comerciominho_22031879_913.xml
- conteúdo
-
FOI^HA
KELMxIOSA,
1’OriTlíLV E 1VOT1CIOS<.
KEDACTORES
—
D. Miguel Sollo-Mayor
e Dr. Custodio Velloso-.—DIRECTOR—Antonio
Joaquim de Mesquita Pimentel.
'Sfi
7.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
...............................
1&600
»
6
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição
.....................................
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS. QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&05Q
3&600
3&600
10
Províncias, 12
mezes.....................
»
6
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
Folha
avulso
.
■
..........................
N.° 913
B O-
A.
SABBADO
22
DE MARÇO 1)E 1879
Não
ha
comer,
que
os
farte!
Padecem
de
fome canina!
Teem
cobras
na
barriga!
Quanto
mais
devoram,
mais
a
fome
e
a
voracidade
os
apertam!
Que
farão
quando se
lhes acabar
a
cevadeira,
ou o
cevadouro?!
Cuidarão
que
isto
é
eterno?!
A
divida publica cresce
todos
os
dias,
e invade
as
praias,
cobre
os
campos,
e
as
praças,
e
ameaça
um cataclismo!!
As
universidades,
os
lyceus, os
collegios,
e
as
escolas
tornam-se
outros
tantos
vivei
ros
de
aspirantes
a
empregos
públicos;
e
não
ha
gato, nem
sapato,
que se não
tenha
como
habilitado,
e
com
direito a
ser
piloto
na vasta
nau
do
Estado!!
As
côrtes,
instituídas
para
fazer
boas
leis,
para sustentar
os
direitos
nacionaes,
o
interesse, e
a
justiça
publica,
para
emendar
os
erros,
e corrigir,
e cortar
as
demasias
da
administração publica...
as côrtes...
tem suas
parecenças
com
os
corretores
de
cambio
da
praça
nas
operações
da
alta,
e
baixa
de
fundos;
uns
pedem
au-
gmento
de
ordenado para
os
amanuen
ses,
e
escrevinhadores
de cifras;
outros
pedem
accrescentamento
de
soldo para
officiaes
apozentados;
e
todos acham
con
veniente
alimentar
as solitárias
com
no
vas,
e variadas
comidas,
para
que
não
deem
cabo
do
corpo
todo!!
Os
ministros
pedem
dinheiro
a
quem
não póde
dar-lh’
o;
e distribuem-n’o
ás
mãos
cheias
a
quem
o
não
merece,
nem
o preciza!
A
terra
póde
com
todos
os
pezos; e
os
que
andam
sobre
ella,
cobrem-se
de
enfeites para
se
mostrarem
ás turbas,
e
uns,
aos
outros,
fazendo
as
partes,
e
o
papei
de
comicos
ambulantes!!
A
moderna
democracia
aristocratizada
edifica
lheatros
para
os
seus passa
tempos;
tem
as
suas
bandas
marciaes
para
recreio
na
vida,
e
acompanhamento
na
morte;
fazem, e
dão
bailes
de
mascaras
em
dias
de
carnaval,
e
sem
mascara nos
seus
clubs
em
dias
festivos;
fazem o en
terro
do
gallo
em quarta-feira de cinza,
e
o
do
bacalhau
no
sabbado
de alleluia,
e
a
serração
da velha no
meado
da
qua
resma!!
Gastam
n
’
estas
folias
e
patusca
das
muitos centos
de
mil
reis
para
se
destinguirem,
e celebrisarem!!
O
paiz
nada
em
riquezas:
o
povo
pó
de
pagar
mais! O
snr.
Fontes
diz
bem:
e quem
quer
festa,
sue-lhe
a
testa;
mas
senão
póde,
trapaceie,
que
é
o
que fa
zem
os
contra-mestres
dentro
dos
basti
dores.
Mas
a
verdade
é, que
toda
a
riqueza
vem
da
terra;
e
que
a
terra
come
to
dos
seus
filhos!!
Ninguém
se
lembra
d
’
isto,
para evitar
que
os
filhos
lhe
suguem o
leite
a
lon
gos
tragos,
e
ella
os
não
coma
antes
de
tempo para
se
refazer
das
forças,
que
lhe
elles
arrancam!!
A
terra
é
uma
matrona
cheia
de
ma-
millos,
porque
tem
muitos
milhares de
filhos,
coisa
em
que
ninguém repara!
São
poucos
os
que
engordam;
e
muitos
os
que
choram,
e
se
definham!
Se
os
maioraes,
mordomos,
ou
como
melhor
devam
chamar-se,
olhasssem
para
este desgoverno, para
este
destempero,
para
esta
intemperança,
o
mal
diminui
ria,
e apezar
de
incurável,
a
vida
prolon
gar-se-ia,
e
soffrendo
todos,
ninguém
teria
de
que
queixar-se!
Ponhâmos
de
parte
as
figuras
e
as
allegorias; íallemos
claro;
e
quem
se
queimar,
meta-se
n
’
um
banho
de
agua
fria.
As
revoluções
políticas
dos
nossos
dias,
que
os
doutores
da
mulla
russa,
e
de pé
de
Zambujo,
formados
na escola
de
Rousseau,
de
Voltaire,
e
de
Lutbero,
lançam
á
conta
da mudança
das
ideias
causada
pelo
melhor
conhecimento
dos
princípios
sociaes,
mas
que
não
foi
mais
do
que
uma
inversão
completa da philo-
sophia
natural
dos
povos,
e
um
sophis-
ma
da
sciencia
do
governo
da
terra,
e
de
um
laço
armado
para tirar das
mãos
da
Egreja,
e
dos
reis
o governo
moral,
e
civil
das
nações
christãs...
as
revo
luções políticas,
dizemos,
não
proclama
ram
a liberdade,
senão
para
que
os
seus
che
fes,
e coripheos
a
tivessem
de pôr em
pratica
o
plano
de
satisfazerem as suas
ambições,
porque
n’
ellas
estava
o
seu
di
reito:
não
proclamaram
a egualdade,
senão
para
entrarem
na partilha
de
que
o
vi
cio
d’origem
como
filhos
adulterinòs,
e
de
coito damnado,
os
excluía:
e
não pro
clamaram
a
soberania,
senão
para
elles
a empolgarem, e
exercerem
debaixo
de
outro
nome.
Anteviram
que
a
separação
do
Esta
do,
e
da
Egreja
era
o
primeiro
passo
a
dar,
e
deram-no!
Entenderam
que
o
cle
ro
regular era
um
estorvo
ao
desenvol
vimento
dos
seus
planos,
e
que
era
mis
ter
extinguil-o,
e
extinguiram-n’
o,
rouban
do-lhes
os conventos,
as
egrejas,
as
alfaias,
e
o
património!
E
as
turbas
liberaes
approvaram,
e
de
ram
palmas!
Voltando
depois
os
olhos
para os pa
lácios
dos
reis,
para
os
bens da
coroa,
e
da
Família
Real,
para
os
direitos
reaes,
para
as
riquezas
dadas
de
juro,
e
herda
de
aos
benemeritos, chamaram
a
tudo
bens
nacionaes,
venderam-nos
por todo
o
preço,
e
compraram-nos
elles, e
esta
beleceram
para o
rei, rainha,
príncipes,
e infantes
umas
quotas
de alimentos
na
lista
civil
para
o
povo
pagar
por
ser
a
isso
obrigado,
como
o
é o
lavrador para
com
seus feitores
e
abegões!
E as
turbas
liberaes
bateram
as
pal
mas,
e
deram vivas!
Mas
com
o
correr
dos dias,
essas
turbas
não
conhecendo as
trapaças
e
ve-
Ihacadas dos
alchimistas
políticos,
con
sternadas
balem
na
testa,
dizendo:
aonde
tínhamos
nós
a
cabeça
quando
deixamos
praticar
tantos
disparates
e
tantas
usur
pações,
e'
violências?!
Quem
póde
sepa
rar
a
Egreja
do
Estado,
se é
Ella
a
cabe
ça
do
corpo
social?!
D
’
onde
veio
ao
po
der
temporal
o
direito
de
extinguir
as
ordens
monachaes,
instituição
de
Santos
com approvação do
Vigário
de
Christo,
úni
ca
auçtoridade
legitima
para
concedel-a?
Pois
se
esses
coripheos proclamam
a li
berdade
individual,
aonde
foram
buscar
fundamento
para
prohibir
que
o indiví
duo
se
consagre
á
vida
do
claustro?!
E se
o
antiquíssimo
património
da
coroa,
deferido
pela
vontade
dos
povos,
devia
mudar
de
nome,
como
o
erário
se
chamou
thesouro
publico,
que
mais pro
priamente
devêra
chamar-se
deposito
de
sangue,
e
de
latrocínios,
porque
não
de
viam
vendel-o,
dar
o
dinheiro
a
juros,
e
applicar
os
juros
aos
fins
que
se
ap-
plicavam
os
rendiu.enlos?!
