comerciominho_22021879_901.xml
- conteúdo
-
JEFOWL.MÍA. ItEEilUIOSA,
JE XOTBCZOSA.
4
7
-•
’
’
y 1
REDACTÓRES—
D. Miguel
;Sollo-Mayor e Dr.- Custodio YeHos».—
DIRECTOR—Antonio Joaquim de
Mesquita Pimentel.
JeMiiitag !
7.° ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.................................... l§600 ...
»
6
»............................... 850
'.
Correspondências
partic. cada linha
40
r
Annuncios cada linha
.........................
20
Repetição
...........................................
10
1
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QUHAS E
SABBADOS.
—
■-
-
-
—
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes..............................
2&000
»
6
»
.............................. 1§050
»
sendo
duas assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. . 3^600
Folha
avulso .......
10
SSSHESSSSHSà
N.’ 901
2321
A.CS'A.
SABBADO 22 DE
FEVEREIRO
DE 1879
A
Eneyelica de Ledo
XVII e a im
prensa
liberal
Grande
foi a
impressão
que
em
toda
a
parte
occasionou
a
eloquente
Encycli
ca
do
Nosso
Santo
Padre,
Leão
Xlll.
Não
é
para
admirar
que
assim acon
tecesse.
A
voz
do
Papa
é
sempre
a
voz
de
Deus
trovejando
sobre
as
consciências.
E
por
mais
embotadas
que
ellas sejam,
parece
que
uma
força
estranha
as
impel-
le
a
escutar
a
palavra
d
’
Aquelle,
que
na
terra
substitue
o
Supremo
Redemptor
da
humanidade.
Não nos
surprehende,
pois, o
ver
que
todos
se occupam
da
Encyclica
E
’
um
acto
do
Poder
mais
alio
que
ha
no mundo,
e
que
por
isso
não
carece
de
importância,
embora
o
desejo que
muitos
nutririam
de
lh
’a
poder
recusar.
O
que porém
nos
maravilha,
é
este
tom,
na
apparencia humilde,
com
que
os
mais
declarados
inimigos
da
Egreja
e
do
Papa
receberam
esse
preciosíssimo
docu
mento.
E
ainda
que
a
maior
parte
não
se
dispensou de
fazer
suas
reservas,
já
não
é
pouco
todavia
esse
recato
de
linguagem
com
que
a
maior
parte
da
imprensa
libe
ral
acolheu
as
palavras
do
Successor
de
S.
Pedro.
Deveremos
porém
confiar
em
absoluto
n
’este
apparente
acatamento?
Bem
desejáramos que
assim
podesse
ser.
Combatendo
tão
sótnenle
pela
verdade,
seria
para
nós
o
dia mais
feliz
da
nossa
vida
esse
em
que
víssemos
todos
os
ho
mens
agruparem-se
em
volta
da
cruz,
que
é
o
labaro
santo
das
crenças
que
pro
fessamos.
Infelizinente
porém,
o
coração
presa-
gia-nos
que
esse
dia
não
é
ainda
chegado
E
quando
vemos,
que
a
revolução
con
tinua
ainda
no
seu
intento
contra
a
Egre
ja Catholica,
é
bem para
recear,
que
o
benevolo
acolhimento
com que
pelos
seus
orgãos
foi
recebida
a
Encyclica,
seria
ape
nas
um
novo
plano
de proseguirem
sua*-
hostilidades.
Todos
serão ainda
lembrados
do modo
como
o
chorado
Pio
IX
foi
acolhido
pe
los
revolucionários,
nos
primeiros tempos
do
seu, para
sempre,
glorioso
Pontifi
cado.
A
revolução
queria
um
Ponlitice que
lhe
ajudasse
a
descarregar
o
ultimo
golpe
no
calholicismo.
Emquanto
imaginou
tel-o
conseguido,
não se
poupou
a
elogios,
que
mais
tarde
converteu
em
affrontas.
Com
Leão
Xlll
está
succedendo
o
mesmo.
Hoje offerece-lhe a
envenada
taça
de
sua
hypocrita
veneração, para
amanhã
lhe
entornar
na
alma todo
o
fel de seus
in
sultos
íe
vitupérios.
Além
do
que, o
Papa
fulmina o
so
cialismo,
que,
sendo
a
ultima
expressão
do desideralum
revolucionário, tem
ainda
contra
si
o
horror
de
toda
a
gente
hon
rada.
E á
revolução
não
faz
conta
mani
festar-se
já
em
toda
a
hediondez
de
suas
tendências
e
aspirações.
Convém-lhe
primeiro
deixar,
que
a
ideia
amadureça,
para
que
as
populações
se
não
arrastem
ante
a
sinistra
luz
do
petroleo.
Atacar
portanto de
frente
a
Enyclica,
ser-lhe-hia
fatal;
ao
passo
que
comhaten-
do-a
de
flanco
e
sempre
com a dissimu
lação
d
’
encarecidos
louvores,
lhe
poderia
obter
melhores
resultados.
E
assim
é
que
emquanto
um
jornal
estranha
apenas
que
o
Papa
não
sym-
pathisasse
com
o
direito
novo,
que
é
o
velho
torto,
outro
julga
ver
na
Encycli
ca
um
meio
suave,
mas
engenhoso,
de
readquirir
a
perdida
theocracia.
O
primeiro
dá-se
ares
de
sabio,
para
fatiar
a
ignorantes;
o
segundo
mostra-se
assustado,
para
animar
os
fracos.
Tal
é a
razão
porque
descremos
d
’
essa
benevolencia
com
que
o liberalis
mo recebeu
a
Encyclica.
Timeo danaos...
Já
o
dizia
o
poeta.
A
revolução
não
transige.
Convir-lhe-hia
um Papa
da
sua
fei
ção.
E
porque
as
suas
esperanças
foram
bal
dadas,
julga
dever
dissimular
o despeito
mas
nao
perdoa
o
desengano.
Cumpre
a nós,
os
catholicos,
não
nos
deixarmos
illudir.
A
lucta não affrouxa
com
este
simu
lacro
de
armislicio.
A
verdade
é
necessário
que
triumphe
com
toda a sua
plenitude.
Emquanto
houver
pois
trevas
para
dissipar,
prejuízos
a
desvanecer,
erros
a
destruir,
é
o
propuo
dover
que
determi
na a
nossa
actividade.
M.
MARINHO.
Impressões
ao
terminar
a
leitvra
do
ma
gnifico
livro
de
Paulo
Féval.
N
’um
dia em
-
que
lavrava
por
todo
o mundo
um
vastíssimo
e abrasador
in
cêndio,
que calcinava
e
redusia
a
um
mon
tão
de
cinzas
os
princípios salutares,
que
regiam
as
sociedades;
n’esse
dia,
em
que
á
auctoridade
se
antepoz
a
feroz
licença,
ás
firmes
crenças christãs
succedeu
o
li
vre
exame,
ao governo prudente e sen
sato
das
republicas
se seguiu uma desen
freada
demagogia;
n
’esse
dia
creoti-se
uma
sociedade de
homens,
que
se
vota
ram
á
segurança dos
governos
e
á
sal
vação
da
humanidade,
que
adormecia
em
balada
ao som de
cantares
lúbricos,
que
menos
pareciam
cânticos
de alegria,
do
que
nenias
entoados
na
sepultura
dos
estados,
cavada
pelo
seu
pensar
desordenado
e sua
desregrada
vida
!
Foi
na
madrugada
do
dia
15
de agosto
de
1534.
A
essa
hora
matinal, em
que
todos
dormiam
o somno
da
indifferença,
agru
pou-se
em
Mont-martre
um
pequeno
nu
mero
de
homens,
cuja
vida
foi
e
será
sempre
o
assombro
dos
séculos
passados
e
por
vir,
e
cuja
memória
repercutirá
por
todos
os
cantos
do
mundo
no
eterno
bronze
da
historia
!
Esses
homens
eram
Ignacio
de
Loyola,
Francisco
Xavier,
Pedro
Lefevre,
Diogo
Laynez,
Salmeron,
Bobadilha
e
Rodrigues
d
’
Azevedo!
Que
queriam
estes
homens? para que
se
reuniram
elles? d
’
onde
vinham?
para
onde
iam?
quem
eram?
E
’
larga
e
grandiosa
a
historia
d
’
es-
FOLHETIM
OS
LIBERTADORES
Chegámos
pois
á
é
poca
dos
2.0S
LIBERTADORES.
Corria
o
anno
do
mundo
3412,
que
vem
a
ser
o
anno
592
antes
da
éra
chris-
tan,
quando
os
carthaginezes
aportaram
pe
la
primeira
vez
á Lusitania,
em soccorro
dos
phenicios.
Como
bons
libertadores
que
eram,
e
na
intenção
de
conservarem
o
mais
tem
po que
lhes
fosse possivel, o
paiz
liber
tado,
fundaram
varjas
colonias
no
litoral,
e
assim
foram
preparando
o
terreno
para
a
occupação
total
da
Lusitania;
o que
se
lhes
antolhou
alguma
cousa
dillicil,
em
vista
do
genio
dos
lusitanos,
que,
quan
do
a
mostarda
lhe
chegava
ao
nariz
eram
máus de
assoar.
