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-
FOLHA
íSS-ÍE.IÍnlWSA, POLÍTICA K<2 AOTiC S
Of-í.%.
REDACTORES
—D. Miguel [Sollo-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—D1RECT0R—Antonio Joaquim |de Mesquita Pimentel.
7.° ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
1&600
850
40
20
10
Braga,
12 mezes.............................. ,
»
6
»...............................
Correspondências
partic. cada
linha
Annuncios cada linha
........................
i^ão...........................................
PUBLIGA.-SE
Annuncii
Kepetiçl
AS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
Províncias, 12
mezes.........................
»
6
»
........................
»
sendo
duas assignaturas
Brazil,
12 mezes, moeda forte. . 3&600
Folha
avulso
N.°
892
Í0
Haú*.
B
B Cr
SABBADO
1
DE FEVEREIRO
DE 4879
Está
na
ordem do
dia a concessão
feita
ao
snr.
Paiva de Andrada,
em
as
nossas
riquíssimas
possessões
da
Zambe-
zia.
No
parlamento,
na
imprensa,
nos
ca
fés
e
no
rendez-vous
dos
pasmatorios,
faz
ella
o
thema
obrigado
de
todas
as
con
versações
e
até
dos
mais acalorados
de
bates.
E
todavia
não
é
o
interesse
da
ques
tão
em
si
que
tanto dá
que
faltar,
mas
o
que
ella
póde
aproveitar
aos
fins
a que
os
differentes
partidos
se
propõem.
Que
a
concessão
é
um
escândalo
enormíssimo
ninguém
se
atreve
a
con-
testal-o.
E
a
prova
está
no
modo porque ella
íoi
defendida
por
um
dos
mais
conspícuos
e
auctorisados amigos
do
governo,
na
ca-
mara
dos
pares.
Quizeramos
porém
ver
nos
que
a
com
batem,
razões
mais
elevadas
do
que
as
que
podem
servir
unicamente
ás preten
sões
políticas
de
um
grupo
ou
partido.
As
nossas
colonias
precisam
que
se
cuide
d
’ellas.
não
para
as
dar a
retalho
a
qualquer
indivíduo, embora esse
indiví
duo
fosse
alguma
vez
companheiro
de
viagem
de
um
ministro,
e
esse ministro
se
chame
Fontes
Pereira
de
Mello;
mas
para
as
civilisarmos,
evangelisando-as,
e
dar-lhes
aquelle
desenvolvimento
moral
e
material,
que
ellas
estão
reclamando,
e
que
bem
merecem
pelo
muito
que
ellas
pó-
dem
dar-
nos
em
compensação.
A
concessão,
ultimamenle feita,
é
tal
vez
a
mais
importante,
não
só
pela
ex
tensão
do
terreno
concedido,
mas
tam
bém
pelas riquezas
immensas
que elle
encerra.
Não
sabemos
se
o
governo
podia
fa-
zel-a;
o
que
aflirmamos
é
que
nunca se
devia
fazer.
Ha
muito
que
o estrangeiro
espreita
a
occasião
de
poder
empalmar-nos
aquellas
possessões.
E
o
governo
deveria
ter
isso
em
vis
ta,
para
não
dar
a
um
particular
o
que
a
troco
de
dinheiro virá
a
cair
em mãos
d
’eslranhos.
Se
querem
de
véras
o
progredimento
das colonias,
não
é
por
tal
fórma
que
elle ha
de
conseguir-se;
porque
não é
enriquecendo
com
ellas
um
ou
muitos
in
divíduos,
que
ellas
hão-de
elevar-se áquel-
le
grande
prosperidade
a
que
teem
di
reito.
N
’
aquellas
paragens
longínquas
está
ainda
a
esperança
do
paiz, no estado
de
abatimento
em
que
se
encontrara.
Curar
d
’ellas, é preparar o
nosso fu
turo. Abandotial-as,
esquecel-as,
ou dal-as
de
prezente
a
quem
quer
que appareça.
será
a nossa desgraça
e
completa
ruina.
Ignoramos
quaes
os
titulos
com
que
se apresentou
o
concessionário
para
fazer
jus
a
tão
avultada
doação.
Fossem
porém
quaes fossem, não
to
lera
o
nosso
patriotismo
se
retribuíssem
de
similhante
modo.
Se
já
não ha
um logar a
mais
na
comprida
meza
do
orçamento,
se
os
ti
tulos,
as
fitas
já
não
chegam
para
os
afilhados,
varressem-se
embora
os
cofres
do
estado,
para
encher as algibeiras
do
benemerito,
mas nunca
despojar
a
coróa
porlugueza
d’
uma
joia tão
preciosa.
E’
um
crime
que
o
patriotismo
não
perdoa.
M.
MARINHO.
IxiMbua,
99
de
janeiro de
ftS99.
(Do
nusso
correspondente».
Não
sei
se
vistes
a
representação
que o
pogressismo da
cidade
da
Virgem
enviou
ao
parlamento.
E
’
um
dos
elogios
mais
fúnebres,
que
se
teem
publicado,
da liberdade
dos
lí
ber
aes.
Oh!
como
o
nobre
partido,
depositá
rio
fiel
da
bandeira
da
patria,
tem
mo
tivos
de todo
ponto
plausíveis,
de
se
con
servar
no
campo
opposto
aos
arraiaes
re
volucionários!
«Quando
o povo lucta,
diz uma
grande
parte
dos
portuenses
aos
povos,
e
depu
tados,
com
as
consequências
d
’
uma crise
capital
do
commercio,
e
das
industrias,
quando
a
situação da
fazenda
publica é
deplorável,
quando bale
á
porta
d
’uma
província vinhateira
a
miséria,
e
a fome;
quando
o estado
político
da
Europa
ins
pira
graves
receios,
estava
reservado
pa
ra
um
governo
gasto,
caduco,
e
perdido
na
opinião
publica esta
violação flagrante
das
leis
(a
concessão
a
Paiva
d
’
Andrada),
este
esquecimento dos
interesses
mais
vitaes do
paiz, esta
aífronta
aos brios,
e
dignidade
patriótica
de todos
os
portu-
guezesi!
O
quadro
é negro,
mas
não
exagge-
rado.
Mas
é por
ventura
só
o
aclual gover
no
o
responsável
dos
males,
que
traba
lham
o
povo,
dos
vexames,
que
assober
bam o
paiz?
Não,
mil
vezes
não!
A
culpa
é
de todos
os ministérios
li-
beraes;
a
culpa
é
da
dynaslia
liberal,
que
tem
podido
obstar
á promulgação
d
’essas
leis
de
sangue,
surgidas
dos
parlamentos
revolucionários,
e
as
tem
assignado;
a
culpa
é
de
todo partido
liberal,
que
pa
rece
apostado
a
secundar
tudo
quanto
póde
produzir a ultima
ruina
da
nação,
que
tem
concorrido,
e só
elle,
para
a
situação
temerosissima,
em
que
nos
acha
mos,
e de
que
mui
difficilmenle
podere
mos
já
sahir.
E
só
poderá
sahir
quando
a cousa
publica
seja
entregue
a
homens,
que
não
estão
eivados
das
ideias
revolucionarias.
E'
inutd
dizer-vos,
meu
amigo,
a
salvação
da
patria
está
exclusivamente
na
restauração
da
monarchia
legitima.
Fóra
d
’ella
não
ha,
não
póde
haver
regeneração
para
este
povo,
cuja
existên
cia
lhe
estão
minando,
todos
os
dias,
os
dous
vermes
da
impiedade,
e
da
immo
ralidade,
nutridos
principalmente,
pelos
que
ahi estão
ha quarenta
e
cinco
annos
a
dar
nocivos
exemplos
de
corrupção,
a fomentar
a discórdia civil,
a
ensinar
com
os
actos
o modo como
se
chega
mais
prestesmente
á
aniquilação
da independên
cia,
e
da
verdadeira
liberdade
nacional.
Aqui,
meu
bom redaclor,
poucos
acre
ditam
já
na
longa
vida
do
ministério.
A
opinião
publica
lorna-se-lhe
cada
vez
mais
adversa.
