comerciominho_31101878_856.xml
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-
REDACTORES—
D. Miguel Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Autouio Joaquim de Mesquita Pimeutel.
6.° ANNO
PREÇO DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
830
40
20
10
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBAD9S,
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.............
2&000
»
6
»
............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3^606
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3Ô600
Folha
avulso
...................
10
N.° 856
sai
BK&GA-
QUINTA-FEIRA
31
BE
OUTUBRO
BE
4878
EXPEDIENTE
Por
motivo
de
ser
santificado
o
dia
de
sexta
feira,
não
podemos
dar
o
n
0
d
’
este
jornal
correspondente a
sabbado,
do
que
pedimos
descuipa
aos
leitores.
2
DE
HOVEMBRO
Dia
de
recordações
excruciantes,
dia
de
luto
e
orações.
Ao
dobrar
compassado
dos
campanarios,
quem
ha
’
hi que
não
estremece
ao
tre
mendo
significado
da
sua
linguagem
mys-
tica!
Pompas
do
mundo,
o
ouropel
das
vos
sas gallas ha
de ámanhã
perder
o
menti
do
brilho,
ao
perpassar
do
suão
da
cam
pa!
Vãmenle
pagareis
o ultimo
feudo
á
vossa
vaidade
terrena,
insculpindo
um
no
me
n’
um
troço de
mármore.
Sobre
esse
nome
se
estenderá
o
luar
do esquecimen
to, como sobre o
terreo
cinerario
cavado
em
baixo
pelo
abandôno!
Desprotegido
da
sorte!
um
instante
mais,
e
essa
terrível
niveladora
univer
sal
sellará
os
teus
lábios
queixosos,
aba
fará os
teus
lamentos, fará
gelar
tuas
la
grimas.
Com
igual
pé
com
que
pulsou
aquelle
palacio sumptuoso,
ella
pulsará
o
teu
colmado
desguarnecido!
E
logo
terás
o
repouso
do teu
lidar
de
sol
a
sol,
por
que
a
faina
termina
para
áquem
dos
adi-
los
do
sepulcro,
a
que
remata
uma
cruz!
Dois
de
novembro!
dia
de
recordações
excruciantes,
dia de
luto
e
orações!
Que
dor
profunda
nos
acorda
n
’
alma
altribulada!
N
’
essa
campa,
deante
da
qual
os
nos
sos
joelhos
se
dobram
reverentes,
dormem
o
somno
sem
desperto
os entes
queridís
simos
que
recolheram
os
nossos
primei
ros
vagidos, os
nossos
irmãos
que
com
nosco partilharam
os folgares
dos
tenros
annos, os
nossos
amigos
que
nos acom
panharam
nos
sorrisos
e
nos
prantos de
que é tecida a
tela
da
exislencia E
não
mais
os
oscularão
os
nossos
lábios,
não
mais
os
abraçarão
os nossos
braços,
não
mais
a
nossa mão apertará
as
suas!
Findou, pois,
lodo?!
Não!
Alii
j.iz
o
que
era
lerra,
cinza
e nada.
Mas
a
alma,
esse
raio
do
ceo,
volta
para
o
ceo,
e
ou está
pedindo
quer
com
nossas
orações
alhanemos
caminho
na
sua
viagem
á
eterna
Patria,
ou
de
la
exora
que
sobre
nós
desçam
as
bênçãos
do
Senhor.
Escutemos
aquelle
pedido,
ao
menos
nós
que
fomos
seus
amigos:
saltem
vos
amici
mei.
Oremos,
pois,
pelos
que
nos
precede
ram
na senda
da
Eternidade, para
que
ámanhã
orem
por
nós.
4
’
Hedacçãn
«So
aComaiereio
«lo
MiaiSiOD.
Londres,
13
de Outubro,
1878.
Lendo
agora
o
Commercio do
Alinho
n.°
845,
de
5
do
corrente,
que
chegou
tarde
hontem
á
noite,
n’
elle
encontro
as
mui
justas
observações
da
Redacção, á
suppressão
feita
pelo
Snr.
J.
Martins
de
Carvalho,
no
Conimbricense
n.°
824,
de
21
de
Setembro,
de
um
epitheto
que
eu
linha
applicado
a
D.
Pedro
Mindelio,
em
uma
carta
que
ao
jornal
dirigi,
que
o
muito
estimável
Redaclor inseriu
—
e
o
Commercio
do
Minho
copiou.
A
nota
do
meu
Amigo
Redaclor
do
Conimbricense
(e chamo-lhe amigo,
por
que
o
sou
d’elle,
apesar
dos
pesares,
e
quer
elle
o queira
quer
não,
’,
mostra
só
mente,
que
elle
não
tem
animo
de
vol
tar,
em
parte,
as
costas
a
si
mesmo,
ou
de
voltar
para
traz
no
caminho
errado.
E
todavia,
devia
encostar-se
áquellas
duas
moletas,
tão
saudaveis
e
providenciaes
em
semelhantes manqueiras,
e
ao
mesmo
tem
po
tão
honrosas e
louváveis, quando
se
usam
ambas,
a
saber;
—i.
a
Hnmanum
esl
errare;
2.3 Sapientis
esl
mutare
con-
silium.
—
Quer
dizer:
«O
homem,
porque
é homem,
póde
errar»;
mas
«se
tem
hon
ra
e juizo, vendo
que
vai
errado
volta
pa
ra
traz,
e
entra
no
caminho
direito»
—
ou
menos
torto.
O
meu
Amigo
(se não
quizer
lhe
cha
me
assim,
chamar
lhe-hei amigo
meu—
que
então
não
pode
remedial-o
nem
acudir-
lhe,
porque
não
tem
jurisdicção
na
minha
vontade)
tem
pejo
de se desdizer
clara
mente;
quando,
no
seu papel,
creio não
ha
dia
em
que,
de
facto,
se
não
desdi
ga,
mostrando
sem
cessar,
que
na
tal
mentira,
ou
systema
d
’eila, de
que
se
namorou,
não
ha senão impostura,
egoís
mo,
corrupção,
podridão,
palavrório
cho
cho,
e
ruma.
Vejamos porem
qual
é
a
palavra,
o
epitheto,
com que
eu mimoseava
aquelle
nobre,
e
consistente D.
Pedro—
que
até
veio
borrar
o
honrado
nome
ao
pobre
Rocio.
Chamei-o
infame
.
O
homem
que
mente,
uma
e
muitas
vezes,
solemnemente,
de
palavra
e
por
escripto,
a
seu proprio
pai e
Rei.
e
á
sua
Patria,
e
á
Europa, e
ao
mundo
in
teiro,
sem
verg
mha
alguma,
não
sei
como
possa
repudiar
o
epitheto
que
lhe appli-
quei.
^Mentiu
elle
ou não,
da maneira a
mais
explicita
e
solemne
n’
aquella
caria,
que
eu
consegui
fazer
publica,
e
que
a
íacção
dos
intrigantes
que
dominaram
D.
João
VI
nos
seus
últimos
annos,
tinha
supprimido
e
sepultado
no
silencio?
iNão
diz
elle alli
a
seu
pai,
e seu
Rei—ao
Rei de Portugal,
contra
quem
se
tinha
rebellado:
—
«Vossa
Magestade como
Rei
e
eu como
Imperador
estamos
em
guerra, devemos
sustentar
os
direitos
das
independentes
nações
de
que
somos
che
fes».
—
«De
Portugal
já
disse
a
V.
M.
que
não queria
nada»?
iNão
é
mentiroso
—
e
portanle
infame,
—
o
homem
que
engana
mesmo
o
Brazil;
que
tolamente
tinha
destruído
o
magni
fico,
incomparável Império
(em
proporções
que
se
teriam
desinvolvido
hoje)
de
Por
tugal,
Brazil
e
Algarves,
para
vir. á or
dem
da
Maçonaria
e
da revolução, ser
Imperador
da
Península
— que
foi
o
iim
com
que—
por uma
farça
de
revoução,
deixou
o
Brazil, e veio
á
Europa?
Não
me
esquece
que o amigo
meu,
Snr.
J.
M.
de
Carvalho,
me
contradisse
A87G-187S
Os
ottomanos
espantaram a
Europa
pelo
vigor
de
sua
resistência
em Silis-
tria,
em
Giurgevo,
em
Oltenitza,
em
Ka-
lafat; mas
bem
depressa
a
questão
se
tor
nou
outra,
porque
a
França, e a Ingla
terra,
ás
quaes
se
aggregou
o
Piemonte,
tomaram
a frente,
declarando guerra á
Rússia;
e
foram
sitiar
Sebaslopol.
Omittiremos
os
pormenores
d
’esla
guer
ra
bem
presente
na
memória
de
todos,
sendo de
todos
conhecido
que
terminou
pela
famoza
tomada
da
torre
de
Malakoff.
0
imperador
Nicolau
morreu
de
desespê-
ro,
e
seu
filho
Alexandre
concluiu,
em
1856,
com
os
alliados
o
tratado
de
paz,
em
Paris,
pelo
qual
restituiu
as
boccas
do
Danúbio,
e
se
obrigou
a
não
ter
vaso
algum
de
guerra
no
mar
Negro.
Este tra
tado
foi,
depois,
denunciado,
em
1870,
pelos
russos,
que,
durante
sete
annos,
trabalharam na
reconstrucção
da
sua
ar
mada
de
guerra.
Esta
succinta
revista
bastará
para
se
comprehender
que
papel
a
Rússia tem
desempenhado
no
enfraquecimento
da
Tur
quia.
E
’
o
ariete
que
jamais
cessou
de
bater
as
muralhas, que as
tem
arrasado
em
parte,
e
que
já
as
tem
abalado
até
á
raiz
dos
alicerces.
O
imperador
Alexan
dre
II
obedeceu
ás
tradicções
de seus
an
tepassados,
ordenando que
os seus
exer
cites
retomassem
o caminho
do
Danúbio.
1873
1870
Insurreição
da
Herzegovina
Tres
eram
as
causas
da
dissolução
do
império
ottomano:
a
ambição
da Rússia;
a persistência
de nacionalidades nos
po
vos
vencidos;
a
corrupção
administrativa,
de
que
derivava intolerável
tyrannia.
