comerciominho_08031879_907.xml
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-
REDACTORES
—D.
Miguel Sotto-Mayor e
Dn Custodio Velloso.—DIRECTOR
—Antonio
Joaquim de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.° ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
l$600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada linha.
....
20
Repeti';5o
........
10
PUBLIGA-SE
AS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO DA
ASSIGNATUBA
Províncias,
12
mezes.........................
2$000
»
6
»
.........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
•
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso................................
10
N.°
907
BKAGr
A.
SABBADO
8 DE MARÇO DE 1879
A
Encycliea e
oh
entlaolieni<i
l!S-
beraes.
Para
nós
é
fora
de
duvida
que os
orgãos
da Revolução
(ou
estes
se
digam
calholicos—
e
são exacta
mente
os
peiores,
porque
são
hypocritas—
ou
francamente
se
declarem
anti-calholicos)
não
podem
sympathisar
com
a
recente Encyclica
de
Sua
Santidade.
E
essas
genuflexões
estu
dadas,
em
que elles leem
andado a
cur
var-se
diante
da Santa
Sé,
mostrando-se
respeitosos
e
quasi
que
agradecidos
para
com
o
documento
pontifício,
que
fulmi
na
o
Socialismo,
teem
para nós
a
mes
ma
significação
que
o Ave
rex
Judceo-
rum,
comque
os
soldados
de
Pilatos
sau
davam
a
Christo,
alfrontando-o
e
escar
necendo-o
simultaneamente.
De
outra
ma
neira elles
acceitariam
sem
restricções
a
palavra
infallivel
do
Vigário
de
Jesus
Christo;
e confessando
o
erro,
em
que
até
agora
teem
vivido, voltar-se-hiara
sinceros
e
convictos
para
a
luz, que
ir
radia
da
cadeira
de
Pedro,
e
procurariam
reformar
a sociedade
em
suas
constitui
ções,
em
suas
leis,
em
seus
costumes
consoante
as
indicações
e
os
conselhos
d
’
Aquelle,
que tem
a
palavra
da
vida
elerna.
Fazem
elles
isto
porém?
De
nenhum
modo.
Pelo
contrario
amon-
tôam
sophismas
sobre
sophismas,
argú
cias
sobre
argúcias,
equívocos
sobre
equí
vocos para
falsearem
o
sentido
da
En
cyclica,
de
modo a poder
accommodal-o
aos
erroneos
princípios,
que
professam.
E
se,
n
’
esta
sua
cavillosa
empreza,
topam
com uma aftirmação tão
perspicua,
tão
peremptória,
tão
positiva,
que
de
ma
neira alguma
a
podem
torcer
para
os
seus
sinistros
fins, saltam
por
sobre
ella,
guardando
um
silencio
calculado,
havendo
de
antemão prevenido
os
seus leitores
de
que
lhes
é
licito
regeilal
a,
porque
i
o
Papa,
quando
não
íalli
sobre
as cou
sas
da
fé,
não
tem
mais
auctoridade,
para
os
espíritos
illuslrados,
do
que
qual
quer
outro
homem.
Cumpre-nos
pois
a
nós. escriptores
sincera
e
francamente
catholicos, desfa
zer
esta
cavillação
perigosa,
que
póde
arrastar
ao
erro
mais
de
um leitor
de
boa
fé;
sendo,
de
mais
a
mais,
como
é
infeiizmente
certo,
que a
imprensa
libe
ral
diffnnde
as
suas
erradas
doutrinas até
entre
us
homens
de
mais
rectas
inten
ções.
Por
isso
deixamos
já
demonstrado,
n
’
um
dos antecedentes
artigos,
que
as
verdades
políticas
e
sociaes também
entram
na
es-
féra
do ensino da
Egreja.
cujo
magisté
rio,
fundado
no-~docele
omnes
gentes—
do
Evangelho,
e
por
isso
mesmo
infal
livel. se
exerce
legitimamenle
não
só
sobre
toda
a
verdade
revelada,
implícita
ou explicitamente
contida
no deposito
da
fé, mas
também,
e
ainda
que
de uma
maneira
indirecta,
sobre todas
as
verda
des
naluraes,
especulativas
ou
de lacto,
connexas
com
a
verdade
revelada,
por
maneira que
o
erro
n’
ellas
tenda
a
cor
romper
a
pureza da
fé
nos
espíritos
christãos,
e
a
pôr
em
perigo
a
salvação
elerna,
que
é
o ultimo
fim
do
homem.
Esta
é
a
verdadeira
doutrina
cathcli-
ca, ainda
ha
poucos
annos
luminosamente
exposta
pelo
grande
Pontífice
Pio
IX, de
saudosa
memória,
no
seu
breve
Gravís
simas
inler,
dirigido
ao
arcebispo
de
Munich,
em
1862,
e depois
na
magnifi
ca
Encyclica
—
Quanta
cura,
de
8
de
de
zembro
de
1864.
Assim
pois
quando
o
Vigário
de
Je
sus
Christo
condemua
—
como
acaba
de
o
fazer na
recente
Encyclica
-
os
gover
nos
constituídos
com desprezo
de
Deus
e
da
ordem
por elle
estabelecida,
como
são
todos
os
governos
rfascidos
da
Re
volução,
o
ensino
anti-religioso e
atheu
sustentado
por
esses
mesmos
governos
nos collegios,
nos
lyceus
e
nas
universi
dades.
o
direito
novo,
os
fallazes
princí
pios
de
89. que
servem,
mais
ou
menos,
de
base
a
todas
as
constituições
moder
nas,
o
cazamento
civil, que aviltando
a
dignidade
do
matrimonio
christão.
fica
redusido
a
um
mero
e
escandaloso con
cubinato
legal,
e
fioalmenle
essas
socie
dades
clandestinas,
que
com
o
nome
de
maçonaria,
carbonarismo,
etc.,
teem
sido
o
vehiculo
de
todos
os
erros, corrupções,
desvairamentos
e crimes,
de
que
estão
sendo
victimas
as nações
modernas:
quan
do
o
Pontífice,
dizemos,
condemna
tudo
isto,
o empenho,
que
alguns pretendidos
catholicos
põe
em
illudir,
desfigurar,
evi
tar
e
inutilisar
em
parle
esta
condemna-
ção,
não pode
deixar
de
ser
olhado como
mais
um
exforço
da
Revolução
para
sustentar o
seu
espirito
desorganisador
e
corrosivo
pairando
sobre
a
sociedade,
que ella
considera
como
boa
preza,
não
consentindo
em
soltal-a
das
suas
garras
malditas
emquanto
não a
tiver
transfor
mado
na
mais
completa
anqrchia.
Eis aqui
o
que
cumpre
que
todos
os
bons
calholicos
tenham
bem prezenle,
para
se
não
deixarem illqdir peias
falsas in
terpretações,
com
que
uma parte
da
im
prensa
liberal
tem
querido
deturpar
o
verdadeiro
sentido
da
Encyclica
de
Sua
Santidade
Leão
XIII.
Cumpre
outrosim
que
se
convençam
de
que
o
Socialismo
é
filho
legitimo
do
Liberalismo,
assim
como
este
o
foi
do
Philosophismo
incrédulo
do século
XVIII.
Ora
o
Liberalismo,
que umas
vezes
se
apresenta
rasgadamente
hostil
á
Egreja
e
mesmo
a
lodo
o
principio religioso,
en
volve
se
outras
vezes
no
manto
da hy-
pocrisia,
e
finge-se
catholico
convicto,
protestando
sincero
respeito
ás
decisões
da
Egreja,
e
dizendo
querer
sómente
concilial-a
com
a
civilisação
moderna,
co
mo
se
a
Egreja
—
a
civilisadora
por ex-
cellencia—podesse
estar
jámais
em
des
acordo
com a
verdadeira
civilisação,
ou
como
se
a
columna
e
firmamento da
ver
dade
podesse
transigir
com
o
erro
e
com
a
mentira!
Emquanto pois
nos
aturdirem
os
ou
vidos
com
a
soberania
do
povo,
com
a
infallibihdade
da
razão
humana,
com a
liberdade
de
cultos,
com
a
liberdade
illi-
mitada
da
discussão
e da
imprensa;
em
quanto
de
todos
estes
erroneos
princípios
fizerem
outros
tantos
dogmas
do.
seu
cre
do
político
e
religioso,
não
nos
digam
que
querem
a
extincção
do
Socialismo;
porque
esta
peste
nasceu,
cresceu
e
des-
involveu-se
no
meio
de
tudo
aquillo;
ahi
vive
como
em
atmosphera
própria,
e de
ahi
fará
a
sua
base
de
operações
para
conquistar
e
desorganisar
o
mundo.
Só
a
Egreja,
só
o
Calholicismo
lem
o
poder
de
salvar
a
humanidade;
não
nos
cançaremos de
repeli!
o.
Mas
é
preciso
que a humanidade
se
curve
docil
aos
seus
ensinos,'
que
as
suas
doutrinas se
accei-
tem como ellas são,
sem restricções
ar
bitrarias,
sem
sophismas
calculados,
sem
tergiversações
pérfidas
e
tiaiçoeiras.
In
vocar
ao
mesmo
tempo Deus
e
Belial
para
que
corram
a
salvar
a
sociedade,
qqe
perece,
é
não
só
uma
blasphemia
horrível,
mas
lambem
uma
estoiidez
mon
struosa.
Concluiremos
pois
esta
série
de
refle
xões
com
as
palavras
de uma
acreditada
revista
estrangeira:
«Não
se
deixem
os
«governos illudir
pelos disfarçados fauto-
«res
do Socialismo.
