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REDACTORES
—D.
Miguel Sotto-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—D1RECT0R—Autonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
acuaaã
7/ ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
...............................
1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
850
40
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATUBA
Províncias,
12
mezes............
20000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
. 3&600
Folha
avulso...................
10
N.°
908
U5Slíf6í«®l£i.'xFa!«SaM
TERÇA-FEIRA
M DE
MARÇO DE 4879
Estamos
de
facto
no
reinado
d
’
As-
trea.
Quem
o quizer
verificar,
leia
no
ex-
tracto
das
sessões
legislativas
as
difleren-
tes declarações
do
governo
com
relação
ao
nosso
estado
financeiro.
Somos,
n’
um
grao
de
prosperidade
pu
blica,
bem
capazes
de
despertar
a
inveja
do estrangeiro
a
nosso
respeito.
E
o
que
é
mais
para
notar,
é
o
meio
realmente
singular
porque atlingimos
uma
tão
grande
felicidade!
Alguém imaginará,
talvez,
que
nos
trou
xe
esta
ventura
aquelle
saldo
de
vinte
e
tantos
contos
de
reis, que
o
snr.
Fon
tes
nos prometteu,
ha
alguns
annos,
em
beneficio
do
paiz...
Nada
d
’isso.
Somos
felizes,
porque
em
vez
do
saldo
temos
um
déficit
de
quasi nove
mil
con
tos,
uma
divida
íluctuanle
enorme,
e
o
thesouro sem
real.
Não
o
dizemos
nós.
Asseverou-o
o
snr.
ministro
da
fazenda,
e
confirmou-o
o
snr.
Fontes, quando
disse,
que
vinte
e
cinco,
cincoenia,
ou
cem
contos
de
reis
gastos
a mais,
não
eram
coisa
que
merecesse
consideração,
porque
não
influíam
no
sys-
tema
financeiro
do
governo.
E
de feito,
que importância tem
essa
quantia
n
’
uma
verba
de
quasi
nove
mil
contos,
que
faltam
para
equilibrar
o
or
çamento?
Os
pessimistas
assustam-se,
porque
os
encargos
da
divida publica
absorvem
já
ametade
dos rendimentos
do
estado.
Não
querem
crer,
que
porisso
mes
mo
seja
mais lisongeiro
o
estado
em
que
se
encontram
as nossas
finanças, do que
quando
esses
encargos
absorviam
apenas
um terço
da receita,
em
tempos
em
que
esta
era
menos
do
que
hoje;
mas
te
nham,
paciência,
que
não
é
possível
du
vidar
se
da
palavra
do snr.
Serpa,
que
por
ser
um
bom financeiro,
assim
o
aíErmou
no
parlamento.
Não temos
o
saldo
promeltido.
mas
te
mos
o
déficit
necessário
para
sermos
bas
tante
felizes,
porque
segundo
os
princípios
da
infallivel
economia
política,
uma
na
ção
é
tanto
mais
feliz,
quanto
maiores
fo
rem
as
suas
dividas.
,
Porque
não
importam
os
contribuintes
o
principio
para
a
administração
particu
lar
de
suas
casas?
O
que
na
fazenda
publica
constituo
um
principio
de
riqueza,
por força que
o ha
de
ser
igualmente
na
propriedade
particular;
e
d
’
esta
fórma
o
que
mais
deve,
será
por
isso
o
mais
rico.
O
peior
é
que
quem
deve,
lem
que
pagar. E
que,
portanto,
as
grandes
di
vidas que
hoje
pesam
sobre
o
thesouro,
recaem
directamente
sobre
as economias
dos
contribuintes.
Assim
é
que,
estando
ricos,
estamos
pobrissimos;
ricos,
porque
devemos
mui
to;
pobres,
porque
não
lemos
com
que
pagar.
Que
bello
systerna!
que
bons
adminis
tradores!
M.
MARINHO.
----
a.---------------------------
O
«
ísíeííj
»
do a’«n»T
w».
Uma
local
sob
a
epigrapiie
de
Con
ferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo,
que
in
serimos
em
o
n.°
905
do
nosso
jor
nal,
fui desafiar
as
iras
do
escrevi-
tibador
do
«Amigo
do Povo»
Se
o
lei
tor
a não
leu
e
quer
tomar
conhecimen
to
da
questão,
convidamol-o
a que
con
sulte
o
citado
n.°,
sem
o que
não
po
derá
julgal-a
perfeitamente.
Esta
advertên
cia
que
fazemos,
nos
evitará
o
ter
de
repetir
o
que
aili
deixamos escripto,
e
apenas
di
remos
que
ella stiginatisava
o proceder,
atlenlas
muitas circumslancias,
inqualifi
cavei,
dos jornaes
que,
em
lingua
gem
rude
e
grosseira,
aífirmaram
que
a
distribução
da
sopa
economica
pelos ope
rários pobres
sem
trabalho
se
fizera
sob
influencias
políticas,
o que
era,
e é,
in
teiramente
falso; e
do que,
já
a
estas ho
ras,
pelo
que se tem
passado,
devem
es
tar
convencidos
os
que
isso
atlirmaram,
se
n’aquelles
cerebros
desnorteados,
póde
al
guma
vez
albergar-se
a
convicção da ver
dade.
N
’esse
escripto,
como
o
leitor
pode
rá
ter
visto
ou
ir vêr,
fomos
duros
e
energicos,
confessamol-o,
mas
nem a
nos
sa
consciência
foi
trahida,
nem
a verda
de
espesinhada,
nem
a
justiça
oifendida
no
mais leve
ponto.
E
este
mesmo
testimunho
da
nossa
consciência,
temos
a
mais
plena convic
ção
de
que
deve
ter
sido plenamente com
provado
por
todas
as
pessoas sensatas
d
’
esta cidade
que
conhecem
a
fundo,
por
um
lado,
a pureza
da
nossa
intenção,
e
por
outro,
a
natureza,
a
indole
e
o ca
rácter
das torpes insinuações
que
deixa
mos
stygmatisadas.
Fomos
duros, mas
conscienciosos;
se
veros,
mas
verdadeiros;
energicos,
mas
justos.
A
verdade
é
sempre
amarga
para o
mentiroso
assalariado,
para
o
calumniador
professo,
e
para
o delinquente
consuetu-
dinario;
e
tanto
mais
o
é,
quanto
mais
clara
e
evidente se
patenteia,
mas
nem
porisso
abdica
vez
alguma
os
seus
fóros
de
verdade.
Chamar ás
cousas
pelo
seu
nome,
póde
ser
amargo
e
custosa;
injus
to e
falso, nunca;
e
em questões
d
’hon-
ra,
de
credito
e
de
Religião,
logo
que
passaram
ao
dorainio
publico,
se
nenhu
ma
mentira
é
util,
nenhuma
verdade
é
prejudicial.
Volte,
pois,
contra
si
proprio
todas
as
iras,
o
homem
que
procurou a
gloria,
nada
invejável,
de se arvorar
em men
sageiro
da
mentira
e
da iniquidade; nunca
porém
perca
a
tramontana
em
presença
da
voz
eloquentee
fulminante
da
verdade
que
o
condemna,
pois
ella
lhe responderá:
Quem
não
quer ser
lobo,
não
lhe
veste
a
pelle.
E’
certo,
também
o
não negamos,
pois
em
nada
prejudica
o
que
levamos
diclo,
que
muito
tempo
havia
que
o
«Amigo do
Povo»
nos
estava
esgotando
a
paciência
com
zumbaias,
allusões
e sarcasmos
tor
pes.
Nunca
esse
papel
immundo
perdeu
occasião
de
nos
salyrisar,
morder
e
pro
vocar
com
tanta
mais
insistência,
despei
to e
rancor,
quanto
maior
era
o
desprezo,
a
que
o
volavamos,
e
de que
elle
é
mere
cedor.
Por
muitas
vezes
nos
susteve
a pen-
na
o
pedido e
as
reflexões
d’
alguns
ami
gos,
que sempre
nos
uisseram
que
elle
era'
indigno
de
que
lhe
dirigíssemos
uma
só
palavra,
porque
estava abaixo
de
toda
a
critica,
e
era
absolutamente
impotente
para
comprehender
o
bem
e
a
verdade.
Ha
infelizmenle,
força
é
confessal-o,
homens
assim
formados.
Outros,
porém,
nos
estranhavam
o
dei
xarmos
por verberar
cond'gnamenLe
o
des
plante
e
a
petulaucia
com
que
iucessan-
temente
nos
insultava.
Perplexos
durante
longo
tempo entre
estas
duas correntes
d
opiniões
apparen
temente
encontradas,
mas
quo
tem
ambas
um
fundo
de
verdade,
não
nos
pudemos
utlimamente
conter
quando
elle
com
outros
investiram
perfidamente
com
asublimee
pu
ríssima
sociedade da
Conferencia
de
S. Vi
cente
de Paulo,
que
tomára
a
seu
cargo o
generoso
emprehendimento
da
sopa
economi
ca;
sem
embargo
de
não
ser
comnosco
a
questão,
nem
lermos
n
’
ella o
minimo
in
teresse
pessoal.
Foi
então
que
corapuzemos a
local in
seria
no
nosso
n.°
905,
na
qual,
se
de
alguma
cousa
nos
remorde
a
consciência,
é
tão-sómenle
de
lermos
sido
mais in
dulgente
e
caritativo
para
com
quem
o
exercício
da
indulgência
é
frouxidão,
a
benevolencia
um desproposito.
a
cortezia
uma
exlravagancia;
nunca, porém,
de
ter
mos
faltado,
nem
á
justiça,
porque
nin
guém
insultamos, nem
á
verdade, porque
ella
é
e
será sempre
a
bússola
da
nossa
penna,
nem
á
caridade,
porque
nenhuma
individualidade
ferimos,
então,
nem
desde
que
escrevemos,
nem
á
consciência,
por
que
exprimimos
o
que
era
filho
da
nossa
mais
profunda
e inabalavel
convicção.
