comerciominho_14011879_884.xml
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-
REDACTORES—D.
Miguel ÍSoUo-Mayor
e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Anlonio Joaquim |de Mesquita Pimenlel.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
7.°
ANNO
PUBLICA-SE
ÁS TERfiAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
ti
».......................... 850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
.....................................
10
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
....
2£000
»
ti
»
.........................
1^050
»
sendo
duas
assignaturas 3£>6Q0
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
................................
íO
N.°
884
GG-
TERÇA-FEIRA 14 DE JANEIRO DE 4879
Correspondência
partieulnr do
«Comiuereio do iUinho»
Paris,
3
de
janeiro
Dois
dias
antes do Natal
foram
en
cerrados
as
duas
camaras. A
dos
depu
tados
teve
151
sessões
e
o
Senado
80.
Uma
e
outra
que
fizeram
durante
es
te periodo
legislativo?
Pouca
cousa
real
mente.
As
questões
importantes
que
de
viam
ser
controvertidos
na
primeira,
fi
cam
addiadas para
uma
epoca
ulterior;
outrotanto
snccedeu
no senado, ficando
para mais
tarde
diversas interpellações
que
tinham
de
ser
feitas
pelos
senadores
calholicos
aos
membros
do
gabinete,
e
que
não
puderam
eíleituar.
Eis
o balanço
da
sessões, a que
de
vemos
addicionar
a
discussão
do
orçamen
to,
a
qual
foi
tratada
a
galope,
como
se
fôra
negocio
de
somenos
importância
Incontinente
ao
encerramento
das
ses
sões,
os
deputados
partiram
para
os
de
partamentos,
afim
de
se darem ahi
á
propaganda
respeitante
ás
eleições
senalo-
riaes,
que
vão
ler
logar
dentro
em dois
dias.
Ha
poucos
exemplos
dhguaes
preoc-
cupações
e
d
’
uma
acli« idade
similhante,
que
se
aporfiam
nos
dois
campos.
Os
conservadores
comprehen
leram
agora
a
importância
de
conservar
a
maioria
na
camara
alta;
consequentemente
obram
com
zelo
e
ardor, que nas
eleições
do
anno
passado
estiveram
longe
de
manifestar,
e
contam
que
os
seus
esforços
serão
recom
pensados.
Segundo
as
relações
dos prefeitos
é de
crerque
um
bom numero
d
’
esses
candi
datos
será
eleito,
fazendo convencer
em
bre
ve
o
governo
de que
os
resultados
que
ella
possa
obter
no
escrutínio
serão
insufiic
entes
para
sobrelevar
a
maioria
do
senado.
Emquanlo
se preparam
as
eleições,
a
campanha
da
educação
athea
é
hoje
mais
que
nuuca
impulsionada
vigorosamente
pelos
republicanos.
Em
todos
os
domin
gos,
os
peroradores
das
esquerdas
discor
rem
nos círculos
de
Paris
em
favor
da
escola
sem
Deus.
E
’
o
seu
modo
de
san-
cliticar
o
dia do
Senhor. O
conselho
mu
nicipal
da
capital
acaba
de
tomar
uma
decisão,
que
em nada
nos
snrprehendeu:
—
Formulou
uma
votação
afim de
que
aos
educadores
e educadoras
congreganistas
seja
concedido
um
salario
que
não
possa
exceder
a
250
francos.
Esta
decisão,
no
pensar
dos
nossos
municipaes, obrigará
os
educadores
a
resignarem
as
suas func-
ções, porque,
não
terão
com
que
viver.
Mas
não
será
mais
efficaz do
que os
outros,
este
novo
modo
de
perseguição.
Trala-se
já
de
abrir
subscripções
capazes
de
prestarem
toda
a
ajuda
aos
sympa-
thicos
lunccionarios que
os
nossos
radicaes
pretendiam
esmagar.
Se,
como
é d
’espe-
rar,
essas subscripções produzirem
o
seu
eífeito,
bem
gorado
ficará
o
intuito
do
conselho
municipal,
e
os
congreganistas
permanecerão
no
seu
posto.
Por
outro
lado
annuncia-se
um
protesto
energico
do
cardeal-arcebispo
de
Paris
contra
áquella
decisão,
protesto
que
não
será
sómente
enviado
sob
fórma
de
reclamação
ao
mi
nistro
dos
cultos,
mas
consignado n’uma
petição
que
o eminente prelado
dirigirá
ás
duas
camaras.
Na
província,
renovam-se
em
toda
a
parte
os
mesmos factos.
Em certas
lo
calidades,
quando
as
povoações
caiholicas,
victimas
da
arbitrariedade republicana
procuram
manter a
expensas
suas
os
congreganistas
banidos
das
escolas
com-
munaes,
as
municipalidades
livre-pensado
res
fazem fechar
essas
escplas
livres,
sob
vários
pretextos,
mas
todos
obedecendo
a
um
mesmo
e
unico
escopo.
Pretende-se
a
todo
preço formar
uma
mocidade
alheia,
materialista
e
radical,
e
para isso
querem
esmagar
os
Irmãos
e
as
religiosas
que
ensinam
a
religião
em
nossas
escolas.
Sen
do
incontesta
a fraquesa
dos
nossos
go
vernantes.
é
para
recear
que
n
’
um
futu
ro
mais
ou
menos
afastado
os radicaes
cheguem
a
conseguir
os
seus
fins.
Final
mente
a
Republica
esforça-se
tenazmente
por
instruir
o
povo
a
seu
modo. Apre
goam-se
n
’
esle
momento
os
prospectos
d’
uma
publicação
d
’
historia
refeita
segundo
os
preceitos
da
franc-maçonaria.
Entre
ootras
mentiras
que
se
vão
pôr
sob
os
olhos
da
mocidade,
citarei
a
seguinte
qne
bastará
a
dar prefeita
ideia
da
obra em
questão.
Diz-se
alli
que
«todos
os pap>s
teem
commettido
crimes
que
se ha
hesitado
até
hoje
em
apresentar
a
publico,
mas
que
se
vão
reproduzir
agora».
Isto
não pre
cisa
de commentarios.
Para
variar
um
pouco
a
política
radi
cal,
voltou á
tella
a
questão
da
amnis
tia.
Os
chefes
da
maioria
republicana
teem
recebido
ultimamente
fortes
instancias
dos
membros
da Communa,
refugiados
no es
trangeiro,
para
a
apresentação
d'uma
pro
posta d’
amnistia
no
fim da
sessão
próxi
ma.
Os
refugiados observam
que
teem
esperado até
agora,
porque
a
votação
da
camara
teria sido
regeitada
pela
maioria
reaccionaria
do
Senado.
Mas
accrescentam
que este
argumento
não
poderá
jamais
invocar-se,
passado
o dia
5
de janeiro.
Não
querendo
o
snr. Gambetta
e
os
seus
amigos votar,
por preço
algum, a
amnis
tia,
inspiram
aos
seus
jornaes
uma
nova
campanha
ácerca
do
16
de
maio; pois
que
«ccopando
esta questão
todos
os
espiritos
no
parlamento,
na
imprensa
e
no
esiran-
geiro,
Gambetta
espera d
’
esle
modo
ad-
diar
indifiuidamente
a
discussão
da
amnis
tia.
Ao
começar
do
novo anno,
discute-se
muito
entre
nós
ácerca
da situação
geral
da
Europa,
comparada
com
a
de ha
um
anno
em
igual
epoca, quando
os
receios
d
’
uma
conflagração
geral
eram
tão
gran
des
por
toda
parte.
Estes
receios desva-
nesceram-se
no
congresso
de
Berlim,
mas
foram substituídos
por
outras
apprehen-
sões.
O
perigo
exterior,
para
a
maior
parle
dos
estados
transformou-se
n
’
um
pe
rigo
interior
mais
formidável
ainda
qne a
guerra
de
potência
cora
potência,
porque
parece
não
poder
conjnrar-se,
de
conse
quências
incalculáveis
sob
o
ponto
de
vista da
manutenção
das
dynastias,
como
da
transformação
social.
De
todas
as
po
te- cias,
parece
que
a
França
é aquella
que está
na
melhor
situação.
