comerciominho_06021879_894.xml
- conteúdo
-
FOttulIA
POLÍTICA
EJ ^'WTICnOfá^SL.
REDACTORES-D. Miguel JSoUo-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR
—Antonio Joaquim ide Mesquita Pimenlel.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha. ....
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...................
10
N.o 894
Z3 O-
A
QUINTA-FEIRA
6
DE FEVEREIRO
DE 1879
Ignacio
1,
Cardeal
Presbytero
da
Santa
Egreja
Romana, do Tdulo
dos
Santos
Nereu
e
Achilleu,
Patriarcha
de Lisboa,
etc.
Ao
Clero
e
Fieis
do
Patriarcha-
do,
Prelazia
de
Thomar
e
Grão
Prio
rado
do
Cralo,
Saude
o-Bênção
em
Jesus
Christo
Nosso
Salvador.
I
A
lucta
gigante
dos
princípios
do
mal
contra
os
eternos
princípios
da
verdade
e
da
justiça,
faz
presenternente
trepidar
os
mais
animosos
e mais
bem
intenciona
dos
espíritos,
que
vêem
cada
vez
mais
dilatar-se
e crescer
o
campo
da
arêna
e
o
numero
de gladiadores.
Expendem-se,
Filhos
em
Jesus
Christo,
as
mais
paradoxaes
opiniões
e
theorias
em
matéria
de
sciencia,
de
religião
e
de
direito,
cujos
domínios
se
procura
con
fundir
e
avassalar
pelos
caprichos
da
pai
xão,
de
modo
que
o arbítrio
d’esta
seja
o
critério
com
que
se
aquilatem
e
jus
tifiquem
os
erros
mais
extravagantes
e
mais
nocivos
á
ordem
moral
e
social!
A
reforma
protestante,
que
quebrou
os
vínculos
da
fraternidade
e unidade
catho
lica,
que
estabeleceu
o
livre
exame
e
con-
demnou
a
salutar
e
infallivel
auctoridade
e
ensino
da
Egreja
de
Jesus
Christo
—
gerou
o
philosophismo
scepticamenle
dou
trinário
do
século
passado:
a quem
agora,
pelo
fatalismo
da
lógica,
succede,
com
a
seductora
qualificação
de nova
ideia,
o
mais audacioso
materialismo,
que
teude
a
invadir todas
as
classes
e
a
subverter
to
das as
instituições!
Fazem-nol-o já
triste
mente
sentir
as
alterosas
ondas
da
descren
ça
e
da desmoralisação
publica,
o
enfra
quecimento da
santa
constituição
e
edu
cação
da
familia,
o
resfriamento
da ca
ridade
evangélica,
a
enthronização
do egoís
mo
e
da
usura,
e
esse estalo
de
rebel-
lião
constante
dos
povos
contra
os
gover
nos,
que, perdido
o prestigio
e
a
força
0 CAPITÃQ A3539
BOMMCE OBSGINai.
POR
J.
B.
da
Silva
Ramos.
OFFERECÍDO
E DEDICADO
A* EXG.raa SNR.3
D. Aatonia Augusta T. de Vasconcelles,
DA
CASA
DE IHARBON,
EM CELORICO DE BASTO.
I
O
conego
levantou-se
da
cadeira
e
excla
mou
:
—
Boa
Joanna!
Deus
ha
de
recompensar-te.
Fizeste
uma
acção
generosa
e
de
grande
va
lor
aos
olhos de Deus.
Tu
não
só
livraste
um innocente
d
’
uma
morte
certa, mas
até
ado-
ptasle
como teu,
o filho
alheio;
ao revez
de
muitos
que,
sobrando-lhes
os
meios
para
a
de
vassidão
e
para
os vicios,
atiram
com
os
pro
prios
filhos
ao
abandono,
senão
á
fome
e
á
desgraça!
—
Deus
acceite
a
caridade
que
tenho
lido
com
este
menino,
e
os
trabalhos,
que
com
elle
tenho
passado,
em
desconto
dos
meus
pecca-
dos.
moral
da
sua
auctoridade
paternal,
são
arrastados
á
dolorosa
necessidade
de
re
correr
a
colossaes
e
indefinidos
armamen
tos,
com
grave
prejuízo
das
finanças
dos
estados,
da
cultura
dos campos,
do
labor
das
oficinas,
da
'
ecconomia
social
e
do
bem estar
da
humanidade;
sem
que
ainda
assim
possam
curar
o mal
que
pretendem
debellar!
E
’ que,
como
diz
o
Psalmista:
Nisi
Deus
custodierit
civitatem,
frusta
vi-
gilant
qui
custodiunl
eam!
II
Só
com o
completo restabelecimento
dos
princípios
da
fé
e
da
moral
christã
no
lar
domestico,
na
escola,
na
legislação,
no
foro,
e nos
tratados
públicos
e
inter-
nacionaes,
é
que
a
paz
e
a
ordem
po
dem
retornar
ao
seio
das
nações.
Mas
longe
de
se
vir
officialmente
a
este
accôrdo,
longe
de
se
pôr
em
practica
este
tão
facil
como
eflicaz
expediente; oppritne-se
em
nome
da
liberdade
de
consciência,
a
independencia
da
Egreja
Catholica
con
trariando
a
acção
benetica da
sua
huma-
nitaria, salvadora
e
providencial
missão;
e
tolera-se,
em
nome
da liberdade
de
ensino,
que nas
academias
publicas
e
uni
versidades
se
ensinem
com
o
maior
des
assombro
as
loucuras
do
transformismo
—
synlhese dos
mais
desastrados
erros
que
podiam
imaginar
se, para infelicitar
as
presentes
e
futuras
gerações!...
Porque
o
syslema
de Lamerch, Darwin
e
seus
continuadores,
contestando
sophisticamen-
te
as
demonstrações
physiologicas e me-
taphisicas;
contrariando
a
observação
dos
phenomenos
psychologicos
e
dos
factos
da
anatomia
comparada;
desprezando
as
mais
importantes
e
recentes
descobertas
geo
lógicas;
apagando
com
um
traço
todos
os
escriptos
e
noticias
ethnographicas
—
suffo-
ca
os
gritos da
consciência
humana,
di
vorcia-se
com
os
mais elementares
princí
pios da sciencia,
e
nega todas
as
aífir-
mações
dos
livros
sagrados e
do
dogma
christão!
Condemna
todo o sobrenatural,
adopla
o
fatalismo,
consequenternente
con
demna
a
responsabilidade moral
das
ac-
ções,
e
por
isto
todo
o direito e
o
exer
cício-de
toda
e
qualquer
auctoridade
ex
tra-individual!
Crè
só
no
absurdo
da
eter
—E
ha
de
acceitar,
Joanna,
porque
Deus
é
justo,
bom e
misericordioso.
— E
nunca o
procuraram,
Joanna? — per
guntou
D.
Leonor.
—
Não,
minha
senhora.
—
E
como
o
podeste
crear
—
continuou
a
mes
ma—com
o
modo
de vida
que
tens?
—
Olhe,
snr.’
D. Leonor,
Nosso
Senhor
tem-me ajudado.
Minha
irmã
aleitou-o
al
guns
seis
mezes;
depois
sustenta-m
’
o
de
dia
e
olha
por
elle,
mas
á
noute
vou
buscal-o
para
o
ensinar
a
resar,
e
para
dormir
comigo.
—
Pois
tua
irmã
também
tem
parte
n
’essa
obra
de
caridade?
—disse
o
conego,
assentan
do-se.
—
Tem,
tem,
sim
senhor:
mas
ella
nao
que
ria
pegar n
’elle,
porque
dizia
que
também
tinha
filhos
para
se
divertir:
foi
preciso
que
eu
lhe
desse
oito
tostões
cada
mez.
—
Pois
tu
pagas
por o lá
teres?
—
E
de
muitÓ
boa
vontade, porque
lhe
que
ro
como
á
vida.
O
’
Angelo:
quem
é
a
tua
mãe?—
disse
Joanna ao menino, que
brincava
com
a
sobrinha
do
conego
com
toda
a
fami
liaridade.
x,
—
E’
vossemecê
—
respondeu
Angelo.
—
E
quem
é
o
teu maior
amigo?
—
E
’
o
Pae
do
ceu,
e
depois
a
minha
mãe
Joanna.
.
E
lançando-se-lhe ao
pescoço,
a
cobriu de
bei
jos-
,
>
■
Os
olhos de
Joanna
arrasaram-se
de
lagri
mas;
e,
voltando-se
para
o
conego,
conti
nuou:
nidade
da
matéria, que
em
tal
systeraa
é
tudo,
e
d
’
elia faz a
apotheose,
roubando
assim
á
sociedade,
o
primeiro
elemento
da
sua
conservação
e
aperfeiçoamento
—
a
crença em
Deus e
na
vida
futura!
e
aos
que
soffrem,
a
esperança
suprema
de
todos
os
infelizes
—
a
esperança
do Céo!
