comerciominho_30011879_891.xml
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-
IjrOML.iHiOak.
MS
lWOr^M«ãT » OF5 JK-
REDACTOF.ES—
D. Miguel ;Sollo-Mayor
e Dr. Custodia Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim [de Mesquita 1’imenlel.
7.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.................................... 1^000
-
»
6
»
...............................
Correspondências partic. cada linha
Annuncios
cada linha........................
Répetrão...........................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes..............................2§000
*
6
»
..............................
l§050
»
6
»
sendo
duas assignaturas 3$600
Brazil,
12 mezes,
moeda forte. . 3&609
Folha
avulso..................................... 10
N.°
891
XB
x
AA
m
w
IA-
a&MM
-XAi
'•«*'
:*&n«
QUNTA-FEIRA
50 DE
JANEIRO
DE 4879
A
K£«
’
jsublica, qpsc chega! .
Ha
por
ahi
quem
se
espante
do
pro
gresso,
que
entre
nós
vão fazendo
as
ideias
republicanas.
Nós
não
nos
espantamos;
pelo
con
trario,
achamos
isso
muito
natural
e
per
feitamente
logico.
A
inonarchia
constitucional
deu
de
si
o
que
podia
dar:
abatimento
da
patria,
corrupção
de
costumes, escândalos
e
mi
sérias.
Não
ha
ninguém
que
não
esteja
hoje convencido
de
que
todas
as
campa-
nudas
promessas
dos
arautos
de
siini-
Ihante systema,
não
passaram
de
uma
torpe
impostura
e
de
uma solemnissima
mentira. E
em
quanto
uns, d’
enlre
os
des-
illudidos,
voltam
os
olhos
para
o
passa
do,
vendo
a
unica
salvação da
sociedade
no
resurgimento
das
formulas
consagra
das
pela
sabedoria
e
pela
experiencia
dos
séculos,
outros
clamam
pela
republica, que
venha
livrar-nos
d
’
este
estado
anornalo,
que
ameaça
envolver
tudo
na
mais
com
pleta
ruina.
D’
isso,
que
ahi
temos
presentemente,
só
se
mostram
satisfeitos
os
que
especu
lam
com
a
miséria
publica
em
prol
das
suas
ambições
particulares,
e
os
que,
repassados
dè
um
egoismo
vil,
pouco
lhes
importa
que
tudo
se
perca,
uma
vez
que
elles
possam
engrandecer-se
e
locuplelar-se.
Mas
lambem
pouco, ou
nada
pode
contar
com
estes
taes
a
pseudo-monar-
chia,
que
ahi
existe,
na
hora
em
que,
aluido
o
seu
íhrono
de
papelão
pela
on
da
revoíucionaria,
se
sentir
lombar
para
a
voragem,
que
ella
mesma
ajudára
a
preparar
em
volta
de
si.
A republica avisinha-se...
avisinba-se
como
uma
punição
e
como
um
desenga
no
de
mais.
Já
agora
a
humanidade
des
vairada
peia
revolução
não
entrará
nova
mente
em
si
sem
esgotar
até
ás
ultimas
fezes
o
calix
da perdição,
que
aquella
infame
prostituta
lhe tem
perfidamente
approximado
dos
lábios.
E
’
a
ordem
logi
ca
dos
factos,
a
sequencia
natural
dos graus
do
castigo,
que
a
justiça
divina
reserva
á
fatal
cegueira
e
provocadora
impeniten-
cia
dos
povos,
que
voluntariamente
se
affastaram
da
senda
da justiça.
Fão
dignas
de
recordar-se
aqui
as
se
guintes
palavras
de
um
dos
mais
auctori-
sados
periódicos
da
Europa.
«O
liberalis-
«mo
(dizia
elle
em
1876),
não
obstante
«a
sua
multíplice
variedade-,
divide-se
sub-
«stancialmente
era trez
ramos
ou
fami-
«lias
tendo
um
tronco
commum:
no
mo-
iderado,
que
tem
por escôpo
a
revolução
«polilico-reiigiosa,
isto
é,
a transforma
«ção
da
auctoridade
dentro
de certos
«limites, que
lhe
assegurem
a
posse
do
«poder:
no
radica-,
que
tem
a
mira
na
«revolução
poliiico-spcial,
isto
é,
na
tran-
«sformação
da
sociedade
mediante
a
igual-
«dade
democrática
dos
direitos
e
das fór-
«mas;
e
no
communista,
que
aspira á revo-
«lução
chamada
humanilaria,
quer
dizer,
á
«transformação
de
todos
os
direitos
baseados
«na
propriedade;
o
que equivale
ao
anni-
equilamento
de
lodo
o humano
consorcio.
«Ora
assim como
os
trez
graus
gramma-
«ticaes
dos
adjeclivos
provêm
de
um
só
«etymo,
assim também
os trez
graus
do
«liberalismo
brólam
do
unico
principio
«da
rebellião
contra
a
ordem
constituída
«pela
natureza
e
pela
fé.
E
como
no
«processo
granlmatical,
do
positivo
nasce
«o
comparativo,
e
d’
este
o
superlativo;
«similhantemenle
no
do
liberalismo,
do
«primeiro, que é
o
moderado,
se
gera
o
«segundo,
que
é
o
radical,
e
d
’
este o
«terceiro,
que
é
o
communista,
ultimo
«desenvolvimento
logico
de
todo
o
sys-
«tema».
Adoptando
a
muito
judiciosa
e
apro
priada
comparação
do
alludido
jornal,
di
remos
que
o
positivo
vai
passando
—
e
sem
deixar
saudades
—
para
dar lugar ao
com
parativo,
cuja
duração
era
scena
será
mui
to
mais
breve que
a
do primeiro,
seguin
do-se-lhe
em fim
o
superlativo,
ultimo
verbo da
revolução,
e
crise
decisiva
e
fatal
para
a
humanidade.
E’
para
apressar
este
ultimo
desenla
ce que
os
punhaes
e
as
pistolas
regici
das
se
põe
em
acção
na
Allemanha,
na
Italia
e
na
Hespanha.
E
é
também no
mesmo
intuito,
posto
que
com
vil
e
re-
falsado
fingimento,
que
vários
governos
chamados moderados
multiplicam
os
erros
voluntarios,
os
escândalos e
os
crimes,
com
que
vão
acabando
de
desprestigiar
as
monarchias
constitucionaes,
fazendo-as
cada
vez
mais
odiosas
aos
povos,
e
im-
pellindo
estes
no
sentido
de
novas mu
danças
sociaes
e políticas.
Eis
ahi
bem
patentes
as
causas
d
’
es-
ta
tendencia
para a
republica, de que
hypocritamente
se
fingem
admirados
e
assustados
os proprios,
que
a
promovem.
O
povo
continua a
ser
um
miserável jo
guete
do
liberalismo.
Oh!
Prouvera
a
Deus
que chegasse
a
todos
o
desengano
da
fi
nal catastrophe,
que
tão
perfidamente
se
prepara!
D.
M.
S.
----------------------------------------------------------------
O
Apostolado da Oração.
O
revd.
mo
Director
central do
Apo
stolado
mandou
publicar
a
carta
se
guinte:
Fiado na
bondade
e
zelo
dos
nossos
Directores
diocesanos, Presidentes locaes,
Zeladores e
Zeladoras
do
Apostolado,
que
sempre
teem
correspondido
aos
meus
pedidos,
especiaimente
ao Appello
de
1876,
por occasião
do
Jubileu
Episcopal
do
immortal Pio
IX,
de
saudosa
memó
ria,
vou
agora
cora
a
presente
propor
a
V.
S<
a
R.
um
plano
que
de certo
será
suraraamente
agradavel a
lodos os amigos
do
Coração
de
Jesus.
Trata-se
de
levantar
na capital
do
mundo
catholico
um
sanctuario dedicado
ao
mesmo
Sagrado
Coração.
Para
esta
obra
monumental
devem
concorrer
os
catholicos
de
todas
as
nações,
e
entre
os
catholicos
os
mais
idoneos
sem
duvida
são
os
associados
do
Apostolado
do
Co
ração
de
Jesus, que diffundidos
por
toda
a
parte,
fórmam
uma
liga
piedosa
de
mais
de
dez
milhões.
