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- conteúdo
-
EETOiLHlffjíSk
KlííB.SWSWS.%.
B«2A
«£ JWOT1CIOSA.
REDACTORES—D.
Miguel ^Solto-Major e Dr.-
Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio
Joaquim jde Mesquita Pinientel.
7.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,-
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
PUBLICA-SE
850
40
20
10
ÃS TERÇAS, QUIETAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes............2&000
»
6
»............
1^050
» sendo duas
assignaturas
3g-600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso..................
10
N.°
885
MVKMcwtamKKKKiOM
mu*
’
B
A. CS-
2^
QUINTA-FEIRA 16 DE JANEIRO DE 1879
E
’
dever de
jornnlivtu
eathulieo
registrar
entes decumentou,
O
leitor
talvez leia
com
certa estra
nheza
esta
epigraphe
singular
do
artigo
direclivo
do
nosso
numero
dTioje.
Queira
ouvir^nos,
e
depois nos
dirá se
sente
ou
não
como
nós,
com
a
leitura
do
que
vamos
escrever,
as
mais
doces
e
agra
dareis impressões
que
póde
sentir,
nos
nossos
dias,
um espirito
calholiço
e
um
coração
bern
formado.
Vamos
contar
ao
leitor
urna historia
com
a
mesma
veracidade,
com
as
mes
mas
circumstancias
e
com a
mesma sin
geleza
com
que
ella
se
passou.
Nem
di
remos
de mais,
nem
diremos
de
menos.
Alli
pelos
mezes
de
outubro do
anno
proximo
transacto,
ao
recebermos
n
’
esta
redacção o
Boletim
oficial
do
bispado
de
Angra,
accusamos
simplesmente
a
sua
re
cepção,
e
como o
lessemos com
mais
attenção
e
vagar,
agradou-nos
tanto
a
sua
leitura,
e
inspirou-nos
taes
reflexões
que,
sem
embargo
das
muitas
occupações
e
a
abundancia
de
matéria que
possuíamos,
nos não
podémos
furtar
ao
desejo
que
de
nós
irresistivelmente
se
apoderou de
dar
um
extracto do
mesmo,
movidos
lam
bem
do
desejo
de
levar
ao
conhecimento
dos
nossos
leitores lodos
os
actos
honro
sos
do
Episcopado
Portuguez.
Traçamos
no
papel quatro
palavras,
corrente
calamo
com
a
mesma
desprelen-
ção
com
que escrevemos
estas
linhas
e
nunca
nos
passou,
nem
de
fugida,
pelo
pensamento,
que
tão
singela
appreciação,
chegasse
ao
conhecimento
do
prelado
de
Angra
do
Heroísmo.
Movidos
simplesmente
pelo nosso
ha
bituai
intuito
de
cumprir, o melhor pos
sível,
o
nosso
dever de jornalista
catho
£5
3*2
ÍI2 - H S7S
O
imperad«r,
tendo
estado
uma
hora
em
frente
das
tropas,
parou
em
um
oi-
teiro
que
dominava
todo o
valle.
Apeou-
se,
e o
mesmo fez o
seu
estado
maior.
(Js
tambores
rufaram
a
orar,
os
soldados
e
o povo
descobriram-se,
e
de súbito
ouviu-se,
no
meio
do
geral
silencio,
uma
voz
que
fallava
ao
exercito.
Era
o
bispo
de
Kicheneff
que,
de
pé,
junto
do
impe
rador,
e
revestido
com
os
seus
paramen
tos,
lia
a
declaração
de
guerra
seguinte:
«Nossos
fieis
súbditos
conhecera
o
vivo
interesse
que
constantemente
consagramos
aos
destinos
do
povo
christão
da
Tur
quia.
«O
nosso
desejo de
melhorar
e
asse
gurar
a
sorte
d
’
elle,
tem sido
partilhado
pela
nação
russa,
que
mostra
hoje
que
está
prompla
a
soflrer
novos
sacrifícios
para
aliviar
a posição
da península
dos
Balkans.
«O
sangue,
os
bens
de nossos
fieis
súbditos
sempre
nos
foram caros.
«Todo
o
nosso
reinado
attesta
a
nos
sa
perpetua
sollicitude
para
conservar
á
Rússia
os benefícios
d>
paz. Ella
não
tem
cessado
de nos lembrar os
tristes
lico,
pondo
os
nossos
leitores
ao
facto
do
movimento político,
religioso
e
litterario
quanto
fôr
compatível
com
os
acanhados
limites
da
nossa
folha,
fizemos
um
exlra-
cto
do
Boletim
oficial
do
bispado
d’
An
gra
do
Heroísmo;
e
como
dissemos
que
u’
esU
historia,
simples
como
a
tira de
papel
em
que escrevemos
e
verdadeira
como
a
luz
do
sol
que
nos
alumia,
tudo
dizíamos,
sem angmenlo,
nem diminuição,
cumpre-nos
ainda
accrescentar
que
nem
sequer
nos moveu a isso o
espirito
de
corlezia,
delicadeza
e
justiça
por termos
recebido
tão
importante
folha,
do
que
ainda
não
tínhamos
dito
uma
unica
pala
vra,
e,
sobretudo,
como
já
dissemos
e
repetimos,
tão longe
de
nós
eslava
o
pen
samento
de
que
as
linhas
que
traçamos
então
com
respeito
ao
Boletim
oficial
do
bispado d'Angra
chegassem
ao
conhecimen
to
do
excelso
e
venerando
Antislite d
’
a-
quella
d ocese, que
só
mais
tarde
é que
viemos
no
conhecimento
de
que
a
folha
ia
para
alli
juncto
com
a
«Semana Re
ligiosa»,
boletim
oíficial
d
’
esle
arcebis
pado.
Pois
bem.
Pouco
tempo
era
passado
—
o
suíficiente
para
a
chegada
do
pa
quete
das
nossas
ilhas-dos
Açores
—
e
re
cebíamos
inesperadamente
no
nosso
hu
milde gabinete,
a
vizita
tão
honrosa
e
consoladora,
quanto
immerecida
e inespe
rada
d
’uma
carta
autographa
do
veneran
do
Amistile
de Angra
do
Heroísmo,
a
qual
passamos
a
inserir:
....
Snr.
Acabo
de
ler as lisongeiras e
obse
quiosas
expressões
com
que
o
«Commercio
do
Minho»,
de que
v.
é
digno
director,
de
mim falia
e
do
«Boletim
do
Governo
Ecclesiastico»,
d
’
esta
diocese,
em
o
n.°
8ól.
Se
por
um
lado muito
me
lisongeia
o
modo
por
que
sou
avaliado
pela
illustrada
e
piedosa
redacção
d’esse
importante
pe-
acontecimentos
da Herzegovina
e
da
Bul
gária.
«Primeiramente
esforçamo-nos
por
al
cançar
o
melhoramento
da
existência
dos
christãos
do
Oriente
por
meio
de
nego
ciações
pacificas,
e
de
accordo
com
as
grandes
potências
nossas
alliadas
e
ami
gas.
«Durante
dous
annos
empregamos
to
dos
os
meios
para
conseguir
que
a
Porta
effecluasse
reformas
que
pudessem
preser
var
os
christãos
da
Bosnia,
(la
Herzego
vina
e
da
Bulgaria
do
arbítrio das au-
ctoridades
locaes.
O
cumprimento
d
’
essas
reformas
dimanava
de um
modo
absoluto,
dos
compromissos
anteriores
contrahidos
solemneraente
pela
Porta
para
com
toda
a
Europa.
«Os
nossos
trabalhos,
apoiados
pe
las
instancias
diplomáticas
communs
dos
outros
governos,
não
obtiveram
o
resul
tado
apetecido.
A
Porta
permaneceu ina-
balavel
em
sua
regeição
cathegôrica
a
dar
todas
as garantias-da
segurança
dos
chris
tãos,
e
repelliu as
conclusões
da
confe
rencia
de
Constàntinopola.
«Desejando
tentar tolos
os
meios
pos-
siveis
de
conciliação,
e
a
(itn
de
persua
dir
a
Porta,
propusemos
aos
outros
ga
binetes
que se
redigisse
um
protocolo
es
pecial,
que
abrangesse
as
condições
ès-
senciaes
da
conferencia
de
Consta
ritino-
pola,
e
convidassem
a
Porta
a
associar
se
a
este acto
internacional
que
marcou
os
limites
extremos
das
nossas
reclamações
pacificas. Mas
a
nossa
tentativa
não
se
realisou:
a Porta
não
deferiu
ao voto
riodico,
por
outro
sinto
grande
mágoa
tendo
a
consciência
de
não
corresponder
ao
conceito
que
de
mim
fórma, conceito
lilho
unicamente da
benevolencia
da
mes
ma
redacção
para
com
a minha
pessoa.
