comerciominho_13021879_897.xml
- conteúdo
-
FOLHA
Eí
IWtTICIOSA..
REDAGTORES—D.
Miguel ;Solto-Mayor
e Dr. Custodio Velloso.-DIBECTOR-Antonio Joaquim /Je Mesquita Piiuenlel.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
........
850
'
40
20
’
10
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes......................... 2&000
»
6
......
j£G50
»
sendo
duas
assignaturas '3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3$600
Folha,
avulso
...............................
JQ
N.° 897
QUINTA-FEIRA
<5 DE
FEVEREIRO
DE <879
•3esciíla& por
i“
aula Févnt.
(Conclusão/
Desejamos
escrever
mais
alguma
cou
sa
sobre
esta
valiosissima
producçãU
d'um
dos
mais robustos e
sympathicos talentos
que.
fazem
honra
á
França,
aãq
com
o
fim
de
lhe
tecermos encomios,
de
que
nem
ella
carece
para
poder
ser
adqui
rida
por
todos
quantos
presem
as
letlras,
nem
dos
quaes
nós
saberíamos desem
penhar-nos
como
elle
o
merecia,
e
dese
jaríamos.
Consola nos a esperança
de
que
pen-
na
mais
hábil
ha
de
em
breve
manejar-
se
em favor d’
uma
obra
duplamente
gran
de
e
sublinie pela
ideia
e
peia
expres
são,
peio
objecto
e
pelo
estylo,
pelo au-
clor
e
pelo
seu
inextedivel
interprete.
Como o
humilde ouvinte
ou
.especta
dor
collocado
no
mais'
obscuro
logar
de
uma
sala,
onde
oradores
insignes e
aba-
lisados fanalisam
e
deliram
o auditorio
com
o
seu
verbo verdadeiramente
inspi
rado
e
eloquente,
com
seus
conceitos
deslumbrantes
e
impresssionadores
e
com
sua
lógica
inexorável
e
couvinçente, nós
apenas
podemos
descerrar
espontânea
e
irresistivelmente
-
nossos
lábios
para
mur
murar
algumas
phrases
mal
acabadas
em
signal
do
mais
sincero
e
cordeal
ap.plau-
so,
embora
synthetisem ellas
a
nossa
funda
paixão
e
o
enthusiasmo
febril que
nos
eleclrisou
o espirito
ao lèrmos os
Jesuítas
por Paulo
Féval.
Foi
o
que já
fizemos
em
outro
nu
mero; e
abrigamos
a certeza
,
de
que
to
do
o
leitor
d
’
esse
livro
d
’oiro hã
de
fazer
côro
comnosco,
interrompendo
.mui
tas
vezes
a
leitura
.para
meditar, reler
e
cobrir
de bênçãos,
a
penna
que
o
tra
çou,
os
heroes
do
christianismo que
lh
’
a
inspiraram,
o
sábio
e
virtuoso
levita
que
o
verteu
para
a lingua
de
Vieira
e
Ca
mões
e
o
editor
que'
lhe
fez
vêr
a
luz
da
publicidade.
Já
satisfizemos
-portanto,
a
um
dever
de
jornalista,
bem
como
á
nossa própria
consciência.
Muito
outro
é,
pois,
o
assumpto
que n
’
este
momento
nos
preoccupa-
e
que
reserváramos
já
para
objecto
do
presente
arlig-o.
Queremos
fallar
d.’um facto qué
por
muitas
vezes
temos lamentado no
fundo
do
coração
e
condenínado
com tola
a
energia
que-
elle
merece
e
comi
toda
a
indignação
que
provoca a
um
espirito
profundamente
catholico.
’
•
Hoje
o
vamos
-com
profunda
estra
nheza
e
com sentida
magua .
praticado
pará
com
a
obra
dos
Jesuítas
por
Paulo
Féval;
e
isso
basta,
nem
mais era ne
cessário,
para,
que
não
possamos
deixar
de stygmatisal-o,
senão
com a
energia
e
fogo
que
elle
merecia,
ao
menos,
co
mo
soubermos'
e
podermos, dentro
dos
limites
d
’
um
artigo
e
do
escasso
tempo'
de
que
podemos
actualmente
dispor.
E
’
tempo
de
o
dizermos
e
de entrar-,
mos
na
matéria,
embora
o
façamos
com
<!<5r
e
profundo
desgosto;
e
tanto
que
temos
vindo
até
aqui,
com
rodeios
e
disfarces,
como
quem
abriga
profundo
receio
ou
pezar
de
chegar
ao
poncto
principal
que
o
preoccupa
e
que'.intenta
expór.
Queremos
fallar
do
que
se
chama
a
conspiração
do silencio.
N
’essas
duas
palavras
que
a
penna
trepidou
em
traçar
está
concrelisado
um
conjuncto
immenso
de
ideias,
conside
rações
e
desgostos
que
nos
tumultuam
dentro
da
a|ma
e
a.que
precisamos
de
dar
expansão
por
alguns
momentos
apro
veitando
o
ensejo
que.
se
nos
depara,
in
felizmente.
por
parte
dos
que
a
practi-
cam.
Escusado
nos parecia
dizer
o
sentido
que
ligavamos
á
pbrase
conspiração
do
silencio,
mas
porque isto'
nos
parece
mais
importante
do que
por
ventura
vulgarmente se imagina
e para
apresen
tarmos
as nossas
ideias
com
ordem,'
al
guma
cousa
diremos.
E',
a
nosso
vêr,
um
facto
a
que
se
não
tem
dado
a
importância
que
mere
ce,
nem tornado devidamente conhecido
ou
lembrado,
para
attrair,
como
e
jus
to,
a
reprovação
e
o
stygma de
todos
os
homens
de bem
contra
quem
o
pra-
ctica,
traliindo
a
sua'
missão,
abafando
os
seus
sentimentos,
illudindo
os
seus
semelhantes
e attenlando
flagran
tem
ente
contra
a.justiça.
A conspiração
d.o
silencio
não
é,
em
ultima
analyse,
mais
que
um
.silencio
de
liberado,
.profundo
é
combinado
’
entre
a
imprensa
libertina,
e revolucionaria
de
todos
os
matizes
a
respeito
de
tudo
quanto
póde
mais
ou
menos
prejudical-a
na
diabólica
missão
de disseminar
o
erro,
a
calumnia
e
a
mentira
ou
contribuir
para
o
triumpho
da
verdade,
da
justiça
e
da
innocencia.
Expliquemo-nos.
Apparecem
factos
sem
numero
que
aulhenticam
a
dedicação,
o
desinteresse
e
o
heroísmo
do
Ministro
de
Deqs;
A.
imprensa
libertina
e
revolucionaria
ca
la-se.
Eis
a
conspiração
do
silencio.
Em
face
dos
importantes
e
admirá
veis
aclos
do
Pontífice
Romano
e
do
Episcopado Catholico,
tendentes
'
a
.
pro-
íligar
o
erro
e
o
mal e a manter
os
direitos
da
verdade
e do
bem,
todos
os
dias
com
satanica sanha conculcados,
o
jornalismo
impio
indecente
e
ousado,
ca
la-se^
ou
range
os
dentes,
de
raivoso,
fj
Eis
a
conspiração
do
silencio.
-•>
>
Por
toda
a
parte
do
universo
opera-
se
um
movimento
religioso,
providencial
assombroso
e
de
dia
para
dia
cada
vez
mais imponente,
como
jámais
se viu;
e
a
imprensa
revolucionaria
recolhe-se
c
’
au-
lelosamenie
ao
silencio,
quer
sobre
esse
movimento
em
geral,
quer
sobre
os
fa
ctos
assombrosos
e
eloquentíssimos
que
o
teslimunham,
mostrando
evidçntemente
a
todos
os
homens
cujas
crenças
não
fi
zeram
ainda
um
natifragio
completo
para
se
irem alistar
nas
fileiras
de Satanaz,
que
em
tudo
isto
está
patente
o'
dedo
de
Deus.
Surgem
diariamente
obras monumen-
taes,
vaíiosissimas
e
admiravelmente
es
criptas
em
pról
da
verdade
e
da
inno
cencia,
desmascarando
o
erro,
a
hypo-
crisia,
o
crime,
a
devassidão,
a
caltiiunia
e
a
infamia;
e
os
phariseus
da
impren
sa
revolucionaria,
afinando
todos
pelo
mesmo
diapasão,
ou
obedecendo
a
uma
conloio premeditado
e
maligno
-emmude-
cem,
como
se
tudo-
ignorassem
e
não
ha
lá nem
meios,
nem
maneiras
de
lhes
arrancar
uma
palavra.
Eis
a
conspiração do
silencio.
Mas
a
conspiração do
silencio
ainda
não
fica
aqui
t
Tem ella
duas
faces,
como é
natural.
A
primeira
é
essa
que
ahi
deixamos
rapidamente
•
traçada.
Da
segunda
vamos
fallar,
porque
não é
menos
importante.
