comerciominho_25021879_902.xml
- conteúdo
-
KEI.IGIOSA, POI.I
I ICA
KJ WOTICIOSA.
REDAGTORES—D. Miguel :Sotlo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de
Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.................................... 1&600
»
6
»
............................... 850
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios
cada linha........................ 20 ’
Repetição
...........................................
10
7.° ANNO
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SAGRADOS.
PREÇO DA ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes.................. 2&000
»
6
»
..................
1&050
N.° 902
»
sendo
duas assignaturas
3&600
J
Brazil,
12
mezes, moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso............................. 10
TERÇA-FEIRA
25 DE FEVEREIRO DE 1879
A
Eneyelica
e oa eathoiieoN li
beraes.
A
Encyclica
do S.
Padre
Leão
XIII,
datada
de
28
de
dezembro
de
1878,
é
sem
duvida
um documento de
summa
importância.
Sabemol-o nós,
os catholicos,
para
quem
a
palavra
infallivel
do
Vigário
de
Jesus Christo
é
sempre
um
clarão,
que
allumia
e
consola as
nossas
almas.
Con-
íessam-n
’o
até
os
proprios
inimigos
da
Santa
Sé,
os
quaes
não
leem
deixado de
exaltar,
sincera
ou
lingidamente,
a
sa
bedoria
profunda,
a
opportunidade.
o
fundo
e a
fórma da recente
Encyclica
ponti
icia,
em
que,
com
grande
perspi-
cuidade,
se
expõem
as verdadeiras causas
e
se
indicam os
únicos remedios
possí
veis
aos males,
que
ameaçam
subverter
a
ordem
social,
e
afundir
a
humanidade
nos
abysmos
da
anarchia.
Apezar
porém
da
innegavel
claresa
do
alludido
documento,
alguns
periódi
cos liberaes
teem
julgado
indispensável
illustrar-lhe
o
texto
com
largos
commen-
tarios,
para
que
as
doutrinas
n
’
elle
con
tidas
se
harmonisem
com
os
princípios
modernos,
sem
o
que
eiles—
que
se
di
zem
catholicos
e
sinceros
respeitadores
do
Chefe da Egreja
—
irão se
julgam
toda
via
obrigados
a
acceitar-lhe
as
decisões
e
a
admittir-lhe
o ensino.
’
«À
Religião Catholica
—
dizem
eiles
—
é
com
effeito
a
unica
verdadeira,
e
a
unica,
cujos
preceitos sinceramente
pra
ticados bastarão
a
preservar
a
humanidade
da
lerrivel
peste do
socialismo.
Roma
é
a depositaria
fiel
do
pecúlio
das
verdades
catholicas
confiados
por
Jesus
Christo
á
sua
Egreja.
Roma
acaba
de
fallar. No
entretanto
nós
podemos,
em
alguns
pon
tos,
discordar da
opinião
de
Roma,
e
op-
por
o
nosso
juizo
privado
ao
ensino
do
Pontífice
Romano
!»
Haverá
mais
galharda
profissão
de
fé
catholica
?
Haverá
mais
inequívoca
manifestação
do
espirito,
que
domina
a
seita
denomi
nada
calholica-liberal
?
Vejamos
porém
quaes
são os
pontos
em
que
a
Encyclica destóa da
respeitável
opinião
d
’
estes
doutores
do
liberalismo.
Nós
já
d’
ante-mão
o
sabíamos.
Mas
sem
pre
será bom ouvil-os,
a
eiles,
expôr
as
suas
duvidas.
Como
preliminar estabelecem
eiles
que
—
ruas
doutrinas
de Religião,
n’aquellas
que
dizem
respeito
á
natureza
e
attribu-
tos
-
da
divindade,
estão
promptos
acurvar
a
sua
razão
á fé;
mas
quando
a
palavra
do
Pontífice
versa
sobre
questões
econó
micas
e sociaes,
essa
palavra pode
ser
acceite
sem discussão por espíritos
mais
obedientes que
illustrados;
não
assim
por
eiles,
se
n’
ella
forem
envolvidas
aíTirmati-
vas,
que não
estejam
de
perfeito
accordo
com
os princípios
elementares
das
consti
tuições
modernas».
Ora,
quem
assim
discorre
colloca-se
já a
immensa
distancia
d
’
essa Egreja
Ro
mana,
que
finge
acatar
como
depositaria
das verdadeiras doutrinas
religiosas.
Nem
a
Religião
consiste
só
no
conhecimento
da natureza
e
allributos
da
divindade,
nem
é
unicamente
esse
o
circulo,
em
que se
exerce
a
virtude
da
fé.
Por
con
seguinte
também
não
pode
circumscre-
ver-se só
dentro
d
’esses
limites
o
ensino
doutrinal
e
infallivel
da
Egreja. Isto
sa
be-o
qualquer
medianamenle
instruído
no
cathecismo.
A
Religião,
que
é
o
aggregado
das
relações
entre
o
bomem e
Deus,
compre-
hende
verdades
para crer,
deveres
p^ra
cumprir, um
culto
para ser
dado
pela
creatura
ao Creador.
Eis
aqui
os
am
plos
dominios, sobre
os
quaes
se
esten
de
o
ensino
religioso
incumbido por
Deus
á
sua
Egreja.
O
homem não está
obri
gado
a
aprender
da
Egreja
sómente
a
conhecer a Deus;
está
também
obrigado
a
aprender
d
’ella
a
amal-o
e
a
servil-o.
Admiltido
este
principio,
que
por
nenhum
catholico
verdadeiro
póde ser
contestado,
bem
claramente
se
patentêa,
como
sua
necessária
consequência, que
o
ensino
in
fallivel
da
Egreja
não
pode
ter
por
unico
objecto
aquillo,
que
o
homem
deve
crêr,
mas
também,
e
igualmente
aquillo
que
deve
guardar;
ou,
por
outra,
que
o
ob
jecto
d
’
esse
ensino
é
a doutrina
da
fé
e
dos
costumes,
como
se
acha
definido
dogmaticamente
pela
mesma Egreja.
—
Quem
pretende
sublrahir
as
questões
sociaes
ao
supremo
critério
da
Egreja,
erra
sem
duvida;
e
se
o faz
consciente
e
pensadamente,
perde o direito
a
apre
sentar-se
como
verdadeiro
catholico.
Qual
é,
segundo a doutrina
catholica,
o
fim ultimo
do
homem
?
E
’
a
possessão
de
Deus
por
toda
a
eternidade;
é
o
que
em
linguagem
mais
usada
se
diz
—felicidade
eterna,
bem-aventurança
eterna.
E
este
fim ultimo
e
sobrenatural
não
é
só
para
o
homem
como indivíduo,
mas lambem
para
o
homem vivendo em
sociedade
com
os
seus
similhantes;
e
foi
ainda
para
que
elle
podésse encontrar
meios mais
efficazes de
altingir
o
fim
principal
da
sua
existência,
que
Deus
o
collocou em
sociabilidade
com
os
outros
homens.
Postos
estes
princípios,
de
incontes
tável
evidencia
para
todo o fiel,
já
se
vê
que
as
leis,
pelas
quaes
teem
de
re
ger-se
as
sociedades
hnmanas,
não
po
dem
deixar
de
ficar
sob
a
suprema
ins-
pecção
da
Egreja,
unica
que
tem
a
mis
são
de
ensinar
ao
homem, por
meio
de
um
magistério
infallivel,
o
que
lhe
con
vém
obrar
ou
deixar
de
obrar
para
ob
ter
a
posse
da
felicidade eterna;
unica
que
tem
a
missão
sublime
de
aplanar-
nos
o
caminho,
e
de remover
os
obstá
culos,
que
se
oppõem
á
nossa
união com
Deus.
Fechemos
este
artigo
com
as palavras
de
um
abalisado
escriplor
estrangeiro,
FOLHETIM
OS
LIBERTADORES
Estamos
pois a
contas
com
os—
3.°’
LIBERTADORES.
Vieram estes libertadores mascarados
em
santinhos,
dizendo
que
não vinham
fazer
a
guerra
aos
lusitanos,
que
muito
estimavam,
mas
aos
carthaginezes, que
eram
estes
e
aquelles,
tal
etc.
— (os
li
bertadores
de
1820,
tomaram-lhe as
ma
nhas,
dizendo
também
que
nos vinham
libertar
do
jugo
dos inglezes,
que
faziam
e
aconteciam,
e que
deviam
ser
póslos
fóra
a
toque
de
caixa.)
O
primeiro libertador
romano,
foi
Cláu
dio
Nero,
e
logo
atraz
d’
elle veio
(209
antes
de
J.
C.)
Publio Cornelio
Scpião.
Debalde
Andrubal,
com um grande
exer
cito
de lusitanos,
e
com
o
príncipe
afri
cano
Massinissa,
com
a
sua
lerrivel
ca
vallaria
munida
e
grande
copia
de
ele-
phantes,
se
opposeram
á sua
passagem
triumphante:
tudo
foi
vencido
e destro
çado.