Isto
porém mais
augmenta
a
minha
gralidão
para
com
a
mesma;
tendo
esta
por fim
manifestar
os
sentimentos
de
re
conhecimento,
e veneração
que
me
ani
mam
para
com
v.
e
seus
dignos
collegas
na
redacção
do
periodico, aos
quaes
peço
queira
certiíicàr
d
’
esles
meus
sentimentos
O
modo porque
vv.
de
mim
faliam
será
lambem
forte
estimulo
para
eu
procurar
satisfazer
ás
minhas
obrigações
do
melhor
modo
que
me
for
possível
com
as
poucas
forças que
presentemenle
lenho.
Renovando
os
meus
agradecimentos,
lenho
muita
satisfação
em
me
subscrever
De
v. etc.
Angra
16
d’
oulubro
de
1878.
João
Maria,
Bispo
d
’Angra.
Como?!
— perguntará
assombrado
o
leitor,
—
como
ousaes
publicar
uma
carta
autographa
particular
d
’um
prelado,
es
cripta
sem
a
preoccupação
de
vêr
jamais
a
luz
da
publicidade?!
Teria
muita
razão
o
leitor,
se
nós
ti
véssemos
já
concluído
a
nossa historia,
e
pelo
decorrer de
toda ella, o
não
hou
véssemos
iducKIádo
sobre
este ponto.
Continuemos,
pois, a
nossa
historia.
Logo
que
recebemos
tão
honrosa
e
consoladora missiva,
apressamo-nos
a
lo
mar
a liberdade
de
endereçar
a
s.
exc.a
revd."
1’; pouco mais ou menos
as
se
guintes
pobres
linhas:
Exc.ma
e
revd.™
1
’
snr.
Ainda
só
hoje
pude
sentir
o
ineffavel
prazer
de
endereçar
a
v.
exc
’
revd.
‘na
estas
linhas para agradecer a
recepção
unanime
da
Europa
christã,
e
não
se
asso
ciou
ás
conclusões
do
protocolo.
«Exhau
ridos
lodos
os
meios
pacíficos,
somos
coagidos,
em
consequência
da
ob
stinação
da
Porta,
a
proceder
a
actos
mais decisivos.
O sentimento
da
equidade
e
0
da
nossa
própria
dignidade
assim
o
mandam.
Por
virtude da
sua
recusa, a
Porta
collocou-nos
na
necessidade
de
re
correr á força
das
armas.
«Profundamente
convencido da
justiça
da
nossa
causa,
confiando
humildemenie
na
graça
e
na
assistência
divinas,
faze
mos
saber
aos
nossos fieis
súbditos
que
chegou
agora o momento
que
tínhamos
previsto
quando
pronunciamos
em
Mos
cou
as palavras
a
que a
Rússia inteira
respondeu
com tanta
unanimidade.
«Tínhamos
exprimido
a
intenção
de
obrar
independentemente,
quando
o
jul
gassem
necessário
e
a honra
da
Prussia
o
exigisse.
«Hoje, implorando
a
bênção
de
Deus
sobre
os nossos valentes
exercitos,
orde
namos
que
atravessem
a
fronteira
da
Tur
quia.
«Dado
em Kicheneff
no
duodécimo
dia
d
’
abril
do
anuo da
graça
de
1877, vigé
simo
terceito
do
nosso
reinado.
A
lexandre
».
O
bispo
de
Kicheneff
teria
apenas
lido
metade,
quando
se
ouviu
soluçar,
e
olhan
do
em
redor
para
observar
de quem
par
lia
o pranto,
viu
que
era
o imperador
que
(diz
uma
testimunha
ocular)
«cho-
das honrosas lettras
com
que
v.
exc.
a
revd."
1
»
se
dignou
honrar
immerecidamente
o
corpo
gerente do modesto
periodico,
cuja
direcção
me
está
confiada.
Só
á
conta
d
’um exlremo
de
deli
cadeza
da
muita
bondade
de
v.
exc.a
revd.»ia
posso
tomar
a
tão
subida
fineza
da
mis
siva
com
que
se
dignou
honrar-nos.
Se
alguma
cousa
se disse
dos
actos
episcopaes
e
do
Boletim
oficial
da dio
cese,
pela
mente
de
ninguém
passou
a
lembrança
de
que
semelhantes
phrazes
chegassem
ao
conhecimento
de
v.
exc.a
revd
m*.
Tão
verdade
era que
só
nos
inspirava
a
penna o
nosso
dever
de
jornalista
ca
tholico,
informando
os
nossos
leitores
de
noticias
que
os
possam
consolar
n'estes
tempos
em que por
toda a
parle
cam
peia
o
mal em
todas
as
cousas,
produ
zindo
já
o
desalento
em
muitos.
Agora só
nos
resta
a
magoa
de
se
ler
ficado, n
’
esse
nada
que
se
disse,
muito
á
quem
do
que se
podia
e
devia
dizer
sem
ultrapassar
os limites
da
ver
dade
e
da
justiça
e
sem
incorrermos
euo
a
nota
de
adulador.
Ao
menos, d’este
modo,
não
ficaría
mos
Ião
penhorados
pela
distincção hon-
radora
que
acabamos
de
receber.
Os
redactores da folha
aos
quaes me
apressei
a
transmittir
uma
honra
que
não
merecíamos,
que
não
esperamos,
e
a
que
não
estávamos
acostumados,
beijam
pro-
fundamente
reconhecidos
o
sagrado
annel
de
v. exc.
’
’
revd.ma
.
Da
mesma
sorte
o humilde
auctor
de
estas
linhas.
Mas
não
terminarei,
sem
rogar
um
favor.
Para
que a
caria
de
v. exc.
a
revd.
ma
apezar
de
tão
intima
e
de tão particular,
não
ficasse
na sombra
—
,
embora
eu
a
guarde
como uma preciosidade
veneranda
—quando
me
parecia
que,
sobre
outros
benefícios
de
utilidade
publica
pode au
reolar
as
«olumnas
do
nosso
humilde
pe
riodico,
supplicava
auclorisação
para
a
rava
como
uma
creança».
Apesar
de
tu
do,
a
guerra
estava declarada
Celebrou-se
logo
um
Te-Deum.
A’s
palavras
«Adoremos
o
Senhor de
joelhos»
o
imperador
mandou
com
voz
forte:
«Ba
talhões!
de
joelhos!»
e
30:000
homens
se
ajoelharam
e
receberam
a
bênção do
bispo.
Bepois
do
serviço religioso,
o
czar
abraçou
seu
-irmão,
o
gran-duque
Nico-
lau,
com assaz
effusão
em
frente
dos
sol
dados.
Em
seguida
leu
se,
em
ca
la
ba
talhão,
esquadrão,
e
bateria,
a
ordem
do
dia
que
o
comroandanfe-em-chefe
dirigia
ás
tropas.
N’esse
documento,
o
gran-du
que
Nicolau
definia,
mais
claramente
do
que
o imperador
no
manifesto,
o
inte
resse
a
que
a Rússia
mirava
na guerra
que
ia emprehender.
A
Europa
temia
u
na
guerra
de
conquista,
a
ordem
do
dia
do
exercito
respondia
cathegoricamente
a
es
sas
inquietações:
«Ollictaes
e
soldados
do meu com
inando
!
«Somos
chamados
a
cumprir
a
vonta
de
do
soberano,
e
o
santo
legado
de
nos
sos
paes.
«Não
marchamos
á
conquista:
mar
chamos
á
defesa
de
nossos
irmãos
insul
tados
e
opprimidos,
e
á defeza
da
fé
de
Chrislo.
«A
’
vantel
A
causa
é
santa,
e
Deus
está
comnòsco»
!
Terminando,
o gran-dnque
recordava
ás
tropas
que
ao
atravessar
a
fronteira
entravam
em
território
de
longo
tempo
amigo da Rússia;
e
recommend
va-lhes
que
testemunhassem
aos
Rouinanos
abso-
inserir,
acompanhando
a
sua
insersão
com
essa
mesma
auctorisação
supplicada.
Fazendo
ardentes
votos
ao ceu
pela
preciosa
saude
de
v
exc.
a
revd.
ma
,
a
quem
trabalhos
sem
numero
e
não
pequenos
incommodos
não
tem
podido
afírouxar
na
espinhosa
e
sublime missão que
ha tan
tos
annos
desempenha
com
grande
gloria
de
Deus
e
salvação das
almas,
peço
per
missão para
ter
a
ufania
de
me
subscre
ver
De
v.
exc.
a
revd.
ma
etc. etc.
Passado
algum
tempo,
recebíamos
no
nosso
escriptorio
a
seguinte missiva
do
excelso
e
bondoso
prelado.