Em
Roma, sim, em
Roma,
onde
convergem
hoje
em
dia
to
dos
os
poderes
das
trévas
e
do
inferno,
para
debeliar
a
Torre de
David,
é
ne
cessário que
se
erga
como
baluarte
inex
pugnável
o
templo
do
Sagrado
Coração
de
Jesus,
que
sirva
ao mesmo
tempo
de
defeza
e
abrigo
e
seja
memorial
de
repa
ração
e
arrependimento para
com
a
di
vina
justiça.
O
Summo
Pontífice
Leão
XIII
aben
çoou
com toda
a
effusão
do
seu
espirito
esta
grandiosa
empresa
e
encarregou
ao
seu
Cardeal
Vigário
de
execulal-a.
O
Director
geral
do
Apostolado,
P.e
Henrique
Ramière
teve
promessa
do
mesmo
Exc.
mo
Cardeal
Vigário
de
que
o
futuro
Sanctuario
seria
oSanctuario
do
Apo
stolado
da
Oração
e do Sagrado
Coração
de
Jesus;
e
se
os
Exc.,nos
Snrs.
Bispos
do
reino
assim
o
pedirem,
uma
capella
do
dicto
San
ctuario
será
própria
dos
portuguezes. O
Apostolado
na
Italia,
Bélgica,
Allemanha
já
se está movendo
e
abrindo
subscripçôes.
A França
calholica,
apesar
de estar
con
struindo
em
Monte
Martre
um
sumptuoso
templo
ao
mesmo
Divino
Coração,
resul
tado
de
um voto
nacional,
mostra
o
maior
empenho
pelo
Sanctuario
universa!
de
Roma.
Ora,
Portugal,
o primeiro
que
erigiu
uma
soberba
Basílica dedicada
ao
Sagrado
Coração,
e o
unico
que
alcançou
da
Santa
Sé
que
o
dia
do Sagrado
Co
ração
fosse
dia
santificado
e
que
fosse
precedido
de
vigília,
e
que conta
230:000
associados do Apostolado,
não
deve
ficar
atraz.
Animo
pois,
mãos
á
obra
!
Ella é
de
Deus
e
do
Coração
de
Jesus. Isso
só é
bastante.
Tudo
se
poderá
executar
facilmente,
se
todos
de boa vontade,
como
suppo-
nho, cooperam
afim de
obter
o
melhor
resultado.
Acceita-se
toda
a
quantia,
ainda
que
diminuta,
não
só
dos
Associados,
mas
dos
catholicos
em
geral
para
que
todos
os
fieis
possam
ter
parte
n
’
esta
obra repara
dora. E
por
isso
1.
° Os Zeladores
e
Zeladoras
.
do
Di
vino Coração
de Jesus,
em
que
muito
confio,
mostrarão
n
’esla
occasião o seu
zelo,
pedindo
a
todos,
porém
com
pru
dência,
e acceitando,
como
se
disse,
toda
e
qualquer
quantia,
que
entregarão
ao
seu presidente.
2. °
Os
Presidentes
locaes
poderão
ti
rar
do
cofre
do
Apostolado aquella
quan
tia
que
julgarem conveniente
e
que
não
faça
muna
falta,
e
juntamente
com
o
que
recolherem
os.
Zeladores
e
Zelado
ras,
a
rernetterão
ao
seu
Director
de
circulo, ou
com
una
vale
do
correio,
ou
d
’
ontra
maneira
segura.
Os
exercilos
russos
já
tinham
atra
vessado
a
fronteira,
e
porisso
já
não
es
lava
na
mão
de
ninguém
paral-os,
e
as
potências
nem
pensaram
n’isso.
Era
muito
tarde!
O
governo turco comprehendeu
o
bem
de pressa,
e
dous
dias
depois,
por
uma
nova
circular,
acceitou
a
guerra
como
facto
consummado,
e
alcançou
a respon
sabilidade
sobre
a
Rússia.
•
E
’
mister que,
na
derrota ou na
vi-
ctoria, o
império
ottomano
seja
desone
rado
da
responsabilidade
da
guerra
actual;
é
porqje
o
governo
imperial
se crè no
dever
de
asseverar
que as
populações
christãs
da
Herzegovina,
da
Bosnia
e
das
aldeias
habitadas
pelos
Búlgaros
não
es-
lão sublevadas
senão
pela
instigação
dos
comités
panslavistas,
organisados
e
esti
pendiados
pela
Rússia;
que
a
Serbia
e o
I
Montenegro
não
pegaram em
armas
se
não
com
intervenção
directa da
Rússia;
que
não
poderam sustentar a
lucta
se
não
com
o
soccorro
da
Rússia;
que,
em
fim,
todos
os
males
que ha
dous
annos
tem
afligido
o império,
devem-se
á acção
ostensiva
ou
occulta,
mas
sempre
presente
da
Rússia».
Terminando,
com
a
energia
que a
Rússia
sempre tem
patenteado
nas
criti
cas
circumstancias
da
sua
historia,
a
cir
cular
annunciava
que;
«a
nação
toda,
acercando
seu
augusto
soberano,
confiada
no
triumpho da
mais
justa
das
causaes,
resolvida
a
todos
os sacrifícios,
e
resignada
a
todos
os
soffrimentos, estava
prompta
para
combater
e
morrer
pela
sua
inde
pendência».
Esta
linguagem
simples
e
digna,
este
acentuado
de
energica
resolução
atrahiram
algumas
syrapathias
á
Turquia;
que
não
podia
esperar
favores
da
Europa.
Neutralidade das potências—A
guerra
localisada.
As
potências,
não
podendo
alcançar
que
se
evitasse
a guerra,
ao
menos em
penharam-se em
estorvar
que
ella
se
ge-
neralisasse,
e
trataram
de
localisal-a
en
tre
a Turquia
e
a
Rússia.
Foram
mais
felizes
n
’
este
empenho.
Uns
após
outros,
os
governos
annun-
ciaram
a
sua intenção
de
guardar
rigo
rosa
neutralidade;
a
França
desde
o
dia
25,
por
meio
de
uma circular
a
seus
agentes
diplomáticos;
a
Italia
desde
o
dia
29;
a
Austria-Hungria
desde
4
de
maio
A
Allemanha,
silenciosa,
conservou
a
al
titude
de
sphinge,
que
imprime
na
sua
política
um
aspecto
particularíssimo.
Em
30
de
abril
a
«Gazetta
official»,
de
Londres,
publicava
egualmente
a
pro
clamação
de neutralidade
da
Inglaterra.
No
entretanto,
no
dia
seguinte,
1.°
de
maio,
a resposta
de
Lord
Derby
á
cir
cular
do
príncipe
Gortchakoff
destruiu
o
bom
effeito
da
proclamação.
Os
pessi
mistas
poderam
triumphar
por
algum
tempo:
a carta do
chanceller
inglez
era
concebida
em
termos
tão
secos,
refutava
com
tanta
prestesa, linha
por
linha,
a
circular
russa,
manifestava
tão
claro
mau
humor,
que
se
pôde acreditar, a
momentos,
que
a Inglaterra
ia tomar
parte
na
lucta.
«Agitando
contra
a
Turquia
por
sua
própria
conta,
e
tendo
recorrido ás
ar
mas
sem
ter
consultado os
seus
alliados,
o
imperador
da
Rússia
sahiu
do
concerto
europeu,
que
nada
havia
até
agora per
turbado;
e
rompeu
com
a
regra
que
so-
lemnemente
se
conapromettera
a
seguir.
«E’
impossível
prever
as
consequências
de
semelhante
procedimento.
«O
governo
de
Sua
Magestade
de boa
mentej
se abstém
de
apresentar reflexões
sobre
tal
assumpto.
Mas
como
o
prínci
pe
de
Gortchakoff
parece
pretender,
em
uma
declaração
dirigida
a
todos
os
go
vernos
da Europa, que a
Rússia
obra
no
interesse
da
Gran
Bielanha,
e
das
outras
potências,
o
mesmo
governo
sente-se
obrigado
a
declarar,
de
um
modo
egual
mente
formal
e
publico,
que
a
decisão
do
governo
russo
não
pode obter o
seu
auxilio
nem a
sua
approvação».
Reflectindo-se
melhor,
reconheceu-se
logo
que
se
havia
exagerado
o
alcance
de
esta
declaração.
A Inglaterra
não
tendo
mais do
que
utn
exercito
de
terra
quasi
insignificante, o seu
auxilio,
nas
condi
ções
em
que a guerra
se
travava,
não
podia
decidir-se
a
favor
da
Turquia,
nem
expor-se
graciosamente
a
derroias
que
enfraqueceriam
a
sua
auctoridade.
