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-
BròlJHUi. Stâ
íiOS.:U, i
B
O«JITTS CJA. IS TWOTICIOSA.
REDACTOKES
—D. Miguel Sotlo-Mayor
e
Dr. Custodio Velloso.—
DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
7.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1&600
850
40
2&
10
Braga,
12
mezes..........................
»
6
.......
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada linha.
.
.
.
.
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS E SARBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
•
10
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»....................
» sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso................................
N.°
911
S
A.
&
A.
TERÇA-FEIRA
18 DE MARÇO DE 1870
REAL
A1WVERSARI0.
E
’
amanhã,
19,
dia
de
gala
nos
arraiaes legitimistas.
Perfaz
22
annos
a
augusta
Irmã
do
Senhor D.
Miguel
de
Bragança,
Sua
Alteza
Real
a
Duqueza de
Ba
viera,
D.
Maria
José
Beatriz,
a
qual
nasceu
a
19
de
março
de
1857,
e
ca
sou
a 29
(Fabril
de
1871
com
Sua
Alteza
Real
o
Príncipe
Carlos
Theo-
doro,
Duque
de Baviera,
major
ge
neral,
proprietário do
regimento La
var
o de
infante
ri
a
n.°
14.
Nunca
passam
despercebidas
dos
verdadeiros
portuguezes
.
estas
datas
faustíssimas;
porisso
nós,
os
últimos
no
merecimento,
mas
não
na
fide
lidade,
enviamos hoje
as
nossas
mais
sinceras
felicitações
á
heroica
Fa
mília
Proscripta.
Discurso <le
leão XESI aos
jor
nalistas
cotEtoIieos
Grande
é
a
alegria,
suave
a
satisfação
que
enchem
hoje
nosso
animo
vendo-vos
aqui
presentes,
filhos d
i
ledíssimos;
vindes
aqui,
accedendo aos
votos e desejos
de
um nosso
egregio
Prelado,
em numero
tão
considerável,
de todas
as
partes
do
mundo
para
nos
dardes,
ao
encetarmos
0
segundo anno
de
nosso
pontificado,
em
vosso
nome
e
no
de todos os
escripto-
res
dos
jornaes catholicos,
publico teste
munho
de
fidelidade
e
sincera adhesãõ.
A pleníssima
dedicação e
a
devoção
á
Cadeira
de
Pedro
que
solemnemente
pro-
íessaes, o
ardente
amor
pela religião,
e
a
generosa
ousadia,
com
que
defendeis
os
direitos
da verdade
e
da
justiça,
vos
fa
zem
apparecer
aos
nossos
olhos
como
uma
selecta
milicia experta
na
arte de
combater,
bem
municiada
de
armas
e
presies
ao
signal
do
capitão
para
vos
ar
remessardes
no
maior
calor
da
pugm
até
perderdes
ahi
a vida.
Maior ainda
é
nosso
jubilo
quando
conhecemos
a
necessidade,
que
ora
te
mos,
de
taes
auxiliares
e
tão
valorosos
campeões.
Já que
se
conseguiu
liberdade desen
freada,
que
melhor
se
chamaria
licença
de
publicar
pela
imprensa
tudo
quanto
se
quer,
deram-se
pressa
os
homens
amantes
da
novidade
a
derramar
uma
multidão
quasi
infinita
de
jornaes,
que leem
por
íim
im
pugnar
ou
pôr
em
duvida as
normas eter
nas
da
verdade
e
da
justiça,
calumniar
e
tornar
aborrecida
a
Egreja,
incutindo
nos
ânimos
doutrinas
perniciosíssimas.
Maduramente
comprehenderam
quanto
lhes seria
util
e
commodo
para
a
con
venção
de
Seus intenbs
a
publicação
quotidiana
de
jornaes,
que
pouco
a
pouco
com
o
veneno
dos erros
depravassem
os
ânimos, fomentando
os'
maus
apetites e
lisongeaudo
os
sentidos
pata
corromper
os
corações.
E
n
’
isto
foram tão
felizes
que
não
se
enganaria
quem
principalmente
á
im
prensa
perversa
quizesse
attribuir
a en
chente
de
males
e
as
deplorabilíssimas
circumstancias,
a
que
realmenle
nos
acha
mos chegados.
Tendo
o habito
tornado
uma
neces
sidade
a
existência,
de
jornaes
quotidia
nos,
cumpre
aos
escriptores
catholicos
apro
veitar
para
a
sociedade
e
defeza
da
Egre
ja
aquillo
que
os
inimigos
applicam
pa
ra
damno
de
uma
e
outra.
Embora
aos
escriptores
catholicos
não
seja
licito
empregar
certas
artes
e
expe
dientes,
adoptados
pelos adversários,
pó-
dena
aquelles
sem
embargo
compètir
com
estes
quanto
á
variedade
e
elegancia
do
discurso,
e
á
correcta
narração
dos
factos
recentes;
pódem
levar
lhes
vantagem
pela
copia
de'
conhecimentos
uteis,
e
o
que
ainda mais
vaie, pela
verdade,
que
é
a
propensão
natural
da alma,
e
que
quan
do
se apresenta á inlelligencía
pela
sin
gular virtude
e
belleza
com
que
se
amvia,
compelle
a
ser
recebida,
ainda
mesmo
pelos rebeldes.
Será
pois
muito conve-
n
ente
para
o
intento
que
se
escreva
gra
ve
e
moderadameole,
não
se
offendendo
os
leitores
pela
aspereza,
e
sobranceria
intempestiva,
nem
perdendo
de
vista
o
interesse commum por attenções parlida-
rias
ou particulares.
Sobre
tudo
deveis
ter
a
peito
o
que
vos
recorda
o
Apostolo—
que
todos
digaes
a
mesma cousa,
não
havendo
dissidências
entre
nós, sendo
todos
de
perfeito
aeçor-
do
no mesmo pensamento,
na
mesma
sen
tença
(L.
Corint.
1,
10,
constantemente
adherentes
ás doutrinas
da
Egreja Catho-
lica,
prestando-lhes
sincero
e
firme assen
timento.
Tanto
maior
se
apresenta a
necessi-
dide
d
’
essa
concordia
quanto
entre
os
proprios
calholico-,
que
como
taes
se
con
fessam,
não
deixam
de apparecer
alguns,
que se abalançam
a
definir
a
seu talante
publicas
controvérsias, ainda
as
de
maior
importância, que
importam
ás
condições
eqieciaes
da
Santa Sé,
e
parecem
opinar
por
modo
diverso
do
que
reclama
a di
gnidade
e
liberdade
do
Pontífice
Romano.
Para cortar
pois
toda
a
occasião
de
erro, cumpre
recordar
novamente
aos ca
tholicos
que
o
poder supremo
da
Egreja,
divinamente
conferido
a S.
Pedro e
aos
seus
successores
para
conservar
na
fé
toda
a
familia
catholica,
consoante
os
di
vinos
ensinamentos
de
Jesus
Christo
mesmo,
deve
ter
pleníssima
liberdade;
e
para que
essa auctoridade livremente
se
podesse
exercitar
em
toda
a
terra,
quiz a
Pro
videncia
divina
que
passadas
as
perigo
sas
perturbações
dos
primeiros
tempos,
á
Egreja
se
aggregasse
o
poder
temporal,
e
se
conservasse
por
larga
serie
de sécu
los
no
meio
de infinitas
mutações
dos
povos
e
ruirias
dos-
estados.
Por
esta
razão,
por
sem
duvida
gra
víssima,
como
por
vezes
lemos
dito,
e
não por
ambição de
reinar,
ou
rispidez
de
cominando,
sempre que
os
Pontífices
Romanos
viram
perturbados ou
assaltados
os
seus Estados,
consideraram
que
lhes
corria
dever
pelo seu
apostolico
ministério
de
velar pela
conservação e
tulella
dos
sa
grados
territórios
da
Egreja;
e
Nós
mes
mo,
seguindo o
exemplo
de
Nossos
Pre
decessores,
não
cessamos
de
aílirmar
e
reivindicar
esses
mesmos direitos, e
nunca
cessaremos
de fazel-o.
Por
estas
razões,
vós,
caríssimos
fi
lhos,
que
summamente
devotos
á
Santa
Sé
Apostólica
vos
mostraes
promptos
a
sustentar
sua
honra
e
liberdade, fortes
e
unanimes
com
a
palavra
e
com
a
escri-
pta,
propugnae
peia
necessidade
da
sobe
rania
temporal
para
o livre
exercício
de
Nosso
supremo
poder,
e
com a
historia
na mão
demonslrae que
é tão
legitimo
o
direito,
em
que
essa
soberania
teve
origem
e
vida,
que
em cousas
'humanas
não
ha
nem
pode
exigir-se mais
seguro.
