comerciominho_18011879_886.xml
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-
FOLHA. RSil/áíilONA.
i
*<
íi
:
itica ■<} HÍOT1CIOSA.
REDACTORES
—D.
Miguel JSoíto-Iayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim Jde Mesquita Pímentel.
7.°
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................1&600
»
6
»..«...
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.
....
Repetição
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS. QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO DA ASSIGNATUBA
Províncias,
12
mezes............ 2&000
»
6
»
............
i$050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3§600
Folha
avulso..................
10
N.°
886
SABBADO
18
DE JANEIRO DE 4879
O
luxo.
[Continuação]
O
luxo,
praticado
nas
justas
condicções
da sua
genuína
definição,
é
um
bem
para
lodos
aquelles,
a
quem
sobeja
ó
neces
sário
(o
pão
de
cada
dia,
na
larga
si
gnificação
d’
esta
phrase,
sahida
da
Bocca
D’
aquelle,
que
disse:
que
nem
só
do
pão
vive
o
homem): mas
torna-se
um
mal
geral
quando
lavra
do centro
para as
extremidades,
e se
transforma
era
fausto,
e
magnificência
traduzindo-se
em luxo-
luxuria.
O luxo
não
deve
concorrer para
a
corrupção
dos
costumes:
os
costumes
cor
ruptos
são
os
corruptores
do
luxo,
e
o
luxo
corrupto
é
a
lepra
mortal
da socie
dade,
que
ao
legislador
importa
averiguar
para
dar-lhe
o
remedio,
não
por
leis
sum-
ptuarias,
mas
por
outros
meios,
que fa
cilmente
descobrirá
sem
atacar
o
que ha
de sagrado
na
propriedade,
e
na
liber
dade.
Os
costumes
não
são
mais,
nem
outra
coiza,
do que
o
habito
constante
de
re
gular as
nossas
acções
pela
opinião
illus-
trada,
e
pela
moral,
que
deve
ser
sem
pre
a
medida
unica
das
mesmas
acções,
e
por
tanto
a
reguladôra
do
emprego,
e
do
uso
das
riquezas,
assim
como
a
di-
rectora
do
luxo.
Onde
houver
bons
cos
tumes, o luxo
será
bem
ordenado; mas
estando
os
costumes
corrompidos,
o
luxo
será
de
si corrupto,
e
corruptor,
como
a
columna
d
’ar empestado
leva
a
peste
por
onde
passa.
Se
os
bons
costumes,
e
o
governo,
que
dirige
a
opinião
offerecem
dislincções
áquelles,
que
se
dedicam a
promover
o
bem publico; cm
tal
caso
o
luxo
não
passará
de
um
luxo
de
beneíicencia,
um
luxo
patriolico;
o
homem
rico
não
as
sentará
o
seu
luxo
em
ler
nos
seus
jardins
o
grupo
obsceno
de
Bacho,
e
de
Venus;
lembrar-se-ha
das
impressões
sen
tidas
por
Themistocles
ao
ver
ern
Athi-
nas
o
monumento
levanlado
em
honra
de
Arislides,
e
fará
excutar
por
mãos
d
’
artislas
hábeis
a
eslalua
do cidadão,
que
tiver
honrado
a
patria com as
suas
virtudes,
mostrando
por
este
modo
como
cada
um
pode
tornar-se
digno
de reco
nhecimento
publico.
Construir
um
caminho
para
facilitar
a
communicação
de
duas
povoações;
desse
car
um
charco,
que
impede
o transito,
e que exhala
vapores
mephiticos;
introdu
zir
uma
arte
util,
proteger
um
talento,
que
desabrocha—
eis
aqui
quaes
serão
os
objectps
do
luxo
do
homem
rico
nos
paizes,
em
que
dominarem
os
hons
cos
tumes.
Mas
se
em
contrario
disto
os
costu
mes
estiverem
corruptos,
se
o
povo
tiver
perdido
as
ideias
da
virtude,
e
os
sen
timentos
do
patriotismo; se
a
opinião,
que
regula
as
acções
do
homem
sómente
conceder
honrarias,
e
distinções
aos que
vivem
na
moleza e
na
ociosidade,
então
o
luxo
ha
de
necessariamente
identificar-
se
com os
vicios,
de
que
é
filho,
e
o
indivíduo,
que tiver
meios
de viver
sem
necessidade
de
trabalhar,
deixará
crescer
as
unhas
como
objecto
de
luxo
para
mos
trar
que
é
um
faz
nada;
e
o
luxo sahirá
dos
serralhos
para fazer
conquistas de
perdição.
E
’
necessário
portanto
não
confundir
a
causa
com
os
effeitos.
Da
corrupção
dos
costumes
nasce
a
do
luxo,
que,
só-
mente propaga, e
augmenta
essa
corrupção
quando
é
filho
d’
elía.
Vemos
correr
uma
epoca,
em
que
o
luxo
reina
espantosamente
desde
a
côrle
até
á
aldeia
mais
insignificante:
as
rãas
veem
os
bois
no
prado,
e
tomam
vento
para
verem se
os
imitam
na
grandeza:
o
resultado
será
arrebentarem,
como já tem
arrebentado muitas.
Será
por
ventura
o
luxo
nos
trajos,
e
nos
enfeites,
e
nos
ouropéis,
nos
barre
tes,
e
nos penachos,
que torna
a
vida
commoda,
ou
que
dê
mais
valor,
e
im
portância
aos
enfeitados,
e
enfeitadas?!
D
’onde
vem
tantas
misérias?
São mui
tas
as
causas,
e
entre
ellas avultam
a
liberdade, e
a egualdade
da
cartilha
do
mestre
Pedro: a
liberdade;
porque
a
lei
não prohibe
que
cada
qual
se vista
de
pelle
de
castor,
ou
de
petle de
burro:
a
egualdade,
porque,
sendo
lodos
eguaes,
se
os
mais
altos
tem
excellencias,
senho-
rias,
e
dons;
porque não
hão
de
tel-as
os
mais
baixos,
se
já
não
ha
baixos,
nem
altos,
porque
todos são
filhos
do pae
Adão.
Esta
moléstia
endeinica,
e pegadiça,
apossando-se
de
todas
as
cabeças,
que
é
por
onde
o
mal
entra,
tem
feito
com
que
o
sapateiro
levante
o
preço das
botas,
e
dos
sapatos
para
sustentarem
o
seu
luxo,
e
trages
de
cortezão,
e
o da
familia
com
o
seu dom
a
traz,
e
por
este
theor
os
outros
officiaes
mecânicos,
que
de
mestres
passaram
a
artistas,
nova
especie
de
no
breza
São
lodos
cidadãos
livres,
e
eguaes,
e
investidos
da
soberania,
que
exercem
levados
pelos
pagens,
dos
cavallos de S.
Jorge
ajaezados
á fidalgada,
ou
pelo
ca
bresto
do
regedor.
José
de
Freilas
Amorim
Barboza.
(Continua)
Liaboa, 11 <le janeiro de 1S7?S.
(Do
nosso
correspondente).
Os
corrilhos
progressistas,
e
republica
nos
foram,
no
dia
de
Reis, ao
novo
circo
Price
fazer
aranzel
de
opposição
ao go
verno.
O
pretexto
foi a
doação
de
alguns
terrenos
a
Paiva
de Andrada,
em
Mo
çambique.
A
meza
occupou
o
palanque
da
cha
ranga.
Estava
lhe
a
cahir!
Presidiu
o
marquez
de
Sabugosa,
o
primogénito
do
honrado
conde
de
S.
Lou-
FOLHETIM
BUAS PALAVRAS
Entre
as
enfermidades
gangrenosas,
que
vão
contaminando
horrivelmente
os
or-
gãos
vilães
da
sociedade
moderna,
uma
ha
que
attrae
sobre
modo
a
minha
al-
tenção,
por
isso
que
d
’ella
emanam
as
diflficuldades
que mais
pungem,
os soffri-
mentos
que
mais
torturam
os desatinos
que
mais
aviltam,
os vicios
que
menos
se
toleram.
E*
a
educação
deplorável, mesmo re
pugnante,
que
vai,
do
seio
das
rcães,
transparecer
nas
sympathicas phisionomias
de
lindos
grupos
infantis.
A meiguice
en
cantadora,
que
pousa nas faces
mimosas
d
’essas iunocentes
creaturas,
eu
a
vejo
frequentemente
conturbada,
e
substituída
pelos
traços
desteslaveis da
cólera,
do
or
gulho,
da
inveja,
da vaidade
e
do
des-
dem
ridículo;
paixões
estas
que,
não
ob
stante,
nascentes,
affirifiam
toda
a
vile
za,
de que
será
susceptivel
o
coração
que,
tão
cedo,
teve
a desgraça
de lhe
receber
os
geruuens.
Lembrando
então
os
obstáculos
durís
simos,
que
tem
a
vencer
essa respeitá
vel
corporação
d’
individuos,
que,
levados
da
mais
completa
abnegação,
se
dedicam
ao
ensino
popular,
quando
tem
a
seu
cargo
a
direcção d’alumnos, cuja
altivez
de
caracter
se
manifesta
indomável;
la
mento
os
preceptores, receio
pelo
futu
ro
d
’essas
creanças,
e
contemplo,
com
amarguia
intima,
as
decepções
que hão
de
levar ao
seio
das familias,
que
mais
tarde
os tiverem
por
seus
chefes
e
directo-
res.