O
sentimento
da
nacionalidade
mantinha
e
alimentava
aos
clirislãós
os anhelos
da
independencia;
a
certeza
de
encontrarem
na
ambição russa
um
apoio
moral,
a
es
perança
de
um auxilio
material
apoucam,
a
seu
parecer,
os
perigos
de
uma
con
flagração
armada,
e
os excessos
do
des
potismo
musulmano
impelle os
á
revolta:
assim
o
confirma
um provérbio popular,
que ensina
que
os
grupos
revolucionários
não
teem agentes
mais activos e mais
ze
losos,
do
que
os
zapliés,
os
gendarmes
turcos.
Foi
sob
a
influencia
d
’
esta
tríplice
acção,
que rebentou
a
insurreicção
da
Herzegovina,
que
se
alastrou,
pouco
a
pouco,
até
o
Monlenegro
e
á
Serbia,
re
matando
na
guerra
turco-russa.
Nos
primeiros
dias
de
agosto,
alguns
bandos
de
insurreclos
surgiram
nos
su
búrbios
de
Stolalz,
angulo
da Herzegovina,
cujos
lados
são
traçados
pela
fronteira
do
Monlenegro,
ao
sul,
e
pela fronteira da
Áustria,
a
oeste.
Pouco
cazo
se
fez
d
’este
acontecimento,
em
principio.
Os
que,
apoz
os
desastres
da
França,
lobrigam
em
tudo
a
mão da
Allemanha,
accusaram
Bismark
de ter, sob
occullos
projectos
contra
a
França,
ideado
aquelle
movimento,
para
distrahir
a
atlenção da
Rússia.
O
gover
no
turco,
mal
avisado,
adormecido
na
sua
molesa
oriental, habituado á
desordem
chronica nas
suas
províncias,
não
se
me-
cheu.
As
reclamações
da
Herzegovina
eram,
então,
bem
modestas,
e
resumiam-se
a:
1.°
abandono
do
projecto
das
laxas
addiccio-
naes;—
2.°
diminuição
da
laxa
relativa ao
direito
de
criar
gado
lanígero;—3.°
aba
timento
do
preço da
remissão
dos
recru
tas;—
organisação
da
policia
com o
ele
mento indígena,
substituindo
o
elemento
turco.
Nada
lhe
concederam.
Provavelmente
nada mesmo
lhe
responderam.
Em
tres
semanas,
a
insurreição
lavrou
em
toda a
Herzegovina,
e
até
alcançou
a
Bosnia.
A
guerra,
alimentada
por
estas
tres
es-
pecies
de
odio:
—
odio
de
raça
entre
tur
cos
e
serbios,
—
odio
de
religião entre
chrislãos
e musulmanos,
—
odio
de
casta
entre
senhores
e
escravos—
a guerra
to
mou
o
aspecto
selvagem que, depois,
con
servou.
Incendiavam-se
as
povoações;
ma
tava-se
sem
compaixão;
mutilavam-se
os
prisioneiros.
A
Porta,
atterrada, sacudiu
o
torpor,
e
reuniu
vinte mil
homens.
No começo da
insurreição,
era
gente
de
mais para
a
suflocar;
mas,
agora,
ape
nas
bastava
para
combater
com
vantagem.
Póde
comparar-se,
o
paiz
insurrecto,
com
uma
iramensa
cidadella
defendida
pelas
multíplices
muralhas
de
suas
montanhas,
e
unicamente
accessivel
por
estreitos
des
filadeiros,
onde,
em
mil
logares,
meia du-
sia
de
homens póde
suster batalhões. A
agilidade
do
monlanhez
vale
mais,
ahi,
do
que
a
disciplina
do
soldado
regular,
e
a
arliíheria para
pouco
presta.
A
insurrei
ção
arcava,
pois,
com
as
tropas
de
Der-
visch-Pacha.
As
populações da
Serbia
e
do
Monte-
negro
são
irmãs
das
da Bosnia
e
da
Her
zegovina,
e
unidas
a
ellas
pela
mesma
fé
no
futuro
político
da sua raça e
pelo
mesmo
odio
por
tudo
que
é
musulmano.
Tornava-se
urgente
estorvar
lhe
o
desen
volvimento,
e
que
incendeassem
a
Turquia
inteira. O
melhor
expediente
a adoptar,
n
’
este
intuito,
era
fazer
parar
immediata-
meote
o
movimento. Os
cônsules
da Fran
ça,
Inglaterra,
Rússia,
Allemanha,
Áustria
e
Italia
transportaram-se
a
Mostar,
para
conferenciarem
com
os
chefes da
revolta,
para
ouvirem
suas
queixas,
e
para lhes
fazerem sentir
que,
se não
se
submetles-
sem
ás indicações
das
potências,
não
con
tassem
com
nenhum
auxilio da
Europa.
Os
cônsules erraram,
algum
tempo,
nas
montanhas,
sem
poderem
descobrir
os
insurgentes,
conferenciaram
com
alguns
de
seus
chefes,
e
mallograram
se
completa
mente
na
sua
missão.
No entanto, a
Porta,
que muito
re
ceava ver a
Europa
intervir
em
seus
ne
gócios
internos,
cuidava
em
remediar
a
gravidade
da
situação
por
um
firman,
de
12
de
dezembro, recheado
de
beflissimas
promessas.
O
poder judiciário
separava-se
do
poder
executivo;
os juizes
elegiam-se
por
suflragio;
os
impostos
seriam
unifor-
misados;
os
arbítrios
abolidos;
a
egualda-
de,
para sempre,
estabelecida entre
todos
os
súbditos
do
império turco.
Prestes,
este
império
se
apresentaria
o modelo dos
es
tados
civilisados,
ainda
que
não
realisas-
se
senão
a
quarta
parte
das
reformas
pro-
metlidas.
(Continua)
gue
ao
poder
liberal, e
mormente
ao
po
der
liberal regenerador
?
0
paiz
insurgiu-se
em
1846
contra
os
despotismos
de
um
valido
da
dynastia,
que
a
diplomacia,
e
a
força
de
tres
po
derosas
nações
impozeram
á
nação
fide
líssima;
e
se
não
fôra
o
exercito
caste
lhano,
e
as
esquadras
da
Inglaterra,
e
de
Luiz
Fiiippe,
a
nação
portugueza
teria,
certamenle,
repellido
a
intrusão,
e
cha-
.
mado
ao
throno
de D. João
I
o principe
querido
perdidamente
do
nosso
povo.
Mas,
se Costa
Cabral,
hoje marquez
de
Thomar,
por
obra
e
graça
do
snr.
Antonio
Rodrigues
Sampaio,
ministro
do
augusto
filho
da
princeza,
a
quem
o
actual
secretario d
’eslado
galardoou
com
o
titulo
de
tolerada,
esmagou
o
povo
com
a
massa
das suas
arbitrariedades,
o
actual
valido
do
snr.
D.
Luiz
deita
muito a
barra
adiante
ao
valido
de
1846;
dil-o
a
opinião
publica.
Illude-se ?
Os
factos respondem negativamente.
A
imprensa
de todas
as
fraeções
op-
posicionistas
iiberaes
grita
aqui-d
’el-rei
contra
a
actualidade,
e
embora
todas
te
nham
muitas
culpas
no
cartorio,
não
é.
por
certo, injusta quando
faz
côro com
a
quasi
totalidade
de
Lisboa,
e
do resto
do
paiz
nas suas
queixas
contra
o
modo
como
o governo
vae
empurrando
o
pobre
povo
portuguez
para
o
abysmo
da
sua
anniquillação.
E
de
feito, são
tantos
os
actos
dele-
terios
do
ministério,
que foi
elevado
ao
poder
pelo simples
quero,
posso e
mando
do
augusto
principe.
que
occupa
o
thro
no,
que
só
o
espirito
mais obsecado,
mais
faccioso
póde
defender
a
política
da
si
tuação.
Lastimam
que
estejamos
n’
uma
epocha
de
dilapidações
escandalosissimas;
lastimam
que
vivamos
em
dias
de
uma
corrupção
política
incrível;
lastimam
que o
pudor
ande
em completo
divorcio
das
mais
altas
regiões;
lastimam
que
no
paiz
se
conserve
no
throno
quem
tem
olhos
e
não
vê,
ouvidos
e
não
ouve,
coração
e
não
sente
deante
dos
clamores
geraes
contra
om
governo,
que
não
pára
nunca
no
caminho
do
esbanjamento,
que não recua
nunca
na vereda
do
colossal
augmenlo
do
im-
poàto
improductivo, que não
hesita
quan
do
o
desejo
de
conservar
o
poder
lhe
segreda
que
faz
mister
atropellar
as leis,
zombar
dos
conselhos
de
prudência,
arros
tar
com
qualquer
diííiculdade.
que
tenda
a
impedir-lhe
o
passo
em
seu
caminhar
continuo
pela
estrada
do
abuso,
e
do es
cândalo;
mas
que importa
ao
governo
a
grila
do povo,
que
lhe
importa
sophismar
o systema,
que
lhe
irnporta
que
a
ver
dadeira
opinião publica
se
revolte
contra
a
protecção,
que
está
dando á causa
da
irreligiosidade,
e
da devassidão, que
ahi
campeia
infrene
por
lodo
reino?
Não
vistes
a
ultima
eleição
da
camara
baixa
?
No concelho
de
Belem
venceu
o go
verno;
mas
venceu
com
a
arma
do
su
borno,
da
promessa,
da
compra
de
algu
mas
centenas
de
miseráveis
fartos
de
fo
me,
e
pobrissimos
de illustração.
0
governo,
todavia, foi
vencido
logo
depois
pela
opposição n
’aquelle
concelho,
sendo
annullada
a
eleição
de
seu
candi
dato, a
mais
genuina expressão
das mui
tas
libras,
que
o
poder
foi
buscar
á
bolsa
do
povo para
comprar
os
qoe
pôde
arre
matar
no
indecente
leilão
de
consciências,
a que
o paiz assistiu
no dia
13
d
’
outubro.
