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- conteúdo
-
1UW10HES-D. Miguel ;Sottd-3tayor e Br.
Custodio Velloso.—
DI-REGTOR
—
Antonio. Joaquim de Mesquita Piiueutel.
7MNN0
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes. .
- •
•
s
\
.6
»
• • - -
- •
G&rrespondencias
partic. cana .inha
Aanuncios
cada
linha
........................
Re^etiç
5ff -
.......
1&600
830
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS TERÇÃS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Provincias, 12 mezes.
. .
. .
»
6
»........................
»
sendo
duas assignaturas
Brazil, 12 mezes,
moeda forte. .
Folha
avulso.....................................
2&000
1&050
3&600
3^600
'
10
N.°
896
IE1
o-
A-
THIÇA-FE1A
II
BE
FEVEREIRO DE 4879
simulando a força
no
meio
da
sua
de
bilidade,
parecendo
que
teem
na
mão
e
pèndente
’
do
sceptro
o
seu
futuro
e
o
futuro
da
nação, desperdiçam,
á tripa
forra,
o
que
bem
podiam
poupar
para
se
poder
dispensar- ao
povo
o
sacrifício,
enorme
de
enormíssimas
contribuições,
que
vão
alimentar
qualquer
lista
civil,
.emquanto se
tripudia,
á
custa do
suor
do
povo,
sobre
as
mizerias
cada vez
mais
crescentes
que
caracterisam
a
nossa
épo
ca,
—
apparece
a augusta
Viuva
do
Senhor
Dom
Miguel
I
amenisando
os
sacrifícios
que, para
lhe
acudirem
á
indispensável
subsistência,
lhe
offertavam
os
porlugue
zes,
seus
amigos
leaes,.
que
também es
tão
Subjeitos
ás
pesadíssimas
leis
tribu
tarias
que
apraz
decretar
aos
dominado
res
do
paiz.
A
nobre
rainha
da
virtude
(permitta-
se
esta
merecida
qualificação
expansiva
de
um
coração
entlmsiasia
das
verdadei
ras
grandezas) a
nobre
rainha
da
virtu
de
vem dispensar
esses
’sacrifícios,
agora,
que se
encontra
êm
melhor
situação
de
fortuna,
para
não
aggravar
as
circum-
stancias
económicas
dos
seus
amigos.
Registemos
este
facto
como
um
padrão
de
indeleve!
homenagem
á
grandeza
de
tam
excelsa
dama;
e
levantemos
um
brado de
agradecimento
profundo,
que
testemunhe
á
augusta
Princesa os
senti
mentos
de gratidão
que
povoam
a
alma
de
quantos
sabem
apreciar
o
que
a
pa
lria
lhe
deve,
e
que
só
a
Providencia
póde
recompensar.
c.
v.
A
carta
é
esta:
Conde da
Redinha
«Tendo-me
Deus
na
sua
infinita
mi-
zericordia
deparado
os
meios de
poder
sustentar-me
sem
necessitar dos genero
sos
subsídios,
que
até
agora recebi
dos
meus
amigos
em
Portugal,
julgo
dever
meu fazel-o
saber áquelles
que
reparti
ram
o
seu
pão
comigo.
Peço
ao
Conde
que
lhes
faça
chegar esta noticia,
e
com
A
carta que abaixo'
vamos
transcre
ver,
e
que,
por
absoluta
carência
dé
espaço,
não
-publicamos
ha
mais tempo,
é um
d
’
aqueBes
documentos
que,
por
si
só,
revelam
e
põem
bem
de manifesto
a
nobreza da
mão
que o
traçou,
e
a
ele
vação do
espirito
que
o
dictou.
Quer
ellá
dizer
que
a
su-bsctipção
alimentícia,
que
os
porluguezes
dedicavam
á
familia
real
proscripla,
terminou,
porque,
terminou
lambem,
por
mercê
altíssima
da
Provi
dencia,
a
sua
necessidade.
Quer
ella
si
gnificar
que á
grandeza
da
g ngresidade
com
que
os
porluguezes
leaes
iam todos
os
dias
adoçar
as agruras de
um
viver
tormentoso
e
anuveadõ,
como
é
semprè
o
viver
do
exilio,
correspondeu
since
ramente
a
franqueza
de
uma
declara
‘
ção
leal,
em
que
se
patenlea
a
mudança
pa
ra melhores
condições
na
vida
económi
ca, e
em
que se
substitue
o
eterno
re
conhecimento
e a
gratidão
aífectuosa,
ao
sacrifício
do
subsidio inspirado
pelo
mais
entranhado
amor,
que
póde
caber
cm
peito
portuguez,
ás
cousas da
palria
c
ás
pessoas
que
lhe
pertencem.
Sente-se
uma
certa
ufania quando
se
lê
um
documento
assim.
Portugal,
ainda
que
luclando,
arca
por-arca,
com o
gi
gante
da
revolução
que,
de
minuto
a
minuto,
lhe
suga
a
seiva
cada
vez
mais
minguada
da sua
vida
já enfesada e
ra-
chytica,
Portugal
orgulha-se
ainda
de
possuir, como iris
de
bonança,
almas
elevadas
e
corações
tam
bem
formados,
como
o
da
augusta
Senhora
que
subscre
veu a
carta
que
vamos
copiar.
Este
grande
e
nobilíssimo
caracler, a
quem
a
palria
deve
um beneficio de
incom-
mensuravel
quilate,
vem
ajuntar
mais
um precioso
florão á
sua
corôa
gloriosa
de heroina
porlugueza.
Emquanto
outros
príncipes, cercados
da
sua côrte,
pompeando galas
fictícias,
transitáveis, e
outras
tantas,
ou
mais,
sem
um
professor
de
instrucçâo
primaria.
E
assim
o
resto.
Mas
para
saraug,
e
re
creios
de
todo
genero;
para
encommendas
d
’
alto
preço,
d
’
artefactos
extrangeiros,
como
se
no
paiz
não
houvera
ofliciaes,
e
mestres
hábeis
nos
vários
ramos
da.me-
chanica;
para,
marchas,
e
ccutra-marchas
supérfluas,
porém
muito taras
á
algibei
ra
dos
contribuintes,
c
recebimentos,
e
cumprimentos
realengos,
.
necessariamente
despendiosissimos,
para
tudo,
em
fim,
que
tenda
a
tornar
mais
agradavel
ainda a
vida
dos
senhores
d
’esta
terra
de
livres,
não
se
hesita;
gasta-se,
prodigalisa-se,
es
banja-se,
porque
cá
estão
os servos
da
gleba,
para
habilitarem
o
erário
a man
ter
todas
as
orgias
possíveis
da
liberdade.
Mas
que
faria
o
progressismo,
meu
ex-
cellente
amigo,
se
subisse ao poder?
A
resposta
é.inútil,
porque
elle já
tem
geri-
rido
os
negocios
públicos,
e
os
tem
dei
xado
sempre
em
peiores
circumstancias.
Sorie
do
liberalismo!
Nem
elle
veiti,
nem
se
conserva
se
nhor
d
’
este
pobre
paiz,
senão
para cum
prir
a
missão de
verdtigó
do
povo.
E,
é
força
confessal-o,
tem-na
cumprido
admi
ravelmente.
O
estado
das
finanças,
a
sua
vidade
do
imposto,
a
situação
moral,
e
religiosa
da
nação
provam-no
eloquente
mente.
Comtudo,
«não
ha
mal
que
não
aca
be»,
díz
o
provérbio.
Valha
nos
isso.
Publicou-se
o
segundo numero
do
«Jornal
do
Povo».
Q I.®
era
bom,
este
melhor.
Honra sobremodo
o
empresário,
e
os
collaboradores,
mormente porque
a
publi
cação
do
util
jornal,
a
que
me
retiro,
não
é
uma
d
’essas especulações
sórdidas,
e
interesseiras,
que
precorrem
o
paiz, no
intuito principalmente,
de
desvirtuar,
e
corromper,
e
também
de
colher
uma
maior
ou
menor
somma
de
vinténs,
com
que
os
incautos
compram
a
cicuta, que
lhes
dê
a
morte
do
espirito'.
O
«Jornal
do
Povo»,
porém,
é
um
profícuo
e
energico
álerta
contra
as
seducções
dos^que
ahi.ándam
asvender
gato
por
lebre
ella
a
expressão
do
meu
eterno
reco
nhecimento.
Ficará
para
sempre
gravada
no
meu
coração
e
na
minha
memória
a
lembrança
das
provas
de affeclo,
dedi
cação
e generosidade,
que
de
Portugal
me
deram.
Deus
Nosso
Senhor,
ouvindo
as
minhas
orações, retribuirá
tudo.