Não vos colha
pois
de
so-
bresalto
a
noticia
de
que
a
situação
ca-
hiu.
Mas
ninguém espera,
ninguém, notae
bem,
que
o
futuro
governo,
venha
collo-
car
o
paiz
em
via
de prosperar.
O
mal
não
tem remedio possível,
em
quanto
estiver
á
cabeceira
do
enfermo
a
medicina
liberal.
Todos
elles
são
filhos
da
mesma
es
cola.
Matam,
não
curam.
Todavia,
diante
de
tanta
decadência,
de
tamanha,
e
tão
trabalhada
lucta,
de
que
parece
não
poder
já
sahir
incólume
a
nação,
infiltra
no
espirito
de
toda
gen
te,
que
devéras
quer
a
este
nosso
pobre
Portugal,
a
esperança
de
uma
epocha
aus
piciosa,
a
energia,
que
aclualmenle
se
tem
desenvolvido
nos
arraiaes
da
legiti
midade,
dentro
dos
limites da lei;
a
es
pontaneidade,
com
que
tem
vindo
agru
par-se
em
roda
da
bandeira
do
direito
innumeros
mancebos,
a
quem
o
ouropél
das
ideias
revolucionarias,
e
os
vidrilhos,
e
lenlijoulas
dos princípios
proclamados
no
outro
campo,
não
teem
podido
seduzir.
Firmes
no
seu
posto
d
’
honra,
ancea
n
o
dia,
em
que
possam,
ao
lado
dos
ve
teranos
da legitimidade,
dar
á
historia
mais
uma
pagina
d
’
ouro.
Ha
dias
recebeu o illustre conde
da
Azambuja
uma
parte
da alta
sociedade
da
capital,
no
seu
magnifico
palacio
de
Pa-
Ihavã.
Foi um
sarau
de
todo
ponto
agra-
davel
a
todos,
que
alii
concorreram.
E’
escusado dizer
qne não faltaram
alguns
dos
mais
eminentes
membros
do
partido legitimista,
a
que
o
referido
conde
pertence,
profundamente
convicto
de
que
serve
a
causa
do
direito,
e
da
patria.
O
conde
da
Azambuja
honra
se
de
militar
no
campo
realista;
nós,
os
legi-
limistas,
ufanamo-nos
vendo,
a
nosso
la
do,
aquelle
nobilíssimo
neto
de
reis
por-
tuguezes.
Estão annunciados
dous bailes
régios.
Um
para
hoje.
Le
roi
s
’
amuse.
A
’
mesma hora, em
que
a
fome
ba
ter á
porta
de
muitos
milhares
de
in
felizes;
á
mesma hora,
em
que
ella
vi
sitar
a morada
de
outros
tantos;
á mes
ma
hora,
em que tractar
horrivelmente
os
restos
dos
fieis
servidores
da
legitimi
dade.
o rei
liberal
abrirá
os
salões
dou
rados
do
palacio d
’
Ajuda
á
concorrência
da
multidão
dos
seus
corlezãos,
mais,
ou
menos
emplumados.
Serão
duas
noi-
BUAS
PALAVRAS
[Conclusão]
A’ natureza
humana
é
inherente
o
amor do
bello; distinguimos
á
primeira
vista,
e
sem
a
minima
reflexão, o
pri
moroso
do
repugnante,
abraçamos
aquel
le
e desprezamos este,
sem
que para is
so
precisemos
de
conselho
ou
impulso
es
tranho,
revelando
assim
que,
apezar
do
nosso
estado
de
decadência,
buscamos
na
perfeição
a
grandeza
da
nossa
origem.
Esta
tendencia não
se
manifesta
na
edade
adulta,
observa-se
nos
primeiros
annos
da
vida,
mas,
como
todos
os
sentimen
tos
humanos,
necessita
d’
uma
direcção
conveniente,
para
que não
degenere
em
vicio
o
que realmenle
é
uma
virtude.
Sobre
este
ponto
é
tão
facil
a
missão
da
mãe
na
ordem
material,
quanto
ardua
e
diflicultosa
tratando-se
da
moral.
Para
fazer
notar
a
uma creança
a
differença
que
existe
entre
um
objecto
bo
nito,
ou
bem
feito,
e
outro
desagradavel
ou
mal
formado, basta
apresentar-lh
’os
ara-
bos: ella,
sorrindo,
abraçará
o primeiro, e,
n’
um
gesto
d
indisposição,
mostrará que
lhe
aborrece
o
segundo;
mas
fazer-lhe
co
nhecer
a belleza
do
que
só
póde
sub
sistir
na
ideia,
leval-a
a comprehender
a
grandeza
das virtudes
moraes,
a subli
midade
das
christãs,
a
lorpesa
do vicio,
o
horror
que
deve
sentir
por
este,
o ri
gorismo
com
que
precisa
observar
aquel
las,
eis a tarefa
que
divinisa
a
auctori-
dade
maternal,
e
é
justamente n’
ella
que
eu,
apesar
de
nenhuma
experiencia
e
pou
co
conhecimento para
tractar
assumpto
tão
melindroso,
sou
obrigada
a
notar
faltas gravíssimas, não
obstante
tel-as
á
conta
d
’
involuntarias,
e
só
oriundas
do
vicio
orgânico
da nossa
instrucção
pu
blica.
•
Não
ha belleza
positiva
no
que
é
susceptivel
de
destruição,
por
isso desar-
rasoado
o
apreço
excessivo
que
se
dá
hoje
ao
que amanhã
deixará
'de
ser.
In
clinar
pois
a
creança
a
amar
a
formo
sura
que
passa, ou
a que é
peor
ainda,
fazer-lh
’a
crer
aonde
não
existe
—
em
tudo
o
que a
boa razão
condemua
—
desperdi
çando-lhe
assim
a
tendencia
que
deve,
inquestionavelmente,
ser aproveitada
para
o
duradoiro e
necessário;
é
um erro
in
qualificável,
que
tendo
a
sua
origem
na
vaidade,
terá
na
lisonja
a
sua
recompensa.
Desde
que
o
gemo progressista,
no
arrojo
dos
seus voos
gigantes,
permitte
o
engrandecimento
das
nações, concedendo
foros
de
liberdade
que
antes
se
julgavam
pomo
vedado, levando
comsigo
o
fastigio
da novidade
e
da
independencia,
encon
tra
em
toda
a parte
milhares
de
sectá
rios,
que
não
hesitam
em
se
alistarem
sob
a
prolecção
da
sua
égide;
mas
pare
ce que
as
mães
de
familia,
na
maioria,
fizeram
das
prerogativas
devidas ao pro
gresso
um
codigo,
cuja
lei
trataram
^in
terpretar
a
seu
modo; entendendo,
de
si
para
si,
que
o
recusarem
se a
obser-
val-a lhe
importava
o
total
despreso
da
humanidade
inteira.
Só
assim
é
possivel
resolver
a
diffe
rença
de
peusar
e
transformação
de
cos
tumes
no
geral
das
famílias:
pensar
des
graçadamente
erroneo,
costumes
conse-
guinlemente
maos.
Se
bem
que o systema,
baseado
na
ideia progressista
diversifica,
segundo
os
differentes
caracteres
dos
que
pertendem
observal-a,
os
seus
effeitos
aífirmam
qua
si
sempre
que
se
tomou
em
sentido
op
posto
tudo
quanto
se
comprehende
na pa
lavra
Progresso.
O
progresso
concede
a
liberdade
con
veniente
para
o
augmento da civihsação
dos
povos,
a
liberdade
regulada
petas
ma-
ximas
da moral
e
subordinada
aos pre
ceitos
da
religião
evangélica;
e
não a
li
berdade
de
pensar,
de querer
e
de obrar,
que,
irremediavelmente
conduz
á
dissolu
ção,
matando
o
espirito,
que sustenta
na
balança
social,
o
pezo
das
obrigações
con
cernentes
ao
cidadão. Deixar
pois
assu
mir
á crehnça
uma
supremacia
que
lhe
não
pertence,
e
que
ella
facilmente
se
arroga,
tolerando-lhe
impetos
de
vontade
reprehensivel,
só
porque
a
epocha
pro
gressista,
segundo
imaginam,
reprova
e
não
admilte
a
sujeição
indispensável
nos
primeiros
annos,
é
consummar
um delicio,
acreditar
n
’
um
absurdo.
