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-
«FTOUMÍA. IftEJLMSHOSA, POUITICAk SE 1WOTICIOSA.
BEDACTORES
—D. Miguel JSoílo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—
DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
7? ANNO
Braga,
12 mezes...............................1&000
»
o »...............................
850
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios cada linha
........................
20
Repeli;
5o........................................... 10
•r.ftr»-2wcr..-..
■-.'•aMgsaMWCTaaKxwiM
iiwiii
wx»g»iasJuMtfeat*.
I
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS.
QUINTAS E SABBADOS.
‘^'J^çcan^&r
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes.............................. 2&000
»
6
».............................. 1§050
» sendo
duas assignaturas 3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda forte. . 3^600
Folha
avulso..................................... 10
N.°
893
-inrl**
«Zaie.
«ríi»
x
A
í
PÍ
j
'Á-lím-Ãt*
nÁa
--.*«w
TERÇA-FEIRA 4
DE FM» DE Í879
CP
Etsxa.
(ConcIusSoj
O
luxo,
entendido,
e
praticado
na
ri
gorosa
accepção
da
palavra,
longe de
ser
prejudicial,
é
uiil
ás
nações,
e
aos
indi
víduos.
Atheuas,
a
luxuosa Athenas, triuni
phou
em
mais
de
urna
campanha,
dos
espartanos
frugacs:
no
século
de
Luiz
XIV,
o
luxo
era
excessivo;
e
este
rei,
apezar
d
’
isso fez
tremer
a
Europa,
por
que
nem
os
costumes
estavam corrom
pidos
pelo
luxo,
nem
o
luxo
o
estava
por
elles.
E
’
portanto
do
dever
do
legislador
crear,
e
dirigir
os
costumes:
se
elle
quer
que
o
paiz
se componha,
não
de
espar
tanos
ferozes
nem
de
sybaritas
afemina
dos;
se|j
quer
que
o
amor
do
trabalho,
se
estenda,
e
fixe
para
augmentar
os
prazeres
sociaes;
se
quer
que
o
luxo
seja,
como
deve
ser,
a
alma
da
industria,
e
o
distribuidor
das
riquezas,
crie,
e
aper
feiçoe,
e
cultive
os
costumes públicos,
abandonando
a
mania
de
considerar
os
indivíduos
como
creanças
enfeitadas,
quel
as
mães
levam
pela
mão
para
serem
vistas
pelos
que
vão
passando.
Imite
o
legislador
da
terra
o
do
Ceo,
para
que
os
homens
sejam
governados
pelas
leis
geraes
conformes
á
ordem
natural,
e
empenhe-se
em formar a sociedade
de
crealuras
racionaes,
e
não
de
figurinos
de
comedia,
e
de
entremez.
Nada
de
mais
ridículo
do
que
os
tra-
ges
de
pavão,
com
que
se
enfeitam
as
gralhas
n’
esta
estação
de
falso
progresso,
e
de
aristocracia
de
papel pardo
!
Nada
de
mais
irrisorio,
do
que
esse
empan-
turramento, que
traz
cheia
de
ventos
e
de
vaidade
essa
gente,
que,
sem
meios,
sem
méritos
reaes,
sem
a
nobreza
das
virtudes,
e dos talentos,
se
apresenta
ataviada
como
os
ricos,
e
como
os
no
bres
de
raça;
e
que
para
se
illudir,
e
illudir
a quem
a vê,
se
entrega
a
toda
a
casta
de
fraquezas
e
de
vícios,
préga
calotes,
e
pratica
toda
a qua
lidade
de
enganos,
e
sacrifica
o
dever
e
à
honra
aos
apetites,
á
sensualidade,
e
ao
vento
do
orgulho.
Não:
nã<> é
com
tal
gente,
nem
com
taes
costumes
que as
nações podem ser
fortes,
felizes, e
independentes;
o
luxo
nas ciasses pobres
é
luxuria,
é
uma
fe
bre
paludoza,
e
podre,
que
se
pega,
e
que
deslroe
os
indivíduos,
que
enfraque
ce
as
nações,
que
mata
nos
espíritos o
amor
pátrio,
que
gera
o
indifferentismo
político,
e
que
extingue
o
sentimento
re
ligioso, o
sentimento
da
própria
dignida
de,
e
das
virtudes
civicas,
e
que
inspira
o
desprezo
para
com
as classes
superio
res,
e
para
com
tudo,
o
que é respeitá
vel;
e
em
uma
palavra, é
a febre dos
primeiros
accessos
do
socialismo
que
vae
minando,
e
que
acabará
se
lhe
não
ti
verem
mão,
por
destruir
a
sociedade.
Confrontem
o
passado
com
o
prezente;
cqnsultetn
as
providencias
tomadas
pela
grande
Gatharina
da
Rússia
ácêrca do
luxo,
durante
o
seu
reinado;
vejam
como
ella
levantou
do
abatimento,
e
tornou
o
império
poderoso, e crescente;
e
apren
dam
h
’estas
licções
da
historia,
desenga-
nando-se
de uma
vez
para
sempre
da
verdade
do
provérbio—
que
não
é
o
ha
bito,
que
faz
o
monge;
e
de
que a
sobrie
dade
é a primeira
lei
da
vida.
José
de
Freitas
Amorim
Barboza.
-----------------
G
J-
------
Eiã^baa,
t de
fevereiro
de í8?f>.
/Do
nusso
correspondente!.
Passou o
mez
de janeiro,
e
a
camara
dos
deputados
nem
ao
menos
respondeu
ao
discurso
do
chefe
do
Estado.
Por
aqui
vedes
o
que
ha
a
esperar
da
energia
dos
paes
da
patria.
Dizem
que
ha
muita
necessidade
de
reformas;
mas
as
côrles parecem
não
concordar
com
o
asserto,
aliás não
te
riam
dormido
a
terça
parte do
tempo
legal
das
sessões
legislativas
d
’este
anno.
Mas o paiz quê
pague
as
preguiças
parlamentares.
Os
nossos fieis
alliados
andam
de can-
deias
ás
avessas
com
os zulos.
Lá
pode
rão
as
phalanges britânicas
fazer
alguma
cousa.
Cá,
pela Europa,
a
altiva rainha
dos
mares
manobra
habilmente,
mas
no
campo
da
intriga,
e da
seducção, para
chegar
a
braza
á
sua
sardinha.
Consta
aqui
que
ella
pedira
licença
ao
governo
portuguez
para passarem
as
forças
inglezas
por
Lourenço
Marques,
no
intuito
de
tomarem
estreitas
contas
aos
paesinhos,
que
se
querem
fazer
espertos
com
a
poderosa
Albion.
E
’
de
crer
que
o
nosso
governo
con
ceda
a
licença
pedida.
Mas,
se
o
não
permittisse?
Iriam
en
trando
pela
nossa
caza
sem
a
menor
ce-
remonia,
porque,
no
fim
de tudo,
a
In
glaterra
não
protegeu
o
liberalismo
quan
do
pretendia
apossar-se
do
paiz,
senão
para
fazer
do
governo
portuguez
gato
sa
pato.
A
opposição
tem
aproveitado
a
catas-
trophe
de
Bolor
para
fustigas-
a
situação;
mas,
diga-se
a
verdade,
ella
não
é mais
responsável
pelo
alludido
infortúnio
do
que
os anteriores
governos
liberaes.
Todos
elles teem
abandonado o Ul
tramar
á
inércia,
e,
talvez,
á
prevarica
ção
das
auctoridades.
Depois
julgaram
que
metteriam
uma
lança
em
África extinguindo
a
escrava
tura,
em
vez
de
fazerem
um
ultimo
es
forço,
no intuito
de
civilisarem aquellas
gentes
pelas
missões
catholicas,
e
os
resultados
da
indifferença
da
metropole
pelas
colonias
já
se
estão
vendo:
tudo
acabará
pela
perda
total
dessa
herança
colossal,
que
nos
legáram
os
que foram,
com
incríveis
sacrifícios,
e
muita
gloria
do
nome
portuguez.
Em
a
noite
de
quarta-feira,
a
do
baile
na Ajuda,
esteve
de
prevenção
no
quartel,
uma força
de
infanleria
1. Que
medo
!
Lembrar-se-iam, acaso,
de
que
se
po
deria
repetir
a scena
da
duqueza
de
Man-
lua,
em
1640?
Ainda
é
cedo.
Os
dedos
lhes
parecem
hospedes.
No
dia
29
prégott
na egreja
das
Sal-
lesias
o
padre Honorati.
Foi
um
verdadeiro
sticcesso
para
os
que
prezam
deveras
a oratoria
sagrada.
N
’
uma
das
minhas
correspondências,
não publicadas
pelos
motivos,
que
sabe
mos,
referia-vos
uma
palestra,
que
um
dos
membros
da
velha
aristocracia,
mas
liberal,
tivera
com
o
snr.
