comerciominho_09011879_882.xml
- conteúdo
-
REDACTOiiES—D.
Miguel ’
Sotlo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—D1RECTOR—Ãntonio Joaquim jde Mesquita Pimentel.
7.° ANIO
PREÇO
DA ASSIGNATURA I
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..................... 1&600
»
6
»
................ 850
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios
cada linha. ‘
.
.
.
.
20
Repetição............................. 10
PUBLICA-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
Províncias,
12 mezes.................. 2&000
»
6
».................. 1&050
»
sendo
duas assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso............................ 10
N.°
882
S3E1
A.
<S- A
QUINTA-FÍRA
9
DE JANEIRO DE 1879
Porque
>e
assustam?
De
que se
arre-
cêam?
Apavor?os
acaso
o
abysmo
que
’
pre
pararam?
E’
obr
sua,
não
tem
de
que
quei
xar-se.
Semeanm
vento,
é justo
que
colham
tempestade.
Ateaste
o
incêndio
e
receaes
agora,
que
as
sus
lavaredas
vos queimem?
Tende
taciencia.
Nenhus de vós
gosará
se
outrem
cho
rar.
Deviei
ter
presente
esta
sentença,
quando
irvocaveis
a
liberdade
para
vos lo-
cupletarde.
Deviei
lembrar-vos
de que
a prospe
ridade
qu procuráveis
para
vossas
famí
lias
serii
ephemera,
se
a
amaldiçoassem
lagrimas
alheias.
Porqifi
não
quisestes
ouvir a
verdade?
Porqte
cobrieis
de
insultos
os que vos
advertian?
Feriavos
a
voz
da
razão
que
condem-
nava
as
vossas
injustiças?
Não
vos
lamenteis
agora.
Não
vieis
a liberdade
senão
á
luz
si
nistra
d)
vossas
paixões.
Cuspeis
a
blasphemia
sobre
a
religião
do
Cruíiicado
para
vos
dizeres
libcraes.
Faziis
das
vossas
impiedades
uma
fo
lha
de
serviços,
um
titulo
de
nobresa,
que
vo
guindavam
ás eminências do po
der.
Pan
que
a
liberdade
não
perigasse,
fechaste
os
templos.
Con
as crenças no
povo, roubastes
o
operarii
á
officina.
E
ira
com
taes
elementos
que
está
veis
catos
da
segurança
social? loucura,
delirio.
Coiroinpestes
a
sociedade
filtrando
no
espiriti
das
classes
o veneno
da
ambi
ção.
Anorastes
o
egoismo
em
systema,
fizeste»
da
inveja
uma
theoria,
e
depois
que
vistes
a corrente
a
engrossar,
cha-
maes
pela
força,
que
vos
salve
do
nau
frágio.
Não
vos
salva,
não.
A
mãe
de
Deus
pesa
sobre
vós,
por
que
tombastes
da
Providencia.
P«r
causa
vossa
muitos
choram
hoje
na
miséria.
E
as
lagrimas
do
soffrimento,
quan
do
não
confortam
pela
gratidão,
queimam
pelo
odio.
Assusla-vcs
o
espectro
do
socialismo?
E
para que
o
afagaveis,
quando
pe
díeis
a
usurpação
da
propriedade
eccle-
siaslica?
Será
por
ventura
mais
legitimo
o
di-
reitc
com
que
possuis,
do que o
era
aquelle
por
virtude
do
qual
a Egreja go
zava
o
que
era
séu?
Não
crimineis
ninguém,
não, que
os
cubados
sois
unicamente
vós.
Vós,
sim,
que
esbulhando
e
oppri-
mindo
a Egreja,
cavastes
com
o
alvião
de uma política
athea lodo
o
cimento
social.
Desmorona-se
a
sociedade?
E
’
vossa
e
só
vossa
a
culpa,
porque
fostes
vós
que
lhe
minastes
os
alicerces,
quando
com
vossas
doutrinas
absurdas
destruíeis
todos
os
elementos
consagrados
á
civilisação
de
um
povo.
Os
Nobilling,
os
Passavanti
e
Mon-
casi
são
vossos,
pertencem-vos.
Erigi-lhes
estatuas,
como
fizestes ao
regicida
Milano,
se
sois
consequentes;
mas
se
vos
fallece
actualmente
a
coragem
pa
ra
tanto,
ao menos,
para
que
as classes
por
vós
corrompidas,
não
vos
apontem
como
traidores.
O
vosso
crime
faz
hoje
a
nossa
puni
ção.
Assim
devia
ser,
para
que se
reali-
sasse
a
sentença
divina.
M.
MARINHO.
.4*
SSedaeção <80 «Coiuinereio do
Minho».
Londres,
19
de
Dezembro,
1878.
«
P
arodia
»
em
P
rosa
.
[Continuação!
«RUMORES TEMPESTUOSOS».
IV
«O
tempo
já
findou
do
rubro
inferno,
«Terror da velha
crença,
«Que
fazia
queimar
por todo
o
eterno
«A
viciima
suspensa
«Nos
abysmos
terríficos,
medonhos,
«Que
a
podre
estupidez
media em
sonhos»
O
Inferno
vermelho
que
metia
medo
aos
velhos,
passou;
cheirava
a
Legitimis-
la
esse
inferno, metade
d’
elle,
pelo me
nos;
sendo
bem
sabido,
que meio-verme
lho
era
o
laço
legitimo
Portuguez.
Logo,
fora
Inferno
vermelho!
Venha
o
azul
e
branco.
Esse
sim;
que
é iníerno
constitucional,
é
Inferno
ás
direitas!
Porém
sério,
sério:
^acreditará
esta
criança
que todo
o
genero humano
pen
sa
ou
desvaria
como
ella?
jA
que
chama
esta
Miséria
«velha
crença»?...
Este
gran
de
homem
julga
que
o
mundo todo,
que
o genero-humano vivente, abandonou
a
ideia
de
recompensas
para
os
tnaos
e
pa
ra
os
bons
em vida
futura;
nega,
pois,
com
a
immortalidade
da
alma, bons
ou
maos
conseclários,
depois
d’esta
vida!
Quer,
portanto, abrir
a
porta
á perpetração
irremorsavel
de
todo
vicio,
crime
e
vi
lania
occulta,
ou
que
o perpetrador
ima
gine
que
póde
praticar
sem
ser
descober
to
pela
justiça,
ou
mesmo
censura
hu
mana!...
jE,
já
se
sabe,
este phylozopho
com
z,
pavonea-se, não
tenho
dúvida,
de philan-
tropico,
e
melhorador
da humanidade por
suas
descabeçadas
paivoices!
Não
me
recordo
onde
vi a
sentença,
que,
«se
a crença
em Deus, punidor
e
remunerador, segundo
os
méritos,
n’
uma
vida
futura,
não
existisse,
era
preciso
in-
vental-a
para
bem
da
humanidade».
Mas
felizmente
não
precisa
fazer-se
invenção
semelhante;
pois
que
essa
crença,
mais
por
esta
fôrma,
ou
mais
por
aquella,
se
encontra,
entre
todos
os
povos—
nem
é
bem
provado
que
algum,
ainda
o
mais
embrutecido,
exista
onde
falte
a ideia
de
um Ente sobre-natural,
que
póde
fazer
bem
ou
mal,
seja
numa
existência
actual,
ou
futura
do
homem,
segundo
o
me
reça.
Se
o
poeta,
como
parece,
é
medico
estudante,
faz
bem
d’
esconder
o
seu
ver
dadeiro
nome,
pois
havia
de
haver
muito
quem
não
quizesse
entregar-se
á
cura
de
um facultativo
que
não teria
remorso
maior
de
mandar,
por
própria
culpa, o
seu
doen
te
para
o
cemilerio,
do
que
um
alveílar
de
errar
a
cura
a
um
jumento.
Lembra-me
bem,
que
já
no
meu tem
po
de
Coimbra,'
estudantes
de
medicina
havia
por
lá,
e
até
professores,
que af-
féctavam
não
acreditar
n
’
estas
pieguices
de futuras
penas
ou
recompensas,
em
que
a gente
christã
e
religiosa tinha fé.
Alguém,
que
eu
poderia
citar, admirava
o
culto
Protestante
—
sem
duvida
só
por
que
não
era
culto
catholico;
pois
a
sua
fé
cifrava-se
na
doutrina
do
philozopho
Francez—
cuja
obra
eu
lambera
li
por
sua
inculca;
mas
que
a
mim nada
derrogou
de
minhas
crenças
christãs
e
Catholicas.
Não
quero
citar
o
livro
(de
muitos vo
lumes)
para
não
excitar
o appetite
de
lel-o
a
alguma
creança como
este
nosso
fíumorante
Tempestuoso.
Hei
conhecido
aqui
homens
scientifi-
cos
e médicos
de
primeira ordem,
e
ao
mesmo
teoapo
muito
religiosos. Um
co
nheço
de
primeira
ordem, e
dos
mais
acreditados,
que se
fez
Catholico,
de
Pro
testante
que
era, não
ha
muitos
aniios.
Logo,
não
é
a
grande
sciencia
médica
que
destroe
a
crença religiosa,
ou
a
fé
christã
e
Calholica.
Quanto
aos
«abysmos
terríficos,
me
donhos,
Que
a
podre estupidez media
em
sonhos»,
não quero
eu medil-os
pela bi
tola
da
tal
estupidez
podre,
julgal-os-hei
pela
mui
verdadeira
e
sã
d
’
este
poeta me
dico.
