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- conteúdo
-
RELIGIOSA,
POMTICA IE TVOTTMCMOSAk.
REDACTORES—D. Miguel !Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—
DIRECTOR-Anlouio Joaquim ;de Mesquita Pimenlel.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
7.°
ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
830
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLIGA.-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes...............
2&000
»
6
»
...............
Í&050
I
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
|
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
j
Folha
avulso
..........................
10
N.°
8S5
SABBADO
8
DE
FEVEREIRO
DE 1879
Jesuítas
por Paulo
FévaS.
Acaba
finalmenle
de
ver
a
luz
da
pu
blicidade
o
tão
anceado
2.°
volume
do
monumental
livro
os
Jesuítas
de
Paulo
Féval.
Eis
á
venda a obra
completa na
Li
vraria
Internacional
dc
Ernesto
Char-
dron!
Entre
quantas
obras
tem
saido
ha
tempos
dos
prélos
porluguezes,
a nenhuma consagra
mos
mais
profunda
sympathia,
como
á
dos
Jesuítas
de
Paulo
Féval,
brilhante,
primorosa
e
admiravelmente annotada
e
vertida
em
vulgar
pelo
revd.ia0
padre
Senna
Freitas,
da
congregação
de
Mis
são.
A
penna
treme-nos
na mão
ao
intentarmos
exprimir
por
meio
d
’
ella o
elevadíssimo conceito
e
a
ineffavel
alegria
e
satisfacção
que
a
leitura d’
essa
obra
d
’
oiro
despertou
no
nosso
espirito.
Não vamos
porisso
.
entreter
o
leitor
com
a
anályse d
’
essa
obra
brilhante
e
singular
que,
de
per
si, teria
bastado a
immortalisar
o
seu
sabio
e respeitabilís
simo
auctor
e
com
cuja
versão
elegante
e
attrabente
sobredoirou
seu
nome o
tra-
ductor, que
d
’
uma
maneira
perfeita
e
inimitável
desempenhou
o
papel
de interprete
de
Paulo
Féval.
A
nossa
humilde
penna seria
impoten
te
para
o
fazer condignamente
e,
por
mais
que
a
aparassemos,
ficaria
no
mui
to,
que
traçasse,
muito
áquem
da
rea
lidade.
Além
de
que,
a
apparição
da
obra
completa
colhe-nos
em
occasião
tal
que
nos
vemos forçado
a
escrever
estas
des
alinhadas
phrases-
currente
calamo sobre
o
joelho
para
dar, ja
não dizemos,
cumprimento
a
um
indeclinável
e
impre-
terivel dever
de
jornalista
catholico,
mas
só
para
satésfação
da
nossa
consciência
e
imperfeito
desabafo
das
indeleveis
impres
sões
que
a primeira leitura
dos
Jesuítas
de
Paulo
Féval
nos
deixou
gravadas.
Por
espirito
de educação sempre tri
butamos
preito d’
amor
e veneração aos
Jesuítas,
idolatramos
mesmo
a
Companhia
de
Jesus;
e
o
affecto
que
lhe
consagra
mos
foi
sempre
tanto
mais
intenso
e
ex
pansivo
quanto
maior
era
a
raiva,
o
odio
e
o desdem
com
que
a
viamps
tractar
por muitos
dos
nos
‘
sos
companheiros
de
estudo
e
por
muitas outras pessoas.
N
’
es-
se tempo,
que
não
vae
longe,
para a
defendermos
dos
ataques
e
virulências
de
que
era
constantemente
alvo,
e para
con
servarmos
intactas as
ideias
e
os
senti
mentos.
a
seu
respeito,
bebidos
com
o
leite,
bastava-nos
o seguinte argumento,
e
nenhum outro
nos
era
necessário:
olhar
para
o
caracter,
indole,
probidade,
educa
ção, costumes, sciencia, auctoridade, vida,
e crenças
religiosas
d
’
.aquelles
que
não
perdiam occasião
de
a
infamar.
E
com
este
argumento
chegávamos
sempre
a con
cluir,
na
nossa
pobre
lógica,
que
a
mais
brilhante
defeza, a
mais
perfeita
apologia
e
a
mais.
belia
gloria
da Companhia
de
Jesus, estava,
não
nos
louvores
e
bênçãos
que
tem
arrancado
ás
almas boas
e sin
ceras,
mas
nos
mesmos
vitupérios de
que
é
alvo por
parte
dos ignorantes, dos
espíritos
levianos
e
superficiaes,
dos
or
phãos
do
senso
commnm,
dos
perversos,
dos
impios
e
dos
maus.
Mais
tarde
um
estudo
algum
tanto
especial
e
concentrado
sobre
a
sua
his
toria
não
fez
mais
que
arreigar-nos, se
era
possível,
as
ideias
e
os
sentimentos
que
n’
esse
poncto
já
devíamos
á
educa
ção.
Entre
outras
obras,
lêmos
tudo
quanto
sobre
os
Jesuítas
escreveram
Vascotti
e
Moeler
e
ainda
nos
recordamos
de ter
escolhido
esta
matéria
para
assumpto
de
uma
dissertação,
cujo
poncto
o
professor
de
Historia
Ecclesiastica deixara ad
libi-
tum.
Tal
era
o
nosso
amor,
mesmo
paixão,
pela
incomparável
e
sublime
Sociedade
de
Jesus,
paixão
germinada
sob
a
influen
cia d’
uma
completa
educação
religiosa e
inabalavelmente
arreigada
pela
reflexão,
pelo
estudo
e
pelos factos
de
que
temos
sido
testimunha.
Ora,
de
todas
as
obras
apolegeticas
dos
Jesuítas
nenhuma
lêmos
até
hoje tão
belia,
tão
perfeita,
tão
eloquente,
tão
primorosa,
tão
sublime,
tão
preciosa co
mo
os
Jesuítas
de
Paulo
Féval.
■
Ella
é
na
verdade,
um
padrão
immor-
redouro
da
verdade,
da
justiça e
da
in-
nocencia
erguido
firme,
vigoroso
einabalavel
sobre
os
destroços
do
erro,
da
mentira
e
da
calumnia!
Ella
é,
sem
contestação
alguma,
um
grito
imponente, gigante,
formidável
e
magestoso
arrancado
á
verdade
e
á
in-
nocencia
pelas
satatiicos
e
innumeraveis
aleives
e
calumnias arremessadas
com
in
qualificável
cynismo
e
inconcebível
furor
á
historia
brilhante,
gloriosa
e
divina
da
Companhia
de Jesus!
Òs
Jesuítas
de
Paulo Féval
são
ainda
um
verdadeiro
brazão
de
gloria para
o
robusto
talento
do
auctor,
um
monumento
honrosissimo
para
aquelle
que
tão
habil
e
déstro
se
mostrou
em
o
interpretar
pa
ra
a língua
de
Camões
e
Vieira
e
final
mente
a
attestação d’urn
acto
indizivelmen
te
louvável
e
meritorio
por
parte
do gran
de
editor
que
se abalançou
á
publicação
de
tão
festejado
livro.
Ninguém
ignora
a influencia
funesta
que
exerce
sobre
o
espirito
de
todo
o
homem
a
calumnia
e
a
mentira
repetida
constantemente,
todos
os
dias
e
a
todas
as
horas
pela
imprensa
libertina
e
revo
lucionaria
de todos os
matizes,
que,
des-
graçadaraente,
constitue
a
maioria
dos
jor-
naes
do
nosso
paiz.
Insensivelmente
vae
calando, fazendo
móssa
e
depositando
no
espirito
do
proprio
homem
crente,
sen
sato
e
de
bom coração
uma
immundicie
maior
ou
menor
de
funestos
preconcei
tos e
prevenções
contra
a
innocencia.
N
’
este
facto
natural
e
altestado
pela
ex-
periencia,
firmava
o
coripheu
da impiedade
a
conhecida
maxima:
Mentons,
mentons
toujours:
il
restera
quelque
chose.
E
d
’
ahi
vem egualmenle
que
muitos
catholicos,
como
diz
Moeler,
não
tem a respeito
dos
Jesuítas
senão
ideias
incertas,
superficiaes
ou
inteiramente
erróneas.