D;
Luiz.
Para
que
possaes
satisfazer
a
curiosidade
dos
vossos
leitores,
repito
uma
parte do
que
o
mencionado
fidalgo disse ao
chefe
do
Estado
ha
pouco,
e é: «V. M.
e
deve
de
attender
a
que
tem
dous
antagonistas
formidáveis
—
a republica,
hoje
em moda,
e
seu
primo o
snr. Dom Miguel
de
Bra
gança.
O
pae
tinha
inimigos,
o (ilho
não
os
tem»....
E
que
respondeu
o
snr.
D.
Luiz? per
guntei
eu:
«Com o
silencio,
mas
vi
que
lhe
cau-
sára
certa
impressão
o
que
eu
lhe
acabára
de dizer.
Mais
me
disse
o
illusire
membro
da
aristocracia, a
que
tenho
alludido,
mas
a
prudência
intima-me
que
o
não
publi
que.
Para
que
vejaes
como
esta
gente
cria
a
fortuna
publica,
dir-vos-ei
que
o
minis
tério
gastou
no
anno
economico
de
1877-
1878
a
maravalha
de
46:880-3000
reis
com
despezas,
que
denominam
evenluaes:
29:3005
00
em diversos
abonos,
e
em
gorgetas
illegaes
17:580-3000 reis.
E
ainda
aqui
não
fica,
p
’
ois
ainda
es
tamos
no
começo do
anno,
e
já
lá
vão
15:0003000
reis de
gratificações,
etc.,
etc.
Isto
assim,
meu
bom
amigo,
é
impos
sível.
Dizem-me
que
o
casamento do
nobre
fi
lho
de
Ricardo Teixeira
Duarte,
se
reali-
sará
no proximo mez
de
fevereiro.
O
noivo
é
um
mancebo,
não só
mui
illus-
trado,
saido
ha
pouco
da universidade,
e
já
distincto
advogado,
senão
um
legiti-
misia
fiel,
e
tão
dedicado,
como
fóra
seu
honrado
pae.
D
’
esta
vez, como
de certo
já vistes,
Mac-Mahon
não
immolou
a
causa
publica
ao
desejo de
manter-se
na
sua
presidên
cia
da
republica.
Viu
que
era incompa-
0 CAPITÃO
ANGELO
3ROM&NCE
ORKMNAI.
POR
J.
B.
da
Silva
Ramos.
OFFERECIOO E
DZDIGÀDO
A
’ EXC.m
* SNR.’
D.
Aníonia Augusta T. de Vasconcellos.
DA
CASA DE
MARBON, EM CBLORICO DE BASTO.
I
Aos
6
de
janeiro
de
1814,
estava n’
uma
sala
do
2.°
andar,
do
largo
da
Batalha,
no Porto,
o
reverendo
João
de
Mascarenhas,
seriam
10
horas
da
manhã, almoçando
com
sua
irmã
D.
Leonor
de
Mascarenhas,
separados
apenas
por
uma
brazeira.
N
’
esta
éra,
o chá
e
o
café
existiam
ainda
foragidos
nos
vasos
das
boticas,
figurando
en
tre
as
melhores
famílias, o
simples
caldo
d
’
un-
to,
ou
a
açorda.
Estes
almoços,
se
não
eram
tão
delicados
e
commodos,
como
os
d'hoje,
eram
mais
substanciaes e
saudaveis.
Pois
nem
mais
nem
menos;
o nosso
reverendo
João de Mas
carenhas,
que
era conego na
Sé
d
’
aquella
ci
dade,
estava
almoçando
açorda,
com
sua
irmã.
Na
madrugada
d
’este
dia
tinha
caido grande
quantidade
de neve.
Nos
telhados
media
ella
mais
de
tres
pollegadas
d
’
espessura;
nas
ruas,
com
o
attrito
dos
carros,
gente, etc.,
estava
menos
espessa;
nos
sitios,
porém,
onde
se
es
coava
alguma
agua,
formava uma
especie
de
chrystal
negro
aonde
os
viandantes
com
facili
dade
escorregavam
e
caiam;
—
era
uma
verda
deira
ratoeira
armada
pela
natureza aos
des
cuidados.
Foi
pois
n
’
este
dia
que
o
conego
Mascare
nhas,
depois de
ter
ido
á
Sé
rezar
o oflicio
e
dizer
missa,
procurava,
em
frente
do
bra-
zeiro
e com
o
almoço,
afugentar
o
frio
e
sa
tisfazer
a
primeira
necessidade
da
vida.
Na
mesma salla traquinava uma menina, de
tres
para
quatro
annos,
viva
como uma
do
ninha,
e
formosa
como
um
querubim:
era
so
brinha
d
’
ambos,
e
filha
segunda
d
’uma
nobre
familia
do
Minho.
Fatiavam
os
dois
irmãos
na baixa
tempe
ratura
atmospherica;
e
a
proposito
dizia
o
co
nego:
—Tive
tal
frio
no
côro,
que
chegaram
a
entorpecerem-se-me
os dedos
das
mãos
e
dos
pés.
—
Pojs
olhe, mano:
a
nossa Maria
Christina,
aposto
que
não
sente
frio
algum—
disse
D.
Leo
nor.
—Podéra: se
ella
é
o moto
continuo...
De
mais,
n’aquella
edade,
não
se
sente
cousa
al
guma.
Agora
nós
que
já
contamos
os
nossos
trinta
e
tantos...
—
Ora
essa
I...
Então
persuade-se que
já
es
tamos
velhos?
—
Não,
mana.
Eu
só
queria
dizer...
N’este
momento
ouve-se
um
grito agudo,
que
vibrou
em
casa—
lavadeira!
—Ora
vá,
continuou
o bom
do
conego,
vá
aquecer
os pés ajuntando
a
roupa
para
la
var.
—
Valha-me Deus!... estava
aqui
tão
bem...
D.
Leonor levantou-se
e
dizia
a
uma
crea-
da
que
fizesse subir
a
lavadeira.
—
Dá
licença,
snr.
’
D.
Leonor?
—
Entra
Joanna.
Assomou
então
á
porta
da salla
uma
mu
lher
que
indicava
ter
40
annos,
de
estatura
mais
que
regular, de
constituição forte
e
sa
dia,
e
d
’
uma
physionomia que
indicava
bon
dade.
Trazia
pela mão
um
menino
de
edade
de
6
annos,
de
cabellos louros
e
ondeados,
cuidadosamente
penteados;
de
tez
fina
e
bran
ca
e
com
uns
olhos
vivos
como
os
do
brasilisco;
vestia
roupas
usadas,
mas ainda
boas
e
em
moda
n
’
aquelle
tempo.
—
Vá
beijar
a
mão
ao
snr.
conego,
ande...
disse
a
lavadeira
para
o
menino,
que obede
ceu
promptamente... Agora
beija
a
mão
á
snr.’
D.
Leonor.
Mariquinhas
tinha
deixado
de
correr
para
empregar
todas as
attenções
no
joven
hospe
de.
Sendo
isto
notado
pela
lavadeira,
dirigiu-
se
esta ao menino:
—
Angelo,
dá
também
um
abraço
n
’
aquella
menina.
Angelo
dirigiu-se para
a
menina
com
os
bra
ços
abertos,
e
esta
correu
para
elle
e se
abra
çaram, como
se
fossem
dois irmãos.
—
Bravo!
exclamou
o
conego
de
junto da
bra
zeira;
parece
que já
se
conhecem
de
ha
muito...
D.
Leonor
ria-se,
e
Joanna
deu
uma
gar
galhada
com
toda
a
simplicidade
do seu bom
coração.
—Então,
Joanna, também
tens
d’isto?
disse
o conego.
—
Por
meus peccados,
snr.
conego,
e
mais
sn.’ D.
Leonor...
Arranjei-o
no
dia em
que
aqui
entraram
os
frãncezes.
—
Hum!...
resmungou
o
conego,
abaixando
os
olhos,
e
revolvendo
o
borralho
com
uma
tenaz
de
ferro.
Joanna,
percebendo
que
o
que tinha dito
punha
em
duvida
os
seus
bons
créditos, ac-
crescentou:
—
Mas,
entende-se,
outra
é sua
mãe.
—
Isso para
mim
é
enigma:
explica-te lá,
para me
tirar de certas
duvidas.
—Eu
também
não
percebo,
Joanna—disse
D.
Leonor.
—
Vão
já
saber
tudo:
No
dia
em
que
aqui
entraram
os
france-
zes,
se
bem
me
recordo
a
29
de
março
de
1809,
foi
o
dia
de
juizo!...
O
snr.
conego
bem
ha
de
lembrar-se...