E
como
no
concelho
de
Belem,
em
toda
a parle houve
decerto
iguaes,
se
não
mais
revoltantes
violências.
E
o
resultado sabe-o
a
nação.
0
governo
terá
na
camara
superabun •
dancia
de
votos
propicios
a
lodos
os
seus
projectos
infestos
á
causa
do
paiz,
mas.
se
o
paiz.
não
degenerou
de lodo,
tomará,
talvez
mais
breve
do
que
a
situação pensa,
miúdas
contas
aos
protegidos
da
dynastia.
Não vos
tenho
dado
novidades,
porque
tudo
quanto
venho
de
escrever
é
ja ha
muito
do
dorainio
do
publico;
entendi,
porém,
exarar
aqui
as
verdades
inconcus
sas,
que
lestes,
porque
me
parece
que
o
sudário
ascoroso
do
que
se
tem
passado,
e
se
está
passando
na
capital
do
reino
fidelíssimo,
e
nas
províncias,
deve
con
servar-se
constantemente
desenrolado, pa
ra
que
os crédulos, embora
relalivamenle
raros
já,
se
desilludam, e se
acerquem
da
bandeira
da
patria,
e
todos
concorram
para
a
regeneração d’
ella.
já
o que
acabo
de
affirmar.
mas
cora
uma
resposta
que
nada
colhe
—
que
elle
D.
Pedro,
ao
passar
pelos Açores,
sau-
dára
a
«Regencia»
da
Terceira,
ou
cousa
assim;—
quando
eu
sei
do
facto
e negocio
positivamente
e
authenticamente.
E
não
me
venham
com
a
coarctada do
tu
quoque,
allegando
talvez,
que
El-Rei
D.
Miguel enganara também,
«vindo
pa
ra
Portugal
como
Regente, e
fazendo-se
Rei».
Pois
que
em
Vieona
protestou
por
seus
direitos,
e entregou
o
Protesto,
que
formalizara
M.
Uiilseman
—
Protesto
origi
nal
que
eu
vi;
e
se
encobriu
e
escondeu,
e
negou,
por artes e influencias
do
Mar-
quez
de
Rezende,
então
Ministro
de
D.
Pedro
em
Vienna, de combinação
com
o
de
Inglaterra.
Pelas
mesanas
influencias
pérfidas,
foi
o
Snr.
D.
Miguel impedido
de
vir
irn-
mediatamenle
para
Portugal,
quando
mor
reu
D.
João
VI;
recebendo
elle,
primei
ro
que
ninguém,
a
noticia
da morte
de
seu
Pai,
por um
expresso
que
lhe
des
pachou
de
Paris
Francisco
d
’
Alpuim
de
Menezes,
á
sua
própria
custa,
e
ganhan
do
horas.
Mas
Rezende,
e
a
Diplomacia
Ingleza,
Austríaca, e
também
Franceza
(embriagada
pouco
antes
por
Canning),
não
deixáram
que
o
Principe
sahisse se
não
quando tinham
bem preparado
as
cousas,
e persuadido-lhe
que
era
inútil
pertender
elle
direitos
quer
os
tivesse
quer
não;
pois
em Portugal
ninguém
o
queria
senão
como Marido
de
D.
Maria,
Rei
con
stitucional
da
Carta,
etc., etc.
Representáram-lhe
tudo
ás
avessas
da
verdade;
mandáram-lhe argumentar
com
elle
um
debil
conselheiro
político,
Ghenlz,
para
convencel-o que
não
tinha
direito
seu
pessoal
á corôa,
etc.
Não
deixaram
que
falasse
ao Princi
pe pessoa
alguma
que
podesse
adver-
til-o
ou
aconselhal-o
em
contrario,
dos
objectos
da
intriga,
manejada pelo Mar-
quez de Rezende,
pelos Inglezes,
e ulli-
mamente
pelo Conde
de
Villa
Real
lam
bem;
que.
chegando
aqui,
nomeado
pela
Regente
D
Izabel
Maria,
para
substituir
Palmelia,
que
cá
eslava;
este
não
fez
caso
do
decreto e
ordem
da
Regente,
e
mandou
elle
o
Conde
(que
vinha
para
lhe succeder)
a Vienna,
aíim
de
acom
panhar.
espionar,
e
vigiar o Principe;
para
que
não
escapasse,
talvez,
e fosse
por
Hispanha,
visse
suas
Irmãs
ali,
e
algum
Portugnez
que
lhe
podesse di
zer
o
estado
das cousas e
da
opinião
em Portugal,
e
como
a
grande
maioria
nacional,
o
povo todo,
menos
a
pedrei-
rada,
o
queriam
como
Rei segundo
a
Lei
Fundamental e
constituição
do
Reino;
e
não
segundo
a
Carta
espúria,
pedreira,
e
tola.
Infelizmente, contribui eu
proprio
não
pouco
para
todas
estas
precauções;
e
quem
lêr
os
celebres
Protocollos de
Vien
na
relativos
á
sahida
e
jornada
do
Snr.
D.
Miguel,
encontrará
mensão,
bem
que
não
nominal,
desta
minha
contribuição
involuntária, para
se
impedir
mais
e
mais,
l.°
que
o
Snr.
D.
Miguel
fosse
por His
panha;
2.° que
se
deixasse
falar
com
Por-
luguez nenhum
Legitimista, antes
que
viesse
a
Londres,
e
aqui
tratassem,
co
mo
traláram,
mais e
mais de
prendel-o,
e
persuadil-o.
de
que
em
Portugal nin
guém
o
queria
senão
como
Principe ma
ndo
de
D.
Maria
da
Gloria,
etc.
Eis
aqui,
como
eu
fui
instrumento
(e
victima também)
d
estas
precauções:
—
Ao
chegar
a
Madrid,
depois d
’
aquella
excursão
que fiz
desde
Galiza a
Lisboa
(entrando
por
Vinhaes,
vindo
a Miran-
della,
a
Sernancelhe. a
Coimbra, a
Lei
ria,
etc.);
falando
á
Imperatriz
e Rainha;
recebendo
recados
e
avisos
d'Ella,
escri-
ptos
de
Sua
lettra
(que
ainda
possuo),
para
dar
ao
Snr.
D.
Miguel,
se
o
visse
—
pois tencionava
se
podesse,
ir
a
Vienna
informal-o
do
verdadeiro
estado
da
opi
nião
e
circumslancias
no
Reino;
fui,
como
costumava
hospedar-me
a
casa
de
Joa
quim Severino
Gomes.
E’ sabido,
que
elle
era
então
o
Confidente
e
Ministro
da
Princeza
da Beira,
para as
nossas
cou
sas,
que Ella então
dirigia,
em
nome
e
no
interesse
de
seu
Irmão.
Severino,
que
est.va
muito
em
rela
ções
com
o
Ministro
Austríaco,
o
Conde
Brunelti
—
que se
affectava
legitimista,
e
talvez
o
era,
mas servia
o
seu
Gover
no,
—
dizendo-lhe
Severino,
qne
me
esla
va
esperando.
da-Granja,
onde
eu tinha
chegado
depois
da
minha excursão
a
Lis
boa;
desejou
muito
vèr-me
quando
che
gasse,
para saber
do estado
do
Rein
».
Fui,
pois,
vêl-o,
segundo
Severino
me
recommenfou,
e exactamente
o
infor
mei
de
tudo,
e
parti
para
França,
com
tenção de
ir
a
Vienna.
Brunetti
referia
para Vienna,
como
se
vê dos
protocolos;
dos
quaes
eu
logo
vi
que
era
a
minha
relação.
E
á
vista
,d’
ella,
insistiram
os
Protocolleiros, em
que
de
modo
nenhum
o Principe
fosse
por
Hispanha,
ou chegasse
a
Portugal
sem
se
lhe
alarem
bem
as
mãos
na In
glaterra.
Vim
a
Pariz,
munido
de
um
Docu
mento
(que
possuo)
como
Criado
ao
Ser
viço
da
Princeza,
e
assim
debaixo
da
protecção
e
auctoridade
do
Embaixador
de
Hispanha,
o
duque
de
S. Círios;
que,
já
se
sabe,
me
recebeu
e
tratou
muito
bem.
Sabendo eu então
que
nos
Estados
Austríacos
se
não
deixava
entrar
Portu-
guez
algum
que
não
trouxesse
passapor
te
do-Governo
de Lisboa:
e tendo
He-
liodoro
Jacintho
d
’
Araujo
Carneiro,
ten
tado
e
conseguido
entrar;
mas
sendo
expulso
logo
(assim
que
perceberam
que
não
era Pedrisla),
sem
poder
vêr
ou
fa
lar
ao
Principe;
não
pensei
mais
eu em
ir
até
Vienna.
mas
em
ir
postar-me
na
fronteira
de Baviera,
e
tratar
de
dar
o
meu
recado
logo
que
S.
A.
R.
sahisse
dos
domínios Imperiais
Pedi,
pois,
passaporte
ao
Duque
de
S.
Carlos, que
m’o
deu,
já
se
sabe,
com
todas
as
formalidades;
e
preparava-me
a
partir
para
Allemanha,
approximando-se
o
tempo
em
que o
Principe
devia
sahir.
Por
não
estender
mais
este
incidente,
direi
só,
que
um
official de
policia
veio
ao
meu
hotel,
e
deu-me
uma
carta
olfi-
cial.
convidando
me a
ir
a casa
do
Che
fe
supremo da
Policia.
Fui.
e
recebi
or
dem
de
partir
immediala
e forçadamen-
te
para
a
cidade
de
Tours;
onde
fui
guar
dado
sem
de
lá poder
sahir
até
que
lá
chegou
a
noticia
de que
o
Principe
es
tava
já
em
Londres—
e
ainda
assim,
foi
preciso
que
o
Prefeito
mandasse,
como
mandou,
pelo
telegrapho, pedir
licença
a
Paris
para
me
dar
passaporte,
e
poder
eu
deixar
a Turena. A
requisição
para
assim
me
tirarem
do
caminho
do
Prin
cipe,
e
da
possibilidade
de
vêl
o,
e
dar-
he
conta
do
estado da opinião
e
dese-
os
do
Reino,
foi
requerida
pelo
Embai
xador
Inglez
então
em
Paris,
Lord
Gran-
ville,
pai
do
presente Lord Granville, que
foi alli
Ministro
dos
Negocios
Estrangei
ros
no
Ministério
Gladston.