..
III
E’
bem
triste
e
difficil,
Filhos
em
Je
sus
Christo,
a
quadra
que atravessamos,
tão
eloquente e
vivamente
descripta
e
ca-
racterisada
na
Encyclica
de
28
do
passa
do!
Mas
todas
as diflieuldades
se
podem
vencer
com
a
fé e
caridade,
e
com
os
actos
de
dedicação
heroica que
a
fé
e
a
caridade
sabem
inspirar!
Sendo
Deus
por
nós,
quem
se
poderá
oppor
ao
justo
tri-
umpho
de
nossos
firmes
propositos
e
de
cidida
boa
vontade?!
Por isso,
na
presen
ça
das
grandes
dores
que
affligem
a San
ta
Egreja,
esquecendo-nos
d
’
outras
bem
pungentes,
com
que
a
sempre
justa
mão
da
Providencia
está
provando
a Nossa
en
ferma
velhice
—
recorremos
a
vós,
Filhos
em Jesus
Christo,
que,
na
expressiva
phra-
se
do Apostolo,
sois
a
Nossa
alegria
e
a
Nossa
coroa
pastoral!
Supplicamos
a
coa-
djuvação
devotada
de
vós
todos;
para
que
a
Barca
do
Pescador
possa
atravessar
in
cólume
os
revoltosos
mares
que
agora
a
aflrontam!...
A
edificante presteza
com
que
n
’esta
gravíssima
conjunctura
se
têem abeirado
de
Nós
os piedosos
e
illustrados
Clero
e
Fieis
da
Capital,
faz-Nos
prelibar
a
doce
consolação
de
que
o
mesmo
podemos
es
perar
de
lodo
o
mais
Clero
e
Fieis
do
Patriarchado
e
Prelazias
annexas,
sendo-
\
T
os
bem
conhecido o
amor
filia!
e
in
teresse
de
lodos
pela
Cadeira
de
Pedro,
centro
da
unidade
catholica;
do
que
nos
compraz
dar-vos aqui
publico
testimunho
e louvor,
Filhos
em
Jesus
Christo,
assim
como por
isso
rendemos
mil
graças
ao
Pae
das misericórdias!
Está
ja
formada,
aqui
em
Lisboa,
uma
commissão
central,
da
qual
sômos
Presi
dente.
Organize-se
outra
em
cada
uma
das
Parochias
da
Nossa
jurisdicção.
sen
do
Presidente
nato
o
respectivo
Reveren
do
Paroeho,
e
Secretario
e
Thesoureiro
u<«
ir
■■■■■!
■
nu
■mmi
miitTTii
—
i:rrnn-ic
wcisraTOí:
—
:
mm
Kixnu
—
Ora diga-me,
snr.
conego,
e
mais
snr.
’ D.
Leonor:
quem
deixará
de
ser
amigo
d
’
este
an
jinho?...
e
esperto
e
obediente
como
elle
él...
Os
meus
sobrinhos
não
o
tratam
bem, me
nos
o Antonio,
que
é
o
mais
velho,
que
lhe
quer
muito.
Já
me
lembrou
tomar
outro
mo
do
de
vida,
só
para
o
ter
sempre
ao
pé
de
mim
e
livral-o
d
’
aquelles
mafarricos.
—Como
pódes
tu
vestil-o
tão
limpamente?—
disse
D.
Leonor.
—Olhe,
minha
senhora, peço
roupinha
usa
da
em
casa
dos
meus freguezes, e
trago-o
sempre
como um
brinco; de
mais
a
mais
elle
é
muito
limpo, e
porisso
lhe
dura a roupa
muito
tempo:
ora,
minha
irmã
por
tudo
isto
se
rala muito, porque
os
d
’
ella
andam
como
uns
porcos.
—
O
conego
tirou d
’
uma
bolsa de
filagrana
de
prata
480
reis
e
os deu
a
Joanna
dizen
do:
isto
são
as
tuas consoadas.
Quando
pre-
cizares d
’alguma
cousa,
vem
a
esta casa; não
te
vás
envergonhar
a
outra...
Hoje
ganhaste
novos
direitos
á
nossa
estima
e
admiração.
—
Muito
obrigada,
snr.
conego,
Deus
Nosso
Senhor
lhe
pagará.
—
Agora
podes
ir
com
Deus.
—
Espera,
mano—disse
D.
Leonor
—
deixe
a
Joanna
acabar
a
sua
historia,
respeito
ao Luiz
Antonio
—
E
’
verdade:
que foi
feito
do
soldado?
—
Algum
tempo
não
soubemos
d
’elle;
mas,
uma
noute,
fazia
meu
pae
serão
na
loja,
ou
viu
bater
á
porta,
perguntou
quom
era,
e
pela voz
que
respondeu
de
fóra,
reconheceu
as
duas
pesssoas, que
forem
para
isso
designadas
pelos
mais
membros.
Feito
isto,
promova-se,
sern
violência
nem
ve
xame
de
ninguém,
a
aequisição
de ex
traordinárias
oblatas,
que
a
caridade
e
espontaneidade
dos
Fieis quizer fazer,
por
mais
diminutas
que
sejam,
ao
Summo
Pontífice,
as
quaes
serão
reinettidas
com
a
possível
brevidade
ao Thesouro
centsal,
afim
de
serem
enviadas
todas
para
Ro
ma,
até
ao
proximo dia 20
de
Feverei
ro,
anniversario
da
eleição
do
Santo
Pa
dre
Leão
XIII.
Seja
também
permanente
collocada
no
interior
de
cada
Egreja
parochial
uma
caixa
com
o
distico
—
-Esmola
para o
Di
nheiro
de
S.
Pedro;, e
façam-se
para
o mesmo fim, emquanto
durarem
as
actuaes
necessidades, dous
peditórios
an-
nuaes
dentro
das
mesmas Egrejas,
nos
dous
dias
festivos que
o
zelo
dos
Reve
rendos
Paroehos
julgar
mais
proprios
e
opportunos.
IV
Unamo-nos,
amados
Filhos,
e
vamos
soccorrer
em
nome
de
Jesus
Ghristo
ao
que
é
Seu
Vigário
na
terra!
Acerquemo-
nos de
Pedro, sempre
vivo
na
pessoa
de
Seus
Successores!
Agora
que
o
anjo
das
trevas
tenta
cobrir
de novo
com
ellas
a
face
da
terra,
acordando
os
extinclos
echos
do
paganismo;
é
necessário,
Filhos
em
Jesus
Christo,
que
o
Pastor
dos
Pasto
res,
o
Chefe
da
Chrislandade
tenha
os
meios
indispensáveis
para
reparar
tantas
ruinas,
que
o genio
do
mal
n
’
ella
tem
feito
e
está
ainda
fazendo!
Acendi,
filhos
em
Jesus
Christo,
ac-
cudi
ao
brado
d’este
vosso
velho
Pastor,
que
quer
ainda
uma
vez
indicar-vos
os
mais
seguros
caminhos
da
vida
temporal
e
eterna!
Atiendti
aos
Nossos
rogos,
que
partem
d
’
um
coração
ungido
do
mais
en-
cendrado
e
santo
amor paternal
para
comvosco!
E pela
memória
das
puras
crenças
de
vossos
paes
e
de vossas
mães,
que
se
finaram
osculando
a
cruz
do
di
vino
Redemplor!
pela
vida
de
vossos ir
mãos!
peia
honra
de
vossas
esposas!
pela
sorte
de
vossos
filhos!
pelo
melhor
fu
turo
da
sociedade
e
pela
salvação
das
vossas
almas! oíferece:
o
pequeno
mas
Luiz,
que
se
não
demorou
a
entrar.
Vinha
elle
disfarçado
em
camponez,
com
um
cesto
d
’hortaliça,
que
entregou a
meu
pae.
Façam
vv.
s.“
*
ideia
do
grande
pasmo
de
todas
nós
ao
vèrmos
Luiz
Antonio
dentro
do
Porto!
Perguntado
sobre
os
motivos
da sua
visita,
não
disse
cousa
que
satisfizesse;
o
que
nos
fez
convencer
de
que
tinham
sido
sauda
des
que
o
haviam
obrigado
a
arriscar
a
vida
entre
amigos
e
inimigos;
porque,
se
reconhe
cido
fosse
d,os
francezes,
seria
tido
por
es
pião,
e
como
tal
fuzilado;
e
seria
castigado
pelos
seus em
virtude
do
crime
de
deserção
em
tempo
de
guerra.
Então
meu
pae
o reprehendeu
com
doçu
ra,
e
lhe
mostrou
que
elle
não
pertencia a
si,
raas
á
patria
a
quem
servia.
Que
o
seu
cri
me
era perdoável
n
’
outra
qualquer
occasião,
mas
que
então
era
d
’uma
gravidade
summa,
pois
que
se
tratava
de
defender
a
patria
d
’
u-
ina
aggressão
injusta e
barbara.
