comerciominho_31011878_744.xml
- conteúdo
-
RELIGIOSA.
AOTIC-IOSA
FOLHA
€Z4>.Wi®»S£»&.t2S^a.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.
j
6/
’
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1^600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
.
.
»
6
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
•
•
..........................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
Suecint» analyse
de
m
t»e»«|«»eí «•«»<**■•
[Conlinu-.çào]
«Quando
escuto
aquelles
meus
con
terrâneos
(os
liberaes
e maçonizanles,
mas
anti-macaqueiros;
que
criticam
dou
trinas
que
não
conhecem,
ensinam
moral
que
nào
praticam
e
prégam
religião
que não sentem;
quando
os
ouço
proclamar
com
phiases
sonoras
e
empha-
ticas
exclamações
que as
consciências
se
pervertem,
e
um
abysmo de
dissolução
e
de crimes
se
está
preparando
para,
o
fu
turo,
—começo
a
meditar
como
será
con
siiluida
a
sua
própria
consViencia,
que
lhes
não
mostra
quanto
estão
desacredi
tando
uma
causa,
que
de
boa
ou má
fé
julgam
(dizem?)
.-agrada e
superior
a to
das
as
temporalidades». [Ibid.j
Esta
tirada
é
d
’
eternas
luminárias.
Primeirameule Lavelaye, (ranc-mação
e
livre-pensador
tt
loute
epreuve
e
outros
que
taes
ímpios
como
elle.
que
no
en
tanto condemnam
a
doutrina
materialisji-
ca,
panlheistica
e
transtormista
do
«Sé
culo»
nào
estão
uo
caso
que
se
figura
(dirá
que
esses
não
são
conterrâneos;
mas
isso
não
tira
nem
põe):
em
se
gundo
lugar,
dado
que
assim
seja,
isto
zx
iiuvM.K»—
r
'
é
scjaíii
conlratliclorias
os
homens
a
terrível.
Não
está
alli
Deus
para
lhe
dar
quem
a
uU(
j
e
, q
ue
possam
e
devem
dizer
com
verdade Vzc/eo
meli^ra
proboque,
de
teriora
sequor;
para
que
fazer
logo
juisos
I
temerários e
lançar
veneno
em
tenções,
julgal-os
de
má
fé,
de
conscien-
BKIGA
OlíMAFKS'^ B,K
Ultf
dos
meios
de
que
a
maçonaria
tem
lançado
mão
para
desmoralisar
as
massas,
é
sem
contestação
alguma
—
a
liberdade
da
imprensa.
A
impiedade
tem
as suas
cadeiras
publicas.
O
alheo
póde
affrontar
Deus e
o
na
da.
O deisla
póds
injurial-o,
recusando
lhe
homenagem.
A
depravação
e
o
cynismo
se
juntam
á
impiedade.
Centenares
de
iscriplos
obscenos
em
que
os objectos
os
mais
sagrados
servem
de
meio
ás
concepções
as mais
torpes,
são
com
profusão
distribuídos
á
populaça.
Por
toda
a
parle
esses
livros,
encon
tram-se
nos
gabinetes
de
leitura
das
gran
des
cidades,
e
até
nas
choupanas
dos
pobres.
Enviae
gar
o
Evangelho
fé
a
um
povo
que
lê
faunas.
O
desgraçado
que
gaudo-a
com
o
suor
um
outro
gene;o
de
leituras perversas.
A
natureza
para
depois
missionários
para
pré-
e
a
castidade
e
a boa
essa
sorte
de
in-
cultiva
a
terra,
re-
do
seu
rosto,
achou
consolação
n
’
estas
elle está
vazia,
é
esperança.
.
_
.
Só
os
prazeres
sensuaes
virão
visitai
o
no
meio
dos
seus
trabalhos;
<
esses
prazeres escaparem
á
sua
precoce,
o
crime,
e
c
e
quando
j
i
velhice
_ _
_
____
, o
assassínio
talvez
serão
mais
um
prazer,
e eis
ahi
a
origem
d
’
essa
fereza
homicida,
d
’
esses
suicídios,
d
’
esses
estupros,
etc.
O
homem
descrendo
de
Deus morre
com a
terrível
impassibilidade
de
uma
lera.
A
liberdade
de
imprensa
prepara
as
revoluções
ou
a
escravidão.
A
relig
ão
começará
por ser
destruída
nos
corações,
não
restando
nos
templos
mais
que
um
vão
simulacro.
Nada haverá
de
verdadeiro
nas con
sciencias
e
nenhuma"
virtude
social
se
poderá conservar
n
’esla destruição
uni
versal
de
crenças.
.
Cada
povo,
cada
bando
ou
indivíduo
lerá
a sua
moral,
deveres,
virtudes
e
honra.
A
revolta
será
um
cia
depravada
ou
pervertida?
E
’
acto
de
coragem,
e
as consp
raçõ
s
um
heroísmo.
Ver-se-hão
homens
basear
a sua
gloria
uma
uma
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
lâ<)50
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes.
»
»
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Eolha
avulso...............................
6
»
....................
sendo
duas
assignaturas
e
a
tal
resp
ilo
já
receheu
uma
lição
no
«Correio
da
Tarde»,
na
«Palavra»
e
tal
vez
n
’oulros
jornaes
religiosos,
—lição
que
não
queremos aqui
repelir.
De
resto,
o
proprio
padre
Secchi,
dirigindo-se a
ou
tros
macaqueiros
(de
Italia
e
de
Allema-
nha)
se
encarregou
de
cabalmenle
lhe
res
ponder).
Sirva-lhe
de
escarmento,
e
procure
ser
mais
exaclo
ou
menos
parallogista
para
outra
vez.
Assim
se
vae
aprendendo
em
cabeça
própria,
quando
se
não
tem
querido
«apren
der
em
cabeça alheia».
Ainda
accrescenta
o
nosso
respeitável
vissionano
ou
dorminhoco:
«Por que não serão
seguidos entre
nós
estes
salutares exemplos
em
matéria
de
critica
scienliíica
!
Nào
o
apreciarei
agora»
(que
pena !
«Vejo
que
o
não
são»
(pag.
6).
O
doutor
diz
que
vê,
mas não
vê na
da.
Dorme, ou
pelo menos dormita.
Se.
aliquando
bónus,
até
Homero
dor
milat
!
Nào
ha
pois
que estranhar.
Ora,
quem
dormita,
sonha
muitas ve-
Acorde,
acorde, doutor,
que
jam
est
D
’aqui
a
pouco ouvir-se-ha
a
cíi-
e
os
«rapazes»
esperam
uma
prelec-
prehistorica
de
se
lhe
tirar
o
cha
sU<S
1U-
muito
se
gala
o
snr.
duii-
essa
a
tolerância
de
que
présa,
e
de
que
laz
resto..,
oelalem
habenl:
podem-se
tor?
De
deffender e
lá
se
avenham
os
«conterrâ
neos».
no
crime—
Souvel
deu
o
exemplo
d esta
generosidade
e
sacrifício.
Eis
o
quadro
da
sociedade
que
nos
preparam
os
modernos
reformadores!
Eis
aqui
para
onde
conduzem
o
pobie
povo,
os
apostolos
da
igualdade,
fratei-
nidade
e liberdade,
que
tão
altamente
se
apregoa
por
ahi
!
Mas
não
se
poderá
pôr
um
dique
a
esta
torrente
devastadora !
Pode
!
Mas
onde
existe?
No
Christianismo.
Mas
como9
Na
santidade
dos nossos
costumes,
prégando
por
toda
a
parte
as
maximas
salutares
do
Evangelho, envidando
lodos
os
exforços
para
propagarmos
as sãs
dou
trinas,
dando
o
bom exemplo, e
prati
cando
o bem,
porque
só
assim os
nossos
inimigos,
edificados
pela
santidade
de
nossa
vida,
poderão
um
dia voltar
ao redil
d
’
onde
ha
muito
andam
fugidos.
Praza
a
Deus
que
os
nossos
desejos
sejam
coroados
de
bom
exilo.
J.
M.
li.
Valente.
N.
’
744
de
enorme
peso
para
convencer e
per
suadir.
ou
arrastar
após
de
si
um
catlio-
lico,
e
«o
melhor
catliolico»
!