A.
R. SARAIVA.
Idem,
20
de
Dezembro,
1878.
Em
sua
mui
longa
e
muito
interes
sante
correspondência
de
Roma
ao
Ti
mes
de
hoje, começa o
Correspondente
dizendo:
—
«Roma,
16
de
Dezembro.—A
votação
na
camara
dos
Deputados
no -dia
11»
(que
derribou
o
Ministério
Cairoli),
«olha
da
só
pela
superfície,
mostra
os
seguintes
fados:
—Que
263
representantes
do
povo
Italiano, declaráram
que
a
Italia
não
é
própria
para
as
liberdades
que
goza;
que
106
d
’
este
numero,
á
testa
do
qual
se
acham
taes
autoridades como
Minghetti,
Mari,
e
Bonghi, sara
de parecer
que
o
salvamento do reino
d
’
Italia
só
póde
as
segurar
se
por
uma
fôrma
de
conducta
política,
que
mais
ou
menos
fosse
o
con
trario
da
seguida
pelo
Governo
que
elles
acabam
de
derribar;
e
que,
por
outro
lado,
só
189 em 457
deputados
presen
tes,
sustentam que
a
estabilidade
da
dy-
nastia
contra
os
inimigos
internos
só
pó
de
melhor
ser
assegurada
com
seguir
o
exemplo
de
outros
Governos Liberaes,
e
deixar
áquelles
inimigos
continuar aber
tamente
seus
procedimentos,
antes
do
que
obrigal-os
a
trabalhar
em
segredo,
como
sem duvida
o
fariam
n
’esta
terra
de con-
loios, conspirações
e
sociedades
secre
tas».
—
Toda
a
grande
carta
é
n
’
este estilo
e
sentido.
A.
R.
SARAIVA.
------- -4?
JLitiboa,
1
ile janeiro <le
1890.
(Do
nosso
correspondente).
A
dynastia
foi
a
S.
Bento bolar
dis
curso.
E
’
inútil dizer-vos
que
nos
não
disse
nada
de
novo.
O
habitual
conjuncto
de phrases
ba-
naes,
que
o
povo
ouve
com
a
mais
gélida
i
ndiílerença.
Ha
paz
com
todo
mundo; as
finan
ças
vão
o
melhor
possível;
serão
propos
tas leis
de
immensa proficuidade publica
e
milessimas
outras causas
urgicas,
que
se
foram buscar
ao
diccionano
liberal,
para
nutrir
esperanças,
e
adormece
os
pa
palvos,
que
ainda
creem
nas
promessas
da
gente,
que
nos
vae dominando,
em-
quanto
o
povo
se
não
resolver
a
desman
char
a
obra,
que
ahi
levantou
a
quadru
pla
alliança.
Ninguém
duvida,
meu
amigo,
de
que
a
nova
legislatura
será
farta
de discursos
mais
ou
menos
balofos,
mais
ou
menos
adubados
de
gallicismos,
porque
a lin
guagem
vernacula,
a
que
fallavam
os
nos
sos
paes,
é
quasi
um
idioma
morto
que
só
algum
retrogrado
comprehende,
pronun
cia,
ou
escreve.
Mas
em
compensação,
leremos
muitas
scenas
da
ribeira
nova,
muitos
arrótos
de
liberdade,
e
de
patriotismo,
embora
tu
do acabe
por
convidarem
o
paiz com
mais
alguns
milhares
de
contos
de
reis
de
impostos,
e
mais
umas
tanhs leis
que
tradusam, bem
jenuinameute,
o
pru
rido
de
fustigar
o
povo,
que
eflectivamente
aclua
nos
homens,
que
dirigem
a
cousa
publica,
e
ainda
nos
que
aspiram
a
go
vernar
esta
nação mais
liberalmenle
do
que
os
acluaes
ministros.
—
Falleceu
Antonio
Joaquim
Ribeiro
legilimista
puro,
e
amigo
intimo
do
fi
nado
conde
de
Barbacena.
Era guarda-li
vros
da
companhia
de seguros Fidelida
de, que
o
conservava,
e
presava
muito
pela
sua
aptidão,
e
iuexcedivel
probidade
Vão
desapparecendo,
pois,
os
homens
antigos
servidores
da
monarchia
legitima.
Mais
alguns
annos, e
essas
relíquias
da
verdadeira
fidelidade
ao
Rei,
e
á
pa-
tria
irão
augmenlar
o
já incalculável
renque
de
fieis, que
teem
sido
inscriptos
no
rol dos
que
se
tem
finado no
campo
do
direito.
Occorre-me
agora um
diclo
do
poeta
vendo
o
numero
fabulisj
de
legitimistas’
que
a
morte
nos
tem
ceifado n’estes
úl
timos
quarenta
e
quatro
annos
de
op-
pressão.
Mas
os princípios,
meu
amigo,
não
morrem.
A
verdade
prevalece
afinal,
embora
a
opprimam,
e
pareça proscripta
para
sem
pre.
Eu
não
vejo
no
que soffremos,
senão
a
justiça
divina
punindo
indesculpáveis
fal
tas
d
’
outr’ora,
e,
porque
o
Hão direi
ainda?
da acluahdade,
em
todos
os cam
pos;
em todos,
meu
amigo.
Com
a
reforma
dos costumes,
estou
que
a
restauração
seria
obra tão
breve
e tão
prodigiosa
como
foi
a
de
1640*
Mas, os
Thomares
são
tantos!
—
No
dia
28 do
mez
passado
fez
an
nos
o
nosso
amigo
D.
Antonio
de Vilhe-
na,
um
dos
fidalgos
de
mais rija
tempe
ra
do
campo
realista.
Não
faltou
quem
o
felicitasse
ifaquelle
dia,
prestando
ao
mesmo
tempo
homenagem
áquelle
cará
cter,
que não
sabe
tergiversar
no
cami
nho da
honra,
e
do
dever.
—Morreu
o
Patrício
Alvares,
escrivão,
e
presidente
dos
veteranos
da
liberdade.
Não faltáram
vultos
ao
enterro.
Até
o
Ferrão,
liberal
de
moderna
data,
foi
se
mear
os
seus
goivos
sobre
a campa
on
de agora
repousa
o
corpo
do
antigo
de
fensor
da
ideia
nova.
Deus
lhe
tenha
perdoado.
—
O
derrocamento
da torre
da
casa
pia
despertou
o
prurido,
n’
esla
gente,
que
nos
está
conduzindo
á
maior
das
ventu
ras
possíveis,
de mandar
examinar o
es
tado
de
alguns
edifícios
públicos.
Os
dèdos lhes parecem
hospedes.
Teem
a
consciência
\agora)
de
que
tudo,
que
teem
edificado
no
solo
da
patria,
está podre,
e
querem
verse
o
espe
cam.
Pois
não
especastes!
Ha-de
cahir,
para
que
sobre
as
suas
ruinas
se
erga
fabrica
sòlidamente
con
struída,
e
verdadeiramente
porlugueza.
Emquanto
não
soa
a
hora
propicia,
vamos
assistindo
aos
gosos
da
dynastia
liberal,
que
não tem
mãos
a
medir.
Os
vexames
populares
são
a
monte,
el
a,
po
rém,
diverte-se—
le
roi s’
amuse
—
-
-
■.
-•:
—
-'-r-awworxs
vmrUGas
Porisso
prepara-se
para
mais
um
pas
seio
até
á
fronteira,
onde
abraçará
o
seu
collega
D.
Allonso, que vem
a
Badajoz
em
breves
dias.
Teremos,
pois,
marchas,
e
contra-
marchas
de
regimentos,
mais
uns
tantos
contos
de reis
para
fóra
da
algibeira
na
cional, que,
afinal
é
que
paga
as
favas.
A
questão
ibérica
torna
a entreter
os
ânimos
aqui
e
alli.
De
Madrid escreveram
ha
poucos dias
a
uma
das
folhas
francezas
dizendo
que
uma
parle
da
imprensa
hespanhola (não a
legitimista)
voltára
a
occupar-se
da
fuzão
dos
dous
reinos
peninsulares,
n
’
um só
es
tado
Os
nossos
amigos,
e
vidnhos
leem-
nos atravessados
na
garganta.
Pretendem
fazer-nos
hespanhoes,
queiramos,
ou
não
queiramos.
E
de
certo,
nenhum
portuguez,
que
viva
longe
do
campo
liberal,
acçeilaria
de
boa
mente
as
venturas,
que
traria
ne
cessariamente
ao
paiz
a
união
ibérica
Póde
haver
quem
daseje
que
o
reino
passe
ao
domínio castelhano,
e estou
que
ha;
mas
nenhum
dos
homens,
que
accei-
tam.
e
defendem
os
princípios
proclama
dos
nas
côrtes
de
Lamego,
de Coimbra,
e
de Lisboa,
deix
»
de
repellir
a
fatal
perda
da
nossa
independência.
Não
assevero,
meu
amigo,
que o
li
beralismo,
geralmente
faliando,
prefira
o
jugo
castelhano
á
autonomia
deste
povo,
qim
nasceu
livre,
e
independente,
e
quer
ser
livre,
e
independente;
mas,
é
força
confessal-o,
a
revolução
não
tem
feito
senão
aplanar
o caminho, que
nos
ha-de
conduzir
á
exlincção
de todos
os
nossos
foros
de
nação.
