comerciominho_11011879_883.xml
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-
■rS&auKS/à. GÍ1EI.M>;IOSA, POI.ITKLl. NOTICIOSA..
REDACTORES
—
D.
Miguel
JSollo Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim |de Mesquita Pimenlel.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
7.° ANNC
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
».......................... 850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Provincias,
12
mezes............
2^000
»
6
»............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3$6s)0
Folha
avulso..................
16
N.°
883
S
H A G A
SABBADO
I DE JANEIRO DE
1879
O
<Comnereio «lo Alinho» e n
corressjondeueia
de
Coimbra
para
o [Jornal do Porto».
Temos
diaile
de nós
a
c
ntestação
do
correspondmte conimbricense
ao
nosso
artigo
publicam
em
o n.°
812 do
«Com-
mercio
do
Mhho».
E
’
uma
p<ça
extensa,
mas
em
que
—
seja-nos
licito
dizêl-o
—
a
imensidade
da
argumentação
não
corresponde
á
gran-
desa
material
da
obra.
Airavez
da
sarai
vada
de
decamaçôes
apaixonadas
e
de
objurgações
jratuilas
contra
os frades,
os
reis,
os
graides,
e
em
geral
contra
os
tempos
passidos,
olhamos
para os
nos
sos
argumertos,
e
vimol-os
ir
ficando
perfeilamenle
de
pé
como
os
havíamos
deixado.
Aílirmára o
correspondente
de
Coim
bra,
em
ton absoluto
e
dogmático,
que
a
instrucçâo,
nas
passadas
eras,
constituía
apenas
um
qaanagio
dos
ricos
e
dos
po
derosos,
ao
tasso
que
os
filhos
do
povo,
pobres
e
desalidos,
muito
embora sen
tissem
lá
deitjo
o
vigor
da
intelligencia
a
impulsal-oi
para
o estudo,
iriam
de
balde
bater
;s
portas do
templo
da
scien
cia
a
implcar
algumas
migalhas
da
instrucçâo,
fue
alli
se
distribuía unica
mente
aos
pivdegiados,
porque
para
el
les
não batia lá
ingresso.
Tinham de
morrer
necissariamente
á
fome
do
pão
do
espirito,
repellidos
fatalmente
pelos
sacerdotes
das
lettras,
que
as
aferrolha
vam
com
a
mesma
tenacidade
descarido-
sa,
comqueo
avarento
guarda
o
seu
the-
souro.
Pareceu-tos
exaggerado
e
improvado
o
asserto.
Persuadimo
nos
mesmo
de
que
elle
fôra
calculado
de
proposito
para
ar
mar
ao
effõto
entre
certo
vulgo
de
lei
tores
ignaros, mas
demasiado
propensos
a
renegar
8
a
condemnar
tudo
—
bom
e
mau--dos
passados tempos;
e
em
todo
caso
pensamos
que
a
iníqua
sentença
não
devia»
passar
sem
algum
correctivo.
Replicamos
pois,
abonando-nos
com
augusto
de
pinho leal declara
«urbi
et orbi» que
....
virou
a
casaca!
Pois
é
verdade.
Deu-me
na
pancada
em
virar
á
casaca:
agora,
snrs.
migue-
listas,
adeusinho.
Não
me
esqueço
de que,
na edade
de
47
annos era
alferes
do
exercito
portu-
guez,
e
]ue
tinha
as
mais
bem funda
das
espe-anças
de
um
brilhante
futuro,
que
a
aliança quadrúpede
me
veio
ani
quilar.
Nem
me esqueço
de
que
o
meu
san
to pae,
durante
o
reinado
do Snr.
D.
Miguel
I.
foi um
sollicito
protector
de
muitos
liberaes,
e
que
teve
por
prémio
ser
por
elles
apunhalado,
em
17 de
ju
nho
de
1834,
estando
manso
e
pacifico
em
sua
casa,
julgando-se
muito
seguro,
em
vista
do
estipulado na
famosa
conven
ção
d
’Evora-Monte.
Não
me
esqueço
de nada
dTslo,
não,
senhores,
mas
já
estou
farto
de
ser
mi-
guelista:
muito
aturei eu—62
annos!
Bem
sei que
antes
de
mim,
muitos
que
se
diziam
legilimistas,
teem
virado
os testimunhos
da
historia,
—
que nosl
tempos
passados
não
foram
raros
os
ho
mens
eminentes
em
todos
os
ramos
do
saber humano,
e
todavia nascidos
entre
as
mais
pobres
e
humildes
classes
da
so
ciedade.
Não
apontamos,
em
prova
d
’esta
asserção,
um
estendal
de
nomes proprios,
porque
julgávamos,
e
ainda julgamos
isso
absolulamente
supérfluo;
nem
mesmo
nos
podia
passar
pela
mente
que
alguém
ou
sasse
taxar
de
toada
vaga um facto sa
bidíssimo
por
todos
os
homens mediana-
mente
instruídos,
e
que
tao
pouco
podia
ser
ignorado
pelo
correspondente
dó
«Jor
nal
do
Porto»
—
de
cuja
illuslração
nem
por
sombra
duvidamos,
considerando-o
apenas
algum
tanto
dominado
pelos
pre
conceitos
de
certa escola,
que
na
apre
ciação
historiei
do
ptssado
costuma
ser,
por
via de
regra,
levianamenle
iuexacta
e
apaixonadamente injusta.
Constatado
pois
o
facto
de
estarem
os
anoaes
litterarios
das
modernas
nações
cultas cheios
de
nomes
de
sujeitos
pro
cedentes
de
pobre
e humilde
berço,
os
quaes,
não obstante
isso, ascenderam até
ás
mais
elevadas regiões
da
sciencia,
de
monstrado
ficava
lambem
implicitamente
que
em
nenhum
tempo
fôra
a
instrucçâo
essa
èspecie
de
morgado
imaginado
pelo
nosso
contendor,
è só
exclusivamente
disfructtdo
por
certos
e
determinadas
classes;
e
bem
assim
que,
se
as portas
das sciencias se
abriam
de
bom
grado
aos
grandes
e
poderosos,
também
se
não
fechavam systematicainente
aos
pe
quenos
e
minguados
de bens
da
fortu
na,
como
o
correspondente
de Coimbra
bem
claramenle
aílirmára
nos
rendilhados
períodos
do
seu
escripto
ácerca
da
So-
cidade
Pbilanlropico-academica
d
’
aquella
cidade.
Eis
aqui
o
verdadeiro, estado
da
ques
tão;
e
eis
aqui
lambem
a
razão
porque
nós
dissemos
apirna,
que
os
nossos
argu
mentos
Unham
ficado
de
pé
como
os
ha
víamos
deixado.
Effeclivanwite
o illustre
escriptor
co
nimbricense não destruiu,
nem
podia
des
truir
o
que
ahi
fica
aliegado.
Para
isso
seria
necessário
obliterar
das
paginas
da
historia
a
multidão
de
provas,
que
ella
nos fornece.
E
note-se
que,
se
fôrraos
a
casaca—
uns
para
serem
titulares,
e
fi
gurarem
nas
funçanatas
da
Ajuda; outros
para
obterem
empregos
públicos,
onde
pos
sam
comer
á
tripa
fôrra,
e
sem trabalha
rem;
outros,
finalmente,
arrastados
pela
fome.
Eu
cá,
não
quero
ser
visconde
nem
barão,
nem
mesmo
conselheiro,
ou
com-
mendador;
e
lambem não
quero
acceitar
emprego
nenhum
d
’
estes
liberaes
mascara
dos.
Da
sua
quinta
essencia,
do
commu
-
nismo
, sim;
porque
eu
passo
para
o
par
tido
dos
que
tiraram
a
mascara—vou
ser
communisla!
Quando
o
meu
novo
partido
estiver
em
cima,
então
siçn,
quero
ser emprega
do,
e quero
que me
toque
o
meu qui
nhão
nas
partilhas.
Não
serei
ambicioso
—
contentar-me-hei
com
a
casa
de
Bragança,
para
as
despezas
ordinárias
—
com
a casa
dos
duques
do
Cadaval,
para
a
assignalu-
ra
em
S.
Cajlos
e
no
Agrião,
e
com
a
quinta
da Gollegan
(que
foi
dos
marque-
zes
da Niza,
e
hoje
é
dos herdeiros
do
J.
M.
Eugênio
d
’
Aimeida)
para
os charu
tos.
Bem vêem
que
sou
summamenle
mo
desto
nas
minhas
aspirações.