O
direclor,
porém,
do
«Amigo
do Po
vo»,
o
snr.
Cunha Vianna,
entendeu
que
tudo
quanto
leu
na
referida
local era
ta
lhado
a
molde
para
s. s.
a
e para
mais
ninguém.
Inútil
é,
por certo,
enirar
nas
razões que
o
convenceram
d
’isso,
nem
tentamos
devassar
ou
expôr
o
sancluario
das
consciências.
O
certo
é
que,
tendo-
nos
encontrado
na
rua,
começou
o
seu
cumprimento
por
nos
pedir explicações,
a
que
atalhamos,
observando-lhe
com
a
ne
cessária,
mas
corlez
intimativa
de que, se
algumas
explicações
pretendia,
lh
’
as
da
ríamos
no
nosso
escriptorio, que a poucos
passos
ficava
do
local
onde
nos
encontrá
ramos.
Convidando-o
a
acompanhar-nos.
pedi
mos
a
ura empregado
que
no
mesmo
esta
va para que
se
retirasse;
e
depois
de
ter
nos
fechado
por
dentro,
a
sós
com
s.
s.3,
tivemos
a paciência
de
lhe
escutar
a
exposição,
por
vezes
altaneira
e
menos
conveniente,
o
que
nos
ia
obrigan
lo
a
lem
brar-lhe
cousas
de
que
não
devia
esque
cer-se.
Respondemos-lhe
que
a
nossa
local
se
referia
aos
jornaes
que
tinham
meiti-
do
a
política
a
distribuir sopa
economi
ca,
entre
os
quaes
estava
o
«Amigo
do
Povo»,
e
alguns
outros,
de
(óra
da
terra,
nas
correspondências
de
Braga—
a
«Lucta»,
por exemplo.
Como s.
s.
a
nos
observasse
que
entre
os
jornaes
da
terra só
o
seu o
fizera,
accrescentamos
que
fazíamos
distineção
entre
a
sua
individualidade
e
a
acçãoque
pralicára
por
meio
do
jornal,
e
que,
por
tanto,
havíamos
stygmalisado
o acto,
mas
nunca
a
presonaiidade
do
snr.
Cunha
Vian
na,
pois
os
calholicos,
embora
profliguem
as
más
acções,
jámais
tem
intenção
de
insultar
as
pessoas
que
as
praticam,
por
que
essas
devem
anulas.
Também
lhe
repetimos
que
fôra
nossa
intenção
escre
ver
contra
o
que
tínhamos
lido
era
outros
jornaes
de
fóra da
terra,
e
cilatnos-lbe
exemplos.
Foram
simplesmente estas,
em
resumo, as explicações
que lhe demos
por
serem
verdadeiras
em todo
o
senti
do;
e
prometle:nos-liie,
por
assim
nol-o
ter
pedido,
que,
em
harmonia
com
ellas,
di
ríamos
no
jornal,
depois de
lhe
termos
repellido
bruscamente,
porque
a
isso
nos
deu
direito,
uma
cerebrina
satisfação
que
trazia
cosinhada,
que
teve
a
ousadia
de
tirar
do
bolso,
mas
que
teve
a paciên
cia de
tornar
a guardar
ao
sitio.
Eis
o
facto.
Tendo
nós
já
escripto
para
o
n.°
se
guinte,
900.
consoante
prometleramos
no
anterior,
o
mais
que
se
havia passado
na
ultima
sessão
da
Conferencia
de
S.
Vicen
te
de
Paulo,
addicionamos
á
local
mais
mu
P.
S., no
qual
satisfizemos
a
s.
s.
a
em perfeita
harmonia
com as
explicações
que
pessoaimente
lhe
déramos
ua vespera.
Pois
bem:
no
n.°
immediato,
o
«Ami
go
do
Povo»
dirige-se-nos
com
uma
lin
guagem, que
não
empregaria,
sem
córar
de
pejo, a
mais
perdida
collareja. Nunca
vimos
até
hoje uma
linguagem
que
res
pirasse
mais
odio
e
rancor,
nem
que
re
velasse
mais
claramente
o
cynismo,
o
or
gulho
pyramidal
e
o
insulto
soez
e
atroz.
O
insulto
corre
alli parelhas
com
a men
tira
mais
revoltante.
Por
decencia
e
respeito
para
com
o
leitor
e
por.amor
á
respeitável
e
veneran
da
instituição da
imprensa, tão
torpemen
te
enxovalhada
com
uma
linguagem
des
abrida
e
de
lodo
impossível,
não ousa
mos
desdobrar
ante os
olhos
dequem
nos
lêr, lodo
aquelle sudário
asqueroso
de tor
pezas
e
mizerias.
Apenas apresentaremos
com
profundo
pezar,
e
fiando
que
o leitor
nos
desculpará,
alguns
specimens,
para
que
o
leitor
que
não
puder
haver á
mão o
«Amigo
do
Povo»,
possa
fazer
justiça
ao
que
levamos
dito,
e
para
que
note
com
que
despejo,
acrimonia
e
raiva
elle
fe
re a
nossa
individualidade,
circumslan-
cia aggravantissima
que dá
ás
suas
pala
vras
o
caracter
d’
um
crime, que,
além
de
cair
sobre
a
acção
da
lei,
seria
im
perdoável
aos
olhos
de
quem
não
abrigas
se
sentimentos
christãos.
Oiçam-n
’o:
.........
i
Felicitamos
o
snr.
Mesquita
pela
sua
heroicidade,
pela
sua
formidável abnegação
dignas
d’
aquelles
ma
ravilhosos
tempos em que
os Cesares
vota
vam
os
christãos
ás
feras
do Colyseu
.....
Nós
ficamos sabendo
que
a
vossa
reli
gião
não
passa
d
’
uma
vil
hypocrisia,
que
o
vosso
evangelho
é
uma
serie
de ca/ilu-
los
gallegos,
que
o
vosso
Deus
não
é,
nem
póde
ser
aquelle
que
pairava
por
sobre
a
cabeça
do
Christo
agonisanle.
Sois
uns
farçanles,
uns
hyslriões.
A vossa
oração
quotidiana
deve
ser
uma
blasphemia
tremenda.
A
hypocrisia
e
a
covardia
subjugam
-
vos
todas
as
faculdades.
P,
S.
Acabamos
de lêr o
iCommer-
cio
do
Minho».
O
sevandija
faltou misera
velmente
á
sua
promessa.
A
sua
resposta
parece
dada
pelo
famoso
luzarisla
de
A.
Eunes.
Prometteu ser
lacomco,
dizendo
a
verdade,
sem
recorrer
á
sua
estafada
rhe-
lorica
e
uào
póde
fugir
ao
destino:
foi
immundo
como o
focinho d'um
porco.
Faltaremos
.......
N'aquellas
faces
onde se
espelha
a
mais
abjecla
hypocrisia,
não ha
sangue e
importa
que
elle
appareça.......
O
sapo
que insultou os
membros
da
Associação
Calholica
e
que se
babou
de
medo
quando
nos
dirigimos
á
sua
repel-
lente
individualidade
póde
contar
comnos
co».
Basta
!
E
’
tempo
de
lh
’
o
dizermos; o
leitor deve
estar
vexado.
Não
commentarnos,
porque
eram
su
pérfluos
quaesquer
corrmentarios.
Em
face d’
isso,
que
não
sabemos
qua
lificar,
e
do
mais
que
por
decencia
e
respeito
ommitlimos,
tinhair.es
dois
alvi
tres
obvios
a
tomar:
lembrar
lhe
que,
apesar
do
estado
corrupto
e
degradante,
a que
o
monstro
do
liberalismo
lem
ar
rastado
a
patria,
ainda
ha
no
paiz
leis
que
condemnam
os
criminosos,
e
magis
trados
que
as
executam;
ou
seguil
o
no
mesmo
terreno
em
que
se
colloccii,
e
lançar
mão
dos
mesmos
meios
de
que
se
serviu
para
aggredir
assim
a
nossa
perso
nalidade.
Nao
tomamos
o
primeiro,
porque,
a
lomaí-o, seria
como
remedio
preventivo
e
não
corno
acto
de
vingança,
e aquelle
seria
incllicaz
para
o léo
que,
ao
sair
do
banco
aonde
o
arrastou
o
crime,
prose-
guirii
mais
ousado e
altivo
na
senda
que
lhe
parece
natural
e
invencível.
Demais
tudo
quanto
se
refere
á
nossa
personalida
de,
de
boamenle
lhe
perdoamos.
O
escanlalo
que
dá
á
sociedade,
esse
ella o
put»rá
condignamente,
repellindo
em
papel
que não
precisa
de
vomitar
nova
linguagem
para
ser
detestado,
como
merece,
por
lodos
os
homens
de
bem,
e
cujos
sentimentos
não
tenham
feito
nau
fragio ainda
neste
século
de
mentira
e cor
rupção.
Por
igual
não
abraçam
>s
o
segundo
alvitre,
que
alguns, menos
pensadamente,
nos
aconselhavam,
■
porque sobre
outras
razões,
bastava
lembrar-nos
de
que
nunca
o
fizemos
e
de
que
pomos
uma
gravata.
Combater
o
èrro e o
tnil
com
a ener
gia
e
constância
que
a
hediondez
e
o
excesso
dos
tnesmòs
reclama
imperiosa
mente
nestes tempos
<de
verdadeira
lucta,
sem
nunca
offender odiosamente
as
per
sonalidades,
tal
a
missão,
e
não
outra,
do
jornalista
citholico,
missão
que
ou
hemos
de
cumprir
ou,
aliás,
quebraremos
a
pen
na.