Se alguém
para
concitar
o
odio
de
FOLHETIM
OS
LIBERTADORES
Ora
pois—
chegamos
á
venturosa
épo
ca
dos
nossos—
10.tS
LIBERTADORES.
(
Libertadores-mores-do-rein-j!
)
Fallemos
porluguezmenle
e
sem
papas
na
língua. Se
a
gente
se
põe
a
pensar
no
que
estes
diabos
leem feito,
pelo me
nos,
desde
1830
para
cá,
fica
em
duvi
da,
sem saber
quem
tem
menos
vergo
nha
—
se
os liberaes,
se
os reis pardos!—
Vejamos.
Havia
em
França
um
príncipe
de
san
gue—
o ramo segundo
da
casa
real.
Este
homem,
quiz
antes
ser presidente
d
’
uma
républica
de assassinos e
ladrões,
do
que
súbdito
fiel
do
rei
legítimo,
que,
de
mais
a
mais,
era
seu
parente.
Para
conseguir
os
seus
fins depravados,
fez-se
um furi
bundo
républicano,
e
trocou
o
seu
noblis-
simo
nome
de
Philippe d
’
Orleàes,
pelo
immundo
de
Philippe
Egalité!
Nos
clubs
dos
mais
truculentos
revolucionários,
era
o
maior
inimigo
do
seu
rei,
o
santo
Luiz
XVI,
e
da
velha
aristocracia
franceza;
uern
teve
pejo de
assignar
o seu nome
entre
os
dos
assassinos
que
sentenciaram
á
morte
o
filho
de
S.
Luiz.
Mas
os
républicanos, olhando
mais á
sua
procedência,
do que
ao
seu
palavria-
do,
desconfiavam
d
’
eile,
e
um
belio
dia
agarram-o,
e
cortam-lhe
o
pescoço
na gui
lhotina,
pelo
crime
de
ser
descendente
de
Hugo
Capêto.
Foi
a
unica
causa
bôa e
justa
que
os
republicanos
fizeram,
duraute
lodo
o
tem
po
da
sua
atrocíssima
dominação.
Seguiram-se
as
terríveis
guerras
da
ré
publica
e
do
chamado
império,
até
que
a
Europa
colligada,
expulsou de
França
o
monstro
corso,
e
cotlocou
no
throno
o
seu
legitimo
rei.
Mas
no livro
do Destino
eslava
es-
cripto
que os
males
da
França
ainda
não
tinham
terminado,
e
a
Restauração
ape
nas
durou
13
annos.
Nova
revolução
rebenta em
1830,
e
o
Filho
da França
vê-se obrigado
a
fu
gir
para
o
estrangeiro,
pois só assim
pou-
de
escapar
á sorte
de
Luiz
XVI.
E quem
haviam
de
nomeiar
os
revo
lucionários
para
seu
rei?—
O
filho
de
Phi
lippe
Egalité,
um
Capêto! E Luiz
Philip
pe
acceita
a
corôa
da mão
dos
que
lhe
tinham
gulholinado
o
pae!
Sempre
queria
que
me
dissessem,
quem
teve
menos
vergonha,
se
os
liberaes
que
tanto
tinham
vociferado
contra
os
Capê-
tos,
e
cuja
familia quasi
extinguiram—
se
um’
Capêto,
que
acceitou
um
prezenle
tão
deshonroso
e
degradante?
Em
22
de
fevereiro
de
1828,
o Se
nhor
D
Miguel
entra
em
Lisboa,
acom
panhado
apenas
pelos
seus creados par
ticulares,
completamente
desarmados,
e
não
trazendo na
sua
companhia
senão
portuguezes.
As suas tropas
fieis,
estavam
emi
gradas
na
Hespanha,
havia
um anno, e
em
Portugal
linha
contra si,
além
de
uma
grande
parte
do
exercito,
lb.000
inglezes,
commandados
por
Clinton.
Mas,
d
’
esta
vez,
a
força do direito
triumphou
do
direito
da
força.
Portugal inteiro,
co
mo
um
só homem,
acclama
rei o
legí
timo
herdeiro
do throno,
e
o
exercito
lhe
jura
fidelidade.
Mas,
de
que
vale,
para
esta
gente,
um
juramento,
por
mais
sa
grado
que
elle seja?
Alguns
corpos
do exercito, revolucio
nam-se
no
Porto
(16
de
maio
de
1828)
contra
o
seu
rei.
Um batalhão
dè
iufan-
teria
n.°
2, que
estava
em
Tavíra,
revo
luciona-se
também
a
23 de maio;
e o
re
gimento
de
infanteria
n.°
13,
segue-lhe o
exemplo
a
26.
O
general
Palmeirim,
consegue
que
o
batalhão
de
infanteria 2,
abandone
os
seus
ofliciaes
(que
o
tinham
induzido
á
revol
ta)
e
entra
outra
vez
na obediência.
Caçadores
n.°
3,
eslava
na
Ilha Ter
ceira, e
acclamou
o
Snr.
D.
Miguel,
a
27
de
maio; mas
prejura
logo a
22
de
junho,
acclamando a
carta.
Todos
sabem
o
fim
e
as
consequên
cias
d
’esta
revolução.
O
Snr. D.
Pedro,
sabendo
que
o Snr.
D
Miguel
tinha
sido
acclamado
rei
de
Portugal, não
só
por
todo
o
povo,
mas
até
pelos
Tres
Estados
do
Reino, manda
em
27
de
setembro
de
1828.
pelo
seu
mi
nistro
dos
negocies
estrangeiros,
declarar
ao
nosso
encarregado
dos
negocias
no
Bra
zil, para o
fazer
scinte
ao
nosso
minis
tro
dos
estrangeiros,
que,
apezar
da
mu
dança
DE
GOVERNO EM PORTUGAL, AS RE
LAÇÕES
ENTRE
AS DUAS NAÇÕES, CONTINUA
VAM SEM
A MÍNIMA
INTERRUPÇÃO, E O
NOS
SO
ENCARREGADO DE NEGOCIOS, SERIA
AD-
MITTIDO
A TR
TAR NA
CÔRTE BRASILEIRA,
TODOS OS
NE
.OCIOS, POIS CONTINUAVA A
VIGORAR
O TRATADO DE
29 DE AGOSTO DE
1823.
Em
1830, o Snr.
D.
Miguel
manda
ao Rio de
Janeiro
a
fragata
«Pérola»,
le
var
ao
Snr.
D. Pedro,
o
que
lhe
perten
cia
da herança
de
seu pae
(a)
O
Snr.
D.
Pedro,
recebeu
a
herança,
tratou
mui
to
bem
os
ofliciaes
da fragata,
que
vol
tou
a
Portugal,
sem
o minimo emba
raço.
Os liberaes
da
Terceira,
por
varias
ve
zes
mandam
pedir ao
Snr.
D.
Pedro
apôio
e
protecção,
mas elle
nunca lhes
deu
ou
vidos, nem
fez
caso
d
’
eltes;
mas
quando
os
brasileiros
o expulsaram
do
throno,
em
7
de
abril
de
1831,
e
o
oDrigaram
a
acolher-se
a toda
a
pressa
a
bórdo
de
uma
náu
ingleza,
para
evitar ser feito
em
postas
pelos
seus
prepetuos
protegidos,
(b)
então,
e
só
então,
é
que se
lembrou
dos
da
Terceira,
e
se
rnetteu
de
gôrro
com
elles,
fazendo-se
seu
chefe,
para
invadir
Por
tugal,
trazendo
lhe
de
presente
a
guerra,
a
fóme
e
o
cólera-morbus.
Então
digam
lá,
quem tem
menos
ver
gonha,
o
príncipe,
que
emquanto
esteve
no poleiro,
os tratou
de
resto,
e
só
de
pois
de
corrido
é que
se
misturou
com
elles
—
ou os
liberaes,
que,
fechando
os
olhos
a todos
os
desprezos
passados,
fi
zeram
muitas
festas
ao snr.
D.
Pedro,
e
o
elegeram
seu
cabecilha?
PINHO LEAL.
(Conlinúa)
(a)
O
snr.
D.
Pedro,
pagou
lhe
bem,
em
1834,
este
acto
de
lealdade,
man
dando
lhe
roubar
tudo
quanto
legitima-
menle
lhe
pertencia,
e
até
a
própria
rou
pa
do
seu uso!
(b)
Elle
tinha tomado
o
titulo
de
im
perador e
perpétuo
defensor
do
Brazil.
muitos
contra
vós
argumentar
que
é
ir
reconciliável
essa
soberania
com o
bem-
estar da Italia
e
a
prosperidade
dos
es
tados,
respondei
lhes
que
a
salvação
e a
tranquillidade
dos
povos
nada
tem
que
recear
da soberania
dos
Pontífices
e
da
liberdade
da
Egreja.