Os
seus
estadistas tinham
assaz
senso pratico
para
pensar
e
saber
o
que
fariam.
A
resposta
de
Lord
Derby
indicava
simplesmente
que
o
governo
inglez
entendia
desembaraçar-
3.
°
Os
directores
diocesanos
ou
do
circulo
depois
de
terem
recebido
de
cad^
localidade
as
quantias
as
remetterão
com
um
vale
do
correio
ao
Thesoureiro
cen
tral
o Exc.
rao
Snr.
Henrique
de
A.
Ta
vares Sénior,
na
rua
de
Santa
Martha,
n.°
222,
Lisboa;
notando n
’
uma
carta
com
exactidão
a quantia
com
que
contri
buiu
cada
freguezia
ou
localidade.
4. » O
Thesoureiro
central, logo
que
tiver
recebido
de
todos
os
círculos
as
quantias
respectivas
fará
entrega da
som--
ma
total,
tirando
as
despezas necessárias,
ao
Exc."
10
Snr.
Núncio
em
Lisboa, pe
dindo
um
recibo,
que
será
publicado.
Como lambem
se
publicarão
no
Relatorio
de
1878-79
e
no Mensageiro os
nomes
das
localidades e
as
quantias qne
deram
cada
uma.
5.
° Os Directores
diocesanos
e
Pre
sidentes
locaes
terão
a
bondade
de
avisar
aos
associados ácerca
do
fim
d’
esta col-
lecta;
e
se
tiverem
algumas
despezas
a
fazer
com os
correios,
etc.,
poderão
ti-
ral-as
das esmolas,
notando
na
carta as
despezas
qne
fizeram.
N. B.
Nos
íins
de
fevereiro
deverão
todas
as
quantias estar
entregues
nas
mãos
do
Thesoureiro
central.
Espero,
pois,
da
vossa
bondade
e
zelo
que
o
Apostolado
da
Oração
de
Portu
gal
dará
ainda
mais
uma
vez
ao
mundo
catholico
urna
amostra
sincera
do
seu
catbolicismo
e
do
seu
acrisolado
amor
ao
Divino
Coração de
Jesus;
e
Elle con
tinuará
abençoando
este
reino
e
a
nossa
piedosa
liga,
para
que
cada
vez
mais se
propague
o
dilate
para sua
maior
gloria.
Sou
com toda
a
eflusão
do meu
es
pirito
De
lados
vós
intimo servo
Penamacôr,
29
de
dezem
de 1878.
Padre,
Luiz
Prosperi,
Director
Central
do
Apostolado
em
Por
tugal.
Uma obra excellente.
N
’
essas
duas
linhas
que
sob
esta
epi-
graphe
deixamos escriplas
no
n.°
887
d
’es-
le
jornal,
foi
apenas
nosso intento
cha
mar
a
attenção de
todos
aquelles
em
cujo
peito
não
está
de
todo
extincta
essa
cen
telha
de
fogo
divino
que
se
diz—
carida
de,
para
a
instituição
evidentemenle
pro
videncial dos
nossos
dias
—
a
Conferencia
de S.
Vicente
de Paulo.
Esquecidos da
nossa insufiiciencia
e
falta
de
recursos,
só
prestamos
ouvidos
á
voz
do
coração;
e
porisso
as nossas pa
lavras,
mal
serzidas
por
certo,
eram,
sem
embargo,
a
expressão
fiel dos
nos
sos
mais
ardentes
desejos.
Tínhamos
estudado,
quanto
estava
ao
nosso
alcance,
os
fins
d
’essa
santa
empre-
za;
sabíamos
por
teslimunhos insuspeitos,
que
ella
os traduzia
em factos;
e
isto
era
o
bastante
para
arrebatar
o nosso
coração
christão
no
mais
santo
enlhu-
siasmo.
E
’
que
n
’
este
século
todo
egoís
ta,
são
tão
raros
os
exemplos
d
’amor
desinteressado!
...............................................
Se
nos fóra
possível
reduzir
aos li
mites
d
’
um
artigo,
esse livrinho,
cujo
diminutivo
só
pode
referir-se
ao forma
to,
porisso
que
é
grande,
é
sublime,
é
divino
pelo
que
respeita
a
doutrina
que
encerra: se
nos fóra
possível,
dizemos,
reproduzir
aqui
os
estatutos
porque
se
governa
a
Conferencia
de S. Vicente
de
Paulo,
não
teríamos
duvida
em
asseve
rar
que
todo
o
homem
que
devéras
se
interessa
pela
honra
de
Deus
e
pelo bem
da
humanidade, sentir-se-hia
attrahido
co
mo
nós
para
essa
instituição
que
sabe
tão
bem
guiar
os
seus membros
á prati
ca
das
virtudes
mais
heroicas
do
christia-
nismo.
Não
podemos
comtudo
forlar-nos
ao
desejo
de
transladar
para
aqui
essa par
te
do
precioso
livrinho,
onde
falia dos
fins
da sociedade.
Diz
assim:
«Os
fins
da
sociedade
são:
«l.°
Manter
os
seus
membros
por
meio
de
mutuos
exemplos
e
conselhos
na pra
tica
da
virtude chrislã
«2.°
Visitar
os
pobres
nos
domicílios,
levar-lhes
soccorros
em especie,
dando-lhes
também
consolações
religiosas.
<3.°
Applicar-nos
segundo
nossas
facul
dades
e
tempo
á
educação
elementar
e
cbristã
dos
meninos
pobres,
mesmo
en
carcerados.
«4.°
Dilfundir
livros
moraes
e
religio
sos.
«5.°
Prestar-nos
a
toda
a
obra de
ca
ridade
que
couber
nos
nossos meios,
não
contraria
aos
fins
da
sociedade,
e para
a qual
formos
convidados por
propostas
dos
seus
Directores.»
Divide em
seguida
os
membros da
sociedade
em
activos
e
cooperadores;
e de
pois continúa:
«Ainda
que
a
sociedade
deva tender
á
pratica
de
todas
as
virtudes,
comtudo
ha
algumas
mais necessárias para
o con-
seguimento
do
seu
fim
—
taes
são:
«1.
a
A
abnegação
de
si
mesmo.
«2.
a
O
traclo
igual
para
lodos
os
po
bres,
quaesquer
que
sejam
as
suas
ideias.
.
e, accrescenta=3«O
beneficio abre
a
alma
á
confiança,
e
é
pela
esmola
corporal
que
muitas
vezes
se
abre
o
caminho
pa
ra
o
espiritual.
«3.a
O
amor
do
proximo e o
zêlo
da
salvação
das
almas.
«4.a
A
mansidão
e.
humildade.
«5
a
O
espirito
de
fraternidade.
.
.
.
.. ....................... ........................... .............
»
Os
estreitos
limites
d’um
artigo
não
permittem
que
vamos
mais
além.
Temos
dito
o bastante
(pensamos
nós)
para
inspirar
a
lodo
o coração
bem
formado
o
desejo
de
estudar
a
fundo
a
instituição
de
que
nos
vimos
occupando.
Se não estamos ílludidos, ainda
bem.
porque
ao
menos
resta-nos
a
satisfação
de
havermos
concorrido,
com
a
nossa
mais
do
que
humilde
cooperação,
para
o
maior
desenvolvimento
da
mais sympathi-
ca
das
instituições
do
Christianismo;
por
que
só ella encerra
em
si
tudo
o
que
ha
de
mais
poético,
de mais
sublime
no
codigo
inspirado
da
nossa
santa
religião
—
o
Evangelho.
Padre
M.
J
M.
GAZETILSA
Romarias.
—
No
domingo
teem
logar
as
romarias
de
S.
Braz,
em
Gualtar,
e
na sua
capel.la
de
S.
Braz do Carmo, ás
quaes
costuma
aíHuir
grande concorrência
de
povo
da
cidade.
Xouieaçiio.—
Foi
nomeado
agronomo
d
’
este
districto,
o
snr.
Jacintho
d’
Arau-
jo
de
Vasconcellos
Alvim.
Meetíng.
—
A classe
académica
d
’
esta
cidade
reuniu,
no
domingo,
no
edifício
do lyceu,
afim de
resolver
o
modo
de
representar
ao
goVerno
para
que
os
exa
mes de
habilitação
para
os
cursos supe
riores
sejam
feitos n’
este
estabelecimento
lilterario.