Este dou
tor)
!
.,
..a
qual
(pliilosophia)
não
assente
como
principio
que
a solução
suprema dos
objectos
accessiveis
á intelligencia
humana
não
pode
ser
tractada directamente»
etc.,
(pog- 7).
O
doutor
aqui
só
se
esqueceu
de uma
coisa:
foi
provar
que
estes seis
andores
que
cita
com
tanta
complacência
para
provar
a
sua
these
(de
que se
pode
ser
darwinista
o
calhodco)
são cathoiicos e
«bons
cathoiicos».
Atreve
se
a
isso?
Con-
vidamol-o.
Venha
de
lá.
Mais
vai
tarde
que
nunca.
Sobre
Artmann
e
alguns
dos
outros
recommendarnos
o
Liberalismo
desmascara
do,
onde
se
toca
nessas
firmas.
zes.
hora
bra,
çào
peu
®a«
4Çî.
que
se
deve
resar
diariamente
durante
o
anno
de
1878,
pedindo
o
triunfo
para
a
Egreja
e
a
conservação
da
preciosa
vida
de
Pio
IX:
Logo cm seguida
ao
precioso
trecho
que
<
acabam
s
de
transcrever:
<
«Lembra-me
então que
ha
em
Roma
<
um
padre-o
snr.
Secchi-que aprendeu I
com
Agossiz
o relutar
o
transformismo,
mas
que
é physico
e
astronomo, o
qual
<
sustenta,
sem “temor de oflender
o
texto
do
Genesis
nem
os
dogmas
da Religião
Catholica,
que
o
mundo inorgânico
pude
ser
explicado
só
com
dois
princípios
—
movimento
e
matéria
—
recordando
a
es
quecida
pliilosophia
de Galileu e
acei
tando
os
fundamentos
da
chamada
eschola
materialista
allemã.
«Decorre
me
lambem
que
ha
em
.
a-
ris
um
outro
padre-o snr. Abbade
M
>i-
o
no
—
que
embora
combata
muitas
das
aciuaes
lheorias
biológicas»
(lo
«os
os
ma
caqueiros
e
lodos
os
que
oiTendem
as
crenças
catholicas,
devia
acerescenlar,
«nào
receia
adoplar
as
doutrinas
da
phy
sica
moderna,
nem
aceitar
no campo
da
observação,
as
descobertas
da
paleontolo-
gia
q»e ss.
reverencias acham
dlusonas»
(pag.
o
e
6).
Antes
de mais
nada,
que
reverencias
são
estas?
Brinca
o
doutor;
pois
não
es
tranhe
que
brinquemos
lambem. Uma
vez
por
outra-de
longe a longe
porém
_
Hcet
insanire
(quanto
mais
que
nos
pomos certos
limites,
como
se
vê,. .
Depois, quaes
e quantas loram
as
descobertas—
as
verdadeiras descobertas,
paleotilologicas
ou não,
que
as
reverencias
acharam
illusorias?
Aponte-nos
isso
et
erd
nubis
Apollo.
Quanto
ás coisas
urgicas
que
o
doutor
aponta
das
reverencias
de
lá
(Italia
e
França
—Secchi
e
Moigno)
dando-se
ares
de as
contrapôr
ás
reverencias
de cá
o
doutor
bem
sabe
que,
no
fundo,
faltou
á
verdade
(sem
o
querer
por
supposlo;
que
oiTendem
as
devia
accrescenlar,
«Darwin
nào
é
atheu.
Dizia
delle
um
escriptor»
(o
nome
desse
escriptor
ticou
no
tinteiro)
«que
sem
duvida
escrevia
com
um
clérigo
ao
lado
(!).
A
sua
dou
trina
pode
ser
aceita
sem
o
mínimo
es
crúpulo
de
consciência,
pelo melhor
ca-
tholico»
(macaqueiro,
como
o
snr.
Barata)
«porque»
(attendam
á
razão
que
é
de
cabo
de
esquadra)
<ha
um
abysmo
pro-j
fundo
entre a
discussão
da
origem
ultimai
ou
causa
prima
de
todas
as
cousas
exis
tentes
a
qualquer
syslema
que
tenha
por
tim
explicar
os
phenomenos
biologicos,
inorgânicos
ou
psychicos»
(pag.
7)
—
(inda
que
seja
desmentindo
a
Biblica
e
passando
carta
de
impostores
aos
que
a
escreveram
divinamente
inspirados
—
iieim,
snr.
dou-|
tor?
1)
Digam-nos
por
favor
e
sem
animo de
oflender
ninguém,
lerá
isto
senso
com-í
rnum
?
Aquelle
«clérigo» porém,
posto
«ao
lado»
do
mestre,
intrigou-nos...
Ainda
haverá palermas
que
se
fiem?
—
E
’
de
stippor
que
não.
Todavia,
como
infinitus
est numeros!...
Quem
sabe?
A
rasão
de
cabo
de
esquadra
para
jus
tificar
cathoiicos
darwmistas
(?)
ou
para
converter
ao
darwmismo
os cathoiicos
que
11
i
ainda
não sejam sectários
do
macaquei
I
•
ratico transformismo,
conlinúa.
Ouçam
que
vai
a pena:
«Nào
ha
hoje
pliilosophia que
seja
ba
seada nos
methodos
positivos
de investi
gação»
(notem
os cathoiicos
a
palavrinha
positivos.
E
’ tão
innocente!)
«qualquer
que
seja
a
feição
particular
que
revista,
—
ou
seja
a
pliilosophia
positiva
de
A.
Coiiíie
e
do
snr.
Litlré»
(dous
alheus
de
marca
G., que
de philosophos só
tem
o
nome
para
o infamar),
«ou
seja
a
cha-l
mada
materialista»
(e
não
o
será,
dou
tor?
—
Venha
mais essa)! «dos- snrs. Mo-
leschott
e
Buchner»
(dous
matenalões
de.
vista baixa),
«ou
ainda
a
pliilosophia
do
inconsciente
de
Schopeuhaver
e
do
snr.
Hartmann»
(dous
inimigos
atrozes
da
li
berdade
humana,
o segundo
dos quaes
com
escandalo
de
toda
a
Europa
eiyili
sada,
e
pode
dizer-se
do
mundo inteiro,
acaba
de
se
declarar
prosélito
do Alco
rão, depois
de
ter
estado
de cócaras
por
algum
tempo
adorando
o
Deus-Eslado
e
o
seu
prophela
sium
Bismark;
—
já
selVizeu do snr.
vê,
tudo
aueloridades
de
summa
valia ej <
_
«Omnipotente
e
Clementíssimo
Senhor,
concedei
á
Egreja
todo
o
auxilio e
bem
assim
ao
nosso
Santíssimo
Padre
o Papa
Pio
IX.
opprimido
por
tantas
e
tão
graves
necessidades.
Os
annos
e
as
dores
affligem o
Santo
Pontífice,
concedei
lhe
pela
Vossa
Divina
Providencia,
as
forças
necessárias
para
valorosamente
pelejar
contra
os
Vossos
inimigos
Defendei
benignamente a Egteja
I
nas
luctas
que
sustenta
contra
o
erro,
e contra
as injurias
que
lhe
dirigem
os
seus
inimigos,
e
perdoando
todi-s
os
nos
sos
peccados,
glorificai
o
Vosso
Santo
No
me,
e
concedei-nos
o
dom de
uma
boa
vontade,
com o
fructo
d
’
aquella
paz
que
os
angélicos
coros,
por
occasião
do
Nas
cimento
de
Nosso Senhor
Jesus
Chrislo,
annunciaram
aos
homens.
Amei».
(
Com
approvaçào
do
Ordinário].
umim
B?i»çii<»
«1
í
»
s
Cistsdleías.—
S.
eX,C.a
revd.
ma
o
snr. arcebispo
Primaz
assiste
no
sabbmlo,
na
Sé,
á
missa
de circulo
e
bênção
das
Candcias.
A
’
mesmas
ceie-
monias
assistem
lambem
os
seminaristas,
e
collegiaes
de
S
Caetano,
assim como
os
estudantes
externos
do
curso iheolo-
gico
que
assistem
onde
n'aquelle
dia
I
costume.
No
n.°
seguinte
I
samente.