Que
tratasse
de
retirar-se
logo
de
madrugada,
apresentan
do-se
ao
seu
commandante,
que
era
provável
lhe
perdoasse
pelo
facto
da
sua
apresentação
voluntária.
No
seguinte dia
não
custou
pouco
o
fazel-o
passar
as
linhas,
e
só
o
poude
conseguir
ves
tido
de
mulher,
carregado
com
uma cesta de
bacalhau
e
arroz.
Passados
dias
adoeceu
minha
mãe,
e
dentro
era
pouco
morreu.
Meu
pae
não
lhe
sobre
viveu
muito
tempo;
passadas
semanas
finou
se
d
’
uma
maligna.
E
cis-níe,
senhores,
só
n
’
este
mundo,
e
sem
:
-wssi
semp
re
fecundo
obolo
da
caridade
christã
ao nosso
Surarao
Pontífice
Leão
XIII!
Só
assim
poderá
Elle
mandar
a
toda
a
parte
as santas phalanges do Senhor,
que
com
a
penna,
com
a palavra,
com
o
exemplo,
com
o sacrifício,
e
até
com
o
proprio
sangue
do
marlyrio
elevem
os
espíritos
abatidos!
restabeleçam
o
ensino
da
sã doutrina!
inspirem
aos povos
a
obediência ás
leis
e
o
amor
á
fé
e
á
moral
christã!
ponham
a
sociedade
a
co
berto
de
tantos
perigos,
que
ameaçam
e
apressam
a
sua
dissolução!
Reabram,
emtim,
os
caminhos
para
o reinado
de
Christo.
remado
da
paz e
da
salvação!
Esta
Nossa
Carta
Pastoral,
depois
de
registada
no
livro
competente, será
re-
mettida
por
copia
a
todos
os reverendos
parochos
para
a
lerem á
estação
da
missa
conventual,
e observarem
o
que
n’
ella
se
lhes
recommenda.
Dada
em
a
Nossa
residência
patriar-
chal
de
S.
Vicente
de
Fóra, sob
o
Nosso
Signal
e
Sello
das
Nossas Armas,
aos
22
de janeiro,
festa
de
S,
Vicente,
Padroeiro
d
’
este
Palriarchado
de
Lisboa,
no
anno
de
1879.
Logar
do
gg
Sello.
Ignacio,
Cardeal
Patriarcha.
MECIiAMAÇÃ.®
Do
snr. Presidente
da
camara
rece
bemos
a
seguinte
carta:
Snr.
redactor.
Para
os
fins
convenientes
peço a v.
o
favor de publicar
era
seu
acreditado
jornal a
declaração
junta,
pelo
que
lhe
fi
ca
muito obrigado
o
Braga
4
de
fevereiro
de
1879.
De
v.
etc.
Joaquim
José
Malheiro da Silva.
Na qualidade de Presidente
da
camara
municipal,
por
homenagem
á
verdade
e
esclarecimento
do
publico,
declaro
que
a
coliocação
do
urinaiorio
na
Arcada da
La
pa,
foi
resolvido
pela
camara.
Braga
4
de
fevereiro
de
1879.
O
Presidente da
camara
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva.
>.
wv.
■.
■ ■
utzt.
roamwMiartg
tftwrw
w
WM
UC
Mmnw
Mt!
EXPEDIENTE
Recommendamos aos nossos
assignantss
e
correspondentes
que de hoje em diante tudo
quanto
d>z
respeito á adminis
tração
d
’
esta folha,
deve
ser
dirigido
ao
Director Antonio
Joaquim de Mesquita Pimentel,
rua
Nova n.° 4, o que esperamos
será
tomado em toda
a consi
deração
no interesse
dos mes
mos
snrs.
assignantes e corres
pondentes,
e
no
da empreza
d’este
jornal.
&AZITILHÀ
—Sendo
sexta-feira
o
anniver-
sario
da morte do
sempre
chorado
Pontí
fice Pio
IX,
de
santa
e
gloriosa
memória,
a
Associação
Calholica
d
’
esta
cidade man
da
celebrar
uma missa resada
na
egreja
do
Populo,
ás
nove
horas
da
manhã.
ITIeltioraa.—
Sobre
a
grave
enfermi
dade
do
virtuosíssimo
prior
de
Font’
Arcada
de
que
demos
noticia
no
numero
passa
do,
recebemos
a
seguinte informação,
com
que
devéras
nos congratulamos:
O
snr. prior
de
Font
’
Arcada,
experi
menta
sensíveis
melhoras, a
febre
dimi-
nuia;
a
doença
fez
crize
aos 14
dias.
O medico
Ramalho,
exultando
com
este
novo
iriutnpho.
trata
de
serenar
os
animos.de
todos, annunciando
que o doen
te
breve entrará
em
convalescença.
Deus
assim o queira.
Por
hoje
nada mais.
Um
parochiano
de
FonCarcada.
Procissí» de Ci»saa.
—A
Meza
da
V.
Ordem
Terceira
resolveu
que
este an
no
haja
a
esplendida procissão de Cinza.
Obtto.
—
Falleceu
ante-hontem
o
snr.
Estevão Amaral,
morador
na
rua
da
Co-
nega.
Foi
hontera
sepultado
no
cemitero,
depois
dos
officios
que teve no
templo
da
Misericórdia.
T&eattro.
—
No
sabbadp sobe
á
scena
o
drama do
snr.
Mendes Leal
Os
homens
de
mármore,
em
5
actos.
Oiesiosiario
de
geograpliia uni
versal
—
Distribuiram-se
os
fascículos
n.
oS
67
e 68
do
Diccionavio
de
geogra-
phia
universal,
publicado
pela acreditada
empresa
editora
das
Horas
Românticas.
Contém
as
folhas
6,
7, 8 e
9
do
vo
lume
IV.
A
Moda lllaiatrada.—
Recebemos
o
n.°
3
correspondente
a
fevereiro.
Agradecemos.
Exoneraçft®,
—
Foi
exonerado
do
lo
gar
de
guarda
do
gabinete
de
physica do
lyceu
d’
esta
cidade,
o
snr. João
Ferreira
Braga.
EstelareeimentoH.
—
De
Guimarães
recebemos
a seguinte
carta:
«Ainda
agora é
que
passei
pela vis
ta
o
u.°
879
do
«Commercio
do
Minho»
de 28
de
dezembro
do
anno
lindo,
e
n’
elle
deparei
com uma
es
tatística
da
população
total
do districlo
de
Braga—
a
do
ultimo
recenseamento
—
,
é
bem
assim
a
de
algumas
terras
mais
importantes
do
mesmo
districto.
■
—
Noto
porém
que
dando-se
á
cidade
de
Guima
rães apenas
a
população
de
8:205 almas,
é
de
crêr
que
v.
ou
algum
docu
mento
a
que
v.
se não
refere,
se
limitasse
á
das
quatro
antiquíssimas
fre
guezias,
qne n
’
essas
remotas
eras
Guima
rães
continha,
ou
de tres
sómente,
por
quanto
a
do
Castello,
por
só
apenas
conter 43
fogos,
está
annexa
á
freguezia
da
Oliveira.
Ora,
sendo
assim, aquelle
numero
de
almas
de
8:205
aproxima-se
do
n.°
de
8:222
que
as
ditas
quatro freguezias
ti
veram no
ultimo
recenseamento.
Mas
é
que Guimarães
não
é
hoje
o
que.
era
outr
’
ora
—
Guimarães
estendendo-
se muito
para
fora
dos
seus
antigos mu
ros,
(murós
qne
já
não
existem)
tem
quasi
ou
mais
qne
o
dobro era
extensão
para
extra-muros,
por
rauilas
ruas,
praças,
largos
e
cemiterio
que
dão
para
outras
freguezias;
como
succedeu a
Braga,
que
tendo
na
antiguidade
apenas
quatro fre
guezias
hoje
se
lhe
contam
sele,
sendo
ires
a
extra-muros,
e estas
tres
são
—
Gon
dizalves;
S.
Victor
que
se
entende
até
Espinho
e
Maximinos
até Ferreiros.
Assim,
portanto,
a
Guimarães
hoje
se
lhe
coutam as
seguintes
freguezias:
Guimarães
Oliveira
e
Castello
S.
Paio
S.
Sebastião
Creixomil
Azuretn
Aro
de
Guimarães
Costa
Fermenlões
Urgezes
Som
ma
3:654
1:998
2:570
1:838
1:083
465
966
753
13:327
Assim,
foi
pois com
estas
oito
fre
guezias,
que
foi
considerada
Guimarães
nos
diflerentes
maços
de
boletins
que
d’a
qui
se
remexteram,
segundo
as
instruc-
ções,
para
o
governo
civil de Braga, in
clusos
nos
demais
maços
que
completavam
o
recenseamento gera! de todo
o
concelho,
que
tem
oitenta
freguezias.
