de
nossos
dias.
M.
MARINHO.
Corvespondeticia particular
d»
íCoMinercio «lo Minho»
Paris,
Í7
de
março
O
acontecimento
impprtante
da
quin
zena
é,
sem
contradieW,
”
a'
"dfscffgçjfirTe-
iativa
aos
ministros
de
16
de
maio,
a
qual
teve
logar
na
quinta-feira,
na cama
ra
dos
deputados.
•
De ha
muito que
esta
questão
trazia
apaixonada
a
opinião
publica,
atraindo-lhe
uma
importância
nimiamente
considerá
vel
porque,
qualquer
que
fosse o
seu
re
sultado,
em nada diminuiria
o
mérito
dos
ministros
conservadores.
Seja como
for,
teem
feito
muito
ruido
para
nada,
e
a
accusação
foi
regeitada
por
uma
grande
maioria.
Em
compensação,
votou-se
uma
noia
infamanle,
que
será
afifixada
em
to
das
as
communas
da
França.
Esta
me
dida
iniquia
é censurada por toda
a gen
te:
pelos
radicaes,
pelos
conservadores
e
até
pelos republicanos
moderados
que
a
provocaram.
Não
se
explica
bem
como
estes,
tendo
proclamado
que
o
16
de
maio
não
é
um acto
criminoso,
mudassem
de
parecer
poucos
instantes
depois.
Comquan-
to
elles
digam
que
em política
não
ha
logar
á
applicação
das
regras
da
lógica,
o
paiz
não
comprehende
sirailhante dou
trina,
e
não
vê
n
’
aquella
votação
nem
mais nem menos
que
uma
confissão
d
’
im-
polencia.
E
assim
as
folhas
republicanas
começam a
reclamar
de
novo a
amnistia
plena,
visto
que,
dizem
ellas,
está
agora
provado
que
a
cupabilidade
dos
homens
nao é
razão
sufficiente
para que
elles
se
jam
punidos.
Emquanto
ao
gabinete,
elle
pronun-
ciou-se
energicamente
contra
a
accusação.
Ganhou
esta
victoria sobre
os
seus adver
sários,
mas ella
de
modo
algum
poderá
consolidar
a situação,
que
é
oscillante
e
precaria
de
mais.
O
menor
cheque
deter
minará
a
sua
queda;
o
mais
ligeiro
so
pro
de
tormenta
no
seio
do
parlamento
a
dissipará.
O
snr.
Waddington,
que
representa
um
pouco
mais
que
os
seus
collegas
a
opinião
conservadora no
gabinete,
está
particularmente
ameaçado de
cair.
Falla-
se
mesmo
d
’uma forte
discussão
havida
entre
elle
e
o
general
Gresley,
ministro
da
guerra,
na
presença do presidente
da
Re
publica.
Parece
que
será
inevitável
a
saída
d
’
um
d
’
esles
dois
ministros, pois
taes
palavras
trocaram
que tornam
impossível
a
permanência
d
’ambos no conselho
do
governo.
Como
vedes,
os
acontecimentos
pre
cipitam-se
com
grande
celeridade,
com
celeridade
maior
ainda
do que
nos
dei
xariam
temer
as
licções da
historia.
E
a
urna
situação política d
’
uma
gravidade
excepcional
veem
juntar-se
dia
a
dia
ou
tras
complicações
não
menos
serias.
Sof-
fre a
industria;
lamenta-se
a
agricultura,
o
mal
estar
é
geral
e
a
miséria
toma
for
midáveis
proporções.
A
França
espera
d
’
aquelles que
a go
vernam
um
allivio a
seus
males,
mas
eu
creio
que
ella
esperará
por
longo
tempo,
e
em vão!
E
por agora, véde
a
policia
de
Paris
nas mãos
d
’aquel!es
que
ella
até
aqui
teve
de comprimir ou
de
vigiar.
Ao
pre
feito
da
policia,
o
snr.
Andrieux. amigo
d
’
um
grande
numero
de
chefes da
Com-
muna,
está
adjuncto,
como
chefe
de
ga
binete,
o
cidadão
Caubet,
vice-presidente
do
conselho
municipal,
radical
e
franc-
maçon
de
quatro costados.
Ao
tomar
posse
das
suas
funeções,
o
novo
chefe
da
policia,
dirigiu
as
seu
pessoal
uma al-
lacução
com
energicas
pretensões,
na
qual
se
recommenda sobretudo
a
Republica.
A
nomeação
d’
este
funcionário
de
modo
nenhum
tem
melhorado
até
hoje
a
situa
ção da
capital, onde
são
incessantes
os
crimes
e
os altaques
nocturnos.
Na
pro
víncia
também a
policia local
se
acha
desorganisada ou
paralisada
pelas
aucto-
ridades1
radicaes,
do
que
muito
se tem
alli
resentido
a
ordem
publica
Tem
ap-
parecido
em
certas
povoações
numerosos
bandos
de mendigos
que
pedem
esmola
d
’um
modo
ameaçador,
—
preludio
de fa
ctos
mais
graves
que não tardarão
a
pro
duzir-se.
Teem
continuado
as destituições, e
n
’esle
negocio
as
coisas
vão
tocando
os
últimos
limites.
O snr.
Julio
Ferry,
mi
nistro
da
instrucção
publica,
principalmen
te,
está
disposto
a
levar
a
cabo
as
suas
concessões
aos
livres-pensadores,
e
aos
jacobinos
inimigos
da
Egreja.
Acaba
de
apresentar
á
camara o
seu
projecto
de
lei
concernente
ao
ensino
superior,
isto
é
a
proscripção
dos
professores
congreganis-
tas.
Eis
as
tres
disposições
principaes
d
’es-
te
projecto:
l.°
Defeza
ás faculdades
livres
a
collação dos
graus.
2.°
Defezo
ás
mes
mas
o direito
de
se
dominarem
Univer
sidades,
devendo
denominar-se
Escolas
li
vres.
3.°
Prohibição
do
ensino
superior,
sob
quaesquer
denominações,
n’
uma
cor-
peração
religiosa
não
auctorisada.
E’
isto
simplesmente
a
expulsão
indirecta de
lo
dos
os
professores que
pertencem
ás
nu
merosas
ordens
que
não
estão
auclorisa-
das,
principalmente
os
jesuítas.
Felizmente
é
bem
calva
a bypocrisia
d’
este
projecto.
De
resto,
não
será
muito
facil a
ac-
climatação
da
instrucção
obrigatória
entre
nós,
sobretudo
quando
se
começa
por
tornal-a
laical,
isto
é
—
alheia. Trabalha-se
activaraenle
para isso,
mórmenle
em
Paris,
onde,
á
medida que
são
substituídas
as
Irmãs
e
dos
Irmãos,
leem
arrebatado
também
todos os
crucifixos
e imagens
religiosas.