Desde a
gloriosa
obra
de
164-0
até
á
implantação
da
dynastia
actual,
nunca
se
fallou
da
união
ibérica,
nunca
se
julgou
possível
a
realisação
d
’
ella:
foi
preciso
que
a
dynastia,
e
o systema
liberal
se
estabelecesse
no
paiz,
para que
dentro,
e
fóra
do
paiz se
ventillasse
uma
questão
repellente
a
todo
o
portuguez
genuino.
E’
mais
um
bom
serviço,
que
o
povo
deve
á
liberdade.
Coincide
com o
objeeto,
com
que
ul-
timamente
me
tenho
occupado,
a
ida
á
fronteira
do snr.
D.
Luiz.
Não
sei
se vos
lembrais
de um
cele
bre
lenço,
e
de
um
discurso
ainda
mais
celebre
de
Castellar.
Creio
que
a
próxima
partida
do
che
fe
do
Estado
não
tem
outro
fim,
senão
o
d’
elle
mostrar
ao
visinho
que
nutre
por
elie
todo o interesse
possível;
mas
pensarão
todos
assim?
Basta
por hoje.
Todo
vosso
A.
BIBLIOGRAPHIA.
Q
ÍJireito a® nleanee de toiíos, «u
o Tulvogatío de si mesmo — JJic-
cinr.tirio <Ie Direiío imud.
Contendo
As
noções
praticas
do direilo
e
modelos
e
formulas
d" alguns
actos
sobre
matéria
civil,
commercial,
administrativa, crimi
nal,
ecclesiastica
e
do
processo
por
Fran
cisco
Antonio
Veiga
-
Juiz
de
Direito
de
1
a
instancia.
«Todos
os
cidadãos,
vivendo
em
so
ciedade,
quer
nas
cidades
ou
villas,
quer
nas
aldeias
ou
nos
campos,
teem
neces
sidades
instantes
e
multíplices
inclinações:
possuindo
bens, que
se
contacteam,
e
unindo
suas
famílias,
entregam-se
uns
ás
sciencias
ou
ás
artes,
outros
ao
com
mercio
ou
á
agricultura,
e
dando
largas
ao
seu
espirito inventivo, arriscando-se,
concebendo
projectos
e
formando
empre-
zas,
teem
convenções
a
fazer e
documen
tos
de
todas
as
especies
a
assignar».
São
estas
as
palavras,
com
que
em
1827,
Mr.
D.,
advogado
da
côrte real,
começou
a prefação
d
’um Tratado
da
Sciencia do
direito,
para
uso da
cidade
e
do
campo;
e
são
ellas
também
as
com
que damos
hoje
começo
á apreciação,
que
vamos
fazer
ácerca
da
obra,
cujo
titulo
nos
serve
de
epigraphe.
Ninguém
por
certo
ignora
que
da
falta
de
tiílicienle
explicação
e necessária
pro
videncia
nos contratos,
ou
dos
vicios que
illidem
a
força
probatória dos documen
tos,
é
que
surgem
todos
os dias
diíTicul-
,
’ad
■;
a
resolver,
e pleitos
a
decidir.
E
’
sbido que
a
ignorância
da lei
a
ninguém
aproveita,
e
que todos
interes
sam,
na agitação
constante
dos interesses
sociaes,
em
ter instrucçôes que
os
dilu
cidem
sobre
seus direitos
e
suas conven
ções,
e
em
ter
um
guia, que
os
con
duza
seguramente
em
seus
contratos
e
até
mesmo
em suas
demandas:
eis
no
Direito ao alcance de
lodos,
escripto
em
linguagem
comezinha,
esse guia,
que
vem
preencher
uma
lacuna sensível, visto
que
entre
nós
é
evidentissima
a
necessidade
de
uma obra
d
’
esla
natureza.
Este
livro,
devido
á
penna
do
bem
conhecido
escriptor
e
tão
illustrado,
co
mo
labori
so,
o
snr.
dr.
Francisco
An
tonio
Veiga, comprehendendo interessan
tes
noções
sobre
todas
as
matérias,
ou
pelo
menos
as
principaes,
dos
variados
ramos
da sciencia
e
da
pratica
do
di
reito,
acompanhadas
de modelos
e
for
mulas
não
menos
interessantes,
é uma
obra
de incontestável
proficuidade,
e
po
pular.
Ha
n
’ella
synthese,
concisão
e
con
juntamente
toda
a
possível
clareza.
Para
mais
facilmente se
poder
compulsar,
estão
as
matérias,
de
que
trata, expostas em
forma
de
Diccionario,
o
que
é
de
vantagem
reconhecida.
As
publicações d
’
esta
natureza,
que
abundam
nas
nações
cultas
da
Europa,
escasseiam
entre
nós.
Os
dois
livros
que
temos
e
que
se
assemelham,
não
altin-
gem
o
fim,
a
que
é
destinado
o
Diccio
nario
de
direito
usual;
por
quanto
um
não
passa d’
um
conjunto
de
mais theorias
do
que
de
pratica,
tal é
o
Diccionario
juridico-commercial
de
José Ferreira Bor
ges, que
todavia
é
uma
obra
de
muito
saber
e
de
todo
o
merecimento;
o
outro
é
o codigo
civil
alphabetico,
que
não
é
mais
do
que
o
simples
texto
do
mesmo
codigo
por
ordem
alphabetica.
e
em
que
se
revela
entretanto
o
assiduo
estudo
e
itnprobo
trabalho
do
seu auclor.
A
obra,
que
apreciamos,
é
theorica
e pratica
ao
mesmo
tempo;
aconselha
e
guia
a
todos,
ainda
aos mais
ignorantes
dos conhecimentos
de
jurisprudência,
quando,
na
sua
vi
la
social, se
vejam
en
volvidos
sobre
seus
direitos
e
obrigações
em
geral
ou
em
particubr.
Ò
Direilo
ao alcance
de
lodos
é
divi
dida
em
2
partes.
A
l.
a, já publicada,
é
um
volume
de
280
paginas,
que
abran
ge
até
á
palavra
Louvados.
A
2,
a
sahirá
em
breve
do
prélo
e
verá
a
luz
da
pu
blicidade
lambem
dentro
em pouco.
Esta
obra
é
editada
pelo
snr. E.
Cliardron,
incansável
e
zeloso
editor,
que
tanto se
tem
desvelado
para
engrandecer
de
livros
utilíssimos
o
nosso
paiz,
que
muito lhe
deve
por
isso.
O
Advogado
de
si
mesmo
é
digno
de
toda
a
acceitação
publica,
porque
é
tão
excelhnte,
como
utilíssimo.
A
obra
completa
custa
2$000
reis
e
vende
se
em
to
las
as
livrarias.
Agradecendo
o
exemplar,
com
que
nos
mimoseou
o
snr. E.
Cliardron,
cumpri
mos um
dever,
traçando as linhas que
ahi ficam,
que, sem
embargo
de mal
alinhavadas,
são
comtudo
a
expressão
fiel
do
que
sentimos,
compulsando
o
1°
vo
lume
do Direito ao
alcance
de
todos.
G.
P.
(arro
tombado.—
Um
carro
que
na segunda-feira
saia,
de
noite,
d
’
Amares
tombou,
ficando
quasi
todos
os
passagei
ros
feridos
ou
contusos.
Theatro.—
Parece
incrível!
—
O que?—
dirá o
leitor.
—
Isto:
—
Pretendeu
o
grande actor
J
osé
C
arlos
dos
S
antos
,
o
mais
notá
vel
ornamento
da
seena portugueza,
dar
ha
dias
no
lheatro
de
S.
Geraldo uma
segunda
recita, e
não
poude
elfeitual-a
por
causa
de não
haver
concorrência
que
sequer
desse
para
custear
as despezas
feitas
com
os
empregados?
Seis
dias
depois,
surje
a
companhia
do
barracão
das
Variedades,
do
Porto,
e
obtem
tiíes
ENCHENTES
REA.ES I ! !
E
não
obterá outras
tantas, e
outras
tantas,
se
não
quiser.
E
representaram
a
coisa intitulada
«Os
Madgyares»,
e
a
coisa
«Vilfão fugitivo
da
cadeia».
E
foram
applaudidos!
Meditemos.
tCMimsreio
Sjssb®»».
—
Assim
se
intitula
um
novo
jornal, que
começou
a
publicar-se
em Lisboa,
no
dia
1
do
corrente.
Coraprimentamos
o
novo collega,
e
desejamos-lhe
vida
prospera
e
longa.
Obtto.
—
No
sabbado
falleceu
no
Porto
o
revd.°
Antonio
Mendes de
Carvalho,
mestre
de
ceremonias
do cabido d’aquella
cidade,
e
do
exc.n,J
bispo
D.
Américo,
e
capellão
do
recolhimento
de
Nossa
Se
nhora
das Dores
e
S.
José
das
Meninas
des
amparadas.
Era
um
sacerdote
respeitado
pelas
suas
virtudes.
«t> iiífrii-iiii'
«So Povo».—
Rece
bemos
o n.*
1
d
’este
jornal,
que
come
çou
a
ver
a
luz
publica
n’
esta
cidade.
E’
litterario
e
noticioso.
Serenatas.
—
Na
vespera
e
no
dia
de
Reis
andaram
pelas
ruas da
cidade
varias
serenatas,
consoante é
costume.
