comerciominho_21011879_887.xml
- conteúdo
-
íiE
JB.“O
1CA.
E NOTICIOSA.
REDACTORES—D. Miguel JSolto-Hayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim ;de
Mesquita Pimentel.
L.f>^->^mi4MKaaoagBnc:
■y^^ramtiaKwaamii»
7.° ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga, 12
mezes............................... 1&G00
»
6
»
...............................
850
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios
cada linha......................... 20
Repetição........................................... 10
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SARBADOS.
JtMWa*i
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•-»7*""
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**>'
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezes.................. z^OOÍ)
»
6
»..................1&05G
»
sendo
duas assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte. .
3^600
Folha
avulso............................ 10
N.° 887
■—
-•*»-.
—
L—^r-r—rrTinr--"‘rírõiirr-
-.-.^n
‘-t"~.‘iirr::Tcyw>iiiiirjiiinrwTÍT
Íir^rwwnhrô7ÍMOTirrriTT'iwiàrinwrMinMMnAfiii^<iiM iidrin innniainírrrix‘
r-irnitTT,rTr*T‘rr^,‘~~*M‘*‘MW^^^w~~^.;-~“'*^^
xe®.
o-
TERÇk-FEIP.A
21 DE JANEIRO DE 1879
Uma
obra execlletite.
A
’
sombra
d'essa
arvore
frondosa,
implantada
na
terra
ha
dezenove
séculos
pelo Flho
do
Eterno,
nascem
e
se
desen
volvem
milhares d
’
instiluições,
cada
qual
a
mais
vantajosa
para
a
humanidade:
to
das,
porém,
tendo
por
divisa commum
a
rainha
das
virtudes
—a
caridade.
Sim,
a
caridade,
flor mimosa
que
fe
nece
ao sopro
das paixões do
século; mas
que
se
mostra
louçã
e
donairosa
em
todos
os
canteiros
do
jardim
da
Egreja
!
Sim,
a
caridade,
sol
brilhante
que
o
mundo
não
póde
litar
a
olho
descuberto;
mas
que
sem embargo,
jámais poderá
negar-lhe o
brilho,
ou
desdenhar-lhe
as
virtudes.
Porque
a
caridade
não
conhece
limites
á
sua
acção
berofaseja:
é
mãe
para
lodos;
e
a
mais
carinhosa.
O
impio
ou
o crente,
o
peccador
ou
o
justo,
recebem
agazalho
sob
seu
manto
celeste;
porque
ella
guarda
no
sacrario
das
suas
mais
augustas
e
inolvidáveis
tra
dições,
as
palavras
d
’
Aquelle
que disse
aos
seus
discípulos,
sem
restricção algu
ma:
—
Amae-vos
uns
aos
outros
.......
Mas
não
divaguemos
por
mais
tempo.
Deixe
mos
ser
a
caridade
a
alma
de
todos
as
instituições
da
Egreja, e,
para
justificar
mos
tal
acerto,
teríamos
argumentos
innu-
meros
nas
paginas
da historia.
Não
é
porém
nos
o
intuito
ir
acordar
essa
anciã
veneranda,
apraz-nos
antes
examinar,
de
passagem
apenas,
uma
des
sas
instituições, entre
nós
mui
recente,
(se
a
considerarmos
na
fôrma}
e
que
lhe
poderemos
chamar
a
instituição
providen
cial
dos
nossos
dias:
tal
é
a
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo.
Filha
da
Egreja,
como
as
suas
irmãs,
ella
é
a
caridade
mesma
!
O
seu
unico
alvo
é
mitigar os
soffrimentos
aos
que
padecem,
e
fal-o
tanto
ás
occultas,
que
se
ignorem
quasi
os
seus
altos
benefí
cios
I
E
não
é
só
o pão
com
que
mata
a
fome,
nem o
falo
com
que veste
a
nudez
do corpo,
que
a tornam
mais
sympalbica
aos
desgraçados
que
o
solicitam;
porque
a
esmoía
desacompanhada
do amor
(se
esmola
se
póde
chamar)
queima
a
palma
do
que
a
recebe,
e
leva o
desanimo
ao
seio
do
infeliz.
Demais
o
homem
não
vive
só
do
pão,
o
espirito
carece
também
do
seu
alimento.
Ora
os
associados
de
S.
Vicente
de
Paulo,
são
irmãos
verdadeiros
dos
mise
ráveis:
são
amigos
interessados
pelo
seu
bem-estar,
e
porisso
os
seus
actos
não
teem
o
caracter
d
’
um
favor
que
incotn-
moda
e molesta, mas
sim
d’
um
dever
que
géra
a
perfeita
alegria.
Abraçam
o
seu
irmão
no
leito
do
soffrimento,
ou
na
angustia
da
miséria;
dizem-lhe
palavras
de
consolação;
mitigam,
quanto
é
possí
vel,
o
seu
penar,
e
tudo
isto
tem
como
testimunhas
apenas
—
o
céo,
e
as
paredes
do
albergue
I
O
’
instituição
verdadeiramente
divina
!
O’
filha
a
mais
amada do
Christianismo
I
Que
haverá sob as
nuvens
a
li
similhante?
Quem,
a
não
ter
o
coração
mais
duro
que
o mármore,
ou
mais
frio
que
a
neve,
poderá
negar-te
a
sua
cooperação?
P.
e
M.
J.
M.
Calíegãa
dt»
tlegeneraçSo em
Braga.
IV
Impressões
d'uma
visita
Não
ha
coração
bem
formado
que
não
experimente
dilatarem-se
indefinidamente
no
seu
seio
os
mais
nobres
sentimentos
que
o
homem nossue
e
o
distinguem,
pe
io
lado
da
sensibilidade,
dos
outros
seres
animados,
quando
defronta
com
quadros
em
que
se
traduzem
d
’
um
modo belloe
inexcedivel
sobre
a
terra
as divinas ideias
da
verdade,
da
justiça,
do
amor,
da
ca
ridade,
do
arrependimento
e
do
bem.
E
se este
phenomeno se
manifesta
sem
pre
em
laes
occasiões,
porque
deriva
es-
sencialmenle
da
própria
constituição
do
homem,
imagem,
embora
desfigurada,
da
Divindade,
que
é
o
Bem
Summo
e a Ver
dade
Absoluta, é
certo
que se
realisa
com
maior
imensidade
n
’
esle
século,
em
que
o
mal
sob
todas
as
fôrmas
campeia
soberano por
toda a parte.
E,
na
verdade,
o ambiente
qne
n’es-
te século
de
descrença
e
de
des
moralisa-
ção
se
respira,
é,
por
toda
a
parte,
pes
tífero
e corrupto.
As
localidades
que
por
muitas
circum-
staucias
sempre
estiveram
mais
ao
abrigo
d
’
este
contagio
moral,
que
denota
bem
claramente
o
eclipse,
quasi
total,
por
que
está
passando
o
Astro
salutar
e
esplen
doroso
do
Christianismo, essas
mesmas
se sentem
profundamente
eivadas.
Não
podia
deixar de ser
assim.
Mil
circumstancias,
que
escusamos
de
enumerar,
entre
as
quaes
avulta
o
terrível
flagello
da
imprensa
libertina,
banal
e
cor
rupta,
poderam
e
deveram
mesmo ter pro
duzido
maiores
estragos
entre os
homens,
se
a
Providencia
não
velasse,
como
in
cessantemente
véla,
pela
conservação
da
Egreja
e da
sociedade.
augusto de
pinho leal declara
«urbi
et orbi»
que.... virou
a casaca!
/Continuado do
n.°
8S3]
Já se
deixa
ver,
que
as
algemas n’este
dia,
como
em
25
de
julho de
11-9.
não
estorvaram
os
escravos de
sustentar
e
de
fender
a
sua
escravidão.
Estranhando
o
embaixador
de
França,
ao
rei
de
Castella,
que
elle
se
deixasse
derrotar
por
um
tão
pequeno
numero
de
portuguezes,
o
rei
disse-lhe—
«Então
que
quer?—
Eu
cotnmandava vassallos,
e
o
mes
tre
d
’
Aviz,
comrnandava íllhosa.
Outra
prova
da nova
escravidão.
D.
Aflonso V,
creança
de
7
annos,
subiu
ao
throno,
por
morte
de
seu
pae,
o
rei D.
Duarte,
em
1438.
Na
edade
de
17
annos, tomou
conta
do
governo
do
reino.
Em
1451,
quando
o rei
tinha apenas
20
annos,
convocou
côrtes
em
Santarém.
Não
gostava
de
governar,
preferia
reinar,
o
que
causava
grandes
desarranjos
ao
an
damento
da
causa publica,
e
desagradava
aos
seus escravos.
Então,
um
d
’
esles,
que
era
procurador
do
povo, n’
estas
cortes,
levantou-se
do
seu banco,
e disse a
D.
Aflonso
V.—
«.Senhor, nós
não
o
accla-
mamos
rei,
para
cuidar
só
em
caçadas,
saráos
e
brincadeiras.
Isto
assim
não
vae
bem;
cuide
em
emendar-se
e tomar
a
sério
o seu
oflicio
de
rei,
senão
.......
»
O
rei,
que
tinha
um
genio
irascível,
virou
se
para aquelle
escravo,
com
as
so
brancelhas
franzidas,
e
retrucou-lhe
—
«
Senão
o
que»
?