....
Snr.
As
obsequiosas
expressões
que v.
foi
servido
dirigir-me
em
7
de
novembro
ul
timo,
e
que
apenas
hoje
recebi,
coliocam-
me
em
tal
posição,
que
não
sei
como
corr.esponder-lhes.
Repilo
o que
já
disse
—
confundem-me,
porque
pela
misericórdia
Divina conheço
a
minha
insuíliciencia.
e
vexo-me
de
me
considerarem
outro
do que
sou.
..................................................................
(I)
Emquanto
á
publicação
da
minha
carta,
ainda
que
não
foi escripta
para
ser
ex
posta
á critica
publica,
se
v.
entende
e
seus
collegas
entendem
que
da
sua
pu
blicação
póde
resultar alguma
vantagem
á
«Semana
Religiosa
de
Braga»,
com
todo
o
gosto consinto
que
se
publique;
mas
não me
lembro
de
ter escripto
cousa
al
guma
com
relação
ao
dito
periodico,
e
porisso
não vejo
em
que
lhe
possa
ser
vantajoso.
Se
se
tratasse
de
enunciar
o
meti
juiso
sobre
o
merecimento
da
«Semana
Religiosa»
de
Braga,
e
portanto
da
sua
direcção
e
redacção,
muito
tinha
eu que
dizer,
e
tudo
em
abono
da mesma
folha; bastando
ser
a
única que
neste
gencro
se
publica
em
Portugal,
cheia
sempre de
artigos
tão
succolentos,
de
instrucção
tão
sodda,
e
noticias
tão
interessantes,
que
mais
se
póde
considerar
uma
obra
litteraria,
do
que
papel
volante.
Para
que
isto
não pareça
adulação,
accrescentarei
que
até
tenho
sido
instado
para
mandar
transcrever
no «Boletim»
d
’esta
diocese
artigos
da «Semana»,
o que
com
muito
gosto
teria
mandado fazer, se
a
pequenez
do
«Boletim»,
e
a
sua
demo
rada
apparição
o
permittisse; mas,
como
todos
podem
observar,
elle
mal
lem
ca
pacidade
para
a
publicação
dos
actos
go~
vernamentaes
da
diocese.
E,
além
d
’isto,
como
alguém
póde testimunhar,
eu
mgs-
ino
lenho procurado
adquirir
importantes
tractados
publicados
na
«Semana».
(1)
Perinitta-nos
s.
exc.
a
¥evd.
ma que
supprimamos
as
immerecidas
palavras
que
n
’éste
logar
se
digna
dirigir-nos.
Eisaqui
pois o
que eu
diria
da
«Se
mana
Religiosa»
de
Braga
se
se
oITere-
cesse
occasião
de
emittir
o
meu
juiso a
seu respeito.
Se
pois
v.
entende
que
a
publicação
d
’
este
meu
juiso
póde
em
alguma
cousa
aproveitar
áquella folha,
poderá
v.
publi
car também
esta
carta;
com
a
condição
porém
—
de
se
não
escrever
na
«Semana»
uma unica
palavra
em meu
abono,
ou
do
«Boletim
do
Governo»
d
’esta
diocese;
para
que
não
p>reça
a alguém
—
que
são
trocas
de
elogios,
que
ficam
mal
a
quem
os
faz
e a
quem os recebe.
A
’
prudente
discrição
de
v.
deixo
este
melindroso
negocio.
Em
todo
o
caso
peço
—
que
v. me
considere
como
quem lhe fica
sendo
mui
aífeiçoado,
lhe deseja
todas
as
felicidades
espirituaes
e
temporaes,
e
é
De
v.
etc.
Angra
no
1
,°
de
dezembro
de
1878.
João
Maria,
Bispo
d
’
Angra.
N
’
esta
segunda missiva
ha a notar
que
s. exc.*
revd.
ma
se
refere
á
«Semana
Religiosa
Bracarense».
excellenle
boletim
oíTicial
d
’este arcebispado,
sem
que,
to
davia,
de
forma
alguma
possa deduzir-se
do
seu
contexto que
a
publicação
das
suas
cartas
seja
feita
primeiramente n’
esse
jornal,
em que
peze á sua
illustrada
re
dacção.
Mas,
deixando
isso,
ahi
tem os leito
res
a
nossa
historia
verídica,
singela
e
curta,
mas
eloquente
e
fecunda
pelo
que
encerra.
Não
commentamos
e
até
vamos já de-
pôr
a penna para
podermos represar
os
sentimentos
e
os
pensamentos
que
nos
dominam,
e
com
o
que
sabemos
que
iriamos
maguar
dolorosamente
aqueile, que
no
sanctuario
da
sua
modéstia
extrema
reputaria
elogio
a voz
pura
e sincera
da
verdade
e
da
justiças
quando
se
referisse
á sua
pessoa.
Duas
palavras
mais
para
terminar.
Alguns
—e
somos
o
primeiro
a
dar-lhes
razão
—nos
taxarão
de
importunos,
im
prudentes
e
abusadores
da
muita
bonda
de
do
prelado
d
’Angra.
A
esses
pedimos
que
no
seu
julgamento
nos
levem
em
conta
a
nossa
intenção
tão
pura
e
sin
cera
como
a
d'um
innocente,
e
a
todos
dizemos
que
a
boa
intenção
com
que
es
crevemos
essas
linhas que ahi
ficam,
nos
indemnisarão
sempre
de
qualquer
critica
que se
nos
faça.
A
s.
exc.
a
revd.
raa pedimos humilde
e
respeitosamente
que
nos
perdoe,
e
derra
me
sobre
nós
a
sua
sancta
bênção.
A.
M.
Lemos
em
a «Nãção»:
Por
noticias
de
Gralz,
de 2
de
janei
ro,
sabemos
que
o
Senhor
Dom
Miguel,
Sua
Augusta
Esposa
e
o
Príncipe
Seu
Filho
gosam
perfeita
saude.
As
noticias
de
Brombach
são
igualmen
te
boas,
a
Senhora
Dona
Adelaide,
e
Suas
Altezas,
Suas Augustas Filhas,
passam
bem.
De
Gratz
sabemos
mais
que o
Senhor
Infante
Dom
Aflonso
e
a
Senhora
Infanta
Dona
Maria
das
Neves também desfructam
boa
saude.
Gimio
â
Santo
Amaro,
—
Festejou-se
honlem
na
Sé
o
Santo
Amaro.
Houve
de manhãjmissa
solemne, e
de
tarde
sermão
pelo
snr.
padre
Luiz
Gomes
da
Silva
e
Te-Deum
com
o
Santíssimo
exposto
no
altar do
Santo.
Partida.—
O venerando Prelado
d’
esta
archi-diocese
partiu
honlem,
no comboio
das
2,
h.
e
14 m.
da
tarde,
com
des
tino
a
Lisboa,
onde
vae
tomar
assento
na
camara
dos
pares.
Acompanharam-no
á
estação
vários
ec-
clesiaslicos, entre
os
qtiaes
o
exc.1110
Deão,
vice-reitor do
Seminário
Conciliar,
padre
João
Rebello,
secretario
da
Camara
eccle-
siastica,
reitor
do
collegio dos
orfáos.
o
corpo
docente
do
Seminário,
etc.
S.
exc.
a
rev.ma
tenciona
demorar-se
em
Coimbra
dois ou
tres
dias.
O
escrivão «!e
ftszenda.—
Temos
em
nosso
poder
uma
correspondência
ácer-
ca
do
figurão
da
fazenda,
mas
não
tem
sido
publicada por falia
d
’
espaço.
Pedimos
d’
isso
desculpa
ao
cavalheiro
que
nol-a
enviou.
Jtiry
eominereiaS.
—
Procedeu-se
no
domingo
á
eleição
dos
jurados
commerciaes
que
teem
de
servir
no
anno
corrente,
ficando
eleitos
os
seguintes
snrs:
Effectivos:—
João
Pedro
Soares,
João
Marques
da
Silva,
Joaquim
Augusto
Car
valho
Braga,
e José
Ferreira
de
Maga
lhães.
Substitutos:
—
José da
Rocha
Graça,
e
Francisco
Alexandre
Araújo
Aranha.
ffiteeitas.—
Está
aberta
uma
assigna-
tnra para
seis
recitas
dadas
pela
Com
panhia
Dramatica
Porlugueza,
dirigida
pelo
actor
Manoel
Maria
Soares.
Constarão
dos
seguintes
dramas:
He
lena,
Abnegação,
Pedro,
Homens
de
már
more,
Homem de ouro,
e
Vida
d'um ra
paz
pobre, e de
algumas
comedias.
Venha,
e
quanto
antes,
a
Companhia
Dramatica
Porlugueza,
afim
de contraba
lançar
o
nojo
que
nos deixaram
as
his-
trionices
do
barracão
das
Variedades,
do
Porto.