Rogo
a
Deus haja o
Conde da
Redinha
em
Sua
Sancta
Guarda.
Bronnbach 6
de
janeiro
de
1879.
D
ona
A
delaide
de
B
ragança
.
-------G
—
Lia&oa,
8 de fevereiro de
185 9.
(
Do
nosso
correspondente).
Ha
escacesa
de noticias,
que
deveras
interessem
aos
vossos
leitores;
mas,
em
com
pensação,
continua
o
eterno dize-tu,
direi-
eu
dos
corrilhos
liberaes. A
regeneração
esbanja,
e
prevarica,
assevera
este;
vós,
senhores
da
Granja,
aspiraes
áo
poder
pa
ra,
á
sombra
da
bandeira
do
progresso,
irdes
esfollando
o
povo,
e
desmoralisan-
do
cada
vez
mais
o
povo,
diz
aquelle;
e,
no
fim
de
tudo,
todos
faliam
a
verdade,
porque
nenhuma
das
(acções
revoluciona
rias
se
interessa
realmente
pelo
bem do
paiz.
Os
actos
demonstram
a.
indubitabilida-
de
do
asserto.
A
situação
tem
desenrolado
o
labaro
do
progresso
maierial,
a
cobêrto
d
’
ellè,
vae
extorquindo
ao
povo as
enormes
som-
mas,
que
lhe
exige
para
applicar
uma
grande
parle
d
’
ellas ás sinecuras, e
largas
gratificações
aos
seus
nepotes.
Os
nichos
formigam;
as ajudas
’
de
custo
são
a
monte;
as
reformas, com
o
manifesto fim
de guindar os
validos
a po
sições
mais
lucrativas,
reproduzem-se
com
escandalosa
frequência;
mas.
embora
o
fisco
peça
ao
povo
annualmente
avultadas
quantias,
para
estradas,
e
para
a
contruc-
ção
publica,
etc.
innumeras
povoações
'do
reino
acham-se
ainda
sem
caminhos
um
ponto
luminoso,,
mas longiquo,
nas
trevas do
teu
viver.
«Porque,
tu,
creança,
vais
trilhar
ca
minho
espinhoso,
ensanguentarás
os
pés
no
pedregulho da
estrada...
Verás
cahir
ramo
a
ramo,
folha
a
folha,
toda
a
fron
dosa
arvore a
que
encontraste
sombra
para
os
ardores
do
sol,
e
abrigo
ás
for
tes
rajadas do
norte...
«Bem
cedo
ainda,
lerás o
luto,
a
or-
phandade
por herança,
e
verás
sumirem-
se
na
voragem
do
tempo
as
luas
aífei-
ções
mais
queridas.
«Assistirás
com
o coração
dilacerado
ás scenas
de
destruição
das
luas
mais
gra
tas
illusões.
«A
sociedade
era
que
vais
viver,
tem
por deus
o.ouro,
por felicidade
e
guia o
materialismo.
O
egoismo
é
a
baze
das
acções d’
uma
grande
parte dos
homeus
no
meio
de
quem
tens
de percorrer
o
curto
trajecto
do
berço
á
campa.
«E',
pois,
medonha
a
tempestade.
«Mas
coragem-tornou-me
sorrindo
a
formosa
visão
—cu
sou
o
teu
anjo
tutelar,
e
não
deixarei
que
naufragues
no
meio
da
tormenta.
«Collocarei
a
teu
lado
um
guia,
um
habil
piloto,
que
te levará
em
ligeira
bar
quinha
atravez
a
tempestade.
«E,
por
mais
horríveis
que
sejam
os
bramidos
da
procella,
o
encapelado
das
ondas,
nada
temas,
que
a
barca
e
segu
ra,
e o
piloto
é
mestre».
Ao
dizer
isto
o
anjo
do
meu
sonho
FOLHETIM
SONHO
»E CàEANÇA
Era
em
maio,
mez
de prefumes
e
aromas, de
flores e cânticos,
quando
a
natureza
sorri
e
traja
galas;
quando tudo
se
reveste,
de
nova
vida
e
sacode
de
si
o
entorpecimento
causado
pelos
gelos
do
inverno, para
saudar
a
primavera,
a
bem
vinda
dos
que pensam, a
namorada
dos
poetas.
.
Eu, feliz e
descuidosa
creança,
brin
cava
cora um rancho de
outras
crianças
tão
alegres,
tão
felizes
como
eu.
Sallava-
mos,
riamos, folgávamos,
e
as
horas
pas
savam,
passavam
sem
que
nós,
bando
d
’
aves,
quasi
saidas
do
ninho, reparásse
mos
no
sol
que
se
escondia
em
horison-
te
de
purpura,
e
nas eslrellas
que
des
pontavam
em
céo
azul.
Então,
semi-morta
de
cansaço,
mas
ale
gre
e
feliz,
eu fui
repousar a
cabecinha
em
regaço
amigo.
O
souino
bem depres
sa
cerrou
as
minhas
pálpebras,
porém
lo
go
uma
agitação convulsa
sacudiu os
meus
membros,
e
eu
vi
junto
de
mim
uma
outra
cieança,
formosa,
como
devem ser
os
anjos
do
céo,
e
coberta
com alvas e
flucluantes
roupagens:
sorria meigamente,
e
dizia
me:
.
«Creança,
os
teus
dias
de
felicidade
acabaram
hoje,
não
mais
volverão,
serão
«E
’
amim—
continuou
—
a
mim
o
padre,
o
apostolo
d
’
uma
religião
verdadeira
e
sua
ve,
que se
faz guerra sem
tréguas,
guer
ra
de
extermínio.
E
é
a
Fé,
a
luz
que
illumina
a
intelligencia;
a
agua
refrigeran
te
que
apaga
a
sêde
do caminheiro esbra-
zeado nos
desertos
da vida:
o
lenitivo
de
dores;
a
esponja
que
enbebe
em
si
as
la
grimas
.dos que
soffrem,
que,
os homens
no
seu
louco
orgulho
querém
apagar da
ace
da terra!
«Insensatos!
«Os
homens
luctarão
e
cansarão,
e
a
Fé
e
o
padre,
qual
rochas
de
granito
cm
meio
das
ondas,
subsistirão
sempre!
«Escuta mais:
Vou
deixar-te;
mas
an
tes,
quero
imprimir
em
teu
coração
in
fantil,
a
força
e
a
coragem
por
meio da
Fé, para as
dofes
que
te
estão
reservadas.
Sê
fórte;
e
quando
o
desanimo
se
apo
derar
de
luas
forças,
ou
o
coração
vaci
lar,
procura
no
conselho
do
padre,
inter
prete
de
Deus,
a
força
para
não
succum
bir».
Acordei:
não
a
creança
descuidada
e
folgasã
da
vespera;
mas
a mulher
que
es
pera,
com
resignação
chrislã,
,a
realisação
do
sonho
de
creança.
Braga,
6
de
fevereiro de 1879.
Maria
dos
Anjos.
desappareceu
ê
vi
em
seu
logar
um sym-
pàthico
e
venerando
velho,
coberto
com
as
respeitáveis
vestes
do
padre
catholico.
Na
sua
fronte
calma
e
serena
—
reflexo
da
consciência
do justo
—liam-se a
inlelligen-
cia
e
o
conselho,
alijados
com
a mais prq
nunciada
bondade;
e
sobre o
peito,
bri-
hava-lhe
uma
cruz,
de
que
pendia a
ima-
jem
de Chrislo.
•
Vem,
—
me
disse
elle,
convidando-me
a
entrar
n
’uma
linda
barca,
na
popa
da
qual
se
lia
ein
lettras
côr
de
esmeralda
a
palavra—
Fé
—
Entramos: e
percorremos
um
mar
coa-
hado
de
outros
barcos,
em
que se
viam
em
lettras escriplas
com
sangue
as
pala
vras
_
Ambição
—
Orgulho
—
Cynismo
—
Guerra
a
Deus
—
e
outras
que
não
pude
ler,
porque
a
nossa
barquinha
passara
ligeira
por
entre
elles,
com
as
brancas
velas
soltas
ao
vento.
De
lodos
áquelles
barcos
negros,
hor
ríveis,
medonhos
como
grutas
infernaes,
saiam
gargalhadas
sinistras,
zombarias
e
ameaças
de
que
piloto
e
barca
eram
o
alvo.
,
„
Eu
tremia,
linha medo
d
aquella
tem
pestade
humana;
mas
o
meu
guia,
tran-
quillo
e
sereno, dizia-me:
«Nada temas,
a
furia
dos homens
nada
pode
contra
Deus.