E
se
a
coroa
não
póde
possuir,
e
se
os
seus bens se
venderam,
e
se
os
do
infantado
tiveram
a
mesma
sorte;
e
se
a
familia do
rei
come o
quinhão
que
a
lista
civil
lhe assigna;
e
se
esses
bens
foram
tidos como
bens
nacionaes;
em
que
excepção
se
funda
a casa
de
Bragança
para
ficar
nas
mãos
de quem está?!
Pedem-nos
novos
tributos;
nós
em
reconvenção
pediremos
o
que
é
nosso
por
titulo, e
direito
egual
aos,
com
que
foram
julgados
os
bens
da
coroa,
os
do
infantado,
e ordens
militares,
e
religio
sas.
Será
este
o
assumpto
principal
do
seguinte
artigo.
José
de Freitas
Amorim
Barboza.
------- ------------------------------------------
Correspondência
particular <lo
«Commercio do iVIinho»
Madrid,
15
de
março.
Snr.
Director
do
«Commercio
do
Mi
nho»:
Com
prazer
especial
principio
hoje
as
minhas
correspondências
quinzenaes,
por
dirigir-me
a
periodico
tão
excellente,
com
cujas
ideias
e
sentimentos
me
acho de
todo
ponto
identificado.
Deus,
Patria
e
Rei:
eis
o
meu
glorioso
lemma,
que
tanto
esplendor
deu
ás
nações cãlholicas, em
épocas
felizes
por
desventura
encerradas
no
frio panlheon
da historia.
Em
honra da verdade,
vós escolhes
tes
um
tempo
summamente opportuno
para
pedir
as
minhas
correspondências. O
movimento
calholico
tem
soffrido
uma
especie
d
’
interrupção
desde
aquelle
tris
tíssimo desenlace
da ultima guerra
civil,
por
motivos
que
não
julgo
agora
dever
referir.
Com
fundamento
incontrovertivel
opinam
muitos
que a
política
e
a
Religião
estão
intimamente
relacionadas,
não de
vendo espantar,
por
consequência,
que
os
calholico-monarchicos,
durante
algum
tem
po
não
hajam
querido no
geral
sair
de
suas
casas,
com
o
proposito
de tomar
parte
activa,
nem
ainda
no
movimento
religioso
do
mundo, que
constitue
uma
de
nossas
mais
puras
e
legitimas
espe
ranças.
Occasiões
houve
em
que
o
Leão
da
famosa
Castella
parece que
não
só
estava
dormindo ou
alethargado, senão
completamente
morto.
Desde
o cardeal
arcebispo
de
Toledo,
Primado
das
Hespanbas, até
ao
ultimo
dos
fieis
cumpriam
as
obrigações
que a
su
blime
Religião
commum
nos
impõe;
po
rém
limitavam-se
quasi
exclusivamente
a
cumpril
as,
sendo
’ inútil fallar-lhes
dal
guma
especial,
ainda
que
.puramente
ca
lholica.
No
mez
de dezembro
ultimo,
por
motivo do
Jubileu
cardinalício de Leão
XIII,
uma
pessoa
distincta, d
’
accordo
com o cardeal
Moreno
e
o
bispo
de
Areo-
polis,
traclou
de reunir os
catholicos
mais
illustres
da
corte, com
o
fim
de
fazer
uma
manifestação
brilhantíssima em
fa
vor
da
Santa
‘
Sé;
mas
foi
preciso
aban
donar
quasi
completamente
a
ideia Nem
ainda
a
Sociedade
de
S.
Vicente
de
Pau
lo, a
Associação
de
Catholicos,
e
outras
instituições
de
caracter
puramente
pie
doso,
logravam subir
ao posto que con
seguiram
nos
annos
anteriores.
O
es
casso
movimento
que
se
notou,
era
quasi
todo
pessoal,
redusindo-se
aos
diários
e
ás Revistas
que vêem
a
luz
publica
n
’
esta
villla
coronada
principalmenle;
aos es-
criptores catholicos que
imprimiam
de
vez
em
quando
algumas
obras
originaes
ou
traduzidas;
aos
poetas
fieis
que
levavam
á
scena
as
suas
producções
dramalicas,
e
á Juventude Calholica,
que,
tanto
em
Madrid
como
em
outras
cidades
d
’
impor-
tancia,
contribuía
poderosamente
para
manter
o
fogo
sagrado
d’
aquelle
espirito
que
sabe
remover
montanhas.
Afortunadamente
a
grande
communhão
religiosa-tnonarchica
volve
a
sair
do
le-
thargo,
assimilhando-se
á
palmeira
do
deserto,
que
se inclina
durante
a
tem
pestade,
para
depois se levantar
mais
su
blime,
galharda
e
mageslosa.
Compre-
hendeu
que
a
inacção
é
fatal,
e
quer
recobrar
o
que
de
justiça
lhe
correspon.
de,
oppondo-se
aos
embates
da Revolu
ção impia,
desejosa
de
precipitar-se
de
novo
no
meio
das
nossas
povoações,
com
o
facho
íncendiario
n
’
uma
mão
e
o
pu
nhal
homicida na
outra.
Como
era
de
suppor,
os
senhores
Bispos
figuram
á
testa
do movimento
a
que
alludo,
e
que
depressa
tomará,
que
rendo-o
Deus,
formidáveis
proporções. O
primeiro
dos
mencionados
príncipes
da
Egreja,
por
occasião
da
quaresma
e
do
jubileu
publicou
uma
carta
pastoral
ma
gnifica,
em
que
condemna
com
apostóli
ca eloquência,
não
só
a
profanação
dos
dias
festivos,
e
as
blasfémias,
mas
prin
cipalmente
as publicações
anti-calholicas,
pondo
em
relêvo
até
que
ponto
faltam
ao seu dever
os que
as
sustentam
com
a
sua
assignatura,
ou por
outro
meio.
Vários
successorès
dos Apostolos,
entre
os
quaes
figura
em
primeira
linha
o
snr.
arcebispo
de
Granada,
trabalham
afinca-
damente
com
o
fim
de
organisar
o
Obulo
de
S. Pedro,
que
tem
soffrido uma
di
minuição
sensível
e
lamentável.
Em
pou
cos
dias o
bispo
de
Oviedo
recolheu,
todavia,
mais
de
cinco
mil
duros
(ou
sejam
4:800^000
reis,
pouco
mais
ou
menos)
para
Sua Beatitude.
O respeitável Prelado
de
Barcelona
dislingue-se
d’
um
modo especialíssimo,
e
parece
chamado
por
Deus para
transfor
mar
dilosamente
a
formosa capital
da
Catalunha.
Haverá semanas,
confiou
aos
fervorosos
padres
da
Companhia
de Je
sus
missões,
que
deram
um
resuhado
felicíssimo,
tendo-se acercada da Meza
Eucharistica
umas
cem mil
pessoas.
Per
segue
também
os
maçons,
segundo
o
con
sente
a sanctidade de
seu
ministério,
e
não
,
perdoa
lambem
aos
poucos
sacerdo
tes
de
conducta
reprehensivel.
Propoz-se
mais
arrebatar
os
operários
á
Revolução,
e
estabeleceu
uma especie
de
sociedade
que
proporcionará
bondosamente
aos
fi
lhos
do
povo
calholico
e
a
suas
famílias
trabalho, medico,
reraedios
grátis,
advo
gados que
os
patrocinem
sem
remunera
ção,
se
tiverem
de
sustentar
algum
plei
to,
ou
soffrer
as
consequências
d’
alguma
causa
criminal,
etc. etc. Tem
conseguido
que
muitos
commercianles não
tenham
abertas
as suas
lojas
nos
dias
festivos.
Por
brevidade,
ommilto
não
pouco
do
que
tem
feito
e
faz
aquelle
zelosissimo
prela
do, não
obstante
ter
de
frente
um
go
vernador
civil que olha de
soslaio
a
Egreja
de
Deus,
comquanto
procure
dis-
simulal-o
ou
encubril
o.
Muito
contribue lambem
para
o
mo
vimento
a
ultima
manifestação
da
impren
sa
calholica
do
mundo
em
favor
do
Leão
do
Vaticano.
Ainda
que
pessoalmente
alli
estivessem
poucos hespanhoes,
a
sua
in
fluencia
é
innegavel,
como
o
é que
já
tem
communicado
a outros
o
fogo do
en-
thusiasmo
indisivel
que
lhes
produziu
Leão
XIII.
Os
periódicos
que
não
poderam
en
viar
um
representante,
tem
publicado
ar
dentes
correspondências,
que
contribuem
para reanimar
áos
hespanhoes
não
degene
rados.
Nenhuma
duvida
resta
já
á
simple-
za
d’aquelles
que
supposeram
o
Succes-
sor
de Pio
IX
inclinado
a
transigir
com
os
que
perseguem
e
calumniam
a
Egreja
de
Deus.
Cumpre-me
accrescentar
que
os
pu
blicistas
hespanhoes que
foram
á
Metró
pole
da
Chnstandade
por
causa da
mencio
nada
manifestação,
ergueram
a
sua
ban
deira
a
grande
altura.
Na
reunião
solemne
do
dia
21,
verificada
no
palacio
Altemps,
tres
d
’
el!es usaram
da
palavra
e
foram
muito
applaudidos.