Senão
(respondeu
o
escravo)
fazemos
outro
rei.
D.
Aflonso ficou
algum
tempo
entu
pido, e não
deu
cavaco;
mas,
d
’
alli
em
diante,
cuidou
não
só
em
reinar,
mas
também
em
governar.
Fez
mais.
Encheu
d’
honras
e
mercês
ao
escravo que
lhe
fallou
tão
portu-
guezmenle,
e
recolheu-o para
seu
conse
lheiro.
Isto
fazia-se
no
tempo
em
que
os por
tuguezes
gemiam debaixo
dos duros
e
pesados
ferros
da
escravidão,
e
pelo
qual
ainda
tantos
parvos se
atrevem
a
cho
rar.
Hoje,
graças
a
Deus,
temos
plena
li
berdade
de aturar
um
rei pandigo;
mes
mo
porque
elle
não
tem
remedio senão
sê!
o, visto
que
as
leis
fundamentaes
da
monarchia
actual,
o
prohibem
de gover
nar,
e
lhe
pçrmittem
reinar quanto
elle
quizer.
E
’
verdade
já
houve
um
deputado
que
.queria
pôr
escriptos no palacio
da
Aju
da;
mas,
como
era
homem
livre
e
não
escravo,
não
sè
atreveu
a
dizêl-o
de
cara
a
cara,
ao
príncipe.
Apezar
d’
isto,
todos
os
homens
livres
estranharam
sobrema
neira,
semelhante
atrevimento,
iusulta-
ram-o
nos
jornaes,
e
ainda
hoje,
por
dá
cá
aquella
palha,
lhe
vem
logo
com
os
escriptos
da Ajuda pelas ventas.
Peia
traição
de
muitos,
e
pela
cobar
dia
de
não
poucos,
fomos
libertados,
em
1580;
mas
o
povo
portuguez,
costumado
aos
grilhões,
não,
fazia
senão
chorar
por
elles,
e
nem
a
diuturnidade
de
60
annos,
os
pôde
afazer
á
liberdade.
Um
dia,
che
ga-lhe
a
rtioslarda
ao nariz, saltam
nos
castelhanos,
e
exterminatn-os;
e
d
’
esle
modo
tornámos
a
cahir
na
excravidão,
elegendo
o
duque
de
Bragança para
nosso
rei
e
senhor.
Ao
novo
rei,
sticcedeu
um
filho,
man
cebo
reinadío,
e
que
deixava
governar
os
outros.
Os
escravos
embirraram
com
isto,
e
deram-lhe
cotn
a
tábua,
pondo em
seu
logar
um
irmão
que
reinasse,
mas
que
também
governasse:
e
assim
foi conti
nuando
a
nossa
escravidão,
até
1834.
Os
portuguezes
eram
tão
tolos,
e
gos
tavam
tanto
das
algemas, que
foi precizo
um
grande
numero
de
traições,
e
a
in
tervenção
de
Ires
poderosíssimas
mjções,
para
que
os libertadores
nos
quebrassem
os
ferros
da
escravidão
I
Doze
annos
gozamos
da
doce
liber
dade,
mas nós
sempre
a
chorarmos
pela
escravidão;
e
vae,
em
um belio
dia,
tor
námos
a
algemar-nos
por
nossa
conta
e
risco,
e para
nos
libertarem,
tornaram
a
intervir
as
ta«s
ires
nações!
Agora
gozamos
bastante
liberdade,
e,
assim
que
vier
o communismo, filho
le
gitimo
e
herdeiro
forçado
da’
liberdade,
enlão
é que havemos
de
ser completamente
livres,
e felizes!
Mesmo
assim,
vamos andando:
quando
mal,
nunca
maleitas.
Os
libertadores,
aju
dados
pelas
tal
quadrúpede,
pozeram
fôra
um
rei
portuguez,
e
foram
buscar
uma
rainha
ao
outro
mundo.
Veio
esta
senhora,
das
terras
di lá,
trazida
por
alguns
transfugas
portuguezes,
e
por
vadios
belgas,
desterrados
polacos,
pick-pockets
inglezes,
etc.,
etc.,
e
á
sombra
dos
pavilhões
francezes,
britânicos
e
castelhanos.
A
Senhora
D.
Maria
da
Gloria,
não
era
portugueza,
porque
—nasceu
no
Bra
zil,
e
era
filha
de
estrangeiros;
a
mãe
era
italiana,
e
o
pae
tinha
renegado
a
sua
fatria bavia
12
annos,
declarando
por
documentos
escriptos
com
o
seu
pro-
prio
sangue
(como
elle
mesmo
disse)
que
nada
queria
d
’
este
reino,
e
mandan
do
fazer
guerra
de
piratas
a
todo
o
na
vio
com
bandeira
portugueza.
A
Senhora
D.
Maria,
assim
que
se
pilhou
rainha
de
Portugal,
deu
logo
carta
de
alforria
aos
infelizes
escravos,
e
nos
dous
primeiros
annos
do
seu
reinado,
18
ou
20:000
portuguezes
foram
libertados,
não
só
dós
ferros,
mas
até
das
fazendas
e
das
vidas,
pelos
punbaes
e
bacamartes
dos
sicários
d
’
aquella
senhora.
Depois,
como
não
conhecia
flamengos
á
meia1
noite, se
algum
—
mesmo
dos
que
lhe
deram a
corôa
—
se
fazia
fino, cas
cava-lhe
de
duro,
e
o
mandava
peia as
costas
da
África.
Ora,
a
isto é que chamo,
liberdade,
o
mais
é
historia
!
A?ora
occupa
o
throno
um
seu
filho,
um
jovem simpathico
e
muito instruído
—
sobre
tudo,
muito
fino!
—
Sim,
muito
fi
no,
porque
só
se
contenta
em
reinar.
Se
elle
tivesse
a
veleidade
de
querer
também
governar,
era
logo
atacado
por
uma
febre
paludosa,
e
bôas
noites.
Chama elle
a
isto
saber
ser rei
liberal—
e
sabe;
mesmo
porque
é
um
systema
muito hygienico,
e
muito
melhor
do
que
o
prezervalivo
Rad-
way.
Agora
estamos
como
queremos, e
em
plena
liberdade
de
cada
um
dizer
e
fa
zer
o
que
lhe
vier
ao
l.estunto.
Podemos
conspirar
contra
elle
impuuemente,
e
achincalhai-o
nos
jornaes,
nos
theatros
e
em toda
a
parte,
que
elle
fica
na mes
ma:
só
com
o
que
embirra
é
com
pavo
rosas.
Até
já
nem
ha
fôreas;
com
o
que
pro
vamos
estar
muito mais
adiantados
em
civilisação
do
que
a
França,
a
Inglaterra,
a
Rússia,
a
Hespanha,
a
Italia,
etc.,
etc.
—
Já
não
lia
executores
da
alta jus
tiça;
só
teem
direito
de
ser
carrascos,
os
ladrões
e
os
assassinos.
Até
nem
querem
ouvir
fallar
em
fôr
eas,
e
leem
razão—
em
casa
de ladrão,
não
se
falia
em
corda.
Elles
bem
sabem
que,
se
ainda
existisse
a
forca, tinham
antes
de
mais
nada,
de
se
enforcarem
uns
aos
outros.
No
tempo
do
obscurantismo,
a cousa
corria
muito
peor—
os
homens
de
bem
(os
ladrões
e
os
assassinos)
estavam
á
som
bra,
eu
só
tinham liberdade
de
passear
nas
ruas
com
a
grilheta ao
pé,
a
fazerem
calçadas;
ou
irem
povoar
os
sertões
da
costa d
’Africa,
se
escapavam
do caes do
Tôjo.
Os
maus
(os
qne
viviam
pacificaraente,
das suas rendas,
ou
do seu trabalho
lici
to)
esses
é
que
então
tinham
licença
de
arrastar
os
ferros
da
escravidão
por
onde
quizessem.
Que
tempos
aquelles,
meu
Deus!
Hoje,
graças
á
liberdade
liberal,
quem
quizer
ser
barão
ou
visconde,
é
lazer
um
grande
roubo.
Aquillo
é
logo.
Um
pobre
diabo,
se
não
roubar,
se
não
galppinar,
se
não
penitenciar,
nunca
passa
da
cêpa
lórta
!
Não
ha,
pois,
aqui nada que admi
rar.
Mas a
alma
do
crente
firme
e
since
ro,
educado desde a
infancia
no
seio
da
Religião Santa
de
Jesus
Christo,
instruí
do
nos seus divinos
preceitos,
estimula
do
para
a
sua
praclica
pelo
exemplo
no
lar
domestico,
e creado
com
assiduo
disve-
lo
no
amor
da
Religião e
da Egreja,
ex
perimenta
habitualmente
um pezo
afili-
ctivo,
uma
oppressão
indefinível, um
mal-
estar
lancinante,
ao contemplar
o
estado
de
decadência
e
de
ruiria,
a
que
chega
ram
a
fé
e
os costumes.
Acostumado
a
lêr
as
bellezas
e
a
su
blimidade
da
Religião
divina
nos
livros
que
seus
paes lhe
entregaram,
para
lhe
formar
o espiri
o
na
virtude
e
no
bem,
quer
vêr
realisada a
theoria;
e
é
justo,
porque
assim
o exige
uma
lei
da
natu
reza
humana.