Não,
a
Egreja
não
excita
os
povos
á
sedição,
mas
refreia-os
e
tranquiliza-os;
não
fomenta
odios
e
ini-
misades, mas
extingue-os
pela
caridade;
não
acirra
a ambição
desenfreada
ou
a
ar-
rogancia
do
mundo,
mas
tempera-
as.com
o
pensamento
da severidade
do
derradei
ro
juizo,
e
com
o
exemplo
do
Rei
ce
leste;
não
invade
os
direitos
da socieda
de
civil,
mas
robustece-os; não
aspira
ao
dominio
dos
Estados,
mas exercitando
com
fidelidade
o magistério,
que
por
Deus
lhe
foi
conferido,
conserva
intactos e no
seu
vigor
os
princípios da
verdade
e
de
justiça,
sobre
que se
apoia
a
ordem,
e
d'onde
deriva
a
paz,
a
honestidade
e
toda
a
civilisação
civil.
Pelo
que se refere aos
povos
da
Ita-
lia,
dizem bem alto
os monumentos
do
tempo
passado
quanto
os
Pontífices
Ro
manos bemmereceram
sempre
d
’
esta
il-
lustre
Melropole
e
de
todo
este
formoso
paiz;
e
altestam
outrosim
que
a
maior
gloria
de
Roma
lhe
vem
da
fé catholica,
pois,
como
diz
S.
Leão
Magno,
Roma
tendo-se
tornado
capital
do mundo
pela
veneranda
Sé de S.
Pedro,
teve
mais
vasto
dominio
pela
divina religião
de
Christo
do
que
pelo
antigo
império
ter
reno
(Ser.
1.
in
Nat. SS. Petri et
Patili).
Accrescenlae
que
os
Ponlitices
Roma
nos
empregaram
sempre
os
maiores
des-
vellos
para
alimentar as
leiras
e
as
scien-
cias,
protegeram
generosamenle as bellas
artes,
e
com
um
regimen
justo
e
paterno
fizeram
a fortuna
dos
seus
povos.
Declarae finalmente
que
os negocios
públicos
na
italia
nunca
poderão
prospe
rar,
nem
ler
estabilidade,
sem
que se
allenda,
como
todas
as
razões
reclamam,
á
dignidade
da
Santa Sé
Romana
e
á
li
berdade
do Summo
Pontífice.
Estas
e
similhantes
cousas,
que
in
teressam
á
sociedade
civil
e
religiosa,
de
veis
divulgar
nos
vossos
jornaes,
apoian
do-as
em
fortíssimas
razões;
sêde
unidos
na
ideia,
no
espirito,
defendei
a
causa
da
Egreja
e
os
direitos
do
Pontificado
Ro
mano.
N
’
essa
lucla,
que
sustentareis pela
justiça,
pela
religião
e liberdade
da
Egre
ja,
não
vos
faltarão
por
certo
copiosas
amarguras,
fadigas e difiiculdades,
mas
não
percaes
o
animo;
que
aos
discípulos
de
Christo
cumpre
levar
a
cabo
empre-
zas
diflicies,
e
padecer grandes
soffri-
mentos.
0
Senhor
vos auxiliará
no
com
bale,
favorecendo-vos
com abundantes
soc-
corros
celestes.
E
para
que
elles
sejam
mais
copio
sos,
a
todos
e
a
cada um
dos
escriptores
do.-
jornaes calholicos,
em
testemunho do
nosso
paternal
affecto,
do
intimo
do
coração
lançámos
a
Bênção Apostólica.
Benediclio,
etc.
W
juramento
religioso
II
Affirmoú
o
illuslre
cathedralico:
«o
juramento
religioso,
exigido
pelo Regi
mento
interno
da
camara
dos
dignos
pares e
da camara
dos
snrs.
deputados,
é
a expressão
mais
completa
e
a aílirma-
ção mais
positiva
da
intolerância
expres
samente
repellida
e condemnada
pela
Carla
Constitucional»
—.
Notaremos
n
’esta
sua
aflirmação:
1."
que
sernilhante
juramento importa intole
rância;
2.°
que, por sua
intolerância, é
condemnado
pelo pacto
fundamental
da
nossa
monarchia.
E
para
o
demonstrar
recorre ao
art.
14o
e
§
í.°
da
mesma
Carta
Con
stitucional.
Ora,
estes
logares
dizem:
«a
inviola
bilidade dos
direitos
civis
e
políticos
dos
cidadãos portuguezes,
que
lem
por
base
a liberdade,
a
segurança
individual,
e
a
propriedade,
é
garantida
peda
Constituição
do
reino pela
maneira
seguinte:
ninguém
póde ser
perseguido
por
motivos
de
reli
gião,
uma
vez
que respeite
a
do
Estado,
e
não
offenda
a
moral
publica».
Mas,
se considerarmos,
que
só
se
af-
firma
n
’estás
duas
disposições,
que
os ci
dadãos
poiluguezes
devem
ser
invioláveis
em
seus
direitos
civis
e
políticos
em no
me
da
liberdade,
da
segurança
individual
e
da
propriedade; e
que só
é
garantida
esta
inviolabilidade
uma
vez,
que
elles
respeitem a
religião do Estado,
que
é
a
Catholica Apostólica
Romana,
como
emá
consignado
tia
mesma
C.
C.,
art.
6.°,
não
1
deveremos
concluir,
que,
exigindo
os
Re
gimentos,
que os
membros
das
duas
ca
maras
jurem
ser
inviolavelmente
fieis
á
religião
Calh.,
Apost.,
Rom., está sua
dis
posição
nos justos
limites
da
mais
genuí
na
constilucionalidade?
Manda
a
C. C.,
que
se
respeite
a re
ligião
Cath.,
Apost.,
Rom.;
mandam
os
Regimentos das
duas
camaras,
que,
por
meio
do
juramento,
os
membros
d
’
ellas
promettam
solemnemente
respeitar
a
mes
ma
religião.
Que
antinomia
ha entre
as duas
dis
posições?
On
le
está
a
força
de repulsão
da
C.
C.,
que
repilla
sernilhante
jura
mento?
Como
é
que
o
condemna
a
Con
stituição
do
Remo?
Não
são
contraditorias as
suas disposi
ções,
são
manifestamente
harmónicas;
não
se
repellem,
é
uma
apenas
evolução
da
outra;
não
são
condemnados os
Regi
mentos
pela
Carta,
são,
pelo
contrario,
evidentenmente
exigidos por
ella.
Pois
obriga
a
C.
C.
a
todos
os
cida
dãos
portuguezes,
que
respeitem
a
reli
gião
do
Estado;
declara
a mesma
C. C.,
que
esta religião
é a
Cath.,
Apost.,
Rom.,
e
será
contrario
ao espirito
da
mesma
Carta,
que
os
Regimentos
exijam
uma
promessa
solemne,
de
que
os
membros
das
camaras
hão de
respeitar
dentro
da
casa do
parlamento
essa
mesma
religião
Cath., Apost,
Rom.?
Por
motivo
da
boa lógica,
o
illuslre
cathedralico
deve
responder
negativamen
te,
porque
a
lógica
é
lei,
que obriga a
todos
E
a
si
proprio
se
confemnará.
Póde o
snr. dr.
Emygdio
Garcia pro
duzir
em
sua
defeza o
art.
25.®
que
diz
<os
membros
de
cada
uma
das
camaras
são in
violáveis
pelas
opiniões,
que
proferirem
no exercício
das
suas funcções»
e
con
cluir,
que
é
do
espirito
da
Carta,
que
não
se
exija o
juramento
religioso,
como
exigem
os
Reg.
das
duas
camaras.
Declarar
a
Carta,
que
os
dignos
pa
res
e
snrs. deputados são
invioláveis
pe
las
suas
opiniões, até
mesmo
religiosas,
e
exigirem
os
Reg.,
que
sejam
sempre
fieis
á
religião
Cath.,
Apost.,
Rom.,
é fazer
este
superior
áquella,
.
—
é
coagir
a
uma
incon-
slitucionalidade.
E
’,
pois, condemnado
o
juramento
pelo
pacto
fundamental
da
mo
narchia.
Mas
aqui
não
ha defeza legitima,
ha
sómente
allegação sem
fundamentos.
Em
verdade,
a
Carta
é
expressa
quan
do
manda
respeitar
a
religião
do
Estado,
que
é
a
Cath.,
Apost.,
Rom.,
e os
Re
gimentos, exigindo
o
juramento,
ou
pro
messa
de a
respeitar, não
fazem
exigên
cia
inconstitucional,
como
deixamos
de
monstrado
á
luz clara
da
evidencia.
Vejamos,
porém,
se
o citado
art.
2o.
0
faz
excepçã
»
.a esta
disposição
geral.
0
dador
da
Carta
com
o
art.
2o.