Um
expressou-se
em
italiano,
outro
em
hespanhol, e
o
tercei
ro
em
latim, recebendo depois
felicitações
de
varias
pessoas
pertencentes
a paizes
que
raras
vezes fazem
justiça ao
nosso.
Consultado
um
dos
tres
sobre
coisas
d
’
Hespanha,
emittiu
lealmente
a
sua
opi
nião;
e
poderá
succeder
que
de Roma
par
tisse
a
iniciativa d’
um
congresso
de
ca
tholicos
hespanhoes,
para
impulsionarem
o
movimento dos
filhos da
Egreja e
des
truir
algumas
difficnldades
que
impedem
a
realisação
de
coisas
de
grande
impor
tância.
O
cardeal
Nina,
Monsenhor
Bian-
chi,
o
snr.
Palloti,
secretario
que foi
do
em.
m
°
Barilli,
occupam-se
'em
assumptos
do
nosso
paiz,
podendo
aguardar-se
re
sultados
satisfactorios.
Parece
seguro
que
alguns carlistas
ten
tarão
fortuna
nas
próximas
eleições
de
deputados.
Vi
uma
carta
em que
o
nosso
legitimo
Rei,
por
via
de
seu
excellente
secretario
concede
auctorisação
ao joven
marquez
de...
para
que este apresente
a
sua
candidatura,
e
ainda
para
que
favo
reça
quanto
seja possível
a
d
’outros
dis-
trictos,
onde
tem
uma
influencia
quasi
omnímoda.
Tem-se
dicto
que
outros
jo
vens
se
propõem
também.
O
singular
é
que
D.
Cândido
Nocedal
declarou
em
«Ei
Siglo
Futuro»
que
não
irá ao congresso
aindaque
seja
eleito.
Po
derá
succeder
que
augustos
personagens
o
fizessem
mudar de
opinião.
De
qualquer
modo
que
seja,
tendo
mes
mo
presentes
as
sympathias
mui especiaes
que
sem
duvida
gozam os
carlistas, prin
cipalmente
em
alguns
districtos,
é
diílicil
conseguir
a victoria
eleitoral indicada,
não
só
pela repugnância
instinctiva
dos
bons
em
intervir
nas
farças
do
parlamen
tarismo,
mas
também
pela
pressão
das
auctoridades,
começando
pelo
presidente
do
conselho e
acabando
no
ultimo
alcaide.
A
questão
do
juramento,
por
outro
lado,
é para muitos insolúvel.
E
’
verdade
que
tudo
depende
do
giro
que
tomar
a
nova
situação
política,
que
continúa
sendo
uma
especie
de
logogrifo
ou
de
mysterio
impenetrável.
Começaram
assegurando que
o gabinete
actual
era
um
gabinete
Cánovas sem
Cánovas;
po
rém
póde
aílirmar-se
com
toda
a
ver
dade
que
tracta
de fazer
política
própria.
Já
o
vão
conhecendo
os
caidos,
que
tam
bém
vão
porisso
demonstrando
o seu
desgosto.
Poderia bem
ser
que
este se
transformasse
em
irritação
terrível
e ainda
em
furor
espantoso.
Desgraçadamente para
Martinez
Cam
pos,
ha
de
jogar
com baralho
d
’outro,
se
se
me
permitle
a
expressão
Sair
vence
dor
nas
próximas
eleições
com
as
assém-
bleias,
deputações proviuciaes,
etc.,
do
antigo
ministério, é
impossível,
sem
uma
especie
de
milagre
de
Deus,
que
não
se póde
esperar
com
probabili
dade.
Crê-se
que
se
verá
obrigado
a
pre
scindir
d
’
alguns
dos
ministros
contami
nados
pelas nefandas
doutrinas
liberaes,
e
procurar
apoio nos
nossos
amigos, que tal
vez
se
lhe
prestarão
condicionalmente,
se
tomar determinações
que
os
satisfaçam,
com
o tlm
de
oppor
um dique
á
torren
te
invasora
da demagogia.
E’
indubitável
que
os
catholico-mo-
narchicos
olham
com
alguma
benevolên
cia para
o
snr. Martinez
Campos,
apesar
dos
meios
censuráveis
a
que recorreu
pa
ra
pôr
termo á
ultima
guerra
civil.
As
burlas
de
que
vae
sendo
viclima
por
par
te
dos
revolucionários
de
todas
as
côres
constituem
uma
especial recommendação
em
seu
favor.
A
nomeação
do snr.
Sei-
gas
,que
ha
pouco
punha
nas
nuvens
a
determinados
chefes
carlistas)
para se
cretario
da
presidência do
conselho
de
mi
nistros,
prova
que
não
o assustam os que
rendem
culto fervente
á
Religião pura
e
á
monarchia
legitima.
A
sua
resolução
de supprimir
as
sub
venções
que
recebiam
alguns
periódicos
liberaes,
tem
sido
muito
elogiada,
como
também
a
de
negar-se
a
dar
noticias
a
periodistas
degenerados
que prostituem
in
teiramente
a
sua penna.
Adquire
emfim
consistência
o
proposilo
que
lhe
allribuem
de utilisar
os
serviços
de
todos
os
hes
panhoes,
sem
ter
em conta
as
suas opi
niões
políticas,
de prescindir de muitas
cousas
que
hão
precipitado
a
patria no
mais
fundo
abysmo;
e
de
não
ser
mero
satellite
do
snr.
Cánovas
del Castillo.
Muitos
diários
suppõem que Cánovas
del
Castillo
e
Martinez
Campos
estão
a par
tir
um
pinhão,
como
dizemos'
nós
os
hes
panhoes.
Não
o
acrediteis, e
persuadi-vos
de
que,
pelo
contrario,
aquelle
inveja
gran-
demente
o
novo
sol
que
acaba
de
fazer
sua
entrada
pelo
horisonte.
Não podendo
irritar-se
de
modo
os
tensivo
contra
D. Affonso, que
fez
vir
de
Cuba
o
general,
sem lhe dizer
nada,
não
deixará
de
fazer
opposição
ao
minis
tério
constituído,
sobretudo
se
se
modifi
car
em
sentido
verdadeiramente
conserva
dor,
o
que
é
possível,
e
até
provável.
A
mim
asseguram-me
que
apenas
Cá
novas del Castillo soube
qne
Martinez
Campos
tinha
proclamado
a
D.
Affonso,
qualificara o
acto
de
cancaburrada,
e
dissera
que
o
general
devia
fuzilar-se.
Parece
que
também
compuzera
um
ar
tigo terrível contra este,
que
não
chegou
a
publicar-se,
mas
que
conserva
em
seu
poder
o actual
presidente
do
conselho
de
ministros.
A
minha opinião
é,
que
Martinez
Cam
pos
deixará
vestígios
indeleveis
da
sua
permanência
no
poder,
e
que,
se
não
po-
dér
desatar
o
nó
gordio
que
lhe
prepararão
inevitavelmente
os
defensores
da
«maldi
ta
escola
doutrinaria,
inimiga
jurada
da
verdade»,
como
dizia
Donoso
Cortez,
rom-
pel-o-ha
perfeitamente
com
a
sua
espa
da.
Opino
também qne
tractará
de
se
tornar
bemquisto
dos
nossos
amigos, e
que
de
todas
as
maneiras
nos
concederá
li
berdade para que
adquira
proporções for
midáveis e
grandiosas
o movimento
catho
lico.
Não
se
parece,
por certo, com
Cáno
vas
del
Castillo,
que
nos
olhava
de re-
vez,
por
conhecer
o
nosso
arreigamento
no
paiz,
que
não
nos
deixava
sair
do
templo,
se
vai
a
expressão,
e
que
fazia
muito
por trazer
contentes
os
que
des-,
thronaram
a
rainha Isabel.
Nenhum
dos
tres
ministros
que
contribuíram
para a
sua
quéda,
faz
parle
do
actual
gabinete.
As
cousas
querem
principio.
Inlelligenli
pauco.
L.
Ãbidense.
P.
S.
Não
será
inopporluno
accrêscen-
tar
que
tem
estado
estes
dias
aqui
o
snr.
Albalat,
amigo
dos
augustos duques
de
Madrid.
Deu-nos
excellentes
noticias,e
dis
se
que
aquelles
senhores, mostram,
como
nunca, esperanças,
que
surprehenderão
por
certo
a
não
poucos
dos
meus leitores.
D.
Isabel
de
Bourbon
continua
respei
tando-os
e
mostrando
lhes
com
freqnencia
bem
claramente
a
grandíssima
estima
que
lhes
consagra.
Ha
dias
increpou
fortemen-
te
o
seu
secretario,
porque se
esqueceu
de
dar
o
tractamento
correspondente
á
Rainha Margarida.
Aquelle illustre
personagem
regressou
a
Paris, onde
aclualmente
reside.
Lisboa, 19
de marfo de
1999.
(Do
nosso correspondente).
Meu caro
redactor,
o
liberalismo,
bem
o sabeis,
em
regra,
chama
ao preto,
bran
co,
e
ao
branco,
preto; ao
vicio,
virtude,
e
á
virtude, vicio;
ao
direito, torto,
e
ao
torto,
direito.
