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5FWMSA REXOTIOSA, ■“
<»SJITaCz% NOTICIOSA.
REDACTORES—D. Miguel ;Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga, 12 mezes
.................................... lâtiOO
»
6
»...............................
Correspondências
partic. cada linha
Annuncios
cada linha........................
Repetição
...........................................
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E SABBADÕS.
PREÇO DA ASSIGNATURA
.
2&000
.
1&050
as
assignaturas 3&600
moeda
forte. .
3&600
..................... 10
Províncias,
12 mezes.
»
6
»
.
»
sendo
duas assignaturas
Brazil,
12
mezes,
Folha
avulso .
N.°
899
S
EL
A. CS-
TERÇA-FEIRA
18
DE FEVEREIRO DE
1879
Ao
aPrimeiro de
Janeiro» e 5*
■imprensa
libertina.
Eis-nos,
coliega.
O
promettido
é
de
vido,
e
não
é
proprio
dos
defensores
da
verdade
faltar
á
sua
palavra,
mesmo
para
com
villões
e
miseráveis.
Antes
de
começar, porém,
0
nosso
ajuste
de
contas,
pedimos
aos
leitores
que
nos
relevem a
aspereza
da
linguagem
que
a
indignação,
de que
estamos
possuídos
nos
suggíra.
O
«Primeiro
de
Janeiro» agarrando-se
ao
que
erroneamente
propalara
0
Men
sageiro
de Tolosa,
sobre
0
eulto
de
Nossa
Senhora
de
la Salette,
principiou
por
publicar
a
noticia
com ares
de muita
satisfacção.
Em seguida
passou
imme-
diatamente
a
traclar
do
mesmo
assumpto
no
artigo
direclivo
do
n.°
32.
Vamos apresentar ao
leitor
as
pró
prias
palavras empregadas por
esse
men
sageiro
da
revolução
e
da
iniquidade,
que
se
publica
na
babylonia
portuguesa.
Eis
como
elle
se
exprime:
•
«Tréguas
á
política
e
fallemos
um
pouco
de
religião.
Sabe-se
que
Sua
Santidade
Leão
XIII
acaba
de condemnar
0
culto
á
Virgem sob
a
invocação
de
la Sallet-
te.
Eis
as
circumstancias
do
caso, se
gundo
0
«Mensageiro
de
Tolosa»,
folha
clerical
e
portanto
insuspeita de
impiedade,
cremos
nós:
«Melania
Giraud,
uma
das
heroinas
d
’
aquelle
embuste,
fixou
ha
annos
a
sua
residência
em
Castellamare,
linda povoa
ção
da
costa
a pouca
distancia de Ná
poles,
onde
estabeleceu
um modesto
col
legio
em
que
havia
cinco
ou
seis
disci-
pulas. Durante
a
estação de
banhos
era
visitada
por
muitos
personagens.
Mòrto
0
arcebispo, que se
lhe
impunha
pela
sua
auctoridade,
Melania
entregou-se
a
uma serie
de
extravagancias
que
chamaram
a
altenção
do
olero
da
cidade.
As
suas
visões,
revelações
e
profecias
eram
re
cebidas
da
melhor
boa-fé
pelos
fieis.
In
formado
Leão
XIII
do novo proceder
da
visionaria,
cliamou-a
a
Roma e submet-
teu-a
a
um
exame
escrupuloso.
Ao
cabo
de
muitas audiências
particulares
e
d
’um
severo
interrogalorio, 0
Papa
arrancou-
lhe
a
confissão
de que
ella
e
seu
irfnão
Máximo
haviam
representado
um
papel
que
lhes
fora
imposto
e
que
as
suas
visões
eram
puramente
imaginarias».
O
citado
jornal
informa
que
Pio
IX
estivera
por
vezes
disposto a
declarar-se
contra
esse
culto,
mas
a falta
da
certeza
conteve-o
n
’
um silencio
prudente.
«Hoje
fallou
0
chefe
da
Egreja
—
conclue
—
e
aos
catholicos cumpre
só
inclinar
a
cabeça.
Assegura-se
que
z
Leão
XIII
não
tardará
em
dirigir aos bispos
uma
encyelica
de
monstrando
que
0
que
se tem
passado
sobre
este
assumpto,
ha
trinta
annos,
longe
de
obscurecer
a
gloria
da Egreja,
a
favorece,
porque
provará
ainda uma
vez
que
soube desmascarar
0
erro
e
deixar
ver
a
verdade».
Desculpem
as
almas
piedosas,
des
culpem,
mas
estamos
em
que não
tar
dará
a
sua
vez
á
gruta
de Lourdes
e
mais
ás
suas
aguas bemditas.
Que lucra
a
re
ligião
com
imposturas»?
Reparem
bem
os
leitores
que
este
arauto
republico
e
revolucionário,
achou
tanta
importância
ao
carapetão, que
foi
apregoai
0
no
logar
d
’
honra
d
’
onde
falia
diariamente
aos
papalvos
que
o
escutam
e
sustentam
no
campo
da
imprensa
jor
nalística.
Um
gôso expirante
com fome não
acharia tão
soffrego
prazer
em
rilhar
um
osso
com bocados
de carne
e
sangue
frescos.
Foi
no
meio
d
’
essa
soíTreguidâo
ca
nina
e
d
’uma
complacência
brutal,
que
a
penna
do
nervoso
articulista
traçava
0
impagavel
final
do
trecho que
acabamos
de transcrever.
Fixem
bem
n’
elle
a
altenção
os
nos
sos
leitores,
e
digam-nos
se
ahi
se
não
revela
toda
a stullicia,
toda a
paixão,
toda
a
cegueira, toda
a
ignorância
dos
jornalistas
liberaes
que
teem
0
descôco,
a
desfaçatez e
0
requintado desavergo-
nhamento
de negar
factos, tão
compro
vados
e
authenlicos,
que
a sua
negação
arrastaria
a
negação
da historia
inteira.
Deixemos
esta
blasphemia
do
desgra
çado,
e ouçamos agora
a
retractação
que
se
viu
obrigado
a
fazer
em
0
n.°
34
por
uns
restinhos
de
pudor, e
mais
ainda
por
medo
do que
lhe
resultaria,
se
0
não
fizesse.
Nas
próprias palavras
de
que
se
serve
para
fazer
a
sua
rectificação
transluzem
0
rancor,
0
despeito,
0
cynisrço
e
0
espirito
da
impiedade que
0
caracterisa.
Senão
vejamos:
«Infelizmente,
parece
não
ser
verdadeira
a
noticia
que
publicamos
ha
dias
sobre
0
culto
da
Senhora
de
la
Salette,
culto
que,
no
dizer
do
«Mensageiro
de
Tolo
sa»,
d
’
onde
exlrahiraos
a
citada
noticia,
fóra
interdito
por
Leão XIII.
O
bispo
de
Grenoble
escreveu
a
um padre,
que
lhe
tallara
no artigo
do
«Mensageiro», a
seguinte
carta»:
etc. etc.
Depois
transcreve
duas
cartas
do
bispo
de
Grenoble,
desmentindo
inteiramenle
0
canard do
jornal
de Tolosa.
Que
dizem
os
leitores
sobre
aquelle
infelizmente
com
que
elle
principia
a
sua
recliíicação?
Pela
nossa
parte não tenta
mos
commentar
uma
expressão
que
jul
gamos
simplesmente
blasphema,
essen
cialmente
torpe,
atrozmente
sarcaslica
e
cynicamente
provocadora.
Depois queixam-se
da
nossa
lingoa-
gem,
como
se
accaso
pudéssemos
em
pregar outra
para
com
os
encartados
in-
sultadores
das
nossas
crenças,
para
com
os
blasphemadores
assalariados
da
Reli
gião
Catholica,
para com
os
orgãos
das
potências
infernaes.
Depois queixam-se
de
que
insultamos,
se
lhes
chamarmos
(perdoem-nos
0
ple-
beismo
da
expressão)
garotos
engravata
dos,
orpfiãos
do senso
commum
e
modernos
fariseus,
etc., como
se
estes
e
muitos
outros
epithelos
lhes
não
quadrassem a
eiles
e
só
a
eiles.