Não
obstante
os
esforços
dos
orgãos
radicaes,
as
escolas
estão
quasi
desertas.
Cita-se
uma
em
que,
de
300
alumnos
que
tinham
as
Irmãs,
apenas
40
continuam
hoje com
a
professora
muni
cipal
leiga.
Deu-se
estes
dias
na
camara
um
du
plo
fenomeno.
Pela
primeira
vez
a
nova
maioria
invalidou
nm
deputado
republica
no,
validando um
deputado
reaccionario.
Foi
este
o
snr.
de
Fourtou;
é
verdade
que
elle
havia tido
uma
maioria
enorme,
e que
se
contava expulsal o
da
camara
mais
tarde,
na
qualidade
de
antigo
mi
nistro
do
16
de
maio. Este
intuito gorou,
como o
sabeis.
Ao
mesmo
tempo
um
deputado
da
esquerda
viu
a
sua
eleição
regeitada,
contra
todos os
precedentes
da
camara
actual.
Ha
alguns
dias,
muitos
realistas
fizeram
uma
peregrinação
a
Goritz. Os
jornaes
ami
gos do
snr.
Conde
de
Chambord,
teem
feito
interessantes
narrações
d
’
esta
visita.
D
ellas
se
vê
que
o
Chefe
da casa de
Bourbon
não
perde a
coragem,
mau
gra
do a
crise
que
actualmente
atravessa
a
França.
«'Henrique
V,
dsse-nos
um
dos
chefes
do
partido
realista,
acalenta
mais
do
que
as
melhores
esperanças,
tem
a
convicção,
a certeza
de
que
a
França
será
salva,
e
que
elle
será,
nas
mãos de
Deus,
o
instrumento
d
’esla
salvação».
CHROMCA ESTRANGEIRA
Por
falta
de
tempo
para
a composição
da
nossa
folha,
em
virtude
do
dia
san-
ctificado
d
’
ante-hontem,
e
ainda
por
falta
dassumpto
d
’
mteresse,
temos
de
resumir
tanto
quanto
possivel
esta
secção.
Effectiva
mente
as
noticias
do estran
geiro são
de pouca
ou
nenhuma
impor
tância.
Como
já os
leitores sabem,
a
grande
batalha
que
se
esperava
nas
camaras
fran-
cezas por
motivo da
accusação
do
minis
tério
de
16
de
maio,
terminou
pelo
voto
infamanle
infligido
áquelle
gabinete.
Os
membros
d’
este
accudiram
publicando
um
protesto,
no
qual
se
limitam
a
contestar
a
competência da
camara
na
decisão
res-
pectiva.
Idêntico
protesto
fizeram
os
mem
bros
do
ministério
de
23
de
novembro,
igualmente
comprehendido
n
’
aquella
vo
tação.
A
maior
parte
dos
antigos
colle-
gas d
’
estes
gabinetes,
e que occupavam
aclualmente
funeções
publicas,
acabam
de
dar
a
sua
demissão.
Não
obstante essa
victoria
para
Wad-
dinglon,
teem
corrido
n’
esles
últimos
dias
insistentes
boatos
de
crise
ministerial
Co
mo
temos
dicto,
não nos
surprehenderá
que
assim
seja,
conhecendo,
como
conhe
cemos,
que
a
alma
mater
da
republicam-
ce
é
a
mais
espantosa anarchia.
Além
d
’
isso
é
indubitável
que augmenta
a
des-
harmonia
entre o
chefe
do
gabinete
e
o
ministro
da
guerra,
consoante
o
refere
o
nosso
correspondente
parisiense,
e o
asseveram
alguns
jornaes francezes,
que
não
recebem
o
santo
e
a
senha
dos
de
magogos
agaloados.
O
ministro
da instrucção
publica,
Jú
lio
Ferry, já
apresentou
o
seu
projecto
de
lei
que
supprirne
a
liberdade
d
’
ensi-
no,
restabelece o
monopolio
despotico
do
Estado,
elimina
Deus
das
escolas,
e
proscreve
os religiosos.
O
clericalis-
mol-
eis
o
inimigo.
Tal é o grito de
guerra
que
elle
repete,
elle
o
ministro
que
não
quer
o
casamento
religioso,
elle
que
é
apenas
um
humilissimo
servo
da
franc-maçonaria.
Tal é
o
liberalismo maçonico,
tal
é a
liberdade que
a
republica
está
propor
cionando
á Erança.
Liberdade!
mas
sómente
a
liberdade
para
o
atbeismo
e
para
os
atheus.
Eis
como
o
ministério
trabalha
para
o
bem-estar
do
povo,
para
a
moralisação
das
multidões.
Lá
como
cá,
e
como em
tola
a
parte
onde
domina
o
maldito liberalismo.
—A
Bélgica
sustenta
contra
o
maço-
nismo
e
em
pró
da
religião
uma
lucta
cuja
importância
cresce
de
dia
para
dia,
e
a
coragem
que
mostram
os
catholicos
(Tes
te
paiz,
é
para
nós
motivo
de
jubilo
e
in
citamento;
a
Rússia
anda
attonita
com
os
progressos
que
estão
fazendo o
nibilismo
e
o
socialismo;
a
Inglaterra
permanece
no
mesmo
pé
em
face
dos
afghans
e
dos
Com
os
deposilos
pódem
os bancos
trazer
em
movimento
maior
numerário
que
o
seu
capital,
auxiliando
com
elle
o
commercio
em
varias
transacções;
é
pre
ciso
porém
que as
gerências lenham
a
max'ma
perspicacia para
se
não
verem
embaraçadas
em
um
momento
dado;
e,
se
o
nosso
parecer
fosse
seguido,
nun
ca
nenhum
banco acceitaria
depositos á
ordem,
que
são
esses
os
que
mais emba
raço
pódem
causar
em
uma
crise.
Ou
tro
tanto não
acontece
cota-
os depositos
a
praso,
cujos
encargos se sabe
o dia
e
a
hora
em
que
hão de
salisfazer-se.
Já
que
falíamos
do
Banco
de
Porlugal,
não
deixaremos
de
louvar
o
modo
porque
no seu
ultimo
relatorio
elogiou
a
firma
Leilão
&
Filhos,
seus agentes
que
fo
ram
na
ilha
da
Madeira,
que,
obrigados
por
grandes
prejuisos
em
consequência
de
uma
quebra
soffrida
em
Liverpool
e
de
outra
que
a
casa
Leitão
soffrêra
erp
1866,
o chefe
d
’
esla
casa se
viu
obriga
do
a
fazer
concordata
com
seus credores
em
1878, entregando
lhes
tudo
que
pos
suía,
reservando
só
para
si
a probidade
e
a honra,
companheiras
inseparáveis
do
homem
de
bem.