Quasi
diríamos
que
debalde
a
procura,
que
a
não
encontra.
Conversa
os
homens,
estuda
as
clas
ses,
peza
as
accões,
analysa os
costumes,
investiga
o
viver,
perscruta
os
sentimen
tos,
colhe
informações,
frequenta
os
tem
pios,
entra nos
estabelecimentos,
e
a so
ciedade
não
lhe
apresenta
aquillo
que
elle
busca.
O
mundo parece
não
lhe
patentear
mais
que a
anlithese
do
que
elle
procu
ra
—
a
crença
na
verdade
revelada
e
a
pra-
ctica
do
bem.
E
o
inundo,
procelloso
e
engolphado
nos
mais
crassos
erros
e
nos
mais
lasti
mosos
desvarios
parece
não
lhe permil-
tir
enxergar
já
o
domimo,
a
força
e
o
governo
da Egreja
de
Jesus
Christo.
E
assim
de
illusão
em
illusão,
de
desengano
em desengano,
o
crente
que
procurar, não
a
realisação
do
seu
ideal,
só
possível,
como
sabe,
na vida
futura,
mas alguma
cousa
que se
assemelhe
aos
exemplos
que
lhe
mostra
a historia
do
Chrislianismo
no
tocante
ao estado
reli
gioso
dos
povos,
quantas
vezes
não te
riam
descerrado
seus
lábios
estas
descon-
soladoras
palavras:
Tudo
edá
perdido—syn-
these
expressiva
do
desalento
e
da pros
tração
moral
do
seu
espirito,
farto
de
pre-
sencear
em
tudo e
por
toda a
parte
o
reinado
da impiedade!
Quantas vezes
o
não
teria
dicto,
se
dous
poderosos
motivos
o
não
amparas
sem,
impedindo
o
seu
espirito
de
naufra
gar
—no
mais
triste
desalento—
a
mesma
crença
que
professa,
a
qual
lhe ensina
que
a Egreja
produz
constantemente
mui
tos
fruclos
de
sanctidade e
muitos
mem
bros
sanctos,
e
a
Providencia
que,
de
quando
em
quando,
lhe prova
que
a
vir
tude,
a
verdade,
a
justiça,
o
bem,
n’
uma
palavra,
embora
extremamente
occulto
e
modesto,
não
está
ainda
desterrado,
nem
jamais
o
estará
d
’
este
mundo.
«
Com effeito,
a alma
abatida,
conster
nada,
e
como
que
requeimada
ao
sopro
do
século,
sente
avivar-se-lhe
a fé,
reanimar-
se-lhe
a espeiança,
reaccendei-se
lhe
o
fogo
sagrado
da
crença,
despertar-se-lhe
o
vi
gor
e
alçar-se
de
repente
á
contempla
ção
do bem, do
bello
e
da verdade,
ine
briada
das mais
ineffaveis
commoções
e
dos
mais doces
e
sublimes sentimentos,
quando
transpomos
os
umbraes
d
’
um
Re
colhimento,
onde
encontra
o
Evangelho
em
acção, como
é
o
Collegio
da Regene-
çáo
em
Braga.
A
tranquillidade
que
só
póde
dar
a
boa
consciência,
o
trabalho,
lei
de
progresso,
antídoto
da
concupiscência
e
lei
de ex
piação,
a
oração,
canal
da
graça
e
fonte
inexhaurivel
de
preciosos
dons, a
peni
tencia
e
o
arrependimento,
taboas
de
sal
vação
confirmado
pelas
obras
e
pelas
la
grimas,
thesouro celeste do
peccador,
a
gravidade,
o silencio,
a
ordem,
a
Rege
neração,
n’
uma
palavra,
unico
fim
da
mis
são do
Verbo
Divino,
unico
alvo
da
Re
ligião
que legou ao
genero
humano,
uni
co
esforço
da Egreja
Catholica, legitima
herdeira
d
’aquella
missão
e
depositaria
le
gitima
d
’
esta
religião,
tudo
isso reina
alli,
n
’
aquelle sancto
Asylo!
A
nossa
alma
contempla,
admira,
ex
tasia-se
mata
a
fome
e
a
sede
que
a de
vora,
edifica-se,
bemdiz.
sacia-se;
e,
ao
retirarmos,
deixamos
escapar
insensível
e
espontaneamente
dos
lábios
estas
pala
vras:
Nem
tudo
está
perdido:
os
sele
jus
tos que
outr’ora não
poderem
encontrar-se
em
duas
cidades iníquas
e
perversas
exis
tem
multiplicados
em
cada
uma
das
pe
quenas cidades
do
orbe
calholico!
Se
o
impio
e
o
libertino
altentassem
bem
em
quadros
d’
estes,
quando
a
gra
ça lh’os
deparasse,
nem
aquelle
taivez
blasphemaria,
nem este
continuaria
o
seu
tecido
de
crimes
e de
infamias.
Se a
maldade
dos
governos,
a
per
versidade
dos
imperantes
e
a
cegueira
e
obstinação
de
muitos
homens
não
mar-
tellassem ha
cincoenta
annos na destrui
ção
das
instituições
sabias,
e
salutares
que
nascem,
vivem
e
prosperam
á
sombra
da
Egreja
Catholica,
para
bem
da
sociedade,
quantos benefícios
feitos,
quantas conver
sões
operadas, quantas
almas
salvas,
quan
tas
lagrimas
enxugadas, quantos
males
evitados,
quantas
desgraças
reparadas,
quan
tos
desgostos
extinctos,
quantas
consola
ções
derramadas,
quantas
almas
salvas pa
ra
o
Reino
dos
Ceus!
Se a
espada
da
jus.liça
divina
não
caiu
ainda
em
lodo
o seu
terrível
pezo sobre
a
humanidade
prevaricadora,
podemos
crêr
que
a
sustem
principalmente essas
almas
virtuosas,
justas
e
piedosas,
que,
encerra
das nas
paredes
dos
claustros,
qualquer
que
seja
o
nome
que
tenham e
a
mis
são
especial
a que
seus
moradores
se
de
diquem,
elevam
incessantemente
ao
Ceu
uma
prece
fervente,
sincera
e
lacrimosa
pela
humanidade
extraviada
do
recto
ca
minho!
E
esses
recolhimentos,
onde
a Egre
ja
Catholica
conserva a
flôr
de
seus
ver
dadeiros
filhos,
salvarão
a virtude,
o
bem,
a justiça,
a
verdade,
o direito,
a
piedade
e
o
fervor,
desterrados
d
’
este
mundo
eu
capellado,
confuso
e
desordenado,
como
oulr
’
ora
os
mosteiros
salvaram
das
des-
vaslações
dos
barbaros
os preciosos
mo
numentos
que
nos
legou
a
antigui
dade.
Era
com
o
entendimento
cheio
d
’
estas
e
d
’outras
considerações
despertadas
pelas
impressões
mais
bellas
que,
ha
um
an
no,
saia
do
Collegio
da Regeneração
por
occasião
d
’uma
visita
que
tivemos
a
ventura
de
fazer
a
esta
abençoada
e
subli
me
instituição.
A. M.
UílTIlil
RatonHroa.
—
Temos
a
cidade
inça
da
de larapios.
Não
passa
uma
noite
que
não
haja
roubos
ou
tentativas
d
’elles.
Mas
não
é
sómente
de
noite.
Na
sex
ta-feira,
por
11
horas
do dia,
dois
me
liantes
abeiraram-se
d
’
uma
creada
que
acompanhava
uma
creança, proximo
da
es
tação do
caminho
de
ferro,
e
intimaram-
n
’a
para lhes
entregar immediatamente
e
sem
piar,
sob
pena
de
ficar
logo
morta,
os
brincos
que
ella
trazia
nas
orelhas.
A
pobre
rapariga
não
teve
remedio
senão
entregar-lh
’
os.
Pouco
depois
de escurecer
do
mesmo
dia
tentaram
roubar
a
casa
onde
está
instalado
o
collegio
de
Miss
Henessy,
mas
sendo
presenlidos
tiveram
de
fugir.
TSíeaSrs.—
Estão annunciados
para
amanhã
e quinta-feira
dois
únicos
especta-
culos
dados
pela
celebre companhia
Chino~
Americana,
de
que se
dizem
maravilhas.
íísêisMam»».
—
-Sabemos
que
o
exc.mo
snr.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconscellas,
da
nobre
casa
do
Avel-
lar,
tem
experimentado
sensíveis melho
ras.
Prasa
a
Deus
que
em
breve
esteja
de
todo
restabelecido.
Explosão.
—
Em
a
noite
de
13
pro
duziu-se
uma
explosão
no
interior
d’
uma
mina
de
carvão
de pedra
em Dinas,
dis-
triclo
de
Cardiff.
Crè-se
que morreram 60
trabalhadores
que
se
achavam
dentro.
Eíonco
de
Guimarães.—
Houve
em
Guimarães
assembleia geral
dos accionis-
las
d
’
este
banco para
lhes
ser
apresenta
do
o relalorio
da
gerencia
cora
o
pare
cer do Conselho Fiscal,
e
para proceder
á
eleição d
’este
e
da
Mesa
da
assembleia
geral.
O
parecer
propõe
o
dividendo
comple
mentar
de 4 por
cento, ou
3$200
reis
por
acção, que
com
os
3
por
cento
do
primeiro
semestre, perfaz o
dividendo
an-
nual
de
7
por
cento.
