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-
B3L'S£'SL.H«
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J
S«0»S5/^
,
lãFOH.C2Aí*.
jè
S
PIIIOT1CIOSA.
REDACTORES—
D.
Miguel Sollo-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Aulonio Joaquim de Mesquita Piiuenlel.
ta«u
w.-<
iKgaxu
7.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1&600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes..........................
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Anouncios
cada
linha
.....................
Repetição....................................
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.........................
2$000
»
6
»
........................
-l§050
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
.......
10
N.° 910
SABBADO 15 DE
MARÇO DE 1879
Síitiíseiro
de
S.
Pedro.
Em
o
n.°
907
d
’este
jornal,
inserimos
debaixo
d
’
esta
inesma
epigraphe
uma
parte
da
brilhante pastoral,
que
o
sabio
e
zeloso
arcebispo
de
S.
Thiago
de Com-
postella
dirigiu
ha
pouco
ao clero
e
fieis
da
sua
archidiocese,
por occasião da col-
lecta
universal
realisada
para
accudir
ás
necessidades da
Santa
Sé.
Por
absoluta
carência de
espaço
nem
lizemos
d
’uma
só
vez
as transcripções que
julgamos
mais
importantes,
nem
em
nu
meros
seguidos,
como
convinha,
para
não
soífrerem
a
admiravel
força
e
valor
dos
argumentos,
com
que
o
doutíssimo
Pre
lado
falia
sobre
ião
momentoso
assumpto
Só agora
pudemos
transcrever
o
mais
importante
d'essa
pastoral,
chamando
a
altenção
do
leitor
para
a
parte
que
foi
publicada
no
n.°
907,
de
8 do
corrente.
E
’
ainda
ao
«Amigo do Povo»
e
«De
fensor do Povo»,
que
nós continuamos
a
offerecer
estes
preciosos
trechos
da bella
Pastoral
do
Prelado
hespanhol,
não
por
consideração
para
cora
dois
jornaes,
cuja
caracierislica
é
simplesmente
a ignorância
irmanada
com
a
má
fé.
mas
por atlen-
ção
áquelles,
em
cujo
espirito
as
palavras
d
’
esses
dois
arautos
da
mentira
e
da
blasphemia,
ao fallarem
sobre o
dinheiro
de
S.
Pedro,
poderiam
ter
depositado
más
impressões.
Prosegue
o venerando
pastor:
Glorificada
Roma
com
o
saugue
do
seu
primeiro
Pontífice,.
e
estabelecida
pa
ra
sempre
n
’
ella
a
primaria
Galhedra
da
Egreja
unica
i|e Jesus
. Christo,
a
sua
paternal
providencia
ordenou
as coisas
de
maneira que,
com
o
andar do
tem
po,
espontaneamente
e
pelos
mais legíti
mos
títulos,
chegaram
a
possuir
os Ro
manos
Pontífices,
successores
de
S.
Pe
dro,
meios
permanentes
com
que
desen
volver
a
sua
actividade
poutiíical
com
a
mais completa
independencia
de
todos os
poderes humanos.
Isto
se
verificou
quando
paulatinamente
se
formou
para
o
Papa
um
reino
temporal
independente,
tão
rico
como era mister
para
o
grandioso
obje-
clo
a
que
se
consagrava,
e
tão pobre
e
pequeno
ao
mesmo
tempo
como
era
conveniente
para não
inspirar receios aos
outros
soberanos
da
terra.
Taes
eram
os
antigos
Estados
Pontifícios,
dos
quaes
o
Papa
é
Rei,
e
ao
mesrao
tempo
Pae es
piritual
de
todos
os
calholicos
do
mundo.
Porém
a
avareza,
a
soberba
e
a
im
piedade
de
commum
accordo,
congrega
ram-se
em epoca
não
mui
remota,
e
pe
los
meios
mais
insidiosos,
violentos
e
rasteiros,
atropellando
os
direitos
mais
sagrados
da
terra,
e
consummando
actos
que
são
a
verdadeira origem
do
extraor
dinário
incremento
que
vão
tomando
o
socialismo
e
communismo
em nossos
dias,
despojaram
o
Justo
do
que
Deus
lhe
ha
via
dado,
e
deixaram-ifo
como
os
judeus
a
Jesus,
quando lhe
tiraram as
vestidu
ras.
Desde
aquelte momento,
privado
o
Pastor
universal
dos
meios
permanentes
com
que
antes
contava
para
o livre des
empenho
da
sua
alta
e
salvadora missão,
renasceu
nos calholicos
todos
do
uni
verso
inteiro
a
obrigação
de
supprir
o
que
a
brutal
violência
lhe
arrebatou
pos-
toque
os
terminantes
preceitos
de
Jesus
Christo,
longe
de haverem
sido
deroga-
dos,
subsistem em todo
seu
vigor.
D
’
a-
qui
a
convergência
geral
de
olhares
para
o
Vaticano;
d
’aqui
numerosas"'e
não
in
terrompidas
peregrinações saídas
d
’
aquem
e
além
dos mares;
d
’aqui
os multíplices
e
generosos
donativos
em
pro
do
ex-
hauslo
Ihesoiro de
S.
Pedro;
d
’
aqui
as
subscripções;
d
’
aqui
os
appelos,
e
d
’
aqui
emfim esse
movimento
geral
de
con
centração
em torno
da
Galhedra
prima
ria,
para
a
qual
os
calholicos
se
dispõem
unanimes
a
sacrificar até
ao
ultimo
cei
til,
se
fosse
mister.
Sensível,
indisivel-
rnenle
doloroso
é
que
a
rapacidade
ímpia
haja
imposto
ao
povo
verdadeiramente
christão
este
novo
sacrifício,
depois
dos
innumcraveis
que sobre
elle
pezam;
po
rém, como
o Santo
Padre,
não
sómenle
não
é a
causanle
de tamanha
imposição,
mas
pelo
contrario
tem
sido
e
é
a
pri
meira
victima
do
sacrílego
despojo,
é
in
questionável
que,
emquanto
aos espolia-
dores
está
reservada
a
tremenda
acção
da divina
Justiça,
aos
membros
sãos
do
corpo
mystico da
Santa
Egreja incumbe
o
dever
de
accudir
próvidamente
em
au
xilio
da
Cabeça
paciente.
O
Santo Pa
lre, na
actualidade,
é
evi
dentemente
pobre,
sendo
como
é
notorio,
que,
contra
tolo
o
direito,
foi
despojado
dos
seus
Estados
e
recursos
lemporaes
pela
força
bruta.
E
mais
e
mais
se
ag
grava
a
sua pobresa,
porque,
faltando-lhe
os
antigos
meios
de
subsistência,
vè-se
forçado
pela
necessidade
a manter:
a
seus
familiares
que
lhe
são
precisos
para
as
mais ordinárias
urgências da
vida;
ao
Sacro
Collegio
dos
em.
nios
Cardeaes,
sem
cuja
ajuda não poderia attender
ao
go
verno
da
Egreja
universal; ao
immediato
dos Prelados
que
são
a
alma
e
a vida
de
aquellas
sabias
Congregições
em que,
cora
inimitável
madureza
se estudam,
mediam
e
resolvem
as
mais
arduas
questões
do
mundo
moral
e
religioso;
aos pundonoro-
sos
oíficiaes
e
creados subalternos que
prestam
os
seus
serviços
ás
ordens
de
aqueilas;
aos
Bispos
e
Missionários
que,
sob
a
proteeção
da
Santa
Sé,
evangeii-
sam
no
antigo
e
novo mundo;
aos
nu
merosos
e
sumptuosos templos e
basíli
cas
de
Roma,
que
se
reparam
e
con
servam,
assim
como
o
seu
culto
e
mi
nistros,
a
exp-nsas do
Erário
pontifício;
a
não
poucos
bispos e
prelados
das
dio
ceses
da
Italia
que,
despojados
e
desal-
tendidos
pelos
invasores,
só
vivem
do
que
a
inesgotável
generosidade
papal
lhes
subministra;
a
innumeraveis
antigos ser
vidores
do Papa
Rei, que, fieis
até
ao
sacrifício
por
dever de
consciência,
não
o
teem querido
abandonar
na
sua
des
graça,
nem servir
debaixo
d’outras
ban
deiras;
e
emfim
para
terminar,
ás
gran
des
calamidades,
que
açoitam
ainda
as
nações
mais ricas
do
mundo calholico, ás
quaes,
parece
incrível!
lambem
alcança
a
inexhaurivel
munificência
e
caridade
do
Vigário d
’Aquelle,
que
é
todo
compaixão
e
bondade.