Tajnbem
virei
a
casaca,
porque
já
me
hia
aborrecendo
a
bandeira portugueza...
investigar
a
historia
particular
de
certa
epocha,
ella
nos descobrirá
um
pheno-
meno
todo'
contrario
á
imaginosa
opinião
do
nosso
contendor;
isto
é
—
mostrar-nos-
ha
que
a
luz
da
sciencia
raiava
já
para
as
classes
inferiores
da sociedade
quando
a
alta
aristocracia
se
achava
ainda
im-
mersa nas
trevas
da
ignorância.
Este
fa
cto,
seja
dito
de passagem,
era devido á
acção
do
clero
regular
e
secular,
cujos
membros
eram recrutados
de preferencia
entre
os
filhos
do povo.
E’
pois
fora
de
duvida
que
em
ne
nhum
tempo
foram
os
pobres
e
humildes
desamoravelmente
repellidos
do
templo
da
sciencia;
em
nenhum
tempo
se
exigiu
que
o
estudioso,
ao
apresentar-se
a
cur
sar
uma
aula
qualquer,
exhibisse
um
atlestado
de
rico ou uma
probança
de
nobresa.
Verdade
é
que
então
não
se fallava
tanto—
nem
também
tão
despropositada
mente,—
em
instrucçâo
popular;
não
se
levavam
á aula
os
filhos
do
povo,
arre
banhados
edntra
a
sua
vontade
e
a
de
seus
paes,
aos
golpes
do azorrague
da
lei
do
ensino
obrigalorio;
não
se
atirava
aos quatro
ventos
a
solemnissima
mentira
da
instrucçâo
grwuila;
não se
criavam
tantas
cadeiras
de
instrucçâo
primaria
para
servirem
de
recosto
a
uns
paspalhos
quasi
que
analphabetos.
Fallava-se
pouco;
mas não
foi
pouco aquillo,
que
se
fez
em
favor da
instrucçâo publica,
e
de
que
é
prova
entre
nós
o
século
de
quinhen
tos,
e
lá
por
fóra
o
século
de
Leão X,
o
século
de Luiz
XIV,
etc.
E
sobre
tudo
não
se considerava
a
instrucçâo
um
património
de
certas
e
de
terminadas
classes,
antes
sim
um
benefi
cio,
que
se
não impunha,
mas
que
se
concedia a
quem
quer
que
o
reclamava.
Era
esta—
repetimos—
a
nossa
questão.
Porém
o
nosso contendor dá
agora
uma
nova feição
ao
seu enunciado,
e diz:
—
«O
que nós
queríamos
dizer
era,
que
a
«instrucçâo
do
povo peio
povo,
a
instrucçâo
«pela
caridade,
a instrucçâo que liberta
«em vez
de escravisar,
era
uma conquista
tda
escola liberal».
Por
mais
que
prescrutemos
até
ás en
tranhas
essa
escola,
a
que
o
correspon
dente
se
refere,
nada
vemos ahi que
nos
Um
panno
branco
—
só
branco!—e
com
um
escudo
das
Quinas,
emblema
da Re
ligião;
e
uma
eoròa,
emblema
da
reale
za!
—
Bem
vêem
que
é
uma
cousa
de-
testavelmente
anachronica.
Até,
assim
que
triumphar
o
meu
par
tido
—e
não
está longe
esse
dia
—
hei-de
propor
no
meu
club
(porque
então,
não
haverá
rei
nem
Roque;
nem
ministros,
nem
parlamentares,
ha-de só
haver
club)
hei-de
propôr
no meu
club,
repito,
que
a
bandeira
communisla seja
de
ires
co
res
—
branca,
encarnada
e
azul
—
lendo
no
centro
um
avental,
coroado
por
uma
mi
tra,
e
aos
lados,
a
trôlha,
o
malhête,
e
os
mais
emblemas
maçomeos.
Este
sim,
que
é
um
pavilhão
expressivo,
e
diz
onde
vamos
—
o
da
corôa
e das cinco
chagas,
só
significava
d’
onde vimos.
Agora depois
que
virei
a
casaca,
é
que
me
ponho
a
malucar,
e
custa-me
a
crer,
como
ainda
hajam
homens
que
cho
rem
pelo
tempo
do
obscurantismo
e
da
escravidão,
e
estejam
ainda
á
espera
dos
capuchos!
Portugal foi
sempre uma
nação
de
escravos,
até
ao
glorioso
anno
de
1834
—
senão
é
ver
—
Quando
este
reino
tinha
apenas
46
an-
auctorise
a
conceder-lhe a
prioridade
na
applicação da
caridade
á
instrucçâo
pu
blica,
ao
mesmo
passo que nos sobejam
as
provas
para
altribuir-lhe
toda
inteira
a
paternidade
da
instrucçâo,
que
corrom
pe,
da
instrucçâo,
que
perverte,
da
ins-
trucção,
que
envenena,
da
instrucçâo,
que
produz o
materialismo,
e
como
sua
consequência
necessária
o
socialismo
com
todos
os seus
horrores
e crimes.
A
ins-
trucção,
que negando
a
Deus e
a
espi
ritualidade
e
immortalidade
da
alma,
es-
cravisa
o
homem
ás
mais
brutaes incli
nações da
matéria;
a
instrucçâo,
que
pri
vando-nos da
verdadeira
liberdade,
só
deixa
em
seu
lugar
a
mais
desenfreada
licença,
—
esta
sim,
esta
instrucçâo é
vos
sa.
Podeis
ufanar-vos (emquanto
vos
não
arrependeis) de
a
haver
conquistado,
que
não iremos
disputar-vos
os louros,
nem
desejaríamos
partilhar comvosco
das
con
sequências
d
’
essa fatal
conquista.
Mas
quanto
á
verdadeira
instrucçâo
pela
caridade,
haveis
de
permiltir
que
vos
questionemos
a
posse
do privilegio d
’
inven-
ção.
de
que
quereis
infundadamente
apro
priar-vos.
Desde
que
existe
o
Christianis-
mo
no
mundo, tem-se
considerado sem
pre
como uma
obra
de
misericórdia en
sinar
os ignorantes;
obra,
para
exercer
a
qual
jamais
no
grémio catholico
faltaram
homens
e
dedicações,
tanto individuaes
como
colleclivas.
A
simples resenha
dos
institutos
criados
no
seio
da
Egreja
Ca-
tholica, e
particularmente
votados ao
en
sino
dos
pobres,
encheria muitas
paginas.
Faltando
apenas
de
um
delles,
diz
o
il
lustre Chaleauhriand
o
seguinte:
«O
be-
«nedictino,
que
sabia
tudo,
o
jesuíta,
«que
conhecia
a sciencia e o
mundo,
o
«oratoriano.
o
douior
da
universidade,
«merecem
talvez
menos
o
nosso
reconlie-
«cimento
do
que
esses
humildes
frades,
«que
se
consagravam
ao
ensino
gratuito
«dos
pobres.
Os
clérigos
regulares
das
«escolas
pias
obrigavam-se
a
ensinar,
por
«caridade, a
lêr
e
escrever
o baixo
povo,
«começando
pelo a,
b,
c;
a
contar,
a
«calcular,
e
mesmo
a
regularisar
os
IGruS
«dos negocianlqs
e
dos
escríplori
s».
Este
caritativo
magistério
foi
sempre
e
por
toda
parte
exercido,
em
maior
ou
menor
escala,
pelo clero
regular e
secu-
nos
de
exislencia,
juntaram-se
jnada
menos
de
cinco
exercitos
mouriscos,
nas
planí
cies
de
Ourique,
contra
12:000
escravos
porluguezes,
que
tinham
por chefe
um
mancebo
de
30
annos,
o
qual,
tfaquelle
tempo
de
heroes,
se
distinguia d
’
elles
pela sua
bravura
e
intelligencia,
e
pelo
amor
sincero
que consagrava
aos
seus,
amor que
estes lhe
retribuíam
com
todo
o
coração.
E
vae
os
escravos
disseram
—
«Nada!
Isto
não
tem
geito
nenhum!
Pois
nós
vamos
combater
contra cinco
reis;
e
não
temos
rei
?
—
Queremos
um senhor».
E
cahiram
na
tolice
de
forjar
e
lan
çar
aos
pés,
as-
suas
próprias
algemas,
e
fizeram
do
intrépido
mancebo
o
seu
rei!
Ficaram
tão
orgulhosos
com
a
sua
obra,
que,
apezar
dos
grilhões
que
os
algemavam,
foram-se
aos
mouros
e
os
es
patifaram.
E
não
se contentaram
com
isto.
