comerciominho_15021879_898.xml
- conteúdo
-
kki
.
igiosa
»
k
ivoticiosa
.
REDACTORES—
D.
Miguel .Sotto-llayor
e Dr. Custodio Velloso.—
DIRECTOR—Anlonio Joaquim ide Mesquita Pimenlel.
M3HS.S»
7.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.................................... 1&600
»
6
»...............................
Correspondências
partic. cada linha
Annuncios
cada linha.........................
Repetição
...........................................
PUBLIGA-SE
850
40
20
10
ÁS TERÇAS. QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes.............. 2^000
»
6
1&050
»
sendo
duas assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes, moeda forte.
. 3&600
Folha
avulso...................... 10
N.°
898
TS-fc
iJa.
CS"
SABBADO
<5 DE
FEVEREIRO DE 4879
pela intervenção
do
partido
legitimista
nas
eleições;
pelo
contrario,
desejava
e
muito,
que
elle
saisse
do retraimenio em
que
entrou
n
’
estes
últimos tempos.
Por
muitos
annos
mandou
elle
a
esta
camara
representantes
seus,
que
sempre
honra
ram
as
cadeiras
em que se
sentaram.
«José Estevão,
o
grande tribuno, cuja
memória
o
illuslre
relator
tanto
venera,
não
se
deshonra^a
era
cruzar
com
eiles
a
sua
palavra
fiammejante,
porque
eram
adversários
dignos
das
suas
attenções
e
do
seu
talento.
(Apoiados).
E
se
esse
partido
sempre
tivesse tido aqui
repre
sentantes, se
nós
todos, as
differentes
fracções
do
partido
liberal,
achássemos
na
nossa
frente
esse
inimigo commum
a
exprobrar-nos
todas
as
nossas
faltas,
tal
vez
se houvessem
poupado
muitos
erros
que
com
certeza
não
teem
concorrido
para
robustecer
o
prestigio
das
instituições
liberaes.
«Permittam-se-me
estas
poucas
pala
vras
em
defeza
de um
partido
que não
é
o
meu,
para que
se
não
diga
que
ninguém
o
defendeu,
onde
elle
não
podia
defender-se.
(Apoiados)».
A
eleição
de
Cêa, que
foi
uma
das
mais
violentas
campanhas
do governo
contra
a
liberdade da
urna
—deu
azo a
que
o
snr. deputado
Freitas
e
Oliveira,
disparasse
contra
os
legilimistas,
na
ca
mara
electiva,
uma serie
de
invectivas,
que
mais
uma
vez
comprovam
o
desati
no
com que
sempre
procedem,
nas
cou
sas
publicas,
os homens
que
pretendem
mono'polisar
a
sciencia
de
bem
governar
os
povos,
e
que
pensam
justificar
os
abusos
da
auctoridade
e
os escândalos
dos
seus
comparlidarios,
injuriando
a tu
do
e
a
todos,
e
attribuindo
áquelles
que
mais
zelam
e
lidam
pelo
cumprimento
da lei,
as
próprias
tropelias e
inaudito
despotismo.
O
snr.
deputado
Emygdio
Navarro
replicou condignamente,
e
com toda
a
nobreza
de
porte,
ao snr.
Freitas
e
Oliveira;
e
nós,
agradecendo-lhe
pela
parte
que
nos
toca a
brilhante
defeza
que,
sem
quebra
da
sua
dignidade
e
respeitando
a
firmeza
do
seu
caracter,
tomou,
dos
legilimistas
atacados,
cobar
demente,
alli.
onde
não
tinham
um
uni
co
paladino
da
sua
grey,
—
vamos
tran
screver
o
discurso de
s.
exc.a
para
co
nhecimento
dos
leitores
e
em
testemu
nho
da
nossa gratidão.
C. V.
«A
unica razão
produzida
foi
que
o
partido miguelista
entrara na
lucta
em
favor
do
candidato
da
opposição, e
que
empregara
n
’
ella
os
meios
ominosos
e
violentos,
que
eram
da
tradição
d’
esse
partido,
e que
tinham
produzido
a
sua
condemnação.
«No
tora
lugubre
e
sinistro
com
que
o
illuslre
relator
descreveu
estes
medo
nhos
propositos,
por
pouco não
disse
que
até
o
conde
de
Basto
resurgira
cora
as
suas alçadas,
e fora
levar
ás
portas
de
Ceia
o
pavor
e
o
assombro.
«Snr.
presidente,
eu
não
tenho
pro
curação
para
defender aqui
o
partido
miguelista,
mas
respeito-o,
como
respeito
todos
os partidos,
e
ainda
mais
todas
as
grandezas
caidas.
Os
meus
princípios
não
são
os
d’
esse
partido,
e
se
por
des
ventura
nossa
tivesse
de
repelir-se
n
’
este
paiz
a
lucta
encarniçada,
que
por
alguns
annos
o
encheu
de
sangue
e
de
ruinas,
não
seria
eu
dos últimos
a
empunhar
um ferro
ao
lado
dos
mais
devotados
amigos
da
liberdade.
Mas
é
isso
mais
uma
rasão
para
que
eu
acuda
pela
con
sideração
que
lhe
é
devida,
por
que
é
de
fina
cortesia
que duas
espadas
se
saúdem
antes
de
se
cruzarem
n
’
um
duelo.
(Apoiados).
«No
seio
do
partido
legitimista
ha
muitos
homens
honrados,
muitos
cara
cteres
respeitáveis
(Apoiados),
e
é
real
mente
uma injustiça
grave
lançar
sobre
esse
partido
um
labeu
iníamante,
e
ac-
cusal-o de
imaginados
crimes,
só
porque
é
partido,
e
só
porque
no
seu
passado
tem
actos
de
violência,
que não
foram
exclusivos
d
’
elle,
e
que
por
isso
mesmo
melhor
fatiamos
em
esquecer.
«Dizer
que
na assembleia
eleitoral
de
Ceia
se
prepararam
scenas
de
sangue
e
de
desordem,
que
nenhum
indicio
fazia
sequer
presumir,
e
fundamentar
essa
af-
firmativa
no
caso
unico
de
ter
inter
vindo
»a
lucta
o
partido
legitimista,
é
uma
aflirmação
graciosa,
que
se
traduz
n
’
uina
offensa
grave
e
immerecida.
(Apoia
dos).
«Eu não
sou dos
que se assustam
Ivador.
De
manhã
procissão
do
Sacra
mento
na
Sé.
de
tarde
exercícios
nos
Terceiros
e
Carmo.
A
conferencia de S. Vieente
de
Paulo.—
Reuniu-se
na quinta-feira,
extraordinariamente,
na
sua
casa
do
costume,
rua
de S.
Juão,
sob
a
presidência
do
exc.mo
snr.
Anlonio
Maria
Pinheiro
Tor
res,
com o fim
de se
resolver se con
viria
que
a
conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo,
tomasse
a
iniciativa
de esta
belecer
uma
sopa
economica
para os
operários
e
artistas
pobres
e
desempre
gados,
durante
a
lerrivel crise
porque
estão
passando;
ou,
se
haveria
mais
con
veniência
em
que
ella
se
limitasse
a
ex-
pôr
este
assumpto
a
um
comicio
com
posto
dos
cidadãos
de
Braga,
deixando
de tomar
sobre
si
esse
pezadissimo
en
cargo.
Depois de
longa discussão optou-se
pelo
primeiro poncto,
e
em
seguida
pas
sou-se
a
discutir
os
meios
de
levar
á
realisação
. esta
medida
de
inappreciavel
alcance,
tomada
pela
benemerita
socie
dade.
Apresentaram-se
muitas
propostas
e
a
discussão
foi
longa
e demorada.