Não póde,
pois,
a
imprensa
liberal seguir
outra
estrada,
porque
aliás
mentiria
á
sua
nobilíssima
missão.
E
para que
se
não
diga
plausivelmente
que
mente,
veio
o
«Diário
de
Noticias»,
de
sabbado
dizer
aos
seus 40
mil
leito
res
que se tracta
do
casamento
de
uma
princeza
porlugueza.
E quereis
saber
quem
é
a lai prin
ceza
portugueza?
A
filha
mais
velha
da
snr.a
D
Maria Anna,
irmã do
snr.
D
Luiz
!
Ora,
a
alludida
princeza
é
filha
de
Frederico
Augusto
Jorge,
irmão
do rei da
Saxonia,
e
de
D.
Maria
Anna
Coburgo,
filha do snr.
D.
Fernando,
e da
senhora
D.
Maria
da Gloria;
aquelle
tão
portuguez
como
qualquer
filho
do
celesle
império,
esta
tão
portugueza
que o
governo
bra-
zileiro
a
declarou
herdeira
presumptiva
da
coroa
do
novo
império
americano,
com
o
titulo
de
Princeza
do
Grã
Pará.
Já
se
vê
que
uma
menina
nascida,
e
creada
n
’
um
paiz
extrangeiro,
filha,
e
neta
de
príncipes
extrangeiros, é
uma porlu
gueza
dos
quatro
costados.
Assevera-o o
«Diário
de Noticias», que
é
infallivel,
e
sabedor genealógico de se
lhe
abaixar
a
cabeça.
Mas
a
cousa
não
é
tão
innocentemente
annunciada,
talvez
como parece.
Elles
são
previdentes,
admiravelmente
previdentes:
lembram-se
das
paludosas.
Não
é
mau
ter
sempre
á
mão
uma
taboasinha,
que
nos
salve
do naufragio.
Nesse tempo,
receian-
do
que
alraz
dos
tres
príncipes
fallecidos
poderiam
ir
os
dons
restantes, já
fallavam
n
’
uma
das
irmãs,
embora
tivessem
dicto
adeus
para
sempre
a
Portugal.
Adiante.
A
camara
íranceza,
como
vistes,
fez
a
vontade
ao
ministério,
regeilando
o
pa
recer
da
commissão,
que se
pronunciára
pela accusação
do
ministério
de
16
de
maio.
Mas,
cousa muito
notável
!
o go
verno
oppunha-se
ao
processo,
e
todavia
o
governo
e
a
maioria
parlamentar
sty-
gmatisaram
a
politica
do poder
demittido,
e
o
proprio
presidente
do
conselho
ap-
plaudiu
os
considerandos
do relatorio
da
commissão,
reprovando
simultaneamente
a
accusação
dos
que
suppunha
criminosos
!
Allegou, para
justificar
a
alludida
pal
pável
contradicção,
as
conveniências
polí
ticas.
Os
liberaes
São
assim
em
toda
parle.
Comtudo,
a
despeito
da
ultima trica
ministerial,
secundada
pela
maioria
da
ca
mara íranceza,
estou
que
o
ministério
logrou
apenas
viver
mais
alguns
dias, para
talvez
morrer
desastrosamente
ás
mãos
da
demagogia.
Veremos
se me
engano.
Continúa
em
calmaria podre
a
politica
interna.
Nas camaras
conversa-se,
na
im
prensa
guerra
de alecrim
e
mangerona,
embora
de
quando
em
quando
venha
o
nosso amigo
da
rua dos
Calafates
defen
der
com
a
gentileza,
que
o
caracterisa,
a
causa
da
liberdade
do
pensamento.
Ainda
ha
mui
poucos
dias
embirrou
com o
Camara
Leme,
porque
pedira,
no
parlamento,
a censura previa
para
os pro-
gtammas
e cartazes
dos
espectaculos
pú
blicos.
O
«Diário
de
Noticias»
vota
por
qne
se
deixe
minittrar
ao
povo
qualquer
peçonha, que
lhe
vá
matando,
mais,
ou
tnenos
lentamente,
o
espirito;
qne
a
au-
ctoridade
deixe
que
o
publico
seja
o
úni
co
juiz,
que
absolva,
ou condemne os
espectaculos
!
Mas,
que
publico
é
esse
a
quem o
«Diário
de
Noticias»
chama
competente
para
julgar
tudo
quanto
as
emprezas
re
solvem
offerecer-lhe
para
recreio?
Eu
percorro
todos
os
theatros
portu-
guezes
de
Lisboa,
e
vejo,
na
maioria
d
’el-
les, affrontas sobre
affronias
á
moral
pu
blica,
e
ás
vezes
ultrages
á
religião
do
Estado;
e
o
publico
applaude,
e
applaude
muito,
embora
as
famílias
honestas
lamen
tem
as
palmas,
e
saiam
arrependidas
de
lá
lerem
ido.
E
é
a
um
semilhanle juiz
que
o
jor
nal
da
rua
dos
Calafates
quer
que
se
entregue exclusivamente a
defeza
dj
mo
ral
publica,
cuja
causa
está
sendo
com
batida,
sem
tréguas,
nos theatros
nacio-
naes
!
.
Não
commento.
Tal
liberdade,
tal
imprensa,
tal
ordem,
tal governo,
tal
dynaslia,
tal
tudo,
que
cheira
a
liberalismo!
E
existe
isto
ha
mais de
quarenta
e
quatro
annos
no paiz!
Que
povo!
Será,
por
ventura, meu
amigo,
.este
solo
povoado
ainda
de
gente
portugueza?
Oh!
se
é, tem,
necessariamente,
dege
nerado
muito!
Mas,
não;
uma
grande
parte
está
cor
rupta,
é
verdade;
a
maioria,
porém, sof-
fre
a
oppressão
porque
o
estado
da
Eu
ropa
ainda
não
permitle
que
a
parte
sã
do
paiz
diga
o
que
quer,
e
faça
o
que
o
inslincto
da
própria
conservação
lhe
ins
pira.
A
occasião
opportuna
ha-de,
todavia,
chegar.
E
crêdes,
de
certo,
meu
bom
amigo,
que a
obra
da
restauração
se
realisará
com tanta
rapidez, quanto
tem
sido
diu
turno,
e
vexatorio
o
dominio
da
mentida
liberdade
revolucionaria.
A
descrença
lavra
prodigiosamente
nas
próprias
fileiras
liberaes;
os
corrilhos
mu-
liplicam-se
na
proporção
das
ambições;
os
parlamentos
são
a
expressão
do sophisma
do
systerna,
que
nos
impozeram;
a
onda
da immoralidade
sobe incessantemente,
a
divida
publica
cresce
todos
os dias, os
impostos
são já,
e
ha
muito,
insuppor-
taveis,
os
generos de
primeira
necessi
dade, por
um preço
exorbitante,
as
des
obediências
á
aucloridade
constituída,
fre
quentes,
os
abusos
de
confiança,
quasi
diários;
os roubos
dos depositários dos
di
nheiros
públicos,
meras
trivialidades;
a
anarchia,
mansa embora,
mas
nem
por
isso
menos
nociva
á sociedade,
—
eis
as
fu
nestas
consequências
da
implantação
do
systerna
parlamentar,
eis
os fructos
ve-
neficos
da
maldicta
arvore
da
liberdade,
que
nos
veio das
terras
de
Santa
Cruz.
Segunda-feira
houve
na
egreja
conven
tual
do
Bom
Successo
festa
a
S.
Pa
trício.
Assistiu
e
tomou
parte n
’ella, o
col-
legio
inglez
de
S. Pedro,
e
S. Paulo.
Foi
um
acto
edificantissimo,
e de
ver
dadeira
pompa
religiosa.
Houve
musica,
na
egreja, pelos
collegiaes, magistralmen
te
executada,
e
pelas
religiosas
no
coro.
Depois
houve
um
lauto
jantar,
offe-
recido pelas
religiosas
ao
coltegio
e outras
pessoas.
Dizem
de
Madrid,
a
um
dos
jornaes
de
Lisboa,
que
Lobo
d'Avila
não
abando
nará
o
seu
posto,
para
vir
a
esta
cidade
agora,
como
se
esperava.
O
que
moti
varia
a
reconsideração
do alludido
diplo~
mata?
A
assembleia
da
companhia
de
Credi
to
Predial
deve
ter
logar
na
tarde
de
3i
do
corrente.
Dizem-me
que o
relatorio
do
governador
mostrará
que
no
anuo
findo
aquelle
estabelecimento
prosperou
mais
ainda
do
que
nos
dous
annos
anteriores.
E
de
feito sei
que
o
numero
dos
emprés
timos
foi alli
maior,
e
alguns d’
elles
collossaes.
Não
me
parece,
em
vista
de
tamanho
desenvolvimento,
que
a
situação
da
pro
priedade
seja
invejável.
E
não o
é,
de
certo,
como
o
não
é
lambem
a
do
com
mercio,
das artes,
etc
Todavia,
a
nau da
liberdade,
mãe
muito
estremosa,
e
muito
estremecida
das
prosperidades
nacionaes,
vae
singrando
placidamente, dirigida
pelos
experientes
nautas,
que
pretendem
leval-a incólume
ao
porto
de
salvamento.