Se
como
rectificação
v. se
dignar
in
serir
esta
nota no
seu
mui
lido
jornal,
me
fará
nisto
especial
obséquio,
ainda
mesmo
que
v.
tivesse
extraído
a
popula
ção,
que
publicou,
de
alguma
estatística
oílicial,
que
por
ventura
tenha
apparecido
tio
«Diário
do
Governo»,
pois
que
só
tive
conhecimento
da
que
o
m/jsmo publicou
respeitante
ao
districto
do
Porto».
E
não
aJjrírsSi»
os
—
Para
utilidade
dos
leitores,
copiamos
do
excel
lente
livrinho
Cathecismo exemplificado,
o
seguinte,
sobre
os
effeilos
das
más lei
turas:
Havia
mezes,
que
um mancebo
cha
mado
Delahol,
empregado
na
quinta
di
visão
militar
de França, se
tinha
afiei-,
çoado
á
leitura
dos
romances mais
me
lancólicos,
fazendo
delles o
alimento
de
uma
paixão
funesta.
Um
dia,
ás
oito
horas
da
manhã,
fe
cha-se
no
quarto
para
escrever
algumas
cartas;
leva-as
elle mesmo
ao
correio;
en
tra
de
novo
em
casa;
lê varias
passagens
do romance
de
Werlher,
riscando
os
ras
gos
mais
analogos
ao
seu
funesto
desí
gnio;
pelas
dez
horas,
toca
com
a
flauta
algumas
melodias
conformes
á
sua
me
lancolia;
e
um
instante
depois
encosta
ao
olho
direito
uma
pistola
carregada
cora
tres
balas,
e
cae morto.
A
25 d’
abril
de
1796,
uma
rapariga
lanço,u-se
ao
Sena,
do
mais
alto
da
ponte
real.
Foram
inúteis
os esforços
para
salval-a;
achou-se
sobre
ella
o
ultimo
tomo
de
Faublas,.
e
examinando-o
attentamente,
encontraram-se,
em uma
das
paginas
es
tas
palavras
escriptas
pela
mão
da
infe
liz:
Fui
enganada
como
ella;
devo perey
c
o
mo
ella.
Extracto
d
’uma
carta
de
M.
a
um
sei
amigo,
em
12
de
fevereiro
de
1802
«Perdôa-me,
caro
amigo,
se
demorei
resposta
á
tua
estimável
carta...
Um
sut
cesso
terrival
me
lançou
na
consternaçi
e
no luto.
Minha
filha Rosalia,^
que
tanto
atuavas, não existe
já!
A leitura
de
romances
havia
accendid
(
as
suas
paixões....
e
Uma
fatal
inclinação,
qu
ninguém
podia
desculpar!
......
Compndece-le do mais
desgraçado
doj
paes. A
desordem
dos
meus
senti
ios
im,
pede-me
de
entrar
em
mais pormeno.
res.
Deixou
escripla
uma
carta,
despediu,
do-se
de sua
mãe, de
suas
irmãs e
dt
mim,
fundando
a
funesta
resolução
d(
se
matar
nos
raciocínios
de
Heloísa.
Ti.
nha
ainda
o
livro
aberto sobre
a
cabe,
ceira
da
sua
cama,
e era a
carta
eu
que
o
amante
de
Julia delibera
se
deve
ou não
matar-se.
Cruel
Rosalia!
Tu és
mais
culpada,
porque
S.
Preux
ao
menos
não
deixava,
como tu deixas,
leu
pae
na
des-
esperação
.............
São bem frisantes
estes
exemplos;
e,
sem
embargo,
quantos
como
estes se po.
deriam citar?
Ora,
o
dever
de
quem
lera
ainda
senso
commum,
é
aprender
do
mal dos
outros,
a
evitar
o
seu
proprio mal,
ou
o
mal
dos
seus.
Quem
assim
não
faz,
ou é
tolo,
ou
então
é
perverso».
•
*
*
O
bispo de iragerB
—O
illustre
{
memorável
bispo
de
Angers,
por
occasiào
da
inundação
do
rio
Loire
correu
ao
meio
do
perigo,
percorrendo
acompanha-
do
do
cura
Saint-Maurille, do abbade
Bourgaurt
e
do
visconde
A.
de
Cumont,
todos
os
logares,
villas
e
aldeias
que ti.
nhara sido
inundadas, caminhando
a
pé
por
meio da
pobre
gente
que
agora se
via
sem
nada, mas
a
que
o
venerando
prelado
occorria
com esmolas
de
seu
boi.
so,
enviando
a
todos
palavras
de
conforto
e
animação.
Escusado
será
dizer
que
os
inunda
dos,
não obstante a
sua
desgraça,
exulta
vam
por
verem
nomeio d’
elles
seu
amado
prelado.
Os republicanos,
por
supposto,
acha
vam-se
elaborando
o
projecto
de
morte
contra
as
escolas
christãs,
dedicadas
ao
povo.
Para
íaada
ges-vana
os
frraeles.
—Na
«Gazetla
Oíliciale
dei Regno
de
Ita-
lia»
n.°
248,
lê-se:
<A
«Republique
Française»
escreve
que
ura
dos
monges do
mosteiro
de
Rai-
gern,
situado
entre
Braun
e
Vienna,
ha
terminado
ura
curiosissimo
trabalho de
mechamca. isto
é,
um
globo
terrestre
de
14
metros,
que
se move
por
si.
Uma
combinação de
rodas
faz
operar
urna
revolução
similhante
á
da
terra,
e
quando
está
posta,
em
movimento,
conti
nua
a girar
por
tres
semanas.
No
eixo
do
polo
norte
ha
quadrantes
que
indicam
os
dias,
os mezes,
etc.,
etc.;
e
sobre
aquelle
eixo
está
um outro globo
mais
pequeno
que
indica
a
rotação
da
terra
em
volta
do
sol.
O
globo grande
é
posto
era
movimento
por
um
engenhoso mecha-
abrigo
algum!
Lembrou-me
procurar
minha
ir
mã,
porém
o
seu
génio
áspero
e
pouco
so
cial
me
fez
unir
a uma
mulher
estranha, de
boa
vida
e
costumes.
Passado
um
mez,
depois
do fallecimento
de
meu
pae,
me
entrou
em
casa Luiz
Antonio;
ao
vèl-o,
não pude
deixar
de exclamar:
tor
naste
a
desertar,
desgraça?!...
—
E’
verdade,
e
penso
que
será
pela
ulti
ma
vez.
Assentei
comigo,
que taçto
vai mor
rer
dd'
saudades
como
d
’
uma
bala.
Então
chorei,
porque
o
meu coração
estava
horrivelmente
lacerado
pela
morte
’
de
meus
paes,
e
não podia
deixar
de
distillar
ainda
gotas
d
’
amargo
pezar.
De
mais
a
mais
pre-
sentia
o
fim
proximo do
meu
Luiz,
quer
na
guerra,
quer
fuzilado,
pelos seus
crimes
de
deserção.
—
Tu
tens razão
de
chorar!—me disse
Luiz
—
á
sei
que
perdeste
teus
bons
paes!...
mas,
jse
quizeres
compartilhar
da
minha sorte, acom
panha-me
e
acharemos
no
reino visinho um
cantinho,
aonde
possamos
passar dias
de
ven
tura.
—Não,
Luiz,
a
minha
ventura
está
vista!...
Não
deixo
por
causa
nenhuma
a
minha terra.
—
Apagar-se-hia
n
’
esse.
coração
o
amor
puro
e
franco
que
dizias
tributar-me?...
Esquece
rias
porventura essas
promessas,
tantas
vezes
repetidas,
de
seres
minha
até
á
morte?...
—Não,
não
esqueci,
assim
como
não
olvi
dei
'pie
antes
de
tudo
temos
ambos
deveres
ínijeriosoá
a
cumprir.
Tu, depois
de
Deus,
tens
a
Patria
que
te
chama
em
seu auxilio
e a
quem
tu
deves
vida
e
sangue;
não
po
des,
porisso,
como
bom
filho,
deixar
de
cor
rer
em
seu
soccorro,
para
ajudares
a
que
brar-lhe as
cadeias,
que
barbaro
estrangeiro
lhe
quer
lançar;
e
o
nosso
amor
não
póde
ser
coroado
senão
nos
degraus
do
altar,
aben
çoado
por Deus.
—Aqui
em
Portugal
não
póde
ser!—
disse
Luiz
com
o
assento
d
’uma
tristeza
immensa.
—
E
porque?
—Porque
é
esta
a
terceira deserção
que,
por
tua
causa,
commetti.
—
Como?
—Haverá perto
d
’um
mez
que desertei
pela
segunda
vez,
para
te
vêr;
fui
agarrado
em
Mesão-Frio,
por
uns
milicianos,
conduzido
ao
corpo,
julgado
immediatamente
e castigado
com
80
varadas,
no
centro
d
’
um
quadrado.