Tendo
as
diíficuldades
interiores
das
outras
potências
conjdrado
os
perigos
ex
teriores
que
poderiam
ameaçar-nos,
pode
remos
caminhar
d
’
oravante
mais
livres,
e
se
nossos
governantes
tiveram o
bom
sen
so
de
nada
fazer
que
possa
contrariar a
campanha
emprehendida
no
estrangeiro
contra
o
socialismo,
poderemos
obter
da
nossa
altitude
e
da
nossa influencia
cer
tas
vantagens
comtnerciaes
que não
são
para
desdenhar.
--------
------------------------------------------------
S
v2t'
janeiro
(íe
1815*.
(Do
nosso
correspondente;.
Temos
em
Lisboa
mais
duas
lampari
nas,
que veem
augmentar
o
clarão
ele-
ctrico,
que
deslumbra
esta
nobre
cidade
de Lisboa.
São o
«Echo
de
Portugal
e
Brazil»,
e
o
«Commercio
de
Lisboa».
A’
falta
de
jornaes, não
irá
a
nau
a
pique.
Dizem
que
a
imprensa
aplana
a
estra
da
da
civihsação;
mas
o embrutecimento
vae-se
desenvolvendo
na
proporção
nume-
rica
dos periódicos,
que
os
corrilhos
li
beraes
ahi mandam
correr
mundo,
já se
sabe,
para
armarem
a
credulidade
publica,
e chegarem
a
braza
á
sua
sardinha.
Eu
também
quero
muito á
imprensa;
mas
á
imprensa,
que
moralise,
que
instrua,
que
civilise;
á
imprensa,
que
verbére os
erros
dos
poderes
públicos,
ou
lhes
ap-
plaude
os actos
louváveis;
que
defenda
os
interesses
moraes, e
materiaes
do
paiz;
que
indique
os meios,
que podem
con
duzir,
mais
preslesmente,
a
nação
ao
possível
grau
de
prosperidade.
Entre,
porém,
o
jornalismo
corruptor,
e
desbragado,
e
a mordaça,
não
hesito.
Opto
por
esta.
Se
tenho
sêde,
e
me não
derem,
para
malal-a,
senão
agua
saturada
de
qualquer
peçonha,
que
me
arruine
a saude,
ou me
tire
a
vida,
repiílo-a,
não
a
acceito.
Por
isso
anteponho
a
censura
previa,
á liber
dade
da
imprensa,
emquanlo
a
auclori-
dade
fôr
o qne está
sendo,
que
afinal
é
sobre
jquem
deve
de
pesar
a
maior
parte
da
responsabilidade
d
’esses
abusos
inqua
lificáveis,
que
teem tornado
uma
grande
parle
do
jornalismo
altamente
infesta
á
causa
da
moral
publica,
e
da
religião de
nossos
paes.
O
snr.
Cardeal
Patriarcha
continúa
soffnndo.
Ouvi
a pessoa muito compe
tente
que
o
incommodo
de
s.
em.
n,a
é
grave.
Deus
o
restabeleça.
E já
que fallei
do
nosso
em."
10
pre
lado,
dir-vos-hei
que
a
sé
patriarcha!
se
vae
despovoando
todos
os
dias
mais de
ministros.
São já rari
nanles.
O
coro
qua-
si
deserto,
mas
a
verba votada
para
a
manutenção
do
culto
na
primeira
cathe-
dral
do
paiz,
continúa
a
ser
exigida
co
mo
se
realmenle
funccionasse
alli
com
pleto
o
quadro legal.
Sabbado
foi
garrotado
o
infeliz,
que
attenlára
contra
o
intruso
de
Castella.
Elle
ter-se-hia elevado
muito,
se
hou-
véra poupado a
vida
do
assassino,
pois
dependia
só
de
D.
Affonso o
perdão.
Mas,
el
nino
é
rei
liberal,
e
um
rei
liberal
vinga
se, não
perdoa.
Talvez
o
imperador
Guilherme
lhe
en
vie
agora outro
collar....
Eiles
la se
entendem,
mas
não
apren
dem...
Declaram
algumas
folhas
que
os
en
saios
parlamentares
continuarão
todas
as
quartas-feiras
ent
casa do
presidente
de
ministros.
O
homem
dá
chá
e
biscoutos
aos
seus
ennuchos,
deliberados
a
defen
derem a
lodo
o
iranse a
política
do
po
der,
que não
é,
que
não póde
ser,
de
certo,
proticua á nação.
A
incompatibilidade
de
interesses
en
tre
o
povo
e
o
governo
liberal,
seja
elle
qual
for,
é
palpavel,
meu bom
amigo;
e
por
isso
a
que
tenderá
o
voto da
maio
ria,
senão a
escorraçar,
cada
vez
mais,
o
paiz,
farto
á
maravilha
de
vexames,
illusões,
e escarneo?
Já
sabeis
de
ce to
que D. Luiz
da
Camara
está
governador
civil
de
Lisboa.
Ignoro
o
motivo da
demissão
do
anterior.
Arrufos, provavelmente,
ou
política
de
bastidor.
E
não
admira,
porque
a
comedia
con
tinua,
e
continuará,
até
que
o
pu\o
po
nha
fóra
do
palco
os farçantes,
e
des
manche,
em
continente,
o
lhealro-barra
ça, que, diga-se
na verdade,
fica
muito
abaixo
do
Dallot.
—
Cresce
aqui
o
preço do
gado vac-
cum;
crescerá,
pois,
o
preço da
carne
nos talhos de
Lisboa.
Mas
louvores
á
liberdade
amplíssima
do
commercio, a cuja sombra se
exportam
para o
estrangeiro
centenas,
e centenas
de
bois
cada
anno.
Augmenta a
carestia
dos
generos
de
primeira
necessidade,
augmentará
em
bre
ves
dias o
irapostd,
porque o
snr.
D.
Luiz
anntinciou-o
e
prometteu-o
em
ple
no
parlamento,
e
a
palavra
de
rei... mas,
que
tontice,
meu
caro
redactor!
Sonhava
que
o provérbio
podia
ter
agora
applica-
çào!
O
chefe
do
Estado
é
rei
liberal;
o
rifão,
por
tanto,
não tem,
não
póde
ter
razão
de
ser
hoje.
Tiuha-a
n
’
esses
tempos
d
’
outr’ora,
em
que
os
soberanos
chamavam
ao
branco,
branco,
e
ao
prelo,
preto;
em
que os
reis
legítimos
fallavam
ao
povo
a lingua
gem
da verdade,
nua,
e
crua;
em
que
eiles
promettiam,
e
cumpriam.
Não
digo
que
o
snr.
D.
Luiz
pregue
a
sua
pelolasiia,
mas
lê
discursos,
condo
qualquer
papagaio
áii=papagaio
real,
pa
ra
Portugal.
Quem
passa?
El
rei
que
vae
á
crça».
E
á
caça dos
dinheiros
nacionaes
anda
a
liberdade
desde
que
nos
visitou;
e,
sem
espirito
de
desacreditar
ninguém,
é
forçoso
confessal-o,
tem
feito
muito
a
limpo
a
sua!
E
se
ella
nos
caçára
apenas
o
dinhei
ro...
mas, a
rede
tem
sido
varredoura:
de
envolta
com
a
já
tão
magra
fortuna
publica,
ternos
ido
perdendo
a
proverbial
moralidade,
e
religiosidade,
que
nossos
bons paes
nos legaram.
Que
boa
gente,
meu
amigo!
E
que
povo este,
meu excellente
re
dactor!
Será
demencia? Será
degeneração?
E’
a justiça
divina.
Tem
sido
longa
a
expiação,
e
acer
bíssima.
Depois
a
liberdade.
Todo vosso
■ Ilustre
enfermo. —
Tem
estado
gravemenle
enfermo,
o
exc.1110
snr.
Fran
cisco
Jacome
Pereira
de
Vasconcellos, da
illustre
casa do
Avell.r.
Só
ha
pouco
tivemos
conhecimento
(Festa
triste noticia,
que
com
profunda
mágoa
transmitlimos
ao
leilori
Oxalá
que
em
breve
Deus restitua
a
saude
a
tão
respeitável
cavalheiro
Ivoiigutão
lias
obrigaçãeM <
íom
ra
minhos
«le ferre
i!o Miníao e Hon
ro.