Como
os
libertadores
eram
em
peque-
queno
numero para
tão
vasto
território,
limitavam as suas
digressões
libertado
ras,
até
poucas léguas
de distancia
da
costa.
Já
por
cá
andavam havia
trez
annos,
quando
a
metrópole
lhe
mandou
Mezerbal,
com
um numero
respeitável
de tropas,
no
intuito
de
libertarem
o
paiz
em
pou
cas
audiências.
Entrou
esta matilha pela
Lusitania
den
tro,
libertando tudo quanto
podiam;
e
não
só lhes
servia
ouro
e
prata
e
outros
objectos,
como
também a
gente
que
po
diam
agarrar,
e a
levavam
a
povoar
o
seu
reino
da África.
Os
lusitanos
disseram
então—
«Ah!
pois
elle
é
isso?—
Esperem
que
nós
lhes
falía
mos.
Uniram-se
os
de
varias
províncias,
e
saltaram-se com
tão
boa gana
aos
li
bertadores,
e
tocaram-lhe
tão
bem
a
pa-
vana,
que
os
fizeram
em
cisco.
Os
carthaginezes
eram
muito
finos,
e,
como
viram
que
por
mal,
não levassem
a
agua
ao
seu moinho,
metteram-se
de
gorra
com os
lusitanos,
e
tantas
festas
lhes
fizeram,
que
d
’
ahi
a
50
annos,
esta
vam amigos,
e
até
parentes
dos
lusita
nos,
por
casamentos
conlrahidos
entre
li
bertadores
e
libertadas.
Tanto
que,
no
anno
504
antes
de
J.
C., já
muitos
lusitanos
se
alistaram
nas
tropas
carthaginezas, e
foram
volun
tariamente
com
o
general
Sapho
em
soc
corro
da republica.
Entretanto
as
minas
riquissimas
da
nossa
terra,
hiam-se esgotando
dos
seus
metaes
preciosos, que
marchavam
para
Carlhago,
não
só
para pagarem as
des-
pezas
dos
einbelesamentos
da cidade,
que
foi
uma
das
mais
sumptuosas
d
’
esse
tem
po,
como
para
sustentar
a
guerra
contra
os seus
co-libertadores,
os
romanos.
Quarenta
annos
depois
d
’isto,
chegou
á
Península
o
primeiro Annibal,
irmão
de
Sapho,
nomeado governador d’
ella
por
o
governo
de
Carlhago.
Devemos
confessar que
Annibal
não
era
dos
peores,
e
chegou mesmo
a
ser
amado
dos
lusitanos; mas,
pouco
depois,
os
lurdetanos
e
os andaluzes, zangaram-
se
com os libertadores,
pelas
suas
ex
cessivas
exacções,
e revolucionaram-se.
Ora,
os lusitanos
eram
os alliados
na-
luraes
dos
andaluzes, e
seus
visinhos,
pelo
que
tomaram
o
seu
partido.
Travou-se
rija
batalha,
em
que
os
carthaginezes,
apezar
da sua pratica
nas
guerras,
e do
seu
armamento,
superior
ao
dos
peninsulares,
foram
por
estes desba
ratados,
e
Annibal
ficou morto
no campo.
A
republica
mandou
então
ás Hespa-
nhas,
o
general
Hanon,
com
um
grande
reforço; mas
este homem
não
era
de
molde
para
atrahir
a
benevolencia
dos
po
vos;
pelo
que
foi
substituído
por Boho-
des,
que,
achando
os
andaluzes
ainda
de
pé atraz,
se
safou
para
a
Lusitania,
e,
de
tal
modo
tratou
os
lusitanos,
que
es
tes
até
lhe
erigiram
templos!
Mas,
bem
entendido,
o
nosso
ouro
e
a
nossa
prata,
continuaram
sempre
a
cor
rer
para
Corlhago.
Só
trez
annos
se
conservou
Bohodes
na
Lusitanea,
e
lhe
succedeu
Maharbal
no
governo
d
’elle;
e
foi
lambem
um
bom
libertador,
Iralando
os
povos
com
grande
moderação
e
equidade.
No
anno
321
antes
de J.
C.,
a
so
berba
e
florescente
cidade
de
Tyro,
foi
tomada
e
arrazada
por
Alexandre
Magno
(outro
libertador
de
M.
G.,
mas
que
não
chegou
cá)
e
os
phenicios
que
escaparam,
metleranc-se
em
Carlhago,
vindo
de
lá
grande
numero
para
a
Lusitania,
e
aqui,
juntos
com
os
gregos,
fugidos
ás
guer
ras
do
Peloponeso, fundaram
muitas
ci
dades
e
aldeias,
e promoveram
o
desen
volvimento
da
industria
e
agricultura;
e,
por
consequência,
a
prosperidade
do
seu
paiz
adoptivo.
No
anno
254
antes
de
J.
C.,
veio
para
governador
da
Lusitania,
o
intrépido Ha-
milcar,
e,
para
de
todo
captar
a
amisa-
de
dos
povos,
casou
com
uma lusitana,
de
Lisboa,
que
foi
mãe
do
grande
An
nibal.
(O
segundo.)
Hamilcar,
com
uma
grande
legião,
quasi
toda composta de
lusitanos, desem
barcou na
Sicilia
(Italia)
e
ahi
venceu
os
romanos.
Voltou á
Lusitania
viclorioso,
trazendo
sua
mulher
e
seus
quatro
filhos
e
uma
filha.
Os
lusitanos
o
ajudaram
a
reconquis
tar
as
províncias
rebeladas
da Península,
desde
o
Guadiana
até
aos
Pyreneus,
no
anno
238
antes
de
J.
C.;
mas,
d
’ahi
a
oito
annos,
nova
revolta
dos
hespanhoes,
o
obrigou
a
dar-lhes
batalha,
onde
foi
morto
Seu
genro,
Asdrubal
e
seu
filho,
Annibal.
se
pozeram
á frente
dos
lusita
nos
e
carthaginezes,
e
venceram
os re
beldes
(isto
é,
os
que não
queriam
ser
libertados.)
Estavam as cousas
n
’
este
ponto,
no
anno
220
antes
de
J.
C.,
e
Annibal
do
minando pacificamenle
a
maior
parte
da
Península,
quando
os
romanos se
intro-
metleram
pela
primeira
vez
nos
nossos
negocios.
Annibal
não
gostou
da
graça,
e
á
fren
te
de
um
grande
exército,
do qual
for
mava
a
melhor
parte,
os
bésteiros
lusita
nos
e
os
cavalleiros
munidas,
resolveu
hir
atacar
a
própria
cidade
de
Roma.
Atra
vessa
a
Hespanha,
os
Pyreneus
e
os
Al
pes,
entra
no coração
da
Italia,
e
ac-
commette
o
cônsul
Terencio
Varro,
na
Apulia,
e
o
vence
e
mata
na
famosa
ba
talha
de
Cannas,
effectuando
a
maior
der
rota
que
os
romanos
experimentaram
em
todo
o tempo
da
sua
existência
como
republica
e
como
império.
Mas
Annibal,
não
se
soube aproveitar
d
’esta
espantosa
vicloria,
e
esquecido
nas
delicias
de
Cápua,
foi
a
causa
da ruina
de
Carthago!
Os
romanos,
refeitos
da derrota
de
Cannas,
voltaram
á
Península, e
depois
de
uma
guerra
de
20
annos,
com
varias
alternativas,
tornam-se
senhores
(mas não
pacíficos)
da maior
parte
da Península,
no
anno
200
antes
de
J.
C.
—
PINHO
LEAL.
(Continúa)
tes
valentes
campeões
da
Egr^a
Catho-
lica
!
Eram
elles
sete
famosos
corypheos
do
pensamento
e
da palavra, sete
athletas
em
acção,
que,
reunidos
em
nome
e
sob
a
bandeira
de
Jesus,
crearam
uma socie
dade,
que
poude
e
ainda
pode
tudo
para
o
bem;
porque,
renunciando
a
todos
os
prazeres,
riquezas
e
gloria
própria,
dedi
caram
se
exelusivamente
á
gloria de Deus,
ao
melhor
serviço
das
almas
e
á
sancti-
ficação
de
seus
irmãos!
Por
séculos a
Companhia de
Jesus,
com
a
cruz
da
nossa
santa
religião, es-
tadeada
na
frente
das
suas
famosas
fi
leiras
de
missionários,
avassalou
os
po
vos
do
novo
e
velho
mundo,
prégando-
Ihes
a
religião
do Crucificado, e
proje-
ctando
sobre
as escureníadas
sombras
da
barbarie
e
da
ignorância
as
fúlgurantissimas
luzes
do
christianismo.
