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FOIaKA
RELIGIOSA, ^“OE.ITICA Eí NOTICIOSA.
REDACTORES
—
D. Miguel Solto-Mayor e
Dr. Custodio Veiloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
PREÇO
DA ASS1GNATUBA
7.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
..........................
8o0
PUBLICA-SE
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição
....................................
10
ÃS TERÇAS. QUINTAS E SABRADOS.
Províncias,
12
mezes......................... 2&000
»
6
»
.........................
1&05U
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3§600
Folha
avulso
.
.
.
....
IfH
N.°
906
QUINTA-FEIRA
6
DE MARÇO DE 1879
A
EticycEica
e os
eatltoJicos li-
beraes.
Dizia
ha annos
um
notável escriptor
hespanhol—
o
marquez de
Valdegamas,—
que
a
escola
liberal
olha com
igual
hor
ror
para
as trevas
e para a
luz,
e
por
isso escolhe para
seu
apanagío
uma
es-
pecie
de
região
onde
reina
um crepús
culo
incerto,
entre
as
regiões
luminosas
e
as regiões
tenebrosas,
entre
as
sombras
eternas
e
as
auroras
divinas.
Isto
não
só
está
bem
dito,
mas
é,
sobretudo,
exacto.
Esta escola
íluctua
constantemente
entre a
verdade
e
o
erro,
entre
a
doutrina
calholica
e
a
doutrina
acalholica.
E
assim
é
que
—como já]
vi
mos
nos
artigos
antecedentes
—
se por
um
lado
não
nega
a
origem
divina
do
poder,
por
outro
lado
o
deixa
dependente, quan
to
á
sua
posse
e
exercício,
dos
capri
chos
do
povo;
se
por
um
lado admilte
que
a
legitimidade
dos
actos
humanos
consiste na
sua conformidade
com
a
lei
eterna
de
Deus,
por
outro
lado
exige
que o
exercício
do
poder
se
dobre
cou-
slanlemenle
ás
variações
dos
tempos
e
dos
lugares,
e
vá
flucluando
á
mercê
das
ideias,
que
dominam
a
humanidade.
Ora
sendo
certo
que
a
humanidade,
assim
como
o
indivíduo,
é
subjeita
ao
erro;
e
que
este
erro toma não
raras
vezes
as
proporções
de
opinião
geral,
segue-se de
aqui
que
não
já
a
lei
eterna de Deus,
que
é a
verdade,
mas
a
aberração
hu
mana,
que
é
o
erro,
ficará sendo
a nor
ma
dos governos
—
o
que
effectivamente
nós vemos
hoje
praticamenle verificado.
Do
mesmo
modo
a
escola
liberal,
que
admilte
a infallibidade
da
Egreja
(e
por
consequência
a
do
Papa,
que
é
o
mes
mo)
nas
matérias
de
fé,
desdenha
re-
conhecer-lh
’
a
em
matérias políticas
e
so-
ciaes;
como
se
no
viver
político
e
so
cial
dos
povos
christãos
possa prescindir-
se
das
"verdades
reveladas,
de que
a
Egreja
é
o
orgão,
e
o
unico
interprete
divinamente
auctorisado.
Mas
o liberalismo
treme só
com a
ideia
de
uma subjeição,
mesmo
indirecta,
dos
reis
e
dos
povos
ao
Pontífice
nas
cousas
lemporaes.
Faliam
logo
os
arau
tos
liberaes
na
lheocracia
da
edade
me
dia,
e
citam
com
horror
os
nomes
de
alguns
soberanos
depostos
pelos
Papas,
negando
ao
chefe
supremo
da
christan-
daue
o
direito,
que
concedem
aliás
aos
revolucionários
e
agitadores
de
hoje!
Entremos
um
pouco
mais
d’
espaço
n
’
este
asstimpto;
até
mesmo
para
rectiíi-
carmos
algumas
inexactidões,
que
lemos
em
um dos artigos,
comque
uma
folha
portuense
tem
querido
elucidar
os
seus
leitores
sobre
a
verdadeira
intelligencia da
Encyclica
de
Sua
Santidade.
Diz
o
alludido
jornal: «Sabemos
que
«d
’esse
texto
(o
de
S.
Paulo:
Toda
a
ipessoa
esteja
submellida
aos
poderes
su-
nperiores,
etc.)
e
d’
alguns
outros
dos
«escriptores
sagrados,
mas
nenhum
do
«
Evangelho, se
deduzia
a
supremacia
ab-
«soluta
e
unica
da egreja
sobre
o
esta-
«do,
do
soberano
de
Roma
sobre
os so-
«beranos
de
todo
o
mundo....»
Em
primeiro
logjr,
o
que
querem
dizer
aquellas
palavras,
que
deixamos
grifadas
—
mas
nenhum do
Evangelho?
—
Acaso
será
o
Evangelho
o
unico
livro,
que
comém
a
palavrá
de Deus, de modo
que qualquer
doutrina,
que
se
não
appoia
em
algum
texto
do
Evangelho,
embora
tenha
a
seu
favor
algum
dos
outros
Li
vros
Santos,
fica
sendo
menos
digna
de
fé?
E’
este,
com
effeito,
o
sentido
obvio
da phrase em questão; e
por
isso
não
podemos deixar
de
ver
n
’ella
um
gravís
simo
erro,
porque
estabelece, com
rela
ção á
auctoridade
dos
differentes
livros
da
Sagrada
Escriptura,
uma distincção,
que
a
Egreja
não
admilte,
visto que
os
declara
a
todos
igualmente
inspirados
pelo
Espirito
Santo.
Se
porém um
similhante
erro
não
merece
desculpa,
ainda
menos
se
póde
esta
conceder
á
deplorável
gaucherie,
com
que
o escriptor
se
contradiz algumas
li
nhas
mais
abaixo,
dizendo:
«D
’
este
lexto
<e
dos
mais
alludidos
foi
fácil
concluir
o
«direilo
da
deposição
dos
soberanos,
não
«pelos
povos
que
os
elegiam
e
proclama-
«vam,
mas
por
quem,
lendo o
poder
de
tligar
e
destigar,
podia
dispensar
os
vas-
«sallos
do
dever
da
obediência».
Ora haverá
ahi
quem
ignore
que o
poder
de
ligar e
desligar
consta
expres-
samenle
de
um
texto
do
Evangelho?....
Ignora-o,
ao
que
parece,
o
auctor
do
artigo;
ou
então
escreve
estas
cousas
com
menos
attenção
do
que
exige
a serieda
de do assumpto; o
que não
deixa
de
ser
uma leviandade
reprehensivel
em
quem
se
suppõe
com
pulso
bastante
para
ex
planar,
e
mesmo
para
refutar
a
palavra
veneranda
do Vigário de
Jesus Christo
na
terra.
E
permilla-nos
o
publicista
portuense
que
lhe
façamos notar o seguinte:
Nem
do
texto
de S.
Paulo,
nem
do
do
Evange
lho
alguém se
lembrou
jámais
de
dedusir
a
supremacia
do
soberano
de
Roma
so
bre
os
soberanos
de
todo
o
mundo.
As
palavras
Et
quod
cumque
ligaveris
super
lerram
foram
por
Jesus Christo dirigidas
a
S.
Pedro
no
momento
em
que
o
con
stituía
chefe
da
sua
Egreja;
e o
poder
das
Chaves
foi
por
este
transmittido a
seus
successores,
não
como
soberanos
de
Roma,
porém
como chefes
tamhem
da
mesma
Egreja;
nem
elles
o
exerceram
sobre
os
soberanos
de
todo o
mundo mas
unicamente
sobre os
príncipes
christãos,
que
como
taes
deviam
responder
pelos
seus
actos
perante
aquelle,
que
linha
a
suprema
jurisdicção
em toda
a
christan-
dade.
•
Quando
se
escreve
sobre
eslas
maté
rias,
é
sempre
bom
fazei-o
com
a
ma-
xima
precisão
e
sem
equívocos,
se
é
que
realmente
se
pretende
esclarecer,
e
não
desvairar
a
opinião publica.
De
resto
nós
afiirmamos
que
a
theo-
cracia
medievica
não
tinha
por
funda
mento
uma interpretação
menos
exacla
dos
lextos
bíblicos; procedia
sim
de
que
as
prerogalivas
inherentes
á
supremi
au
ctoridade
do
chefe
espiritual
da
Egreja
eram
n’
esse
tempo
plenamente
reconhe-
FOLHETIM
OS
LIBERTADORES
9.
0S
Julgavam
os
portuguezes
que
ficariam
livres
para sempre
d
’
estes
libertadores
ob
stinados;
mas
qual
historia?!—
Buonaparte,
damnado
por
vêr
que os
seus melhores
generaes,
e
as
suas
iropas
mais
bem
escolhidas,
triumpliantes
na
Ita-
lia,
na
Áustria, na
Bélgica,
na
Prussia,
etc.
etc.,
vinham
todos
ao pequeno
rei
no de Portugal,
dar
com
as
ventas
n
’utn
cedeiro,
manda
Massena,
um dos seus
generaes
mais famosos,
e
a
quem
elle
chamava
anjo
da
vicloria
(!)
com um
exercito
de
cento
e
vinte
mil
homens
,
para
tomar
a
desforra
das
tundas
furio
sas
que os
outros
tinham sempre levado.
