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- conteúdo
-
poLiTiciÀotffii
woticiosa
.
REDACTORES—D. Miguel JSolto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Piiuenlel.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
7.° ANNO
PUBLICA-SE
AS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS.
Braga,
12
mezes....................................
1&600
i
6
»
............................... 850
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios
cada linha......................... 20
Repetição........................................... 10
Províncias,
12 mezes.................. 2&000
»
6
».................. 1&050
» sendo
duas assignaturas
3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso............................ 10
N.°
903
QUINTA-FEIRA
27
DE FEVEREIRO DE 1879
A
Eneyelien e oa eatiaolicos li
beraes.
estado
anarchico;
mas,
havendo
exercido
o
direito
de
a
conferir,
não
a relem
mais em
si,
pois
que
d'ella dispõe
só
mente
para
obedecer.
«Obedece
—continúa o
mesmo
auctor
—
não
ao seu
representante
ou
á
sua
imagem,
mas
ao
representante
de
Deus,
á
imagem
de
Deus,
que
é
o
verdadeiro
titulo do
poder
perfeito,
porque
é
a
sua
origem
unica.
Obedece
ao poder,
porque
mesmo
elevando-o
acima
da
sua
cabeça,
não
faz
mais
que
obedecer
á
lei
da
sua
natureza
social,
que
o
exigia,
que
para
isto
mesmo
o
continha
em
si.
e
d
’
onde
o
povo
não fez
mais que extrahil-o. O
povo
não
é
o
auctor,
mas
apenas
o
edi
tor
do
poder».
Se
por
qualquer
motivo, em
uma
sociedade
já
constituída,
vem a
faltar
o
sujeito
legitimamenie
investido
no
poder,
está claro
que
á
multidão
pertence
o
direito
de
escolher
outro,
que o
substi
tua.
ou
mesmo
de
mudar a
primitiva
fórma
de
governo.
Mas
em
todo caso
vigora
sempre
o
mesmo
principio,
que
acima estabelecemos.
O
poder,
a sobe
rania
não
reside essencial e
originaria-
mente no
povo.
O povo
realisa
o
poder,
mas
não
o
faz. Não
ha
poder que
não
venha
de
Deus.
Ora
o
catholicismo
liberal, que
á
pri
meira
vista parece
concordar n’esta
dou
trina,
falsea-a
todavia,
concedendo
a
Deus
a soberania
constituinte, mas
collocando
no
povo
a
soberania
aclual
em
toda
a
plenitude,
e dando-lhe o
direito
de
usar
d
’ella
conforme
lhe
apraz,
sem
que
reco
nheça
direito
superior
á
vontade
das
maiorias.
D
’
est
’
arte
a
auctoridade, o po
der
fica
dependente
do
capriçho
das
multidões;
a
lei
eterna
de Deus
não
é
a
regra,
que
determina
a
legitimidade
dos
actos
humanos;
e
o
povo
pode
re
gular
e
modificar
o
exercício
do
poder,
não
consoante
aquelle
critério
supremo,
mas
sim
conforme
as
condições
dos
tem
pos
e
dos
lugares
e
segundo as
ideias,
que
dominam
a
humanidade.
Assim
adulterado
o
verdadeiro
con
ceito
da
soberania
popular,
nós
não
ve
mos
nenhuma
diíferença
essencial
entre
a
theoria
dos calhõlicos
liberaes
e
a
theoria
dos
liberaes
não
cathoiicos.
Verdade
é
que
aquel-
les admitlem em
principio
a
origem
divina
da
A
’
cerca
da
soberania
estabelece
a
En-
cyclica
a
verdadeira
doutrina
catholica,
lembrando
mais
uma vez
o
prece*ito do
Apostolo,
e
a sua
aflirmação
sobre
a
origem
do
poder:
Toda
a
pessoa
esleja
sv.bmettida
aos
poderes superiores,
porque
não
ha
poder que
não
venha
de
Deus;
,
e
os
que
ha,
por
Deus
foram
consti
tuídos.
S.
João
Chrysostomo,
explicando
este
texto,
disse:
«Não
ha
poder que
não ve
nha
de
Deus: que quer
isto
dizer?
Que
lodo
o
príncipe
é
constituído
por
Deus?
Não;
porque
aqui
não
se
trata
de
ne
nhum
príncipe
em
particular,
mas
da
cousa
em
si
mesma,
isto
é,
do
poder.
Affirmarei
pois
que
a
existência
dos
principados
é
obra
da
divina
Sabedoria,
e
que
é ella
quem
faz que
as
cousas
não
estejam
abandonadas
a
um
temerário
acaso».
Em
harmonia
com estes princípios,
a
escola
catholica
tem
sempre sustentado
que
em
Deus
existe
a
origem
de
todo
o
poder, que
é
elle
o
unico
soberano
de
direito.
Deus porém,
havendo
criado
o
homem
para
viver
em sociedade,
e
não
podendo
esta
subsistir sem
governo
po
lítico,
isto
é
sem
um
poder
governativo,
que
imponha
aos
governados
o
dever
de
obedecerem,
annexou
essj
poder
á
pró
pria
natureza
social
do
homem,
para
que,
constituída
a
sociedade,
a
multidão
o
po
desse
fazer
passar,
em
acto, para
o
indi
víduo
ou
indivíduos,
que
de
commum
accordo
fossem
escolhidos,
segundo
a
fôr
ma
de
governo,
a
que
se
deu
a prefe
rencia.
Esta
é
a
«soberania
do
povo»
se
gundo
a
doutrina catholica;
este
é tam
bém
o
tão
fallado
«direito
divino» con
soante a mesma
doutrina. Assim, como
muito
bem
diz
um
distincto
escriplor,
o
povo
não
é
a
fonte,
mas
apenas
o
reservatório
da soberania,
a
qual
confere
a
tal
ou
tal
sujeito,
para
fazer
cessar
o
auctoridade,
que
estes
negam;
mas
de
resto
uns
e
outros,
concordando
na
infallibdi-
dade
da
razão
humana, pondo
de
parte
todo
o
auxilio
da
revelação
no
descobri
mento da
verdade
política
e
social,
para
chegar
ao
qual
basta—
no
dizer d
’elles
—
o accordo
de
muitos
homens;
e
repellin-
do
toda a
acção
da
Egreja,
representante
de
Deus
sobre
a
terra,
na
constituição
e
governo
político
dos
povos, não
fazem
senão
introduzir
o
alheismo
no
viver so
cial
da
aclualidade.
«Mas
nós
—
dirão
os
cathoiicos
liberaes
—
confessamos
que todo
o
poder
vem
de
Deus;
logo
não somos
alheus».
Sim;
vós
não
sois
atheus;
mas
a
vossa
doutrina,
se não é
atheista
no
seu
principio,
é o
no
seu desenvolvimento,
e
sobre
tudo
nos
seus
resultados
práticos.
Por
isso
o
il-
lustre
Donoso Cortez
poude
dizer
com
toda
a
exactidão,
que
a theoria
da
sobe
rania
constituinte
do
povo
é
uma
llieoria
athêa,
que
não
se encontra
na
escola
li
beral
senão
como
o
alheismo
no
deiSmo,
isto
é,
como
uma
consequência
affaslada,
posto
que
logicamente
inevitável.
E
senão
dizei-nos:
Admiltis
vós
os
celebres
princípios
de 89? Admitlis por
certo,
e
tanto
os
admiltis,
que
até
for-
cejaes
por
conciliar
a
Encyclica
com
el
les,
protestando
não
vos
conformardes
coin
aquelle
documento
pontiíicio senão
ifaquiUo
em
que
elle
não
for d
’
encontro
aos
princípios,
sobre
que
assentam
os
go
vernos
modernos,
que
são exactamente
aquelles
princípios
de
89.
Pois
um
d'elles
declara
-
expressamente
que—
toda
a
soberania
reside
essencialinenle
na
nação;
que
nenhum
corpo,
nenhum
indivíduo
póde
exercer
auctoridade,
que
não
dimane
expressamenle
do
povo.—Eis-
vos
pois
inteiramente
de
accordo
com
as
escolas
liberaes
mais
avançadas,
que
se
em
alguma
cousa
divergem
de
vós, é
em
serem
ura
pouco
mais lógicas,
e
sobre
tudo
mais
francas
em
estabelecerem as
suas
premissas
e
em
deduzirem
d
’
ellas
as
suas
ultimas
consequências.