Desde
o
Mondego até
ao
Guadiana,
es
tava
tudo
em
poder
dos
moutos:
pois
os
escravos,
saltaram-se
aos
serracenos,
c
os
encurralaram
no
Algarve.
Os mesmos
escravos,
reuniram
os seus
representantes
em
Alroacáve (Lamegoi e
alli redigiram
poucas
leis,
mas
boas
e jus-
lar,
não
poucas
vezes fomentado
e
pro
tegido
pelos
prelados
e
mesmo
pelos
reis.
Ôíremos
ainda
mais:
Uma
grande
parte
dos
institutos
e
estabelecimentos
moder
namente
criados
com
o fim
de
ministrar
a
educação
intellectual
aos
pobres
e
des
validos,
são
a obra exclusiva
do esjiiriío
de
caridade
christã,
e
não
o
producto
da
vossa
philantropia
liberal,
contrafação
pagã
d
’
aquella
virtude
essencialmente
evangélica.
O
livre-pensador
é
muito
me
nos
forte
em
actos
de dedicação
e
de
amor
do
proximo,
do
que
em
facciosos
e
odientos aleives
contra tudo
que
não
pensa
ou
obra
como
elle.
E
como
nos
cabe
aqui
a
talho
de
foi
ce,
responderemos
breve
e peremptoria
mente
á
2.
a parle
do
arrazoado do nosso
contendor,
continuando
a affirmar
que
a
Sociedade
Philantropico
académica
NÃO
E
O
PRIMEIRO
INSTITUTO
DE
BENE-
FICENCIA
CRIADO
EM
PORTUGAL,
NEM
MESMO
EM
COIMBRA,
PARA
ES
TUDANTES
DESVALIDOS.
—Respeitamos,
como
nos/
cumpre,
a
auctoridade
de
Go
mes
de
Abreu,
mas
esta,
por
maior que
seja,
não
é
superior
ao lestimuuho
da
historia;
e
a
historia
regista,
já
em
1532,
a
creação
—
em
Coimbra
—
de
um
collegio
para
estudantes
pobres,
erecto
por
um
bispo,
chamado
D. Pedro
Malheiro.
Isto
é
o
mais
positivo
possível;
e
contra
fa
ctos
não
valem
auctoridades
nem
argu
mentos.
Mas
(diz
o
nosso
adversário)
essa
ins-
trucção
era
dada por
frades
e padres;
era
uma
instrucção
exclusivamente
cleri
cal,
e
por
tanto
mais
prejudicial
do
que
proveitosa.
—
«Não
era
instrucção
(excla-
«ma
elle); era
aviltamento,
era
despreso,
«era
indignidade»!
Esta
phrase
duríssima,
que
a
não
a
olharmos
como
uma
eructação
de
rancor
partidário,
teríamos
de
altribuir
a
uma
ignorância
completa
do
que
foram
e
do
que
ainda
são
as
corporações
religiosas,
é
procedida
de outras affirmações
não
menos
emphaticas,
nem
lambem
mais
exactas,
que
nós
não
reprodusiraos
aqui,
porque
para
isso
não
nos
sobeja
espaço
nem paciência.
Confundem-se
ahi
os
alumnos
das au
las
dos frades
com
os
proprios
frades,
suppondo-os
todos igualmente
subjeitos
aos
votos,
era
que
consistia
essa
chamada
escravidão
do
corpo
e
da
alma,
que
o
correspondente
vitupera
porque
os não
comprehende
!
Crimina-se
ahi injustamente
o
zelo,
com
que
aquelles
perceptores
procuravam
aflastar
do
espirito
dos seus
discípulos
o
erro,
que perverte
e
não
instrue,
a
má
doutrina, que
envenena
e
não
alimenta
a
intelligencia;
e
esta
censura
iníqua
faz-
se
na
própria
conjunctura
em
que
o
li
vre
curso
dado
aos
mais
perniciosos prin
cípios,
a
liberdade
insensata concedida
ao ensino
do
mal
tem
produsido
na
so
ciedade
um
tal
estado
de
doença,
que
já
assusta
os
mais
atilados
e prudentes
ade
ptos
da
própria
escola
liberal!!
Isto
não
se
commenta
I
Isto
vê-se,
mas
só
com
difliculdade
e com
mágua
se
acredita!
Sabe
porém
toda
a
gente
que
nos
con
ventos
estudavam
muitos
indivíduos,
que
não
se
destinavam
á
vida
monastíca.
En
sinava-se
alli
o
que
se
sahia
a
quem
lá
queria
aprender.
Iniciavam-se
os
alumnos
nas
sciencias;
não
se
lhes
coarclavam
os
vôos
da
intelligencia
para
que
esta
não
podesse
depois
alar-se
até
aonde
as
suas
forças
lh
’
o
permiltissem.
Era
prejudicial
a instrucção fradesca!
..
Assanham-se
as
iras
imbelles
do
corres
pondente
de
Coimbra
só
ao
contemplal-a
de
longe
!
E
todavia
foi
essa
a instrucção
de
uns
poucos
de
séculos
de
progresso
lit-
terario,
de
grandes
descobertas
scientiti-
cas,
de
remontados
e
altissimos
vôos
do
espirito
humano.
Foi
essa
a
instrucção,
que
deu
á
malhematica,
á
physica,
á
as
tronomia
um Scheiner, um
Clavio,
um
Gaubil,
um
Goldim,
um
Kiicher, um
Grimaldi,
um
Lana,
um
Boscovich,
um
Theodoro d
’
Almeida,
um Monteiro
da
Rocha,
um
Secchi
—e
até
ura
Linneu,
que
se
não
suppunha
deshonrado
confes
sando
se discípulo
de
ora
padre!
Foi
a
instrucção
que
deu
ás
sciencias históri
cas
um
Pelau,
um Sirmondi,
ura
Daniel,
um
Duhald, um
Premaré,
um
Eckhel,
um
Theiner
—á
philosophia,
um
S.
Tho-
raaz, um
Buffier,
um Bellarmino, um
Lago,
um
Suarez,
um
Liberatore.
Nos
claustros
tiveram
a
sua
iniciação littera-
ria prosadores como
Fenelon,
Flechier,
Bourdaloue,
Massillon e
Vieira;
poetas
como Racine,
Goldoni,
Gresset,
e
até
o
proprio
Voítaire.
Por
ultimo foi
a
ins
trucção
clerical
quem
introdusiu
no
ves
tíbulo
das
sciencias
Correia
da Serra
e
Silvestre
Pinheiro
e
Ribeiro
dos
Santos-
e
João
Pedro
Ribeiro
e
Alexandre
Hercu
lano,
talvez
o
derradeiro
vulto
da
lilte-
ratura
portugueza,
hoje
a
delinhar-se
ahi
entre
ourope^
e
lentejonlas,
que
mal
lhe disfarçam já
a
enrugada
decrepi
tude.
Depois d
’
isto;
depois
da
incontestável
|
superioridade,
que
nos
paizes
onde
exis
tem
corporações
religiosas,
o
ensino
mi
nistrado
por
estas
mantém
sobre
o
ensino
leigo,
como
o
provam irrefragaveis dados
estatísticos,
só
uma
prevenção
deplorável,
só
uma
obcecação
d
’
espirito,
que reage
contra
a
verdade
conhecida
por
tal,
póde
diclar
períodos como
os
que
se
lêem
na
correspondência
de Coimbra; periodjs
re
passados
de
fel
e
de
injustiça contra
es
ses
institutos
monásticos,
que
não
só
teem
sido
em todos os
tempos
os
mais inde-
fessos'
propagadores
das
boas
leltras,
mas
foram mesmo
os
que
nos conservaram
o
fogo
sagrado
da
sciencia
atravez da
ca-
liginosa
noite
da
edade-media.
Não
se
honra
por
certo o
escriptor
que
assim esgrime, mas que
não
seja
senão
despedindo
botes
falsos,
contra
homens,
a quem
a
historia
imparcial
e
illustrada
tem
proclamado restauradores
dos
bons estudos
e
incançaveis
obreiros
do
saber
humano
em
todo
o
mundo
civi-
lisado.
E
lambem
depois
do
que
fica
demon
strado,
a
seguinte
asserção
do
nosso
con
lendor:
—
Frades
e
reis
absolutos
orçavam
uns
pelos
outros
—
já
não
é
ura vitupério,
mas
antes
um
elogio
para
aquelles,
que
d
’
est
’arte
se
tentou,
mas
debalde,
votar
á execração
publica.