D
’
esta
vez, entraram
os libertadores
pelo
Riba-Côa,
e
vão
devastando
tudo
por
onde
passam,
segundo
a
regra
de
lodos
os
libertadores.
Depois
de
um
cêrco
de 17
dias,
e
de
terem
voado
a
maior parte
das
mu
ralhas
da
praça d
’Almeida,
por
se
ter in
cendiado
(ou
o terem
incendiado,
por
trai
ção;
o
paiol
da
polvora,
capitulou
a
guar
nição
portugueza,
a
27
de
agosto
de
1810.
Os
alliados
(70:000
homens)
esperam
o
inimigo
nas
óptimas
posições
do
Bussaco,
e
a 27
e
28
de
septembro,
lhe
dão
duas
so
vas
monumentaes
(depois
de
o
terem já
coçado
soffrivelmenle
no
dia
26)
e
os
ja-
ocbinos
perdem n’
estes
combales,
mais
de
4:000
mortos, e
3:000
prisioneiros,
e
fogem para
o
Sardão
(em
frente
e
ao
sul
da
villa
d
’
Agueda.)
O
general
inglez
Tranl,
com
uma
di
visão
quasi
lotalmente
composta
de
regi
mentos
de
milicianos
do
Minho e
Traz-os-
Montes,
investe
Coimbra,
onde agarra
na
da
menos
de 5:000 francezes.
Nos
campos de
Coimbra,
e
em
Lçiria,
ainda
os
francezes
se
quizeram
fazer
fi
nos,
mas
levaram
para tabaco.
'
Wellesley
vae
atrahindo
os
jacobinos
para
o
sul,
a
vêr
se
os
pilhava
nas
fa
mosas
linhas
de
Torres
Vedras.
Massena
chega
alli,
com effeito, mas,
ao
vêr
a
attilude
e
Delias
posições
dos
nossos, tor
ce
o
focinho,
e
desanda
para
Santarém,
a
14
de
novembro.
Andaram
por aquellas terras
a
liber
tar
tudo
quanto acharam,
até
que
no
fim
de
fevereiro
de
1811,
recebem
um
re
forço
de
30:000
homens;
mas,
apezard
’is-
so,
viram
as
costas,
e
vão
desandando
caminho
da Exlremadura hespanhola,
d
’
on-
de
tinham
vindo.
Pelo
caminho
vão
levando
bem
bôas
cóças,
no
Pombal,
Redinha,
Foz
d
’
Arou-
ce,
e
por fim
no
Sabugal.
Finalmente,
entram
corridos,
em
Val-
Verde
(.Hespanha) em
4 d’
abril.
A praça
d
’
Almeida
é
resgatada
a
11
d
’
abri),
e
assim
ficámos
livres
d
’estes
restauradores,
até
hoje,
(c)
Esqueceu-me
dizer,
que
nas
trez
retiradas
d’
estes
li
bertadores,
foram
sempre
fu
riosamente
perseguidos
pelo
povo,
que
a
tiro,
á
chuça-
(c)
Ainda
cá
tomaram
em
1831,
a
libertar-nos
dos
navios de
guerra
que tí
nhamos
fundeados
no
Téjo,
depois
de
te
rem
libertado
todos
os
navios
porlugue-
zes
que
estavam
nos
portos
de
França;
e
ainda
depois, por
causa
da
questão
Charles Jeorge.
Um
verdadeiro
roubo,
sem
motivo
nenhum
plausível,
e
contra o di
reito
das
gentes.
Nós
soffremos
estes
ul
trajes,
porque
estavamos
no
caso
do lobo
e
do
cordeiro
da
fabula!
da,
e á
pedra,
lhe
deram
cabo
de
muita
gente.
Detraz
de uma
arvore,
ou
de
qualquer
penêdo,
sabia
uma
baila,
que
estendia
um
jacobino.
Homens,
mulheres,
creanças,
tudo
fazia o
que
podia.
Os
que
se
separavam
do
grosso
do
exercito francez,
ou
estraviados,
ou
estropia
dos,
eram
infallivelmente
fei
tos
em
postas.
Aquitlo
era
malhar,
como
quem
malhava
Vn
centeio
verde;
e
eram
cor
ridos
como
se
fossem
cães
damnados.
Não mereciam
me
nos.
Na
Hespanha
aconteceu-
lhes
o
mesmo:
e
os
que
es
caparam
pela
malha,
levaram
que
contar
toda
a sua
vida.
Os
alliados
(portuguezes,
inglezes, e
hespanhoes)
vão
por
toda
a
parte
em
seguimento
dos
taes
malandros;
mas
es
tes,
como
tinham
muita
gente
na
Hespa
nha,
ainda
algumas
vezes
conseguiram
victorias;
mas
as
derrotas
foram
terrí
veis.
Finahnente,
os
alliados
passam
o
Bi-
dassoa,
a
7
de
outubro
de 1813,
logo
a
10
de
novembro
tomam
aos
francezes
as suas
famosas linhas
junto
a
Nivelle.
A
13
de
dezembro
expulsam
os france
zes
das
suas
formidáveis
posições,
entre
o
rio
Nive
e Adour.
A
27
de
fevereiro
de
1814,
ganham
a
famosa
batalha de
Orthez. A
12 de março, entra
o
mare
chal
inglez
Beresfòrd,
em
Bordéus,
e
ac-
clama
o rei
legitimo
da França,
Luiz
XVIII.
Em fim, a 3 d’
abril, o sanguinário
Buonaparte,
leva
baixa
de
posto,
por
incapaz
e
má
figura,
e
é
expulso
da
Fran
ça.
A
12
entra
em
Tolosa
o victorioso
exercito
luso-anglo,
que se
cobriu
de
glo
ria
immortal
n
’
esta
guerra
homérica,
hon
rando
assim
Portugal
e Inglaterra,
que
n
’aquelles
homens
fundára todas
as
suas
esperanças de
salvação.
A
paz
geral
linha-se
celebrado
a
30
de
maio.
Desde
a
invasão
do
Ju-
not,
até ao
fim
da
guerra,
o
exercito
portuguez
entrou
em
16
batalhas
geraes;
210
combates;
14
cêrcos;
18
as-,
saltos;
6
bloqueios;
e
12
de-
fezas
de
praças:
total—-276
acções!
Em
parte
nenhuma
as tropas
de
Buo
naparte
levaram
ião monumentaes
tarêias,
como
na Península
(e
principalmgnte
em
Portugal)
durante
estes
seis
annos
de
guerras
encarniçadas.
E
’ verdade
que
na
Rússia,
em
1812,
perderam
quasi
todo
um
exercito
de
600:000
homens,
mas,
a
maiot
parle,
morreram
de
fome
e
frio.
Buonaparte,
quando
viu
o
caso
malparado,
fugiu
para
a França,
abandonando
as
suas
tropas
ao
rigor
da
es
tação,
e
ao furor
dos
cossa
cos;
como
tinha
feito
em
S.
João
d’
Acre.
(Os
generaes
portuguezes
Saldanha
e
Sá
da Bandeira,
lambem
assim
obraram,
por
prudência
—aquelle,
em
1828,
no
Porto,
e
em
1851,
na
Beira;
e
este,
em
1847,
em
Setúbal.)
Parece
que isto é sysle-
ma
liberlalorio
de
todos
os
lempos.
PINHO
LEAL.
(Continua)
cilas
pelas
nações
chrisjãs.
Estas,
con-
sciis
do
dire>lo.
que
lhes
assistia,
de
se re
putarem
desl
gadas 'de
todo o vinculo de
obediência
para
com
o
poder,
que
vi
nha
a
degenerar
em tyrannia,
recorriam
á
Egreja,
como
mestra
infallivel
da
mo
ral
entre
os
lieis,
para
que
ella
julgasse
os
casos
em
que
um
tal
direito
tinha
de
exercer-se.
—
-Era
(diz
um
auclorisado
escriptor)
como
que um
caso
de
con
sciência,
que
a
Egreja
rezolvia.
—
Pela
sua
parle
o
Papa,
munido
com
o
poder
de
ligar
e desligar,
que
lhe
fora confia
do
peio
proprio Cfiristo. exercia
mr
ver-
dadetr
;
juízo,
e
infligia
uma
pena mere
cida.
depondo
o
príncipe,
que se
trans-
formára
em
oppressor
do
povo. E
nin
guém
de boa té
dirá
que
este
juizo
ex-
-
ercido
peia sciencia
e
recti
lão de
umj
Papa
não
fosse
preitrivel
as
tumultua
rias
sentenças
proibidas
e
executadas
niidernamenle
pelos
povos
tomadjs.de
um
delírio
revoluci
nario,
que
não
se
li-j
mitanlo a
expulsar
os
reis,
os
leem
ar
rastado
ao cadafalso.