Não
posso
falar
de
D.
Pedro
sem
irofundo
rancor,
como
Portuguez,
vendo
a
minha Patria
no
fundo
absolutamente
da escala das
Potências
da
Europa;
ven
do
destruído
por
elle
o mais
bello,
e
rico
Império
qne
a
Natureza
creou
—
isto
é,
que
a
Providencia nos
offerecia
a des
envolver
e
cultivar;
e
peior
que tudo
isso,
vendo
o Reino
moralmente
degradado
a
um
tal
ponto
de
ridículo
e
de
incapaci
dade
presumpçosa, que
mette nojo.
Por
exemplo:
Acabo
de
olhar
para
o
n.°
251,
de
6
de Outubro, do
Commer-
cio
de
Porto,
qne
um
Amigo
me
remetleu
—
supponlío
que
para
eu
vêr
um
artigo
que ali
marcou
a
pessoa,
dando
no
ticia
do
nascimento
de um
Nepto
do
Snr.
D.
Miguel,
que
Deus
haja;
e
deparo
lo
go,
n
’
uma
correspondência
de
Madrid,
sem
data
—
e
assignada
só
com
um B,
(que
traduzirei
Basbaque),
com a seguin
te
tolice
pelo
oráculo
vomitada
muito
enlonado,
falando
dos
procedimentos
do
Governo
ou
Ministério
actual ali:
—
«Porém
o que
mais
clama,
por
ser
«indigno
de
um
povo
livre
esta
vassalla-
«gem
ominosa,
é
o
empenho
que
tem
o
«actual
governo
de nos
fazer retrogra-
«dar
para
os
tempos
de
Carlos
II, o
«enfeitiçado,
restabelecendo
por
toda
apar
ate
congregações de
frades,
protesto
vivo
«contra
a
civitisaçãoi
(muito
asno
é
o
tal
correspondente!)
xd
’
esle século,
em-
«quanto estám
banidos
das
suas
cadeiras
«docentes
insignes
mestres de
sciencia
e
«saber,
e
se
perseguem
as
ligas
contri-
«buintes
»
;Ora viva
este
Doutor
da
«civilisação
d
’este
século!»
—
Com
que
a
Inglaterra,
a
França,
os
Eslados-Lnidos,
onde se
estám
erigindo
e
povoando
centos
de conven
tos
de
frades
e
freiras,
e
congregações
religiosas;
a
Bélgica,
onde
tantos
existem,
estám
renunciando
á
civilisação
d’esle
sé
culo!
jMuito
animal
presumpçoso
come
o
pão
de Deus, devendo
comer
cardos
e
palha!
^Quem
será
o
tal
BI
A.
R.
SAKAIVA.
Insboa,
86
íi osittibríi
figçg.
(Do
nosso
correspondente).
Quereis
novas
de
Lisboa
?
Que
vos direi eu
d
’
esta
capital
entre
A.
GAZETILHA
Confereneia
«le
S. Vieente
de
Paulo.—
Esta caritativa
e
piedosa
associa
ção,
de
que
é
presidente o
exrn.0
snr.
dr.
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres,
deliberou
n
’
uma
das
suas
ultimas
reuniões
que,
por
toda
esta semana
que
corre,
se
fizesse
pelas
casas
dos
habitantes
d
’
es-
ta
cidade
um
peditório
de
roupa usada,
para
assim poder
valer
também,
emquan-
to
ao agasalho
do corpo,
aos
innumeros
indigentes
que
pela
mesma
são
soccorri-
dos.
Não
podemos
deixar
de
chamar
para
isto a
altenção
de todos
os
nossos
lei
tores,
pedindo-lhes
que
se
dignem
co
roar
do
mais feliz
resultado
a nobre
e
christã
deliberação
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo.
E’
mister
que
notem
bem
todos
aquel
les
a
quem chegar
o
conhecimento
«Tes
ta noticia,
que
a
Conferencia
não
pede
roupa
boa,
nem
em
meio
uso,
nem
ou
tra
qualquer
que ainda
possa
ter
alguma
utilidade
para
seu dono:
ella
pede apenas
aquella
roupa,
que ordinariamente
se
des
preza
e
leva
mau
destino,
qualquer
que
seja o seu
estado:
n
’
uma palavra, ella quer
o
trapo
que
cobre
a
nu«dez
e
agazalha a
miséria,
com
o
qual
possa
cumprir
uma
das obras
de misericórdia:
pois
no
cum
primento
d
’
ellas
está
a
sua
sublime
mis
são.
E
’
de
esperar
da
benevola
e
caritativa
indole
dos
habitantes
d’
esta cidade
eoii-
nentemente
catholica,
que corresponda
ao
pedido
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo,
pedido
que
é
sempre
feito
ha
deze-
nove
séculos
em
nome
do
proprio
Jesus
Christo,
que
deixou
escripto
no
Evange
lho
que
todas
as
vezes que
vestíssemos
a
nudez,
fizéssemos
de
conta
que
a
Elle
proprio
vestíamos.
(S.
Matheus, cap.
25,
v.
34 e
seguintes)
Terminamos
chamando
a
attenção
dos
snrs.
socios
para o annuncio
que
vae
na
secção
competente,
do
qual
se
vê
que
a
Conferencia
continúa
celebrando
as suas
reuniões na
casa
do
Passadiço, da
rua
de S. João,
d
’
esta
cidade,
ás
6
1/2
pre
cisas
da
tarde,
todos
os
domingos.
Correapondeneia
de
Iiiabon.
—
Começámos
hoje
a
publicar
correspondên
cias
de
Lisboa,
com
que
regularmenle
abri-
hantará as
columnas
do
nosso
modesto
ornai
um
cavalheiro
notabilíssimo
por to
dos
os tiiulos.
Envidando,
como
envidaremos,
todos
os
esforços
para
tornar
mais
variado e
at-
trahenle
este
periodico,
esperamos
que
nos
corresponda
condignamente
a
coadju-
vação dos nossos
assignantes.
Ao
nosso illustradissimo
corresponden
te
da
capitai
mil
agradecimentos
em
nosso
nome
e
no
dos
leitores.
O
Pardíd®
do
Povo.
—
Tal
é
0
ti
tulo
d’
uma
miséria
jornalística,
que
vê
a
uz
publica
na
nossa
Lusa
Athenas.
Temos
por varias vezes
passado
os
olhos
por
essa
folha
soi-disanl
republi
cana,
e
na verdade,
confessamos que
nun
ca
nos
veio
á
mão
papel
algum
do libe
ralismo
tão
caracterisado
pela
estupidez,
e
pela
blasphemia
mais boçal.
No
seu
artigo
directivo,
do
n.°
52,
sobre
o
partido republicano, veem
períodos
como
este:
»E
’
indispensável
o
estabelecimento
da
Republica,
porque
só
ella,
nos
poderá
dar
o
reconhecimento
das
leis
naturaes
e
espontâneas
particulares
ao
homem
e
á
sociedade,
applicadas
por
poderes
de
um
caracter
exclusivamente
humano,
respon
sável
e
não
podendo obrar
senão
no
in
teresse
publico
e tirando
toda
a
sua força
e
recebendo
a
sua legitimidade
da
sua
sciencia
e
do seu
trabalho
produclor».
Enlendem-n
’
o?
Parece-nos
qne no
relinchar
d
’
um
ca-
vallo
ou no
ornear
d’
um burro, ha mais
alguma
cousa
de
natural,
de
logico
e
de
bom
senso.
0
resto afina
pelo mesmo
diapasão.
Poderá
ser
que principiando
a
lêr
de
baixo
na
escala
muzical
ascendente, se
en
tenda
melhor
o
que
elle
quer dizer.
Vejamos:
«Produclor
trabalho
seu
do
e
sciencia
sua
da
legitimidade
sua
a
recebendo
e
força
sua
a
toda
tirando
e
publico
inte
resse
no
senão
obrar
podendo
não
e
res-
ponsavel
humano,
exclusivanaente caracter
um
de
poderes
por
applicadas
sociedade,
á
e
homem ao
particulares
espontâneas
e
naturaes
leis
das
reconhecimento
o
dar
Unamos-nos, pois,
lodosos homens
de,
_______
coração,
e
de
boa
vontade,
que
os
ha,'poderá
nos
ella só
porque
Republica,
da
sem
duvida,
em
todos os
campos,
e
o
,
estabelecimento
o
indispensável
é.»
paiz
será
salvo.
___
r
_____
i
é.»
Não
ha
que
vêr;
a
somma
é
igual
a
mesma
asneira
de
cima.
Nem
póde
dei-
ar
de
ser
assim,
porque é
um princi
pio
de
mathematica
que
o numero
total
as
unidades
é
sempre
o
mesmo,
qual
quer
que
seja a
ordem
porque
ellas
se
juntem.
Talvez
que
no
estylo
d
’
esse
artigo,
mais
nebuloso e inintelligivel
que
o
da
philosophia
allemã
de
Hegel ou Shelling,
esteja
occulto
algum
anagramma,
de
cuja
combinação
de
feltras
se
possam
tirar
grandes
verdades;
mas
se
assim
fór,
não
podemos
ter
agora
a
pachorra
de
adivi
nhar
a
charada.
D’
hoje em
diante teremos
de apresen
tar
aos
nossos
leitores,
por desfastio, al
gumas
d
’
estas
bellezas
do
tal
partido
do
povo,
para
que
fique
bera
provado que
os
pretendidos
reformadores
da
sociedade
não
passam,
em
ultimada
analyse,
d
’um
ban
do
de
criminosos,
que
ha
muito
tempo
deveriam
trazer grilheta ao
pé,
assim
co
mo
d
’uma
sucia
de tolos
que
ha
muito
deveriam
ser
removidos
das
cadeiras
da
Universidade,
e
d’outros
logares
pingues,
para
Rilbafolles.