Da
Europa
até
á
Asia,
e da África
até
ás
plagas inhospitas
da
America,
todos
os
povos,
ainda
os
mais selvagens,
escutaram,
reverentes,
as
ondas
da
elo
quência
inspirada
e
arrebatadora
dos
je
suítas,
que
os
traziam
mansos
cordeiros
ao
redil
da
Santa Egreja
e
os
conser
vavam
vassalos
submissos
dos
impérios,
que
os
mandavam
evangelizar
n
’aquellas
remotas
paragens
!
Entre
nós
grandiosa
e
heroica
foi
a
sua
missão
!
Cada
padre valia
um
esquadrão
de
soldados
!
Cada
jesuíta
era
um
baluarte,
uma
fortaleza
inexpugnável;
vencia
sempre, mas
nunca
se
deixava
render!
As
suas
armas eram
a-
cruz
e
a
pa
lavra
!
Hasteada
a
cruz,
—
signal
perpetuo
da
nossa
redempção
—
.
a
palavra
desatava-se
de
seus
lábios,
melodiosa
e fascinadora,
em
caudaes
de eloquência !
Se
pelejas
havia,
eram
só
no
rasgar
das
trevas,
que
obscureciam
aquellas
ne
gras
sombras
de
rudes intelligencias!
Se
corria
sangue,
era
sómente
o de
esses
dedicados
martyres,
votados
á salva
ção
das
almas!
Que
o
digam
ainda
os
povos
da
ín
dia,
do
Japão
e
da
China,
que,
desde
S.
Francisco
Xavier,
viram
succeder-se
uns
aos
outros
os
pobres
missionários,
a
quem
as
lettras,
as sciencias,
as
ar
tes,
as
industrias,
a agricultura
e
a
reli
gião
tanto
devem
!
C.
veinos
fundo
no
cemiterio
da
his
toria,
e
n
’elle
encontraremos,
embora
carcomidos
e desfeitos
em
pó,
os
ossos
de
tantos martyres,
que
ainda
bem
alto
pregão
levantarão
em-
favor
do.
que
afílr-
mamos
!
Essa
vida,,
porém,
de
abnegação,
de
pobreza
e,
ao
mesmo
tempo,
de
suaves
consolações
e
de
solida
instrucção para
a juventude
de
luz
e
vida
para
as tre
vas
da
ignórancia,
de
riqueza
e
prospe
ridades
para
as
nações,
de
firme
susten
táculo
dos
thronos
e
dos
templos,
de
paz
e
abundancia
para
os povos,
essa
•ida
tão
gloriosa
como
amargurada
foi
um
dia
cortada,
cruelmente,
decepa.da
pelos
déspotas
da
impiedade
!
Pombal,
Aranda
Choiseul,
Tanucci
e
tantos
outros,
levados
por
odios
mesqui
nhos
e
vis
intrigas,
arrastados
pela
febre
de
obter
gloria
(triste
gloria
!)
para
os
seus
nomes,
mancharam
a
pagina
mais
brilhante
das
suas
nações
com
a
prizão,
desterro
e
morte
de
milhares
de cidadãos
inoffensivos,
antes,
pelo contrario, since
ros
e
efficazes
defensores
do
bem-estar
dos
povos; e com
a proscripção
da
So
ciedade
de
Jesus
envolveram-se
na
vergo
nhosa
e
execranda
mortalha
da
sua
jus
ta
condemnação
na historia da humani
dade
!
Mal
haja quem
tão
mal
avisado
pro
cedeu!
As
nossas
possessões
vão
deca
hindo a
olhos
vistos,
as
perturbações
são
n
’ellas
continuas,
as
desordens
sem
nu
mero;
e
—ai!—
mais
cedo
ou
mais
tarde,
o
pequeno
reino,
que
ensinou
ás
grandes
nações
o
caminho do
oriente
por
mares
nunca
d
’anles
navegados,
ver-se-ha
privado
dos
mais
ricos
festões
e
dos
mais viçosos
louros
da
sua
gloria
passada
!
Triste
cegueira
a dos
homens,
que
deixam
estadear
para
ahi
infrene
e
sem
peias
a
libertinagem
e
a
demagogia
tres
loucada;
e
não vêem,
ou
não
querem
ver,
que
hão
de
ser
estes
vicios
outros
tantos
cancros,
que
irão
corroendo
e
gangrenando
a
sociedade,
o
throno
e
o
paiz
até
que
elles
caiam
com
estrepito
no
meio
das
mil
nuvens
de
pó, levantado
na
sua
queda
desastrosa,
preparada
ha
!?nlos
annos
pela
injusta proscripção das
oi
'ens
religiosas
!
Onde estão,
em
Portugal,
esses
ho
mens,
que
eram
o
firme
sustentáculo
e
o
solido
apoio
dos
thronos
e
das
monar-
chias?!
Onde
existe
esta
sociedade,
que
ti
nha
em
vista
a
educação
scientitica
e
religiosa
da mocidade, a direcção pru
dente
das
consciências
dos
povos e
a
prosperidade
da
agricultura e
da
industria
das
nações
?
Onde?!...
Um
dia
pompeava
no
centro
das
so
ciedades
com
toda
a
pujança
e
com
as
mais
viçosas
forças
da vida
um
secular
e
magestoso
roble,
a
cuja
sombra
se
aninhavam
os
povos e
os
reis
!■
Os
seus frondosos
ramos
cobriam
to
das
as
nações
da
terra, e
as
suas
raizes
eslendiam-se
até
mesmo
aos
corações
dás
hordas
selvagens
do
novo
mundo, que
não
só
dos povos
civilisados!
Estados
e
reis viviam
,
descançados,
porque
aquelies
tinham
no
presente
asse
guradas
a
sua autonomia
e
as
suas,pro
priedades,'
e
estes
firmes
os
seus
thronos;
e
a
ambas
sorria-lhes no
futuro
a
con
fiança na
felicidade
è
na
opulência"!
O
céo,
porém,
de
tantas
prosperida
des
turvou-se,
a
tempestade
rugio
nos es
curos
horisontes
da
sociedade; e,
apoz
o
ribombo
da
impiedade,
veio
o
raio
do
odio,
que
lascou
e
derrubou
a
pomposa
arvore
da
vida social
!
Cahida por terra esta
arvore
e
feita
pedaços,
cada
nação
accendeu
uma
foguei
ra com
os
seus
toros,
acalentou-se
a
um
fogo tão agradavel
e
arremessou
para
longe
de
si
as
cinzas,
que
foram
espa
lhadas
e
depre
ciadas
por
todos!..
Essa
arvore
gigante,
frondosa
e
vital
era
a
Sociedade
de
Jesus-, o
raio
fulmi-
nador
a
louca impiedade,
que
se
sentava
no
poder;
,e
os
troncos
ardidos
foram
os
membros
d’
aquella
Sociedade
reduzidos
á
prisão,
levados
em desterro
e
queima
dos
nas
fogueiras
da
inquisição,
victimasdo
machievelismo
de
seus
ferozes inimigos!
Desde
Thoraaz
Munzer, o
furioso ni
velador,
e
João
Leyde,
o
prophela
histrião,
paes
do
socialismo
desenfreado,
até
No-
biling,
Hoedel,
Moncasi e
Passavanti, to
dos
elles
são
mais
pacienteménte
tole
rados
e
soflridos
com
mais
valor
do
que
os
corajosos e
prestadios
jesuítas
!
Oh
!
odio
infernal
e
tenebrosíssima
ce
gueira
!
!
Vêde
e
apreciae
bem quaes
são
os
melhores
fructos,
que
resultam
para
a
ci-
vilisação
dos
povos:
se
os que
provem
da
dedicada abnegação
e
da
doutrina
pré-
gada
pelos
jesuítas,
ou
se
os
dos crimes
e
perversa
propaganda
dos
socialistas!!...
Acaba
de
ser
publicado
pelo
principe
dos
nossos
editores
um
magnifico
livro,
que
torna
bem
patentes
ao
sol
da
ver
dade
as
grandes
virtudes
dos
jesuítas,
que
foram sempre
calumniados
e
mal
vistos
pelos
encyclopedistas,
pelos
jansenistas,
pelos
ignorantes
e
pelos
ímpios!
Esse
livro é
uma
pérola
engastada
na
coroa
do
seu
auclor,
que
mostra
mais
es
ta
vez
as
altezas
do
seu
peregrino
talen
to,
a
firmeza
das
suas
convicções
e a
sin
ceridade
da sua conversão!
Paulo
Féval
é
hoje
ura
bom
christão,
e, sobretudo,
um
grande
coração,
que
se
votou á
defeza
da
causa
mais
sympathica
das Instituições
mais generosas,
que
os
wmens
teem
creado
para
bem
da
huma
nidade
!
A
fé
admiravel
d’
este
escriptor
não
vacillou:
tinha
de
fazer justiça
á
Socie
dade
de
Jesus;
dumpria-lhe
o imperioso
dever
de
apagar
nos
seus
romances
a
in
tenção
irónica
e sempre
desfavorável
com
que
algumas
vezes
n’el!es
tinha
emprega
do
a
palavra
jesuita
r
E
fel-o!
e
tanto
mais brilhanlemente,
quanto
é
certo
que
este
seu
livro.é
um
pre
cioso
thesouro
de
linguagem
e
de
doutrina,
digno
de
occupar
o
mais honroso
logar
em
todas
as
bibliothecas.