Ao
passo
que
os orgãos-
das
trévas
guardam
rigoroso silencio
sobre
todás
ãs
manifestações
da
verdade
e
do
bem,
não
se
esquecem
por..outro
lado
elles,
os in
sensatos,
os
orphãos da
verdade,
os
fi
lhos
da
mentira,
os
obreiros assalariados
da
iniquidade,
de
irem,
ao
mesmo
tempo,
0 CAPITÃO ASSELO
JaOBUARíCE
OSIGIN&I.
POR
J.
B.
da Silva
Ramos.
OFFEREG1DO E
DEDICADO A.’ EXC.ma.SNR.’
D.
Antonia Augusta T. de
Vasconccllos,
DA CASA
DE MAEBON, EM
CELOHICU DB BASTO.
I
Joanna não
4
poude
conter
as
lagrimas,
e
en
trou a soluçar,
o
que,
percebido
por
Angelo,
fez
com
que
este
desatasse
logo
achorarj
dizendo:
—
Eu
também
vou,
mãe.
Mariquinhas,
ouvindo
isto,
entrou
também
a
gritar:
—
Menino
não
vae;
Anjo
fica.
Joanna
então,
vendo a
desordem,
que cau
saram
as
suas
lagrimas,
enchugou-as
a
fur
to;
e,
tomando
um
ar
alegre
c
sereno,
disse
ao
pequeno
:
—Socega, meu filho;
hoje
dormes
cá,
ama
nhã
eu
venho.
Angelo
socegou,
e
a
menina
ficou
alegre e
satisfeita.
—Ora
vá—disse
o
conego
—nada
de
care
tas,
Joanna, que
o
rapaz
não
vae
para
'o Bra
zil,
nem
caiu
em poço
algum.
—
Isso
sei
eu,
snr.
conego:
mas
se
eu
Nie
que
ro
como
á
vida...
—Está
bom; vae-le
embora
e
apparece
áma-
nhã.
II
Angelo
ficou
deílnitivamente
em
casa
do
re
verendo
conego,
João de
Mascarenhas,
no
lar
go
da
Batalha.
Tanto este
como
sua
irmã
D.
Leonor de
Mascarenhas
se
lhe
affeiçoaram
inteiramente,
pela
innocencia,
mansidão
e
ple
na
obediência
que
adornavam
seu
bom
cora
ção;
demais,
a
sua
belleza
e
elegahcia tor-
navam-n’o
muito
sympathico.
Passados
alguns, mezes
foi
Angelo mandado
para
a
escola,
dirigida
por
um
padre
exem
plar,
no
mesmo
largo
da
Batalha
’
.
O
menino
começou
a
mostrar
mais
uma
boa
qualidade
—
a
assiduidade
nos
trabalhos
escola
res
—
com
o
que
conseguiu
tornar-se
estimado
do
mestre,
fazendo
progressos
notáveis.
Em
casa,
para entreter
Mariquinhas,
fingia-
sd mestre-escola,
ensinando-lhe
o
que
sabia,
imitando
o
professor,
ora
no.
louvor,
ora
na
reprehensão
ou
censura,
conforme
a
menina
dizia,
melhor
ou
peior.
Se
Mariquinhas
não
da
va
lição
como
elle
entendia, ralhava-lhe
como
muito"
zangado,
fingia
dar-lhe
bolos,
e
Mari
quinhas
fingia
chorar,
promettendo
emendar-se;
e
por
esta
fórma aprendia
realmente
a
lèr
e
escre
ver,
e
com
muito
aproveitamento,
a
sobrinha
do
conego
Mascarenhas.
Angelo,
quando,
passados
oito
dias
d
’
esta
brincadeira,
viu
que
Mariquinhas
sabia
bem
lodo
o
abcedarío,
e
conhecia
destacadamente
todos
os
caracteres
que
o
compõem,
correu
cheio
d
’
alegria
e
admiração
a
fazer
d
’isto
scien-
te
ao
conego,
o
qual
ficou
também
admirado
quando,
passando
a
sua
tenra
sobrinha
um
exame,
se
convenceu
do
que
Angelo
lhe
af-
finnava.
Este
vendo
os
admiráveis
e
inesperados
re
sultados
de
uns
innoçentes
brinquedos,
tomou
a
cousa
mais
a
sério,
conseguindo
no
fim
dal
guns
mezes,
que
Mariquinhas soletrasse,
e
lêsse
mesmo
alguns
nomes.
O conego
e
D.
Leo
nor,
que
espreitavam
gostosos
os
progressos
da
sobrinha,
prometleram
a
Angelo
uma
rou
pa
nova,
se
elle
ensinasse
a
lèr, escrever
e
contar
a
Mariquinhas.
Não
foi,
por
certo,
o
interesse
da
roupa,
mas
a
gloria
de
ter
por
discipula
a
sobrinha
de
seu
nobre
bemfeitór,
e
de
se
tornar
util
n
’
aquella
casa,
que
o
moveu
a
entregar-se
com
ardor
e
zelo
ao
ensino
da
sua
companheira
d
’
infancia;
conseguindo
elle
também,
sem
o
-
saber,
um
extraordinário desenvolvimento;
de.
fórma
que,
aos
nove annos
d
’edade, lia, es
crevia
e
contava perféitamente.
Ora
o bom
do
conego
não
tinha
também
descurado
a
sua
educação
moral,
desenvolven
do no
coração
d
’
estes
innoçentes,
que
lhe
es
tavam
confiados,
os
mais
bellos
sentimentos
de
piedade,
d‘amor de Deus
e
do proximo,
e
de
respeito
e
submissão
aos
superiores.
Sobre
es
tes santos
fundamentos
ia
crescendo,
tanto
em
Mariquinhas
como
em
Angelo,
o mais
solido
e
formoso
edifício da
virtude.
Nem eu
conce
bo,
como
boa,
outra educação
desligada
das
maximas
santas
da
religião:
poderá
conseguir-,
se
muita
illustração mas
ntfnca
uma
educação
perfeita e
efllcaz,
se
Deus
não
fôr
o
principal,
ou
melhor,
unico
motor
de
todas as
nossas
acçôes.
A
philosophia
moderna-
tem-se
esforçado
por
apagar
o
glorioso
nome
de
Deus
de
sobre
a
face
da
terra;
roas,
creniol-o .profundamente,
tenta
ura
impossível,
não
só
por
que
a
ideia
dé
Deus
é
innata,
mas
ainda
por
.que,
se
conseguissem
tal,
viria
o
horror
da
desordem
substituir
a
or
dem,
e
acabaria a
especie
humana
ás
mãos
das
suas
próprias
paixões.
Admirado
pois
o mestre
das
virtudes,
talen
to e
applicação
d
‘Angelo,
tirou-se
de
seus
cui
dados,
e,
procurando
o conego, lhe
fallou
por
esta
fórma:
—
Snr. conego,
é
admiravel
o procedimen
to
do
pupillo
de
v.
s.a
,
pela
exactidão
no
cum
primento
dos
seus
deveres,
pela
submissão
e
docilidade
com
que
observa
as
minhas
ordens,
e
pela
bondade
de
seu
innocente
coração.
Um
complexo
de
tantas
virtudes
não
deve
perder-
se;
e
eu
vinha,
com
este
fim,
rogar
a
v.
s.*
para que
o
principiássemos a
guiar
para o
es
tado
écclesiastico,
pois dé
certo
hade,
ser
um
sacerdote
que dará honra
á
Egreja.
É
este
o
motivo
, unico porque
procurei
a
v.
s.
’
Ora
se
v.
s.
’
acceder
aos
meus
desejos,
en
tão
quero
principiar
a
ensinar-lhe
o
latim,
por
que
de
primeiras
letlras
está
prompto.
—Olhe,
snr.
Padre,
conheço, como
vossa
reverencia,
as
boas
qualidades d
‘
este
rapaz,
e
lambem
tenho
pensado
em
o ordenar;
mas
lembra-me
que póde
elle,
no
melhor
da
.festa,
faltar-nos
e
eu
perder
o
tempo
e
o
trabalho
’
com
quem
me
não
é
cousa
alguma.
—Bem
sei,
snr.
conego.
Mas
olhe
que
An
gelo
não
é
capaz
de
o
enganar,
e
eu
respondo
por
elle.
—
Pois
bem,
se
o
snr.
entende
que
elle
já
póde
começar
com
o
latira,
faz-me
muito
fa
vor
em
o
ir
ensinando; e
quando
elle
tiver
mais
algum
anno,
sondaremos
então
a
sua
vo
cação.
Eu
quero-lhe
realmente muito,
porque
se
torna
digno
de
tudo;
porisso
convenho
em
que
principie
com
o
latim,-
porque, siga
elle
a
profissão
que
seguir,
sempre
lhe
é
util.
—
Pois
não!..
Verá
v.
s?
que
os
meus
cál
culos
não
falham.
.
—
Veremos.
,E
o
Padre
-mestre
relirou-se
cheio
de
satis
fação.
Da
mesma
fórma
que
Angelo
se
tinha
appli-
cado
ao
estudo
da
lingua
materna,
assim se
dedicou
á
latina;
de
maneira
que
aos
seis
me
zes
entrou
na
traducção.