0
teve
evidentemente
em
vista
garantir a
liberdade
e
a
independencia
dos
corpos
co-legislativos,
para
que
desassombrada-
mente
discutissem
no seio
do parlamento.
Mas
esta
garantia
deverá
estender-se
até
á protecção
da
licença
em nome
da
qual
po-deriam
desacatar
a
religião,
que
a
Carta
declarou
ser
a
do
Estado?
Nunca.
Póde
algum
dos
dignos
pares
e
dos
snrs.
deputados,
em nome
da
sua
invio
labilidade,
elevar-se
em
sublimados
arro-
jos
de
oraloria parlamentar,
póde
esperi-
mentar
a
rija
tempera
da sua dialética
vigorosa
e
esforçar-se
por
demonstrar, que
a
religião do
Estado
é
m
nos
acceitavel.
■Não
deixará
de
a
respeitar, como
exigem
os
Reg.,
se
usar
de
termos
urbanos
e
honestos,
que
só
tenham
por fim
esclare
cer
a
assembleia,
que o
escutar.
São
invioláveis
no
seio
do
parlamento
todos
os
membros
das
duas
camaras,
mas
no sentido
de
não
serem
responsáveis
pe
las
suas
opiniões
perante
os
tribunaes;
podem,
porém,
ser
chamados
á
ordem,
se
exorbitarem
e dissei
tarem
menos
re-
speitosamente.
E
não
é
previlegio,
que
pedimos
pa
ra a
religião
do
Estado,
é
direito
stricto,
que
todas
as
pessoas
leem;
é considera
ção
devida
a
todas
as
instituições
respei
táveis,
como a
Egreja,
a todas
as
ideias
e
sentimentos,
que
constituem
a
crença
religiosa
da
maioria
d
’
um
povo.
Podia-
mos exigil-o,
porque
é
a
religião
do
Es
tado, mas
isto
nos
basta.
Garante
a
Carta
a
inviolabilidade,
para
que
seja
livre
a
discussão e
por
meio
d
’el-
la
se aperfeiçoem
as
instituições,
que
per
tencem
a
qualquer
das
províncias de ad
ministração.
A
relegião
catholica,
que,
em
a
nos
sa
opinião,
é
a
unica
verdadeira
e
a
que
mais favorece
o progresso,
póde
retratar-
se
no
espirito
de
algum
parlamentar
me
nos
verdadeira
e pouco
em
harmonia
com
as
aspirações
da
nação
e
n
’
esle
sen
tido
deverá,
como
patriota,
discutil-a.
E
d’
esl
’
arte
se
allia
satisfatoriamente
a
ampla
liberdade,
que
a
Carta garante
e
o
respeito
á
religião, que
os
Reg.
pre
screvem.
Não
importa,
pois,
intolerância
semi-
Ihante
juramento,
nem
é
condemnado
pelo
pacto
fundamental
da
nossa
monarchia,
como
havia alfirmado
o
illuslre
cathedra-
tico
a
quem
temos
a
honra
de
respon
der.
Proseguiremes.
Y.
Kiioboa, 13
de março de
(Do
nosso correspondente).
Apenas
faltam
<6
dias para
que
che
guemos
ao
termo
legal dos
trabalhos
par
lamentares
de
1879,
e
ainda
nem
sequer
loram
discutidos
os
orçamentos
da
recei
ta,
e
despeza
geral
dp
Estado.
Não
ha
exemplo
de
um desleixo
tão
monumental.
Os
actuaes
ministros,
e
a
sua
guarda
pretoriana,
parecem
apostados
a
retirar,
por
uma
vez,
da
scena
esta
farça
deno
minada
systema
representativo.
Estão
reunidas
as
camaras
ha cêrca
de
tres
mezes,
e
apenas
se
tem
votado
uma
lei
relativa
a
uma
parte
do
ultramar,
e
o
augmento
do imposto
sobre
o
taba
co!
Isto
é,
uma
medida
de
mui
duvidosa
proticuidade,
e
outra
de inconlrastavel
vexame
publico.
Emquanto
ao
resto
do
tempo,
lem-se
esbanjado
em
questões
de
lana
caprina,
em
zumbaias
servis,
ou
recriminações
mutuas,
e,
mais,
ou menos,
em completo
divorcio
dos
primeiros rudi
mentos
da
boa
educação.
E
não
querem,
amigo
redaclor, que
se
lhes
diga
que
todos os
corrilhos
libe
raes,
são, talvez,
sem o
sentirem,
como
os
filhos da
synagoga,
os
apostolos
mais
eloquentes
do descrelito da
obra,
que,
aliás,
pretendem
endeusar!
Todos
instam
pelas
muitas
reformas,
que
são
de
urgente
necessidade;
e,
toda
via,
gastam
os períodos
parlamentares
ou
na
discussão
de
uns
tantos
projectos
inú
teis,
ou
allamente vexatórios,
ou
dormem
para
só
despertarem
quando
o
rei d
’
elles
lhes
manda dizer
que
podem
voltar aos
pátrios
lares.
Se
fôra
partidário
do systema,
crêde
que
todos
os
tractos,
que
os
amigos
d
’
elle
lhe
estão
dando,
me
revoltariam; mas,
pelo
contrario,
recream-me,
deleitam-me,
infiltram-me
neste pobre
espirito,
ha
tanto
açoutado
pelas
vagas
do
infortúnio,
a
es
perança
de
que
a
obra
da
revolução
se
converterá
n
’
um
acervo
de
ruinas.
A
sessão,
pois,
de
1879,
deve,
por
certo, abrir
de
todo
os
olhos
aos
que
até
agora teem andado cegos;
que,
diga-se a
verdade,
são
já
poucos.
1
’ublicou-se o 3.°
numero
do
«Jornal
do
Povo»
E
’
supérfluo
dizer-vos
que
con
tinua
a
ser
fiel
á
nobre
missão,
que
o
seu
iliustre,
e
honradíssimo
redaclor
se
impoz.
Oxalá
que
lhe
não
soçobre
o
animo
diante
das
contrariedades,
e
que
o
favor
publico
continue
a
secunda!-o.
N
’
uma
das
sessões
da
'camara
dos
de
putados
apresentou
Saraiva
de
Carvalho
o
requerimento
de
um
dos
ofliciaes realistas,
tendente
a
arrancar
da
miséria
os
seus
companheiros
de infortúnio. E’
inútil
di
zer
que
o
governo,
e
as
camaras
conti
nuarão
surdos
aos
clamores
do inconlras
tavel
direito que
aquella officialidade
tem
a
um
subsidio
do
lhesouro.
«Odio
velho,
caro
redaclor,
não
cança».
Não
os
imitará,
decerto,
a
legitimida
de.
Para
ella
não
haverá
nem
vencedores,
nem
vencidos.
Olhar-se-ha
apenas
para
os
serviços
de
cada
qual
ao
p<iz,
e manter-
se-hão
todos
os
direitos
adquiridos,
sem
distincção
de
côres
políticas,
sem
que se
pergunte
d
’
onde
se veio.
Isto,
meu
amigo,
não
comprehende
a
revolução.
E’
nobre
de
mais
para
que
o
possa
comprehender.
Também
o
marquez
de
Ficalho
botou
discurso
na
discussão
sobre
a
Guiné.
S.
exc
a
approvou
o
projeclo
do
governo,
porque
entende que
o
mais
conveniente
é
dar
se
áquella
colonia
um
governador
probo,
e
intelligenle
E
’
um
h<bil
modo
de
fundamentar um
voto,
não
achaes?
Dizem-me
qne
amanhã
cantar-se-ha,
em
S.
Carlos,
de
dia,
mas fingindo
noite,
a
celebre
missa de
Verdi,
que
tanta
fama
tem
adquirido
na
Europa.
A
lógica
pedia-o,
pois
já
que
as
op
ras
passáram para
os
coros
dos
templos
aqui
em
Lisboa,
as
músicas
sacras
deviam
de
ir recrear
os
ouvidos
dos
diellanti,
que
frequentam
o
nosso
primeiro
theatro
lyrico.
Tudo
vae
assim,
nem
rico!
E
vae muito
bem
para
a
turba
dos
que
estão
aposta
dos
a
desvirtuar
tudo,
que
ha
de
mais
venerando,
a
fomentar, a
todo
transe,
a
completa
indifferença
religiosa,
a
sumir
na
voragem
de
todas
as
abominações
pos
síveis
os
princípios
calholicos,
ainda,
por
mercê
de
Deus,
não
extinctos
cabalmente
no
paiz.
Continua
o
preço
da
carne de
vacca
a
estar
elevadíssimo,
e
os especuladores a
exportar
ás
centenas
de
bois
para
Ingla
terra,
e o
governo
a
dormir,
ou
a
temer
tocar
na
arca
sancta
da
liberdade
ampla
do
commercio.