Se
o correspondente
é
ou
foi
alurnno
da
universidade
de
Coimbra,
do
primeiro
instituto
scientifico
do
paiz, lembre-se
que
elle
é
a
obra
de
um
rei
e
de
alguns
frades,
que
abriram
mão de
parte
das
suas
rendas
para
se
erigir
em
Portugal
esse
alcaçar
das
lettras.
Lerabre-se
de
isto
ao
menos,
e
não
maldiga
ingrato
a
mão,
a
quem
deve
......
a quem
devemos
todos esse
assignalado
beneficio.
Por
hoje
temos
concluído.
D.
M.
S.
IjiMboa,
4 de jas»»is-o «I® 43?ÍJ,
(Do
nosso
correspondente,.
Começarei
por dizer-vos
hoje
que
já
a
imprensa
liberal
principia
os
seus
an-
nuncios
sinistros
de
doença
com
relação
a
S. Santidade
Leão
XIII.
I)
«Diário
de
Noticias»,
o
impagavel
«Dianode
Noticias»,
foi
o
primeiro
a
dar-
nos a
má nova.
D
’
onde
a
houve
elle?
Fosse
d
’
onde
fosse,
a
cousa
é
certa,
porque
o
jornal
dos
Calafates,
é
sempre
infallivel,
mais
iníallivel
ainda
do
que
o
Pontífice
de Roma,
cabeça
visivel
da
Egreja,
a
que
o liberalismo
quer
como
ás
meninas
dos
seus
olhos.
Mas,
não
vos
assusteis:
a
saude
de
Leão
XIII,
ás
ultimas noticias,
nada
sof-
fria,
a
despeito
das
Cassandras
grilarem
que
o
Pontífice
Rei
estava
enfermo.
Se
ellas
são
videntes!
Leão
XIII
viverá,
para assistir
ao
triumpho,
indubitável,
da
Egreja,
a
que
preside.
Temos
reunidos
os
corpos
legislativos!
Está
a
palria
salva
!
Estou
augioso
por
ver
o
modo
como
aquella
gente
resolverá
a
questão
entre
o
Fuschini,
e o
Pedro
Franco.
Qual
d
’
elles será
proclamado
pae
da
palria ?
Mas
representa,
por
ventura,
algum
dos dous
a
vontade
do município
de
Be
lem
?
Quem
o
aífirma?
Na
minha
insignificante
opinião,
nem
um,
nem
outro exprime
o
voto
conscien
cioso
da
maioria
dos
eleitores;
e
porisso,
andaria
bem
a
camara
se não
admitlisse
nenhum.
Veremos
o
que
sahe.
Casou
fia
dias
o
conde
da
Sousa,
fi
lho,
com
a
snr.
a
D.
Amélia
Neves
A
noiva
tem
alguma
fortuna,
e
não
é
feia-
sita.
Elle
de
31
annos;
ella
de...
pouco
mais
ou
menos,
os
que
fez.
Dizem-me
que
casa
uma
interessante
menina,
filha
de
D.
João
d’Almeida,
da
casa
dos
condes
d'Oliveira
dos
Arcos,
com
um
rapaz,
provinciano,
que
n,o
tem
nada
de
pobre.
Ainda
bem.
Ainda
continúa
a
altrahir
a
S.
Carlos
muita
concorrência.
A
empreza
lucta,
porisso,
com
o
mais
profundo
desgosto,
como
é
(natural.
E
já
que
vos
fallei
de
thealro,
dir-
vos-hei
que
está
agora era scena,
no
thea-
tro
da
rua
dos
Condes,
a
«Revista
do
Anno
de
1878»,
em
que
se
talham
cara
puças
para
todas
as
cabeças.
A
obra
está
escripta
com algum
espirito;
é, po
rém,
ascorosa,
e
.dá
bem
a
medida
da
gran
le
moralidade,
a
qw
se
tem
elevado
a
sociedade
nestes
bons
empos
de
rasga
do
progresso
liberal.
No
l.°
do
corrente
foi uma
grande
parte
da
immensa
multirio
dos
viscondes,
conselheiros,
e
commendidores
do
tempo
dar
as
boas
festas
ao
ri
dos
liberaes.
Fazia
a
gn»rda
de
hona
o
regimento
de
infanteria
1,
forte
ce cerca
de
403
praças,
em
perfeito
estalo
de
aceio,
e
firmeza.
Da
antiga
aristocracia
apenas
conheci
Fernando
de
Sousa,
filho
lo
honrado con
de
de
Redondo,
antigo
ajidante
de cam
po
do
snr.
D.
Miguel
1
e
o
duque
de
Loulé.
Quasi
todos iam
fardaios;
e
tal
vi,
a
quem
contei
uma
grã-cnz,
e
9
ou
10
crachás,
e
olras
cosas
muhas.
Quem
eram?
Não
vos
posso dizer,
apesar
de conhecer
toda
os
membros
da primeira e
verdadeira
nobeza
de
Lisboa.
Mas,
perguntaes,
talvez
como
sabes
tudo
isso?
Pois estiveste
lá
?
!
—Estive,
mas
á
porta do
palacio.
Dentro,
não!
Dentro,
não,
porque
préso
mais a minha
honrí
política,
do
que
despresam
as
tradicçõs
gloriosas
de
seus
avós
esses
miseráveis
que
não
leem
a
abnegação,
nem
a
longniaidade
de
sof-
frer
a
proscripção
honrosisima
dos
in-
numeros
membros
do
partira
legitiraista,
que
teem
perecido
intransigentes com
a
intrusão
dos
muitos
que
aiida
vivem.
Mas,
se
não estive
no
paacio
da
Ajuda
no
dia
de
Anno
Bom,
esive
á
porta,
como
acima
vos
disse,
en
virtude
da
minha
missão
de
correspondeite
do
«Gom-
mercio
do
Minho».
«Ver,
e
crer, como
S.
Tiomé»,
meu
bom
amigo.
Vi,
observei
i
entrada,
e
sahida
d’
aquella
côrte
de
alda,
e,
crêle,
que
vim
de
lá
enjoado.
Qnfrontei
os
meus
tempos
com o
d
’agora,
i
acabei
por
me
convencer
ainda
mais
de
que
assisti
mos á
mais
baixa
das
corredias
possí
veis.
Assim
ella
não
fôra aguda
com
o
tropel
de sacrifícios,
a
que
a liberdade
obriga
o
pobre
povo
porluguiz!
Ainda
bem
que está mota
a
pole
mica
de
Sousa
Monteiro
com
o
honrado
e
illustrado
dr.
Barbosa,
a
poposito
das
exequias
de
A.
Herculano.
.
O
vosso
artigo
de
24 di
dezembro
sobre
aquella
questão, perloae-me
se
vos
offendo a
modéstia,
é
olra
de
mão
de
mestre,
e
fino
diplomata.
Agradeço
muito
ao
vosso
estimável
assignante
as
palavras
benevohs,
que
in
discretamente
me dirigiu.
Veja,
todavia,
que tem
paladar
de
pobre:
mastiga,
e
deleita-o
a
brôa
de
milho,
cono
se
fôra
a
mais
exquisita
iguaria.
Uma
das
lojas
maçónicas
Cesta
capi
tal
oflereceu
o
producto
das
emolas
dos
irmãos
para
as
viclimas
da
catastrophe
de
Belem.
Subiu
a
verba
a
quitro
mil e
tantos
reis.
São
generosos,
e
caritativos
á
mara
vilha.
O
encarregado
de
annunciar
aquelle
acto
de beneficencia
foi
o
«Diário
de
No
ticias»,
sempre
prompto
a
transnrittir
aos
profanos
qualquer
nova que
possa illus-
trar
ainda
mais
os
homens
da mitra,
e
trolha.
Elle
lá
sabe
o
que
faz.
0
peior é
tas,
obrigando
o
senhora
jurar
e obedecer,
a
ellas!
Só
escravos
fazem d
’
estas cousas.
O
filho
e
o neto
d’este
senhor
e
rei,
em
tudo
lhe
seguiram
as
pisadas; mas
o
bisneto
não
tinha
geito
nenhum
para
go
vernar
—
queria
só
reinar.
E vae
os
es
cravos disseram-lhe
—
«Ah,
pois elle é
isso?»
—
E
zaz,
pozeram-o
no andar
da
rua,
com
a
mesma
facilidade
com
que
hoje
se
demitte
um
cabo
de
policia;
e
pozeram
em
seu
logar,
um
irmão.
Esta
acção
—
ninzuem
o
póde negar
—é
própria de
es
cravos.