D'aqui,
abomino,
instinctivamcnte,
as
mãos
implacáveis
que
destroem
n
’aquel-
las
almas
tão
candidas
primorosos
edifí
cios,
impedindo
assim
a
formação
dou
tros,
talvez
mais
bellos
ainda;
cujo
vacuo
será
infelizmente
preenchido
por
misera-
veis
albergues,
insulto d
’archilectura so
cial,
e
menos
presada verdadeira
civilisa-
ção.
Se
já
hoje,
destacados
dos vultos
ge
nerosos,
que
se distanceiam,
na
esphera
puríssima
das ideias
elevadas,
rastejam,
em
abundaneia,
espíritos mesquinhos nos
lo-
daçaes
apodrecidos
das
paixões
revoltantes,
maior
numero
será
o
d
’
amanhã.
Quando
na
sociedade
tranquillos
e
simples,
como
a consciência
do
justo,
deparamos
com
uns
typos
pequeninos
que
ou,
atrevidos
até
á
insolência,
correspon
dem
com
grosserias
intoleráveis
á
bene
volência,
que
lhes
dispensamos,
ou saty-
ricos e
zombeteiros,
desdenham
o
pro
ceder
louvável
dos
peitos
caridosos,
ou,
egoístas
e excessivamente
covardes,
ful
minam
discórdias
e
procuram,
empregan
do
lodos
os
meios
que
pódem
lembrar
á sua
maldade,
destruir
a
ventura
que
sorri
aos
outros,
ou
ainda
cegos
pela
ignorância
e
aguiihoados
pela
inveja,
per-
tendem
cuspir-nos
insultos
nas
faces
e
conduzir-nos,
pela
calumnia,
ao
fun
do
onde
os
arrenaeçou
a
baixeza
da
sua
alma,
e
sem
reflectir,
descarregamos-
lhes
os golpes
d’
uma
nobre
indignação;
depois,
medindo-se
a
distancia
infinita
que
nos
levanta
acima
d’
elles,
despreza-
mol-os
no
intimo.
Mas
que erro
o
nosso!
Estes
infelizes
leem
unicamente
jus
á
nossa
compaixão;
e,
se
não
foram
victi-
tnados
pelas
hordas
d’
uma
sociedade
cor
rompida,
sobre
os
seus
educadores
é
que
deve
recair todo o
fel
da
censura
ine
xorável,
do
mesmo
modo
que
lhes
cabe
a
peso
d
’
uma responsabilidade
tremenda.
Se seus (iihos
lhes
devessem,
ao me
nos,
conhecimento
das
leis da
decên
cia, prezos
por
essa
cadeia
suave,
parece
riam escrupulosos
respeitadores
de
mui
tos
outros
preceitos.
Na
educação,
o
es
quecimento
ou
despreso
de
qualquer
prin
cipio,
que se
figura
dispensável,
traz
com-
sigo
no
faturo
grandíssimos
inconvenien
tes.
A principal
regra
a
seguir,
e
talvez
a
que
menos
se
observa,
é
a
que
apre
senta
a
necessidade
de
serem
baseadas
no
positivo
todas
as
promessas,
recusas
ou
advertências,
que é
mister
dirigir
á
creaoça;
per isso
que
o amor
e o
res
peito
são
o
fundamento
unico
da
boa
edu
cação,
e
estes
dois
sentimentos,
tão
bel
los
e
verdadeiros,
difficilmente poderão
alimentar-se
em
peitos
onde
existir
a
du
vida.
Está
sobejamente
averiguado,
que
não
póde
ser
bem
educada
a
creança,
quando
a
disposição do
seu
organismo,
e
o
sen
timento
que
mova ou
modere
as ten
dências
da
sua
vontade,
seja
um
segredo
para
a
authoridade
maternal,
só
capaz
de
profundar,
nos
primeiros
annos
da
vjda,
o
interior
da existência
que
formou.
A
creança
franzina,
por exemplo,
é,
quasi
sempre,
indififerente
a
certos
exer
cícios
e
folguedos
indispensáveis
á
decon-
stituição
fórte;
a
mãe que
não
penetre
n
’
essa desigualdade,
e queira
modelar
uma
por
outra,
deixará
de
fazer
duas
victimas
quando
não
seja
educadora
d
’
ambas,
ou
quando,
a
par
da
sua
indiscreta
exigencia,
tenha
sequer
a
precisa
tatica para
que
nenhuma
das
suas
educandas
se
julgue
preferida por
ella. Do
contrario
a
que
apoiar
será
uma
vassalla d’
orguiho,
jul
gando-se
senhora
de
qualidades
que
não
possue,
e,
convencida
que
devem
surpre-
hender
a
todos
os
dotes
que
a
fazem
tão
superior
aos
olhos de
sua
mãe,
tornar-se-
ha
exaggerada,
tocando
nin
grau
d
’
affe-
ctação
tal
que
lhe
attrairá
o
aborrecimen
to
e
censura
de
quantos a virem;
a
que
exprobai*
seguirá
o
extremo opposto,
apre
sentando-se
receosa
em
todas
as
acções,
acanhada
em
todos
os
dizeres,
mesquinha
em
todas
as
ideas,
e,
desconfiando sem
pre
de si,
não
obstará,
comtudo,
a
sua
timidez
a
que
um
dia
reaja
pouco
digna
mente.
Exigir
d
’
uma
creança,
cuja
intelligen-
cia
frágil
lhe
não
deixa
receber
mais
do
que pequeníssimos
átomos
d’mstrucção, e
que
só
comprehende
por
meio de compa
rações
sensíveis
e
imagens palpaveis,
os
rasgos
do
talento,
que
abrange
n
’
uma
ideia,
cria
n’
um pensamento
e
exprime
n
’
uma
frase,
tudo
quanto
lhe apraz, é
uma
barbaridade
estúpida,
que
magoa
e
acabrunha
o
infante;
mas
se vai
mais
longe,
chegando
a
lançar-lhe
em
rosto a
sua
pobreza
intellectuai
.
em
face dos
en
riquecidos,
pela
natureza,
com
os
dotes
da
intelligencia robusta,
é uma
tyrannia,
utn
insulto, que
ella
jámais
perdoa.
Olhará
sempre
de
revez
a
pessoa
que
tão
injusta
foi
com
ella;
despresará
qual
quer
admoestação
que
lhe
faça;
moslrar-
se-ha
altivo
á
tninima
reprehensão; cede
rá
dos
seus
intentos
só
pelo
receio de
castigo,
recebendo-o
premeditará
a
vin
gança
na
execução
d
’
uma
travessura,
e
nunca
a
docilidade
virá
bater-lhe os
im
pulsos.
E
’
bom,
indispensável,
que
a
mãe
distinga
o
desleixo
da
estupidez.
Se
a
crean
ça recusa
estudar,
trabalhar
ou exerci
tar-se
em
qualquer
coisa,
por
efleito
de
preguiça,
que
não
dependa
de
frouxidão
phisica,
cumpre
estimulal-a,
fazendo-lhe
conhecer,
n
’
um
claro
esboço,
a
tristíssi
ma
condição
do ignorante,
a
compaixão
de
que
é
digno, os
perigos
que
o
rodeiam,
as
difliculdades
que
lhe
torturam
a exis
tência;
o
brilhantismo
da
illuslração,
a
superioridade
do
homem
intellectual
so
bre
o
homem
phisico,
e
respeito,
a
home
nagem
devida ao
mérito,
em
resumo,
a
necessidade
do
trabalho
e
ventura
d
’
aquel-
lo
que
a
abraça
e
ama;
não
se
deixan
do,
em
ultimo
caso,
de applicar-lhe um
castigo
rasoavel,
a
tempo
e
sem
reservas;
mas
se
não
vai
mais
avante
por
defeito
natural,
lamentai
a e
ensinar-lhe
o
pos
sível,
com
persistência
e
brandura,
é o
unico
meio
a seguir,
para
que
se
não
torne
um
ser
inútil,
aborrecido
e
quiça
pernicioso.
Zulmira E. A.
de
Sá.
(Continua)
renço,
general,
e
ministro
no reinado
do
Senhor
D.
Miguel
I
!
E
no
íim
de
tanta
parola...
Metteram
no saco a
viola.
E
’
de
pasmar,
de
certo,
o ardor
com
que
os
amigos
da
liberdade,
e
da
inte
gridade
da
patria, e
suas
conquistas,
as
defendem
agora
!
Não
se
lembram
que
levantaram
no
Rocio
um
monumento
á
memória
de
D.
Pedro,
que
desmembrou
a
sua terra
na
tal,
privando-a
da
posse
de
todo
Brazil
!
São
uns
ratões
estes
nossos
liberaes
de
diversos
matizes
!...
O
seu
heroe
Sá
da
Bandeira
fez
tam
bém
iguaes
concessões,
bem
como
Men
des
Leal;
e,
todavia,
então não tugiram,
nem
mugiram.
Os tempos
eram
outros.
No
fim
de
tudo,
meu
estimável
re-
dactor, tudo
como
d’antes.