Eu
não
digo
que
se prohiba directamenle
a
sahida
do paiz,
do
gado bovino,
mas
estou
certo
que
o
prurido
de
o
exportar
diminuiria
assaz,
com
muito
proveito
dos
consumidores
nacionaes,
se
a
alfandega
exigisse
um
direito
muito
superior
ao
actual
por
cada
vez,
que
se
desejasse
mandar
a
qualquer
dos
portos
extrangei-
ros.
Ainda
nos
paizes
mais livres,
os
go
vernos
não
permillem
a
exportação dos
generos
indispensáveis
á
alimentação
pu
blica,
logo
que
sentem
que
escaceiam,
embora
os
deixem sair
quando
a
abun-
dancia d
’
elles
põe a
cobérto
da
fome
as
classes
de tenues
recursos.
Aqui, em
Portugal,
os
governos
osten
tam-se
energicos,
não
se
lhes
dá
que
os
acoimem
de
oppressores, quando
mandam
o
fisco esfoilar
o
povo;
mas
permanecem
acarrados
no
leito
da
mais
fria indiffe-
rença.
com respeito
aos
interesses
mais
vitaes
do
povo;
deixa-o
á
mercê
da
ava
reza
dos
que
ahi
se
locupletam,
mais
ou
menos,
á
sombra
de uma
liberdade
illimi-
tada,
e,
por
consequência, infesta
á
grande
maioria
nacional.
Como
póde,
pois,
a
nação
querer
ao
liberalismo,
se
elle
prova,
com
os
actos,
que
desdenha
a
causa
do
povo,
que o
fustiga, que o
vexa,
que
o
sacrifica
á
usura,
que
o
empobrece
cada
dia
mais,
que
lhe corrompe
os
costumes,
e
lhe
aplana
incessantemente
o
caminho
da
ul
tima
ruina?
Votou-se,
finalmente, na camara
baixa
a
concessão
arbitrariamente
feita
a
Paiva
d
’Andrada.
0
governo
teve enorme
maioria,
como
era
de
esperar.
E
’
mais
uma
belleza
do
systema,
que
felizmenle
nos
rege.
E
’
um
absolutismo
commodo,
embora repugnante, como
é
sempre
a
mentira
Foi,
talvez,
mais
um
passo
para
a
perda
das
colonias;
que
imporia,
porém,
ao
liberalismo
isso?
Pois não
trabalha
elle,
acaso,
ha
cêrca
de cincoenta
annos,
na
obra
nefasta
da
completa
perda
de
tudo
quanto
herdamos,
de
mais
renome,
dos
que
nos
deram patria,
e
liberdade,
rei,
e
independencia?
Todo
vosso
A.
CHROMCA
ESTRANGEIRA
Na Italia
as coisas
seguem
o
seu
curso
natural.
No
dia
9,
anniversario
da
republica
romana,
Minghetli
pronunciou
em Bolonha
um
discqrso
em
favor
da
monarchia.
Pouco
depois
de
o
haver
fei
to e
de
conseguir
algumas
demonstrações
propicias,
foi
assobiado
e
escarnecido
nas
ruas
por
muitos
indivíduos
que
gritavam:
Viva
Passavanti!
Abaixo
os
vis!
Viva a
revolução
social!
Instaurou-se
ha
poucos
dias
uma
causa
contra
uma
mãe,
melhor
diríamos
uma
fera,
que
deixou
morrer
leotamente
de
fome
uma
sua
filhinha
de
onze
annos.
A
miséria
toma
grandes
proporções
e
muitíssimos
italianos leem
emigrado
para
as
republicas
da
America,
por
não
po
derem
viver
na
sua
patria.
No
vapor
«Humberto
I»
sairam
ha dias
1:000
em
direcçào
a
Btjenos-Ayres.
Não
podemos
dar
promenores
ácerca
da
progressão
espantosa
dos
crimes
que
todos
os
dias
se
commettem
por
toda
a
parle.
Limitamos-nos
a
traduzir as
se
guintes
phrases
pronunciadas
na
camara
do
Montecilorio
pelo
deputado
Di
Rudini,
na
sessão
de II
de
fevereiro:
«Dos
dis
cursos
pronunciados
pelos
procuradores
gcraes
ao
começar
o
anuo
actual
se
in
fere
um
augmento
sempre
crescente
na
criminalidade:
é
um
grito
de
desesperação
e de
dor
que
levantam
os representantes
da
justiça,
os
quaes
direi
que
vêem
quasi
a
sua
própria
impotência»...
O
mesmo
deputado
observou
que
em
dezeseis
ân
uos,
desde
4859
até
4875,
a
criminali
dade
na
Ilalia
lem
tido
um augmento
de
400
a
210.
Eis
os
fruclos
da
liberdade!
—
A
miséria
é
cada
dia
maior
na
Prussia.
Durante
o
trimestre
ultimo
fo
ram
penhorados
os
moveis
de
mais
de
ires
mil
commerciantes
da
capital.
Em
Berlim
senhoras
e
donzellas
pertencentes
ás
principaes famílias
percorrem
as
lojas
dos
negociantes a
offerecer-lhe*
por
todo
o
preço
os
seus
trabalhos
de
bordados
ou
roupa
branca.
De
Mannkeim
escrevem
pa
ra
um
jornal:
«A
caridade
publica
é
im
potente
para
soccorrer
a
miséria
do
po
'vo;
continua
a
aflluencia
das
familias
mi
seráveis
das
povoações
ruraes,
com
quanto
aquella
gente venha
encontrar
outra
mais
miserável
ainda,
a
qual
munida
apenas
d’
uma
lanterna
e
d
’
um
pau
anda
a
pro
curar
nos
montões
d
immundicia
um
pe
daço
de
carvão
ou
outra
coisa
d
’
algum
■valor».
A
’
cerca
dos
effeitos da
perseguição
de
Bismark,
vamos
traduzir
um
resumo
publicado
pelo
príncipe
Radzivill,
prelado
domestico
de
S.
Santidade,
com
o
titulo
djanossa
oder
Damascus,
e
que
tomamos
d'um
jornal
estrangeiro.
Os
resultados
do
Culturkamph
são
negativos
e
positivos.
Os
negativos
são:
Quasi
todas
as
dioceses
da
Prussia
orphãs
de
seus
pastores,
co
mo
também
centenares
de
parochias.
—
A
dissolução
dos
Seminários
e
de
todos
os
institutos ecclesiasticos.
—
A condemna-
ção
de
milhares
de sacerdotes
a
multas
enormes
e
ao
cárcere,
pelo exercício
do
seu ministério,
que
não
toleram
a leis
de
maio.—
A
proscripção
de
communidades
que
haviam
crescido
estreitamente
identificadas com
o
povo
—
Os
gra
ves
damoos
economicos
que
devem
soffrer
numerosos
municípios,
por
causa
da
dita
proscripção.
—A
perda
do
respeito
devido
ás auctoridades
encarregadas de
applicar
as leis, e
a
desapparição
da
confiança
dos
povos
pelo
qoe
faz
o
governo
e
a
maio
ria
parlamentar.—A exasperação
do
povo
catholico,
e o
esp
rito de
opposição
por
-conseguinte.
Eis
agora os
resultados
positivos:
Re
forço
dos
principios
religiosos e
incremen
to
do
amor
á
Egreja.
—Unidade e
affeclo
entre
o Papa
e
os
bispos,
o
clero
e
o
povo.—Dilatação da
imprensa
catholica.
—
Robusta
organisação
política
dos
catholi-
cos
em
defesa dos
seus
direitos.
—
Augmen-
to
de
votos
para deputados
do
Centro
do
'Reic.hstag, e
grande
concordia
d
’estes
úl
timos
com
seus eleitores.
Continua
a dizer-se que
Bismark
insiste
com
o
imperador
da
Allemanha
para
este
decretar
a
dissolução
da assembleia,
em
consequência
da
altitude
hotil
que
ella
tem
tomado, negahdo-se
a
auxiliar
os
seus
planos.
—
Sempre
nos
quiz parecer
que
o
tra-
ctado
de
Berlim
havia
de
ser
olhado,
quan
do
muito,
como
uma
simples
formalida
de.
O
sultão
da Turquia
promulgou
uma
nova
delimitação
das
fronteiras
turco-gre
gas,
pela
qual
o império
ottomano con
tinuará
a
possuir
o
districlo
de
Janioa
e
quasi
todo
o
golpho
de
Arta.
Ora
isto
affecta
a
base
das
negociações
do
congres
so,
em
detrimento
da
Grécia,
a
qual
acaba de
declarar
iusulficienles
as
conces
sões
feitas
pela
Turquia.*E
’ provável,
pois,
que
as
potências
terão
de
intervir
nova
mente
n
’este assumpto.
—A
Rússia tem
continuado
a
abando
nar o
território
ottomano,
com
a
rapidez
possível
e
com
a
manha
também pos
sível.
