comerciominho_31081878_831.xml
- conteúdo
-
IO1.HV
>
»
» xorx ios».
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA, RUA
NOVA
N.
4.
6.°
ANNO
PBEÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..................
1&G00
»
6
......
.
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
........
20
Re
petição........................
10
PLBLIGiVSE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS
E SABBADOS.
PREÇO
’
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
»
»
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
Folha avulso
...........................
6
x>.....................
sendo
duas
assignaluras
2&000
1&050
3^600
3$6i)8
ie
N.° 831
BKAGA SIBÍHS!» Si DK
AGOSTO DSÍ 1S9S
Tem attrahido geral
admiração
o
pa
vilhão
portuguez,
destinado á
exposição
dos
nossos
productos
n’
esse
grande
certa
me
a
que
a França
convidou
todas as
demais
nações.
A
imprensa
estrangeira
não
se
cança
em
elogiar
esse
elegante
portico,
copia
d
’uma
verdadeira
maravilha,
que,
só
por
si,
basta
a
fazer a
gloria
da
arte
portu-
gueza, n
’
um
dos
mais florescentes
períodos
da
nossa historia.
E
o
legitimo
orgulho
certo que
se
lisongea
com
ções.
que
tanto
nobilitam
tuguez.
Algumas
considerações,
despertam
esses
louvores,
fazer
córar
de
vergonha
uma
bqft
parte
dos
nossos
soi-disanl
civilisados.
Portugal,
considerado
a
tomar parte
na
actual
exposição
de Paris,
necessitou
ir
pedir
ao
passado
os
enfeites
com
que
se
ataviasse,
para
que podesse
apresen
tar-se
de
um
modo
condigno
em o
grande
concurso
das
nações.
Os
rios
de
dinheiro
que modernamenle
tem gasto,
de
nada
lhe
serviram,
porque
nada
lhe
poderam
oflérecer.
Para
que a
arte portugueza
alli
podesse
ser
representada
de
fórma
que
nào
tivés
semos
a
deixar
o Campo
de
Marte,
cor
ridos
de
vergonha,
foi
preciso
recorrer
aos
tempos
do
obscurantismo,
e
pedir-lhes
d
’
emprestimo alguma
coisa
que
nos
désse
honra.
E
quem
imaginam
os
leitores
que
sa
tisfizesse
este
nobre
empenho
do paiz,
.de
modo
a
attrahir-lhe
os
louvores
de
que está sendo
objecto
?
Quem?—
os
frades!
Sim,
que
o
pavilhão
da
gueza
na actual
exposição
é
mais
que
a
reprodução
magestosa e opulenta
fachada
do convento
dos
Jeronymos,
em
Beletn.
Proscreveram-se
as
ordens
religiosos,
como
instituições
de
todo
inúteis.
E
os
que
assim
fizeram,
nào
tem
pejo
de
se pavonearem
com
os
despojos
das
suas
viclimas,
todas
as
vezes
que
a
eti
queta
exige
se
apresentem
em
publico
Assim
é
qne
Deus
castiga
muitas
ve
zes
as
injustiças
do
orgulho
humano
!
Os
frades
não
serviam
de
nada;
mas
são
ainda
elles,
que,
com
os
productos
da
sua
infatigável
intelligencia
e aclividade
nos
acodem,
mos
o
risco
escarneo
dos
De resto,
Belem
não
é
provativo
do
grata
deve
ás
ordens
religiosas.
Verdade
é,
que
muitas
e
muitas ou
tras
preciosidades
similhantes
jazem
hoje
sotlerradas
sob
o
pó
do
moderno
vanda
lismo
anti-christão;
comtudo não seria
ainda
assim
caso
para apuros,
se nos
fosse
exigida
a
substituição
do
actual
pavilhão,
por
uma outra
copia
que
igualmente
nos
désse
honra
e
gloria.
As
verdadeiras
riquezas
dos frades
não
eram
aquellas
com
que
se
locupletaram
os
seus
algozes.
Outras
possuíam
ejles
de
bem
maior
preço,
e
que
mais
estimavam,
ainda
que
o
seu valor
fosse
inteiramenle desconhecido
para
a
immensa
maioria
de
seus
inimigos.
Ainda
bem
que
vae
apparecendo
quem
lhes
reconheça
o
mérito, para
que
uma
vez
ao
menos
se
faça
justiça
ás
institui
ções
que
mais
trabalharam
por
elevar
o
renome
de
que
outr’ora gosou
este
aben
çoado
torrão
da
nossa
patria.
nacional
por
estas
aprecia-
o
nome por-
porém,
nos
que
deveriam
A.
nova
política
Com
esta
epígrafe,
publica
a
«Nação»,
de
27
um
excellente
artigo,
que
vamos
reproduzir,
dividindo-o
em
duas
parles,
por
as
dimensões
do
nosso
jornal
não
com
portarem
a
sua
publicação
d’
uma só
vez.
I
secção
portu-
de
Pariz,
não
incompleta
da
todas as
vezes
que
corre-
de sermos
esmagados
pelo
estrangeiros.
a
fachada
do
convento
de
o
unico
monumento
com-
muilo
que
esta
geração
in-
Desde
que
as
harpias
do Mindello
ar- <
ribaram
a
este
paiz,
duas
vezes
conquis- i
lados
pela
força moral
e
material
do
es
trangeiro,
uns cento
e
cincoenta
e
um
1
ministros,
salvo
o
erro,
teem
desgover
nado
este
paiz,
o que
corresponderia,
com
mais
treze,
a
quatro
ministros
novos
an-
nualmente.
A
maçonaria
não
tem
de
qne
se
quei
xar,
a
roda
tem
corrido
a
todos;
não
ha
Venerável, nem
Rosa
Cruz, que
não
te
nha
trazido
o seu correio
atraz da
carrua
gem,
que se
não
tenha
enfeitado
com
Gran-
Cruzes,
titulos,
alguns d
’elles
adquiridos
com
percentagens
e roubos;
não
tenha
empregado
parentes
e
compadres,
e
não
tenha
arrazado e
ludibriado
esta
desgra
çada
nação,
digna
de
melhor
sorte!
Ora,
a
antiga monarchia
conlenlava-se
com
ministros
quasi
vitalícios,
e eratn
os
Joões
das Regras,
os condes
da Casta-
nheira,
um
Pedro
d
’
Alcaçova
que
occn-
pou
o
cargo
durante
tres
reinados,
um
Corte
Real,
um
Pombal,
um Seabra, e
outros
estúpidos
como
estes,
e
tres
mi
nistros
eram
sufficientes, quando Portugal
pelas
suas
importantes
colonias
constitu ia
um
só império.
Ainda
no
tempo
da
regencia
do
Senhor
D. João
VI,
dois
homens
e
o
presidente
:
do Erário
eram
suíficienles
para
governar
Portugal,
rsto
no
tempo
da
guerra
penin
sular,
e
quando
o
trabalho
era
duplicado,
.
porque
nào
bolia
uma
mosca
que
se
não
i
participasse
para
o
Rio
de
Janeiro,
e
é
preciso
confessar
que
não
estava
peior
admi
nistrado:
ainda
se
não
conhecia
então
o
cahos
do systema
do
liberalismo!
Os
ministros
do Senhor
D.
Miguel
I
poderiam
ter
erros
políticos,
mas
a
mais
facciosa
e
mentirosa
imprensa
contraria
<
não
poderá
assacar
a
mais ligeira
macu
la
á
probidade
dos
seus
nomes,
que
su
jeitam a
toda
a syndicancia
dos
seus
ini
migos.
,
.
Eram
independentes
e
senhores
de
ca
sas;
empenharam
n
’
as
no
serviço
do
seu
paiz
e da
causa que
seguiram;
andavam
de
carruagem,
apearam-n
’
os
e
ficaram an
dando
a
pé.
E
poderá
o liberalismo
dizer
isto
da
quasi
generalidade
do
seus ministros?
O
liberalismo
que
veio
moralisar
este
paiz
entregue aos
abusos
do
absolutismo.
que
commetteu
o
grande
crime de
o
deixar
com
uma
divida
de
tres
séculos
na
im
portância
da
sua
totalidade
egual
ao
que
boje
paga
só
de
juros;
rico
e
cheio
de
recursos
para
qualquer
eventualidade
com
qife
mais de
uma
vez
são
ameaçadas
as
nações?
.
,
E
quantos
dos
seus
ministros
conhece
mos
nós
com os
cotovelos
rotos
que, ho
je
vergando
com o
peso
das
gran
cruzes,
condecorações
e
os
galões
d
’
ouro,
titulares
—
uma
grande
parte,
de
comedia
nos
sal
picam
com
a
lama
qne
levantam
as
suas
luxuosas
carruagens?
De
um se
diz que, só
de
percenta
gens
d
’
estes
fabulosos
empréstimos
empol
gou
uns
oitenta
contos
de
réis!
°
E
não
hão-de
querer
empréstimos..
A
democracia
é
esperta;
pira
o povo
—
palaviões
de progresso, liberdade
e
outras
irarnpolinices
da giria
do
liberalismo,
e
para
os
apostolos
—os titulos,
os
proven-
|los pecuniários,
o
mando
imperioso
e
o
s
cento
e
cincoenta
e
um
salvo
o
erro,
teem
desgover-
perlalhões
que
junge
oiciencia;
até
á
primeira
e
não
tardará que
i
. '___ . ../-Jizxo zinmn ria nutro
nnic
inin
flll
feudalismo dos
esj
.
