comerciominho_04011879_881.xml
- conteúdo
-
liiMho»,
88 de dezembro de 1818.
s
ostenta
grandiosa,
cheia
de
vida,
como
mico
porto
de
salvamento
para
a
socie-
ade
acossada
pelos
vendavaes
da
incre-
lulidade.
E
quando
a
vemos por toda a
pa'te
■esislindo
impassível
aos vagalhões çue
tonlra
Ella
se
desfazem,
luctando
sea-
ire
e
sempre
vencendo,
dever
é
não
<e-
jesperarmos,
certos
de que á
tormerta
.ssoprada pela
descrença, se ha de segíir
i
bonança
por
Ella preparada.
Sejamos
pois
firmes
ao posto
que
iner-
:ê
de
Deus
nos
foi
confiado.
Façamos
votos
porque
o
novo
anua
ein
que entrámos nos traga o
sol da
jus
tiça,
que
nos
é
de
tanta necessidade.
Que
n
’
esles
dias
subam
ao
ceo
mas
para
que
anno
vejamos
desfeitas
as
duras
prisões
que
algemam
a Egreja
e
o
seu
o
leem
comprehendido
todos Chefe.
E
animando
a
nossa
fé,
recobremos
!
uós
se
'ÍBADC
DE
JÃAEIRO DE 1879
- iConait*ercia
do
Xfinhoo
.
’:-^ta
hoje
o
Commercio
do
Alinho
ep
mo
anno
a
sua
existência.
treite
firnussimo.
tem
sempre
procu
rado
preliar
batalhas
do
Senhor;
sol
dado
bscuro,
mas
fiel
da
Legitimidade,
nem
um
momento
só
abandonou
o
seu
post»
0
tem
sido o
seu
passado;
tal
será
futuro.
i
tempo nenhum,
como
na epocha
foi tã.,
necessária
a
cruzada
da
fervorosas
as
nossas
orações,
ver
:
•
e
contra
o
erro,
da
luz
contra
as
n
’
este
Ueva
A;sim
aqueles
que
ainda
não
foram contamina- T
dos
>ela
lepra que
cancera
a
sociedade,
o
animo
prteiso
para
o
que
de
E
---
L
•
■
exija.
1
Era
actual.
E
pcrisso
dos
são
bem-vindos,
to
dos
ixm
o
set;
logar n
’
essa
cruzada
tres
vezes
saucta.
C<mo
o
tempo
é
de
lucta,
luctemos.
Es
d'um
traço
referida
a
historia
de
apparicimento,
da
conservação
do
nos
«o
hímildc
jorrai,
e
repetido
o
seu
pro
gramas,
dc
■
te
não
nos
afastaremos
uin
a>ice.
E
’
pouco
aí
re
a
nossa
festa
de
f.-
iuiltc
<o
dia
de
hoje,
porque
uma
dob-
rosa
recordação
vem
cobrir
de
sombra.
Ha
um
togar
vago
no
nosso
convivia,
logar
’
ago
e
in
ibstituivel.
E
’
o
que oi
occupado
por
d.-é
Alaria
Dias
da Cosa,
arrebatado
pelo
grifo
cruel
da
morte,
ha
Ma:
sirva-m.
de
lenitivo
a
crença
de
que a
tua
alma
vive
entre os resplenlo-
res
da
luz
perpc.ua,
na
Bemaventuraiça,
que
mireccu
pelas
suas
virtudes
aerso-
ladas.
bações
sociaes,
p<
iliòas
e religiosas.
E et
----
’
A
apavorados
o
futuro,
da
sociedade
a
lava
que
ha
dc
tnadcr,
mentas,
anima a
ha
tamb
norteada
fé
f
lhe
Cokcide
com
o
nosso
anniversario
jor-
nalisliw,
a
entrada
do
anno de
1813,
e
por
esta
occasião
bem
podemos
referir
aqui
o
que
dissemos
algures.
Ponto saudosa
é
a memória,
qu
ao
íinar-se.
de
si
n
deixou
ode
1878,
snão
peio
que
realisou,
ao
menos
pelo
que
seem-
penhe
■
em
realisar
e
cuja
tarefa
p.rece
legar
e.
;
herança
ao
novo
anno.
Se
com um
rápido
volver
de
alhos
som,
■; anno
que
expirou
procuramts
no
passado
um
raio
de
luz
que
nos
ilumi
ne
por
entre
as
Pevas
do
futuro,
qi»
en
contramos
nós
'esperançoso
para
esta
sociedade
que
ha tanto
tempo
se
rebate
n’
uma
convulsão
angustiosa?
Nada.
Represa
a
torrente
que
de
longe
vem
assolando
povos
e
nações,
como
qje
se
susteve
ante
as
fracas
balisas que
lie
le
vantaram,
só
para
um
dia
as
stperar
com
mais
força.
Tremem
os
fr
.cos
reis, sobre
<s
fra
cos
thr
mos.
que
a
revolução
lhes
arepa-
rara.
Tvgíiam-se
os
povos
em
frequentis
tur-
mquanto
uns
&
outros
aguardam
•
agglpmera-se
no
seio
oaudo
a
hora,
de
lavor
do
mundo
inteiYp
um
montão
rt mas.
-Se
porém
omo
cm
<
esperanç
•
m
para
a
estrella
que
lhe
aviva
a
forças.
que,
como
das
grandés
tempestades
tudo
isto
é
maç e desaoi-
n»
meio
das grandes
Ior
que
ama
estrellr
fagueira
e
alenta
os ânimos,
sociedade assim des-
ampara
istrella
a
Egreja,
sempre
feo
mei.
Collegio ãtsa
íSegeneração
íSraga.
III
I»
pressões
d’
uma
visita
pouco
mais ou menos
um
visitar o
Recolhimento da
estabelecido
n
’
esta
cidade
de
anno,
Rege-
Ha
fomos
neração,
Braga.
Entre
as
varias
instituições,
que
at-
lestam
aos
estranhos,
na
augusta
capital
do
Minho,
a
fé,
a caridade,
o
zelo
e
o
fervor
dos religiosos
bracarenses,
ti
nham-nos
apontado
entre
as
mais
dignas;
de
veneração,
amor
e
dedicação,
e
entre
as
mais
be
las.
e
consoladoras,
e
edificantes:
para
o
espirito
do
christão
no
século actual,;
o
Collegio
da
Regeneração,
salutar
e
be
néfico
asylo
erguido
ao
arrependimento
1
e
á
contrcção
das
infelizes
naufragas no
procelloso
oceano
das
paixões
mundanas.
E
na
verdade,
não
só
nos
não
illu-
diram,
mas
até
o que
vimos, o
que
pre-
sencearaos e
o
que
soubemos
mais
tarde,
sobrelevou
muiio
a
nossa espectativa.
Um
edifício,
comquanto
humilde
e po
bre,
d
’
um
unico
andar,
mas
bem
situado,
n
’
um
loca! retirado
do
bulício da
cidade,
como
é
a
rua
de
S.
Geraldo,
soffrivelmen-
te
reparado
interior
e
exteriormente,
ven
tilado
e
constituído
em
condições
hygie-
nicas,
é
o
albergue
de
trinta
a
cincoen-
te
pessoas,
entre
regeneradas
e
regentes,
e
algum,s
serviçaes.
Um
quintal
relativa
mente
espaçoso,
bem
cultivado
e
de
as
pecto
airoso
e
desassombrado,
serve
de
recreativo
áquellas
mulheres,
santificadas
pela
penitencia,
pelo
trabalho
e
pela
ora
ção.
i
Fizeram-nos
entrar
para
uma
pequena
sala
situada
entre
a
capella
e
uma outra,
,
onde
trabalham
estas
regeneradas,.presi
didas
pelas respeitavefê
regentes,
perten
centes
á
venerável
urdem
religiosa
de
S.
Domingos.
(Deus
queira
que
esta
ultima
pennada,
que
nos escapou,
não
fizesse .
estremecer
a
liberdade
patria).
(
Fci
sublime
o espectaculo
d
’eslas jo- 1
vens
mulheres
regeneradas
pela peniten
cia, sa;
ilicadas
peio
trabalho
constante
e pela
oração
accidua,
irmanadas
pela
cul
pa
e
pelo
arri
ç
endimento
que
só.;
lhe
se
guiu,
cheias
u’
aquel!a
alegria
perenne que
transluzia
nos
seus
rostos
e
que
só
póde
gerar
dum arrependimento
sincero
e
fir
me proposilo
Temrnda,
embebidas
em
diversos
trabalhos,
a
que
se
dedicam
j
«
constantemente,
porque
o
trabalho
é
o
mais
eíficaz
antídoto
da concupiscência,
manifestando
uma
edificante
gravidade,
e
presididas por
duas
respeitáveis
religio
sas
dominicanas,
foi este quadro
sublime,
edificante,
surprehendente,
que
só o
Evan
gelho
podia
crear,
que
nos
feriu
tão
for
temente
a
sensibilidade
que
por
tempo
ficamos
entregues
a
mil
absortos
em
mil
considerações
que
se
atropellavam
na
nossa
nos
fizeram reputar,
desde
então
esse
dia um
dos
mais
aprazíveis
vida.
