comerciominho_31121878_880.xml
- conteúdo
-
a-OELSTJT KCAk JE PVOT1CIOSJL
REDACTORES
—
D. Miguel
.Solto-Major
e Br. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim |de Mesquita Pinientel.
ctwMHMWwmyjw:
f •
6.° ANNO
PHEÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.
»
6
» .
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
ílepetipo
....................................
.
.
1&600
.
.
850
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS, QUATAS E SABBADOS.
PHEÇO
DA
ASSIGNATURA
2$m
1&950
3^600
3&600
10
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
Folha
avulso................................
N.°
880
S & A.
TERÇA-FEIRA 31
DE DEZEMBRO DE 1878
Tendo
a
Commissão Central
de soccor-
ros
aos
inundados,
presidida
por Sua
Ma
gestade
a
Rainha,
accusado
a
recepção
do Nosso
oílicio
de
30
de
novembro
ul
timo,
em que
davarnos
conta
do
modo
como
tinham
sido
distribuídos os soccor-
ros
n
’
este
districto
de
Braga
e
de estarem
terminados
os
trabalhos
da
Commissão
organisada
para
este
fim;
e
parecendo-
Nos,
que
a
publicação
d’
este
oílicio
será
agradavel
para
todos
{aquelles,
que
fizeram
jprte
da
mencionada
Commissão
;
Ha
ue-
mos
por
bem
Ordenar,
que
o
mesmo
oílicio,
com
a
data
de 18
do
corrente
mez
de
dezembro
seja
publicado
pela
imprensa
na
sua
integra.
Paço
de
Braga,
24
de
dezembro
de
1878.
João, Arcebispo
Primaz.
Exc.
mo
e
Revd.
m
*
Snr.
Foi
presente
á
Commissão
Centrai
de
soccorros,
presidida
por
Sua
Magestade
a Rainha,
o
oílicio
de
Vossa
Exc.®
Revd.®
’
dando
conta
de
haver
terminado
os
seus
trabalhos
e
se
achar
dissolvida
a
Com
missão
de
soccorros
organisada na
cida
de
de Braga, e
a
que
V.
Exc.
a
tão
di-
gnamenle
presidio.
Com o
referido
oílicio
veio
não
só
uma
conta
da
receita
e
des-
peza,
mas
ainda
uma
nofa
da
applicação,
que
foi
dada
ao
saldo
na
importância
de
727$875
reis,
e
o
documento da
entrega
da
ultima quantia a
uma
das
viclitnas
soccorridas,
não
carecendo
a
Commissão
Central
da
remessa
dos
outros
documentos,
a
que
V.
Exc.
a
Revd.
ma
se
refere.
Em
nome
de
Sua
Magestade
a
Rainha
cum-
•
pre
á
Commissão
Central
significar
a
Exc.
a
RevJ.
ma
e
aos
Cavalheiros, que
com
V. Exc.
a
Revd.
nia
collaboraram
u
’
es-
ta
obra
de caridade, o
quanto
foi
agra
davel
á
mesma
Augusta
Senhora
a
dedi
cação
e zelo,
com
que
se
houveram no
serviço
dos
desgraçados.
Deus
Guarde
a
V.
Exc.
a
Revd.
ma
—
Lisboa
e
Sala da
Commissão
no
Ministé
rio
do Reino
em
18
de
dezembro
de
1878.
Exc.™
0
e Revd.
0
Snr.
D.
João,
Arcebispo
Primaz
de
Braga.
Os
Secretá
rios,
Carlos
Ferreira
dos
Santos
Silva,
Francisco
d
’Oliveira
Chamiço,
Antonio
Augusto
Ferreira de Miranda.
Está
conforme.
Paço
de Braga, 24
de
dezembro
de
1878.
O
Secretario
do
Exc.mo Prelado,
Ecjydio
Azevedo.
Snr.
redaclor do
«Cominercio
do
Minho».
Não quer
o
snr.
Amorim
Barboza,
que
o
tivessem
escandalisado as
minhas
refle
xões
acerca
da
apologia
do revd.1110
snr.
padre
Seabra
á sua
assistência
ás exequias
de
Alexandre
Herculano;
e
provavelmente
do
facto
que
pelo
theor
do
seu
artigo
suppuz
me
importava,
e
que
não
prati
quei.
Segue-se
que
as
suas
palavras
que
auctorisavam
a
minha
supposição,
foram
exaggeração
de
linguagem.
Ainda
bem; não
pensarei
n
’
ellas
mais.
Sempre fica
porém
alguma
cousa;
e
«sta
é
que
eu
me
julgasse
com
«compe
tência
para
censurar o
facto
que
um
sa
cerdote,
e
um ungido
do
Senhor,
prati
cou
como
sacerdote»;
doutrina
que
não
os
Thomasinos,
divergência
a
que
o
Gran
de
Pio
IX pôz
fira»;
e
só
achei
algum
lenitivo
na lembrança
de
que
estas pala
vras
foram
escriplas
sem
a
devida
refle
xão.
Quando
os
Thomistas
e os Scotlistas
sustentavam (XIV
século),
estes
a
Con
ceição
Immaculada
de Maria
Santíssima,
e aquelles
a
negavam,
era uma
opinião
hvre,
que
um
grande
numero
de theolo-
gos,
fundando-se
na
tradicção
geral
da
Egreja
defendiam,
e
que
outro
mais
diminuto
impugnavam
com
tuenos
bons
fundamen
tos:
e
se
n’
esse
tempo
o
snr.
Herculano
seguisse
a
opinião d
’esles,
nada
haveria
que
dizer
contra
a
sua
orthodoxia;
mas
já
não
era
assim
em
1483
por
effeito
da
Constituição
Grave
nimis do
Papa Xisto
IV,
d’
aquelle
anno, que
condemnon
como
temerárias,
perversas
e
escandalosas as
asserções
dos
que
chamavam
heretica
e
peccaminosa
a
doutrina
de ser
a
Santís
sima Virgem concebida
sem
mancha
de
peccado
original,
e
impoz
a
pena
de
ex-
communhão ipso facto aos que insistissem
em sustentai-as
depois
d
’
esta
determina
ção.
Assim,
se
o
snr.
Herculano
publicasse
em
1487
os
seus
Opusculos,
teria sido
«ipso
facto»
ferido
d
’excommunhão,
e
pri
vado da
sepultura
ecclesiastica,
porque
não
sustentaria
já
uma
opinião
livre,
mas
lemeraria,
perversa
e
escandalosa
Ora, se
elle
seria
considerado
segregado
da
Egre
ja,
então,
como poderia
não
o
ser de
pois
da Bulia
dogmatica
de
8
de
dezem
bro
de
1831,
que
definiu
dogmaticamente
ponto
de
fé
catholica o que até alli
li
nha
sido
piedosa crença
individual?
Já
disse,
e
não
o
repetirei agora
por
desnecessário,
que não
tenho
que ver
com
as
virtudes ou
os
vicios
domésticos
de
qualquer
pessoa,
porque
não
sou
o
seu
juiz,
com
tanto
que
não
venham
a pu
blico
por
modo
que
me
auctorise
a
for
mar
d
’
elles
juizo,
que
embora erroneo
por
ser
obra
de
homem,
não
é
comtudo
temerário,
unico
fórma que
a
meu
ver
prohibe
o
Juiz
Supremo de
nós
todos.
E
é
o
caso
em
que
estão
os
livros
do no
tável
escriptor,
tão
acclamados
por
sua
aversão
á
Religião
e
Egreja
Catholica.
Eu
leio
no
Evangelho (S. Matfi,
Vil,
i5
e
d6):
«Guardae-vos
dos
falsos
pro-
plietas,
que
vem
a
vós
com
vestidos
de
ovelhas, mas
interiormente
são
lobos
rou-
badores.
Pelos
seus
fructos os
conhece
reis».
Para
nos
guardarmos
d
’
elles,
é
in
dispensável
julgal-os
pelos
seus
actos,
já
públicos,
já
conhecidos.
Quando
em
sua
vida
lhe
combali
os
livros,
e
os
discursos
ímpios no
theatro
de
D.
Maria,
não
fiz
mais
do
que
o
meu
dever;
e
quando
hoje
os
comiemno,
e
affirmo
que
por
não
ter
retractado as
hiasphemias e
heresias
dos
mesmos,
tendo
aliás
lido tempo
de sobejo
para
fazel-o,
persistindo
por
tanto
o
mau
exemplo e
o
escandalo,
não
se podiam
fazer-lhe
suf-
fragios
solemnes,
não
me
arrogo
o
di
reito
que não tenho,
e
nenhum
ser
hu
mano
póde
ter,
de
julgar
a
sua
alma.