.
povo
estúpido
ao
seu
carro
de trium-
pho.
Muito
gosta
a
democracia
d
estas
cou-
'
sas,
e
sabe,
como
ninguém,
com
patra-
<
nhas levar
agua
ao
seu moinho!
Nas
circumstancias
acluaes manifesta-
se
uma
opposição
séria
e
que
vae
sendo
importante.
O
partido
hislorico,
que
pelo
seu
nome
indica
o que
era,
hontem
na
da,
hoje tem
crescido,
e
orgulhoso julga
que
representa
o
paiz;
mas
engana-se.
Se
o
representara,
porque
era
hontem
cousa
nenhuma?
O
partido
hislorico
foi a bandeira
a
que
se
uniram
todas
as
opposições,
por
que,
apezar
dos
seus erros
e contradi
ções,
era
a
unica
que
estava
hasteada;
a
republicana
talvez
a
possa instinclivamen-
le
para derrubar
o
que
está, porque in-
commoda
de
mais
e porque
lyrannisa
estu
pidamente.
Mas
não se
illuda
o
paiz: o
que
elle
pede,
o
que
reclama,
probidade,
econo
mia,
participaçao
dos
direitos
de todos os
cidadãos,
união da
sociedade
portugueza,
re
formas
uteis,
ninguém
o
espere;
porque
todos
leem
pela
mesma
cartilha.
Estiveram
no
poder, e
acaso
pozeram
o
orçamento
á discussão?
Que reformas
uteis
fizeram?
E
comtudo, se
isto
cahir
vão
novamen-
le
ao
poder;
veremos
mais uma
vez
de-
■
miltir
os
contrários
e
prehencher
as
vagas
com
os amigos,
e a
metamorjihose
do
I
tributo.
Acabará o
real
d
’agua
e
leremos
i
o
real
do
azeite,
o empréstimo
pouco
mais
ou
menos;
porque
nenhum
tem
a
coragem
do
seu
dever
nem
o
verdadeiro
amor
da
sua
patria.
Já se
vão
lançando
as
bases,
para
a
nova
piroeta
ministerial,
e ainda
que
nin
guém
póde
ser
propheta
na
sua
terra,
di
remos
o
que se
nos apresenta
aos
olhos
da nossa alma.
Os
alcatruzes
que
estavam
em
baixo
sobem
para
cima,
mas
ninguém
pense
que
o
jorro
d
’
agua
que
se
derrama
na
maceira
será
o
de prosperidades;
apresentarão,
co
mo
já
leem
feito,
o
programma
do
seu
<
elixir
como
os
charlatões
nas feiras; po
í
rém
o
jorro
d
’agua
da
nora hade
por
|
força
traduzir-se
em
impostos
disfarçados,
i
equivalentes
ao
anlipalhico,
violento
im
posto
do
real
d
’agua deitado
no
choco
na
carnara
do
snr.
duque
de
Avila,
e
cho
cado
a
final
pelo
snr.
Fontes
Pereira
de
Mello;
pois
é
certo que
o
snr.
Fontes
foi
a
gallinha
que
o
chocou.
Isto
porém
não
passa
do
desenlace
do
costume. Sae
o
snr.
Fontes,
se
a tro
voada engrossar,
e entra
o snr.
Braam-
camp.
-
...
Para
isto
já
a
imprensa
opposiciomsta
■
com
um
pé
na
republica,
para
estar
prom-
pta
para
o
que
vier
de
Hespauha,
onde
,
negreja
o
horisonle,
e
outro
na monar-
chia,
insultando
todavia
a
sua
realeza,
faz
profissão
de
monarchica e
acaba, se
não
somos
maus
prophetas,
com
a
farçada
do
costume.
'
Em
a
trovoada
engrossando
devéras
o
Snr.
D.
Luiz
escreve
uma
carta
ao
snr.
Fontes,
como fez
ao
snr.
Barros e
Cunha
—não
sabemos
se
o
snr.
Fontes
estará
então
doente
dos dentes, como
estava
o
snr.
Barros
e
Cunha
da
garganta,
para
não
ir ao
paço,
e
diz-lhe:
—
-'Meu
Fontes
do
coração:-bem
sabes
que
eu
sempre
fui
muito
teu
amiguinho:
olha
que
a
cousa
é
seria,
vae-le
até
Paris
ou
Londres
com
uma
embaixada;
dá
tu
só
a
cambalhota,
mas
em
bom
colchão: bem
sabes que a
caridade
bem
ordenada
começa
por nós
mesmos,
e
se
estes maganões
vencem,
e
se
não
os
animo
com
o meu
real
agra
do,
põem-me
a
pão
e
laranja,
lem
pa-
voltes
como
da
outra
vez;
pois que
eu
em
podendo
desfazer-me
d’
elles
te
mando
logo
chamar;
porque
sobre
todos
te
amo
do
coração».
Segue-se
depois
a
carta
com
urgência
ao snr. Braamcamp,
convidando-o
a
que
venha
immediatamente
ao paço.
Apenas
s.
exc.a
a
recebe
vem logo
como
cavalheiro:
ha
grande
eflusão
da
parte
do
Snr. D.
Luiz,
que se
lhe
lança
nos
braços,
e
logo
que
a
primeira im
pressão
tem
passado,
e
depois
de peque
nas
recriminações,
dirige-lhe
o
Snr. D.
Luiz
a
palavra, dizendo:
«Acredite,
Braamcamp,
que
eu
sempre
o
estimei
muito
e tive
em
grande
consi
deração
o
seu
caracter;
mas
o
maganão
do
Fontes
tinha-me
coaclo. Aquelles di
nheiros
da
penitenciaria
e
da
.caixa
das
reservas
que
dizem
que
eu
recebi—eu
não
queria
recebel-os;
era
elle
que á
força
m
’
os
queria empurrar.
Agora
é
que
eu vejo
quanto
andava
errado,
porque
era
o
Fon
tes,
e
não
os
progressistas
que
estavam
alhados
com
os
republicanos.
«Acredite,
meu
Braamcamp,
na
since
ridade
do
meu
afleclo,
e em
prova
d
’
isso
tome
lá
a
minha
traducção
do
Hamlet,
e
traga
cá
o
M
.. para
o
logar
do
Sam
paio.
Diga
—
o
que
quer
que
eu
faça?»
«Pois
bem,
responde
o
snr.
Braam-
camp,
v.
m. lem
sido
desconceituado; pre
cisa de
uma
rehabililação:
é
necessário
uma
ovação,
e
isto
é
facil.
Dá-se
palavra
ás
chafaricas,
que
estão
mais
fortes
no
,
manejo
do
que
o
exercito do
Fontes
nas
[
manobras,
e
com
o
qual
é
preciso
acabar;
porque
não
está
em
harmonia
com
o
pro
gresso;
haja
vista
ás
festas de 24
de
ju
lho o
dos
martyres
da
liberdade.
Agora
.
o
que
é
necessário
é
estabelecer
o
pro-
.
gramma.
V.
M.
cede
de
um
conto
de
i
reis
para as
creches,
que
é
o
que
hoje
está
mais
em
moda;
outro
para o
mestr
e
,
de
cambalhotas
da
futura
instrucçâo
pri.
,
raaria;
outro
paia
o
de canto
que
o
pai
’
anda
muito
desafinado.
,
Depois
V
M.
sae
em
carro
descoberto
com
a
augusta
filha
de Viclor
Manuel,
o
anjo
da
caridade,
com
os
meninos,
que
o
povo
é
uma
grande
creança
e
gosta
de
creanças;
invenla-se
uma
festa nacional,
alguma
cousa
que
faça
pirraça
aquelles
endiabrados
burros,
e
vamos
cantar
e
dan
çar,
não
V.
M.
o
fado
em
volta da
esta
tua
do
immortal,
d
aquelle
que
apedreja
mos e
insultámos;
pois
que nós
somos
assim,
ora
insultamos
ora
bajulamos
a
rea
leza.
Depois
vivorio
a
pataco,
e
nós
que
já
lemos
um anjo
da
caridade,
ficamos
lendo
em
V.
M.
mais
um
anjo
da
nossa
(é
e
esperança».
«Bem lembrado,
Braamcamp;
tome
lá
um
abraço
de
despedida.
Esta
é
a
farçada
do costume,
que
está
preparada
e
a
que
se
encaminha
já
a
im
prensa da
opposição.
O
Snr.
D.
Luiz,
nem
mais
nem
me-
i
nos,
o
primeiro
magistrado
da
nação
(usa
mos
da
phrase
da imprensa
liberal
oppo-
i
sicionista),
a
quem
ella
paga,—
responsá
vel
desde
1789.
—
nolae
bem
a
ameaça
que
i
é ura
pouco forte
—
está
sujeito,
como
qualquer cidadão
á
responsabilidade
pelos
seus actos.
Ora
o liberalismo
accusa-o
de
usurpar
indevidamente, de
combinação
com
o
snr.
Fontes,
os dinheiros
do estado,
lego pela
boa
lógica
está
incurso
na
mesma
res
ponsabilidade
pela
theoria
do
liberalismo
opposicionisla.