Praticamenle,
o
que
fazem
os
vossos
governos?
Longe
de
procurarem
que
a
lei
humana,
esteja,
em
xoufôfmidade
com
a
lei
divina,
contentam-se
com
que
ella
seja
a
expressão
da
opinião
prevalecente
nas
maiorias,
que vós
reputaes
infalliveis.
Pois
bem.
Quereis
ver
como
os
socialis
tas
convertem
em seu
proveito
este
vosso
proceder?
Ouvi
Lassalle
no
seu
Systema
dos direitos adquiridos:
Elle
estabelece
que
a
legislação, na
opinião
dos liberaes,
depende
dos
con
ceitos
que,
com
o
volver-dos tempos,
o
povo
vae
formando
ácerca
da
legitimida
de
e
da
moral.
Cooseguintemente,
quando
uma
plena
transformação
de
novas
ideias
tem
lido
lugar
em
qualquer
nação,
o
seu
orgão
legislativo
tem
o
poder
de
abolir
todas
as
instituições
legaes
e
todos
os titulos
de
posse,
sem
estar obrigado
a
compensação
alguma.
E
assim
como
um decreto
do
Congresso
nos
Esiados-
Unidos
da
America
poude
abolir a
es
cravatura
em
todas
as
províncias da
União
(e
nós accrescentaremos:
assim
como
um
decreto
em
Portugal
aboliu
as
ordens
religiosas
encorporando
os seus
bens
na
fazenda
publica,
e
outro
decreto
mandou
vender
a propriedade
ecclesiasti-
ça);
do
mesmo
modo
um
acto
legislativo
poderia
abolir
a propriedade
particular
e
o
direito
hereditário,
logo
que
as opi
niões
e
as ideias
sobre
esta
matéria
se
mudassem
com o
volver
dos tempos.
«Uma
vez obtido
o
suffragio
universal
«(accrescenta
elle)
a
revolução
social
far-
«se-ha
per
si
mesma
no
nosso
sentido,
«ou
seja
em
plena
legalidade
com
todas
«as
bênçãos
da
paz,
ou
seja
despedaçan-
«do
todas
as
barreiras
que se
levantarem
«contra
ella,
porque
hade
apresentar-se
«então
com
a
cabeça
descabellada
e
cal-
«çando
nos pés
uns
socos
de
bronze».
Eis
aqui
como
a
lógica
inexorável
do
socialismo
sabe
levar
até ás
suas ultimas
consequências
os
princípios,
que
vós
di
zeis
fundamentaes
das sociedades
mo
dernas.
Taes
princípios,
em
vez
de
fun
damento,
hão-de
ser
a
ruina
de
toda
a
sociedade.
Forcejaes
pois
em
vão
no sentido
de
explicar
a
Encyclica
em
harmonia
com
esse
acervo monstruoso
de
verdades e
erros, que constituem
o
credo
político e
religioso do
chamado
catholicismo
liberal
-A
encyclica,
destinada
a combater
o
Socialismo,
não
póde
deixar
de combater
e
conderanar
tainbem os
vossos
princí
pios,
que
são
indubitavelmente
as
pre
missas,
de
que
a
abominável seita
se
FOLHETIM
Os
LIBERTADORES
Chegámos
pois ao
anno
405
de
J.
C.,
e
portanto
á
época
dos
4.
0S LIBERTADORES.
Do
fundo
da
Germania,
da
Suécia,
da
Gothia,
da
Norwega,
e
de outros
paizes
do
norte,
sordiram
hordas
innumeraveis,
que,
depois
de
invadirem
a
Italia,
a
França
e
a Hespanha,
despejaram na
Lu
sitânia
os
wisigodos,
suevos,
alanos,
se-
lingos,
etc
.
e,
ainda
mais
truculentos
e
destruidores
do que
os
romanos,
des
truíram
tudo
a
ferro
e
fogo!
Note-se
que não
metti
em
regra
de
conta
uns
peque
nos libertadores
africanos,
que
entre
os
annos
40
e
26
antes
de
J.
C.,
vieram
li
bertar
o
sul
da
Lusitania,
desde
o
Guadiana
até ao
Te
jo, devastando
tudo,
como
conscienciosos
libertadores.
Morto
ou
vencido
D.
Rodrigo,
ultimo
rei
gôdo,
na medonha
batalha de
Guada-
lete
(814)
que
durou
oito
dias
(!)
che
gámos
ao tempo
dos
nossos
5.
0s
LIBERTADORES.
Mediante
a
traição
do
bispo
Opas, e
de seu
irmão,
o conde Julião
(sempre a
traição
do
lado
dos
libertadores!...)
os
serracenos invadiram
a
Península,
logo
n
esse
anno
de
814,
e
nós
tivemos
de
receber
estes
hospedes,
em 816.
O
que
tinha
escapado
aos
romanos
e
aos
barbaros
do
norte,
não
pôde
escapar
a
estes
novos
libertadores,
e
novamenle
a Lusitania
foi
transformada
em
um
lago
de
sangue.
534
annos (de
716
a
1250) tivemos
guerras
encarniçadas
e
«liarias
com
os
mouros,
até
que
finalmente
os expulsa
mos
para
sempre do
solio
querido
da
patria!
6.
0S
LIBERTADORES.
Como
se
fosse
pequena
a
praga dos
libertadores
africanos,
ainda
entre
os
sé
culos
IX
e
X
fomos
visitados
pelos
li
bertadores
nórmandos
e
gascões,
que
por
muitas
vezes invadiram
o nosso
liltoral
soffremos o
jugo
d
’
èste
libertador
insigne
e
dos
seus
filho
e
neto,
tão
bons
como
elle.
Durante
esse tempo,
fomos libertados
da
nossa esquadra,
que,
fazendo parte
da
invencível
armada,
se
foi
despedaçar,
no
dia
27
de
julho
de
1588,
contra
os
rochedos
do
Canal
da
Mancha—de
gran
de parte
das
nossas
possessões
ultrama
rinas—
de grande
numero
de
portuguezes
que
foram
morrer
nas
guerras
de
Flan-
dres — e
de
todas
as
rendas
do
esta
do,
etc.
etc.
Quasi 28
annos
de
guerra
(1640-1668)
nos levou
a
sacudir
de
Portugal
estes
mal-
dictos
libertadorss;
e
139
annos
estivemos
livres
d’
estes
e
d
’
oulros, e
todo este tem
po nos
foi
preciso
para
curarmos
as
fe
ridas
d
’
esta
diuturna
libertação;
mas,
por
nossos peccadcs,
chega
o
principio
do
século
XIX,
e
cora elle
a
terrível
praga
dos
PINHO
LEAL.
(Continiía)
e
ainda
algumas
léguas
do
interior, sa
queando
tudo,
como
conspícuos liberta
dores
—
isto
é
—
como piratas
verdadei
ros
(a).
Em
fim, estamos
no
anno 1383,
e
che
gámos ao
tempo
dos
7.0s
LIBERTADORES.
O
povo
portuguez
acclamára
por
seu
rei ao
Mestre
d
’
Aviz;
mas,
D.
João
I,
de
Castella
arvorou-se
em
nosso libertador,
e
dous
annos
nos
levou
a
sacudir
este
novo
pretendente,
á
custa
de grande nu
mero
de
mortos,
e
de muitas
desgraças.
8.®
’
LIBERTADORES.
Cento
e
noventa
e
cinco
annos
esti
vemos
em paz,
sem que
nenhum
diabo
se
lembrasse
de
ser
nosso
libertador;
mas
em
1580, a
cobardia
de
uns
e
a trai
ção
de
outros,
taz-nos
cahir
nas
garras
do libertador
Philippe
11
—
o
diabo
do
meio
'dia!
Sessenta
longos
e
funestissimos
annos,
(a)
—
Note-se
que já
data
de
dés
séculos
a
manha
dos
frapcezes,
em nos
libestarem!
apresta
a
tirar
um
dia
as
ultimas
e
mais
desgraçadas
consequências.
Voltaremos
ainda
ao
assumpto.
D.
M.
S.
Iiiob^a, 38 <le fevereiro sle 1899.
fQo
nosso
correspondente).
A
’
hora,
em
que
principio
esta,
meu
caro
amigo,
parece-me
estar
ouvindo
o
estampido
da
arlilheria
das
torres,
sau-
dando
a
entrada,
no
Tejo,
em
1828,
do.