Eu
descia
no
meio
d
’uma
massa
compacta
de povo,
pela
rua
de
S.
João
abaixo,
em
direcção á
rua
dos
Ba
nhos,
a
casa
de
minha
irmã
Thereza,
que é
casada
com
o
Francisco Lopes, tanoeiro, e que
tem
lá
uma
venda.
Eu
vinha
entalada
ver
dadeiramente,
e
junto
de
mim
uma
rapariga
gorda,
com
este
menino,
então
de
B
a
G
me
zes,
ao
collo;
o
menino
gritava,
e
a rapari
ga,
com
os
olhos arrazados de
lagrimas,
olha
va
para
todos os
lados.
Neste
momento grita-se
:
acolá
vem
a
ca-
vallaria
dos frãncezes!
—a rapariga
volta a
ca
beça
para
traz;
a
onda
do povo
torna-se
mais
forte;
os
que
a seguiam
põem-lhe
os
pés
na
roupa; a
rapariga
cae;
em
quero
salval-a,
mas
tivel
com
um
governo
quasi
(Jemagogico,
e
sahiu.
Foi
mais
uma
victoria
dos
republica
nos,
mas
lambem
mais
um
passo
de
gi
gante
para
o
termo
da
actual ordem de
cousas na
França.
Confesso
que
me
veio colher
de
supi-
to
a
nova,
porque o
passado
do
ex-pre-
sidente
da
republica
me
auctorisava,
até
certo
ponto,
a
esperar
que
elle passasse,
ain
da
mais uma
vez,
pelas
forcas
caudinas.
Enganei-me
e
ainda
bem!
E
ainda
bem,
repito,
porque
nutro
a
convicção
de
que
quanto mais
avançar
a
republica,
tanto mais a França
se
apro
ximará
da
monarchia legitima,
a
unica,
que
póde
salvar
a
patria
de
S.
Luiz.
«Deus,
meu
caro
director,
escreve
di
reito
por
linhas
tortas».
Não
desanimemos.
O
futuro
é nosso.
Como
não
desejo
que
me
acoimem
de intrujão, peço-vos
que
façaes
sentir
aos leitores
do
vosso
excellente
jornal
que errei
quando
lhes
disse
que
a carta
da
virtuosa
Rainha
viuva
fora dirigida
ás
damas
legitimistas,
em
vez
de
lhes
dizer
que
o
fora
ao
nobre conde
da
Redinha.
para
que s.
ex.
a
agradecesse, em
nome
da
augusta
Mãe
do
Senhor
Dom
Miguel
II,
ao
partido
realista
o
modo
como
offerecera
á
Familia
Real
exilada
os
meios
de
subsistência,
de que o
liberalismo
a
tem
privado.
Temos
tido
aqui o
príncipe,
inglez,
de
Gleichen.
Está
hospedado
no
hotel Central.
Tem
andado
em
viagem de recreio,
di
zem.
Que
se divirta,
em
quanto
nós cá va
mos
chorando
n
’este paraizo
de
dilicias
para
os senhores
feudaes do
libérrimo
Portugal.
Não
sei
se
conheceis
uma
nova pu
blicação
denominada
«Jornal
do
Povo».
E
’
uma folha exigua
no
formato,
mas
gigante
na
idea Deslina-se
á propaganda
moral,
e
reli
giosa,
e
é
redigida
por hábeis
escriptores
catholicos.
Um
dos
collaboradares
é
o
hon
rado,
e
il!ustradissimo coronel
Cláudio
de
Chaby,
um
dos homens
mais
honestos,
e
mais
probos
do
partido
liberal,
e
que
honraria
de
certo
a
monarchia
legitima
contando-o
no
seu
grémio.
Deploro,
real
mente,
vel-o n’um
campo,
onde
se
com
batem
acintosamente
os
princípios,
que
aquelle nobre,
e
valente
militar
defende
gentilmente.
Nada vos posso
dizer
do
parlamento,
senão
que
vae seguindo
a
estrada
coim
brã
dos
seus
antecessores
—
«muita
parra
e
pouca
uva».
Comtudo,
o
paiz
paga
as
conversas
Todo
vosso
A.
EXPEDIENTE
Recommendamos
aos
nossos
assignantes e correspondentes
que
de
hoje em diante
tudo
quanto diz respeito á adminis
tração
d’esta folha,
deva
ser
dirigido ao Director Antonio
Joaquim de Mesquita
Pimentel,
rua
Nova n.‘ 4,
o que esperamos
será tomado
em toda a consi
deração
no interesse dos mes
mos
snrs.
assignantes
e corres
pondentes,
e no da empreza
d este jornal.
GAZETILHA
Enfermiilnile.—
Acha-se
gravemente
enfermo,
victiina
d
’uin
typho complicado
com
febre
calharral
e
biliosa,
o
revd.
0
prior
de Fonfarcada.
Era
um dos
parochos
mais
bemquis-
tos
no
concelho,
e
que
mais
honrava
a
classe
.1
que
pertence,
por sua
illustração
e
caridade.
Nos
domingos
p.
p.
muitos
parochos
e
capelláes
nas
suas missas conventuaes
oraram
com
o
seu
povo
pelas
melhoras
de
saude
d’este
seu
illustre
collega.
Os
parochianos
de
Fonl
’
arcada,
sem
distineção
de
posição ou
cor
polilica,
acham-
se
immersos
na
mais pungente
dor,
desde
que
ha
tres domingos
vêem o
seu
ve
tusto
mosteiro
deserto
do
seu
pastor,
e
interrompidas
as
praticas
ou
conferencias
moraes,
que
elle,
ao
regressar
dos
exer
cícios
espiriíuaes
de Bouro,
encetara
com
o
máximo aproveitamento
dos ouvintes, e
que
só
agora
interrompeu
pela
infausta
doença,
que
seguramente
vai
ceifar
esta
vi
da
preciosa.
Todos
os
annos,
pela
festa
do
Natal,
costumava este
bom parocho
distribuir
aos
seus
parochianos
pobres
variadas
es
molas:
este
anno,
como a
prolongada
inver
nia
aggravára
mais a triste
sorte
dos
infelizes,
que
só
vivem
do
trabalho
ou
do
obulozda
ca
ridade,
quando
escaceiavam
no
mercado,
ou
se vendiam por
preços
exaggerados,
os
generos
de
primeira
necessidade;
sa
bendo
o
bom
parocho
que a fome,
com
mão descarnada
e fria pulsava
já
ás
por
tas
de
todos
os
tugurios
e
insurrecciona-
va
alguns
bandos
de
desordeiros
a
lança
rem-se
com
mão
armada
na
voragem
cri
minosa
do
latrocínio,
foi
então
que
o
ca
ridoso
pastor
correu
pressuroso
em
auxi
lio
dos
indigentes, e
para
minorar-lhes
as
agruras
oa
sorte
abriu-lhes
generosís
simo os
seus minguados
celleiros,
e
man
dou
distribuir-lhes dois
carros
de pão.
O
exemplo
propagou-se: alguns
lavradores
que
não
podiam
dar,
emprestaram.
E
para logo
a
fome
desappareceu
co
co
por
encarno,
e
não se
tornou
mais
a
fallar
em
bandos
de
raloneiros.
E’
este
um
facto,
que
á
primeira
vis
ta
parece
incrível n’
esle
século
do
egoís
mo
e
indiíferença
social
e
religiosa;
mas
por
isso
mesmo
deve
registrar-se
como
verídico, atleslado
por
mais
de
cem
les-
timunhas,
porque
mais
de
cem
foram
os
infelizes
contemplados
pela
generosa
mu
nificência
do meu
bom
parocho.
Eis
aqui
como
deveriam proceder
to
dos
os
parochos,
dando
assim
o
exemplo
de
abnegação
e
caridade
E
a
religião
do
Crucificado estaria
mais
arreigada
no
co
ração
dos
povos.
E
um
parocho
assim,
temos
o
sinistro
presentimeuto
de
que
não
mais
será
poupado
pela
fome
cruenta
da
morte!
Se,
por
infelicidade,
se
verificam
es
tes
tristes
presenti
mentos;
como
entrar
mais n
’
aquelle
mosteiro?
como
olhar
para
aquella
cadeira
que
elle
tão
díMpamente
occupava,
com
seu
vulto
simpathico.
e
donde
com
vibrante
e
harmoniosa
profli-
gava os
erros
e exaltava
a
virtude?
•
—
Mais
tarde
teremos
aqui o nosso
ajuste
de
contas
com
o exc.
8”
dr.
Ramalho
de
Barros,
a
quem
ou havemos
de
agradecer
os
disvellos
da
sciencia,
ou havemos de
per-
guntar-lhe
a
seu
tempo,
porque
não
con
sentiu
na
conferencia
dos
melhores
mé
dicos
de
Braga,
que
amigos
intimos
do
doen
te
queriam
levar-lhe
á
sua
custa.