Fiquem
desde
já
sabendo
os leitores
que
o
tal
artigo
de
fundo,
sem
fundo,
é
firmado
pelas iniciaes E.
G., que
nós
traduziríamos
por
Emigdio
Garcia,
por
ver
mos
que no frontispício
do
jornal
vem
escripto:
Bedaclor
principal
—
M.
Emigdio
Garcia.
Este
cidadão
republicano é
lente
na
Universidade
de Coimbra.
Temos
de
falLr,
cidadão.
Eis
como
está
a
nossa
universidade
«nica
!
Sic
ilur ad
aslra!
Missíío
®m
EBasto.
—
Publicamos
ho
je um
escripto que
sobre esta
missão
nos
enviou
o
revm.
0
parocho.
Sempre
acolheremos
com
verdadeiro
jubilo
as
communicações
que
a esse
res
peito
nos
enviarem.
Sabemos,
por
um
lado,
que
os
fructos
das
missões
são
immensos,
incalculáveis
e
efficacissimos
na
vinha
do
Senhor.
Com-
provam-n
’
o
milhões
de
factos,
ainda
mes
mo
quando
por
effeito
d
’algumas cir
cumstancias
succeda
ellas
não
se
fazerem
com
toda
aquella
elevação
e
dignidade
que
convém aos
que
as
fazem,
e
ádou-^
trina
de
que
devem
ser
apostolos.
Mas
para
um
homem
sensato
se
con
vencer
do
que
levamos
dito,
se
é
que
sobre
isso póde
abrigar
duvidas,
basta
qut
observe
a
guerra
crua
e obstinada
qut
lhes
movem
os impios
e
os indifferentes
Sabemos
ainda,
por
outro
lado, e
d
’
iss
temos
inequívocos
testimunhos,
que
r»
numero
dos
obstáculos
que
os
missiont-
rios
sempre
tem
encontrado
na sená
toda agreste e
espinhosa
que
trilhan,
defrontam
não
poucas
vezes
em
prima
ra
linha
com os
proprios
parochos,
á-
guns
dos
quaes,
ou
por
indifferença re
ligiosa,
ou
por
viverem
escandalosamer-
te,
ou
por
effeito
de
funestos
precon
ceitos
tem
empenhado
lucta
accerrima
con
os
missionários,
mais accerrima
ainda
dc
que
a
empenharia
um
pastor
zeloso
con
lra
a
heresia
ou
scisma
que
tentasse
in
troduzir-se
no
seu
rebanho.
D
’
alguns
sabemos
até
que
tem
chega
do
a
calumniar
e
a
denegrir
atrozmenle
a
reputação
e o
procedimento
d
’
estes in-
cançaveis
e
desinteressados obreiros,
tor
nando
os
malquistos
e
aborrecidos
aos
seus
proprios
prelados,
o
que
a
ninguém
pó
de
admirar,
aitento
o
poder
e
a
influen
cia
do peccado
habitual
no
pastor
d
’
al-
mas.
D
’
ahi
deriva,
no
nosso
humilde
modo
de
vêr,
uma
certa
má
vontade,
aliás
inintencional,
da
parle
de
alguns
prelados,
para
as
missões,
a
ponto
de
que
ellas
jazem
n
’
uma
lastimosa
e
funesta
apalhia
no
nosso
paiz.
Sobre
este
assumpto
promettemos
que
havemos
de
voltar
á
carga,
porque
o
consideramos
digno
da mais
séria
atten-
ção
d
’
um
periodico
que
milita
no
exerci
to
do
catholicismo,
e
pedimos
também
aos
nossos
collegas
juntem
os seus
aos
nos
sos
brados.
Por
hoje limitamo-nos
a
declarar
que
nos
regosijamos
muito
em registrar o
fa
cto
que
o
revm.0
parocho
de
Celorico
de
Basto
nos
comrnunica,
facto
que
muito
o
honra
e
que
serve
também
de
conso
lação
a
todos
os
verdadeiros
eatholicos.
1
de
deaembrn.—
A
commis-
são
académica que
promove
ruidosos
fes
tejos
para
commemorar
o anniversario
da
nossa
restauração,
é
assim
composta:
Presidente,
Avelino
Teixeira
P.
Ma
griço.
Vice-presidenle,
Lima.
Secretários,
A.
Felicio
e
Narciso
Re
bello.
Thesoureiro,
Coutinho.
Vogaes:
—Bernardo
Lobo.
Soares
Leite,
Gonçalves
de
irros,
José
Rebello,
Adria
no
A.
de
Fias,
Avelino
J.
de
Meirel-
les,
João
Caeiro,
José
Catnillo,
Peixoto
Braga,
Anto»
José
Pereira,
José
Maria
de
Figueired
Rodrigues
Lima, Julio
Bra
ga,
Pimentsle
Castro, Soares Bastos
e
Queiroz.
—
Na
C
íxsu
de
Saude,
estabelecidaia
rua
de
S.
João, d
esta
cidade,
for: operados
de
catarata,
n
’
esta
semana,
dr
doentes, um
de
Louzada,
ou
tro
de
BatHos,
correndo
as
duas
opera
ções
com
felicidade
a
que
estão
habitua
dos
os
fen
dos
snrs.
Alves
Passos,
pae
e
filho,
mbos
os
operados
estão
em
tratamente
sahirão
curados
antes
de
fin
dar
a
1.
quinzena
de
novembro.
Outi
<
*
peraç5<».
—
Foi
também
ope
rado
naerça-feira na
mesma
Casa
de
Saude rpelos
mesmos
operadores
um
brazileirde
Lago,
que ha
muito
padecia
de enferidade dolorosa e incommoda, e
de quebrevemente
sahirá
radicalmente
curado.
Caquege
—
Teem
sido concorridissi-
mas
«as
praticas doutrinaes que,
por
iniciata
da
Associação
Catholica,
cidade
se
tem
feito
na
egreja
do
pitai
J
S.
Marcos.
Os
fieis,
d
’
um
tro
sto,
ávidos
das
licções,
nas
mas
hristãs,
augmentam
cada
vez
para
prenderem
a
sã
doutrina
do
no
Mire.
De
domingo
para
domingo
se
vê
ultiplicar,
como
por
encanto,
os
dis-
cipuis
d
’
aquella
escola.
Oxalá
a
Provi-
deno
anime
estes
crentes,
e
o
Espirito
Divio
fecunde
com
a
Graça
Celeste
a
semite
evangélica
alli
profnsamente es-
pallda
pelo
incansável
e
zeloso
operário
da
inha
do
Senhor.
Na
verdade,
o
revd.mo
sm
padre
Domingos
Pereira
d’
Albuquer-
qu,
é
infatigável
no
desempenho da mis-
sã
de
que
está
incumbido.
Como cate-
qista
sabe
callar
no
coração
do
ouvinte,
aloutrina
do
Nosso
Salvador,
de
tal modo
de
muitas
vezes
chega
a
mover
cora-
ães ainda os
mais
obstinados:
a
exposi-
ào da matéria
e
os exemplos
apropria-
los que
escolhe
para
o
assumpto,
tudo,
tido
concorre
para o
fim
a
que
se
destina.
Elle
tem
a
gloria
de
vêr
o
templo,
em
que
faz
as
catequeses,
í
_ ‘
fieis,
que, atlenciosamente
e
surprehendenle,
escutam
de
as
explicações
singelas
mas
mais
puras
verdades.
Ao
virtuoso
e
exemplar
snr.
João
Antonio
Velioso,
se
deve lam
bem
o
explendor que
tem
animado
a
es
cola
de
Christo
a
que
nos
referimos.
An
tes
da
pratica,
reza-se o
terço de
Nossa
Senhora,
acompanhado
a
orgão
e
no
fim
da
catequese
termina com
os
lindos
ver
sos
á
Virgem
da
Conceição,
egualmente
acompanhados
com
a
bem conhecida
mu
sica da—Virgem
pura
etc.
O
snr.
padre
Velioso
presta-se
a
este
trabalho
da
me
lhor
vontade,
pois
que
reconhece
ser
em
honra
de
Deus
e
de
Sua
Santíssima
Mãe
a
rainha
dos
ceus e da
terra.
d
’
esta
Hos-
e-
ou-
maxi-
mais,
Divi-
regorgitando
de
d’una
modo
seus
lábios
sinceras
das
sacerdote,
o
de
os
Hnrribíle
dietul...
—
Segundo
licias
recebidas
da
Nova
Zelandia,
os
digenas
dos
bosques
agarraram
cinco
mis
sionários que iam
prégar-lhes
o
evange
lho, e malaram-os,
comendo-os depois
n
’
um banquete
que
deram
em
honra
dos
seus
deuses.
Oh!
padres
de
abnegação
sobre
hu
mana
!
E
ainda
ha
quem
vos
não
respeite!
quem
vos
mova
guerra
! !!
Insensatos!
.......
—(C.)
Para eonJieeimenfi»
dos
profa
nes.
— Lemos
no
«Boletim
do grande
Oriente
do
Brazil»:
«Entre
varias propostas submettidas
á
apreciação
do
Gr.’
.
de
Or.-.
de
França,
durante
o
primeiro
semestre
do
corrente
anno,
por
differentes LLojj.
’. e Maç.
’
.
en
contramos
as
seguintes:
1.
a
Reforma
dos.rituaes
em harmonia
com
a
epoca
actual
e
a
sciencia,
tornando-
os
uniformes.
2. a
Admissão
das
esposas,
irmãs
e
fi
lhas dos iniciados
nos
banquetes
maçó
nicos,
como
meio elficaz
de propaganda
(e
de
.acabar
de
destruir
a
sociedade.
Pois
não)
!
3.
a
Exigir
do
prof.’.
que
tem
iniciado
uma declaração
conforme
doutrinaes
da
Ord.
’
.
4.
‘
tuaes
prescrevem
(estes,
os
que se põem o
avental
agradeçam).
5.
a
Circulação
Abolição dos
brindes
que
ao
Chefe do
no-
in-
de
as
ser
leis
ri-
os
Estado
que
lho
especial
de
um
tronco
destinado ao
ensino
pnbiico.