Povos
e
reis
lucravam
com
esta
pa
cifica
e
sabia
arbitragem
do
Pontífice
Roma-oo,
que
mantinha a paz e
a
jus
tiça
entre
as
nações,
I
irr
n
io-as aos
ter
ríveis
abalos
da
rebellião
e
da
guerra
ci
vil.—
Nós
lemos
visto
(diz
ainda
o
escri
ptor
supracitado)
mais
sober
nos
depostos
peio
povo
em
meio
século,
do
que
em
dez
séculos
peio
Pontífice
Romano'.
D.
M. S.
11111.1 t
Lauiperenne n<n
Congregados.
—
A
Meza
da
irmandade
dos
Congregados
resolveu
que
se
fizesse
também
este
an
no
a
soleitínidade
do
Lausperenue,
por
occasião
da
grande
festividade
de
N.
Se
nhora
das
Dores.
Conferencia
dc
8.
Vieeníe de
ií">rulo.
—
Em
o
numero anterior
disse
mos
que
na
ultima
sessão d’esta
confe
rencia,
verificada
no
domingo
proximo
passado,
o
snr.
presidente
começára
por
expor,
visivelmente
magoado, a sem
ra
zão
com
que
certa
iaprensa
tinha attri-
buido
a
espirito
político
o
modo
da
dis
tribuição
da
sopa
economica, que
ainda
continua;
e
terminou
pedindo
aos
socios
presentes
que procurassem cá
fóra
tornar
bem
saliente
a
falsidade
de
tal
asserção
para
assim desvanecer
qualquer
ideia me
nos
justa
que
alguém principiasse
a
con
ceber
sobre
a
mesma
Conferencia.
E’
isto
rnesmo
que
nós
lemos feito,
por
o
julgarmos mn
rigorosíssimo
dever,
inteiramente
convictos,
como
estamos,
de
que
esta
sociedade
não
praticou
até
hoje,
mercê
de
Deus,
um só
acto
que
des
toasse
da
sua
sublime
missão,
fundada
toda na caridade.
,
Em
seguida,
o
snr.
presidente
expoz
á
assembleia
que
algumas
pessoas
lhe
ti
nham
fallado
com
insistência
em
que
era
conveniente
ampliar-se
a
esmola
da
sopa
economica,
dando-a
a
outras
pessoas,
que,
embora
não
sejam
artistas
e
operários
po
bres
sem
trabalho
e
victim
s
da
crise
actual,
estivessem
todavia,
nas mesmas
joo
áin
ia
em peiores
circumstancias
de
necessidade.
Deu
a
entender que
ihe
parecia
isto
muito
justo
e
racional,
tanto
mais
qqe
a
crise
operaria
se
linha
altenuado
con
sideravelmente
com
a
mudança
do
iempo.
Depois
de addúzir ainda
outras
razões,
declarou
que
o
maior
embar.ço
que
en
contrava
para
a
resolução
d
’
este
poncto
era
o
ler
se
feito
o
peditório
pela
cidade
só
com
o
fim
de soccorrer
os operários
victimas
da
crise.
Tomaram
a
palavra
sobre
o
assumpto
vários
socios,
entre
elles os snrs. dr.
Moura, padre
Airoza
e.
Joaquim
Leal.
Provaram
estes
snrs.
que
uma
gran
de
parle
dos
subscriptores
tinham con
tribuído
na
intenção
de
que
a
esmola
fosse
j
distribuída s.ern
distineção
a todo
e
qual-
i quer
que
rcahnenle
d
’ella
necessitasse,
e
p
snr.
padre
Airoza accresçentou
que,
l
sendo
assim,
como plenamenle
acabava
de
ser
dpmonslrado,
nenhum
escrupulo
deveria
haver
em
ampliar o
soccorro
a
lodo
aquelle
cuja
pobreza
e necessidade
o
reclamasse,
porque assim
se satisfaziam
tanto
os
desejos
da
maioria
das
pessoas
que
subscreveram
n
’esse
mesmo
sentido,
como
os
desejos
d
’algumas
que
porventu
ra
subscrevessem
para
a
sopa
economica
distribuída
sómente aos
operários.
Eoi
uíianimemenle
approvada
esta
me
dida
com
a modificação de
qu.e
fossem,
como
era
justo,
preferidos
os
pobres,
cu
jos
requerimentos
tinham
sido ha
muito
apresentados,
e
aos
quats
ainda
até
então
se
não
tinha
dado
deferimento.
Depois
de
eífectuada a
costumada
col-
lecta
pelos
socios presentes, o
snr.
pre
sidente levantou
a
ses-ão.
—
P.
S.
Veio
anle-hontem
ao
nosso
escriplorio
o
snr.'Cunha
Vianna,
que
es
creve
no
«Amigo
do
Povo»,
perguntar-
nos se
eram
dirigidas
a
s.
».
a
as
expres
sões, que.
julgou
offensivas,
inserias
n
’uma
locai
do
numero
anterior, que
levou
a
mesma epigraphe,
que
dêmos
a
esta.
Dissemos
a
s.
s.
a
e
hoje
aqui
lb
’o
repetimos,
uma
vez
que
nos
pede justiça,
que
tudo
quanto
n
’ella leu e
julgou
offensivo
se
referia
.tãosómeote
aos
jornaes
que
pretenderam
introduzir
a
senhora
política a
distribuir
sopa
economica,
o
que
era
d
’uma
falsidade
voltar
taria.
Cremos
que
terá
ficado
satisfeito
e
traaíquillo com
esta
nossa
explicação,
mas
sentimos
muito
que
s.
s.
a
tivesse
suspeitado
de
que
tudo
aquillo
lhe
dizia
respeito,
a
ponto de
ter
vindo
assegurar-se
comnosco
da
certeza
do
que
havia;
e
tanto
mais
o
sentimos,
quanto
é certo
que
toda a ci
dade
conhece
bem onde
está
e aonde
chega
a
sua probidade,
a
sua
honra
e
o
seu
elevado
e
judicioso
critério,
analysado
debaixo
de
todos
os
pontos
de
vista.
Nós guerreamos
o
mal
e
fulminamol-o,
amando
sempre
o
homem
que
o
pratica,
e pedindo
por
elle a
Deus.
Profligamos
o
erro,
o
vicio,
o
crime
e
a
má
fé,
mas
nuoca
é
intenção
nossa
ferir
a
pessoa
dos
nossos
semelhantes,
a
quem
devemos
amar
e realmenie
amamos,
embora
os
seus
aclos
sejam
maus
e
de
testáveis:
e
quando
fosse outra
a
nossa
intenção,
porque
assim
o
enlendessemos
religiosa.
—
ExpÕJ-se
hoje
na
Lapa
o
Sagrado
Lausperenue.
—
Expo
sição
do
Santíssimo
na
Egreja
no
Carmo.
Amanhã
7:
—Na
Sé
procissão de
La
dainhas.
,
SeJís
ptearísealea».
—
Um
correspon
dente
(Festa
cidade
pira
uma
folha
por
tuense,
depois
de
noticiar
a
quantia,
com-
que
os
lieis
da
archidiocese
bracarense
acabam
de
concorrer
para
o
dinheiro
de
S.
Pedro,
accrescehla
em
tom
de
lasti
ma
(e
que realmente
faz
lastima)
as se
guintes
palavras:
<£
’
para
lamentar
que
«sa
dêem
subsídios
a
quem
tèm
grandes
«recursos
de
fortuna,
esquecendo
se
es-
«ses
desgraçados
sem
couta
que,
n
’
esta
«desgraçada
epoca, andam a
tiritar
de
«frio
mendigando
o
pão
de
porta
em
«porta»
—
Sentimos
de
véras que os fieis
do
arcebispado
de
Briga
assim
pudessem
melindrar
o
coração
sensível
do
terno
correspondente!..’
E,
involuntariamente,
nos
veio
logo á
lembrança
aqueíle
jus
tíssimo
despeito,
de
que
lambem
se
viu
um
dia
assaltado
o
coração
de
um ze-
losissimo
amigo
dos
pobres,
chamado
Ju
das
Escariote,
quando
a
Magdalena
der
ramava
sobre
a
cabeça,
de
Chrislo
um
precioso
balsamo,
avaliado
em
trezentos
dinheiros
ou
18:000
reis
da
nossa
moe
da.
*0
piedoso
varão
lambem
’não
ponde
conter-se
que
não
exclamasse:
«Porque
«não
dão
antes
esse
dinheiro aos
neces-
•
sitados
9
»
A
philantropica
observação
de
Judas
valeu-lhe
porém
uma
severa repri-
menda
do
Divino
Mestre,
de
que
elle
se
vingou
entregando-o
nas mãos
da sytia-
goga,
mediante
a
quantia
de
trinta
di
nheiros!....
Não
queremos
de
modo
al
gum
estabelecer
parallelos
entre
Judas
e
o
correspondente
bracarense.
Diremos
só-
mente
que,
emquanto entre
nós
se
não
estabelecer
o communismo, cadá
qual
é
senhor
do
seu
dinheiro,
podendo
distri
bui!
o
como
lhe
approuver,
sem
obriga
ção
alguma
de
dar
contas
disso
a
este
impertinente
fiscal
da
caridade
alheia.