Mas, o paiz,
meu
caro
redactor?
O
paiz soffre,
e
parece
resignado....
E’
incrível,
mas
a
verdade palpavel
não
se
nega.
Não
nos
resignemos,
nós
os homens
de
coração,
os homens
da
patria,
os
ho
mens
de
fé,
e
de esperança.
Cumpramos
os
nossos
deveres
de
chri
stãos
e
de
portuguezes.
Votemos
ao
desprezo
o.
egoismo,
e
a
apathia,
e
marchemos,
com
tenacidade,
ao
objecto,
que
nos
indica
a
consciência,
e
Deus
fará
o
resto.
Todo
vosso
A.
CiiROMCÀ
ESTR4NGEIRA
A
saude
de S.
Santidade
é
satisfatória,
graças
a
Deus.
Ignora-se
ainda em
que dia terá
lo
gar
o
consislorio
no qual
serão procla
mados
os
novos
cardeaes:
Monsenhor
Desprez,
arcebispo
de
Tolosa,
e
Pie, bis
po
de
Poiliers;
o
revd.
m0 dr. Newman,
oratoriano
de
Londres, e o
celebre theo-
logo
Hergenroelher,
professor
na Univer
sidade
de
Wirtzbourg,
na
Baviera.
Tinha-se fallado
na
preconisação
de
muitos
cardeaes
italianos;
diz-se
agora
que
essa
preconisação
foi
addiada
pela
difliculdade
de
operar
aclualmente um
mo
vimento
no
pessoal
das
nunciaturas.
—
A
Hollanda
lucia
aclualmente
com
uma
seria
difliculdade.
Sempre
ameaçada
pela
Prussia,
vê
se
agora embaraçada
com
a
nomeação
do
governador
de
Luxembur
go,
em consequência
de
ter
morrido
0
príncipe
Henrique
dos
Paizes
Baixos.
A
Constituição
exige
que
o
governador
de
aquelle
gran
ducado seja
um príncipe de
sangue.
Ora
nem
o
príncipe
de
Orange,
nem
seu
irmão
o príncipe
Alexandre,
se
mostram
dispostos
a
acceilar
aquelle
car
go.
Existe
ainda
o
príncipe
Frederico
dos
Paises
Baixos,
mas
já
conta
88
annos,
e
o
marido
da filha
unica do
príncipe
Frederico, o
príncipe
Wied,
não
é hol-
landez.
Este
embaraço
veio
subitamente
agoar as
festas
do
casamento do
rei, que
teve
logar
ha
pouco.
—
A
Rússia
que
espera
ver-se
desemba
raçada
da
peste,
não
o estará
d
’
outra
peste
peior
ainda:—os
nihilistas,
que
for
maram
um governo
occulto, que
ordena
e
executa o assassínio
dos
personagens
de
quem
se
arreceiam,
como
se
viu
ha
pou-
com
o
príncipe
Krapolkine,
governador
de
Kharkow. Ao
mesmo
tempo
manifes
ta-se
a
divisão
na
familia
imperial,
e
o
czar,
accusa
o
seu
proprio
filho,
o
prín
cipe
herdeiro,
de
connivencia
com
os
mais
perigosos
inimigos
da
Rússia.
A
opinião
publica
pronuncia-se
de
cada
vez
mais
fortemente
a
favor
d
’uma
Constitui
ção. E
’
uma era
de
perturbações que
ora
se
abre
para o
colosso moscovita.
—
A
Inglaterra
lem
agora
um inimigo
a
mais.
A
guerra
do
Afghanistam
longe
de
terminar,
augmenta,
como
se
deprehemle
d
’
uma noticia
que
já
publicamos
em
o
n.°
antecedente,
na
qual
se
alludia
á
ascenção
de
Mahomet
Yakoub-Khan
ao
throno
do
Afghanistam,
e
á derrota
de
dois
batalhões
inglezes
perto
de
Kroum;
a
dos
zulus
continúa;
e eis
que
o rei
da
Birmania,
segundo
as
ultimas
noticias,
pretende
sacudir
a
sua
vassalagem,
de
pois
de ter
mandado
degolar
a
maior
parle
dos
príncipes
da sua
familia,
afim
de
os
impedir,
e
d
’
um
modo
infallivel,
como
se
vê,
de
se
rebellarem
contra elle.
Será
precioso
que
a
Inglaterra
faça
também
uma
expedição contra
este
príncipe,
para
manter
o
prestigio
da sua
auctoridade:
é
uma
nova conquista
a
levar
a
cabo,
mas
é
também
uma
serie
de difli
culdades
a
superar.
—
Devanesceu-se
a
crise
que
se
dizia
imminenie
na França, por
causa da
ac-
cusação
ao
ministério Broglie-Fourtou.
Essa
accusação
foi
regeitada
na
camara
baixa por
grande
maioria.
Os nossos
lei
tores
devem
recordar-se
de
ter
o
nosso
correspondente
de
Paris
dicto que não
só
o
ministério
Waddington.
mas
até
o pro-
prio
Gambetla
era
contrario
ao processo
da
accusação.
Pois os
motivos
que
levaram
o
feroz
dictador
de
Tours
a
um
tal
pro
cedimento,
parece
degrehenderem-se
das
seguintes
palavras
d’
iim
períodico
fran-
cez,
que temos
presente,
o
qual
faliandp
na
provável
demissão de
Grèvy,
pelo
mesmo
motivo,
diz:
<0
snr.
Gambetta
nada
aproveitaria
com
a
demissão
do
snr.
Grèvy,
se
linha
alguma
esperança
de
lhe
succeder,
pois
tem
de
frente o
snr.
Clé-
menceau,
cujo
astro
sobe
rapidamente
no
horisonle». Parece,
pois,
que
o
prestigio
do
furioso
tribuno
vae
em pogressiva
de
cadência,
e
que
os
seus
sonhos
doirados
não
passarão
atinai
d
’
enganadora
miragem.
A
couraça
da
moderação
em
que ultima-
mente
se
tem
espessado, não
provirá
em
linha
recta
d
’
um
grande
desapontamento?
Não
obstante
a
maioria
que sustenta
c
gabinete,
é
certo
que
a
sua
existência
não
será
muito
duradoira.
De
modo
ne
nhum
nos
surprehenderá
o
telegrapho
se
amanhã
nos
annunciar
nova
crise.
Teem
sido
innumeras
as
concessões
aos
radi-
caes,
porisso
vae
continuando
e
consen
tindo
os
altaques
e
as
ameaças
á reli
gião,
ao
ensino
congreganista,
á magis
tratura,
ao
alto
militarismo,
etc.
Mas
a
victoria
que
elle
acaba
de
alcançar,
na
re-
geição
da accusação
ao
ministério
do
16
de
maio
ha
de
sair-lhe
cara,
e
é prová
vel
que
elle
não
resistirá
aos
golpes
da
es
querda.
As eleições
legislativas
terão
logar
no
dia
6
d
’
abril;
o
decreto
da
convocação
é
datado
de
11 do
corrente.
GAZETILHA
Chronict*
religiosa.
-Expõe-se
ho
je
o
Sagrado
Lausperenne na
egreja
de
Santa Cruz.
A’manhã,
domingo:—
De
manhã procis
são
da
Corrêa
no
Populo,
de
tarde
exer
cício
do
Puríssimo
Coração
de
Maria
nos
Remedios.
Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador,
e
no
Bom Jesus
do
Monte.
Segunda-feira,
24:—
Indulgência
como
a
da
Porciuncula
em
todas
as
egrejas onde
estiver
o
Santíssimo
Sacramento
ou
que
tiverem
a
sua
invocação.
Expõe-se
o
Sagrado
Lausperenne no
templo
dos
Remedios.
Carta
de Madrid.—
Começamos
hoje
a
publicar correspondências quinzenaes
de
Madrid,
escriptas
por
um
dos
homens
mais
abalisados
do
campo
catholico
e
le-
gitimísta.
Como
os
leitores
terão
notado,
não
nos
poupámos
a esforços
para tornar
este
jornal
cada
vez
mais
importante.
Esperamos
que
o
favor
publico
saberá
corresponder
ao
nosso
empenho.
Volume esplendido.
—
Tal
é
0
que
temos
á
vista, e
que
nos
foi offertado
pela
infatigável
casa
Chardron.
Intitula-se
Vida
do
Santo
Padre Pio
IX—
Obra
popular
de
josé
blum
,
cavai-
leiro
da
Ordem
de
S.
Gregorio
Magno,
e
editor
da
Gazeta
histórica
política
contem
porânea
em
Vienna
—Vertida
da
3.
a
edi
ção
allemã,
annolada
e
additada
por
F
rancisco
d
’
azeredoteixe
ra
d
’
aguilar
,
CONDE
DE
SAMODÃES.
Limitamos-nos
hoje
a
dizer
que
é
um
bello
volume
cartonado,
de
278
paginas,
impresso
em
papel
superior e
illustrado
com
magnificas gravuras.