Para
a
Mesa
da
assembleia
geral
fo
ram
eleitos
os
snrs.
Barão
de
Pombeiro,
Luiz
dos
Santos
Leal,
José
Ribeiro
da
Silva Castro,
Antonio
Peixoto
de
Mattos
Chaves.
Conselho
'Fiscal
—
Effectivos
Antonio
Joaquim Peixoto
da
Costa,
Antonio
Au
gusto da
Silva
Ca-doso,
João
Joaquim
de
Oliveira
Basto,
Avelino
Germano da
Costa
Freitas.
Substitu
;os—
Antonio
da
Costa
Guima
rães,
Francisco
Martins
Fernandes, Anto
nio
José
Ferreira Caídas.
No
dia
24
ha-de
reunir-se
novamen
te
a
assembleia para
a
discussão
e
vota
ção
do
parecer,
e
para a
eleição
da
gerencia.
Corregpomlencii»
de JLisbo».—
Até
á
hora
em
que
o
nosso jornal
vae
entrar
na
machina,
ainda
não
recebemos
a
correspondência
de Lisboa,
que
devia
ser
publicada
n
’este numero.
Também
é
boa
recommendação
ser
ne
greiro,
ou
moedeiro
falso,
para
obter
um
titulo
de
nobreza.
isto já s.io princípios
de
communis
mo,
mas
ainda
não
é
o
meu.
E
’
um
communismo
ás
avessas.
São
os grandes
que
liquidam
o
que
é
dos
pequenos,
e
isso
é
que
não gruda
(como
diz
a
Her-
minia).
Venha
quanto
antes
o
verdadeiro
communismo, que é
—
liquidarem
os pe
quenos
e
pobres,
o
que
fôr
dos
grandes
e
ricos.
Talvez
que
muitos
estranhem levar
eu
isto a rir—mas
não ha
que
admi
rar.
Pois
não
está todo
o
reino
transfor
mado em uma
vasta comedia? Senão
é
ver
—
O
snr.
D.
Luiz
a
traduzir
o
biffe
Shakespeare—os
.
titulares
a
tratarem-se
por
lu
com
os
aclores
e
com
os lou
reiros:
as
cómicas
subirem,
subirem, até
quasi
aqs degraus
do
throno.
Então es
tamos
ou
não
estamos
em
plena
come
dia
?
Vou
dar-lhes dous
exemplos
—
l.°
—
Aqui
ha
annos,
o mar
inundou
a
Costa
de
Caparica
a
Trafaria
e
Porto-
Brandão,
e
esteve
por
muito
tempo
tão
furioso,
que
os
pobres
pescadores
d
’
aquel-
las
ires
localidades,
estavam
a
morrer de
fome.
E
vae
do
que
se
hão-de lembrar?
—
Nomeiam
uma cominissão para
ir
ex
por
as
suas
misérias
ao palacio
da
Aju
da.
O
snr.
D.
Luiz,
enternece-se
á
vista
de
tão
triste
especiaculo,
e, fazendo
uma
pequena
variante
ao
seu
querido
estribi
lho,
disse
aos
da
commissào
—
«Heide
sa
ber
ser
rei
generoso»
—
metle
a
mão
no
bolso,
tira
duas
libras,
e
dá-lli’
»s,
dizen
do-lhes—«Tomem
lá,
e
meia
volta
á
di
reita».
Esta
commissão
representava
seis
mil
famintos
de ambos
os
sexos
e
de
todas
as
edades;
de maneira
que
tocou
a
cada
desgraçado,
nada menos
de
real
e
meio.
Lembra-me
uma
prelenga
que
eu
ouvia
cantar
quando
era
pequeno,
e
principiava
assim
—
Maravilhas
do
meu
velho
Tenho
eu
para
contar,
Pois
me
deu
real
e
meio.
Para
vestir
e
calçar,
etc.
Poucos
dias
depois d
’isto,
é
apresen
tado
no
palacio
da
Ajuda,
a
despedir-se,
um
tenor
italiano.
O
snr.
D.
Luiz,
recebe-o
com
a
maior
affabilidade,
e presenleou-o
com
uma
abo-
toadura
de brilhantes, do
valor
de reis
1:2000000.
O cantor
foi
para
a
terra
do
macar-
roni.
collocando
o
príncipe
poriuguez
aci
ma
das estrellas Mas
não
era só
a
isto
que
visava o
snr. D. Luiz. Também
actuou
sobra
elle
o
espirito
de
classe;
porque
também
é
artista:
canta
muito
bem,
e
é
um
consummado
locador
de
rabecão.
Até
quando
andou
pelo
estranjo,
deu
por
lá
alguns
beneficios.
Sempre
quero
que
me
digam,
que
comparação
tem
ou póde
ler, um
rei
illustrado
e liberal,
com
um
rei
do
tempo
do obscurantismo e da
escravidão!
E’
verdade
que D.
Pedro
I,
e
D.
Duarte,
faziam
versos,
e
que D.
João
I,
dançava
e tocava pandeiro,
pelas
ruas
e
praças
de Lisboa, com
o
povo,
de
cuja
classe
tinha
sabido;
mas
não
me
consta
que
outro
algum
rei,
antes
de 1834,
can
tasse ou
soubesse
tocar
rabecão.
•
Eu
até
heide
propôr
no
meu
club
—
quando
o tiver
—
que
no
centro
do
estreito
largo
de
S.
Carlos,
se
erija
uma
estatua
ao
rei
artista,
to
cando
rabecão.
Hade fazer
um
bello
effeito
!
2.®
exemplo—
Um
pobre
soldado,
es
tropiou-se
durante
a guerra
de
1832
a
1834,
para
pôr
no
throno
a
mãe
do
snr.
D.
Luiz, ou
em
serviço
da
patria
nos
pestíferos
sertões
africanos,
d
’
onde
regres
sou
por
milagre.
E’
reformado
com
seis
vinténs
por
dia
-para elle,
e
mulher
e
fi
lhos
—se
os
tem.
A
Emilia das Neves,
adquire
pelo
theatro
e
durante
mais
de
40
annos
de
trabalho,
em
proveito
exclusivamente
seu,
uma
fortuna
calculada
em
50
ou 60
contos
de
reis.
Não
me
consta
que
ella
fosse
(a
não
ser
no
theatro)
uma
Vilhena,
uma
pa-
deira
de
Aljubarrota,
nem
uma
Deu la
deu
Martins; nem
sei
que
ella
arruinasse
a
saude a
prégar
aos
hereges,
pela
Áfri
ca, pela
Asia,
ou
pela
Ocemia;
mas
no
anno
passado foi
reformada
(!!!)
com
meia
moeda
por dia—
isto
é,
20
vezes
o
que
tem
um
desgraçado
veterano.
Então
digam
ainda
que
tudo isto
não
é
pura
comedia.
E
eu
gósto
d
’
isto
—gósto,
palavra
de
honra;
porque
sempre
dei o
cavaquinho
(o
cavacão!
..
como
diz
a
Florinda)
por
comedias.
No
tempo
da
nossa
insuportável
es
cravidão, dizia-se—Palavra
de
rei,
não
torna
a
traz. E não
tornava.
O
essencial
era a
gente
apanhar
a
palavra
ao
rei,
porque o
cumprimento
era
certíssimo.
Oh,
felizes
tempos
da
liberdade!
—
Hoje,
a
palavra
d
’iionra, tão
respeitável
no
tempo da
escravidão,
não
obriga
nin
guém,
nem
mesmo
o
chefe
do
estado.
Todos
teem
liberdade
de
faltar
á
sua
palavra,
sem
que
isso
os
prejudique,
ou
incommode.
V.
gr.
O
capitão
Macedo
com
alguns
solda
dos e populares,
revolucionam-se
em
Braga.
O
snr.
D.
Luiz
manda-lhes
dizer
que
deponham
as
armas,
que
lhes
con
cede
ampla
amnistia.
Os pobres diabos,
fiam-se na
palavra
real,
e
rendem-se.
Foi
o
que
o
príncipe
quiz:
assim
que
os
pi
lhou
desarmados,
malha com
elles
na costa
d
’Africa.
Então
isto
é,
ou
não
é
liberdade?—
Quem
não gósta
d
’isto,
declaro-lhe
que tem
péssimo gósto.
Por
todas
estas cousas,
e
por
outras
muitas
e
muitas
que
ficam por
dizer,
é
que
eu
fui
pouco
a
pouco
abrindo
os
olhos,
o que
deu
em resultado, passar
de
um
miguelisla
intransigente,
para
um
façanhudo
communista.
Nada
de
escravidão,
nada
de
algemas,
e,
sobre
tudo,
nada
de
forcas.
Se
a al
guém
apetecer
dar
cabo
da
pelle
a
ou
tro,
póde-o
fazer
sem
receio
de
ir á
dependura
.
Antigamente—
um
padre devasso
—
que
já
os havia—
encontrava
no
seu
caminho
uma mulher
com
bom dote.
Via-a com
os
olhos
e
comia-a
com
a testa.
Hoje,
o
caso
muda
de
figura.
Um
padre
dos
taes,
encontra
um
estafermo
já
quaren
tona,
viuva
de dois
maridos
(alem
de
ou
tras
fraquezas.......)
com um
dote
de
50
a
60
contos
de
reis.