Se
o
snr.
Amorim
Barboza
o suppõe,
como
de
algums
frazes
do
seu
artigo
fa
cilmente
se
conclue,
não
posso
deixar
de
reclamar
contra isso,
por
muito
grande
que
seja,
e
é
cora
effeito,
a consideração
e
o
respeito que
lhe
tributo;
pois
trans
põe o seu
direito
de
critica.
Presume
o
meu illustrado contradictor,
fundando-se
nas
informações
que
lhe pe
diu
sobre
o
caso
um
personagem
illustre
que
vive
em
relações
intimas
.com
o
snr.
Cardeal
Patriarcha,
que
teria
este
per-
mittido
as
exequias.
Eu
porém não
o
penso
assim;
estou
pelo
contrario
forte
mente
convencido
de
que
s.
ero.
m;>
não
posso
acceitar
por
desacorde
com a
pra
tica
da
Egreja.
Primeiramente,
estou
per
suadido
de que
os
actos
que
um
sacer
dote
como
tal
pratica
e
só
elle
pode
fa-
zel-os,
são
aquelles
que
exclusivamente
pertencem
á
sua
missão
divina,
v.
g.
confessar,
prégar, e
celebrar.
Assistir
a
umas
exequias,
póde
fazél-ò
qualqer
ainda
que
não seja
tonsurado.
E
mesmo
nas
cousas
que
são
da
ex
clusiva
competência
dos
sacerdotes,
se
não
celebram
com
reverencia,
se
prégam
doutrina
errónea,
póde
ura
leigo censu-
ral-os.
Eu
censurei
fortemente,
e
em
muito
boa
companhia,
o
padre
que
can
tou
a
missa
nas
exeqdias
de
Cavour,
os
ministros
que
lhe
assistiram,
e o
padre
que
recitou
a oração
fúnebre. Tendo
certo
padre prégado
na
egreja
de
S. Caetano,
por
occasião da festa
do
Senhor
dos
Passos,
doutrinas
erróneas,
censurei esse
alcunhado
sermão,
e
a auctoridade
eccle-
siastica sustentou
a
boa
doutrina
punindo
o pregador
ignaro.
Segundamente,
se
todos
actos
de
um
sacerdote
não
podem
deixar
de
ser
como
tal
praticados,
segue-se
que ninguém
os
póde
censurar,
e
monos
ainda
punir,
o
que
importaria uma
especie
de
impecca-
bilidade,.
e
assegurar-lhes-ia
a impunidade
de
lodos
os,
crimes.
O
meu illustre
contendor
não
póde
querer
isto,
e
assim destroe
as
consequên
cias
do
seu
principio.
Mui
sinceramente
declaro que
não
en
tendo
a
sua
confrontação
das
«imagens
dos
santos»
de
prata
ou
de
barro, e
não
sei
portanto
dizer
se
convirei
ou
não
com
s.
exc.
a
na
ideia
que
ellas
envol
vem.
Também
por
mais
que
meditasse,
não
atlingi
ao fim
que
se
propunha
na
sua
referencia
ao
preceito
do
Divino
Mes
tre.
.
«quando
tivermos
de
repreher.der
as
faltas dos
nossos
irmãos,
o
não
faça
mos
em
publico,
e
só
entre
nós
e
el
les».
Se
me não engano,
refere-se
á
cor
recção
fraterna;
mas
porque
a
não
em
pregou
s.
cxc.
a
para
comigo,
já
que
ex-
tranha
não
a
ter
eu
emprega
lo
para
com
o
snr.
padre
Seabra?
Não
sei;
mas
foi
naturalmente
porque
o
snr.
Amorim
Bar
boza
advertiu
que
o
meu
acto
foi
pu
blico
e
não
particular,
e
neiu
de
muito
longe
se
referia
a
s.
exc.
a.
Isto
é,
falta
vam
as duas
con
lições
indispensáveis
para
a
correcção
fraterna
/S.
Math.
XVill,
45J.
E
advirta
egualmente
que
o
acto do
snr.
padre
Seabra
foi
duas
vezes
por elle
tornado
publico,
e
não
se
referia
de
modo
nenhum
a
mim,
accrescendo
ainda
mais que se
eu
lhe
escrevesse
a
corrigil-o
em
particular, podia
temer
com
rasão
que me
tomasse
para
alvo
de
suas
facécias,
coino
succeleu
a
uma
pessoa
que
antes
de
mim lhe linha escripto
a
censurar
a
sua
presença
n
’aquella&
exe
quias.
Em
todo
o
caso,
eu
não
podia
rasoa-
velmente
applicar
a
correcção
fraterna
a
um
acto
publico,
e
que
tinha
escandali
sado
um
grande
numero
de bons ca-
tholicos,
os
quaes
desejavam,
e
tinham
direito
a isso,
que
se
lhes
esclarecessem
as
consciências
perturbadas
pelo
acto,
e
ruais
ainda
pelos
motivos
com
apparencia
de
doutrines
com
que
o
snr.
padre
Sea
bra
quiz
justificai
o.
Não me
detenho
com
o
que
é
ex-
tranho
ao
nosso
ponto,
e
porisso
direi
sómenle
que
me
contristou
muito
ver
que o
meu
respeitável
impuguador
«não
se
admirou
de
vel-o
(A.
Herculano/
im
pugnar
os
dois
dogmas
da
Conceição,
e
da"
Inlàllibilidale,
porque
sobre
o
primei
ro,
.divergiram
por muito
tempo
os
Do-
minicos,
e
os
Franciscanos,
os
Scottos
e
deu
tal
permissão:
e ainda
que
poderia
allegar
varias
rasões
em
abono
d
’este
meu
pensar,
uma
só
mencionarei.
O
revd.0
snr.
padre
Seabra
que
reuniu
todas
as
que lhe
pareceu
poderem
auctorisar
o
passo
que
Unha
dado,
e
se
lhe
censura
va,
antes
de
eu
apparecer na imprensa,
não
disse
que
o
snr.
Cardeal
Patriarcha
auctorisára
as
exequias,
(não
deixaria
de
dizel-o,
se
pudesse)
o
que
seria
uma
res
posta
peremptória
ás
censuras
feitas,
e
preveniria
as
posteriores.
O
illustre
sa
cerdote
e jornalista
catholico.
limitou-se
unicamente
a dizer
que
o em.
rao
prelado
as
não
prohibira,
o
que
é
cousa
muito
differente,
e
sem
consequência,
como
já
notei n
’
um
dos
precedentes
artigos.
E
ponho
ponto
n
’
este
debate. No
ar
tigo
do
esclarecido
patrono
de Hercula
no,
e
revd.
0
padre
Seabra,
h;>
diversas
outras
proposições
com
que
me
não
posso
conformar;
mas
como
a
contestação
teria
apenas
por
effeito distrahir-nos para
uma
polemica,
talvez
muito
prolongada
s<
m
a
menor
vantagem
para
o
ponto
em
lití
gio,
peço
ao meu
honrado
impugnador,
que
me
permitia não
me
occupar
d
’
e!las;
o
que
nem
por sombras póde
attribuir-
se
a
menos consideração
da
minha
parte
para
com
a
sua
pessoa.
Agradecendo
a
publicação
d’
esta
car
ta,
aproveito a
occasião
de
me
assignar
mais
uma
vez,
sempre
com
verdadeira
estima,
De
v.
Amigo
e
muito
obrigado
venerador
collega
Souza
Monteiro.
Lisboa,
16
de
dezembro
de
1878.
Entendemos
que
nos cumpre
romper
o
silencio
que
até
hoje
temos
escrupu
losamente
guardado
com
relação
á
ques
tão
travada
entre
os
dous
illustres e
eru
ditos
escriptores
calholicos.
sobre
a
assis
tência
do
revm.0
padre
Seabra
—
iliustra-
dissirno
redactor
do
nosso
estimável
colle
ga, a
«Nação»
—
ás
exequias,
ha
tempos
celebradas
em
Lisboa,
por alma
de
Alexan
dre
Herculano.
Principiamos
por
confessar
francamen
te
que
nos
é
sobremodo
penoso
tomar
a
penna
para
escrevermos
sobre
es
te
assumpto,
em
attenção
ás
pessoas dos
dois muito esclarecidos
contendores,
e
em razão
do
modo
porque
de.de
sempre
encaramos
este
assumpto,
que
é
lambem
o
modo
porque
passaremos
a
encaral-o
agora,
ainda
que
a
vôo
d
’ave,
não
só
por
falta de
espaço,
como
-também
por
que
já
lhe
não
ligamos
a
importância
que
outros
lhe
darão.