Fechem os
ouvidos
«a
essas
pérfidas
insinuações
sectarias.
<e
escutem
a voz
do
Pae
Commum
dos
«crentes,
dado
por
Deus
para
guia
e
per-
«ceptor
dos
povos. Nós
o esperamos;
e
«este
mesmo
universal abalo,
produsido
«pela palavra pontifícia,
é d’
isso
um
ex-
<cellenle
e
consolador
presagío».
D.
M. S.
Dinheiro
de S. Pedro.
No Boletim
oílicial
do
arcebispado
de
S.
Thiago
de
Composlella,
de
22 de
ja
neiro
do mez
proximo
passado,
deparamos
com
uma
brilhante
pastoral
do
prelado
d
’
aquelia
diocese,
dirigida
aos
seus
dioce
sanos,
para
que
elles
contribuíssem
com
o
seu
obulo para
as
necessidades
do
Che
fe
Supremo
da
Egreja.
Muito
desejávamos
traduzil-a
em
tem
po
competente
para
este
jornal,
mas
a
sua
grande
extensão, e
bem
assim
a fal
ta
de
espaço,
com
que d
’
ordinario
lucta-
mos,
nos
inhibiu
de
realisar
o
nosso
ve-
hemente
desejo.
Como,
porém,
a
imprensa
revolucio
naria
de
todos
os
matizes
tem
dado
urros
diabólicos
ao
vêr
o dinheiro
que
tem ido
para
o
Pae
commum
dos
fieis, por
estes
offerecido
com
generosidade,
embora
com
sacriíicio, por
causa
das
pezadissimas
con
tribuições
de
toda,
casta,
que
sobre
elles
ha
lançado
o liberalismo;
e
como
entre
essa
imprensa
vêmos
infelizmente afinar
pelo
mesmo
diapasão
e
entoar
pela
mes
ma escala dois
papeluchos indecentes
que
se
publicam
n
’
esta terra,
o
«Amigo
do Povo»
e
o
«Defensor
do Povo»,
não
podemos
deixar
de
oflerecer
a
estes
dous
orphãos
do
senso
commum, a
vêr se
o tomam,
alguns
trechos da
bella
pastoral do
ve
nerando
Antistite
hespanhol, sentindo
não
a
podermos
transcrever
toda.
O
sabio
e
zeloso
Pastor,
depois de
fallar
ás
suas
ovelhas
na
collecta
que
ia
realisar-se
no
orbe
catholico
para
provèr
«ás
graves
e
multíplices
necessidades
que
cercam
o
Chefe
da
Egreja»,
e
de
lhes
annunciar
a
obrigação
que
os
catholicos
teem
de
contribuir
com
o
seu
obulo, se
gundo
os recursos
de
cada
um,
ao
appello
que lhes dirige o
Summo
Pontífice,
pro-
segue:
«O
Nosso
Divino
Redemplor
e Salva
dor
Jesus
Christo.
Auctor
e
Fundador
da
Santa
Egreja
Catholica.
a
que
temos
a
ventura
de
pertencer,
não
só inculcou
a
seus
discípulos as
doutrinas
que
haviam
de
ensinar,
as
regras
de
costumes
que
haviam
de
estabelecer,
os Sacramentos
que
deviam
administrar,
e quanto
lhes
era
necessário
saber
para
o
perfeito
desempe
nho
do
sagrado
ministério
a que
os
cha
mava,
mas
também,
considerando
que
eram
homens
compostos
de
corpo
e
e
alma
e
que porisso
mesmo
necessitavam
de meios
maleriaes
para
o
sustento
da
vida
corpo
ral,
(meios
que
lhes era
impossível
ad
quirir,
uma vez
que
tinham
de
estar
con-
slanteraente
empregados
no
melhor
des
empenho
dos
cargos
d
aquelle);
mui
sa-
biamenle
proveu
para
que
taes
recursos
lhes
não
faltassem.
Para este
fim
principiou
por
declarar
que
tinham
direito
a
viver
do
seu
minis
tério
e
a
expensas
d
’
aquelles,
em
cujo
fa
vor
o
haviam
de
desempenhar,
pois que
digno
é
o
trabalhador do
seu salario.
(1)
Assentado
este
principio,
deu-lhes
ins-
trucções
sobre
o
modo
como
deviam
com-
(1)
S.
Math.
cap. 10,
v.
10.
porlar-se
ao
pôrem
em
practica
o
man
dato
que
lhes
impozera
de
ir
ensinar
to
das
as
nações.
(2)
Não
lhes
prescreve
que’
á
sua
custa
levem provisões
para
as
jor
nadas,
mas
o contrario,
isto
é,
não
le
veis
alforges
para
o
caminho,
nem
duas
túnicas,
porque
digno
é
o
operário
do
seu
alimento.
E
em
qualquer
cidade
e aldeia
onde
entrardes, perguntae
quem
ha
n
’ella.
e
conservae-vos
alli
até
que
partaes
E
todo
o que
não
vos
receber, nem
ouvir
vossas
palavras,
ao
sair fora
da
casa,
ou
da
cidade,
sacudi
o
pó
dos
vossos pés.
Em
verdade
vos
digo: que
será
mais
tolerável
á
terra
dos
de
Sodoma e
de
Gomorrha
no
dia
de
juizo,
do
que
áquella
cidade.
(3)
Com
estas
e
outras
claras
e
termi
nantes
palavras
assentou
a
base
do
di
reito
que
teem
os
ministros
da
Egreja a
serem
mantidos
por
aquelles
em
cujo
pro
veito trabalham,
assim como
a
obrigação
n
’
esles
de
sustentar a
vida
corporal
dos
que
lhes
proporcionam
a espiritual.
Apoiando-se
em
tão
claros,
terminan
tes
e
divinos
preceitos, o
Apostolo S.
Pau
lo
declarava
evidenternente
a
doctrina
que
elles
estabelecem,
quando,
ao
escrever
aos
fieis
de
Corintho
(4), lhes
fallava d
’este
modo:
Quem
vae
jámais
á
campanha
a
expensas
suas?
Quem
planta
vinha
e
não
come
do
fruclo
d'ella?
Quem
apascenta ga
do
e
não
bebe do
leite
do gado
9
Porven
tura
digo
eu
isto
como
homem9
()u não
o
diz
lambem
a
Lei?
Porque escripto
está
na
Lei de Moysés:
Não
ligarás
a
bocca
ao
boi
que
trilha?
Accaso
são para
os
bois
os
cuidados
de Deus?
E
não
estará
isto
dicto
para
nós?
Sim,
para
nós
estão
escri-
plas
estas
cousas.
Se
nós
vos
semeamos
as
cousas
espintuaes,
será
muito
que
recolha
mos
as
carnaes
que
nos
pertencem? Não
sabeis
que ds
que
trabalham
no sanctua-
rio,
comem
do
que
é
do
sancluario;
e
que
os
que
servem
ao
altar,‘
participam
jun-
lamenle do
altar?
A
ssim
também
o
S
e
nhor ORDENOU, QUE OS QUE ANNUNCIAM
o
E
vangelho
,
vivam
do
E
vangelho
.
Admiráveis
declarações,
que
bastaram
a
que
os
operários
evangélicos
se
con
sagrassem
ao
cultivo
do
campo
que
se
lhes
havia
confiado,
seguros
de
que
a
provi
dencia d’
Aqnelle
que
os
enviava
occorre-
ria
com
opportunidade
ás
suas
necessida
des
corporaes; ao passo
que
foram
sufli-
cientes
para
que
os
crentes
se
reco
nhecessem
obrigados
a
submimstrar-lhes
quanto
necessitarem
para
a
vida corpo
ral.
Já
o
Divino
Mestre,
desde
que
prin
cipiou
o
exercício publico
do
seu minis
tério
santo,
altendia
ás
suas,
ás dos
seus
discípulos
e
ás de
quantos
o
acompanha
vam com
as oblações
que
espontaneamen
te
lhe
apresentavam,
e
por
isto
confiou
o
cuidado
de colhei
as
e
distribuii-as
ao
mal-
aventurado
Judas.
E
depois,
ao
princi
piarem
os
Apostolos
a
sua
prégação
em
Jerusaletn,
na
Judeia
e
Galilea,
era
tal
o
desprendimento
dos
fieis
em
favor
dos
seus
Mestres
e
Paes
espintuaes,
que
ven
diam
as suas
fazendas
e
depunham
o
seu
importe
aos
pés dos
Apostolos
(5,.
Com
estes
recursos
poderam
estender
a
sua
acção
rapidamente
por
todas
as
par
tos do
mundo
então
conhecido,
e
estabe
lecer
bispados
com
seguros
recursos tem-
poraes
que
garantissem
a
sua
conserva
ção.
Com
estes
mesmos
fixou também
S.
Pedro
a
sua
residência
em
Roma,
onde
não
faltou
quem
mui
decorosamente
o
alo-
(2)
S.
Math.
cap.
28, v.
19.
(3;
S.
Math.
cap.
X, vv.
10, 11,
14
e
15.
(4)
Ep.
I,
cap.
IX,
vv.
7,
8, 9, 10,
11,
13
e
14.
(5)
Act. cap.
II,
v.