D
’
entre
ellas destacava-se
a dirigida
pelo snr.
João
Fajardo,
a
qual
na
rea
lidade
era
atrahente
pela
sua
musica
bei-
lissima
e
primorosamente
ensaiada.
DevoraAo peI«»H lobos. —
Dizem
de
Vianna
que
um
soldado
de
infanteria
3
que
linha
ido
passar as
festas
do
Natal
com
a família,
fóra
devorado
pelos
lobos
na
serra
da
Labruge,
quando
regressava
ao
quartel
Appareceram
alguns
ossos
do
desgra
çado
e
um
sacco
de
roupa.
GSrammatica
itaí
kn»>
—
Recebe
mos
um
exemplar
da
grammatica
da
lín
gua
italiana,
composta
para
uso
dos
por-
tuguezes
pelo snr. Antonio
Vieira
Lopes,
illustre
medico
da
cidade
do
Porto.
Agra
decendo
ao
auclor
a
mimosa
offerta
com
que
nos
considerou,
cumpre-nos
pedir
desculpa
de
não
accusarmos
a
sua
rece
pção
ha
mais
tempo,
o
que
não fizemos,
por querermos
lêl-a
toda,
antes
de
emitlir
o
nosso
humilde
juizo.
A
publicação
d’
esta
obra,
que
já
vae
na segunda edição,
vem
mais
uma
vez
corroborar
o
conceito
em
que
é
tido
o
snr.
Vieira Lopes.
d
’
um
incansável
e
judicioso
cultivador
das leltras
palrias
e
apostolo
fervoroso
do
desenvolvimento
da instruc-
ção
no
nosso
paiz.
A
grammatica
italiana,
cuja
2,a
edição
sua
exc.a
acaba
de
edi
tar,
achamol-a
uma
obra,
n’
este
genero,
boa,
excellente
e
digna
de
ser
manuseada
por
aquelles
que
quizerem
aprender
esse
bello
idioma
em
que
Danle,
Ariosto,
Tasso
e
Petrarcha
se immorlahsaram,
es
crevendo
as
suas
admiráveis
obras.
Como tudo o
mais, a
instrucção
no
nosso
paiz
está uma
verdadeira
miséria,
e
quer-nos
parecer
que
nunca
a
littera-
lura
portugueza
desceu
tanto
do
seu
ex-
plendor,
nem
apresentou
symptomas
de
maior
decadencii,
do
que desde
que
aqui
impera
o
salanico
governo dq
liberalismo.
Mais
uma
razão
porém
para
felicitar
mos
o
snr.
Antonio
Vieira
Lopes, que,
arcando
com
o gosto corrompido
q
estra
gado
da
aclualidade,
com a
torrente
da
desmoralisação
que
campeia
soberana
em
todas
as
coisas
e
com a desordem
pro
funda
em
que
se
encontra o
ensino
e
a
instrucção,
emprega
as
suas
horas vagas
em
trabalhar
ao
lado
dos
raros
obreiros
que
présam
o
explendor
das
nossas
let-
tras,
e
porfiam
pela
restauração
d
’
um
en
sino solido, fecundo,
e
compleio,
em
harmonia
com
as
circumstaacias
dos
tem
pos.
A
grammatica
italiana
para
uso
dos
portuguezes,
juncta
a
muitas
outras
pro-
ducções
, de
merecimento
do
mesmo
au-
ctor,
provão
exuberanlemente
isto
que
aca
bamos
de
dizer.
Ftlo, como Se fA«*.—
Vivia
em
New-
York
uma
senhora
que,
por
motivos
de
interesse,
havia
deixado o
catholicismo
e
passado
á
seita
evangélica.
Como n
’aque!la
cidade
se
desenvolvesse
uma
terrível
epidemia,
foi
ella
uma
das
vietimas
do
fatal
contagio,
e
como
os
meios não
lhe
sobrassem,
recolheu-se
ao
hospital.
A
enfermidade
tornou-se
cada
dia
mais
desesperada,
e
o
medico
avisou
a
doente
para
se
preparar
para a
ultima
hora.
Recorreu
ella
immediatamenle ao
seu
ministro,
o
qual
veio
logo
á
enfermaria,
e
conservando
a
distancia
de
2
metros,
entre elle
e
a
doente, disse-lhe:
Filha,
a
morte
approxima-se,
tem
muita
fé,
e
serás
salva!
Para
não
ter
que
voltar
aqui
tenho comigo
a
santa ceia;
porém
como
o
teu
estado
ma
probihe
approxirnar-me
ao
teu
leito,
e
nem
isso
se
torna
neces
sario; crê
que
isto
é
a
figura
do
corpo
do
Senhor,
e
o
mesmo
é
eu
leval-o
co
migo, que
tu
rccebel-o.
E,
dizendo
isto,
guardou
um
pouco
de
trigo
que
tinhi
tia
mão,
e
retirou-se.
A
doente
achando
se
p
uco satisfeita
com
tal
preparação
para
■)
e-
lem
brando-se
do
modo
como
oidre
catho-
lico linha
preparado
os
sius
pies,
re
correu
em
seguida
ao capellão
do
hos
pital,
o
qual,
depois
de
a
ter convenien
temente
preparado
e
feito
abjurar
os
seus
erros,
lhe
administrou
os santos
sacra
mentos,..
Passeios
mezes
a
nev-conversa,
tendo-
se
rcs:a!
-latido,
passeava
pela
cidade,
quando
viu
o
ministro
protestante
condu
zindo
pelo
braço
a
sua
cara
metade.
Então
approximando-se
d
’
elle,
disse-lhe
em
t;?n::os
respeitosos;
talvez
v...
me
não
conheça;
porém
en soa
uma ovelha
recont
‘
?ida,
a
quem
v...
ministrou
os
últimos
soccorros
espiritual
no hospital
de......
e,
em
testimunho
de
gratidão...
(e
tirou
do bolso uma
viettria).
Quando o
ministro
ia
a
estender
a
mão,
disse-lhe
aquella: alto,
tenha muita
•fé,
e
o
mesmo
é
v...
receber
esta
libra,
que
eu guardal-a
novamente
na
minha
algibeira!...
O
zeloso
ministro baixou
os
olhos
e
conlinou
o seu
caminho,
sem
ter
que
objectar.
Commnnteado.
—
Publicando
hoje
o
que
nos enviou o snr.
Antonio
José
Cer-
queira
da
Silva
Braga, como
este
cava
lheiro appella
para
o
nosso
testimunho,
devemos
dizer
que
é
verdade tudo
aquillo
para
que
o
invoca,
pois
veio
ao
nosso
escriptorio
declarar
quanto
hoje
de
clara no
seu
escripto
e
até
se
leria
evi
tado
esta
pendencia,
que
agora
julgamos
finalisará,
se
a
hora
em que
o
mesmo
snr.
fallou
comnosco
não
fosse
já
tardia
para
ser
sustada
a publicação
do
comtnu-
nicado
do
snr.
Luiz Baptista da
Silva.
Louvamos
o
snr.
Cerqueira
pelo
acto
que
acaba
de
praticar,
e
que
éruma prova
inequívoca
do
cavalheirismo
t
probidade
que
o
caracterisa,
e
da
realidade
do
conceito
em
que
sempre
o
tivemos.
<fí
bom giiistor, tílesxa 99 ove-
13>na.
e
e»rre «pós» um® treatu»»-
llBaila.
—
Existia
na
cidade
do
Porto
um
indivíduo
que
casou
civilmente
com
uma
senhora
ingleza
nos
Estados-Unidos.
Em
uma
occasião
que
veio
visitar um
seu
irmão
que
mora
n
’esta
cidade; este
pe
diu-lhe
para
que
voltasse
ao
catholicismo,
donde
havia
desertado,
e
para
lhe des
fazer todos
os
preconceitos
que linha
con
tra
a
religião
verdadeira,
conseguiu
d
’
elle
o
ter
uma
entrevista
n'esle
sentido,
com
um
padre
catholico.
D’
esta
entrevista
sairam,
elle
e
a
sua
miss.,
inteiramente
confundidos;
porém
atribuindo
isto
á
ignorância
da sna
reli
gião,
pediram ao padre
catholico
licença
para
convidarem
o
seu
ministro
a
vir
argumentar
com
elle,
na
presença
d
’el-
les, esperando,
que
aquelle,
coiao
muito
sabio
que
era,
alcançasse
a
vicloria.
Com
effeito
escreveram
ao
tal
sugeilti,
o
qual
respondeu
laconicameute:
tenho
muitos
affazeres;
estou
preparando a
santa
ceia....
A ceia,
sim
a
ceia
é que
lhe
dava
cui
dado
!
AhjtaraçAo.
—
O
sacerdote
Hespauhol
D.
Manoel
Camachoy
Sanches,
qie tinha
abraçado
o
protestantismo,
abjurou
os
seus
erros.
iVIrtís uma eonspiraçS».
—Desco
briu-se
em
Constantinopla
uma
grande
conspiração
contra
o
Sultão
e
seus
mi
nistros.
Foram
presas
muitas
pessoas.
Xanfragíoa.—
A
folha
ollicial
traz
os
seguintes
avisos:
Por
communicação
do
direclor
da
al-
fandega
do
Funchal
consta
que,
no
dia
1
do
corrente
mez,
aportou
ao
sitio do
Porto
Moniz
um
navio
francez,
«Ville
de
Fo^oau»,
conduzindo
a
seu
bordo
vinte
e
cinco
pessoas,
incluindo
o
capitão C.