Se
alguma
vez.
no
integral
desempe
nho
d
’
eila,
tivermos
de
ferir
os
que
praticam
os
actos
que
stygmatisamos,
nossa
não
é,
por
certo,
a
culpa,
mas
somente
dos
que,
náo
querendo
ser
lobos,
lhe
vestem
a
pelle,
jurando
ao
seu deus
hão
a
lar
gar.
Depois a
pulverisação
do êrro
deve
graduar-se
pela monstruosidade d
’
esle,
e
a
guerra
ao mal
pela
hediondez
cem que
elle ousa
ostentar-se.
Não
tendo
nós
optado por
nenhum
dos
dois
primeiros
expedientes,
um
terceiro
nos
restava ainda,
verdadeiramente
ho
nesto
e
legitimo
—o
tribunal
da
opinião
publica
mas
da
illustrada
e
sensata,
por
que
a
outra
não
a
lemos
na
mínima
couta-
Ella
decidirá
em
face
do
processo,
cujas
peças
tem
patentes
e
notorias, e
saberá
condemnar
o
criminoso.
Os
insultos
que
nos
dirige,
não só
lh’
os
perdoamos, como
lhe lemos perdoa
do
muitos
outros;
mas
também
Ihtos
agra
decemos,
já
pelo
principio dtonde
emanam,
já
porque
os
reputamos
como
feridas
glo
riosas,
e
bom
prenuncio
de
que não
temos
deslisado
um apice
da senda
do
dever.
De
resto,
se
d’alguma consolação care
cêssemos,
tinhamol-a
de sobejo,
lembran
do-nos
de
que
temos
muitos
companhei
ros.
,
Emquanto ás
ameaças,
com
que
n>s
provoca,
sinceramente
lamentamos
a
tristís
sima
ideia
que
dá
de
si
e
que
a
sua
las
timosa cegueira
o
impedisse
de
vêr
a
posição
bem
mais
triste,
se
é possível,
em
que
se
colloca
aos
olnos
do
publico
honesto
e
illuslrado.
Pela
nossa
parte
af-
fiançamos-lhe
que
o náo
tememos,
nem
cuidado
algum
nos
inspiram
expressões
qne
só
profere
n
’
um jornal
quem
não
póde
ser
responsável
por
ellas,
atteato
o
estado
em
que
devia
achar-se,
a
não
ser
que
qnizessemos
attribuir-lhe,
apezar
de tudo,
uma
indole
e caracter
excepcio-
nal.
Comludo
lembramos-lhe
que
se
re
considere
bem antes
de
tentar pôr
em
pratica
qualquer
aclo,
que
leria
de cho
rar toda
a
vida.
Nenhum
desforço
brutal
po
derá
jámais
qualquer
receiar
da
nossa
paite.
cohrissem-nos
embora
dos
mais
aífrontosos
epilhetos,
e
injurias,
declara
-
mol-o
alto
e
bom
som,
embora
nos
não
creiam;
mas
collocados
em alguma
dura
alternativa, em
que perigassem
os
nos
sos
direitos
individuaes,
muito
recearíamos
pela
sorte do
malvado.
E
a
proposito
póde
ser salutar
lem
brarmos
que
o
«Amigo
do
Povo»
ha
con
traindo
para
com
muitos
uma
divida tal
vez
insolúvel,
e
que
não
seria
conve
niente
provocar
algum
dos
credores
que
póde
saldar-se
com
terrível
usura
da
di
vida
inteira contrahida
para
cora cada
um;
e
como,
a
par
d
’essas
dividas
para
com
os
homens,
avulta
uma
verdadeira
mente
terrível,
porque
é para
com
Deus,
entendemos
lambem
dever
lembrar-lhe
por
caridade
dois
adagios
que
nunca
men
tiram e
que
por
causa
do
«Amigo
do
Povo»,
não
deixarão
de ser, como
sempre
foram,
duas grandes
verdades, que
cum
pre não
esquecer.
Resa
a
primeira:
Foge
ao
dever
que
o
‘
papar
é
cerlo.
A
segunda
soa
assim:
Deus
não
dorme.
Em
quanto
ás
mentiras
com
que
tam
bém
pretendeu
enxovalhar-nos, duas
avul
tam
que
não
podemos
deixar
sem
o
de
vido
correctivo,
porque
bolem
com a
nos
sa
honra
e
dignidade.
Ambas
se
contém
no
ultimo
periodo
da
transcripção
qne
já deixamos
feita.
As
duas
asserções
que
ahi
se
contém
são
villairianamente
falsas.
Affirmandoo
«Amigo
do
Povo»
que
já
insultamos os
membros
da
Associação
Catholica,
refere-se
a
uma
local
que
inserimos
no
n.°
876
do
«Com-
mercio
do Minho»,
na
qual
davamos
uma
resenha
da
academia
religiosa
que
teve
logar
em
dezembro
do
anno
fin
do.
No
fim
do
local
manifestamos o
nosso
sentimento por
algumas
medidas
que
se
tomaram,
e
accrescentamos:
«Não
queremos
entrar
na
apreciação
d
’
essas
me
didas, comquanto
tivéssemos
direito a
fa-
zel-o,
embora
na
inconsciente
expressão
d
’um
dos
directores
fossem decisões de
corpos
collectívos»:
e
tanto
não
insulta
mos
os
membros
da
associação, nem
fe
rimos
uma
só
individualidade,
que
pouco
depois
dizíamos
qne «algumas pessoas
per
tencentes
á
direcção
e
commissão
da
As
sociação
haviam
slygmatisado
o
mesmo
que
nós».
O
«Amigo
do
Povo»
altribuiu
as
sim
falsamente
aos
outros
aquillo
que
só
elle
faz
por
habito
e costume.
De
resto,
só
o
«Amigo
do
Povo»
agora
e
por
es
sa
occasião
um
subjeito'que
não
conhe
cemos,
ousaram afiirmar que
insultamos.
Pelo
que
respeita
á segunda
mentira,
nós
appellatnos
para
a
consciência
do
que
a
escreveu,
se
não
está
de
ledo
cadave-
risadá,
permittsm-nos
a
expressão,
assim
como
também
podíamos apnelar
para
o
têstimunho
de
todo
ou
quasi
todo
o
pes
soal
operário
d
’esta
empreza
que
ouviu
e
presenceou
a
mineira
energica, nobre
e
digna
com
que
lhe
falíamos,
comquanto
s.
s.a não
visse
ninguém
a
escutar-lhe
as
expressões;
mas
quem
assim falia
não
tem
jus, sequer,
á
consideração
que
com
isso
parecia
que
lhe
davamos.
Quanto
estavamos
longe
de
pensar
que
recebíamos
em
nossa
casa
quem
iria
de
pois
affirmar
no
jornal
tão
revoltante
mentira
1
C«m
franqueza
,
não
o
accreditaramos,
se
o
não
víssemos escripto!
Ao
menos
ficamos
sabendo
a
maneira
como
s.
s.
a
desejava
que
o
tivéssemos
recebido.
Não
podemos
terminar
sem
manifes
tarmos
mais
uma vez
a
nossa
mais pro
funda
magoa ao
vermos
os
torpes
e
in
qualificáveis
abusos
que
todos
os
dias
se
está
fazendo
da
veneranda
e
respeitável
instituição
da
imprensa,
cuja
missão
de
via
ser
das mais
nobres,
sublimes
e
sa
lutares
no
seio da
sociedade.
E
’
que
o
monstro
do
liberalismo
tem
produzido
uma
chusma
horrível
de
garo
tos
engravatados,
soi-disant
sábios, talento
sos
e
jornalistas
e que são
simplesmente
a
escoria
da
imprensa,
a
deshonra
e
a
vergonha da
humanidade
e
o
lodo
no-
gento
qne
profana
e
conspurca
tudo
quan
to
ha de
sancto
e sagrado
sobre
a
terra.
Anceavamos
por
expender
muitas
ou
tras
considerações,
que
julgamos
impor
tantes,
já
para
mais
perfeito
desenvolvi
mento
das
nossas
ideias,
e
já
para
eluci
dação
d
’outras
qne
ahi
deixamos,
e
que
podem
soflrer
uma
interpretação
menos
justa
e
verdadeira,
sem
as
esclare
cermos:
mas
agora
não
nos
é
isso
pos
sivel.
Ao
mancebo
desvairado
qne
nos
obri
gou
a
escrever, cumpria-nos
dar-lhe
aqui
alguns
conselhos
d
’
amigo,
como
ten
cionávamos
ao
principiar
este
escripto,
mas,
como
para
tanto
nos
fallece
o espa
ço,
não faltará
occasião
opporluna,
em
que
melhor
possamos
fazel-o.
Entretanto
creia
que
nenhum
odio,
nem
ressentimento
abrigamos
para
com
s. s.
a, mas que
unicamente
fazemos
ardentes
votos
porque
se
convença
de
que
não
lhe
temos
ferido
a
sua
indivi
dualidade,
nem
o
faremos
jámais,
senão
obrigados
a
isso,
e de
que não
deixare
mos,
por
um
momento
sequer,
de
cum
prir
rigorosamente
com
o
nosso
dever
de
jornalista
calholico,
combatendo o
erro
e
annunciando a
verdade,
condemnando o
mal
e
defendendo
o
bem.
Que
nos
comprehenda, d
’
uma
vez
por
todas, que
é
o
fim
de
quem
falia
ou
escreve,
é o
nosso
maior desejo.
Para
nós,
poncto
final
na
questão.
A. M.
iAgboa, 9 de março de 19 99.
(Do
nosso correspondente).
O
radicalismo
ganha
terreno,
em
França.
Elle
está
contente,
e
os
amigos
do
direito,
e
da
causa
da
Egreja,
não
o
de
vem
estar
menos.
