comerciominho_20021879_900.xml
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-
FOMIA
POI.ITICA. IC NOTICIOSA.
REDAUTORES—D. Miguel ;Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—-Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga, 12
mezes...............................
»
6
»
...............................
Correspondências
partic. cada
linha
Annuncios cada linha
........................
Repetição
...........................................
1&600
850
40
20
10
7.°
ANNO
PUBLICA-SE '
ÁS TERÇAS. QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes. . . * . 2&G00
»
6
»..............................l|050
»
sendo
duas assignaturas 3&60G
Brazil,
12 mezes,
moeda forte. . 3&600
Folha
avulso..................................... 10
N.°
900
JlhJ»
£S-
QUINTA-FEIRA
20 DE
FEVEREIRO DE 1879
Tem-se
ahi
publicado
recenteinente
alguns
volumes
contendo
as—
Obras
com
pletas
do
cardeal
Saraiva—mais
conhe
cido
pelo nome
de fr.
Francisco
de
S.
Luiz.
O
primeiro
volume
d’
esta
collecção,
dado
á
estampa
em
1872.
traz
na
frente
uma
inlroducção escripta
pelo
marquez
de
Rezende;
e
n’
esta,
a
pag.
VII,
lê-se
o
seguinte:
«Outra
obra, também
importante..,.,
«e
que*
tem
por
titulo—Breves
Reflexões
«sobre
o Assento
das
chamadas
Côrles
«dos
Trez
Estados
—
(em
1828)
ficou,
bem
«que
fosse
por
mim
publicada
em
1861,
«alé
’
qui
sem
resposta,
d’onde
se
póde
«concluir
que
a
legitimidade
da
Dynas-
«tia
reinante
em
Portugal
e
da
Consti-
«tuição
vigente
n
’
este
paiz
foram
corro
«boradas tanto
pelas
provas
demonstra
tivas
d’aquella
verdade,
que
na
citada
«Memória
deu
um
dos
seus
mais fortes
«e
mais
babeis defensores,
como
pelo
«silencio,
segundo
um
nosso
adagio,
ap-
«provalivo
da
parte
contraria,
o
qual,
«em
tal
caso,
teve
a
magia
que
de certo
«não
teriam as
suas palavras».
Ora
o
que
se
aflirma no
periodo, que
acabamos
de transcrever,
e
especialmente
nas
phrases,
que deixamos sublinhadas,
não é
absolutamente exacto.
Se nenhum
escriplor
portuguez legiti-
mista
se deu
ao
trabalho
de
refutar
di-
reclamente
a alludida
Memória
de D.
fr.
Francisco
de
S.
Luiz, nem por
isso
os
argumentos
n’
ella
contidos se
podem con
siderar
de
pé,
por
quanto
elles
teem
sido por
mais de
uma
vez
respondidos
e
pulverisados
pelos
defensores
da
legiti
midade
do
snr.
D. Miguel, especialmente
pelo jornal
a
«Nação», em
cujas
colum-
nas
—
desde
o
começo
da
sua
publicação
—
em
1847—
por
mais
de
uma vez
se
ha
agitado
a
questão
da
successão,
sendo
alli
tratada
sempre
com
a maior
profi
ciência
e prespicuidade,
de
modo
que
aos defensores
da
opinião adversa nun
ca
foi dado
cantar
vicloria,
n
’
este
certa-
men.
Falsamente
se
invoca
pois
o
silencio
da
parte
contraria
em
favor
da
legitimi
dade
da
dynastia
e Carta
constitucionaes,
pois
que
tal
silencio
é
lambem
uma
fal
sidade.
Nem
a
Memória
em
questão contém
argumentos e
razões
de
tal força,
que
podessem
fazer
trepidar
sequer
os
legiti-
mistas
portuguezes
ante
a
não
diflicil
empreza
de
os
refutar
e
desfazer,
pois
que realmente
n
’aquelle
escHpto
não
ha
nada de novo
sobre
a
questão,
a
não
ser
alguns
paralogismos
tão
diafanos,
e
mesmo
alguns
absurdos tão
palpaveis,
que
bem
pouco
ou
nada
abonam
a
scien-
cia
e a
dialectica
do
auctor,
aliás
re
putado
corno
homem
de
vastos conheci
mentos
em
diíferecites ramos
do
saber
humano.
Em
prova do
que
deixamos
dito
bas-
tar-nos-ha
citar
logo
o
l.°
artigo
das
Reflexões
(no
tomo
IV, a
pag.
137 das
Obras
completas)
em
que
se
pretende
mostrar
—
que
sua
magestade
imperial
o
snr.
D. Pedro
não pode
ser havido por
estrangeiro
em
Portugal
sem o mais in
tolerável
abuso
da
significação d
’este vo
cábulo -
Ahi se argumenta
miseravelmente
com o valor
grammatical
da
palavra
—
estrangeiro—postergando-se
o
seu
valor
jurídico,
que
é
o
que
tem
lugar na
questão
subjeita.
O
proprio
D.
Pedro
se encarregou
porém
de
desfazer
o
futil
arrazoado
do
sesquipedal
defensor da sua
qualidade
de
portuguez.
No artigo 7.
’
§
1
da
Carta
por
elle
outorgada
era
1826, lê-se: «São
cidadãos
portuguezes
— os
que
tiverem
nascido
em
Portugal
ou
seus
domínios,
e
que
hoje
não
forem
cidadãos
brazileiros
—
«E
’
diflicil (diz
ura
escriplor
francez)
resolver
a
questão
com
mais clareza,
porque ninguém poderá
dizer
que no
dia
em
que
o
imperador
do
Brazil
promul
gou
a
Carta
Constitucional,
não
era
o
primeiro cidadão
d
’
aquelle
império;
e
se
a
qualidade
de
cidadão
brazileiro
exclue,
segundo
elle,
a
qualidade
de
cidadão
por
tuguez,
quem poderá
pensar
que
o
mo-
narcha
brazileiro
fazia
excepção,
e
que
não
era
por
elle
mesmo
que
devia
come
çar
a exclusão?»
Isto
é
o
mais
peremptório
possível.
Ficaremos
por
aqui,
pois
que não
é
nosso
intento emprehender
uma
refutação
do
opusculo
do
cardeal
Saraiva,
por
nos
parecer
isso hoje bem
escusado.
Quize-
mos
sómente
protestar
contra
a
infun
dada
e
inexacta
asserção
do
marquez de
Rezende,
quando
pretendeu
abonar
a
le
gitimidade
da
Carta e
dynastia
hoje
rei
nante
em
Portugal
com
o
silencio
do
partido
contrario.
Não houve,
não
ha,
nem
bade
haver
nunca
tal
silencio
appro-
vativo
da
nossa
parte, emquanto
nos
fôr
dado
manejar
a
penna,
ou
emquanto
a
tolerância
liberal
não
conseguir
amor
daçar-nos
com
alguma nova
lei
das
ro
lhas.
Fiquem certos
d
’isto
todos
os
Rezendes
pretéritos, presentes
e
futuros.
D.
M.
S.
Lisboa,
13 de fevereiro de 18 90.
(Do
nosso
correspondente!.
Eu
bem
dizia,
meu bom
amigo,
que
a
nova,
que
lera
no
«Popular»,
e
depois
no
«Diário
de
Noticias»,
com
respeito
á'
Senhora
de
la
Salette
não
merecia, nem
tinha
os
foros
senão
de
mais uma galga
impia
dos
impios
jornaes
liberangas.
E
o
desmentido
solemne
não
tardou.
Foi
o
contrario
do que
apregoaram
os
vende
dores
ambulantes
de
quanto
lixo,
e
lama
ascorosa encontram na imprensa
exlran-
geira
para
inslrucção
e
edificação dos
lei
tores
incautos,
e
inexperientes.
Leão
XIII,
longe
de
prohibir
o
culto
da
referida
Imagem, concedia
ao
templo
onde
ella
tem
culto as
honras
de
basíli
ca
menor.
Eis
o
facto,
que
veiu
desmentir
o
em
buste,
e
confundir
a
má
fé
dos jornaes
apostados
adversários
dos
dogmas,
e
dou
trinas catholicas, e
figadaes
inimigos
do
Papado,
e
da
piedade christã.
O
conde
de
Rio
Maior, embora
fidal
go
liberal,
deu,
ha
poucos
dias,
uma boa
sova
no governo,
quando
se
discutia o
discurso
do
throno.
O
Fontes
ficou
acha
tado,
e
com
cara
de...
de
Fonles.
.Tem-se
fallado
aqui
de
uma
reconci
liação
do
Dias Ferreira com o
poder,
e
que
na
recomposição ministerial
entraria
o
alludido
estadista.
Não me
colheria
de
snpito
a
realisa-
ção
do
boato,
porque
na
egreginha
re
volucionaria
tudo
é possível,
menos
a
pro-
ducção
do
ulil,
e
do
honesto.