&oxiciae
«Se
IHabon.—
Segundo
con
sta,
o
novo gabinete
é
de parecer ser
conveniente
entregar
desde
já ao
estudo
de
g<aves
jurisconsultos
as
nossas
ques
tões
com
Rorna, as quaes
hoje
apresen
tam
um
aspecto
sério
em
razão
da
doen
ça
do
Papa.
Diz-se
a’é
qne irá
um
jurisconsulto
importante
e
reconhecido
estadista
para
adjunto da nossa
embaixada
em
Roma.
Na
noite
d
’ante-liontem
reuniu-se o
conselho
de
ministros
afim
de
tractar
dos
governos
civis
e
de
outros
assumptos.
Vae
ser
nomeado
governador
civil
de
Vianna
o
snr. visconde
de Torre
das
, Donas; de Coimbra
o
snr.
Fernando
de
Mello,
e
secretario
geral
o
snr.
Costa
Gomes.
Para
o
Porto
falla-se
na
nomea
ção
do
snr.
conde
de Margaride e
para
.
visconde
do
Serrado.
O
governo
adopla
em
prmcipio
o
pro-
na
capella
do
Paço,
não
ha
a
missa
do
diremos
mais
exten-
GJS3SJ3WWBT-Í
príncipaes
elementos
para
o
seu
progresso,
riqueza
e
prosperidade;
mas,
como
nem
iodas
as
povoações
se
podem
pôr
em
estado
de
communicação
directa,
pois tan
to
não
comportam
os
cofres
públicos,
é
necessário
que
na
direclriz
de
nma
es
trada.
que
liga dois
pontos
importantes
do
paiz,
se
laçam
todos
os
exforços para
conciliar
as
razões
de
uma
bem
enten
dida
economia
com
a
maior
somma
de
vant>gens, que possam
resultar
para
o
publico
Compenetrados
d
’
eslas razões,
e
en
tendendo,
porisso,
que
se
não
deve
dar
principio
a
uma
estrada,
sem
serem
bem
estudadas
nas
diversas
directriz.es
propos
tas
as
vantagens
e
commodidades
dos
po
vos
que
atravessa
—
fim
primário
da
sua
construcção
—,
as
condições
do
te reno,
e
as
maiores
ou
menores
despezss
que
tenham
a fazer
se
com
as
expropriações
e
obras
de arte,
imos
chamar
a
atten-
çào
dos
poderes
públicos
para
o
lanço
entre
Cabanellas
e
Azevedo
ou
Lama
da
estrada
districlal
n.°
5
de
Barcellos a
Mont
alegre.
Ponhamos
de
parle
a grande
impor
tância
geral
d’
esla
estrada,
e
as vanta
gens
que
resultam
para
o
Minho
da
sua
rapida
conclusão—
porque
n
’
este
ponto es
lão
accordes
Gregos
e
Truyanos.
Faltemos
lamsómente
das
directri-
zes,
que se
apresentam
no lanço
referi
>o,
e, pesando
as vantagens de cada
uma
d
’
eilas,
vejamos
qual
é
a
unica
preferí
vel,
em
face
de
todas
as
considerações
de
justiça,
economia
e utilidade
publica.
Tem
este lanço
por
pontos
tixos
a
ponte
construída
sobre
o
ribeiro Puriço,
em
Cabanellas,
e
uma ouira,
que
hade
lançar-se
sobre
o
ribeiro
Morelho
em
S.
Romão
da
Uciia.
Propõem-se
quatro
direclrizes.
A
primeira,
mais
reda,
atravessando
uma
pequeuà
elevação,
corta
pelo
centro
da
freguezia
de
Cabanellas.
Tem
contra
si
essa
altura,
ainda
que
pouco
conside
rável,
que
haveria
de
subir.
A
segunda
desvia-se
um
pouco
para
o
sul,
torneando
aquella
elevação
por
um
sitio
mais baixo,
no
logar
de Aldeia
em
Cabanellas
para
depois
seguir
pela
Veiga
dos
Eidos.
Tem
todas
as
vantagens
da
primeira,
sem ler
o
seu pequeno
incon
veniente.
A
terceira,
com
certeza
a
mais
dispa
ratada,
alasla-se
para
o
norte,
e
segue
pe
o
monte
de
Cruto, descrevendo
uma
curva
enorme,
atravessando
sitios deser
tos
e perigosos,
fugindo
das
povoações,
e
procurando
terrenos
de
má
natureza
para
a
sua
construcção
e
conservação.
A
quarta
e
ultima
estudada,
apesar
de
ser
um
pouco
mais razoavel
que
a
terceira,
lem
todavia
contra
si
a
grande
longitude
pela curva
que
descreve,
e
a
pouca
segurança
dos
viandantes,
pelos
sitios
desertos
que
atravessa.
Em
face
d’
esto
esboço rápido
e
per-
íunclorio,
não
será
difíicil concluir
que
a
segunda
direclriz
é
a
mais
racional,
e
que
a
terceira
é
completamenle
absurda,
in
admissível
e
injustificável,
porque
está
em
aulithese
completa
com
todas
as
ideias
de economia
e
utilidade
publica.
Mas
acceiiluemos
e
desenvolvamos
mais
os
motivos
da
nossa
proposição,
e
sa
tisfaçamos
os
espíritos
meticulosos
dos
mais
exigentes.
Ponhamos
em paralleio
a
segunda
e
terceira
direclriz,
porque
são
essas
as
mais
disputadas.
A
construcção
d’
aquella é solida,
facil
e
permanente,
e
não
exige
obras
d
’
arte,
senão
as
indispensáveis
paca
o esgoto
das
aguas
pluviaes:
a d
’esta
é
difíicil,
porque
demanda
obras
d’
arte dispendiosas,
e
para
a
sua
conservação
exige
trabalhos
e
des-
pezas
constantes,
porque
atravessa
terre
nos
pouco
firmes.
As
expropriações
da
segunda
direclriz
são pouco onerosas
para
o
cofre
distri
clal,
o
que
não
acontece
com
a
terceira
cujas
expropriações
são
muito
mais
dis
pendiosas.
Esta
é muito
longa
porque
descreve
uma
curva
enorme: aquella
é
mais curta
que
a terceira
e
a
quarta,
e
mais
acces-
sivel
que a
primeira
porque
evita
por
uma curva
pequena
e
suave
a
elevação
que
teria
de
atravessar.
A
segunda
direclriz
segue
o centro
da
fértil
e
populosa
freguezia
de
Cabanellas,
sendo
de
g«ande
vantagem
para
os seus
habitantes, cujos
interesses,
sem
se
faltar
aos deveres
da justiça,
não
podem
ser
menospresados,
sendo
tão
fáceis
de salis
fazer.
A
terceira
atravessa sitios
desertos
e
perigosos,
sendo
completamenle
inútil para
os
transeuntes
a
pé
e a
cavallo,
que
de
plica a
sua
accentuada
repugnância
por
aquelle
palacio».
Grnirrs «I»
Oriente.—
Os
ultimo»
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Londres
26
— Na
camara
dos
lords,
Beasconfield
explicou
que’
a
ordem
dada
á esquadra fôra
derogada
em
consequên
cia
das
condições
de
paz
já
conhecidas,
parecerem
próprias
para
servir
de
base
ao
armistício.
Respondeu
a
Carmrvon.
que
explicou
os
motivos da
sua
demissão.
Beaconsfield
disse
que
a política
ingleza
não
mudará estando
lodos resolvido» a
observar
a neutralidade.
Declarou porém
que
se
esta
neutralidade
sómente se
po
desse
manter
deixando
sem
protecção
es-
sènciaes
interesses
inglezes,
a
rejeitava
para
defender
os
interesses
do
paiz e
a
dignida
de
soberana
d
’
elle.
Londres
27—
Asseguram
de Constanti
nopla
que
os
preliminares
da
paz
foram
assignados
hontem
em
Ressanlik.
As condições de
paz produziram em
Vienna
viva
sensação.
A
esquadra
ingleza
volta
a
Besik».
Athenas
27—
Foi
muito
mal
acolhida
aqui
a
noticia
da
paz.