Senhor
Dom
Miguel.
Que
alegrias!
Que.júbilos,
que
etithu-
siasmos!
Que
delírios
na
capital
da
mo-
narchia
n
’
aquelle
dia
immediatamente
fes
tivo
para
todo
reino?
Eu
quizera
que
a
nova
geração
podes-
se
ter
presenceado
a
chegada
d
’
aquelle
nobre
Príncipe
portuguez
a
Lisboa,
no
dia
22
de
fevereiro
de
1828.
Quizera
que
podesse
ter
visto
o modo,
como
a
nação
queria perdidamente
ao
Rei,
que
as
leis,
e
o
voto
quasi
unanime, do
povo
levantaram
e então
sentiria
a
diffe-
rença,
que
ha,
entre
um
Rei
legitimo,
e
verdadeiramente
portuguez,
e um
iutruzo
e
filho
de
paes extranhos.
O
povo
diante
d
’
aquelle
descobre-se
respeitoso,
ama-o;
diante
do
simulacro
da
realesa,
diante
dos
que vestem
um
man
to
d
’
ouropel, e
empunham
um
sceptro
de
cana,
volta
as
costas, ou
olha-os
com
gélida
indifferença
quando
os
encontra
aqui
ou
alli.
E
não
se
diga,
meu
excellente
ami
go,
que
o
povo obra assim porque ti
nha
n
’
elle
esfriado
o
prestigio
da
reale
za.
Não! Brilhe,
no
paiz,
o sol
da
liber
dade;
venha
o
direito
substituir isso,
que
ahi
está,
annuncie
a
voz
da
artilheria
que
está entrando
a
barra
de Lisboa o
Principe
symbolo
da
legitimidade,
herdeiro
dos
direitos
de
seu
augusto
Pae,
e,
não
duvideis,
a
capital
da
tnonarcliia
fidelís
sima,
o
povo
portuguez,
saudará
com
enthusiasmo
egual
ao
do
dia
22
de
feve
reiro
de
1823.
a
vinda
do
filho
E
talvez maior,
muito
maior, porque
a
oppressào
actual é
de
certo incalcula-
velmente
mais
atroz
do
que
a
do
anno
de
1826
á
parte do
de
1828.
Não
descoroçoemos,
e
não
descoro-
çoamos.
certamente:
a
nação
ainda terá
outro
dia
22
de
fevereiro
de 1828.
A
verdade, embora
tarde,
prevalesce
sempre.
Realisou-se
o
segundo
baile
na
Aju
da. Não
sei
se
entre
a multidão,
que
povoou
as
salas
do
palacio,
haveria
tam
bém
algum
amigo
do alheio, mas
não
consta
que
se
désse,
no
dia
seguinte, pe
la
falta
de
algum
objecto
precioso.
Toda
via,
é
de
crer
que
a
policia
andasse
alli
d
’
olho vivo,
embora
mui dissimulada
mente.
Foi
renhidíssima
a
lucta,
na
camara
dos
pares,
com
relação
á
resposta
ao
discurso
da
coroa.
A
opposição
fustigou
sullicientemente
o
poder,
e disse
verda
des
rijas,
mas,
evidentes,
palpaveis.
O
presidente do
conselho,
o lidador,
que sa-
liiu
da
pugna mais
mal
ferido,
á
falta
de porquês,
com que
se
defendesse
dos
contrários,
entre
outras
sinceridades,
dis
se
que
o
ministério
dispunha d
i
confian
ça
do
paiz,
como
a
merecia da
coroa,
do
exercito,
e
da
maioria
parlamentar.
Que
provas
tem
elle
para
affírmar,
em
plena camara,
que o
paiz
está
do
la
do
da
situação?
Que
mal
lhe
fez
o
povo
para
lhe
cus
pir
na
face
tamanho
ultrage?
Sabeis
meu
amigo,
que
a nação
não
póde
querer
a
nenhuma
das
facções
li-
beraes,
pois
de
todas
ellas
não
tem
re
cebido
senão, grande
sotnina
de
damnos
moraes,
e
materiaes; todavia,
qual
d'el-
las
tem
sido
mais
nociva
ao paiz
do
que
a
dominante?
Como
tem
ella
administra
do
a
fazenda
publica? Como
tem
ella
se
cundado
a
causa
da
Religião, e
da
mo
ral?
Como
tem
ella
protegido
o.
comtner-
cio
e
a agricultura? Esta
agradece
lhe o
modo,
como
a tem
tributado,
o modo,
como
a
tem
deixado
orphã de
braços,
pela
indifferença,
com
que vê emigrar,
todos
os
annos, milhares
de mancebos
para
longiquas
terras.
Emquanto
ao espirito
de economia,
que
revelam
os
actos
do governo,
que
demonstração
mais
cabal
póde elle
dar,
do
que
a
actual
temerosa
situação
da
fa
zenda,
o
déficit,
a
divida
íluctuante,
o
augmento
sticçessivo
da
dotação
da jun
ta
do
credito
publico,
os créditos
sup-
plernentares,
as
despezas
imprevistas,
as
gratificações,
e
gorgetas illegaes,
etc.
etc.?
E
como
tem mostrado
o
governo
que
defínde
a
bandeira
da
Religião
do
Esta
do?
Não
vê,
por
ventura,
toda
gente
o
escandalo
da
venda
publica
de
estampas,
e
livros
impios,
e
manifeslaménte
tenden
tes
a
provocar
a
indiíTerença,
e
a
má
vontade
do
povo
contra
o
calholicismo,
e
a
arrancar
do
seu
coração o
amor
da
moral christã?
Não
tolera as
escolas
he
terodoxas,
gratuitas,
os
tpmplos
protestan
tes
abertos
á
«concoEreofta dos incautos
fi
lhos do
-povo?
Não
soífre
acaso,
a imprensa
libertina
e corruptora?
Não
se
ostenta,
etníitn, impassível
diante
‘
da
onda
da
immoralidade,
que
só-
be, que sóbe
a
ponto
de
estar
produ
zindo terríveis
estragos
em
tolas
as
clas
ses
?
Dir-me-heis, talvez, que o
mal
já
vem
de
traz.
De
accordo,
meu
excellente
amigo;
mas
quem
contrasta
que a
situa
ção
o
não
tenha
aggravado
sobre
ma
neira?
Porisso
a
opposição
se
acha
çollocada
em
mui
bom
terreno,
embora
ella
não
deixe
lambem
de
ter
contribuído assaz
com
o
seu
obolo
de
graves,
e
deploráveis
aber
rações,
para
o estado,
perigosamenle
mor-
bido.
em
que
se
acha
a nação
E
ainda
a
proposito
do
I.®
baile
na
Ajuda,
consla-me
de mui
boa
fonte
que
a
einpalinação
não
se
limitou
ao
punhal
senão
a
outros
objectos
de
muito
valor,
como
um
annel
com
um
brilhante
negro,
de
muito
preço,
algumas
peças
de
prata
do
toucador
da
snr.
a
D.
Maria
Pia, etc.
Diz-se
que
se
conhece
já
o
anctor
das
alludidas gentilezas,
mas
que-se
ordenou
que
se
não
fallâsse
mais
no
referido ver
gonhoso acontecimeto.
Não
garanto.
O
Fontes
respondeu
ás
arguições
dos
pares
da
opposição.
Não
os
metteu
n’
um
chinello,
porque
ha
exprobações,
que
se
não
repellem
triumphantemente;
mas
é in-
negavel
que
orou
com
certa
habilidade,
embora
não
demovesse
a
opinião
publi
ca,
que
continua
a
ser
hostil
á
situa
ção.
’
Parece
que
a
Allemanha
se
reconci
lia
com
a
Santa
Sé.
Espera-se
que em
breves
dias
se
fir
me
um
accordo
de
grande vantagem
pa
ra
a
multidão
de
catholicos
súbditos
do
imperador
Guilherme.
Será
um
grande
bem
para
a
Egreja, e
uma
gloria
pira
Leão
XIII, e
um
hom
indicio
de
prosperidade
para
a
causa
da
ordem.
Quem
sabe
se
as tentativas
de
regicídio
concorreram pa
ra
que
a
alludida
reconciliação
esteja
em
via
de
realisar-se?
Deus
escreve direito
por
linhas
tortas,
diz o
provérbio.