Mas
tão
repelidas
instancias
temos
re
cebido
d
’alguns
dos
nossos
estimáveis
as-
signantes
para
emittir
o
nosso humilde
juizo,
qne
nos
não
é
possível
permanecer
por
mais
tempo
silenciosos,
sem desdou
ro
da
nossa
posição.
Também
entendemos
dever
cathego-
ricamente
declarar
que,
nem
por
sombras,
recebemos
a
rninima
insinuação, directa
ou
indirectamenle,
n
’
esse
sentido,
da
par
te
d
’
algum
dos
nossos
dois estimáveis
col-
laboradores,
aos
quaes
não conhecemos
senão
por
uma
tradição, altamente
gloriosa,
nos
arraiaes do
catholicisiao
portuguez.
Erraria
rcdondamenle
quem,
porven
tura,
qnizesse entender
na
maneira
por
que
vamos
emittir
o
nosso juiso
sobre
a
questão
subjeita,
que
nos
inclinamos
a
favor
d
’esie
ou
d’
aquelle;
pois
no que vamos
dizer não
temos
ein
conta
alguma
o
que
de parle
a
parle
se
tem
escripto sobre
o
assumpto.
D
’
onde,
portanto, se
o
nosso
modo
de
pensar se inclinar mais
a
um
dos
lados,
ou se
chegar
mesmo
a
coin
cidir
com
o
d
’um dos
contendores,
erra
completainente
quem
vir
n
’
isso
sombras
sequer
de
parcialidade,
e
não
um
juiso
filho
da nossa
mais intima convicção.
Firmamos
tudo
o
que
dizemos
com
a
nossa
palavra
de
catholico;
e
se
nos
acre
ditarem,
fazem-nos
uma
justiça que
a
nin
guém
agradecemos.
Dito
isto,
recordemos
em
dois
traços
o
estado
da
questão.
Ha
tempos
celebraram-se em
Lisboa
umas
exequias
por alma
de
Alexandre
Herculano.
Estava
ainda
bem
impresso
na
memó
ria
de
lodos
os
catholicos
o
modo por
que
na
egreja da Lapa,
no
Porto,
se
ti
nlia
representado
uma
horrível
e
sacríle
ga
farçada,
em
que
subiu
á
tribuna
do
templo
um
dos
miasmas
mais
pestíferos
e
perigosos
que
se
tem
exhalado
da cor
rupção
actual, Anlonio
Cândido.
Estava
ainda
bem
gravado
na
memó
ria
de
todos
os
catholicos
qual
tinha
sido
o
theor
de
vida
de
Alexandre
Herculano,
mórmente
nos
seus
últimos
annos: a
vida
de
um
herege
em
toda
a
extensão
do
termo:
e
finalmente
o
modo
porque
se
passaram
os
últimos
momentos
de
sua
existência.
Todos
os
catholicos
sentiram,
portan
to,
e
era
justo,
que se
celebrassem,
por
occasião
do
1.°
anniversario da
sua
mor
te,
exequias
por
um
homem
que
tinha
morrido
e
vivido,
por
tantos
títulos,
fóra
do
grémio
da
Egreja
Calholica,
modo este
de
pensar
que nunca
ninguém
se
lem
brou
de
pôr em
duvida,
e
que
passava
como
verdade
indiscutível
firmada
por
fa
ctos
incontestáveis
e
patentes, claramen
te
previstos
pelos cânones
da
Egreja.
Grande
pareceu
ser,
porém,
o
espanto,
quando,
depois
de
celebradas
as
exequias,
se
soubeque
o
revm.0
snr.
padre
Seabra,
re-
dactor
do
nosso muito
estimável
collega,
a
«Nação»,
assistira
a
ellas.
Nós
fomos testimunha de
vermos
muitas
pessoas
auctorisadas,
virtuosas
e
illustradas
ficarem,
a
principio,
admiradas
como
facto, eingenuamente confessamos
que
não
acrednamos
o
que
nos disseram, senão
depois
de
termos
lido.
Dias
depois
apparece
publicada
na
«Na
ção»
uma
resposta
do
revm.
0
padre
Sea
bra,
em
que,
da
maneira porque
enten
deu,
repelliu
as
observações
que
sobre
o
facto
lhe
fazia um
assignante.
Decorrido
mais
algum
tempo,
recebe-
mas
uma
carta
do
sabio
ex-redactor
do
«Bem
Publico»,
na
qual
nos
pedia a
pu
blicação
d
’
um artigo
seu
sobre
a
questão,
artigo
que,
como
s.
ex.
a
declara,
compo-
zera,
a
pedido
d
’alguns
catholicos
que,
dolorosamente
impressionados, chegaram
a
dirigir-se-lhe
por cartas.
Não
historiemos
mais:
o
resto
é
de
recente
data.
Não
entramos
tampouco
na
apreciação
dos
,
argumentos
dos respeitáveis
conten
dores,
nem
em
questões
incidentes
que
vém
embrulhar
e escurecer
a
questão
prin
cipal
em
vez
de
a
liquidar.
0
que
temos
dito,
e
os
artigos
do
snr
Sousa Monteiro
e
do
snr.
Amorim
Barbosa,
que
teem
sido
publicados
es-
crupulosamenle
n
’
este
jornal,
é bastante
para
o
leitor
vêr
claramente que o
esta
do
da
questão
é
o
seguinte:
Morreu ou
não
Herculano
no
gretnio
da
Egreja
Ca-
tholica?
Se
morreu
no
grémio
dá Egreja,
é
evidente
que
o revm.
0
padre
Seabra,
longe
de poder
ser
censurado
por
assistir
ás
exequias,
cumpriu
um
acto
de virtu
de;
e
quem
sabe
se
mesmo
um
dever.
Se
não
morreu
no
gretnio
da
Egreja,
ou
se
entrou
no
numero
d
’
aquelles
a
quem
a
Egreja
nega
a
sepultura
ecclesiastica,
é
indiscutível
que
a
Egreja
lhe
não
conce
de
os
suffragios
públicos.
Eis
a
questão
nua,
e
singela.
Tudo
que
passar
d
’
aqui,
entendemos
que são
pancadas
no
ar,
dizeres
á
sobreposse
e
quebradas
regras
d
’
argumentação.
Restabelecida
assim
a
questão
nos seus
precisos
termos,
e
enunciada
na
sua
ex
pressão
mais
simples,
emittiremos
o
nosso
juiso,
sem
pretensões a
impor-nos,»e
mui
to
menos
com
desejo
de
a
aggravarmos,
pois o
nosso
unico
fim,
eo
nosso
unico
desejo
e
vontade,
é
que
ella
termine,
por
que
a
consideramos
no
campo
da
im
prensa
sulficientemente
discutida,
o
que
não
impede que seja
levada
até
a
sua
decisão
para
outro
campo, que
não
seja
este.
A
questão
é,
pois,
de
direito cano-
nco,
e
reluz-se
ao
seguinte:
Era
licito,
segundo
as
leis da
Egreja
Catholica,
dar-se
sepultura
ecclesiastica
a
siastica
e
portanto os
suffragios
públicos,
pois é
regra
certa
invariável,
que
áquel
le
a
qnem se
nega a
sepultura
ecclesias
tica,
também
se
negam
os
suffragios pú
blicos.
São
coisas
que
andam
annexas.
E
’
por
tudo
isto
que
sempre
estive
mos e estamos
na
mais intima convicção
de
que
são simplesmente
contrarias
ás
leis
da
Egreja
as
exequias
celebradas
por
alma
d
’
esse escriptor.
Eis
o
nosso
juizo
emittido
com
toda
a
imparcialidade,
desassombro,
e
clareza.
Entendemos
que
ficarão
satisfeitos
agora
aquelles
dos
nossos
leitores
que
ha
mui
to instavam
comnosco,
para
que
dissésse
mos o
que
entendiamos
sobre
a
matéria.
Agora
o
facto
do
nosso muito
estimá
vel
collega
ter
assistido
ás
exequias
é
um
facto
muito
secundário,
com
o
qual não
vale
a
pena gastarmos
forças que
é
mister
economisar
n
’
estes
tempos
de
lucto, para
questões
que
as
reclamam
por
todos
os
títulos,
em pró
da
Egreja
e
da
sociedade.