Mas
adrailte-se-lhe
por
uma certa
be
nevolência
a
emenda,
porque
por
ora
ainda
faz
conta
a
monarchia
aos
qne
a
atacam
e
isto
traduz-se
facilmente;
póde
nmneal-cs
para
o
ministério
e
para
os
empregos.
A
çrmr.rTsrwwswíKíizrmTiBra^ç^wwwaçBMSM^^raBBíj^^Mwwra^^M
Snr.
’ D.
Maria
da
Gloria
emendou-se
e
morreu
chorada'
Ora
enião
porque
ata
cam
o
caracter
irreprehensivel
do
snr.
Sampaio?
O
snr. Sampaio
lambem
chorou
—
não
no
Espectro
—
a
Snr.a
D.
Maria
da
Gloria.
Não
o
vimos
nós
todos,
de
tocha
em
punho
e
de
leoço
ensopado,
seguir
o
cortejo
da
sua
rainha?
Não
nos
disse
elle
que
pedira
perdão,
—
não
antes
de
entrar
para
o ministério—
ao
filho?
E
que
scena
tão
sublime
e
edificante,
vêr
a democracia
de
bruços
rezar
um
acto
de
contricção
aos
pés
da
realeza!
Qúe
lypo
de
quadro
para
figurar
na
ga
leria
do liberalismo!
.
0
>ur.
Sampaio
é
digno
de
louvor
pelo
seu
exemplo
de
humildade!
Espera
mos que
em breve
teremos
um
2.
’
tomo
do
snr.
Sampaio
correcto
e
emendado.
(
Contmúa
)
Colleyius
e
aulas
particulares
(Conclusàoj
Temos
ouvido
dizer
que
se
prohibirem
o
ensino
particular
aos
professores
dos
lyceus,
que
os
collegios
particulares
não
terão
professores
competentes.
Cansa
dó,
ouvir
isto.
Pois
o professor
do
lyceu
que
anda
correndo
por
este
e
por
aquelle
col-
fegio,
estafado
e
moído,
ensinando
muitas
vezes o
que
não
sabe,
pois
alguns
se
propõe
para
tudo,
e
quem
quer
ser
para
tudo
não
é
par
nada,
será
acaso que um
homem
d
’estes,
arrastado
(é
verdade que
alguns
.também
dão lições
quasi
a
cavallo
para
acudir
melhor
em serviço
do
bem
publico) no phy-ico
e
no
moral,
possa
ser
mais
util
em uma
cadeira
do
que
aquel
le
que,
socegado
e
pacifico,
entregue
ao
estudo,
estuda
as
questões
para
as ex
por
aos seus
discípulos,
que
se
interessa
por
elles
ensinando-os
radicalmente
coma
certeza
de
que
assim
é
preciso
para o
bom
exito
final
dos
exames,
e
contando,
qu
!
um
discípulo
seu
deve
saber
muito
e
muito
mais
do
que
o
outro
que
é
lec-
cionado
pelo
proprio
que
o
hade
exami
nar;
será
possível
pois,
que
em paralle-
lo
o professor
do
lyceu
tenha
preferencia
ao particular, moralmente
habilitado
para
o
magistério?
Não
póde
ser
preferido
o
professor
do lyceu,
e
por
isso
o
profes-
■
sor
particular
tem
a
vantagem,
não só
da
proficiência,
mas
a
da
moralidade.
E que
poderia
resultar se
alguns
col
legios
fechassem
por
lhes faltar
o
apoio
d-.s
professores
dos
lyceus?
Resultava um
bem
para
o
paiz; porque
este
lucra
quan
do
purifica
a
sua
atmosphsra
moral.
Os
Jvceus haviam
então
de
ser
mais
concor
ridos,
e
o ramo
do
serviço
publico
mais
importante
da
sociedade lucraria
infinita
-
mente.
Houve
um
tempo
em
que
se
clamou
por
habilitações
para o
professorado
par
ticular.
Os
professores
dos lyceus, em
exercício
do
magistério
particular
eram os
que
mais
interesse
levavam
em arredar
a
concorrência
dos
professores
particulares.
Essas
habilitações
que
se
pediam,
e
que
na
verdade
vão
de
encontro ao
espirito
da Lei fundamenta!
do
paiz,
e
de
outras
publicadas
por occasião
da
Revolução
de
Setembro,
estavam
exigidas
pelos
decretos
de
20
de
setembro
de
1814.
e
10 de
Ja
neiro
de
1851;
mas
quasi
foi
letra
mor
ta,
puis
poucos
trataram
de
se
habilitar
com
um
diploma
para
o
ensino.
Veio
o
decreto
regulamentar
de
10
de
abril
de
1800,
e
mais
apertados
pelas
auctorida
des,
muitos
dos
professores
particulares
e
direclores
de
collegios
trataram
de
se
mu
nir
com um
titulo
de
capacidade,
que
fa
cilmente
se passava pela
Direcção
Geral
de
Instrucção
Publica,
titulo
que
a prin
cipio
custou
bom
dinheiro,
mas
que foi
descendo
em
preço,
e
por
final
muitos
deixaram
até
de os
tirar.
e tem
conti
nuado
no
exercício
do
magistério;
e
al
guns
d
’
elles
com
a
proficiência
que
não
tem
muitos
d
’
aquelles a
quem
foi
confe
rido
o
tal
titulo.
Alguns
até
obtiveram
esse
titulo,
sabe
Deus
como.
O
titul
»
de
capacidade
nada
represen
ta. Também
os
professores
dos
lyceus
en
sinam
disciplinas
que
não
professam
no
lyceu.
ensinam
tudo,
e
não
tem
titulo
dp
capacidade,
e
mesmo
para
ensinarem
as
disciplinas
que
professam
no
lyceu
em
tal
caso
precisariam
do
dito
diploma,
quando
se
qnizesse
levar a
licença
a
um
campo
ofiieia!. E
para
os
professores
doslyceus
ti
rem supplanlado em'tudo os
professo-
r,;-
particulares
são
estes
sobrecarregados
com
pesados
tributos,
emquanto
aquel-
ks
só
pagam
a
decima
do
seu
ordenado
do
lyceu.
Isto
mesmo
é uma prova
de
que
*o
prefessorado
particular
não
mere
ce
nenhuma
protecção do
governo,
que
antes
o vexa
e opprime,
deixando
correr
á
reveha
actos
de
immoralidade,
como
é
em
si o
exercício do
magistério
particu-
laa
pelos professores
dos
lyceus,
sob
taes
condições,
como
temos
exposto,
e
que
são
conhecidas
de
toda
a
gente.
N
’
este
ca
so
as
excepções
de
honra, ficam
de
fóra.
Entende
alguém
que o
governo
não
deve
consentir no
presente
e
no
futuro
estabelecimentos
particulares,
sob
pretexto
de
que
não
satisfazem as
condições
de
seus
programmas no
ensino
das
humani
dades,
e
menos
das
sciencias.
E
isto
em
parte
verdade
é;
mas
nós
somos
de
opinião
contraria,
porque queremos
ir
com
o
es
pirito
da liberdade
do
ensino,
e
então
o
governo
apenas
se
deveria
limitar
nos col
legios
particulares
á
inspecção
sanitaria,
moral,
e
religiosa,
e
ao
conhecimento
do
ensino,
e estado
dos
alumnos,
esperando
das
provas publicas
o conhecimento
de
seu
adiantamento
real,
em
exames
justos
e
reclos,
porque
o
resto
pertence aos
paes,
fiscaes
natos da
educação
e
instrucção de
seus
filhos.
E
por
ventura
póde-se
fazer
uma
vio
lência
tal,
de
obrigar
o
chefe
de
familia
a
acreditar
na
excellencia
d’
uma cousa,
que
está
bem
jlonge de ser
excellente,
como
éo
ensino
dos
lyceus? Não.
Pois
é
certo que se
pensa
em
promover
a
con
corrência
aos
lyceus,
promettendo
aos
alum
nos
resultados
satisfatórios,
tendo
lido
boa
frequência,
como
se
os bancos
das
aulas
não
fossem
bem
quietos
e
permanentes,
sem
deixarem
de
ser
bancos.
Esta
allicia-
ção
immoral,
é
como
a
que
o
director
do
collegio
particular
póde
fazer, promet-
lendo
ao
alumno
mais
adulto
muitas
lar
gas,
e
que
no
fim
do
anno
se
empe
nhará com
os lentes
juizes,
que
tenha
a
seu
soldo,
para que
obtenha
uma appro
vação,
sem
ter
lido
grande
trabalho
com
o
estudo
de
um
anno.
Estas
considerações
poderiam
ir
ainda
muito
mais
longe,
porém
já
o
que
temos
dito
é
bastante para
advertir o
governo,
se elle
quizer ser
governo,
de
governar
com
justiça
e moralidade,
como
espera
mos que
hade
de
ser,
fazendo cessar
des
de já os
abusos
inveterados,
que existem
de
ha
muito
no
ramo
do
ensino publico.
(
Considerações geraes
sobre
o
estudo da
instrucção
piiblica, 1863, paginas 16
a
22,
folheto
anonymoj.
CO
R
SB
ES
ÍP®
.V
»
E
S> C
IA
de
força
maior
os
poderia
atrazar, que
entre
amigos,
que
devem
muito
mais,
em
prestações e
capital,
não
se
contende
edm
elles.