E
’
talvez
preciso
que
o
liberalismo
ponha
a
cupula
no
seu
edi
fício,
para
que
elle
tombe
e
se
precipite
no
abysmo
da
sua
anniquilação,
e das
ruinas
da
obra
da
iniquidade
surja
a
vi-
ctoria
da legitimidade.
O
governo
actual
alli
parece
agoni-
sanle.
Uma
parte
da
imprensa
franceza
pede
que
se
dê
a
presidência
do
minis
tério
a
Gambetta,
mas
os
radicaes,
a
na
ta
do
liberalismo, exigem
que
subam ao
poder
homens,
qne
saibam
collocar
a
França'no
logar,
que
satisfaça
plenamen
te
as
aspirações
do
partido
demagógico.
E
tudo
parece
indicar
que
se
cami
nha
para
o
dominio
da
demagogia,
com
lodo
seu
séquito
de
abominações,
com
todo
seu
cortejo
de
impias
e devassas
bru
tezas.
Que
cheguem
quanto
antes,
se
teem
de
provar
ainda
mais
a
nobre
França,
victirr.a expiatória
dos
erros
dos
gover
nos
liberaes, antes
do
dia,
em
que
ella
lem
de
chamar
ao
throno
de
S.
Luiz
o
nobre
conde
de Chambord.
Em
Hespanha
lambem
se
agitam
os
partidos, mormente
desde
que
Martinez
Campos veiu
de Cuba.
O
ministério
Ca-
novas
demittiu-se. Quem
sabe
se
o
res
taurador
do
throno
intruso
está
reservado
para ser
o
instrumento
da
queda
da
sua
própria
obra!
Os republicanos,
embora
pareça
que
dormem,
minam
alli
conslantemente
a
existência
do governo do
pobre
Affonso,
que,
emquanto
a
mira,
tornará
a
masti
gar
o
negro
pão
do
desterro,
deixando
o
logar
vago,
para
depois
o
occupar o
he
roico
Rei
legitimo,
Carlos
VII
Quinta-feira
recebeu
o
presidente do
conselho
a
insígnia
do
Tosão
dtouro.
Se
gundo
diz
o
«Diário
de
Noticias»,
que
é
familiarisado
com
todo
o
ceremonial cor-
tezão,
o
snr.
Fontes
foi
consultado
se
de
veras
queria
que
lhe
deitassem
ao
pes
coço
o
cordão;
e
depois de
s.
exc.a res
ponder
aílirmativamente,
entrou na
sala
do
throno,
e
o snr.
D.
Luiz
dependurou-lhe
a
insígnia,
e
abraçou
o
seu
digno
minis
tro.
Não
sei
se
s.
exc.
a
desmaiou.
E’
provável
que
não,
p»rque,
dizem-me,
o
snr.
Fontes
não
é
homem
mui
suscepti-
vel
de
j
chelicos.
O
que realmente
admirou
a
muitos
foi
a
condescendência do
snr. D.
Fernan
do,
snbjeitando-se
a
exercer
o
officio
de
cyreneu
de
um
dos
súbditos
de
seu
Fi
lho.
E
’
porque
não
querem
acabar
de
se
convencer que
tudo
isso
que
ahi
está,
é
liberal
dos
quatro
costados.
Em
se
con
vencendo,
já
de
nada
se
maravilha-a>=
quando
saia
do
campo
revolucionário. Ahi
é
tudo
o
mesmo; todas
as
classes
são
ir
mãs:
o
rei:
é
egual
ao
criado,
o
criado
ao
rei
são
todos
liberaes.
Dizem-me
que
o
tristemente
celebre
regulamento
para
o
clero
do
patriarcha-
do
fôra já
sanccionado
I
. . .
E
’
incrível
I...
Mas
não é...
Muitos
cahiram
das
nuvens;
eu, não,
porque
sei
os tempos,
em
que
vivo,
e
nada me
vein
já
colher
de
supito,
meu
amigo.
Hoje
está
quasi
tudo
podre,
e
se
isto
continúa assim,
se
Deus
se
não
lembra
de
nós,
inspirando
ao
paiz
a
deliberação
de
se
emancipar
da tutela
revolucionaria,
poucos,
relativamente,
poderão
sahir
in
cólumes
desta
teinerosissima
procella,
que
ahi
está
açoutando
a
terra
outrtora
fide
líssima.
Como vos disse,
ntoutra
correspondên
cia,
a
aifandega
grande
desta cidade
teve
uma
receita
fabulosa,
em
fevereiro,
em
virtude
das
entradas
extraordinárias
de
tabacos,
devidas
á
nova
lei,
que
eleva
muito
o
direito
do
referido genero.
As
diversas companhias,
pois,
sôfregas
de
grandes
lucros,
mandaram
vir
o
maior
numero possível
de
carregações,
para
se
aproveitarem
do
actual
direito,
e
se
va
lerem
da
elevação
d
’
elle,
para
levantarem
depois
os
preços,
embora
sem
razão
de
ser
nos
primeiros
tempos,
como
é
obvio.
Dizem-me
que João
Paulo
Cordeiro,
con-
trahira, no
extrangeiro,
um
ernprestimo
de
mil
contos
de
reis
e
a
companhia
de
Xabregas
um
também
de
muitos
contos
de
reis
para
a
compra
do
tabaco,
que
teem
importado
ultimamente,
e
o
que
ain
da tem,
porventura,
de
ser
despachado
antes
de
vigorar
a
nova
lei.
E
’
inútil
dizer
que
o
consumidor
pa
gará
as
lavas.
Mas,
se
todos,
ou
quasi
todos
tive
rem
juizo,
estallar-lhes-ha
a
castanha
na
bocca,
aos
taes
especuladores,
e
sangue-
sugas
da algibeira
alheia.
Pois
não
haverá
força
para
cada
qual
prescindir
de
fumar,
ou
de
cheirar
rapé,
ou
de
gastar menos
do
que actualmente
gasta
em
tabacos
?
Queiramos,
e
os
traficantes,
em
vez
de levarem
lã,
irão
tosquiados.
Quarta-feira
entrou
o
Tejo
uma
bella
fragata
russa,
com
uns
quinhentos
homens
de
guarnição,
e
16
peças
de
artilheria.
Dizem-me
que
pouco
se
demora
aqui.
Fallecen
ha
dias
a snr.
a
condessa de
Louzã, D.
Amélia
Neves.
Tinha
casado
havia
apenas
dous
mezes
I
Legou toda a
sua
fortuna
ao
marido.
Hmtem
foi
conduzida procissionalmen-
le.
de
8.
Roque
para
a
egreja
da Graça,
a veneranda
Imagem
do
Senhor
dos
Pas
sos.
Outrtora
ninguém
da
aristocracia
fal
tava
ao
allndido
acto;
hoje,
porém, são
mui
poucos
os
fidalgos,
que
fazem
parte
do
préstito,
e
dtosses
a
maior parte
legi-
timistas.
Os outros
foram
á
Ajuda
na
vespera
fazer
corte
ao
valido
do
snr.
D.
Luiz,
e
no
dia
seguinte ver
das
jauellas
a
procissão,
os
que
foram.
Qne
boa gente
I
Meu
caro
redactor,
ha
muita
falta
de
noticias
interessantes,
o
que
de
certo
vos
não
agrada,
e
traclèa
o
espirito
do
vosso
pobre
correspondente
A.
p
F;
£ -
tf
•£.
êi
M
A
k
&
Kí
i-í
Cltronien religiosa.—
A
’
manhã,
12:
—
Expõe-se
:o
Sagrado
Latisporenne
em
S.
Pedro
de
Maximinos.
(Esta solemni-
dade
terá
logar
na
capella
de
S. Sebas
tião
das
Carvalheiras,
por estar
em
obras
a
egreja
de
S.
Pedro).
Expediente.—
Por
absoluta
falta
de
espaço
tivemos
de
encurtar
algumas
sec
ções
do nosso
numero
d
’
hoje,
e
supprinair
outras.—do
qne
pedimos desculpa
aos
leitores
e
aos
snrs.
annunciantes.
Conselho
de «íistrioto.—
-Na
sessão
de
í
o
conselho
de distrieto
resolveu, en
tre
outros os negocios
seguintes:
Foi
de
parecer
qne
estava
nos
ter
mos de ser
approvado
o
estatuto
da
confraria do
Santíssimo
Sacramento,
da
freguezia
de
S.
Vicente
de
Novaes,
do
concelho de
Villa
Nova
de Famalicão.
Foi
mais
de
parecer
que
estavam
nos
termos
de
ser
approvados
os
orçamen
tos seguintes, respeitantes a
1878
1879.
—
•
No
concelho de
Barcelloss,
do
Recolhimen
to
do
Menino Deus, e
Senhora
do
Terço;
do
Santíssimo
Sacramento,
das
freguezias
de
Chrislello,
Santa
Lucrecia
d’
Aguiar,
e
S.
Vicente
d-Arêas;
da Senhora
das
Do
res,
da
freguezia
de
Fragoso;
da
Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
Encourados,
e
de
Santo
André,
da
freguezia
d
’
Areias
S.
Vicente.
—
Concelho
de
Guimarães, da
Ordem
Terceira
da
Senhora
do
Cirmo,
S.
Chrispim
e
S.
Chrispiniano,
Santa
Lu
zia,
da
cidade
de Guimarães.
Almas,
da
freguezia
de
S.
Thiago
de
Candoso;
Se
nhora do
Rosário, da freguezia
de
Miguel
do
Paraizo.
—
Concelho
de
Terras
de
Douro,
da
Senhora
dos
Milagres,
da
freguezia
da
Balança.
—
Concelho
de
Villa
Nova de
Famalicão,
das
Almas,
das
fre
guezias
de
S.
Thiago
da Cruz
e
S. Cos-
me
do
Valle; Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
Fradellos.
A.udieitcia Ue 9. Santidade
á
isíspresisa eatl»elica.