E
’
porisso
que
pomos
poncto
n’
esta
questão,
que julgamos sufficientemente dis
cutida
no
campo
da
imprensa
e
fazemol-o
desejando
do fundo
do
coração
aprouvesse
a
Deus que
nunca
esias
questões
viessem
embaraçar
o
combate
que
hoje
travam
os
homens
de
bem
contra os
homens
do
mal,
os
filhos
da
luz
contra
os filhos
das
tré-
vas,
os
apostoles
da
verdade
contra
os
sectários
do
erro e do
mal.
E com
isto entendemos
que
também
ficarão
satisfeitos
aquelles
dos
nossos
lei
tores
que
nos
manifestaram
desejos
de
ver
esta
questão
terminada.
Por
ultimo,
resta-nos
agradecer
aos
dous
illustradissimos
contendores
a
ma
neira
sensata, urbana,
polida
e
grave
com
que
se
houveram na
polemica
e
ao
ex.mo
snr.
Sousa
Monteiro,
o
mais
abalisado
polemista
catholico
do
nosso paiz,
e
a
quem nunca
escrevemos
duas
linhas
se
quer,
o
ter
posto remate d
’
um
modo
tão
nobre,
digno
e
honroso
a
tao
delicada
po
lemica.
Com
s.
exc.
a dizemos
lambem:
pomos
poncto
n
’este
debate.
A.
M.
-------- --------------------------------- -
lAsboa,
81
dte
«Seseasslírci
«8®
ISIS.
(Do
nosso correspondente).
Pouco
ou
nada
vos
posso hoje
dizer
de
interesse
geral,
senão
que
a
maré das
gentilezas
liberaes,
com
as
suas
naturaes
consequências,
sóbe,
e
ameaça
arrojar
ao
abysmo
este
pobre
povo.
0
liberalismo
divide-se
em
tantos
cor
rilhos
quantos
são
os
homens
de
effecti-
va,
ou
fictícia
importância,
que preten
dem,
a
todo
o transe,
conservar
ou
es-
callar
o
poder.
A
possibilidade
de
pescar
nas
aguas
luivas
sem
pecúlio,
mais
ou menos
vo
lumoso,
que
habilite
os
que ainda não
es
tão
fartos
de gosos a
gosarem
mais
ain
da,
incita-os a
metterem a
barba
no
ca
lix,
para
beberem
até
a
ultima
gota
a
substancia
nacional.
Mas,
o
liberalismo,
dividindo-se,
en
fraquece-se,
e
vae-se desacreditando, todos
os
dias
mais,
aos
olhos
do
paiz.
E
’
como o protestantismo,
cujas
va
riadas
seitas
não
teem
feito
senão
desor-
ganisal-o,
ido
minando-lhe
a
existência,
já mui
precaria,
aqui
e
alli.
Só a união
dá
força
aos
partidos,
meu
amigo,
e
essa
temo'-a
nós,
os
ho
mens do
direito.
N’
este
campo
ha
só uma bandeira,
a
gloriosa
bandeira
d
’Aljubarrola, e
Montes
Claros.
Todos
nós
a
confessamos,
todos
nós
a
defendemos, todos
nós
aspiramos
á
sua
restauração.
DEUS, PATRIA,
e
REI, é
0
fflOtO,
0
unico
moto, do
nosso campo.
Aqui
não
ha
facções, não
ha
corri
lhos.
0
pensamento,
a
idea
generosa,
que
nutre
um
legitimista,
acalenta,
e
alimen
ta
todos
os
legiti
mistas.
A
voz
do
seu
rei
é,
para
todos,
a
voz
da
auctoridade
suprema.
Quando
Elle
falia,
o
partido
obedece
unanime.
Embora
longe
do
throno,
que
a
in
trusão,
occupa não
é
por
isso
menos
at-
tendido
o
seu
verbo
sempre
inspirado
pe
lo
amor
á
terra de
seu
augusto
e
infeliz
Pae.
Aqui,
n
’
esles
arraiaes
de
legitimidade
não
se-
aspira
ao
poder
pelo
poder,
senão
pela
patria.e
pelo
direito
e
liberdade
do
povo
Emquanlo,
pois
os
liberaes
formam
já
innumeras
facções;
emquanlo
uns
se
guem
o
labaro
de
José,
outros de Anlo
Alexandre
Herculano,
e
portanto fazer
suf
fragios
públicos
por
sua alma?
0
cap.
Quicumque
(de
hcereticis)
in
6°
prohibe
debaixo
de
pena
de
excom-
munhão
dar
sepultura
ecclesiastica
aos
herejes;
e
o SS.
Padre
Pio
IX,
de
sau
dosa
memória,
na
Constituição
Aposlolicce
Sedis
renova
esta
pena.
Eis
como
se
exprime o citado
capitulo
de
direito:
hcerelicos.
credenles,
receptato-
res,
defensores
vel
fautores
eorum
scienter
prcesumpserint
ecclesiaslicce
tradere sepultu
ra
usque ad
salisfactionem
idoneam
ex-
communicationis
senlenlice
se
noverint sub-
jacere,
nec
absolulionis
beneftcium merean-
tur,
nisi
propriis
manibus
publice
exlu-
mulent
et projiciant
ejusmodi
corpora
dam-
matorum
et
locus ille perpelzta
careat
se
pultura.
Esta pena
d
’excommunhão
linha
sido
imposta
por
Clemente
V
nu
concilio
Vien-
netise
em
1311,
a todos
os
que
dessem
sepultura
ecclesiastica
aos
herejes
ou
mes
mo
aos
que
n
’
elles
acreditassem,
os
aco
lhessem,
defendessem
ou
favorecessem
nas
suas
heresias,
e
declara
mais
o
concilio
que
taes
não
mereceriam
absolvição
sem
que
por
suas
próprias
mãos
e
publica-
mente
excluissem
taes
cadaveres.
0
SS.
Padre
Pio
IX
na
Constituição
Apostolicce
Sedis
limitou
esta
pena
d
’
ex-
coramunhão
sómenle
aos
que
mandassem
ou
obrigassem
a
dar
sepultura
ecclesias
tica
aos
herejes
públicos
e
aos
excom-
mungados
ou interdictos
nominalim,
man
dantes
seu
cogenles
tradi
Ecclesiaslicce
se-
pulturce
herelicos
nolorios
aul
nominatim
excommunicatos
vel
interdictos.
Além
d
’
islo
o
Ritual
de Paulo
V,
que
obriga
em
consciência,
como
por
tantas
vezes
e
tão
claramente
tem
sido
annun-
ciado
pela
Egreja,
que
nem
mesmo
os
Prelados
o
pódem
alterar,
como
declarou
a
Sagrada
Congregação
dos
Ritos
na
ru
brica
quibus non
licel
dare
ecdesiasticam
sepulluram, lá
vém
expressos
os
hcereses
eorumque fautoribus,
mandando
que
nos
casos
duvidosos
se consultem
os
ordiná
rios.
Ora,
de
tudo
isto
é
evidente
que
ao
hereje
publico
não
é
permittido
dar
se
pultura
ecclesiastica,
e
isto
não
só
de
baixo
de
gravíssimo
peccado
em
razão
da
desobediencia
a preceitos
tão
expressos
e
fonnaes
da
Santa
Egreja,
mas
além d
’
is-
so
ainda
debaixo
da
pena
d
’
excommunhão.
Sendo
isto
tão
claro,
resta
agora
sa
ber
se
Alexandre
Herculano
era
hereje,
e
se
como
tal
morreu.
Ninguém
ignora
que
se
chama
here-
e
áquelle,
que
tendo
recebido
a
fé,
de
pois voluntaiia
e
pertinazmente
abraçou
um êrro contra
alguma
verdade
de
fé
proposta
como
tal
pela
Egreja.
A
Immaculada
Conceição
de
Maria
SS.
é
hoje
um
dogma
de
fé,
definido
como
tal
em
8
de
dezembro
de
1854.
Alexandre
Herculano
não
só negou
este
dogma,
como
também
accrescentou
á
heresia
a
blasphemia;
e
não
é
neces
sário
evocarmos
agora
as
suas
próprias
expressões,
que
compungem
o
coração
do
crente
e
que,
demais,
poucos
haverá
que
ignorem.
0
infallivel
magistério
do
Pontífice
Ro
mano
foi lambem definido
como
dogma
de
fé
pelo
Sagrado
Concilio
do
Vaticano
na
Constituição
Pastor
jElernus,
Alexan
dre
Herculano
negou voluntária
e
aberta
mente
este dogma,
bem como
implicita
mente
o
da
infallibilidade da
Egreja
reu
nida em Concilio que
o
havia definido.