Se
isto
nos
succedesse,
o
que
não
era
de admirar,
attento o
meio
em
que
vi
víamos
e
o
ambiente
que
respirávamos
durante
alguns
annos
nas
lides
eschola-
res,
estamos
convencidos
de
que,
por mais
intima,
funda e sinistra
que
fosse
a
nos
sa
preoccupação,
a
leitura
dos Jesuítas
de
Paulo
Féval
ter-nos-hia
convertido
tão
radicalmente
como
a elle
o
converteram
as
obras
que
leu e
os
trabalhos
a
que
se
dedicou
para
se
apossar
da
verdade.
Não
abrigavamos
porém
o
tninimo
pre
conceito
e
dest’
arle,
como
era
natural,
a
sua
leitura,
se
nos
não
levou
até
ás
raias
do
fanatismo
mais
ardente pela
im-
mortal
Companhia
de
Jesus,
deixou-nos
impressões
que
nem
se
apagarão
jamais
do
nosso
espirito,
nem
tentaremos
embal
de
traduzir
pela
penna.
Ao
principiarmos
estas
linhas, assal
tou-nos
veheraente
o
desejo
de
tirarmos
a
nudez
e
a
esterilidade,
que
as
acom
panham,
transcrevendo
para
aqui
algumas
passagens
d’
esse
livro
tão
precioso
e ne
cessário
nos
tempos
actuaes,
mas
desisti
mos
do
nosso proposito,
porque,
cançados
de o
folhear,
com
a
mão
na
consciência
affirmamos
que não
soubemos
discernir
se
alli
havia trechos, uns
mais
valiosos
que
outros.
Se
nos
fora
licito
e
possível,
o
nosso
empenho
era
esmaltarmos
as
columnas
do
«Commercio
do
Minho»
com
os
Je
suítas
por
Paulo
Féval, traduzido
em
vul
gar
d
’
uma
maneira
inimitável
por
um
dos
nossos
mais
abalisados
litleratos.
(Concluirá)
A. M.
Correspondência
partieular do
dCotuiiiercio
do
llisiíio»
Paris,
31
de
janeiro
Que
acontecimentos se não
passaram
depois
da minha ultima
carta!
Ha
quinze
dias
era
questão d
’
uma
cri
se
ministerial,
que
foi
evitada
pela
^ub-
missão
completa
do
gabinete
á maioria
republicana.
Mas
hoje
é
negocio
bem
dif-
ferente;
nós
acabamos
de
atravessar
uma
crise
governamental
das
mais
graves.
Mac-Mahon
deu
a
demissão
de
Presidente
da Republica,
e
foi
substituído
pelo snr.
Julio
Grévy,
presidente
da camara
dos
deputados.
Vou
resumir
tanto
quanto
possível for
os
incidentes
que
provocaram
a
crise
presidencial,
e
a maneira
do seu desen
lace.
Sabeis
que
ha
poucos
dias
estava
em
perigo
a
existência
do gabinete,
que
não
poude
obter
um voto
de confiança
da
camara
e
permanecer
no
poder,
senão
promettendo
transtornar
todas
as
admi
nistrações.
Elle
tomou
a
palavra,
e
cada
dia
o «Journal
Oílicial»
nos
annunciava
algum
novo
transtorno
administrativo.
Depois de
se
atirar aos civis,
o
gabinete
quiz
atirar-se aos
militares.
Mas
aqui
sur
giu-lhe
uma
resistência
inesperada.
O
marechal,
que
até
então
tinha
assignado
todas
as
mutações
e
todas
as
revocações
que
lhe
tinham
apresentado,
recusou
te-
nazmente
assignar
a
desgraça
dos
com-
mandantes
dos
corpoí
do
exercito,
que
os
nossos
radicaes
’
rtinham
marcado
com
a
signa
da
proscripção. O
marechal
não
quiz infelicitar
os
seus
companheiros
de
3
BLBTÍM
0 CAPÍTÃ9 ATíSELO
SOM&MCE
0XWG1N&3E.
POR
J.
B.
da
Silva
Ramos.
OFFERECIDO E
DEBICADO A
’ EXC.ma SNR.a
TTí
D.
Antonia
Augusta,J. de Vasconcellos,
DA CASA
DE MARBON, F.M
CIXOBICO DE BAS1O.
1
Depois
cruzou
os
braços,
fitou
os
olhos
no
chão,
e
ficou
por
um
pouco
pensativo.
Ajoe
lhando
de
repente
e
levantando
os
olhos
e
as
mãos
para
o ceu,
exclamou:
«Meu
Deus!
perdoae
o
crime
que
commetti!
conservae-me
a
vida,
que
eu
juro
ante
Vós
cumprir
intei
ramente
com
os
meus
deveres».
Levantando-
se depois, disse-me
com
as
lagrimas
nos
olhos:
—
Adeus
Joanna;
perdoa-me...
ora
por
mim!—
E
partiu.
-■
Eu
fiquei
tão commovida,
que
desmaiei
nos
braços
dé
minha
companheira
de
casa.
Joanna
fez
uma
grande pausa,
porque os
soluços e as
lagrimas
a
impediam
de
conti
nuar.
D.
Leonor
sorriu-se, não sei se
por
malí
cia,
se
para disfarçar
a
parte
que
por
simpa-
thia
tomava
nos
padecimentos
moráes
da
la
vadeira.
Joanna pensou
que
D.
Leonor
desde
nhava de
amor
tão
nobre
e
desinteressado,
e
disse:
—
Minha
senhora,
perdão...
os
sentimentos
elevados que
enobrecem
as
almas
não
são
apa-
nagio
exclusivo
da
aristocracia;
esta
é
uma
qua
lidade
accidenlal
que
algumas
vezes
premiou
virtudes,
mas
que outras
galardoou
vicios
e
torpezas.
Os
maiores
traidores
da
nossa patria
coutam-se
entre
os
nobres.
—Joanna!
—
disse
D.
Leonor
cheia
d
‘
um
no
bre
respeito
—
era
escusada
a
tua
observação;
ri,
para
não
chorar.
—
Perdão minha
boa
senhora;
este
amor
pro
prio
é difficil
de
contentar,
e
por
natureza
des
confiado.
—
Conlinúa.
—Eu
adoeci
gravemente,
mas
na
minha
doen
ça
não deixei de
implorar
para
Luiz a
Mize-
ricordia
Divina.
Já
convalescente,
soube
que Luiz
Antonio,
depois
de se
apresentar
ao
seu
cora-
mandante, que
com
outras
forças
guarnecia
a
ponte
d
‘Ainarante,
fòra
julgado
em
conselho,
e
condemnado
a
ser
fuzilado, por
terceira de
serção
em
tempo
de guerra;
e
que,
estando
pa
ra
e
‘xecutar-se
a
tyrivel
sentença,
passara
o
inimigo
o Tamega,
abaixo
da
ponte,
pondo
os
nossos
em
retirada; e
que,
caminhando
Luiz nas
bagagens,
prezo,
foram
parte
tomadas
pelos
francezes,
e
Luiz
Antonio
também.
Pela
sua
confissão e
pelo
testimunho
da
es
colta
que
o
guardava,
prisioneira
como
elle,
souberam
os francezes
de
tudo,
e
entenderam
os
commandantes
que, mettido
nas
suas
fileiras,
seria
um
dos seus mais firmes e
aguerridos
soldados
; porque
o
regimento
18 linha
gran
de
fama
no
exercito
francez.
Luiz
entrou
para
um
dos
regimentos
de
linha,
e
foi
logo
far
dado
e
equipado como
os outros.
Em
seguida
foi
elle
n‘
um
destacamento
de
409
homens
explorar
os concelhos
de
Basto,
e
atravessando
Mondim,
soffreram
umapequé-
na
resistência de
guerrilhas
na
ponte
de
Ca
bril.
Logo
mais
adiante,
ao
atravessarem
a
serra
entre
o
povo
de
Villar de
Viando
e
Pa-
radança,
supporlaram
um
tiroteio,
mais
vivo,
de
100
guerrilhas,
commandadas
pelo
padre
José
Machado
de
Gallegos,
da
freguezia
de
Villa
Maritn;
e
tal
foi
o
mèdo
das forças
fran-
cezas,
que
retiraram
precipitadamente
para
Araa-
rante,
onde
estava o
grosso do
exercito,
de
pois
de
terem
incendiado
algumas
casas
na
freguezia
de
Paradança.