Os
romanos
senhores
da
Península,
a
dividiram
em
duas
províncias,
Hespanha
Citerior,
desde
a
direita
do
Ébro
até
aos
Pyreneus;
e
Hespanha
Citerior,
desde
a
esquerda
do
Ébro
até
ao
Atlântico,
cada
uma governada
por
seu pretor,
ou
côn
sul.
Mas
ós
lusitanos
é
que
não
gostavam
muito
de
vêr
assim talhar
por
largo
a
sua
terra, e
dispor
das
suas
cousas,
co
mo
se
fossem
roupa
de
francezes;
e,
não
estando
pelos
autos,
moveram
crua
guer
ra
aos
seus
inculcados
libertadores,
não
os
deixando
parar
em
ramo
verde, e,
ape
sar
de
vestidos
de pelles, e
mal
armados,
venceram
muitos
generaes romanos
expe
rimentados,
e
as
suas
legiões
vestidas
de
ferro,
disciplinadas
e
vencedoras
em
ou
tros
paizes.
Isto
não
cheirava
bem
aos
romanos;
e
como
já
então
a
maxima
dos liberta
dores
era
alcançarem
os
fins,
por
mais
ignóbeis que
fossem
os
meios
para
isso
empregadados,
o
cônsul
Galba,
fingiu-se
um
santo
rapaz,
e
propondo
um
convé
nio
aos
lusitanos,
os
atrahiu,
desarmados
e
sem
desconfiança
a
um
sitio
habilmen
te
escolhido,
onde
os
encurralou,
assassi
nando
nada menos
de
9:Q00! —
(An
no
153
antes
de
J.
C.)
Foi então
que um
pobre
pastor
dos
Mpnles
Herminios
(Serra
da
Estrella)
(a)
chamado
Viriato,
que
se
suppõe
ser
na
tural da
actuaí
aldeia
da
Póvoa-Velha,
na
freguezia
e concelho
de
Cêa,
e
apenas
vestido
de
pelles,
como os
seus
conter
râneos,
se
põe
á
sua
frente,
e
levando-os
ao
sitio
do
morticínio,
os
faz
jurar,
sobre
os
cadaveres
dos
assassinados,
que
fariam
guerra
sem
quartel
aos romanos,
e toma
riam
d’
eíles
terrível
vingança.
E
assim
cumpriram
briosamente!
Os lusitanos
reunidos,
não
eram
mais
de
10:000
homens,
mas,
apesar
d
’
isso,
derrotaram
logo o
cônsul Marco
Vililio,
qne
tinha
forças
muito
superiores
e com
pletamente armadas.
Roma
envergonhada
e
ardendo
em de
sejos
de
vingança,
manda
generaes
atraz
de
generaes,
e
legiões após
legiões;
mas
tudo
Viriato
venceu
e
destruiu
Como
n’esses
tempos
ainda
se
não
ti
nham inventado as
febres
palludosas,
mas
já
existia
o
livre
punhal,
os
romanos
in
troduziram
um
estrangeiro
nas tropas
lu
sitanas,
fingindo-se
inimigo
d
’
aquelles,
e,
assim
que
pôde
obter
a
confiança
de
Vi
riato,
o
apunhalou
uma
noite
na sua ten
da
á
traição,
quando
o
general
dormia;
façanha
digna de
um
verdadeiro
liberta
dor.
(Anno
143
antes
de J.
C.)
(a)
—
O
Herminio
Maior dos
anti
gos,
era
a
Serra
da
Estrella;
mas
ha
via
o
Herminio
Menor,
que
era
a actual
Serra do
Marvão: aquella
na
Beira
Baixa,
e
esta
no Alemtejo.
Apesar
da falta
do
seu intrépido e
querido chefe,
os
lusitanos
continuaram
a
combater—
e muitas
vezes,
a vencer
—
os ro
manos.
Aquillo
era
uma
verdadeira guer
ra
de
extermínio!
Os
historiadores
antigos,
asseveram
que
a
Lusitania
antes
da invasão
dos
ro
manos,
tinha
uma
população
superior
a
16
milhões
de
habitantes.
Parece
muita
gen
te
junta;
mas
devemos
at-
tender
a
que
a
Luzitania
tinha
quasi
o
tresdobro
do
território;
pois
comprehen-
dia
também
a
Galliza
e
to
da
a
Extremadura hespa-
nhola.
Os
romanos
mataram,
já
em batalha,
já
á
traição,
irèz
quartas
parles
d
’esta
gente!
No
anno
84
antes
de
J.
C., Serto-
rio,
romano
proscripto,
se
põe á
frente
dos
lusitanos, e,
estabelecendo
a
sua
re
sidência,
ou
quartel
general,
na cidade
d’
Evora,
em
pouco
tempo
transformou os
quasi
selvagens
lusitanos
em
um
povo
quasi
civilisado, fazendo
executar
no
seu
exer
cito
uma
rigorosa
disciplina.
Sertorio não
se limitou em bater
os
romanos;
fez
leis,
fundou
templos,
forta
lezas
e cidades;
obrigou
os
romanos
a
pas
sarem
os Pyreneos
e
arranjou
uma esqua
dra
com
que
passou
o
Estreito,
atacan
do os
romanos
nas
suas
próprias
cida
des.
Os
romanos,
mandam
novos generaes
sobre
a
Península, e
innumeras
legiões,
que
obrigaram
Sertoiio
a
fortificar-se
na
Lusitania,
que
os romanos
temiam
mais
do
que
outra
qualquer província
das
Hes-
panhas.
A
traição,
arma
sempre
querida
dos
libertadores
de
todos
os tempos,
é
no
vamente
empregada,
e
Perpeua, general
estrangeiro
ao
serviço
dos
lusitanos,
é
comprado
pelo
cônsul
Pompeu,
convida
Sertorio
para
um
jantar,
e
no
meio
d
’
el-
le, o assassina com
21
punhaladas!
Julgando
porém
mais
vantajoso
ser
chefe
dos'
lusitanos,
do
que
um
simples
militar ao
serviço
dos
romanos
(ou talvez
para
atraiçoar
os
lusitanos)
foi
ao
encon
tro
do
cônsul
de
Pompeu,
que
o
venceu
e
matou,
no
anno
73
antes
de
J.
C.
Dez
annos
se
succederam
os
generaes
romanos,
qual d
elles
mais
cruel
e
san
guinário;
mas nem
assim
os
lusitanos
se
davam
por
vencidos,
até
que
no
anno
63
antes
de
J. C.
chega á
Península
o
ques-
tor
Julio
Cesar,
que
excedeu
em
cruelda
de
os
seus
antecessores.
Finalmenle
o
povo
lusitano
eslava
qua
si
reduzido
a
velhos, mulheres,
e
crean
ças,
e
foi
porisso que
os libertadores
se
viram
senhores
do
nosso
paiz.
Devemos porém confessar
que
os
ro
manos,
se
muito
destruíram, lambem mui
to
depois
reedificaram,
e
de
novo
cons
truíram,
e
ainda
hoje
admiramos
muitas
das
suas
conslrucções
magnificas
e
gigan
tescas.
Finalmenle
chega
o anno 33
da era
chrislan.
e
a
Religião
plantada
pelo
Di
vino
Martyr
do
Calvario,
em
breve
se
propagou
por todo
o
mundo,
sendo
os
lusitanos
dos
primeiros a
alistar-se
no
livro
do
Chrislianismo,
e no
cathalogo
dos
martyres, pois que
os
romanos,
cada
vez
mais
insaciáveis
do
sangue
dos
seus
libertados,
o
derramavam
em ondas, por
todo
o
paiz,
até
que
Constantino
Magno,
convertido
ao christianismo
por
sua
mãe,
Santa
Helena,
fez
cessar
esta
medonha
carnificina.
PINHO
LEAL.
»
(Continiía)
fiados,
é
claro,.'*,republicanos
escolhidos.
Ihdigtla-se o sn.r.-Gfiátleinel-Lacour
para
Berne,
o
snr.
Jtdio
Srmqin para Vienna,
a
general
Chanzy
para
San
Pelersburgo,
•A
o
snr.
Ghoiseúl
parq Constantinopla.
Resta
saber
se
-as
potências
estrangeiras
-peitarão
esta
escollítf.
Neste
momento
tem
o
primeiro
logar
a.questio
da
amnistia. 0
governo,
apêr-
tado
por
todos os
lados;*
viu-se
forçado
a
apresentar
um projecto
de lei sobre
or
assumpto
subjeitó.
Mas
este
projecto,
relativamente
moderado,
não
letn o
dom
de
agradar
aos
radicaes,
que
quereriam
a
amnistia
completa
e
inteira,
emquanto
se
lhes
concede
apenas
uma
amnistia
par
cial,
plena
de
restricçôes.
Na próxima
semana
será
este
projecto
discutido
na
camara.
Crê-se
que
seja
adoptado,
por
que
todos
os
commissarios encarregados
de
o
examinarem
lhe
são
favoráveis,
á
excepção de
tres
sómente.