Elle
sempre ha
por
ahi
cada
typoL...
ProeiasiAo
«í« Enterro.—
Desejam
muitas
pessoas
que
se
faça este
anno a
procissão
do
Enterro,
que
no
anno
passa
do
devia
sair
da
egreja de
Santa
Cruz,
e
não
pôde por
causa
do
mau
iempo.
E
’
mmto
louvável
este
desejo,
porque
na
ver
dade
as
funeções da
Semana
Santa
n
’
esta
cidade,
não
leem
o
complemento
e esplen
dor
d’
outras
que
se
fazem
durante
o
an
no.
Como
porém
isto só
póde
ser
obra
de
piedade
particular,
é necessário
que
esta
se
una
com
a irmandade
de
Santa
Cruz
e
a
coadjuve com
suas esmolas, para que
se
effeilue
a
desejada
ceremonia,
a
mais
commovente
da
Semana
Santa.
A
Meza
da
Real
Irmandade,
segundo
nos
consta
deliberou secundar
quanto
possa
este
lou
vável
desejo
e
quer não
só
fazer
a
pro
cissão,
mas
todas
as
ceremonias
da
sexta-
feira
Santa,
com
missa,
adoração
da
Cruz
e
procissão.
conveniente,
nenhuma
duvida
poriaroos
em
declarar
o
seu
nome.
Aqoella
nossa
in
tenção
persiste ainda
no
caso
de
fazer
mos
o
que
nos
é
atiçrorisado
por
Uma
figura
de
rethorica,
que
pèrmivle
o em
prego
do
concreto
pelo
abslrado
e
vice-versa
Nós
não
queremos
guerra,
nem
a
provocamos:
queremos
paz
é concordia,
mas
baseada
na
justiça
e
sem
sacrifício
do
direito
e
da
verdade.
Ainda
esperamos que
um
dia
o
col-
lega
hade
vir
a
fazer-nos
justiça,
e
a
convepcer-se da
pureza e
reclidão
das
nossas
intenções. Era o
nosso
maior
de
sejo,
não
por
nós,
mas
por
amor
de
si
mesmo
e
para
bem
de
lodos
em
geral
Não nos
faz
favor, se
nos
acreditar.
Sermões
(jMreisma.—
No
real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte, tam
bém ha
sermões nos
domingos
quadrage-
simaes,
e
Exposição
do
Santíssimo.
©irgtso.
—
Está
concluída
a
obra
da
restauração e
afinação
do
excedente
or-
gão da
egreja
do
Carmo,
que
fora
con
j
liada
á
pericia
do
italiano
o snr. José
j
Ricaiii,
residente
na
cidade
de
Coimbra.
I
.Este
habil
artista
depois
de
um
litigante
trabalho
<ie
dezaseie
mezes
descobriu as
riquezas
de
harmonia
que
’
o
instrumento
encerra,
e
que
a
mão de
vários curiosos
não
tinha
podido patentear.
Para
isto
foi
necessário
desmontar
todo
o machinis-
mo
e
examinai
todos
os
tulus
e registos
do
magustoso
orgão;
mas
agora o
resul
tado
prova
não
só
o
perfçilo
conhecimento
do
artista
a respeito
d’orgàos,
mas
lam
bem
a boa applicação
do dinheiro
que
•a
irmandade
despendeu
com a
resiauração
de
tão
precioso
instrumento,
que
é
o
mais
appropriado
ás
funeções
do culto reli
gioso.
O
orgão
foi
examinado
depois
de
completo
e
durante o
trabalho
da
repa
ração,
e
agora
as
harmonias
de
que
en
che
o
templo
do
Senhor,
elevam
a alma
e alegram
o
coração.
A
reparação
era
necessária
e
o
dis
pêndio
foi
proveitoso. O
orgão
tem
re
gistos,
de alto apreço
e
adtniravel
effeilo
Ide
cuja
diílerenle
combinação
resultam
!
varias
harmonias
que
enlevam.
•
Damos os
parabéns
á
illustre
meza,
e
lo
louvor merecido
ao
honrado
artista
o
snr.
José
Ricalli.
49
«snr.
d»
frazesid».
—
Na
ultima
cor
respondência
que
o
snr.
Alfredo
Campos
mandou
d
’esta cidade
para o «Commercio
Portugnez»,
deparamos
com
os
seguintes
paragraphos:
'•«A
çommissão encarregada
de colher
as
queixas
contra
irregularidades
e
arbi-
;
irariedades
praticadas
pelo
escrivão
de
i
fazenda
d
’
este
concelho,
deu
por
termi
nados
os
seus
trabalhos, expondo
no
seu
relatorio
que
todas
as
queixas
apresenta
das
cahiam
em
face
da
lei.
Não
sabemos o
que
fez
então
o
no
ticiarista
do
«Commercio
do
Minho»
que
encheu
columnas
e
coiumnas
a
atacar
aquelle
Jnccionario».
Pois
o
snr. correspondente
não
sabe
o
que
nós
fizemos?
Uma
cousa
simplíssi
ma:—
cumprimos
com
o
nosso
dever.
O
escrivão dê
fazenda d
’
este
infeliz
concelho
tem
commeilidõ
arbitrariedades
e
vexações
sem
nome,
continuamos
a
as
severar;
as
queixas
dos
contribuintes
são
geraes
e
justificadas.
Que
eqs
importa
a nós
as
píramidaes
resoluções
a
que
chegou
a
çommissão?
Essa
çommissão
representa
por
ventura
este
concelho
?
Essa
çommissão
rqcebeu
procuração
dos
contribuintes
para
dicidir
o
pleito
pendente?
Ella
representaria,
se
a
representasse na
verdade,
quando
muito
uma
associação,
—
o
que
é
essencial
mente
differente
de
representar
o
conce
lho.
A
çommissão
entendeu
na
sua
cons
ciência
que
o
escrivão
de
fazenda
é
um
funccionario
immaculado?
Muito
bem.
A
nós
fica-nos
o
direito
de,
em presença
dos
factos,
duvidar
... de
varias
coi
sas.
Mas
porque
não
foram
ainda
destruí
das as
accusações
gravíssimas
que
fizemos
Aquelle exemplar
funccionario?
Hemos
de
escrever mais
folgadamenle
sobre
o
caso.
Fallecianento.
—
No
domingo
falle-
ceu
n
’
esla
cidade
o
snr.
.Manoel
Domin-
gues
de
Magalhães, pae
do revd.mJ snr.
abbade
da íreguezia
de Ruivães,
a
quem
endereçamos
comprimentos
de
pezames.
Um livro
excellente.—
A
livraria
Chardron
acaba de
pôr
á
venda
um li
vro
excellente,
que
muito e
muito
recom-
mendamos
ás
pessoas
devotas.
Intitula-se
A
Raccolia, ou
colíecção
de
orações
e
obras
pias
ás quaes
os
summos
Ponlifices
tem
annexo
indulgências
—
publi
cada
por
ordem de
S.
S.
Pio
IX
Tra
duzida por
Francisco
Luiz
de
Seabra-
Com
licença
do
exc.
n
'°
e
revd.
mí>
snr.
Idispo
do
Porto.
Constitue
um volume
de 4Í6
paginas,
que custa
apenas
600
reis.
Aeções bem merecidas
—
Damos
em
seguida
a
relação
dos
cavalheiros
que
subsidiam
com
a
prestação
mensal
de
no
va
mil
reis,
(res
senhoras
sexagenarias,
que
viviam
no
extinclo
convento
de
N.
Senhora
da
Penha,
e
por
caridade
foram
recolhidas
no convento
dos Remedios
d’es-
ta
cidade,
durante
o
anno
proximo
pas
sado:
Exc.
mos snrs.
Arcebispo
Primaz
57$600
Governador
Civil
13$500
Conde
de
Berliandos
6$D00
Visconde
de
Pindella
3^301)
D.
Manoel Martins Alves Novaes
6^000
Fernando
Castiço
6$000
Manoel Joaquim
Palitares
6&000
Francisco
Joaquim Garcia
6-5000
Feliz
da
Rocha
I^OOO
Antonio
José
Pereira
4$()00
Joaquim
Manoel.Rodrigues
Valle
6-5000
Antonio
Lopes de
Figueiredo
6$00'0
Uma
anonyma
3$000
Uma
anonyma
3$000
U27
?56OO
Imporiancia
de
doze mezadas
a
nove
mii
reis
cada uma
L()8$000
Saldo
a
favor
do
anno
de
1879
019-5690
Publicamos
com
jirazer
a
presente
re
lação,
que
exprime
eloquentemenle
a
no
breza
e generosidade
d
’
alma
d
’aquelies
t
ene
méritos
subscriptores.
Amparar
na
ultima
quadra
da
vida,
e
dar
o
pão
de
cada
dia
a
umas
pobres
senhoras,
que
se
viram
inesperadamente
sem
abrigo, sem
lar
e sem
protecção,
é
um
acto tão
nobre,
que
basta
lembral-o
para
lhe
fazer
o
elogio.'
Só
Deus
póde
recompensar
estas obras.