Achavamos-nos
extasiados
em
te
quadro
do Evangelho
e
embebidos na
contemplação
da
força,
do
poder,
da
ver
dade,
da grandeza,
da divindade
da Reli
gião
de
Jesus
Christo,
quando
ellas
co
meçaram
a entoar
uma
poesia
que,
nas
circumstancias
em
que encontrava
o
nos
so
espirito, deixou
gravada
na
nos«a
al
ma
impressões
que
não
se
apagarão
já-
mais.
Outras
mais
cantaram ainda, compos
tas
pelo angélico
escriplor
João
Joaquim
d
’
Al<neida
Braga,
que
Deus
levou
pata
si
na
flôr
dos
annos.
A
primeira
pedimol-a
como
uma
ciosa
relíquia,
e
para
que
fique
ainda
registrada
vamos
inserii-a.
Eil-a:
muito
reflexões,
religiasos
mente
e
até hoje,
da
nossa
em
face d
’
es-
pre
mais
Do mundo,
por
largos
annos,
Tal
foi
o
nosso
viver,
Seus
faustos,
suas
vaidades,
Nos
fizeram
enlouquecer:
Trocamos
por
suas
fraudes
A
paz,
a
vida,
o
dever.
celeste,
sol
brilhante
as
trevas
dissipar;
logar do
feio
vicio,
Esquecidas
do
caminho
Único
que
ao
Ceo
conduz,
Voltamos
a
Deus
as
costas,
Cerramos
olhos
á
luz:
Nem
ao menos
allentamos
Que
também
no
mundo
ha
cruz!
Mas
quem
ao
sol,
cada
dia
Man
ia
a
todos aquecer.
Esquecendo
que
no
mundo
Possa
alguém
Deus
oífender,
Olhares
de
misericórdia
Quiz
sobre
nós
estender.
Luz
Veio
Em
Virtudes
n
’
alma implantar,
E
por
fim
a
Caridade
Veio
a
obra
completar.
N'esta
casa
abençoada
Onde
fomos
recolhidas,
Reina
a
paz
em nossas
almas.
Alegria
em
nossas
vidas.
Nossos
cantos,
nossas
preces
Pelo
ceo
sejam
ouvidas.
E
’
passado
mais
d
’
um
anno
depois
que
deu
o
que
acabamos
de
expôr
n’es-
linhas, que
nos vêmos forçados
a
te
ias
-------
,
escrever
ao
correr
da
penna,
mas
as
im
pressões
que
nos deixou
no
espirito
a
visita
ao
Collegio
da
Regeneração
perma-
.ecem tão
frescas,
tão
vivas
e
tão
pro-
andas
como
se
hoje
mesmo
o houvés
semos
visitado,
sem
embargo
as
não pe
quenas
agitações,
mudanças
e
prcoccupa-
<;ões
que
n
’esse
curto praso
de tempo
se
tem operado
no
nosso
espirito.
•
Conhecemos perfeilamente quanto
so
mos
impotentes
para descrevel-as,
a. car
vão
que
fosse,
mas
tentaremos
em
outro
artigo
derramar
no
papel
alguma
cousa
Jo
que
então
pensamos
e
do que
pausa
mos ainda
hoje.
A.
M.
(C iztinúa)
(Do
uosso
correspondente).
Meu caro
amigo,
o lelegrapho
não
nos
tem
annunciado
ultimamente
nenhuma
nova,
que
tranquillise
os
ânimos
dos
que
receiam
agora
muito
pela
paz
da
Europa,
pelo
contrario.
A
Rússia
é,
na
opinião
de
um
dos
jornaes
inglezes,
uma
segunda
boceta
de
Pandora,
d
’
onde
sahirá
a
paz,
ou
a
guerra.
Tudo depende
do
governo
mocowita. Se
elle
cumprir reiigiosamente
o
tractado de Berlim
haverá paz;
se
a
Rússia
se
fizer
experta,
cae
o
Carmo,
e
Trindade.
Talvez
me engane, mas parece-me
que
guerra
é inevitável.
•
E
venha ella,
se
vem
para
limpar
a
athmosphera
corrupta, que
envenena,
fia
tanto,
o
mundo,
sequioso de moralidade,
de socego diuturno,
e
de
todos
os
outros
bens, que
o
poder
revolucionário,
lhe
não
quer,
nem
sabe
dar.
—
0
tempo
continua
por aqui
de
má
catadura.
Por
isso
os
barcos
de pesca,
receian-
alguma desfeita,
teem
procurado
abri-
no
Tejo.
Defronte
de
Belem
ha
gran-
numero.
Em alguns
d
’elles,
na
noite
Natal,
as
diversas
companhas
festeja
ram
o
nascimento
do
Menino
Deus,
com
descantes
e refeições frugaes,
para
depois
irem á
histórica
egreja
dos
Jeronymos,
ou
vir
as tres
missas.
Edifica
deveras ver
aquella
boa
gente
no
templo.
Que
severa,
e
eloquente licção
os
po
bres
pescadores
não
dão
aos
cidadãos
d'aquelles
sitios,
que,
aprendem,
porque
não querem
a
estar
na
casa
do
Senhor!
—0
mercado
monetário
a
a
do
go
de
de
civilisados
aliás,
não
aprender,
permanece
frouxo;
os
capitalistas
conservam-se
reser
vados;
mas os
agiotas,
de
grosso, e
miú
do
tracto,
ostenlam-se cada
vez mais
exigentes.
Agora
já
se
não
contentam
com o
juro
de
12
ou
lo°/
0
,
pedem
20,
30,
40, e 50,
aos
infelizes,
a quem
as
primeiras
necesidades
da
vida
obrigam
a
ir
bater-lhes
á
porta!
Graças
ao celebre
codigo
civil,
que
veiu
dar
plena
liberdade
aos
magarefes,
que
ahi
andam
a
esfollar
a
quantos
lhes
cahem
nas
mãos.
E’
mais
um
serviço
que
tem
feito
ao
povo
a
liberdade.
Outr
’
ora
os
estabelecimentos
pios em
prestaram
a 5
°/
0
;
agora,
que
vivemos
em
pleno
dominio
liberal,
os
bens
d
’
esses
estabelecimentos
estão
em
poder
dos
ba
rões,
que,
ou
se
negam
a
soccorrer
os
que
lhes
pedem
auxílios,
embora
não
gra
tuitos,
ou lhes emprestam
uma
parte
da
sua
fortuna collossal
com
a
exigencia
de
um
juro
fabuloso.
Mas
anda
tudo
segundo o gosto
da
liberdade,
isto
é,
em
diametral
opposição
com
as
praxes, os princípios,
e
do
catholicismo.
E
não
são
só
os
súbditos,
na
mais
alta
região
o
mal,
que
mais
ou
menos
todas
as
classes,
se
tem
apoderado
dos
que
tem
reslricta
obriga
ção de
dar
bons
exemplos
ao
povo;
por
quanto,
não
é
apenas
entre
a
multidão
ignara que
a
maxima
de «que
não
é
pec-
cado
o
que
entra
pela
bocca», para jus
tificar
a
postergação
do quarto preceito
da
Egreja
—a
abstinência
da carne, as
sextas-feiras,'
e
aos
sabbados, e
nos ou
tros
dias,
em
que
é
prescripta
a
alludi-
dida abstinência,
na
Ajuda
não
appaiece
peixe
á
meza
ao
sabbado,
a
não
ser
para
um
dos
veadores,
que,
a
despeito
de
ser-,
vir a
dynástra,
se
não
esqueceu
ainda
da educação
calholica,
;ue
lhe
deu sua
as
leis
tambern
aífecta.
— «VIM PARA BRAGA PARA
ARRANJAR
DINHEIRO
E
NÃO
PARA ARRANJAR AMIGOS »-
Eis
o
homem!
CitrodurrM
n.° 1.—
Foi
mandado
retirar
de Valença
para
Guimarães,
o
ba
talhão
de
caçadores
n.°
7.
Càrte-s
—Abriu-se
ante-hontem
o
par
lamento
portuguez.
Aeçiio
meritiir
ia.—O
snr.
Abel
José
da
Silva,
prestes
a
regressar ao Pa
rá.
onde
já
residiu
por
largo
tempo,
mandou
no
dia
1 do
corrente
distribuir
a
esmola
de
200
reis
a
cada
um
dos
presos
nas
cadeias
d’
esta
cidade.
Acções
d
’
estas
não
podem
ficar
des
conhecidas;
embora
quem
as
pratica
mire
unicamente
á
retribuição
d
’
Aquelle,
que
é
o
Dispensador
de
todas
as
graças.
Crenmpa
abandonada.—
Ante-hon-
tem
ao
anoitecer
foi
encontrado
abando
nado, á
porta
da
casa
n.°
5,
da
rua da
Ponte
um
recem
nascido.
E
a
moralidade
a
crescer
!
Theatro.—
Tivemos
na
segunda
e
na
terça-feira
dois
especlacolos
dados
pe
la companhia
do
Baquet, nos
quaes
to
mou
parte
um
pintor
que
em
6
minu
tos
pintou
em
cada
noite
um
quadro.
Chama-se Gauthier
essa
celebridade.