Paiva
d
’An-
drada
ficará
senhor
de
um
immenso
trac-
to
de
terreno
africano,
cuja
acquisição
custou,
outr’
ora, muitos, e mui
gloriosos
sacrifícios aos que
foram
incançaveis na
estrada
dos
descobrimentos
d
’
essas
regiões
longínquas,
e
incógnitas,
com que
au-
gmenlarara, e engrandecem assaz
os
do-
minios
da corêa
portugueza,
e
os
meelin-
gueiros
com
a
saudosa
recordação
das ho
ras
que
passaram
agradavelmente
no
circo,
divertindo,
e
enlhusiasmando
ainda
mais
o
publico profano, que
alli
concorreu,
por
mera
curiosidsde,
do que
a festejada
trou-
pe
do
velho
D.
José
Serrale.
E
via-se
alli,
capitaneando
aquella
tur
ba multa de patriotas,
o
neto
dos
mar-
quezes
de
Sabugosa,
o
filho
dos
condes
de S.
Lourenço!
Pobre aristocracia portugueza
!
Até
onde
te
tem
feito
descer a
liber
dade!
Por
tua
culpa, também.
Ouve, em
bora
o
remorso
te
dilacere
o
peito,
embora
o
rubor
te
escalde
as
faces,
se
ainda
não
degeneraste
de
todo
!
A
catnara
municipal
desta
capital
ma
tou
as
valias
dos
cemitérios;
mas
conti
nua
a
fazer enterrar os
que
se
finam
fóra
do
campo
catholico
ao
lado
dos
que
morrem no grémio
da
Egreja.
E
continua, porque
o governo não
quer
tocar
na
arca
santa
da
impiedade,
qiue ahi
anda
a ultrajar
impune,
e
escan
dalosamente as
crenças
religiosas
da
quasi
totalidade
do
paiz.
O
governo
vê.
com
os
seus
proprios
olhos,
as
taboletas
protestantes
ás
portas
dos
templos,
e
escolas
heterodoxas;
vê,
com
os
seus
proprios
olhos,
á
venda
pu
blica
as
biblias
deturpadas,
as
estampas
attentalorias
dti
religião
do
Estado,
e
da
moral
publica;
vè,
com
os
seus
proprios
olhos,
os propagandistas
distribuindo,
com
mão
larga,
livros
corruptores,
gratuita
on
quasi
gratuiiamenle;
e
comtudo, cruza
os
braços
diante
de tantos,
e
tão
nocivos
insultos
á
lei
fundamental,
e
á religio
sidade
do
povo!
E,
meu
bom
amigo,
se
o
governo
é
assim,
assim
são
todas
as facções
revo
lucionarias, ainda
a
que
ahi
se
denomina
calholica-liberal.
Ella
tem
no
seu
greraio
quem já
ti
nha
sido
ministro,
e
comtudo,
não
me
consta
que
repellisse
nem
ainda
o
menor
dos
aclos,
nem
qualquer
das
leis pro
mulgados pela
revolução,
contra
os
direi
tos,
e doutrinas
da
Egreja.
Por
isso
estou,
que
tão bons
são
uns,
corno
os
outros.
E’
de
crer
que
os
vossos
leitores
já
saibam que falleceu
repenlinamente
Fran
cisco
Manoel de
Faria
e
Mello,
honra
díssimo
administrador
da
casa
de
Cada-
val.
0
partido legitimista
deplora
a
morte
deste
illustre
servidor
da causa
da
dynas
tia legitima.
Francisco
Manoel
era
um
catholico
de
profundas crenças,
e ura
por-
tuguez
dos
quatro costados. Não
podia,
pois, deixar
de
militar
no
campo
do
di
reito.
Era
um
verdadeiro
homem
de bem.
Em
Madrid
anda-se
com
a
pedra
no
sapato,
a
despeito
da
scena
de
sangue,
a
que
assistiu
ha
pouco a
capital
do
vi-
sinho
reino.
0
general
Hidalgo
foi
posto
fóra
de
Madrid.
Não
o
foi
decerto
por
que
o
governo
não
receiasse
nada.
Estou
qu-
os
sustos
dos
monarchistas
liberaes
hespanhoes
teem
muita
razão
de
'ser.
0
tempo
mostrará
se
me
engano.
Dir-
vos-hia
alguma
cousa
mais
sobre
o
as
sumpto,
se a prudência
me
não
exigisse
silencio
agora.
Comtudo,
parece-me
poder-
vos
dizer,
sem
receio,
que
a
epoca
das
grandes
luctas
não
vem
longe....
Todo
vosso
A.
Ideni
15.
Abaixo o ministério!
abaixo o
ministé
rio!
D’
este
modo terminou
o
seu
discurso,
na
camara alta,
o conde
de
Rio
Maior.
Abaixo
o
liberalismo!
responde a
con
sciência
publica,
pois,
de
certo,
muito
mais
competente,
do
que
todos
os
con
des
liberaes
possíveis.
E
sente-o o
povo,
que, afinal,
não
opta
por
nenhuma
das facções
revolucio
narias,
porque
as
conhece
a todas.
Não
quebro,
certamente,
lanças
pela
regeneração;
basta
ella
merecer
as
sym-
pathias
da
dynastia,
para
que
todo
legi
timista
a
repilla;
ha,
porém,
um
corri
lho
muito
mais
repugnante:
o
catholico-
liberal,
a
que
me
dizem
pertencer
o
re
ferido
conde,
e
alguns
fidalgos
mais.
Elles
querem
a intrusão,
e
dizem
se
ca-
tholicos.
Elles
conformam-se
com
o
enxurro
de
leis
attentatorias
dos
direitos
da Egreja,
que
a
revolução
tem
promulgado,
e
dizem-
se
catholicos!
Pretendem
desalojar
o
poder,
não
pa
ra
annullar
o
que
o
liberalismo
tem
de
cretado
contra
a
liberdade,
ea
proprieda
de
da
Egreja,
e
não
é
isso.
E
desde
que
não
estejam
resolvidos, e não
crêam
que
o
estejam,
a
restituir
á
Egreja
tudo
que
o
liberalismo
lhe
tem
usurpado,
o
paiz
tem
obrigação de lhes voltar
as
costas,
e
volta-lhas,
sem
duvida
Eu,
meu
amigo,
tolero
mais
facilmen
te
qualquer
dos
corrilhos
liberaes
rasga
damente
francos,
embora
os
seus
princí
pios
sejam
a
antithese
das
nossas ideas.
do
que
os
taes
catholicos liberaes,
os
taes
padres
liberaes,
os
taes
fidalgos
liberaes.
São aberrações
monstruosas,
inqualificá
veis,
que
o
bom
senso
stigmatisa.
que
a
recla
razão
repelle,
que
o
amor
da
re
ligião engeita,
que
a
voz
da
patria
condemna,
que
a
própria
consciência d
’el-
les
argue,
e
punirá,
talvez,
com o
re
morso.
Diga,
pois,
o
snr.
conde—
Abaixo
o
li
beralismo,
em
vez
de gritar
—
Abaixo o
ministério!
Assim
poderá merecer
o
applauso da
grande
maioria
nacional:
persistindo
no
erro,
não.
Estáern
scena
no
theatro do
Príncipe
uma
cousa,
a
que
chamam
Revista do anno de
1818.
E’ um conjunto
de
babozeiras, em
que
o
auctor,
um
tal
Sousa
Bastos,
revela
o
seu
espirito
de
olfender
o
clero, e
a
mo
ral publica,
comquanto,
por
excepção,
ex
ponha
com toda
verdade,
ao
descrédito,
e
ás
irrisões
dos
espectadores,
a
corru
pção dos
corrilhos
liberaes,
mormente
quan
do
os chamam
á
urna.
0
auctor
não deseja,
por
certo,
fazer
a
historia
do
liberalismo
do
modo
como
o descreve
na sua
Revista;
mas
foge-lhe
muitas
vezes a
voz
para
a
verdade,
e
o
resultado
é mostrar
ao
publico,
embora
elle
já
as
saiba
de sobejo,
as
manhas
revolucionarias.
As
plateas
ápplaudem,
em
bora
muitos saiam
resolvidos
a
não
leva
rem
alli
as
famílias.
Os
republicanos
francezes
obtiveram
mais
um
triumpho, pois
lográram
eleger
cerca
de
50
senadores
hostis
á
monar-
chia.
Talvez
alguns
pensem
que foi
um gran
de
mal
para
os
bons princípios;
eu,
po
rém,
entendo
o
contrario.
E
’
preciso
que
para
a
França
chegue
a
hora
do
cabal
desengano,
e
quanto
mais
rapidamente
se
caminhar
para
a
ultima
peripecia
do dra
ma
revolucionário,
tanto
melhor
para
a
causa
dos
povos.
E’
preciso
que
a
nação
exgote
até
as
fezes
o
amargo
calix
das
violências
revolucionarias.
Que
o
exgote quanto
antes!
Foi
prohibido
pelo
juiz
do
l.° dis-
triclo criminal
o enterro
de
João
Vicen
te
Miguel,
para
se proceder á
autopsia,
em
virtude
do
boato
de
que
fôra
envene
nado.