A escacesa
do
trabalho
das ciasses
operarias,
e
a
sensível
diminuição
das
vendas nos diversos
estabelecimentos
in-
dustriaes.
preocupam
actualmente
muito
os
ânimos
dos
que pezam
devidamente
os
males,
que
poderão
advir
ao
Estado
com
as difliculdades dos
que
apenas
vi
vem
do suor
do
seu
rosto,
e dos
exiguos
lucros
do
commercio
a
retalho,
continuan
do isto
assim.
Mas
só ao
governo
parece não
inquie
tar
o que,
aliás,
sobresalta
o espirito
publico!
O
que
seria porém,
dos governantes,
e do
paiz,
se
a
fome
das
differentes
clas
ses
mechanicas, e
industriaes
se manifes
tasse
resoluta a
assoberbal-as!...
E,
todavia
para
lá
se
caminha,
meu
caro
redaclor.
Dizem
os sabedores
dos
impenetráveis
segredos
da
situação
que se
pensa
em
dar
por
coadjutor,
e
futuro
successor
do
em.
ra0
prelado
de
Lisboa,
o
arcebispo
de
Goa.
Não
sei
até
que
ponto isto
seja
ver
dade: comtudo,
hoje é
moda
a
quasi
continua
mudança
de
prelados,
alguns
dos
quaes
nem chegam a
estar
nas
suas dioceses
o
tempo
necessário
de
conhecel-as,
e
por
isso
não
admirará
que
se
realise
mais
'uma.
As camaras
permanecem
na
sua
habi
tual
preguiça,
com
respeito
ao
muito
que,
todos
dizem,
ha
a
fazer.
Mas,
os
nossos
FOLHETIM
Os
LIBERTADORES
os
Desde
que ha
memórias
escriptas,
são
tantas
as quadrilhas
ou
alcateias
de
li
bertadores
que
teem
vindo
a
Portugal,
que
custa
a
crer
como ainda
quasi
no
fim
do
século
XIX
não
estejamos
completa
mente
libertados—
isto
é
—como
ainda te
mos
camisa!
Senão
é
vêr.
—
Ao
norte da
Palestina,
ou
reino
de
Jerusalem,
tão
celebre,
tanto
no Velho
como
no
Novo Testamento, ha
uma
região,
ao
longo
da
costa
oriental
do
Mediterrâneo;
á
qual
se
dava
antigamente
o
nome
de Syria,
e
hoje
se
chama
Suria,
ou
Soristan,
(paiz
dos Syrios)
e
pertence
ao
império
da
Turquia
asiatica.
A
uma
circurascripção
d
’
esta
Syria
(a)
(a)
Digo,
d
’
esta
Syria,
porque
a
Sy
ria
geral,
era dividida
em
cinco
provín
cias
—
Palestina,
Phenicia, Anliochia,
Co-
magena,
e
Celesyria,
e
a
sua
capital
(ge
ral)
era
Anliochia.
Tudo
isto
se
acha.actual-
mente
dividido
era
trez
governos
geraes
—Alepo,
Tripoli,
e Damasco;
todos
do
impe
rador da
Turquia
(emquanto
lho
deixarem.)
se
dava
o
nome
de
Phenicia,
e
cuja
ca
pital
era
a
formosíssima
cidade
de
Tyro,
o
porto
de
mar
mais importante
dos
tempos
antigos, e da
qual apenas
,
hoje
restam,
um
castello, umas
vinte
casas
em
redor
d
’
elle,
e
algumas
rninas, habi
tadas
por
vassallos
da
Porta Oltomana.
Um
bello
dia,
acordaram
alguns
na
vegadores
pbenicios,
com
a bossa
de
li
bertadores,
e
agora
o
vereis!...
O
seu primeiro
objectivo
foi
o
mar
Jo-
nico,
ou
Archipelago
Grego.
Depois
de
terem
libertado
aquellas
ilhas
de
tudo
a
quanto
poderam
deitar
o
galazio,
foram
mettendo
os
focinhos
pela
parte
Occidental
do
Mediterrâneo,
e,
sem
que
ninguém
lhes
encommendasse
o
ser
mão,
furam
libertando
o que
poderam,
por
todas
aquellas
costas.
Mas estes
libertadores
não
traziam
gen
te
,de
desembarque,
pelo
que,
limitavam
as
suas
libertações,
apenas
ás terras do
litoral,
o
que
lhes
não
agradava,
porque
o
seu
ardente
desejo
era
libertar
tudo
por
ahi a
dentro.
Vieram
então
em
maior
numero,
e
as
sentaram
queijeira
em uma península
do
Golfo
de Tunes
e
a
poucas
léguas
d
’on-
de
hoje se
vê
a
cidade
d
’este
nome,
e alli
fundaram
a
famosa
Carlhago, que
flo
resceu por muitos
séculos,
e
que
o côn
sul
romano,
Scipião
(ó
Africano)
tomou
e
arrazou,
no
anno
608
da
fundação
de
Roma.
Depois, o
imperador
Adriano,
a reedificou,
dando-lhe
o
seu
nome—Adria-
nopolis
—mas,
Genserico.
rei
dos
Wan-
dalos,
a
tomou
e
destruiu,
no
anno
432
de
Jesus
Christo.
Hoje
é
apenas
uma
al
deia insignificante,
não lhe
restando
da
sua
antiga
magnificência,
senão
a
torre
da
Almenára.
x
*
Não
está
averiguada
a
data
da
fundação
de
Carlhago,
mas
sabe-se
que
já
existia
antes
da
destruição
de
Troia,
que
teve
logar
uns
10 séculos
antes,
da
era
chrislan.
Os
carlhaginezes tinham
alargado
os
seus
domínios,
não
só pelo
interior
da
África,
como
se
tinham
apossado das
ilhas
da Sicilia
e
da
Sardenha,
tornando-se
por
muitos
annos
Carthago
a
rival
de
Roma.
Nem
podia
deixar
de ser—
os roma
nos
eram
lambem
libertadores
(e
liber
tadores
universaes!)
e uns e
outros,
acha
vam
que
lodo
o mundo
ainda
era
pou
co para
ser
libertado
por qualquer
des
tes
dous
povos
philanlropicos.
Mas
tornemos
aos
phenicios.
Depois
de
terem
libertado
as
costas
do
Mediterrâneo,
lamentavam-se
como
Ale
xandre
Magno
—
por
não
terem mais
mun
dos
para
libertar.
Elles
chegavam
por
muitas
vezes,
á
extremidade
Occidental do
Mediterrâneo,
mas
—
como
Massena,
em
frente
das
li
nhas
de
Lisboa
—
estacavam
á
magestosa
e
imponente
perspectica
das
temerosas
Columnas
d'Hercules (hoje Estreito de
Gi
braltar) sobre um
altíssimo
rochedo
das
quaes
estava
uma inscripção,
com
lettras
de
legua
e
meia,
que
dizia
—
non
plus
ultra
!
—
corno quem diz
—
d
’
aqui
não
se
passa
!
—
Acreditavam que
d
’
aili
para
fóra, não
havia
mais
terra;
era tudo
mar
—
e
então
que
mar!
—
Cada
vaga,
maior
do
que
os
Pyreneus,
os
Alpes,
o
Pelion, o
Ossa,
os
Andes,
o
Chimborazo, e
o
Hymalaia,
todos
uns
por
cima dos
outros!
Em
dia porém
—
para
nossa
felicida
de!—
a
tripulação
de
uma
galé,
pôz-se
a
espreitar
por
aquelle
buraco
de
trez
lé
guas
de
largo, e
viu
que
o
mar, cá
pa
ra
este
lado
era
manso
e
pacifico,
e
tão
bem
comportado
como
o
Mediterrâneo.
Entra
a encher-se
de
coragem,
e
arroja-
se
pelo
Atlântico
dentro!
Ainda
para
nossa
ventura,
não
tomou
o rumo
da
costa
Occidental
da
Afiica,
mas
cortou
pelo
lado
de
Algeciras,
e foi
dar
com a
costa
celtiberica,
que
depois
veio
a
formar,
o vasto,
bello
e
ferlilis-
mo reino
de
Andaluzia.
Os
libertadores
ficaram
extasiados
á
vista
de
tantas
riquezas
nattiraes!
Já
não
eram
os
tristes
areaes
da
Sy
ria,
nem
as
ilhas
pobres
do
mar
do
Le
vante,
nem
as
áridas
e
ressequidas
costas
ida
Barberia; era
a Península
Ibérica,
com
legisladores
passam
o
tempo
em
questões
de
lana
caprina;
em
vez
de
atlenderem
sériamente
á
causa
publica.
Se
elles
são
liberaes!..
A
verdade
é
que
estamos
no
meio
da
sessão,
e
ainda
não
votaram
uma
lei.
Mas.
não
desanimemos, não
nos
dei
xarão
sem
algumas
providencias,
que
ve
nham
avolumar, ainda
mais,
a
multidão
de
medidas
oppressivas,
que
teem
sahido
do
synedrio
de
S.
Bento.