Estes
factos,
aos quaes,
se
fosse
ne
cessário,
se
podiam
junclar outros
mais,
íactos
que
subsistiram
até
ao
momento
de
sua
morte,
como
é
sabido
por
todos
e
attestado,
demais
a
mais, pelas noticias
dadas
por
toda
a
imprensa
do
paiz, são
bastantes
,para
provarem
que Alexandre
Herculano
era hereje publico
e
notorio,
que,
como
tal,
elle
morreu;
e
que,
por
tanto,
nunca
era
permittido
dar-lhe
sepul
tura
ecclesiastica
e
muito
menos
fazer
suffragios
puhlicos
por
sua
alma,
pois quem
é
privado
de
sepultura
ecclesiastica, é
lambem
dos
suffragios
públicos.
Por
outro
lado
não
se
prova
que el
le
mandasse chamar
sacerdote
algum,
an
tes
pelo
contrario,
se
disse
que elle
o
repellira
quando
alguém
n’
isso lhe
fallou;
e
muito
menos
se
prova
que
elle
o
man
dasse
chamar
ou quizesse
que lh
’o
cha
massem
com
o
fim
de
retractar seus
er
ros;
e
comtudo é
certo
que
sem
uma
re-
traclação
publica, nunca
se
lhe
poderia
con
ceder
sepultura
ecclesiastica.
E
parece-nos
segundo o
Ritual
de
Paulo V
ainda
depois
d
’essa
retractctçáo
publica,
devia
ser
con
sultado
o
Prelado;
e
depois de
tudo
exa
minado
e
elle
dar a
sua
sentença,
só en
tão
lhe
era
permittida
a
sepultura
eccle
nio,
outros
de Anselmo,
outros
de
Luiz,
outros
d’
este,
outros
d
’
aquelle,
o
partido
legitii
‘
tinido,
compacto,
fórte da
jus
tiça,
cci
os
olhos
no
futuro,
que
é
in-
contrastavelmente
d
’
e!le,
porque
depois
de
Deus,
dc,
,:
:
’e
a
salvação
da
monarchia
dos sete
teculos,
marcha,
sem
percipila-
ção,
e
ui
a
minima
aberração,
ao
pon
to,
a
que
a
estrella
da
Providencia
o
vae
guiando
com
admiração,
e
talvez
despei
to,
dos
seus
inimigos.
Bem
haja
pois, o
nobre
partido, a
que
me
orgulho
de
pertencer,
desde
os
mais
verdes
annos,
prestando-lhe
os
serviços
possíveis
—
Falleceu
mais
uma das
victimas
da
catastrophe
de
Belem. Era
o
operário
Af-
fonso.
—
Parece
que
a
commissão
central
do
nosso
partido
vae
convidar
todas
as
com-
missões
districtaes
do
paizj
ajporem
todos
os esforços
no
instuito
de obterem
a
ins-
cripção
no recenseamento,
que
se
deve
de
proceder
nos
primeiros
dias
do
novo
anno,
de lodos
os
realistas,
a
quem
a
lei
permitte fazerem parte das
assembleas
eleiloraes.
E’
de
crer
que
as
alludidas
commis-
sões
não
desdenhem
meios,
para
que
se
logre
o
referido
fim.
—
Vi
n
’uma
das
folhas
que
o
presi
dente
da
Associação
Catholica
n’
essa
fiei
cidade,
é
lambem
o
presidente
do
centro
progressista
d
’ahi.
Progressita,
na phrase
vulgar,
diz
li
beral; é liberal,
e
catholico
ao
mesmo
tem
po,
é
o
mesmo
que
o esse
et
non
esse.
Se
este
é
possível, poderá então
este
sel-o
lambem.
Todavia
o
grande
Pio
IX
não
achava
compatível o liberalismo
com
o catholi-
cismo.
$
Foi, então,
talvez,
erro
do
jornal,
que
nos
deu
a
noticia.
E
oxalá
que
o
fora!
—
Appareceu
mais outro
cadaver
nas
ruinas
da torre
da
Casa
Pia.
Era
o
de
ura pobre
trabalhador,
de
50
annos,
que
fôra
soldado
de infanteria.
—
Como
sou
dos
do
rabicho, e cabel-
leira,
e me
lembro,
e
quero
muito
aos
bons costumes de
nossos
paes, dou-vos,
meu
caro
redactor,
as
boas
festas,
visto
que
todos
os dias
grandes
teem
suas
vesperas,
e
estamos
na
solemnissima, pa
ra
todo
orbe
christão,
do
nascimento
do
Filho
de
Maria.
Annunciam
para esta
noite muitas
mis-
sas
do gallo.
Oxalá
que
os
desacatos
á
Magestade
Divina,
nos
seus
proprios
templos,
se
não
reproduzam
como
nos
annos
annos
ante
riores.
Não me
engano,
porém,
dizendo-vos
previamente
que
haverá
muitos escanda-
los,
porque
conheço,
como
toda
a
gente,
a
grande
desmoralisação
a
que
tem
des
cido
esta
cidade
Não
seria
melhor
prohibir
as
missas
da
meia
noite,
no intuito
de
evitar
os
escândalos,
que
as
turbas
ímpias
causam
na
casa
do
Senhor?
—
A
revolta
de
Quilimane,
dizem
que
foi
vencida,
e
restabelecidas
as
commu-
nicações
com
a
Zambezia.
Isto,
porém, não
quer
dizer, julga
esta
ruim
cabeça,
que
a
negraria
desista
de
tomar
a
sua
uesforra,
logo
que sinta
a oppcrtunidade
de
sovar
o
branco.
Os
effeitos
da
liberdade
de
cá,
também
se experimentam
lá.
A
escravatura
foi
abolida
em
África
pelos
que
a vieram
estabelecer
na
livre
terra
lusitania,
e
agora
soffram-lhe
as
consequências.
Para
o negro
ser
digno
de
liberdade
era
mister
que
antes
o
civilisassem;
e
não
é
a
liberdade
dos
liberaes
com
as
suas
escolas
de
embrutecimento,
que
poderá
nunca
desbravar
aquellas
charnecas
de
ignorância,
senão
as
missões catholicas,
em
vasta escala,
e
secundadas
pela
influen
cia
do
poder
civil.
Para
mim,
meu
excellente
amigo,
o
nosso
ultramar
irá, necessariamente,
ca-
hir
nas mãos de
algum
extranho,
se
islo
que
ahi
está
continua
por
mais
alguns
annos.
E
não
só
o
ultramar,
a
metropole
também
perderá
a
sua
independência,
por
que
á
força
do
aríete
revolucionário,
que
ahi está,
ha
cerca
de
50
annos,
a
botei
a
com
incrível
perseverança,
não
sej
resiste
muitos
mais.
Hoje
seria
tempo,
ámanhã
não.
Pensem
pois,
todos
os
verdadeiros
amigos
da liberdade,
e
da
independencia
na
precaria
situação,
em
que
as
tem
col-
locado
o
liberalismo...
Todo
vosso
A.
GAZETILHA
Solemnidade.
—
Hoje
pelas
4
horas
da
tarde,
haverá
na
Sé
Cathedral,
coai a
assistência
do
snr.
arcebispo
Primaz
um
solemne
Te-Deum
laudamus,
acompanhado
a
musica
instrumental,
para
dar
graças
a
Deus
pelos
benefícios
que
nos
foram
concedidos
no
anno
de
1878,
que
acaba
hoje.
Esta
solemnidade
encerra
um
grande
pensamento
christão,
pois
que
por
ella
se
attribue
a
Deus
tudo
o
que
n
’
este
mun
do
acontece, ou
seja por sua
vontade,
ou
seja
por
sua
permissão.
Sem
Deus querer
ou
permittir,
nada
se
faz.
A
soletnnidade d
’este
dia
na
Sé Ca
thedral
confirma
esta
verdade;
e
quem
é
•christão,
não
deixará
de
dar testimunho
da
sua
fé
e
da
sua
piedade,
indo
assistir
ao
Te-Deum
laudamus.
Em
Lisboa
foi sempre
costume
assis
tir
a
elle
na
Cathedral
toda
a
Familia-
Real
e
seu
séquito, e
bom
era
que
nas
outras
cidades
esfe
exemplo
fosse
seguido
pelos grandes,
que
os
pequenos não
dei
xariam certamente
de
ir
assistir,
e
Deus
Nosso
Senhor
seria,
como
deve
ser, lou
vado por
todos
os
séculos
e
por
todos
os
homens.
Amen.
4»
snr.
da
fuzenila.
—
Ainda
se
conserva,
e dizem
que
se
conservará
du
rante
muito
tempo,
entre
nós, o snr.
■da
fazenda,
o cynico
Veremos.
Mas
seja
assim.