Durante
o
tempo
que
a
ella
pndémos
assistir,
assentou-se
que
o
soccorro
prestado,
aos
infelizes
trabalhadores
con
stasse
de
pão
e
caldo;
que
se
nomeassem
commissões,
tantas
quantas
as
freguezias
da
cidade,'
d
’
entre
os
membros da
con
ferencia:
que
estas
aggregassem
a
si
as
pessoas
das
respectivas freguezias
que
melhor
as
pudessem
auxiliar
com
escla
recimentos
e
esmolas
em
generos,
co
mestíveis
e
dinheiro,
dando-se ao
paro
cho
respectivo,
como
a
pessoa
mais
qua-
lificada
e
prestimosa
pela
sua
posição,
a
dislincção
de
membro
nato
e
de
presi
dente
honorário:
que
as
mesmas
com
missões
se
entendessem
em
tudo
com a
commissão central, que
ficou
composta
dos
mesmos
membros
da
meza
da
con
ferencia:
e
que
o
cofre
para
este
soc
corro
extraordinário
ficasse
distincto
dos
fundos
da
conferencia, para não
serem
por
fórma
alguma
lesados
os pobres
que
ella
tem
soccorrido
e
continúa
a
soccor-
rer.
E
’
de
esperar
que
estas
medidas
acer
tadas
sejam
coroadas
do
mais
feliz re
sultado
pela
caridade
dos
habitantes de
esta cidade,
quando
as
commissões no
meadas baterem
ás portas
de
suas
ca
sas,
pedindo
lhes
uma
esmola
para
va
ler
ás
infelizes
viclimas
da lerrivel
crise
que
atravessamos.
Prometlemos
ir
dando
conhecimento
do
mais
que
soubermos
a
esie
respeito. •
Cumprimos"
assim
um
duplo
dever.
Vitima
recita d’
aHSignatur».
—
Tem
logar
hoje
a
ultima
recita
de
assi-
gnalura,
pela
companhia
do
aclor
Soa
res.
Sobe
á scena
o
drama
em
5
actos
e
7
quadros,
de
Octavio
Feuillet, A
vida
d
’
wn
rapaz
pobre.
Coinpanliia
carris de
ferro de
Braga.
—
Recebemos
o
relatorio
da
ge
rencia
d’
esta
companhia,
que
está pres
tando relevantissimos
serviços
a
esta
ci
dade.
O
illusirado gerente,
o snr.
Manoel
Joaquim
Gomes,
depois de
expôr
clara
e
circumslanciadamente
todos os
factos
que
respeitam
á realisação
d
’
este
impor
tante
melhoramento
e
ao
estado
da
com
panhia,
termina
o
seu relatorio
com
os
seguintes
paragraphos:
Pelo
que
vos deixo
relatado
n
’
este
meu
singelo
trabalho,
podereis
fazer ideia
do estado
d’
esta companhia.
Verdadeira
Phenix,
renascendo
por
mais
de
uma vez
de
suas
próprias
cin-
D
’
essa
queda
dei,
infelizmeute,
uma
prova
irrefragavel,
fazendo
haptisar
uma
filha
minha na
egreja
protestante
de
Vil
la
Nova
de
Gaya,
em
20
de janeiro
de
1878.
Satisfiz
com
este
errado passo
aos
de
sejos
de quem tão
insidiosamenle
m
’os di
rigia,
mas
não
satisfiz
á
minha
consciên
cia que desde
então
ficou
inquieta.
•
Raiou
o
dia 9
de
fevereiro de
1879,
quiçá
o
dia
mais feliz
da minha
vida,
e
ás
dez
horas
e
um
quarto
da manhã
d
’
esse
mesmo
dia
rasgou-se
a
nuvem
que
enlutava
o
meu
coração,
dissiparam-se
d
’
uma
vez para
sempre
as
trevas
da
ce
gueira
que
pesavam
sobre
mim
como
uma
abobada
de chumbo.
E
’
que
a
essa
hora,
que
jámais
será
riscada
da
minha
memória,
minha
filha
era
admittida
á
Communhão
da egreja
catholica,
recebendo
o
sagrado
baptismo
na
parochial egreja
de
S.
Chrislovão
de
Mafamude.
em
cuja
freguezia
sou
mora
dor
e
proprietário.
Esta
solemnidade tão
significativa,
rea-
lisada
poucos
minutos
antes
da
missa
con
ventual,
presenciada
por
immensas
pes
soas
que
ao
templo tinham
concorrido
pa
ra
assistirem
ao
incruento
sacrifício,
en
cheu
de jubilo
indisivel a
minha
alma,
e
tanto
mais
quanto
é
certo que
eram
tantos
os
assistentes
que
alli
se
achavam
para
ouvirem missa,
quantas
as
testemu
nhas
da
minha
solemne
e
espontânea
re-
tractação.
A
’
Egreja
Catholica
Apostólica
Roma
na,
de quem
sou
filho,
em
cujo
grémio
eu e
minha
familia
anhelamos
e
protes
tamos
viver
e
morrer,
ao
meu
reverendís
simo
parocho,
que
foi
a
baptisante
de
minha
filhinha,
aos
meus comparochianos,
á
sociedade
em
geral,
peço perdão
do
mal
que
causei;
e
oxalá
que
tantos
illudidos
como
eu,
vejam
a tempo
o
precipício,
para
onde perfidamente
os
querem
arras
tar,
e
que
de
sua
própria
e
livre
vonta
de,
assim como
eu,
reconheçam,
que
ã
Egreja
Catholica Apostólica Romana
é a
verdadeira
Egreja de Jesus
Christo,
a
uni
ca herdeira
das
promessas e
da
auclo-
ridade
d
’
eslè
Divino
Salvador.
Que
elle
illumine
tantos
cegos
de
en
tendimento,
que
após
si
arrastam
muitos
inexperientes
desacautelados,
são
os
mais
ardentes
votos
do
que
se
assigna
De V.,
etc.
Caetano
A. dos
S.
Lisboa.
8.
Chrislovão de
Mafamude
10
de
fe
vereiro
de
1879.
Nos
jornaes
vindos
do
Porto,
encon
tramos
publicado
o documento
que
abai
xo
transcrevemos.
E
’
um
facto
verdadei
ramente
consolador, porque
significa
uma
merecida
bofetada
que
receberam os
mi
seráveis
protestantes,
que
na
cidade
da
Virgem
tractam
de
disseminar
suas
abs-
trnzas
e
infames
doutrinas.
Significa
egual
mente
a
perfeita
reparação
d
’
um
escanda-
lo
enorme
dado
por
um
calholico
e
uma
licção
salutar
para
o
futuro
dada
aos
incautos,
se
taes
existem.
Um
documento
como
esse,
é tanto
mais
honroso,
quanto mais
vergonhoso
e
infa-
maiile
o
fora
o
aclo
que
havia pratica
do,
agora
inteiramenle
apagado
por
um
arrependimento
tão
profundo,
sincero
e
honroso.
KSctcaetaçSo
Ao
traçar
estas
linhas não
é
meu
in
tento
i
fazer
correr
mundo
o
meu nome
humilde
e
ignoto,
nem
tão
pouco
alar
dear
eloquência e
erudição
que
não
pos
suo.
Ha
porém
factos
na
vida,
que
o
ho
mem.
por
mais
obscuro
e
destituído
de
illustração]
que seja, não
deve
deixar de
os
registrar
nas
columnas da
imprensa,
quando
d
’ahi
resulte
interesse
á socieda
de,
e sobretudo lustre
á
religião,
que
co
mo portuguezes
temos
a
felicidade
de
pro
fessar.
O
motivo
que
me
obriga
a
levantar
hoje
a
minha
voz
no
pelourinho
da
im
prensa
é
d
’
esta
natureza.
Nascido
de
paes
dalholicos
na fregue
zia
de
Santo
Ildefonso
d
’esta
cidade
do
Porto,
tive
a
ventura
de
ser
educado
nos
preceitos,
maximas
e
dogmas
de
tão
su
blime
religião,
e
no
seu
seio
vivi
conten
te
e
satisfeito
por
muitos
annos.