E’ preciso que
os
soberanos
legítimos
despertem,
se
deveras
querem
evitar a
queda
no
abysmo,
com
que
a
revolução
os
ameaça.
Confio
que
hão
de acordar
para
bem
d’
elles,
e
dos
povos.
Todo
vosso
A.
«MCA
ESTKAiXGKIiíA
Um
telegramma
de
Roma
é
assim
concebido:
Os
jornaes catholicos publicam uma
carta
apostólica
do
Papa,
datada
de
15
de fevereiro,
ordenando o
jubileu
uni
versal.
O
Papa
(fiz que
decreta
este
ju
bileu,
seguindo
o
costume
de
seus pre
decessores
por occasião
do
anniversario
de
sua eleição.
Acrescenta que
tem
em
vista
as
deploráveis
condições
da
epocha
actual
em
que
se
acha
a
Egreja.
O
jubileu
começa
em
2
de
março
e
termina
em
1
de
junho.
Em
seguida
o
Papa
prescreve
as
condições
que
se exi
gem
para
ganhar o
jubileu.
—Desvauesceu-se
a
crise
ministerial
que
estava
iinminente
na
França,
em
razão
do
projecto
de
amnistia
do
snr. Marcère,
mi
nistro
do interior.
O
gabinete
acceitou
as
alterações
feitas
pela
commíssão
respecti-
va,
que
ampliam
os
seus
effeilos.
O
projecto
de
amnistia,
apresentado
pela commissáo,
foi discutido
na
camara
dos
deputados
e
approvado
por
241 vo
tos.
z
Como
o
governo
não
approvou
a deli
beração
tomada
pelo
conselho
municipal,
que
votára
cem
mil
francos para
auxiliar
os
communardos,
que,
graças
á
amnistia,
vão em
breve
regressar
á
França,
o
con
selho
municipal
acaba de dar
a
sua
de
missão.
Respondendo
a
urna
inlerpellação
ácerca
d
’
este
assumpto,
o
snr.
Marcère
declarou
que
essa
deliberação
era
illegal,
e
que
como
tal
seria
annullada
pelo
go
verno.
—
Annuncia-se
um
novo
combate en
tre
os
inglezes
e
os zulus,
ora
Hourke
drift,
ficando
aquelles
victoriosos.
Os
jor
naes
dã*>-lhe, porém,
pouca importância.
—
E’ gravíssima a
situação
da
Italia.
Diz
o
<Spettatore»
que foi
decidido
em
conselho de
ministros
apressar
os
traba
lhos
de
defeza
das
fronteiras, o
comple-
ta*mento
das
fortalezas do
interior,
e
a
construcção
de
novos
vasos
de
guerra.
Não
obstante
o
seu
misérrimo
estado
fi
nanceiro, foi apresentado
um
projecto de
lei
auctorisando
despezas
militares
na
importância
de
16:158
.contos.
Que
si
gnificarão
estes
preparativos?
Affiançam
ao
referido
jornal
qne
taes
decisões
foram
tomadas
em
razão
de
complicações, que
se
temem
para
a
próxima primavera.
De que
natureza
sejam
essas
compli
cações,
é o que
por
emquanto
senão póde
decidir.
—
As nações
signatarias
do
tractado
de
Berlim
concordaram
em
dar
uma
res
posta
ao
governo
de
Bucharest,
ácerca
da conducta
da
Rússia
sobre
a
questão
do
forte
de
Arab-Tabia,
aconselhando-o
a
que
retire
as
snas
tropas
para
uma
distancia
de
dois
kilometros
da
fortaleza
referida.
—
-Devia
discutir-se
no
dia
17,
na
ca
mara
dos
deputados
húngara
uma inter-
pellação
sobre
a
annullação
do artigo
5.°
do
tractado
de
Praga.
Já
foram
trocadas
as
ratificações
d
’
esse
tractado,
e
as suas
estipulações
constam
dos seguintes artigos:
Artigo
l.°
A clausula inserta
no
tra
tado
celebrado
em
Praga
aos 23
de
agos
to de
1868,
em
virtude
do
qual
foi
ajus
tada
uma
condição
para a
transmissão
ao
rei
da
Prussia
dos direitos
sobre
os du
cados
de
Holstein
e
-de
Schleswig,
ad
quiridos
pelo imperador
d
’
Auslria
pelos
termos
do
tratado de
Vienna
de 30 de
outubro
de
1864,
está
e
fica
supp-rimi-
da,
de
maneira
que
as
palavras
seguin
tes
do
artigo 5.°
do
tratado
de
23
de
agosto
de
1866:
-com a
restncção
de
i
que
os
habitantes
dos
districtos
do
norte
hio
Schleswig
serão
cedidos
á
Dinamarca
se
manifestarem,
'
por
um
voto
livre,
os
(seus
desejos
de
se
reunirem
áquelle
paiz»,
são
e
ficam
annnilados.
Art.
2.°
As
ratificações do
presente
tratado
serão
trocadas
em Vienna
no
pra
so
de
tres
mezes
ou
mais
breve
se
pos
sível
fôr.
—
Devia
effecttiar-se
no
dia 22
a
reu
nião
dos
notáveis
búlgaros,
presidida
pelo
principe
Dondoukoff, que submelteria
ás
deliberações
da
assembleia
o
regulamento
constitutivo
xío
principado.
A
eleição
do soberano
da
Bulgaria
deverá
verificar-se
depois
’
de
18
de
março.
—
Confirma-se
os boatos
de
que
se
activam
negociações
directas
entre
a
Al
lemanha
e
o Vaticano,
e
que
aquella
fez
concessões
muito importantes.
Povoa «le Lanhogg 8® de feverei
ro
de 1S99.
(Correspondência
particular).
Principio
por
noticiar
aos
leitores
do
«Commercio
do
Minho»
que o
revd.°
prior
de Font’Arcada já
se
acha
restabe
lecido
d
’uma
grave
enfermidade,
e
de
no
vo
vae
entrando
em convalescença.
Deus
permitta
que
não
encontre
mais
altritos
a superar
no
percurso
de soas
melhoras,
que rapidas
lhe
desejamos.
Também
tem
estado
gravemente
en
fermo, mas
consta-nos
que
vae a me
lhor,
o
exrn.0
•
delegado
do
procurador
régio d
’
e<ta
comarca.
Fazemos
igualmente
votos
pelo prom-
pto
restabelecimento
de
s. exc.
a
,
que
na
verdade
é um magistrado
que
sabe
di
gnamente
desempenhar-se
das
ftincções
a
seu
cargo,
e
assim
honra
a
classe
a que
pertence.
As
febres
typhoides
e
os
catarrhos
pulmonares
lem-se
tornado
quasi
endémi
cos
no concelho
da
Povoa
de Lanboso.
FonfArcada,
porém,
sendo a freguezia
que retine
em seu
favor
as
mais
bei
l
as
condições
hygienicas,
é
a
que
mais
asso
lada
tem
sido
d
’
estas
febres
epidemicas.
A
razão d
’isto
não
sabemos
daj-a.
Parece
nos
todavia
mui
verosímil a opi
nião dos
que
alfirmam
como
causa
does
tas
pertinazes
doenças
o estar
servindo
de
cemiterio
a
egreja
matriz,
onde
annual-
mente
se
enterram
de
50
a
60
cadá
veres,
cujas
pestíferas
exhalações
são
as
piradas
pelas
multidões
de
povo
alli
reu
nidos
aos
domingos.
(1)
Sendo,
corao
nos
parece,
bem
funda
do
este
asserto,
muito
é
de desejar
que
a
aclxial
junta
de
paroebia, animada
de
bons
desejos,
e
com
um
presidente
assaz
illustrado,
principie quanto antes
e
o
mais
breve
leve a
cabo
um
melhoramento
tão
indispensável
como
é
o
cemiterio
n
’
uma
freguezia
como
FonfArcada,
cujo
n.°
de
fogos
ascende
a
mais
de
520,
e
a
mais
de
2:000
os
seus
habitantes.
•
Consta-nos
mesmo
que
a
primeira
obra
do
seu
programma,
é
o
cemiterio;
.
e nós
fazemos
votos
porque
assim
seja,
ainda
que
a
vedação
d
’
este
se
fizesse
com uma
sebe
de
madeira,
como
muitos
assim
se
tem
feito
nas
freguezias
ruraes do
distri-
cto
de
Vizeu
e
ou.tros.