Infelizmente
em
Portugal
e
nas nossas
ilhas
não
ha
um verdadeiro
patriotismo
commercial
que
levante
o
homem
que
uma
vez
caiu,
vergado ao
pezo
do
infor
túnio. Esse
patrioiismo
dá-se
muito
na
America,
quando
se
reconhece
a
honra
dez
e
probidade
do
negociante
fallido.
A
Madeira,
segundo
dizem
os
jornaes
d
’alli,
lucta
aclualmente
com
uma
crise
agrícola.
O
commercio
dos
vinhos
está
paralisado, havendo
grandes
depositos
e
pouca saida
para
o
estrangeiro.
Em
Inglaterra
não
tem
melhorado
o
commercio
das
lãs,
achando-se
frouxo
o
mercado
d’
eslas
em
Liverpool
e
outros
pontos.
Se
a
nossa
industria
não
está
anima
da
como
desejávamos,
conientemo-nos
com
o
que
lá
vae
por
(óra,—
notando-se
agora
comtudo
haver
mais
animação
que
no mez
passado.
Não
cessaremos
de
pedir
aos
poderes
públicos
—protecção
á
industria
—
;
já
o
fize
mos
a
semana
passada, mostrando que
haveria
grande
vantagem
para
a industria
nacional,
impedindo
que
os
productos
es
trangeiros
venham
competir
com
os nos
sos.
Em
abono
do
que
dissemos,
damos
conhecimento
aos
leitores
dos
seguintes
trechos
de
um
bem
elaborado
artigo
que,
sob
a epigraphe
—Industrias,
devido
á
pen-
na
do
snr.
A. de
La
Rocque,
publica
o
«Commercio
Portuguez»
de
20
de
março:
«E
’
certo
que
hoje
toda
a
velha
Eu
ropa
se
ressente
de
um
mal-estar
geral
de que
partilham
as
nossas industrias;
mas
estas
soffrem
além
d
’esses
limites
e
por
motivos
que
poderiam
deixar
de
exis
tir
se
os
interesses
da
classe
industrial
fossem mais
atlendidos.
Por
exemplo,
qual
é
a
necessidade
de
admitlir
a
importação
de
farinhas
pe
neiradas
da
America
e
a
variedade
de
bo-
lachinha
ingleza
de
que
todas
as
cidades
e
villas
do paiz estão
cheias,
em
prejui-
so
da
nossa
moagem
e
panificação?
Para
que
se
ha
de
admitlir
a
impor
tação
do
panno
de
algodão crfi
e
outros
grossos,
quando
temos
tanta necessidade
de
dar
uma
applicação
mil
ao
excesso
do
fio
que
produzem
as
nossas fabri
cas?
E
as
fazendas
de
lã
penteada estão
a
par
em
direitos
com a
fazenda
de
lã
car
dada,
quando
é
publico
e
nolorio
que
os
fabricantes
francezes
reunidos
em congres
so
deliberaram
que,
visto
os grandes
pro
gressos
na
península,
na
fabricação
de
lã cardada,
se
adoptasse como
moda
a
fazenda
da laine
peignée
para assim
con
tinuarem
e
se
utilisarem
d
’este
mercado
peninsular?
Para
que
ha
de o Estado montar
de
sua
conta
officinas
para
a
conslrucção
de
material
de
caminhos de
ferro,
cujo
exemplo
tem
sido
tão
criticado
em
to
dos
os paizes,
demonstrando-se
quanto
é
prejudicial
á
industrias
que
tem
a
seu
cargo proteger?
A
Rússia
offerece
um
prémio
de
2
000
lhalers
por
èqda
locomotora
feita
no
paiz
e
prohibiu
a
sua importação
do
estran
geiro.
As
grandes
industrias
procuram
cen
tros
de
popolação
rural,
umas
para
co
lherem
o beneficio da
economia
de
sala-
rios,
e
outras
para
se
utilisarem
da
for
ça
motora
hydraulica.
Entre
nós
por
emquanto
nem
uma
i
nem
outra
cousa
tem
o
merecimento
quel
devia,
por
falta
de
coramuaicação
suffi-i
cientemente
económicas.
zulus,
e
procura
evitar uma
guerra
com
a
Birmania.
Vem
aproposito
darmos
aqui
as
seguin
tes
linhas
que,
sobre
os
costumes
dos
zulus
e
sobre
o
paiz
que
occupam,
traduzimos
d
’
um
periodico
estrangeiro;
«O
cafre
Cetywayo não
é
um
polirão
com
Sheere
Alt,
senão
um
guerreiro
selvagem,
se
assim o querem, mas
guerreiro,
so
berano
d
’um
povo
guerreiro,
educado,
como
diz
o
«Times»,
á
espartana,
e
de
costumes
severos.
E’
.certo
que
Cetywayo
tem
dado
muito
que sentir
aos
inglezes,
os
quaes se
preparam
para
tomar
a
des
forra
da derrota soffrida
semanas
■
atraz,
enviando
ao
menos
trinta
mil
homens
con
tra
os
oitenta
mil
perfeitamente
armados
de
que
dispõe
Cetywayo,
maiormente
agora
que
se
levantaram
lambem
òí
íúltís
re
sidentes
no
Transwaal,
aos
quaes
se
hão
unido
os
boeris, isto é,
os
colonos
diri
gem
europaia
domiciliados
n
’
aquelle
terri
tório,
que
recentemente
passou
á
domi
nação brilanica,
mal
soffrida.
Eslende-se
o
paiz
dos
zulus
na
própria
Cafraria,
desde
a
colonia
ingl.eza de
Na
tal,
até
á
capitaneria
portugueza
de
Moçambique,
confinando
com os
Estados
livres
dos
boeris
hollandezes,
que
formam
no
interior
duas
republicas,
do
rio
Orange
e
do
Transwaal.
Os
cafres
zulus
são
uma
raça
bem
conformada,
bellicosa
e bastante
intelligente,
de
cor
pardo-escura;
dedi
cam-se
á
pastoria.
A
lingua
é
doce
e
fi
gurada,
variando nas diversas
tribus:
as
mulheres
usam
um
idioma
particular.
Vestem
largas
capas
e
cobrem-se
com
ornamentos.
O
nome
dos
cafres vem-lhes
do
arabe
kafir
(incrédulo),
pelo
que
me
lhor
deveriam
chamar-se
cáferos
ou
cá
tiros.
Emquanto
a
religião,
os
zulus
leem
imperfeitas
e
obscuras
ideias
do
Ser
Su
premo:
veneram
as
sombras
dos
seus
an
tepassados
e
creem
nos
espíritos. Vivem
patriarchalmente
em
numerosas
aldeias
chamadas
kraaP,
as
mulheres
dedicam
se
á
agricultura
e
os
homens
á
guerra,
isto
é,
a
defenderem
aquillo
que
mais
estimam
—
os bois.
Os
cafres
propriamente
dictos
subdi
videm-se
nas
quatro
tribus
dos Amakosa,
Amatemba,
Amaponda
e
Amazulah.