45.
psse
em
sua
casa,
e
quem,
á
porfia,
lhe
subministrasse
quanto necessitava
para
a
sua
subsistência
e
para a
dos
que
o
aju
davam,
para
as suas
viagens
e
para
as
d'aquelles
que
elle
enviava,
a
todas as
par
tes
a
fundar
egrejas
que
ainda
se
conser
vam.
era
tão
crescido-
numero, qtie,
ao
lêr
os
fastos
ecclesiasticos,
assombra
que
um
homem,
completamente
pobre,
podesse
tsr
sido
o fundador de quasi todas
as
no
táveis
do
oriente
e
do
occidente.
------- -
vZ-Wrs
Sl».------
3
de raarft» de
í®1?®.
(Do
nosso correspondente).
Começarei
boje
por
uma
rectiíicação,
meu
caro
redactor, sobre
o
que
vos dis-
sefem
relação
ao
novo
regulamento
ec-
clesiaslico,
que
uma das
folhas
de
Lis
boa
noticiara
como
cousa
já
decretada
pe
lo
em.
mo
Cardeal
Prelado
d’
esta
diocese.
Por ora
ainda
não
foi
sanccionado,
e
du
vida-se aqui
que
o
snr.
Patriarcha
o
au-
clorise
tai
qual
está
redigido.
De
política
pouco,
ou
qtiasi
nada
vos
poderei
dizer
hôje.
Ha
ffita
de
noticias,
que
deveras
mereça.n
que
o vosso
obs-
í
.ura
correspondente
envie-
ao vosso
jornal
tão
habilmente
redigido.
Já
sabeis,
cerlamente,
que
Leão
XHI
recebeu,
no
dia
22
de
fevereiro,
a
im
prensa calholica,
em
numero
de
mil
jor
nalistas.
Foi,
como
dizem
os
jornaes
fran
ceses,
um
aclo
deslumbrante,
e
que
não
poderá
ser jamais
esquecido.
O
Pontífice,
entre muitos
outros
tre
chos',
que
mais
erilhosiasmaram- a
multi
dão,
que enchia
a
saia,
disse
que nunca
o
accordo
de
toda
imprensa
calholica foi
mós
urgente,
para
defender
os
grandes
princípios
sociaes.
como
actualmenle.
Que
os
tempos
são
maus,
e
que
a
Egreja
sof-
frerá novas
provações.
Que
a
imprensa
calholica,
pois,
deve formar
um
corpo
compacto
para
resistir,
não
desviando
nun
ca
os
olhos da
Cadeira
.da
Verdade,
que
é
a
salvaguarda de
todos
os
dirsitos
.
Mis
Sua
Sânlidade
não
se
esqueceu
de
fallar dos
direitos
da
Egreja
ao
poder
temporal,
usurpado
pelos
que
se
apregoam
defensores
de
todos
os
direitos
possíveis,
e
os
atropellãm
sempre
que
lhes
convém.
Leão
XIII
accrescenlou
que o principado
civil
dos
Papas
nunca
fora um
obstáculo
á
prospe.rida
e
italiana,
e ao es
plendor
da
cidade
eterna,
e
terminou
di
zendo
que
é
mi-ter
que
a
imprensa,
alli
presente,
e
a
qw
ella
representa,
propu
gnem
os
princípios, que são
base
da
or
dem
social,
e
da
verdadeira
civilisaçào.
Que
respond-rá
a
imprensa
calholica-
liberal
ao
referido
convite
do
Ponlifice-
Rei?
A
’
fé
que
lhe
hade custar
muito
a
engolir
a
pílula,
porque
nãb
são
de
cer
to
os
princípios
da
liberdade
dos
liberaes
catholicos,
ou
ímpios,
a
que o
Papa
allu-
diu.
Quando deixarão
de
ser
teimosos?
Os
rapazes
da
escola
polytechnica es
tiveram
um
tanto
desinquietos
nas
proxi
midades
do
carnaval,
obrigando o
gover
no
a
converter
a
rua
onde
existe
o
refe
rido
estabelecimento
lilterario,
e
visinhan-
ças,-quasi
n
’
om
acampamento
militar
Mui
to
medo
teern
estes
'valentes da
situação!
Dizem-me
que o
governo
tencionava
ris
car
todos
os
alumnos
militares,
indo
cada
qual
para o
respectivo
corpo;
mas
re
considerou.
Assim
iam
perdendo
um
an
uo,
-<em
graça-nenhuma,
por
obra
e gra
ça
da
mui
compassiva
liberdade.
E que me dizeis
á
execução
do
infe
liz
Costa?
O
governo
foi
interpèllado
na
camara
dos
deputados
sobre
o caso;
res
pondendo
um dos
ministros
que eslava
convencido de
que
o
seu
collega
dos
es
trangeiros teria empregado
os
devidos
es
forços
para
que a
sentença
de morte
não
fosse
cumprida'
E
’
adrairavel, sem
duvida,
que
um
membro
do
governo
não
fosse
mais
expli
cito,
em
relação
a
um
facto
d
’
aquel!e mo
mento.
Mas, se
effeclivamente
o desven
turado portuguez,
foi
suppliciado
pelo
car
rasco
hespanhol,
depois
de
exgostados
to
dos
os
esforços
propícios
ao
infeliz,
pelo
ministro d’
esta nação
em
Madrid,
é
for
ça
concluir
que
o
governo
de
D.
Affon-
so
não considera
nada
o
governo
do
seu
estremecido
primo
O’
snr.
D.
Luiz,
pois,
a despeito
de
todas as
instancias,
o
reu
foi
morto
ás
mãos
do
algoz caslhelhano.
Mas,
empregaria
acaso
o
conde
de
Val-
bom
todos
os esforços
no
intuito
de
ar
rancar a
victima
do
poder
do carrasco,
prestes
a
deixai-a
examine?
De
um
modo,
ou
d
’
outro,
lamentamos
a
triste
sorte
do
nosso
irmão
pela
patria,
embora
crimino
so, e
oremos
por
sua
alma.
CíiRONICA
ESTRANGEIRA
Festejou-se,
segunda-feira,
a
coroação
(
do
Pontifice-Rei
na
egreja
patriarchal.
]
Assistiu
o
Núncio
de
8.
-Santidade.
Li-\
beraes
de
algum vulto só vi o conde de Sant’
-
lago.
Se
fora
alguma* festa
pirraça,
ten-
dt^ite
a perpetuar
os
odios
civis,
decer
to
que
o
templo
estaria
povoadissimo
de
emplumados,
ainda
de
alguns,
que
ou-
tr
’
ora
foram
mais
realistas
do
que
o
pro-
prio Rei.
A
calumnia cOutra 0
fallecido
cardeal
Antonelli,
desfez-se
como
qualquer
cas-
tello
de
cartas
ao
mais tenue
sopro.
O
tribunal
d
’
appellação
negou á
auctora
do
embuste
a
qualidade
de
filha
d
’
aquel!e
venerando
Príncipe da
Egreja,
e
con-
demnoti-a
nas
custas.
Foi.
pois,
buscar
lã,
e
voltou
tosquiada.
Que
dirá
agora
o
innocente
incolor?
Com que
cara
fica?
Metterá
a
viola
no
saco,
e,
ficará
com
a
cara
do
«Diário
de
Noticias».
O
telegrapho
disse-nos
que
havia
boa
tos
de
crise
ministerial
em
Madrid,
em
virtude
de
exigências
de
Martinez
Cam
pos,
superiores,
na opinião
de Cánovas,
ás
actuaes
forças,
pecuniárias
da
Hespanba,
o
qual,
ou se
deniitliria,
ou
aliás,
a
ca-
mara
seria
dissolvida.
O
’
corollario
de
tudo
isto
é
que
os
ares
se
turvam no
reino
visinho,
onde
ha
p
-uéo
se
qnerellou
de
mais
de
20
hespanhoes,
prezos
por
tentativa
de
republicanisar a
patria
do
Cid,
farta até
á
saciedade
de
tudo
quanto
é liberal.
Esteve
doente
o
nosso
respeitável
amigo
D.
Antonio
Manuel de Vilhena.
S.
ex.
a
porém,
está
quasi
restabelecido,
o
que
não
acontece,
infelizmente,
a
seu
irmão, D.
José
de
Vilhena,
cuja
resigna
ção,.
na
longa
e
acerbíssima
doença, que
ha
annos
o
traclêa,
sóbe ao
heroísmo.
Domingo
appareceo
no «Diário
de
Notícias»,
no
corpo
do
jornal,
um
aviso
da
egreja
evangélica da
praça
das
Flores,
para que. os
crentes tomassem
parle
na
communhão,
e
assistissim
aos
ollicios
do
dia.
O
"overno
dorme,
mas
porque
é tão
bom
como os
taes
protestantes,
e
que
jandos,
e
o
«Diário
de
Noticias» peior
do
que
todos,
porque
é
hypocrita.
Crêde
o
que
vos assevera,
e não
pre
tende
illudir,
O
vosso
correspondente
A.
Ainda
não
se
extinguiu
o
immenso
ferro
que
na
imprensa
libertina
produziu
a
grande
manifestação
do
jornalismo
ca-
tholico
em
o
dia
22
de
fevereiro.
Pois
recordemos
esse facto
verdadei
ramente
glorioso,
soccorrendo
nos
a
uma
correspondência
de
Roma
para
os
«Anna-
les
Catholiques»;
...A
’
s
11
li.
e 45
m.
o
venerável Pon
tífice
entrou
na
sala
diical
acompanhado
de numerosos
cardeaes. Do
intimo
dos
nossos
peitos
ergueram-se
enthusiasticas
acclamações:
Viva
o
Papa
!
Viva
a
reli
gião
!
Viva
Leão
XIIII Viva
o
Papa-rei.