0
failecido
era senhor
de
uma
for
tuna,
em
prédios,
no
valor,
dizem,
de
100
contos
de reis,
ou mais.
Será
mais
um
grande
crime,
que
vi
rá
avolumar ainda
mais
o já
incalculável
rol dos
attentados,
que
no reino
se
tem
commetlido
á
sombra
da
beneftea
arvore
da
liberdade!
Nem
o
aífirmo,
nem
o
nego.
Ouvi
a
pessoa,
que
rne
parece
bem
informada,
que
o
governo
pensa
em
tor
nar
muito
mais
difliceis os
exames
dos
capitães, que aspiram
ao
posto
de
major,
bem
como
de
obrigar
os
coronéis
a
um
exame theorico, e
pratico
para
ascende
rem
ao
generalalo.
■
Andará
ern
tudo
isto
desejo
de prote
ger
os
soldados,
embora
com
prejuiso
O
esersvAo d®
fazenuta.—
A
’cerca
d
’
este
exemplar
emprgado,
publicamos
hoje
um comtnunicado,
para
o
qual
chamamos
a
atlenção
dos
leitores.
O
cavalheiro
que
nol-o
enviou,
prometleu
secundar-nos
no
empenho
de mostrar que
o
da
fazenda
é
um
funccionario
impossível.
Será
sempre
recebida
com
alvoroço
a
sua
visita.
Obíto.
—
Da
estação
da
via
ferrea,
vindo
do
Porto,
foi
na
quarta-feira
con
duzido
para
o
cemiterio
d
’
esta
cidade
o
cadaver
do
snr.
José
Joaquim
Calheiros
de
Miranda,
irmão
das
snr.
as
Calheiros
e
cunhado
do
snr.
Gaspar
Faria
de
Oli
veira
Basto,
digno escrivão
de direito.
Da
estação
foi
acompanhado
em
nu
merosos
trens
por muitos
amigos
do
fai
lecido
e
da
familia
anojada.
MeSatorso.
—
Recebemos
o
«Relato-
rio
e
contas
da
Gerencia
do
Banco
do
Mibfco», apresentado
na
assembleia
geral
de
15 do
corrente.
Por
elle
se
vê que
é
prospero
o
es
tado
d
’este
acreditado
estabelecimento;
pois
que
os
seus
lucros
líquidos
montam
a
45:256^169
reis,
deduzido
o
dividendo
do
I.®
semestre de
1878.
No
«parecer
do
conselho
fiscal»
ha
o
seguinte
paragrapho,
qiíe
nos
dispensa
de
longos
encarecimentos:
«Não
obstante
as
graves
difficuldades
com
que
n
’
estes
últimos
tempos
teem
lactado
as
instituições
de
credito,
temos
a
satisfação
de
vos communicar,
que
o
Banco do
Minho
conseguiu manter-se
n
’
uma
situação
vantajosa, que o habilita
a
desempenhar
com
pontualidade
seus
compromissos,
e
a
garantir cada
vez
mais
o
fundo
social,
justificando
com
taes
ele
mentos
o
honroso
conceito
que
sempre
tem
merecido».
O
dividendo
a
distribuir
é
de
3
°/8.
ou
3$000
por
acção,
que
cora a
quantia
;á
distribuída
em
julho
passado
perfaz
o
ijuro
annual
de
6
°/
8
.
dos
que
não
teem alampada
em
casa
de
Méca?
Se
o
alludido
pensamento
fôr traduzi
do
em
facto,
não
é possível
calcular
o
numero
dos
que
teem
de
ser
reforma
dos,
com
muita
vantagem
dos
que
forem
julgados
hábeis
para
os postos
de
ma
jor,
e
de
general;
porém
cora
mui
sert-
sivel
damno
da
algibeira
do
povo,
que,
afinal,
é
sempre
a
victima
expiatória
das
prodigalidades
liberaes.
Peço-vos,
meu
bom amigo,
que
fa-
çaes
publicar
as
seguintes
rectificações
dbs
erros
lypographicos,
que
appareceram
na
minha
correspondência
do dia
4.
São:
em vez
de
Ainda,
deve
lêr-se
—
Aida;
e
em
logqr
de conde
de
Souza,
conde
da
Louzã.
Eu
sei, e
pézo
devidamente
os
aper
tos,
em
que
se
vêem
os
pobres compo
sitores,
sempre que
teem
diante
dos olhos
os meus
originaes,
que,
para
vos
não
mentir,
nem
eu
mesmo
muitas
vezes
posso
lêr.
Mas,
que
lhe
heide
eu
fazer, se
a
calligraphia
embirrou
comigo
ha
muito,
e
por
isso me
não aperta
a
mão, embora
as
minhas
instancias, no
intuito
de
des
armar
a
má
vontade,
que
nutre
contra
este
pobre
fazedor
de
lettras
impossí
veis?
A
liberdade, meu
amigo,
contimía
a
produzir
os
seus
fructos:
domingo ás
11
horas
da
noite
appareceu
morto,
nas
ter
ras
do
Desembargador,
em
Belem,
com,
um
rewolver
ao
pé,
ura
infeliz rapaz
d*
15
annos,
pouco
mais
ou
menos,
a quem
eu
conhecia
muito
de
vista.
Porora
igno
ra-se
se
houve
suicídio,
ou
assassínio.
O
failecido era
de familia
liberal.
Emquanto
ao cadaver de
que
vos
fal-
lo
alraz,
foi
já
enterrado,
declarando
os
peritos
não
ter
havido
envenenamento.
Ainda bem.
A celeuma
parlamentar,
na
camara
dos
pares
por
causa
da doação
Paiva
amai
nou,
ficando
todos
por
fim
amigos,
como
dantes.
Brevemente
teremos
rija
refrega
na
casa
baixa, sobre
a
validade
da
elei
ção
do Pedro
Franco.
Dizem-me que
o
homem
tenciona
fallar
as
estopinas
em
sua
defensa.
Elle
tem
optimos
pulmões,
e
forte
com...
os
muitos
kilogrammas
da
sua
prodigiosa
farinha,
e
xarope
peitoral,
não
cançará.
Morre,
talvez,
mas não
se
rende.
Todo
vosso
A.
ô
O
h
í)(tn»tivo.
—
Com
a
devida
venia
ex-
tractamos
do
«Echo
do
Povo»,
jornal
que
se
publica
em
Vianna
do
Castello, o
se
guinte
concernente
a
um donativo
do
snr.
Barão
de
Castello
de Paiva,
e ao
Asyto
das meninas
orphãs
e desamparadas,
fun
dado
n
’
aquella
cidade,
sob
a protecção
do
Santíssimo Coração
de
Maria.
Chama
mos muito
especialmente
a
atlenção dos
nossos
estimáveis
assignantes
e
leitores
para
o
basar
que
a
zelosa
direcção
d
’
a-
quelle
prestantíssimo
Asylo,
vae
ralisar
no
proximo mez de
março.
Muitos
dos nos
sos
collegas da
imprensa,
tem
chamado
para
isto
a
atlenção
das
pessoas
virtuo
sas
e
de
coração
generoso, e
nós
unimos
do
fundo
do
coração
a
nossa
humilde
voz
á
d’
e!les,
esperançados
em que ella
encontrará
echo
nas almas
generosas
e
nos
corações
bem
formados. O
artigo,
a
que
alludimos
acima,
é
o
seguinte:
O
snr.
Barão
de
Castello de
Paiva,
cavalheiro
generoso,
estimável
e
prestan
te,
e
a
quem quasi
todos
os
estabeleci
mentos
de
caridade
devem
valiosos
mi
mos e
extremos
de
bondade,
acaba
de
contemplar
o
Asylo
das
meninas
orphãs
e
desamparadas,
de
Vianna,
com
uma
inscripção
d
’
assentamenlo
do
valor
de
qui
nhentos
mil
reis
nominaes.
Nem
encareceremos
tão
nobre
acção,
nem
lisongearemos
por
tão valiosa
oflerta
o
modesto
e
caridoso
Barão,
de
quem
todo o
paiz
é
admirador
enthusiasta das
inquebrantáveis
e
preciosíssimas
excellen-
cias
da
sua
alma.
Os
actos
de philantropia e
caridade
que
s.
exc.a
tem praticado;
as
lagrimas
de
desventura
que
tem enxugado;
a
mi
séria
e a
nudez
a que
aquella
alma
tão
rica
de virtudes
tem
levado
conforto
e
gasalhado,
dispensam
elogios,
e
não
ca
recem
de
encomios,
por mais
sinceros
que sejam.....................
.......
Mas
deixemos,
o
caridoso
Barão
de
Castello
de
Paiva,
a quem
receiamos
of-
fender
a
sua
santa
modéstia
com estas
poucas
linhas
que
ahi
deixamos,
e
passe
mos a
occupar-nos
do
Asy.o
das
meninas
orphãs
e
desamparadas,
d
’
esta
cidade, sob
a
protecção
do
Santíssimo
Coração
ae
Maria.
Devido
aos
cuidados, instancias
e
es
forços
da
nobre
Viscondessa da
Torre
das
Donas
e
de
outras
piedosas
senhoras,
conseguiu
a
orphandade
haver
um
tecto
prolector
que
a
abrigue
das
intemperies,
e
mão
salvadora
que
a
leve
por
segura
vereda
quando
principia
a
dar
os
primei
ros
passos
no peregrinar
da
vida,
que
é
toda
cheia
de
escolhos,
que
é
ura
conti
nuo
penar.