Progresso,
quer
civilisação,
aperfeiçoa
mento
nas sciencias,
desenvolvimento
nas
artes,
fraternidade
entre
os
povos,
illus-
tração
na
mulher,
moralidade
no
homem,
respeito
e
obediência
nos
filhos,
afíeição
reciproca
nos
irmãos,
amor
inquebrantá
vel
na
esposa
e
virtude
sublime na
mãe.
E eis aqui
a
belleza
que
precisamos
amar,
aquella
para
cujo
augmento
devemos
con
tribuir.
Mas
que
vemos
nós
nos
amadores
do
progresso?
A
vaidade,
que
os
sujeita
ao
dominio
estranho
pelas dividas
que
são
tes
cheias
para
a
criadagem
independente
da
inonarchia
liberal.
Lí,
faustos,
luxos,
magnificências,
danças,
orchesiras,
gelados,
ceias
opípa
ras, muito
Madeira,
muito
Porto,
muito
Champagne;
risos,
júbilos,
prazeres;
fóra...
um
povo
feliz...,
porque
lhe
chamam
ii-
vre.
Publicou-se o
regulamento
do
centro
republicano
de
Lisboa,
que
aspira
ao
estabelecimento
da republica
democrática,
pelos
meios
pacíficos,
e
legaes.
E
’
para
mim,
leigo na
matéria,
e
em
tudo
mais,
muito
metaphysico.
Tombar
para
a
republica,
e
cair
neila legalmente
diante
de
uma
constituição
monarchica.
só
por
artes
de
berliqnes
e
berloques.
Todavia,
o
centro
republicano,
em
parte
composto
de
servidores
da
monarcliia li
beral.
declara
a
coisa
possível,
e
eu
que
acredito
nas
palavras
dos
mestres, porque
são
delles,
creio
na
prodigiosa
metamor-
phose,
embora
a
minha
pobre razão
se
revolte
contra
a
possibilidade
do mila
gre
Mas.
legal,
ou
illegalmente,
desejo
a
republica, embora
seja
monarchico
dos
quatro
costados.
E
’
um paradoxo,
não
é
assim,
meu
caro
redactor?
Será,
mas cá
se
entende o
Vosso
amigo
A.
EXPEDIENTE
Recommendamos aos nossos
assignantes e correspondentes
qae
de hoje em
diante tudo
quanto
diz respeito
á adminis
tração
d’esta folha, deva
ser
dirigido
ao
Director Antonio
Joaquim de Mesquita
Pimentel,
rua
Nova n.° 4, o que
esperamos
será
tomado em toda a consi
deração
no interesse dos mes
mos
snrs.
assignantes e corres
pondentes,
e no da empreza
d este jornal.
6ÃZ1TILHÀ
CiiB-ontcn religíoxw.—
-Domingo.
2:
—
De
tarde
procissão do
Rosário
na
Sé;
da
Senhora
das
Dores nos
Congregados;
exercício
do
SS.
Coração
de
Jesus
no
Collegio.
—
Exposição
do
SS.
no
Salva
dor.
Segunda-feira,
3:
—Missa
cantada
nos
Terceiros
e Santa
Cruz.
('mnpanhi»
ÍSeral fíiracurenee.
—
Recebemos o
relatorio
da gerencia
d
’
es-
ta
companhia,
apresentado
em
assembleia
geral
de
27
de
janeiro
do
anno
cor
rente
Segundo
o
exposto
pelos
directores,
o conselho
(iscai
é
de
parecer:
Que
se
distribua
um
dividendo
de
5
p.
c..
ou
15230
reis
por ac.ção;
Que
o
fundo
de
reserva
seja
augmen-
tad"
com
mais 2:0005000
reis;
Que
se
destine 1:4005000
reis
para a
compra
de
terreno
para alargamento
da
fabrica,
reconstrucção
do
armazém
que
desabou,
e
reparação
do
tanque
do
ga-
zometro
do
nascente;
Que
se
separem
1325000
reis
para
serviços
extraordinários;
795780
para
li
quidação
de
dividas
perdidas,
e
o
saldo
de
1:3755678
passe
a
conta
de
ganhos
e
perdas,
d
’
este
anno.
—
Falleceu
em
Tarracina
o snr.
Sanguini.
unico
sobrinho
do
exm.°
snr.
Núncio
Aposlolico
em
Lisboa.
A
Heipanha felís.—
Diz
um
jornal
de
Valência
que
n
’aquella
cidade
implo
ram
a caridade
publica
mais de
600
men
digos!
Afmannch
ecelesiastieo e
civil
do
arcebispado de Braga,
para
1819. —
Recebemos
este
livrinho, com
posto
por
mandado
de
s.
ex.
a
revm.a
o
snr.
arcebispo
Primaz,
pelo
illustrado
e
respeitável calendarista
d
’
esta
archidioce-
se,
o
revm.°
snr.
padre
Julio
Celestino
da
Silva.
Além
d
’um
completo
e
cuidadoso
ca
lendário,
é
este
livrinho
accrescentado,
pela
primeira vez,
com
a
enumeração
das
ireguezias
do
arcebispado,
vicariatos ge-
raes
e sedes
dos
arcipreslados,
e
com a
individuação
pessoal
das
corporações ec-
clesiasticas
e
civis,
estabelecimentos
iitte-
rarios
e
de
benelicencia, e
collegios d
’
es-
ta
cidade.
D’elle
transcrevemos
o seguinte:
«Sendo
concedida
a
dispensa para
o
uso da
comida
de carne
durante
a
Qua
resma,
do
mesmo
indulto constarão
as
condições
com
que
é
permitlido;
porém
desde
já
se
póde
prevenir
e
notar
o
se
guinte:
l.° Que. para
gosar
de
tal
privilegio,
é
preciso
ter
tomado
a
Bulia
da Santa
Cruzada.
2.°
Que
tica
sempre
salva
a
obrigação
do
jejum
para
os qne
não
ti
verem
causa
legitima
de dispensa.
3.°
Que
não
é
permitlido
o
uso
da
comida
da
carne
senão
ao jantar,
ou
refeição
prin
cipal,
excepto
havendo
causa
legitima
qne
excuse
do
jejum,
ou
nos
domingos;
e
que,
ainda
n
’
esles
dias,
é
prohibida a
promis
cuidade
de
carne
e
peixe
na mesma re
feição.
4.°
Que
igualmente
não
é
permit
lido comer-se
carne
nas
sextas
feiras
e
sabhados
de
cada
semana,
nas
Têmporas,
nem
lambem
nos
dias
26.de
fevereiro,
18
e
24
de março,
e
nos últimos
Ires
dias
da
Semana
Santa,
que
são
a
10, 11
e
12
d
’
abril».
Seviticnoe
— Tem
estado
doente
o
snr.
dr.
Gonçalo
d
’Almeida
Garret,
lente
da
Universidade.
Desejamos
lhe
prompto
restabelecimento.
«.ov«*mo
do
arcebigpnda. —
Na
ausência
de
s.
exc
a
revm.
a
o
snr.
arce
bispo
Primaz, eslá
fazendo
as
suas
vezes
o
exm.°
snr.
D.
Manoel Martins
Alves
Novaes,
deão
da
Sé.
fóaitcu cie «iareellog
—O
dividen
do
d
’
este
Banco,
que
começa a
ser
pa
go
no
dia
3 do
corrente,
é
de
f>
p.
c..
ou
25500
reis
por
acção.
Este
dividendo
é
relativo
ao
1.
’
e
2.° semestre
de 1878.
Mellinras.
—
Conliniía
experimentando
sensíveis
melhoras
0
exm.°
snr.
Francisco
Jacome
de Sousa
Pereira
de
Vasconcel-
los,
da
nobre
casa do
Avellar
na
rua
dos
Pellames.