Estamos
certos
que
á
consciência dos no-
bilissimos
subscriptores nãõ
lerá
fallado
o
Senhor
com
o
devido
prémio.
Que continuem
ss.
exc.
as a
sua
santa
crusada,
que
as
suas
protegidas
ihe
pa-
gãrão
em
supplicas
ãò
Senhor, o
bera
que
lhes
fazem.
E’
esta
a
unica moeda,
com
que.a
velhice enferma
e
desvalida,
póde
re
mir
as
suas
dividas
de gratidão.
A
Crença religiosa.-
Recebemos
o
n.°
16
d
’
esta
excellente revista
sema
nal
que
se publica
em
Lisboa.
Vem
interessante
como
os
anteceden
tes'.
Theatro.
—A
Companhia
Dramalica
Pórtugueza,
levou
hontem
á
scena
o
dr.ma
em
3
aclos,
original
do
grande
aclor
José
Carlos dos Santos,
Segredo
d’uma
famí
lia,
e
a
comedia
em
I
acto
A
gala
bor
ralheira.
K»í«iíorí«».—
Recebemos
e agradece
mos o Relatorio e
cçnlas
da
direcção
da
Associação
commercial
de
beneficên
cia,
em
Braga,
relativo
ao
anno
de 1878.
IsscessiJi».—Ante-hontem
de
manhã
manifestou-se
incêndio
no
deposito
de
carvão
de
pedra,
que
o
snr.
Mattos
lein
proximo
da
estação
do
caminho
de
ferro.
Foi
extinclo
depois
de
alguns
esforços.
aixBwcttóiração.
—Partiu
para
o
Por
to
uma
força dlnfanteria 8
para'
assistir
á
exauctoração,
que
teve
logar
na
segunda-
feira,
de
João
da
Silva, aprendiz
de
tam
bor,
n.°
27
da
3.
a
companhia
do
mesmo
regimento,
condemnado
a
2
annos
de
pri
são maior
cellular
e
na
alternativa
a
de
gredo
por
4
annos
com
prisão no
logar
do
degredo
por
espaço
de
30
dias,
pelos
crimes de
deserção,
extravio d
’
objectos
mi
litares
e roubo
por
meio
de
arromba
mento.
E.® CosiseíHíer
<Ies
eí
«les
«lemussseSlea.
— Recebemos
o
fascículo
correspondente
a
março,
d
’
esta
revista
de
modas
que
se
publica
em
Paris.
Os
tiinta
e
dous
annos
d
’
exslencia
que
ella
já
coma,
demonstram
a
acceitação
que
tem
logrado
e
de que
é
digna.
I*i’eço
do»
cereaeis.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade, o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo.............................................. 800
Centeio
........................................
620
Cevada.
.••••.
660
Painço.........................................
600
Milho
branco
................................
640
»
amarello
................................
530
Milho
alvo........................................
600
Feijão branco................................
800
»
vermelho
..............................
800
»
arnarello................................
380
»
rajado.................................
550
»
fradinho.................................
500
Batata
..............................................
600,
Azeite.
......
5^600
.
‘
4t?íivez
«la
província.
—
No
dia
3
cantou-se
na
Matriz
de
Vianna
do
Cas
tello
um
solemne
Te-Deum
para
comme-
inorar
o
anniversario da
Coroação
de
S.
S.
Leão
XIII.
—
No
proximo
domingo
tem
logar
em
Barcellos
a
pomposa procissão
de
Passos,
a
melhor
que
alli
se
faz,
e
a
que
cos
tuma
ser
muito
concorrida
de
povo
d
’
es-
ta
cidade
e
da
do
Porto.
—
O
movimento
maritimo
do
porto
de
Vianna,
no
mez
de
fevereiro
ultimo,
foi
o
seguinte:
Entradas,
1 chalupa: saidas,
4
escunas,
1
hiate, 1
cahique,
1
ba
teira.
—
A
companhia
dos
banhos
de
Visel-
1a
convida
os
seus
accionistas
a
fazerem-
a
6.a
prestação
até
ao
fim
do
mez
cor
rente.
—
A
Meza
da
Santa
Casa da
Miseri
córdia
de
Vianna
do.
Castello
deliberou
confiar
o
serviço
interno
d
’
aquelle
esta
belecimento
ás
Irmãs
Hospitaleiras.
Estas
virtuosas
senhoras
já
administram
dois
hos-
pitaes
(1
’
aque'l.e
districto,
o
de
Caminha
e
o
de
Ponte
do
Lima.
—Está
doente
na sua
casa
de
Amares
a
exm.
a snr.*
1),
Margarida
Arames
Rus-
sel,
sogra
do
nosso
collega
o
stir.
Vi
cente
Novaes.
.
—
Durante
a presente
Quaresma
can
tar-
se-ha
aos
sabbados,
na
Matriz
de
Vian
na
do
Castello,
o
Slabat Maler,
e
em
S.
Domingos,
nas
sextas-feiras
o
Miserere.
—
Em
Ponte do
Lima
falleceu
o
snr.
Francisco
Antonio
de
Mello
Varajão,
an
tigo
contador
d
’
aquella
Comarca.
—O
snr.
.João
Ignacio
de
Abreu
Viei
ra,
escrivão
de
direito
nos
Arcos
de
Val-
de-Vez,
foi
transferido
para
Benavente.
—
As agoas
do
rio
Minho teem
desci
do
consideravelmente.
—
•Falleceu
em
Guimarães
o
snr.
An
tonio
Dias-de
Castro,
filho
do
snr. João
Dias de
Castro.
—
O
snr.
dr.
Antonio
José
de
Barros
foi
nomeido
conservador
da
comarca
de
-Paredes
de
Çoura.
«íbitoa.
—Falleceu
na
Covilhã
o
snr.
Antonio
Barbas-
da
forre,
legilimista
dan
tes
quebrar
que.
torcer.
Paz
á
sua
alma.
—
Em
Lisboa
falleceu
a
condessa
da
Louzá.
(D.
Amélia).
t
UliiidíuKÍe
.
dt&;-cunfereiteia
ttan-
nnr
e?»l®a».
■
—
Do
«Tòhinibricense»
tran
screvemos
os
seguintes
paragraphos:
«No
sabbadd
dá’
’
>éí»3na
passsada
foi
fuzilado
ná*0róvinpia
de
Granada
em
Hes-
paniia,
nm
portuguez*,
que
alli
se
intitulava
propheia,
sendo
coadjuvado
por
doze aposto
las
e
ires
Marias.
■8ó este
infeliz
foi
fuzilado.
Tres
co
reus
liespanhoes
condemnados
também
a
pena
ultima
foram indultados
pelo rei
D.
Adenso.
«Ainda
no
mez
passado
teve
el-rei
o
snr.
D.
Luiz
uma
conferencia
com
o
rei
de
Hespanha,
proximo
a
Eivas;
e
o
re
sultado e
utilidade
d
’ella
vê-se
já
na
fal
ta
de
consideração
que
leve
o rei
D.
Af-
fonso
para
com
el-rei
D.
Luiz
e
a
nação
porlugueza,
mandando
fuzilar,
um nosso
compatriota!
«Eis ahi
o
que
lucrou
Portugal
com
semelhante
conferencia
!
«Ainda
nos
quererão
fazer
passar
os
nossos
governantes
por
maiores
vergo
nhas»?!
Accrescentaremos
que
sobre
este
la
mentável
acontecimento
apenas
um
depu
tado
se
lembrou
de
perguntar
ao
gover
no,
se
este
empenhára
forças para osbtar
ao
fuzilamento.
Foi
o
snr.
Rodrigues
de
Freitas,
a
quem
o
snr.
Serpa
respondeu,
que
sup-
punha
que
pelo
ministério
dos
estrangei
ros
e
legação
de
Madrid se
haveriam em
pregado
os
devidos
esforços.
Tudo
isto
é
incrível!
Um
crime,
—
O
«Diário de
Noticias»,
de
20 de
fevereiro
publica
o
seguinte
annuucio—Um
crime
de Francisco
Marta
de
Oliveira
tirainha,
presbylero
e
bacha
rel
em Mediana pela
Universidade
de
Coimbra.
Segundo
nos
informam
pessoas
fidedi
gnas naluraes
da
Covilhã,
o
auctor
d
’
es-
te
libello
dilfamatorio
é
um
padre,
e o
seu
escripto
um
dos
produtos
mais
in
fames
e
calumniosos
que
teem saído das
fezes
da
imprensa
em
Portugal.
Um
facto d
’
esta
natureza
chora-se
com
lagrimas
de
sangue,
mas
não
se
com-
menta.
Eis
o
que
a
este
respeito
diz
o nosso
estimável
collega
de
Lisboa,
a
«Família»,
depois
de
transcrever
os
dizeres
do
fron
tispício
do
tal
pamphleto
miserável:
Este
folheto
de 78
paginas
em
4.°,
versa
ácerca
de
um
processo
entre
o
snr.
padre
Grainha
e
o
snr.
padre
Francisco
Mendes
Alçada
de Paiva,
por
causa
de
nm
crime
de
sóllicitação
atlribuido
áquelle.