A
desherdada
da
familia, aquella que
não
tinha
quem
lhe
polisse
a
rudeza
dos
taais
hábitos
e
lhe
semeasse
e
fizesse
fecundar
a
educação rnoral,
sem
o
que
nem
póde
haver
gloria
e
prosperidade
nos
povos,
nem
grandeza
e
civilisação
na humanidade orphã,
que
se
via
só no
mundo
quando
mais
carece
de
proteetora
mão
a
salval-a
de
cahir
era
mil
precipí
cios
onde
a
queda
é
a
morte',
encontrou
n
’
aquelle
asylo,
n’
aquella
estancia
fechada
á
perdição,
o
anjo
dos
primeiros
sonhos
que
sonhara
as
virgens
a
puriíicar-lhe
o
coração
e
a
ensinar-lhe
que
depois
d
’
esta
vida,
depois
d
’
esle
quadro
que
nos
des
lumbra
os olhos,
e
d
’este
néctar
que
nos
engoda
em
todo
o
espaço
da
exis
tência,
ha
uma
outra -vida,
e
que
longe
de nos
perdermos
em
o
nada
como
o
caudal
das
aguas
que
se
despenha
nos
abysmos.
a
nossa
alma
vôa
a
acolher-se
ao
seio
immenso
de
Deus,
como o
va
por
da
catarata,
que
sobe
aos
ceus,
se
trilharmos
o
são
caminho
da
virtude
du
rante
o
espaço
que
medeia
entre
o
berço
e
o
tumulo.
Abençoado
asylo!
santa
instituição!
A
orphã
e
a
-desamparada,
ao
chegar
um
dia a
ser
mulher,
não
terá
de
vèr
inscripto
o
seu
norae
no
registo
crimi
nal,
ou
no
cathalogo
das
perdidas,
ao
deixar
aquella
casa
onde
lhe
encheram
o
coração
de
santo
e
respeitoso
amor,
de
suaves,
e grandiosos,
e
puríssimos
aclos.
Se
for
espoza,
estremecerá
o
eleito
da sua
alma: se
fôr
mãe
saberá
sóraente
ensinar
virtudes
aos
anjos
que alimentar
com
o
seu
sangue
e
com
o
fructo
das
suas
obras.
Dito
isto
não
é
mister
encarecer
mais
a
grandiosidade
d
’
aquelle
pobre
e santo
asylo,
que
deveu
a
sua existência
á ca
ridade
da
snr.
a
Viscondessa
da
Torre
das
Donas,
e
que
vive,
milagrosamente,
da
dedicação
e
das
esmolas
d’
outras
piedo
sas
senhoras
e
do
publico
beneficente.
Nunca
esmola
alguma
leve tão
sublime
e grandiosa appiicação.
•
Educa-se
a
creancinha
no
atrio
da
existência
para
se
formar
a
mulher
e
salvar
a sociedade:
cuidase
da
vergontea
que,
mais
tarde,
ha de ser
o frondoso
cedro
a
cuja
sombra
se
ha
de
acolher
a
sociedade inteira,
bemdizendo
a
famí
lia, transformando
o
lar
era ura
templo,
e,
como
diz,
um notável
publicista,
umn-
do-nos
pela
fé
com
os
seres
que
se
par
tiram,
e
pela esperança
e
caridade
com
os
seres
que
veem
a
luz.
Quem
deixará,
pois,
de
negar o
obulo
da
caridade
áquella santa
e
immortal
ins
tituição
?
Quem
deixará
de concorrer
para
tão
grandioso
fim?
No
proximo
mez de março
tem
a
di-
recção
d
’
aquélle
asylo,
pobre
de meios
mas
rico
de
virtudes,
de
efTectuar
um
bazar,
e,
qualquer
prenda,
qualquer
of-
ferta
que
o
publico
faça
ao
asylo
das
meninas
orphãs
e
desamparadas,
s<á
um
importante
capital em^e^tado
á
socie-
Crêmos
que
ninguém se
furtará
a
fa-
zel-o,
e,
mais
tarde,
vòltarenios
ainda
a
este
assumpto
que nowj®erece a!
maior
sympathia
pela
grandiosidade
do fim
que
se
tem
a esperar
d
’
aqnel!a
casa
de
edu
cação.
Fmllecimento
—
Em
Salreu
falleceu
ha
dias
o
revd.
0
snr.
Joaquim Tavares
de
Carvalho
e
Figueiredo—
ecclesiaslico
muito
virtuoso.
Outro.—
No
dia
11
do
corrente
fal
leceu
na
freguezia de
Moure,
comarca
de
Villa
Verde, o
nosso
assignante, e
muito
digno
parocho d
’
aquella
freguezia.
O
fal
lecido
era
cavalheiro
de
elevadas
virtudes,
e
bemquisto
dos
seus
parochianos.
No
dia
14
teve
pomposos oflicios
fú
nebres
na
egreja
da
freguezia,
tudo
a ex-
pensas
do
seu
muito digno
sobrinho,
João
Manoel Fernandes
d’
Almeida,
estudante do
3.°
anno
de
lheologia.
no
Seminário
dio
cesano
d
’
esta
cidade.
A
este
e
a
todos os
seus enviamos
os
nossos cumprimentos
de
pezames.
Inundação.—
Dizem de
Port-au-Prin-
ce
que
o
rio
em
Port-au-Paix mudou
de
leito,
inundando
a
cidade
e
causando
gran
des
prejuízos
e
a
perda
de multas
vidas.
S.
Luiz
do
Norte,
situada
a tres
mi
lhas
ficou
totalmente
destruída
pela
inun
dação.
Assassinato.
—Foi
assassinado,
no
logar
do
Carvalhal,
(Torres
Vedras), José
Firinino,
de
12
annos
de
idade,
por
Julio
de
Barros,
de
19, ambos do
referido
lo
gar.
O
assassínio,
segundo
consta,
trazia
rixa
velha
com
o pae
do
infeliz
José Fir-
mino
e
esperara
este
no
sitio
denominado
as
Eiras;
alli,
armado
de
uma
sachola,
pôz
em
execução
os
seus
selvagens
ins-
tinctos,
dando-lhe
tantos
golpes na
cabe
ça,
quantos necessários para
saciar
o
seu
odio
aos paes. Resultou-lhe
a
morte
qua-
si
instantanea.
O
assassínio,
ao
ser
presentido,
pôz-
se
era fuga;
mas felizmente,
depois
de
5
horas
de
proseguimento
pelas
charnecas,
por
seis
homens,
consegui-se
a
captura,
dando
entrada
nas
cadeias.
líovo
eongresso
eathnlic».
—
O
arcebispo
da província
ecclesiastica
de
Turim,
os soffraganeos,
por
si,
ou
seus
representantes,
e
grande
numero
de
ca
tholicos
de
diversas
cathegorias, se reu
niram
em Turim na
egreja
do
palacio
ar-
chiepiscopal
a
11 de
dezembro
proximo
passado.
Estiveram
presentes
á
primeira
sessão
o
digno
arcebispo.
Dom
Lourenço
Gas-
talili,
e
os
bispos
de
Fossano, de
Sura,
de
Alexandria,
os
prelados
de
outras
dio
ceses
da
província
;achavam-se
alli
repre
sentados.
O
arcebispo
abriu
a
sessão
por
um
belio
discursíi
a
respeito
da
Unidade
da
Egreja,-e
dos
meios
de
conserval-a.
Segui
se
,o
conde
Cezar
Trabucco
di
Castagnerlo
que se
alargou
em
demons
trações
sobre
a
união
entre
a
Fé,
e
o
amor
da
Patria.
0
advogado
Francisco
Gareli
apresen
tou
um
projecto
assaz circumstanciado
so
bre
commissões
de
catholicos
premonteses,
assim
diocesanas,
como parochiaes.
Na
segunda sessão o
professor
Carlos
Plácido Gariasi
fez uma
breve
desciipção
do movimento catholico
nas
dioceses
Su-
balpinas.
Com especialidade
apontou
a
dio
cese
de
Biella
por
sua
associação
de
orações
e
generosidade
a
respeito
do
di
nheiro
de
S.
Pedro.
Em
seguida
fadou
o
padre
Henrique
Vasco
da
companhia de Jesus,
mostrando
a
importância
de
ensino
da
doutrina
Chris-
tã,
ou
do
cathecismo.
Houve-se
com
tanta
energia
e calor
sobre
a
necessidade d’
es-
te
ensnio
na
egreja,
na famiiia,
e
nas
es
indios
invadiram
a
povoação
de Capivara,
no
rio
Pardo
(S.
Paulo)
devastando
as
plantações,
saqueando
tudo
e
matando
14
pessoas.
Doença.
—
Tem
estado
bastante
doen
te,
o
que
só
agora
soubemos
por
carta
particular,
o
nosso
presado
amigo
e col
lega
nss
lides
jornalísticas,
o
exc.1110
snr.
Francisco Pereira d’
Azevedo,
digno
pro
prietário
e
editor
do
jornal
«0
Direito»
e
hoje
«Propaganda
Catholica», do
Porto.