Nomeou-se
uma commissão
encarre
gada
de
promover
um
meeling,
que
terá
logar
no
proximo domingo
no
theatro de
S. Geraldo,
onde
será
apresentada
uma
representação
no
indicado
sentido.
A
cerebrina
reforma
que limitou aquel
les
exames
a tres
circumscripções ape
nas,
veio
causar
ás
duas provincias
do
norte,
e
nomeadamente
a este
districto,
grandíssimos prejuízos
e
enormes
incon
venientes,
que
de todos
são
conhecidos.
Ninguém
faltará,
pois,
ao
meeling.
No-
entanto
é probabilissimo que
lodos
os
es
forços sejam
baldados.
Exequiaa.—
No
dia
7
do
mez
pro
ximo,
1.°
anniversario
do passamento
do
Santíssimo
Padre
Pio
IX,
de
sancta me
mória,
celebrar-se-ha,
em
vários
templos
de
Lisboa,
exequias
pomposas.
E
’
de
crer
que
a Roma
Portugueza
não
deixe
também
passar
desapercebido
este
dia
memorável.
ATAo
parece de csí. —
Diz
um
col-
lega
de
Lisboa
que
na
sexta-feira passada
foi
distribuído
no juizo
da
5.
a
vara,
da
capital,
um
processo
em
que
Joaquim
Narcizo
Pessoa
d’
Amorim
pretende
pro
var
que
Manuel
José
Runa.
de
Torres
Vedras,
já
em
15
d
’abril
de
1871, não
linha
dentes.
Publicações.
—
Agradecemos
as se
guintes:
—
Brinde
aos
snrs.
assignantes
do
«Diário
de
Noticias»,
em
1878.
—As
eleições
municipal,
districlal
e
de
deputados
no circulo
de Belem.
em
4878.
—
O
romance
da
rainha
Mercedes,
por
.4.
Pimenlel.
Livraria
Portuense
editora.
—
Diccionario
Popular,
historico.
geo-
graphieo, etc.
(Fascículos
n.
os
121
e
122).
—
La Naluraleza
—Revista
de
ciências
e
de su
aylicacion
á
las
artes y a
la
in
dustria.
—
Madrid.
Este
n.°
contém os
seguintes
artigos:
—
Os
batracios:
—
a
rã verde
—Wealer
in-
dicator,
(indicador
do
tempo
nas estações
metereologicas
dos
Estados-Unidos)
—
O mi-
crophono
e
o
telephono
aperfeiçoados
—
Fraccionamento
da luz
eletrica
—
O
Afgha-
nistan
—
Relogio
pneumático—
A
arte agrí
cola
e
a economia
rural
na
Grécia
an
tiga—Miscellanea.
Traz
13
gravuras.
Deelaraçõo.—
O escripto
epigrapha.
do
Uma
lembrança
estúpida,
inserto
em
o
n.°
antecedente
d
’
este jornal
na
secção
da
Gazetilha, era
destinado
á
secção
dos
Com-
municados
e competentemenle
assignado
pelo indivíduo que nol-o
enviou.
Por
este
motivo
é
claro
que
não to-
mamos
a
responsabilidade
do
seu con-
theudo,
nem
dos
termos
em
que
está
re
digido.
Devíamos esta
satisfação ao
cavalheiro
a
que
o
referido
escripto
allude
e
a
quem
tributamos
a
maxima
consideração,
de
que,
por
todos
os
litulos
é
digno,
e
porisso
também a
uós
mesmos,
que
o
não
pu
blicaríamos
por
iniciativa
própria.
Questões
da
natureza
d
’
aqnellas
a
que
alludia
o
supradicto
escripto
que,
por la
mentável
equivoco não
lôra
na
compe
tente
secção
dos
Communicados,
tractam-
se
pessoalmente,
ou
d
’
oulro
modo,
e
não
devem
vir
assoalhar-se
na
imprensa
em
termos
ásperos
e
desabridos,
sem
se
ler
em
conta
a
respeitabilidade
de
caracteres
il-
libados
e
probos.
Desculpe-nos
esta
rude
franqueza o
au
ctor
da
lembrança
estúpida.
No nosso
desejo
e
empenho
de
não
tolhermos
a
ninguém,
pela
nossa
parte,
o
exercício
dos
direitos
de
defeza
e
de
reclamação,
quer-nos
parecer
que levamos
um
pouco
longe
demais,
n’
este
ponto,
a
nossa
condescendência.
Ao
ímr.
Deleyado do Proeitra-
dor
Ifiegi».
—
Consta
nos
que
houve no
dia
26
do
corrente
uma
desordem
no
café
do snr.
Alexandre,
ao
principio
da rua
das
Agoas,
d
’esta
cidade,
a
qual
esteve
para
ser
muito
séria,
(chegando
a
haver
vozes
de
soccorro e
de aqui-d
’
el-rei
),
se
não
interviesse
uma
pessoa
de toda
a
probidade,
que
foi
desabridamente
insul
tada.
Chegaram
a
ser prezos
2
desordei
ros,
que
deram
entrada
no
commissaria-
do
de
policia. Deu se
mesmo
principio
a
um processo,
para
o
qual
havia
base;
po
rém,
por
intervenção
de
pessoa
que pro
curou
proteger
os criminosos,
estes,
pou
co
depois,
passeiavam
livremente,
tendo
de
mais
a
mais,
um d’
elles
dito
no mes
mo commissariado,
que
uma
das
teslimu-
nhas
que
depunha
no
processo,
a crivaria
de
facadas—alludindo
ao
cavalheiro
que
interveio na
desordem.
Pedimos
á
auctoridade
competente
se
digne averiguar
este
facto,
pa(a
que
não
tiquem
impunes
actos
de
similhanle
natu
reza.
Aeio sacrílego.—
Commeteu-se
ha
poucos
dias
um
desacato
n
’
esta cidade,
o
qual,
segundo
nos
informam,
passou-se
da
fórma
seguinte:
Na
capella
do
Senhor-Morto,
erecta
na
egreja
parochial
de
S.
João do
Souto,
de
esta
cidade,
existe
uma Imagem
de
Nossa
Senhora
da
Conceição,
e
outras
imagens
sagradas,
que
um
devoto
se
lembrou
de
mandar
restaurar.
Tendo
dado
principio
á
piedosa
obra,
quando
se
achavam
as
ima
gens
e o
frontal
do
altar
das
mesmas
quasi
concluídas,
uma
mão
desconhecida
e
sacrílega,
com
pinceladas
de
tinta, pro
curou
inutilizar o
que
tinha
custado
não
só
despezas.
como
também
trabalho
e
cuidados,
offendendo
assim
a
Mageslade
Divina,
insultando
as
imagens
dos
San
tos,
e
também
desgostando
o
devoto
se
lambem
do
concerto europeu,
readqui
rir
a
sua
liberdade
de acção,
e
reservar-
se
para
intervir
quando
a
protccção
dos
seus
interesses
o
exigisse.
Nada
mais
si
gnificava;
e
uma
discussão
aberta,
dias
depois,
na camara
dos communs,
ácerca
de uma proposta
de Mr.
Gladslone,
veio
confirmar,
com
explicações
precisas,
a
impressão
de
que
a
Inglaterra
estava
firmemente
resolvida a manter
a
neutra
lidade,
tanto
quanto
o
caminho
da índia
não
fosse
direclamente
ameaçado.
A
Turquia,
com
uma
população
nu
mericamente
cinco
vezes
inferior,
exhau-
rida
d
’homens de
dinheiro,
em
estado
de
bancarrota,
ficava, pois,
sosinha.
isolada,
e
m frente
de
seu
formidável
adversário.
A
impressão
da guerra
nos dous
paizes
NA
RÚSSIA
Póde
asseverar-se
que
a
Rússia
era
impellida
á
guerra
bem
menos pelo
czar,
cujo
espirito
pacifico
é
reconheci
do,
do
que
pela
opinião
popular
violen
tamente
excitada
pela
propaganda
da
imprensa
e
dos
comités,
havia
já
dous
annos.
Nada
ha
de
surprehendente
em
que
a
população tenha
acolhido
com
en-
thusiasmo
a
noticia
de
se
lerem
rompi
do
as
hostilidades.