Em
184-7
os
ingiezes,
depois d
’uma
lucta
san
grenta,
subgeitaram
uma parte
do
terri
tório
dos
Amakosa,
que
posieriormente
subdividiram
em
seis
condados,
cujo
cen
tro
é King-
Williams
Town,
sobre o rio
Búfalo;
formam
parte
da
colonia
de
Cape-
Towfi.
Teem
occupado
também
a
bahia
de
Santa
Luzia
no paiz dos
zulos,
ao
norte
de
Natal».
—
O
«Daily
Telegraph»
insere
um
te-
legramma
de
Constantinopla,
assegurando
que
o
conde
de
Zichy,
embaixador
da
Áustria,
e
Caratheodorz,
chegaram
a
um
accordo,
em
virtude
do
qual a Áustria
e
a
Turquia
não
conservarão
mais
que
12:000
homens
no
território
de
Novi-Bazar,
esta
belecendo-se
n’esia
praça
o
quartel gene
ral
ottomano,
e
em
Metrovitza
o
auslriaco.
—
A
«Germania»
de
17
do mez
ulti
mo
annuncia uma
mercê
do imperador
Guilherme,
que encheu
de
jubilo
os
fieis
das
províncias
do
Rheno
e
de
Weslfalía.
Muitas
Senhoras
tinham
apresentado
uma
petição
em
favor dos
mosteiros
de
Ahrwei
ler
e
de
Nonneuwerth,
condemnados
por
Falk.
O
imperador
acolheu
benignamente
o
pedido,
e
dispoz
qne
ambos
estes
esta
belecimentos
calholicos,
como
prémio
da
excellente
educação
que dão ás
educan-
das,
sejam
conservados
indefinidamente.
Cremos
que
é
esla
a
primeira
graça
d
’
esle
genero
por
elle
outhorgada.
SECÇÃO COMMEftCIAL
Finalmente
o
Banco
de
Portugal
acaba
de
baixar a
laxa
do
desconto
de
7
a
6
0/0.
Era
de
esperar.
Quando
em
Londres
e
Pariz
o
desconto
estava
na
primeira
praça
a
3
e
na
segunda
mais
barato
ain
da,
tendo melhorado
ura
pouco
as
nos
sas
condições
commerciaes,
era
de
espe
rar
que
o
primeiro
estabelecimento
do
paiz
desse
tão
acertado
passo,
que
tem
po
é
de
que
os
estabelecimentos
bancá
rios
se
deixem
d’
esse
retraimento,
que
tan
to
affecta
o
commercio,
e
entrem
no
ca
minho
da verdadeira
economia.
O
itra
acertada
deliberação
tomou
o
Banco
de
Portugal,
que
vem a
ser, ac-
ceifar
deposilos
a
praso
fixo,
abonando
ju
ro
de
2
1/2
p c.
ao
anno.
E
’
uma
acer
tada
medida,
e
estamos
cerlos
que
áquel-
it.
estabelecimento
hão
de concorrer
mui
tos
deposilos,
pelo
seu
grande
credito.
Na
verdade,
já existem
muitas
estra
das
cruzando
o
paiz,
graças
á
boa inicia
tiva
dos governos; mas
caminhos
vicinaes,
em
parte,
a
cargo
dos
municípios,
só
os
haverá
feitos
pela iniciativa particular
da
industria
ou
de
algum
camarista.
O
município
que
deve
proteger
a
in
dustria
local
não só
se
nega
ao
reparo
d’
esses
caminhos,
mas
também
lhe
im
pede
o
transito.
Temos
muito
proximo
o exemplo
do
município
do
Porto,
obrigando
a
um
im
posto
contra
a lei
do
Estado
de 120 reis
r
por
cada
vez
que
um
carro
transponha
as
barreiras
da cidade.
Este
imposto equivale
a
25
e
50
p.
c.
do
ganho
do carreteiro, a
cargo da
industria
que
occupa.»
Os djfferenles
papeis
de credito
abai
xo
menéionados
regularam
os
seguintes
preços
na
praça
de
Lisboa
na
semana pas
sado:
Inscripçôes,
50,10.
Coupons,
50,5.
Fundos
hespanhoes;
43,45.
Obrigações
do
Caminho
de ferro
do
Minbo,
880200.
—
Acções:
Companhia
das
Agoas,
820800.
Prediaes,
920300.
Companhia
Bonança,
540500.
Companhia
Gaz
de
Coimbra.
70500.
Banco
de
Lisboa e
Açores,
850000.
Banco
de
Portugal,
5400000.
Nova
Companhia
Utilidade
Publica,
reis
750000.
GiZITILHÀ
Chronien religiosa. —
A
’manhã,
28:
Expõe-se
o
Sagrado Lausperenne
em
S.
João
do
Souto.
Procissão
de Ladainhas na
Sé.
Froeissão de
Passos.—
Se 0 tem
po
o
permillir,
deve
sair
no proximo
do
mingo,
da egreja
do
Collegio,
a
procissão
de
Passos,
a
mais
imponente
das
que
se
fazem nesta
província.
E
’
de
crer
que
n
’
esse
dia
haja
com
boios
a
preços
reduzidos,
como nos annos
anteriores.
Já
se
trabalha
na
decoração
d’
algnns
Passos,
que
costumam
apparecer
armados
explendidamenle.
Creanf» nhtindonadu.
—
N
um por
tai
d
’
uma
casa
do
campo
de
D.
Luiz,
foi
encontrada
abandonada uma
creança
re-
cem-nascida
do sexo masculino
Continua
a
crescer
a
moralidade!
Irinisndade dn Mizericordia. —
Ultimamenie
foram
admittidos
para
esta
irmandade
uns
70
irmãos.
Doença.—
Tem
passado bastante
in-
commodado,
na sua
casa
da
Quinta
dos
Apostolos,
o
snr.
Luiz do
Valle,
dislin-
cio
cavalheiro
d
’esla
cidade.
Desejamos-
lhe
rapidas
melhoras.
Roubo.—
Os
larapios penetraram
n’
u-
ma
casa
do
largo da
Senhora
Branca,
e
conseguiram
roubar
quantia
não
inferior
a
3000000
rs.
Ainda
não
poderam
ser descobertos
pela
policia
os
auctores
d
’este
roubo.
Refraetnrios.—
Como
refractarios
do
exercito,
foram
entregues
ao
snr.
admi
nistrador
do
concelho,
Manoel
Soares
e
Manoel de
Sousa
e
Silva.
Desgraça.—
D
’
um prédio
eai
recon-
strucção
na
rua
dos
Sapateiros,
cairam
hontem
de tarde
dois
oíTiciaes
de
caiador,
os
quaes
ficaram
em
miserável
es
tado.
Foram
recolhidos
ao hospital de
S.
Marcos.