O’ raça maldita de viboras,
deixae
que esmaguemos
0
vosso
peçonhento
ferrão
com 0
seguinte documento:
Carla circular
de
Monsenhor
Amand Jo-
seph
Fava,
Bispo
de
Grenoble,
ao
clero
e
fieis
da
sua diocese,
por
occasião
das
falsas
noticias
propaladas contra
a
de
voção
a
Nossa
Senhora de
la
Salette.
Caríssimos
irmãos,
Uma folha
de
Toulouse,
0
«Mensagei
ro
de Toulouse»,
acaba
de
publicar
um
artigo
que
começa
n
’
esles
termos:
«Sua
Santidade
declarou
por
decreto
assignado
pelo
cardeal Bartolini
que
0
culto
de Nossa
Senhora
de
la
Salette
não
tinha
uma
base
seria,
nem razão
de ser. Em
virtude
d
’es-
te
decreto,
que
tinha
sido
expedido
esta
manhã
(25
de
janeiro)
a
S.
G.
Mgr. Bis
po
de
Grenoble,...
etc».
Recebemos,
com
effeito,
0
menciona
do
decreto;
porém,
longe
de
declarar
que
0
culto
de Nossa
Senhora
de
la Sa
lette
é destituído
de
base
seria
e
de
ra-
são
de
ser,
annuncia
que 0
Santo
Padre
Leão
XIII
acaba de
concedçr
dois
gran
des favores
aos
sanctuario
venerando
da
Virgem.
Estes
favores
são:
0
titulo
in
signe
de
basílica
menor
á
Egreja,
e
a
coroação
solemne
de
Nossa Senhora
de
ia
Salette,
representada
na
Imagem
ap-
provada
pela
Sagrada
Congregação
dos
Ri
tos.
Esta Imagem,
que
ficará
acabada
em
julho
e
que,
n
’
este
momento,
está
sendo
esculpturada
em
Roma,
por
artista
distin-
cto,
differirá
da
antiga.
Um
Breve,
que
esperamos
receber,
dar-nos-ha
a
descri-
pção
e
inlorinar-nos-ha
assim
do
modelo
como
das
medidas a
tomar
no
que
res
peita
á
antiga
Imagem.
Já
vedes,
pois,
caríssimos
irmãos
nos
sos,
que
0
redactor
do
«Mensager
de
Toulouse»
confundiu
a
verdade
dos
factos.
Não
é
a
crença
que
está
condemnada,
mas
a
antiga
Imagem
que
soffre
algumas
modificações, como acabamos de dizer, e
da
maneira
que
aprouver
ao
Santo
Pa
dre.
O
arligo
é
d
’
uma
gravidade
tal
que
ninguém
avalia.
Com
effeito.
Mgr.
de
Brtul-
lard,
de
santa
recordação,
não
andou le
vianamente,
nem
ultrapassou os
seus
di
reitos,
pronunciando
um
juizo
doutrinal
sobre
0
facto
da
apparjçào
da
Santa Vir
gem
em
la
Salette. Durante
0 espaço
de
cinco
annos,
este
facto
foi
examinado
por
muitas
commissões,
já
separadas,
já reu
nidas,
compostas
dos
homens
mais emi
nentes
da
diocese
de
Grenoble.
M.
Or
cei,
cuja
sabedoria
é bem
conhecida
e
M.
Rousselot,
professor de
theologia
no
grande
seminário,
percorreram
a
França
para
comprovarem,
em
muitas
dioceses,
as
curas,
reconhecidas
pelos
proprios
médicos,
como humanamenle
impossíveis.
Em uma
palavra,
foram
empregados
lo
dos
os
meios
para
descobrir
a
verdade.
A
obra
gravíssima
de
M.
Rousselot,
pro
va-o até
á
evidencia.
Mgr.
de
Bruillard
obrou
com a
maior
prudência,
apoiando-se
no
parecer
das
commissões,
para
pronunciar
0
seu
juizo.
Accrescentae
ainda
que
Sua
Grandeza
solicitou
0
concurso
d
’
um
Prelado
1'ran-
cez,
bem
conhecido
em
Roma,
por
quan
to
Pio IX,
m»lu
proprio,
lhe conferiu
a
purpura
cardinalícia; queremos
fallar
de
Mgr. de
Villecourt,
então
bispo
de
la
Rochelle.
Eoi
elle
0 encarregado
d»
re-
dacção
do
decreto
doutrinal,
e
que
0
es
creveu
pelo
seu
proprio
punho.
Notae
ainda
que
n
’
esle
documento
a
apparição
da
Santa
Virgem
em
la
Salette
é
considerada
verdadeira,
certa e
indubi
tável,
desde 19
de
setembro
de
1851.
D
’
est’arte,
Mgr.
de
Bruillard
deixou
passar
cinco
annos,
sem
se
pronunciar,
e
este
espaço
de tempo foi
empregado
em
estudar
0
facto.
«O
Messager
de Toulouse»
diz
que
Melania
mentiu,
segundo
a
sua
própria
confissão:
é
uma
calumnia.
Melania,
que
nós
fomos
interrogar
ha
dois
-mezes,
em
Castellamare,
sellaria
com
0
seu
proprio
sangué
a
historia
da apparição,
tal
qual
a
narrou
então
e
ainda
hoje
narra.
Além
de
que,
ella
não
estava
só.
Tinha
uma
segunda
testimudha:
Maximino,
0
proprio
Maximino,
teria preferido
morrer
a
negar
0
facto. Estes
dois pastores
podem
ter
tido
alguns
defeitos
e
travessura;
não
to
mamos
a
defeza,
nem
d’
um,
nem
dou
tro, no
que terão
dito
ou
feito
que
não
seja
ácerca
do
facto
de
apparição;
mas
teem
sido
sinceros
na
sua
narrativa,
e
n
’
esta
parte,
Melania
é
calumniada
pelo
«Messeger de
Toulouse».
A
pobre
pas
toral
é nossa diocesana:
é
dever
nosso
defendel-a;
fazemol-o
da
melhor vontade,
esperando
que
0
Messager
dará
uma
re
paração.
Aliás,
0
decreto
por elle
invocadojLé
por
si
mesmo
uma prova
evidente
da
sua
calumnia.
Se Melania tivesse
confessado
diante
de Sua
Santidade
que
tinha
men
tido,
como
poderia
0
Soberano
Pontífice
conceder
0
titulo
de
Basílica
menor
ao
Sautuario
de Nossa
Senhora
de la
Sa
lette
e
mandar
coroar solemnemenle,
em
seu
nome,
urna
nova
Imagem
da Virgem,
se
assim
appiouver
a
Deus,
com
0
con
curso dos
homens,
da
fé
e
da
liber
dade?
Mgr.
de
Bruillard cumpriu
um
dever
e
usou
d
’
um
direito,
dando
um
juizo dou
trinal sobre
a
verdade
da
apparição
em
la
Salette.
^oma
não
intervem
direclamente, no
tae
nem, caríssimos
irmãos,
em factos
d
’esta natureza.
Quando
se
trata da
ca-
nonisação
d’
um santo,
examina
os
factos
miraculosos.
A
Santa
Virgem
é
a
Mãe
de Deus;
não é mister
apontar
os
factos
e
os
prodígios
operados,
para
os
submet-
ter
’
a
Roma.
Além
dhsso,
Roma deixa
aos
bispos
0
encargo
de mandarem
ob
servar
e
de
observarem
e
provarem,
eiles
mesmos,
as
apparições
da
Virgem,
e
as
curas
milagrosas, devidas
á
sua
interces
são.
Quando'
os
bispos pronunciam
0
seu
juiso
e
0 concurso
do
povo
se
estabele
ce
em
favor
de
uma devoção
reconheci
da pela
Egreja,
a
Egreja considera
0
fa
cto
como
uma
crença
piedosa
e
protege-
a
com
graças'
espirituaes.
Foi
0
que
acon
teceu
a
respeito
de
Lourdes
e 0
que
acon
teceu
e
acontece
ácerca
de
la
Salette.