Continúa
o aturado,
inverno
a
affligir
inexorável
as
classes
laboriosas
e
itidus-
triaes
causando
graves damnos
ao
com
mercio
e
á
agricultura:
áquelle
obstruin
do-lhe
as vias
de
communicação,
a
esta
atrazando-lhe
os
serviços
e
inulilisando
os
já
feitos.
Os
legumes
do
outono
e
os
cereaes
colmiferos,
enfezados
e
eivados
de
hervas
parazitas,
apresentam
um
aspecto
pouco
salisfactorio,
e
deixam
antever
que
o
an
no
que
atravessamos
mais
escasso
que
o
transado,
será
mais
abundante...
só
era
mizerias
e
calamidades.
Deus
se
amercie
de
nós.
N
’este
conjuncto
de
calamidades
pre
sentes*
e
futuras,
todos
desejam
que
o
snr.
arcebispo
Primaz
se
digne
mandar
fazer
preces
publicas
em
lodo
o arcebis
pado.
Por
boje
nada mais.
A.
#.
(I)
Não
podemos
concordar
com
a opi
nião
do
nosso
estimável
correspondente,
pois
não.
tem
fundamento solido
em
que
se
apoie,
mas
pelo
contrario
está
eviden-
lemente
demonstrado
não
poder acceitar-
se
em
face
da
historia,
da
experiencia
e
da
medicina.
Tal modo de pensar
le
var-nos-ia
a
muitas
conclusões
falsas
e
absurdas, como
é
bem
de
vêr,
refleclin-
do um
pouco.
Nqo
póde
tal
argumento
adduzir-se
para
a
creação dos
cemitérios,
embora
não
conderanemos
tal
instituição
que
tem
a
seu
favor
muitos
outros,
sem
que
haja
necessidade
de
recorrer
a
um
que
é
inteiramente
fútil.
A
Redacçdo.
CSirotaica
relsçjiítHra.
—
Expõe-se
ámanhã
o
Sagrado
Lausperetine na
ca
pella
do
Paço
archiepiscopal.
Sermões
qw a
resmas-a.—
Os
ser
mões quaresmaes qne
annunciámos
em
o
numero
antecedente,
principiarão
ás
ho
ras
seguintes:
Na egreja
de S.
Francisco, ás 3 */
s
da
tarde.
No
Collegio, onde
pregarão
os
distin-
ctos
e
talentosos
alumnos
do
curso
theo-
logico
designados na respectiva
noticia,
depois
das
1 1
da
manhã.
Em
Santa
Cruz,
ás
3
l
J
i
da
tarde.
®
,
í»!feessss«í!:íí».
—
Foi
hontem sepul
tado.
no cemiterio publico, o
revd
0
pa
dre
Antonio
Manoel
Nogueira,
capellão
do
Collegio.
Era
um
sacerdote
exemplar
e
geralmeúte
respeitado.
t^roeissão
Cinxa.
—
A
’
cêrca
da
procissão
de
Cinza,
diremos
em
o
numero
seguinte.
Beg
resso. —
Deve
partir
hoje
de
Coimbra, em direcção
a
esta
cidade,
o
ex.
,no
e
revd.
mo snr.
arcebispo
Primaz.
Recebemos
o
volume. 11
d
’
esla
obra
im
portantíssima,
como
reiteradas
vezes
le
mos
feito
conhecer
aos
leitores.
Contém
sermões
do
tempo
paschal,
SS.'
Sacramento,
Advento, Natal
e
outros
infra annum.
Este
volume é dedicado
ao
ex.
mo
e
revd.
mo
snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
Amo-
rim
Pessoa,
arcebispo
Primaz.
a®aa-teira8.~0
digno
commissario
da
policia
ordenou
;
..que
ãs
parteiras
d
’
esta
cidade
apresentem
no
commissariado
as
suas
habilitações
para
poderem
cuptinuar
a exercer
a
sua profissão
«í-a
srsatwrwfeza».
—
Recebemos
o
n.°
64
da
excellente
revista «La Natura-
leza», destinada
a
pôr
ao alcance
de
to
dos,
os
progres-os
&.cienlificos
modernos.
O
summario
é
o
seguinte:
Os planeias inlra-mercuriaes.—A
torre-
balisa
de
Lavezzi=O
praxinoscopio=Uma
visita
ao
general
de
Nausonty=Miscella-
nea=A
neve
dos
dias
22
e
23
de
janei
ro
de 1879
em Paris.
Contém dez primorosas
gravuras.
Magniíicamente
impressa,
esta
revista
custa
um
preço
modicissimo,
pois
a
sua
assignatura
é
apenas
de80
reales
por anno.
V
escriptorio
de
redacção
é
em
Ma
drid.
na
rua
do
Pizzarro,
n.°
15.
Uoença.
—
Tem
estado
doente
n’
esta
cidade
o
snr.
Fernando
Castiço
notável
escriplor, e presidente
da
Associação
Com
mercial.
ATittAVEK
»A
PROVÍNCIA.
Falleceu ha
dias
na
sua casa da
Agrel-
la,
concelho
da
Ponte
da
Barca,
o snr.
Antomo
de
Faria
da
Costa Pereira
Bar
reto
Villas-Boas,
pae
do
nosso
bom
amigo
o
snr.
Balthasar
de
Faria
de
Tavora
Vil
las-Boas,
a
quem endereçamos
comprimen
tos
de
pezames.
—No
dia
20
viu-se
passar
no
rio Cá
vado
o cadaver
d
’
um homem,
que
se
sup-
põe
ser
o
moleiro
de
S.
Vicente
da
Ponte.
—
Falleceu
na
villa
de
Fão
a
snr.
a
D.
Maria
da
Resurreição
Armão
Leite
de
Campoá,
da
illustre
familia
Campos.
—
O
revd.°
parocho
da
Meadella
man
dou
distribuir
pelos
prezos
da
cadeia
de
Vianna
do Castello
a
importância
dos
di
reitos
que
lhe
pertenciam
por falleciinento
de
dois
seus
parochianos.
e
qoe
os
her
deiros
dos
mesmos
se
recusavam
a
pagar.
—
Em Duas Egrejas,
uns
moleiros
es
tiveram
para ser
victimas
da
cheia
do
rio
Neiva,
que não ha
memória
de
ter
levado
tão
volumosa
corrente.
—
Pelas
3
horas da
manhã
do
dia
13
foram
apprehendidos
por tres
guardas
do
posto
fiscal
d’
Espozende
os
seguintes
obje-
ctos: 5,50
de
casimira, 3,40
de
ralina,
16,20
de
riscado d
’
algodão
e
10
camizolas
d
’algodão
fino.
z
—
Foi
promovido
a
escrivão
de
fazenda
de
Cabeceiras
de
Basto,
o
snr.
Domingos
Telles,
escrivão
de
Manteigas.
—
A
camara
de
Vianna já annunciou
o
contracto
para
o
fornecimento
d
’
illumi-
nação
a
gaz com
que
vae ser
melhorada
aquella
formosa
cidade.
—
Diz
se
que
no
Alto
Minho
se
vae
representar
alim
dc
que
aão
seja
sanccio-
nada
nenhuma lei
tributaria, sem
que
o
governo
exponha
ao
parlamento
o
verda
deiro
estado
da
fazenda
publica.
-Falleceu
o
revd.0
Antonio
de
Caí
das
Moraes,
abbade
da
freguezia
de
Bran
dura,
concelho
de
Ponte
do
Lima.
—
O
snr.
Francisco Antonio
do
Valle
foi
nomeado
escrivão
de
djreito
para
a
comarca
de
Ponte
da
Barca.
—
O
snr.
Antonio
José
Alves,
de
Pon
te
do
Lima,
foi
nomeado
tabelião
de
no-
las
para
Santarém.
—
Dizem
de Villa
Nova
da
Cerveira
que
são
incalculáveis
os
estragos
produsidos
pela
continuada
e
desabrida invernia.
—
Os
rios
Homem
e
Cávado
subiram
na
ultima
cheia
tres
metros
acima
do
lei
to ordinário.
fijsae
fecui&ákdaaUe
!—
Refere
uma
■correspondência
do
Porto,
que
uma
mu
lher
d
’
aquella
cidade
deu
no sabbado
á
luz
quatro
creanças,
todas
vivas,
sendo
duas
de cada
sexo.