Houve
grande
manifestação
contra
o
ministério
e
a
favor
da
guerra
As
tropas repelliram
os manifestantes
que
apedrejaram
a
policia,
resultando do
coufliclo I
morto
e
3
feridos.
Espera-se
hoje
outra
manifestação
estan
do
tomadas
varias precauções
pois
receiam-
se
conflictos
sérios.
Paris
28
—
A
agencia
russa declara
inexacta
a
versão
do
«Daily
Telegraph»
ácerca
das condições
russas.
A
Porta
não
recebeu
ainda
noticia
of-
ficial
da
assignalura
do
armistício.
Crê-se
porém
que
foi assignado
hon
tem.
Constantinopla
28
—Sabbado
continua
ram
as hostilidades oos
arredores de
Tscliorld,
a
meio caminho
de
Andrinopla
a
Constantinopla.
Os
turcos
conservam se
na
defensiva.
Ignora
se
ainda
se já
estarão
assignados
os
preliminares da
paz.
Augmenta
a
insurreição
na
Thessalia
Londres
28—Na
camara
dos
deputados
Northcole
disse
que
acha
as
condições
russas
graves.
Entende
que
os
compro
missos
relativos
á
navegação
dos
estreitos
quando
tomados
separadamente
não seriam
nem reconhecidos
nem
admiltidos
pelas
potências.
Arcrescenta
que as
declarações
da Áustria
consideram
este
ponto
a
chave
da
abobada
do
edifício
da
Europa. Acha
que
a
occupaçào
mesmo temporária
de
Constantinopla
desobrigaria
a
Inglaterra
no
futuro.
Conciue
que
a
votação
de
subsídios
salvaguardará
a
paz.
O
debate
foi
addiado para
quarta-feira.
S.
Petersburgo
28
—
Parece
que
o
prín
cipe Battemberg
será
nomeado
regente
da
Bulgaria.
jecto da
nova lei
eleitoral
proposta
pelo
snr.
marquez
d
’Avila
e
de
Bolama,
no
’
sentido
de
alargar
o
direito
do voto.
O
snr.
Dia»
Ferreira
foi
o
que
in
dicou
o
snr.
Barjona
para
occupar
o
lo
gar
que
lhe
foi
ofrerecido,
dizendo que
apoiaria
o
ministério,
mas que
na
pre
sente
occasião
não podia
fazer
parte
d
’
elle:
segundo
consta
deve
hoje partir
para
Goimbra
Tumulto. —
Houve
em
Portalegre
uma
pequena
alteração da
ordem
publica,
a
qual
tinha
por
fim soltar
alguns
prezo»
civis.
Foram
dadas
promplas
providen
cias.
Auanuuinau
nn
SUsírw.
—
Da
Varzea
de
Cea
escrevem-nos
o
seguinte:
«Os
assassinos
da malfadada
Beira
Alta
esconderam
o
trabuco,
e
empunham
agora
o
punham,
como
arma
um
tanto
mais
portátil.
Teem
se
dado
por
aqui
factos,
que
parece
incrível
serem
praticados
por
hu
manos.
Para
amostra
bastará
por
agora
apontarmos
o
seguinte:
N
’
um
sitio
junto
a
Cea
appareceu, n
’
um
poço
de
dois
metros
d
’
allura,
um
cadaver
d’
um
rapaz,
natural
d
’esta
villa,
filho
d
’um
otlicial de
jusúça,
e
o
qual,
segundo
se
diz,
foi
ha
cinco
semanas
alli
apunha
lado.
Não
sabemos
promenores,
que
vamos
indagar
e
depois
relataremos. A justiça
procede
no descobrimento
dos
crimi
nosos.
Até
breve».
UemissAo.
—
Pediram
já
a
demissão
os
snrs.
governadores civis
de
Braga,
Vianna
e
Coimbra.
o ftecídente.—
Recebemos
o n.°
2
d
’
csta
revista
illustrada,
cujo
e»cnptorio
é
em
Lisboa,
na
iua
do
Loreto,
n.°
43.
Agradecemos.
JV«»vo ministério. —
Por
telegram-
mas
de
Lisboa
sabe-se
que
o
novo
mi
nistério
está
organisado
da
seguinte
lórma:
Presidência
e guerra,
Fontes
Pereira
d«
Mello.
Reino, Rodrigues
Sampaio.
Justiça,
Barjona de
Freitas.
Fazenda,
Se'pa
Pimentei.
Estrangeiros,
Andrade
Corvo.
Obras
publicas,
Lourenço
de Carvalho.
Marinha,
Thomaz
Ribeiro.
j.fiita. —
Um collega transcreve
do
«Figaro».
a
seguinte
anedocta
que
pa
rece
copiada da
opera Un
bailo in
mas~
chera:
«Era
em
1830.
Viclor
Manuel,
ainda
então
duque
de
Saboya,
passeiava
com
seu
irmão
proximo
da
villa
do
Valenlino.
Ti-
nha-se
alli
fixado,
havia
poucos
dias,
um
acampamento
de
ciganos.
Os
príncipes
ti
veram
curiosidade
de
ouvir
a buena
dichi-
Chegaram-se
a
uma
cigana,
e
manifesta,
ram
lhe
os
seus
desejos.
O
duque
de
Génova,
mais
ousado
que
seu
irmão,
foi
o primeiro
que
estendeu
a
mão.
Ella lomande
a
mão
do
príncipe,
respondeu
sem
hesitar:
—
Has
de
ser
um valente
soldado,
e
bas
de morrer novo.
—No
campo
de
batalha?
perguntou
o
príncipe
Fernando
com
os
olhos scinlil-
lanles.
—
Não.
Na
tua
cama.
A
figura
do
moço
príncipe
annuvioú-
se,
e
não
•juiz
perguntar
mais nada.
O
duque
de
Sabóya
estendeu
também
a
mão.
Ao
primeiro
relance,
a
cigana
manifestou
um
movimento
de
surpresa.
Inclinando-se
mais,
poz-se
a
estudar
as
linhas
da mão
com
allenção
profunda.
Victor Manuel
julgou
que
ella
eslava
con
fundida
e
sem
saber
como
sair-se
de apu
ros,
e
disse-lhe:
—
LTesla vez
parece
que
se
perdeu
a
tua
sciencia?
—
Não.
A
minha
sciencia
é
infallivel.
Mas
leio
na
lua
mão
um futuro
tão
gran
dioso
e
tão
brilhante,
que
me
custa
a crer
no
leslimunho dos meus olhos.
O
duque de
Saboya,
voltou-se,
sor
rindo,
para
seu
irmão,
e
disse-lhe
a
meia
voz.
—
Vaes
vêr
que
elle
me
diz
que
hei
de ser
rei.
Provavelmente
reconheceu-
nos.
A
cigana
endireitou-se,
e
largando
a
mão
de
Victor
Manuel disse-lhe:
—
Sim
;
has
de
ser
rei
;
rei
de Ita-
lia.
Victor
Manuel
fez
um
movimento
de
surpresa,
e
a
cigana
continuou:
—
Silencio!
Has de
ser
rei
de
llalia.
A
lua
capital
será
Roma,
e
morrerás
de
morte
violenta
no Quirinal.
Viclor
Manuel
esqueceu-se
dentro
em
pouco
d’
esle
facto,
mas
veiu-lhe á
me
mória
logo
no
primeiro
dia,
em
que
deu
entrada
uo
Quirinal. E
é
isso
o que
ex-
Appelo sá
earidade. —
Pedimos ás
abrias caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da
Moita,
ollicial
de sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras, n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo seu
mau
estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
4’
mesma.—
Recommendamos
á
ca
ridade publica,
Antonio
de
Passos,
mo
rador
na
rua
das
Palhotas
n.°
57.
A’
m
p«Mon« caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idrde,
e
filha
de paes
extremamente
pobres,
que
conlinuamenle
soffre
dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
h
almn» eariíloiitii.—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S. Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’
edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
SECÇÃO
DE
COMUNICADOS
i.atiço entre a freguezia de Cn-
baneiiaH
e Azevedo, di«
estrada
diHtrictnl
n.° 5 de BSareeíllos a
lloufalegre.