—
N
’
esta
audiên
cia
achavam-se
especialmente
representa
dos
a
Palavra
do
Porio,
o
Boletim
Ec-
clesiaslico
dos
Açores
d
’
Angra,
a
Civili
zação
de
Ponla
Delgada,
a
Semana
Reli
giosa,
Bracarense
e
o
Commercio
di
Minho
de
Braga.
Do
Brazil
estavam
lambem
re
presentados
o
Apostolo
do
Rio
de
Janeiro,
a
Beacção
e
a
Sentinella
de
S.
Paulo,
e
a
Semana
Religiosa
da
Bahia.
»eel.araçã«>.
—
Do
nosso
presado
amigo
o
sr. Joaquim
Leal,
recebemos um
communicado
em
que
rectifica,
peto que
lhe
.respeita,
aquellas
palavras
da
ex
plicação
do exc.
‘“
°
sr.
Antonio Maria
Pinheiro
Torres,
inserta
em
o
n.°
201
de 6
do
corrente,
do
Amigo
do
Povo,
pe-
as
quaes
s.
ex.
a
parecia
dar
a
entender
que
nein
o
exc."
10
sr.
Henrique
Freire,
nem
o
sr.
Joaquim
Leal
e
outros,
per
tenciam
a
partido algum político.
Sabemos
que
o
sr.
Joaquim
Leal,
foi
e
é
legitimista,
bem
como
o
sr.
Henri
que
Freire;
mas
também
podemos
affian-
çar
ao
sr.
Leal
ou
a
qualquer
outra
pes
soa,
que
o
illustre
signalario
do
commu
nicado, consoante
nos
disse
e
por
tòdas
as
razões
se
deve crer,
não
teve
cora
aquellas
palavras
intenção
de negar que
s.
s.
a
pertencesse
a
este
partido,
mas
só
mente
dar
a
entender
que
não pertencia
a
nenhum dos
partidos
militantes, ou
que
n
’
elles
se
lornára
ultimamente
saliente.
Crêmos
ques.
s.
a
ficará assim
satisfeito
com esta
nossa clara
e
cathegorica
expli
cação,
que desvanesce qualquer
duvida
ácer-
ca
das
crenças
políticas
de qualquer
dos
ca
valheiros
citados
pelosr.
dr.
Pinheiro
Tor
res.
»
cmís
*
swwíbeb
^>-
af> moleiro furibundos,—
Assim
se
intitula
um
conto
pertencente á
for
mosa
coilecção
dos
Contos
para
creanças,
publicada
pelo
snr.
David
Corazzi,
um
dos
mais
arrojados
e
illustrados editores
do
paiz.
E’
adornado
de
oito
excellentes estam
pas
coloridas.
Agradecemos
esta
mimosa
ofTerta.
As
trarjeilias de
liigbon. —
Rece
bemos
e agradecemos
o
f.°
volume
do.
romance
As
tragédias
de
Lisboa,
ori
ginal
do
snr.
Leite
Bastos,
e
editora-
do
pela
acreditada
empreza
das'
Horas
fíomanlicas.
Theatro.
—
A
companhia
Soares
levou
ante-hontem
á
scena
o
drama
sacro
Santo
Anlonio.
Enchente
real.
Fulleeimento.—
Falleceu
ante-hon
tem
a
exc.'“
a
esposa
do
snr.
Antonio
Carlos
d
’
Araujo
Moita,
digno
escrivão de
direito
d
’
esta
cidade.
erogrmo
Catlinheos.
—Te
mes
presente
o
n.°
9
d
’
esta
excellente
revista.
Eis
o
seu
summario:
—
A
Historia
dos
povos sob
o
aspecto
Catholico,
pelo
padre
Senna
Freitas.
—
Secção
scientifica
O
microscopio.
por
Ernesto
Soares.
—
Noticias
scientificas,da
<
lllnstração
Calholica»,
de
Madrid.
—
Secção
litteraria:
Paulo
Féval
—
Alravez
do
jornalismo,
pelo
padre João
Vieira
da
Cruz.
—
Secção
cri-
tico-bibliographica:
Historia
Universal-
Saraiva
e
Castilho,
pelo padre
Senna
Frestas.—
Secção
artística:
Rápidos
traços
sobre
o
caracter
da
litteratura
e
da
pin
tura
em Hespanha,
pelo
padre
F.
San-
ches.
—
Edições
de
propaganda
calholica:
O
Liberalismo
desmascarado,
por
S. da
C.
Vieira
Leite.—
Retrospecto
da
quinze
na,
por
J.
de Freitas.
—
Ultimas
publica
ções.
Atravez
«Ss» pravísieia.
—
Vcerca
do
guarla
da
linha
ferrea
que
que ha
tempos
appareceu
morto
áquem
de Ca
minha,
como
noticiámos,
escrevem
da
Ribeira
d
’Ancora:
Appareceu
ha
dias morto
em
Afíife
um
guarda
da
linha
ferrea,
e
as auctori-
dades
da
terra
julgando
ter
sido
morto
pelo comhoyo,
sem
mais
formalidade
man
daram enterrar
o
cadaver.
Tendo
conhe
cimento
do facto,
a
auctoridade
judicial
mandou
exhumar
o
cadaver
afim
de
se
lhe
fazer
autopsia,
da
qual resultou
de
clararem
os
facultativos que
fôra
morto
á
pancada.
Parece
que
o
guarda era
de
uma
das
freguezias
de
Ribeira
de
Lima,
do
concelho
de
Vianna,
e,
suspeita-se
ler
sido morto
por
indivíduos
trabalhadores
da
freguezia
a
que
pertencia,
pois
o
ha
viam
ameaçado.
-Confirma-se
a
noticia
de
se
ter
submergido
uma
barca
de
passagem
no
rio
Minho,
morrendo
oito
pessoas.
Já
ap-
parecferam
dois
cadaveres,
que
foram
se
pultados
na
parochia
de
Vide.
—
Teve
ante-hontem
logar
em
Valen-
ça
a
procissão
de
Passos,
que
saiu
do
templo
da
collegiada
de
Santo
Estevão
e
recolheu
á
capelia
do
Senhor Bom Jesus.
Os
sermões
do
pretorio
e
do calvario
fo
ram
préga
los
pelo
snr.
padre
Conslanti-
no
de
Barros,
abbade
de
S. Miguel
de
Fontoura.
—O
rendimento
da
alfandega
de Va-
lença
e
delegações
annexas
á
mesma
foi,
no
mez
passado,
de
2:1415744
reis.
—
-A
uns
indivíduos
que se
achavam
n'uma estalagem
de
Guimarães,
foram
ap-
prehendidas
quatro
peças
de
linho,
sub
traídas
aos
direitos
fiscaos.
—
Os
moradores do
campo
da
Feira
e
rua
de
S.
Damaso
em
Guimarães
vão
re
presentar
á camara
para
ser
transferida
a feira
do
gado
vaecum
para
outro
lo
cal
mais
appropriado.
Movo
ministério
liegpnnhol.—•
O
novo
ministério
hespanhol
ticou
assim
constituído:
Martinez Campos,
presidência
e
guer
ra:
marqtiez
de
Molins,
estrangeiro:
Fran
cisco
Silvella,
reino:
Paiva, marinha:
con
de
de
Toreno,
obras
publicas:
Orovio,
fazenla,
e
interinamente,
ultramar:
Aurio-
les,
justiça.
p.»ssavanti,
—
Foi
julgado
em
Ná
poles
e
condémnado
á
morte o
regicida
Passa
van
li.
Donativo
para a Conferenei» «1»
S. Vicente «le Paula.
—
G
istosamente
publicamos
a
lista
que
abaixo
segue,
(Fuma
subscripção
que
nos
municípios
de
Rio
Claro
e
Barra
Muisa,
da
província do
Rio
de
Janeiro,
agenciou
o
sr
Luiz Ribeiro
da
Silva, a
pedido
do
seu
amigo
o
sr.
An
tonio Augusto
Ferreira,
em beneficio
do
pro-
jectado
asylo
da
mendicidade,
que
esteve
para
ser
funlado
n
’
e?ta
cidade.
Como
se
deu
de
mão
á
ideia
da fun
dação
d
’
aquelle asylo,
o referido
cavalhei
ro
oflereceu
o
producto
da
subscripção
á
Conferencia
de S.
Vicente
de Paulo.
Acções
(festas
nunca
são
assaz
lou
vadas.
Segue a
lista
:
José
Francisco
da
Rocha
5500
’
=
An
lonio
Francisco
da
Rocha 25000=João
Nepumeceno
Lopes Figueira
25000=Um
anonymo
5Ó0=Um
anonymo
2$
(
)00=Ma-
noel Carlos
de
Barros
2$000=Um
ano
nymo I$0()0=0legario
Fausto
de Queirós
l$000=Atigusto
Pereira
de Souza
15000
=Dm
anonymo
15000=>Corga Palhas 15000
=Linbares"
l5000=Damião
José
Gonçal
ves
1^000
—Francisco
Xavier
Costa
15000
=
Um
anonymo
l$)00=Um
anonymo
15000
=João
Gomes
Flores
1500Õ=Um
anony
mo
15000=Um conservador
não
dissi
dente
15000=Um
anonymo
150>0=Um
anonymo
500=Um
anonymo
25000=Car-
valho
50()=Paulo A
Garcia
LJJOO
-M--
noel
Monteiro
Pereira
1$
io0=Manoel
José
Costa Ribeiro
15000=Antonio
da
Rosa
S.
de
Figueiredo
l$0«0=Pedro
Domin
gos
da
Costa
400=A.