Ilarmonisando
com
este
concerto
ge
ral, desde
o
principio
de
tão
suífocantes
angustias,
a
archidiocese
Compostellana
lera-se
distinguido por
sua
generosidade
e
despendimeplo em
favor
do
Dinheiro
de
S.
Pedro:
de
modo
que
Nós,
ao
chegar
a
el’
a,
só lemos
continuado
o
mo
vimento
já
pronunciado.
Por
conseguinte
procuramos abrir
desde
logo
subscripção
permanente
no
B
ole
im
do
arcebispado,
e
enviar
a Roma
em
occasiões
opportn-
nas
os
seus produclos. Não fallando
de
outras
anteriores,
quando
em
1876
par
tiu
para
a
cidade
elerna
o
revd.'nu
snr.
então
Deão
d’
esta
nossa
Santa
Egreja
com
outro
de seus
respeitáveis
Capitula
res
para
tomar parte
na
grande pere
grinação
de
Santa Thereza,
representan
do-nos
e
a
nosso
exc.rao
Cabido,
por
seu
lintermedio se
enviou
quanto
havia
até
então
recolhido,
com
o
obulo
que
por
nossa
parte
cremos
dever accrescentar.
Quando
em
1877
viajamos
pessoalmente
a
Roma
a receber
do Santo
Padre
a dis-
tineção
que
não
mereciamos,
unindo-nos
a
outra
peregrinação
hespanhola
que
che
gou
n
’aquella
conjunctura,
offerecemos
lambera
o
recolhido
posteriormente
e
um
respeitável
additamenlo
da
nossa
parle.
Presentemente existirão
na
arrecadação
uns
onze
mil
reis,
e
é
chegado
o
mo
mento
de que.
começando
por
nós,
a
diocese inteira se
decida
a
fazer
um
sa
crifício
extraordinário
que,
ainda
quando
individualmenle
não
seja grande,
sendo
commum,
effecluando-o
lodos,
indispensa-
velmente
ha de
ser
decoroso
e
digno
de
quem
o
offerece
e
d
’
Aquelle a
quem
se
consagra.
Pela
nossa
parte,
desde
já
nos
adiantamos
a
fixar
o
que
nos
correspon
de
na
quantia
de
dez
mil
reales.
O
jtiranienío reliyioso
I
O
snr.
dr.
Manoel
Emygdio
Garcia,
lente
cathedralico
da
faculdade
de
direi
to
e
um
dos
principaes
redaclores,
que
foi,
do
«Partido
do
Povo»,
folha
republi
cana,
que
se
publica
em
Coimbra,
pro-
metteu
publicar
no
mesmo
jornal
uma
serie
de
arligos,
contra o juramento
re
ligioso
e
político, exigido
aos dignos
pa
res
e
aos
snrs.
deputados do
nosso
par
lamento.
Promelleu,
mas ainda
mais
uma
vez
não
chegou, a
realisar
seu
proposito.
Pro-
poz
as
graves questões,
que
tractaria
em
vários
arligos
e
quasi
que
não
respondeu
a
uma
só.
Muito infeliz
é
o
illuslre
cathedralico
quando
promctle
escrever
largaraente
so
bre
qualquer
assumpto!
Offerece
em
1874- alurada
e profunda
polemica ao
dr. Motta
Veiga
sobre
as
gran
dezas
da
philosophia
positiva
e
abandona
tão
momentosa
questão
depois
de appli-
car
algumas
regras
de
grammatica
phi-
losophica
a
uma
carta,
que
lhe
endere-
çára
o
sabio
professor
de theologia.
Apresenta-se
paladino
denodado
em
1878,
para
escrever
sobre
as
reformas,
que
devem
ser
introduzidas
em
a
nossa
Universidade
e
ainda
boje os
leitores do
«Partido
do
Povo»
esperam
o cumprimen
to
da
palavra
jurada
do
publicista
repu
blicano.
Não
importa. Responderemos
a algu
mas
alfirmações,
que chegou a avançar
o
illustre
professor
de
direito
administrativo
em
a
nossa
Universidade.
Pareceram-nos
tão
arrojadas e
perigo
sas
estas suas
affirmações,
tão
anti-catho-
licas
e
inconslitucionaes,
que
não
podé-
mos
ser
superior
á
imposição
da
consciên
cia,
que nos
intimava
o
dever
de
as re
futar
com
vigor,
sem faltar
á
cortezia,
que
é
devida
sempre
em
questões
de
al
cance
theorico
e
pratico
na esphera reli
giosa
e
social
e
que
em todas
as
situa
ções
deve
observar-se
entre
pessoas,
que
se
prezam
e
que
nos
labores
da
scien-
cia
conquistaram
honrosos
diplomas
scien-
tificos
e
só
por
elles
subiram
ás
cadei
ras
do
magistério.
E’
o
snr.
dr. Emygdio
Garcia
um
dos
mais
robustos
talentos
da nossa
Uni
versidade,
mas
a
sua
educação
scientifica
e
as
sins
precipitadas
aspiraçõ s
políticas,
que tantas vezes
teem
atraiçoado
suas
con
vicções
republicanas,
o desnorteiam
e
o
desconcertam
a
cada
momento,
ou
quan
do
do
alto
da
cadeira
professional
pre-
lecciona
os
seus
alumnos,
ou
quando
das
columnas do
jornal
falia
a
seus leitores,
ou
quando
com
ares
de
tribuno
se
faz
escutar
pela mocidade académica e
peio
povo
nos
saraos
litterarios
e
nos
comícios
políticos.
Foi
o
snr.
dr.
Garcia
o
trausplanta-
dor
da
philosophia
positiva
franceza
para
o
nosso
paiz.
E
se
manifesta
tão
aman
te
d’
esta
philosophia,
qne
esquece
seus
deveres de
professor,
que
lhe
são impos
tos
pela
lei
e
pelos estatutos
da
Univer
sidade,
para,
em vez
de
direito
adminiss
trativo,
ensinar
principalmente
aos
seu-
alumnos
a
philosophia
po.-iliva.
que
pres
tende
baseai
a
sociologia
em
principio
taes,
que
são
a
negação
de
outros
verda
deiramente
fundamentaes
da
bôa
ordem
so
cial.
E’
o snr.
dr.
Emygdio
Garcia
o
tri
buno
virulento,
que
se
não
arreceia
de
afTrontar
a
opinião
publica
e
declama
e
invecliva
contra
o
sentimento
religioso
de
quem
o
escuta,
mostrando
sempre
em
seu
furor
tribunicio
odio
ardente, ou
con
vicção
intolerante contra
o
ensino
da
Egre
ja
e
os
actos da
alta
e baixa clerezia.
E
’
o
escriplor
apaixonado,
que ora
se
deixa
deslumbrar
pelo
falso
brilho
de
suas
lheorias,
ora
se
deixa
arrastar
pelas
suas
largas
ambições
e
com
sua
penna
sempre
de
fogo
e
sempre
vibrante,
tudo
combate,
ou
tudo
defende, conforme
é
estorvo,
ou
é
degrau
para
mais se
apro
ximar da
realisação
de
suas
aspirações.