*
O
tempo
tem
estado
péssimo. O
Tejo
de
muito
má
catadura
tem
posto
em so-
bresallo
os
pobres
fragateiros,
e
calraei-
ros,
os
quaes,
em
grande
parte, procu
raram
em
terra
azylo
ás
suas
embarca
ções.
Tem
continuado
as
monterias
aos
ven
dedores
ambulantes
da
loleria
hespaahola,
mas
os
cambistas
mais
poderosos
não
de
sistem,
vendem
como
antes,
cora
todo
desassombro,
bilhetes,
e cantellas
a
quem
os
procura,
emquanlo
os
desvalidos
vão
para
o
governo
civil
e para o
Limoeiro!
Egualdade
liberal.
Carlos
Bento lançou
em
rosto
ao
go
verno
a
sua
má
gerencia
financeira;
mas
o
ministro
da
fazenda
respondeu-lhe com
uma
verdade
de
todo ponto
inconcussa,
dizendo-lhe
que
todos
teem
concorrido
para
a
precaria
situação
da
fazenda
pu
blica,
mas
todos
os
governos
liberaes.
O
ministro,
á
falta
de outras
razões plau
síveis,
lembrou
as
despezas
com
os
ca
minhos
de
ferro,
e
das
estradas
etc.,
mas
o
paiz
pergunta-lhe:
compensam
esses
melhoramentos collossaes
sacrificios
nacionaes,
ou leem
dado um
resultado
negativo?
Poderão
alguns
ter
lucrado
muito
com a
viação
acceierada;
mas
o
facto
é
que,
em
geral,
o
povo
lucta
com
a
enormíssima
carfttia
dos
generos
de
primeira
necessidade, e
que nas locali
dades,
onde
a
vida
era
barata,
agora,
depois
da
aproximação,
peta
rapida
con-
ducção
das
diversas
substancias
alimentí
cias,
tudo
quanto
exigia
o
alimento
pu
blico,
custa
ruais
caro.
E
não
é
preciso
sair
da
capital
para
se
sentir
a
exactidão
do
asserto,
em
re
lação
a
alguns
generos,
por
exemplo
o
peixe,
agora
vendido
por
um
preço exor
bitante.
Decididamente,
a
escola
liberal
não
tem
produzido
senão
charlatães
em
tudo
quanto
diz respeito
ao
ramo
financeiro.
A
economia,
e
o
calculo
são vocábulos
que
se
não acham
no
diccionario
dos
li
beraes.
Por
isso
o
thesouro
vive
mendigan
do,
e
lazarando,
e o
pove esfollado pelo
fisco,
embora
os
parasitas,
e
os
nepotes
vão
fallando
bem
da
festa,
porque
lhes
vae
n
’
e'la.
Mas,
as
sauguesugas,
meu
rico
ami
go
redactor, não são
o
povo
portuguez.
E
’
intolerável
que
algumas
centenas
de
portuguez.es
degenerados,
estejam
sugando
a substancia
publica,
se
encham,
locu
pletem,
e
que
a
onda
da
miséria nacio
nal
suba,
suba,
e
ameace
sumir o
paiz
no abysrno
da
ultima
pobreza.
Urge,
pois,
que
a
imprensa
portu
gueza
dos
quatro
costados,
faça, pelo
menos,
tão
vasta,
e
tão
energica
propa
ganda,
com
a
do
jornalismo
deleler-io,
que
se
diz
liberal.
Desenrole
se
o
sudário
das
torpezas,
das
illusões,
dos
desatinos,
das
inépcias,
das
violências,
das
mi,serias,
e
fraudulên
cias
revolucionarias;
^liga-se
á
nação o
modo
insoiito
como
os
governos
liberaes
leem
dirigido a
cousa
publica;
levante-se
de todo
o veu,
que
ainda
esconde
uma
parle
dos abusos
commetlidos
á
sombra
da
mentida liberdade do
Mindello;
mos
tre-se
ao
povo
o
câncer
da
immoralida-
de,
que
gralha
no paiz,,.
a
tenacidade,
com que o liberalismo
hostilisa
a reli
gião,
o pezo dos
impostos, que
esmaga
o
povo,
as
prodigalidades
dos
.dinheiros
nacionaes,
de
que
tem
surgido
a
divida,
já
insolúvel,
da
nação.
Confronte-se
a
economia do
governo
legilimista
com
os
esbanjamentos
da
li
berdade.
a
honestidade
dos
ministros rea
listas com
os
improvisos
cabedaes
dos
administradores
da
fazenda
publica
n
’estes
últimos
quarenta e
quatro
annos.
A
missão
da imprensa calholica
e
le-
gitimista
é
a
de
destruir
todos
os attrictos,
que
obstem
á
regeneração
do paiz.
Saiba
ella
cumpril-a,
e
terá
prestado
um
grande serviço
á
nação.
Deus
fará o
resto.
Os
zulus
deram
aos
nossos
fieis
alia
dos uma
boa estafa.
Quem
cora
ferro
mata,
com
ferro morre.
O
melhor
é
dizer
o
«Times»
que
os
vencedores
da invencível
Inglaterra
eram
armados
com
espingardas
fornecidas
pe
las
auctoridades
portuguezas!
Se
assim
é,
lem a
Grã-Bretanha
uma
boa
prova
da
gratidão,
com
que
os
liberaes
lhe
pagam
os
serviços,
que
ella
prestou
á
dynastia,
e
ao
çystema
que
felizmente
nos
rege.
Em
todo
caso,
«quem
vae
á
guerra,
dá, e leva»,
e
a Inglaterra
leva,
para
o
seu
tabaco,
a despeito de
todo seu
poder,
e
proverbial altiveza.
Deus
não
dorme,
meu
amigo, e
é
porque
não descoroçôa
o.
Vosso
humilde
correspondente
4.
CHRONICA
ESTRANGEIRA
Como
a
de
todos
os
paizes,
a
impren
sa
liberal
italiana
é
unanime
em louvar
a
esplendida
Encyclica
do
N.
SS.
Padre
Leão
XIII
Quod
Apostolici.
A
acolhida
que
universalmente
teve
esse
estupendo
docu
mento,
deve ser gratíssima para
os
ca-
tholicos,
porque
n’
ella
se
traduz
uma
ho
menagem irresistivelmente
prestada
á
gran
deza
do
Pontificado
Romano
n
’
esta
épo
ca
em
que
os
inimigos
de
Deus
se esfor
çam
litanicainente
na
destruição
do
Pa
pado.
—Sob
o
império
da tiberdad-i,
a
Ita-
lia
una
vive
uma
vida
excepcionalmente
feliz. Os
jornaes
veem
diaramente
cheios
com
narrações
dos
crimes
mais horripi
lantes,
que se
multiplicam
alli
com cele
ridade
verdadeiramente
vertiginosa.
A
sua
relação
deve
fazer
as
delicias
dos
flibusteiros que
promoveram
e
pro
movem aquelle
esphacellamento
d
’
um po
vo
que
era
bem
digno
de
melhor
sorte.
—Em
Roma
estão
actualmente
vários
bispos
frãncezes,
portadores
d
’importantes
donativos
para
o Dinheiro de
S.
Pedro.
O
venerando
prelado
de
Mans
entregou
para
este
fim
oitenta
mil
francos.
No
dia
7
celebrarara-se
alli
exequias
solemnissimas,
na
capella
Sixtina,
para
su
fragar
a alma
do
finado
Pontífice
Pio IX,
de santa
memória.
Assistiu
S.
Santidade
Leão
XIII,
que
deu
a
bênção
ao
feretro.
os
cardeaes,
a
côrte pontifícia
e
os
embai
xadores
junto
da
Santa
Sé.
—
Na
Allemanha
o
socialismo
continúa
a
ostenlar-se
folgadarnente
viável,
mau
grado
as
medidas
repressivas de
Bisraark.
Na
eleição
de
deputado
por
Breslan
apresentou
como
candidato
o
snr.
Krecker,
socialista
confesso, que obteve
uma
gran
de
votação.
O
snr.
Krecker
foi
mellido
em
prisão.
—
A
parle
oflicial de
lord
Chelmsford,
governador
do
Cabo,
respeitante
á
derro
ta
dos
inglez.es
pelos
zulus,
é
assim
con
cebida:
*
«Sinto
deveras
ser
obrigado
a
parti
cipar-vos
um
combate desairoso
que
se
effecluou
no dia 22 de
janeiro,
entre
os
zulus
e
uma
parte
da
columna
n
0
3,
deixada
de
guarda
ao
terreno,
cerca
de
10 milhas
além
da
levada
de
Borke.
Os
zulus,
descendo
em
numero
consi
derável,
destruíram
apesar
da
nossa he
roica
resistência,
a
nossa
valente colnm-
na
composta
de 5
companhias
do
l.°
batalhão
do
2L°,
d
’
uma companhia
do
2.°
batalhão
do
mesmo
regimento,
de
duas
baterias
e
de
2
obuzes,
de
101 homens
de
cavallaria
e
de perlo
de
800
indíge
nas.
O
acampamento,
que
continha
as
pro
visões
do
resto
da
columna
n.°
3,
foi
tomado
e
minto
poucos
dos
que
o
defen
diam
poderam
fugir.