Quando
nos
impusemos
o
ingrato
em
penho
de pôr
a descoberto
algumas das
gentilezas
da biltraria
fazendaria,
quasi
tínhamos
inteira
certeza
de
bradar
no
de
serto.
Bem
sabíamos
que viriam
em
auxilio
do
snr.
da
fazenda,
o
cynico,
as
com
placências
d
’
uma
política
nefanda
e
pu
rulenta,
os
beijos
traiçoeiros
de
vários
judas,
e a palavra
d
’
ordem
d
’
alguem que
se
estadeia
mui
perto do
galarim.
Sabíamos
tudo isso
e
mais
alguma
cousa,
e
não
desanimámos,
nem
desani
maremos.
Já
agora
hemos
de
concluir
a ta
refa.
Continue
a
nova
tactita.
E
’
ou
não
certo,
que
o snr.
da
fa
zenda,
o
cynico, tendo
mandado extor
quir
—
é
o
termo—
a
D.
Rosa
Gonçalves,
viuva,
moradora
no
largo
dos
Penedos,
uma
quantia,
com as varias
custas
dos
processorios,
que
um
terceiro
devia
á
fa
zenda;
e
não
se
dando
com
isso satis
feito,
mandou
ultimamente
fazer
áquella
senhora
duas
intimações
para
pagamento
de
diíferentes
contribuições
referentes a
prédios
que
nunca
pertenceram
á
mesma?
E
que
tendo
ella
reclamado,
o
snr.
da
fazenda
se
fechou
com o
requeri
mento
o
tempo
que
lhe
pareceu
—se
é
que
já
lhe
deu
uma
vista
dolhos.
—
?
Continuaremos
indefinida
mente.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade
não
é
licito
duvidar,
asseveram-nos
que
o
snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
-«VIM PARA BRAGA PARA
ÀRIIÍWM»
E NÃO
PARA
ARRANJAR AMIGOS» —
Eis
o
homem!
4?
nosso
eorrespondente
de
xaghnn.
—
Não
resistimos
ao
desejo
de
transcrever
aqui
os
seguintes
paragraphos
d’
uma
carta
d
’
um
nosso
estimável
assi-
gnante,
e
que
se
referem
com
inteira
justiça
ao
nosso illuslradissimo
correspon
dente
de.
Lisboa:
Tenho
gostado muito
de
lèr os com-
municados
ou
correspondências
de
Lis
boa,
que
hão
sido
publicadas
nos
últimos
numeros
do
«Commereio».
São
realmente
estimáveis
estas
correspondências, não
só
pelo
grande
numero
e
variedade
de no
ticias.
que
trazem,
quasi
todas
interes
santes,
mas
lambem
peias
mui
judicio
sas
advertências
e considerações,
com
que
o
auctor
sabe
reveslil-as
e
commental-as,
—
e
pelo
desassombro
e lucidez,
com
quê
emitte as
suas
opiniões, usando
sempre d
’
uma
phrase
clara
e
expressiva,
entremeada
de
certos
ditos
chistosos e
frisantes,
que tornam
assás agradavel
a
sua
leitura:
o
que
tudo
mostra,
que o
snr.
A.
é
homem
de
vulto,
e
não
é
sol
dado
bisonho
nas
lides
da
imprensa.
Possa
elle
continuar
a
sua
tarefa
,
dirigindo
a
sua
bem
aparada
penna,
a
par
dos
murto
dignos
redactores
e
mais
collaboradores
do «Commereio»,
em
de-
feza
da
causa
da justiça,
tão
vilipendiada
n
’
este
malfadado
paiz,
tão
digno
de
me
lhor
sorte
!
IVova
eadeira
de
ensino
pri
mário.
—
Foi
creada
uma
nova
cadeira
para
o
sexo
feminino,
na
freguesia
de
Cervães,
concelho
de
Villa
Verde.
Mais
um.
—
Começou
a
publicar-se
em
Lisboa um
novo
jornal
intitulado
«Ga
zeta
da
Noite»,
Tlieairo.
—
A
’ hora
em.que
o
nosso
jornal
vae entrar
na
machina,
deve
estar
prestes
a
começar
a
primeira
das
duas
recitas
que
a
excellente
companhia
do
Baquet
vem
dar
no
theatro
de
S.
Geral
do,
e
nas
quaes
toma
parte
o
famigera
do pintor
repentista
Mr.
Gauthier.
Sobe
á
scena
o
drama
em 5
actos
O
capitão
Paulo.
Mr.
Gauthiér
pintará
em
4
ou
5
mi
nutos
uma
paisagem!
A
segunda d
’
estas
recitas
deve
reali-
sar-se
hoje.
Quem
faltará
lá?
Hat»neiros.
—
Consta-nos
que
teem
andado
desaforados
os
ratoneiros.
Em a noite de
sexta-feira
tentaram
roubar uma
casa
no
logar
de
Santa
Te
cla,
e outra
na
rua
do
Conselheiro
Ja
nuário.
No
sabbado
roubaram
15800
reis
a um
artista
que
recolhia
a
casa,
na congosta
de
Santa
Tecla.
Covernador
civil.
—
Na
ausência
do
digno
governador
civil
d
’
este
districto,
es
tá exercendo
interinamente
este
cargo
o
ex.
n,
°
snr.
dr.
Jeronymo
Pimentel,
depu
tado eleito
por esta cidade.
Atropellament
o.—
Ne sabbado
deu
entrada
no
hospital
de S.
Marcos
uma
pobre
mulher,
que
tinha
sido
alropellada
por
um carro,
na
rua
das
Convertidas.
O
cocheiro foi
preso.
Matéria
retirada.
—
Por
absoluta
falta
d
’
espaço,
com
que
luctamos
de
ha
muito,
não
nos
é,
de
fórma
alguma,
pos
sível
dar
vasão
a
vários escriptos
que
temos
em
nosso
poder;
e
d
’
esta
falta
in
teiramente
involuntária
pedimos
desculpa
aos
seus
auctores,
esperando,
que,
em
vista
d
’
esta
satisfação que
a
delicadeza,
a
cortezia
e
a
gratidão
nos obrigam a
dar-lhes,
não
tomarão
á
conta
de
des
consideração
ou
de
incúria
a
demora que
tem havido
e
haja,
porventura,
de
haver
na
publicação
dos
escriptos
que
nos
teem
enviado.
A
sala
das
visitas
está
em
des
proporção
com
a
de
espera.
Se
nos
au
xiliarem,
como
esperamos,
e
de
que
já
nos
não
faltam
provas, que
cordealmen-
te
agradecemos,
estas
diíliculdades
breve
mente terão
um
termo.
Também
pela
mesma
razão
lem
sido
supprimida
por
varias
vezes
a
insersão
da
Revista
Es
trangeira,
d
’
essa
secção
importantíssima,
que,
ao
ser
por
nós
encetada, o
fòra
na
mais
firme
intenção
de
a
darmos
regular
mente
aos
leitores
uma
vez
por
semana,
ao
menos.
Falíeeimeisto.
—
No
dia
23
d
’este
mez
falleceu
em
Travassos,
a
snr.
a
D.
An
gélica
Theresa
da
Costa,
virtuosa
mãe
dos
excm.
oS
snrs.
commendador
Fulgen-
cio
José
da
Costa
Guimarães,
e
Antonio
Joaquim da
Costa
Guimarães, aos
quaes
cumprimentamos.
Cotn
pvtnhiA
da»
Variedades.
—
Diz-se que
a
companhia
dramatica
das
Variedades,
do
Porto,
vem
brevemente
dar
uma
serie
de recitas no
nosso
thea
tro.
Haspede illustre.
—
Tem
estado n
’es
ta
cidade,
o
nosso
presadissimo
amigo,
o
snr. dr.
Agostinho
Barbosa
Solto-Mayor
K)es«aíre.
—
No
dia
23,
cerca
dá meia
noite,
quando
o
publico
que
assistiu
ao
espectaculo
no
theatro
de Variedades,
do
Porto,
situado
nos
Carmelitas,
saia,
aba
teu
um
estrado
que liga
a
rua
com
as
portas
do
theatro,
arrastando
na
quéda
mais
de
100
pessoas,
ficando
todas
mais
ou
menos
feridas
ou contnsas;
vinte,
po
rém,
tiveram
ferimentos
mais
graves,
taes
como
pernas,
braços
e
còslellas
fractu-
rados,
sendo
estas
pessoas
conduzidas
ao
hospital da
Misericórdia,
onde
receberam
os
primeiros
curativos.
Entre
os indiví
duos
feridos
de
mais
gravidade,
contam-
se
os snrs.