FonUarcada,
26
de
janeiro
de 1879.
Um
parochiano
de
FonCarcada.
AeçAo
louvável.
—
Informam-nos
que
algumas
pessoas
d
’
esta
cidade,
deliberaram
constituir-se
em
commissão
para procederem
á
publicação
d
’
um
avultado
numero de
exem
plares
da
Encyclica
de
Leão
XIII,
ulti-
mamente
dirigida
aos
Bispos
do
Orbe
Ca
tholico,
afim
de
ser
distribuída gratuilamente
por
todos
que
quizerem
fazer
acquisiçUo
de
tão
precioso
documento pontifício.
Não
podemos deixar
de louvar tão
feliz
lem
brança
e
tão
meritória
acção,
necessaria
mente
inspirada pelo
espirito
profunda
mente religioso,
que
os
anima.
O
numero
de exemplares
será
tanto
maior,
quanto
maior
fôr o
numero
de
cavalheiros
que
se
quizerem
aggregar
para
tão
louvável
fim.
SuíTrngioM.—
No
dia
7
do
corrente,
anniversario
da
morte
de
Sua
Santidade
Pio IX,
celebrar-se-hão
na
Sé
Cathedral
da
cidade
de
Angra,
oflicios
fúnebres
por
sua alma.
Óbito.
—
No
sabbado
passado
falleceu
repentinamente,
quando
entrava
para
a
camara
dos deputados,
o
revd."
10
snr.
Moita
Veiga,
conego
da Sé
de
Coimbra
lente
da
Universidade
e
deputado
pelo
circulo
de Ceia.
Correio.
—
Mudou
hontem
para
a
rua
de
S.
Lazaio
n.°
1,
a
repartição
do
cor
reio.
Todos
os
dias fechará
ao
pôr
do
sol
a
repartição,
que será
de
novo
aber
ta,
por espaço
de
meia
hora,
depois da che
gada
do
correio do
Porto,
sendo
durante
esse
tempo entregue
a
correspondência
a quem
a
procurar.
Declara^».—
Recebemos
uma
carta
do
snr.
Cunha
Vianna,
na
qual
este
ca
valheiro
nos
pede para
que declaremos
se
a
local
intitulada
Lembrança
estúpida,
destinada,
como
dissemos,
á
secção
dos
communicados,
e
allusiva
a
nina
obra
man
dada
executar
na
arcada
da
Lapa,
pelo
vereador
respectivo,
pertence
ao
mesmo
snr.
ou
a
seu
pae, ou
a
seu irmão.
Com
toda
a
lealdade
que
nos
caracte-
risa
cutnpre-nos declarar
n
’
esle
logar
ao
snr.
Cunha
Vianna,
que
nem
s.
s.
a
,
nem
seu irmão,
nem
seu pae,
nem pessoa
al
guma
da
sua
familia nos
enviou,
nem pe
diu
a
publicação
do
sobredito
commu-
nicado.
Enfermidade.—
Está
gravemente
en
fermo
o exc.
mo
snr.
José
d
’Araujo
Aze
vedo
Mello
e Vasconcellos,
ex-capitão-mó
dos
extinctos
concelhos
de Larim
e Vil|
a
.
chã
(hoje
Villa
Verde).
Velho
heroísmo portuguez.^
Indo
por
cabo
de uma
embarcação,
que,
com
outras,
leváva
soccorro
ao
forte
dç
Cabedello
no
Brazil,
Antonio
Pires
Ca.
Iháo,
governando
este
o
leme,
em
occasião
de
combate
com
os
hollandezes
que
sitia,
vam
o
forte,
succedeu
que
uma
bala ini.
miga
o
feriu gravemente no
braço
direito;
o
que foi
observado por
um
seu
irmão,
que
correu
immedialamente
pretendendo
subsúiuil-o.
Baldadas
fôram,
porém,
aquellas
fra-
ternaes
diligencias, pois
que
o
ferido,
mostrando
o
braço
esquerdo,
disse:—Para
me succeder
no
posto
tenho
ainda
este
ir.
mão
mais
chegado.
Não
correspondeu
todavia,
sua
fortuua
ao
valor de que era dotado,
por quanto,
continuando
a dirigir
o
leme
com
a
mão
esquerda,
uma
nova
bala
ferindo-lhe
o
peito
o
prostrou
sem vida.
Portugal
antigo e moderno.^
Recebemos
o
fascículo
132.°
do
diccio-
nario Portugal
antigo
e
moderno,
pelo
incançavel
escriptor
Pinho
Leal.
Conti
nua
as
leltras
R
I
B a
R
I
O,
compre-
hendendo
as
folhas
12
e
13 do
volume
VIU.
Esta
obra
não
é
simplesmente
um
honrosissimo
titulo
de
gloria
para
o
seu
illustre
auclor; é ao
mesmo
tempo
ver
dadeiro monumento
nacional.
VietimoM
«ia
ten>|ieHta>.ln.—
A
ul
tima
tempestade
na
costa
canlabreca
fez
75
victimas.
Os portos
que
mais
sof-
freram
são
os
de
Berneo,
Zuraaya
e
Le-
queitio.
Tunel
«lo
monte Ctothard.—
Fal
tam
3:000
metros,
aproximadamente,
para
a conclusão
do grande
tunel
do
monte
Golhard.
Será
o
mais
extenso
de
todos
os
túneis,
pois
a
sua
extensão
medirá
13:481
m.,
ou
mais
de
23
que
o do
monte
Cenis.
Vê-oe
por ahi
muito d’isto.—
Foi
em
uma
tarde
de
janeiro,
que
aca
ba
d
’
expirar.
O
tempo
estava
frio,
como
invernoso que
era;
mas
em
compensação,
o
sol
era
quente
o
bastante
para tornar
menos
sensível
o
gelo
da
estação.
Os
bancos
do
passeio
publico
da
cida
de,
pelo
lado do
norte,
estavam
occupa-
dos
por alguns grupos
d
’individuos,
des
ses que
não
tem
bastante
que
fazer
em
suas
casas, e
gostam
de
ir,
á
tarde, sor
ver
as
auras
perfumadas
do
jardim.
N
’um d
’esses
bancos
estavam
sentados
tres sujeitos,
dous
q te
eram
conhecidos,
e
talvez amigos,
e
um
que
nem de
vista
conhecia
os
outros
dous.
Este conserva
va-se
a
respeitosa distancia.
Um
dos
dous
sobraçava
uma
cousa
de
papel,
que
era
grande
para
folheto
e
pe
queno
para
livro,
mas
que
se
vendia
pa
ra ser lido,
e
que
achava
compradores.
Na
occasião
etn
que
elle
o
collocava
sobre
os
joelhos, escutou o
terceiro
per
sonagem,
o
seguinte
dialogo:
—
Tu
compraste
esse
livro?
Não
sabes
que
elle
é
prohibido?
—
Ora
essa
é
boa!.,
e
quem
tem
au-
ctoridade
de
prohibir-me
de
ler
o que
eu
qtiizer?!
vejo-me
arrastada
pelo
povo,
e,
temendo
que
a
creança
fosse
esmagada,
tiro-llía
por
um
braço,
e
seguro-a
entre
os
.
meus.
Ao
chegar
á
rua
dos
ínglezes,
posso
fugir
da
torrente,
esperando
também
vêr
a
rapariga
para
lhe
entregar
o
menino;
mas,
persentmdo
já
a
ca-
vallaria
muito
proximo,
fugi
a
toda
a
pressa
para
casa
de
minha
irmã.
No
seguinte
dia
fui
com
um
sargento
francez
e
meu
cunha
do
percorrer
algumas
ruas,
para vèr
se
en
contrava
a
mulher
ou
noticias
d'el|a,
e
en
contrei-a
morta,
horrivelmente
esmagada
no
meio
da
rua, no sitio onde
tinha
caido,
com
uma
trouxasinha
debaixo
de
si, contendo
uma
camisa
de
mulher,
uns
sapatos,
e
alguma rou
pa
de
creança.
O
quadro
das
desgraças,
que
vi,
horrori-
son-me,
e
vim
para casa
chorando
e
rogan
do
pelas
almas
de
tantos
infelizes,
que
mor
reram
rfaquelle
dia
de
horror!...
—
Dia
como
esse
sempre
lembra, e
nunca
mais
volte
—
disse
o
conego
enxugando
os
olhos
arrazados
de
lagrimas.—
Mas
diz-me,
como
te
achavas
então
fóra
de
casa?
—
Isso
são contos
muito
largos...
Mas
se
vv.
s.
as
estão
para
me
aturar,
eu
lh
’
o
conto.