Ristoria Universal <le César
Cantn.—
Chamamos
a
alienção
do
leitor
para
o
annuncio
respeitante
a esla
obra
monu
mental.
O
seu
traductor
e
ampliador
me
rece-nos
excedente
conceito.
Pelo que
diz respeito
á
parte
material,
podemos
affiançar
que
é
verdadeiramente
magnifica.
Quem quizer possuir esta
obra
impor
tantíssima,
dirija-se
ao
seu
illustre
editor,
o snr.
Francisco
Arthur
da
Silva,
Lisboa,
ou
ao
snr.
Chardron.
O
annuncio
fornece
lodos
os esclare
cimentos.
Atravez
«8»
provineàa.—
No
pro
ximo
dominho
realisa-se
etn
Ponte do
Lima
a
solemnidade
religiosa
do
anniver-
sario
das
Almas,
Préga
o
revd.
0
padre
Luiz
Gonçalves
Pereira.
—Falleceu
etn Barcelios o
rev.°
padre
Antonio
Rodrigues
Cardoso
Pinto.
—
Communicam
a
uma
folha de
Vian
na
que
na
estação
de Villa Mea,
linha
do
Douro,
foram
despachadas,
com
destino
áquel.la
cidade
18
pipas
de vinho
feito
a
marlello,
n
’
uma
propriedade
das
proximi"
dades
de
Amarante.
—
No domingo
passado teve logar a
procissão
de
Passos,
na
freguezia
de
Ma-
nhente,
concelho
de
Barcelios.
—
Em
S.
Gregorio
e Melgaço
lem
si
do,
como
nunca, extraordinária
a
abun-
dancia
de
salmões.
—
Nos
últimos
dias
tem
sido
amiuda
das
as exposições
de
creanças
na
villa
de
Barcelios.
E
’
incrível!
—Na
ultima
sessão
da junta
de
re
visão
do
districlo
de
Vianna
foram
in-
speccionados
16
mancebos,
sendo
8
apu
rados.
—Proseguem
com
aclividade
os
traba
lhos
da
estrada
municipal
de
Barcelios á
Ponte
d’
Anhel,
cuja
conclusão
trará
com-
sigo
immensas
vaniagens
para
as
fregue-
zias
que
atravessa,
e
para as
limitroples
destas.
—
Dentro em
pouco
vae
proceder-se
aos
necessários
estudos
para
a
construc-
ção
d
’
uma estrada
districtal
de
Villa
Verde
a
Vianna.
—Os
larapios
roubaram d
’uma
com-
moda
do
revd.
0
abbade
de
S.
Pedro
de
Esqueiros, concelho
de Villa
Verde,
a
quantia
de
40000
reis.
—
Foi decretada a expropriação
de vá
rios
terrenos
entre
Gandarella
e
Mondim
de
Basto,
para
a
conslrucção
do lanço
da
estrada de Guimarães
a
Villa
Real.
—
Foi
nomeado
commandante
dos
bom
beiros
municipaes
de
Guimarães
o
snr.
Gualter
Martins da
Costa.
—Diz-se
que
para
o
logar
d’
escrivão
de
direito
da comarca de
Vianna, vago
pelo
fallecimento
do
snr.
Rocha
Páris,
será
transferido
o
snr.
Antonio
José
Al
ves,
tabellião
de
notas
em
Santarém.
Egrejtis
a
eoneurso.—
Foi
manda
do
abrir
concurso
para
provimento
das
egrejas
seguintes:
Adoufe
(Santa
Maria),
concelho de
Villa
Real, diocese
de
Braga.
Aldeia
Nova
do Cabo
(Santa
Cruz),
concelho
do
Fundão,
diocese
da Guarda.
Arcossó
(S.
Thomé),
concelho
de
Cha
ves,
diocese
de
Braga.
Bobadella
(Nossa
Senhora
da
Graça),
concelho
de
Oliveira
do
Hospital,
diocese
de
Coimbra.
Carregueiros
(S.
Miguel),
concelho
de
Thomar,
diocese
de Lisboa.
Chorense
(Santa
Marinha),
concelho de
Terras
de
Bouro,
diocese
de
Braga.
Faro
(S.
Pedro),
concelho
de Faro,
diocese
do Algarve.
Freineda
(Nossa
Senhora
da
Conceição),
concelho
de
Almeida, diocese
de
Piohel.
Manique
do
Intendente
(S.
Pedro
de
Arrifana),
concelho
de
Azambuja, diocese
de Lisboa.
Morlagua
(Nossa
Senhora
da
Assum
pção),
concelho
de
Morlagua,
diocese
de
Coimbra.
Moure (Salvador),
concelho
de Fel-
gueiras,
diocese
de
Braga.
Nogueira (S. Ilomão),
concelho
de
Pon
te
da
Barca,
diocese
de
Braga.
Ponte
do
Lima
(Santa
Maria
dos
An
jos),
concelho
de
Ponte
do
Lima,
diocese
de
Braga.
S.
João
do
Monte
(S.
João
Baptista),
con
celho
de
Tondella,
diocese
de
Vizeu.
S.
Silvestre
(S.
Silvestre),
concelho
de
Coimbra,
diocese
de Coimbra.
Villa
Nova
de
Reguengos
(Santo
An
tonio),
concelho
de
Reguengos,
diocese
de
Évora.
Villela (S.
Miguel),
concelho
da
Povoa
de Lanhoso,
diocese
de
Braga.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia dramatica portu
gueza
domingo
30
de
março.
RECITA
EXTRAORDINÁRIA
O
drama
em
5
actos
e
8
quadros
A EIAUSÍIA
BZA.BEU,
Principia
ás
8
hor.as.
ItECLA.UOS
SAÚOE
A
TOSOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da delicio
sa
farinha
de
saúde,
FUBVALESC1ÈRE
DU BARRY de
Londres.
3® nnsios
d’invariavel
8ue«»SM«>
1
Combatendo
as
indegestões
(dispepsias)
gastrica,
gastralgia
,
flegma
,
arroios,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vó
mitos,
irritação intestinal,
bexigas,
diarrea,
disenteria,
collicas,
tosse,
asthma, falta de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as des
ordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchites,
da bexiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos, da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000
curas
entre
as quaes con
tam-se
a
do duque
de
Pluskow das
ex.
mas
snr.
as
marqueza
de
Biéhan,
duqueza de
Casllestuart,
dos exm.
fcS
snrs.
Lord
Sluart
de
Oecies,
par
d’
lnglaterra
o
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
N.®
49.812:
M.me Marie
Jurie
Joly,
de
cincoema
annos
de
constipação,
indiges
tão,
nervoso,
insomnias,
asthma,
tosse,
flatos,
espasmos
e
nauseas.
—
N.° 46:270:
M.
Roberts, d’
uma constipação
pulmonar,
eom
tosse,
vomitos,
constipação
e
surdez
de
23
annos.