Incontinente
sahiu
uma
boa
divisão
e
percorreu
os
mesmos
logares
que
acabamos
de
enumerar,
mas
sem
encon
trar
resistência
alguma.
Em
seguida
retirou
para
Monlalegre,
e
a
20
de
maio
entrava
em
Orense.
D
‘esta
cidade
desertou
de
novo
o
meu
Luiz;
mas
d
‘
esla
vez,
como
portuguez
de
lei,
que
era.
Estava
o
exercito
alliado
em
fórma
para
mar
char
sobre
o
inimigo,
c
eis
que chega
ura
soldado francez,
e
se
apresenta
ante
o
coro
nel
do
regimento
18,
que
era
o
Pamplona.
—
Que
queres?—
lhe
diz
o
coronel.
-Apresentar-me
ao
meu regimento.
—
E
quem
és
tu?
—
Luiz
Antonio.
—Desgraçado
I
Não
sabes
a
sentença
que
péza
sobre
a
tua
cabeça?!
—
Sim,
senhor.
E
v.
s.*
ignora
que eu
sou
portuguez,
e
que
antes
quero
morrer
fuzilado
entre
os
meus
do
que
conservar
a
vida
entre
os
inimigos
da
minha
patria?
O
coronel
ficou
como
pasmado,
e
depois
de
longa
pausa
disse:
—
Tu
és
um
heroe!...
Tenho
orgulho em
ser
teu
coronel.
O
exercito
vae
marchar, e
tu
o
armas,
s?m
que
lhe
fornecessem
pretex
tos attendiveis
em
apoio
das
medidas que
n
’este
sentido
soliicilavam.
Estes
pretex
tos
não
appareceram. Por
conseguinte
o
marechal
recusou
absolulamente
associar-
se
a
uma
conspiração,
que
não
tinha
em
vista
senão
enfraquecer
no
exercito
o
res
peito
da hierarchia
e
o
culto
da
discipli
na.
N
’
estas
condições
offereceu
a
sua
demissão
e
foi
hontem
a
Versalhes
para
conhecer
do
acolhimento
que
as
camaras
fariam
á
sua
proposta.
Hontem
havia
porisso
grande
animação
em
Versalhes,
para
onde
se
transportára
Paris
quasi
todo.
O
presidente
abriu
a
sessão
fazendo
a
leitura
da
carta em
que
o
chefe do
Es
tado
deciara
retirar-se
d
’um posto,
que
elle
não
mais poderia occupar «sem
sa
crificar
princípios
aos quaes
a
sua cons
ciência
prescrevia
que
permanecesse
fiel».
A
sua
demissão
foi
acceite pelas
duas
ca
maras,
que,
doas
horas
depois,
se
reuniam
em
congresso
para
eleger
novo
presidente.
Como
acima
disse,
por
563
votos
sobre
713
votantes
o
snr. Júlio Grévy foi
elei
to
por
sete
annos
presidente
da
Republi
ca.
Os legitiraistas
abstiveram-se
de
votar;
quasi
todos
os
bonaparlislas
votaram
por
Grévy,
e
os
orleanistas
pelo
general
C.han-
zy. Os
ministros,
para
dar
toda a
liber
dade
ao
novo
presidente,
deposeram
nas
suas
mãos
a
demissão
collectiva
do
ga
binete;
mas
Grévy
manifestou
o
desejo
de
que
elles
continuem
a
direcção
do
gover
no,
cujo-encargo teem
provisoriamente.
Reuniram
esta
manhã
para
discutirem
a
situação
que
lhe
foi
creada
pelos
últimos
acontecimentos.
Agora
que
a
maioria
tem
um presi
dente
de
sua
escoiha,
caminharão
as
coi
sas
por
caminho
mais
recto,
e
ella sal
vaguardará
melhor
os
interesses
da
repu
blica?
Duvido.
Depois
de
se
nos
prome
ter
o
reinado
da
concordia
e
da
paz,
ter-
se
ha
aberta
uma
nova
porta
ao
impres-
visto,
ter-se-ha
jogado
mais
uma
carta
no
jojo
da
revolução,
—eis
tudo.
E’
caso
de
nos
alegrarmos
mais
do
quede
nos
entris
tecer,
porque
mais
depressa
será
cheia
a
«medida,
mais
depressa
Deus
se
apie
dará
da
nossa
cara
França,
enviando-nos
o
unico
que
nos
pode
salvar.
Duas
palavras
sobre
o
successor
do
marechal.
Como
homem
particular
é
res
peitado;
como
homem
político,
apesar
das
elevadas
funcções
que
tem
desempe
nhado,
é desconhecido. No-entanto,
se
gundo
todas
as
probabilidades,
será
o
mo-
dt.lo
do
presidente
constitucional
e
irres
ponsável.
Elle assistirá
impassível
ás
he-
catowbes
de
funccionarios
e
ás
experien-1
cias
de
>eus
ministros.
E
’
verosímil
que,
elle
conduzirá
legalmenle
a
França
até
aos
limites
que
ella póde
supportar
de
radicalismo,
e quando
nós
ahi chegarmos
rebentará
uma
nova
crise
bem
mais gra
ve
do
que
aquella que
nós
acabamos
de
atravessar
e
que
poderá
ter
immeusas
conséquencias
para
o
paiz.
Reuniu-se
boje
a camara
pira
eleger
um
presidente
em
substituição
do
snr,
Grévy.
Assegura-se
que
será
eleito
para
este
posto importante
o
snr.
Gambeita.
Elle
e os
seus
amigos
esperam
que
esta
po
sição
será
o
ultimo
degrau
para
um
dia
ser
eleito
presidente
da
republica,
—
fim
supremo
da
sua
ambição.
Realisou-se hontem
na
Universidade
Calholica de
Paris
a
imponente
ceremo-
nia
da
distribuição
dos prémios
e meda
lhas
aos
estudantes.
Assistiram
grande
numero
de
bispos,
I
senadores
e
deputados.
A
relação
ácerca
do
concurso
e
dos
trabalhos
dos
estudan
tes
indica
que a
faculdade,
de
direito foi
muito severa
nos seus
exames
e
mui
ava
ra
nas
recompensas
dadas
aos
seus dis
cípulos.
Pretende-se
que
os
jovens
que
saem
da
Universidade
Calholica sejam
ins-
truidos
e
se
avantagem
aos
das
Facul
dades
do
Estado.
Assim
tem
acontecido
até
boje,
desmentindo
mais
uma
vez
a
re
putação
«d’
ignorancia»
que
os
livre-pen
sadores
querem
fazer a
tudo
que
leva o
nome
de
catholico.
No
ultimo
domingo
teve
logar
a
lo-
leria
nacional,
por
que
toda
a França
se
apaixonára,
e
que
forneceu
12
milhões
de
bilhetes.
Os
arredores do
Trocadero
estiveram
sempre,
durante alguns dias,
obstruídos
pela
multidão d
’operarios,
que
para isso
abandonaram
o
trabalho.
Sairara
grossos
lotes,
pela
maior
parte
a
gente
pobre,
que
agora vae ser.
feliz,
se
a
monção
continua
bonançosa.
----- -6
j-—
-
Ejisboa, 3 de feves-eieia de 1899.
(Do
nosso
correspondente
A
republica
franceza
entrou no
prin
cipio do
seu
fim.
Todos
o
acreditam,
desde
que
o
tele-
grapho
nos
disse
que
Mac-Mahon
aban-
donára
a
presidência
aos
inimigos
da
or
dem
publica, que
hoje
folgam
para
muito
cedo
beberem
a
longos tragos,
até
ás
fezes,
o
amargo
calix
do
mais
completo
desengano,
que
a
republica
franceza
entrou
no
principio
do
seu
fim.
Assim como,
a
crença
geral
é
esta,
assim
também
as
opiniões
se
dividem
so
bre
o
futuro da
França.
Uns
veem
já o
bonapartisrao
no
throno,
outros,
o
orlea-
nismo;
a
parte
sã
da
nação,
isto
é, to
dos,
que
sentem
a urgência
de
dar á
França
um
governo,
catholico,
d
’
ordem,
e
solidamente
estabelecido,
olham
porém,
para Frpsdorf,
onde
vêem
o
symbolo da
legitimidade,
na
pessoa
de
Henrique
.V,
prompto
a
correr ao seu
paiz,
logo
que
elle
o
chame
a
salvar,
a terra natal,
da
anarchia
revolucionaria.