—
Pois
conta
lá;
e
chega-te para
o
lume,
Joanna.
—Não
meu
senhor; eu estou
mais
habitua
da
á
agua
do que
ao
lume.
Quantas
vezes
nos
é
preciso
quebrar
o
vidro
da agua
-para
lavarmos
depois as
barreilas
dos
freguezes!
—
Pois
então
está
como
quizeres.
—
Olhe.
snr.
conego
e
mais
snr.
a
D.
Leo-
nor;
—
e
depois
vendo que
Angelo
saltava,
brin
cando
com a sobrinha
de
ambos,
disse:
—
Meu
filho, não bulas
em
nada,
nem
magoes
a
íi-
dalguinha,
sim?...
Angelo,
por
um
gesto
expressivo,
fez
com-
prehender
a
todos
que
obedeceria
ás
ordens
da
lavadeira.
—
Vamos
á
historia:
Ura
anno
antes
d
’
entrarem
n
’
estes
reinos
os
francezes,
conversava
eu
com
um
bello
rapaz,
chamado
Luiz
Antonio,
soldado da
1.*
com
panhia
do
regimento
de
linha
n.
“
18.
A
nos
sa
conversa
era
para
bom
fira;
e,
apesar de
soldado,
nunca
me
disse
cousa
que
offendes-
se
o
meu
pudor;
nem
eu lh
’
o
solfria.
Meu
pae,
que
Deus
haja,
não
gostava
das
nossas
relações,
porque
era
extremamenle zelo>o da
honra
da
sua
familia..
e
porisso
reprehendeu-
me
muitas
vezes;
e
eu,
que
lhe
queria
obe
decer
em
tudo,
com
sacrifício
mesmo do
meu
coração,
disse
um
dia
a
Luiz Antonio:
—
Olhe,
snr.
Luiz, meu
pae
não
gosta
que vmc.
e
me
procure,
nem
que
eu
lhe
fatie.
Vmc.“
não
deve
levar
isto
a
mal,
porque
todos
os paes
tem
obrigação
de
arredarem
as
occasiões
de peri
go para
os
bons
costumes,
honra
e
virtude
de
seus
filhos;
porisso
não
torne a
procurar-
me:
a
vmc.
e
não
faltam
raparigas para diver
tir-se.
—
Então
seu
pae
—
me
disse
elle
visivelmen
te
irritado
—
penga
que
a
procuro
para a
se
duzir?
—
Não
sei:
o
que
devo
fazer
é
obedecer-
lhe
como
a
meu
pae,
que
é,
e
como
ao ami
go
mais fiel
e
desinteressado
que
tenho.
Luiz
Antonio
ficou
pensativo
por
muito
tem
po;
depois
o seu
rosto
tomou
repentinamente
a
expressão
d
’admiração
e
contentamento,
e
continuou
assim:
—Se
até
agora
eu
a
amava
pelos
dotes
do
corpo,
agora
quero-lhe
muito
mais
pelos
seus
bons
sentimentos.
Essa
submissão
á
vontade
de
seu
pae
enche o
meu
coração
d
’
enthu-
siasmo
por
si e
por
elle:
a
menina
mostra
ser
filha
de
bênção
e
seu
pae
um homem
hon
rado
e
virtuoso... Mas, se eu
pedir
a
sua
mão
vmc.
’
casa
comigo?
—
Forque
não!
—lhe
disse
eu
—se
fôr
vonta
de
de
meus
paes e
de
vmc.e...
—Pois
então—continuou elle com
alegria
—
não
desgostemos
mais
seu
pae.
Brevemente
nos
veremos
com
mais
d
’espaço
e
socégo.
Passados
poucos
dias
foi
elle
pedir
a
mi
nha
mão,
que
lhe
não
foi
recusada; porque
meu
pae
reconheceu
n
’
elle
um homem
hon
rado
e
de
nobres
sentimentos:
porém
impoz-
Ihe
a condição
de
se
livrar
antes
do
serviço
militar.
Mas,
meus
fidalgos,
—o
casamento
e'a
mortalha,
no
ceu
se
talha.
Desde
então
nunca
mais nos
demoramos na
rua,
nem
no
lavadouro,
com conversas.
Tratou
logo
de
pedir
a
sua
baixa,
porque
já tinha
dez
annos
de
serviço,
sem
nota;
mas,
emquanto não
chegava,
apparecia
alguns
do
mingos
em
nossa casa,
e
íamos
passeiar
por
esses
arrabaldes
todos
quatro;
meu
pae
e
Luiz
«diante,
eu e
minha
mãe
atraz;
e
meu
pae,
que
observava
que
não
conversávamos
fóra
dè
casa,
era amicíssimo
d
’
elle
e chamava-lhe
o
seu
honrado
Luiz.
Por
nossa
desgraça
rebentou depois
a
guer
ra
com
a
França,
e
tornou-se
impossível
obter
a desejada
baixa.
Chegou
finalmente
o
horroroso dia
29
de
março,
e
eu
que
queria
entregar
a
roupa
la
vada
que
tinha
em
casa
por
temer
o saque,
fui
a toda a
pressa
leval-a
aos
freguezes.
Quan
do
sahi
de
casa,
era
o
fogo
vivíssimo,
mas
quando
atravessava a
Praça
Nova,
era
o
ti
roteio
já mui
fraco.
O
povo,
parte
armado,
de
mil modos,
parte
inerme,
precipitava-se
na
praça
como
um caudaloso
rio, que
arrastava
para
a
rua
das
Flores
tudo
o
que
encontrava
na
sua
corrente.
Eu,
fiada
na
minha robus
tez,
quiz
rodear
esta
impetuosa
torrente,
para
me
dirigir
ã
casa, mas
fui
arrastada
por
ella.
Quando
cheguei
defronte
da
rua
do
Souto,
poderia,
por
um
grande
exforço,
entrar
n
’
ella,
e
chegar breve
a casa;
mas
um
canhoneio
forte e
um
tiroteio
vivo
e
aturado
para
o
lado
da
Sé,
me advertiu
de
perigo
que
ahi
cor
reria,
ou
talvez
da
impossibilidade
de
atra
vessar
esses
sitios.
Lembrou-me
então
rainha
irmã,
casada
nos
Banhos,
e
deixei-me
arras
tar pelas ondas
de
povo,
forcejando
sempre
por
me
collocar
do
lado
opposto
da
rua, para,
na
rua
de
S.
João,
poder
fugir
da
impetuo
sa
corrente,
o
que
consegui,
tendo
a
fortuna
de
encontrar e salvar
este
menino,
como
disse.
—
Que
fizeste
depois
ao
menino?
—
Que
havia
de
fazer?!...
entendi
que
me
tinha
sido
entregue pelo
Senhor,
para
ser sua
mãe
adoptiva,
e
desempenhei,
até
hoje,
essas
obrigações;
e
Deus
me
ajude
a
amparai
o, até
elle ganhar o
pão
de
cada
dia.
(Cotinúa).
—
A
Egreja...
—
A
Egreja
que
se
metia
com a
sua
vida,
e
que
deixe
ler
a gente
á
vontade!..
Talvez
ficarei
excommungado?!
—
Olha,
eu faço-te
a justiça
de
acre
ditar
que
tu
és
calholico,
e
porisso
vou
dizer-te
apenas
duas
palavras,
respon
dendo
á
tua
inconsiderada
resposta.
A
Egreja
recebeu
de
Jesus
Christo
o
deposito
da
sua
doutrina,
com
obrigação
de
a
ensinar
a
todos
os
homens.
Mas
esta
obrigação jamais
poleria
a
Egreja
cumpril-a,
se
os homens
não
es
tivessem
obrigados
a
ouvir
os
ensina
mentos
da
mestra, e
de
pouco
valeria
o
ouvil-os
se não
os
pozessem
em
pra-
ctica.
Mas
para
que
os
homens
escutem
e
observem
a
doutrina
da
Egreja,
é
mis
ter
que
tenham
a
certeza
que
ella
os
não
póde
enganar
nem enganar-se,
e
depois,
que
ella
tenha
o
cuidado
de
lhes
apre
sentar
a
sua
doutrina,
e
obstar
a que
ou
tra
qualquer,
opposta
á
sua,
lhes
seja
en
sinada.
Tudo
isto
se
acha
confirmado
no
Evan
gelho.
Ora, que
outra
cousa
faz
a
Egreja,
quando
se
publica
uma
obra
contraria
á
doutrina
de
Jesus
Christo,
senão
avisar
os
fieis de
que
tal
doutrina
não
lhe
per
tence,
e
como
tal
deve
ser
despresada
e
condemnada
pelos
seus
filhos?..