Fazemos
votos
pelo seu
breve
resta
belecimento.
SufTragios.
—
Esteve
muito concorri
da
a
missa
que ante-hontem
o
nosso
col
lega
do
«Diário do
Minho», o
snr.
Mello
e
Alhaide,
mandou
cantar
suffragando
a
alma
da
virtuosa
filha
dos
nobres
marque-
zes
d
’
Angeja.
ha
pouco fallecida.
0
amplo
templo
dos
Congregados
acha
va-se
decorado
com esmero.
Levantava-,
se
ao
centro
um
imponente
catafalco,
en
cimado
por
uma
arpa funeraria. Tanto
este
como
os
altares
estavám
profuzamen-
te
illuminados
com
brandões.
A
missa
foi
celebrada
pelo
revd.0 ab-
bade
de
Lamaçães.
Portuguezes faliecitios.—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram
desde
o
dia
17
até
18
de
dezembro,
os
seguintes
súbditos por-
tuguezes:
José
Francisco
Pereira
Netto,
51
a.
s;
Maria Rosa
Pereira,
25
s; Maria
Carvalho
de
Araújo,
30
c;
Rita
da
CosttC
Pereira,
23
c;
Antonio
Dias,
23
s;
João
Machado,
45
s;
Manoel
Joaquim
Pinto,
50
s.
colas,
que
chegou
a
erapressionar
todos
os
membros
do
congresso.
Depois do
padre
Vasco
orou
o enge
nheiro
Alberto
Bufifa
sobre
a
creação
de
associações
de
operários
catholicos
em
op-
posição
a
outras
de
internacionalistas.
Seguiu-se
o
marquez
Luiz
Scarampi
di
Prunay,
que
em
discurso
caloroso
aba
lou
a
caridade do
congresso
a
favor
do
dinheiro
de
S.
Pedro.
Fechou
a
sessão
o
bispo
de Fonsano
sobre
o
mesmo
ponto
convidando
o con
gresso
a
concorrer
desde
logo.
Os
mem
bros
da
assemblea
se
prestaram
da
melhor
vontade.—F.
Estatua
de ». Pedro
V.—
Já
está
concluída
a
estatua
pedestre de
D.
Pedro
V;
que
tem
de
ser
collocada
no
pedestal
erguido
no
principio
da
Alameda
do
campo
de
Sanl
’
Anni.
Foi
esculpturada
nas
oíTicinas
do snr.
Joaquim
de
Almeida
Costa, do
Porto.
j|$de
■ 1
metro
e
80
centímetros
de
altura,
e
é
db
mármore
nacional.
Exequírt»».
—
0
éxc.
m
’
e
revd Bis-
po-Conde
niapdou
celebrar,
a expensas
Suas,
sdlemnMftnas
exequias
para
suffra-
gar
a
alma
do
sabio
e
virtuoso
dr.
José
Mariã
de
Lima
e
Lemos.
Realisaram-se
no
dia
14,
na
Sé Ca-
thedral
de
Coimbra.
Orou
o
inquestionavelmente
primeiro
orador
portu^ifez,
Ayres
de
Gouveia.
Referindo-se
á sua oração,
escreve
o
nosso
excedente
collega
da
Ordem:
«Oh!
que
eloquência
esmagadora! que
protento
de
eloquência!
que
voz!
que
gestos!
que
expressão!
Admiramos
alli,
talvez
como
exemplar
unico, o poder
magico
da
palavra,
d
’
essa
palavra
que
leva
apôs
si
as
multidões
eslaticas
que
a
contemplam
absortas
e
do
minadas!
d
’
essa palavra que
exalta
e
ro
bustece
os
firmes,
abala
os
incrédulos,
confunde
os
impios
e
arrebata
a
todos
!
Considerando
a
vida
do
virtuoso
fina
do
em
duas
phases principaes
—professo
rado
e sacerdócio
—
o
que
foi
na
cathe-
dra
da
sciencia
e
na
cadeira
do
Evan
gelho,
o que
foi
como
Lente
e
como
Padre,
que
rasgos
de
eloquência,
que
verdades
bellas
e
amargas
soube
atirar
nas
elevações
de
seu
genio
oratorio, á
intelligencia
de
todos
quantos
arrebatados
o
ouviam
!
0
padre
catholico
não
podia ter
quem
melhor
lhe exaltasse a
memória.
0
as
sumpto
estava
á
altura
do
orador,
mas
o
orador
esteve
á altura
do
assumpto.
Nós
não
podemos tocar
aqui
nem
de
leve
a
maneira
elevadíssima
com
que
o
grande orador
proíligou
todos
os
erros
modernos,
a maneira
arrebatadora
como
elle
apresentou
o
que
é
e-o
que
devia
ser
o nosso
primeiro
estabelecimento
scien-
tiíico.
Porque
dizel-o,
era
apoucai
o;
ainda
julgamos presente
o
orador,
e perante
tamanha
elevação
do
genio
humano, a
penna
quasi
se
nos
recusa
a
tocar
no
de
posito
de
tanta grandeza
para não
ser
profanado.
Depois de ouvil-o,
em
nossa
pequenez
sentimo-nos
tentados a
nunca
mais
erguer
a
voz. Aqudlo
é
privilegio
do
genio.
Mas
se
hoje aqui
a
levantamos
é
para
exprimir
na
rudeza
de nossa
linguagem
a
admiração
que
nos
possue,
o enthusiasmo
que
nos
commove e
arrebata,
o
assombro
que
nos
esmaga.
E
essa
voz
que
ainda
hontem
nos
ar
rastou
a
mundos
desconhecidos,
que
nos
fez
brilhar
o poder
immensamente
grande
e
elevado até
onde
pode
chegar
o
genio
do
homem,
sumiu-se,
e
para
sempre!
Assim
o
protestou
ao
baixar
da
cadeira
sagrada.
«Foi
a minha
primeira
e
ultima
oração
«fúnebre,
e
despeço-me
d
’
esta
cadeira
e
«para
sempre».
Taes foram
as
ultimas
palavras
que
nos
enlutaram
o
coração,
que
nos
enegreceram
a
alma.
Ayres
de
Gouveia
não
mais
prégará»
!
A
Civíiisação
Ci»tl»oiíea.
—
Rece
bemos
o
n.°
correspondente
ao
mez
de
dezembro.
Contém
as
seguintes
matérias:
—
I
Das
perfeições
divinas
—II
Do
mysti-
cismo
—
III
Socialismo
e
Christianismo
—
IV
Annaes
do
Direito
Pontifício
—
V A
sciencia e
a
genealogia
transformista
—
VI
Do
conhecimento
sensível
—VII
Bibliogra-
phia
hespanhola
—
VIII
Bibliographia
tran-
ceza
—
IX
Chronica
contemporânea:
—
!
e
II
Assumptos
de
Roma
—
III
e
IV
Assum
ptos
de Italia
—
V
Inglaterra
—
VI
Prnssia
—
VII
Rússia
—
VIII
e
IX
Suissa
X
Chro-
nica
de
Hespanha
—
XI
índice.
E’
uma
revista
evcellentemente
redi
gida.
Invasão.—
Dizetn
do
Brazil
que os
SECÇÃO
B£
COMMUKICAMS
Snr.
redactor.
Tenho
acompanhado
todas
as
accusa-
ções
que
o seu
bom
jornal
tem
feito
ao
snr.
Antonio
da Costa Moraes,
escrivão
de fazenda
d
’este
concelho,
e,
diga-se a
verdade,
todas
ellas
teem
fundo
de
ra
zão
Muitas
e
muitas
outras
se
haveriam
feito
a esse
antipathico
funccionario,
se
certas
victimas não
preferissem
sacrifi
car
o
suor
do
seu
rosto
a virem á
im
prensa
stigmalisar
o
asqueroso
proceder
do
escrivão
de
fazenda.
No
numero
d
’
essas,
entra
o
revd.®
reitor
de S.
Paio
de
Pousada.
Este ex-
cellente
sacerdote tem
em
seu
poder
um
documento
authentico
em
que
o
snr.
An
tonio
da
Costa
Moraes
lhe
certifica que
até
1877 nada
devia
á
fazenda,
de
foros
em
atrazo
d
’
uma
propriedade
que
ulti-
mamente
vendeu.
Pois o
certo
é
que
se
lhe
fez
relaxe
e depois
do
vexame.pagou
segunda vez.
Sendo
s.
revm.
a
aconselhado
para
oppor
embargos,
respondeu
que
o
não
faria,
que
cada
vez
mais
seria
vexa
do
e
prejudicado,
porque
decerto
não
obteria
o
consentimento da
fazenda
para
vender
as
mesmas
propriedades,
sem o
que
não
podia
lavrar-se
escriptura.
Aqui
lemos,
snr.
redactor,
uma
victi-
ma
que
sendo
espoliada
e
vexada, soffreu
tudo,
porque
se
não
se
calasse
mais
po
deria
soffrer.
Como esta,
ha
innumeras
outras.
As
accusações
por v.,
snr.
redactor,
formuladas
contra
o
da
fazenda,
teem
ba
se
justa
em
que
assentar;
mas
deveriam
ser
acompanhadas
das considerações pre
cisas,
que
poriam
mais
a descubérto
o
chinó
podre
e
pestilento
do
snr.