Houve incrédulos
que não
quizeram
dar
inteiro
assenso
aos
pregoeiros
do
mara
vilhoso
sujeito,
e
diziam elles,
os
teimo
sos,
que
alli
havia
gato,
estivesse
elle
onde
estivesse.
Inclinamos-nos
a
essa
opinião.
As
peças
representadas
pela companhia
dramatica,
tiveram
um
desempenho
excel-
lente.
Citiiinmlraii
—Ante-hontem
houve
calhandra
a
instrumental,
nos
templos
de
S.
Lazaro,
Congregados
e
Santa
Crnz.
Horror!
—
Ante-hontem
de
tarde
foi
meio
devorada
por
um porco
uma
crean-
cinha
da
rua
da
Cruz
de
Pedra,
a
qual
falleceu'
pouco
depois.
Companhiit
das
Vaeiedade®.
—A
companhia
dramatica
das Variedades,
do
Porto,
leva
hoje
e
ámanhã á
scena
Os
Madgyares,
no
lheatro
de S.
Geraldo.
Míssa.—
O
snr. Cypriano
José
Pe
reira
da Silva,
mandou
no
dia
1,
celebrar
uma
missa
no
templo
dos
Terceiros,
afim
de
alcançar
do
Omnipotente
a
graça
de
chegar
a
salvamento
ao
Pará,
a que
se
destina
na
viagem que
vae
hoje empre-
hender
com
mais
tres
amigos.
A
este
acto
assistiram
varias
pessoas
das
suas
relações.
Aaylo de B). Pedr* V.—
Temos
presente
o
relatorio
e
contas
da
direcção
do
Asylo de Infancia Desvalida
de
D.
Pedro
V,
na
cidade
de
Braga,
pertencentes
ao
anno
economico
de
1877-1878,
apre
sentado
em
assembleia
geral
dos
associa
dos e
bemfeitores
no
dia
27
de
outubro
de
1878.
Mostra
um
balanço de
mais de cinco
contos
de
reis
e
um
fundo
superior
a
setenta.
N
’
esse
anno
houve
um saldo
de
2:300,3000
reis.
Tem
este
pio
estabelecimento 52
asy-
ladas,
que recebem
uma educação esme
rada,
como
a
sabe
ministrar
a
sua
di
gníssima
regente,
a
snr.
a
D
Maria
José
Soares Pinto.
Felicitamos
a
zelosa
Direcção
d’
este
asylo,
que
tantos
benefícios
está
prestando
á
Infancia
Desvalida.
Nnm
baile.
—
Elle
deu,
ha
dias,
um
baile
aos
seus
numerosos
amigalho-
tes.
A
um
canto da
sala
fallavam
dois
con
vidados:
—
Insisto
em
dizer
que
lulo
isto
é
sumptuoso.
—
E
a
pedido
de várias
familias?
—Não;
Á
CUSTA DE
VARIAS
FAMÍ
LIAS.
—
Como
assim?
-Conheço-o
da
Villa
da
Feira,
desde
que elle
arrastava
os
seus
tamancos,
os
seus
trapos
e
a
sua educação
de
pé
fresco...
—
Mas
dizem-me
que
el'.e
possue
um
bom
par
de
contos arranjados
só
em
Braga...
—
E
’
isso
mesmo.
E
porisso
mesmo
já
elle
devia
ha muito
patinhar
nas
costas
d
’Afríca,
se...
—
Se...
—
Se
não
fosse
o
Telles
de...
Vallon-
go,
um
trunfo
muito
notável
e
de
grande
influencia.
'%slre
Mãe.
A
’
s
sextas-feiras
o jantar
começa
sempre por uma
bella
sopa
de
peixe,
depois
come-se carne
de
todos
os
modos,
e
como
se
realmente
estivessem
em
quinta-feira
ou domingo!
Tal
dynastia,
taes sequates.
E
tudo
liberal,
e
á
liberal
—Ha
pouco
chegou
do
Brazil um
dos
directores
da companhia dos carris
de
ferro
d’
esta
cidade.
Dizem-me
que
trouxe
mil e
tantos
contos
de
reis.
E
já
que
fallei
da
referida
companhia,
dir-vos-hei
que
embora
a
despeza
diaria
súba a
300^000
reis,
inclusivé
os orde
nados
dos
directores,
(l:2o()$000 reis),
a
receita
media
eleva-se
a
450$000
reis
diários.
Não
admira,
pois,
que
os accionistas
colham
um
juro de 10"/
o
.
O
peior
é
que
o
serviço
não
satisfaz
plenamente,
e
que
a
camara
não com-
pilla
aquella
companhia
a
cumprir
o
seu
contracto,
pois
deve de
dar
muito
maior
desenvolvimento
ao
seu
serviço,
augmen-
tando
as
carreiras
pela construcção de
novas
linhas,
e
até
agora tem-se
limitado
á
de
Balem, do caminho
de
ferro,
do
Passeio
e
Intendente.
Mas
ioda
a
responsabilidade
é
da
ca
mara,
a
qual
dobra
a
cerviz
ignobilmente
deanle da companhia.
Não
admira,
porque
é liberal
e
a
li
berdade,
sempre
altiva,
sempre
arrogante,
sempre
despótica
para
os
desvalidos
da
fortuna,
é
sempre
humilde,
sempre
ser
vil,
sempre
abjectamente
docil diante
de
qualquer
potência
monelaria.
Já
chegaram
a
Lisboa
os
snrs.
Dias
Ferreira
e
Pinheiro
Chagas.
Tinham
ido
a
Beja,
como vos
disse,
no
intuito
de
fazer
proselytos.
E’
de
crer
que
voltassem
satisfeitos,
porque
a
bandeira
d
’
elles,
como
a
de
to
dos
os
corrilhos
revolucionários,
é
de to
do
ponto
sympalhica.
Não
achaes, meu
redactor?
—
Aqui
passou-se.
o
dia
de
festa,
como
se
o
uão
fòra.
Quem
viu
Lisboa
outr
’
ora
nos
dias
mais
solemnes
para
o catholicismo,
e
a
vê
agora,
não
póde
deixar
de sentir á
influencia
sinistra
do
domínio
liberal so
bre
os
costumes
públicos,
e
ainda sobre
as
saneias
crenças
d
’
esle
povo.
Estou,
porém,
certo
de
que
não
acon
tece
o
mesmo
na
fiel
Braga,
embora
es
teja também
um
tanto
eivada
do
mal,
que
vexa uma grande
parte,
talvez
a
maior,
da
capital
do
reino.
E
para
que
elle
nos
deixe
é
urgente
extinguir
a
causa.
Sabeis
onde
ella está,
tão
bem
como
o
pobre
correspondente
A.
@
eseriwão
«le fazenda.—Ora não
é
verdade
que
o
concelho de
Braga
deve
estar
contentíssimo
com
o
snr.
da
fazen
da,
esse funccionario
immoral
e
indigno,
que
para
escarneo
d’
este
bom
povo
ainda
ahi
passeia
a
sua
indignidade
e
o
seu
cy-
nismo?
Oiçamos
o
testimunho
d
’
um
cavalheiro
que,
como
todo
o
concelho
de
Braga,
se
sente
muito
feliz com
a
patifaria
fazen-
daria:
Declaro, que tendo-me
estabelecido
em
26
de
novembro de
1867,
no
largo
do
Paço,
n.°
4,
d
’
esta
cidade
de
Braga,
fre-
guezia
de
8.
João
de Souto, fui tfesse
anno
collectado
na
contribuição industrial.
Em
1868
fui
collectado na
mesma
fre-
guezia
e
na
fceguezia
de
S. Victor,
pelo
campo
Novo,
n.°
3,
pagando
por
esse
facto
a
decima
duplicadamente.
E
em
1877
fui
avisado
pelo escrivão
de fazenda
para
pagar
dois
relaxes,
constantes
da
decima
industrial
dos
referidos
annos de
1867
e
1868,
quando
já
a
tinha
pago
e
duplicado,
como
é
prova
sufEcienle
os
respeclívos
recibos.
Queixando-me
d’este
facto
ao
acusai
escrivão
de
fazenda,
fui
ameaçado
com
uma
penhora,
caso
não
pagasse
esses
relaxes,
e,
ajnda
mais,
fui
vilmente
insultado
pelo
dicto escrivão.
Em
vista
d’estes
factos,
recorrendo
so
bretudo
aos
meios
de
prudência,
julguei
conveniente
antes
pagar
os
relaxes
que
me
inculcaram, que
soffrer
o
dissabor
de
ter
uma
penhora.
Venancio José da
Silva
Rego.
Cavalheiros,
da cuja
seriedade
não
é
licito
duvidar, asseveram-aos
que
o snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
Communieado.
—
Damos hoje
publ-
cidade
a
um
protesto
do
nosso
muita
prezado
amigo,
o
snr.
Luiz
Baptista
di
Silva.