Ainda
que
esta
mu
lher
tenha a
cara
torta,
os
lábios
esca
mosos
e
nojentos,
e
seja
uma
verdadeira
Megera,
o
padre
eubiça-lbe
os
taes
60
contos,
e não
ha
nada
mais
facil
do
que
-obtel-os.
Renega
a
religião
de
seus
paes,
a
patria
onde
nasceu,
faz-se
gallego
e
protestante,
e
casa
com
a
tal
avantes-
ma.
Assim
arranja
Ires
cousas—
mulher,
dote,
e
ainda
por
cima
o
prenome
de
Dom,
com
que
tem
a
desfaçatez
de
assi-
gnar-se
em
publico
e
razo.
Mais
outra
—Um
viuvo,
sem filhos,
tem
de restifuir
o
dote
da
mulher
falle-
cida,
á
sogra,
que lambem é
viuva.
Se
fosse
no
tempo
da
escravidão,
havia de
escarral-o,
com
Imgua
de
palmo.
Hoje
não!—
Naturalisa-se
gallego,
faz-se
rene
gado,
e
casa
com
a
sogra.
D
’
este
modo,
etn vez
de restituir
o
tal
dote,
ainda
vae tomar
conta
do
que
tem
a
sogra.
E
digam
lá
que
não
estamos
em
ver
dadeira
liberdade.
O
que
fará quando
chegar
o
dia
ven
turoso
do
meu
querido
communismo?!
—
Mesmo
assim,
o
que fica
dito,
para
amostra,
já
não é
mau,
e
vae-me
agra
dando.
O
que
peço
a todo
a
mundo,
é
que
diga
comigo
—
V
iva
a
liberdade
!
viva
o
commu
-
nisjio
!
—
Amen.
Augusto
de
Pinho Leal.
Obra
importnnti«»iinii.—
Tal
é
O
vblume
das
Con
fererencias
sobre
0
Socia
lismo,
pelo eloquente
P.
Felix, agora
vertido
pelo
revd.
0
padre
Francisco
Luiz
de
Seabra,
e
em
via
de
publicação
pela
casa
editora
Chardron.
Temos
presente
a
primeira
folha
d
’
es-
ta obra,
que
muito
recommendamos
a
to
dos.
PivblícaçSeH.—
Agradecemos
a
remes
sa
das
seguintes:
—
Reflexões
sobre a
incredulidade,
pelo
padre
José
Viclorino
Pinto de Carvalho.
E
’
muito
importante
este
trabalho,
que
na
verdade
honra
sobremodo
0 seu
esclarecido
auctor,
que
n
’elle revela
vas
ta
erudicção
e
excellentes
dotes
d
’
escri-
ptor.
Vendé-se
na
Livraria-Chardron,
por
200
reis.
—
O
Mensageiro —
Almanach
para
1879,
por
José
d'Oliveira
Cardoso.
partido
legitimista.—
Já
O
dis-
semos
e
hoje
repelimol-o; 0
partido
legi-
timisla
vae
entrar, n
’
um
tempo
mais
ou
menos
proximo,
na
campanha
eleitoral;
por conseguinte,
precisa
unir
as
suas
fi
leiras,
estreitar
os
laços
da
disciplina,
organisar
bem
as
suas
forças.
Emquanto
não
determinou
correr
á
urna,
deixou a
cada
um
dos
seus
membros
a
mais
am
pla
liberdade
de votar
em
quem
quizes
se,
mas boje
acabou
essa
liberdade.
Todo
0
partido
e->tá
compenetrado
da
necessidade
de
levar ao
parlamento de
putados
seus,
e
porisso
nenhum
póde
dispor
do voto,
senão
a
favor
de quem
os
seus
chefes determinarem.
A
disciplina
é
0
principio
vital
de
todos
os
partidos,
e
0
nosso sempre
tim
brou
de
o
possuir
em
elevado
grau.
Por
isso
não
admira
que
alguns
no
mes importantes
do
campo
legitimista
te
nham
apparecido,
até
hoje, em reuniões
políticas eletloraes, que
nao
são
do
nosso
credo; como
havia
a
liberdade
do
voto,
cada
qual
se
encostou,
principalmente
nas
províncias,
áquelia
facção que
mais
lhe
convinha
apoiar, ou
por
interesses
locaes,
ou
por
compromissos
ineramente
pessoaes.
Não
faltaram
por
conseguinte
ao
seu
dever
de
legilimislas.
Agora,
porém,
sem
vacillarem
um
momento,
espontaneamente
se
tem
apre
sentado,
como soldados
fieis,
a
occuparem
nas
fileiras
0
seu
posto
de
honra.
Como
orgão do
partido,
sentimos
a
obrigação
(Pescrever
estas
linhas,
pois
ti-
nhimos
ouvido
algumas
pessoas
estranha
rem,
que alguns
dos
nossos tivessem
ap
parecido em
reuniões
eleitoraes
d
’
outra
côr
politica.
Aqui
fu
a
pois
bem
consignado
0
mo
tivo.
—
(«Nação»).
X
j
» Xaiuralezn.—
Recebemos
0
n."
58
d
’esta
revista
a
qual contém:
Applicação
do
micróphono
aos
edudos
sismoloqicos.
—
llluminação
eleclrica
de
Pa
ris.
—
Marte
durante
a
opposiçào
de
Í877.
■—
Guilherme
Hurvey.
—
Wealher
Indicalor
Adornam-a
12
bellas
gravuras.
Caldus
de
VtKeUws.
—
D
’esta
loca-
escrevem-nos
0 seguinte:
—
Na
madrugada
de 8
do
corrente
fo
ram
os
habitantes d
’esta
povoação
desper
tados
do
seu
socego
pelo
loque
de
reba
te
que
tão
acelerado
se
ouviu
nas
suas
torres.
Um pavoroso
incêndio
reduziu
a
cinzas
0
prédio
do snr. Francisco da
Costa
e
Silva Guimarães, acreditado ne
gociante
n
’esta
terra.
Da
muita fazenda
e
mobilia
que
possuia,
pouca
se pou le
dominava
construc-
reiteramos
mais expressivamente
nossos
sentimentos.
Como
s.
s.a
não
tem
a
sen
tir
senão
os
seus
valiosos
prejuízos,
res
ta-nos
a
satisfação de
sabermos
que não
tem
a
lamentar
alguma
perda pessoal
da
soa
familia;
e
sentimos
só
que
um
dos
bombeiros
fosse
victima
da
sua
falta de
reflexão
quando
tentou
subir
a uma
va
randa
visinha
do
sinistro,
e
como
lhe
fal
seou 0 apoio
que
procurava,
não
obs
tante cair
de pouca
altura,
recebeu
uma
queda mortal
que
0
levou
á
sepultura
no dia
12, deixando ao desamparo
mu
lher
e
tenros
filhinhos.
O
Sleitsajjeiro do CoraçSo de
Jrtuig.
—
Recebemos
0
caderno
10,
cor
respondente
a
janeiro
de
1879, d’este
excellente
boletim
mensal,
publicado no
Porto
sob
a
competentíssima
direcção
do
rev.1110
snr.
dr.
José
Rodrigues
Cosgaya.
Eis
0 seu
summario:—Intenção geral
do
mez de
janeiro
—
Nascimento
do
Meni
no-Deus
—
S.
Francisco
de
Salles
—Uma
Zeladora
do
Sagrado
Coração
de
Jesus
—
Colheita
do
Thesouro
Espiritual.
peito
da qual corre
seus
termos
uma
nos
tribunaes
da
cidade do
Rio
de
Janeiro,
como
cidadão
Brazileiro,
que
elle
era,
pro
posta
por
elle
annunciante
e
outros
seus
irmãos
e
sobrinhos
contra
a
mesma
San
ta Casa
para
annullação
do
testamento
e
revendicação
de
todos
os
bens
e
valores
constitutivos
d
’
essa
berança, revendicação,
pela
qual
se
protesta
levar
a
effeito
mes
mo
contra
todos
e
quaesquer
arrematan
tes,
0
que se
annuncia
por
esta
fórma
para
conhecimento
de
todos,
A
rogo de
Antonio
José Ferreira,
por
me
pedir
e
rogar
em
virtude
de 0
não
poder
fazer
em
consequência
de
se
achar
completamente
cego.
José
Francisco
Rodrigues
da
Silva.
DE
GERALDO
Quarta-feira,
22
e
quinta-feira
23.
I>
oíh
rinicoM
espcetacttlo» dados
pela
celebre
eonipanbia CHI.N1>
Americana.
Principia
ás
horas
do
costume*
Antonio
de
Mello
e
Athside. extrema
mente
reconhecido
para
com todas
as
exm.
as
snr.a
*
e
exm.os snrs. que,
accedendo
ao
seu
convite,
se
dignaram
assistir
á
mis-
sa
em qne
se
sufíragou
a
alma
da vir
tuosa
filha
dos
nobres
marqnezes
de
An-
geja,
D.
Maria
Isabel do
Carmo
d
’AI-
meida Noronha
Camões Albuquerque
Mo-
niz
e
Sousa
Portugal,
serve-se
d
’este
meio,
emquanto
o
não
faz
pessoalmente,
para
conlessar
a
todos
a sua
profunda
e
eterna
gratidão.
D.