Todavia
é
preciso notar
que
tudo
depende
da
direi
ta;
ella
póde
decidir
a sua adopção
ou
regeição.
a
0
conselho
municipal
de
Paris acaba-
de
tomar
uma
decisão
excepcionalmente
singular:
—
votou
a
quantia
de
100:000
francos
destinada
a
auxiliar
.os
amnistia
dos
no
seu
regresso
á
França.
Esta
quantia
será
fornecida
pelos
habitantes
de
Paris;
e
eis
os
parisienses
obrigados
a
vir
em
auxilio d’
aquelles que
os
rou
baram,
massacraram
e
incendiaram.
Tal
decisão tem provocado
uma indignação
indisivel,
e
affirma-se
mesmo
qite
o
snr.
Waddington,
chefe
do
gabinete,'
dará
a
sua
demissão no
caso
que
ella
chegue
a
ser
uma
realidade.
Desperta
a
curiosidade
de
todos
o
sa
ber
se
sim
ou
não
será
feita
accusação
solemne na
camara
ao gabinete
conser
vador
de 16
de
maio.
Comquanlo os
mi
nistros
açtuaes
sejam
oppostos
a
isso,
é
certo
que
elles serão
interpellados
sobre
este
e
«quilos
outros
objectos.
Então
nós
veremos um
facto
raro
na
historia:
—
uns
ministros
condemnados
pelos
seus
suc-
cessores
por
terem,
durante
um
ou
ou
tro
mez,
sustado
a.
marcha
á
Revolução
e
procurado
subtrair-nos
á
anarchia que
nos
ameaça.
No
domingo
verificaram-se
dozo
.
elei
ções
para
substituição dos
deputados
in
validados.
Apenas
sairam
eleitos
tres
con
servadores,
os
snrs:
Fourton,
de
Cassa-
^nac
e
o
barão
Reille.
Nos
últimos
cír
culos
foram
vencidos
os deputados
mo-
narchicos
e catholicos,
dos quaes
vos ci
tarei
apenas
os
snrs.
marquez
de
Laro-
chejaquelein
e
o
conde
de
Mun, cujo
nome
é
bem
conhecido
dos
vossos leito
res. Não
tenho
precisão
de
vos constatar
a
alta
pressão oflicial,
sem
fallar
da
bai
xa
pressão
oííiciosa,
que
occasionou
uma
quarta
invalidação
a
este
valente
cam
peão
do
catholicismo
e
da
realeza.
Apropòsilo da
realeza,
tem
estes
dias
circulado
com
muita
insistência
o boato
de
que
o snr.
Conde
de Chambord ia
publicar
um
manifesto
relativo
aos últi
mos acontecimentos.
Dizia-se
que
este
manifesto
seria
escriplo
em fórma
de
carta
dirigida
ao
snr.
Lnciano
Brim,
se
nador
muito
conhecido
pelas
suas
opi
niões
legitimistas.
Pessoas
bem
informa
das
porem,
aífirmatn-me
que
Henrique
V
ainda não
julga
chegado
o momento
de
tomar
a
palavra.
Elle espera
os aconte
cimentos,
que
não
podem
deixar
de
ter
logar n’um
prazo
muito
breve,
e então
fallará, e mesmo,
assegura-se,
obrará
Esta palavra
é muito significativa,
e me
rece
reflexão.
L
íh
I>
o
»,
19 de fevereiro
de 1899.
(Do
nosso
correspondente).
Os
próceres,
meu
amigo,
da opposição
teem
andado
de muito má
catadura
des
de
a
discussão
da
resposta
ao
discurso,
que,
em
obediência
ao
systema
parlamen
tar, mandaram,
que
o
snr.
D.
Luiz
les
se
a 2
de janeiro d'este
anno
de
1879.
N
’uma
das
sessões
da
camara
alta (?)
o marquez
de
Sabugoza
disse
cousas
do
arco
da velha
contra
o
governo,
e
poz
bem
em relevo
a
corrupção,
que
lavra
no
campo
liberal,
de
que
s.
exc.a é
um
dos
mais
ardidos
campeões
e
mormente
com
respeito
á ultima
eleição.
O
nobre
filho
do
honrado
conde
de
S.
Lourenço
verberou,
porém,
apenas
os
abusos com
mettidos
nos
arraiaes
da
situação
Disse
muita
cousa
feia,
horripilante
do
corrilho
regenerador,
e
ainda
que
não
sacrificou
a
verdade ao seu
amor
partidário,
não
tu
giu
nem
mugiu
sobre
as
proezas
dos
con
trários.
Disse,
por
exemplo,
que
não ap-
que
vêtwn em
confirmação
do
que lev»-
mos
díeto,
demonstrando
a
mesma
tfeese
ainda
com
outra
ordem
dg
raçiooiniqs: (.
«A
lei
natural,
derivarão
da
tei eter
na,
que.
é
em
Deus
mesmo,
é
o
prin
cipio
da
vida moral
do
homem,
p-
çd&j
junciamente
o
fundamento
da
humaua^só
ciedade.
C.onseguintemente,
assim; -cômo
uma
lei
humana,
logo
que
contradiz
‘al
gum
dos
dictames
da lei
natural,
é
es
sencialmente
nulla;
assim
também
a
au
ctoridade
social,
que
tem
a
sua
raiz
também
na
lei
natural,
recebe
d
’
esta
o
direito
de
ser
obedecida
em
tudo
o
que
a
não contradiz
nem directa
nem
indi-
rectamente.
Mas
corno
poderá
essa
au
ctoridade
assegurar-se
de
que
não
erra-
de
um
ou
de outro modo?
Uma
tal
se
gurança
só
póde
vir-lhe
da Egreja,
juiz
inlallivel da
moral,
e por consequência
também
da
recljdão
das
leis.
Em
ultima
conclusão:
se
a
guia
e
norma
da
socie
dade humana
são
as
leis;
se
estas,
pon
do
um
justo
freio
á
liberdade
para que
não
exorbite,
lhe
tutelam
por
outra par
te
os
direitos;
se
finalmenle
leis
sabias
e
liberdade
’
razoavel
são
os
verdadeiros
faclores
da
civilisação
e
do
progresso;
hem claro
fica quão
necessário
seja á
sociedade
conservar-se
unida
á
Egreja,
e
dependente
d
’ella, etn tudo
o
que
con
cerne á sua
divina
auctoridade».
Proseguiremós
o
mesmo
assumpl^
em
subsequentes
artigos.
D.
M.
S.
----
j*
<?os-s-eís>j»oniBen»iisO
partiwtiar «Io
tCo«nmereio
«Io Minho»
Paris,
45
de
fevereiro
Voltando
a fallar
da
demissão
do ma
rechal
de.
Mac-Mahon,
ser-me-ia
para
isso
necessário recordar
sentimentos
penosú
,
simos.
No-entanto eu
devo
constatar
a
prolundeza
da
queda
que
ainda
trabalha
p
meu
paiz.
Comparando
aquelle
com
o
'actual presidente-
da
republica,
nós
tí
nhamos
á nossa
frente
.éhna
personifica
ção
da
honra,
do
dever,
um
marechal
da
França,
o
descerMente
d
’
uma
raça
illustre.
Hoje o
nosso
paiz é governado
por
uru
personagem
obscuro
que
fará
aos
radicaes todas
as
concessões
de
molde
a
impíMIir-nos
mais
depressa
para
o
fundo
do
abysmo.
Em-
seguida
á crise
presidencial,
sobre
veio
uma
crise
ministerial.
0
snr.
Du-
faure,
que
provocára
a
demissão
do
ma
rechal
Mac-Mahon,
não
querendo
acceder
ás exigências
dos
radicaes,
acabou,
de-
mittindo
se,
o
papei
polilico do
centro
esquerdo,
ou
dos
republicanos moderados.
As
ultimas
exigências
das
esquerdas
de
viam
ser
por certo
bem
duras,
porque
o
snr.
Dufaure
sempre
se
mostrou
ex
cessivamente
conciliador
para
com
ellas,
A
transferencia das
camaras
para
Paris
era
já
decidida
-sob
o
seu
consulado.
A
amnistia
estava promettida-
coma
um
mi
mo
da
exaltação
do
novo
chefe
do
go
verno.
No
respeitante
ao
saque
dos
em
pregos
e
á
destituição
dos lunccionarios,
a
obra
já
ia
de
foz
em
fora
0
que
se
vae
fazendo
actualmenle
é
nem
mais nem
menos
que a
conti
nuação
do
que
se
tem feito
ha
mezes.
No
sntrelanto
os
revolucionários
não
es
tão
muito sati-feitos
ainda
com
o
chefe
actual
do
gabinete,
o
snr. Waddinglou.
Não
o
acham bastantemente
radical.
Com
cer
teza
que
o
snr.
Grévy
o
escolheu
para
não
inquietar mais
a
Europa,
já
muito
sobresaltada
com os
últimos
aconteci
mentos
da
França.
Pouco
importa
citar
aos
nossos
leitores
os
nomes
dos
minis
tros,
que vós
já
lereis
lido
nos
jornaes
frãncezes;
mesmo
porque
é provável
que
elles
tenham
sido
substituídos
quando
estas
linhas forem
publicadas.