Hess,
pertencentes
á
tripulação
do
navio
allemão
«Andrea
Richmers», do porto
de
Geesteinunde,
que
se
afundou
a
200
mi
lhas
ao
sueste
dos
Açores,
no
dia
8
de
este
mesmo
mez;
e outrosim
que
o
na
vio
allemão
seguia
viagem
de
Bremenha-
vem
para
Rangoon,
com
carga
d« sal,
salvando-se
a
bagagem
dos
tripulantes e
duas
lanchas,
e
seguindo
a
mesma tripu
lação
para
Liverpool,
no
vapor
inglez
«Senegal
».
—
Por
communicáção
do
director
da
alfandega
de
Angra
do
Heroismu
consta
que
no
dia
o
do
corrente
mez,
naufra-
jgou
na bahia
d
’
aquella
cidade
a
escuna
ingleza
«Unique»,
capitão
Henry
G.
Guick,
Silvando-se
toda
a
tripulação
e
arrema
tando-se
os
salvados
pela
quantia
de
reis
3755300
:
:.-:xpl»8í5o.
—
Um
telegramma
de
Lm-
Jdres
refere
que
0
«Standard»
publica
ura
j
telegramma
de Constantinopla,
annun-
iciacdo
que,
na
occasião
de
se
proceder
1,3 experiencias,
rebentou
um
canhão
de
■38
t3
..di
‘
J.s
a
bordo
do
navio
de
torre
|
«Tb::.
1
fundeado
era
Ismid.
Resuí-
!
tarara
4
)
mortos
e
feridos.
A
torre
foi
|
destruída.
IXKWKBSaK)3^Í3rCKZMKnXMBt*‘
.-
’
Ã
'■
"'■'
-V!-r
&í
\©2MBW9MCÍt?D®9BraEE
Freixieiro
de
Soutello
(S.
Martinho),
concelho
de Vianna
do
Castello,
diocese
de
Braga.
Gavieira
(Salvador),
concelho
de Arcos,
diocese
de
Braga.
Linhares
(S.
Miguel),
concelho
de
Car-
razeda,
diocese
de
Braga.
Macieira
(Santa
Leocadia),
concelho
de
Felgueiras,
diocese
de
Braga.
Monte
Negro (S.
Julião;,
concelho
de
Chaves,
diocese
de
Braga.
Paçô
(Santa
Maria),
concelho
de
Bar-
cellos,
diocese
de
Braga.
Villarinho
dos
Freires
(Nossa
Senhor?
das
Neves),
concelho
de
Peso
da
Regua,
diocese
de
Braga.
Cazevel
(S.
João
Baptista),
concelho
de
Castro
Verde,
diocese de
Beja.
Santa Iria (Santa
Iria),
concelho de
Serpa,
diocese
de
Beja.
Oriollas (Nossa
Senhora
da
Assumpção),
concelho
de
Portei,
diocese de
Beja.
Outeiro
das
Oriollas
(S.
Barlholomeu),
concelho
de Portei,
diocese
de
Beja.
Sadão
(Santa
Margarida),
concelho
de
Ferreira,
diocese
de
Beja.
S. Barnabé
e
Santa
Suzana
(S.
Bar-
nabé
e Santa Suzana),
concelho
de Almo-
dovar,
diocese de
Beja.
S. Bartholoineu
da
Serra
(S.
Bartho-
lomeu),
concelho
de
S.
Thiago
de
Cacem,
diocese
de
Beja.
Nossa
Senhora
do
Rosário), concelho
de
Almodovar,
diocese
de
Beja.
Santo
André
(Santo
André),
concelho
de
S
Thiago
do Cacem,
diocese
de
Beja.
Santa
Luzia
de Garvão
(Santa
Luzia),
concelho
de
Beja,
diocese
de
Beja.
Villa
Verde
de
Ficalho
(S.
Jorge),
concelho
de
Serpa, diocese
de
Serpa.
Vida «Io
Papi» I^eão XIII.—A
Fé
descreve
nos
seguintes
termos
a
vida
exemplaríssima
do
Summo
Pontífice
Leão
XIII:
«S.
S.
o Papa
Leão
XIII madruga
muito,
levantando-se
ás
5
horas
e
meia,
tanto
no
inverno
como
no
verão,
e
depois
diz
missa.
A
’s
7
da
manhã
toma
uma
refeição
frugal, e
em
seguida, durante os
mezes
do
verão
e
primavera,
passeia no
jardim
por
espaço
de
meia
hora,
e
no
inverno
passeia
na
galeria
de
Raphael.
A
’
s
8
recolhe
á
secretaria
de
Estado
e
despacha
os
negocios
pendentes
com
os
governos
estrangeiros.
Pelo
meio
dia
dá
audiência
aos
cardeaes,
prefeitos
das
con
gregações
ecclesiasticas,
e
roais tarde
re
cebe
as
diversas
pessoas,
já
de Roma,
já
de
fóra
de
Roma,
que
querem visitar
o
Papa,
ouvir
a
sua
voz
e
receber
a
sua
bênção.
A
’s 2
horas
proximamente
é-lhe ser
vido o
seu
parco
jantar,
no
que não
gasta
mais
de tres quartos
de
hora.
Faz
lhe companhia
á
meza
seu irmão ha
pouco
tempo
snb-prefeito
da
bibliotheca
do
Vaticano.
Depois
de
terminado
o
jantar, descança
alguns
minutos,
e
acto
continuo começa
a trabalhar
com
os
seus
secretários
par
ticulares
e
com
o
prelado
Pecci
em
dar
expediente
á
sua
correspondência
parti
cular,
operação
em
que
emprega
de
2
a
3
horas,
depois
do
que dá
o
passeio
do
costume,
acompanhado
pelos
monsenhores
da
intimidade,
no
jardim,
nos
muzeus
ou
na
bibliotheca,
segundo
o tempo. O
passeio
termina
com
o
toque das
Ave-
Marias.
Voltando
aos
seus
aposentos, permanece
durante
uma
hora
com o
caudatario,
com
o qual
faz
as
suas
rezas,
e
em
seguida
torna
a
receber
os
seus
subalternos.
A’
s
10
auctorisa
os
prelados
a
retirarem-se
e
vae
deitar-se,
seguido
pelo
seu
primeiro
camarista».
tExpivaiçAo
agrieola.
—
Diz
um
cor
respondente
d’
esta
cidaie que
a ex.rna
camara
projecta
realisar
a
abertura
de
uma
exposição
agrícola
e
industrial
por
occasião
da inauguração
da
estatua
de
D.
Pedro
V.
Pedirss
eí
’
arw.—S.
exç.
a rev.ma
o
snr.
arcebispo
Primaz
sagrou
na sexta-
feira,
na
capelia
do
Paço,
53
pedras
d
’
ara.
flarroreg no <Jearà
—
Continua
a
ser
o
mais horroroso
o
estado
sanitário
na
desgraçada
província
do
Ceará.
A
va
ríola
causou nos
primeiros
li
dias
do
mez
passado,
só
na capital.
17:391
victimasl
No
mez
anterior
morreram
n
’aqtiel!a
ci
dade
11:07a pessoas,
das
quaes
9:844
fo
ram
victimas
d’esse
terrível
flagello.
A
«Constituição»,
jornal
da
localidade,
es
creve.
—
«Ó
numero
dos
variolosos
que
.em
sido enterrados
na
Lagoa
Funda,
no
espaço
de
nove
dias, é
de
6:075,
não
se
failando
nos
que
são
sepultados
no
areal
do
Mucnripe,
M.irelles,
Cocó,
Tanape
e
nos
que
são
atirados
ao mar.
Póde-se
di
zer,
sem receio
de
errar, que
morrem
Maenu.-A
folha
oíficial
de
Macau
insere
o
que
segue
«Por
ordem
superior
se
manda
publi
car
o
seguinte:
Liu,
vice-rei
ias duas provincias
de
Kuangtung
e
Kuin-si,
mandarim
de
l.
a
classe,
presidentí
honorário
do
ministé
rio
da
guerra,
e
cavalleiro
da
ordem
de
«Patalo».
Ao
ill.
m
®
e
exc.
m
°
snr.
Carlos Eugê
nio
Correia
da
álva,
enviado
extraordiná
rio
e
ministro
jjenipolenciario
de
Portu
gal
junto
á côrle
de Peking,
e
governador
geral
de
Macau
e
Timor.
O
indigno
coronel
Ly-íang-Tsai
da
guarnição de
Hujng-si
inventou
uma
falsi
dade
dizendo
qie
linha
ordens
superio
res
para
recrutar
gentios
para
ir
a
lu-
nan
jConchinchha)
bater contra
os
pira
tas
de
Ip-Seng<Lam
e
outros
e
isto
me
foi
hontem
refresentado
pelo
mandarim
do
districto
de
Ling-xam
e
bem
assim
a
comrnunicação
que
recebi
do
general
e
brigadeiro
das
tropas d
’essa província.
Ordenei
immedialamente
que
se
ofliciasse
ás
auctoridades
tanto
civis
como
militares
de
Chamchou
que
recrutasse
gente
e fi
zesse
reunir
brças
militares
para guar
necer seus
districtos.