Custa
1$000
reis.
Nova
caixa de correio.—O
snr.
director
do
correio
mandou
collocar
uma
caixa
de correio, no
commissariado,
a
qual
recebe
coarespondencia
a
qualquer
hora.
Mamem
morto.—
Na
quarta-feira
foi
encontrado
morto
na
casa
em
que
vivia
só,
no
Areal,
Domingos
Peixoto.
A
auctoridade
levantou
o
competente
auto.
Prorogaçãa.
—
Já
foi votado
em
am
bas
as
camaras
o projeclo de
lei
que
proroga por
2
annos
ainda,
até
22
de
otarço
de
1881
o
praso
para
o
registro
dos
foros,
ceasos,
e
todos
os
onus
reaes.
Ao
anr. director do correio. —
Ha
dias
que
recebemos
n'esla
redacção
a
correspondência
com
uma
demora
extraor
dinária,
sendo
que
a
temos recebido
pe
las
2
e
*/2
e
3 da
tarde.
Sempre
estivemos
acostumados
a re-
cebel-a
pouco
depois
do
meio
dia,
e
co
mo
esta
delonga
nos
transtorna
a
regu
laridade
do
serviço,
pedimos
ao
snr.
di
rector
do
eorreio
se
digne
providenciar,
para
que
não
continuemos
a
ser
assim
prejudicados.
Theatro.
—
Sobe ámanhã
á
scena
o
drama
sacro
A
rainha
Santa
Izabel,
ori
ginal
do
fallecido
conego
Soares
Franco.
Movimento
do Hospital de S.
Mareos.—
Doentes
existentes em
9
de
março: 81
homens
e
107
mulheres.
Entraram durante
a
semana
finda:
22
homens e
27
mulheres.
Sahiram:
18
homens
e
2Ç
mulheres.
Falleceram:
2“
mulheres.
Ficaram
em tratamento
em
15
de
março
85
homens
e
106
mulheres.
Hreço doa eereacs.—
Na
terça-feira
ultima, n’
esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo................................................ 800
Centeio
........................................
520
Cevada.............................................
560
Painço
..............................................
500
Milho
branco .
.
.
.
.
520
»
amarello.............
500
Milho
alvo....................
600
Feijão branco
.....
700
>
vermelho........... 800
»
amarello............ 520
>
rajado
..............
500
»
fradinho.
....
500
Batata
..............................................
560
Azeite.
5$600
Atrnvex da província.—
No
do
mingo
festejou-se
em
Barcellos
o
glorioso
Patriarcha
S.
José,
com
missa
cantada
e
sermão
pelo distincto orador
o
revd.0
ab-
bade
de
Roriz.
—
Anda inspeccionando as
reparti
ções
de
Guimarães,
dependentes
do
seu
cargo,
o
snr.
delegado
do
thesouro
d
’
este
dislricto.
—
Dizem de Valença:
—
As
ultimas chu
vas
fizeram
um
grande beneficio aos
vi
nhedos. Algumas vinhas
que.
na
occasião
da
vindima
estavam
completamenle
sec-
cas,
apresentam-se
agora
muito
viçosas.
—
E’
agradavel ver a
animação
que se
observa
nos
campos.
Os
trabalhos
agríco
las,
e
principalmente
os
das vinhas,
pro
gridem
com
actividade
e
n'elle se
veem
empregados
muitos
jornaleiros.
Os
lavra
dores
mostram-se
alegres e
satisfeitos.
—
O
visitador
especial
do
imposto
do
sello,
no
exame
que fez aos
livros
dos
estabelecimentos
bancarios
de Vianna,
ve
rificou
que
a
lei
era
fielmente cumprida.
—
A
Santa
Casa
da
Misericórdia
de
Guimarães
mandou
distribuir
seis
vesti
dos
aos pobres da
freguezia
de Ravinha-
de,
segundo
o
legado
instituído
pelo fal
lecido
bemfeitor
da
mesma,
José
Pereira
da
Silva
Guimarães.
—
Dizem
de
Guimarães:
—A
construc-
ção
d
’edificios particulares
nas
Caídas
de
Vizella,
tem
attiogido
ultimamente um
desenvolvimento
rápido
e
sempre
crescen
te.
—
A
belleza
do
local,
a
provadissima
u
ilidade
das
suas agoas
lhermaes,
e
so
bretudo
o
novo e
sumptuoso
estabeleci
mento
de banhos,
que
brevemente
poderá
rivalisar
com os
melhores
da
Europa
no
numero
de
commodidades
e
diversões
pa
ra
os banhistas, tudo
isto
tem
contribuído
poderosamente
para
estender-se
a
edifica
ção
em
todas
as
direcções.
—
São muitos
os
prédios
que
se
acham
em
construc-
ção,
alguns
de reconhecida
elegancia
e
grandeza
e
muitos
outros
se
projecta
edi
ficar,
visto
a proveitosa
applicação
do
capital.
—
Tem
sido
muito
abundante a
pesca
dos
sáveis
em
Segadaes.
lem
havido
re
des
que
trouxeram,
d
’
uina
só
vez, 70
a
100
d
’
esles
peixes.
—
A
camara
de Villa
Nova
de
Farna-
licão
vae
convidar
um
indivíduo
interprete
do
excellenle
methodo
João
de
Deus,
para
explicar
o mesmo
aos
professores
d
’aquel-
la
comarca.
TRIBUTO
DE SAUOASIE.
Maria
Augusta
de
Sousa,
anjo
cândi
do,
que
ligeira
passaste
por
de
sobre^
os
espinhos
da
terra,
como
te amei
Flor
mimosa e
pura,
quantas
vezes
aspirei
os
perfumes
suaves,
que
rescendias nos
jar
dins
d
’
amisade!
Doce
amiga, que
saudade
,tao
tunda
me
nao
deixaram
apoz
si
os
dias-
gratos
em
que
fui conviva
dos
ligeiros
festins
da
tua
alegria
!
Pude
nunca
pensar
que
teria
de
em
breve
tecer
para
li,
tão
joven,
tão
linda,
tão
pura
e meiga,
esta
singela
corôa
de
saudades
colhidas
no
jardim
rústico
do
meu
coração
?
I
Não,
oh!
não;
jámais
antevi
que,
ao
ausentarmos-nos
nos
estreitávamos
para
sempre
!
Sei
agora
porque
tanto
nos
sen-
sibilisou
o
ultimo
adeus!
Como
presentias,
pobre
amiga,
que
tua
debil
existência
ia
tocar
seus
termos!!
Cruel
destino!
porque me
roubas
in
fatigável
todos
os
penhores
da
affeição
?!
Mas
o
pranto
me
suffoca!
Não
posso
descrever
a
dôr,
a
saudade,
o
desalento
que
me
pungem
n’
alma
Maria,
tu m’
escutas;
ninguém melhor
sabia apreciar
meu
coração,
do que
tu;
pois
bem,
vê
como
elle
trasborda
em
prantos
de
sangue
por
ti;
como
se
vara
na
mais
profunda
dôr
pelo teu
passamen
to
!
Sim,
Maria,
chorar-te-hei
sempre;
já
mais
poderei
ellidir
de
minh
’
alma a
lem
brança
indelevel
do
affecto
que
te
mereci.
Mas
breve
se
recolhe
no
ocaso
o
sol
que
surge
no horisonte.
.
breve
se
arrasta
no
outeiro
a
folhagem
que
se
baloiça
nas
franças...
breve...
limitada
é
a
senda
da
vida!
Maria espera-me
á
sombra
da
paz,
dormindo
o
somno
dos
justos....
Ervedêdo
15
—2
—
79.
Adosinda
de Moraes
Soares.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
dramatica
portu-
gueza
Domingo 23
de
março.
5?
RECITA
D
’ASSIGNATURA
O
drama
em
5
actos
e
8
quadros
A RAINHA
SANTA IZIIUI
Principia
ás
8
horas.
KECLAMOS
SAODE
k TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso da
delicio
sa farinha
de
saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
30 nniioH
d’invariavel
suecesco
6
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia) gasliica,
gastralgia,
ílegraa,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo-
tnitos,
irritações
inlestinaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
bexigas,
falta
de
respiração, oppressào,
congestões,
mal dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gargan
ta, do
alito, dos
bronchios,
da bexiga,
do
figado, dos
rios,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:00
curas,
comprehendendo
n
’
ellas
as
da duqueza
de
Gastlestuart,
do
duque
de
Pluskovv,
da
marqueza
de
Breban,
de
Lord
Stuart,
par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.
u
65:811.
—
Mr.
A.
Bruneliére,
cura,
de
uma dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos
médicos lhe darem só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.°
62:476.
—Sainte-Romaine-des-
Iles
(Saòne
et-Loire.
—
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
A
fíevalescière
du
Barry
poz
fim
aos
meus
18
annos de sollrimentos do
estomago
e
dos nervos,
de
fraquezas
e de
suores
nocturnos.
—
J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719. —
H
ydropsia
,
retenção
.
—Tres
d
’estes
casos
foram
ra-
dicalmenle
curados.