Não podemos deixar de
nos
asso
ciar
ao
desgosto por
que
s. s.a
passou,
assin
como
também não
podemos
deixar
dt
fazer
votos por
que a
liberdade
de
im
prensa
tenha
um
freio,
pois ha tempoi
a
esta
parte
estão
os
jornaes
liberaei
insultando
a
todos
e a
tudo
com
um
cy
nismo, cora
uma desfaçatez
e
cora
un
despejo
tal
que,
a
continuarem
as
coisa;
assim,
não sabemos
aonde
isto
irá
pa
rar
Por
outro
lado
cumpre-nos
nccrescen-
tar
que
lamentamos
que
tenha
dado
causa
i
isto )
snr.
Cerqueira,
socio
da
Fabrica
Social
pois
sempre
o
tivemos
e
temos
por
um
ca
vallieiro
de
probidade,
e
tanto
que,
ostra-
nhaado
o
facto,
pedimos
esclarecimento,
a
quem
nol-os
podia
dar
desapaixonada
merte;
e ficamos
mais
satisfeitos,
quandt
nos
disseram
que
o
snr.
Cerqueira
tiver?
quen
o aconselhasse
mal,
e
nãc
queai
lhe
fizesse
vêr
que
um
tal
modo
de
proceder, além
das consequências
que
por
outro
lado
acarretam,
prejudicam,
perinte
o
publico sensato,
mais
a
repu-
laçjo
do
aggressor
que
a
dos aggredi-
dos.
Em
verdade
sentimos.
TVotieinH
do
Donro.-
As
abundan
tes
chuvas,
que
cahiram
durante
o mez
de
dezembro,
fizeram consideráveis estra
gos
na
linha
ferrea
do
Douro,
especial
mente
na
parte
ainda
não
aberta
á cir-
ciíação,
entre
as
estações de
Junca!
e
Regna.
Tem
havido
numerosos
desaba
mentos nas
trincheiras,
e
um
d
’esles foi
de
lai
importância,
que
nos
informam
não
dever
custar
menos
de
um
conto
de
res
o
trabalho
a fazer
para
desobstruir
a
via.
Além
d
’
isso
tem-se
despedaçado
muitas
solipas
e
carris,
abatido
o
assen
tamento da
linha
em muitos pontos;
al-
gins
muros
de
supporle estão
fendidos,
com®
o que
sustenta
a
avenida
da
ponte
d«
Laranjal,
em
Ansede,
e
a
abobada
de
alguns aquednctos
ameaça
mina.
Em con
sequência d’estes
estragos,
a abertura
de
açuella
parte
do caminho
de
ferro
ao
transito
publico,
que
se
esperava
poder
verificar-se
proximamente,
só
talvez
possa
ler
lugar lá
para os
fins
de
março;
e
os
reparos
a
fazer
devem
importar
necessa
riamente
em
muitos
contos
de reis.
Será
isto
devido
apenas
á inclemência
do
tem
po,
ou
também
aos
defeitos
de
conslrtic-
çio, e sobretudo
á
péssima
directriz,
que
escolheram
para
este
caminho,
atravez
de
terrenos
em
desvantajosas
condições,
é
fazendo-o
approximar
demasiadarnenle
do
leito
do
rio
Douro?
Eis
aqui
uma
questão,
sobre
que
não
emittiremos
opi-
rião,
porque
se
discorre
varia
mente
ácerca
(i’
el!a,
e
nós
tememos
avemar
juízos
in
fundados.
Limitamo-nos
portanto
unica
mente
a
narrar
e
a lamentar
os
fados,
que
todos
aqui
presencêam,
e
que
vão
distar
ao
thesouro
não pequenas
som-
mas.
Outro
acontecimento
singularíssimo
teaba
de
occorrer
aqui,
que
lem
rnara-
lilhado
a
gente
d
’
estes
sitias,
e que
por
isso
julgamos
digno
de contar-se.
Na
noite
do
dia
20
de
dezembro, se
riam
8
horas
pouco
mais
ou
menos,
um
barco,
que se
achava amarrado
na
foz
do
rio
Tua,
confluente
do
Douro,
sol-
lou-se
com
o
impulso
das
aguas,
e
veio
rio
abaixo
trazendo
dentro
apenas
o
ar
rais
e mais
dous
homens,
que
na
impos
sibilidade
de
o
dirigire/i,
pois
era
ura
barco
grande
e
com
uma
carga
de
250
razas
de
sal,
trataram
de
salvar as vidas
saltando
para
a
margem
apenas
lhes
foi
possível Assim
completamente
abandona
do,
o
barco
veio
descendo
pelo
Douro
abaixo,
á
mercê
das aguas revoltas e do
impetuoso
vento,
e assim
galgou os
temí
veis
pontos,
que
põem
medo
aos
mais
ex
perimentados
navegantes
d
’
este
rio. sem
soflrer
comtudo
a
menor
avaria,
até
que
pelas
6
e J
/
3
horas da
manhã
da
21
abordou
a
terra
uo
sitio
do
Navio,
em
frente
da
estação
de Mosteiro, tendo
percorrido
10 léguas
de
distancia,
e
ten
do
vencido
a
salvo
os
mais
perigosos
ca
chões
e
galeiras,
que
ha
no rio
Douro
!
No
fim
de
tão
prodigiosa
viagem
foi
apa
nhado
o
barco
por
gente
das povoações
de Porto
Antigo
e
Manso,
que
ficaram
maravilhadas
á
vista
de
tal
facto,
talvez
unico
nos
annaes
da navegação do rio
Douro,
sempre
cercada
de
perigos,
e
muito
mais quando
as
aguas
atiiogein
o volu
me,
que
n
’estes últimos
dias
leem
leva
do.
O
arrais
e
a
tripulação,
julgando o
barco
perdido,
só
no
dia
seguinte
é
que
chegaram
ao
lugar
onde
elle aportara,
podendo
então
partilhar
a
admiração
ge-
ral.
e
’
a
Providencia,
que
as
■■
ihes
restituíra
o
que
suppunham
tc
mente
an?-:-
:
'
'?!
O
barco pertence a
Luiz
Gon
çalves
C-
ira,
da
foz
do Sous
C
'«si»
executiva <1
tid«
ie^Wtzistí»,
—
Lemos
em
n
Na
ção»:
A
Co-missão
Central
Eleitoral
do
Partido
’
/\qiiimista,
nomeou
entre
i
uma
comm;
são ■
xecutiva
para,
desde iíi
,,
em
lodo
< reino,
ir
fazendo
os
ne
“
■
rios
trabal’
preparatórios para
as
futuras
eleições.
Esta
e
•■'mmissão é composta dos
exc.
01
®*
snrsr
Conde
da Azambuja,
presidente.
Lucas da
Silva
Azevedo Coulinho
Car
doso
Castello
e
Sebastião Pereira
d::
Cunha
secretários.
Antonio
Mathias
Garcez
Moncsda.
Conde
de
S.
Marlinho.
Luiz
Telles
de Mello.
Visconde
do
Zimbujal.
A
Commissão Central
pede
recommenda a
lodos os
seus
amijcs
que
se
abstenham
de
contrair
quaesqu.r
com
promissos,
para
no
momento
ogiortuno
podermos
contar
com
todas
as
nossas
forças.
Oe«j»aeS»í»s.—
O
«Diário»
de
27
passado
publica
os
seguintes:
O
presbytero
José
Dias
de
Carvalho
Saldanha,
apresentado,
precedend)
cron-
curso
por
provas publicas
na
egx.qa.pa-
rochial
de
Santo
André
de Barro,
no
con
celho
de
Agueda,
diocese
de
Ave:'
O
presbytero
José
Caetano
de
amo-
rim, parocho collado
na egreja
de
S.
Ge
raldo
de
Loivos,
diocese
primaz
de
Braga,
ipresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pidro
le Friões,
no
concelho
de
Valle
Passot, da
nesma
diocese.
O
presbytero
José
Namorado, parochõ
tollado
na
egreja
de S. Pedro
de
Corval,
dio-
■ose
de
Évora,
apresentado na
egrej:
pa-
locbial
de Santa
Maria
de
Extremoz,
dani. >
na
diocese.
O
presbytero
Francisco Mendes
de
Aa-
o-ade
Ruas, apresentado
na egreja
parechial
té
Nossa
Senhora
da
Oliveira
de
Gani».,
uo
oncelho
de
Aldeia
Gallega, diocese deLis-
bie.
O
presbytero
José
dos
Santas
Ala,
bicharei
formado
em
theologia,
apreseila
lo
nt
egreja
parochial
de
Santa
Alaria
d.
flme,
nt
concelho
de
Chamusca,
diocese
Lis-
1)01.
Ao
presbytero
Manuel Ribeiro
di
Car-
vaho,
acceite
a
desistência
da
vigiraria
caionical
de
Nossa
Senhora
da
.Vsuoa-
pçã>
da
Sé
Cathedral
de
Leiria,
<
mser-
vaido-se
lhe
as
honras
de
conego
da mes
ma
Sé.
Ao
presbytero
Manuel
Branco .■
Lc-
raoí,
declarado
sem
efleito,
pelo
requerer,
o
(bereto de
12
do
corrente
mez, que
«
apresentou
na
egreja parochial
de
Nossa
Senlora
da
Luz
da
Carvoeira, n
>
cou
celh»
de
Torres
Ve-lras, diocese
d;
Lis
boa.
Slojib»
i«a»part«sa4e.