As
nossas
perdas
podera
com
certeza
avaliar-se
em
300
officiaes
superiores,
e
300
segundos
officiaes
ou
soldados
do
exer
cito
imperial,
alem
de 70
segundos
offi
ciaes
ou
soldados
das
tropas
colooiaes.
O
resto
da
columna
do
coronel
Glyn
reoccupou
o
acampamento
na
mesma
noi
te,
graças
á
escuridão,
depois
de
se
ter
demorado
todo o
dia
commigo,
a
12
milhas
d
’alli.
No
dia
seguinte
de
manhã
chegamos
a
Borke,
cuja
grfarda
avançada
luctou
durante
12
horas contra
tres
ou
quatro
mil
zulus.
A
defeza empregada
por
80
homens
do
21
regimento
foi
uma
das
mais
enér
gicas.
Assim
o
leva
a
crer
a
morte
do
lo-
gar-tenente
Çhad
e
de
370
soldados.
As
perdas
dos
zulus
n’
este
sitio
po
dem calcular-se
em
1:000
homens.
Do
lado do campo
onde se deu
a,
batalha,
o
inimigo
perdeu
mais
de
.
2:000
combaten
tes.
O
coronel
Peardon
que
comtnandava
a
primeira
columna,
foi
atacado
mas
re-
pelliu
vicloriosamente
os zulos».
Uin
telegramma
da
Agencia-Havas
diz
que
as
negociações entre
a
Allemanha
e
o
Vaticano
já
estão
em
via
de
completa
resolução.
—Algumas
folhas
allemães,
e
nomea
damente
a
«Gazeta
d
’Allemanha
do
Norte»,
orgão
de
Bismark,
teem
mostrado
uma
pronunciada
má
vontade
contra
a
repu
blica franceza, cujas garantias
para
a
paz internacional
e
social
trazem
descri
dos
todos
os
espíritos
claros.
Vê-se,
pois, que
não
são
muito
de
fei-.
ção os ventos
que agitam
a
democracia
dissolvente,
que
está
cavando
a sepultu
ra
da
Trança.
N
’este
paiz
o
gabinete
Walddington
continua
a
guerra
aos catholicos,
e
a
tu
do
quanto é
ordem.
Nem
d
’
outra
sorte
conseguiria aílirmar
mais
plausivelmente
os
benefícios
do
republicanismo,
nem ob
teria
a
boa
sombra
de
Gambelta
e
dos
petroleiros
de
todos
os
matizes.
Expul
sando
os
religiosos
e
as
irmãs
de
cari
dade
das
escolas
e
dos
hospitaes,
lançan
do
na
miséria
o
clero
parochial,
annullan-
do
a
magistratura,
reduzindo
a
adminis
tração
a
um
cabos
pasmoso,
despresti
giando
o exercito,—eis
como se
accentua
bem
a demogogia
que
denomina
na pa
tria
de
S.
Luiz.
Mas será duradoiro este
estado
de
coi
sas?
Ousamos
affirmar
que
não.
Os proprios
republicanos
se
encarrega
rão
de
destruir
a
republica.
msmii
20 DE FEVEREIRO.
O
mundo catholico
saúda
com
o
mais
sincero
regosijo
este
dia,
para
sempre
memorável
nos
annaes
do
catholicismo
!
Porque
faz
precisamenle
hoje
um
an
no,
que
o
aclual
Supremo
Pastor
da Santa
Egreja
era
eleito
por
Deus
para
occupar
a
Cadeira
de
Pedro,
vaga
pelo
mais
ama
do
dos
Pontífices,
o
immortal
Pio IX.
A
feroz
e
altiva
impiedade,
que
dei
xara
entrever
ura
sorriso
diabolico,
ao
desapparecimenlo
do
maior
vulto do
século
19,
sofirera,
n
’
esse
dia, um
golpe
tre
mendo, cerleiraraente
vibrado
pela
mão
omnipotente
da
Providencia
!
Os
filhos
da
Egreja, submersos
ainda
na
saudade
mais
pungente
e
afogados no
pranto
mais
sentido
pela, perda
do
mais
amado
dos
Paes
e
do
mais glorioso
dos
Pontífices,
trocavam
o
luto
por
seus tra-
ges
de
festa
e
saudavam
com
unanimes
e
delirantes acclamações
o
novo Pastor
que
o
Senhor
lhes
enviava
!
o
seu brilhante sol;
com
a
sua
explen-
dida
vegetação;
com o
seu
suavíssimo
clima.
Aqui
—disseram
elles
—aqui
sim,
é
que
temos
muito
que
libertar,
para muitos, e
por
muito
tempo.
E
assim
foil...
Os
libertadores
levaram
para
a
sua
terra
as
permicias
das
suas
libertações,
o
que
causou
a
admiração
dos
seus
con
terrâneos,
e
os
incitou
a
equiparem
vá
rios
navios, e virem
na
busca
-
do
El
dorado
—
já
se
sabe
—
possuídos
do ardente
desejo
de libertarem
os
peninsulares
do
obscurantismo
e
da
escravidão,
o que
em
bom
portuguez
é
o mesmo
que
dizer
—
roubar-lhes
tudo
a
quanto
podessem
dei
tar
as garras
aduncas,
e
pilharem
tudo
quanto
podesse
satisfazer a
sua
ambição
insaciável.
Não
lhes
digo
nada!—
Os libertadores
succediam
se
uns
aos
outros,
e
em
bre
ve,
as
costas
da
Celtiberia
estavam
com-
pleiaiijenle
lib
rtadas.
Não
tendo
alli
mais
nada
que
fazer
(por
emquanlo
..)
aventuraram-se
a
na
vegar para o
norte
do
Guadiana,
e
foi
enlão
que
os
lusitanos
viram
peia
pri
meira
vez,
e
tiveram
a
ventura
de
gosar
a
influencia
beneíica
d
’
estes
primeiros
li
bertadores.
Ora,
é
preciso notar
que
os lusitanos
d
’
esses
tempos,
era gente
simples,
e com-
plelamente
destituída
de
maíicia; mas
ao
mesmo
tempo, quando
a
cousa
era
sé
ria,
não
eram
para
graças.
Além
d
’isso,
tinham-lhes
chegado
aos
ouvidos
uns certos
zuns-zuns,
das habi
lidades
que
os
libertadores
tinham
praticado
nas
costas
hespanholas,
e
já
estavam
com
a
pedra
no
sapato.
Os
libertadores
eram
muito
finos—co
mo
todos
os
libertadores antigos
e
mo
dernos
—
e
logo
conheceram
que
os
seus
libertados
não
era
gentinha
com quem
j
se
brincasse;
e
porisso,
levavam
as
cou
sas
pelos
meios
da
seducção,
e
com
as
palavrinhas
mais
doces
do
seu
vocabulá
rio.
(Tenho
experimentado
que os
li
bertadores
de
todos
os
tempos,
sa
bem
cantir
umas
cantiguinhas
muito
bo
nitas,
emquanlo
não se
apanham
em
paiz
conquistado:
depois...
a
cousa
muda
de
figdra
completamente.)
Ora
pois, os
phenicios
entraram
com
pés
de
lã,
e
fazendo
os
maiores
carinhos
e
elogios
aos
lusitanos,
que,
na comple
ta
ignorância
do
que
significava
a
pala
vra
libertador
,
se deixaram
seduzir da
melhor
boa-vontade.
Os
ferros
dos
nossos arados,
doS
nos
sos
venabulos,
das
nossas
lanças;
as
nos
sas enchadas,
os nossos machados
—final
mente,
todos
os
nossos
instrumentos
agrá
rios,
de
guerra,
ou
de
cosinha,
eram
de
ouro
ou prata.
Isto
causou
uma
grande piedade
aos
libertadores, que, compadecidos
do
nosso
atrazo
na
fábrica
d
’estes
objectos, disse
ram
aos lusitanos
—
«Vocês
são
uns
pobres
diabos,
que
não
sabem
o
que
é
bom!
Os
metaes
que empregam
para
estas
cousas,
não
prestam
para
nada,
porque
se
desgastam
muito
depressa.
Nós,
que
somos
bons
ra
pazes,
vamos
dar-lhes
isto,
feito
de
um
metal
muito
mais
rico
e
de
maior
dura,
e
o
vosso
ouro
e prata,
levamol-os, pa
ra
vender
por
10
reis
de
mel.
coado,
aos
ferros
velhos
da nossa terra.»
E
os
lusitanos
acceitaram
a
troca,
e
ficaram
com
ferro,
em
vez de
ouro
ou
prata.
Foi
facil
aos
libertadores, saberem
que
a
prata
e
o
ouro,
se
exlrahiam,
quasi
sem
trabalho,
de
.
abundantes
minas
d
’
a-
queiles
metaes;
pelo
que,
depois
de car
regarem o
seu
navio
dos
taes
ferros-ve
lhos,
largaram
para
a
Phenicia,
com
o
firme
proposito
de
voltarem
munidos
dos
instrumentos
proprios
para
a
lavra
de
mi
nas,
era
grande
escala.