As
mi
nhas
costas
pódera
ainda
altestar
a
barbari
dade
do
castigo
e
o
rigor
da
disciplina.
Ago
ra
resta-me,
ou
a
raorte
certa, á
frente
d
’
um
pelotão do
meu
corpo,
ou a
emigração
em
tua
companhia para
terras d
‘
Espanha:
esco
lhe.
—
Não
tenho
que
escolher,—
lhe
respondi—
prefiro
os
goivos
do
sepulcro,
a ser
comtigo
cúmplice
n‘
um
grande
crime,
qual
o
do aban
dono
da
patria
nas horríveis
agonias
que
actualmente
soflre.
—
Oh!
não
tens
coração!...
—
E
as
lagrimas
lhe
correram
aos
centos
’
peias
faces.
As
minhas
também correram
abundantes;
e
não
sei como
tive coragem
para
ainda
lhe
dizer:
—
Porventura
não
serás
tu
aquelle honrado
e
valente
soldado
que
tanto
se
distinguiu,
ha
pouco ainda,
na
defeza
da
cidade da
Vir
gem?...
Onde está
esse
ardente
patriotismo
que
cqmmunicavas
a
todos
em
palavras
de
enthusiasmo
e
de
nobre
indignação
ante
os
soffrimentos horríveis e a
escravidão
da
nossa
querida patria?
Pensei
que o
sentimento
in-
stinctivo
que
nos
leva
a
amar
o
paiz
onde
nascemos, superaria
em
ti
esse
outro, muito
secundário
por
certo,
qual
é
o
da nossa
aliei
cão
mutua!
Nunca
julguei
que,
com
os no
bres
sentimentos
que
possuías,
esquecerias
os
sagrados
deveres
de
bom cidadão,
bom
pa
triota,
bom
militar
e
bom
christão.
Pensei,
emfim,
que
as
tuas
virtudes
te
levariam
ao
cumprimento
dos
teus
deveres,
e
que,
n‘es
ta
oecasião
perigosa,
não
hesitarias em
sacri
ficar teus
mais
.
caros
interesses
particulares,
a
tua
vida
mesmo, á causa
sagrada da
pa
tria.
Eu
tinha
orgulho
em
amar
um
valente-
um
verdadeiro
portuguez;—
mas
agora
que
o
vejo
vencido
por
uma
paixão
impetuosa
e
de
lirante
—agora
que
o
vejo
indifferenle
ante
a
immensa
desgraça
d
‘este
reino;
agora...
Oh!
não
percas,
por
uma
cobardia,
os
direitos que
tens
ao
meu
coração
e
á
minha
gratidão.
Deixa
as
lagrimas
é'
as saudades
para
mim,
pobre
rapariga,
a
quem
o
sexo
expulsa
dos
campos
da
batalha,
mas
que
de
boa
vontade
daria
todo
o
seu
sangue
para
expulsar
os
op-
pressores
da
sua
querida'
terra.
Estas
palavras
as
proferi
com
tal
assento
de
convicção,
que
reconheci,
pela
animação
do
rosto
de
Luiz,
que
tinham
feito em
seu
coração
profunda
impressão.
—
Mas...
eu
não
posso
ser
agora
util
á
pa
tria—
-disse
Luiz
em
tom
lugubre
—
porque,
lo
go
que
me
apresente,
serei immediatamente
fuzilado.
—
Luiz,
faz
o
que
deves,
aconteça
o que
acontecer.
Demais,
parece-me
que
tu
não
tens
confiança
bastante
era
Deus!
pois
sabe
que
Elle
_
ha
de
velar
pelos teus dias,
e
que
o
sacrifício
que
lhe
fazes
de
teu
coração,
pela
palria,
lhe deve
ser
muito
agradavel, e que
t-o
recompensará
dignaraéntc.
Vae,
filho!
re
colhe-te
ao
teu
batalhão,
que não
cessarei
de
implorar para
ti
o
auxilio
do
ceu.
—
Mulher virtuosa
e
nobre!
eu
não
te
amo
sómente,
sendo
ainda
culto
á
elevação
de
teus
sentimentos!
Sim,
tens razão;
quando
a
patria
chora,
nada
ha
que
possa
impedir-nos
d‘
ouvir
seus
gemidos
e
de
correr
em
seu
auxilio!
o
marido
desata-se
dos
braços
de
sua
esposa.,
o
filho
dos
de
seus paes, o
irmão dos
de seus
irmãos,
e
o
amigo
dos
de
seus
amigos
pura
correrem
aos
campos
de
batalha
em
defeza
da
terra
que
os
viu
nascer.
E
eu,
pobre
cego
d
‘
amor,
tinha
esquecido
o
maior
dos
deveres
cívicos.
(
Cotinúa).
nismo
de
12
rodas,
que
custou mais
de
dez
annos
de
trabalho,
e que
só
foi
ter
minado
depois
de
muitas expenencias.
Emquanto
ás
indicações
geographicas,
uma
carta
desenhada
sobre
o
globo
nota
as
descobertas
mais
recentes,
as
vias
que
seguem
os vapores
maritimos
e
os*
ca
minhos
de ferro,
as
linhas
telegraphicas,
a
altura
das montanhas,
a
profundidade
do
Oceano,
etc.,
etc.»
Admira
que
a
«Republique»
gambettei-
ra
publicasse
esta
prova
da
ignorância
cle
rical;
mas
alguma
vez
lhe havia
de
fugir
a
penna
para
a
verdade.
aSSevista
«le
Direito <d««*inia-
trativo».
—
Recebemos
o
n.°
13
d’
esta
revista,
de
cuja
importância
já por ve
zes
temos
escripto.
Terminou
agora
existência.
-Para
se
conhecer
é
tida
esta publicação
pelos peritos
na
matéria,
transcrevemos
o seguinte
juizo
da
Revista
general
de
Administracion
ci
vil:
«A
Revista
de Direito
Administrativo»,
publicação
mensal
portugueza que
come
çou
a
apparecer
no
l.°
de
janeiro
ultimo,
é
um
novo
collega
de verdadeiro
mérito,
chamado
a
prestar
importantes
serviços
á
causa
da
administração
e
do
direito,
sem
pre
necessitado
de
orgãos
na imprensa
que
sem descanso
diffundam conhecimen
tos mais
de
uma
vez
desdenhados,
pois
que
as reformas
e
modificações,
sobre
tu
lo
nos
povos
meridionaes,
são
de
in
cessante
necessidade.
Chega
opportunamen-
te
ao estádio
da
imprensa
sob
a
acerta
da
direcção
do
snr.
dr. José
Caetano Pre
to
Pacheco,
de quem
o
snr. Silvestre
Ri
beiro faz
previa
apresentação
e
merecido
elogio.
«Ao
expressar
o
snr.
Preto
Pacheco
o
seu
pensamento,
assignalando
o
cará
cter
assim theorico
como
pratico
do
di
reito
administrativo,
propõe-se
sujeitar
a
sua revista
á
indole do
mesmo,
afim
de
contribuir
para
o
desenvolvimento
da
scien-
cia
e progresso
na
grande
obra
da
uni
dade
que
pela
nossa
parte
cremos
muito
mais
ditlicil
n
’
esta
do
que
n’
oulra
qual
quer
secção de
direito, porque a vida
ad
ministrativa
dos povos, traduzindo
mais
direcla,
posto
que
não
mais
fielmente,
os
costumes
e
as
necessidades
locaes,
dilfi-
culta
algum
tanto
a
adopção
de
medidas
geraes
qae sujeitem
incondicionalmente
os
actos
proprios
de
administração
dos
cida
dãos...
A
apparição
da Revista
foi-nos
em ex
tremo
agradavel,
pois
ainda
que
não
co
nhecemos como
quizerainos
o
reino
visi-
nho,
ao
estudar
o
codigo
civil
portuguez
e
as
reformas
coetaneas
n
’aquella
legisla
ção,
tivemos
occasião
de
apreciar o
mui
to
qne
valem os trabalhos e
conhecimen
tos
que
na
diílicil
sciencia de
direito
pa
tenteia
a
illustrada
competência
dos
es-
criptores
portugoezes,
tão
notáveis
(dou
tros
ramos
de
saber.
«Felicitamos
cordealmente
o
snr.
Pre
to
Pacheco
e
os
distmctos
collaboradores
da
Revista
pela
publicação
da
mesma,
que
firmemente
cremos chamada
a
com
petir
com vantagem cora
as
melhores
pu
blicações
estrangeiras
do
seu genero,
e
desejamos
vehementemente
qne
a
acolhida
que
merece
a
obtenha
em
termos
de
con-
vertel-a
de
mensal em
semanal».
SíwUícius
índia.
—
Continua
a
afluência
de
romeiros
á exposição
do corpo
de
S.
Francisco
Xavier.