Além
d
’isso,
todo
aquelle que
escre
ve
e
propaga
doutrinas
oppostas
ás
da
Egreja,
é,
por
certo, ura
membro
peri
goso,
ura
perturbador
da
paz que
deve
existir
entre
os
outros
membros
d
’
essa
sociedade,
tão grande
que
conta
os
seus
membros
por
200 milhões,
e
tão
perfeita
que foi
estabelecida
pelo
mesmo
Filho
de
Deus.
Ora
jamais
alguém,
que tenha sen
so
commnm,
se atreverá
a
dizer
que
a
toda
a sociedade
legilimamente
constituída
não
assiste
o
direito
de
expulsar
do
seu
grémio
os seus
súbditos
díscolos
e
per
turbadores;
e
isto
que
no
civil
se
chama
degredo,
no
ecclesiastico
se
chama
excom-
munhào......
—
Sempre
tens fallado
excellenternente,
meti
amigo,
e
não
sei
o
que
possa
res
ponder-te.
E
hei-de
por
ventura
perder
os
200
reis
que
me
levou
o
livreiro
pelo
pape
lucho?..
E
os dous
levantaram-se
e
seguiram
caminho,
porque
o
sol
ia
já
a
declinar.
O
terceiro
que os
não
seguiu,
por
que
não
era
curioso,
não
ouviu
o
resto.
A
trieliini».
=
Esla
terrível
moléstia
acaba
de manifestar-se no gado
suino
em
Hespanha.
Alguns
porcos
foram
atirados
ao
rio
Ebro,
em
Caspe.
Em
uma
onça
de
carne
encontraram-
se
500
bichos.
«5»
soeíaiiísino.—
Dizem
de
Roma em
2o
de
janeiro:
Os
internacionalistas
socia
listas
de
muitas partes
da
Europa
dirigi
ram
ao
Vaticano
cartas
ameaçadoras
por
occasião da
ultima
Encyclica
do
Papa.
Assegura-se
que
o
Vaticano
dará
noticia
«Testas
cartas
aos
respectivos
governos.
Ajudá.
—
Consta
por
via
de
França
que
o
rei
de
Dahomé
conservava seus
prisioneiros
o
governador
do
forte
de
Aju-
dá
e
os 7
soldados
que ha tempo aprisio
nou;
e que
em
vez
de
os
maltratar,
co
mo
a
principio
fez,
os enche
agora
de
considerações
e
os trata
muito
bem.
Pa
rece
que disse
ao governador
do
forte
que
desejava
dar-lhes
a
liberdade,
mas
que
o
impedem
de
assim
proceder
razões da
alta
política do
seu
paiz.
.v&cetiitg
—
Realisou-se
ante-hontem
o
meeling,
que
annunciámos,
promovido
pela
classe académica
d’
esta
cidade.
Foi
considerável
a
concorrência,
mas
com
certeza
que
multiplicaria,
se
o
tem
po
não
estivera
tão
desabrido
e
fossem
mais
regulares
os
trabalhos
de convoca
ção.
Usaram
da
palavra
diversos
cavalheiros,
entre
os
quaes
os
snrs.
Fernando Castiço,
Penha
Fortuna,
Alves
de
Moura,
João
Novaes
etc.
Nomeou
se
uma
commissão
para
redi
gir
uma
representação,
pedindo
que os
exames tinaes
de
habilitação
aos
cursos
superiores sejam
feitos no lyceu
d
’esta
cidade.
Tíiestr».
—
A Companhia
Dramatica
Portugueza
levou ante-hinlem á
scena o
drama
Pedro.
—
A’maahã
sobe
á
scena
o drama
em
2
actos
Culpa
e
perdão, e
a
comedia
em
1
acto O
noivo
de
Alhos
Velros.
E’
re
cita'extcaordmaria
em
beneficio
do
actor
impossibilitado
de
fabalhar J.
M.
Mur
teira.
Toma parte
no
espectaculo
o
snr.
Joa
quim
da
Costa
Carvalho,
habil
pintor
d
’
esta
cidade,
que
pintará
em 5
minutos
um
quadro
a oleo.
Que esperança»!—
Nos
quartéis
da
cidade d’
Arras
(França)
circulam
listas
da
subWripções
para
.se
erigir
ura
busto á
memória
de Robespierre,
aguardando
o
tempo,
segundo
diz
a programma
«em
que se
possa
levantar
uma estatua
ao
gran
de
genio
polilico
<fe
93».
Konho.—
Ao
recebedor
da
comarca
de
Melgaço, o
snr.
Antonio
Gonçalves
Roma,
que
conduzia d
’
aquella
villa para
o
cofre
central
do
dislricto
de
Vianna
uns
tres
contos
de
reis, foi roubada
esta
quantia
pelos
ladrões,
que
lhe
sairam
ao
caminho,
proximo
de Monsão.
Os
ratoneiros
dispararam sobre
a
ca
valgadura
era
que
o recebedor
montava,
e
que
mataram
logo.
O
snr.
G.
Roma
poude
escapar, lendo
recebido apenas
al
gumas
manchas
no chapéu.
ÂfllHinentna.—
Foi
designada
a
let-
tra
M
para
servir
durante
o
corrente
anno
nos
atilamentos
de
todas
as
medi
das e instrumentos de
pesar e
medir.
(Iiua
opiuiAo
inhiupeita.—
O
snr
Camillo
Castello
Branco,
em
uma
nota
do
precioso
livro
—Jesus
Christo
perante
o
século, diz
assim:
«Os
mais
perigosos
corruptores
são os
que
escrevem
maxi-
mas
depravadoras; e
á
sombra
d
’uma
in
discreta
reputação,
as
fazem
correr
e
avaliar
pelo
prisma seductor
das
paixões.
Esses
dourados
copos
de
veneno
são
os
livros, que,
na
apparencia
frívolos,
de
baixo
das
formulas
alindadas
do
romance,
dão
ao vicio
o
colorido
da
virtude,
en
grandecem
as
paixões
baixas,
alteando-as
a
um
sublime
horroroso,
decoram
o
sui
cídio
com
todos
o*
atavios
da
honra
vir-
tuoza,
maldizem
lodos
os
poderes,
clas-
silicando-os
indistinctamente,
na
gerarchia
odioza
dos
déspotas;
inventam
tragédias
desaguizauas,
era
que
o
ministro de
Deus
raro
é
não
exercer
o
mais
abomi
nável emprego do
plano,
e
convidam o
leitor
a
considerar
o
romance
que
lê,
não como
o
producto
d’
um
coração
ul
cerado,
mas
um
excellente
codigo
de
mo
ral,
mais
ou
menos
romantisado,
segundo
a
necessidade
da
épocas.
—
(Nota
3.
J—
pagina
313).'
Ahi
fica
bem patente o
juizo
que,
a
respeito
dos
romances,
fórma
o
primeiro
entre
os nossos
romancistas.
Sé
assim
fallasse
um jesuíta, um pa
dre,
um
catholico
qualquer,
que
diriam
por ahi as más
linguas?
Mas o que
é
certo
é
que
o snr.
Camillo
diz
o
mesmo
que
dizem
a
tal respeito,,
os
reacionários,
os
retrogradas,
os jesuítas,
os
beatos,
e
lodos
os
clericaes;
e
ninguém será
ca
paz
de lhe
chamar
nomes
tão (elos.
Fiquem
certos
que
elle
que
assim
o
diz,
é
porque
assim
o
entende
....
Vingem
tormentosa.
—
Durante
a
viagem
da
galera
«Gamões»,
procedente
do
Maranhão,
em
76
dias,
falleceram os
seguintes
passageiros:
José
Fernandes
Viegas,
José Pires
Barboza
e
Domingos
da
Silva Monteiro.
Ao
entrar,
a
28, no
Tejo,
morreu
também
o
passageiro Manoel
Victorino
da
Silva.
Notieins
da
França.
—
Versailles,
30
—O
senado
e
a cainara reuniram
se em
congresso.
Entraram
na
urna
705
suflragios,
por
tanto
a
maioria
absoluta
era
333.
O
snr.
Júlio
Grévy
foi
eleito
por
565
votos contra
99
dados ao
general
Chanzy,
além de 43 listas
brancas
ntillas;
Julio
Grévy
foi
proclamado
presidente
da
re
publica
franceza por
sete
annos.
(Estrepi
tosos
aplausos).
Paris,
30
—
A
demissão
do
marechal
diz:
«Ao
deixar
o
poder,
tenho
a
conso
lação
de
pensar que
durante
54
annos
me
consagrei
ao
serviço do
meu
paiz
como
soldado
e
cidadão,
mas
jámais
foi
guiado
por
outros
sentimentos
senão
o
da
hon
ra,
do
dever
e
da
devoção
absoluta
pela
patria.
Convido-vos
a
coramunicar
a
mi
nha
decisão
ás
carnaras
e
acceitae
as
ex
pressões
da
minha
alta
consideração».