E’
isto
um
facto
sabido,
e
sabe-se
muito
mais,
quando
qtieira
dizer.
A
companhia
só
tem
servido
de
ruina
aos
que
tem
tido
a desgraça
de
lá
se
entalarem, como
muito
bem
tem
dito
o
snr.
visconde do
Coruche,
nos
seus
excel-
lenl<s
artigos
sobre
credito
agrícola,'
pu
blicados
no
«Jornal
do
Coinmercio».
Esta
verdade
deve
fazer
pezo
no
animo
do
publico,
e
chamar
a
attençào
do
governo
e
do
paiz inteiro,
para o
mal
que tal
estabelecimento
lhe
está
fazendo,
com suas
execuções
intempestivas
e
prejudiciaes.
Moralidade
no
poder
é
o
que
quere
mos,
e
não
está
só
nos
desperdícios
o
mal do
paiz,
mas
na
companhia
do
cha
mado
credito
predial,
que
um
governo
sério
deve
fazer
sair das
mãos
de admi
nistradores
tao
insolentes
e
desprestigia
dos,
e que
teem
por
ajudantes
pro
curadores
de
tal
ordem,
que
são
aponta
dos
como
os mais
desalmados
agiotas
e
rapinadores.
O Estado
deve
pois
pôr administração
sua
a
um estabelecimento
tão
altamente
inconveniente; é
um estado
no
Estado;
faz
com
suas
obrigações
uma
concorrência'
terrível
ao
credito
publico:
isto não
póde
continuar,
e
aquelle
fóco
de tropelias
e
de
immoralidade,
deve
acabar
por
uma
vez,
porque é
uma
larga
penitenciaria
das
muitas
familias
que
alli
foram entaladas
inconscienlemente.
Com
uma
commissão
administrativa
continuará
uma
liquidação
benéfica sob
a
protecção
do
Estado,
ou
de
reconstrucção
a
companhia
em
bases
solidas,
e
de
ver
dadeiro
credito
predial
e
agrícola,
que
proteja
e
não destrua,
que
sirva
de
be
neficio
ao
paiz
e
não
para
enriquecer
políticos
agiotas,
judeus
usurários,
e
uma
cohorle de parasitas
que alli
se
aninham
a
sugar
a
desgraça,
e
a
fazer
as
combi
nações
de
destruição
para
sua
elevação.
Esta
sociedade
porlugueza
tem
muito
de
que
cuidar, tem
muito
que derrubar
e
destruir
para
se
pôr fóra
da
podridão
morai
que a
envenena.-Os
privilégios
que
se declaram abolidos
ao
grito
da
liberdade
desde
1820
até
1834, tem
sido
substituí
dos
por
outros
tão detestáveis
e
tanto
mais
prejudiciaes
ao
bem
publico.
Os pri
vilégios
de
que
gosa
a
Companhia
Geral
do
Credito Predial
Portuguez são
um
ata
que
ás
leis
organicas
do
paiz;
um ataque
aos
princípios
de
liberdade,
ao bom senso,
e
d
’um
prejuiso
rncalculavei
ao
Estado.
Onde se
viu
que
o
mutuário
que
quer
pagar,
tem
por
esse
facto
uma multa
de
3
por
100
para
o
governador
da
compa
nhia?!
Mas que
se
o
governador
foi
que
fez
a
lei
da
companhia
privilegiada,
sendo
governo,
ou
tendo
influencia
n
’
elle
!
Criou
um
estado
para si,-
e
é
tão
cioso
do
seu
poder
n
’
aquelle estado
á
lunesiaua,
que
sendo
presidente
do
concelho
no verda
deiro
estado,
não
deixa
de governar
a
ambos.
E
chama-se
a
isto
moralidade
no
po-
por
!
Que
grande moralidade
de
palavras
e,
immoralidade
de factos!
Um homem
d
’Estado
não
laz
d
’islo;
só
em
Portugal.
Na
Inglaterra,
um homem
d
’Estado
que
foi
chamado
ao
govarno,
fez
vender
primeiro
todas
as
acções
de
bancos
e
companhias,
desprendeu-se
de
tudo.
Este
homem
loi
o
duque de Wellinglon, que
era
um
verdadeiro
duque,
cheio
de
gloria
e
de
honra,
como
o provaram
sempre
os
seus,
actos.
Na
revolução
de
1846,
dizia
um nosso
amigo:
«Deseugane-se, isto não
se
põe
a
caminho,
sem
mandar
vir
um
ministério
dTugialerra».
E
o
homem
tinha
razão,
porque
ainda
por
aquelle
tempo
a
Gran
Bretanha
tinha prestigio,
por
ter
homens
d
’
esta
tempera.
Mas
em
Portugal ?
Em
Portugal
abundam
os cavalheiros
d
’
industria;
os
commendadores
de taberna,
os
conselheiros
pataratas,
os
barões
bo-
çaes,
os
viscondes
agiotas,
e
assim
su
bindo
com
pequenas
excepções, até ao
ultimo
ducado
desta
abençoada
terra
dos
varões
assignalados,
mas
onde
ainda
não
appareceu
um
Plutarcho
para
os
descre
ver
Onde
chegará
isto?
E’
o
que
lodos
perguntam,
e
ninguém
sabe
responder,-
—
e
nós somos dos
últimos.
No
entanto
é
de
Ibisboa
36
d
’
agosto
de
Ha
neste
paiz
uma
entidade
chamada
Companhia
Geral
do
Credito
Predial
Por
tuguez,
nome
pomposo,
mas
que
em
nada
correspondeu
ao
que
se esperava
de
tal
instituição,
que
illudiu
muitas
pessoas,
e
que
se
tornou
uma
verdadeira
ratoeira.
E
’
certo
que tal companhia
foi
insti
tuída para
fazer
política,
para
collocar
amigos,
para
enriquecer
agiotas,
e
para
entalar os
innocentes
Ainda ella
não
existia
ha quatro
annos,
e
já
tinha
seis
centas
execuções
sobre
os
seus
mutuantes,
e
mais
de
cem familias
estavam
arruinadas,
porque
se
executava
por
qualquer prestação
em
atraso,
sem
dó
nem
consciência
dos
males
que
isso
ia
causar,
e
não
se querendo
saber
se
o
proprietário
linha
tido
revezes
que
o
im
possibilitassem
de
pagar
de
prompto,
ou
que
outros
motivos
dessem
logar
a
uma
demora
qualquer
nos seus pagamentos.
Este
barbarismo
começou
a
despertar
a
imprensa,
e
os
clamores
alevamados
em
todas
as
conversações
particulares,
foram
taes,
que
o
governo
da
companhia
teve
de
moderar-se,
e
lambem o
seu
descrédito se
estabeleceu
por
tal
fórma,
que depois poucos
ou
nenhuns
contractos
se
tem
effectuado
nella,
antes
muitos
distrates
voluntários,
para
se
verem
livres
d
’aquelles
senhores, que
como
diz
o
Pae
Pawino,
tem
olho.
E’
cousa
singular!
Quando
o paiz
lucta
com
uma
grande crise, ha mais
de
dois
annos,
quando
a
agricultura se tem
visto
a
braços
com toda
a
ordem
de
embara
ços,
é que
o
governo
da companhia
se
lembrou
de
voltar
ao
syslema
amigo
das
execuções
por
atacado, contando
que
em
pouco
serão
centenares
d’
ellas,
porque
a
azafama
do
procurador agiota é grande,
e
a
sua
industria
ainda
maior.
Mas
note-se,
que emquanto
se
prati
cam
estas
violências contra
pessoas
que
nunca
foram
traficantes,
e
que
só
caso
GAZZTILH1
crer,
que
o
resultado
final
dos
feitos
gloriosos
d
’estes
agiotas
que
substituíram
os
argonautas,
dos
traficantes
encartados
que
supplantam
os
homens
honrados,
ha
de
ver-se
dentro
em
pouco.
Não
póde
deixar
de
ser.
H.
Saikta
ilSau-ás» IVIagdwIe
ís
».
__
hmntem
de tarde
conduzida
procissional-
mente
a
devota
Imagem de
Santa
Maria
Magdalena,
da
capella
de
S.
João
da
1
’
on-
te
para
a
Misericórdia,
onde
estará
ex
posta
á
veneração
dos
fieis,
para
inter
ceder
perante
o
Altíssimo
que
o
tempo
melhore.
Pomjiasa
festividade.—
Na
fregue-
zia
de
Louzado,
concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
e
n
’
uma
capella,
recente
mente
construída na
mesma
freguezia,
hade festejar-se
com
muita
pompa
e
esplen
dor
o
Sagrado
Coração
de
Maria,
nos
dias
7
e
8
do
mez
de
.setembro
proximo,
havendo
no
dia
7,
sabbado,
missa
canta
da,
a
primeira
communhão
a
50
meninos,
e
procissão,
sendo
orador
o muito
revd?
abbade
de
S. Nicolau,
do Porto.
De
tarde será
benzida
a
imagem
de
Nossa
Senhora
da
Boa
Hora, que ficará
n
’
um
dos
altares
da
mesma
capella,
e
ha
verá
vesperas
capitulares.
A
’
noite
haverá
arraial
e
uma
brilhante
illuminação,
queimando se 250^000
reis
de
fogo d
’artifieio,
e
toc
ndo
quatro
mu
sicas,
sendo
uma
d’
esta
cidade.