Nós
não
pedimos,
pois,
ao Soberano
Pontífice
que reconhecesse
a verdade
do
facto da
apparição
da
Virgem
em
la
Sa
lette;
Mgr.
de
Bruillard
pronunciou
a
sua
sentença;
Roma não pôz contradiclas:
é
quanto
basta
e deve
bastar
a
toda a
pessoa de bom
senso.
Se
todos
os
factos
históricos
estivessem
tão
comprovados
co
mo 0 da
apparição da
Virgem,
a
histo
ria
mereceria
uma
crença
absoluta.
Não
nos
demoramos
mais
para
não
dar
a esta
carta
grande extensão.
Preparamos
uma
resposta
mais
longa
com
0
fim
de
provar
que
a
dita
apparição
tem
a
sua
raião
de
ser
e
que
a
devoção
á
Senhora
de
laj Salette
tem
uma
base
séria.
Pedimos
tempo para
a
mandar imprimir,
devendo
apparecer
dentro
de
quinze
dias.
Redo
bremos
de
zelo
e
de
piedade
para
com
a
Santa Virgem,
caríssimos
irmãos;
rogue
mos-lhe
pelo
nosso
amado
Pontífice
Leão
XIII, cuja
alma é
assaltada
por
tantos
cuidados;
toguemos
pela Egreja e pela
França.
Oremos
por aquelles
que
se
es
quecem de
que
a
Virgem
é
sua Mãe,
e
parecem
folgar
com
todo
0
descrédito
que
pezar
sobre
ella...
etc.
83
Amand-Joseph,
t
Bispo
de
Grenoble.
------------------------------- -
Lisboa, 19 de fevereiro de 189».
fDo
nosso
correspondente).
À
nuvem,
precursora
da
tempestade,
enxerga-se
no
horisonte
poiilico
liberal.
A
camara
dos
próceres
parece desti
nada
a
desalojar a
situação,
embora
com
muito
ferro
da
dynastia.
A
maioria da
commissão
de
fazenda
alli
é
da
opposição.
Podeis
avaliar,
meu bom
amigo,
qual
será
0
embaraço
do
governo,
diante
do
alludido
revez.
A
camara elegeu
presiden-
.
-afgrogroa:?-
-
te
da
mencionada
comtnissão
Casal
Ribei
ro,
o antigo
soldado do campo
legitimista;
e
elle
não
secunda
agora
a
causa
minis
terial.
Ha quem diga
que
o
governo
pen
sa n
’
uraa nova
fornada
de
pares,
que
vá
enervar
as forças
da opposição
na
casa
do
parlamento
alio;
todavia, ha
quem
du
vide
que
o
governo
recorra
ao
referido
m-io
de
conjurar
a
lormenta,
que
se
julga
imminente.
Veremos,
dizia o cego,
e
licou
sempre
ás
escuras.
Noticias
de
Madrid
assevéram
que as
heroicas
províncias
vascongadas resolve
ram
não
tomar
parte
nas
eleições.
Em
Portugal
decidiu-se, nos
arraiaes
legiti-
mistas,
ir á
urna,
quando
ella
se
abrir
para
receber
os
votos
do
povo.
Cada
casa
com seu
uso,
cada
roca
com seu
fuso.
Já
sabeis,
certamenle,
que
os
dous
reis
liberaes
da
Península
se
abraçaram
como
amigos
intimos,
que são.
e
que
comeram,
e
beberam,
bem como
a
cria
dagem,
que
os
acompanhou.
A
refeição
foi
magnifica.
Todos ficaram
alegres...
com
aquelle
acto
de
mutua
delicadeza
interna
cional.
O
«Diário
de
Noticias»
lambem
lá
foi,
e
veio
enthusiasmadissiuio.
Podéra
não
!
Houve
brindes
por
dá
cá
aquella
pa
lha.
Muita
saude
se
fez, meu
excellente
redaclor!
Para
que
ninguém
ficasse
des
consolado até
a imprensa
liberal, mas
só
a
liberal,
notae
bem, foi
vicloriada.
E
no
fim
de
tudo,
o
paiz
pagou
o
sermão,
que
não
encommendára,
segundo
a
praxe
das
còrtes
liberaes.
Partiu
quarta-feira,
6,
para
Bordéus,
o
barão
de
Mendonça,
o
cbico
de
Men
donça,
que
alli
vae
ser
cônsul,
á
falta
de
melhor
collocaçàu
no
paiz.
Para
que
vejaes
até
onde se
eleva a
bossa
do
improviso
n
’
um
alio
personagem,
muito
nosso
conhecido,
couta
o
«Popular»
que
um
presidente
de
uma
camara
mu
nicipal
escrevera
o
seu
discurso
de
boas
festas
para o
botar, em certo
e
deter
minado
dia
solemne.
Mpstrára-o
a
um
dos
servidores do
personagem
alludido, e
no
dia
fatal,
quasi,
quasi
á
hora
de
ir
ser
pronunciada
a
monumental
allocução,
po
diu-lhe
aquelle
que
mettesse
a
viola
no
saco, porque
se
tinha
esquecido
de
mos
trar
o
papel
ao
amo,
e
elle
não
linha,
porisso,
estudado
a resposta
!
O
presidente
não
gostou,
porque
via
perdido
o
traba
lho,
e
o
azo
de
ostentar,
em
pleno
pa-
lacio,
o
hUcio
da
sua
provada vêa
de
fazer discursos;
mas,
resignando-se,
cal-
lou-se, para
não obrigar
a
faltar
quem
só
fatiaria com algum
geito
depois
de
ter
decorado
a
licção.
Dil-o
o
«Popular»,
mas
não
o
aíTirmo.
Quem
lá
se
viu,
lá
se achou.
O centro republicano
de
Lisboa
re
solveu
mandar
felicitar
a
sua
predilecta
de
França,
pelo modo
como
sahira ai
rosa
da
ultima
crise.
E
’
de crer
que o
novo presidente
agradeça
tamanha
de
monstração
de
•confraternidade.
Correu ha tres dias
que o
ministério
se
demettira,
mas
não se
realisou
a triste
nova.
E
para
que
hade-de
sahir?
Pois
o
que
viria
seria
acaso
melhor
do
que
o
actual’ E' tudo
a
mesma
gente.
São
to
dos
liberaes,
e
entre
elles não
ha
a
optar.
Com
tudo
falla-se
ainda
na
saida
de'
Lourenço de
Carvalho,
e
d
’outro.
Houve
ha
pouco
mais
um escandalo,
pois
o
não
é outra cousa
o
facto de
s.er
despachado
segundo
oflicial
da
secretaria
da
marinha,
e
ultramar
o
Bister,
que
não
era
empregado
publico,
e nada
o
re
commendava,
senão
o
ser
fazedor
de dra-
,
mas, e
comedias,
e
estar muito
farailiari-
sado
coin
os
bastidores.
Todavia
iá
ficam postergados os
direi
tos
dos
funccionarios
d
’
aquella
secreta
ria,
embora
com muitos
annos
de servi
ço
ao
Estado.
,
E
’
assim que a
liberdade
se
desmente
a
si
mesma,
e
justifica
a
calumniada
mo-
narchia
legitima.
t
O-«Diario
de
Noticias» mandou
á
«Na
ção»
o
bnnde
dos redactvres,
que
assis
tiram
á
festa
d
’
Elvas;
mas
foi
porque
se
esqueceu
de certo
que
de lá lhe
tinham
mandado
dizer antes
que
a
saude
fora
exclusivamente
á
imprensa
liberal. A
«Nação»,
com tudo,
agradeceu a
fineza
dos
seus
collegas.
O
«Popular»
de
sexta-feira
diz
que
Leão
XIII condeinnnra
a
Senhora
de
la
Sallelte,
e
que
os
especuladores
de
ben
tinhos
etc.
deveriam
ficar desapontados
o
que
lhes
succederá
também, se
o
Vi
gário
de
Christo
(Vigário de
Christo
pa
ra
os
catholicos,
não
para
os
liberaes
de
todos
os matizes,
entende-se)
fizer
o
mes
mo
á
Senhora
de
Lourdes.
Já
ouvistes maior,
e
mais-
impia
to
lice?
Os
taes liberangas,
quando
faliam de
qudquer
causa
ecclesiastica
dizem,
neces-
sariamente,
babuzeira.