Falia
se
em
eleger
o
snr. Gambetta
para
presidente
da
camara
dos
deputados.
O
snr.
Dufaure
manifestou a intenção
de
relirar-se á
vida
privada.
Depois
da
eleição
do
snr.
Grévy
para
presidente
da
republica,
o
senado
e
a
ca
mara
tiveram
uma breve
sessão
afim
de
consignar
nas
aclas
a
el-ição
do
snr.
Gré
vy.
A
camara ha-de eleger
ámanhã
o
seu
presidente
em substituição
do
snr.
Grévy.
Apresentar-se-ha
a
demissão
collecliva
do
ministério.
O
presidente
da
republica exprimiu
o
desejo
de
que
os
actuaes
ministros
con
tinuem
a
dirigir
o
governo
e
que
ao
me
nos se
conservem
provisoriamente
nas
suas
funcções.
Os
ministros
reunir-se-hão
ámanhã
sob
a presidência
do
snr.
Dufaure
afim
de
examinarem
a
situação
que
se
diz foi
feita
pelos
últimos
acontecimentos.
O
snr.
Mac-
Mahon
foi
á
noite
saudar
o
novo
presi
dente
da
republica. A
entrevista
foi
muito
cortez
e
o
marechal
disse
que
partirá
ámanhã
para
Grasse
onde
permanecerá
algum
tempo.
Paris,
31
—
Todos
os
jornaes
são
una
nimes
em
consignar o
procedimento
recto
e
a dignidade
do
marechal
durante
o dia
de
hontem.
O
«Journal
des
Débatss
diz
que
a re
publica
atravessou
uma
crise
lemivel,
mas
saiu
d’
ella consolidada.
A
«République
française»
diz
que
só
ha
uma
expressão
para
caracterisar
o
acto
que
acaba de
ser
consumado
desde
hon
tem:
Estamos
era republica
do
século
XIX.
O
«Siécle»
dá
como
certa a
nomeação
do
snr.
Gambetta
para
presidente
da ca
mara
dos
deputados.
Paris,
31
—
Suppõe-se
que
Gambetta
tomará
a
presidência
dos
deputados.
O
snr.
Marlel
será
nomeado presidente
do
conselho
de
ministros.
Dufaure
presi
dente
do
senado.
Paris, 31
—Não
e
verdade
que
o
ma
rechal
parta
para
Grasse. Ficará
alguns
dias
em
Paris
alim
de
facilitar
pormeno
res
da
posse
do
poder ao
snr.
Grévy.
O
marechal
acha-se
já
instalado
no
seu
palacio
na
rua
Bellechassen.
Prova
velmente
irá
em
seguida
residir
na
sua
propriedade
em
Leuvet.
O
snr.
Grévy
irá
brevemente
instalar-
se
no
palacio
Elyseu.
Paris,
31—Os
deputados
elegeram
Gam-
betta
seu
presidente por
314
votos.
A
mensagem
do
novo presidente
da
republica é
esperada
para
a
semana.
THEATRO
DE
S. GERALDO
Companhia dramatica
portu-
gueza
Quarta-feira
5
de
Fevereiro
cie
1879
Em
beneficio
do
actor
impossibilitado
de trabalhar
J.
M.
Murteira,
o
drama
em
2
actos
CUIPA
E PERDÃO.
A
comedia
em
1
acto
O NOIVO ME
&L1IOS
VEDRO3.
N
’
um
dos
intervallos
o
distincto pin
tor
Joaquim
da
Costa
Carvalho
pintará,
á
imitação
de
M.
Gauthier,
um
quadro
em
5
minutos.
Principia
ás
8
horas.
SAte
A
TODOS
sem
medicina
.
pur
gantes,
nem
despezas,
cora
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
REVA.LESGIÈ IE
DL
BARRY de
Londres.,
311
aunou iTinvariavel stieeeaiio
6
Combatendo
as indigestões
(dispe
psia)
gasb
ica,
ga-lralgia,
ílegma,
arrotos,
amargor
ua
bocca,
pnuitas,
nauseas,
vo-
mitos,
irritações
lutestinaes,
diarréa, di
senteria,
cólicas,
tos-e,
asthma, bexigas,
falta
de
respiração,
oppressào,
cougesiõas,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
dewrdens
no
peito,
na
gargan
ta,
do
alho,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
liga
lo,
dos
rins,
dos
totesliuos,
da
mucosa,
do
ceiebro
e
do
sangue.
83:00
curas,
comprebendendo
n
ellas as
da
duquesa
de
Castlesluari,
do
duque
de
Phiskow,
da
marqueza
de
Brehan,
de
Lord
Stuart,
par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor Wur
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.
u
65:811.—
Mr.
A.
Bruoeliére,
cura,
de
uma
dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos
médicos
lhe
darem
só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.° 62:476.
—
Sahite-Rumaine-des-
lles
(Saône-et-Loire.
—
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
A
Revalescière
du
Barry
poz
fira
aos
meus 18
annos de
soffriraentos
do
estomago
e
dos
nervos, de
fraquezas
e
de
suores
nocturoos.—
J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719. —
H
ydropsia
,
retenção
.—Tres
d
’estes
casos
foram
ra
dicalmente
curados. Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um
resfriamento,
produz
a
sus
pensão
repeniin<imente;
para
as
retenções
de
ourina
e
doenças
de
estomago,
pro
duz o
melhor
effeito
e
dissipa
a melan
colia.—
L
angevin
,
cura.
Cura
n.°
48.816.
—
Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolplio
Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de
1855.—
A
Revaleaelère
substituiu
admiravelmente
toda
a
medici
na
em
muitas doenças,
sobretudo
nas dia-
bethes,
constipações
obstinadas
e
habituaes,
assim
como
nas
diarréas
nas
affecções dos
rins
e
da
bexiga,
nas
contracções
e
nas
hemorrhoidas,
assim como
nas
doenças
pulmonares
e
dos
bronchios,
nas
tossesre
na tisicr.
—
Doutor
R
ud
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
scientificas.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sem esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda a
pe
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de
‘
/t
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo,
1£400
reis;
de
2
*/, kilos,
3^200
reis; de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos, 12$00í)
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
ehoeolntnda
ç
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em pó e
em paus,
era caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
da
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
»U
HARRY
AC.’ IiiniTE».—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr. Serzedello
à
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Eisboa,
(por
grosso
e miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira &
irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO. ==.
Aveiro,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.—
DnrcelloH,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vianna do
t«lio,
Aflouso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog., Rua
grande,
140.
—
Guiiiiarãrs,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feic?,
1;
José,
J.
da
silva,
drog..
Rua da
Bainha,
29 e
33.
—
Miranda,
pharm.
—
Porto
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
& hraão,
Rua
da Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua de
Cedofeila,
160;
Fontes
& C.a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte do
IA-
m»,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Fovo» «5o Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vnlença do
Vlinbo,
Fiancisco
José de
Sousa,
pharm.
—
Villa
<1<»
Conde,
a
.
L.
Maia
Torr
s,
pharm.
Antonio
de Mello
e
Athaide, retiran
do-se
segunda-feira
para
Lisboa,
faltaria
a
um
dever
de gratidão se
por
este
meio
não patenteasse
o
seu
indelevel
reconhe
cimento
para
com
as pessoas
que
o
hon
raram
com
a
sua estima
e
consideração,
oíferecendo-lhes
o
seu
limitadissimro
prés
timo
na
capital.
Aproveita
também
esta
occasião
para
agradecer
a
extrema delicadesa
e
bonda
de
com
que
o trataram o
snr.
João
An
tonio
da
Silva
Pereira
e sua
ex.
ms
esposa.
(2253)
ANNUNCIOS
Alexandre
José
Pereira
Calheiros,
do
Pico
dos
Regallados,
participa
ao
respeitá
vel
publico
que,
além
do carro
que
já
sé
acba
annunciado,
tem
mais outro
que
tiade
conduzir
as
malas
do
correio
entre
esta
cidade
e
a
Villa
do
Pico de Regal
lados, que
sae
d
’aqui
ás
7
e
meia
da
tarde
e chega
ao
Pico
ás
9
da
noite
e
sae
do Pico
ás
4
da
manhã
e
chega
a
esta
cidade
ás
6.
Assim
como
todas
as
terças-feiras
tem
um
outro
a
sahir
d
’esta
cidade
para
o
referido
ponto
ás
3
horas
da tarde.
Preços
os já
annunciados.
Braga
31
de
janeiro
de
1879.
(2246)
Alexandre
José
Pereira
Calheiros.
AO 1’
1'111410
João
Baptista
Lopes,
participa
que
admittiu
para socio
de sua caza commer
cial,
desde
o
dia
25
de agosto
de
1878,
o
seu filho
Guilherme
Baptista
Lopes,
e
que
a
firma
social
será
d
’
aqui
em
diante,
João
Baptista
Lopes
à Filho.