Mas
na sua
terra,
não
poderam
en
cobrir
o
que
lhes
tinha
aconticido,
e
isto
deu
em
resultado,
virem
muitos
dos
seus
patricios,
uns
atraz
dos
outros,
todos
com
o
louvável
intento
de
libertarem
a Lusi
tania,
do
contheudo
dis
suas
minas, e
de
tudo
o
mais
que
lhes
fizesse
arranjo.
Muitos
d
’
elles,
até
nem
quizeram
sa
ber
mais
de
Tyro,
de-
Sydonia,
nem
da
Phenicia,
e
cá
se
deixaram ficar,
fundan
do
povoações;
estabelecendo
feitorias;
con
struindo
templos;
e
edificando
fortalezas.
A
cousa
hia-lhes
correndo
maravilho
samente;
mas,
como
diz
o rifão
—não
fia
bem
que
sempre
dure
—
eis
o
caso
—
Aos
lusitanos
foi-lhes
cheirando
a
es-
turro,
tantas
e
tão
repetidas
libertações,
e,
ajudados
pelos
celtas
e turdetanos,
sal
taram
me
nos
libertadores
e
os
escorra-
j
çaram
de cá,
obrigando-os
a
encurrala-
;
rem-se
em
Cadix, que elles
tinham
for
tificado.
I
,
isto
foi
o diabo
que
lhes
appareceu!
I
Vendo-se
n
’
estes
apuros,
e
não
po-
I
dendo
acabar
de libertar
a
Lusitania
,
on
de
ainda
tinham
tanto
que
fazer,
foram
I
|
lêr-se
cora
os
seus
parentes,
carthagine-
í
zes,
para
lhes
acudir.
1
i
Eis
a
primeira
intervenção
de
que
*
houve
noticia
cá
n'eslas
terras
de
Chrislo.
Mas
os carlhaginezes,
como
todos
os
governos
interventores,
tão
bem
ajudaram
os
'
plieniciòs,
que
acabaram
por
libertar, não
só a
Lusitania,
mas até
os
proprios
phe-
nicios
que
por
cá
andavam.
PINHO
LEAL.
1
(Cuntitiúa)
t
I)
c
Cumpre
que
não
olvidemos
um anni-
versario
de
ião
gratas
recordações!
Entremos
no
templo, e
dirijamos,
n
’
es-
te
dia,
a
Deus
e
á
Virgem
Immaculada
uma
prece
ardente
e
fervorosa
pelo
tri-
umpho
da
Santa Egreja
e
pela
conserva
ção
do
seu
Supremo
Pastor!
C5»c«s»nies»
rettiçjiosa.—
Hoje, 20:—•
Exposição do
Santíssimo
na
egreja
do
Carmo
—
l.°
anniversario
da
Eleição
de
S.
Santidade
o Papa
Leão XIII.
—
Sexta-feira,
21:
—
Começam as
7
sextas-feiras
Dolorosas.
iVovo
bispn.—
Eoi
preconisado
bispo
de
Andagh
o
doutor
Woodlockh,
reitor
da
Universidade
Catholica
Ingleza,
durante
vinte annos.
A
Crezsça
steiigiosa.—
Recebemos
o
n.°
li
d
’esta
excedente
revista
hebdo-
madaria,
que
sae
em
Lisboa.
E
’
digna
de
toda
a cooperação.
O
TosS®
«8e
otro.
—
A
’cêrca
d
’esta
ordem,
a primeira
d’Hespanha,
encontra
mos
n’um
jornal
a seguinte
noticia:
A
ordem
do
Tosão
de
oiro
foi
insti
tuída
por
Filippe, o
bom,
duque
de
Bor-
gonha
e
de Flandres,
sendo
o
alvará
da
sua
instituição
datado
de
Bruges
em 10
de
janeiro
de 1131.
Diz
o alvará
que
a
ordem
fôra
instituída
em
honra
e
sob
o
patrocínio
da
Virgem Santíssima
e
do
apostolo
S.
Thomé,
tendo
a
instituição
por
tim
o
perpetuar
a
memória
do
casa
mento
do
soberano
instituidor
com
a
in-
fanta
D.
Izabel
de
Portugal,
filha
de
D.
João
I e de
D.
Filippa
de
Lancaslre,
os
magnânimos
e
piedosos
fundadores
do
convento
da
Batalha, esse
admiravel
mo
numento
erguido
em honra da
grande
victoria
de
Aljubarrota>
A
instituição
do
Tosão
de
oiro
foi
approvada
pelos
Pa
pas
Gregorio
XIII em 1574 e
Clemente
VIII
em
1399.
A
Áustria
tem
também
a
ordem
do
Tosão
de
oiro,
sendo
porém
a
sua
origem
a
mesma
da ordem
hespa-
nbola.
A
ordem
é
conferida
unicamente a
príncipes,
grandes
de
Hespanha
e
a
es
trangeiros
illustres.
Na Hespanha como
na
Áustria o
numero
dos
cavalleiros
é
limitado
por lei.
A
côr
da
fita
é
escarlate (rouge
feu).
A
insígnia
é
um
carneiro
de oiro
—
tosão
de
oiro
—
suspenso
ao
pescoço
por
uma
fita escarlate,
larga,
ou
um
collar
de
oiro
guarnecido
de pedras
preciosas.
As
divisas
são:
Ante
ferit
quam
flamma
mical.
(O
golpe
fere
antes
que
brilhe
a
chamina)—Pretium
laborem
non
vile.
(O
prémio
do
trabalho
não
é
para
ser
des
prezado).
Seguindo
todo
o
rigor
dos
estatutos,
os
cavalleiros
devem
vestir beca
de
velu
do encarnado
forrada
de
tafetá
branco,
e
capa
comprida
de
veludo
purpurino,
forrada
de
setim
branco,
tendo
bordadas
a
oiro,
sobre o peito,
as insígnias.
Com
pleta
esta
vestidura,
um
bonet
de
velu
do
carmesim,
bordado
a
oiro,
do
qual
pende
uma
fila
larga
que
deve
cair
pelas
costas.
Os sapatos
e
as
meias
são também
encarnados.
Esta
ordem
tem
a
ceremonia
da in
vestidura.
A
llotln liltistrada.—
-Recebemos
e
agradecemos
o
n.°
4
da
Moda
lllustra-
da,
de
qne
é
proprietário
o
snr.
David
Corazzi.
Compete
sem desvantagem com
as
pu
blicações estrangeiras
do
mesmo
genero.
Abjuração.
—O
snr.
Eduardo José
Moreira,
ex-professor
da
escola
protes
tante
de
S.
Chrislovão
de
Mafamude,
abjurou
ha
dias
os
seus
erros.
No
domingo
fez
haptisar
solemnemen-
te,
na
egreja
da
referida
freguezia
tres
filhos,
que
haviam sido
anleriormente
baplisados
na
egreja
protestante.
Cbroníet»
esíraiig-irj*.
—
No
em
penho
de
tornar
o
mais
inieressaate
pos
sível
o nosso
jornal,
começamos
hoje
a
dar aos
leitores,
na secção
de C/ironica
estrangeira,
uma
resenha
dos
factos
mais
notáveis
que
aconteçam
no
estrangeiro.
Publical-a-hemos
regularmente
duas
vezes
por
semana.
Em
razão
da
muita
'abundancia
de
ma
téria.
tivemos
de
encurtar
o
mais
possí
vel
aquella
secção,
que vae
n'este
n.°
Tíaeatro.—
Na
segunda-feira
deu
a
Companhia
Dramatica
1'orlugueza
um
es-
pectaculo com
os
Intrujões.
Abriu
por
uma
comedia
que
o
cartaz
dizia pertencer
ao
snr.
Leite.
Agradou-
nos,
mas
pareceu-nos coisa
muito
nossa
conhecida
oulr’
ora,
com
o
titulo
de
Um
phenomeno,
ou
equivalente.
Vamos
indaga
r.
Reettfleação.
—
Por
falsas
informa
ções
demos
nós,
assim
como
alguns
col-
legas,
noticia
de
que
o
hospício
dos
ex
postos
seria
mudado
para
o
edifício onde
está
installado
o
tribunal.
Não
é
verdade.
A
repartição
das
obras
publicas
é
que
vae
ser
mudada
para
alli,
segundo
nos
aílirmam.
EfFeitos
d®
(«Mpsral. —
Dizem
d
’
Aveiro:
tricto,
que
nos
dissesse,
se
o
sabia,
o
que
representava
aquelle
montão.
Respon-
deu-nos
assaz
commovido,
que era
a me
tade
da
ponte
da
linha
ferrea,
que
para
aquella
distancia,
mais
de
200
melros,
ti
nha
sido arrastada
com a
respectiva
base,
do
lado
do norte,
pela
corrente
d
’
agua!
!
—
Perto
de
Silva Escura, por
sobre
um
riacho
que
alli
corre,
havia
um
ponlilhão
pequeno.