0 snr.
Padre
Senna
Freitas,
talento
vigoroso,
grande
orador
e
versado
na
lín
gua
de Camões,
Vieira,
Garrett
e Casti
lho,
interpretou muito
bem
o
pensamento
do
anctor, vestindo-o
elegantemente
da
mais
correcta
linguagem,
do
mais
aprimo
rado
estylo,
como
a
obra
o
estava
pedindo.
Dirigimos
finalmenle,
ao
editor,
o
snr.
Cliardron.
as
nossas
humildes
felicitações
e damos-lhe
sinceros
parabéns, porque
tem
silo sempre
solicito,
tanto
quanto
cabe
nas
suas
forças,
era
promover
e
derramar
a
instrucção
pela
classe
eccie-
siastica,
mandando traduzir
as
melhores
obras
e
tratados
religiosos
pelos
mais
cons
pícuos
escriptores
da
nossa
terra.
Braga
12
de
fevereiro
de
1879.
Egyiio
Azevedo.
CHRONICA ESTRANGEIRA
♦
Deve
verificar-se
hoje
a
audiência
con
cedida
por
S,
Santidade
Leão
XIII
á
im-
prenáa
catholica.
E
’
excedente
a
mil o
numero
dos
Jornaes
qtie)adheriram
á
im
ponente manifestação
iniciada
por
Monse
nhor Tripepi.
0
«Commercio
do
Minho»
também
alli
será
dignamente
representado.
Uma
deputação
da
diocese
de Vivier
apresentou
ultimamente
ao Santo Padre
nm
magnifico
volume de
grande
riqueza
(Fórnamentação
e
encadernação,
onde
está
consignada
a
fé
e
a
piedade filial
do cle
ro
d
’
aquella
diocese.
As
paginas
do
pre
cioso volmne
são
ornadas
á
mão,
en
quadradas
com arabescos,
vinhetas
e
pe
quenos
adornos d
’uma
perfeição
maravi
lhosa.
Admira-se
alli
a
pureza
de
dese
nho,
a elegancia
da
fórma
classica
dos
mais
bellos
modelos
da
edadé
media.
Na
primeira
pagina
’
brilham
as
armas
de
S.
Santidade, e
a
seguinte
dedicatória
em
grandes
caracteres
gothicos:
Sandíssi
mo
D.
N.
Leoni
Papae
Xlll,
EpPcopu?,
Capitulum
Calhedrale
et
Clerus
Ecclesice
Vivarienses. Segue-se
ó
texto,
igualmen
te
em
lettra
gothica,
da
mensagem,
em
lingtia
latina
onde
se
exprimem
os
mais
bellos
sentimentos
que
a
tradicção
.
tem
consagrado e
as
eda
les
renovam
com
relação
ao Successorde
S.
Pedro.
Depois
figuram
em
paginas separadas
e
esplendi-
damente
illustradas,
os nomes
do
bispo
de
Viviers
e
os
dos
capitulares
da
calhe-
dral,
dos
Sulpicianos
e
seus
discípulos
no
simínario
diocesano,
do
superior
e dos
Trappistas
da
abbadia
de
Nossa
Senhora
das
Neves,
do
clero
de
todas
ss
cida
des da
diocese,
e
na
ultima
pagina
o
do
Irmão
Theodolpho,
religioso
das
Escolas
christãs.
que
escreveu
e
illustrou
este
bel-
lo
volume.
0
Santo
Padre
recebeu
esta
offrenda
com
particular
satisfação,
e
repetidas
vezes
disse,
ao examinal-a
com
o
mais
vivo
interesse,
que
ella
era
ura
trabalho
ma
gnifico.
Na
expressão
do
«Monde»,
é
um
mo
numento
perfeitíssimo
de
paciência,
de
trabalho
e da
incomparável
habilidade
d’
um humilde religioso
ignorantilo.
—
Na
exposição
dos
motivos
que
ba
seiam-o
novo
projecto
de
amnistia
aos
comniunosos,
apresentado
pelo
ministério
fiancez,
.a
horrorosa
insurreição
de
1871
é
alli
qualificada
como
«um
dos
maiores
crimes
que
teem
sido
tentados
contra
a
soberania
nacional»,
e
diz-se
que,
usando
de toda
a clemencia
em
favor
dos
des
encaminhados, convém infligir
«contra
os
chefes
e
auclores
principaes
do
cri
me, a
justa reprovação
que
está
ligada
á
Communa».
E
’ crive! que
estas
palavras
provo
quem
uma
nova
crise ministerial,
por
que
ferem
bem
fundo
os
«sans-culotte»
de baixa
e
alta espbera.
Mas
para neutralísar
o
máu
effeito
que
necessariamente
ellas haviam
de
produzir
na
matilha,
o
gabinete
deu-se
pressa
em
satisfazer
os
revolucionários
mais
avançados,
continuando
a
purificar,
a
sabor
d'esles,
a
magistratura
e o
exer
cito.
Por
estes
dias
deve começar
a
puri
ficação
das prefeituras,
das aub-prefeitu-
ras,
etc,
E
’
uma hecatombe de
cabo
a
rabo.
Pobre França!
—
Na
Inglaterra
a
miséria
attinge
o
ideal
do
horror.
Os
jornaes
inglezes
saem
diariamente
pejados
de
scenas
que
cora-
moveriam
um coração
de
bronze.
Como
se lhe
não
bastasse
estes
ma
les,
vê-se
esta
potência
assoberbada
com
duas
guerras:
uma
contra
os
afghans, no
Oriente,
e
outra
contra
os
zulus,
que
de
continuo
inquietam
a colonia
do
Cabo.
—
Depois
de
seis
mezes
de
negocia
ções,
acaba de
ser assignado
finalmente
o
tractado
turco-russo.
Desde
1681
é
este
o
decimo
segundo
tractado
de
paz
defi
nitivo
concluído
entre
a Porta e
a
Rússia.
Por
aquelle
tractado
a
indemnisação
de
guerra
é
fixada
em
36,100:000 libras,
cujo
pagamento
será
objecto
d’
uin
accordo
su
bsidiário
entre
o
imperador
da
Rússia
e
o
sultão.
Noticias
de
Vienna
dão
o
gabinete,
ou
o
chanceller
conde
Andrassy,
desconfiado
de
que o
tractado
russo-turco
contenha
alguns
artigos
secretos
contrários
aos
in
teresses
da
Áustria,
sendo
ta! suspeita,
que
bem
póde ter
razão
de
ser,
que
prova
velmente
muito
influiu,
para
que
esta
potência
estreitasse
ura
tanto
mais as
suas
relações,
cora
a
Alletnanha.
Acrescentam,
que também
convergira
para
isto
mesmo
a
transformação
-da política
franceza,
que
segundo
as
revelações d
’
auctorisados
jor
naes
desagradara
muito nas
altas
regiões
políticas
de
Vienna.
Soube-se
ultimamente
que,
d
’accordo
entre
a
Allemânha
e
a Áustria,
fora abo-
lido
o
art.°
5.°-do
tractado
de
Praga,
no
qual
se
permittia
aos
habitantes do norte
do Schleswig
a
faculdade
de
se
reunirem
á
Dinamarca
ho
caso
que
assim
o
fizes
sem
conhecer
por
uma
livre votação.
Na
Dinamarca
lavra
grande
indigna-
ção
contra este
convénio,
que
foi
assi-
gnado
a
I
I
d
’
outubro
passado
e
só
muito
tarde
veio
a
ser
conhecido.
O
commercio
da
Turquia na Azia
Me
nor
vae
soffrer
incalculáveis prejuízos
com
a
cessão
de
Batoum á
Rússia,
a qual
com-
prehendendo
toda
a
importância
d
’este
porto
o
melhora
quanto
póde. .
Os
gregos
e
'com'
elles
a
parle
mais
enefgiCa
e
empreheh^ediora
da
população
de
Trebisonda,
emigrara
em
massa
para
Batoum,
convencidos
de
que
no
dia
em
que
esta
praça se
una
por
meio
d
’uraa
linha
ferrea
a
Boti,
a
Tiflis
e
ao
mar
Çaspio,
todo
o
commercio interior
d
’
essa
parte
da
Asia Menor, assim
como
tam
bém
o
da Pérsia,
passará
e
se
concen
trará
em
Batoum.
Trebisonda,
de
facto,
não
tem
porto,
e
as
suas
communica-
ções
com
Erzeruth,
Diabakir,
e
Bayazid
são
muito
difliceis.
—
A peste
na Rússia traz
na maior
in
quietação
os
paizes
limitrophes.
A
Prussia,
a
Áustria
e
a
Italia
teem
já
estabelecido
rigorosas
quarentenas,
e
o
mesmo
vão
fazendo
outras
nações.