A
ignorância religio
sa
n
’
elies
é
tão
crassa,
tão
supina,
co
mo
descrido
o
animo
dos
revolucionários.
A
resposta
ao
discurso
da coroa
foi
unânimemente approvada
na
camara baixa,
declarando
alguns
dos notáveis
da
oppo
sição,
que
a
não
reputavam
senão
como
um
mero
acto
de
simples
cortezia.
Estão,
pois,
mais
mansos.
Hontem
ultrajes,
calumnias,
grosserias;
hoje
zurn-
baias,
cumprimentos,
blandícias.
Pois
o snr.
D.
Luiz não será
ainda
o
mesmo
Prín
cipe?
Que
gente,
meu
amigo!
E
o
paiz
a
soffrel-os!..,
Desappareceu
de S.
José
de
Ribamar
o
triste
celebre
padre apóstata
Miranda,
com
a
esposa.
Fez
alguns
estragos
entre
a
pobre
gente
de
Pedrouços, mas
não
tantos,
felizmente, quantos
esperava.
A
reacção,
pois,
triuraphou
alli,
mas
porque
leve
adi
catholicos corajosos,
em
bora
alguns
filhos
da
mais
humilde
clas
se,
que
desenrolaram
a
handeira da
Cruz,
e
offereceram
batalha
ao
ímpio propa
gandista
protestante,
que
teve
de
fugir
vergonbosamente
do
campo, deixando
èm
paz
aquella
pobre
gente,
a quem
deseja
va
corromper.
Bemdicto
seja
Deus.
Todo
vosso
A.
EXPEDIENTE
Recominendamos aos nossos
assignantes e
correspondentes
que de hoje em diante tudo
quanto
diz
respeito á adminis
tração
d’esta folha, deve
ser
dirigido ao
Director Antonio
Joaquim de Mesquita Pimentel,
rua
Nova n.° 4, o
que esperamos
será tomado em
toda a consi
deração
no interesse
dos mes
mos snrs. assignantes e corres
pondentes, e no
da empreza
d
este jornal.
ÊÂZ1TILH1
gueixas.
—
Ha
muito
que
nos
tem
sido
dirigidas
constantes
queixas
por
alguns
dos
nossos
estirfiaveis
assignantes,
de
que
o
jornal
lhes
não
é
remettido
regular
mente.
A
este
respeito
podemos
asseverar,
sem
receio
de
enganar-nos,
que,
sendo
o
nosso
expediente
todo
impresso,
inclusivé
o
das
pessoas
que
se
nos
tem queixado,
não
é
possível
darem-se
estas
irregulari
dades,
sem
que
a nossa
folha
faltasse
a
muitos
outros.
Podemos
aflirmar
que
essas
irregularida
des
não
partem d’
esta
administração,
mas
sim
e unicamente
das
differentes
repartições
de
correio
por
onde a
correspondência
pas
sa, e hoje,
com
muita
inais
frequência,
devem
talvez
repetir-se
essas
faltas
em
'
quanto
o
serviço
das novas
ainbulancias
não
fôr
bem executado.
Fazemos
estas
observações, porque nos
custa
sermos
arguidos de
faltas
que
não
commetlemos,
pois temos
empregado to
dos
os
meios possíveis
para
a
mais ri
gorosa
exaclidão
do
nosso
expediente.
Se declinamos,
porém,
uma
responsa
bilidade
que
nos
não
cabe,
estamos
sem
pre, como
nos
cumpre,
dispostos
a
ac-
ceitar
as
reclamações
dos
nossos
assignan-
tes,
e
a
repararmos
as
faltas
de
que
se
jam
victimas.
Deanbamtnio.—
Ein
a
noite
de
14
desabou
o
outão
da
casa
n.
os
3
e
4
da
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas.
Houve
muita
gritaria,
mas
felizmente
não
ha
desgraças
a
lamentar.
Oottfttivo.—
O
sor. dr.
Antonio
José
Pinto
da
Costa
Rebello,
juiz
de
direilo
aposentado,
deu
100$0Ó0
reis
d
’esmola
para
N. Senhora
das
Dores,
do
templo
dos
Congregados.
talieeimento.—
Falleceii
no
sabba-
do
o
revd.
0
Manoel
d
’
Araujo
Coulinho,
abbade da freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Teuões,
d
’esle
concelho.
O
finado
parochiou aquella freguezia
perlo
de
50
annos.
Sopa
eeonomiea.—
Em Guimarães
houve
ante-hontem
uma
reunião
de
vários
cavalheiros
para
se
tratar
do
modo
como
minorar
a
miséria
a
que
se
acham
redu
zidas
as
classes
industriaes
d
’aquella
ci
dade
e concelho,
por
meio
d
’uma sopa
economica.
Tomou
a
iniciativa
d
’
esta
obra
meri
tória o
snr.
conde
de
Villa Pouca.
Egperamoí qus
mcms
respon
dam.
—
Nó
dia
18
de
dezembro
de 1878.
foi
em assembleia gera! da
Associação
Commercial
d
’esta
.
cidade,
nomeada
uma
commissão, para
conhecer
das
queixas
levantadas
pelos
contribuintes
d
’este con
celho
contra
as
arbitrariedades, illegalida-
des,
e
vexações
do
escrivão
de
fazenda,
A
ntonio
da
C
osta
M
oiiaes
.
Como
queixosos
e
na
qualidade
de
jornalistas, pedimos
á
alludida commissão
que
nos
esclareça
a respeito
do
resulta
do
dos
seus
trabalhos.
Esperamos
que
este
pedido
será
sa
tisfeito.
Obrns
no
extiwcti»
convento
de
8. iPosilo
(Collagin).—
Foi
orçada
em
6:400$000
reis
a
despeza
a
fazer
com
as
obras
a realisar
no
Collegio. para
onde
é
transferido
o
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro.
Hospício
<ios
expostos
—
Vae
ser
mudado,
era
maio,
para
o
segundo
an
dar
da
casa
onde
se
acha
o
tribunal
ju
dicial,
o
hospício
dos
expostos.
Obãtos.—
Falleceu
ha
dias
em
Ponte
do
Lima,
o
revd.
0
parocho d
’
aquella
villa.
—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceu
o
nosso
compatriota
conselheiro
José
Feliciano
de
Castilho,
homem
notável
pela
sua
vasta
erudição
e
alevantados
talentos.
Pflrtugal anligs» e
moderno.—•
Acabamos
de receber
o
fascículo
n.°
133.°
do
diccionario
Portugal antigo
e
moderno,
do nosso
erudito
investigador
e
dislinctissimo
correligionário,
o snr.
Pinho
Leal.
Comprehende
as folhas
14 e
15
do
volume
VIII,
e
encerra
minuciosas
noti
cias
ácêrca
de
varias
povoações
entre
as
quaes
as
seguintes:
Roças, S, Rmão
de
Briteiros, S.
Romão
de
Armamar
etc.,
cujas
descripções
são
curiosissimas.
Síffeitois do
temporal.—
-Entre O
Juncai
e
a Regoa,
via
ferrea
do Douro,
são
incalculáveis os
prejuízos
occasiona-
dos
pelo
.temporal,
pois
abateram
quasi
todas
as
trincheiras.
Escrevem de
Ponte
do
Lima:
(
—
O
rio
Lima, opulentado
cora os
tributos
dos
seus
numerosos
confluentes,
tem-se
apresentado
caudaloso,
levando
um
grande
volume
d
’
aguas,
e
invadindo
repetidas
vezes
uma
grande parte da
villa.
As
industrias
e o
commercio
téem
soffrido
muitíssimo
com
as
enchentes
do
rio,
achando-se
alagadas
com
as'
aguas
muitas
oflicinas
e
estabelecimentos.
Os
terrenos
marginaes
tem
soffrido
lambem
muito,
e
em
geral
a
classe agrí
cola
lorna-se
digna
de dó.
Dizem
de
Vianna do
Casteílo:
—O rio
Lima,
transformou-se
em
um
verdadeiro
oceano, e
galgou
os
caes
em
frente
de
Vianna,
inundando
todas
as
ruas
e
praças
que
lhe
ficavam
próximas.