A
construcção
de'
boas
êstradas,
que
façam communicar
entre si
os
diversos
povos
do
paiz,
é
sem
duvida um
dos
certo prefeririam
endireitar por
caminho
8
menos
commodos,
mas
mais
curtos
e
mais
seguros,
a seguir por
uma
grande
curva,
passando
logares despovoados.
A
direclriz
do
monte
de
Cruto
dis-
lancia-se
perto
de
dois
kilometros
da
es
trada
municipal de
Braga
ao
Barco
da
Graça,
onde
é
provável
que
se
construa
uma
ponte
sobre
o
Cávado.
A
outra aproxima-se
muito d
’
aqnellj
estrada,
de fórma
que
lançada a
ponte
subre
o
Cávado
ficam
perfeitamente
unidos
os
dois
concelhos
de Braga
e Villa Ver
de,
o
que
é
de
uma
vantagem
inconles-
lavei
para
este
município, que
assim
evita
as
grandes
despezas
que
teria
a
fazer
para
uniras
duas estradas,
na
hy-
potese
de
ser
preferida
a desconchavada
direclriz
do monte
de
Cruto.
Em
conclusão, a
terceira
variante
é
dispendiosa,
difíicil,
longa
e
fere
todas as
razões
de
commodidade
e interesse
pu
blico.
A
segunda
é
economica,
curta, fa
cil
e
de grande
vantagem
para
o
publico.
Em face
dhsto
quem
titubeará
um
momento
na
escolha?
quem
poderá
com-
piehender
o
notável
acirramento,
com
que
alguém
quer
que
seja
preferida
a
variante
do
monte
de
Cruto?
Para
estas
nossas
considerações
cha
mamos
a
allenção
do ex.IU0
engenheiro
do
dislricto,
da
respectiva
commissão
da
viação districlal
e do
governo,
de
cuja
illuslração,
justiça
e
imparcialidade
espe
ramos
que
sejam
satisfeitos
os
nossos
de
sejos,
que
são
os
de
todos
os
povos
que
vae
beneficiar
aquella
estrada.
Não
receamos
a
opinião
de
nenhum
engenheiro
illusirado
e
imparcial;
e
vimos
á
imprensa, conscios
de
que
ninguém
po
derá
desmentir
a
verdade
das
nossas
as
sei
ções.
Agora terminemos com
uma
leve
obser
vação.
Consta-nos
que
a
calumnia
começou
já
a
querer conspurcar as
intenções
dos
que
compenetrados
da
razão
e
da justiça
a;
ham
disparatada
e
inadmissível
a
variante
pelo
monte
de
Cruto,
e
vão
representar
ao governo
n
’
este
sentido;
dizem-nos
um
cerlo
sugeito,
paladim
encarniçado
d
’esta
variante,
tem
querido
fazer
acreditar
que
os
po»os
de
Cabanellas
desejam
a
quarta
direclriz,
que
acima
apontamos,
e
que
foi
ulliinamente
estudada.
E’
falso:
aquelles
povos querem
a
segunda direclriz,
que
segue
pelo sitio
de Aldeia,
em
Cabanellas,
e
pela
Veiga
dos
Eidos,
porque
é
a
mias
ulil, mais
facil.
mais
commoda,
e
mais economica
de todas
as
tres
E
’
esta
a
verdade, a
pura
verdade.
Quando
se
não
podem
conseguir
cer
tos
intentos
com
a verdade
sem
mescla,
recorre-se
á
mentira
e á
calumnia.
E
’
laclica
velha dos
homens
de
má
fé.
Um
observador.
Assim
como
não
podemos
deixar
de
stygmatisar
as
más
aeções,
assim
lambem
não
deixaremos de
louvar
as
boas,
prin-
cipãlmente
quando
vemos
que,
pela
di
vulgação
das
mesmas,
podemos
concor
rer
para a
sua
imitação
d
’ellas.
Dá-nos
ensejo
a escrever
estas
mal
traçadas
linhas,
um
facto
occorrido
na
feira
dos
cevados,
em
Guimarães,
no
pro
ximo
passado
sabbado.
26 do
corrente
mez
de
juieiro.
Narremos
o
facto
confórme
nol-o
in
formaram.
N
’
es-e
dito
dia
26,
seriam
6
horas
da
manhã,
passavam
na
estrada
real,
que
vae
de
Villa
Nova
de
Famalicão
a
Gui
marães,
alguns
negociantes
de
cevados,
que,
segundo
se
dizia,
vinham
do
Alem-
lejo.
conduzindo
aquelle
gado
para
a
fei
ra
da
d'ta
cidade
de
Guimarães.
Na sua
passagem,
p»rém,
na
dita
es
trada,
notou
o
cantoneiro
n.°
5,
que es
tes
indivíduos deixaram
os
animaes
fuçar,
e
assim
causavam
muito estrago.
Avisados
pelo
dito
cantoneiro para
que
tivessem
cuidado
com
os
animaes,
a
fim
de
que não
continuassem
a
obstruir
a es
trada,
e
que
dessem
os
nomes,
para
se
rem
multados,
segundo
o
regulamento
das
estradas,
estes indivíduos
seguiram
seu
caminho,
sem
darem
allenção
ao
que
o
cantoneiro
lhes
dizia.
Este,
porém,
não
deixou
de
os
seguir,
e
reunindo-se
ao
can
toneiro
n.°
6,
em
cujo
cantão
os
mesmos
cevados
continuaram
a
fazer
estragos,
fo
ram
os dous
cantoneiros,
como
fieis
obser
vadores
das
suas
obrigações,
na
pista
dos
negociantes
até
Guimarães,
tendo
pelo ca
minho
recebido
algumas
palavras injnrio-
Jsas,
que
os
taes
sugeitos
lhes
dirigiam,
o
que
tudo
soffreram
com
verdadeira
re-
j
sig nação.
Chegados
áquella
cidade
deram
parte
«lo
acontecido
»o
seu
illustrado
chefe,
em
pregado
de
alto
mérito, tanto
pelo
seu
saber,
como
pelas
maneiras
delicadas,
com
que
costuma
tratar
a todos.
Este
digníssimo
empregado dirigiu-se
immediatamente
á
feira
dos
cevados,
e
juntamente
cnrn os
seus
subalternos,
or
denou
—
que
aquelles
negociantes,
cujos
ga
dos
tinham
causado
estragos
na
estrada,
dessem
seus nomes,
a
hm
de
serem
mul
tados
segundo
as
determinações
da lei.
Ao
ouvirem
esta
intimação,
os laes
negociantes,
talvez
mais
por
ignorancia
que
por
maldade,
recuzaram
ainda
cum
prir o
que
lhes
era
mandada.
Porém
o
digníssimo
chefe
de
canto
neiros,
com
seus
modos
tão
delicados,
de
tal maneira
falia que, em
occasião
tão
critica,
como
era,
no
meio d
’uma
feira,
e
cercado
de
gente rústica
e
ignorante,
a
lodos
convence,
e
todos
se
prestam,
não
só
a
dar
seus nomes, mas
também
a depositar
o
dinheiro
preciso
para
pa
gamento
da
respectiva
multa!
Eis
aqui
como
deviam
ser
todos
os
empregados,
o
que
desgraçadamente
não
succede
assim,
porque
quasi sempre
an
tes
querem
ser
severos
para
com
o
po
vo
do
que
delicados
e
prudentes.
Desenganem
se:
mais
vai ser
prudente
do que
a
muita
justiça.
Pois
á
prudência
dos
dois
cantoneiros,
e
muito
mais
ao
tino
e
delicado trato
do
digníssimo
chefe
dos
mesmos se
deve
o
não
haver
a
lamentar
as
muitas
desgra
ças,
que
provavelmente
resultai
iam d’
este
conflicto.
Que
isto
sirva
d
’
exemplo
a
todos
os
empregados
públicos,
é
o que
de
todo o
coração
desejamos.
Janeiro 28,
de
1878.
*
♦
*
■IM
—
.........
í
HFFir
iT
■
I
■ ■
■«■«■«■■■■■■■■■■■■■■«■■■■■■■■■■■I
THEATRO
DE
g.
GERALDO
Sabbado
2
e
domingo
3
de
fevereiro.
BAILE
DE
MASCARAS.
Principiará
ás
8
horas
da
noite.