O
governo
russo
assegura
que
o.flagello
não
recrudesce
e
que
não
ultrapassará
as
localidades
infes
tadas;
outros
pensam
que
cora
os
primei
ros
calores
se
conhecerá
a sua propaga
ção
feita
pouco a
pouco
em quanto
o
julgavam
localisado
em
curto
espaço.
Nas
províncias
mediterrâneas
da
Tur
quia
da
Europa
grassa
intensamente
o
lla-
gello
do
lypho
exaulhematico.
O
governo
portuguez
que
ahi
nos
está
cavando mais
fundo
o
abysmo,
mui a
contento
do snr. D.
Luiz,
respondendo
a
uma
interpeilação
d
’um
deputado
ácêrca
d’
estas
epidemias,
limitou-se
a duas
gra
çolas
de
Sampadius
rusticus, e
a
mandar
reunir
a
junta
de
saúde
publica.
E
nada
mais.
Um
telegramma
de
Pesth
cora
refe
rencia
a
outro
de
Bucharest,
diz
que
o
governo
russo
pediu
uma
satisfação á
Rumania
pelo
insulto
feito
á sua
ban
deira.
Accrescenta
esse
telegramma
que
o
governo
russo
intimou
os
rumanicos
a
abandonarem a
fortaleza
de Arab-Tabia,
ameaçando
empregar
a
força
no caso
de
assim
não
operarem.
—
Por
estes
dias
vae
tractar-se,
em
Madrid,
a
causa
instaurada
contra
vários
chefes
e
officiaes do exercito, implicados
n
’
uraa
das conspirações
ultimamente
des
cobertas.
psniteneis». —
Ante-
hontem
de
tarde
foi
conduzida
em
pro
cissão
de
penitencia, do
templo
de
S.
Vi-
ctor
para
o
sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte,
a veneranda Imagem
de
N.
Se
nhora
das
Angustias.
Iam
na
procissão
centenares
de fieis.
Jfubi9er.i
«las
Quarenta Horns.
—
Começa
áinanhã
na
egreja
do
Carmo
o jubileu
das
Quarenta
Horas,
havendo
Exposição e
sermão de
tarde.
.Jesuítas.
—
Chamamos
a attenção
dos
nossos
leitores
para
o bellissimo
artigo
sobre
os Jesuítas,
devido
á
bem
conhe
cida
e
aparada
penna
do
exm.°
snr*
dr.
Egydio
Azevedo.
As
bellezas
que
adornam
esse precio
so
escripto,
o primor
e
elevação
da
lin
guagem,
os
bellos
e
sublimes
conceitos
que
o
caracterisam
fazem
que
o
conside
remos
uma
das
melhores
producções
lil-
terarias
de
s.
ex.
a
e
obrigam
nos a
con-
sign
ir-lhe
aqui
o
nosso profundo
reconhe
cimento
pelo
offerecimenlo
que
d
’elle
nos
fez
Ousamos
esperar
também
que
s.
ex.
a
continuará
a abrilhantar
as
modestas
co-
luinnas
do
nosso
jornal
cora algumas,
ao
menos,
de
suas
preciosas
composições.
Te«ítre.?sseiat©.-O
revd.
0
abbade
de
Santa
Eulaiia
de
Tenões,
faliecido
ha
dias,
fez,
entre outras,
as
deixas
seguintes:
Deixou
ao
Hospital
de
S.
Marcos
reis
1
:0í)0;$')00,
e
metade
da
sua
roupa,
com
obrigação
de
mandarem
dizer
dez
tnissas
annuaes.
Ao
asylo
de
S. José,
reis
com
o
resto
da
sua
roupa,
e
obrigação
de
cin
co
missas
annuaes
in
perpeluum.
Ao
asylo
d
’
Infancia
Desvalida
de
D.
Pe
dro
V,
1000001)
rs.
Ao
collegio
de
Regeneração
1000000
reis.
A
cada
convento
e
recolhimento
d
’
es-
ta
cidade,
200000
reis,
com
a
condição
das recolhidas
ouvirem
uma
missa an
nual.
Aos
pobres
das
freguezias
de
S. Pe
dro
d
’
Este,
Gualtar,
Tenões,
Nogueiró
e
S.
Victor,
desde
a
egreja
até
ao
sitio
dos
Peões,
200000
reis
a
cada
uma
d’
estas
freguezias
para
se
distribuírem.
Deixa
mais
aos
pobres
da
freguezia
de
Tenões,
metade
do
grão,
vinho
e
le-
nha
que
existe
em sua
casa
na
occasião
do
seu
fallecimento.
1:0000000
reis
ao
hospital
de
Vianna,
ficando
este
com
obrigação
de dez
mis
sas
annuaes
in
perpetuam;
3000000
reis
á
Caridade
de
Vianna,
com
obrigação de
tres
missas;
500000 reis
a
cincoenta
pobres
da
mesma
cidade;
500000
reis
a
outros
asy-
los
que
haja
na
mesma cidade;
500000
reis
aos
pobres
da
freguezia
de
Mazare-
fes;
aos
de
Darque,
200000
reis;
Villa-
Franca,
200000
reis;
Villa Fria,
200000
reis;
e
para
os
de
Anhe
200000
rs.
Deixa
á
Senhora
do
Sameiro,
500000
reis.
C»a»fere«*eía
S. Vieente «Se
(Paulo.—
Na
reunião
extraordinária
que
teve
logar
ante-hontem,
20 do
corrente,
a
3
’
commissões,
nomeadas
para as
diffe-
rentes
freguezias da cidade,
apresentaram
as
collectas
que
puderam
obter
para
o
estabelecimento
da sopa economica
e
bem
assim
as
relações
dos
necessitados
que
estavam
nos
casos
de
receberem esta
valiosa
esmoía,
que
a
conferencia
enten
deu
dever
proporcionar-lhes,
altenta
a
crise
porque
está
passando
a
classe
ope
raria
e
artística.
Tem
nos
realmenle
edificado
sempre,
mas
d
’esla
vez
deixou-nos
assombrado
o
zelo,
a
dedicação
e
a
caridade
verdadei
ramente
chrislã,
com
que
todas
as
com-
inissões
nomeadas
de
que
fazem parte
pessoas
muito
dístinctas
d
’esta
cidade,
pela
sua
posição,
nobreza
e saber,
se
desempenharam
da
bem
espinhosa
missão
que
lhes
foi
incumbida.
Não
está
no espirito
essencialmente
modesto,
humilde
e
verdadeiramente
chris-
tão
da
benemerila
sociedade
de
S.
Vi
cente
de
Paulo o
permittir-nos
que
aqui
digamos
o
que
sentimos
do
zelo carita
tivo
e
christão
e
da
inexcedivel
activi-
dade
de cada
um dos
seus
membros
em
especial,
mas
receamos
bem
que alguma
vez
não
possamos
curvar-nos
silenciosos
em
face
de
quadros
de
virtude
tão
edi
ficantes
e consoladores, que,
na
verdade,
confessamos
não
estarmos
acostumados
a
presenceal-os,
d
’
um
modo
que
nos
en
ternece
e
assombra.
Do
relatorio
apresentado
por
cada
uma
das
commissões,
vimos que
a
cari
dade
dos
habitantes
de
Braga
já déra
generosamente
a
quantia
de
um
conto
e
tanto
para
a
sopa
economica,
não
(alian
do
em
alguns
comestíveis,
e
outras
cou
sas
que
ainia
se
esperam
receber.
Foram egualmente apresentadas
algu
mas
relações
dos
operários
e
artistas
po
bres
e
privados
de
trabalho
para
serem
soccorridos
conjunclamente
com
suas
fa
mílias.
Não obstante o
infatigável
zelo
que
se
tem
desenvolvido
sobre
este
assumpto,
resolveu-se
unanimemenle,
embora
com
profundo
e
sincero
sentimento
de
toda
a
assembleia,
que
a
distribuição
da
sopa
eco
nomica
principiasse
a
eílectuar-se
sómen
te ámanhã
e
isto
por
varias
razões,
en
tre
as
quaes
avultaram
em
primeiro
lo
gar
o
facto
inesperado e
lamentauel
da
recusa
dos
taberneiros,
estalajadeiros
etc.
ás
justas
e
razoaveis
propostas
da
Con
ferencia;
e
em
seguida
a circumslancia
de
ter
sido
impossível
relacionar
os po
bres d
’
uma
freguezia
e
de
estarem
ainda
imperfeitas
as
relações
apresentadas.
A
assembleia,
ponderadas
estas
e ou
tras
razões,
e
depois
de
ter
ouvido por
largo
tempo
o
incansável
presidente,
o
exc.
1110 snr.
dr.
Pinheiro
Torres,
delibe
rou
que
a
sopa
economica
tivesse
prin
cipio
ámanhã,
sendo
feita
a
mesma
dis
tribuição
em
dous locaes,
um
na
Praça
Muncipal
para
os
pobres
das»
freguezias
da
Sé, S.
Tliiago,
S.