Prisão.—
Já
está
preso
o indivíduo
que,
como
noticiámos,
esfaqueou
ha
dias
um
homem
e
uma
mulher,
ahi
para o
lado
dos
Peões.
Foi
elle
proprio
entregar-
se
á
prisão.
Chama-se
Antonio
Huertos,
e
é
natu
ral
da
Gallisa.
Feira annual.—
Costumando
feste-
jar-se
com toda a magnificência
o mila
groso Santo
Amaro,
na
capella
de
S.
Ro
que,
sita
em
Forjães,
no
domingo
que
se
segue
ao
seu
dia (15
de
janeiro),
re
solveram
os
mesariós
d
’
aquella
festividade,
de
accordo
com
a
Junta,
que
se
fizesse
a
feira
annual
como
o
anno
passado,
no
sabbado
vespera
da
pomposa
festividade.
—
Estendida
por
entre
gigantescas
car
valhos
e
frondosos
sobreiros
não
póde
a
feira
ter
mais
vasto
e
vistoso
arraial
pa
ra
se
dilatar,
oíferecendo
em
tudo
excel-
leotes
commodidades
aos
vendedores
e
compradores
que
a
ella
concorrerem.
—
Gados,
productos
agrícolas
e
o
mais
que é
costume
vender-se
nos
mercados
ahi
aflluirão
em
ahundancia.
A
feira
que
semanalmente
se
tem
fei
to
aos
sabbados,
continuar-se-ha
fazendo
para
o
futuro,
constando
como
até
ao
presente
de
gados
e
generos.
A
’
feira annual
de
Santo Amaro
a
18
de
Janeiro
e
á
semanal
de
S.
Roque!
A
ella
pelo vosso
proprio
interessei!
A
de
S.
Franeisto
Xavier.—
Da
«índia
Catholica»,
de
Bom
baim,
de
12
de
dezembro,
transcrevemos
o
seguinte:
Apezar
d
’
um
sem-numero
de
dilTicul-
dades
que
pareciam
adial-a,
realisou-sê
felizmente
como
todos
desejavam,
a
Ex
posição
das
preciosas
reliqmas
do
Saneio
Apostolo
Oriental.
Ao
bem conhecido
zelo
do
egregio
arcebispo
Primaz,
Dom Ayres
d
’
Ornel!as
e
Vasconcellos,
é que
incontestavelmente
se
deve
este
resultado,
de
que
muitos
já
desconfiavam
quasi
nas
vesperas
da
Ex
posição;
porque
embora
o
governo
portu-
guez
tivesse
dado
pelo
ministério
da
ma
rinha
as mais
terminantes
ordens
para
ella
se
cffeitnar
com
a pompa
e
majes
tade
requeridas
em tão
grande
solemni-
dade,
não
se
poupando as
despezas,
é
to
davia
certo
que as
encommendas,
feitas
em
França
com
a
necessária
antecipação,
não
chegavam,
e
os projectados
arranjos
a
cargo
das
Obras
Publicas
de
Goa
não
estavam
ainda
concluídos
um
dia antes da
Exposição.
Fomos
testimunhar de
qnanto
em
taes
circumstancias
conseguiu
a devoção
in
signe
e
a
prodigiosa
força
de vontade
do
incansável
Primaz,
e
temos
summo
prazer
em
noticiar
aos nossos
leitores
que
o
tem
plo
do
Bom Jesus, sem
embargo
de
tan
tas
contrariedades,
se
acha
actualmenle
adornado
como
nunca
esteve
em
occasiões
similhantes.
A
sua
decoração
mandada
vir
de
Paris
por
s.
ex.
a
rev.ma
é
effecti-
vamenle
deslumbrante.
Produzem optimo
effeito
as
auriflammas
de
diversas
côres
que
pendem
do
tecto
da
egreja,
com
as
armas
do
Santíssimo
Padre
Leão
XIII,
outras
com
as
da
nobre
familia Ornellas,
outras
com as
da
eíTigie
da
Virgem
Im-
maculada,
de
S.
Francisco Xavier, e
vá
rios
emblemas
christãos. O
trabalho
do
docel,
columnas e
sarcophago
onde se
collocou
o
caixão,
o novo
tapete
da
vas-
luta
amisade,
respeitassem os
seus
costu
mes
e
os
tratassem
sempre
como
irmãos.
Estas
prescripções, como
para diante
se
reflectirá,
foram
rigorosamente
executa
das.
O
imperador
montou
novamente
a
ca-
vallo.
e
as tropas
desfilaram
á
sua
fren
te. Notou
elle
muito parlicularmente
dous
batalhões
de voluntários
búlgaros
de chas-
sepots,
que
manobravam
com
tal
ordem
e
precisão,
que
fariam
a
boura
de
qual
quer
corpo regular. Eram
refugiados
que
tinham
vindo procurar
á
Rússia
um
asylo
contra
a
atrocidade
dos
turcos,
a
maior
parte
estudantes,
alguns
já
condecorados
na
Serbia,
onde
tinham
outr’
ora
comba
tido
os
turcos.
Todos
alegremente se
dis
punham
a
regressar
ao
seu
paiz
para
lhe
levar
a
liberdade,
e
tornaram-se
o
núcleo
de
um
corpo
que
depois
augmen-
ton
consideravelmente,
ás
ordens
do
ge
neral
Stoletof,
que
foi
o
seu
organisa-
dor.
As
tropas
mostravam
que
sérios
es
forços
a
Rússia
tem
empregado
desde
1854,
para
se
collocar ao
nivel
das ou
tras
potências
militares
da
Europa; todos
os
soldados
pareciam
experimentados
na
fadiga
e
na
disciplina.
Os velhos
milita
res
farão
uma
ideia
da sua
instrucção
disendose-lhes
que
as
tropas
effectuaram
a
grave
difficuldade
chamada
—
conversão
por
batalhão
cerrado
em
massa,
—
com
uma
precisão
automatica.
O
celebre
ba
talhão
de
Saint-Cyr
não
o
executaria
me
lhor.
O
imperador
dirigiu
algumas
palavras
de
despedida
aos
ofiiciaes, e
os
solda
dos,
não
sendo
já
retidos
pela discipli
na,
deram expansão
a
seus
sentimentos.
Agitaram os
capacetes,
as barretinas -e
as
armas;
as
mulheres
e
as
creanças
lançaram-lhes
flores;
e
o
cortejo
imperial
relirou-se
no meio de ovações
enlhusias-
ticas,
e
das
mais
formidáveis
e
retum
bantes
aclamações.
Alguns
batalhões
dirigiram
se
directa-
rnente
para
a
Roumania,
logo
depois
da
revista.
Os outros
voltaram
ao
acampa
mento
a
descançar
algumas
horas
antes
de emprehender
a
marcha.
A
Turquia appella
muito tarde
para
a
medeação
da Europa.
No
mesmo
dia
24 de abril, o
encar
regado
dos
negocios
turcos
em
S.
Pe-
tersburgo
era convidado de retirar-se
da
Rússia;
e
o
príncipe
Gortchakoff
dirigia
ás
potências
uma
circular
explicando
as
rasões
que determinavam
o
seu
governo
a entrar em
campanha.
Apresentava
elle
a
guerra
como
sancção
material
das ten
tativas
de
pressão
exercidas
collectiva-
mente pela
Europa
sobre
as
intenções
da
Porta,
e
declarava obrar
não
só
em
seu
proprio
nome,
senão
lambem
em
no
me
de
todos os
governos,
que
haviam
tomado
parle
na
conferencia de Gonstan-
tinopola,
e
assigaado
o
protocolo
de
Lon
dres:
«Hoje
o
imperador
resolveu-se
a
em
prehender
a
obra,
para
que
tinha
convi
dado
todas
as
grandes
potências.
Conse
guintemente, ordenou que
os
seus
exér
citos
atravessassem
a
fronteira turca.
En-
carregando-se
d
’
esta
missão, nosso
augusto
amo
cumpre
o
dever
que
lhe
incumbe
o
interesse
da
Rússia,
cujo
desenvolvi
mento
pacifico encontra
obstáculo
nas
per
turbações
permanentes
do
Oriente.
«Sua
Magestade
está,
convencido
de
qiae,
obrando
assim,
corresponde
simul
taneamente
aos
sentimentos
e
aos
interes
ses
da
Europa».
Parece
evidente que
o
governo
da
Porta
alimentava
singulares
illusões.