—Hout I
um
roubi
considerável
no succursal
do
banco
de Lglaterra, em
Liverpool.
Un
dos
empregados,
de
nome
Suflord,
rapaz
de
boa
familia
e
muito
estimado
no
bmeo,
fugiu
levando
comsigo
cerca
de
15:00)
libras
(22:500^000 reis).
Sqipõe-se
que
Slaiford
está
r
fugiaíUi.
em
Ecspanha.
Aiçsío
louvável.
—
O
snr.
búiãa
de
Castelo
de
Paiva,
mandou
averbar
mais
2:500?000 reis
de
inscripções á
Ordem
do
C.rino,
do
Porto,
com
a
obrigação
de h ver
sermões doulrinaes
na
.
cinco
sexta-
feiras
de
Quaresma.
U<» Síigs»
íJhajjjii»
íervesite.—Na
ilha
Lbtninica, ao lado
da
Martiui<
>,
des-
cobrinse
ura
lago
d
’agua
a
ferve*.
Chtga-se
ao
lago com
muita
dificulda
de,
es
alando
rochas
escarpadas,
;.r
en
tre
as
quaes
corre
agua quente.
Os
bordos d’esle
lago
são
de;
-udo
e
l
enxofre,
que
parece
estar
ferven-J
;
e
a
sua
profundidade
é
incalculável,
porque
muito
atilo
das
margens não
se
lhe
acha
fundo tem
uma soada
de
135
péó.
A
côr da
agua é^scura
pelrn;
partí
culas
terrosas
e
en/ofradas
que
co
itém
em
suspensão.
No centro
do
lago eleva-se
u.aa
cratera
que
tende
a
alargar
cada
vez
mais.
A
ebullição,
nota-se
sómenli,
.
um
lado,
onde
a
agua
se
eleva
ferv.iido
á
altura de
ires
ou
quatro pés e
.igilando
con tantera-nte
toda
a superfície :■
>
lago,
que
desinvólve
continuadamente-'
■.
->:»-n-es
suiphiiros^
Esta
/vaporação
torna-se
deL^eria
,
a
:ã-.
que
lhe
está
proxi
;a,
e
qae
i
visível
mate
definha
e
morre.
Os
terrenos
a
certa
distancia
,ão
de
milita
ferlilida
e
apropriados
á
cultura
da
quina.
A aperatura
varia
entre
56°
e
69°
de
Falvheit.
Este lago
i
continua
ebullição
é sem
duvida uma
ravilha
de
natureza,
e
of-
ferece
campo
largas
considerações
geo
lógicas.
—
A
proposito
da
morte
de
Weck,
que
era
o
pintor
mais
velho
dfrança,
eis d
’entre
os
400
pintores
maií>u
menos
celebres
desde
Raphael
até
i
sos dias
os
que
morreram
da
edade
ma
avan
Ç
a
da:
Ticiano
de
90
annos.
Vien,
de 93;
Coyj
de
89;
(Jigaud,
de
86;
Mignard,
dè •;
Jordaens.
de
81;
Tinto-
reto,
ClaudiLorener e
Albano,
de
82;
Lagravée,
d81;
Plematicio
e
Teniers,
de
80;
Cari Vernet
e
Creuze,
de
79;
David,
’
de
7
Gueschin,
Leonardo
Vinci
e
Vau
Ostaf de
73;
Jeaii
Joovenet,
de
73;
Philip;.# Cfiampagne,
de
72;
Pous-
sin
e
ReymL
de
71.
O
estatuário
Pha-
nor
morreu^ 1"0
annos
e
Miguel
An
gelo,
de
9-0-f'-
do
P.
ííawf
'-««'•
—
Communica
o
direclor
da
Alfandjoda
Figueira,
que
pelas
tres
horas
da
la?
do
dia
27.
naufragou
con
tra
os
peijns
ao
norte
do
porto
de
Buarcos,
o
rgantim goleia hespanhol
S.
Juan, de <?
era
capitão Aguslin
Zara-
goza,
proetnte de Torrevieja.
com
dis-
tino
a
Pouvedra,
e
carga
de
sal
e
vi
nho;
e
outsim,
que
se
salvou
o
capitão
e
seis
trílantes,
tendo
morrido
um;
despedaçan-se
o
navio
e
não
se
sal
vando
qua
nada
da carga.
<'!>
eaminho d»
ferr».
—
Os
jortií
de
Moscow
trazem
porme
nores
da
rrivel
cataslrophe,
occorrida
no
caminl de
ferro
de
Rossow
a
Ula-
dekalkad.
?
oi
devido
o
desastre
á
ne
gligencia
o
serviço
e
inexperiencia
dos
guardas,
m
comboio composto de
22
wagons
<u
de
uma
altura
de
13
me
tros.
Os
mhinistas,
conductores,
empre
gados
e
•
’
viajantes
morreram
logo.
En
tre
estes
conia-se o
general
Hienlze
e
vários
olúaes
do
exercito
do
Caucaso.
Ficaram
itnbem gravemente
feridas
48
pessoas.
Pobtzti
«Se homens
celebre®.—
Homero
veu
e
morreu
na
mendicidade.
Tasso
nã
pôde comprar uma
vela
para
escrever
de
noite
Esopo
í<
desgraçado que
se
despe
nhou
namonle DelpLos.
Olivay
expirou
n
’um
pleiro. Betbne.s
morreu
de
misé
ria
n
’u
i
celle ro.
Murillo
percorria
des
calço asmas
le
Sevilha.
Le
Sage
viveu
de
esmis.
Corneille
não
teve
no
dia
da
sua
mori
uma
lijella
de
caldo.
Adamson
não
saiaí
rua
por
não
ter
calçado.
Cer-
vantes
ecrevei
o
seu
immorlal
D.
Qui-
chole
n
’m
cahbouço.
e
morreu
de
misé
ria
e
deesperação. Camões
morreu
n
’
um
hospital.
—
No
Rio
de
Janero, falhceratn
desde
o
dia
29
até
7
de
(lèembro,
os
seguintes
súbditos
por-
tugueza:
Benardmo
da
Costa
Pontes,,
43
an
nos,
csado;
lanoel
Pinheiro Teixeira,
33
s;
'rancisco
José
Ferreira
Moz,
36
s;
Antoni,
filho
<e
Ermelinda
do
Couto,
7
a;
Doningos
Francisco
Rodrigues,
4o
c;
Miguel
Nanes,
30
s;
José
Salgado
Perei
ra
de.
Castro,
2f
s;
Luiz
Pereira
de
Car
valho.
6)
v;
J«sé
Gomes
Viila,
3! s;
Jo
sé
Hrftrique. 22
s;
José de Sousa,
21
s;
Joó
de
Mou
a,
24
s;
Jacinto
Xavier,
38
s;
João
Poç.s,
34
a;
Migue!
da
Sii-
va
Piiheiro,
61
Anlonio
José
Rodrigues,
36
s
Joaquim
Francisco
Claro,
72
v;
José
feix
‘ira P.nxoto
Guimarães,
33
c;
Filipje
Cu.
todio
de
Faria,
50
s;
Manoel
Joaqiim
Maiurera
Chaves,
53
c;
Fran
cisco
José
da
Slva
Vianna,
51
a;
Do-
mingjs
Gouçdvcí
de
Oiiveira,
40
s;
Hen-
rique\de
Sousa
Dias,
22
s;
José
Ignacio
Alves
,
59
c; Aatonio
Pereira
Vieira,
21
s;
Mitioel
Alves
do
Valle
Carneiro,
21
s;
Luiz Antonio
da
Costa
e
Sousa
Sobrinho,
44
c;
Manoel
Eraucisco
de Pinho,
30
s;
José
’
Moreira,
3) c;
José
Luiz
Parreira,
1
34
v;
Antonio
Raphael Possolo,
82
c;
Profirio'
do
Mortes
Cardoso,
39
s;
José
Joaouim
Àuiums,
36
s;
Domingos Fer
rei
n Netfo,
33
s.
Autuo
Michaelense
—
offerecida
ás
Ordens
Ter
ceiras
Açorianas
com um
appendice
pelo
mesmo
—
primeira
edicção
Portu'
gueza.
Acha-se
á
venda na
rna
Nova
n.°
4
—
Preço
—
200
reis.
;T',
decentemente,
sua
familia,
e
não
iu
nunca
que
o
alheio
dormisse
>
noite
em
sua casa.
a famosa Jerusalém.
SECÇÃO
U
COMUNICOOS
Snr.
redactor.
s
consenti
uma
só
E
política
foi
um
verdadeiro
proto-
typo
de
legitimista,
leal,
firme
e
fiel,
sem
todavia seu
nome
se
achar
nunca
envol
vido
em
nenhuma
das
dissenções
políti
cas
que
abalaram
esta
nação
desde
1820
até
183í,
conquistando
porisso
o
respeito
e
a
estima
de
jodos
os
homens
mais
im
portantes
do
partido
liberal
n
’essas
cala
mitosas
épocas:
occasiões
houve
em
que
por sua
própria
influencia
valeu
aos
ou-
por
de
se
Conceda-me
um
canto
do
seu
accre-
ditado
jornal
para
hoje levantar a
minha
humilde
voz
perante
o
respeitável
tribu
nal
da
opinião
publica,
perante
a
qual
um
habitante
d
’
esta
cidade
acaba
de di
vulgar
um
imp
r
esso
em
quo
é
implícita,
mas
claramente
ultrajado
o nome de
meu
pae,
que
Deus
tenha
na
sua sauta glo
ria.