Pedro
de
Maxitni-
nos
e
S.
João;
e
oplro' na freguezia de
S.
Victor,
para
os
d’
esla
e
de
S.
Lzaro,
porisso
que
n
’estas abundam
mais
os
ope
rários
e
artistas
pobres.
Junstifa.
—■
Acaba
de
ser
feita
justiça
ás
queixas
que
ha
pouco
dirigimos
ás
aucloridadcs
competentes
a
respeito
d
’
um
ros
a
675
reis por
uma duzia de
cai
xas;
tabaco
estrangeiro
a
30500
reis
o
kilo.
A
carne de
vacca e
carneiro,
que
era
dos
alimentos
mais
baratos no
paiz,
subiu
a
350
reis
o
kilo. Não
havia
alli
hortaliça
de
especie alguma.
—
Monsenhor
Pie,
bispo
de
Poitiers,
foi
elevado
por
Leão
XIII
á
dignidade
de
cardeal.
—As
aldeias
de
Stein,
Hausen
e
Ei-
senbolgen,
perlo
de Meyringen,
na
Suis-
sa,
ficaram
reduzidas
a
cinzas
após
um
violento
incêndio.
Na própria
povoação de Meyringon
arderam
mais
de
cem
casas.
■
—
O Mercúrio
allemão,
de Municli,
orgão
central
da
seita
velho-calholica,
saúda
o
anno
novo
do
modo
seguinte:
«O
anno
novo
começa
sob
os
auspí
cios
mais
lugnbres
e
mais
diíficeis.
No
interior,
o
enthusiasmo
dos
últimos
annos
diminuiu singularmenle;
por
toda
a
parte
não encontramos
senão
oppressão
moral,
imprevidência, discórdia
e anciedade
ante
o
futuro.
No
exterior,
a
nossa
situação
está
longe
de
ser
clara
e
é
tal
qne
deve
occasionar-nos
amargura.
—
Finalmente
o
anno
que terminou
foi
dos
mais
infelizes
dos
mais
tristes
e
fecundos
em graves
acontecimentos.
A
sua fatal
influencia
se
fará
sentir
ainda
por
muito
tempo.
Mui
tas
coisas
que
deveriam
ter
concorrido
para o bem
geral
tiveram
um
efleito
absolntamente
contrario».
—
S.
Santidade
Leão
XIII
conferiu
a
grã-cruz
da
Ordem
de
S. Gregorio
ao
féld-marechal
Philippowich,
ex-comraan-
danle
do
exercito
austríaco
de
occupação
na Bosnia
e na Herzegovina.
O Pontífice
quiz assim
recompensar
aquelle
general,
por
elle
se
ter
mostra
do
favorável
á
hierarchia
catholica.
fa
zendo
nomear
um
bispo
em
Serajewo.
Assim
o refere
um
diário
extran-
geire.
—
-O
«Catholic
Mirror»
de
Baltiinore
narra
que.
o
rei da
Bélgica
offereceu
o
valor
de 37,500
francos
em
paramentos
e
vasos
sagrados
á
egreja
da
Congrega
ção
Catholica de
Leopoldo
no
Estado da
Indiana.
Esta
Congregação
compõe-se
de
perlo
de
cento
e
vinte
famílias
calholi-
cas.
O
mesmo
jorna!
accrescenta
que a
dadiva
do
rei
dos
Belgas
é verdadeiramente
esplendida.
—
Na
diocese
de
Culm,
(Alleman.ha)
33
parochias
já
não
tem
curas
titulares;
14
paro-
chias
estão
absolutamente
abandonadas;
30,000 catholicos
estão
privados
do
serviço
divino
e
de
todo o
soccorro
religioso,
emquanto
outros
tem
ainda
um vigário.
Na
diocese
de
Breslau
107
parochias
es
tão
sem pastor;
87.000
fieis
estão
abso-
luraente
sem
padres;
77,000
pódem
ain
da assistir
á
Sancta
Missa.
Na
diocese
de
Munster,
137,000
almas estão
egual
mente
privadas
dos
seus
pastores.
Se
se
considerar
que
n'este
momento 788
pa
rochias
na
monarchia
prussiana
estão
sem
pastor
e
se
admittir
como
media
para
cada
parochia,
uma população
ca
tholica
de 1500
almas,
o
que
é
abaixo
da
realidade,
é
necessário
concluir
que
os interesses
espirituaes
de um milhão
de
catholicos
se
acham
abandonados
—A
snr.3
D.
Maria Ermelinda-
Vianna,
ullimamente
fallecida
no
Porto,
deixou
ás
religiosas
Capuchinhas
da
cidade
de
Guimarães,
a quantia
de 300000 reis
a
cada
uma.
—
O
Vezuvio
entrou
n’
um
novo
pe
riodo
de
erupção,
sendo
muitos
os
cu
riosos
qne
leem
chegado
a
Nápoles para
contemplar
o
grandioso
especiaculo.
A
erupção
é
no
cone
mais elevado,
o
que
augmenta
o
attractivo.
Duas
correntes de
I
láva,
partindo da
base
do
cone,
se
diri-
;
gem
uma
para
Somma outra
para
Napo-
i
les.
Os
habitantes
das povoações ameaçadas
emigrara.
—
O
governo
inglez
já
conlractou
quinze dos
mais
rápidos
steamers
de
diversas
companhias,
para
transportar
tropas
para
o
Cabo
da
Boa Esperança.
—
Desabou
parte
de
uma
casa
em
Cellas,
perto
de
Coimbra,
matando
uma
lia
do
snr
dr;
Simões
Maria
d
’Altneida,
advogado
n
’
aquelle
juizo.
—
A
noticia
da
apparição da
peste
do
do
Levante,
em
um
porto
do
Mediterrâ
neo, produziu
grande
pânico-
nas cidades
maritjmâs
de
Italia,
onde
se
faz extensi
va
a
quarentena ás
procedências
de
muitos
portos
do
império
oltomano.
—
Em
Beja
o
temporal
causou
immen-
sos
prejuízos.
O
cyclone
arrancou
mui
tas
oliveiras,
destruiu
montes,
muros,
etc.,
etc.
—
Em
1878,
o
numero
de
passageiros
que
transitaram
nos
carros
de
uma
das
companhias
de
caminhos
de
ferro
aereos,
caso
que
se
tinha
dado
no
botequim
do
snr.
Alexandre.
Os
'
criminosos
foram
julgados
ante-
hontem,
em policia
correcional,
sendo
condemnados
em
8
dias
de
prisão
e
custas
do
processo;.
ficando todavia
a
uma
lestimunha
o direito
de
poder
proceder
contra
os
mesmos reus
criminal
mente.
Desjnishos.
—
O
«Diário»
publica
os
seguintes
despachos:
O
presbytero
Luiz
Alves,
parocho
de
N.
S.
da
Conceição
de
Turquel, apre
sentado
na egreja
de
Santa
Maria
e
S.
Miguel
de
Cintra.
Declarado
sem
efleito
o
decreto
pelo
qual
foi
apresentado
na
egreja
de
Santa
Maria
do
Peado
o
presbytero
Dias
Gallas
e
Costa.
Abjuraçfto. —
O
snr.
Eduardo
José
Moreira,
que
ha
pouco,
segundo
noticia
mos,
abjurou
a
maldita
seita
protestan
te,
publicou
as
seguintes
linhas:
•
O
homem,
emquanto
dura
a
sua
pe
regrinação
pela
terra,
batido
dos
vaga
lhões
encapellados
dos
seus
extravios,
tem
que
luctar
com os
mais
terríveis ele
mentos para
evitar
o
naufragio
no
mar
alto das
paixões
ruins.
Mas
quantas
vezes
são
impotentes
os
seus
esforços?
Quantas
vezes,
após
o
ar-
cõ
iris
que
serena
as
temoestades
se
des
encadeia
sobre o
frágil
baixel,
em
que
o
homem
navega n’
este
mundo,
tão
rijo
ven
daval
que
elle
succumbe?
Victima
d’
uma
tempestade
d
’esta
na
tureza
perdi o
equilíbrio
no
mar
da
vida
e
naufraguei.
Quando
julgava
que
d
’
esse
naufragio
não restaria
uma
unica
taboa
de
salva
ção,
eis
que
no
meu
horisonte surge
uma
estrella
rutilante
e
bella
a
guiar
os
meus
passos
á
almejada
praia
que
todos
deve
mos
demandar.
Foi
essa
verdadeira
estrella
polar
que
honlem
me
encaminhou
a
bater
a
uma
porta,
que nunca
sè
fecha
a
quem
a
pro
cura,
e
que
com
tanto
jubilo me
foi
aber
ta,
quando
envolto
ainda
em
faxas
in
fantis
me
convidaram meus
extremados
paes
a
procural-a, afim
de alistar
meu
nome
na
honrosissima
phalange dos dis
cípulos
de
Jesus
Christo.
O
que o meu
coração
sentiu
no
do
mingo
ultimo
ao transpor
os
umbraes
do
templo,
onde
fui
admittido a
tão nobre
milicia,
não
me é possível
descrever!