Elle
nos conduzirá
vicloriosos
atra
vez das tempestades humanas
por
mais
infrenes
que
rujam,
se
caminharmos
sem
pre
na
barca
Salvadora
da
—
Fé
—
e
tiver
mos
por
bússola
a
—
Esperança.
ao
povo,
produzindo
estragos
já
mui
sen
síveis
entre
as
diversas
camadas
sociaes.
Bem
haja,
pois,
o
illjistre
e.
erudito
campeão da
causa
da
moral
publica,.e
es
trénuo
defensor
da
religião
dos
portugue
zes, dando a
beber
ao
povo
as-
mais
saú-
daveis
ideias,
semeando
largamente
os
prin
cípios
orlhodoxos
por
entre ?s'
difTereh-,
tes
classes
sequiosas
de
boas doutrinas,
e
de bons
exemplos.
Conheço,
sinto,
ê
admiro
a
nobre
per
tinácia,
com
que'
o emprezario
do
«Jor
na!
do
Povo»,
permanece
na
resolução
de
ir
ávante
na
estrada,
que
encetou,
em
bora
os
seus
esforços
não.
colham
o
re
sultado,
que
elle,
eu,
e
todos
os calho
licos
anhelam.
•
Oxalá,
porém,
que
lodos
os
amigos
da
regeneração
moral
do
paiz
se
conven
çam
da
instante
necessidade
de
oppor
aos
jornaes
impios
as
boas
doutrinas,
porque
enião
a
imprensa
da
índole
do
jornal,
a
que alludo,
poderá
viver, e
preslar
ao
po
vo
um
optimo
serviço.
Quarta
e
quinta-feira,
o
foguetorio
em
Belem
annunciava
que
Pedro
Franco
fôra
posto
fôra
da
câmara.
Foi
mais
uma bai
xeza
dos
partidários da
situação.
Dizem-
me
que
os
hymnos
foram
executados
por
músicos
do
*4
de
cavallaria,
vestidos
á
paizana.
E
’
uma
vileza
dar
em
homem'morto.
Comtudo, não
pensei
que
prevalecesse
a
justiça;
não,
decerto.
Se
Pedro Franco
não
expressava
o
verdadeiro
voto
do
mu
nicípio,
muito
menos
o
exprime
o
Fus-
chini.
Houve
abusos
na
eleição
de
ambos;
mas
muitos
mais na
do
candidato gover
namental;
atlenta
a
superioridade
de
re
cursos
indecentes
de
que
lançou
mão
o
ministerialismo,
segundo
a
voz
pública.
O
em."'
8
Cardeal-
Prelado
de
Lisboa,
continua
mal;
até
se
falia
já
de
se
lhe
dar
um coadjutor.
E
’
pena,
porque
s.
ern.ma
tem
decidido interesse
pela
causa
do
calhólicismo,
e
é
um
zeloso
defensor
dos
direitos
do
Papado.
A
ultima
pasto
ra!
mostra
até
que
ponto
sobe
a
dedica
ção
do illustre
Patriarcba
lisbonense
a
favor
de
Leão
XIII,
e
por
consequência
da
Egreja.
O
governo
tem
tomado
certas
provi
dencias.
que
fazem
çrer
que
receia
pela
ordem
publica;
pois
os
corpos
teem
esta
do
de
prevenção,
dizem-me.
Realisou-se
a eleição
do
centro
repu
blicano.
Um
dos
presidentes
escolhidos
foi
Latino
Coelho,
antigo
ministro
da
mo-
narchia
liberal,
e
tenente-coronel
de
en
genheiros.
Qual
será
de
mais
estranheza:
a
to
lerância
do
governo,
ou
o
facto
de
um
funccionarjo
dç
monarchia
constitucional,
e
ex-ministro
da
dynastia,
e
oílieial
do
exercito
acceitar
um
cargo eminente
do
campo
republicano?
Gomes
d’Abreu foi
expulso
d.a
Univer
sidade,
porque
não
quiz
prestar
juramento
á dynastia
intrusa;
mas
Latino
Coelho
presiou-lh
’
o, e
tem' praça
agora
nos
ar-
raiaes
da
republica,
isto
é
n
’um
campo,
cuja
bandeira
não
poderá
prevalecer,
sem
que
Seja
rasgada
a
que
o
alltidido
emi
nente
escriplor
jurou,
e ofliciaimente
serve!
Percebeis
até
.onde
se
eleva
a
lógica,
e
o
espirito
de
rectidão
do
nosso
libera
lismo.
Quinta-feira
houve
a
bênção
da
nova
bandeira
de infanleria
1
Mais um
jura
mento
irrito,
a
que
o
governo
levou
a
pobre
soldadesca
1
Ella
não
tem-,
de certo,
o
dever, como
sabeis,
de
guardal-o.
O
ilhcito
não
se
defende
licitamente;
o
ju
ramento,
sobre
matéria
opposta
ao
di
reito,
não
póde agradar
a
Deus,
e
não
affecta
a
consciência,
se
o
não
cumpri
rem;
mais
ainda,
não
póde
ser
observado-
sem
peccado,
mais
ou
menos
grave.
Todavia,
a liberdade,
manda,
como
o
turco,
aos
pobres
soldados,
que jurem,
e
elles
juram,
a
maior parte
sem
consciên
cia
do
que
fazem..
E
assim
irá
tudo
até
que
Deus
faça
a
vontade
á
maioria
do
povo,
e
ao.
Vosso
correspondente
A.
9ECLAHAÇ1.O
Do
snr.
Presidente
.da
camara
rece
bemos
a
seguinte carta:
Snr.
redactor.
Para
os
fins
convenientes
peço
a
v.
o
favor
de
publicar
em
seu
acreditado
jornal
a
declaração
junta,
pelo
que
lhe
fi
ca
muito
obrigado
o
De
v.
etc.
Braga
4
de
fevereiro
de
1879.
Joaquim
José
Malheiro da
Silva.
Na
qualidade
de
Presidente
da
camara
municipal,
por
homenagem
á
verdade
e
esclarecimento
do
publico,
declaro
que a
collocação
do
tirinatorio
na Arcada
da
La
pa,
foi
resolvido
pela
camara.
Braga
4
de
fevereiro
de
1879.
O Presidente
da
camara
Joaquim.
José
Malheiro
da
Silva.
EXPEDIENTE
Recommendamos aos nossos
assigiiantes e correspondentes
que
de hoje em
diante tudo
quanto
diz
respeito á
adminis
tração
d’
esta folha, deve ser
dirigido
ao
Director Antonio
Joaquim
de Mesquita
Pimenteí,
rua Nova
n.° 4, o que esperamos
será
tomado
em
toda a
consi
deração
no interesse dos mes
mos
snrs.
assignantes e corres
pondentes,
e
no
da empreza
d
’este
jornal.
jkúsm
.:-.
-.«»-■«»
■>.
wri-waii*
ímw
,
w
t
i
f
mh
i
t
-
w
S
b
fí a
y &
®
& â 1
Is -M M
religiosa.
-Quinta
feira,
13:
—
Exposição
do Santíssimo
na egreja
da
Misericórdia.
.
TrabatEios na domingo.—-Tem
vijidò
a
esta
redacção alguns
cavalheiros
d
’esta ci
ladc,
lembrar-nos
a conveniência
que ha
em
nos
occupar
nos
do
facto
que
corre
ha
dias
com
muita
insistên
cia
de
que a
exc.
‘
ni
camara
municipal
permittira
que andassem,
nos
dias
santi
ficados,
pela
cidade carros
transportes
com
flagrante
violação
das
posturas e,
o que
é
bem
niáis,
do
terceiro
preceito
do
Decálogo.
Rimo-nos
a
principio
do-.que nos
disse
a
este
respeito
o
primeiro cavalheiro que
veio
a
este,
escriptorio.
porque
conhecia-
mos
bem
os
membros
do
illustre
senado
braçarénse, a
começar
pelo seu-
digno
presidente
o
exc.
m” snr.
dr.
Malheiro,
honra
da
classe
medica
e
de
cujas
cren
ças
calholicas
ninguém
póde
duvidar.
O
riso
porém
foi-se-nos
convertendo
em
verdadeira
snrp-reza
em face
do
que
ou
tras
pessoas
nos
contaram;
e, embora
nós
não
possamos
deixar
de
suspender
o
nosso
juizo,
emquanto
não
virmos
os
factos
com
os
proprios
olhos,
também
não
podemos
deixar,
em
virtude
dos
nossos
direitos
e deveres
de
catholico
e
da.
indole-dq
programma
do
nosso
jornal,
ficar
mudos
a
este
respeito.
Chamaram
a
.nossa
altenção
para
esie
poncto
e
nós hemos de cumprir o
nosso
dever;
e,
fazendo-o,
começamos
por
cha
mar
a
altenção da
exc.