Nos dias 21
e
23, o
vapor
«Alabama»
levou
1:200
passageiros,
entre
persas,
ba-
nianes,
arabes,
etc.
Houve
dias eni
que
a
concorrência
ao
templo
foi
extraordiná
ria,
chegando
a
junlar-se
alli
e
nas
ira-
mediações
12:000
pessoas.
—
Falleceu
em
Margão o reverendo
padre
Anlonio José
Nicolau
Barreto, de
sembargador
da
relação
ecclesiaslica,
exa
minador
synodal
e
cavalleiro
das
ordens
de
Christo
e
Conceição.
Tinha
76
annos
e
ainda
no
dia
mez
passado
prégara o
sermão
da
da
Santa
Grosada.
Deixou
varias
obras
de
sciencia
e
ratura.
X«»v«»
jeamita.
—
Acaba
de enirar na
Companhia
de Jesus
o
conde Paulo
Hoens-
broh,
gentil-homem
allemão.
Com
este
rer,
•
ba
de
padre
tando
terra,
latida.
®
teíegt*apl>«»
eíeetrieo n» índia.
—
De
tuna
memória
apresentada
ultima-
o
1.°
anno da
do
conceito
em
sua
que
1
do
bulia
iitte-
eontemparane».—
titulo o
revd.®
padre Winte-
depuiado
ao
parlamento
allemào,
aca-
t
publicar
um
livro
ao
qual
o
rev.°
Magotti
chama
preciosíssimo,
con-
a
historia
do socialismo
na
Ingla-
na
Aliemanha,
na
Áustria,
na
Hol-
na
Hespanha e
em
Portugal.
mente
ao
parlamento
inglez
sobre
a
tele-
graphia
na
índia,
resulta
que este
ramo
de
trabalhos
públicos
tem
tomado
um
grande vulto
n’
este
paiz,
durante
o
pe
ríodo
de
1868
a
<878.
Assim
a
longitude
dos
fios
telegraphi-
cos, que
era
em
1868
egual
a
18:007
milhas,
já
em
1877
tinha
altingido
uma
extensão de
39:700.
Mas
o
que
é
realmente
assombroso,
é
o
augmentó
do
numero
de
despachos
fei
tos
em
1877,
relativamente
aos
que
espe-
diram
em
1868.
No
primeiro
periodo
fizeram se
1:008:119,
emquanto
no
segundo
apenas
se
haviam
transmittido 269:638.
Os
rendimentos
que
eram
de 114:489
libras
em
1868,
attingi-
ram
a
enorme
cifra
de
249.246
libras
em
1877.
K logíeo.—
Diz-se
que
os
principaes
ministros
protestantes
accordaram
entre
si
enviar
aos
seus
súbditos
uma
circular,
prohibindo-lhes
o
terem
pendentes
das
pa
redes
dos seus
domicílios,
os
retratos
de
quaesquer indivíduos,
ainda
os
dos
maio
res
amigos,
ou
dos
parentes
mais
caros.
A
ser
verdade,
é
uma
medida
bem
adoptada;
pois
não
era
logico,
o
permit-
tirem
os
protestantes
aos
seus
adeptos
a
veneração
e
a
estima
ao
retrato
d
’um
indivíduo,
eiles, que
censuram
aos
catho-
iicos
a
veneração
aos
retratos
de
Christo
e
dos
Santos.
Quem
não
ha-de gostar
da
chalaça
são os
retratistas...
Também
entrarão
na
prohibiçào
os re
tratos
dos
irracionaes?...
O
macaco,
pelo
menos
é necessário que
não
esqueça,
se
não
..
ainda
alguém
poderá
possuir
o re
trato do
pae,
e
isto
pode
remediar-se
já,
na
veneranda
circular.
veneranda
circular.
E
’
mais uma
pennada
sómente.
*
« *
I5e5ogi®8
astronómicos.—
Existem
relogios
de
movimentos
mui
complicados,
e
que,
além
das
horas do
dia
e
da
noi
te,
marcam
com
a mesma
precisão
as
divisões
dos
tempos
comprehendendo
lon
gos
períodos,
taes
como
os
mezes,
os
an
nos
com
indicação
das
festas
oti
dos
consagrados
ás
ceremonias
religiosas.
Outros
ainda
mais
complicados,
medem
não
somente
a
duração
da
marcha
da
ter
ra
no espaço,
mas
tardbem
o
movimento
dos
outros
grandes
planetas,
os
períodos
da
evolução
de
Mercúrio,
de Júpiter,
de
Venus, etc. Annunciam
também
os
ecli
pses,
as
occultações
das
estrellas
e
vários
outros
phenomenos
astronomicos.
Existem
n
’
este
genero verdadeiros
mo
numentos
dignos
da
admiração
publica,
como
o
relogio da cathedral
de
Strasbur-
go,
obra
de
uma
grande
paciência
e
ha
bilidade
mechanica.
O
relogio
de
Strasburgp,
que
consu
miu
a
vida
toda
de trabalho
do
seu
pri
meiro
constructor
Isaac
Habrech
(1574),
foi
restaurado
e
reconstruído,
sob
um
pla
no
inteiramente
novo,
nos annos
de 1838
a
1812,
por
M. Schwilgué,
que o
tornou
uma
obra prima
mechanica.
Dá
um
grande
numero
de
indicações
relativas
á
media do
tetnpo.
Apresenta
ura
compulo-ecclesiastico,
um
kalendario
perpetuo
das
festas
inoves,
um
planetário contendo
a
duração
das
revoluções
de
cada
um
dos
planeias
vi-
siveis
a
olho
nú;
as
phases
da lua;
os
eclipses
da
lua
e
do
sol;
o
tempo ap-
parente
e
o
tempo
syderal,
uma
esphera
celeste
com
a
predecessão
dos
equinoeios,
etc.,
etc.
Diversas
figuras
e
estatuetas
mecha-
nicas batem
as
horas
e
as
meias
horas,
e
isto
tem
excitado
a
curiosidade
popu
lar.
Mas
o
que
dá
o
verdadeiro
valor
a
este
monumento
de relojoaria,
é
a
preci
são
e
a
certeza
das
suas
irulicações
as
tronómicas.
FaBIecimento.—
Falleceu
no
domin
go a
snr.a
D.
Luiza
dos
gues
da
Motta,
casada,
zes
apenas,
com
o
snr.
ques
Motta,
empregado
Edificadora,
a
Sw«pe»4ssã<».
—
Foi
suspenso
peio
snr.
delegado
do
lhesouro
o
escrivão
pe
fazen
da
de
Cabeceiras
de
Basto,
em
virtude
de
irregularidades
por
elle
praticadas.
Serão
estas
mais
graves
do
que
as
que
pezam
sobre
o
nosso
heroe
da
fazen
da
de
cá?
Não
cremos.
riova
eaixi»
do
®»s-«,
«i‘:.».
—-Na esta
ção do
caminho
de ferro, fui
collocada
uma
caixa
do
correio
que
recebera
car
tas
até
á partida
dos
comboyos.
Morrorea
rao
—
As
ultimas
noticias
d
’esia
desgraçada
proviícia
refe
rem-se
a
13
do
mez
passado.
O
«Jor
nal
do
Recife»
diz:
«Durante
o
anno
passado
a
mortali-
dias
Prazeres
Rodri-
ha
quatro
ine-
José Dias
Mar-
na
Companhia
quem
comprirnenlamos.
dade
na
capital
attingiu
a
espantosa ci
fra
de
57:760
pessoas!
Foram
sepultados
no
cemiterio
de S. João
Baptisla
32
99
e
no
da
Lagôa Funda, a
contar
d
’
agos-
to,
24:769.
Desde
1
a 27
de
dezembro
foram sepultados
n’este
cemiterio
23:47(1
cadaveres!
Póle-se
dizer
que
por
toda
a
provincia
não
morreram menos
de 100:000
pessoas.
Cartas
recebidas
pela
«Gaveta de
No
ticias»,
do
Rio
de
Janeiro,
dizem
que
lavra
na capital
além das
varíolas,
febres
de mau
caraeter e
beri-heri,
uma molés
tia
a
qne denominam
alli
peste
negra,
a
qual
mata
a
pessoa
atacada
em
poucas
horas,
e
consiste
na
decomposição
das
carnes
rapidamente,
sem
quasi
qne
se
dar
tempo
a
tomar
um
só
medicamento.
De
essa
moléstia
falleceu,
dentro
de
duas
horas,
a esposa
do
presidente da provin
cia.-Foi
presa
no
Crato
e
remeltida
á
cadeia
do
Ceará
uma
mulher
que matou
e
comeu
dois
filhos!—
Na noite
de
20
manifestou-se
incêndio
no
lazareto
de
Mecejana,
onde
se
achavam
recolhidos
cerca de
100
variolosos.
O
fogo
foi
vio
lento
e
em
poucas
horas
a
casa,
que
era
toda
de
palha,
estava
reduzida
a
um
montão
de
ruinas. Não
houve
felizmente
victima
alguma
a
lamentar.