Consideramo
que
espingardas,
peças
e
tudo
quanto
é
material
de
guerra
deve
ser
de grande
necessidade
para
esta
oc-
casião
e que
hão
de
ser
vendidos
clan-
destinamente
to
indigno
coronel
Ly-Iang-
Tsai,
para
se
usar
em
lu
n.in
e
que
se
gundo
me
consta
tem
elle
grande
preci
são d
’esses nateriaes,
e
não
deixará
por
tanto
de
mmdar
compral-os
por
seus
agentes
nos
portos
de
Hongkong
e
Ma
cau,
convém
por
isso que
immedialamente
se
tomem
providencias
para lhe
obstar
os
meios
de
poder
haver
taes
male-
tiaes.
Além de
ler
officiado ás
delegacias
das
repartições
dos
direitos
de Liskin e
das
de
cobrança
dos
direitos
imperiaes
ordenando-lhes
uma
rigorosa
fiscalisação
sobre
taes
munições,
otliciei
lambem
ao
superintendente
das
alfandegas
de
KuaMg-
tung
o
snr.
Hat
pedindo-lhe
para
que
ofliciasse
aos
outros
superintendentes
das
alfandegas
de Sua-t
’
ao
Pac-hai,
Hai-káo
e
outros
portos
novamente
abertos,
que
egualmente
fizessem
uma
rigorosa
fisca
lisação
sofre
munições
de
guerra, como
polvora,
tspingardas, etc.,
e
que
todos
os
materiíes
que
passassem
pelas
alfan
degas
fossem
registados
e
sellados
e
con
fiscado
tulo
quanto
não
estivesse
sellado
e
bem
assim
preso
e
remettido
á
au-
ctoridade
lompetente
o
contrabandista
para
ser
processado.
O
que
dficio agora
a
v.
exc.
a
e
peço
queira
v.
exc.
a
nandar
fazer
publico por
ordem
de
v.
exc.a
prohibindo
aos
negociantes
de
Macau
a
venda de
armamentos
e
pol
vora
a
ly-Iang-Tsai
e
egualmente
peço
a
v.
exca se
digne
coadjuvar-me
man
dando
fazer
pelos
seus
soldados
um
ri
goroso
exame
sobre
a venda d
’
estes
ar
tigos.
Espero que
v.
exc.a
se
dignará res
ponder-me.
E’
quanto
tenho
a
officiar
a
v.
exc.
a
desejando-lhe
prosperidades.
4
da
10/
lua
do
4.®
anno
de Huonsu,
29
de
outubro
de
1878..
Traduzido
por
mim.
—
Macau,
procura-
tura
dos
negocios sinicos, 4
de
novembro
de
1878.—
Eduardo
Marques,
2.°
inter
prete
sinologo».
CAneursos.—
O
«Diário»
publica
avi
so
de
que
está
aberto
concurso
para
pro
vimento
das
seguintes
egrejas:
Santa
Susani
(Santa
Susana),
concelho
de
Redohdo,
diocese d’
Evora.
S.
Miguel
de
Liceira
(S.
Miguel),
con
celho de
Montemor-o
Velho,
diocese
de
Coimbra.
Agias
Santas
(S.
Martinho),
concelho
da
Povoa
de
Lanhoso,
diocese
de
Braga.
Àrlãos
(Santo
André), concelho
de
Boticas,
diocese
de
Braga.
Babzar
(Salvador),
concelho
de
Guima
rães,
diocese
de
Braga.
Barrio
(S.
Miguel), concelho
de
Ponte
do
Lima,
diocese
de
Braga.
Bravâes
(Salvador),
concelho
dé Ponte
da
Barça,
diocese
de
Braga.
Briteiros (Santa
Leocadia),
concelho
de
Guimarães,
diocese
de
Braga.
Britelio
(S.
Martinho),
concelho
de
Ponte da
Barca,
diocese
de
Braga.
Gabam
Maior
(S.
Martinho),
concelho
de
Arcos,
diocese
de
Braga.
Gouto
(S.
Pedro),
concelho
da
Arcos,
dm-cese
de Braga.
Cuide
de
Villa
Verde
(S.
Manaade),
concelho
de Ponte
di
Barca,
diocese de
Braga.
per
dia,
n
’
esta capital
e
seus
arrabaldes,
mais
de novecentas pessoas.
Acaba-se
a
população!»
A
fome
e
a
sécca continua
va
i;
também
a matyrisar
a
infeliz
pro
vi
nci
.
Estampilhas
«nadas.—
E’
muito
util
guardar
estas
estampilhas
e
entregal-
as
aos
agentes
da
piedosa
instituição,
co
nhecida
pelo
nome
de
Santa
Infanda,
que
se
occupa
em obter
e educar
na
China
as
creanças
de
que seus
paes
se
desfazem
corno
nós
nos desfazemos
da
ninhada
de gatos
que
não
queremos
dei
xar
criar.
Por
um cento
de estampilhas
compram
os missionários
uma
criança
que
se
torna
um
membro da
Egreja
e
um
cidadão
util
ao seu
paiz.
Os
chins,
esses
decantados
habitantes
do
celeste
império,
que nos alcunham
a
nós de
barbaros,
dão
um
filho por
um
cento
d
’
esses
trapinhos;
e
sabem
a
que
os
destinam?
A
forrarem
as
paredes
dos seus
quartos e salas,
for
mando
com
elles
arabescos
e
os
mais
complicados
debuxos, unidos
com
tal
arte
que
não
se
lhe
conhecem
as
juntas!
Vejamos
até
onde
pôde
chegar
a
per
versão
das mais
triviaes
noções
do
sen
timento
humano!
E
ha
ainda quem
mofe
da
sublime
missão
a que
se
dedicou
a
Obra
da
Santa
Infanda!
E
’
isso
filho
da
ignorância;
ou então
é
da
maldade,
e
os
que assim
procedera
não valem
mais
do
que
os
taes
chins.
Honra,
auxilio
e
louvor
á
civilisadora
Obra
da
Santa
Infanda.
©
Hocíniismo.—
Em
um
jornal
de
Madrid
acabamos
de
lêr
um
artigo
sob
o titulo
de
O
socialismo
em Portugal,
que
muito
quizeramos
traduzir
para as
colum-
nas da
nossa
Revista.
Falta-nos,
porém,
espaço para
tanto,
que não,
por
certo,
a
boa
vontade
Eis
alguns
trechos
que
traduzimos
aqui e
alli,
onde
mais
se
fi
xou
a
nossa
attenção.
«Na
hora
presente
o
estado
sanitario
de
Portugal
é
assaz triste; o
sangue
que
por
suas
veias circula
está
infeccionado
de
socialismo,
e
só
falta
que
um succes-
so
político
abra
uma
ferida
em
seu
corpo,
para
que
alli
afluam
os
maus
humores
e
se
desenvolva
a
gangrena.
«O
agente
d
’
estes
malles.
alli como
em
toda
a Europa,
é
a indifferença
religiosa
que
se
propaga
espantosamente.
As
se
mentes
da impiedade,
lançadas
n
’
este paiz
pelo
trislemente
famoso
marquez
de
Pom
bal, não
deixaram
de
dar
seus
fructos
desde
que as
ruas
de
Lisboa
foram
re
gadas
com
o
sangue
innocente do
padre
Malagrida.
Os
porluguezes que
até então
sabiam
orar
e
trabalhar,
aprenderam
de
pois
o
caminho
das
riquezas
usurpadas,
e
dos
attentados
cobardes
e
ruins,
contra
a
justiça
de
Deus
e
os
direitos
dos
homens
que
d
’
ella
se
derivam.
A
partir
d
’esta épo
ca,
a
corrupção
em
Portugal
tem
sido
con
stante
e
profunda;
a abjecção
mais
ver
gonhosa
se
apoderou
de
todas
as classes
sociaes,
fazendo que todas
degenerassem.
«O
marquez
de
Pombal
fez o
que
fa
zem
lodos
os
ministros
que se
elevam
de
repente:
introduziu
em
Portugal
as
ga
las
e
artifícios
do
progresso
material,
pa
ra
cobrir
de
flores
arlificiaes
o
abysmo
aberto
por
suas
mãos.
Portugal,
deslum
brado,
alucinado
por
estas
provas
de
pros
peridade material,
caiu
facilmente
na
rede
de seu
caçador,
e
hoje a
sua
memória
é
lembrada
com gratidão pelos
portugue-
zes.
«Pombal é
o
Cavour
de
nossos
visinhos,
e
assim
como
a
memória
do
ministro
pie-
tnonlez,
conservada
em
estatuas
e
lapides
nas
praças publicas
de
Ilalia,
é
uma
pro
paganda
constante
d
’impiedade,
e
um
hym-
no
á
usurpação
dos
mais
sacratíssimos
di
reitos,
o
nome
de
Pombal,
honrado
pe
los
porluguezes,
é,
da mesma fórma,
o
agente
natural
do socialismo,
um
protesto
vivo
contra
a
religião
e
contra a
socie
dade.
«Repetindo
o
que
dissemos
ao
princi
pio,
diremos:
no
dia
em que
estale
a
bomba
socialista
em
Hespanha
ou Portu
gal,
o
incêndio
será
geral
em
toda a
Península,
porque
as ramificações
do
com
bustível
se
commuoicam
em
ambos
os
paizes,
prestando
se
mutuo
apoio contra1
a
persistência
dos
governos,
e,
mais ainda,
contra
a
acção
salvadora
das in-tiluições
catholicas».
—
(«Progresso
Catholico»).
s»e«r.»stre.