A
’
s 10
horas da
manhã d’
essse
dia,
os
sinos
da
egreja
de
S.
Christovão de
Mafamude,
onde recebi o
primeiro
sacra
mento,
convidavam
os
fieis
ao
cumpri
mento
do
preceito
dominical,
e
a essa
hora
para
mim
de
eterna
recordação
da
va
eu
um
solemne
testimunho
do
meu
arrependimento,
da
minha
espontânea
re-
tractação,
assistindo,
banhado
em
lagri
mas
de
alegria,
ao
baptismo
de
tres fi
lhas
minhas,
que
já
o
tinham
recebido
na
egreja
protestante,
estando porisso
ex
cluídas
do grémio
da
Egreja
Catholica,
asssim
como
eu
e minha mulher.
Para
tranquilidade
de
minha
consciên
cia
e
em
desaggravo
á
Mageslade
Su
prema, offendida,
declaro
alto
e
bom som,
que
só
eu
fui
culpado
em transviar-me
do
caminho
que
devia
seguir;
e portanto
á
Egreja
Catholica
Apostólica
Romana,
na
qual
eu
ea
minha
familia
protestamos
vi
ver
e
morrer,
ao
venerando
Prelado
que
ora
preside á
Egreja
portuense,
e
a
to
dos
a
quem
escandalisei
com
o
meu
ir
regular
procedimento,
rogo
humildemen
te
se
dignem
absolver-me
do
nefando
cri
me
que commelti e ao
meu
rev.°
paro
cho,
atilado
pratico
no
mar
da
vida, pe
ço
dirija
os
meus
passos
afim
de que
eu
realise
a minha maior
esperança—
a
par
ticipação
total
dos bens da
Santa
Egreja
e
que possa conduzir
o
meu
frágil
baixel
a
porto
de
salvação.
Fazendo votos a
Deus
para
que
o
meu
exemplo
traga tanto
filho
prodigo
ao
seio
da
verdadeira
Egreja
de Jesus
Christo,
as-
signo-me
De
v.
etc.
Eduardo
José
Moreira.
ríotietas dí-voraas.
—
Dizem
de
Pre-
torio,
Transwal,
que
o
preço dos
co
mestíveis
e
outras
merãidorias
de
maior
necessidade
da
vida,
tem
augmentado
consideravelmente
-durante
estes
últimos
dias,
em
todo
o
sul da África,
por
cansa
da
guerra
com
os
zulus. O
pão
subiu
a
300 reis
o
kilo;
a
farinha
a
520
reis;
a
manteiga
a 20700
reis;
o toucinho
a
530
reis;
as
balatas
a
223
reis;
a
con
serva
de
legumes
inglezes
a 10200
reis
a
garrafa;
ovos
a
675
reis
a
duzia;
sar
dinhas
de
Nanles
a
100
>0
reis
a
caixa;
cognac
a
30000
reis
a
garrafa;
phospho-
em
New-York,
ascendeu
a 10.078:625.
—
Foram
despachados
escrivães
de
di
reito,
para
a
comarca
da Ponte
da Bar
ça.
os
snrs.
Francisco
Valle,
e
Silva e
Brito.
—O
canal
de Suez
rendeu
durante
o
anno
de
1873,
31.153:000
francos,
1.635:000
francos
menos
que
no
anno
anterior.
—
Do
fortíssimo
temporal
que
a
se
mana passada occorreti,
dizem
de
Valença,
não
resiltou,
felizmente,
na
bahia
de
Vigo.
desgraça
alguma;
apenas
um
navio
portuguez esteve
em
imminente
risco
de
se
despedaçar
contra
as
rochas
da
Guia
por
causa
de
ir
’
á
garra.
—866
marquezes.
622
condes, 92
viscondes, 93
barões,
que
sommados
perfazem
um
todo
de 1:673,
são os ti
tulares
que
aclualmente
ha
na Hespa-
nha.
—
Presenceon-se
ultimamente
em
Smyr-
na
um
phenomeno
curioso.
Por
uma
tem
peratura
um
tanto
elevada,
gelou
o
mar,
ao
longo do
caes,
n
’
uma extensão
pouco
mais
ou
menos de
quarenta
metros, man
tendo-se
comtudo
inalteradas
e
á
tempe
ratura
ordinaria
as
fontes
da
cidade.
E
’
notável,
com effeito,
este phenomeno.
por
quanto
a
agua do
mar
gela
á
tempe
ratura
de
25° negativos.
—O
snr.
José
Antonio
de Oliveira,
escrivão
de
direito
na
Ponte
da
Barca,
foi
transferido
para
Vianna
do
Caslello.
......
THEATRO
DE
S.
GERALDO.
GRANDES
BAILAS
DE
MASCARAS
Domingo, segunda
e
terça-feira.
Preços
de
assignatura
para
os tres
bailes:
—í.a
ordem
50000,
2.
a
60000,
3.
a
20400.
Avulsos:—
Para
domingo,
1.a
ordem
20500,
2.
a
30000,
3/
10000.
Segunda-
feira,'
l.
a
ordem
10500,
2.
a
10800,
3.a
800.
Terça-feira,
l.
a
ordem
30000,
2.
a
30500;
3
a
10200.
Entrada
geral 240
reis.
Principia
ás
8
horas
da
noite.
(2279)
SAflDE
1
10233
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de saúde,
DL
BARRY
de
Londres.
3U
isnn»» d’invuriaveí B®ne«5»k»B<»
5
Coiubatendu
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gasiralgia,
ílegma,
airoios,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos, irritações iotestinaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthma, fal
ta de respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
debilidade, to
das as desordens
no
peito,
na garganta,
do
alito, dos
bronchios,
da
bexiga,
do
fi
gado,
dos rins,
dos
intestinos,
da
muco
sa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas
entre
as
quaes
coutam-se
a
do
duque
de
Piuskow,
da
extn.
a
snr.
a
marqueza
de
Bre-
hao,
de
Lord
òtuarl
de
Decies,
par
d
’ln-
glalerra,
do doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
•
Cura n.°
63:476.—Mr.
Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de gastralgia,
de
sof-
frimeutos
d
’estoínago,
dos
nervos,
Iraque-
za
e
Suores
noclurnos.
Cura
n.°
74:422.—
Prostração.
—
Bald-
win,
da
mais
completa decadência
de
sau
de,
de
patalysia
dos
membros
por
efleito
e
excessos
da
nrocidade.
Cura
n.°
76:448.
—
Verdun,
16
de ja
neiro
de 1872.—
Havia
cinco
annos
que
soílria
graves
incoíiimodos
no,
lado
direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
iões
etc.
Não
hesito
era certificar
que a
sua
fiXevaleseière
mo salvou
a
vida.—
E
rnesto
G
atté
,
musico
do
63
de
linha.
Cúra
n.°
62:986.
—
M.
,e
Martin,
do
amenorihea.
buppressào
de
menstruaçãe
e
dança
de
São
Guido,
declarada
iucura*
vel.
perfeitamente
curada pela
ESevalen-
eière.
E’ seis
vezes
mais
nutritiva
do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
econoraisa cincoenta
vezes o
seu
preço
em
retnedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe-
niusula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de1
/*
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1$400
reis;
de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e de
12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se po
dem
corner
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
lá
400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Hevaleweière
ehoeolatada,
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
d#
120
chavenas,
3$200
reis,
ou 25
reis
cada
chavena.
DU
SABH1 c.a
Place
Vendôme, 26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
lashoa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
For
to,
J,
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Bauharia,
77.
DEPÓSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.
=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e Costa,
pharm.
—
Barcellot»,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
à
Irmão,
rua do
Souto.
—
Vianna
do
C»»-
«•11o,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—Guliiiarãe»,
Ã.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José,
J.
da
Silva, drog.,
Rua
da
Bainha, 29 e
33.—
PenoBel,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77; J. R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua de
Cedofeila,
160;
Fontes &
C.
a,
drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—
Ponte
do 14-
■na,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—Povoa do Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira, pharma.
—
Valença do Minho,
Francisco
José de Sousa,
pharm.—
Villa
do
Conde,
A.
L.
Maia
Torr
s,
pharm.
AGRADECIMENTOS
Os
abaixo
assignados,
penhorados
em
extremo
para com todos os
ill.m*8
e
exc.
mos
snrs.
e
revd.
n10’
snrs.
ecclesiasticos.
que,
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
mui
to
.presado
filho
e sobrinho,
Manoel
Fer
nandes
d’
Oliveira
Lopes,
lhe
dirigiram
comprimentos
de
pesaines;
suffragaram a
alma
do
fallecido
com
missas;
ou
assisti
ram
ao
oíticio
de
corpo
presente
na egre
ja
parochial
da
sua
freguezia
de
Cabanel-
las,
no
dia
7
do corrente;
vem
por
este
modo
agradecer
e
protestar
a
todas
o
seu
grato
reconhecimento
por tão
distinctos
obséquios;
pedindo
desculpa
de
o
não
fa
zerem
pessoalmenle,
como
desejaram.