Grande
nnmero
de
mancebos,
das
grandes
famílias
aristocrá
ticas,
entre
os quaes
o
príncipe
Tseret-
sereleff,
secretario da
embaixada
russa
em
Paris,
alistaram-se
logo
e
foram,
a
maior
parte,
para
o
exercito
do Caucas-
so,
que.
ha longo
tempo,
pela indepen
dência
de
que
gosa,
pela
sua
vida
aven
tureira,
pelo
pittoresco
de
seus
costumes
e
usos,
pelo
prestigio
qne
lhe
tem dado
os cantos
dos
grandes
poetas
Pouschkine
e
Lermontofl, tem
sedusido
vivissimamente
a
imaginação
dos
jovens
russos.
A
demonstração,
entre
muitas,
tam
significativa
da
impressão
que
causava
a
guerra,
via-se
a
29
de
abril
em S.
Pe-
tersburgo.
Representava-se
no
lhealro-Ma-
ria
a
opera russa
intitulada
Vida
pelo
czar,
obra
do
compositor
nacional
Glinka.
Antes
da
abertura,
segundo
o
uso
consagrado,
todos
os
choristas
e
artistas,
reunidos
no
palco,
entoaram
o
Boje,
cza-
ria
khrani
(Deus,
proteja
o
czar)
que
é
o
hymno
nacional
dos russos.
Os
dous
mil
espectadores
de ambos
os sexos,
levantaram-se,
sem
excepção
de
um
só,
consoante
o
costume
russo,
para
escutar
em
respeitoso
silencio,
e
depois
acolheram
o côro
final do
hymno
com
uma
verdadeira
tempestade
de
hour-
ras
e
de applausos!
A
maior
parte
dos
assistentes
tinha
um irmão,
um
filho,
um
parente,
na
fronteira
da
Turquia;
e
porisso
esta
demonstração imprimia
nas
circumstancias
um
caracter
particularnien-
te
significativo.
O
hymno
nacional foi
repelido
tres
vezes,
sempre
seguido
de
hourras
enthusiastas.
O côro
com
que a
opera
começa,
principia
por
estas
pala
vras:
Batalhar até
morrer
Pela
Rússia
e
pelo
czar.
Novas
saudações
e
applausos
que in
terromperam
o espectaculo; e no
segui
mento d
’
este, sempre
o
publico
acolhia
da
mesma
maneira
as
allusões
á
situação
presente.
No
penúltimo
quadro,
no mo
mento
em
que
as
multidões
celebram
a
victoria
do
czar
salvo
pelo
paisano
Sous-
sanino,
os
espectadores
gritaram:
«o
hymno!
o
hymno!»
A
representação
in
terrompeu-se
de
novo,
e o
hymno
foi
repelido
por
muitas
vezes.
Cantava-se
mesmo
na
sala
da
platêa.
Acabada
a
opera,
foi
mister
cantar
outra vez
o
hymno,
e
os
hourras
recomeçaram
cada
vez
mais
estrondosos.
O
imperador
ficou
em
Kicheneff
até
2
de maio,
passando
todos
os
dias
em
revista
as
tropas
que
atravessavam
a
ci
dade
e
se
dirigiam
á fronteira.
No
dia
3
foi
a
Odessa
inspeccinar
as
fortificações
e
a flotilha
do
porto. «O
enthusiasmo
das
tropas
e
do
povo
era'
indescriptive'»
assevera
um
relator oflicial.
Em
sua
pre
sença
se
procederam
a experiencias
de
torpedos,
que
foram
pouco concludentes:
fez-se
saltar
tres,
e
uma barca
que
se
fez
vogar
para o
ponto
conveniente,
para
voar
com
a
descarga
dos torpedos,
seguiu
tranquillamenle
a
navegar. Conso!ou-se
d
’este mau
caso, disendo
que,
afinal
de
contas, um
torpedo
era
como
um canhão:
póde
falhar
o
tiro.
D
’Odessa,
o
imperador partiu
para
S.
Petersbmgo,
mas parou em Kiew e
em
Moscou, para
receber
as
homenagens
dos
habitantes que
o
felicitavam
por
ter
declarado
a guerra. Moscou,
que
dal
guma
maneira
é
a
capital
sagrada
da
Rússia,
é
o
fóco
d
’
onde
a
propaganda
panslavisla
se
tem
alastrado
por lodo
o
império, insuflando
até
aos
mais
pobres
e
recônditos
togares
o
odio
ao
turco
e
ao
musulmano. Foi,
a
bem diser,
Mos
cou
que
fez
a
guerra.
(Continúa)
que
se
prestou
espontaneamente
a
mandar
fazer
á sua custa
obra
tão meritória.
O
cavalheiro,
que
veio
aqui
queixar-
se,
promeite
uma recompensa
a
quem
descobrir
o malfeitor,
para
lhe
dar
pe
rante
as
leis
uma
licção
de
respeito
pe
las
coisas
sagradas.
Correio.—
Desde
o
dia
3
de
feverei
ro,
a
repartição
do
correio d’esta
cidade
muda
para
a
rua
de
S.
Lazaro,
n.°
1.
Folleeímento.
—
Victima
d’
uma
con
gestão
cerebral,
entregou,
hontem pelas
3
horas
da
manhã,
a
alma
ao
Creador
o
snr.
José
de Mesquita
e
Souza.
O
tinido
contava
81
annos
de
idade,
e
era,
ha
uns
4')
annos,
empregado
no
hospital
de S. Marcos. Foi
capitão
no
tempo
do
snr.
D.
Miguel,
e
era
ainda
um
d
’
esse
resto
de
heroes da
legitimidade.
Firme
no
seu
credo
político, nunca se
ar
redou
um só instante
de suas arreigadas
■crenças:
o
letnma
da
sua
bandeira
foi
sempre
—
Deus, Patria
e
Rei.
Paz
á
sua
alma.
Horrível
cotastrophe.—
Reprodu
zimos do
«Jornal
da
Manhã»
d
’
ante-hontem
a
seguinte
noticia:
A
cidade
foi
hontem
de tarde
sobre-
saltada
com
o
boato
rápido
d
’
uma horrí
vel
catastrophe,
de
ha
muito
prevista:
Como
é
sabido,
entre
a
camara
e
os
proprietários
d
’uns
prédios
nos
Guindaes
que
ameaçavam
ruina,
havia
uma
pen
dência
sob
a demolição
dos
mesmos.
Hontem
de manhã, a
camara
depois
de
os
haver
intimado
para
demolirem
as
cazas,
e como
fosse por
eiles
desobede
cida
por
mais
de
uma
vez,
mandou
alli
os
seos
operários
e eiles começaram
im-
mediatamente
os
trabalhos
de demolição,
por uma pedreira.
Pouco
depois
das
3
horas da
tarde,
uma
enorme
pedra,
atirada
da
pedreira,
veio
bater
n
’um
dos prédios,
já
condem-
nados
e
derepente
sem
se
saber
explicar
como, trez
cazas
edificadas
na
parte
in
ferior
da
pedreira
e quasi
á beira
do
Douro, eram arrastadas,
deixando
apenas
■como
vestígios
da
sua
existência,
um gran
de
montão
de
pedras.
Muitos
fragmentos
das
trez
cazas
e
pedreira,
que
pertenciam
aos
snrs.
Ma
noel
de
Madureira,
João
Francisco Go
mes
e
irmão e
Joaquim
José
Rebello
de
Lima,
foram
parar
ás
aguas
do
rio,
oc-
•casionando
a
perca
de
trez
barcos
rabel-
los, que
em
frente
ao
local
do
sinistro
estavam
ancorados.
As
pessoas
que
os
tripulavam
nadaram
e
conseguiram
assim
salvar-se.
Ainda
não
se
havia
dissipado
a
com
pacta
nuvem
de
pó
promovida
pela
que
da
dos
prédios
e
já
uma
labareda
de
fogo
annunciava
uma explosão
em
alguns
bar
ris
de
petroleo,
depositados
na
mercearia
-do
snr.
Luiz
David,
lambem
arrasada
Foi n
’
esta occasião,
que as torres
cha
maram
os
soccorios,
e
accudindo
as
bom-
bas. operários
da
camara,
uma
lorça
de
infanteria
e
cavallaria
da
municipal,
ou
tra
de
cavallaria 7,
centenares
de
pes
soas
e
todas
as
auctoridades,
a
camara,
quando se
dispunham
a remover
os
en
tulhos depois
de
já
se
haver localisado o
fogo
e
quasi
extinclo,
foi
dado o
toque'
de
alarma,
afim
dos
presentes
se
reti
rarem
a
salvo,
pois que
parte
d
’um
quintal
do
prédio
denominado
da
Bella
Vista
ameaçava
desabar
de
prompto.