Mal
pensava
eu
que
no decurso
da
minha
vida
teria
de
dar
um testemunho,
que desmentisse
os
princípios
religiosos
com
que
fui
embalado
por
meus
extre
mosos
e
venerandos
progenitores.
Arrastado
porem
para um
caminho
duvidoso
pelas
más
companhias,
de
que
nem
todos,
muitas
vezes
mau grado
seu,
se
podem
emancipar,
fui
ludibriado...
fui
vilmente
illudido!
Segui,
confesso-o,
por
algum
tempo,
se
bem
que
de
curta
duração,
os
pér
fidos
conselhos
de
quem
anda
ás apal-
padellas
no
caminho
da
vida...
e
trope
cei!
EXPEDIENTE
Recommendamos
aos nossos
assignantes
e correspondentes
que
de
hoje
em diante tudo
quanto diz respeito á adminis
tração
d’esta
folha, deve ser
dirigido
ao
Director
Antonio
Joaquim de
Mesquita Pimentel,
rua Nova
n.° 4, o
que esperamos
será tomado em toda a consi
deração
no interesse dos mes
mos
snrs.
assignantes e
corres
pondentes,
e no da empreza
d’este
jornal.
Chroniea
religiosa.
—
Domingo,
16:
—
Indulgência
plenaria
na
egreja
do
Carmo,
Exposição
do
Santíssimo
no Sal-
zas
ao
unico
toque
d
’
uma
vontade
de
ferro,
não
obstante
os
exíguos
recursos
d
’esta
terra,
a
existência
da
companhia,
não
periga
por falia
de
receita
da
sua
exploração,
que
dá
para
mais
.do
custeio
de
suas
despezas,
periga
sim
pelo
des
amparo
dos
snrs. accionistas,
que
a
dei
xam
morrer
á
mingua
do capital
que
lhe
devem!...
Depois
de
tantos
exforços
e
sacrifícios
temerários,
deixar
cahir
para
sempre um
melhoramento
tão
civilisador
e
de
ver
dadeira
utilidade
publica,
é
não
só
vili-
pendioso
para
quem
tem
obrigação
de
o
sustentar,
mas
degradante
para
esta
beila
capital
do
Minho.
S
enhores
accionistas
:
quillamente
e
sem
se
importar
com
a
nossa
presença.
Dous perigos
eram
imminentes:
por
um lado
estava
um
precipício
sem
fim,
pelo
outro
as garras
cruéis
dá
fera.
Não se poderá
fazer
o
elogio
do
socego
imperturbável
e
da
destreza
do
postilhão
Miguel,
que
soube
conservar
os
cavallos
enfurecidos.
O
conductor
José
Borge,
estava
no
coupé
commigo.
Ao
movimento
brusco
que
fez
o
carro,
elle
abriu
vivamente!a
porti
nhola
e
desceu
para
ir
socegar
os
cavallos
com a
sua
presença.
Vi
José
Borge
ter
o
cavallo
da
es
querda
seguro
pelo
freio,
na
presença
do
monstro,
que
não
eslava
afastado
a
mais
de
10 metros.
O
carro
parou
por
um
instante:
o
leão
sem
se
importar
com
os
diversos
movi
mentos
do
vehiculo,
contentou
se
com
o
olhar
de
reverso
e
continuou
o
seu ca
minho
a
travez
do
mato,
onde
o
perdemos
de
vista».
Keceita
para A« «lòres de den
te».—
Achamos
n
’
um velho
documento
uma
curiosa
ordenança do
medico
do
rei
Carlos
I
d
’
lnglaterra,
quando
soffrendo,
padecia
de
dentes,
que
não
estavam
só
lidos nas suas
gengivas.
Eis
aqui
esta
ordenança
em
fôrma
de
receita:
Tomae
uma
canada
de
agua
da
fonte,
misturae
lhe quatro
onças
de
agua
ardente,
e
lavae
a
bocca
tres
ou
quatro
vezes
por
dia
com
esta
mistura.
Este
gorgorejo
a
agua
fria parece-nos
um redio tão
simples,
que
o
recommen-
damos
a
todos
aquelles,
que
teem
os
dentes
não
avariados,
mas
mal segu
ros.
Uma
pouca
de
pedra
hume,
agitada
por
alguns
instantes
na
bocca,
completa
a
instrucção.
dada
ao
rei
de
Inglaterra.
43 «Dorjfessor
da Issfasaoia e da
—
Fazemos
nossa a
seguinte
apreciação
do
nosso collega
a
«Palavra»,
accrescentando
que
a
magnifica
obra
a
que
allude
já
foi
posta
á
venda,
pois
já
recebemos um exemplar,
que
cordealmen-
te
agradecemos
ao
editor:
Hoje em
dia
que
as
más
obras
pullu-
lam a
cada
canto,
quando
apparece
uma
obra
boa,
dever é
dos
catholicos
ajjidal-a
a
propagar,
porque
assim
provam
que
são o
que
são e
fazem
grande
serviço
á
causa
de
Deus
e
da
Religião.
Sabemos
que
se
está
imprimindo,
para
dentro
de
pouco
tempo
apparecer
á
venda um
excellente
livro
que
tem
por
titulo
—
•
O
Confessor
da
Infanda e
da
Mocidade, pelo
padre
Cros,
da
in-
clyta
Companhia
de
Jesus.
Pelos
dados
que
temos
esta obra
será
impressa
em
bom
papel
e
excellente
typo
e
como
é
com
o
fim
de
propaganda,
terá
uma
ti
ragem
de
6:000
exemplares,
que
de
certo
não
tardará
muito em
esgolar-se
atten
dendo
ao
acolhimento
que
leve
em
Fran
ça,
pois em
pouco
tempo
viu
esgota
rem-se
rapidamente
duas
edições,
sendo
esta
traducção
feita
da
3.
a
edição
fran
ceza.
(
Foi
approvada
pela
maior
parte
do
episcopado
francez e
a
traducçtão
a
que
agora
nos
referimos
é
feita
por
pessoa
muito
auctorisada
e
competentíssima.
Honra
seja
a
seu
benemerito
editor
pelo
zelo
que
mostra,
e
desde
já lhe
agouramos
que
será
esta
uma
obra
que
pouco pó
lhe
ganhará
nas
estantes.
Fome.
—
Lè-se
no
«Africano»,
de
Moçambique:
Ameaça o
districto
uma
terrível
fome:
a
revolta destruiu
milhares
de
panjas
de
mantimento
e
os
povos
d
’
uma
grande
parte
d
’
elle
pouco poderão dedicar-se
aos
trabalhos
da
agricultura.
O
Muto
e
Mahindo,
mercados
onde
se
abastece
Quilimane
na
falta
do
arroz,
estão
exaustos
peia
revolta
e
pelas
mar
chas
das
forças
que para
alli
teem
ido
acampar;
se
do
exterior
nos
não
veem
mantimentos,
será
grande
a
fome
que
teremos
de
soffrer.
Incêndios na H
ussía
».
—
Diz
um
jor
nal d
’aqtielle
império
que o
numero
dos
incêndios
occorridos
durante o
anno findo,
se
elevou
a
33:329.
I>e»afi»r».
—
Da
excellente
folha
ca-
tholica
a
«Familia»
transcrevemos
o
se
guinte:
Um
subscriptor
da
«Familia»
remetteu
para
a
redacção
d
’esta
um
—
Breve
cat/ie-
cismo
da
doutrina christã:
com
as
provas
extraídas
da
santas
Escripluras:
composto
pela
assemblea
de
Theologos
em
Weslmin-
sler;
e
approvado
pela
assemblea
geral
da
egreja
de
Escócia:
Impresso
em
Lisboa
na typographia Luso
Britanica,
na
rua
de
I
S. Domingos
(á
Lapa)
n.°
29
a
30:
1870.
|
O
primeiro
periodo
de
mandato
d
esta
gerencia
é
por
5
annos;
e
eu,
no
mais
fervoroso
empenho
pela
prosperidade
de
esta
companhia,
desisto
do
meu
ordenado
de
gerente
respeclivo
ao
anno
que
orá
principia, esperando
que
vós
me
auxi
liareis
para
salvar
os interesses
da
com
panhia,
a
honra
de
seus accionistas
e
o
brioso
nome
d
’esta
augusta
cidade de
Braga.