O
folheto
não
tr«z
nome de auctor,
ou
editor,
prova de
que
havia
receio
de
tomar
a
responsabilidade
do
que n
elle
se
contém.
E
com
effeito,
n
’este
folheto
desde
o
principio até
ao
fim
quasi
que não
tran
spira
senão
a
mais
vebemente
e
susten
tada
animadversão
contra
o
snr.
padre
Grainha;
querendo
o
auctor,
xjuetn
quer
que foi,
fazer
pezar
sobre
este
um dos
maiores
crimes,
que
póde commetter
um
ministro
da
Religião
catholica.
Por
tal
modo andou
menos
avisada
mente,
porque
a
verdade
não
necessita
de
tanto
calor,
de tanto fogo,
e
de
paixão
despregada
para
se
dar
a
conhecer.
A
favor
do
snr.
dr.
Grainha
decidiu
o
tribunal
eçclesiastico da
Guarda
este
deplorável
pleito,
e
por
tal
modo
confir
mou
a
boa
opinião
que havia,
e houve
sempre
a
respeito
d
’esle
virtuoso
mem
bro
do
clero
portuguez.
O
folheio fulminante já
começou
a
ser,
como
merece,
repellido.
Honlem
um
livreiro
dos
principaes
em Lisboa,
ao
qual
foram
levados
alguns exemplares,
para
serem
postos
á
venda, não
os
accei-
tou.
conheceu
logo
pelo
titulo,
que
tal
folheio
não
convinha
ser
vendido
na
sua
loja;
sabemos
de
mais
tres
livreiros
de
nome
que
lambem
o
não
recebem.
N
’
esla
publicação
só
houve
precipi
tação
e
azedume
aturado:
até
no
preço.
Sendo
um
folheto
em
4.°
de
78
paginas
imprimiram-lhe
na
lombada
—
-preço
500
reis.
Um
momento
depois
reconsiderou
o
auctor
ou
alguém
por
elie,
que
era
preço
exhorbitanle,
e
no
k-do
esquerdo
da
capa
apparece
escripto
a
iapis 300 reis.
Ainda
assim
para
o
volume não
é
barato.
Este
folheto
poderia causar alguma
im
pressão
nos
de
menos
alcance,
se
fosse
escripto
com menos fel;
como
está, nem
pode
alterar
a
tranquilidade
do
snr.
dr.
Grainha,
nem
affeclar
os
seus
numerosos
amigos.
O
que
se
conclue,
é
que
o
auctor
se
desacreditou
para
sempre,
persuadindo-
se,
que lançava era
•abysmo
o
seu
adver
sário.
Levantou-se
muito alto
no
seu
con
ceito, para
cabir
logo,
realisando-se
o
que diz
Lusano:
Folluntur
in
altuno,
ut
lapsu
graviore ruanl.
dtna-zsitS
eia.8
dama»,—:
Recebemos 0
n.°
146
d
’esta interessante
revista de
mo-
das,
a mais
antiga
que
existe
em
Portu
gal,
contendo
a
descripção
das mais
ele
gantes
toiletes
para
passeio,
visita,
baile,
lheatro,
noiva,
para
meninas
etc. etc.
com
o
detalhe
dos
mais
modernos
chapéus.
palelots,
tumeas,
(ichus,
e
todas
as
indi
cações
tendentes a
modas;
artigos de
lil-
teralura,
poesias,
etc.
Acompanha
cada
n.°
d
’
este jornal
dois bellos figurinos
gra
vados
e
illuminados
era
Paris, e
alterna
damente
uma folha
de
debuxos
e
mol
des
para
cortar
facto
de
senhora.
Ueupachos eccíesíiastseoa.
—
Pelo
ministério
dos
negocios
ecclesiaslicos e
‘
de
justiça
effectuaram-se
os
seguintes:
O
presbylero
Oelphino
Joaquim
Segu
rado,
paroego
collado
na
egreja
de
Nos
sa
Senhora da
Encarnação
da
Bordeira,
diocese
do Algarve—
apresentado
na
egre
ja
parochial
de
Nossa Senhora da
Concei
ção
de
Odiaxere,
.no
concelho
de
Lagos,
da
mesma
diocese.
O
presbylero Luiz
Dias
da
Silva—
apre
sentado,
precedendo
concurso
por provas
publicas,
na
egreja
parochial de S.
Tliiago
de
Poiares,
no
concelho
de
Ponte
do
Li
ma,
diocese
primaz
de
Braga.
O
presbylero
Manoel
Antonio
Fernan-
des
da
Silva
Lira
—apresentado, preceden
do
concurso
poa
provas
publicas, na
egre
ja
parochial
de
S.
Pedro
Fins
de
Parada,
no
concelho
de
Coura.
O
presbylero
João
Ferreira
Nogueira
—
apretentado na
egreja
parochial
de Nossa
Senhora
da Boa
Fé,
no
concelho
e
dioce
se
de
Evora.
XotãeioM
dív*rsas.—
As
ultimas
car
tas
recebidas
da infeliz
província do
Cea
rá
referem-se
a
9
de
fevereiro,
e
dão
a
grata
noticia
de
que estava
quasi
extin
cta
a
epidemia
das
bexigas
na
capital,
mas
que
infelizmente
havia
recrudescido
em
Maranguape.
Os créditos
abertos
para
soccorrer
os
famintos
do
Geará
montam
já
a
14:764
contos
de reis
fracos. O
to
tal
das
pessoas sepultadas no
cemiterio
da
Lagoa
Funda,
desde
22 de
agosto
de
1878
até
25
de janeiro
ultimo,
eleva-se
a
27:897.
—
Conta
o «Partido Popular»,
de
S.
Miguel,
que
reside
na
Califórnia
um
fi
lho
d
’
aquella
ilha,, por
n«me José Alves
de Sousa,
que
possue
a
imraensa
fortuna
de
vinte
milhões
de
pesos.
•
Enriqueceu
na
exploração
de
minas.
O
mesmo
jornal
diz
que
elle
é
analphabeto.
—
Nas
ultimas
guerras
da
Europa,
e
America,
desde
a
da
Criméa
até
á
russo-
turca
morreram
2.548:000
homens.
—
O pagamento
da
segunda
prestação
de
25$000
reis
por
cada
titulo,
com
o
juro
de
60|0,
provisorio
da
sexta
emissão
das
obrigações
dos
caminhos
de
ferro
do
Mi
nho
e
Douro
eílectuou-se
honlem,
nas
cai
xas centraes
do
ministério
da
fazenda.
—
Foi
condemnado a
cinco
annos
de
prisão
o
juiz
de paz de
Gramai,
circums-
cripção
de Gourdou,
(França)
por
ter
fal
sificado
setenta
e cinco
assignaturas
em
letras
de
cambio.
E
condemnam
ura
ho
mem
d’
estes!
Que
pena!
—
Veriíicou-se
no dia
2
a bênção
da
nova
Calhedrai
de Ailahabad (índia ingle-
za).
O
snr.
bispo
Meurin,
fez
o
sermão
da
dedicação.
—Teve
utlimamente
lugar
em
Magen-
wyl,
(Suissa)
um
terrível
acontecimento,
devido
a
uma
grande
imprudência.
Dois
artistas
pozeram
em
cima
de
uma
forja
alguns
cartuchos
de
dynamite.
Adiviniia-
se
facilmente
o
resto.
.
. a
casa
toda
voou
era estilhaços,
morrendo
os
dois
artistas
e
uma
mãe
de família
e
seus
tres filhos
de
dez,
onze
e
treze
annos
de
edade,
que
ficaram
retalhados
cm
bocados.
A al
gemas
centenas
de
passos
ainda
se
encon
travam
bocados
de
carne.
SECÇÃO
COMERCIAI
O
commercio
vae
atravessando
uma
epocha
medonha.
Após
a
terrível febre
bancaria
que
absorvia
o
capital,
a
essa
avidez de
lucros
fabulosos,
a
essas
espe
culações
desastradamente
falliveis,
a
esse
movimento
de
numerário
que
se
agitava
em
um
mar
de
oiro,
seguia-se
a
crise
bancaria
em
1876
As
consequências
funestas
d
’
esse
gran
de
abalo
para
o
nosso
pequeno
commer
cio,
agora
mais
do
que
então
se
estão
sentindo.
Relrahidos
os capitaes, o
pe
queno
commerciante
não
póde munas
vezes soccorrer-se
do
credito
para
qual
quer
transaeção;
além d
’
isso,
um
anuo
escasso
de
cereaes
e
de
vinho, como foi
o
de
1878,
principalmente n
’
esta
pro
víncia
do
Minho,
muito
concivre
para
que
o
commercio
soffra
em
seus
inte
resses,
pois
que
os
reveses
da
agricultura
se
reflectem
immediataraenle n
’
elle.
Um
inverno
aturado,
veio
além
d
’isto reter
o artista
dentro
de sua
casa
durante
-al
guns mezes,
e
tanto
este
como
o pobre
jornaleiro
se
viu
na necessidade de es
tender
a
mão
á
caridade
publica.
E
o
peor de
todos
os
males
para
o
commercio
é a
desconfiança
geral.