Mo
raes.
’
As
leis
da
fazenda
são
d
interpretação
reslricta,
e
ó
snr.
Moraes
bem
póde,
pela
que
lhe
dá,
ser
figurado
como
—pescador
do
fisco.
—
Simo
que
não fosse
convidado
para
aquelle
chá
que
o snr. Moraes
deu,
para
alli
saudar
os
bons
amigos
de
s.
s.a
que
lhe
acceitaram
procuração
para
o
defen-
lem
(?)
n
’aquella
reunião
celeberrima. Pois,
snr.
redactor,
aqnel
le
cha
—
e
os
bailes
de
mas
caras—
não
significa
senão
uma
affronta
cus
pida
nas
faces
das
victimas que
teem
sido
es-
foliadas
peloesorivão
Moraes.
Quantas
lagri
mas,
quantos
gemidos,
quantos
ais
não
re
presentava
aquella
opulência
creada
com
o
suor
dos pobres! Como
havia
de estar
radian
te
o snr.
Moraes
no
meio
dos
seus
bons
amigos,
que
á
ultima
hora
tomaram
a
sua
desgraçada
defeza—
isto
é,
collocaram-se
da
parte
do
regulo
que
tem
sugado
a
ultima
migalha
ao pobre,
e
feito
desmaiar
mui
tos
innocentes que
pedem
pão
aos paes.
e tiveram de
ficar
sem
elle!
Isto
são
verdades,
isto
são.
factos que
se
teem
presenceado
mesmo
cá
na
cidade
—
sem
ser
preciso
ir
ás
nossas pobres
aldeias,
onde
o
artista
é
esperado
ao
sabbado
com
anciedade
pela
mulher
e filhos, por
que
traz
a
feria
honrada,
e,
entregan-
do-a
á
mulher, esta,
acompanhada dos
filhos,
vae
comprar
algum
bocado
de
pão
que
desde
muitas horas
já
faltava
no
seu
desprovido
armario.
Este
quadro
é verdadeiro,
embora des-
cripto
singelamente;
mas
o
snr.
Moraes
para
escarnecer
d’
estas
victimas
do
seu
despotismo
—
dá chas
e bailes
de
masca
das!!
—
Snr.
redactor, não
lhe
é
extranha
a
grande
bulha
que
vae
nos
jornaes
e
nas
regiões
políticas,
com
respeito
ás
con
cessões
feitas
pelo
governo,
ao
snr.
Pai
va
d’
Andrada,
da
nossa Moçambique
—
concessões
que segundo a
leltra
do
de
creto
é
por tempo
de
20
annos.
Mas o
snr.
Andrada
tem
d’organisar
companhias»
empregar
fundos,
e
satisfazer
a
outros
compromissos para
a
exploração
das
ri
quezas
n’
aquella-
.
ilha.
Outro
tanto
não
•acontece
ao snr.
Moraes,
porque
este
snr.
tem
explorado
e continúa
a explo
rar
as
boas
minas
d
’
ouro
do
nosso
con
celho,
sem
ter
precisão
d’organisar
com
panhias
—
nem de dispor
d
’outros
—
que
não
sejam:—
paguee
não
bufe.
E
contra
este
cavalheiro
não
se
alevanta
a
impren
sa!
0
snr.
Moraes
póde-se
dizer
hoje
se
nhor
de
Braga
e
seus
domínios
—
e
os con
tribuintes
seus
escravos.
Não
me
sobra
o
tempo
para
poder
fazer
algumas
observações
a
respeito
do
estado
da
repartição
de
fazenda,
princi
piando
pela
péssima
organisação
das
ma
trizes,
e
chegando até
á
escandalosa
li
quidação da
contribuição
de registo
por
titulo
gratuito,
porque
—
e
diga-se
com
a
mão
na
consciência
—
n’estas
liquidações
tem
se
dado
casos
que outr
’
ora
se não
davam
na
nossa
Falperra
—
Silencio
—
!
E
’
certo
que
já
algumas
providencias
se
deram,
e
Deus queira
que
os
proces
sos
que
ahi
se
acham
ha
annos,
breve
surjam
d’aquelle
abysmo.
Desculpe-me, snr. redactor,
tão
gran
de
massada,
e creia-me
sempre
De
v.
etc.
Braga
4—
1
—79.
•’
S.
T.
D.
Rosa
Maria
da
Conceição
Dias,
viuva
do
major
reformado
Manoel
José
Dias,
summamente
penhorada
pelas
provas
de
consideração
e
estima que
recebeu
das
pessoas
de
suas
relações,
por occcasião
da
doença e
fallecimento
de
seu
estremoso
mando,
vem
por este
meio,
na
impossi
bilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
agrade
cer
a todas e
patentear
assim
o
seu
eler-,
no reconhecimento.
(2217)
Bento
José Fernandes
d
’Almeida,
e
João
Manoel
Fernamies
d
’
Almeida,
veera
por este
meio,
já
que
o
não
podem
fa
zer
pessoalinenle,
agradecer
a
todos
os
reverendos
sacerdotes e
ás
de
mais pes
soas,
que
no
dia
12
do
corrente
mez
se
dignaram
assistir
ao
funeral
do seu
sempre
chorado
irmão
e
lio,
o
reverendo
reitor
da
freguezia de
S
Martinho
de
Moure,
Manoel
José
Fernandes
d
’
Ameida;,
prostestando
a todos
o
seu
eterno
reco
nhecimento.
S
Martinho de
Moure,
15
de
janeiro
de
1879.
(2219)
^nTuícTos
Monte-Pio
de S. José
Por
ordem
do snr.
presidente da as
sembleia
geral,
são
convidados
todos
os
socios
que
estejam
no
goso dos
seus
di
reitos,
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral,
á
uma hora
da
tarde
do
dia
26
do
corrente,
na
casa
da
Associação
do
mes
mo
Monle-Pio,
no
largo
de
Santo
Agos
tinho, n.°
8,
afim
de
se
proceder á ap-
provação
e
discussão das contas
e
relato-
rio
da
direcção
finda,
e
eleição
da
nova
gerencia, cumprindo-se
assim
as
disposi
ções
do artigo
41,
e
seus
paragraphos,
do
respectivo
estatuto.
Braga
17
de
janeiro
de
1879.
,
0
1.®
secretario
(2225)
José
Antonio
Peixoto
Braga.
DA
VETWA.
DC
R
T
OVO
Ulcroscopio
2I-RUA
DO SOUTO-2I
Firmino
Augusto
Martins,
professor
de
ensino
primário
da
freguezia
de
S.
Victor,
largo
das
Therezas
a
S.
Vicente,
faz publico,
que
lecciona
candidatos,
d
’am-
bos
os
sexos,
ao
magistério
primário.
Também
faz
publico
que
lendo
em
sua
companhia
uma
irmã,
por
nome
Francisca
Augusta
Martins,
competente
mente
habilitada;
com
exame
feito
no
ly-
ceu
de
Villa
Real,
como
consta
do «Dia-
rio
do
Governo»,
de
14
de
fevereiro de
1878,
n.°
36.
Esta,
abre
mestra
particu
lar,
com obrigação
de
levar
as
meninas
a
exame
d
’
instrucção
primaria,
e
ensina
pelo
novo
methodo
do
dr.
João
de
Deus.
Braga 16
de
janeiro de
1879.
(2218)
Associação
do Monle-Pio
de S.
José.
Em
cumprimento
do
artigo
53.°
dos
Estatutos,
a
Direcção faz publico a todos
os
socios
que
os
respectivos livros,
um
exemplar
da conta
de
Receita
e
Despeza
relativo
ao
á
gerencia
de
1878 e o
pa
recer dos
ill.
mos
Fiscaes,
se acham pa
tentes
na secretaria
da
Associação,
sita
no
Largo
de
Santo
Agostinho,
casa
n.°
8,
por
espaço
de
8
dias,
a
contar
desde
o
dia
de
hoje.
E
para
que
os
interessa
dos
tenham
conhecimento,
se
passou
o
presente.
Braga
e
Secretaria do
Monle-Pio
de
S.
José,
18
de
Janeiro
de
1879.
O
Secretario
da
Direcção
Joaquim
Bernardino
da
Cunha.
(2221)
XO
V A CARREIRA
José
Martins,
do
Pico
de Regalados
participa
ao
respeitável
publico,
que
abre
a
sua
carreira
diaria,
aos
Domingos,
Se
gundas,
Terças,
Quartas,
Sextas
e Sabba-
dos,
a
começar
no
dia 21
de
janeiro
corrente:
a
sahir
de
Braga ás 2
horas
e
meia
da
tarde directamente ao
Pico,
che
gando
alli
ás
4
e
meia,
e
a
sahir
do
Pi
co
ás
6
horas
da
manhã
e
chega
a
Bra
ga
ás
8
e
meia.
Preços:
De
Braga
a
Villa
Verde
dentro
200
fóra
1
60
«
«
ao Pico
«
210
«
2
00
Escriptorio
em
Braga, largo
de
S.
Francisco
n.°
12—antiga loja
de
ferra ge
de
Daniel
da
Costa
Soares.