Universaes
ãpplausos
retumbaram
na
sala,
como
nos
dias
dos
grandes
triumphos
do
immortal
Pio
IX.
Restabelecido
o silencio,
Monsenhor
Luiz
Tripepi,
leu,
com
voz
vibrante,
uma
bella
mensagem
em
magnifico
latim,
ten
do
por
texto
estas
palavras tão
appropria-
das á circumstancia:
Pelre,
doce
nos.
E
Pedro
nos
instruiu
por
um
discurso
notável
onde,
na
mais elevada
linguagem,
traçou
o
programma do
jornalismo
catho-
lico.
Este discurso
foi pronunciado
em
latim.com
uma
energia que communicou
a
mais
viva
impressão
a
lodo
o
auditorio.
Resenhal-o-bei em
duas palavras.
0
Papa
demonstrou
a
necessidade do
jornalismo
calholico
dedicado
á
Egreja
e
aos
verdadeiros
interesses
da
sociedade.
0
jornal
serve,
com effeito, para
com
bater
os
errores
espalhados
por
toda
a
parte.
Insistiu
pela
acção,
pela
firmeza,
pela
concórdia
na
Incta
contra
o
êrro
e
contra
o
mal,
pela
reivindicação
dos
direitos
da
Santa
Sé.
Alludindo
áquelles
que
impellem
já os
catholicos
italianos ás
eleições
políticas,
lastimou
a
pretenção
de
certos homens
que
querem
resolver
de
per
si
só
ques
tões
gravíssimas,
sem
consultar
a
sua
auctoridade.
Fallando
do
governo
civil,
demonstrou
com
uma
grande
felicidade
d
’
expressão,
que
a Egreja em
tempo
nenhum
foi
um
impedimento
para
o
governo
civil.
Tem
sido
sempre
uma
luz,
ura pharol.
A
ella
i
se
deve
o
desenvolvimento da
sciencia
e
j
da
civilisação.
Nunca
foi
opposta
senão
áo
mal,
—
titulo
de
gloria
em
seu
favor.
Então
disse
que
o
Papado
fez a
fe
licidade
de
Italia. Comparando
com
o
presente
o
seu
estado
passado,
fez
sen
tir
a
todos
a
diíferença
em
detrimento
d’
este
paiz
privilegiado
de Deus.
Depois
fallou
do
poder
temporai;
re-
vindicando-o,
aflirmou
energicamente que
elle
não
era desejado
por ambição,
mas
em
virtude
da
sua
necessidade
para
as
segurar a liberdade
da
Santa Sé. e
a
sua
prolecção
contra
a
oppressão
dos
fortes.
0
Papa
insistiu,
e
convidou
a
im
prensa
calholica
a
reivindicar
com
elle
o
poder
temporal,
sem
o
qual
a
Italia
não
mais
gosará
de
tranquillidade,
porque
esse
poder
mantém
a paz
nas
consciências
e a
liberdade do Chefe
da
Egreja.
0
’
Pae!
as
vossas
venerandas
e
sabias
palavras,
teem
sido
comprehendidas:
nós
promettenaos
defender
os
vossos direitos
sagrados.
—
Nova
crise
ministerial
na
França.
Acaba
de
dar
a
sua
demissão, o
minis
tro
do
interior,
o
snr.
Mircère,
que
na
sessão
de 3
foi
violentamente
atacado
por
um
deputado
radical, a
proposito
do
in
quérito
á
prefeitura
da
policia,
pedido
a
grandes
brados
pelo prefeito
o
snr.
Gi-
got,
(1
’
accordo
com
aquelle
ex-minislro.
Esta
crise
era
prevista
desde que
se
ventilou
ta! assumpto; pois
twn
jornal
pa
risiense,
que
temos
presente,
com
data
de
27
de
fevereiro,
já
.presumia
que
ella
seria
inevitável.
Creem
alguns
jornaes
que
com
a
sai-
da
do
snr.
Marcère
está
muito
compro-
mettida
a
queda
do
gabinete;
a
que
suc-
cederão
os
radicaes
despapadamente
decla
rados;
outros
diziam
que
entraria
para
a
pasta
do
interior
o
snr.
Julio
Ferry,
que
seria
substituído
no
ministério
da
instruc-
ção
publica
pelo
snr.
Paulo
Bert.
Os
últimos
lelegrammas
porém,
dão
corno
resolvida
definitivamente
a
nomea
ção
do
snr.
Lepère,
ministro
do
commer-
cio,
para substituir
o
ministro
demittido,
e
a
do snr. Tirard,
deputado
radical
de
Paris,
para
a
pasta
do
commereio.
—
Na
Hespanha
deu
a
sua
demissão
o
gabinete
Cánovas
del
Casillo
0 chefe do
estado
aceeitou
esta-demissão,
e,
segundo
os
nltimos
lelegrammas,
tem
mandado
cha
mar ditíerentes
homens
políticos
com quem
ha
conferenciado,
não
estando ainda,
á
hora
em
que
escrevemos,
resolvida
a
crise.
Os
jornaes de
Madrid
denunciam a exis
tência d
’
uma
conspiração'militar,
que
re
bentaria
indubitavelmente,
se
o
ministério
não
dá
a
sua demissão. Dizem
que
a
casa
do
general
Martinez
Campos era o
centro
de
numerosos
visitantes,
e
que
fôra
alli
visto
o general
Echevarria, o
brigadeiro
Camino,
Cadorniga
e vários
cheles
do
exercito;
que
Martinez
Campos
estava
em
activas
conferencias
com
D.
Aflonso, e
com
os
generaes
Valmaseda,
Blanco,
Jo-
vellar,
e
Quesada.
Attribuindo,
com
as
indispensáveis
re
ticências,
á influencia.do
exercito
a
crise;
com
razão se
mostrara
convencidos
de
que
a mesma
influencia
a resolverá.
Que
raça,
a dos
nossos
amaveis
visi-
nhos!
—
Um
lance
d
’olhos sobre
a
Europa:
A
França
Iticta
cora
o
radicalismo
de
magógico:
a
Inglaterra
vê-se
assoberbada
com
duas guerras, que
não
offerecem pe
rigos imminenles,
mas
que
pesam
na
sua
política,
e
que
podem
fazer-lhe
recear
um
proximo
abalo
do
seu
immenso
império
co
lonial;
a
Bélgica
entregue
aos franc-maçons,
caminha
para
a
republica,
para a Alie-
manha,
e
para
a
anarchia;
a
Allemanha
tem
os
seus
socialistas
que
se
riem
das
leis
draconianas
de
Bismark;
a
Italia,
monarchica
de
nome,
acclama
publicamen-
te
a
republica
e
esphacella-se;
a
Turquia
agonisa,
a
Áustria
não
póde
obter um
ministério
que
a restaure,
e
a
Rússia
lera
o
nihilismo
e
a
peste,
sem
fallar
das
dif
ficuldades
que
a
ultima
guerra
lhe
tern
suscitado.
E
’ um quadro
de
cores
carregadas,
mas
d
uma
verdade
inconlrastavel.
—
Entre
as
noticias
que ultimamente
tem
chegado
da
Asia
sobre
os
negocios
do
Af-
ghanistan, mencionava-se
a
de
ter
sido
mandada
retroceder
sobre
Candahar
a
co-
lumna
ingleza
que
partira
d
’
aquella
cida
de,
e
que
tinha
avançado
até
Girichk
per
to
do
rio
Helmand.
Esta
ordem
tinha
por fim
realisar
ura
movimento
geral
de concentração
sobre
Candahar. Parece
porém,
segundo um te-
legramma
dirigido
ao «Times»,
que
a
rea-
lisação
de
tal
movimento
por
parte
da
columna
a
que nos
referimos,
encontrará
difliculdades,
porque
a
tribu
dos
Alisais
celebrou
um
conselho
no qual
foi
deci
dida
a
perseguição
das
forças
inglezas,
para
o
que
se
preparam,
tendo
feito
sair
dos
logares
que
occupana,
as
mulheres.
As
provisões
parece
são
lambem
de
difli-
cil
aequisição n
’
aque!las
paragens.
—
Um, telegramraa
dirigido
de Londres
a
um jornal
de
Paris refere
o
boato
de
que
o
khediva
do Egypto
está
disposto
a
abdicar
em
seu
filho
Mahamomed-Terre-
fick-Pacha.
&
&
xj
,át
Â
á H
te
&
religiosa.
—
Expõe
se
hoje
no
convento
das Therezinhas,
o
Sagrado
Lausperenne.
A
’
mínhã,
9:
—Exposição
do
Santíssimo
no
Salvador
e
no
Bom
Jesus
do
Monte.
Segunda-feira:—
Expõe-se
o
Sagrado
Lausperenne
no
Coilegio.
—
Começa
a
no
vena
de
S.
José.
Falleeímento.
—-
Ante-hontem
de ma
nhã
linou-se
na
sua
casa do Aveliar,
d
’esta
cidade,
o
exc.m0
snr.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcellos.
Surprehendeu-nos
dolorosissimamenle
o
passamento
d
’
este
distractissimo cavalheiro,
a
quem
consagravaraos
a
mais
respeitosa
estima.
Calholico
fervoroso,
legitimista
de
pu-
rissimas
crenças,
caracter
em
tudo
respei
tável,
o
nobre
finado logrou
sempre
e
em
toda
a
parte
uma
veneração
proíunda,
espontaneamente prestada
por quantos
pre-
sam
a
virtude
e
a
honestidade.
Paz
á
sua
alma.