—
N.°
46:210:
0
doutor
em
medicina Martin,
d
’
uma
gastralgia
e
irrita
ção
de
estomago,
que
faziam
vomitar
15
a
18
vezes
por
dia,
durante
oito
annos.
—
N.®
46.218:
o
coronel
Walson,
de
got-
ta,
nevralgia
e constipação obstinada.
—
N.®
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland,
d’
uma
hydropisia
e constipação.
— N.®
49:522:
M.
Baldwin,
completa pro
tação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sern
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo.
500
;
de
1
/,
kilo
800
rs
;
de una
kilo, l$40d
reis;
de
2
iji
kilos,
3,$200
reis;
de
6
ki
los,
6-3400;
e
de 12
kilos,
123000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer hora, vendem-se
em
caixas
a
800
e 13400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Hevaleacière
eSaoanlsatada ;
ella
res-
titue o ãppettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em pó e
em paus,
era
caixas
de folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas, 800
reis;
de 48
chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
33200
reis,
ou
25 reis
cad?
chavena.
DU
MARRA
C.a MHSTE». -
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regenl-
Streei,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
:
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
IAsfe®a,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea, 12
—
Par
ta,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irinão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E ML
NHO.
—
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
J8«r®«lío8,
Antonio
João
de'
Sousa Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Bragjft,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua dos
Chãos
31
—
Pipa
à
Irmão,
ru
i
do
Souto.
—
Vianna do Cata-
te£So.
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—(taimarãos,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Miranda, pharra.
—
Porío,
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha;
E. J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs., Pra-
Ça
de
D.
Pedro,
105
a
*08; Antonio J.
Salgado,
Pha>macia Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—
Pont®
IA-
Sa
«
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm,
“
-Pwvot» úo Varsism, P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
<So
^ancisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
VAIS»
Coade,
A.
L.
Maia
Torr.s,
pharm.
AGwmrarros
O padre
João Thomaz
Pereira
Conde,
sacristão-mór
da
Sé
Primaz
de
Braga,
agradece
em
extremo
penhorado as
pro
vas
de subida
consideração
que
recebeu
d
’
uin
numero
infinito
de
pessoas,
durante
o
doloroso incommodo
porque
utlimamen
te
passou.
A
todos
os
illm.°*
e
exm.®
’
snrs.
tanto
d
’esta
cidade
como
de
dilTe-
rentes
pontos
do
arcebispado,
ao
exm.°
coronel
d’
infanteria
8,
aos
briosos
milita
res
e
mais
famílias
que
por
elle
se
inte
ressaram,
significa
por
este meio,
por
o
não
poder
fazer
pessoalmente,
o seu
tão
eterno
como
grato
reconhecimento.
Finezas
se
recebem ás
vezes na
vida,
que
esquecel-as
é
um
impossível. E’ esta
a
obrigação
em que
fica
collocado
o
an-
nunciante,
manifestando
o
seu
reconhe
cimento
com o desejo
que
linha
de cor-
dealmente
abraçar
a
todas
as- pessoas
que
o
obsequiaram.
(2332)
Os abaixo
assignados, summamenle
pe
nhorados para
com
todas
as
pessoas que
se
dignaram
cumprimental-os
pela
occasião
do
failecimenlo
de seu
prezado filho, so
brinho,
irmão e
cunhado
José
Joaquim
Calheiros
de
Miranda,
e bem
assim
para
com
aquellas
que
o
acompanharam
á
sua
ultima
morada, veem,
por
este
meio,
agra-
decer-lhes
e
a
todas
significar
o
seu
sin
cero
reconhecimento.
Anna
Raymunda
Calheiros
de
Miranda
Maria
Clementina
de Souza Calheiros
Emilia
Adelaide
Calheiros
de
Miranda
Adelaide
Anatilde
de
Miranda
Basto
Gaspar
Rasto
João
Maria
Calheiros
de Miranda.
(2327)
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga
(au-
zente),
Rosa das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(auzente),
Ma
noel
Simões Braga,
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e João
Trindade
de Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da fallecida
Anlonia Ma
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal
mente, agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da
sua
casa
á
egreja,
e
cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
lodos
os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames, confessam o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de
1879.
(2316;
ANNUNCIOS
/los
contribuintes
No
interesse
d
’
estes
lembrar-lhes-hemos
que
o
prazo
para
a
cobrança
volunlaria
das
contribuições
industrial,
de
renda
de
cazas
e
snmpluaria
addicional,
termina
no
dia
12
do
proximo
abril.
O
recebedor
(2331)
Anlonio
Vieira
d
’Araújo.
ALVIÇARAS
Quem
achasse
uma
cruz de
oiro,
fará
o
favor
de
a
entregar
na
rua
de
S.
Vi
cente, n.°
66,
e
receberá alviçaras.
(2333)
ARREM
A'FAÇÃO
VMUVTAHIA
Na
segunda-feira 14
do proximo
futu
ro
mez
de
abril,
leem
de
ser
arremata
dos,
na
residência
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
diversos
objectos
que
ficaram
por
fallecimento
do
revd.
0
reitor
da dita
fre
guezia.
A
arrematação
consta
de
muitos
mo
veis,
entre
os
quaes
uma
lagarela de
pau,
—-o
que
tudo
será
entregue
a
quem maior
lanço
oflerecer
cumbindo.
(2334)
ERETOS
E>E
3®
ESÍAS
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
de
Ribeiro,
correm
seus
devidos
e
legaes
termos
nos
autos
de
justificação
e
habilitação,
de
que Lonrenço
José
Alves,
exposto,
e
mulher
Ursula
da
Silva,
do
logar
de Real, freguezia
de
S.
Jeronymo
de
Real,
d
’
esta
comarca, pre
tendem
habililar-se
com
>
únicos
e
tiniver-
saes
herdeiros
de
seu filho
Francisco
José
Gomes,
fallecido no
estado
de
solteiro,
na
cidade
do
Rio de
Janeiro,
Império
do
Brazií,
onde
residia
ha
annos;
e
por
isso
correm
éditos
de
30
dias,
citando,
cha
mando
todas
as
pessoas
incertas
e
resi
dentes
fóra
da
comarca,
que
pretenderem
oppor-se
á
dita
habilitação,
para
compa
recerem
na
segunda audiência
d’
este
jui
zo,
findo que seja
o
dito
prazo
d
’estes
éditos,
que
começará
a
correr
desde
a
publicação
do
ultimo
annuncio
da
folha
oflicial,
afim
de virem
acousar
a
citação,
inslaliar
a
acção
e
marcar-se-lhes
o
prazo
de tres
audiências
para
contestarem,
que
rendo,
qualquer
direito
que
lhes
assista,
sob
pena de
revelia
e
lançamento,
e
de-
se
seguirem
todos
os
mais lermos até
final;
declarando
que
as
audiências
n
’
este
juizo
se
fazem todas
as
segundas
e
quar
tas-feiras
de
cada
semana,
não
sendo
dia
sanctificado
ou
feriado,
porque
sendo-o,
se
farão
no
dia
immediato
não
sancliíi-
cado
ou
feriado,
no
tribunal
Judicial
silo
no largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esla
mes
ma
cidade.