Os
varrjos aos
Elaneos.
Não
passa
d’
um
assalto,
embora
re
vestido
d
’
outro
caracter,
o que
succedeu
n’
esta
cidade
com
relação
ao
varejo dado
pelo
agente
do
governo
nos
livros
da es-
cripiuração
do
Banco
do
Minho
e Mer
cantil.
Em
fim,
é
um
facto
consummado,
o
vexame
deu-se; mas,
que
importa
isso,
se
é
preciso
encherem-se os cofres públi
cos
com as
avultadas
multas
que
a
lei
impõe?
Reagiu-se,
é
verdade;
e
até
oo
parlamento
já
cantaram
as
nossas
sereias
cm
tom
desafinado,
pedindo
providencias.
O governo
prometteu que a
pilula não
será
das
mais amargas,
pois a
mandaria
adoçar
um
ponquito.
E
quem
tal diria,
que
nos
tempos
dos
grandes
liberaes
se havia
de praticar o
que
acaba
d’
acontecer
no
Banco
do
Minho,
isto
é,
o
vexame
mais atroz
e
escandalo
so,
sanccionado
por
uma
lei,
que
manda
dar
varejos
—
devassando
os
segredos
das
operações,
que
são o
primeiro
elemento
d
’
aquelles
estabelecimentos—equivalendo
o
mesmo
que
ordenar
a
qualquer malsim
o
entrar
despoticamente
na
casa
do
cida
dão!!
O
desespero
é
grande,
e
tanto
mais
sobe de
ponto,
quanto
o
empregado do
fisco
andou
irregniarmente,
apresentan-
se
no
Banco
do
Minho
sem
vir
munido
dos
documentos
precisos,
pelos
quaes
mos
trasse
que podia
proceder
aos
varejos.
D
’
est
’
arte
quiz colher
de
surpreza
a
ge
rência
d
’
aquelle
Banco,
pois
só mais
tar
de,
é que
poude
a
mesma
aconselhar-se,
afim
de
saber
como
devia
proceder
con
tra
um acto
tão
illegal,
quanto
vexató
rio,
e
que
a
lei
não
auctorisava
a
tanto.
E
Braga,
a
antiga
Braga
foi
escolhida
para
disfruclar esta
primazia,
mostrando
assim faltar-lhe
hoje
a
precisa
coragem,
(por
se
não
desaffronlar
como
devia)
de
que
tantas
vezes
deu
provas
n
’oulr’ora.
Mas
é
um
facto
consummado que
custa
a
acreditar.
Só
por
leviandade
é
que
o
governo,
n
’
esta
occasião
em
que
os
esta
belecimentos
bancarios
precisam
de
todo
o
apoio,
pois,
como
é
bem
sabido,
a
mo
léstia
de
que
foram affeclados
ainda
os
não
deixou,
e
só
com
muito
tino
e pru
dência
é que
alguns corpos
gerentes teem
podido fazer
face á
grande
crise
moneta-
taria;
é
n
’
esta
conjnnctura
que
o
governo
manda
um visitador
para
acabar
de os
san
grar,
pondo
assim
em
risco
a
’
sua debil
exislencia,
e
por
consequência
descarre
gando
um
golpe
fatal
no
commercio,
in
do
lambem
na
torrente
a
nossa
definhada
industria!! E porisso
dizemos
que
não
se
acredita—
salvo
se
o
visitador
nomeado
pelo
governo
é o
coveiro,
a
quem
tem
de per
tencer
ametade
do
espolio do
cadaver
que
enterrar.
E
ainda
gritaes
contra
a
legitimida
de!
E
rnostraes
adorar
a
liberdade
parda!
Haveis
de
morrer impenitentes,
bem
o
sabemos;
só
tendes
lingua
paia
maldi
zer
o
bem,
e
não
para
condemnar
o
mal.
ainda mesmo
que
vos
esfollem
em
vida,
comlanto
que
seja
pelo
vosso
idolo.
P. S.
Na
correspondência
de
Lisboa
para
o
«Primeiro
de
Janeiro»
n
0
61,
diz-
se
que
o
snr.
Delegado
do
Thesouro foi
nomeado
perito
peio juiso
de direito,
afim
de
proceder
a
exame na
escripturação
do
Banco
do
Minho,
quando
é certo
que
esse
exame
pertence
ao
Banco
Commercial
e
não
ao
do
Minho.
PARTIDA.
—
Vae
em
um
dos
proximos
dias
d
’
esta
semana
para
differenles
localidades
da província,
o
snr.
Domingos
José
de
Souza
Aguiar,
por
nós
encarregado
de
pro
ceder
á
cobrança
das
dividas
a
este
jornal,
e
de
tractar
d’
outros
negó
cios relativos
a
esta
empreza.- Igual
missão
leva
com
referencia
á
«Se
mana
Religiosa
Rracarense».
Chrmiict*
—
Expõe-se
hoje
o
Sagrado
Lausperenne
em S.
Lazaro.
Abnanhã,
49: -
Indulgência
plenaria
na
egreja da
Congregação;
absolvição
pira
os
Terceiros
de
S.
Francisco.
rs.
Senhora dn»
Angwsíías.—
Veio
ante-honletn
de
tarde,
procissionalmente
condusida,
do
Sancluario
do
Bom
Jesus
do
Monte
para
a
egreja
de
S.
Viclór, a
devota
Imagem
de
N.
Senhora
das
An
gustias.
gaapecção.
—
Foram
na sexta-feira
inspeccionados
na
junta
de
revisão
21
mancebos,
ficando
apurados
1 1,
esperados
4
e
rejeitados
8.
IIlumiitnçAo «lo
paB«eio psihli-
eo.
—
Diz
se que
a exc."'"
camara d’
esia
cidade
vae
encommendar
para
Paris
um
aparelho
J.jblokof,
para
illuminar
o
passeio
publico
em
as
noites
em
que
não
houver
luar.
Ssss»ta
Mari» Magialem».
—
roi
honlem
condusida
procissionalmente
para
a
capella
de
S.
João
da
Ponte,
d
’
onde
é
levada
para
a
da.
Falperra,
a,
milagrosa
imagem
de
Santa
Maria
Migdaoca.
Fechava
o
préstito
uma
banda
de mu
sica.
Iam
também
alguns
auginiios
rica
mente
vestidos a expensas do
snr. João
Baplista
Ribeiro.
Aaylo «1® S. <Sssé. —
A
manhã
festeja-se
o
Padroeiro
d
’
este
asylo,
com
missa
solemne,
antes
da
qual
será
nrnis
trada
a
Sagrada
Eucharistia
a
todos
os
asylados.
Agradecemos
o
delicado
convite
que
recebemos
para
assistir
a
esta
solemni-
dade.
Nerniào.—
O
sermão
da
festividade
de
N.
Senhora
das
Dôres,
que tem
lo
gar
nos
Congregados,
será
prégado
pelo
snr.
conego
Alves
Malheus,
distinctissimo
ornamento
do
púlpito
portuguez.
Falleeimentos.
—
Em a
noite
de
sexta-feira
falleceu
repentinamente,
na
il-
lustre
casa
do
Avellar.
na
rua
dos
Pella-
tnes.
o
exc.“
u
snr.
visconde de
Ruàes,
anceão
respeitável
e
d
’
uma
bondade
e hon
radez
subidíssimas.
Comprimentamos
a
nobre
familia
que
este
triste
acontecimento
enluta.
—
Também
falleceratn
a snr.*
D.
An-
tonia
Maria Simões,
mãe
do
snr.
Manoel
Simões
Braga,
abastado
capitalista
d’
esta
cidade,
e
o
Joaquim
José
d’
Araujo,
pae
do
snr.
Francisco
José
d’
Araujo.
Novo «seriptorio.—
Acaba
de se
abrir,
no
largo de
Santo
Agostinho,
como
vae
annunciado
na
secção
respectiva,
um
novo
escriptorio,
de
reconhecida
utilidade
publica.
Prehenche
elle
uma
grande
lacuna,
pois
d'oravante
desapparecerão
as
diflicul-
dades
<jue
ordinariamente
teem
os inte
ressados
em
encontrar
quem
lhes
faça
as
declarações
complementares
para
apresen
tarem
qualquer
titulo
a
registo,
bem
co
mo os
requerimentos
para
solicitar
qual
quer
certidão
na
respectiva
conservatória,
declarações
para
registos
provisorios
de
foro
ou
hypotheca,
etc.
O
seu
proprietário é competentíssimo
para
estes
trabalhos.
A
niorntidade
a ereoeer...—
Na
rua
do
Anjo
appareceu
abandonada,
á
porta d
’
uma
casa,
uma
creança
recem-
nascida
do
sexo
feminino.
Deu
entrada
no
hospício
dos
expostos.
Nfto
parece
dn ci<li*<le.