Dir-vos-hei
sómente que
a
França, paiz
essencial
mente
catholico,
conta
entre
os
seus
mi
nistros
cinco
membros
protestantes,
e
um
que
não
pertence
a religião
alguma.
Por
outro
lado,
lodo
o
gabinete
é
franc-
maçon,
e
com
elle
está
o
snr.
Gambét-
ta,
que
elegeram
presidente
da
camara
para
lhe
prepararem
assim
a
presidência
da Republica,
em
seguida
ao
íur. Grévy.
Depois
da saida
do
marechal,
teem
sido
em
barda
as demissões dos
embai
xadores
que se
não
lembram
de
repre
sentar
a
França
radical.
Figuram
na pri
meira
plana
as
do
marquez
d
’
Harcourt,
embaixador
em
Londres;
do
marquez
de
Gabriac,
junto
da Santa
Sé
(postoque
provavelmente
vae
ser
supprimida); do
general
Le
Flô.
em
San
Petersburgo;
finalmenle
a
do
conde
de
S.
Valliers, em
Berlim.
Todos
estes
logares
serão
con
figadal
do
direito,
um
strenuo
campeão
das
ideias,
que
tem
posto
a nação no
in
feliz
estado,
a
que
tem
descido
á
som
bra
da dynastia,
è.do
systema,
de
qu
e
José
Feliciano
de
Castilho
era
partidário.
Paz
á
sua
alma
!
Deus
lhe
tenha per-
doado
!
A
camara
dos
deputados
continua a
dormir,
e
o
governo
em
maré
de
rozas.
O
Fontes
convida,
e
recebe
todas
as
quartas-feiras
os paes
da
patria,
e
o
militarismo,
dá-lhe
chá,
e bolos,
(que
com
elles
se
enganam
os to^s),
gelados,
Porto,
e
Madeira, joga-sa
o
vollarete,
e
não
sei
que
mais,
e
poríim,
depois
do
ensaio,
sabe
cada
qual
para
sua
casa,
on
de
pensa,
e torna
a
pensar
no
melhor
meio
de
mostrar
que
sabe
agradecer ao
capitão
(nã,o
das
borabas)
as finezas
rece
bida-;
na
vespera.
E
assim
decorre
o tempo,
feliz
para
a
guarda
pretoriana
de
sua magestade
cl
rei Antonio
Maria,
embora
cá
fóra
os
operários
estejam
sem
trabalho,
e
por
is
so
com fome,
os
pescadores,
idern,
os
logistas
a
apanhar
moscas,
e...
talvez
ca
lotes, tudo
por
obra
e
graça da
liberdade
I
com
que
nos
dotoi
o
augusto
avô
do
|
snr.
D,
Ltiiz,
com
ajuda,
dos
visinhos.
Grande,
espaitano
é,
de certo,
o
va
lor
d
’
este
povo
para
tanto soffrimento. pa
ra
tanto
ultrage,
para
tanto
ludibrio!
Mas,
será
valor,
ou
a
insensibilidade
j
do
«moribundo?
Será
o
dormir do
leão,
para
desper
tar
terrível
no
momento
da desforra?
Seja
o
que
for,
meu amigo,
a nação
I
assiste
impassível
a
este
espectacuio
atroz,
e
vergonheso,
que
nos está dando,
ha
quasi
meio século,
o
liberalismo.
Ou
elia
acorda,
ou
se
perde.
Todo
vosso
A.
C.. i
IT
z?
a
■à
/vi
fr-i
ahi
tóJi
At.
provava
que
o
poder tivesse
entervido es
candalosamente
na lucta
eleitoral,
em
Be-
lem,
e
outras
partes; que
o
déficit,
ape-
zar
do
actual
presidente
do
conselho
ter
promettido
outr
’ora
que se
extinguiria,
lo
go
que
passassem
umas
tantas
leis,
e
as
taes
leis foram
sancciouadas.
o
déficit longe
de
acabar, tem
augmentado
muito.
E
sabeis
quem
respondeu
ao
alludido
marquez? O Ferrão. Ao
menos
aquelle
põe
a
calva
á mostra
á liberdad
’
,
em
quanto
o
outro,
legilimista
da
vespera,
descobre-se
diante
do
seu
novo
idolo,
ajoe
lha:
e
convida
o
com
espessas
‘
n'ivens
de
podre
incenso.
.
Para
o
snr.
Ferrão
vive
mos
na
mais
prospera das
epochas;
esta
mos
em
pleno^
reinado de
Saturno,
já
se
sabe;
porque
está
no poder
o
partido
do
snr.
D".
Luiz,
aquetn
o snr.
Ferrão
es
tremece
tanto quanto
queria
ao
senhor
D.
Miguel,
quando
s.
exc.
a
.
fazia
subir
os
seus
extremos
partidários
a
ponto
de
se
negara
illuminar
as
suas
janellas
quan
do
a
Senhora D.
Maria
da
Gloria
passou
por
Coimbra
quando
ia
visitar
o
Porto.
Deixemos
em paz aquelles
vultos
do
partido
liberal,
e-
vejamos
se
é
possivel
dizer-vos
alguma
cousa
que
deveras inte
resse aos vossos
leitores.
Elles viram,
de
certo,
que
um dos
jornaes
britânicos
accusou
as
auctorida-
des
liberaes
portuguezas
de
fornecerem
ar
mas
aos zulus.
Não
garanto
a
noticia;
mas se
for certa,
porque
se
hão
de
quei
xar
os
nossos
fieis
prolectores?
Seria
a
pena
de
talião
sobre
a
orgulhosa
Ingla
terra,
a quem
os
inimigos
internos
do
paiz
devem
serviços
relevanlissimos.
Pois
não vendeu, não
emprestou o
governo
inglez
armas,
munições
de
guerra,
caval-
ios,
e muitas
embarcações,
não
manchou
os
seus
officiaes
de
mar,
e
terra,
não
forneceu,
sem
o menor
rebuço,
o
alista
mento
de
gente
britanica,
não
enviou
as
suas esquadras ás
axuas
de
Portugal,
tu
do
tendente
a
hostilisar
a
bandeira
por
tugueza,
a
desthronar
o
rei,
que
as
leis,
e o voto
geral
do povo
tiaba
levantauo?
Porque
extranharia
então
que
os
zu
lus
recebessem
armas
dos
portuguezes,
meu
redactor?
Mas
o
dic.lo
por não
dicto.
A
IngU-
terra
queixar-se-hia
com
certa
plausibilidade
desde
que
se
lembrasse
que
a
oífensa
par
tira
dos
liberaes,
e
a ingratidão
é
sempre
repugnante.
Todavia,
reza
o
rifão,
o diabo dá
sempre
boa
paga
a
quem
o
serve
E
que
me
dizeis
ao
roubo
do
pu
nhal ?
I
Que desgosto que
por
lá
não
iria
I
Um
punhal!
...
A
arma
querida
dos
livres
!
Não
vos
lembraes
do
celebre
verso:
■
Possa
o
livre
punhal
voar-lhe
ao
peitos?
E
roubaram-lho!
E
ficaram
sem
elle!
Horror
!
Horror!
Horror!
Não
digo
que fossem
capazes
de
usar
d
’elle;
mas
era
uma arma
symbolica,
de
saudosas
recordações,
por certo.
Mas,
que
gente
foi
lá
dançar,
comer,
beber e... trazer!
O
facto
define
a
epocha,
meu
caro
redactor.
E
ella
é
lambem
propicia
ao*
nosso
commercio;
pois
no
anno
de
1878
en
traram a
barra
de
Lisboa
mais
de
tres
mil embarcações inglezas !
Mas,
que
som-
mas
de
numerário
nos
trouxeram,
e
que
quantias
nos
levaram
?
Podeis
fazer
ideia
Pobre paiz.
Mandamos
cortiça,
por
dez
reis de
mel
coado,
e
enviam-nos
rolhas
por
bom
preço,
etc.
etc.
Finalmente
realisou-se
o
esperado
mo
vimento
nos
commmdos
dos
corpos
do
exercito
francez.
A
republica está,
finalmenle,
salva!
Com
tudo
esperem-lhe
pela
pancada.
Os
actuaes generaes
são
da
inteira
confiança do
governo
francez,
mis
os
generaes
não
são o
exercito
.
.
.
O
coronel
do
23 disse
ao
seu
regi-
mentff»que marchasse
para
o
quartel,
e
o
regimento
respondeu-lhe
que
marchava
para
Villa
Franca,
e
foi
para
Villa
Franca.
O
tempo
dirá
se
republica
de
mr.
Gré
vy
tem motivos
plausíveis
.
para
dormir
tranquilla
sobre
os
louros
de
victoria,
que
logrou
ha
pouco.
Eu
ainda
estou
pe
lo
que
vos
disse:
a
republica
franceza
entrou
no
principio
do
seú
fim.
Morreu
José
Feliciatio
de
Castilho.