Mariquinhas,
d
‘esta
vez,
não
quiz
seguir
nos
estudos
o
seu
com
panheiro
d
‘
infancia;
continuou
a
amestrar-se
na
lingua
de
Camões,
e
n‘
ella se
aperfeiçoou.
To
mou
de
cór
alguns
exemplos
da
aríe
latina,
que
applicava
a
proposilo
nas
conversações
fa
miliares
com
seus
lios,
com
o
que
muito
fazia
rir
o conego.
(
Continua)
pondo
em
relevo lodos e
quaêsqtier
actos
filhos
da
fragilidade
humana,
mór-
menle
se
por
desgraça
a victima
da
sua
sanha
diabólica puder
sèr
um
sacerdote,
um
homem
de
bem,
um.
honesto
chefe
de
familia,
uma corporação
briosa,
’
um
magistrado
integro,
uma
auctoridade
ze-
losa,
ou
um
indivíduo
qualquer íinalme»-
te,
que
cumpra
escrupulosaráente
com
todos
os
seus
deveres, e
não
pertença
ás
phalanges
revolucionarias.
Eis
ainda
conspiração
do
silencio,
con
siderada pela sua segunda
face.
Se
algumas
vezes,
núnca
inspirados
por
intenções
boas
e
féctas;
nem
por
espirito
de
religiosidade,
chegam
a
fallar
dos
actos
religiosos
da
christandade
e
de
acções nobres,
mçrilorias
e sobrema
neira
louváveis
no
sentido
calholico
é
para
as
apoucar e
amesquinhar
çom uma
linguagem
frivola,
banal
e
esteril,
quan
do,
muitas vezes, não
é
eivàda
ou
repleta
de
falsidades,
calumnias
e
menti
ras
iosidiosamente incutidas
sob
fementi
das
galas
de
estylo.
Eis
a
conspiração do silencio.'
Semelhantes
ás
aves
nocttirnas
que,
não
podendo
lilar
a
luz
do
sol,
se
re
colhem
durante
o
dia,
aos
seus,
escuros'
e
tenebrosos
esconderijos
para
d
’e
les
saí
rem,
chegada
que
fôr
a
hora
da
noite,
assim
elles
só
sabem
andar
nas
trévas
Verdadeiros
apostolos
do
mal, só
sentem coragem para
o
apregoar,
esque
cendo
ou. fingindo
esquecer
tudo
quanto
concerne
ao
bem.
Discípulos
da
torpeza
e
da
devassi
dão, já
não
possuem, um
cor.ição
hu
mano,
capaz
de pulsar
com
as
doces
emoções
do bello.
Filhos
do Diabo,
pae
da
mentira,
nem
sequer
sentem
já
vislumbres
de
nos
talgia
para
com
a
verdade, fim
de
toda
a
intelligencia
creada
por
Deus,
que
é
a
Verdade
Absoluta!
A
mais
largas
considerações
dava
margem,
por
certo,
tão
importante
as
sumpto,
mas
p
que
levamos
diclo
pare
ce-nos
bastante
para
dar
uma.
medida
da
ideia que
formamos
d’
esta
arma
tèr-
rivel
da
imprensa
libertina.
Empregou-a
ella,
a
nosso
vèr,
tilli-
mamente
contra os
Jesuítas,
por
Paulo
Féval.
N
’
este
poncto,
ao
menos,
não
lhe
podemos
contestar
uma
cousa:
,é
a
lo-
gica.
Se
mesmo
absolutamente
nada
hou
vera
diclo,
teria procedido
com
menos
lógica,
porque
aquillo
que
alguns perió
dicos
libertinos
disseram
sobre
essa
obra,
só
deixou
entrever
insidiosamente
rancor,
des
peito
e
affectado
desprezo;
Pouco
ou
nada,
todavia,
importará
isso.
A
verdade
e
a
justiça
hãó
de affim
triuraphar
sempre,
a
despeito
de
quaes-
quer
contrariedades
com
que
tenham
a
arcar.
E
’
lei
immurtavel
e
superior
a todas
as
paixões,
caprichos
e
velleidades
dos
homens.
A
mais pequena
verdade,
se assim-
nos
podemos exprimir, não poderia
ficar
para
sempre
abafada
pelo
erro,
•
pela
força
ou
pela
malícia,
sem
qne
o
ficasse
a
própria
Divindade,
com
a
qual
toda
a
verdade
é.
Não
obstante,
pois,
a conspiração
do
silencio,
os Jesuítas
por
Paulo
Féval
não
deixarão
de produzir
os
grandes
e incalcu
láveis
fruclos
a
que
estão
destinados.
A
missão
que
essa
.obra
soberba
deve
desempenhar
no
seio
da
sociedade
áctual
é
immensa
e
inappreciavel.
E
ella
ha
de
realisar-se,
sem
embar
go,
porque
as
grandes
e
atlrahentes
qua
lidades
que
a
exornam,
hão
de
trium-
phar
de
quaesquer
obstáculos
que
pre
tendam
oppôr-se
á completa
difíusão
de
que
é
digna
por
lodos
os
titulos.
0
livro
de Paulo
Féval,
que
acaba
de
vêr
a
luz
da
publicidade no
nosso
paiz,
é
um
li.vr.o,
para
dizermos
tudo
n
’
uma
só
palavra,
que
está destinado
a
operar
uma verdadeira
e
radical
revolu
ção
nas
ideias;
um livro
que
b
editor
deve
enviar
a
todos
os
parochos
de
Portugal pedindo-lhes
auxilio
para
a
sua
divulgação,
um livro
que
não
deve
jamais
ser
retirado
do
nosso
mercado
litlerario.
f,o»3FíJes.
Lasserre!
Quem
mais
ou
menos
de
perto conhecia este
nome,
não
podia
dei
xa
1’
de
sentir
grande
admiração,
ao
saber
que
elle
figurava
no
rosto
d
’
uma
obra
in
titulada
Nossa
Senhora
de
Lourdes; e
uma
tal
admiração
excitava
o
mais vivo
desejo
de
saber
o
que na
dita
obra
se
continha.
Porque Lasserre não'
era
um
christão
fervoroso,
e
muito
menos
ainda
ura
d’es-,
ses
espíritos
promptos
sempre
á
credibi-,
Cidade;
era
pelo,
contrario-não
um
philo-
sopbo,
mas
um
espirito
porte,
para
quem
”o
milagre
não
merecia
as
honras
sequer
d’
uma
anályse
séria.
E
eis o motivo porque a
obra
de
Lasserre
era
procurada
com
anciedade,
e
lida
’
com
sofreguidão,
por todos,
desde
os
que
çrêem
- sem
critério
algum,
até
aos
que
não
querem
acreditar,
ainda
quan
do
as
razões
para.a
crença
sejam
mais
claras
do
que
a luz
do
sol.
Mas
Lasserre
não
escreveu
a
sua
obra
para
os
extremos,
escreveu
sim
para
os
que
desejam
fundar
a
sua
crença
em
so-
lidos
motivos, e
para
estes
cumpriu
ell.e
o
Seu
desideratum.
Desejoso
de
encontrar
a
verdade,
com
a
rectidão
do
espirito,
que
caracterisa
o philosopho, elle
estudou
um
por
um
todos
os
.documentos;
inqui
riu
pessoalmente
todas
as
testiraunhas;
.pesou
tudo
na
balança
d
’
uma
critica
de
sinteressada,
e depois
de
ter
obtido
os
mais
satisfatórios resultados, não duvidou
expor-se
de
face
descoberta,
perante
o
tribunal
insobornavel
da
sciencia, que
merece
tal
nome.
A-
obra
de
Lasserre
é
pois
um
edifí
cio
fundado
em bases
seguras,
ao
qual
o
tufão
da
impiedade
não
poderá
jámais
esboroar.
Crer
com
Lasserre,
não
é
ser
visioná
rio,
é
ser
sábio;
porque
o
-
sabio
não
póde
duvidar,
quando
só
tem
motivos
para
crer.
0
sabio examina,
estuda,
pensa,
e
depois
acredita.
Negar
um
facto,
sem
.
o estudar pri
meiro,
é
privilegio
exclusivo
dos
espíritos
superficiaes,
ou,
para
dizer
melhor,
dos
ignorantes
e
dos
orfãos
de
senso
commum.
Tem-se
por
ahi
dito,
que
os
factos
de
Lourdes
não
passam
d
’
uma
tradicção
ridícula,
d
’
uma invenção estúpida,
qne
envergonha
este
século
de
progressos,
tão
adiantado
no
estudo
e nas
luzes.
Mas
isto
não
basta.
0
dizer-se
uma
cousa
é
facil,
não
o
é
tanto
o
provar-
se;
e
isto
é
o
tudo.
‘
0
vêrdadeiro
sabio, que
desejasse
ne
gar
os
milagres
de
Lourdes,
faria,
o
mes
mo
que
Lasserre.