Se então
os
portuguezes
fossem
homens
livres,
não
praticavam
semelhante
monstruosidade;
e,
ainda
que o
tal
rei
fosse
a
cousa
mais
inútil
e
mais
ridícula
d
’
este
mundo,
haviam
de
atural-o
querqui-
zessein
quer
não.
Em
1337,
foi
pelos
escravos
acclamado
rei
de Portugal,
o
príncipe
D.
Pedro;
que,
assim
que
se
pilhou
no
throno,
entrou
logo
a
fazer
justiça de
mouros,
e
quem
as
fizesse
—fosse elle quem
fosse
—
paga
va-as.
Só
apomarei
um
facto
d’
este
senhor,
e
é
o
seguinte.
Uma vez,
eslava
elle
em
Evora,
e
apresentaram-lhe
para
assig.nar
uma
sen
tença
de
morte,
contra
um
rapaz
de
16
annos.
D.
Pedro
admirou-se
de
que
um
ado
lescente
merecesse
a
forca
e
perguntou
que
crime
elle havia
commetlido.
Então,
ura
escravo
velho,
que
não
li
nha
papas
na
lingua,
disse-lhe—«Havia
n
’
esta cidade
um
pedreiro,
casado
com
uma
mulher
bonita.
O
conego
F... gostou
d
’
ella e
principiou
a
fazer-lhe
rápa-pés;
mas
ella
—
nada!
Entendeu
o
bom
do
padre,
que
a mu
lher
se
lhe
mostrava 'esquiva,
por
mêdo
do homem,
e
pareceu-lhe
a
cousa
mris
facil
d
’
este
mundo,
riscar
o
pedreiro
do
numero
dos vivos;
e
vae-se a
elle,
e
ma
ta-o
ás
punhaladas».
—
«E
o
crime
ficou
impune?»
—
-disse
o
rei.
—
«Não,
meu
senhor, o
conego
foi
preso,
e
condemna
lo
a
não
dizer
missa,
nem
assistir
aos olficios divinos,
por
espa
ço
de
um
anno.
O
pedreiro,
tinha
um
filho
de
11
annos,
que
achou
esta
pena
diminuta,
e
jurou
vingar
o
pae,
logo
que
podesse;
e
assim
que
chegou
aos
16
an
nos,
matou
o
padre».
—
«E
quem
foi
o
juiz
que
deu
a
sentença contra
o
conego»?
—
«O
mesmo
que sentenciou
o
rapaz
á
forca».
—
«Vá-me
já
chamar
o
tal
juiz
das
dúzias,
e
diga-lhe
que
traga
o
processo
do
conego».
Veio
o
juiz
logo,
sobraçando
os autos
exigidos.
O
rei, com
uma
carranca
de
meller
medo,
disse-lhe
—
«Sente-se
e
es
creva»
—
O
pobre
do
juiz,
mais
pequeno
do
que
um
feijão
frade,
pegou na penna
a
tremer,
e
D.
Pedro ditou e
elle
es
creveu—
«Além
da pena
cominada
ao
cri
minoso,
condemno mais
os
seus
herdei
ros,
a pagarem
á
viuva do
pedreiro,
uma
mensalidade
de
4:809 reis,
emquanto
ella
viver.
«Ora
agora
escreva
nos
autos
do
ra
paz».
—O
juiz
escreveu
—
«Por
ordem
d
’
el-
rei,
rasgo
a
sentença
de
morte,
e
con
demno
o
réo
(o rapaz
era
sapateiro)
a
não
fazer
sapatos,
pelo
espaço
de
um
anno».
Olha que rei!
—
Se
fosse
um
monarcha
liberal, não
fazia
semelhante
injustiça.
D
estas
cousas
só
se
faziam
quando
nós
éramos
escravos.
Vão
correndo
os
v
nnos,
e
chega
o
de 1383.
0
rei
D.
FernanJo
tillece,
dei
xando
apenas
uma
filha,
casada
com
o
rei
de
Castella.
Mas
os
escravos
não
acre
ditavam que D.
Beatriz
fosse
filha
do rei,
mas
sim
de
ura
fidalgo
gallêgo;
e
além
d
’isso, antes
queriam
ser
escravos
de
um
senhor
pòrtuguez,
do
que
libertados
por
um
rei
estrangeiro.
O
rei tinha
deixado
dous
irraãos,
fi
lhos
de D.
Ignez
de
Castro,
e,
cora
mui
ta
probabilidade
legítimos;
mas
ambas
se
achavam
ao serviço dc
rei
castelhano,
e
tinham
renegado
a
sua palria.
Então
os
escravos
foram
buscar
um
filho
bastardo
de
D.
Pedro
l.°,
e de
uma
mulher
do
povo,
rapaz
de
24
annos,
e
o
fizeram
seu rei.
(Escravidão
no
caso).
O
libertador
castelhano,
sabendo
que
nós
éramos
um
povo
de
escravos,
inva
de
(elle
mesmo
em
pessoa)
o
reino
de
Portugal,
com
um
temeroso
exercito,
e
com
os
seus terríficos e
medonhos
trons;
machina
de
guerra
que
os
escravas
nun
ca
tinham
visto
nem
ouvido.
No
fim
de
dous
annos
de
guerra,
chega
o
dia
14
de
agosto
de
1385, e
na
famosa batalha
de
Aljubarrota,
os
libertadores
foram
com-
pletámente
aniquilados,
por
um exercito
de
escravos,
que
eram,
a decima
parte,
em
numero,
mas
dez
vezes
superiores
era
abnegação
e
patriotismo.
O
rei
liber
tador
fóge
a
unhas
de
cavailo,
p
ra
a
sua
terra,
deixando
o seu
altar
de
cani-
i
panha,
os
seus
trons,
os
seus
famosíssi
mos
caldeirões,
todas
as
suas
bagagens,
e
grânde
numero
de
mortos,
feridos
e
prisioneiros.
Mue
todos
o conhecemos...
como uma
óptima
pessoa.
O
governo
vae-nos
dando
todos
os
dias
as
mais
palpitantes
provas
do
quanto
quer
á
causa
da moralidade;
pois
acaba
de
nomear
escrivão
para
uma
das
varas
do
civel
um
indivíduo
que
se
achava suspen
so,
provavelmente
por se
ler
ostentado
um
oplimo
funcsionario
publico.
Mas
assim
como
não
louvo o
poder
melhorando
a
posição
de
um
empregado,
sem
provar
antes
a
sua
innocencia,
as
sim
lambem
não
me
parece
muito
louvá
vel
que
o noticiarista
da
«Nação»
se
dei
tasse
corno gato a bofes
ao
cachaço
do
actua!
escrivão
da
administração
de
Belem,
sem
a
menor
sombra
de ra
zão.
O
agraciado
tinha
sido viclima
da
má
vontade
do
administrador
Juzarte;
mas,
é
um
bom empregado, e o
governo
fez
justiça
readmittindo-o
ao serviço.
Estou
que
se
o
noticiarista da
«Nação»
soubéra
quem
é
o
snr.
Daniel,
não
viria
decerto
para
o
soalheiro
assacar-lhe de
feitos,
e
até
crimes, que
só
existiram
na
imaginação
dos seus
ofliciosoS
detra-
ctores.
Um
jornal
da
respeitabilidade
da
«Na
ção» deve
de
ter
toda
prudência
precisa
para
que
os
zoilos
sejam enxotados
do
seu
escriptorio,
quando
lá
entrem,
no
intuito
de
mancharem
as
columnas d’a-
quelle
nobre
jornal
legi
ti
mista
com a
baba
immunda
da calumuia,
seja
contra
quem
fôr.
A.
Wín-eetotrea
do
correi®.—
Foi no
meado
dircctor
do
correio
d
’esta
cidade,
o
snr.
José
Antonio Rebello
da
Silva,
e
da
Povoa
de
Uanhoso,
o
snr. Gonçal
ves
Barros
de
Figueiredo.
Usi*
livro de
ouro.—
Noticiando
a
próxima
publicação
d
’
um
livro
do
exe.
ra
°
snr.
Antonio
Pereira
da
Cunha,
de
que
inserimos
auouncio-
no
logar proprio,
o
«Campeão das
Províncias»
escreve
os
se
guintes
períodos, que
pedimos
venia
para
adoptar
como nossos:
«Em brere
^airá
á
luz
um
precioso
livro,
contendo
a
magnifica
collecção das
primorosas
poesias
do snr.
Antonio
Pe
reira
da
Cunha, poeta
famoso
e
inspirado
—uma
das
primeiras
illustrações
do nos
so
paiz,
typa
do
verdadeiro
fidalgo
e
ca
valheiro
por.uguez
e
por'todos
os
titulos
respeitável.