Cabanellas
19
de fevereiro
de
1879.
Domingos
Fernandes
d’Oliveira
Lopes
O
abb.e
Manoel
Fernandes
Lopes
O
padre
Bento
Miguel
Fernandes
Lopes.
Antonio
José
Fernades
Lopes
(2275)
Miguel
José
Domingues
de
Lima,
ab-
bade
de
Tibães,
extremamente
penhorado
para
com todas
as
pesssoas
que
se
di
gnaram
tomar
parle
na
profunda
e
acerba
dor
que
lhe
causou
a
morte
de
sua,
nunca
assaz
chorada,
irmã
D.
Theresa
da
Gra
ça
Domingues
de Lima,
vem
por
este
meio,
na impossibilidade
de o
fazer
pessoalmente
para
com
todas, protestar-
lhe
sua eterna
gratidão
e
sinceros
agra
decimentos.
Braga
19
de
fevereiro
de
1879.
O
abbade,
Miguel
José
Domingues
[de
Lima.
(2277)
Estevão
da
Costa Ribeiro da
Cruz
e
sua
esposa
D.
Thomazia
de Sousa
da
Cruz,
agredecem
ás
pessoas
que
os
cumprimen
taram
em
sua
casa e os
honraram acompa
nhando
para
o
cemiterio
o
cadaver
de
sua
prima
D.
Luiza
Rosa
Martins
Ribeiro.
A
todas
protestam
reconhecimento
indelevel.
(2272)
ANNUNCI OS
Associação Commercial
de Braga
A
meza
e
direcção
da Associação
Com
mercial
d’
esta
cidade,
convida
aos
ill.raos
snrs.
socios,
a comparecerem
na
salla
da
mesma, no
dia
22
de
fevereiro
do
cor
rente
anno.
ás
5
horas
da
tarde, para de
pois
de
serem apresentados
os
trabalhos
da
commissão
nomeada,
em
assemblea
geral
do
dia
18 de
dezembro
ultimo;
se
dar
cumprimento
ao
artigo
12
do
nosso
Estatuto.
Braga
19
de
fevereiro
de
1879.
O
Secretario
da
Mesa
(2276)
José
Antonio
Rodrigues
Braga.
Pelo tribunal do
commercio
de
pri
meira
instancia d’
esla
cidade
de
Braga
e
seu districto,
e carlorio
do
escrivão
do
mesmo
tribunal,
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
se
faz
publico que no dia 2 do proxi-
mo
mez
de
março d’este
corrente
anno,
pe
las dez
horas da
manhã,
na
praça
pu
blica
das
arrematações, sita
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d’
esta
mesma, se
têem
de
arrematar
em
hasta
publica, os
bens
que
ainda
faltam,
pertencentes
á
massa
fallida
de
Joaquim
José
Gonçalves
Lou
reiro,
negociante
que foi
n
’
esta
cidade;
os
quaes
são
os
seguintes,
a
saber:
Bens
já
praciados,
que
voltam
á praça
por
todo
e
qualquer
lanço.
O
fôro
de
40,298
de
meado, no
valor
de
10,0000
reis.
Dividas
activas,
como
constam
do
li
vro
apresentado
pelo
fallido,
no
valor
de
260:425
reis.
Bens
ainda não
praciados,
e
que
vão
pelo
valor
da
louvação.
O
fôro
de
2$000
reis
annuaes, no
valor de
400000
reis.
O
fôro
de
480
reis
annuaes,
no
valor
de
90600
reis.
E
íinalmente
o
fôro
de
240
reis an
nuaes,
no
valor
de
4$800
reis.
Braga
15
de
fevereiro
de 1879.
O
escrivão
do
commercio
(2278)
José
Firmino
da
Cosia
Freitas.
Um
temperamento que
desap-
parece
Acaso
leriam
os
^temperamentos
se
guido
as
íluctuações
da
polilica
ou
ter-
se-ha
antes
produzido
alguma
modifica
ção
na
constituição
medica?
Como
quer
que
seja,
o certo é
(e
assim
fica
de
monstrado pela estatística) que
o
tempe
ramento
nervoso tende
a
substituir-se ao
temperamento
sanguíneo.
Um dos primeiros, o
dr.
L.
Bernar
do,
chamou
a
altenção
sobre
esta
inva
são
de neurosis,
que
eram citados
no
principio
d
’
este
século
como
uns casos
curiosos
e
excepcionaes.
Mas
qual
é
a
causa d’essas
desordens
nervosas?
E’,
sem
duvida,
a
anemia
a
agiobulia,
a
pobreza
do
sangue
em
glóbu
los,
globulos
nos
quaes
se
acha
contido
o
principio
essencial
do
sangue, que
é
o
ferro.
E qual
é
a
causa
da anemia?
Essa
sobreexcilação
do
systema
nervo
so,
resultado
da
nossa
educação, das
nos
sas
exigências
sociaes
e dos
nossos
hábi
tos.
D
’
ahi
resulta
que
o
systema
nervoso
destruindo
esses
globulos
que
lhe
são
ne
cessários,
cae,
por
sua
vez,
enfermo, em
consequência
da
destruição
d
’
esses
mes
mos globulos.
Assim
se
explica
como
a
mulher, eminentemente nervosa
é
mais
anémica
que
o homem,
bem como
a
razão
porque
a
anemia
é
mais
frequente
nas
grandes
cidades.
E’
preciso,
portanto,
tomar
ferro,
to
mar
muito
e até
tomal-o
sempre,
afirn
de
produzir
uma
reacção
util
e contra
riar
este
debililamento
geral
—mas
ha
fer
ro
e
ferro
e
póde
um
mau
ferruginoso
fazer
tanto damno
como
bem póde fazer
um
bom
ferruginoso.
Razáo
esta
pela
qual
ninguém
deve
hesitar
em
tomar o
ferro
Bravais,
sendo
este
verdadeizamente
o
ferruginoso
que
melhor
se
combina
com
o
acido
do es
tomago
e
por
conseguinte
o
mais appro-
priado
á reconstituição
dos
globulos.
To
dos
os
médicos
o
tem
adoptado
hoje
e
sempre,
e
bem
depressa
o publico
tem
confirmado
a
escolha
por
elles
feita.
Doutor
J.
R.
Venda
em
leilão.
Na
freguezia
de Esporões, logar
de
Daixão,
no
dia 9
de
março,
por 2
e
meia
horas
da
tarde,
se
procederá
á
venda
em
leilão,
de uma casa sobradada
e
eido,
que
se
-
entregará
pela
melhor
quantia,
se
convier.
(2274)
UINHEKKO A JUBO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
3300000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(2260
Antonio
Manoel
Ayres
Oli
veira.
rua
dos
Chãos,
aluga
um
de 7
oitavas
muito
bom.
Quem
quizer comprar ou
arren-
(••■W
dar
a
caza
n.°
3.
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
póde
dirigir-se
a
Antonio
Joaquim
Loureiro,
ou
ao
abbade
de
S.
Julião
de
Passos.
(2273)
BILHETES
DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te sem augmento
de
preço.
APPAKICIO «fe HALHEIRO
27,
Praça
do Bardo
de
S.
Marlinho,
27.
Bilhetes
de
visita
em
branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27
isrt
Pós
dourados,
prateados
e
diamantina,
cada
caixa
400
rs.
Tubos
de agua
de
colonia
a
120
rs.
87,
Praça
do Barão de 8.
Marti-
nlio, 87
APPARiCIO
& MALHEIRO
BIl.AGA
atwr
Troca-se
a
dinheiro
uma
Imagem
do
Santo
Christo,
de
marfim,
em
cruz
de
ébano,
e adornada
com
prata,
Quem
pretender,
póde
vêl-a
em casa
do
snr.
Barranha,
na
rua
do
Souto,
n.°
6.
(2234)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan
do o fornecimento
de
pannos
e fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos, empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingo#
Moreira
Guimarães.
SL
B-C
«D
Cl
Q»IWAk
JLO
DE
RHETORICA
No
campo
de SanfAnna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso
d’
esta
disciplina.
N
’
esta
redacção
se
prestam
os
escla
recimentos
que
se
pedirem.
B
rSTB S
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia fabril SINGER
17—rua
de 8.
Vicente—17
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o mundo conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
888:811
machinas
de
costura!!!
mais
eotioe
que
em
1876.
A Companhia
Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas, ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
5
<50 reig
gemanaeg
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
promplo
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates,
costureiras,,
chapelleiros
e
sapateiros
A COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas não
só
no seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos
o
publico que
te
nha
todo o cuidado para não
ser
enganado
com as machinas
imitações,
como
algumas pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem sido.
As
machinas
legitimas
sixgek
só
se encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
.COMPANHIA FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
districlos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista,
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de D.
Gualdim,
ao pé da
Roda,
dá-se
dinheiro sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais objeclos
que
tenham va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPDIA
LUSITANA
—
1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