—
Foram
declarados
inficcionados
os portos
de
Salonica,
e
suspeitos
os
dos Mares
Negros,
Azoíf,
das
costas
da
Turquia,
Syria
e
ilhas
do
Egeu.
gwffragsea.
—
Foi elevadíssimo
o
nu
mero
dos
clérigos
que
assistiram
aos
officios
que
por
alma da virtuosa
irmã
do
em.
mo
Cardeal
Patriarcha,
tiveram
logar
em
S.
Vicente
de Fora, em Lis
boa.
Assistiram
também,
na
tribuna
da
capella-mór, os
exc.'
nos
snrs.
Núncio
e
arcebispo
d
’
esta. archidiocese
primaz.
Companhia de fiação e teeidon
Lfcbonense.—
Recebemos
o
Parécer
da
commissão
revisora
das
contas
da
ge
rencia
do
anno
de
1878,
d
’esta
compa
nhia.
Por
elle
se
vè
que
o
saldo de ga
nhos
e
perdas
de 81:917^717.
O
seu
di-
vendo
é
de
12
p. c.
por
acção.
E
’
brtuiar no deserto.—
Na
ses
são
de
12,
da
camara
dos
deputados,
o
snr.
Francisco
Albuquerque
de
Mes
quita apresentou
um
projecto estabele
cendo
o
beneficio
de
metade
da
côngrua
para
os
parochos impossibilitados,
tendo
20
annos
de
serviço,
sendo
tal
beneficio
pago por meio
de
derrama.
Não
cremos
que
os
bons
desejos
do
illustre
deputado
logrem
converter
em
realidade
esta medida
de todo
o ponto
justa.
Vianna
«lo Castello. —
Vae
ser
il-
luminada
a
gaz
a
cidade
de
Vianna
do
Castello.
E’
um
melhoramento ha
muito
reclamado pela
alta
importância
d
’
aquella
terra.
Tres
rreanças
aspliixiadas.—
Refere o
«Diário
de
Noticias» que
na
freguezia
de
Ramalde,
logar
de
Francos
e
rua
da
Carcereira,
acharam
tres
inno-
centes
creanças
a
morte,
onde
procura
vam
um
divertimento
com que muito
contavam
rir!
Maria
do
Vicente,
casada
com
Joaquim
Francisco
da
Costa,
saiu
de
sua
casa
sexta-feira,
pelas
oito
horas
da
manhã,
deixando
alli fechadas
tres
creancinhas,
uma de
oito
annos,
outra
de
cinco
e
outra
de quatro.
Quando
re
colhia,
deu
logo
pela
falta
dos tres
fi
lhos
e
ouve
gritos
de
afflicção
dentro
de
uma
caixa.
Corre,
levanta
a tampa
e
encontra
os
dois mais
novos
mortos
e
o
mais
velho
em perigo
de vida, com
a
cabeça
amolgada
de
tanto
esforço
que
fizera
por
levantar a
tampa.
E
’
obvio
o
que
succedeu
na
sua
ausência:
abriram
a
caixa,
metteram-se
dentro,
desceram
a
tampa,
achando
n
’isso
muita
graça;
e
não
podendo
depois
levantal-a,
os
mais
fra
cos
succumbiram
por
asphixia
e
o
outro
ficou
em
estado
lastimoso.
Terrível
encontro.
—
Um
official
de
Spah,
mandou
para
o
«Independente»
de
Constantina,
a
seguinte
commovedora
cor
respondência sobre
um
terrível
encontro
feito pela malaposla
que
faz
o
serviço
de
Argel
a
Sélif:
«Na
manhã
de
2
de
janeiro
eu
es
tava
no
coupó
da
malaposla
que
faz
o
serviço
de
Argel
a Sélif.
Acabavamos
de
passar
a
ponte
de Otied-
e
Xir,
entre
Mansoura
e
Bordj-bou-Arre-
dirigil
quando
os
cavallos
pararam
mui
perlo e
preparavam-se
a
dar
brusca
mente
meia volta.
Eram
sele
horas
da
manhã.
Um enorme
leão
estava
em
frente
a
distancia
de
15
metros,
sobre
o
lado
di
reito
do
caminho
que elle
occupava
tran-
Sobre
o calhecismo
remetlido
fazia
o
illustre subscriptor
as
seguintes
observa
ções:
«Um
catholico
remette
á
redacção
do
jornal «A
Familia»
este
perverso
ca-
thecismo
encontrado
nas
mãos
de
um
alurn-
no
de
instrucção
primaria.
A pobre
creança
e
seus
ignorantes
paes
julgavam
bom
o
livro;
desculpe-se
pois
a
innocencia
e
a
jgnorancia
(inven
cível
no
caso)
porque
não
conheciam
o
veneno
espiritual,
que
alli
se
lhe
minis
trava,
mas
seja
maldita
a
perversidade
dos
protestantes».
Tem
razão.
Esta é
um
desaforo,
que
cumpre vigiar,
apprehendendo
e rasgando,
ou queimando
taes
compêndios, e
outros
impressos
similhantes.
Não
ha
necessidade
de grande
atten-
ção
para
conhecer-se,
se
os
livros
que
os
protestantes
andam
espalhando
são
con
trários
á
Religião
Catholica.
Basta
só
tomar
sentido
na
imprensa.
Todo
o
livro
em
cujo frontespicio
se
ler:
Typographia
Luso-Brtlanica,
em
regra,
é
protestante;
e
os catholicos
não
devem
lel-os.
O
meio
mais
simples
é
queinaal-os.
De
ha
muitos
annos
possuímos
um
exemplar
d
’este
compendio que
foi
im
presso
em Inglaterra,
em
língua
portugue
za,
e remettido
para
Portugal.
D
’aqui
se
vê
que
a
assemblea
de
Theo-
logos
(protestantes)
n
’
aquelle
paiz,
e
outra
assemblea
geral
da
Egreja
de
Escócia
tem
sonhado
ha
muito
com
a
introducção
da
sua
religião
mascavada
em Portugal.
Note-se,
que
a
Assemblea
de
Theolo-
gos
(protestantes)
em
Inglaterra
propria
mente
dita,
pertence
a
uma
Egreja,
e
a
assemblea
geral
da
Escócia
constitue
outra
Egreja.
Em
qual
d
’ellas
está
a
ver
dade?
em
nenhuma.
Deus
se
compadeça
d
’estes
cegos
e
perturbadores
da
ordem
social;
e
também
dos
menos
instruídos
para repellirem
in
sinuações
e livros,
que
encaminham
para
o
erro,
e
para
a
morte
espiritual,
que
a
todo
o
custo se
deve evitar.
A
teima
dos
protestantes
inglezes,
que
rendo
estabelecer
aqui
a
sua
chamada
religião
protestante,
explica-se
lambem
pe
lo
bom
vinho,
boa
laranja,
e
bom clima,
que
elles
lá
não
tem.
Eseolas
primaria».—
No
«Diário»
veiu
publicado
o
mappa
estatístico
das es
colas
primarias
oíficiaes
e
particulares,
e
seu
movimento
no
anno
lectivo
de
1876-
1877
Escolas
oíficiaes,
existentes
em
31
de
dezembro
de
1876,
2:240
do
sexo
mascu
lino
e
643
do
feminino;
criadas em
1877,
do
sexo
masculino
40
e
do
feminino
48.
Em
exercício,
do sexo
masculino
2:109,
do
sexo
feminino
620.
Alumnos
matriculados;
do
sexo
mascu
lino,
108:451;
do
sexo
feminino
37:596;
com
frequência
regular,
do
sexo
mascu
lino 60:161; do
sexo
femenino
21:555.
Escolas
particulares:
do
sexo
mascu
lino
553,
do
sexo
feminino
697.