6. a
Fundação
de
um monte-pio
maçó
nico.
7.
a
Prohibição de ingresso
n
’uma
Offic.
’
.
com
insígnia
de
gr.’
. superior
ao
que
ella
confere.
8.
a
Abolição
dos
altos
graos.
9.
a
Prohibição
aos
Wen.
’. de
serem
Rep.
’
.
natos
de
suas
respectivas
LLoj.-.
10. a
Expulsão
da Ord.’.
do
Maç.
’
.
duellista
que
tenha
servido
o
de
testemu
nha
em
um duello
11.
a
Abolição
das
provas
physicas.
822.a Abolição
de
formula:
A
’ Gl.'.
do
Gr.'.
Arch.
’
.
do
Un.'.
13.
Abolição
da pergunta:
O que
deve
o homem
a
Deus
?
*
14.
a
Communicação
aos
AAp.
’
.
do
si-
gnal
de
soccorro
dos
MMest.
’
.
15. a
Dispensa
das
provas
physicas con
forme
o caracter
do
Recip.
’.
16. a
Fundação
de
um
cassino
onde
se
congreguem
os MM.
’
.
17. a
Communicação
antecipada
dos
dias
das
sessões
das
Altas Oflfi.
’
.
18.
a
Abolição
da
declaração
de
que
a
Maçon.-.
tem
por
base
a existência de Deus
e
a
immortalidade
da
alma.
19.
a
Prohibição
de
serem
os Monarchas
iniciados.
20.
a
Concessão
aos
AAp.-
.
do
direito
voto desde
o dia
de
sua iniciação.
21. a
Não
poderem
ser
eleitos
se
não
MMest.
’
.
22. a
Que
o
gr.-.
de
Mest.'.
só possa
ser
concedido
pelos
MMest.
’
.
23. a
Independencia
das
corporações
maçónicas.
Já
veem
os profanos
ern que
se
ci
fra
o catholicismo
da
maçonaria,
que
não
quer
saber
da
existência
de Deus,
da
im-
mortalidade
da alma e mandou passear
o
Supremo
Pedreiro
do
Universo
!
Para
nós
nunca
foi
isto
uma
novidade,
e
se
aqui reproduzimos
a
proposta
é
sim
plesmente
para
conhecimento
e
governo
dos
simples
que
se
deixam levar
pelo
canto
da
sereia.
A
maçonaria
é inimiga
de
Deus.
A
sua
philantrophia não é
a
caridade
chris-
lã,
é apenas
uma
mascara
com que
se
cobre
para
illudir
os
tolos.
Maçonaria
e
catholicismo,
são ideias
que se
repellem.
Não
se póde
alliar
Deus
com
o
diabo.
O
maçonismo
leva
directamenle ao
so
cialismo cmmunoso.
—
(E).
Missão
de
Ceylãoi
conversões.
—
O muito
revd.0
vigário
geral
snr.
C.
X.
Affonso
acaba
de
administrar
o
sacra
mento
de
baptismo
a
2
protestantes
e
1
buddú,
no
dia
da
festa
de
Senhora
Sant
’-
Anna.
O
resultado
de
Cathecumenato n
’
esla
ilha tem
sido
immenso;
desde
setembro,
pois,
de 1877
até
23
de
julho ultimo
fo
ram
baptisados
550
adultos
e
246
me
ninos.
Instrncção
primaria.—
O
«Diário»
de
26
publica
os
despachos
seguintes:
Antonio
Alves—
provido,
por
tres
an
nos,
na
cadeira
de
ensino
primário
de
Degracias,
concelho
de
Soure.
Antonio
Cardoso
da
Silva
—
provido
por
mais
tres
annos,
na
cadeira
de
San-
de,
concelho
de
Marco
de
Canavezes.
Carlos
das
Neves
Lobo—provido,
por
mais
tres
annos,
na cadeira
de
Recezi-
nhos,
concelho
de
Penafiel.
Jeronymo
Ferreira
da
Rocha
Monteiro
—
provido,
por
mais
tres
annos,
deira
de
Louzada.
João
mais
tres
concelho
de
Moimenta
da
Beira.
José
de
Oliveira, professor
vitalício
da
Bordeira,
concelho
de Aljezur
—
transferi
do,
pelo
requerer,
para
a cadeira de
Sa-
motico,
concelho de
Alcochete.
Luiz
Maria Cendas
—
promovido
á
pro
priedade
da
cadeira
de
Ovadas,
concelho
de
Rezende.
Manuel
Gil
—
provido,
por
mais
tres
an
nos,
na
cadeira
de
Villar Formoso,
conce
lho
de
Almeida.
Manuel
José
de
Sousa
Machado,
movido
á
propriedade
da cadeira da
de
Felgueiras.
Manuel
mais
tres
rissimo
de
mar.
Manuel
nerado,
pelo
requerer,
do
logar de
pro
fessor
vitalício
da
cadeira
de
Queirã,
con-
i
celho
de
>
meado
por
1878.
Del
fina
temporária
de
Sernanceihe, mudada,
seu
acltial
provimento
triennal,
para
a
es
cola
de
Parada
de
Gonla,
freguezia
de S.
Villar
Aleixo
annos.
na
do
Torno,
concelho
ca-
de
por
Cardoso—provido,
na
cadeira
de Castello,
pro-
villa
Miguel
do
Outeiro,
concelho
de Tondella,
vaga pelo despacho
seguinte.
Julia
Beatriz
de
Sousa,
professora
tem
porária
da
escola
de meninas de
Parada
de
Gonta,
mudada,
até
concluir
o
seu
actual
provimento
triennal.
para
a
escola
ulti-
mamente
creada
na freguezia
de
Sabugosa,
concelho
de
Tondella.
Maria Adelaide
Coelho
e
Lima,
pro
vida,
por
tres
annos,
na
escola
de meninas
da
villa
de
Sernanceihe.
Theresa
de
Jesus
Maria
de Almeida,
professora vitalícia
da
escola
de
meninas
de
Algoz, concelho
de Silves,
auctorisada
a
estar
ausente
do
magistério
pelo tempo
de
6
mezes,
sem vencimento.
IVotieinH exterinis,
~E
já
sabido
que
os
russos
voltaram
ás
immediações
de
Constantinopla,
e
todos
podem calcu
lar
a
rasão
porque elles
o
fizeram, toda
via
transcreveremos
algumas
linhas
do
jor
nal
italiano
«Fanfulla»,
orgão
olficioso
do
ministério:
«Assegura-se
que
o
governo russo
en
viara
ao
seu
embaixador
em
Londres,
conde
de
Scbowaloff,
uma
nota
diplomática
mui expressiva.
«O
governo russo
insiste
em
mostrar
a
importância
da
aequisição
da
ilha
de
Chypre
pelos
inglezes,
o
que
combinado
com
o
protectorado
do Egypto,
de
que
se
investiu,
a
collocam
em uma
situação
mui
distincta
d
’
aquella
em
que
a
consi
dera
o
tractado
de-
Berlim,
e
que
por
tanto
o
gabinete
russo
se-
reserva
inteira
liberdade
de
acção
para
manter
e
asse
gurar
a
sua influencia
nas
províncias
do
império
turco».
«A
coisa,
como
se
vê,
diz
«La
Fé»,
não
tem
malicia.
A
Rússia não
discute
o
que
tem
feito
a
Inglaterra, não
lhe
faz
opposição;
mas,
arrogando-se
completa
li
berdade
de
acção,
declara
virtualmente
caducado
o
tractado
de
Berlim,
e
é
muito
para
notar
que
faça
esta
declaração
depois
de
estar
senhor
de
Batoum
e
das
forta
lezas
do
Danúbio, e
quando
começava
a
retirada
de
suas
tropas,
que
já
mandou
suspender».
Voltou
pois
a guerra
do Oriente
ao
estado
em
que
estava
antes
do
congresso,
aggravado
com
todas
as
complicações
crea-
das
pelos
diplomáticos
em
Berlim.
E
no
entanto aggrava-se
a
situação
no
Afghanistan,
aproximando-se o
momento
em
que
vão
começar
as
hostilidades.
Se
na
Allemanha
se
affirma.
que
os
inglezes
se
vão
bater,
não
com
os
afghans,
mas
com
os
russos;
os
jornaes
inglezes
não
dizem
o
contrario.
E
porque
se
sup-
põem
os
inglezes
adiados
com
os
turcos,
os
russos
se
preparam
ao
mesmo
tempo
para fazer
guerra
aos
inglezes
na
Asia
cen
tral,
e
aos
turcos na
Europi.
E
a
Allemanha
e
a
Áustria
estarão
com
ideias
mais
pacificas?
Cremos
que
não.
Reforma
«9n
eontrnataria.—
Pelo
ministério
da fazenda
foi
publicado
no
«Diário
do Governo» o
seguinte
decreto:
«Tendo
subido
á
minha
real
presença
a
representação
dos corpos gerentes
da
associação dos
ourives
e
artes
annexas,
queixando-se
dos
prejuízos
que
tem
sof-
frido
a
sua
industria
em
consequência
do
descrédito
que
resulta
pira
as
obras
de
ouro
e prata
da
irregularidade
do
seu
toque,
preferindo
os
consumidores,
não s<S
no
mercado
interno,
mas
principalmente
no
do
Brazil,
que
é
o
principal
em
rela
ção
á
nossa
exportação
d
’estes
artefactos,
as
obras
francezas
pela
garantia do
titulo;
Considerando
que
o
credito
é
a
do
commercio
das
obras
de
ouro
e
ta,
e
que
a nossa
legislação
sobre
matéria,
que
é
ainda
a
dos
fins
do
sécu
lo
17.°,
não
satisfaz
hoje
ás necessidades
da
epocha,
e
antes d
’ella,
como
afirmam
os
interessados, se
originam
os
abusos
e
o
consequente
descrédito
de que
se
quei
xam
os
industriaes:
Hei
por
bem
nomear
uma
commissão
composta
dos
conselheiros: Diogo
Pereira
Forjaz
de
Sampaio
Pimentel,
lente
deca
no
da
faculdade
de
direito
da
universida
de
de
Coimbra;
Anlonio
Maria do
Couto
Monteiro,
ajudante
do
procurador
geral
da coiôa
e
fazenda;
e
de
José de
Salda
nha
Oliveira
e Sousa,
director
da
casa
da
moeda
e
papel
sellado;
para
que.
exami
nando tão importante
matéria,
inquirindo
ácera
dos factos
apontados pelos queixo
sos,
e
lendo
em
vista o
qne
dispõe
a
!
legislação
dos
outros
paizes,
cujos
artefa
ctos
concorrem
com os
«la
producção
n.cional,
proponha ao
governo,
para
po
der
ser
presente
ao
poder legislativo,
a
ref
rma
da legislação
vigente
sobre
o
as
sumpto
de
que
tracta;
sendo
de
esperar
qne
os
funccionarios
acima
nomeados,
seu
base
pra-
esta
por
Ve-
Pedro
Ferreira,
provido,
annos,
na
cadeira
de
S.