Infeliz
talento,
que
tantas
vezes temos
lamentado
!
Não pretendemos
discutir
o
homem;
só lemos
em
mente
refutar
suas
aflirma-
ções.
Mas
foi
necessário
esboçar
seu per
fil,
para
que
todos
conheçam
o escriplor,
que
se
nos
defronta
e melhor
avalia
rem
o
quilate
de
seus
ensinamentos
dou
trinários.
O
dr.
Manoel
Emygdio
Garcia
é
ho
mem
de
combale,
e
com
sua
palavra
fluen
te,
com
seus
escriptos energicos,
com
sua posição
oflicial, póde
ser
um
grande
perigo
para
a
causa do
catholicismo,
que
é
a
verdade
religiosa
e
o
mais firme
sus
tentáculo
da
ordem
social,
que
elle
pre
tende
negar
e destruir
em todos
os
esfor
ços
que
manifesta.
Julgamos
necessário,
pois, que
os
leito
res
do «Gommercio
do
Minho»
conhecessem
o
orador,
o
publicista,
o
mestre,
que
tanto
se
empenha
contra
a
causa,
que
foi sempre
a
nossa
causa.
Proseguiremos,
refutando
suas
mais
perigosas
affirmações
doutrinarias.
ItíMboa,
I® de naai-ço de
1S39.
(Do
nosso correspondente).
O
militarismo
é,
para
estes
senhores
da
liberdade, o
idolo,
ante
o qual
faz
mister
dobrar
o
joelho.
Todos
o
reques
tam,
todos
lhe querem
perdidamente.
Mas
porque
sentem
que
o
direito
da
força
póde
sustentar
ainda
a
mais
impos
sível das
situações,
como
outfora
a
for
ça
do
direito
mantinha
os
governos,
e
lhes
dava
auxílios
para
dirigrem
a
nau
do
Estado
ao
porto
de
salvamento.
Não
admi.a,
pois, meu
amigo,
que
Marianno
de
Carvalho,
um
dos
mais
slre-
nues
campeões
do
progressismo,
elevasse
a
voz
no
parlamento,
ha
dias,
para
que
a posição dos
majores
do exercito
levas
sem
também
rasca
na
assadura, visto
os
subalternos,
e
capitães terço
já
pes
cado
nas
aguas
turvas.
Se vamos
por
este
caminhar,
veremos
ainda
outro
vulto
de
outra
facção liberal
pedir
que
se
dê mais
uma
fatia
aos
te
nentes
coronéis,
outra aos
coronéis,
ou
tra
aos
generaes
de
brigada,
outra
aos
de
devisão.
embora o
orçamento
da
guer
ra
suba
de
4 mil
contos
a
10
mil. ou
mais,
porque
o
povo póde e
deve
pagar,
e
o
segredo
está
em
fazer a
corte,
e
trazer contente
a
força militar,
a despei
to
de
toda
essa
immensa
popularidade,
de que,
dizem
elles,
a
dysnalia,
e o
systema
parlamentar
gosam
no
paiz.
Pois,
eu, caro
redactor, lambem
fa
ria
o meu
requerimento
se
a
desgraça
me
conduzira
a
ser
pae-da
patria.
Pedi
ria
que
se
restituísse
aos
oíliciaes
de
Evo-
ra-Monte
uma parte
do
muito,
que
o
go
v:
ruo
liberal
lhes
tem
usurpado;
e
pe
diria
que aos
actuaes
oíTiciaes
inferiores,
não
só
se
augmentasse
o
prel,
senão
que
se
permittisse,
por
uma boa
lei
de
pro
moções,
que
os sargentos
pudessem ser
promovidos
a
alferes
antes
de
se
lhes
povoar
a
cabeça
de
cãs
Sexta-feira
foi
o
exame do capitão
Damaso,
filho
do
valente
general
realista
do
mesmo appeOido,
para
major.
Piisidin
o
snr.
D.
Augusto,
commandante
da
bri
gada de
cavallaria,
pelo quero,
po
so e
mando
de
seu
augusto irmão.
A
lei
não
auctorisa
o
improvido
de
generaes,
mor-
mente extranhos
ao
exercito;
mas
hoje
que
se
falia
tanto
de
lei,
nunca
ella
foi
tão
cscandalosamente
postergada,
e
com ta
manho
prejuízo
de
terceiro.
Como póde
um
coronel,
v.
gr.,
solírer
a
sangue
frio,
que
um
paizano,
sem
o
minimo tirocino.
vista
a farda
de
general;
se
acerque
de
ajudante
de
ordens,
e
de
campo,
e
se
ponha
á
freme de
uma brigada, como
se
realmente
fora
alli
em
virtude
da
ki,
que
o elevara,
de
grau
em
grau,
até
at-
tingir
a
altura,
em
que
o
mero
favor
o
collocou?
Não
sei, meu
amigo, o
que
mais
me
admire,
se o
absolutismo
da
elei
ção,
se
a
mansa
obediência dos offendi-
dos.
Cousas
do
tempo,
que
todavia
urge
que não
fiquem
sem
correctivo.
Como
já
sabeis,
de
certo,
é
presiden
te
do
conselho
de
ministros,
em
Hespa-
tiha,
o general
Martinez
Campos.
Preva
leceu o
elemento
m
ditar,
em
que
princi
palmente,
senão
em
que
exclusivamen
te
se
appoiarn
os
governos
bastar
dos,
e
liberaes,
para
vexarem
os
povos.
O
novo
governo declarou
ser
conservador,
isto
é
mantenedor
da
actualidade,
que
não
é,
certamente,
o que póde
restituir
ao
reino
visinho
a
sua
antiga
prosperidade.
Etnquanto
a mim o
novo
ministério abre
via
ainda
mais
os
dias
do
reinado de D.
Aflonso.
Em
França
os
acontecimentos
precipi
tam-se
com
uma
rapidez
labulosa.
Parece
que
o
ministério
de 16
de
maio será
linalmenle
accusado,
e
não
pa
rece
menos indubitável
que
o
actual
ca-
hiiá
para
entregarem
o
poder
a
quem
saiba
caminhar mais
preslesmente
para
a
dissolução
da
sociedade.
Era
insupportavel,
que
n
’esta
epocha
do
vapor,
e
da
electricidade
a
política
re
volucionaria
andasse
como outr
’ora
cami
nhava
qualquer
das
nossas
velhas caleças
das
Caídas.
A
demagogia
comprehende
que
o
li
beralismo
lhe
preparou o
terreno,
onde
é
mister estabelecer o theatro
das
suas proe
zas;
que
o tempo
de
obrar e
de
felicitar
os
povos chegou; e por
isso desce á
are
na
e
combate
peio
seu
querido mote
de
liberdade, egaaldale,
e
falemidade.
Os
pasteleiros
fazem
um
ultimo
esfor
ço no
in
uito de
conjurar
a
tempestade
imminenle;
mas,
estou
que
é
já
tarde.
O
parlamentarismo
isto é,
as taes
cartas,
com
todas
as
suas manhas,
e
so-
phismas,
passa
de
muda.
A
demagogia
iranceza
dar-lhe-ha o
ultimo golpe,
para
em
seguimento
lambem
morrer
de morte
macaca.
Quem
viver,
verá.
Reuniu-se
como
fora
annunciado,
o
clero
lisbonense,
que o
celeberrimo
regu
lamento
de padre Pinho
tende
a
conver
ter
em
servo
da gleba
dos
revd.
os
paro-
cbos.
Faltaram alguns
dos
membros da
assembleia,
e
entre
elles
o
muito
reve
rendo
freire
de
Palmella
(expulso)
Sanches
de
Gusmão,
um
dos
ecclesiasticos
mais
lidos,
e
lieis
aos princípios,
por
que
pu
gnamos.