As
letlras perderam
muito,
porque o
finado
era
um
dos
mais
illuslres,
e
illustrados
cultores
das
lettras;
mas
o
paiz,
a
despeito
de
tudo,
não
perdeu
nada,
porque
era
um
liberal
dos
quatro
costados,
isto
é
um
inimigo
Honra
nssreeidb».—Foi
com viva
satisfação
que
lemos,
no
fascículo
133
do
Portugal antigo
e
moderno,
excellente
Dic-
cionario
que
anda
escrevendo
o ex.
ffl0
i
Augusto
de
Pinho
Leal,—o
que
n
’elle
se
diz ácèrca
de um
dos
nossos
mais dis-
linclos
jurisconsultos
o
ex.m
°
dr
João
Maria
Mergulhão
Neves Cabral,
e
de
seu
|
saudoso
filho dr.
Acacio
Mergulhão,
tão
premaluramenle
roubado
pela
morte.
Co
nhecemos
os
trabalhos
jurídicos
do
snr.
dr.
João
Maria
Mergulhão,
publicados na'
Gazela
dos
Tribunaes, Direito,
llevisla
de
i
Legislação
e
de
Jurisprudência,
e
outros
periódicos,
e
folgamos por
ver
prestada
uma
homenagem
tão'
elevada
e
merecida,
I
como o
Portugal
antigo
e moderno
presta
j
a
um
homem
a
quem
a
sciencia tanto
I
deve,
e
que
tão
credor
se
tem
tornado
não só
da
admiração
e
estima
de
con
temporâneos,
senão
lambem
da memória
indelevel
dos
vindouros. Conhecemos muito
de
perto,
nos
bancos
da
Universidade,
seu
filho
o
dr.
Acacio
Mergulhão,
e
os
seus
predicados
de
eximio
estudante,
ador
nado
de
todas
as
qualidades
que
se po
dem
exigir
ao
talento
modesto,
á
affabi-
lidade
de
trado,
firmeza
de
caracter,
juiso
seguro,
critica
imparcial,
e
bondade
de
sentimentos,
eram
de tão subido
quilate,
que
tendo
conquistado
a
geral sympathia,
que soube
continuar
de
um
modo
dis-
lincto
-
depois que sahiu
da
Universidade,!
—
bem
mereciam
um
logar de
honra
etn?
obra
tão
notável
e
estimada.
Bem
haja,
pois,
o
snr.
Pinho
Leal
em
tornar
bem
patentes
no
seu
livro
caracteres
d
’
aquelle
molde,
e
que
servem
de paradygma
6
espelho
a
todos
quantos pretendam seguir
as
pisadas
dos
homens
grandes
d
’estc
paiz.
Conferencia síe S. Vicente de
Paulo.
—
Teve
ante-hontem
logar
a
ses-l
são
ordinaria
d
’
esta
Conferencia.
Foi feita a leitura espiritual
n
’
um dis-:
curso
do
revd.
0
padre
Senna
Freitas,
intitulado
a Religião
em
face
da
politicaÁ
Em
virtude d
’
algumas
irregularidades
que
se
teem
dado,
o
snr.
presidente
instou
novameple
com
todos
os
confereo-i
li;s
para
que
pessoalmente
visitassem os
pobres
a
quem levarem
os
soccorros,
afim
de lambem
cumprirem
escrupulosanr.ente
com
o
que
determinam,
a
este
respeito,
os estatutos
por que
esta
Conferencia
se
rege.
Em
seguida
fez
ver
á
assembleia
a
urgente
necessidade
que havia
de
envidai
lodos os
meios
para
augmentar
a
receifi
da
Conferencia,
porisso
que
a
despem
com
os
pobres
que
actualmenle
se
sod
correm
é
superior
á
receita
ordinaria,
e
por
outro
lado
existe já
um avultadis-
simo
numero
de
requerentes, alguns
dos
quaes
sabia
que
estavam
nos
casos
de
serem
urgenteraenle
soccorridos:
mas
que
em
vista
das
circumstancias, se
não atre
via
a
propol
os. o que
era
pôr
em
risco
o
limitado
fundo
da
Conferencia,
e
com
o
soccorro
dado
a uns, prejudicar
o
que
se
está
dando
a
outros.
Lembrou
entre
os
meios
de
colher
augmento
de
receita, om
beneficio
thea-
tral,
para
o
que
já
se
tinham
dado
al
guns
passos
com bom
exito.
A
assembleia
pareceu
annuir
com
sa
tisfação
a
este
expediente,
declarando al
guns
socios
que
coadjuvariam
o
mais
pos
sivel para
que
um
tal alvitre
produzisse
o
mais
satisfatório
resultado.
Houve
porém
alguns
socios muito
res
peitáveis,
entre
os
quaes.
principalmente
um
illustradíssimo
e
virtuoso
sacerdote,
a
quem
repugnou
a
adopção
de
seme
lhante
recurso,
ficando
adiada
a
discussão
sobre
este ponto.
Depois
deu-se
expediente
a
diversos
trabalhos
relativos
aos soccorros
que
a
Con
ferencia
presta
aos
pobres
envergonhados
e o
snr.
presidente
encerrou
a
sessão
na
fôrma
do
costume.
En
seguida
abriu
a
sessão
extraordinária
para tractar
dos tra
balhos
concernentes á
sopa
economica.
Declarou o
snr.
presidente
em
seu
nome e no
da
direcção
central
que
al
guns
tropeços,
impossíveis
de
superar,
ha
viam
atraiçoado
o zelo e
a
dedicação
com
que
todos
haviam
trabalhado
n
’esta par
le
e propoz á
assembleia
que
se
seguis
se
uma
ideia apresentada
pelo
revd.
mo
snr.
padre
Aguiar, qual
era
a
de minis
trar
aos
operários
e artistas
pobres
e
sem
trabalho
uns
vales
medeante
os
quaes
re
cebessem
em
generos
de
fornecedores
de
terminados
o
equivalente
á
sopa
economi
ca
para
uma
semana.
Calharam sobre
este
assumpto
muitos
socios,
distinguindo-se
o
snr.
dr.
Mpura
que
achou
lambem
esla
maneira
de
pro
ceder
mais
evan-mlica,
mais caritativa,
muitíssimo
mais
facil
de
levar
á realisa-
ção,
e
de
muito
superior
resultado.
A proposta
foi,
pois
acolhida
com
en-
thusiasmo
e
unanimetnente
approvada, ape
nas
cora
leves
modificações,
sendo a
prin
cipal
o ficar
a
Conferencia
incumbida
de
fornecer,
ella
própria,
os generos,
compran
do-os
por atacado.
Ficou
desde
logo
nomeada
uma
com-
missão
para
assistir
á
distribuição
des
ali
mentos.
Resolveu-se
que
este
negocio se
não
prolrahisse
mais
nem
um
dia
e que prin
cipiasse
impeleriveimente
no
dia
seguin
te,
segunda-feira.
Porisso já
hontem
devia
ler-se
realisa-
do
a dislribuição
da
maneira
como
se
resolveu.
Chronica reJigioM».—
Conclue
hoje
na egreja
do
Carmo
o
jubileu
das Qua
renta
Horas,
Quarta-feira,
26:
—
Bênção
das
Cinzas
na
Sé,
Terceiros
e
conventos.
Começa
na
Sé
o
Sagrado Lausperenne.
Procissão
c!e Cinzsi,—
Se
O
tempo
o permiltir,
sairá
ámanhã,
pelas
3
e
meia
horas da
tarde,
do
templo da
V.
Ordem
Terceira,
a
imponente
procissão
de
Cin
za.
O
seu
itinerário
é
o
dos
annos
an
teriores.
jserínões
di»
Quaresma.—
Haverá
sermões
da
Quaresma
nos
seguintes
tem
plos:
No
Collegio,
em
tolos
os domingos,
excepto
no
1.®
Serão
prégados
pelos
alum
nos
do
curso
theologico
Joaquim
Anto
nio
da
Silva,
Manoel
Gonçalves,
Ahtonio
José
Gomes
Cardoso
e
Antonio
Joaquim
Douteiro.
Em
Santa
Cruz,
todos
os
domingos.
;Vo
templo
de S.
Francisco,
todos
os
do
mingos.
São
prégados
pelo
snr.
padre
João
Rebello.
Cavnlhnda.
—
Consta-nos,
como
cer
to
que
boje
percorrerá
as
ruas
d
’esta
pacata
cidade,
uma
numerosa
e-
luzida
cavalhada
á
semelhança
da que
foi
ba
pouco
annunciada
pela
imprensa
do
Por
to.
Que
se
divirtam,
sem
faltar
todavia
ao
decoro
e
á
honestidade,
como
é
de
esperar
dos
cavalheiros
que
tomaram a
iniciativa
d
’esta espansão
carnavalesca,
são
os
nossos
desejos.
«fragresíi»
Ctath
—
Publi-
cou-se o
n.°
8
d
’
esta
importante
revista
quinzenal.
Este n
0
contém
o
seguinte.:
«7
de
fevereiro,
pelo
p.t
Ira
S
rana
Freitas
—
Carta
Encyclica
do Santo Palre
Leão
XIII,
pelo
pidre
Sauna
Freitas
—
Secção
religiosa:
A
Bíblia,
pelo
dr.