Braga
3
de
março
de 1879.
O escrivão
João
Márcos
de
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(2329)
Adriano
C.
de
Sampaio.
FKIRA SJE REMONTA EH PENA-
EEEE
A
camara
municipal
da
cidade
e con
celho
de
Penafiel
manda
annunciar:
Que
nos
dias 20 e 25
d
’
abril
proxi
mo
haverá
n
’esta
cidade
um
mercado
es
pecial
de
cavallos
para
remonta
do
exer
cito,
de
preferencia
para
os
regimentos
de
cavallaria
6
e 7,
em
maior numero
para ofliciaes.
Penafiel,
secretaria
da
camara, 20
de
março
de
1879.
O
secretario
(2326)
Agostinho
da
Rocha
Beça.
Alexandre José
Pereira
Calheiros,
do
Pico
de
Regalados,
faz
publico
que
além
dos
carros
que
já
se
acham
annunciados,
tem um
outro
para
a
freguezia
de
Cou-
cieiro,
ás
terças
feiras,
saindo
de
Braga
ás
3
horas
da tarde,
chegando
a
Coucieiro
ás
4
e
meia da
tarde,
e
sae
de Coucieiro
ás
5
e
meia da
manhã
e
chega
a
Braga
ás
8
horas.
PREÇOS
Para
Villa
Verde,
dentro.
•
.
.
200
»
»
»
fóra
..........................
160
Para
Coucieiro,
dentro
............................
240
d
»
fóra...............................
200
Braga, 20
de
Março
de
1879.
Alexandre
José
Pereira
Calheiros.
(2323)
âHlimUGÃO
D.
Adrianna
Rosa de
Mello,
residente
na
rua
d
’Oliveira,
da
freguezia de
S.
Vi-
clor
da
cidade
de
Braga,
faz
saber
que
tendo
requerido
inventario de
maiores,
ao
fallecimento
de
seu
filho
Manoel
An
tonio
de Carvalho
e
Silva,
no
juiso de
direito
da
Povoa
de
Lanhoso,
e
no
mes
mo inventario
tem
de ser
arrematados
ein
praça,
no
dia
6
do
fulurô
mez
de
abril
de
1879,
no
tribunal
judiciário
da
Povoa
de
Lanhoso,
todos
os
bens
de
raiz,
moveis,
direitos
e
acções
que
do
mesmo
licararo;
sendo
os
bens
de
raiz,
as
quin
tas
denominadas
de
Sete
Fontes,
e A
”re-
balde,
ambas
juntas
e
circuitadas
sobre
si,
apenas
divididas
por
um caminho,
e
muito
próximas
á
estrada
nova
da
Ponte
do
Porto,
que
se
compõem
de grandes
casas
para
senhoria,
e
para caseiros, dous
moinhos,
eira
de
pedra,
cinco lagares,
aguas
de
lima e
rega,
dous
laranjaes,
oli
vaes,
e
pomar
de espinho e
caroço,
es
tando
situadas
no
mais aprasivel
local
da
freguezia
de
Santa
Maria
de Aloure da
dita
comarca.
Quem
pretender
póde
com
parecer
no
indicado
dia, na dita
villa,
peias
10
horas
da
manhã,
podendo
infor
mar-se
das
propriedades,
e
vei-as
pessoal
mente,
cuja venda
é para
pagamento de
credores.
Braga
7
de março de
1879.
(2290)
D.
Adrianna
Rosa
de
Mello.
PBTROLBO
Antonio
Moreira
Coelho,
da
rua
de
D. Pedro
V,
n.®
91,
d
’esta
cidade,
tem
á
venda
petroleo
de
primeira
qualidade,
para
50
reis
o
meio
litro.
(2324)
BILHETES DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
400 por
minuto a
500 rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPARICIO
«fc MAEHEKRO
27,
Praça
do
Bardo
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220 e 240 reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e 440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo.
89,
Praça do
Elarão de
S. llarti-
nlio,
8
9
ÃPPARICIO
t
MALHEIRO
Blt.VGA
VINHO
CREOSOTADO
DE
6IHBERT
E
UOUCHARD
MODIFICzVDO POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este
novo
medicamento,
cujos
resul
tados
lêem
sido
surprehendentes,
é
hoje
o
preferido
por
lodos
os
médicos
tanto
nacionaes
como
estrangeiros
para
a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites,
catar-
rhos
da
bexiga,
tosses
rebeldes, etc.
Deposito
no
Porto—Pharmacia
Orien
tal,
268,
rua
de
S.
Lasaro, 272. Braga
—Pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos, 31.
(2229)
Dinheiro sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias, roupas
e
outros
mais
objeclos
que
tenham
va
lor
de cincoenta
mil
reis
para cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
uniffl
iie
raiis
DO
ALTO
DOURO
DA
( ASA DE VIEEA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a retalho
as seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
>
»
. 190
»
Lagrima........................................
200
s
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
240
s
de
prova
secca.
....
300
o
Malvasia
de
2.a
.............................
360
»
»
velho
....................................
400
d
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
» Roncão...........................................
700
»
Velho de
1854
....
600
»
a retalho
para
meza
60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes vinhos,
po
dendo
lodo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chyinico.
DINHEIRO A
JURO
A irmandade de
Nossa
Senhora da
Torre,
tem 330^000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
,
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Empreza
editora de Frarçisâò Aríhur da
Silva—
Lisboa.'
BfiiNnÉ,
‘
A
TODOS OS
ASSIGNANTES
DA
‘
'
HISTORIA
UMITÇEBSAL
POR
Cegar Cantu
Desde
a creação
do
mundo
alé
1862
—
con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMESIO
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a
noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a PORTUGAL
E
BRAZIL
Traduzida
da
edição
francezade
1867
e
acompanhada
da
versão das
citações
gregas e
latinas, e
annotada
por
Manoel
Bernardég Branco
Da
Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
das
línguas
grega
e
latina,
etc.
2.a
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
13 volumes
in-4.°
graitiie.
O
editor
proprietário
d
’esta publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
hendendo
a
necessidade
de
publicar
um
13.° volume
para
que
esta
2.
a
edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais
com
pleta,
resolveu
offerecer
aos snrs.
assignan-
tes
que
o
auxiliaram
n
’esta
empreza
e áquel-
les
que
de
boje em diante
o continuarem
a
coadjuvar,
como
BRIBiDE
o
decimo
terceiro
volume,
contendo
trinta
e
cin
co
capitules,
seis
gravuras
e
dois
indices,
sendo
o
primeiro
chronologico
e
remissi
vo
de
toda a
Historia
Universal,
servindo
para
a
procura
dos factos
que
n
’
ella,vem
exarados,
e
o
segundo
alphabelico,
con
tendo
os
nomes
de
todos
os
homens no
táveis
que
figuram
na
historia,
e
os
títu
los
geraes
de
todas
as
matérias,
servin
do
de
auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida dos
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
desde
1851
alé
1879, escriptos
em
hespanhol
por D.