As
aguas
levavam
uma corren
te
extraordinária,
e
ao
passar
sobre
elle
cinco
pessoas,
que
vinham
de
Silva
Es
cura,
abateu
precipitando
comsigo
todos
aquelles
infelizes.
Morreram
os
seguintes:
Luciana
de
30
annos
d
’edade:
um
filho
sou
de
13
mezes;
Antonio do
Heido,
cujo cadaver
ainda
não
appareceu.
José
Moleiro
da
Silva
conseguiu salvar-se
e
a
uma
mulher.
A
corrente do
Caima
levou no
mes
mo
dia
1!
pessoas,
das
quaes
apenas
ap-
pareceram
5
cadaveres,
duas
mulheres
e
tres
homens,
Ha
prejuízos
enormes,
que
nem
ainda
pódem
referir-se,
e
cuja
descripção
é
aterradora.
No
rio
Caima,
que
se
coraprehende
entre
Telhadella e o rio
Vouga
onde
aquel
le
finda,
foram
destruídos
8
moinhos
per
tencentes
ao
snr.
juiz de
direito
d
’Ague-
da;
6
pertencentes
ao snr.
Manoel
Rodri
gues das Frias e socios;
a
levada da
mi
na
de
Telhadella
destruída; a
estrada real
junto
á
ponte
do
Vouga
do
lado
do
nor
te
muito
dainniíicada,
levando a
cheia
parte
do
macdam,
e
abrindo
fossos.
Nos
campos
d’
Alquerubim
apparecerara
varias
moégas
e
um
lobo
morto.
Em
Oliveira,
além
dos
grandes
desas
tres
d
’Ul,
foi
destruído
o
açude
da fabri
ca
de
lani
icios
dos
snrs. Costas,
e
vá
rios
moinhos
dos
snrs. Ribeiros,
da
Bem
posta,
e
outros.
A
própria
ponte
de
Sil
vares.
e
estrada
real
proximo
a
Oliveira
d
’Azeraeis,
parece
que
também
soffreu
por a
cheia
lhe
destruir
um
ponto
d
’a-
poio
que
linha
do
lado
do mar.
Os
prejuízos
alli
são
calculados
em
mais
de
450:000^000
reis
que
além
dos
moinhos
que haviam
em
todos
os riachos
do
concelho,
que
eram
aos
centos,
fo
ram
igualmenle
destruídas
varias
proprie
dades.
Os
pobres
moleirós
ficaram
reduzidos
á
miséria,
pois
não
só
perderam
os
seus
haveres,
mas
as
moendas
que
tinham
dos
freguezes,
calculando-se as
mesmas
em
mais
de
4:000
alqueires entre
milho
e
trigo.
O
rio
Antuã
depositou
grande
porção
de
traves
e
outras
madeiras
e/ destroços
dos
moinhos
junto
á
ponte
d’
Estareja.
A
camara
parece
que
mandou
guardar es
ses
objectos,
evitando
assim
a
pilhagem,
que se exercia .alli
em
grande
escala.
Na
ribeira
do
Fontão
lambem
se
des
truíram
alguns moinhos,
e
escaparam
mi
lagrosamente
alguns
moleiros.
Na
ponte
de
Mayorca
foi
na
corren
te
uma casa de
moinhos
e juntamente
a
mulher
do
moleiro,
tendo
se
este silvado
agarrado
a
um
salgueiro, que
ponde
al
cançar.
—
As
noticias
ofticiaes de
Leiria,
e de
Coimbra
dizem
que
n
’
estes
últimos
dias
tem
chovido
torrencialmente,
causan
do
bastantes
prejuizos
nas
estradas
e
pontes.
Em
alguns concelhos
de
Aveiro
os
estragos
são importantes.
—
Dizem
da
Figueira
da Foz
que o
temporal
tem
alli causado
bastantes
pre
juízos.
Em
Laros
cahiram
quatro
casas.
O
muro
de suppirte
qne
termina
a
linha
dos
caes
até
ao
forte
de Santa
Gatharina,
foi
alluido
pela
furia
das
ondas.
—
No
dia
15
houve
desmoronamento
n
’
uma
pedreira
dos
Olivaes.
Morreu
um
homem
e
outro
acha-se
em perigo de
vida.
Motièias
diversa*.—Em
Chiscova,
uma
povoação
de
709
almas,
morreram,
viclimas
da peste
negra.
280
pessoas.
—
Em
Oliveira
de
Azemeis
’
estando
um
professor regio
de
instrucção
prima
ria
a
dar
aula
aos
seus
alumnos,
que
seriam
em
numero
de
50.
abateu
o
soa
lho de
aula
e
mudas
das
creanças
fo
ram
precipitadas
até
ao
andar
terreo.
Os
alumnos
que conseguiram
ficar
sobre
al
guns
restos do
soalho
que
não
abater.am.
tiveram
dé
sair pela
janella
por
uma
es
ca,da
de
mão
que lhes lançarám.
Houve
algumas
contusões
e
um ferimento
de
maior
gravidade.
—
Tracla
se
agora
em Londres
d
’
tira
casamento
singular;
o
noivo
conta
93
an
nos
e
a
noiva
89!
—
Um
astrónomo
de
Colonia, M.
Her
mana
Klein,
descobriu á
superfície
da
lua
uma
cratera
recentemente
formada.
Segundo
M.
Klein,
esta
cratera
está
si
Encaminhamos
nos,
em
primeiro
logar,,
para
o
local
em
que a
linha
ferrea
foi
rota.
Horror!!!
O
homem mais cynico
do
universo,
não
podia,
nem pode,
ousamos
dizel-o,
pelos
sentimentos
que possuímos,
encarar
os eífeitos
produzidos
pelo
ele
mento
aquario,
sem
exclamar:
—
Beradito
seja
o
poder
de
Deus,
que
de nada
fez
tudo,
e
tudo
póde, n
’
um
momento,
reduzir
a
nada!
Horror!!!...
repetimos.
Além,
ao nascente da
linha
ferrea, a
estrada
que
conduz
de
Salreu
á
estação
d
’
Estarreja,
quasi proximo
da ponte
sobre
o Antuã,
acha-se,
em parte,
rota
do
ba-
hulamento
para
o
poente,
porque as
aguas,
gaígando-a
no
ponto
mais
accessivel,
com
a
sua
queda,
levaram
parte do
empedra-
mento,
atterro,
arbustos,
etc.,
etc. Está
comtudo, viável.
Ao
nascente
d
’
esla
estrada
veem-se
grandes
monturos
de
reziduos,
especial
mente
n
’um
recanto,
grandes
cepas
d
’
ar-
bustos,
madeira,
pinheiros arrancados
de
varias
dimensões,
tectos
quasi
completos
e
fragmentos d
’armações
de
casas,
moé-
gas
de moinhos,
saccos
com
farinha,
caixas,
maceiras
e
outros
objectos
indis
tinguíveis
por
permanecerem
ou
boiarem
ao
largo.
Mais adiante, um
cadaver
d
’
um
pobre
homem,
provecto,
moleiro,
que
moía
n’
uns
moinhos da
Minhoteira,
n
’
uma
das
marges
do
Antuã.
Conta-se
que este
po
bre
homem,
que
nós conhecíamos,
ha
via
sido
prevenido
por um
seu
familiar
para
que
se
retirasse
dos
moinhos,
poris
so
que
em
vista
da
-grossa
e
continuada
chuva,
desconfiava
que
as
aguas
engros
sariam
a ponto
de
causar
ruinas.
O
bom
do
homem,
que
era
doente
das pernas,
não
annuiu
á
observação,
nem
com
ella
se
intimidou
(talvez
por
lhe
custar
sahir
d
’
alli,
pela
sua moléstia e
pelo
mau
tem
po
que
se
experimentava),
objectando
que
procuraria
descançar onde
muitas
vezes
o
tinha
feito
eondejámais,
durante
os mui
tos
annos
que
tinha,
as
cheias
tinham
attingido,
nem
d
’
isso havia
memória.
Desgraçado
homem!
dentro
em
pouco,
casas
e
elle
eram
arrastados
pela
corren
te,
e
se
não
morreu
esmagado,
morreu
asfixiado,
vindo
parar
a
distancia
de
mais
de
3
kilometros!...
Desde
a
Minhoteira
até
á
quinta
da
Costa,
propriedade
do
exc.
rao
conde
de
Mesquitella,
junto a Estarreja,
foram ar
rastadas
todas
as
casas
de
moinhos
pela
infrene
torrente,
em
cujo
numero
se con
tam
umas
em
que
temos
parte.
E
’
de
solador
o
quadro! Aquelles
que
viviam da
sua
industria
n
’
aquellas
mal-fadadas casas,
lamentam-se
por
fôrma
tal, que,
ao
ou-
vil-os,
o
menos
sensível,
não
póde
deixar
de
ficar
profiindamenle
commovido.
São,
pelo
menos,
seis
as
casas
arrastadas,
com
grande
numero
de
rodas
de
moagem,
não
contando
as
da
Moura,
acima
da Minho-
leira.