Dividendo bnneario
—
O Banco
de
Guimarães
annuncía
que
principiou
a
pagar
0
dividendo
de
4
p.
c.
ou
de reis
35200
por
acção,
relativo
ao
2.°
semes
tre
do
anno
findo,
desde
26
de
janeiro
em
.diante,
todos
os
dias
uteis,
tanto
na
séde
do
banco
como
nas
agencias
de
Bra
ga
e Porto.
A
Crença religiosa.—
Recebemos
0
n.°
II
d
’
esta
publicação
semanal, que
sae
em Lisboa.
Contém
este
n.°
0
seguinte:
—
O
Pa
dre
catholico
—Consultas—Sermão
de
S.
Thiago Menor.
São
redactores
d
’
esta
folha
os
revd.raos
dr.
Pires
de
Lima,
dr.
Garcia
Diniz
e
Santos
Viegas.
Laraplos.—
Todas
as
manhãs
não
se
ouve
fallar
senão
de
roubos
ou tentati
vos
de
roubos.
Na
terça-feira
passada foram
os
larapios
assaltar
a
ultima
casa
da
rua
da
Ponte.
Ao
pulsarem
uma
grade,
cujo
trinco
haviam
serruio
já,
foram
denun
ciados
pelo toque
da
campainha
da mes
ma,
e
sendo assim
descobertos
poseram-
se
ao
fresco.
Na
quarta
assaltaram
duas
casas
na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra
Por
esta occasião lembramos
ao di
gníssimo commissario
da
policia
que é
indispensável
mandar
policiar
melhor
as
ruas
da
extrema da
cidade, onde os crimes
são
mais
frequentes.
Nós. que temos
a
sem-ventura
de
morar
n
’
uma
d'essas
ruas,
asseveramos
que
raríssimas
vezes
temos
podido
lobrigar
alli
um
policia,
depois
das
8
horas
da noite.
Quando
é
certo
que
nos centros
mais
concorridos,
e
po
risso
menos
proprios
para
theatro
das
façanhas
dos
larapios, os
policias
são
em
barda.
Esperamos
providencias, n
’
este
sen
tido.
Theatro. —
Foi
diminuía
a concor
rência
ao
espectaculo
de
quarta-feira,
em
que
a
Companhia Dramatica Portugueza
representou
0
drama
Abnegação.
O
desempenho
foi
razoavel.
«O
Eeelei<iiairteriuini>. —
Annunciâ-
mos gostosa mente
a
distribuição
do
n.°
5
do
Ecclesiasterium.
Abre
com 0
retrato
do
conselheiro
Belchior
José Garcez,
general
de
brigada,
fallecido a 21
de janeiro
de
1874,
na
sua
casa
de
Souto
Maior,
na
proximida
de de
Trancoso.
Contém os
artigos
se
guintes:
—
O
socialismo—
A
nova
era (poe
sia)— O
general
de
brigada
—
Garcez—
A
rainha
Éslefania—
O
Monte
de
S.
Ber
nardo
-.1
guita
d’
agoa.
Paragiuiy.-
Dizem
os
Annales
ca-
Iholiques que Mac-Mahon
já
recebeu
a
no
tificação
oíficial da
elevação
de D.
Cân
dido
Bareiro
á
presidência
da
republica
do Paraguay.
«
Woletim
do governo eeelesSas-
tieo dos Açores».
—Recebemos 0 n.°
d
’
este
excellente
boletim,
que
corres
ponde
ao
mez
que honlem
findou.
Este n.° publica
uma
bella
pastoral
do
exc.
”
10
e
revd.
mj
Prelado
d
’Angra,
D.
João
Maria Pereira
do
Amaral
e Pi
mentel,
um
dos
bispos
mais
sábios
e
mais
zelosos
do
nosso
paiz.
Viajante «Ilustre.
—
Está
em
Lis
boa
s.
a.
0 príncipe
Viclor
Fernando
Francisco,
conde
de
Gleichen,
sobrinho
da
rainha
Victoria,
por
ser
neto da
fal
lecida
duqueza
de
Kent,
mãe
da rainha
e
que
em
primeiros
núpcias
casára
com
Emich
Carlos,
príncipe
de
Leiningen.
Exame
de
pharmweia.—
Na
quar
ta-feira
fez
exame
de pharmacia
na
Es
cola
Medico
Cirúrgica
do
Porto,
e
ficou
plenamenle
approvado,
0
snr.
Joaquim
Antonio Pereira
Veiga, filho
do
estimado
administrador
da
pharmacia
do
Hospital
dé
S.
Marcos,
d
’esta
cidade.
3.
a
B*Bcita <8e
anignatara.—
Tem
amanhã
logar,
no
theatro
de
S.
Geraldo,
a 3.
a
recita d
’assignatura,
com
0
drama
em 5
actos,
do
snr.
Mendes
Leal, intitu
lado
Pedro.
Mova firma.
—
Começou
a
girar
n
’
es-
ta
praça
a
nova
firma
Pereira,
Aguiar
&
C.
a,
da
sociedade composta pelos
snrs.
Antonio
José
Pereira,
Luiz
Barros
Ro
drigues
de Aguiar e
José
da
Silva Maia.
O
aclivo
e
passivo
da
extincta firma
Almeida
à
Pereira,
ficou a
cargo
do
pri
meiro
socio
A.
J
Pereira.
Partida.—
Partiu
ante-hontem
para
a
capital,
0
exc.
mo snr. dr.
Jeronymo
da
Cunha Pimenlel,
deputado
por este
circulo.
Faliecimeuto.
—
Em
a
noite
de
an-
te-hontem
falleceu
da
vida
presente
a
ex.
rna snr.
a
D.
Thereza
Domingues
de
Lima,
extremosa
irmã
do
revd.
mo
abbade
de
Tibães,
cavalheiro
respeitável
e
nàuito
considerado.
Era
a
finada
uma
senhora allamenle
virtuosa,
e
adornada
das
qualidades
mais
inapreciáveis
Deus
tenha
a
sua
candida
alma
entre
os
resplendores
da luz
perpetua.
Ao
seu
desolado
irmão,
a
cuja
dôr
nos
associamos
como
verdadeiro
amigo,
enviamos
comprimentos
de pezames.
Motieiai*
de França.—
Paris
29
—
O
conselho
de ministros
está
reunido
no
ministério
do
interior.
Depois
do
meio
dia
houve
no
ministé
rio
da
justiça
outra
reunião do conselho
de
ministros,
á
qual
assistiram
os
presi
dentes
do
senado
e
camara.
Corre
um
boato
muito
acreditado
de
estar
imrainente
a demissão
do
marechal
na
reunião do
senado
e
na
camara
do
congresso.
Em
tal caso
seria
provável
que
o
congresso elegesse
o
snr.
Grévy
ou
o
snr.
Dufaure
para
presidente
da repu
blica.
Paris
29
—
E’
prematuro
o boato
da
demissão
do
marechal.
Os
ministros
devem
expor
ámanhã
nas
camaras
a
situação
da
demissão
do
mare
chal
qne
será
em
consequência do
voto
nas
camaras approvando
os
decretos
pro
postos
pelos
ministros
concernentes
aos
commandos
militares. Porianto não é
pro
vável que a
reunião
do
congresso se
realise
ámanhã
á
noite,
mas
na
sexta-
feira.
Paris
30
—A
Republique
Française»
fallando
da
crise,
diz
que
o poder
pessoal
póde
ser
enterrado
deíinitivamente
no
dia
em
que
começa
Desde
o
momento
em
que
isto
se
póde
fazer é
necessário
que
se
faça.
O
«Figaroj
annuncia
as
demissões
dos
generaes
Bataille
e
Bourbaki, dn
Barrail,
I
obrigados
a
conlrahir
para
satisfazei-a; a
soberba, que
os
não
deixa
crer
na
supe
rioridade,
e
leva
a
julgarem-se
firmes
n
’
uma
independência
fantastica;
0
egoísmo,
que
lhes
faz
suppor
justíssima
a
infrac-
ção
de
todos
os direitos,
e
muito
apro
priado
extorquir
aos
outros
0
que
pos
suem;
a
extravangancia,
que
lhes
arruina
a
sau le.
mancha
a
honra
e aniquila
as
fortunas;
finalmente,
tudo
quanto
preju
dica
0
bem
publico
e
altera
a
ordem
particular.