—
Abriu-se
hontem,
no
cofre
central
d
’esle districlo,
a 6.
a
e ultima emissão
do
empréstimo para
os
caminhos
de
fer
ro
do Minho
e
Douro, a
qiial
conclue
hoje.
Hontem
subscreveram-se 211
obriga
ções,
por
206
subscriptores.
Tentativos
d'l» amieiilio.
—
Anle-
honlem.
ás
7 e meia
da
noite,
perpetrou-
se
na
freguezia
de
S.
Victor,
aos
Peões,
um
crime
atroz.
Por dá
cá
aquella
palha,
um
operário
da
Fabrica
social
de
chapéus,
natural
da
Galliza,
acominetleu
de
nava ha
em
punho
a
dona
da
casa
onde
vivia,
e
deu-lhe
uma
facada
que
a
lançou
por
terra.
Vindo o
marido
em
soccorro da
aggredida,
recebeu
do
feroz
aggressor
duas
navalhadas,
sendo
uma
d
’
ella
perto
do
coração.
O
criminoso
conseguiu
evadir-e
E
’gra
ve
o estado
d
’
ambos
os
feridos.
Este
caso causou
consternação na
vi-
sinhança,
porque,
demais
a mais, as
vi-
climas
d
’
esta
bruta
e
inqualificável
ag-
gressão
são pessoas
bemquistas
pelo
seu
amor
ao
trabalho,
pela
sua
probidade
e
caracter
inofiensivo.
São
paes
de
numerosa
familia,
e
a
mulher
achava-se
gravida.
Com
mais promenores,
promellemos
voltar a
tractar
d
’
esle
caso, e
d
’oulros
que
por
alli
se
dão
amiudadas
veies;
e
havemos
de convencer
o
digno
commis-
sario
da
policia,
da
necessidade
de que
a
vigilância
dos
guardas
se
não
limite
até
á
rua
de
D.
Pedro V.
'
FavISeeisaaewt®.
—
Na
terça
feira da
semana
próxima
passada,
falleceu
o
pae
do
nosso
muito
presado amigo, o
revd.
rao
snr.
padre
Luiz
Gomes
da
Silva,
respei
tável e
exerpplar
sacerdote
d’
esta
cidade
de
Braga.
«
Associamo-nos
á
dor
que
o
punge
n’este
transe
por
que
acaba
de
passar.
Outro.
—
Falleceu
ante-hontem
o
snr.
Francisco José
Dias,
morador
na
rua
de
S.
Marcos,
d
’
esta
cidade.
O
finado
era
um
honrado
e
digno
membro
do
partido
legilimista,
e
bemquislo
de
todos quantos
o
conheciam.
Celebraram-se hontem
de
manhã
os
oflicios
por
sua
alma,
na
egreja
dos
Ter
ceiros,
e
o
seu
cadaver
foi
dado
á
se
pultura
pelas
Ires
horas
da
tarde.
Missa de
areqwiem».—
O
snr.
pa
dre
Luiz
Gomes da Silva
celebrou
hon-
tem.no
templo
dos
Remedios,
uma mis
sa
suíTragando a alma de
seu
fallecido pae
A
este
acto
assistiram
numerosos
ami
gos
do
snr.
padre Luiz Gomes,
e as
alumnas
do Asylo
de
D.
Pedro V.
Tentativa de
roabo.—
No fim
da
semana passada,
os
larapios
tentaram
roubar
a
casa
da
esquina
da
Travessa
das
Carvalheiras.
Começaram
a
destelhar
a
referida
casa,
mas
sendo
presenlidos,
po-
seram-se
ao
fresco.
Ha
tempos
a
esta
parte
os
ratoneiros
leem
andado
desaforados.
fheatro.
—A
companhia
do
theatro
das
Variedades,
do
Porto,
deu
ante-hon
tem
um
espectaculo. com a
comedia
em
3
aclos
A poria
diabólica,
e
a
scena
có
mica
De
pernas
para
o ar.
O
desempenho d
’
ambas
foi
regular.
—-O
nosso
estimável
colle-
ga
do
«Diariq do
Minho»,
o
exc.m
'’ snr.
Mello
e
Athaide,
manda cantar
na
quinta-
feira,
no
templo
dos
Congregados,
uma
tnissa para
suffragar
a
alma
da
finada
D.
Maria
Izabel,
filha
dos
nobres
marque-
zes d
’
Angeja.
Sncendio
-
—
No
dia
8
foi
devorada
por
um
violento incêndio a
casa
habitada
pelo
nosso
amigo
snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva Guimarães,
na
rua
da
Rainha,
em
Vizella.
O
prejuízo
calcula-se
em 6:0000000
reis.
Com
grande difliculdade
foi
salva
a
familia
e
a
mobilia
da
casa.
Os
bombeiros
voluntários
d
’aquella
localidade
obraram
prodígios
de
intrepi
dez.
abnegarão
e
valor,
segundo
d’
alii
nos
communicam.
Lm
d'elles
caiu
d
’
um te
lhado,
do
que
lhe
resultou
ficar
muito
contuso,
e
ura
outro
ficou
com
os
dedos
esmagados.
Socialismo.
-Com
esta
epigraphe
re-
ceb
mos
um opusculo,
impresso
em Lis
boa,
e
que
se
subintitula
também
socia
listas
e
regicidas
—
por A.
W.
Bauer.
Acompanha
este pamphelelo
de
43
pa
ginas
uma
lembrança
do
auctor, em
que
nos
pede
para
dar
uma
noticia d
’esle
livro,
mencionando
,
os
seus
titulos
e
ca
pítulos.
O
opusculo
divide-se
em
5
capítulos
e
um
prologo.
Intilula-se
o
primeiro:
ori
gem
do socialismo; o segundo,
socialis
mo
moderno
ou
alleraão;
o
terceiro,
las-
salismo;
o
quarto,
socialismo
negro
e
so
cialismo
vermelho;
o
quinto
e
ultimo,
recapitulação
e
conclusão.
Para
acabar
de
satisfazer
integralmenle
ao
pedido
do
auctor,
cumpre-nos
emillir
o nosso
juízo sobre
o
merecimento
da
sua
producção.
Em
menos
d’um
quarto
de
hora
hemos
aquellas
paginas,
jul
gando
que
seria
interessante
uma obra
que
profundasse
a
momentosa
questão
da
actualidade
—
o
socialismo.
Pois
nada
d’
isso.
Até hoje,
em quantos
escriptos
se
tem
publicado sobre
o
so
cialismo,
e
que
temos
lido,
ainda
não
vi
mos
uin
que
tractasse
a
momento-a
ques
tão
com
mais
superficialidade,
com mais
falta
de
critério,
e
com tão
grandes
con-
tradicções: á
parle os
crassos
disparates
e
as
grossas
asneiras
e
parovices
que
apresenta
com
miserável
ingenuidade,
principalmente
no quarto
capitulo.
Para
que
gregos
e troianos
se
convençam
do
que
dizemos,
não
é
mister
que
desçamos
a
analysar
esse
aleijão
singular;
basta
que
destaquemos
para
aqui
alguns
periodvs
apenas:
«...Assim
como
os
socialistas
faliam
á
sociedade
em
nome de
uma
innovação
scientifica,
que
a grande
numero
de
pen
sadores
se
aífigura
disparatada;
em
nome
do amor
do
proximo,
da
caridade,
de
um ideal
celeste, houve
outr
’
ora
uma
creatura
superior
que
chamou
a
si
os
excluídos da
partilha
dos
bens
terrestres,
os
míseros
e
os
famintos,
e
os
acolheu
ao
seu
seio,
promettendo-lhes
na
outra
vida
os
bens
celestiaes, como
os
únicos
que
lhes
podiam
e
deviam compensar
a
fome,
a
nudez
e
o
abandono
de
este
mundo.
Essa
creatura
foi
Jesus,
o
fundador da
religião
Chrislã.
D
’
aqui,
uma
especie
de desgraçados
que,
postos
os
olhos
e
a
fé
no ideal,
se
refugiam
na
esperança
da vida
futura.
São
os
crentes.