NotieiaM
«le
França.
—
Paris,
O,
«Times»
diz
que
o
snr.
Duíaure
an
nunciou
em
conselho de
ministros
a
sua
irrevogável
resolução
de
retirar-se.
A
to
das
as
■
observações, que
lhe
foram
feitas,
respondeu qne
«a
nova
situação
necessita
novos
homens».
O
snr.
Dufaure
participará
presidente
I
—
esta
noite
a
sua
resolução ao
da
republica.
Nos
círculos
parlamentares
porém,
que
em
resultado
das
instancias do
snr.
Grévy
e
dos
da
esquerda
do
senado
e
snr.
Dufaure
accederá
a
funcções
de
presidente
do
ram
desmentidos
lodos
os
missão
de
ministros
ou
estado.
Apenas
se
acredita
o
boato
que
o
snr. Wilson
será
nomeado
minis
tro
do
commercio,
indo
o
snr.
Teisse.rene
de
Bort
para
a embaixada
de
Londres.
Paris,
2
—
0
snr.
Waddington,
que
é
ministro
dos
estrangeiros,
foi
encarregado
de formar
o
novo
ministério
francez.
B*oirtuguezei«
fttllweiilos. —
DeMe
lia
12
de
janeiro
falleceram
no
Rio
de
Janeiro
os
seguintes
súbditos portugue-
zes:
João
José
de
Bittencourt,
54
annos,
casado;
José Antonio,
59
c.;
Maria
José
dos
Santos,
78
s
ques,
29
c.
s.;
João
Machado
Borges,
Japlisla,
4a
s.;
Costa,
48
c.;
1
49
s.
dos
eereaeg.
—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo.
.
.
Centeio
Cevada.
.
Painço.
.
Milho branco .
»
amarello.
Milho
alvo.
?eijão
branco .
»
»
»
da
espera-se,
repetidas
delegados
camara,
o
continuar
conselho,
boatos
de
secretários
nas
Fo-
de-
de.
de
Manoel
Francisco Cer-
Antonio
Alves
da
Silva,
34
29
s.;
João
;
Jeronymo
Francisco
da
Bernardo
José
da Silva,
800
520
560
500
510
569
8)0
800
580
5»0
500
vermelho,
amarello.
rajado
•
fradinho,
iatata.
Azeite.
Movimento «5o SIospslwS
fcreos.
—Doentes
existentes
em
26
heres.
linda:
janeiro:
80
homens
e
118
mui
Entraram durante
a
semana
homens
e
30
mulheres.
Sahiram:
13
homens
e
16
Falleceram:
3
homem e
6
Ficaram
em
tratamento
em
vereiro
81
homens
e
126
mulheres.
53500
de
17
mulheres
-
mulheres.
Eneyeliea de Bdeíío
XIII.—
Para
que a
importantíssima
encyciica
de
Sua
Santidade
Leão
XIII
podesse
chegar
ao
conhecimento
do
maior
numero
de pes
soas,
lerahraram-se alguns indivíduos
de
mandar
s
imprimir
alguns
exemplares,
os
quaes
já
se
acham
promptos;
podendo
as
pessoas
que quizérena, mandar
procu-
ral-a:
rua
de
Souto
n.
(
’
’
56
e
57
—
rua
de S.
Viclor
n.°
39
A, rua
dos
Chãos
n.°
31
—
largo
de
S.
Francisco
n.°
6
e 9
—
Praça
Municipal
Pharmacia
dos
Orphãos
—
campo
de SanfAnna
39
A.;
aonde
se
distribuem'
gratudamenle.
Recebe-se
toda
via
qualquer
quantia por
pequena
qne
s
e j
a
,
qu
e
—V
u
LU
N
T
A
RIA
M
E
N
T
E
—-q ue
i
-
ratn
dar
para
ajuda
das
despezas
da
im
pressão.
THEATRO
' DE
S.
GERALDO
Companhia
dratnatica portu-
gueza
Sabbado
8
de
Fevereiro
de
1879
4.
a
RECITA
DE
ASSIGNATURA
0
®s
A
drama
em
5
actos
HOHEXS DE
.TUBiTIOKE.
scena
cómica
pelo
actor
Amado
FUI
VER O TROVADOR 40
PRICR
Domingo,
9
5.a
O
A
RECITA DE
ASSIGNATURA
drama
em
3
actos
O
HO.TI EM
HJE OliW.
comedia
em
1
acto
BOttKÃ.
E
mtRl SO&n.4.
Principia
ás
8
horas.
5AU92
Â
TODOS
sem medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
’com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de saúde.
farinha
de
saúde,
bevaii
E
soiè
as
DD
BARRI
de
Londres.
SO
hiiiiom
«l*ânvariav®l anceesao
SALVAE
AS CREANCAS
Pda
doce
Revalescière
da
Barry
de
Londres.—
Por
toda
a
parle
se
deplora
que
a creança
—
a
alegria
da
familia
e
a esperança
da
na
ção—
é
muito mal tratada.
Sóraente
devi
do
á
ignorância
das
mães
e
das
amas,
mor
rem
ellas
no
primeiro
anno,
60:000
em
França
e 40:000
em
Inglaterra
!
Esia
mi
séria
é
devida
ou a
uma
alimentação
de
leite
muito
frequente,
ou
antes
ao
uso
do
leite
de
vacca
ou
de
cabra,
ou
á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
unis
irritação da
mucosa,
e,
como
consequência,
inevitável,
a
descencia
ou a
diarréa,
os
vomitos
nuos,
a
alrophia, as
caimbras,
os
mos,
a
morte.
Reconheceu
se
que
gestão
de
uma
creança,
uma
vez
promettida,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
não
teem
poder
de
reparar
o
mal
!
E
’
um
lagello
para
a
familia
e
para
o
paiz esta
cruel
destruição!
Ha
comtudo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que
tein sido
provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as
creanças
de
peito
e
as
creanças
doentes
e
fracas
de
qualquer
edadecom
a
Hevaleseiere Du
Barry,
tres
vezes
ao
dia, simplesmente
cosida
com agua
e
sal.
»t’, fianlmente,
o sustento por
exeellencin «i««e, elle
h
<»
eonategne
evitar
todos
os
accidentea d.a in-
foneii*.
Citemos
algumas
das
provas
abundan
tes
da
sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais
desesperados
Cura
n.°
80:416.-1.)
snr.
doutor
F.
W.
Beueke,
professor
de
medicina
na
Uni
versidade
de
Marbourg,
refere-sj^ da
se
guinte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
em
8
de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um
de
meus
fiibos
á
Revalescière
Du
Warry.
«A
creança,
na
edade
de
quatro
ân
uos,
soffria
sem
causa
appireute,
uma
alrophia
completa,
com
coulinuos
vomitos
qne
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
todos
os
tratamentos
da
sciencia
medica.
A
Blevaleaeiére
fez
parar
immediatamente
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
coinpielamenle
a
saude
em
seis
setiiauas.
De
todas
as minhas
espe-
riencias
feitas
posteríormeute
com
a
Re-
valeseiére
obtive o>
mesmos
■
esultados.
E’
quatro
vezes
mais
nutritiva que
Cura
n.'
J
70:410.
-Fabrica
escan-
conti-
espas-
a
di-
corn-
a
cai
ne».
de
Gían-
villa.-s
(Alto
Rheito)
12
de
julho
<
;
e
1868.
Senhor.
—
Cousjdero-ine
feliz por
poder
d-
z.
r-lhe que
o
meu
primeiro
filho,
muito
definhado,
fot
alimentada
durante
um
au-
no
pela
sua
Revalesciére,
e
que
a
sua
saude
e
o
seu
desenvolvimento
são
uma
maravilha
para
todo
o
mundo. Não
ha
na
aldeia
creança
tão
forte
como
o
meu
fi
lho
em
relação
á
sua
edade.
—
M
ercier
.
Cura
n.°
87:421. —
Bruxellas,
23
de
junho
de 1874.
—
O
meu
filho
mais
novo,
abandonado
na
edade de
quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não
queria to
mar
uem
digeria
alimento
algum,
e
acha
va-se,
por
consequência,
n
’um
estado
de
fraqueza
que
punha
em
perigo a
sua
exi
stência;
foi
então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Revalesciére
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e
de
que
continuou
a
ali-
rnentar-se
exclusivamente
duranie
alguns
mezes.
Hoje,
que
tem
onze
annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa
saude.
—
D
eswert
.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500 ; de
*/,
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
1^400
reis;
de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los, 6$400';
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Revaieneière eíioeolatada 5
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás pessoas,
e ás creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
caroe,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus, em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500 reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas, l$40O
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
D® B1KHY
A C.a
hl.VSBTE». -
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das provincias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
hísfooa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32; Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Far
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E ML
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcelioa,
Antonio João
de
Sousa
Ramos, pharm.,
Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
-Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.—
Viann»
do
Caa-
tclio,
Aftonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua grande,
140.