1”
4
camara
mu
nicipal,
antes
talvez
para
que
vele
pela
manutenção
do
seu
credito
e
da
sua
honra
e
pela
integridade
dos
direitos
da
maioria
dos
munícipes.
No
nosso
humilde
modo
de
vér,
a
violação
do domingo,
que
se faz já
por
meio
do
trabalho,
e já
consumindo
esse
dia
privilegiado,
na torpeza,
na devassidão e
em
toda
a
casta
de
crimes,
é o
grande
mal
moderno
do
indivíduo,
da
religião
e
da
sociedade.
E
porisso entendemos
que
toda
e
qualquer
medida
adoptada para
o
atle-
nuar
é
um
grande
triumpho
do
bem
sobre
o
mal,
da
mesma
fórmã que
o
mais leve passo
dado
para
auctorisar ou
tolerar
a
infracção
d
’
a.quelle
preceito
di
vino,
é
sobre
um
crime
de
lesa-magestá-
de
divina,
nm altentado
enorme
ás
cren
ças
dos
catholicos
e
um delicio de
lesa-
sociedade,
de funestissimas
consequên
cias.
Tomamos
a
liberdade,
portanto,
de
aproveitar
esta
oecasião
para
lembrar
respeitosamente
á
exc.
,na
camara, não
a
conveniência,,
mas
a
urgente
necessidade
que
tem de colher
as
velas
a
este
res
peito
começando
por
extirpar
com
fir
meza,
embora
alliada
á
energia,
muitos
abusos
a
qnè
a
repetição
contínua
pra
ticada
á
soinbra
da
negligencia
e
d
’
uma
tolerância
mal
intendida,
parece
querer
dar
o
foro
d’
usos
legítimos
e
de
direitos
incontestáveis.
E
parece-n
-os
qne
não
é
inopportuna
a
nossa
respeitosa
observação,
mórmente
attendendo a
que se
está
confeccionando,
segundo
nos
dizem,
um
novo
codigo de
posturas,
onde
podem
estabelecer-se
acer
tadas
disposições
n
’
este
sentido.
Em tudo
que
levamos
dicto não
vae
envolvida
a
minima
intenção
de censura
á
illustre
corporação,
mas
tão
sómente
o
cumprimento do
nosso
dever
de
mem
bro
da
imprensa
catholica,
bem
como
o
vehemente
e
sincero
desejo
que
abriga
mos
de
podermos
sempre
alliar,
dentro
dos
limites
da
nossa
eonsciemcia,
o
cum
primento
d
’esse
mesmo
dever, com b
res
peito,
e
consideração
que
nos
merece
o
município
.
d
’esta
cidade.
MÍividendo.
—
A
Companhia-
Geral
Bracarense, começou
hontem
a
pagar
o
dividendo
de
o
p.
c.,
ou
1$250
reis
por
acção.
Raníio Mereranti!.—
Ficou
a
sub
stituir
o
snr.
José
Antonio
Rebello
da
Silva,
na
gerência
do
Banco
Mercantil,
o snr.
José
Antonio-
d’
Oliveira
da
Costa
Gonçalves.
—
Falleceu
no
dia
7
a
exc.ma
snr.
a
D. Carlota
Francisca
de
Mofaes
Cardoso,
irmã
do
em.®0 snr.
cardeal
pa-
triarcha
de
Usboa.
—
Falleceu
subitamente,
no
Funchal,
o
revd."19
snr.
conego
João
Frederico
Nunes*
decano
do
capitulo
da
calhedral
daquella
.cidade.
aZeformas
d
’estaêsxV»$-
—
A
com-
missão
qne
tem
de proceder
á
reforma
dos
estatutos
do
Banco
Mercantil,
d
’esta
cidade,
é
composta
dos
snrs.
Fernando
Castiço, Madureirã,
Braga,
Pereira
Ma
chado
e
R.
de
Macedo.
-
Sussa SesiBaoj-t» de
bs
Síêlette.
—
Alguns
catholicos
estremeceram
e
com
alguma
razão,
ao
lerem
ha
dias,
no
«Pri
meiro
de Janeiro», que
pertence
á
.
sinis
tra e
néfasta
phalange
de
imprensa
revo
lucionaria,
uma
noticia
em
que se
dizia
que'
Leão.
XIII
condemnára
lodo
o
culto
tributado
a
Nossa
Senhora
de
la
Salteie
e
declarára
impostura
e
falsidade
a
his
toria
de
todo
elle.
Dissemos
que
alguns
catholicos
estre
meceram, porque
a
ninguém diudem
já
os
carapetôes
todos
os dias
forjados
com
o
mais
revoltante
'
cynismo e
com
a
mais
torpe
má
fé
pelos
orgãos
endiabrados
da
imprensa
libertina.
Alguns,
dissemos,
porque
se
o
«Pri
meiro
de
Janeiro»
se
hão
agarrasse
ao
qne
levianamente
deixou
correr
o
«Men
sageiro
de
Tolosa»,
que
qualifica
de
or-
gão
clerical,
ninguém
lhe
daria
importân
cia,
a
não
ser
para
varrer
de
sua
casa
um
papel que
hypocrila
e
dissimuladamente,
e
sem
rebuço,-
aigumas
vezes,
não
perde
oc-
casião
de
disseminar
diariamente
no
seio
da
sociedade
as
mais
delelerias doutrinas
e
as
mais
exlravangantés
ideias.
Temos
presente
o
«Primeiro
de
Ja
neiro»
d.e 7
do
corrente,
e por
elle
ve
mos
que
volta
á carga
sobre
a
mesma
asneira.
Tão
contente se mostra
e
tanto
gosti-
nho
lhe
achou
que
préga.
com
ella em
artigo
de
fundo.
Será
n
’
esse
mesmo logar que conver
saremos, collega.
Agor
a
falta-nos
espaço
para mais.
Entretanto
não
podemos
deixar
de
transcrever
do nosso
collega
a
«Palavra»
o
seguinte:
O
«Mensageiro
de Tolosa»
(França)
lançou
a
galga
de
que
havia
sido
prohi-
bido
pelo Santo
Padre
o
culto
de
Nossa
Senhora,
debaixo
da
invocação de
la
Sal-
lelle.
Como
alguns
jornaes portuguezes
ti
veram
o
cuidado
de reproduzir
essa
fa
bula,
e
saibamos
(segundo
o
seu
louvá
vel-
costume)
que
a
não
rectiticam,
va
mos
nós
fazel-o.
Temos
á
vista
o
«Univers»
de
3
d
’
es-
tc
mez,
onde
se
lê o seguinte:
uGrenoble-,
de
fevereiro
de 1879.
Um
«decreto
de
Leão
XIII,
com -data
de
19
«de
janeiro
incita
a devoção
de
Nossa
Se-
«nbora
de
la
Salette.
«O
Santo
Padre
concede
o
titulo
de
«basílica
menor
á egreja
do respeclivo
«sanctuario,
e
a
coroação
solemne
da
ima-
«gem,
approvada
pela
Congregação
dos
Ritos.
«O
«Mensageiro
de
Tolosa»
enganon-
«se
portanto,
e
Melania
poderá
pedir-lhe
«contas
do
que ousou
escrever-
Amand
José,
bispo
de
Grénoble».
Vê-se
pois
que
o
pobre
jornal
se
en
ganou,
tomou
tudo
ao
invezl...
E
’
sempre
assim.
De
sorte
que
o
culto
de
Nossa
Senho
ra
de
la
Salette, longe
de
ser
condemnà-
do
e
banido,
antes
foi
approvado
e
au-
gmentado
com
diífefentes
graças.
Fanecimeaito. —
Depois dos
officios
fúnebres
que
no
sabbado
tiveram
logar
nos
Terceiros,
foi
sepultada
no
cemité
rio
publico
a
snr.
a
D.
Custodia
Maria
da
Conceição,
cunhada
do snr. Antonio
Germano
Ferreirmlia.
«utro
—
Falleceu
ante-hontem
o
snr.
José Joaquim
Penha
Fortuna,
pae
dos
snrs.
drs. Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna
e
João
Penha.
Era
um
anceão
respeitável
e
bem.
quisto.
Cumprimentamos
a
família
annojada.
Mais
vale
tiirite, que
nune».
—
Na
ultima
recita
que
na
semana
pas-
sada
deu
a
companhia
dramatica
que
esti
entre
nós,
tomou
parte,
e
a principal,
um notável ■ artista
d’
esta
cidade,
o
habil
pintor
o
snr.
Carvalho.
Decerto
se
lembram
os leitores de
Mr.
Gauthier,
uma
raridade,
segundo
di-
ziam
os
reclamos, que
no
curto
espaço
de
cinco
minutos
pintava
um
quadro.