Lançaria
mão
dos
documentos,
e
ve-,
rificaria
a
sua
aulhenticidadé;
interrogaria
as
testimunhas, e
certificar-se-ia da sua
veracidade;
examinaria,
querendo,
os
lo-
gares
e todas
as
outras
circumstancias,
que
acompanham
os
factos,
e
só
depois
de
ter
feito todas
estas
diligencias,
teria
o
direito
de
dar
o
seu
juiso
ácêrca
da
verdade
ou
falsidade dos-acontecimentos,
narrados
pelo
historiador
eminente.
Mas
todos
os
que teem
procedido
deste
modo;
são
concordes
em
asseverar
â
ve-'
racidade da
crença;
mesmo
aquelles
que
leem
entrado
neste
campo
com
fins
me
ntis
justos.
Os
que
não
querem
ser
forçados a
prestar
aseenso
á
verdade,
contentam-se
apenas
com
um
sorriso d
’ironia,
sem
se
lembrarem
que
com
isso
nada
aproveitam.
Para
dizer
a
Lasserre
—
tu
mentes;
pa
ra
fazer
desapparecer
da
estante
dos
sá
bios esse
precioso
monumento
de
scien
cia e
lilleralura;
para dizer
aos
devotos
—
estaesr
illudidos;
para
derrubar
esse
tem
plo
que hade
perpetuar
pelos
séculos
a
crença
do
prodígio;
não
bastam
palavras,
nem
sorrisos,
é
preciso
mais alguma
coisa:
provas
convincentes.
E
não
vos
anima
ao
trabalho,
o
poder
des
alcançar
a celebridade
que
tinha
ga
nho
o
historiador
de
Lourdes,
é
que
talvez
será forçado
a
ceder-vos
?
Nem
o
terdes
quem
vos
pague
com-
usura
esse
trabalho
e
a
despeza
que
fizer
des
para
sahir
á
luz
publica, não
só
pela
venda
extraordinária
que
faríeis
de
vossa
producção,
mas por
levantardes
a
somma
considerável
que
está
depositada
para
quem
refutar
a
obra
de
Lasserre?
Nem
ainda
o
interesse que
tendes
em
negar
o
milagre
como impossível?
Ah!
não é
.esse,
por
sem
duvida,
o
vosso’
plano.
Vós
sabeis
tão
bem
como
nós
qué
não
podereis
colher
resultado
algum;
e
porisso,
escolheis,
como
o
me
lhor
partido,
assaltar
a
crença
d
’embos-
cada.
Vinde,
se
quereis, ao
campo
munidos
d
’
armas
de
melhor
tempera;
não
seremos
nós quem desampararemos
a
causa.
Se,
porém,
nos
incitaes com
um
sor
riso de
descrença,
não
vos
poderemos
corresponder
senão
com
um
sorriso
de
compaixão.
P.
M.
J.
M.
EXPEDIENTE
Recommendamos
aos nossos
assignantes
e correspondentes
que
de hoje
em diante tudo
quanto
diz
respeito á. adminis
tração d’esta folha; deve
ser
dirigido
ao Director 'Antonio
Joaquim de
Mesquita .Pimentel,
rua
Nova
n.° 4, o
que esperamos
será tomado em
toda a consi
deração
no interesse
dos mes
mos
snrs.
assignantes e
corres
pondentes, e no da emprezâ
d'este jornal.
• smítói *
62
Santa Mniria IVIagdsslena.—
Foi
honlem
conduzida,
da
sua
capella
no
monte
da
Falperra,
para
a
egreja
da
Misericórdia,
a
devotíssima
Imagem
de
Santa
Maria
Magdalena.
Está
alli
exposta
á
veneração
dos
fieis,
afim
de impetrar
do
Altíssimo
que
se
amerceie
de
nós,
fazendo
cessar
o
horroroso
inverno
que
tem
leito
Correto.
—
Só
chegou
ante
hon
tem,
ás
11
boras
e
10
minutos
da
manhã,
á
esta
cidade,
o
correio
do
sui,-que
de
veria
ter-chegado
á
mesma
liora
de
se
gunda-feira.
. Deu
cansa
a
esta
demora
o ter
fi
cado
detido em Aveiro,
em
consequên
cia
das
avarias
produzidas
pela
chuva
em
alguns
pontos, da
linha,
o
comboio
que
o
trazia.
Mau
tempo.—
Tem
continuado
um
inverno
rigorissimo
e
assustador.
São
incalculáveis
os
estragos
que
a
Torça
das
chuvas
vae
causando
.pelos
cam
pos,
que
estão
cobertos
d
’
agua.
Em
al
gumas
aldeias
o
vento
tem
arrancado
grande
numero
de
arvores.
Aqui
na
ci
dade tem
havido
muitos
desabamentos,
ainda
que
de-pouca
importância.
Na
linha
do
Minho
desabaram
algumas
trincheiras.
N
’
estes
últimos
dias
leem-se
sentido
um
frio
intensissimo.
A mortalidade
cresce
temerosamente.
0
dia
de'
hontem
esteve
um pouco
mais
benigno.
íVaufragio.
—
No
porto
do-
Moniz,
ilha
da
Madeira, naufragou
um
barco
costeiro,
perecendo
16
pessoas.
ISeaastre
no caminha
eSss fferr,®.
—
No
domingo
o comboio
matou,
entre
Ancora
e
Caminha, um
guarda
linha,
que
ficou
debaixo
da
machina.
< Creada
—
Recebemos
o
n.°
13
d
’
esta
excellente
publicação
se
manal,
que
sae
em
Lisboa.
Contém
o
seguinte:
Encyclica
de
Leão
XIII—
Consultas
—Sermão patriótico—
Ne-
crolog ia
—
Despachos
.
E’
uma
bella
e
importante
publica
ção.
Substituição.—
Diz-se
que
Monse
nhor
Matera,
internuncio
do
Brazil,
será
o
substituto do
actual
exc.'
I!0
núncio
em
Lisboa,
quando
este,
pela
sua
elevação
o
cardeal,
abandonar
o logar.
Laraplot.
—
Ha
dias
os
larapios
as
saltaram
na
estrada
de
Guimarães,
pouco
adiante
do
Pinheiro
da Gregoria,
um
ho
mem
a
quem
roubaram
40^500
reis.
íífiito.
—
Falleceu
no
Porto
o snr.
visconde
de
Macedo Pinto,
lente
jubilado-
da
escola
medico-cirurgica
d’
aquella
ci
dade,
e director
da
companhia
Utilidade
Publica.
XntHFísleza.
—
Recebemos
o
n.°
62
d’
esta
elegante
revista
de seiencias
naturaes.
Contém
excellentes
artigos
e
doze
gravuras.
Sopa
economica.—
No
domingo
ve-
rificon-se
no
Porto
uma
reunião,
convo
cada
pelos
proprietários
do
«Commercio
Portuguez-,
afim
de
se
estabelecer
uma
sopa
economica
para
os
operários
sem
trabalho.
S.
eEí».a
o Car<3ea?
trãarriaa.
—
Referem
vários
jornaes
que
continua
enfermo
o
snr. cardeal
Patriarcha
de
Lis
boa,
e
que
s.
em,"
vae
pedir
coadjutor.
Dando
esta
triste
noticia a
«Ordem,
acompanho-a
das
seguintes
palavras,
que
fazemos
nossas:
Sentimos
profundarnente
a
enfermidade
de
s.
em.
3
porque
não
obstante
a
sua
avançada
edade,
ninguém
o
excede
em
zelo
pelo
progredimento da
Egreja,
envi
dando
todos
os
esforços
para
que
a
re
ligião
prospere. Só
o
muito
zelo
podia
ainda
dar
tamanho
vigor
a
um
corpo
já
tão
adeantado
em
edade,
e
alquebrado
por
longos
trabalhos.
Fazemas
votos pa.
ra
que
s.
em.
3
em
breve se
veja resta-
belecido,
para
?
a-
Egreja
se
não ver
pri-
vada
dos
serviços
que
sua incansável
acti-
vidade
e
zelo ardente
ahi
estão
produ
zindo
em
nossa
sociedade.
AL
’
Covilhã.—
N
’
esta
importante
cida
de uma
dasjnossas
terras
mais
industriaes,
ha
17
fabricas
completas,
e
53
incomple
tas, e
uma
fechada.
Trabalham
n
’
ellas
3:987
homens
e
2:515
mulheres. Empre-
gam
o
capital
fixo
de
reis,
1,596:OOO$O(}0
e
circulante
na
somma
de
reis
1:606:000^00,
Com
vistí*
ttos Isberorios «le cá.
—
Em
Murcia,
cidade
de Hespanha,
os
padres
jesuítas,
recenlemente
estabeleci
dos
no
sumptuoso
edifício do
convento
de
S.
Jeronymo, acham-se restaurando-o
completamente,
restituindo-lhe
e
renovan
do
as
antigas
bellezas
de construcção.
Residem
n’
elle,
aclualmente,
32
jesuí
tas
que
observam
rigorosamente
a
regra
de
Santo
Ignacio.
—
Um
jornal
americano,
o
«New York
Grafl»,
diz
que exitem
nos
Eslados-Uui-
dos
750
padres
jesuítas,
americanos na
sua maior
parte.