Tem
levado
uma
corrente
de
7'
a 8
milhas
por
hora.
As embarcações
teem
soffrido
muito.
Macau.
—
Pela
mala
da
China,
rece
beu-se
a
triste noticia
de
ter
naufragado,
o
navio
mercante, que
o
governador
de
Macau
fretara logo
que
teve
conheci
mento
de qúe
se
precisavam
soccorros
ém
Timor,
e
onde
embarcára
a
pequena
expedição
destinada
á
nossa
colonia da
Oceania.
O
navio, que naufragou
tres
dias
de
pois
de
sair
de
Macau,
levava
60
pra
ças
do
exercito,
metralhadoras,
peças
de
campanha,
150
armamentos
completos
Ónyders,
20:000 cartuxos,
10:000
pala-
cas,
etc.,
etc.
A guarnição e os
passageiros
salva
ram-se.
Em
Macau
havia
completo
socego
e
o estado
financeiro
da*
colonia
era,
á
data das
xiltimas
noticias,
muito
pros
pero.
Froílssãa
religiosa.-—Em
Oliveira,
cidade
de
Hespanha,
teve
logar
o
acto
solemne
da
profissão
religiosa d
’
uma no
viça,
chamada
Rosa Mascarei!,*
no
con
vento
de
religiosas
d
’aquella
villa.
Por
este motivo
houve na egreja do
convento
uma
brilhante
festa
religiosa.
Se
isto
se
fizesse
entre nós,
não
fal
taria
por
ahi
quem
gritasse
que
tal
cou
sa era
um
attentado
contra
a liberda
de.........
Em
compensação, lemos
abundancia
de
casas
toleradas......
.Vova
iUaa.—
Johannessen,
viajante
sueco,
acaba
de
descobrir
uma
ilha pcdar
além da Nova-Zembla.
Notou
que
a
sua
vegetação
era
insi
gnificante,
e
que
n
’
ella
vivia
grande
nu
mero
de
aves
de
varias
especies.
Johan
nessen
deu
a
esta
ilha
o
nome
de Ensotn-
heder,
isto
é,
Solilaria.
Presente
etapSendidt».
—A
condes
sa
de Chambnrd
acaba
de
fazer
presente
aos
P.
P.
Redemptoristas
de
Puchheim,
soa residência
na
estação
do
estio,
de
um
presepio
magnifico,
que
pertenceu á
rainha
Maria
Christina
de
Nápoles,
cujo
processo
actnalmente
se instrue
em
Ro
ma. O
presepio
é
um verdadeiro primor
d
’
arte, que causa
a
admiração
de
todos
os
fieis
não
só
de
Puchheim,
mas
lam
bem
da
cidade
visinha
de
Ginunden,
re
sidência
daxfamilia
real
de Hanovre.
!<eâo
e
u
orle
photogra-
plaiea.
—
Um
photographo
inglez,
John
Eastham,
tendo
ido
a
Roma
para
tirar
o
retrato
do
Santo
Padre,
conseguiu
obter
uma photographia
excellente
do
mesmo,
assim
como
outras
de
vários
cardeaes,
incluindo
um
grupo
de
sete
cardeaes
com
o
Pontífice
no
centrcA
Estas
photographias
têm
lido
grande
aceitação,
e
Sua
Santidade,
em
signal de
seu
apreço,
condecorou
o
snr.
Eastham
com
o habito
da
Ordem
de
S.
Gregorio,
lançando
com
seu
proprio punho
a
se
guinte
inscripção
sobre
a
arte phologra-
phica:
«Ars
photographica
Expressa
solis
spiculo
Nilens
Itnago,
quam
bene
Fronlis
decus,
vim
luminum
Refert
et
oris
gratiam!
O
mira
virtus
ingeni! .
Novumque
monstrum!
imaginem
Naturae Apelles
emulus
Non
pulchriorem
pingeret.
L
eo
,
PP.
XIII».
Houbo
s»o
paç»
d’Ajuda
—
Se
gundo
vemos nos jõrnaes, foi
muito
bem
coroada
a
soirée
que o
snr.
D.
Luiz
deu
no
dia
29
de
janeiro,
no
paço.
d
’A-
juda.
Senão, vejam
o
que
diz
um
jornal
francez:
««O
commissario
geral
da
policia
por
tugueza
enviou
ao
prefeito
de
policia
uma
nota communicando-Ihe
um
roubo
reali-
sado
no
palacio
real
de
Lisboa,
e
cujo
auclor
deve
estar
presentemenle
era Pa
ris.
«Entre
os objectos roubados
ha
um
punhal de
prata, obra
de
Benevenuto
Cellini.
O
punho
da
arma
figura
um
esqueleto
em
pé
sobre
um morcego
com
os
olhos
de
rubis,
e
cujas
azas,
inteira
mente
abertas,
formam
as
guardas
do
punhal.
No
reverso da
arma
leem-se
as
lettras
M.
V. em
diamaníes;
sobre
a
bainha
estão
gravados
muitos
deraonios
descendo aos
infernos».
Dizei-nos:
d’
onde
escolheis
vós
os
vossoS
titulares?
Qual é o
synonimo
do
barão
e
do
conde
modernos?
Ntova cadeira.—
Em
Rio
de
Moi
nhos,
concelho
dos
Arcos
de
Val-de-Vez,
foi
creada
utua
nova
cadeira
para
o
sexo
masculino.
ISistoria de jfortísjjaí XHustra-
da.
—
Recebemos o
fascículo
23.°
da
His
toria
de
Portugal
Illuslradã, A
gravura
que
a
acompanha,
allude
ao
assassinato
de
D.
Ignez
de Castro.
Míercê.—O
snr.
Eduardo
Tavares,
delegado
do
tbesouro
n
’
este
districto,
foi
agraciado
com
a
commenda
da
Ordem
da
Conceição.
Nfoticias
diversas.
—
Por
telegram-
tpa
do Ceará,
que
a
18
de
janeiro
foi
re
cebido
na
capital do
império
do
Brazil,
sabe-se
que,
felizmente,
já
cairam
chuvas
n
’aquella malfadada
província,
de
6
a
10
do
citado
mez.
A
mortalidade
havia
diininuido
conside
ravelmente,
e as
epidemias
tendiam
a
ani
quilar-se.
—
Desde
19
a
22 de
janeiro
fallecerara
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portuguezes;
Joaquim
da Silva Neves, 32
annos,
casado;
Thereza
de
Jesus, 22 s.;
Sera
fim Ferreira,
50 s.;
Firmino
José
Dias
da
Silva,
58
v.;
Maria, filha
de
Fran
cisco Celestino
Garcia
Terra,
4.;
Manoel
José
Ribeiro,
37
s.;
Maria
Carolina
Tei
xeira, 50
c.;
Martim João
da
Silva,
52
s.;
José
Pacheco
do
Couto,
42
c.;
João
Alves
Ferreira, 20
s.;
Antonio,
30
s.;
!
Antonio
Gonçalves
Ferreira,
39
s.;
José
,
Ignacio
da
Cunha,
22 s,;
Leonardo Fran-
(Co,
19
s.;
Francisco
José
Gomes
Braga,
36
s.;
João
Gonçalves
Pedro
de
Santa
Anna,
44
s.;
Joaquim
Fernandes
da
Silva, 30
c.;
Maria
Joaquina
Xavier
de
Oliveira,
ai s
;
Bento
da
Silva Leilão,
37 c.;
José
Ferreira
da
Silva,
27
s.;
Manoel Martins
Roque,
52
c.“
;
Manoel
Martins
Serra,
18
s.;
Antonio
Julião
Va-
lerio,
58
v.; Maria
José
Medeiros
da
Silva, 30
c.
Desde
16
de
dezembro
a
25
de ja
neiro
falleceram
em Pernambuco os
se
guintes:
Manoel
José da
Silva
Araújo,
36
an
nos,
solteiro;
Antonio
Domingos Pinto,
74
c.;
José
Tavares,
45
s.;
José Bernardo
de
Souza
Pinto,
50 s.