Ha porém outros desgraçados que,
descridos da
religião, só
confiam nas
pro
messas
dos
regeneradores
sociaes,
e só
cob
çam
os
bens
da
terra,
para
os
quaes
lançam
olhos
ávidos,
insaciáveis
e
por
ve
zes
odientos.
São estes
que
constituem
uma
parte
importantíssima
das
numerosas
phalanges
socialistas.
Mas
de
tudo se
aproveitam
a
especu
lação
e
a
política.
Pastores
eminentes
da
egreja,
explo
rando
habilmente
o
sentimento
religioso
e
as
misérias
e
queixumes
da
classe pro
letária,
fundaram
um
novo
socialismo,
seita talvez
a
mais
recente
das
seitas
so
cialistas».
Contra
isto,
batatas.
Ora,
cebolorio,
amigo,
cebolorio!
AtropellamenSA.
—
Ante-hontem,
por
volta
das
11 horas
da
manhã,
na
occasião
em que
a
cavallaria
subia
o
campo
de
D.
Luiz,
um
cavallo
montado
por
um
dos
cabos
quebrou
o
bridão, e,
desenfreado,
alcançou o snr.
padre
João
Thomaz
Conde,
sachrislão-mór
da
Sé,
lançando-o
a terra,
do
que
lhe
resulta
ram
algumas
contusões
de
gravidade,
se
gundo
nos
informam.
Em
consequência
do
ininterrompiuo
in
verno,
deu
ordem
o
commandante
do
destacamento
de
cavallaria
para
que
os
cavallos
bebessem
no tanque
do
chafariz
do
campo
de
D. Luiz
I,
onde
está o
quartel
da
cavallaria;
e
no
mesmo
campo
tivessem
o
passeio
a
passo
e
a
trote,
como
as
ordens
determinam.
O
cabo
foi
cuspido
a
boa
distancia,
molestando-se
bastante,
a
ponto
de
ter
dado
entrada
no
hospital
militar, onde
está
em
tratamento.
Não obstante,
o
referido,
o
digno
coronel
d
’
infanteria
8,
mandou
que
aquelle cabo
fi
casse
considerado preso,
e
lhe
fosse
le
vantado
auto
de
corpo
de
delicto,
afim
de
se
averiguar
legalmente
d
’
este
facto,
segundo
o
digo
justiça
militar.
O
exc.
mo
coronel
Henrique
José
Alves,
logo
que
teve
noticia
d
’
este
aconlecimen
to,
dirigiu-se a
casa
do
snr. padre
Conde,
para
lhe
offerecer
os serviços
dos
dois
facultativos
do regimento,
mas
já
lá en
controu
os
snrs.
facultativo
militar
Valle,
e
medico
Vieira
da
Cruz.
CoiuiaiitssAo
<i«»
recenseamento.
—Na
reunião
dos
40
maiores
contribuin
tes,
efleituada ha
dias,
ficaram
eleitos
pa
ra
a
commissão
do
recenseamento
os
se
guintes
snrs:
Bacharel
Antonio
Joaquim
da
Silva
Cerqueira.
Lourenço
da
Cunha
Velho
Sotlo-Maior.
Manoel
de
Brito
Furtado
de
Mendonça.
Bacharel
Antonio
Pimenta
Gonçalves
Júnior.
Antonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado.
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Bernardes.
João
Antonio
Machado
Moreira.
SUBSTITUTOS
José
Gomes de Araújo
Alvares.
Manoel
Ignacio
da
Siiva
Braga.
Antonio
Cerqueira
de Amorim
Barbosa.
Bacharel
João de
Mendonça
Magalhães.
-José
Vicente
Alves
da
Moita.
José
Fernandes
Valença.
João
Baptista
Gomes
Ferreira.
Portnguezes
fallecido^
.—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram
desde
o
dia
18
até
21
de dezembro,
os
seguintes
súbditos
por-
tuguezes:
Felix
José
Pereira,
36 annos,
solteiro;
Francisco
José Cardoso,
40
s;
Manoel
Agostinho
28 s;
Manoel
AffonsO
Rios
d’
Arau-
jo, 34
s; Gertrudes Margarida, 33
v;
An
tonio
Tavares
de
Mattos
23
s;
José
d’
Al
meida
Lauderote, 30
s;
Francisco
José
de Mendonça,
23
c;
José
da
Costa
e
Silva,
38
s;
Sergia
Carolina de
Brito,
21
c;
Rosa
de
Jesus,
27
s.
Abri
u-se ha dias
na
rua
do
Souto
n.°
21 a
venda
d
’
um
novo
microscopio
a
600
reis
cada
uma
peça.
Esta,
novidade
é tão
ulil como
inslru-
ctiva e ao
mesmo
tempo
recreativa,
sem
excepção
de
pessoas.
Os que
já
conhecem o
microscopio
composto,
d
’
uin
apreço
extraordinário,
ma
ravilhar-se
hão
da
força
do
novo
micros
copio,
que
rivalisa
com
todos
os
conhe
cidos.
E
’
devido
á
feliz
invenção
de M.
Du-
vois,
occulista,
uma
celebridade
em
Pa
ris,
que não
só
com elle
enriqueceu
mas
prestou
grandes
serviços
á humanidade.
EXPEDIENTE
Para
maior
commodidade,
podem
os
nossos
assignantes
das
seguintes
localida
des
entregar
a importância
das
suas
as-
signaturas:
No
Porto—Ao snr.
José
Carlos
das
Neves,
rua
das
Flores.
Em
Guimarães
—
Ao
snr.
Pedro
Lopes
Guimarães.
Na
Covilhã
—Ao
snr.
Luiz
Antonio
de
Carvalho.
Em
Lisboa
—
Ao snr.
Antonio
Augusto
S.
Castanheira,
rua
de
Buenos-Ayres,
n.°
34.
—Revd.
mo
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis, Hospicio do
Sacramento,
Alcantara.
Ilhas
Adjacentes
—
Albino
Augusto
Pes
soa,
Ilha
de
S.
Miguel.
A
’quelles
cavalheiros
a
quem
enviar
mos
esta
folha
e
que
não
quizerem
ficar
com
a
assignatura
da
mesma,
rogamos
a
fineza
de nol-a
devolverem
para
nosso
governo.
Agradecendo
cordealmente
a
ponctua-
lidade
com que
muitos
dos
nossos
esti
máveis
assignantes tem
satisfeito o
paga
mento
das
suas
assignaturas,
lembramos
a
alguns
snrs.
que
ha
muilo
se
acham
em debito,
se
dignem
satisfazer
quanto
antes,
para
regularidade
da
nossa admi
nistração.
SECÇÃO
M C0MWICA11OS
Snr.
redaclor.
Tendo
lido
no
n.°
882 do
seu
muito
lido
jornal
um
communicado
do
snr.
An
tonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga, em
que
este
cavalheiro responde
ao
meu
communicado
inserto
no
n.°
881, declaro
publicamente
que
me
dou
por
plenamente
satisfeito
com
as
explicações
do
snr.
Cer
queira,
de
cuja
probidade
e
cavalheiris
mo,
para
fallar
com
franqueza,
eu já
esperava
um
acto
que
tanto
o
ennobre-
ce,
como
é
o
de reparar
uma
affronta
que
a
reflexão
e as
informações
que
na-
turalmente
colheu
lhe provaram
ter
sido
Injusta.
Julgando-me
plenamente
desaggravado,
desisto,
pois
de
recorrer
a
quaesquer
meios que
me
facultassem
as
leis,
e
agra
deço
cordealmeete
ao
snr.
Cerqueira ter-
me leito justiça, o
que
é
hoje,
infelizmente,
pouco
vulgar.
Peço-lhe,
snr.
redaclor,
que
dê
publi
cidade
a estas
linhas,
com
o
que
penhorará
quem
é
•
De
v.
etc.
Luiz Baptista
da
Silva.
Resumo do
aclivo e passivo
do
Banco
Commercial, Agrícola
e
Industrial
de Villa Real, em
31
de dezembro de
1878.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Leiras
descontadas
e a rece
ber
...................................
Letras
caucionadas
com
hy-
potheca
sobre bens
de raiz
Letras
em
liquidação.
.
.
Letras
protestadas .
.
.