No
dia
8, domingo, hade
cantar-se
missa
a grande
instrumental,
sendo
orador
o
revd
niJ
desembargador
abbide de
S.
Pedro
de
Maximinos,
d
’
esta
cidade,
e
de
tarde
sairá
uma
apparatosa
procissão,
em
que irão
muitos
anginhos
e
sete
andores.
Tocarão
as quatro
bandas
marciaes
du
rante
o
dia
todo.
A
commissão,
desejando
tornar
esta
festa
o mais
grandiosa
possível,
já
con
seguiu
da Direcção
do
caminho
de
ferro
do
Minho a
promessa
de
pararem os
com
boios
defronte
da
capella,
não
só
para
levarem
os
romeiros
para
a
festa,
como
para
os
conduzirem
para
suas
casas.
MonsereiçãeH.
—
-Foram
nomeados
go
vernadores civis
substitutos,
para
Br
ga
o
snr.
Antonio
Gaspar
Teixeira
de
Ma
galhães
Carneiro,
e
para
Bragança
o snr.
José Carlos
Ledesma.
ProhibiçAo.—
O
em.rno
cardeal
arce
bispo
de
S.
Thiago
prohibiu,
sob
pena
de
excommunhão,
a
leitura das
folhas
lies-
panholas
«El
Diário
de
S.
Thiago»
e
«La
Reforma»,
lançando
egual analíiema
sobre
todas
as pessoas
que
coadjuvem,
assignando
ou
collaborando,
aquellas
publicações,
ou
que-
tenham
em
seu poder
algum
numero
d
’aquelles
periódicos.
Vnçjazuru.
—
Está
vago
o
logar
de
carrasco
na
comarca
dâ
Corunha,
e
pira
oseu preenchimento
apresentaram-se
ji
uns
20'4
requerimentos'!!
íjieeatçws.
—
Ao snr.
dr.
Lobo
d
’
Avila,
delegado
do
procurador
regio
d
’esta
ci
dade,
foi-lhe concedida
licença
de 50
dias.
—
Também
o
2.°
bibliotecário
d
’esta
cidade,
o
snr.
Alberto
Leite Pereira, ob
teve
mais
40
dias
da anterior.
Enstrweçi&o
piinuri».
—
Pela
direc
ção
geral
de
instrucção
publica
effeclua-
ram-se
os
seguintes
despachos
com
<ata
de
26
do
corrente:
Antonio
Dias
Ferreira,
professor
vita
lício
da
cadeira
de
ensino
primário
da
fre
guezia
de
Espinho,
concelho
de
Mortagua
—transferido,
pelo requerer,
para
a
de
Freixedo,
concelho
de
Santa
Comba-Dão.
José
Dias
Barata
Salgueiro,
professor
vitalício
da
cadeira
de
Goeniral,
concelho
de
Pédrogão
Grande
—
transferido,
pelo
re
quer,
para
a
de
Madeira,
concelho
de
Olei
ros.
Miguel Archanjo
Monteiro
e
Brito,
pro
fessor vitalício
da
cadeira
de
Moitenta,
concelho
de
Mangualde
—
transferido,
pelo
requerer,
para
a
de
S.
Braz
de
Samouco,
concelho de Alcochele.
Macia
Clementina
dos
Santos,
profes
sora
temporária
da
escola
de
meninas
de
Santa
Comba
da
Villar
ça,
concelho
de
Villa
Flôr
—mudada
para
a
de
Algoso,
con
celho
de
Vimoso,
até
concluir
o
seu
pro
i-
mento.
Thereza
de
Jesus
de
Almeida,
profes
sora
temporária
da
escola
de
meninas
da
villa
de
Alcoulim
—
provida
vitaliciarnente
na
escola
da freguezia
de Algoz,
concelho
de
Silves.
e
eBoeeaçw.
—
O
exc.
snr.
Francisco
Jacome,
da
casa
do
Avellar,
tem
andado
esies
dias
a
pagar
as
suas
vi
sitas
por se
achar,
se não restabelecido
de
todo,
ao
menos
com
sensíveis
melho
ras,
as
quaes
do
coração
lhe
desejam^
8-
Outro
tanto
não
acontece
com
sua
ir
*
i
mã
e
cunhado
os
exc.
l!,QS
viscondes
de
Ruãer,
sujos
habituaes
padecimentos
se
leem
aggravado
n’
estes
últimos
tempos,
e
augmenlad.s
pelos
desgostos
que
o
‘|,r*
ra,
do
seu
íoral,
brazão
d
’armas,
privi
légios
dos
seus
habitantes,
homens
notá
veis que
tem
produzido,
procissões
e
actos
solemnes
da
Camara,
regimentos
dos
of-
ficios,
preços
dos
generos
em
varias
épo
cas,
seu
fôro
de cidade,
medalhas
e
men
ções
honrosas que tem
obtido,
nomencla
tura
antiga
e
moderna
das suas ruas
e
praças,
fontes
publicas,
estradas,
commeT-
cio,
industrias, agricultura,
feiras,
instruc
ção
publica,
imprensa, theatro,
bancos,
agencias,
companhias,
ordens, confrarias,
irmandades,
associações,
aria
do
seu
con
celho,
íreguezias,
população,
etc.,
etc.
Tratará
lambem
dos seus monumen
tos,
estudando, nos
religiosos,
os
conven
los,
as
eg'-ejas,
as
capellas
e
as ermidas;
nos
de piedade
e
benelicencia os
hospi-
taes,
os
asylos,
os
albergues
e
as
gafa
rias,
e
nos
nacionaes,
os paiacios,
os
cas-
tellos
e
os
padrões.
Como
se
vê,
esta
obra,
fruclo
de
im
menso
trabalho, será
uma
das
mais
com
pletas
que
se
possam
desejar
pira
a
his
toria
de uma
terra
tão
importante
como
Guimarães,
e
formará
um
volume
em 8.°
de 400
paginas,
em
optimo
papel
e
bom
lypo.
O
snr.
padre
Caídas fez um
bom
ser
viço
ás
lettras
patrias
recolhendo
e
apu
rando
tão
crescido e
interessante
numero
de
noticias,
e
outro ainda
maior
a
esta
cidade,
concorrendo
para
tornar
conheci
da
a
sua
importância
não
só
nos
antigos
como nos
modernos
tempos.
O
preço
da obra,
por
assignatura,
se
rá
de
700
réis.
Recebem-se desde
já
assignatura
n
’es-
la
cidade
na redacção
d
’
este
jornal.
—
■Re
ligião
e
Patria».
Entrada
aoietnne.
—
Dizem
de
Ná
poles
que
no
dia
11
fez sua
entrada
solemne
n’
aquella
cidade o
novo
arcebispo
M.
S.
Felice,
nomeado
pelo
Papa, e
não
reconhe
cido
pelo
governo
italiano,
obtendo
uma
ovação indescriptivel.
Desde
a
estação
á
egreja
os
applausos,
as
flores,
as
pombas
e
os
versos
não
ces
saram
um
momento.
As
ruas,
as janellas,
os
telhados
esta
vam
atulhados
de
gente.
A
’
noite
houve
illuminação
na maior
parte
das casas.
A«
queimuduraR
ííí
?
phMphors.
—
Alguns
fumadores
teem
o
costume de
accender
os
phosphoros,
fazendo-os
esta
lar
com a
unha.
O
seguinte
facto, narra
do
pelo
«Jornal
do
Havre»,
deve
fazer
precaver
as pessoas
que
tenham
esse ha
bito,
escreve
a
«11.
de
Setembro».
O
snr.
X.,
um
moço
cheio de
vida
e
com
ura
bello
futuro,
sabia
ha
pou
cos
dias
de
Paris
para
ir
a
Lyão
visi
tar
sua
familia a
quem
não
via
ha mui
to
tempo.
Grande, portanto,
era
a
sua
alegria.
Na estação,
quando
estava
para entrar
no
comboyo,
quiz
fumar
um
cigarro,
e
segundo
o
mau
costume
que tinha
con-
trahido,
accenden
um
phosphoro raspan
do-o
com a unha
do
dêdo
poilegar.
Ao
fazer
esta operação,
metteu-se-Ihe
um
bocado
do
phosphoro
incandescente
por
baixo
da
unha,
produzindo-lhe
uma
queimadura
a
que
não
prestou
grande
attençáo.
Forém
ao cabo
de uma
hora,
hora
da
viagem, a dôr
tornou
se
insupporta-
vel; o dêdo,
depois
a
mão,
depois
o
ante
braço
inchavam
desmesuradamente.
Em
presa a
uma febre
ardente, o
snr.
X.
viu-se
obrigado
a
apear;
mandou
chamar
o medico,
o
qual declarou
que
era
absolutamente
necessário
a
amputação
do ante
braço
e
que
não
havia tempo
a
perder
O
doente
quiz
esperar
algumas
horas;
seu
pae,
a
quem
fizera
saber
o seu es
tado
pelo telegrapho,
não
podia
tardar
a
chegar.
Chegou
com effeito,
porém
muito
tar
de.
A
resorpçã
>
purulenta
ganhára
o
bra
ço,
em
seguida
a
espadoa;
já
não
era
pos
sível
operação
alguma.