Por
uma
parte
não
presumia
que
a
Rússia esti
vesse
tam
bem
preparada
e
tam
decidida
para
a guerra;
e
por
outra
parte,'
os
ministros
turcos
obstinavam-se
n
’esta
con
vicção,
partecipada
por
todos
os
rnusul-
manos,
que,
em
caso
de
guerra
com
a
Rússia,
muitas
potências
garantes,
e
prin
cipalmente
a
Inglaterra
acudiriam
em
soc-
corro
dos
ottomanos
e
lhes
prodigalisariam
o
seu
ouro
e
os
seus
batalhões.
Foram
advertidos;
mas
acostados ás
recordações
da
guerra
da
Crimêa,
não
consentiam
em
acceitar
as
exactas exposições
da
geral
situação
política,
e
das
novas
necessida
des
impostas
assim
ás
potências,
como
a
elles
proprios.
Mr.
Layard
tinha
lhes
as
severado
e
repetido
que
se
a
Inglaterra
houvesse
de
tomar
certas
medidas,
to-
mal-as-ia
não
no
interesse
da Turquia,
mas
unica e
exclusivamente
para preser
var
seus
proprios
interesses.
Elles,
po
rém,
não
queriam
acreditar
n
’
este
aban
dono;
e
recusaram
seguir
o
conselho
que
se
lhes
havia
dado
de dar
um
passo
in
exlremis,
que
consistia
em
pedir
a me
deação
da
Europa,
por
virtude
do
arti
go
8.°
do
tractado de
Paris,
assim
con
cebido:
«Se
sobrevier
entre
a
Sublime-Porta
e
uma
ou
mais
e
as
outras
potências
si-
gnatarias
um
dissentimento
que ameace
a
manutenção
de
suas
relações,
a
Sublime-
Porta
e
cada
uma
d’essas
potências,
an
tes
de recorrer ao
emprego
da
força,
recorrerá
á
acção medianeira
das
outras
partes
contratantes
para
prevenir
semelhante
extremidade».
A
declaração
de guerra, finalmente
abriu
os
olhos aos conselheiros
de
Ab
’
-
ul-Hamid,
descobrindo
lhes
subilaneamente
o
abysmo,
a
cuja
aresta
elles
se
tinham
'
voluntariamente
abeirado.
Assaz
aterrados,
tentaram
o
ultimo
meio
que
se
lhes
havia
indicado
para
sahirem
pacificamente
da
situação,
e
em urna
circular
que
partiu
de
Constantinopola
algumas
horas
depois
que
as primeiras
tropas
Russas
entraram
na
Roumania,
e
em
nome
do
artigo
8.°,
appellaram
para
a
medeação
das
potên
cias, que
tinham
despresalo
alé
’
li.
«A
Sublime-Porta
exprime
a
convicção
de
que
as
potências
amigas....
amigas
fieis
ao
sentimento
de
benevolo
interesse,
que
jamais
tinham
deixado
de
testemunhar
ao
império óttomano,
aproveitariam
esta
í
occasião
legitima
de
suster
a
explosão
de
uma
grande
guerra».
(Contínua)
1
!•
1
1
S
e
e
e
n
a
a
11
s
n
i
o
IS
ir
,a
le
ta
’
Capella
Mor
notavelmente
rico,
os
immensos
tropheus
distribuídos
symelrica-
mente
pelas
paredes,
0
magnifico harmo- 1
nium
que
enche
com
sons
religiosos
e
í
suaves aquelle
sancto
recinto,
—
tudo
quan-
.
to
escolheu
e dispoz
0
exc.
m
*
Primaz jus-
<
tifica
mais
uma
vez
a
fama
do
bom
gos-
1
to
parisiense;
é
proprio
de
tão
grande <
e devota
festividade.
Começou
ella
com
1
as
vesperas
solemnes
na
tarde
de
2
do
1
corrente,
e
já então
parecia
resuscitada
a velha
metropole
Indiana, pouco
antes
tão
triste
e
tão
solitaria.
Succedía
ao
si
lencio
do deserto
0
murmurio
d
’
uraa
po
pulosa
cidade.
Raiou
depois,
finalmente,
0
dia 3 de
dezembro,
ha
muitos
mezes
enthusiasti-
camenie
anceado;
chegou
esse
dia
de
ventura
que marcará
para
sempre uma
data
gloriosa
nos
fastos
da
Egreja
Goana;
e
era
de
ver como
todos,
mui
antes
da
alvorada,
se
dispunham pressurosos
para
aquella
solemnidade e
como
que
anteci
padamente
sentiam
0
gozo
das
inexplicá
veis
delicias,
que
encantam
os
espíritos
esclarecidos
pela luz formosa
da
Fé
e
fazem exultar os
corações
verdadeiramente
christãos.
A
’
s
sete
horas
da manha
convocava
0
sonoro
sino
da cathedral
os
fieis
para
a
procissão que
da
Sé Metropolitana
de
Goa
se
devia
dirigir
ao
antigo
convento
dos Jesuítas.
Pouco
depois
chegava 0
novo
governador,
e
era
recebido
á
porta
da egreja
pelo
Cabido
e
conduzido,
depois
de haver
osculado
0
Crucifixo,
até
á
qua
dratura
capitular,
onde
tomou
0 logar
que
lhe
estava
preparado,
e
que
oulr’ora per
tenceu
aos
vice
reis
do
fidelíssimo
monar-
cha.
Não
podemos
ouvir
bem
os
psalmos,
versiculos
e
orações
de
que
se acompanhou
a
primeira
entrada
do
governador geral
da
Índia
Portugueza.
e
porisso
não
os
ci
tamos.
Foi
logo
em
seguida
0
Cabido
espe
rar
0
exc.ino
Primaz
á
sala
do
docel
do
seu
palacio,
e
tendo
s.
ex.
a
rev
ma des
cido
e
;ent<ado|
no
templo,
se
dirigiu
á
capella
do
Santíssimo
Sacramento
e
d
’
abi
para
a
capelia-mór,
onde
depondo
a
Ca
pa Magna
e revestido
de
pluvial veiu
ajoelhar
no
faldistorio
em
frente
do altar.
Entoaram
então
dons
cantores
a
Ladainha
dos
Sanctos, e
assim
que
invocaram
a
protecção
da
Santíssima
Virgem
com
a
formula deprecativa
«Saneia Maria,
ora
pro nobisi,
começou
a
organisar-se
a
procissão
para
0 templo
do
Bom
Jesus.
Iam
primeiro
as
confrarias
e
irmanda
des
com
suas
cruzes e
insígnias, guar
dando
a
precedencia
do
estylo
em
simi-
Ihantes
actos.
Seguiam-se
logo
os empre
gados
do auditorio
ecclesiastico
e
cama-
ra
pontifícia,
logo
depois
a
cruz
do
Ca
bido
Goano
levada
pelo sub-lhesoureiro da
Sé
paramentado
entre
dous
ceroferarios,
e
continuava
a
procissão
0
clero dioce
sano
pela
seguinte
ordem.
Apoz a
cruz
capitular
viam-se
os
ecciesiasticos
sem
encargo
parochial
e
em seguida
os
alum-
nos
e
professores
do
Real
Seminário
de
Rachel,
os
Vigários Geraes
de
Bombaim
Cochim,
e
Ceylão
com
os
seus
missioná
rios,
os
parochos da
Archidiocese,
e
a
Relação
Metropolitana.
Vinham
depois
os
capeilães
da
cathedral,
e
seis
beneficia
dos
com
pluvial
branco,
empunhando
seis
maças
de prata,
que,
nos
disseram,
si
gnificavam
a
dignidade primacial
da Sé
de
Goa.
A
’
cruz
Archiepiscopal
precediam
os
conegos
paramentados
de planetas,
as
dignidades
de
pluviaes,
e
os
exc.
mos
pre
lados
de
Bombaim,
Jaífna
e
Hydrabad
que iam
de
pluviaes
e
mitras,
acompa
nhados
pelos
seus
capeilães
e
familiares.
Fechavam
a
procissão
0 presbytero
assis
tente
ao
solio
e
0
exc.mo
e
rev.fno snr.
Arcebispo
Primaz
entre
os conegos
minis
tros
que
lhe
sustentavam as
pontas
do
pluvial,
e
seguido
dos
seus
capeilães
e
caudatarios.
Atraz da
procissão
notavam-se
0
exc.
‘ao
governador
geral,
e
os
seus
ajudantes
d
’ordens, a
relação
do estado,
os
juízes
de
direito
’ e
os
empregados
de
todas
repartições
com
0
seus
chefes.