26:3270669
636:1290639
57:9620000
6:6080472
3:1760810
Titulos
e
obrigações
a
receber
Empréstimos
sobre
penhores:
De
acções
deste
Banco.
.
De diversos
objectos
d
’otiro
e
prata.
.....
Operações
a
longo
prazo
com
hypotheca
sobre
bens
de
raiz.
...
...
Acções
de
conta
própria
em
numero
de
323.
. . .
Contas
correntes
com
garantia
De
acções
deste
Banco.
.
De
leiras
e
cartas
de
credito
De
vinhos.............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
.
.
.,
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
6460112
3:3030000
1000000
13:5260306
15:5700000
3:3530000
5:7320935
7000000
77:7320037
7:1960857
12:2630600
6100400
1:6000000
872:9630087
Passivo
Capital do
Banco. . .
.
Deposito
á
ordem. .
.
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Reserva
para prejuízos
even-
tuaes..........................
Ganhos
e
perdas.
.
.
800:0000000
2830003
21:3790843
1:1700300
9:4200000
4:0000000
36:6090741
872:9630087
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1879.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães.
Agostinho José
da
Costa.
CONVITE
Quinta-feira,
16
do corrente,
pehs
11
horas da
manhã,
canta-se
no
magestoso
templo
dos
Congregados
uma
missa
suf-
fragando
a
alma da virtuosa filha
dos
marqhezes d
’Angeja,
D.
Maria
Isabel
do
Carmo
Almeida Noronha
Camões
Albu
querque
Moniz
e
Sousa
Portugal.
Tenho
a
honra de
convidar
as
pessoas
que
me
honram
com
a
sua
estima
e
consideração,
e
as das
relações
da ex.
ma
familia da
finada
a assistirem
a
esse
re
ligioso
acto,
no
que
muilo
me obsequia
rão.
Mello
e
Athaide.
AHUNCIÕS
TABACARIA
HAVAAIEZA
BRAGA
50—
Rua
do
Carvalhal—50
Deposito
de
tabacos
das
principaes fabricas
nacionaes
e
estrangeiras
K9»
Xabregas
PREÇOS POR
QUANTO SE VENDEM OS
RAPÉS
Rapé
Meio
grosso.
cada
230
grammas
330
Rapé Cruz
de
Malta
D
B
380
Rapé
Princeza
D
B
420
Rapé
Secco
j>
370
Rapé
Pacol
Reserva
inhos
de
23
»
D
grammas
B
440
35
SSa
Rapé
Meio grosso,
cada
230
grammas
289
Rapé
Vinagrinho
»
»
»
280
Pacotinhos
de
23
grammas
30
EJa
tEBsja-Eé
Rapé
de
qualquer
qualidade, cada
230
grammas
220
Garante-se
a
boa
qualidade dos
genêros
vendidos
n’este
estabelecimento.
E» ESCKNTGS
VANTAJOSOS AOS
SISKS.
ESTANQUEIROS.
(2204)
Banco
Commercial, Agrícola
e
,
Industrial de Villa
Real
Soeiedade
annnyinn de
reiponim*
bilidade
limitada
São convidados
os
snrs. accionislas
d
’
esle
banco
a
concorrerem
á
assembleia
geral
que
ha-de
reunir
se
na
séde
do
mesmo
em
19
do
corrente
pelo
meio
dia,
para
lhe
serem
presentes
o
relatorió
e
contas
da
gerencia
e
parecer
do
conse
lho
(iscai,
em
relação
ao
anno
de
1878.
Na
segunda
reunião,
cujo
dia será
designado
na
primeira,
tem
de
discutir-
se
o
relatorio
da
gerencia,
e
se
proce
derá
á
votação
do parecer
e
proposta
do
conselho
fiscal.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1879.
Por
auctorisação
do
exc.
rao
vice-presidente,
0
l.°
secretario,
Dr.
Augusto
Guilherme
de
Sousa.
(2203)
PREVEXÇÃO
O
abaixo
assignado,
tendo de
inten
tar
as
competentes
acções,
o
que
vae
fazer
brevemente,
contra
Rosa
Maria,
viu
va
que
ficou
de
Bernardo
José
d
’
Arau-
jo
e
Sá,
da
freguezia
de Fraião,
Anna
Joa-
quina
d
’Araujo,
e
marido
José
Antonio
Rodrigues,
da
dita
freguezia,
Margarida
Rosa
d
’Araujo
e
marido
Antonio
Fran
cisco
d
’
Araujo,
da
freguezia
de
Lamaçães,
e
Francisco
José
d
’
Araujo
e
Sá,
e
mu
lher,
d
’
esta
cidade,
e
todos
d
’
este con
celho
de
Braga,
afim
de
serem
annulladas
as
partilhas,
e
accusar
os
sonegados,
no
inventario
a
que
se
procedeu
por
este
juizo
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Carlos
de
Araújo
Mot-
ta,
e
no
qual
individamente
se
aformula-
ram
bens
a
diversos
cohqrdeiros,
cujo
valor
monta
a
quantia
superior
a reis
18:000-|-500, vem
por
este
meio
fazer
publico que ninguém
contracte
com
os
interessados no dito
inventario
acima
re
ferido
sobre
os bens
que
n
’
elle
lhes
cou
beram,
sob
pena
de ficarem
sujeitos
a
todas
as
consequências que
d'ahi
lhe
pos
sam
resultar,
e
de
não poderem
de
fu
turo
allegar
ignorância.
Braga
11
de
janeiro
de
1879.
(2207)
Manuel
José
de
Faria.
ARREMATAÇÃO
Por
este
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
escrivão
do
6.°
ofiicio
Pessa,
no
dia
26
do futuro
mez
de janeiro,
á
porta
do
Tribunal
d
’
este
jnizo
no largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esta
cidade, onde
se
costumam
fazer as
arrematações
judi-
ciaes,
se
hade
proceder
á
arrematação
de
vários
bens
mobiliários
e
os immobilia-
rios
seguintes:
Uma morada
de
casas sobradadas
e
eido
junto
sito
no
logar
da
estrada,
fre
guezia
d
’Adaufe,
(Festa
comarca,
foreiro
á
camara
desta
cidade, que
confronta
do poente com
bouça
do
nascente
com
a
estrada
para
o
Barco de
Ancede, do
poente
com
prédio
de
Francisco
João
"Bernardo,
e
do
norte
com
Antonio
Car
valho,
tudo avaliado
em 5o6$330 reis.
Bouça
do
Moinho
Velha,
que
produz
mato,
situada
no
logar
do moinho
velho
da mesma freguezia,
Toreira á
rnesma
ca-
rnara,
que
confronta
do
nascente
com o
eido
supra,
poente
com
João
de
Sepulve-
da,
nort,e
com
bouça
de
Francisco d’
Oli-
veira,
e
do
sul
com
João
de Sepulveda,
avaliada
em
29->740
reis. Estes
preços
sao
aquelles
porque
teem a entrar
em
jlraça,
e
serão
entregues
a
quein
mais
der
e
lançar.
Todos
os
bens
mobiliários
e
immobiliarios supra
mencionados
foram
mandados
arrematar
por
deliberação
do
concelho
de
familia
no
inventario
orpha-
nologico
a
que se
procede
iveste
juizo
e
cartorio
do
dito
escrivão
do
6.°
officio
por
(allecimenlo
de
José
Bernardo,
viuvo,
pedreiro,
morador que foi
no
logar
da
estrada,
freguezia
dita
de
Adaufe.
Por
es
te annuncio lambem
são
citados
lodos
os
credores
incertos
do
dito
casal,
para
as
sistirem,
querendo,
a
esta praça
e
usa
rem
do
direito
que a
lei
lhe
faculta.
Braga
31
de
dezembro
de
1878.
Verifiquei
A
Carneiro dg
Sampaio.
O
escrivão
(2200)
José
Luiz d'Oliveira Pessa.
.
CODIGO PENAL DÁ
EGREJA
Ou
Constituição
Apostolicra
Set!!s
do
SS.
Podre
Pio IX
Annotada,
e
-commenlada
pelo
presbytero
João
Rêbello
Cardoso
de
Menezes.
A
’
venda:
N'esla
redacção.