—
Contam
as
folhas
allemãs
que
2:200
senhoras
catholicas
dirigiram
ao
imperador
Guilherme
uma
petição,
na
qual rogam
que
os
conventos
de
Ursulinas
de
Nou-
nenwertts
e
Ahrweiler
não sejam suppri-
midos.
Eracyelie?»
de
Ijeão XIIK.
— A En-
cyclica
de
Sua
Santidade
Leão
XIII,
con
tinúa
a
distribuir-se
grátis,
nas
casas
já
annunciadas
e
no
escriptorio do
«Com
mercio
do
Minho», recebendo-se
todavia
qualquer
quantia,
por
pequena
que
seja,
que
VOLUNTARIAMENTE
queiram
dar,
para
ajuda da
despeza
da
impressão.
Appello
tí
caridade publica.—
José
Alves
de Araújo,
morador
na
rua
de
S.
Marcos, n.°
10,
lendo-lhe
sido
penhorados
pelo
escrivão
da
fazenda,
An-
tonio
da
Costa
Moraes,
todos
os
moveis
que
possuia,
inclusive
5
arraieis
de
car
ne
cie
porco
que
linha para
adubar
o
magro
caldo,
que
come
diariamente
com
sua
mulher
e
filhos;
e
como
não
possa
trabalhar
em
consequência
de
lhe
ter
sido
penhorada
também
uma
machina
de
cos
tura,
vem por
este
motivo
implorar
da
caridade
publica uma
esmola,
para remir
na
fazenda
o
que
deve.
José
Alves
de
Araújo.
•V
«aridade
publica.
—
Recommen-
damos
ás almas
caritativas.
Custodia
Ma
ria
Pereira,
moradora
na
Travessa
de S.
Vicente;
n.°
4,
a
qual se acha
entrevada
e
em
extrema
penúria.
CORREIO
Abrimos hoje
esta secção,
destinada
a proporcionar nos
um
meio
mais facil e rápido de
satisfazermos
ás pretenções
dos
nossos leitores, concernentes as
sim
á Redacção,
como á Admi
nistração
desta folha.
Chamamos,
portanto, para
aqui a
attenção daquelles, a
quem
não houver inconveniente
em respondermos
n’este
logar.
Peniche
—
Do snr.
Pedro
Cervantes
de
Carvalho
Figueira.
Breve
responderemos.
SECÇÃO
D£ COMMUSICADOS
BECliAKAÇÃO
E
PSl»TESTO
O
presbytero
José
Pinto
Borges,
da
freguezia
de
Folgosa,
comarca
dArma-
mar,
vera,
para
lodos
os
eífeitos
legaes
e
jurídicos,
reclamar
e protestar contra
a
simulada,
capciosa e
fraudulenta
escri-
ptura
de
doação
celebrada
entre
elle
e
Francisco
Caetano
Cardoso
Ferreira,
e mu
lher,
D.
Maria
José,
em
data
de 30
de
Março
de
1878;
pois semelhante
escri
ptura
não
contém
a
expressão
da
verda
de,
e
não foi
mais
do
que
uma
embos
cada
preparada
d
’
antemão
para
um
irmão
do
doado,
e
assim
fui
tirado
de minha
casa
e
levado
a
Armamar,
assignando
um
contracto pelo
qual
fiquei
privado
de tudo
quanto
tinha
e
possuia,
e
sem
acção
ne
nhuma,
—
isto
no
ultimo
quartel
da
vi
da,
e
sem
forças
phisicas
nem
moraes.
No
contracto
que
havia
combinado
e
accordado
com
os
doados,
resalvava
pa
ra
mim
o usofructo de todos os
meus
bens,
e
a liberdade
de
gosar,
administrar
e
possuir,
e
mais
disposições,
mas nada
d
’isto
apparece
escripto
n
’aque1la
escriptu
ra,
e
o
contrario
se escreveu,
em
vista
do conluio que
a
precedeu,
ficando
assim
coacto
e
prezo
de
pés e
mãos,
e
sem
acção
nem
liberdade
de
gosar
o
que
é
meu;
e
para
maior
escarneo
enchera
a-
me
a
casa
Je
pessoas
estranhas
e
de más
condições, desg >stan
ló
me
a t
il ponto,
que
um
dia
sueeumbirei
no
maior
de
sespero
e
miséria.
Em presença
pois,
do
que
deixo
pon
derado^ reclamo
e
protesto
contra tão
ar
dilosa,
simulada
e
fraudulenta
escriptura
de
doação,
por
ser
a mesma
nulla
e dè
ne
nhum
effeito
aos olhos
da
lei.
Folgosa,
2 de janeiro
de
1879.
O
presbytero—
José
Pinto Borges.
(Segue-se o
reconhecimento.
(2251)
TELEGRAMMAS.
Madeira
10
—
As
noticias
do
Cabo
da
Boa Esperança,
em
data
de
27
de
janei
ro,
annunciam
que
foi
derrotada
e
qu-asi
esmagada
pelos
zulus uma
columa
de tro
pas
inglezas,
caindo
em
poder
dos
zulus
um
cómboyo
de
provisões
e
a
bandeira
do
24.°
regimento.
Esta
derrota
obrigou
as
outras
tropas
inglezas
a
abandonarem
o território zulu.
A
colonia
do
Natal
está
ameaçada.
O
governador
do
Cabo pede
reforços.
Londres 11—Um telegramma
official
confirma
e
dá
pormenores
sobre
a derro
ta
dos
inglezes na
África
oriental.
O
gabinete
foi
convocado
para
delibe
rar.
A
noticia da
derrota
causou
grande
sensação
em
Londres.
Athenas
11—Na
sessão
dos
commissa-
rios
turcos
e
gregos, Mouktar-pachá decla
rou
que
não
tinha
instrucções
para
ne
gociar sobre
as
bases
do
tractado
de
Ber
lim.
E
’ pouco
provável
o
accordo,
e
da
mesma
fórma
é
duvidosa
a
moderação
das
potências.
Paris
11
—
Dizem
de
Andrinopla que
os
russos começaram o
movimento
de
re
tirada.
O
«Temps»
publica
um telegramma
de
Berlim,
dizendo que
os
embaixadores
das
potências
em
Constantinopla
estão
encarregados
de
responder
ás
divergências
entre
russos e
roumaicos
ácerca
do
forte
de
Arabtavia
Londres
12
—
O governo
telegraphou
para
as
índias
Mauricias,
a
íim
d
’
enviar
immediatamente
tropas
para
o
Cabo.
Vienna
13—
Estão recomeçadas
as
nego-
gações
entre
a
Áustria
e
a
Turquia
com
resposta
á
occupação
da
Bósnin e
Hjrze-
govina.
Londres
13
—
Os
periódicos
inglezes
di
zem
que
o governo
fará
hoje
declarações
satislactorias
sobre
a
situação
do
oriente,
e
que
declarará
virtualmente
terminada
a
guerra
contra
os afghans.
Coustanslinopla
12
—
0
conselho
de
ge-
neraes
russos
decidiu
que
a
evacuação
começará
em dez
dias,
pelo
reembarque
succesivo
em
Bourgas
de
150 mil
homens.
Apenas
algumas
divisões
ficarão
na
Rou-
melia
até
ao
mez
de
maio.
SAUDE
A
TOD&S
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
OU
BARRY
de Londres.
SCI
aariin d’
invi»riavel
sra*®»®»®
4
Combatendo as indigestões
(dispe
psia)
gastrica, gastralgias,
flegmas, arro
tos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pi-
tuilas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intesti
nal. bexigas,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma, falta
de respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes, de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da be
xiga,
do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas,
entre as quaes
contam-se
a
do
du-
que
de Pluskow e
da
exm.a
snr.a
mar-
queza
de
Brehan, da
snr.*
duqueza
de
Cas-
tiesluard,
do
Lord
Sinard
de Decies,
par
d
’íuglaterra,
do
doutor
e
professor
Wor-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.
—
A
snr.
a
marqoeza
de
Brehan,
de
sete annos
de
doença
do
figado,
d
’
estomago,
emtnagrecirnento,
pal
pitações
nervosas
em
todo
o
corpo,
agita
ção
nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986.
—
M
ie
Martin,
de
sup-
pressão
da inenstt
nação
e
dança
de
São
Guido,
declarãda
incurável, perfeitamente
corada
peia
íSevwleseière.