Chegando
á
egreja
do
Bom
Jesus,
en
toaram
dous
cantores
0
Psalmo
Laudate
Dominu*
de
coelis
e
0
hyrano
Iste
confes
sor,
e
assim
se
dirigiram
para
0
altar
do
tumulo
da
parte
do
claustro,
onde
cantan
do
0
versículo
Amavit
euni
Doininus,
e
dieta
pelo
exc.mo
Primaz
a oração
do
Santo Apostolo,
tomaram
seis
capitulares
sobre
seus
hombros
as
relíquias
do
vene
rando
Evangelisador,
e
oito
funccionarios
designados
pelo
exc.mu
governador
geral
rodearam
0
caixão
com
tochas
accesas,
conduzindo-o
assim
pela
porta
lateral
da
egreja,
e
cantando-se
entretanto
0
hyrano
Te-Deurn
Laudamus.
Depositado
finalmente
0
caixão
no
magnifico
sarcophago
de
que
já
falíamos,
leito
em
Paris, começou
a
missa
de Pon
tifical,
a
que
assistiram
os
exm.
os
e rem.°
s
snrs.
vigários
apostolicos
de
Bombaim,
Jaífna
e
Hydrabad
em
assentos
distinctos
e
e
cadeiras
de
espaldar;
e
uma
tidão
que enchia
o
templo,
suida
dos
sentimentos
da
aiedade e
do
mais
vivo
e
tbusiasmo
pelos
méritos
e
caz
do
Sancto
Apostolo
do
Oriente.
Ao
ívangelho
subiu
ao
púlpito
o
vigário
ge
ral
do
arcebispado
de
Goa
padre
Nazario
Pereira,
e
recitou
o
panegyrico
do
San
cto.
Terminou
a
festa
com
a Bênção Papal
e
depois
d
’
ella
dirigindo-se
o
extn.
9
PrB
maz,
os exm.os
prelados
presentes
e
o
Cabido
ao
tumulo
do Grande
Xavier,
abri
ram
o exm.°
arcebispo
e
os
tres
bispos
o
caixão e
assim
ficou
exposto
á
venera
ção
dos
fieis
o milagroso
corpo
do
Apos
tolo
do
Oriente
Caminhos de
ferro do Hiuho
e
Douro.—
Procedendo-se
na segunda
e
terça-feira
á
sexta
e
ultima emissão
do
empréstimo
para
os
caminhos
de
ferro
do Minho e Douro,
deu
em
resultado
total,
nos
dois
dias o seguinte:
—
Subscreveram-se
271,
por
276
sub
scriptores.
Stilão
amerieaza®.—
Gonlinna
a
ser
muita
visitada
a
excellente collecção
de
vistas
slereoscopicas
que
o
bem
conheci
do
Ramiro
tem
exposta
na
rua
Nova
n.°
24.
As
vistas
estão
mudadas,
e
as
no
vas
são
Mindissimas.
A
pedido d
’
alguns indivíduos,
no
do
mingo
e
na
segunda-feira
tornam
a
estar
expostas as
allusivas
ao Nascimento
e
morte
de
Christo,
as
quaes na
verdade
são de
excellente
effeito.
Ninguém
deixará
de
lá
ir.
debaixo
d
’um
docel;
o
governador
geral
os
altos
funccionarios do
estado
em
enorme
mui-
toda ella
pos-
mais
sincera
conhecido
en-
protecção
eífi
-
Tendo
presenceado
que
centenares
de
pessoas
concorreram
n
’
estes
últimos
dias
a
comprar
0
novo
migroscopio
,
de
pre
ço
de
600
reis,
á
venda
na
rua
do Souto
n.°
21,
cujo
sortido
foi
de
prompto
esgo
tado,
temos
uma
verdadeira
satisfação
em
poder
annunciar
aos
nossos
leitores
que
hontem chegou uma
nova
remessa
dos
diclos
microscopios;
porisso
a
sua
venda
continúa
ás
noites,
assim
como
a
dos
jogos
de
prestidigitação,
estes
a
preços
reduzidos.
—
Rua
do
Souto,
n.°
21.
(2216)
ÂmMCIlSlW
.
D.
Ro-a
Maria
da
Conceição
Dias,
viuva
do major
reformado
Manoel
José
Dias,
summamente
penhorada
pelas
provas
de consideração
e
estima
que
recebeu
das
pessoas de suas
relações,
por
occcasião da
doença
e
fallecimenlo
de
seu
estremoso
marido,
vem
por este
meio, na impossi
bilidade
de
0
fazer
pessoalmente, agrade
cer
a
todas
e
patentear
assim
0 seu eter
no
reconhecimento.
(2217)
ANNUNCIOS
ARREMATAÇÃO
quantia
de
2213080—
A
leira
grande
da
i
Veiga,
sita
no
logar
da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
1613240
—
A
leira
piquena,
sita
no
logar
da
Pia,
na
veiga
de
Agra-Maceiras,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
1103540
—Uma
leira
de
terra
lavradia
e
bouça
de
matto
junta,
sita
no
logar
de
Fon-
tella
.
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
na
quantia
de
1903210
—A
leira
da Mar-
ranha,
sita
no
logar
da Marranha,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
m
quantia
de
6193340
—Uma
porção
de
terra
lavra
dia
junta
á
bouça
da
Marranha,
sita
no
logar da
Marranha,
da
freguezia
de
Gual
tar,
avaliada na quantia de
803240—
A
quinta
da
Bouça, sita
no
logar da
Bouça,
da
freguezia de Gualtar,
avaliada
na
quan
tia
de
5:4603320
—
A
propriedade
chamai
da
dos
Campos,
sita
no
logar
dos
Cam-
1
pos,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
1
quantia
de
2:1303800
—
Uma
bouça
que
produz
pão, vinho
e
matto
e
lenha,
sita
no
logar dos
Campos,
da freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
1:0643660
—
A
leira denominada
de
Linhar
Longo
sita
no
Jlogar da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de 2403620
—
A
leira
da
Revezinha,
também conhe
cida
pela
leira
dos
Carvalhinhos,
sita
no
logar
da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
140,320
—
0 cam
po
de
Dentro,
sito
no
logar
de
Agra-
Maceiras,
da
freguezia
de
Gualtar,
avalia
da
na
quantia
de
2623020—
A
leira
da
Veiga,
sita
no
logar de
Agra-Maceiras,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada
na
quan
tia
de
2013560
—
Uma
leira
na veiga,
si
ta
no
logar
da
Agra-Maceiras,
da
fregue
zia
de
Gualtar,
avaliada
na
quantia
de
1203300
—
Todos
os
referidos
bens
com
0
abatimento
já
feito
do valor
do
foro
da
quinta
da
Pia,
na
quantia
de
533300
fica
0
seu
liquido
valor
na
quantia
de
13:7053280,
ao
qual
se
abate
os
seguintes
fôros. O
foro do
praso
<ft)
Carvalho
e
bens
da
Bouça, que se
paga
á Cadeira
do
Arcedia
go
de
Braga,
(na
quantia)
digo
de Braga,
ao
emphyteuta
a
casa
dos
Bravos,
do
Porto,
no
valor
de
8893260, á confraria
do
Subcinio
da
freguezia
de
Gualtar,
pe-
1
los
bens
de
Airioza,
incorporado
na
quin
ta
da
Pia,
no
valor
de
836OO
—
á
cama-
1
ra municipal
do
concelho
de
Braga
por
:
sete
itens
do
município,
no
valor
de
;
223000
—a
José
Leite
de
Magalhães, da
freguezia
de
Lamaçães,
por
uma
leira
de
tojo
unida
ao tojal,
no
valor de
63OOO
—
:
ao hospital
de
S.
Marcos d
’
esta
cidade
de
Braga,
pelos bens
de
Villar,
no
valor
de
83200
—
á
confraria
da
Senhora
da
Ab-
badia, pelo
campo
do
Olival
de
Villar,
no
1
valor
de
733000
—
a
José
Maria
Gomes
Bello,
pelo
campo
do
Lodeiro,
no
valor
de
203880
—
pela
bouça
e
campo
que
fo-
•
ra
de
Bento
Francisco,
do
logar
de
Bar
reiros,
no
valor
de 833560,
e
todos
os
foros
sobreditos no
valor
de
1:1113600.
Fica
liquido
0
valor
dos
bens
na
quan
tia
de
12:5933680.
Abatendo-se
a
este
0
laudemio
da
4.a
parte
na
quantia
de
3143842
fica
na
quantia
de
12:2783838
—
e
abatida
a
esta
quantia
a
reserva
que
peza
nos
mesmos
bens
e
que se
paga
a
Maria
Pinto
de Oliveira,.,
no
valor de
1:0813180,
fica
liquida
a quantia
de
11:1973658,
a
cuja
quantia
accresce
0
valor
de
tres
dias
d
’
agua
annualmente
da
poça
ôu
preza
sita
no
campo
chamado
do
Lodeiro,
que
hoje
prelence
a
Antonio
Vieira
de
Araújo,
d
’esta
cidade
de
Braga,
no
valor
de
2003000,
e
junta
esta
áquel-
la
prefaz
0
11:3973638.