Alberto
de
Figueiredo,
com
uma perna
fraetnra
la;
os
policias
civis n.
”
133
com
um
braço
quebrado; n.°
164
com
a
espinha
dorsal
quebrada,
e
o
cabo
n."
22,
com
um
braço
deslocado.
Na
oc-
casiào do
sinistro
houve
grande
confusão,
gritos
e
apitos,
acudindo
forças
da
poli
cia
civil
e
da
guarda
municipal,
que
pres
taram
bons
serviços.
Uns
attribuem
o
desastre
a
malvadez,
pois
appareceram
travessas fóra
do
seu
logar
e
canos
de
gaz
cortados;
outros
dizem
que o
estra
do estava
mal
construído.
O
emprezario
teve
de
fugir
para
não
ser victima
do
furor
de
algumas pessoas.
Bteviaís»
de
direito
administra
tivo.
-
Recebemos
o n.°
12
da
Revista
de
direito
administrativo,
de que
redactor
principal
o snr.
dr.
José
Caetano
Preto
Pa
checo.
E
’
muito
importante
esta
revista,
que
tem
tido
justamente
grande
aceitação.
«Jornal da Noite»
—O
snr.
Fer
reira
de
Castro
arrematou
pela
quantia
de
l:001$000
a
propriedade
litteraria
do
«Jornal
da
Noite».
A
Hespanha...
instruída
—
Eis
uma
curiosa
relação
das
quantias
que
al
guns
municípios
da circnmscripção de
Ve-
ler-Malaga,
em Hespanha,
devem
aos
pro
fessores
e
adjuntos das
escolas de instruc
ção primaria:
Acaucin
deve
1.123'47 pesetas;
Algar-
robo,
1.176'94
id.; Almachar,
3.296'87
id.;
Archez,
1.101'53 id.;
Arenas
e
Dai-
malos,
740'5-5
id.;
Benamargosa, 339'31
id.; Benamocarra, 4.565'62
id.;
Berge,
567
*
19
id.;
Canillas
de
Albaida,
1.104'96
id.;
Canillas
de Aseituno,
879
id.;
Co
rnares,
2
404
id.;
Chtar,
643
id.;
Iznale,
525'94
id.;
Nerja,
1.260'37
id.;
Periana,
833
*
88
id.;
Sayadonga
e Gorumpeta,
4.310
id.;
Sedella,
939
*
07
id.;
Vafez-Ma-
laga
e
Chelches,
9
440
id.;
Vmuela,
600
id.—Total
35.882
pesetas.
JVotieiaa
do
Ceará
—
As noticias
vindas
do
Ceará,
são
por
demais
atterra-
doras.
O presidente
da
província
abriu um
novo
credito
de
550:0005000
reis
á
verba
dos
soccorros
públicos.
Até
ao
dia
15
já
montavam
os
créditos
abertos a
10.564:6425000
reis.
Além
d
’
esse
credito,
diz
o
jornal
a
«Constituição»
que
seguiam
para
a
côrte
no
paquete
«Bahia»
saques
no valor
de
900:0005000
reis.
Accrescia á
fome
a
que
os
esforços
humanos
e uma
caridade
inexgotavel
não
lograram
pôr
um dique, o terrível
flagello
da
variola,
que
se
desenvolvera
de
um
modo
aterrador
nos
abarracamentos
dos
emigrantes.
Morriam
360
a
400
pessoas
por
dia.
Em
12
dias
foratn
sepultados
na
ca
pital
479
cadaveres
além
dos
atacados
de
bexigas.
SaJão
«nerieaa».
—
Acha-se
expos
ta
n
’este
salão,
na
rua
Nova.
n.°
24,
uma
collecção
de
vistas
representando
o
nas
cimento
e
factos
mais
notáveis
da
vida e
morte
do Salvador.
A.
Cfrílem
Tereeira
«Se
S.
Fran-
essseo,
por
Mgr.
de
Ségur
—Tradicção
da
decima
oitava
edicção
augmentada
e
publicada
em
Paris
em
1876
por um
Micliaelense
—
offerecida
ás
Ordens
Ter
ceiras
Açorianas
com um appendice
pelo mesmo
—
primeira
edicção
Portu-
gueza.
<
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
—
Preço
—
200 reis.
SAÍBE
À
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DIJ BARRY
de Londres.
ansios
d
’
ânvariavel
israeeess®
1 Combatendo as
indegesiões
(dispepsias)
gastrica, gastralgia,
flegma
,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas,
nauseas,
vo,
mitos, irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea-
disenteria,
collicas,
tosse,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
des
ordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
broncbites,
da bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
<10
cerebro
e
do
sangue,
83:090
curas
entre
as quaes con
tam-se
a
do
duque de
Pluskow
das ex.'
nas
snr.
as
marqueza
<1e
Bréhan,
duqueza
de
Casllestuart,
dos
exm.
us snrs.
Lord
Stuart
de
Decies,
par
d
’
lngl.ilerra
0
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
N.°
49.842:
M.
me
Mane Jurie
Joly,
de
ciucoenia
annos
de
constipação,
iudiges-
I
tão,
nervoso,
insomnias, aslhnra,
tosse,
j
flatos,
espasmos
e
nauseas.
—
N.°
46:270:
M.
Roberts,
d
’tima
constipação
pulmonar,
cora
tosse,
vomitos,
constipação
e
surdez
de
23
annos.
—
N.°
46:210:
O
doutor
cm
medicina]
Martin,
d
’
uma
gastralgia
e
irrita
ção de
estomago,
que
o
faziam
vomitar
13
a
18
vezes por dia,
durante
oito
annos.
—
N.° 46:218:
o
coronel
Watson,
de
got-
ta,
nevralgia e
constipação
obstinada.
—N.®
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland.
d
’uma
hydropisia
e
constipação.
—
N.®
49:522:
M.
Baldwin,
completa prolação,
paralysia
da bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da mocidade.
E’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
em
remedios.-
—
Preços
fixos
da
venda por miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
; de
*
/
2
kilo 800
rs ;
de
um
kilo, 15400
reis;
de 2
</
s
kilos,
35200
reis;
de
6
ki
los, 65400;
e
de
12
kilos,
125000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
15400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Revaleiseière ehoeolatada)
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão, somno, energia
e carnes
duras
ás pessoas,
e ás creanças
as
*
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e em
paus,
era
caixas
de folha da
lata
de 12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
I54OO
;
da
120
chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
HL
JSAMRir
LIMITED.
__
Place
Vendôme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a Largo
do Corpo
Santo
16,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32,
Barral
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
ís»,
J. de
Sousa
Ferreira & Irmão,
rua da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
Aveiro,
F. E.
da Luz
e
Costa,
pharm.
—
Xtarcelloa,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A. Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31—Pipa
&
Irmão, rua
do
Souto.—
Vianna do
das-
teíío,
Affonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—Staimarãeti,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho.
Cam
po
da
Feira,
1; José,
J. da
Silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Pensfl®!,
Miranda,
pharm.
—
Porta
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
bmão. Rua
da
Banha
ria, 77; J.
R,
de Sequeira,
pharm..
Casa
Vermelha; E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36; Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro, 105
a
108;
Antonio
J.
Sakado,
Pharmacia
('.entrai,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—®
*
osat®
il»
14-
ma.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
Povoa
«5o Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valeuç»
do
ninho,
Francisco
José de Sousa,
pharm.
—
Viíía
Conde,
a
.
L.
Maia
Torres
phirm.
ANNUNCIOS
ÉDITOS
DE
í
MEZES
Pelo
juizo
de direito
d
’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
l.°
oííicio
de
que
é
escrivão
Freitas
e
actualmente
es
crivão
ajudante
Manoel Gonçalves
da
Maia,
correm
éditos
de
quatro
mezes
a
contar
desde
a
publicação
do
2.
“
annuncio
na
folha
ollicial e n
’
oulra
d
’
esta
cidade,
que
para
este
objecto se
lem
de
publicar,
citando
e
çhamando
a
todas
as
pessoas
incertas
que se
julgu
m
com
algum
di
reito
e
acção
aos
bens
pertencentes
a
João
Henrique
Antunes,
ausentes
em
par
te
incerta
no
império do Brazil,
0
ve
nham
deduzir
a
este juizo
nos
autos
de
justificação
em
que são
justilicantes
José
Antunes
de
Sousa
e
Sá
e
mulher
Maria
Joaquina
Antunes,
José
Antonio Antunes,
e
mulher
Anna
Threza
Antunes,
Joan-
na
Rosa
Antunes,
e
marido
I ram
is
co
José
da
Anuunciação,
Maria
Thereza
Amimes,
solteira,
de maior
edade,
todos
lavradores,
da
freguezia
de
Sobteposia,
d
’esta
comarca
de
Braga,
e
justificado
o
Ministério
Publico,
desta
me-ma
comar
ca,
e
todas
as
pessoas
incertas,
lindo
0
praso
dos
éditos,
pena
de
qn
não
0
fazendo, da
sentença
que
julgou
a
refe
rida
justificação
ser
executada
na
fórma
lo
disposta
no art."