0
cadaver
foi
honlem
ás
7 horas
da
tarde
conduzido
para
a
capella
do
cemi
tério,
onde
ha
oífici'
s
hoje pelas
10
ho
ras
da
manhã.
/
AnsisaA;:
\\
&
«OcAesasor
do
Fovo».
—
Tal é
0
titulo
d’
um
papel
que
temos
preseritemente
sobre
a
meza,
em
quanto
lhe
não
damos
destino
conveniente.
Subintilula-se periodico lilterario
e no
ticioso,
publica-se
nesta
cidade
aos
sab-
bados
e
couta
de
existência
nove
numeros.
Como
sapinhos
em
maio e
cogumelos
no
outono,
surde‘
de
todas
as
partes
uma
alluvião
monstruosa
de asquerosos
alei
jões
jornalísticos
que
parecem
vir
substi
tuir
as legendárias
pragas do
Egypto.
Entra
neste
numero
o
«Defensor
do
Povo»,
do qual nos
vamos
occupar.
Sabíamos
do
apparecimento
d
’esta
coisa
ha
tempos,
mas
estávamos
bem
longe de-
pensar
sequer
que
a
alimaria
viesse a
a
ser
uma
nedea
e
esperançosa cria
da
«Re
forma»
do
Porto,
que
naturalmente
tras-
poz
a
entrada d
’
esta
cidade
em alguma
das
noites
tempestuosas
e
medonhas
da
recente
invernia.
Pois,
senhores,
temos
uma
cria
da
«Reforma»
em
casa e
é
do
sexo
masculino,
pois
lhe deram
o
nome
de
«Defensor
do
Povo»
(!)
Não
pense
o
leitor que exaggeramos
ou
que estamos
gracejando.
0
que
leva
mos
dito
é
um
facto
real,
verdadeiro
e
incontestável.
Proval-o-emos
á
medida
que
formos
analysando
este
fructo enfesado
e
rachiiico
dos
allucinados
sectários
de Lu-
Ibero
e
Calvino,
porque
a
femea
fica
aos
cuidados
da
imprensa
do
Porto;
o
espe
rançoso
macho,
esse
tomal-o-emos
á
nossa
conta.
Entretanto,
e
como
um
magnifico
spe-
cimen,
vamos,
com
perdão
do
leitor,
fa-
zel-o
soltar a
voz,
para
que
veja
que
o
filho
se
parece
com
a
mãe.
No
numero
de
1 do
corrente,
e
que
lemos
á
vista,
sob
a
epigraphe
—Publica
ções,
regoúga
assim:
«Rrcebetnos
a
Resposta á
Instrucção
Pastoral
do
Rispo
do
Porto,
D,
Américo,
sobre
o
protestantismo,
cujo
auctor
é
o
snr.
padre
Gui
herme
Dias, intelligenle
redactor
da
«Reforma»,
tolha
evangélica
do
Porto.
«Não
tendo
nós lido
ainda
nenhuma
d
’estas
dissertações,
não
nos
é possível
expor,
por
emquanto a
nossa
humilde
opinião acerca
do
livro
do
snr.
padre
Guilherme
D^as,
denodado
campeão da
doutrina do
verdadeiro
Evangelho; o que
faremos
brevemente,
depois
de
confrontar
mos
ambos
os
trabalhos.
«Ao
snr.
padre
Guilherme
Dias
agra
decemos
a
delicada
offerta
com que
acaba
de
nos
obsequiar».
Parecia
que
estes
impagáveis dizeres
constituíam
já
uraa
sufliciente
certidão de
íilíio legitimo
da
«Reforma»,
mas
elle
querendo
deixar
melhor
comprovada
a
®
’WMR®nra^TCapqB^w^çwnCTiaimM^235’
s
®-«i3'J...................................................................................................................................................
iibhhímwwmiimuiliijm
legitimidade
da
sua
nobre
prosapia
exhibe
ao
publico
n’
esse
mesmo
numero,
além
dos
que já
tem
exhibido
em
outros,
no
vos documentos,
cujo contexto
não
po
demos
agora
transraittir.
Também
nada
se
perde
com
isso.
Nós
temos maravilhas
que
dizer
d’essa
nova
creatura
com
que
o
diabo
nos
mimoseou,
mas
reservamol-as
para
outras
occasiões.
Entretanto
não
podemos
deixar
de
sol
tar
um
brado'de álerta
com
todas
as
for
ças
da
nossa
alma:
Ex.
in0 e
Revd."
1
’
Prelado: o
monstro
do protestantismo
lenta
introduzir-se
na
augusta,
leal
e antiga
cidade
de
Braga,
confiada
ao
vosso
sapientíssimo
pastoreio,
na
cidade
que
elle
jamais
pôde
deslustrar
com
suas
doutrinas
repletas
de
falsidade
e
corrupção
monstruosa;
na
ci
dade
que,
por
ter
sido
sempre
‘
o esteio,
o
refugio
e o asylo
da verdadeira
liber
dade,
e
da
verdadeira
religião,
conquistou
o nobre
e
glorioso,
mas
justo
titulo
de
Roma
Portugueza.
Paes
e
mães
de
familia, redobre d’
hoje
em
diante
a
vossa
vigilância
por
aquelles
por
quem
Deus,
e
talvez
a
sociedade,
vos
pedirá
as mais
estreitas
e
rigorosas
con
tas,
porque
a
impiedade
conta
nesta
ci
dade
mais um
orgão
com
que
intenta
en
venenar
a
intelligéncia
e
o
coração
dos
vossos
filhos e
frustrar
assim
o
disvelo
e
sollicitnde
da
vossa
educação.
Escutae
o
nosso
brado,
se
ámanhã
não
quizerdes.
vossos
filhos
estragados
e
per
vertidos,
envenenada
a
vossa
existência,
a
vossa
memória
execrada,
a
vossa
posi
ção
arruinada,
e
talvez
a
vossa
alma
per
dida
!
llluslrado
e
virtuoso
clero
bracarense:
uma nova
vibora
acaba de
surdir
n
’
este
solo
abençoado
no
diabólico
e
já
bem
claramenle
manifestado
intento
de
morder
com
seu
venenoso
ferrão
a
arca
santa
das
crenças,
cuja
guarda
vos está
con
fiada, perverter
e desnioralisar
aquelles
cuja
direcção
espiritual
o
Senhor
commet-
téu
ao
vosso
zelo
e
sollicilude,
desvir
tuar
os
vossos
âctos
de
dedicação
e
amor
para
com
o
Soberano
Pontífice,
denegrir
a-vossa
reputação
e
deturpar
as
vossas
mais
puras
intenções.
Que todos
cumpram
com
os
seus de
veres n
’
eslas
melindrosas
’
circumstancias,
e
no
meio
d
’estas
pérfidas
ciladas que
a
todos
arma
a
hydra
da
revolução,
e
que
o
mal
seja
conjurado
emquanto
é
tempo,
são
os
nossos
mais
ardentes
votos,
porque
nunca
perdemos
de
vista
aquella
sapien
tíssima
.e
bem
conhecida
maxima,
cujo
desprezo
tem
acarretado
incalculáveis
ma
les
na
gigante
lucla
travada
entre
os
fi
lhos
da
luz
e
os
filhos
das
trevas:
Prin-
cipiis obsta:
sero
medecina
paralur,
cum
mala
per
longas
invaluere
moras.
Pela
nossa
parte
principiamos
por
le
vantar
o
nosso
brado
de
álerta,
e
pro-
mettemos
permanecer
firmes
e
intrépidos
no
nosso
posto,
como
até
aqui;
e
sim
plesmente
porque
o
entendemos
do
nosso
mais
rigoroso dever.
Soldados,
embora
obscuros
da miliçia
do
jornalismo
calholico,
não
entregaremos
a
arma
1
da
nossa
penna
ao
inimigo,
nem
a
deporemos,
emquanto
tivermos
força
para
a
manejar
e
nos
conservarmos
no
posto
que
nos
confiaram
e
que
somos
obrigados
por
muitos
titulos
sagrados
a
sustentar.
S*s-®z»s.
—
Chegaram
na
quarta-feira
a
esta
cidade,
vindos
de
Basto,
cinco
pre
sos,
tres
dos
quaes
ja
sentenciados
por
crimes
de
roubos,
e
2
pronunciados
por
crimes
d’
egual
natureza
Parece
que
os
já
sentenceados
são
os
auctores
do
roubo
da
egreja
de
Refojos
de
Ba-.to,
e
dos ou
tros,
um
é
desertor
de cavallaria
e
ambos
auciotçs
de
vários
roubos
na
comarca
de
Villa
Pouca
d’
Aguiar,
e visinhas.
r.3sBâ<j»,à* <1®
3*ortugal,
trada.
~
Recebemos
o
segundo
fascículo
do 4.
“
vol.
da
Historia
de
Portugal Illus-
trada,
em
publicação
por
uma
empreza
de
Lisboa.
A
gravura
allude
a
Alcácer Kibir.
Tíieatro.
—
A
Companhia
do
actor
Soares,
leva ámanhá á scena
o
drama
sacro
Santo
Antonio.
Estatua «le M. Pedro V.—
Foi
hontem
de manhã
collocada
no
rerpeciivo
pedestal,
a
estatua
de
D.
Pedro
V.
Cmnpre-nos
agradecer penhorados
o
delicado
convite
que
para
assistir
áquelle
acto
recebemos
do exc.‘n?
snr.
engenheiro
Cruz
Alravea
da
província.—
Já
toma
ram
posse
da
direcção
interna
do
Hos
pital da
Misericórdia
de
Vianna,
as Irmãs
Hospitaleiras.