Rosa
Maria
da
Conceição
Dias,
viuva do
major
reformado
Manoel
José
Dias,
summamente
penhorada
pelas
provas
de
consideração e
estima
que
recebeu
das
pessoas de suas
relações,
por
occcasião
da
doença
e
fallecimenlo de
sfeu
estremoso
mando,
vem
por este
meio,
na
impossi
bilidade
de
0
fazer pessoalmente,
agrade
cer
a
todas
e
patentear
assim
0
seu
eter
no
reconhecimento.
(2217)
e
mobilia
que
possuia,
pouca
salvar,
porque
0
incêndio
já
quasi
todo
0
edifício,
de
recente
ção.
Esforços
mais
que
humanos
pregados
n
’
esta
occasião
pelos
bombeiros
voluntários,
que
tão
corajosa
mente
pretendiam
extinguir
0
incêndio,
esfoiços
porém
quasi
baldados,
pois
as
fórtes
ventanias
d
’
essa
noite, algumas
ma
térias
inflamáveis,
as
recentes
pinturas
e
grande
quantidade
de
roupas,
tudo
concorreu
para tornar
indomável 0
ele
mento
devorador.
Era
uin
especlaculo ater
rador
e
medonho ver-se
aquella
hora
sair
de
tantas
janellas
outras
lautas
lín
guas
de fogo, e em tão
pouco
tempo
parecia
uma
montanha
ardente!
Das
suas
ruinas
só
restam
as
paredes, e
algumas
bastante
arruinadas.
Foi geral
a
consternação,
porque 0
snr.
Guimarães
é
um
d
’aquelles
cavalhei
ros
que
sabe caplivar
as
sytnpalhias
das
pessoas
a
quem
se
dirige;
e
porisso
os
seus numerosos amigos,
e
nós
particular
mente,
todos
sentem
e
tomam
parte
no
-seu
profundo
desgosto,
e
aqui
da
nossa
parle
íoram
em-
generosos
PREVENÇÃO
O abaixo
assignado, tendo
de
inten
tar
as
competentes
acções,
o
que
vae
fazer
brevemenle,
contra Rosa
Maria,
viu
va
que ficou
de Bernardo
José
d
’
Arau-
jo
e
Sá,
da
freguezia
de
Fraião,
Anna
Joa
quina
d’Araujo,
e
marido
José
Anlonio
Rodrigues,
da
dita
freguezia,
Margarida
Rosa
d
’
Araujo
e
marido
Antonio
Fran
cisco
d’
Araujo,
da
freguezia
de
Lamaçães,
e
Francisco
José
d
’
Araujo e
Sá,
e
mu
lher,
d
’
esta
cidade,
e
lodos
d
’
esle
con
celho
de
Braga,
afim
de
serem
annulladas
as
partilhas,
e
accusar
os sonegados, no
inventario
a
que
se
procedeu
por
este
juizo e
comarca
de Braga,
e
carlorio
do
escrivão
Antonio
Carlos
de
Araújo Mot-
„
1
ta,
e
no
qual
individamente
se
aformula-
Como
lestimunha
Francisco
Antonio
da
ra
m
bens
a
diversos
coherdeiros,
cujo
.
valor
monta
a
quantia
superior
a
reis
»
Manoel
Jose d
Oliveira.
(8:1)003300, vem
por
este
meio
fazer
(Segue-se 0
reconhecimento).
publico
que
'
interessados
Braga
17
de
janeiro de
1879.
(22261
rer
'^° so^re
''beram,
sob
todas
as
consequências
que
d’
ahi
lhe
pos
sam
resultar,
e
de
não
poderem
de
fu
turo
allegar
ignorância.
Braga 11
de
janeiro
de
1879.
D
ninguém
contracte
com
os
no
dito
inventario
acima
re-
os
bens
que n’
elle
lhes
coti-
pena
de ficarem sujeitos
a
DINHEIRO
A JUROS
O
Cabido
da
I.
e R.
Collegiada de
Santa Maria
Maior,
de Barcellos,
tem
di
nheiro
pertencente
aos
capitaes
de
Nos
sa
Senhora
da Soledade
para
dar
a
juros
a quem
0
pretenda
e
apresente
boa
hy-
potheca.
(2227)
O LIBERTA.DOR DAS ALMAS DO
PURGAPORIO
Publicou-se 0
n.°
d
’
esta
Revista
men
sal,
pertencente
ao
corrente mez
de
ja
neiro e
contem:
Expediente;
Do
motivo
da
caridade
para
com
as
almas
do
purgatório,
que
é
a
grandesa
das
penas
sensíveis
que
ellas
soffrem;
Da
ideia
do
purgatório
entre
os ho
mens;
Novena
pelo
allivio
das
almas
do
pur
gatório;
Benefícios
das
boas
almas,
etc.
Assigna-se
na
rua
do
Bomjardim
n.°
449
a
453
—
Porto
—
Francisco
Pereira
de
Azevedo.
Preço
500
reis
por
anno.
HISTORIA
DA
REFORMA
PROTESTANTE
EM
INGLATERRA
E
IRLANDA
Fazendo
ver
que
este
acontecimento
abateu
e
empobreceu
a
maior
parte
dos
habitantes
d’
estes
paizes
EM UMA
COLLECÇÃO DE CARTAS
dedicada
a
lodos
os
inglezes
justos
e
siveis
por
Cit iriíERUE
COBRETT
sen-
(2207)
Manuel
José
de
Faria.
CONTRA-PREVE5ÍÇÃO
Os
abaixo
assignados,
conscios
de
que
uma celebre prevenção
assignada
por
Ma
nuel
José
de
Faria,
d
’
esta
cidade
de
Bra
ga,
e
publicada
no
«Commercio
do
Mi
nho»,
n
0
884,
em
que 0
mesmo
se
diz
disposto
a
annullar
as partilhas
feitas
pela
morte
do
marido,
pae e sogro
commum,
Bernardo
José
d
’
Araujo
e
Sá,
não
passa
d
’uma
ameaça
balofa, sem
importância
nem effeito
algum,
pois
os
bens
que
no
inventario do
dito
seu
marido,
pae
e
so
gro, Bernardo
José d
’Araujo
e
Sá,
lhes
foram
aformulados
são
verdadeiramente
seus,
porque
assim
0
decidiram
todos
os
tribunaes
até
á
ultima
instancia,
vem
por
este
meio declarar
que
nada temem do
dito
preventor,
e
que
se
este
tenta illu-
dir
alguém
com os
imaginários
direitos
que
apregóa,
nada
conseguirá,
nem é
es
te
0
caminho
de
ganhar
ou
recuperar
o
credito
de
que
precisa
para
o
exercício
do
seu
negocio.
Braga
16
de
janeiro
de
1879.
Rosa
Maria.
Margarida
Rosa
d
’Araujo.
Anna
Joaquina
d
’
Araup>.
Anlonio
Francisco
d
’
Araújo
José
Anlonio
Rodrigues.
Por
si
e a
rogo
d
’
ellas:
Francisco
José
d
’
Araújo
e
Sá.
(2213)
Bento
José
Fernandes
d’
Ahneida,
e
João
Manoel
Fernandes
d
’
A!meida, veem
por
este
meio,
já que
0
não
podem
fa
zer
pessoalmente,
agradecer
a
lodos os
reverendos
sacerdotes
e
ás
de
mais
pes
soas,
que
no
dia
12
do
corrente
mez
se
dignaram
assistir
ao
funeral
do seu
sempre
chorado
irmão
e
lio,
0 reverendo
reitor
da
freguezia
de
S
Martinho
de
Moure,
Manoel José
Fernandes
d
’
Ameida;
prostcstando
a
todos
0
seu
eterno
reco
nhecimento.
S
Martinho de
Moure,
15 de
janeiro
de
1879.
(2219)
ANNUN
CIOS
Nova
edição
ornada com
gravuras
em
QUE
A
todos
os
portugueze»
cabal desengano
do
que
é
a
gião
protestante, dedica
O P.° José de Sousa .Amado.
Preço
d
’
assignatura
13600
rs.
Hoje
custa
apenas
600
rs.
cobre
Associação
do
Monte-Pio de
S.
José.
Para
reli-
Monte-Pio
de
S. José
Anlonio
José
Ferreira,
da
freguezia
Chorenle,
concelho de
Barcellos,
inte
ressado
na
herança
do
linado
seu
irmão
Manoel
José
Ferreira
Braga,
fallecido
na
cidade
do
Porto, vendo
no
n.
“
l.°
do
«Diário
do
Governo», do
dia
2
do
cor
rente
mez
de
janeiro
aniiunciada
para
0
dia
30
do
mesmo
mez
no
Ministério
da
Fazenda
dos
districtos
de
Braga
e
Porto
a
arrematação
de
diversas
e
importantes
propriedades,
designadas
como
pertencen
tes
á
Santa Casa
da
Misericórdia
da mes
ma
cidade
do
Porto, previne 0
publico
de
que
todas
essas
propriedades
são
da
herança
do
dito
seu
finado
irmão, a
res-
de
Por
ordem
do
snr. presidente
da
as
sembleia
geral,
são
convidados
todos
os
socios
que estejam no
goso dos
seus
di
reitos,
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral,
á
uma
hora
da
tarde do
dia
26
do
corrente,
na
casa
da
Associação
do
mes
mo
Monte-Pio,
no
largo de
Santo
Agos
tinho,
n.°
8,
afim
de
se
proceder
á
ap-
provação
e
discussão
das
contas
e
relato
rio
da
direcção
finda,
e
eleição da nova
gerencia, cumpriu
io-se
assim
as
disposi
ções
do
artigo
41,
e
seus
paragraphos,
do
respectivo
estatuto.