Como?
—
exclama o
nosso
excellente
collega
da
«Ordem.
Será
possível
que no
paiz
tão
gabado
da
liberdade haja
Jesui-
tas?
Pois
os
jesuítas
não são inimigos
da
k
liberdade?
Responda
o
facto
que
apontamos,
edeixe-
mos
tudo á
consideração
da
Democracia,
il-
luslrados
e lulti
quanli
só
faliam
nos
jesuítas
para
manifestarem
o
odio
que
lhes
dedicam.
Mas
aceitando
o
facto,
queríamos
mais
leal
dade
na
guerra:
queríamos
vel
os victi-
tnas,
a
elles
jesuítas, da sanha dos
que
os
atacam,
e
nunca
em
nome
d
’uma
fe
mentida
liberdade.
A
prova
é
que
os
Es-
tados-Unidos
é
uma
nação
livre,
de
mais
a
mais
protestante,
e
elles
lá
vivem,
em
nome
d
’
essa
liberdade
que
aqui
se
invo
ca, mas
prostituindo-a.
Cuncuraws
ecel.e8iastie®3.—
Por
decreto
de 5
do
corrente foi.
mandado
abrir
concurso
documental,
pelo
praso
de
30
dias,
para provimento
das
egrejas
paro-
chiaes
que
seguem:
Luz
(Nossa
Senhora),
concelho
de
Ta-
vira,
diocese do
Algarve.
Negrjlhos
(S. João),
concelho
de
Al-
justrel,
diocese
de
Reja.
Garvicães (Nossa Senhora
da
Assum
pção),
concelho
de
Moncorvo,
diocese
de
Braga.
Ucha
(S.
Romão),
soncelho
de
Barcellos,
diocese
dê
Braga.
Villa
Nova
de
Cerveira (S.
Cypriano),
con
celho
de
Villa
Nova
de
Cerveira,
diocese
de
Braga.
Almagreira
. (Nossa
Senhora da
Graça),
concelho
de
Pombal, diocese
de
Coim
bra.
Bogas
de
Baixo
(S.
Pedro),
conce
lho de
Pampilhosa,
diocese
da
Guarda.
Alcanhões (Santa Martha),
concelho
de
Santarém, diocese
de
Lisboa.
Azinhaga
(Nossa
Senhora
da
Concei
ção),
concelho
de Santarém,
diocese
de
Lisboa.
Cabeçudo
(Santíssimo
Sacramento),
con
celho
da Certã, diocese
de
Lisboa.
Catharina (Santa Calharina),
conce
lho
das
Caídas
da
Rainha,
diocese
de
Lisboa.
Coz
(Santa
Eufemia),
concelho
de
Alco-
baça,
diocese
de
Lisboa.
Fanga
da
Fé
(S.
Domingos),
conce
lho
de
’
Torres
Vedras,
diocese
de
Lis
boa.
Lavradio
(Santa
Margarida),
concelho
do
Birreiro,
diocese.de
Lisboa.
Louza
(S.
Pedró),
concelho
dos
Olivaes,
diocese
de
Lisboa.
Malacães
(Nossa
Senhora
da Oliveira),
concelho
de
Torres
Vedras,
diocese
de
Lisboa.
Ramalhal
(S.
Lourenço),
concelho
de
Torres
Vedras,
diocese
de Lisboa.
Reguengo
Grande
(S.
Domingos),
concelho
da
Lourinhã,
diocese
de
Lis
boa
.
Sapataria
(Nossa
Senhora
da
Purifica
ção), concelho
da
Arraia,
diocese
de
Lis
boa.
Sedir
de
Matos
(Santo Antonio),
con
celho
das
Caídas
da
Rainha,
diocese
de
Lisboa.
Sobrai
de Abelheira
(Nossa
Senhora
da
Oliveira),
concelho
de
Mafra,
diocese
Je
Lisboa.
Vides
(Nossa Senhora
da
Piedade),
con
celho
das
Caídas da
Rainha,
diocese
de
Lisboa.
Mansores
(Santa
Christina),
concelho
de
Arouca,
diocese
de
Lisboa.
A
eosafereíiíeia
lá «1’
ellea
—
D
j
nosso
iliustrado
collega
o
«Conim5recense»
transcrevemos
cs
seguintes
paragraphos
que dizem
respeito
á
entrevista
dos
che
fes
dos
dois
estados
da península:
—«Achámos
em
um
jornal
de
Lisboa,
na
minuciosa
descrípção’
das
festas
que
houve
na
raia
da
Hespanha',
por
occasião
da
conferencia
dos
dois,
reis
(o
grifo
é
nosso)
da
península,
uma
circumstancia,
que
deve
alegrar
todos
os
portuguezes.
«Lê-se
ahi:
«Durante
a
revista,
que
foi
a pé,
e
depois
na
marcha
em
continência
pela-
frente
do
pavilhão,
o rei
D. Alfonso
ga
bou
a
apparencia
da
trppa
•
portugueza,
que
realmente
se
apresentou
muito
bem,
e
gostou
de
ver
o
garb>
com
que
o
tambor-
mór
de
infanleria 4
manejava
e
.volteava
com
agilidade
o
bastão».
«Ao
menos valha-nos isto!
«Já
a
nação
portugueza
tem
alguma
cousa
que
mereça
a altenção
de
um rei
estrangeiro.,
E’
a
agilidade
'
com
que
o
tambor-mór
de um
regimento maneja o
seu
bastão.
«Só
para
termos
este
prazer
valia
bem
que
se
gastassem
as
dezenas
de
contos,
que
nos
levou
a
conferencia
monarchica».
Não
ha
que
estranhar,
"collega.
Pois é
não
é
certo
que
nós
vivemos
muito felizes
sob
o
império
do
mindelleihsmo?
O
dinheiro
do
povo
serve
para
lodos
estes brinquedos,
e
mais
alguma
cousa.
Se
os
juros
da divida publica
já
sobem
á
bagalella
de
12:000
contos,
se
os
des
perdícios,
os
esbanjamentos,
as
depreda
ções
são
o
titalo
de
gloria
das
adminis
trações
liberaes,
não
importa.
Cá
está
o
povinho
que
paga
tudo,
—
todas
as
exhi-
biçõ-es
dos
tambores
mores
de
alto
e
bai
xo
colhurno.
E
avante!
Xovo jornal.—
A
cidade
de
Guima
rães
vae
ler
um
novo
jornal,
que
sairá
por
este
dias.
Intitula-se «Ecco
Popular»,
e
defenderá
o
partido
progressista.
imí
B
maravilhas.—
Nada
esca
pa
á rapacidade dos
governorios
libe
raes.
As
ultimas
propostas
de
lei
do
snr.
ministro
da
fazenda
são
realmente
para
bênçãos.
Vejamos:
Os
bens
que
constituem
património
do
clero
são
collectadas
com
o
duplo
da
con
tribuição
actual;
A
contribuição'
sumpluaria
é
abolida,
e
recairá
sobre
a
de
rendas
de
casas;
Os
íilhos pagarão
contribuição
pela
terça
da
herança que
recebem
dos
paes;
Etc.
etc.
etc.
Isto
é simplesmente
úma
caçoada,
ou
uma
infamia.
E
ainda
haverá
quem
se
deixe
illudir
pelas
sereias
de má
morte
do
liberalismo?!
Soldadas, reis,
daques
e
prísj-
eipeM do tempo
da
revoluçãão fron-
eezft.—
Angereau,
duque
de
Castiglione,
filho
de
um
homem
que
vendia
fructa
em
Paris,
foi
soldado
em
1792
e
general
em
1791!!!
B
irnardotte,
rei
de
Suécia
e
Noruega,
filho
de
um letrado da
cidade
de
Pau,
(em
frança).
Berthier,
principe
de
Neufchálel
e
de
Waggram,
filho
de
nm
porteiro
da
se
cretaria
de
guerra.
Bessreres,
duque
d
’
Istria,
filho
de
um
particular
de
Preissac,
foi soldado
em
1792,
capitão
em
1796
e marechal
em
1809.
Brune,
filho
de ura
letrado
de
Brives,
foi
imperador
e
soldado
Jourdan,
filho
de
um
pobretão
de
Li-
moges,
foi
soldado.
Kleber,
filho
de
um desconhecido
de
Slrasburgo,
foi
soldado.
Kellennan,.
duque
de
Valiny, filho
de
um
creado
de
servir,
foi
soldado.
Lannes,
duque
de
Monlebello,
filho
de
um
tintureiro
de
Lectoure
(Gers);
foi
sol
dado
em
1792,
general
de
divisão
em
‘
800,
marechal
em
1804.
Lefebvre,
duque de
Danlzick,
filho
de
um
antigo
hussar
de
Rauffach,
foi
sol
dado.
Massena,
principe
d
’
Esslinh,
filho de
um
negociante de
vinhos
de
Nice, foi
soldado
v
Moncey,
duque
de
.Conégliano,
filho
de
um
letrado
de
Besançon,
era soldado
na
idade
de
16
annos.