E’
com
o
coração
trespassado pela
mais
pungente
dor
que
venho protestar
contra
este
facto.
Já
por
indole
própria,
e
já
porque
tenho
querido
trilhar
escrnpulosamente o
nobre
e,
sensato
proceder
de meus
paes,
sempre
evitei,
muitas
vezes,
Deus sabe
se
com sacrifício
da
minha honra
e
da
minha
dignidade
de homem que
cumpre
còn»
o
seu
dever,
motivar
ou
manter
questões
e
desavenças
com
o
meu
seme
lhante
e
muito
menos
insultar
pessoa
al-
sendo
o
que
mandava
pedir
o
perdão
o
guma.
Agora,
porém,
a
venenosa
setta
da
injuria não
veio cravar-se
na
minha
pes
soa,
mas
foi
penetrar
fundo
nas cinzas,
para
mim
respeitáveis
e
venerandas,
de
meu fallecido
pae;
e
comquanlo a
opi
nião
publica
e
aquelles
que
o
tractaram
e
conheceram
de perto
a
soubessem
ler
na
consideração
que
merece,
a
minha
consciência
não
ficaria
tranquilla
jámais,
se
me
conservasse
no
silencio,
como
lai-
vez
fizesse,
e
não poucas
vezes o
tenho
feito, se
a
injuria
se
dirigisse
a
mim.
Ninguém
ignora
já,
snr.
redactor,
que
um socio
da
fabrica
social
estabelecida
n
’esta
cidade,
queira,
publicou,
ha
dias,
um
escripto
contra
Silva
cousas,
enirar,
escreve
um
período
que
eviden
temente
fulmina
a
reputação
de
meus
paes
•
Esse
periodo
é
tal,
que não
me
atrevo
a
pronunciar
as
palavras
e
muito
menos
escrevei-as.
Demais,
snr.
foi
em
papel
á
parte
divulgado
pela
ci
dade.
Tudo quanto
ahi
se
diz
foi
uma
punhalada
para
o
meu
coração de
filho,
e
um
ullrage
á
saudosa
e
boa
memória
de
meu
pae.
Perante
a
opinião
publica,
eu
protesto
hoje
alta
e
solemnemente
com
todas
as
forças
da
minha
alma
contra
a
parle
que
é
allusiva
a
meu
pae;
e ámanbã
póde
ser
que
corrobe
este
protesto
solemne
que
aqui
deixo
consignado,
indo
pedir
aos
tribunaes
o desaggravo
que
as
leis
do
paiz
me
facultam,
para desaffrontar a
sua
memória
ultrajada.
Só
Deus,
que
não
os
homens,
póde
comprehender
a
intensidade d
’
esta
amar
gurada
provação
que
me
estava
reservada
para
uma
occasião
em
que
menos a es
perava
1
Consinta ainda, snr.
redactor,
que,
termine
o
meu
protesto
apontando
aqui
alguns
breves
traços biographicos
de meu
pae, para
desafogo
de meu
coração
op-
primido.
Francisco
da
Silva,
mestre sombrei-
reiro,
leve
nove
filhos,
(vulgarmente
co
nhecidos
com
a designação
dos
nove
ir
mãos),
chamados lambem
—os
barrosaos,
porque
a
mãe
era
natural
de Barroso.
Entre
aquelles
nove
chamado
José
Baplista
signatário,
e
que
se
ecclesiastico,
recebendo^
por
essa
,
uma
educação
mais
esmerada
que
a
isssBerjcam».
—
Ácha-se
expos
ta
nCste
salão,
na
rua
Nova.
n.«
24,
uma
colleeçao
de
vilas
representando
cimento
e fados
mais
notáveis
da
morte
do
Salvadc-r.
o nas-
vida
e
F
í
>
a Ba-
por
da
decima
i'ereeirs»
<8®
8.
,]-jr.
de
Sêgur
—
Tr&dicti&o
oitava
edicção
aiigmentada
e:i
Paris
em
1876
por
um
tros
de
seus
irmãos,
arrastados
essas
luctas
fratricidas,
livrando-os
perseguições
que
então
contra
elles
levantavam.
Eoa
1834
sendo
parochiano
de
S.
João
do
Souto
d
’
esta
cidade,
recebeu
do
ab-
bade
d
’aquella
freguezia
um apertado
abraço,
quando
este
voltava da
Praça
d’
Al-
meida
onde
se
achava
expatriado, em
prémio
de
meu
pae
se
recusar
a depor
em
devassa,
contra
aquelle
respeitável
ecclesiastico,
e
dis
pensando-lhe
d’alli
em
diante
uma
parti
cular
amizade.
Mereceu
a
honra
de alguns liberaes
á
hora
da
morte
lhes
mandarem
os
seus
confessores
para
lhe
pedirem
perdão
do
falso
juramento, que
contra
elle
tinham
deposto
accusando-o
de
allicidador
de
tro-
pas
para
o
general
Silveira: d’
um
d
’es-
Ites
é
teslimnnha
o proprio
signatário
—
mas
foi
penetrar
fundo
nas cinzas,
respeitáveis
e
venerandas,
de
de
chapéus,
o
snr.
Cer-
Baplista
da
entre
o snr. José
Taxa,
e
n’esse escripto,
em
cuja appreciação
não
quero
redactor,
esse
escripto
Reis
da
Fonte
Nova, e
o
que
em
seu
nome
o
pedia
o
revd.0
padre
Feliciano
da
Congregação
do Oratorio,
seu
fessor.
Pela insersão
d
’
estas
linhas
lhe
muito
grato
o que
é
irmãos
h:
da Silva,
destinava
para
o
con-
ficará
De
v.
etc.
Braga, 2
de janeiro de 1879.
Luiz
Baplista
da
Silva.
NECROLOGIA
ma,
significar
o
seu
eterno
reconheci
mento
a todos
os
ill.
mos
e
ex.
moa
snrs.
que,
por
occasião
dos
tres
dias.de en
fermidade
de
sna
muito
amada
e
estremo-
sa
esposa
—Guilhermina
Philomena
Ribei
ro
da
Costa
-se
interessaram
pela
sua
saude,
e
com
especialidade
aos
seus
bons
amigos
e
mais
pessoas
que
em
tão
diíDcil
conjunctura
lhe
prestaram
valiosos
auxí
lios
e
relevantissimos
serviços.
Da
mesma
fórma
se
confesssa
muito
penhorado
para
com
todos que
no
dia
17
do
corrente
mez
se
dignaram
acompanhar
até
á
sua
derradeira morada
o
cada ver
d
’
aquel-
la
sua
virtuosíssima
esposa
e
assistiram
aos
reponsos
de
sepultura,
não
podendo
por
fór
ma
alguma
olvidar
as
subidas
finezas,
que
em
tão
dolorosa
occasião lhe
prestaram
os
seus
dedicados
amigos da
cidade
de
Braga
os
ill.™08
snrs.
Gregorio José
Al
vares da
Silva
e
João
Pedro
Soares.
A
ambos
estes
cavalheiros
tributo
o
meu
mais
sincero
e
profundo
reconhecimento.
Faltaria também
ao
mais sagrado
de
ver
se
deixasse
de
agradecer
egualmente
ao
ex.
mo
snr.
dr.
Malheiro pela
prompti-
dão com
que
veio
em meu
auxilio,
e
pelas
diligencias
e
esforços
que
empregou
para
salvar
das
garras
da
morte
o
anjo
querido
da
minha
alma.
Não
o
conseguiu,
porque o
Eterno
em
seus isondaveis de-
o
havia
determinado.
eretos
assim
Freguezia
de
dezembro
(2183)
de
S. Martinho
de
Lago 26
de 1878.
Josè
Anlonio
da
Costa.
DCLKb:
THEATRO
DE
Companhia do theatro das Varie
dades
Sabbado
4,
e
domingo 5 de
janeiro
de
1879
No
dia
17
de
dezembro
falleceu
na
freguezia
de
Lago, comarca
de
Amares,
na occasião
em
que
fazia
a
estreia da
sua
linda
casa de
campo,
a exc.
ma
snr.a
D.
Guilhermina
Philomena
Ribeiro
da
Costa,
senhora
de
raras
virtudes
e
d’
uma
acri
solada
caridade,
e
contando
apenas 33
an-
nos de
idade.
Succumbíu
a
uma
dor
de
cólica,
de
pois
de
3
dias
de
cruéis soffrimentos,
sen
do
baldo
todos
os
recursos
da
medicina,
os carinhos
e
desvelos
de
seu
estremoso
marido, o
snr.
José
Antonio
da Costa,
ne
gociante
que
foi em
Manáos, província
de
Amasonas,
deixando-o
inconsolável,
cheio
de
saudades
e
pranto
e
a todos
os
seus
parentes
e
mais
pessoas
de
sua
amisade,
que
ella
sabia
captar
com
seu
modo
de
licado,
chão,
e
despretencioso.