—Em Ponte
do
Lima
já
começou
a
distribuir-se,
no
edifício
dos
Quartéis,
a
sopa
economica
ás
classes
desprotegidas.
Excede
a
duzentos
o
numero
dos com-
templados.
—
Installou-se
definitivamente.
em
Gui
marães
a irmandade
de
Santa Margarida,
que
se propõe
promover
o
culto
e
a
devo
ção,
para
com esta
heroina
christã,
e
tra
tar
da
conservação do templo
de
S.
Mi
guel
do
Caslello,
ha
pouco
restaurado.
—
Os
capellães
da
Misericórdia
de
Gui
marães
inauguram no
dia
13,
no
respe-
ctivo
templo,
calheqneses
ás
creanças,
a
qual
durará
até
ao.
Espirito
Saneio.
—Tomou
posse
do
logar
d
’
escrivão
do
4.°
ollicio
em
Barcellos,
o snr.
.Antonio
Casimiro
A.
Monteiro,
utlimamente
trans
ferido para
aquelle
logar.
—
Falleceu
em
Vianna,
o
snr.
Gaspar
Leão Quarlin.
—
Em Ceiorico
de
Basto um
marchante
aggrediii
com
uma faca o
escrivão
de
fazenda
d’aquella
comarca,
na
occasião
em
que
este lhe
aprehendia
uma porção
de
carne que o marchante
tentava
subtrair
ao
imposto.
Cosseu^sos eecíestaistieog.
—
Foi
mandado
abrir
concurso
para
provimento
das
seguintes
egrejasi
Abrào (Santa
Margarida),
concelho
de
Santarém,
diocese
de
Lisboa.
Abrigada
(Nossa
Senhora
da
Gra
ça), concelho
de
Alemquer,
diocese
de
Lisboa.
Amieira (S
Thiago
Maior), concelho
de Gravião diocese
de
Lisboa.
Avida-xos
(S.
Miguel),
concelho
de
Mi-
randella, diocese
de
Braga
-
Azere
(S.
Mamede).
concelho
de
Tábua,
diocese
de
Coimbra.
Batalha
(Exaltação de
Santa Cruz),
concelho
da
Batalha,
diocese
de Lei
ria.
Bombarral
(Santíssimo
Salvador),
con
celho
do
Cadaval,
diocese
de
Lisboa.
Cadafaes
(Nossa
Senhora
de
Assum
pção),
concelho
de
Alemquer,
diocese de
Lisboa.
Caria
(Nossa Senhora
da
Concei
ção),
concelho
de Belmonte, diocese
da
Guarda.
Cotio
(Nossa
Senhora
dos
Anjos),
con
celho
<las
Caídas
da
Rainha,
diocese
de
Lisboa.
Estreito
(S.
João
Baptisia),
concelho
de
Oleiros, diocese
de
Lisboa.
•
Goães
(S.
Thiago),
concelho
de Ama
res.
diocese
de
Braga.
Moure
(S.
Marlinho),
concelho
de
Vil
la
Verde, diocese
de
Braga.
Panoias
(S.
Pedro),
concelho
de
Ou-
rique, diocese
de
Beja.
Pedraça
(Santa
Marinha),
concelho
de
Cabeceiras
de
Basto,
diocese
de
Braga.
Pesqueira
(S.
João),
concelho
da
Pes
queira,
diocese
de
Lamego.
Pinheiro
de
Paiva
(S.
João
Baptisia),
concelho
de
Castro
Daire,
diocese
de
La
mego.
Sande
(Santa
Eulalia),
concelho
de
Vil
la
Verde,
diocese
de
Braga.
S.
Marcos
da
Serra (S.
Marcos
da
Serra),
concelho
de
Silves,
diocese do
Al
garve.
Tornada
(Nossa
Senhora
de
Annuncia-
da),
concelho
das
Caídas
da Rainha,
dio-
ce
de
Lisboa.
Tropeço
(Santa
Marinha),
concelho
de
Arouca,
diocese
de
Lamego.
Valladó
dos Frades, iS. Sebastião),
concelho
de
Alcobaça,
diocese
de
Lis
boa.
Villa
Verde
dos
Francos
(Nossa
Se
nhora
dos
Anjos),
concelho
de
Alemquer,
diocese
de
Lisboa.
O
Cosafeseor
ía Snfaneií»
e «Sa
iVSoeiílade-
—
Sobre este
precioso livro,
o
exc
m0
dr.
Francisco
Manoel
Martins
Man
so,
chantre da
Sé
Calhedral
da
cidade
da
Guarda, e
Vigário Capitular
d
’
aquelle
bispa
do.
acaba
de publicar
a
seguinte
provisão:
Faço
saber que
acaba
de
ser
edita
do
por
Ernesto
Chardron,
do
Porto, um
livro
intitulado=O
Confessor
da
Infanda
e
da
Moçidade,
pelo
padre Cros,
da
com
panhia
de
Jesus,
terceira
edição,
traduzida
pelo
padre M.
F.
Marnoco
e
Sousa.
E’
um
livro
digno
de
ser
lido
por
todos
os
confessores
0
de
andar
nas
mãos
de
lodos
os
fieis,
porque
expõe
a
boa_e
sã
doutrina
sobre
a
recta
administração
e
uso
frequente
dos
Sacramentos
da
Pe
nitencia,
e
Santíssima
Eucharistia; e
com
bate
os
perniciosos
erros
dbs
jansenis-
las,
que
exageram,
excessivamente
as
disposições
requeridas
para
a
digna
recepção
d
’
aquelles
Sacramentos,
e
com semelhantes
rigores.afastam
os
fieis
da
frequência
de
Sa
cramentos
tão
necessários para
recupe
rar
a
vida
espiritual
da graça, e para
a
conservar,
desenvolver
e
aperfeiçoar.
Recomtnendo
pois
a
leitura
d
’
este
livro a
lodos
os ecclesiasticos e
fieis,
co
mo tao
própria
para
destruir
preconceitos
sobre
o
rigor
excessivo
das
disposições
necessárias
para
a
fructuosa
recepção
dos
Sacramentos
da
Confissão
e
Eucharistia.
e
sobre
a
frequência
dos
mesmos.
Dada
na
Guarda
sob
meu
signal e
sello
capitular
aos 26 de
fevereiro
de
1879.
Francisco
Manoel
Martins
Manso.
® porluguez ®rafos-ea<5o em
ítespunlsa
—
Não
é possível
conter a
indignação
causada
pela
execução
da
pena
ultima
era um
nosso
compatriota,
em
Hespanha.
O
que
se
passou
n
’
esle
gravíssimo
assumpto,
mostra
bem
não
só
que.
lai
é
a
consideração
que o
rei
D
Aífonso
e
o
seu
governo
tem
para
co
n
a
nação
portugueza,
como
a
qualidade
de
agentes
que
Portugal
tem
no
estrangeiro.
Soube-se
n
’
este
paiz
pela
agencia Ha-
vas,
que
ia ser
executado
tih província
de
Granada
um
porluguez;
e não só
ignorava esse facto
o
nosso ministro era
Madrid,
conde de
Valbom,
segundo con
fessa
na sua
resposta
á pergunta
que
lhe
fez
o governo
de
Lisboa;
mas
o
con
sul
porluguez
da
localidade
em
que
se
ia
proceder
á
execução,
nada
parlicipon
sobre
um
objecto
de
tal
transcendência!
Isto
emquanto
aos
nossos
agentes
em
Hespanha.
Agora
emquanto ao
governo
hespa-
nhol
não
ha
nome
que
suíTicientemente
qualifique
um
tão
revoltante
e
indigno
procedimento.'
Indulta
o
rei
de
Hespanha
alguns
co
reus
no
crime
de
que
era
accusado
o
nosso
compatriota,
e
não tem
a
menor
deferencia para
com
a
nação
portugue-
za,
obrigando-a
a
passar
por
tão
grande
humilhação!
E
era
para
um
semelhante
resultado,
que
o nosso
governo
se
prestou
a
que
se
representasse a
ridícula
comedia
da
conferencia
com o
rei
de
Hespanha? Foi
para
isto que
se
gastaram
tantos contos
de reis
no
pavilhão,
e
em
todo
o
mais
apparato
cotnico
d
’
esta
scena
de
mau
gosto?
O
primeiro acto
de
boa
visinhança
que
pratica
o
governo
hespanbo!
para
comnosco
depois
da
celebre
conferencia
monarchica,
é'mandar
executar
um
por
luguez!
E
’ verdade
que
o
presidente
do
con
selho
de ministros
de
Hespanha,
o
snr.
Canovas
del
Castillo,
obteve
uma grã-
cruz
portugueza,
e
que
o snr.
presidente
do
conselho
de
ministros
de
Portugal,
Fontes
Pereira de
Mello,
obteve
o
To
são
ide
Ouro,
e porisso
devemos
estar
sa
tisfeitos.
Que
vai
a
vida
de
ura
cidadão
por
luguez
perante mais
umas lantejoulas com
que
se
adorna
o
snr.
Fontes?
Quasi
todas
as
vezes
que se
tem
pre
tendido
enforcar
algum
nosso
compa
triota
era paiz
estrangeiro, tem
o
gover
no
porluguez
conseguido
a
commutação.
da
pena,
para
evitar
a humilhação
por
que
passaria
Portugal
se
o
reu
fosse
executado.