—GuimarSes,
A.
J. Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio d
’
Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José, J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.—
Feno
fiel,
Miranda,
pharm.—
Fort»,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Inaão,
Rua da Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua de
Cedofeila,
160;
Fontes &
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
»
Salgado,*
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.
—
Fonte
d® SA-
mr®.
A.
,J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm,
—
Fovoí»
«So
Vwrssisn,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença do
Minho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.
—
Villa
de
Conde,
A.
L.
Maia Torr
s,
pharm.
Antonio
de
Mello
e
Alhaide,
retiran
do-se
segunda-feira
para
Lisboa,
faltaria
a
um dever
de gratidão
se
por
este
meio
não
paDmteasse
o
seu
indelevel
reconhe
cimento
para
com
as
pessoas que o
hon
raram
com
a
sua
estima
e
consideração,
offerecendo-lhes
o
seu
limitadíssimo
prés
timo
na
capital.
Aproveita
também
esta
occasião
para
agradecer
a
extrema
delicadesa
e
bonda
de
com
que
o
trataram o
snr.
João An
tonio
da
Silva
Pereira
e sua
ex.
ma
esposa.
(2253)
ANNUNCIOS
ÉDITOS
DE 50
DIAS
Pelo juizo
de
direito
d
’
esta
cidade
e
comarca
de Braga
e
carlorio
do
escrivão
do
4.°
oílicio,
abaixo assignado,
correm
éditos
de 30 dias
a
contar
na
forma
da
lei,
citando,
chamando
e
requerendo todas
as
pessoas
incertas
e
quaesqtier
credores
e
legatários
desconhecidos
ou
residentes
fóra
da
comarca,
que
se
julguem
com
algum
direito
e
acção
ao
cazál
do
finado
Antonio
de
Sá
Sequeira,
morador que foi
na
freguezia
de
S.
Pedro
d
’
Oliveira,
de
esta
comarca,
para
que
fiquem
scientes
de que se
anda procedendo
a
inventario
de
menores
por
seu fallecimento,
em
que
é
inventariante
a
viuva
Rita
Bernardina
Jacome,
moradora
no
logar
do
Passo,
freguezia
da
Morreira,
d’
esta
mesma
co
marca,
e
venham
ahi,
dentro
d
’
aquelle
prazo,
deduzir e
allegar seus direitos,
pena
de revelia
e
lançamento.
Braga
29
de
janeiro
de
1879.
O escrivão
do
processo
Gaspar
Augusto d'Oliveira
Faria
Basto
Verifiquei
a
exactidão.
(2256)
Adriano
Carneiro
Sampaio.
Banco
Commercial de
Braga em
liquidação
A
Commissão
liquidataria
do Banco
Commercial de
Braga,
d’
accordo
com
o
conselho
consultivo
do
mesmo
Banco,
rezolveu
dar
as
acções
que
offerece
em
pagamento,
com
os
dividendos
correspon
dentes
ao
2.°
semestre
de
1878, não
pa
gando
aos
portadores
de
promissórias
ju
ros
desde
o
l.°
de
dezembro até
á
data
em
que
vierem
liquidar.
(2257)
AO
FUBLECO
João
Baptista
Lopes,
participa
que
admittiu
para
socio
de
sua caza
commer
cial,
desde
o
dia 25
de agosto
de
1878,
o
seu
filho
Guilherme
Baptista
Lopes,
e
que
a
firma
social
será
d’
aqui
em
diante,
João
Baptista
Lopes
&
Filho.
Braga
1
de
fevereiro
de 1879.
(2247)
Vende-se
uma morada
de
casas,
e
uma
quinta,
com
agua
de
lima
e
rega,
barandão e
eira
de
pedra,
sem
pensão,
com
a
denominação do
As
sento,
em
S.
Pedro
de
Escudeiros.
Quem
a
pretender,
falle
com
Joaquim
Rodrigues
Barboza,
morador
na
mesma.
(2248)
José
Martins,
do
Pico
dos
Regalados,
participa
ao
respeitável
publico
que
conti
nua
com
a
sua
carreira
diaria
ainda
mes
mo
nas
quintas-feiras, entre
Braga,
Villa
Verde,
e
Pico, e
vice-versa.
Preços
os
já
annunciados.
Braga
3
de
fevereiro
de 1879.
(2252)
José
Martins,
do
Pico
AITAIIICIO
1
KALI1EÍR0
87, Fraçra do
Barão de S. JTSarti-
gtho,
87
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para snr.®
e creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a
1^000 e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos, cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendns
» dinheiro.
Dinheiro a
juro
Dá-se
a
juro
de
5
p.
c.
a quantia
de
800$000
reis
na confraria
de
N. Senho
ra
da
Rosa
da
Sé
Primaz.
(2254)
ÍODIGO
PENAL DA EGREJA
0u Constituição .Apostolicao Sedia
do
SS. Fadrc Fio IX
Annolada
e commenlada pelo
presbylero
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
A
’
venda:
N’
esta
redacção.
No Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
e
nas
casa<
dos
revd.n,os arcyprestes
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
Mont
’
Alegre,
Vianna,
Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima,
Vdla Verde, Villa
Real,
Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção,
Fafe,
Povoa
do
Var-
zim.
No
Porto,
em
casa
do
snr.
José
Cafr-
los
das
Neves,
rua
das
Flores.
Em
Villa Pouca
d’
Aguiar,
em casa
do revd.1”0
Silvino
de
Souza
Costa
Júnior
Os
Jfêebuçndoa
mytilieon,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tqssicolosas.
Caixa
200
reis.—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no Porto, PHARMA
CIA CENTRAL,
rua de
Santo
Antonio,
227.'
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2250)
Fabrica
a vapor de fundição
ferro
e mtaes
Travetoa
de
S.
João—Braga.
N
’esta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de metal.
O
proprietário da mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento de
industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e em
parle o
tem
conseguido,
pois que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os
tamanhos e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’
esta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5:000
kilos e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se já
muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer tintas,
pés
para me
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores, fuzos
de
novo
syslema
para
la
gares, ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapetes
e
ventiladores
para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de todas
as
grossu
ras,
de guinchos
de
pedreiro
de
todos
os
tamanhos.
Também
concerta todas
as
obras
d
’
esle
genero principalmente
bom
bas
de poços.
Preços
os
do
Porto.
®
proprietário
Antonio-
Germano Ferreirinha.
V»
CREOSOTADO
DE
GIMBEJKT
E BOlJClfiARK)
MODIFICADO
POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este
novo
medicamento,
cujos
resul
tados
têem
sido
surprehendentes,
é
hoje
o
preferido
$>or todos
os
médicos
tanto
nacjonaes
como
estrangeiros
para
a
cura
da
phtysica
pulmonar, bronebites,
catar-
rhos
da
bexiga,
tosses
rebeldes,
etc.
Deposito
no
Porto
—
Pharmacia
Orien
tal,
268,
rua
de S.
Lasaro,
272.
Braga
—Pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos,
31.
.
(2229)
DlOEIBO
A
.51’110
A
irmandade
de
Nossa
Senhora da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Folhinha
Civil
on de Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e
na rua do
Souto
na
vestimentaria
Ro
cha
e
em todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
FAETÔN
Vende-se
um
de
quatro
rodas,
em
bom
uso,
-
para
um
ou
dous
cavallos
e
os
ar
reios
compeientes.
Trata-se
na
loja
do
Cachapuz.
(2232)
5 MOtJBÁ I
tRUA
DE
S.
MARCOS, N.°
5.^
Vende
papeis
pinta-
©
dos
para
guarnecer
sallas,
jj|
lindíssimos
gostos,
a prin-.
||
cipiar
em
80
reis
a
peça.
V
Vende
olio, tintas e
g
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quaii-
dade.e
preços
muito
resu-
S
midos.
£
H
Vende cimento
roma-
$
no
para
vedar
aguas,
ges-
§
so
para
estuques de
ca-
Jià sas,
tudo
de
primeira
qua-
?!
DO
ALTO
DOURO
DA CASA BE V1I.LA FOI
C
A
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
»
Lagrima
.........................................
200
i>
Branco
de
meza.............................
210
»
timo
de
meza
fino.
.
.
.
240
»
de
prova
secca..............................
300
»
Malvasia
e
2.
a.
....
360
»
» Jho....................................
400
s
Malva
a
Bastardo
e Moscatel
a
500
d
Roncão
........................................
700
»
Velho
de 1854 ....
600
p
a
retalho
pare
meza
60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man-
daí-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo cbymico.
CIRURGIî
DESTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDIGO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
BRAGA.
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte e continúa
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(2159)
Dinheiro
sobre penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D-
Gualdím, ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais objectos que
tenham
va
lor
de
cincoenla
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
RESPONSÁVEL—Luiz Baptista
da
Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