Braga
17
de
janeiro
O
1.»
(2225) José
Anlonio
Em
cumprimento
do artigo
53.°
dos
Estatutos,
a
Direcção
faz
publico
a
lodos
os
socios que
os
respectivos livros,
um
exemplar
da
conta
de
Receita
e
Despeza
relativo
ao
á
gerencia
de
1878
e
0
pa
recer
............... .
tentes
na
secretaria
da
Associação,
no
Largo
de
Santo
Agostinho,
8,
por
espaço
de
8
dias,
a
0
dia
de
hoje,
dos
tenham
presente.
Braga
e
S.
José,
18
dos
ill.
‘nos
Fiscaes,
se
acham pa-
sita
casa
n.
“
contar
desde
os
interessa-
se
passou o
E
para que
conhecimento,
Secretaria do
de
Janeiro
de
Monte-Pio
de
1879.
de
1879.
secretario
Peixoto
Braga.
nlAIU
UlO A JI RO
o
Secretaiio
da
Direcção
Joaquim Bernardino
da
Cunha.
(2221)
Noticia
Histórica da Peregrinação
ao
Vaticano,
pelo
presbytero
Francisco
de
Sousa
do
Prado
de
Lacerda,
prior
da
Chamusca.
Vende-se
por 700
reis
na
veslimenta-
ria
Rocha,
rua
do Souto
n.u
41.
(2202)
A
Torre,
2203)
irmandade
de
Nossa Senhora
da
tem
3303000
rs.
para
dar
a
juro.
O secretario
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
DINHEIRO A JURO
A confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia de
500-3000
reis.
(2063)
Simultânea
no
ministério
da
fazenda
e
na
repartição'
da fazenda do
districto
de
Braga,
no
dia
30 de
janeiro
corrente
(ao
meio
dia),
das
propriedades
abaixo
descriptas,
pertencentes
á
Santa
Casa
da
Miseri
córdia,
da
cidade
do
Porto.
Gran
êxito en Paris
VELOUTINE
Gir
FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
K
INVISIBLE
F
ADHERENTE,
dá al cútis frescura
y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmacias, Perfumerias,
Eeluquerias y tiendas de
quincalla.
J
$
Desconfiar
fle las falsificaciones.
DISTRICTO
DE
BRAGA
COMELHO BE VILL.% S«V1 3>E FANIAblCÃO
Bens
pertencentes
á
Santa
Casa
da
Misericórdia
do
Porto:
1
Um
aposento
composto de
casas
altas
com
palheiros e
eidos
nos
baixos,
cosinha
terrea.
quinteiro
com
latada,
hortas
e
cortinha
composta
de tres
campos
denominados
da
Lavandeira, do
Alto
da Pereira
e
<le
Bendão,
com
arvores
de
vinho e fructa e uma
mina de
agua;
tudo
unido
e
cercado
de
valias
e
comoros.
e
situado
na
freguezia
de
Ouliz;
confronta
do
norte
com
Antonio
Domingues
Leitão
e caminho de
servidão,
nas
cente
com
o
mesmo
Antonio
Domingues Leitão
e
Antonio
José
de
Faria,
poente
com
o
dito
Leitão
e
com
o
ribeiro,
e
sul
com Antonio
José
de
Faria
e
com a
quinta
de
Gernunde—1:2004000.
COXCILHO t>E BRIGA
2 A
quinta
denominada
do
Ribeiro,
situada
no
lugar do mesmo
nome, freguezia de
Guisande,
e
composta de
casas
nobres
e
terreas,
cobertos,
quinteiros
portaes, eira
de
pedra,
tanque
com
agua
de
bica,
lojas
para
gado,
adega,
lagar
de
pedra
completo,
latadas,
terra
de
horta
com
arvores
de
vinho
e fructa,
tendo
juntos
os
campos
de
nominados
do.Casal,
Linhares.
Rodolho,
Pereira,
Eira,
Cortelho,
Garra!
Cova,
Seara,
Colorello
da
Lamella,
Vinha
Velha
de
Baixo,
Esmentada
Arco
de
Baixo,
Arco
de
Cima,
Seara
comprida,
Seara
das
Vides,
Torre,
Cortelho,
casa
e aido
de
Villa
Pouca,
quatro
prados
unidos
chamados da
Bicahinda,
prado da
Vinha
Velha
e
do
Rodolho.
Todas
estas
propriedades são
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
algumas
arvores
de
fructa
e
oliveiras,
com
agua
de rega
e
lima
que
vem
das
poças
do
Cabo
da
Ribeira,
Sernadello
e
ribeiro de
Xides,
além
de
outras
dentro
da
mesma
quinta;
confronta
tudo do
nascente
com
o
caminho
publico
e
terras
do
padre
Joaquim
José
Gomes
Ribeiro,
norte
com
o
caminho
que
vae
para
S.
Pedro
de
Oliveira,
poente
com
ca
minho
de
servidão
da
mesma quinta e
outros,
e
sul
com
terras do
padre
Joaquim
José
Gomes
Ribeiro
—
7:980^000.
3 Um
campo
chamado de
Souto
Lisão,
sito na
freguezia
de
Guisande,
que
se
compõe de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho
e
agua
de
rega e
lima, tendo
do
lado
do
sul
em
toda
a
sua
extensão
uma
testada
de matto
com
pinheiros,
carvalhos
e
sobreiros.
Este
campo
é
formado
em tres sucalcos
e
lodo
tapado
sobre
si
por
pa
redes
e vallos;
confronta do
norte
com
o
ribeiro
de Guisande,
do
sul
com
terra
de
matto pertencente
a
esta
santa
casa e
terras
do
padre
Joaquim
José
Gomes
Ribeiro,
nascente
com
os
herdeiros
de
Joaquim
José
de Faria
e
do
poente
com
o
montado
do
Outeiro
de
Meias
—
5824000.
4
Uma
bouça
chamada do
Trigo,
na
freguezia
de
Guisande,
terra
de matto
com
i
carvalhos
e
castanheiros,
toda
tapada
por
parede;
confronta
do
norte
com
José
Manoel
Mendes, sul
com
terras
d
’
esta
santa
casa
e outro,
nascente
com terras
do
padre-Joa
quim
José Gomes Ribeiro
e
outro e
do
poente
com
terra
de
Francisco
Pereira.
A
bouça
de
matto
e
carvalhos
solta,
chamada
dos
Folechos,
situada
na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Oliveira;
confronta
do
norte
com
Antonio Joaquim
de
Araújo,
do
sul
com
José
Pereira
e
outros,
do
nascente
com
Manoel
José
Ferreira
e
do
poente
com
José
Martins
e
outro.
Metade
da
bouça
denominada
do
Trigo,
com
toda
a bouça dos
Folecbos
formam um
praso
foreiro
a
José
Pereira,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Oliveira,
em
6,012
de pão terçado;
com
laudemio de
quarentena,
a
que
tica
obrigado
o
comprador—6564379
5
Uma
propriedade
que
se
compõe
de
casas
sobradadas,
lojas,
lagar
de
dedra,
eira
terrea,
coberto,
quinteiro
com
portas,
e juntos
os
campos
da
Regada,
da
Porta,
da
Fonte,
de
Baixo,
dos Prados,
tres
leiras
das
Costeiras,
o
campo do
Pomar
e
a
horta
da
Larangeira,
com
arvores
de
vinho e fructa,
e
agua
de
rega
e
lima
das
poças
das
Gardinheiras
e
da
Junqueira.
E
tudo
terra
lavradia,
circuitada
por
muro
e
vallos,
sita
na
freguezia
de
Guisande;
confronta do
norte
com
o
ribeiro
de Guisan
de,
sul
e
poente
coin
o
caminho
publico
e
do nascente
com
o
caminho
de
servidão
dos
campos
—!
.-6424000.
CONOEJLUO í»E
BABCELL9S
6
A quinta
denominada
do
Real,
sita
no
lugar
do
mesmo
nome,
freguezia
das
Carvalhas,
que
se
compõe
de casas
torres
e
terreas, cobertos,
cortes
para
ga
do, loja
com
lagar
de
pedra,
duas
eiras,
sendo
uma
de
pedra,
e
outra
de
casco,
terras lavradias
com
arvores
de
fructa
e
vinho,
oliveiras,
grandes
terrenos
de
matto
cora pinheiros
e
alguma
agua
de
rega
e
lima. Esta
quinta
é
atravessada
pela estrada
que vae
para
a
Povoa;
confronta
do
norte
e
nascente
com
caminhos
públicos,
do
sul e
poente
com diversos. Pertencem-lhe
mais
dous terrenos,
sendo
um
de matto
com pinheiros
logo da
parle
de
fóra
da
quinta,
a confrontar
de
todos
os
lados
com
caminhos
públicos
e
outro,
seive
em
frente
da
egreja
da
fre
guezia.
Esta
quinta
tem
tres
terrenos
de
matto
foreiros
’
á
camara
de
Barcellos
em
14370
reis;
com
laudemio
de
quarentena, a
que
fica
obrigado
0
arrematante
—
•8:8164680.