Valbom,
concelho
de
Gondo-
(padre) Tavares
da
Silva,
exo-
Vouzella,
para
que
fora
no-
despacho
de
23
de
abril
de
de
Oliveira
Lisboa,
professora
da
escola
de
meninas
da
villa
até
conciuir
o
3!
pela
sua
illuslração
e
competência
se de
sempenhem
d
’esta
commissão
pelo
modo
dislincto
como
se
teem
desempenhado
de
outras
que
ao
seu
zelo e
capacidade
teem
sido
commettidas».
A
’
cerca
d
’
esta
reforma,
de ha
muito
reclamada
por
successivos abusos,
já
um
notável
artista
desta cidade,
o
snr.
Anlo-
nio
Casimiro
da Costa,
ensaiador
visual
e
real
do
ouro,
fez
opportunamente
algu
mas
considerações n
’
este
jornal.
Recom-
mendamol-as
á commissão
que o
governo
acaba
de
nomear.
Portuguezea
falleeidos.
—
No
Rio
de Janeiro,
falleceram
desde
o
dia
30
até
6
de outubro, os
seguintes
súbditos
portu-
guezes:
Laura
Carneiro de
Campos, 22
annos
solteira;
Joaquim
Antonio
Carneiro,
33
s;
José Ribeiro,
25
s;
João
Ignacio
de
Vas-
concellos,
65
v;
Antonio
Pereira
Júnior,
24
s; Maria
Candida
Augu-ta
Lopes,
40
c;
Camillo
José
da
Silva,
17
s;
José
Ferreira
Sobrinho,
18 s;
Antonio
da
Cos
ta
Roila.
36
c;
Manoel
Francisco
da
Sil
va,
19
s;
João
Ferreira
Pinto,
18
s;
Theo-
tonio
José
dos
Santos,
58
v;
José
Anto
nio
da
Rocha,
26
s;
Victorino
Ferreira,
37 s;
José
Joaquim
de
Moraes,
22
s;
Francisco
Lopes
Gaspar,
35
c;
Antonio
Ribeiro
da
Silva,
38
s;
Pedro
Lopes
da
Cruz,
38
c;
Antonio
Teixeira
de
Carva
lho,
54 a;
Manoel
da
Silva,
42
c;
João
Ribeiro
de Faria
Bor.es,
46
c;
Roberto
do
Espirito
Smio,
23
s;
Manoel
Vaz, 30
s;
Joaquim Francisco Ballão, 42
c;
Do
mingos
José
Rodrigues,
25 s;
Francisco
Maria
Rodrigues
Marinho,
63
c; Josepha
da
Conceição,
80
v;
Raymundo
Bittencourt
de
Menezes;
Antonio
José
da
Cunha,
27
s;
Antonio
Pinto
de Azevedo,
28
s;
An
tonio
Nogueira
Gomes,
24
s; João
José
da
Costa, 18
s;
Casimiro
Grova,
menor.
—
Em
Pernambuco,
desde
28
de se
tembro
a
8
de outubro,
falleceram
os
se
guintes:
Luiz
Maria
da
Silva,
56 a.
v;
José
Antonio
de
Freitas, 41
c;
José
Fernandes
de
Amorira,
33
c;
Amaro
do Campo
Ca
bral,
57
c;
José
Antunes
Coelho, 65 s;
Antonio
Domingos
da
Silva,
30;
José
Ri
beiro
da
Cunha
Guimarães,
56
c;
Manoel
da
Cosia
Ribeiro,
46
s.
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
Snr.
redactor.
de
Busto,
Sã
de
Seteuabru
de
1819.
A
larga
experiencia
tem
mostrado
que
a
entranhada
tendencia
que
o
povo
portti-
goez,
por
natureza,
tem para
a
religião
é
assombrosa
!
Parece
que
o
lymbre
de nossas
armas
assim
o
indicam; isto
nos
faz
ver
que,
—lide
e
torne
a
lidar
a
maçonaria
—
não
nos
torna scismaticos
e
protestantes
in
glezes.
Factos que se
tem
dado
em
Guimarães
em
differentes
tempos, reagindo
contra
a
tropa
desmoralisada,
e
na
escandalosa
questão
de
N.
Senhora
da
Oliveira,
e
outros
factos
em
differentes
pontos
do
reino,
isto
comprovam.
O
povo
portuguez
é
capaz
de
defen
der
com
armas
na mão a
religião
que
professamos,
dando-se
esse
caso,
e
esteja
a
impiedade
certa d
’isto.
Já
se deu esse
caso
na
Província
da
Beira,
no
tempo
do
governo
dos
Cabraes,
quando
o snr.
con
de
de
Thomar
deu
dois
Hábitos
de
Christo
a
quem
prendeu
dois
frades,
por
préga-
retn
contra
o
desastroso
scisma;
e
o
povo
nesse
tempo juntava-se
aos
milhares
pe
los montes,
aonde se
prégava;
homens
e
mulheres
armados,
promplos
a
resistirem
contra
a tropa,
que
era
mandada
para
hoslilisar
os
missionários,
dizendo:
«Agora
podem
prégar, morreremos
lodos,
mas
não
os
prendem
aqui».
Estes
casos
se
deram
em
38,
39
e
40
nos
bispados de Lamego,
Vizeu
e
Guar
da,
quando
D.
Pedro,
e
Costa
Cabral
e
sua
filha
mandavam
para
as
dioceses capi
tulares
intrusos,
e
os
missionários
foram
prezos,
e
apunhalados
e
detidos
nas
ca
deias
da
Guarda e
Almeida,
sem
processo,
por
se
prégar
a
religião
do
Estado.
O
povo
portuguez
é
sempre
o
mesmo,
e
nas
missões
se
conhece
sempre.
Agora
em
S. Romão do Corgo,
junto
á
villa
de
Celorico
de
Basto,
se
viu
na
missão feita
pelo
missionário
revd.0
snr.
frei Chrislovão,
da
Falperra,
a
grande
aflluencia
dos
povos
vindos
de
longes
teri
ras,
como
d
’
além
do
Tamega,
perto
do
liarão,
só
para
ouvir
a
santa
missão,
dizendo
que andavam
ás
escuras:
immen-
sas
confissões
geraes,
pelos
padres
que
a coadjuvam,
como
foi
o
distinclo revd.0
padre
Manoel,
capellão
que
foi
no
Bom
Jesus
do
Monte,
residente
em S.
Marlinho
do
Arco,
e
seu
irmão
o
revd.
0
snr.
padre
Henrique,
e
outros
mais,
convocados
pelos
fidalgos
da
casa
do
Marvão,
por quem
foi patrocinada esta
missão; commungou
immensa gente,
destruindose
muitas
ini-
misades,
removendo-se
muitos
escândalos,
e
reformando
se
a
mocidade;
se
o
missio
nário
não
adoecesse
por
causa
dos
gran
des
calores,
muito
mais
se
faria.
Mações
lá
não
appareceram,
porque
se recolhem
ás cidades para
não
irem
á
missa
e
se
confessarem,
e
serem
corridos
do povo;
e
porque
nas cidades tem
os
recreios,
que
tiram
a
lembrança
da
morte,
que
são
cousas tristes.
Os
impios
porluguezes
são
muito
mal
educados,
e
fazem
mal
a
quem lhes
faz
bem.
Padres,
nem
pintados;
frades,
peor
;
missionários,
cabos
de
guerra
do Galileo,
desterrados,
fritos
em
azeite!!!
Desgraçados
d
’
elles,
snr.
redactor;
es
tá-lhes
a
chegar
a
sua
hora.
Gomo
o
seu
jornal
é orgão
da
ver
dade,
do
direito
e
da
religião,
eu,
snr.
redactor,
como
parocho,
e
em nome
dos
meus
lieguezes,
venho dar
publicidade
a
estas
linhas,
para
consolação
d
’
essa
zelosa
e
tão
religiosa
redacção,
e
de
todos
os
verdadeiros
catholicos,
e
confusão
dos
maus.
S.
Romão
do
Corgo,
julgado
de
Ce
lorico
de
Basto,
15 de
outubro
de
1878.
O
parocho
padre
Manoel
de
Sequeira.
TELEGRAMMAS.
Constantinopla
27—A
revolta
dos
búl
garos
propaga-se
na Roumeha
e
na
Mace-
donia.
Os
búlgaros
destruíram
sete
aldeias
musulmanas
e
assassinaram
3
companhias
de
nizans.
E
’
energica
a
altitude
da
Porta que
pretende
tornar
a
Rússia
responsável
da
insurreição.
O embaixador Lobanoff
disse
que
a
Rús
sia
tomará
providencias
contra
a
insurrei
ção
da
Macedonia.
Os
russos
agglomeram
numerosas
forças
em
Andrinopla.
Berlim
28
—
Foram
dissolvidas
mais
12
associações
e
prohibidas
4
publicações
so
cialistas.
Augmenta
a insureição
da
Macedonia.
0
«Calden Posl» diz
que
a
questão
toma
caracter
europeu.
Paris
28
—
O
periodico
russo Vedo-
mosl
confessa
que
o
incidente
do
Afgba-
nistan
é
uma
diversão
para
distrair
as
attenções
da
Inglaterra.