Agora
mesmo acabam
de
informar-nos,
que
á
excepção
de
duas
casas
de
moi
nhos
dos
muitos
sobre
as
margens
do
rio,
em
Ul,
as
demais
igualmente
foram
derribadas
e
arrastadas
com
grandes
por
ções d arroz
que ellas
continham,
porque
taes
moinhos eram quasi privalivamenle
destinados
ao
descascamento
d
’
esta
gra-
minea. A maior
parte
dos
donos de
taes
casas,
que
viviam
d
’
esta
industria,
e
que
para
alli
tinham
feito
convergir
todos
os
seus
haveres,
ficaram
reduzidos
á
mizeria.
Volvamos agora
a
vista
para
a linha
ferrea,
no
ponto
era
que
foi
rota,
entre
a
casa
da
guarda
da
Ladeira
de
Salreu
e
a
ponte
do
Antuã.
E
’
imponente,
horripilante
o
quadro!
Um
immènso
rombo,
que
lerá
de exten
são
mais
ou
menos 290
metros,
em
que
desappareceu
todo
o
atterro,
que
leria
a
elevação de
4
a
5
melros,
conservan
do
ligados
e
suspensos
os
carris,
meios
torcidos,
com
as
travessas
ainda
adheren-
tes,
simílhando
um
immenso esqueleto.
Olhando
para
o poente,
sobre
a
mar
gem
esquerda
do
rio,
depara-se-nos
um
monte
negro, aihla
meio
submergido,
descortinando-se
a
custo,
pela
distancia
a
que
é
vista,
uma
especie
de
grade
liga
da
ao
mesmo
monte.
Pedimos
ao
capa
taz-
do
parlido
de
conservação
d
’
esle
dis-
tuada
em
uma
vasta
planície,
nas
pro
ximidades
do
disco
lunar,
a
oeste
da
outra
cratera
Clygihins.
O
seu
diâmetro
é
approximadamènte
de 4:000
metros,
e
excede,
portanto,
em tamanho a trfdas
as
da
terra,
menos
á
de
Kereaonen,
nas
ilhas
de
Sandwich.
M.
Nelcon, celenographo,
inglez,
jul
ga
poder
aflfirmar
que
esta
cratera
não
existia
em
1877.
—
Diz-se
que
se
’
rá
nomeado
coadjutor
do
snr.
cardeal
pftriarcha,
o
exc.
ino
snr_
arcebispó
de Goa.
—
Uma
carta
do
Brazil
descreve
o
seguinte
caso
horroroso,
occorrido
na
estrada
de Botacalú, a
uma
legua
dis
tante
da povoação
de
Sorocaba.—Dois
irmãos
e
outro
indivíduo,
todos
dados
a
valentões,
sendo
dois
casados
e
um
sol
teiro,
resolveram
fazer
uma
espera
a
nm
rapaz
e
dar-lhe
uma
tosa
de
,pau.
No
dia
28,
sabendo eiles
que
o
moço
fôra
á
cidade,
mandaram
fazer
um virado
e
o
esperaram
na
beira da
estrada,
e.
quando o
moço
passava,
sairam-lhe ao
encontro,
cercarain-n
’
o,
deram-lhe uma
bordoada
e
o
lançaram
por
terra; con
tinuaram
a
dar-lhe
pancadas,
até
que o
moço
pôde tirar
uma
faca
e
o
primeiro
que
o
quiz
segurar
levou
uma
facada
na
região
epigastrica,
caindo
morto.
Os
ou
tros
dois continuaram a dar
cacetadas
no
rapaz,
que
se
desviava quando
lhe
era
possível,
até
que
um
dos
atacantes,
che
gando-se a
elle. recebeu
uma
facada
no
coração,
da
qual
morreu
immediatamen-
le.
Vendo-se
muito
furido,
o
aggredido
correu
pela
estrada
fóra,
porém
o ter
ceiro
atacante
foi
atraz
d
’
elle
e
deu
lhe
um tiro
de
garrucha quasi
á
queima
roupa,
com
o
qual
lhe
quebrou
o
braço
esquerdo,
e
como
não
o
’ tivesse morto,
procurou
com a
própria
garrucha
que
brar-lhe
a
cabeça,
porém
n
’esta
occasião
o
moço
conseguiu dar-lhe
duas
facadas,
uma
na
barriga
e
outra
no
peito, que
lhe atravessou
o
coração, morrendo
o
terceiro atacante
instantaneamente,
se
guindo
o
moço
para
a sua
casa
muito
ferido
na
cabeça,
com
o braço
quebrado,
esvaindo-se
em
sangue.
—
Estava
avaliado
em
20:000^009
reis
o
punhal
roubado
ao snr.
D.
Luiz, con
soante
noticiamos
em o n.° anterior.
—
Usa-se
na
Rússia
contra
o
frio
dos
pés
nm reraedio
dos
mais
simples
e
pratico:
Consiste em envolver-se
o
pé,
por
dentro
do
calçado,
em
um pedaço de
papel.
Como o
ar
não
penetra,
fica-se
nalti-
ralmente
ao
abrigo
do
frio.
—
Appareceu
em
Hespanha
uma
nova
praga para
a
lavoura.
E
’
uma
lagarta
que
ataca todos
os
vegetaes
pela
folha.
Tem
feito
consideráveis
estragos.
—
Sua
Santidade
dignou-se
nomear
secretario dos
breves apostolicos
o
em.
’,
cardeal
Carafa
di
Trietto,
e
protector
da
Academia
Theohgica
romana
o
em.
’
car
deal
Fevriere.
—
No
periodo
decorrido
entre
os
dois
últimos
recenseamentos
geraes
da
popu
lação,
o districo
de
Castello Branco teve
o
augmento
de
18:024
indivíduos,
haven
do
sido
de
162:182 o
apuramento em
31
de dezembro
de
1863, e
de 189:206
em
egual
dia
de
1877.
—
Morreu em
Roma
o
padre
Rodri-
guez,
geral
da
ordem dos
Trinitarios
hes-
patihoes,
e
superior
da
communidade
da
mesma ordem
que
a
Hespanhp
possue
no
Foram
Romanwn.
—Urna
correspondência
de
Cacheu
di
noticias
circumstanciadas
do
desastre
de
Bolor.
O
governador
Vieira
resolveu,
sem
consultar
ninguém,
auxiliar
os
felopes
de
Bolor
contra
os
de
Jefunco.
A
expedi
ção compunha-se
do
palhabotê
Bissau
em
que
ia
o snr. Vieira
com
60
soldados,
e
tres
embarcações
de
grande
lote
e
al
gum is
canoas. e<n
que iam
os
grumetes,
os
papeis,
e
os
felopes
de
Bolor.
Foram
os
prelos
nossos
alfiados
que,
por
ordem
do
governador, a um
tiro
de
peça
do
palhabotê,
romperam
o
ataque,
tomando
a
povoação
de Ozsor.
Foram
em
seguida
repelhdos.
e
os
felupes d
>
Jefunco,
vindo
em
perseguição
dos
nossos
alliados.
en
contraram
a
força
porlugneza,
que
eslava
muito
descançada,
com
as
arm>s descar
regadas,
ssm
siber nada
do
que
se
pas
sava;
os nossos
soldados
fugiram
p>ra
se
refugiarem
n
’
ura
lanchão
do
goe'no,
mas os
prelos
segtTíram
n
’
os
e
nntaram-
n
’os
a
quasi
todos,
retalhando
em pe
daços
o
alferes
Sousa,
que
se
linha
de
fendido
com
grande
bravura,
matando
mu
los
inimigos.
O tenente
Calixto,
feri
do
com tuna
cutilada,
lançou-se
ao
rio
com outros
soldados
para
se
refugiar
no.
palhabote,
mas
n
’
esla
occasião
o
gover
nador
Vieira,
depois
de
dar o
liro
infe
liz
que
atirou
o
rodízio
á
agua,
fugia
com
o
palhabote.
e
os
infelizes,
que procu
ravam
esse
abrigo,
morreram
affogados.
Outros
linhatu-se
refugiado
no
matto.
onde
muitos
foram
mortos
pelo
inimigo,
mas
outros,
principalmente
grumetes,
fo
ram
salvos
depois por
duas
embarcações,
que
de
Cacheu
enviaram,
em
soccorro
d’
essa
pobre
gente
abandonada
pelo
go
vernador
do districto,
*o
director
da
al-
fandega
Adolpho
Joaquim
Vieira
‘
e
o
ne
gociante
José
Gomes
Pereira.
—
Morreu
ha
pouco,
já
muito
adean-
tada
em
annos,
a
mãe
do illustre
Las
serre,
historiador
de
N.
S.
de
Lourdes.
A
todos
os
que
a
conheceram deixou
vivas
saudades
pelo
encanto
de
suas
vir
tudes.
—
No
inlervallo
de
70
annos
tem-se
publicado
em
Coimbra
154
jornaes.
—Descobriu-se
já
onde
pára
o
anne
que S.