Resolveu-se
representar
contra
o
tal
regulamento.
Emquanlo
a
política,
meu
rico,
continua
o
ram-rim
liberal
a
manifestar
que
avança,
lodos
os
dias
mais,
o
descrédito
da
caranguejola,
que
denomi
nam sysiema
parlamentar,
e
o
paiz
cada
vez
mais
escarnecido,
e
opprimi
lo
pelos
que
lhes
vieram
dar
a
liberdade
de
tudo
quanto
é
efficaz
para
corromper,
e
ani
quilar
qualquer pov.o.
A
nação,
porém,
enxotará
os
vendi
Ihões,
que
ahi
andam
há quarenta
e
qua
tro
annos,
a
illudir
uns,
e
a
vexar a
grande
maioria
do
paiz.
Por
hoje,
nada
mais
Todo
vosso
A.
a-c
OE.asrtJT.sK:
Aos
wnrs. livreiros e editores.
Este
jornal
não
fará
a
apprecia-
ção de
quaesquer
publicações,
sem
atie
haja
recebido,
um
exemplar de
cada obra;
nem
tão
pouco, além
da
critica,
será
annunciada,
(se o
me
recer),
qualquer
publicação,
sem
que
se
recebam
dous
exemplares.
Faz-se
esta
advertência, para
que
não
succeda,
como está succedendo,
pedirem-nos
a
critica
e
o annuncio
d
’
obras,
das
quaes nos
não
enfiam
mais
que
os
titulos,
os
indices
ou
os
primeiros
fascículos.
Esperamos
que
este
nosso
aviso
seja
tomado,
d
’hoje
para
o
futuro,
na
devida
consideração,
aliás
nos
veremos
na
dura
necessidade
de
sermos
um
pouco
mais
explícitos
a
este
respeito.
OOTILBi
Clirnnicn
religiosi».—
A
’minhã,
16:
—
Na
Sé
procissão
do Sacramento.
De
tarde
exercicios
nos
Terceiros
e
no
Qar-
mo.
Exposição
do‘
Santíssimo
no
Salva
dor
e no
Bom
Jesus
do
Monte.
Expõe-se
o
Sagrado
Lausperenne
nos
Terceiros.
do
Enterro.—A
Meza
da
irmandade
de
Santa
Cruz,
resolveu
definilivamente
que
se
faça
este
anno a
procissão
do
Enterro,
na
sexta-feira
da
Paixão. Percorrerá
as
ruas
do
transito da
de
Passos.
Exercícios
<l’
«»rdes»açã<».—
Na
se
gunda-leira
principiam
os exercicios
es-
pirituaes,
preparativos
para
a
ordenação,
em
cumprimento
das
determinações de
s.
exc.a revd.
lin
,
na
sua
portaria
de
11
de
novembro
de
1878.
iHíssa.
—
A
meza
da
irmandade
do
Populo,
mau
la
celebrar
hoje
uma
missa,
ás
9
horas da
manhã, n
’aque!le templo,
por
alma
do
fallecido Fortumto
Ribeiro
Machado
Guimarães.
Agradecimento.
—
Na
sessão
dos
communicados
publicamos
um agradeci
mento
dos
snrs.
Mattos
Primos,
em
que
testimunham
a
sua
profunda
gratidão ás
pessoas
que
lhes
prestaram
relevantes
e
valiosos
serviços
por occasião do
incên
dio
que,
ha
dias,
leve
logar no
seu
de-
aosito de
carvão
de
pedra,
junclo
á
es
tação
do caminho de ferro d
’
esta
ci
dade.
SuíTrogios.
—
A
direcção
do
Asylo
de
D.
Pedro V,
mandou
celebrar
anle-
honlern,
no
templo
da
Penha
uma
missa
de
requiein
por
alma
do
fallecido
bemfei-
lor
d
’
aquelle
asylo,
o
commendador
João
Joaquim
de
Carvalho
Braga.
O
relwtwrío «li* eoomiiioião de
Hjiiilieaneia,
dit
A
msiocíhçíío
Com-
mereinl.—
Já
conhecemos
alguns
Irechos
do
relatorio,
no
qual
a
commissão
no
meada
pela
Associação
Commercial
—
para
conhecer
das
illegalidades
e
patifarias
per
petradas
pelo
escrivão
de fazenda,
—se
levantou
um monumento
de
picaresca
memória.
Desde
que
lemos lettra
redonda,
nun
ca
vimos
coisa
assim,
nem
ao
menos
pa
recida.
Aquillo está
a pedir
uma
analysesita.
Pois
ha
de
tel
a.
Ora
dèem tempo ao
tempo,
e
verão como
ella
ahi
surge n
’
tim
folheto
com
um número de
paginas
ra-
soavel.
flíMÃo.-
Gostosamente
damos
publi
cidade
ao
que
um
virtuoso
e
esclarecido
presbytero
d
’
Arnoia,
concelho
de
Celori-
co de
Basto,
nos
cominnnica
sobre
uma
missão
que
ultimamenle
fez n’
aquella
fregue
zia
o incansável
e
bem
conhecido
missioná
rio,
frei
Christovão,
da
Falperra.
Temos
peios
.missionários
o
máximo
respeito
e
veneração
e
attribuimos
ás
missões
o
não
se
achar
o nosso
paiz
ainda
completa
mente
perdido.
Porisso
e
porque
sabemos
que
dias.
sobre
serem
guerreadas
por
todos
os inimigos
da
Egreja
e
da
Reli
gião, o
são
também
desgraçadamente
por
muitos
d
’aquelles
que
tinham
a
mais
res-
tricta
obrigação
não
só
de
lhes
não
crear
embaraços,
mas
de
as
fomentar
e
pro
mover
com
todas
as
forças,
sentimos
sempre grande jubilo todas
as
vezes
que
nos communicam
alguma
e
nos historiam
os
beuelicos
resultados
com
que
o
ceu
a
coroou.
Eis
o
que
nos
participa
o
nosso
esti
mável
correspondente:
O revd.
n
”
snr.
frei Christovão,
da
Falperra,
principiou
uma
missão
em
S.
João Baptista
d
’Arnoia,
do
concelho
de
Celorico
de
Basto,
no
dia
18
do
mez
de
janeiro,
(a qual lindou
no
dia
14
de
fevereiro), a
pedido do
reverendo
paro
cho,
e para satisfazer
um
voto
da
falle-
cida
exc.
ma
snr.a
D.
Eugenia
Gusmão
da
Motta
Ribeiro,
<la
caza
de
Cerqueda,
de
cujo
cumprimento
tinha
encarregado
vo
calmente
pouco
antes
de
morrer
a
sua
muito
digna
irmã
a
exc.
ma
snr.
a
D.
Jus-
tina
da
Moita
Ribeiro,
assistente
n'um
convento
da
cidade
de
Braga.
Quem
não
foi
ouvir
o
snr. frei
Christovão?
Quem
não
escutou a
prégação evangélica
u
’
a
quelle
intel
ligente,
virtuoso
e
religioso
missionário?
Não
ha
palavras
cora
que
descrever
o
que
foi
e
produziu
aquella
missão,
e
quaes
os
seus
beuelicos
resul
tados!
Desde
aquelle
dia
até
ao
fim
da
missão,
a
egreja
d
’
Arnoia,
que
acolhe
para
cima
de
2000
mil
pessoas
esteve
sempre
cheia
de
povo
attento
a
ouvir
aquelle
missionário
Apostolico,
que
cora
a
sua
palavra
converteu muitas
pessoas,
que
andavam extraviadas.