Sou
dos que
acreditam,
meu
caro
re-
dactor,
na regeneração
de
França,
e
do
resto
da
Europa,
pela
restauração
do
di
reito;
é não creio
menos
que
após
o
epheraero
império
republicano,
a
França
desenrolará
a
bandeira
da
legitimidade,
para
reconquistar
a
sua
verdadeira
liber
dade,
e
antiga
preponderância na
políti
ca
europea.
Talvez
esteja
em
erro,
mas,
se
me
engano,
commigo
se
illude
também
a
opi
nião
de
muita
gente,
de
cuja
prudência,
e
bom
senso,
não
é
dado duvidar.
A
camara
dos
deputados
parece
pôr
fóra
o
Pedro
Franco,
e
proclamar pae
da
patria
o Fuschini.
Faz
meia
justiça;
pois
entendo que
nem
um,
nem
outro
de
vem
de
ler
assento na
camara,
attento
o
modo como
ambos esgrimiram
as
ar
mas
eleitoraes.
Já
tereis visto,
pelos
jornaes,
que o
actua!
governador
civil
de
Lisboa
tomou
á
sua
conta
os
cambistas,
e cautelleiros
ambulantes,
e
que
lhes
não
deixa
pôr
pé
em
ramo
verde,
por
causa
da
venda
das
loterias
hespanholas.
A
lucta
é
muito
accesa.
Veremos
quem
proclama
a
victo-
ria.
Todavia, estou certo de
que
afinul
a
auctoridade
será .blgodeada
peia
turba
dos
que
teem
postergado,
e
vão
poster
gando a lei,
vendendo
bilhetes,
e
cautel-
las
de
uma
loteria
extrangeira,
com
todo
seu
séquito
de
damnos
para
a
algibeira
da
innumerabilidade
ide
patos,
que
as
piram
a ser
ricos
sem
trabalhar.
E
se
eu
vos
dissera,
meu
amigo,
aqui
muito
baixinho,
que
sou
um
d
’
elles,
ás
vezes
?
Fraquezas
humanas.
Continua
o
capital
a
estar
amuado
com
os
titulos
de divida
publica.
Emquanto,
por
exemplo,
o
preço
das
obrigações
do
credito
Predial
se
mantém
alto,
e
firme
como
uma
rocha,
as
inscripções
descem,
e
não
é
de
certo porque
o
publico
as
procure.
Como
explicarão
os
amigos
da
situação este
phenomeno?
Outro phenomeno
se
annuncia,
que,
a
realisar»se,
maravilharia
muito
papalvo.
Diz-se
que
Barros
e
Cunha
já
não
anda
tão
arrufado
com
o
governo
como
antes
de
entrar
na camara,
e
accrescénta-se
que
tudo
acabará
por
se
dar
áquelle
eminente
tribuno,
u*o
titulo,
è
ima
po
sição
diplomática
muito
elevada.
Não
me
parece
verosímil,
mas
tudo
póde
ser.
O
republicanismo
continúa
a
minar
a
existência
do
throno
d
’
el-nino
Affonso.
E
não
admira
que
faça
um
ultimo
esforço,
picado
pelos
recentes
■
acontecimentos
em
França.
O
governo
castelhano,
porém,
mandou
chamar
Martinez
de Campos,
pa
ra
occupar
a
cadeira
de
ministro
da
guerra,
pensando,
talvez,
que
poderá
con
jurar
a
tempestade
com
a
presença
d
’
a-
quelle
general.
Fallaz
esperança
!
Os
dias
do
reinado
do
escolhido
da
revolução
estão
contados;
e
logo
que bata
a
hora
fatal,
não
haverá
cabos,
nem
exér
citos,
que
obstem
ao
desmoronamento
da
caranguejola,
que
o
militarismo
impoz
ao
povo
hespanhol,
cuja
maioria
não
quer
de
certo
a actual ordem
de
cousas.
Tem
estado
gfavemente
enfermo
Ma
nuel
de
Azevedo,
um
dos legitimistas
da
nova
geração
mais
dedicados
á
causa do
paiz.
e
um dos
que
pospondo
considera
ções
de
familia ao
dever
de
escutar
0
grilo da conSciencia.
que
lhe
disse
um
dia
que
a
verdade
está
d
’
este
lado,
vem
alislar-se
nobremente
no
campo
migue-
lista.
Deus
restabeleça o
alludido
gentil
campeão
da
legitimidade!
Sabbado,
1.°
do
corrente,
falleceu
re
pentinamente
na
camara
baixa
o
deputa
do,
padre
Veiga.
Em
virtude
de
tão
triste,
e
tão
im
proviso
acontecimento,
o
presidente
fe
chou
logo
a
sessão,
ficando
porisso
para
outro
dia
o
seguimento
do
debate
rela
tivo
á
eleição
de
Pedro
Franco
e
Fus
chini.
Deus
tenha
sido
propicio
á
alma do
finado,
e
abra
os
olhos
do
espirito
aos
seus
antigos
collegas,
para
que
vejam,
no
temeroso
acontecimento,
que
presen-
ceáram,
ura
aviso
salutar
aos
que
se
não
lembram
de
que
a
vida
é
o
continuo
ca
minhar
para
a
morte,
e
que
a
morte
não é
senão
o
começo
de
uma
eterni
dade felicíssima,
ou
incalculavelmente
in
feliz.
O
cadaver
do
dr.
Veiga
foi
conduzido
para casa
em
uma
maca.
O
«Diário
de Noticias»
poz
as
mãos
na
cabeça,
a
despeito
de todo
seu
amor
pela
egualdade,
por
tão
revoltante
crimie.
Assim
são
lodos
elles.
Gritam
contra
o
enterro
do
que
morre
fóra
da Egreja
em
terra
destinada
aos
cadaveres
dos
catholicos,
festejaram
a
extineção das
valias,
e
todavia
reprovam
que
o cadaver
de um
deputado
fosse le.
vado
na
maca,
em
que
é conduzido
qual,
quer
outro!
Os mechánicos
que
tomem
nota,
e
vejam a
sinceridade,
com
que
propugnam
a
causa das classes
operarias
os que
ahi
lhes
estão
a
fallar
a todo
momento
de
li.
berdade,
egualdade.
e
fraternidade.
Lá
estiveram
junctos os
dous
repre.
sentantes
da legitimidade
parda,
a
quem
o liberalismo
de
cá,
e
de
lá
denomina
reis. A festa
foi
explendida.
Comeu-se
muito,
bebeu-se
melhor,
e
o
povo
pagou
as favas.
Elle
hoje
chora; mas...
«Rirá
bien,
qui
rirá
le
dernier».
Todo
vosso
í
A.
Do
snr.
Presidente
da
camara
rece
bemos
a
seguinte
carta:
Snr.
redactor.
Para
os
fins
convenientes
peço
a
v.
o
favor de
publicar
em
seu
acreditado
jornal
a declaração
junta,
pelo
que
lhe
(i-
ca
muito
obrigado
o
De
v.
etc.
Braga
4
de
fevereiro
de
1879.
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
Na qualidade
de
Presidente da
camara
municipal,
por
homenagem
á
verdade
e
esclarecimento
do
publico,
declaro
que
a
collocação
do
nrinatorio
na Arcada
da
La
pa,
foi
resolvido
pela camara.
Braga
4
de
fevereiro
de 1879.
O
Presidente
da
camara
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
---------------------
_
.
Recommsndamos
aos nossos
assignantes
e correspondentes
que
de
hoje
em diante tudo
quanto
diz
respeito á
adminis
tração d
’esta
folha, deve-
ser
dirigido ao
Director Antonio
Joaquim de Mesquita Pimentel,
rua Nova
n.° 4, o
que esperamos
será tomado em toda a consi
deração
no interesse
dos
mes
mos
snrs.
assignantes e
corres
pondentes,
e
no da
empreza
d este
jornal.
8
«efôragios.