Alum
nos
matriculados:
do
sexo
masculino
22:579;
do
sexo feminino
19:073;
com
frequência
regular,
do sexo
masculino
17:832;
do
sexo
feminino
15:767.
JVoticias
da Gaíiiza,—
Dizem
de
Valença:
Está
resolvido que
a
correspondência
de
Madrid
para
a
província
da
Galliza
venha
pelo
caminho
de
ferro
portuguez
até
á
direcção
do
correio
d
’
esta
praça,
para
d
’
aqui
seguir
para
Tuy.
A
execução
d’
este
serviço
só
está de
pendente
da direcção de
correios
de
Ma
drid
indicar o
dia
era
que
deve
come
çar.
E
’
um
grande
melhoramento
para
os
povos
da
Galliza,
que
por
esta
via
recebem
as
correspondências
da
capital
de
Hespanha
com
notável adiantamento.
—
Vae
ser
augmentada
a
guarnição
da
Galliza com
o
regimento
de
S.
Fernan
do,
actualmente
de
guarnição
em
Carta-
gena.
Emquanto
o
governo
hespanhol
au-
gmenla a
guarnição
da
província
visinha,
o
de
Portugal
desguarnece
a
raia
e
tira
d
’uma
praça
de
guerra
da
fronteira
o
batalhão
que
n
’
ella
estava
aquartelado.
E’
que
o ministro
da
guerra
de
Hespanha
attende,
decerto,
ás
conveniências
do
ser
viço; o
de
Portugal
cuida
em
satisfazer
as
exigências
da
política.
—
Cantou-se
no
dia
2
do
corrente,
na
cathedral
de
S.
Thiago,
um
Te-Deum,
em
acção
de
graças,
por
se
ter
encon
trado
debaixo
da
sacristia
do
altar
mór
a urna
que
encerra os
ossos
do
Santo
Apostolo
e
os
sepulchros
dos
seus
dis
cípulos.
Temporal.—
Continua
o
tempo desa
brido
e inclementíssimo.
Por
toda
a parle
teem
sido
enormes
os
estragos
causados pelas inundações.
O
comboio
correio da
manhã
chegou
ante-hontem
com uma
hora
de
atrazo,
em
consequência da
baldeação
que
desde
o
dia
anterior
tem
havido
no kilometro
27,
onde
a
linha
está
obstruída
por
ter de
sabado
uma
enorme pedreira.
Escrevem
dos
Arcos:
—
O
rio
leva
uma
corrente
medonha.
A
ponte
sobre
o
Vez,
isto
é
a
de
pau
que
actualmente está
servindo
para
o
tran
sito,
soífreu
muitíssimo.
A
ponte
de
serviço
ficou em
más
condições.
Era
curioso
ver
a
porção de
espectadores
que
estavam
d
’
atalaia
a
ver
quando
desabava
tudo
para
o
rio,
que
levava
na
sua
correnteza
quando
encon
trava. Traves,
arvores
arrancadas
e
barcos
não
faltavam.
A
Lamella,
que
é
uma
es
trada
guardada
por
um
muro
com
gran
de
altura, estava inundada.
A
estrada
alta, Fonte
do
Piolho
e
os
campos
proximos,
estavam
egualmente
inundados. A
rua
de
Lira
eslava
intransi
tável
por
causa
do
rio
que
chegava pro
ximo
ao
Café Arcoense.
De
Barcellos
communicam:
O
Cavado
encheu
valentemente chegan
do a
cobrir
os
corlamares
da
ponte.
São
grandes
os
prejuízos
causados
tanto
em
arvores
como
em casas,
e
d
’
eslas
sobre
tudo
nas
claras-boias,
vidraças
e
lelhados,
e
ainda
nos campos.
Dizem
de Valença:
—
O
vento
tem
soprado fortemente,
destruindo
muitos
beiraes
de
telhados
e
quebrando
muitos
vidros.
Está
interrom
pida
a passagem
entre
Tuy
e
esta
praça.
O
rio
Minho
tem
estado
agitadíssimo.
Nas
aldeias
próximas
lambem
o
temporal
fez
grandes
destroços
e
causou
prejuízos.
Dei
tou
por
terra
bastantes
medas
de
palha,
arrancou
e
quebrou
não
poucas
arvores,
destruiu
algumas
latadas
que
já
estavam
preparadas, duplicando
assim
o
trabalho
dos
lavradores,
que
lamentam tão
forte
e
aturada
invernia.
Os campos estão,
na
maior
parte,
cheios
d
’agua
e
os
caminhos
vtcinaes
em
muitos
pontos
completamente
intransitáveis.
Dizem
de
Ponte
do
Lima;
em
10;
—
Ha
dois dias que
não
cessa
de
cho
ver
e ventar
com
uma
impetuosidade
as
sustadora.
Hontem
e antes
de
hontem
mal
se
podia
transitar
pelas
ruas
da
villa,
que
pareciam verdadeiros
riachos,
não
poden
do
comportar
os
encanamentos
as
aguas
pliviaes.
O
nosso
poético Lima
perdeu
também
toda
a
poesia,
e
alagou
toda a
parte
bai
xa
da villa,
sendo
uma
das
maiores
en
chentes
que
se
tem
visto.
A
praça
de
Lethes,
passeio
de
D.
Fernando,
campos
dos
Touros
e de S.
João,
largos
do
Adro,
de S. José
e
da
Regeneração,
e
ruas
de
S.
João,
28
de
Agosto,
Rosário, 8.
José,
Abbadia,
Fonte,
Cadeia,
e
do
Adro,
foram
invadidos
pelo
rio,
que
n
’
eiles
se
conservou
por
perto
de
24
horas.
Dos
jornaes
do
Porto;
—Do
lado de
Villa
Nova
de
Gaya
veem-
se
cobertas
todas
as
portas
das
casas
si
tuadas
na
margem,
e
o
mesmo
succede
com
as
loja
da
Praça da Ribeira.
A
corrente
tem
arrastado
grande
quan
tidade
de
madeiras
que
estava
pelas
mar
gens,
a
qual tem
sido arrojada
pelo
mar
ás
praias
do
Cabedello
e
Foz,
onde
al
guns
pescadores
a
tem
vendido
por
baixo
preço.
Diz-se
que no
dia
12
de
madrugada
sahiram
pela
barra
fóra
tres
barcos,
e
ás
nove
horas
e
meia da manhã
veio
rio
abaixo
um
barco
rebello,
completamente
abandonado.
Foi direito
até
á
barra,
e
ao
chegar
alli
virou
a
proa
para
terra,
sen
do mettido
a
pique
por
uma
vaga.
Em
Miragaya
muitos
prédios
foram
inundados,
e
a
agua
chegou
ao
pé da
grade
da
egreja
parochial,
que
fica
ao
fundo da
rua
da
Esperança.
No
caes
das
Pedras
a
agua cobriu
parte
da
estrada,
impedindo o
transito,
e
i
chegou
a
entrar,
nos
antigos
armazéns
[da
alfandega
denominados
das
Freiras,
on-
Ide
lei
preciso trabalharem
os
emprega
dos
duraute
a
noite
para
remover para
o
andar
superior
os
generos que
alli
es
tavam
armazenados.
Por
volta
das
9
horas
e
ineia
da ma
nhã
veio
rio
abaixo
um
barco
rebello des
carregado
e
sem
pessoa alguma
dentro.
A
’
s
3
horas
da
madrugada
lambem
se
soltaram
das
arnarras
tres
barcos
rebellos
e
foram
na
corrente.
’
O
mar
saiu
do seu
leito
derrubando
algumas
pedras
do
caes
e da
praia
dos
banhos
da
Foz.
Diz
um
correspondente
da
Regua:
—
0
Douro está
a
tocar
na
grade do
caes;
e
portanto
leva
uma
altura de
mais
de
dez
metros
acima
do
seu nivel
ordi
nário.