Estes
sentimentos
tão
maus,
tão
fa
talmente
destruidores,
são
hoje
implanta
dos
sem
remorso
no
seio
immaculado da
mnoCencia.
ficando
assim
coberto
d
’
esco-
iiios
um
terreno
abençoado,
que.
cheio
de variadas
llores,
produziria
os
mais
sazonados
Duetos,
preparação
d
’
unia
su
perabundante
colheita.
Algumas
ou
muitas
senhoras
ha,
que,
excellent.es
donas
de
casa,
se
acreditam
exemplares mães
de
família,
e
todavia
suas
filhas,
creanças,
veem-se
quasi
aban
donadas
a
si
mesmas dias
inteiros,
cru
zaniu
as
ruas,
entrando
onde
bem
lhes
parece,
saindo
quando
lhes
apraz;
descom-
posms
em
todos
os
gestos, inadvertidas
em
todos
os
dizeres,
ignorantes
em
mui
tos
princípios
úteis,
e
scienles
do
que
precisam
desconhecer.
No
desenvolvimento
estouvado
d
’
estas
meninas
traduz-se
0
de
seus
irmãos, e
tira
se,
em
conclusão,
um
quadro
futu
ro
de
coutradicções,
cuja
perspectiva
ame
dronta.
A
mulher
que
educa,
ou
antes,
estra
ga
assim
os
entes a
quem
deu
a
vida,
está
muito
longe
de
ser
mãe:
apenas
se
lhe
póle
chamar
matéria
productiva,
quan
do
se
não
queira
dizer
a mensageira
do
mal.
Não
se
póde
duvidar
de
que
senho
ras
d
’esta
ordem
se
lamentem
já,
no
in
timo, despojadas
de
todo
0
poder perante
os
caprichos
de
seus
filhos, e
de
que
mais
tarde
tenham
de
soffrer-lhes
justas
e amargas
recriminações.
O
homem,
não
obstante
a ampla sen
da
que
lhe
é
permitlido
seguir
na
vida,
necessita
a
prolecção
d
’
um conselheiro
experiente,
até
que
a
sua
razão
seja
bas
tante
forte para
dirigil-a;
mas,
muito
mais
do
qne
elle,
0
melindre
do
sexo
femi
nino exige
imperiosamente,
até
ao
mesmo
tempo
a
vigilância
inalterável
d
’
ura
men
tor
distincto,
que
lhe
encaminhe
todos
os
passos,
lhe regule
todas
as
acções,
lhe
firme todas
as ideias,
lhe
aponte
to
dos
os deveres;
por
isso
que
á juventu
de
irreílectida
e,
sobre
tudo,
á
infancia
insciente,
não
bastam advertências basea
das
em supposiçôes: perante
a realidade
serão
indeleveis,
em
quanto
no
primeiro
caso
passará
a
sua
lembrança
com o
som j
das
ultimas
palavras.
Preciso
é
que
a
mãe
reconheça
estas
verdades
tão
largamente ensinadas pelo i
doutíssimo
Fénelon,
e,
uma
vez compe
netrada
delias,
saberá
ser
mentora
de
seus
filhos,
e
não
buscará
delegar
u
’oulrem
a
elevada
missão
que
lhe
foi
incumbida
pelo
Creador,
e
da
qual
não
póle
eximir-
se, sem transgredir
o
primeiro
dever
que
lhe
cumpre
religiosamente
observar.
Deprehende-se
d
’
aqui
a necessidade
d’
um espirito
dotado
d
’
illuslração,
uma
al
ma
cheia
de
virtude,
um
caracler
revesti
do
de
firmeza
e
um
coração
repassado
de
bondade, na
mulher
que procure
tor
nar-se
o
fundamento
d
’
uma
familia.
Sendo
assim,
nunca
soffrerá
um
mau
esposo,
ao
ceo agradecerá bons filhos,
legará
bons
directores
ao
lar,
á
socie
dade bons
membros
e
aos
vindouros
a
mais
gloriosa
herança.
Poderá
então dizer, com
verdade,
que
soube
attingir
o
sublime
pensamento
de
aquelle
Divino
Fundador
da
moral
e
re
generador
da
mulher,
e
que
vive
unida
ao
verdadeiro
espirito do
Evangelho, e
não
ao
regimen
dos
velhos
tempos,
ern
que a mulher
gemia
oppressa
e
captiva,
atrellada
ao
carro
do
torpe
e
degradante
sensualismo.
Oh
!
(li
algures)
se
a
mulher se com-
penetrára
bem da
alta, nobre,
e
grandio
sa
missão
a
que
por
Jesus
Christo
é
chamada
a
representar
na sociedade
!
se
d
’
este
importantíssimo
encargo
nenhuma
mulher
se
olvidasse
um só momento,
oh!
quanta ventura
domestica
!
e
quan
to,
quanto
a socidade
progrediria
feliz!!
Effeclivamente,
a
semente
para
uma
tal
ventura
pode
lançal-a
para
germinar
no
coração
do
filho
do
seu
amor
sómente,
a
mãe
verdadeiramente
chrislã,
isto é,
a
mulher
cuja
educação
moral é
exclusiva
mente
modelada
e
regulada
por
esse lin
do
principio
e
verdades
eternas,
conti
das
no
divino
codigo
que
encerra
o
sa-
crosanto
testamento
de
Jesus.
Zulmira
E.
A.
de
Sá.
1
<
I
I
I
I
<
<
I
<
(
t
i
€
<
C
í
commandante
em
chefe
dos corpos
do
exercito.
O
«Raspail»
crê
saber
que
o
snr.
Grévy
será
eleito
presidente
da
republica
por
650
votos
em
800 votantes.
Paris 30
—Mac-Mahon saliiti
do
pala-
cio Elyseu
ao
meio
dia;
presidirá
em Ver
salhes
ao conselho
de
ministros,
que
se
hade
reunir
á
uma
hora,
ao
qual
entre
gará
uma carta contendo
a
demissão,
mo
tivada
em
termos
resumidos.
O
congresso
das
duas
camaras
poderá
reunir
immedia-
tamente.
E’
certa
a
eleição
de
Grévy pa
ra presidente
da
republica.
Versailles
30
—
Confirma-se
a
demissão
de
Mac-Mohon,
que
será
hoje
communi-
cada
ás
camaras.
Todos
os
grupos
da
esquerda
do
senado
e
camara
estão
actual-
mente
reunidos
e
examinam
a
siluâção
com
absoluto
socego.
São unanimes
as
resoluções
em
eleger
Grévy para
presi
dente
da
republica
franceza.
Paris
30
—
Todas
as
fracções
da
esquer
da reunidas
decidiram eleger
Júlio
Grévy
para
presidente
da
republica.
Começou
a
■sessão.
A
demissão
de
Mac-Mahon
é
es
perada
dentro
de
meia
hora.
A
camara
e
o
senado
reunirão
entre
as
cinco
e
seis
horas da
tarde.
18
«i*
medida
postal.—
Foram
da
das
as
ordens
convenientes
para
que
os
conduclores das
malas
tanto
a
pé
como
a
cavailo,
vendam
sellos
e
recebam
as
correspondências
que
tiverem
destino para
as
povoações
que se
encontram
no transito
dos
respeclivos
correios.
Rolor.
—
D’
uma
correspondência
da
Praia,
com
data
de
18
de
janeiro,
copia
mos
os paragraphos
que
seguem:
«Acaba
de
chegar
o
vapor
de
«Bissau»;
trouxe
tristes
noticias
O
Vieira,
que
sem
auctorisação
do
governador
geral
ar
ranjou
uma expedição
em
Cacheu,
com
posta
de
gentios,
grumetes
e
5a
soldados
e
2
oíficiaes, foi
fazer
a
guerra
aos
gen
tios.
que
haviam arrasado
Bolor,
e
a con
sequência
foi
ser
tudo
balido
e
degola
dos
2
oíficiaes, 50
soldados
e
muitos
grumetes
e
gentios,
calculando-se
a
he-
calombe
em
mais
de
200 pessoas
! Hor
rível
coisa!