—
Por
ser
o
l.°
anniver-
sario
do
fallecimenlo
do
Sumitio
Pontífi
ce
Pio
IX,
de
saudosa
memória,
houve
hontem
7
do
corrente, na
egreja
do
Col
legio
d’
esta
cidade,
uma
missa
de
fíequiem,
com Libera
me
no
fim.
Foi
celebrante
o
revd.
’
Vice.-Reilor
do
Seminário
Conciliar,
seguirás prezo;
mas
acredita
que
vaes
ser
de
novo
julgado,-
e
que
advogarei
efficazmente
a
tua
causa.
Em
seguida
foi
Painplona
fallar
com
o ge
neral
e
com
os
officiaes
commandantes
dos
dif-
ferentes
corpos,
e
o
exercito
poz-se
em
mar
cha
para
Orense.
Alli
foi
de novo
julgado
o
meu
Luiz,
e
ab
solvido
unanimemente.
—Que
nobres
sentimentos!
—
-exclamou
o
co
nego
—
quantos
por ahi, nobres por
sangue,
marcaram
com ferrete
indelevel os brazões
de
seus
maiores...
Vós
ereis
dignos
um
do
ou
tro.
—
E porque
não
casastes?
—
disse
D.
Leo
nor.
—
Porque
a
morte
ra’
o
roubou
na
grande
batalha da
Victoria.
Morreu dando
com
a
vi
da
a
liberdade
á
patria.
Joanna
chorou
então
copiosamente,
e
tanto
o
conego
como
sua
irmã não
poderam
conter
as
lagrimas.
Por
alguns minutos
reinou
um
silencio
pro
fundo
e
melancólico,
interrompido
sómente
pe
los
soluços da
boa
Joanna,
e
pelas
risadas
dos
dous
innocentmhos
que
brincavam
na
sala
pró
xima.
O
conego
por
fim
levantou
a
voz
e
se
dirigiu
a
Joanna,
nestes
termos
:
—
Para
o
teu
coração,
tão
profundamente
ferido
não
tenho
consolações
senão as que
a
nossa
santa
religião
ensina
—
nem
eu
conheço
outras.
D.
Leonor
retirou-se
enxugando
os
olhos;
d‘ahi
a pouco appareceu com
uma
creada,
tra
zendo
uma
grande porção
de
roupa
suja,
que
contou
diante
da
lavadeira;
tomou-a
em
rol,
e
a
deu
a
Joanna,
que
d‘ella
fez
uma
trouxa,
a
qual
poz
á
cabeça.
Depois,
voltando-se
pa
ra
Angelo,
que
brincava
com
a
Mariquinhas,
lhe
disse;
—Vamos embora,
meu
filho.
Angelo
correu
a
tomar
a
mão
de
Joanna,
disposto
a
acompanhal-a.
Mariquinhas,
essa
é
que não
esteve pelos
autos;
correu
atraz
d
’elle,
e
agarrando-se-lhe
á
roupa
entrou
a
gritar
com
toda
a
força:
—
Embora
não;
menino
não
vae
embora!...
—Bravo,
snr.’
D.
Maria
Christina!
então
a
menina
também já
manda
n’
esla
casa?!—
disse
o
conego sorrindo-se.
Mas
a menina
não
largava
Angelo,
e
tanto
gritou,
tanto
se
aflligiu
que,
D?
Leonor,
vol
tando-se
para
o
irmão,
lhe
disse;
—
E
’
melhor
deixar
o
pequeno
olé.
ã
nou-
te,
e
Joanna
que
venha
então
L,;
ralo:
por-
1
que, está visto, se
elle
vae,
ninguém
atura,
hoje
a
menina;
e
demais, serve
para
por
ahi
a
entreter.
Ora
o
conego
estava
nas
mesmas
ideias,
por
jsso
annuiu
de
boa
vontade.
Joanna,
pela
sua
parle, achou
que se
lhe
fazia um
grande
favor;
e
Angelo,
trocou
de
boamente
e
com
alegria, a
companhia
d
’uma
menina
docil
é
boa, pela
dos
filhos maus
e
turbulentos da
rendeira
da
rua
dos
Banhos.
Joannp
retirou-se.
Os
dous
innoçentes
passaram
alegremente
o-
dia;
e
D. Leonor
bemdizia
a
vinda
do
pe
queno
Angelo,
por
a
deixar
livre
para
os
ar
ranjos
domésticos.
Joanna voltou ás
tjindades,
porém Mariqui
nhas continuou
a
mostrar-se
disposta
a
não
deixar sair
o
seu
companheiro
de
brinquedos.
Foi
preciso
fazel-a adormecer,
para
voltarem
a
casa,
Joanna
e
o
seu
Angelo.
Mas
Mariquinhas,
logo
que
acordou
de
ma
nhã, começou
a
perguntar
por
Anjo;
e,
por
mais
que
fizessem por
illudil-a,
não
foi
pos
sível
socegal-a:
virara-se
na
necessidade
de
mandarem
chamar
Angelo
para
junto
d
’
e!!a.
A
’
noite,
quando
Joanna
se
apresentou
para
o
levar,
disse-lhe
o
conego:
—
Olha,
Joanna,
eu
e
a
mana
assentamos
em
que, se o
teu
pequeno
ha
de
andar
a
vir
e
a
hir,
e
a
incommodar-te
para
o
vires
trazer
e
levar,
melhor
será que
fique
aqui
de
vez.
Eu
procurarei
educal-o,
como
convém;
e
até
me
coraprometto
a
dar-lhe modo
de
vida.
—
Oh!
senhor
conego!...
—
Queres
que
te diga
a
verdade?
tenho-te
inveja
por
teres
praticado
para
com
este
in-
nocente
uma
acção
tão
santamente sublime;
porisso
quero
ter
parle
n
’
eila:
tu
não
levas a
mal?...
—
Não,
snr.
conego:
mas
é
certo
que
muito
I
me
ha
de custar
a
passar
sem
a
sua
com-
j
panhia;
porém,
como
conheço
que
é para
bem
d
’elle,
estou por
tudo;
com
uma
condicão.
-Falia.
—
Que
v.
s.
’
ha
de
dar-me
licença
de
vir
vêl-o,
sempre
que
eu
Queira.
—
Pois
nãol...
Eu
não
quero que
elle
es
queça
e
perca
a
affeição
áquelia
a quem
deve
tudo.
■
—
Besta-me
-dgradeccr-lhe
e
beijar-lhe
as
j
mãos
por
tantos
favores.
Então
até
amanhã...
i
—
Adeus,
Angelo,
até
ámanhã... âdeus.
E
abraçaram-se ternamente.
(
Continua).
e
assistiram
a
'este
acto
religioso
todos
os
alumnos
do
mesmo
Seminário,
assim
internos
como
externos,
e
muitos
mem
bros
do
clero,
além
de
muitas
outras
pessoas
que
se
não
esqueceram
de n’
es-
se
dia ir
ao
templo render
esse preito
d
’
amor,
veneração
e
saudade pelo
Grande
Ponlifice.
—Abrimos
hoje
no
nos
so
jornal
uma
subscripção
em
favor d
’
uma
infeliz
victima
das
garras
do
fisco.
Mais
abaixo
verão
os
leitores
com
que
linguagem
repassada
de
dôr
e
an
gustia
se
dirige
á
caridade
publica
o
si
gnatário
do
appelo,
que
veio
ao
nosso
escriptorio
rogar-nos
um
cantinho
do
pe
riodico
para
expôr
ao
publico
a sua des
graça
Não
só
lh
’o
não
recusamos,
mas
até
quizemos
muito de
proposito
que
ficassem
registadas
as
suas
próprias
palavras, que
são
a
linguagem
eloquente,
e frisante,
embora
rude,
da
dôr
e
do
opprimido
ty
rannicamente.
Como
este
caso,
dão-se
por
ahi
aos
centos
diariamente,
mórmente
pelos
tem
pos
em
que
os
esbirros
e
os cannibaes
da
fazenda
tem
licença ampla
para
sairem
do
fojo
e
acoinmetterem
os
domicílios
da
pobreza,
do
artista,
do
operário, do
or-
phão
e
da
viuva,
para
lhes
extorquirem
desalmada
e
brutalmente
os
tristes
reaes
junclos
com
o
suor
do rosto,
com
lagri
mas
e
sangue,
assim
como
a
misera
mobília
que
possue
o
seu
pobre
e
desfornecido
al
bergue.