Braga
7
Pelo
juizo
de
direito d’esta
comarca
Braga,
e
cartorio
do
primeiro
oflicio
!
laz
de
...
■
.
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
se
publico,
que
no
dia
2 do
proximo
mez
de
fevereiro
do
corrente
anno,
pelas 10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
da
justiça
collocado
no
largo
de Santo Agos
tinho, d
’esla
cidade,
se
tem
de proceder
á
arrematação
dos
bens
penhorados
a
Manoel
Gomes
da
Silva
Mattos,
na
exe
cução
que
lhe
move
Manoel
Joaquim
Go
mes,
negociante,
ambos
d
’esta
mesma
cidade,
e
cujos
bens
são
os
seguintes
a
saber:
a
quinta
denominada
da
Pia,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
da freguezia
de
Gualtar,
desta
comarca,
no
valor
li
vre
do
foro, na quantia
de
2:0063320
O
campo
de
Linhar
Longo,
sito
no
logar
da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliado
na quantia
de
5963600
—A leira
da
Reve
zinha,
sita
no
logar
da
Pia,
da
freguezia
de
Gualtar,
avaliada na
quantia
de
903020
—
O campo
de
Dentro,
sito
no
logar
da
Pia,
da freguezia
de
Gualtar, avaliado
na
I
total
dos
bens a
quantia
de
janeiro
de
1878.
O
escrivão
José
Firmino
da
Cosia
Freitas.
Verifiquei
rão
todo o
prejuízo
que
possa
tra
o
estabelecimento.
Braga
14
de
fevereiro
de
O
gerente
Fauslino
José
de
Sousa.
hav
er
con-
1879».
(2214)
PREVEKÇÃO
O
abaixo
assignado,
tendo
de
inten
tar
as
competentes
acções,
0
que
vae
fazer
brevemente,
contra
Rosa
Mana,
viu
va
que
ficou
de
Bernardo
José
d’
Arau-
joeSá,
da
freguezia
de
Fraião,
Anna
Joa-
qnina d
’Araujo, e
marido
José
Antonio
Rodrigues,
da
dita
freguezia,
Margarida
Rosa
d
’
Araujo
e
marido
Antonio Fran
cisco
d
’
Araujo,
da
freguezia
de
Lamaçães,
e
Francisco
José
d
’
Araujo
e
Sá,
e
mu
lher,
d
’esta
cidade,
e
todos
d
’este
con
celho
de
Braga, afim
de
serem
annulladas
as partilhas,
e
accusar
os
sonegados,
no
inventario
a
que se
procedeu
por
este
juizo
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Carlos
de
Araújo Mot-
la,
e
no
qual
individamenle
se
aformula-
ram
bens
a
diversos
coherdeiros,
cujo
valor
monta
a
quantia
superior
a
reis
vem
por
este
meio
fazer
ninguém conlracte
com
os
no
dito
inventario
acima
re-
os
bens
que n’elle lhes
cou-
pena
de
ficarem
sujeitos a
18:0003300,
publico
que
interessados
ferido
sobre
beram,
sob
todas
as
consequências
que
d
’
ahi
lhe
pos
sam
resultar,
e
de
não
poderem
de
fu
turo allegar
ignorância.
Braga
11
de janeiro
de
1879.
(2207)
Manuel
José
de Faria.
CONJTKA-PKEVENÇÃO
Os
abaixo
assignados,
conscios
de
que
uma
celebre
prevenção
assignada
por
Ma
nuel
José
de
Faria,
d
’
esta
cidade
de
Bra
ga, e
publicada
no
«Commercio
do
Mi
nho», n
“
884,
em
que
0
mesmo
se
diz
disposto
a annullar
as partilhas
feitas
pela
morte
do
marido,
pae
e'sogro
commum,
Bernardo
José
d
’
Araujo
e Sá,
não
passa
dTiraa
ameaça
balofa,
sem
importância
nem
effeito
algum,
pois
os
bens
que
no
inventario do
dito
seu
marido,
pae
e
so
gro,
Bernardo
José
d
’Araujo
e
Sá,
lhes
foram aformulados
são
verdadeiramente
seus,
porque
assim 0 decidiram todos
os
tribunaes
até
á
ultima instancia,
vem por
este
meio
declarar
que
nada
temem
do
dito
preventor,
e
que
se
este
tenta
illu-
dir
alguém
com os
imaginários
direitos
que
apregôa,
nada conseguirá,
nem
é
es
te
0
caminho
de
ganhar
ou
recuperar o
credito
de
que
precisa para
0
exercício
do
seu
negocio.
Rosa
Maria.
Margarida
Rosa
d'Araujo.
Ánna
Joaquina d
’
Araujo.
Antonio
Francisco d’Araújo.
José
Antonio
Rodrigues.
Francisco
José
d
’
Araújo e Sá.
(2213)
de
A
Carneiro
de
Sampaio.
(2210)
ATTEtVÇA.0
Companhia
Poito,
sita
faz
publico
attesçãd
João
da
Costa
Palmeira,
tem
para
vender
em
sua
quinta
em
Santa
Eulalia
de
Tenões,
0 seguinte:
Enxertos
de
pereira,
macieira,
amei
xoeira,
damasqueiro,
ameixoeira
do
Ca
nadá,
alporques
de
larangeira,
tudo
boas
qualidades.
Tem
tamhem
salgeiros. esta
cas
de choupo
e
nogueira.
(2211)
O
gerente
da
Succursal
da
União
Popular
Penhorista
do
na
rua
dos
Biscainhos
n.°
9,
a
todas
as
pessoas
que
tenham
pinhores
no seu estabelecimento,
e
que
ha
mais
de
tres
mezes
não
tenham
pago
juros
dos
mesmos,
os
queiram
satisfazer
até
o dia
31
do
corrente
mez
de
janeiro,
e
passado
este
dia
serão
os
referidos
penhores
ar
rematados
em
asta
publica
no
local
aon
de
for designado
pela
Companhia,
e
á
face
do
livro
de
leiloes,
se
entregará
o
remanescente
aos
snrs.
motoantes,
assim
como os
mesmos
n
’
esta
occasião
salisfa-
Francisco
Mesquita,
d
’
esla
cidade,
an-
nuncia
ao
publico
que
retira
no
dia
17
do
corrente,
as
carreiras
que
tem
em
casa
do
snr.
Ribeiro
Braga,
para
a Po
voa
de
Lanhoso
e
Senhora
do Porto,
e
abre
a
mesma
diaria
no
dia
18
do
cor
rente,
para
a
Senhora
do Porto, a
sair
de
Braga,
á
1
hora
da
tarde
chega
á
Se
nhora
do
Porto,
ás
4
da
tarde,
sae
da
Senhora
do
Porto, para
Braga,
ás
6
da
manhã,
chega
ás
9
da
manhã.
ás
6
da
Preços:
De
Braca
ao
Pinheiro
dentro
180
fóra
160
a
€
<
í
á
Povoa
«
«
a
Si
mães
«
«
á
S. do
Porto «
220
260
320
«
(I
200
240
300
Escriptorios
em
Braga
em
casa
Domingos Alves
Pereira, na
Senhora
de
do
Porto
em
casa
de
Antonio
mes
Barroso.
Braga
15,
de
janeiro
de
Pelo annunciante—
Alves
(2212)
TABACARIA HAVA.MEZA
BRAGA
50
—Rua do
Carvalhal—50
Deposito
de
tabacos
das
principaes fabricas
nacionaes
e
estrangeiras
PREÇOS
PORQUANTO
SE
VENDEM OS RAPÉS
l>e Xabregag
1879.
Pereira.
Joaquim
«s
g
ABERTURA DA
VENDA DO NOVO
No
mesmo
armazém onde se tem vendido os appareliios de prestidigitação
21
— rua do Souto, —
21
Meio grosso, cada
250
grammas
Cruz
de
Malta
Princeza
Secco
Reserva
Rapé
Rapé
Rapé
Rapé
Rapé
Pacotinhos
de
t
25
» »
grammas
350
380
420
570
440
35
$
11a
Lealdade
Rapé
Meio
grosso,
cada
250
grammas
Rapé
Vinagrinho
»
»
»
Pacotinhos
de
25
grammas
280
280
30
Ba Boa-Fé
cada
Rapé
de
qualquer
qualidade,
250
grammas
Garante-se
a
boa
qualidade
dos generos
vendidos n
’
este estabelecimento.
220
VESCONTO»
Vl.VTÍJOSOS AOS
SNRS.
ESTAN9UFIROS.