Interceptou-se
então
como
medida
pre
ventiva
o
transito pela
Ribeira
e
pela
ponte
pênsil
e
com
a
azafama de
todos
escaparem
a
um
perigo
quasi
imminente,
um
rapaz
de
12 annos
cahiu
por
uma
ribanceira
e
foi
recolhido
com um
feri
mento
na
cabeça,
ao
hospital
da
Miseri
córdia.
As
trez
cazas
derrocadas
eram
aquel-
las onde
eslava
o
hotel
do
Douro,
e
as
lateraes,
uma
mercearia
e
uma taberna,
e
d
’
ellas como
já acima
dissemos
apenas
hoje
existe
um
enorme
pedregulho.
Ha
viclimas,
mas ao
certo
ignorava-se
o
seu
numero,
e
a
dar-mos
credito
aos
boatos
que
á
noite
corriam,
são
ellas
bas
tantes.
Ao
certo
sabemos
apenas
de 3,
mas
com
alguns
trabalhadores que
falta
ram
e
gente
que
se
achava
nos
barcos
submergidos,
é muito provável
que
o seu
numero
seja
muito
maior.
Os
inquilinos
dos
prédios
arrasados
haviam
hontem
de manhã
sido
intimados
para
os
deshabitar,
evitando-se
assim
maior
numero
de
desgraças.
Até
á
hora
em
que
o nosso
jorna1
entra
na
inachina,
ainda
não
ha
mais
promenores
sobre
esta
catastrophe
Os jornaes do Porto só
faliam
dos
trabalhos
para
a
extincção
do
incêndio,
que
ainda
ás
4
horas
da
tarde
d
’ante-
hontem
não
tinha
sido
debellado.
Os
bispas «la Belgicn.—
Todo
O
episcopado
da
Bélgica
dirigiu
ao
clero
e
fieis
de
todo
o
reino
uma carta
pasto
ral.
E
’
uma
eloquente
exhortação
para
guardar
a
fé
catholica,
n’
estes
tempos
em
que
ataques
furibundos
se
desencadeiam
contra
Deus
e
contra
a
sua Egreja.
O
liberalismo
impio
está
alli
dando
as
leis.
Nova» eonversões.
—
Annuncia-se
a
conversão simultânea de
trinta
ministros
da
Egreja
anglicana.
Muitos
d
’entre
eiles
renunciaram
a
ricas
prebendas
e
reduzi
ram-se
voluntariamente
á
mendicidade
para
serem
fieis
a
graça.
Um
d
’
elles
é
viuvo
e
pae
de
dizoito
filhos.
Tres
abjuraram
na
capella
das Damas
do
Sagrado
Coração,
Rochampton.
N
’
esta
mesma
capella,
uma joven protestante,
que
também se
converteu, viu a
mão
de
Pio
IX bater-lhe
no
hornbro
e
impel-
lil-a
para
o
coro.
Muitas
outras
pessoas
aíTirmam
ter
visto
egualmente esta
mão
miraculosa.
Os
jornaes
inglezes
annunciam
a
con
versão
ao
catholicismo
de
lord
Alexan
dre
Gornon
Lennox,
irmão do
duque
de
Richemond
e
Gornon,
o
ministro
de
Sua Magestade.
Um
joven
ministro
anglicano,
o
Rev
Giorge
Úhitefield,
lambem
fez
a
sua
ab
juração
nas
mãos
de Fenton,
cura
de
S.
João
de Jerusalem
em
Londres.
Epidemia.—
Refere
um
collega
que
a febre
bubonica
tem
altingido
caracteres
tão
graves
em
algumas
comarcas da
Rús
sia,
que, segundo
noticias
de
S.
Peters-
burgo
para
um facultativo notável,
re
sidente
em
Madrid,
succumbem
80
por
100 dos
atacados
d
’
aquella
epidemia.
l>empaehos.—
0
«Diário»
de
25
pu
blica
os
aeguintes
despachos:
Declarado
sem
effeito
o decreto
de 20
de
dezembro
de
1877,
que
apresentou
o
presbytero
Francisco
Aurélio
Dias
na egre
ja
parochial
de
S. João
de
Negrilhos, da
diocese
de
Beja.
O
presbytero
Francisco
Aurélio
Dias
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Nos
sa
Senhora da
Victoria,
no
concelho
e
diocese
de
Beja.
,
•
O
presbytero
Antonio
dos
Santos
—
apre
sentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
da
Ajuda
de
Monforle da Beira,
no
concelho
e
diocese
de
Castello Branco.
O
presbytero
José
Ribeiro
de
Almei
da—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Sebastião
de
Villa
Corlez
do
Mondego,
no
concelho
e
diocese
da
Guarda.
O
presbytero
José
Correia
Dias
de
Almeida,
parocho collado na
egreja
de
S.
Thiago
de Riba
de
UI,
na
divcese
do
Porto
—
apresentado
na
egreja parochial de
S.
Paio
de
Oleiros,
no
concelho
da
Feira,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Antonio
Rodrigues
Costa
—apresentado
na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
dos
Milagres
de
Pindello,
no
concelho
de
S.
Pedro do
Sul,
diocese
de
Vizeu.
Declarados
sem
effeito,
a
requerimen
to
do interessado,
o
decreto
de
20
de
setembro
de
1874,
que
fez
mercê
ao
pres-
bylero
Antonio
Vaz
de Seixas
da
serven
tia vitalícia da
thesouraria
da
egreja
pa-
rochiai
de
S.
Barlholomeu
de
Xabregas,
de
Lisboa.
Dividendo
banenrio.—
O
Banco
de
Guimarães
annuncia
que
principiou
a
pa
gar
o
dividendo
de
4
p.
c.
ou
de
3$2C0
reis
por acção,
relativo
ao
2.°
semestre
do
anno
findo,
desde
26
em diante,
lo
dos
os
dias
uteis,
tanto
na séde
do
ban
co
como
nas
agencias
de Braga e
Porto.
Reiuedin
|>nra *» deHuxo. —
Um
me
dico
estrangeiro receita
o
seguinte:
«Deile-se
em
uma
caixa
gomma ara-
bica,
bem pulverisada, tome-se
como
se
lora
rapé, sorvendo
o
pó
da
goinma
amiu
dadas
vezes e
começando
sempre
por
uma dóse
maior.
A
membrana
mucosa
perde
a
humidade,
cobre-se
de
tira
ver
niz
protector,
e
fica
insensível
á
acção
do
ar.
O
defluxo
pára
completamente».
O
remedio
é
barato.
des
entregar
a
importância
das
suas
as-
signaturas:
No
Porto
—
Ao
snr.
José Carlos
das
Neves,
rua
das
Flores.
Em
Guimarães—
Ao
snr.
Pedro Lopes
Guimarães.
Na
Covilhã
—Ao
snr.
Luiz
Antonio
de
Carvalho.
Em
Lisboa —
Ao
snr.
Antonio
Augusto
S.
Castanheira.
rua
de Buenos-Ayres,
n.°
34.
—
Revd.
mo
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis,
Hospício do
Sacramento,
Alcantara.
Ilhas Adjacentes
—
Albino
Augusto
Pes
soa,
Ilha
de
S.
Miguel.
A
’quelles
cavalheiros
a
quem
enviar
mos
esta
folha
e
que não
quizerem
ficar
com a assignatura
da mesma,
rogamos
a
fineza
de
nol-a
devolverem
para nosso
governo.
Agradecendo
cordealmente
a
ponctua-
lida<le
com
que
muitos
dos
nossos
esti
máveis
assignantes
tem satisfeito
o
paga
mento
das
suas assignaturas,
lembramos
a
alguns
snrs.
que
ha
muito
se
acham
em
debito,
se
dignem
satisfazer
quanto
antes,
para
regularidade
da
nossa
admi
nistração.
NECROLOGIA
Oh immatura
morte,
que
a
ninguém.
De
quantos
vida
tem,
jamais
perdoas!
(CAMÕES.)
Mais
uma
existência
anniquillada
pela
mão
devastadora
da
morte!
Mais
uma
vida
que
desappareceu
do
turbilhão
do
mundo!
Mais
um
anjo
que
voou
da
terra!
Rosa
de
Jesus
Rodrigues,
já
não
existe!
Depois
de longos
e
cruéis
soffrimen-
los,
falleceu
no
dia
20
do
corrente,
con
tando
apenas
19
annos
incompletos.