Cura
n.°
65:112.
—
E.
Payartl,
de
gas
tralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir, lendo
sempre
a
cavida
de
do
estotnago
inluinecida.
Cura
n.° 62:845.—M.
Boillet,
cura,
de
36
annos
de
asthma com
suflocações
du
rante
a
noite.
Cura
n. 70:421.
—
M
A.
Spadaro,
de
uma
constipação
obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e
distioctos
médicos
tinham
declarado
que
não
havia
•
meio
de
cu-
ral-a.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoehla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/.
kilo.
500
; de
</,
kilo
800
rs
;
de ura
kilo. 1^400
reis; de
2‘
/
t
kiios,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
fíevalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-s.e
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
SAevaSeaeièr® eSaoeoSreSadss
ç
ella res-
titue
o
appettite, digestão, somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás creanças
as
mais
fracas,
e sustenta
déz
vezes mais
que
a carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
seto
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de folha de
lata de 12 chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
df
í20
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
BABBT
I
j
SM
í
TE».-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streat,
Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C?
Largo
do
Corpo
Santo
16,
&isfe©a,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro.
3Í,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
4®,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
-lveiro.
F.
E.
da
L
tsz
e
Costa,
pharin.
—
Barewllou,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.—
BSseaga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31—
-Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Víasisis*.
«ím
Cas-
ícllo,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Gwimarg»»»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silvâ,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Penaftel,
Miranda,
pharm.
—
E»«r*o,
M. J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs., Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Aniomo, 225
a
227.—SP©:»*®
d® M-
aaa.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa
’
,
pharm.
—Povaa
ás Varasíat», P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença «So .tliuha,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.
—
Villa
d®
A.
L.
Maia
Torr
s.
pharm.
À&BÀBgCIOITOS
Estevão
da
Costa
Ribeiro
da
Cruz
e
sua
esposa
D.
Thomazia
de Sousa
da
Cruz,
agredecem
ás
pessoas que
os
cumprimen
taram
em
sua
casa
e
os
honraram
acompa
nhando
para
o
cemilerio
o
cadaver
de
sua
prima
D. Luiza
Rosa
Martins
Ribeiro.
A
todas
protestam
reconhecimento indelevel.
(2272)
asm»
AN
NÚNCIOS
masçAa
Troca-se
a
dinheiro
uma Imagem
do
Santo
Christo, de
marfim,
em
cruz
de
ébano,
e
adornada
com prata,
Quem
pretender,
póde
vêl-a
em
casa
do
snr.
Barranha,
na
rua
do
Souto,
n.°
6.
(2234)
Quem
quizer
comprar
ou
arren-
dar
a
caza
n.°
3,
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo, póde
dirigir-se a
Antonio
Joaquim Loureiro,
ou
ao
abbade
de S.
Julião
de
Passos.
(2273)
COFRE
DE FERRO
Quem
o
tenba
para
veúder,
falle
na
i
rua
Nova
n.°
4.
JE O B MT I ®
S SS
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia
fabril SINGER
<7
—
rtm «Se S. Vieente—-H
BRAGA
As
melhores machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
888:81»
machinas
de
costura!!!
mais
«O«4O»
que
em
1876.
A
Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
S«o rei»
gemanaea
sem
prestação
de
entrada
oti
10
por
cento
a menos a prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros e sapateiros
4
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o
publico que te
nha todo o cuidado para
não
ser
enganado
com as
machinas
imitações,
como
algumas
pes
soas* por infelicidade d’
ellas, o
tem sido.
As
machinas
legitimas
SRTVCSER
só
se encontram
á
venda na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE,
17
BRAGA
e
nas
casas estabelecidas
em todas
a
ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em casa
do
comprador.
Peçam
cathalogos
illuslrados
com
listqr
de preços,
que se
enviarão
GRÁTIS.
(2187)
Quem
quizer comprar
um
bom pré
dio,
composto
de
campos,
devesas
com
muitos
matlos
e
lenhas,
um
grande
pi
nheiral
fechado,
boa
casa
para senhorios
e caseiros,
eira
de
pedra,
e
um
excel
lente
varandão
para recolhimento
de
fru-
ctos,
e
abundantes
aguas
para
rega
e
lima
dos
campos de
cultura,
tudo sito
na
freguezia
de
S.
Thiago
de Priscos,
do
concelho
de Braga,
dirija-se
ao
dr.
José
Joaquim
Gomes
d’
Aranjo
Alvares,
da
rua
de
Santo
André
da
mesma
cida
de,
que está
auctorisado
a
tratar
a
dita
venda.
(2258)
ARREMATAÇÃO
Simultânea no
ministorio
da
fazenda
e na repartição de
fazenda do diindo de Bra
ga,
no
dia 27 do corrente (ao meio
-dia.),
das propriedades abaixo
descrjptas,
per
tencentes
é
Santa Casa da Misericórdia,
(Te.'ta
cidade:
DISTEICrO DE DSV&GA
VELOUTINE
GHles FAY
|
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
X
INVISIBLE
X
ADHERENTE, di al cútis frescura y trasparenoia.
*
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmacias,
Perfumerias, Eeluquerias y tiendas de quinealla.
Desconfiar
fle las falsilicacíones.
CONCELHO
DE
BRAGA
MAGASIN
DES
DEMOLSELLES
1
O
casal
denominado
de
Barrimam,
que
se
compõe
das
seguintes
proprie
dades:
Uma
morada
de casas
teíreas
com
duas
córtes
para
gado, cosinha,
eira
de
terra,
e
junto
um
eido,
em
socalcos
de terra
lavradia
com
arvores
de
vinho
e
fructa,
oliveiras
e
agua
de
rega
e
lima;
Uma
bouça
chamada
da
Cabrita,
que
se
compõe
de terra
lavradia
com
ar
vores de
vinho
e
agua
de
rega
e
lima,
toda
cercada
de
parede
e
dividida em
quatro
socalcos
com
uma
testada
de
matlo
e
pinheiros
ao
nascente;
Uma
leira
de
terra
de
matto
chamada
do Corisco;
Uma
leira de
terra
de
matto
chamada
do
Poço
do
Linho;
Uma
deveza
de
terra
de
matto e carvalhos
chamada
de
Pereiras;
Um
montado
de
terra
de
matto
chamado de
Furnas;
Um
campo
chamado
de
Contim. que
se
compõe
de
terra
lavradia
com arvo
res
de
vinho
tendo
ao
norte
uma
testada
de matto
e
carvalhos;
Uma
leira
grande
de
terra
lavradia
com
uma
testada
de
matto
e
carvalhos
ao
nascente,
sita
na
agra
contígua
á
egreja
da
freguezia
de
Guizande;
Uma
leira
pequena
de
terra
lavradia
com
uma
testada
de
matto
ao
nascente,
sita
na
agra
contígua
á
egreja
da
freguezia
de Guizande;
Uma
leira
de
terra
de
matto
com
pinheiros
é
carvalhos
chamada
da
Cancelia
de
Cabrita,
sita
no monte do
Topo;
Uma
leira
de terra
de
matlo
solta
com quatro carvalhos, sita
ao
lado
da
egreja
da
freguezia
de
Guizande.
Estas propriedades
pagam
a
Antonio
de
Noronha
Castello
Branco
Avilez
o
fôro
de
249,844
de
milho
alvo,
igual
medida
de centeio,
duas
gallinhas
e
um
carneiro;
laudemio
de
dezena,
a
que
fica obrigado
o
arrematante
—7ò7$476.
CONCELHO
DE
BARCELLOS
Publica-se
a ÍO
e
25
década
mez, por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras de
ntodai e modelo* de tapeçaria eoloridos; a agua;
gravados
a .preto;
novidades
para piano e canto;
álbuns de lavores,
folbas de eonfeeções; eroebet e rendas; riscos, ete.
0
Magaain des Wemoiselles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico que
dá
mensalmente um
trecho
de
musica,
e
reune o
duplo
attraclivo
de
um periodico
litterorio
interessante
e
um
periodico
de
modas completo,
inleiramenle
independentes um do
outro.