Pois
M.
Gauthier
ficou
desbancado,
no
mencionado
especlaculo. O
snr.
Carvalho
pintou alli lambem
um
quadro,
e
nã*o só
venceu aquelle
na
brevidade
do
tempo
em
que
o
executou,
mas
ainda
na
per
feição, segundo
aíTirmam
os
peritos
na
especialidade.
O
snr.
Carvalho
teve
uma
estrondosa
e
merecida
ovação.
Grande
in?en<Iío.
—
Refere
uma
carta
de
IIong-Kong,
em 27,
que
houve
ifaquella
cidade
um
incêndio horroroso
que
destruiu
mais
de
6)0
cazas.
<9
IitbeirtsMlor
das
Alitaas
d»
—
Recebemos o
n.° 2
do
3.°
anno
d
’
esta
piedosa
revista das boas
obras
da
Egreja
militante
e
dos
meios
de
allivar
a
Egreja
paciente.
Muito
a
rècommmdamos
aos
nossos
lei-
tores.-
Uespaehos.—
Effectuaram-se
por
de-
decretos
de
6
do
corrente, os
seguintes
despachos
ecclesiaslicos:
-
L
O
presbytero
Gaspar
Victor
de
Sousa
e Castro,
parocho
collado
na egreja
de
S
Thiago
de
Sabariz,
na
diocese
pri
maz
de Braga
—
apresentado
na
egreja
parochial de
Santa
Maria
das
Duas
Egre-1
jas,
no
concelho
de
Villa
Verde,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Wenceslau
Gabriel
Dias
Gallas da
Costa,
parocho collado
na
egreja
de Santa
Marinha
de
Amares,
na
dio-
‘
cese
primaz
de
Braga
—apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
Magda-
lena
de Freixial, no
concelho
de
Villa
Flor,
da
mesma diocese.
O
presbytero
José
Joaquim
de Sousa
Júnior,
provido
na serventia
vitalícia da
thesouraria
parochial da
egreja
de
S.
Bar-
tholomeu,
de
Xabregas,
de
Lisboa.
Declarado
sem
effeito,
a
requerimen
to do
interessado,
o
decreto
de
7
de
agosto
de
1876, pelo qual
foi
apresen
tado na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Avidagos,
na
diocese
primaz
de
Bra
ga,
o presbytero
José
Joaquim
Gomes
Correia,
parocho
collado
na
egreja
do
Divino
Espirito
Santo
de
Bemlhevae,
da
mesma
diocese
Comaiuaistás.
—
São
2:165
os
com-
munistas a
quem
o
governo
republico
francez
manda
buscar ao
exilio
para
que
não
fiquem sem
repetição,
e
correcta
e
augmenlada,
as
scenas horríveis
de
Pa
ris.
Cliva
do
ebolera
morbua.—O
snr.
Batler,
cirurgião
residente
na
índia
Britanoica,
assegura, segundo o
periodico
«The
Lancei»,
que obteve
a
cura
do
cholera
morbus,
na
proporção
de
70
a
75
por
cento,
meliante
o
acido
voracico
puro, administrado
ás
dóses
de
dez
gram-
mas
de
duas
em
duas
horas,
combinado
com
o
carbonato
de
soda.
Xíií»
e-Benpatss os mortoi.
—
No
Porto,
o capelíào
director
do
cemilerio
do Prado
do
Repouso,
participou
á
ca
mara
municipal
que
na noite
de
sabbado
para
domingo,
da
semana
passada,
appa-
recera
arombado
um
mausoléu
pertencente
ao
snr;
Francisco
Gomes Ferreira,
tendo
os
ladrões
roubado
d
’um
caixão
de
chum
bo,
onde
eslava
depositado
o
cadaver da
esposa do
snr.
Ferreira,
objectos
de
ouro
e
brilhantes,
que
o cadaver
tinha
levado
quando
alli
o
depositaram.
O
snr.
presidente
disse
que
infeliz
mente
se
havia
dado
aquelle
caso,
e
que
logo
qne teve
conhecimento
d
’
elíe
se
di
rigiu
ao
snr,
cómmissario
de
policia,
que
man
lou
prender
o
coveiro
e
um seu
fi
lho,
por
suspeitos,
pois
que
dentro
do
mausoléu
apparecera
um
ferro
que
lhes
pertencia.
Disse
também
que
a
policia
tem
con
tinuado
nas
suas diligencias,
e
é
muito
provável
qne
venha
a
descobrir
os
au-
ctores
do
alternado.
aiísws
genea-aes fuziiadog,—
Dous
generaes
da
republica
de
S.
Domingos,
quê
se
tinham refugiado
a
bordo
d'tim
navio
hespanhol,
foram
tirados
á
força,
apesar
dos
protestos
do
capitão, eernse-,
guida
fuzilados.
Dizem
que
o
governo hespanhol obra-
rá
com energia
para
vingar
a
injuria
que
a
bandeira
hespanhola
recebeu
-da Repu
blica de S Domingos.
Irmãos
d» S.
doião «le !)eu».—
O
provincial
austríaco
dos
Irmãos
de
S.
João
de
Deus
publicou
a
.estatística das
pessoas
que nas casas austríacas
da
ordem,
receberam
tratamentos
gratuitos.
Resulta
que
114,771
pessoas,
das
quaes
490
Is
raelitas,
no
anno
do 1878,
foram
tratadas
pelos
irmãos.
Ha
portanto
4,600
judeus que acha
ram
bom
o
tratarem-se
por
estas
congre
gações,
tãQ.
desacreditadas
em
suas
folhas.
Grisniíe
ssa-vos-».—Na Califórnia
ar
rancou-se
uma
arvore
que.
passava
por
ser
o
patriarcha
dos
bosques
d
’
este
paiz.
Conheciam-na
pelo nome
de
«VelhoMoy-
zes».
Só
se
póle
calcular
a
sua
idade pe
lo
numero
de
círculos
concêntricos
do
tronco,
ella
devia
ser
da
edadede
quatro
mil
oitocentos
e
quarenta
annos.
_
Sumu
euíqeie.
—
Tivemos
conheci
mento
d
’algumas
occorrencias
dignas de
censura,
que
ullimamente,
por
occasião
d
’
ura
passeio,
se
deram
entre
collegiaes
d’um
es-‘
labelecimento
d
’
esta
cidade
e
os
caseiros
d
’
uma
quinta
sita
detraz
.
do
cemiterio
publico,
e
propriedade
dó
exc.mo snr.
Antonio
Joaquim
d
’
Oliveira Brandão.
Alguém,
não
sabemos
se
por
simples
equivoco
e
precipitação,
quiz
attrrbuir
esses
factos
aos alumnos
do
collegio
do
Espirito
Santo:
sabemos
poróm
do
modo
mais
cathegorico
e
positivo,
que
tal
im
putação
é
completamente errónea
e
que
essas
occorrencias
des igradaveis
não
tem
nada
que
ver
com o
collegio
do
Es
pirito
Santo.
De ninguém
recebemos
inspiração
para
aflirmarmos
o
que
dizemos,
mas
simples
mente
o
nosso
espirito
de
justiça-
nos
não
consente
’
ficar
silenciosos
em
face
d
’
assérçóes
absolutamente
falsas
;que
com
intenção
menos
recta
alguém
tenta
propa
lar
com respeito
a
um
collegio
que
até
hoje
não
tem
uma
macula
que
deslustre
seu
credito
merecido
e
inexcedivel.
Motícãas-
de
Hoaia,
—
Na
solemni-
dade
da
Epiphania,
a quinta
peregrinação
italiana
tinha
a
honra
e
a
consolação
de
ser recebida
em
audiência
solemne
por
S.
Santidade
Leão
XIII.
Pela
manhã,
ás
8
horas,
os
peregri
nos
se
reuniram
na
Basílica
Valicana,
onde,
celebradas
com
muita
devoção as
funeções
religiosas,
que haviam sido
de
terminadas,
foi
imposta
a
cada
um
a
cruz
própria
das peregrinações italianas.
8.
em.
a
o cardeal
Borromeu,
Arcypreste
da
Basílica,
celebrou
a
missa
no
altar
da
cadeira
de
S.
Pedro
e
a todos
os
peregrinos
distribuiu
o Pão
Eucharis
tico.
—
No
dia
8
Sua
Santidade
concedeu
a
honra
da
audiência
privada
a muitas
famílias
illustres
da
aristocracia romana
e
estrangeira,
e
nas
varias
antecamaras
admiltiu
á
mesma honra muitos
e distin-
clos
ecclesiasticos
e
seculares.
No
mesmo
dia
leve
a
honra
de
ser
recebida
por
S.