As
ruas
estão
atulhadas
de
pipas,
e
os
habitantes
previnem-se
para
uma
vi
sita,
que
póde
bem
ser
como
a
de 1860,
se
assim
continuar
o
temporal.
Os
prejuízos já
são
grandes.
Consta
que
o
snr.
Fragateiro, pai
do
nosso
di
gno
juiz,
tivera
um
prejuiso
superior
a
tres
contos
de
reis
em
vinhos;
que
se
submergiram
tres
barcos
carregados,
mor
rendo
cinco
pessoas;
que
o
snr.
Rola,
commissario,
faz
diligencias
por
encon
trar cento
e
onze pipas, que
desappare-
ceram
do
caes;
que
o
rio
tem
arrojado
á
margem
direita
no
Salgueiral,
uma
quan
tidade
enorme
de
madeiras,
arvoredo
e
uma
ponte
de pau
vinda
do Pinhão;
final
mente,
que
um
dos
carros
da
Viação
es
tivera
para
ser
sepultado
como
todos
os
passageiros por
um
desabamento
de um
talude
na
estação do
caminho
de ferro,
nas
Caídas.
Dizem de
Villa
Real:
—
O
Corgo
chegou
a
uma
altura aon
de
não
linha
chegado
havia
muitos
annos,
pois
que
pessoas
de
avançada
idade
decla
ram
que
nunca
viram as
aguas
até
aon
de
galgaram
na noite
de
domingo.
A
destruição
dos
açudes,
moinhos,
prédios,
muros,
arvores
e
até de
casas
é
já
muito
grande,
e
são
muito
grandes lam
bem
o;
prejuízos
soffridos
pelos
proprie
tários
—
Em Mogofores
teem
sido horrorosas
as
inundações.
O
Certema
saiu
fóra
do
seu
leito,
inundando
as
terras
marginaes
e
alagando
os
caminhos
e
estradas
confluen
tes.
Estão
suspensos
os
serviços
agrícolas
e
suppõe-se
que
esta
medonha
invernia
tenha
cansado bastantes
estragos,
não
só
em
muitas propriedades
da
Bairrada,
co
rno
em
algumas
estradas do
concelho
de
Anadia,
acabadas
ha
poaco
de
construir.
—
Ceia
10
—
Grande
vendaval. O
rio
en
grossa
consideravelmente.
As
aguas
de
vem
causar
grande
enchente
no
Mondego.
Ha muitos prejuízos.
—Santarém
10—
O
temporal
terrível
d
’esta noite
causou
muitos
estragos,
e
a
continaação
impertinente
das
chuvas
es
tá
causando
graves
transtornos
pelo
atra
so
em
que
está
a
lavoura.
Os
lavradores
estão muito
desanimados
por
terem
em
perspectiva
um
anno
desgraçado,
e o
com-
mercio
acha-se
paralysado.
««ianialliete <io
í
*
ovob
.
—
Recebe
mos da
empreza
do
«Ramalhete
do
Po
vo»,
o
brinde
a
Protecção,
folha
para
piano,
com
o retrato
de
D.
Maria Pia,
muito
bem
desempenhado
pelo
desenha
dor
Silva,
brinde que
a empreza
fez
des-
tribuir
aos
seus assignantes.
Este
jornal
publica-se
trez
vezes
por
mez,
contendo
artigos
litterarios,
recreativos
e
outros
assumptos, e
dá
também
a sorte
pela
loteria
da
Santa Casa
da
Misericórdia,
um
brinde
de
cem
escudos
em
fundos
hespanhoes
no
salor
representativo
de
45$000 rs.
Preço d’assignalura
360 rs.
por
18
numeros
remeltidos
em
estampi
lhas
do
correio
ao
escriptorio
da
re-
dacção,
rua
do
Arco
do
Limoeiro
n.°
44,
4.°
andar,
Lisboa.
Eneyeliea
de
Ijeão
Xtll.—
A
En-
cyclica
de
Sua
Santidade
Leão
XIII, con-
tinúa
a
distnbuir-se
grátis, nas
casas já
annunciadas
e
no
escriptorio
do
«Com-
mercio do Minho»,
recebendo-se
todavia
qualquer
quantia,
por
pequena
que
seja,
que
VOLUNTARIAMENTE
queiram
dar,
para ajuda da despeza
da
impressão.
Ajppello
á
caridade
publica.—
José
Alves
de Araújo, morador
na
rua
de
S.
Marcos, n.°
10,
tendo-lhe
sido
penhorados
pelo
escrivão
da
fazenda,
An
tonio
da
Costa
Moraes,
lodos os
moveis
que
possuia,
inclusive
5
arraieis
de
car
ne
de -porco
que
linha
para
adubar
o
magro
caldo,
que
come
diariamente
com
sua
mulher
e
filhos;
e
como
não possa
trabalhar em
consequência
de
lhe
ter
sido
penhorada
também
urna
machina
de cos
tura,
vem
por este
motivo implorar
da
caridade
publica
uma
esmola,
para
remir
na
fazenda
o
que
deve.
José
Alves
de
Araújo.
V earidaJe
pubtie».—
Recommen-
damos
ás almas
caritativas,
Custodia
Ma
ria Pereira,
moradora
na
Travessa de
S.
Vicente,
n.°
4,
a qual
se
acha
entrevada
e
em
extrema
penúria.
CORREIO
Abrimos hoje esta secção,
destinada
a
proporcionar nos
um
meio
mais facil e rápido de
satisfazermos ás pretenções dos
nossos leitores, concernentes
as
sim
á
Redacção,
como á Admi
nistração
d’esta folha.
Chamamos,
portanto,
para
aqui
a attenção d’aquelles, a
quem
não houver inconveniente
em
respondermos
n’este logar.
TELEGRAMMÁS.
Londres
II—Um
telegramma
noticia
uma
derrota
das tropas
inglezas
pelos
zu-
lus.
A
colonia
de Natal
está
ameaçada.
Paris
1
1—
Crévy, irmão
do
presidente,
foi
eleito
vice-presidente
da
camara
dos
deputados.
Foi assignada a
nomeação
de
transfe
rencia
de
12
commandantes
dos corpos
do exercito.
Londres
12—
0
governo
enviou
novos
reforços
contra
os
zulus.
Londres
10
—
O
«Times»
diz
que
será
conseguido
o
íim
que
linha em vista
a
guerra
do Afghanislam.
Achando-se
re
solvida
a
questão
militar,
as
operações
militares
recomeçarão
antes
de
dois
me
zes.
A
Inglaterra
aguardará
que
se
estabe
leça
em
Cabul
um
governo
capaz
de
ob
servar
as
condições
da
paz.
Continua
localisada
a
epidemia
que se
manifestou
na
Rússia.
A
Áustria
e
a
Allemanha
declararam
que
a
eleição
de
Petrowitch
ou
de
outro
russo
para
o
throno
da
Bulgaria,
será
recusada
pela
Europa.
Dizem
de
Tachkend,
em
7,
que
o
ge
neral Rosgonoff
partiu
de
Maricherif
com
dois
oíficiaes,
um medico e
um
interpre
te, que
ficaram
em Jachkourgan
junto
do
emir
do Afghanistan, o
qual
por achar-se
enfermo
renunciou
a
ir
a
Tachkend,
enviando
em
seu
logar
quatro
embaixa
dores.
Diz uma
carta
que
Yakoub-khan
en
via
relatórios
quolidianps
ao
emir,
e
que
os
inglezes
avançam
com
receio,
por
causa
dos
montanhezes,
que,
apesar
de
estarem
comprados,
roubam
os
com
boios.
Londres
12
-A
imprensa
pede
um cas
tigo exemplar
para
os
zulus.
Berlim
12
—O
imperador
agradeceu
ao
reichstag
o
ter
votado
uma
lei
contra
os
socialistas.
Londres
13—O
governo
declarará
hoje
que
a
guerra
do
Afghanistan
está
termi
nada.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
dramatica portu-
gueza
Sabbado
15
de
fevereiro
ULTIMA
RECITA
DE
ASSIGNATURA
O
drama
em
5
actos
e
7
quadros
de
Octave
Feuillet
A vida
d’um Rapaz Pobre.