Francisco
de
Sales
usava
quando
escrevia
a sua
Inlroducção á
vida devota.
Está
hoje
nas
mãos
do
illustre e
celebre
bispo
Mermillod, dado
como
lembrança,
quando
viajava
na
Bélgica, pelo
R.
P.
Goelhals,
S.
J
,
em
cuja
familia
se con
servava
ha'
já
muitos
annos.
O
illustre
bispo
lallava
um
dia
com o R. P.
Jesuita
e
veio
á
conversa
o
annel
de
S.
Fran
cisco,
que
Mermillod
mostrou
immenso
desejo
de
ver. O
R.
P.
Jesuita
cedeu-lhe
então
a
santa
reliquia.
—
Dizem da
Covilhã,
que
muitas
fa
bricas
lerão
de
suspender
o
trabalho
a
muitos
operários
se
continuar
a
invernia,
que
tanto
tem
paralysado
o
commercio.
Movimento do Hospital de
S.
Mareou
—
Doentes
existentes
em
9
de
fevereiro:
85
homens
e
137
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
15
homens
e 14
mulheres.
Sahiram:
17 homens e 17
mulheres.
Falleceram:
2
homem
e
5
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
15
de
fe
vereiro 81
homens
e
129
mulheres.
Preço do»
eereae».—
Na terça-feira
ultima,
n’
esta
cidade, o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo.
.
.
.
.
800
Centeio
.
.
.
.
.
510
Cevada.
.
.
.
.
.
560
Painço.
.
.
.
.
.
500
Milho
branco
.
.
.
.
.
520
»
amarelio.
.
.
.
.
510
Milho
alvo.
.
.
.
.
580
Feijão
branco
.
.
.
.
.
800
>
vermelho.
.
.
.
.
810
»
amarelio.
.
.
.
.
560
»
rajado
.
.
.
.*
.
510
»
fradinho.
.
.
.
.
500
Balata.
.
.
.
.
.
500
Azeite.
'.
.
•
.
.
5^500
A61ÍBHC1HEIT0S
Estevão da
Costa
Ribeiro
da
Cruz
e
sua
esposa
D.
Thomazia
de
Sousa
da
Cruz,
agredecem
ás
pessoas
que
os
cumprimen
taram
em
sua
casa
e
os honraram acompa
nhando para
o
cemiterio o
cadaver
de
sua
prima
D.
Luiza
Rosa
Martins Ribeiro.
A
todas
protestam
reconhecimento
indelevel.
(2272)
ANNUNCIOS
Venda
em
leilão.
Na
freguezia
de
Esporões,
logar
de
Daixão,
no dia 9
de
março,
por
2
e
meia
horas
da
tarde,
se
procederá
á venda
em
leilão,
de uma
casa
sobradada
e
eido,
que
se
entregará
pela
melhor
quantia,
se
convier.
(2274)
Ul.MIEIRO
A
JURO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a
juro.
0
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
(2260
Antonio
Manoel
Ayres
Oli
veira,
rua
dos
Chãos,
aluga
um de
7
oitavas
muito
bom.
M
ã
M
ou
Historia
e descripção illustrada dos animaes—
Mamíferos,
aves,
reptis
e peixes; sua classificação, caracteres, hábitos,
usos e
instinctos,
Compilação
das
obras
notáveis
de
BUFFON,
CU
VIER,
BREHM, etc.
Enriquecida
com
as noções niais essenciaes de anatomia e
physiolog
ia.humanas.
Obra escripla
para todas as edades
e
comprehensões, e
principalmente
para
as
pessoas
que
não
tendo
conhecimento
das
sciencias
naturaes, desejam comtudo
encontrar,
na
contemplação scienlilica das numerosas
maravilhas
da
natureza,
pas
satempo
proveitoso
e instrucçâo
facil
e
agradavel.
Dois
grossos volumes
com
400
gravuras
entre
o
texto,
e
40 desenhos
em
sepa
rado^
Edição
de
luxo
—60
reis
cada
semana,
incluindo
gravuras
e
estampas
Os
snrs
assignantes da
província
pagarão
de
10
em 10 folhas,
adiantado,
fa
zendo
a
remessa
só
depois
que tenham
recebido
a
1.a
folha,
que
sairá
na
1.*
se
mana
do
mez
de
março.
As
pessoas
que
quizerem
assignar
pódem
dirigir-se
á
Empreza,
em
Lisboa,
escriptorio
do
1.° andar
da
Livraria
Franco-Lusitana,
rua
do
Ouro,
246-248,
en
trada
pela
travessa
de
Santa
Justa,
95,
e
sempre
que
o
pedirem
lhes
será remet-
tido
o prospecto
specimen.
Por
oito
assignaturas
garantidas, 1
grátis.
(2265)
VELEGAiWE
PER10DIC0
0
MAIS
ELEGANTE E
í.
a
Edição
—
Dois
numeros
por
mez:
numeros
gravados,
aguadas e
moldes.
—
Um anno,
5$200
reis
—
seis
mezes,
2$900
reis.
NOTA
—
Edição
especial
para costureiras:
96 figurinos e
numerosos
moldes
cortados
de
tamanho
natural.
—
Um
anno,
11$300 reis
A
administração
do
Commercio
do
Minho
recebe
as
assignaturas.
CTSI.A
fíiOMPn E
CERTA
COM
O
ELIXIR
ABÍTI-MHEUMATISMAL
DESARRAZIN
Os
rheumalismos
chronicos
e
agudos,
e
também
a gotla,
lumbago,
scatica,
etc.
E’ bastante um fraseo
PREÇO
—
l$150 RS.
No
Porto,
Ferreira &
Irmão, Banharia,
77
e
79.
Depositários
da
Agencia Franco-Hispano-Portugueza.
|
rua
de
s
.
MARCOS, N.°
5.g
S
Vende
papeis
pinta-
$ dos
para
guarnecer
saltas,
||
||
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça
fc
____
S.
$
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma-
no
para vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de ca-
'S
sas,
tudo
de primeira qua-
lidade.
W
CIRl
IlGIÃe» DOTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-GIRURG1-
CA DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(2159)
MAIOR.
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2.
a
Edição
—
Cincoenta
e
dous
nume
ros
por
anno:
numerosos
gravados,
aguadas
e
moldes
cada
mez.
—Um
anno,
11$3OO
reis
—
seis
mezes,
5$700
reis.
Fabrica
a vapor
de fundição
ferro
e mrtaes
Travetta de S.
João—Braga.
N
’
esta
fabrica,
unica na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra, tanto
de
ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e em
parle o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas de mármore
ou
de
madeira,
bancos
para jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
systema para
la
gares,
ferros
para
alfaiates e
chapelleiros
tapetes
e ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
todos os
tamanhos.
Também
concerta
todas as
obras
d
’
este
genero
principalmente
bom
bas de
poços.
Preços
os
do
Porto.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
Quem
quizer comprar ou
arren-
da.
r
a caza
n,
°
3
’
da
rua
de
s
*
Miguel-o-Anjo,
póde
dirigir-se
a
Antonio
Joaquim
Loureiro,
ou
ao
abbade
de
S.
Julião
de
Passos.
(2273)
Folhinha
Civil on de Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e
na
rua do Souto na
vestimentaria
Ro
cha
e
em
todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
BILHETES
DE
VíSHA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de por.
te
sem
augmento
de
preço.
APPAHICIO «fe MALHEIKO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27,
Bilhetes
de
visita em
branco:
Cento,
200,
220 e 240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420 e
440
rs.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
&AMMÃL
&
W8
Pós
dourados,
prateados
e
diamantina,
cada
caixa
400
rs.
Tubos
de
agua
de
colonia
a
120
rs.'
87,
Praça do Barão de S. Marti,
nho,
8
7
APPARICiO
& 51ALHEIR0
BlU-UíA
E
i
ECCIONAÇAO
DE
R
H
E T O
K
I C A
No
campo
de
Sanl’
Anna,
n.°
43,
está
aberto
um
‘curso
d
’
esta disciplina.
N
’esta
redacção
se
prestam
os
escla
recimentos
que
se
pedirem.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericor-
dia,
de
Braga,
tendo
em consideraçãa
a
avultadissima despeza
que está
custan
do o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas no
Hospital
de
S.
Marcos, empenha n
’
esle acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira Guimarães.
Mm
tossis
.
Os
Rebuçado»
mytilieos,
de
na-
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
______________________________
(2250)
0^0
,W
DO
ALTO
DOURO
»A
CASA
»K
VILLA POl CA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalhe
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa) 150
»
»
>
>
. 190
>
Lagrima
.........................................
200
»
Branco
de
meza............................. 210
»
tinto
de
meza
fino. ...
240
»
de
prova
secca.............................. 300
•
Malvasia
e
2.a
...............................
360
>
»
.lho.
’.............................
400
»
Malva aBastardo
eMoscateia,
500
»
Roncão.....................................
.700
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho par»
meza 60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco 120.
Responde-se
e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
COFRE
DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.° 4.
RESPONSÁVEL—Luiz Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