E
’
o snr,
Pereira
da
Cunha
bem
co
nhecido
em todo
o
paiz
pela
sua
illus-
tração
e
pela
sua
nobreza
de
caracter;
e
as
suas
paesias
são um
brazão
da lil-
teratura
pafia
e
tem
logar
entre
as
dos
primeiros
pretas
portuguezes.
No pre.ioso
livro,
porém,
que
em
breve
verá a
luz
publica,
não
apparecerão
desacompanha
das
as
poesias,
ainda
que
só
por
si são
magníficos
pomos
d
’
ouro,
cuja
leitura
en
cantará
e arrebatará
o
espirito do leitor.
Virão
adornadas
com
notas
religiosas,
archeologicas,
históricas
e
políticas, que,
exaradas
pela
bem
aparada
penna
do
snr.
Pereira
da
Cunha,
darão subido
realce
áquellas,
e
tanto
mais,
por isso
que
de
ellas
rescenderão
os
aromas
salutiferos
da
sã
doutrina,
que
exemplifica,
honrando
o
andor, edificando o
leitor
e
moralisando
o
publico
em
geral
—
missão
grandiosa
e
urgentíssima
na
actualidade,
e
por
isso
de
muito
valkso
serviço
social.
As
poesias
do
snr.
Pereira
da
Cunha,
colleccionadas
ern
um
opusculo,
consti
tuirão
um
verdadeiro
livro d’ouro,
com
que
todos
os
homens
illuslrados
e
apre
ciadores
dts
sublimidades
lilterarias
ador
narão
de
certo
os
seus gabinetes
de
lei
tura,
como
pérola
preciosa
que
alli
se
elevará
entre
as
primeiras,
e
como
mo
numento
le
primores
poéticos,
d’
onde
muito
terão
que
aprender
os que aspiram
a
subir
á
altura,
em
que
se
acha
o
il-
lustrado.e
venerando
auctor da
Selecta
—
titulo
que
terá
o
precioso
livro
de
que
nos
occupamos.
Reservamo-nos,
para
quando
se
pu
blicar
o
livro,
para
fallarmos
mais
larga
mente
sotre
elle,
limitanlomos
por
hoje
a
annnnctal
o,
e
não
duvidando
recom-
mendal
o
ao
publico
illustrado,
conscien
tes
de
que
será
muito
stibiio
o
seu mé
rito
e
de
que
ninguém
se
arrependerá
de
fazer acquisição
d’e!le, pois que
po
demos
asseverar,
que
se
elevará
á
altura
dos
mais
rimáveis
n
’este
genero
de lilte-
rata.a.
distmguindo-se
peia
amenidade
do
e-tyi),
pela
proeminência
dos
pensa
mentos",
pelas
bAlezis
do
ideal
e pela
profmilr.i
dos
co
aceitos.
Não
antecipe
mos, porém,
juizos,
comquanto
sejam
bem fundamentados
na
elevada
intelligen-
cia
do
snr.
Pereira
da
Cunha
e
no
co
nhecimento
que
temos
já
d’
alguraas
das
suas
excellentes
poesias. Agradecermos
o
li
vro
e
desenvolveremos
depois
as
nossas
apreciações».
Sovo
«eniinuri».—
A
«Union
Ca
tólica»
diz
que
o novo
seminário
de
Barcelona
terá
uns
360
palmos
de
super
fície
e
dividir-se-ha
em
dois
corpos
uni
dos
entre
si
por
um
vestíbulo
commum.
Ao
fundo
do
vestíbulo
conslruir-se-ha
uma
egreja
com
capacidade
para
todos
os
usos a
que
póde deslinar-se,
e
na
parte
posterior
lerá
tres
corredores
que
tambein
serão
communs a
ambos os
edi
fícios.
Um
d
’
estes
será reservado
para
os
alumnos
internos e externos
que
não
se
dedicaram
ao
estado
ecclesiastico;
o
outro
será
dividido em
dois
compartimentos,
um
dos
quaes
servirá
de
dar
albergue a
cem
pensionistas
gratuitos,
e
o
outro
des-
tinar-se-ha
ás
aulas
e
mais
dependencias
como
museu,
gabinete
de
physica,
etc.
Ao
centro
do
edifício,
e
na parte
Norte,
levantar-se-ha
nm
observatorio,
pro
vido
do
necessário
para
toda a
sorte d
’
ex-
periencias.
Emigração na Hespanha
—
«EI
Siglo
Futurou
diz
que
segundo
dados
fi
dedignos,
sahiram
d’Hespanha
nos
mezes
de
setembro,
outubro
e
novembro
os
se
guintes
emigrantes:
de
Malaga,
2:500;
de
Almería
1880;
de
Murcia,
Valência
e
Ali-
cante,
4:700;
de Catalunha,
3:000;
do
Alto
Aragão,
5:000;
de
Santander,
800;
das
Asturias, 1:500;
e
4:200
das quatro
províncias
gallegas.
O
quadro
tem
pouco
de
lisongeiro.
Conaultorea
«la
Sag
ra
<S
a
Cnngre-
gsçã® índex,—
Foram
nomeados
consultores
Monsenhor
Vicente
Nussi,
Co-
nego
da
Basílica
do
Vaticano,
Luiz
Se-
piacci,
da ordem
de
Santo
Agostinho,
e
o
conego
David Farabulini
professor
no
seminário
do
Vaticano.
EXPEDIENTE
Para
maior commodidade,
podem
os
nossos
assignantes
das
seguintes
localida
des
entregar
a
importância
das suas as-
signatoras:
No
Porto
—
Ao
snr.
José
Carlçs
das
Neves,
rua
das
Flores.
Em
Guimarães—
Ao
snr.
Pedro
Lopes
Guimarães.
Na
Covilhã—Ao
snr.
Luiz Antonio
de
Carvalho.
Em Lisboa—
Ao
snr.
Antonio
Augusto
S.
Castanheira,
rua
de
Buenos-Ayres,
n.°
34.
—Revd.
ino
José
Feliciano
Coelho
dos
Reis,
Hospício
do
^Sacramento,
Alcantara.
Ilhas
Adjacentes
—
Albino
Augusto
Pes
soa,
ilha
de
S.
Miguel.
A
’
quelles
cavalheiros
a
quem
enviar
mos esta
folha
e
que
não quiserem
ficar
com
a assiguatnra
da
mesma,
rogamos
a
fineza
de
nol-a devolverem para
nosso
governo.
Agradecendo
cordealmente
a ponctua-
lidade
com
que
muitos
dos
nossos
esti
máveis
assignantes
tem
satisfeito
o
paga
mento
das
suas
assignaluras, lembramos
a
alguns
snrs.
que
ha
muito
se
acham
em
debito,
se
dignem
satisfazer
quanto
antes,
para
regularidade
da
nossa
admi
nistração.
Banco
Commercial de Braga em
liquidação
Sociedade
ananyma de icesposBsa-
itoâíidiede
iimitada.
Resumo
do
aclivo
e
passivo
deste
Banco
em
31
de
Dezembro
de
1878.
Actiuro
Caixa:
dinheiro
existente.
.
7:7865290
Papeis
de
credite.
.
.
.
328:593^187
Ditos
das cauções das z.
cor
rentes
liquidadas.
.
.
.
158:5185226
Hvpothecas
de
Raiz
.
. .
1:733:5000
Acções
de
c.
própria.
.
.
326:9205451
Agentes
no
paiz.
. .
.
55:O7ò53j4)
Ditos
no
estrangeiro.
.
. 21:288^535
Letras
descontadas.
.
.
.
27.87a$087
Ditas em
liquidação.
.
.
137:
1055954
Ditas
de concordatas a receber
20:
í-
11567
J
Contas
correntes
com
garan
tia........................................
159:9485189
Empréstimo
sobre
penhores.
98:5685114
Diversos
devedores.
.
. .
23.1745658
Accionistas
por
prestações
a
receber
..................................
1:2425500
Moveis e
ulensilios.
.
. .
1:4755845
1.369:1485395
Passivo
Credores
privilegiados
Por
deposilos
judiciaes
.
.
55955
Por
depositantes
..................
1:8595145
Por
dividendos
a
pagar. .
7155920
Por
notas
a
recolher.
. .
1305000
Por
saques
do
Brazil.
.
.
1:0395755
Por
agencias no
paiz
e
no
estrangeiro.......................
1595218
Comtnissão
liquidataria
.
.
2:3985987
Nova
commissão
liquidataria
6515504
Credores
por
encontros
a
fazer
em
diversas contas
activas...................................