Bombaim
28
—Crê-se que
será
publicada
brevemente
a
declaração
de
guerra
contra
o
Afghanistan.
O
emir
ordenou
a
reunião
geral.
A
maior
parte
das
tribus
da
fronteira
faltaram.
Madrid
29
—
A
policia
descobriu
18
gar
rafas de dynamile,
occullas
fóra
das
bar
reiras
em
Chambery.
Foram
presas
tres
pessoas.
Eilá
instaurado
o
processo
de
Juan
Ohva
que
recusou
nomear
advogado.
Fui
lhe
nomeado
defensor
ex-oílicio.
W
Fi
W
. W .
W W
Os
abaixo
assignados
agradecem,
muito
penhorados,
a
lodos
os
cavalheiros
que
no
dia
21
do
mez
corrente
assistiram
ao
en
terro
de
soa
innocente
filhinha e neta Ade
laide, o qual
leve
logar
no
mosteiro
do
Bom
Jesus
da
Cruz,
em
Barcellos.
Especialisam
aos
revd.11103
ecclesiasticos
que n’
aquelle
acto
prestaram
os seus
ser
viços
gratuitarnenle.
A
todos
protestam
gratidão
indelevel.
Joaquim
Gomes
de
Figueiredo.
Anna
de
Jesus Leite
de
Figueiredo.
Francisco
José
Leite.
(2077)
ait
áá
M
H
M
idt
M
H
M
Os
abaixo
assignados
summamente
pe
nhorados
para
com
lodos
os
ill.mos
e
revd.
mos
snrs.
que no
dia 23
de
outu
bro,
se
dignaram assistir ao oflicio
de
corpo
presente,
por
alma
de
sua filha
e
prima, Elvira
Augusta
da
Costa
Murta,
que
teve
logar
na
egreja
S.
Victor
e
bem
assim
para
com
as
jsoas
de
sua
estima
e amisade
que assisam e
se
di
gnaram
cumprimental-os porssa
occasião
veem,
por
este
modo
palerar
a
todas
a
sua
mais
reconhecida
grdão
por
o
não
poderem
fazer
pessoalme?.
Braga 23
de outubro
de
78.
Francisco
Joaquim
da
Cosia
U
rla
Carlos
Augusto
da
Cosia Mui,
Antonio
José,
da
Rocha
Francisca
Joaquina
Ferreira
mes
(2067)
ANNUNCI01
ARREMATAÇÃO.
Pelo
juizo
de
direito
da
comca
de
Braga,
e
carlorio
do
escrivão
Go;alves,
no
dia
dez
de
novembro
proximo
jguin-
te,
por
dez
horas
da
manhã,
á p<ta
da
casa-
de
Jacome
José do Nasciment mo
rador
na
rua
das
Palhotas,
da
diUcida-
de,
em
qoe
morava
a
finada
Therez
Ma
ria,
adeleira
tem
de arrematar-s
os
objectos
pertencentes
ao
espolio
d
dita
finada,
seguintes:
Um
capote
de
jnno
azul, usado,
no
valor
de
mil
e quinlntos
reis.
Sete
saias
de
chita,
usadas,
n
va
lor
de
mil oito
centos
reis.
Seis
lemes
de estopa,
de
dois
pannos,
em
doismil
e
quatro
centos
reis
Uma
travesseinde
linho,
em
cento
e
sessenta
reis Um
gar-
da
pé
de
linho,
com
folhos,
em
dnzeios
reis.
Um
chaile
de
algodão,
no
valorje
quinhentos
reis.
Oito
lenços
de
chita,
m
seis
centos e
quarenta
reis.
Duas camizae
já
rôtas,
no
valor
de
duzentos
reis.
Ura
saia
branca,
em
40
reis.
Um
capote côr
<•
garrafa,
muito
velho,
em
duzentos reis
Uma
caixa
de
pinho
com
chave,
em
tre
zenlos
reis.
Uma
cama
de bancos,
en
cem
reis. Uma
cadeira
velha,
em
quaren
ta
reis
Um
enxergão
muito
velho, em
oitenta
reis. Um
travesseiro,
em
noventa
reis.
Um
fio
de
contas
de ouro,
contendo
vinte
contas,
que
no
acto da
arrematação
se
indicará
o
seu
valor.
—
Braga
25
de
outubro de
1878.
Verifiquei.
A.
Carneiro
de
Sampaio.
O
Escrivão
(2074)
Antonio
José
Gonçalves.
ANTONIO
VIEIRA
D'ARAÚJO,
recebedor
da
comarca de
Braga.
Faz
publico
que o cofre da
recebedo
ria
a
seu
cargo, se
achará
aberto por
espaço
de
30
dias
consecutivos desde 2
de
Novembro
até
1
de
Dezembro,
para
a
cobrança
voluntária
das
contribuições
seguintes:
Predial
especial
dobrada
dos
annos
de
1869
a
1878
inclusivé.
Predial
ordinaria
I
Predial
especial
j
Industrial
jdoan.de
1878
Renda
de
casas
e
sumptuaria
\
Decima
de
juros
i
Findo
aquella praso, se não tiverem
pago
as
suas
collectas
pagarão
mais
3
por
cento, ou
a
quota
minima de
40
reis
de
muita,
calculada sobre
a
importância
das
contribuições; isto
desde
2
até
31
do
mez
de
Dezembro, e
findo este
praso
fi
cam
os
contribuintes,
remissos
sugeitos
ao
pagamento
dos
juros da
mora
na
razão
de
6
por
cento
ao
anno
e
ás
despezas
do
relaxe
até
integral embolso
da
Fazenda
Nacional.
(2076)
PARA
0
BRAZIL.
Precisa-se
de
um homem
que
tenha 40
a
50
annos,
mais
ou
menos,
para
seguir
para
o
.Pará. Deseja-se
affiançada a
sua
conducla,
e
que
entenda
de
lavoura.
N
’
esta
redacção
se
diz
quem
é
o
pre
cisado.
(2078)
Vende-se
uma
vaca
ingleza
raça
tou-
rina
com a
primeira
cria,
que
dá
muito
leite.
Informações
Cruz de
Pedra
n.°
93 A.
(2075)
ATTENCÃO.
o •
Antonio
Manoel
Nunes
Lopes,
acaba
de
estabelecer-se
na
rua
dos
Chãos
n
o
34,
com
objectos
de
ouro
e
prata,
e
lambem
faz
toda
e
qualquer
obra
que
se
lhe encommende,
com
a
maior
perfeição
e por
preços
muito
economicos.
(2073)
Conferencia de S. Vicente de
Paulo
Continuam
a
ter
logar
as
suas
sessões,
todos
os
domingos,
ás 6 horas
e
meia
precisas da
tarde,
na
casa
do Passadiço
da
rua
de S.
João
d
esta
cidade.
Companhia
de Fiação e Tecidos,
de
Coimbra
Soeiedade
anonymn
de
respunaa-
bilitlade
limitada
A
Commissão
nomeada
em
assembleia
geral
de
6
do
corrente, para
dar
cumpri
mento
aos
artigos
9,
10.
II
e
12
e seus
§
§
do
estatuto,, convida
todos
os
snrs.
accionistas
que
não
tinham
liberado
as
suas
acções,
a
realizarem
o
pagamento
até
ao
dia
30
de
novembro proximo,
apro
veitando-se
da
concessão
feita
pela mes
ma
assembleia
geral,
de
qne
do
total
dos
seus
débitos,
serão
recebidos cincoenta
p.
c.
em dinheiro
e
cincoenta
em papel
da
mesma
Companhia
e
os
respectivos
juros
na
forma
determinada
nos
estatutos,
pre
venindo
ao
mesmo
tempo
aos
snrs.
accio
nistas
ou
cessionários d’acções
de que
não
as
liberando
no
prazo
marcado,
a
Com-
missão
as
fará
vender
em
leilão
publico
com
audiência
do Tribunal
do
Commer
cio
d
’
esta
cidade,
por
qualquer
preço
que
fôr
oflerecido, e
considerará
desligados
da
Companhia
para
todos
os effeitos os
snrs.
accionislas
ou
possuidores
de
ações
que,
findo
o referido
prazo,
continuarem
em
divida.
Coimbra,
20
de
outubro
de
1878.
A
Commissão
Manoel
Caetano
da
Silva.
José
Marques
Manso.
Joaquim
José
Rodrigues
de
Souza.
João
Lopes
de
Moraes Silvano.
Bazilio
Augusto Xavier
d
’
Andrade.
(2061)
CA
I*iELLAO
Achando-se
vago
no
Hospital
de
S.
Marcos
o logar
de
segundo
capellão,
que,
conjunctamente
com
o
capellão mór,
tem
ce
fazer
o serviço
alternadamente
por
se-
nanas,
convidam-se
os
revd.
0
*
Sacerdotes
i|ue
pertenderem
o
dito
logar
a
requere
rem
á
Mesa
da
Santa Casa
da
Misericór
dia.
Prestam-se
esclarecimentos
na
secreta
ria
do mesmo
Hospital.
Braga
24
de
outubro
de
1878.
O
escrivão
(2031)
Domingos
Moreira
Guimarães.
VINHOS DÊ BÃÍRRÂOA
Armazém
largo de St.° Agostinho
BAIXOS
DO TRIBUNAL JUDICIAL N.°
3.
BRAGA
Manoel
Martins
Canellas participa
aos
snrs.
negociantes
de
retalho,
e
aos
snrs.
particulares,
que
já
chegou
uma remessa
(a
primeira),
dos generosos
vinhos
da
Bair-
rada,
da
presente novidade, e previne
que
o
seu
deposito é o
unico
que
ex'ste
n
’
es-
ta
cidade,
pois
que
alguns
negociantes
in
culcam
vinhos
de
outras
procedências
co
mo
vinhos
da
Bairrada,
isto
em
detrimen
to
do
annunciante.
Braga
24
de
outubro
de
1878.
Pelos
annuncianles
(2068)
J.
A
C.
Moreira.
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo do Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata n.°
22.
(981)
RESPONSÁVEL
—
Luiz Baplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