No
Seminário
Conciliar
de
S. Pedro,
e
nas
casas
dos
revd.
mos
arcyprestes
de
Barcellos,
Arcos,
Chaves,
Mont
’Alegre,
Vianna,
Valença, Famalicão,
Ponte
do
Lima,
Villa
Verde,
Villa
Real,
Moncorvo.
Villa
Flor,
Monção, Fafe,
Povoa
do
Var-
zim.
No Porto,
em casa
do snr.
José Car
los
das Neves,
rua
das Flores.
Em
Villa
Pouca
d
’
Aguiar,
em
casa
do
revd.
m°
Silvino.
08
LISBOA
8011
Noticia
Histórica,
da
Peregrinação
ao
Vaticano,
pejo
presbytero
Francisco de
Sousa
do
Prado
de
Lacerda,
prior
da
Chamusca.
Vende-ss
por
700
reis
na
véstimenta-
ria
Rocha,,
rua do
Souto
n.°
41.
(2202)
\
ItIXHIIlW A
IURO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
1:000^000
rs.
para
dar
a
juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
APPÃlUCiO
& MJ1ÊIRÔ
95,
Praça do
Barão de
S.
Marti-
nlto,
9 5
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.®
e creança.
Flores,
plumas
e
cascos para
chapéus.
Malhas
de lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos e punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho
para
militares, duzia
a
1
$000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differenles
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e pires.
Oleados
para mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Veçlat
a
dinheiro.
ATTEXÇÃO
Quem
ha
mais
de
um
anno,
e na
es
trada publica da
Povoa
para
Braga,
per
desse
um objeclo de
ouro,
que
n
’essa
oc-
casião,
foi
annunciado
por
escriptos
adi-,
xados
em
logares
públicos,
dirija-se
ago
ra á
freguezia
de
Lanhoso,
e á
residên
cia
do
revd.
0
parocho,
que
o
entregará
dando-lhe
signaes
certos,
e
pagando
o
importe
d
’
este
annuncio.
(2i98)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
I).
Gualdim,
ao
pé
da
Roda, dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais objeclos
que
tenham
va
lor
de cincoenla mil
reis
para cima;
tem
grande abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta des'de
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
ATTESÇé
O
contraste
da
prata,
rua
do
Souto,
n.°
4,
compra
ouro
od
prata
em
obje-
ctos
uzados,
ou
em moeda
antiga,
assim
como
em
barra,
em
pequenas
ou
gran
des
porções.
(2193)
COSI AII
b
IR
O
No
Collegio
dos
Orphãos
precisa-sê
de
um
cosinheiro
e
de
ura
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
X
______________ ___ ________________
_
_____________
___________________
Dinheiro a juro
Ha
na confraria
de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal a quantia
de
650$000
reis
para
mutuar.
O
secretario
—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
ARREMATAÇÃO
PElANTE 0 GOVERNADOR CIVIL D0 DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
Xo
dia 91 de
Janeiro de 1S59
■
' .
LISTA
N.°
3566
Bens
pertencentes ao
passal
do
parocho
da
freguezia
de
Santa
Maria
do
Souto
DISTRICTO
DE BRADA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Numeros
1
Duas
poçadas
de
agua
que
para
as terras
do
passal
são
obrigados
a
dar
annualmente
os possuidores
dos
casaes
do
Assento
da
Egreja
do
Cruzeiro,
sendo
uma
na
primeira
terça
feira,
depois
de
haverem decorrido
tres semanas do
dia
de
S.
Pedro,
e
a
segunda
na
terça
feira seguinte
ao
dia
3
de agosto
2
O
uso
e
direito
que
os
parochos
teem
de
debulhar
e
seccãr
na
eira
do
casal
do
Assento da
Egreja os
produclos
da
terra
do
passal
3
O
campo
do
Jardim
com
suas
leiras
e
uma
area
de
terra
con
tendo
um
rochedo
ao
lado
do
norte,
com
arvores
de vinho;
confronta
pelo
norte
e
poente
com
o
caminho
publico,
sul
com
o
ribeiro e
nascente
com
o
campo
das
Favas.
Tem
duas
ho
ras
de
agua de
rega,
das
cinco
ás
sele
horas
da
manhã
em
todas
as
terçãs
feiras
de
cada
semana
no
período
que
decorre
de
29
de
junho
a
13
de agosto,
das
poças
do
ribeiro
e
do
poço
das
Tres
Boucinhas,
e desde
o
dia
16
de
agosto
até
8
de
setembro inclusive, tem
agua
das
mesmas
poças nos
do
mingos
de
cada
semana,
desde
o
nascer
áté
ao
occaso
do
sol
4
O
campo
comprido
e uma
pequena
leira de cultura
junto
da
Pontesella;
•
o
campo
de
eira
velha
e
a
deveza
da
mata,
na
qual
existe
uma
pequena
area
de
terra
dé
cultura, que
confron
ta
pelo norte
com o
ribeiro,
sul
com
a
bouça
do
casal
da
Sarnona,
nascente
com
o
ribeiro
e
poente
com o
caminho
pu
blico.
Tem
agua
de
rega das
poças
do
ribeiro
e
do
poço
das
Tres
Boucinhas
nas
terças
feiras
de
cada
semana,
das
sete
ás
•
nove horas
da
manhã,
de
29
de
junho
até
13
de
agosto
e
de
16
de
agosto até
8 de
setembro,
desde
o
occaso
do
sol
aos
domingos
até
ás
mesmas
horas
de
segunda
feira
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
dos
Proprios
Nacionaes,
20
de
dezem
bro
de
1878.==
Marcelino
Augusto Leite.
(2206)
MAGASIN DES DEMOiSELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
càda
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Clravuras de
motins e moiirloa de tapeçaria eoloridoe; a agua;
gravados
a preto; novidailea
para piano e
eanto; albiins de lavorea,
foihao de confeeçSea; croeliet e rendas;
riaeos, ete.
O
Magaain
<les
Denioisellea,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais elegante,
o
unico
que
dá
mensalmente
um
trecho
de musica, e rèune o
duplo
altractivo
de
um
periodico
litlerario interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
l.°
de
janeiro)
4$000
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,—/$700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
Empregadas
com
o mais
grao
successo,
depois
maus,
de
40 annos por
a maior parte
dos
médicos
por curar a chlorosis
(fluxo
branco)
doança
das mancebas filhas e to
das
as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem experimentado:
«
Depois 35
annos que
exerço a medicina,
«
tenho reconhecido a este medicamento
«
(Pílulas
de
Blaud)
vantagems
incontesta-
«
veis
sobre
todos os outros
ferreos e eu
«
o
miro
como o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE,
ex-présidenle cia Academia
de
Medicina.
«
De todas
as
preparações ferreas
que
«
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento
das
affeições
chloróticas, as
pilu-
«
las
de
íílaud parece-nos devem estar na
«
primeira
fila. » — Diccionario unir. de
Medicina,
t. n, page 99.
Como
prova
da
authenticidade,
o
nome
do inventor
está
gravado
sobrei
cada
pílula
como
aqui
junto
I
Depositos
: Paris, 8, r.Payenne.^
Em
Lisboa, snr. Barreto, Lorêto n.°
28—3
(27
*)
Lir.imsiito BOYER-MICHEL
para caval-
los.
fazendo
as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichel
, pharma-
ceutico
em
A5s
{na Provença) França. —
Preço
1,000 reis.
—Em
Lisboa, o snr. Birreto,
Loreto. n 0
28—03. (0.5)
Muita
attenção
Alluga-se do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com os
n.
os
27
e
28,
eitos
na
roa
de
D.
Pedro
V,
com
quintal ajardinado
todo
morado,
e
com agua.
Tem
commo-
Avaliçoes
4'$000
20$000
443$OOO
475$000
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.c*
andares
gosam-se
os
pontos
mais impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o americano.
A
tratar
com
o
seu pre-
prielariò
nos baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser vistas
a
toda
a
hora do
dia
e
podem
ser
occupadas desde
já. (949-Q)
TOS»
Os
Firbiiçadan-mytilicoH,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e ex-
pectorante,
são o melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
lossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito_em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
CIRURGIé
DEXTISTA
1PPROVADO
PELA ESCOLA ME1MCO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua de S.