O
infeliz
morreu
depois
de
vinte
e
sete
horas
de
horríveis
soffrimenlos.
«írlerate.
—Unimos
telegrammas:
Paris
27
—
A
França
e
a
Italia
vão
to
rnar
a iniciativa
da
mediação entre
a
Tur
quia
e
a
Grécia
e
serão
apoiadas
pela
Rús
sia
e
a
Allemanha.
O
resto dos
insurgentes da
Bosnia con
centram
se
em
Sienitza.
Londres
28
—
0
«Times» declara
que
a
Inglaterra nã
>
garantirá
mais
emprésti
mos
nem
ajudará
nenhuma
emissão
turca,
pois
que
não
admítte
que
as
difliculdades
financeiras
ua Turquia
sejam
conferidas
com
a
convenção.
Ha
granle
agitação
em
Constantinopla
visconde
tem
sofFrido
com
a
marcha
dos
negocios
da
sua
casa
do
Porto,
a
qual
ê
ó
depois
que s.
e.xc.a
deixou
de
a
gerir
pessoalmente
e
se
retirou
para
Ruães
é
que
iem
sido
affectada.
Muita
resignação
e
grandeza
d'alma
é com
que
taes
gol
pes
se
podem
suppórtar
raiieeiitseiiio.—
No
dia
2,8 falleceu,
n
a
sua
casa
de
Provezende,
a
exc.
niJ snr.
a
1).
Maria
do
Pilar
da
Cunha
Pimentel,
ir
mã
mais
nova
do
exc.
ÍU0
snr.
dr.
Jero-
n
ynao
da
Cunha
Pimentel,
a
quem,
assim
corno
a
toda
a
nobre
familia anojada, com-
primentârnos.
Aquella
joven
senhora
já
de
ha
muito
sofiria
gravernenle;
mas
os
seus
soílrimen-
tos
agravaram
se
muito
depois
que d
’
esta
cidade
partiu
para
a
casa
de
sua
familia.
Pedimos
por
sua
alma
as orações
dos
leitores.
ífcuiro.
—
Em
Karlsbad,
falleceu
cora
69
annos
(fedade,
um
dos
mais celebres
historiadores
da
Hungria,
Miguel
Horwath,
bispo
in
parlibus
de.
Trebigne.
Macrobia.
—
Em
Bragança
falleceu ha
dias
uma
mulher
conhecida
pela
Calharina
dos
rapazes,
que
passou
103
annos
n’
esle
val
le
de
lagrimas!
Na
vespera
do
failecimento
ainda
foi
vista na
rua.
Aos
lavradores.
—A
Revista
dos
ca
minhos
vicinaes,
de
Hespanha,
publica
o
seguinte
sobre
a maneira
de
encontrar
agua
nos
campos:
«Depois
de.varias
considerações
sobre
a
possibilidade
de se
encontrar
aquelle
tão
util
elemento
para
os lavradores,
por
que
muitas
vezes
se
vêem
embaraçados
para
o
amanho
das
suas
terras
e
alimen
tação
das
plantas, refere
que
o
meio
que
lhe
paiece
mais
preferível,
entre
outros,
é
o
que
usam
na
Italia para
conhecer
a
que
profundidades
se
encontrar agua.
Para
isso tomam-se
100
grammas de
enxofre,
outras
tantas
de
verdete
(acetato
de
cobre),
igual
dóse de
cal
viva
e
ou
tra
tanta
de
incenso
branco.
Misturam-se
estes
elementos
n
’
um
púcaro
novo
vidrado
e
enche-se
depois
com
100
grammas
de
lã.
Coberto
o
púcaro
com
uma tampa
de
barro,
também vidrada,
pesa-se
e enter
ra-se
n
’
um
orifício
feito
a
trinta
centíme
tros
de
profundidade.
Passadas
que
sejam
vinte
e
quatro
ho
ras
retira
se,
e
depois
pesando-se
nova
mente,
se
se
notar
augmento
é
signal evi
dente
de
que
existe
agua,
mas
se
não
houver
augmento
de peso,
é
signal
infal-
livel
do
contrario.
Se
o
augmento
de
peso
fôr
de 40
•grammas encontrar-se-ha
agua
a
21
me
lros
de
profundidade;
se
fôr
de
80.
a
10
metros
e
meio;
se
fôr
de
160.
a
7 me
tros,
e
se
fôr
de
200
grammas a
agua
estará
a
3
metros.
A
melhor
época
para
fazer
estes
en
saios
é
aquella
em
que
a terra
se
não
encontra
muito
seeca
nem
demasiado
hú
mida».
g»e«gs'»ç!asi.
—
Lê
se
n
’
um
periodico
dos
Estados-Unidos:
Desde
a
terrível
des
graça
occorrida
ba
perto
de
2
annos
na
ponte
de
Ashtabula,
náo
succedeu
nos
Estados-Unidos
do
Oeste
um sinistro Ião
lámeutavel
como
o
que
houve
no
dia
7
tio
caminho
de ferro
de
Pan
Handle
na
estação
chamada
de
Mingo
(Ohio).
Um
trem
expresso
e
outro
de
mercadorias
chocaram
e
se
destroçaram
immediata-
menle,
causando
morte
instantanea
a
12
pessoas,
quasi
todos
viajantes, entre
as
quaes
havia
vários
emigrantes.
Além
de
isso
resultaram
uns
40 feridos, graves
na
sua maioria,
entre
homens,
mulhe
res
e
creanças.
Os habitantes
de
Stenben-
ville
accudirsm
em
auxilio
dos
feridos
e
prodigalisaram-lhes
to
la
a
sorte
de
cuida
dos.
D’esla
terrível
catastrophe
é
culpado
o
machinisla
do
trem
de viajantes,
que
se
di>lrahiu
ao
percorrer
uma
curva
e
não
advertiu
que
a
100
yardas
de
distancia
o
avisava
o
outro
machinisla
qtian
lo
este
não
podia
já
por
si
só
evitar o
choque.
£
'uMienftío
importante.
—
O
nos
so
presado
amigo
e
muito
illustrado
sa
cerdote
o
snr.
padre
Antonio
José
Ferrei
ra
Caídas,
vae publicsr
uma
obra
em
que
trabalha
ha
muito
tempo
e
que
é
do
maior
interesse
para
os
que
amam
ter
1
conhecimento
do
que se não
encontra
se
não
revolvendo
o pó
dos
archivos,
gas
tando a
vista
e
a
paciência
na
leitura
dos
velhos
códices,
apurando
no
crysòl
da
mais
severa
critica
as
diversas
tradições,
reco
lheu io
emíim
e
coordenando
o
maior
nu
mero
de noticias,
qne,
nem
por
anda
rem
disp rsas
e
desordenadas,
deixam
de
ter
interesse
e
de
serem
muito
impor
tantes.
O
livro do snr.
padre
Caídas,
terá
Por
titulo
—
Guimarães
—
apontam
:nlos
para
a
sua
hsitorii,
e
dará
origem
d
’esla
ter
Luvas:
dois
pares
em
dia de
S.
Sebastião,
e
egual numero
em
dia de
S.
Lazaro
—
4
pares
de
luvas.
No
dia
da
Purificação
de
Nossa
Senhora
—
8
arrateis
de
cêra.
Em
dia
do
ofíicio
por
alma
de
D.
João
IV,
o
cyrio
em
que
pegava
durante
a
missa
—
1
cyrio.
Gala
Quatrocentos mil reis
—
400-5000
reis.
Esta
propina
dava-se
unicamente
nas
occasiões
de
grandes
solemnidades
publi
cas.
Laminarias
Em
cada
noite
de
luminárias,
por man
dado
do
rei
245000
reis.
Para
fogueiras,
n
’
essas
noites,
por
estylo
muito
antigo—
125000
reis.
E
o mesmo
vencia
nas
noites de
fo
gos
de
artificio,
sendo
separadas
.das
de
luminárias.
Touros
Em
cada
dia
de
touros,
ou
fossem
por
determinação
regia,
ou
por
mandado
da
camara,
sendo
corridos
no Terreiro do
Paço,
tinha,
peia
assistência
do
senado—
45000
reis.
Luto
Por occasião
de
luto
ordenado
por
el-
rei,
para
os
tribunaes,
tinha'
quatro
pe
ças
de
baeta,
de
cincoenta
covados
cada
uma,
pagando
se
pelo
preço que corria
na
rua
Nova
—
4
peças
de
baeta.
Para
feitios
—
205000
reis.
Auto
de
Fé
No
dia
em
que
havia
auto
de
fé
vencia—
245000
reis.
Era
costume,
todas
as
vezes
que
0
senado
fazia
assistência
publica,
ou
pro
cissão,
por caso accidenlal,
em
que
ia
em
corpo
de
tribunal, ter
0
presidente
0 mesmo
que
vencia
nas
procissões
ou assistên
cias
publicas
annuaes.
Assignaturas
Nada
recebia
por
assignaturas,
nem
pelas
rubricas
em
livros,
porque
as
não
fazia.
Vistorias
Com
as obras
de
S.
Vicente,
em
dia
de
S. Marcos—15220
reis.
As que
permeiam
ao
senado,
e
que
por
este
eram pagas,
regulavam
um
anno
por
outro
—
.16501)0
reis.
Pagas pelos
interessados,
cada uma
—
35200
reis.