SALVAE
AS
CliEANÇAS
Peia
doce
Revalesciére du Barry de
Londres
—
Por
toda
a
parte
se
deplora
que
a creança
—
a
alegria
da
familia
e
a
e-perança
da
na
ção
—
é
muito
mal
tratada. Sómente
devi
do á
ignorancia das
mães e
das
amas,
m«r
rem
ellas no
primeiro
anuo,
60:000
em
França
e
40:000
em
Inglaterra I
Esta
mi
seria
é
devida
ou
a
uma
alimentação
de
leite
muito
frequente,
ou
antes ao
oso
do
leite
de
vacca ou
de
cabra,
ou á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente.
trazem
uma
irritação da
mucosa,
e,
como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia
ou
a
diarréa, os
vomilos
contí
nuos,
a
attophia,
as
caimbras,
os
espas
mos,
a
morte.
Reconheceu se
que
a
di
gestão
de
uma
creança,
uma
vez
com-
prometli
ia,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
nào
teem
poder
de
reparar
o
mal!
E’ um
ílagello
para
a
familia
e para
o
paiz
esta
cruel
destruição!
11a
coinludo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de o
conse
guir,
e
que
tem
sido
provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as
creauças
de
peito
e
as
c<eanças
doentes e
fracas
de
qualquer
edadecom
a
Revalesciére
»u
Barry,
tres
vezes
ao dia,
simplesmente
cosida
com
agua
e
sal.
ãitialanente, o
«ualento pur
exeelieiicia
que, elle ■<»
consegue
evitar todos os aceideníes «ia in
fância.
Citemos
algumas
das
provas
abundan
tes
da
sua influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
oos
casos
iniis
desesperados
Cura
n.°
80:416.-0
snr.
doutor
F.
W.
Bentke,
professor
de
medicina na
Uni
versidade
de
Marbou-g,
refere-se
da
se
guinte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
em 8
de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um
de
meus
filtros
á
Ravulesciére »u
Rarry.
«A
creança,
na
edade
de
quatro
ân
uos,
soífria sem
causa
apparente,
uma
atropina
completa,
com
contínuos
vomitos
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta a
duas
amas
e
a
todos
os
tratamentos
da
-scietcit
medica.
A
Revalesciére
fez
parar
immediatamente
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
complelamente
a
saude
em
seis
semanas.
De
todas
as
minhas expe
riências
feitas
posteriormente
com
a
He-
valesciére
obtive os
mesmos
resultados.
E’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne».
Cura
n.°
70:410.
—
Fabrica
de
Gran-
villars
(Alto
Rheiio)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.
—
Considero-me
feliz
por
poder
di
zer-lhe
que
o
meti
primeiro
filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
durante
um
an
no
pela
sua
Revalesciére,
e
que a sua
saude
e
o
seu de-envolvimento
são
uma
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não
ha
na
aldeia
creança
tão forte como
o
meu
fi
lho em
relação
á
sua
edade. —
M
er
CIER.
Cura
n.°
87:421.
— Broxellas,
23 de
junho
de
1874.—O
meu filho
mais novo,
abandonado
ua
edade
de quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos, não
queria
to
mar
nem
digeria
alimento
algum,
e
acha-
va-se,
por consequência, n
’um
estado de
Raqueza
que
punha
em
perigo
a
sua exi
stência;
ftd
eutão que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Revalesciére
fraco,
que
elle comeu
com
apetite,
e
de
que continuou
a
ali
mentar-se
exclu-ivamenle
durante
alguns
mezes.
II
je, que
tem
onze
annos
de
eda
de,
é
forte
e
gosa
saude.
—
D
eswert
.
E
’
seis vezes
mais
nutritiva
tio que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
(ixos
da
venda
por miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
‘
/
4
kilo,
500
; de </
a
kilo
800
rs
;
de
um kilo,
l$40(
res;
de
2
4
/
a
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
641400; e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
«evaSeseière ehoíiílaiatla;
ella
res-
titue
o appettile,
digestão,
sotnno,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta dez
vezes
maii
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em pó
e
em paus,
em
caixas
de folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
di
120
chavenas,
3
$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavetu.
Dl
SIARP.l
.«!©.»
LitllTED,
-
Place
Vendôme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streei,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos, droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
iLisboa,
(por
grosso
e
miudo):
Azevedo
Filhos,
praça de D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Dmãos, rua
Aurea,
12
—
P®ir-
J
de
Sousa
Ferieira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
==
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
Bareellow,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
S8«-«ga,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
d®
Caa-
♦eíi®, Aftonso drog., rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
graude,
140.
—StaiísMísrã®»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
biiva,
drog..
Rua
da Rainha,
29
e 33. —
Fenafiei,
Miranda,
pharm.
—
Forío,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Dmão,
Rua da
Banha
ria,
77;
J. R,
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108; Antonio
J.
Salgado,
Pha-macia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Fonte t!c
Li
ma.
A.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—F®-vew
«Ho Vnrzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença d<» vaini»»,
Fiancisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Viila
de
Covade, A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
AfiRÀDECIMmOS
Antonio
Domingues
Alvim,
e
sua
espo
sa Anlonia
da Graça
da
Motta
Abreu
e
Alvim,
sincera
e
eternameuie
penhorados,
para
com
lodos
os
illm
os
e exm os
snrs.
que
se
dignaram
dirigir-lhes
suas
atten-
ções,
e
assistir-lhe
aos
oflicios
fúnebres
na
tarde
do
dia
14
do
corrente,
na
capella
do
cemiterio
publico
d
’esla cidade, por
al
ma
de
seu
muito
querido
filho
José
Au
gusto
da
Motta
Alvim; agradecem por
es
te
meio,
e
pedem
a
devida
desculpa,
na
□ possibilidade
de
o
fazerem
pessoalmen-
i
como
desejavam,
consignando aqui
o
lais
positivo
e
indelevel
reconhecimento
a
idas
as
pessoas.
Antonio
Pinto
Teixeira,
agradece
em
xtremo penhorado
as
subidas
provas
de
ansideração que
recebeu
por
occasião
do
llecimento
de
sua
muito
presada
irmã
.
Maria
Narcisa Pinto
Teixeira,
protes-
mdo o
seu
eterno
reconhecimento
a
fi-
ezas
tão
distinctas
que jámais
poderá
es-
uecer;
pedindo
desculpa
de
se
aprovei-
ir
d
’este
meio
por
não
poder
pessoal-
lente
cumprir
com
os
seus
deveres
co-
io
cordealmente desejava.
(723)
Manoel
Ignacio
da
Silva Braga
e
sua
ulher
Maria Anastacia da
Silva
Braga, agra-
;ce
a
todas
as
pessoas
que
os cumpri-
enlaram por occasião da
morte de sua
igra
e mãe.
(721)
José
Maria Lupe
da
Rocha,
filha,
cu-
ihadas, sobrinhas
e
sobrinho Antonio
Joa-
|u;m
Pereira
de
Moraes,
extremamente
tenhorados
pelas provas
de
sentimento
e
imísade
que receberam
d
’
aquellas
pessoas
|ue
os
cumprimentaram
por
occasião
do
allecimento
de sua
sempre
chorada
espo-
;a,
mãe,
irmã
e
tia,
Maria
da Luz
Ennes
la
Rocha, e
bem
assim
áqnellas
pessoas
jue
acompanharam
o
cadaver da
finada
io
cemiterio
publico,
no dia
18 do
cor-
■enie
mez
de
janeiro;
a lodos em geral
rem
por
esle
meio
agradecer
e
protestar
ima
gratidão
eterna
e.
testimunhar
o
mais
irofundo
reconhecimento.
(726)
RODRIGUES
&
RODRIGUES
ESCRIPTORIO
EM LISBOA
PRAÇA
DE CAMÕES
N.»
6
berto, liou
dia®
uteix, desde an O
da
manhA até
á» 5 da tarde
Material
typographico,
lithographico
e
iroductos chimicos
correlativos
— Artigos
para
desenhadores e gravadores
PAPEL
O’a.nPRESSÃO
(
especialidade
de
papel
estrangeiro
)
Venda
por
grosso
e
por
miudo—
commissào
—
exportação
Esta
casa
sob
a
direcção
e
responsa-
ilidade
scienliíica
do
professor
José
lulio
Rodrigues,
foi
estabelecida
com
fim
de
preencher
uma
lacuna importan-
e
no
commercio
e
na
industria
portu
ueza.