Diz-se que
o
Vieira
fez.
desembarcar
os
soldados
com
as
armas
descarregadas,
dizendo-lhes
que
dava 30
dias
de
prisão
áquelle
que
désse
nm
tiro.
Succedeu
portanto
que
os
gentios
e
gru
metes
desembarcaram
e
foram
atacar
os
gentios,
ficando
os
soldados
postados
na
praia;
mas,
como
aquelles
viessem
bati
dos,
retiraram em
desordem
sobre
a
for
ça
militar;
acossados
pelo
inimigo
che
garam ao
mesmo
tempo
á
praia,
não po
dendo
já
a
força
militar
servir-se
das
ar
mas,
que
as tinha
descarregadas.
E’
inqualificável
isto,
e
custa
a
perce
ber
como
pôde
ser.
Os
gentios
então
tra
taram
<le
degolar
tudo, e
os
soldados
foram
degolados
sem
darem
um tiro. O
Vieira
estava na
escuna
«Bissau», não
saltou
em
terra,
nada
ordenou
nem evi
tou,
e
mandando dar
um
tiro de
rodisio
de
bordo
da
escuna, de
tal
modo
o
fi
zeram.
que
o
rodizio
recuou
e
indo
á
outra
amurada
foi
ao
mar.
Então
é
que
a
degola
foi
rapida
e
completa,
collocan-
do
os
gentios
depois
as
cabeças
nos
ta-
rafes
(arbustos).
E
’
uma coisa
horrível,
que
não
tem
qualificação
possivel».
EKydrophoba.—
Sepultou-se,
na
fre
guezia
de
Palmeira,
no
dia 26
do
passado
uma
creança de
8
annos,
que
fora
mor
dida
por
um
cão damnado.
Kiowb® sacrílego.
—
Diz
um
collega
que de
Madrid
foram
enviadas
aos
côn
sules
hespanhoes
circulares
com
a
des-
cripção minuciosa
das
joias
roubadas
da
capella
da
Virgem,
em
Valência, afim
de
habilitar
a
policia
extrangeira
a descobrir
os
larapios
que
se
apresentem
a
ven-
del-as.
«Jesiiítiis!»
—por
Paulo
Féval.
—Já
está
á
venda
o
volume
II
da bel-
lissima pubiiçação
Jesuítas!,
traduzida
primorosamente
pelo
snr.
padre
Senna
Freitas,
e edi(orada pela
casa
Chardron
Ao
accusar
a
recepção
do
primeiro
volume,
dissemos
algumas
palavras
com
o
intuito
de
mostrar
a importância
de
esta
obra,
bem
digna de
oceupar
um
dos
primeiros
logares
d’
honra
na estante de
um
calholico
e
d’um
litteralo.
e
ainda
d’
um
«espirito
forte»
de
boa-fé. Agora
que
ella
eslif
concluída,
diremos
mais
(1
’
espaço,
limitando-nos
por
hoje a
an-
nunciar
o
seu
apparecimento
ConversA».
—
Foi de
muito
regosijo
e
prazer
para o
povo de
Valência
a
con
versão
de
uma joven allemã,
de
vinte
annos
de
edade
No
dia destinado
para
a
soiemnidade
do
baplismo
e entrada
no
grémio da
Egreja
Catholica
Apostólica
Romana, en
trou
a
neophyta,
elegantemente
vestida
de
preto,
na
egreja,
e,
depois
de
ter
feito
a
sua
profissão
de
fé,
foi-lhe
pelas
oito
horas
administrada a
sagrada
agua
do
baplismo, onde recebeu
o
nome
de
Ma
ria da Conceição,
e
sendo-lhe
em
segui
da
posto
pela
madrinha
um
véo branco,
subiu
á
cadeira da
verdade
um
illustrado
sacerdote,
que,
com
a
sua
eloquente
pra
tica,
fez
derramar
abundantes lagrimas
a
um numeroso
auditorio.
Falleetmento.—
Falleceu
ha
dias
em
Coimbra
o
rev.
’
José
Pereira,
capellão
das
Religiosas
de
Santa
Clara.
Era
um sacerdote
geralmente
estimado
n
’
aquella
cidade.
A França
catholica e legiti-
miata.
—
Os
jornaes
francezes
referem-se
ás
demonstrações
do dia 21
de janeiro;
não
foi
só
em
Paris
onde
teve
logar
este
protesto
a
favor
da
antiga
monarchia;
nas
principaes
cidades
de
França
como
nas
aldeias,
milhares
de
pessoas
correram
ao
templo
a
implorar
a
mizericordia
de
Deus
sobre
a
França.
Em
Paris
e
na
Capella
Expiatória
o
Snr.
Conde
de
Chambord
fez-se
representar
pelo
Snr.
Marquez Dretix-
Brezé,
e
S
M.
o
Rei
das
Duas Sicilias
pelo Príncipe
Sicarra.
Assistiram
ao acto
o
Snr.
Duque
de
Madrid,
a
Senhora
Dn-
queza
de
Madrid,
a Senhora
Dona Isabel
de
Bourbon;
S.
A.
R.
o
Duque
de
Ne
mours
acompanhado
por
suas
duas
filhas
a-
Princeza
Branca
de
Orleans
e
a
Prin
ceza
Czarloryska;
S.
A.
R.
o
Conde
de
Eu;
o
Príncipe
e
a
Princeza
Louis
de
Bourbon;
o
Príncipe
Philippe
de Bour
bon.
A
«Union»
publica
uma
lista
de
cêr-
ca
de
dois
mil
e
quinhentos
nomes
de
pessoas
que
estiveram
n
’aquella
capella
no
dia
21.
E
’
fácil de comprehender
que
o
numero
das
pessoas
cujos
nomes
se
não
publicam é
muito
maior.
N
’aquella
lista
vemos
quasi
sem
excepção a
antiga
nobreza
franceza,
e
além d’
isso
encontra
mos
alli
muitos
dos mais
distinctos
no
mes
da
França,
de todas as
classes
da
sociedade.
Portos
limpos.—
Foram declarados
limpes
de
febre amarella,
desde 20
de
dezembro,
todos
os
portos
dos
Estados-
Unidos
da
America.
Portuguezes
faEieeiJoc. —
Desde
31
a
7
de
janeiro
falleceram
no
Rio
de
Janeiro
os
seguintes subdidos
portu
guezes:
Antonio
Francisco
Pereira
Peixoto,
60
annos.
solteiro;
Sebastião
Pereira,
40
c.;
José
Borges
Vieira
Valladão
Filho,
40
c.;
Manoel
Gomes
da Silva, 30
s.;
José
Ven
tura
Coelho,
27 s.;
Antonio
Ferreira
da
Rocha, 40
s.;
José
Gonçalves,
24
s.;
Ca-
rolina
Augusta
Pereira
de
Sousa,
23
s.;
Francisco Ignacio,
19
s.;
Lauriano
José
da
Silveira,
85
s.;
Maria
Dellina
dos
San
tos,
66
v.;
Joaquim
Tavares,
18
s.;
José
da
Costa
Pimenta,
67
c.; Domingos
Ri
beiro,
54;
José
Ferreira
de
Mello,
40
s.;
Joaquim
Francisco
Lourenço,
24
s.;
Fran
cisco
de
Sousa,
22
s.;
João
Bernardino
Gomes,
31; Manoel
José
da
Silva
Júnior,
42
c.;
Antonio
de Sousa
Oliveira,
40
s.;
Manoel Joaquim
Ferreira, 30
s.;
Fran
cisco Antonio
Coelho,
26
s.;
João
Gon
çalves
Barbosa,
23
s.;
Domingos
Pedro da
Silva,
23 s.; José
Antonio
do
Rumo.
50
c.;
Pedro
Dias
Rua, 37
s.;
José
Ferrei-
reira
da
Cunha,
34
s.;
José
Manoel
da
Silva.
21
s.; Maria Candida
de Menezes,
53
c.;
Luiza
Maria
da
Silva,
31
s.