Entrava na
primavera da
vida,
quan
do
uma
atroz doença,
não
contente
em
a
balouçar
durante
tanto
tempo
á
beira
do
sepulcro,
a
arrancou
dos
braços
da
familia
carinhosa
e
das
pessoas
que
a
es
tremeciam.
Infeliz creança! Começavas a
gosar
a
vida;
e
a
doença,
com
a
sua
mão
des
carnada
e
fria,
precipitou-te
no
abysmo
da
morte!
A
tenacidade
com
que
a
morte
se
compraz
em roubar
aos
carinhos
da
ma
ternidade,
tudo o
que
nos
é
caro,-é hor
rível.
Mas
corre-nos
o
dever de
acceilar
as
imposições
do
Eterno!
Terminam assim
os
passamentos
d
’
este
valle
de
lagrimas.
Só
tal
denominação
se
póde
dar
á ephemera
passsagem
da vida
humana!
A
tua
alma,
desprendendo-se
do involucro
terreno,
foi
tomar
logar
aos
pés
de
Deus.
Paz
sobre
a tua
sepultura...
A’
tua
familia, desolada
e
triste,
en
vio
daqui
os meus
sentidos
pezames.
Porto
25
de
janeiro
de
1879.
Antonio
Joaquim
Pereira
Braga.
Salão
Anserseano. —
Continúa
a
COU-
correncia
a
este
salão,
onde
está
exposta
uma bella
collecção
de
vistas
stereosco-
picas
representando
as
minas
da Com-
muna.
N
’
esle
mesmo
salão
ha
a
divertida
es
cola
de
tiro.
EXPEDENTE
Para
maior
commodidade,
podem
os
nossos
assignanles
das
seguintes
localida
SAÚDE
À TOROS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de.
saúde,
aievaLESciEaE
l)U
BAHRY de
Londres.
3(!
tfinvuriavrl Huee«S0«>
4
Combitendo as
indigestões
(dispe
psia) gastrica,
gastraigias,
flegmas,
arro
tos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca, pi-
tuitas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intesti
nal.
bexigas, diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
aslhma,
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
de
bilidades,
todas as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da be
xiga, do
fígado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue.
85:000
curas, entre
as
quaes
contam-se
a
do
du-
que
de
Pluskow
e
da
exni?
sor.
a
mar
queza
de B-ehan,
da
snr.a
duqueza
de
Cas-
tlesloard,
do
Lord
Stuard
de Decies,
par
d
’
Iiiglaterra,
do doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
43:6/4.
-
A
snr.
a
marqoeza
de
Brehan,
de
sete
annos
de
doença
do
ligado,
d’
estomago,
emuaagrecimenlo,
pal
pitações
nervosas
em
todo
o
corpo,
agita*
ção
nervosa
e tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986.
—
M
ie
Martin,
de
sup-
pressão
da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável, perfeitamente
curada pela
Kevaleucière.
Cura
n.°
65:112.
—E.
Payard,
de
gas-
tralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre
a
cavida
de
do
estomago
inlumecida.
(Atra
n.°
62:845.—M. Boillet,
cura,
de
36
annos
de
aslhma
com
suffocações
du
rante
a
noite.
Cura
n.e
70:421.—
M.
A.
Spadaro,
de
uma
constipação
obstinada
de
no'e
annos.
Era
terrível,
e distinctos
médicos
tinham
declarado
que
não
havia
meio
de
cu-
ral-a
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
aOO
;
de
*/, kilo
800
rs
;
de una
kilo,
1^400
reis;
de
2
kilos, 3$200
reis; de
6
ki-
los,
6$W0;
e
de
12
kilos, 12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Bevalesciére
que se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Revaleseiere
;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
seio
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em caixas de folha
da
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$40O ;
da
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
D&J
BARRI d! CA I.S VKI Í
F.l».
_
Place
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
^treei,
Londres.
Valverde,
1, Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas^
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
<Sc
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=.lveíro,
F. E. da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm., Largo da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vianna do Caa-
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
Guimarães,
A.
J.
Pereira Martins,
*
pharm.
—
Anlonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José, J.
da
Silva,
drog.,
Rua da Bainha,
29 e
33.—
Penaftel,
Miranda,
pharm.
—
Porío,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão, Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè Rahir,
Rua
de
Cedofeita, 160;
Fontes
&
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte do
Li
ma
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pbarm.
—
Povoo «8o Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Valendo õto.tlinlie,
Francisco
José de
Sousa, pharm.—
Villa
áw Conde,
A.
L.
Maia
Torr
s pharm.
DESPEDIDA
Jeronymo
da
Cunha Pimentel,
partindo
para
Lisboa
sem
poder despedir se
pes
soalmente
dos
seus
amigos
d’
este
circu
lo,
que
tem
actualmente a
honra
de
re
presentar
no
parlamento,
e
dos
de
Bar
cellos,
que
representou
na
passada
legis
latura,
recorre
a
este
meio,
oilerecendo
a
todos
o
seu limitado préstimo
e
pro
testando-lhes
mais
uma vez
o
seu
reco
nhecimento.
•
A
falta
de
saude,
que
o inhibiu
de
mais
cedo
ir
occupar
o
seu
logar
na
camara
electiva, foi
ainda
o
motivo
de
não
poder
por
outra
fórma
fazer
as
suas
des
pedidas.
Braga
29
de janeiro
de
1879.
(2245)
.
...
AKffltlOS
Antonio
Manoel
Ayres
Oliveira,
nego
ciante
na
rua
dos
Chãos,
compra
acções
do
Theatro
de
S.
Geraldo.
(2230)
Massa fallida
de José Joaquim
da
Silva Braga
Por
ordem
do snr.
juiz
commissario
são
convidados
os
snrs.
credores
a
com
parecerem
no
tribunal
do
Commercio d
’es-
ta
cidade
no
dia
12
de
fevereiro
proximo,
pelas
10
horas
da manhã para
a
verifica
ção
de
créditos,
e
mais formalidades
pres-
criptos
no
codigo
commercial.
Lerrfbra-se
porém,
aos
snrs.
credores
que
quando
se
façam
representar
por procurador,
deve
'vir auctorisado
com
procuração
bastan
te,
a
qual
não
póde
ser
feita
a outro
credor,
assim
como, os
documentos so
bre
que
bazear
a
reclamação,
devem
ser
legalmente
sellados.
Braga
27
de
janeiro
de 1879.
Os
curadores
(iscaes
provisorios
(2211)
Valença,
Filho
tf
CA
Banco
Commercial Agrícola e In
dustrial
de
Villa Real
Sociedade
anonyiMa
de
responsa
bilidade
limitada
A
Gerencia
annuncia que no
dia
3
de
fevereiro proximo
começará
o paga
mento
do
dividendo
do
2.°
semestre do
anno
(indo, na
rasão
de
1&500
reis
por
acção:
Em
Villa
Real,
na
séde
do
Banco
e
nas
demais
terras
nas
agencias do
costume.
Banco
de
Villa
Real,
em 26
de
janeiro
de
1879.
Os
Gerentes
Joaquim
José
d
’Oliveira
Guimarães
(2242)
Agostinho
José
da
Costa.
DIRECÇÃO DO
CORREI® DE
A
Repartição
do
Correio
muda
para
a
casa
n.°
1
A
da
rua
de
S.
Lazaro
no
dia
3
do
proximo
fevereiro,
começando
o
serviço a
ser
alli
feito
desde
as 3
ho
ras
da
tarde.
Braga
29
de janeiro
de
1879.
0
Director
(2213)
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
Feira
de
Março, em Aveiro.
Por
ordem
da
camara
municipal
do
concelho
de
Aveiro,
se
faz
publico que
todos
os
negociantes
que
quizerem concor
rer
á
dita
feira,
farão
ao
arrematante do
abarracamento,
Manoel Antonio
Loureiro
de
Mesquita,
d
’esla
cidade,
até
ao dia
15
de
fevereiro
futuro,
a
necessária
requi
sição
da
barraca,
designando
os
lanços
que
pretendem,
sob
pena
de que,
não
o
fazendo
até ao
indicado
dia,
não
póde o
mesmo
arrematante
ser
obrigado
a
con-
struil
a.
Aveiro
e
secretaria
da
camara,
20
de
janeiro
de 1879.
O escrivão
da
camara
(2237)
Francisco
de
Pinho
Guedes
Pinto.
CONVITE
Os
herdeiros
dos
finados
José da
Ro
cha
Veiga, e
sua mulher
D.