29:5215969
Credores
chirographarios
Por
promissórias
....
304:2585613
Por juros
a
pagar.
. .
.
4:1045685
Contas
geraes
Capital
.................................
1:000:0005000
Ganhos e
perdas.
.
. .
-24:3025414
1.369:1185395
Braga
6
de
Janeiro
de
1879.
A
commissão
liquidataria
João
Luiz
Pipa.
Manoel
Duarte
Goja.
Joaquim
Jeronymo
Ferreira.
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho.
Manoel
Antonio da
SJ
Pereira
Guimarães.
Antonio
José
Antunes
Reis.
Os
abaixo
assignados
tendo
procurado
agradecer
a
todos
os
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs.
e
snr.
as
que
se
dignaram
comprimental-os
por
occasião do fallecimento
de
sua pre-
sada
mãe
D.
Angélica
Theresa
da Costa,
e
que
assistiram
aos oílicios
de
corpo
presente,
na
egreja
de
S.
Martinho
de
Travassos
no
dia 24
de
dezembro
proxi-
mo
passado.
E
bem
assim
agradecem
lambem
a
todos
que
assistiram
á
missa
do
sétimo
dia
que
se
celebrou
na
capella
de
Nossa
Senhora a
Branca,
d
’
esta
cidade.
Mas
podendo
ler-
se
dado
qualquer
falia
involuntária
agra
decem
por
este
meio
significando a
lodos
o
seu
eterno
reconhecimento
e
indelevel
gratidão.
Braga
3
de
janeiro
de
1879.
Fulgencio
José
da
Costa
Guimarães.
Antonio Joaquim
da
Costa
Guimarães.
João
José
Lopes
da
Cosia.
Anna
Maria
da
Costa.
Laurinda
Roza
da
Costa.
(2193)
AHUNCIOS
ARREMATAÇÃO
Por
este
juizo
de
direito
da
comarca
de Braga,
e
escrivão
do 6.°
oílicio
Pessa,
no
dia
26
do
futuro
mez
de
janeiro,
á
porta
do
Tribunal
d
’
este
jnizo
no
largo
de
Santo
Agostinho, d
’esta cidade,
onde
se
costumam
fazer as
arrematações
judi
ciaes, se
hade proceder á
arrematação
de
vários
bens
mobiliários
e
os
immobilia
rios
seguintes:
Uma morada
de casas
sobradadas
e
eido
junto
sito
no
logar
da
estrada,
fre-
guezia
d
’
Adaufe,
d
’
esta
comarca,
foreiro
á
camara
desta
cidade,
que
confronta
do
poente
com
bouça
do
nascente
com
a
estrada
para o
Barco
de
Ancede,
do
poente
com
prélio
de
Francisco
João
Bernardo,
e
do
norte
com Antonio
Car
valho,
tudo
avaliado em
5565530
reis.
Bouça
do
Moinho
Velha,
que
produz
mato,
situada
no
logar
do moinho
velho
da
mesma
freguezia,
foreira
á
mesma
ca
mara,
que
confronta
do
nascente
com o
eido
supra,
poente
com João
de
SepuLe-
da,
norte
com
bouça
de
Francisco
d
’Oli-
veira,
e
do
sul
com
João
de
Sepulveda,
avaliada
era
295740
reis.
Estes
preços
são aquelles
porque teem
a
entrar
em
praça,
.
e
serão entregues
a quem
mais
der
e
lançar.
Todos os
bens
mobiliários
e
immobiliarios
supra
mencionados
foram
mandados
arrematar
por
deliberação
do
concelho
de
família
no
inventario
orpha-
nologico
a
que
se
procede n
’
este
juizo
e
cartorio
do
dito escrivão do
6.°
officio
por fallecimenlo
de
José
Bernardo,
viuvo,
pedreiro,
morador
que
foi
no
logar
dà
estrada,
fregnezia
dita
de
Adaufe.
Por
es
te
annuncio
também são citados
todos
os
credores incertos do
dito
casal,
para
as
sistirem,
querendo,
a esta
praça
e
usa
rem
do
direito que
a
lei
lhe
faculta.
Braga
31
de
dezembro
de
1878.
Verifiquei
A.
Carneiro
de
Sampaio.
O
escrivão
(2200)
José
Luiz
d'Oliveira
Pessa.
~ BANCO
DE GUIMARÃES
São
convidados
os
snrs.
accionistas
do
Banco
de
Guimarães
a
reunirem-se
em
assemblea
geral
na
casa
do
mesmo
Banco
no
dia
15
do
corrente
pelas
19
horas
da
manhã,
para
os
effeitos
do art.
41
dos
estatutos.
Banco
de
Guimarães,
8
de
janeiro
de
1879.
O
Presidente
do
Conselho
Fiscal
(2201)
Barão
de
Pombeiro.
iWu»
Noticia
Histórica
da
Peregrinação
ao
Vaticano,
pelo presbytero
Francisco
de
Sousa
do
Prado
de Lacerda, prior da
Chamust^t.
Vende-ss
por 700
reis
na
vestimenta-
ria
Rocha, rua
do
Souto
n.°
41.
(2202)
DIMIURO A IlIRO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre,
tem
1:0005000
rs.
para
dar
a juro.
O
secretario
(2203)
Padre
Luiz
Gomes da Silva.
CODIGO PEML DA EGREJ A
Ou
(JonMtitiiiçSo Apogtoiici» Sedia
do
SS. Padre Pio IX
Annotada
e
commenlada
pelo
presbytero
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
A
’
venda:
N
’
esta
redacção.
No Seminário
Conciliar
de
S. Pedro,
e
nas
casas dos
revd.
mos
arcypresles
de
Barcellos, Arcos,
Chaves,
Mont
’Alegre,
Vianna,
Valença,
Fainalicão,
Ponte
do
Lima,
Villa
Verde,
Villa
Real,
Moncorvo,
Villa
Flor,
Monção,
Fafe,
Povoa
do
Var-
zim.
No
Porto,
em
casa
do snr. José Car
los
das
Neves,
rua das
Flores.
Em
Villa
Pouca
d
’
Aguiar,
em
casa
do
revd.
m
®
Silvino.
A.
PEREIRA
DA
CUNHA
o
x-
e
c
t
a
Com este
titulo vae publicar-se
uma
collecção das
melhores
poesias
do
auctor,
em
parte
inéditas,
acompanhadas
de
no-
las
religiosas,
archeologicas,
históricas
e
políticas.
Um
volume,
nitidamente
impresso,
600
reis
para
os
snrs.
assignantes.
ATTESÇÃO
O
contraste
da
prata,
rua
do
Souto,
n.°
4,
compra ouro
ou
prata
em obje-
ctos
uzados,
ou
em
moeda
antiga,
assim
corno
em
barra,
cm
pequenas
ou
gran
des
porções.
X2I95)
CUS1NHEIRÕ
No
Collegio
dos
Órphãos precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Qeem
pretender,
filie
no
mesmo
Collegio.
(2124)
wmwcii
JOÃO
BRAGA
Pharniaceutieo pela
Escola Medi-
co-Cirurgic»
do
Porto
Participa
ao respeitável
publico
e
aos
seus
amigos
que
abriu
a
sua
pharmacia
no
largo
e esquina
de Santa
Cruz,
ha
vendo
n
’
esta
pharmacia
um
sortido
re
gular
de
lodos
os
medicamentos
chimicos
e
pharmaceuticos,
nacionaes
e
estrangei
ros,
que
os exm.
os
médicos
costumam
receitar,
e
de
tudo
o
que
ha
de
mais
pedido
até
esta
data.
N’
esta
pharmacia
haverá
o
maior
aceio,
escrupulo
e
promptidão,
aviando
qualquer
medicamento
a
toda
a
hora
da
noite.
Braga
1 de
janeiro
de
1879.
(2188)
João
Braga.
A
direcção
do
lheatro
de
S.
Geraldo,
faz
publico que
lendo
resolvido
pôr
em
arrematação
o
mesmo
lheatro
para
os
bai
les
do
proximo
carnaval
d
’
esde
o
dia
16
de
fevereiro
proximo
futuro
inclusivè
até
ao dia 25
do
dicto
mez,
convida pois
as
pessoas
a
quem
convier
esta
arrematação,
a
comparecerem na
secretaria
do
referido
thealro
pelas
12
horas
do
dia
12
do
cor
rente
onde
estarão patentes
as
condições
d
’
esla
praça.
Braga
e
secretaria
do
theatro
de
S.
Geraldo,
5
de
janeiro
de
1879.