7
U111 campo
chamando da
Bouça
de
Baixo, sito
na
freguezia
de
Negreiros,
que
se
compõe
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho e
alguma
agua de
rega,
tendo
ao
sul
uma
porção
de
matto
com pinheiros;
confronta
do
norte
com
her
deiros
de
Manoel
José
Leitão
Serra e
outros,
sul
com
os
mesmos
herdeiros
e
Ber
narda
Joaquina
de
Campos,
nascente-
com
Manoel Gomes
de
Oliveira e
Silva
e
outros,
e
do poente com
Antonio
Domingos
Rola
e outro--7044060.
8
Uma
morada
de casas
torres,
eira
de
casco
e
eirado
de
terra
lavradia
junto,
denominado
Campo
da
Porta, sita
no
lugar
do
Carvalho,
freguezia
de
Chorente;
confronta
do
sul
com caminho
publico,
poente com
José
Martins
e
outro,
nas
cente
com
caminho
publico,
e
do norte
com José
da
Silva
Sandim
e
outros. Uma
pequena
parle
d’
esta
propriedade
é foreira
a Jeronymo
Domingues
de
Oliveira, a
quem
se
paga
0
fôro
annual
de
202 ’
/
2
reis
em
dinheiro.
2
'/}
gallinhas
com
lau
demio
de quarentena; e de
uma
leira chamada
da
Senhora,
encravada
n
’
esta
pro
priedade,
paga-se
a Manoel
de
Oliveira
Sandim
a pensão
annual
de
21,716
de
pão
meado
(1
de
uma
rasa
da
antiga
medida),
recehendo-se d
’
ellc
uma boa
gallinha,
a
cujos
encargos
íica
obrigado
0
comprador
—
7324469.
9
Tres campos
,de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho,
matto
e
alguns
pi
nheiros
chamados
da
Agrella do
Moinho
e
do
Prado,
na
freguezia
de
Chorente,
com
agua
de
lima
do
rio
de
Roriz,
sem
que
outro
tenha
paite
n
’elia,
e
apenas
ua
<ie
rega
tem
um
consorte;
confronta
0
primeiro
do
nascente
com
Antonio
José
da
Fonseca
e
outros,
do
norte
com
Joaquim
da
Costa
Valle,
do
poente
com
Clementina
de
Barros,
viuva,
e
do
sul
com
terra
de
Joaquim
de Mariz,
0
se
gundo
confronta
do
nascente
com
0
caminho
publico,
poente
com
0
ribeiro,
norte
com
Clementina
de Barros,
e
do
sul
com
Antonio
José
da
Fonseca;
0
terceiro
confronta do
norte
com
0
ribeiro,
sul
com
Manoel
de
Oliveira,
nascente
e
poente
com
Clementina de
Barros.
O
campo
do
Prado
paga ao
parocho
a
pensão
annual
de
17,373
de
milhão
(uma
rasa
da
antiga
medida),
pelo
que
íica
obrigado
0
com
prador
—
6834840.
°
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia II
de
janeiro
de
1879.
O
Oílicial
Maior
(2208)
Manoel Gonçalves
da
Costa
Lima.
UÍEI
j
EG
PA
KISÍ EME
PElilOOICO
0
MAIS
ELEGANTE
E
MAIOR
DE
TODOS OS
DE
MODA
í.
a
Edição
—Dois
numeros
por
mez:
numeros
gravados,
aguadas
e
moldes.
—
Um
anno,
54200
reis
—
seis
mezes.
24900
reis.
NOTA
—
Edição
espeeíol
pars
moldes
cortados
de
tamanho natural. —
t
m
A
administração
do
Commercio
do
2.*
Edição
—
Cincoenta
e
dous nume
ros
por
anno: numerosos
gravados,
aguadas e
moldes
cada
mez.
—
I
m
anno,
114300 reis—seis
mezes,
54700 reis.
e«wsn.Ti-eir«ws
96
figurinos
e
numerosos
anno,
114300
reis
Minho
recebe
as
assignaturas.
O
L
EO
HffiGG
Farmaoia
de
HOG-G, 2,
rue de Castiglione, Paris
(Unico
proprietário).
-1HIGADOS>mSCOS
Dl
BACALAO de
Prescripto
por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
: as enfermidades do
peito, afTeíeóes escrofu
losas, tosses ehronícas,
rhcumatismos,
magreza crianças, das
iinplgemcs, „ __
fluxos
brancos,debilldadegeral,
etc.,etc. Sf 110(1(1
Agradavel e
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
*
Exigir-se-ha
a marca
da
Fabrica juntó que encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera
achar-se sobre o rotulo.
Depositos
nas
principaes
Pharmacias e em Lisboa, nas
casas de B
arreto
,
rua do ILoreto, 28 e 30. A
zevedo
e
Filhos, B
arral
e
I
rmão
;
em Porto,
nas®casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
Coimbra, Salvador F
krraz
.
MAGASIN
oes
demoíselles
Publica-se
a
40
e
25
década
mez,
por
fascículos in-8.°
grande
Grivvurati
de moilau e iwetie!oa de
íapeçtvrin cotoridoa; a agua;
yi-avaiío»
»
preto;
nuvidadea
para
piniao e cantn; albunt de tavereg,
folhas «5e eoasfeeções; erocbet e reinSua; riscos, ete.
O NHwgasin
<Ses Uemosaellt-a,
graças ás
importantes reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
inais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmente
um
trecho
de
musica,
e
reúne
o
duplo
attractivo
de
um
periódica
lillerarw
interessante
e
um
periódico
de
modas completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Prrçopara
(as assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando no
4.°
de janeiro)
44600
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente de
cada
edição:
edição
do
dia
10,—2^800
reis;
edição
do
dia
25,
—
14
’
00
rs.
Subscreve-se
na administração
d
’este
pcriodico.
JUOVA CARRKIBA
José
Martins, do
Pico
de
Regalados
participa
ao
respeitável
publico,
que
abre
a
sua carreira
diaria,
aos
Domingos,
Se
gundas, Terças,
Quartas,
Sextas
e
Sabba-
dos,
a
começar
no
dia
21
de
janeiro
corrente:
a
sahir de
Braga
ás
2
horas
e
meia
da
tarde
direclamente
ao
Pico, che
gando
alli
ás
4
e
meia,
e a
sahir
do
Pi
co
ás
6
horas
da
manhã
e
chega
a
Bra
ga
ás
8
e meia.
Freço»:
De
Braga
a
Villa
Verde
dentro
200
fóra
130
«
«
ao
Pico
«
240
«
200
Escriptorio
em
Braga,
largo
de
S.
Francisco
n.°
12
—
antiga
loja
de
ferrage
de
Daniel da
Costa
Soares.
-
Braga
17 de
janeiro
de 1879.
O
gerente
do
escriptorio
Manoel
Joaquim
de
Carvalho
Lopes.
(2224)
Companhia
Geral
Bracarense
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em assembreia
geral,
no
dia
27
do
corrente,
pelas
11
horas
da
ma
nhã,
no
escriptorio
da
'Companhia, cam-
)o
de
D.
Luiz
J, para
dar
cumprimento
ao
art.
12 dos
Estatutos.
As
contas,
balanço
e
lista
dos
accio
nistas
acha-se
desde
já
patente,
no
re
ferido
escriptorio.
Braga,
13
de
janeiro
de 1879.
O
presidente
Francisco
de
Campos
d
’Azevedo
Soares.
(2223)
Banco
Commercial,
Agrícola e
Industrial de Villa'
Real
Sociedade
anonytn» de responsa-
bilicSnde Eiísaitcuia
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
este
banco
a
concorrerem
á
assembleia
geral
que
ha-de
reunir-se
na
séde
do
mesmo
em
19
do
corrente
pelo
meio
dia,
para
lhe
serem
presentes
o
relatorio
e
contas
da
gerencia
e
parecer
do
conse
lho
fiscal,,em
relação
ao anno
de
1878.
Na
segunda
reunião,
cujo
dia
será
designado
na
primeira,
tem
de
discutir-
se
o
relatorio da
gerencia,
e
se
proce
derá á
votação
do
parecer
e
proposta
do
conselho
fiscal.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de 1879.
Por
auctorisação do exc.,D°
vice-presidenle,
O
l.° secretario,
Dr.
Augusto
Guilherme
de
Sousa.
(2203)
Firmino
Augusto
Martins,
professor
de ensino
primário
da
freguezia
de
S.
Victor,
largo
das
Therezas
a
8.
Vicente,
faz
publico,
que
lecciona
candidatos.
d
’
am-
bos
os
sexos,
ao
magistério
primário.
Também
faz
publico
que
tendo
em
sua
companhia
urna
irmã,
por
nome
Francisco
Augusta
Martins,
competente
mente
habilitada;
com
exame feito
no
ly-
ceu
de Villa
Real,
como
consta
do
<Dia-
rio
do
Governo»,
de
14
de fevereiro
de
1878,
n.°
36.
Esta,
atire
mestra
particu
lar,
com
obrigação
de
levar
as
meninas
a
exame
d
’
instrucção
primaria,
e
ensina
pelo
novo
methodo
do
dr.
João
de
Deus.
Bfaga
16
de
janeiro
de
1879.
(2218)
BRAGA, TYPOGRAPHIA LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