Preço
para Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
í.°
de
janeiro)
4$t)00
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,—
7-3700 rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
esle periodico.
Companhia
dos Banhos
de Vi-
sella.
Sociedade anonyma de responsa
bilidade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
smi
tos
».
2
Uma
morada
de
casas
torres
e torreas,
córtes
para
gado
cobertas,
lagar
de
pedra
e
mais
pertenças,
com
um
eirado
de
terra
lavradia, arvores
de vinho
e
fructa,
agua
de
rega
e
uma
lalada
com arvores
de
vinho
da
parte
de fóra
do
portão
de
entrada,
sita
no logar
do
Outeiro, freguezia das
Carvalhas;
Um campo
denominado
da
Eira
Velha, que
se
compõe
de
teria
lavradia,
com
arvores
de vinho
e
fructa,
e
uma
eira
de
pedra
com
seu coberto, sito
no
logar
do
Outeiro,
freguezia das Carvalhas;
Um campo
de
terra
lavradia com
sua
testada
de
matto
ao
sul,
chamado
o
Campo
da Bouça
e
também
conhecido
pelo
da
Barroca,
silo
no
logar
da
Barroca,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
bouça chamada
da
Cancelia,
ou
de
Além,
que
se
compõe
de
terra
de
matto
e
pinheiros,
no
logar
de
Além,
freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho
e
agua de
rega
chamado
o
Campo
da
Herva,
silo
no logar do
Outeiro,
freguezia
das Carvalhas.
Uma leira
de
terra
lavradia com
agua de rega,
arvores
de
vinho e
fructa,
chamada
de
Campos
de
Meio, sita
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
porção
de
terra
lavradia e
horta,
com
arvores
de
vinho
e
fructa
cha
mada
a
Horta
do
Lameiro,
sita
no
logar do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
solta, terra de matto
com
pinheiros, chamada
a
Leira
do
Seixo,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma leira solta
de
terra
de
matlo
com
pinheiros,
atravessada
por
um
cami
nho
publico,
chamada
a
Leira
do
Seixo, sita
no
logar
do
mesmo
nome,
fregue
zia
das
Carvalhas;
Uma
leira
solta
de
terra de
matlo
com
pinheiros, chamada
do
Seixo,
ou
Ma-
dorninhos.
sita
no
logar
do Seixo,
freguezia das
CSrvalhas;
Um
campo
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
chamado
da
Eira
de Baixo,
sito
no
logar
do
Outeiro, freguezia
das Carvalhas;
Uma
leira
solta
de
terra
de
matlo
com
pinheiros,
chamada a
Bouça
de
Ar-
mins,
ou da
Mina, sita
no
logar
de
Armins,
freguezia
das Carvalhas;
Uma
leira
de
terra
de
matlo
cbm pinheiros, chamada
da
Cachadinha,
sita
na
freguezia das
Carvalhas;
Uma
leira
de
terra
lavradia
com arvores
de
vinho, chamada
da
Agra
de
Dentro,
com
uma
chave
na
cabeça
do
poente
ao
lado
do
sul que
serve
de
ca
minho
para
a
leira
de
Suaribe,
sita
na
freguezia
das Carvalhas;
Orna
leira
de
terra
lavradia'com
arvores
de
vinho
e
uma testada
de
matto
ao
nascente,
chamada
da
Tapada
da
Agra,
sita
na freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
chamado
de
Suaribe,
sito
no
logar
do Sanguinhal,
freguezia
das
Carvalhas.
Estas
propriedades
formam um
praso.
e
paga
de fóro
annual a
José Marcel-
lino
Coelho
da
Silva
708,055
de
pão
meiado,
milho
alvo e
centeio,
duas
gallinhas
e
270
reis <m
dinheiro;
laudemio
de
quarentena
a
que
fica
obrigado o
compra
dor
—
i:8(
>8$528.
3
Uma
leira
tapada,
o
campo
da
Colorella
e
outras
leiras, formando
tudo
uma
propriedade
de
terra
lavradia
com arvores
de
vinho,
matto
e
alguma
agua
de
rega,
sitas
no
logar
da
Costa
de
Cima,
freguezia
de
Chorente—
50G$500.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
6
de
fevereiro
de
1879.
0
oíficial-maior,
(2264)
Manoel
Gonçalves
da
Cosia
Lima.
reunirem-se
em assembleia geral,
no
dia
24
do
corrente,
pelas
10
horas
da
ma
nhã,
no
edifício
do
Banco de
Guimarães,
para
os
fins
designados
nas cartas que
nesta
data
lhes
são dirigidas.
Guimarães
9
de
Fevereiro
de 1879.
0
presidente
do
conselho
fiscal
(2266)
Alberto
da
Cunha
Sampaio.
DISHE1RO
A JI RU
A
irmandade
de Nossa Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a
juro.
0
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(2260
Antonio
Manoel
Ayres Oli
veira. rua
dos
Chãos,
aluga
um
de
7
oitavas
muito
bom.
BILHETES
DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
pop
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmenlo
de preço.
xFPUlHIti
«fe MILHEIRO
27,
Praça
do
Barão
de S.
Martinho, 27.
Bilhetes
de
visita
em branco:
Cento,
200,
220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400, 420
e
440
rs.
27,
Praça
do Barão
de
S.
Martinho,
27
Os
Rebuçado* mytilieo»,
de
na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectorante, são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2250)
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
gralis,
pobres
e
soldados.
(2159)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais objectos que
tenham va
lor
de cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
Farmaoia
de
HOGGr, 2, rue de CastigUone, Paris
(Unico proprietário).
""
I
higados
^
rescos
I
í D*
I
BAGALAO
de
1
t
Prescripto por todos
os
médicos
e empregado
com o mayor succeso
contra
:
as enfermidades do
peito, alTeiçôes escrofu
losas,
tosses
ehronicas, rheumatlsmos,
magreza
crianças, das impigemes,
fluxos
brancos, debilidade
geral, ete.,ete. «T “OffQ
ç
Agradavel
e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
3
a
g
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
£
a
capsulo
de cada frasco de
feitio triangular, e a firma
jfr
HOGG
e Cia,
que devera achar-se sobre
o rotulo.
OLEO
HOGG
a
oo
Depositos nas
principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas
de B
abreto
,
rua
do Loreto, *8 e 30. A
zevedo
e
Filhos,
B
arral
e I
rmão
; em Porto,
nas*casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
Coimbra, Salvador F
erraz
.
___
GABHATAL BS
W?í
Pós
dourados,
prateados
e
diamantina,
cada
caixa
400
rs.
Tubos
de agua de
colonia
a
120
rs.
8?,
Praça
do Barão de 8. lUarti-
nho,
ST
AITAIlItlO
4
SIALI1EÍR0
bkaua
llHHO
CREOSOTADO
DE
GIMBERT E
UOUCHAKD
MODIFICADO
POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este novo
medicamento,
cujos
resul
tados
têem
sido
surprehendentes,
é
hoje
o
preferido
por
todos
os médicos
tanto
nacionaes
como estrangeiros
para
a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites,
catar-
rhos
da bexiga,
tosses
rebeldes,
etc.
Deposito
no
Porto—
Pharmacia
Orien
tal,
268, rua
de
S.
Lasaro,
272.
Braga
—
Pharmacia
Maya,
rua dos
Chãos, 31.
(2229)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está custan
do
o
fornecimento
de
paunos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos, empenha
n
’
esle acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
CODIGO
PENAL DA
EGREJA
Ou
(Constituição
Apostolicte Sedia
do
SS. Padre Pio IX
Annotada
e
commenlada
pelo
presbytero
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
A’
venda:
N’
esta
redacção.
No
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
e
nas
casas
dos
revd.
mos arcypresles
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
Mont
’
Alegre,
Vianna, Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima,
Villa
Verde,
Villa
Real,
Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção, Fafe, Povoa
do
Var-
zim.
No
Porto,
em
casa
do
snr.
José
Car
los
das
Neves,
rua
das
Flores.
Em
Villa
Pouca d
’Aguiar,
em
casa
do
revd.™
0
Silvino
de
Souza
Costa
Júnior.
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Raptisla da Silva-
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