Nemesio
Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados na parle
que
diz
res
peito
a
Portugal
e
Brazil,
por
Manuel
Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda
edi
ção
da HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
203000 reis
forles
Encadernada.
.
.
27$000
»
d
Paia
facilitar a
acquisição
d
’
esta
Ião
importante
obra
ás
pessoas
menos
abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a
assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de 16
paginas
a
duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
Condições
da assignatura:—A
assigna
tura
póde
fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as
gravuras
como
convier
—
por
fascículos de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.
—
Cada
entrega
de
32
paginas
e 1
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura,
290
rs.
CADA
VOLUME:
1.° vol. br. oro. de
9
grav.
13870
2
0
>
>
>
»
6
»
13665
3.»
D
D
»
7
13605
4.°
>
»
>
»
5
13525
5.°
D
D
> 6
13615
6.°
>
>
»
6
13690
7.°
>
»
6
13640
8
0
»
»
»
6
13615
9.°
B
•
»
»
6
13565
10.°
>
»
6
>
13615
11.°
>
>
D
» 6
>
136
40
12.°
>
»
>
6
>
13815
13.
E
ULTIMO,
ornado de 6
gravu-
ras, brinde
a
lodos
os
assignantes,
no
pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81
gravuras
de que
consta a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
1
a
7.
Este
decimo
terceiro
volume
será
dis
tribuído
depois de
completo
e
brochado
a
todos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo
segundo
volume
Os
assignantes
teem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder receber
como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde fazer-se
por
entregas,
fascículos, e
por
volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao
distribuidor no
acto
da
entrega
a
sua
importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:
—
A
assignalu-
ra
póde
fazer-se
por
fascículos
e
por
vo
lumes.
O
assignante
receberá
o
primeiro
fascículo
ou volume
franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará
satisfazer a
sua
importância
em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que não
re
ceberá
o
segundo
sem
que
tenha
satisfeito
o
primeiro,
e
assim
successivamente.
As
pessoas
tanto
de Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
S1GNATURAS
REAl.lSAVEIS terão UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
direclatnente
ao
editor.
Assigna-se
no
escriptorio
do
editor
—
rua
dos
Douradores,
72,
LISBOA
;
em
BRAGA, na livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Chardron, e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Francisco
Arthur <Ia Silva—editor
72,
rua
dos
Douradores, 72
—LISBOA.
Fabrica a vapor
de fundição
ferro
e
metaes
Travessa de
S. João
—
Braga.
N
’
esta
fabrica,
única
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras loca
lidades,
e
em parte o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
sãó:
buxas
para eixos de
carruagens,
moinhos
para
moer tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
alé
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e con
solas para lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos
de novo systema para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas as
obras
d’este
genero
principalmente
bom
bas de
poços.
Preços
os
do
Porto.
® proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
Vende
papeis
pinta-
$8
dos
para
guarnecer
sallas,
$
lindissimos
gostos,
a
prin-
g
cipiar
em
80
reis
a
peça,
g
Vende
olio, tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas, tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
Folhinha
Civil on de
Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e
na
rua do
Souto
na
vestimentaria
Ro
cha
e
em todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
(2297)
Desconfiar
das falsificações.
Unico
successor
dos
Carmelitas
14,
ílue de l’Abbaye,
14
PARIS
K
Contta a
Apoplexia, o Cholera, Flatos. Desmayos, Indigestões, X }
X?
»
g
Febre amarella,
etc.
Veja-se
o
prospecto
que
deve
envolver
cada
frasco.
J
■ Exija-se
o rotulo branco
e preto que devem levar pegado, os
frascos de
todos os
tamanhos, e a assignatura inclusa :
— — ——r————-
Deposito
no Porto,
Ferreira &
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
«Gi
33
JWIA.
SS
MACHINAS
PARÁ
COSER
DA
Companhia fabril
SINGER
BRAGA
1
9—rua ele
8. Vicente—19
As
melhores
machinas
para
costura que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
«83:819
machinas
de
costura!!!
mais
90t0« que
em
1876.
A Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
5®0
reis
aensRn&es
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
V
COMPANHIA
FABRIL
Garante todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
belk»
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico que te
nha
todo o cuidado para não
ser enganado com as machinas
imitações, como
algumas
pes
soas,
por infelicidade
d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
SIVCtER
só
se
encontram
á
venda
na Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE S.
VICENTE,
17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
districtos
de Portugal
e His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador.
Peçam
cathalogos illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
AGUA
de
MELISSA
dos Carmelitas
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em consideração
a avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos, empenha
n'esle
acto
de
caridade
a
devoção de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
CASÀ
Arrenda-se
uma
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam-
p
0
j
e
Sanl
’Anna,
n.°
68
(2298)
JOSE
’
DA SILVA FUNDÃO
Com
loja «Se fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—
13
t
Participa
aos seus amigos e fre-
guezes,
tanto
d esta
cidade
como
das
provinciasque
tem
um
bonito
e
variado
sortimento de fato fei
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
13500,
23000
e
23500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de 400
reis
alé
800,
de
panno familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de casimira de todas
as
qualidades, de
500
rs.
até
80ó
;
manias
de seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompti-
fica-se
a ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(2249)
REGISTO
PREDIAL
J.
M.
Bello,
com
escriptorio
no largo
de
Santo
Agostinho
(antigo
largo
do Po-
pulo)
n.°
8,
nos
baixos da
casa
da As
sociação
do
Monte-pio
dos
Artistas, pre
para
as declarações complementares
que
de
vem
acompanhar
todos
os
titulos que
te
nham
de ser
apresentados
a
registo,
bem
como
as declarações para registos
provi-
sorios de
foro
ou
hypotheca,—requerimen
tos
para
solicitar
qualquer
certidão na
conservatória,
etc.
etc.
Também
se
incumbe
de
qualquer
es-
cripturação, e
acceita
procuração
para
apre
sentar
qualquer
titulo
a
registo.
A
’
s irmandades, confrarias e
estabelecimentos
pios.
Escripturas
de
mutuo,
—
registos
pro-
visorios
ou
definitivos
de foro,
etc.:
pre
param-se,
para
entrar a
registo,
no
escri
ptorio
acima
indicado.
(2314)
TÔS®.
Os
Rebuçados
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no Porto. PHARMA
CIA CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal»
(2250)
DIHHE1KO
A
JIRO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
4003000
para
mutuar.
(2305)
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptisia da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPIIIA LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