Só
nas
mãos
do
parocho
foram
entregues
93:200
para
elle
restituir
a
ddlerentes
pessoas;
e
ou
tros
muitos
objectos
de
lavoura
foram
também
restituídos
a
differentes
pessoas;
desappareceram
muitos
falsos
testimunhos;
cessaram
muitos escândalos; cumpriram-
se
bens
d
’alma
que
ha
muito tempo
estavam
por comprir; reconciliaram-se
muitas
fa
mílias
muitos
annos
inimigas;
numa
pa
lavra.
o
Anjo
do Senhor
veio
á
freguezia
d
’
Arnoia,
chamar
á
contricção,
e
ao
ar
rependimento
aquella
porção
do
rebanho
extraviado de
Jesus
Chrislo.
Bem
haja
o
snr.
fr.
Christovão
e
as
pessoas
que
promoveram aquella
impor
tantíssima
missão!
E
oxalá que
aquelle
tão
doc.il
rebanho
permaneça
em
seu san
to
proposito,
pois
é
o
nosso
maior
de
sejo.
O
snr. fr. Christovão,
e
os
seus
com
panheiros
na
missão,
foiatn
incansáveis,
entre
elles o
muito
digno
pirocho d'Ar
mil.
concelho
de
Fale,
padre
Manoel do
Arico
e o
parocho
de
S.
Pedro
d
’
Aboitn
d
’
Amaranle,
que
estiveram
20
dias
na
residência
do
parocho confessando
cons-
tantemenle
de dia
mulheres, e
de
nouie
até
ás
nove
homens! Eram
tantos
os
pe
didos
e
empenhos
para
se confessarem
que
não
poliam
satisfazer-se
Os
padres
da
freguezia
que
são
5,
também
con
fessavam todos bs dias,
de noite
em
suas
casas
e
na egreja de
dia.
Deus
abençoou
esta
missão,
pois
nos
3
dias
das
quaren
ta
horas
commungaram
na egreja
d
’
Ar-
noia para cima
de 2:000 pessoas.
E
por
effeito
da
missão
ninguém n’a-
quelles
dias
soube,
que
coosa
eram
di
vertimentos
do
entrudo.
A
este
respeito
ainda
por
aqui
não
veio
o
pogresso.
D’
um
presbytero
d
’
Arnoia,
calholico
sincero.
Atravez
«Ia
sprovíneia.—
Na
noite
de
4
foi
lançado
fogo, em tres
partes,
a
uma
leira
de
matto
que
Manoel
José
Ribeiro
possue
na
freguezia
de
Creixorail,
do
concelho
de
Barcellos.
Foi
extincto
quando já invadia
as
leiras
visinhas.
—
Os
trabalhos
de
poda
e empa
no
concelho
de
Melgaço
vão
em
opiimo
an
damento.
devido ao
excellente
tempo
que
tem
feito.
—
O
Banco
de
Guimarães
vae
represen
tar
contra
o
modo porque n’esle
dislricto
se
pretende
íiscalísãr
a
éffeclividade da
execução
da
lei
e regulamento
do
impos
to
do
sello.
—
Vão
muito adiantados
os
trabalhos
do
novo hospital da
villa
de Melgaço, para
o
que
tem
contribuído
muito
u zelo
e
sol-
icitndedo
snr.
José
Cândido
Gomesd’
Abreu,
honrado negociante
d
’
aquélia
localidade.
—
Na
quarta-feira
manifestou-se
incên
dio
n
’
uma
casa
da
rua
d
’
Arcella,
da
ci
dade
de
Guimarães.
Foi
extincto
pelos
aombeiros
miinicipaes
e
voluntários.
—
O
Banco
de
Vianna
apresentou
no
seu
balancete
de
fevereiro
o
lucro
de
9:869^381 reis.
—O
director
do
correio
d'Amares
foi
exonerado
do
respeclivo
logar.
—
Falleceu
em
Ponte
do
Lima
o
snr.
João
Ferreira
Manso,
filho
do
snr. João
Rodrigues
Manso.
—
Refere
um
corresoondente
que
na
freguezia
de
Viclorino
dos
Piões,
concelho
de
Ponte
do
Lima,
um
brilador
de
pe
dra,
Antotonio
José
Pereira,
na
occasião
em
que andava
com
outros
removendo
algumas
pedras
na
estrada
de
Barcellos,
foi
alcançado por
um
penedo,
que
o
dei
xou tão
mal
ferido,
que
momentos
depois
era
cada
ver.
—
Foi approvada
a
caução de
1:001^000
reis
prestada
pelo pagador
das
obras
pu
blicas
do
dislricto
de Vianna.
—
Préga
os
sermões
da
quaresma
na
Misericórdia de
Ponte
do
Lima
o
revd.°
parocho
de
S. Marlinho
da
Gandra,
o
snr.
José-Pereira
d
’
Amorim.
—Féchou,
por
falta
de
pessoal,
a
es
tação
telegraphica
de Barcellos.
—
Foi nomeado
vice-consul
héspanhol
em
Caminha,
D.
Alfredo
Corrales.
SjeSo Xííí.—
Vamos
registar o
tes
temunho
de
um
livre
pensador
ácerca
do
nosso
actual
Pontífice.
E
’
como
segue:
Um escriptor
pariziense
descreve
do
seguinte
modo
o
Ponlilice
que,
pelo
seu
espirito
elevado
e
firme,
é
por
todos
con
siderado
e respeitado:
<Leão
XIII
é
alto
e esbelto.
O
seu
rosto
fórma
um
oval
mui
pronunciado
que
se
vae estreitando
á
medida
que
se
aproxima
da
base:
os
appetites
elevados
alargaram
o
cerebro:
os
appetites inferio
res
abandonaram
a
sua
morada
inferior.
O
rosto
é
delgado
como
o
dos que
vivem
n’
uraa
almosphera
elevada,
onde
o
ar está
mui
dilatado:
a
mente
de Leão XIII
vi
veu
sempre
nas
alturas.
No
perfil
dominam
os
ângulos,
signal da
vontade...
As
feições
são
salientes
e
com
ten
dência
a
terminar
em
aresta;
carácter
phy-
sionomico de
agudeza,
de
engenho
e
de
penetração.
O
nariz
cumprido
recorda o
de
Leão
XII.
A
bocca
grande
denota
bondade.
A
fronte
elevada, indica
serenidade.
A
testa
tnui
alta revela
uma
iotelbgen-
cia
vastíssima.
Os
olhos
mui
vivos
e
meio
cerrados,
indicam
prudência.
São
a
janella entreaberta
por
onde
se
vê
melhor,
sem
ser
visto.
Não
são
os olhos
grandes,
abertos
e
mar
cados
ás
vezes pelas
lagrimas
do
prece
dente
Papa.
Leão
XIII
conhece
os
ho
mens
melhor
que
Pio
IX.
Pio
olhava
sem
pre
para
o
ceu;
os
homens
estão
na
terra.
A
parle
inferior
do
rosto
fechada
por
duas
rugas
profundas
recorda ao primeiro
relance
de olhos
em
lodos
os retratos
do
Papa,
a
parte superior
do
retrato
de
Voltaire
(!).
Mas
esta
similhança
desap-
parece
completamente,
desde
que
se
ouve
fallar
a
Leão.
Leão
s>rri,
e não
tem a
gargalhada
sardónica
e
amarga.
Ha
n
’aquelle sorriso
algo de
celeste,
e
nada
de
diabolico.
E
não
obstante, parece
que
é
o
instrumento
d’
uma
ironia
potente.
Se
o
Papa,
por
soa
vida, por sua
fé,
por seu
dever
e
por
seu
coração,
não
tivesse
chegado
a
amar
os
homens
como
filhos,
quando
os
teria
desprezado!...
»
E com
razão,
accrescenta
a
«Palavra»,
e
nós
com
o
dislinclo collega.
Mas, ó
li
vres
pensadores, se conheceis
isso,
como
é
que
re
ribuis
ao
venerando
Pontífice
o
amor
que
não
mereceis?