Uníe»
representante
em Portugal
e
varias
casas estrangeiras
de
primêi-
■a
ordem,
fornecendo-se
directa
e
ex-
lusivamenle
dos
primeiros
fabricantes, es-
1
no
caso
de proporcionar
aos
seus
clieu
as, machinas,
utensílios
e
qualquer
ma-
arial,
em condições
recommendaveis
de
arateza
e
de
qualidade,
com teiuiivel
eonomin
sobre
os encargos,
respeclivos
qunl<iurr outra modo
de
aequisi-
Remette
promptamentee
eoma maior
leguraitf»
para
a
pi*«»vi»eii*
e pura
» ultramar,
mediante
pedido
prévio,
juaesquer
artigos
do
seu
commercio,
bem
:omo
se
responsabilisa
jiela <ju
«lidnde
los
objectos
vendidos,
nào
admittindo
nos
seus
depositos
senão
productos de supe-
■ior
qualidade.
PREÇOS
MÍNIMOS
A
installação
do
commercio
da casa
Hodriguca «*s «odrigue»
terá
logar
por
secções
especiaes,
e
successivamente,
conforme
se
íôr
annunciando
Pedir)».
—
Desejando
a
casa
Rodri-
Rodrig
«
m
,
ter
noticia
exacta
de todas
as lypographias,
lilhographias e
photographias^
que
existem
em
Portugal
e
nas
suas
colonias,
roga
aos
snrs.
admi
nistradores
d
’
aquelles
estabelecimentos a
fineza
de
lhe
darem noticia
do
local
onde
estes
funccionam.
*
(724)
VIXDA ne CASA
Vende-se
uma casa
na
rua da
Ponte,
n.
os
69,
69 A
e 69
B,
com
dous
andares.
Quem
a
pretender
dirija-se
ao campo
de
Sanl
’
Anna,
n.
’
48
B.
(722)
Banco
de
Guimarães
O
dividendo
do
2.°
semestre
do
ano»
findo, á
rasão
de
3$200
rs.,
1 p. c., por
acção,
paga-se
na
Companhia
Geral
Bra-
carense,
desde
o dia
30
do
corrente
em
diante.
Braga
26
de
janeiro
de
1878.
Os directores
da
Companhia Geral
Bracarense
João
Fernandes
Valença
(720)
José
Ferreira
de
Magalhães.
Companhia Geral Bracarense
Começa
a
pagar-se,
no
dia
15
do
pro-
ximo
fevereiro,
o
dividendo
do
anno
fin
do,
á razão
de
5
p.
c.
ou
1$250
réis
por
acção,
e confinua todas as
segundas,
quar
tas
e
sextas
feiras,
nào
sanctiticados,
des
de
as
10
ás 12
horas
da manhã.
Braga,
28
de janeiro de
1878.
Os
directores
João
Ferandes
Valença
(719)
José
Ferreira
de
Magalhães.
NOVO HOKARIO
Manoel
Antonio da
Costa
Figueiredo,
com
estabelecimento
de
trens,
na
rua
da
Sé
d
’
esta
cidade,
faz publico,
que
a
saida
da
sua
diligencia,
que
diariamente
letn
de
Braga
para
o
Penedo
e
Salamonde,
principia
a
sair
no
dia 27 em
diante
de
pois
da chegada
do
primeiro
comboio.
Os
bilhetes estão
á
venda
na
casa do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga, na Praça
do
Ba
rão
de
S. Martinho, n.* 29.
Braga
25
de
janeiro
de
1878.
(717)
Pelo annunciante—Ribeiro
Braga»
Banco
Mercantil de Braga
Da
parte do
exm.
0
presidente
da
As
sembleia geral
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco
a
reunirem-se
em
sessão
ordmaria
no
dia
31
do
corrente
pelas
12
horas
na
casa do
Banco
para
se
discutir
o
relatorio
e
contas
da
di
recção
e votar
o
parecer
do
Conselho
Fiscal,
e
bem
assim
para
se
proceder
á
eleição
d’
um
vogal
do Conselho
Fiscal.
Braga
23 de
janeiro
de
1878.
1
.°
secretario,
Domingos
Moreira
Guimarães.
CIKI
RGIÃO
UKSTISTA
DA
Escola
Americana
Consultono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia como
de noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22. (687)
CIRURGIÃO
UKATEST.%
«PPROVADO
PELA J3SCOLA MED1CO-CIRUKGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
nte
e
continúa operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(688)
CAIXA PABA AZBITE
No
largo
de
S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,.
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva
cinco pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
A naro
da
Sé
tem dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
llheca.
(706)
i
i
MgW
ilí ViMIOS
DO
ALTO
DOURO
O A
CASA
BE
VIE.CA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15—
Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza. (sem
garrafa)
15(!
>
9
>
>
.
19o
>
Lagrima .
...............................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
»
tinto
de meza fino.
.
.
270
»
de
prova
secca..........................
300
o
Malvasia
de
2.’.........................
360
»
»
.
velbo................................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
50(
»
Roncão
..............................
.
700
»
Alvaralhão. ..............................
560
»
Velho
de
1854
....
600
>
a retalho
part
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e garante-se a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquet
processo
cbymico.
(
tt
41)
FILIAL
Dá CÃfXâ
ECOKOMICA
PE.AHORISTA
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital.
.... 5®Oii>mMaOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA, N.°
9
(Também
com
entrada pela rua
do
Campo
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movei*,
ferramentis,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra-
so
ou
á
ordetn
abonando
juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da noite,
e nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente—A. G. Ferreirin^i.
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam
po,
d’esta
cidade, que
está
auctorisado
|>ara
este
fim.
(713)
DE
MIGUEL
AUGUSTO,
FONSECA & CARDOSO
FABRICA:
Poço
(las
Palas,
118
PORTO.
HEPOSITOS
FHIÃES:
R.
das
Flores,
208
POHTO.
Rua
Aiirea, 208
LIvJO i.
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
len
las
baseadas
nos preceitos
do
Decálo
go.
I
vol................................... 05CO
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
PADRE
SENNA
FREITAS
Premiados
com medalha de l.aelesse na ExpoaiçAo luternaetoiial
Portuense de ASS5, e na
Philadelplila de 1S»«.
Tendo
os
proprietários
d
’
esta
fabrica
sido
victimas
das
mais
cruéis e
vis
fal
sificações,
lazem
saber
aos
snrs.
consumidores
de
seus
productos,
que
teem
altera
do
a
inscripção
e
desenho
dos
invólucros
ou
cintas
que
cingem
os
seus
bem
con
ceituados e
COuhecidos=»C’
iijHrros
eapeeiae»
havono*^,
em
massinhos
de
8
cigaros;
e
por
isso
chamam
a
ai
tenção
dos
mesmos
snrs.
consumidores,
para
que
não
sejam
illudidos
na
sua
boa
fé. scienliíicando-os
de
que
os
rolulos,
além
d
’
um
leão
(dislinclivo
e
marca
d’
esta
fabrica)
em
maiores
proporções, legenda da
iirma
dos
proprietários—
nigiisl
.tugnslo,
Fonseca
«fe Cnrdoso—,
levam
ao
lado,
escripto
em
caracteres bem
legíveis
e
em
sentido
transversal
MARCA
I.F.Ãti;
e pe
dindo
lhes
para
que
se
dignem
bem
altenlar na
inscripção
e marca
que
acima
re
produzem, evitando
assim
o
serem ludibriados.
Não
encarecem
os
proprietários
a
excellencia
da
qualidade
d
’
estes
cigarros
e
mais
productos
sabidos
da
sua
fabrica,
porque
os
snrs.
consumidores
os
conhecem
de
sobejo
para
os poderem avaliar;
e
ao
que
visam,
lendo
feito a
alteração
na
m-
scripção
e
servindo-se da publicidade,
é
evitar
o
descredilo
da
sua
fabrica
em
de
trimento seu
e dos
snrs.
consumidores
que
os
obsequeiam
com
a
sua
preferencia,
a
qual
diligenciarão
farer
sempre
por merecer,
primando
cada
vez
mais
em aper
feiçoar
os
seus
productos.