Santidade,
em
audiência
privada
uma
deputação
de
Lticca,
com
posta
do marquez
Botlini,
membro do
conselho
superior
da
juventude catholica,
presidente
do Circulo
Volto
Santo
e
vi-
ce-presidente
da
junta
provincial
loscana
nos
congressos
cathoiicos;
do conde Ber-
nardini,
official pontifício,
presidente
da
Pia
União
de
operários
e
negociantes
ca-
Uiulicos
e
do
Cav.
Bersotli,
zuavo
pontifí
cio,
membro
do
conselho
superior da
juventude
catholica,
secretario
da
junta
provincial
nos
congressos
cathoiicos
e di-
rector
do
Fedele.
Sua
Santidade
se deteve
a fallar
da
cidade
de
Lucca,
tão
religiosa
e
dedicada
á
Santa
Sé,
e
com
effrvsão
de
coração
abençoou
o
optimo
arcebispo
d
’
aquella
diocese
e
todas
as
associações
e
obras
ca-
tholicas,
de
que
se
occupam
os
acima
nomeados.
ISeiiezn»
tísm
seitas
protestan
tes.—
O
«Correio
franco
americano», de
Nova-York,
conta
que,
no
dia de
Na
tal,
os pastores
baptislas
de Point-Plea
sant,
proximo
de
Lambertville,
applicaram
a
cincoenta
condemnados,
-perdão,
que-
remos
dizer
catechumenos,
a
operação
do baptismo
effeclivo
que
constitoe a
particularidade
original
da
sua seita
pro
lestante.
Por
uma
belia
temperatura
de
2
graus
Falir,
abaixo
de
zero,
os
pa
cientas
foram
mergulhados
nas aguas
do
Delaware,
especialmènte
encarregadas
para
Cate
hm
de
representarem
o
Jordão.
Dizer
que
houve
arrepios,
ranger
de
dentes
e
um
frio
de
rachar,
é
cousa
inútil.
Um
profano,
que
estava
presente, af
firma
que
os
pobres
convertidos
deba
tiam-se
n
’agua
como
fariam,
diabos n’
uma
pia
d
’
agúa
benta,
e
que
•
trinta
e
cinco
dos
cincoenta baptisados
estão
actual-
mente
de
cama?
com
umas
excedentes
pneumonias
que
.
promettem
leval-os
de
esta
vida?
Eis-aqui
está
uma
Seita
que
parece
timbrar
na
maneira
de
dar
cabo
dos
seus
adeptos!
E
são estes
os
que
mofam
das
pra
ticas
do
culto
catholico!
...
Frio
e asas»is
fri®.—
O
frio
têm-se
feito
sentir
na
Europa
meridional
com
uma
intensidade
excepcional.
Em
Craco-
via,
o
thermometro
tem
marcado
23
graus
abaixo
de
zero;
em
Hermanstadl,
na
Transylvania,
23.
Em
França
o
thermo
metro'
tem
baixado
6
graus
abaixo
de
zero.
Em
todo
este
paiz
e
especialmente
no
Este
e
Centro
tem
cabido fortes ne
vadas.
Nas
cidades,
a
circulação
das
car
ruagens
tornou-se
difficil
e-
por
vezes
impossível.
■
ALppelI®
á
caridads publica.—■
José
Alves
de Araújo, morador
na
rua
de
S.
Marcos,
n.°
10, tendo-lhe
sido
penhorados
pelo
escrivão da fazenda-,
An
tonio
da
Costa
Moraes,
lodos
os
moveis
que
possuia, inclusive 5
arraieis
de car
ne
de
porco
que
tinha
para
adubar
o
magro
caldo,
que
come
diariamente
com
sua mulher e
•filhos;
e
como
não
possa
trabalhar
em
consequência
de.
lhe
ter
sido
penhorada
também
uma
machina
de
-cos
tura,
vem
por
este
motivo implorar
da
caridade
publica uma
esmola,
para remir
na fazenda
o
que
deve.
José Alves
de
Araújo.
VARIEDADES
Porto » Bragn ©ísa namoro
II
Carla
de
Braga
ao Porto.
Ha
tempos,
Porto
querido,
Recebi
a
carta
tua:
Como
não
quero
marido
Rasguei-a,,
botei-a
á
rua,
Foi
tudo
tempo
perdido.
Riu-se
d
’esta
pastucada
O
meu
vizinho
da esquina
Só a
policia
damnada
Veio
multar
a
menina
—
Não
quer
no chão papelada.
Ficarei
sempre
solteira,
Nem
quero
ler
mau
estado
Que o-cobre
da
algibeira
Está
de
todo esgotado
Pela
bicha fazendeira.
Tens
ahi
noiva defronte
D
’
aquellas
de
fina
laia,
Só
tens
que
passar
a
ponte,
Eis
Villa
'Nova
de
Gaia,
Que
te remira
do monte.
Lá tens
casa
reformada
Ou
futrica
protestante
Onde
a
Biblia
Sagrada
Tão
utiJ
e
tão
prestante
E’
por
ella
de turpada.
Tu
consentes
em
teu
seio
Essa sucia
lutherana?
Procura,
querido,
um
meio
De
dar
cora ella
em
Pantana:
Dá-lhe
sóva
sem
receio.
Manda
caçar
cotovias
Aos
da
«Reforma»
intrujões
Ou
antes,
melhor
fazias,
Pescar
no mar
camarões
Ou
lá
no
Douro
as enguias.
Por
aqui
nada
de
novo,
Tudo
com
as
maravilhas.
-Soffre.tributos o
povo,
Gemera
meus
filhos
e
filhas
Com a
falta
de
miôio.
Falia-se
aqui
de
mudança
P
’
ra
republica,
vê
lá.
Se
te
meles
n’
esta
dança
Se
que
eo
te
ajude
de
cá,
—
Não
le
faças
de
creança.
Que
sem
mim vaes á
bolina,
Não
dás
passo
na
farçada,
Repara,
que
eu sou
menina,
Sempre
na
guerra
esforçada,
Que
dou
pancada
mofina.
Teuhp
cá
certo
mostarda
Que
me
chegou
ao
nariz,
Se fosse.filha
bastarda
Escapava
por
um
triz
A
’
republica
fajarda;
Mas sou de
paes
conhecidos,
Tenho
sangue
plebeu,
Não quero
reis
divertidos
De sangue
mouro ou judeu
Quero
os
direitos queridos.
Cada
qual
governe
a
casa
E
a
si
mesrao,
está
dito,
A
monarchia
está
d
’
aza
Ferida,
qual
periquito;
E’
muro
que
já
se
arraza.
Vão
os
tempos
apertados
■
E
não se pode,
hoje
em
dia
Manter
canarios
c’
roados
Cantando
com
reinadia
Nos
seus
viveiros
doirados.
E
não
ha
nada
mais
bello
Do
que
viver
cada
qual
Como
quizer,
sem
que
pello
Dê á fazenda
real,
Que
nos
faz
tão
mau
cabello.
Adeus,
amante
querido
De
muitos
annos passados,
.
Que tanto
tens
'retorcido-
As
cordas
dos
enforcados
Que
em
lodo
o
reino
has
.
vendido.
Adeus, escreve
de
lá,
Manda
trovas,
trovador,
Que
gosto
muito
de cá
,
Ouvir-te,
querido amor,
Fá,
dó,
mi,
ré,
dó,
si,
lá
!
BRAGA.
Resumo do activo e passivo, do
.
Banco Commercial,
Agrícola e
Industrial de Villa Real, em
31
de
janeiro de
1879.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
21:4923313
Letras
descontadas
e a
rece
ber
................................
.
636:3613933
Letras
caucionadas
com
hy-
potheca
sobre
bens
de raiz
57:6223000
Leiras
em
liquidação.
. .
6:6083472
Leiras
protestadas
.
.'
.
3:1763810
Titulos
e
obrigações
a
receber
1:7643703
Empréstimos
sobre
penhores:-
De
acções
deste
Banco.
.
3:7553000
De
diversos
objeclos d
’
ouro
e prata...............................
1003000
De
vinhos
.............................
5003000
Operações
a
longo
prazo com
hypolheca
sobre
bens de
raiz.............................................
13:3263306
Acções
de
conta
própria
em
numero de
323.
.
.
.
15:5703000
Contas
correntes
com
garantia
De
acções
deste
Banco.
De
letras
e
cartas
de
credito
De
vinhos.............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
leiras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
.
. .
Moveis
e
utensílios
. .
.
Despezas
de
installação
3:5533000
3:7323933
7003000
76:6463463
7:1963837
18:1293335
6103400
1:3303000
874:4163729
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
Deposito
á
ordem.
.
.
.
Deposito
a
prazo.
. .
.