Factos
succedem
por ahi
tão
revoltan
tes,
tão
infames,
tão horríveis
com sce-
nas
e peripécias
tão
abomináveis,
que
de
balde
procuraríamos
na
língua
um termo
que
os
podesse
qualificar,
porque,
d:ga-
moi-o
francamente,
nem
a
poncta
do
pu
nhal,
nem
a
bala
do
revvolver poderiam
fazelos
expiar
aos
que,
com
figura
hu
mana,
tem
o
inconcebível
arrojo de
per-
petral-os.
Sob
o
falso
e
satanico
governo
da
liberdade,
quantas oppressões
occultas,
quantas
tyrannias
secretas,
quantos
pran
tos
abafados,
quantas
dôres
lancinantes
desconhecidas,
quantas
injustiças
sem
no
me,
quantos
crimes
que
bradam
vingança
ao
Ceo?!
Massa
—
Na
quinta-feira,
pelas
8
ho
ras
da
manhã,
na
egreja
do
Hospital
de
6.
João
Marcos,
d
’
esta
cidade,
o snr.
dr
Domingos
Moreira
Guimarães,
professor
do
Seminário
Conciliar,
celebrou
missa
e
re-
sou
um
responsorio
por
alma
do
sempre
chorado lente de
Theologia, dr.
Motta
Veiga.
Assistiram
a
este
acto
o
exc.
mu
deão,
governador
do arcebispado,
dr.
Egydio
Azevedo,
secretario
io
exç.
1
"0
arcebispo
Primaz,
professores
d»
curso
superior
do
Seminário, coliegiaes
e
alguns
alumnos
externos do mesmo
Seminário.
Mimtte
8.
Jíjsé. —
Assumiu
o
cargo
de
secretario
d
’esta
Associação,
na
quarta
feira,
3
do
corrente,
para
que
foi
eleito
o snr. José intonio
Peixoto
Bra
ga,
e
(içando
porisso
exonerado
d
’
a
juelle
cargo.
Joaquim
Bernaidino
da
Cunha.
í®,<aisses3.—
Vimos
com
muita
satisfa
ção
os
que
se
enconfam
actuálmente
na
oflicina
do
snr.
Saies,
acertadamente
in
cumbido
dc
os
restaurar
pela
benemerita
irmandade
de
Santa
Cruz, á
qual
perten
cem.
Representam
os
pssos
da
paixão
do
Senhor;
e,
segundo
nos
pareceu,
além
do
testimunho
de
pesoas
competentes
na
matéria,
estes
quadra
que
estavam
quasi
completa
mente
deterorados,
fazem
ver
dadeira
honra
e
gloia
ao
distincto
ar
tista
bracarense,
qu<
tem
habilmente
se
desempenhou
da
missão
de
os
restabe
lecer.
Não
são
as prineiras
provas
que
dá
da
sua
competência
e
talento,
porque
já
por
outras
vezes
ten
recebido
merecidos
louvores
e
parabéns
por
outras
obras
que
tem
saido
da
sua
aicreditada
oflicina.
E’
de
desejar
<
de
crer
que
a
ir
mandade se
desvele
igora
por
conserval-os
o
mais
possível,
«movendo alguns
in
convenientes
e
mesno
abusos que,
con
correram, segundo
nos
informam,
para
a
sua
completa
deteroração.
XI5X.
—
Escrevem
de
Roma
ao
«Corriere
delia
Seira»;
Leão
Xlíl
é
o
primeiro
a
dar
exem
plos
da
mais
restrita
economia
na
admi
nistração
ponliíiciq
economia
indispensá
vel,
atlenla
a
esassez
de
meios.
.
Ninguém
iguor;
que o
Santo
P
ire
li
xou
a quantia de
dez
tostões
o
máximo,
para
as
desp.-zas
da
su
•...>. e
da
de
seu
irmão.
Reunirá,
em
breves
dias,
no
Vaticano
a
ccnmissão encarregada
de
administrar
o
Dinheiro
de
S.
Pedro,
e
diz-se
que
quer dar
um
corte
considerá
vel
nos
gastos
domésticos
dó Palacio
Apos-
lolico.
Aeçã»
meritória.—
O
snr. barão
de
Casteílo
de
Paiva
mandou
averbar
mais
uma inscripção
de
500$000
á
Ordem
Tercei
ra
do Carmo,
do
Porto,
para
ajuda
da
sopa economica,
que
aquelle
estabelecimen
to
creou.
Proniínorea
cairiosw®.
—A
Presse
de
Christchurch
(Nova
Zelandia),
de
18
de
novembro, publica
os seguintes
pro-
menores
bastante
curiosos,
relatados
pelo
capitão Milman,
do
navio
«Rangilikei»,
que
chegou
áquelle
porto,
procedente
da
Ingaterra,
na
vespera
d
’
aquelle
dia.
A 5
de setembro,
a
9°
latitude
N.
e
23.°
longitude
O. salvou dous
marinhei
ros
portuguezes
que
estavam
em
uma
lan
cha,
metlida
na
agua
até
ás
bordas
havia
50
horas.
Declararam
que
pertenciam
ao
navio
portuguez
«America».
Um
dos salvados
cahiu
do navio
ao
mar,
e
um
bote
com
5
homens,
foi
lançado
á
agua
conseguin
do
salval-o;
mas
ao
voltarem-se
para o
navio,
o
bote voltou-se
e
encheu-se de
agua.
Dous dos
desventurados
nanfragos
foram
immediatamenle
engolidos
pelo
mar;
porém
os
quatro
restantes
conseguiram
entrar
de
novo,
sem
coraludo
po
derem
abordar
ao
navio.
Mais
tarde
dous
d
’
esles
infelizes
foram
levados
pelas
on
das.
"
Os
dous que
ficaram,
conseguiram
di
rigir
o
bote
e sustentar
o
embale
do
mar.
Estavam
completamente
nós,
quando
fo
ram
salvos,
depois
de
estarem
50
horas
mettidos
na
agua
até
á
cinta!
Este
facto
de
tanto
tempo
estarem
na
agua
fez
com
que
chegasse
a
cahir
a
pel-
le
a estes
infelizes.
í*I»c»wmen<»
vegetal.
—
Escrevem
ao
jornal
francez
«L’
Union
de
L
’Aude»
o
phenomeno seguinte
que
contrasta
com
os
rigores
da temperatura
d
‘estes
últimos
dias:
Existe
no
jardim
do
snr.
Paulo
Joam-
non,
em
Tournebelie,
uma
pereira
que,
depois
de
ter
dado
a
sua prodocção
no
principio
de
setembro
ultimo,
floresceu
de
novo
e
tem
hoje,
(20
de
janeiro)
doze
pe-
ras
já
do
tamanho
d’
uraa
nóz.
Ó
prosremvmt*
d®
K*»saavan*i.
—O
«Temps»,
de
Paris,
puhliceu
o pro-
gramma
que
o celebre
Passavanti
linha
na
carteira.
O
bomemsinho,
segundo
o
tal
program-
ma,
queria supprimir
os
imperadores, os
reis
e
os
príncipes;
os
preparativos
de
guerra;
os ministros
e
os generaes;
os
pre
feitos
e
a
policia;
as
contribuições;
os
tyrannos
e
a
miséria.
Só
lhe
esqueceu
o
seguinte:—
Deus,
para não
ter quem
lhe
tomasse
contas;
e
os casamentos
para
acabar
a humanidade
e
o homem
ficar
senhor
de
todas
as
rique
zas
do
mundo.
lUesgiraiças
aesorrsdh*»
eb
®
s
emȒ-
siííos de
ferro.—
Diz
um
periodico
in-
glez
que
a
estatística
das
desgraças
oc-
corridas
nos
caminhos
de
ferro da
Grã-
Bretanha
demonstra
que
morre
um
por
cada
50
milhões
de
passageiros.
De
1872
a
1875
a
proporção
nas
linhas
inglezas
foi
d
’um
morto
por
cada
12
mi
lhões de
passageiros.
Em França
foi
ifina
por
cada lo
mi
lhões,
e na
Bélgica,
d
’
nm por cada
20
milhões
durante
o
mesmo
citado
periodo.