Apenas
nos
lembra
da
execução
em
Londres
de
Panlaleão de
Sá,
irmão
do
nosso
embaixador,
no
anno
de
1653;
porque
apezar
dos maiores esforços
não
foi
possível obter a
commutação
do
pro-
lector
da
republica
Cromwèll.
Mas
em
todo
o
caso
empregaram-se
todos
os
meios
possíveis
para
ver
se
se .evitava essa af-
fronta.
Agora,
porém,
pratica-se
em Hespa
nha
a
execução
de um
porluguez.
sem
que
o governo d
’
aquelle
paiz
tivesse
comnosco
a
menor
consideração;
sem
que
o
nosso
ministro
em
Madrid
estivesse
ao
facto do
que
se ia
praticar;
e
finaltnen-
te,
sem
que
o
respectivo
cônsul
se
in-
commodasse
a
participar
o
supplicio
que
se
ia
levar
a
effeito!
E
isto
logo
em
se
guida
á
burlesca
comedia
monarchica,
pro-
ximo
a Eivas.
A
esta
degradação
desceu
a
nação
por
tugueza!
Repelimos
o
que
já dissemos
em
o
numero
passado.
Desde
a
questão
da
barca
«Charles
et
Gcorge»
em 1858,
ainda
não
vimos
nada que
mais
humilde
este
paiz,
digno
de
melhor
sorte.
Ninguém
que tenha o
mais leve
sen
timento
de amor
nacional
póde
deixar
de
se
revoltar
altamento
indignado con
tra
tão
grande
infamia!
—
(«Conimbricen-
se
»).
Arrematação.
—
Chama-se
a
attenção
dos
leitores
para
o
annuncio que
vae
pu
blicado
no
logar
competente,
com
rela-
ção a
doas
propriedades
que
teem
de
ser
arrematadas no
dia
6
do
futuro tnez
de
abril,
no tribunal
da
villa
da
Povoa de
Lanhoso.
SSCQ1O
22 Ç0MMUHICÂ28S
Snr.
redactor.
Pela
Calta
de tempo,
e
não
por
falta
de
dados
precisos
e
claros,
é
que
tenho
deixado
de
continuar
a
verberar
os
abu
sos
e
escândalos
que
se
teem
dado
na
repartição
de
fazenda,
a
cargo
do
escri
vão
Moraes
—
e
agora,
como
v.
muito
nem
sabe,
tórna se
desnecessário
fazer se
a
tão
brioso
empregado qualquer accusação,
em
bora
justa,
porque
a
commissão
chama
da de
syndicancia
nomeada pela
Associa
ção
commercial,
no
seu
parecer
ulliraa-
mente
apresentado
sobre
aquelíe assum
pto
lavou, d’
uma
vez
para
sempre,
as
nodoas
que
assentavam
n
’aquelle
funccio-
nario.
E
nem
outra
cousa
era d
’
esperar de
tamanhas
notabilidades,
e
especiahnente
com
relação
a
negocios
de
fazenda;
pois
é
publico
e
nolorio
que ss
s.as
já
foram
encarregados
pelo
chanceller
do
império
gerhianico,
afim
d
’
ahi
se
estabelecerem,
e
salvarem
aquelle
grande império
does
tado
anarcliico
em
que
se
encontra
a
fa
zenda.
Na
verdade, snr.
redactor, o
relalorio
d
’
aquella
affamada commissão
não
passa
d
’
uma
farça
ridícula,
e
só
pelo
ridículo
do
seu
relalorio
é
que se
lhe poderia
dar
um
voto de
louvor.
Pois,
como
não
havia
de
assim
succe-
der?
Não
eram
já
do
dominio publico
as
lagrimas e
suspiros
do
snr.
Moraes
peran
te
aquella
commissão, para
o
salvar
do
naufragio
em
que
eslava
afundado!
E
de
mais
a
mais
aquelle
adoçado
chá,
dado
pelo
snr.
Moraes,
e
aquellas
mascaras,
prenderam-os
de
pés
e
mãos, isto é, fo
ram
a
attracção
que
tem
a
cobra
para
com
a
doninha,
as
informações
que
ss.
s.
as
obtiveram
para
os
guiarem
na
feitu
ra
do
seu
notável relatorio.
Tudo
optimo,
tudo
excellente!
Ando
pasmado...
De
v.
etc.
Braga
I
de
março
de
1879.
S.
T.
THEATnO
DE
S.
GERALDO
Companhia dramatioa
portu
gueza
Domingo,
9
de
março.
O
drama
em 3
actos
e 7
|quadros
SANTO
ANTOIíO.
Principia
ás
8
horas.
Os
abaixo
assignados,
agradecem
por
este
meio,
em
qdanto
pessoalmente
o não
pódem
fazer,
a
lodos
os exc.'n
°
s
snrs.
e
snr.
a
’
que se
dignaram
honrai
os
com
seus
cumprimentos
pela occasião do in
fausto
fallecirnento
de
seu
muito
presado
e sempre
chorado pai,
o
snr.
Manoel
Do-
mingues
de
Magalhães,
bem
como
a
to
dos.
os
muito
revd.
os
snrs.
sacerdotes
que
gratnilamente
celebraram
missa,
e
assis
tiram ao
officio
de
corpo
presente,
que
por
sua
alma
se
fez
na capella da Real
irmandade
de Santa
Cruz,
no
dia
3
do
corrente.
A
todos
e
cada
um
em
parti
cular,
protestam
seu
summo
reconheci
mento
e
gratidão.
O
abbade
Gaspar
João
dos
Reis
Magalhães
O
abbade
Lourenço
José
de
Magalhães
Maria
Joaquina
de
Magalhães
Maria
de
Jesus
Magalhães
Rita
de
Jesus
Magalhães.
(2292)
Francisco
da
Silva
Araújo,
sua
mulher
e
cunhada,
agradecem
cordealmente,
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
a
todas
as
pessoas
de
suas
relações
e
amisade,
que se
dignaram
com-
primenlal-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
minto
prezada
sogra
e
mãe;
as
sistindo
ao
officio
de
sepultura
na
ca
pella
do cemiterio,
no
dia
28
de
fevereiro
ultimo.
Braga
2
de
março
de
1879.
Francisco
da
Silva
Araújo.
Felicidade
da
Silva
Araújo.
Anlonia
da
Silva. (2294)
Os
abaixo
assignados.
exlremamente
penhorados
para
com
todos
os
ill.mos
e
exc.
“"
>s
snrs.
que
se
dignaram
comprimen-
tal-os
por
occasião do passamento,
e
as
sistiram
ao
enterro
de
seu
nunca
assás
chorado
pae e cunhado,
o exc.
n
‘
°
snr.
José
d*Araujo
Azevedo
Mello
e
Vasconcellos,
que
teve
logar
na
capella
da
sua
casa
da
Loureira,
no
dia
3
de
fevereiro,
e
para
com
lodos os
snrs.
ecclesiasticos
que
as
sistiram ao
oííicio de
corpo
presente,
agra
decem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazerem
pessoalmente,
como
tanto
desejavam,
tributando
a
todos
o
seu
in-
delevel
reconhecimento
e gratidão.
Antonio d
’
Araújo
Azevedo Vasconcellos
Feio
Francisco
d
’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
José
Augusto
d
’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Bento
d'Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Viclorio
d’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Alberlo d’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Visconde
da
Torre.
(2283)
ANNUNCIOS
CONVTE.
Viscondessa
de
Ruães,
D.
Maria
Emi-
lia
Jacome
de
Souza
Pereira
de
Vascon-
celios.
Vasco
Jacome de
Souza
Pereira
de Vasconcellos,
Visconde
de
Ruães,
pe
dem
a lodos
os
seus
parentes,
e
pessoas
das
suas
relações
e
amizade
de seu
mui
to
prezado
irmão,
e
cunhado,
Francisco
Jacome
de
Souza
Pereira
de Vasconcel
los, a
fineza
de
assistir
aos
oflicios
fú
nebres
que
devem
ler
logar
hoje pelas
10 horas
da
manhã,
na
capella do
cemi
terio.
(2293)
BANCO
DO MINHO
E
’
convocada
a
assembleia geral
dos
srs.
accionistas
do
mesmo
Banco,
para
uma
reunião
extraordinária,
que
ha
de
ter
logar
no
dia 13
do
corrente
mez, pelas
11
horas
da
manhã,
no
ediíicio
do Ban
co,
afim
de
tomar
conhecimento
das
di
ligencias
empregadas
pelos
corpos
geren
tes
d’
aquelle
estabelecimento
no
intuito
de
conseguirem
a
cessação
dos
vexames
que
os
Bancos
d’
esta
cidade
estão
sotTren-
do
com a
execução
do
regulamento
da
lei do
sello
de
14
de
novembro
de
1878,
e
adoptar
as
providencias
que
julgar con
venientes. '
Braga
7
de
março de
1879.
O
presidente
da
assembleia
geral
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
(2295)
LarnngeiriiM
de Umbigo de Porto
Alegre
Vende-se
duas
laranjeiras
d
’esta
ma
gnifica
qualidade,
vindas
directamente
de
Porto
Alegre
ha
transplantadas
em
terra
do
nosso
clima,
19
annos,
e
não
tem
mu
dado
de
qualidade.
Para
tratar
em
casa
do
snr.
João Ma
noel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto
43,
onde
se
encontra
uma
laranja para
a
mostra,
colhida
em
uma
das dietas
la-
rangeiras.
(2288)
A
Torre
OIWHEIRO
A
J1RO
irmandade
de Nossa
Senhora
da
tem
330$000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
Adoptaão
cm
todos
os
Ilospitaes.