Dividendos
a pagar
.
.
.
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Quantia
destinada
para
o
im
posto
industrial. .
Reserva
para
prejuízos
even-
tuaes...............................
Ganhos e
perdas.
.
.
800:0003000
2833003
18:0763383
24:6833000
11:8203000
5:2003000
8:0003000
6:3343143
874:4163729
Villa
Real,
3
de
fevereiro
de
1879.
Os gerentes,
Joaquim
José d'~Oliveira
Guimarães.
Agostinho
José
da
Costa.
(2268,
------
xro
SAOBE Â
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas, com
o
uso dá
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DC
BARRI
de
Londres.
80
«tinos
d’
invnriavel
sueeess®
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsia)
gasltica,
gastralgia,
ílegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas,
náuseas,
vomilos,
irrita
ções
intestinaes,
bexigas,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabeihes,
debili
dade, todas
as.
desordens
no
peito,
ná gar
ganta,
do
a 1
ito, .dos bronchios,
da
bexiga,
do
íigado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
83:000
curas
en
tre
as quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
ex.
llw
snr.a
inarqueza
de
Brehan,
Lord
Sluart
de
Dicies,
par d
’
Iu-
glalerra,
o
doutor
e professor
Wurzer,
ele. etc.
Cura
n.°
65:311.—Vervanl,
28
de
mar
ço,
1866.—Senhor.
—Bemdito
seja
Deus!
A
sua
Slevalescière
salvou-mé
a
vida.
O
meu
temperamento,
naluralrneoie
fraco,
eslava
arruinado
em
consequência
de
urna
horrível
dispepsia
que
durava
ha
oito
ân
uos,
tratado
setn
resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
que
declaravam
que
al
guns mezes de
vida
me
restariam,
quan
do
a
eminente
virtude
da
sua
Kevules-
eíè«*®
me
roslituiu
a
saude.
—
A.
B
rune
-
lièr
E, cura.
Cura
n.°
73:364.
—
Mr.
e
m.
rae Leger,
de
doença
do íigado, diarrhea,
tumor
e
vo
milos.
Cura
n.° 68:471.
—
Mr.
Pierrô
Castel-
ii,
abbade,
de
prostração
completa
na
edade
de
85
annos; a
Kevaalescière
re
moçou-o.
«Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou
grandes
passeios
a pé,
e
sinto
o
espirito
lúcido
e
a
memória
fresca.»
E’
seis vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.™
Preços
fixos
da
venda
por miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de folha
de lata,
de
‘
/i
kilo,
500
; de
*/a
kilo
800
rs
;
de ura
ki.io,
134OÕ
reis; de
2
kilos, 33200
reis;
de
6
ki
los,
63400; e
de
12
kilos,
123000 rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière-
que
se
po
dem
comer
á
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e
13400
reis.
O
melhor chocolate
para
a
saúde
é
a
ISew«I®H«ière
elswewlaíadtffl
ç.
ella
res-
titue
o
appettile, digestão,
somno.
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12 chavenas,
500 reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis; de
48
chavenas,
13400
;
de
120 chavenas,
33200
reis,
Ou
25 reis
cada
chaveua.
»'5J
8ASBV CP
LlffilTKD.—
Place
Vendòme,
26,
Paris. 77
Regenl-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid,
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc., das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos ao
deposito
Centrai;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Kiisbo»,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Bar.-al
&
Irmãos, rua
Aurea,
12—
Por
ta,
J.
de Sousa
Ferreira & Irmão, rua
da
Banharia,
77.'
DEPOSITQS
ENTRE
DOURO
E
Ml-
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm. —
barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Brwgw,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
jViastM®
«Io
Cs»»-
ê®lío,
Aftooso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha, 29 e
33.
—
Miranda,
pharm.
—
Fort®,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160; Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmãcia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
223 a
227.
—
Fesute
do
M-
laa».
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
P
ovsh
d<»
Varzits»,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vwiesí^a
d«
Jfiínho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Vill*
da
Conde, A.
L.
Maia
Torr-S,
phirm.
AMONUOS
Mrróçitó
.
■
Acha-se
a
concurso
o lugar
de'.
capel-
lão
do
hospital
da
villa
da
Povoa
de
Var-
zim,
por
espaço
de
trinta
dias
a
contar
do
dia primeiro do corrente
mez de
fe
vereiro.
Todo
o
snr.
revd.
0
que pretender
este lugar
tem
de
dirigir-se
durante
es
te
praso
de
tempo
perante
o
Provedor,
na
secretaria
do
mesmo
Hospital,
on
de
se
acham
as
condições
inherentes
ao
mesmo
logar.
Povoa
de
Varzim
1
de
fevereiro
de 1879.
O
vice-ProVedor
(2261)
Caetano
Marques
d
’
Oliveira.
Companhia Geral Bracarense
BÂÍLES DE RASCARâS
•
Acha-se aberta
á
assignatura-
para
4
bailes
de
masdaras
no
Thealio
-de
S.
Geraldo,
nos dias
16,
23,
24
e
23
do
corrente-
.Quem
pretender
algum-
cama
rote,.
’
dirija-se
ao
Armador
João
Baplista
Ribeiro,-
rua
Nova
n.®
56.
(2239)
Quem
quizer
comprar
um
bom
pré
dio,
composto
de campos,
devesas
com
muitos
matios
e
lenhas,
um
grande
pi
nheiral
fechado,
boa
càsa
para
senhorios
e
caseiros,
eira
de
pedra,
e
um
excel-
lente
varandão
para
recolhimento
de
fru--
cios,
e
abundantes
aguas
para
rega
e
lima
dos
campos
de
Cultura,
tudo
sito
na
freguezia
de
S.
Thiago
de
Priscos,
do
concelho
de
Braga,
dirija-se ao dr.
José
Joaquim
Gomes
d
’Araujo
Alvares,
da
rua
de Santo André da
mesma
cida
de,
que
está
auctorisado -a
•
tratar
a
dita
venda.
(2258)
O
dividendo
do
anno
de
1878,
á
ra
zão
de
1,250
reis por
acção, começa
a
pagar-se
no
dia 10
do
corrente,
e
conti
nua
cm
todos os
dias
não
sanctiftcados,
desde
as 10
horas
da manhã
até
á
uma
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
residentes
no
Por
to,
podem
ir receber
a
casa do snr. José
M.
Ferreira
Guimarães,
rua
do
Almada
n.°
89.
Braga
6
de
fevereiro
de
1879.
Os
directores
João
Fernandes
Valença
(2262)
Anlonio
José
Pereira
Veiga.
Companhia
dos Banhos de Vi-
■sella.
Sociedade «nonymn
de
responsa
bilidade iisnãtada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em
assembleia
geral,
no dia
24
do
corrente, pelas
10
horas da
ma
nhã,
no
edifício
‘do
Banco de
Guimarães,
para
os
fins
designados
nas
cartas
que
nesta
data
lhes
são
dirigidas.
-
Guimarães
9
de Fevereiro de
1879.
O
presidente
do
conselho
fiscal
(2266)
Alberto
da
Cunha
Sampaio.
DIVIDENDOS
Na
lhesouraria
do
Banco
Mercantil
de
Braga,
em
todos
os dias,
não
santifi
cados,
desde
as 10
horas
da
manhã,
ás
2
da tarde,
pagam
se
os
dividendos do
Banco
Commercial
de
Lisboa,
correspon
dentes
ao
2.°
semestre
de
1878,
a
razão
de
3^000
reis
por
acção.
(2267)
Antonio
Manoel
Ayres
Qli-
HM
veira,
rua
dos Chãos,
aluga
um
de
7-
oitavas
muito
bom.
•
(2260
.
.
■
Quem
pretender
comprar
uma quinta,
sita
na
margem
da estrada
da Braga
ao
barco
da
Graça,
no
logar
dá
Casa-nova,
freguezia
de
Parada
•
de Tibães,
dirija-se
ao
snr. padre
Antonio
Coutto,
rua
da
Boa-Visla,
n.°
132.
(2237)
Banco Commercial
de Braga em
liquidação
A
Commissão
liquidataria
do Banco
Commercial
de Braga,
d’
accordo
com
o
çonselho
consultivo
do
mesmo
Banco,
rezolveu
dar.
as
-a.cções que
offerece
em
pagamento,
com
os
dividendos
correspon
dentes
ao
2,'°
semestre
de
1878,
não
pa
gando
aos portadores de
promissórias
ju
ros
desde
o
l.°
de
dezembro
até
á
data
em
que
vierem
liquidar.
cii
&
u
>.<©
ião
osmitista
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa operando grátis,
pobres
e
soldados.