—
Por
motivo
dos
chuvei
ros
que
leem cahido
em
Villaverde
de
Tinco,
reino
visinho,
destacou-se
ha
dias
um
pedaço
de 'montanha,
cahindo sobre
umas
pedreiras
em
que
trabalhavam
alguns
operários,
nove
dos
quaes
morreram,
fi
cando
os
restantes
14
gravemente
feridos.
PQirtsxguszea
falleeiifios.
—
No
Rio
de
Janeiro,
fallecerarn
desde
o
dia
13
até
17
de
dezembro,
o»
seguintes
súbditos
por-
ttiguezes:
Maria
Jacinlha,
70 annos,
viuva;
Fran
cisco
da
Rocha, 23
s;
Quintino
Ignacio
Pimentel, 29
c;
Joaquim
José
Luiz
de
Oliveira,
64
c;
Antonio
Luiz Fernandes,
52
s;
Antonio
Jacintho Ferreira
da
Silva,
73
s;
Antonio
Coelho
da
Silva,
39
s;
An
tonio
Pires
de
Albuquerque
Jordão.
27
s;
Joaquim
Novaes,
22
s;
Constança
Fíorin-
da
;de
Araújo,
33
c;
Galharina
Maria
Florinda,
43
s;
Julião
dos
Santos,
34
s;
João Joaquim Vieira
de
Andrade,
18
a;
Ahtonio
Vieira
dos
Santos,
59
s;
João
Severo
de
Carvalho,
52
a;
Sebastião
dos
Santos Monteiro,
33
s;
Casimiro
Machado,
18
a;
Antonio
José
Valladares,
17
a.
Naufragío.—
Em
Bermeo,
na
Hespa
nha,
naufragou
uma
lancha
de pescadores.
Pereceram
os
doze
homens
que
a
tripu
lavam.
PORTUGAL
ANTIGO E MODERNO
Wo
S.° volume
(faHeieuIo 131)
do
«Portugal antigo
e moderno»
paginas l&O,
eolumna l.a, linha
ultima
da nota,
por êrro de cai
xa,
ha
um
anochronitiiuo de 630
nnnos
!
A
paginas 163,
c»I.
I a, linhas
e
39, ha tamhem
dous
èi-ros
de
dataa.
O
auctor
roga ao«
exc.ra®8 gnrs.
asnignunteB
o obsetjuio de
emen
darem
ao
datas.
A pag.
130,
em
ver. da 1969,
porem
1099—n
pag.
163, linha
33,
em
vez
de 1836, pòrem 1816
—e
ua
linha 39, em
vez de 1831,
pòrem,
1834.
n——w———
SECÇÃO
D£ COMUNICADOS
Snr.
redactor.
Tendo
o snr.
Luiz
Baptista
da
Silva
protestado
no
n.°
proximo
passado
do
«Commercio
do
Minho»
contra
a
parte
d
’
um
escripto
meu
que
julgou
allusiva
á
memória
de seu
fallecido pae,
utn
dos
nove
irmãos,
cognominados
barrosãos,
cum
pre-me
declarar
solemne
e
terminantemen
te,
perante
o
publico, ao
snr.
Luiz Ba
ptista
da
Silva,
que
não
fôra,
de fórma
alguma, da
minha
intenção,
envolver seu
fallecido pae
em
alguma
expressão
inju
riosa
para
a
sua
memória,
pela
razão
de
que estou
intimamente
convencido
de
que
seu
pae
fôra,
na
verdade,
um
cidadão
honrado,
prestante
e
digníssimo
da
esti
ma
e
consideração que
lhe tributavam to
dos
os homens
de
bem
do
seu
tempo.
Depois
d
’isto,
snr.
redactor,
cumpre-
me
ainda
declarar
que,
tendo-me
recon
siderado
a
este
respeito
logo
depois
da
publicação
do
meu escripto,
mantive
des
de
logo
o
mais
firme
proposilo
de
vir
á
imprensa
fazer
esta
mesma
declaração,
que
agora
faço,
e
que, se
o
não
executei
com
aquella
promptidão
com
que
devia
e
o
caso
reclamava,
foi
simplesmente
por
as
muitas
occtipações
e cuidados
em
que te
nho
andado
envolvido
me
não
terem
da
do descanso
para
o
fazer. E para
prova
do
meu
asserto,
appello,
snr.
redactor,
para
o
seu
proprio
testimunho.
Termino,
accrescentando
que,
além
do
pezo
e
da
consideração
que
para
mim
tem
o snr.
Luiz Baptista, possuo os
da
dos
seguros
para dar,
como na
verdade
dou,
inteiro
credito
a
tudo
quanto
o
snr.
Luiz
Baptista
da
Silva aflirma
sobre
a
honradez
e
probidade
de
seu
pae.
Confiando
em
que
agora
o snr.
Luiz
Baptista
se
dará
por
satisfeito
com
esta
minha
declaração,
resta-me
agradecer-lhe
a
publicação
d
’
estas
linhas
no
seu
acre
ditado
jornal,
e
subscrever-me
De
v.
etc.
Braga,
8
de
janeiro
de
1879.
Antonio
José
Cerqueira
di
Silva
Braga.
(2199)
TELEGRAMMAS.
Calcutlá
4—
-Diz um
relatorio
que
os
chefes
afghans reunidos em
Cabool
no
■dia
10
de dezembro resolveram
pedir
a
Iprotecção da
Rússia.
N
’e.sse
mesmo
dia
foi
posto
em
liberdade
Yakoub-kban,
fi
lho
do
emir.
Este
saiu
de
Caboul
em
13
de
dezembro.
0
general
Roberls
avança
pela
proviu-;
cia
de
Khost.
Uma
carta
afghan
diz
que
o
emir
foi
para
S. Pelersburgo.
Paris
4
—
Dizem
de
Constantinopla
que
a
Porta
aconselhou
o
governo
de
Tunis
a
ceder
ás
reclamações
da França.
O
resultado
das
eleições
na Dinamarca
foi
favoravel
ao
governo.
O
tribunal
de
Perpignan
condemnou
hoje
o
redaclor
principal
da
<
Republique
de
Perpignan»,
por
um artigo
injurioso
contra
o
rei
de
Hespanha
a
tres
mezes
de
prizão
e
2:000
francos
de
multa.
O
gerente
do
periodico foi
condemnado a
um
mez
de
prisão
e
200
francos
de
multa.
AGHADECIMEHTOS
Os
abaixo
assignados
tendo
procurado
agradecer
a
lodos
os
ill.
mos
e
exc.
mos
snrs.
e
snr.
“
s
que
se
dignaram
comprimental-os
por
occasião
do
fallecimento
de sua
pre-
sada
mãe D.
Angélica Theresa
da Costa,
e que assistiram
aos
oílicios
de
corpo
presente,
na egreja de
S.
Martinho de
Travassos no
dia
24
de
dezembro
proxi-
mo
passado.
E
bem
assim
agradecem lambem
a
todos
que
assistiram
á
missa
do
sétimo
dia
que
se
celebrou
na
capella
de
Nossa
Senhora
a
Branca,
d’
esla
cidade.
Alas
podendo
ter-
se dado
qualquer
falta
involuntária
agra
decem
por
este
meio
significando
a
todos
o
seu
eterno
reconhecimento
e
indelevel
gratidão.
Braga
3
de janeiro de
1879.
Fulgencio
José
da
Costa
Guimarães.
Antonio
Joaquim
da
Costa
Guimarães.
João
José
Lopes
da Cosia.
Anna
Maria
da
Costa.
Lawrinda
Roza
da
Cosia.
<2193)
ANNUNCIOS
ASSOCIAÇÃO
COMMERCIAL
A
commissão
eleita,
em
assembleia
geral
do
dia
10
de
dezembro
ultimo,
para
conhecer
das
irregularidades
pratica
das
pelo
escrivão
de
fazenda d
’
este
con
celho,
nomeou
para seu
presidente
o
snr.
Domingos
José
Soares,
e
deliberou,
que
as suas sessões
fossem
ás
segundas, quar
tas
e
sextas-feiras
de
cada
semana,
pelas
5
i
l
i
horas
da tarde,
na
casa da associa
ção.
São
pois
convidados
todos
os
interes
sados
a
irem
alli apresentar,
até
ao
dia
22
do
corrente,
quaesquer
documentos
que
possam auxiliar
a
commissão,
na
re
solução
de
serviço
tão
importante
e
me
lindroso.
Braga, 2
de janeiro de
1879.
O
secretario,
(2191)
José
Ferreira
de
Magalhães.
A
direcção
do
theatro
de S.
Geraldo-
faz
publico
que
tendo
resolvido
pôr
em
arrematação
o
mesmo
theatro
para
os
bai
les
do proximo
carnaval
d’
esde o
dia
16
de
fevereiro
proximo
futuro
inclusive até
ao
dia
25
do
dicto
mez,
convida pois as
pessoas
a
quem
convier
esta arrematação,
a
comparecerem
na
secretaria
do
referido
theatro pelas
12
horas
do
dia
12
do
cor
rente
onde
estarão
patentes
as
condições
d’
esta
praça.
Braga
e
secretaria
do
theatro
de S.
Geraldo,
5
de
janeiro
de
1879.
Os
directores
Visconde
de
Pindella
Antonio
Santos
d’
Azevedo
Magalhães
Francisco
d
’Araújo.