[FERRO
DIALYSABO
BRAVAIS)
Recommcnj.ido
por
todos
os
Médicos.»
Contra
a
ANEMIA,
CHLOROSE,
DEBILIDADE,
FRAQUEZA,
PERDAS
BRANCAS,
etc.
O
Ferro Bravais
(ferro
liquido
em
gottas
concentradas)
é
o
unico
1|
exempto
de
qualquer
acido:
não
tem
cheiro
nem sabor,
não
produzo
prisão
do
ventre, diarrhea,
irritação
nem
cança
o
estomago;
alem
d
’isto
g
e
o
unico
que
não
faz
os
dentes
pretos.
V
E’ o mais
economico de
todos os ferruginosos, pois que um frasco dura um mez.
1
|
Deposito
geral em
Pariz,
13,
rue Lafayette
(Perto
da Opera),
e
em
Iodas
as
Pharmacias.
®
|
Descoofiar-se
das
imitações
perigosas
a
exijir
a
marca
de
fabrica
que
vae
jmrela.
9
aEnvia-se
grátis
a
quem
o
pedir por
carta
franqueada,
um
interessante
folheto
sobre
a
Anemia e
o
seu
tratamento.$&
Deposito
no
Porto,
Ferreira
&
Lmão,
e
nas
principaes
pharuiacias
do
reino.
VELOUTINE
GHles FAY |
POLVO DE ARROZ ESPECIAL
PREPARADO CON
BISMUTO X
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá
a/
cútis
frescura
y
traspannoia.
£
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
x
Se
vende en
las Farmacias,
Perfumerias, Eeluquerias y tiendas de quincalta. j v
►
Desconfiar de las falsifícaciones.
ÍOXX<X<>X>X>ÍÉ>3
«>I<>I<>X>X>XOIOX>3
AlillEn
AT
AÇÃO
D.
Adrianna
Rosa
de
Mello,
residente
na
rua
d
Ohveira,
da freguezia
de
S. Vi-
ctor
da
cidade
de
Braga, faz
saber
que
tendo
requerido
inventario
de
maiores,
ao
fallecimento
de
seu filho
Manoel
Antonio
de
Carvalho
e Silva,
no
jnizo
de Direito
da Povoa
de
Lanhoso,
e
no
mesmo
in
ventario
tem
de
ser
arrematados
em
pra
ça,
no
dia
6
do
futuro
mez
d
’
abril
de
1879,
no
tribunal
judiciário
da
Povoa de
Lanhoso,
todos
os
bens
de
raiz,
moveis,
direitos
e
acções
que
do
mesmo
ficaram;
sendo
os
bens
de raiz,
as
quintas
denomi
nadas
de
Sete
Fontes,
e Arrebakle,
am
bas
juntas
e
circuitadas
sobre
si,
apenas
divididas
por
um
caminho,
e
muito
pró
ximas
á estrada
nova da
Ponte
do
Porto;
que
se
compõem
de
grandes
casas
para
senhoria,
e
para
caseiros,
dous
moinhos,
eira
de pedra,
cinco
lagares,
aguas
de
lima
e
rega, dous laranjaes,
olivaes,
e
pomar
de
espinho e
caroço,
estando
si
tuadas
no
mais aprazível
local da fre
guezia
de
Santa
Maria
de
Moure
da
dita
comarca.
Quem pretender
póde
compare
cer
no
indicado
dia,
na
dita
villa,
pelas
10
horas
da
manhã,
podendo
informar-
se das propriedades,
e
vel-as
pessoalmente,
cuja
venda
é para
pagamento
de credo
res.
Braga
7 de
março
de 1879.
(2290)
D. Adrianna
Rosa
de
Mello.
Eduard»
Tavares,
Delegado
do
Ihetonro no districto
de
Hraga,
por 8.
.Yí.
el-rei que Meus guar
de
etc.
Faço
saber
que,
sendo
meu
indecliná
vel
dever
dar
rigoroso
cumprimento ao
que
me
é
ordenado,
quanto
á
íiscalisa-
ção do
imposto
do sêllo,
no
Regulamen
to de
14
de novembro
de
1878,
e
sendo
certo
que
muitos
dos
que,
na
sua
pró
pria conveniência,
deveriam
promptificar-
se
ao
pagamento
d
’
esse
imposto,
procu
ram,
pelo
contrario,
evadir-se
ao
paga
mento
d’
elle,
defraudando
a
fazenda
pu
blica,
e coliocando-se
em
situação de
obri
garem
mais
tarde
o
fisco
a
procedimen
tos
que
fôra
conveniente
evitar
não
só
no
interesse dá
administração
mas
no dos
proprios
que
a
tal
extremo
impeliem
os
que
a
lei
incumbe
da
respectiva
tiscali-
sação,
chamo
por
isso
a
altenção
dos
ha
bitantes
d’
este
districto
para
as
disposi
ções
do
mesmo
Regulamento,
bem como
para
as tabellas
a
elle
juntas,
a
fim
de
que não
possam
allegar
ignorância quan
do tenham
de
ser
compellidos ás
multas
comminadas
pelo
referido
Regulamento
contra aquelles
que
houverem
faltado ao
cumprimento
das
suas
disposições.
Repartição
de Fazenda
do
districto
de
Braga
4
de
março
de
1879.
O
Delegado
do
Thesouro
(2289)
Eduardo Tavares.
Venda em
leilão.
Na
freguezia
de
Esporões,
logar
de
Daixão,
no
dia
9
de março,
por 2
e
meia
horas
da
tarde, se
procederá
á
venda
em
leilão, de uma
casa
sobradada
e
eido,
que
se
entregará pela
melhor quantia,
se
convier.
(2274)
ATTEJÍÇÃO
Tendo
desapparecido
da
casa
do
ill.mo
snr.
B-rnardino
An
tonio Peixoto
Caslello-Branco.
uma
cadefinha
vermelha,
pequenina,
que
dá
pelo
nome de
Piricita,
se
alguém
a
tiver
em
seu
poder,
e
a
queira
entregar,
dirija-se á casa
n.°
4,
Rocio
de
Traz
da
Sé.
(2291)
COMPANHIA
DOS
BANHOS DE VIZELLA
Soeiedade
iinoriynm, responsabili-
dade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
pagar
a
6.a
prestação
de
10$000
rs
por
acção,
até
o
fim
do
corrente
mez,
n
’
esta
cidade
ao
l.°
e
2.°
signatários
ou
ao
3.°
em
Vizella.
Guimarães,
1 de
março
de
1879.
Os
directores
Antonio
José
Ferreira
Caídas.
Antonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves.
Joaquim
Ribeiro
da
Costa.
(2286)
bilhetes
de
V
ísma
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
400
por
minuto
a 500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
«fe
RALHKIRO
27,
Praça
do
Bardo
de
S.
Murtinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Murtinho,
27
H
BIKISÃ
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo
8Í,
iSí»
Carão
(te S,
Nlarti-
nho.
» 5
apiwio
&
M.miw
B
o
'
c
A
I
Einpregadas
com
o
mais
grão
successo,
depois
mais
de
40 annos
por
a
maior
parte
dos
médicos
por
curar
a
chlorosis
(fluxo
branco)
doança.
das
mancebas
filhas
e
to
das
as
moléstias
chloróticas.
Eis
aqui
a
opinião
dos
mais
eminentes
médicos
que as
tem
experimentado
:
«
Depois
35
annos
que
exerço
a
medicina,
«
tenho
reconhocido
a
este
medicamento
«
(Pilulas
de Blaud)
vantagems
incontesta-
«
veis
sobre
todos
os
outros
ferreos
e eu
«
o
miro
como
o
melhor anti-chlorótico.
»
Dr
DOUBLE,
ex-prisidente da Academia
de
Medicina.
«
De
todas
as
preparações
ferreas
que
« nos
hão
dado bons
resultados
no
trata-
«
mento
das
affeições
chloróticas,
as
pilu-
I
«
las
de
Blaud
parece-nos devem
estar
na
«
primeira
fila.
»
— Dicdonario wsiv. de
Medicina,
t.
n,
page
99.
Como
prova
da authenticidade, o
nome do inventor
está gravado «obre
cada
pílula como aqui junto
Depositos
:
Parit,
t, r.Payenne.
Em
Lisboa, snr.
Barreio, Lorèto
n.°
28
—
3
i
^
ege
ti
»
i
as
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia fabril SINGER
i t—
rua de 8. Vicente—15
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno de
1877,
«88:813
machinas
de
costura!!!
mais
20:196
que
em
1876.
A
Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas machinas,
ao
alcance
de todas
as
fortunas, a
prestações
de
atM» rei«
aemanaeit
sem
prestação
de entrada
ou
10 por
cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
4
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos o
publico que te
nha
todo
o cuidado para não
ser
enganado
com as machinas
imitações, como
algumas pes
soas,
por infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
SINfGEií
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA FABRIL
SINGER
17,
RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em casa
do
comprador.
Peçam cathalogos
illustrados
oom
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2187)
iTOÇiO
Troca-se
a
dinheiro
uma
Imagem
tio
Santo
Christo,
de
marfim,
em
cruz
de
ébano,
e
adornada
com prata,
Quem
pretender,
póde
vêl-a em
casa
do snr.
Barranha,
na
rua
do
Souto,
n.°
6.
(2234)
RESPONSÁVEL—Luiz Baptista da Silva.
BRAGA,
typographia
lusitana
—
1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