Principia
ás
8
horas.
SAlJDE A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas, com
o
uso da
delicio
sa farinha de
saúde,
s.
DE
BARRY
de
Londres.
30
>inno«
«Vínva^iavel
3
Combatendo
as
indigestões
(despe-
psias)
gastrica, gastralgia
,
ílegma,
ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargor
na bocca,
piluius,
tiauseas,
vomitos,
irritações
intes-
linaes,
bexigas,
diarrea, dizenteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes, debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexi
ga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do cerebro
e
do
sangue.
83.000
curas
entre
as
quaes contam-se
a
do
du
que de
Pluskow,
da
exm.
1*
snr.
a marque-
za
de
Brehan,
de Lord Stuart
dé
Decies,
par
d
’
iuglaterra
, do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.—
Vervant,
28
de mar
ço
de
1866.
—
Senhor.
—
Bendito
seja
Deus!
a
sua
KKevaleseière
salvou-me
a
vida*
O
meu temperamento, naturalmete
fraco,
eslava
arruinado
em consequência
de
um-
horrível
dispepsia
que
durava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem
resultado algum
lavoras
vel
pelos
médicos, declaravam que
alguna
mezes de
vida
me
restariam,
quando a
eminente
virtude
da
sua
me
restituiu
a
saude.
—
A.
B
uunelijére
,
cura.
Cura n.°
45:270.
—
Tisica.—
M.
Ro-
berts,
d
’
uma
constipação
pulmonar
com
tosse,
vomotos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.°
74:442.
—
Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Marilimos),
julho
de
1871.—
«De
pois
que fiz
uso da
sua
benefica
Beva-
leaieière,
sinto
novo
vigor;
a
laryngite
de
que soffro
ha
dois
annos
tende
a
desap-
patecer assim como
os
incommodos
que
sentia
em
todos
os
membros.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de lata,
de
*/
t
kilo,
500
; de1
/,
kilo
800
rs
;
de um
kilo
l$400
reis;
de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de 12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde é a
ffiS©v»1©»eiè»*e
e?io®ola*a«í®í
|
ella
res-
titue
o
appetliie,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e sustenta
dez
vezes
mais
que a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
se®
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24 cháve
nas,
800
reis
;
de
48 chavenas, 1^400;
de
120
chavenas,
3$200 reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
WU
BAMRV
IiVMKTEi).—
Place
Vendòme,
26',
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos ao
deposito
Centra!
;
snr.
Serzedello
Sc
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
tíAsbnn, (por
grosso
e miudo)
;
Azevedo Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Áurea,
12—For-
t®,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveíro,
F.
E.
da Luz e
Costa,
pharm.
—
asi»rceil«s,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
iBraga,
Domingos J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A. Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
3I:—
Pipa
&
Irmão, rua
do
Souto.—
Viarana
d©
C
m
-
telk®,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—Stmlmarãe»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Pen»9.»I,
Miranda, pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
Sc
C.
a
,
drogs..
Pra
ça
de D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a
227.
—
I*»snt©
do
14-
ma.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
«So
íarzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valençn do Minho,
Ftancisco
José de
Sousa,
pharm.—
Villa
de
Conde,
A.
L.
Maia
Tòrr
s.
pharm.
AfiHADECItlF.VTO E
JJESFE-
IHUA
José
Rebello Cardoso
de
Menezes,
re
tirando-se
d
’
eíta
cidade
para
a
sua
casa
de
Villa
Real,
aummamente
penhorado
para
com
as
pessoas
que
o
honraram
com
a
sua
amizade
e
consideração,
a
todas
cor-
dealmente
agradece,
protestando-lhes
o
seu
profundo
reconhecimento, e
offerece
os
seus
humildes
serviços
na
terra
para
cn-
de
regressa.
ANNUNCIOS
São
convidados
todos
os
ourives
a
comparecerem
no
dia
16
do
corrente,
pelas
6
horas da
tarde, na salla da
As
sociação
Commercial, rua
do
Souto,
n.®
4,
para
resolver
negocios
da mesma.
Braga
14
de
fevereiro
de
1879.
O
secretario
(2271)
A.
J.
S.
Mello.
O
CONFESSOR
DA
INFANCIA
E BA MOCIDADE
PELO
DA
COMPANHIA DE JESUS
TERCEIRA
EDIÇÃO
Traduzida
pelo padre H.F.
Marnocô e Sousa
E
Revista
pela
aulhoridade
ecclesiastica
A
’
venda
na
Livraria
Internacional
de
Ernesto
Chardron,—Porto.
Preço
600
reis.
PEDIDO
A
Meia da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
de
Braga,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que está
custan
do
o
fornecimento
de
ptnnos e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de seus
concidadãos.
O
escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
Arrematação
Pelo
juizo
de
direito
d
’esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
de Ribeiro,
no
dia
16
d
’
esle mez
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial,
sito
no lar
go
de
Santo
Agostinho
d
’
esta
cidade,
on
de
se
costumam
fazer
as
arrematações,
se
tem
de
arrematar
pelo
maior
lanço
que
for
offerecido,
uma
morada
de
casas
terrea
em
parte,
e
em
parle
sobradada,
metade
do
terreno e
eido
junto
de
lavra
dio com
arvores,
sito
no
logar
da Mise
ricórdia,
freguezia
de
Ferreiros,
d’
esta
mes
ma
comarca,
de
natureza
de
praso á ca
mara
d
’este
c
ncelho
com
o
lôro
annual
de
dez
reis e
o
censo
annual
de
oito
cen
tos
reis
a Dona
Iria
CandiJa
Pereira
Cas
tro
Loureiro,
d
’
esta
cidade; confronta
do
nascente
com
a
estrada
do
Porto, poen
te
com
o monte,
norte com outra
casa
e
amelade
do eido
já declarado,
e
do
sul
com
terra
de
Manoel
Ferreira,
cujas
ca
sas
e
eido
tem
o valor de cento
cincoen
ta
e
tres
mil
trezentos
e
cincoenta
e
um
reis,
e
vão
á
praça
por
metade
do
mes
mo
valor
por
não
ter
havido
da
primei
ra
vez
arrematante;
o
que tudo
foi
pe
nhorado
á
executada
Anna
d
’
Assumpção,
viuva de
José
Ferreira,
do
logar
da
Mi
sericórdia,
freguezia
de
Santa
Maria
de
Ferreiros,
d
’
esta
mesma
comarca,
nos
autos
d
’
execução
hypothecaria
que
lhe
move
Domirigos
José
de
Carvalho,
do
la
gar
da
Ventosa,
da
mesma
freguezia;
por
tanto todas
as
pessoas
que
quizerem
lan
çar
nos
ditos
bens,
deverão
comparecer
no
dito
dia,
hora e
local
designado.
Braga 10
de fevereiro
de 1879.
O
escrivão
João Marcos
d’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(2269)
Adriano Carneiro
de
Sampaio.
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
’
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos que
tenham
va
lor
de cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatrmenlo
nos
juros.
Acha-se abería
desde
as
7
horas
da
manhã até
ás
8
da
noite.
Os
abaixo assignados,
tendo
sido
no
meados
pelo
juizo
de
direito
d
’
esta co
marca
de
Btaga
para,
na qualidade de
peritos,
procederem
a
um exame na
es-
cripturação
do
Banco
Commercial
da mes
ma,
afim
de se
habilitarem
a
responder
a
alguns
quesitos
no
processo
crimininal
intentado
contra
a
ex-Gerencia
do
mes
mo
Banco;
fazem
publico,
que recebem
de todos
os interessados
as
informações
e
esclarecimentos, que
por
escripto
en
tenderem
conveniente prestar-lhes, e que
poderão
dirigir
á
morada
do
segundo
si
gnatário,
rua
do Alcaide,
n.°
23.
Braga
10
de
fevereiro
de
1879.
Eduardo
Tavares.