Mortier,
duque
de
Treviso,
filho
de
um
negociante
de Chateau-Cambresis,
foi
solda
io
da
guarda
nacional.
Maral, rei
de
Nápoles,
filho
de
um
estalajadeiro da
Bastide,
perto
de Cahors,
foi
caçador
a
cavaílo em
1792.
Ney, principe
de
Moskowa,
filho
de
um
tanoeiro
de
Sarrelonis;
foi
hussard
em
1787.
e
general
em
1796.
Oudinol,
duque
de
Reggio, filho
de
um
legista
de
Bar,
foi
soldado.
Perigon,
natural
de
Grenada,
foi
sol
dado.
Serrurier,
filho de
um
creado
de
Laon,
foi
soldado.
Soult,
duque
de
Dalmacia,
filho
de
um
lavrador
de
Saint-Amand, peftoxle
Castres,
foi
soldado.
Suchet.
duque
de
Albufeira,
filho
de
ura fabricante
de
Lyon,
foi
soldado.
Victor
Perrin,
duque
de
Balidno,
foi
moço
de
um
armazém
em
Troyes,
pífa
ro,
soldado,
etc.
Estes
os
principaes
adores
djaquêlla
época,
cujo chefe
foi
.Napoleão,
e
que
começou
nas
planícies
de
Valmy,
e
aca
bou
nos
campos
de
Waterloo.—
E.
KITeilos
«lo temporal.
—
De
vários
jornaes
do
Porto
e d
’outras
localidades
ex
traímos
as
noticias
seguintes:
—
No
Porto
teem
desabado
n
’
estes
úl
timos
di's
grande
numero
de
paredes
e
muros.
—
-A
’s
8
horas
da
noite
de segunda-feira
desabou
nm
muro
que
sustentava
um
ater
ro
no
logar
de
Gaia,
em
Villa
Nova,
em
frente
da
alfandega,-
caindo
sobre
o
ar
mazém
de
vinhos
do
snr.
Antonio
José
do
Nascimento
Leão,
e
sobre
a
fabrica
União
Industrial
de
bolachas
de
carvão,,
destruindo
cerca,
de 100
pipas
das
300
que
se
achavam'
n
’aquelle
armazém.
—
A
’
bocca
da
barra
tem
sido arro
jado
muito
gado,
íenha
e
apparelhos
de
moinhos.
—
Foi
alfixado
na
estação
de
Campa
nhã
um
aviso
de
que
por
ordem
superior
não
se
vendiam
bilhetes
nem
se
tomavam
bagagens
e
mercadorias
para as
linhas,
até
Lisboa
e
Eivas.
—
-Pelas
4
horas
da
manhã
de
segunda-
feira
no
caes
da
-
Estiva
Velha,
entravam
para
dentro
de
um
bole,
para
irem
traba-
Ihãr
em
umas
barças.
Serafim
do Nasci
mento
e
Joaquim
Batico..
de
26
annos,
barqueiros,
moradores
á Ribeira.
A
corrente
do
rio
era
gran
le
e
o
bote
foi
de
encontro
a
nm navio
virando-se
e
submergindo-se;
o
Batico
não
tornou
maris
a
ver-se.
O
seu
companheiro
pode
salvar-se
agar
rando-se
á
amarra
de
um
navio. •
—
Do
rio
Douro,
’
falta-
um
crescido
pu-
mero
de
cahiques
e
botes.
—No
lugar
de
Torne.
'
Villa
Nova
de
Gaya,
desabou
uma
parede
da egreja
pro
testante.
accarretando. na
sua queda
um
muro
da
casa
que
lhe
fica
contígua.
—
A
’
s 5
horas
da
manhã
dois
barquei
ros
seguiam
n
’um
barco,
para
saltar
ao
peão
das barças do
snr.
Guerra;
um
dós
tripulantes
cahiu
ao
rio
desapparecendo
no
abysmo.
—
Juntò
á
Foz
alguns
barqueiros
con
seguiram
salvar
muitas
madeiras,
armação
de
constrúcçõ
s,
arvores,
notando-se
ser
levado pela
corrente
bom
numero
de
ani-
maes mortos,
um
moinho,
gfavalha
miú
da,
etc.
—
No
alto
Douro
3
barças
naufraga
ram
e
as
pipas
cheias de
vinho
que
con
stituíam
o
seu
carregamento
vieram
rio
abaixo,
vendo-se
algumas
galgar
a barra.
—
Em
Arnellas
desabou
uma
casa
terrea
e
sepultou
nas.suas
rniuas,
tres
pessoas.
—
Por
telegramma
da
Regua
sabe-se
que
proximo
d
’
alli
se
viraram
tres
barcos
car
regados
cora
pipas de
vinho,
as quaes
vieram
impedidas
pela
corrente, chegan
do
algumas
a
sair
a
barra.
—Constava
lambem
que a
cheia
trou
xera
pela
agua
abaixo
uma
ponte
que
es-
tava
collocada
próxima
de
Avinles.
Telegraph
im
de Ovar
o
seguinte:
Uma
inundação
arrastou tres
pontes
que
ligavam povoações
ao
nascente.
Estão
cortadas
as
communicações.
E’
a maior
cheia
conhecida,
e
os
prejuízos
são
enormes.
Na
via
ferrea
cahiram
dois
aque
luclos
em
Esmoriz,
e
a
ponte
de Eslareja
sof-
freu
muitos
rrnbos
na
linha.
Estão
retidos
os
comboyos
numero
2
de
Gaya
e
7
em
Aveiro, indeterminada-
mente.
—
Em
Vianna
as
embarcações alli
sur
tas
estiverarq
em
grande
perigo
durante
a
noute
de
domingo.
ovimento
«lo BSosplíal
«Be S.
lísrcog.
—
Doentes
existentes
em
2
de
fevereiro:
81
homens
e
126
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
17
homens e
28
mulheres.
Sahiram:
11
homens
e
15
mulheres.
Falleceram:
2
homem
e 2 mulheres.
Ficaram
em tratamento
e.m
8
de
fe
vereiro 85
homens
e
137 mulheres.
do»
fflereaess.—
Na terça-feira
ultima,
n
’esta cidade,
o
preço
dos cereaes
foi:
Trigo................................................
800
Centeio
520
i
.......................................
uou
Painço. .
.
.
.
.
.
.
500
j
Milho
branco
.
.
.
.
.
520
»
amarello.
...
.
510
Milho
alvo.
...
.
.
.
580
Eeijão
branco
.....
800
» vermelho...............................
820
d
amarello
................................
56O
*
rajado
.....
500
»
fradinho
................................
500
Bat
ata.....................................
’
.
500
Az
eite.
......
55300
Fncyclicn
<te JLesso XI5E. —
A
En-
cyclica
de
Sua Santidade
Leão
XIII,
con-
tiniia
a
distribuir-se
grátis,
nas
casas
já
annunciadas
e
no
escriptorio
do
«Com
mercio
do
Minho»,
recebendo-se
todavia
qualquer quantia,
por
pequena que
seja,
que
VOLUNTARIAMENTE
queiram
dar,
para
ajuda
da
despeza
da
impressão.
AjtpeBBo
sí
caridade
publica,
—
•
José
Alves
de
Araujb,
morador
na
rua
de S.
Marcos, n.°
10,
tendo-lhe
sido
penhorauos
pelo
escrivão
da
fazenda,.
An-
tonio da
.Costa
Mofaes,
todos
os
moveis
que
possuia,
inclusive 5
arraieis.
de
car
ne
de
porco
que
tinha
para
adubar
0
magro
caldo,
que come
diariamente
com
■sua
mulher
e
filhos;
e.
como
não
possa
trabalhar
em
consequência
de
lhe
ter
sido
penhorada
também
uma
machina
de cos
tura,
yem
por
este
motivo
implorar da
caridade
publica
uma
esmola,
para
remir
na fazenda
0
que
deve.•
José
Alves
de
Araújo.
A
’ caridade p»hlie:v
—
Recommen-
damos
ás
almas
caritativas, Custodia
Ma
ria
Pereira,
moradora
na
Travessa
de
S.
Vicente,
n.°
-4.
a
qual
se
a'cha
entrevada
e
ern extrema
penúria.
TltEATHO
DE
S.
GERAL
DO
Companhia
dramatica portu
gueza
Sexta-feira
i4
de
fevereiro
ULTIMA
RECITA
DE
ASSIGNATURA
O
drama
em
5
aclos
e
7
quadros
de
Oclave
Feuillet
A vida
d’um Rapaz Pobre.
Principia
ás
8
horas.
Resumo
do aclivo
e passivo do
ÍJanco
Commercial da Madei
ra,em
31
de dezembro.de
1879.
Aetivoi
Acções
por
emittir.
.
.
Leiras
descontadas
e
a
re
ceber
......
Diversos
devedores
. .
.
Agencias
no
paiz. . . .
Gastos
de.
instalação
.
.
Selío
em
6: IQO
acções.
.
Moveis
e
utensílios . .
Edifício
do
Banco
.
.
.