Al
ves Mendes—Secção
seientiiiea:
Ajuste
de
contas
cora
Oipositivisna raalerialista
con
temporâneo
(conclusão),
por
Zeferino
Gon
çalves
—
Secção
litteraria:
Coisas,
por
um
vimaranense
—
Secção
critico-bíbliographica:
'
A
Illustracion Espanola
y
Americana,
pe
lo
padre
Senna Freitas
—
Edições
de
pro
paganda
calholica:
Historia
popular
dos
Papas, extracto
da
«Civilisação».
Invernia.—
Dizem
de
Ponte
do
Lima:
O
rio
Lima, fôra do
seu leito
natu
ral,
corre
impetuoso, innundando
ainda a
parte
da villa
que
lhe fica
mais
próxima,
que,
ha
dias,
com
pequenos
intervallos,
lem
estado
sempre
alagada.
Os
moradores
do
campo
dos
Touros,
passeio
de D.
Fernando,
ruas
Nova,
de
S.
José,
28
d
’Agoslo
e
do
Rosário,
traves
sa
do
Patim,
praça
do
Lethes,
largos
da
Matriz,
de
S.
José,
de
S.
João, e
espe
cialmente
os da
Feira
fio
gado,
que habi
tam
o quarteirão
denominado
—
Debaixo
das
casas,—
tem
sido
muito prejudicados
com a
invasão do
rio.
Estes
últimos,—
pertencendo
á
classe
operaria
a
mais
pobre,
—
além
da
miséria
h
fome com
que tem luctado,
correm
o
risco
de
serem
victimas
do
desmorona
mento
das
casas
em
qne
vivem,
que o
continuo
embate das
aguas
cada
vez mais
arruma.
Os
terrenos
marginaes,
latas
e
arvores,
teem
sido
muito
damnificados;
e
a
agri
cultura,
em geral,
soffre
nm
crise
terrível.
Os
trabalhos
estão
atrazadissimos,
mormen-
te
os
das
vinhas,
—
laes
como
cava,
póda,
córte
e
fac.lura
‘
dé madeiras,
e
ata,
—
ha
vendo
bem
fundados
receias
de
que,
n
’
es
te
anno, não se
possam
concluir
na epo-
cha
própria.
para
® Soberana
tifl
ee.—
Já
foi
reinettida
para Roma
a
quantia
de
4:767$7I5,
producto
da
sub-
scripção
aberta
n
’este
arcebispado
para
o
Santo
Padre.
Tal
facto
enche
de jubilo
todos
os
catholicos,
e
honra
sobremodo
este
arce
bispado,
cujos
fieis
leem
dado
sempre
os
mais
claros
lestiraunhos
de
fé
e
de
ad-
hesão
á
Cadeira
de
S.
Pedro.
E’
louvável.—O
digno
administrador
de
Guimarães
prohibiu
quaesquer
allusões
contra
a
Religião do
Estado,
ou
era
me
noscabo
dos seus
ministros.
Bem
haja.
Subseripçfto.
—
A
subscripção
aberta
no
arcipreslado
de
Guimarães
para
o
dinheiro
de
S. Pedro,
excedeu
em pou
cos
dias
a cifra
de
600$909
reis.
d
sserra as» cleirãcisiíssM?# !!
—Os
Irmãos
das
escholas
christãs
do
quartei
rão
Guillard,
freguezia
de Santo
André,
em Santo
Estevão,
França,
acabam
de
ser
intimados
para sahirem
para
o
meio
da
rua
sem
demora
alguma.
A
escola
contava cerca
de
cento
e ses
senta
discípulos.
Ora
os
laes
Irmãos
das
escolas
christã^
sempre
são
m.uito mandriões!
Só
cento
e
sessenta
discípulos!!!
XotieiaM
diversas. —
No
sabbado
pelas
5
horas
da
tarde, no
logar
da
Costa
de
Cima,
freguezia
de
Maceira,
concelho
de
Leiria,
n
’
uma
cóva
ou
poço
qne
ti
nha
uma
pequena
quantidade d’
agua,
foi
encontrada
já cadaver uma
creança
do
sexo
masculino, que
contava pouco mais
de
2
annos.
Supõe-se
que
a
criança
an
dava brincando
só,
e
escorregando
caiu
no
poço, sendo victima instantaneamente,
porque
poucos
minutos
antes
tinha
sido
vista por
pessoa
da
familia.
—
Acaba
de
tomar
o
habito
das
reli
giosas
Salesias,
em
Madrid,
a
filha
mais
velha
de Viliosola,
redactor
principal
do
jornal
calholica
hespanhol
publicado
em
Madrid
—
«La
Fé».
Oíliciou
á
ceremonia,
que
leve
logar
no convento
das Salesias,
o
illustre
Núncio
na
côrte
de
Hespanha.
—
Na
casa
onde
morava o
de
putado
D.
José
Jover,
em
Almeria,
Hespanha,
cunhado
do
snr.
marquez
de
Cabra,
desabou o
tecto
de
uma
das
sa
las,
ficando
mortos nas
ruinas
o
dito
cavalheiro,
sua
velha
mãe,
e
uma
criada.
—
Em
Vienna,
capital
da
Áustria,
ce
lebrou-se
o
anniversario da
morte
do
grande
Pio
IX,
na
egreja
dos
R.
R.
P.
P.
dominicanos,
por
uma
missa solemne
de
requiem,
dita
pelo Núncio
apostolico
n
’
aquella
côrte.
—
Ha
actualmente
na
índia,
em
Cey-
lão,
em
Sião
e
na Birmania,
23
vigários
apostolicos,
21
bispos,
1.088:209
mem
bros
de
varias
egrejas
catholicas,
além de
1:122 escolas,
catholicas
lambera,
com
31:493
alumnos.
—
O
arcebispo
de
Gôi
tem
766
padres a
quem
está
confiado
um
rebanho
de
139:163
fieis.
—
Em
1866
havia
só
20
vigários
apostolicos,
16
bispos,
790
padres
com
congregações de
913:390
pessoas,
e
760
escolas
com
27:038
discípulos.
-
Em
1866,
na
ci
lonia
franceza
de
Pondichery
havia
69
padres
com
um
rebanho
de 112:000
fieis,
e
90
escolas
com 1:900
discípulos;
em
1877
havia
83
padres,
141:230
fieis,
67
esco
las com 4:000
alumnos.
—
No
anno
dç
1877
converteram-se
ao
catholicismo
em
toda a índia
1:920
pagãos
adultos,
1
513
crianças
e
86
proteslantes.
—
Diz
ura
coilega
hespanhol
que em
Tortosa
se
vae fundar
um
novo
conven
to,
para
n
’elle
se
recolherem
todas
as
donzellas
que
fiquem orphãs
e
desejem
entrar
para
este
religioso
asylo.
Será
possivel
que
-em
Hespanha,
no
século
XIX,
ainda
se
edifiquem
conventos
?
—
No
Equador
não
se
prende
só
por
política,
mas
lambem
por
f.lta
de
edu
cação.
O
joven
Manoel
Ramos,
foi
preso,
por
ordem
do general
Veintimilla,
por
não
ter
saudado
na
rua
o
presidente.
Este interpellou
o
mancebo,
dizendo-lhe:
«Se
não
tens educação,
eu
te
farei en
sinar
pela policia». '
Que
republica!
—
O
jornal
hollandez
o «Tijid»
já
ti
nha
recolhido,
ha
dias
1
,
uma
somma
de
30:090
francos
na
subscripção
aberta
para
o
dinheiro
de
S.
Pedro,
e
cada
dia
registra
novas dadivas
e
offertas.
Todos,
os
catholicos
hóllandezes
correm
e
aco
dem
com
o
obolo
de sua
caridade
ás
necessidades
de
nosso
Pae
commum,
do
nosso
augusto
Pontífice.
—
A
obra
de hospitalidade,
novaménle
fundada
etn
-Paris,
possue
um
vasto
lo
cal,
contendo
já
oitenta
camas,
onde
se
recebem,
todas
as noites,
os
infelizes
sem
abrigo.
—
Lavra
cora
grande intensidade
no
quartel
de
artjlheria
3,
em
Santarém,
a
epidemia
da
variola,
sendo
numerosos
os
casos
fataes.
—
O
chefe
da
vigilância
de
Madrid
surprehenden
proclamações
e
outros
pa
peis,
que
foram
remellidos
á
auctoridade
competente.
—
A
camara
municipal
de
Paris,
vo
tou
100:009
francos para dar
aos
com-
munistas
que
dentro
em
pouco
voltarão
á
França.
—
Quasi
todos
os
postes
das
linhas
telegraphicas
entre
Beja e
Cuba
cairam
com
o
temporal.
—
Na
diocese
dé
Vizeu
tèem-se feito
preces
ad
petendam
serenitatem.
—
•O consul.de Hespanha
em
Alexan
dria
participou
ao
seu
governo
que
a
junta
de
saude
d’
aquelle
porto
resolveu
não
admitlir
á
livre
practica,
ainda
que
cheguem com patente limpa,
os
barcos
procedentes
ao
Mar Negro
ou
de
Azoff,
oti
das
ilhas do
império
ottomano,
Tripoli
e
Montenegro.