Braga
17
de
janeiro
de
1879.
O
gerente
do
escriptorio
Manoel
Joaquim
de
Carvalho
Lop
es.
(2224)
LEILÃO
No
dia 19 do
corrente
mez
ás
10
horas
da manhã,
no
campo
de
D.
Luiz
I,
n.°
39,
haverá
leilão
dos
livros
de
leitura—
instrucção
e
recreio
—que ficiram
do
fallecido
Fortunato
Ribeiro
Macnado
Guimarães,
e
bem
assim
d
’alguns
moveis
que
não
foram
retirados
a
tempo do
pri
meiro
leilão,
e
algumas miudezas
mais.
(2215;
Banco de
Guimarães
Por
deliberação
tomada
em Assembleia
Geral
de
15
do
corrente
são
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reuuirem-s
no
dia
24
d’
este mez
pelas
10
horas
da
manhã
na
casa
do Banco
para
os
eífeitos do
art.
42
dos
estatutos.
Banco
de
Guimarães,
16
de
janeiro
de
1879.
O
presidente
da
Mesa
da
Assemblea
Geral
(2222)
Barão
de
Pombeiro.
Folhinha
Civil on <íe Algibeira
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
e
na
rua
do
Souto
na
vestimentaria
Ro
cha e
em
todas
as
localidades
do
costu
me.
Preço
50
reis.
Companhia Geral
Bracarense
São
convidados
os
snrs.
accionistas
a
reunirem-se
em
assembreia
geral,
no
dia
27
do
corrente,
pelas
11
horas
da
ma
nhã,
no
escriptorio
da Companhia,
cam
po
de
D.
Luiz
I,
para
dar
cumprimento
ao
art.
12
dos
Estatutos.
As
contas,
balanço
e
lista
dos
accio
nistas
acha-se
desde
já patente,
no
re
ferido
escriptorio.
Braga,
15
de
janeiro
de
1879.
O
presidente
Francisco de Campos d’
Azevedo
Soares.
(2223)
ARREMATAÇÃO
Pelo juizo
de
direito d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
carlorio do
primeiro
oílicio
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
.se
faz
publico,
que
no
dia 2
do
proximo
mez
de
fevereiro
do
corrente
anno,
pelas
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
da
justiça
collocado
no
largo
de Santo Agos
tinho,
d
’
esta
cidade,
se
tem de proceder
á
arrematação
dos
bens
penhorados
a
Manoel Gomes
da
Silva Mattos,
na
exe
cução que
lhe move Manoel
Joaquim
Go
mes,
negociante,
ambos
desta
mesma
cidade,
e
cujos
bens
são
os
seguintes
a
saber:
a
quinta
denominada
da
Pia,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
da
freguezia
de
Gualtar,
d
’esta
comarca,
no
valor
li
vre
do
foro,
na
quantia
de
2:0065320 O
campo
de
Linhar
Longo,
sito
no
logar
da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliado
na
quantia
de
5965600
—
A
leira
da
Reve-
zinha,
sita
no
logar
da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia de
905020
—O
campo de
Dentro,
sito
no
logar
da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliado
na
quantia
de
221
’
5080
—A
leira grande
da
Veiga,
sita
no
logar
da
Pia,
da freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
1615240
—
A
leira
piqueMa,
sita
no
logar
da
Pia,
na
veiga
de
Agra-Maceiras, da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
1105540
—Cima
leira
de
terra
lavradia
e
bouça
de
matto
junta,
sita no
logar
de
Fon-
tella,
da freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
na
quantia
de
1905240
—
A
leira
da
Mar-
ranha,
sita
no
logar
da
Marranha,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de 6195340—
Uma
porção
de
terra
lavra
dia
junta
á
bouça da
Marranha,
sita
no
legar
da
Marranha,
da
freguezia
de
Gual
tar,
avaliada
na
quantia
de
805240
—A
quinta
da
Bouça,
sita no
logar
da Bouça,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quan
tia
de
5:4605320
—
A
propriedade
chama
da
dos Campos, sita
no
logar
dos
Cam
pos,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
2:1305800
—
Uma
bouça
que
produz
pão, vinho
e
matto
e
lenha,
sita
no
logar dos
Campos,
da
freguezia de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
1:0645660
—
A
leira
denominada
de
Linhar
Longo
sita
no
^logar
da
Pia,
da freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
2405620
—
A
leira
da
Revezinha,
também
conhe
cida
pela
leira
dos
GarvaUiinhos, sita
no
logar da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
140,320
—0
cam
po
de
Dentro,
sito
no
logar
de Agra-
Maceiras,
da
freguezia
de
Gualtar,
avalia
da
na
quantia de
2625020
—
A
leira
da
Veiga,
sita
no
logar
de
Agra-Maceiras.
da freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na quan
tia
de
2015560
—
Uma leira
na
veiga, si
ta
no
logar
da
Agra-Maceiras,
da
fregue
zia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
I2053OO
—Todos
os
referidos
bens
com
0
abatimento
já
feito
do
valor
do foro
da
quinta
da
Pia, na
quantia
de
535300
fica
0
seu
liquido
valor
na
quantia
de 13:7055280,
ao
qual .-e
abate
os
seguintes
foros.
O
foro
do
praso
do
Carvalho
e
bens
da
Bouça,
que
se
paga
á
Cadeira
do
Arcedia
go
de
Braga, (na quantia)
digo
de Braga,
ao
emphyteuta
a
casa
dos
Bravos,
do
' orlo,
no valor
de
8895260,
á
confraria
do
Subcinio
da
freguezia
de
Gualtar,
pe
los
bens
de
Airioza,
incorporado
na
quin
ta da Pia,
no
valor
de
856OO—
á
cama
ra
municipal
do concelho
de
Braga
por
sete
itens
do
município,
no
valor
de
225000
—a
José
Leite
de
Magalhães,
da
freguezia
de
Lamaçães,
por
uma
leira
de
tojo
unida
ao
tojal,
no
valor
de
65OOO
—
ao
hospital
de
S.
iMarcos
d
’
esta cidade
de
Braga,
pelos
bens
de
Villar,
no
valor
de
85200—á confraria da
Senhora
da
Ab-
badia,
pelo
.campo
do
Olival
de
Villar,
no
valor dc
735009
—
a
José
Maria
Gomes
Bello,
pelo
campo
do Lodeiro,
no
valor
de
205880
—
pela
bouça
e
campo
que fo
ra de
Bento
Francisco,
do logar
de
Bar
reiros,
no
valor
de.
835560, e
todos
os
foros
sobreditos
no
valor
de
1:1115600.
Fica
liquido 0
valor
dos
bens
na
quan
tia
de
12:5935680.
Abatendo-se
a
este
0
laudemio
da 4.a
parte
na
quantia
de
3145842
fica
na
quantia
de
12:2785838
—
e
abatida
a
esta
quantia
a
reserva
que
peza
nos
mesmos
bens
e
que
se
paga
a
Maria
Pinto
de
Oliveira,
no
valor
de
1:0815180,
fica
liquida
a
quantia
de
11:1975658,
a
cuja
quantia
accresce
0
valor
de
tres
dias
d’
agua annualmente
da
poça
ou
preza
sita
no
campo
chamado
do
Lodeiro,
que
hoje
prelence a
Antonio
Vieira
de
Araújo,
d
’esta
cidade
de
Braga,
no
valor
de
2005000,
e junta
esta
áquel-
la
prefaz
0
total
dos bens
a
quantia
de
11:3975638.
Braga
7
de
janeiro
de 1878.
O
escrivão
José
Firmino
da
Costa Freitas.
Verifiquei
A.
Carneiro
dg
Sampaio. (2210)
Banco Commercial, Agrícola e
Industrial de Villa Real
Sociedade
unonymu de responsa
bilidade limitada
São
convidados
os
snrs. accionistas
d
’
este
banco
a
concorrerem
á
assembleia
geral
que
ba-de
reunir-se
na
séde
do
mesmo
em
19 do corrente
pelo
meio dia,
para
lhe
serem presentes
0 relatorio
e
contas
da
gerencia
e
parecer
do conse
lho
(iscai,
em
relação
ao anno de
18
’8.
Na segunda
reunião,
cujo
dia
será
designado
na
primeira,
tem
de
discutir-
se
0 relatorio
da
gerencia,
e
se
proce
derá
á
votação
do
parecer
e
proposta
do
conselho
fiscal.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1879.
Por
auctorisação
do
exc.
tno
vice-presidente,
O l.° secretario,
Dr.
Augusto
Guilherme de
Sousa.
(2205)
9IXHEIRO
A
JIRB
A
irmandade
de Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
3305900
rs. para
dar
a
juro.
O
secretario
2203)
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
ATTEXÇé
João
da
Costa
Palmeira,
tem
para
tender
em
sua
quinta
em Santa
Eulalia
de Tenões,
0
seguinte:
Enxertos
de
pereira,
macieira,
amei
xoeira,
damasqueiro,
ameixoeira
do
Ca
nadá,
alporques
de
larangeira,
tudo
boas
qualidades.
Tem também
salgeiros.
esta
cas
de choupo
e
nogueira.
(2211)
RESPONSÁVEL
—Iniz Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