...—O
cor
respondente
de
Vianna
do
Castello
para
o
«Commercio
Portuguez», na
sua
corres
pondência
de 10
de
março
para
aquelle
jornal,
depois
de
louvar
os
cuidados
das
Irmãs
Hospitaleiras
pelos
doentes, velando
com
carinho
á
cabeceira,
vigiando
escru
pulosamente
a
quantidade
e
qualidade
dos
alimentos,
etc.
etc. accrescenia:
«Sendo
isto
verdade,
como
está
provado
por tão
repelidos factos, applaudimos
a
deliberação
da
meza da
Mizericordia»,
(por
admittil-as).
«Não
pensaríamos
porém
assim
se
se
tratasse
da
educação
e
ensino
da
infân
cia.
E
’
ahi
que a
reacção
pode
exercer
a
sua
influencia
funesta,
e
tanto basta
para
que
nos
d-vamos
precaver
contra
ella-.
Que
tal!
A quem
quererá o
tal
correspondente
que
se
encarregue
a
educação
da
infân
cia?
Será
ás
escolas
protestantes que
por
ahi
se
vão
creando?
Tudo
que
é
catholico,
é
reaccionario
na
linguagem
de
certos
tartufos.
Consolae-vos,
queridos
viannenses, que
também
por
aqui
lemos
muitos
pequenos
d
’
esse
lote.
ilravez da
provineia.—
Está
con
cluído
o
tractado
definitivo
da
ponte
so
bre
o
rio
Minho.
—
Os
guardas
do
porto
da
Apulia
ap-
prehenderam
na
freguezia
de
Barqueiros
300
camisolas
d
’algodào
descaminhadas
aos
direitos.
—
Estão
vagas
as
cadeiras
d
’
ensino
primário
de
Thaide,
concelho
da
Povoa
de
Lanhoso,
e
a
de
Chorense,
concelho
de
Terras
de
Booro.
—
Esteve
em
Valença
o
revd.
,ní
snr.
padre
Rademaker,
de
passagem
para
a
Coronha,
onde
foi
prégar.
—
O
concelho
de
Guimarães
teve
no
anuo preterito
o
seguinte
movimento
de
população
-—A
população
existente
em
31
de
dezembro
de
1878
era
de
43:989
almas:
foram
1:478
os
nascimentos,
889
os
obilos
e
343
os
casamentos.
—
Tem
sido
abundante
a
pesca
de
sa-
seis
no rio
Minho,
regti|ando,
termo
mé
dio.
a
200
por
dia.
—
Foi
arrematada
a
obra
de
calceta
ria
na
estrada
de
Guimarães
a
S.
Tor-
quato
por
233
reis, e
a
obra
de
assudes
por
10000
reis,
cada
melro
quadrado.
—
Estão
muito
desenvolvidos
os
tra
balhos
da avenida
que
communica
a
es
tação
do
caminho
de
ferro
de
S.
Pedro
da
Torre,
com
a
estrada real
de Cami
nha.
—Falleceu
em
Vianna
o
snr.
José
Cân
dido
da
Rocha
Páris, escrivão
de
direito
n’aqueila
comarca.
— Foram
declarados
subjeitos
ao
ser
viço da
armada os
mancebos
seguintes,
do
concelho
d
’
Espozende:—
Manoel,
filho
de
Manoel
Pedro Fernandes
Neiva,
da
freguezia
de
Fão;
Torquato,
filho
natural
de
Rosa
Gonçalves
Felix, da freguezia
de
Fonte
Boa.
—
Na primeira
quinzena
do
corrente
foram
despachados
para
consummo,
pelas
casas
bacalhoeiras
da
cidade
de
Vianna
do Castello,
242:480
kilos
de
bacalhau,
no
valor
de
20:2060663, importando
os
direitos
e mais addicionaes em
8:5190727
reis.
—
Está
enfermo
o
snr.
João
Dias
de
Castro,
estimável
cavalheiro
de
Guimarães.
—
Foi
aposentado
o
snr.
Antonio
Saa-
vedra Prado
e
Themes
chefe
de
secção
addido
á
alfandega
de Vianna.
—
A
camara
de Guimarães
vae
repre
sentar
ao
governo, para
que
na
projecta-
da
reforma
do
serviço
da
contrastaria
se-
am
conservados
os
contrastes
d
’
aquella
cidade.
—A
commíssão
recenseadora
do
conce-
ho
de
Guimarães
dirigiu
á
camara
dos
deputados
uma
representação
pedindo
que
seja
alterada a
última
lei eleitoral no
sen
tido
de
se
estenderem
os prazos
marca
dos
para
os
diversos
serviços
dos
recen
seamentos.
THEATRO
DE
S. GERALDO
Companhia
dramatica
portu-
gueza
Quarta-feira
\9
de
março.
QUARTA
RECITA
D ASSIGNATURA
O drama em
3 aclos
e
4
quadros
«»
OU
HONRA E
GLOKil
Principia
ás
8
horas.
RECLAMOS
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina, pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicic-
sa
farinha de
saúde,
OU
BAKB.Y
de
Londres.
30
aunou <l’
invariavel gueeeMn
4
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgias,
ílegmas,
arro
ios,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pi-
tuitas,
nauseos,
vomilos,
irritação
intesti
nal,
bexigas,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta
de respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
aiito,
dos
bronchios,
da
be
xiga, do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa, do
cerebro
e
do sangue. 85:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
do du
que
de
Pluskow
e da
exm.
a
stir.a
mar-
queza
de
Brehau, da
snr.*
duqueza
de
Cas-
ilesloard,
do
Lord
Stuard
de
Decies,
par
dToglaterra,
do doutor e
professor
Wur-
zer,
etc.,
-etc.
Cura
n.°
48:614.
—
A
snr.
a
marqueza
de
Brehau,
de sete
amios de doença
do
figado,
d’estomjgo,
emmagrecimeolo,
pal
pitações
nervosas
em
todo
o
corpo,
agita
ção
nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura n.°
62:986.
—
M'
e
Martin,
de
sup-
pressão
da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável,
perfeitamenie
euiada
pela
Mevalescière.
Cura
n.°
65:112.
—
E.
Payard,
de
gas-
iralgia
e
vomilos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre
a
cavida
de
do
estomago
intumecida.
Cura
n.a 62:845.—M. Boilíet, cura,
de
36
annos
de
asthma
com
suffocações
du
rante
a
ooite.
Cura
n.°
70:421.
—
M
A.
Spadaro,
de
uma
constipação obstinada
de
no
e
annos.
Era
terrível,
e
disiiuclos
médicos
unham
declarado
que
não
havia
meio
de
cu-
ral-a
E
’seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economba
ciocoenia
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miado
em toda
a
p<«
ninsuia
:
Em
caixas
de-folha
de
lata,
de
l
/
4
kilo.
500
; de
*/,
kilo 800
rs
;
de
una
kilo,
l$40C'
reis;
de 2
ljt
kilos,
3$200 reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
rendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
RevaleHeãère ehoeolatada;
ella
res-
__ _ _ _ _ _ _
► Gran
êxito
en' Paris <
VELOUTINE
GH1CS FAY 1
POLVO
DE ARROZ ESPECIAL PREPARADO CON
BISMUTO
X
1NVISIBLE
Y ADHERENTE, di al cútil fretoura y tratparanoia.
*
INVENTOR
CHARLES
FAY,
9,
RUE
de
la
P
aix
,
PARIS
x
«XOXX<>XX<X<X<X<
Se
rende en
las Farmacias, Perfumerias, Eeluquerias y tiendas
de quincalla.
Desconfiar de las falsificaciones.
^x-»x4x?xfW^ar
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras ás pessoas,
e
ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes maif
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48 chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chave»i.
«li
B4KHY C.1
I
í
EMITEO.-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das provincias devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Saulo
16,
Bastem»,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça de D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPÓSITOS
ENTRE
DOURO
E
ML
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Uwrceíio»,
Anlonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Bragn,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
-Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
<í»
Casi-
telio,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
GuimarSes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog..
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penufiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
R
inr,
Rua
de
Cedofeita,
160; Fontes &
C.
a,
drogs.,
Pra
ça de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua de
San
to
Antonio, 225
a
227. —
Ponte
do
I
jí
-
ma,
A. J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—Povoa do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vaiença do Tliniie,
Francisco
José de
Sousa, pharm.—
Vil!»
do
Cotad®,
A.
L.
Maia
Torr
s,
pharm.
ÀGHiDBCIWTOS
Joaquim
Fernandes
da
Silva
Braga e
Maria
d
’Assumpção
d
’01iveira
Braga,
agra
decem
a
todas
as
pessoas,
que
por
occa
sião
do
fallecimenlo
de
sua filha
Laura
Belmira
d’
Oliveira
Braga,
a
acompanharam
ao
cemiterio,
no
dia
4
do
corrente;
co
mo
não
foi possível
agradecer
a
todas
pes-
soalmenle,
pedem
desculpa
de o
fazer
por
este
meio,
protestando-lhes
a
roais sincera
gratidão.