A
quebra
de
alguns
estabelecimentos
ban
cários
após
a
crise,
a
irregularidade de
alguns
d
’esses
estabelecimentos
fallidos
que
na
sua
queda
arrastaram
a
fortuna
de
muitos,
é
causa
d
’
esse
retraimento
de
capital
que tanto afiecta
a
nação.
Mas que
fazem
esses
estabelecimentos
bancarios
em
face de
tamanho
mal?
O
primeiro
banco
do'
paiz,
o
de
Por
tugal,
que é
aqtielle
por
onde
se
aferem
as
transacçÔes
internas,
eil-o
ainda
com
a
sua
laxa
de
desconto
a
7
°/
0
aprovei
tando-se
de
uma
concessão
que
lhe
fez
o
governo,
em
tempos
anormaes.
Os
ou
tros
bancos
do
reino,
a
maior parte,
não
se
pejam
de
ter
um
desconto ainda
mais
elevado
que
o
do
banco
regulador,
e
mal
avisados
andara
com
este
sistema.
Não
é
da elevação
do
desconto que
os
accio-
histas
podem
colher
resultados;
mas
sim
do
maior
movimento
do
capital
sendo
este facilitado
quando
bem
garantido
Em
Portugal
não
ha,
podemos affoi-
tarnente
allirmar,
não ha especulações
commerciaes
tão
vantajosas
que
possam
empregar
capitaes
tão
caros, á
excepção
das
casas
penhoristas,
que
para
ahi
es
tão,
em
todo
o
paiz, a
especular
com
a
miséria publica,
levando
20
e
30
°/
0
.
A
industria
tem diminuído
o
seu
movimento
normal,
o
que não
é
só
um
mal
commercial,
mas
ainda
um
perigo
para
uma
nação.
A
nosso
ver,
deveria
o
governo
im
por
a
lodos bancos
uma
taxa
fixa
de
des
conto,
que
só
fosse alterada com
seu
consentimento
em
circumslancias
anor
maes,
afim
de
que
a
sêde
do
lucro não
allucine
os
avaros.
Iremos
maãs
longe
ainda
—
Pediremos
mesmo
uma
lei
que
pres
creva
o
juro
até
sobre
hypothecas.
Os
egoístas
dizem:
«Eu
dou
o
meu
dinheiro,
posso
levar
o
que
me
convier,
nem
me
importa
se
o que o
toma
se
arruina».
E
não
se
lembrani
que
a
rui-
na
d
’
esse
desgraçado,
iraz
apóz
de
si
a
mina
de
muitos.
Quantas
casas
não
ve
mos desmoronar-se,
defazer-se,
por
causa
d
’esses
contractos ruinosos que
para
abi
se
fazem9
.Elieitos
terríveis
d
’
essa
terrí
vel
moral
eivada
de
egoismo,
desse
des
regrado amor
do
oiiro,
que
é
o
cancro
roedor
que
tanto
aíflige
e
mina
a
socie
dade.
Pense
o
governo
nos
males
que
po
dem
advirá
nação,
se-depressa
se não
res
tabelece
o
credito,
se
não
trata
de
dar
protecção
ás
nossas
fabricas,
impedindo
que
manufacturas
estrangeiras
venham
paralisar
as
nossas.
Uma
boa vontade
e
um
pouco
de
patriotismo,
podem
conjurar
depressa
o
mal
que
nos
trabalha
e
aquelle
que
nos
ameaça.
______
J.
A.
COTAÇÕES
DA
PRAÇA
DO
PORTO,
EM
4
DO
CORRENTE:
Bolsa
do
Porto
—Inscripções
de
assen
tamento,
50,05
—Obrigações
dos
caminhos
de
ferro
dc
Minho
e
Douro,
coupon,
87^000—
Banco
Alliança.
5l$2Ó0.
Bolsim
offtcial
—
iQ Obrigações
dos
ca
minhos
de
ferro
do
Minho
e
Dauro,
as
sentamento,
87^200
—
12
Obrigações
dos
caminhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro,
coupon,
87^000
—2
Obrigações
dos
cami
nhos
de
ferro
do
Minho
e
Douro 6.
a
emis
são
liberadas,
87^200.
À
TODOS
sem
medicina
,
pur-
ganles,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
30 ««liana sS’invas-i!»weI
1
Combatendo
as
indegestões
(dispepsias)
gastriça,
gaslralgia,
ílegma
,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas,
uauseas,
vo,
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea-
disenteria,
collicas,
tosse,
asthina,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
des
ordens
ao
peito,
na
garganta,
do
ahto,
dos
bronchiies,
da
bexiga,
do ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000
curas
entre
as
quaes
con
tara-se
a
do
duque
de
Pluskow
das
ex.
raas
snr.as
marqueza
de
Bréhan,
duqueza
de
Casllestuarl,
dos exm.us
snrs.
Lord
Stuar
t
de
Decies,
pai
d
’lugl>lerra
o
doutor
e
professor
Wurzer,
eie,
etc.
A.° 49.842:
M.“
ie
Marie
Jurie
Joly,
de
cinèoenta
annos
de
constipação,
indiges
tão,
nervoso,
iosomnias,
ásthma,
tosse,
flatos,
espasmos e
nauseas.
—
N.°
46:270:
M. Roberls,
d
’
utna
constipação'
pulmonar,
com
tosse, vomuos,
constipação
e
suráez
de 25
annos.
—
N.°
46:21o*:
O
doutor
era
medicina
Martin,
d
’uma
gaslralgia
e
irrita
ção de
estomago,
jue
faziam
vomitar
15
a
18
vezes
por
dia,
durante
oito
annos.
—
N.° 46.218:
o
coronel
Watson,
de
got-
la,
nevralgia
e
constipação
obstinada. —
N.9
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland,
d
’
uipa
hydropisia
e
constipação.
—
N.°
49:522:
M.
Baldwin,
completa
protação,
paralysia
da
bexiga
e dos membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
de
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economiza
cincoenla
vezes
o seu
preço
e:n
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo ém
toda
a
pe
nínsula
:
btn
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
;
de
lj
4
kiio
800
rs
;
de
uta
kilo,
i$400
reis; de
2
i
/
1
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Bevalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
e3aoe«»Satn>«5a;
eíla
res-
tilue
o appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e
em paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500 reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de 48
chavenas,
1$400; d«
120
chavenas,
3$200 reis, ou
25
reis
cada
chaveoa.
DU
RARBT «fc C.a MMITEB. -
Place Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Loodres.
Valverde, 1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
<fc
C,
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
(por
grosso e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPÓSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
— Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm. —
Rnrcelloa,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J. V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal, 17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos 31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vianna do Ú»»-
tollo,
Alto
uso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—Ctuimarãeãi,
A J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J.
da
silva,
drog..
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
?en«ttel,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a 227.
—
Ponte do IA-
■no.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
P
ovom
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença do Minho,
Francisco
José
de Sousa,
pharm.
—
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torr s
pharm.
míDECIWTOS
Os
abaixo
assignados,
extremamente
penhorados
para
com
todos
os
ill.
mos e
exc.
1,108
snrs.
que
se
dignaram
comprimen-
tal-os
por
occasião
do
passamento,
e
as
sistiram
ao
enterro
de
seu nunca
assás
chorado
pae
e
cunhado,
o
exc.
ni
°
snr.
José
d
’Araujo Azevedo
Mello
e
Vasconcellos,
que
teve
logar
na
capella
da
sua
casa
da
Loureira,
no
dia
3
de
fevereiro,
e
para
com
todos os
snrs.
ecclesiasticos
que
as
sistiram
ao
oílicio
de
corpo
presente,
agra
decem
por este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazerem
pessoalmenle,
como
tanto
desejavam,
tributando
a
todos
o
seu
in-
delevel
reconhecimento
e
gratidão.
Antonio
d’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Francisco
d’
Àraujo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
José
Augusto
d
’Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Bento d’Araujo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Victorio
d’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Alberto
d
’
Araújo
Azevedo Vasconcellos
Feio
Visconde da
Torre.
(2283)
ANNUNCIOS
Larangeiras de
Umbigo
de Porto
Alegre
Vende-se
duas laranjeiras d
’
esta
ma
gnifica
qualidade,
vindas
directamente
de
Porto
Alegre
ha transplantadas
em terra
do
nosso
clima,
19
annos, e
não
tem
mu
dado
de
qualidade.
Para tratar
em casa
do
snr.
João
Ma
noel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto
43,
on le se
encontra
uma
laranja
para
a
mostra,
colhida
em uma
das
dietas
la-
rangeiras.
’
(2288)
£«i
riL
Eduardo
Tavarex, Delegado do
TheMouro no
distrieto de
Braga,
por S. M. el-rei
que Deus guar
de
ete.
Faço saber
que,
sendo
meu
indecliná
vel
dever
dar
rigoroso
cumprimento
ao
que
me
é
ordenado,
quanto
á
íiscalisa-
ção
do
imposto
do
sêllo,
no
Regulamen
to
de 14
de
novembro
de
1878,
e
sendo
certo
que
muitos
dos que,
na
sua
pró
pria
conveniência,
deveriam
promptificar-
se
ao pagamento d
’
esse
imposto,
procu-
jam,
pelo
contrario,
evadir-se
ao
paga-
mento
d
’
elle,
defraudando
a fazenda pu- THE1TR®
BE
S.