Porto
15000=
Agostinho
Pereira
Palhas
1$000=Pedro
d’
Alcanlara
Pereira
1$000=Um
concor
rente
2^000=Um
concorrente
1$000=Utn
concorrente
15000
—Dois
irmãos
55000=
Um
anonymo
15000=Um anonymo
15000
=F. Q Leal
2$000=.Eu
15000=José
Joaquim
de
Souza
Mgt.a
500=Um
anony
mo
1$000=Manoel
da
Rosa Fartado
25000
=
Dois
amigos 2$000=Um
anonymo
500
=
Um
anonymo
l5000=Um
anonymo
500
=Procopio
Lourenço
X«vier
de
Castro 25000
=B.
J.
de
L.
B.
15090=
Antonio
Cân
dido
1$000=Um
anonymo
15000
—
Um
anonymo
C.
G.
i$000=Francisco
Gonçal
ves
d
’
Andrade 2'5000=Manoel
José
da
Cunha
e
Sá
2$000=João
Bonifácio
Go
mes
de Gouveia
25000=Feliciano
José
Ferreira
15000=Joaqúim
d
’
Oliveira
Cam
pos
2-5000=Vicente
Pinto
de
SanfAnna
15000=
Antonio
Alartins
de
Souza
Vianna
15000=Um
anonymo
15000=Um
anonymo
15000=José
Toste
Ferreira
15000=Um
anonymo
500=Um
anonymo
l$000=Um
anonymo
l$000=Um
anonymo
1$000=Um
anonymo
15000=Vicente 15000=Um
ano
nymo
15000=Um
anonymo
1$000=José
Marciano
l$000=-Nicolau
Gaego
00==
José
de
Queirós
25000=
Um
anonymo
25000
=Um anonymo
15000=Um anonymo 15000
=Um
anonymo
500=Um
anonymo 15000
=Um
anonymo
1$000=»Um
devoto 500
=José
Vieira 15000=Um
anonymo 500
=
Emiliano Cruz
25000=Joaquim
André
da Cunha
Júnior
500=Antonio
José
de
Araújo
500=Um
anonymo 1$000=Um
correspondente
500=CapU
itão Costagneties
l$009=Um
anonymo
l$000=Joaqtiitn
Tor-
quato
Soares Camara
l5000=Um
anony
mo
l(5')00=»Um
anonymo
25000=
Um ano
nymo
l(5000=Franeisco
Moreira
de
Mace
do
25000=José
Moreira
de
Macedo
25000
= losé
Ribeiro
da
Silva
l$000=Sabino
Anlonio
Pereira
150)0=
Alexandre
José
da
Costa 3$000=Carvafho
15000=Fran-
cisco
E.
d
’
Almeida
Cavalcante
24000=
J.
E.
da
Cunha
e
Sá
2$000=João
Hen
rique
da
Silva
15000=
Agostinho
Veríssi
mo
l$000=Samuel
Cesar de
Pinho
Car
valho 15000=Laurindo
J
de
Lima
200
=Um
anonymo 500=Leopoldo
Augusto
de
Pinho
Carvalho
l$OOO=Braz
Nogueira
de
Gouveia
l$0<)0=João
Manoel
15900=
Manoel
Joaquim
dos Santos
140'10= Do
mingos Ribeiro
500=Anthero
da Silva
Reis
l$000=Francisco
Eulalio
dos Reis
2$000=Um
anonymo
500=Luiz
Paschoal
15
,00=
Antonio Gonçalves
Peres
15000=
Manoel
Vieira da
Camara
15000=Domin-
gos Anlonio Fernandes
15000=Cuslodio
da*
Costa
500=Ltiiz Antonio
de
Mello
15000=Um
anonymo
500=Um
anonymo
500=»José
Luiz
dos Santos
Vianna 25OOO
=Antonio
Pereira Leite
25000=José
de
Souza
Lorêlo 15000=«Samuel 15000=José
Antonio
Fernandes 1$000=>Julio
Bitten
court
500=Anlonio
Pestana
de
Lima
2^000
—
Santiago
25000= Antonio Carlos
d
’Oíi-
veira
25000=Um
anonymo
l$000=Cus-
lodio
de
Souza
Morgado
15000—Luiz Do
mingúes
do
Lago
15
;
>00=Um
anonymo
500
=Diniz
Noronha
14OOO
—Anlonio
José
de
Souza
Pinto 15000=Cezar
Geoncle 15
>00
=Um
anonymo
l$000=Manoel
de
F. Ma
chado
150 'O=Dois
anonymos
45000=Um
anonymo
15000=«Um anonymo 1-5000=
Paulo
Augusto
Garcia
75')00
=Manoel
La
cerda
15000=Um
anonymo
500
—Francisco
Rocha
l5000=Magalhães 15000=Pedroza
2-5000=Fonseca
15000=Guerra
15009
—
Tobias
Luiz
Rodrigues
15000= Araújo
Nel-
lo
15000=Joaquim
Pereira da
Silva
15000
=Um
anonymo
15000=Augusto
Meller
!5000=Boldrome 5Ó0=9r.
Rabello
l^OOO
=
Pedro
Gouveia
55000=Nuno
Eulalio dos
Reis
2$000=-Antonio
Gualdino
da
Silva
Reis
25000=Luiz Ribeiro
da
Silva
55900
=Dr.
José
Barboza Torres
2-5000.
DEL ATOR
IO »»
BASCO
CO.fl-
MStBCSAIí
ffl.V
MABE5RA.
SENHORES
ACCIONISTAS:
Mais
uma
vez
nos
cumpre
satisfazer
0
dever
que
0
artigo
47.°
dos
nossos
estatutos
nos impõe, apresentando-vos
0
relatorio
e
contas
da
nossa
gerencia
no
anno
de
1878.
Pondo-vos
deante 0 resumo
de
lodo
0 nosso
activo
e
passivo
no
dia 31
de
dezembro
ultimo,
fornecer-vos-heraos,
a
respeito
de
cada
verba,
os
elementos
de
informação
mais
essenciaes
para
vos
ha
bilitarem
a
determinar
0
vosso
juizo.
Resumo
do activo
e
passivo do
Ranco Commercial da Madei
ra,
em
31
de
dezembro
de
1878.
Aetívoi
Acções
por emittir.
.
.
600:0005000
Leiras
descontadas
e
a
re
ceber ....................................
190:0995879
Diversos
devedores
.
.
.
59:1595692
Agencias
no paiz.
.
.
.
9:3245695
Gastos
de
instalação
.
.
3:2175045
Sello
em 6:100
acções.
.
6105000
Moveis
e
utensílios .
.
1:4235623
Édiíicio
do
Banco
.
.
.
5:1355199
Hypolhecas
de
raiz.
.
.
101:8515696
Juros
a
liquidar
....
9055329
Empréstimos
sobre
penho
res
..................................
18:2335505
Contas
correntes
garanti
das ...................................
197:15-5323
Papeis
de
credito
.
.
.
32:4035000
Letlras
em
execução
.
.
4:2605000
Caixa
exislencia
em
cofre
em
metal
.....
37:8375900
1.261:6395186
câmbios,
e
ainda
assim muito escassos-
Era
0
cambio
normal
sobre
Inglaterra
de
32
a 34
°|0
,
e
sobre
Lisboa
de
8
a
10
°|o -
Elevou-se
aquelle
a
42 conservando-se
ten
dências
a
subir,
e
este
ultimo
a
13 com
as
mesmas
probabilidades.
Provém
este
estado
extraordinário,
da
geral
depreciação
da
prata
nos
mercados,
de
par
com
a
circumstancia
d
’essa
pra
ta,
assim
depreciada,
ter
n
’
esta
ilha
0
va
lor
legal
que
lhe
assegurou
0
decreto
de
7
de dezembro
de
1836.
Valendo
legalmente
n
’esta
praça,
uma
pataca
mexicana mil reis,
que,
aliás,
no
mercado
de
Londres,
onde
por
outros
motivos
afllue em
quantidade,
se
obtem
por
um
preço
muito inferior
áquelle
—
tem
sido
n
’
estes
últimos
tempos
extraordina
riamente
animada
a
importação
d’
aquella
moeda.
Não
ha
modo
de
obter kt-a
sobre
0
estrangeiro.
Torna-se
evidente
meio
mais
lucrativo
ao
possuidor
d
’
ella,
a
conversão
em
pataca?
e
a
importação
d
’estas
Para
satisfazer
os
compromissos
do
commercio,
começou
este
por
exportar
a
prata
ingleza,
e
á
proporção
que esta
se
exgota
vae
successivamente
crescendo
a
escassez
e
alta
de câmbios
a que de
prin
cipio
nos
referimos.
O
nosso
movimento
de
letras
de
cam
bio
foi
0 seguinte:
Em
carteira
do anno
ante
rior
....................................
1:3925793
Empregado
durante
este
anno............................ .....
34:5885869
35:8915662
Importâncias
já
dispostas.
.
32:6745223
Saldo
........................
3
2175439
*9Eypotlaecas.
Importância
até 0
anno
de
1877
...................
221:8215951
Idem
no
anno
de
1878.
51:0335808
Créditos
realisados.
272:8555759
.
.
171:0045063
Balanço
. .
.
.
101:8515696
Capital
......................
.
.
1
200:0005000
Obrigações
a
pagar.
.
.
17:5675032
Depositos
á
ordem.
.
.
6:2655065
Fundo
de
reserva .
.
.
3:9705282
Diversos
credores .
.
.
1005256
Dividendo a
pagar
.
•
.
3505945
Lucros
e
perdas.
.
.
.
33:3855606
1.261:6395186
Caixa.
Saldo
em
31
de
dezembro
de 1877.
.
.
.
.
.
6
0105926
Entrada
durante 0
anno
de
1878.
.
.
.
. .
791:422-5755
797:4335681
Sahido
.......................
.
.
759:5755781
Existência
em
metal.
37:8575900
Beae-ontos
Letras
descontadas
no
anno
de
1877
a
cobrar
em
1878
Descontos
feitos
durante
este
anno
em
letras.
.