Osa-8«
esiú
o
brio
e a haura
do
gaverno
portsagMea
1
—
Da
corres
pondência de
Madrid
para
a
«Palavra»
vemos
que
já
deve
ter
sido
fuzilado
ou
garrotado
em
Hespanha
um
portuguez,
que entrara
ha
pouco
n
’
aqnelle
oaiz, apre-
sentanio-se
como
chefe
d'uma
empreza
mysteriosa
dos trabalhos
da mina
de
la
du-
quezae
que n’
uma
pendencia
havida
entre
elle,
á
frente
dos
seus
subordinados,
e
a
guarda
civil,
matára
um
membro
d
’
esta
corporação
e
ferira um
outro.
O
mesmo
correspondente accrescenta
mais o seguinte;
Os
dados biographicos
que
ao
portu-
guez,
unica
figura
digna
de
estudo
n’
esle
sombrio
drama,
atlribue
o
processo
são
muito
obscuros,
porque
elle
guarda
per
tinaz
silencio
ácerca
do
que
podia
ser
vir-nos
de
guia
na
investigação
dos
seus
fins,
se
a
alguns
se
propunha.
Ainda
assim
offerecem
certa
curiosi
dade
que
incita
a
transmittil os.
Chama-se,
ao
que
parece,
José
da
Costa
Leitão
Oliveira,
de
24
ânuos
de
edade;
msce.u
em
Aldeia
do
Bispo, con
celho de
Peunamacôr,
diocese
da
Guarda,
onde vivem
ainda
seus
paes
Manoel
da
Costa
Moço
e
Maria
Leitão
Oliveira,
de
dicados
á
lavoura
E
’
de
mediana
esta
tura,
de
pliisionomia
iatelligente
e
bon
dosa,
olhos
azues,
birbas
e
cibello
ruivo;
e
nada
ha
era
seu
aspecto
que
revelle
inslinclos criminosos,
podendo
talvez
con
siderar-se
antes
um
alucinado
que
um
deliquente
pertinaz
em
seus
puníveis
actos.
Expressa-se
bem
e
com
certa
preten
são litteraria; falia
mui
correctamenle
o
hespanhol
e
só
na
escripla
se conhece
que
não
é
este
o
seu
idioma
proprio.
Veste
decorosamente
e
ha
n
’elle
mais
de
um
rasgo que
o destinguem da
mul
tidão
dos
homens
vulgares.
Em
seus
primeiros
annos
foi
pastor
e
depois
barbeiro
em Lisboa,
abandonando
estas
profissões
porque,
segundo diz,
te
ve
mais
de
uma
revellação
com
eviden
tes
provas
de
exactidão,
de
que
estava
predestinado
para
mais
altos
fins.
Deixa
porém
aberta
uma
lacuna,
que
teima
em
não
preencher,
a epocha
da sua
desap-
parição
de
Lisboa
e
o dia em
que
se
pôz
á
frente
dos
mysleriosos
associados,
que
lhe
obedeciam de
uma
maneira
supersticio
sa,
na
chamada
mina
de
la
duqueza,
para
onde
foi,
segundo
aflfirma,
obedecendo
a
preceitos
que
são.
um
segredo
entre
a di
vindade
e
elle;
preceilos
e
segredos
que
não
revelia
por
fórma
alguma,
por
mais
es
forços
que
os
juizes
tenham
empregado
pa
ra
aclarar
os
mysterios
de
que se
rodeia.
Não
somos
partidários
da
abolição
da
pena
de morte:
não
ignonamos
o
dispos
to
a
este
respeito
nas
leis
internacionaes:
mas
apezar
de
tudo
não
podemos
termi
nar
senão como principiamos,
perguntando:
Onde
está
a
honra
e
o
brio
do
go
verno
portuguez?
E
a
isto
limitamos
os
nossos
commentarios,
porque
tudo seria
bradar
no
deserto.
Esta
hora
pertence-te,
liberalismo.
E
’
este
o
leu
reinado.
A's mii maraviilitts.—
Refere
um
correspondente
da
capital:
Por
occasião
de
um baile
havido
n
’
um
dos
últimos
dias
em
casa
de
um antigo
titular
desappareceu
do
quarto
dos
donos
da
casa
um
relogio
de
ouro
com
cadeia
e
berloques.
Abjurnçã». —
Eu abaixo
assignado,
tendo-me
iniciado
na
maçonaria,
por igno
rância
e
suppondo-a
simplesmente
uma
sociedade
de
beneficencia
e
mutuo
auxi
lio,
como
a
proclamaram
e
ainda
procla
mam
seus
chefes,
que
nada
tinha
em
sua
organisação
e constituição
que
fosse
offen-
sivo
da
sã
moral,
ou
contrario
á
Santa
Egreja
Catholica
Apostólica
Romana,
em
cujo
seio
seio
nasci
e
quero
viver e
mor
rer;
e
vindo
agora
no
conhecimento do
que,
ao contrario
de
tudo
que
se
incul
ca,
é
uma
sociedade
inimiga
irreconciliá
vel
da
Santa
Egreja
e
de
toda
a
ordem
social,
como
exuberanteraente acaba
de
provar
o Santo
Padre
Leão Xíll,
na
En-
cyclica
de
28
de
dezembro
ultimo;
e
que.
como
tal,
a
Santa Egreja
a
tem
condem-
nado,
fulminando-a
com
excommunhão
maior,
renovando
e
confirmando
esta
pe
na
muitas
vezes:
declaro,
pois,
que
d
’
ella
me
desligo,
que
a
renuncio
e
abjuro
com
execração e
soleranemente
desde
agora
e
para
sempre.
Faço
esta
relractação publi
ca
e
solemne
de
minha
livre
e
expontâ
nea
vontade,
pela
convicção
em
que
es
tou
de
que
corria
imminenle
perigo
a
salvação
eterna
de
minha
alma, se
conti
nuasse
a
permanecer
em a
dita
seita,
que
agora,
pela
graça
de
Deus,
abjuro
para
sempre.
A
Deus
e
á
sua
Santa
Egreja
peço perdão
conlricto
e
humilhado
e
pro
testo
viver
d
’ora
avante
no
seio
da
San
ta
Egreja,
em
que tive a ventura
de
nas
cer,
como
bom
christão
e
filho
obedien
te,
e
como
tal
reprovo
o
que Ella
re
prova,
e
condemno
o
que
Elia
condemna.
S.
Vicente
de Pereira,
12
de
feve
reiro
de
1879.
Manoel
Alves
da
Cruz.
Os
zulus.
—
-O
paiz
dos zulus,
on
de os inglezes soffreram
ultimamente
de
sastres
que
tem
altrahido subitamente a
attenção
publica,
é
geralmente
pouco
co
nhecido.
O
paiz
dos
zulus é
em
geral consi
derado
como saudavel.
Febres
benignas
predominam
na
costa.
A
estação
doen
tia
começa
em
fevereiro
e dura
até
maio,
de maneira
que as
operações
leitas
na
visinhança
do
mar,
ou
pelas
equipagens
dos
navios,
seriam
imprudentes
durante
alguns
mezes
ainda.
As
estações
alli
são
invertidas.
O
in
verno
começa
e
termina
em
setembro,
por consequência
o
verão dura
de
setem
bro
a
março.
O
inverno
é
a
estação
sec
ca.
No
verão
os rios
são
ordinariamente
muito
engrossados
pela continuação
de
vio
lentas
tempestades, acorapar.ha.las
de
chu
vas
torrenciaes,
que
impedem
a
navega
ção
durante
semanas.
Quanto
á
configuração
do
solo,
o
paiz
póde
ser
dividido
em tres
districtos
se
parados,
estendendo-se
de
norte
a
sul.
A
região
da
çosta
é
baixa,.
quenie
e
doen
tia.
E
’
toda
cheia
de pantanos e
lagoas,
coberta d’
uma
espessa
vegetação
infeza-
da,
e,
por
assim
dizer,
inhabitavel.
A
quinze
milhas
aproximadamenle
do
mar,
o
solo começa
a
elevar-se
em
so
calcos
cobertos
de
abundantes
pastagens
e
entrecortados
por
linhas
de
collinas
que
se
inclinam
.
gradualmente para
oeste,
for
mando cadeias
continuas de
montanhas,
chegando
algumas
a
allingir
á
altura
de
3:090
pés
acima
do
nivel
do
mar.