(2f59j
ARREMATAÇÃO PERANTE 0 GOVERNADOR CIVIL DO DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
Xo
«lia
8 9 de Fevereiro de ISSO
LISTA N.° 2031
DISTRICTO BE 8R4GA
CONCELHO
DE BRAGA
Fôro
pertencente
ao
hospital
de
S.
João
Marcos
Numeros
Avaliações
11
Fôro
de
660
reis, imposto
em
umas
casas sobradadas
com seu
quin
tal,
pertença
do
prazo
das
Lenhas
sitas
no campo
da
Senhora
a
Branca;
com
iaudemio
de
quarentena.
—
Emphyteuta,
frei
Manoel
da
Madre
de
Deus
2a$370
.ARREMATAÇÃO
Simultânea no ministorio
‘da
fazenda e na repartição .de
fazenda do districto de
Bra
ga, no dia 21 do corrente
(ao
meio dia),
das
propriedades-ataixo
descriplas, per
tencentes
é
Santa
Casa
da
Misericórdia, d
’esta
cidade:
D1STBICTO DK
BRAéA
CONCELHO DE
BRAGA
!
O
casal
denominado de
Barrimam,
que
se
compõe
das
seguintes
proprie
dades:
Uma
morada
de
casas
lerreas
com
duas
córles
para
gado,
cosinha,
eira
de
terra,
e
junto
um
eido,
em
socalcos
de
terra
lavradia
cóm
arvores
de
vinho
e
fructa,
oliveiras
e
agua
de
rega e lima;
Uma bouça
chamada
da
Cabrita,
que
se
compõe
de terra
lavradia
com
ar
vores
de vinho
e
agua
de
rega
e
lima,
toda
cercada
de
parede
e
dividida
em
quatro socalcos
com uma
testada
de matto
e
pinheiros
ao
nascente;
Uma
leira
de terra de
matto
chamada
do
Corisco;
Uma
leira
de
terra
de matto
chamada
do
Poço
•
do
Linho;
Uma
deveza
de
terra
de
matto
e
carvalhos
chamada
de Pereiras;
Um
montado
de
terra
de
matto
chamado
de
Furnas;
Um
campo
chamado
de
Contim.
que
se
compõe
de terra lavradia
com
arvo
res
de
vinho
tendo ao norte uma testada
de matto
e
carvalhos;
Uma
leira
grande
de
terra
lavradia
com
uma
testada
de
matto
e
carvalhos
ao
nascente,
sita
na
agra contígua
á
egreja
da
freguezia
de
Guizande;
Uma
leira
pequena
de
terra
lavradia com uma testada
de
matto
ao
-nascente,
sita
na
agra
contígua
á
egreja
da
freguezia
de
Guizande;
Uma
leira
de
terra de
matto
com
pinheiros
e carvalpos
chamada
da
Cancella
dé
Cabrita,
sita
no monte
,do
Topo;
Uma leira
de terra
de matto
solta
com
quatro
carvalhos,
sita
ao
lado
da
egreja
da
freguezia
de
Guizande.
Estas propriedades
pagam
a
Anlonio
de Noronha
Castelio
Branco
Avilez
o
fôro
de
249,844
de
milho
alvo,
igual
medida
de centeio,
duas
gallinhas
e
um
carneiro;
Iaudemio
de
dezena,
a
que fica obrigado
o
arrematante
—7à7$476.
CONCELHO
DE BARCELLOS
2
Uma morada de
casas
torres
e torreas,
córtes
para
gado
cobertas,
lagar
de
pedra
e
mais pertenças,
com
um
eirado
de
terra,
lavradia,
arvores
de
vinho
e
fructa,
agua
de
rega
e
uma
latada
com
arvores
de
vinho
da parte
de
fóra
do
portão
de
entrada,
sita
no
logar.
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Um campo
denominado da Eira
Velha,
que
se
.compõe
de
terra
lavradia,
com
arvores
cie
vinho
e
fructa,
e
uma
eira
de
pedra
com
seu
coberto,
silo
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo
de
terra
lavradia
com
sua
testada
de
matto
ao
sul,
chamado
o
Campo
da
Bouça
e
também
conhecido
pelo
da
Barroca,
sito
no
logar
da
Barroca,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
bouça
chamada
da
Cancella,
ou
de
Além,
que
se
compõe
de
terra
de
matto
e
pinheiros,
no
logar
de
Além,
freguezia
das
Carvalhas;
Um
campo
de
terra lavradia
com
arvores
de
vinho
e
agua
de
rega
chamado
o
Campo
da
Herva,
silo
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas.
Uma
leira
de
terra,
lavradia
com
agua
de
rega,
arvores
de.
vinho
e
fructa,
chamada
de
Campos
de
Meio,
sita
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
porção
de
terra
lavradia
e
horta,
com
arvores
de
vinho
e
fructa
cha
mada
a Horta
do
Lameiro,
sita
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
solta,
terra
de
matto
com
pinheiros,
chamada
a Leira
do
Seixo,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
solta de terra
de
matto
com
pinheiros, atravessada
por
um
cami
nho
publico,
chamada
a
Leira
do
Seixo,
sita
no
logar
do
mesmo
nome, fregue
zia das Carvalhas;
Uma
leira
solta
de
terra
de
matto
com
pinheiros,
chamada do
Seixo,
ou
Ma-
dorninhos,
sita
no
logar
do
Seixo,
freguezia
das Carvalhas;
Um campo
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
chamado da
Eira
de
Baixo,
silo
no
logar do
Outeiro,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma leira solta de
terra
de
matlo
com
pinheiros, chamada
a
Bouça
de
Ar-
mins,
ou
da
Mina,
sita no
logar
de
Armins,
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
de
lena
de
mâtlo
com
pinheiros,
chamada
da
Cachadinha,
sita
na
freguezia
das Carvalhas;
Uma
leira
de
lerra
lavradia
com
arvores
de vinho,
chamada
da
Agra
de
Dentro,
com
uma
chave
na
cabeça
do
poente
ao
lado
do
sul
que
serve
de
ca
minho
para
a
leira
de Suaribe,
sita
na
freguezia
das
Carvalhas;
Uma
leira
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho e uma
testada
de
matto
ao
nascente,'
chamada
da
Tapada
da
Agra,
sita
na
freguezia
das Carvalhas;
Um
campo
de
terra lavradia
com arvores
de
vinho,
chamado de
Suaribe,
sito
no
logar
do
Sanguinhal,
freguezia
das
Carvalhas.
Estas
propriedades
formam
um
praso,
e
paga
de
fôro
annual
a
José
Marcel-
lino
Coelho
da Silva
708,055
de
pão
meiado,
milho
alvo
e
centeio,
duas
gallinhas
e 270
reis
em
dinheiro;
Iaudemio
de
quarentena
a
que
fica
obrigado
o
compra
dor
—
i:8<>8$528.
3
Uma leira
tapada,
o
campo
da
Colorella
e
outras
leiras,
formando
tudo
uma
propriedade
de
terra lavradia
com
arvores
de
vinho,
matto
e
alguma
agua
de
rega,
sitas
no
logar
da Costa
de
Cima,
freguezia
de
Chorente
—
506$300.
Porío e
Santa
Casa da
Misericórdia, 6
de
fevereiro
de
1879.
O
oíficial-maior,
(2264)
Manoel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
dos.
Proprios
Nacionaes,
21
de
janeiro
de
1879.
=Marcelino
Augusto
Leite.
(2263)
MAIOR
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2*
Edição—
Cincoenla
e
dous
nume
ros
por
anno: numerosos gravaclos,
aguadas
e
moldes
cada
mez.—
Um anno,
11$300
reis
—
seis
mezes,
5$700
reis.
- r------
--
_ . - —
i i'
n»
—
LIELEGANCE
PEDIODICO
O
MAIS ELEGANTE
E
í.
a
Edição
—
Dois
numeros
por
mez:
numeros
gravados,
aguadas
e
moldes.
—
Um
anno,
5^200
reis
—
seis
mezes,
2$900
reis.
NOTA
—
Edição
egpeeinl
para
costureiras:
96
figurinos
e
numerosos
moldes
cortados
de
tamanho
natural.
—
Um
anno,
U$300
reis.
A
administração
do
Commercio
do
Minho
recebe
as
assignaturas.
ES
vE:
231
S®
DE
R
H
E T
O RI
C
A
No
campo
de Sanl
’
Anna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso d
’
esta
disciplina.
N
’
esla
redacção
se
prestam
os
escla
recimentos
qne
se
pedirem.
COFRE
DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
Dinheiro sobre penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim, ao
pé da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objeclos
que
tenham
va
lor
de cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8-
da
noite.
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplista da
Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPEIA
LUSITANA—1879.
,>-Y
Parte de Comércio do Minho (O)