Os
directores
Visconde
de Pindella
Antonio
Santos
d
’
Azevedo
Magalhães
Francisco
d
’
Araujo.
(2196)
FOLHINHA
DO
RITO BRACA-
RENSE
Já
se
acha
á
venda
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n.°
4—Preço
pom
oíficio
de
S. Francisco
de Salles
—
220
reis.
ATTENÇÃO
Quem
ha
mais
de
um
anno. e
na
es
trada
publica
da
Povoa
para
Braga, per
desse
um objecto
de
ouro,
que
n
’
essa
oc
casião,
foi
annunciado
por
escriptos
aílfi-
xados em legares
públicos, dirija-se
ago
ra
á
freguezia
de
Lanhoso,
e
á
residên
cia
do
revd.
0
parocho,
que o
entregará
dando-lhe
signaes certos,
e
pagando
o
importe
d
’
esle
annuncio.
(2198)
Pede-se
a
quem
achasse
uma
gatinha
branca
e
preta,
com
o
rabo
cortado,
que
falta
desde
o dia
21
de
dezembro
pas
sado,
o
lavor
de
a
mandar entregar
na
rua de
D. Pedro
V,
casa
n
0
68,
cu
avi
sarem
para
a virem reconhecer;
sendo
a
mesma,
paga-se
toda
a
despeza
que
ella
tenha
feito,
e
receberão
alviçaras.
(2184)
AlPÀliiCÍO
l
MALIIEiRD
87,
Prafa
do
Paràn de 8. Morti-
uho, 8 7
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.a
e
creança.
Flui
es,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a
l$000
e
I$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
diíferentes
qualidades.
Faqueiros,
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas e
pires.
Oleados
para mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas a dinheiro.
CONTRA
A
TOSSE
0
Progressivo
consummo,
que
diaria
mente
vão
obtendo
os
reboçado»
pei-
loraes
balsâmicos,
é
a
mais
evidente
prova
da
sua
eílicacia.
Preço:
—
caixa,
100
reis—
pelo correio,
140.
Deposito
principal,
Pharmacia-
ílie-
ca—
rua
do
Bomjardim,
370,
á
Cancella
Velha
—
Porto.
(2166)
í
»
■»
»
3 3s7 50í«®0
»
WEB
9 3:500^00®
»
e
outros
grandes prémios
principaes
sairão
nas GRANDES
LOTEEMS
DE
DifflKfflO
.
e vario» luteat
Garantidos
pelo Estado. A empreza
recommenda-se
especialtnenle
pelas
vantagens
que
oílerece,
porque mais
de
metade,
dos
bilhetes
obterá
prémios
nas
diversas
extracções.
A
próxima
extracção
effectuar-se-lia
A
tS
e 17 de janeiro de 187»
segundo
o
plano
oíTicial.
-
Oflerece
esta
loleria
probabilidades
extraordinárias
aos
interessados,
porque
dos 87:U00
bilhetes,
45:000
tem
prémios
que
se
elevam
a
2.007:000^000
BEIS
0
prémio
mais
pequeno
excede
muito
o
preço de
um
bilhete.
Os
preços
dos
bilhetes
originaes para
a
râo
como
se segue:
primeira
e segunda
extracção
se-
Por
um
quarto
de
bilhete
original
l£8')0
reis
d
>
meio
d
>
3ti600 »
»
»
inteiro
»
»
7$200
»
A
quem
remelter
a
importância em'
notas
do
banco,
coupons,
ou
sellos,
enviarei
bilhetes
originaes
com
a
promptidão
bem
conhecida da
minha
casa.
Os
planos
ofliciaes
juntar
se-hão
também
a
cada
ordem. As
listas
officiaes
e
o pa
gamento
dos prémios
effectuar
se-hão
immediatamenle
depois
de
cada
tiragem.
Pede-se
que
se
evite o intermédio
de
agentes
eque
se
diririjam
directamente
e
sem
demora
á
casa
principal
e
central
auctorisada
pelo
Estado,
de
THEOÓOR
SGHELLER
BRUNSV1CH (A
llemanha
)
(2197)
———
—■
—i
m
—
■
■
■■■
M
iw
iwwMw.ini
ui
MAGAS1N DES DEMOiSELLES
Publica-se a
10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras
de modas e modelos de
tapeçaria coloridos; a Kgtia;
gravados a
preto; novidades pars* piano e cante; álbuns de lavores,
falhas de confeeções; crocSset e rendas; risco», etc.
O Magatin
des Uetnoigetks,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reúne o
duplo
allractivo
de
um
periódico
lillerario
interessante
e
um
periodico
de
modas completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço para Portugal
(as
assignaiuras
fazem-se
por
um
anno principiando
no
1°
de
janeiro)
4$<i00
rs.
Também
se
acceitam
assignaiuras
separadamente
de
cada
edição:
edição do dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—
ít>700
rs.
Subscreve-se
na administração
d
’esle
periodico.
co
HOGG
Farmaoia
de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris
{Unico proprietário).
OLEO
HIGADÔS
FRESCOS
Dl
BAGALAO
de
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades do peito, afleiçôes escrofu
losas, tosses
chronicas,
rheumatismos,
magreza
crianças, das impigemes,
fluxos
brancos,
debilidade geral, etc.,etc.
H.OCTCT
Agradavelefacilde
tomar.—Desconfiar dasfalsiflcaçOes.
*
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
a
capsulo de cada frasco de
feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera
achar-se sobre o rotulo.
Depositos
nas principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas de B
arreto
,
rua
do Loreto, 88 e 30. A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
;
em Porto,
nas*casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndbade
,
S
ouza
F
erreira
e I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
______________________
PERIODICO
0
MAIS
ELEGANTE
E
f.
a
Edição
—
Dois
numeros
por
mez;
numeros
gravados,
aguadas
e
moldes.
—
Um
anno,
5$200
reis
—
seis
mezes,
2$90O
reis.
NOTA
—
Edição
especiai para c.
moldes
cortados
de
tamanho
natural.
-
A
administração
do
Commercio
do
DINHEIRO
A JURu
Ha
na confraria
de
Santa
Luzia
da
Sé
700^000
reis
e
na
capella
de
S.
Pe
dro
de
Ratis
275^000
para
dar
a
juro
de 5
°/
0
.
O secretario
(2180)
Padre
Antonio
Lopes Coelho
PAMtSIfilSLW
MAIOR.
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2."
Edição
—
Cincoenta
e
dous
nume
ros
por
anno:
numerosos
gravados,
aguadas e moloés
cada
mez.
—
I
m
anno,
Jl$300
reis—seis
mezes.
5$700
reis.
nstureõí-MBt
96
figurinos
e
numerosos
-Lm
anno.
11^300
reis
Minho
recebe
as
assignaiuras.
binheiru
nobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense, rua
de
D.
Gualdim,
ao pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e-outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para cima;
tem
grande
abatimento
nos
jjros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
MACHINAS
PARA
COSER
B. JE ■ T S A. Si
DA
Companhia
fabril SNGER
17—
rua de S. Vi«ente—17
BRAGA
WINGEB
As
melhores
machinas
pra
costura
que
todo
o
mundo conhece
e
qie
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu
no
anno
de
1877,
888:818
machinas
de
costura!!!
mais
SO:4S«
que
em
1876.
A Companhia Fabril
9SNGEB
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alc
nce
de todas
as
fortunas,
a
prestações
dt
reis
ceuianaes
sem
prestação
<b
entrada ou
10
por
cento
a
menos a piompto
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMAS
B
imgeb
Para
famílias, alfaiates, ctBÍureiras,
cbapelleiros
e
sapaleros
A
COMPANHIA
F
a
BRIL
B
ingeb
Garante
todas
as
suas
mtchinas
não
só
no
seu
bello
trabalho,
cono
na
sua
immensa
duração,
com
séria
jarantia.
Avisamos
o publico que
te
nha todo
o cuidado
pira não
ser enganado com as rrachinas
imitações,
como
algumas
pes
soas, por infelicidade delias, o
tem
sido.
As
machinas
legitimas
simgek
só
se
encontram á
venda
na
Sub-siccursal
da
COMPANHIA
FABRIL SIMER
17, RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas estabelecidas
em
bdas
a
ca
pitães
dos
dislrictos
de
Portugd e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em casa
jdo
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
;om
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
PIANO
BE
ESTUDO
Vende-se
um de
5
atavas
e
barato
e
de
bom
som,
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
65
se
diz.
(2192)
ALUG
a
M-SE
as
casas
n.°
21, no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
RESPONSÁVEL—
Luiz
Baptista
da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