A
maior
velocidade
que
levam
ós
trens
inglezes
é
um
antecedente
que não
deve
esquecer-se
nos
cálculos
e
deduções
que
se
façam
sobre
as
pessoas
fallecidas
em
Inglaterra
e
outras
nações
por
causa
d
’ac-
cidentes
nas
vias
ferreas.
jta*dema»iíS5<çiís».-
—
A
Tniquia
tem
de
pagar
á
Rússia,
a
titulo
de indemnisação,
a
bagatela
de 2:
l'J0:0Jl):DWJUí)
reis!
Krftrade
ãnsendio.
—
Houve
ha
dias
um
grande incêndio
em
Villa
Nova
de
Gaia.
Arderam
3
armazéns.
Calcula-se
o
prejuízo
em
70:UOO$OOt)
reis.
Partugueze»
faíieeidws.
—
Desde
8
a
10
de
janeiro
falleceram
no
Rto
de
Janeiro
os
seguintes
súbditos
portugue
zes:
Venancia
Rosa
da
Silva,
75
a.
v.:
An-
lonio
José
de
Menezes,
50
v;
Antonio
de
Figueiredo,
60
v;
Joao
Lobo
de
Sousa,
5i°
s;
João
Alves Pereira, 21
s;
Marian-
na
Rosa,
88
c;
Antonio
Duarte,
27
s;
José
de
Oliveira
Cardoso,
50;
Carlos
Fer-
reira
da
Cunha,
50
v.
Appello
sí
©iAsrãdlaíIe
jfjs
E
j
U
cs
».—
José
Alves
de
Araújo,
morador
na
roa
de
S.
Marcos,
n.°
10,
tendo-lhe
sido
penhora
itos
pelo
escrivão
da
fazenda,
An-
tonio
da
Costa
Moraes,
tolos
os
moveis
que
possuia, inclusive
5
arraieis
de car
ne
de
porco
gue
tinha
para adubar
o
magro caldo,
que
come
«diariamente
com
sua
mulher
e
filhos;
e
como
não
possa
trabalhar
em consequência
de
lhe
ter
sido
penhorada
também
uma
machina
de
cos
tura,
vem
por
este
motivo
implorar
da
caridade
publica
uma
esmola,
para
remir
na
fazenda o que
deve.
José
Alves de Araújo.
Salão Americano.
—
Continua
a con
corrência
a este salão,
onde
está
exposta
uma
bella collecção de
vistas
stereosco-
picas representando
as
ruiiias
da
Com-
muna.
N
’este
mesmo salão
ha
a
divertida
es
cola
de tiro.
THEATRO
DE
S.,GEHALÍ)O
Companhia
dramatica portu-
gueza
Domingo,
9
3.
a
RECITA
DE
ASSIGNATURA
O
drama
em
3
actos
O
HÍ9MOI »E OISX®.
A
comedia
em
1
acto
SOCBA
E CD.VTiU SOGKA.
Principia
ás
8
horas.
SÀUDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
30
asBKXws «1’invar'iawel
swseefsso
1
Combatendo
as
indegestões
(dispepsias)
gastrica,
gastralgia
,
flegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
uauseas,
vo,
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea-
disenteria,
collicas,
tosse,
aslhma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nenos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
des
ordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchites,
da
bexiga, do
fígado,
dos rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do
cerebro
e do
sangue,
.
85:000
curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
das
ex.
mas
snr.
as
marqueza
de
Bréhan,
duqueza
de
Casllestuart,
dos
exm.
os
snrs.
Lord
Stuart
de
Decies, par
dTiiglsterra o
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
N.°
49.812:
M.
me
Marie
Jurie Joly,
de
cincoenta
annos
de
constipação,
indiges
tão,
nervoso,
insotnnias, asthmâ,
tosse,
flatos,
espasmos
e
nauseas.—N.°
46:270:
M.
Roberts,
d
’
utna
constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomitos,
constipação
e
surdez
de
23
anno».
—
N.°
46:210:
O
doutor
em
medicina
Martin,
d
’
uma
gastralgia
e
irrita
ção de
estomago,
jue
faziam
vomitar
13
a
18
vezes
por
dia,
durante
oito
annos.
—
N.°
46.218:
o
coronel
Walson,
Je got-
ta, nevralgia
e
constipação
obstinada.
—
N.°
18:744:
o
doutor
em medicina
Shorland,
d uma
hydropisia
e
constipação.
—
N.°
49:522:
M.
Baldwin,
completa
prolação,
paralysia
da
bexiga
e
dos membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E
’seis
vezes
mais nutritiva do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de l/
t
kilo.
500
;de
*(,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1-34OC
reis;
de
2
1
/,
kilos,
3^200
reis;
de
6
ki-
los,
6-^400; e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Re-raSwiíieáè*
’
®
eitioeaJat8»<iJ.»
j
ella
res-
tiiué
o
appettile,
digestão,
sómoo,
energia
e
carueç
duras
ás
pessoas,
e
ás
creança?
as
mais
fracas,
e sustenta dez vezes
mai.-
qm
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
>:■
em
paus,
em
cautas
de folha
d<
lata
de
12
cha
venas,
500
reis
;
de
24
chave-
QS3,
800
reis;
de 48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3^200 reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
MU
BAKRY
«fc
C.a
MMIÍTRD.~
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1.
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello & C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barral
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—fer-
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E MI
NHO.
=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
l?«reel!oH, Antonio João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal, 17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31—
-Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—Wi.nmrai»
do
Cssa-
teKío,
Aflonso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua grande,
140.
—dwimarííe»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio
d
’
Araiijo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.—
SPonofloJ,
Miranda, pharm.—
Fort»,
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha;
E.
J. Pinto, pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
& C.a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia Central,
Rua
de
San
to
Antonio, 225
a 227.—
Fonte
do ILi-
»ns».
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
F
ovom
«E
o
Vorzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Vníeiaça
do
.VSíselto,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.—
Vsíli#
d*
OoiHde, A. L.
Maia
Torr
s.
phirm.
Antonio
de
Mello e
Athaide,
retiran
do-se
segunda-feira
para
Lisboa,
faltaria
a
um
dever de
gratidão
se
por este
meio
não
patenteasse o
seu
indelevel
reconhe
cimento
para
com
as
pessoas
que
o
hon
raram
com a
sua
estima
e
consideração,
offerecendo-lhes
o
seu limitadíssimo
prés
timo
na
capital.
Aproveita lambem
esta
occasião
para
agradecer
a
extrema
delicadesa
e bonda
de
com
que
o
trataram
o
snr.
João
An
tonio
da
Silva Pereira
e
sua
ex.
ma
esposa.
(2253)
ANNUNCIOS
Acha-se
aberta
a assignatura
para
4
bailes
de
mascaras no
Thealro
de
S.
Geraldo,
nos
dias
16,
23,
24
e
23
do
corrente.
Quem pretender algum
cama
rote,
dirija-se
ao Armador João
Baptista
Ribeiro, rua
Nova
n.°
56.
(2259)
Quem
quizer
comprar
um
bom pré
dio,
composto
de
campos,
devesas
com
muitos
mattos
e lenhas,
um
grande
pi
nheiral
fechado,
boa
casa
para
senhorios
e
caseiros,
eira
de pedra,
e
um
excel
lente
varandão
para
recolhimento
de
fru-
ctos,
e
abundantes
aguas
para rega e
lima
dos campos
de
cultura,
tudo
sito
na
freguezia
de
S.
Thiago
de
Priscos,
do
concelho
de Braga, dirija-se ao dr.
José
Joaquim
Gomes
d
’
Araujo
Alvares,
da
rua
de
Santo
André
da
mesma
cida
de,
que
está
auctorisado
a
tratar
a
dita
venda.
(2258)
DE
No
campo
de
SanfAnna,
n.°
43,
está
aberto
um
curso d’esta
disciplina.
N
’
esta
redacção
se
prestam
os
escla
recimentos
que
se
pedirem.
(2260
Antonio
Manoel
Ayres
Oli
veira,
rua
dos
Chãos,
alug?
um
de 7
oitavas
muito
bor
Quem pretender
Comprar
uma
quinta,
sita
na margem
da
estrada
da
Braga
ao
barco
da
Graça,
no
logar
da
Casa-nova,
freguezia
de
Parada
de
Tibães,
dirija-se
ao
snr.
padre
Antonio
Coutto,
rua
da
Boa-Vista, n.° 132.