Hypothecas
de
raiz.
.
.
Juros
a
liquidar
.
. .
.
Empréstimos
sobre
penho
res
.
.
.
.
'
•
.
.
Contas
correntes garanti
das ..............................
Papeis
de
credito
.
.
.
Louras
em
execução
.
.
Caixa
exislencia
em cofre
em
metal
...................
600:0005000
190:099^879
59:1395692
9:3245693
3:2175043
6IO5OOO
1:423^623
■5:1335499
101:8315695
9035329
18:2335503
197:1575323
32:4035000
■4:260599.0
37:8375900
1.261:6395186
Facgivo:
Capital
......
Obrigações
a
pagar.
..
Depositos á
ordem.
.
Fundo
de
reserva
.
Diversos
credores
.
Dividendo a
pagar
.
.
Lucros
e
perdas.
.
.
(2268)
1
200:0005000
17:5675032
6:2655065
3:9705282
1005236
3305943
33:3835606
1.261:6395186
AGRADEtJiTIFVTO E DESPE
DIDA
José
Rebello
Çardoso
de Menezes,
re-
tirand.o-se.
d
’
esta cidade
para
a
sua
casa
de
Villa
Real,
aummamente
penhorado
para
com
as
pessoas
.que
0
honraram
com
a
sua
amizade
e
consideração,
a
todas
cor-
dealmente
agradece,
protestando-lhes
0
seu
profundo
reconhecimento,
e
offerece
os
seus
humildes
serviços na
terra para
on
de
regressa.
CONVTE
Os
abaixo
assignados
rogam
ás
pes
soas de
sua
amisade,
.0
distincto obsé
quio
d
’assistirem
a
uma missa,
que*
por
alma
de
sua
chorada
filha
e
irmã se ha-
de
rezar
na
egreja
de
Santa Cruz,
áma-
nhã,
sexta-feira,
pelas
oito
e
meia
horas
da
manhã,
pelo
que
se confessam agradecidos.
Manoel
José
Ttnoco
d’Azevedo
Luiz
Maria
Tinoco d
’
.\zevdo.
(2270)
ANNUNCIOS
Arrematação
Pelo
juizo
de
direito
d’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
de
Ribeiro,-
no
dia
16
d
’
este
mez
pelas 10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial,
sitó
no
lar
go.
de
Santo
Agostinho
d
’esta
cidade,
on
de
se
costumam
fazer
as
arrematações,
se
tem
de
arrematar
pelo
maior
lanço
que
for
offerecido,
uma
morada
de
casas
terrea
em
parte,
e
em
parle
sobradada,
metade
do
terreno
e
eido
junto
de
lavra
dio
com
arvores,
sito
no
logar
da
Mise
ricórdia,
freguezia
de
Ferreiros,
d
’esta
mes
ma
comarca,
de
natureza
de
praso
á
ca
mara
d
’este concelho co<n
0
fôro annual
de
dez reis
e
0.
censo
ànnual
de
oilo
cen
tos
reis
a
Dona
Iria
Candida
Pereira
Cas
tro
Loureiro, d’
esta
cidade;
confronta
do
nascente
com
a estrada
do
Porto,
poen
te
com
0
monte,
norte
com
outra
casa
e
ametade
do
eido
já declarado,
e
do
sul
com
terra
de
Manoel
Ferreira,
cujas
ca
sas
e
eido
tem
0
valor
de
cento
cincoen-
la
e
tres
mil
trezentos
e
cincoenta
e
um
reis,
e
vão á
praça
por
pnelade jjo
mes
mo
valor
por
não
ter
havido
da
primei
ra
vez
arrematante;
0
que
tudo
foi
pe
nhorado
á
executada Anna
d
’
Assumpção,
viuva
de
José
Ferr
ira, do
logar
da
Mi
sericórdia,
freguezia
de
Santa
Maria de
Ferreiros, d
’esta' mesma
comarca,
nos
autos
d
’execução
hypotheciria
que
lhe
move
Domingos
José
de
Carvalho,
do
lo
gar da Ventosa,
da
mesma freg.nezia;
por
tanto
todas
as
pessoas
que
quizerem
lan
çar
nos
ditos.bens, deverão
comparecer
no
dito dia,
hora
e
local
designado.
Braga
10
de
fevereiro
de
1879.
O
escrivão
João
Manos
d’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei a
exacti
lão.
(2269)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
JESUÍTAS
!
1’011
PAULO
FEVAL
TRADVCÇÃO
DO
PADRE. SENNA FREITAS
A
obra
completa, em 2
volumes,
á
venda
na
Livraria
Internacional
de
Ernes
to
Chardron—
Porto.
Os
abaixo
assignados,
tendo
sido
no
meados
pelo
juizo
de
direilo
d
’esta co
marca
de
Braga
para, na
qualidade
de
peritos,
procederem a
um
exame
na
es-
cripturação
do
Banco
Commercial da
mes
ma,
afim
de
sc
habilitarem
a
responder
a
alguns
quesitos
no
processo
crimininal
intentado
contra
a
ex-Gerencia
do
mes
mo
Banco;
fazem publico,
que recebem
de
todos os
interessados
as
informações.
e
esclarecimentos,
que
por
escripto en
tenderem
conveniente
prestar-lhes,
e
que-
poderão
dirigir
á
mor.ada
do
segundo
si
gnatário,
rua
do
Alcaide,-n.
0
23.
Braga
10
de' fevereiro
de
1879.
Eduardo Tavares.
João
de
Paiva de
Faria
Leite
Brandão.
BíLHETES
DE
VISITA
COM
NITIDEZ
E
PERFEIÇÃO
100
por
minuto a
500
rs.
Enviam-se
pelo
correio,
francos
de
por
te
sem
augmento
de
preço.
APPAR1CIO
<fe
MACÍIEIRO
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27.
Historia e descripçãõ
'illustrada. dos
ãnimáes1--
Mamíferos,
aves,
reptis e
peixes; sua classificação,
caracteres, hábitos,
•
usos e instinctos,
VINHO
CREOSOTÃDO
pE
(JIJIBEKT
B HOUCHAR»
MODIFICADO
POR
DUJAHDIN-BEAUMETZ
Este
novo
medicamento,
cujos resul-
Bilhetes
de
visita
em branco:
Cento,
200,
,220
e
240
reis.
Tarjados
de
preto:
Cento,
400
r
420
e
440
rs.
27,
Praça
do Barão
de S.
Martinho,
27
ta»!
wt
ms
Pós
dourados,
prateados
e
diamantina,
cada
caixa 400
rs.
Tubos
de agua
de colonia
a
120
rs.
8?, Pra^a
do
BarAp
de
S.
IVIarti-
IlllO,
8?
ÀPÍAliCto
&
M
ã
LHEIRO ■
BKAGA'
Compilação das
obras
notáveis de
BUFF.ON,
CUV1ER.,
BREHM, etc.
Enriquecida
coni
«
b
noções
ss»aia
easeneisse» de
anatomia e
pbysso8s>$j
i«»
SsuíssíiJsas.
Obra
escripta
para
todas
as
edades
e
compreliensões,
■
e
principalmenle
para
as
pessoas
que
não
teisdo conhecimento
das
sciencias
naturaes.
desejam
comludo
encontrar,
na
.contemplação
scienlilica
das numerosas
maravilhas
da.
natureza,
pas
satempo
proveitoso
e
instrucçâo
facil
e
agradavel.
Dois grossos
volumes
com
400
gravuras
entre
o
texto,
e
40
desenhos
em
sepa
rado^
Edição
de
luxo
—60
reis
cada
semana,
incluindo
gravuras
e
estampas
Os
snrs
assignantes
da
província
pagarão-de 10
em
10
folhas,
adiantado,
fa
zendo
a
remessa
só
depois
que
tenham
recebido
a
1.
a
folha,
que
sairá
na
1.’se
mana
do
mez
de
março.
As
pess.oas
que
quizerem
assignar
pódem
dirigir-se
á
Empreza,
em-
Lisboa,
escriptorio
do 1.®
andar
da
Livraria
Franco-Lusitana, rua do
Ouro,
246-2-18,
en
leada
pela
travessa
de Santa
Justa, 95,
e
sempre
que
o
pedirem
lhes
será remet-
lido
o prospecto
specimén.
'
Por
oito
assignaturas
garantidas,
1
grátis.
•
(226o)
ATTiBÇ&Ô
Acha-se
a concurso o
lugar
de
capel-
lão
do
hospital
da
villa
da
Povoa
de Var-
zim,
por
espaço
de
trinta
dias
a
contar
do
dia primeiro
do
corrente
mez
de
fe
vereiro.
Todo o
snr.
revd.0
que
pretender
este
lugar
tem
de
dirigir-se
durante
es
te
praso
de
tempo perante
o
Provedor,
na
secretaria
do
mesmo
Hospital,
on
de
se
acham as
condições
inherenles
ao
mesmo
logar.
Povoa
de
Varzim
1
de
fevereiro
de
1879.
O
vicç-Provedor
(2261)
Caetano
Marques d'Oliveira.