(2196)
ATTEJVÇî
x
O
contraste
da prata,
rua
do
Souto,
n.°
4,
compra
ouro
ou
prata
em obje-
ctos
uzados,
ou
em
moeda
antiga,
assim
como
em
barra,
em
pequenas
ou
gran
des
porções.
(2195)
FOLHINHA
DO
RITO
BIIACA-
RENSE
Já
se
acha
á
venda
na typographia
Lusitana,
rua
Nova
n
0
4
—
Preço
com
oílicio
de
S.
Francisco
de
Salles—220
reis.
ÁBBEBAT1ÇI0I
PBASTE
« HIMSTEBK» Bi FAZEM)!
Xo
d;a 25 á» -iíiiieirí» sSe figÇO aa siseií» dia
LISTA
N.° 1961
»Í»TJ»ICT® .-.•RAtiA
CONCELHO
DE GUIMARÃES
Foros
e
pensões
pertencentes
á
irmandade do
Cordão
e
Chagas, erecla
de
S.
Damazo,
freguezia
de
S.
Sebastião
Numeros
1
Foro annual
de
97,09
de trigo,
527,286
de
meado,
2
gallinhas,
29.376
de
marrã,
232,32
de vinho cozido,
imposto
no
casal
de
Regilde,
sito
na freguezia
de
Sapta
Comba
de
Regilde.
com
laudemio
de
quarentena. -
Emphyteuta,
José
Lopes
Pereira
Coelho
na
egreja
Avaliações
532^622
2.a
FORMA
Reforma
da
lista
n.°
'1:910
8AISTRICTO
WE
BISÂGA
CONCELHO DE GUIMARÃES
Fóro
pertencente
á
Santa
Casa
da
Misericórdia
da
cidade
de
Guimarães
Numeros
"
AvaliçSes
5
Fôro annual
de 601,958 de
milho
alvo,
92,235
de
trigo,
38,836
com
abatimento
de
castanha verde, 325,218
de
vinho
moile
e
duas
gallinhas,
<i«
10
pór
cento
com laudemio
de
quarentena,
imposto
no
casal
de
Tive,
si
tuado
na
freguezia
de
S.
Martinho
de
Fareja.
—Emphyteuta,
Quiteria
Joaquina—533$I48
reis
479$834
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
dos
Proprios
-Nacionaes,
10
de dezem
bro
de
1878.
=Marcelino
Augusto
Leite.
(2194)
101:350^000
6?:5í)O^OOO
ssit&n^ooo
32:5OO£OO»
13:500^»®»
rei»
»
e
outros
grandes prémios
principaes
sairão
nas
GRANDES
LOTERIAS
DE
DffiHEIRO
e
vários lotes
Garantidos
pelo
Estado,
a
empreza
recommenda-se especialmente pelas
vantagens
que
oílerece, porque
mais
de
metade
dos
bilhetes
obterá
prémios
nas
diversas
A
extracções.
próxima extracção
effectuar-se-ha
A
Í8
ei?
de
janeiro de
segundo
t
interessados,
porque
dos
87:600
bilhetes,
45:000
tem
prémios
que
se
elevam
a
o
plano official.
-Offerece
esta loteria
probabilidades
extraordinárias
aos
2.007:000^000
BEIS
rão
O
prémio
mais pequeno excede
muito
o
preço de
um
bilhete.
Os
preços
dos
bilhetes
como
se
segue:
originaes
para
a
primeira
e
segunda
extracção
se
Por
»
um
quarto
de
»
meio
»
inteiro
B'
»
»
bilhete
original
»
»
A
quem
remelter
a
importância
em
notas
do
banco, coupons,
ou
sellos,
enviarei
bilhetes
originaes
com
a
promptidão
bem
conhecida
da
minha
casa. Os
planos
oíliciaes
juntar
se-hão
também
ã
cada
ordem.
As listas
officiaes
e
o pa
gamento dos
prémios
effectuar
se-hão
immediatamenle
depois
de
cada
tiragem.
Pede-se
que se
evite
o
intermédio
de agentes eque se
diririjam
directamente
e
sem
demora
á
casa
principal
e
central
auclorisada
pelo Estado,
de
remelter
a
importância
em
notas
do
banco, coupons,
ou
sellos,
THEODOR
SCHELLER
BRUNSV1CH
(A
llemaníia
)
(2197)
>
Gran
êxito en Paris CZZZZSZZEZEEE
VELOUTINE
GH
1M FAY ]
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y ADHERENTE, dé al cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmacias, Perfumerias, Beluquerias y tiendas
de quincalla. J
Desconfiar de
las falsificaciones.
A
JW
PA
M iíM
PERIODICO
O
MAIS
ELEGANTE
E
í.
a
Edição
—
Dois
numeros
por
mez:
numeros
gravados,
aguadas e
moldes.
—
Um
anno,
5$209
reis
—
seis
mezes,
2$900
reis.
NOTA
—
Edição
çBpeeswS
pttrc»
moldes cortados
de
tamanho
natural.
—
Um
A
administração
do
Commercio
do
MAIOR
DE
TODOS
OS
DE MODA
2.
a
Edição—
Cincoenla
e dous
nume
ros
por
anno:
numerosos
gravados,
aguadas
e
moldes
cada
mez.
—
Um
anno,
11$300
reis
—
seis
mezes,
5$700
reis.
costureiras
anno,
«
96
figurinos
i l£300
reis
e
numerosos
Minho recebe
as
assignaturas.
»
x
>
x
>
x
>
x
>
x
>
x
>
i
<>
i
<>:
3
5
ATTEjrçÃO
Quem ha
mais
de
an
anno,
e
na
es
trada
publica
da Povoa
para
Braga,
per
desse
um
objecto
de ou»,
que
n’
essa
oc
casião,
foi
annunciado
>or
escriptos
aíli-
xados
em
logares
publiios,
dirija-se ago
ra
á
freguezia
de Lanbso,
e
á
residên
cia
do
revd.
0
parocho,
que
o
entregará
dando-lhe
signaes
cert6,
e
pagando
o
importe
deste
annuncio
(2198)
Pede-se
a
quem
acbsse
uma
gatinha
branca e
preta, com o
abo
cortado,
que
falta
desde
o
dia
21 (b
dezembro
pas
sado.
o
favor
de
a matdar
entregar
na
rua
de
D.
Pedro
V,
cas;
n.°
68,
ou
avi
sarem
para
a
virem
rtconhecer;
sendo
a mesma,
paga-se
toda
a
despeza
que
ella
tenha
feito,
e
recebeão
alviçaras.
(2184)
NOVA
MIM
JOÀO
BRAGA
Pharmaeeutieo
pela Escola .Tledi-
eo-Cirurgica
d« Porto
Participa
ao
respeilave
publico
e
aos
seus
amigos
que
abriu
a
sua
pharmacia
no
largo
e
esquina
de
&nta
Cruz,
ha
vendo n
’
esta
pharmacia
tm
sortido
re
gular
de
todos
os
medicanenlos
chimicos
e
pharmaceuticos,
nacionais
e estrangei
ros,
que
os
exiD.
0S
medcos costumam
receitar,
e de
tudo o
qu
ha
de
mais
pedido
até
esta
data.
N
’esta pharmacia
haverá
o
maior
aceio,
escrupulo
e
promptidão,
avando
qualquer
medicamento
a
toda
a
hori
da
noite.
Braga
1 de
janeiro
de
1179.
(2188)
Joio
Braga.
PIANO
HE
ESTUUÕ-
Vende-se
um di 5
oitavas
e
i
/
i
barato
e de
>om
som,
na
rua
de
S.
Vicente
a.°
65 se
diz.
(2192)
BANCO
DO
MNHO
ls$800
reis
3ó600
»
7^200
>
Por
ordem
do
exc.
‘
n
°
snr.
presidente
são convidados
os
snrs. accitnisías
d’es-
te
Banco
a
reunirem-se
em
sessão
d
’
as-
sembleia
geral ordinaria no dii
15
do pro
ximo mez
de janeiro,
pelas
II
horas
da
manhã, na
casa própria d
’
estt
estabeleci
mento para
os
fins
determinados
no
arti
go 27
do
estatuto,
e
6.°
di
seu regu
lamento.
Braga 31
de
dezembro
de
1878
O
secretario da
ilesa
(2190) José
Alves
de
Aoura.
DINHEIRO
A
JUíio
Ha
na confraria de
Santa Luzia
da
Sé
700$000
reis
e
na
capella
de
S.
Pe
dro
de
Ratis
275^000
para
dar
a
juro
de 5
°/0.
O
secretario
(2180)
Padre
Antonio
Lopes
Coelho.
CONTRA
A
TOSSE
O
Progressivo
consummo,
que
diaria
mente
vão
obtendo
os
reb«*^nd»s
pei-
toraes
bal«amwon,
é
a
trais
evidente
prova
da
sua
eílicacia.
Preço:
—
caixa,
100
reis—
pelo
correio,
140.
Deposito
principal,
Pharmaeia-lKic-
ca
—
rua
do Bomjardim, 370, á
Cancella
Velha
—
Porto.
(2166)
COSINHEIRO
No
Collegio dos
Orphãos
precsa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem pretender, falle
no
mesmo
Collegio.
<2124)
ALUGAM-SE as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e cora
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
iliata
n.°
22.
(981)
RESPONSÁVEL—
Luiz Baplista da Silva.
BRAGA,
. TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