Seguindo
e
a
Imirando
a
gargalhada
sardónica
e
amarga
e
o
sorriso
diabolico
de
Voltaire,
do
homem
que
mais
tem
odiado
a
humanidade,
e
que,
como
vós
mesmos
confessaes,
fórma
a
mais
com
pleta
anlifhese
com
Leão
XIII!
Já
é
cegueira!
..
—
Foi
dissolvido
o
parla
mento
héspanhol,
e
são convocadas
para
o
dia
10
de
maio as
cortes
futuras.
SToti®âag
siãversas.—No
arsenal
de
guerra,
do
Rio
de
Janeiro,
acaba
de
ser
fabricada
uma
pistola
de
tiro
continuo
para
uso
da
cavallaria
brazileira. Como
todas
as
armas
de
repetição,
a
nova
pis
tola
tem um
deposito
de
cartuchos
e uma
vez
sortido,
fica
o
atirador
em
condições
de
fazer
um determinado
numero
de
dis
paros
successivos,
sem
outra
operação
mechanica,
além
de
extrair
a
capsula do
cartucho
servido,
operação
que
é
execu
tada
ao
tempo
de
armar
o
cão.
—
O
exercito
dos
zulus,
segundo
in
formações
rigorosas
publicadas
no «Daly
News»,
de
Londres,
pode
calcular-se
em
69:000
homens.
Alfirma-se
que fazem
■parte
do
exercito
grande
numero
de
mu
lheres.
—-Reappareceu a
pra
ga
aos
gafanhotos
em
Iven.
em
Hespanha;
-
—
Confr ma-se
a
noticia
de
um
grande
incêndio
nos
estados
de
Nevada.
Passa
de
1:1004000
reis
o
valor
das
perdas,
e
morreram
munas
pessoas
sepultadas
nas
ruinas.
— Em
Cahers,
refere
a
«Nação», foi
presa
uma
rapariga
de
11
annos
e eda-
de,
accusada
de
haver queimado um
seu
irmão,
de dois
annos,
afim
de se poupar
ao
incommodo
de
tomar
conta n
’elle
!
Consta
a
accreditar
tanta
perversidade
em
tão
tenros
annos.
—
Em
Milão
foi adoptada a
luz
electrica
para
illuminar
as
ruas
da
cidade.
Appelio :i caridade
publica.—
José
Alves
de Araújo,
morador
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
10,
tendo-lhe
sido
penhorados
pelo escrivão
da fazenda,
An
lonio
da
Costa
Moraes,
todos
os
moveis
que
póssuia,
inclusive
5
arraieis de
car
ne
de porco
que
linha
para
adubar
o
magro
caldo,
que
come diariamente
com
sua
mulher
e
filhos;
e
como
não
possa
trabalhar
em
consequência
de lhe
ler
sido
penhorada
lambem
uma
machina
de
cos
tura,
vem por este
motivo implorar
da
caridade
publica uma
esmola,
para
remir
na
fazenda o
que
deve.
José
Alves
de Araújo.
A
’ caridade
publica.—
Recoramen-
damos
ás
almas caritativas, Custodia
Ma
ria
Pereira,
moradora
na
Travessa
de
S.
Vicente,
n.°
4,
a
qual se acha entrevada
e
em
extrema penúria.
SSCÇÃO
BE COMUNICADOS
ASSR
A»ECIiUE.¥T<»
Os
abaixo
assignados,
summamente
penhorados para
com
todas
as
pessoas,
que
por occasião
do
incêndio
manifestado
no
seu deposito
de
carvão,
lhes presta
ram
relevantes
serviços;
veem
por
este
meio
patentear-lhes
seu
reconhecimento
e
gratidão,
especialmente
aos
ill.
mos
e
exc.mos
snrs. presidente
da
exc.
ma
cama
ra,
commissario
geral
de policia.
Joaquim
Firmino
da
Cunha
Reis,
commandantes
e subalternos
dos
bombeiros
municipaes
e
cavalheiros
que
fazem
parle
do corpo
de
bombeiros
voluntários.
Braga
10
de março de
1879.
(2307)
Mattos
Primos
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia dramatica portu
gueza
Domingo
16
de
março.
O
drama
em
3 actos
e
7
quadros
SINTO ANTONÍO.
Principia
ás
8
horas.
KIUXAHOS
SAÚDE
A T030S
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delici-
-
sa
farinha
de
saúde,
OU
BARRY
de
Londres.
35»
«.ainou
d’snvisriave 1
3
Combatendo
as
indigestões (despe-
psias)
gastrica
,
gastralgia
,
flegma, ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intes
tinais,
bexigas,
diarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
allismá,
falta
de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos nervos,
diabethes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta, do
alito,
dos
bronchios,
da
bexi
ga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas
entre
as
quaes
contam-se a
do
du
que
de
Pluskow,
da
exm.
a
snr.
a
marque-
za
de
Brehan,
de
Lord Stuart
de Decies,
par d
’inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°65:311.
—
Vervant,
28
de
mar
ço
de
1806.—
Senhor.
—
Bendito
seja
Deus!
a
sua
Revalescière
salvou-me
a
vida*
O
meu temperamento, naturalmete
fraco,
estava
arruinado
em
consequência de um-
horrível
dispepsia
que
durava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem
resultado
algum
lavoras
vel
pelos
médicos,
declaravam'que alguna
mezes
de
vida
me restariam,
quando a
eminente
virtude
da
sua
Revaleacière
me
restituiu
a
saude.
—
A.
B
runeliére
,
cura.
Cura
n.°
45:270.
—
Tisica.
—
— M.
Ro-
berts,
d
’
oma
constipação
pulmonar
com
tosse, vomotos,
constipação
e
surdez de
25
annos.
Cura
n.°
74:442.—
Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Marilimos),
julho de
1871.—
«De
pois
que fiz
uso
da
sua
benetica
Revn-
leseière,
sinto novo
vigor;
a
laryngite
de
que
soffro
ha
dois
annos
tende
a
desap-
parecer
assim
como
os
incommodos
que
sentia
em
lodos
os
membros.
E’seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne, sem esquentar,
economisa
ciucoenta
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe-
ninsula
:
Era
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/4
kilo,
500
; de
1
|
í
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
14400
reis;
de 2kilos,
34200
reis;
de
6 ki-
los,
6$400; e
de
12
kilos,
124000 rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800 e
14400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
RevaMeseière
choewíwtada ;
ella
res-
titue
o
appettile,
digestão,
sotnno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mai>
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
catxas
de folha
dr
lata
de 12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas, 800 reis;
de 48
chavenas,
l$400
;
dr
120
chavenas,
34200
reis,
ou
25 reis
cads
chavena.
DSJ
WARKY
AC.» JLSUíTE».
-
Píace
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILisbaa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
í®,
J. de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
ML
NHO.
—
Aveiro,
F,
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
Harcelloo,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Hs-rtga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos Chãos
31
—
Pipa
&
irmão,
rua
do
Souto.
—
Viasina do Caa-
tello,
Aftonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande.
140.
—A.
J. Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio d
’Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Pennllel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da Banha
ria,
77;
J. R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.—
Pnnts
do I»i-
iBsa.
à
.
J. Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
ifov®# do VuraiBM,
P.
Machado
de
Oliveira,
pbarma.
—
VaSesxça
do M»ra»»o,
Francisco
José de
Sousa, pharm.—
Villa
«D»»d«,
A.
L.
Maia
Torr
s,
pharm.
CONVITE.
João
da
Costa
e
Silva,
convida
as
pes
soas
das
suas relações
e
as
do
seu lal-
lecido
filho
Thomaz Agostinho
da
Costa
Braga,
a
assistirem
a
uma
missa
que
por
alma
do
referido
seu
filho
terá
lugar
no
templo
dos
Congregados,
ás
8
1/2
da
ma
nhã
de
segunda-feira,
17,
primeiro
anni-
versario do
seu
fallecimento.