Desde
27
de
dezembro
a 5
de janei
ro
falleceram
em
Pernambuco
os seguin
tes:
Fr.
João
da
Maternidade,
69
annos;
José
Maria
Marrocos
Mendes,
31
c.;
Da
niel
Antunes
Duarte,
25
c.;
João
Pinto
da
Costa
Lima,
45
s.;
Manoel Alves
dos
Santos
Coelho,
24
s.
E
’reç«» «loa
eereaes.—
Na terça-feira
ultima,
n
’esla
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
SECÇÃO
D£ COMMUKICiDOS
Snr.
redactor.
Como
também
sou
uma
das
victimas
do
incorrigível
escrivão
de fazenda
d’
este
concelho,
o
snr.
Moraes,
que
Deus
afaste
para
onde não
faça
mal
a
folego vivo,
permitta-rae
que,
por
meio
do
seu
muito
distincto
jornal,
eu
pergunte
á Commis-
são
nomeada
pela
assembleia geral
da
Associação
do
commercio,
o
que
tem
feito
ácêrca
da
missão
de
que
foi
in
cumbida.
Aproveito
a
occasião
para dizer
aos
mandarins
políticos
cá
da
terra,
que
es
tão
ganhando
muito
com
a
conservação
desse
homem
indigníssimo.
Verão
dentro
em
pouco.
De
v.
etc.
Braga,
28
de
janeiro
de
1879.
A. C.
da
Silva.
THEATRO
DE
S.
GERAL
DO
Companhia dramatica portu
gueza
Domingo
2
de
Fevereiro
de 1879
3.
a
RECITA
DE
ASSIGNATURA
A
representação
do
drama
em
5
actos,
original
do snr.
Mendes
Leal
(José)
P
E
D
R
O
Principia
ás
S horas.
SABDE i
TODOS
sem
medicina
pur
gantes,
nem
despezas,
com o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
BZ VAUBSOÉ SUB
DL’
BARRY
de
Londres.
Trigo
................................................
809
Centeio
........................................
510
Cevada.............................................
560
Painço
.............................................
500
Milho
branco.......... 520
»
amarello.........
510
Milho alvo
.................
580
Feijão
branco
.........
850
»
vermelho.
....
850
» amarello.
....
620
»
rajado
..........
560
»
fradinho
...............................
540
Balata..............................................
500
Azeite.
.
.
.
’
.
6501)0
30
anno» «1’invarâíVveS
5
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgia,
flegma,
airotos,
flatos,
amargor
na boeca,
pituitas, nauseas,
vomitos, irritações iotesimaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthma, fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to
das
as
desordens no
-peito,
na garganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da bexiga,
do
fí
gado,
dos
rins, dos
intestinos,
da
muco
sa, do cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
exm.a
snr.a marqueza
de
Bre-
han,
de
Lord
Sluarl
de
Decies,
par
d
’ln-
glalerra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
63:476.—Mr.
Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de gastralgia,
de
sof-
frimeulos
d
’
eslomago, dos
nervo»,
fraque
za
e
suores
noclurnos.
Cura
n.°
74.422.
—Prostração.—
Bald-
win,
da
mais
completa
decadência
ái
sau
de,
de
paralysia
dos membros
por
efleito
e excessos
da
mocidade.
Cura
n.° 76:448.
—
Verdum, 16
de
ja
neiro
de
1872.
—
Havia
cinco
annos
que
soliria graves
mcomuiodos
no
lado
direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más diges
tões
ele.
Não
hesito
em
certificar
que
a
sua
Kewaleseière
ma
salvou
a
vida.—•
E
rnesto
C
atté
,
musico do 63
de
linha.
Cura
n.°
62:986. —
M.'
e
Martin,
do
amenorrhea.
Suppressão
de menstruaçãe
e
dança
de São
Guido,
declarada
incurá
vel.
perfeitameule
curada
pela
Revales-
eière.
E
’seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoeula
vezes
o
seu preço
e:n remedios.
—
Preços
tixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
;
de*/j
kilo
800
rs
;
de
ura
kilo
.
1$400
reis;
de
2
,/1
kilos,
3$200
reis;
d.:
6
ki-
los,
6^400;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Bevaleseière
eSí«®-*latada
ç
ella
res-
tiiue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e
em paus,
em
caixas
de
folha de
lata
de
12
chavenas, 500
reis;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas, 1^400
;
da
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
»U 55LRRY 4*
C.s
MSIITEB.
—
Piace
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
ILiisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
’
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia, 77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.—
Elarcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do Souto.—
Vianna
«Sc»
Cas-
teSlw,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
CtuimarSeM,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Autonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J. da
Silva,
drog..
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penaftel,
Miranda,
pharm.—
Porta,
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
&
limão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R, de
Sequeira,
phaim.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
dreg;.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108; Aulonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio, 225
a
227.
—
Ponte
do
Id-
Bmia.
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoss
do
Vaessim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Vnlenf»
do
flinhe,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
Tàlla
«S®
Conde, A. L.
Maia
Torr
s.
pharm.
ANNUNCIOS
Massa
fallida
dc José Joaquim
da Silva Braga
Por
ordem
do
snr.
juiz
commissario
são
convidados
os
snrs.
credores
a
com
parecerem
no
tribunal
do
Commercio
d
’es-
la
cidade no dia
12
de
fevereiro
proximo,
pelas
10
horas da
manhã
para
a
verifica
ção
de
créditos,
e
mais
formalidades
pres-
criptos
no
codigo commercial.
Lembra-se
porém,
aos
snrs. credores
qne
quando
se
façam
representar
por
procurador,
deve
vir
auclorisado
com
procuração
bastan
te,
a
qual
não
póde
ser
feita a
outro
credor,
assim
como,
os
documentos
so
bre
que
bazear
a
reclamação,
devem ser
legalmente sellados.
Braga
27
de
janeiro
de 1879.
Os
curadores
fiscaes
provisorios
(2241)
Valença,
Filho C.
a
Banco
Commercial
Agrícola e In
dustrial
de Villa Beal
Soeiedade
nnoiiym» «I* retíjionHa-
bilidade
iimãtadn
A
Gerencia
annuncia
que
no
dia
3
de
fevereiro
proximo
começará o
paga
mento
do
dividendo
do
2.°
semestre
do
anno
findo,
na
rasão
de
1$500
reis
por
acção:
Em
Villa
Real,
na
séde do
Banco
e
nas
demais
terras
nas
agencias
do
costume.
Banco
de
Villa
Real,
em
26
de
janeiro
de 1879.
Os Gerentes
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães
(2242)
Agostinho
José
da
Costa.
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda, dá-se
dinheiro sobre prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais objeclos
qne
tenham
va
lor
de
cincoenta
tiiil reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as 7
horas
da
manhã
até ás
8
da
noite.
Feira
de
Março, em Aveiro.
Por
ordem
da
camara
municipal
do
concelho
de
Aveiro,
se
faz
publico
qne
todos
os
negociantes
que
quizerem
concor
rer
á
dita
feira,
farão ao
arrematante
do
abarracamento,
Manoel
Anlonio
Loureiro
de
Mesquita,
d’
esta cidade,
até
ao
dia
15
de
fevereiro
futuro,
a necessária
requi
sição
da
barraca,
designando
os
lanços
que
pretendem,
sob
pena
de que,
não
o
fazendo
até
ao
indicado
dia, não
póde
o
mesmo
arrematante
ser
obrigado
a
con
strui!
a.
Aveiro
e
secretaria
da camara,
20
de
janeiro
de
1879.
O
escrivão da
camara
(2237)
Francisco
de
Pinho
Guedes
Pinto.
DIRECÇÃO DO CORREIO DE
BICÃO A
A
Repartição
do
Correio
muda
para
a
casa
n.°
1
A
da
rua
de
S.
Lazaro
no
dia
3
do
proximo
fevereiro, começando
o
serviço
a
ser
alli
feito
desde
as
3
ho
ras
da
tarde.
Braga
29
de janeiro
de 1879.
O
Director
(2243)
Josê
Antonio
Rebello
da
Silva.