Vereadores
Cada
um
dos
vereadores
do
senado
re
cebia
annualmente:
De
ordenado
—40í
!
5
00
reis.
De
propinas
—
por
acompanhar
as
10
procissões
designadas
no titulo
do
presidente
—
385000 reis
Por
dez
assistências
(declaradas
no
dito
titulo!
—205000 reis.
Para
luvas
no
dia
da
festa
de S.
Sebastião
—
15000
reis.
Para
ramalhete
e
luvas
no
dia da
testa
do Corpo
de
D^us
—
25000
reis.
Para
carneiro
pela
Paschoa
—
15500
reis.
Para
porco,
pelo
Natal
—
45000
reis.
Para
duas
resmas de papel, a
15200
reis,
—
25400
reis
Por
assistir,
com
0
senado,
á
festa
na
egreja
de
Santo
Antonio
dos
Capuchos
—
25000
reis.
Para
folhinhas
e
prognosticos
—
95600
reis.
Dois
pares
de
luvas:
um
em
dia
de
S.
Sebastião
e
outro
em
dia
de
S.
Lazaro
—2
pares
de
luvas.
Para
cera,
em
dia
da
Purificação
de
N.
Senhora
—
4
arrateis
de
cera.
No
dia
do
officio
súffragando
a
alma
de
e!-rei
D.
João
IV, na egreja
<le S.
Vicente,
era-lhe
dado 0 cirio
com que
as
sistia
a
essa
ceremonia—1
cirio.
Pela
chanceliaria
da côrte —
15080
reis.
Em
cada
noite
de
luminárias ordenadas
por
sua
mugestade
—
125000
reis.
Para
fogueiras, ern
cada
noite—65
400
reis.
Em
cada
dia
de
toiros
assistindo
0
senado
—
25OOO
reis.
Vencia
igual
quantia
*
por
qualquer
as
sistência
feita pelo
senado.
Tambe
n
rece
bia
esta
mesma
propina
quando
a
cidade
fazia
alguraa
procissão,
indo
0
senado,
além
das
que
ficam
referidas.
contra
as
auctoridades. Os
ulemas
exigem
a
mudança
de
ministros.
Começou
a
demolição
dos
fortes
de
Ba-
toum.
Receia
se
que
os
lazes
incendeiem
e saqueiam
a cidade.
Vankovich,
principal
chefe
da insurrei
ção
da
Bosnia,
foi
preso
pelos
gendarmes
austríacos.
Berlim
27
-Disem
varias informações
particulares
de
Vienna
que
os
ministros
austríacos
reconheceram
a
soberania
do
sultão
sobre
a
Bosnia,
mas
recusam fixar
o
praso
para
a
permanência
dos
austríacos
n
’aquella
província.
Os turcos
evadiram
o
território
grego
em
Palama
e Dornoyo,
haveudo
conflicto
entre
os
habitantes
e
as
tropas
austría
cas.
O
governo
tomou
as
necessárias
pro
videncias.
Desmente-se
que
Commundouros
tenha
sido
chamado.
Partuguezon
falleeidog.
—
Desde
5
a 7
de
agosto,
fallecerain
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Julia Izabel
Pinto
Dantas,
42
annos,
casada;
Antonio Pinto
da
Fonseca.
49
a.,
s
;
João
Pereira
Alves d
’
Abreu,
2a
a.,
s.;
Tiburcio
da
Camara,
34 a., c.;
An
tonio
Gomes
d
’
Oliveira, 54
a.,
c
; João
da
Costa
Fontes,
22
a.,
s.;
Manoel
José
Pinto, 52
a.,
c.;
Luiza
Carolina,
72
a.,
s.;
Joaquina,
70
a.,
s.; Francisco Dias
da
Cunha,
32 a.,
s.;
Maria Simões
da
Costa.
25
a.,
c.;
Alberto
Souvelad,
10
a
;
Luiza
Maria
d
’
Almeida,
32 a.,
c.;
Maria
da
Luz
Vieira,
34
a.,
c.;
Gonçalves, 44
a.,
c.;
Helena
Marianna
de
Campos,
52
a.,
v.;
José
do
Patrocínio
Azevedo,
25
a.,
s.
Woeumento curioso.
—
Transcreve
mos
do
«Jornal do
Commercio»;
«Temos
á vista
um
documento,
que
julgamos
muitíssimo
interessante,
e
por
isso
o
offerecemos aos nossos
leitores.
E
’
uma
relação circnmstanciada
dos
ven
cimentos
annuaes
que
competiam
ao
pre
sidente
e
vereadores
do
antigo
senado
da
camara
de
Lisboa, extraída
do
livro—As-
sentamento
de
ordenados,
anno
de
1751
—
que
existe
no
archivo
da
cidade.
Eis o
alludido
documento,
que
publi
camos
textualmente:
Titulo
do presidente
Presidente:
de
ordenado
de 8005000
reis.
.
De
propinas:
por
acompanhar 19
pro
cissões
a
45000
reis
cada
uma
—
765000
reis.
Eram feitas
estas
procissões
nos
dias
de
S.
Sebastião,
de
S.
Vicente,
de
Nossa
Senhora
da
-Saúde,
de
S. Marcos, de
N.
Senhora
dos
Martyres,
nos
ires
dias
de
ladainhas,
vespera
e
dia
de
Santo
Anto
nio,
do
Corpo
de
Deus da cidade, da
Vi-
sitação
de
Santa
Izabel, do
anjo
Custo
dio,
de
Nossa
Senhora
das
Neves,
da
ba
talha
de
Aljubarrota, da trasladação
de
S.
Vicente,
dos
Santos
Martyres, de
S.
Chrispim
e
S.
Chrispiniano,
da
acclSmação
de
D.
João
IV.
Por
dez
assistências
publicas
que
o
se
nado
fazia
recebia
de
cada
uma
4500.) reis
—
405000
reis.
As
quaes
tinham
logar nos
dias
de
S.
Sebastião,
na
sua
casa;
vespera
e
dia
da
trasladação
de
Santo
Antonio,
na
sua
casa,
da festa
de
S.
Lazaro,
na
sua
egreja;
vespera
e
dia
de
Santo
Antonio
na
sua
casa;
vespera
e
dia
do officio
por
alma
de
D.
Sancha,
na
egreja
de
S.
Francisco;
vespera
e
dia
do
officio
por
alma
de
D.
João
IV,
na
egreja
de
S.
Francisco.
Em
dia
da
festa
de
S. Sebastião,
para
luvas
—2$009
reis.
Para
o
ramalhete
e luvas
no dia
da
procissão
do
Corpo
de
Deus
—
4$000
reis.
Para
quatro
resmas
de
papel,
a
15200
reis
cada
resma—45809
reis.
Para
carneiro,
pela
Paschoa
—
35200
reis.
Pelo
Natal,
para
porco—
85000
reis
Estas
propinas
ordinárias,
$e
tudo
quanto
acima
fica
dito,
eram
permittidas
por
pro
visão
regia.
Pela
missa
que
se
dizia no
domingo
intermédio
da
trezena
em
Santo
Antonio
dos
Capuchos,
com
assistência
do
senado,
por
ser
padroeiro
do
convento
—
45900
reis.
Dava-se
esta
propina
ha
muitos
annos
por
ser
assistência
publica,
e
assentar
o
senado que
devia
levar-se,
regulando-se
pelas
mais
assistências.
Para
folhinhas
e
prognosticos—195200
reis.
Praticava-se
isto
ha
muitos
annos,
a
exemplo
dos
mais
tribunaes,
por
assenta
mento
do
senado.
Em
cada dia
de
auto
de
fé
—
12$000
reis.
,
Por
occasião
de
luto
real, recebia
—2
peças
de
baeta.
Para
feitios
10$l)00
—
reis.
Por
assignaturas
nas
cartas
de
proprie
dades
de
oflicios,
de
provimentos
e
outras
similhantes,
concedidas
pela
relação,
regu
lava
por—
9$600
reis.
De
vistorias,
assistindo
o
senado,
re
gulava
por—
8$)00
reis.
Das parles por
cada
vistoria—
1$600
reis.
Pelas
rubricas
em
livros,
a expensas
do
senado
—
1$480
reis.
Das
que
pagavam
os
contratadores
dos
reaes
d
’
agua,
da
carne
e
vinho,
regulava
por
37$117
reis.
Além
d’estes
vencimentos
ainda
per
cebiam
outros
muito
importantes,
conforme
o
pelouro
que
administravam.
Os
pelouros
distribuiam-se
annualmente
á
sorte,
mas era defeso ao vereador
tor
nar
a
servir
no
mesmo
pelouro
emquanlo
não tivesse
servido
nos
mais.
BEPEIHDA.
O
visconde
de
Negrellos,
tendo
de
re
tirar-se
por
algum
tempo
para
o
estran
geiro,
em
viagem
de recreio, e
não
po
dendo
despedir-se
dos
seus
amigos,
como
desejava,
o
faz
por
este
meio,
ofíerecendo
a
todos
o
seu
préstimo.