(2312)
WfWHWRRWWRSWH??
Andreza
da
Costa
Bezerra
Braga (au-
zente),
Rosa das
Neves
Simões,
There-
za
de
Jesus
Simões,
Joaquim
Simões,
Ma
ria
Simões,
José
Simões
Braga
(auzente),
Ma
noel
Simões
Braga,
José
Fernandes,.
Bento
José
Salgueiro,
e
João
Trindade
de
Freitas,
nora,
filhos
e
genros
da
fallecida
Anlonia
Ma
ria
Simões,
não
o
podendo
fazer
pessoal
mente, agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade
o
caridoso
obséquio
que
lhes
fizeram, acompanhan
do,
da sua
casa
á
egreja,
e
cemiterio,
o
corpo
de
sua
sempre
presada
mãe
e
so
gra,
bem
assim
a todos os
que
lhes
de
ram
seus
sentidos
pezames,
confessam
o
seu
profundo
reconhecimento.
Braga
16
de
março de
1879.
(2316;
ANNUNCIOS
ti
Quem
achasse
um
gato
côr
de
lebre,
muito gordo
e
grande,
que
dá
pelo
nome
de
Macaco,
e
o
entregar
na
rua
da
Cruz
<le
Pedra,
n.°
52,
será
gratificado.
(2315;
Kioc&ooaóm
J
____
—
__
■
•
.
■
.
-*
REGISTO
PREDIAL
J. M. Bello,
com
escriptorio
no
largo
de
Santo
Agostinho
antigo
largo
do
Po-
pulo) n.°
8, nos
baixos
da.
casa da
As
sociação
do
Monte-pio
dos
Artistas, pre
para
as declarações
complementares
que
de
vem
acompanhar lodos
os
titulos
que te
nham
de
ser
apresentados
a
registo,
bem
como
as
declarações
para
registos provi
sórias
de
foro
ou
hypotheca,
—
requerimen
tos para
solicitar
qualquer
certidão na
conservatória,
etc.
etc.
Também
se
incumbe
de
qualquer
es-
cripturação, e acceita
procuração
para apre
sentar
qualquer
titulo
a registo.
A
’
s irmandades, confrarias e
estabelecimentos
pios.
Escripturas
de
mutuo,
—
registos
pro
visórios
ou
definitivos de
foro,
etc.:
pre
param-se,
para entrar
a registo,
no
escri
ptorio
acima indicado.
(2314)
ÉDITOS DE 30 DIAS
Pelo
juizo
de
direito
de
Braga,
e
pelo
caitorio
do
l.°
oíficio,
correm
éditos
de
30
dias,
a
contar
da
publicação do
se
gundo
annuncio
sobre
este
objeclo,
citan
do
os
credores
e
legatários desconhecidos
ou
moradores
fóra
da
comarca,
para
vi
rem
assistir,
querendo,
ao inventario por
failecimento
de
Maria
Fernandes,
casada
que
foi
com
Francisco
de
Barros Pimen-
a,
do logar
do
Ouleiral,
freguezia
dAdau-
*e,
d
’
esta comarca,
em
que
é
inventarian-
e
Francisco
de
Barros
Pimenta,
e
dedu-
Mrem
os
seus direitos
no
mesmo
pro.ces-
z
o,
sem
prejuiso
do
andamento d
’elle.
s
Braga 10
de março
de
1879.
0
escrivão
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Verificado.
(2318)
Adriano Carneiro
de Sampaio.
Massa
fallida
de Antonio
José
Fernandes
Braga.
Por
ordem
do
snr.
juiz
commissario
são
convidados
os
snrs.
credores
a
com
parecerem
no
tribunal
do
commercio de
esta
cidade,
no
dia
26
do
corrente
mez,
pelas
11
horas
da
manhã,
para
a
veri
ficação
de créditos, e
mais
formalidades
prescriptas
no
codigo commercial:
lembra-
se
porém
aos
snrs. credores
que
quando
se
façam representar
por procurador deve
vir
auctorisado
com
procuração bastante,
a
qual
não
póde
ser
feita
a
outro
credor,
assim
como os
documentos sobre
que
baixar
a
reclamação
de\em
ser
legalmente
sellados.
Braga
13
de
março
de
1879.
0
curador
fiscal
provisorio
(2317)
Domingos
Pereira
d
’
Azevedo.
FEIRA
»E ABRIL E.U PEVAFIEE
A
camara
municipal
da
cidade
e
con
celho
de
Penafiel,
manda
annunciar:
Que
a
feira
annual
de
gados
e
caval
gaduras
que
devia
ter
logar
n
’esta
cida
de
nos
dias
10
a
15
d
’abril
proximo,
é
transferida
para
os
dias
20 a
25
do
mes
mo
abril—em razão
d
’
aquelles
primeiros
dias
coincidirem
com
a
semana santa
e
paschoa.
Penafiel
e
secretaria
da
camara
7
de
março
de
1879.
0
secretario,
(2308)
Agostinho da
Rocha
Beça.
ÂWógM
Troca-se
a
dinheiro
uma
Imagem
do
Santo
Christo,
de
marfim, em
cruz
de
ébano,
e
adornada
com
prata,
Quem
pretender,
póde
vêl-a em
casa
do
snr.
Barranha,
na
rua
do Souto, n.°
6.
(2234)
B LHETES DE
V SITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
APPARICIO
Jb MALHRIRO
27,
Praça
do
Bardo
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
«
M
OSI
Com
capas de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo
2
9,
Pritç-a
Rarão de
S. Rlarti-
ntio,
2
9
ÂFP-ÀIUCIO
&
H
ã
LHW
ô
■■
braga
,e
ÍRUA
DE
S.
MARCOS,
N.°5.g
v
ende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer sallas,
lindíssimos gostos, a
prin
cipiar
em
80
reis
a peça.
s
'-ví
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
g
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
&
VINHO
CREOSOTADO
DE
gi
.
hbeet
e
oovciiar
»
MODIFICADO
POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este novo
medicamento,
cujos
resul
tados
têem
sido
surprehendentes,
é
hoje
o
preferido
por
todos
os médicos
tanto
nacionaes
como
estrangeiros
para
a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites,
catar-
rhos
da
bexiga,
tosses
rebeldes,
etc.
Deposito no Porto—Pharmacia
Orien
tal,
268,
rua de
S.
Lasaro,
272. Braga
—
Pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos, 31.
(2229)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga, tendo
em
consideração
a
avultadissirna
despeza
que
está
custan
do o fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
0
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
CASA
z
,.
Arrenda-se
uma
na
rua
de S.
Geraldo
n.° 18.
Trata
se
no
cam-
p0
de
Sanl
’Anua,
n.°
68.
(2298)
DIXHEIKO A
JURO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem reis
400^009 para
mutuar.
<2305)
DIAHEIRO A
J1JR®
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para dar
a
juro.
0
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Fabrica
a vapor
de fundição
ferro e
metaes
Travé«sn de
S.
João—
Draga,
N
’
esta
fabrica,
única
na
província do
Minho,
.fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra, tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da
mesma não
se
tem
pou
pado
a sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e em
parte
o
tem conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que possam
ser
encontrados
no
Porto.
N’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de 5:000
kilos e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para copia
dores,
fuzos
de
novo
systema
para
la
gares, ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores para soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
lodos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’
este
genero
principalmenle
bom
bas de poços.
Preços
os
do
Porto.
W
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
CODIGO
PENAL DA EGREJA
Ou Constituição Apostoliese
Sedig
do
SS.
Padre Pio ÍX
Annotada
e
commenlada
pelo
presbytero
João
Rebello
Cardoso
de Menezes.
A’
venda:
N
’esta redacção.
No
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
e
nas
casas
dos
revd.
mos arcyprestes
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
Mont’
Alegre,
Vianna, Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima,
Villa
Verde,
Villa
Real,
Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção,
Fafé,
Povoa
do
Var-
zim.
No
Porto,
em
casa
do
snr.
José
Car
los
das
Neves, rua das Flores.
Em
Villa
Pouca
d
’
Aguiar,
em
casa
do
revd.
,no
Silvi.no de
Souza
Costa
Júnior,
Dinheiro
sobre penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde as 7
horas
da
manhã
até
ás 8
da
noite.
laECClOlWAÇJLO
DE
K H E
T 0 R11: A
No campo
de
SanCAnna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso
d
’
esta
disciplina.
N
’
esta
redacção
se
prestam
os
escla
recimentos
que
se
pedirem.
RESPOxNSAVEL
—Luiz Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1879
Parte de Comércio do Minho (O)