(2313)
A8BABECIBIEIT0S
Joaquim
Fernandes
da
Silva
Braga
e
Maria
d
’
Assumpção d’
Oiiveira
Braga,
agra
decem
a
todas
as
pessoas,
que
por
occa
sião
do
fallecimento
de
sua
filha Latira
Belmira d’Oliveira
Braga, a
acompanharam
ao
cemiterio,
no
dia
4
do
corrente; co
mo
não
foi
possível
agradecer
a
todas
pes
soalmente,
pedem
desculpa
de
o
fazer
por
este
meio,
protestando-lhes
a
mais
sincera
gratidão.
(2312)
Sendo
tantas
as
manifestações
de
sen
timento
e
interesse,
e
tão geralmente
distinctos
os
obséquios,
dispensados
n
’
es-
ta
cidade, aos abaixo assignados,
irmãos
e
cunhado
de
Francisco
Jacome
de
Souza
Pereira
de
Vasconcellos,
por
occasião
da
sua
ultima
enfermidade
e
na
dos
actos
reli
giosos
celebrados
em
beneficio
de sua
alma,
na
capella
do cemiterio.
no
dia
8
do
corrente, e
sendo
aos mesmos diffi-
cillimo
procurarem
a
tantas
pessoas
que
de
todas
as
classes
porfiaram
em
acompa-
nhal-os
na
sua
intensa
dòr, aproveitam
este
meio
para
lhes
confessar
suas
innu-
meras obrigações,
tributando
a
todos
o
seu
indelevel
reconhecimento
e gratidão.
Viscondessa
de
Ruães.
D.
Maria
Emitia
Jacome
de
Souza
Pereira
de
Vasconcellos.
Vasco
Jacome
de
Souza
Pereira
de Vas-
concellos.
Visconde
de
Ruães.
(2309)
Os
abaixo
assignados.
extremamenle
penhorados
para
com todos
os
ill.mos
e
exc.
mos
snrs.
que se
dignaram
comprimen-
tal-os por
occasião
do
passamento,
e
as
sistiram
ao
enterro
de
seu
nunca assás
chorado
pae
e cunhado,
o exc.ni
“
snr.
José
d
’Araujo
Azevedo
Mello
e
Vasconcellos,
que
teve
logar
na
capella
da
sua
casa
da
Loureira,
no
dia
3
de
fevereiro,
e
para
com
todos
os
snrs.
ecclesiasticos
que
as
sistiram
ao
oíTicio
de
corpo
presente,
agra
decem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de o
fazerem pessoalmente,
como tanto
desejavam, tributando a
todos o
seu
in
delevel reconhecimento
e
gratidão.
Antonio
d
’Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Francisco d
’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
José
Augusto
d
’Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Bento
d
’Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Viclorio
d
’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos Feio
Alberto
d’
Araújo
Azevedo Vasconcellos Feio
Visconde
da
Torre.
(2283)
ANNUNCIOS
NOVO
HORÁRIO.
Anlonio
Garcia,
de
Villa
Verde,
faz
publico
aos seus amigos
e
freguezes
que
o
seu
carro que
de
Braga
sahe
para
Vil
la
Verde
ás
2
horas
da
tarde fica
sahindo
do
dia 18 em
diante
ás
3
horas
chegan
do
a
Villa
Verde ás
4
1|2;
sahe
de
Villa
Verde
ás
6
horas
da
manhã, chega a
Braga ás 8 horas.
O
mesmo
annunciante
declara
que
ás
terças-feiras tem
um
carro
para
a
fre
guezia
de
Coucieiro,
que
sahe
de
Braga
ás
2
horas
da
tarde,
chega
a
Coucieiro
ás
4
horas
e
sahe
de
Coucieiro
ás
5
1
[2
horas
da manhã,
chega
a
Braga
ás
8
horas.
PREÇOS
(2311)
Anlonio
Garcia.
Para
Villa
Verde
dentro
160
fóra
140
Para
Coucieiro
dentro
200
»
fóra
180
Braga
14
de março
de
1879.
FEIRA
DE ABRIL
EM
PEVIFU L
A
camara
municipal
da
cidade
e
con
celho
de
Penafiel,
manda annunciar:
Que
a
feira
annual
de
gados
e caval
gaduras
que
devia
ter
logar
n
’esta
cida
de
nos
dias
10
a
15
d
’
abril
proximo,
é
transferida
para
os
dias
20
a
25
do
mes
mo
abril—
em
razão d
’aquelles primeiros
dias
coincidirem
com
a
semana
santa
e
paschoa.
Penafiel
e
secretaria
da
camara
7
de
março
de
1879.
O
secretario.
(2308)
Agostinho
da Rocha
Beça.
TEieaotiro no
districio de Brnga,
por S.
M. el-rei que Deus
guar
de
etc.
Faço
saber
que,
sendo
meu
indecliná
vel
dever
dar rigoroso
cumprimento
ao
que
me
é
ordenado,
quanto
á
fiscalisa-
ção
do
imposto
do
sêllo,
no Regulamen
to
de
14
de
novembro
de
1878,
e
sendo
certo
que muitos
dos
que,
na
sua
pró
pria
conveniência,
deveriam promptificar
—
se
ao
pagamento
d
’
esse
imposto, procu
ram,
pelo
contrario,
evadir-se
ao
paga
mento
d
’
elle,
defraudando
a
fazenda
pu
blica,
e
collocando-se
em situação
de obri
garem
mais tarde
o
fisco
a
procedimen
to;
que
fôra
conveniente
evitar
não
s<5
no
interesse da
administração mas no
dos
proprios
que
a
tal
extremo
impelletn
os
que
a
lei
incumbe
da
respecliva
fiscali-
sação,
chamo
por
isso
a
altenção
dos
ha
bitantes
d
’esle
districlo
para
as
disposi
ções
do
mesmo
Regulamento,
bem
como
para
as
tabellas
a
elle
juntas,
a
fim
de
que
não
possam
allegar
ignorância
quan
do
tenham
de
ser
cotnpellidos ás
multas
comminadas
pelo
referido
Regulamento
contra
aquelles
que
houverem
faltado
ao
cumprimento
das
suas
disposições.
Repartição
de
Fazenda
do
districto
de
Braga 4
de
março
de
1879.
O
Delegado
do
Thesouro
(2289) Eduardo
Tavares.
Constando
que
alguns
cerieiros
d
’
esta
cidade,
continuam
a
propalar
que
a
cêra
que
vende
a
Companhia
Cerifica
Portuense,
é
falsificada,
a
direcção
empraza-os
a
que
venham
pela
imprensa,
no
prazo
de 3
dias,
fazer
essa
declaração
publica,
aliás
serão havidos
como
calumniadores.
A
companhia
assegura
que
não
com
pra
senão
cêra
de
l.
a
qualidade,
e
garantirá a
que
levar
a sua
marca.
Porto, 7
de
março de 1879.
Pela
Companhia
Cerifica
Portuense,
Os
diredores,
Manoel
Vieira
Borges.
Manoel
Ribeiro
Rodrigues Forbes.
(2299)
THE
AT RO
DE
S.
GERALDO
A
direcção d
’esle
theatro,
faz
publico
que
no dia
16
do corrente
mez,
pelas
11
horas
da manhã, terá
lugar
a
arremata
ção
de
dous
camarotes,
loja e salla
do
café,
pertencentes
ao
mesmo
theatro.
Braga,
9
de
março
de
1879.
Os
directores,
Francisco
Maria
Pereira
d'Araújo.
Anlonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior
A.ntonio
Santos
d
’
Azevedo
Magalhães.