Foi
uma
perda
realmente
sentida,
mor-
mente
pela
pobresa,
a
quem
ella.
—
qual
anjo
da
caridade, soccorria
com dinheiro,
roupa
e
medicamentos,
indo
propriamente
á
sua
morada, e
a
toda
a
parte
onde
via
a
necessidade
dos
seus
soccorros, razão
porque
o
povo
a
pranteia
e
a
apeliidou
—
mãe
da
caridade.
Apezar
do
dia
invernoso,
nunca
hou
ve
na
comarca
de
Amares
enterro
mais
concorrido;
grandes,
pequenos,
ricos
e
pobres
no
perímetro
de uma
legua
con
correram
para
acompanhar
seu
corpo á
ul
tima
morada,
prestando
assim
a
home
nagem
devida
ás
suas
virtudes;
unico
premia
que
podia
receber
n
’
este
mundo,
porque
no
outro
Deus
lhe
concederá
o
lugar
reservado
aos
que
bem
lhe
mere
cem.
Queira
o
snr.
José
Antonio
da
Cos
ta
aceitar
os
sentidos
pesames
de
um
amgo sincero
e
dedicado,
e
Deus lhe
dar,
por
sua
infinita graça,
con-
resignação
para
poder
supportar
tão
profundo
golpe.
Acceitem
também
os
meus
sentidos
pezatr.es
o
III.1110
snr.
tenente
coronel —
Maximiano
de
Paula
Ribeiro
e
sua digna
esposa,
a
esc.
11,3
snr.
a
D.
Luiza Cecília
de
Mattos,Ribeira;
estremosissimos
pais
da
virtuosa
snhora,
residentes em
Manáos
província
de
Amamnas.
Braga 28 de
dezembro
de
1878.
(2186)
A.
J.
ia
um'queira
pae
dolforlo
e
estado
causa,
----
o
fez
deslitiguir
entre
os outros
s»us
ir
mãos.
Tendo
frequentado as
aulas
de
grammatica
latina,
Philosophia,
musica
e
outros
estudos proprios
d
’
aquelles
tempos,
nos
quaes
fez
os mais
notáveis
progres
sos,
foi
aceeilo
como noviço na
Ordem
de
S.
Bento,
d
’onde
sahiu
anis de
con
cluir
o
anno
de
noviciado.
por
falta
de
saude.
Depois
abraçou o
estado
conjugal,
em
que
foi
um
verdadeiro
modelo,
não
descurando
nem
um
só
dia
a
educação
religiosa
e
civil
de sua
familia.
Na
vida
publica
foi
um espelho
de
probidade
e honradez;
vivendo do
traba
lho
de
suas
mãos,
com o
qual
sustentou
em
tro
A
primeira
representação
da
zarzuella
4
actos
OS
MADGYARES.
Os
coros
íoram
ensaiados
pelo maes
José
Cândido
tix/ntusíSLax
ANNUNCIOS
Pede-se
a
quem
achasse
uma
gatinha
branca
e
preta,
coin o
rabo
cortado,
que
falta
desde
o
dia
21
de
dezembro
pas
sado, o
favor
de
a mandar
entregar
na
rua
de
D.
Pedro
V,
casa
n.°
68,
ou
avi
sarem
para
a
virem
reconhecer;
sendo
a
mesma,
paga-se
toda a
despeza
que
ella
tenha
feito,
e
receberão
alviçaras.
(2184)
J.asé
Antonio
da
Costa,
da
dé
Lago,
comarca
d
’
Amares,
este
meio,
emquanto
o
seu
estado,
de
sau
de
lhe
não
permitte
faztl-o
por
outra
fór-
JOÃO
B.3AGÃ
Phurmaceutien jpeh* K
mcoío
-Jledi-
eo-Cirurgiea do Porte»
Participa
ao
respeitável
publico
e
aos
seus
amigos
que
abriu
a
sua
pharmacia
no
largo
e
esquina
de
Santa
Cruz,
ha
vendo
n
’
esta
pharmacia
um
sortido
re
gular
de todos
o»
medicamentos
chimicos
e
pharmaceuticos nacionaes
e
estrangei
ros,
que
os
exm.os
médicos costumam
receitar,
e
de
tudo o
que
ha
de
mais
pedido
até
esta
data.
N
’
esta
pharmacia
haverá
o
maior
aceio,
escrúpulo
e
proraptidão,
aviando
qualquer
medicamento
a
toda a
hora
da
noite.
João
Braga.
Draga
1
<le
janeiro
de 1879.
de
5
oitavas
e
e
boit) som, na
rua
de
S.
Vicente
n."
63
se
diz.
ARREMATAÇÃO
PERANTE O GOVERNADOR CIVIL DO DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
X<»
dia 80 de
Janeiro de 1879
LISTA
N.°
1971
3.
a
FORMA
Reforma
da
lista
n.°
1:712
DISTKICTO
DE
HKlfíl
CONCELHO
DE GUIMARÃES
Fóros
e
censos
pertencentes
á confraria do
hospital
e
capella
do Anjo
Numerot
1
Censo
annual
de
10 reis, imposto
em
umas
casas
juntas
á
ca
pella
do
Anjo
da Guarda,
da
parte
de baixo,
e
tem
quintal,
de
que
é
aclual
censuario
o
bacharel
Francisco
Leite
Pereira
da
Costa
Bernardes
—
200
reis
2
Censo
annual
de
20
reis,
imposto
em
umas
casas
sitas
na
rua
da
Sapaleira,
freguezia
da
Oliveira,
de
que
é actual
censua-
ria,
Custodia
Maria,
viuva
—
400
reis
3
Foro
annual
de
85
reis,
imposto
no
casal
de
Gorpelhares
ou
casal
do
Sardoal,
situado ao
pé
de
Santa
Cruz,
na
freguezia
de
Nossa
Senhora
da
Oliveira; com
laudemio
de
quarentena.
—
Emphiteuta, D. Joanna
Emilia
Felgueiras
—54£239
4
Censo
annual
de
28 reis,
imposto
no
casal
de S.
Gião,
sito
na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Polvoreira,
do
concelho
de
Guima
rães,
de que
é
aclual censuario,
Anlouio
Vieira
—560
rs.
5
Censo
annual
de
150
reis,
imposto
na leira
da Torre,
mixta
ao
campo
da
Vinha
da
Pedra,
sita
na
freguezia
de
S.
Martinho
de
Fareja, do concelho
de
Fafe,
de
que
é
actual censuario
José
Antonio
—
3£000
reis
6
Censo annual
de
30
reis,
imposto
no
casal
de
Tarrio,
sito
na
freguezia
de
Santa
Maria
de
Corvete,
do
concelho
de Guima
rães,
de
que
é
actual
censuaria
Anna
Joaquina
Moreira
—
600
rs.
7
Censo
annual
de
100
reis,
imposto no
casal
de
S.
Gens, na
fre
guezia
de
Santa Eulalia
de
Fermenlões, do
concelho
de
Gui
marães,
de
que
é
actual
censuario
Thomaz
Antonio
Mendes
Rodrigues
—2£000
reis
8
Foro
annual
de
230
reis,
imposto
no
casal
da
Ribeirinha,
sito
na
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Fermenlões,
do
concelho
de
Guimarães;
com
laudemio de quarentena.
—
Emphyteuta,
Pedro
de
Sousa
Guedes
Aguiar—
66£157
reis
9
Censo
annual
de
18
reis,
imposto na
casa
e
campo
da
Var-
zea,
na
freguezia
de
Santo
Thyrso
dos
Prazeres,
do concelho
de Guimarães,
de
que
é aclual
censuario
Pedro
de
Barros
Faria
e
Castro
—
360
reis
4.a
FÓRMA
da
Guarda
A
valiações
com
abatimento
de
20
por
cento
£160
£320
43£393
£448
2£400
£480
l£600
53£167
£288
MAGtSIN
DES
OFAIO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grinde
Cravuras
«Se modBS e modelos de tapeçaria
coloridoí; a agua;
gravados a preto; ttovidades para piano e canto; albuiie de lavores,
íoihsss de eonfeeçõeB;
eroehtt e
rendas; i-iseog, «te.
O
iHagaain de»
Sí-rnioiselles,
graças
ás
importantes
reformai
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
minsalmenle um
trecho
de
musica,
e
reune
o
duplo
attractivo
de
um
periódico
littero^io
interessante
e
um periódico
de
modas completo. inteiramente independentes
um
do
»utro.
Vreço para Fortiignl
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
l.°
de
janeiro) 4£l)00
rs.
Também se
acceitam assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,—
2£800
reis;
edição
do
dia
25,
—
Í£7o0
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
co
HOGG
VELOUTINE GH FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL PREPARADO
CON
BISMUT
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá a! cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende en las Farmacias, Perfumerias, Eeluqueriís y tiendas de quincatla.
*
vk
>
Desconfiar de las falsiíicaciones.
Farmaoia
de
HOGG, 2,
rue de Gastiglione. Paris
{Unico
proprietariâ
.