Para
as
tosses adqui
ridas
por
um resfriamento,
produz a
sus
pensão
repeniin^menle;
para
as
retenções
de
ourina
e
doenças
de
estomago,
pro
duz o
m;-'hor
efleilo
e
dissipa
a
melan
colia.
—
L
angevin
,
cura.
Cura
n.°
48:816.
—
Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de
1855.
—
A
Revalesciére
substituiu admiravelmente
toda
a
medici
na
em
mintas
doenças,
sobretudo
nas dia
bethes,
constipações
obstinadas
e
habiluaes,
assim
como
nas
diarréas
nas
aílecções
dos
rins
e
da
bexiga,
nas
contracções
e
nas
hemorihoidas,
assim
como
nas
doeuças
pulmonares
e
dos
bronchios, nas
lossesre
na
tísica.
—
Doutor
R
ud
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
scientificas.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios. —
Preços
fixos
da
venda
por miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
;
de
1
/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1^400
reis;
de 2
*/,
kilos,
3^200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos, 12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalescière
ehocolatada ;
ella
res-
titue
o
ãppettite, digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
DU
BARRA «* <J.a LIWITED. -
Plàcè
Vendòme,
26,
Paris.
77 Regent-
Street,
Londres. Valverde, 1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
provincias
devem
diri
gir
os
seus pedidos ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveíro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V. Machado, drog.,
praça
iMunicipal, 17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
<fc
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vi»nn»
do Ca«-
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande.
140.
—
Guimarães, A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Anlonio
d
’Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua da
Rainha, 29
e
33.
—
Penafiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua da
Banha
ria,
77;
J.
R, de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio, 225
a
227.
—
Ponte
do
Id
os».
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—Povo»
do
Vnrzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vnlenfo
do Minho,
Francisco
José de
Sousa, pharm.
—
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torr
s,
pharm.
AGHADECIMSÍTOS
João Rebello da
Silva
Braga
e Jnlia
Thereza
da
Silva
Braga,
sinceramente
gra
tos
e
penhoradissimos
para
com
todos
os
ill.
ra<”
e
exc.
m9S
snrs.
que
se
dignaram
acompanhar
o cadaver
de
seu
fallecido
pai
e
sogro
ao
cemiterio,
e
assistir
ao
santo
sacrifício
da
missa
que
por
sua
alma
man
daram
celebrar
na
capella
do
SS.
Sacra
mento
da
Sé,
no
dia
17
do
corrente,
vem
por
este
meio
testemunhar
a
todos
o
mais
profundo
rçconhecimento
e
inde
level
gratidão.
Braga
19
de
março
de 1878.
(2322)
Extremamenle
penhorados
pelos
obsé
quios
e
provas
d
’amizade
que
recebemos
por
occasião
do
fallecimento
e
funeral
de
nossa
presada
irmã,
D.
Maria
da Purifi
cação
da
Costa
Veiga,
agradecemos
a
to
dos os
exm.°
s
snrs.;
e
fazemol-o
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
ser
pessoal
mente.
Braga
18
de março de
1879.
Anlonio
Joaquim da Costa
Veiga
D.
Maria
do Carmo
Veiga
Neves
José
Daniel
da
Costa
Veiga
(auzenle)
O
abb.
a
João
Evangelista
da
Costa
Veiga.
(2319)
Os
abaixo
assignados,
veem
por
este
meio
agradecer
aos
illm.
os
e
exm.°*
snrs.
que
assistiram
á
missa
e
oílicio de
se
pultura,
que
por
alma
de seu
pae,
so
gro
e
irmão
Joaquim
José
d
’Araujo,
ti
veram
logar
no
dia
14
do
corrente
na.
egreja
de
S.
Victor. A
Lodos
protestam
sua
eterna
gratidão.
r
Braga
18 de
março de 1879.
Francisco
José
d
’
Araújo
Cartola
Baplisla
Gonçalves
d
’Araújo
Maria
da
Luz d'Araújo
Fonseca
José
Joaquim
da
Fonseca
João
José d’
Araújo
Manoel
José d
’
Araújo.
(2320)
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga
(au-
zente),
Rosa
das
Neves
Simões, There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquina
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(auzenle),
Ma
noel
Simões
Braga.
José
Fernandes,
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de
Freitas,
nora,
filhos e
genros
da
fallecida
Anlonia Ma
ria
Simões,
não o
podendo
fazer
pessoal
mente,
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisa.de o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram,
acompanhan
do,
da
sua
casa
á
egreja,
e
cemitério,
o
corpo
de
sua
sempre presada mãe
e
so
gra,
bem
assim
a
todos os
que
lhes de
ram
seus sentidos pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março
de 1879.
(2316;
ANNUNCIOS
Alexandre José
Pereira
Calheiros, do
Pico
de
Regalados,
faz
publico
que
além
dos
carros
que
já
se
acham annunciados,
tem
um
outro
para
a
freguezia
de
Cou
cieiro,
ás
terças
feiras,
saindo
de
Braga
ás
3
horas
da tarde,
chegando
a Coucieiro
ás
4
e meia
da
tarde,
e
sae
de
Coucieiro
ás 5
e
meia
da
manhã
e
chega
a
Braga
ás
8
horas.
pkiíços
Para Villa
Verde,
dentro.
.
.
.
200
>
»
»
fóra..........................
160
Para
Coucieiro,
dentro
............................
240
>
>
fóra...............................
200
Braga,
20
de
Março
de
1879.
Alexandre
José
Pereira
Calheiros.
(2323)
pbtbomo
Antonio
Mor-eira
Coelho,
da
rua de
D.
Pedro
V,
n.°
91,
d
’
esta
cidade,
tem
á
venda
petroleo
de
primeira
qualidade,
para
50
reis
o
meio
litro.
(2324)
Einpreza editora
de
Francisco
Arthur
da
Silva
— Lisboa.
BRINDE
A
TODOS
OS
ASS1GNANTES
DA
HISTORIA UNIVERSAL
POR
Cesar
Cantu
Desde
a creação
do
mundo
até
1862
—
con
tinuada
até
1879
por
D.
NEMESIO
FERNANDEZ
CUESTA;
Com
a noticia
dos
factos
mais
notáveis
relativos
a
PORTUGAL
E
BRAZIL
Traduzida
da
edição
francezade
1867
e
acompanhada
da versão
das
citações
gregas
e
latinas,
e annolada
por
Manoel Remardes
Branco
Da Academia
Real
das
Sciencias
de
Lisboa;
professor
daslinguas
gregae
latina,
etc.
2.
a
edição,
illuslrada
com
81
gravuras
primorosamente
executadas.
13
volumes
in-4.° grande.
O
editor
proprietário
d’
esla
publicação,
grato
aos
favores
do
publico,
e
compre-
bendendo
a necessidade de
publicar
um
13.°
volume
para
que
esta
2.a edição
da
HISTORIA
UNIVERSAL
fique
mais com
pleta,
resolveu oflerecer
aos
snrs.
assignan-
les
que
o
auxiliaram
n’
esla
empreza
e
áquel-
les
que
de
hoje em diante
o continuarem
a
coadjuvar,
como
iSRINDE o deeinio
tereeiro
volume,
contendo
trinta e
cin-
ço
capítulos,
seis
gravuras
e
dois
índices,
sendo
o
primeiro
chronolog
:co
e
remissi
vo
de
toda
a
Historia Universal,, servindo
para a
procura
dos
factos
que
n
’
ella
vem
exarados,
e
o
segundo
alphabelico,
con
tendo os homes
de todos
os
homens no
táveis
que
figuram
na historia,
e
os
títu
los
geraes
de
todas
as
matérias, servin
do de auxilio
ao
primeiro
Comprehendendo
a
narração
desenvol
vida
d*cís
acontecimentos
históricos
occor-
ridos
deíde
1851
até
1879,
escriptos
em
hespaíihol
por D. Nemesio Fernandes
Cues-
ta,
e
accrescentados na
parte
que
diz
res
peito
á
PoFtugal
e
Brazil, por
Manuel
Ber-
nardes
Branco.
Fica
portanto
completa
a
segunda
edi
ção
da
HISTORIA
UNIVERSAL,
em
treze
volumes
in-4.°
grande
e
custará:
Brochada
....
200000
reis
fortes
Encadernada.
.
.
270000
»
»
Para
facilitar
a
acquisição
d’esta
tão
importante
obra
ás
pessoas
menos abasta
das
que
a
não
possam
comprar
de
uma
só
vez,
o
editor
deliberou
conservar
aber
ta
a assignatura
em
Portugal
e
no
Brasil.
Cada
folha
de
16
paginas
a duas
colum-
nas,
50
rs.
—
Cada
gravura
primorosamen
te
executada,
40
rs.
-
Condições
da
assignatura
:
—
A
assigna
tura
póde fazer-se
por
entregas
de
duas
folhas,
e
as gravuras
como
convier
—
por
fascículos
de
cinco
folhas
e
uma
gravura,
e
por
volumes
brochados.—
Cada
entrega
de
32
paginas
e
1
gravura,
140
rs.
—
Cada
fascículo
de
80
paginas
e
1
gravura, 290
rs.