(23
>3)
Troca-se
a
dinheiro, uma Imagem
do
Santo
Christo,
de
marfim,
em
cruz
de
ébano,
e
adornada
com
prata,
Quem
pretender,
póde
vêl-a
em
casa
do
snr. Barranha,
na
rua
do
Souto,
n.°
6.
(2234)
HL,
«3-
B
r
J8r
9
AA S
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia
fabril SINGER
t?
—
rua de S. Vicente—17
BRAGA
IBG1EB
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de 1877,
888:818
machinas
de
costura!!!
mais sotioe que
em
1876.
A Companhia
Fabril
IWGEB
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
5®o
reis
aenianaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
promplo
paga
mento.
MACHINAS LEGITIMAS
Para famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e
sapateiros
k
COMPANHIA
FABRIL
. Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos o publico que te
nha todo o cuidado para não
ser
enganado com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas,
por infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
Âs
machinas
legitimas
SISTCíER
só
se encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA FABRIL SINGER
17, RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
gralis
em
casa do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e fios para
o
curativo
de feridas no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de seus
concidadãos.
O
escrivão
.Dr,
Domingos
Moreira
Guimarães.
ARREMATAÇÃO
PERANTE
0
GOVERNADOR CIVIL 09 DISTMCTO ABAIXO
DECLARADO
Ko
siúta S8 <ie Março
<2e 1SÍ9
LISTA
N.°
2088
5.
a
FÓRMA
liefonua da iãsti» n.° Mt>«6
HISTIUCT®
ISE BRADA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Fóros
pertencentes
á
Collegiada
de
Nossa
Senhora
da
Oliveira
de
Guimarães
Numeros •
3
Foro
de
310
reis,
50,092
de
meiado,
um
carro
de
palha
painça
ou
triga,
á
escolha,
um
carro
de
lenha
e
13,770
de
marrã,
imposto
no
casal
da
Ribeira
Fassião
e
Casa
Nova: com
lau-
demio
da
sexta
parta
—Emphyteuta,
o
filho
do
dr.
Antonio
Alves
Carneiro
4
Foro
de
450
reis,
duas gallinhas,
um
frangão,
194,18
de
meia
do
e
um
carro
de
palha
painça,
imposto no
casal
de
Villa
Justo,
situado
na
freguezia
S.
Thiago
de
Roufe;
com laudemio
da
sextaparte.
—Emphyteuta,
Antonio
José
Forlunato
Ribeiro
5
Censo
de
37
1|2
reis
em dinheiro,
I[2
gallinha,
6,885
de
mar
rã
e
1
12
dusia
de
palhe
painça,
imposto
em
um quarto
do
Casal
do
Carvalhal
ou
das
Lages,
freguezia de
S.
Martinho
de
Candoso.
—
Censuario,
Domingos
Mendes
Foros
pertencentes
ao
cabido
da
insigne
e
real
collegiada de
Nossa
Oliveira
da
cidade
de
Guimarães
Numeros
7
Foro
annual
de
250
reis, 2
gallinhas,
14.688
de
marrã
e
um
carro
de
palha
de trigo,
imposto
em
metade
do
casal
dos
Chãos,
freguezia
de
S. Cypriano
de
Tabuadella; laudemio da
terça
parte.
—
Emphyteuta,
Guilherme
Pinto
Teixeira
de Carva
lho—
4830560
reis
8
Foro annual
de
60
reis,
121,362
de
trigo
e
1
gallinha
im
posto
em
metade do
Coral
de
Rebadaes,
sito
na
freguezia
de
S.
Martinho
de
Armil;
laudemio da
terça
parte.
—
Emphytheuta,
Joaquim
Leite—
4680686
reis
(2306)
Adoptado
em
todos
os
Ilospitacs.
(FERRO
DIALYSADO
BRAVAIS)
Reconnncndad')
por
todos
os
Médicos.^
Deposito no Porto,
Ferreira
&
Itmão,
e
nas
principaes
pharmacias
do
reino
Centra
a
ANEMIA,
CHL0R3SE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS,
etc.
O Ferro
Bravaís
(ferro
liquido
em
goitas
concentradas)
é
o
unieo
S
exemplo
de
qualquer
acido;
tíão
tem
cheiro
nem
sabor,
não
produz
S
prisão
do
ventre,
diarrhea,
irritação
nem
canoa
o
estomago; alem d
’
islo
e
o
unico
que
não faz
os
dentes
pretoa.
'
O
E’ o mais
economitio de
todos os ferruginosos, pois que um frasco ta nm mez. fl
Deposito
geral
em
Pariz.
13, rue Lefayette
(Perto
da
Opera),
e
em
todas
as
Pharmacias.
Desco:
fiar-se
tlas
imitações
perigosas
&
exijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
juncta.
gralis
a
quem
o
pedir por
carta
franqueada,
um
interessante foi eto
sobre
a
Anemia
e
o
seu
tratamento.y
BILHETES
DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmenlo
de
preço.
APPAHICIO
MAE.HEIHO
27,
Praça
do
Darão
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes de
visita em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27, Praça
do Barão
de
S.
Martinho,
27
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo
8
7,
Praça do Barão
de S. Ptíarti-
nlio,
8
7
AlTAiilllO
4 HALHEIRO
BílAGA
UIKHEIRO A
JURO
A
confraria
de
N.
Senhora
da
Apre
sentação,
de
S.
João
do
Souto,
tem
reis
4000000
para
mutuar.
(2305)
DINHEIRO
A Jl llt)
A
irmandade
de
Nossa Senhora
da
Torre,
tem
3300000 rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
(2203)
A
vali
ações
2960833
3780543
390900
Senhora
da
Avaliações
com
abatimento
de
40
por cento
2900136
2810208
1
Fabrica a vapor
de fundição
ferro
e metaes
Travessa
<le 8,
João—Draga.
N
’
esta
fabrica, única
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á altura de
poder
compelir em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em parte
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para moer
tintas,
pés
para'me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para copia
dores,
fuzos
de novo
systema
para
la
gares,
ferros para
alfaiates
e chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos, canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
todos os
tamanhos.
Também
concerta todas
as
obras
d’este
genero
principalmente
bom
bas
de poços.
Preços
os
do
Porto.
®
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
COFRE DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.° 4.
ViHHO
CREOSOTADO
DE
GinBERT E HOUCHAEK»
MODIFICADO
POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este
novo
medicamento,
cujos
resul
tados
têem
sido surprehendentes, é
hoje
o preferido
por
todos
os
médicos tanto
nacionaes
como
estrangeiros
para
a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites,
catar-
rhos
da
bexiga,
tosses
rebeldes,
etc.
Deposito
no
Porto
—
Pharmacia
Orien
tal,
268,
rua
de S.
Lasaro,
272.
Braga
—
Pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos,
31.
(2229)
®.. s< a:: s «
p
DE
No
campo
de
Sant’
Anna,
n.°
43,
está
aberto
um curso
d’
esta
disciplina.
d’
esta
redacção se
prestam
os
escla
recimentos
que
se
pedirem.
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé da
Roda, dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objeclos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
IfflÊWA?
f
RUA
DE
S.
MARCOS,
N.
“
5.W
||
Vende
papeis
pinta-
@
dos
para
guarnecer salias, $
W
lindíssimos gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça. V
— s
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali- g
dade.e
preços muito
resu-
midos.
'â
Vende
cimento
roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de ca-
sas,
tudo
de primeira
qua-
lidade.
W
AII1W lltí
D0
ALTO
DOUHO
04 CASA
DE VIK.RA PfitCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
»
Lagrima
.........................................
200
>
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de meza
fino.
.
.
.
240
»
de
prova
secca. .... 300
»
Malvasia
de
2.a
.
....
360
»
»
velho...........................400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
.................................
700
9
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
rnan-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Daptisia da Silva.
BRAGA, T1POGRAP1IIA
LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