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão.
Companhia dos Banhos de Vi-
sella.
Sociedade
anonyma de responsa
bilidade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em assembleia
geral,
no
dia
24
do
corrente,
pelas
10
horas
da
ma
nhã,
no
edifício
do
Banco
de
Guimarães,
para
os
íins
designados
nas cartas
que
nesta
data lhes
.são
dirigidas.
Guimarães
9
de
Fevereiro
de
1879.
O
presidente
do
conselho
fiscal
(2266)
Alberto da
Cunha
Sampaio.
Companhia
Geral Bracarense
O
dividendo
do
anno
de
1878,
á
ra
zão
de
1,250
reis
por
acção,
começa
a
pagar-se
no
dia
10
do
corrente,
'e
conti
nua
em
todos
os
dias
não
sanclificados,
desde
as
10
horas da
manhã até
á
uma
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
residentes
no
Por
to,
podem
ir
receber
a
casa
do
snr.
José
M.
Ferreira
Guimarães,
rua
do
Almada n.°
89.
Braga
6
de
fevereiro
de
1879.
Os
directores
João
Fernandos
Valença
(2262) Antonio
José
Pereira
Veiga.
Acha-se
a
concurso
o lugar de
capel-
lão
do
hospital
da
villa
da
Povoa
de
Var-
zim,
por
espaço
de
trinta
dias
a contar
do
dia
primeiro
do
corrente
mez
de
fe
vereiro. Todo
o
snr. revd.0
que
pretender
este
lugar
tem
de
dirigir-se
durante
es
te
praso
de
tempo
perante
o
Provedor,
na
secretaria
do
mesmo
Hospital,
on
de
se
acham
as
condições
inherentes ao
mesmo
logar.
Povoa
de
Varzim
1 de fevereiro
de
1879.
O
vice-Provedor
(2261)
Caetano
Marques
d
’
Oliveira.
Quem
quizer comprar um
bom
pré
dio,
composto
de
campos,
devesas
com
muitos
mattos
e
lenhas,
um
grande pi
nheiral
fechado,
boa
casa
para
senhorios
e
caseiros,
eira
de
pedra, e
um
excel-
lenle varandão
para
recolhimento
de
fru-
ctos,
e
abundantes
aguas
para
rega
e
lima
dos
campos
de cultura,
tudo
sito
na
freguezia
de
S.
Thiago
de
Priscos,
do concelho
de
Braga,
dirija-se
ao
dr.
José
Joaquim
Gomes
d
’
Araujo
Alvares,
da rua
de
Santo
André
da
mesma
cida
de,
que
está
auclorisado a
tratar
a
dita
venda.
(2258)
DINHEIRO
A JVRO
A
irmandade
de
Nossa Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
Antonio
Manoel
Ayres
Oli-
veira,
rua
dos Chãos,
aluga
um
de
7
oitavas
muito bom.
(2260
COFRE DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
jua
Nova
n.°
4.
MACHINAS
PARA
COSER
DA
Companhia fabril
SINGER
*3
—rua de 8.
Vicente—13
BRAGA
UlNGER
As
melhores
machinas
para
costura
que
lodo
o
mundo
conhece
e
que nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
88«:8t8
machinas
de
costura!!!
mais 2Osis« que
em
1876.
A
Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a prestações
de
soo reis
semanaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates,
costureiras,
chapelleiros
e
sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico que te
nha todo
o cuidado para
não
ser
enganado
com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas, por
infelicidade d’eUas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas'
SIVGER
só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17,
RUA DE S.
VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
districtos
de Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do
comprador.
Peçam
cathaiogos
illustrados
com lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2187)
COHTMã TOSSES.
Os
EEebuçadoa
niytilieos,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico deposito em
Braga,
PHARMA
CIA DOS ORPHÃOS, praça Municipal.
(2250)
BJLHETES
DE
VJSITA
COM NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto
a
500
rs.
Enviam-se
peio
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
ÂPPAÍIICÍW <*! JiALHEIRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27.
Bilhetes
de
visita em
branco:
Cento, 200,
220
e
240 reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400,
420
e
440
rs.
27,
Praça do
Barão
de S.
Martinho,
27
SMfflAL
M
587»
Pós
dourados,
prateados
e
diamantina,
cada
caixa 400
rs.
Tubos
de agua
de
colonia
a
120
rs.
83,
Praça do
Barão de 8. marti
nho, 83
APrARSCIO
b.
MALIIEIIIO
Ldnimonto
BOYER-MICHEL para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu emprego
M
ighbl
, pharma-
ceutico em Aix
(na
Provença) Franca. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa,
o snr
Barreto,
Lcreto,
n.°
28—
30.
(25j
POR
PAULO
FEVAL
TRADUCÇÃO DO
PADRE SENNA FREITAS
A
obra
completa,
em
2
volumes,
á
'venda na
Liwaria
Internacional
de
Ernes
to
Chardron—
Porto.
DE
RHETOIUCA
No
campo
de
Sant
’
Anna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso
d
’
esta
disciplina.
N’
esta
redacção se
prestam
os
escla
recimentos
que
se
pedirem.
BAILES DE MASCARAS
Acha-se
aberta
a assignatura
para
4
bailes
de
mascaras
no
Theatro
de
S.
Geraldo,
nos
dias
16,
23,
24
e
25
do
corrente.
Quem
pretender
algum
cama
rote,
dirija-se
ao Armador
João
Baptisla
Ribeiro,
rua
Nova
n.°
56.
(2259)
CIRIJR&EÃO DENTTESTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(2159)
lllffiil Dl W
DO
ALTO D0UE0
EA CASA »E VILLA PO1CA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto de meza. (sem
garrafa)
150
»
a
»
»
.
190
>
Lagrima
.........................................
200
»
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
240
»
de prova secca.
....
300
»
Malvasia
e
2.
a
.............................
360
»
>
Jho....................................
400
»
Malva
a Bastardo
e Moscatel
a
500
»
Roncão
....................................
700
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
pars
meza
60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
mau-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbytnico.
Fabrica a vapor
de
fundição
ferru e m taes
Travessa de
8. João—Braga.
N
’
esta
fabrica, unica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade de
obra,
tanto
de
ferro como
de
metal.
Q
proprietário
da
mesma
não
se
tem pou
pado
a
sacrifícios para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com as
fabricas
de
igual
genero
do Porto
e
outras loca
lidades,
e
em
parle
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N’esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000 kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me
ras
de mármore
ou de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura de
200
palmos,
grades
para
sacadas ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões, prendas
para
copia
dores,
fuzos
de
novo
systema para
la
gares, ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
veutiladorés
para
soalhos,
canos
e joelhos
para
agua,
de todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Também
concerta todas
as
obras
d’
este
genero principalmente bom
bas de
poços.
Preços
os
do
Porto.
O
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
JOSE
’ DA
SILVA
FUNDÃO
Com
loja de fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho—
13
Participa
aos seus amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d esta
cidade
como
das
provinciasque
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes de
calça
a l$500,
2$000
e
2$50Ò
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de alpa-
ques inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas as qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella quando
não
fique
á
vontade do
freguez.
(2249)
CODIGO
PENAL
DA EGREJA
Ou
Constituição Apostolicse 8edis
do
88. Padre
Pio EX
Annotada
e
commentada
pelo
presbytero
João
Rebello
Cardoso
de Menezes.
A
’
venda:
N
’
esta
redacção.
No
Seminário
Conciliar
de
S. Pedro,
e
nas
casas
dos
revd.
mos
arcyprestes
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
Monl
’Alegre,
Vianna,
Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima,
Villa
Verde,
Villa Real,
Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção,
Fafe, Povoa do
Var
zim.
No Porto, em
casa
do
snr.
José
Car
los
das
Neves, rua das
Flores.
Em
Villa
Pouca d
’
Aguiar,
em
casa
do.
revd.
m
°
Silvino
de
Souza
Costa Júnior.
.................................. ..
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baptisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA
—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