CADA
VOLUME
:
1.° vol. br. orn.
de
9
grav..
10870
2.o
>
D
»
6
>
10665
3.»
»
9
>
>
7
10605
,
4.°
0
>
D
5
D
'
10525
•
5.°
9
0
6
9
10615
6.°
9
9
D
6
»
10690
7.°
9
»
S
6
‘10640
8
0
D
>
6
»
10615
9.°
•
»
>
6
>
‘10565
10.°
9
7»
D
6
»
10615
11.0
»
>
D
6
10640
12.o
>
>
D
6
9
10815
13
.»
K
ULTIMO
ornado
de
6
gravu-
ras, brinde
a
todos os
assignantes,
no pre
lo,
GRÁTIS.
Das
81 gravuras
de
que
consta
a
obra
estão
tiradas
45,
pertencentes
aos
vol.
1 a 7.
Este
decimo
terceiro
volume
será dis
tribuído
depois
dé
completo
e tyrochado
a
todos
os
assignantes
que
tenham
pago
o
decimo segundo
volume.
Os
assignantes teem
as
seguintes
van
tagens:
Garantia
e
certeza
do
complemento
da
obra,
e
poder
receber
como
e
quando
qui-
zerem,
por
entregas,
por
fascículos
ou
por
volumes.
LISBOA:
—
A
assignatura
póde
fazer-se
por
entregas,
fascículos,
e por volumes.
O
assignante
receberá
uma
entrega
de
duas
folhas
por
semana,
pelo
menos,
e
as
gra
vuras
que
lhe
convier,
pelos
preços
acima
marcados,
pagando
ao
distribuidor
no
aclo
da
entrega
a sua importância.
PROVÍNCIAS
E
ILHAS:—
A
assignatu
ra
póde
fazer-se por
fascículos
e por
vo
lumes. O
assignante
receberá
o primeiro
fascículo
ou
volume franco
de
porte,
e
só
depois
de
recebidos
mandará satisfazer a
sua
importância em
estampilhas,
valles
do
correio
ou
ordens,
na
certeza
que
não
re
ceberá
o
segundo
sem
que
tenha
satisfeito
o
primeiro, e
assim
successivamenle.
As
pessoas
tanto dç
Lisboa
como
das
províncias
e
ilhas
que
angariarem
DEZ
AS-
S1GNATURAS
RE
a
LISAVEIS
terão UMA
GRATUITA,
dirigindo-se
direclamente
ao
editor.
Assigna-se
no escriptorio
do editor—
rua dos
Douradores,
72,
LISBOA
;
em
BRAGA,
na
livraria
Internacional
de
Eu
gênio
Chardron,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino,
ilhas
e
Brazil.
Francigeo
Artlinr <la Silva—
editor
72, rua
dos Douradores,
72
—LISBOA.
FEIRA
BE ABK1L Eli PENAFIEL
A
camara
municipal
da
cidade
e
con
celho
de
Penafiel,
manda
annunciar:
Que
a feira
annual
de
gados
e
caval
gaduras que
devia
ter
logar n
’
esta
cida
de
nos
dias
10
a
15
d
’
abril
proximo,
é
transferida
para
os
dias 20
a
25
do
mes
mo
abril—em
razão
d
’
aqueiies
primeiros
dias
coincidirem
com
a semana santa
e
paschoa.
Penafiel
e
secretaria
da
camara
7
de
março
de
1879.
O secretario,
(2308)
Agostinho
da
Rocha
Beça,
“
Heplta*.
(FERRO
DULYSADO
BRAVAIS)
BecommeRdad^
pw
todos
os
Médicos
.
•
Contra a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA.
PERDAS
BRANCAS-
etc.
g
O
Ferro Bravais
'ferro
■ lirpuMo
em
gottas
concenlradasf
ê
o-unieodS
excmpto
úc
qualquer,
acido
ç
não
tem
cheiro
nem sabor,
não
produz®
prisão
do
ventre,
diarrhea,
irritação
nem
cança
o.estomago;
alem
d’
isto
e
o
único
qtle
não
faz
os
dentes
pretós.
B
E”
o
mais economíco de
todos os terruqinosos, poiá qne nm frasco tora um mez.
||
[
Deposito
geral
em
Pariz,
13, ruo
Lafayette
(Perto
da
Opera),
e
em
todas
as
Pliarmacias.
«g
|
‘
Desconfiar-se
tbas
imitóws
perigosas
a
exijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
juncta.
iâ
fcEnvia-sr
grátis
a
qnera
o
pedir
por
carú
franqueada, um
interessante
folneto
sobre
a
Anemia
e
o
seu
tratamento.9
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reino.
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
e
79.
AS
CONTRASTAIS
POR
ANTONIO CASIMIRO DA COSTA
A’
venda
no
escriptorjo d
’
este.
jornal,
e
na
livraria
Ciiardron—Braga.
Preço.......................
100
rs.
(2321)
.
AllXMàTiOAO •
D.
Adrianna
Rosa
de
Mello,
residente
na
rua
d
’
Oliveira,
da
freguezia
de
S.
Vi
ctor da
cidade
de
Braga,
faz
saber
que
tendo
requerido
inventario de
maiores,
ao
fallecimento
de
seu
filho
Manoel
An
tonio
de
Carvalho
e
Silva,
no
juiso
de
direito
da
Povoa
de
Lanhoso,
e no
mes
mo inventario
tem
de ser arrematados
em praça,
no
dia
6
do
futuro
mez
de
abril de
1879, no tribunal
judiciário
da
Povoa
de
Lanhoso,
todos
os
bens
de raiz,
moveis,
direitos
e acções
que
do
mesmo
ficaram;
sendo
os
bens
de
raiz,
as quin
tas
denominadas
de
Sete
Fontes,
e
Arre-
balde,
ambas
juntas
e
circuitadas
sobre
si,
apenas
divididas
por
,
um
caminho,
e
muito próximas
á
estrada
nova
da
Ponte
do
Porto,
que
se
compõem
de
grandes
casas
para
senhoria,
e
para
caseiros,
dous
moinhos, eira
de
pedra,
cinco
lagares,
aguas
de
lima
e
rega,
dous
laranjaes,
oli
vaes,
e
pomar
de
espinho
e
caroço,
es
tando
situadas
no
mais
aprasivel
local
da
freguezia
de
Santa
Maria
de
Moure
da
dita
comarca.
Quem
pretender
póde
com
parecer
no
indicado
dia, na
dita
villa,
pelas
10
horas
da
manhã,
podendo
infor
mar-se
das
propriedades,
e
vel-as
pessoal
mente,
cuja
venda
é
para
pagamento
de
credores.
Braga
7
de março
de 1879.
(2290)
D.
Adrianna
Rosa
de Mello.
Empregadas
com
o
mais
grão
successo,
depois
mais
de
40
annos
por
a
maior parte
dos
médicos
por curar
a
Morosis
(fluxo
branco)
doança
das
mancebas
filhas
e
to
das
as
moléstias
chloróticas.
Eis
aqui
a
opinião
dos
mais
eminentes
médicos
que as
tem
experimentado
:
«
Depois
35
annos
que
exerço
a
medicina,
«
tenho
reconhocido
a
este
medicamento
«
(Pilulas
de
Blaud)
vantagems
incontesta-
«
veis sobre
todos os outros
ferreos
e
eu
«
o
miro
como
o
melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE, ex-prisidente
da
Academia
de
Medicina.
« De
todas
as
preparações
ferreas
que
« nos
hão
dado
bons
resultados
no
trata-
«
mento
das
affeições
chloróticas,
as
pilu-
«
las
de
Blaud
parece-nos
devem
estar
na
«
primeira
fila.
»
— Diccionario univ. de
Medicina,
t.
n,
page
99.
-----
Como
prova
da authentlcldade, o,
nome do
Inventor está gravado sobrei
cada
pílula como aqui junto 1
Deposites
:
Paris,
t, r.Paycnne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—
3
(27
*)
DINHEIRO
A
JURO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora da
Torre,
tem
3300000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
. BJLHETES DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo correio,
francos
de por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPABICItí
MALHEIRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27,.
Bilhetes
de
visita em
branco:
Cento,
200,
220
e
240 reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400, 420 e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de S.
Marlinho,
27
51 fflWM
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e veludo.
8?,
Praça do
Barão de S.
nlio,
8 9
APPAIlICiO
A
MLBiaÉí
DIAIHIRO
A JURO
A
confraria de N. Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
4000000 para
mutuar.
(2305)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza que
está
custan
do
o
fornecimento
de pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
aclo
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos Moreira
Guimarães.
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda,
dá-sa
dinheiro
sobre
prata,
ouro, joias,
roupas
e
outros
mais objectos que
tenham va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás 8
da
noite.
DE
Pt
H
E T
O ft I C A
No
campo
de
SanfAnna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso
d’
esta
disciplina.
N
’
esta redacção se
prestam
os
escla
recimentos que
se
pedirem.
COFRE DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baplisla da Silva.
BRAGA, TYPOGRAPIIIA
LUSITANA—1879
Parte de Comércio do Minho (O)