São
cortadas
por
numerosos
rios,
que
correm geralmente de
Oeste
para
Este.
Os
principaes
são
o
Tugela,
o
Nó
dos
Búfalos,
o
Insegeui,
o
Umvalosi-Negro,
o
Umvalosi-Branco
e
o rio
de Sangue.
Nenhum
_d’
eStes é navegavel.
Durante
os
mezes
de verão,
como
já
dissemos
são muitas vezes
impraticáveis,
mas
no
inverno
em
geral
transformam-
se
em
pequenos
regalos.
N
’
um
similhanle
lerritorio
as vias
de
communicação não
são,
como
deve sup-
por-se,
numerosas
nem
fáceis:
apenas
se
contara
quatro
maiores
que
convergem
sobre
a
capital, onde
os carros
pólem
caminhar
e
por
onde as
columnas
ingle
zas
invadiam
o
reino
dos
zulus.
Duas estradas
atravessam
o
Tugela
em
frente
do
forte
Williamsom
e
conduzem
a
Undini
uma
terceira
de
Bour-ke-Drift,
termina
no
mesmo
ponto;
e
uma quarta
partindo
d’
Ulrech,
atravessa
o
rio
de
San
gue
e
conduz
também
á
capital.
As
forças
do
rei
Cetewayo,
concen
tradas
para
resistir
á
marcha
dos
ingle
zes,
compunham-se.
segundo as
informa
ções
colhidas,
de 35
regimentos,
forman
do
um effectivo
total
de
40:000
homens
aproximadamenle.
Klovtmetato
<!o
Hanjaital
S.
Ilareos.
—
Doentes
existentes
em
16
de
fevereiro:
81
homens
e 129 mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
20
.homens
e
14
mulheres.
Sahiram:
11
homens
e
20
mulheres.
Falleceram:
3
homem
e
4
mulheres.
Ficaram
em tratamento
em
22
de fe
vereiro 87
homens
e
119
mulheres.
Notieiaa
diversas. —
Sua Santidade
celebrará
consislorio
em
28
d
’ete
mez para
preconisar
muitos bispos
para
as
sés
va
gas.
—
Está decidida
a
viagem
do
príncipe
de
Bismark
a
Londres.
Viajará
incognito
e
habitará
uma
casa proximo
de Londres.
Parece que lambem tenciona
ir
a
Paris.
—
Espera-se em
Roma
Mr.
Mermillod
que
vae
prégar
as
tardes
da
quaresma
na
egreja
de
S. Luiz
dos
Francezes.
—O
snr.
bispo
de
Cadiz
acaba
de
resignar,
por
se
achar
alquebrado
de
for-,
ças
e falto
de
saude.
Foi
nomeado
para
esta
diocese o
snr.
D.
Jaime
Catalá y
Albosa,
que
eslava
apresentado para
as
Canarias.
—
Falleceu
em
Lisboa
o
snr.
dr.
Ar-
ihur
Jorge
Teixeira,
juiz
de direito
da
comarcã
de Melgaço.
—
Um
tèlegramma
da Agencia
Havas
refere
que
o
rei
da
Birmania
mandou
as
sassinar
todos
os príncipes
reaes
e
suas
familias.
—
Dizem
de
Altona
que
deve
alli
ve
rificar-se,
no
mez
d
a-bril,
o
julgamento
do
réo
Gruder,
accusado
de
cumplicidade
no
fabrico
de
moeda falsa
em
Portugal.
—
Na
occasião
em
que
reparavam
uma
ponte,
em
Oliveira d’
Azeraeis,
resvalou
uma
trave,
que
matou
dois
homens.
—
O
snr.
José
de
Mello,
súbdito por
tuguez
fallecido em
Versailles,
deixou
um
legado
de
17:500^000
reis
para
que se
euja
um
monumento, em
uma
das
pra
ças
publicas
de Lisboa,
á inemona
de
Luiz
de
Camões.
THEATRO
DE
&GERALDO
Companhia dramatica portu-
gueza
Em
virtude
do bom
acolhimento
e
urbanidade
que
o
illustre
publico
bra-
carense
e
imprensas
locaes,
dispensaram
á
Companhia na
assignatura
finda,
deli
berou
a
mesma
propôr
uma
outra
de
6
recitas,
com
redução
de
preços para
os
ill.rais snrs.
que
se
dignarem
assignar,
redução
constante
da
nova
tabella
ex
posta
no
atrio
de
theatro, onde
também
se
annunciam
os
dramas,
quasi todos
de
grande
especlaculo.
e
aparato.
SAUDE
Â
TODOS
sem medicina, pur
gantes,
nem despezas, com o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
BEVALESCXÈRE
DU
BARRY
de
Londres.
30
urmos d’invariavel sueeesse
6
Combatendo as
indigestões
(dispe
psia) gasliica,
gastralgia,
flegma,
arroios,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo
mitos,
irritações
intestioaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tosse,
asttima,
bexigas,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito, na
gargan
ta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
figado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:00
curas,
comprehendendõ
n
’
ellas
as
da
duqueza
de
Castlestuarl,
do
duque
de
Pluskow,
da
marqueza
de Brehan,
de
Lord
Stuarl,
par
d
Inglaterra, do
doutor
e
professor Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.—Mr.
A.
Bruneliére,
cura,
de
uma dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos
médicos
lhe darem
só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.°
62:476.
—
Sainte
R
imaine-des-
lles (Saòne-et-Loire.
—
Senhor.
—
Bemdito
seja Deu»!
A
Revalescière
du
Barry poz
fim
aos meus
18
annos
de
soSTritnentos
do
estomago
e
dos
nervos,
de
fraquezas
e
de
suores
nocturnos.—J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.
—
H
ydropsia
,
retenção
.
—Tres
d
’
estes
casos
foram
ra
dicalmente
curados.
Para as
tosses
adqui
ridas
por
uai
resfriamento,
produz a
sus
pensão
repentina mente;
para
as
retenções
de
outina
e
doenças
de
estomago, pro
duz
o melhor efleito
e
dissipa
a
melan
colia.—
L
angevin
^
cura.
Cura
n.
u
48:816.—Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn, 19
de
janeiro
de
1855. —
A
Kevaleseière
substituiu
admiravelmente
toda
a
medici
na
em
muitas
doenças,
sobretudo
nas dia
bethes,
constipações
obstinadas
e
hibituaes,
assim
como
nas
diarréas
nas
aíLcções dos
rins
e
da
bexiga,
nas
contraeções
e
nas
heuior:hoidas,
assim
como
nas doenças
pulmonares
e
dos
bronchios,
nas
tossesre
na
tisic.
—
Doutor Ruo.
W
urzer
, Membro
de
varias
sociedades
scientificás.
E
’
s-is
vezes
mais
nutritiva do que a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
Preços
fixos
da
venda
por miudo
em
toda a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de l|
4
kilo
809
rs
;
de um
kilo,
l$400
reis; de
2
ll
i
ktlos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendetn-se
em
caixas a 800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Sevaleaeíer* etaoeolaladfsn
ella
res-
titue
o
appeitite,
digestão,
somoo,
energia
e carnes duras
ás
pessoas, e
ás
creança»
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
qne
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
etn
caixas
de folha
de
lata de
12
chavenas,
500
reis
; de
24
chave
nas,
800
reis,
de
48
chavenas,
1$400
;
da
120 chavenas,
3$200 reis,
ou
25 reis
cada
chavêna.
MU fiBAJEmN
SV
fhi aiTED.--
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceulicos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Central.;
snr.
Serzcdello
&
C.
s
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Kashon,
(por
grosso
e miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32; Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
for-
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
& Irmão,
rua
da
Banharia,
77.-
DEPOS1TOS ENTRE DOURO
E MI
NHO.
—
Aveiro. F. E.
da
Luz
e Costa,
pharm.
—
58areello»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Sriaôjra,
Domingo.-
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—Pipa &
Irmão,
rm do
Souto.
—
Tiaransi
d®
£>»■-
Aftonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
149.
—
Snimarlea
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.—Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da'Feira,
1;
José,
J.
’
da
Silva,
drog..
Rua
da
Bainha,
29
e
33.—
F‘
eȇfiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
‘
M. J
.‘
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Ruã
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E. J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36; Viuva
Desirè
Rahir,
Rua de
Cedofeila,
160;
Fontes
& C.
a,
drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.—
Fonte
<lo 14-
■na.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
Povoo tío
Varxint,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença do Minho,
Francisco
José de Sousa,
pharm.