407
do
Codigo
•^W3F*
gaMMMM
Processo
Civil,
e na
forma
do
arl,
65
do
Codigo
Civil.
Braga 8
de outubro
de
1878.
O
escrivão
ajudante
Monoel
Gonçalves
da
Maia.
Verifiquei
a
exactidão
(2128)
Adriano
Carneiro
de Sampaio.
AR
IE1IÂT4C1O
PERANTE
0
GOVERNADOR CIVIL DO
DISTRICTO ABAIXO
DECLARADO
*Sis4
ifi
de
«S»RseâE
*«
tJe-
1819
LISTA N.°
1S33.
2.
a
FORMA
w
Reforma
da
lista'n.°.
1:183
MACHINAS
PARA COSER
BL.
/Sk SS
■
Companhia
fabril
KINDER
FOLHINHA
DO
RITO
BRACA-
RSNSE
Já
se
acha
á
venda
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n
0
4
—
Preço
cotn
officio
de
S.
Francisco
de
Salles—
220
reis.
DINHEIRO
A JURO
Ha na
confraria
de
Santa
Luzia
da
Sé
7000000 reis
e
na
capella
de
S.
Pe
dro
de
Ralis 2750000
para dar
a
juro
de
5
°/„.
O
secretario
(2180)
Padre
Anlonio
Lopes Coelho.
CONTRA
A
TOSSE
O
Progressivo
consummo,
que diaria
mente
vão
obtendo
os
i-ehcçaJoH
pei-
tornea
balsâmicos,
é
a
mais
evidente
prova
da
sua
eíficacia.
Preço:—
caixa,
100
reis
—
pelo
correio,
140.
Deposito
principal.
Pharanaeía-Kic-
ea
—
rua
do
Bomjardim,
370,
á
Cancella
Velha
—
Porto.
(2166)
COSINHEIRO
No
Coiiegio dos
Orphãos precisa-se de
um
cosinheiro
e
de um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Coiiegio.
(2124)
AiT.lBICID
í
MALHEIRO
®9,
Praça do
Bnrão
de
9.
Mlarti-
nlio,
«9
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.
a
e
creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã para
creança.
Toucas
para
senhora e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de bretanha
de
linho para
militares,
duzia
a
10060
e
10200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos, cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e pires.
Oleados para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
a dinheiro.
M A A
M
CU
'"fes
x
í
>
ba
»
a
■.
*
S.
■
*\
•
GONGÉLHÓ
DE
GUIMARÃES
Poros
e
censos
pertencentes
á
Santa
Casa
da
Misericórdia
de
Guimarães
Numeros
20
Censo
annual
de
57
teis,
imposto
no quintal do Salgado,
na
fre
guezia
de
Urgêres.
—
Censuario,
Luiz
Martins
da
Costa—reis
1^140
21
Foro
de
640
reis,
com laudemio
de
quarentena,
imposto
em
umas
- casas e
terras
na
rua
de S.
Lazaro,
na
freguezia
de
S.
Miguel
de Creixomil.
—Emphyteuta,
D.
Maria
Rita
de
Menezes
-220480
rs.
22
Censo annual
de
50 reis,
imposto
em
uma
casa
e
campo
cha
mado.
do
Castanheiro,
freguezia
de
S.
Miguel de
Creixomil.
—
Cewsuario,
João da
Costa
Sampaio
—10000
reis
23
Foro
annual
de
160000
reis,
com
laudemio
de
quarentena,
im
posto
em
uma
propriedade
de
casas
e
quintal,
fregybzia de
8.
Miguel
de
Creixomil.
—
Émpbyieuta,
José,
Pereira de Le-
.‘
ma
—
3270000 reis
24
Censo
de 18
reis,
imposto
em
terras
e
hortas,
freguezia
de
S.
Miguel
de
Creixomil.
— Censuaria,
D.
Maria
Rita
de
Menezes
—
360
reis
25
Censo
de
200
reis,
imposto
em
uma
propriedade
de casas e
campo
no
logar
do
Sabacbo.
—
Censuario,
João
de Castro
Sam
paio-4^000 reis
26
Foro annual
de
240
reis, imposto
no
campo chamado
do
Brazel
e
Deveza
da
Cruz
da
Pedra
ou
Casal
do
Salgueiral.
—
Emphy-
teuta,
João
Antunes
da
Silva
—
140680
reis
A
valiações
com
abatimento
de
10 por cento
10026
200232
0900
2940300
0324
30600
130212
flí—
rua
<Ie
S.
Vicente
—
19
BRAGA
As
melhores
machinas
para costura
que
todo
o
mundo
conhece
e que
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno
de
1877,
«SS:S1«
machinas
de
costura!!!
mais
SUsAOtí
que
em
1876.
A
Companhia
Fabril
Vende
as suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas,
ao
alcance
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
rei»
semanaes
sem
prestação
de
entrada
ou
10 por
cento a
menos
a
prompto
paga
mento.
Segunda
Repartição
da
Direcção
Gera!
dcs
Proprios
Nacionaes,
6
de
dezena
bro
de
i8~8.=Marcelino
Augusto
Leite.
(2182)
MAGA SI
N DES DEMUISELLES
Publica-se
a
10 e 25
de
cada
mez,
por fascículos
in-8.°
grande
Gravuras
de modas e
modelos
de tapeçaria
coloridos;
a
agua;
gravados
a
preto;
novidades
para
piano
e
canto;
álbuns
de
lavores,
folhas
de
e<snfecções;
eroehet
e
rendas;
h
'
í
«
cí
»
h
,
ete.
O
Magasin
<!e» líensoiselles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na sua
publicação, é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reune o
duplo altraclivo
de
um
periodico
litlerario interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um do
outro.
Preço
para
Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
l.°
de
janeiro)
40900
rs.
Também
se
acceitam assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—20800
reis;
edição
do
dia
25,—40700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
Na
rua
Direita
da Cruz
de
Pedra,
n.°
38
lecciona-se
PHILOSOPHIA,
RHETO-
RICA
e FRANCEZ.
Habilita-se
para
exame.
MACHINAS
LEGITIMAS
Para
famílias, alfaiates, costureiras,
chapelleiros e
sapateiros
A
COMPANHIA
FABRIL
AR
X
is
<:
K
A*,
fcuA
DBS.
MARCOS, N.° 5.
UlâtlTiGi.U DKST1STA
AFPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURtíi-
CA
DO
PORTO
Rua
de S.
Marcos
nP
19.
BRAGA.
Faz
ludo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
nobres
e
moldados.
(2159)
COFRE
DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
Os
JKebuçadcs
mytilices,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e
ex-
pectorante, são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL, rua
de
Santo
Anlonio,
227.
Unico
depositoem
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
H lindíssimos
gostos,
a prin-
V
cipiar
em 80 reis
a
peça.
cÇ
W
S»
B
Vende olio,
tintas
e
£
vernizes
para
pinturas
de
ca&is,
tudo
de
boa
quali-
■
dade.e
preços
muito
resu-
g
niidos.
|
Vende
cimento
rorna-
g:
no
para
vedar
aguas,
ges-
S
so
para
estuques
de
ca-
(X
sas,
tudo
de primeira qua-
S
§5
lidade.
Garante
todas
as
suas machinas não
só
no seu
bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria garantia.
Avisamos
o
publico que
te
nha
todo
o cuidado para
não
ser
enganado
com as
machinas
imitações, como
algumas pes
soas, por infelicidade d’ellas, o
tem sido.
As
machinas
legitimas
siWEn só
se encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
COMPANHIA
FABRIL SIXGER
17,
RUA DE
S. VIGENTE,
17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
jdo
comprador.
Peçam
cathalogos
illustrados
com
lista
de
preços,
que
se
enviarão
GRÁTIS.
Dinheiro a
juro
Ha
na confraria
de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal a
quantia
de 6500000
reis
para
mutuar.
O
secretario—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim, ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
DINHEIRO A JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem para
mutuar,
a
quantia
de
5000000
reis.
(2065)
RESPONSÁVEL
—
Luiz Bapíísta da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