OLEO
HIGADOS
FRESCOS
Dl
BAGALAO de
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o major succso
contra
;
as enfermidades do peito, a Afeiçoes cscrofa-
losas, tosses cbronicas, rbeumatismos,
magreza crianças, das impigemes,
íluxos
brancos, debilidade gerai, etc.,ete.
Agradavel e
facilde
tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica
juntó que encobro
a
capsulo de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera
achar-se sobre o rotulo.
Depositos
nas principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas
rua do
Loreto, 28 e 30.
A
zevedo
e Filhos,
B
arral
«I
rmão
;
em Porto
nas®casas de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; en
Coimbra, Salvador F
erraz
.
rox>x>x>x>x>xx
CONCELHO
DE FAFE
Censos
pertencentes
á
egreja
de Santa
Eulalia
de
Revelhe
Numero»
Avaliçôes
10
Censo
de
9,769
de
trigo,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
cam-
co1
»
abatimento
po
de.Sanoane,
pertença
do
casal
de
Traz-a-Porlella, sito na
lle
30
i
)or
fien,
°
freguezia
de
Revelhe
—Censuario, Antonio
Gonçalves
de
Lou-
redo—9£335
reis
6£536
11
Censo
de
7,326
de trigo,
pago
pelo
S.
Miguel, imposto
no
cam
po
do
Lagar,
pertença
do
casal
de
Traz-a-PortelIa.
sito
na
freguezia
de
Revelhe.
—
Censuario,
Domingos
Gonçalves
—
7£000 rs.
4£900
12
Censo
de
4,885 de
centeio,
pago
pelo S.
Miguel,
imposto
em
um
terreno,
sito
no
Outeiro da Fonte,
freguezia
de
Revelhe.
—
Censuario,
Antonio
Joaquim da
Cunha
Guimarães
—
4£660
reis
3£262
13
Censo
de
30
reis,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
em
um terre
no
chamado Traz-da
Deveza,
sito
na
freguezia
de
Revelhe.
—
Censuario,
Manoel Ferreira
Mendes
—
600
reis
£420
14
Censo
de
240
reis,
pago
pelo
S.
Miguel,
impos
o
em
um terre
no
na
Deveza
de
Fóra, sito
na
freguezia
de
Revelhe.
—
Censua
rio,
Domingos Pereira—4£800
reis
3£360
15
Censo
de
10
reis,
pago
pelo
S.
Miguel,
imposto
em uns
terre
nos
no
sitio
de Cumieiras, freguezia
de
Revelhe.
—
Censurio,
An
tonio
Joaquim
da
Cunha Guimarães
—
200
reis
£140
Fóros
e
censos
pertencentes
á
egreja
da
freguezia
de S.
Martinho de Quinchães
16
Fòio
de
175,842
de
trigo,
19,538
de
meiado,
milho
e
cen
teio,
um
carneiro
e
uma
gallinha
e
dez
ovos,
pago pelo S.
Mi
guel,
imposto
no
segundo
casal da
Lavadeira,
que se
compõe
de
prédios rústicos
e
urbanos,
silo
na
freguezia
de
Revelhe;
com
laudemio
de
quarentena.—
Emphyteuta,
João
de
Olirara
An
drade
22l£287
reis
154£903
17
Censo
de
39,076
de
trigo,
pago pelo
S.
Miguel, imposto
no
casal
de
Cortegaça,
que se
compõe
de
prédios
rústicos
e
urba
nos,
sito
na
freguezia
de
S. Maninho
de
Quinchães.—
Censuario,
Manuel
Gonçalves
Cortegaça
—37£34O
reis
’
26£138
Somma
Rs.
301£915
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral dos
Proprios
Nacionaes,
16
de
dezem
bro
de
1878.
=Marcelino
Augusto Leite.
(2183)
MAIOR
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2,
a
Edição
—Cincoenta
e
dous
nume
ros
por
anuo:
numerosos
gravados,
aguadas
e
moldes
cada
mez.
—
Um
anno,
1
1£300
reis
—
seis
mezes,
5£700
reis.
ÃL*
-ák-ÊL
C
’ «k
PERIODICO
O
MAIS
ELEGANTE
E
í.
a
Edição
—
Dois
numeros
por
mez:
numeros gravados,
aguadas
e
moldes.
—
Um
anno,
5£200
reis—
seis
mezes,
2£900
reis.
NOTA—
Edição
especial
para costureiras:
96 figurinos
e
numerosos
moldes
cortados
de
tamanho
natural.—
Um
anno,
íl£300
reis
A
administração
do
Commercio
do
Minho recebe
as
assignaturas.
de
B
arreto
Linimento
BOYER-MIGHEL
para cavaL
los,
fazendo
as vezes de
fogo a não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichbl
, pharma-
ceutico em
Aix
(na
Provença)
França.
—
Preço 1,000
reis.—Em
Lisboa,
o
s
ur.
Barreio,
Loreto,
u.°28—
30.
(25)
BAHCO BO
MIHHO
Por3
ordem
do
exc.
,no
snr. presidente
são
convidados
os
snrs.
accionistas does
te Banco
a
reunirem-se
em
sessão d’
as-
sembleia
geral
ordinaria
no
dia
15
do
pro-
ximo mez
de
janeiro,
pelas
11
horas
da
manhã,
na
casa
própria
d
’este
estabeleci
mento
para
os
fins
determinados
no
arti
go
27
do estatuto, e 6.°
do
seu
regu
lamento.
Braga
31
de
dezembro
de
1878
O
secretario da
Mesa
(2190)
José
Alves
de
Moura.
ASSOCIAÇÃO
COMMERCIAL
A
corandssão
eleita,
em
assembleia
geral
do
dia
10
de
dezembro
ultimo,
para
conhecer
das
irregularidades
pratica
das
pelo
escrivão
de
fazenda
d
’
este
con
celho,
nomeou
para
seu presidente
o
snr.
Domingos
José
Soares, e
deliberou,
qoe
as
suas
sessões
fossem
ás segundas,
quar
tas
e
sextas-feiras
de
cada
semana,
pelas
5
Ç,
horas
da
tarde,
na
casa
da
associa
ção.
São pois
coir-idados
lodos os
interes
sados
a
irem
alli
apresentar, até
ao
dia
22
do
corrente,
quaesquer
documentos
que
possam
auxiliar
a
commissão,
na
re
solução
de
serviço
tão
importante
e
me
lindroso.
Braga,
2
de
janeiro
de
1879.
O
secretario,
José
Ferreira
de
Magalhães,
DINHEIRO
A
JURo
,
lia
na
confraria
de
Santa
Luzia
da
Só
700£000 reis
e
na
capella
de
S.
Pe
dro
de
Ratis
275í>0Q0
para dar
a
juro
de
5
o/„.
J
O
secretario
(2180)
Padre
Antonio Lopes
Coelho.
LULIil
No
dia
5
do
corrente
mez
ás
10
horas
da
manhã
have
rá
leilão
dos
moveis
da
casa
do
fallecido
Fortunato
Ribeiro
Machado
Guimarães,
no
campo
de
D. Luiz
1/,
n.°
39.
.
(3189)
ÉDITOS
DE
4
MEZES
Pelo
juizo
de direito d’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
l.°
ollicio
de
que
é
escrivão
Freitas
e
actualnienie
es
crivão ajudante
Manoel
Gonçalves
de
Maia,
correm
éditos
de
quatro
nezes
a
contar
desde
a
publicação
do 2."
annmicio
na
folha official
e n
’outra
d
’
esla
cidade,
que,
para
este
objecto se
len
de publicar,
citando
e chamando
a
tidas
pessoas
incertas
que
se julguem
com
algum
di
reito
e
acção
aos
bens
pertencentes
a
João
Henrique
Antunes,
ausentes
em
par
le
incerta
no
império
d»
Brazil,
o
ve
nham deduzir a
este
jni;o
nos
autos
de
justificação
em
que
são
usliíicanles
José
Antunes
de
Sousa
e
Sá
e mulher
Maria
Joaquina
Antunes,
José
Jnlonio
Antunes,
e
mulher
Anna
Threza
Antunes,
Joan-
nã
Rosa
Antunes,
e
marido
Francis
co
José
da Anuunciação
Maria
Tliereza
Antnnes,
solteira,
de
maior
edade,
lodos
lavradores, da
freguezia
de
Sobreiosta,
desta
comarca
de
Braga,
e
juslificalo
o
Ministério
Publico,
d
’
esla
mes-ma
comar
ca,
e
todas
as
pessoas
incertas,
lindo
o
praso
dos
éditos,
pena
de
que
nào
o
fazendo,
da
sentença
que
julgou
a
refe
rida
justificação
ser
executada
na
forma
do
disposta
no
art.°
407
do
Codigo do
Processo
Civil, e na
fonna
do
art,
65i
do
Codigo
Civil.
Braga 8
de
outubro
te
1878.
O
escrivão ajudante
Monoel Gonça.ves
da
Maia.
Verifiquei
a
exactidão
(2181)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
___ _
_____
__
'
RESPONSÁVEL—
L
gíz
Batista
da Silva,
BRAGA., TYPOGRAPHIA LVS1TANA
—1879.
Parte de Comércio do Minho (O)