GEKALDO
blica,
e
collocan
io-se
em
situação
deobri-j
garem mais
tarde
o fisco
a
procedimen-l
São
convidados
os
senhores
accionis-
tos
que
fôra
conveniente
eviiar não
só
’
las
do
theatro
de
S.
Geraldo,
para
se
no
interesse
da
administração
mas
no
dos
reunirem
no
salão
d
’
este
theatro, no
dia
9
de
março
proximo
futuro,
pelas
11
ho
ras
da
manhã,
afim
de
se
dar cumprimen
to
ao
disposto
no
art.
12
dos
Estatutos
no
interesse
da administração
mas
no
dos
proprios
que
a
tal
extremo
impellem
os
que
a
lei
incumbe
da respectiva
-liscali-
sação,
chamo
por isso a
altenção
dos
ha
bitantes
d
’
este distrieto
para
as
disposi
ções.
do
mesmo
Regulamento,
bem
como
para
as
tabellas
a
elle
juntas,
a
fim
de
que
não
possam
allegar
ignorância
quan
do tenham
de
ser
compellidos
ás
multas
comminadas
pelo
referido
Regulamento
contra
aquelles que
houverem
faltado ao
cumprimento
das
suas
disposições.
Repartição
de
Fazenda
do
distrieto
de
Braga
4
de
março
de
1879.
O
Delegado do Thesouro
(2289)
Eduardo
Tavares.
ARREMATAÇÃO
D.
Adrianna
Rosa
de
Mello,
residente
na
rua
d
Oliveira,
da
freguezia
de
S. Vi-
clor
da
cidade
de
Braga,
faz
saber
que
tendo
requerido
inventario
de
maiores, ao
fallecimenlo
de
seu
filho Manoel Antonio
de
Carvalho
e
Silva,
no
juizo
de
Direito
da
Povoa
de
Lanhoso,
e no
mesmo
in
ventario
tem
de
ser
arrematados
em
pra
ça,
no
dia
6
do
futuro
mez d’
abril
de
1879,
no
tribunal
judiciário
da
Povoa
de
Lanhoso,
todos
os
bens
de
raiz,
moveis,
direitos
e
acções
que
do
mesmo
ficaram;
sendo
os
bens
de
raiz,
as
quintas
denomi
nadas
de
Sele
Fontes,
e
Arrebalde,
am
bas
juntas
e
circuitadas
sobre
si,
apenas
divididas
por
um
caminho, e
muito
pró
ximas
á
estrada
nova
da
Ponte
do
Porto;
que
se
compõem
de
grandes
casas
para
senhoria,
e
para
caseiros,
dons moinhos,
eira
de pedra,
cinco
lagares,
aguas
de
lima
e
rega,
dous
laranjaes,
olivaes,
e
pomar
de
espinho
e
caroço,
estando
si
tuadas
no
mais
aprazível
local
da
fre
guezia
de
Santa Maria de
Moure
da
dita
comarca.
Quem
pretender póde compare
cer
no
indicado
dia, na
dita
villa,
pelas
10
horas da
manhã,
podendo
informar-
se
das
propriedades,
e
vel-as
pessoalmente,
cuja
venda
é
para
pagamento
de
credo
res.
Braga
7
de
março
de 1879.
(2290)
D.
Adrianna Rosa
de Mello.
ATTEUTÇÃO
C
A
-.
Tendo desapparecido
da
casa
do
ill.
mo
snr.
Brrnardino
An-
tonio
Peixoto
Castello-Branco.
uma
cadelinha
vermelha,
pequenina,
que
dá
pelo
nome
de Piricita,
se
alguém
a
tiver
em
seu
poder,
e
a
queira entregar,
dirija-se
á
casa
n.°
4,
Rocio
de Traz
da
Sé.
(2291)
DEPOSITO
DE
CERA
Henrique
José
Fernandes
de
Jesus
Bizarro
&
Filhos,
tem
um
grande
depo
sito
de
cera
na
acreditada casa
de
Anto
nio
José
Gonçalves,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho, .
n.°
26,
que
pode
for
necer
ao
publico
para
funeraes,
lausperen-
nes e
festividades,
pezo
grosso
a
840
a
libra
e
retalho
miudo
a
960,
também
se
encarrega
de todas
as
armações
tanto de
gala
como
fúnebres,
tem
um
variado
sor
tido
de
vestigos
de anjos
e outros
obje-
clos
pertencentes
ao
mesmo
negocio
que
tudo
offerece
ao
publico
por
preços
razoá
veis
e
que desde
já
agradece
a todos
os
freguezes
que
procurarem
o
seu
estabe
lecimento.
(2287)
COMPANHIA DOS BANHOS
DE
VIZELLA
Soeiedade anunyiua, responsabili
dade
limitada
São
convidados
os snrs.
accionistas a
pagar
a
6.
“
prestação
de
1
C$000
rs
por
acção,
até
o
fim
do
corrente
mez,
n’
esta
cidade
ao 1.°
e 2.°
signatários
ou
ao
3.°
em
Vizella.
Guimarães,
1
de
março
de 1879.
Os
directores
Antonio
José
Ferreira
Caídas.
Antonio
Peixoto
de Mattos
C/iaves.
Joaquim Ribeiro
da
Costa.
(2286)
do
mesmo
theatro.
Braga
26
de
fevereiro
de 1879.
O presidente
da
Assembleia
Geral
(2284)
Jeronymo da
Cunha
Pimentel.
BILHETES DE VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
dOO
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
APPAB1CIO
«fe
M ALHEIRO
27,
Praça
do
Bardo
de
S.
Martinho,
21.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400, 420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
MBM
H
HI1ISSÂ
Com
capas
de
marfim,
Ébano,
madre
pérola,
massa
e
veludo
89,
Praça do Barão de S.
Marti-
nlio,
99
A1TA1HC10
&
MALHEIRÔ
braga
MOURA
I
JgRUA
DE S.
MARCOS,
N.°
5.|
V
ende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em 80
reis
a
peça.
S
Vendç
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
&
g
Vende cimento roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
fâ
so para
estuques
de
ca-
®
3
sas,
tudo
de
primeira
qua-
ii.
a: * «
a
A.
o
DE
R
H E T O R 1 C Á
No
campo
de
SanfAnna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso
d’
esta
disciplina.
N
’
esta
redacção se
prestam
os escla
recimentos
que
se
pedirem.”
Venda
em leilão.
Na freguezia de
Esporões,
logar
de
Daixão,
no
dia 9
de
março,
por
2
e
meia
horas
da
tarde,
se
procederá
á
venda
em
leilão,
de
uma
casa
sobradada
e eido,
que
se
entregará
pela
melhor
quantia,
se convier.
(2274)
DI^JMEIRO
A JURO
A
irmandade
de Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para dar a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da Silva.
PEDIDO
A
Meza
da Santa
Casa
da Misericór
dia,
de Braga, tendo em consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de pannos
e fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
esle
acto
de
caridade
a devoção
de seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
Fabrica a vapor de fundição
ferro e metaes
Travessa de S. João—Braga.
N
’
esta
fabrica,
única
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
.
obra,
tanto
de
ferro
comd
de
metal.
O
proprietário
da
mesma não se tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parle
o tem
conseguido,
pois
que
no
,seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’esta
fabrica fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer tintas,
pés para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores, fuzos
de
novo
systema para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
lodos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas
as
obras
d
’
este
genero
principalmente bom
bas
de
poços. Preços
os
do
Porto.
O proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
AHMAZE.U
Jtó
/VINHOS
D0
ALTO DOURO
DA
CASA
DE
VILLA
RUA DO
SOUTO
N.°
15—
Braga.
N
’
este
armazém
se encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos engar
rafados:
Vinho
tinto de
meza.
(sem
garrafa)
150
s
>
»
»
.
190
>
Lagrima.........................................200
>
Branco
de
meza.............................. 210
»
tinto
de
meza
fino.
.
‘
.
249
>
de
prova
secca.
.
.
.
300
»
Malvasia
de
2.a............................ 360
»
»
velho
.....................................
400
ii
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
..........................................
700
»
Velho
de
J854
....
600
»
a
retalho
para
meza 60
e
80,
o
quartilho tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza'e
boa
qualidade
de
lodos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chytnico.
VINHO
CREOSOTADO
DE
GIMBERT
E
BOUCHARD
MODIFICADO
POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este
novo
medicamento,
cujos
resul
tados
têem
sido
surprehendentes,
é
hoje
o
preferido
por
todos
os
médicos
tanto
nacionaes como
estrangeiros
para
a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites,
catar-
rhos
da
bexiga,
tosses
rebeldes,
etc.
Deposito
no
Porto
—
Pharmacia
Orien
tal,
268,
rua
de
S.
Lasaro,
272.
Braga
—
Pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos,
31.
(2229)
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