Eneyelíca
d®
JLeãa —
A En
cyclica
de
Sua
Santidade
Leão
XIH,
con-
tinúa
a
distribuir-se
grátis,
nas
casas
já
annunciadas
e
no
escriplorio
do
«Com
mercio
do
Minho», recebendo-se
todavia
qualquer
quantia,
por
pequena que
seja,
que
VOLUNTARIAMENTE
queiram
dar,
para
ajuda
da
despeza
da impressão.
AppeiSo
sí
enridade publie».—
Jt<sé
Alves
de Aratijo,
morador na
rua
de
S.
Marcos,
•
n.°
10,
tendo-lhe.
sido
penhorados
pelo
escrivão
da
fazenda,
An
tonio
da Costa
Mordes,
lodos
os
moveis
que
possuia,
inclusive
5
arraieis
de
car
ne
de
porco
.
que
tinha para
adubar
o
magro
caldo,
qoe come
diariamente
com
sua
mulher
e
filhos;
e
como
não
possa
trabalhar
em
consequência
de lhe
ter
sido
penhorada
lambem
uma
maçhina
da
cos
tura,
vem
por este
motivo implorar
da
caridade
publica
uma
esmola,
para
remir
na fazenda
o
que
deve.
José
Alves
de Araújo.
V
tíividade puhUea,—
Recommen-
damos
ás
almas
caritativas, Custodia Ma
ria
Pereira, moradora
na
Travessa
de
S.
Vicente,
n.°
4,
a
qual se
acha
entrevada
é
em
extrema
penúria.
modo agradecer e
protestar
a
todas
o seu
grato
reconhecimento
por
tão
distinclos
obséquios;
pedindo desculpa
de
o
não
fa
zerem
pessoalmente,
como
desejavam.
Cabanellas
19
de
fevereiro
de
1879.
Domingos
Fernandes
d
’
Oliveira
Lopes
O
abb?
Manoel
Fernandes
Lopes
O
padre Bento
Miguel Fernandes
Lopes.
Antonio
José
Fernades
Lopes (2273)
Miguel
José
Domingues
de Lima,
ab-
bade
de
Tibães,
extremamente penhorado
para
com
todas
as
pesssoas
que se
di
gnaram
tomar
parte
na
profunda
e
acerba
dor
que
lhe
causou
a morte
de sua,
nunca
assaz
chorada,
irmã
D.
Theresa
da
Gra
ça
Domingues
de
Lima,
vem
por
este
meio, na
impossibilidade
de o
fazer
pessoalmente
para
com
todas,
protestar-
lhe
sua
eterna
gratidão
e sinceros
agra
decimentos.
Braga
19
de
fevereiro
de
1879.
O
abbade,
Miguel
José Domingues
de
Lima.
(2277)
ANNUNCIOS
O
mais
barato,
sem
competidor:
chi
ta
larga,
franceza,
para
63
e
70
reis
o
covado;
lãs
para
vestido
a
120 e
160,
largas.
Não
se
dão
amostras.
Vendas
só
a
dinheiro.
RUA
DOS
CAPELLISTAS
N.°
22,
BRAGA.
(2812)
B
LHETES
DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
400
por
minuto a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por
te
sem
augmento
de
preço.
APJPAHSICI® K1AX.MF.IRO
27,
Praça
do Barão de
S.'
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
2á0
reis.
Tarjados
de
prelo:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
8.
Martinho, 27
somAL
si
w
Pós dourados,
prateados,
e diamantina,
cada
caixa 400
rs.
Tubos
de agua
de
colonia
a
120 rs.
8
9,
Praça do BarSo de S. IMarti-
nlio,
8 9
ÁPPÃllICIO
1
bk
ua
Á&HiBZCIMmOS
Troca-se
a
dinheiro
uma
Imagem
do
Santo
Christo,
de
marfim, em.
cruz
de
ébano,
e
adornada
com
prata,
Quem
pretender, póde
vêl-a
em
casa
do snr.
Barranha,
na
rua
do
Souto,
n.°
6.
(2234)
Venda
em leilão.
Na
freguezia
de
Esporões,
logar
de
Daixão,
no
dia
9
de
março,
por
2
e
meia
horas
da
tarde,
se
procederá
á venda
em
leilão, de
uma
casa
sobradada
e
eido,
que
se
entregará
pela
melhor
quantia,
se convier.
(2274^
Os
abaixo
assignados,
.penhorados
em
extremo
para
com
todos
os
ill.
rn
°
s
e exc.
mos
snrs.
e
revd.
m
"
5
snrs.
ecclesiasticos.
que,
por
occasião do
fallecimento
de
seu
mui
to
presado
filho
e sobrinho, Manoel
Fer
nandes
d
’Oliveira Lopes,
lhe
dirigiram
comprimentos
de
pesames;
sulíragaram
a
alma
do
fallecido
com
missas;
ou
assisti
ram
ao
oíTicio
de
corpo
presente
na
egre
ja
parochial
da
sua
freguezia
de Cabanel-
I
las,
no
dia
7
do corrente; vem
por este
PE»
A
Meza da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga, tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do o fornecimento
de
pannos
e
lios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
‘
esle
aclo
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira Guimarães.
arrematação
perante
o
governador
civil
do
districto
abaixo
DECLARADO
Xo
dia
3 d® Março de 2 8®»
LISTA
N.°
3608
2.
a
FORMA
arremataçao
Simultânea no ministério da fazenda e na repartição de
fazenda do districto
de Bra
ga, no dia 27 do corrente (ao meio dia), das propriedades abaixo desciiplas, per
tencentes
á Santa Casa da Misericórdia, desta cidade:
DISTRICTO
DE BRAGA
Reforma
da
lista n.° 351»
DISTRICTO
DE
BRAGA
CONCELHO
DE GUIMARÃES
Bens
pertencentes
ao
passal
do
parocho
da freguezia de
S.
Miguel
de
Cerzedo
uN
meros
AvaliçÕe»
21
0
campo
denominado
a Lameira
comprida
e
uma
area
de
terra, con>.
abatimento
inculta onde
se
acha
a
poça
do
Tulo,
ao
poente do
mesmo
da
5.*
parte
campo;
o
que
tudo
junto
e
unido
confronta
do
norte
cora
os
campos
da Eira,
Porabalinho
e
Lameiro,
sul
com
o
re
go
da
agua dos
consortes
dos
casaes
da
Nogueira
e
do
Pe
nedo
em
direcção
á
Fontainha,
nascente
com
o
caminho
pu
blico e poente com o
caminho
de
servidão
que
vae
para
a
coutada
d
’
este
passal.
Este campo
é
atravessado ao
lado
do
,
poente
por
um
caminho
de carro de
servidão
para
um campo
que
lhe
fica
contíguo,
denominado
Leira
comprida,
que
é
terra
de
cultura,
e
tem
um
dia
de agua
de
lima e
rega
em
cada
semana,
desde
o
occaso do sol, nos
sabbados,
até
ás
mesmas
horas
nos
domingos,
das
poças do
Tufo
e
das
da
Coutada Grande,
em
lodo
o
anno:
e
mais
um
dia
de
agua
de
lima
sómente
no
periodo
que
decorrer
desde
16
de
agos
to
até
23
de
junho
do
seguinte
anno,
desde
as
terças-feiras,
ao
occaso
do
sol,
até
ás
quartas-feiras,
nas
mesmas
horas
em
cada
semana,
das
poças
Nova
Quinteira.
da
da
Lage
e
da
dos
Meios
—473^954
reis
379$163
22
0
campo
de
sobre
Resteva
e
uma
area
de
tetra
de
horta
ao
poente,
e
outra
area
de
terra
inculta
ao norte,
onde
existe
uma
poça;
o
que
tudo
junto
confronta
do norte
com
o
caminho
publico,
sul
ter
mina
em
ponta aguda,
nascente
com
o
campo
da
Resteva
e
poente
com
o Lameiro
de cima e
o
Lameiro
comprido,
per
tenças
d’
este
passal.
Tem
este
campo um
dia
de
agua
de
lima
e
rega,
desde
o
occaso
do
sol,
nas
segundas-feiras,
até
ás
mesmas
horas
nas
terças
de cada
semana,
durante
lodo
o
anno
—
23(^880
reis
184^704
23
O campo
denominado
de Resteva;
confronta do
norte
e
sul
com
o
cantinho
publico,
poças
do
Casal
de
Segoiva
e
um
barro
co,
nascente
com
terras
do
Casal
da
Nogueira
e
poente
com
o
campo
de
Sobre Resteva. Tem
este
campo
um dia
de agua
de
lima
e
rega
desde
o occaso
do
sol,
nos
domingos,
até
ás
mesmas
horas
nas segundas feiras de cada
semana,
duran
te
todo
o
anno
—4454800 reis
3364640
24
O
campo
denominado
do
Olival,
que
confronta
do
norte
e
poente
com
terras
do
Casal de
Cima de
Villa,
sul
e
nascen
te
com
caminhos
públicos.