Braga 1
de fevereiro
de
1879.
(2247)
Vende-se
uma
morada
de
casas,
e
uma
quinta,
com
agua
de
lima
e
rega,
barandão
eeira
de
pedra,
sem
pensão,
com
a
denominação
do
As
sento,
em
S.
Pedro
de
Escudeiros. Quem
a
pretender,
falie
com
Joaquim
Rodrigues
Barhoza,
morador
na
mesma.
(2248)
José
Martins,
do Pico
dos Regalados,
participa
ao
respeitável
publico que conti
nua
com
a
sua
carreira
diaria
ainda
mes
mo
nas
quintas-feiras,
entre
Braga,
Villa
Verde,
e
Pico,
e
vice-versa.
Preços
os
já
annunciados.
Braga
3
de
fevereiro
de
1879.
(2252)
José
Martins,
do
Pico
Dinheiro
a
juro
Dá-se
a
juro
de
5
p.-
c.
a
quantia
de
800,5000
reis
na
confraria
de
N.
Senho
ra
da Rosa da Sé Primaz.
(2254)
6.a
emissão das obrigações dos
caminhos de ferro
do Minho
e
Douço
Pelo presente são
prevenidos
os
pos
suidores
de
titulos
provisorios,
já
libe
rados,
que
queiram
proceder
á troca
dos
mesmos pelas
obrigações
correspondentes,
de
coupons
ou de
assentamento,
ou
por
titulos
representando
cada
um cinco
obri
gações
de coupons,
poderão
desde
já
en
tregar
n
’esta
Repartição
os
referidos
titu
los
provisorios.
Repartição de
Fazenda
do
Districto
de
Braga,
3
de
fevereiro
de 1879.
0
Delegado
do
Thesouro,
(2255)
E.
Tavares.
Vende-se
uma
morada
de
casas,
designada
com o
n.°
6
a
6
C, si-
■rlLw
mada no
Rocio
de Traz
da
Sé.
Tracta-se
com o
snr.
João José
Antu
nes,
rua de
S.
Vicente
n.°
98.
(2236)
IH.MIEIKO
A
JI BO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
330^000
rs.
para dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
~
>
Gran
êxito en
Paris
VÈLOUTINE
GHles FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
'{ ADI! E.iENTE, dá al
cútis
frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende
en
Ias
Farmacias,
Perfumerias, Beluquerias y tiendas de
quincalla.
OLEO
Farmaoia de HOGG, 2, rue de Castiglione, Faria
(Unico
proprietário).
BIGADofmSCOS
Dl
BAGALAO
de
Prescripto
por todos os médicos
e empregado com o mayor succeso
contra
: as
enfermidades do peito, alfeiçâes escrofu
losas,
tosses ehronicas, rlieumaíismos,
magreza
erlanças, das impigemes,
fluxos
brancos, debilidade
geral, etc.,etc. Jr * ,
9$
Agradavel e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
‘
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
a
capsulo de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que devera achar-se
sobre o rotulo.
HOGG
Deposites
nas principaes Pharmacias e em I.Ssltoa, nas casas de B
arreto
,
rua do
S.oreía», 28 e 30. A
zevedo
e
Filhos,
B
arral
e I
rmão
; em
Porto,
nas*casas de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
llolmbra, Salvador F
erraz
.
____
.
Linimento
BOYER-MICHEL para caval-
ios,
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ighel
,
pharma-
ceutico em Aix (na
Provença) França. —
Preço
1,000
reis. —Em
Lisboa',
u snr
B,.nelo, L< reto, n.° U8—03.
Massa fallida
de José Joaquim
da
Silva
Braga
Por
ordem
do
snr.
juiz
commissario
são
convidados
os
snrs.
credores
a
com
parecerem no
tribunal
do
Commercio
d
’
es-
ta
cidade
no dia
12
de
fevereiro
proximo,
pelas 10 horas da
manhã
para
a
verifica
ção
de
créditos,
e
mais formalidades
pres-
criptos
no
codigo
commercial.
Lembra-se
porém,
aos
snrs.
credores
que
quando
se
façam
representar
por
procurador,
deve
vir
auctorisado
com procuração
bastan
te,
a
qual
não
póde
ser
feita a
outro
credor,
assim
como,
os
documentos
so
bre
que
bazear
a
reclamação,
devem ser
legalmente
sellados.
Braga
27
de
janeiro
de 1879.
Os
curadores
fiscaes
provisorios
(2241)
Valença,
Filho
SÇ
CP
Banco
Commercial Àgricola e
In
dustrial
de Villa
Ceai
Sociedade
ano»yn>n de respoanga-
bilid&de
limitada
A
Gerencia
annuncia
que
nó dia
3
de fevereiro
proximo
começará
o
paga
mento
do
divideudo
do
2.°
semestre
do
anno
findo, na
rasão de
1^500
reis
por
acção:
Em
Villa
Real,
ria
séde
do
Banco
e
nas
demais
terras nas
agencias
do
costume.
Banco de
Villa
Real,
em 26 de
janeiro
de 1879.
Os Gerentes
Joaquim
José d'Oliveira
Guimarães
(2242)
Agostinho
José
da
Costa.
Vende-se
um
de
quatro
rodas,
em
bom
uso,
para
um
ou
dous
cavallos
e
os
ar
reios
competentes.
Trata
se
na loja
do
Cachapuz.
(2232)
Folhinha
Civil on de Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e na
rua
do
Souto na vestimentaria
Ro
cha
e
tm todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
Antonio Manoel
Ayres
Oliveira,
nego
ciante
na
rua
dos
Chãos,
compra
acções
do
Theatro
de
8.
Geraldo.
(2230)
Ammo
& lALHirao
29, IPs-ísça tio
SSarão
«5e
S. Síarti-
nho,
2 9
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para snr.a
e
creança.
Flores,
[dumas
e
cascos
para chapéus.
.Malhas
de
lã
para creança.
Toucas
para
senhora e
creança.
Colarinhos,
e
punhos.
CoLimhos
de
bretanha
de linho
para
militares,
duzia
a
1$000
e
l$200
rs.
Meias
de lã
em
cores.
Copos,
qalices e
garrafas.
Jarras
de
differenles
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Venda»
a
dinheiro.
VINHO CKEOSOTâDO
DE
GttlWBEET
E SSOLCISAK»
MODIFICADO
POR
DUJARDIN-BEAUMETZ
Este
novo
medicamento,
cujos
resul
tados
têem
sido
surpreheudentes,
é
hoje
o
preferido
por
todos
os
médicos tanto
nacionaes
como
estrangeiros
para
a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites,
catar-
rhos
da
bexiga,
tosses rebeldes, etc.
♦
Deposito
no
Porto
—Pharmacia
Orien
tal,
268,
rua
de S.
Lasaro,
272.
Braga
—
Pharmacia
Mava,
rua
dos
Chãos, 31.
(2229)
Os
í-Jebuçradc» mytilieo»,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e ex-
peclorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.
—
Meiá
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de Santo Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2250)
CODIGO PENAL DA
EGREJA
®«e
Constituição Apogtolicse Sedis
do
SS.
Padre
Pio
IX
Annotada
e
commentada
pelo
presbytero
Juào
llebello
Cardoso
de
Menezes.
A
’
venda:
N’
esta
redacção.
No
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
e
nas
casas
dos
revd.mos
arcyprestes
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
Monl
’
Alegre,
Vianna,
Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima, Villa
Verde,
Villa
Real,
Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção,
Fafe,
Povoa
do
Var-
zim.
No Porto,
em
casa
do
snr.
José
Car
los
das
Neves,
rua
das
Flores.
Em
Villa
Pouca
d
’
Aguiar,
em
casa
do
revd.
m()
Silvino
de
Souza
Costa
Júnior.
MACHINAS
PARA
COSER
«.liaiTÍMASÍ
DA
Companhia fabril SINGER
19 —
rua de S. Vicente—19
BRAGA
As
melhores machinas
para
costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no anno
de
1877,
282:812
machinas
de
costura!!!
mais
2«:f9«
que
em
1876.
A Companhia
Fabril
Vende
as
suas magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas, ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
rei»
uemanae»
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a menos a
promplo paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
4
COMPANHI
A FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no seu bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o publico que te
nha todo o cuidado para não
ser enganado
com as machinas
imitações,
como algumas pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem sido.
As
machinas
legitimas SIXGicn
só
se
encontram
á
venda
na Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
dislrictos
de Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em casa
do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
ehviarão
GRÁTIS.
(2187)
Dinheiro sobre
penhores
Na
Caixa Penhorista Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro, joias, roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande abatimento nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baptista da
Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA
—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