Maria
Gertru-
des
Arantes
Veiga,
tem
a
honra
de
con
vidar
as pessoas
que
se
julgarem
credo
res
do
casal
dos
fallecidos,
a
comparece
rem
no
dia
31
do
corrente
mez,
pelas
11
horas da
manhã
no
campo
de
Santa
Anna
n.
ts
57 e
57
A,
para
tratar
de
ne
gócios
relativos
aos
seus
créditos.
Braga 27 de janeiro de
1879.
João Augusto
da
Rocha
Veiga
Anna
Leopoldina
da
Rocha
Veiga
Arantes
Maria
das
Dores
da
Rocha
Veiga
Amélia
Augusta
da
Rocha
Veiga.
(2240)
&WBSÇÃ9
Troca-se
a dinheiro
uma
Imagem
do
Santo
Christo,
de
marfim,
em
cruz
de
ébano,
e
adornada
com
prata.
Quem
pretender
póde vêl-a
em casa
do
snr
Barranha,
na
rua
do
Souto,
n.°
6.
(2234)
ARRÈlIATAflU PERANTE 0 MINISTÉRIO DA FAZENDA
No dia 15 de Fevereiro de
l&IÍJ, cô jaseí® dia
LISTA
N.° 3576
3.
a
FORMA
Keforms»
«Sa
íists»
ss.°
3335
DISTEíCTO
DB
BRAG 4.
CONCELHO
DE
BARCELLOS
Bens
pertencentes
ao
passal
do
parocho
da
freguezia
de
Arcozello
Nuineroa
Avaliações
5
O
campo
de
terra
lavradia
com
arvores
de vinho,
iatas,
eira
de
com
abatimento
casco
e
todos
os cobertos
e
córtes
ao
norte
do
campo;
de
2
5.••
partes
parle
do
nascente
com
caminho,
do
norte
com
servidão
da
ca
sa
da
residência,
quinteiro
da
mesma
e
terreno do
cultivo,
poente
com
caminho
de
Maneei
Lopes
Monteiro
e
sul
com
servidão
de
largura
de
2
melros,
que
lem de
abrir-se
no
por-
tello, junto do
Cruzeiro,
em
linha recta, até á
bouça
que foi
do
passal,
arrematada
por Theotonio
Lopes
Monteiro,
(içando
esta
passagem
commum
para
os
tres
prédios
e bouças;
este
campo
é
terreno
de
cultivo.
A
lata
que
cobre
a
servidão da
casa
da
residência
do
norte
d
’
esle
campo
fica
pertencendo
a
este
e ao
arjão,
a
cada
um
as
videiras
do
seu
respeclivo
terreno.
O
arrematante
íica
obrigado
a
tapar
todas
as
portas
que
dão
para
o quinteiro
do
parocho,
por
onde
áquelle
fica
vedada a
passagem
ou
serventia
—l:004$240’
reis
602$544
Segunda Repartição
da
Direcção
Geral
dos
Proprios
Nacionaes,
10
de
janeiro
de
1879.=#ircehno
Augusto
Leite.
(2244)
—
»iin
nu
iiauinnim-
—
nu
au».ías>
<.«.•
mata■tiJ-tiaassxMU-
■/
........... .
uhiimi
—
r
Publica-se
a
10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras de
asadas
e modeios de taprçsvria coloridos; a agua;
gravados
a
preto;
noviíaáeo para piaiao
e canto; álbuns de lavores,
folhas
de
cmifecçSes;
«ro.ehet e renda»; riscos^ et®.
O
IVIagasin des■
Ressioisellea,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
soa
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reúne
o
duplo
allractivo
de
um
periódico
lilterario
interessante
e
um
periodico
de
moáas
completo,
inleirameole
independentes
um
do
outro.
jPreç®
para l*ortíegai
(as
assignaiuras
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
l.°
de janeiro) 4$000
rs.
Tambe-m
se
acceitam
assignaiuras
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—
ltf^OO
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’éste
periodico.
■frXo
VELOUTINE
OH185
FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
K
ADHERENTE, dá al cútis frescura
y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se vende en las Farmacias,
Perfumerias,
Beluquerias y tiendas de qnincalta.
Desconfiar
ôe las falsificaciones.
.1-
*al J
JL
l
J
~
i.-i
-i
'■
: 2 th
1 xP - -7
PERIODICO
O MAIS ELEGANTE E
l.
a
Edição
—
Dois
numeros
por
mez:
numeros
gravados, aguadas
e
moldes.
—
Um
anno,
5$200
reis
—
seis
mezes,
2$900
reis.
MAIOR.
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2.
a Edição
—
Cincoenta
e dous
nume
ros
por anno:
numerosos
gravados,
aguadas
e moldes
cada
mez.
—
Um
anno,
|
11^300
reis—
seis
mezes,
5$700
reis.
NOTA
—
Edição
especial
para
costureira®!
96 figurinos
e
numerosos
moldes
cortados de
tamanho natural.—
Cm
anno,
11$300
reis
A
administração
do
Commercio
do
Minho
recebe
as assignaiuras.
LUGAR
A
CUNCÚHSO
A
meza
administradora
da
Irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Dores
dos
exlin-
ctos
Congregados
d'esta
cidade,
faz
pu
blico
que
se
acha
a
concurso,
por es
paço
de
15
dias,
a
contar
da
data
de
hoje,
o
logar
de
servo da
mesma
Irman
dade
com
o
ordenado
de
30$000
reis,
casa
para
viver
e
emolumentos corres
pondentes.
Os
pretendentes
ao
dito
logar,
deve
rão
dirigir
os seus
requerimentos
ao
the-
soureiro
da
casa
o snr.
José
Joaquim
de
Oliveira,
rua
do
Souto.
Braga,
24 de
janeiro
de 1879.
O
secretario
da Irmandade
Manoel
Bernardino
da
Cunha
e
Silva.
(2233)
FAiTOIí
Vende-se
um
de
quatro
rodas,
em
bom
uso,
para
um
ou
dous
cavallos
e
os
ar
reios
competentes.
Trata-se
na
loja
do
Cachapuz.
(2232)
Vende-se
uma
morada
de
casas,
designada
com o n.° 6
a
6
C, si-
i
ua(
ja
no
Rocio
de
Traz
da
Sé.
Tracta-se
com
o snr.
João
José
Antu
nes,
rua
de
S.
Vicente
n.°
98.
(2236)
Dinheiro a juro
Ha
na
confraria
de Santo
Antonio
da
Praça
Municipal
a
quantia
de
650$000
reis
para
mutuar.
O
secretario—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
APPAHICIO
i
SALÍiCRO
91,
Praça Sllarão de S. M«rti-
nho,
29
Receberam grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.
a
e creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de linho
para
militares,
duzia
a
1$000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer a barba, a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS FIXOS
Vendas n
dinheiro.
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21, no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
||
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer sallas,
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar
em 80 reis
a
peça.'®
2
2
f|-
Vende
olio,
tintas e
-g"
vernizes
para
pinturas
de
W
M
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
íVà
M
«•Mos.
I
»
.
—
t
vende
ctmento
roraa-
®
p
no
para
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
de
ca-
tó
sas,
tudo de primeira qua-
lidade.
W
Fabrica a vapor de
fundição
ferro
e
m
taes
'ã'rave«8A de S, João—ESroga.
N
’
esta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro como
de metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios para poder
elevar
este
melhoramento de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
N
’esta
fabrica fundem-se
peças
de
pezo
de 5:000
kilos
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras fundidas, co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés para
me
zas
de mármore
ou
de
madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de qualquer pres
são
até
á
altura
de
200
palmos,
grades
para sacadas
ou
jardins,
columnas
e con
solas
para
lampeões,
prendas
para
copia
dores,
fuzos de
novo
systema para
la
gares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros
tapeies
e
ventiladores para
soalhos,
canos
e
joelhos
para
agua,
de todas
as
grossu
ras,
de
guinchos
de
pedreiro
de
lodos
os
tamanhos.
Também
concerta
todas
as
obras
d’este
genero
principalmeiiie
bom
bas
de
poços.
Preços
os
do
Porto.
Antonio
Germano
Ferreirinha.
W
proprietário
Os
Debutados
mytilieos,
de na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico deposito^em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
DINHEIRO A
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
330$000
rs. para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz Gomes da
Silva.
COSINHEIRO
No
Collegio
dos
Orphãos
precisa-se
de
um cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha. Quem pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
»lll
..... .
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplista da Silva.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