(2204)
Banco
Commercial, Agrícola
e
Industrial
de Villa
Real
Sociedade «nonjina de responsa
bilidade
limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
este
banco
a
concorrerem
á
assembleia
geral
que
lia-de reunir-se na
séde
do
mesmo
em
19
do corrente
pelo
meio
dia,
para
lhe
serem
presentes
o relatorio
e
contas
da
gerencia
e
parecer
do
conse
lho fiscal,
em relação
ao
anno
de 1878.
Na segunda reunião,
cujo
dia
será
designado
na
primeira,
tem
de
discutir-
se
o
relatorio
da
-gerencia,
e se proce
derá á
votação
do
parecer
e
proposta
do
conselho
íiscal.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1879.
Por
auctorisação
do
exc.
mo
vice-presidente,
O
l.°
secretario,
Dr.
Augusto
Guilherme
de Sousa.
(2205)
BI
LISBOA
í
ROMA
Noticia Histórica da Peregrinação ao
Vaticano,
pelo
presbytero
Francisco
de
Sousa
do
Prado
de Lacerda,
prior
da
Chamusca.
Vende-ss
por
700
reis
na
veslimenta-
ria
Rocha,
rua do
Souto
n.°
41.
(2202)
niNiiEino
a
juro
A
Torre,
irmandade
de Nossa Senhora da
tem
1:000^000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
2203)
Padre
Luiz
Gomes da
Silva.
Dinheiro
sobre penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até ás
8
da
noite.
GOSINHEIRO
No
Coilegio
dos
Orphãos
precisa-se de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no mesmo
Collegio.
A venda se concluirá definitivamente
ámanhã
ás
10 horas da
noite
ÃPPARICKI
&
WW110
■
99,
Praça
IBarão <!e S.
Marti-
Klio, 9 9
Beceberam grande
sortimento
de:.
Chapéus
modelos para
snr.
a
e creança.
Flores,
plumas
e cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos de
bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a IsJOOO
e l$200 rs.
Meias.de
lã
em cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
diíferenles qualidades.
Faqueiros para
meza.
Machinas
para
fazer
a barba, a
700 rs.
Chavenas
e pires.
Oleados para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
a
dinheiro.
Este
mic.roscopio
(invento
e
propriedade
do
snr.
Dubois,
occnlista
e
optico,
fabricante
em
Paris)
não
tem
nada
que
vêr
com
as sortes
de prestidigitação
que se vendem
na
mesma
loja.
de comprar
SBO
SOUTO IV-0
22 *
Ou
CODIGO
PENAL DA EGREJÀ
Constituição Apostolict» Seiliu
do
SS.
Podre Pio IX
Annotada
e
commentada
pelo
presbytero
João
fíebello
Cardoso
de
Menezes.
e
Preço
primitiva porque
foi
vendido na exposição sem augmento pelas
despezas
de tronsportes e
direitos
A
’
venda:
N
’esta
redacção.
No
Seminário
Conciliar
de
S. Pedro,
nas
casas
dos
revd.mos
arcyprestes
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
Mont
’
Alegre,
Vianna,
Valença,
Famalicão,
Ponte
do
Lima,
Vdla
Verde, Villa Real,
Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção,
Fale,
Povoa
do
zim.
No
Porto,
em
casa
do'
snr. José
das
Neves,
rua
das Flores.
Em
Villa
Pouca d’
Aguiar,
em
revd.
m°
Silvino.
Var-
Car-
los
casa
w
í
t-a
5
&
O
mais vantajoso
e barata que se tem
eonheeido afcé hoje,
grande
utilidade
para
todo o mundo, tanto instruetiva e«mo recreativa
Teve
um
verdadeiro
successo na Exposição
de
Paris.
E
’
um
dos
mais
admiráveis
productos que
a
Exposição creou,
e
tem
sido
acolhido
favoravel
mente
pela
imprensa
de todas
as nações A
vantagem
d
’
este
artigo
rivalisa
com os
melhores
divertimentos
e
devia existir
em
todas
as
casas.
A
construcção
é tão
forte,
e
a
maneira
de
o
usar
tão
simples,
que
póde mesmo
entregar-se a
creanças,
sem
receio algum que
o
quebrem,
mes
mo
deixando-o
cahir,
nem
que
não saibam
servir-se
delle,
para divertil-as e
ao
mesmo
tempo
instruil-as
com
muito
mais facilidade
do
que
com
outro
qualquer
objecto.
Porque
as
•
descobertas
e
resultados
curiosos
que
com
elle
se
obleem
conlinuamente.
interessam
o
mais
possível
e
a
cada
dia
que
passa
nos
oflerece
novas
occasiões
de
o
empregarmos
e
de
reconhecermos
as
suas
vantagens.
Para
servir-se d’este microscopio
não
é
necessária
mesa
nem
local
escolhido,
póde
usar-se
em
qualquer
sitio
á
claridade
do
dia
ou
a
uma
luz
qualquer.
Cada
folha
de
arvore
d
’
uma
planta
ou
qualquer
ou-
o
empregarmos
e
passar
um
momento
inconstesíavel
utilidade
conhecida
do
tro
objecto,
oílerece
mil
occasiões
de
agradavel,
demonstrando
assim
a
sua
universo
inteiro.
Mas
este
microscopio
não
ao
longe
como
nenhum
outro
serve
para examinar
e
analysar
os
obji
serva imperceplivel
á
vista
mais apurada.
Citaremos,
infusopios e
insectos
invisíveis dentro
d
’
agua
e
q
di.-tmetamente
ante
os
olhos
com
a
ajuda
d
’
este
novo
microscopio
o
qual
reúne
outra
vantagem
ás
moitas
que tem
sobre
os
outros
instrumentos
d’
esse
genero,
e
muito apreciado
por
todos
os
occulistas,
que
é,
—
não
can
sar
a
vista,
podendo
quem o
emprega,
olhar
muitas
horas
seguidas
sem
experimentar
cansaço
algum
nos
olhos.
serve
para ièr,
nem
para
vêr
1
por
mais
caro
que
seja,
mas««^fe®S
jectos
e
descobrir
n
’e!ies
o
qne
se
con-
apurada.
Citaremos,
por exemplo,
os
que
apparecem
muito
$
do
SÊ
Xv1
■Sjf
&
$5
írua
de
s
.
marcos
,
N.
8
õ
.
■
g
vende
papeis
pinta-
dos
para guarnecer
sallas,
B
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar
em
80
reis
a peça.
Ai
■Ç'.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
Cada miereáeopio vae ticumipautan
do de
um prospeeto indicando
a
ma
neira de o usar.
A
nenhum
outro
microscopio
foi
permitlido
até
hoje
descobrir
com
tanta
facilidade
as
falsificações
dos
líquidos:
como
o
vinho,
o
leite,
o vinagre,
etc.,
nem
examinar
e
analysar o
sangue
nem
a
ourina,
assumpto
importante
para muita
gente
e
qne
póde
evitar
enfermidades
e
pelo
menos, permitte
combalel-as
com
exilo
!
Quantas
pessoas ha
que
se
tivessem
podido conhecer
o
estado do
seu
sangue
com este microscopio.
teriam
applicado
o
remedio
efficaz,
antes
qne
fosse
demasiadamente
tarde
!
E
’
desnecessário exaltar
a
importância
d
’
este instrumento
nas
famílias
para
analysar
a
agua ou
outros
líquidos;
e
não
ha
duvida
que
o
uso
d’
este
mi
croscopio
para
certas
pessoa»,
evitará
alguns
excessos
nas bebidas.
O
phyloxera
(ou
qualquer outro insecto novo
invisível
que
podesse
ap-
paiecer d
’
uin
dia
para outro)
que
parece
á
primeira
vista
um
pó apenas vi
sível,
augmenta
com este
microscopio,
como
se
fosse um
grande
animal:
póde
descobrir-se
immediatamente
sem
dependência
de
ensino tanto
para
as
creanças,
como
para
os
camponez.es
que
não
tenham
conhecido
até
hoje
nem
o
microscopio
nem
o
phyloxera. O mundo
inteiro
se
interessa
por
este
artigo
inslruclivo
e
necessário
nos
nossos
tempos,
em
que
a
falsifica
ção
dos
generos
alimentícios
atlingiu
um
tão
alto
gráo, e
sabe
apreciar
o
serviço
que
lhe prestou
o inventor
descobrindo
um
instrumento
tão
pode
roso
e
pelo
modico
preço de
600
réis.
g
JÈ>
S
S
I
•
(2124)
O
representante
em
Braga,
A.
Amrein.
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se na casa imme-
diata
n.°
22.
(981)
Dinheiro a juro
Ha
na confraria
de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal
a
quantia
de 650$000
reis
para
mutuar.
O
secretario
—Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
DINHEIRO A
JURO
A confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para mutuar,
a
quantia
de
500^090
reis.
(2065)
COFRE
DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
RESPONSÁVEL—
Luiz
Baplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