(694)
Miguel
Augusto,
Fonseca
8c
Cardoso.
-------
..
,
—
II
I
IM1
'i
rTunwr
TTWimrnr.-ri
nrr»■inn
i
m
» m
LE
CONSEILLEK
DES
I1AAHS
ET
DES
DEMOISELLES.
ANNO
XXIX.
PeriódUc<» iiust:-»£<>.
ANNO
XXIX
Publica-se
no
dia
l.°
de
cada mez.
—
Não
se
recebem
assignaturas
por
menos
de
urn
anno.
Graças
aos
innumeraveis
melhoramentos
successivamente
introduzidos,
é
hoje
este
jornal
de
modas
uma
verdadeira
inciclopedia
de
todos
os
lavores
proprios
para
senhoras.
A
utilidade
e
esmerado
estillo
de
sua
redacção,
as
preciosas
gravuras
de
figurinos,
já
em
preto, jí
a
cores,
os
padrões
riscados
em
tamanho
natural,
de
modo
a
permittirem
a
qualquer
pessoa
executar
iodos
os
loilelles publicados;
os
modelos
de
tapeçara,
coloridos com admiravel
mestria,
e
de íacil
reproducção;
grandes
tiras
de
bordados
com as initiaes das
suas
assignantes;
numerosos
traba
lhos
de
crochel, gutpure,
tricot, ele.; penteados, chapéus,
rouparia.
musicas,
agua
relas,
rendas,
enigmas
piitcresc.es
,
guarnições
para
vestidos,
e
desenhos
de
passama-
neiia.
tornam
esta
publicação
a
mais sedutora
e
completa,
que
uma
senhora
ou
uma
menina
podem
desejar
Le
Cunsciller
des
Liames
et
des
Demoiselles
é
0 unico
periodico
que
póde,
pela
ex
tensão
de
seu
texto,
dar
uma
explicação
minuciosa
dos
desenhos
e
padrões,
com
ta!
clareza,
que possam
copiar-se
com
a
maior
facilidade.
PREÇO
PARA
PORTUGAL,
POR
ANNO
20100
REIS.
Para
facilitai
as
assignaturas,
0
director
do
Le
Conseiller des
liames
et des
Demoiselles,
entendeu-se
com
a
administração
d’
esle
jornal,
em
Braga,
rua
Nova,
3,
para
onde
podem
ser
dirigidas,
acompanhadas
do
seu importe.
Também
se
encarrega,
mediante
pequena
retribuição,
de
remetter ás
senhoras
assignantes
os
brindes
que
escolherem.
BANGO COMMERCIAL DE
BRAGA
Os
snrs.
accionistas
que
nã»
tenham
recebido
relalorio
por
se
ignorar
as
suas
moradas,
queiram
ter
a
bondade
de
mandar
procurar
oa
thesouraria
do
mesmo
Banco,
e
no
Porto
na
sua
caixa
Filial.
Braga
18
de
Janeiro
de
1878.
Solicitador
—
A. Lopes
da
Gama
Eacriptorio —
Taj-pas n.° 5 — Porta
(613)
physicã
recreativa,
ornado
de
80
estam
pas
500,
MANUAL
DO
CONSERVEIRO E
CONFEITEIRO,
modo de
fazer
bollos pas
tais,
doces,
gelados, 240,
MANUAL
DE
DANSA,
arte de
aprender
a
dansar
sem
mestre
120,
MANUAL
DAS
SINAS,
ex
plicação
das
sinas
e
sonhos
120.
1
irníu
õuSõ
chaiumwn
BRAGA
íntimos
publicações
(OBRAS
COMPLETAS)
LIVRARIA
130RIJA
LO
Trave*»»
«Sa
Vietoria
l.
“
anilar, is bata
N
’esle
estabelecimento ha um
variad0
sortimento
de
differet.tes
obras,
Roman
ces, Historias,
Comedias,
Dramas,
Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para
1878,
e
faz-se
abatimento
para
negocio,
e
remetlem-se
os
catalogos
grátis,
e qualquer
das obras
abaixo
mencionadas
são
remettidas
francas
de
porte
aquem
enviar
0
seu
importe
em
estampilhas.
MANUAL
DAS
DAMAS,
tratado
de
fa
zer
tlôres
arliticiaes
ornado
de
estampas
500,
MANUAL
DO COSINHEIRO,
modo
de
preparar
as
melhores
iguarias
da
cosi-
nha
portugtieza e
franceza,
arte
de
co
peiro
e
pasteleiro 240,
MANUAL
DO
PRESTIDIGITADOR,
livro de
sortes
di
vertidas
tanto
de
mãos
como
de cartas
e
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
0
seu
co
meço até
1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3.
voi
...................................
30000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
chrislão, traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol.....................................................
10200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
0
Calholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
20400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol. br.
500
cart...............................................
0600
Ancora
de
Salvação, 1
vol.
br.
500
cart..............................................
0600
ISfâlW
W»
b’HiiVIOI
Preço
....
500 reis
A
’
venda
na
Livraria
Calholica
P<rtuen-.
se,
praça
de
D. Pedro.
131.
RAPHAEL
ou
o
Menino
ílevoto e in«trui<lo
Collecção
de
orações
e
meditações,
com
um
dialogo
entre
um
sacerdote
e
aquelle
me
nino; exlractos
das
obras
de
vários
aucto-
res sábios
e piedosos,
COORDENADOS PELO
PADRE
J.
J.
C.
DE
SEQUEIRA
Acha-se
á
venda
unicamente
no
escri-
ptorio
da
«Palavra»,
Cima de
Villa
n.°
25.
Preço,
120 leis—pelo
correio,
140.
—
Encardernado, 220
—
pelo
correio,
240 rs.
E
’
pago
adiantado.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcla
e
muito
augmentada
com novas
orações
e
déveções indul-
genciadas, e
concedidas posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
8.
Exc.
a
Eev.
m
*
0
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E,
e
nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na Livraria
Calholica.
Poiça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel
Malheiro.
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura. .
.
.
160
reis
»
encadernado
....
240
»
i )IS CURSO
do
deputad» froneei
ealbolieo
O CONDE ALBERTO DE MUN
Prosaaanciado 110 encerramento
da
assembleia geral don menbreg
d»
obra do» cireulos eatlzoltcos
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PA»RK
SBOA FREITAS
Dedicado
ás
Associações Catholicas do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’
esta
redacção
por
60
rs.
..
....-
...
u
grã.'
successo.
I
■
>i~
111
:is
de
i.i
annos
por
a
maior
parle
R
.los
mediei»
por
rurar a
chlorosix
///«.ro
§
1-TLincn
do
inça
das
mancebas
tiihas
e
to-
g
das
as
moiesl.ias
eldorólicas.
ICis
açui
a
g
opinião
dos
mais
eminentes
médicos
que as S
lem
experimentado
:
«
Depois
35
nnr.s
<pie
exerço
a
medicina,
a
«
lenho
reeonlioeido
a
e-ie
medicamento
g
«
il
’
ilulas
de
vantaqeins
meo.níesla-
g
<• veis
.-obre
todos
os
outros
ferreos
e
eu S
.
o
mi
o
eoúiu
o
tiieihoi'
.mii-cblurotieo.
»
f
D>
*DOUBLE,
fj-p--esideute
lia
Academia
l
ae
.1/
ed.crea.
j
«
l>e
lo
las
is
preparações
ferreas
<|ue
J
> nos
báo
dado
bons
n--.ii
tados
no
trata-
«
Como
«
mi-ttlo
das
atreições
cliioroti'
as.
as
pilu-
«
las
de
laiid
parece-uos
devem
esiar
na
.
m-illiett-a
til.i.
"
—
Diccionarin
unir.
cada
pílula
Depósitos
:
/'arts,
s,
r,
Payenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreio,
Lorêto
n.°
28—
30
(27
*)
Quem
quizer
dar
4
a
5
contos
de
reis
a juro, sobre
hypolheca
e fia
dor,
falle
n
’
esta
redacção que
se
di
rá
quem
o
pretende.
(517)
BRAGA,
TYPOGBA.PHIA LUSITANA—18“ 8.
Parte de Comércio do Minho (O)