173:7585236
334:0635698
Cobrados
nos
seus
venci-
509:8215934
mentos..............................
323:7145110
Em
carteira.
. . .
186:1075824
Confrontado
0 movimento
d
’este
anno
com
os
anteriores,
notar-se-ha
0
cuidado
que
a
direcção
tem
constantemente
posto
em
todas
as
suas
transacções, retrahindo-
se
tanto,
quanto
a
sua
falta
de
confiança
0
exige.
Não
é
possível
atravessar
uma
crise
agrícola,
acompanhada
de
difficuldades
mo
netárias e
cambiaes,
sem
que
0 credito
se
restrinja
dentro
de
certos
limites
e
com
mais
solidas
precauções.
Agencias
e
leiras de eanabio.
As
nossas
agencias
nenhuns
descon
tos
operam,
e
representa, portanto, esta
conta,
as
importâncias
destinadas
a
fazer
face
aos
nossos
saques.
Nem
poderíamos
imprimir
lhes
maior
movimento,
luctando,
como
actualmente
lucla,
esta
praça
com
as
grandes
altas
de
A
especialidade
d
’estas transacções
mos
tra
desde
logo
a
sua natureza
e
a
garan
tia
que
a
acompanha.
Escusado
é accrescentar
que,
tanto
antes
de
determinar-se
a
crise
agrícola
originada
no
deprecimento
gradual
dos
famigerados
vinhedos
d
’
esta
ilha,
como
depois
que
ella
mais
manil
’stamente
se
accenluon,
não
nos
serviu
de base
para
a
garantia
procurada,
0
valor
dos
pré
dios
rústicos,
relativa
á
producção
vinicola
d
’
elles
Conhecedores,
de
perto,
das
pro-
ducções
locaes menos
ricas,
mas
cujas
rendas
exprimem
um
minimo
de
valores,
lizeraos
sempre
proceder ás averiguações
precisas
para
descobrir
esse minimo, e
sobre
elle
assentar
a
transacção.
Nos
prédios
urbanos
não
foi
a
direcção
menos
sollicita,
certo
como
é,
que
0
va
lor
e
rendimento
d’
elles, segue
invaria
velmente
a
prosperidade ou
decadência
d
’
aque!les,
exigindo
as cautelas
precisas
sob
este
ponto
de
vista,
além das
usuaes
e
ordinárias.
O
balanço
de
101.851.696
que
os
da
dos
acima
vos
offerecem,
esta
garantido
pela
cifra
de
299:6105350
a
que
sobe
0
valor
venal
dos prédios
que
constituem
as
hypothecas,
não
se
nos
offerecen
m
du
vidas
a
respeito
de
nenhuma
d
’
ellas.
Empreitimas
sobre penborea.
Saldo
existente
do
anno
anterior.......................
11:6315427
Empréstimos
feitos
durante
0
anno. .......................
13:8305000
28:5015427
importâncias
recebidas.
.
10:2675922
Penhores
existentes.
.
.
18:2335305
Consistem
elles
em
objectos
moveis:—
ouro,
prata,
mobilia
e algumas
acções
de
este
banco,
que
tudo
garante
sobejamente
os valores
que
caucionam.
Contas correntes com garantia.
Resultado
do
anno
(indo.
.
121:7315450
Importâncias
saidas
em
1878.
226:4625932
351:
'945382
Recebidas n
’este
anno.
.
154:0373059
Existência
....
197:1573323
Esta
conta
é o
apuramento
do
debito
e credito
reciproco
entre
o
banco
e
os
particulares.
O debito
ao
banco,
porém,
considera
do
de
per
si
só,
sobe
a
234:036^111
reis,
que
se
desdobram
em
diversas
con
tas
parciaes,
garantidas
por
diversos
mo
dos:
74:2133275
reis
por
934
pi
pas de vinho
Ma
deira
e
casca-
dura
com
o
valor
venal
de
reis...
107:3203000
45:6973580
reis
empréstimos
a
camaras
mu-
nicipaes,
feitos
com
as
necessá
rias
auctorisa-
ções
e
com
as
respectivas
con
signações
de
ren
dimentos,
reis...
15:6973580
3:3003370
reis
a
adminis
trações
de
leva
das de
irrigação,
cujos manan-
ciaes
constituem
a
primeira
rique
za
local,
reis....
3:3003370
93:2113225
126:3173950
87:9363383
reis
por
letras de
vidamente
cau
cionadas, reis...
87:9363383
23:4303090
reis
por
gene-
ros, (taboado,
milho e
trigo)
no
valor da
fa-
ctura,
de
reis...
32:0003000
29:4583713
reis
por
as
dif-
ferenteshypothe-
•
cas
com
o
va
lor
venal
de
reis.
65:3813000
234:0363111
311:6353333
devendo
notar-se
que
o
excedente
de
reis
77.598.922,
differença
para
mais
a
favor
dos
valores
que
constituem
as
garantias,
provém
apenas
de
tres
especies
d’
elles,
deixando
nós
as
outras
especies
apenas
representadas
por valores eguaes aos ga
rantidos,
os
quaes,
mui
pelo
contrario,
nem
com
ellles
podem
entrar
em
linha
de conta,
já
pelas
firmas
de
superior
va
lia
que
os
abonam,
já
pelos
rendimentos
elevados que
fazem objecto
das consigna
ções especiaes.
A
direcção
entende
dever
descer
a
estas
minuciosidades
para
que
o
vago
da
cifra,
ou
a
designação
generica
a
que
el
la
está
subordinada,
não
pareça aprovei
tada
a
proposito
para
encobrir
especula
ções,
como
as que arruinaram
outros es
tabelecimentos
de
egual
natureza,
—
facto
que
poderia
dar
logar
a
que esses
mes
mos
estabelecimentos,
ou
os
n
’
elles
inte
ressados,
alimentassem
a
nosso
respeito
erradas
suspeitas.
Se,
porém,
no
meio da
epocha
diflficil
que
atravessámos
e
que
tanto
se
tem
já
prolongado,
accrescendo
sempre
e
suc-
cessivamente
novas
causas
de
perturbação
ás
antigas
que
permanecem,
nos
podemos
lisongear
de,
nem
um
momento,
nos ha
vermos
afastado
do
pogramma
que
a vos
sa
direcção
se
impoz
de
reserva
e garan
tia
a
respeito
de
todos
os
valores,
ou
aclivos
ou
passivos,
conseguindo,
por
isso,
poder
apresentar-vos
a
vossa
fazenda
no
estado
que
íica suromariamente descriplo,
—
o
mesmo
dever exige
que
vos
demos
conta
das
contrariedades
encontradas du-
rcnte
o
mesmo
anno,
entre
as
quaes
avul
ta
a
que
houvemos
com
a
casa
João
José
Rodrigues
Leilão
&
Filhos,
então
agen
tes
do
Banco
de Portugal,
n
’
esta
ilha.
Trouxe
nos
ella,
pelo
mez
de
julho,
uma
perda
de 10:4063000
reis;
pelo
que,
de
accordo
com
o
vosso
conselho tiscal,
re
solvemos
não
fazer dividendo relativo
ao
primeiro
semestre,
embora
os
lucros
a
elle
relativos
tivessem
eíleclivamenle
subido
a
20 4883845 reis
Preferimos
o
pouco
e
seguro,
ao
avantajado
e
phanlaslico, pro
curando reparar
desde
logo aquella
perda.
N
’
estes
lermos, pondo
á
vossa
dispo
sição
e
exame
tudo quanto na
respectiva
escripturação
quizerdes
examinar
ou ve
rificar,
temos
a
honra
de
propor-vos:
l.
°
que
sendo
os
lucros
havidos no
anno
de
1878,
de reis
33:3853606,
in
cluindo
o
saldo
do
anno
anterior
de reis
1:9443309,
se
lhe
dê
a
seguinte
apli
cação:
)ividendo
de
4
°|o
ao
anno
?
undo
de
reserva,
5
°|
0
so
bre
o
mesmo
dividendo
Para
amorlisação
de
reis
3:8273045,
importância
de
gastos
feitos
com a
installação
do
Banco,
na
razão
de
10
°[
0.
Para
contribuição
industrial
n
’
este
anno
.
.
.
.
Balanço
que
passa
a
conta
nova
..............................
24:0003000
1:2003000
3823704
2:1813600
5:6213302
33:3853606
2.°
que
consigneis
um sincero
voto
de
reconhecimento
para
com o
digno
Conselho
Fiscal
pelo
zelo
e
sollicitude
que
em todos
os
negocios
de
sua com
petência
tem
desenvolvido,
auxihando-nos
sempre
com seu
conselho
e
intelligencia.
Funchal
4
de
janeiro
de 1879.
Os
directores
João
de
Salles Caldeira
Cario
Bianchi
José
Paulo
dos
Santos.
Parecer
do
Conselho Fiseal
SENHORES ACCIONISTAS:
Em
cumprimento
do
disposto no
arti
go
40,
n.°
6
dos nossos
estatutos,
vimos
apresentar-vos
o
nosso
parecer
sobre
o
relatorio
da
direcção,
relativo
á gerencia
do
anno
de 1878.
Depois
do
desenvolvimento
que
a
di
recção
julgou conveniente dar
a
este
do
cumento,
onde
podeis
facilmente
apreciar
o
movimento
geral
de todas as
operações
do
Banco,
parece-nos
desnecessário
ac-
crescenlar
largas
considerações
sobre
elle.
Cumpre-nos,
apenas,
aífirmar-vos,
pelo
exame
e verificação
a
que
procedemos
nos
livros
do
Banco,
que
são
exactos
e
ver
dadeiros
os
dados
que
a
Direcção
apre
senta
e
que
nada
vos
póde
auctorisar
a
temer
para
elle
a
lamentável decadência
e
ruinoso
estado
em
qne
se
acham
outros
estabelecimentos
de
egual
natureza.