(2257)
ÉDITOS
DE 50 DIAS
Pelo
juizo
de
direito d’esta
cidade
e
comarca
de
Braga
e
cartorio do
escrivão
do
4.°
officio, abaixo
assignado,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
na
forma
da
lei,
citando,
chamando e
requerendo todas
as
pessoas
incertas
e
quaesquer
credores
e
legatários
desconhecidos
ou
residentes
fóra da
comarca, que se
julguem
com
algum
direito
e acção
ao
cazal
do
finado
Antonio
de Sá
Sequeira,
morador
que
foi
na
freguezia de S.
Pedro
d
’
O!iveira,
de
esta
comarca, para
que
fiquem
scientes
de
que
se
anda procedendo
a
inventario
de
menores
por
seu
fallecimento,
em
que
é
inventariante
a
viuva
Rita
Bernardina
Jacome,
moradora
no
logar
do
Passo,
freguezia
da Morreira,
d
’
esta
mesma
co
marca,
e
venham ahi, dentro
d
’
aquelle
prazo,
deduzir
e allegar seus
direitos,
pena
de
revelia
e
lançamento. Braga 29
de
janeiro de
1879.
O
escrivão do
processo
Gaspar
Augusto
d
’
Oliveira
Faria
Basto.
Verifiquei
a
exactidão.
(2256)
Adriano
Carneiro
Sampaio.
Banco
Commercial de
Braga em
liquidação
A
Commissão
liquidataria
do Banco
Commercial
de
Braga,
d
’accordo
com
o
conselho
consultivo
do
mesmo
Banco,
rezolveu
dar
as
acções
que
offerece
em
pagamento, com
os
dividendos correspon
dentes
ao 2.° semestre
de
1878,
não
pa
gando
aos
portadores
de
promissórias
ju
ros desde
o l.°
de
dezembro
até
á
data
em
que vierem
liquidar.
AO
PUBLICO
João
Baptista
Lopes, participa que
admittiu
para
socio
de
sua
caza commer
cial,
desde
o
dia
25
de
agosto de 1878,
o
seu filho Guilherme
Baptista
Lopes,
e
3ue
a
firma
social
será d
’aqui
em
diante,
oão
Baptista
Lopes
&
Filho.
Braga
1
de fevereiro
de
1879.
(2247)
rnsaçÃs
Vende-se
uma morada
de
casas,
e
uma
quinta,
com
agua
de
lima
e
rega,
barandão
e
eira
de pedra,
sem
pensão,
com
a denominação
do As
sento,
em
S.
Pedro
de
Escudeiros.
Quem
a
pretender,
falle
com
Joaquim
Rodrigues
Barboza,
morador
na
mesma.
(2248)
A1TARICI0
A J1ALHEIR0
8
7,
Praça
do
BarAo de 8. Marti-
I1I1O, 8 7
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.a
e
creança.
Flores,
plumas
e cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho para
militares,
duzia
a
15000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Venditíf a
dinheiro.
Dinheiro
sobre penhores
Na Caixa Penhorista Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim, ao
pé da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro, joias, roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
?nanhã
até
ás
8
da
noite.
"
■MAGASÍN
DES
BEMO1SELLES
Publica-se
a 10
e
25 de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Grrvursss
de mofeu
t.
.
,:;s
de
tapeçaria eoloridog;
a
agua;
fravirlcg a
preto; n®vltírs<Stes’ para piano
e
canto;
álbuns
de
lavores,
folhas de
eonfec'ç©es;
erochet e rendas; rigcna,
etc.
O
iStagaain
des
íseinoiselles,
graças
ás
importantes reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reune o
duplo
attractivo
de
um
periódica
litlerario
interessante
e
um periodico
de
modas completo,
inteiramente
independentes
um
do outro.
Freçopara
Pertugal
(as assignaturas
fazem-se
por
um
anno principiando
no
f.°
de janeiro)
4$000
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
ediçdo
do
dia
10,
—
2(5800
reis;
edição
do
dia
25,
—
45700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
•
cuuAPaonpTA
e
certa
COM
O
SUXXR
AWI-RHEOEEATISHIAI.
DESARRAZ1N
Os
rheumatismos
chronicos
e
agudos,
e
lambem
a gotta,
lumbago,
scatica,
etc.
E
’
bnatante uc:i
frasco
PREÇO
—1^150
RS.
No
Porto,
Ferreira &
Irmão,
Banharia, 77
e
79.
Depositários da Agencia
Fi
anco-Hispano-Portugueza.
WKm-ra»
Os
Beljtiçados
mytslieo»,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e ex-
pectorante, são
0
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—
Meia
caixa 100
reis.
Unico
deposito
no Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de Santo Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2250)
CIRUROIÃO
ESEiVTSSTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MÉDICO-CIRÚRGI
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
irte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(2159)
f
RUA
DE
S.
MARCOS,
N.’
5.^
g
Vende
papeis
pinta-
§
@
dos para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar
em
80
reis
a peça,
g
Vende
olio, tintas
e
f»
S
vernizes
para
pinturas
de
||
H
casas,
tudo
de
boa
quali-
g|
$
dade.e
preços
muito
resu-
g
midos.
ã
Vende
cimento
roma-
&
no para
vedar
aguas,
ges-
&
S
so
para
estuques
de ca-
S sas,
tudo
de
primeira
qua-
&&
W
lidade.
S
DINHEIRO A JUBO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
3305000
rs. para dar a juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da Silva.
COFRE
DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.° 4.
Fabrica
a vapor
de fundição
ferro
e
metaes
Travestaa ile 8. JoSo—
Braga.
N
’
esta
fabrica,
unica
na província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
em tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser encontrados
no
Porto.
N’esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de 5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para eixos
de carruagens,
moinhos
para
moer tintas, pés para
me
zas
de
mármore
cu
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para copia
dores,
fuzos
de
novo systema
para
la
gares,
ferros
para alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de
todas
as grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
todos os
tamanhos.
Também
concerta todas
as
obras
d
’
este
genero principalmente
bom
bas
de
poços.
Preços
os
do
Porto.
D
proprietário
Antonio
Germano
Ferreirinha.
m
i
minis
DO ALTO DOURO
DA
CASA DE
VflLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
—
Braga.
N
’esie
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
»
Lagrima
.........................................
200
»
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
240
»
de
prova
secca.
.....
300
a
Malvasia
e
2.a..............................360
»
»
Jho....................................
400
»
Malva a
Bastardo
e
Moscatel
a 500
»
Roncão..........................................
700
>
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
60
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
EoIIainlm
Civil on de
Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e
na
rua
do
Souto
na
vestimentaria
Ro
cha
e
em
todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50 reis.
BB
MACHINAS
PARA
COSER
Efvní «3 B
TTOMI A.S
DA
Companhia
fabril SINGER
I
7—
rua de 8. Vicente—17
BRAGA
As
melhores
machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
888:81»
machinas
de
costura!!! mais
8Otl9B
que
em
1876.
A Companhia
Fabril
Vende as
suas magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
&OO reis
semanaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a promplo
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, ilfaiales, costureiras,
chapclleiios e sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como-
na
sua
immensa
duração com
séria
garantia.
Avisamos o
publico que te
nha
todo
o auidado para não
ser enganadc com as machinas
imitações, cano
algumas
pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
SINDER
só
se
encontram
á
vtnda
na Sub-succursal
da
COMPANHIA FABRIL SINGER
17, RUA DE
S. VIGENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estatelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
districbs
de Portugal
e
His»
panha.
Ensino
esmeralo
e grátis
em
casa do
comprador.
Peçam
cathalogjs
illustrados
com
lista
de
preços, que
se
enviarão
GRÁTIS.
(2187)
Dinheiio a
juro
Dá-se
a juro
de5
p.
c.
a
quantia
de
8005000
reis
na
coifraria
de
N.
Senho
ra
da
Rosa
da
Sé
Pimaz.
(2254)
RESPONSÁVEL—
Luiz Baptista da Silva.
BRAGA, TYPOGRAPHI.
LUSITANA—1879. j
Parte de Comércio do Minho (O)