CONVITE
Os
herdeiros
dos
finados José
da
Ro
cha
Veiga,
e
sua
mulher
D.
Maria
Gertru-
des
Aranles
Veiga,
tem
a honra
de
con
vidar
as
pessoas
que
se
julgarem credo
res
do casal
dos
fallecidos,
a
comparece
rem
no
dia
31
do
corrente
mez,
pelas
11
horas da
manhã
no
campo
de
Santa
Anna
n
Cs
57
e 57
A,
para
tratar
de
ne
gócios
relativos
aos seus
créditos.
diraga
27
de janeiro
de
1879.
João
Augusto
da
Rocha
Veiga
Anna Leopoldina da
Rocha
Veiga
Aranles
Maria
das
Dores da
Rocha
Veiga
Amélia
Augusta
da
Rocha
Veiga.
(2240)
AmPdCíO
A
MALHEIRO
!87,
Praça do Barão de S.
Marti-
nho,
8
7
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.
a
e
creança.
Flores,
plumas
e cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de linho
para
militares,
duzia
a 1$000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em cores.
Copos,
cálices e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
a dinheiro.
Troca-se
a
dinheiro
uma
Imagem do
Santo
Christo,
de
marfim, em cruz
de
ébano, e
adornada
com
prata.
Quem
pretender
póde
vêl-a
em
casa
do snr Barranha,
na
rua
do
Souto,
n.°
6.
(2234)
nj™
Vende-se
um
de
quatro
rodas,
em
bom
uso,
para
um
ou
dous
cavallos
e
os
ar
reios
competentes.
Trata-se
na loja
do
Cachapuz.
(2232)
Folhinha
Civil on de Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e
na rua
do
Souto
na
vestimentaria
Ro
cha
e
em
todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
Vende-se
uma
morada
de
casas,
designada
com o
n.°
6
a
6
C, si
tuada
no
Rocio
de
Traz
da
Sé.
Tracta-se
com
o
snr.
João
José
Antu
nes,
rua
de
S. Vicente
n.°
98.
(2236)
MACHINAS
PARA
COSER
BRAGA
DA
Companhia fabril SINGER
19
—
rua de S.
Vicente—17
As
melhores
machinas
para costura
que
todo
o
mundo
conhece e
que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
8»8:S18
machinas
de
costura!!! mais
8O<496
que
em
1876.
A Companhia Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
5®® i-eís
aemannes
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por
cento
a
menos
a
prompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGÍTIMAS
Para
famílias,
alfaiates, costureiras,
chapelleiros
e sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos
o
publico que te
nha todo
o cuidado para
não
ser
enganado
com
as machinas
imitações,
como
algumas pes
soas, por infelicidade d
’
ellas, o
tem sido.
As machinas
legitimas
slXftEBt
só
se
encontram
á
venda
na Sub-succursal da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17,
RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a
ca
pitães
dos
dislrictos
de Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e grátis
em
casa
’
do
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se enviarão
GRÁTIS.
(2187)
UKIKGIÃD
DEST1STA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
'grátis,
pobres
e
«oldados.
(2159j
gwu
*
ma
à
uaàAs.
Os
Rebuçados mytilíeos,
de
na
tureza
balsamica, calmante, peitoral
e
ex-
peclorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga.
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
COIIIGO
PENAL DA EGREJA
Ou
ÇonstituiçAw
Apostolicco Sedia
do
SS.
Padre Pio IX
Annolada
e
commenlada
pelo
presbytero
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
A
’
venda:
N
’
esta
redacção.
No Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
e
nas
casas
dos
revd.
mos
arcyprestes
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
MonfAlegre,
Vianna.
Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima, Vdla
Verde,
Villa
Real,
Moncorvo,
Villa Flor,
Monção,
Fafe,
Povoa
do
Var-
zim.
No Porto, em
casa
do snr.
José
Car
los
das
Neves,
rua
das
Flores.
Em
Villa
Pouca
d
’
Aguiar,
em
casa
do
revd.
w®
Silvino.
Antonio
Manoel
Ayres Oliveira,
nego
ciante
na rua
dos
Chãos, compra
acções
do
Theatro
de S.
Geraldo.
(2230)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata n.°
22.
(981)
Dinheiro a juro
Ha
na
confraria
de Santo
Antonio
da
Praça
Municipal
a quantia
de 650$000 reis
para
mutuar.
O
secretario
—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
HISTORIA
DA
REFORMA
PROTESTANTE
EM
INGLATERRA
EIRLANDA
Fazendo
ver
que
este
acontecimento
abateu
e
empobreceu
a
maior
parte
dos
habitantes
d’estes
paizes
EM DMA
COLLECÇÃO DE CARTAS
dedicada
a
todos
os
inglezes
justos
e
sen
síveis
por
GIIEIII.KVIE
COURITT
Nova edição
ornada com
gravuras
em
cobre
QUE
A todos
os
portuguezes
Para
cabal
desengano
do
que
é
a
reli
gião
protestante, dedica
O
P.°
José de Sousa Amado.
Preço
d
’
assignatura
l$600
rs.
Hoje custa
apenas 600
rs.
O
LIBERTADOR DAS ALMAS
DO
PURGAPORIO
Publicou-se
o
n.°
d
’
esla Revista
men
sal, pertencente
ao
corrente
mez
de
ja
neiro
e
contem:
Expediente;
Do
motivo
da
caridade
para
com
as
almas
do purgatório,
que
é
a
grandesa
das
penas
sensíveis
que
ellas
soflrem;
Da
ideia
do
purgatório
entre os
ho
mens;
Novena
pelo
allivio
das
almas
do
pur
gatório;
Benefícios
das
boas
almas,
etc.
Assigna-se
na
rua
do
Bomjardim
n.°
449
a 453
—Porto—Francisco
Pereira
de
Azevedo.
Preço
500 reis
por
anno.
C0S1NHEIH0
No
Collegio
dos Orphãos
precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no mesmo
Collegio.
(2124)
DIMII
IRO A JIRO
A
irmandade
de
Nossa Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs.
para
dar
a juro.
O secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da Silva.
b
w i
D0
ALTO
D0UE0
BA
CASA HSE VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este armazém
se
encontram
a retalho*
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho tinto
de meza.
(sem
garrafa) 150
»
>
»
»
190
>
Lagrima...............................200
>
Branco
de
meza
...................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
.
240
»
de
prova
secca.
.
.
.
.
300
»
Malvasia
e 2.a
....................
360
»
»
.lho
....................................
400
»
Malva a
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.........................................
700
> Veibo
de
1854
....
600
»
a
retalho
pari
meza
60
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(■H-41)
TI
JOSE
’
DA SILVA FUNDÃO
Com
loja
«le
fato
feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S. Martinho
—
13
t
Participa
aos seus amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d'esta
cidade
como
das
províncias
que
tem
um bonito
e
variado
sortimento
de
fato fei
to,
casimiras
para
fato muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2-3000
e
2-3500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes, roupa
branca,
assim
como
camisas
de 600 reis
para
cima,
oeroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles, bonets de gorgurão de
seda e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
qoando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
go
pr
vi<
pb
es
XI
ap
Na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
38
lecciona-se
PHILOSOPHIA,
RHETO-
RICA
e
FRANCEZ.
Habilila-se
para
exame.
COFRE DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
*
W
BRASA
IRUA
DE
S.
MARCOS,
N." 5.1
el
1
Ç
Vende
papeis
pinta-
S
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos gostos,
a
prin-
g
cipiar em
80
reis
a
peça.
cr
qt
la
dc
se
P’
C(
di
fe
al
in
aí
vi
le
os
g«
ei
ci
c<
g<
g'
e
d<
lu
e
st
vi
at
bi
Vende
olio,
tintas
e
jg
vernizes
para
pinturas
de
S
casas, tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu-
midos;
S
£
Vende
cimento
rorna-
CJ
no
para
vedar
aguas,
ges-
â
so
para
estuques
de
ca- $
sas,
tudo de primeira
qua-
1
lidade.
|
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptisla da Silva.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1879.
d
c
1
I
i
í
t
t
t
i
i
<
<
Parte de Comércio do Minho (O)