No meio
da
situação
anormal
em
que
se acha
este
districto,
a
braços
com
uma
crise
economica,
que
abalando
profunda
mente a
nossa
agricultura,
o nosso
com-
mercio
e
a
uossa
industria,
ha
muito
já
que
entre
nós
permanece,
sem
que
a
ve
jamos
diminuir
ou
melhorar,
antes
pro
gredir
e
agravar-se,
—
não
deve
extranhar
a
ninguém
que n
’esta
grave
conjunctura
não
se
sentisse
o
Banco
ferido
no
desen
volvimento
das
suas
operações.
Por
mais
previdência
e
cuidado
que
houvesse da
par
te
dos
seus
directores,
—
e
d
’isto
tendes
subidas
prova,
—
era quasi
impossível
resistir
incólume
ao
embate
de tão
graves
pertur
bações.
Foi
o
que
infelizmente
aconteceu,
lendo
de
lamentarmos,
em
julho
passado,
uma
perda
importante
com
a,
casa
João
José
Rodrigues
Leitão
&
Filhos, agentes
do
Banco
de
Portugal
nesta
ilha
e
que
nos
levou
então
a
accordar
com
a
Di
recção,
que
não
fosse
dado
dividendo
re
lativo
ao
l.° semestre
d’
esse
anno.
Se
temos
porém
de
consignar
esta
per
da,
talvez
impossível
de
prever,
attento
o
credito
e
importância
que
aquella
casa
gozava,
outros
motivos
temos,
—
como
vos
prova a
verba
de
lucros
e
perdas,—
para
nos
congratularmos
pela
situação
relali-
mente
prospera
em
que
se
acha
este
Ban
co,
devida
sem
duvida
ao
cuidado,
zelo
e
prudência
da
sua
Direcção.
Cojiseguintemenle
propômos:
1.
°
que
approveis
o
balanço
e
contas
da
gerencia
do
anno
de
1878.
2.
°
que
sendo
o
lucro
liquido
d
’este
anno
de
rs. 33:3853606,
se
lhe
dê
a
se
guinte
applicação:
—
para
dividendo de
4
p.
c.
ao
anno, rs.
24:0003000;
para
fun
do
de
reserva,
rs.
1:2003000;
para
amor-
lisaçào
de
gastos
de
installação,
3823704
rs.
;
para
contribuição
industrial,
rs,
2:1813600;
balanço
que
passa
a
conta
nova
5:6213302 reis.
3.
°
que
consigneis
á
Direcção
e
seus
empregados
um
voto
de
louvor,
á
primei
ra,
peio
zelo e
prudência
com
que
tem
gerido
os
interesses
que
lhe
estão
confia
dos,
e
aos segundos,
pelo
bom
serviço
e
empenho
que
leem
mosleado
pela
prospe
ridade
crescente
do
Banco.
Sala das
sessões
do
Conselho
Fiscal
do
Banco Commercial
da
Madeira,
no
Fun
chal,
aos 8 de
janeiro
de 1879.
William Hinlon
—
Presidente.
Manoel
Inisio
da
Costa
Lyra.
Roberto
Wilkinson.
Manoel
Figueira
de
Chaves.
Anlonio
Caetano
Aragão
—
Secretario.
(2300)
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
dramatica portu
gueza
Quarta-feira
44
de
março.
A
comedia
em
1
acto:
CLERO,
NOBREZA
E
POVO
A
comedia em
1
acto:
CADA
UM
NO
SEU
LOGAR
Toma
parte
no
espectaculo a Estudan-
tina
Bracarense.
Principia
às
8
horas.
AHNUHC10S
hb
vfiahii
Constando
que
alguns
cerieiros
d
’
esta
cidade, continuam
a
propalar
que
a
cera
que
vende
a
Companhia
Cerifica
Portuense,
é
falsificada, a
direcção
empraza-os
a
que
venham
pela
imprensa,
no
prazo
de
3
dias,
fazer
essa
declaração
publica,
aliás
serão
havidos
como
calumniadores.
A
companhia
assegura
que
não
com
pra
senão
cêra
de
l.
a
qualidade,
e
garantirá
a
que
levar
a
sua
marca
Porto, 7
de
março
de
1879.
Pela Companhia
Cerifica
Portuense,
Os
directores,
Manoel
Vieira
Borges.
Manoel
Ribeiro
Rodrigues
Forbes.
(2299)
THEATRO
DE
S.
GERALDO
A
direcção
d
’este
lheatro,
faz
publico
que
no
dia
16
do corrente
mez,
pelas
11
horas
da manhã, terá lugar
a
arremata
ção
de dous
camarotes,
loja e
salla do
café,
pertencentes
ao
mesmo theatro.
Braga,
9
de
março
de
1879.
Os
directores,
Francisco
Maria Pereira
d
’
Araujo.
Anlonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior
Anlonio
Santos
d
’
Azevedo
Magalhães.
v
23'i3)
CASA
Arrenda-se
uma
na rua de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata
se
no
cam
po
de
Sant
’
Anna,
n.°
68
(2298)
ARREMATAÇÃO
PERANTE 0
GOVERNADOR CIVIL DO
DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
Xo
«fia
8
8
de
Mar^o
«Se
16
Ç»
LISTA*
N.°
2074
HISTKSCTÔ
SSK
BRIGA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
F'óro
pertencentes
ao
passal
do
parocho
da freguezia
de S.
Miguel
do
Numeros
9
foro
de
200
reis e
2
gallinbas
00
80 reis
por elias, imposto
no
Lampo
de
Golpelhaes,
que
se
compõe
de
terra
lavradia
e
arvo
res de
vinho;
com laudemio
de
quarentena.—
Emphyteula.
Agos
tinho
Dias
de
Castro.
‘
Caslello
A v a lições
143034
Gran êxito en Paris
VEL0UTINE
GH1M FAY
OL.VO
DE ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO CON BISMUTO
INVISIBLE
Y
ADHERENTE,
dá
al cútis frescura
y
trasparancia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
_______
8*
ea
las Faimacias,
Perfumarias, Bcluquerias y tiendas de quincalla.
Desconfiar de las falsíficaciones. <F
X>X>X>X>X>X>X>j
>x>x>x>x>x>x>x>:
BANCO DO MINHO'
E
’
convocada
a
assembleia
geral
dos
srs.
accionistas do mesmo
Banco,
para uma
reunião
extraordinária,
que
ha
de
ter
logar
no
dia
13
do
corrente
mez,
pelas
11
horas
da
manhã,
no
edifício
do Ban-
co,
afim
de tomar
conhecimento
das di
ligencias
empregadas
pelos
corpos
geren
tes
d’
aquel|e
estabelecimento
no
intuito
de
conseguirem
a
cessação
dos
vexames
que
os
Bancos
d
’esta
cidade
estão
soífren-
do
com
a
execução
do
regulamento
da
lei
do
sello
de
14
de
novembro
de
1878,
e
adoptar
as
providencias
que
julgar
con
venientes.
Braga
7
de
março
de 1879.
O
presidente
da assembleia
geral
José
Maria Rodrigues
de
Carvalho.
(2295)
Linimento
BOYER-MIGHEL
para
caval-
los,
fazendo
as
vezes
de
fogo e não
deixando
vestígios
do
seu
emprego
M
ichbl
,
pharma-
ceutico
em
Ai*
{na
Provença)
França.
—
Preço
1,000
reis.
—
Em
Lisboa,
u snr Barrelu,
L< reto, u.° 28
—
30. (25j
ARREM
AT AÇÃO
D. AJrianna
Rosa
de
Mello, residente
na
rua
d
Ohveira,
da
freguezia
de
S.
Vj.
ctor
da
cidade
de Braga,
faz saber
que
tendo
requerido
inventario
de
maiores,
ao
fallecimento
de
seu
filho
Manoel
Anlonio
de
Carvalho e Silva,
no
jnizo
de Direito
da
Povoa
de Lanhoso,
e
no
mesmo
in
ventario
tem
de
ser
arrematados
em
pra
ça,
no
dia 6
do
futuro
mez
d
’
abril
de
1879,
no
tribunal
judiciário
da
Povoa
de
Lanhoso,
todos
os
bens
de
raiz,
moveis,
direitos
e
acções que
do
mesmo
ficaram;
sendo
os
bens
de
raiz, as
quintas
denomi
nadas
de
Sete
Fontes,
e
Arrebalde,
am
bas
juntas
e
circuitadas
sobre
si,
apenas
divididas
por
um caminho,
e
muito
pró
ximas
á
estrada
nova
da
Ponte
do
Porto;
que
se
compõem
de
grandes
casas
para
senhoria,
e
para
caseiros,
deus
moinhos,
eira
de
pedra,
cinco
lagares,
aguas
de
lima
e
rega, dous
laranjaes,
olivaes,
e
pomar
de
espinho
e caroço,
estando
si-
tuadas
no
mais
aprazível
local
da
fre
guezia
de
Santa
Maria
de
Moure
da
dita
comarca.
Quem pretender
póde
compare
cer
no
indicado
dia,
na
dita
villa, pelas
10
horas
da
manhã, podendo
informar-
se
das
propriedades,
e
vel-as
pessoalmente,
cuja
venda
é
para
pagamento
de
credo
res.
Braga
7
de
março
de
1879.
(2290) D.
Adrianna
Rosa
de
Mello.
ATTESÇÃÍ»
Tendo desapparecido da
casa
do
ill.
”
0
snr.
B ruarditio
An-
tonio Peixoto
Castello-Branco,
uma
cadelinha
vermelha,
pequenina,
que
dá
pelo
nome
de
Piricita,
se
alguém
a
tiver
em
seu poder,
e
a
queira
entregar,
dirija-se
á
casa
n.°
4,
Rocio de
Traz
da
Sé.
(229
I)
Parte de Comércio do Minho (O)