—
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torrs,
pharm.
AEBAEECIMENTOS
Os
abaixo
assignados.
penhorados
em
extremo
para
com
todos
os
ill.11,08
e
exc.mo8
snrs.
e
revd."10’
snrs.
ecclesiasticos.
que,
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
mui
to
presado
filho e
sobrinho,
Manoel Fer-
nandes
d
’
Oliveira
Lopes,
lhe
dirigiram
comprimentos
de
pesames;
suflragaram
a
alma
do
fallecido
com
missas;
ou
assisti
ram
ao oíTicio
de
corpo
presente
na egre
ja
parochial
da sna freguezia
de
Cabanel-
ías,
no
dia
7
do
corrente;
vem por
este
modo
agradecer
e
protestar
a
todas
o
seu
grato reconhecimento
por tão
distinctos
obséquios;
pedindo
desculpa
de
o
não
fa
zerem
pessoalmente,
como
desejavam.
Cabanellas
19
de
fevereiro
de
1879.
Domingos
Fernandes d
’
Oliveira
Lopes
O
abb.
e
Manoel
Fernandes
Lopes
O
padre
Bento
Miguel
Fernandes
Lopes.
Antonio
José
Fernades
Lopes
(2275)
ANNUNCIOS
m
MU
Previnem-se
ledas
as
pessoas,
que
estão
no
caso
de
receber
a
sopa economica,
isto é,
trabalhadores, operários,
e
indus-
triaes
que
não
teem
meios
de
subsistência,
porque
o
aturado
inverno
os
privou
do
trabalho,
que
os
sustenláva,
de
que po
derão
dirigir
seus
requerimentos,
para
ser
admittidos a
receber
a
dita
sopa,
ao
Presi
dente
da
commissão
central
da
sopa
eco
nomica,
entregando-os
em
casa
do
snr.
se
cretario da
mesma commissão,
Joaquim
Leal,
rua
do
Souto,
39.
O
Presidente
da
commissão
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres.
II
ClIíiWillJIll MlTIfilIZ
ou
O
Padre Antonio Vieira,
da
Companhia
deJeano,
n
um
ensaio
de
eloquência compilado
dos icua
sermões segundo
os
princípios da
oratoria
sagrada
PELO
P.
e
HONORAT1, da mesma
Companhia.
Segundo
volume=Sermões
do Tempo
Paschal,
SS.
Sacramento,
Avento,
Natal
e
outros
infra
annum.
Um
volume
de
600
paginas
l$800.
Unlmanto
BOYER-MIGHELpara caval-
tos, fazendo
as
vezes
de fogo e não
deixando
▼estigios
do
«eu emprego
M
ichhl
,
pharmv-
ceutico
em
Aix (na Provença) Franca. —
Preço
1,000 rei». —Em
Lisboa,
o
snr
Barreto,
L< reto,
n
0
28
—
30.
(25j
Antonio
Manoel
Ayres
Oli
veira,
rua
dos
Chãos,
aluga
um
de 7
oitavas
muito
bom.
JL*PA B
tei E
PERIODICO
O MAIS
ELEGANTE
E
1.
3
Edição—Dois numeros por
mez:
numeros
’
gravados,
aguadas
e moldes.
—Um
anno,
5$200
reis
—seis
mezes.
2$900
reis.
NOTA
—
Edição
especial
para costureirast
96
figurinos
e
numerosos
moldes
cortados
de
tamanho
natural.
—Lm
anno, 11$300
reis
A
administração
do
Commercio
do
Minho recebe
as
assignaiuras.
O
mais
barato,
setn
competidor:
chi
ta
larga,
franceza,
para 65
e 70 reis
o
covado;
lãs para
vestido a
120
e
160,
largas.
Não
se
dão
amostras.
Vendas
só
a
dinheiro.
RUA
DOS
CAPELLIsTAS
N.°
22,
BRAGA.
(2281)
BILHETES
DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a 500
rs.
Enviam-se
pelo correio,
francos
de por
te sem
augmento de
preço.
APPAKIliU «fc
MAriIEIKO
27, Praça
do
Bardo
de
S.
Martinho, 27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400, 420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
Pés
dourados,
prateados
e
diamantina,
cada
caixa 400
rs.
Tubos
de
agua de
colonia
a
120
rs.
89, Praça
du Barão de S. Mtvrti-
nho,
8
9
ÁIT
à
I
í
ICIO & tUIÍEillO
Empregadas
com o mais grão
successo,
depois
mais
de 40 annos por a maior parte
dos
médicos
por curar a Morosis
(fluxo
branco)
doança das mancebas
filhas e to
das
as
moléstias
chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos
que as
tem
experimentado:
«
Depois 35
annos que
exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas
de
Blaud)
vantagems
incontesta-
«
veis sobre todos os outros ferreos e eu
«
o miro como
o melhor anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE,
ex-prisidente
da Academia
de
Medicina.
«
De
todas as preparações ferreas que
«
nos
hão dado bons resultados
no trata-
«
mento
das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de
Klaud
parece-nos
devem
estar na
«
primeira fila. » — Diccionario
unir. de
Medicina,
t.
n, page 99.
Como
prova
da
authenUcidade,
o
nome
do
inventor
eatt
gravado
sobre
cada
pílula
como
aqui
Junto
Depósitos:
Paris,
t, r.Payswu.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—
3
(27 *)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em consideração
a
avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
Venda
em
leilão.
Na
freguezia
de
Esporões,
logar
de
Daixão,
no
dia 9
de março,
por
2
e
meia
horas
da
tarde,
se procederá
á
venda
em
leilão,
de
uma
caga
sobradada
e
eido,
que
se
entregará
pela
melhor
quantia,
se
convier.
(2274)
COFRE DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
MAIOR
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2.
&
Edição
—
Cincoenta
e
dous
nume
ros
por
anno:
numerosos gravados
aguadas
e
moldes
cada
mez.—l
m
anno
11$300
reis
—
seis
mezes,
5$700
reis.
f
rua
d
;
í
s
.
marcos
,
n
.
”
5.|
‘
É
-Vende
papeis
pinta-
§
dos
para
guarnecer
sallas,
g
lindíssimos
gostos,
a
prin-
Ê
||
cipiar
em
80 reis
a
peça.
O
9
^F
S
$
Vende olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
$
%
MM
Os
XSefcuçndoa
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e ex-
pectorante, são
o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2250)
VINHO
CREOSOTADO
DE
CIIIHBERT
E
1IOUC1IAK»
MODIFICADO
POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este
novo
medicamento,
cujos
resul
tados
lêem sido
surprehendentes,
é
hoje
o
preferido
por
todos
os
médicos
tanto
nacionaes
como
estrangeiros para
a
cura
da phtysica
pulmonar,
bronchites,
catar-
rhos
da bexiga,
tosses
rebeldes,
etc.
Deposito
no Porto—Pharmacia
Orien
tal,
268,
rua
de
S. Lasaro, 272.
Braga
—
Pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos, 31.
(2229)
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres e
moldados.
(2159;
DE
RHETORiCA
No
campo de
SanfAnna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso
d
’
esta
disciplina.
N
’esta
redacção
se
prestam
os
escla
recimentos
que
se
pedirem.
0
^
bí
sr sr n w
a
.®
MACHINAS PARA
COSER
DA
Companhia fabril SINGER
19—rua de
S.
Vicente—19
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
888:819
machinas
de
costura!!!
mais
8«s<»«
que
em
1876.
A
Companhia
Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de todas
as
fortunas,
a
prestações
de
ft®o
reig
■emanaes
sem prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto
paga>
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
c
sapateiros
4
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico que te
nha todo o cuidado para
não
ser
enganado com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas,
por
infelicidade
d’ellas,
o
tem sido.
As
machinas
legitimas
8IHGER
sá
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17,
RUA DE S. VICENTE,
17
■
BRAGA
e
nas
casas estabelecidas
em todas a ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em casa
do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que se
enviarão
GRÁTIS.
(2187)
Dinheiro
sobre penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé da
Roda,
dá-s«
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
teffi
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até ás
8
da
noite.
«
..................... ..........
i
RESPONSÁVEL—
Luiz Baptista da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1 879.
Parte de Comércio do Minho (O)