Marcos n.°
19.
BRAGA.
„Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(2159)
DINHEIRO A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
lera
para
mutuar,
a
quantia
de
500$000
reis.
(2063)
ARRBM
A^G.A
O
Simultânea
no
ministério
da fazenda e na repartição da
fazenda
do
districto
de
Braga,
no
dia
30
de
janeiro
corrente
(ao
meio
dia),
das
propriedades
abaixo
descriptas,
pertencentes
á
Santa Casa
da Miseri
córdia,
da cidade
do
Porto.
DISTRICTO
DE BRAGA
CONCELHO
DE villa
nova
de
FAMALICÃO
ABERTURA
DA
VENDA DO NOVO
WZCBOSCOPIO
$
à
Bens
pertencentes
á
Santa
Casa
da
Misericórdia
do
Porto:
1 Um
aposento composto
de
casas
altas
com palheiros
e
eidos
nos
baixos,
cosinha
terrea,
quinteiro
com
latada,
hortas
e
corlinha
composta
de
tres
campos
denominados
da
Lavandeira,
do Alto
da
Pereira
e
de
Bendão,
com
arvores
de
vinho
e
fructa
e
uma
mina
de
agua;
tudo
unido
e
cercado
de
valias
e
comoros.
e
situado
na
freguezia
de
Outiz;
confronta
do
norte
com
Antonio
Domingues
Leitão
e caminho
de
servidão,
nas
cente com
o
mesmo
Antonio
Domingues
Leilão
e Antonio
José
de
Faria,
poente
com
o
dito
Leilão
e
com o
ribeiro,
e
sul
com
Antonio
José
de Faria
e
com
a
quinta
de
Gemunde
—
1
:200$000.
COVCELIIO
DE EKW»
2 A
quinta
denominada
do Ribeiro,
situada
no
lugar
do
mesmo
nome,
freguezia
de
Guisande,
e
composta
de
casas
qobres
e terreas,
cobertos,
quinteiros
porlaes,
eira
de
pedra, tanque
com
agua
de
bica,
lojas
para
gado,
adega,
lagar
de pedra
completo,
latadas,
terra
de horta çom
arvores
de
vinho
e
fructa,
tendo
juntos
os
campos
de
nominados do Casal, Linhares, Rodolho,
Pereira,-Eira,
Cortelho.
Garrai
Cova, Seara,
Cotorello
da
Lamella,
Vinha
Velha
de
Baixo,
Esmentada
Arco
de Baixo,
Arco de
Cima,
Seara comprida.
Seara
das
Vides,
Torre,
Cortelho,
casa
e
aido
de
Villa
Pouca,
quatro
prados
unidos chamados
da
Bicahinda, prado
da Vinha
Velha
e
do
Rodolho.
Toòas
estas propriedades
são
de
terra
lavradia
com arvores de
vinho,
algumas
arvores
de fructa
e
oliveiras,
com
agua
de
rega
e
lima que vem
das
poças
do
Cabo
da
Ribeira,
Sernadello
e
ribeiro
de
Xides,
além
de
outras
dentro
da
mesma
quinta;
confronta
tudo
do
nascente
com
o
caminho
publico
e
terras
do
padre Joaquim
José
Gomes
Ribeiro, norte
com
o
caminho
que
vae para
S.
Pedro
de
Oliveira,
poente
com ca
minho
de servidão
da
mesma
quinta
e outros,
e
sul
com
terras
do
padre Joaquim
José
Gomes
Ribeiro
—7:980^000.
3
Um campo
chamado de
Souto
Lisão,
sito
na
freguezia de
Guisande,
que se
compõe
de
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho
e
agua
de rega
e lima,
tendo
do
lado
do
sul
em
toda
a
sua
extensão uma
testada
de
matto
com
pinheiros,
carvalhos
e
sobreiros.
Este
campo
é
formado
em
tres
sucalcos
e lodo
tapado
sobre
si
por
pa
redes
e
vallos;
confronta
do
norte
com
o
ribeiro
de
Guisande,
do
sul com
terra
de
matto
pertencente
a
esta
santa
casa
e
terras
do
padre Joaquim José
Gomes
Ribeiro,
nascente
com
os
herdeiros
de
Joaquim
José
de Faria
e
do
poente
com
o
montado
do Outeiro
de
Meias
—
582$000.
4
Uma
bouça
chamada
do
Trigo,
na
freguezia
de
Guisande, terra
de
matto
com
carvalhos
e castanheiros,
toda
tapada
por
parede;
confronta
do
norte
com
José
Manoel
Mendes,
sul
com
terras
d
’
esla
santa
casa
e
outro,
nascente
com
terras
do
padre
Joa
quim José
Gomes
Ribeiro
e
outro
e
do
poente
com
terra
de Francisco Pereira. A
bouça
de
matto
e carvalhos
solta,
chamad^dos
Folechos,
situada
na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Oliveira;
confronta
do
norte
com
Antonio
Joaquim
de Araújo,
do
sul
com
José
Pereira
e outros,
do
nascente
com
Manoel
José
Ferreira
e
do
poente
com
José
Martins
e
outro.
Metade
da
bouça
denominada
do
Trigo,
com
toda
a
bouça
dos
Folechos formam
um praso
foreiro a
José
Pereira,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Oliveira,
em
6,042
de
pão terçado;
com
laudemio
de
quarentena,
a
que
fica
obrigado
o
comprador—
656$379
5
Uma propriedade
que
se
compõe de casas
sobradadas,
lojas,
la'gar
de
dedra,
eira
terrea,
coberto,
quinteiro
com
portas,
e juntos
os
campos
da
Regada,
da
Porta,
da
Fonte,
de Baixo,
dos
Prados,
tres
leiras
das
Costeiras,
o
campo
do
Pomar
e
a
boria
da
Larangeira,
com
arvores
de
vinho
e
fructa,
e
agua
de
rega
e
lima
das
poças
das Gardinheiras
e
da
Junqueira.
E
tudo
terra
lavradia,
circuitada
por
muro
e
vallos,
sita
na
freguezia
de
Guisande;
confronta
do
norte
com o ribeiro
de
Guisan
de,
sul
e
poente
com
o caminho
publico
e do
nascente
com o
caminho
de
servidão
dos
campos
—1:642^000.
CONCELHO
DM?
BAKCELL !>S
6 A
quinta
denominada
do
fteal,
sita
no
lugar
do mesmo
nome,
freguezia
das
Carvalhas, que se
compõe
de
casas
torres
e
terreas,
cobertos,
cortes
para
ga
do,
loja
com
lagar
de
pedra,
duas
eiras, sendo
uma
de
pedra,
e
outra
de
casco,
terras
lavradias
com
arvores
de
fructa
e
vinho,
oliveiras,
grandes
terrenos
de
matto
com pinheiros
e
alguma
agua
de
rega
e
lima.
Esta quinta é
atravessada
pela
estrada
que
vae
para
a
Povoa;
confronta
do norte e nascente
com
caminhos
públicos,
do
sul
e
poente
com
diversos.
Pertencem-lhe
mais
dous
terrenos,
sendo
um
de
matto
com
pinheiros
logo
da
parte
de fóra da
quinta,
a
confrontar
de
todos
os
lados
com
caminhos
públicos
e
outro,
seive
em
frente
,da
egreja
da
fre
guezia.
Esta
quinta
tem
tres
t<
rrenos
de
matto
foreiros
á
camara
de
Barcellos
em
l$370 reis;
com
laudemio
de
quarentena,
a
que
íica
obrigado
o
arrematante
—
8:816^685.
7
Um
campo
chamando
da
Bouça
de
Baixo,
silo
na
freguezia
de
Negreiros,
que
se
compõe
de
terra
lavradia
com arvores
de
viníio
e
alguma
agua
de rega,
tendo
ao
sul
uma
porção
de
matto
com
pinheiros;
confronta
do
norte
com
her
deiros.
de Manoel
José Leitão Serra
e
outros,
sul
com
os
mesmos
herdeiros
e
Ber
narda
Joaquina
de
Campos,
nascente
com
Manoel
Gomes
de
Oliveira
e
Silva
e
outros,
e
do
poente
com
Antonio
Domingos
Rola
e
outro~-704$000.