(1049)
iUABEcnujnos
O
abaixo assignado, julga ter
agrade
cido
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
d
’
esla
cidade
e
fóra
da
mesma,
que
por elle,
directa
e indirectamente,
se
interessaram
e
o
vezitaram
varias
e
repetidas
vezes,
por
occasião
da gravíssima e longa
enfermi
dade
que
o
prostrou
no
leito
da
dór,
e
da
qual, pela
summa
bondade
de
Deus,
se encontra
ainda
em
convalencencia;
mas
podendo
acontecer
que involuntariamente
deixasse
de
cumprir
esse
dever
para
com
alguns,
lhes
agradece
por
este
meio,
ma
nifestando
a
uns
e
outros
indelevel
re
conhecimento,
e
protestando
que jámais
esquecerá
tão
disiinctos obséquios,
e
tão
geraes
demonstrações
de interesse,
que
lhe
dispensaram.
Braga
30-8-78.
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcelhs.
(1057)
José
Anaclelo
de Figueiredo
e
sua
mu
lher
agradecem
por
esta
fórma
a
todas
as
pessoas
de
sua amizade
e
relações
que
os
cumprimentaram
e
lhe
prestaram
ser
viços por
occasião do
fallecimento
do
seu
innocente
filho
Eugênio;
não
deixando
de
especialisar
o muito
rev.°
director
do
Col
legio
dos
Órfãos, pela fineza que se
dignou
dispensar-lhes.
A
todos se
confessam
sum-
mamente
gratos.
(1054)
Maria
da
Conceição
Gomes
Pereira
da
Rocha,
muito
penhorada
para
com
todas
as
pessoas,
que
por
qualquer
modo
a
ob
sequiaram
no
doloso
transe
porque
acaba
de
passar
com
a
morte
de
seu
estremoso
marido
Manoel
José
Gomes
da
Rocha,
vem
por
este
meio
agradecer
taes
provas
de
affecto
e
protestar
o
seu
mais
profundo
agradecimento.
(1046)
Monte-pio de S. José.
O
abaixo
assignado
tendo
de
retirar-
se
d
’
esla
cidade
para
banhos
de mar,
previne
por
esta
fórma
os
snrs.
socios
do
Monte-pio
de
S.
José,
que fica
en
carregado
de
substituil-o
nos
trabalhos
clínicos
d
’
esta
associação
o
exc.
1110
snr.
dr.
Vieira da
Cruz,
desde
o
dia
2
de
se
tembro
até
o
dia
24
do
mesmo
mez.
Braga
29
tPagoslo
de
1878.
João
Baplisla
da
Silva
liamos.
Aluga-se
a
casa
n.°
17
da rua
dos
Sapateiros
trata-se
na
rua
Nova
REWOEVEKrt
Vende-se um
par
de
bons
rewolvers,
grandes
e
baratos
nas Palhotas
n.°
83.
(1053)
Vendem-se tres
acções do
Banco
do
Minho,
no
campo de
SanUAnna n.° 41.
(1052)
NOVO
HORÁRIO.
Francisco
José
de
Barros (de
Simães),
annuncia ao
publico que
a
carreira
que
tem
de
Simães
para
Braga ás
5
horas
da
manhã,
e
de
Braga
para
Simães ás
3
da
tarde,
fica
sabindo
desde
o
dia
l.°
de
setembro
inclusivé
ás
2
horas
da
tarde,
e
de Simães a
Braga
ás mesmas annuu-
ciadas.
(1055)
O
gerente—
Alves Pereira.
DINHEIRO
A
JURO.
A irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de
800$000
reis
para mutuar
por
hypolheca
de
raiz.
(1056)
Banco
Commercial
de Braga em
liquidação.
Sociedade anonyma
—
responsabi
lidade
limitada
Por
ordem
do
exc.1110
snr.
vice-
presidenle,
e
a
requerimento
da
commis
são liquidataria
do
Banco
Commercial
de
Braga,
são
convidados
lodos
os accio-
nistas
d’
este
estabelecimento
a
compare
cerem
no dia
11
do
proximo
setembro,
na casa do
Banco,
pelas
11
horas
da
ma
nhã,
afim
de
ser
discutido
um
projecto
de
regulamento
para
a
continuação
da
li
quidação,
e
tratar-se
de
outros
assumptos
concernentes
á
mesma
liquidação
do
Ban
co,
conforme
as
circulares
d
’
esta
data
dirigida
aos
mesmos
snrs.
accionistas.
Braga 23
d
’agosto
de
1878.
O
secretario
Manoel
Duarte Goja.
S. Torquato
de Guimarães.
A
pessoa
que
por
occasião
da
festi
vidade
de S.
Torquato
no
corrente
anno,
perdesse um
anel
d
’otiro, dando
os si
gnaes
certos
e
pagando
o
importe
d
’
estes
annuacios,
pode
procural-o
no
capellão
do
mesmo
Sanctuario,
ou em
casa
de José
Teixeira,
lugar
de Peitimão
em
Celorico
de
Basto.
(1048)
CARNE
SECCA DO BRAZIL
Chegada
recentemente
do
Rio
Grande
e
muito
superior.
Vende-se
na
praça
do
Anjo n.
0
*
49
e
50
Porto. (1051)
Acções
dos
Bancos
de Villa Real,
Douro,
Commercial
de
Guimarães.
Mercantil de
Braga
e
do
Minho,
rua
de
S.
Victor
n.°
64.
(1047)
Precisa-se d
’
um
homem
com
pratica
d
’escripturação.
Quem
estiver
nas
condi
ções
falle
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
17.
(1050)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
cora
muitos
commodos. Trata-se na
casa
irame-
diata
n.°
22.
(981)
PROMISSÓRIAS
ão
Banco
Com
mercial de
Braga
Compram-se
em
casa
de
Valença,
Fi
lho
& C.a,
á
Galeria,
Braga. (1022)
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua
de Castiglione, Pariz, unico
preparador.
PI
LU LÃSB
pêps
EEHÕGG
Debaixo desta
forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar
;
desta
maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e
a sua efficacia he então certa.
As
Pilulas
de Hoog são de trez preparações differentes:
1»
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
pura,
contra
as
mães
digestões,
as
azias,
os
vomitos e outras
affecções especiaes do estomago.
2“
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para as affecções
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são egualmente muito
fortificantes.
3»
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
iodureto
de ferro
inalterável,
para
as
doenças
escrofulosas,
lymphaticas e syphiliticas, na
phthisica, etc.
A
Pepsina
pela
sua
união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
. . '
,
As
Pilulas
de
Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares, nas principaes pharmacias.
Deposito
em
Ferre,ra
&
Irmão, Banharia, 77 — 79.
(34-
V
............... .
KTOBlIiMiM
MS
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com-
plelamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas das 3
ás
5. 27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias, Paris.
(39
-H-)
MAG.ASIN DES
DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Grnvuraa
de
inodna
e modelos
de
tapeçaria
eoloríiios;
a ngun;
gravados
a
preto; novidades
para
piano
e
canto;
álbuns
de lavorei;
folhas
de
eonfeeções;
eroehet
e
rendas;
riaena,
ete.
O
Mngaain
des Uemoiselles
inaugura,
com
importantes
refórmas,
o
34.°
anno
da
sua
publicação.
E
’
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reune
o
duplo
atlractivo
de
um
periodico
lillerorio
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para
Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
l.°
de
janeiro)
4$000
rs.
Também se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição do
dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—
J$700
rs.
Subscreve-se
na administração
d
’
este
periodico.
CASA
DE SAUDE
EM
ÍÍRtCl
Bua
de
S.
João
n.°
10
Alfredo
Alves
Passos, que
por
favor
de
Deus conseguiu vencer a
perigosa
e
longa
doença,
que
o
prostrou,
reabriu
já
a
sua
Casa
de
Saude,
tão
feliz
como
bem
conceituada
no
publico.
O
annunciante
continua a
dirigir
a
dita
sua
Casa
de Saude,
assistindo
dia
e noite
aos
enfermos,
sendo
operador
e
visitante
seu
pae
Manoel
Joaquim
Alves Passos.
Dinheiro a
juro
de
5
°/
0
com hypoleca
de
um a
dois
contos de
reis,
Vicente
Francisco
da
Silva
Braga,
rua
de
S.
Vi-
ctor
n.°
40, diz
quem
o dá.
(1045)
Declaração
D.
Maria
Juiia da
Silva Braga,
declara
para
os
devidos effeitos,
que
achando-se
habilitada para
negoçiar,
por
escriplnra
que
se
acha
registada no
Tribunal
Com
mercial
d
’esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes a seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga, que
também
se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os-negocios
que
achar
convenientes.
(1026)
VENDA
DE
CASAS
,
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
enlrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos, o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de Paiva,
em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
z
%
Vende-se
uma
morada
de
casas
Jiji.if,,
sita
na
rua da
Cruz
de
Pedra
n.°
g
a g
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no campo
das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d
’esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(1006)
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da
casa
n.°
11
em a
rua
das
agoas
d
’
esta
cidade.
Tra
ta
se
cora
seu
dono
na
mesma.
(984)
DINHEIRO A JURO
Até
á
quantia
de
250:000
réis
dá-se
sobre
hypoleca
na
confraria
de Santo
Amaro
da
Sé Primaz.
Trata-se
com
o
secretario
da
mesma,
padre
Francisco
Lobo, na
rua
do
Poço
d
’
esta
cidade.
1014
JOSÉ ANTONIO
FERREIRA
GOMES
—
5
Bua
Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da rua
da
Boa
Vista.
(906)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
'878.
Parte de Comércio do Minho (O)