Companhia Geral Bracarense
O
dividendo
do
anno
de 1878,
á
ra
zão
de
1,260
reis
por
acção,
começa
a
pagar-^e
no
dia
10
do
corrente, e
conti
nua
em
lodos
os
dias
não
sanctificados,
desde
as
-
10
horas
da manhã
até
á
uma
da tarde.
Os
snrs. accionistas
residentes
ne
Por
to,
podem
ir
receber
a casa
do snr.
José
M.
Ferreira
Guimarães, rua
do
Almada n.°
89.
Braga
6
de
fevereiro
de
1879.
Os
directores
João Fernandes
Valença
(2262)
Antonio
José
Pereira
Veiga.
BULES
DE
MASCARAS
Acha-se
aberta
a assignalura
para
4
bailes
de
mascaras
no
Tlieatro
de
S.
Geraldo,
nos
dias
16,
23,
24
e 25
do
corrente.
Quem
pretender
algum
cama
rote,
dirija-se
ao
Armador
João
Baptista
Ribeiro,
rua
Nova
n.°
56.
(2259)
Quem
quizer
comprar
um
bom
pré
dio,
composto
de
campos,
devesas
com
muitos
mallos
é
lenhas,
um
grande
pi
nheiral
fechado,
boa
casa
para
senhorios
e
caseiros,
eira'
de
pedra, e
um
excel-
lente
varandão
para
recolhimento
de
fru-
ctos,
e
abundantes
aguas'
para
rega
e
lima
dos
campos de
cultura,
tudo
sito
na
freguezia
de
S.
Thiago
de Priscos,
do
concelho
de
Braga,
dirija-se
ao
dr.
José
Joaquim
Gomes
d
’
Araujo
Alvares,
da
rua
de
Santo
André
da
mesma
cida
de,
que
está
auctorisado
a
tratar
a
dita
venda.
(2258)
Quem
pretender
comprar
uma
quinta,
sita
na
margem
da
estrada
da
Braga
ao
barco
da
Graça,
no
legar
da
Casa-nova,
freguezia
de
Parada
de
Tibães,
dirija-se
ao
snr.
padre
Antonio Coutto,
rua
da
Boa-Vista, n.°
132.
(2257)
tados
têem
sido
surprehendentes,
é
hoje
"o
preferido
por
todos
os médicos tanto
nacionaes como
estrangeiros para
a
cura
da
phtysica
pulmonar, bronchites, catar-
rhos
da bexiga,
tosses
rebeldes,
etc.
Deposito
no
Porto
—
Pharmacia
Orien
tal,
268, rua
de
S.
Lasaro,
272.
Braga
—
Pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos, 31.
(2229)
Fabrica
a vapor de fundição
ferro
e m taes
Traves*»» de S.
—Braga.
N
’
esta
fabrica,
unica na
provincia
do
Minho, fabricã-se toda
a
qualidade de
obra, tanto
de
ferro
como de metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se tem
pou
pado
a
sacrifícios para
poder
elevar
este
melhoramento de
industria
á
altura
de
_ _ _ _ _ _ _
Gran êxito en Paris
VEL0UTINE GEF FAY
a
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
*
INVISIBLE
Y ADHERENTE, dá al oDtis. frescura ytrasparencia.
%
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmacias, Perfiunerias, Beluquerias y
tiendas de qtiinealla.
\x>x>x>x>x>xx
x
*
%
■
g>x>x>x>x>x>x>r<
OLEO
poder
compelir
em
tudo
cora
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto e
outras
loca-
idades,
e
em
parte
o tem conseguido,
pois
que
no
seu estabelecimento se
fazem
obras
de
lodos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’esla
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de carruagens,
moinhos
para
moer tintas,
pés
para
me-
zas
de mármore
oú de
madeira,
bancos
para jardins,
bombas
de qualquer pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões, prendas
para
copia
dores',
fuzos
de
novo
systema
para la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes.e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
-joelhos
para
agtia,
de
todas
as. grossu
ras,
de
guinchos
de pedreiro
de
todos os
tamanhos.
Tambein
concerta
toda^
as
obras
d
’este
genero
principalmente
bom
bas de poços.
Preços
os
do
Porto.
O proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
HOGG
Farmaoia
de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris
(Unico
proprietário').
DX
niGADOS FRESCOS
Dl
BACALAO
de
Prescrrpto por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
: tss‘enfermidades do
peito, afleiçôes escrofu
losas,
tosses
ebronicas, rbeumatísmos,
màgréza
crianças, das issapígemes,
fluxos
brancos,
debilidade gerai, etc.,etç.
Agradavel
'e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha a marca da
Fabrica juntó que encobro
a
capsulo dc cada frasco de feitio triangular, e
a firma
HOGG
e Cia, que
devera achar-se sobre o rotulo.
Deposites
nas
principaes
Pharmacias e em JLisboa, nas
casas.de B
arreto
,
rua do Corei e, 28 e 3© .-A
zevedo
e Filhos,
B
arrál
e
I
rmão
; em
Porto,
nas*casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreika
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador .F
erraz
.
*
HIGIENE
E
SAUDE
DA
BOÇCA
medalha
Elixir
y Polv os
Dentrificos
pariz
d
’
oui
.
o
.
1875
I
—
Preparacion
del
s?r.
—
.
JOH
N - EVANS
NADA
mais
delicado
do
que
estas
especialidades
destinadas
a
conservar
os
|
dentes,
íocca
e
garganta
em
perfeito
estado.
O
nome
do
doutor,
graças á
sua
uni-
1
versai
reputação,
oflerece
uma
segurança
indiscutível.
.
Agua,
frasco gr.
(W)
reis;
frasco
peq.
300.
I
’
óm
,
caixa
gr.
600
<eis;
caixa
peq.
300.
No
Porto,
Ferre-jr»
«4? irmAa,
Banharia.
77
e
79
—Depositários
da
agencia
|
franco-hispano-poitugmza.
•
'
,
•
i
......
'
~
'
♦
Folbinb»
Civil on de Algibeira
Acha
:se
á venda
na
rua
Nova n.°
4:
e
na
rua
do Souto
na
vçstimentaria
Ro
cha
e
em
todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
CODIGO
PENÃL
DA
EGREJA
Empregadas com o
mais
grão successo,
depois
mais de 40 annos
por a maior parte
dos médicos
por curar a chlorosís (fluxo
branco)
doança das mancebas
filhas e to
das
as moléstias cliloróticas.
Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado :
«
Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
B«
(Pilulas
de Biaud) vantagems incontesta-
«
veis
sobre todos os outros
ferreos e eu
«
o miro como o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE,
ex-présidente
da Academia
de
Medicina.
«
De todas as
preparações
ferreas que
«
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento
das affeições chloróticas, as pilu-
«
las
de
iilaud parece-nos devem
estar na
«
primeira fila. » — Diccionario univ. de
Medicina,
t.
n, page 99.
Como
prova
da
authenticidade,
o
nome
do inventor
está
gravado
sobre
cada
piiula
como
aqui
junto
Depositos:
Paris,
9, r.Payenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
28-3
(27.*)
A
irmandade
de Nessa
Senhora
da
Torre,
tem
3ú’
0$000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Antonio
Manoel
Ayres Oli
veira,
rua
dos
Chãos,
aluga
um
de
7
oitavas
muito
bom.
Banco
Commercial
de
Braga em
liquidação
A
Commissão liquidataria
do
Banco
Commercial
dc
Braga,
d
’
acccrdo
com
o
conselho
consultivo
do mesmo
Banco,
rezolveu
dar
as
acções
que
offerece
em
pagamento,
com
os
dividendos
correspon
dentes
ao
2.°
semestre
de
1878,
não
pa
gando
aos
portadores
de
promissórias ju
ros
desde
ó
l.°
de
dezembro
até
á
data
em
que
vierem
liquidar.
| H - S A G ' S® O JBt«J
JL O
DE
B
H
E T O
R j
C A
No campo
de
SanfAnna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso d’esta
disciplina.
N
’
esia
redacção
se
prestam
os
escla
recimentos
que se
pedirem.
U
ii
Constituição
Apostolicse Sedia
do
SS.
Padre Fio IX
Annotada
e commenlada
pelo
presbylera
João
Bebello
Cardoso
de
Menezes.
A’
venda:
N’
esta
redacção.
No
Seminário
Conciliar
de S.
Pedro,
e
nas
casas dos
revd.
mt)S
■
arçyprestes
de
Barcellos,
Arcos, Chaves,
Mont’
Alegre,
Vianna, Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima,
Villa
Verde,
Villa
Real, Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção,
Fafe, Povoa
do
Var
zim.
No
Porto,
em
casa
do snr.
José
Car
los das
Neves,
rua
das Flores.
Em
Villa Pouca
d
’Aguiar,
em
casa
do
revd.
m°
Silvino
de
Souza
Costa
Júnior.
CIRURGIÃO B.ENÍTKSTA
APPROVADO PELA
ESCOLA
MEDÍCO-CIRURGI»
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(2159)
I
—————a
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPUIA LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