8
Uma
morada
de
casas
torres,
eira
de
casco
e eirado
de
terra
lavradia
junto,
denominado
Campo
da
Porta,
sita
no
lugar
do
Carvalho,
freguezia
de
Chorente;!
confronta do
sul
com caminho
publico,
poente
com
José
Martins
e
outro,
nas- j
cenle
com
caminho
publico,
e
do
norte
com
José
da
Silva
Sandim
e
outros.
Uma
pequena
parte
d
’
esla
propriedade
é foreira
a
Jeionymo
Domingues
de
Oliveira,
a
quem se
paga
o
fôro
annual
de
202
reis
era
dinheiro,
2
l
/r gallinhas
com
iau-
demio
de quarentena;
e
de
uma
leira
chamada
da
Senhora,
encravada
n
’esta
pro
priedade,
paga-se
a
Manoel
de
Oliveira
Sandim
a
pensão
annual
de
21,716
de
pão
meado
(1
i
/
l
de
uma
rasa
da
antiga
medida),
recebendo-se
d
’
elle
uma
boa
gailinha,
a
cujos
encargos
fica
obrigado
o
comprador—
732^469^
9
Tres
campos
de
terra
lavradia
com arvores de vinho,
matto
e
alguns
pi
nheiros
chamados
da
Agrella
do Moinho
e
do
Prado,
na
freguezia
de
Chorente,
com
agua
de
lima
do
rio
de
Roriz,
sem
que
outro
tenha
parle
n
’
ella,
e
apenas
na
de
rega
tem um
consorte;
confronta o
primeiro
do
nascente
com
Antonio
José
da
Fonseca
e
outros,
do
norte
com
Joaquim
da
Costa Valle,
do poente
com
Clementina
de
Barros,
viuva,
e
do
sul
com terra de Joaquim
de Mariz, o se
gundo
confronta
do
nascente
com
o
caminho
publico,
poente
com
o
ribeiro,
norte
com
Clementina
de
Barros,
e
do
sul
com
Antonio
José
da
Fonseca;
o terceiro
confronta
do
norte
com
o
ribeiro,
sul
com
Manoel
de
Oliveira, nascente
e poente
com
Clementina
de
Barros. O
campo
do Prado
paga ao
parocho
a
pensão
annual
de
17,373
de
milhão
(uma
rasa
da
antiga
medida),
pelo
que
fica
obrigado
o
com
prador
—
683$8 ÍO.
Porto
e
Santa
Casa
da
Misericórdia
II de
janeiro
de
1879.
Ó
Oííicial
Maior
(2208)
Manoel
Gonçalves
da
Cosia
Lima.
No
mesmo armazém
onde se tem vendido os apparellios de prestidigitação
24
— rua do Souto, — 24
■
A venda se concluirá
definitivamente ámanhã
ás 10
horas
da noite
Este
microscopio (invento
e
propriedade
do
snr.
Dubois,
occulista
e
optico,
fabricante
em
Paris),
não
tem
nada
que vér
com
as
sortes
de
prestidigitação
que
se
vendem
na
mesma
loja.
agS^Pode
ser visitado e examinado antes de comprar
&
JãS.«34»
SOUTO rV-° 22
fl.
W
MICROSCOPDI
g
a
PREÇO
FIXO
600 REIS
Preço primitivo porque foi vendido na exposição sem augmento pelas
despezas
de tronsportes
e direitos
□
O
mata vantajoso e barato que se tem eonhecido até hoje,
grande
utilidade
para todo o mundo, tanto instruetiva eonio recreativa
&
A
■I
Teve
um verdadeiro successo.na
Exposição
de
Paris.
E’
um.
dos
mais
admiráveis
productos
que
a
Exposição
creou,
e
tem
sido
acolhido
favoravel
mente
pela
imprensa
de to'ias
as
nações.
A
vantagem
d
’
este
artigo
rivalisa
com os
melhores
divertimentos
e
devia
existir
em
todas
as
casas.
A
conslrucção
é tão
forte,
e
a
maneira
de
o
usar
tão
simples,
que
póde
mesmo
entregar-se
a
creanças,
sem
receio
algum
que
o
quebrem,
mes
mo
deixando-o
cahir, nem
que
não
saibam servir-se
delle,
para divertil-as e
ao
mesmo
tempo
instruil-as
com
muito
mais
facilidade do que com
outro
qualquer objeclo.
Porque
as
descobertas
e
resultados
curiosos
que
com
elle
se
obteem
continuamente,
interessam
o
mais
possível
e
a
cada
dia
que
passa
nos
oflerece
novas
occasiões
de o
empregarmos
e
de
reconhecermos
as
suas
vantagens.
Para
servir-se
d
’
este
microscopio
não é
necessária mesa
nem
local
escolhido,
póde
usar-se
em
qualquer
sitio á
claridade
do
dia
ou
a
uma
luz
qualquer.
Cada
folha
de
arvore
d
’uma
planta
ou
qualquer
ou
tro
objecto,
oflerece
mil
occasiões
de o empregarmos
e
passar
um
momento
agradavel,
demonstrando
assim
a sua
inconsteslavel
utilidade
conhecida
do
universo
inteiro.
^
as es*e
m*
cros
èopio
não
serve
para
lêr,
nem para
vèr
/ft.n
.
pg
ao
longe
como
nenhum
outro
por
mais
caro
que
seja,
mas-«S^fâ
serve
para
examinar
e
analysar
os objectos e
descobrir
n
’
elles
o
que
se con
serva
imperceplivel
á
vista
mais
apurada.
Citaremos,
por
exemplo,
os
infusorios
e
insectos
invisíveis dentro d
’
agua
e
que
apparecem
muito
distinctarnente
ante os
olhos
com
a
ajuda
d
’
este
novo
microscopio
o
qual
reune
outra
vantagem
ás
muitas
que
tem
sobre
os
outros
instrumentos
d
’
esse
genero,
e
muito apreciado
por
todos
os occulislas, que é,
—
não can
sar
a
vista,
podendo quem
o emprega,
olhar
muitas
horas
seguidas
sem
experimentar
cansaço
algum
nos
olhos.
Carla
mitvOKCopio
vae
acompanha
do de
ui»
proapecto indicando
a ma
neira
de
o «sar.
%
f
A
nenhum
outro microscopio
foi
permiltido
até
hoje
descobrir
com
tanta
facilidade
as
falsificações
dos líquidos:
como
o
vinho,
o
leite,
o
vinagre,
etc.,
nem
examinar e analysar
o sangue
nem
a
ourina,
assumpto
importante
para
muita
gente
e
que
póde
evitar
enfermidades
e
pelo
menos,
permilte
combatel-as
com
exito
I
Quantas
pessoasjha
que
se
tivessem
podido conhecer
o
estado
do
seu sangue
com
este microscopio,
teriam
applicado
o remedio
efíicaz,
antes que
fosse
demasiadamente
tarde
!
E
’
desnecessário exaltar
a
importância d
’
este
instrumento
nas
familias
para
analysar
a agua
ou
outros
líquidos;
e
não
ha
duvida
que
o
uso
d’
este
mi
croscopio
para
certas
pessoas,
evitará
alguns
excessos
nas bebidas.
O
phyloxera
(ou
qualquer outro insecto
novo
invisível
que
podesse
ap-
parecer
d
’
um
dia
para
outro)
que parece
á
primeira
vista
um
pó
apenas
vi
sível,
augmenta com
este
microscopio, como se
fosse
um
grande animal;
póde
descobrir-se immediatamente sem
dependencia
de
ensino
tanto
para
as
creanças,
como
para
os
camponezes que
não tenham
conhecido
até
hoje
nem
o
microscopio
nem
o
phyloxera.
O
mundo
inteiro
se
interessa
por
este
artigo
instructivo
e
necessário
nos
nossos
tempos,
em
que a
falsifica
ção
dos
generos
alimenticio?
altingiu
um tão
alto
gráo,
e
sabe
apreciar
o
serviço que
lhe
prestou
o
inventor
descobrindo
um instrumento
tão
pode
roso
e
pelo
modico
preço de
600
réis.
S
O
representante
em
Braga,
A.
Amrein.
Parte de Comércio do Minho (O)