Tem este
campo
um
dia
de
agua
de
rega,
desde
o occaso
do
sol,
nas
'
sextas
feiras,
até
ás
mesmas
horas
nos
sabbados,
em
cada
semana,
no
periodo
de
24
de
junho
até
15
agosto,
inclusive,
da
poça
da
Cerdei-
ra
—
3854420
reis
3084336
Somma
reis
1:3194623
===*==.
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
dos
Proprios Nacionaes,
20
de janeiro
de
1879.
=Marcelino
Augusto Leite.
(2280)
<XX<X<XOXX<XOXX<
Gran êxito en Paris 4^x»x»x»x»x»x*x^
CONCELHO
DE
BRAGA
1 0
casal
denominado
de
Barrimam, que
se compõe
das
seguintes
proprte-
dades*
Uma
morada
de casas
terreas
com
duas
córtes
para
gado,
cosinha,
eira
de
terra,
e
junto
um
eido,
era
socalcos
de
terra
lavradia
com
arvores
de vinho
e
fructa,
oliveiras
e
agua
de rega
e
lima;
Uma
bouça
chamada
da
Cabrita,
que
se
compõe
de
terra
lavradia
com
ar
"
vores
de
vinho
e
agua
de
rega
e lima,
toda
cercada de
parede
e
dividida
em
quatro
socalcos
cora
uma
testada
de
matto
e
pinheiros
ao nascente;
Uma
leira
de
terra
de
matto
chamada
do
Corisco;
Uma
leira
de
terra
de
matto
chamada
do
Poço
do
Linho;
Uma
deveza
de
terra
de
matto
e
carvalhos
chamada
de
Pereiras;
Ura
montado
de
terra
de
matto
chamado
de
Furnas;
Um
campo chamado
de Contitn.
que
se
compõe
de
terra
lavradia
com arvo
res de
vinho
lendo
ao
norte
uma
testada
de
matto
e
carvalhos;
Uma
leira
grande
de
terra
lavradia
com
Uma
testada
de
matto
e
carvalhos
ao
nascente,
sita
na agra
contígua
á
egreja
da
freguezia
de
Guizande;
Uma
leira
pequena
de
terra
lavradia
com
uma
testada
de
matto
ao
nascente,
sita
na
agra
contígua
á
egreja
da
freguezia
de Guizande;
Uma
leira
de
terra
de
matto
com
pinheir-os
e
carvalhos
chamada
da
Cancella
de
Cabrita,'
sita no
monte
do Topo;
Uma
«leira
de terra
de matto
solta
com
quatro
carvalhos,
sita
ao lado da
egreja
<!a freguezia
de
Guizande.
Estas
propriedades
pagam a Antonio
de
Noronha
Caslello
Branco
Avilez o fôro
de 249.844
de
milho
alvo,
igual
medida
de
centeio,
duas
gallinhas
e
um
carneiro;
laudemio
de dezena,
a
que fica
obrigado o
arrematante—7574476.
CONCELHO
DE
BARCELLOS
2
Uma
morada
de casas torres
e
torreas,
córtes
para
gado
cobertas, lagar
de
pedra
e
mais
pertenças,
com
um
eirado
de
terra
lavradia,
arvores de vinho e fructa,
agua
de
rega
e uma
latada
com
arvores
de
vinho da
parle
de
fóra
do
portãa
de
entrada,
sita
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo
denominado
da
Eira
Velha, que se
compõe
de
terra lavradia,
com
arvores
de
vinho
e
fructa,
e
uma eira de
pedra
com
seu
coberto, sito
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo
de
terra
lavradia
com
sua
testada de matto
ao
sul,
chamado
o
Campo da
Bouça
e
também
conhecido
pelo
da Barroca,
sito
no
logar
da
Barroca,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
bouça
chamada
da
Cancella,
ou
de
Além,
que
se
compõe
de
terra
de
matto
e
pinheiros,
no
logar
de
Além,
freguezia das
Carvalhas;
Um
campo
de
terra lavradia
com
arvores
de
vinho
e
agua
de
rega
chamado
o
Campo
da
Herva,
sito
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas.
Uma
leira
de terra
lavradia com
agua de rega,
arvores
de vinho
e
fructa,
chamada de
Campos de
Meio,
sita no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
porção
de terra lavradia
e
horta,
com
arvores
de
vinho
e
fructa cha
mada a
Horta
do
Lameiro, sita
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
solta,
terra
de matto
com
pinheiros, chamada
a
Leira
do Seixo,
sita no
logar
do
mesmo
nome,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma leira
solta
de
terra
de
matto
com
pinheiros,
atravessada
por
um
cami
nho
publico,
chamada
a
Leira
do
Seixo,
sita
no
logar do
mesmo
nome,
fregue
zia
das
Carvalhas;
Uma
leira
solta
de
terra
.de
matto
com
pinheiros,
chamada
do
Seixo,
ou
Ma-
dorninhos,
sita
no
logar
do
Seixo,
freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo
de terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
chamado
da
Eira
de
Baixo,
silo
no logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
solta
de
terra
de matto com
pinheiros,
chamada
a
Bouça
de
Ar-
mins.
ou
da
Mina, sita no
logar
de
Armins,
freguezia
das Carvalhas;
Uma
leira
de
terra
de matto
com
pinheiros,
chamada
da
Cachadinha,
sita
na
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
de
terra lavradia
com arvores de
vinho,
chamada
da Agra
de
Dentro,
com
uma
chave na
cabeça
do
poente
ao
lado
do
sul
que
serve
de
ca
minho
para
a leira
de
Suaribe,
sita
na
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho
e
uma
testada
de
matto
ao
nascente,
chamada
da
Tapada
da
Agra,
sita
na
freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo
de terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
chamado
de
Suaribe,
sito
no
logar
do
Sanguinhal,
freguezia
das
Carvalhas.
Estas
propriedades
formam
um praso,
e
paga
de
fôro annual
a
José
Marcel-
lino^Coelho
da
Silva
708,055
de
pão
meiado,
milho
alvo
e
centeio, duas
gallinhas
e
270
reis
em
dinheiro;
laudemio
de
quarentena
a
que
fica
obrigado
o comnra-
dor
—1:8084528.
.
3
Uma
leira
tapada,
o
campo
da
Colorella
e
outras
leiras,
formando
tudo uma
propriedade
de
terra lavradia
com
arvores
de
vinho,
matto
e alguma
agua
de
rega,
sitas
no
logar
da
Costa
de
Cima,
freguezia
de Chorente—5064300.
Porto
e
Santa
Casa
da Misericórdia,
6
de
fevereiro
de
1879.
0
oflicial-maior,
(2264)
Manoel
Gonçalves
da
Cosia
Lima.
VELOUTINE
GHles FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
X
ADHERENTE,
di »l cútis
frescurt
y trasparenoia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en
las Farmacias, Perfumerias, Beluquerias y tiendas de quincalla.
Desconfiar
de las falsilicaciones.
XXOXX<XO1<XOI<
OLEO
HOGG
Farmaoia
de
HOGG, 2, rue de Gaatiglione, Paris
{Unico
proprietário)
higados
’
frescos
DI
BAGALAO de
Prescripto
por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
: as
enfermidades do peito,
aíTeiçôes escrofu
losas,
tosses
ebronieas,
rheumatismos,
magreza crianças, das impigemes, — „
fluxos brancos,debilidadegeral,etc.,ete. HOCJCJ
Agradavel
e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
□
—3
a
zA
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
3^
[.J
a
capsulo de cada
frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que devera achar-se sobre
o rotulo.
Depositos
nas principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas de B
arreto
,
rua
do
Loreto,
?8 e 30. A
zevedo
e Filhos,
B
arral
e I
rmão
;
em Porto,
nas*casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
M
a
G
DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos in-8.°
grande
Gravuras
de
modas e modelos de tapeçaria coloridos; a
agua;
gravados
a
preto; novidades para piano
e canto; álbuns de
lavores,
folhas
de
confecções;
crochet e
rendas; riscos,
etc.
0
Magaain des Demoiselles,
graças
ás
importantes reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reune
o
duplo
altraclivo
de
um
periodico
lillerario
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço para Portugal
(as assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
í.°
de
janeiro)
4$900
rs.
Também
se
acceitara
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,—
24800
reis;
edição do
dia
25,—
Í4700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
HIGIENE
E
SAUDE
DA
BOCCA
medalha
Elixir
y
Polvos Dentriflcos
d
’
ouro
—
Preparacion
del Dr.
JOHN
EVA
NS
NADA
mais
delicado
do
que
estas
especialidades
destinadas
a
conservar
os
dentes,
bocca
e garganta
em
perfeito
estado.
0
nome
do
doutor,
graças
á sua
uni
versal
reputação,
oflerece
uma
segurança
indiscutível.
Agua,
frasco
gr.
600
reis;
frasco
peq.
300.
póh
,
caixa
gr.
600
reis;
caixa
peq.
300.
No.
Porto,
Ferreira
irmão,
Banharia,
77
e
79
—
Depositários
da
agencia
franco-hispano-portugueza.
PAIIIZ
1875
Parte de Comércio do Minho (O)
